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EUGÊNIO ZNOSKO BOROVSKY

M O D E R N A T É C N I C A
D E A B E R T U R A N O

X A D R E Z
MODERNA TÉCNICA
DE A B E R T U R A N O
X A D R E Z

EUGÊNIO Z N O S K O BOROVSKY

O xadrex é uma luta onde se do mesmo para construir uma tra-


misturam o cálculo inteligente do ma, que às vezes pode ser mortal
hábil estrategista e a astúcia sutil para o inimigo ou, em muitos ca-
do sagaz tático. A estratégia é a sos, frutificará numa vantagem,
profunda concepção do plano de material ou posicionai, suficiente
combate, o exame minucioso de para dominar o adversário.
seus dçtalhes técnicos e a condu- Nesta fase do xadrez existem
ção harmônica e precisa das forças detalhes que assinalam o momento
sobre o campo de batalha. O to- propício para armar uma cilada e
que tático da luta é, em troca, a para isso o aficcionado deve co-
manobra ocasional, seja para ga- nhecer as regras fundamentais em
nhar tempo, melhorar a posição, que se baseiam as combinações
estorvar o jogo do inimigo, etc; com que quase sempre culminam
é também a cilada insidiosa que as ciladas. Estas regras são apre-
raras vezes pertence ao plano de sentadas ao estudioso nestas pági-
ataque, pois se aparta" geralmente nas, de maneira clara e simples.
A cilada atrativa, chamada de Posição depois de 12. B4T
WUrzburger, na abertura Vienen-
se, joga-se normalmente assim.

ABERTURA VIENENSE

1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BR; 3.


P4B. P4D; 4. PBXP, CXP; 5. P3D,
D 5 T + ; 6. P3C, CXPC; 7. C3B,
D4T; 8. CXT, (se 8 R1D;
9. C4B, D5C, a dama é ganha de
surpresa por 10. B3T); 9. CXPB+,
R1D; 10. CXT, B5CR; 11. B2C, e
o cavalo de 1TR está perdido.
Um caso semelhante na
Faremos notar um curioso reen-
ABERTURA RUY LOPEZ
contro; o mesmo cheque perpétuo
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. repete-se com as cores invertidas,
B5C, P4BR; 4. BXC, PDXB; 5. na seguinte partida:
CXP, D5D; 6. D5T+?, P3C; 7.
CXPC, C3B; 8. D4T, C5C; 9. ABERTURA VIENENSE
CXT?, DXPR+ ganhando pois o
cheque C6R, causa a perda da da- 1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BR; 3.
ma. P4B, P4D; 4. P3D, B5C; 5. PBXP,
Na mesma abertura, uma va- CXP; 6. PXC, D 5 T + ; 7. R2R,
riante do gambito Siesta mostra- BXC; 8. PXB, B5C+; 9. C3B, PXP;
nos a dama, depois de um cheque
10. D4D, B4T; 11. R3R (também
azarado em 5TR, salvando-se por
aqui 11, R2D, seria melhor) BXC;
um cheque perpétuo, graças à
12. PXB, D 8 R + ; 13. R4B, D5T+.
complacência do adversário:
A causa de todos estes fracas-
sos reside no cheque DST, que
RUY LOPEZ
constitui uma flagrante violação
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; da regra que prescreve que a da-
3. BSC, P3TD; 4. B4T, P3D; 5. P3B, ma não deve sair na abertura, má-
P4B; 6. P4D, PBXP; 7. CXP, P x C ; xime para um simples ganho de
8. D5T+, R2R; 9. B5C+, C3B; 10. material, cuja vantagem só se po-
BXCD, PXB; 11. PXP, D4D; 12. de obter a custa de uma perda
B4T, R3R, (R2D pode ameaçar ga- de tempo perigosa. Atacar a da-
nhar); 13. BXC, PXB; 14. D8R+, ma inimiga, desenvolvendo todas
R4B; 16. DST+, R3R; 17. D8R+, as pecas, é a manobra indicada
etc. para ganhar tempo.
A DAMA CONVIDADA A SAIR tempo. Assim na abertura com
vantagem do PBR, o abandono de
Pode ser então proveitoso, espe- um segundo pião pelas negras é
cialmente contra um jogador dé- uma manobra recomendável; 1.
bil, provocar um cheque com a P4R, P4BD; 2. D5T+, P3C; 3.
dama inimiga. Afirma-se que os DXPB.
principiantes não resistem à ten-
tação de dar um cheque, e alguns Posição depois de 7. DxT
até esperam que êle lhes possa
presentear eventualmente a formo-
sa surpresa de resultar em cheque
mate. Entretanto, é difícil discer-
nir se esta provocação é oportu-
na e qual dos dois jogadores será
a vitima, de forma que o melhor
será ter bem presente o provérbio
«na dúvida, abstenha-se».
A saída antecipada da dama é
geralmente tão desastrosa que é
provocada em várias aberturas,
não somente para originar uma bo-
nita combinação, mas também pa-
Igualmente na abertura com van-
ra tirar proveito de sua posição
tagem do PBR e duas saídas, veja-
instável. Exemplos:
mos este exemplo: 1. P4R e 2. P4D,
P3D; 3. B3D, C3BD; 4. P5R?,
GÂMBITO STEINITZ CXPD; 5. D5T-L, P3CR; 6. B X P + ,
PXB; 7. DXT, CXPB+; 8. R1D,
1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BD; 3. PXP-f; 9. RXC, B4B+; 10, R3C,
P4B, P X P ; 4. P4D, D 5 T + ; 5. R2B, D8D+; 11. R3T, P 3 R + ; 12. P4CD,
D X B + ; 13. R3C, D7B+; 14. R3T,
GÂMBITO DO BISPO REI P4TD, ganhando. Que papel inex-
pressivo desempenha a dama bran-
1. P4R, P4R; 2. P4BR, PXP; 3. ca em 8TR! Seu rei é encurra-
B4B, D 5 T + ; 4. R2R. lado pelas peças inimigas e até o
Em uma variante moderna do bispo preto de 1BR, sem se de-
Gambito do Rei: 1. P4R, P4R; 2. senvolver, colabora no ataque. É
P4BR, P X P ; 3. C3BD, D 5 T + ; 4. de se notar que as brancas sa-
R2R. crificaram o Bispo e afastaram
Vejamos algo melhor, ou seja, a sua dama para ganhar a torre,
provocação é produzida por um sa- porém não é com o objetivo de re-
crifício com a finalidade de ganhar cuperar o material perdido que as
pretas efetuaram o cheque do ca- o mesmo quando são intercaladas
valo em 7BD, senão que para o as jogadas 2. C3BD, no Gambito
ataque; isto com o fim de chegar Hamppe-Allgaier.
diretamente à decisão, de maneira Pode-se falar de ciladas nestes
violenta. casos? Não há nenhum triunfo
assegurado, nem tampouco existe
EXPLORANDO A CASA DÉBIL uma vantagem apreciável; a corre-
7BR ção do sacrifício não está justifi-
cada pelo simples fato de que exis-
te um ataque. O sacrifício, por
Vimos o sacrifício de um cavalo
outra parte, não é tido em con-
ou de um bispo, em 2BR, a casa
sideração e o ataque resultante
mais débil no começo da partida.
não surpreende a defesa.
Temos aqui, para as ciladas, uma
segunda idéia como base. Cal- Examine/nos, então, outras cir-
culava-se antigamente que a cap- cunstâncias que Intervém na ci-
tura do P2BR, defensor do rei, era lada de sacrifício:
tão perigosa para o jogador ata-
cado que constituía o fator essen-. DEFESA DOS CAVALOS
ciai de muitas aberturas. O agres-
sor não vacilava em sacrificar mes-
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
mo duas peças para eliminar este
B4B, C3B; 4. CSC, P4D; 5. PXP,.
pião e obter com isso um ataque
CXP?, (a continuação correta é
forte, embora sem nenhum triunfo
é C4TD); 6. CXPB, RXC; 7. D3B+,
assegurado. Exemplos:
R3R; 8. C3BD, etc., e o rei preto
no meio do tabuleiro está exposto
GÂMBITO MUZIO-LOLLI a todos os perigos.

1. P4R, P4R; 2. P4BR, PXP; 3. Posição depois de 5. . . . CXP


C3BR, P4CR; 4. B4B, P5C; 5.
BXP+, R X B ; 6. C5R+, (ou 6. O-O,
PXC; 7. DXP, «Duplo Muzio ou
Gambito selvagem»). Nesta aber-
tura em sua forma moderna, se
continua: 5. O-O, P4D; 6. BXP,
P3BD; 7. BXPBR-f, RXB; 8.
C5R+.
É o cavalo que se sacrifica no
Gambito Allgaier:
1. P4R, P4R; 2. P4BR, PXP; 3.
C3BR, P4CR; 4. P4TR, P5C; 5.
C5C, P3TR; 6. CXPB. Observa-se
Vejamos o mesmo sacrifício nes- CXP; 8. O-O, CXC; 9. PxC, B2R,
ta abertura, uma jogada mais tar- (se BXP, veja-se o exemplo n.° 44
de, com uma falta adicional da do Capítulo I I ) ; 10. PSD, C4T; 11.
parte das pretas: 1. P4R, P4R; 2. P6D; PXP, (se CXB; 12. PXB;
C3BR, C3BD; 3. B4B, C3B; 4. P-1D, RXP; 13. D2R+, ganhando); 12.
PXP; 5. CSC, P4D?; 6. PXP, BXP+, RXB; 13. D5D+, R1B; 14.
CRXP?; 7 CXPB, RXC; 8. D3B+, CSC. BXC; 15. BXB, D1R (se D2B;
R3R; 9. D4R+, etc, ganhando.
16. D5BR-I-, R1C; 17. TD1R, ga-
A correção desta combinação
nhando); 16. TD1R, (ou TR1R),
que parece tão simples e eficaz
DSC; 17. T3R, ganhando. A perda
pode ser unicamente demonstrada
do piãc de 2BR é a ruína da po-
por uma análise minuciosa. No
sição das pretas e deixa sem de-
exemplo seguinte, não é de todo
fesa seu rei.
evidente que o sacrifício seja ga-
nhador:
Posição depois de 14, C5C
ABERTURA RUY LOPEZ

1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD;


3. B5C, P3TD; 4. B4T, C3B; 5. O-O,
P4CD; 6. B3C, P3B; 7. C5C, P4D;
8. PXP, CXP (melhor é C5D); 9.
CXPB, RXC; 10. D3B+, R3R; 11.
C3B, CD2R; e as pretas estão me-
lhor preparadas para se defende-
rem, pois poderão jogar sem de-
mora, B2C e P5C. Em sua par-
tida contra Keres (Margate, 1937),
onde se jogou' 5C3BD no lugar do
roque, Sir George Thomas evitou
todas essas complicações conti- O MATE DE LEGAL
nuando com 8 CDXP, ganhando
um pião, mas ficando em posição Esta idéia de sacrifício está In-
inferior depois da resposta 8 timamente ligada a outras duas.
C5D. Vamos nos ocupar, entretanto, do
Outro exemplo da mesma cilada famoso mate «de Legal», baseado
oferece o não no sacrifício de 2BR, mas no
da dama e o ataque decisivo con-
ATAQUE MOLLER
tra o rei por cheque do bispo em
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 2BR, seguido de mate sobre di-
3. B4B, B4B; 4. P3BD, C3BR; 5. ferentes casas, geralmente em 5D.
P4D, PXP; 6. PXP, B5C+; 7. C3B, Afirma-se que seu autor, M. de
Kemur, Senhor de Legal, ensinou P4B, P3D; 4. C3B, P3TD; 5. B4B
a arte do xadrez a Filidor. B5C; « . PXP, CXP; 7. CXC, B X D ;
Um exemplo nos oferece a 8. B X P + , R2R; 9. C5D++.

Posição depois de 7. CxC


ABERTURA DO BISPO DO REI

1. P4R, P4R; 2. B4B, P3D; 3.


C3BR, B5C; 4. C3B, P3CR?; 5.
CXP, BXD?; 6. A X P + , R2R; 7.
C5D++.
Outro exemplo, com vantagem
do PBR e duas saídas: 1. P4R, e
2. C3BD, P3D; 3. C3BR, P4R; 4.
B4B, B5C; 5. CXP, BXD? (se PXC;
6. DXB, C3BR; 7. D6R+, D2R; 8.
D8B+, D1D; 9. B7B+, ganhando);
5. B7B+, R2R; 7. C5D mate. Ou
então 1. P4R e 2. P4D, P3D; 3.
B4B, C3BR; 4. C3BR, B5C?; 5.
GAMBITO DO REI
P5R, PXP; 6. CXP, BXD?; 7.
B7B++, (Ganha em 1915)
1. P4R, P4R; 2. P4BR, P3D; 3.
C3BR, C3BD; 4. B4B, B5C; 5. C3B,
GAMBITO DANES
C5D?; 6. CXP, BXD; 7. B X P + ,
(Ganha por Falkbeer em 1847) R2R; 8. C5D++.
1. P4R, P4B; 2. P4D, PXP; 3.
PIÃO DAMA
P3BD, PXP; 4. CXP, P3D; 5. B4B,
C3BD; 6. C3B, B5C; 7. O-O, C4R?; (Jogada recentemente)
8. CXC, BXD; 9. B X P + , R2R; 10. 1. P4D, C3BD; 2. C3BR, P3D; 3.
C5D++. P3R, B5C; 4. B5C, P3TD; 5. B4T,
P4CD; 6. B3C, P4R; 7. PXP, CXP?;
DEFESA FILIDOR 8. CXC, BXD; 9. B X P + , R2R; 10.
C6B+, RXB; 11. C X D + , TXC; 12.
(Ganha por Steinitz em 1882) RXB, ganhando.
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
Variante da mesma cilada, com
B4B, P3D; 4. P4D, P3TR; 5. C3BD,
outro mate, na
B5C; 6. PXP, CXP; 7. CXC;
AXD; 8. BXP+, R2R; 9. C5D++. ABERTURA DO BISPO DO REI

1. P4R, P4R; 2. B4B, C3BR; 3.


ABERTURA VIENENSE
C3BR, CXP; 4. C3BD, CXC; 5.
(Ganha por Pillsbury em 1900) PDXC, PSD; 6. O-O, B5C?; 7. CXP,
1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BD; 3. BXD, 8. B X P + , R2R, 9. B5C++.
Concedamos também às pretas lhor naturalmente B X C ) ; 7. CxC,
a satisfação de permitir-lhes ga- BXD; 8. B5C+, P3BD; 9. PXP,
nhar pelo menos uma vez com es- ganhando.
te mesmo mate, na 1.* Defesa Pe-
troff: 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BR; Posição depois de 6 C4R
3. CXP, C3BD; 4. CXC, PDXC; 5.
P3D, B4BD; 6. B5C?, CXP; 7.
BXD, B X P + ; 8. R2R, B5C. + +

A DAMA ABANDONADA POR


SEU CAVALO

Vimos que esta cilada se pode


produzir em diversas aberturas.
São geralmente os principiantes
quem caem nela por ignorância ou
pelo fato de serem incapazes de
imaginar que se trata de um sa-
crifício. Calculam que é um erro,
no qual eles mesmos poderiam cair. GAMBITO DA DAMA
Em circunstâncias mais complica-
das, também jogadores mais for- (Ganha por G. C. A . Oskam,
tes caem nesta cilada, pois é gran- em 1927)
de sua convicção de que uma peça 1. P4D, P4D; 2. P4BD, C3BR; 3.
guarnecida não se pode mover; po- PXP, CXP; 4. P4R, C3BR; 5.
rém se surpreendem ao ver que C3BD, C3B; 5. C3B, B5C; 7, P5D,
um cavalo guarnecido, atacado C4R; 8. CXC, BXD; 9. B5CD,
duas vezes, salta abandonando sua P3BD; 10. PXP, D3C; 11. P X P + ,
dama. DXB; 12. P X T (D) + e mate na
Produzindo-se do outro lado do jogada seguinte.
tabuleiro, no flanco da dama, esta Um exemplo mais simples, onde
cilada, sem dar um mate imedia- o triunfo passa às mãos das pre-
to, causou vitimas mesmo entre os tas.
mestres. Eis aqui alguns exem-
plos: PIÃO DAMA, DEFESA ORTO-
DOXA
DEFESA ESCANDINAVA
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
(Ganha por Mieses em 1896) C3BD, C3BR; 4. B5C, CD2D; 5.
1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3. PXP, P X P ; 6. CXP?, C x C ; 7.
C3BD, D1D; 4. P4D, C3BD; 5. BXD, B5C+; 8. D2D, B X D + ; 9.
C3BR, B5C; 6. P5D, C4R7, (é me- RXB, R X B ; ganhando.
Esta cilada, sempre agradável, Posição depois de 13. A x p +
se apresenta às vezes em circuns-
tâncias completamente especiais.
Assim, na

DEFESA TARRAS CH DO PIÃO


DAMA

1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.


C3BD, P4BD; 4. C3BR, C3BB; 5.
B5C, PBXP; 6. CRXP, P4B; 7.
CR5C, P5D; 8. C5D, CXC; 9. BXD,
B5CD+; 10. C3B, (é melhor D2D,
como se verá no exemplo n.° 103
do Capítulo ILT); PXC; ganhando. CXC; 12. CXC, BXD; 13. B R X P + ,
Examinemos um exemplo ainda C2D, (se R1D; 14. T X B + , R1B;
mais particular, imaginado pelo 15. B6T+, R1C; 16. C6B+, DXC;
autor deste livro, fazendo com que 17. B5R+, D3D; 18. T1BD e ma-
o adversário acumule faltas, re- te na jogada seguinte); 14. B X C + ,
sultando uma posição de rara be- DXB; 15. CXD, B4T; 16. C5R c
leza: as brancas ganham.
É evidente a impossibilidade de
CARO-KANN gravar na memória todas estas ci-
ladas com todas suas variantes, po-
rém é fácil reter sua idéia comum;
1. P4R, P3BD; 2. P4D, P4D; 3.
seu conhecimento nos permitirá
PXP, PXP; 4. P4BD, C3BD; 5.
prevenir e evitar seu perigo.
C3BD, C3B; 6. B5CR, P4R; 7. CXP,
CXC; 8. BXD, B5CD+; 9. R2R,
AS DEBILIDADES EM 7BR e
C X P + ; 10. R3D, B4BR++.
6R
Esta cilada produziu-se no Tor-
neio de Viena em 1908, numa pe- Aqui está outra cilada baseada
quena jóia, na partida Rubinstein também no sacrifício duma peça
contra Duras: em 7BR; captura-se o PBU para
se instalar em 6R. Os dois exem-
ABERTURA PIÃO DAMA plos seguintes, com aberturas irre-
gulares, são simples e comuns na
1. P4D, P4D; 2. C3BR, P4BD; 3. prática:
P3R, C3BR; i. PXP, D 4 T + ; 5. I. — 1. P4R, P3D; 2. P4D, C 2 » ;
CD2D, DXPB; 6. P3TD, D2B; 7. 3. B4BD, P3CR; 4. C3BR; B2C?;
P4BD, PXP; 8. CXP, C3B; 9. P4CD, 5. B X P + , RXB; 6. C5C+, ganhan-
B5C; 10. B2C, P4CD?; 11. CD5R. do a dama com 7. C6R, pois as
pretas não podem continuar com RUY LOPEZ
6 R3B, por causa de 7. D3B
mate. 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
I I . — 1. F4R, P3D; 2. B4B, C2D; B5C, P3TD; 4. B4T, C3B; 5. O-O,
3. C3BB, P3CB; 4. C5C, C3T, (de- P4CD; 6. B3C, B2R; 7. T1R, O-O;
via seguir com C4R); 5. B X P + , 8. P3B, B2C; 9. P4D, P3D; 10.
CXB; 6. C6R, ganhando. CD2D, TD1C; 11. C1B, C2D; 12.
Em 1912, durante uma sessão de C3C, P3C7; 13. B6T, T1R; 14.
simultâneas, o doutor Tarrasch B x p + , ganhando pois se 14.
perdeu a partida seguinte contra RXB; segue-se que 15. D3C+,
o célebre problemista Von Hol- R3B; 16. C5C, ameaçando três ma-
zhausen: tes inevitáveis: D6R, D7B e CXPT.
No exemplo que se segue, a ci-
DEFESA DOS CAVALOS lada é preparada pela jogada sutil
6. P4TD:
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
B4B, C3BR; 4. P4D, PXP; 5. CXP, DEFESA FILIDOR
P3D; 6. C3BD, B2R; 7. O-O, O-O;
8. P3TR, T1R; 9. T1R, C2D?; 10. 1. P4R, P4R; 2. C3BR, P3D; 3.
BXP+, RXB; 11. C6R, ganhando. P4D, C2D; 4. B4B, P3BD; 5. C5C,
As pretas não podem capturar o C3T; 6. P4TD, B2R; 7. B X P + ,
cavalo (RXC), por causa de 12. CXB; 8. C6R, D 4 T + ; (se D3C; 9.
D5D+, R3B; 13. D5BR mate. P5T, D5C+; 10. P3BD, D5B; 11.
C7B+, R1D; 12. P3CD, ganhando
a dama); 9. B2D, D3C; 10. P5T,
Posição depois de 9. . . . C2D
DXPC; 11. B3B, D4C; 12. C7B+,
ganhando.
«*• WM. torrA Wm « 3 WM.
Posição depois de 8. C6R

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Um exemplo recente de uma
partida ganha polo autor ã&.tu li-
vro no Torneio tíc Paris de 1!:-12:
Cabe-nos salientar que, nestes o centro. Este tipo de cheque,
exemplos, a jogada das pretas, sempre muito perigoso, produz fre-
C2D, desempenha um papel pre- qüentemente vantagem material,
ponderante ao restringir a ação porém raramente cheque mate.
da dama. Como sempre, esta ci- Os exemplos dessas ciladas são
lada se pode apresentar em outras numerosos. Aqui estão alguns:
circunstâncias, Exemplo:
DEFESA SICILIANA
GAMBITO ESCOCÊS
1. P4R, P4BD; 2. C3BR, C3BD;
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. 3. P4D, PXP; 4. CXP, P4R; 5. C5B,
P4D, PXP; 4. B4BD, B4B; 5. C5C, CR2R?; 6. C6D.
C3T; 6. D5T, C4R? (a jogada cor- Mate simples sem cheque desco-
reta é D2R); 7. C6R, ganhando berto.
pois se 7 PXC; 8. DXC e as
pretas não, podem salvar por sua ABERTURA IRREGULAR
vez o bispo de 4BD e o cavalo de
3TR. Vemos aqui reunidas as três 1. P4R, P3CR; 2. C3BD, C3BR;
idéias fundamentais que examina- 3. C5D, CXP; 4. D2R, C3D?; 5.
mos: (diagonal 5TR-8R, casas 7BR C6B++.
e 6R), e isto nos conduz a exa-
minar as ciladas que se relacionam GAMBITO REI
com o centro.
1. P4R, P4R; 2. P4BR, PXP; 3.
C3BR, P4D; 4. C3BD, PXP; 5.
AS CILADAS DO CENTRO
CXP, B5CR; 6. D2R, BXC; 7.
C6B++.
Aqui as peças pesadas entram
em ação. Estas ciladas apresen- Posição depois de 5. . . . B5CR
tam duas formas: primeiramente,
o mate com o cavalo, às vezes com
um cheque à descoberto; por ou-
tro lado, o mate na oitava linha,
preparada pela abertura das co-
lunas centrais.
A cilada seguinte é de uma sim-
plicidade clássica:
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BR; 3.
CXP, CxP?, (P3D é a resposta
exata); 4. D2R, C3BR?, (melhor é
D2R); 5. C6B+, ganhando a dama
por um cheque descoberto desde
ABERTURA ALAPIN CXPB, DXCP; 6. T1B, D X P R + ;
7. B2R, C6B++.
1. P4R, P4B; 2. C2B, C3BR; 3.
Na segunda forma de ciladas
P4BB, PXP; 4. CXP, CXP; 5. D2R,
centrais, a artilharia pesada opera
D2R; 6. C5D, D4R; 7. CD3B, P3BD;
sobre as colunas abertas no cen-
8. P4D, D4B; 9. CXC, PXC; 10.
tro. O rei inimigo deve ser se-
C6D+, ganhando a dama.
parado de suas próprias peças.
Com a benévola colaboração de
Este tipo de ciladas se produz mais
nossos adversários, poderemos criar
a miúde no meio do jogo do que
variantes deste gênero nas aber-
na abertura, e portanto, deverá se
turas mais diversas. Vejamos al-
ter sempre em conta sua idéia.
gumas mais:
Um dos mais célebres exemplos
desta cilada é a brilhante partida
CARO KANN Reti-Tarta-Kower, (Viena 1910).
1. P4R, P3BD; 2. P4D, P4D; 3.
C3BD, PXP; 4. CXP, C2D; 5. D2R, CARO-KANN
CR3B7; 6. C6D++. 1. P4R, P3BD; 2. P4D, P4D; 3.
C3BD, PXP; 4. CXP, C3BR; 5.
GAMBITO TENISON D3D, P4R?; 6. PXP, D4T+; 7. B2D,
(Brooklin, 1912) DXPR; 8. O-O-O, CXC; 9. D8D+,
1. C3BR, P4D; 2. P4R, PXP; 3. RXD; 10. B5CR+, R2B, (se R2R);
CSC, B4B; 4. C3BD, C3BR; 5. D2R, 11. T8D mate); 11. B8D++.
P3BD; 6. CXP+, CD2D?; 7. Posição depois de 8 CXC
C6D++.

ABERTURA ESCANDINAVA

1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3.


C3BD, D4T; 4. B4B, C3BR; 5. P3D,
B5C; 6. P3B, B4T; 7. B2D, P3B;
8. D2R, CD2D?; 9. C5C, D1D; 10.
C6D++.
Na partida em corte que segue
ganha por Kostic, faremos notar
que a idéia não é em tudo a mes-
ma; o mate é diferente:

Outro exemplo, na mesma defe-


ABERTURA ITALIANA
sa, ganha por Koltanowsky duran-
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. te uma sessão de simultâneas a
B4B, C5D?; 4. CXP?, D4C; 5. cegas, (Anvers 1931).
CAPITULO I I

ABERTURAS ABERTAS

ABERTURA DO CENTRO as melhores possibilidades para as


brancas nesta variante e os cui-
Embora esta abertura possa às
dados extremos a que deve apelar
vezes oferecer probabilidades do
seu adversário para superar suas
triunfo para as brancas, não é re-
dificuldades; finalmente, o último
comendável pois as pretas devem
exemplo, n.° 4, é muito bonito. As
obter facilmente a igualdade, pôs-
pretas ganham a dama com um
to que ganham um tempo ao ata-
cheque c!e cavalo de duas manei-
car a dama. Existem, porém, pos-
ras que parecem diferentes, em-
sibilidades de ataque contra o
bora sejam similares.
roque das pretas e a menor omis-
são ou uma simples transposição N.° 1
de jogadas pode resultar fatal.
1. Plíl, P4It; 3. P4D, PXP; 3.
Em nosso primeiro exemplo, as
DXP, C3BD; 4. D3R, C3BR; 5.
pretas fazem o roque antes de te-
I52D, (ver n.° 3 e 4).
rem trocado os cavalos; no exem-
plo seguinte, as pretas, com a mes- Posição depois de 4 C3BR
ma variante, adotam uma linha
de jogo astuta, porém tática se-
melhante baseada na cilada, não
é aconselhável nesta abertura. As MklUkl \kmk
pretas devem se contentar com um
jogo tranqüilo de posição. Neste
segundo exemplo não é fácil re-
vidar o ataque e por isso não re-
comendamos a abertura escolhida
m wá&wê. wÁ
1 W0- 'PM ip

&mm HAH
pelas brancas.
No terceiro exemplo, (da famosa
partida Winawer vs. Steinitz, do
Torneio de Nuremberg em 1896), mm
as pretas perdem ao aceitar um Evitando a conhecida variante:
sacrifício de pião. Observam-se 5. P5R, C5CR; 6. D4R, P4D; 7.

— 2i —
PXP+, B3R; 8. PXP, D8D+; 9. 12. RXC, D5T h; seguido de DXT;
RXD, CXPB+; seguido de 10 II. 12. D3CD, B4BR+; 13. RXC,
CXD. D3TD+; m . 12. T1R, B3R; 13.
5. . . . , B2R; 6. C3B+, P4D; 7. RXC, O-O-O; IV. 12. P3CD, D3T;
PXP, CXP (ver n.° 2); 8. D3C, 13. P5B, D6T.
O-O? 11 , C5C; 12. DXB+, RXD;
Melhor é 8 CxC; 9. BXC, 13. BXC+, R3R; 14. B4B, ganhan-
B3B. Aqui se pode armar a ci- do.
lada de Leonhardt: N.° 3
8. CD5C; 9. O-O-O?; CXC;
(As quatro primeiras jogadas co-
etc.
mo no exemplo n.° 1).
9. B6TR, B3B; 10. O-O-O.
5. C3BD, B5C.
A proteção através da coluna
Mais forte é aqui 5 B2R,
permite às brancas o ganho de
como nos exemplos precedentes.
material.
6. B2D, O-O; 7. O-O-O, T1R; 8.
N.° 2 B4BD, BXC?.
(Até a 1." jogada como no exem- Caindo na cilada. A resposta
plo n.° 1). justa é 8 P3D.
7 C5CD. 9. BXB, CXP; 10. D4B, C3B; 11.
A posição das pretas não é tão C3B, P3D; 13. C5C, B3R; 13. B3D,
sólida para iniciar um ataque, ar- P3TR; 14. P4TR. Com um ataque
mar ciladas ou elaborar pequenas vencedor.
combinações. N.° 4
8. O-O-O, CRXP; 9. CXC,
(As quatro primeiras jogadas co-
CXPT+; 10. R1C, DXC; 11. P3CD.
mo no exemplo n.° 1).
Posição depois de 10. . . . DXC
5. B4B, C4R; 6. B3C, B5C+; 7.
P3BD, B4B; 8. D3C?
Posição depois de 7. ... B4B

O melhor. Se 11. P4BD, D3B;


com as possibilidades seguintes: I.
As brancas evitam a cilada 8. BDXP, C3BR (ver n.° 6 e 7); 6.
DxB. C6D+; porém caem em ou- C3BD, B5C; 7. CR2R, CXP?.
tra similar. A resposta justa é 8. Posição depois de 5. BDXP
D2R.
8 BXP+.
Ganhando, pois se 9. DXB,
C6Df; e se 9. RXB, CXPR+; em
ambos os casos capturando a da-
ma.

GAMBITO DO CENTRO

Atualmente, mesmo tratando-se


de um jogador débil, há sempre
vacilação em sacrificar um pião, e
a entrega de dois piões, natural-
mente, não pode estar em voga e, Quanta rapacidade! Deverão
em conqüência, este gambito foi conformar-se com dois piões, pois
inteiramente abandonado pelos jo- a captura do terceiro fará perder
gadores. Embora pouco instrutiva, rapidamente a partida.
esta abertura pode oferecer, por 8. O-O, CXC; 9. CXC, BXC; 10.
outra parte, posições muito atra- 6XB.
tivas, como se apreciará nos exem- Veja-se a potência dos dois bis-
plos que seguem. pos brancos, nenhuma peça preta
Os ns. 5 e 6 apresentam maus está em jogo e o roque é impos-
desenvolvimentos, prolíferos ein sível por causa de 11. D4C, P3CR;
ciladas, que culminam com um 12. D4D e o mate é inevitável.
derrubamento imediato e bem me- 10. .... D4C; 11. T1R+; R1D.
recido. No n.° 7 são as pretas Se 11 R1B; 12. B4C+, se-
quem infligem o castigo adotando guido de mate em poucas jogadas.
uma linha de jogo que provavel- 12. P4BR, DXPB.
mente é a melhor forma de contra- Um quarto pião. Se 12. ...,
atacar este gambito e as brancas D4BD+; 13. B4D, DXB; 14. BXPC.
precipitam a catástrofe ao pro-
13. BXPC, T1CR; 14. D4C, DXD.
curar evitar um final desvantajo-
Se 14 D3D; então 15. B6B+,
so.
DXB; 16. DXT mate.
15. B6B++.
N.° 5
N.° 6

1. P4R, P4R; 2. P4D, PXP; 3. (Até a 5.» jogada como no exem-


P3BD, PXP; 4. B4BD, PXP; 5. plo n.° 5).
5. D4C?. 8. ..., B5C+, pois as brancas, pa-
As pretas são insaciáveis. De- ra não perder uma peça, devem
pois do haver varrido os piões do replicar com 9. D2D.
ílaneo da dama, desejam capturar 7. R1B.
os do ílaneo do rei, porém, onde Se 7. C3BD, BXC-f; 8. BXB,
está seu desenvolvimento? C3BR; com bom jogo. Esta va-
6. C2BR, DXPC; 7. BXPB+, R1D. riante é melhor para as brancas
Se 7. R x B ; a dama se per- do que a que escolheram.
de por 8. T I CR, D6T; 9. C5C-K 7 C3BR; 8. D4T+, C3B; 9.
8. T I CR, B5C+; 9. C3B, D6T; 10. BXC-r, PXB; 10. DXB?
T3C, D3T; 11. D3C, BXC+J 12. As brancas ganharam uma peça,
DXB, C3BR; 13. TGC. mas a que preço! Querendo atra-
palhar o adversário, elas mesmas,
Posição depois de 13. T6C conhecerão a tragédia de uma sur-
presa .
14 DSIH-; II. D1R, B3TI-;
12. C1C2K, BXC'-!-; 13. iüC,
DXD++.

ABERTURA PONZIONI

Constitui esta abertura uma ten-


tativa de estabelecer dois piões
centrais, jogando previamente 3.
P3BD, porém isto resulta em per-
da de tempo que permite às ne-
gras obter a igualdade.
Uma combinação conhecida. O exemplo n.° 8 apresenta um
O cavalo negro já não estará de- interessante sacrifício de duas tor-
fendido por sua dama, res, onde as pretas exploram de
13. . . . . PXT. maneira convincente o negligente
A única defesa é 13. CXP. desenvolvimento de seu adversário.
14. DXC4-, 1*XD; 15. B X P B + + . O exemplo n.° 9 nos mostra a for-
ma moderna de tratar esta aber-
N.° 7
tura. As pretas ganharam tempo,
(Até a 5.* Jogada como no exem- arriscando, com vantagem, uma es-
plo n.° 5 ) . pécie de gambito. Esta é uma ci-
5. P4D; G. BXFD, B5C+. lada espiritual, onde a idéia se en-
Por meio de 6. C3BR; as contra nas combinações mais com-
pretas podem provocar a resposta plicadas. As brancas, por certo,
7. BxPB-í-, RXB; 8. DxD, para re- não deviam perder tão rapidamen-
cobrar Imediatamente a dama cora te.
N.° 8 4. . . . . C3BR; 5. CXP, B3D; 6.
CXC, PXC; 7. P5R.
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
A melhor continuação é 7. P4D,
P3BD, P4D; 4. D4T, P x P ; (ver n.°
PXPR; 8. B6TD-.
9); 5. CXP, D4D; 6. B5C, CRSR;
7. .... BXPU; 8. P 4 D , BSD; 9.
7. P4BR, B2D; 8. CXB, RXC; 9.
DXPB+, B2D; 10. D6T, O-O; 11.
O-O?.
B2R, T1R; 12. C2D?
Cora 9. B4B, as brancas poderão
equilibrar um pouco, pois se 9
D4BR; 10. O-O, TD1D; 11. P 4 D , Posição depois de 12. C2D
PXPD; 12. BXP, D4Bf; 13. R1T,
R1B; 14. D2BD, etc.

Posição depois de 9. O-O

E;
miais m
'., •i-.fi é>W tytift
wWíM
Wfffr
:,/^m£^^M 'mA
^Wk Wkk m

wm wm. —

Muito fraca. Melhor é fazer o

Éll
roque.
12. . . . . T1C.
Ameaçando B4C.
9. . . . . C4B; 10. P4CD. 13. P4TD.
Parando a ameaça 10 B4B+; Se agora 13. O-O, então 13.
11. R1T, C6C+, seguido de D4TR .... D2R; 14. T1R, (se 14. B3B,
mate. Que se pode decidir de B4C; ou 14. B3D, T3C); 14. ....
uma abertura que apresenta na B4C; etc.
décima jogada tal ameaça para as 13 D2R; 14. C1B?
brancas? As brancas não calculam o pe-
10 P4TD; 11. R1T, PXP; 12. rigo que as ameaça; por outra par-
DXT, B4B; 13. DXT, C6C+; 14. te, seu Jogo está perdido em todos
PXC, D4TR++. os casos; exemplo: 14. D3D, B4BR;
15. D3R, D2D; 16. D3BR, B5CR,
N.° 9 ganhando.
14. .... B4C, ganhando.
(Até a quarta jogada como no Uma bonita interceptaçao da li-
exemplo n.° 8). nha defensiva da dama.
ABERTURA E GAMBITO ES- da dama preta são astutamente
COCÊS revidadas. O mesmo sucede com
o ataque prematuro das brancas,
Esta abertura é pouco praticada no n.° 17. Finalmente, o n.° 18
nos torneios modernos, pois não oferece um empate emocionante.
apresenta dificuldade alguma pa-
ra a defesa e as brancas «xtraem N.° 10
escassa vantagem da saída. As ci- 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
ladas são numerosas, porém se as P4I>, PXP; 4. B4BD, B5C+; (ver n.°
pretas as conhecem, armarão um 12 e 13); 5. P3BD, PXP; 6. O-O,
jogo livre e cômodo. PXP?; (ver n.° 11).
O pião sacrificado no gambito
concede um forte ataque, o qual Posição depois de 6. O-O
pode causar sérias dificuldades a
um adversário inexperiente, porém
aquele que conhece obterá uma
posição superior depois de haver
evitado as tramas e obstáculos.
O exemplo n.° 10 demonstra o
perigo de descuidar do desenvolvi-
mento para ganhar um pião. Um
bonito sacrifício de torre oferece
o exemplo n.° 11. No n.° 12 apre-
cia-se o jogo restrito resultante da
captura prematura de um pião.
O n.° 13 apresenta uma cilada par-
ticular onde as pretas ganham vá- A abertura transformou-se nu-
rios piões mas perdem uma peça. ma variante do Gambito Danes,
O exemplo mais interessante é, muito desvantajosa para as ne-
indubitavelmente, o n. 14.
0
As gras.
brancas suportam um forte ataque 7. BXPC, C3BR; 8. C5C, O-O; 9.
por ter querido ganhar um pião; P5R, P4D; 10. PXP, PXB; 11. D5T,
armando-se de coragem as pretas P3TR,
armam uma cilada que dá seus Se 11. B4BR; 12. PXP, T1R;
frutos, porém que devia compro- 13. DXPB mate.
meter seu êxito contra uma defesa 12. C4R, ganhando.
mais vigilante.
N.° 11.
No exemplo n.° 15 uma Jogada
não considerada pelas negras (Até a 6.» jogada como no exem-
ameaça a destruição de seu flanco plo n.° 10).
da dama. No n.° 16, as manobras 6. .... D3B?
A pior casa que podia a dama Com a jogada anterior 8
escolher na abertura. C7B+; (9. DXC, D X P R ) ; as pre-
7. P5R, PXP; 8. PXD, PXT ( D ) ; tas teriam evitado a cilada.
9. D2K+, R1B; 10. B2C, ganhando. 9. PXC, BXP; 10. C4B, ganhan-
do.
N.° 12

(Até a 4.» jogada como no exem- N.° 14


plo n.° 10).
4. B4B; 5. P3B, PXP?; 6. (As seis primeiras jogadas, como
BXP+, RXB; 7. D5D+, R; 8. DXB. no exemplo n.° 13).
Com o sacrifício de um só pião 7. D2D, O-O; 8. C5C.
as brancas obteram um desenvol- Aqui começa uma série de cila-
vimento muito superior, deixando das. As brancas podem ganhar
seu adversário sem roque, e por um pião.
conseguinte, aquelas deverão ga- 8. . . . . BXB; 9. DXB, D4R?.
nhar.
Posição depois de 9. . . . D4R
N.° 13
Ilii HMrl
SS A B l B A B â
(As três primeiras jogadas como
no exemplo n.° 10).
4. CXP, B4B; (ver n.° 15, 16 e
17); 5. B3B, D3B; 6. P3B, CR2R;
111^ 11 111, l i
7. C2D, CXC; (ver n.° 14).
Se 7 BXC; então 8. PXB, §§§ |lA§j §§§
CXP; 9. P5R, DXPR; 10. C4B, ga-
nhando . • O B 11 H B A1 B
8. P5R, DXPR?
A
Posição depois de 8. C2D
O Ôll BJU11S
As pretas armam uma malfada-
da cilada, enquanto que, com 9. ...,
P4D, poderiam obter um jogo su-
perior e com tais possibilidades de
ataque as brancas teriam que re-
cuar de seus projetos de ganhar
um pião e contentar-se com a res-
posta defensiva 10. C2D.
10. P4BR?
Caindo na cilada. A continua-
ção justa é 10. C2D, ameaçando
C3B ao mesmo tempo que P4BR.

— £d —
10. C4D. Posição depois de 8. C2D
As pretas salvam assim seu pião
e obtêm posição melhor.
11. PXD.
.MA • +
m
•k mm 4
mi k

tS j§§
â
A dama não se pode mover e o
PBR está atacado duas vezes.

Ws
11 CXD.
1 ww.
w
As pretas ameaçam C7B+, ou
CxPR e têm uma boa partida.
lP
N.° 15 B B m • '

& B ET"B
(Até a 5.» jogada como no exem-
plo n.° 13). D U £
5. B3R. CXPB, RXC; 14. TXP, C3BD; 15.
Se as brancas invertem a ordem T5D+, R3C; 16. T5C+, R3T; 17.
das jogadas, continuando com 5. B7B, P3CD; 18. T X P + , R4T; 19.
P3BD, as pretas podem aproveitar T6TD++.
a oportunidade e responder com
5 D2R. N.° 17
5. P3D?
Melhor é 5. D3B; ao que (Até a quarta jogada como no
seguiria 6. P3BD. exemplo n.° 13).
6. CXC, PXC; 7. BXB, PXB; 8. 4 C3BR; (ver n.° 18); 5.
DXD+, RXD; 9. C2D. CXC, PCXC; 6. B3D, P4D; 7. P5R.
Com os piões negros em 2BD, A melhor resposta aqui é 7. PXP.
3BD e 4BD, as brancas devem ga- 7 C5C; 8. O-O, B4BD; 9.
nhar ao final sem dificuldade. P3TR, CXPR; 10. T1R, D3B; 11.
D2R, O-O; 12. DXC?
N.° 16 As duas últimas jogadas das
brancas são más. Observe-se co-
(Até a 4.» jogada como no exem- mo cai o desenvolvimento de seu
plo n.° 13). flanço da dama.
4 D5T; 5. C5C, B5C+7; 6. 12. DXPB-f ?; 13. R1T,
P3BD, D X P R + ? ; 7. B3R, B4T; 8. BXPT; 14. PXB, D6B+?; 15. R2T,
C2D, D4D? B3D, ganhando.
A dama se deve retirar de 2R
para responder a 9. C4B, P3D; e N.° 18
se 9. P4CD, P3TD.
9. C4B, DXD+; 10. TXD, B I D ; (Até a quinta jogada como no
11. CXB, CXC; 12. B4BR, P3D; 13. exemplo n.° 17).
5. C3IÍD. em combinações, que o aficcionado
A mesma posição pode ser al- deverá estudar a fundo, antes de
cançada com outra ordem de jo- passar ao estudo de aberturas
gadas: mais complicadas. Mesmo quan-
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. do baseada em idéias simples, suas
C3BD, C3BR; 4. P4D, PXP; 5. possibilidades táticas não cedem
CXP. Esta é abertura Escocesa em nada ante o Giuco Piano e
dos quatro cavalos. superam a Escocesa. Exemplos
5 B5CD; 6. CXC, PCXC; 7. maravilhosos nos oferecem as par-
B3D, P4D; 8. PXP, PXP; 9. O-O, tidas de Mieses e Spielmann.
O-O; 10. B5CR, B3R; 11. D3B, No exemplo n.° 19 as brancas
B2R; 12. T1R, P3TR; 13. BxPT, sacrificam um pião e a qualidade,
PXB; 14. TXB, PXT; 15. D3CR,
por uma decisiva vantagem posi-
R1T; 16. D6C.
cionai. No n.° 20 se apreciam os
Posição depois de 9. O-O perigos da jogada 6. B2R, que, por
outro lado, não perde forçosamen-
te, porém a defesa é sempre muito
difícil. A excursão da dama ne-
gra a 5TR, no exemplo n.° 21, de-
monstra-se catastrófica e constitui
a cilada de Würzburger, menciona-
da em página anterior; é curioso,
além do mais, assinalar sua apli-
cação num recente torneio. O n.°
22 apresenta outra tentativa para
ganhar um pião na abertura que,
como de costume, resulta num de-
sastre; uma nota menciona uma
recente partida de Lilienthal com
Cenários: (partida Alekhine-Las-
um novo exemplo desta cilada
ker, Moscou 1913). Entre outras
Mostra-nos o n.° 23 uma variante
partidas algo similares, poderíamos
citar a disputada entre Romanows- plena de emboscadas, que exigem
ky e Capablanca, no Torneio de à defesa uma atenção constante.
Moscou de 1925. A posição das brancas é tão domi-
nante, depois da 10.' jogada, que
o sacrifício da dama, embora bo-
ABERTURA VIENENSE
nito, não nos pode surpreender.
Esta é uma produção de Mieses
Esta abertura infringe a regra
e o mesmo mestre nos oferece ou-
fundamental das aberturas aber-
tra no exemplo n.° 24, no qual
tas: não efetua nenhuma jogada
sem ameaça. Sem dúvida, é rica as brancas provocam astutamente
uma viagem da dama inimiga, com tinuar com B3R, R2D, T1R, etc.
penosos resultados. Se as negras conseguem fazer o
roque não devem vacilar em de-
N.° 19
volver oportunamente a qualidade
1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BR; 3. ganha.
P4BR, P4D; 4. PXPR, CXP; 5.
C3BR, (ver n.° 20, 21 e 22); B5CD; N.° 20
6. B2R, P3BD?
O ataque artificial contra TD (Até a jogada quinta como no
inimigo será revidado por um in- exemplo n.° 19).
genioso contra-ataque da parte das 5. B5CR; 6. B2R.
brancas. É superior 6. D2R.
7. O-O, D3C+; 8. P4D, CxC; 9. 6. .... C3BD; 7. P3D, BXC; 8.
PXC, BXP; 10. B3T, BXT. BXB, D5T+?; 9. P3CR, CXPC; 10.
Posição depois de 5. C3BR PXC, D X P C + ; 11. R1B.

Posição depois de 11. R1B

Uma reminiscência da cilada de


Greco (ver exemplo n.° 44).
11. DXB. Apesar das aparências desfavo-
Embora as brancas perdessem ráveis, a jogada 11. R2D oferece
um pião e a qualidade, tiveram uma defesa melhor, depois do que
uma compensação satisfatória em as negras poderiam facilmente for-
sua posição superior. A melhor çar o empate, porém não obter
defesa para as pretas é agora se- triunfo imediato: 11 C5D; 12.
guir com 11 C2D; para pre- BXP, B5CD; 13. T1R, O-O-O, (se
parar o roque com o avanço P4BD. 13. D5B+; 14. T3R, C4B; 15.
Se as brancas respondem 12. B6D D3B); 14. BIT, TR1R, etc.
para impedir o roque, então 12. 11 B4B; 12. P4D, CXP; 13.
..., C1B; com a intenção de con- BXP, O-O-O; ganhando.
N.° 21 A continuação correta é 6. B5CD.
6. C5D; 7. D3D.
(As quatro primeiras jogadas co-
Em resposta a 7. D4B, numa re-
mo no exemplo n.° 19).
cente partida, Lilienthal seguiu
5. P3D, D5T+?; 6. P3CB, CXPC;
com 7. ..., PXC; 8. B4BD, B4B;
7. C3B, D4T; 8. CxPD, B5CR.
9. P3BD, P4CR; 10. B X P B + , RXB;
Se 8. BID; 9. C3B, D5C; 10.
11. D2B, P6R; 12. DIB, P X P + ; 13.
B3T, ganha a dama e se 8
R1D PXB ( D ) + ; 14. RXD, P5C e
CXT; 9. CXPB+, R1D; 10. CXT,
as brancas abandonaram.
B5CR; 11. B2C, ganhando.
7 PXC; 8. DXP?.
9. B2C.
Maus erros. Numa partida ga-
Melhor que 10. C4B, BXC, (se nha por E. Cohn (Barmen, 1905)
10 D3T; 11. C2R); 11. CXD, continuou-se com 8. D4B, B4BR;
BXD. 9. D4TD+, P3BD; 10. CR2R, B4B;
9 CXT; 10. CXPB+, R2D. 11. P3BD?, P4CD; 12. D1D, D5T+;
Não é melhor 10. R1D; 11. ganhando (13. C3C, B5CR).
CXT, C3BD; 12. P4D.
8 B4BR; 9. DXPC, CxPB,
11. CXT, C3BD; 12. B3R, P3B;
ganhando.
13. P4D, PXP; 14. PxP-f, ganhan-
do.
Estas jogadas são da partida
Milner Barry - Sergeant. (Marga-
te, 1938). 1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BR;
3. B4B, CXP.
N.° 22. Merece esta jogada um sinal de
admiração ou de interrogação?
(As quatro primeiras jogadas co-
Quem arma a cilada? Quem cai
mo no exemplo n.° 19).
nela?
5. D3B, C3BD; 6. CXC?
Posição depois de 6. ..., C5D Posição depois de 7 O-O
4. D5T, C3D; 5. B3C, B2B. discutível vantagem de posição.
Com 5 C3BD; as negras po- Em troca, sacrificando um pião,
dem organizar um forte ataque, as pretas podem obter um certo
que talvez seja vantajoso: 6. C5C, contra-atraque, que pode ser insu-
P3CR; 7. D3B, P4BR; 8. C5D, D2R; ficiente contra uma defesa correta,
9. CXPB+, R1D; 10. CXT, P3CD; porém no caso contrário será mui-
etc. to perigoso. Algumas partidas de
6. C3B, C3B; 7. P3D, O-O? Marshall oferecem exemplos inte-
Como na variante mencionada ressantes e instrutivos deste tipo
na nota anterior, é necessário aqui de abertura.
7. .... P3CR. O exemplo n.° 25 é o mais ele-
8. C5CR, P3TR; 9. P4TR, C1R; mentar que se apresenta no xa-
10. C5D, C3B; 11. D6C, PXD; 12. drez; são suficientes dois erros pa-
CXB+, R1T; 13. CXPC++. ra que a dama fique perdida em
cinco jogadas.
N.° 24 Os dois exemplos que se seguem
1. P4R, P4R; 2. C3BD, C3BD; 3. se assemelham entre si (sacrifício
B4B, B4B. do bispo que captura o P T R ) ,
Deve-se jogar 3 C3B triunfando em um as brancas e
4. D4C D3B. em outro as pretas. No n.° 26,
Era necessário 4 R1B. as pretas não calculam as conse-
5. C5D, D X P + ; 6. R1D, R1B; 7. qüências da captura de um pião.
C3T, D5D; 8. P3D, P3D; 9. D4T. pois um jogador familiarizado com
Também é muito forte 9. D3B, o sacrificio do bispo em 7TR, de-
BXC; 10. T1BR, B3R; 11. P3BD verá estar prevenido contra tal
e a dama preta está perdida. surpresa, mesmo quando neste ca-
9. BXC; 10. DXB, C4T. so o ataque é conduzido pelas bran-
10 D7B; 11. B3R, BXB; 12. cas de maneira não muito comum.
CXB, ameaçando T1BR. Este exemplo mostra, na defesa
1. TR1B, CXB; 12. D7D, P3BR; Petroff, que as brancas podem ob-
13. CXPBR, PXC; 14. TXP+, ga- ter não somente vantagem posicio-
nhando. nai mas também possibilidades de
ataque.
DEFESA PETROFF
Uma bonita e profunda cilada
Embora não seja muito satisfa- mostra o N.° 27, da qual as bran-
tória, esta defesa, manejada por cas são vítimas inconscientes. A
um bom jogador de estilo agressi- combinação iniciada com 10. ...,
vo, é uma arma utilizável contra B X P T + , compreende seis jogadas
um jogador inferior. Se as pre- e foi realizada numa partida da
tas adotam um jogo lento e pru- luta entre Janowsky e Marshall,
dente, as brancas obtêm uma in- conduzindo este último as negras.
Como no exemplo precedente, a As condições essenciais para o
derrota é a conseqüência de um sacrifício do bispo em 7TR estão
ganho de pião mal considerada. reunidas, do que deverão tomar
Um desenvolvimento racional das conhecimento as pretas.
peças teria evitado o desastre. 11. BXPT-h RXB; 12. C5Cf,
No exemplo n.° 28, as pretas R1C; 14. D2B, P3CR.
criam ter armado uma cilada, po- Depois de 14 T1R; a con-
rém são elas que caem. Pode-se tinuação seria: 14. D7T+, R1B; 15
dizer que se fêz justiça. T1R, D3B; 16. P5D, C3B; 17. PXB,
D3T; 18. P7R+, TXP; 19. C6R+,
N.° 25
ganhada a dama.
1. P4B, P4R; 2. C3BR, C3BR; 3. 14, CXB, PXC; 15. D X P + , R1T;
CXP, CXP? 16. B5CR, B2R; 17. D6T+, R1C; 18.
A continuação correta é aqui D X P + , T2B; 19. BXB, DXB; 20.
3 P3D. D8B+.
4. D2B, C3BR? Ganhando finalmente quatro
Segundo e fatal erro. Depois piões pela peça sacrificada.
de 4 D2R, as pretas se sal-
variam ao preço de um pião. N.o 27
5. C6B+, ganhando a dama.
(Até a 7.» jogada como no exem-
N.° 26
plo n.° 26).
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BR; 3. 7. B5CR; 8. T1R, P4BR.
CXP, P3D; 4. C3BR, CXP; 5. P4D,
Posição depois de 9 O-O
P4D; 6. B3D, B3D; 7. O-O, O-O,
(ver n.° 27) 8. P4B, B3R; 9. C3B,
CXC; 10. PXC, PXP?

Posição depois de 7. O-O • * B • 'Há r


II H H B
immm
wm. wixi

11 • , â » B f ,

fm fi^Il II
As três últimas jogadas caracte-
rizam a variante de ataque Mar-

mmám:§m
m.
shall.
9. P4B, O-O; 10. PXP?
O erro decisivo. Devia-se jogar n.° 30 as brancas criam uma bri-
10. P3TR. lhante combinação, onde os múl-
10. . . . . B X P + ; 11. RXB, CXPB; tiplos sacrifícios e as astutas ma-
12. D2B, CXB; 13. DXC, BXC; 14. nobras de retrocesso dos cavalos
PXB, D5T+, ganhando. honram a M. Seguin, o vencedor.
Os exemplos n.° 31 e 32 ilus-
N.° 28 tram os perigos da Defesa Ha-
1. P4R, F4R; 2. C3BR, C3BB; 3. nham. A jogada P3BD, que for-
P4D, P4D? ma parte deste sistema, é uma
As imitações são mas... É me- perda de tempo que permite às
lhor 3. CXP. brancas empreenderem um ataque
4. PRXP, P5XP; 5. B5CD+, irrompendo com um sacrifício so-
P3BD; 6. PXP, D4T+; 7. C3BD, bre 7BB, que enfraquece a casa
PXP. 6R, resultando no ganho da dama
As pretas, depois de ter contra- preta, (o n.° 32 é o exemplo mais
atacado o cheque descoberto do notável). Embora tal captura nem
inimigo, aparentemente ganham sempre seja possível, as brancas,
uma peça. aproveitando o fato de seu adver-
8. CXP, PXB?; 9. D3B. sário não ter tempo para fazer o
Dissipa-se a ilusão. A TD está roque, obtêm um forte ataque co-
perdida. mo ocorre no n.° 31. Ante peri-
9. B5CD; 10. O-O, O-O; 11. gos semelhantes, o aficcionado
DXT, ganhando. prudente não deverá escolher essa
defesa em partidas sérias. Em
DEFESA FILIDOR qualquer caso, o fará quando pos-
sua uma experiência suficiente,
como para evitar todas as ciladas
A posição que desfrutava esta
possíveis e poder analisar a fundo
defesa nos tempos de Morphy de-
as complicadas variantes que se
clinou muito, pois as pretas têm
lhe apresentarão.
um jogo restrito, embora não des-
provido de recursos. Marco Nim- Finalmente, o exemplo n.° 33
zovitch e Tartakower trataram mostra outra forma desta defesa
sem êxito de popularizá-la nova- e as dificuldades para obter algu-
mente, adotando a variante Ha- ma vantagem, pois uma só joga-
nham. da inferior é suficiente para outor-
gar às brancas um forte ataque.
O primeiro exemplo, n.° 29, ex-
traído de uma partida real, mos-
tra uma maneira defeituosa, tanto N.° 29
de um como de outro lado, de con-
duzir esta abertura e é de se per- 1. P4R, P4R; 2. C3BR, P3D; 3.
guntar quem perderá primeiro. No P3B, B5C; 4. B4B, C2D?
Esta resposta caracteriza a de- A idéia da defesa Hanlam ê
fesa Hanham, porém não se deve apoiar o centro protegendo o pião
efetuar em qualquer posição. de 4R com D2BD. Se 4 B2R;
5. D3C, BXC. 5. PXP, PXP (ou 5 CXP; 6.
Uma defesa um tanto melhor CXC, PXC; 7. D5T, ganhando um
oferece 5 C4B. pião); 6. D5D, ganhando.
6. BXP+» B2R; 7. D6R++. 5. C5C, C3T; 6. O-O (ver n.° 32),
T2R.
N.° 30
O correto é 6 D2B; o qual
1. P4R, P4B; 2. C3BR, P3D; 3. pode ser precedido por 6
B4B, P4BR; 4. P4D, C3BR; 5. C3B, P4CD; 7. B3C, etc.
PXPD; 6. DXP, B2D? 7. C6R, PXC; 8. BXC, PXB?
A resposta 6 C3B; é muito Se 8 C3C; então 9. BXPC,
mais forte. T1CR; 10. D5T+, R2D; 11. BXPR+,
7. C5CR, C3B; 8. B7B+, R2R; 9. ganhando. O roque é relativamen-
DXC-f. te melhor.
Sacrificando a dama para elimi- 9. D5T+, R1B; 10. BXPR e mate
nar o cavalo inimigo e permitir na jogada seguinte.
a 6 o cheque.
N.° 32
Posição depois de 6. ..., B2D
(Até a 6.' jogada como no exem-
plo n.° 31).
6. P4TD.

Posição depois de 6. P4TD

C5D. A manobra final, como o


retrocesso de ambos os cavalos ata-
cantes é curiosa:
9. RXD; 10. C5D+, R4R; 11.
C3BR+, RXP; 12. C3BD++.
N.o 31 A cilada, invenção de Leonhardt,
1. P1R, P4R; 2. C3BR, P3D; 3. está armada...
P4D, C2D; 4. B4BD, P3BD. 6. B3R.
E as negras se precipitam por 7. C3B, P X P ; 8. BSCD, P3BD; 9.
não haverem compreendido o sig- DXPR+, C3R; 10. T1D.
nificado da última jogada do ad- E a vantagem das brancas se
versário. torna confusa. Na partida Rellstab
7. B X P B + , CXB; 9. C6R, D5T+. vs. Taylor, Hastings, 1929-30, con-
Se 8. . . . . D3C; então 9. P5T, tinuou-se como segue: 10
D5C+; 10. P3BD, D5B; 11. C7B+, P3BR; 11. D2R, D2BR; 12. B4BD,
R1D; 12. P3CD, ganhando a dama. P4CD; 13. B3C, P5C; 14. C4R, B3T;
Ê visível o sentido da jogada 6. 15. D3R, C2D; 16. BXC, DXB; 17.
P4TD. CXPB+, R2B; 18. TXC+, B2R; 19.
9. B2D, D3C; 10. P5T, DXPC; C5R+ e as pretas abandonaram.
11. B3B, D4C; 12. C7B+, ganhan-
do. GIÜOCO PIANO

N.° 33 É tal a importância desta aber-


tura que convém ao aficcionado
1. P4B, P4B; 2. C3BR, P3D; 3. familiarizar-se com suas nume-
P4D, C3BR; 4. PXP, CXP; 5. rosas variantes, antes de abordar
D5D, C4B; 6. B5CR, D2D? aberturas mais difíceis, como o
A continuação justa é 6 Ruy Lopez ou o Gambito da Da-
B2R; 7. PXP, DXP; 8. C3B, O-O, ma. A inobservância ou omissão
etc. Em troca, seria mau 6 de alguns princípios fundamentais
P3BR; 7. PXPB, PXP; 9. B3R, provoca fatais conseqüências e vá
B3R; 9. D5T+, B2B; 10. D4T, C2D; rios belos exemplos que apresen-
11. C3B, P3B; 12. O-O-O (partida tamos mostram os perigos que re-
Maroczy vs. Bogoljubow; Bled, presentam para os jogadores inex-
1931). perientes .
Desde a quarta jogada são evi-
Posição depois de 10. T1D
dentes as intenções das brancas,
pois com 4. P3BD preparam-se pa-
ra controlar o centro e uma luta
fértil em atraentes combinações se
apresenta, enquanto com 4. P3D
elas se contentam com um jogo
passivo, que mais bem parece uma
abertura de Quatro Cavalos que
um verdadeiro Giuoco Piano com
seus derivados: A Defesa de Dois
Cavalos e o ataque Max Lange
(isto leva o nome pouco aceito de
Giuoco Pianíssimo). Também po-
dem continuar as brancas com 4. 4TR, adotam evidentemente uma
C3BD, que conduz a variantes se- falsa rota, porém o harmonioso da
melhantes às que se originam com resposta, com um sacrifício da da-
4. P3D. A última alternativa é ma como ponto culminante, é de
4. O-O, contra o qual P3D é a me- um vigor admirável. Menciona-
lhor resposta, para organizar ra- mos somente a variante principal
pidamente um ataque contra o ro- com a certeza de que será agra-
que, cheio de oportunidades; po- dável ao aficcionado estudar as
rém as brancas podem tomar a sub-variantes; estas são muito bo-
dianteira com uma enérgica ação nitas sem serem difíceis.
sobre o centro e a coluna BR.
Ilustra o exemplo n.° 37 as pos-
Neste caso, 4. O-O substitui van-
sibilidades da defesa 4 D2R,
tajosamente a 4. P3BD, porém o
maneira lógica de responder a 4.
sacrifício de um pião é necessário
P3BD, mantendo o centro e evi-
e freqüentemente a partida se
tando as complicações que resul-
transforma assim numa defesa de
tam de 4 C3B. Produz-se logo
Dois Cavalos.
uma combinação muito eficaz, co-
As ocasiões de armar ciladas se meçando com 10 BXPTR,
apresentam em todas as continua- tornando insustentável a posição
ções indicadas, embora nas mais branca. Por outro lado, esta de-
tranqüilas. O primeiro exemplo fesa (D2R), geralmente causa um
(N.° 34) mostra os perigos que po- jogo muito difícil para as pretas,
de representar uma paisagem apra- pois sua posição permanece erra-
zível. Uma jogada não conside- da, enquanto o adversário conserva
rada pelas negras é explorada h a - a iniciativa. O n.° 38, jogado por
bilmente na cilada de Canal. No Morphy, mostra os perigos de
exemplo n.° 35, as pretas suportam avançar os piões do flanco do rei,
grandes dificuldades em seu lado para contra-atacar as ditas difi-
do rei, o qual demonstra o perigo culdades, embora antes de fazer o
nesta abertura do roque prematu- roque. Deve-se ter presente que,
ro, tanto para as pretas como pa- se não é claramnte visível um
ra as brancas, sobretudo se um dos triunfo, evitar-se-ão estes avanços,
adversários lança um ataque de pois as fraquezas que resultam po-
piões contra o roque inimigo. Con- dem ser de conseqüências desas-
vidamos o estudioso a meditar so- trosas .
bre as razões que tornam irresis-
Os exemplos n.° 39, 40 e 41 mos-
tível o ataque das brancas.
tram a força de 6. O-O (em lugar
Uma pequena jóia, concepção do de 6. PXPD), que foi criticada pe-
grande Steinitz, é presenteada pe- los teóricos, embora suas razões
lo exemplo n.° 36. As brancas não sejam de todo convincentes.
fixando o cavalo e retrocedendo a No número 41, uma linha de jô-
go geralmente considerado como a sérias, torneios e disputas, tirará
melhor para as pretas, a vantagem vantagens apreciáveis de seus co-
fica em poder das brancas. Cer- nhecimentos.
tamente que este gambito impor-
N.° 34
ta algum risco, porém o jogador
amante deste tipo de estratégia po- 1. P4B, P4R; 2. C3BB, C3BD;
de aplicá-la sem vacilar; obterá 3. B4B, B4B; 4. P3D (ver n.° 35),
assim um bom êxito. Os três P3D; 5. C3B, C3B; 6. B5CR, P3TB;
exemplos contêm bonitas varian- 7. BXC, DXB; 8. C5D, D1D; 9.
tes; no n.° 39 ressaltaremos a jo- P3B, B3R?; 10. P4D.
gada 12. P6D, que paralisa com-
Posição depois de 10. P4D
pletamente o jogo preto; no n.° 40
o sacrifício do bispo é de uma efi-
cácia imediata e a jogada 15. TD1D
no n.° 41 é de uma fineza notá-
vel.

Extraído de uma partida real, no


exemplo n.° 42, demonstra-se cla-
ramente a inferioridade do retro-
cesso 6 B3C, na variante ini-
ciada com 4. P3BD, CR3B.
Os últimos exemplos são consa-
grados ao ataque Muller, muito
praticado. Vêem-se no n.° 43 os
perigos de tratar de conservar uma Com vantagem para as brancas.
peca às custas do desenvolvimen- Se 10 PXP; então 11. PXP,
to. O n.° 44, do antigo mestre B5C+; 12. CXB, BXB; 12. CXC,
Greco (1600-1634), mostra o peri- PCXC; 14. D2B, etc.
go de jogar 8 CXC; em lu- N.° 35
gar de 8 BXC, pois com isto (Até a quarta jogada como no
as pretas poderão evitar a cilada, exemplo n.° 34).
graças à continuação de Bernstein 4 C3BR; 5. C3BD, O-O; 6.
10 P4D. Em algumas cila- B5CR, P3TR; 7. B4T, B5C; 8. O-O,
das, é o segundo erro o que se BXC; 9. PXB, P4CR?
toma fatal. O admirável exemplo Melhor é 9 P3D.
n.° 45 já foi examinado no primei- 10. CXPC, PXC; 11. BXPC, R2C;
ro capítulo. 12. P4BR, ganhando.
O jogador bem compenetrado
N.o 36
destas combinações e ciladas cau-
sará numerosas vítimas entre os 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
aficcionados débeis e nas partidas B4B, B4B; 4. O-O, C3BR; 5. P3D.
Se nesta abertura as brancas Seria ilógico trocar os piões, pois
fazem o roque prontamente, já o motivo de 4 D2R é suster
dissemos que elas deverão prever o pião central de 4R.
um assalto contra o flanco do rei. 7. P3TR (ver n.° 38), C3BR; 8.
A melhor resposta é um enérgico PXP?
avanço no centro com P3BD-P4D, Má troca, pois eümina a pressão
e o mais rápido possível P4BR. sobre o centro preto.
5 P3D; 6. B5CR? 8 CDXP; 9. CXC, DXC; 10.
Proteção ineficaz quando as C2D, BXPT.
brancas já fizeram o roque e as
pretas ainda não o fizeram. O Posição depois de 10. C2D
cavalo pode ser desguarnecido.

Posição depois de 10 PXB

As brancas fizeram todo o pos-


sível para enfraquecer sua posição
e as pretas podem atacar vitorio-
6. ..., P3TK; 7. B4T?, P4CR; 8.
samente.
B3C, P4TR; 9. CXPC, P5T; 10.
11. PXB, D6C+, 12. BIT,
CXP PXB; 11. CXD, B5CR; 12.
D X P T + ; 13. R1C, C5C; 14. C3B,
D2D, C5D; 13. C3B, C6B+; 14.
D6C+; 15. R1T, BXP.
PXC, BDXP, ganhando.
E as pretas ganham. Este é o
terceiro exemplo de um roque pre-
N.° 37
maturo que representa a perda da
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. partida nesta abertura, a qual
B4B, B4B; 4. P3BD, D2R; 5. O-O. aparenta ser tranqüila.
Mais enérgico é 5. P4D. Contra
N.° 38
5 B3C; (a 5 PXP; 6.
O-O), o ataque Elsinger é possível; (Até a sétima jogada como no
6. P5D, C1CD; 7. P6D. exemplo h.° 37).
5. P3D; 6. P4D, B3C. 7. B5CR, P3BR; 8. B4T, P4CR?
Nesta posição, mesmo quando as PXP; 6. O-O, CXP?; (ver n.° 40,
brancas já tenham feito o roque, 41 e 42).
porém as pretas ainda não o fi-
zeram, este avanço é mau, pois as Posição depois de 6. O-O
pretas jogaram P3BB em lugar de
P3TR, debilitando assim a posição
do rei e a diagonal 1R-3TR, cuja
importância foi assinalada no pri-
meiro capítulo.
9. CXPC, PXC; 10. D5T+, R1D;
11. BXP.

Posição depois de 11. BXP

Neste exemplo e nos dois seguin-


tes as pretas cometem uma falta
na 6.» jogada. Deviam jogar P3D.
7. PXP, B2R; 8. P5D, C1CD; 9.
T1R, C3D; 10. B3C, O-O; 11. C3B,
C1R; 12. P6D.
Muito astuto.
12 PXP.
Se 12 BXP; 13. B5C, C3BR;
Dois piões e uma posição como 14. C5D, C3B; 15. CXC+, PXC; 16.
esta não valem mais do que uma B6T, com um ataque ganhador.
peça? Se 12. .... CXP; 13. TXB, DXT;
11. C3BR; 12. D6T, T1B; 13. 14. B5C, D IR; 15. D3D, ganhando.
PIB, PXPD; 14. PSR, P X P B + ; 15. 13. TXB, DXT; 14. B5C, C3BR;
R1T, PxPC; 16. PXC, TXP; 17. 15. C5D, D1D; 15. D4D, C3B; 15.
DXT, P X T ( D ) ; 18. DXD1T. D4TR, ganhando.
Ganhando por uma bonita jo-
gada imprevista. O imortal Greco N.° 40
de novo presente!

(Até a sexta jogada como no


N.° 39
exemplo n.° 39).
6. O-O; 7. PXP, B3C; 8.
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. P5D, C2R; 9. P5R, C1R; 10. P6D,
B4B, B4B; 4. P3B, C3B; 5. P4D, PXP; 11. PXP, CSC; 12. B5CR,
C3B; 13. C3B, P3TR; 14. D3D, Posição depois de 15. TD1D
B2T.

Posição depois de 14. D3D

N.° 42

(Até a sexta jogada como no


Se 14. PXB; 15. DXC, C2T; exemplo n.° 39).
15. C5D, PXD; produz-se um bo- 6. PXPD, B3C?
nito mate (17. C7R+, R1T; 18. A única continuação exata é 6.
CXPC), similar ao do exemplo n.° B5C+. Este cheque era afas-
23). tado pelas brancas, nos exemplos
15. BXPB, T X B ; 16. C5R, PXB; n.° 39, 40 e 41, onde jogaram 6.
17. DXC+, R1C; 18. D X T + , ga- O-O.
nhando. 7. P5D, C2R; 8. P5R, C5R; 9.
P6D.
N.° 41 Assinalamos a importância deste
avanço, no Giuoco Piano, pois em
(Até a sexta jogada como no outros exemplos já apreciamos seu
exemplo n.° 39). vigor.
6. . . . . PXP; 7. P5R, P4D; 8. 9. ..., CXPB; 10. D2R, CXT; 11.
PXC, PXB; 9. D X D + , CXD; 10. B5CR, B7B+.
PXPC, T1CB; 11. CXP, TXP; 12. Para abrir uma saída para a da-
B4B, C3R; 13. TR1R, P3BD; 14. ma.
C4R, B2R; 15. TD1D. 12. BID.
Com bom jogo. Se agora 15. Se 12. R1B, as pretas podem sa-
.... CXB; 16. C6B+, R1B; 17. far-se com 12 C4B; colocan-
T8D+, BXT; 18. T8R mate. do estas duas ciladas: 13. BXD,
Este exemplo recorda o ataque C6R+, ganhando a dama; ou 13.
Max Lange, que examinaremos na D4R, C6C+, com o mesmo resul-
Defesa dos dois cavalos. tado.
12 P3BD; 13. BXC, D3C; 14. TXC+, RXT; 17. T1R+, R1B; 18.
C5CB, T1BB; 15. D5T, P3CR; 16 36T+, R1C; 19. T5R, e mate na
DxPT. Ganhando, pois se 16 jogada seguinte), porém desenvol-
D5D+; 17 C2D. vendo imediatamente a peça ga-
nha, as pretas poderiam resistir
N.° 43
ainda (14 R5R; 15. C2D,
(Ataque Moeller) P4BR; 16. P3B).
1. P4K, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. 15. B6T+, R1C; 16. TXR, CR5R;
B4B, B4B; 4. P3B, C3B; 5. P4D, 17. T1R, P4BR; 18. T7R, ganhan-
PXP; 6. PXP, B5C+; 7. C3B, do.
CXPR; 8. O-O, BXC (ver n.° 44);
9. P5D, C4R. N.° 44

Posição depois de 8. O-O


(Até a oitava jogada como no
exemplo n.° 43).
8. CXC; 9. PxC, BXP (ver
n.° 55); 10. D3C, BXT.

Posição depois de 10. D3C

Se 9 B3B; as tabelas são


prováveis com a continuação se-
guinte: 10. T1R, C2R; 11. TXC,
P3D; 12. B5CR, BXB; 13. CXB,
O-O (no 13 B4B, por causa
de 14. D3B); 14. CXPT, RXC; 15. Caindo na cilada. Devia se con-
D5T+, R1C; 16. T4TR, P4BR, etc. tinuar com 10. ..., P4D, com o
10. PXB, CXB; 11. D4D, CD3D. qual a partida se igualaria da se-
Uma melhor defesa permite 11. guinte maneira: 11. BXP (se 11.
P4BR. DXB, PXB; 12. P5D, C2R; 13. T1R,
12. DXPC, D3B; 13. DXD, CXD; O-O; 14. B3T, CXP; 15. DXPB,
14. T1R+, R1B? C3C; 16. D2R?, P3BD); 11
A falta decisiva. É verdade que O-O; 12. BXPB+, R1T; 13. DXB,
14 R1D, não concede um re- TXB; 14. C6R, CXC; 15. PXC, B3R,
sultado melhor (15. B5C, C1R; 16. etc.
11. BXPB+, R1B; 12. B5C, C2R; um pião, obtêm um ataque peri-
13. C5B, BXP; 14. B6C, P4D; 15. goso. O exemplo n.° 49 é menos
D3BK+, B4BR; 16. BXB, BXC; 17. claro, porém agradará os leitores.
B5R+, B3B; 18. BXB, ganhando. Os dois exemplos que seguem
são mais complicados, porém ofe-
N.° 45
recem jogadas atraentes. O n.° 50
(Até a nona jogada como no foi extraído de uma partida de um
exemplo n.° 44). torneio inglês; as pretas descarri-
9 B2R; 10. P5D, C4T; 11. Iham na sétima jogada e depois
P6D. de uma segunda falta perdem a
Vejamos uma vez mais os efeitos dama de uma maneira Inesperada
fulminantes deste avanço. que passou inadvertidamente pelo
11. PXP. autor de um conhecido manual. O
Se 11 CXB; 12. PXB, RXP; n.° 51, de uma partida ganha por
13. D2R+, ganhando uma peça. Rellstab (Berlim, 1937), constitui
12. BXPB+, RXB; 13. D5DH-, um estudo profundo.
R1B; 14. C5C, BXC. A miúde se transforma esta de-
É indispensável 14 D1R. fesa em Giuoco Piano, Abertura
15. BXB, D1R. Escocesa, Ataque Max Lange, etc.;
Se 15 D2B; 16. D5BR+, transições que deverão ser familia-
R1C; 17. T1R, ganhando. res a todo bom jogador. O ata-
16. TD1R (ou TR1R), D3C; 17. que Max Lange se produz justa-
T3R, ganhando. mente no exemplo n.° 52. Con-
cluiremos expressando que as pre-
DEFESA DOS DOIS CAVALOS tas, se não conhecem bem esta
abertura, a cada passo podem errar
Com esta defesa as pretas ado- o caminho.
tam um jogo muito realizador.
Numa das variantes sacrificam um N.° 46
pião por uma vantagem no desen-
volvimento, que as compensará am- 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
plamente se seu adversário, no B4B, C3B; 4. P4D (ver n.° 47, 48 e
momento oportuno, não se decide 49), PXP; 5. C5C, P4D; 6. PXP,
a devolver o pião, o que lhe asse- CRXP.
gura uma posição sólida. A resposta justa é agora 6
No exemplo n.° 46 apreciam-se D2R+, seguido de C4R.
os perigos, j á vistos antes, da ime- 7. CXPB, RXC; 8. D3B+, B3R;
diata recaptura pelas negras do 9. D4R+, ganhando.
PD; o ataque é mais violento ain-
N.° 47
da do que no Fegatello. De-
monstra-se nos n.° 47 e 48 que (Até a quarta jogada como no
as pretas, depois do sacrifício de exemplo n.° 46).
Posição depois de 6. PXP quando este se encontra em 4TR,
é um erro que custa uma peça.
10. D5D; 11. BXP+, CXB;
12. CXC, D4D; 13. CXPT.
As brancas desejam fazer pagar
o mais caro possível a perda de
seu cavalo, porém se arruinam
completamente não prevendo o pe-
rigo maior.

Posição depois de 12 D4D

4. C5C, P4D; 5. PXP, C4TD.


A única resposta correta.
Se 5 C5XP?; produz-se a
variante Pegatello: 6. CXPB, RXC;
7. D3B+, R3R; 8. C3B, CD2R; 9.
P4D, etc. similar ao exemplo an-
terior.
6. P3D, P3TR; 7. CR3B, P5R; 8.
D2R, CXB; 9. PXC, B4BD; 10. C3B.
O melhor é 10. P3TR, prevenindo
B5CR e para retroceder o cavalo 13 B5CR; 14. P3BR, PXP;
a 2TR. 15. O-O, B4BD+; 16. R1T,
10 O-O; 11. CR2D (ou 1CR), PXP++.
B5CR; e as pretas ganham. Compare-se com as duas posi-
ções adversas: a inércia do ílaneo
N.° 48
dama das brancas, com um pobre
(Até a quarta jogada como no cavalo sediado em 7TD, depois de
exemplo n.° 46). haver efetuado seis inúteis joga-
4. C5C, P4D; 5. PXP, C4TD; o das nas dezesseis da partida.
exemplo n.° 46.
6. B5C+, P3BD; 7. PXP, PXP; N.° 49
8. B4T?
Devia-se jogar 8. B2R. (Até a quarta jogada como no
8 P3TR; 9. CR3B, P5R; 10. exemplo n.° 46).
C5R. 4. C5CR, CXP?; 5. BXPB+, R2R;
Esta resposta é boa depois do 6. CXC, RXB; 7. D3BC, R1C?
retrocesso do bispo a 2R, porém É preferível 7. R I R .
8. C5C, ganhando. Perdendo imediatamente. As
Se 8 DXC; 9. D5D mate. pretas deverão fazer o roque.
13. C6B+, ganhando.
N.° 50
N.° 51
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
B4B, C3B; 4. P4D, PXP; 5. O-O, (Até a sétima jogada como no
CRXP. exemplo n.° 50).
A captura do segundo pião con- 7. BXPD, DXB; 8. C3B, D4TD.
cede às brancas um forte ataque, A melhor retirada. Natural-
do qual não podem sair indenes mente que as pretas não podem
as pretas, se não conhecem bem capturar o cavalo.
a defesa. Mais prudente é 5 9. CXC, B4R; 10. CD5C, O-O-O;
P3D. 11. CXB, PXC; 12. TXP, B3D; 13.
6. T1R, P4D; 7. C3B, (ver n.° 51). D2R, D4TR; 14. B2D?
Posição depois de 7. C3BD Uma precaução necessária era
14. P3TR.
10 P6D; 15. D4R.
As brancas vêem-se atrapalha-
das numa cilada. Se 15. PXP,
C5D; 16. CXC, D X P T + , e mate
na jogada seguinte.
15. C5D, ganhando.
Se 16. TRXB, CXC+, (o me-
lhor); 17. DXC, DXD; 18. T X T + ,
TXT; 19. PXD, PXP; 20. B1B,
T3D+. As peças brancas estão
paralisadas e as pretas ganham
graças a sua maioria de piões no
Interessante cilada de Canal. flanço dama.
7. B3R? Esta cilada foi reproduzida quase
A seguinte continuação é van- inteiramente na partida entre Pre-
tajosa para as negras: 7. ..., P x C ; trs e Crépeaux, disputada no tor-
8. BXPD, B3R; e se agora 9. TxC, neio de Paris (1941). Na oitava
então 9. C2R, ganhando. jogada a dama se retirou a 5TR,
8. CXC, PXB; 9. C5C, B2R. não tendo se realizado a jogada
A abertura que anunciava um 14. B2D.

Max Lange oferece entretanto o


N.° 52
aspecto de uma defesa dos Dois
Cavalos. (Ataque Max Lange)
10. CXB, PXC; 11. D5T+, P3CR; 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD;
12. D5CD, D4D? 3. B4B, C3B; 4. P4D, PXP; 5. O-O,
154B; 6. P5B, P4D; 7. PXC, PXB; As brancas possuem um jogo
8. T1B+, B3B; 9. C5C, D4D. mais livre e conservam largo tem-
Respondendo com 9 DXPB?, po de vantagem de saída, em-
as pretas cairiam numa cilada per- bora contra uma defesa perfeita.
dendo uma peça, 10. CXB, PXC; São tais as dificuldades para as
11. D5T+, seguido de 12. DXB). pretas nesta abertura, que contri-
10. C3BD, D4B; 11. CD4R, B1BR? buíram bastante para popularizar
As pretas dispõem de duas con- as aberturas semi-abertas (Sicilia-
tinuações melhores: B3C e O-O-O. na, Francesa, Caro Kann, etc.).
12. CXPB, RXC; 13. C5C+, R1C; Referimo-nos ao passado, pois, na
14. P4CR, D X P + . atualidade, os teóricos da escola
Um erro grosso. chamada «hipermoderna» calculam
Posição depois de 11 B1BR que a saída 1. P4R é inferior e
quanto à resposta 1 P4R não
extrai toda a vantagem que ofe-
rece a «débil» primeira jogada das
brancas.

Não cremos, entretanto, que as


pretas estejam perdidas ao entrar
no Ruy Lopez. Diversas defesas
prometem manter o equilíbrio e
talvez obter mesmo a vantagem.
Três sistemas de defesa se encon-
tram em voga atualmente.
Primeiramente, a defesa Steinitz,
15. DXD, BXD; 16. P7B++. onde as pretas se esforçam a todo
Mate afogado, com um pião. preço para manter no centro, com
3. P3D; 4 B2D; 5
BUY LOPEZ C3BR; 6. B2R; etc. Sua po-
sição é assim restrita e sem dú-
A mais forte e mais lógica das vida terão que abandonar o cen-
aberturas abertas. A idéia fun- tro em certo momento porém, em
damental é manter durante o compensação, a coluna de rei fi-
maior tempo possível uma pressão cará aberta para sua torre e elas
sobre a casa central 5R, de ma- poderão oferecer uma pressão so-
neira que as pretas se vejam obri- bre o PR inimigo. Esta defesa
gadas a abandonar o centro, tro- pode adotar uma jogada prepara-
cando seu PR. Se estas não de- tória (3 P3TD), que conduz
sejam efetuar tal troca, se expõem a interessantes variantes e oferece
a outras desvantagens. outras possibilidades.
A segunda defesa, devida a Tchi- defesa das pretas devia conceder
gorin, é um rápido desenvolvimen- uma grande vantagem.
to do flanco dama, com uma es-
O n.° 56 é um novo exemplo
pécie de ataque por meio de P3TD;
do ganho de material, em detri-
P4CD; C4TD; P4BD, etc. e uma
mento da posição. Uma partida
certa iniciativa neste costado an-
mais finamente jogada do que es-
tes que as brancas tenham
ta, é o exemplo n.° 57, ganha por
tempo de atacar no flanco rei.
Blumenfeld em Moscou, 1903, onde
Finalmente, o terceiro sistema, as pretas perdem por uma série
empregado por Morphy e recomen- de conseqüências de sua débil jo-
dado por Tarrash, é uma enérgica gada P3CR, defesa difícil que só
demonstração central, com 3. ..... pode ser escolhida conscientemente
P3T0; 4 C3BR; 5 CXPR, por fortes jogadores, que compre-
ao preço de uma certa debilidade endem quão essencial é a presença
nos piões do flanco dama. do bispo rei. Mostra o n.° 58 uma
Esta abertura foi muito anali- astuta cilada armada por Black-
burne a Alekhine no Torneio de
sada em todas suas formas e mui-
São Petersburgo, 1914, apreciando-
tas partidas brilhantes foram jo-
se que a situação do bispo rei
gadas com ela, que descobriram
branco em 50+ não é de todo se-
claramente todas suas ciladas. Os
gura.
aficcionados obterão um valioso
ensinamento nos exemplos que se- Um tipo de faltas que amiúde
guem. O tema é amplo para ex- cometem os jogadores experientes
por e começaremos pelas defesas assinala o n.° 59, consistente em
más e logo passaremos àquelas confundir dois sistemas de defesa;
correntemente adotadas por cau- este exemplo provém de uma par-
sa de sua correção. tida ganha por Nimzovitch numa
sessão de simultâneas. O perigo
Nosso primeiro exemplo (n.° 53), de uma saída prematura da dama
originado numa partida entre Zu- é novamente demonstrado pelo n.°
kertort e Anderssen, ilustra a dé- 60; uma segunda falta agrava a
bil defesa Mortimer agravada por situação das pretas. A cilada do
uma segunda falta; a derrota in- n.° 61 salta à vista, de forma que
fligida às pretas não pode animar- somente será eficaz contra os
se a adotar esta defesa. No n.° principiantes. Pelo contrário, a fa-
54, o castigo a um mau jogo é mui- mosa cilada de Tarrasch (n.° 62)
to severo. O ensaio descuidado tem atrapalhado a mestres como
das brancas, no n.° 55, para ga- Zukertort e Gunsberg.
nhar material, transforma-se num O n. 63 é um ataque bem co-
0

desastre, enquanto que uma ma- nhecido, chamado de Breslau. Não


neira mais sólida de explorar a é uma cilada, estritamente falan-
do, porém é necessário conhecer derrota, além da jogada P4D. No
esta manobra para não se expor n.° 71 é também a segunda falta
a perder uma partida que poderia a que faz perder o jogo, porém a
se salvar com uma defesa correta primeira foi efetuada pelo adver-
O mesmo ocorre no n.° 64, no qual sário; convém, pois, recordar a fra-
as pretas se descuidam na 11.' jo- se, «a penúltima falta ganhará».
gada, recebendo um bonito e ines- Saber explorar um erro não é sem-
perado mate. No n.° 65, as pre- pre o procedimento mais simples
tas não interpretam o significado ou o mais plausível como também
das manobras de seu adversário, o melhor.
perdendo rapidamente.
O exemplo n.° 72, bonito e com-
Ainda outra excursão prematura plicado, mostra o erro das brancas
da dama no n.° 66, com suas tris- por haver desejado capturar um
tes conseqüências. A cilada do pião. Seu jogo se encontra assim
exemplo n.° 67 é muito fina e os muito aberto e o retardamento no
magníficos mates se produzem de- desenvolvimento cria uma desvan-
pois dos sacrifícios da dama e a tagem. Corresponde a Nyholm a
torre, enquanto que as pretas po- honra desta demonstração. A
dem evitar a cilada, obtendo a mesma lição é finamente apresen-
igualdade, pois a jogada 5. T1R tada no n.° 73. Deve-se evitar
não é a mais forte; bastante mais abrir linhas ao adversário quando
enérgico é 5. P4D. se adota um jogo cerrado. A úni-
O exemplo n.° 68 contém uma ca peça ativa é a dama, que se
famosa cilada de uma profundida- debate desesperadamente, contra o
de pouco' comum. Tarrasch publi- exército inimigo. O último exem-
cou uma análise em 1891, a qual plo (n.° 74) volta-nos a mostrar o
não o impediu de cair nela em cheque mortal D5T, em conseqüên-
março do ano seguinte, num torneio cia de um erro das pretas.
em Dresde. Suas diversas varian-
tes parecem tão normais que se N.° 53
contam entre suas vitimas alguns
dos melhores jogadores. 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
Apreciou-se no n.° 69 que a jo- B5C, CR2R; 4. F3B P3D; (ver n. 0

gada P4D, geralmente vantajosa 54); 5. P4D, B2D; 6. O-O, C3C; 7.


para as pretas, ao ponto de equi- C5C, P3TR?
librar o jogo, não deve ser efetua- Jogo débil numa defesa inferior.
da indiferentemente; um avanço É necessário B2R.
prematuro pode resultar num de- 8, CXPB, BXC; 9. B4B+, R2R.
sastre. O mesmo ocorre ás bran- Nao seria melhor 9 RIR;
cas, no n. 70, porém novamente a
0
10. D5T, D3B; 11. P4BR, etc.
segunda falta é a causadora da 10. D5T, DIB.
Se 10 B1R; seguiria 11. 5. .... D5D; 6. D5T+, P3CR; 7.
B5CR+, PXB; 12. DXP+, R2D; 13. CXPC, C3BR; 8. D4T, C5CR; 9.
D5B+, R2R; 14. D6R mate. CXT?
A posição das brancas não era
Posição depois de 10. D5T
muito invejável, porém com esta
jogada perde imediatamente. Com
9. C3B, não somente era possível
a resistência (9 D X P R + ; 10.
C2R) pois também se armaria uma
cilada interessante, (10 DXPC;
11. T1CR, DXPT?; 12. TXC, ga-
nhando) .
9. . . . . DXPR+.
Ganhando, pois a qualquer mo-
vimento do rei, a resposta 10
C6R+, ganha a dama.

N.° 56
11. D5C+, PXD; 12. B X P C + + .
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD;
N.° 54 3. B5C, C3B; 4. P4D, C2R?; 5.
CXP?
(Até a quarta jogada como no
Um erro decisivo. A resposta
exemplo n.° 53).
4. . . . . P3TD; 5. B4T, P4CB; 6. justa é 5. C3BD.
B3C, P4D; 7. D2R, PXP; 8. DXP, 5 P3BD; 6. C4B.
B4BB; 9. CXP, BXD? Se 6. B4T, D4T+, ganha o ca-
Deverão resignar-se a jogar 9. valo. As brancas não têm outro
.... CXC; 10. DXC, B5D; etc. recurso que armar uma cilada.
10. BXPB mate. 6. . . . . C3C.
Evitando a trama, na qual as
N.° 55
pretas cairiam se capturassem o
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; bispo, pois 7. C6D+, daria um ma-
3. B5C, P4B; 4. BXC, PDXB; 5. te afogado.
CXP. 7. B4T, P4CD, ganhando.
As brancas não somente desejam
N.° 57
ganhar um pião, mas também têm
em vista o cheque em 5TR, que, 1. P4B, P4B; 2. C3BR, C3BD;
como expressamos, amiúde oferece 3. B5C, P4D; 4. P4D, B2D; 5. C3B,
proveitosas conseqüências. Aqui é CR2R?; 6 B4BD; P X P ; 7. CXP,
uma falsa manobra, pois as pre- P3CR.
tas obterão um ataque com o ga- Uma continuação preferível é
nho final da doma. 7 CXC; 8. DXC, C3B; etc.
8. B5CR, B2C; 9. C5D, BXC As brancas não se apercebem da
trama que implica a jogada pre-
Posição depois de 9 BXC
cedente. Elas poderiam salvar
seu bispo retirando-se para 4TD.
11. D4T; 12. P4TD, P3TD;
13. C3C, D1D.
Ganhando o bispo e a partida.

N.° 59

1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.


B5C, C3B; 4. O-O, P3D; 5. P4D,
CXPB.
Mau. Tendo a intenção de cap-
turar o PR, as pretas deverão to-
má-lo na 4.» jogada, retirando
imediatamente o cavalo para 3D
Com 9. ..., CDXC, as pretas po-
(defesa Berlinense). Elas confun-
deriam evitar um desastre ime-
dem duas defesas, a de Steinitz
diato (10. BXC, DIB), porém seu
com a Berlinense, pois 5. ..., B2D;
adversário teria sempre uma gran-
entraria na Defesa Steinitz regu-
de vantagem depois de 11. B6B,
lar.
C3R; 12. BXB, CXB; 13. D4D, etc.
6. P5D, P3TD; 7. B3D, C3B?
10, DXB, O-O.
Se 10 CXD; 11. C6B+, B1B; Posição depois de 7 C3BR
12. B5TR mate.
11. C6B+, B I T ; 12. C4C+, CXD;
13. B6B+, R1C; 14. C6T++.
É curioso notar que numa das
variantes o mate é obtido pelo bis-
po em 6TR e o cavalo em 6BR,
enquanto que na outra ocorre com
o bispo em 6BR e o cavalo em
6TR. Estes dois mates se repro-
duzem no exemplo n.° 225 (Defesa
Siciliana)

N.° 58

1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; Um novo e decisivo erro, 7.


3. B5C, C5D; 4. CXC, PXC; 5. O-O, C2R; salvaria a peça, se não con-
P3CR; 6. P3D, B2C; 7. P4BR, seguisse a partida: 8. BXC, P4B;
P3BD; 8. B4BD, P4D; 9. PXPD, 9. B3D, P5R; 10. T1R, PXC; (ou
PXPD; 10. B5CD+, B1B; 11. C2D? PXB); 11. DXP, com forte ataque.
8. PXC, P5E; 9. T1R, P4D; 10. E as brancas ganham pelo me-
B2R, PXC; 11. PXPC, BXP; 12. nos um pião, (10. PXT, 11.
B5CD++. BXPB+).
Um excelente exemplo.
N.° 62

N.° 60 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD;


3. B5C, P3TD; 4. B4T, C3B; 5. O-O,
1. P4R, P4B; 2. C3BR, C3BD; 3. CXP; 6. P4D, P4CD; 7. B3C, P4D;
B5C, P3TD; 4. B4T, C3B; 5. D2R, (ver n.° 65); 8. PXP, B3R; 9. P3BD,
B4B; (ver n.° 61); 6. P3B, P4CD; B2R (ver n. 64); 10. T1R, O-O;
0

7. B2B, P4D?; 8. PXP, DXP; 9. 11. C4D, D2D? (ver n.° 63).
P4D, B3D.
Posição depois de 11. C4D
9 B3C; assegurar à dama
melhores perspectivas de retrocesso
e salva a peça, embora as bran-
cas ganhassem um pião com 10.
PXPR.
10. B3C.
Uma desagradável surpresa para
as pretas.
10. . . . . D5R; 11. DXD, CXD; 12.
B5D, ganhando.
Depois de 6. P4CD; a amea-
ça B5D se circunscreve sempre so-
bre as pretas e estas jamais de-
verão perdê-la de vista.
Perdendo imediatamente. A jo-
N.° 61 gada realizadora 11. CXP, ca-
racteriza a variante Breslau (veja-
(Até a quinta jogada como no se o exemplo n.° 63).
exemplo n.° 60). 12. CXB, DXC (ou P X ) ; 13. TXC,
5. O-O, CXP; 6. P4D, P4CD; 7. ganhando.
B3C, P4D; 8. PXP, C2R?
N.° 63
A única resposta correta é 8
B3R. (Até a 11.' jogada, como o exem-
9. T1R, P4BD? plo n.° 62).
A jogada que perde. £ melhor 11 CXP; 12. P3BR, B3D.
9 C4B; embora deixe as pre- As brancas têm aqui duas boas
tas em dificuldades para obter alternativas:
uma posição satisfatória, pois seu 1) recusar o sacrifício: 13. B4B.
BR está encerrado. C5B; 14. BXB, CRXB; 15. TXB,
10. TXC. PXT; 16. CXPR+, D3B; 17. CXT,
TXC; 18. DXP+, R1T; 19. C2D, 14. CD4R.
etc. Esta jogada vencedora se encon-
2) aceitá-lo, continuando como tra em quase todas as variantes.
segue: 13. PXC, R5CR; 14. D2D, 14 CXC; 15. DXP+, R1T?
D5T, 15. P3TR (15. P3CR, é pior Não perde imediatamente 15.
como se verá), com uma igualda- DXD; 16. BXD+, R1T; 17.
de aproximada. Se 15 C6D; CXC, porém as brancas conser-
então 16. T3R. Se 15 P4BD; vam um pião de vantagem com
16. D2RR. Finalmente, se 15 melhor posição.
B2D; 16. BXPD. 16. D8C+.
13. PXC, B5CR; 14. D2D, D5T;
15. P3CR, D4T; 16. D5C, D6T; 17. E mate na jogada seguinte.
BXPD, C6B+; 18. CXC, BXC; 19.
D2D, P4BD+, ganhando. N.° 65

N.° 64 (Até a oitava jogada como no


exemplo n.° 62).
(Até a décima jogada como no 8. P4TD.
exemplo n.° 62). Isto somente pode ser aconse-
10. B3R, O-O; 11. CD2D, P4BR. lhado contra um jogador mais dé-
São melhores CXC ou C4B. bil.
12. PXP ap., CXP3B; 13. CSC, 8 P5C.
B4BR? Muito melhor é 8 CXPD.
Posição depois de 13. C5C 9. P5T, B2R?
Também aqui a segunda falta é
decisiva. As pretas não apreciam
as intenções da 9.* jogada branca
e caem numa cilada. A defesa
correta é 9. CXP; 10. CXC,
PXC; 11. DXP, P3BD. Pelo con-
trário, seria mau. B5CR; por
causa de 10. B4T, D3B; 11. PXP,
D3R; 12. C4D, etc.
10. PXP, B3R; 11. B4T.
A peça está perdida, pois se 11.
D2D; 12. C4D

Embora não haja réplica verda- N.° 66


deiramente satisfatória, era me-
lhor 13 B2B; pois a diagonal 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
em que se acha o rei (1CR-7TD) B5C, C3B; 4. O-O, CXP (ver n.»
é muito débil. 67 e 68); 5. P4D, P3TD7
Outra vez são confundidas duas 12. D6T, T1R; 13. T5T, PXT; 14.
variantes. A continuação correta D6B++.
é 5 B2R.
6. BSD, P4D; 7. P4B, PXPD. N.° 68
Depois de haver perdido um
tempo, as pretas abrem a coluna (Até a quarta jogada como no
do rei. Tal jogo deve perder a exemplo n.° 66).
partida. 4 B2R; 5. C3B, P3D; 6. P4D,
8. PXP, DXP; 9. BXC, DXB; 10. B2D; 7. T1R, O-O?
T1R, ganhando. A trama em que caem as pre-
tas poderia ser evitada com 7. ...,
N.° 67 PXP. É curioso notar que o ro-
que, uma jogada aparentemente
(Até a quinta jogada como no
natural, cause a perda da partida,
exemplo n.° 66).
enquanto que uma resposta inócua,
5. T1B, C3D; 6. C3B, CXB, CXB;
7. CXP, CXCR. perdendo um tempo, como P3TD,
Nao é melhor 7. CXC+; 8. tivesse defendido a situação, emo-
CXC+, B2R; 9. CXB, CXD; 10. bora com certas dificuldades.
C6C+, ganhando. Pelo contrário, 8. BXC, BXB; 9. PXP, P X P ; 10.
7. B2R; deixaria tudo em or- DXD, TDXD.
dem.
Posição depois de 10. TDXD
Posição depois de 7. CXP

Se 10. T R X D ; a variante
8. T X C + , B2B; 9. C5D, O-O; 10, vencedora é como segue: 11. CXP,
CXB+, B I T ; 11. D5T, P3CR. BXP; 12. CXB, CXC; 13. C3D,
Se 11 P3D; a partida ter- P4BR; 14. P3BR, B4B+; 15. R1B,
minaria numa pequena e bonita T1BR; 16. R2R, B3C; 17. PXC,
combinação: 12. DXPT+, RXD; 13 PXP; 18. C4B, P4CR; 19. C3T,
T5T, mate. ganhando.
11. CXP, BXP; 12. CXB, CXC; N.° 70
13. C3D, P4BB; 14. P3BR, B4B+;
15. CXB, CXC; 16. B5C, T4D; 17. (Até a quarta jogada como no
B7R, T1R (ou 2B); 18. P4BD. exemplo n.° 69).
Ganhando a qualidade. 4. P4CD; 5. B3C, P3D; 6.
P4D, CXP.
N.° 69 Se 6 PXP; 7. B5D, com o
fim de evitar a cilada (7. CXP.
1. P4B, P4B; 2. C3BB, C3BD; CXC; 8. DXC, P4BD), como ocor-
3. B5C, P3TD; 4. B4T, C3B (ver n.° re na variante principal.
70, 71, 72 e 73) ;5. O-O, B2R; 6. 7. CXC, PXC; 8. DXP.
T1R, P4CD; 7. B3C, P3D; 8. P4TD, O erro. Com 8. B5D, as bran-
T1CD; 9. P3B, O-O; 10. P3D, B5C; cas salvam seu bispo e provavel-
11. CD2D, P4D. mente ganham a partida.
8 P4BD; 9. D5D, B3B; 10.
Posição depois de 11. P4D
D6B+, B2D; 11. D5D, P5B.
E as pretas ganham o bispo.
À título de curiosidade enxadrís-
tica, mencionaremos aqui que um
campeão mundial foi vítima desta
cilada. Num livro de torneios
afirma que, omitindo 11. P5B,
a partida é tabuada pela repeti-
ção de jogadas. Esta cilada leva
o nome bizarro de «Arca de Noé»
e pode se apresentar com outra
ordem de jogadas. Por exemplo,
no n.° 69, pode-se apresentar
assim: 8. P4D, CXP; 9. CXC, PXC;
Avanço prematuro sugerido pelo 10. DXP, P4BD seguido de 11
aspecto inofensivo da posição P5B; e tendo efetuado as pretas
branca. Com 11 C4T; 12. C3B, a dama branca não se pode
B2B, P4B; as pretas teriam uma situar em 5D, o que constitui uma
situação satisfatória. sensível simplificação da cilada.
12. PXPC, P T X P ; 13. T6T, D2D?
N.° 71
A perda do pião podia ser evi-
tada com 13 PXP, porém o (Até a quarta jogada como no
jogo das pretas é sempre inferior. exemplo n.° 69).
14. PXP, CXP; 15. TXC, DXT; 4 P4CD; 5. B3C, B2C; 6.
16. CXP, BXD; 17. CXD, BXB; 18. P4D, CXPD7; 7. CXC?
CXT. Posição crítica. As brancas per-
E as brancas devem ganhar. dem quando podiam triunfar com
7. BXPB+, RXB; 8. CXP+, R I R ; T1T), decide a partida em favor
9. DXC, etc. das pretas (se 20. B4T, D2T+).
7. . . . . PXC; 8. DXP, P4BD; 9.
D5R+, D2R; 10. DXD+, CXD. N.° 73
E as brancas perdem pelo me-
(Até a quinta jogada como no
nos o pião de 4R.
exemplo n.° 69).
N.° 72 5. P3D, P3D; 6. P3B, B2R; 7.
P3TR, O-O; 8. CD2D, P4CD; 9.
(Até a quarta jogada como no B2B, P4D; 10. D2R, T1R; 11. O-O,
exemplo n.° 69). B3R; 12. PXP, BXPD; 13. CXP?
4. . . . . C3BR; 5. O-O, B2R; 6. Posição depois de 13. CXP
T1R, P4CD; 7. B3C, P3D; 8. P3B,
C4TD; 9. B2B, P4B; 10. P4D, D2B;
11. P4TD, T1CD; 12. PTXP,
PTXP; 13. PXPR, PXP; 13. CXP?

Posição depois de 13. PXPR

No lugar de tratar de ganhar


um pião, as brancas poderiam con-
tinuar com 13. B3C, ou 13. C5C,
porém não com 13. C4R, que per-
deria a qualidade depois de 13.
CXC; 14. PXC, B5BD; etc.
As brancas se enganam grande- 13. CXC; 14. DXC, B3D; 15.
mente ao crer num erro de seu D5CR, T4R; 16. D4T, T4TB; 17.
adversário. D4D, P4BD; 18. D3R, C5C; 19.
14. .... DXC; 15. TXC, C5C; 16. D2R.
P4BR. Se 19. PXC, segue mate em pou-
Se 16. P3CR, D4T; 17. P4TR, cas jogadas (19 T 8 T + ; 20.
BXPT; com um forte ataque. RXT, D5T+; etc.).
16 D2B; 17. TXP, TXT; 18. 9 TXP.
B4T, O-O; 19. BXT, P5B. Com vistas ao mate 20. ..., B7T
Esta abertura da diagonal 1CR- (depois de 20. P X T ) .
7TD (o mesmo ocorre depois de 17. 20. DXC, T5T; 21. D5B, T8T+.
E mate em três jogadas. produz facilmente posições simé-
tricas pouco férteis em combina-
N.° 74
ções e armadilhas. Em conse-
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3. qüência, a estratégia correta é a
B5C, P3TD; 4. BXC, PDXB; 5. de um jogo de posição, quase sem
C3B. fantasia. É uma abertura monó-
Pareceria que nesta situação as tona, onde as faltas devem acu-
pretas dispuseram de numerosas mular-se para que a cilada seja
continuações boas. Na realidade possível.
é a jogada de aspecto pouco po- Os dois exemplos que apresenta-
sicionai 5 P3BR, a que asse- mos são exatamente para qualifi-
gura uma boa partida, porém ela car de ciladas, pois implicam um
exige uma análise profunda. Con- jogo muito débil da parte das
tra quase todas as outras respos- brancas que perdem em ambos os
tas, as brancas obtêm a superiori- casos. Surpreenderá que uma
dade, por exemplo: 5 B5CR,- abertura tão tranqüila produza re-
permite às brancas eliminar este sultados tão desastrosos e rápidos.
bispo por meio de 6. P3TR, en- O exemplo n.° 75 oferece uma
quanto a 5 C3B; 6. CXP, con- variante difícil para ambos os la-
duz a um final vantajoso para as dos. O erro das brancas na 10.*
brancas. jogada origina uma posição per-
5. B3D. dida para elas, enquanto que seu
Esta réplica parece boa, porém... adversário não faz mais do que
6. P4D. imitar suas próprias jogadas. No
Agora as pretas devem escolher n.° 76, extraído da partida Capa-
entre 6 B5CR; 7. PXP, BXC; blanca vs. Tarrasch (Torneio de
trocando um dos dois bispos tão São Petersburgo, 1914), as pretas
úteis, ou 6 PXP; 7. DXP, exploram criteriosamente duas jo-
P3BR, perdendo um tempo precio- gadas inferiores que lhes permi-
so. A resposta que segue é pior. tem armar uma bela cilada.
6 P3BR; 7. PXP, PXP.
Se 7. BXP; 8. DXD+, segui- N.° 75
do de 9. CXB e o final é vanta-
joso para as brancas. 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD;
8. CXP, BXC; 9. D5T+, ganhan- 3. C3B, C3B; 4. B5C, B5C; 5. O-O,
do. O-O; 6. P3D, P3D (ver n.° 76); 7.
B5C, B5C; 8. C5D, C5D; 9. B4BD.
ABERTURA DOS QUATRO As brancas podem tirar proveito
CAVALOS da imitação sistemática de seu
adversário, demonstrando que ela
Esta abertura pode ser conside- não pode prosseguir indefinida-
rada como isenta de ciladas, pois mente, continuando com 9. CXB,
Posição depois de 8. C5D Posição depois de 12. TXC

CXB; 10. C5D, C5D; 11. D2D,


D2D?; 12. BXC, B x C ; e a sime- Um erro, pois se devia continuar
tria chega a seu fim (13. C7R+, com 13. TD1D, contra o que o me-
R1T; 14. BXPC+, RXB; 15. D5C+, lhor que teriam as pretas seria
R1T; 16. D6B mate). seguir com 13 B5C; 14. D3C,
9. D2D; 10. CXB? BXT; 15. BXT, C4T, etc.
Melhor é 10. CDXC+, PXC; 11. 13. B5C; 14. D3CR?
B4TR, ou mesmo 10. P3B, CRXC; A segunda falta, que causa a
11. BRXC, CXC+; 12. PXC, B4TR; derrota. Depois de 13. TXD, BXD;
13. R2C, etc. 15. TXC, PXT; 16. BXT, BXPR,
10. .... BXC; 11. PXB, D6T. chega-se à igualdade.
Ganhando pela ameaça CXP+, 14. BXT; 15. BXT, D7D.
seguido de DXP mate. Ameaçando mate, as pretas ga-
nham uma peça. Qualquer outra
N.° 76 jogada da dama perderia um pião.
16. P3BR, C4T; ganhando.
(Até a sexta jogada como no
exemplo n.° 75). GÂMBITO DO REI
6. BXC; 7. PXB, P4D; 8.
BXC, PXB; 9. CXP, D3D; 10. B4B, Por que o Gambito do rei per-
T1R; 11. D3B. deu todo seu favoritismo? É que
Não é preferível 11. PXP, TXC: já não conduz, como se dizia, à
12. P4D, por causa da resposta 12. vitória triunfal, e encontrou-se que
.... T8R. as pretas dispõem de recursos pa-
11 PXP. ra igualar o jogo ou mesmo para
Seria mau 11. TxC; pois as obter a vantagem. Mestres rea-
brancas replicariam com 12. P4D. lizadores, como Spielmann e Tar-
12. PXP, TXC; 13; TR1D. takower, adotaram freqüentemente
esta abertura, porém os êxitos que que a imaginação brilhante de Ke-
alcançaram foram melhores, ape- res aplicou pela primeira vez con-
sar da abertura que é devido a ela. tra Petroff no campeonato da Rús-
Entretanto, reconheceremos que sia, de 1940. As pretas, num ter-
esta linha de jogo permite ao afic- reno inexplorado, não encontram
cionado iniciar-se de maneira ex- a melhor resposta e caem na ci-
celente no jogo de combinação. lada, tudo em oito jogadas (par-
tida ganha pelo autor deste livro).
Um jogo inferior, melhor do que
a cilada, vê-se no exemplo n.° 77, N.° 77
pois corretamente jogada no Gam-
bito Muzio, o ataque Lean chega 1. P4R, P4R; 2. F4BR, P X P ; 3.
à igualdade. Se as pretas se des- C3BR, P4CR; 4. B4B, P5C; 5. O-O,
carrilham (ocasiões se apresentam PXC; 6. DXP, D3B; 7. P5R, DXP;
amiúde), sucumbem rapidamente. 8. P3D, B3T; 9. B2D, C2B; 10.
Mostra o n.° 78 a que perigos se C3B, CD3B; 11. TD1R, D3BR; 12.
expõe o jogador que se deixa ir C5D, R1D; 13. D2R.
pelo Gambito Allgaier, se não o
conhece à fundo. A pequena ci- Posição depois de 13. D2R
lada do exemplo n.° 79 surge de
uma variante moderna do Con-
tragambito Falkbeer.
O n.° 80, extraído de uma parti-
da de Morphy, é instrutivo. As
pretas abrem a coluna de rei cap-
turando um pião central, o qual
sempre é um perigo, sobretudo,
neste gambito. O n.° 81 é a re-
produção da histórica partida
Spielmenn vs. Tarrasch, do tor-
neio de Mahrisch-Ostrau, 1923, na
que se jogou uma variante que du-
rante muito tempo fora conside- Isto constitui o ataque Lean.
rada desvantajosa para as pretas, 13 CXC?
pois a continuação 7 B4BR Mau. Com 13 D3R; 14. D3B,
custa uma peça; porém Tarrasch D4B, seria tabuada pela repetição
demonstrou que a peça pode ser de jogadas.
sacrificada. Este sacrifício, pos- 14. BXC, DXB; 15. B3B.
teriormente, jamais foi aceito pe- As pretas estão irremediavel-
las brancas. Finalmente, o exem- mente perdidas. Se 15 B4C;
plo n.° 82 mostra uma nova joga- 16. BXT, B2R; 17. B6B, D3D; 18.
da do Contra-gambito Falkbeer, D4C. Este é o triunfo do desen-
volvimento, a liberdade de ação, N.° 79
sobre a matéria inerte.
1. P4R, P4R; 2. P4BR, P x P ; 3.
N.° 78 C3BR, PÍD.
Notamos que na maior parte
1. P4R, P4R; 2. P4BR, P X P ; 3. das variantes do Gambito rei e em
C3BR, P4CR; 4. P4TR, P5C; 5. algumas aberturas abertas, esta
CSC, P3TR; (j. CXPB, RxC; 7. jogada assegura a igualdade.
P4D, P4D; 8. BXP, PXP. 4. PXP.
Tática pouco recomendável Não tão bom é 4. P5R, pois en-
abrindo uma importante diagonal tão a diagonal 2TD-8CR ficaria
para o bispo do rei inimigo. fechada e o BD preto se desenvol-
9. B4BD+, R2C; 10. B5R+, veria vantajosamente. Além dis-
C3BR; 11. T1BR, B2R; 12. D2R, so, as pretas podem tentar a pro-
C3B; 13. C2D, CXP? teção de seu pião em 5BR por
meio de P4CR.
Posição depois de 13. C2D 4 C3BR; 5. P4D, CXP; 6.
B4BD, B3R; 7. O-O?
É curioso que esta jogada, apa-
rentemente plausível, perde a par-
tida. Com dificuldade, as bran-
cas podem manter certo equilíbrio
, ' m m
H jogando 7. BXC.
11 H 11 7 C6R.

11 Jl| Pequena combinação baseada no


ataque simultâneo contra dois
piões.

fnfi 8. BXC, BXB.

53 H
Ganhando a qualidade.

Muito mau. As pretas não ga- N.° 80


nham o pião e perdem dois tem-
pos, abrindo, além disso, as peças 1. P4R, P4R; 2. P4BR, D4D; 3.
de seu adversário, todas as vias PRXP, DXP.
de acesso para o ataque. O contragambito Falkbeer (4.
14. DXP, C3B; 15. B3B. ..., P5R) concede as melhores pos-
Ganhando, pois as pretas somen- sibilidades.
te poderão resistir um tempo, co- 4. C3BD, D3B?
mo segue: 15 D IR; 16. O-O-O Depois de uma jogada débil, uma
(16. P5T, BID força a troca de falta que prepara outra. As pre-
damas); 16. D3C; 17. D4B, tas desejam ganhar o pião de 4BR,
TR1B; 18. C3R, etc. porém abrem assim a coluna do
rei a seu adversário. Plano es- O erro. A continuação correta
tratégico errôneo. é 8. C3B, D2R; 9. B3R.
5. C3B, P X P + ; 6. R2B, B4BD+?; 8. .... O-O; 9. PXB, T1R; 10.
7. P4D, B3C?; 8. B5CD+. B2C, C7B; 11. C5R, CXT; 12. BXC,
C2D.
Posição depois de 7 B3C
Não 12 P3BR, por causa de
13. P6D, PXC; 14. D4B+, seguido
de 15. DXB, ou senão 13.
PXPD; 14. B5D+, R1B; 15. D5T.
13. C3BD, P3BB; 14. C4R, PXC.
Ganhando. As brancas, na par-
tida Sielpmann-Tarrasch, abando-
nam na jogada 26.".

N.° 82
1. P4R, P4R; 2. P4BR, P4D; 3.
PXPD, P5R; 4. P3D, C3BR; 5.
C2D.
Uma inovação de Keres. Este
Este cheque parece haver esca- jovem mestre parece ter certa pre-
pado à atenção das pretas. Estas dileção por esta saída do cavalo,
deveriam jogar no movimento pre- pois a aplica freqüentemente na
cedente, pelo menos 7 B2R. Defesa Francesa.
8. R1D. 5. . . . . DXP.
Se 8 P3BD; 9. T1R, etc. Isto acaba mal. O melhor pa-
9. T1B. rece ser 5 B4BR; 6. PXP,
Ganhando, pois, a qualquer reti- CXPR.
rada da dama segue 10. T8R ma-
Posição depois de 7 D3B
te.

N.° 81

1. P4R, P4R; 2. P4BR, P4D; 3.


PRXP,' P5R; 4. P3D, C3BR; 5.
PXP, CXPR; 6. C3BR, B4BD; 7.
D2R, B4BR.
Com 7. ..., B7B+; as pretas cai-
riam numa cilada: 8. R1D, DXP+;
9. CR2D, P4BR; 10. C3BD, D5D;
11. CDXC, PXC; 12. P3B, D6R; 13.
D5T+, etc.
8. P4CR?
6. PXP, CXP; 7. B4BD, D3B? de forma alguma obrigadas), en-
Para proteger seu cavalo amea- tra-se numa abertura. É no se-
çado por 8. D2R. Não é fácil gundo caso onde podem aparecer
achar um retrocesso conveniente os detalhes característicos desta
para a dama; por exemplo: 7 abertura; as brancas jogam então
D5D; 8. D2R, P4BR; 9. CR3B, ga- um Gambito de Rei sem sacrifi-
nhando. Parece que as pretas de- car o P4R. Se as pretas entram
veriam resignar-se a perder um no seu plano, capturando este pião,
pião, jogando, por exemplo: 7 a recaptura com o cavalo dá às
D4BD; 8. D2R, P4BR, etc. brancas uma boa posição; porém se
8. D2R, B4BR; 9. B5CD. aquelas não efetuam a captura, as
Ganhando. Talvez, desejando dificuldades se apresentam às
salvar primeiramente um pião, lo- brancas por causa de seu bispo de
go uma peça, as negras termina- 1BR estar aprisionado pelo ca-
ram perdendo a dama. valo, devendo perder tempo para
poder intervir na luta, o que su-
ABERTURA ALAPIN prime todas as possibilidades de
ataque.
Conhece o leitor esta abertura? As duas ciladas que reproduzi-
Já a escutou alguma vez ou seu mos ilustram claramente o que dis-
nome lhe sugere algo? Se pode semos e ambas são jogadas cor-
responder afirmativamente a estas tadas, mal jogadas por um lado.
perguntas, estamos certos de que No n.° 83 a captura do P4BR re-
jamais se lhe apresentará a oca- cebe seu justo castigo. A de n.° 84
sião de aplicar ou de responder a foi ganha pelo aficcionado Yan-
esta abertura, pois a mesma já não kowitsch, e assinala os males que
se pratica e a razão não é simples- afetam as brancas nesta abertura.
mente uma questão de moda; ela Refutando uma combinação de
é muito simples: a idéia não pode azar, as pretas ganham brilhan-
ser realizada mais do que em uma temente.
só variante e são as pretas que
deliberadamente podem adotá-la N.o 83
ou evitá-la. Neste último caso, 1. P4R, P4R; 2. C2R, C3BB; 3.
as brancas terão que lutar aspe- P4BR, PXP?; 4. CXP, CXP.
ramente para obter uma posição A captura do pião sobre a colu-
apenas satisfatória. na do rei é quase sempre perigosa
Depois de 1. P4R, P4R, as bran- para aquele que ainda não haja
cas desenvolvem seu CR, não a feito o roque.
3BR, mas a 2R, evidentemente pa- 5. D2R, D2R; 6. C5D, D4R.
ra continuar com P4D ou P4BR. Protegendo simultaneamente o
No primeiro caso (se as pretas cavalo e o pião de 2BD, porém a
capturam o pião, a que não estão dama é reduzida a um papel de-
CAPITULO I I I

ABERTURAS FECHADAS

Estas aberturas gozam de uma conservar o pião ganho com a


grande preferência nos torneios aceitação do gambito. Os casos
atuais, especialmente pelos fortes em que estas têm êxito são tão
jogadores, mestres e campeões. Nos raros que uma análise profunda é
últimos jogos pelo campeonato indispensável antes de se deixar
mundial foram vistas 54 " aber- levar em tais continuações. O
turas deste tipo, em 60 partidas gambito da dama aceito, em rea-
disputadas. lidade, já se expressou, não é mais
Os admiradores da antiga escola que um pseudo-gambito.
deploram esta preferência, porém O exemplo n.° 85 mostra em sua
se reconhece unanimemente que as forma mais simples o perigo indi-
aberturas que mencionamos neste cado. Um pouco mais complicado
capítulo favorecem mais do que as é o n.° 86. No n.° 87, a tentativa
outras num jogo de posição e ela- das brancas de castigar imediata-
boraç?.o de belas combinações. O mente seu adversário é contra-
jogo é mais complicado e as mu- atacada por uma ingeniosa combi-
danças são retardadas, chegando nação imaginada, segundo se afir-
freqüentemente a finais do mais ma, por Keres. As brancas vêem
elevado interesse. recompensadas no n.° 88, uma es-
Este capítulo se impõe particu- tratégia mais prudente, porém ob-
larmente à atenção de todo joga- têm êxito somente depois de evi-
dor sério e estudioso. As partidas tar com uma rara clarividência
dos jogos de Alekhine contra uma bonita cilada.
Capablanca e Bogoljubo, o instrui-
rão na Defesa Cambridge Springs No n.° 39, as brancas renunciam
e as produções da partida Alekhine a recobrar o pião sacrificado e pre-
vs. Euwe ilustram sobre a Defesa ferem um ataque imediato, força-
Eslava. do por uma segunda entrega, esta
vez um cavalo. Aqui se reconhece
GÂMBITO DA DAMA ACEITO
a marca da fábrica; é um ataque
Notaremos que nesta abertura é vencedor de Alekhine contra Euwe,
perigoso para as pretas tratar de na partida de 1937. Apresenta o
n.° 90 uma forma modesta de de- 5 PXC; 6. D3B, D2B; 7.
lesa; não é para conservar o pião DXT, B2C; 8. Dxp, P3R.
que as pretas aceitam o gambito, As pretas ameaçam C3BD e a
mas para organizar um avanço de dama branca não pode escapar.
todos os piões do flanco dama, es- Se 9. P5D, P4R; 10. P4R, B4B; 11.
tratégia não isenta de perigo, como P6D, DXPD; 12. DXB (ou 12.
o demonstrou uma partida ganha D5T, B5CD+), B5CD+, seguido de
por Stahlberg no torneio de Ke- mate na jogada seguinte.
meri, 1937. Estes dois últimos
exemplos, realmente jogados por N.° 88
grandes mestres, são suficientes
1. P4D, P4D; 2. P4BD, PXP; 3.
para provar que também excelentes
C3BR, P3BD; 4. P3R, P4CD; 5.
combinações podem ser forjadas
P4TD, D3C; 6. PXP, PXP,
nesta abertura, desacreditada por
Posição depois de 6 PXP
alguns.

N.° 85

1. P4D, P4D; 2. P4BD, P X P ; 3.


P3R.
Aconselha-se 3. C3BR, para evi-
tar a forte réplica 3. P4R.
3. P4CD?; 4. P4TD, P3BD?;
5. PXP, PXP; 6. D3B, ganhando.

N.° 86

1. P4D, P4D; 2. P4BD, PXP; 3.


C3BR, C3BR; 4. P3R, P4CD?; 5.
P4TD, P3BD; 6. C5R, B3T. Posição crítica. A continuação
K melhor 6 P3R, contra o 7. C5R, seguido de D3B, parece
qual a melhor continuação é 7. muito forte, porém não é mais do
PXP, PXP; 8. P3CD, etc. que a isca de uma armadilha. Com
7, PXP, PXP; 8. P3CD, P X P ; 9. efeito, as pretas respondem com
TXA, ganhando, pois se 9 7 P3R e eis aqui a variante
CXT; 10. BXP+, etc. principal: 8. CXPB (se 8. D3B,
D2C, e se 8. P3CD, B5CD+), 8.
N.° 87 .... RXC; 9. D3B+, C3BR; 10.
DXT, C3B e a dama não se pode
1. P4D, P4D; 2. P4BD, PXP; 3. salvar, devido às ameaças de B2C,
C3BD, P3BD; 4. P3R, P4CD; 5. ou B5C+. Esta cilada é em parte
CXP? similar à do exemplo precedente.
A resposta justa é 5. P4TD. 7. P3CD, PXP; 8. DXP, P5C.
que possam surgir, permite armar Francesa (n.° 149) com a ameaça
várias ciladas. Assim, quando o de ganhar a qualidade.
BD preto está em 2CD, a debili- Não cremos necessário reprodu-
dade das casas 3TD e 3BD é amiú- zir aqui a cilada que indicamos no
de explorável e quando o pião de primeiro capítulo (pág. 10), com
2BD é avançado a 3BD, as casas o sacrifício da dama ganhando
pretas se tornam perigosamente uma peça.
débeis neste flanco. A debilidade
resultante no primeiro caso se de- N.° 91
monstra nos exemplos n.° 91, 92 e 1. P4D, P4D; 2. P4BD. P3B; 3.
93, as do segundo tipo no n.° 94, C3BD, C3BR; 4. B5C, B2R; 5. P3R,
onde vemos a dama preta perecer CD2D; 6. C3B, P3CD (ver n.° 92).
por asfixia de uma maneira sur-
Se as pretas planejavam este
preendente; a manobra é simples,
fianchetto, era preferível a conti-
porém um grande mestre deixou-
nuação 5 O-O; 6. C3B, P4TR;
se atrapalhar em duas ocasiões.
7. B4T, P3CD; pois neste momento
No n.° 95, as pretas sacrificam é inoportuno. Também agora é
um pião, que as brancas aceitam preferível 6 O-O.
em má hora, para resultar vitimas 7. PXP, PXP.
de uma bonita combinação; esta Era necessário capturar com c
partida é produção de um cam- cavalo.
peão inglês. A combinação do n.° 8. B5C, B2C; 9. C5R, O-O; 10.
96, numa variante corrente, é de- B6BD, T1C; 11. BXB, TXB; 12.
vida ao aficcionado inglês Rhodes, C6B, D1R; 13. CXB+, DxC; 14.
com um brusco desenlace por CXP.
pseudo-sacrifício da dama.
Posição depois de 14. CXP
Nos exemplos n.° 97 e 98, as
pretas procuram liberar sua posi-
ção por meio de C5R, porém elas
fracassam. No n.° 97, não é esta
jogada a que causa a derrota, mas
a abertura inconsiderada das co-
lunas centrais, enquanto que no
n.° 98 a jogada liberadora é efe-
tuada prematuramente.

No n.° 99 as pretas capturam


atrasadamente o pião do gambito
e tratam de conservá-lo. Na 11.'
jogada produz-se uma combinação Ganhando um pião. Se 14
que veremos de novo na Defesa D5R; as brancas ganham com 15.
CXC+, PXC; 16. B6T, DXPC; 17. Perdendo uma peça, enquanto
D3B, e se então 17 DXD; 18. que 12 P3B; somente perde-
TICR-i-, R1T; 19. B7C+, R1C; 20. ria um pião. As pretas deviam
BXP+ e mate na jogada seguinte. resignar-se a eletuar a pobre jo-
gada 12 C1C; para não per-
N.° 92 der material.
13. CXC, TXC; 14. BXC, ganhan-
(Até a sexta jogada como exem- do.
plo n.° 91).
6. O-O; 7. TD1B, P3CD; 8. N ° 94
PXP, PXP; 9. D4T, B2C?
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
O melhor para as pretas é ofe-
C3BD, C3BR; 4. B5C, B2R; 5.
recerem um pião com 9 P4B.
P3R, CD2D; 6. C3B, O-O; 7. TD1B
Se o sacrifício é aceito, obtêm uma
(ver n.° 98), P3BD; 8. D2B (ver n.°
boa partida: 10. D3C, T1C; 11.
95), P3TD; 9. PXP, P B X P ; 10. B3D,
CXP, CXC; 12. DXC, B2C; 13. T1R; 11. O-O, P3T; 12. P4BR,
BXB, DXB. C4T?; 13. CXP,
10. B6TD, BXB (ver n.° 93); 11.
Ganhando um pião, pois se 13.
DXB, P3B.
.... PXC?; 14. B7B, ganha a da-
Provavelmente'é melhor 11.
ma.
P4B; jogado por Capablanca em
Moscou, 1914. A partida conti- N.° 95
nuou: 12. BXC, CXB; 13. PXP,
(Até a oitava jogada como no
PXP; 14. O-O, D3C; 15. D2R, P5B,
exemplo n.° 94).
etc.
8. B3D, PXP; 9. BXP, C4D; 10.
12. O-O, C5R.
BXB, DXB; 11. C4R, P4R (ver n.°
As pretas se encontram numa
96).
posição difícil (se 12 DIB; 13.
D4T), porém a continuação ado- Posição depois de 11 P4R
tada agrava a situação.
13. BXB, DXB; 14. D7C, TR1B.
Se 14. D3D; 15. CXC, PXC;
16. C5C.
15. CXP, D3D; 16. TXP, ganhan-
do, pois se 16 DXT; 17. C7R+.

N.° 93

(Até a 10.* jogada como no


exemplo n.° 92).
10. ..., DIB; 11. BXB, DXB; 12.
C5R, TD1D?
Este sacrifício é uma cilada que, É melhor 17 PXP. Se 17.
com uma resposta correta, dará o DXPB; então 18. D5T, D3D;
triunfo ao adversário alerta. 19. DXPB+, R1T; 20. T3D, ganhan-
12. PXP, CXP; 13. BXC, P X B ; do.
14. C3B? 18. PXD, T X T + ; 19. BXT.
A melhor resposta, que asseguia Se 19. RXT, as pretas se salvam
o ganho de um pião e uma boa com 19 B3R.
posição é 14. DXP, CXC+; 15. PXC, 19 B4B.
B6T; (não há nada melhor); 16. Em troca, se agora 19 B3R,
T1CR e o jogo das pretas se torna então 20. T3D, B4D; 21. P4R, ga-
muito difícil. nhando.
14 B5C; 15. CXP, D3D; 16. 20. P4R, BXP.
O-O, TD1D; 17. C4B, D3TR; 18. Ou senão 20 B3C; 21. T3D,
D2R, BXC; 19. PXB, P4CR; 20. T1R; 22. T8D, P3B; 23. B4B+,
C2C, T7D!, ganhando a dama, pois R1T; 24. B6R, seguido de B7D.
em qualquer caso segue 21 21. T3R, P4BR; 22. B4B+, R1T;
CXPB+. 23. B7B, ganhando.
N.° 96
(Até a 11.» como no exemplo n.° N.° 97
95).
11. O-O, CXC; 12. TXC, P4R; 13. (Até a oitava jogada como no
PXP, CXP; 14. CXC, DXC; 15. exemplo n.° 94).
P5B, D2R. 8. D2B, C5R; 9. BXB, DXB; 10.
Se 15 D5R; 16. B3C. A me- B3D.
lhor retirada parece ser 15. S3 10. CXC, PXC; 11. DXP, as
D3B. pretas recobram o pião com 11.
16. P5B, T1D; 17. P6B, TxD? D5C+.
10. .... CXC; 11. DXC, PXP; 12.
Posição depois de 17. P6B
BXP, P3CD; 13. O-O, B2C; 14.
B2R, P4BD; 15. TR1D, PXP?

!r
Erro decisivo. 15 TR1D te-
r I
•ABA ria mantido a igualdade.

•Ali D 1 16. D8B, TD1C; 17. TXP, TR1BD;


18. TXC, D3B.
li H O melhor é 18 D1R; porém
isto não salva a partida, pois se-
guiria 19. C5R, T X D ; 20. TDxT,
etc.

A 19. DxTD, TXD; 20. TXB ga-


nhando, pois se 20 T X T ; 21.
T3B e mate na jogada seguinte.
Se 10. BXP, as pretas respon-
(Até a sttima jogada como no deriam com 10 PXC.
exemplo n.° 9 \ 10. .... DXPC; 11. DD3, B6T.
7. D2B, C5R. Curiosa posição de cinco peças
No exemplo precedente esta jo- num ângulo do tabuleiro.
gada era boa, efetuada oportuna- 12. P4R, DXD+; 13. BXD, B5C.
mente, porém neste caso é pre- As pretas ganham um pião de 4R.
matura e desastrosa.
DEFESA TARRASCH
8. BXB, DXB; 9. PXP, CXC; 10.
DXC, PXP; 11. DXP. Nesta defesa as pretas tomam
Ganhando um pião. A mesn/í a iniciativa rapidamente, enfren-
variante se produz depois ae 7. tando os riscos que podem resul-
T1B, C5R. tar. Para evitar que seu adver-
sário obtenha uma vantagem po-
N.° 99
sicionai, às vezes chegam a sacri-
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3. ficar um pião, porém com um jogo
C3BD, C3BR; 4. C3B, P3TD; 5. correto todos os perigos freqüen-
B5C, PXP; 6. P3R, P4CD; 7. P4TD, temente podem ser evitados.
P3B; 8. PXP. No exemplo n.° 100, as brancas
Melhor seria renunciar a reco- crêem atrapalhar ao inimigo nu-
brar o pião e empreender um ata- ma cilada, porém são elas mes-
que com 8. C5R, seguido de D3B, mas quem caem. Um erro das
como ocorreu na partida Znosko- brancas no n.° 101 permite armar-
Borowsky vs. Vajda, (Budapeste, lhes uma cilada da qual não po-
1926). dem escapar. Um novo exemple
8. PBXP; 9. CXP, D3C; 10. de sacrifício frutífero da dama
C3B. oferece o n.° 102, enquanto que
no n.° 103, a injustificada ganân-
Posição depois de 11 B6T cia dc um pião provoca uma pe-
regrinação inoportuna da dama
preta e um mate final. No n.°
104, as pretas sofrem as conseqüên-
cias de não terem feito o roque a
tempo. Finalmente o n.° 105 apre-
senta a forma moderna de tratar
esta defesa, porém as brancas se
desviam da senda correta e per-
dem uma peça.

N.° 100
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
C3BD, P4BD; 4. C3B.
É preferível jogar primeiramente 9. BXD, B5C+; 10. D2D, B X D + ;
4. PXP. 11. RXB, RXB; 12. PXP, etc. (par-
4. PXPD; 5. CBXP, P4R; 6. tida Fine-Winter, Hastings, 1936-
CRXC, P5D; 7. C5D, C3TD; 8. 37). Como se indicou no Capitule
D4T, B2D; 9. DXC? 1." seria um erro 10. C3B, que per-
deria a partida depois de 10
Posição depois de 8 B2D
PXC. A refutação foi ocasionada
por uma partida jogada posterior-
mente cujo curso seguimos aqui.
8. CXPD?
Um erro. É preferível 8. BXC,
PXB; 9. C3T.
8. . . . . PXC; 9. CXC+, DXC.
Uma cilada bem devolvida. De-
pois de 9 PXC; as brancas
obteriam vantagem (10. DXD-t-,
RXD; 11. B X P + ) .
10. BXD, B5CD+; 11. D2D,
B X D + ; 12. RXB, PXB, ganhando.
Com a idéia de recuperar a da-
N.° 102
ma, ganhando uma torre depois de
9. PXD; 10. C5C, 7B+, porém
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
a desilusão vem imediatamente.
C3BD, C3BR; 4. B4B, P4BD; 5.
B5CD+.
C5C, PXPD; 6. C7B+.
Ganhando, pois se 10. B2D,
Caindo na armadilha.
BXB+; 11. RXB, PXD; 12. C5C,
6 DXC; 7. BXD, B5C+; 8.
7B+, R1B, etc.
D2D, BXD+; 9. RxB, PXP, ga-
N.° 101 nhando.

1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3. N.° 103


C3BD, C3BR.
Na defesa Tarrasch propriamen- 1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
te dita, o avanço P4BD deve se C3BD, C3BR; 4. C3B, P4BD; 5.
efetuar neste momento e o CR P3R, C3B; 6. B3D, B2R; 7. O-O,
não terá preferência para ser de- O-O; 8. P3CD, P3CD; 9. B2C, B2C;
senvolvido a 3BR, senão depois do 10. D2R, PDXP; 11. PCXP, PXP;
desenvolvimento do CD a 3BD. 12. PXP, CXP?; 13. CXC, DXC; 14.
4. C3B, P3BD; 5. B5C, PXPD; C5D, D4B: 15. BXC, PXB.
6. CBXP, P4R; 7. CR5C, P3TD. Se 15 BXB; 16. D4R, P3C;
Um final vantajoso para as bran- 17. CXB-I, ganhando.
cas daria 7 P5D, 8. C5D, CXC; 16. TD1D.
Igualmente forte é 16. D4G+, Se 13. B3D; 14. P5R, etc.
BIT; 17. D4T.
Posição depois de 13. C3D
17 BXC.
Depois de 16. PXC; as bran-
cas ganham com 17. D4C+, R1T;
18. D5B.
Posição depois de 15 PXB

14. B3T+, RIR; 15. C5R, BXPR;


16. TR1R, B3B; 17. CXP, RXC; 18.
TXP.
Ganhando. É digno de se notar
que nas últimas sete jogadas as
17. BXP+, BXB; 18. D5T-f-, R2C;
pretas não puderam desenvolver
19. D4C+, B2T; 20. T3D, ganhan-
convenientemente suas peças, en-
do.
quanto que seu adversário pôdt
colocar as suas na melhor situa-
N.° 104
ção.
I. P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3.
C3BD, P4BD; 4. C3B, C3BB; 5. N.° 105
PXPD, PBXP.
A continuação habitual 5 1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3.
PRXP; é melhor que esta remi- C3BD, P4BD; 4. PBXP, PRXP; 5.
niscência do Gambito Duisburgr. C3B, C3BD; 6. P3CB.
6. DXP. Sistema Schlechter.
Ê preferível 6. CXP. 6. ..., C3B; 7. B2C, B2B; 8. O-O,
6. CXP; 7. P4R, CXC; 8 O-O; 9. PXP.
DXD+, RXD; 9. PXC, B4B; 10. Também é bom 9. B5CR.
B4B, B2D. 9 , PSD.
As pretas adotam o plano equi- Eis aqui o gambito. Depois de
vocado de pôr em jogo este bispo 9 BXP; 10. C4TD, <se 10.
por 3BD. B5CR, B2R), 10 B2R; 11. B3R
I I . O-O, B3B; 12. C5R, R2R; 13. (Sistema Reti), as pretas têm um
C3D, B3C. jogo mais tranqüilo porém ficam
com uma desvantagem persistente insuficiente, onde as brancas ga-
de posição. nham por uma combinação de sur-
10. C 4 T D B 4 B R ; 11. B 2 D . presa. Uma defesa mais moder-
Se 11. P4CD segue a esmagora na, porém não a mais corrente,
resposta 11 P6D. Uma boa oferece o n.° 107, em que vemos
continuação para as brancas é 11. uma sutil cilada onde, contra os
C4TR, (também é jogável 11. C1R; princípios primordiais, a jogada
11 B5R; 12. P3B. B4D; 13. mais plausível perde, enquanto que
C5B, B3R; 14. CXB+, DXC; 15. a resposta mais fantástica salva
P4R, B5B; (se 15 C2D; 16. a partida. É no n.° 108 que en-
P4CD); 16. B4B, BXT; 17. B6D, contramos a defesa, tal como se
seguido de 18. DXB. Também é pratica freqüentemente em nossos
de considerar 11. B4B. dias. Se as pretas podem aqui
11. .... B5R; 12. C4TR, BXB; 13. triunfar tão rapidamente é devido
CXB, C5R; 14. D2B?, P6D. ao fato de seu adversário ter co-
As pretas ganham pelo menos o metido um erro grosseiro.
BD inimigo. Se 15. PXP, C5D; 16. É notável o n.° 109 pelo sacri-
D1D, CXB. fício da dama pelas peças meno-
res. A vantagem posicionai é tão
DEFESA ESLAVA grande que as brancas deverão
preferir o caminho indicado numa
Esta é uma das defesas que go- partida da disputa, Alekhine vs.
zam de mais favor na atualidade. Euwe, em 1935. No n.° 110, as
Nela se combinam várias idéias: pretas perdem rapidamente todas
suas chances por uma jogada à
(ameaça de capturar e conservar
margem do sistema e seu adversá-
o pião do gambito, liberação do
rio triunfa por meio de combina-
BD, tão fechado na Defesa Orto-
ções cheias de brilhantes sacrifí-
doxa, ação centro pelo avanço P4R,
cios. As pretas ganham a par-
mobilização de todos os piões do
tida e no n.° 111 tornando expli-
flanço dama), resultando partidas
cito uma prematura saída da da-
de uma complexidade tal, que as
ma inimiga. Apresenta o n.° 112
brancas freqüentemente preferem
uma saída antecipada da dama
recorrer a um simples jogo de po-
onde o cheque em 4TR resulta
sição, nada agressivo e sem arris-
mortal para ela mesma.
car-se em empresas incertas. A
variante de Merano, na Semies- O sacrifício de uma peça no n.°
lava, justifica também a preferên- 113, em sua forma pura (idéia
cia que as pretas têm atualmente Krause), merece reter-se. Esta é
por esta cilada. uma partida ganha pelo campeão
O exemplo n.° 106 apresenta es- da França, A. Cheron, contra
ta defesa numa forma antiga e Przepiorka, no Torneio de La
Haya, 1928. As brancas, por ou- 5. DXD.
tro lado, podiam assegurar as ta- Forçado para não perder um
belas com um jogo correto. pião.
O exemplo n.° 114 deve ser es- 6. PXD, BXC.
tudado. As pretas crendo que o As pretas já se encontram em
sacrifício somente é momentâneo, dificuldades. Se por exemplo, 6
cedem um pião, porém quando de- PXP; 7. C3B, P3R; 8. C5C,
sejam recuperá-lo, sua posição é C3T; 9. TXC.
de perdedora. Apresenta o n.° 115 7. PXP, B5R.
o sistema chamado Stonewall (mu- Era um tanto melhor resignar-
ro de pedra) porém este muro se se a perder um pião jogando 7.
derruba com dez jogadas por meio CXP. As pretas parecem não
de um avanço audaz das brancas ter a menor idéia do plano sutii
no centro. Este sistema somente de seu adversário.
deverá ser adotado por jogadores
experimentados. Posição depois de 7 B5R

Os outros exemplos são consa-


grados à Defesa semieslava.
Aprecia-se no n.° 116 uma série
de combinações elaborados por
ambos os lados. Este exemplo
demonstra por si só o vivo inte-
resse que desperta o Gambito da
Dama. Temos no n.° 117 uma
nova forma de uma combinação
descrita no primeiro capítulo, com
sacrifício em 7BR e outro em 6R.
No n.° 118, vemos um erro fre-
qüente que custa um pião. O mes-
mo ocorre no n.° 119, onde o sa- 8. TXP.
crifício de um pião é incorreto po- A jogada demolidora. Se 8
rém com uma má resposta pode TXT; 9. P7B e nada poderá im-
resultar numa sensível vantagem pedir a coroação deste pião. Quem
de posição. creria que nesta abertura, um pião
pudesse transformar-se em dama
na 10.» jogada?
N.° 106
N.° 107
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3BD;
3. C3BR, B4B; 4. D3C, D3C?; 5. 1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3BD;
PXP. 3. C3BR, C3BB; 4. P3R, B4B; 5.
Em marcha até a vitória. PXP, PXP; 6. C3B, P3R; 7. C5R.
Uma cilada. Não é fácil achar 5. .... P3R; 6. P4R, B5C; 7.
uma boa resposta. P5R, C5R; 8. D2B, D4D.
7. CD2D? O jogo das pretas é perigoso pois
O erro decisivo. É curioso fazer não se acham o suficientemente
notar que o outro cavalo é que desenvolvido como para realizar
deve dirigir-se a esta casa (7. um ataque.
CR2D). 9. B2D?
8. P4CR, CXC.
Não é muito melhor 8 B3C; Posição depois de 9. B2D
9. P4TR, P3TR; 10. CXB; 11. B3D
e a situação dos piões do flanco
do rei está comprometida.
9. PXC, CXP; 10. D4T+, R2R;
11. D4C+, R2D; 12. DXPC+, ga-
nhando .

N.° 108

1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3BD;


3. C3BR, C3BR; 4. C3BD, PXP; 5.
P3R, P4CB (ver n.° 109 e 110); 6.
P4TD, P5C; 7. C1C, B3T; 8. D2R.
P6C.
A continuação correta é 9. B2R,
A resposta indicada é 8 P3R.
P4BD; 10. O-O, CXC; 11. PXC,
A jogada escolhida é somente uma
PXP; 12. PXP, P6B; 13. B2D com
cilada para principiantes.
vantagem.
9. D3B?
9. CXB; 10. CXD, CXC+;
As brancas devem continuar com
9. D1D, P3R; 10. C5R, D4D; 11. 11. RI D, PBXC; 12. PXC, C3B.
B2D, CõR; 12. D3B, P3B; 13. Depois de 12 CXPD; as
CXP4B e depois da caída deste pretas não terão mais do que o
pião ficará débil o do PCD preto. bispo, cavalo e dois piões, porém
9 C5R; 10. D4C, P4R. suas chances são muito superio-
E a dama branca está perdida. res.

N.° 109 N.° 110

(Até a 5.» jogada como no exem- (Até a 5.» jogada como no exem-
plo n.° 108). plo n.° 108).
5. P4TD. 5. P4TD, B4B; 6. C5R, P4BD?
Evitando o avanço do PCD ini- A melhor resposta é 6 CD2D,
nigo, que no exemplo anterior se como se verá nos exemplos que
torna muito danoso. seguem.
7. P4R, CXP? este avanço. Se agora 9. CXP,
Com esta captura as pretas caem CXC; 10. PXC, B3R.
numa cilada que lhes custa pelo 9. PXP, C4B; 10. D2T, C3T; 11.
menos uma peça. PXC.
8. D3B, PXP. Numa partida entre Petrox e
Capablanca, do Torneio de Semme-
Posição depois de 8 PXPD ring, 1937, as brancas continuaram
com 11. P4R, CXP; 12. CXC, BXC;
13. C6D+, BXC; 14. PXB, DXP; 15.
BXC e depois disto a luta foi ta-
belas. A resposta 15. .... BXPC
é prometedora, porém em outra
partida seria somente resultado
num empate.
11 C5C; 12. PXP; BXPC;
13. D3C, C7B+, ganhando.

N.° 112

(Até a 7.* jogada como no exem-


plo n.° 111).
Se 8 C3D; então 9. P X P . 7 P3B; 8. P3B, B5C; 9. P4R,
9. DXB, C3D; 10. BXP, P3B; 11. CXP; 10. PXC, D5T+.
B5CD+, R2R; 12. C5D+, PXC; 13. O sacrifício do cavalo é um erro.
C6C+, PTXC. Vimos que no primeiro capítulo o
Ou se no 13. ..., PBXC; 14. B5C, cheque da dama em 5TR nem sem-
mate. pre é tão forte como se apresenta.
14. D5R++. 11. R2D, DXPR?

N.° 111 Posição depois de 11 DXP

1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3BD; 3.


C3BR, C3BR; 4. C3B, P X P ; 5.
P4TD, B4B; 6. C5B, CD2D (ver n.°
113 e 114); 7. CXP4B, D2B (ver n.°
112); 8. D3C.
É melhor aqui 8. P3CR, ao qual
as pretas devem responder igual-
mente com 8. P4R.
8. .... P4R.
Pela ameaça contra o PCD ini-
migo, as brancas esperavam evitar
As negras confiam demasiada- 6. P3R, P3R; 7. BXP, B5CD; 8.
mente na fincada do cavalo bran- O-O, O-O; 9. D2B, P4BD.
co. Era necessário jogar 11. São melhores as resposta 9.
BXP. C5R ou 9. B5C.
12. C6D+. 10. C2T, B4T; 11. PDXP, C3B;
12. TB1D, D2R; 13. C4D, DXP?
Ganhando a dama. Um erro que pelo menos custa
a qualidade. A melhor resposta
N.° 113 é 13 TR1D; depois do qual
(Até a 6.» jogada como no exem- as brancas conservam o pião, se-
plo n.° 111). guindo com 14. P4CD, pois 14
6. .... P3R; 7. P3B, B5C; 8. P4B. BXP; seria refutado por 15. CXC
£ prudente jogar antes 8. B5C, e quanto a 14 CXP; se res-
ou mesmo 8. CXP4B. ponderia com 15. B2D, DXP; 16.
8. .... BXP; 9. PXB, CXP; 10. C3C.
D3B, DXP; 11. DXP+, BID; 12. 14. P4CD, CXP.
Ou se não 14 BXP; 15. CXC,
DXPC?
PXC; 16. CXB; 17. B3T.
Com 12. B5C+, R1B; 13. BXPB,
15. B3T, TB1BD.
as brancas mesmo podiam obter
Se 15 D3C; 16. CXB, PXC;
tabelas (partida Vidmar vs. Mi-
17 TD1C.
kenas, Praga, 1931).
16. TB1BD, D3C; 17. CxB, CXC;
12. . . . . B X C + ; 13. PXB, D7B+;
18. C7R-Í-, B I T ; 19. DXC, ganhan-
14. BID, C X P + + .
do.
N.° 114
N ° 115
(Até a 6." jogada como no exem-
plo n.° 111).
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3BD;
Posição depois de 13 DXP
3. C3BR, P3R; 4. P3R, P4BR; 5.
C3B, CD2D; 6. B3D, D3B; 7. O-O,
B3D; 8. D2B.
As brancas ameaçam trocar em
5D, o que depois da recaptura com
o PBD, debilitaria o flanco dama
das pretas pela manobra C5CD.
8. C2R?
Melhor é 8. .... C3T; e então
o ataque que agora se produz so-
mente seria possível sacrificando
uma peça, com a perspectiva de
grandes complicações.
9. P4R, PBXP; 10. BxPB, PXB; Um erro. O melhor parece ser
11. CXP. 13 B5C+; 14. R2R, T1CD;
As pretas perdem o BD (se 11. embora as brancas sempre têm a
.... B X P T f ; 12. R X B ) , e sua po- vantagem depois de 15. D3C, D3D;
sição se torna desastrosa. 16. C3B.
14. O-O.
N.o 116 É ineficaz 13. C6B, por causa
da resposta 14 B2C.
I. P4D, P4B; 2. P4BD, P3B; 3. 14 P5C; 15. B4BR. B2R; 16.
C3BD, C3BR; 4. C3B, P3B; 5. P3R, TR1B, O-O; 17. D3T.
CD2D; 6. B3D, PXP (ver n.° 117); Com um forte ataque. Se 17.
7. BXP, P4CD; 8. B3D, P3TD; 9. B2C; segue 18. C4C, com du-
P4R, P4B; 10. P5R, PXP. pla ameaça 19. C4C+, ou 19. B7B,
Esta é a Variante Merano. ganhando a qualidade.
I I . CXPC. Contra 17 T4B; numa par-
O ataque Blumenfeld, que pro- tida de Moscou, 1935, Capablanca
voca um jogo animado. Se 11. continuou com 18. TXT, BXT; 19.
C4R, C4D e as brancas nada têm B5CR, P3T; 20. C4C, B2R; 21.
que esperar. BXC, PXB, (se 21. .... BXB; 22.
11. .... CXP; 12. CXC, PXC; 13. C X P T + ) ; 22. CXPT+, R2C; 23.
D3B. D3C+, R1T; 24. D5T, R2C; 25.
CXPB, T1RT; 26. D6C+, e as pre-
Posição depois de 13. D3B tas abandonaram.

N.° 117

(Até a 6.' jogada como no exem-


plo n.° 116).
6 B2R; 7. O-O, O-O; 8.
P4R, PXPB.
Devia-se continuar com 8
PXPR; para seguir imediatamente
com 9 P3CD.
9. BXP, T1R; 10. C5CR, P3TR?
Uma armadilha foi preparada e
as pretas caem nela.
Um sacrifício de pião danoso pa- 11. CXPB, RXC; 12. BXPR+.
ra as pretas. O roque antes mui- Já vimos esta combinação no
to em voga, não parece muito efi- primeiro capítulo.
caz depois de 13. O-O, D3D; 14. 12. .... RXB?
D2R, B3T. A continuação correta é: 12
13. .... T4T? R1B; 13. P5R, C3C
DEFESA CAMBBIDGE
SPBLNGIS

(e suas derivadas: Viena, Ma-


nhattan) .
Esta defesa, de caráter ofensivo,
é fértil em ciladas e atraentes
combinações. Os dois adversários
deverão sabê-la conduzir, porém
corresponde principalmente às pre-
tas desenvolver as finezas táticas,
e as brancas devem contra-atacar
sua iniciativa com um jogo calmo
e profundamente estratégico.
13. D3C+, C4D; 14. CXC, R2B; O exemplo n.° 120, extraído da
15. C4B+, B1B; 16. C6C++. partida Grunfeld vs. Bogoljubow,
do Torneio de Morawska-Ostrava,
N.o 118
1923, conclue com uma surpreen-
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3. dente captura da dama branca.
C3BD, C3BB; 4. C3B, CD2D; 5. Demonstra o n.° 121 os perigos do
PXP, PBXP; 6. B4B, P3BD; 7. avanço P4BR, que enfraquece o ro-
P3R, B2B; 8. B3D, O-O; 9. P3TB, que. No n.° 122 é refutado o avan-
T1R; 10. O-O C1B; 11. C5B, B3D; ço prematuro P4BD das pretas.
12. B3C.
A variante iugoslava é apre-
Para permitir avançar ao pião
sentada nos exemplos seguintes.
de 2BR, armando uma cilada que
Uma captura inoportuna de pião
não daria resultado se o bispo se
cria grandes dificuldades para as
retirasse para 2TR.
brancas no exemplo n.° 123, en-
12. . . . . CB2D?; 13. CXPB.
quanto que no n.° 124 ocorre o
Ganhando um pião.
contrário com uma bonita vitória
N.o 119 de Stahlberg no Torneio de Zop-
(Até a 6.» jogada como no exem- pot, 1935.
plo n.° 118). Oferece o n.° 125 uma agradável
6. D3C, P3BD; 7. P4B. partida entre Apschenek e Grun-
Este sacrifício de pião é mau feld, do Torneio de Folkestone,
se as pretas respondem correta- 1933. Apresenta a defesa de Vie-
mente com 7 CXP; 8. CXC, na, embora pouco aprofundada,
D2R. com um jogo arriscado, porém rico
7 P X P ; 8. C5CR, D2R, D2B; em recursos. As armadilhas e as
9. B4BD. ciladas se acumulam a tal ponto
Com vantagem para as brancas. no caminho dos adversários que
xmbos deverão conhecê-la a fundo
para iniciar nesta defesa onde o
jogo posicionai da abertura do (Até a 8.» jogada como no exem-
pião dama se transforma num jogo plo n.° 120).
aberto de gambito. 8. ..., C5R; 9. CRXC, PXC; 10.
B4T.
N.° 120 Muito melhor que 10. B4B.
10. P4R; 11. B2R, O-O; 12.
l. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3. O-O, P4BR.
C3BD, C3BB; 4. B5C, CD2D; 5. Este avanço permite as brancas
P3R. realizar uma interessante combina-
Projeta-se aqui uma cilada que ção. A outra alternativa, 12
mencionamos no primeiro capitulo: BXC; concede ao adversário a pa-
5. PXP, PXP; 6. CXP; CXC; 7. relha de bispos e não é muito
BXD, B5C+. atrativa. A situação do bispo em
5. P3BD; 6. C3B, D4T; 7. 4TR constitui um importante fa-
C2D, B5C (ver n.° 122); 8. D2B, tor na força das brancas.
O-O (ver n.° 121); 9. B2R.
Perderia uma peça 9. B3D, de- Posição depois de 12. ..., P4BR
pois de 9. PXP; e se 10. BXC,
PXBR. Aprecia-se que a jogada
D3T, não somente finca o cavalo
inimigo, como também ameaça o
bispo de 5CR.
9. P4R; 10. PDXP.
O roque é a resposta justa e
assegura às brancas um jogo ligei-
ramente superior.
10. C5R; 11. CRXC, PXC;
12. O-O, BXC; 13. PXB.
Algo melhor é 13. DXB.
13. CXP; 14. DXP.
Depois de 13. B7R, recomendado 13. CXP.
por Re ti, as brancas sempre têm Este sacrifício desarticula o ílan-
uma leve vantagem. eo rei das pretas e abre o jogo
14. ..., P3BR; 15. B4B? para vantagem das brancas.
É necessário responder com 15. 13 PXC; 14. P3TD, B3D;
B4T. 15. P4CD, D2B.
15. B4B. O melhor, pois as pretas não po-
Ganhando a dama, pois se 6. dem conservar a. peça adquirida.
DXB, C6B+ e se 16. D4D, T1D. Se 15 BXP; 16. PXB, DXP;
as brancas ganham por 17. DXP, 15. C4R, CXC; 16. DXC, P3CR;
PXP; 18. B3D, P3C; 10. B7R, etc. 17. D4B, B2D; 18. C5R, D3D; 19.
16. P5B, PXP; 17. PXB, DXP; TR1D, TD1B; 20. B4B, ganhando.
18. B4B+, R1T; 19. DXP, C3C.
Pior ainda seria 19 PXP; N.° 123
pois as brancas teriam um ataque
vencedor.
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
20. B7R, T1R; 21. B3D, D3C; (ou
C3BD, C3BR; 4. B5C. CD2D; 5.
3T); 22. DxPD. P3R P3BD; 6. C3B, D4T; 7. PXP,
Com um pião de vantagem. CXP.
A variante iugoslava. A captura
N.° 122 com o cavalo acentua a pressão
sobre a diagonal 4TD-8R.
(Até a 7." jogada como no exem- 8. D3C, B5C (ver n.° 124); 9.
plo n.° 120). T1BD, P4R; 10. CXP.
7. PXP. A melhor resposta é 10. B4BD.
Jogada prudente que, por outra 10. .... CDXC; 11. PXC, B3R;
12. P3TD, BXC+; 13. PXB, O-O;
parte, tem a desvantagem de aban-
14. B4BD?
donar o controle do centro.
8. BXC, CXB; 9. CXP, D2B; 10.
B3D, B2R; 11. O-O, O-O; 12. Posição depois de 14. B4BD
TD1B, P4BD?
Este avanço tem por objetivo li-
bertar algo o jogo das pretas, po-
rém êle é efetuado aqui sem pre-
paração suficiente, comprometendo
assim a posição. Por outro lado,
parece que as brancas conservam
em todos os casos uma partida su-
perior, o que não é uma recomen-
dação para o sistema adotado pelas
negras na 7.* jogada.
13. PXP, DXPB.
Também se poderia continuar A continuação exata é 14. D2C.
com 13. BXPB; porém é du- 14. . . . . P3TB; 15. B4T, CXPB.
vidoso que isto seja melhor. As pretas têm a vantagem. Se
14. D3B, TD1C. 16. PXC, D4B; 17. BXB, (17. R2B,
Jogada desagradável, porém, ne- parece algo melhor (17. ..., DXPC;
cessária para o desenvolvimento do 18. R1D, D6D+; 19. RIR, D5R+;
BD. 20. R1B, (se 20. R1D, T1D+); 20.
.... PXB+; 21. B2B, T X B + ; 22. Contra 7. PXP a melhor respos-
RXT, T1BR+, com promessas de ta é 7 D4T; pois as pretas
mate. devem evitar a trama seguinte: 7,
DXD-f; 8. TXD, CXPR?; 9.
N.° 124
T8D mate.
(Até a 8.* Jogada como no exem- 7. PXP; 8. PXC.
plo n.° 123). A continuação 8. D4T+, provoca
8. D2D, CD3C; 9. T1BD, CXC; um jogo muito complicado e fértil
10. PXC, C3D; 11. B4BD, CXPB? em ciladas:
As pretas armam a si mesmas 8. ..., C3B; 9. O-O-O, B2D; 10.
uma cilada. A continuação cor- C4R, B2R; 11. PXC, PXPB; 12.
reta é 11. P4CD. B4T e se agora 12. C5C; então
12. O-O. 13. DXC, BXD; 14. CXPC+, R1B;
É impossível capturar o cavalo 15. TXP. As peças menores bran-
por causa da ameaça B5C. cas são mais fortes que a dama
Por este motivo no Torneio Avro,
12. B5C; 13. P3TD, DXP.
1938, Euwe adotou a continuação
Esta manobra foi executada,
mais vantajosa 12. ..., TD1B.
achando-se o bispo branco em 3D,
numa partida da disputa Alekhine 8. PXP; 9. D4T+, C3B; 10.
O-O-O, BXC.
vs. Euwe, em 1935.
Ou então 10. PXB; 11.
14. T1T, C5B; 15. D2B, D6B; 16.
CXPD, BXC; 12. PXB, B2D; etc.
TB1B.
11. B4T?
Ganhando a dama por torre,
Um erro. Deviam continuar com
bispo e dois piões.
11. PXB, PXB; 12. CXPD, etc.
N.° 125 11. .... P4C; 12. DXPC, T1CD;
13. DXC+, B2D; 14. DXPB, BXP+.
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3.
C3BB, C3BB; 4. B5C, B5C+.
Posição depois de 10. . . . . BXC
A defesa de Viena, analisada e
comentada por Grunfeld. As Jo-
gadas que constituem a variante
Manhattan são as seguintes: 1.
P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3. C3BD,
C3BR; 4. B5C, CD2D; 5. C3B, B5C.
5. C3B, PXP; 6. P4R.
Se e. D4T+, C3B; 7. P4R, B2D;
e a dama deve retroceder a 2BD.
6. .... P4B.
É mais prudente jogar primeiro
6 P3TR.
7. P5R.
O ataque das pretas é irresistí- as pretas obtêm a vantagem com
vel. Se 15. R2B, D4T. 7. PXP+; 8. RXP, D5T+; 9.
P3CR, D5D+; etc.
CONTRA GAMBITO ALBIN 6. P X P + ; 7. R2R; PXCC+;
O sacrifício do pião, neste gam- 8. RIR, D5T+, ganhando.
bito, não é muito correto, porém
amiúde resulta num jogo anima- ABERTURA DO PIÃO DA
do, fértil em ciladas, como no úni- DAMA
co exemplo que apresentamos. Es-
Esta abertura difere do gambito
ta partida foi jogada por Albín e
da dama pela exclusão do avanço
logo reproduzida por Lasker. O
P4BD das brancas. Origina um
pião lançado até a frente chega
jogo calmo, pouco propício a com-
a sua meta ainda mais depressa
binações e ciladas, porém o joga-
do que no exemplo n.° 106 e nos
dor desprevenido experimentará
brinda a surpresa de que não se
surpresas desagradáveis quando se
transforma em dama.
encontrar em presença de tramas
N.» 126 que às vezes aparecem.
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P4R; 3. No sistema Coll, por exemplo,
PDXP, P5D; 4. P3R? ideado pelo genial campeão belga
A resposta correta é 4. C3BR, deste nome e com que obteve nu-
C3BD; 5. CD2D. merosas vitórias, abundam as com-
4. B5CD+; 5. B2D, PXP; 6. binações, porém numa fase mais
BXB. avançada da partida que em ou-
tras aberturas. O exemplo n.°
Posição depois de 5 PXP
127 nos oferece um conhecido sa-
crifício de bispo em 7TR e no n.°
128 o jogo se acha comprometido
pela debilidade que resulta do
avanço dos piões do roque.
Os três exemplos seguintes mos-
tram a saída do BD, manobra fa-
forável do mestre Romi que es-
teve a ponto de vencer ao próprio
Capablanca. Expõe o n.° 129 uma
vez mais o perigo de uma captura
de pião pela dama negra, enquan-
to que no n.° 130 uma jogada irre-
flexiva das brancas compromete
Se 6. PXP, D5T+; 7. P3CR, D5R, sua partida. O n.° 131 demonstra
com posição superior. Igualmente que é um erro trocar um bispo
depois de 6. D4T+, C3B; 7. BXB, desenvolvido por um cavalo que
nao se moveu ainda; uma atraente É necessário uma proteção ime-
combinação termina uma partida diata ao flanco rei com C1B ou
magistralmente conduzida pelas C3B.
pretas. 12. BXPT+, BXB; 13. C5C+,
Com o n.° 132 penetramos em R3C?; 14. P4TR, T1T; 15. TXP+.
plena fantasia. O jogo das bran- Ganhando. Numa partida entre
cas está semeado de armadilhas, Colle e 0'Hanlon, do Torneio de
porém com uma defesa apropriada Nice, 1930, as brancas triunfaram
as pretas podem se safar do peri- como segue: 15 C3B; (se 15.
go. Apresenta o n.° 133 um jogo .... PXT; 16. D3D+ R3B ou R4T;
de posição cheio de finezas dissi- 17. D3B+); 16. P5T+, R3T; 17.
muladas. A primeira vista não se TXB, D4T; 18. CXP+, R2T; 19.
aprecia que as brancas tenham C5C+, R1C; 20. D3C+.
cometido alguma falta, porém o
adversário tirará proveito de uma N.° 128
simples inversão de jogadas e dis-
pondo de um jogo livre rapida- (Até a 5." jogada como no exem-
mente chega à uma posição ven- plo n.° 127).
cedora . 5 C3B; 6. CD2D, B2R; 7.
O-O, P5BD; 8. B2B, P4CD; 9. P4R.
N.° 127 Este avanço central é uma boa
1. P4D, P4D; 2. C3BB, C3BR; 3. resposta ao irreflexivo avanço dos
P3R, P3B; 4. B3D, P4BD; 5. P3B, piões do flanco dama das pretas.
CD2D (ver n.° 128); 6. CD2D, B3D; 9. .... PDXP; 10. CXPD, O-O?;
11. D2R, B2C; 12. CR5C, P3TR;
7. O-O, O-O; 8. T1B, T1R; 9. P4R,
13. CXC+, BXC; 14. D4R, P3C.
PDXB; 10. CXP, CXC; 11. BXC,
PXP. Depois do roque quase suicida
das pretas, o melhor para estas é
Posição depois de 11. BXC 14 T1R.
15. CXPR.
Ganhando, pois se 15 PXC;
16. DXPC+, B2C; 17. BXP, etc.

N.° 129

1. P4D, P4D; 2. C3BR, P4BD;


3. B4B, C3BD; 4. P3R, D3C?; 5.
C3B, DXP.
Se 5 P3R; as brancas ob-
têm vantagem com 6. C5CD.
6. C5CD, R2D; 7. TD1C, DXPT;
8. B7B.
11 P5B; 12. B2B, D3C.
E as pretas ganham um pião.

N.° 131

1. P4D, P4D; 2. B4B, P4BD; 3.


BXC, TXB; 4. PXP, P3R; 5. P3R,
C3B; 6. C3BR, BXP; 7. P3B, O-O;
8. CD2D, D2R; 9. B3D, P4R; 10.
P4R, T1D; 11. D2B, PXP; 12.
CDXP, CXC; 13. BXC, P4B; 14.
BXPB.
Posição depois de 13. P4B

Ameaçando ganhar a dama com


9. C3B, DST; 10. T3C.
8. C5CD; 9. C5R+, RIR; 10.
TXC, PXT; 11. C3BD, PXC; 12.
B5C+, B2D; 13. BXB, mate.

N.° 130

1. P4B, P4D; 2. C3BR, P4BD; 3.


B4B, C3BD; 4. P3R, P3R.
Aqui pode se armar uma cilada:
5. C3B e se 5. .... B3D?; 6. BXB,
DXB; 7. C5CD, D2R; 8. PXP, C3B; Se 14. B3D, as pretas ganham
9. C6Df, etc. A cilada se contra- com 14 P5R, (ou 14. ..., TXB;
ataca jogando primeiramente 5. 15. DXT, P5R; 16. D5D+, B3R; 17.
P3TD. D5R, B3D); 15. B4B+, R1T; 16.
5. P3B, C3B; 6. CD2D, B3D; 7. C2D, P6R; e se 16. C4D, então
B3C, O-O; 8. BSD, T1B; 9. C5R. 16 BXC, com um pião de van-
Necessário para prevenir a amea- tagem.
ça P4R-P5R que concederia van- 14. P5R; 15. BXPB.
tagem às pretas. Ou então 15. DXP, BXB; ga-
9. . . . . BXC; 10. PXB, C2D; 11. nhando.
P4BR? 15 B4B; 16. C2D, TXC.
Perdendo um pião. A continua- Ganhando.
ção exata é 11. O-O, CDXP; 12.
N.° 132
BXC, CXB; 13. BXPT+, RXB; 14.
D5T+, RIO; 15. DXC, com um jo-
go aproximadamente igual.
2. .... C3BR; 3. B5C, B4B; 4. 11. O-O, B4C.
F3B, P4B. Defendendo indiretamente o ca-
É mais sólida a continuação 4. valo de 5CD, pois se 12. PXC, BXT
P3B. e novamente o BD branco estaria
5. BXC, PRXB; 6. P4R, PDXP; sem defesa suficiente.
7. P5D, PXP; 8. DXP, BXP? 12. T1R, C7B; 13. BXC, DXB; 14.
As pretas devem se defender com DXD, TXD.
8 B2D; 9. O-O-O, B3D; etc. E as pretas se apoderam da co-
9. B5C+, C2D; 10. R2D, B3C; 11. luna aberta e da sétima linha, com
TDlR-r, B2R; 12. P6D, ganhando. uma partida posicionalmente ga-
nha (Van Vliet vs. Znosko Bo-
N.o 133 rowsky, Ostende, 1907).

1. P4D, P4D; 2. P3R, P4BD; 3. DEFESA HOLANDESA


P3BD, P3R; 4. B3D, C3BD; 5.
P4BR, C3B; 6. C2D, D2B; 7. CR3B. O avanço P4BR das pretas, que
As brancas não percebem que as caracteriza esta abertura, tem por
pretas querem e na jogada ante- motivo impedir que as brancas jo-
rior, apontam até o PBR. guem P4R, o mesmo que na Defesa
7 PXP; 8. PBXP. Siciliana o avanço P4BD se efe-
Forçado, pois de outra maneira tua para impedir às brancas P4D.
cairia o PBR. Embora as importantes diagonais
8 C5CD; 9. B1C, B2D; 10. 5TR-8R e 2TD-8CR se enfraque-
P3TD, TD1B. çam perigosamente com o avanço
Afastado o BR, o BD das bran- do PBR, não é fácil para as bran-
cas não está protegido suficiente- cas contornar essas fraquezas. Por
mente. vezes as pretas constróem um «mu-
ro de pedra» com possibilidades
Posição depois de 11 B4C
de obter a vantagem. Por outro
lado, se as brancas descuidam das
intenções de seu adversário podem
ser arrastadas a um rápido desas-
tre, como ocorreu na partida Grun-
feld vs. Torre (Baden, 1925) apre-
sentada no exemplo n.° 134.
Uma iniciativa ativa das bran-
cas, o Gambito Staunton, lhes con-
cede um ataque bastante forte.
Um exemplo brilhante é o n.° 135,
de uma partida entre Reti e Euwe
(disputa 1920), no qual o excelen-
te sacrifício das torres recorda as 5. P3BR, PXP; G. CXP, B2C; 7.
clássicas obras mestras. No n.° B3D, P4B.
136, a maneira original como as Uma defesa melhor assegura 7.
brancas desenvolvem seu jogo é . . ., P4D.
digna de nota. Por outra parte,
um triunfo tão rápido é mais o 8. P5D, D3C; 9. D2D.
resultado da obstinação em con- Evitando a cilada 9. O-O?, P5B f-,
servar o pião do gambito que uma que causaria a perda de um bispo.
conseqüência do desenvolvimento. 9 DXP?; 10. TD1C, CXP.

N.° 134 Posição depois de 10 CXP

1. P4D, P4BB; 2. P3C1C, P3R; 3.


B2C, C3BK; 4. C3BB, P4D; 5. O-O,
B3D; 6. P4BD, P3B; 7. D2B, O-O;
8. P3C.
Sem se preocupar pelo PBD, as
brancas podem simplesmente con-
tinuar com 8. C3B e se 8 PXP,
então poderão recobrar o pião com
9. C2D, ou melhor ainda, atacar
o centro com 9. P4R.
8 C5R; 9. B2C, C2D; 10.
C5B, D3B; 11. P3B?, CXC; 12.
PDXC. Resposta muito astuta. Se 10.
Se 12. PBXC as pretas obtêm TXD?, BXC. As pretas aparente-
vantagem com 12. C5C; 13. mente desbarataram o plano de
P5R, D3T; 14. P3TR, C6R; ou en- seu adversário, porém este encon-
tão 13. D2D, PDXPR; 14. BXP, tra uma continuação brilhante.
CXPT; 15. RXC, D5T+, etc. Naturalmente, que se 10 D6T;
12 B4BD+; 13. R1T, CXPC. 11. C5C, DXP; 12. O-O, e as pre-
E mate em duas jogadas. tas se achariam em situação incô-
moda, sempre por conseqüência do
N.° 135 erro 9 DXPC.
11. CXC, D X T + ; 12. R2B, DXT;
1. P4D, P4BB; 2. P4B, PXP; 3. 13. BXPB, P3D; 14. BXPD, C3B;
C3BD, C3BR; 4. B5CB, P3CR. 15. B5C, B2D; 16. BXC, PXB; 17.
Com 4 P4D?, as pretas caem D2R+.
numa cilada: 5. BXC, PRXB; 6. Ganhando, pois se 17 RIR;
D5T+, P3CR; 7. DXPD. A melhor 18. B7B+ e 19. D6T mate se 17.
resposta é 4 P3BD. .... R2B; 18. C5C+, etc.
CAPITULO IV

ABERTURAS SEMI-ABERTAS

DEFESA FRANCESA seia a correção do sacrifício do


bispo. A debilidade em 2TR cons-
Durante estes últimos anos é ra- titue um grande perigo para as
ro que se responda a 1. P4R com pretas e freqüentemente seu adver-
..., P4R, pois geralmente as pre- sário poderá realizar o sacrifício
tas adotam abertura semi-abertas que conduzirá a um mate ime-
e entre estas, com preferência, as diato .
Defesas Francesa, Siciliana e Ca-
No n.° 138, o mesmo sacrifício
Kann.
do bispo é precedido por uma en-
A Defesa Francesa, mais enérgi-
trega de cavalo, manobra de grande
ca que a Caro-Kann, provoca bas-
beleza executada pelo mestre
tantes riscos, maiores chances de
Schlecheter e concluindo com um
ataque sobre o flanco da dama, po-
rápido mate.
rém pelo contrário, as brancas pos-
suem mais possibilidades de ata- A casa 2BD é outro ponto débil
que no outro flanco ou de domi- na posição das pretas, debilidade
nar o centro. Portanto, a Defesa à que se acrescenta amiúde outra
Francesa é menos enérgica que a em 3D, o que obriga a vigiar a
Siciliana, a qual comparada àque- casa 4CD onde poderia se instalar
la, deve ser apreciada nos mesmos um cavalo inimigo. Em conse-
termos. qüência, antes de efetuar o indis-
Todos os exemplos que apresen- pensável avanço P4BD, é pruden-
tamos, com uma só exceção, são te nestes casos que seja precedido
ganhos pelas brancas; o motivo pela jogada P3TD, a qual Nim-
reside em que o jogo das pretas zovitch denomina de maneira ex-
atua tardiamente. pressiva, «profilática». Acrescen-
O exemplo n.° 137 oferece um taram os que a mencionada debi-
gênero de ataque muito freqüente, lidade se acentua, tornando-se da-
que já examinamos e deve-se es- nosa quando o BR das pretas de-
tudar atentamente a disposição sapareceu e um brilhante exemplo
exata das peças, pois nela se ba- deste é brindado pelo n.° 139.
No n.° 140, a debilidade da casa ramente observada que as dcbili-
3D, conseqüência de um erro evi- dades já mencionadas em outras
dente das pretas, é magnificamente casas do campo das pretas. Tam-
explorado pelo adversário, cujo as- bém esta pode acarretar desastro-
tuto jogo produz um mate origi- sas conseqüências especialmente
nal. para o aficcionado que desconhece
Temos no n.° 141 a forma clás- este ataque pouco praticado. A
sica de sacrifício do bispo em 8TR, mesma debilidade se repete no n.°
executado com brio pelo mestre 149, de uma maneira mais sim-
inglês Yates no Torneio de Ham- ples, porém menos convincente,
burgo, 1930. Aqui o sacrifício sur- finalizando com um ganho elegan-
ge em outra variante, distinta dos te de qualidade.
exemplos precedentes, e apresenta A inoportuna captura do PCR
outro matiz. branco, no n.° 147, conduz a um
O ataque Chatard-Alekhine, no rápido derrubamento das pretas.
n.° 142, é muito complicado e bo- Reconhece-se aqui a marca do
nito. Depois de haver capturado autor, Nimzovitch pela excelente
o pião do gambito, as pretas são forma de explorar a vantagem, co-
perigosamente ameaçadas, e os sa- roada por um mate de beleza clás-
crifícios de peças se sucedem até sica, executado sobre as colunas
o desastre final. Um novo ataque abertas do centro. (Sobre este
com sacrifício apresenta o exem- tema veja-se o Capítulo primeiro).
plo n.° 143, extraído da partida
Vemos no n.° 148 um ensaio das
Euwe vs. Bogoljubow (Budapeste,
brancas para apoderar-se da casa
1921).
6D, com um audaz avanço de seu
O n.° 144 reproduz um triunfo PCD.
de Bogoljubow em sua juventude O n.° 150 apresenta uma com-
e oferece vivas escaramuças, com binação de ataque simultâneo so-
ameaças de ambos os lados, termi- bre o pião de 7TR e a TD das
nando com a perda de uma peça negras; deverá se prestar grande
pelas pretas. atenção pois esta dupla ameaça é
Embora provindo de uma parti- freqüente.
da por correspondência, dois gros- No n.° 151, a debilidade de 7BR
sos erros cometem as brancas no aparece bruscamente com a atraen-
n.° 145, permitindo ao adversário te surpresa de um sacrifício de
ganhar uma peça por uma com- cavalo.
binação de cavalo e um duplo ata- Que origina a derrota das negras
que de pião (fourchette). no n.° 152? Simplesmente a má
No n.° 146 encontramos o ata- disposição de suas peças. A po-
que Gledhill, em que aparece a sição do roque é demolida pelo sa-
debilidade da casa 7CB, mais ra- crifício de um cavalo em 6BR uni-
do a um novo sacrifício de bispo com P3BR; por esta razão as bran-
em 7TR e terminando com mate cas não jogam P5R (o que, pelo
sobre a casa 7CR. Duas debili- retrocesso do BR das pretas daria
dade reunidas num mesmo exem- liberdade ao PBR destas), senão
plo. quando aquelas possam efetuar a
De uma bela rareza é o n.° 153: jogada C5CR sem que as pretas
um ataque central das pretas com tenham tempo de realizar a res-
um surpreendente sacrifício das posta obrigatória P3BR.
duas torres. As brancas, crendo 9. P5B, B2B; 10. BXPT+, BXB;
ganhar a qualidade, caem numa 11. C5CB+, BXC.
cilada com um mate por um ponto Qualquer outra resposta seria
final. igualmente insuficiente. Por
exemplo: 11 R3T; 12. D2D,
N.° 137
BXC; 13. PXB+, R3C; 14. D3D+,
J. P4R, P3R; 2. P4D, P4D, P4D; etc. Ou senão 11 R3C; 12.
3. C3BD, C3BR; 4. B5CR, B2R; 5. D3D+, P4BR; 13. PXP+, R X P ; 14.
BXC, BXB; 6. C3B, O-O; 7. B3D, P5T, etc. e as brancas ganham ra-
P3CD; (ver n.° 138). pidamente em todos os casos.
A continuação correta é 7 12. PXB+, B1C; 13. D5T, P3BB;
P4BD. 14. P6C.
8. P4TR, B2C? E mate na jogada seguinte.

Posição depois de 8 B2C


N.° 138

(Até a 7 ' jogada como no exem-


plo n.° 137).
7. P5B, B2R; 8. B3D, B2D?; 9.
P4TR, P3BB; 10. C5CB.
Bonita jogada cuja correção é
difícil de conceber.
10 PXC; 11. B X P + , BXB;
12. PXP+, E1C; 13. T 8 T + , BXT;
14. D5T+, E1C; 15. P6C.
E mate em duas jogadas.

N.° 139
As pretas não dão qualquer im-
portância ao ataque de seu adver- 1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.
sário, pois 8. B2R ou B3TD, C3BD, C3BB; 4. B5CB, B2B; 5.
deveria jogar-se necessariamente. P5B, CR2D (ver n.° 141 e 142);
Nesta variante pelo geria, as pre- 6. BXB, DXB; (Ver n.° 140); 7.
tas devem parar a ameaça C5CR P4BR, P4BD; 8. C3B, P3CD?
Deveria jogar 8. P3TD, o
mais tardar neste momento.
9. C5CD, C1B; 10. C6D-F, K1D;
11. C5CR, ganhando.

N.° 140

(Até a 7.' jogada como no exem-


plo n.° 139).
7. C5CD, D1D; 8. B3D, P3BD?;
9. C6D+, R2R; 10. D5T, P3CB; 11.
D4T+, F3B; 12. C3T, C3T; 13. C4B,
P4CR; 14. DXPT+, TXD; 15.
C6C++.
Se 12 PXP; produz-se o sa-
N.° 141 crifício 13. CDXP, PXC; 14. CXP,
D1D; 15. P6R com vantagem.
13. PXP, DXP; 14. BSD.
(Até a 5 * jogada como no exem-
Com a ameaça de um sacrifício
plo n.° 139).
em 6CR.
5 C5R; 6. BXB, DXB; 7.
14 DIB; 15. B4R.
D4C, O-O; 8. B3D, CXC; 9. PXC,
Depois desta jogada, indicada
P4BD; 10. C3B, P5B?; 11. B X P T + .
por Bogoljubow, o ataque das
Ganhando pois se 11 RxB;
brancas com a ameaça BXPD é
12. D5T+, R1C; 13. C5C, etc.
irredutível. Se 15 PXB; 16.
CXP4R, CD2D; 17. D3BD, D2R; 18.
N.° 142
C6B+, R1B; (se 18. CXC; 19.
PXC, DIB; 20. D7B, C2D; 21.
(Até a 5.' jogada como no exem- C5D); 19. CXPT+ R2C; 20. C5T+,
plo n.° 139). PXC; 21. D3CR+, R3T; 22. T X P +
5 CR2D; 6. P4TR. e o mate não pode tardar.
O ataque que leva o triplo nome:
Albin, Chatrd e Alekhine. N.° 143
6. BXB.
Captura muito audaz. Mais só- 1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.
lido é 6 P3TR; e mesmo 6. C3BD, C3BR; 4. B5CR, B5C.
..., P4BD; não é mau. Em troca, A Variante Mac Gutcheon.
6 P3BR é muito arriscado. 5. P5R, P3TR; 6. B2D.
7. PXB, DXP; 8. C3T, D2R; 9. Se 6. B4T, P4CR; 7. B3C. C5R.
C4B, P3TD; 10. D4C, P3CR; 11. 6 BXC; 7. PXB, C5B; 8.
O-O-O, P4BD; 12. D3C, C3C. D4C, P3CB; 9. B3D, CXB; 10. RXC,
P4BD; 11. P4TR, C3B; 12. T3T, Perdendo um pião sem compen-
D4T? sação.
Caindo na armadilha. A res- 7 PXP; 8. C2R, D4T+; 9.
posta correta é 12 PXP; 13. B2D, D3C; 10. P3B?
BXPC, CXP. 10. ..., C4B; 11. D2B, DXP; 12.
13. BXPC. O-O.
Ganhando, pois se 13 PXB; Se 12. DxD, então evidentemente
14. DXPC+ e captura a torre, e 12. .... CXB+.
se 13 PXB; 14. DXPC+ e ga- 12 DXC; 13. BXD, P6D.
nha a torre, e se 13. .... T1CR; Ganhando uma peça.
14. BXP+, RXB; 15. T3B+, etc.
N.° 144 N.° 146
1. P4R, P3B; 2. P4D, P4D; 3.
C3BD, C3BR; 4. B5CB, B5C; 5.
(Até a 5.» jogada como no exem-
B3D, P4B; 6. P5B, PXP?
plo n.° 145).
Ê necessário 6. .... P3TR.
5. D4C, P4BD; 6. C3B, PXP; 7.
7. PXC, P X P ; 8. B5C+, B2B.
CEXP, CXP.
Se 8 C3B, ou B2D, então
A resposta mais conveniente é
9. DXP, ganha uma peça.
7 C3BD.
9. BXP+, RXB; 10. DXP+, ga- 8. D3C, CD3B.
nhando. A melhor continuação é 8
N.° 145 C3C; 9. C5CD, C3T; 10. P4TR, B4B
(ou P3B).
1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3. 9. B5CD, B2D; 10. BXC, CXB;
C3BD, C3BR; 4. P5R, CR2D; 5. 11. CR5CD, T1BD; 12. B4B, D3C;
P4B, P4BD (ver n.° 146); 6. C3B, 13. B7B, D4B; 14. B6D, D3C; 15*
C3BD; 7. B3D? BXB, RXB; 16. D6D+, R I R ; 17.
Posição depois de 10 P3B O-O-O, P3TD; 18. CXP, PRXC.
Se 18. DXC; 19. C3B, segui-
do de DXB+, ganhando.
19. TR1R+, B3R; 20. TXB+.
Ganhando, pois se 20 PXT;
21. DXPR+, R1B; 22. T3D ou 22.
DXT+, etc.

N.° 147

1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.


C3BD, C3BR; 4. PXP, CXP; 5.
C3B, P4BD; 6. CXC, DXC; 7. B3B,
PXP; 8. CXP, P3TD; 9. B2R,
N.° 150
1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.
C3BD, C3BR; 4. B5CB, PXP; 5.
CXP, CD2D; 6. C3BR, B2R; 7.
CXC+.
Respondendo com 7. B3D, as
brancas cairiam numa cilada: 7.
.... CXC; 8. BXB, CXPB; 9. BXD,
CXD; 10. BXP, CXP; ganhando
um pião.
7 CXC; 8. B3D, O-O; 9.
D2R, P3CD.

Posição depois de 9 P3CD

DXPC; 10. B3B, D3C; 11. D2D,


P4B; 12. O-O-O, PXC; 13. BXPD,
C3B; 14. B6B, DXB; 15. TB1K+.
E mate em três jogadas. Se
15 B2R; 16. BXC+, R1B; 17.
D8D+, BXD; 19. T8R mate.

N.° 148

1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.


C3BD, B5C; 4. P5R, P4BD; 5. B2D,
PXP; 6. C5C, B4B; 7. P4CD.
Com uma posição superior.
N.° 149 A continuação correta é 9
1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3, P4B.
C3BD, B5C; 4. P3TD, B X C + ; 5 10. BXC, BXB; 11. D4R, ganhan-
PXB, P4BD; 6. D4C, PDXP? do por uma dupla ameaça a TD
Depois de 6 C3BD, as bran- e mate em 7TR.
cas continuarão igualmente com
7. DXPC. N.° 151
7. DXPC, D3B; 8. B6TR.
Ganhando a qualidade, pois se 1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.
8 C2D; 9. B5CD. Esta ma- C3BD, PXP; 4. CXP, C2D; 5.
nobra elegante de ganhar quali- CR3B, CB3B; 6. B3D, B2R; 7.
dade merece ser recordada. Um O-O, P3CD; 8. C5R, B2C; 9. CxC,
caso deste gênero, favorável às PXC?
pretas, vimos no exemplo n.° 99 Um erro decisivo, pois se deve
do Gambito da dama. capturar com o bispo.
10. CXP, RXC; 11. D5T+, R1C;
12. TR1R.
Com um forte ataque. Se 12.
C1B; as brancas ganham bri-
lhantemente como segue: 13. TXP,
CXT; 14. B4B, D3D; 15. B6TR,
B1BR; 16. T1R, B1B; 17. D8R,
B2D; 18. TXC, TXD; 19. T X T + ,
B3R; 20. BXB+, DXB; 21. TXB.
mate.

N.° 152

1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3.


C3BD, PXP; 4. CXP, B3D?
Má situação para o bispo. DEFESA CARO-KANN
5. B3D, C2R; 6. B5CR, O-O?
Esta defesa, que não apresenta
Melhor que esta localização sui-
a animação da outra, é bastante
cida é 6. C2D.
segura quando se sabem evitar al-
7. C7B+, PXC; 8. BXP, D2D; 9.
guns escolhos que encontram as
BXPT+.
pretas e é essencialmente defen-
E mate em duas jogadas. siva, com menos ocasiões de con-
tra-ataque que a Francesa e, es-
N.° 153
pecialmente, a Siciliana.
1. P4R, P3R; 2. P4D, P4D; 3. No exemplo n.° 154 apresenta-
C3BD, PXP; 4. CXP, C2D; 5. C3BR, mos a brilhante partida de Bo-
CR3B; 6. B3D, B2R; 7. P3BD, CXC; twinnik vs. Spielmann, do Torneio
8. BXC, C3B; 9. B3D, O-O; 10. C5R, de Moscou, 1935, onde veremos uma
P4B; 11. B3R, D2B; 12. P4BR, T1D; cilada que o autor descobrira pou-
13. PXP. co tempo antes de ter ocasião de
Esta troca compromete o jogo aplicá-la. Também é uma par-
das brancas, enquanto que 13. D3B tida de torneio o n.° 155, entre
lhes concede uma posição satis- Nimzovitch e Alekhine (Bled, 1931).
fatória. As brancas, crendo armar uma ci-
13 BXP; 14. BXB, DXB; 15. lada a seu adversário, são vítimas
BXPT+? elas mesmas e a prematura excur-
Crendo ter atraído o adversário são de sua dama a 7CD recebe
numa armadilha. seu castigo. No n.° 156 é uma pe-
15 BXB; 16. DXT, B2D; 17. quena jóia que já assinalamos no
DXT, D6R+. primeiro capítulo (Reti vs. Tar-
Ganhando, pois se 18. R1D (ou takower, Viena, 1910). O sistema
R1B) então 18. . . . C5R; etc. adotado pelas brancas não é, por
outro lado, o melhor, apesar da do pião sacrificado um jogo bem
rápida vitória que obtêm. desenvolvido e certo ataque.
Aprecia-se uma vez mais no n.° Posição depois de 7 DXP
157, como uma inversão de jogadas
pode acarretar molestas conseqüên-
cias e depois de um belo sacrifí-
cio de cavalo se produz um mate
agradável. A partida reproduzida
no n.° 158 foi ganha por um es-
pecialista nesta abertura, o joga-
dor alemão Carls, na qual o PTB
preto parece bater o recorde de ve-
locidade em seu caminho até a
coroação. Esta cilada merece ser
recordada.
Novamente vê-se no n.° 159 o
castigo à ambição por ganhar um
8. T1B, C5CD; 9. C4TD, DXPT;
pião, com a prematura saída da
10. B4BD, D6T; 11. T3B, ganhan-
dama. Finalmente, o exemplo n.°
do.
160 recorda ao n.° 157, pois embora
a linha de jogo principal leva a N.° 155
caminho distinto que conduz à cap-
tura de uma torre, numa variante (Até a 6.« jogada como no exem-
de Alekhine (Plymouth, 1938), se plo n.° 154).
reproduz quase exatamente o mate 6. C3B, B5CR; 7. PXP, CRXP;
do n.° 157. 8. B5CD, D4T; 9. D3C, BXC; 10.
PXB, CXC; 11. BXC+.
N.° 157 Esta jogada prepara o erro de-
1. P4B, P3BD; 2. P4D, P4D; 3. cisivo que se produz em continua-
PXP, PXP; 4. P4BD?, C3BB; 5. ção. A resposta exata é 11. PXC.
C3BD, C3B; 6. B5C, D3C (ver n.° 11 PXB; 12. D7C?, C3C+;
155). 13. B2D, D3C; 14. D X T + , R2D.
Neste ataque (Botwinnik-Panov) As pretas capturam a dama ini-
as pretas jogam outras vezes 6. ..., miga 15. C2B.
PXP; o que é arriscado depois de
N.° 156
7. P5D, C4R; 8. D4D. O mais se-
guro é 6. .... P3R. 1. P4R, P3BD; 2. P4D, P4D; 3.
7. PXP, DXPC? C3BD, PXP; 4. CXP, C3BR (ver
O erro. Deve-se continuar com n.° 157 e 158); 5. D3D, P4R?
7 CDXP; 8. B3R (mais sólido Para responder a jogada duvi-
é 8. CR2R). 8 P4R; 9. PXP, dosa de seu adversário, as pretas
B4BD e as pretas têm em troca não teriam nada melhor que con-
solidar sua posição com 5. É boa também a continuação se-
CXC; 6. DXC, C2D, seguido de guinte: 9. BSD e se 9 DXP;
C3B. 10. CXPB, com um Jogo complica-
6. PXP, D4T+; 7. B2D, DXPB; do e cheio de emboscadas.
8. O-O-O, CXC? 9. CD2D; 10. D2B, CR3B?;
Esta segunda falta é decisiva. 11. CXPB, BXC; 12. DXP+, B3C;
Pareceria que as pretas esperavam. 13. B3D++.
9. T1R. Depois de 8 B2R;
ainda poderiam defender-se, po- N.° 158
rém com uma posição inferior.
9. D8D+, RXD; 10. B5CB+, B2B. (Até a 4.» jogada como no exem-
Ou senão 10 RIR; 11. T8D plo n.° 156).
mate. 4. C3BB; 5. C3C, P4TB; 6.
11. B8D++. B5CB?
O exemplo n.° 147, da defesa Devia-se impedir o avanço de
francesa, apresenta um final pa- P T R preto, replicando 6. P4TR.
recido ao final desta partida. A presença do cavalo em 3CR faz
necessária esta precaução.
N.° 157
6 P5T; 7. BXC?
(Até a 4.» jogada como no exem- Caindo numa cilada profunda-
plo n.° 156). mente concebida.
4. ..., B4B; 5. C3C, B3C; 6. C3B, 7 PXC; 8. B5R, TXP.
P3B?
Posição depois de 8. . . . . T X P
Corresponde responder com 6.
C2D; para impedir 7. C5R.
7. P4TR, P3TB; 8. C5B, B2T; 9.
B4BD.

Posição depois de 9. B4BD

Compare-se com o exemplo n. 0

106 do gambito da dama, onde se


oroduz uma manobra similar, exe-
cutada no outro flanco pelas bran-
cas.
9. TXT, D4T+; 10. P3BD.
Se 10. D2D, as pretas ganham
com 10. PxP+, de uma ma-
neira que recorda c exemplo n.°
126, do contra gambito Albin.
10 DXB+; 11. PXD, PXT;
ganhando.

N.° 159

1. P4R, P3BD; 2. C3BD, P4D; 3.


C3B, B5C; 4. P4D, PXP; 5. CXP,
BXC.
É melhor continuar o desenvol-
vimento com 5. . . . C3BR.
5. C3C, B3C; 6. P4TR, P3TR; 7.
6. DXP, DXP?; 7. B3B, D4R.
C5R, B2T; 8. D5, P3CR; 9. D3B.
É preferível retirar a dama a
Ou senão 9. B4BD, P3R; (se
1D. Depois de 7 DXPC; as
..., PXD; 10. BXPB mate; 10. D2R,
brancas sacrificam suas duas tor-
res, caindo sobre o rei indefeso C3BR?; 11. CXPB, ganhando.
inimigo: 8. B4BD, D X T + ; 9. R2R, Compare-se com o exemplo n.° 157
R2R, DXT; 10. DXPB+, R2D; 11. 9. .... C3BR; 10. D3CD, D4D;
C5B+, R2B; 12. C6R+, etc. 11. DXPC, DXC+; 12. B2R.
8. B4BD, C3BR; 9. C5C, P3R; 10. Ganhando a qualidade. As pre-
O-O-O. tas devem parar a ameaça 13. D8B
A ameaça 11 T8D+, RXT; mate, o que produz a perda da
12. CXPB+, e 13. CXD, oferece torre. É impossível capturar a
uma nova combinação de cavalo. dama acantoada que poderia ser
10 CD2D; 11. TXC, CXT. libertada pelo avanço P4TD, 5T,
Se 11 RXT; 12. CXPB, se- 6T, etc.
guido de 13. CXT. DEFESA SICILIANA
12. DXPB+, R1D; 13. CXPB+,
R1B; 14. D8++. Desde sua primeira jogada, as
pretas se preparam nesta defesa
N.° 160 para uma áspera luta, desdenhan-
do a atitude defensiva, pois seu
1. P4R, P3BD; 2. C3BD, P4D; norte não é o empate. Opondo-se
3. C3B, PXP; 4. CXP, B4B? ao avanço inimigo P4D, se propõe
O mesmo resultaria se 4 abrir a coluna BD manobrando no
B5C; 5. P3TR, B4T; 6. C3C, e o flanco da dama. O PR branco
bispo se retirasse agora a 3CR em não é trocado, como no Caro Kann,
lugar de cambiá-lo pelo cavalo. e seu avanço freqüentemente re-
sulta prematuro, é um objetivo de n.° 166, as brancas enfraqueceram
ataque para as pretas e por sua a diagonal LCR-6CD, concedendo
vez uma base para o ataque das a seu adversário a ocasião de sa-
brancas contra o rei inimigo, pois crificar a dama por três peças
estas devem contra-atacar, com menores.
uma manobra no flanco do rei, a No exemplo n.° 167 as pretas
iniciativa das negrrs na ala da da- não consideraram o alcance dc
ma. Produz-se um jogo animado, uma jogada do bispo inimigo que
com bastante possibilidade de com- lhes cria uma posição inferior. O
binações, e os exemplos que apre- n.° 168 contém atraentes ramifica-
sentamos serão, para o leitor afic- ções e sacrifícios de tipos diversos.
cionado, tão instrutivos como Esta variante de Richter finaliza
atraentes. com um elegante mate sobre uma
O exemplo n.° 161 mostra um coluna central. No n.° 169 as pre-
ataque prematuro das pretas, que tas podem obrigar na 7.» jogada
conduz a ganho de qualidade, po- a uma série de mudanças que fa-
rém descuida-se do desenvolvimen- cilitarão seu jogo, porém elas de-
to. A mesma variante se apre- cidem fazê-las próximo à 9.» jo-
senta no n. 162, com bonitos sa-
0
gada, o que é demasiado tarde e
crifícios e nele se demonstra a ino- lhes custará uma peça.
portunidade de troca do bispo pre- Contém o n.° 170 um sacrifício
to pelo CD. A cilada no n.° 163 extraordinário, justo castigo infli-
pode-se reproduzir com outra dis- gido a um adversário negligente.
O n.° 171 oferece diversas possibi-
posição de pedras. A idéia é sem-
lidades de ciladas, que exigem das
pre a mesma: ataque à dama pre-
pretas um profundo conhecimento
ta por cheque descoberto e ganho
desta variante. A regra geral que
de material por um cheque de ca-
aparece no n.° 172 é conhecida, po-
valo em 7B. Este é um triunfo
rém a miúde é esquecida; o bispo
de Eliskasés no Torneio de Birmin-
desenvolvido pelo fianchetto não
ghain, 1937.
deve ser trocado, talvez mesmo por
Uma excelente partida entre Ale- torre. A partida Verlinsky vs.
khine e Botwinnik (Notthingam, Kan, (Odessa, 1929) deste exemplo
1936), apresenta o n.° 164, e ela nos demonstra claramente.
constitue um estudo profundo. O
n.° 165, que produz o ganho de N.° 161
um pião das pretas, merece ser
lecordado. O essencial aqui é a 1. P4R, P4BD; 2. C3BR, P3R; 3.
ameaça de mate pela jogada in- P4D, P4D; PXP; 4. CXP, C3BR.
termédia 15 D4TR; pois con- Evitando o seguinte «mate aju-
vém saber considerar as conse- dado»: 4 P4R; 5. C5B, C2R;
qüências de jogadas similares. No 6. C6D mate.
5. C3BD, B5C; (ver n.° 162 e 163). Se 8. R1B; as brancas ga-
Saída prematura 5 PSD; ou nham com 9. CXP+, PXC; 10.
5 C3B são recomendáveis. DXB e se 8 BXC+; 9. PXB,
6. P5R, D4T? R1B; 10. B3T+, R1C; 11. CXP,
Contra 6 C5R o mestre de PXC; 12. DXPR mate. Duas ci-
Berlin, Koch, demonstrou que as ladas interessantes.
brancas obtêm vantagem por um 9. CXP, BXC+; 10. PXB, PXC.
bonito sacrifício, como segue: 7. É melhor 10 CXP, ao que
D4C, CXC; 8. DXPC, T1B; 9. P4TD as brancas responderiam 11. D4D.
e se 9 D4T; 10. C3C, D4D; 11. B X P + .
11. B3D, C7T+; 12. PXB, CXB; 13. Ganhando, pois se 11. PXB; 12.
TXC, C3B; 14. P4BR, C5D?; 15. DXPC+ e 13. B3T+; ou 13. B5C+.
P4B, ganhando.

Posição depois de 6. D4T N.° 163

(Até a 5." jogada como exem-


plo n.° 161).
5. ..., P3D; 6. B2R, B2R; 7. O-O,
P3TD; 8. P4B, D2B; 9. B3B, B2D;
10. R1T, C3B.
Sistema Scheveningue.
11. C3C, P4CD; 12. P3TD, T1BD;
13. B3R, O-O; 14. D2D, C1R; 15.
TD1D, C4TD?
Caindo na armadilha.
16. CXC, DXC; 17. C5D, BID.
Se 17 DXD; 18. CXB+, se-
guido de 19. TXD e se 17.
7. PXC, B X C + ; 8. PXB, DXPB+;
D1D; 18. B6C, etc.
9. D2D, DXT; 10. P3BD, D8C.
18. C7R+.
De outra forma a dama estaria
perdida (11. C3C, D8C; 12. B3D). Ganhando a qualidade.
11. B3D, D3C; 12. PXP, ganhan-
do.
N.° 164
1. P4R, P4BD; 2. C3BR, P3D; 3.
N.° 162
P4D, P X P ; 4. CXP, C3BR; 5. C3BD,
P3CR; 6. B2R, B2C; 7. B3R, C3B.
(Até a 6.» jogada como exemplo
Variante do dragão.
n.° 161).
8. C3C, B3R (ver n.° 166); 9. P4B,
6. B4D, P4D?
O-O; 10. P4CR, P4D (ver n.° 165);
A resposta correta é 6. ..., C3B.
11. P5B, B1B; 12. PXPD, C5CD; 13.
7. P5R, CR2D; 8. D4C, P3CR.
P6D.
8. O-O, O-O; 9. P4B, D3C; 10.
D3D.
Em certos livros esta jogada é
seguida de um sinal de interroga-
ção, em outras leva um sinal de
exclamação. Na dúvida, nos abs-
temos. Aqui se pode continuar
com 10. P5R, sacrificando um pião
em troca de um eventual ataque.
10. C5CR.
Não 10 DXPC por 11. CXC,
PXC; 12. T1CD, D6T; 13. C5D, etc.
11. C5D, BXC; 12. CXD, BXBI-,
13. R1T.
Se 13. PXPC, PTXP; 14. B3B, as Se 13. DXB, CXD; 14. CXT, CXT;
pretas podem continuar com 14 15. BXC, P4B; e as pretas têm me-
CXPC; 15. BXC, BXB; 16. DXB, lhores probabilidades para o final
CXPB+; 17. R2R, CXT; 18. TXC, do que seu adversário.
BXC; 19. PXB, DXP; e as pretas 13. BXC; 14. BXC, BXB.
têm uma torre e dois piões por Com vantagem de três peças me-
duas peças menores. nores pela dama. (Partida Ahues
13. .... DXP; 14. B5B, D5B; 15. vs. Richter, Torneio de Berlin,
T1BR, DXPT; 16. BXC, CXP; 17. 1930).
BXC, D6C+.
Tabelas pelo cheque perfeito. N.° 167

N.° 165 1. P4R, P4BD; 2. C3BR, P3D;


3. P4D, PXP; 4. CXP, C3BR, 5.
(Até a 10.» jogada como exem- C3BD, C3B; 6. B4BD?, P3CR? (ver
plo n.° 164). n.° 168).
10. O-O, C4TD; 11. CXC, DXC; Com o bispo inimigo em 4BD,
12. B4D, TD1B; 13. P4CE?, BXP; o fianchetto é inoportuno e con-
14. BXB, CXB; 15. BXB, D4T; 16. duz a uma cilada.
D2B, RXB. Devia-se continuar com 6
As pretas têm um pião de van- P3R.
tagem e posição superior. 7. CXC, PXC; 8. P5R, C5C.
Se 8 PXP, as brancas ga-
N.° 166 nham a dama com 9. B X P + .
9. B4B, P4D; 10. CXP, PXC; 11.
BXP, B2D; 12. BXT, DXB; 13. O-O.
Com vantagem.
P4BD, B2C; 6. B3B, C3BB; 7
C3BD, P3D.
(Até a 6.* jogada com no exem- As pretas podem aqui dinami-
plo n.° 167). zar sua posição para uma série
6. B5CR, P3R; 7. CXC, PXC; 8. de trocas: 7 C5CR, 8. CxC,
P5R. CXB; 9. CXD, CXD; 10. CXC.
Sacrifício de pião imaginado por RXC; etc.
Richter. Se 8 PXP; 9. D3B. 8. B2B, O-O; 9. O-O, C5CR?
8. . . . D4T; 9. B5C, PXB; 10. Agora, esta jogada conduz a per-
PXC, P5C; 11. C4R, P4D, etc. da de uma peça.
Se 11. D3B, D4R+; 12. C2R. 10. BXC, BXB.
11. .... D4R; 12. D2R, P4D; 13. Ou senão 10. . . . . BXC; 11.
T1D, PXC. BXBD. BXC; 12. BXPC.
Erro decisivo. É necessário con- 11. CXC, BXD; 12. CXD, ga-
tinuar com 13 P3C, ao que nhando .
as brancas devem responder com
13. C3B e as pretas não podem cap- N.° 170
turar o bispo por causa de res- 1. P4R, P4BD; 2. C3BB, C3BB;
posta 15. CXP, ameaçando simul- 3. P5R, C4D; 4. C3B, CXC; 5.
PDXC, P3CD?; 6. P6B, P3B.
Posição depois de 13 PXC
Posição depois de 6. P6R

tâneamente 16. C7B mate e 16.


D5C+. As pretas parecem não ter con-
14. P1BR, D4T; 15. PXP, BXP; tinuação satisfatória à sua dispo-
16. D5C+, DXD; 17. T8D++. sição. Se 6 PDXP; 7. DXD+,
RXD; 8. C5R e se 6 PBXP;
N.° 169
7. C5R, P3CR; 8. D3B.
7. C5R, PXC; 8. D3B, D2B; 9.
DXT, C3B; 10. B5CD.
Ganhando, pois se ameaça 11.
P X P + e 12. BXC.

N.° 171

1. P4R, P4BD; 2. C3BR, C3BR;


3. C3BD, P4D; 4. PXP, CXP; 5.
B5C+, B2D; 6. C5T, CXC?
Isto é um erro decisivo, porém
G. D2B não é melhor (7. CXB,
CDxC; 8. CXC, ganha uma peça).
Em troca, com 6 BXB, as
pretas podiam evitar as ciladas que
se lhes preparam, contra o que
as brancas devem continuar com
7. D3B, P3B; 8. CXB, PXC; 9. DXC, DEFESA ESCANDDÍAVA
DxD; 10. C7B+, e 11. CXD.
7. D3B, P3B. Esta defesa origina posições in-
Uma continuação algo melhor e teressantes porém, na prática, nãc
7 D2B; 8. BXB+, CXB; 9. dá bons resultados. As brancas
DXPB+, R1D; 10. CXC, RXC; 11. têm a vantagem de poder escolher
PDXC, com uma vantagem pura. entre um ataque imediato e um
8. D5T+, P3CR; 9. CXP, BXB; jogo tranqüilo posicionai, com si-
10. C5R++. tuação superior em ambos os ca-
sos.
N.° 172 O exemplo n.° 173, derivado de
um mate de Legal, recorda-nos o
1. P4R, P4BD; 2. C3BD, C3BD; primeiro capítulo. Um ataque
3. P3CR, P3CR; 4. B2C, B2C; 5. prematuro das pretas apresenta o
CR2R, P3D; 6. P3D, C3B; 7. O-O, n.° 174, em que perderiam uma
B2D; 8. P3TB, O-O; 9. B3R, P4CD. peça, a não ser por um erro de-
Para responder a 10. CxP, com cisivo de seu adversário. O n. 175
a

10 T1CD, seguido de TXP. é uma nova prova de perigo que


10. P5R? resulta de saída prematura da da-
Uma calda pesada. Deve-se con- ma. Nesta defesa é necessário ter
tinuar com 10. D2D. bem claro a diagonal T4D1D, o
10 CXP; 11. BXT, DXB; 12. que às vezes obriga as pretas a
P4BR, C6B-1 ; 13. R2B, BXPT; 14. jogarem P3BD, para assegurarem
T1T? o retrocesso de sua dama, porém
A derrota podia ser retardada isso lhes impede de ter ocasiões de
jogando 14. C4R. tropeçar, como se verá no n.° 176,
14. .... C5C++. onde uma série de sacrifícios fui-
minantes conduz a um mate de A continuação indispensável para
grande beleza. Quanto ao mate assegurar uma via de retrocesso
do exemplo n.° 177, surpreenderá para a dama, é 6 P3B.
agradàvelmente aos leitores. 7. C5D.
Ganhando a dama, pois se 7. ...,
N.° 173 D5T; 8. B5C+, DXB; 9. CXPB+.

1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3. N.° 176


C3BD, D1D; 4. P4D, C3BD; 5.
C3B, B5CB; 6. P5D, C4B? 1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3.
Um erro imperdoável. Deve-se C3BD, D4TD; 4. P4D, P3BD; 5.
jogar previamente 6 BXC. C3BR, B5C; 6. B4BR, P3R; 7.
7. CXC, BXD; 8. B5CD+, P3BD; P3TR, BXC.
9. PXP, P3TD; 10. P7B+. E preferível o retrocesso 7
Ganhando uma peça. B4T.
8. DXB, B5C; 9. B2R, CD2D; 10.
N.° 174 P3TD, O-O-O?

1. P4R, P4D; 2. PXP, C3BR; 3. Posição depois de 10 O-O-O


P4D, CXP; 4. P4BD, C5C.
Mais sólidos são os retrocessos a
3CD ou 3BR.
5. D4T+, CD3B; 6. P5D, BXB;
7. PXC?
Um grave erro. 7. C3TD con-
cedia uma partida satisfatória;
neste caso as pretas devem con-
tinuar o ataque com 7 P4CD;
8. PXP (se 8. DXPC, T1CD; 9.
D4T P3R; 10. PXC, C6D+), 8
DXP; 9. PXC, D5R+.
7. C7B+.
O que esperavam as brancas. A
Ganhando, pois se 8. R2R, D6D
resposta justa é 10. CR3B.
mate.
11. PXB, DXT; 12. R2D, DXT;
13. DXPBD+, PXD; 14. B 6 T + + .
N.° 175 Pinai magnífico. As brancas sa-
crificaram todas suas peças maio-
1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3. res para obter um mate com am-
C3BD, D4TD; 4. P4D, C3BR; 5. bos os bispos. É conveniente, no
B4BD, B4B; 6. B2D, P3R? ataque contra o roque amplo, ter
presentes os mates de forma si- ças. Assim pois, no exemplo n.°
milar. 178, o PD branco está perdido, en-
quanto que em 179, para evitar
N.° 177 a perda do PBD, as brancas en-
fraquecem o flanco do rei.
1. P4R, P4D; 2. PXP, DXP; 3. Pelo contrário, os outros dois
C3BD, D4TD; 4. C3B, P4R; 15. exemplos assinalam as dificuldades
P3D, B5CR; 6. B2D, C3BD; 7. D2R? das pretas no n.° 180 (partida Bo-
Que necessidade tem a dama de goljubow vs. Tarrasch, do Torneio
se colocar em situação perigosa? de Breslau, 1925), um ligeiro erro
7. C5D; 8. DXP+?, DXD+; 9. das pretas permite a seu adver-
CXD, CXPB++. sário o triunfo por um ataque di-
reto. O n.° 181, mostra o perigo
As brancas quiseram ganhar um
da variante de trocas. Se apre-
pião; consegui-lo-ão, porém a que
sentamos este exemplo, apesar do
preço!
grosso erro das pretas, é porque
uma perda de peça de maneira si-
DEFESA ALEKHINE
milar pode se produzir em outras
circunstâncias que se deverão pre-
Haveria muito que se dizer so- ver.
bre esta defesa (1. P4R, C3BR),
que à primeira vista parece au-
daz, posto que permite às brancas N.° 178
avançarem os piões centrais obri-
gando o cavalo preto a se refugiar 1. P4R, C3BR; 2. P5B, C4D; 3-
em 3CD. Porém, detrás deste P4BD, C3C; 4. P4D, P3D.
avanço provocado, surge a sutil Conforme o estilo da defesa. Se
idéia de um ataque contra os piões 4. C3B; as brancas ganham
avançados. uma peça com 5. P5D, CXPR; 6.
Se as brancas renunciam a efe- P5B, C3C-RB; 7. P4B.
tuar este avanço, a partida pode 5. P4B, PXP; 6. PBXP, B4B (ver
tomar diversos aspectos, quer seja n.° 179); B3D?
uma variante da Defesa Francesa, Previamente deve-se desenvolver
favorável às pretas, ou outros ti- o CD.
pos de aberturas, Siciliana, Vie- 7 BXB; 8. DXB, P4BD; 9.
nense, etc. Com um jogo correto, C3BR.
as dificuldades da defesa devem Se 9. P5D, P3R; 10. P6D, D5T+,
ser superadas. seguido de DXPB.
A maior parte das ciladas nesta 9. ., P3R; 10. C3B, C3B; 11.
abertura se baseiam na debilidade P5D, CSC.
dos piões centrais avançados, que Ganhando o PD com uma posi-
deverão ser sustentados pelas pe- ção superior.
rante certo tempo e embora final-
mente tenham perdido o jogo, foi
em conseqüência de suas múltiplas
erradas posteriores. Atualmente
se afirma que se as brancas res-
pondem 14. DIB se inclinaria a
balança a seu favor. Neste caso,
toda esta variante deveria ser re-
visada novamente.

N.° 180

1. P4R, C3BR; 2. P5R, C4D; 3.


P4D, P3D; 4. C3BB, B4B.
N.° 179 É essencial nesta defesa fincar
o CR branco quando a ocasião se
apresenta.
(Até a 6.' jogada como no exem-
5. B3D, B3C.
plo n.° 178).
Devem-se trocar os bispos, ou
6 C3B; 7. B3R.
fincar o cavalo mesmo com um
Não 7. C3BR, por causa da res-
tempo perdido.
posta 7 B5C.
6. BXB, PTXB; 7. P4BD, C3C;
7 B4B; 8. C3BD.
8. P6B, P3BR.
Evidentemente não 8. B3D? pela
Se 8. PXP; 9. D3D, seguido
réplica 8 CXPD.
de 10. C5C.
8. .... P3R; 9. C3B, B5CD; 10.
B3D? Posição depois de 8. P6R

1H í
Como no exemplo precedente es-
te bispo está aqui mal colocado.
É preferível 10. B2R.
10 B5CB.
I A§§§
Esta resposta é tão forte que ela
H 1§£§§§A §§
pode ser efetuada mesmo com a
perda de um tempo. j§§ §jj Uj m
11. B2R, BXC; 12. PXB.
Se 12. BXB, CXPB.
3 B B
12 D5T+; 13. B2B, D5B.
As pretas parecem ter certa van-
AH i J
tagem, como demonstrou a partida
Lasker vs. Tarrasch (Torneio de
Morwska-Ostrava, 1923), onde elas
mm9. D3D, DIB; 11. DXP+, ganhan-
conservaram a superioridade du- do.
CAPITULO V

ABERTURAS MODERNAS

É evidente que, com um jogo pois as forças avançadas sofrerão


correto de ambos os lados, estas o vigoroso contra-ataque de um
partidas terão um lento desenvol- inimigo fortemente entrincheirado.
vimento e que não se apresentará Estas são as defesas onde as pre-
qualquer ocasião de armar ciladas. tas desenvolvem seu BR pelo fian-
Pelo contrário, o jogador inexpe- chetto para pressionar a casa cen-
riente freqüentemente seguirá pela tral 5D. No exemplo n.° 182, elas
rota falsa, como se verá nos exem- obtêm a vantagem, ocupando pre-
plos instrutivos que examinaremos, cisamente esta importante posição;
por certo seu adversário facilitou
DEFESA ÍNDIA DO ESTE bastante esta tarefa com sua fren-
te de piões demasiado ampla e es-
(Fianchetto de Rei) pecialmente por seu erro na 11.»
Sob o nome de abertura moder- jogada. Igualmente, no n.° 183,
na, designamos aquelas onde a for- ressalta a casa 5D. As peças bran-
mação de um centro de piões não cas estão dispostas de maneira in-
é enfrentada imediatamente e on- coerente; observe-se a má coloca-
de esta formação é retardada por ção da dama e do BR. Três faltas
um dos jogadores, às vezes pelos são necessárias, pelo menos, para
dois. É muito difícil tratar con- que as pretas obtenham uma van-
venientemente estas aberturas. O tagem decisiva, constituindo um
jogador que renuncia a formar um exemplo importante, pois o desas-
centro de piões se resigna a con- tre das brancas é bastante comum.
duzir um jogo restrito durante cer- Os três exemplos seguintes mos-
to tempo, porém seu adversário, tram um jogo central mais pru-
tendo um controle mais amplo do dente da parte das brancas. Estas
tabuleiro, pode ser tentado a avan- atacam com força o flanco rei. No
çar muito audaciosamente seus n.° 184, o triunfo é assegurado por
piões e peças; então, se tal avan- um sacrifício de torre em 79R (dis-
ço não foi suficientemente prepa- puta Euwe vs. Alekhine, 1935). No
rado, pode resultar num desastre, n.° 185, a torre é sacrificada em
5TR e é um bispo o que se ofe-
recem 7TR. Finalmente, no n.°
186, a explosão se produz em 7BR.
Nas aberturas modernas, as pre-
tas têm posições restritas que exi-
gem uma minuciosa atenção para
evitar catástrofes similares.

N.° 182

1. P4D, C3BR; 2. F4BD, P3CR;


3. C3BD, B2C; 4. P4B, P3D (ver
n.° 183); 5. P4B, O-O.
A abertura índia dos quatro
piões. 9. C2D; 10. C2R?, CR4R;
6. C3B, P4BD; 7. P5D. 11. PXC, CXP; 12. D3C, CXB+.
Se 7. PXP, D4T; 8. PXP, CXP; Ganhando, pois capturam o PCD,
etc. A jogada de desenvolvimento ficando com dois piões de vanta-
indicada aqui é 7. B2R. gem.
7. . . . . P3R; 8. PXP, PXP; 9.
B2R, C3B; 10. O-O, D2R; 11. B3R7, N.° 184
C5CR; 12. B2D.
Se 12. D2D, as pretas ganham 1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3BR;
pelo menos uma peça com 12 3. C3BD, P4D.
CXB; 13. DXC, B5C. A Defesa Grunfeld, que transfor-
12. . . . . C5D; 13. R1T, CxC; 14. ma a abertura num Gambito da
BXC, CXPT. dama. Depois de 4. PXP, CXP;
Ganhando, pois se 15. RXC, 5. P4R, as pretas têm a intenção
D5T+; 16. R1C, B5D+. de seguir com 5 CXC; 6. PXC,
P4BD; 7. C3B. B2C; 8. B2R, O-O;
9. O-O, PXP; 10. PXP, C3B.
N.° 183
4. B4B, C4T.
(Até a 5.» jogada como no exem- Uma cilada. É melhor 4
plo n.° 182). B2C; seguido do roque.
5. C3B, O-O; 6. B3D. 5. B5B.
Este bispo está aqui mal colo- As brancas evitam a cilada. Se
cado; as brancas devem continuar 5. CXP, CXB; 6. CXC, P4R; e as
com 6. B2R e se 6 B5C; 7. pretas ameaçam o cheque mortal
B3R. B5C+. Se agora 7. C3D, P5R.
6. . . . . B5C; 7. P3TB, BXC; 8 5 P3BB; 6. B3C, CXB; 7.
DXB, C3B; 9. B3R? PTXP, P3B; 8. P3R, B2C; 9. B3D,
É melhor 9. P5D. O-O?
O erro decisivo, cometido sob a Ganhando peJas múltiplas amea-
ameaça de 10. TXP, TXT; 11. ças de mate.
BXP-!-, e as pretas se encontram
em dificuldades em todos os ca- N.° 186
sos.
1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3CR;
10. TXP.
3. B4B, B2C; 4. C3B, P3D; 5. P4R?,
Ganhando, pois se 10 RxT;
CD2D; 7. B4B.
11. D5T+, R1C; 12. BXP e as pre-
Com esta jogada as brancas
tas para evitar o mate, devem res-
ameaçam sacrificar seu bispo em
ponder com 12. ..., T1R, devol-
74R, por exemplo: 7. BXPBH ,
vendo a torre ficando com dois
RXB; 8. C5CR+, R1C; 9. C6R,
piões menos.
D1R; 10. CXPB, seguido de 11.
CXT.
N.° 185
6. .... P4B; 7. P5R, C4T; 8.
1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3CR; C5CR, O-O.
O bispo branco pode ser captu-
3. B4B, B2C; 4. P3R, O-O; 5. B3D,
rado, porém devem resultar cer-
P3D; 6. CD2D, 7. P4TR, T1R; 8.
tas dificuldades para as pretas.
P5T, CXP?
A continuação correta é 9
É necessário 8 P4R.
PXPR; 10. BXPR, CXB; 11. PXC,
9. TXC, PXT; 10. BXTP+, R x B ;
P3R; 12. D3R, D5D; e as pretas
11. C5Cf, R3C.
têm uma boa posição (partida
Posição depois de 11. R3C Marshall vs. Maroczy, Torneio de
Nova Iorque, 1924).

Mil JLÜE^.JÜ wm. 10. CXPB, Tx.C; 11. BXT+, RXB;


12. P6R+, RXP?
Depois de 12 R1C, as pretas,
apesar da qualidade perdida ainda
podem se defender.
13. D5D+, R3B; 14. B5C++.

DEFESA ÍNDIA DO OESTE

ABAI (Fianchetto de Dama)


M""'*^^ Nesta defesa é o BD o que de-
senvolve as pretas pelo fianchetto
Se 11 R1C; 12. DxP, P4R; pressionado a importante casa 5R
13. DXPB+, R1T; 14. O-O-O, ga- e instalando-se sobre a grande
nhando. diagonal 1TD-8TR, podendo assim
12. CD3B, P4R; 13. C4T+, R3B; apresentar-se a estas bastantes
14. D3B. possibilidades de combinações. No
n.° 187 vemos ganhar elegantemen- neio de Carlsbad, 1930 (partida Bo-
te uma peça, numa partida de Bo- goljubow vs. Nimzovitch) e apre-
goljubow, do Torneio de Goteborg, senta a mesma idéia sob uma for-
1920. Igualmente, no n.° 188, a ma bastante mais complicada e
importância da grande diagonal é atraente. Todavia, outro aspecto
demonstrada por uma imprevista oferecem os n.° 194 e 195, com
combinação de mate. Apresenta maior simplicidade neste último
o n.° 189 também a mesma mano- que no anterior.
bra das pretas, porém um erro faz Os últimos exemplos fazem apa-
perder a dama de maneira notável. recer um novo perigo: a perda do
Nos exemplos seguintes, o BR BR preto cuja colocação em 5CD,
branco se opõe de igual modo pelo em muitas defesas modernas exige
fianchetto ao BD inimigo, provo- grande atenção. Embora a cilada
cando uma interessante luta de do n.° 196 seja fácil de ver, pro-
dois bispos. O bispo branco, bem duziu-se duas vezes em partidas de
defendido, resulta às vezes mais mestres modernos, e embora te-
pujante que seu rival. A posição nha ocorrido a falta das pretas não
se presta a numerosas ciladas em foi explorada. O n.° 197 foi. ex-
detrimento d a s pretas. Nestes traído da partida Znosko-Borowsky
exemplos, as brancas abrem a vs. George Thomas, do Torneio de
grande diagonal no instante preci- Ramsgate, 1929. Quanto ao exem-
so, criando uma segunda ameaça plo n.° 198, é um sacrifício de pião
a seu adversário, com seu B+ sem de uma fineza muito instrutiva,
proteção, resultando desta luta ganhando a qualidade explorando
uma vantagem para o primeiro jo- a situação do bispo preto em 5CD.
gador. É útil estudar ciladas si-
milares a este tipo. N.° 187
Mostra o n.° 190 a famosa cila- 1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; 3.
da de Monticelli. Embora Capa- P4BD, P3CD; 4. B5C, B2C; 5. P3R,
blanca, em sua partida com Euwe, P3TR; 6. B4T, B5C+; 7. CD2D?
conseguisse obter tabelas nas duas Erro grave. É o outro cavalo
partidas jogadas com esta varian- que se deve interpor.
te, a manobra não é recomendável 7. .... P4CR; 8. B3C P5C.
para as pretas. A mesma cilada Ganhando uma peça, pois se 9.
apresenta o n.° 191, porém com a C5R, C5R e se 9. P3TD, PXC; 10.
ameaça sobre 7B+, enquanto que PXB, PXPC; 11. BXPC, BXB.
no caso precedente é contra 7TR.
As brancas, graças a uma ameaça N.° 188
similar, ganham um pião no n.° 1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; 3.
192 (partida Euwe vs. Colle, Tor- P4BD, P3CD; 4. C3B, B2C (ver n.°
neio de Carlsbad, 1929). O exem- 189); 5. P3R, B5C; 6. D2B, C5B;
plo n.° 193 foi produzido no Tor- 7. B3D, P4BR; 8. O-O, BXC; 9.
PxB, O-O; 10. C2D, D5T; 11. 14. P5D, C4T; 15. C6C+, PxC;
P3CR. 16. P3TR.
Ganhando a dama. Faz-se no-
Posição depois de 11. P3CR
tar que as brancas não jogarão di-
retamente. 13. C6C+, PXC; 15.
P3TR, sem preparação prévia, por-
que então as pretas salvariam sua
partida com 15 C5C.

N.° 190

1. P4D, C3BR; 2. C3BB, P3B; 3.


P4B, P3CD; 4. P3CR, B2C; 5. B2C,
B5C+.
A defesa Gogoljubow com atra-
so. Nesta defesa, é na 3.» jogada
que se produz este cheque pelo bis-
As brancas esperam ganhar um po.
pião, porém na realidade caem nu- 6. B2D, BXB+; 7. DXB, O-O;
ma cilada (ver exemplo n.° 225 bis, 8. C3B, C5R; 9. D2B, CXC?; 10.
ao final de capítulo). C5C, C5R.
11. ..., C4C; 12. P4R?
Se 12. PxD, C6T mate. o me- Posição depois de 10 C5R
lhor é 12. P3B.
12. PXP; 13. PXD, C6T+;
14. R2C, PXB+; 15. RXC, PXD;
ganhando.

N.° 189

(Até a 5.' jogada como no exem-


plo n.° 18'8).
5. B5C, B5C; 6. P3R, BXC+; 7.
PXB, DIB; 8. BXC, PXB; 9. C4T,
R2R; 10. B3D, D1CB.
Jogo artificial porém bastante
hábil. As pretas ameaçam ganhar O melhor. Se 10 DXC;
agora o cavalo com 11. ..., D4C. 11. BXB, seguido de BXT.
11. P4B, P4TR; 12. D2R, D5C; 11. BXC, BXB; 12. DXB, DXC;
13. D2BR, C3Bf? 13. DXT.
Erro decisivo. Deve-se jogar 13. As brancas ganharam a quali-
P3D, seguido de C2D. dade, porém deverão jogar com
atenção. O melhor para as pre- Outra continuação é 9. D4T,
tas aqui é 13 C3B. CXC; 10. PXC, C5R; 11. PXP,
CXC; 12. PXC, BXP; 13. T1D, ga-
N.° 191 nhando um pião.
9. CXC.
(Até a 7.» jogada como no exem- Se 9 P>.P; 10. D4T e as
plo n.° 190). pretas não têm nada melhor que
7 P3D; 8. C3B, C5R?; 9. a retirada penosa 10 C1CD.
D4B, CXC? 10. P6D, BXB; 11. PXB, DXPE;
Este cavalo deveria retornar a 12. PXC, BXT; 13. PxC, DXP; 14.
3BB. DXB.
10. C5C, DIB; 11. DXPB+, BID; Com vantagem.
12. P5D.
N.° 194
Ganhando. Se em troca as
brancas tivessem jogado imediata- (Até a 5." jogada como no exem-
mente 12. CXPR-f, cairiam numa plo n.° 193).
cilada: 12 DXC; 13. DxD, 5. P4B; 6. P5D, PXP; 7.
BXB; 14. T1CR, T1R; e terão que C4T.
devolver a dama para evitar mate. Observe-se esta fincada do P4D
preto.
N.° 192 7 P3CR; 8. C3BD, B2C; 9.
O-O, O-O; 10. B5C, P3TR; 11.
(Até a 7.* jogada como no exem- BXC, BXB?
plo n.° 190). Devia-se capturar com a dama,
7. CB, P3D; 8. O-O, O-O; 9. sacrificando o pião, seguindo com
T1B, CD2D; 10. D2B, P4R?; 11. 11 DXB; 12. CXPD, BXC; 13.
CXP, BXB; 12. CXC. DXB, C3B.
Ganhando um pião. Aprecia-se
Posição depois de 11 BXB
aqui a oportunidade da manobra
T1R na 9.' jogada.

N.° 193

1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; 3.


P4B, P3CD; 4. P3CR, B2C; 5.
B2C, B2R (ver n.° 194); 6. O-O,
O-O; 7. C3B, P4D; 8. C5E, CD2D?
Perdendo material imediatamen-
te. Deve-se continuar com 8
P3B, ou DIB.
9. PXP.
12. CXPC.
Se agora 12 PxC; as bran-
cas ganham a qualidade com 13. 1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R;
B\P í. e se 12 T1R, então 13. 3. C3BD, P3CD; 4. P4R, B5C.
B\P-I-, e se 12 T1R então 13. É melhor jogar previamente 4.
C4B, com vantagem. .... B2C.
5. PSR, C5B?; 6. D4C, CXC; 7.
PXC.
N.° 195
Ainda melhor é 7. P3TD.
7. B X P + ; 8. R1D, B1B; 9.
1. P4D, C3BK; 2. C3BR, P3CD; B3T+, R1C; 10. T I CD, C3B; 11.
3. P3CR, B2C; 4. B2C, P4B; 5. P3B, T3C, BXP.
P3C.
É melhor o desenvolvimento com Posição depois de 11 BXP
5 P3R.
6. D3C, P31>?; 7. C5R.
Ganhando pelo menos um pião,
pois se 7 P4D; 8. PXP, etc.

N.° 196

1. P4D, C3BR, 2. P4BD, P3CD;


3. C3BD, B2C; 4. D2B, P3R:
Defesa difícil. A importante ca-
sa central 4R é abandonada às
brancas.
5. P4R, B5C; 6. BSD, P3D?; 7.
D4T+, C3B; 8. P5D, ganhando. Preferível é 11. P4TR, em-
bora depois de 12. D3C não se possa
N.° 197 evitar o desastre.
12. DXPC+, RXD; 13. T3C+,
1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; R3T; 14. B1B+.
3. P4B, P3CD; 4. P3CR, B2C; 5. Ganhando. As pretas devem sa-
B2C, B5C+; 6. B2D, D2R; 7. O-O, crificar material para evitar o ma-
O-O. te.
É preferível trocar agora os bis-
DEFESA NIMZOWITCH
pos.
8. B4B, P4D? Esta defesa não foi abandonada
Um erro decisivo. A resposta completamente, porém tem desfru-
correta e 8. .... B3D. tado de grande favoritismo nos
9. P5B, PXP; 10. P3TD, B4T; 11. torneios modernos, pois ela dá às
PXP, P3B; 12. B6D, ganhando. pretas motivos para esperar bons
resultados. Desde a quarta jogada 7. B3B, CD2D; 8. O-O, P3B; 9.
branca, o jogo toma um aspecto CXP, CXC.
muito variado. Se 9 BXB; 10. CXC+, se-
Embora a jogada 4. B3D pareça guido de 11. DXB.
inofensiva, no exemplo n.° 199 ver- 10. PXC, BXB; 11. PXPB, B4T; 12.
-se-ão as brancas ganhar um pião PXC.
graças a uma cilada oculta. A
continuação 4. P3R é bastante ine- Ganhando um pião.
ficaz e o vigoroso ataque das pre-
tas no exemplo n.° 200, produz re- N.° 200
sultado devido a várias jogadas 1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R; 3.
fracas do adversário. A resposta C3BD, B5C; 4. P3R, O-O; 5. CR2R,
de Saemisch (4. P3TD) é mais ati- P4D; 6. P3TD, B2R; 7. PXP, PXP;
va, e assegurou a seu autor, de 8. C3C.
uma maneira bastante simples, um Por meio de 8. C4B, as brancas
interessante triunfo no Torneio de podiam parar a vigorosa resposta
Carlsbad, 1929, apresentado no n.° que segue.
201. No n.° 202, depois de 4. D3C, 8. P4B; 9. PXP, BXP; 10.
as pretas armam uma cilada su- P4CD, P5D; 11. C4T?
til que se volta contra elas. A
variante usual 4. D2B é ilustrada Posição depois de 11. C4T
nos exemplos seguintes. O n.° 203
mostra uma vez mais o perigo do
atraso no desenvolvimento das pe-
ças, o que conduz aqui a um rápi-
do mate. A cilada apresentada no
n.° 204 deve ter a atenção dos
piincipiantes. O n.° 205 é difícil
e complicado; sacrificando a qua-
lidade na 11.» jogada, as brancas
obtêm a vantagem concentrando
suas forças, porém tendo o rei des-
guarnecido. É importante a nota
final onde a opinião que merecia
esta variante foi modificada. Depois de 11. PXB, a última par-
tida Euwe vs. Alekhine, de 1937,
N.° 199 prosseguiu desta maneira: 11
1. P4D, C3BR; 2. P4B+, P3R; 3. PXC; 12. D2B, D4T; 13. T1CD,
C3BD, B5C; 4. B2D, P4D; 5. P3R, B2D; 14. T3C?, B5T; 15. DXPB,
O-O; 6. C3B, T1R. D1D, e as pretas ganharam a qua-
A resposta mais enérgica é 6 lidade.
P4B; seguido de C3B. 11. .... PXP; 12. CXB.
Se 12. DxD, as pretas ficam com C3T; 6. P3TD, BXC+; 7. DXB,
vantagem depois de 12 PXP+; CXP; 8. P4CD.
13. R2B, B5C+; 14. R2D, T3D+, É melhor 8. P3B, seguido de
etc. P4R.
12. PXP+; 13. R2R, B5C+. 8. CD5R; 9. D3D, P4D; 10.
Ganhando a dama. PXP?, CXPB; 11. RXC, C5C+; 12.
R3C, D3B; 13. RXC.
N.° 201
Posição depois de 12 D3B
1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R;
3. C3BD, B5C; 4. P3TD, BXC+; 5.
PXB, P3D; 6. P3B, P4R; 7. P4R,
C3B; 8. P3R, P3CD.
Corresponde fazer o roque e jo-
gar imediatamente D2R. Então
será possível P3CD para seguir com
B3T e C4TD, atacando o P4D bran-
co.
9. B3D, B3T?
Grosso erro que custa uma peça.
10. D4T, B2C; 11. P5D.
Ganhando o cavalo.

N.° 202 Se 13. C3B, DXT; 14. B2D, C3B,


ganhando a qualidade.
1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R; 3. 13 P4TR+; 14. R3C, P5T+;
C3BD, B5C; 4. D3C, P4B; 5. P3TD, 15. R3T, P X P + ; 16. P4C, D X B + + .
D4T.
Plano errôneo para evitar a tro- N.° 204
ca de um bispo.
I. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3B; 3.
6. B2D, C3B; 7 D1D, CXP.
C3BD, B5C; 4. D2B, P4D; 5. PXP,
Uma cilada armada pelas pretas.
DXP; 6. P3R, O-O; 7. CR2R, P4B;
Se agora 8. PXB, DXT; 9. DXD,
8. B2D, D1D; 9. P3TD, PXP; 10.
C7B+, ganhando a qualidade. Po-
CXP, B4T.
rém em realidade são elas as ví-
timas . Para conservar este precioso bis-
8. P3R. po.
II. B2R, B3C; 12. C3B, C3B; 13.
Ganhando uma peça. O-O, D2R; 14. TR1D, P4R; 15.
C5CR, P3TR?
N.° 203 Mal considerado. Devia-se con-
tinuar simplesmente com 15.
1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R; 3.
B3R.
C3BD, B5C; 4. D2B, P4B; 5. PXPB,
16. C5D. produziu-se a seguinte variante: 16.
Ganhando, pois se ameaça 17. P5D, O-O-O; 17. PXB, PXP; 18.
CXC+; e 18. D7T mate. R3C, e ganharam, porém ainda
mais forte é 18. P3C.
N.° 205
OUTRAS DEFESAS ÍNDIAS OU
1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3R; 3.
DEFESAS FANTÁSTICAS
C3BD, B5C; 1. D2B, P4D; 5. P3TD,
BXC+; 6. DXB, C5R; 7. D2B,
CD3B. A abertura do Pião da Dama
A melhor resposta das pretas é oferece outras defesas, que passa-
aqui 7. ..., P4BD; 8. PXPB, C3BD; remos a examinar brevemente.
9. P3R, D4T+; 10. B2D, CXB; 11. O exemplo n.° 206 apresenta o
DXC, PXP; 12. BXP, DXPB e a contra gambito Blumenfeld, ilus-
posição é aproximadamente equi- trado por uma partida Grunfeld vs.
librada. Bogoljubow (Torneio de Viena,
8. P3R, P4R; 9. PXPD, DXP; 10. 1922). As pretas são vítimas de
B1B, D4T+; 11. P4CD, CXPC; 12. um desenvolvimento de sua dama.
DXC, C7B+; 13. R2R, D8R+; 14 O n.° 207 é curioso; uma idéia de
R3B, CXT; 15. B2C. gambito original do mestre Wag-
ner, conduz a um pronto empate
Posição depois de 15. B2C por repetição de jogadas. O gam-
bito Budapeste, do n.° 208, é corre-
tamente jogado pelas brancas, até
que por uma fatal distração re-
cebem um mate afogado. O n.°
209 nos pode surpreender, pois se
trata de um sacrifício já estudado
no primeiro capítulo, que permite
um cheque da dama em 5TR. As
pretas ganham a TR, porém com-
prometem sua posição de tal ma-
neira que resultará insustentável.
Outro exemplo do gambito Buda-
peste oferece o n.° 210, que é uma
As brancas têm a vantagem. Se agradável fantasia parisiense, que
agora 15 O-O; seguiria 16. deu a volta ao mundo. Interes-
R3C, B2D; 17. C3B, DXT; 18. C5C, sante exemplo é o n.° 211, prove-
P3CR; 19. DxPR, com um forte niente de uma partida jogada por
ataque. Depois de 15. ..., B3R, Bogoljobow em sua juventude. As
numa partida Winter vs. Reynolds brancas, como na Defesa Alekhine,
(torneio de Birmingham, 1937), perseguem um cavalo que se cap-
tura finalmente a um preço eleva- R2R; 16. CXPT, P4CR; 17. B5C,
do. O cheque da dama preta em B2CR; 18. C6B+, seguido de ma-
5TR resulta muito eficaz. te.

N.° 206 N.° 207

I. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; 3. 1. P4D, C3BR; 2. C3BR, P3R; 3.


P4B, P4B; 4. P5D, P4CD. B5C, P4B; 4. P4R, D4T+.
Este gambito será explicado no Se 4 D3C; as brancas po-
sexto capítulo (exemplo n.° 235). dem sacrificar um pião pela se-
5. B5C, P3TR. guinte variante promissora: 5.
É melhor trocar previamente em CD2D, PXP; 6. P5R, C4D; 7. C4B.
5D (5 PRXP). 5. CD2D.
6. BXC, DXB; 7. C3B, P5C; 8. Com 5. D2D evita-se o possível
C5CD, C3T; 9. P4R, DXP?; 10. empate que segue.
B3D, D3B. 5. .... CXP; 6. P4CD, DXPC; 7.
A posição da preta é já respon- TD1C, D6B; 8. T3C, D4T; 9. T5C,
der com 10. ..., P3D. D6B.
Tabelas por repetição de joga-
I I . P5R.
das.
Ganhando. Se 11 D5B, per-
de-se a dama por 12. P3CR, D5C; N.° 208
13. P3TR, D4T; 14. P4CR.
1. P4D, C3BR; 2. P4BD, P4R; 3.
Posição depois de 10 ,D3B PXP, C5C; 4. B4B, CD3B; 5. C3BB,
B5CD+; 6. CD2D.
Depois de 6. C3BD, pode-se pro-
duzir a continuação seguinte: 6.
D2R; 7. D5D, BXC+; 8. PXB,
D6T; e se 9. TD1B, P3BR e pelo
pião sacrificado as pretas têm um
bom ataque.
6. .... D2R; 7. P3TD, CRXPR;
8. PXB?
As brancas terão uma boa po-
sição depois de 8. CXC, CXC; 9.
P3R, BxC-f; 10. DXB.
8. C6D++.
A partida Brunfeld vs. Bogolju-
N.° 209
bow, do Torneio de Viena, 1922,
apresentou o seguinte final: 11. .1. P4D, C3BB; 2. P4B+, P4B; 3.
• •., D1D; 12. PXP, PDXP; 13. B4R, PXP, C5C, 4. P4R, CXPR; 5. P4B,
DXD+; 14. TXD, T1CD; 15. B6B+, C3C.
Melhor é retirar este cavalo pa- A casa do cavalo deve cessar.
ra 3BD. Aqui é recomendável PDxp.
6. C3BR, B4B; 7. P5B, C4B? 5 D5T+; 6. R2D, DXPR; 7.
O melhor é 7 C2R, embora PXC, DXPD+; 8. RIR, DXD+; 9.
a posição da preta seja inferior. RXD, PTXP.
7. C5T; não serve por causa Com vantagem, pois, mudadas as
de 8. C5C e pela ameaça de D5T damas, os três piões têm mais va-
ou D4C, o cavalo preto está per- lor do que o cavalo.
dido.
8 CXC, D5T+; 9. P3C, D5T+; ABERTURA INGLESA
10 P3CR, DXPR+; 11. D2R, DXT;
12. C6C+.
Em resposta a 1. P4BD, as pre-
Ganhando, pois a 12 R1B;
tas, entre as numerosas réplicas
segue 13. CXT, ameaçando CXP
possíveis, podem escolher uma das
mate.
manobras mais ativas, propondo
uma espécie de Defesa Siciliana.
N.° 210
Elas se adaptam assim ao espírito
1. P4D, C3BR; 2. CD2D, P4R; 3. moderno, transferindo às brancas
PXP, C5C; 4. P3TR?, C6R. a maneira habitual de tratar esta
Ganhando a dama, pois o cavalo linha de jogo, apesar do tempo de
atraso. Com efeito, 1. P4BD, P4R,
não pode ser capturado por causa
é uma Siciliana com as cores in.
da resposta 5. ..., D5T, mate.
vertidas e amiúde produz um jogo
N.° 211 animado no qual as brancas, com
um tempo de vantagem, devem
1. P4D, C3BD; 2. P5D, C4R; 3. manter, a iniciativa.
P4BR, C3C; 4. P4R, P4R; 5. P5B? Os dois primeiros exemplos são
simples (n.° 212 e 213). Em am-
Posição depois de 5. P5B
bos os casos as pretas perdem
uma peça. Por outro lado, se as
brancas esquecem a prudência ne-
cessária, podem cair na armadi.
lha do n.° 214, onde são vítimas
do desejo de ganhar um pião. En-
quanto que a cilada do n.° 215
origina-se num fianchetto do BR
muito inoportuno.

N.° 212
CXC; 6. PXC, C5D?; 7. P3B, C4B. É melhor abandonar o pião ga-
nho, continuando com 8. C3B.
Posição depois de 7. .... C4B
8. P4D; 9. PXP, C5C; 10.
D1C.
Se 10. D5C+, R1D, com vanta-
gem.
10. B4BR; 11. C6D+, PXC;
12. DXB, P3CR; 13. D1C, TD1B.
Ganhando pois a ameaça B7B
não dá margem a oposição.

N.° 215

1. P4BD, P4R; 2. C3BD, C3BB;


3. C3B, C3B; 4. P4D, PXP; 5. CXP,
B5C; 6. CXC.
Má troca e, sobretudo, mau de-
Depois de 7 C4C; as brancas
senvolvimento subseqüente do BR.
ganham também uma peça coro
Geralmente, joga-se a continuação
8. D4T.
sólida 6. B5CR e as pretas, para
8. D4C.
deslocar seu cavalo, deverão seguir
Ganhando uma peça. com 6. P3TR; 7. B4T, BXC+;
N.° 213 8. PXB, C4R; 9. P3R, C3C. Ê
possivel planejar uma conhecida ci-
1. P4BD, P4B; 2. C3BD, C3BR; lada se as pretas respondessem
3. C3B, C3B; 4. P3B, B5C; 5. C5D, com 7 C5R?; 8. BXD, CXCD;
P3D? 9. CXC (não 9. D3C, CXC; ou 9.
Réplica imprudente, que coloca D3D, C5R+); 9. CXD+; 10.
em situação perigosa o BR. É
Posição depois de 10. P3CD
melhor 5. P5R.
6. D4T, B4B?
O mal menor é 6 B4T; 7.
P4CD, B3C; 8. CXB, PBXC; 7.
P4D, B3C; 8. CXC+, DXC; 9. P5D.
Ganhando o cavalo.

N.° 214

1. P4BD, P4R; 2. C3BD, C3BR;


3. C3B, C3B; 4. P4D, P5B; 5. C5CR.
A resposta mais forte é 5. C2D.
5. .... P3TB; 6. CRXPB, CXC;
7. CXC, D5T; 8. D3D?
CXB e as brancas têm uma peça (de uma partida do torneio de Bad
de vantagem. Elster, 1937), no qual as brancas
6. .... PCXC; 7. P3CR?, D2R; renunciam a criar um centro de
S. B2C, B4T; 9. D3CD, P4D; 10- piões, deixando o campo livre a
P3CD, este bispo, cujo trabalho se desen-
Erro decisivo. Deve-se fazer o volve de maneira atraente e bem
roque, resignando-se a perder um oculta. O mesmo bispo desempe-
pião. nha um papel notável no n.° 217,
10. . . . P5D; 11. BXP+, R1B; 12. enfrentando um jogo das pretas
DXPD, T1D; 13. B5D, TXB. que, falho de reflexão, conduz à
Ganhando, pois não é possível perda para estas de uma peça no
13. PXT, por causa de 14. ..., DXP centro. O n.° 218 contém uma
mate. verdadeira cilada que permite às
pretas um pião central (partida
ABERTURA ZUKERTORT- Bogoljubow vs. Saeminsch, Torneio
RETI de Bad Harzburg, 1938). No n.°
219, as brancas perdem uma peça
A saída de Zukertort, 1. C3BR, de maneira inesperada por causa de
é mais uma jogada de atenção ex- ter olvidado os perigos que apre-
pectante que uma manobra carac- senta uma peça sobrecarregada na
terística de uma abertura: «espe- defesa, pois seu bispo de 2CD não
rar e observar». As brancas tan- pode cumprir a dupla missão de
to podem intentar uma abertura proteger a dama de 3 TD e o ca-
do pião dama, como desenvolver valo de 5R. Numa de suas parti-
um ou outro bispo (ou talvez am- das do torneie, um grande mestre
bos) pelo fianchetto. Por sua par- não encontrou a bonita jogada 8.
te, as pretas podem escolher um P6BD, contentando-se com a
jogo também de expectativa ou resposta insuficiente 8 P3BR e
adotar uma das resoluções imedia- não se lhe apresentou mais a oca-
tas. Quando estas respondem com sião de aproveitar a situação desta
1 P4D, as brancas, em vez sobrecarregada.
da resposta habitual 2. P4D, po- Quando as brancas desenvolvem
derão oferecer uma espécie de seu BD para 2CD, as pretas ge-
gambito, com 2. P4BD, que leva ralmente respondem colocando seu
o nome de Abertura Reti e pode BR em 2CR e o papel mais im-
conduzir a uma das importantes portante amiúde atribuído a este
inovações modernas: o sistema Ca- último, bispo. Observam-se então,
talão, no qual o B branco se de- bastantes posições similares às De-
senvolve pelo fianchetto. fesas Índias. Assim, no n.° 221,
A importância do bispo de «CR» a combinação triunfante das pre-
é demonstrada pelo exemplo n.° 216 tas, devida a Euwe, é uma espécie
de cilada Monticelli. O n.° 221 Ganhando a dama. O bispo de
mostra novamente a perda de um 2CR entra pouco a pouco em ação.
bispo preto em 5CD, e o exemplo Espíritos imaginativos chamaram a
n.° 222 apresenta um Gambito esta manobra a dança dos véus.
Teniso, onde as faltas das pretas
são visíveis e facilmente explorá- N.° 217
veis.
1. C3BR, P4D; 2. P4B, P3BD; 3.
N.° 216 P3CD, C3BR; 4. P3C, B4B; 5.
B3CR, CD2D; 6. B2C, P3R; 7. O-O,
1. C3BR, Cl BR; 2. P4B, P4B; 3. B3D; 8. P3D, P4R.
C3B, P4D; 4. PXP, CXP; 5. P3CB, É mais indicada a resposta pru-
CD2D; 6. B2C, C2B. dente de 8 D2R, para jogar
Não ..., P4R, imediatamente, B6TD, depois da saída do CD ini-
pois então as brancas ganhariam migo, ou senão 8. P3TR para
um pião com 7. CXP. evitar a troca de BD, com 9. COTR.
7. O-O, P4R; 8. P3D, P3B; 9- 9. P4R, PXPR?; 10. PXP, CXP;
B3R, B3B; 10. T1B, D2D; 11. C4B, 11. C4TR.
P3CD; 12. P3TD, T1B; 13. P4CD, Ganhando uma peça, pois as pre-
PXP. tas têm atacados simultaneamente
um cavalo e os dois bispos.
Posição depois de 13. PXP
N.° 218

1. C3BR, P4D; 2. P4B, P3B; 3.


P3CR, C3BR; 4. B2C, B2R; 5. O-O,
O-O. Se 5 PXP; 6. D4T+.
6. P3C, P4B; 7. P4D, C3B; 8.
PXPD, CRXP; 9. P4R.
É melhor 9. B2C.
9 C3B; 10. P5R, C2D; 11.
B2C, PXP; 12. BXP, CXB; 13. DXC,
CXP.
As pretas ganham um pião. Se
agora 14. DxD, CXC+; 15. BXC,
TXD; e se 14. DXC? B3B, dá o
Perdendo inevitavelmente. Uma
triunfo às pretas.
continuação preferível é 13
C4D; 13. PXP, CXB. N.° 219
14. TXC, DXT; 15. CXPR, D4C.
Se 15 PXC; 16. C6B+, PXC; 1. C3BR, P4D; 2. P4BD, PXP; 3.
17. BXD+. C3T, P4R; 4. CXPR, BXC; 5.
16. C6D+, BXC; 17. B6B+. D4T+, P4CD; 6. DXB.
Posição depois de 5. P4CD N.° 221

1. C3BE, P4D; 2. P4CD, B4B; 3.


B2C, P3R; 4. P3R, C3BR; 5. P4B,
BXPC?
A gulodice na abertura encontra
quase sempre seu castigo.
6. D4T4, C3B; 7. C5R, D3D; 6.
CXC, PXC; 9. P3TD, B4B; 10. P4D,
B3C; 11. P5B.
Ganhando o bispo.

N.° 222

1. C3BR, P4D; 2. P4R, PXP; 3.


As brancas evitam a seguinte ar- C5C, P4BR?; 4. B4B, C3TR; 5.
madilha: 6. DXPC+, P3BD; 7. CXPT, TXC; 6. D5T+, R2D; 7.
CXPBD, CXC; 8. DXC+, B2D; 9. D6C, T1T; 8. B6R+.
D4R+, B2R; e a peça ganha pe- Ganhando.
las pretas fica bem assegurada.
6. B2C-. 7. P3CD, D3D; 8. ABERTURA BIRD E GAMBITO
B2C?, P6B. FEOM
As brancas não podem evitar a
As jogadas características da
perda de uma peça. Se 9. DxD,
Abertura Holandesa se encontram
PXB e ainda permanecem ataca-
com as cores invertidas na Aber-
das duas peças.
tura Bird (1. P4BR). Desenvol-
N.° 220 vendo-se tranqüilamente as bran-
cas não temem abrir a diagonal
I. C3BR, P4D; 2. P3CD, C3BR; 1R-4R. Entretanto, um certo en-
3. B2C, P4B; 4. P3R, C3B; 5. B5C, fraquecimento da casa 3R pode
P3CR; 6. C5R, D2B; 7. O-O, B2C; se fazer sentir como ocorre no
8. P4D. exemplo 223, no qual as brancas
A resposta 8. P4BR, se adapta sofrem graves perdas em conse-
melhor ao espirito da abertura. qüência de um erro na 9.' jogada.
8 O-O; 9. BXC, PXB; 10. O Gambito Prom (1. P4BR, P4R)
PXP; C5C. é uma tentativa de assaltar a po-
Se 10 C2D, as brancas po- sição branca debilitada pela Joga-
deriam • defender-se com 11. C3D, da inicial 1. P4BR. Ver-se-á no
o que não serve agora por causa exemplo 224 que são as brancas
de 11 DXP mate. quem obtêm o ataque e mesmo po-
I I . P4B, CXPR. sição superior, por um valente sa-
Ganhando a qualidade. crifício de cavalo.
N.° 223 Pela peça sacrificada, as brancas
têm um forte ataque similar ao
1. P4BR, P4D; 2. P3R, C3BR; 3. que examinamos no exemplo n.°
C3BR, P3R; 4. P3CD, P4BD; 5. 78, do gambito Allgaier. Se 11.
B2C, P3TD. Para evitar depois de ..., D1R; 12. DXP6T, e se 11. T2T;
C3BD a fincada B5CD. 12. D6C, T2C; 13. BXP, CXB; 14.
6. B2B, C3B; 7. O-O, B3D; 8. DXC, etc.
P3D, O-O; 9. CD2D?, C5CB.
Ganhando pelo menos dois piões. APÊNDICE

N.° 225
N.° 224
(Veja-se exemplo n.° 57).
1. P4BR, P4R; 2. PXP, P3D; 3. No torneio de Paris, o mestre
PXP, BXP; 4. C3BR, P4CR; 5. Rossolino reproduziu a combina-
P4D, P5C; 6. C5C. ção do exemplo n.° 57, com os dois
As desagradáveis conseqüências mates de Bispo e Cavalo, numa
do cheque D5T, também podem ser Defesa Siciliana, conduzindo as
evitadas com 6. C5R. pretas.
6. P4BR. 1. P4R, P4BD; 2. C2B, C3BD;
3. P3CR, P4D; 4. B2C. PXP; 5.
Posição depois de 11. B4BD BXP, BXB; 6. B2C, B5C; 7. CD3B,
C5D; 8. P3D, C4D; 9. BXC.
A resposta indicada é 9. D2D.
Posição depois de 10. CXP

Para impedir as vias de retro-


cesso do cavalo, porém 6 D2R;
7. D3D, C3BD, oferece mais recur-
sos. Se 10. O-O, C6B+; 11. R1T,
7. P4R, P3TR; 8. P5R, B2R; 9. C4C+; 12. CXD, B6B+; 13. R1C,
C3TR, PXC; 10. D5T+, R1B; 11. C6T, mate.
B4BD. 10 C6B+; 11. B1B, B6T++.
CAPITULO VI

CILADAS POSICIONAIS

Não se assombrem os nossos lei- rém esta vantagem é sempre evi-


tores ao nos ver abordar um te- dente para um jogador um pouco
ma tão abstrato e árduo; logo com- esperto. Os exemplos sao poucos,
preenderão a utilidade deste capí- porém todos instrutivos.
tulo.
A medida que o aficcionado aper- PEÇA FECHADA E MAL
feiçoa seus conhecimentos seu jogo DESENVOLVIDA
vai se simplificando. Suas idéias
andam por caminhos cada vez me-
N.° 226
nos abruptos e realiza seus desíg-
nios mais rapidamente, com me-
Ter uma peça fechada, inativa
nos esforço que durante as pri-
durante um tempo mais ou me-
meiras etapas de sua iniciação. A
nos longo é quase o mesmo que
razão reside em que suas abertu-
ter uma peça de menos. Neste
ras são aprendidas de tal manei-
exemplo, as pretas eliminam du-
ra, (freqüentemente sem bases ló-
rante quase toda a partida ao BD
gicas aparentes) que não tem tem-
branco, assegurando-se um final
po de aprofundar o jogo mesmo.
É necessário aprender o A-B-C an- vencedor. Numa partida entre Ca-
tes de poder soletrar e começar a pablanca e Bogoljubow (Torneio
ler. Cremos que depois de ter de Londres, 1922), foram as bran-
aprendido bem o A-B-C do xadrez, cas quem eliminaram de maneira
nosso estudante achará as páginas similar o bispo inimigo.
que seguem muito atraentes.
Os exemplos que apresentamos ABERTURA DOS QUATRO
neste capítulo só ilustram alguns CAVALOS
princípios gerais, idéias estratégi-
cas, ocasiões táticas. Alguns de- 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
les não conduzem a um triunfo C3B, C3B; 4. BSC, B5C; 5. O-O,
forçado, nem produzem mais do O-O; 6. BXC, PDXB; 7. P3D, B3D;
que uma vantagem posicionai, po- 8. B5C, P3TR; 9. B4T, P4B.
Preparando a cilada. Por outro
lado, com isto o avanço 10. P4D
não é possível.
10. C5D. P4CR; 11. CXC+, DxC;
12. B3C, B5C, B5C; 13. P3TB,
BXC; 14. DXB, DXD; 15. PXD.
O BD das brancas está fora de
jogo.

N.° 227

No exemplo precedente um bispo


é eliminado no meio do jogo. Isto
pode ocorrer também na abertura
quando um jogador não consegue
desenvolver uma peça, ou a desen-
Ganhando, pois se 22 BXC;
volve mal. Neste exemplo, é la-
23. TXP, seguido de 24. TXB.
mentável a sorte do BD preto, a
«Besta preta» nesta abertura. Es- COLABORAÇÃO ENTRE
ta peça deverá proteger os fracos AS PEÇAS
piões 3TD e 3BD, enquanto que
N.° 228
as brancas poderão apoderar-se
das fortes casas 5TD e 5BD. Vimos nos dois exemplos ante-
riores a penosa situação de uma
DEFESA ORTODOXA DO peça que não pode atuar por não
GAMBITO DA DAMA se terem assegurado linhas de ação.
Um desenvolvimento normal exige
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3R; 3.
ademais outras condições. Todas
C3BD, C3BR; 4. B5C, B2R; 5. P3R,
as peças, isoladamente observadas,
CD2D; 6. C3B, O-O; 7. T1BD, P3B;
podem se encontrar bem situadas,
8. D2B, P3CD; 9. PXP, PBXP; 10.
porém sua colaboração se torna de-
B3D, B2C; 11. O-O, P3TR; 12. B4T,
feituosa. Na abertura do pião da-
C4T; 13. BXB, DXB; 14. TR1B,
ma, por exemplo, é natural que a
D1D; 15. D4T, P3TD; 16. B5B,
dama se coloque em 3CD e o BR
P3CR?; 17. BXC, DXB; 18. D3C,
em 3D. A posição recíproca des-
P3CD.
tas peças pode se tornar fraca,
A derrota das pretas é inevitável.
como se verá no presente exemplo.
Observe-se a situação anormal do
Expressaremos que uma peça so-
BD, obstruído pelos piões de 3TD
mente -deve ser desprezada tendo
e 3BD.
a segurança de que este movimen-
19. C5R, D3D; 20. C4T, TD1B;
to concorde com as demais peças.
21. C5B, B1B; 22. CxPT.
DEFESA MANHATTAN DO DXP, B3T; 12. D3C, CXPD, ga-
GAMBITO DA DAMA nhando.
9. .... P5B; 10. BXPB, PXB; 1L
1. P4D, P4D; 2. P4BD, P3B; 3.
DXP, C3C; 12. D3D, CR4D; 13.
C3BD, C3BB; 4. B5C, CD2D; 5.
TD1B, B2D. Ganhando.
C3B, B5C; 6. P3R, F4B.
Um contra-ataque interessante
PIÃO ATRASADO
porém dc duvidosa correção. As
brancas devem responder captu-
rando o PD. N.° 229
7. B3D, D4T; 8. D3C?
Esta continuação em si não é Entre os piões fracos, aquele que
fraca senão em relação à jogada se acha atrasado, quer dizer, que
anterior das brancas (B3D), pois não avançou à par de seu vizinho,
a situação de ambas as peças per- é um dos mais incômodos. É so-
mite ao adversário efetuar uma bretudo perigoso quando se en-
combinação vencedora. contra sobre uma coluna aberta
A defesa da casa 3BD é a fonte para o adversário. No presente
de muitas dificuldades, por exem- exemplo, tal é a situação de P2BD
plo: 8. D2B, PXP; 9. BXPB, C3C; das pretas, pois estas, com seu par
10. B3D, (não 10. B3C, P5B), 10. de bispos, teriam o melhor jogo
C4D; etc. O melhor será um se este pião pudesse ser avançado-
imediato sacrifício de pião conti- para 4BD e ainda melhor a 5BD,
nuando com 8. O-O. porém isto é impossível, pelo que
8 P4CD; 9. PXPC. a debilidade é constante e desa-
gradável .
Posição depois de 8 P4CD

BUY LOPEZ

1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3V


B5C, P3TD; 4. B4T, C3B; 5. O-O,
CXP; 6. P4D, P4CD; 7. B3C, P4D,-
8. PXP, B3B; 9. P3B, B2R; 10.
CD2D, O-O; 11. D2R, C4B; 12.
C4D, CXC?
Devia-se continuar com 12. . . . „
CXB; e se 13. CDXC, D2D.
13. PXC, CXB; 14. CXC.
O P2BD preto está atrasado e-
Não há nada melhor. Se 9. muito fraco não podendo avançar
PXPD, P5B; 10. BXPB, P x B ; 1L mais além da fraca casa 3BD.
PIÃO MUITO AVANÇADO Quase forçado, criando-se um
pião débil.
N.° 230 19. T3T, D2D; 20. DXD, CXD; 21.
Além da debilidade, facilmente PXPT, TXP; 22. TXT, P X T ; 23.
compreensível do pião atrasado, T1CD, T1CD; 24, TXT+, CXP.
devemos considerar a do pião de- Atraente posição, na qual Alekhi-
masiado avançado. Eis aqui um ne triunfou magnificamente no
exemplo típico; tudo parece equi- Torneio de Birmingham, 1926.
librado material e posição, porém
Posição depois de 18 P4TD
o pião preto em 4TD é um objetivo
de ataque, enquanto que o pião
adversário de 2TD se encontra ao
abrigo de toda ação defensiva. As
pretas deverão concentrar suas pe-
ças na defesa de seu incômodo
pião, o que só pode ter um resul-
tado desagradável.

DEFESA NIMZOVITCH

I . P4D, C3BR; 2. P4BD, P3B;


3. C3BD, B5C; 4. B5C, P3TR; 5.
BXC, DXB.
O «HOLF»
Melhor é jogar previamente 5.
BXC+, para dobrar os piões N.° 231
inimigos, porém as pretas desejam
conservar a vantagem da parelha Devemos definir um «hole» (bu-
de bispos. raco)? Quantos afiecionados pa-
recem ignorar seus perigos, posto
6. T1BD, P3CD; 7. C3B, B2C; 8.
que em sua posição sempre se apre-
P3B, O-O; 9. B2B, P3D; 10. O-O.
sentam «holes». Examinemos uma
BXC.
disposição de piões: o «hole» é
As pretas se vêem igualmente
uma casa que não pode ser pro-
forçadas a efetuar esta troca, pela
tegida por um pião.
ameaça C5CD-P3TD ganhando o
bispo, com a diferença que agora RUY LOFEZ
o fazem sem ter a satisfação de
dobrar os piões inimigos. 1. P4R, P4B; 2. C3BB, C3BD; 3.
I I . TXB, C2D; 12. C2D, P4B; 13. B5C, C3BB; 4. O-O, P3D; 5. P4D,
B3B, BXB; 14. CXB, PSR; 15. C2D, B2D; 6. C3BD, PXP; 7. CXP, B2B;
D2B; 16. D4T, P4B; 17. D6B, C3B; 8. B5C, O-O; 9. BXCD, PXB; 10.
18. P4CD, P4TD. T1R, T1R.
Em 10 C5C, 11. CXPBD ga- DEFESA ESLAVA GAMBITO
nha um pião. DA DAMA
11. D3D, P3TR.
1. P4D, P4D; 2 P4BD, P3BD; 3.
Com a resposta 11 C1C as
C3BB, C3BR; 4. P3R, P3CB; 5.
pretas podem armar a cilada se-
C3B, B2C; 6. B3D, O-O; 7. O-O,
guinte: 12. BXB, DXB; 13. P4BR?,
CD2D; 8. P3CD.
D5T; 14. P3TR (é melhor 14. D3C,
Esta jogada deixa sem defesa o
porém depois da troca de damas
cavalo, permitindo uma manobra
as pretas têm uma forte posição
das pretas, que justifica a eleição
para o final), 14 D7B+; 15.
por elas desta variante. A con-
R1T, DxT-f; 16. T x D , C7B+, ga-
tinuação correta é 8. PXP, PXP;
nhando.
9. D3C e a posição preta não
12. B4T, C2T; 13. BXB, DXB.
tem nada de agradável.
Grave erro. Deve-se continuar
com 13. ..., TXB, seguido de D1C Posição depois de 8. P3CD
e D3C.
14. D6T, P4BD.
A fraqueza da jogada anterior se
torna evidente. Se tivessem cap-
turado o bispo com a torre, as
pretas poderiam responder agora
com 14 D1C, para seguir com
15. D3C. A 13.' jogada debi-
litou o flanco dama e abandonou
a casa 4D ao cavalo inimigo, crian-
do-se um «hole> em 3BD.
15. C5D, D1D; 16. C6B, BXC; 17.
DXB.
As pretas perderão um pião, com 8. P4R; 9. CRXP, CXC; 10.
uma posição inferior. PXC, C5C; 11. P4B, D5T; 12. P3TR,
CXP5B; 13. PXC, BXPB; 14. D2B,
PEÇA SEM PROTEÇÃO D6C; 15. B2C, BXPT.
As pretas têm um ataque ven-
N.° 232
cedor .
Além da fraqueza de uma casa,
provocada por um pião atrasado, CASA FORTE
vejamos a debilidade temporária
N.°233
de uma peça sem proteção que
brinda o adversário com uma oca- As casas fortes são igualmente de
sião excelente para realizar uma grande importância no curso de
combinação tática. uma partida. Não somente se de-
ve evitar a criação de casas débeis,
também terão que impedir ao ad-
versário a aquisição de casas for-
tes. Unia peça instalada numa ca-
sa forte pode atuar com especial
eficácia quando nenhum pião
ameaça desalojá-la, pelo que in-
teressa impedir tal ameaça.

DEFESA ÍNDIA DO LESTE

I. P4D, C3BR; 2. P4BD, P3CR;


3. C3BD, B2C; 4. P4R, P3D; 5.
B2R, O-O; 6. B3R, CD2D; 7. P3TR,
F4R; 8. P5D, C4B.
As brancas não podem responder O sacrifício de pião não é cor-
agora 9. P4CD, por causa da amea- reto e pode ser refutado pelas pre-
ça contra o PR e as pretas pode- tas, que conservam o pião ganho,
riam continuar com 9 P4TD seguindo com 6 CD3B; . 7.
e impedir assim durante certo tem- B5CD, (se 7. B3R, C3B), 7
po que seu cavalo seja desalojado CR2R; 8. B3R (se 8. CXP, P4D;
de sua vantajosa colocação. 9. D3D, P4B, ganha o PCR), 8
O-O; 9. D2D, P4B.
SACRIFÍCIO POSICIONAL
N.° 235
N.° 234
Freqüentemente se sacrifica o
Para obter certas vantagens, das
material inativo para obter uma
que já examinamos, (casas fortes,
posição vantajosa. Nas aberturas
centro pujante, centralização das
os sacrifícios servem sobretudo de
peças), é amiúde oportuno sacrifi-
base às combinações, porém exis-
car um pião, que seja ou não pro-
tem sacrifícios posicionais, como o
visoriamente .
demonstra o exemplo seguinte, on-
DEFESA FRANCESA de as pretas sacrificam um pião
do flanco para se criar um cen-
1. P4D, P3R; 2. P4D, P4D; 3. tro envolvedor.
C3BD, B5C; 4. CR2R, P X P ; 5.
P3TD, BXC+; 6. CXB.
CONTRA-GAMBITO
Com a intenção de continuar
BLUMENFELD
com CXPR. Notemos qué seria
mau defender o pião com 6 1. P4D, C3BR; 2. C3BB, P3B; 3.
P4BR, pois as brancas obteriam P4B, P4B; 4. P5D, P4CD; 5. PXPB,
um forte ataque depois de 7P3B. PBXP; 6. PXP, P4D.
As pretas possuem um centro ABERTURA DOS QUATRO
formidável, graças ao qual podem CAVALOS
desenvolver rapidamente suas pe-
ças até as casas importantes, como 1. P4R, P4E; 2. C3BR, C3BD; 3.
o demonstrou Alekhine em suas C3B, C3B; 4. B5C, C5D; 5. CXC,
brilhantes vitórias. Numa parti- PXC; 6. P5R, PXC; 7. PxC,
da séria, jogada posteriormente, PXPB4-.
produziu-se um resultado inverso.
Antes de concluir recordaremos es- Esta resposta aparentemente ga-
ta verdade da Palisse: a partida nha um pião, porém conduz a uma
não foi ganha enquanto o adver- posição perdida para as pretas.
sário não tenha abandonado. Ain- 8. BXP, DXP; 9. O-O, B2R; 10.
da mais: um jogador médio pode T1R, O-O; 11. B3B.
fracassar onde um forte jogador Situação de fincada. As pretas
ganha brilhantemente. Aconselha- só dispõem de três continuações
mos, pois, aos jogadores médios, dignas de consideração:
adotar a continuação 5. B5CR, que
A ) . — 11 D3CD; 12. TxB,
lhe dará um jogo mais simples e
DXB; 13. D4C, P3CR; 14. D4D,
cômodo.
P3BR; 15. TD1R, ganhando. B).
— 11 D4C; 12. T5R, P4BR;
GANHO NOCIVO DE MATE-
13 P4B, D3B; 14. B4B+, R1T; 15.
RIAL NA ABERTURA
D5T, P3D; 16. T3R, D5T; 17. T4C,
com um rápido mate.
N.° 236

Posição depois de 11. B3B


É recomendável sacrificar um
pião se dele resulta um obstáculo
para o desenvolvimento do adver-
sário. A ausência do pião sacri-
ficado somente se fará sentir na
fase final da partida, porém os
deuses criaram o jogo de meio e
aqui os atores principais são as
peças. Aquele que melhor possa
desenvolvê-las terá as mais belas
perspectivas em seu jogo. Veja-
mos o exemplo seguinte: a posi-
ção preta não apresenta debilidade
alguma, porém o desenvolvimento
foi retardado e isto é suficiente pa- C). — 11. D3D; 12. D4C, B3B;
ra perder a partida. 13. TD1D, com grande vantagem.
VANTAGEM ENGANADORA que, e ficam em troca com seus
dois bispos, fortes piões centrais,
N.° 237 uma posição desafogada, o que,
lhes assegura a melhor partida.
Não é sempre fácil apreciar em
seu justo valor a vantagem do de-
ABERTURA DE LINHAS
senvolvimento . Exemplo: geral-
mente se aconselha impedir o ro- N.° 238
que do adversário, porém freqüen-
temente o resultado não é clara- Para atuar eficazmente, sabemos
mente decisivo e, pelo contrário, às que o bispo ou a torre devem dis-
vezes a vantagem é obtida pelo ini- por de uma linha aberta. Abra-
migo. A posição que produz esta mos estas linhas para tirar provei-
maneira de proceder, deve ser en- to delas, porém deixemo-las fecha-
tão profundamente analisada para das antes de cedê-las ao inimigo.
evitar casos semelhantes ao do Isto é sempre mais forte que a li-
exemplo seguinte, onde as pretas, nha aberta proveitosa. Na defen-
obtêm pelo menos, um jogo supe- siva terá que mantê-las fechadas
rior. enquanto possível e até que passe-
mos ao contra-ataque e dominemos
ABERTURA DOS QUATRO o centro. O exemplo seguinte
CAVALOS mostra o perigo de abandonar o
controle de uma linha aberta.
1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
C3B, C3B; 4. B4B.
Jogada pouco praticada nesta ABERTURA DOS QUATRO
abertura que se transforma numa CAVALOS
variante da Defesa dos Dois Ca-
valos . 1. P4R, P4R; 2. C3BR, C3BD; 3.
4 CXP. C3B, C3B; 4. B5C, B5C; 5. O-O,
Resposta natural. O-O; 6. P3D, P3D; 7. B5C, BXC;
5. BXPB+. 8. PXB, C2B; 9. BXC, PXB; 10.
Esta jogada compromete a par- C4T, C3C; 11. CXC, PTXC; 12.
tida. Depois de 5. CXC, P4D; 6. P4BR, P3BD; 13. B4B, P4D; 14.
B3D, P4B, as brancas têm um jo- B3C, PXPR?
go difícil, porém longe de ser tão Grave erro de critério posicionai.
desesperado como ocorre com a São as brancas quem se vão apo-
continuação adotada. derar da coluna aberta pois se
5. BXB; 6. CXC, P4D; 7. acham melhor desenvolvidas.
CD5CH-, R1C; 8. P3D, P3TR; 9. 15. PDXP, DXD; 16. TDXD, P X P ;
C3T, B5CR. 17. T X P , B3R.
Aprecia-se que as pretas não so- Compreendendo sua fraqueza as
frem realmente pela perda do ro- pretas sacrificam um pião; porém
ÍNDICE
p

PREFACIO

CAPITULO I

ALGUMAS IDÉIAS GERAIS

A saída antecipada da dama


A torre que se deseja capturar
A dama convidada a sair
Explorando a casa débil 7BR
O mate de Legal
A dama abandonada por seu cavalo
As debilidades em 7BR e 6R
As ciladas do centro

CAPÍTULO II

ABERTURAS ABERTAS

Abertura do Centro
Gambito do Centro
Abertura Ponzioni
Abertura e Gambito Escocês
Abertura Vienense
Defesa Petroff
Defesa Filidor
Giuoco Piano
Ataque Moeller
Defesa dos Dois Cavalos
Ataque M a x Lange
Ruy López
Abertura dos Quatro Cavalos
Gambito do Rei
Abertura Alapin

CAPÍTULO I I I

ABERTURAS FECHADAS

Gambito da Dama Aceito


Gambito da Dama Recusado
Defesa Ortodoxa
Defesa Tarrasch
Defesa Eslava
Variante de Merano
Defesa Cambridge Springis e derivadas
Contra Gambito Albin
Abertura do Pião da Dama
Defesa Holandesa

CAPITULO IV

ABERTURAS SEMI-ABERTAS

Defesa Francesa
Defesa Caro-Kann
Defesa Siciliana
Defesa Escandinava
Defesa Alekhine

CAPITULO V

ABERTURAS MODERNAS

Defesa índia do Este


Defesa índia do Oeste
Defesa Niimzowitch
Outras Defesas Índias ou Defesas Fantásticas
Abertura Inglesa
Abertura Zukertort-Reti
Abertura Bird e Gambito From
Apêndice

CAPÍTULO VI

CILADAS POSICIONAIS

Peça fechada e mal desenvolvida


Colaboração entre as peças
Pião atrasado
Pião muito avançado
O "hole"
Peça sem proteção
Casa forte
Sacrifício posicionai
Ganho nocivo de material na abertura
Vantagem enganadora
Abertura de linhas