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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PARTE I – ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

CAPÍTULO I – Introdução
1. Uma abordagem contextual e sistémica da empresa
2. O ciclo de gestão das organizações
3. A necessidade de sistemas de informação para a gestão
4. Os objectivos principais dos sistemas contabilísticos
4.1. Contabilidade de Custos, Contabilidade Financeira e Contabilidade de Gestão
4.2. A Gestão de Custos e os sistemas contabilísticos
5. A importância da informação como base do processo de tomada de decisão
5.1. Os gestores como clientes da Informação Contabilística
5.2. A cadeia de valor das funções de negócio

CAPÍTULO II – Conceitos básicos sobre custos


1. Conceitos e terminologia
2. O custo e os objectos de custos
3. A acumulação e a afectação de custos
4. A multiplicidade das noções de custos
4.1. Custo primário ou primo
4.2. Custo industrial ou custo de produção
4.3. Custo complexivo ou preço de custo
4.4. Custo económico-técnico ou preço de venda normal
5. Análise das margens e dos resultados face às diversas noções de custos
6. As cadeias de valor, o ciclo de custeio e os níveis de custeio
6.1. As cadeias de valor da empresa e do produto
6.2. O ciclo de custeio: custos do produto e custo do período
6.3. Níveis de custeio: a importância do cálculo do custo industrial da produção

CAPÍTULO III – A classificação dos custos e o seu significado


1. Os custos e o seu cálculo
1.1. Custos directos e custos indirectos
1.2. Custos reais e custos teóricos
1.3. Custos totais e custos unitários
2. Os custos e o processo de decisão e controlo
2.1. Custos relevantes e custos irrelevantes
2.2. Custos evitáveis e custos irreversíveis
2.3. Custos de oportunidade e custos/rendimentos marginais
2.4. Custos controláveis e não controláveis

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3. Os custos e o seu comportamento face às alterações do volume de produção


3.1. O volume de produção e o processo de decisão
3.2. Os custos variáveis e os custos fixos
4. A importância do conhecimento dos custos para a determinação dos resultados
4.1. A estrutura básica do planeamento da Contabilidade de Custos
4.2. A ligação da Contabilidade de Custos com a Contabilidade Financeira

CONTABILIDADE

 É o mais importante instrumento proporcionador de informação para gerir as organizações.

CONTABILIDADE GERAL

 Ramo da contabilidade orientado para o conhecimento da situação patrimonial e financeira


e dos resultados globais das organizações.

 Revela essencialmente o valor do activo (disponibilidades financeiras, créditos sobre


terceiros, existências de toda a natureza, imobilizado, etc.), o montante do passivo, e a
situação líquida da empresa por diferença daquelas duas grandezas, e apura os resultados
do período pelo confronto dos custos com os proveitos (estes por natureza/tipo: despesas
com o pessoal, serviços e fornecimentos de terceiros, etc.).

CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Ramo da contabilidade que proporciona um adequado domínio dos custos, proveitos e


resultados, constituindo um elemento privilegiado da gestão económica das organizações.

 Sistema de informação que tem em vista a medida e análise dos custos, proveitos e
resultados (de forma analítica e não globalizante) relacionados com os diversos objectivos
prosseguidos pelas organizações.

 Permite a medição e controlo da eficiência e eficácia dos diversos segmentos


organizacionais, da forma como aqueles contribuem para os resultados globais da empresa
(toda esta informação é disponibilizada por períodos mais curtos).

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 Possibilita a comparação de custos e proveitos entre períodos, empresas similares, etc.


 Determinação e análise dos custos inerentes ao desenvolvimento da actividade da empresa e consequente concretização dos
seus objectivos.
 A actividade da empresa implica custos que deverão ser determinados o mais objectivamente possível para que seja possível
fazer a análise dos dados históricos, o planeamento e a tomada de decisões.
Nota: qualquer sistema de apuramento de custos gera encargos e estes devem ser sempre comparados com os benefícios deles
decorrentes.

A Contabilidade Analítica integrada com a Contabilidade Orçamental permite obter o Modelo Económico da Empresa. Estamos a falar da Contabilidade
de Gestão – apurar desvios para implementar as respectivas acções correctivas.

A empresa deverá ter capacidade organizativa para mensurar.

CONTABILIDADE GERAL vs CONTABILIDADE ANALÍTICA

81 - Resultados Correntes do Exercício

Existências iniciais Vendas de mercadorias e produtos 1.150.000

Matérias-primas 200.000 Resultados líquidos (prejuízo) 100.000


Compras

Matérias-primas 400.000
Existências finais

Matérias-primas 200.000

Custo das existências consumidas 400.000

Outros custos por naturezas 850.000

Total 1.250.000 Total 1.250.000

 Como se distribuíram os custos por cada um dos produtos fabricados?

 Quais os custos unitários dos produtos fabricados (informação essencial à determinação


dos preços de venda, valorização das existências finais e controlo dos custos de
produção)?

 Quais os resultados com que cada produto contribuiu para o resultado corrente do
exercício (todos deram prejuízo, ou só alguns)?

Contrariamente à Contabilidade Geral, a Contabilidade Analítica dá a resposta a estas


questões:

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Análise das Vendas

Produtos Preço de Venda Unidades produzidas e vendidas Importância %


A 30,00 20.000 600.000 52
B 50,00 5.000 250.000 22
C 20,00 15.000 300.000 26
40.000 1.150.000 100

Análise dos Custos da Vendas

Produtos Vendas MP Outros Custos Total C. Unitário Resultados Rend.


A 600.000 200.000 375.000 575.000 28,75 + 25.000 + 4%
B 250.000 80.000 145.000 225.000 45,00 + 25.000 + 10%
C 300.000 120.000 330.000 450.000 30,00 - 150.000 - 50%
1.150.000 400.000 850.000 1.250.000 - 100.000 - 9%

Análise dos Custos Unitários

Produtos MP MOD Combustíveis Amort. Outros Custos C. Unitário Resultado Unitário


A 10,00 12,00 1,00 0,75 5,00 28,75 + 1,25
B 16,00 20,00 2,00 0,50 6,50 45,00 + 5,00
C 8,00 14,00 1,00 1,00 6,00 30,00 - 10,00

 Compensa mais produzir as matérias-primas ou adquiri-las a terceiros?

 Deverá a empresa ter serviço próprio de manutenção/reparação ou recorrer a terceiros?

 Compensa mais reparar uma máquina ou substitui-la por uma nova?

 Qual a justificação para os diversos custos parcelares?

 Precisam os custos parcelares de acções correctivas?

Estas são algumas das questões respondidas pela Contabilidade Analítica, que a Contabilidade
Geral não consegue satisfazer.

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ORGANIZAÇÕES

 Decompõem-se em segmentos organizacionais;

 Cada segmento organizacional tem funções a desempenhar e objectivos a atingir;

 O responsável do segmento organizacional motiva e coordena o grupo humano que o


compõe com vista à prossecução dos objectivos definidos;

 Aquele responsável responde perante uma autoridade superior sobre o desempenho do


segmento que comanda;

 A determinação e comparação dos custos com os benefícios proporcionados à organização


são assim de extrema importância.

TIPO DE ORGANIZAÇÕES

 Essencialmente, existem empresas industriais, comerciais, e de prestação de serviços.

EMPRESA INDUSTRIAL – CICLOS

 Os serviços de aprovisionamento adquirem matérias aos fornecedores (preço da facturas e


demais gastos suportados até à chegada ao armazém de matérias-primas: transporte,
seguros, descargas, assim como também os encargos de armazenagem);

 As matérias-primas são requisitadas pela fabricação que as transforma em produtos


acabados (custos das matérias consumidas e custos de conversão: mão-de-obra,
combustíveis, amortizações, etc.);

 Fluxo da produção para o armazém de produtos acabados, originando novos custos de


armazenamento;

 Os serviços comerciais encarregam-se da venda e distribuição dos produtos acabados,


resultando daqui custos de distribuição (ou comerciais, de venda);

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 Os serviços administrativos e financeiros ocupam-se de gestão e controlo das operações


da empresa, bem como da obtenção de capitais para o seu normal funcionamento (custos
administrativos e financeiros).
Aqui, todos os produtos (mesmo que
acabados) consideram-se em curso de fabrico

Matérias armazenáveis e matérias não


armazenáveis: está implícito a questão temporal.
As matérias não armazenáveis são adquiridas e
imediatamente consumidas.

ÓPTICA ECONÓMICA / ÓPTICA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

CUSTOS

 Há que suportar custos para incorrer em proveitos;

 É um sacrifício, esforço, dispêndio efectuado para obter certa coisa ou alcançar certo
objectivo;

 Valor monetário associado à utilização ou consumo de um recurso, seja um bem ou um


serviço;

 Conceito de carácter económico que corresponde à utilização dos recursos numa


organização.

PROVEITOS

 Conceito de carácter económico que corresponde à cedência de bens ou serviços a


terceiros.

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ÓPTICA FINANCEIRA / ÓPTICA DO BALANÇO

DESPESA

 Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde à assumpção da obrigação de


pagar custos.

RECEITA

 Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde ao direito de receber os


proveitos.

PAGAMENTO

 Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de saída de
meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos recursos adquiridos.

RECEBIMENTO

 Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de entrada
de meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos bens ou serviços cedidos a
terceiros.

CUSTOS TECNOLÓGICOS

 São custos materiais, correspondendo ao conjunto das quantidades de bens e serviços que
se consumiram ou utilizaram.
O custo monetário resulta primeiramente do seu custo tecnológico ou material
(quantidade de bens e serviços que se consumiram ou utilizaram).

CUSTOS POR NATUREZAS

 Conforme preconizado no POC e adoptado pela Contabilidade Financeira, os resultados de


um exercício económico são classificados por natureza (independentemente da função a
que respeitem).

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CUSTOS POR FUNÇÕES

 Adoptado pela Contabilidade de Gestão, os resultados de um exercício económico são


classificados por funções/actividades. Os custos por funções são determinados de acordo
com a estrutura organizacional (organigrama funcional da empresa), ou seja, são
identificadas as funções com que os custos estão relacionados, e dentro de cada função
quais as diferentes actividades que a integram.

Identificam-se sempre, em qualquer empresa, cinco funções e respectivos custos:

Custos de Aprovisionamento → custos dos armazéns de matérias e de produtos acabados e semi-acabados;

Custo de Produção → ou custo industrial, representa a valorização dos recursos utilizados na elaboração dos
produtos ou serviços;

Custos de Distribuição → ou custo comercial, estão relacionados com o funcionamento da estrutura comercial;

Custos Administrativos → resultam do funcionamento da estrutura administrativa;

Custos Financeiros → custo associado à utilização de capitais alheios (não correspondem ao funcionamento de
qualquer estrutura da empresa).

CUSTOS DE PRODUÇÃO E OS SEUS DIVERSOS ESTÁDIOS

 São vários os tipos de custo associados à actividade de uma unidade industrial:

Custo das Matérias Consumidas


O consumo da matéria-prima constitui um custo directo do produto. O seu valor depende do custo a que se encontra registado no armazém (Qtd x custo
unitário) e do critério valorimétrico de saída (FIFO, LIFO, CMP ou outros).

O custo unitário é o somatório do custo de aquisição (custo total suportado até à chegada da matéria à empresa), bem como de todos os custos que se
verifique internamente e devam ser imputados às matérias antes de se registar a sua entrada em armazém (preparação prévia da matéria, custos de
armazenagem que devam ser repartidos em função das compras…).

A quantidade de matéria consumida é calculada através das requisições que a fábrica faz aos armazéns de matérias (registo da matéria requisitada e
respectivo objecto de custo/custeio).

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CMC  So MP  COMPRAS  SfMP  REGULARIZAÇÕES

Como funcionam os critérios valorimétricos FIFO, LIFO e CMP?


Existências iniciais: 1.000 Kg a 20 €/Kg
Compras: 5.000 Kg a 22 €/Kg
Consumos: 5.500 Kg

Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o FIFO:

CONSUMO €  1.000  20    4.500  22   119.000 €


EXIST .FINAIS Q  EXIST .INICIAIS  COMPRAS  CONSUMOS  1.000  5.000  5.500  500 Kg
EXIST .FINAIS €  500  22,00  11.000,00 €

Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o LIFO:

CONSUMO €  5.000  22,00  500  20,00  120.000,00 €


EXIST .FINAIS €  500  20,00  10.000,00 €

Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o Custo Médio Ponderado:

1.000  20,00  5.000  22,00


CMPMP   21,67 €/Kg
6.000
CONSUMO €  5.500  21,67  119.185,00 €
EXIST .FINAIS €  500  21,67  10.835,00 €

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Custos de Transformação/Conversão

 São custos que envolvem o custo da Mão-de-Obra Directa e Gastos Gerais de Fabrico.

Mão-de-Obra Directa

Incluem-se nesta rubrica os custos associados à remuneração do factor trabalho específico ao objecto de custo/custeio (horas registadas e respectivo custo
horário).

Estes custos são calculados à priori, e por esta razão é feita a especialização mensal mediante uma taxa teórica apurada que permite redistribuir os custos
(remunerações e encargos com remunerações) de forma regular ao longo do período de laboração. Exemplo da taxa de encargos sociais teórica para uma
remuneração mensal de 1.500,00 €:

A. Ordenados relativo ao tempo de trabalho: 1.500,00 x 11 meses = 16.500,00 €


B. Encargos Sociais
Mês de Férias 1.500,00
Subsídio de Férias 1.500,00
Subsídio de Natal 1.500,00
Segurança Social → 1.500 x 14 x 0,2375 = 4.987,50
Seguro de A.T. e outros encargos 412,50 9.900,00
9.900
C. Taxa de Encargos Sociais (B/A) →  0,60  60%
16.500
Assim, o custo da mão-de-obra será acrescido de 60%:

MOD  Nr .º Horas  Custo.Horário  1,60


Os custos evidenciados na Contabilidade Financeira (se mensualizados) serão coincidentes com os custos a repercutir mensalmente nas várias funções
pela Contabilidade de Gestão.

Gastos Gerais de Fabrico

São todas as outras naturezas de custos industriais (custos indirectos) que não estejam directamente relacionados com o objecto de custo (Produto), e portanto,
a este não sejam custos directos.

Refira-se que a componente dos G.G.F. tem em muitos casos um peso significativo no custo total, pelo que existe uma preocupação em fazer a
repartição/imputação destes custos pelos diferentes objectos de custeio o mais correctamente possível, por forma a não originar tomadas de decisões
desadequadas.

São exemplos de Gastos Gerais de Fabrico:

 MOI (mão-de-obra indirecta);


 Consumos de água, electricidade e combustíveis;
 Consumo de matérias subsidiárias;
 Amortizações de edifícios e equipamentos;
 Seguros (excepto os que respeitam ao pessoal);
 Rendas;
 Etc.

CUSTO.PRIMO  MP  MOD

CUSTO .TRANSFORMA ÇÃO  MOD  G.G.F .

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Custo Industrial do Produto

 É o custo de fabricação do produto.

CIP  MP  MOD  G.G.F .  CUSTO.PRIMO  G.G.F  MP  CT

Custo Industrial da Produção Acabada

 É o custo da produção terminada e transferida para o armazém de produtos acabados.

 Este custo valoriza os produtos acabados durante o período, independentemente do


momento em que foram iniciados. Ou seja, incorpora também para além do CIP , eventual
produção em vias de fabrico existente no início e no fim do período.
Nota: a produção em curso de fabrico distingue-se do conceito de produto intermédio ou semi-acabado. Este último pode
ser comercializado ou ser sujeito a operações de transformação adicionais, enquanto a produção em via de fabrico
corresponde ao valor de um produto iniciado em determinado período e que no final deste ainda não se encontra
concluído.

 O custo unitário do CIPA permite valorizar os produtos vendidos bem como as existências
em armazém no final do mês (tendo em atenção o critério valorimétrico utilizado e as
existência iniciais de produtos acabados).

CIPA  So PCF  CIP  SfPCF

CIPA
CIPA unitário  
Qtd .produzida

Custo Industrial da Produção Vendida

 É o custo da produção que se encontra no armazém de produtos acabados e que é


vendida.

 O CIPV ou custo das vendas corresponde ao somatório dos custos incorporados nos
produtos e/ou serviços vendidos num determinado período, independentemente do
momento em que foram produzidos. Trata-se de um custo do período.

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 Este custo pode ser determinado também pelo método directo, calculando-se para o efeito
o produto da quantidade vendida pelo custo de produção unitário.

 É este custo que se repercute na DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES


(na rubrica Custos das Vendas).

CIPV  So PA  CIPA  SfPA

CUSTO NÃO INDUSTRIAIS

 Custos de Distribuição ou Comerciais;

 Custos Administrativos;

 Custos Financeiros ou Proveitos Financeiros;

À soma algébrica destes custos chamamos Custo Comercial, em sentido lato.

CUSTO COMPLETO OU COMPLEXIVO

 É um custo do período e corresponde a todos os custos que afectam o resultado naquele


período. CUSTOS NÃO INDUSTRIAIS

CUSTO .COMPLEXIVO  CIPV  C.DISTRIBUIÇ ÃO  C. ADMINISTRA TIVOS  C.FINANCEIRO S

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Se adicionarmos ao custo industrial do produto (CIPV) a quota-parte que lhe compete em


todos os restantes gastos da empresa (custos não industriais: de distribuição,
administrativos e financeiros, obtém-se o custo complexivo. Este constitui o preço de venda
abaixo do qual a empresa terá prejuízo.

 Ao adicionar os custos figurativos (estes incluem a quota-parte a atribuir à remuneração


dos capitais investidos na empresa pelos seus sócios e ao risco decorrente do exercício da
actividade a que se dedica) obtém-se o custo económico-técnico, a que equivale ao preço
de venda normal.

 O preço de venda superior ao custo económico-técnico proporciona o chamado lucro puro.

CUSTOS DO PRODUTO versus CUSTOS DO PERÍODO

 No período que se considerar (para efeitos de gestão, geralmente é o mês civil), as


empresas fabricam os seus produtos. Os que não são vendidos no período considerado
ficam em stock no armazém (variação de produção).

 Temos então custos dos produtos que correspondem à valorização das existências e
somente os custos dos produtos que são vendidos é que são considerados também custos
do período (afectam o resultado). Os custos do período incorporam pois o custo industrial
dos produtos que são vendidos e os custos das restantes funções que ocorram nesse
intervalo de tempo.

CUSTOS DIRECTOS

 São aqueles que se identificam exclusiva e especificamente com o objecto de


custo/custeio.

CUSTOS INDIRECTOS

 São aqueles que respeitam a diferentes objectos de custo/custeio. A sua repartição pelos
vários objectos de custo/custeio assenta em critérios de imputação por vezes subjectivos e
questionáveis.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CUSTO FIXOS versus CUSTOS VARIÁVEIS

 Consoante varia o nível de actividade da empresa, alguns dos custos atrás referidos
comportam-se como Custos Fixos e outros como Custos Variáveis.

 Os Custos Variáveis dependem do nível de actividade da empresa e os Custos Fixos, no


curto prazo, são constantes independentemente da actividade desenvolvida. A variabilidade
do nível de actividade da empresa mede-se para os custos industriais em função da
quantidade produzida e para os custos não industriais em função das quantidades
vendidas.

 Normalmente os Custos Fixos identificam-se com os custos de estrutura, considerando uma


determinada capacidade instalada.

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder

A Generosa da Estremadura S.A. dedica-se ao fabrico de uma afamada marca de vinho moscatel. O
balancete do razão em 31.Dez.”N” apresenta entre outros os seguintes valores em €:

Compras 3.820.000,00
Fornecimentos e serviços externos 210.000,00
Gastos com o pessoal 752.000,00
Gastos de amortização 136.000,00
Outros gastos e perdas (operacionais) 40.000,00
Gastos e perdas de financiamento 245.000,00
Vendas 5.166.000,00
Outros rendimentos e ganhos (operacionais) 48.200,00
Rendimentos e ganhos de financiamento 2.800,00

Relativamente ao ano “N” foram ainda recolhidos os seguintes elementos (valores em €):

Repartição de alguns gastos por destino Fábrica Distribuição Administrativos TOTAIS


Fornecimentos e serviços externos 62.000,00 95.000,00 53.000,00 210.000,00
Gastos com o pessoal 242.000,00 284.000,00 226.000,00 752.000,00
Gastos de depreciação e de amortização 74.000,00 37.000,00 25.000,00 136.000,00
Outros gastos e perdas 4.000,00 6.000,00 30.000,00 40.000,00
TOTAIS 382.000,00 422.000,00 334.000,00 1.138.000,00

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Existências Em 01.Jan.”N” Em 31.Dez.”N”


Matérias-primas e subsidiárias € 740.000,00 € 860.000,00
Produtos em curso de fabrico € 42.000,00 € 34.000,00
Produtos acabados e intermédios € 117.000,00 €?
Produtos acabados e intermédios 36.000 litros 48.000 litros

Quantidade de vinho “Moscatel” vendida no ano “N”: 1.148.000 litros.

O critério de valorimetria adoptado para o custeio das saídas é o FIFO.

PEDIDO:

Prepare as demonstrações dos resultados por funções e por naturezas, admitindo que a taxa de IRC
é de 20%.

RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO NR.º 1

Balancete do razão é um balancete que só inclui contas de razão (contas principais, de dois dígitos).

€740.000,00 €42.000,00

€117.000,00
€3.820.000,00 36.000 litros

1.148.000 litros vendidos


€860.000,00

€3.700.000,00
€4.090.000,00

€?
48.000 litros

€34.000,00

1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas

CMC  SO MP  CMP  SfMP CMC  740.000  3.820.000  860.000


CMC  3.700.000,00 €

Significa que, no período, se verificou o fluxo do AMP para a FABRICAÇÃO de € 3.700.000,00 de matérias-primas

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP)

CT c .transformação   Mod  GGF CT c.transformação   62.000  242.000  74.000  4.000
CT c .transformação   382.000,00

CIP  MP  Mod  GGF CIP  3.700.000  382.000


CIP  4.082.000,00 €

Significa que o custo de produção do período ascendeu a € 4.082.000,00

3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt)

Pt  CIPA  SoPCF  CIP  SfPCF CIPA  42.000  4.082.000  34.000


CIPA  4.090.000  Pt  4.090.000,00 €

Significa que, no período, o fluxo para o APA da produção terminada foi de € 4.090.000,00

4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV)

Sabemos que vendemos 1.148.000 litros de vinho “Moscatel” no período “N” e queremos apurar o seu custo:

CIPV  So PA  CIPA  SfPA

Mas, para calcular o CIPV temos que previamente calcular o SfPA – stock de existências finais de produtos acabados (este dado não
é fornecido no enunciado do exercício).

Todos os fluxos de saída na unidade industrial são valorizados/custeados pelo critério FIFO. Assim, temos:

Stock inicial no APA em quantidades…………………….: 36.000 litros


Produção vendida em quantidades (que saiu do APA)...: 1.148.000 litros
Stock final no APA em quantidades………………………: 48.000 litros

1.148.000  36.000  48.000  1.160.000 litros

A quantidade de produção terminada que foi transferida da FABRICAÇÃO para o APA foi de 1.160.000 litros de “Moscatel”

Pt  1.160.000 litros

c.u. 
 custos c.u. 
custo.da.Pt 4.090.000,00
  3,52586 €/litro
Q Pt 1.160.000l

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 17 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

SfPA€  48.000.litros  c.unitário  48.000  3,52586  169.241,00

CIPV  So PA  CIPA  SfPA CIPV  117.000  4.090.000  169.241


CIPV  4.037.759,00 €

Os 1.148.000 litros que foram vendidos no período “N” tiveram um custo industrial de € 4.037.759,00

5) Apuramento da Variação da Produção

 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks


iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios,
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o
movimento registado em “Regularização de existências”.

  
V .PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SO PA  SO PCF 
V .PRODUÇÃO  169.241  34.000   117.000  42.000 
V .PRODUÇÃO  203.241  159.000  44.241,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 18 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS


POC Custos e Perdas Ano “N”
61 Custos das mercadorias vendidas e matérias consumidas 3.700.000,00
62 Fornecimento e serviços externos 210.000,00
63 Impostos 0,00
64 Custos com o pessoal 752.000,00
65 Outros custos e perdas operacionais 40.000,00
66 Amortizações e ajustamentos do exercício 136.000,00
67 Provisões do exercício 0,00
(A) 4.838.000,00
68 Custos e perdas financeiras 245.000,00
(C) 5.083.000,00
69 Custos e perdas extraordinárias 0,00
(E) 5.083.000,00
86 Imposto sobre o rendimento do exercício – 20% 35.648,00
(G) 5.118.648,0
88 Resultado líquido do exercício 142.593,00
Total 5.261.241,00
Proveitos e Ganhos
71 Vendas 5.166.000,00
72 Prestações de serviços 0,00
Variação da produção 44.241,00
73 Proveitos suplementares 0,00
74 Subsídios à exploração 0,00
75 Trabalhos para a própria empresa 0,00
76 Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00
77 Reversões de amortizações e ajustamentos 0,00
(B) 5.258.441,00
78 Proveitos e ganhos financeiros 2.800,00
(D) 5.261.241,00
79 Proveitos e ganhos extraordinários 0,00
Total (F) 5.261.241,00

RESUMO:
Resultados Operacionais: (B) – (A) 420.441,00
Resultados Financeiros: ( D-B ) – ( C-A ) - 242.200,00
Resultados Correntes: (D) – (C) 178.241,00
Resultados Antes de Impostos: ( F-E) 178.241,00
Resultados Líquidos: (F) – (G) 142.593,00

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES


Ano “N”
Vendas e prestações de serviços 5.166.000,00
Custos das vendas e das prestações de serviços - 4.037.759,00
Resultados brutos 1.128.241,00
Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00
Custos de distribuição - 422.000,00
Custos administrativos - 334.000,00
Outros custos e perdas operacionais 40.000,00 Já estão incorporados
Resultados operacionais 420.441,00
Custo líquido de financiamento - 242.200,00
Ganhos (perdas) em filiais e associadas 0,00
Ganhos (perdas) em outros investimentos 0,00
Resultados correntes 178.241,00
Impostos sobre os resultados correntes (20%) - 35.648,00
Resultados correntes após impostos 142.593,00
Resultados extraordinários 0,00
Impostos sobre os resultados extraordinários (20%) 0,00
Resultados líquidos 142.593,00
Resultados por acção -

TPC: RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO UTILIZANDO O MÉTODO LIFO E CUSTO MÉDIO PONDERADO

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 19 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

ARTICULAÇÃO ENTRE A CONTABILIDADE ANALÍTICA


E A CONTABILIDADE FINANCEIRA

Em Portugal não existe normalização quanto à Contabilidade Analítica. Cada empresa concebe o seu
plano de Contabilidade Analítica (classe 9). Os sistemas que existem para fazer a articulação entre a
Contabilidade Financeira e Contabilidade Analítica são:

 SISTEMAS MONISTAS (1 só plano de contas: C. Geral)

 Sistema Monista Radical ou único indiviso


 Sistema Monista Diviso ou Monisto Moderado

 SISTEMAS DUALISTA (2 planos de contas)

 Sistema Duplo-Contabilístico
 Sistema Duplo-Misto

EXERCÍCIO NR.º 2 – Dra. Maria Hélder

Considere a unidade industrial BETA SA que fabrica um único produto e que em determinado período
apresentou a seguinte informação:

1. Balancete de verificação em anexo (em milhares de €).

2. Existências em 31.DEZ.”N” (valores em milhares de €):

Mercadorias 100
Produtos fabricados 1.500
Produtos em curso de fabrico 1.000
Matérias-primas 2.000

3. Classificação dos custos do período por funções ou por destino (valores em milhares de €):

Custos do sector fabril 4.500 (1.000 de MOD)


Custos do sector comercial 1.280
Custos do sector administrativo 400
Gastos de financiamento 400
Outros gastos e perdas 70
TOTAIS 6.650

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 20 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4. Os impostos sobre o resultado do exercício representam 20%.

5. A produção do período é avaliada ao custo industrial.

ANEXO

Balancete de verificação em 31.DEZ.”N” da unidade industrial BETA SA obtido na Contabilidade


Financeira (valores em milhares de €):

CONTAS MOV. ACUMULADO SALDOS


Débito Crédito Devedor Credor
Caixa e depósitos à ordem 16.000 15.500 500
Clientes 23.000 20.000 3.000
Fornecedores 17.000 18.200 1.200
Provisões 100 100
Compras de Matérias-primas 15.500 500 15.000
Mercadorias 100 100
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 3.000 3.000
Produtos acabados e intermédios 2.000 2.000
Produtos e trabalhos em curso 500 500
Activos fixos tangíveis 6.800 6.800
Capital 3.000 3.000
Fornecimentos e serviços externos 3.000 100 2.900
Gastos com o pessoal 2.000 2.000
Gastos da amortização e de depreciação 1.100 1.100
Provisões do período 180 180
Outros gastos e perdas 70 70
Gastos e perdas de financiamento 400 400
Vendas 600 33.600 33.000
Outros rendimentos e ganhos 410 410
Rendimentos e ganhos de financiamento 40 40
Resultado líquido do período 940 940
TOTAIS 92.290 92.290 37.650 37.650

PEDIDOS:

1. Registos na Contabilidade Interna do movimento do período e do apuramento do resultado,


em sistema dualista duplo-contabilístico.

2. Elabore as demonstrações dos Resultados por Funções e por Naturezas.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

m€ 3.000 m€ 500

m€ 15.000
m€ 2.000

m€ 20.500
m€ 2.000
m€ 16.000 m€ 20.00
m€ 100

Mercadorias m€ 1.500

m€ 1.000
m€ 100

1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas

CMC  So MP  Compras  SfMP


CMC  3.000  15.000  2.000
CMC  16.000 m€

CMV  So Mercadoria  Compras  SfMercadoria


CMV  100  0  100
CMV  0

2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP)

CI  MP  CT
CI  MP  MOD  GGF
CI  16.000  1.000  3.500
CI  20.500 m€

3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt)

CIPA  So PCF  CI  SfPCF


CIPA  500  20.500  1.000
CIPA  20.000 m€

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV)

CIPV  So PA  CIPA  SfPA


CIPV  2.000  20.000  1.500
CIPV  20.500 m€

5) Apuramento da Variação da Produção

 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks


iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios,
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o
movimento registado em “Regularização de existências”.

V .PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF   So PA  SoPCF 


V .PRODUÇÃO  1.500  1.000    2.000  500 
V .PPRODUÇÃO  2.500  2.500  0

Demonstração de Resultados por Naturezas (em milhares de €):

CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS


61 – C.M.C.M.V. 16.000 71 – Vendas 33.000
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 2.900 72 – Prestação de Serviços 0
63 – Impostos 0 73 – Proveitos Suplementares 0
64 – Custos com o pessoal 2.000 74 – Subsídios à Exploração 0
65 – Outros custos operacionais 70 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 0
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 1.100 76 – Outros Proveitos Operacionais 410
67 – Provisões do Exercício 180 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 0
68 – Custos Financeiros 400 78 – Proveitos Financeiros 40
69 – Custos Extraordinários 0 79 – Proveitos Extraordinários 0
22.650 Variação da Produção 0
Imposto s/ o rendimento do Exercício 2.160
Resultado Líquido do Exercício 8.640
33.450 33.450

RAI  33.450  22.650  10.800 m€


Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)  10.800  0,2  2.160 m€
RLE  10.800  2.160  8.640 m€

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 23 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Demonstração de Resultados por Funções (em milhares de €):

TOTAL
Vendas e Prestação de Serviços 33.000
Custo das Vendas e Prestação de Serviços (20.500)
Resultado Bruto 12.500
Outros Proveitos Operacionais 410
Custos de Distribuição (1.280)
Custos Administrativos (400)
Outros Custos Operacionais (70)
Resultados Operacionais 11.160
Resultados Financeiros (360) ( - 400 + 40 )
Resultados Correntes 10.800
Impostos sobre os Resultados Correntes (20%) (2.160) ( 10.800 x 0,20 )
Resultados Correntes após Impostos 8.640
Resultados Extraordinários 0
Imposto sobre os Resultados Extraordinários (20%) 0
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 8.640

RELEVAÇÃO DIGRÁFICA EM SISTEMA DUALISTA DUPLO-CONTABILÍSTICO

São 3 as fases da Relevação Digráfica em Sistema Dualista Duplo-Contabilístico:

 Abertura dos saldos iniciais;


 Movimentos do período;
 Apuramento de resultados.

Contas 91.X – são contas reflectidas, contas de contrapartida


Contas 92.X – são contas de reclassificação dos custos
Contas 93.X – são contas de existências

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes

SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS.

Considere uma empresa industrial e os seguintes dados relativos ao ano N (valores em €):

1. Existências iniciais do activo de exploração:

Matérias-primas 200.000,00
Produtos em curso de fabrico 50.000,00
Produtos acabados 120.000,00

2. Compras de matérias-primas: 2.000.000,00


3. Custos do mês, classificados segundo a natureza específica (classe 6, contabilidade geral):

Fornecimentos e serviços externos 540.000,00


Custos com o pessoal 200.000,00
Amortizações do exercício 160.000,00
Custos e perdas financeiras 80.000,00
Custos e perdas extraordinárias 20.000,00

4. Reclassificação dos mesmos custos, por funções (classe 9, contabilidade analítica):

Custos fabris 630.000,00


Custos de distribuição 150.000,00
Custos administrativos 120.000,00
Custos e perdas financeiras 80.000,00
Custos e perdas extraordinárias 20.000,00

5. Custo das matérias consumidas: 1.900.000,00


6. Custo da produção terminada: 2.300.000,00
7. Custo dos produtos vendidos: 1.800.000,00
8. Proveitos e ganhos do mês:

Vendas 2.300.000,00
Proveitos suplementares 30.000,00
Proveitos e ganhos financeiros 10.000,00
Proveitos e ganhos extraordinários 30.000,00

9. Impostos sobre os lucros: 30%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 26 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PEDIDOS:

a) Relevação digráfica do movimento do período e apuramento dos resultados, em sistema


dualista duplo-contabilístico;
b) Demonstração de resultados por funções (contabilidade analítica);
c) Demonstração de resultados por naturezas (contabilidade geral).

€ 200.000,00 € 50.000,00

€ 2.000.000,00
€ 120.000,00

€ 300.000,00 CIPV= € 1.800.000,00

€ 1.900.000,00 CIPA= € 2.300.000,00

CI = € 2.530.000,00
€ 620.000,00

€ 280.000,00

1) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV)

CIPV  So PA  CIPA  SfPA


1.800.000  120.000  2.300.000  SfPA
SfPA  620.000,00

2) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt)

CIPA  So PCF  CI  SfPCF


2.300.000  50.000  2.530.000  SfPCF
SfPCF  280.000,00

3) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP)

CI  MP  CT
CI  1.900.000  630.000
CI  2.530.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 27 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas

CMC  So MP  Compras  SfMP


1.900.000  200.000  2.000.000  SfMP
SfMP  300.000,00

5) Apuramento da Variação da Produção

 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks


iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios,
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o
movimento registado em “Regularização de existências”.

V .PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF   SoPA  So PCF 


V .PRODUÇÃO   620.000  280.000   120.000  50.000 
V .PRODUÇÃO  900.000  170.000
V .PRODUÇÃO  730.000,00

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS

Demonstração dos Resultados Líquidos


CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS
61 – C.M.C. 1.900.000 71 – Vendas 2.300.000
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 540.000 72 – Prestação de Serviços
63 – Impostos 73 – Proveitos Suplementares 30.000
64 – Custos com o pessoal 200.000 74 – Subsídios à Exploração
65 – Outros custos operacionais 75 – Trabalhos p/a própria Empresa
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 160.000 76 – Outros Proveitos Operacionais
67 – Provisões do Exercício 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos
68 – Custos Financeiros 80.000 78 – Proveitos Financeiros 10.000
69 – Custos Extraordinários 20.000 79 – Proveitos Extraordinários 30.000
2.900.000 Variação da Produção 730.000
Imposto s/ o rendimento do Exercício 60.000
Resultado Líquido do Exercício 140.000
3.100.000 3.100.000

Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)   3.100.000  2.900.000  0,3  60.000,00

RLE   3.100.000  2.900.000   60.000  200.000  60.000  140.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 28 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica)

TOTAL
Vendas e Prestação de Serviços 2.300.000,00
Custo das Vendas e Prestação de Serviços - 1.800.000,00
Resultado Bruto 500.000,00
Outros Proveitos Operacionais 30.000,00 Proveitos Suplementares
Custos de Distribuição - 150.000,00
Custos Administrativos - 120.000,00
Outros Custos Operacionais 0,00
Resultados Operacionais 260.000,00
Resultados Financeiros - 70.000,00 ( - 80.000 + 10.000 )
Resultados Correntes 190.000,00
Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 57.000,00 ( 190.000 x 0,30 )
Resultados Correntes após Impostos 133.000,00
Resultados Extraordinários 10.000,00 ( - 20.000 + 30.000 )
Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 3.000,00
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 140.000,00

Nota: As empresas com sistemas de contabilidade analítica devem adoptar o Sistema de Inventário
Permanente.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 29 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 30 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes

SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS.

Considere uma empresa que no mês passado apresentava os seguintes dados (valores em €):

PRODUÇÃO DISTRIB. ADMIN. OUTROS FINANCEIROS EXTRAORD. TOTAL


Vendas 1.400.000
Proveitos Suplementares 700
Subsídios à Exploração 3.000
Trabalhos Própria Empresa 27.000
Outros Prov. Operacionais 300
Reversão de Ajustamentos 800
Proveitos Financeiros 500
Proveitos Extraordinários 4.800
Forn. e Serviços Externos 120.000 40.000 36.000 4.000 200.000
Impostos 500 1.000 4.400 5.900
Custos com o Pessoal 160.000 31.400 40.000 231.400
Outros Custos Operaci. 1.200 200 1.300 200 2.900
Amort. e Ajust. Exercício 80.000 20.000 14.000 600 114.600
Custos Financeiros 100 600 2.000 8.000 10.700
Custos Extraordinários 200 500 1.300 800 2.800
362.000 93.700 99.000 4.800 8.000 800

Relativamente às existências, são conhecidos os seguintes valores (em €):

INICIAIS FINAIS
Produtos Acabados 40.000 65.000
Mercadorias 6.000 2.000
Produtos em Curso 50.000 70.000
Matérias-Primas 75.000 55.000
Compra de Mercadorias 36.000
Compra de Matérias-Primas 780.000

Do custo dos trabalhos para o imobilizado, € 15.000 dizem respeito a consumo de matérias-primas,
sendo o restante referente a custos de transformação.

Imposto sobre os lucros: 30%

PEDIDOS:

1) Contabilização do movimento do período e do apuramento de resultados, em sistema dualista


duplo-contabilístico;
2) Demonstração dos resultados, por funções e por naturezas.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 31 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

€ 75.000,00 € 50.000,00

€ 780.000,00
€ 120.000,00

€ 55.000,00 CIPV= € 1.800.000,00

€ 800.000,00 CIPA= € 1.115.000,00


€ 6.000,00

Armazém CI = € 1.162.000,00
€ 36.000,00
de
IMOBILIZADO € 620.000,00
Mercadorias
(trabalhos para a
€ 70.000,00 própria empresa)
€ 2.000,00

1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas

CMC  So MP  Compras  SfMP


CMC  75.000  780.000  55.000
CMC  800.000,00 €

CMV  SoMercadoria  Compras  SfMercadoria


CMV  6.000  36.000  2.000
CMV  40.000,00 €

2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP)

CI  MP  CT
CI  800.000  362.000
CI  1.162.000,00 €

3) Apuramento do Custo da Produção Terminada (Pt - CIPA)

CIPA  So PCF  CI  SfPCF


CIPA  50.000  1.162.000  70.000
CIPA  1.142.000,00 €

CIPA  1.142.000  27.000  1.115.000,00 € (transferidos para o APA)

Destes € 1.142.000,00 de Produção Terminada, € 27.000 vão para imobilizado (trabalhos para a própria empresa).

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas

CIPV  So PA  CIPA  SfPA


CIPV  40.000  1.115.000  65.000
CIPV  1.090.000,00 €

5) Apuramento da Variação da Produção

 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks


iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios,
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o
movimento registado em “Regularização de existências”.

V .PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF   SoPA  So PCF 


V .PRODUÇÃO   65.000  70.000    40.000  50.000 
V .PRODUÇÃO  135.000  90.000
V .PRODUÇÃO  45.000,00 €

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS

Demonstração dos Resultados Líquidos


CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS
61 – C.M.V.M.C. 840.000 71 – Vendas 1.400.000
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 200.000 72 – Prestação de Serviços 0
63 – Impostos 5.900 73 – Proveitos Suplementares 700
64 – Custos com o pessoal 231.400 74 – Subsídios à Exploração 3.000
65 – Outros custos operacionais 2.900 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 27.000
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 114.600 76 – Outros Proveitos Operacionais 300
67 – Provisões do Exercício 0 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 800
68 – Custos Financeiros 10.700 78 – Proveitos Financeiros 500
69 – Custos Extraordinários 2.800 79 – Proveitos Extraordinários 4.800
1.408.300 Variação da Produção 45.000
Imposto s/ o rendimento do Exercício 22.140
Resultado Líquido do Exercício 51.660
1.482.100 1.482.100

RAI  1.482.100  1.408.300  73800,00 €


Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)  73.800  0,3  22.140,00 €
RLE  73.800  22.140  51.660,00

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica)

TOTAL
1. Vendas das Mercadorias e dos Produtos 1.400.000,00
2. Custos das Mercadorias e Produtos Vendidos - 1.130.000,00 1.090.000 + 40.000
3. Sub-Total 270.000,00
4. Custos de Trabalhos para Imobilizado - 27.000,00
5. Resultado Bruto (3-4) 243.000,00
6. Outros Proveitos Operacionais (700+3.000+27.000+300+800) 31.800,00
7. Custos de Distribuição - 93.700,00
8. Custos Administrativos - 99.000,00
9. Outros Custos Operacionais - 4.800,00
10. Resultados Operacionais (5+6+7+8+9) 73.300,00
11. Resultados Financeiros - 7.500,00
12. Resultados Correntes 69.800,00
13. Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 20.940,00
14. Resultados Correntes após Impostos 48.860,00
15. Resultados Extraordinários 4.000,00
16. Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 1.200,00
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 51.660,00

TOTAL Produção T. Empresa


Compra de Matérias-Primas 780.000
Exist. Iniciais Matérias-Primas 75.000
Exist. Finais Matérias-Primas 55.000
Custo Matérias Consumidas 800.000 785.000 15.000
Custos de Transformação 362.000 350.000 12.000

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PARTE II – A MEDIDA DA PRODUÇÃO

CAPÍTULO I – Quadro Conceptual


6. Conceitos de produto, de processo produtivo e de sistema produtivo
7. Estudos dos sistemas e dos processos produtivos
2.1. Classificação dos sistemas produtivos – uniformes e múltiplos
2.2. Segmentação dos processos e dos sistemas produtivos
2.3. Estruturas dos sistemas e dos processos produtivos
8. Os conceitos de medida da produção
4.3. A produção terminada
4.4. A produção inacabada e graus de acabamento
4.5. A produção equivalente a acabada: os coeficientes de acabamento
4.6. A produção acabada
4.7. A produção efectiva

CAPÍTULO II – A medida das produções efectiva e terminada


7. A medida da produção efectiva de um produto e o método das unidades equivalentes
1.1. Num segmento do seu processo produtivo
1.2. Num sistema produtivo segmentado
8. A medida das produções efectiva e terminada de um centro produtivo
2.1. O método de homogeneização das produções efectivas

Produto: coisa produzida (um bem ou serviço).

Processo produtivo: conjunto das acções, de diversos agentes/factores, a que as matérias-primas


são sujeitas para a sua transformação em produtos acabados.

Sistema produtivo: tipo de sistema de produção utilizado pela unidade produtiva. O tipo de produção
pode ser uniforme (quando elabora um único produto – P1) ou múltipla (se fabrica
dois ou mais produtos – P1, P2, P3, …Pn). Em produção múltipla, ela será disjunta
quando se fabrica um produto em cada ciclo do processo produtivo (exemplo de
uma indústria de mobiliário), e conjunta quando em simultâneo no mesmo ciclo
do processo produtivo se obtém dois ou mais produtos (exemplo da indústria
petrolífera ou lacticínios).

Processo produtivo não segmentado: inexistência de segmentos menores… uma só fase de


fabricação (por razões técnicas ou convencionais).
Processo não segmentado

0 1

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Processo produtivo segmentado: quando a elaboração dos produtos está sujeita a várias fases de
fabricação (exemplo da indústria do calçado, onde normalmente se identificam 4 fases de fabricação:
corte, costura, montagem, e acabamento).

Processo segmentado

0 1 2 3 w-1 w

Estádio de elaboração de um produto: é a parte já decorrida do processo produtivo.

Regimes de fabrico: A unidade industrial poderá trabalhar no regime de fabricação contínua,


ininterruptamente (caso da indústria do vidro, em que parar a actividade do forno implicaria o seu
colapso), sendo este regime típico da produção uniforme. Ou poderá trabalhar em regime de
fabricação descontínua (é necessário parar a fabricação de certos produtos para se produzirem
outros), podendo ser em série ou por encomenda (produtos com características específicas).

Estrutura do processo produtivo: forma como se ordenam as operações no processo da produção,


podendo a unidade produtiva ter uma estrutura linear, convergente, divergente, ou mista.

Estrutura linear: as operações sucedem-se por ordem cronológica formando uma série única.

A1  A2  A3  ...  An

Estrutura convergente: se uma dada operação é precedida de duas ou mais séries lineares
de operações.

A1  A2  A3  ...  An
C1  C2  ...  Cn
B1  B2  ...  B n

Estrutura divergente: se a uma dada operação sucedem duas ou mais séries lineares de
operações.
B1  B2  ...  B n
A1  A2  ...  An
C1  C2  ...  Cn

Estrutura mista: combinação de duas ou mais das estruturas anteriores.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Produção terminada: contabilisticamente a produção terminada pressupõe um fluxo – a produção


terminada de um certo segmento j é a que, tendo nele sido acabada, transita
para o segmento j+1; a produção terminada na unidade industrial como um
todo é a que, tendo sido acabada no segmento w, último integrante do
processo, transita dali para os pontos de armazenagem dos produtos prontos
para venda.

 
Produção Terminada no último segmento do processo de fabrico e que
Pt w  Pv  SFPA  SO PA  transita para o armazém de produtos acabados, calculada pelo método
indirecto, utilizando para o efeito a Produção Vendida.

O valor da produção terminada numa das fases de fabrico e que transitou


para outro segmento é conseguida através da variação dos stocks de
produtos em curso de fabrico, variação essa observada no segmento que se
sucedeu (“anda-se para trás até chegar ao valor). Nas unidades produtivas é
utilizado o método directo de registo/anotação dos valores.

Repare-se que a Produção Terminada corresponde ao CIPA, com a diferença


que a primeira é medida em unidades físicas e a segunda em unidades
monetárias (euros).

Produção inacabada ou em curso de fabrico: é a produção que num dado momento ainda se
encontra nas linhas de fabrico, e que não é
susceptível de ser transferida para o segmento
seguinte ou para o armazém de produtos
acabados.

Produção equivalente a acabada: para se conseguir medir a Produção Efectiva no período há a


necessidade de valorizar a Produção em Curso em unidades de
produto, convertendo os seus stocks iniciais e finais em unidades
equivalentes a acabadas (de facto não conseguiríamos chegar à
Produção Efectiva com valores medidos em horas de trabalho ou
quilogramas de factores). Para o efeito, utilizam-se coeficientes
de acabamento que espelham o grau de acabamento
(comparativamente com a produção acabada – produtos prontos
a serem vendidos) da produção inacabada.

Quantidade.do.factor . já.incorporado
Coeficiente de Acabamento:
Quantidade.total .necessária.desse.factor

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 38 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Produção efectiva: é a produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não totalmente
acabada.

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC


j  factor produtivo

Regimes de incorporação de factores: diz respeito ao modo como, numa perspectiva económica e
não física, os factores de produção (MP, MOD, GGF) são
incorporados num dado segmento.

Incorporações Pontuais:

São incorporações instantâneas que podem acontecer tanto num único


ponto do processo produtivo como em várias vezes ao longo da fase de
fabricação.

Incorporações Lineares:

São incorporações contínuas que podem acontecer com intensidade


constante ou não ao longo do processo produtivo.

EXEMPLOS DE INCORPORAÇÕES E COEFICIENTES DE ACABAMENTO

LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF Incorporação linear e constante de MP1

Incorporação pontual de MP2 = 60%


Incorporação pontual de MP2 = 40%

Pt = 5.000 UF
(de automóveis)
30% 60%
SO=0
t 0% 100%

Pe de MP1 e MP2 ?

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 39 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PeMP 1  Pt  caMP 1.SFMP 1  ca MP 1.SO MP 1  5.000   0,3  2.000   0  5.000  600UEA  5.600UEA

PeMP 2  Pt  ca MP 2 .SFMP 2  ca MP 2 .SO MP 2  5.000   0,6  2.000   0  5.000  1.200UEA  6.200UEA

LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF Incorporação linear e constante de MP1

Incorporação pontual de MP2 = 60%


Incorporação pontual de MP2 = 40%

Pt = 5.000 UF
(de automóveis)
30% 60% 80%
SO=0
t 0% 100%

Pe de MP1 e MP2 ?

PeMP 1  Pt  caMP 1.SFMP 1  ca MP 1.SO MP 1  5.000   0,8  2.000   0  5.000  1.600UEA  6.600UEA

PeMP 2  Pt  ca MP 2 .SFMP 2  ca MP 2 .SO MP 2  5.000  1 2.000   0  5.000  2000UEA  7.000UEA

Incorporação linear e constante de MP2 = 50%

Incorporação pontual de MP1


Incorporação pontual de MP2 = 50%

30% 60% 80%


t 0% 100%

ca de MP1 e MP2 ?

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 40 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período?

caMP 1  100%

caMP 2  50%  25%*  75%

* t 2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer

t ca
0,4  50%
0,2  x ?

Incorporação linear e constante de MP2


Incorporação pontual de MP2 = 20%
Incorporação pontual de MP1

30% 60% 80%


t 0% 100%

ca de MP1 e MP2 ?

Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período?

caMP 1  100%

caMP 2  20%  40% *  60%

* t 2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer

t ca
0,4  80%
0,2  x ?

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 41 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIOS SOBRE A MEDIDA DA PRODUÇÃO – Produções Terminadas, Produções Efectivas,


Produções Acabadas e Produções
Equivalentes a Acabadas).

1.PROCESSO PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder

Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais:


 O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não
segmentado).
 No processo de transformação é fabricado um único produto P (produção uniforme ou única).

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO

1. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 2.000 UF com 50% de acabamento.


2. Produção transferida para o armazém de produtos fabricados (ou produção terminada) no
período: 15.000 UF do produto P.
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: nulas.

PEDIDO:
Calcule a produção efectiva do período, sendo a incorporação dos factores efectuada do seguinte
modo:
 Pontualmente no início do processo de fabrico;
 Linearmente ao longo de todo o processo de produção;
 Linearmente entre 0 e 50% do processo produtivo;
 Linearmente entre 50% e o final do processo de fabrico;
 Pontualmente no início do processo 50% dos factores e os restantes a 60% desse processo.

Todos os factores foram incorporados (100%)


pontualmente no início do processo de fabrico

O lote está localizado a meio do processo produtivo


SO = 2.000 UF SF = 0

Pt = 15.000 UF
50%
t 0% PePeríodo= 13.000 UF 100%

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 42 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Pe  15.000  0  100%   2.000


Pe  15.000  2.000  13.000 UF Todos os factores foram incorporados
linearmente ao longo do processo de produção

SO = 2.000 UF SF = 0

Pt = 15.000 UF
50%
t 0% PePeríodo= 14.000 UF 100%

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC


Pe  15.000  0   50%   2.000
Pe  15.000  1.000  14.000 UF

Todos os factores foram incorporados linearmente


entre 0% e 50% do processo produtivo

SO = 2.000 UF SF = 0

Pt = 15.000 UF
50%
t 0% PePeríodo= 13.000 UF 100%

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC


Pe  15.000  0  100%   2.000
Pe  15.000  2.000  13.000 UF

Todos os factores foram incorporados linearmente


entre 50% e o final do processo produtivo

SO = 2.000 UF SF = 0

Pt = 15.000 UF
50%
t 0% PePeríodo= 15.000 UF 100%

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC


Pe  15.000  0   0%   2.000
Pe  15.000  0  15.000 UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 43 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Os factores foram incorporados pontualmente em 50% no início


do processo e os restantes a 60% desse processo

F 50% F 50%

SO = 2.000 UF SF = 0

Pt = 15.000 UF
50% 60%
t 0% PePeríodo= 14.000 UF 100%

Pe j  Pt  ca F j .SFPC  caO j .SO PC


Pe  15.000  0   50%   2.000
Pe  15.000  1.000  14.000 UF

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes

DADOS GERAIS:
 A Sociedade Industrial X Lda tem como objecto a produção e comercialização do único produto P.
 O processo produtivo de P decorre numa única fase, sendo caracterizado pelo seguinte esquema
de incorporação de factores:
Matérias-primas:
 MP1: 50% instantaneamente no ponto 0,3 do processo produtivo e o restante no
ponto 0,7 do mesmo processo;
 MP2: 80% no início do processo produtivo e os restantes 20% decorridos 60% do
mesmo.
Custos de conversão
 Linearmente ao longo de todo o processo produtivo.

DADOS RELATIVOS AO ACTIVO DE EXPLORAÇÃO:


 As existências em 31.12.N-1 eram as seguintes:
 Produtos em curso de fabrico – 4.000 unidades físicas de P com 35% de
acabamento temporal.
 Produtos acabados – 4.000 unidades.
 Fluxos relativos ao ano N:
 Vendas de P – 100.000 unidades.
Um incêndio destruiu 1.000 unidades físicas de produtos em curso de fabrico que se encontravam
no ponto 0,5 do processo produtivo.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 44 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 No fim do exercício N o activo de exploração apresentava a seguinte composição:


 Produtos em curso de fabrico – 5.000 unidades físicas de P com 65% de
acabamento temporal.
 Produtos acabados – 5.000 unidades.

PEDIDOS:
Cômputo dos valores dos fluxos e stocks relativos ao produto P e para o ano N.

Custos de
Conversão

Quebra = 1.000 UF

MP1 = 50% MP2 = 20% MP1 = 50%


MP2 = 80%
SoPCF = 4.000 UF SfPCF = 5.000 UF

30% 35% 50% 60% 65% 70%


t 0% 100%

Pt  Pv  SFPA  SO PA
Pt  100.000  5.000  4.000  101.000 UF

Pe j  Pt  ca f j .SfPCF  ca o j .So PCF  ca q .Quebra

Sf = 5.000 UF caMP1 50% 2.500 UEA


caMP2 100% 5.000 UEA
t = 65% caCT 65% 3.250 UEA

So = 4.000 UF caMP1 50% 2.000 UEA


caMP2 80% 3.200 UEA
t = 35% caCT 35% 1.400 UEA

Q = 1.000 UF caMP1 50% 500 UEA


caMP2 80% 800 UEA
t = 50% caCT 50% 500 UEA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 45 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

QTA: Quadro Tecnicamente Adequado

Cômputo da Pe: UEA → Unidades Equivalentes às Acabadas

M1 M2 C.Conversão
UF ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 101.000 100% 101.000 100% 101.000 100% 101.000
Stock final produção em curso + 5.000 50% 2.500 100% 5.000 65% 3.250
Stock inicial produção em curso - 4.000 50% 2.000 80% 3.200 35% 1.400
Quebra + 1.000 50% 500 80% 800 50% 500
Produção Efectiva Total 102.000 103.600 103.350
Produção Efectiva Útil 101.500 102.800 102.850

Pe j  Pt  ca f j .SfPCF  ca o j .So PCF  ca q .Quebra

PeTOTAL MP  101.000  2.500  2.000  500  102.000 UF


1
PeÚTIL MP  101.000  2.500  2.000  101.500 UF
1

PeTOTAL MP  101.000  5.000  3.200  800  103.600 UF


2
PeÚTIL MP  101.000  5.000  3.200  102.800 UF
2

PeTOTAL CT  101.000  3.250  1.400  500  103.350 UF


PeÚTIL CT  101.000  3.250  1.400  102.850 UF

LOCALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO vs REGIMES DE INCORPORAÇÃO DE FACTORES

Situações/Casos Localização da Produção (L) Incorporação de Factores (I)


1º Pontual Pontual
2º Pontual Linear (contínua)
3º Linear (contínua) Pontual
4º Linear (contínua) Linear (contínua)

16 combinações possíveis

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 46 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

I L

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF são constituídas por dois lotes de 1.000 UF cada, localizadas:
 Lote 1 – no ponto 0,3 do processo;
 Lote 2 – no ponto 0,6 do processo produtivo.
 Factor F é incorporado instantaneamente a 40% do processo.

Calcule o cam e as UEA.

L I L

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 47 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

MÉTODO DA SEPARAÇÃO DOS LOTES

L1: ca  0%  0 UEA  1.000UF  0  0 UEA


1.000UF
ca m   50%
2.000UF
L2: ca  100%  1.000 UEA  1.000UF  100%  1.000 UEA

MÉTODO DO COEFICIENTE DE ACABAMENTO MÉDIO (PONDERADO)

(% Lote 1  ca) + (% Lote 2  ca) = cam


50%  0  50%  100%  50%  cam
PCF UEA   2.000UF  50%  1.000 UEA

L I L

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão localizadas:
 Lote 1 – 60% no ponto 0,3 do processo;
 Lote 2 – restantes 40% no ponto 0,8 do processo produtivo.
 Factor F é incorporado da seguinte forma:
 40% no início do processo;
 60% no ponto 0,6 do processo produtivo.

Calcule o cam e as UEA.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 48 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Lote 1 (60%)
Incorporou 40% de F  40%  60%  24%
Lote 2 (40%)
Incorporou 100% de F  100%  40%  40%

ca m  24%  40%  64%


PCF UEA   2.000UF  64%  1.280 UEA

ca UF
40% 1.200 = 480 UEA
100% 800 = 800 UEA
1.280
1.280 UEA →  64%
2.000

L L

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão localizadas:
 Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo;
 Lote 2 – restantes no ponto 0,7 do processo produtivo.
 Factor F é incorporado linearmente entre 40% e 80% do processo produtivo.

Calcule o cam e as UEA.

Lote 1 (40%)
Incorporou 0% de F  0%  40%  0%
Lote 2 (60%)
Incorporou 75% de F  75%  60%  45%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 49 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

t caf
80% - 40% = 40% 100%
70% - 40% = 30% x

100%  30%
x  75%
40%

ca m  0%  45%  45%
PCF UEA   2.000UF  45%  900 UEA

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão localizadas:
 Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo;
 Lote 2 – restantes no ponto 0,9 do processo produtivo.
 Factor F é incorporado linearmente:
 60% entre o início e 40% do processo;
 40% entre o 80% e o termo do processo produtivo.

Calcule o cam e as UEA.

Lote 1 (40%)
Incorporou 30% de F  30%  40%  12%
Lote 2 (60%)
Incorporou 20% de F, mais os 60% já incorporados   20%  60%   60%  48%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 50 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

t caf t caf
40% - 0% = 40% 60% 100% - 80% = 20% 40%
20% - 0% = 20% x 90% - 80% = 10% x

60%  20% 40%  10%


x  30% x  20%
40% 20%

ca m  12%  48%  60%


PCF UEA   2.000UF  60%  1.200 UEA

30%  800UF  240UEA


80%  1.200UF  960UEA

240  960 1.200


  60%  ca m
2.000 2.000

REGRA:

L1  L2  I  ca  0%

I  L2 L1 ca  100%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 51 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas ao longo de todo o processo produtivo.
 Factor F é incorporado pontualmente:
 40% no ponto 20% do processo;
 60% no ponto 80% processo produtivo.

Calcule o cam e as UEA.

Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação


0% – 20% 20% 0% 0,00
20% – 80% 60% 40% 0,24
80% – 100% 20% 100% 0,20
Coeficiente de Acabamento Médio 44%

PCF (UEA)  2.000UF  44%  880UEA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 52 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação


0% – 40% 40% 0% 0,00
40% – 50% 25% 0% 0,00
50% – 80% 75% 100% 0,75
Coeficiente de Acabamento Médio 75%

REGRA:

L I
L2  I  L2  ca  2
L2  L1

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 53 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

I1  I 2 L1  L 2 0%  100%
   50%
2 2 2

I1  L1
SEMPRE cam=50%
I2  L2

REGRA: Se o intervalo de localização e de incorporação forem coincidentes, o coeficiente de


acabamento médio é de 50%  L1; L2   I1; I 2   ca m  50%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 54 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o ponto 0,4 e 0,8 do processo produtivo.
 Factor F é incorporado linearmente entre 20% e o ponto 60% do processo.

Calcule o cam e as UEA.

Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação


40% – 60% 50% 75% 0,375
60% – 80% 50% 100% 0,500
Coeficiente de Acabamento Médio 87,5%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 55 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PCF (UEA)  2.000UF  87,5%  1.750UEA

50% da produção está localizada entre o ponto 40% e 60% e incorpora um mínimo de 50% de
factor e um máximo de 100%. Logo o coeficiente de acabamento médio (cam) será de 75%.

100%  50%
 75%
2

Processo Produtivo em que:


 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o início e o termo do processo produtivo.
 Factor F é incorporado linearmente:
 40% entre o início e o ponto 0,4 do processo;
 60% entre os pontos 0,6 e 0,8 do processo produtivo.

Calcule o cam e as UEA.

Incorporação (momento t) % lotes (t) % incorporação ca (físico) Ponderação


0% – 40% 40% 40% 50% 0,08
40% – 60% 20% 40% 100% 0,08
60% – 80% 20% 100% 70% 0,14
80% – 100% 20% 100% 100% 0,20
Coeficiente de Acabamento Médio 50%

PCF (UEA)  2.000UF  50%  1.000UEA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 56 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes

O processo produtivo da Unidade Industrial X é constituído por um único segmento, sendo fabricados
os produtos P1 e P2 (produção múltipla disjunta), caracterizado pelo seguinte esquema de
incorporação de factores:

 MATÉRIAS-PRIMAS:
 M1: instantaneamente, no início do processo produtivo;
 M2: instantaneamente, no ponto 0,60.
 MÃO-DE-OBRA E GGF: linearmente, desde o ponto 0,20 até ao fim do processo.

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO:

 Produções Terminadas:
 P1: 30.000 UF
 P2: 35.000 UF
 Existências iniciais de produtos em curso de fabrico:
 P1: 2.500 UF com 20% de acabamento
 P2: 3.000 UF com 70% de acabamento
 Existências finais de produtos em curso de fabrico:
 P1: 2.000 UF com 65% de acabamento
 P2: 2.400 UF com 20% de acabamento

PEDIDOS:
Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores.
MOD + GGF

MP1 = 100%

MP2 = 100%

PtP1= 30.000 UF
20% 40% 60% 65% 70% PtP2= 35.000 UF
t 0% 100%

SoP1 = 2.500 UF (PCF) SoP2 = 3.000 UF (PCF)

SfP2 = 2.400 UF (PCF)


SfP1 = 2.000 UF (PCF)

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 57 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PRODUTO P1:

caM1: 100%
So = 2.500 UF ; t = 0,2 caM2: 0%
caCT: 0%

caM1: 100%
Sf = 2.000 UF ; t = 0,65 caM2: 100%
caCT: 56,25%

t caCT
100% - 20% = 80% 100%
65% - 20% = 45% X

Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a


quanto corresponderá 45% desse mesmo segmento em termos da
incorporação daquele factor?

100%  45% 0,45


X   0,5625
80% 0,8

PeM 1  Pt M 1  cafM 1 .SfM 1  cao M 1 .So M 1


PeM 1  30.000  1,00  2.000  1,00  2.500
PeM 1  29.500 UF

PeM 2  Pt M 2  cafM 2 .SfM 2  ca o M 2 .So M 2


PeM 1  30.000  1,00  2.000  0,00  2.500
PeM 1  32.000 UF

PeCT  Pt CT  ca fCT .SfCT  ca oCT .SoCT


PeM 1  30.000  0,5625  2.000  0,00  2.500
PeM 1  31.125 UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 58 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PRODUTO P2:

caM1: 100%
So = 3.000 UF ; t = 0,7 caM2: 100%
caCT: 62,5%

caM1: 100%
Sf = 2.400 UF ; t = 0,20 caM2: 0%
caCT: 0%

t caCT
100% - 20% = 80% 100%
70% - 20% = 50% X

Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a


quanto corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da
incorporação daquele factor?

100%  50% 0,50


X   0,625
80% 0,8

PeM 1  Pt M 1  ca fM 1 .SfM 1  ca o M 1 .So M 1


PeM 1  35.000  1,00  2.400  1,00  3.000
PeM 1  34.400 UF

PeM 2  Pt M 2  cafM 2 .SfM 2  ca o M 2 .So M 2


PeM 1  35.000  0,00  2.400  1,00  3.000
PeM 1  32.000 UF

PeCT  Pt CT  ca fCT .SfCT  ca oCT .SoCT


PeM 1  35.000  0,00  2.400  0,625  3.000
PeM 1  33.125 UF

L  I1
ca 
I 2  I1

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 59 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 3 – Dra. Maria Hélder

Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais:


 O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não
segmentado).
 No processo de transformação são fabricados vários produtos – P1 e P2 – (produção múltipla
disjunta).
 No processo produtivo são consumidos quatro factores produtivos: Matéria-prima M1 e M2,
MOD e GGF.
 O regime de incorporação dos factores no processo de fabrico é o seguinte:
M1: instantaneamente, no início do processo.
M2: instantaneamente, no ponto 0,6.
MOD: linearmente, desde o ponto 0,2 até ao fim do processo.
GGF: linearmente, entre o início e o ponto 0,4 do processo.

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO


1. Produções terminadas: P1: 20.000 UF
P2: 45.000 UF
2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico:
P2: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do processo.
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico:
P1: 2.000 UF com 70% de acabamento.
P2: 4.000 UF com 30% de acabamento.

PEDIDO: Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores.

MOD
MP1 = 100%
MP2 = 100%

GGF

PtP1= 20.000 UF
20% 30% 40% 60% 70% PtP2= 45.000 UF
t 0% 100%
SoP2 = 3.000 UF (PCF)

SfP2 = 4.000 UF (PCF) SfP1 = 2.000 UF (PCF)

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 60 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cômputo da Pe de P1: UEA


M1 M2 MOD GGF
UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000
Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 100% 2.000 62,5% 1.250 100% 2.000
Stock inicial produção em curso - 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0
Produção Efectiva Total 22.000 22.000 21.250 22.000

 A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro


valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado).

 As incorporações de M1 e M2 foram efectuadas (na sua totalidade e pontualmente) antes


da localização do stock final da produção em curso de P1 (este localiza-se a 70% do
processo produtivo), pelo que o coeficiente de acabamento do stock final da PCF de P1 é
de 100%, em termos destes dois factores.

 No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a
partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes
contas/proporção:

t caMOD
100% - 20% = 80% 100%
70% - 20% = 50% X

Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto


corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da incorporação
daquele factor?

100%  50% 0,5


X   0,625
80% 0,8

 Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a


40% do processo produtivo. Logo, na localização de 70% do processo produtivo
(precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P1), o coeficiente
de acabamento dos GGF é de 100%.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 61 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cômputo da Pe de P2: UEA


M1 M2 MOD GGF
UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000
Stock final produção em curso + 4.000 100% 4.000 0% 0 12,5% 500 75% 3.000
Stock inicial produção em curso - 3.000 100% 3.000 40% 1.200 40% 1.200 80% 2.400
Produção Efectiva Total 46.000 43.800 44.300 45.600

 A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro


valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado).

 A incorporação de M1 é de 100% (logo no início do segmento) pelo que o coeficiente de


acabamento do stock final PCF de P2 é de 100%.

 A incorporação de M2 é de 100% pontualmente a 60% do processo produtivo, logo à direita


do stock final PCF de P2, pelo que o coeficiente de acabamento é de 0%.

 No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a
partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes
contas/proporção:

t caMOD
100% - 20% = 80% 100%
30% - 20% = 10% X

Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto


corresponderá 10% desse mesmo segmento em termos da incorporação
daquele factor?

100%  10% 0,1


X   0,125
80% 0,8

 Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a


40% do processo produtivo. Logo, na localização de 30% do processo produtivo
(precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P2), o coeficiente
de acabamento dos GGF será de:

t caMOD
40% - 0% = 40% 100%
30% - 0% = 30% X

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 62 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 40% do segmento, a quanto


corresponderá 30% desse mesmo segmento em termos da incorporação
daquele factor?

100%  30% 0,3


X   0,75
40% 0,4

 A incorporação de M1 é de 100% (pontualmente logo no início do segmento) pelo que o


coeficiente de acabamento do stock inicial PCF de P2 (este distribuído uniformemente ao
longo do processo produtivo) é de 100%.

 Quanto à incorporação pontual de M2, verifica-se o seguinte:

Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação


0% – 60% 60% 0% 0
60% – 100% 40% 100% 0,4
Coeficiente acabamento médio 0,4

 Relativamente à MOD (que é incorporada totalmente e de forma linear entre 20% e 100%
do processo produtivo), verifica-se o seguinte:

Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação


0% – 20% 20% 0% 0
20% – 100% 80% 50% 0,4
Coeficiente acabamento médio 0,4

Repare-se que a 20% do segmento (início da incorporação da MOD) o


coeficiente de acabamento mínimo é de 0%, e a 100% do segmento
(incorporação total da MOD) o coeficiente de acabamento máximo é de 100%.
Logo, o coeficiente de acabamento médio é de 50% em 80% do segmento, o
que dá uma ponderação de 40%.

0%  100%
ca m   50%
50%  80%  40% 2

 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte:

Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação


0% – 40% 40% 50% 0,2
40% – 100% 60% 100% 0,6
Coeficiente acabamento médio 0,8

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 63 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Repare-se que entre 0% e 40% do segmento ocorre a incorporação total dos


GGF, ou seja, 100% deste factor é linearmente incorporado em 40% do
processo produtivo, o que perfaz um coeficiente de acabamento médio de
50% para aquele hiato de tempo. Para os restantes 60%, a incorporação é de
100% (de 40% a 100% do processo produtivo), o que dá um coeficiente de
acabamento médio de 60% para esta parte do segmento.

EXERCÍCIO NR.º 4 – Dr. Luís Abrantes

A unidade industrial Z apresenta as seguintes características estruturais:

 Processo de fabrico que decorre em 3 fases sucessivas a que correspondem os centros


produtivos A, B, e C, isto é, três segmentos.
 Produção uniforme ou única.
 Regime de incorporação dos três factores – MP, MOD, GGF – nos seguintes termos:

 MATÉRIAS-PRIMAS: no início do segmento A e no ponto 0,5 dos segmentos B e C;


 MÃO-DE-OBRA DIRECTA: linearmente ao longo de todo o processo em cada
segmento;
 GASTOS GERAIS DE FABRICO: linearmente entre o ponto 0,1 e 0,9 em cada um
dos segmentos.

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO:

1. Produção terminada no centro C: 30.000 UF


2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico:
 Centro A: 4.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento.
 Centro B: 5.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento.
 Centro C: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento.
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico:
 Centro A: 2.000 UF uniformemente distribuídas entre 0% e 50% do segmento.
 Centro B: 1.500 UF uniformemente distribuídas entre 50% e o termo do segmento.
 Centro C: 1.200 UF uniformemente distribuídas entre 30% e 80% do segmento.

PEDIDO:
Calcule as produções efectivas dos centros A, B, e C com referência a cada um dos factores.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 64 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CENTRO A:
GGF

MOD

MP = 100%

10% 50% 90%


t 0%
SoA = 4.000 UF (PCF)
100%

SfA = 2.000 UF (PCF)

CENTRO B:
GGF

MOD

MP = 100%

10% 50% 90%


t 0% SoB = 5.000 UF (PCF) 100%

SfB = 1.500 UF (PCF)

CENTRO C:
GGF

MOD

MP = 100%

Pt = 30.000 UF
10% 30% 50% 80% 90%
t 0% So = 3.000 UF (PCF)
C
100%

SfC = 1.200 UF (PCF)

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 65 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cômputo da Pe do CENTRO C: UEA


MP MOD GGF
UF ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 30.000 100% 30.000 100% 30.000 100% 30.000
Stock final produção em curso + 1.200 60% 720 55% 660 56,25% 675
Stock inicial produção em curso - 3.000 50% 1.500 50% 1.500 50% 1.500
Produção Efectiva Total 28.200 29.220 29.110 29.175

 Já sabemos que a Produção Terminada é sempre considerada com um acabamento de 100% para cada
um dos factores produtivos.

STOCK FINAL
 O Stock final da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 1.200 UF que se encontram
distribuídas uniformemente entre os pontos 0,3 e 0,8 do processo produtivo.
 Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 60%:

CAMP = ?
t ca físico % produção Ponderação
30% – 50% 20% 0% 40% 0,0
50% – 80% 30% 100% 60% 0,6
Coeficiente acabamento médio 0,6

t %lote
Se o lote (100%) está compreendido entre os pontos 0,3 e 0,8 do segmento
0,5  100% (t), ou seja, ocupa 50% desse segmento, poderemos afirmar que cada 10%
0,1  x ? desses 50% de segmento (uma quinta parte) “vale” 20%. Assim, duas
quintas partes correspondem a 40% do lote, e as restantes três quintas
partes corresponderão a 60% da produção.
0,1 1
x  0,2
0,5

 Em termos de MOD verifica-se o seguinte:

CAMOD = ?
t ca físico % produção Ponderação
0% – 30% 30% 30% 0% 0,00
30% – 80% 50% 55% 100% 0,55
80% – 100% 20% 0% 0% 0,00
Coeficiente acabamento médio 0,55

CAmínimo[ 0,3 ]  30%


CAmáximo [ 0,8 ]  80%

30%  80% 110%


CAmédio    55%
2 2

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 66 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Em termos de GGF verifica-se o seguinte:


CAGGF = ?
t ca físico % produção Ponderação
10% – 30% 20% 25% 0% 0,0000
30% – 80% 50% 56,25% 100% 0,5625
Coeficiente acabamento médio 0,5625

t ca
Entre o ponto 0,1 e 0,3 do segmento assistiu-se à incorporação de 25% do
0,80  100% factor GGF. Para chegar-se a este valor temos que calcular a proporção, isto
0,2  x ? é, se 100% da incorporação se dá no intervalo de 80% do segmento (90%-
10%), então teremos uma incorporação de 25% para 20% do segmento.
Sabemos agora que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,3) vale
0,2  1 25%.
x  0,25
0,8

t ca
Tem que se efectuar os cálculos para se saber qual é o montante de
0,80  100% incorporação dos GGF em 70% do segmento (80% – 10%). De facto,
0,7  x ? interessa-nos saber a percentagem de incorporação no ponto 0,8 dado que
este representa o coeficiente de acabamento máximo do stock final de PCF
de P1.
0,7  1
x  0,875
0,8

CAmínimo[ 0,3 ]  25% CAmáximo [ 0,8 ]  87,5%


25%  87,5% 112,5%
CAmédio    56,25%
2 2
STOCK INICIAL
 O Stock inicial da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 3.000 UF que se encontram
distribuídas uniformemente por todo o processo produtivo (não existindo pois necessidade de se calcular
proporções de produção em relação ao segmento).
 Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 50%:

CAMP = ?
t ca físico % produção Ponderação
0% – 50% 50% 0% 50% 0,0
50% – 100% 50% 100% 50% 0,5
Coeficiente acabamento médio 0,5

 Em termos de MOD e GGF verifica-se o seguinte:

CAMOD = 50% CAGGf = 50%

É sabido que quando os pontos de início e fim entre a produção/lote e a incorporação


coincidem (em incorporação linear e localização linear), o coeficiente de acabamento
médio é SEMPRE de 50%.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 67 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cômputo da Pe do CENTRO B: UEA


MP MOD GGF
UF ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 28.200 100% 28.200 100% 28.200 100% 28.200
Stock final produção em curso + 1.500 100% 1.500 75% 1.125 80% 1.200
Stock inicial produção em curso - 5.000 50% 2.500 50% 2.500 50% 2.500
Produção Efectiva Total 24.700 27.200 26.825 26.900

 A Produção Terminada no Centro B corresponde à Produção Efectiva do Centro C (anda-se para trás).
 A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100%: o lote do stock final de PCF encontra-se à
direita da incorporação.
 Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF:

CAMOD = ?
t ca físico % produção Ponderação
0% – 50% 50% 50% 0% 0,00
50% – 100% 40% 75% 100% 0,75
Coeficiente acabamento médio 0,75

CAmínimo[ 0,5 ]  50% CAmáximo [1]  100%


50%  100% 150%
CAmédio    75%
2 2

 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF:

CAGGF = ?
t ca físico % produção Ponderação
10% – 50% 50% 50% 0% 0,00
50% – 90% 40% 75% 80% 0,60
90% – 100% 10% 100% 20% 0,20
Coeficiente acabamento médio 0,80

t ca
Os GGF são incorporados a 100% entre o ponto 0,1 e 0,9 (80% do
0,80  100% segmento), sendo que cada parte do total de oito vale 0,125. Então, quatro
0,1  x ? partes (do ponto 0,1 a 0,5) valem 50% de incorporação de GGF. O que
significa que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,5 – início do
lote) é de 50%.
0,1 1
x  0,125%
0,8

CAmínimo[ 0,5 ]  50% CAmáximo[ 0,9 ]  100%


50%  100% 150%
CAmédio    75%
2 2

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 68 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cômputo da Pe do CENTRO A: UEA


MP MOD GGF
UF ca UEA ca UEA ca UEA
Produção Terminada + 24.700 100% 24.700 100% 24.700 100% 24.700
Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 25% 500 20% 400
Stock inicial produção em curso - 4.000 100% 4.000 50% 2.000 50% 2.000
Produção Efectiva Total 22.700 22.700 23.200 23.100

 A Produção Terminada no Centro A corresponde à Produção Efectiva do Centro B (anda-se para trás).
 A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100% pois é incorporada no início do processo.
 Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF:

CAmínimo[ 0 ]  0% CAmáximo [ 0,5 ]  50%


0%  50% 50%
CAmédio    25%
2 2

 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF:

CAGGF = ?
t ca físico % produção Ponderação
0% – 10% 10% 0% 20% 0,00
10% – 50% 40% 25% 80% 0,20
Coeficiente acabamento médio 0,20

CAmínimo[ 0,1]  0% CAmáximo [ 0,5 ]  50%


0%  50% 50%
CAmédio    25%
2 2

PRODUÇÃO DIFERENCIADA E PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA

Produção Diferenciada (Pd)

 É a produção de cada um dos produtos expressa em termos da respectiva unidade de


medida física:

P1: 1.000 caixas


P2: 5.000 litros
P3: 4.000 kg
Etc…

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 69 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Não podemos somar produções diferenciadas, como por exemplo, produção de garrafas de
água de quantidades diferentes (garrafas de água de um quarto, meio litro, três quartos,
etc.).

 A forma de resolver o problema, isto é, de agregar a Produção Diferenciada, é feita através


da Homogeneização da Produção.

Produção Homogeneizada (Ph)

 É a produção expressa numa unidade de medida comum que permite a agregação de


produção diferenciadas. Essa unidade é chamada unidade homogeneizadora. A produção
homogeneizada é calculada utilizando-se coeficientes de homogeneização  , F  .

Factor

Coeficiente
Homogeneizante

Exemplo: unidade industrial de produção múltipla (P1, P2, P3) em que os consumos de MP M1 são:

Consumos Unitários
P1: 1.000 UF 5,0 Kg
P2: 2.000 UF 2,0 Kg
P3: 5.000 UF 8,0 Kg
Não se podem somar produções

Estes consumos unitários (5 Kg , 2 Kg e 8 Kg) podem ser utilizados como coeficientes de


homogeneização.

1. Eleger um produto que vai funcionar como elemento homogeneizador

Coeficiente da homogeneização  i , F  – cálculo dos coeficientes de homogeneização


i
P1: 5,0 Kg 1,0
P2: 2,0 Kg 0,4
P3: 8,0 Kg 1,6

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 70 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

2. Calcular a produção homogeneizada

Cálculo da Produção Homogeneizada

UF i Pi   i
P1: 1.000 1,0 1.000
P2: 2.000 0,4 800
P3: 5.000 1,6 8.000
Total da Produção: 9.800

E se fosse com referência ao Produto P3?


i
P1: 5,0 Kg 0,625
P2: 2,0 Kg 0,25
P3: 8,0 Kg 1,0

UF i Pi   i
P1: 1.000 0,625 625
P2: 2.000 0,25 500
P3: 5.000 1,0 5.000
Total da Produção: 6.125

Corresponde a um coeficiente técnico que exprime a relação entre consumos normais de um


mesmo factor para vários produtos. A produção que assumir o valor 1 designa-se de unidade
homogeneizadora e pode ser expresso em termos absolutos ou relativos.
Corresponde ao somatório da produção (múltipla) homogeneizada, com
Ph, F   i . i , F  Pi referência ao factor F, para os diversos produtos

Deste modo, é possível repartir pelos diferentes produtos custos comuns de factores. Exemplo:

CONSUMO DE M1: € 980.000,00. QUANTO CUSTA P1, P2, P3 EM TERMOS DE MP?

Se conseguir agregar/homogeneizar a produção…

€980.000,00
 100€ / UF P1  €100 P2  €40 P3  €160
9.800UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 71 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 5 – Dr. Luís Abrantes

PRODUÇÃO DIFERENCIADA vs PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA

Considere uma unidade industrial de produção múltipla num processo não segmentado.

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO:

1. Produção terminada:
 P1 = 2.400 UF
 P2 = 1.200 UF

2. Existências iniciais e finais de produção em curso nulas.

3. Custo de factores consumidos:


 Matérias-primas = € 50.400
 Custos de transformação = € 48.000

4. Consumos unitários de factores:

MP CT
P1 2,5 Kg 1,50 UF
P2 1,0 Kg 1,0 UF

PEDIDO: Calcule os custos globais e unitários da produção do mês

MP: Cálculo do custo global e unitário


PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO
P1 2.400 2,5 6.000 42.000 17,50
Custo Unitário
P2 1.200 1,0 1.200 8.400 7,00
homogeneizador
Não se soma 7.200 50.400

K P 1  K MP  kCT

Custo.Global.MP
K MP 
Pe HOMOGENEIZ ADA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 72 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Uma vez determinada a Produção Homogeneizada (7.200 UF) e sabendo-se que o custo
global da matéria-prima foi de € 50.400, obtém-se o custo unitário homogeneizador:

€50.400,00
k MPP 2   7,00  €7,00  1.200UF  €8.400
7.200UF

€50.400,00  €8.400,00  €42.000,00

CUSTO.GLOBAL €42.000,00
€7,00  2,5  €17,50 ou   17,50€ / UF
PRODUÇÃO 2.400UF

CT: Cálculo do custo global e unitário


PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO
P1 2.400 1,5 3.600 36.000 15,00
Custo Unitário
P2 1.200 1,0 1.200 12.000 10,00
homogeneizador
Não se soma 4.800 48.000

SÍNTESE: custos globais e unitários dos produtos (P1+P2)


Matéria-prima Custos de Transformação TOTAL
PRODUTOS Global Unitário Global Unitário Global Unitário
P1 42.000 17,50 36.000 15,00 78.000 32,50
P2 8.400 7,00 12.000 10,00 20.400 17,00
TOTAL 50.400 48.000 98.400

CÁLCULO DO CUSTO DA PRODUÇÃO

EXERCÍCIO NR.º 6 – Dr. Luís Abrantes

Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de um único produto P (produção
uniforme) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado).

O regime de incorporação dos factores – Matérias-primas (M1,M2) e Custos de Transformação (CT) é


o seguinte:

 M1: pontualmente, no início do segmento;


 M2: instantaneamente no ponto 0,6 do processo de fabrico;
 CT: linearmente ao longo do processo de fabrico.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 73 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

O critério de valorimetria utilizado para a saída das existências é o custo cronológico directo (FIFO).

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO

1. Produção vendida de P = 32.000 UF

2. Existências de produtos acabados:


 Existências finais: 2.400 UF
 Existências iniciais: 400 UF, no valor de € 8.000

3. Existências em curso de fabrico:


 Existências finais: 800 UF, com 80% de acabamento
 Existências iniciais: 1.200 UF, com 50% de acabamento, no valor de €18.900 (M1 = €18.000)

4. Custos do período (valores em €):


 Matérias-primas: M1 = 588.000 e M2 = 95.700
 Mão-de-obra e Gastos Gerais de Fabrico: 59.570

PEDIDOS:
1. Calcule os custos globais e unitários da produção;
2. Calcule o custo da produção terminada e o valor da existência final;
3. Idem para os critérios valorimétricos CUSTO MÉDIO e LIFO;
4. Calcule o custo da produção vendida.

CÁLCULO DE CUSTOS TOTAIS E CUSTOS UNITÁRIOS

CUSTO.TOTAL n
custo.unitário  k  K total   kf , f  factor
PRODUÇÃO f 1

Custo Unitário com referência a um factor (por exemplo, MP):

CUSTO.TOTAL.MP
kMP 
PRODUÇÃO PeMP 

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 74 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

MOD + GGF

MP1 = 100% MP2 = 100%

Pt= ?
50% 60% 80%
t 0% 100%

SoPCF= 1.200 UF SfPCF = 800 UF

SoPCF = 1.200 UF SoPA = 400 UF

Pt = 34.000 UF ARMAZÉM
Pv = 32.000 UF
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
ACABADOS

SfPCF = 800 UF SfPA = 2.400 UF

1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção


Cômputo da Pe : UEA

M1 M2 CT
PRODUTO P UF/UEA ca UEA ca UEA
PRODUÇÃO TERMINADA + 34.000 100% 34.000 100% 34.000
STOCK FINAL PCF + 800 100% 800 80% 640
STOCK INICIAL PCF – 1.200 0% 0 50% 600
PRODUÇÃO EFECTIVA 33.600 34.800 34.040

Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção


Terminada (UF) – “andar para trás”:

SoPA  Pt  SfPA  Pv  400  Pt  2.400  32.000  Pt  34.000 UF

NOTA: só se homogeneíza produções nos casos de produção múltipla. Em


produção uniforme não se calculam homogeneizações.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 75 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cada um dos factores dos factores produtivos (M1, M2 e CT) tem o seu valor/quantidade de
Produção Efectiva (produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não
totalmente acabada):

Produção Efectiva em termos de factores: Quantidades:


M1 33.600 UEA
M2 34.800 UEA
CT 34.040 UEA

NOTA: Nunca se somam Produções Efectivas

Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva


Factores Custos Globais Produção Efectiva Custo Unitário
M1 588.000 € 33.600 UEA 17,50 €
M2 95.700 € 34.800 UEA 2,75 €
CT 59.570 € 34.040 UEA 1,75 €
TOTAL 743.270 € 22,00 €

É necessário proceder ao cálculo dos custos globais e unitários da Produção Efectiva para se
poder chegar ao custo da Produção Terminada. Até porque estamos perante o critério FIFO.

Só não seria necessário se não existissem Stocks iniciais nem finais – situação em que
Produção Terminada seria igual à Produção Efectiva.

2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência


Final (FIFO)

Não podemos calcular directamente o custo da Produção Terminada multiplicando as


quantidades (34.000 UF) pelo custo unitário de € 22,00 (custo unitário de todos os factores da
Produção Efectiva).

Teremos sim que verificar, para cada um dos factores e respeitando o critério valorimétrico FIFO,
qual a “quota-parte” que corresponde às existências iniciais e a “quota-parte” que é imputável à
produção do período, valorizando-as, respectivamente, como custos de produtos (existências) e
custos do período (Pe):

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 76 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cálculo do custo da Produção Terminada (FIFO)


FIFO M1 M2 CT Custo
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Stock Inicial 1.200 15,00 18.000 0 0,00 0 600 1,50 900 18.900
Período (Pe) 32.800 17,50 574.000 34.000 2,75 93.500 33.400 1,75 58.450 725.950
Pt 34.000 592.000 34.000 93.500 34.000 59.350 744.850

No critério FIFO, saem primeiro as existências iniciais e completa-se/soma-se a produção do


período necessária para se obter a Produção Terminada (sempre por factores, para depois
chegar ao total). Como estamos a calcular custos, o valor das Existências iniciais é dado no
enunciado (não de forma imediata) e o valor da Produção Efectiva é calculado com os custos
unitários que achamos anteriormente (agora em função das novas quantidades, precisamente
aquelas que foram adicionadas às existências iniciais para totalizar o valor de 34.000 UF).

Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (FIFO)


FIFO M1 M2 CT Custo
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Stock Final 800 17,50 14.000 800 2,75 2.200 640 1,75 1.120 17.320

No critério FIFO, as Existências finais são as “sobrantes” à Produção Efectiva, isto é, as que
restam após se ter tirado a “quota-parte” que integrou a Produção Terminada, e portanto,
valorizadas a custos do período (por factores, e a seus custos unitários).

Cálculo do custo da Produção Terminada


Fabricação (em €)

Si (PCF) 18.900 34.000 x 22 = 748.000 Produção Terminada


Consumos (errado: atenção ao FIFO)
M1 588.000 744.850 Produção Terminada
M2 95.700 17.320 Sf (PCF)
CT 59.570
762.170 762.170

NOTA: Poderia-se ter chegado ao valor dos Sf subtraindo à Pt o valor € 762.170

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 77 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Fabricação (em €) FABRICAÇÃO

Si (PCF) Produção Terminada


Consumos Si (PCF)
Pe M1 Sf (PCF) Consumos Prod. Term.
Pe M2 Pe M1
Pe CT Pe M2 Sf (PCF)
Pe CT

3. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência


Final, considerando os critérios valorimétricos LIFO e CUSTO
MÉDIO

 Utilizando o critério LIFO

Cálculo do custo da Produção Terminada (LIFO)


LIFO M1 M2 CT Custo
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Stock Inicial 400 15,00 6.000 0 0,00 0 0 0,00 0 6.000
Período (Pe) 33.600 17,50 588.000 34.000 2,75 93.500 34.000 1,75 59.500 741.000
Pt 34.000 594.000 34.000 93.500 34.000 59.500 747.000

A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M1 foi de 33.600 UEA (ver cálculo acima
das produções efectivas). O Stock inicial era de 1.200 UF. Pelo sistema LIFO, a produção efectiva
do período é a que “sai primeiro”. O resto que falta para atingir 34.000 UF da Produção
Terminada é “retirado” ao stock inicial – ou seja, 400 UF. As 33.600 UF são um custo do período,
sendo valorizadas ao custo unitário de € 17,50. As 400 UF do stock inicial (custo do produto)
encontravam-se valorizadas a € 18.000 quanto ao factor M1 e € 900 quanto ao factor CT (o factor
M2 não tem valor, pois só é incorporado depois do ponto 0,5). Rapidamente se chega ao custo
unitário de M1 pela divisão dos € 18.000 pelas 1.200 UF (€15,00):

€18.000,00
So €  18.900  SoM€ 1   €15,00
1.200UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 78 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M2 foi de 34.800 UF. Pelo LIFO, sai
primeiro este valor. Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi
necessário “retirar” qualquer valor ao Stock inicial.

A Produção Efectiva em termos do factor CT foi de 34.040 UF. Pelo LIFO, sai primeiro este valor.
Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi necessário “retirar”
qualquer valor ao Stock inicial.

Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (LIFO)


LIFO M1 M2 CT Custo
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Período (Pe) - - - 800 2,75 2.200 40 1,75 70 2.270
So 800 15,00 12.000 - - - 600 1,50 900 12.900
Sf 800 15,00 12.000 800 2.200 640 970 15.170

Fabricação (em UEA)

SoM1 = 1.200 Pt = 34.000


SoM2 = 0
SoCT = 600 SfM1 = 800
SfM2 = 800
PeM1 = 33.600 UEA SfCT = 640
PeM2 = 34.800 UEA
PeM3 = 34.040 UEA

Fabricação (em €)

Si (PCF) 18.900 747.000 Produção Terminada


Consumos
M1 588.000 15.170 Sf (PCF)
M2 95.700
CT 59.570
762.170 762.170

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Utilizando o critério CUSTO MÉDIO PONDERADO


So €  Pe €
C.médio 
So  PeUEA

18.000  588.000
C.médioM1   17,4138 € / PM1
1.200  33.600

0  95.700   €21,9095
C.médioM 2   2,75 € / PM 2
0  34.800

900  59.570
C.médioCT   1,7457 € / PCT
600  34.040

C.Pt €  34.000  21,9095  €744.922,00


SfPCF  800  17,4138  €13.931,04
M1

SfPCF  800  2,75  €2.200,00   €17.248
M2

SfPCF  640  1,7457  €1.117,248
M1

Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (CUSTO MÉDIO)


C.MÉDIO M1 M2 CT Custo
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Stock Final 800 17,4138 13.931 800 2,75 2.200 640 1,117 1.117 17.248

Fabricação (em €)

Si (PCF) 18.900 744.922 Produção Terminada


Consumos
M1 588.000 17.248 Sf (PCF)
M2 95.700
CT 59.570
762.170 762.170

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4. Cálculo do custo da Produção Vendida


SoPCF = 1.200 UF SoPA = 400 UF → € 8.000

Pt = 34.000 UF Pv = 32.000 UF
ARMAZÉM
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
ACABADOS

SfPCF = 800 UF SfPA = 2.400 UF

 Utilizando o critério FIFO

Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO)


UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00
Produção Terminada (So) - - -
M1 1.200 15,00 18.000,00
M2 0 0 0
CT 600 1,50 900,00
Produção Terminada (período) - - -
M1 30.400 17,50 532.000,00
M2 31.600 2,75 86.900,00
CT 31.000 1,75 54.250,00
PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 700.050,00

A produção vendida de 32.000 UF desdobra-se em Existências iniciais de produtos acabados,


mais produção terminada no período que deu entrada no APA (armazém de produtos acabados).

Para se calcular o custo da Produção Vendida há pois que se apurar, à “luz” do critério FIFO, as
quantidades de Existências iniciais de produtos acabados e de Produção Terminada do período e
os seus respectivos custos, que integram a produção vendida.

O valor total da existência inicial de Produtos Acabados consta no enunciado: consegue-se


assim achar o seu custo unitário.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Como estamos no critério FIFO, tem que se recolher primeiramente as quantidades de factores e
respectivos custos que integram o stock inicial e fazem parte da Pt, e o que falta (que pertence à
produção do período) que também integrou a Pt. O somatório deverá corresponder a 32.000 UF
da Produção Vendida:

M1:  400So  1.200So 


  30.400Pe  32.000UF
 PA PCF 

M2:  400So  0 So 
  31.600Pe  32.000UF
 PA PCF 

CT:  400So  600So 


  31.000Pe  32.000UF
 PA PCF 

Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (FIFO)


UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Existência Final PA 2.400 22,00 52.800,00

A quantidade da Existência final de PA é dada no enunciado. Como estamos no FIFO, é um custo


do período (dado as Existências iniciais de produtos acabados se terem esgotado, restando
produção do período).

PRODUTOS FABRICADOS

Quantidades Euros Quantidades Euros

So (PA) 400 UF 8.000,00 32.000 UF 700.050,00 Produção Vendida


Produção Terminada 34.000 UF 744.850,00 2.400 UF 52.800,00 Sf (PA)

34.400 UF 752.850,00 34.400 UF 752.850,00

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

 Utilizando o critério LIFO

Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO)


Produção Efectiva Produção Vendida Produção Período Transferida
M1 33.600 32.000 1.600
M2 34.000 32.000 2.000
CT 34.000 32.000 2.000

No critério LIFO, são utilizadas primeiramente as quantidades produzidas no período (Pe)


que integram/estão implícitas na Produção Terminada (e depois, se necessário, retirar-se-ia
o que faltava às existências iniciais de produtos acabados). Verificamos pois que a produção
do período implícita na Produção Terminada é sempre superior à Produção Vendida,
bastando por isso efectuar a multiplicação das 32.000 UF vendidas pelos custos do período
para se ter o custo da produção vendida. A produção do período transferida para o APA é
que vai constar das Existências finais de produtos acabados.

Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO)


UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Produção Terminada (período) - - -
M1 32.000 17,50 560.000,00
M2 32.000 2,75 88.000,00
CT 32.000 1,75 56.000,00
PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 22,00 704.000,00

Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (LIFO)


UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL
Produção Terminada (período)
M1 1.600 17,50 28.000,00
M2 2.000 2,75 5.500,00
CT 2.000 1,75 3.500,00
Produção Terminada (So)
M1 400 15,00 6.000,00
M2 0 0 0
CT 0 0 0
Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00
EXISTÊNCIA FINAL PA 2.400 51.000,00

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

A quantidade da existência final de Produtos Acabados foi dada no enunciado: 2.400 UF. Estas
Existências finais são compostas por Produção Terminada transferida no período para o
armazém de produtos acabados (Pe do período “que sobrou, não incluída nas vendas” + SoPCF) e
pelas existências que já encontravam no APA. Assim, temos:

M1:  1.600 Pe  400So 


  400So  2.400UF
 PCF  PA

M2:  2.000 Pe  0 So 
  400So  2.400UF
 PCF  PA

CT:  2.000 Pe  0 So 
  400So  2.400UF
 PCF  PA

 Utilizando o critério CUSTO MÉDIO

PRODUTOS FABRICADOS

Quantidades Euros Quantidades Euros

So (PA) 400 UF 8.000,00 32.000 UF 700.392,00 Produção Vendida


Produção Terminada 34.000 UF 744.922,00 2.400 UF 52.530,00 Sf (PA)

34.400 UF 752.922,00 34.400 UF 752.922,00

752.922,00
C.MÉDIO   21,88726
34.400

C.P.VENDIDA  32.000  21,88726  700.392,00

€  2.400  21,88726  52.530,00


SfPA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 7 – Dr. Luís Abrantes

CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO


PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA

Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de P1, P2 e P3 (produção múltipla
disjunta) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado).

1. O regime de incorporação e o respectivo consumo de factores – matérias-primas (M1, M2 e M3) e


custo de transformação (CT) – é o seguinte:

5.1. Todos os produtos consomem a matéria-prima básica M1, cuja incorporação ocorre no início
do processo; cada unidade de P1 necessita de uma unidade de M1; para produzir P2 e P3 são
necessárias 2,0 UF e 1,5 UF de M1, respectivamente.

5.2. Os produtos P1 e P2 consomem também M2, sendo a incorporação em P1 feita entre o ponto
0,5 e o termo do processo produtivo; com uma unidade de M2 obtêm-se duas unidades de P1;
em P2 a incorporação de M2 é feita em dois momentos: a 30% do processo de fabrico (0,6
UF de M2/UF de produto) e a 60% do processo (0,4 UF de M2/UF do produto);

5.3. O produto P3 também utiliza M3, que é incorporada linearmente entre 40% e 80% do
processo produtivo.

5.4. O custo de transformação é incorporado linearmente ao longo do processo de fabrico para


todos os produtos, sendo o consumo de P1 superior em 20% ao de P2 e o consumo de P3
superior em 10% ao de P1.

2. O critério de valorimetria utilizado para a saída de existências é o custo cronológico directo


(FIFO).

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO:

3. Produção vendida:
☻ P1 = 10.000 UF ; P2 = 12.000 UF ; P3 = 8.000 UF

4. Existências de produtos acabados:


☻ Existências iniciais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 3.500 UF ; P3 = 1.000 UF
☻ Existências finais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 1.500 UF ; P3 = 2.000 UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 85 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

5. Existências em curso de fabrico:


5.1. Existências iniciais:
☻ P1 = 3.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo.
☻ P2 = 400 UF, com 75% de acabamento.
5.2. Existências finais:
☻ P1 = 2.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo.
☻ P2 = 800 UF, com 50% de acabamento.
☻ P3 = 1.000 UF, com 50% de acabamento.

6. O custo das existências iniciais, referidas anteriormente, é o seguinte (valores em €):

P1 P2 P3
Produtos acabados 20.000,00 105.000,00 26.100,00
Produtos em curso 42.850,00 11.300,00 0,00

7. Custos do período (valores em €):


☻ Matérias-primas: M1 = 448.000,00 ; M2 = 59.820,00 ; M3 = 23.125,00
☻ Custos de Transformação = 255.300,00

PEDIDOS:

1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção.


2. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso.
3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial.
4. Cálculo do custo da produção vendida e do custo da existência final de produtos acabados.

PARA UMA MAIOR SIMPLIFICAÇÃO, VAMOS DESENHAR O ESQUEMA DO PROCESSO


PRODUTIVO POR PARTES (caso contrário o desenho ficaria muito complexo e pouco
perceptível)
SoP1 = 1.000 UF
SoP2 = 3.500 UF
SoP3 = 1.000 UF
PVP1 = 10.000 UF
PVP2 = 12.000 UF
ARMAZÉM PVP3 = 8.000 UF
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
ACABADOS

SfP1 = 1.000 UF
SfP2 = 1.500 UF
SfP3 = 2.000 UF

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 86 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PRODUTO P1:

MP1
CT

MP2

50%
t 0% 100%
SoP1 = 3.000 UF (PCF)

SfP1 = 2.000 UF (PCF)

PRODUTO P2:

MP1
CT

MP2 (0,60 UF) MP2 = (0,40 UF)

30% 50% 60% 75%


t 0% 100%

SfP2= 800 UF (PCF) SoP2 = 400 UF (PCF)

PRODUTO P3:

MP1
CT

MP3

40% 50% 80%


t 0% 100%

SfP3= 1.000 UF (PCF)

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 87 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção


Cômputo da Pe : UEA

M1 M2 M3 CT
PRODUTO P1 UF/UEA ca UEA ca UEA ca UEA
PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000
STOCK FINAL PCF + 2.000 25% 500 - - 50% 1.000
STOCK INICIAL PCF – 3.000 25% 750 - - 50% 1.500
PRODUÇÃO EFECTIVA 9.000 9.750 0 9.500
PRODUTO P2
PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000
STOCK FINAL PCF + 800 60% 480 - - 50% 400
STOCK INICIAL PCF – 400 100% 400 - - 75% 300
PRODUÇÃO EFECTIVA 10.400 10.080 0 10.100
PRODUTO P3
PRODUÇÃO TERMINADA + 9.000 - - 100% 9.000 100% 9.000
STOCK FINAL PCF + 1.000 - - 25% 250 50% 500
STOCK INICIAL PCF – - - - - - - -
PRODUÇÃO EFECTIVA 10.000 0 9.250 9.500

Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção


Terminada (UF) – “andar para trás”:

SoPA  Pt P1  SfP1  PVP1  1.000  Pt P1  1.000  10.000  Pt P1  10.000 UF

SoPA  Pt P 2  SfPA  PVP 2  3.500  Pt P 2  1.500  12.000  Pt P 2  10.000 UF

SoPA  Pt P 3  SfPA  PVP 3  1.000  Pt P 3  2.000  8.000  Pt P 3  9.000 UF

Quanto ao cálculo do coeficiente de acabamento da MP M3 do Produto P3, justifica-se da seguinte


forma: se em 40% do segmento se dá a incorporação total (100%) de M3, então para 10% desse
mesmo segmento assistiremos à incorporação de 25% daquele factor.

NOTA: como estamos numa situação de produção múltipla (vários produtos) há


que homogeneizar a produção.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 88 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Ficha de incorporação de factores – ficha técnica


P1 P2 P3
M1 1,00 2,00 1,50
M2 0,50 1,00 -
M3 - - 1,00
CT 1,20 1,00 1,32

Estes “pesos” que os factores têm nos produtos encontra-se no enunciado.

Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos


FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO
P1 90.000 9.000 1,00 9.000 10,00
M1 P2 208.000 10.400 2,00 20.800 20,00
P3 150.000 10.000 1,50 15.000 15,00
448.000 44.800
P1 19.500 9.750 0,50 4.875 2,00
M2 P2 40.320 10.080 1,00 10.080 4,00
P3 - - - - -
59.820 14.955
P1 - - - - -
M3 P2 - - - - -
P3 23.125 9.250 1,00 9.250 2,50
23.125 9.250 2,50
P1 85.500 9.500 1,20 11.400 9,00
CT P2 75.750 10.100 1,00 10.100 7,50
P3 94.050 9.500 1,32 12.540 9,90
255.300 P. Efectiva 34.040

O enunciado informa-nos os custos globais do período em termos de factores (M1=448.000 ;


M2=59.820 ; M3=23.125 ; CT=255.300). Fazendo a homogeneização da produção, já podemos
somar o que se produziu (em termos de cada factor) para os três produtos – no caso de M1 temos
uma produção total de 44.800 UF. Por uma regra de três simples, se um total de 44.800 UF
produzidas corresponde a um custo global de €448.000, então, para P2, 20.800 UF produzidas
corresponderão a €208.000. Para se calcular o custo unitário:

CUSTOS.GLOBAIS P1  P2  P3 M1  M 2  M 3  CT 


k
 Pe f  i
Pi

Ou, faz-se a proporção entre o custo unitário do elemento homogeneizador (€10,00) e o


coeficiente homogeneizador do custo unitário que se pretende determinar.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 89 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Síntese de Custos
P1 P2 P3
FACTORES C. Total C. Unit. C. Total C. Unit. C. Total C. Unit.

M1 90.000 10,00 208.000 20,00 150.000 15,00


M2 19.500 2,00 40.320 4,00 - -
M3 - - - - 23.125 2,50
CT 85.500 9,00 75.750 7,50 94.050 9,90
TOTAL 195.000 21,00 324.070 31,50 267.175 27,40

2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência


Final (FIFO)
Cálculo do custo da Produção Terminada para P1 (FIFO)
FIFO M1 M2 CT Custo
P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
De So 3.000 - ? 750 - ? 1.500 - ? 42.850
Período (Pe) 7.000 10,00 70.000 9.250 2,00 18.500 8.500 9,00 76.500 165.000
Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 207.850

Sabemos que a Produção Terminada para P1 corresponde a 10.000 UF (já determinada


anteriormente) – é este valor que começaremos a colocar na tabela. Como estamos perante o
critério valorimétrico FIFO, as existências iniciais de PCF são as primeiras a “sair” – estes
valores deverão ser colocados na tabela. O seu custo global é dado no enunciado, pelo que
colocaremos este valor (€42.850) na tabela. Neste momento, só é necessário preencher a
produção do período (quantidades) que falta para se obter o valor de 10.000 da Pt. Como
sabemos os custos unitários daquela produção (Pe) em termos dos factores, rapidamente
chegamos ao custo global. A soma dos custos dos produtos/existências e dos custos do
período/Pe dá-nos o custo da Produção Terminada. Quanto aos custos unitários e totais por
factores, a informação não é relevante para a determinação do custo da Pt, pelo que se deixa “em
branco”.

Cálculo do valor da Existência Final para P1 (FIFO)


FIFO M1 M2 CT Custo
P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Sf PCF 2.000 10,00 20.000 500 2,00 1.000 1.000 9,00 9.000 30.000

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 90 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

O valor das Existências Finais é calculado com base nos custos unitários do período, pois
estamos no critério FIFO (à produção do período que “sobrou” chamámos Existências Finais).

Cálculo do custo da Produção Terminada para P2 (FIFO)


FIFO M1 M2 CT Custo
P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
De So 400 - ? 400 - ? 300 - ? 11.300
Período (Pe) 9.600 20,00 192.000 9.600 4,00 38.400 9.700 7,50 72.750 303.150
Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 314.450

Cálculo do valor da Existência Final para P2 (FIFO)


FIFO M1 M2 CT Custo
P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Sf PCF 800 20,00 16.000 480 4,00 1.920 400 7,50 3.000 20.920

Cálculo do custo da Produção Terminada para P3 (FIFO)


FIFO M1 M3 CT Custo
P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
De So - - - - - - - - - 0
Período (Pe) 9.000 15,00 135.000 9.000 2,50 22.500 9.000 9,90 89.100 246.600
Pt 9.000 - 135.000 9.000 - 22.500 9.000 - 89.100 246.600

Poderia dispensar-se a tabela:

Pe  Pt  9.000UF  kP 3  9.000  15,00  2,50  9,90  246.600,00


Pt P€  246.600,00
3

Cálculo do valor da Existência Final para P3 (FIFO)


FIFO M1 M3 CT Custo
P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Total
Sf PCF 1.000 15,00 15.000 250 2,50 625 500 9,90 4.950 20.575

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial


(FIFO)
FABRICAÇÃO

Si (PCF) Produção Terminada


P1 42.850 P1 207.850
P2 11.300 54.150 P2 314.450
P3 246.600 768.900
Consumos Sf (PCF)
M1 448.000 P1 30.000
M2 59.820 P2 20.920
M3 23.125 P3 20.575 71.495
CT 255.300 786.245

840.395 840.395

4. Cálculo da Produção Vendida e do custo da Existência Final de


produtos acabados (FIFO)

Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO)


Método da Identificação/Sequenciação dos Lotes
P1 P2 P3
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total
So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100
Pt (So)
M1 3.000 - - 400 - - - - -
M2 750 - - 400 - - - - -
CT 1.500 - - 300 - - - - -
42.850 11.300 0
Pt (período)
M1 6.000 10,00 60.000 8.100 20,00 162.000 7.000 15,00 105.000
M2 8.250 2,00 16.500 8.100 4,00 32.400 7.000 2,50 17.500
CT 7.500 9,00 67.500 8.200 7,50 61.500 7.000 9,90 69.300
P. VENDIDA 10.000 206.850 12.000 372.200 8.000 217.900

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cálculo do valor do Stock Final (FIFO)


P1 P2 P3
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total
So PA 1.000 21,00 21.000 1.500 31,50 47.250 2.000 27,40 54.800

Correctamente, para se calcular o custo dos produtos vendidos, deve ser


efectuada a sequênciação dos lotes, isto é, se se trabalha com o FIFO,
deverão ser identificados os lotes iniciais e completados com a produção
do período até se obter a produção vendida. Esta é a forma correcta do
ponto de vista conceptual. Contudo, no ISCAP, admite-se que se possa
utilizar o custo médio da Pt, através do método simplificador.

Cálculo do custo da Produção Vendida (Custo Médio da Pt) - Método Simplificador


P1 P2 P3
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total
So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100
Pt 9.000 20,785 187.065 8.500 31,445 267.283 7.000 27,40 191.800
P. VENDIDA 10.000 207.065 12.000 372.283 8.000 217.900

Cálculo do custo unitário (médio) da Pt


Custo da Pt Pt (UF) Custo Unitário
P1 207.850 10.000 20,785
P2 314.450 10.000 31,445
P3 246.600 9.000 27,400

Cálculo do valor do Stock Final (FIFO)


P1 P2 P3
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total
So PA 1.000 20,785 20.785 1.500 31,445 47.168 2.000 27,40 54.800

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PRODUTOS FABRICADOS

Si (PA) Produção Vendida


P1 20.000 P1 207.065
P2 105.000 P2 372.283
P2 26.100 151.100 P3 217.900 797.248

Pt Sf (PA)
P1 207.850 P1 20.785
P2 314.450 P2 47.168
P3 246.600 768.900 P3 54.800 122.753

920.000 920.000

RESOLUÇÃO DO PROFESSOR – DR. LUIS ABRANTES

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 8 – Dr. Luís Abrantes

CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO


PRODUTIVO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA

Considere uma unidade industrial com dois centros produtivos principais – Centro A e Centro B, com
as seguintes características:

1. No Centro A produz-se o produto P1, sendo parte comercializada e a parte restante transferida
para o Centro B, onde se obtém os produtos P2 e P3. A produção do Centro A é medida em Kg
de P1, sendo a produção do Centro B medida em UF de P2 e P3.

2. As matérias-primas são incorporadas nos seguintes termos:


 Centro A: M1 no início do processo, com um desperdício de 10%.
 Centro B: M2 a 50% do processo; cada unidade de P2 consome 1,0 Kg de M2 e 2,0
Kg de P1; cada unidade de P3 consome 2,0 Kg de M2 e 1,0 Kg de P1.

3. Os tempos de laboração no Centro B são de 20 e 40 minutos para cada unidade de P2 e P3,


respectivamente.

4. A MOD e os GGF são incorporados linearmente ao longo do processo produtivo e os respectivos


custos são imputados com base em orçamentos anuais de € 750.000 e € 1.500.000,
respectivamente.

5. Critério de valorimetria: FIFO

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS:

6. Existências iniciais:
☻ Centro A: 2.000 Kg de P1, com 50% de acabamento; valor de € 9.875
☻ Armazém: 10.000 Kg de P1, no valor de € 50.000
4.000 UF de P2, no valor de € 50.000
3.000 UF de P3, no valor de € 27.000

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

7. Existências finais:
☻ Armazém: 10.000 Kg de P1
☻ Centro B: 4.000 UF de P2, com 75% de acabamento
1.000 UF de P3, com 30% de acabamento

8. Vendas: P1= 25.000 Kg a 5,35 €/Kg ; P2= 20.000 UF a 13,50 €/UF ; P3= 20.000 UF a 13,50 €/UF

8. Custos do Período:

M1 M2
Matérias-primas 2,70 €/Kg € 27.000

Centro A Centro B
Mão-de-obra Directa € 49.200 € 26.800

PEDIDOS:

1. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso.


2. Apresentação das contas de FABRICAÇÃO Centro A e Centro B.
3. Diga, justificando, qual será mais vantajoso:
3.1. “A produção e venda de P2 ou P3”?
3.2. “A venda de P1 sem transformação ou a venda de P1 transformado em P2 e P3”?

SoP1 = 2.000 Kg

CENTRO A PtP1 CENTRO B


P1 (kg) P2 e P3 (UF)

SfP2 = 4.000 UF
SoP1 = 10.000 Kg PtP1 SfP3 = 1.000 UF
SoP2 = 4.000 UF PtP2
SoP3 = 3.000 UF

APA PtP3

SfP1 = 10.000 Kg P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg


Produção Vendida → P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg
P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg
CLIENTES

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CENTRO A:
MOD + GGF

M1 ; 10% desperdício

VENDA
50%
t 0% 100% PtP1

SoP1 = 2.000 Kg ; €9.875,00 SfP1 = 0 Kg ; €0,00

CENTRO B:
MP1

PtP1 MOD + GGF

30% 50% 75% PtP2 PtP3


t 0% 100%

SfP3= 1.000 UF SfP2 = 4.000 UF

SoP2 = 0 UF SoP3= 0 UF

1. Cálculo do custo da Produção Terminada e do custo da


Existência Final dos produtos em curso
Em virtude do tipo de elementos que são disponibilizados no enunciado, temos de “partir” da
Produção Vendida para chegar às Produções Terminadas.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cálculo da Produção Terminada


P1 (Kg) P2 (UF) P3 (UF)
Produção Vendida + 25.000 20.000 20.000
Stock final de PA + 10.000 0 0
Stock inicial de PA – 10.000 4.000 3.000
Produção Terminada 25.000 16.000 17.000

SoPA  Pt  SfPA  Pv  Pt  Pv  SfPA  SoPA

SoP1 = 2.000 Kg

CENTRO A PtP1 CENTRO B


P1 (kg) P1 e P2 (UF)

SfP2 = 4.000 UF
SoP1 = 10.000 Kg PtP1 = 25.000 Kg SfP3 = 1.000 UF
SoP2 = 4.000 UF
SoP3 = 3.000 UF

APA PtP2 = 16.000 UF PtP3 = 17.000 UF

SfP1 = 10.000 Kg P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg


Produção Vendida → P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg
P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg

 CENTRO B

Cômputo da Pe : UEA

P1 M2 CT
PRODUTO P2 UF/UEA ca UEA ca UEA
PRODUÇÃO TERMINADA + 16.000 100% 16.000 100% 16.000
STOCK FINAL PCF + 4.000 100% 4.000 75% 3.000
STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0
PRODUÇÃO EFECTIVA 20.000 20.000 19.000
PRODUTO P3 P1 M2 CT
PRODUÇÃO TERMINADA + 17.000 100% 17.000 100% 17.000
STOCK FINAL PCF + 1.000 0% 0 30% 300
STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0
PRODUÇÃO EFECTIVA 18.000 17.000 17.300

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CENTRO B – Ficha de incorporação de factores


P2 (UF) P3 (UF)
P1 Kg 2,00 1,00
M2 Kg 1,00 2,00
CT minutos 20,00 40,00

CENTRO B – Incorporações de P1 em P2 e P3
P2 (UF) P3 (UF)
Produção Efectiva 20.000 18.000 UF
Incorporação 2,00 1,00 Kg
Total de necessidades de P1 40.000 18.000 Kg

Total das necessidades de fabrico de P1 58.000 Kg


PtP1 para venda (que vai para o APA) 25.000 Kg
Total das Produções Terminadas de P1 83.000 Kg

Cômputo da Pe de P1: UEA

M1 CT
PRODUTO P1 UF/UEA ca UEA
PRODUÇÃO TERMINADA + 83.000 100% 83.000
STOCK FINAL PCF + 0 0% 0
STOCK INICIAL PCF – 2.000 50% 1.000
PRODUÇÃO EFECTIVA 81.000 82.000

CENTRO A: 10% desperdício

90.000 Kg

50%
t 0% 100%
81.000 Kg

81.000Kg  90%
X  100% X  90.000Kg

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Taxa de desperdício 10%


Incorporação de M1 90.000 Kg 81.000 Kg (1-Taxa Desperdício)
Custo M1 2,70 €/Kg
Custo Total de M1 243.000,00

 CENTRO A

Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva de P1


Custo Total P. Efectiva Custo Unitário
M1 243.000,00 81.000 3,00 ou 2,70 : 0,90
MOD 49.200,00 82.000 0,60
GGF (*) 98.400,00 82.000 1,20
TOTAL 390.600,00 4,80

(*) Relação entre GGF e MOD com base no orçamento anual:

1.500.000,00
 2,00
750.000,00

 CENTRO B

Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos


FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO
P1 P2 193.000 20.000 2,00 40.000 9,650
P3 86.850 18.000 1,00 18.000 4,825
279.850 58.000
M2 P2 10.000 20.000 1,00 20.000 0,50
P3 17.000 17.000 2,00 34.000 1,00
27.000 54.000
MOD P2 9.500 19.000 1,00 19.000 0,50
P3 17.300 17.300 2,00 34.600 1,00
26.800 53.600
GGF P2 19.000 19.000 1,00 19.000 1,00
P3 34.600 17.300 2,00 34.600 2,00
53.600 P. Efectiva 53.600

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Cálculo da Produção Terminada e Existência Final do CENTRO A


M1 CT
PRODUTO P1 UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL
De Exist. Inicial 2.000 ? ? 1.000 ? ? 9.875,00
Do Período 81.000 3,00 243.000,00 82.000 1,80 147.600,00 390.600,00
Produção Terminada 83.000 ? 83.000 ? 400.475,00

Stock Final 0 0 0 0 0 0 0,00

400.475,00€
 4,825€ / Kg
83.000Kg

FABRICAÇÃO CENTRO A
Si (PCF) Produção Transferida para B
SoP1 9.875 P1 279.850 (58.000 Kg)

Consumos Produção Transferida para Venda


M1 243.000 P1 120.625 (25.000 Kg)
Mod 49.200 (25.000 x 4,825 €)
GGF 98.400 390.600
SfPCF

400.475 400.475

Síntese de Custos de P2 e P3
P2 P3
Custo Total Custo Unitário Custo Total Custo Unitário
P1 193.000,00 9,650 86.850,00 4,825
M2 10.000,00 0,500 17.000,00 1,000
Mod 9.500,00 0,500 17.300,00 1,000
GGF 19.000,00 1,000 34.600,00 2,000
TOTAL 231.500,00 11,650 155.750,00 8,825

CPt P 2  16.000  11,65  186.400,00 € Como não há Existências Iniciais (SoPCF) a Pt é valorizada
CPt P 3  17.000  8,825  150.025,00 € exclusivamente a custos do Período.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

P2 P3
PRODUÇÃO TERMINADA 16.000 17.000
CUSTO UNITÁRIO TOTAL 11,650 8,825
CUSTO DA PRODUÇÃO TERMINADA 186.400,00 150.025,00

Cálculo do Custo da Existência Final da Produção em Curso


P1 M2 CT
UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL
Exist. Final P2 4.000 9,650 38.600 4.000 0,500 2.000 3.000 1,500 4.500 45.100,00
Exist. Final P3 1.000 4,825 4.825 0 1,000 0,00 300 3,000 900 5.725,00

FABRICAÇÃO CENTRO B
Si (PCF) Produção Terminada
SoP2 P2 186.400
SoP3 P3 150.025 336.425
Consumos
Pt Cº A 279.850 SfPCF
M2 27.000 P2 45.100
Mod 26.800 P3 5.725 50.825
GGF 53.600 387.250

387.250 387.250

Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO A (FIFO)


P1
UF C. Unit. C.Total
Exist. Inicial PA 10.000 5,00 50.000
Produção Terminada 15.000 4,825 72.375
Produção Vendida 25.000 122.375
Exist. Final PA 10.000 4,825 48.250

Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO B (FIFO)


P2 P3
UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total
Exist. Inicial PA 4.000 12,50 50.000 3.000 9,00 27.000
Produção Terminada 16.000 11,65 186.400 17.000 8,825 150.025
Produção Vendida 20.000 236.400 20.000 177.025
Exist. Final PA 0 11,65 0 0 8,825 0

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Qual será mais vantajoso? Produzir e vender P2 ou P3?

Cálculo das Margens Brutas


P2 P3
Vendas 270.000 210.000
Custos das Vendas 236.400 177.025
Margens Brutas 33.600 32.975
Qtd. Vendida (UF) 20.000 20.000
Margem Unitária (€/UF) 1,68 1,648

270.000  20.000UF  13,50€ / Kg


210.000  20.000UF  10,50€ / Kg

CONCLUSÃO:
P2 é mais rentável em termos absolutos e unitários do que P3.
Tem que se efectuar a análise através da Margem Unitária (a quantidade de P3 poderia ser
diferente da quantidade de P2).

A venda de P1 (sem transformação) ou a venda de P1 transformado


em P2 e P3? Qual será mais vantajoso?

Cálculo das Margens Brutas


P1
Vendas 133.750
Custos das Vendas 122.375
Margens Brutas 11.375 P 2 2Kg   0,910€ / UF
Qtd. Vendida 25.000 Kg
Margem Unitária (€/Kg) 0,4550
P 31Kg   0,455€ / UF

25.000Kg  5,35€ / Kg  133.750,00 €

CONCLUSÃO:
É mais rentável transformar P1 em P2 e P3. Note-se que P2 incorpora 2Kg de P1, a que
corresponde uma margem de 0,4550 x 2Kg = €0,910, inferior a €1,680 e €1,6488 em P2 e P3.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXAME 11-JAN-2007 – I PARTE

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 106 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

RESOLUÇÃO DO PROF. DR. LUÍS ABRANTES

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 107 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 108 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PARTE III – A VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO NAS UNIDADES INDUSTRIAIS

CAPÍTULO I – O custo das produções efectivas e terminadas – processo produtivo disjunto


1. A avaliação da produção a custos reais
2. A relevância dos custos dos factores produtivos
3. A importância da análise do comportamento dos custos face ao volume da actividade
4. Técnicas de custeio: custeio total, custeio variável e custeio racional
4.1. A aplicação da técnica do custeio total ou completo
4.1.1. As componentes do custo de produção
4.1.2. A problemática da valorização da produção a custeio total
4.2. A avaliação da produção a custeio racional
4.3. A importância do custeio variável para a decisão
4.3.1. Os efeitos da avaliação da produção a custo variável
4.3.2. O debate: custeio variável vs custeio total
5. Métodos de custeio
5.1. Método indirecto ou custos por processos ou fases
5.2. Método directo ou custos por ordens de produção

CAPÍTULO II – As novas metodologias de custeio


1. O problema da imputação dos gastos indirectos ao custo dos produtos
1.1. O contributo do método dos centros de análise ou método das secções homogéneas
1.2. A importância da repartição dos gastos gerais de fabrico (GGF)
1.3. A aplicação prática do método
2. As críticas dirigidas ao método das secções pelos autores do custeio baseado nas actividades
(ABC)
3. A comparação entre o custeio ABC e o custeio tradicional.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 113 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

REPARTIÇÃO DE GASTOS GERAIS DE FABRICO


(problemática da imputação dos G.G.F.)

Gastos Gerais de Fabrico

 São todos os custos comuns da área fabril que não respeitam às matérias-primas e à mão-de-
obra directa;
 Podem também ser custos directos do produto, mas que pelo seu reduzido valor são incluídos
nos encargos gerais de fabrico;
 São difíceis de repartir (p.ex., é difícil saber-se quanto gasta de electricidade determinado
equipamento, ou então, teria de se suportar um custo elevado para se obter tal informação), daí a
necessidade de se determinar uma taxa/coeficiente de imputação;
 O “peso”/importância dos G.G.F. tem vindo a aumentar, no total dos custos de produção
(transferência de custos directos para indirectos: desenvolvimento tecnológico/automação, o que
aumenta os custos com equipamentos e MOI, em detrimento da MOD; aumento dos custos da
energia; a própria exigência crescente de uma gestão mais eficiente, face às mudanças operadas
no ambiente interno e externo das empresas);

A forma mais utilizada de repartir os G.G.F. é através da utilização de coeficiente teóricos (taxas de
imputação pré-determinadas) em detrimento dos coeficientes reais (taxas de imputação com base
em valores do período).

Nem sempre se pode esperar pelo final do mês para se calcular os coeficientes de imputação.
Seguramente esta acção produziria inconvenientes na eficiência da empresa. Assim, determinam-se
as quotas teóricas a imputar aos produtos ou às ordens de fabrico com base em valores previsionais
do ano.

GGFREAIS GGFPREVISIONAIS.ANO
COEF .REAL  COEF .TEÓRICO 
BASE .IMPUTAÇÃO REAL BASE .IMPUTAÇÃO PREVISIONAL. ANO

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes1

1. Uma determinada unidade industrial é constituída por centros principais – CA e CB – onde


decorrem as duas fases de elaboração dos produtos, e por três centros auxiliares – CX, CY e CZ.

2. Os gastos gerais de fabrico de determinado mês foram os seguintes (valores em €):


A B X Y Z
Mão de Obra Indirecta 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50

Renda da Fábrica: 18.000,00


Electricidade: 17.550,00
Limpeza da Fábrica: 4.500,00
Reparações CY: 2.650,00
Amortizações: taxa anual de 12%

3. Para a repartição dos gastos gerais de fabricos, identificados anteriormente, é conhecida a


seguinte informação:

Áreas ocupadas (m2) Consumo de Energia (kWh) Equipamento (€)


CA 1.000 60.000 1.260.000,00
CB 2.000 150.000 1.616.000,00
CX 200 6.000 60.000,00
CY 300 12.000 60.000,00
CZ 100 6.000 100.000,00

A matriz de repartição dos custos auxiliares pelos principais revela a seguinte estrutura:

DESTINO A B X Y Z TOTAL
ORIGEM
Centro X 50% 35% 10% 5% 100%
Centro Y 45% 40% 10% 5% 100%
Centro Z 30% 70% 100%

PEDIDO:
Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico (repartição primária) e subsequente redistribuição dos
custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição secundária).

1
Fonte: ISCAP – Exercícios de Contabilidade de Gestão Avançada. Ano lectivo 2007-2008. Adaptado.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 115 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES


REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL
Repartição Primária
MOI 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50 79.337,50
Renda + Limpeza Fábrica 6.250,00 12.500,00 1.250,00 1.875,00 625,00 22.500,00
Electricidade 4.500,00 11.250,00 450,00 900,00 450,00 17.550,00
Conservação e Reparação --- --- --- 2.650,00 --- 2.650,00
Amortizações do Exercício 12.600,00 16.160,00 600,00 600,00 1.000,00 30.960,00
48.350,00 79.910,00 7.175,00 12.400,00 5.162,50 152.997,50
Repartição Secundária
Centro X 4.250,00 2.975,00 - 8.500,00 850,00 425,00 0,00
Centro Y 5.962,50 5.300,00 1.325,00 - 13.250,00 662,50 0,00
Centro Z 1.875,00 4.375,00 0,00 0,00 - 6.250,00 0,00
TOTAL GGF 60.437,50 92.560,00 0,00 0,00 0,00 152.997,50

REPARTIÇÃO PRIMÁRIA

Começa-se por preencher na coluna “TOTAL” os valores totais que fazem parte da repartição primária
dos GGF (por natureza de gastos). Por exemplo, o total dos gastos com a Mão-de-Obra Indirecta
corresponde ao somatório dos valores afectados aos centros (valores esses que foram dados no
enunciado), e que corresponde a € 79.337,50.

Seguidamente, terá de se distribuir aqueles gastos totais pelos centros (o que obrigará fazer alguns
cálculos), para que seja concluído o preenchimento da tabela quanto à Repartição Primária. Assim,
temos:

Distribuição da Renda e Limpeza da Fábrica

Como a base de imputação para a Renda e para a Limpeza da Fábrica é a mesma – em função da
área ocupada – poderemos agrupar estes dois tipos de GGF (na resolução do exame poupa-se
tempo).

Renda + Limpeza  18.000,00  4.500,00  22.500,00 €


ÁreaTOTAL  1.000  2.000  200  300  100  3.600m 2

GGF 22.500,00 Incorpora-se no custo dos produtos fabricados, por


Coeficiente de Imputação    6,25 €/m2 cada m2 de área ocupada, € 6,25 de GGF (gastos na
BASE .IMPUTAÇÃO 3.600m 2 Renda e Limpeza).

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 116 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

2
CENTRO A: 1.000 m x 6,25 € = 6.250,00 €
2
CENTRO B: 2.000 m x 6,25 € = 12.500,00 €
2
CENTRO X: 200 m x 6,25 € = 1.250,00 €
2
CENTRO Y: 300 m x 6,25 € = 1.875,00 €
2
CENTRO Z: 100 m x 6,25 € = 625,00 €

Distribuição da Electricidade

A base de imputação dos gastos com a electricidade é dada no enunciado – Consumo de Energia
(kWh).

ConsumoTOTAL  60.000  150.000  6.000  12.000  6.000  234.000kWh


Incorpora-se no custo dos produtos
GGF 17.550,00 fabricados, por cada unidade de kWh
Coeficiente de Imputação    0,075 €/kWh
BASE .IMPUTAÇÃO 234.000kWh de consumo de energia, € 0,075 de GGF
(gasto de electricidade).
CENTRO A: 60.000 kWh x 0,075 € = 4.500,00 €
CENTRO B: 150.000 kWh x 0,075 € = 11.250,00 €
CENTRO X: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 €
CENTRO Y: 12.000 kWh x 0,075 € = 900,00 €
CENTRO Z: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 €

Distribuição das Amortizações do Exercício

Como a taxa anual de amortização é de 12%, teremos uma taxa mensal de 1%, que iremos fazer
incidir nos valores dos equipamentos (estes dados no enunciado).

CENTRO A: 1.260.000,00 x 0,01 = 12.600,00 €


CENTRO B: 1.616.000,00 x 0,01 = 16.160,00 €
CENTRO X: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 €
CENTRO Y: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 €
CENTRO Z: 100.000,00 x 0,01 = 1.000,00 €

REPARTIÇÃO SECUNDÁRIA

A redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição
secundária) é feita com apoio à matriz dada:

DESTINO A B X Y Z TOTAL
ORIGEM
Centro X 50% 35% 10% 5% 100%
Centro Y 45% 40% 10% 5% 100%
Centro Z 30% 70% 100%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 117 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Fazendo a leitura na vertical, o centro auxiliar X recebe 10% do centro auxiliar Y, o centro auxiliar Y
recebe 10% do centro auxiliar X, o centro auxiliar Z recebe 5% do centro auxiliar X e mais 5% do
centro auxiliar Y.

Repare-se que não existe auto-consumo: o centro auxiliar não recebe de si próprio (um exemplo
frequente de auto-consumo é a existência de centros auxiliares de fornecimento de energia que
consomem também eles próprios energia para poder gerar energia para os centros principais).

Há pois que calcular o custo total da produção de cada centro auxiliar para depois imputá-los aos
centros principais.

X – custo total da produção do centro auxiliar X


Y – custo total da produção do centro auxiliar Y
Z – custo total da produção do centro auxiliar Z

X  7.175,00  10%.Y X  8.500,00


Y  12.400,00  10%. X Y  13.250,00
Z  5.162,50  5%. X  5%.Y Z  6.250,00

Estes valores terão que ser inscritos na tabela (Repartição Secundária) na coluna vertical e horizontal
do centro em causa.

Como representam custos que “vão sair” desse centro auxiliar e posteriormente divididos pelos
restantes centros (principais e auxiliares), são valores negativos.

Note-se que, em relação ao centro auxiliar X, o custo apurado para o total da sua produção foi de €
8.500,00. Este valor foi distribuído, de acordo com a matriz de repartição secundária: € 4.250,00
(50%) para o centro principal A; € 2.975,00 (35%) para o centro principal B; € 850,00 (10%) para o
centro auxiliar Y; e por último (para totalizar os 100%), € 425,00 (5%) para o centro auxiliar Z.

O centro X tem custos directos de € 7.175,00. No entanto recebe 10% do centro Y (prestações
recíprocas).

Repare-se que o total dos GGF para os centros auxiliares é zero.

Não poderia ser de outra forma, pois os valores daqueles são absorvidos pelos centros principais.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 118 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes

DADOS:

1. Uma unidade industrial é constituída por três centros principais e quatro centros auxiliares:

 CENTROS PRINCIPAIS
 Centro A: 1ª Fase de elaboração dos produtos
 Centro B: 2ª Fase de elaboração dos produtos
 Centro C: Fases de acabamento, verificação e embalagem
 CENTROS AUXILIARES
 Centro X: Serviços gerais (direcção técnica, planeamento, controlo fabril,…)
 Centro Y: Produção de vapor
 Centro W: Manutenção dos equipamentos
 Centro Z: Transformação de energia eléctrica

2. Os critérios de imputação dos custos dos centros auxiliares são os seguintes:

CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO


 Centro X: Aos centros principais, proporcionalmente à MOD desses centros
 Centro Y: % do consumo de vapor
 Centro W: Com base nos serviços prestados a cada um dos centros
 Centro Z: % do consumo de energia, com base em contadores instalados em cada centro

3. O edifício onde está instalada a unidade industrial foi adquirido por 200.000 euros, sendo
amortizado por quotas constantes, com vida útil de 20 anos.

4. Valor de aquisição dos equipamentos por centros (€):

CENTROS VALOR
A 200.000
B 120.000
C 60.000
Y 40.000
W 30.000
Z 50.000
500.000

Método de cálculo das amortizações: quotas constantes. Vida útil: 8 anos

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 119 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

5. Apresenta-se em ANEXO a repartição (primária) de alguns gastos gerais de fabrico pelos centros
principais e auxiliares.

6. Programa de lubrificação dos Serviços de Manutenção aos centros principais:

CENTROS NR.º DE MÁQUINAS PERIODICIDADE CONSUMO POR LUBIRIFICAÇÃO (Kg)


A 4 Trimestral 200,0
B 12 Mensal 100,0
C 10 Mensal 20,0

O custo do consumo dos lubrificantes destes centros foi de 5.700 euros.

7. A mão-de-obra directa reparte-se pelos centros produtivos nos seguintes termos (€):

TOTAL A B C
50.000 10.000 15.000 25.000

8. Da leitura dos contadores obteve-se a seguinte distribuição relativa de consumo de energia


eléctrica

A B C X Y W Z
36,0% 27,0% 16,2% 0,9% 2,7% 7,2% 10,0%

9. A produção de vapor teve a seguinte afectação:

A B C Geral
45,0% 30,0% 20,0% 5,0%

10. Os serviços prestados pelo centro W – Manutenção de Equipamento – distribuem-se:

A B C X Y
55,0% 20,0% 15,0% 2,0% 8,0%

11. Critérios de imputação dos custos dos centros principais aos produtos:

CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO


 Centro A: % à mão-de-obra directa
 Centro B: % ao peso dos produtos
 Centro C: % ao número de unidades homogeneizadas

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 120 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

12. Aplicação de mão-de-obra aos produtos no centro A:

a P1 a P2 a P3 a P4 TOTAL
1.500 5.000 1.500 2.000 10.000

13. Produção efectiva e armazenada


Toneladas
P1 P2 P3 P4
100 200 150 50

14. Os coeficientes de homogeneização foram calculados com base no custo primário de cada
tonelada de produto no centro A.

15. O custo das matérias-primas é de 100 euros por tonelada. O aproveitamento das matérias-primas
é total.

PEDIDOS:

1. Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico e subsequente redistribuição dos custos dos centros
auxiliares e imputação aos centros principais.

2. Imputação dos GGF ao custo contabilístico dos produtos

NOTA: Sugere-se a criação de um centro meramente contabilístico para colectar os custos imputáveis
em função da área ocupada por cada centro de actividade, cuja repartição é a seguinte:

A B C X Y W Z
25,0% 25,0% 20,0% 12,0% 4,0% 8,0% 6,0%

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 121 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

ANEXO

Repartição de Gastos Gerais de Fabrico


CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES
Fase 1 Fase 2 Acabamº Sos Gerais Vapor Manuten. Energ. Ele. Comum-Edif

TOTAL A B C X Y W Z K
REPARTIÇÃO PRIMÁRIA

Custo das Matérias Consumidas


Materiais de consumo corrente 6.990 1.776 1.518 1.376 930 715 480 195
Sobressalentes de máquinas 7.840 3.000 2.000 500 500 1.340 500
Fornecimentos e serviços externos
Electricidade 16.300
Combustíveis 7.820
Lubrificantes 6.200 300 200
Ferramentas e utensílios 1.200 200 300 300 50 300 50
Comunicação 3.000
Seguro do Equipamento 5.000
Seguro do edifício 3.000
Conservação e reparação de edifícios 1.000
Trabalhos Especializados (assistª extª eqº) 6.000 6.000
Impostos – IMI 2.650
Custos com o pessoal
Mão-de-obra indirecta 100.000 30.000 25.000 20.000 5.000 16.000 4.000
Ordenados 50.000 5.000 4.000 6.000 23.000 1.500 7.000 3.500
Encargos sobre remunerações 32.000
Seguros de Acidentes de Trabalho 6.000
Amortizações do exercício
Edifícios e outras construções 10.000
Equipamento básico 62.500
Equipamento Administrativo 2.500
TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000
REDISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS
CENTROS AUXILIARES
X
Y
W
Z
K

TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000 0 0 0 0 0

EMBORA NÃO ESTEJA AQUI A RESOLUÇÃO, ESTE EXERCÍCIO FOI RESOLVIDO NA AULA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 122 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder – Repartição de Custos por C.os de Responsabilidade

Considere uma empresa Alfa SA cuja unidade industrial tem o seu sector fabril organizado do
seguinte modo: dois centros produtivos A, B e três centros auxiliares X, Y, e Z.

INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS DO ANO “N”:

Repartição Primária (valores em €)


DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL
Custos Fixos 39.000,00 46.300,00 30.450,00 11.500,00 34.250,00 161.500,00
Custos Variáveis 9.032,00 14.500,00 21.640,00 3.800,00 3.078,00 52.050,00
Custos Totais 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00

Matriz das prestações de serviços (em unidade de obra – UO)


DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL
Centro X 1.000 750 500 --- 250 2.500
Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750
Centro Z 250 200 50 --- --- 500

PEDIDOS:
1. Partindo dos elementos acima, calcule o custo das unidades de obra (unidade de custeio)
dos centros X, Y e Z.
2. Calcule os custos dos centros de produção A e B.

RESOLUÇÃO:

Unidades de Obra (UO) correspondem a unidades físicas – por exemplo, horas. Por unidade de
custeio entende-se o valor unitário da unidade de obra.

CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES


REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL
Repartição Primária 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00
Repartição Secundária
Centro X 30.000,00 22.500,00 (60.000,00) --- 7.500,00 0,00
Centro Y 2.448,00 6.120,00 3.060,00 (15.300,00) 3.672,00 0,00
Centro Z 24.250,00 19.400,00 4.850,00 --- (48.500,00) 0,00
TOTAL GGF 104.730,00 108.820,00 0,00 0,00 0,00 213.550,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 123 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

O centro X tem auto-consumo (poderá verificar-se na matriz das prestações de serviços que o centro
X recebeu de si próprio 500 unidades de obra). Estas 500 unidades de obra vão ser redistribuídas
pelos centros A, B, e Z. Isto é, os valores indicados na matriz das prestações de serviços
relativamente à distribuição que o centro X faz para os restantes centros (1.000 UO para A, 750 UO
para B, e 250 UO para Z) vão ser recalculados para ter em linha de conta a incorporação das 500 UO
de auto-consumo.

CENTRO X – produziu um total de 2.500 UO

2.500UO  500UO 2.000UO


  1,25
2.000UO 2.500UO

CENTRO A: 1.000 UO x 1,25 = 1.250 UO


CENTRO B: 750 UO x 1,25 = 937,5 UO
CENTRO Z: 250 UO x 1,25 = 312,5 UO

A matriz das prestações de serviços (em UO) passa a ter nova configuração:

DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL
Centro X 1.250 937,5 --- --- 312,5 2.500
Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750
Centro Z 250 200 50 --- --- 500

Passemos à redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais
(repartição secundária):

X – custo total da produção do centro auxiliar X


Y – custo total da produção do centro auxiliar Y
Z – custo total da produção do centro auxiliar Z

X  2.500UO   x  ; sendo  x  a unidade de custeio do centro X  x   24,00€


Y  3.750UO   y  ; sendo  y  a unidade de custeio do centro Y  y   4,08€
Z  500UO   z  ; sendo  z  a unidade de custeio do centro Z  Z   97,00€

X  2.500UO  24,00€  60.000,00€


Y  3.750UO  4,08€  15.300,00€
Z  500UO  97,00€  48.500,00€

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 124 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

MÉTODOS DE CUSTEIO – DIRECTO, INDIRECTO E MISTO


(Métodos de Apuramento do Custo dos Produtos)

MÉTODO DIRECTO (job order costing)

…ou de Custos Específicos;


…ou de Custos por Lotes de Fabrico;
…ou de Custos por Obra, Encomenda
…ou de Custos por Tarefas

Aplica-se a empresas cuja produção é diversificada ou descontínua, conseguindo-se com relativa


facilidade distinguir e determinar (em qualidade e quantidade) cada um dos produtos ou lote de
produtos em fabrico.

O facto da actividade da empresa estruturar-se em ordens de fabrico específicas possibilita a


imputação directa dos respectivos custos. O produto é monitorizado ao longo de todo o processo
produtivo, sendo portanto identificados e determinados todos os custos directos à produção. Estes são
acumulados numa ficha de custeio.

Assim, à encomenda (a pedido do cliente ou de outro departamento da empresa) é atribuído um


número que fará parte da ficha de custo. Neste documento serão acumulados todos os custos
respeitantes à obra (MP, Mod, quota-parte de GGF).

Para imputação dos GGF (overhead charges) às Ordens de Fabrico são utilizadas taxas de imputação
predeterminadas:

GGF
TAXA.IMPUTAÇÃO 
BASE .IMPUTAÇÃO  HMod ; HUEq 

HMod: horas de mão-de-obra directa (Labor Time Ticket: actualmente as máquinas fazem a validação do tempo de trabalho do operador).
HUEq: horas de utilização do equipamento.

Estas taxas determinadas à priori poderão originar diferenças de imputação entre os GGF
orçamentados e os efectivamente verificados no período.

DI  GGFEFECTIVOS  GGFIMPUTADOS PERÍODO

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 125 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Não sendo significativa a diferença, esta será contabilizada em contas próprias (Resultados Analíticos
ou Resultados Industriais).

Caso a diferença seja significativa (regra geral, mais de 5%), deve-se ratear o desvio pela produção
(encomendas ultimadas ou em curso). VER SITE DO AUTOR HORNGREN

VANTAGENS DO MÉTODO:
 Controlo detalhado dos resultados através da comparação dos custos de cada OF (obra de
fabrico) com o respectivo valor de venda.
 Ajustamentos/correcções de orçamentos futuros por análise/comparação com resultados
passados.
 Controlar a eficiência dos departamentos da empresa através da comparação entre os custos
orçamentados (apresentado ao cliente) e os efectivamente suportados.

INCONVENIENTES DO MÉTODO:
 Os custos administrativos são significativos (verificação e comparação das encomendas).
 O custo total surge apenas com o fecho da encomenda.
 As ordens de produção não dependem do período contabilístico.
 Não reflecte determinados factos de carácter conjuntural (greves, rupturas de
aprovisionamento, avaria de máquinas, etc).

Este sistema de custeio é utilizado por empresas de construção naval, metalomecânica, reparação de
automóveis, serviços profissionais, e todas as que produzem por encomendas específicas.

MÉTODO INDIRECTO ou de CUSTOS POR PROCESSOS (process costing)

…ou de Custos por Fases de Fabrico


…ou o método que se tem vindo a utilizar até agora no cálculo da Medida da Produção

Aplica-se a empresas cuja produção não é diversificada (produtos homogéneos) ou que se desenrola
de forma contínua ou ininterrupta, existindo a dificuldade (e por não ser também economicamente
viável) na individualização dos produtos durante as fases de fabrico, acumulando-se sim os custos
(por mês) em centros de fabricos.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 126 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Conhecem-se assim as quantidades produzidas e respectivos graus de acabamento, converte-se em


UEA as produções realizadas em termos de MP, Mod e GGF. Finalmente é feita a imputação dos
custos do mês às unidades efectivamente produzidas e às unidades em curso de fabrico no final do
período.

EXERCÍCIO: CUSTEIO POR ORDENS DE PRODUÇÃO (M. DIRECTO) – Dr. Luís Abrantes

1. Uma unidade industrial integrada por cinco centros de custo: os centros principais A e B e os
centros auxiliares X, Y e Z.

2. Fabricação por encomenda, sob a especificação dos clientes.

3. Adopção de custos efectivos, com recurso, ao longo do exercício, a quotas predeterminadas para
a imputação dos gastos gerais de fabrico.

4. Incorporação de matérias-primas exclusivamente no centro A (todas as encomendas passam,


sucessivamente, pelo centros A e B).

5. Relevação digráfica por centros (contas previstas no plano contabilístico, além de outras:
Laboração – Centro A e Laboração – Centro B.

6. Encomendas facturadas aos clientes pelo valor da transferência das linhas de fabrico para o
armazém de produtos acrescido de 45%.

7. Critérios de imputação dos gastos gerais de fabrico às encomendas:


 Centro A – proporcionalmente ao número de horas de utilização do respectivo
equipamento (HUEq).
 Centro B – proporcionalmente ao número de horas de mão-de-obra directa (no
próprio centro).

DADOS RESPEITANTES A UM DETERMINADO PERÍODO

1. Inexistência de “stocks” iniciais de encomendas ultimadas.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 127 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

2. Inventário inicial de encomendas em curso de fabrico:


CENTRO A CENTRO B
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F.
1015 5.350,00 € 4.000,00 € 100 150,00 € 80 800,00 € 50 100,00 € 300,00 €
1020 7.160,00 € 6.000,00 € 80 160,00 € 70 700,00 € 40 60,00 € 240,00 €
1030 600,00 € 500,00 € 10 20,00 € 8 80,00 €
13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 €

3. Síntese do “Registo de Encomendas Ultimadas”:


CENTRO A CENTRO B
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F.

…. …. …. …. …. …. …. …. …. ….

637.770,00 € 388.500,00 € 28.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 €

4. Inventário final de encomendas em curso de fabrico:


CENTRO A CENTRO B
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F.
1030 20.900,00 € 18.000,00 € 300 600,00 € 203 1.640,00 € 100 180,00 € 480,00 €
1050 4.440,00 € 4.000,00 € 80 120,00 € 40 320,00 € ---- ---- ----
25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 100 180,00 € 480,00 €

5. Inventário final de encomendas ultimadas: constituído apenas pela encomenda n.º 1.049 cujo
custo a seguir se detalha:

 Matérias-primas 10.000,00
 Centro A
 Mão-de-obra 400,00
 Gastos Gerais de Fabrico imputados 2.400,00
 Centro B
 Mão-de-obra 300,00
 Gastos Gerais de Fabrico imputados 720,00
13.820,00

6. Custos directos dos diferentes centros (valores em €):

 Centro A 43.000,00
 Centro B 40.000,00
 Centro X 24.000,00
 Centro Y 44.000,00
 Centro Z 49.000,00
TOTAL 200.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 128 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Consumos relativos dos serviços dos Centros Auxiliares:

CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS


Centros Auxiliares A B X Y Z
X 40% 30% ---- 15% 15%
Y 50% 20% 20% ---- 10%
Z 60% 30% 10% ---- ----

PEDIDOS:

1. Cálculo, em quadros tecnicamente adequados, dos valores necessários à satisfação dos pedidos
seguintes:

 Custo da Produção Efectiva por centros produtivos.


 Custo da Produção Terminada por centros produtivos.
 Custo da Produção Vendida.
 Repartição secundária dos GGF efectivos.
 Apuramento das Diferenças de Imputação.

2. Relevação digráfica das operações anteriores.

APURAMENTO DO CUSTO DAS PRODUÇÕES EFECTIVAS E TERMINADAS

SoPCF=600 € SoPCF=12.510 € Pt ou SoAPA=0 €


MP PtA=581.160 € Enc. Ultim. PV
AMP Centro A Centro B APA
SfPCF=4.440 € SfPCF=20.900 € SfAPA=13.820 €
(enc. n.º 1049)

A produção terminada (ou encomendas ultimadas) que é transferida para o armazém de Produtos Acabados (ou
Armazém de Encomendas Ultimadas) é constituída pela produção efectivamente ocorrida no período, mais a variação
nas Existências.

SoPCF  Pe  SfPCF  Pt  Pe  Pt  SfPCF  SoPCF

Pelos dados do enunciado, conseguimos determinar a Produção Efectiva (total e por centros produtivos).

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 129 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CENTRO A CENTRO B
C. TOTAIS M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F.
Enc. Ultimadas 637.770,00 € 388.500,00 € 20.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 €
Exist. Final PCF 25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 € 100 180,00 € 480,00 €
Exist. Iniciais PCF 13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 €
PROD. EFECTIVA 650.000,00 € 400.000,00 € 21.000 25.000,00 € 20.000 160.000,00 € 10.000 17.000,00 € 48.000,00 €

Conclui-se que:
 O custo da Produção Terminada transferida do centro B para o APA é de € 637.770,00.
 As existências finais no centro B estão valorizadas por € 20.900,00 (note-se que, pelo facto de existir dois centros e a produção das
encomendas transferir-se sucessivamente do centro A para o centro B, o valor pelo qual estão valorizadas as existências finais em B –
encomenda n.º 1.030 – corresponde à acumulação dos custos desde o centro A até ao centro B, para aquela encomenda. Aliás, se ao
custo total das existências finais dos produtos em curso de fabrico – de € 25.340,00 – retiramos o valor da existência final/encomenda n.º
1.050 no centro A – de € 4.440,00 –, obteremos a diferença de € 20.900,00).
 As existências iniciais no centro B (encomendas nrs.º 1.015 e 1.020) estão valorizadas por € 12.510,00.
 O custo da Produção Efectiva do centro B é de € 646.160,00.

CENTRO A
M.P. MOD GGF TOTAL
INCORPORAÇÃO + 400.000,00 € 25.000,00 € 160.000,00 € 585.000,00 €
Exist. Inicial PCF (encomenda n.º 1.030) + 500,00 € 20,00 € 80,00 € 600,00 €
Exist. Final PCF (encomenda n.º 1.050) – 4.000,00 € 120,00 € 320,00 € 4.440,00 €
PROD. TERMINADA (PtA) 396.500,00 € 24.900,00 € 159.760,00 € 581.160,00 €

Conclui-se que:
 O custo da Produção Terminada transferida do centro A para o centro B é de € 581.160,00.
 As existências finais no centro A estão valorizadas por € 4.440,00.
 As existências iniciais no centro A estão valorizadas por € 600,00.
 O custo da Produção Efectiva do centro A é de € 585.000,00.

APURAMENTO DO CUSTO DA PRODUÇÃO VENDIDA

DESCRIÇÃO CUSTO TOTAL


Encomendas Ultimadas 637.770,00 €
Existências Iniciais de Encomendas Ultimadas (APA) 0,00 €
Existências Finais de Encomendas Ultimadas (APA) 13.820,00 €
Custo das Encomendas Vendidas 623.950,00 €
Margem de Lucro sobre o Custo das Vendas: 45% 280.777,50 €
Preço de Venda 904.727,50 €

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 130 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

REPARTIÇÃO DOS GASTOS GERAIS DE FABRICO

CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES


A B X Y Z TOTAL
Repartição Primária 43.000,00 40.000,00 24.000,00 44.000,00 49.000,00 200.000,00
Redistribuição GGFe
Centro X 16.000,00 12.000,00 (40.000,00) 6.000,00 6.000,00 0,00
Centro Y 25.000,00 10.000,00 10.000,00 (50.000,00) 5.000,00 0,00
Centro Z 36.000,00 18.000,00 6.000,00 --- (60.000,00) 0,00
TOTAL GGF 120.000,00 80.000,00 0,00 0,00 0,00 200.000,00

CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS


Centros Auxiliares A B X Y Z
X 40% 30% ---- 15% 15%
Y 50% 20% 20% ---- 10%
Z 60% 30% 10% ---- ----

X  24.000  0,2.Y  0,1.Z X  40.000,00 €


Y  44.000  0,15. X Y  50.000,00 €
Z  49.000  0,15. X  0,10.Y Z  60.000,00 €

APURAMENTO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO (Repartição Final)

As diferenças entre os gastos imputados e os efectivos deverão ser tratadas da seguinte forma:

1. Ratear e redistribui-las.
2. Torná-las como proveitos e levar à conta de Resultados Analíticos.

A solução depende de empresa para empresa, mas na vida prática não se costuma fazer rateio. Se
no exame for omitido o rateio, ir para a segunda opção.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 131 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

GGFeA → HUEq

GGFeB → HMod

€120.000,00
TAXAA   6,00€ / HUEq
20.000HUEq

€80.000,00
TAXAB   8,00€ / HMod
10.000HMod

A B
GGFefectivos 120.000,00 € 80.000,00 €
Balanço final positivo em €8.000,00
GGFimputados 160.000,00 € 48.000,00 €
Diferença de Incorporação – 40.000,00 € 8.000,00 €

Proveito em termos económicos Custo em termos económicos

RELEVAÇÃO DIGRÁFICA DAS OPERAÇÕES

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 132 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 133 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 2

A unidade industrial “A AUTOCONTROLO, SA” fabrica componentes para a industria automóvel, por
especificação dos seus clientes, em dois departamentos A e B. Para cálculo do custo da sua
produção utiliza o método directo.

Os GGF são afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas no
departamento A e com base no valor da mão-de-obra directa no departamento B. Para o ano “N” a
empresa preparou as seguintes estimativas (valores em €):

DEPARTAMENTOS
A B
GGF 300.000,00 240.000,00
Mão-de-obra Directa 200.000,00 400.000,00
Horas Máquinas 10.000 4.000

Durante o mês de Janeiro apenas a encomenda nr.º 64 foi terminada e o seu custo foi o seguinte
(valores em €):

Mão-de-obra Directa Horas Máquinas


Matérias-primas Departamento A Departamento B Departamento A Departamento B
10.000,00 8.000,00 18.000,00 200 90

PEDIDOS:

a) Determine a taxa predeterminada dos GGF. (1 val)

b) Calcule o custo total e unitário da encomenda nr.º 64 assumindo que foram produzidas 175
UF. (1 val)

c) Assumindo que para o ano “N” as horas reais/máquina do departamento A são 10.700, o
valor da mão-de-obra real do departamento B é de € 370.000,00 e os GGF são € 310.000,00
e € 230.000,00 para os departamentos A e B, respectivamente, determine as diferenças de
imputação para cada um dos departamentos. (1 val)

d) Comente: “O apuramento dos custos por ordens de produção é apropriado para as empresas
de serviços”. (1 val)

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 134 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

DETERMINAÇÃO DA TAXA PREDETERMINADA DOS GGF

No departamento A: GGF afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas.
No departamento B: GGF afectados às encomendas com base no valor da mão-de-obra.

€300.000,00 €240.000,00
GGFDep _ A   30,00€ / HUEq GGFDep _ B    0,60€ / CMod €
10.000HUEq €400.000,00

Ou seja:
 Para o departamento A, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos
produtos na razão de 30,00 euros por cada 1 hora de utilização do equipamento fabril.
 Para o departamento B, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos
produtos na razão de 0,60 euros por cada 1 euro de custo da mão-de-obra directa.

CÁLCULO DO CUSTO TOTAL E UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64

Matérias-primas € 10.000,00
Mão-de-obra directa do departamento A € 8.000,00
Mão-de-obra directa do departamento B € 18.000,00
GGF imputados ao departamento A (30,00 €/HUEq x 200 HUEq) € 6.000,00
GGF imputados ao departamento B (0,60 €/CMod x 18.000,00 €/CMod) € 10.800,00
CUSTO TOTAL DA ENCOMENDA NR.º 64 € 52.800,00
UNIDADES DE OBRA DA ENCOMENDA NR.º 64 175 UF
CUSTO UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64 € 301,7143

CÁLCULO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO POR DEPARTAMENTO

Departamento A Departamento B
Taxa de Imputação 30,00 €/HUEq 0,60 €/CMod
Unidades de Obra 10.700 HUEq 370.000,00 €/CMod
GGF Imputados 321.000,00 € 222.000,00 €
GGF Reais 310.000,00 € 230.000,00 €
Diferença de Imputação – 11.000,00 € 8.000,00 €

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 135 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Note-se que os cálculos apresentados correspondem ao que foi dito anteriormente sobre a Diferença
de Imputação:

DI  GGFEFECTIVOS  GGFIMPUTADOS PERÍODO

 310.000 300.000  
Por exemplo, DI      10.700  11.000,00 €
 10.700 10.000   Ano "N "

”O CUSTEIO DIRECTO É APROPRIADO PARA AS EMPRESAS DE SERVIÇOS?”

Uma empresa de serviços apresenta um tipo de produção diversificada, sendo possível determinar a
qualidade e quantidade de cada ordem de produção. A imputação directa de todos os custos à tarefa
produzida é assim efectuada com relativa facilidade.

SISTEMAS DE CUSTEIO
Até ao momento, os custos dos produtos têm sido determinados considerando na sua formação todos
os custos industriais (ou custos de produção).

E nestes custos industriais encontramos vários tipos de custos: Custos Directos, Custos Indirectos,
Custos Variáveis e Custos Fixos.
Custos Directos: relacionam-se directamente com os produtos;
Custos Indirectos: sem relação directa com os produtos;
Custos Variáveis: variam com o nível de produção;
Custos Fixos: associam-se a determinada capacidade instalada, mantendo-se fixos independentemente do nível de produção.

Consoante o tratamento que se dá aos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS (directos e indirectos) na


determinação do custo dos produtos teremos assim associado o respectivo Sistema de Custeio.

De facto, poderemos querer que no cálculo dos custos dos produtos fabricados seja valorizada a
totalidade, parte, ou simplesmente omitir a componente dos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS.

A decisão de incorporar (de forma total, parcial) ou não os CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS aos custos
dos produtos relaciona-se com o volume de produção (que varia sensivelmente de período para
período).

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 136 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Nem sempre a capacidade instalada de uma unidade industrial é utilizada em pleno. Se aquela não
estiver a ser utilizada ao seu nível normal, poder-se-á considerar custos de subactividade (ou
inactividade) a parte dos custos fixos que corresponde à capacidade não utilizada.

De facto, o custo médio do produto pode variar sensivelmente de período para período sem que a
justificação esteja na alteração no custo de aquisição/imputação dos factores nele incorporados, mas
sim pelo facto de o nível de produção estar abaixo da produção normal (subactividade) ou acima da
produção normal (sobreactividade). Os mesmos custos fixos de cada período vão-se distribuindo por
quantidades produzidas sensivelmente diferentes.


Cf

10.000 CF

100 UF 200 UF 500 UF QTD produzida

1º Trim 2º Trim 3º Trim


Cv 500 €/UF 500 €/UF 500 €/UF
Cf 100 €/UF 50 €/UF 20 €/UF
Ct 600 €/UF 550 €/UF 520 €/UF

€10.000,00 €10.000,00 €10.000,00


 100€ / UF  50€ / UF  20€ / UF
100UF 200UF 500UF

Se a capacidade de produção normal da empresa for de 200 UF, o custo fixo industrial unitário é de €
50,00. Se por razões de mercado (ou outras) a quantidade produzida for de 100 UF (produção de
menos 50%), o custo fixo industrial unitário aumenta para o dobro – € 100,00. Nesta situação de
subactividade o custo total aumenta, e certamente o preço de venda não cobrirá o custo de produção.
Este decréscimo de produção (200 UF para 100 UF) e das vendas pode não ter um impacto
significativo nos resultados se pensarmos que as existências finais em armazém estarão valorizadas
ao mesmo custo. Nem sempre faz sentido considerar todos os custos fixos industriais na avaliação
das existências. Poderemos pois discutir se aqueles custos de inactividade deverão fazer parte do
custo dos produtos.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 137 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Assim, teremos os seguintes SISTEMAS DE CUSTEIO:

Sistema de Custeio Total (absorption costing)


Sistema de Custeio Racional
Sistema de Custeio Variável (direct costing)

SISTEMA DE CUSTEIO TOTAL

 Considera todos os custos industriais (fixos e variáveis) como custos dos produtos fabricados,
independentemente do nível de actividade.

 As existências finais de Produtos Acabados são avaliadas pelo custo total de produção.

 Os custos fixos de um produto relativos a um período só se tornam efectivamente custos na


altura em que são vendidos (se não houver vendas, os stocks absorvem todos os custos e os
resultados são nulos).

CIPA  CVIndUnit.  Qtd  CFInd

Numa situação de subutilização da capacidade instalada e quando a produção do período é superior


às vendas, o Sistema de Custeio Total/Completo difere os custos correspondentes à parte não
utilizada para as unidades armazenadas (produzidas mas não vendidas), para os períodos seguintes.

SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL

 Os custos fixos não são incorporados no custo dos produtos, mas antes, são levados
directamente e na totalidade à rubrica CINI – Custos Industriais Não Incorporados. São custos do
período que afectam o resultado desse período.

 Evidencia de forma mais precisa as margens de contribuição (variabilidade dos lucros – MC=PV-
CV) e simplifica o trabalho contabilístico.

 Ajuda a decidir a melhor utilização a curto prazo da capacidade instalada, perante a análise dos
resultados face à variação do nível de actividade.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 138 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

SISTEMA DE CUSTEIO RACIONAL

É incorporado no custo dos produtos os custos variáveis industriais e apenas uma parte dos custos
fixos industriais.

Pe PRODUZIRAM  SE _ 2UF
  20%
Pn QUANDO _ NORMALMENTE _ SE _ PRODUZEM _ 10

A taxa de 20% corresponde ao coeficiente que permite imputar aos Custos Fixos Industriais a
proporção da Produção Efectiva em relação à Produção Normal, no período.

Pe
CIPA  CVIndUnit .  Qtd  CFInd 
Pn

Pe
CFInd período  CFInd   Diferença
Pn

A diferença entre os Custos Fixos Industriais ocorridos no período e os Custos Fixos Industriais
incorporados no custo dos produtos é considerada como custo do período e incluída na Demonstração
de Resultados na rubrica de CINI. (Ver NIC 2)

PRODUÇÃO _ EFECTIVA
Coeficiente de Actividade 
PRODUÇÃO _ NORMAL

CA  100%  CI  1  CA  CUSTO DE INACTIVIDADE


CA  100%  CI  1  CA  PROVEITOS DE SOBREACTIVIDADE

Pe
CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS INCORPORADOS: CF 
Pn

Pe 
CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS NÃO INCORPORADOS: CF   100%  
 Pn 

O Sistema de Custeio Racional neutraliza no custo total do produto os efeitos da variação da


actividade, sendo um bom instrumento de orientação da política de vendas.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 139 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes (adaptado)

SISTEMAS DE CUSTEIO

Uma determinada unidade industrial com produção uniforme apresenta o seguinte custo de produção
unitário para o produto P (valores em €):

Matérias-primas Mod GGF Variáveis GGF Fixos


9,10 10,50 1,40 3,50

 O preço de venda de P é de € 35,00.


 O custo unitário dos GGF Fixos foi calculado com base num orçamento trimestral de € 525.000,00
com referência a produção tida como normal de 150.000 UF.
 O orçamento de gastos de distribuição e administrativos (considerados como fixos) é de €
350.000,00 por trimestre.

A produção e as vendas de cada trimestre são as seguintes (unidades físicas):

1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim


Produção 150.000 160.000 140.000 150.000
Vendas 150.000 140.000 150.000 160.000

As existências iniciais são nulas.

O critério valorimétrico é o FIFO.

Admita que os custos efectivos ou reais são iguais aos custos estimados.

PEDIDO:

Calcule e comente os resultados globais de cada trimestre:


1. Em custeio total e custeio variável.
2. Em custeio racional.

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 140 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CUSTEIO TOTAL

1º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00
Resultados Brutos 1.575.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.225.000,00

525.000,00
 3,50€  GGF Fixos
150.000UF

MP € 9,10
Mod € 10,50
GGFV € 1,40
GGFF € 3,50
€ 24,50

2º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00
Custo das Vendas 140.000 24,28 3.399.375,00
Resultados Brutos 1.500.625,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.150.625,00

525.000,00
 3,28125€  GGF Fixos
160.000UF

MP € 9,10 Ficaram em existências finais 20.000 UF (produziram-se 160.000 e


Mod € 10,50 venderam-se 140.000), valorizadas a € 24,28125. Teremos que ter
GGFV € 1,40 em atenção este facto, pois estamos perante o critério FIFO.
GGFF € 3,28125
€ 24,28125

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 141 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

3º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 24,28/24,75 3.703.125,00
Resultados Brutos 1.546.875,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.196.875,00

20.000 UF em Exist. Finais: (20.000 UF x € 24,28125) = 485.625,00


140.000 UF produzidas no trimestre: (130.000 UF x € 24,75) = 3.217.500,00
3.703.125,00
10.000 UF que ficam em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00

525.000,00
 3,75€  GGF Fixos
140.000UF

MP € 9,10
Mod € 10,50
GGFV € 1,40
GGFF € 3,75
€ 24,75

4º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00
Custo das Vendas 160.000 24,75/24,50 3.922.500,00
Resultados Brutos 1.677.500,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.327.500,00

10.000 UF em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00


150.000 UF produzidas no trimestre: (150.000 UF x € 24,50) = 3.675.000,00
3.922.500,00

525.000,00
 3,50€  GGF Fixos
150.000UF

MP € 9,10
Mod € 10,50
GGFV € 1,40
GGFF € 3,50
€ 24,50

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 142 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

CUSTEIO VARIÁVEL

1º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00
Margem de Contribuição 2.100.000,00
Custos Fixos Industriais 525.000,00
Resultados Brutos 1.575.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.225.000,00

MP € 9,10 Os Custos Fixos Industriais são na sua totalidade imputados ao


Mod € 10,50 período. Mesmo que não se venda, o resultado é negativo pelos
GGFV € 1,40 custos fixos.
€ 21,00

2º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00
Custo das Vendas 140.000 21,00 2.940.000,00
Margem de Contribuição 1.960.000,00
Custos Fixos Industriais 525.000,00
Resultados Brutos 1.435.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.085.000,00

A produção do 2º trimestre foi de 160.000 UF e venderam-se 140.000 UF. “Sobraram” pois 20.000 UF
que ficam em armazém, valorizadas ao custo unitário de € 21,00.

3º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00
Margem de Contribuição 2.100.000,00
Custos Fixos Industriais 525.000,00
Resultados Brutos 1.575.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.225.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 143 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Como estamos perante o critério FIFO, esgotam-se primeiramente as existências iniciais e seguidamente “entra”
a produção do mês. No entanto, como o custo unitário é igual tanto na avaliação das existências como da
produção do período, basta efectuar um só cálculo. Assim, sendo a produção do 3º trimestre de 140.000 UF,
somando as 20.000 UF que transitaram do trimestre anterior, temos 160.000 UF. Destas, foram vendidas
150.000 UF, ficando 10.000 UF em existências.

4º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00
Custo das Vendas 160.000 21,00 3.360.000,00
Margem de Contribuição 2.240.000,00
Custos Fixos Industriais 525.000,00
Resultados Brutos 1.715.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.365.000,00

CUSTEIO RACIONAL

1º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00
Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00
Proveitos/Custos Inactividade 0,00
Resultados Brutos 1.575.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.225.000,00

MP € 9,10 A produção tida como Normal é de 150.000 UF. Neste 1º trimestre produziu-se
Mod € 10,50 150.000 UF. Não se verifica pois subactividade nem sobreactividade, pelo que
GGFV € 1,40 não existe diferença entre a Produção Efectiva e a Produção Normal. Daí, não
GGFF € 3,50 ser necessário imputar qualquer valor à rubrica CINI.
€ 24,50

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 144 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

2º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00
Custo das Vendas 140.000 24,50 3.430.000,00
Resultados Brutos (PN) 1.470.000,00
Proveitos/Custos Inactividade 35.000,00
Resultados Brutos 1.505.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.155.000,00

MP € 9,10 A produção deste trimestre excedeu em 6,67% a produção normal: quer dizer que se verificou
Mod € 10,50 uma situação de sobreactividade, originando um proveito a ser considerado na rubrica CINI da
DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos (€ 525.000,00),
GGFV € 1,40 ou seja, € 35.000,00.
GGFF € 3,50 Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de mais
€ 24,50 10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00.

160.000UF
CA   106,67% Entretanto, a produção não vendida foi de 20.000 UF, avaliadas unitariamente a € 24,50.
150.000UF

3º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00
Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00
Proveitos/Custos Inactividade – 35.000,00
Resultados Brutos 1.540.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.190.000,00

MP € 9,10 A produção deste trimestre diminuiu em 6,67% relativamente à produção normal: quer dizer
Mod € 10,50 que se verificou uma situação de subactividade, originando um custo a ser considerado na
rubrica CINI da DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos
GGFV € 1,40 (€ 525.000,00), ou seja, € 35.000,00.
GGFF € 3,50 Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de menos
€ 24,50 10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00.

140.000UF
CA   93,33% Entretanto, a produção do mês que “sobrou” foi de 10.000 UF (20.000+140.000-150.000),
150.000UF avaliadas unitariamente a € 24,50.

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CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

4º TRIMESTRE
Quantidade Valor Unitário Total
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00
Custo das Vendas 160.000 24,50 3.920.000,00
Resultados Brutos (PN) 1.680.000,00
Proveitos/Custos Inactividade 0,00
Resultados Brutos 1.680.000,00
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00
Resultados 1.330.000,00

Como a produção do trimestre foi equivalente à produção normal, não à imputação a Custos Industriais
Não Incorporados – CINI. Também não “sobrou” produção, pelo que as existências finais são nulas.

ANÁLISE DOS RESULTADOS GLOBAIS DE CADA TRIMESTRE

1º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00
2º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
1.150.625,00 1.085.000,00 Aumentou o stock, absorveu
Resultados no final do trimestre 65.625,00
custo. A economia de resultados
Valor das Existências Finais 485.625,00 420.000,00 65.625,00 fica na variação de stocks.

3º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.225.000,00 – 28.125,00
Valor das Existências Finais 247.500,00 210.000,00 37.500,00
4º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.365.000,00 – 37.500,00 Libera o custo
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 que ficou retido

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 146 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

1º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO RACIONAL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00 Pe = Pn
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00
2º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.150.625,00 1.155.000,00 – 4.375,00 Pe > Pn
Valor das Existências Finais 485.625,00 490.000,00 – 4.375,00 Var. Stock > 0
3º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.190.000,00 6.875,00 Pe < Pn
Valor das Existências Finais 247.500,00 245.000,00 2.500,00 Var. Stock < 0
4º TRIMESTRE
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS
Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.330.000,00 – 2.500,00 Pe = Pn
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00

EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 1

Uma unidade industrial transformadora fabrica um único produto P, o qual é vendido ao preço unitário
de € 6,00. Durante o primeiro ano de actividade vendeu 500.000 UF de P ficando ainda em armazém
uma existência final a determinar.

Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio variável foram coligidos os
seguintes dados:

 Custo industrial variável das vendas: € 900.000,00


 Custos fixos industriais: € 1.200.000,00
 Outros custos variáveis: € 120.000,00
 Outros custos fixos: € 550.000,00

Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio racional foram
determinados os seguintes dados adicionais:

 Custo das vendas: € 1.700.000,00


 Custos industriais não incorporados: € 240.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 147 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

PEDIDOS:

a. Elabore as demonstrações de resultados pelos sistemas de custeio variável e racional (0,75 val.)
b. Utilizando os dados referentes ao sistema de custeio racional, calcule:
b.1) O custo fixo das existências finais de produtos. (0,5 val)
b.2) As existências finais e a produção efectiva (Pe) em unidades físicas. (0,5 val)
c. Aplicando o sistema de custeio total ou por absorção, determine:
c.1) O custo da produção efectiva. (0,5 val)
c.2) O custo das vendas. (0,5)
d. Elabore a demonstração dos resultados pelo sistema de custeio total ou por absorção. (0,75 val)
e. Determine o valor das existências finais de produtos pelos três sistemas de custeio. (0,5 val)
f. Calcule o coeficiente de actividade e a produção normal utilizados no sistema de custeio racional.
(0,5 val)
g. Explique as diferenças encontradas nos resultados. (1 val)
h. Comente e justifique: “É mais exacto falar da relação Custo-Volume-Resultado do que a análise
do ponto crítico”. (1 val)
i. No exercício que está a resolver determine o ponto crítico das vendas. (0,5 val)

PvP = € 6,00
Produção Vendida = 500.000 UF
Vendas = € 3.000.000,00  500.000UF  6,00€ 

Demonstração de Resultados (S.C. Variável e Racional)

Custo Variável Custo Racional


Vendas 3.000.000,00 3.000.000,00
Custo das Vendas 900.000,00 1.700.000,00
Margem de Contribuição 2.100.000,00 1.300.000,00
Custos Fixos Industriais (não imputáveis) 1.200.000,00 240.000,00
Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00
Outros Custos Variáveis 120.000,00 120.000,00
Outros Custos Fixos 550.000,00 550.000,00
Resultados Antes de Impostos 230.000,00 390.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 148 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Custo Fixo das Exist. Finais, UF de Exist. Finais e de Pe em S.C. Racional

Custos Fixos Imputados em Custeio Racional (€ 1.700.000,00 – € 900.000,00) 800.000,00 €


Custo Variável Unitário 1,80 €/UF
Custo Fixo Unitário Imputado à produção (800.000 UF : 500.000 UF) 1,60 €/UF
1) Custos Fixos Totais 1.200.000,00 €
2) Custos Fixos Não Imputáveis à produção 240.000,00 €
3) Custos Fixos Imputados à Produção Efectiva (1-2) 960.000,00 €
4) Custos Fixos Imputados à Produção Vendida 800.000,00 €
5) Custos Fixos Incorporados nas Existências Finais (3-4) 160.000,00 €
EXISTÊNCIAS FINAIS 100.000 UF

CF 1.200.000,00
cf    1,60 €
PN 750.000

Produção Efectiva = 500.000 + 100.000 = 600.000 UF

960.000,00 600.000 960.000,00


 600.000 UF  80% Taxa Actividade  80%
1,60 750.000 1.200.000,00

900.000,00
 1,80
500.000

Custo da Pe e Custo das Vendas em S.C. Total

Custo da Produção Efectiva = 1,80 € x 600.000 UF + Custos Fixos 1.080.000,00


1.200.000,00
2.280.000,00

Custo das Vendas


Custo Variável Unitário 1,80 €/UF
Custo Fixo Unitário (€ 1.200.000,00 : 600.000 UF) 2,00 €/UF
3,80 €/UF
Produção Vendida 500.000
Custo das Vendas 1.900.000,00

Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 149 → 150


CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA

Demonstração de Resultados (S.C. Total)


Custeio Total
Vendas 3.000.000,00
Custo das Vendas 1.900.000,00
Resultados Brutos 1.100.000,00
Outros Custos Variáveis 120.000,00
Outros Custos Fixos 550.000,00
Resultados Antes de Impostos 430.000,00

Valor das Existências Finais pelos três Sistemas de Custeio


Existências Finais: 100.000 UF
CUSTO UNITÁRIO CUSTO EXIST. FINAIS
Custeio Variável 1,80 180.000,00
Custeio Racional 3,40 340.000,00
Custeio Total 3,80 380.000,00

Coeficiente de Actividade e PN em S.C. Racional

Coeficiente de Actividade = 80% (CF imputados : CF totais)


Produção Normal = 750.000 UF (Pe : 80%)

CUSTEIO VARIÁVEL CUSTEIO RACIONAL CUSTEIO TOTAL


Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00 1.200.000,00
Variação para CV 160.000,00 200.000,00
Existência Final 180.000,00 340.000,00 380.000,00
Variação para CV 160.000,00 200.000,00

Os stocks em Custeio Variável não retêm Custos Fixos

Critério Valorimétrico Método Directo Custeio Total ou Variável ou Racional


(FIFO ou LIFO ou CMP) Método Indirecto Custeio Total ou Variável ou Racional

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