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RELAÇÃO DE CONSUMO

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Anotações referente ao Programa Apostila da TV Justiça apresentado pelo prof. Fabrício Bolzan. Inclui o quiz realizado no programa.
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Published by: Karol Vale on Aug 06, 2010
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08/06/2013

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RELAÇÃO DE CONSUMO FABRÍCIO BOLZAN TV JUSTIÇA PROGRAMA: APOSTILA

CONSUMIDOR CDC ART. 2º1, CAPUT sentido estrito toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. É a parte mais frágil na relação de consumo. Destinatário final - divergência duas correntes -finalistas conceito mais restrito adquire ou utiliza produto ou serviço para uso próprio ou de sua família. Essa corrente exclui o empresário e a pessoa jurídica, porque não têm a vulnerabilidade associada à figura do consumidor. -maximalista conceito mais amplo aquele que retira o produto ou serviço do mercado de consumo, qualquer que seja a finalidade. Não se aplica em caso de revenda. Se o produto ou serviço integra a cadeia produtiva, o agente é considerado consumidor. STJ finalista atenuada a pessoa jurídica e o empresário podem ser considerados consumidores, desde que comprovada a sua vulnerabilidade no caso concreto. CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO I - Art. 2, parágrafo único - coletividade de pessoas, ainda que indeterminável, que haja intervindo na relação de consumo tutelar/proteger a coletividade II - vítima do evento danoso pessoa que sofre acidente de consumo, ainda que não tenha adquirido bem ou serviço III pessoas expostas às práticas contratuais e comerciais basta a mera exposição a uma publicidade abusiva FORNECEDOR ART. 3, CAPUT, CDC Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados (camelô, massa falida etc.), que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Pessoa que coloca bem ou serviço no mercado de consumo, com habitualidade na atividade fim, com ou sem profissionalismo. É o detentor do monopólio dos meios de produção. OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO Produto todo bem móvel ou imóvel, material ou imaterial (ex. mútuo bancário) art. 3, §1º, CDC. *produto usado também é objeto da relação de consumo. Serviço - atividade remunerada colocada no mercado de consumo, exceto as relações de emprego. *serviço remunerado, além da remuneração direta, abrange a indireta (ex. estacionamento de shopping) em que o valor está embutido nos produtos/serviços oferecidos no estabelecimento comercial. *atividade bancária regulamentação do sistema financeiro nacional lei complementar. O CDC é lei ordinária. A CONSIF impetrou ADI 2591 alegando a inconstitucionalidade do CDC ao regular a atividade bancária, por ser lei ordinária. A referida ADI foi julgada improcedente. Vide súmula 297 STJ2 aplicação do CDC às atividades bancárias.

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Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras.

EMENTA: CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ART. 5o, XXXII, DA CB/88. ART. 170, V, DA CB/88. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. SUJEIÇÃO DELAS AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, EXCLUÍDAS DE SUA ABRANGÊNCIA A DEFINIÇÃO DO CUSTO DAS OPERAÇÕES ATIVAS E A REMUNERAÇÃO DAS OPERAÇÕES PASSIVAS PRATICADAS NA EXPLORAÇÃO DA INTERMEDIAÇÃO DE DINHEIRO NA ECONOMIA [ART. 3º, § 2º, DO CDC]. MOEDA E TAXA DE JUROS. DEVER-PODER DO BANCO CENTRAL DO BRASIL. SUJEIÇÃO AO CÓDIGO CIVIL. 1. As instituições financeiras estão, todas elas, alcançadas pela incidência das normas veiculadas pelo Código de Defesa do Consumidor. 2. "Consumidor", para os efeitos do Código de Defesa do Consumidor, é toda pessoa física ou jurídica que utiliza, como destinatário final, atividade bancária, financeira e de crédito. 3. O preceito veiculado pelo art. 3º, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor deve ser interpretado em coerência com a Constituição, o que importa em que o custo das operações ativas e a remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras na exploração da intermediação de dinheiro na economia estejam excluídas da sua abrangência. 4. Ao Conselho Monetário Nacional incumbe a fixação, desde a perspectiva macroeconômica, da taxa base de juros praticável no mercado financeiro. 5. O Banco Central do Brasil está vinculado pelo dever-poder de fiscalizar as instituições financeiras, em especial na estipulação contratual das taxas de juros por elas praticadas no desempenho da intermediação de dinheiro na economia. 6. Ação direta julgada improcedente, afastando-se a exegese que submete às normas do Código de Defesa do Consumidor [Lei n. 8.078/90] a definição do custo das operações ativas e da remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras no desempenho da intermediação de dinheiro na economia, sem prejuízo do controle, pelo Banco Central do Brasil, e do controle e revisão, pelo Poder Judiciário, nos termos do disposto no Código Civil, em cada caso, de eventual abusividade, onerosidade excessiva ou outras distorções na composição contratual da taxa de juros. ART. 192, DA CB/88. NORMA-OBJETIVO. EXIGÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR EXCLUSIVAMENTE PARA A REGULAMENTAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO. 7. O preceito veiculado pelo art. 192 da Constituição do Brasil consubstancia norma-objetivo que estabelece os fins a serem perseguidos pelo sistema financeiro nacional, a promoção do desenvolvimento equilibrado do País e a realização dos interesses da coletividade. 8. A exigência de lei complementar veiculada pelo art. 192 da Constituição abrange exclusivamente a regulamentação da estrutura do sistema financeiro. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. ART. 4º, VIII, DA LEI N. 4.595/64. CAPACIDADE NORMATIVA ATINENTE À CONSTITUIÇÃO, FUNCIONAMENTO E FISCALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ILEGALIDADE DE RESOLUÇÕES QUE EXCEDEM ESSA MATÉRIA. 9. O Conselho Monetário Nacional é titular de capacidade normativa --- a chamada capacidade normativa de conjuntura --- no exercício da qual lhe incumbe regular, além da constituição e fiscalização, o funcionamento das instituições financeiras, isto é, o desempenho de suas atividades no plano do sistema financeiro. 10. Tudo o quanto exceda esse desempenho não pode ser objeto de regulação por ato normativo produzido pelo Conselho Monetário Nacional. 11. A produção de atos normativos pelo Conselho Monetário Nacional, quando não respeitem ao funcionamento das instituições financeiras, é abusiva, consubstanciando afronta à legalidade. (ADI 2591, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 07/06/2006, DJ 29-09-2006 PP-00031 EMENT VOL-02249-02 PP-00142 RTJ VOL-00199-02 PP-00481) juros remuneratório- os bancos não estão limitados a cobrar 12% ao ano de juros entendimento pacífico no STF e STJ. A cobrança além desse limite, mas dentro da média de mercado não é abusivo. juros moratórios são submetidos ao regramento do CDC. *Poder Público como fornecedor diretamente ou indiretamente serviços UTI singuli/individualmente prestados e remunerados por tarifas. *prestação de serviços médicos o CDC regulamenta relação entre paciente e hospital privado. Em relação ao hospital público, por ser remunerado por tributos, não sofre a incidência do CDC. *contrato de locação não se aplica. No que toca à relação com a imobiliária, aplica-se o CDC. *financiamento de veículo a prestação abusiva será adequada judicial por meio de ação de revisão do contrato. Art. 6º, V, CDC 3 *consumidor intermediário (pega dinheiro emprestado para dinamizar os negócios) - não é considerado consumidor para fins de proteção do CDC para o STJ. buscar verificar no caso concreto se o indivíduo empresário ou pessoa jurídica é vulnerável. *vinculação da proposta (art. 30, CDC4) comprovada a oferta, o fornecedor está a ela vinculada. O ônus de provar pode ser invertido.
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V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razã o de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

QUIZ 1. ASSINALE UM EXEMPLO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NÃO ENQUADRADO NOS TERMOS DO CDC a) tratamento odontológico; b) contratação de seguro c) empregada doméstica d) agenciamento de viagens 2. A RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO, EM SENTIDO ESTRITO, SE ESTABELECE ENTRE: a) um consumidor e um fornecedor, tendo por objeto a prestação de serviço com vínculo empregatício; b) dois consumidores, tendo por objeto a aquisição de um produto ou prestação de serviço; c) dois fornecedores, tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço d) um consumidor e um fornecedor, tendo por objeto a aquisição de um produto ou aprestação de um serviço; 3. CONFORME ENTENDIMENTO DO STJ SOBRE CONTRATOS BANCÁRIOS a) aplica-se o CDC b) não incide o CDC, salvo se se revestirem de natureza de leasing c) a aplicação do CDC, no caso, é subsidiaria d) incide o CDC no tocante à limitação das taxas de juros praticadas por instituições públicas ou privadas que integrem o sistema financeiro nacional. 4. ASSINALE A OPÇÃO CORRETA NOS TERMOS DO CDC: a) o conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem produtos como destinatárias; b) o conceito de fornecedor envolve o fabricante, o construtor, o produtor, o importador e o comerciante, os quais responderão sempre solidariamente; c) o produto é definido como conjunto de bens corpóreos, móveis ou imóveis, que sejam oferecidos pelos fornecedores; d) o serviço consiste na atividade oferecida no mercado de consumo, remunerada, salvo as de caráter trabalhista. 5. ANALISE AS PROPOSIÇÕES ABAIXO E ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: a) segundo o STJ, o CDC aplica-se aos contratos de locação realizados entre pessoas físicas; b) o CDC não é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participan tes; c) nos contratos bancários posteriores ao CDC incide a multa moratória nele prevista; d) o CDC não é aplicável às instituições financeiras, uma vez que suas atividades estão reguladas pelo banco central do Brasil. 6. ONDE NÃO SE ENCONTRAM ATIVIDADES PRATICADAS POR FORNECEDOR SEGUNDO O CDC: a) produção, criação e transformação b) importação e exportação c) prestação de serviços bancários, securitários e de crédito. d) montagem, relações trabalhistas e construção. 7. SEGUNDO O CDC UM, CONSUMIDOR QUE COMPROU PRODUTOS EM 10 PRESTAÇÕES: a) dispões de até sete dias para desistir da compra realizada, desde que ela tenha sido efetuada no estabelecimento comercial do fornecedor; b) pode escolher se a garantia do fornecedor será legal ou contratual;
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Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

c) pode liquidar antecipadamente o débito em questão total ou parcialmente, exigindo redução proporcional dos juros cobrados; d) deve ser imediatamente indenizado caso o produto apresente problemas. 8. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA a) equiparam-se aos consumidores terceiros estranhos à relação de consumo quanto atingidos pela propagação do dano; b) serviço é toda atividade fornecida no mercado de consumo, independentemente de remuneração, salvo as decorrentes da relação de trabalho; c) a inversão do ônus da prova não se aplica ao Ministério Público por lhe faltar o requisito da hipossuficiência; d) a personalidade jurídica deve ser desconsiderada pelo juiz somente diante de violação do contrato social. 9. ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA a) um ente sem personalidade jurídica pode ser fornecedor de bens e (ou) serviços de consumo; b) o empresário é, em regra, fornecedor de bens e (ou) serviços de consumo; c) a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que intervém na relação de consumo, é protegida pelo direito do consumidor d) não é considerado fornecedor o exportador de produtos. 10. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO QUE PRODUZ MEDICAMENTOS: a) não poderá ser considerada fornecedora nem consumidora, porque é vedada a presença do estado no mercado de consumo; b) é fornecedora e se sujeita ao CDC; c) não responde por vício ou defeito do produto, porque o serviço de saúde é considerado público; d) não pode ser considerada fornecedora, porque o adquirente dos medicamentos é mero usuário. GABARITO 1. C 2. D 3.A 4.D 5. C 6. D 7. C 8. A 9. D 10. B

Anotações: AKCV Direito na Rede http://direitocivilv.blogspot.com

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