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DENGUE CRESCE 473%


LEOPOLDO MONTEIRO
O número de casos de dengue em Pernambuco - de 1° de janeiro a 1° de agosto de 2010 - aumentou 473,97% em
relação ao mesmo período do ano passado. No total foram notificados 33.916 casos suspeitos da doença este ano,
segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desses, 7.057 foram confirmados. A Região Metropolitana do
Recife (RMR), que corresponde a 1ª Geres da SES, foi o setor onde a maior parte das pessoas foi infectada. Os
municípios com os maiores números de notificações na RMR são Recife, com 7.116; Jaboatão dos Guararapes,
1.853; Cabo de Santo Agostinho, 919; Paulista, 900; e Moreno, 696. Em toda RMR, incluindo também os municípios
de Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Goiana e o arquipélago de Fernando de Noronha, onde a 1ª Geres cobre, de
janeiro a agosto deste ano, foram registrados um total de 13.392 casos suspeitos de dengue.

Um número bem maior do que o anotado durante todo o ano de 2009, que foi de 6.771. Em 2010, três óbitos foram
confirmados, sendo todas as vítimas residentes do Recife. Ontem, representantes da 1ª Geres da SES apresentaram
números sobre a dengue registrados nos últimos três anos. Segundo a gerente de prevenção de controle de zoonoses e
endemias da SES, Nara Arruda, apesar do elevado número de casos da doença, a tendência é que a média de pessoas
atingidas pela dengue diminua de 10% a 15% a cada mês. “Estamos mobilizando a sociedade para nos ajudar a
combater o mosquito transmissor. A previsão é que menos pessoas sejam infectadas pelo vírus neste mês de agosto”,
afirmou Nara Arruda.

Segundo pesquisa da SES, os dois fatores que mais contribuíram para o crescimento da moléstia em Pernambuco
foram a situação climática e a proliferação do vírus tipo 1 da dengue. De acordo com Nara Arruda, a chegada das
chuvas e a pouca variação de temperatura contribuem para a proliferação do mosquito.

A gerente de Vigilância em Saúde do Arquipélago de Fernando de Noronha, Yeda Araújo, disse que campanhas estão
sendo feitas via televisão e rádio na Ilha, além de agentes orientando turistas. “Nosso medo é que o vírus tipo 3, que
há anos não apareceu mais no Brasil, volte com a chegada de estrangeiros”. Em Fernando de Noronha, foram
notificados 60 casos suspeitos da doença, mas apenas um foi confirmado.

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