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O que é viver em sociedade

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Published by: giselajesus on Aug 02, 2010
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O que é viver em sociedade

Sociedade das redes sociais, sociedade tecnológica, sociedade virtual Sociedade sem comunicação pessoal, sem valores concretos, apenas valores virtuais Sociedade das redes sociais, sociedade tecnológica, sociedade virtual
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Há uns tempos atrás sempre que queríamos ver um amigo ou um familiar, deslocávamo-nos a casa dele ou marcava-mos um encontro num café ou noutro local, nos dias de hoje basta sentarmo-nos em frente ao computador e conectarmo-nos à internet, acedermos ao facebook, ligar a câmara fotográfica e lá está o nosso amigo em frente a nós dentro de nossa casa, mesmo que este se encontre do outro lado do Atlântico.

O computador aliado aos telefones celulares, Tv. digital e Tv. por cabo permite-nos dizer que estamos no limiar da 3ª geração, marcada pelas grandes mudanças que nos proporcionam as comunicações e a intensa troca de informações. Com o desenvolvimento científico e tecno lógico na 2ª metade do século XX, estabeleceu-se condições e o cenário para a convergência entre a informática, a electrónica e a comunicação. Este facto leva o computador a centralizar funções que antes eram apresentadas por diferentes meios de comunicação.
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Há quem defenda que a sociedade passou por três etapas: 1ª-Sociedades fechadas voltadas à cultura oral; 2ª- Sociedades civilizadas imperialistas com o uso da escrita; 3ª-A cibercultura relativa à globalização das sociedades. A cibercultura corresponde ao momento em que a nossa espécie, pela globalização económica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transportes, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que esta seja desigual e conflituosa, pois todos nós sabemos que existem seres humanos em algumas partes do mundo, que não têm acesso às novas tecnologias, lugares onde a pobreza é tanta que as pessoas não têm acesso à educação, à saúde e nem sequer à alimentação, impensável pois terem conhecimento de tecnologias. Na década de 1960, o Canadense Marshall Mcluhan, previu as transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica e disse que: o mundo seria uma aldeia global , ele queria dizer que o progresso tecnológico ia levar o Planeta à mesma situação de uma aldeia, ou seja a possibilidade de se intercomunicar directamente com qualquer pessoa que nela vive. Por este princípio o mundo seria interligado com estreitas relações económicas, políticas e sociais, fruto da evolução das TIC. Estas são fonte de formação, orientação e desorientação da sociedade. Mas, o que significam estas palavras, desorientação da sociedade ? As novas tecnologias são facilmente captadas pelos jovens, qua ndo se compra um novo equipamento, os filhos abrem a caixa e começam logo a usá-lo, os pais primeiro têm que ler com muita atenção o manual de instruções, e os avós, esses então até têm medo de mexer no aparelho pois podem descontrolar alguma coisa. Deste modo os jovens são quem mais utiliza os computadores, passando horas inesquecíveis em frente deste e conhecem a tendência das modas em todo o mundo, e quando um dia aparecem a casa com vários brincos nas orelhas, ou piercings no nariz, nas sobrancelhas, nos lábios ou até mesmo na língua, é muito natural que
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os pais não gostem, os avós ficam até em estado de choque, pois durante toda a sua vida nunca viram tal coisa, e será que estes hábitos não serão efeitos da globalização, e das redes sociais? Será que o facto de se viver em sociedade não altera muito os costumes, as tradições e os valores que foram passando de geração em geração?

Redes sociais são relações entre os indivíduos na comunicação por computador. Na Internet são as páginas da Web que facilit am a interacção
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entre os membros, existem vários sites de rede social que operam mundialmente e proporcionam meios diferentes e interessantes de interacção. Mas apesar do mundo parecer unificado pelas redes e pela transposição de fronteiras, o conceito de sociedade mundial não elimina o f acto de existirem sociedades particulares, que queiram continuar com as suas culturas, etnias e tradições próprias a noção de coexistência entre global e local. No entanto seria uma limitação intelectual imperdoável negar as vantagens das TIC, a eficiência e agilidade que proporcionam na comunicação entre as pessoas, a ajuda preciosa que dão às pessoas que dispõem de pouco tempo para resolver certos assuntos, e assim em casa depois do horário laboral podem efectuar compras, tratar de assuntos na repartição de finanças, segurança social, nas entidades bancárias, etc., podem também escolher calmamente em casa o destino das suas férias ou de um fim-de-semana de lazer, efectuar logo a respectiva reserva no estabelecimento hoteleiro pretendido, e reservar bilh etes de avião ou barco se for caso disso, entre muitas outras coisas. O computador tornou-se um instrumento presente em todas as empresas públicas ou privadas, pois este desempenha um conjunto diversificado de tarefas, especialmente em tarefas administrativas, substituiu completamente as máquinas de escrever, e como tem uma grande capacidade de armazenar informações, dispensa-se assim pastas e pastas de arquivos (ao mesmo tempo ajuda o ambiente , na redução de gastos de papel), no futuro cada vez mais as pessoas trabalharão em suas casas ou em seus automóveis, interconectadas on-line com as redes das suas empresas, na sede das quais raramente comparecerão, o trabalho será menos rotineiro. As TIC permitem avanços incalculáveis em todos os campos e em especial na educação, as vias de informação possibilitam o acesso a bens culturais por um público cada vez maior, existem até bibliotecas virtuais e bibliotecas on-line de ciências da comunicação, as revistas científicas, de
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associações profissionais ou de segmentos organizados crescem em número e variedade. A educação à distância também já está presente e é uma alternativa concreta para a formação e aperfeiçoamento da população, assim a revolução tecnológica chega com mais força na educação. A Tv. Interactiva, os computadores, a internet entre outros recursos poderão ser instrumentos decisivos para enriquecimento cultural e formação de cidadãos.

Sociedade sem comunicação pessoal Sem valores concretos apenas valores virtuais

Os jovens desta e das próximas gerações vão cada vez menos ao cinema com os amigos, aos jogos de futebol, praticam cada vez menos desportos , convivem menos uns com os outros pessoalmente, não se interessam pelas tradições regionais como por exemplo o folclore, a religião, festas populares com artistas amadores, programas culturais, etc., pois trocam tudo isto pelo computador, onde, através da internet têm acesso a todo o tipo de música nacional ou estrangeira, podem ver a qualquer hora o filme que desejarem, e arranjam até amigos, montes de amigos, mas será que estas amizades têm o mesmo valor, da dos amigos que conhecemos pessoalmente? Será que os nossos filhos apesar de estarem ao pé de nós, dentro de casa, não estão expostos a vários perigos e pondo em risco a sua segurança e por vezes até a da família? Será que não correm o risco de pensarem que estão a conversar com alguém da sua idade e estão com uma pessoa que pode ser completamente diferente e até ter segundas intenções ? O acesso à informação de carácter violento, pornográfico, racista e pedófilo, levanta problemas relativamente à protecção de menores, pois os adolescentes estão muito expostos ao assédio on-line.
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Um dos atractivos da internet é a possibilidade de fuga à realidade , mas uma consequência dessa fuga poderá ser o perigo de alienação, a substituição do mundo real pelo virtual, que parece mais seguro graças à possibilidade de anonimato e consequente diminuição da responsabilidade pelas opções realizadas. A utilização abusiva da internet, causa distúrbios nas rotinas diárias e alterações nos relacionamentos e comportamentos das pessoas, há um decréscimo na comunicação com a família e no círculo de relações pessoais. Estabelece -se ainda uma relação entre esse aumento de tempo, há um desenvolvimento de sentimentos, de solidão e depressão, há um isolamento social e familiar. No entanto não se sabe ao certo se a internet tem um carácter viciante que conduz a comportamentos de isolamento social e consequentes momentos depressivos, ou será que esta relação se estabelece apenas quando a pessoa já está deprimida e utiliza a internet como mais um escape para a sua solidão. Talvez a solução não seja proibir os jovens de navegar na Web, mas ensinar e orientar essa navegação.

Trabalho realizado por: Formanda Gisela Oliveira Formadora Magda Neves CLC 5 Maio de 2010
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