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APOSTILA 1 – CONVERSÃO DE BASES

Prof. Murilo Parreira Leal, M.Sc.
Arquitetura e Organização de Computadores
Circuitos Digitais

10/09/07 – Pág. 1


1 – HISTÓRICO

1.1 – Dispositivos Mecânicos

ÁBACO (Mesopotâmia – 3.500 A.C.)
O ábaco é um antigo instrumento de cálculo, formado por uma moldura com bastões ou arames
paralelos, dispostos no sentido vertical. Teve origem provavelmente na Mesopotâmia, há mais de
5.500 anos. O ábaco pode ser considerado
como uma extensão do ato natural de se
contar nos dedos. Cada bastão contém dez
bolas móveis, que podem ser movidas
para cima e para baixo. Assim, de acordo
com o número de bolas na posição
inferior, temos um valor representado.
Pode haver variações, como na figura ao lado, onde se fazem divisões na moldura e o número de
bolas é alterado. Observe que na figura temos o número 6302715408 (por exemplo 8=5+3, com a
parte superior representando múltiplos de 5, neste caso 0,5 e 10).
IMPORTANTE:
Utilização da Notação Posicional.

MÁQUINA DE PASCAL (1642) - França
Contador mecânico (soma e subtração) através de rodas e seis engrenagens com dez dentes. Ao
realizar uma volta completa em uma engrenagem, ela voltava a zero e provocava um deslocamento
na engrenagem adjacente à esquerda (odômetro).
Utilizava, portanto, dois “registradores”, onde eram introduzidos os valores a serem operados. Um
destes recebia o resultado final (soma ou subtração), sendo por isso denominado “acumulador”.
Utilizava, portanto o “vai um” e a subtração por “complemento”.
IMPORTANTE:
Conceito de Registrador e Acumulador.
Complemento à base 10 para subtração.
























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CALCULADOR DE LEIBNIZ (1671) - Alemanha
Semelhante ao de PASCAL, acrescido de dois conjuntos adicionais de rodas que permitiam a
realização de mais duas operações (multiplicação e divisão).
IMPORTANTE:
Multiplicação: Somas sucessivas.
Divisão: Subtrações sucessivas.







JOSEPH JACQUARD (1802) - França
Em 1802 - na França, Joseph Marie Jacquard passou a utilizar Cartões Perfurados para controlar
suas máquinas de tear e automatizá-las.
IMPORTANTE:
Dispositivo de entrada de dados: Utilização de cartões perfurados para programar tear (tecelagem).




































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CHARLES BABBAGE (1822) – Inglaterra
A Máquina das Diferenças (método matemático das diferenças
finitas) foi inventada por BABBAGE para a Marinha Real com o
objetivo de gerar tabelas de navegação. A sua máquina realizava
sucessivas adições e subtrações através de uma espécie de
“Máquina de Pascal a vapor”, imprimindo os resultados (tabelas)
em placas de cobre que serviam de matriz para a impressão final
em papel. Estas tabelas anteriormente eram calculadas e escritas à
mão, uma a uma, gerando diversos erros.




Projetou também a Maquina Analítica, capaz de executar
diferentes cálculos a partir de um programa que podia
modificar o funcionamento da máquina. Apesar de
mecânico, é considerado o primeiro computador por
possuir os componentes: memória, processador e saída
(perfurador de cartões, baseado na idéia de Jacquard).
IMPORTANTE:
Dispositivo de saída (impressora).



HOLLERITH (1889) – U.S.A
Usava cartão perfurado para guardar dados e
uma máquina tabuladora mecânica acionada
por motor elétrico, que contava, classificava e
ordenava informações. Utilizada no censo de
1890. O censo de 1880 consumiu 10 anos de
trabalho manual em tabulação dos resultados,
enquanto o de 1890 demorou apenas 2 anos e
meio, apesar do aumento da população de 50
para 63 milhões de pessoas. O nome inicial
da empresa de Hollerith era Tabulating
Machine Company, e foi mudado
posteriormente para IBM – International
Business Machines em 1924.
IMPORTANTE:
Integração entre calculadora e dispositivos de entrada (cartão) e saída (impressora).

1.2 – Dispositivos Eletromecânicos

KONRAD ZUSE (1935) - Alemanha
Primeira calculadora (Z1): usava relés eletro-
mecânicos para armazenamento, teclado para
entrada e lâmpadas para saída. Era um dispositivo
binário. O último computador de Zuse foi o Z4, já
controlado por programa e foi utilizado pelos
alemães no desenvolvimento de aviões a jato e
mísseis na Segunda Guerra Mundial. Seu trabalho
foi perdido por causa dos bombardeios aliados.
IMPORTANTE:
Já usava dispositivo binário.
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HOWARD AIKEN (1944) – U.S.A
Baseado na máquina de Babbage. O
Mark I era uma calculadora
eletromecânica muito grande (NÃO
ERA COMPUTADOR), que
utilizava engrenagens decimais
acionadas por relés.
IMPORTANTE:
Era uma calculadora decimal e não
binária. Como o Z4 de Zuse foi
destruído, o Mark I representou o
ponto de partida da computação
moderna.

1.3 – Computadores de Primeira Geração

Já no século XX, um grande número de projetos foram implementados, baseados na utilização de
relés e válvulas eletrônicas, para a realização de cálculos automaticamente. Uma das grandes vantagens
das máquinas a relé sobre as máquinas de calcular mecânicas era, sem dúvida, a maior velocidade de
processamento. Ainda, um outro aspecto positivo era a possibilidade de funcionamento contínuo,
apresentando poucos erros de cálculo e pequeno tempo de manutenção.









RELÉ E VÁLVULA

Relés são eletroímãs cuja função é abrir ou fechar contatos elétricos com o intuito de
interromper ou estabelecer circuitos.
Válvula é um dispositivo que conduz a corrente elétrica num só sentido, interrompendo
ou estabelecendo circuitos semelhantemente ao relé.

Os computadores da primeira geração são todos baseados em tecnologias de válvulas
eletrônicas. Normalmente quebravam após não muitas horas de uso. Tinham dispositivos de
entrada/saída primitivos e calculavam com uma velocidade de milissegundos (milésimos de segundo). Os
cartões perfurados foram o principal meio usado para armazenar os arquivos de dados e para ingressá-los
ao computador. A grande utilidade dessas máquinas era no processamento de dados. No entanto tinham
uma série de desvantagens como:
Custo elevado,
Relativa lentidão,
Pouca confiabilidade,
Grande quantidade de energia consumida
Necessitavam de grandes instalações de ar condicionado para dissipar o calor gerado
por um grande número de válvulas (cerca de 20 mil).

JOHN V. ATANASOFF – Inglaterra
O ABC (Atanasoff Berry Computer) foi criado em 1939. Foi o primeiro a usar válvulas para
circuitos lógicos e o primeiro a ter memória para armazenar dados, princípio no qual se baseiam os
computadores digitais. (NÃO ERA COMPUTADOR)

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JOHN MAUCHLY e JOHN P. ECKERT (1946) – U.S.A.
Desenvolveram o ENIAC (Electronic Numeric Integrator and Calculator). Primeiro computador
digital. Este computador decimal (NÃO ERA BINÁRIO) foi criado para auxiliar o exército
americano na confecção de tabelas balísticas (artilharia). Foi empregado também nos complexos
cálculos em relação à bomba-H.
Não usava um programa de armazenamento interno. Os programas eram introduzidos por meio de
conexões de cabos (800 km), como as antigas centrais telefônicas, o que fazia sua preparação para
cálculos demorar semanas.
Ocupava 170 m², pesava 30 toneladas, funcionava com 18 mil válvulas e 10 mil capacitores, além de
milhares de resistores a relé, consumindo uma potência de 150 kW. Como tinha vários componentes
discretos, não funcionava por muitos minutos seguidos sem que um deles quebrasse. Chega a ser,
em algumas operações, mil vezes mais rápido que o MARK I. Utilizava 20 registradores de 10
dígitos.
A entrada de dados no ENIAC era baseada na tecnologia de cartões perfurados e os programas eram
modificados através de reconfigurações no circuito. Apesar das dúvidas com relação à sua
confiabilidade, o ENIAC permaneceu operacional por mais de 10 anos.





























Seus idealizadores fundaram a UNIVAC, que se uniu recentemente à BURROUGHS constituindo a
UNISYS CORPORATION.

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JOHN VON NEUMANN (1945)
Publicou um relatório (NEUM 45) sobre o EDVAC (Electronic Discrete Variable Automatic
Computer), que seria o sucessor do ENIAC. Este relatório sugeria a utilização:
Do mesmo tipo de componente eletrônico de armazenamento dos dados para registro
do programa, o que evitaria a dificuldade da programação pelas conexões.
Da base binária, o que reduziria custos e melhoria a confiabilidade (representar dois
níveis de tensão é mais fácil do que dez).
Suas idéias foram utilizadas no IBM 650 (o primeiro computador da IBM), e no UNIVAC
(Universal Automatic Computer), que foi o primeiro computador a ser fabricado em linha. Em 1961
chegou o primeiro computador no Brasil: um UNIVAC 1105, ainda com válvulas, para o IBGE.

1.4 – Computadores de Segunda Geração

Em 1947, cientistas da BELL LABORATORIES produziram o efeito transistor em diodo
semicondutor com terceiro elemento.

O transistor pôde substituir a válvula com as vantagens:
Redução da dissipação de calor e do consumo de energia
Redução do espaço físico necessário para a instalação
Redução do custo do empreendimento
Aumento do desempenho (mais rápido)
Aumento da confiabilidade (válvulas queimam com
freqüência devido ao calor ou se quebram pela fragilidade
do vidro)

Exemplos de computadores dessa geração são o IBM 1401 e o Honeywell 800. O IBM 1401
apareceu na década de 60 e com ele a IBM assumiu uma posição dominante na indústria de
computadores.

A Digital Equipment Corporation tinha então uma posição proeminente no setor com sua linha
PDP. O primeiro minicomputador foi o PDP-1, criado em 1959 e instalado em 1961. O primeiro
produzido comercialmente foi o PDP-5.

Um dos computadores mais comercializados nesta época foi o IBM 7090, que eram
comercializados a um
custo de três milhões
de dólares. Já no
início dos anos 60, a
IBM passou a
produzir os
computadores da
linha IBM 7040, que
eram menos
poderosos que seus
predecessores, mas
de custo bastante
inferior. parecimento
das primeiras
linguagens de alto
nível (FORTRAN,
COBOL).




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1.5 – Computadores de Terceira Geração

Em 1958, cientistas da TEXAS INSTRUMENTS colocaram dois transistores em uma peça de
germânio. A tecnologia dos circuitos integrados, que permitiu
a substituição de dezenas de transistores numa única peça de
silício, permitiu o surgimento de computadores de menores
dimensões, mais rápidos e menos caros. Com esses circuitos
integrados o tempo passou a ser medido em nanossegundos
(bilionésimos de segundos). A integração permitiu o
aparecimento de uma nova geração de máquinas mais
poderosas e menores.

Estas tecnologias permitiam a integração de até
65.000 transístores em uma pastilha. Com isso os
computadores eram menores, mais confiáveis, com maior
velocidade de operação e um custo bem mais baixo do que as máquinas das gerações anteriores.

Nível de Integração Número de Portas
Pequena Escala (SSI) Menos de 12
Média Escala (MSI) 12 a 90
Grande Escala (LSI) 100 a 9.999

Os grandes computadores (“Main-frames”) surgiram inicialmente para funções muito especiais,
devido ao seu alto custo (isso ainda acontece hoje com os supercomputadores, cuja utilização é muito
restrita a fins científicos). Gradativamente foram sendo vendidos para grandes empresas, diminuindo o
seu custo e se popularizando.

O exemplo típico dessa geração foi o IBM 360, série que introduziu o conceito de família de
computadores compatíveis, facilitando a migração dos sistemas quando é necessário mudar para um
computador mais potente.

























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1.6 – Computadores de Quarta Geração

A integração em VLSI (Very Large Scale Integration) caracteriza dispositivos eletrônicos
capazes de armazenar em um único invólucro milhões de diminutos componentes. Permitiu o
aparecimento dos computadores pessoais (PC), menores e mais rápidos que seus antecessores. O maior
número de transistores integrados aumenta a capacidade de um processador, porém aumenta a energia
dissipada (calor). Este problema tem sido um dos grandes obstáculos à integração cada vez maior dos
processadores.
Nível de Integração Número de Portas
Muito Grande Escala (VLSI) 10.000 a 99.999
Ultra Grande Escala (ULSI) Maior que 100.000

Em 1971 a INTEL CORPORATION (Califórnia) produziu a primeira UCP em uma só pastilha
de circuito integrado – o INTEL 4004, para ser utilizada em uma
calculadora. Possuía palavra de 4 bits e 2.300 transistores. Tinha a
mesma capacidade do ENIAC. O seu sucessor, o 8008, que possuía
palavra de 8 bits e podia endereçar 16 KB de memória. Devido ao
sucesso inesperado do 8008, que se destinava a controladores de vídeo, a
INTEL lançou em 1973 o 8080, com 5.000 transistores, palavra de 8 bits
e podia endereçar 64 KB de memória. Só para ter uma idéia, o Pentium I
possui 3,5 milhões de transistores, palavra de 32 bits, e pode endereçar
4GB de memória.

O primeiro microcomputador foi o Altair, projetado e construído pela empresa MITS, baseado
no processador 8080 e utilizando um interpretador da linguagem BASIC, desenvolvido por Bill Gates e
Paul Allen (Microsoft).


















Sthephen Wozniak e Steve Jobs formaram em 1976 uma pequena empresa, a Apple, onde
construíram, numa garagem de fundo de quintal, o Apple I. Um ano depois, com um novo e melhor
projeto, surge o Apple II, primeiro microcomputador com grande sucesso comercial e, mais tarde, o
Apple III. Em 1983 entra no mercado o Lisa e em 1984 o Macintosh, com tecnologia de 32 bits.

O mercado de computadores pessoais se constituiu de equipamentos fabricados em torno dos
microprocessadores. Inicialmente, a disputa era entre a Intel, Motorola e Zilog (processadores de 8 bits).
Os dois primeiros prevaleceram na arquitetura de 16 bits, estabelecendo os dois tipos de computadores
pessoais utilizados ate hoje, ou seja, o padrão PC (Intel) e o Macintosh (Motorola).


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Modelo: TK-82
Fabricante: Microdigital Eletrônica Ltda
Ano: 1981
Processador: Z-80A (ZILOG)
Clock: 3.25 MHz
RAM: 16 KB
Vídeo: Televisão
Resolução (texto): 22 linhas X 32 colunas
Resolução (gráfico): 44 linhas X 64 colunas
Linguagem: Basic



Modelo: CP 500
Fabricante: Prológica Ind. Com. Micro. Ltda
Ano: 1982
Processador: Z80A (ZILOG)
Clock: 2 MHz
RAM: 48 KB
Vídeo: Monitor
Resolução: 16 linhas X 64 colunas
Sistema Operacional: CP/M, DOS 500
Linguagem: Basic




Modelo: Apple II
Fabricante: Apple Computer Inc.
Ano: 1983
Processador: 65C02 (MOTOROLA)
Clock: 1.4 MHz
RAM: 128 KB
Vídeo: Monitor
Resolução (texto): 24 linhas X 80 colunas
Resolução (gráfico): 560 linhas X 192 colunas
Sistema Operacional: DOS 3.3
Linguagem: Basic


Modelo: IBM PC
Fabricante: International Business Machines
Ano: 1981
Processador: 8088 (INTEL)
Clock: 4.77 MHz
RAM: 256 KB
Vídeo: Monitor.
Sistema Operacional: DOS 3.3
Linguagem: Basic



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Alguns fabricantes (Cyrix, AMD, Texas) copiavam os processadores da Intel, conquistando
mercado pelo seu preço mais baixo. A AMD (Duron, Athlon) hoje já compete com a Intel em qualidade,
chegando até a comandar as tendências de desenvolvimento em algumas áreas (não é mais um “clone”).
A Zilog abandonou o mercado de microcomputadores, se especializando em microprocessadores para
controle de processos (microcontroladores).

MICROPROCESSADOR DATA PALAVRA ENDEREÇAMENTO
INTEL 4004 1971 4 1 KB
INTEL 8080 1973 8 64 KB
ZILOG Z-80 1974 8 64 KB
MOTOROLA 6800 1974 8 64 KB
ZILOG Z-8000 1979 16 1 MB
MOTOROLA 68000 1979 32 16 MB
INTEL 8088 1980 16 1 MB
INTEL 80286 1982 16 16 MB
MOTOROLA 68010 1983 32 16 MB
MOTOROLA 68020 1984 32 4 GB
INTEL 80386 1985 32 4 GB
MOTOROLA 68030 1987 32 4 GB
MOTOROLA 68040 1989 32 4 GB
INTEL 80486 1989 32 4 GB
INTEL PENTIUM I 1993 32 4 GB
INTEL PENTIUM PRO 1995 32 64 GB
INTEL PENTIUM II 1997 32 64 GB
AMD K6 1997 32 4 GB
AMD K6-2 1998 32 4 GB
INTEL PENTIUM III 1999 32 64 GB
AMD ATHLON 1999 32 64 GB

2 – CONCEITOS BÁSICOS

O computador é dividido em duas partes:
Hardware: Dispositivos e equipamentos. Parte física, palpável.
Software: Programas. Parte lógica, não palpável.

Desde o relatório de Von Neumann (NEUM 45) utiliza-se a representação binária nos
computadores, pelos vários motivos citados anteriormente. Utiliza-se então a “Álgebra Booleana”,
baseada em dois estados (SIM/NÃO, ABERTO/FECHADO, LIGADO/DESLIGADO, etc.) como a base
matemática dos computadores digitais (binários). A menor unidade de informação é o “bit” ou binary
digit (b) que pode ter apenas dois valores: 0 ou 1 (0 V ou 5 V, respectivamente).

A primeira definição formal atribuída a um grupo ordenado de bits foi instituída pela IBM: o
“byte” (B) possui 8 bits, tratados de forma individual.

Em grandezas métricas utiliza-se o K para representar mil vezes. Como os computadores
binários referem-se à potência de 2, temos:
1 B = 8 b
1 KB = 2
10
B ou 1024 B ou 8192 b
1 MB = 2
20
B ou 1024 KB ou 1.048.576 B ou 8.388.608 b
1 GB = 2
30
B ou 1024 MB ou 1.073.741.824 B ou 8.589.934.592 b
1 TB = 2
40
B ou 1024 GB
1 PB = 2
50
ou 1024 TB
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Por costume omitiu-se a palavra byte da abreviatura, assim 50GB são representados por 50G
(deve-se tomar cuidado para não confundir com o K (10
3
), M (10
6
), ou G (10
9
), decimais).

No entanto, o menor grupo de bits representando uma informação útil e inteligível para o ser
humano é o “caractere”. Cada caractere armazenado em um sistema de computação é convertido em um
conjunto de bits previamente definido por um código de representação de caracteres (exemplo: tabela
ASCII). Cada código define quantos bits serão utilizados para representar os caracteres.

O mesmo relatório de Von Neumann sugeriu que os dados e programas deveriam ser
armazenados no mesmo meio físico (memória). A “Arquitetura Harvard” separa a memória de programa
da memória de dados, sendo mais utilizada em microcontroladores e obtendo uma maior rapidez na
execução das instruções.











“Processamento” consiste na interpretação e execução de instruções (conjunto de bits) pelo
microprocessador. “Programa” ou “software” é portanto, uma seqüência de instruções que são
interpretadas e executadas pelo processador. Estas instruções (ou seja, os programas) são trazidas da
memória RAM ao processador para que possam ser executadas.





Cada processador possui uma lista de instruções que ele é capaz de executar, chamada
“Conjunto de Instruções”. Dois processadores que tenham “Conjuntos de Instruções” diferentes são
incompatíveis, pois um processador não conseguirá entender as instruções contidas em um programa
escrito para um outro conjunto (por exemplo, um PC e um MacIntosh).

O número de bits em uma instrução é denominado “tamanho da palavra” ou simplesmente
“palavra”. Quanto maior a “palavra”, maior é o “Conjunto de Instruções” e, portanto, maior a
complexidade do processador. Se um processador trabalha com “palavras” de 32 bits, ele será mais
rápido do que um de 16 bits.

DADO

PROCESSAMENTO

INFORMAÇÃO
Hardware
CPU Memórias Periféricos
Unidade de
Controle (UC)
Unidade Lógica e
Aritmética (ULA)
Registradores
Principal
Secundária
Input
Output
Input/Output
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3 – NOTAÇÃO POSICIONAL

Notação Posicional: Os algarismos componentes de um número assumem valores diferentes,
dependendo de sua posição relativa no número. O valor total do número é a soma dos valores relativos de
cada algarismo.

A notação posicional é uma conseqüência da utilização dos numerais hindu-arábicos. Os
números romanos, por exemplo, não utilizam a notação posicional. Desejando efetuar uma operação de
soma ou subtração, basta colocar um número acima do outro e efetuar a operação desejada entre os
numerais, obedecendo a sua ordem. A civilização ocidental adotou um sistema de numeração que possui
dez algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), chamado sistema decimal.

A quantidade de algarismos de um dado sistema é chamada de base; portanto, no sistema
decimal a base é 10. O sistema binário possui apenas dois algarismos (0 e 1), sendo que sua base é 2.
Exemplos: 4325
10
= 5 X 10
0
+ 2 X 10
1
+ 3 X 10
2
+ 4 X 10
3
1011
2
= 1 X 2
0
+ 1 X 2
1
+ 0 X 2
2
+ 1 X 2
3
= 1 + 2 + 0 + 8 = 11
10

3621
8
= 1 X 8
0
+ 2 X 8
1
+ 6 X 8
2
+ 3 X 8
3
= 1937
10


Generalizando, num sistema de numeração posicional qualquer, um número N é expresso da
seguinte forma:

N = d
n-1
X b
n-1
+ d
n-2
X b
n-2
+ ... + d
1
X b
1
+ d
0
X b
0

d indica cada algarismo do número;
n-1, n-2, n-3, 1, 0 indicam a posição (ordem) de cada algarismo;
b indica a base de numeração;
n indica o número de dígitos (ordens).

Observações importantes:
O número de algarismos diferentes em uma base é igual à própria base.
Em uma base “b” e utilizando “n” ordens temos b
n
números diferentes.

4 – CONVERSÃO DE BASES

A tabela a seguir mostra a equivalência entre as bases decimal, binária, octal e hexadecimal:

DECIMAL BINÁRIO HEXADECIMAL OCTAL
0 0000 0 0
1 0001 1 1
2 0010 2 2
3 0011 3 3
4 0100 4 4
5 0101 5 5
6 0110 6 6
7 0111 7 7
8 1000 8 10
9 1001 9 11
10 1010 A 12
11 1011 B 13
12 1100 C 14
13 1101 D 15
14 1110 E 16
15 1111 F 17
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4.1 – Base binária para base Octal ou Hexadecimal

Devemos observar que os dígitos octais e hexadecimais correspondem a combinações de 3
(octais) e 4 (hexadecimais) bits (ou seja, da representação binária), permitindo a fácil conversão entre
estes sistemas.
101111011101
2
= 5735
8
101111011101
2
= BDD
16

4.2 – Base Octal ou Hexadecimal para base binária

A conversão inversa, ou seja de octal ou hexadecimal para binário deve ser feita a partir da
representação binária de cada algarismo do número, seja octal ou hexadecimal.

4.3 – Base Octal para base Hexadecimal (e vice-e-versa)

Uma vez que a representação binária de um número octal é idêntica à representação binária de
um número hexadecimal, a conversão de um número octal para hexadecimal consiste simplesmente em
agrupar os bits não mais de três em três (octal), mas sim de quatro em quatro bits (hexadecimal), e vice-e-
versa.

4.4 – Base B (qualquer) para base Decimal

Utilizamos a definição de Notação Posicional:
101101
2
= ?
10
b = 2, n = 6: 1 X 2
5
+ 0 X 2
4
+ 1 X 2
3
+ 1 X 2
2
+ 0 X 2
1
+ 1 X 2
0
= 32 + 8 + 4 + 1 = 45
10

27
8
= ?
10
b = 8, n = 2: 2 X 8
1
+ 7 X 8
0
= 23
10

2A5
16
= ?
10
b = 16, n = 3: 2 X 16
2
+ 10 X 16
1
+ 5 X 16
0
= 512 + 160 + 5 = 677
10

4.5 – Base Decimal para base B (qualquer)

Consiste no processo inverso do item 2.4, ou seja, temos que efetuar divisões sucessivas do
número decimal pela base desejada, até que o quociente seja menor que a referida base. Utilizamos os
restos e o último quociente para formação do número desejado:

3964
10
= ?
8
25
10
= ?
2
2754
10
= ?
16

3964 : 8 = 495 (resto 4) 25 : 2 = 12 (resto 1) 2754 : 16 = 172 (resto 2)
495 : 8 = 61 (resto 7) 12 : 2 = 6 (resto 0) 172 : 16 = 10 (resto 12)
61 : 8 = 7 (resto 5) 6 :2 = 3 (resto 0) Logo: 2754
10
= AC2
16

Logo: 7574
8
3: 2 = 1 (resto 1)
Logo: 11001
2


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Prof. Murilo Parreira Leal, M.Sc.
Arquitetura e Organização de Computadores
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5 – ARITMÉTICA BINÁRIA, OCTAL E HEXADECIMAL

5.1 – Soma e Subtração Binária

Existem apenas dois caracteres na base 2, ou seja, “0” e “1”. Percebemos que ao efetuarmos a
soma “1 + 1”, não existe um algarismo maior do que “1” para representar o resultado. Assim sendo,
utilizamos a Notação Posicional, atribuindo “0” naquela ordem e enviando “1” para a ordem à esquerda
(ou seja, o conhecido “vai 1”). Efetuando a subtração “0 – 1”, o processo é inverso, ou seja, tomamos “1
emprestado” da ordem à esquerda formando o número “10” (2
10
), sendo então possível a operação. As
seguintes expressões resumem todas as operações binárias possíveis:

0 + 0 = 0 0 – 0 = 0
0 + 1 = 1 1 – 0 = 1
1 + 0 = 1 1 – 1 = 0
1 + 1 = 10 (0 vai 1) 0 – 1 = 1 (toma emprestado da ordem à esquerda)
1 + 1 + 1 = 11 (1 vai 1)

Exemplos: 101101
2
101101
2

+ 101011
2
– 100111
2

1011000
2
000110
2


Macetes: Na soma, quando o número superar 1, basta diminuir 2 e acrescentar um na ordem da
esquerda (vai um). Na subtração, lembrar que ao pedirmos emprestado da ordem à esquerda estamos
somando 2 e não 10 como acontece na base 10.

100110001
2

– 010101101
2

010000100
2


Da direita para a esquerda:
a) 1 – 1 = 0
b) 0 – 0 = 0
c) 0 – 1 não é possível. Retira-se uma unidade da 4ª ordem, restando –1 nesta ordem. Somamos
a unidade retirada (vale 2) mais o 0 do minuendo menos o 1 do subtraendo: 2 + 0 – 1 = 1.
d) –1 – 1 não é possível. Retira-se uma unidade da 5ª ordem, restando 0 nesta ordem. Somamos
a unidade retirada (10=2) mais o –1 do minuendo menos o 1 do subtraendo: 2 + (–1 ) –1 = 0.
e) 0 – 0 = 0.
f) 1 – 1 = 0.
g) 0 – 0 = 0.
h) 0 – 1 não é possível. Retira-se uma unidade da 9ª ordem, restando 0 nesta ordem. Somamos
a unidade retirada (vale 2) mais 0 do minuendo menos o 1 dos subtraendo: 2 + 0 – 1 = 1.
i) 0 – 0 = 0.

5.2 – Soma e Subtração Octal

Semelhantemente à soma e à subtração decimais, estas operações devem ser realizadas levando-
se em conta a existência de apenas 8 caracteres.
Macetes: Na soma, quando o número superar 7, basta diminuir 8 e acrescentar um na ordem da
esquerda (vai um). Na subtração, lembrar que ao pedirmos emprestado da ordem à esquerda estamos
somando 8 e não 10.

443
8
7312
8

+ 653
8
– 3465
8

1316
8
3625
8



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5.3 – Soma e Subtração Hexadecimal

Semelhantemente à soma e à subtração octal, estas operações devem ser realizadas levando-se
em conta a existência de 16 caracteres (0 a F).

Macetes: Na soma, quando o número superar 15, basta diminuir 16 e acrescentar um na ordem da
esquerda (vai um). Na subtração, lembrar que ao pedirmos emprestado da ordem à esquerda estamos
somando 16 e não 10.

3A943B
16
4C7BE8
16

+ 23B7D5
16
– 1E927A
16

5E4C10
16
2DE96E
16


5.4 – Multiplicação e Divisão por 2 (Binários)

Os números binários apresentam a facilidade na multiplicação e divisão por 2. A multiplicação
por 2 consiste no simples deslocamento dos bits para a esquerda, no espaço de um bit:

11001
2
= 25
10
110010
2
= 50
10


A divisão por 2, logicamente, segue o caminho inverso, consistindo no simples deslocamento
dos bits para a direita, no espaço de um bit. O primeiro bit da direita, se diferente de zero, é colocado à
direita da vírgula.

110010
2
= 50
10
11001
2
= 25
10
1100,1
2
= 12,5
10

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1) Converter os seguintes valores decimais em valores binários, octais e hexadecimais:
a) 329
10
b) 284
10
c) 473
10
d) 69
10
e) 135
10

Respostas:
a) 101001001
2
b) 100011100
2
c) 111011001
2
d) 1000101
2
e) 10000111
2

511
8
434
8
731
8
105
8
207
8
149
16
11C
16
1D9
16
45
16
87
16



2) Converter os seguintes valores binários em valores decimais, octais e hexadecimais:
a) 11011101010
2
b) 11001101101
2
c) 1000001111
2
d) 11101100010
2
e)111001101001
2

Respostas:
a) 1770
10
b) 1645
10
c) 527
10
d) 1890
10
e) 3689
10

3352
8
3155
8
1017
8
3542
8
7151
8
6EA
16
66D
16
20F
16
762
16
E69
16


3) Converter os seguintes valores octais em valores decimais, binários e hexadecimais:
a) 405
8
b) 477
8
c) 237
8
d) 46
8
e) 705
8

Respostas:
a) 261
10
b) 319
10
c) 159
10
d) 38
10
e) 453
10

100000101
2
100111111
2
10011111
2
100110
2
111000101
2
105
16
13F
16
9F
16
26
16
1C5
16


4) Converter os seguintes valores hexadecimais em valores decimais, binários e octais:
a) 3A2
16
b) 33B
16
c) 621
16
d) 99
16
e) 1ED4
16

Respostas:
a) 930
10
b) 827
10
c) 1569
10
d) 153
10
e) 7892
10

1110100010
2
1100111011
2
11000100001
2
10011001
2
1111011010100
2
1642
8
1473
8
3041
8
231
8
17324
8


5) Efetuar as seguintes operações binárias:
a) 1100111101
2
+ 101110110
2
b) 110011110
2
+ 11011111
2
c) l0001l01000
2
— 101101101
2
d) 100010
2
– 11101
2
=
Respostas:
a) 10010110011
2
b) 1001111101
2

c) 1011111011
2
d) 101
2


6) Efetuar as seguintes operações octais:
a) 3l752
8
+ 6735
8
b) 37742
8
+ 26573
8

c) 2351
8
— 1763
8
d) 5346
8
– 3457
8

Respostas:
a) 40707
8
b) 66535
8

c) 366
8
d) 1667
8


7) Efetuar as seguintes operações hexadecimais:
a) 2A5BEF
16
+ 9C829
16
b) 2EC3BA
16
+ 7C35EA
16
c) 64B2E
16
— 27EBA
16
d) 43DAB
16
— 3EFFA
16

Respostas:
a) 342418
16
b) AAF9A4
16

c) 3CC74
16
d) 4DB1
16


8) Quantos números podem ser representados nas bases 2, 8, 10 e 16 utilizando 2 dígitos?:

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