Você está na página 1de 16

DIRE STRAITS

HISTÓRIA DA BANDA

1ª PARTE

O começo de tudo

Durante a segunda guerra mundial, o arquiteto judeu Erwin Knopfler e


sua esposa, a professora Louisa Mary Knopfler, fogem de sua terra natal,
Hungria; abalada pelas tropas de Hitler, e se estabelecem em Glasgow, Escócia;
em 1939.

Em 1947, nasce Ruth, primeira filha do casal. Dois anos mais tarde,
em 12/08/49, nasce Mark Freuder Knopfler e logo após dá-se o nascimento de
David(1951).

Quando Mark tinha 7 anos, a família muda-se então para Newcastle.


Lá, Mark e David estudariam guitarra a partir dos 13 anos.

Ao terminar a faculdade(Jornalismo), Mark tenta a vida como músico


de rock em Londres, porém nada consegue. Retorna a Newcastle, e recém
casado, acaba indo trabalhar na fazenda de seu sogro em Leeds. Foi lá
também, que Mark trabalhou no Yorkshire Evening Post, como repórter e crítico
musical.

Em 1973, Mark participou de uma banda chamada Brewer's Droop,


como guitarrista. A banda tocava em pubs e chegou a gravar um disco "The
booze brothers", relançado em 1989.

Em 1976, Mark retorna a Londres, convidado por seu irmão David


(então funcionário público), onde este dividia o aluguel de um apartamento em
Deptford, bairro ao sul da cidade, com o estudante de sociologia e empregado
em uma loja de discos(além de baixista nas horas vagas) John Illley (24/06/49
Leicester/England).

Em 1977, Londres, Mark Knopfler ensinou inglês no Loughton


College, para crianças que por qualquer motivo não se ambientavam ao sistema
escolar tradicional. Paralelamente a tudo isso, os três já tocavam em Pubs, e
compunham algumas músicas.

Menos de um ano após o lançamento de Anarchy in UK dos Sex


Pistols, no auge do movimento Punk, o embrião da banda começa a se formar.
Mark Knopfler convida seu antigo amigo Pick Withers (bateria) para juntar-se ao
grupo. Pick já havia tocado com Mark no Brewe's Droop.

O primeiro nome da banda foi dado por MK: Cafe Racers, e a estréia
aconteceu num festival Punk em que a atração principal era a banda Squeeze.
Na ocasião, a banda tocou em condições precárias. Um amigo de Pick,
observando a lamentável condição financeira da banda, sugeriu que eles se
chamassem de DIRE STRAITS.

Traduzindo ao pé da letra, DIRE STRAITS significa penhasco terrível,


algo como a beira do principício. Na língua inglesa porém, é uma expressão
usada para expressar quem está sem dinheiro, "duro". Então, já no segundo
show abrindo para o Squeeze, no Albany Theatre, era adotado o nome de DIRE
STRAITS.

Com muita dificuldade eles conseguiram juntar U$180,00 e gravar


uma fita demo (que incluía Sultans of Swing). Enviaram-na ao famoso DJ Charlie
Gillett. Este tocou-a no seu Honky Tonk show. John Stainze, diretor da
Phonogram A&R, estava ouvindo e pouco tempo depois eles assinavam com o
selo Vertigo. John apresentou-lhes a Ed Bicknell, que viria a ser o empresário da
banda.

Por intermédio de Ed, o DIRE STRAITS passa a abrir os shows do


grupo Talking Heads.

• 14 de Fevereiro/ 8 de Março 1978 - Eles gravam Dire Straits, seu


primeiro LP (incluindo Sultans of Swing e Down to the Waterline) ,
no Basing Street Studios, Londres.

• Março/Novembro 1978 - Acontece a primeira turnê pela Europa.


Rapidamente cresce o interesse pela banda, embalado
principalmente no sucesso de Sultans of Swing, que começa a
estourar.

O grupo assina com a Warner Brothers nos EUA, para lançar o disco
lá, e também produzir um segundo disco.

• 27 de Nov. de 78/ 10 de Jan. de 79 - A banda grava Communiqué


(incluindo Lady Writer e Portobello Belle entre outras) no Compass
Studios, Nassau, Bahamas. Enquanto isso, o 1º disco chega ao 1º
lugar na Austrália e alcança o top10 nos EUA e Europa.

• 23 de fev. de 79/3 de abril de 79 - Acontece a 1º turnê americana


com 51 shows 'sold out' em 38 dias. Sultans of Swing chega ao 4º
lugar e o primeiro disco ao 2º nas paradas dos EUA . Após um
show em Los Angeles, MK e Pick Withers são convidados por Bob
Dylan para tocar em seu álbum Slow Train Coming.

• Junho/Dezembro de 1979 - Communiqué é lançado, chegando ao


5º lugar na Inglaterra, 11º nos EUA e 1º na Alemanha. Depois, eles
anunciam uma parada de 6 meses.
• Junho de 1980/Julho de 1981 - A banda grava seu 3º disco, Making
Movies (com Romeo and Juliet e Tunnel of Love), no Power Station
Studios, em New York.

Em meio as gravações, David Knopfler deixa a banda (querendo mais


espaço para compor e cantar suas próprias músicas ele acaba se
desentendendo com Mark, e na briga dos irmãos sobrou para o menor) e parte
em carreira solo. Em seu lugar entra o californiano Hal Lindes e também o
tecladista Alan Clark (05/03/52 Durhan - England) . A banda sai em nova turnê
mundial. Apesar do sucesso dos shows, o disco não repete o sucesso dos
anteriores (ficando apenas no 19º na parada americana). Entretanto, a balada
Romeo and Juliet alcança o 8º posto cinco meses depois de ser lançada.

• Março/Julho de 1982 - A banda grava Love Over Gold em New


York. Totalmente diferente dos anteriores, este álbum com apenas
5 longas músicas surpreende pelo estilo progressivo. Private
Dancer, omitida do álbum é mais tarde lançada por Tina Turner em
álbum do mesmo nome. O disco, produzido por MK, fez com que a
cantora retornar-se ao estrelato.

Logo após as gravações, Pick Withers deixa o grupo (pois não queria
ficar longe de sua mulher e seus filhos, e sair em mais uma turnê) e forma uma
banda de Jazz.

• Julho de 1982/ Julho de 1983 - Mark Knopfler grava sua primeira


trilha sonora: Local Hero. O disco chega a um inesperado 14º lugar
nas paradas. Private Investigations, faixa de Love Over Gold, torna-
se o maior hit do DIRE STRAITS no Reino Unido. O disco alcança
o 1º lugar em 16 países, exceto os EUA, onde ficou em 19º lugar.

Já com novo baterista, o ex-Motor-Head Terry Willians (11/01/48,


Swansea/England), lançam o compacto Twisting by the Pool (com a música
título e mais 3 músicas inéditas).

Segue-se mais uma vitoriosa turnê pela Europa, Austrália, Nova


Zelândia (onde batem o recorde de público do país e tocam p/ 62.0000 pessoas)
e Japão.

• Agosto de 1983/ Outubro de 1984 - Na manhã de 10 de Novembro


de 83, numa discreta cerimônia em que estiveram presentes
apenas John Illsley, o empresário do grupo Ed Bicknell, além de
alguns parentes, Mark Knopfler casa-se com Lourdes Salamone no
Chelsea Register Office. À tarde foi oferecido uma grandiosa
recepção, já com toda a banda e centenas de convidados. A festa
durou até a manhã do dia seguinte. Porém, não houve tempo para
lua de mel, já que MK estava ocupado mixando o novo disco do
Dire Straits. Em 16/03/84 é lançado o duplo Alchemy, 1º ao vivo
oficial (alcança o 3º lugar no Reino Unido e 46º nos EUA)

MK produz mais duas trilhas sonoras: Cal e Comfort and Joy (este um
EP com apenas 3 músicas). Durante esses trabalhos ele conhece Guy Fletcher
(24/05/60, Maidstone/England) que posteriormente é convidado a integrar o
DIRE STRAITS como 2º tecladista.

• É lançado o 1º álbum de David Knopfler: Release, com participação


de MK e John Illsley. Sai também o 1º álbum solo de John Illsley:
Never Told a Soul (c/MK e Terry Willians).

HISTÓRIA DA BANDA

2ª PARTE

• Novembro/Dezembro de 1984 - Acontecem as gravações do que


viria a ser o maior sucesso da banda: Brothers in Arms (So far
away, Money for nothing, Walk of life, Your latest trick, Why worry,
além da faixa título entre outras). No Air studios, Montserrat, USA .

O substituto de David Knopfler, Hal Lindes(saiu durante as gravações


de Brothers in Arms devido a "diferenças musicais"), não dura muito. É
substituído nesse álbum por Jack Sonni (09/12/54, Pennsylvania/USA). Jack
trabalhava numa loja de instrumentos musicais em New York(Rudy's Music
Shop) da qual Mark Knopfler era cliente, dai nasceu a amizade e posteriormente
o convite (está explicado porque nos clips e shows dessa época Jack é
disparado o mais animado, está quase sempre rindo. Para o rapaz foi como se
tivesse ganho na sena!) Chris White (13/07/55, Bristol/England) , Saxofonista,
também passa a integrar a banda.

• 1985/86 - O disco (lançado em 26/04/85) consegue o primeiro lugar


em quase todo o mundo, incluindo-se EUA, Europa, Japão e Brasil.

Brothers in Arms foi um dos primeiros álbuns a ser produzido em


sistema inteiramente digital (DDD), tornando a banda uma das grandes
responsáveis pela explosão dos CD’s em substituição aos LP's. Isto porque
embalados pelo sucesso de BiA, muitas pessoas renovaram suas coleções em
vinil do DS, pelo formato do CD. No primeiro ano de lançamento do formato CD,
o Dire Straits tinha 5 dos seus 6 álbuns na lista dos 10 CD's mais vendidos no
mundo. Chegando a existir mais CD's do Dire Straits do que propriamente Cd
players.

A turnê também é um grande sucesso, passando por 117 cidades,


com 221 shows em 366 dias (a mais longa turnê de uma banda de rock até
então) com mais de 3,5 milhões de ingressos vendidos. Algumas das
seqüências dos shows são impressionantes, como as 23 noites ininterruptas no
Reino Unido, em Dezembro de 1985. Ou em Julho do mesmo ano, quando o
DIRE STRAITS tocou no LIVE AID (concerto beneficente), que atingiu o pico de
audiência quando a banda tocou (mais de 1 bilhão de telespectadores). Seu final
também é apoteótico. Estavam programados 5 apresentações na Austrália,
porém, com poucos dias de ingressos vendidos, já eram contabilizados mais de
15 apresentações extras. A ponto de Mark Knopfler aparecer nas TV's locais
pedindo para pararem de comprar ingressos, pois eles estavam exaustos e
tinham que voltar para casa.

Brothers in Arms torna-se o disco mais vendido na Inglaterra em


todos os tempos, e o disco internacional mais vendido no Brasil (850 mil cópias).

O clip de Money for Nothing torna-se o mais tocado na MTV em todos


os tempos (fato que permanece até hoje), e o refrão da música, "I want my
MTV", acaba se tornando um forte slogan da emissora. Tendo sido também
responsável pelo crescimento desta em todo mundo.

Com mais de 21 milhões de cópias vendidas, o álbum se torna um


dos mais vendidos no mundo, sendo o 2º disco que mais tempo permaneceu
nas paradas (97 semanas).

CURIOSIDADES:

Onde cada um mora? São casados? Tem filhos? (dados relativos á


1986)

Mark Knopfler: Divide-se entre Londres (onde tem uma casa em


Notting Hill) e Nova York (onde tem um apartamento em Greenwitch Village).
Casado atualmente com a atriz de TV Kitty, com quem tem uma filha. Mark já
era pai ao se casar com Kitty.

John Illsley: Divide-se entre Londres e Hampshire, mora com sua


esposa Pauline e seu filho James.

Alan Clark: Mora em Newcastle com sua esposa Sandra, não tem
filhos até o momento.

Guy Fletcher: Mora em Londres e é solteiro.

Terry Willians: Mora em Swansea com sua esposa Linda e seus filhos
Danielle e Rhys.

Jack Sonni: Morava em Nova York e é solteiro. Depois do Dire Straits,


ele foi para Los Angeles onde formou sua própria banda.

Chris White: Mora em Londres com sua esposa Eve e sua filha
Michelli.
Junho/Agosto de 1986 - Com a 5º maior fortuna da música inglesa
(estimada em 90 milhões de dólares), Mark Knopfler decide tirar umas férias e o
grupo paralisa temporariamente suas atividades.

• Em Agosto de 86, MK participa com uma faixa da trilha sonora The


Color of Money.

• Mark Knopfler e John Illsley participam do Prince’s Trust concert


(show patrocinado pelo Império britânico) com Eric Clapton, Elton
John, Phil Collins, Paul McCartney, Tina Turner, Brian Adams e
Sting entre outros.

Biografia gentilmente cedida por Edson Harada (eharada@sti.com.br)

www.sti.com.br
HISTÓRIA DA BANDA

3ª PARTE

Novembro de 86/ Novembro 1987 - MK vai a Adelaide, na Austrália;


disputar uma prova da Fórmula Turismo (Automobilismo é um de seus hobbies
preferidos). A corrida era uma das provas preliminares do GP da Austrália de
Fórmula 1. MK já havia disputado várias provas e largou na pole position. Porém
logo na primeira volta ele rodou numa curva e bateu contra um muro. Fraturou a
clavícula, além de outras lesões menores. O acidente custou-lhe alguns meses
de repouso em sua casa, em Londres.

Coincidência ou não, menos de um ano após, em novembro de 1987,


nascem os primeiros filhos de Mark Knopfler, os gêmeos Benji e Joseph. Ainda
em 87, grava mais uma trilha. Desta vez para The Princess Bride (A Princesa
Prometida), com a participação de Guy Fletcher.

• 1988 - John Illsley lança seu segundo álbum solo: Glass.

MK produz duas faixas do álbum Break Every Rule de Tina Turner.


Incluindo uma música sua, Overnight sensation.

MK junta-se a banda de Eric Clapton e participa da turnê do guitarrista


pela Europa e EUA.

• Em Junho de 88, o DIRE STRAITS retorna aos shows com duas


apresentações exclusivas para fã-clubes no Hammersmith Odeon,
em Londres; e encerra o tributo à Nelson Mandela no estádio de
Wembley. Tendo Eric Clapton como convidado especial em ambos.

• Em Outubro, sai a coletânea Money For Nothing, que alcança


grande sucesso mundial (1° lugar nos EUA, Reino Unido e Brasil) .
Tornando-se a grande mania no natal de 88 por aqui.

• Jan. de 1989/Out. de 1990 - MK lança a trilha sonora Last Exit to


Brooklin (Noites Violentas no Brooklin). Apesar de creditado a Mark
(que compôs e produziu, mas toca em apenas uma faixa) o disco é
basicamente do tecladista Guy Fletcher (que toca em todas as
faixas).

•Juntamente com Guy Fletcher, MK forma o grupo country The


Notting Hillbillies (Os caipiras de Notting Hill, o famoso bairro de
Londres onde mora Mark Knopfler) e saem fazendo shows enquanto
gravam paralelamente o primeiro disco. Missing... Presumed having a
good time é lançado em 5 de março de 90 e alcança o top10 britânico.
Com isso, começam os rumores sobre o fim do DIRE STRAITS.
Logo após é lançado o Cd Neck and Neck, mais um disco country de
MK. Dessa vez em parceria com o veterano guitarrista americano Chet Atkins.

Num encontro com John Illsley, MK decide retomar com DIRE


STRAITS. O grupo participa do festival beneficente Knebworth tocando com Eric
Clapton e Elton John.

• Nov. de 1990/Maio de 1991 - O DIRE STRAITS grava no Air studio


em Londres seu sexto álbum: On Every Street (com Calling Elvis e
Heavy Fuel), produzido pela própria banda. No álbum são
creditados como Dire Straits oficiais os tecladistas Alan Clark e Guy
Fletcher, além dos membros originais Mark Knopfler e John Illsley.
Além disso participaram como convidados no disco e
posteriormente nos shows os seguintes músicos: Chris White
(saxophone), Paul Franklin (pedal steel guitar), Phil Palmer
(guitarra), Chris Whitten e Jeff Porcaro (este somente no álbum -
bateria) e Danny Cummings (percussão).

O grupo sai em turnê pelo mundo e apesar das boas vendagens de


CD's (1º no Reino Unido, 1º nos EUA e 4º no Brasil, em torno de 8 milhões de
discos vendidos) e ingressos, não conseguem o sucesso esperado. Talvez,
pelas expectativas em torno do "sucessor" de Brothers in Arms serem muito
grandes. Apesar de não serem muito divulgadas a balada Ticket to Heaven e a
country How Long são gratas surpresas.

• 1993 - Ao fim da turnê(patrocinada pela Philips e com custos de U$


32 milhões ), são contabilizados mais de 3.545.000 ingressos
vendidos, em 211 shows, passando por 22 países. Barrando em
alguns milhares a turnê de Brothers in Arms, a banda paralisa mais
uma vez suas atividades.

• Em Janeiro, o saxofonista Chris White além de ser pai pela


segunda vez (Alexander 23/01/93), lança o cd Shadowdance.

• Em 10/04/93, é lançado o CD ao vivo On The Night, cobrindo a On


every street tour. Sai também o single Encores(Bis) com 4 musicas
que por falta de espaço, não puderam ser incluídas no álbum.

• Em Maio de 93, morre Erwin Knopfler, pai de Mark e David, aos 84


anos.

• John Illsley inicia-se em outra atividade: Pintor, com seus quadros


sendo exibidos na National Gallery.

Neste ano, Alan Clark dedica-se a construir um estúdio no jardim de


sua casa, além de compor trilhas para documentários de TV, entre eles o
campeonato Mundial de dominó.

• Em 04/10/93, MK lança uma coletânea de suas trilhas sonoras:


Screenplaying.

MK 'ressuscita' o Notting Hillbillies para alguns shows beneficentes


em Leeds, Newcastle e Londres. Alan Clark junta-se ao grupo em virtude de Guy
Fletcher estar na California (curtindo seu hobbie, o Windsurfing).

No fim deste ano o saxofonista Chris White sofre um grave acidente


ao pilotar sua moto Kawasaki pela Edgware Road (estrada no interior da
Inglaterra). Ao colidir com um carro, ele fraturou uma das pernas além de
luxações pelo corpo todo. Sua recuperação se estenderia por todo ano de 94.
Período este em que colocou um pino de platina na perna e não voltou a tocar.
O músico pretende processar o motorista do carro (este teria sido o
responsável), para que ressarça o prejuízo, já que Chris iria participar da turnê
The Division Bell do Pink Floyd.(Não há informações se ele voltou a tocar)

Ainda no fim do ano MK separa-se de Lourdes e inicia o namoro com


atriz Kitty Alldridge, do seriado inglês To Play the King (os dois mudam-se para o
bairro de Chelsea). John Illsley também separa-se de sua namorada Tracey
(mãe de sua segunda filha Jessica) e passa a namorar a atriz Cherie Lunghi.
HISTÓRIA DA BANDA

4ª PARTE

• 1994 - Setembro, MK anuncia o lançamento de seu primeiro álbum


solo (excetuando-se as trilhas), para o começo de 95, com direito a
uma turnê mundial.

• David Knopfler lança o Cd Giver.

• 1995 - É lançado Live at BBC, mostrando um DIRE STRAITS ainda


em busca do estrelato, do tempo em que a banda era só
baixo/guitarra/bateria. Com músicas nunca antes mostradas ao
vivo (O disco foi inteiramente produzido pela BBC , sem que
ninguém do grupo tivesse qualquer participação na produção)

Pouco antes do lançamento de seu disco, MK volta atrás e o adia por


um ano. Conhecido por seu perfeccionismo, ele não ficou satisfeito com o
resultado e decidiu compor novas músicas

• Julho/95 - É definitivamente fechado o D.S.I.S. (Dire Straits


Information Service), zine trimestral sobre o grupo e seus
membros. Era feito por Liz Whatley, secretária de Ed Bicknell
(empresário do grupo), com apoio financeiro do próprio Mark.

• 1996 - Em abril, finalmente é lançado o álbum solo de Mark


Knopfler, Golden Heart (dedicado a sua namorada Kitty), é um
disco que mistura gêneros musicais típicos escoceses e irlandeses,
e o country americano. Entretanto, não podiam faltar os rocks e as
baladas bem ao estilo DIRE STRAITS e nesse ponto, o disco
supera em muito o anterior On Every Street (vide Darling Pretty,
Imelda, Cannibals e I'm The Fool).
Vai aqui uma crítica a gravadora Polygram, que lançou Golden Heart
no Brasil com um encarte pobre, enquanto no mundo inteiro, o CD vem com um
livreto contendo todas as letras e com informações sobre quem toca o que em
cada música.

• Entre abril e outubro de 96, MK e banda (composta pelo tecladista


Guy Fletcher, Paul Franklin entre outros novos músicos) saem em
turnê somente pela Europa.

Sobre a grande pergunta que todos fazem, se com esse projeto


marca definitivamente o fim do DIRE STRAITS, é o próprio Mark quem responde
(original em inglês para você tirar suas próprias conclusões). Ele diz: "To get the
group toghether is a lot of work, but it’s always a wonderful thing to do!"

Também perguntado sobre o fim do DS, Guy Fletcher responde: "


Não temos nenhum plano recente, mas nós não desaparecemos!"

• Novembro/96 - MK junta-se a Bob Dylan e ambos regravam a


clássica 'Knockin on Heaven's door', MK adicionou mais uma
estrofe a música. Está fez parte do compacto Dunblane Charity
Single, em benefício das famílias que perderam seus filhos na
tragédia de Dunblane - Escócia (quando um homem invadiu uma
escola naquela cidade e com uma metralhadora saiu atirando em
todos, e matando 16 crianças). O single (com 4 músicas) é parte de
uma campanha pelo desarmamento da população inglesa, e
alcançou o topo das paradas logo após seu lançamento (natal/96).

• Em 17 de fevereiro de 97, numa discretíssima cerimônia em


Barbados, Mark Knopfler casa-se (pela 3º vez) com a atriz Kitty
Aldridge, de 34 anos.

• Maio/Set de 1997 - Acontece uma mini turnê, com 12


apresentações, dos Notting Hillbillies. Os shows feitos todos pela
Grã-Bretanha são um sucesso total. Com seus ingressos se
esgotando um mês antes. O repertório passeia pelas músicas e
covers dos Notting Hillbillies, além é claro de algumas músicas do
Dire Straits e do recente álbum de MK, Golden Heart.

Em junho MK entra em estúdio juntamente com Guy Fletcher, e a


mesma banda que participou da turnê e do Álbum Golden Heart. Foram
gravadas cerca de 10 músicas para o álbum, que ainda não tem previsão de
lançamento.

• No dia 15 de Setembro, Juntamente com Elton John, Eric Clapton,


Sting, Phill Collins e Paul McCartney, além de outros músicos, MK
participa do super show em Benefício a ilha de MontSerrat
(pequena ilha devastada no Caribe, e onde foi gravado o álbum
Brothers in Arms). MK (acompanhado de Guy Fletcher) tocou
Going Home, Brothers in Arms e Money for Nothing (esta
acompanhado de Sting , Eric Clapton e Phill Collins na bateria). MK
ainda tocaria com Clapton em Layla (um dueto em versão acústica)
e Some Old Blues, e no fim do show com Paul McCartney, quando
todos retornaram ao palco numa jam session encerrada com Hey
Jude e Kansas City.

• Este show acabaria sendo a última apresentação do veterano


guitarrista Carl Perkins (autor das lendárias Blues Sued Shoes e
Kansas City), já que ele viria a falecer em janeiro de 98

• Janeiro/Maio1998 - Em 13 de janeiro é lançado o filme Wag the


Dog ('Mera Coicidência', por aqui). A trilha composta por MK dura
24 minutos, com 8 músicas, sendo que a faixa título contém letra.
Wag the Dog recebeu 2 indicações para o Oscar (melhor roteiro
original e melhor ator p/ Dustin Hoffman, sem levar nenhuma).

• Em 17 de janeiro/98 nasce em Londres, Isabella, primeira filha de


MK com sua atual esposa Kitty Aldridge.

• Julho/98 - Mark Knopfler participa com um show no Chet Atkins


Music Days, festival de cunho beneficente realizado em Nashville,
e organizado pelo veterano guitarrista country Chet Atkins. Na
ocasião MK ainda comandou uma workshop na qual explicava seu
estilo de compor.

• Julho/Agosto - Os Notting Hillbillies se reúnem novamente numa


mini turnê com cerca de 20 apresentações. Os shows foram
realizados em Birmingham e Londres, no tradicional Ronnie
Scott's(capacidade 300 pessoas).

• Em 19/10/98 é lançada a coletânea Sultans of Swing, encerrando


assim o contrato do Dire Straits com a gravadora. Na Europa este
album chegou a ser lançado em uma edição especial contendo um
2º CD gravado ao vivo no Royal Albert Hall, Londres, em 96.
Vendagem dos Álbuns

Mark Knopfler perto dos 100 mlhões de álbuns vendidos!

Segundo Terry Kilburn (Damage Management), Mark Knopfler está


bem próximo de ultrapassar a impressionante marca de 100 milhões de álbuns
vendidos. Incluido-se Dire Straits, trilhas e álbum solo. Se levarmos em conta
ainda a venda de singles e ep's, este número certamente já foi batido. Veja os
números abaixo.

Álbuns Cópias
vendidas

Dire Straits 10.406.805

Communiqué 7.331.619

Making Movies 7.627.688

Love Over Gold 8.460.104

Alchemy 4.977.645

Brothers in Arms 25.243.216

Money For Nothing 13.232.223

On Every Street 8.552.350

On The Night 2.820.799

Live At the BBC 506.203

Sultans of Swing aprox


2.500.000

Local Hero 1.515.779

Cal 658.767

The Princess Bride 511.585

Last Exit to Brooklin 246.220


Screenplaying 400.198

Wag the Dog 139.355

Missing ...Presumed (NHB) 1.738.511

Golden Heart 1.557.196

Total: 98.426.263
Segundo álbum solo de Mark Knopfler (07/01/1999)

Ainda permanece incerta a data de lançamento do segundo álbum


solo de MK. Até agora já foram gravadas cerca de 21 músicas, totalizando 105
minutos. E os trabalhos em estúdio devem continuar até abril, com isso o álbum
não deve ser lançado antes de outubro. Ainda não foi decidido também se será
um álbum simples ou duplo.

MK tem recebido alguns convites para fazer outras trilhas sonoras, além
de pedidos para fazer participações em álbuns de outros artistas.
Entretando, ele tem concentrado esforços no sentido de terminar seu
segundo álbum solo. Na segunda semana de novembro, MK embarca p/
Nashville para concluir mais algumas faixas. De volta a Londres, entre dezembro
e janeiro de 99, devem ser feitos os reparos finais, overdubs, etc. E finalmente
em fevereiro, está prevista a mixagem.
No álbum deve estar a música 'Long Highway', além de 'Two Skinny Kids'
e 'It's Been While', apresentadas em primeira mão no show em Nashville.
Oficialmente, a data de lançamento está prevista para Maio/Junho de 99.
Segundo o baterista Chad Cromwell, o álbum é no mesmo estilo do
multiplatinado Brothers in Arms.
Ainda não há nenhuma previsão de shows ou turnê.

Edson Harada

eharada@sti.com.br