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Perguntas e Respostas 1. O que a luta dos trabalhadores tem a ver com os

Perguntas e Respostas

Perguntas e Respostas 1. O que a luta dos trabalhadores tem a ver com os GLBTTs?

1. O que a luta dos trabalhadores tem a ver com os

GLBTTs? R.: Trabalhar é produzir não apenas coisas, quando trabalhamos mudamos o mundo e a nós mesmos. Isto é,

ao

trabalhar eu me faço, construo a minha subjetividade

e

terei uma subjetividade alienada, distorcida se

menosprezar a sexualidade nesse processo. Portanto, a luta dos trabalhadores é também a luta pela livre expressão da sexualidade, contra a homofobia e contra a opressão de gênero.

2. Por que especificar e não fazer simplesmente uma

luta contra as opressões?

R.: Porque quando nos comunicamos, queremos nos fazer entender e se formos sempre genéricos, não seremos entendidos totalmente. É necessário ser específico (além de genérico) se quisermos nos fazer entender. Além disso, generalizar, neste caso, é fugir à discussão; é não colocar no debate o que precisa ser colocado. Não podemos ter medo de dar nome às coisas. 3. Por que a Secretaria foi criada dentro da APEOESP-Subsede Sul/Sto Amaro? R.: Porque a APEOESP, em especial na Subsede Sul de Santo Amaro, foi receptiva à proposta e não tem uma visão sectarista e limitada da luta dos trabalhadores. Além disso, a idéia nasceu de um grupo de professores conscientes que já estão engajados nessa luta.

(Algumas das milhares de) Mulheres assassinadas pela inquisição

das milhares de) Mulheres assassinadas pela inquisição Em uma época em que o poder religioso confundia-se

Em uma época em que o poder religioso confundia-se com o poder real, o Papa Gregório IX, em 20 de abril de 1233 editou duas bulas que marcam o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que perseguiu, torturou e matou vários de seus inimigos, ou quem ela entendesse como inimigo, acusando-os de hereges, por vários séculos. Nos processos da inquisição a denúncia era prova de culpabilidade, cabendo a/ao acusada/o a prova de sua inocência. A/o acusada/o era mantida/o incomunicável; ninguém, a não ser os agentes da Inquisição, tinha permissão de falar com ela/e; nenhum parente podia visitá-la/o. Geralmente ficava acorrentada/o. Margaret Jones Parteira, enforcada em 1648. Joan Peterson Veterinária, enforcada em 1652. Isobel Insch Taylor Conhecedora de ervas, queimada viva em 1618. Irmã Lakeland Curandeira, queimada viva em 1645. Nicriven Acusada de “sedução”, queimada viva em 1569 Barbara Goel Descrita por seus carcereiros como “a jovem mais bonita de Wurzburg”, queimada viva em 1629 aos 19 anos. Frau Peller Estuprada pelos torturadores porque sua irmã recusou o juiz das bruxas, Franz Buirman, em 1631. Maria Walburga Rung Julgada numa corte civil de Mannheim, por ser bruxa, libertada por ser considerada ‘só uma prostituta’. Ao ser presa novamente, foi julgada novamente pela corte episcopal e torturada até confessar. Depois foi queimada viva em 1773, aos 22 anos de idade.

(ILAESE/2009)