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FACULDADE ATENAS MARANHENSE – FAMA


CURSO DE PEDAGOGIA
DISCIPLINA: POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
PROFESSOR: XXXXXXXXXXX
ALUNA: XXXXXXXXXXXXXXXX

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DATA: XX/XX/XXXX

SAVIANI, Demerval. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. 10. ed. Campinas,

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SP: Autores Associados, 2006. p. 200 a 223.

AS DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO NA NOVA LDB

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Conceito de Educação

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[...] a educação escolar emergiu na modernidade como uma forma principal e dominante de
educação, erigindo-se em ponto de referência e critério para se referir as demais formas de educar.
(p. 202).

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[...] a educação escolar deve se vincular ao mundo do trabalho e à prática social [...] o significado
real desse enunciado dependerá do entendimento que se tem de “mundo do trabalho” e “prática
social” (p.202).

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Princípios e fins da educação

[...] texto da lei limita-se, praticamente, a repetir [...] o conceito de educação do artigo primeiro [...],
os princípios da “valorização da experiência extra-escolar” e vinculação entre educação escolar, o
trabalho e as práticas sociais”. (p. 202).
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Direito, Dever e Liberdade de Educar


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[...] o texto da lei restringe o preceito constitucional. [...] “o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é
direito público subjetivo. [...]. Na LDB está escrito: “o acesso ao ensino fundamental é direito público
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subjetivo...”. (p. 203).


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Quanto à liberdade da iniciativa privada de exercer o ensino, a lei se limita ao disposto na


Constituição, não incorporando as condições mais específicas definidas no projeto aprovado pela
Câmara dos Deputados. (p. 204).
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Sistema Nacional de Educação


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[...] não há como fugir à constatação de que a exigência de se fixar as diretrizes e bases da
educação nacional implica diretamente o sistema nacional de educação. (p. 204).

[...] do ponto de vista histórico, a idéia de lei nacional de educação esteve sempre associada à
implantação do sistema nacional de educação, como o demonstra a experiência da maioria dos
países nos últimos dois séculos. (p. 205).
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Do ponto de vista lógico, parece evidente a relação de implicação entre os conceitos de “lei de
diretrizes e bases da educação nacional” e de “sistema nacional de educação”. (p. 206).

[...] sistema [...] é [...] unidade da diversidade, um todo que articula uma variedade de elementos

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que, ao se integrarem ao todo, nem por isso perdem a própria identidade. (p. 206).

[...] sistematizar significa reunir, ordenar, articular elementos enquanto partes de um todo. E esse

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todo articulado é o sistema. (p. 206).

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[...] há uma estreita relação entre a LDB e a sistematização da educação. A educação assistemática
não é objeto de legislação específica. (p. 206).

gsp
Quando [...] se pensa numa lei específica para a educação, é porque se está visando à sua
sistematização e não apenas à sua institucionalização. (p. 206).

[...] se por diretrizes e bases se entendem fins e meios, ao serem estes definidos em termos

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nacionais pretende-se não apenas indicar os rumos para onde se quer caminhar, mas organizar a
forma, isto é, os meios através dos quais serão atingidos. (p. 207).

[...] a organização intencional dos meios com vistas a se atingir os fins educacionais preconizados

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em âmbito nacional, eis o que se chama “sistema nacional de educação” (p. 207).
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As atribuições de articulação, coordenação e avaliação enfeixadas no âmbito da União, vale dizer,


do MEC, apesar das resistências de caráter “nominalista”, implicam, de algum modo, a idéia do
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sistema nacional de educação. (p. 209).

BASES DA EDUCAÇÃO NA NOVA LDB


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[...] a distinção entre diretrizes e as bases no quadro da LDB é relativa porque em realidade elas se
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imbricam resultando difícil discriminar os Títulos e artigos correspondentes às diretrizes daqueles


referidos ás bases. (p. 209).
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Numa visão de conjunto pode-se perceber que o Título acima examinado referente à Organização
da Educação nacional (ou Sistema Nacional de Educação) opera como uma espécie de ponte entre
as diretrizes propriamente ditas e as bases [...]. (p. 209).
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Educação Básica

O conceito de educação básica com a abrangência que lhe consigna a LDB [...] Trata-se de uma
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importante conquista no sentido de se caminhar em direção a [...] garantir a plena escolaridade a


toda a população do país. (p. 210).

[...] o conceito de educação básica adotado implica não apenas uma reordenação do ensino
fundamental, mas o empenho decidido em universalizar o ensino médio na perspectiva de uma
escola unificada, capaz de articular a diversidade de experiências e situações em torno do objetivo
de formar seres humanos plenamente desenvolvidos [...]. (p. 210).
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No que diz respeito à educação infantil [...] a lei se limita a indicar sua finalidade [...], a sua
organização [...] e que a avaliação será feita pelo acompanhamento e registro do desenvolvimento
infantil, sem objetivo de promoção [...]. (p. 211).

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Em se tratando do ensino fundamental [...]. Fica, pois, a critério dos sistemas de ensino a decisão de
dividir ou não em ciclos e, no caso de optarem pela divisão, cabe-lhes também decidir quantos serão
os ciclos (p. 212).

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O ensino médio teve, no texto da lei, um tratamento que, fundamentalmente, não discrepa daquele

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que recebera nas versões anteriores. [...] o texto da lei tem a vantagem de ser mais conciso mas tem
a desvantagem de ter diluído o pequeno avanço representado pelo esforço em explicitar a exigência
de uma maior articulação entre os estudos teóricos e os processos práticos. (p. 213).

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Educação Profissional

[...] esse capítulo parece mais uma carta de intenções do que um documento legal, já que não define

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instâncias, competências e responsabilidades. (p. 216).

[...] indefinição ter-se-ia dado em função de se deixar o espaço aberto para a lei relativa ao ensino
profissional e técnico cujo projeto, de iniciativa do governo federal, se encontra tramitando no
Congresso Nacional? (p. 216).
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[...] esse projeto traz como conseqüência o descomprometimento do MEC em relação às escolas
da

técnicas federais, [...]. (p. 216).

Educação Superior
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[...], cabe destacar como ponto positivo a revogação da emenda [...] que inclui como uma das
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características das universidades a exigência de que pelo menos um terço do corpo docente seja
constituído de mestres e doutores. (p. 216).
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[...] o artigo 57 determina que “nas instituições públicas de educação superior, o professor ficará
obrigado ao mínimo de oito horas semanais de aulas”. (p. 217)
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[...] esse caráter de obrigatoriedade resulta inconstitucional, já que fere o princípios da autonomia
universitária. (p.217).

Educação Especial
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[...] apresenta o entendimento dessa área como uma modalidade da educação escolar que deve
situar-se preferencialmente na rede regular de ensino [...], determina a existência, quando
necessário, de serviços de apoio especializado [...], prevê o recurso a classes, escolas ou serviços
especializados quando não for possível a integração nas classes comuns [...] e estabelece que sua
oferta se dará a partir da educação infantil. (p. 218).
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À parte o caráter circular, vago e genérico da definição que encabeça o art. 59 (entende-se por
educação especial educação destinada a educandos portadores de necessidades especiais) [...] a
Educação Especial ganha, nesta lei, um lugar mais destacado [...]. (p. 218).

Os Profissionais da Educação

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O texto da LDB estabelece como regra para a formação dos profissionais da educação o nível
superior admitindo, porém, como formação mínima para o magistério no âmbito da educação infantil

co
e das quatro primeiras séries do ensino fundamental, a de nível médio na modalidade Normal. (p.
218).

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É preciso, pois, considerar com cautela a alternativa da criação dos Institutos Superior de Educação.
(p. 219).

gsp
[...] a atual administração do MEC está desacreditada da universidade. Insiste que a universidade
tem dado muito pouca contribuição ao desenvolvimento dos sistemas estaduais e municipais de
ensino, sobretudo no que toca ao ensino fundamental e, especificamente, na questão da formação

blo
de professores, considerando que, nesse aspecto, os professores na universidade ficam anos
discutindo, mas não apresentam alternativas, não encaminham a solução das questões práticas [...]
(p. 219).

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Recursos Financeiros
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O primeiro aspecto a destacar diz respeito à fixação de prazos para o repasse dos valores do caixa
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ao órgão responsável pela educação
[...]. (p. 222).
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Outro ponto positivo é a delimitação do que pode e do que não pode ser considerado como despesa
mi

de manutenção e desenvolvimento do ensino [...]. (p. 222).

[...] o “Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do


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Magistério” [...] teve o inegável mérito de chamar os municípios ao cumprimento de suas


responsabilidades constitucionais no tocante ao ensino fundamental. (p. 222).
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[...] diferentes tipos de instituições se apresentam como “entidades privadas sem fins lucrativos”
habilitando-se, nos termos do artigo 213 da Constituição, a beneficiar-se de recursos públicos. (p.
223).
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[...] definir critérios que permitam evitar essa “proliferação de artifícios” está muito longe de se
configurar como atentado à liberdade de ensino da iniciativa privada. Significa, ao contrário, o
empenho em zelar pela boa destinação e bom uso dos recursos públicos (p. 223).
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CONSIDERAÇÕES

A LDB como forma reguladora da Educação Nacional, foi composta sob divergências e
apresentando muitas lacunas em vários segmentos da educação, como por exemplo, a respeito do

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Sistema Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Educação, é uma regra de caráter global,
de aplicação geral, abstrata e de caráter impositivo, que normatiza e dá a direção, o rumo

co
fundamental que a Educação Brasileira deve seguir apresentando implicitamente uma influência
(concepção) neoliberal.

ot.
Entretanto, e mesmo com essas características não tão positivas, configurou como um
salto importante rumo à regulação de estrutura e funcionamento mais efetivo da educação nacional,

gsp
indicando direções para sua execução.
É um documento que mesmo originado sob influência de uma estrutura dominante,

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possibilita mesmo que minimamente uma nova forma de conceber a educação brasileira frente ás
necessidades atuais, dando margem até para visualizar de forma mais clara necessidades mais
profundas que ainda limitam nosso sistema e possibilitando perspectivas de maior direito a

ia.
educação àqueles que estavam (e estão ainda) à margem do processo.
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