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Teoria Interacionista__cognitivismo de Piaget

Teoria Interacionista__cognitivismo de Piaget

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ALUNA TEORIA INTERACIONISTA: cognitivismo de Piaget Cidade Ano

FACULDADE XXXXXXXXXXXX CURSO DE PEDAGOGIA X PERÍODO

ALUNA

TEORIA INTERACIONISTA: cognitivismo de Piaget

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Cidade Ano

Pesquisa apresentada a disciplina Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem do curso de Pedagogia da FACULDADE XXXX para obtenção de nota parcial.

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1 INTRODUÇÃO

A teoria de Piaget se destaca de outras pelo seu caráter inovador por introduzir uma 'terceira visão' representada pela linha interacionista que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia em

inconciliável de seus postulados que separam de forma estanque o físico e o psíquico. O modelo piagetiano, que prima pelo rigor científico de sua produção, trouxe contribuições práticas importantes, principalmente, ao campo da Educação - muito embora, curiosamente, aliás, a intenção de Piaget não tenha propriamente incluído a idéia de formular

Através desta pesquisa bibliográfica objetiva-se esclarecer de forma resumida o cognitivismo de Piaget na perspectiva interacionista através de análises de várias referências bibliográficas, bem como sua utilidade e influência no processo de ensino-aprendizagem.

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uma teoria específica de aprendizagem.

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geral - o materialismo mecanicista e o idealismo - ambas marcadas pelo antagonismo

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2 QUEM FOI PIAGET

Piaget nasceu em 9 de agosto de 1896, na Suíça. Foi psicólogo do desenvolvimento e, anteriormente, biólogo. Estudou na Universidade de Neuchãtel e doutorou-se em Ciências Naturais em 1918, quando deixou Neuchãtel à procura de

relacionada ao desenvolvimento epistemológico do ser humano.

Após formar-se, Piaget foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental. Lá ele freqüentou aulas lecionadas por Jung e trabalhou como psiquiatra em uma clinica. Essas experiências influenciaram-no em seu trabalho. Ele passou a combinar a

psicologia: entrevistas, conversas e análises de pacientes.

Em 1919, Piaget mudou-se para a França onde foi convidado a trabalhar no laboratório de Alfred Binet, um famoso psicólogo infantil que desenvolveu testes de inteligência padronizados para crianças. Piaget notou que crianças francesas da mesma faixa etária cometiam erros semelhantes nesses testes e concluiu que o pensamento se desenvolve gradualmente. O ano de 1919 foi o marco em sua vida. Piaget iniciou seus estudos experimentais sobre a mente humana e começou a pesquisar também sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Seu conhecimento de biologia levou-o a enxergar o desenvolvimento cognitivo de uma criança como sendo uma evolução gradativa. Em 1921, Piaget voltou a Suíça e tornou-se diretor de estudos do Instituto J. J. Rousseau da Universidade de Genebra.

registrar meticulosamente as palavras, ações e processos de raciocínio delas. Em 1923, Piaget casou-se com Valentine Châtenay com quem teve três filhos: Jacqueline(1925), Lucienne(1927) e Laurent (1931). As teorias de Piaget foram, em grande parte, baseadas em

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estudos e observações de seus filhos que ele realizou ao lado de sua esposa. Enquanto prosseguia com suas pesquisas e publicações de trabalhos, Piaget lecionou em diversas universidades européias. Registros revelam que ele foi o único suíço a ser convidado a lecionar na Universidade de Sorbonne (Paris, França), onde permaneceu de 1952 a 1963. Até a data de seu falecimento, Piaget fundou e dirigiu o Centro Internacional para Epistemologia Genética. Ao longo de sua brilhante carreira, Piaget escreveu mais de 75 livros e centenas de trabalhos científicos

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Lá ele iniciou o maior trabalho de sua vida, ao observar crianças brincando e

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psicologia experimental – que é um estudo formal e sistemático – com métodos informais de

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treinamento e experiência em Psicologia, imbuindo-se da idéia de que a biologia poderia estar

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A

VISÃO

INTERACIONISTA

DE

PIAGET:

A

RELAÇÃO

DE

As idéias de Piaget contrapõem-se, às visões de duas correntes antagônicas e inconciliáveis que permeiam a Psicologia em geral: o objetivismo e o subjetivismo.

idealismo e o materialismo mecanicista) que, por sua vez, são herdadas do dualismo radical de Descartes que propôs a separação estanque entre corpo e alma, id est, entre físico e psíquico. Assim sendo, a Psicologia objetivista, privilegia o dado externo, afirmando que todo conhecimento provém da experiência; e a Psicologia subjetivista, em contraste, calcada no

portanto, a primazia do sujeito sobre o objeto (Freitas, 2000:63). Considerando insuficientes essas duas posições para explicar o processo evolutivo da filogenia humana, Piaget formula o conceito de epigênese, argumentando que "o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas" (Piaget, 1976 apud Freitas 2000:64).

4 A TEORIA DE PIAGET DA CONTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Consiste em uma teoria de etapas, uma teoria que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis, tendo como pressupostos básicos de sua teoria o interacionismo, a idéia de construtivismo seqüencial e os fatores que interferem no desenvolvimento.

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interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estruturas mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida.

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Nessa teoria, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento

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substrato psíquico, entende que todo conhecimento é anterior à experiência, reconhecendo,

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Ambas as correntes são derivadas de duas grandes vertentes da Filosofia (o

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INTERDEPENDÊNCIA ENTRE O HOMEM E O OBJETO DO CONHECIMENTO

A adaptação, definida por Piaget, como o próprio desenvolvimento da

modificando, configurando os estágios de desenvolvimento.

Considera, ainda, que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição de

regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).

A educação na visão Piagetiana, com base nesses pressupostos, deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o

A escola deve partir dos esquemas de assimilação da criança, propondo atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.

Para construir esse conhecimento, as concepções infantis combinam-se às informações advindas do meio, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente pela criança, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior ou pelos adultos, mas, como resultado de uma interação, na qual o sujeito é sempre um elemento ativo, que procura ativamente compreender o mundo que o cerca, e que busca resolver as interrogações que esse mundo provoca. É aquele que aprende basicamente através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo, e que constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo. Não é um sujeito que espera que alguém que possui um conhecimento o transmita a ele por um ato de bondade. Quando se fala em sujeito ativo, não estamos falando de alguém que faz muitas coisas, nem ao menos de alguém que tem uma atividade observável. O sujeito ativo é aquele

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que compara, exclui, ordena, categoriza, classifica, reformula, comprova, formula hipóteses, etc., em uma ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu grau de desenvolvimento). Alguém que esteja realizando algo materialmente, porém seguindo um modelo dado por outro, para ser copiado, não é habitualmente um sujeito intelectualmente ativo.

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operatório abstrato.

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valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto

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inteligência, ocorre através da assimilação e acomodação. Os esquemas de assimilação vão se

Esquema do processo de construção do conhecimento

Em suma, para Piaget, a construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento. Em outras palavras, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e após, uma assimilação o equilíbrio é, então, alcançado.

5 OS ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

De acordo com Piaget a inteligência relaciona-se com a adaptação psicológica ao meio. O ato inteligente envolve, portanto, a execução de comportamentos complexos, que podem ser variados em função da situação ambiental. Inteligência refere-se à possibilidade de

estruturas cognitivas capazes. Os períodos que Piaget estudou e elaborou em sua teoria relacionam-se exatamente com o desenvolvimento dessas capacidades.

das diversas faixas etárias ao longo do seu processo de desenvolvimento. São eles: • 1º período: Sensório-motor – (0 a 2 anos)

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mental que possibilitam as diferentes maneiras do indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia. De uma forma geral, todos os indivíduos vivenciam essas 4 fases na mesma seqüência, porém o início e o término de cada uma delas pode sofrer variações em função das

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• 2º período: Pré-operatório – (2 a 7 anos) • 3º período: Operações concretas – (7 a 11 ou 12 anos) • 4º período: Operações formais – (11 ou 12 anos em diante) Cada uma dessas fases é caracterizada por formas diferentes de organização

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Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana no decorrer

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variar as formas, as maneiras de ação em vista de um objetivo. Para tanto, o sujeito precisa de

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características da estrutura biológica de cada indivíduo e da riqueza (ou não) dos estímulos

divisão nessas faixas etárias é uma referência, e não uma norma:

4.1 Período sensório-motor (0-2 anos): o recém -nascido dispõe de reflexos hereditários, aos quais vão se acrescentando, a partir da exploração do meio, adaptações que serão repetidas, fixadas e adquiridas.

através de sucessivas adaptações, na busca da manutenção da harmonia (processo de equilíbrio-desequilíbrio). Começa a atuar com mais lógica e coerência. Quanto ao funcionamento intelectual, este desenvolve estruturas cognitivas cada vez mais complexas. O pensamento, nessa fase, possui as seguintes características: • Equilíbrio • Justaposição • Transdução • Sincretismo • Irreversibilidade • Centração • Animismo

• Realismo intelectual • Artificialismo

4.3. Período operacional concreto (7-12 anos): incremento do pensamento

Capacidade de realizar operações mentais complexas e reversíveis (à toda operação racional corresponde uma operação simétrica que permite o retorno ao ponto de partida). A criança passa de um estado de indiferenciação, de desorganização do pensamento, para uma

como um elemento de um universo, que gradativamente passa a estruturar-se pela razão.

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conceituais abstratos. Indivíduo interage com toda a sociedade e torna-se capaz de agir sobre ela e modificá-la, atingindo, portanto, a maturidade.

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compreensão lógica e adequada da realidade, percebendo-se como um indivíduo entre outros,

4.4. Período das operações formais (12 anos em diante): formação de esquemas

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lógico. Aparecimento de atitude crítica em lugar da tendência lúdica do pensamento.

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4.2 Período pré-operacional (2-7 anos): o sujeito passa a captar seu mundo,

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proporcionados pelo meio ambiente em que ele estiver inserido. Por isso mesmo é que a

Através desta pesquisa foi possível concluir que as idéias de Piaget foram de grande relevância qualitativa na compreensão do desenvolvimento humano, na medida em que é evidenciada uma tentativa de integração entre o sujeito e o mundo que o circunda.

elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos.

É de fundamental importância como participantes na formação de crianças tomarmos como parâmetros as fases de desenvolvimento cognitivos elaborados por Piaget,

educativo formal de nossos alunos. Levando-nos a conhecê-los para melhor ensiná-los e também, direcionar os conhecimentos apropriados respeitando o nível em que se encontram.

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pois essas fases norteiam as práticas adequadas a realizarmos em cada momento do processo

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Convém, porém, considerar que Piaget não propõe um método de ensino, mas,

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6 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

GOULART, Íris Barbosa.Piaget: Experiências básicas para utilização pelo professor.15ª edição.Petrópolis: Editora Vozes, 1999.

Revista Nova Escola. Grandes pensadores. Edição especial: Editora abril, julho 2008.

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PIAGET,Jean: A formação do símbolo na criança.3ª edição: Editora TC.

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