METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA

METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Este material é parte integrante da disciplina “Metodologia de Pesquisa Científica”  oferecido  pela  UNINOVE.  O  acesso  às  atividades,  as  leituras  interativas,  os  exercícios, chats, fóruns de discussão e a comunicação com o professor devem ser  feitos diretamente no ambiente de aprendizagem on­line.

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Sumário 

AULA 01 • CONHECIMENTOS .......................................................................................................5  Conhecimento .............................................................................................................................5  Finalidade do Conhecimento .......................................................................................................5  Tipos de Conhecimento...............................................................................................................5  Conhecimento Empírico ou Popular.........................................................................................6  Características do saber popular .............................................................................................6  Conhecimento Teológico ou Religioso.....................................................................................6  Características do conhecimento teológico ou religioso...........................................................6  Conhecimento Filosófico..........................................................................................................7  Características do Conhecimento Filosófico ............................................................................7  Conhecimento Científico..........................................................................................................7  Características do Conhecimento Científico ............................................................................7  Exercícios....................................................................................................................................8  AULA 02 • TIPOS DE PESQUISA ...................................................................................................9  Pesquisa .....................................................................................................................................9  Tipos de Pesquisa .......................................................................................................................9  Pesquisa Bibliográfica .............................................................................................................9  Pesquisa Documental............................................................................................................10  Pesquisa de Campo ..............................................................................................................10  Pesquisa Social.........................................................................................................................11  Pesquisa Histórica.....................................................................................................................11  Pesquisa Teórica.......................................................................................................................12  Exercícios..................................................................................................................................12  AULA 03 • MÉTODOS CIENTÍFICOS – PARTE I..........................................................................14  Método Científico.......................................................................................................................15  Método Indutivo.........................................................................................................................15  Método Dedutivo .......................................................................................................................16  Exercícios..................................................................................................................................18  AULA 04 • MÉTODOS CIENTÍFICOS – PARTE II.........................................................................20  Método Hipotético ­ Dedutivo.....................................................................................................20  Método Dialético........................................................................................................................20  Métodos Específicos das Ciências Sociais ................................................................................21  • Método Histórico .................................................................................................................21  • Método Comparativo ...........................................................................................................21  • Método Monográfico............................................................................................................21  • Método Estatístico...............................................................................................................22  • Método Tipológico ...............................................................................................................22  • Método Funcionalista ..........................................................................................................22  • Método Estruturalista...........................................................................................................23  • Métodos e Quadro de Referências ......................................................................................23  Exercícios..................................................................................................................................23  AULA 05 • PROJETO DE PESQUISA ...........................................................................................25  Elementos componentes do Projeto de Pesquisa......................................................................25  2.1 Título ...............................................................................................................................26  2.2 Tema ...............................................................................................................................26  2.3 Justificativa /Problematização..........................................................................................26  2.4 Objetivos..........................................................................................................................27  2.5 Público­alvo .....................................................................................................................27

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2.6 Hipótese ..........................................................................................................................27  2.7 Metodologia .....................................................................................................................28  2.8 Contribuições...................................................................................................................28  2.9 Referências Bibliográficas................................................................................................28  2.10 Cronograma...................................................................................................................28  Sumário .................................................................................................................................29  AULA 06 • PADRÕES METODOLÓGICOS NA ELABORAÇÃO DE UMA MONOGRAFIA............31  A Importância do Padrão Metodológico .....................................................................................31  Metodologia...............................................................................................................................31  Elementos pré­textuais e elementos textuais.............................................................................33  Elementos pré­textuais ..........................................................................................................34  Elementos textuais ................................................................................................................34  A Importância da Citação ..........................................................................................................36  Numeração de Página...............................................................................................................38  Espaçamento e Paragrafação ...................................................................................................38  Como fazer a Referência Bibliográfica.......................................................................................39  AULA 07 • ENTREGA DO TRABALHO FINAL E SUA APRESENTAÇÃO EM BANCA .................42  Como entregar a monografia? ...................................................................................................42  Monografia.............................................................................................................................42  I) Elementos Pré­textuais.......................................................................................................42  II) Elementos Pós­textuais .....................................................................................................43  Bibliografia.................................................................................................................................43  Como apresentar o trabalho final?.............................................................................................44  AULA 08 • ELABORAÇÃO DE UM ARTIGO (PAPER) ..................................................................45  O que é um artigo (paper)? .......................................................................................................45  Roteiro de elaboração ...............................................................................................................45  Estrutura de apresentação ........................................................................................................45  Dicas para uma boa redação de um trabalho ............................................................................46  Modelo de apresentação de um artigo.......................................................................................46  AULA 09 • ESTUDO DE CASO .....................................................................................................47  BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................................48

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O objetivo desta aula consiste em levar o aluno a diferenciar o conhecimento científico de  outros tipos de conhecimentos existentes e a identificar as principais características do  conhecimento científico, do conhecimento empírico (popular), do conhecimento filosófico e do  conhecimento teológico. 

AULA 01 • CONHECIMENTOS 

Conhecimento 
O que é conhecer para você?  Certamente você poderá encontrar várias definições sobre este tema.  Segundo  Bello  (2005,  p.10):  “ Conhecer  é  incorporar  um  conceito  novo,  ou  original,  sobre  um  fato  ou  fenômeno  qualquer.  O  conhecimento  não  nasce  do  vazio  e  sim  das  experiências  que  acumulamos  em  nossa  vida  cotidiana,  através  de  experiências,  dos  relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos” . Dentre os animais,  o homem é o único ser capaz de criar e transformar o conhecimento. 

Finalidade do Conhecimento 
O fim do conhecimento é alcançar uma verdade objetiva. Ao produzi­lo, o homem assimila  o  mundo  ao  derredor,  através  de  um  processo  dialético  baseado  na  contemplação,  sensação,  percepção e representação. 

Tipos de Conhecimento 
O ser humano, ao se utilizar de um conjunto de símbolos para ordenar o pensamento e,  assim, permitir a produção e transmissão de idéias, pode criar diversos tipos de conhecimentos,  deste modo definidos:

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Conhecimento Empírico ou Popular 
É  o  conhecimento  obtido  de  modo  espontâneo,  após  inúmeras  tentativas,  por  meio  de  ações não  planejadas.  Obtido  sem  a  aplicação  de  um  método, o  saber  presente  em  nossa  vida  cotidiana. 

Características do saber popular 
Superficial: porque se vê, sente, ouve dizer, todo mundo fala, ou seja, conforma­se com a  aparência;  Sensitivo:  refere­se  a  vivências  do  dia­a­dia;  Subjetivo:  pois  é  o  próprio  sujeito  que  organiza  as  suas  experiências  de  acordo  com  a  sua  ótica;  Assistemático:  pois  não  possui  uma  ordenação das idéias; e Acrítico: independente de verdadeiro ou não, este conhecimento não se  manifesta de forma crítica.  (Ander­Egg, 1978)  Para  Trijillo  (1974,  p.11):  “constituem­se  características  do  conhecimento  popular:  valor  ativo, reflexivo, assistemático, verificável, falível e inexato”.  Exemplo de conhecimento popular: “Chá de boldo é bom para o estômago”. 

Conhecimento Teológico ou Religioso 
Conhecimento  revelado  pela  fé  divina  ou  crença  religiosa,  portanto,  não  pode  ser  confirmado ou negado. Sua origem baseia­se nos valores das proposições sagradas, e, portanto,  são indiscutíveis pela sua relação com o sobrenatural. Depende da formação moral e das crenças  de cada indivíduo. 

Características do conhecimento teológico ou religioso 
Para  Trijillo  (1974,  p.11):  “constituem­se  características  do  conhecimento  teológico  ou  religioso: valorativo, inspiracional, sistemático, não­verificável, infalível, exato”.  Exemplo: “O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus”. 
Falível:  qualquer  idéia  que  possa  ser  submetida  aos  testes  da  observação,  por  exemplo:  o  conhecimento  popular  e  científico  é  falível,  enquanto  que  o  conhecimento  filosófico e teológico é infalível.

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Conhecimento Filosófico 
É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento sobre fenômenos, valorativo  que  emerge  da  experiência  e  não  da  experimentação,  portanto,  não  é  verificável  e  as  suas  hipóteses são filosóficas, nada é confirmado ou refutado no campo da ciência. 

Características do Conhecimento Filosófico 
Ainda segundo Trujillo (1974, p. 11), “o conhecimento filosófico é composto das seguintes  características: valorativo, racional, sistemático, não­ verificável, infalível e exato”.  Exemplo: “O homem é a ponte entre o animal e o além­homem”. (Friedrich Nietzsche) 

Conhecimento Científico 
É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está  nos procedimentos de verificação baseada na metodologia científica. O conhecimento científico é  fático:  parte  dos  fatos  respeita­os  até  certo  ponto  e  sempre  retorna  a  eles.  A  ciência  procura  descobrir  os  fatos  tais  como  são  independentemente  do  seu  valor  emocional  ou  comercial.  Em  todos os campos, a ciência começa por estabelecer os fatos: isso requer curiosidade impessoal,  desconfiança pela opinião prevalecente e sensibilidade à novidade. 

Características do Conhecimento Científico 
Para Galliano (1979, pp. 24­30), “o conhecimento científico: é racional e objetivo; atém­se  aos  fatos;  transcende  aos  fatos;  é  analítico;  requer  exatidão  e  clareza;  é  comunicável;  é  verificável;  depende  de  investigação  metódica;  busca  e  aplica  leis;  é  explicativo;  pode  fazer  predições; é aberto; é útil”.  Exemplo: Albert Einstein descobriu a relação entre a energia e a matéria, expressa através 
2  de sua famosa equação: E = mc  .

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Exercícios 
1. Conhecer é estabelecer uma relação entre a pessoa que conhece e o objeto que passa a ser  conhecido. Pode­se dizer que esta idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  2.  Pode­se  dizer  que  se  trata  de  um  conhecimento  científico:  “A  vacina  contra  a  poliomielite  foi  descoberta por Albert Sabin em 1959”.  a) Correto.  b) Incorreto.  3. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento popular: “Passar por baixo de uma escada, dá  azar”.  a) Correto.  b) Incorreto.  4. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento teológico: “O homem foi expulso do paraíso por  comer o fruto proibido”.  a) Correto.  b) Incorreto.  5. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento filosófico: “Entre a concepção crematística de  Céfalo  e  o  paradoxo  do  Sofista,  ficaram  sem  consistência  os  alicerces  morais  da  Justiça”.  (Platão, A República)  a) Correto.  b) Incorreto. 

Respostas dos Exercícios 
1. Conhecer  é  estabelecer uma relação  entre  a  pessoa  que conhece  e  o  objeto que passa  a ser conhecido.  Pode­se dizer que  esta  idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A  Pois  o  conhecimento  depende  das  experiências  que  acumulamos  em  nossa  vida  cotidiana,  através  de  experiências,  dos  relacionamentos interpessoais.  2. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento científico: “A vacina contra a poliomielite foi descoberta por Albert Sabin em 1959”.  RESPOSTA CORRETA: A  3. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento popular: “Passar por baixo de uma escada, dá azar”.  RESPOSTA CORRETA: A  4. Pode­se dizer que se trata de um conhecimento teológico: “O homem foi expulso do paraíso por comer o fruto proibido”.  RESPOSTA CORRETA: A  5.  Pode­se  dizer  que  se  trata  de  um  conhecimento  filosófico:  “Entre  a  concepção  crematística  de  Céfalo  e  o  paradoxo  do  Sofista,  ficaram sem consistência os alicerces morais da Justiça”. (Platão, A República)  RESPOSTA CORRETA: A

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Nesta aula, “Tipos de Pesquisa”, abordaremos o conceito de pesquisa, alguns dos  principais tipos de pesquisa necessários à realização da monografia (exigência parcial do seu  curso). 

AULA 02 • TIPOS DE PESQUISA 

Pesquisa 
Segundo  Lakatos  e  Marconi  (2005,  p.157),  a  pesquisa  “é  um  procedimento  formal,  com  método  de  pensamento  reflexivo, que  requer  um  tratamento  científico e  se  constitui no  caminho  para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais”.  Para realizarmos uma pesquisa, há a necessidade de elaborarmos um projeto de pesquisa  e um projeto da mesma, o qual será tratado nas próximas aulas. 

Tipos de Pesquisa 
Pesquisa Bibliográfica 
Esse  tipo  de  pesquisa  é  realizado  por  meio  de  fontes  bibliográficas:  periódicos,  artigos,  boletins, monografias, dissertações, teses, até mesmo por meios de comunicações orais e visuais  (rádio, gravações, filmes e televisão).  Para tal, faz­se necessário ter disponibilidade de tempo para as leituras, que uma pesquisa  completa e aprofundada exige, uma boa quantidade de obras referentes ao tema e a possibilidade  de  consultas  com  especialistas  da  área,  com  a  finalidade  de  analisar  e  interpretar  documentos  específicos.  Segundo Lakatos e Marconi (2005, p. 44), as oito fases de uma pesquisa bibliográfica são:  “a escolha do tema; elaboração de um plano de trabalho; identificação; localização; compilação;  análise e interpretação e redação”.  A  pesquisa  bibliográfica  propicia  a  revisão  de  um  tema  sob  diferentes  enfoques  e  conclusões inovadoras.

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Pesquisa Documental 
Uma pesquisa documental caracteriza­se pela fonte da coleta de dados. Estes podem ser  escritos ou não desde que sejam primários e realizados num momento em que ocorrem os fatos  ou fenômenos.  Os  dados  primários  são  compilados  pelo  autor  e  classificados  como  contemporâneos  quando  são  atuais  (exemplos:  arquivos  públicos,  publicações  parlamentares  e  administrativas,  gravações, censos, fitas, filmes, cartas e contratos) e retrospectivos, após o acontecimento dos  fatos (exemplos: diários, autobiografias e relatos). 

Pesquisa de Campo 
É  o  tipo  de  pesquisa  baseada  em  documentação  direta,  o  levantamento  de  dados  é  realizado  no  local  onde  ocorrem  os  fenômenos  com  o  objetivo  de  obter  informações  sobre  um  problema,  ou  confirmar  uma  hipótese,  ou  descobrir  novas  relações  entre  fatos  por  meio  da  observação.  Segundo  Trugillo  (1982,  p.  229),  a  pesquisa  de  campo  “não  deve  ser  confundida  com  a  simples  coleta de dados  (este último  tipo  corresponde  à  segunda fase de qualquer pesquisa); é  algo mais que isso, pois exige contar com controles adequados e objetivos preestabelecidos que  discriminam suficientemente o que deve ser colocado”.  Constituem­se fases da pesquisa de campo, uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto,  saber  em  que  estado  encontra­se  o  problema,  estabelecer  um  modelo  teórico  de  referência,  a  determinação das variáveis, quais técnicas serão empregadas e a representatividade da amostra  e quais as técnicas que serão utilizadas para a análise e registro dos dados.  Conforme Tripod et.al. (1975), as pesquisas de campo podem ser divididas em três grupos,  são eles: quantitativos descritivos, exploratórios e experimentais.  Quantitativos  descritivos:  cuja  finalidade  principal  é  um  delineamento  ou  análise  dos  fatos,  com  precisão  estatística  e  utiliza­se  de  instrumentos  como  entrevistas,  questionários,  formulários, etc.  Exploratórios:  investigações  empíricas  cuja  finalidade  é  elaborar  questões  de  um  problema para desenvolver hipóteses, aumentado a familiaridade do pesquisador com o ambiente  da pesquisa e analisar os dados.

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Há uma variedade de instrumentos para a coleta de dados, como: entrevista, observação  participante, análise de conteúdo para um estudo intensivo de um pequeno número de unidades,  realizada por meio de técnicas probabilísticas.  Os  estudos  exploratórios  subdividem­se  em  exploratórios  descritivos,  que  se  utiliza  de  procedimentos específicos para a coleta de dados, e estudos de manipulação experimental.  As  pesquisas  de  campo  experimentais  são  investigações  baseadas  em  pesquisas  empíricas realizadas em ambientes naturais ou laboratórios, ou seja, em ambientes controlados,  que  podem  ser  comparadas  ou  não  por  testes  de  hipótese  e  estabelecem  relações  de  causa  e  efeito.  Os estudos deste tipo utilizam, além dos grupos experimentais, os grupos de controle, as  técnicas  de  amostragem  rigorosas  para  permitirem  generalizações  e  descobertas  advindas  das  experiências.  Podemos sintetizar os tipos de pesquisa de campo conforme o diagrama a seguir: 

Pesquisa Social 
É toda pesquisa que busca respostas de um grupo social.  Exemplo: saber quais os hábitos de higiene de uma comunidade específica. 

Pesquisa Histórica 
É toda pesquisa que estuda o passado.  Exemplo: saber de que forma se deu a independência do Brasil.

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Pesquisa Teórica 
É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria.  Exemplo: saber o que é a Teoria da Relatividade.  Para  os  diversos  tipos  de  pesquisas  abordadas  contamos  com  observações  diretas,  assistemáticas,  sistemáticas,  observação  não  participante,  observação  participante,  observação  individual,  observação  em  equipe,  observação  na  vida  real,  observação  em  laboratório,  entrevistas, questionários, pré­testes, dentre outros instrumentos. 

Exercícios 
1. Em conformidade com o texto, pesquisar é sinônimo de coletar dados?  a) Correto.  b) Incorreto.  2. Segundo Lakatos e Marconi (2005, p. 44), as oito fases de uma pesquisa bibliográfica são: a  escolha do tema, a elaboração do trabalho, identificação, localização, compilação, fichamento,  análise e interpretação e redação. Pode­se dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  3. Uma pesquisa documental caracteriza­se pela fonte da coleta de dados primários. Tais dados  podem ser classificados em quantitativos descritivos. Pode­se dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  4.  Uma  pesquisa  de  campo  pode  ser  dividida  em  três  grupos:  quantitativos  descritivos,  exploratórios e experimentais. Pode­se dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta. 

Respostas dos Exercícios 
1. Em conformidade com o texto, pesquisar é sinônimo de coletar dados?  RESPOSTA CORRETA: B  A coleta de dados é apenas a segunda fase de qualquer pesquisa.  2.  Segundo  Lakatos  e  Marconi  (2005,  p.  44),  as  oito  fases  de  uma  pesquisa  bibliográfica  são:  a  escolha  do  tema,  a  elaboração  do  trabalho, identificação, localização, compilação, fichamento, análise e interpretação e redação. Pode­se dizer que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

3.  Uma  pesquisa  documental  caracteriza­se  pela  fonte  da  coleta  de  dados  primários.  Tais  dados  podem  ser  classificados  em  quantitativos descritivos. Pode­se dizer que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: B  Podem ser classificados como contemporâneos e retrospectivos.  4.  Uma  pesquisa  de  campo  pode  ser  dividida  em  três  grupos:  quantitativos  descritivos,  exploratórios  e  experimentais.  Pode­se  dizer  que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A

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Nesta aula, “Métodos Científicos”, abordaremos alguns tipos de métodos científicos mais  utilizados em pesquisas acadêmicas com a finalidade de que o aluno possa escolher, de acordo  com objeto de seu estudo, o método que mais se adequar ao seu trabalho.  Ao término desta aula, o aluno deverá ser capaz de diferenciar um método do outro bem  como identificar as possibilidades de uso. 

AULA 03 • MÉTODOS CIENTÍFICOS – PARTE I 
Durante a observação da realidade, a constituição das hipóteses, a comprovação ou não  das mesmas e a generalização das teorias, alguns procedimentos são repetidos e aperfeiçoados,  os  quais  são  denominados  métodos.  Ou  ainda,  os  métodos  podem  ser  entendidos  como  um  conjunto de atividades sistemáticas que nos levam a descobrir a realidade dos fatos.  “Hoje  as  ciências  utilizam  uma  tal  diversidade  de  métodos  que  fica  impossível  para  um  cientista dominá–los, mesmo uma pequena parte deles”. (Máttar Neto, 2003, p. 31)  Há  métodos para estudar  a física  computacional,  a  genética  molecular, os  pigmentos  de  fitoplâncton  em  oceanografia,  o  design  estrutural  de  aeronaves,  métodos  probabilísticos,  metodologia  para  os  estudos  de  renda  familiar,  métodos  para  estudos  em  Economia,  em  Psicologia e muitos outros métodos. Desta forma, é objeto de estudo de cada ciência determinar  qual ou quais métodos específicos devem ser utilizados pelo pesquisador.  O  objeto  de estudo  pode  ser  subdividido  em: material,  aquilo  que  se  pretende estudar,  analisar, interpretar ou verificar, e formal, o enfoque dado às diversas ciências que contemplam o  mesmo objeto material.  Os  principais  métodos  que  estudaremos  são:  métodos  científicos,  método  indutivo,  método  dedutivo,  método  hipotético  dedutivo  (segundo  Bunge),  método  dialético,  método  especifico das ciências sociais.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Método Científico 
É  a  teoria  da  investigação  que  alcança  os  objetos  de  forma  científica.  Esse  método  é  composto  das  seguintes  etapas:  “descobrimentos  do  problema,  colocação  precisa  do  problema,  procura  de  conhecimentos  ou  instrumentos  relevantes  ao  problema,  tentativa  de  solução  do  problema com auxílio dos meios identificados, produção de novos dados empíricos, obtenção de  uma  solução,  investigação  das  conseqüências  da  solução  obtida,  comprovação  da  solução  e  correção  das  hipóteses,  teorias,  procedimentos  ou  dados  empregados  na  obtenção  da  solução  correta”. (Bunge,1980, p.25) 

Método Indutivo 
“Indução  é  um  processo  mental  por  intermédio  do  qual,  partindo  de  dados  particulares,  suficientemente  constatados,  infere­se  uma  verdade  geral  ou  universal,  não  contida  nas  partes  examinadas”. (Lakatos, 2005, p.86)  Três elementos são fundamentais para a indução, são eles: a observação dos fenômenos  (observação  e  análise  dos  fatos  para  descobrir  as  possíveis  causas  ou  manifestações),  a  descoberta  da  relação  entre  os  fatos  (realizada  por  meio  de  comparações  aproximações  entre  fenômenos) e a generalização da  relação  encontrada  entre  os fatos  ou fenômenos  (inclusive  os  não­observáveis, desde que sejam idênticos).  “O  problema  da  indução  científica  é  apenas  um  caso  particular  do  problema  geral  do  conhecimento  abstrato,  pois  a  lei  científica  não  é  mais  do  que  um  fato  geral  abstraído  da  experiência sensível”. (Jolivet, 1979, p. 89)  A indução pode ser apresentada de duas formas: completa ou formal, induzida de todos  os casos, cada um de seus elementos é comprovado pela experiência; e a forma incompleta ou  científica,  que  não  se  origina  de  elementos  enumerados ou provados pela experiência,  mas de  alguns  casos  observados, circunstâncias  diferentes,  sob  vários  pontos  de  vista e  até  mesmo  de  uma  única  observação  de  uma  mesma  categoria;  esta  espécie  de  indução  não  leva  a  novos  conceitos, apenas a coleções de coisas já conhecidas, sem influência no progresso da ciência.  A  força  indutiva  dos  elementos,  por  enumeração,  obedece  aos  seguintes  princípios:  “quanto  maior  a  amostra  maior  a  força  indutiva  dos  argumentos;  quanto  mais  representativa  a  amostra, maior a força indutiva do argumento”. (Souza et. al., 1976, p.64)

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Sendo  assim,  a  amostra  é  muito  importante  para  a  força  indutiva  do  argumento.  Como  exemplo de interferências, podemos citar as amostras compostas de dados insuficientes para  sustentar uma generalização e as amostras tendenciosas que ocorrem quando a generalização  é realizada sem ser representativa da população.  Segundo Cervo e Bervian (2002, p. 32), o argumento indutivo baseia­se na “generalização  de propriedades comuns a certo número de casos, até agora observados, a todas as ocorrências  de  fatos  similares  que  se  verificam  no  futuro.  O  grau  de  confirmação  dos  enunciados  trazidos  depende das evidências ocorrentes”. Parte das verdades particulares para as verdades gerais. 
Exemplo 1:  “Terra, Marte, Vênus, Saturno, Netuno são todos planetas.  Ora, Terra, Marte, Vênus, Saturno, Netuno, etc, não brilham com luz própria.  Logo, todos os planetas não brilham com luz própria”. (Cervo e Bervian, 2002, p. 32) 

No método indutivo não há inferência, apenas uma simples substituição de uma coleção de  termos particulares por um termo equivalente. 
Exemplo 2:  “Os corpos A, B, C, D atraem o ferro.  Ora, os corpos A, B, C, D são todos imãs.  Logo, os imãs atraem o ferro”. (Cervo e Bervian, 2002, p. 33)

Método Dedutivo 
O  método  dedutivo  apresenta  três  tipos  de  argumentos,  são  eles:  dedutivos,  indutivos  e  condicionais.  “Os argumentos dedutivos ou estão corretos ou incorretos, ou as premissas sustentam de  modo  completo  a  conclusão  ou,  quando  a  forma  é  logicamente  incorreta,  não  a  sustentam  de  forma alguma, portanto, não há graduações intermediárias. Resumindo, os argumentos indutivos  aumentam o conteúdo das premissas com o sacrifício da precisão, ao passo que os argumentos  dedutivos sacrificam a ampliação do conteúdo para atingir a “certeza”. (Lakatos, 2005, p. 92) 

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Quadro 1 – Características básicas dos argumentos dedutivos e indutivos  Argumentos Dedutivos  Argumentos Indutivos 

Se todas as premissas são verdadeiras,  Se todas as premissas são verdadeiras, a  a conclusão é provavelmente verdadeira,  conclusão deve ser verdadeira.  mas não necessariamente verdadeira.  Toda a informação ou conteúdo fatual da  conclusão já estava, pelo menos  implicitamente, nas premissas. 
Fonte: (Salmon, 1978, pp.30­31) 

A conclusão encerra informação que não  estava, nem implicitamente, nas  premissas. 

O método dedutivo garante que se os axiomas e postulados forem verdadeiros, então os  teoremas deverão ser verdadeiros.  Para Cervo e Bervian (2002, pp.35­36):  “Duas  regras  gerais  são  apontadas  quanto  à  validade  das  conclusões  do  processo  dedutivo:  1) Da verdade do antecedente segue­se a verdade do conseqüente.  Todos os animais respiram.  Ora, o mosquito é animal.  Logo, o mosquito respira.  2)  Da  falsidade  do  antecedente  pode  seguir­se  a  falsidade  ou  a  veracidade  do  conseqüente.  Todos os animais são quadrúpedes.  Ora, o cisne é animal.  Logo, o cisne é quadrúpede (conseqüente falso).  Ou então:  Toda árvore é racional.  Ora, Gilberto é arvore.  Logo, Gilberto é racional (conseqüente verdadeiro).  O raciocínio dedutivo pode ser expresso pelo silogismo, que poderá ter forma:  1) Categórica.  Todas as crianças têm pais.

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Ora, Gilberto é criança.  Logo, Gilberto tem pais.  2) Hipotética.  Se Henrique estudar, passará nos exames.  Ora, Henrique estuda.  Logo, passará nos exames.  No  raciocínio  dedutivo,  a  conclusão  ou  conseqüente  está  contido  nas  premissas  ou  antecedente, como a parte no todo”. (Cervo e Bervian, 2002, pp.35­36) 

Exercícios 
1.  As  premissas  do  método  científico  sustentam  o  modo  completo  da  conclusão.  Pode­se  dizer  que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  2.  Uma  das  características  do  argumento  dedutivo  é:  se  todas  as premissas  são  verdadeiras, a  conclusão só pode ser verdadeira. Pode­se dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  3.  Esta  característica  não  é  dedutiva  quando  analisamos  um  argumento:  toda  informação  ou  conteúdo  fatual  da  conclusão  já  estava,  pelo  menos  implicitamente,  nas  premissas.  Pode­se  dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta.  4.  No  método  indutivo,  se  as  premissas  são  verdadeiras,  podemos  afirmar  que  a  conclusão  logicamente é verdadeira. Pode­se dizer que essa idéia está:  a) Correta.  b) Incorreta. 

Respostas dos Exercícios 
1. As premissas do método científico sustentam o modo completo da conclusão. Pode­se dizer que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A  2.  Uma  das  características  do  argumento  dedutivo  é:  se  todas  as  premissas  são  verdadeiras,  a  conclusão  só  pode  ser  verdadeira.  Pode­se dizer que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

3. Esta característica não  é  dedutiva  quando  analisamos um  argumento: toda informação  ou conteúdo fatual da conclusão já  estava,  pelo menos implicitamente, nas premissas. Pode­se dizer que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: A  4. No  método indutivo, se  as  premissas são  verdadeiras,  podemos  afirmar que  a conclusão logicamente  é  verdadeira. Pode­se  dizer  que essa idéia está:  RESPOSTA CORRETA: B  Porque  as  conclusões  no  método  indutivo  possuem  um  conteúdo  mais  amplo  do  que  as  premissas  nas  quais  foram  baseadas.  Assim, quando as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira.

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Nesta aula, “Métodos Científicos”, abordaremos os métodos científicos Hipotético–  Dedutivo, Método Dialético e alguns métodos específicos das Ciências Sociais, freqüentemente  utilizados em pesquisas acadêmicas com a finalidade de que o aluno possa escolher, de acordo  com objeto de seu estudo, o método que mais se adequar ao seu trabalho.  Ao término desta aula, o aluno deverá ser capaz de diferenciar um método do outro bem  como identificar as possibilidades de uso. 

AULA 04 • MÉTODOS CIENTÍFICOS – PARTE II 

Método Hipotético ­ Dedutivo 
Karl  R.  Popper,  conhecido  como  introdutor  do  critério    da  falseabilidade  que  diferencia  critérios científicos dos não­científicos. Seu método consiste na reputação das idéias ou não. Em  suma, admite­se uma hipótese, elabora­se uma proposta de teste, sob um critério rigoroso para a  eliminação do erro e, após os testes de falseamento (tentativas de refutação), sendo aprovada a  hipótese, a mesma vale para o momento e, sendo falseado o processo, renova­se em si mesmo  dando origem a novos problemas. 
Popper  discute  ainda  o  problema  da  indução.  Enquanto  a  indução  tenta  confirmar  e  verificar a hipótese, esta tentativa procura todas as evidências para torná­la falsa. “Para  ele,  em  vez  de  esperarmos,  passivamente,  que  as  repetições  impressionem  ou  imponham  regularidades  sobre  nós,  procuramos,  ao  contrário,  ativamente  impor  regularidades sobre o mundo”. [Máttar Neto, 2003, p.73]

Método Dialético 
É um método que descreve o movimento da realidade e do próprio pensamento por meio  de  uma  forma  dialética  tese  /  antítese  /  síntese.  Defende  a  necessidade  do  trabalho  com  a  negação  e  com  a  contradição:  por  meio  da  confrontação  entre  as  idéias.  É  possível  gerar  uma  síntese que, por sua vez, deveria ser submetida a uma nova contradição e assim por diante. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

São  leis  da  dialética:  ação  recíproca,  “tudo  se  relaciona”;  mudança  dialética,  “tudo  se  transforma”; mudança qualitativa e a interpenetração dos contrários.

Métodos Específicos das Ciências Sociais 
• Método Histórico 
Podemos dizer que o método histórico preenche os vazios dos fatos e acontecimentos.  O  método  histórico,  como  o  próprio  nome  diz,  consiste  em  investigar  acontecimentos,  processos  e  instituições  do  passado  para  verificar  a  sua  influência  na  sociedade  de  hoje,  processos estes, desde o período de sua formação e suas modificações. 

• Método Comparativo 
Consiste  no  método  que  realiza  comparações  visando  verificar  similaridades  e  explicar  possíveis  divergências  entre  os  resultados  obtidos,  sejam  estes  dados  de  grupos  em  qualquer  tempo,  seja  no  presente  ou  passado.  Por  constituir  uma  experimentação  indireta,  é  usado  em  estudos  de  grandes  dimensões,  tais  como:  desenvolvimento  de  uma  sociedade,  eleições,  em  estudos quantitativos e qualitativos. Pode ser usado em qualquer etapa de uma investigação. 

• Método Monográfico 
É o método que busca fazer generalizações, já que parte do princípio de que em qualquer  objeto de um estudo aprofundado, é também representativo de outros casos semelhantes. Busca  partir um pequeno grupo, como o estudo de uma família, e ir tomando dimensões maiores, seja a  comunidade  ou  grupos  maiores,  como  cidades,  estados,  países.  Sua  vantagem  é  que,  ao  se  iniciar em um grupo menor, preservam­se as características principais do próprio grupo. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

• Método Estatístico 
O método estatístico significa redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos,  etc,  a  termos  quantitativos.  Seu  papel  é  fornecer  uma  descrição  quantitativa  da  sociedade,  considerada como um todo organizado. 

• Método Tipológico 
Ao  comparar  fenômenos  sociais  complexos,  o  pesquisador  cria  tipos  ou  modelos  ideais,  construídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenômeno. A característica principal do  tipo ideal é não existir na realidade, mas servir de modelo para a análise e compreensão de casos  concretos,  realmente  existentes.  Segundo  Max  Weber,  o  tipo  ideal  diferencia­se  do  conceito,  porque  não  se  contenta  com  selecionar  a  realidade,  mas  também  a  enriquece.  O  papel  do  cientista consiste em ampliar certas qualidades e fazer ressaltar certos aspectos do fenômeno que  se pretende analisar. 

• Método Funcionalista 
O método funcionalista, mais do que investigação, é um método de interpretação, em que  se considera a sociedade como um sistema organizado formado por partes, cada uma com suas  características desempenhando suas funções.  Por  um  lado,  considera  a  sociedade  como  uma  complexa  estrutura  de  grupos  reunidos  entre  ações  e  reações  sociais,  por  outro,  um  sistema  de  instituições  agindo  e  reagindo  umas  sobre  as  outras.  Podemos  considerar  que  sociedade  é  um  todo  em  funcionamento  em  que  as  partes têm suas funções a serem desempenhadas.  Para Merton, para o bom funcionamento da sociedade, as funções são divididas em duas  “funções manifestas e funções latentes”.  As  funções  manifestas  são funções  esperadas,  como,  por  exemplo, uma  das  atribuições  da família é de satisfazer as necessidades econômicas de seus membros.  As funções latentes são as conseqüências não pretendidas das funções manifestas, como  exemplo,  a  democracia  diz  que  todos  devem  ter  as  mesmas  oportunidades  e  que  todos  são  iguais,  mas,  na  realidade,  isso  não  acontece,  já  que  dentro  do  próprio  sistema  educacional  existem desigualdades entre os indivíduos em que a oportunidade de cursar um ensino superior  depende da classe social.
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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

• Método Estruturalista 
Parte da investigação de um fenômeno concreto, eleva­se a seguir ao nível abstrato, por  intermédio da constituição de um modelo que represente o objeto de estudo, retornando, por fim,  ao  concreto,  dessa  vez  como  uma  realidade  estruturada  e  relacionada  com  a  experiência  do  sujeito social.  O  método  estruturalista  caminha  do  concreto  para  o  abstrato  e  vice­versa,  dispondo,  na  segunda  etapa,  de  um  modelo  para  analisar  a  realidade  concreta  dos  diversos  fenômenos.  A  diferença  primordial  entre  os  métodos  tipológico  e  estruturalista  é  que  o  “tipo  ideal”  do  primeiro  inexiste na realidade, representação concebível da realidade. 

• Métodos e Quadro de Referências 
Os métodos de procedimento muitas vezes são utilizados em conjunto, com a finalidade de  obter vários enfoques do objeto de estudo.  Quadro de  referência é  a totalidade  que abrange  dada  teoria  e a  metodologia específica  dessa  teoria.  Teoria  é  considerada  toda  generalização  relativa  a  fenômenos  físicos  ou  sociais,  estabelecida  com  o  rigor  científico  necessário  para  que  possa  servir  de  base  segura  à  interpretação  da  realidade; a  metodologia engloba  métodos  de  abordagem  e de  procedimento  e  técnicas. 

Exercícios 
1.  A  afirmação  “a  tentativa  consiste  em  eliminação  de  erros,  tornando  falsas  as  conseqüências  deduzidas ou derivadas da hipótese. Quanto mais falseável for uma conjectura, mais científica  será e mais falseável será, quanto mais detalhes houver”: trata­se do método dedutivo.  a) Correto.  b) Incorreto.  2.  O  método  que  reduz  os  fenômenos  sociológicos,  políticos,  econômicos,  etc,  a  termos  quantitativos,  e  que  fornece  uma  descrição  quantitativa  da  sociedade,  considerada  como  um  todo organizado, é o Método Estatístico.  a) Correto.  b) Incorreto.  3.  O  método  que  consiste  em  realizar  comparações  visando  verificar  similaridades  e  explicar  possíveis divergências entre os resultados obtidos, sejam estes dados de grupos em qualquer  tempo, seja no presente ou passado, é denominado Método Funcionalista.
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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

a) Correto.  b) Incorreto.  4. O Método Funcionalista, mais do que investigação, é um método de interpretação, em que se  considera a sociedade como um sistema organizado formado por partes, cada uma com suas  características desempenhando suas funções.  a) Correto.  b) Incorreto. 

Respostas dos Exercícios 
1. A  afirmação  “a tentativa consiste  em  eliminação  de  erros, tornando falsas  as conseqüências  deduzidas  ou  derivadas  da  hipótese.  Quanto  mais  falseável  for  uma  conjectura,  mais  científica  será  e  mais  falseável  será,  quanto  mais  detalhes  houver”:  trata­se  do  método dedutivo.  RESPOSTA CORRETA: B  Corresponde ao Método Hipotético­Dedutivo.  2.  O  método  que  reduz  os  fenômenos  sociológicos,  políticos,  econômicos,  etc,  a  termos  quantitativos,  e  que  fornece  uma  descrição  quantitativa da sociedade, considerada como um todo organizado, é o Método Estatístico.  RESPOSTA CORRETA: A  3. O método que consiste em realizar comparações visando verificar similaridades e explicar possíveis divergências entre os resultados  obtidos, sejam estes dados de grupos em qualquer tempo, seja no presente ou passado, é denominado Método Funcionalista.  RESPOSTA CORRETA: B  O método em questão é o método comparativo.  4.  O  Método  Funcionalista,  mais  do  que  investigação,  é  um  método  de  interpretação,  em  que  se  considera  a  sociedade  como  um  sistema organizado formado por partes, cada uma com suas características desempenhando suas funções.  RESPOSTA CORRETA: A

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA  

Esta é a principal aula desta disciplina, porque, segundo o nosso programa, ao término dos  conteúdos, todos os alunos deverão entregar um projeto de pesquisa, preferencialmente aquele  que se transformará na sua monografia (exigência parcial do curso).  Serão tratados aqui os elementos que compõem um projeto de pesquisa e como elaborá­  lo. Bom trabalho a todos! 

AULA 05 • PROJETO DE PESQUISA 
O projeto de pesquisa é uma das etapas componentes da elaboração e apresentação da  pesquisa. Todo  projeto  de  pesquisa  requer  estudos  preliminares  sobre  escolha  do  tema,  grau  de  interesse do pesquisador,  a possibilidade de execução  do  trabalho quanto  ao  tempo  disponível,  limites das capacidades do pesquisador em relação ao assunto, facilidades de acesso aos dados  necessários à pesquisa, etc. 

Elementos componentes do Projeto de Pesquisa 
2.1   Título  2.2   Tema  2.3   Justificativa /Problematização  2.4   Objetivos  2.5   Público­alvo  2.6   Hipótese  2.7   Metodologia  2.8   Contribuições  2.9   Referências Bibliográficas  2.10 Cronograma

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Os  demais  elementos,  como  recursos,  anexos  e  glossário  podem  ser  acrescentados  dependendo da necessidade do autor. 

2.1 Título 
É mediante ao título que se indica o assunto do trabalho. O título “é a nomeação do tema  da pesquisa”. Severino (2000, p.160)  Exemplo:  Título: “Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça”. 

2.2 Tema 
O tema é o assunto geral da pesquisa. Geralmente é escolhido por sua significação, sua  novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais.  Exemplo:  Tema: “A mulher e a sociedade”. 

2.3 Justificativa /Problematização 
Esta  etapa  pode­se  iniciar  com  uma  apresentação  em  que  se  coloca  a  gênese  do  problema,  ou  melhor,  como  o  autor  chegou  até  o  mesmo,  quais  os  motivos  relevantes  que  levaram ao assunto e trabalhos que já versaram sobre este problema.  O problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O autor, no caso,  criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. Não há regras para se criar  um  problema,  mas  alguns  autores  sugerem  que  ele  seja  expresso  em  forma  de  pergunta.  Particularmente, prefiro que o problema seja descrito como uma interrogação.  Desta  forma,  é  enunciado  o  problema  pelo  autor  e,  depois  de  esclarecido  o  tema,  e  delimitado o problema, deve­se apresentar a justificativa.  A Justificativa, num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento  de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador  e a hipótese levantada são de suma importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos, de  ser ou não comprovada.
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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Deve­se  tomar  o  cuidado,  na  elaboração  da  justificativa,  de  não  se  tentar  justificar  a  hipótese  levantada,  ou  seja,  tentar  responder  ou  concluir  o  que  vai  ser  buscado  no  trabalho  de  pesquisa.  A  Justificativa  exalta  a  importância  do  tema  a  ser  estudado,  ou  justifica  a  grande  necessidade de se realizar tal pesquisa.  Exemplo: Problema: “A mulher é tratada com submissão pela sociedade?” 

2.4 Objetivos 
A definição dos objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do  trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim.  Alguns autores separam os objetivos em objetivos gerais e objetivos específicos, mas não  há regra a ser cumprida quanto a essas categorias.  Para  se  definir  os  objetivos,  é  preciso  esclarecer  tal  coisa;  definir  tal  assunto;  procurar  aquilo; permitir aquilo outro, demonstrar alguma coisa, etc, ou seja, responder as questões: para  quê? Para quem?  O enunciado de um objetivo inicia­se com o verbo no infinitivo. 

2.5 Público­alvo 
É o público a quem se destina a pesquisa. 

2.6 Hipótese 
Hipótese  é  sinônimo  de  suposição.  Neste  sentido,  a  hipótese  é  uma  das  afirmações  categóricas, que tenta responder ao problema levantado no tema escolhido para pesquisa. É uma  pré­solução para o problema levantado. O trabalho de pesquisa, então, poderá confirmar ou negar  a hipótese levantada.  Exemplo: (em relação ao problema definido acima)  Hipótese:  A  sociedade patriarcal,  representada pela força  masculina,  exclui  as  mulheres  dos processos decisórios.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

2.7 Metodologia 
A  Metodologia  é  a  explicação  minuciosa,  detalhada,  rigorosa  e  exata  de  toda  ação  desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.  É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista, etc),  do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação  e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.  “A especificação da metodologia da pesquisa é a que abrange maior número de itens, pois  responde,  a  um  só  tempo,  às  questões:  como?,  com  quê?,  onde?,  quanto?  Corresponde  aos  seguintes  componentes:  método  de  abordagem,  métodos  de  procedimento,  técnicas  de  observação, delimitação do universo (descrição da população) e tipo de amostragem”. Lakatos &  Marconi (2005, pp. 223­226) 

2.8 Contribuições 
Na escolha do tema, devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não  interessará a ninguém. Se o trabalho merece ser feito, então ele deverá ter uma importância para  pessoas,  ou  grupos  de  pessoas,  ou  para  a  sociedade  em  geral,  essa  relevância  é  o  que  denominamos contribuição. 

2.9 Referências Bibliográficas 
É a relação de todas as obras ou documentos sobre os assuntos que foram utilizados na  elaboração da pesquisa.  As  referências  bibliográficas  devem  ser  apresentadas  em  ordem  alfabética,  como  já  dissemos anteriormente. 

2.10 Cronograma 
O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo  com  as  atividades  a  serem  cumpridas.  As  atividades  e  os  períodos  serão definidos  a  partir  das  características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Os  períodos  podem  estar  divididos  em  dias,  semanas,  quinzenas,  meses,  bimestres,  trimestres,  etc.  Estes  serão  determinados  a  partir  dos  critérios  de  tempo  adotados  por  cada  pesquisador.  Toda  pesquisa  deve  ser  dividida  em  partes  e  o  cronograma  vai  dividir  cada  parte  da  pesquisa no seu tempo, ou seja, o cronograma responde a pergunta “quando”.  Exemplo: 

1  2  3  4  5  6  7 

ATIVIDADES / PERÍODOS  Levantamento de literatura  Montagem do Projeto  Coleta de dados  Tratamento dos dados  Elaboração do Relatório Final  Revisão do texto  Entrega do trabalho 

1  X 

2  X 

9  10 

X  X 

X  X 

X  X 

X  X 

X  X  X 

Sumário 
“Segundo  a  norma  NBR  6027,  da  ABNT,  designa  a  enumeração  das  principais  divisões,  seções e  outras  partes  de um  documento,  na  mesma ordem  em que a  matéria  nele  se  sucede.  Não  se deve  confundir  sumário  com  índice, nem  com  lista, pois são  coisas distintas.  O sumário  abrange todas as partes do trabalho, como listas de abreviaturas e ilustrações, tabelas, índices,  etc. Seu lugar é logo após a página de rosto”. Cervo (2002, p.127) 
Exemplo de sumário  Título: “Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça”  1. Introdução  2. Histórico do papel da mulher na sociedade  3. O poder da religião  3.1 O mito de Lilith/Eva  3.2 O mito da Virgem Maria  4. O processo de educação  5. O papel da mulher na família  5.1 A questão da maternidade

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

5.2 Direitos e deveres  5.3 A moral da família  5.4 Casamento: um bom negócio  5.5 A violência  6. Um capítulo masculino  7. Considerações finais 

Acrescentar à lista de quadros, tabelas e figuras se houver.  Observação: O documento final do Projeto de Pesquisa deve conter:  • Capa ou Falsa Folha de Rosto (obrigatório);  • Folha de Rosto (obrigatório);  • Sumário (obrigatório);  • Texto do projeto (baseado nas características enunciadas acima) (obrigatório);  • Referências (obrigatório);  • Capa (se quiser).  http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm José Luiz de Paiva Bello, Rio de Janeiro –  2004, acesso em 29/02/2008. 
Observação:  Esta aula não contém exercícios, mas proponho que você, aluno, elabore o seu próprio  Projeto de Pesquisa.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA  

Esta aula desenvolve a importância dos padrões metodológicos na elaboração de uma  monografia.  Os padrões referidos são: a definição de metodologia, quais os elementos pré­textuais e  textuais, como fazer citações, a formatação do trabalho, as referências bibliográficas e as  exigências de uma monografia. 

AULA 06 • PADRÕES METODOLÓGICOS NA ELABORAÇÃO DE  UMA MONOGRAFIA 

A Importância do Padrão Metodológico 
Para iniciarmos o assunto acima, faremos alguns questionamentos cujas respostas foram  extraídas  de:  BARROS,  Aidil  Jesus  Paes  de;  LEHFELD,  Neide  Aparecida  de  Souza.  “A  metodologia  e  universidade”  In:  ___.  Fundamentos  de  metodologia:  um  guia  para  a  iniciação 

científica. São Paulo: Mc Graw­Hill, 1986, pp. 1­14. 

Metodologia 
1) O que é Metodologia?  Partindo  da  definição  etimológica  do  termo,  temos  que  a  palavra  Metodologia  vem  do  grego “meta” = ao largo; “odos” = caminho; “logos” = discurso, estudo.  A  Metodologia  é  entendida  como  uma  disciplina  que  consiste  em  estudar  e  avaliar  os  vários  métodos  disponíveis,  identificando  as  limitações  de  suas utilizações.  A  Metodologia,  num  nível aplicado, examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de  novos  métodos  que  conduzem  à  captação  e  processamento  de  informações  com  vistas  à  resolução  de  problemas  de  investigação.  Daí  então  surge  a  questão:  qual  a  diferença  entre  Metodologia e Método?  A Metodologia seria a aplicação do método através de técnicas. Constitui o procedimento  que deve seguir todo conhecimento científico para comprovar sua verdade e ensiná­la.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

O método é o caminho ordenado e sistemático, a orientação básica para se chegar a um  fim, e técnica é a forma de aplicação do método. Representa a maneira de atingir um propósito  bem  definido.  Têm­se  então  o  método  como  estratégia  e  as  técnicas  como  táticas  necessárias  para se operacionalizar a estratégia.  Assim, o método seria o que fazer, e a técnica o como fazer, isto é, a maneira mais hábil,  mais perfeita de fazer uma atividade.  2) Qual a relação existente entre Ciência e Metodologia Científica?  A Metodologia, no quadro geral da ciência, é uma ‘Metaciência’, isto é, um estudo que tem  por objeto a própria Ciência e as técnicas específicas de cada Ciência. A Metodologia não procura  soluções, mas escolhe as maneiras de encontrá­las, integrando os conhecimentos a respeito dos  métodos em vigor nas diferentes disciplinas científicas ou filosóficas.  Com relação à importância da Metodologia Científica, esta é baseada na apresentação e  exame de diretrizes aptas a instrumentar o universitário no que tange a estudar e aprender. Para  nós, mais vale o conhecimento e manejo desta instrumentação para o trabalho científico do que o  conhecimento  de  uma  série  de  problemas  ou  o  aumento  de  informações  acumuladas  sistematicamente.  Estamos,  pois,  voltados  para  assessorar  e  colaborar  com  o  crescimento  intelectual do aluno para a formação de um compromisso científico frente à realidade empírica.  3) Qual a importância da Metodologia Científica para o pós­graduando?  A Metodologia auxilia e, portanto, orienta não só o universitário como o pós­ graduando no  processo  de  investigação  para  tomar  decisões  oportunas  na  busca  do  saber  e  na  formação  do  estado  de  espírito  crítico  e  hábitos  correspondentes  necessários  ao  processo  de  investigação  científica.  O  uso  de  processos  metodológicos  permitirá  ao  estudante  o  desenvolvimento  de  seu  raciocínio lógico e de sua criatividade.  Assim,  a  disciplina  de  Metodologia  Científica  se  propõe  a  desenvolver  a  capacidade  de  observar, selecionar e organizar cientificamente os fatos da realidade.  Portanto,  o  objetivo  desta  disciplina  no  curso  é  de  capacitar  o  estudante,  através  de  reflexões, práticas e reflexões sobre estas mesmas práticas, a uma análise do conhecimento e do  seu processo de produção.  É  através  da  Metodologia  Científica  que  criaremos  estímulos  para  o desenvolvimento  do  espírito  crítico  e  observador  do  aluno  para  que  ele  possa  ver  a  realidade  com  toda  sua  nudez,  analisando­a e refletindo­a à luz de concepções filosóficas e teóricas.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Assim,  através  do  estudo  da  Metodologia  Científica  vão  sendo  apresentadas  diretrizes  para a formação paulatina de hábitos de estudos científicos, já que a pesquisa e a reflexão devem  constituir­se em objetivos principais da vida universitária.  4) Quais as contribuições da Metodologia Científica?  Metodologia Científica não é um amontoado de técnicas, embora elas devam existir, mas  sim  um  conhecimento  que  deve  estar  sempre  em  relacionamento  e  a  serviço  de  uma  proposta  nova de Universidade e conhecimento.  A Metodologia Científica estrutura­se para contribuir para que a Universidade desenvolva  as funções que lhe são impostas frente às necessidades culturais e econômicas emergentes.  Assim,  a  Metodologia  Científica  vem  para auxiliar  na formação  profissional do  estudante.  Pretende­se  alcançar  uma  formação  profissional  competente  bem  como  uma  formação  sócio­  política que conduzirão o aluno a ler crítica e analiticamente o seu cotidiano.  A  formação  profissional  competente  está  diretamente  relacionada  ao  crédito  dado  ao  estudo  e  à  elaboração  de  um  projeto  de  estudo.  Isto  é,  deve  estar  implícita  a  preocupação  em  aprender as funções advindas de sua carreia profissional.  Considerando­se a Universidade como centro do saber, como uma instituição preocupada  com a qualificação do ensino, com o rigor da aprendizagem e com o progresso da ciência, ela terá  na Metodologia um valioso ajudante quanto ao desenvolvimento de capacidades e habilidades do  universitário.  Vem,  portanto,  fornecer  os  pressupostos  do  trabalho  científico,  ou  seja,  normas  técnicas  e  métodos  reconhecidos  pelo  uso  entre  cientistas,  referentes  ao  planejamento  da  investigação  científica,  à  estrutura  e  à  aplicação,  apresentação  e  comunicação  dos  seus  resultados. 
“Aprendendo a pensar, a pesquisar e formando o seu espírito científico, o universitário  estará obtendo conhecimentos novos e, ao mesmo tempo, construindo­se como ativo e  participante da História”.

Elementos pré­textuais e elementos textuais 
Em  uma  monografia,  encontramos  dois  tipos  de  elementos:  os  que  antecedem  o  texto,  denominamos de elementos pré­textuais, e o próprio texto denominamos de textuais. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Como elementos pré­textuais, podemos citar: a identificação do autor do trabalho, o tema e  a instituição de ensino. Esses elementos despertam o interesse do leitor em conhecer o trabalho. 

Elementos pré­textuais 
Em  uma  monografia,  encontramos  dois  tipos  de  elementos:  os  que  antecedem  o  texto,  denominamos de elementos pré­textuais, e o próprio texto denominamos de elementos textuais.  Capa  ­  Capa  é  a  cobertura  de  papel  ou  de  outro  material,  flexível  (brochura)  ou  rígida  (capa dura ou cartonada), que reúne e protege as folhas que constituem o trabalho. Contém os  seguintes  elementos:  o  nome  do  autor  na  ordem  normal,  com  letras  maiúsculas  (no  alto  da  página); o título completo do trabalho (no centro da página); nome da instituição, a cidade e o  ano (embaixo).  Folha  de  Rosto  –  Também  chamada  de  página  de  rosto,  apresenta  os  seguintes  elementos: o  nome  completo do  autor  (no alto);  se  o  trabalho foi  escrito por  mais de  um autor,  relacionar os nomes  em ordem  alfabética;  o  título  completo do  trabalho  (no centro  da  página);  indicação  da  natureza  do  trabalho,  seu  objetivo  acadêmico,  a  instituição  a  que  se  destina  e  o  nome  do professor  orientador do  trabalho  (abaixo  do  título  e  à  direita);  nome da  instituição  de  ensino, cidade e ano da realização do trabalho (embaixo).  Sumário  ­  Enumeração  das  principais  divisões  (capítulo,  seções,  artigos,  etc)  de  um  documento, na mesma ordem em que a matéria nele se sucede; visa facilitar a visão do conjunto  da obra e a localização de suas partes, e indicar, para cada parte, a página inicial correspondente.  Devem estar relacionados no sumário:  Os títulos dos elementos textuais que compõem o trabalho: introdução, capítulos, tópicos e  subtópicos.  Os  capítulos,  tópicos  e  subtópicos  são  relacionados  com  o  indicativo  numérico  e  alinhados à esquerda. Uma linha pontilhada, não negritada, liga os títulos aos números da página  inicial, cujo alinhamento é à direita. 

Elementos textuais 
Esta é a parte em que o trabalho é apresentado e desenvolvido. Os elementos textuais são  compostos por: introdução, desenvolvimento e conclusão.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Título  ­  *  Os  textos  abaixo  foram  extraídos  e  adaptados  de:  JARDILINO,  José  Rubens;  ROSSI,  Gisele;  SANTOS,  Gerson  T.  Orientações  Metodológicas  para  Elaboração  de  Trabalhos 

Acadêmicos. São Paulo: Gion, 2000. 
“Reporta­se  diretamente  ao  objeto  de  pesquisa  e  procura  dar  indicações  do  tema  pesquisado,  do  problema  a  ser  resolvido.  Ou  seja,  dirige  a  atenção  do  leitor  para  o  foco  da  pesquisa e dá pistas para a interpretação da mensagem”. (p. 61)  O título é composto de uma parte geral (indica o teor do trabalho. É amplo e chamativo) e  de uma parte específica ou técnica (explica, especifica o tema ­ subtítulo).  Introdução  ­  “O  objetivo  da  introdução  é  apresentar  de  maneira  clara  o  tema  (...)  levantados pela pesquisa. (...) Não deve ser longa nem adiantar questões fundamentais a serem  tratadas  pelo  desenvolvimento.  (...)  Não  se  deve  aqui  fazer  longas  análises.  O  tom  é  de  colocações  breves  que  ajudem  o  leitor  a  se  dar  conta  daquilo  que  deverá  ser  discutido  no  desenvolvimento.  Neste  sentido,  cabe,  também,  na  introdução,  uma  breve  antecipação  do  que  cada capítulo tratará. Isto ajuda a se perceber a articulação do trabalho com um todo”. (pp. 61­62)  Desenvolvimento  ­  “O  desenvolvimento  é  o  núcleo  central  da  monografia.  (...)  Não  há  uma  regra  geral  de  como  cada  divisão  da  monografia  deve  ser  feita,  porém  a  articulação  das  partes que  compõem o desenvolvimento  deve  obedecer  alguns princípios  lógicos e psicológicos  salutares ao trabalho acadêmico: partir do conhecido para o desconhecido, do mais simples  para  o  mais  complexo,  do  que é consenso  geral  para  o  que é  polêmico,  dos  pontos  mais  evidentes para os mais obscuros. Isso auxilia o leitor a perceber com maior clareza o problema,  acompanhar melhor os passos da demonstração e aceitar como válida a conclusão em função da  coerência entre os enunciados e seus objetos na realidade e da coerência entre os vários níveis  lógicos da argumentação”. (p. 63)  Considerações  Finais ­  Se a  introdução é abertura do  trabalho,  as  considerações finais  são seu fecho. É a síntese dos argumentos mais importantes apresentados no desenvolvimento, é  a  apresentação  dos  resultados  e  a  retomada  das  contribuições  proporcionadas  pelo  estudo  do  tema.  As considerações finais são caracterizadas pela brevidade (em poucas linhas, recuperar a  idéia  central  e  os  resultados),  pela  concisão  (uso  de  expressões  precisas,  claras  e  objetivas)  e  pela  consistência  (os  argumentos  apresentados  demonstrarão  se  a  hipótese  do  trabalho  foi  confirmada ou negada).

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

A Importância da Citação 
A citação é a referência de uma idéia extraída da obra de outro autor.  A utilidade da citação é dar suporte, ratificar e fundamentar as idéias que o autor deseja  transmitir, aclarar ou questionar em relação ao tema em discussão.  Para citar a idéia de outro autor, no entanto, algumas regras devem ser seguidas para os  diferentes tipos de citações. São elas:  Citação  Direta  ­  Chamada  também  de  citação  textual  ou  citação  literal.  Consiste  na  transcrição integral de parte do texto de outro autor.  Não é recomendável o uso excessivo da citação direta, pois pode sinalizar insegurança por  parte do autor ao redigir e argumentar suas idéias.  Se a idéia citada for igual ou inferior a cinco linhas, deverá ser apresentada dentro do  seu próprio parágrafo, entre aspas, e, ao final da mesma, após o ponto e entre parênteses, vem a  indicação  bibliográfica  (SOBRENOME  DO  AUTOR,  ano  de  publicação  da  obra:  número  da  página).  Exemplo: 
No  início  da  televisão,  no  Brasil,  era  nítida  a  divisão  entre  ficção  e  realidade.  Os  telejornais apresentavam os fatos ocorridos como uma cópia fiel da realidade, enquanto  as  telenovelas  contavam  histórias  imaginadas  pela  mente  criativa  de  um  autor.  Hoje,  essa separação não é mais visível, há uma inversão entre realidade e ficção. “(...) a tese  é  a  de  que  a  telenovela  é  o  mundo  real  e  o  noticiário  de  televisão  (os  telejornais,  as  reportagens,  os  documentários),  esse  sim,  é  um  mundo  ficcional”.  (MARCONDES  FILHO, 1994: 39)

A  citação  superior  a  cinco  linhas  deverá  ser  apresentada  em  parágrafo  separado  do  texto  do  autor,  com  o  dobro  do  recuo  da  primeira  linha,  com  espaço  duplo  antes  e  depois  da  citação,  espaçamento  simples,  fonte  11,  sem  aspas  e,  ao  término  da  citação,  indicação  bibliográfica (SOBRENOME DO AUTOR, ano de publicação da obra: número da página). 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Exemplo: 
No  início  da  televisão,  no  Brasil,  era  nítida  a  divisão  entre  ficção  e  realidade.  Os  telejornais apresentavam os fatos ocorridos como uma cópia fiel da realidade, enquanto  as  telenovelas  contavam  histórias  imaginadas  pela  mente  criativa  de  um  autor.  Hoje,  essa separação não é mais visível, há uma inversão entre realidade e ficção.  Em  primeiro  lugar,  a  tese  é  a  de  que  a  telenovela  é  o  mundo  real  e  o  noticiário  de  televisão  (os  telejornais,  as  reportagens,  os  documentários),  esse  sim,  é  um  mundo  ficcional. E por que isso? As pessoas ligam a televisão e acompanham com assiduidade  quase  religiosa  os  capítulos das  novelas.  Assistem  regularmente  cada  episódio,  todas  as noites, com exceção dos domingos, mas sem cancelar feriados, Natal, Carnaval ou  qualquer outra data universal de guarda. A novela é tão cotidiana quanto a própria vida.  (MARCONDES FILHO, 1994: 39­40) 

Citação Indireta ­ É a síntese das idéias extraídas do texto de outro autor, ou seja, dar­se­  á  redação  própria  às  idéias  desenvolvidas  por  outro  autor.  Primeiro,  indique  a  fonte  à  qual  pertencem as idéias (SOBRENOME do autor), em seguida, entre parênteses, o ano de publicação  da obra. Na citação indireta, não se usam aspas.  Exemplos: 
Segundo  MARCONDES  FILHO  (1994),  atualmente,  já  não  existe  mais  divisão  entre  realidade e ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão.  Para  MARCONDES  FILHO  (1994),  atualmente,  já  não  existe  mais  divisão  entre  realidade e ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão.  MARCONDES  FILHO  (1994)  defende  a  inexistência  de  fronteira  entre  realidade  e  ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão.

Citação de Citação (Apud) ­ Se a idéia a ser citada for extraída da obra de um outro autor  e  não  do  autor  da  obra  original,  far­se­á  a  citação  de  citação,  também  chamada  de  citação  de  segunda mão.  A expressão latina apud significa: segundo fulano, referido por. Portanto, a citação é feita  em nome do autor da obra original, em seguida, vem a expressão apud e os dados do autor e da  obra consultada. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Exemplo: 
“Os  pensadores  liberais  defendem  a  idéia  de  que  a  globalização  econômica  e  a  liberdade  de  mercado  possibilitaram  que  todas  as  pessoas,  em  qualquer  parte  do  mundo,  tenham  um  padrão  de  consumo  igual  ao  das  pessoas  que  vivem  nos  países  industrializados.  “Essa  idéia  interessa  aos  ricos  dos  países  pobres,  pois  justifica  a  concentração da riqueza nas mãos de poucos, em nome do progresso tecnológico e do  desenvolvimento  econômico  que,  como  eles  querem  fazer  crer,  futuramente  irão  beneficiar toda a população”. (FURTADO apud OLIVEIRA, 2000: 208)

Numeração de Página 
A  numeração  de  páginas  será  em  algarismos  arábicos  quando  o  trabalho  apresentar  poucos  elementos  textuais.  Nesse  caso,  todas  as  folhas,  a  partir  da  folha  de  rosto,  devem  ser  contadas  seqüencialmente,  mas  não  numeradas.  A  numeração  é  colocada  a  partir  da  primeira  folha da parte textual (introdução), em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2  cm da borda superior. 

Espaçamento e Paragrafação 
• Tamanho do papel: A4 (210 x 297 mm)  • Tipo, Tamanho e Estilo da Fonte Usada no Texto  ­ Texto geral: times new roman ou arial tamanho 12 ­ estilo: normal  ­ Capítulo: times new roman ou arial tamanho 14 ­ estilo: negrito  ­ Tópico: times new roman ou arial tamanho 12 ­ estilo: negrito  ­ Subtópico: times new roman ou arial tamanho 12 ­ estilo: itálico  ­  Citação  em  parágrafo  distinto  (citação  direta):  times  new  roman  ou  arial  tamanho  11  ­  estilo: normal  • Configuração de Página  ­ Margem superior: 3,0 cm  ­ Margem inferior: 2,0 cm 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

­ Margem esquerda: 3,0 cm (justificado)  ­ Margem direita: 2,0 cm (justificado)  ­ Cabeçalho: 1,25 cm  ­ Rodapé: 1,25 cm  • Paragrafação e Espaçamento:  ­ Paragrafação direta com recuo da primeira linha de 1,25 cm  ­ Espaçamento antes: 6 pt  ­ Espaçamento depois: 0 pt  ­ Espaçamento do texto geral: 1,5 linha  ­ Espaçamento das citações e notas de rodapé: simples  ­ Espaçamento entre capítulo e texto: duplo  ­ Espaçamento entre tópico e texto: 1,5 linha  ­ Espaçamento entre subtópico e texto: 1,5 linha 

Como fazer a Referência Bibliográfica 
Referência bibliográfica é a relação ordenada, alfabeticamente, de todas as obras citadas  ao longo do trabalho. A apresentação das obras é feita em folha separada, logo após a conclusão  e segue as normas da ABNT para referências bibliográficas.  Os documentos lidos, porém não citados no trabalho, poderão ser apresentados em outra  lista, nomeada de Bibliografia Recomendada ou Obras Consultadas.  a)  Livros  ­  SOBRENOME,  Nome.  Título.  Edição.  Cidade  de  publicação:  Editora,  ano  de  publicação.  Exemplo: 
CHAUI, Marilena. O que é ideologia. 42. ed. São Paulo: Brasiliense, 1997.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Até três autores: indica­se o nome dos três autores.  Exemplo: 
JARDILINO,  J.  R.  L.;  ROSSI,  G.;  SANTOS,  G.  T.  Orientações  metodológicas  para 

elaboração de trabalhos acadêmicos. São Paulo: Gois Editora e Publicidade, 2000. 

Mais de três autores: indicar o nome do organizador ou do coordenador da obra.  Exemplo: 
DANTAS, Audálio (org.). Repórteres. São Paulo: Editora SENAC, 1998. 

Referência bibliográfica de parte da obra ou capítulo.  SOBRENOME, Nome do autor do capítulo. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome do  autor do livro. Título do livro. Edição. Cidade de publicação: Editora, ano de publicação.  Exemplo: 
MEIRELLES,  Domingos.  Acerto  de  Contas.  In:  DANTAS.  Audálio  (org.).  Repórteres.  São Paulo: Editora SENAC, 1998. 

b) Artigos de publicações periódicas ­ SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do 

periódico,  cidade  de  publicação:  Editor,  número  do  volume,  número  do  fascículo, 
páginas: inicial­final, mês e ano.  Exemplo: 
SILVA,  Dalmo  O.  Souza.  Ágora  ou  o  Zoológico  Humano?­  uma  contribuição  para  o  debate sobre os Reality Shows. Cenários da Comunicação, São Paulo: UNINOVE, v. 1,  n. 1, pp. 57­71, set. 2002.

c) Artigo de jornal ­ SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do Jornal, cidade, data.  Número ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas inicial­final. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Exemplo: 
CARDOSO, Raquel. Zeca, o pivô da guerra das cervejas. Diário de S. Paulo, São Paulo,  16 de março de 2004. Economia, p. B3. 

d)  Trabalhos  de  fontes  eletrônicas  ­  SOBRENOME,  Nome  /  EDITOR.  (Ano).  Título  do 

trabalho, Tipo de mídia. Produtor (opcional). Disponível: identificador (data de acesso). 
Exemplo: 
ARAÚJO,  J.G.F.  e  MOREIRA,  A.Z.M.  (1999). Mass Media: um enfoque  político­social.  (On­line).  INTERCOM.  Disponível:  http://www.intercom.org.br/papers/xxii­ 

ci/gt27/27z02.PDF , (14 de junho de 2004).

Veja  os  modelos  de  capa,  folha  de  rosto  e  sumário,  disponíveis  no  ambiente  de  estudo. 

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA  

Esta aula refere­se à entrega do trabalho final e sua apresentação em banca. Para atender  aos objetivos da aula, responderemos as duas perguntas a seguir. 

AULA  07  •  ENTREGA  DO  TRABALHO  FINAL  E  SUA  APRESENTAÇÃO EM BANCA 

Como entregar a monografia? 
Segue um exemplo de como deve ser entregue o trabalho final. 

Monografia 
Texto ilustrativo: “ Aspectos formais para elaboração da Monografia”  

I) Elementos Pré­textuais 
1) Tamanho da folha de papel: A4 (210mm x 297mm);  2) Fonte (tipo de letra): Arial , tamanho 12;  3) Capa da Monografia: (vide Anexo I);  4) Folha de Rosto: (vide Anexo II);  5)  Dedicatória  (opcional):  de  apresentação  livre.  É  a  folha  onde  o  autor  poderá  fazer  dedicatórias do seu trabalho a pessoas queridas (vide Anexo III);  6)  Agradecimentos  (opcional):  de  apresentação  livre.  Encabeçada  pela  palavra  “Agradecimentos”,  centralizada  no  papel,  incluem­se  os  agradecimentos  à  assistência  relevante na realização e preparação do trabalho (vide Anexo IV);  7)  Epígrafe  (opcional):  Frase  ou  provérbio  de  terceiros  que  tem  vinculação  com  o  tema/conteúdo da monografia (vide Anexo V);  8)  Resumo:  Breve  síntese  do(s)  objetivo(s),  do  trabalho  em  si  e  das  conclusões  da  pesquisa realizada. No máximo 30 linhas, com 70 toques cada uma (vide Anexo VI);
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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

9)  Sumário  (Índice):  Indicação  dos  capítulos  e  seções,  com  os  números  e  títulos  respectivos, seguidos, cada capítulo, da página em que se inicia (vide Anexo VII); 

II) Elementos Pós­textuais 
1)  Anexos  e/ou  Apêndices:  São  partes  extensivas  ao  texto,  com  a  finalidade  de  complementar  a  argumentação  principal,  e  destacados  do  próprio  texto  para  evitar  descontinuidade na seqüência lógica das seções ou capítulos.  Anexo:  É  um  documento  que  pode  ou  não  ser  do  autor  da  monografia,  e  que  serve  de  fundamentação,  comprovação  ou  ilustração  do  estudo  ou  de  suas  partes  (Ex:  leis,  decretos,  modelos de formulários, etc...).  Apêndice:  É  um  documento  de  uma  página  ou  mais,  elaborado  pelo  próprio  autor,  que  visa complementar a argumentação principal do estudo. (Ex: ilustrações, gráficos, tabelas, etc.)  Ex: Anexo I: Questionário  Anexo II: Plano amostral 

Bibliografia 
As referências bibliográficas são um conjunto de elementos que permitem a identificação,  no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais. As  regras a serem seguidas compreendem:  a)  A  relação  das  obras  deverá  ser  apresentada  em  ordem  alfabética,  pelo  último  sobrenome  do  autor  (em  letras  maiúsculas),  seguido  de  vírgula,  para  separá­lo  do(s)  prenome(s),  (só  com  a  primeira  letra  em  maiúscula).  Ao  final  do  nome  completo  do  autor, colocar ponto final;  b) O título principal da obra deverá ter apenas a primeira letra em letra maiúscula e deverá  ser destacado em itálico ou sublinhado, seguido de ponto final;  c) Indicar edição (número);  d) Indicar local de edição (cidade), seguido de dois pontos;  e) Nome da editora, seguido de vírgula;

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

f)  Indicar  o  ano  de  publicação,  seguido  de  ponto  final,  quando  não  houver  citação  de  páginas.  Caso  contrário,  após  o  ano  de  publicação,  colocar  vírgula  e  citar  o(s)  número(s) da(s) página(s).  Exemplo:  SELLTIZ, Claire. Research methods in social relations. 5. ed. New York: Holt, Rinehart and  Winston, 1959.  HEMINGWAY, Ernest. Por quem os sinos dobram. São Paulo: Nacional, 1956, pp.434­440.  MATTAR, Fauze Nagib et al. Redação de Documentos Acadêmicos. v. 1, n. 3, São Paulo,  Caderno de Pesquisas em Administração, 1996.  THOMPSON,  Augusto.  Manual de  Orientação para  preparo de  Monografia. 2.  ed.  Rio de  Janeiro, Forense, 1991.  CONSELHO  REGIONAL  DE  ECONOMIA.  Manual  de  Orientação  para  Monografia  em 

Economia. São Paulo, 1995. 

Veja  os  anexos  referentes  a  capa,  folha  de  rosto,  dedicatória,  agradecimentos,  epígrafe, sumário(índice) e resumo disponíveis no ambiente de estudo. 

Como apresentar o trabalho final? 
A  apresentação  oral  não  é  uma  exigência  de  um  trabalho  monográfico,  porém  algumas  instituições ou apenas alguns cursos possuem como prática este tipo de apresentação.  Caso seja solicitada a apresentação oral da monografia, para a obtenção do título, não há  segredos; será composta uma banca de três professores (seu orientador mais dois professores da  instituição), o autor terá aproximadamente 15 a 20 minutos para sua exposição e cada professor  da  banca  15  minutos  para  a  realização  de  questionamentos,  quer  seja  da  parte  escrita  ou  da  apresentação oral.  Após as respostas, a banca se reúne e emite o parecer aprovado ou reprovado.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA  

Esta aula tem como objetivo ensinar o aluno a elaborar um artigo (paper), bem como os  passos para tal elaboração. 

AULA 08 • ELABORAÇÃO DE UM ARTIGO (PAPER) 
O que é um artigo (paper)? 
É uma abordagem sintética reflexiva em relação aos argumentos apontados por um autor  sobre  um  determinado  assunto.  O  artigo  representa  um  posicionamento  crítico  relatado  pelo  participante sobre um ou mais aspectos da realidade apresentada que podem ser expressos em  termos de concordância e/ou discordância daqueles argumentos. 

Roteiro de elaboração 
Os principais passos na elaboração de um paper são os seguintes:  1) Identificar informações que tratam acerca do assunto escolhido;  2) Selecionar o material;  3) Ordenar as idéias (fichamento, apontamentos, entre outros);  4) Escrever o artigo. 

Estrutura de apresentação 
a) Resumo (abstract);  b) Introdução: objetivo, delimitação, metodologia;  c) Revisão bibliográfica: sobre o assunto (no mínimo dois autores);  d) Reflexão e posicionamento: do autor sobre o assunto;  e) Conclusão;  f) Referências.
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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

Dicas para uma boa redação de um trabalho 
Para começar escrever um trabalho, considere alguns conselhos úteis, segundo Israel Belo  de Azevedo, em seu livro “O prazer da produção cientifica” (2001:61):  1) Escreva para ser lido;  2) Procure o melhor modo de comunicar suas idéias;  3) Seja original no tratamento do assunto, desenvolvendo um modo diferente de se redigir,  criativo e agradável;  4) Cultive a simplicidade;  5) Seja claro (escreva para ser entendido);  6) Seja objetivo procurando dizer o máximo no mínimo;  7) Seja preciso nas palavras e nos conceitos;  8) Seja honesto com o assunto, com as fontes e com o leitor;  9) Não sobrecarregue uma frase com dados e idéias, pois elas devem conter somente uma  idéia forte e a informação indispensável, tanto para o autor quanto para o leitor;  10) De igual modo, os parágrafos não devem também ser longos;  11) Encadeie as frases, os parágrafos, os tópicos e capítulos entre si. Procure tornar cada  frase um desenvolvimento do que veio antes, numa seqüência lógica;  12)  Cite  pouco  e  reescreva  muito,  pois  o  excesso  de  citações  transforma  o  trabalho  em  uma colcha de retalhos;  13) Pese cada palavra antes de escolhê­la;  14) Evite abreviaturas no texto;  15) Evite abusar de destaques (negrito, itálico, etc);  16) Evite apelar para a generalização (do tipo “ a maioria acha” , “ todos sabem” ). Seja  preciso em suas informações. 

Modelo de apresentação de um artigo 
Veja um paper elaborado, bem sua formatação final, disponível no ambiente de estudo.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

AULA 09 • ESTUDO DE CASO 

Aqui é o momento de aplicar todos os conceitos estudados nesta disciplina. Lembre­se  que o Estudo de Caso será postado pelo seu professor no botão "Atividades/Tarefas".

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

BIBLIOGRAFIA 
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BOYD, Harper. W. & WESTFALL, Ralph. Pesquisa mercadológica. São Paulo: FGV, 1987.  CAMARGO, Luiz Otávio de Lima. O que é lazer? São Paulo: Brasiliense, 1999. (Coleção 

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Baseada nas  Razões e  Motivações de  Freqüência  em  Shoppings  Centers – artigo  publicado  na 
ENAMPAD, 2000.  JARDILINO,  José  Rubens;  ROSSI,  Gisele;  SANTOS,  Gerson  T.  Orientações 

Metodológicas para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos. São Paulo: Gion, 2000. 
JOLIVET, R. Curso de filosofia. 13. ed. .Rio de Janeiro: Agir, 1979.  LAKATOS,  E.  M.;  MARCONI,  M.  A.  Fundamentos  de  Metodologia  Científica.  6.  ed.  São  Paulo: Atlas, 2005.  LIMA  FILHO,  Alberto  de  Oliveira.  Shoppings  Centers  EUA  vs.  Brasil  –  Uma  análise 

mercadológica  comparativa.  Guanabara,  RJ:  Fundação  Getúlio  Vargas  –  Instituto  de 
documentação e serviço de publicações, 1971.

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METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA 

MARCELINO, Nelson Carvalho. Lazer: formação e atuação profissional – Campinas – São  Paulo: Papirus, 1995.  (Coleção Fazer/Lazer)  MATTAR  NETO,  J. A  Metodologia  Científica  na área de  informática.  São Paulo:  Saraiva,  2003.  MEDEIROS, Ethel Balzer. O Lazer no Planejamento Urbano RJ: FGV, 1971.  MEIRA,  Paulo  Ricardo  dos  Santos.  Shoppings  centers  de  Porto  Alegre  –  Um  estudo  de 

serviço ao cliente final. Dissertação de mestrado, Escola de Administração, Porto Alegre: UFRS, 
1998 (Março).  NIETZSHE, F. W. A Gaia Ciência. São Paulo: Ediouro, 1987.  POLITI,  Cláudio.  Escola  de  Shopping.  São  Paulo:  IV  Anuário  Brasileiro  de  Shoppings  Centers, 1996.  POPPER, K. S. A lógica da pesquisa científica. 2. ed. .São Paulo:  Cultrix, 1975.  SALMON, N.; W. C. Lógica. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.  SELLTIZ e outros. Métodos de Pesquisa nas Relações Sociais. São Paulo: EPU/EDUSP,  1975.  SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 21. ed. São Saulo: Cortez, 2000.  SOUZA,  A.  J.  M et.al.  Iniciação  à  lógica e  à  Metodologia  da  Ciência.  São  Paulo:  Cultrix,  1976.  TRUJILLO, Ferrari A. Metodologia da ciência. 2. ed. Rio de Janeiro: Kennedy, 1974.  VASQUES, Mônica H. B. Um estudo sobre o lazer e entretenimento nos shoppings centers 

regionais  do  município  de  São  Paulo.  Dissertação  de  Mestrado,  Administração,  São  Paulo: 
UNICID, 2003 (março).  VERRI, Maria Elisa Gualande. Shoppings Centers. Belo Horizonte: Del Rei, 1996.  VIDIGAL, Heloisa. Lazer e serviços. IV Anuário Brasileiro de Shopping Centers. São Paulo:  Emep, 1996.

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