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A informática no cotidiano – uma nova cultura na vida e na escola

As transformações tecnológicas ocorridas nos últimos tempos provocaram mudanças


muito profundas no cotidiano, criando novos hábitos, sedimentando uma nova cultura.
A informática, as telecomunicações, a mídia facilitaram a vida, aproximaram as
distâncias, aceleraram o ritmo dos acontecimentos. Hoje, não é possível pensar o mundo
sem o computador e as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). As TICs
estão presentes em nossa casa e em quase tudo de que nos utilizamos, portanto, não
podem mais ser ignoradas pela escola como instrumentos pedagógicos, nem mesmo
como instrumentos de trabalho administrativo da rotina escolar.

Essa questão é discutida pela Educação brasileira desde a criação do PROINFO,


Programa de Informática Educativa do MEC, na década de 1980. Cidades como São
Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte foram pioneiras na implantação de salas de
informática nas escolas e suas experiências serviram de base para o desenvolvimento de
um Programa de Informática Educativa voltado à utilização do computador como um
instrumento potencializador da aprendizagem e da criatividade. Foram decisivas as
contribuições de pesquisadores como José Armando Valente (Unicamp) e Léa Fagundes
(UFRS) na divulgação e adoção do Construcionismo, cujos pressupostos
metodológicos foram desenvolvidos por Seymour Papert, criador da Linguagem de
Programação Logo na década de 1960, hoje adaptada aos diversos programas abertos do
computador dentro do chamado Ambiente Logo, em que o aluno, nos dizeres de Papert,
“ensina o computador”.

Assim como a sala de aula, a biblioteca, a brinquedoteca, a sala de vídeo e televisão, o


ateliê de artes, a cozinha, o auditório, a quadra, o pátio, o parque, enfim, todos os
espaços escolares, o laboratório de informática é um ambiente de aprendizagem da
escola e deve ser incorporado ao cotidiano das ações pedagógicas dos educadores.

As atividades com a informática devem estar explicitadas no plano de trabalho de cada


professor, articuladas às práticas didático-pedagógicas, assim como devem estar
presentes no Projeto Político Pedagógico da escola. Devem ser vistas pela escola como
instrumento facilitador da aprendizagem e como meio de inclusão no mundo digital,
oportunizando o desenvolvimento de habilidades que possibilitem o conhecimento e o
uso desses recursos na vida prática.

O Projeto de Informática Educativa de Diadema tem como finalidade cumprir esse


duplo papel: ser instrumento facilitador da aprendizagem e capacitar os educandos para
o uso dos conhecimentos de informática em seu cotidiano. Para que esse duplo papel se
viabilize são necessárias ações formativas e de apoio e incentivo à incorporação da
informática no cotidiano do profissional de Educação para o desenvolvimento de sua
autonomia. Assim, os educadores precisam se conscientizar da importância de
incorporarem efetivamente a informática à sua vida, superando seus medos e
resistências, buscando esses conhecimentos também por iniciativa própria.