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10 motivos para ser contra o Conselho Nacional de Educação Física

(CONFEF)
Neste ano de 2009, o MNCR (Movimento Nacional Contra a Regulamentação
do Profissional de Educação Física) - movimento que surge para defender os
reais interesses da Educação Física (EF) Brasileira, lutando contra a
regulamentação (CONFEF/Cref´s) e a favor da regulamentação do trabalho -
completa 10 anos. Compondo a agenda de ações para este ano, apresentamos à
comunidade 10 motivos para ser contra os Conselhos:

1- Inconstitucionalidade: O CONFEF foi criado pelo poder Legislativo –


quando deveria, de acordo a Constituição, ter sido pelo líder do poder
Executivo - após uma Reforma Administrativa do Estado (Lei 9649/98), que
em seu artigo 58 autorizava os Conselhos a atuar enquanto entidades privadas,
prestadoras de serviço. Tal reforma sofre uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI). Sendo assim, tudo criado após esta reforma,
torna-se por conseqüência também inconstitucional. Devido este fato, o
Conselho sofre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3428/05)

2- Ideais Fascistas: Ao se pretender defensor da EF contra os outros


profissionais, o CONFEF se apropria de ideais Nazi-Fascistas. Guardadas as
devidas proporções, o que o CONFEF faz hoje é o mesmo que os Fascistas
fizeram/fazem, ou seja, em períodos de crise (dinheiro, emprego etc.) se
juntam em grupos corporativistas na defesa da fatia, cada vez mais, pequena
do bolo, restando aos demais violência!

3- Pelas ilegalidades nas cobranças: Está na Constituição Brasileira que


cabe exclusivamente a União legislar sobre a organização do sistema nacional
de emprego e condições para o exercício de profissões e diretrizes e bases da
educação nacional, o que impede qualquer conselho de, por meio de normas
e/ou resoluções, ampliar ou restringir seus poderes e atuação. Cabe a ele
apenas normatizar e cumprir aquilo que está impresso em Lei Federal, que não
cita nada sobre provisionados, preço do registro, ações contra quem não paga,
ações contra quem não se filia, ingerências na formação, direcionamento de
atuação e tantas outras.
4- Pela ambição “vampiresca” e mentirosa: Ao defender, antes da
regulamentação, que os Leigos eram os culpados pela crise na EF e que, após
se criar a lei 9696/98, seriam extintos; não dizendo que aqueles trabalhadores
eram protegidos pela constituição, depois criando uma resolução
(inconstitucional e ilegal) permitindo a distribuição da carteira eternamente
para quem eles acharem conveniente; o CONFEF mostra seus reais interesses.
Os que antes, para eles, eram inimigos, agora, após pagar para se filiar,
tornam-se amigos.

5- Por colocar trabalhador contra trabalhador: Com a criação do


Conselho acirra-se a briga entre trabalhadores pelas fatias escassas do bolo
(mercado): os trabalhadores da EF contra os trabalhadores das tradições
culturais; os trabalhadores provisionados contra os não filiados e os
trabalhadores de um Conselho contra outros.

6- Por empurrar os trabalhadores para o mercado “precarizado” de


trabalho: Ao defender que os trabalhadores da EF devem se adaptar às novas
determinações de mercado, que devem não mais se acomodar com garantias
do emprego público e privado, que devem ser gestores de sua carreira,
prestadores de serviço (Palavras de um Conselheiro); o CONFEF “empurra”
os trabalhadores da EF para o mercado “precarizado” do trabalho nas empresa
do fitness, enquanto a educação sofre por falta de professores (de acordo o
CNTE).

7- Por enganar a sociedade se propondo a resolver problemas que não


podem ser modificados pela lógica das regulamentações: Esta não
resolução dos problemas se mostra evidente com as diversas crises que afetam
todas as profissões. As mesmas são fruto da crise que aflige o modelo
Capitalista de se organizar. Sendo assim, não é se apropriando de teses
corporativistas que resolveremos nosso problema. A luta é pela
regulamentação do trabalho, pela conquista dos direitos trabalhistas e pelo fim
da exploração do homem sobre o homem.

8- Por já contarmos com órgãos específicos para nos representar: Se


filiar ao CONFEF é mais uma forma de o trabalhador pagar duas ou mais
vezes pelo mesmo serviço. Já existe Ministério do Trabalho, da Educação e
Público para “direcionar” (ou pelo menos deveria) o trabalhador. Já temos o
Sindicato de Professores (APLB E SINPRO) para representar os reais
interesses do trabalhador. Além disso, enquanto sociedade civil, temos o dever
de fiscalizar. Dever este que o Capital tenta nos tirar.

9- Pelo ataque voraz contra as manifestações culturais: O CONFEF ataca


diretamente os diversos trabalhadores das lutas, capoeira, dança e tantos
outros que conquistaram legitimidade para difundir sua cultura específica e
que contam com suas próprias normas de qualificação e atuação. Ora são
atacados, ora subsumidos aos ditames do Conselho.

10- Por entender que conhecimento só se encontra nos bancos da


Universidade: Ao restringir a atuação aos Graduados, o CONFEF ignora uma
premissa maior: a de que conhecimento não se constrói apenas nos bancos
Universitários. Para além disso, ignora que hoje, no Brasil , apenas 13% da
população tem acesso ao nível superior.
FORÇA NA LUTA QUE A LUTA É PARA VENCER!

MNCR- Feira de Santana - mncrfeira@grupos.com.br


Apoio: LEPEL - UEFS - grupolepeluefs@grupos.com.br

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