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A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR - Prof. Dr. Paulo Gomes Lima

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Conjunto de slides didáticos que auxiliam na compreensão da importância da sociologia da educação na formação do educador
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Tema 02

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© Prof. Dr. Paulo Gomes Lima - 2010

A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR

Prof. Dr. Paulo Gomes Lima Prof. Adjunto da Faculdade de Educação – FAED Docente do Mestrado em Educação [PPGEdu/UFGD] Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD Mato Grosso do Sul – MS - Brasil

1. NOTAS SOBRE A SOCIOLOGIA E EDUCAÇÃO
Sociologia e educação passam a ser objetos de estudo a partir do do seguinte contexto histórico:
© Prof. Dr. Paulo Gomes Lima - 2010 Produção e Produtividade

Formação dos Estados Nacionais

SÉC. XIX
Revolução industrial

Mudanças sociais

1.1. Surgimento da sociologia e sua finalidade enquanto ciência

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POSITIVISMO COMTEANO: LEI DOS TRÊS ESTADOS DA HUMANIDADE: Teológico – Metafísico - Positivo

Três momentos são distinguíveis no desenvolvimento do positivismo © Prof. Dr. Paulo Gomes Lima - 2010

1º) o positivismo clássico representado pelo próprio Comte, Littré, Spencer (teoria geral da evolução humana, advinda do evolucionismo biológico de Darwin), Mill e Durkheim.

2º) o empirio-criticismo por Avenarius e Mach .

3º) o neopositivismo por Carnap, Schlick, Frank, Neurath, o atomismo lógico de Russel e Witgenstein , Watson, Skinner e outros (TRIVIÑOS, 1987, p. 33).

É com Durkheim que a sociologia é sistematizada

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Finalidade: estudo sistematizado da sociedade como um organismo vivo – por meio dos mesmos métodos das ciências naturais – Premissas:

Primeira

Segunda

1) as leis que

2) a sociedade

Terceira

3) a limitação da

regem a sociedade são invariáveis, pois, são leis naturais que atuam na sociedade (entendida essa como inserida num constante estado de harmonia natural) e que não são dependentes da “vontade e ação humanas”

deve ser estudada através dos mesmos métodos empregados nas ciências naturais

ciência da sociedade dá-se através da mesma perspectiva das ciências naturais, isto é, realiza-se unicamente através da observação e explicação dos fenômenos de forma objetiva e neutra; abstendose de todo e qualquer evento valorativo.

Fonte: LÖWY (1988, p.17),

1.2. Educação: centralidade ou subcampo da sociologia
Cenário: século XIX Estados Unidos/ Europa
Educação compulsória

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Sistemas escolares de massa

A educação ocupa espaço de atenção especial nos clássicos da sociologia...

1.2.1. Educação como centralidade dos estudos sociológicos
1.2.1.1. Karl Marx e a educação

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Educação
A denúncia de Marx sobre a sociedade burguesa e a sua educação reprodutivista solicita a formação do indivíduo da classe trabalhadora numa dimensão da politecnia: ensino intelectual (cultura geral), desenvolvimento físico (ginástica e esporte) e aprendizado profissional (técnico e científico). as relações sociais e a prática interventiva no real, o trabalho manual como mola propulsora da construção do conhecimento

A escola será um espaço epistemológico de formação para a ação de um mundo que requer intervenções conscientizadas em processo dialético sobre as solicitações sociais.

educação integral baseada no trabalho produtivo como princípio...

1.2.1.2. Max Weber e a Educação – visão pessimista – não aprofundou os seus estudos sobre o tema

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EDUCAÇÃO

DIMENSÃO PESSIMISTA
O capitalismo reduzia tudo, inclusive a educação, à mera busca por riqueza material e status – TREINAMENTO DE UMA TIPOLOGIA DE HOMEM

Para ele, não há nada que se possa fazer a respeito...

1.2.1.3. Émile Durkheim e a Educação – o grande expoente do tema...

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todas as relações, instituições, convenções

Educação

Escola/ produção de saberes

têm o seu fim na objetividade social

conjunto de ações exercidas das gerações adultas sobre as que ainda não alcançaram o estatuto de maturidade para a vida social.

Finalidade: perpetuar a ordem social, por meio de uma pedagogia que reproduzisse a organização social que se tinha.

Educação

articular a pedagogia à sociologia, a escola teria como finalidade suscitar e desenvolver na criança certo número de estados físicos, intelectuais e morais exigidos pelo sociedade e que seriam aplicáveis à mesma.

caráter determinista de sua teoria educacional, pois concebia que a escola deveria reforçar os padrões de comportamento sociais, satisfazendo as necessidades sociais por meio da imposição de suas regras.

1.2.2. Educação como subcampo da sociologia
A discussão da educação como objeto de estudo da sociologia nasce com uma centralidade, mas torna-se subcampo da mesma, como destacava Florestan Fernandes (1960, p.29-30): © Prof. Dr. Paulo Gomes Lima - 2010

“Como acontece em qualquer ciência, os métodos sociológicos podem ser aplicados a investigação e à explicação de qualquer fenômeno social particular sem que, se deva admitir a existência de uma disciplina especial, com objetos e problemas próprios.”

2. A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO COMO CAMPO DE CONHECIMENTO VÁLIDO

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“ No fundo o trabalho do sociólogo da educação se assemelha ao trabalho de um cartógrafo. Levantar o mapa escolar, proceder ao levantamento topográfico do terreno e do relevo, representar uma escala precisa os principais maciços da paisagem escolar, medir os caudais dos rios, ter os mapas em dia, eis aqui em que o sociólogo da educação pode ajudar o professor. Pode ajudá-lo a orientar-se na “floresta” escolar. Ajudá-lo a orientar-se e não guiá-lo. Caberá aos professores depois traçar, com o mapa na mão, seus próprios” itinerários em função de suas opções e da natureza do terreno em que se encontram. (Baudelot, 1991)

2.1. A projeção da sociologia da educação no cenário internacional

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1950
A sociologia da educação nasce como disciplina autônoma na Europa

1960
Maior projeção com status de área de conhecimento na Educação

Karl Mannhein Talcott Parsons

Foi a partir dos anos 1940, e principalmente nos anos 1950 e 1960 que a sociologia da educação se constituiu como campo de pesquisa específico, afirmando-se como um dos principais ramos da sociologia nos países industrialmente desenvolvidos e também no Brasil.

2.1.1. A contribuição de Karl Mannheim
propõe que a sociologia sirva de embasamento teórico para educadores e educandos no objetivo de compreenderem a situação educacional moderna.

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Propõe a “educação sadia” – observa que é possível a contribuição da coletividade no processo educacional

Propunha a formulação de projetos educacionais que ampliassem o horizonte do homem, que superasse as divisões em blocos políticos e ideológicos Karl Mannheim

Em Mannheim a Sociologia da Educação se constitui como área de estudo específica...

2.1.2. A contribuição de Talcott Parsons – década de 1930/1950

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Em seu quadro teórico, Parsons define a educação a partir de dois aspectos centrais: 1) como espaço de socialização, com valores, normas e saberes que asseguram a integração social, e 2) como instância de seleção social que deve contemplar, dentro da ordem e da harmonia, uma divisão do trabalho cada vez mais complexa

Funcionalista

2.1.3. Cenário da sociologia da educação até a década de 1960

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Neste período, predominava o chamado enfoque moralista de orientação geral positivista. Apesar de contribuir grandemente para a legitimação da sociologia da educação, como campo específico de estudos, o enfoque moralista mesclava filosofia e ciência, confiante em que o entendimento sociológico da educação influenciasse o progresso social.

2.1.4. Cenário da sociologia da educação após a década de 1960
A teoria do capital humano tem impacto ainda maior no âmbito da sociologia da educação, uma vez que relaciona educação com investimento econômico e produtividade.

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Crítica dos reprodutivistas
Bourdieu & Passeron – A escola como agência de violência simbólica Louis Althusser

A escola como inculcadora a ideologia do Estado

Esbablet & Baudelot – 1) denúncia da educação como reprodução das sociedades de classes 2) a linguagem que aparece na escola é propriedade de classes hegemônicas 3) explicação do fracasso escolar a partir das diferenças sociais.

Antonio Gramsci valor do trabalho e superação da dicotomia entre pensar e fazer na escola e na vida.

2.2. Principais temáticas e representantes da sociologia da educação na contemporaneidade
Essa disciplina, em consonância com o que apresenta a ciência da qual se originou, divide-se em diversas correntes teóricas, que se refletem, por sua vez, nas diversidades de temas e enfoques utilizados nos estudos e pesquisas que definem.

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sociologia da educação Crítica (Base marxista)

Enfoques em sociologia da educação que priorizam as análises de caráter macrossociológico, que estabelecem relações entre a economia capitalista e a produção das desigualdades na escolarização

sociologia da educação – modelo de análise funcionalista
modelos de inspiração interacionista, fenomenológica ou etnometodológica.

2.2.1. No âmbito internacional
A questão dos saberes – da pobreza – da violência – da economia
Constitui-se um estudo sistemático sobre a educação por meio da utilização de referenciais teóricos e metodológicos da sociologia, mas acrescida de contribuições de distintos paradigmas para a compreensão da problemática educacional...

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Como é caso da Teoria da complexidade de Edgar Morin... Na perspectiva transdisciplinar de Morin, a ciência tornou-se de tal forma “burocratizada” e “cega” que resiste e rejeita quaisquer questionamentos, caracterizando-os como “não científicos” se não corresponderem ao modelo convencionalmente estabelecido, nisto reside sua “incapacidade de controlar, de prever, e mesmo de conceber o seu papel social, ... sua incapacidade de integrar, de articular, de refletir os seus próprios conhecimentos” A transdisciplinaridade zela pela construção de um saber uno concebido na diversidade, onde o todo e as partes se interpenetram e se transpenetram, se ligam e religam sem parcelar o conhecimento.

2.2.2. No âmbito da Educação brasileira
Política educacional – políticas sociais – educação... organizações multilarais e

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Luis Pereira e Marialice M. Foracchi

•Situam as diferentes tendências do pensamento sociológico e sua vinculação com o âmbito educacional;

•Em 1963 publicam a coletânea “Educação e sociedade” referência sobre os estudos sociológicos no Brasil.

Florestan Fernandes

(1920-1995)
Não tem uma formação específica em Sociologia da Educação, mas tem uma preocupação centralizada na questão educacional brasileira Publica um livro na década de 1960 (Educação e sociedade no Brasil) em que acentua os desvios históricos entre discursos e projeções do país.

2.3. O objeto de estudo da sociologia da educação
Ocupa de um espaço de interconexão com outras áreas de conhecimento, buscando descrever ou explicar o fenômeno social em seu meio: econômico, cultural, social e neste sentido situa a ação pedagógica como objeto condicionado e condicionante das aspirações de determinada sociedade. Cabelhe entender as causas e as relações que orientam a educação em sentido amplo ou específico e como a escola lida com estas questões.

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Fenômeno educacional

3. UMA LEITURA CONTEXTUALIZADA DA IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR
A Sociologia da Educação tem um papel relevante, uma vez que estuda os processos e condicionantes sociais relativos ao fenômeno educacional, por meio de métodos sociológicos específicos: experimentação, observação, comparação, questionário, entrevista, formulário, estudos de caso, etnografia, dentre outros.

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Estudo – desvelamento - crítica

Teórico-metodológica
da educação Sociais – político econômica Formação de professores – processo ensino-aprendizagem, etc...

HISTÓRIA, FILOSOFIA , SOCIOLOGIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: ELOS FUNDAMENTAIS DA TEORIA DA EDUCAÇÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

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História da Educação

Filosofia da Educação

Sociologia da Educação

Psicologia da Educação

Práticas Pedagógicas

Contexto social

3.1. Sobre o imaginário social docente
a sociologia da educação, traz ao educador a possibilidade de entender as relações que se travam no interior da escola, da comunidade extra-escolar e das políticas públicas que constituem o sistema escolar a partir de sua própria vivência...

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Senso comum

Bom senso

Consciência reflexiva sobre o real

Explica a influência da escola no comportamento e na personalidade de seus membros, a partir de uma leitura de sua realidade,

3.2. Acerca da formação de bases epistemológicas na leitura do real
Analisa os sistemas escolares à luz dos sistemas sociais e políticas públicas
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Problematiza o papel da educação e educação escolar na sociedade e em seu desdobramento em todos os seus âmbitos Permite ao educador perceber que a educação não pode prescindir da leitura do contexto social para explicação e compreensão do fenômeno educativo e que só tem sentido numa perspectiva coletiva. Propõe encaminhamentos para a consolidação de reformas educacionais a partir da leitura do real

Problematiza o papel da educação e educação escolar na sociedade e em seu desdobramento em todos os seus âmbitos

3.3. Acerca de intervenções sistemáticas e intencionais nos fenômenos e arranjos educacionais da sociedade.
Estuda os processos e condicionantes sociais relativos ao fenômeno educacional, por meio de métodos sociológicos específicos: experimentação, observação, comparação, questionário, entrevista, formulário, estudos de caso, etnografia
Propicia a leitura dos condicionantes e determinantes para a formação do educador numa sociedade que solicita um profissional transversal em educação

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Possibilita a compreensão da vida social em si e os condicionantes interferentes no fenômeno educacional

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