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Há que se refletir, da maneira mais consistente possível,

sobre as razões a nos mover nos compromissos para com a


Política de Saúde.

Há que se traçar rumos seguros, consistentes, capazes de


moldar amálgamas adequadas para soluções definitivas dos
problemas a nos afligir.

Há que se acreditar. Creio, na pura essência do credo.

Nestas circunstâncias, há que se fazer uma oração de crença.

Creio e cremos na força determinada do Médico.

Não se pode questionar esta força. Ela se faz presente onde


necessário for, apenas e em determinadas situações, não a
dimensionamos na exata grandeza da sua plenitude.

Se quisermos, podemos, basta desenvolver ações concretas,


sólidas e suficientes a determinar destinos.

Somos predestinados. Ao nos identificarmos com as


vicissitudes da vida, convivermos com fragilidades da
existência, compartilharmos com fraquezas humanas,
reconhecermos conquistas da cidadania, atestarmos a
grandiosidade do ser, estamos concretizando verdadeira
profissão de fé. Cremos, e por crermos podemos realizar.
Ai repousa a verdadeira força motriz a emoldurar conquistas
e sedimentar avanços. Fé.

Fé nos destinos a nos nortear. Fé na essência fundamental do


resgate de sofrimentos a assolar nossa gente e a exigir de
todos, determinações incontestáveis para minorar injustiças.

Fé na potencialidade de adotarmos alicerces capazes de


promover mudanças, mudanças essas consistentes e
imprescindíveis ao estabelecimento de equidades definidas
em preceitos essenciais à saúde.

Fé na universalização do reconhecimento de necessidades,


díspares, pulverizadas em demandas não atendidas, exigindo,
portanto, ações concretas fundamentais para os avanços.

Fé na agilidade de soluções suficientes a afastar sofrimentos,


resgatar dignidades, proclamar direitos, consagrar respeitos,
professar cidadania.

Fé na inclusão social, no compartilhamento de decisões, na


participação coletiva, nos controles consagrados.

Fé no ser humano, afinal, somos médicos e, como tal,


assumimos o dever de acolher. Acolhimento de necessidades,
reclamos, dores, sofrimentos, inseguranças, incertezas, mas,
acima de tudo, no reconhecimento de esperanças, no combate
ao medo, no incentivar de desejos, sonhos, ilusões otimistas,
de conquistas e vitórias, no reconhecimento da solidez
democrática, em preceitos capazes de promover equilíbrio
mais justo e menos perverso, no combate a discriminatória
diferenciação de classes ainda presente nos dias atuais.

Fé na equidade social, no dinamismo de forças convergentes,


na compreensão de posturas conflitantes, na harmonização de
debates confrontantes. Fé, acima de tudo, no entendimento,
porém, jamais sucumbindo e nos despojando de
posicionamentos corretos e nunca, em tempo algum,
subalternos a interesses escusos ou imposições espúrias.

Fé nas instituições, nelas estamos inseridos, por elas


debatemos, as construímos e cremos em seus
desenvolvimentos constantes e progressivos. Fé em suas
capacidades de solucionar pendências, dirimir dúvidas,
assegurar direitos, consagrar conquistas. Fé em consciências
lúcidas, propostas sólidas, projetos robustos, ações
resolutivas. Credo nas lutas incessantes que nos move, sem
jamais nos demover de compromissos assumidos e no
cumprimento de entendimentos acordados. Fé na palavra, no
interlocutor, nas parcerias, nos contratos acertados. Fé no
cidadão e na cidadania.

Credo nas crianças, na juventude e na velhice. A concepção


de um novo ser, maravilha essencial para a continuidade da
vida, o nascimento, crescimento, adolescência, idade adulta,
velhice, até a morte me faz acreditar nos encantos da
Ginecologia e Obstetrícia, no anestesiologista, no neo
natalogista, no pediatra, no ebiatra, no clinico geral, nos
diversos especialistas que interagem para compreender
desacertos, diagnosticar doenças, corrigir desvios, reparar
danos e sempre acolher sofrimentos.

Credo no médico, desde o médico residente, jovem intrépido,


sonhador, realizador, determinante de condutas com quem
ombreamos confiança e onde depositamos esperanças, até o
médico aposentado, marginalizado, excluído exemplificando
a real situação de um profissional dedicado, sacrificado, mal
remunerado e espelhando as más condições de trabalho em
que se viu obrigado a se submeter no curso da sua existência.

Fé nas mulheres, em suas pujanças, determinações,


sensibilidades, avanços e acertos. Fé na capacidade
aglutinadora, gregária, convergente das mulheres, deste as
nossas companheiras, nossas parceiras de todas as horas,
filhas, sobrinhas, netas, noras, amigas, coniventes. Credo na
grandiosidade das mulheres, molas mestras das condutas
masculinas.

Credo no erro. Ao erramos surge a fé na correção. Acertar


rumos, concertar falhas, direcionar condutas. Erramos, e
erramos feio. Ao construirmos esta diretoria da FENAM que
ora se empossa cometemos o irreparável erro de elegermos
apenas uma mulher. Maria Rita, dileta companheira, querida
amiga. Saiba que em seu nome convergimos a grandiosidade
das mulheres dirigentes do sindicalismo médico brasileiro,
entretanto, e ainda considerando as suas generosidade e
grandeza, entendemos que necessitamos mais. Assim
pensando é que a FENAM deverá atenuar e em parte, esta
condenável falha formulando convites a mulheres
sindicalistas médicas a integrar comissões de representação
da nossa entidade. Jamais seria compensação, apenas
tentativa de diluir nosso débito para com vocês. Saibam nos
acolher e compreendam nossos vacilos.

Creio e cremos no conjunto. Temos fé no entendimento por


correntes de pensamentos ora convergentes, ora diferentes,
orientados por interesses comuns.

Os temos. Acreditamos ser possível um mundo melhor, vida


mais serena, qualidade mais profícua, resultado mais ameno.
Cremos todos em conquistas, em nossas capacidades e
determinações de fazer, em nossas convicções de entender.

Creio nas colaborações, nos trabalhos que nos


complementam, nos ajustes necessários, nas colaborações
imprescindíveis, na presença dos nossos auxiliares e
assessores. Cremos nas convergências sociais e nos
compromissos comuns de pretender mais e melhor qualidade
de vida.

Uma vez mais afirmo: Fé constante nos Médicos. Somos


capazes de afastar sofrimentos, combater dores, enfrentar
males, contrariar doenças, planificar ações, pretender
avanços.

Fé em que podemos. E se podemos vamos fazê-lo. O


panorama de saúde do Brasil é complexo, problemas de toda
a ordem nos afligem, pendências de todos os lados nos
incomodam, propostas de todos os matines nos estimulam.

Fé na gratidão. E devemos agradecer a todos aqueles direta


ou indiretamente responsáveis por nossas viabilidades,
especialmente nosso corpo funcional concretizando
realidades afiguradas, em princípio, como sonhos
inalcançáveis.

Gratidão a todos movidos pela força da crença e da confiança


que nos prestigiam nesta memorável noite de posse.

Credo nas convergências. Nos convergimos em princípios,


nos irmanamos em propósitos, nos igualamos em esforços,
nos premiamos com conquistas. Estas são as principais
características da diretoria que se empossa nesta noite, por se
tratar de mulher e homens compromissados com conquistas
sociais de toda a ordem, a saúde em sua essência, nos
projetos em suas aparências, nos avanços em seus
sedimentos.

Fé na confiança recíproca, na capacidade de trabalho, na


determinação do conjunto, na credibilidade das pessoas.
Esta profissão de fé nada mais representa, senão,
compromissos de lutas intensas, de trabalhos contínuos, de
clareza evidente, de determinação implacável.

Estamos comprometidos. Que a saúde do povo brasileiro


possa ser cada vez mais abrangente, mais sólida, mais
relevante, mais resolutiva.

Tudo faremos para que assim o seja.

Muito obrigado.