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Indaiatuba- Espacos Urbanos e Patrimônio- material para o percurso turistico histórico da PMI.

Indaiatuba- Espacos Urbanos e Patrimônio- material para o percurso turistico histórico da PMI.

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Material de divulgação sobre alguns espaços urbanos históricos da cidade de Indaiatuba, feito pelo Arquivo Público em parceira com a Diretoria de Turismo da Prefeitura de Indaiatuba, em 2006.
Material de divulgação sobre alguns espaços urbanos históricos da cidade de Indaiatuba, feito pelo Arquivo Público em parceira com a Diretoria de Turismo da Prefeitura de Indaiatuba, em 2006.

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05/28/2013

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Espaços urbanos e patrimônio cultural de Indaiatuba

em palavras e imagens

Acervo

Fundação Pró-Memória de Indaiatuba
Arquivo Público Municipal

Fundação Pró-Memória de Indaiatuba Diretoria de Turismo Secretaria de Desenvolvimento Prefeitura Municipal de Indaiatuba

Projeto Graziela Milani Narezzi Marcelo Alves Cerdan

Pesquisa e criação Adriana Carvalho Koyama Ana Maria Simionato Oliveira Juliana Catharina de Almeida Marcela Silvestre Martins Tatiana Januário da Silva Osika Imagens Arquivo Público Municipal Coleção Adriana Carvalho Koyama Coleção Antonio da Cunha Penna Coleção Antonio Mingorance Filho Coleção História de Indaiatuba

Indaiatuba, novembro de 2006. Revisado em julho de 2010.

Fundação

É permitida a utilização desse material para fins acadêmicos ou didáticos, desde que citada a fonte. É Acervo terminantemente vetada sua utilização para fins Pró-Memória de Indaiatuba comerciais. Arquivo Público Municipal

Casaráo do Pau Preto
O Casarão do Pau Preto foi construído provavelmente entre 1810 e 1820, no final do período colonial brasileiro. Naquele momento o Brasil estava próximo à Independência, e a economia da província de São Paulo estava crescendo com a cana de açúcar. O Casarão foi construído nas terras vizinhas às da fazenda e engenho de açúcar da família Bicudo. Sua construção é um exemplo de arquitetura bandeirista, utilizando a técnica de taipa de pilão e, em algumas partes, taipa de mão. Em meados do século XIX ele fez parte de uma chácara urbana do pároco de Indaiatuba, Antonio Cassemiro da Costa Roriz, até 1884, quando o padre faleceu. Joaquim Emígdio de Campos Bicudo, cafeicultor dono da Fazenda Pau Preto, comprou a propriedade do espólio do padre, agrupando então a antiga fazenda Pau Preto a uma chácara vizinha que já possuía e à chácara onde estava o Casarão. Transferiu para lá a sede da fazenda e construiu uma nova área, feita conforme o padrão das indústrias inglesas do século XIX, de tijolo à vista. Lá instalou a primeira máquina de beneficiar café da cidade, movida a vapor. Depois disso, por mais de cem anos o Casarão pertenceu à família Bicudo, até 1982, quando foi considerado de utilidade pública., A partir de 1993, passou a integrar o patrimônio da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. Hoje o Casarão passa por reformas para tornar-se um Centro Cultural, além de continuar a sediar o Museu da cidade e a administração da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.

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Igreja e Largo da Candelária
A Igreja Nossa Senhora da Candelária marca o local onde se iniciou a cidade de Indaiatuba. É por ter sua capela curada que Indaiatuba tornou-se sede da Freguesia, em 9 de dezembro de 1830, agrupando os bairros vizinhos. Em torno da Matriz foram sendo construídas as residências urbanas dos fazendeiros da Freguesia. Nossa matriz é uma das poucas igrejas construídas em taipa de pilão no interior de São Paulo ainda existentes, e um belo exemplo da arquitetura religiosa colonial paulista. Na frente da Igreja, havia uma área aberta, o Largo da Matriz, centro da vida local, onde aconteciam os eventos civis e religiosos, como a Festa da Padroeira e a saída da romaria para Pirapora. Com o final do Império, as funções públicas da Igreja desapareceram, e em seguida a cidade passou a contar com dois centros: um religioso, no Largo da Matriz, e um civil, no Largo da Cadeia, em que se instalaram a Câmara, a Prefeitura e a Cadeia, na atual praça Prudente de Moraes. Durante o século XX foram feitas reformas em seu interior, trocando-se o forro, a pintura e a iluminação. Seu Largo, reconstruído em 2004, recebe há mais de cento e cinqüenta anos a Festa da Padroeira, em fevereiro, e os romeiros que vão para Pirapora, em junho.

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Museu Ferroviário
O primeiro trecho da Estrada de Ferro Ituana foi feito entre Jundiaí e o nosso bairro rural de Pimenta, na fazenda do mesmo nome, inaugurado em 1872. Em 1873 iniciou-se o trecho Itaici-Piracicaba, passando por Indaiatuba. A estação primitiva de Indaiatuba não foi erguida pela Ytuana. A Câmara Municipal de Indaiatuba fez uma arrecadação publica de fundos e construiu por conta própria a primeira Estação, doando-a para a Ytuana. Essa primeira estação, inaugurada em 1880, fica à esquerda da Estação principal, funcionando hoje como uma oficina-escola de liuteria. A “nova” Estação, onde hoje está o Museu Ferroviário, foi construída em 1911. Com a Estação de trem Indaiatuba viveu muitas mudanças. A ferrovia ligou a cidadezinha a São Paulo, possibilitou a ida e vinda cotidiana de pessoas e de mercadorias, o telégrafo, a chegada diária do correio.... Por ela chegaram os imigrantes, e por ela saíram as batatas, a madeira, todo comércio, enfim. Nela embarcaram nossos soldados na Revolução de 32 Todo o conjunto da Estação Indaiatuba manteve suas principais características originais, que têm sido conservadas como parte da memória de sua época.

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Hospital Augusto de Oliveira Camargo
O Hospital Augusto de Oliveira Camargo foi construído por iniciativa do casal Augusto de Oliveira Camargo e Leonor de Paula Leite Barros Camargo, e inaugurado em 1933. A fachada do hospital “olha” para a Matriz e vice-versa, e junto com seu grande parque compõe uma bela paisagem urbana. Quando foi feito, o hospital era muito superior, em tamanho, equipamentos e logística a todos os demais equipamentos urbanos da pequena cidade. Sua área era de 4.500 metros quadrados e possuía o triplo de iluminação de toda Indaiatuba, que na época tinha 3 mil habitantes. O suporte financeiro do casal Camargo foi fundamental também para que a cidade ganhasse seu primeiro serviço de saneamento e para a construção do prédio próprio do Grupo Escolar.

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Praça Prudente de Moraes Nessa praça foi construído, há mais de cem anos, nosso primeiro prédio da Câmara, também Cadeia Pública. Esse edifício serviu também como sede para a Prefeitura, após a proclamação da República, até o início dos anos 60. Em 1907 foi feito seu primeiro jardim. Nove anos depois foi construído o coreto, com estrutura de madeira. O centro da vida cotidiana da cidade até hoje gira em torno da Praça Prudente de Moraes. Nessa praça, durante quase todo o século vinte, ficaram os cinemas, os bares, lojas e armazéns principais da cidade. A praça também se tornou um ponto de encontro de jovens. Desses encontros surgiram muitos namoros e muitas famílias indaiatubanas. O prédio da Prefeitura foi demolido nos anos 60, dando lugar à fonte luminosa, símbolo de modernidade, ainda na euforia da construção de Brasília. Ao mesmo tempo foi construída uma nova sede para a Prefeitura, onde hoje funciona a Sapataria São Vicente. Atualmente a sede política da cidade foi transferida para outras áreas, mas o centro financeiro da cidade ainda se encontra aqui. Conserva seu jardim, um clima bucólico e o seu coreto, que, embora reformado, mantém sua forma original, recebendo ainda hoje músicos e corais.

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A Praça D. Pedro II
A grande marca dessa praça é o grupo escolar que ocupa todo o seu centro, em torno do qual foram feitos os bancos e a arborização. Em 1911, no início da República, ganhamos um Grupo Escolar, que funcionou durante muitos anos em um casarão do Largo da Matriz. Em 1937, no momento em que se iniciava o Estado Novo de Getúlio Vargas, o Grupo Escolar ganhou uma sede especialmente construída para ele. A partir daí a praça Dom Pedro II, arborizada, bem cuidada, com seu Grupo Escolar, tornou-se o centro da vida estudantil da cidade, mas só tinha salas de primeira à quarta série. A maioria dos alunos acabava o Grupo e ia para o trabalho na lavoura ou na indústria. O Randolfo foi a primeira a escola central da cidade, onde os melhores professores queriam lecionar e todos os alunos almejavam estudar, com sua localização privilegiada, sua praça e tradição. Atualmente seu prédio abriga a Secretaria de Cultura, e é parte fundamental da memória e do patrimônio histórico edificado de Indaiatuba.

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Praça Rui Barbosa
Quando Indaiatuba era somente um ponto de descanso para os tropeiros que faziam todo o transporte de mercadorias, no século XVIII, era talvez no chão de terra batida desse largo que as tropas descansavam, perto da aguada da nascente do rio Belchior. A rua que liga essa nascente à praça, hoje chamada de 13 de maio, já teve o nome de Rua das Tropas. A Igreja de São Benedito foi construída em frente ao largo, na década de 1930, com sua arquitetura neo-gótica, projetada por um imigrante italiano. Se a praça da Matriz era o lugar de encontro dos grandes eventos religiosos e a Prudente de Moraes, ou Largo da Cadeia, o dos eventos políticos, a praça popular de Indaiatuba foi por muito tempo a de São Benedito. Aqui havia a festa de São Benedito, os batuques, rodas de samba, as touradas, o circo, as partidas de futebol. Até mesmo Mazaroppi se apresentou nesse largo. Nas memórias de quem viveu por aqui na primeira metade do século XX, estão lembranças dos finais de semana em que funcionava o rádio a bateria e o povo era atraído até a praça para ver a novidade. Há cerca de trinta anos foi criado o seu novo jardim, hoje encantador.

Fábrica de guarda-chuvas Mazzoni

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