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1.

CASAMENTO

Não há uma data exata de quando tenha surgido a primeira cerimônia de


casamento. Um ritual parecido com o de hoje podemos encontrar na Roma Antiga
que mostram mulheres vestindo-se especialmente para esta ocasião, enfeitando os
cabelos com flores brancas (que simbolizavam a felicidade eterna) e ramos de
espinheiros (para afastar os maus espíritos). Mais tarde o véu foi incluído ao figurino,
que era uma homenagem a uma deusa grega popular da mitologia greco-romana,
protetora dos lares familiar que trazia bons fluidos aos casais.
Com o passar dos tempos o casamento passou a ser um ato de aquisição em
que o noivo “adquiria” sua noiva através de uma transação que era selada com o
pagamento de uma moeda de ouro ou de prata. Na maioria das vezes eram os pais
que arranjavam os casamentos transformando numa união forçada em que
prevalecia a dominação do homem sobre a mulher.
O casamento era um eixo de estabilidade social mais importante que o amor
e se voltava para criação dos filhos, a transmissão de valores, servindo como núcleo
econômico e organizador das tarefas diárias da vida.
Desde a antiguidade cada religião possui um ritual no tocante à formalidades
do casamento, dependendo de práticas que são determinadas pelos líderes. Todas
as religiões são legalmente válidas, porque Deus é um só, mais existem caminhos
diversos para chegar a ele.

Figura 1. Os noivos

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Disponível em http://www.noivasrio.com.br/index.asp?
pagina=materiaInt&id=806281420479368&t=Do%20surgimento%20do%20casamento%20civil%20at
%C3%A9%20os%20dias%20de%20hoje. Acessado em 25/04/2010.
Para simbolizar a união do casamento surge por volta de 2800 a.C. a aliança,
um anel que os egípcios usavam, ou seja, um círculo que não tem começo nem fim
eternizando a união entre o casal. Dois mil anos depois, os gregos surgem com a
crença de que um imã também poderia atrai o coração, por isso começaram a usar o
anel crendo que no dedo anular esquerdo tivesse uma veia que chegasse
diretamente ao coração em que ficassem atraídos para sempre.

Figura 2. Aliança

1.1 A CERIMÔNIA DE CASAMENTO NA IGREJA

A cerimônia do Matrimonio apareceu tardiamente na vida da Igreja, foi


introduzido em Constantinopla, no século IX. Antes disso, um casal que desejava
se casar, simplesmente procurava a Igreja para receber juntos a Santa
Comunhão. O Matrimônio é o sacramento e segue os cânones e leis da Igreja,
na presença do Sacerdote e da Igreja, os noivos prometem-se, livremente,
fidelidade conjugal e a viver um para o outro no amor, no respeito, acolhendo
com confiança os momentos de alegria e tristeza, para constituir uma família.
A igreja não realiza muitos casamentos, concede apenas um segundo
casamento quando este passa por graves e sérios motivos, quando um primeiro
casamento tenha sido anulado pela autoridade canônica máxima da Igreja.

O Matrimonio não é oficiado nas seguintes datas:

1. Durante os vinte dias que antecede o Natal (15 de novembro a 25 de


dezembro);

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Disponível em http://credibilidadenocasamento.blogspot.com/2008/05/histria-e-surgimento-do-
camento.html. Acessado em 25/04/2010.
2. Durante a Santa Quaresma (40 dias antes da Páscoa);
3. Duas semanas antes da Festa de São Pedro e São Paulo (ou seja de
14 de junho a 29 e junho);
4. Durante a primeira Semana da Páscoa;
5. Nas vésperas das doze principais festas da Igreja;
6. Nas Quartas-feiras, Quintas-feiras e Sábados após o pôr do sol;
7. Na Festa da Decapitação de São João Batista (29 de agosto);
8. Na Festa da Exaltação da santa Cruz (14 de setembro).

Existe condições excepcionais, onde o bispo local pode dar permissão para
a realização do Matrimonio nestas datas.

Nos primeiros séculos do Cristianismo o Matrimônio era celebrado sempre


após a Divina Liturgia. Atualmente, isto nem sempre é possível, a Igreja orienta para
que o casal, após o casamento, venha a Liturgia para comungar. A Comunhão é
importante para que a vida matrimonial tenha um bom e santo início, no dia
escolhido, os recém casados devem observar o jejum eucarístico prescrito e abster-
se, na véspera, da relação sexual, é recomendável que antes façam a Confissão
com o sacerdote.
A presença dos familiares e amigos é muito importante no dia do casamento,
os convidados devem chegar antes na igreja para receber os noivos com alegria e
rezar para o novo casal, as alianças devem ser entregues antes ao sacerdote
celebrante para que ele as coloque sobre o Altar para serem depois abençoadas.
O noivo sempre chega antes da noiva, tanto ele quanto ela devem entrar na
igreja em cortejo, o noivo de braço dado com sua mãe ou madrinha e a noiva de
braço dado com seu pai ou padrinho, ao entrar na igreja a noiva deve se posicionar
ao lado esquerdo do noivo, tradição que remonta à época medieval em que os
homens levavam a arma do lado direito, e desta forma, tinham mais liberdade de
movimento.
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Figura 3. Cerimônia religiosa

Os convidados da noiva ficarão do lado esquerdo da igreja, atrás da noiva,


enquanto os do noivo ficarão à direita, atrás dele. Os primeiros bancos são para os
familiares, devem estar os pais, avós e padrinhos de batismo, no segundo, outros
parentes próximos e as testemunhas, os outros convidados podem se sentar onde
desejarem.
Na saída da igreja é costume dos convidados iniciarem uma chuva de arroz
sobre os noivos, tradição que vem da China Antiga, a mis de 200 anos a.C., onde o
arroz já era dito como símbolo de fartura, onde um Mandarim poderoso quis dar
prova de vida farta, e fez com que o casamento de sua filha se realizasse sob uma
"chuva" de arroz, por isso o habito de atirar alguns grãos de arroz sobre os noivos,
após a cerimônia.

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Disponível em http://www.google.com.br/imgres?
imgurl=http://pedromelim.files.wordpress.com/2006/05/igreja.jpg&imgrefurl=http://juanedani.blog.br/&u
sg=__TbVk2hZm80XMooL2u9k1K2tIqrs=&h=590&w=400&sz=116&hl=pt-
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Acessado em 26/04/2010
1.2 CASAMENTO CIVIL
O casamento civil surgiu da preocupação da igreja católica com os casamentos
clandestinos, uma vez que com o nascimento do anglicanismo, os católicos
passaram a não reconhecer os que eram feitos por protestante e vice-versa.
Os casamentos, até meados de 1500, eram civis, reservados ao seio familiar
mas nada impedia de que as celebrações religiosas não acontecessem.
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Figura 4. Livro do casamento civil

O casamento civil foi instituído na Holanda em 1580, todos os não calvinistas


deveriam se casar perante o magistrado civil.
Preocupados com as transformações sociais (a proliferação do casamento
clandestino e a definição do padre como testemunha ou não na celebração) e
religiosas (a reforma protestante), a igreja católica viu-se obrigada a convocar um
concilio para definir sua doutrina a respeito de vários assuntos, inclusive o
casamento. Em 1545, inicia-se o Concilio de Trento.
O Concílio resultou no casamento com um contrato indissolúvel e
reconhecimento do principio monogâmico na determinação do livre consentimento
para contrair o matrimônio na obrigatória presença do ministro eclesiástico e
testemunhas.
O Brasil, nessa época contava com três formas de casamento:
1. O católico, observando todas as prescrições do Concilio de Trento e da
Constituição do Arcebispo da Bahia;
2. O misto, mesclando disposições católicas e de outros credos;

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Disponível em http://www.noivasrio.com.br/index.asp?
pagina=materiaInt&id=806281420479368&t=Do%20surgimento%20do%20casamento%20civil%20at
%C3%A9%20os%20dias%20de%20hoje. Acessado em 25/04/2010.
3. Não católico, conforme a lei n. 1.144 de 11.09.1861, conferindo aos juízes
competência para decidir todas as questões relativas à matéria.
A Constituição do Arcebispo da Bahia permitia que os padres casassem
noivos católicos ou pelo menos um deles, desde que não tivessem impedimentos. O
casamento religioso recebe esta denominação porque a autoridade que preside a
cerimônia é ministro eclesiástico, e as normas que disciplinam são civis, cogentes,
de ordem pública.
Os nubentes podem se unir sob qualquer rito confessional desde que não
ofenda os bons costumes, tais como: o evangélico, o católico, mulçumano, israelita.
Desejando casar-se no religioso com efeitos civis, os nubentes deverão
proceder à habilitação perante o Cartório do Registro Civil das Pessoas Naturais.
Este procedimento visa declarar e certificar que os interessados não possuem
impedimentos, estando aptos para o casamento.
O casamento deverá ser celebrado no prazo de três meses a contar da data
da entrega do certificado de habilitação, após transcorrido este prazo os nubentes
deverão se submeter à nova habilitação.
O casamento religioso com efeito civil tem amparo constitucional e na
legislação ordinária, há mais de 50 anos.
O casamento civil obrigatório é o sistema que, atualmente abrange a imensa
maioria dos países. Para que o casamento surta efeitos na esfera civil, há que ser
realizado perante autoridades estatal e os noivos deverão preencher todos os
requisitos apontados pela legislação civil.

Figura 5. Certificado de casamento

Referência Bibliografia:
5
Disponível em http://www.noivasrio.com.br/index.asp?
pagina=materiaInt&id=806281420479368&t=Do%20surgimento%20do%20casamento%20civil%20at
%C3%A9%20os%20dias%20de%20hoje. Acessado em 25/04/2010.
http://www.hojenoivos.com/curidest.asp?id=1

http://credibilidadenocasamento.blogspot.com/2008/05/histria-e-surgimento-do-
camento.html

http://www.sitedecuriosidades.com/ver/o_surgimento_da_alianca_de_casamento.ht
ml

http://www.noivasrio.com.br/index.asp?
pagina=materiaInt&id=806281420479368&t=Do%20surgimento%20do
%20casamento%20civil%20at%C3%A9%20os%20dias%20de%20hoje

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/casamento/tradicao-do-casamento-7.php

http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/catequese/catecismo_da_igreja_ortodoxa18.ht
ml

http://www.google.com.br/imgres?
imgurl=http://pedromelim.files.wordpress.com/2006/05/igreja.jpg&imgrefurl=http://jua
nedani.blog.br/&usg=__TbVk2hZm80XMooL2u9k1K2tIqrs=&h=590&w=400&sz=116
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