P. 1
Marcenaria_IV

Marcenaria_IV

5.0

|Views: 7.180|Likes:
Publicado porJohny Kusdra K

More info:

Published by: Johny Kusdra K on Aug 15, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/13/2013

pdf

text

original

Manual Prático de Marcenaria

Um livro EDIOURO é incomparável Fazemos tudo que é possível para oferecer livros da mais alta qualidade. Nosso papel é de primeira. A composição eletrônica e computadorizada garante letras sem defeito e um acabamento perfeito. O sistema de encadernação é o moderno método de "perfect-binding". Todo este esforço é recompensado: só oferecemos livros de alto padrão por um preço mínimo.

http://groups.google.com/group/digitalsource

Domingos Marcellini
Instrutor-chefe do SENAI

Manual Prático de Marcenaria

Desenhos de Joseph Springmann

ÍNDICE
Introdução
O valor da arte mobiliária Como se chega a ser bom marceneiro O que se deve observar na confecção de uma obra perfeita Organização e direção de oficina 11 14 15 15

CAPÍTULO I-Ferramentas de marcenaria
O banco e a caixa de ferramentas de marcenaria Ferramentas de marcenaria Quando as ferramentas não cortam ou não trabalham bem Zelo e conservação do banco e das ferramentas Amolagem e conservação 18 20 43 44 45

CAPÍTULO II-Maquinaria
Serras mecânicas Como se enrola uma serra de fita Máquinas-ferramentas Furadeiras Máquinas especiais Tupia Respigadeira Causas dos acidentes nas máquinas Prevenções de Acidentes 47 51 52 55 56 62 67 68 69

Transmissão Relação de rotação Disposição das máquinas Cores condicionadas Lubrificantes

71 71 75 76 77

CAPÍTULO III-Matéria-prima
A madeira Composição do tronco Noções de fitogeografia Corte e transporte da madeira Serragem racional da madeira Classificação das madeiras em moles e duras Estados da madeira Propriedades das madeiras Nomenclaturas das madeiras Madeiras do Estado de São Paulo Outras madeiras do Estado de São Paulo Madeiras do Estado do Pará Secagem da madeira Preparo da madeira para a colagem Madeira compensada Matéria plástica 84 86 87 89 90 93 95 96 99 103 104 105 108 109 111 112

CAPÍTULO IV-Materiais diversos
Cola a frio (caseína) Cola de gelatina (ou animal) Pregos e Parafusos Tabela de chapas e arames segundo a fieira de Paris Materiais para polimento Ferragens para móveis 114 116 117 119 121 121

e na coloração das madeiras Corantes e mordentes Mordentes cinzentos Mordentes azuis Mordentes amarelos Mordentes verdes Mordentes negros Mordentes violetas Tintura cor de laranja 198 201 205 206 207 209 209 2J0 211 Tintura pardo-escura 211 Mordentes vermelhos Receita para descorar as madeiras Fingimento de madeiras Fingimento de ébano Para se obterem madeiras negras 211 213 213 216 217 .CAPÍTULO V-Construção Noções gerais Junções em marcenaria Móveis para sala de jantar Mesa elástica Móveis de desarmar As gavetas Fundos O que se condena em alta marcenaria Vícios e defeitos que o ebanista deve evitar Molduras Técnica de furar com badame Junções 129 150 157 159 163 165 166 173 173 176 191 192 CAPÍTULO VI-Lustração Substâncias que entram na preparação dos vernizes voláteis e gordos.

tornearia.Receitas dos vernizes voláteis e gordos Vernizes voláteis Vernizes gordos Verniz de breu Composição do verniz-Martin Receitas várias 218 220 221 222 222 223 CAPÍTULO VII-Entalhação. empalhação. estofaria Entalhação Simetria e concordância de linhas Tornearia Empalhação Estofaria Operações de estofaria 226 227 233 234 238 239 CAPÍTULO VIII-Matemática aplicada Introdução Sistema métrico ou decimal Exemplos de cubagem Figuras geométricas Fórmulas das áreas e dos volumes Exemplos de redação Orçamento de uma camiseira 244 248 250 253 256 257 258 CAPÍTULO IX-Os Estilos Arquitetônicos e Mobiliários Antigüidade Idade Média 260 263 Época Moderna 266 .

e arte útil e bela. pelo que os conhecimentos do Vignola são tão necessários . se pela estética que emociona e deslumbra. ao lado da utilidade. desdenham. Os atributos da ebanistaria são tantos e tão claros que. Começando. as caviúnas.C. os jacarandás. Arquitetônico. não só pelos edifícios suntuosos. Milenares. para apreciá-los. — A história da arte mobiliária teve início quatro ou cinco mil anos A. a saber: Histórico. ao contrário do que dizem alguns. se pela utilidade que tanto conforto proporciona ao lar. desde aquelas eras até os dias presentes. conservados nos palácios ou nos museus. o cedro do Líbano. basta encarar essa arte. porque. a oliveira. tais como o boço. etc. pela história dos móveis artísticos e milenares. debaixo de seus principais pontos de vista. tem-se medido o grau de civilização dos povos.INTRODUÇÃO O VALOR DA ARTE MOBILIÁRIA "Com o desejo de agradar surgiu o supérfluo e com o supérfluo nasceu a arte.. o cipreste. atingiu logo tal fausto que. até mesmo os mais baratos que. em sucinta exposição. não apresentam alguma coisa de supérfluo. como. como se diz em italiano. a marcenaria é arte. da ação destruidora dos séculos. nas margens do Nilo. conclui-se que. não se sabe por que mais se deve admirá-la. com a fundação da cidade de Mênfis. Quando se considera a ebanistaria. quando confeccionados com cola de muita resistência e madeiras quase incorruptíveis. pela escultura ou pela literatura. por estilizar as flores e as folhas do lodão da flora faraônica." Como são raríssimos os móveis. também. — A marcenaria é a arquitetura lígnea.

Efetivamente. Estético. para todos. o paraíso dos olhos e o sonho do coração. Para a sua evolução estilística lança mão dos assuntos da natureza e da fantasia do artista. Utilitário. e mediante o concurso de suas constantes novidades. E. o ebanista maneja todas as suas ferramentas. conclui-se que essas artes andaram sempre de mãos dadas. como dos detalhes. são os móveis que mais maravilham e que despertam com mais intensidade o desejo de posse. — Sob o ponto de vista utilitário. porquanto. os congressos americano e argentino acharam a arte da madeira a mais educacional de todas. há poucos anos. — A fonte criadora. no lar. A arquitetura. num exercício saudável. E com esses elementos. por si só decora o ambiente. Nas grandes exposições em que figuram muitas artes. Além da ordem que por ela se obtém numa casa. plasmados com engenho e arte. surpreende e emociona. que não raro a beleza do móvel de luxo sobrepuja a dos palácios. etc. basta lembrar que. como não se concebe um edifício sem móveis. Educacional. foi a primeira arte criada pelos homens. pela delicadeza do todo. olhando as máquinas de que se utilizam. constituem o bem-estar e o conforto da família. inspirando-se mutuamente diverso. ela ensina o rigor das superfícies planas e curvas. Estilístico. é inexaurível.aos desenhistas de móveis quanto ao arquiteto. na ordem decorativa da marcenaria. já pelos efeitos naturais da madeira. as medidas de precisão. já pelo verniz. diz P. já pela preciosidade e variedade da matéria-prima. Enquanto muitos artífices de outras artes ficam de braços cruzados. a arte da marcenaria é incomparável. a economia. Os móveis expostos à vista são. para confeccionai" e evoluindo ao mesmo tempo. — O ebanista se preocupa tanto com a estética. porquanto não se harmoniza uma casa de determinado estilo com mobílias de estilo . — Como prova do seu valor educativo. Mantegazza.

todas desenvolvem e robustecem o indivíduo. — Haverá. em todo mundo. pois são contadas aos milhões as pessoas que vivem dessa arte. No exercício da marcenaria nenhuma das posições de trabalho força o artífice a ficar em atitude prejudicial ao seu físico. — Os mesmos congressistas americanos e argentinos. num certame como aquele que se realizou em . as peças quase prontas das seções correlativas. se conhecessem a fundo a arte da madeira. Saudável. apenas para montar. nunca se soube que um marceneiro viesse a sofrer dos pulmões. que não raro agrada pela riqueza de suas linhas. ou maravilha pelo rigor de seu acabamento e beleza das madeiras finas. O marceneiro vai buscar na pilha as tábuas em bruto com que faz o móvel. A marcenaria. também neste particular. teriam acrescentado que. Pelo contrário. Lucrativo. Bastaria a simples estatística da venda de móveis de um só dia. Efetivamente. outra arte que sobrepuje em rendimento a do mobiliário? Por certo que não.e aperfeiçoar seus trabalhos de feitura artística. nenhuma outra lhe leva a palma. O pó inalado das madeiras é tido por muitos médicos como medicinal. porventura. ao passo que operários de outros ofícios recebem. para nos persuadir do quanto é fabulosa a sua fonte de renda.

5. 1).abril de 1936.°) Adquirir a maior soma de conhecimentos práticos e teóricos. 9. dos grampos e da prensa. COMO SE CHEGA A SER BOM MARCENEIRO O marceneiro que. na Água Branca (São Paulo). Onde não existe o belo deixa de existir a arte. que a adotam como exercício e distração. para cortar uma só vez. por todos esses atributos que a marcenaria é a arte predileta de muitos médicos. proporcionando aos olhos sequiosos do belo um espetáculo maravilhoso. talvez. quiser competir vantajosamente com seus colegas. compreender e fazer as plantas do serviço. Será.°) Não descuidar da cola. 7. O QUE SE DEVE OBSERVAR NA CONFECÇÃO DE UMA OBRA PERFEITA 1.°) Trabalhar com os braços e com a inteligência.°) Estudar. para fazer conscientemente a obra com todas as regras da arte. 10. poderia apresentar uma mobília estética e útil de cada um dos setenta e tantos estilos conhecidos. 2.°) Adestrar-se o mais possível no manejo das ferramentas. clássicos e modernos." (Fig. 3.°) Prever e predispor tudo antes de colar.°) Aprender a trabalhar depressa e com perfeição. duas e até três vezes. bem feito e com pouco esforço físico.°) Medir uma. "A arte é a manifestação do belo. . nas oficinas. a fim de fazer o trabalho depressa.°) Não adquirir vícios prejudiciais e condenados pelos superiores.°) Ferramentas sempre bem preparadas e afiadas. 6. antes de começá-lo.°) A estética. nas suas horas de lazer. 4. 8. deve observar os seguintes preceitos: 1. advogados e engenheiros.

°) A eurritmia (harmonia das partes componentes de uma obra de arte). seca e de lei.2.°) A sobriedade na decoração. tato e tino administrativo. polias.°) O verniz próprio e fino.°) A originalidade. eixos e mancais ameaçam constantemente os operários. 4.°) A preciosidade da matéria-prima. como fazem . 12. 16.°) A utilidade. ser o espaço insuficiente em redor da tupia. etc.°) A melhor construção. conhecimentos vastos. — As máquinas para não constantemente lubrificadas desgastam-se menos e produzem mais.°) A harmonia das cores. ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO DE OFICINA A boa organização e direção de uma fábrica de móveis requer da pessoa incumbida dessa árdua empresa: tarimba.°) O aquecimento das peças a serem coladas. 11.°) A cola de muita resistência. b) Qualquer c) Zelo e conservação deve ser das mesmas. da plaina. pois implica uma série de coisas. 6. desarranjo reparado incontinenti. — As máquinas. 13. como sejam: a) Localização das máquinas.°) O acabamento perfeito. cujas correias. Dispositivos de proteção. 9. 7. não só desacreditam a fábrica pelos acidentes que podem causar. 10. 3. prejudicar a boa marcha do serviço. — Se a distribuição não foi bem feita. como pode a luz ficar ao contrário. 5. 8.°) A pureza do estilo.°) A proporção das peças. 15. pode um operador estorvar outro. 14.°) A madeira bonita.°) As linhas fortes e bonitas.

cuja cor esteja combinando. porém tratadas com descaso na maioria das oficinas. tornando-se imprópria para obras. desde os retalhos até a peça maior. — São três fatores que contribuem grandemente para a saúde e bem-estar do operário. quanto não custa o remendo de uma peça que cedeu? i) Conservação das madeiras. racha.perder tempo. retarda e encarece a produção. e) O piso. 2) ao cortar as tábuas e pranchas. melhor estabilidade dos móveis em construção e melhor limpeza. antes de cortá-la. d) Distribuição dos bancos. — Dispendioso torna-se o mestre que não sabe aproveitar as madeiras. a luz e o ar. tomando lugar e estorvando os oficiais. — Péssima será sempre a reputação de uma fábrica que não possui estoque permanente de madeira seca. f) O ferramental. Além disso. — São duas coisas de capital importância. O corte racional das peças é o seguinte: 1) tirar dos retalhos. sargentos e várias panelas de cola deve haver numa oficina que se diz bem organizada. h) Madeira seca. começar pelas peças maiores da receita. as peças menores da receita. não se corta o pedaço do . além de opor mil dificuldades ao aquecimento da cola. sem poder tocar o serviço. — Ninguém pode calcular o prejuízo que o desleixo dessa parte acarreta à indústria. j) Aproveitamento da madeira. pois permitem melhor visibilidade. empena. — Grande quantidade de grampos. 4) se há rachas nas pontas. A madeira mal conservada fermenta. motivando incêndios. 3) examinar a madeira nas duas faces. Os retalhos devem ter seu lugar reservado e não ficar esparsos pela oficina. — A falta de espaço suficiente entre os bancos para a montagem das peças. caso contrário os marceneiros passarão grande parte do tempo a olhar um para o outro. g) O fogareiro e a cola. tolhendo a liberdade de quem delas se acerca. apodrece.

comedido. da serragem e das fitas. para tornar a oficina mais desimpedida. l) Remoção dos cavacos. como gente e não como coisa. n) Distribuição de serviço. que deve conhecer a habilidade de cada operário. — O mestre deve providenciar diariamente a remoção dos cavacos. mas do tamanho que sirva para travessas de cadeira ou de criado-mudo. . m) Plantas e receitas. e menos sujeita a incêndios. — O mestre. o) O trato com os operários. ponderado. para evitar que haja incompatibilidade entre o obreiro e a obra. Daí a necessidade de ser o mestre justo. procure distribuir as várias espécies de serviço com acerto. — Não há quem não goste de ser tratado humanamente. — Para todo trabalho fazer sempre a planta e a receita. sabendo evitar atritos e ressentimentos entre os artífices.comprimento da fenda para jogá-lo fora. mais saudável e atraente. que nos poupam tempo e os dissabores das surpresas.

escritório. carrinho (4). a marchetaria e a lustração. como sejam vidros. Devem-se a ela os conjuntos para quarto. O BANCO E A CAIXA DE FERRAMENTAS DE MARCENARIA O banco (Fig. mármores. prancha (2). outras há que lhe fornecem material trabalhado para acabamento de seus artefatos. etc. a entalhação. lambris. — Esta peça compõe-se de cavalete (1). etc. espelhos. armações.CAPÍTULO I FERRAMENTAS DE MARCENARIA Marcenaria. ornamentando nossos lares e dando a cada utilidade seu lugar certo. sala de jantar. puxadores. a estofaria. tanto na variedade dos estilos. — A marcenaria é a arte mobiliária. A evolução estética da marcenaria como arte não tem limites. a marcenaria é arte que proporciona conforto e luxo. quanto no que respeita à diversidade das espécies de móveis. Como ficou dito no preâmbulo sobre o "Valor da Arte Mobiliária". 2). As possibilidades da marcenaria são inesgotáveis. prensa (3). sala de visita. Além destas. guichês. As artes que colaboram com ela são: a tornearia. que estão estritamente ligadas à marcenaria. cocho (5) e duas esperas de ferro ou de .

ter as prensas fracas. ser curto. Cumpre ao Mestre. inútil para certos serviços e anti-higiênico. ter falta de óleo na prancha. e por economia de espaço. em virtude das ferramentas individuais para cada aluno serem poucas. — A boa ordem — que tanto e precioso tempo nos poupa — e a conservação das ferramentas conseguem-se por meio de uma caixa de madeira. num sarrafo com entradas. as plainas serão colocadas em filas e na frente. puas. e pouca firmeza nas juntas. seguras por outro sarrafo. etc. comumente. ficarão os formões. As brocas. por se tornar incômodo. apontamos aqui os defeitos de que elas são suscetíveis. fazer ver aos alunos os seus inconvenientes e ensinar os meios pelos quais possam ser corrigidos. leve. nas aulas técnicas. ser fechado ou ter gaveta. alto ou estreito demais. FERRAMENTAS DE MARCENARIA (1) Observando-se. Caixa de ferramentas. preso ao lado. convém adotar os armários-gaveteiras. estranhamo-lo bastante. os serrotes. verrumas e outras miudezas podem ser postas em caixinhas guardadas na caixa. o cocho muito raso e a prancha fina e torta. Um banco pode ter os seguintes defeitos: Não ser desmontável. na tampa devem ficar os esquadros. Sempre condenamos o uso de fechar o banco de marceneiro para essa finalidade. onde cada gaveta comporte toda a ferramenta do aluno. O tamanho da caixa varia com a quantidade de ferramentas que cada um possui. a suta. quando vemos um marceneiro adotar armário ou banco fechado para esse fim. os que têm consciência do porquê do mau funcionamento de certas ferramentas. nas escolas. até entre oficiais. colocadas nos furos da prancha. 1 . Tão comum é entre nós o uso da caixa que. serem raros. Até os curiosos do ofício possuem em casa uma caixa de ferramentas. Todavia. comentá-los. comprido. o arco de pua.madeira (6). cada tipo de ferramenta deve ter seu lugar próprio. Na caixa.

70). A que tem a suta do ferro com mais de 45 graus é usada por alguns para polimento de madeiras arrevesadas. A plaina de ferro é bonita. e a que tem menos de 45 graus se presta para topejar. A dificuldade está no acerto da capa. serve para proteger os dedos. 4). em que se coloca o chifre. o bom funcionamento da plaina ou garlopa é problema difícil. a não ser paia fazer paus roliços. O corte que apresenta na frente. por causa do ponto fraco indicado. Para muitos. aparelhando de trás para a frente. Garlopa (Fig. pois a plaina pode apresentar mais de 30 defeitos. mas não é só disso que depende o bom funcionamento. — As zonas anulares devem ficar dispostas transversalmente. — Instrumento que serve para aplainar madeiras. Os revesos da base devem abrir. .Plaina de mão (Fig. 5). Nossa melhor madeira para cepos de plaina ou garlopa é a aroeira ou orindiúva. 3). por não se gastar no meio da base (Fig. porém não leva vantagem sobre a de madeira. Escolha racional das faces da plaina (Fig. A plaina com ferro a 45 graus de suta é a mais comum. — É a plaina maior que serve para endireitar madeiras.

Escolha racional das faces do guilherme (Fig. 6). aparelhando de trás para a frente. desigualdade no aperto. Os revesos da base devem abrir. c) com relação ao ferro: cova. por causa do ponto fraco indicado. Guilherme (Fig. falta de pedra.A plaina e a garlopa (e até o guilherme. convexidade ou concavidade na base em que assenta o ferro. falta de rebolo. pouca suta nesta base. ponta fora do esquadro. chanfro pequeno ou grande demais. falta de aperto. boca muito larga ou demasiado estreita. podem apresentar os seguintes defeitos: a) com relação ao cepo: base empenada ou torta. — As zonas anulares devem ficar dispostas perpendicularmente. 7). impropriedade da madeira. base torta. ponta muito grossa ou fina. — Este instrumento é uma espécie de plaina que corta a madeira a meio-fio. aço mole ou duro demais. boca muito sutada na frente em que assenta o ferro. falta de pedra. ponta aberta embaixo. curta. falta de aperto proveniente do verniz. o bastão e a junteira). lombo ou falta de esquadro no corte. b) com relação à cunha: ponta muito comprida. d) com relação à capa: abertura na ponta. . altura na parte inferior dos encostos da cunha. fina ou grossa.

3. formando sulcos e relevos muito finos. 4. Instrumento análogo à plaina. bem como. — Espécie de guilherme comprido. pelas seguintes razões: 1.°) porque.°) porque as duas camadas de cola que se passam em cada face. 8 e 9). Bastão ou cepo (Fig. fecham-se um tanto os poros pelos quais penetra a cola para formar fios capilares. . ficam como que isoladas pelos ressaltos e sulcos. faz com que fique nestas o sinal da cola.°) porque nas juntas em que se passa o ferro de dentes.Desbastador (rebote). O uso desta ferramenta só é aconselhável em casos especialíssimos.°) porque abrindo-se os riscos. segundo é destinado a formar meias-canas ou cordões salientes. não podendo a cola escorrer. — A plaina de dentes tem o ferro dentado. o que prejudica bastante. Plaina de dentes (Fig. não se estende. que constituem a verdadeira e melhor resistência. 10). — É em tudo igual à plaina. tendo o rasto convexo ou côncavo. com guia para endireitar as bordas das tábuas. Junteira. porém um pouco menor e com o corte do ferro um pouco abaulado e sem capa. abrindo as juntas externamente. 2. reduz a resistência e a aderência.

Na de ferro. . para chanfrar almofa-das. Esta ferramenta serve para riscar as faces de todas as madeiras resinosas. — Instrumento para abrir a madeira a meio-fio. a fim de se poder aplicar cola mais densa e para que esta não se coagule. duras. depois de assentado o fio. pois. com guia para abrir canais. esfregando-se na pedra só o lado do chanfro. 11 Goivete (Fig. por meio de uma pequena martelada. adaptando-se a curvas de todos os tamanhos. Cantil. — Espécie de plaina. enquanto se faz o aperto. o aquecimento das peças para dilatar os poros. refratárias à cola. enfraquece-as. vê-se que seu uso. em madeiras duras e pouco porosas.Pelo exposto. — Ferramenta que faz a moldura chamada gola. Chanfrador. Há também plainas e garlopas inteiriças de ferro. americana. a base tanto pode ser côncava como convexa. introduzindo o corte. no topo de qualquer madeira um pouco rija. Fig. faz-se cair a rebarba produzida pela pedra. em lugar de aumentar a resistência e a aderência das juntas. 11). Amola-se o ferro como os de todas as plainas. — Plaina de ferro ou de madeira que tem a base abaulada. Deve ser preferido. mas. 12). Plaina de volta (Fig. de poros demasiado finos. e destinadas a serem coladas. Cepo de gola. — Espécie de guilherme. alguns milímetros. em muitos casos.

isto é. Amola-se com uma lima murça ou lima triangular. O uso da raspadeira de 2 fios é aconselhável por produzir mais serviço e permitir maior rapidez do que a de 4 fios. — Lâmina de aço que serve para alisar as peças de madeira. para fazer o polimento. afiada. falta de pedra ou triângulo. Raspadeira ordinária (Fig. cova ou excesso de lombo na superfície do corte. — Instrumento que serve para traçar ângulos de qualquer número de graus. 15). e para se lhe dar o fio. antes de lhe virar o fio. Os chanfros não devem ser grandes. — Instrumento de ferro fundido . Esta ferramenta deve ser apertada na prensa para ser amolada. a pedra de afiar até que a lâmina fique cortando como um formão. Defeitos que pode ter esta ferramenta: tempera muito forte ou fraca. fio enrolado ou dentado. em seguida.Suta (Fig. O afiador deve ser passado no máximo duas vezes em cada fio. Passa-se a pedra sobre a raspadeira e não a raspadeira na pedra. 13). O afiador deve ser de preferência uma goiva de aço bem duro. Passar. Raspadeira americana (Fig. ferrugem ou torturas na face do fio. chanfro muito grande e afia-dor mais mole do que a raspadeira. 14). A raspadeira grossa leva duas vantagens sobre a fina: esquenta-se menos e permite tirar fitas do tamanho da lâmina. Com mais vezes o fio enrola e corta menos.

munido de dois parafusos de borboletas. — Lima grossa com que se desbasta a madeira. Em marcenarias finas deve ser condenada esta raspadeira. Repicagem das limas usadas. . por deixar no polimento muitos tremidos. Mergulhadas em ácido nítrico. 16 Esgache (Fig. que serve para retocar rebaixos ou fazer moldurinhas. Depois. 17). — Instrumento que consiste numa haste de aço munida de um cabo numa ponta. sem tocar a parte de aço que está em contato com o pano. Fig. Chave de fenda (Fig. 18).em que se prende uma lâmina de aço para raspar madeiras. — Espécie de chave de fenda com catraca ou haste espiralada de vaivém. muito usado pelos cadeireiros. 19). tendo a outra achatada. são postas depois sobre um pano estendido em madeira direita. 15 Fig. durante meio minuto. 16). são esfregadas com escova áspera. que obriga o ácido a entrar para os cavados que irá produzindo. para limpá-las bem. 20). Corteché (Fig. — Instrumento de madeira. — Estas são cozidas primeiro num banho de potassa. Grosa (Fig. para se apertarem parafusos de fenda. — Instrumento de ferro fundido com que se retocam as peças curvas. Chave de fenda automática (Fig. Repete-se a operação até se obter a profundidade que se deseja.

ao passo que ocupando-se os três lados. ora outra. Há quem seja levado a amolar a serra com os . torna-se necessário passá-las em água e enxugá-las. na mesma serra. — Instrumento de aço com asperezas regularmente dispostas. para durar mais. os mesmos aquecem-se menos e duram mais.Antes de usá-las. este destempera-se e gasta-se logo. — Espécie de lima triangular com que se amolam serras e serrotes. devem ser usadas as três faces a um tempo. Triângulo (Fig. Lima (Fig. Fig. Isto prova-se pela teoria do recozimento dos metais. que serve para limpar ferro e madeira. exceto quando os dentes são muito miúdos. alternadamente. 21). 22 A prática — a mestra por excelência — ensina que. deve ser arrastada só na ida. 22). Ao ser usada esta lima na amolagem das serras. Usando-se um lado só do triângulo. ora uma.

Verruma de expansão (Fig. São . — É uma verruma para furos grandes. Outros ainda. — Instrumento que tem uma haste de aço espiralada. mergulham-no na água supondo tê-lo com isso reformado. 25).dentes do avesso. Furador de vaivém (Fig. avermelham-no e. pensando poder fazê-lo renovar um pouco. passam carvão no triângulo gasto. De nada valem também as preconizadas reformas por meio de banhos de ácidos. com o mesmo espírito de economia. depois de estar o triângulo bem velho. ato contínuo. A parte que excede à largura dos dentes será gasta quando se passa a usar a outra face. Maquininha de furar (Fig. que serve para prender brocas muito finas. — Instrumento em que se prendem broquinhas com que se fazem furos pequenos. 23). pela ilusão de aproveitar um filete de cada lado do triângulo. 24). Outros. que não tenha sido gasto. que ocupa duas facas. uma menor e outra maior.

26). — Instrumento de aço de percussão. Martelo (Fig. 29). Verruma especial para marcheteiro (Fig. com que se bate. — É feita de limas usadas. Caixa meia-esquadria (Fig. 31). — Espécie de martelo grande de madeira dura feito no torno e preso a um cabo. Macete (Fig. 30). Cabo para martelo (Fig. 27). A faca é presa por um parafuso de fenda e corre entre corrediças sutadas. Maço (Fig. . destemperadas. — Martelo de pena grande com que se estende a folha fina ao ser colada. Martelo para folhar (Fig. O parafuso de fenda pode ser substituído por um de porca que ofereça maior resistência. conforme o tamanho do furo. 32). ora outra.ocupadas ora uma. feito pelo próprio marceneiro. 28). — É um macete de bases quadradas. É com ele que se percute nas madeiras e nos cabos dos formões para não se partirem.

34). geralmente usada pelos marceneiros. com água e areia. Quando . com a lixa de ferro ou de madeira. — Espécie de torquês de duas alavancas. Como se endireita: Endireita-se a pedra no rebolo. etc. — Pino de aço que serve para repuxar pregos.Torquês (Fig. 36). ou no chão cimentado. — Utensílio de pedra de grés em que se assenta o fio das ferramentas. Alicate. — Instrumento de madeira em que se apertam as molduras a serem topejadas. Repuxo (Fig. A melhor pedra de afiar. Instrumento próprio para segurar ou agarrar. com que se extraem pregos. é a turca. Pedra de afiar (Fig. 35). — Espécie de tenaz. Maquininha de topejar (Fig. desmontar guardaroupas. Há outras qualidades superiores. mas de preço inacessível para essa classe de artistas. 33).

Travadeira (Fig. — Utensílio de madeira. ela fica lisa e com um brilho que deve ser tirado no rebolo com água ou com lixa nova. R. 37). 40). As melhores travadeiras de mão. Graminho (Fig. de duas hastes munidas de pequena ponta de aço em cada uma. — Instrumento de aço que serve para travar as serras e os serrotes. G. Escova de aço (Fig. a afiação se faz com presteza e perfeição. são as que têm as seguintes inscrições — Cleverson ou Garanto — Fein — D. — Utensílio que serve para limpar as limas. — Espécie de graminho de uma haste com que se alinham peças largas. . — Instrumento de aço com que se riscam as peças de um móvel. com que se traçam riscos paralelos à borda de uma tábua. Estando a pedra firme. 39). M. próprias para as serras e os serrotes de dentes finos.se endireita com lixa. O modo mais conveniente de usar a pedra é apertando-a nas prensas do banco. 38). Galgadeira (Fig. Riscador. A pedra turca duríssima amolece usando-a com gasolina.

) Instrumento de ferro que serve para descrever círculos.Meios de se travar: As serras e os serrotes podem ser travados com travadeira de mão. 41). Para travar serras de fita com rapidez há travadeiras automáticas. em que se passa a cavilha para frisá-la. porta-lápis. mestre de dança. Cavilheira (Fig. composto de duas pernas pontiagudas. — Haste de madeira. de esfera. com chave de fenda e até com alicate. espécie de sargento. — Ferro em forma de um sete. por meio de cunhas. para serrá-las. com repuxo. Compasso (Fig. 42). 43). Gastalho (Fig. 44). — (De ponta. de quarto de círculo. com furos dentados. almofadas a serem coladas. — Chapa de aço. . Barrilete (Fig. em que se apertam. de redução. etc. etc. com que o marceneiro prende as tábuas no banco.

Pincel (Fig. 45). Panela para cola (Fig. a cola de gelatina.Moço (Fig. peças muito compridas que se apertam na prensa. a banho-maria. Serve para se tomar a cola e estendê-la sobre uma superfície. . — É composta de dois recipientes em que se dissolve. 47). — Utensílio constituído por uma haste dentada com uma espera movediça e quatro pés em cruz. — Espécie de pincel largo com que se estende a cola. 48). — Instrumento que consiste num molho de pêlos ligado a um cabo. 46). Trincha (Fig. Serve para suster. perto do banco.

munida de um parafuso de borboleta. até que fique o mais perfeita possível. traça-se uma linha com a própria régua. por estar a régua absolutamente direita.Régua. virando-se a régua de todos os lados. Deixa-se de retocar a régua só quando o traço do lápis não apresentar abertura de lado nenhum. numa tábua aparelhada ou numa prancheta grande. Como se endireita uma régua comprida: Quando se quer uma régua comprida bem direita. 49). — Peça de ferro fundido. Graduador de puas (Fig. . Escariador (Fig. — Tira de madeira com que se traçam linhas retas. 50). lança-se mão deste recurso: endireita-se a régua com boa garlopa. Para verificar se está bem direita. — Instrumento de aço. semelhante à verruma e que serve para dar um cônico à entrada de furos em que se põem parafusos de fenda.

ou uma haste de aço munida. — Espécie de serra de traçar. — Instrumento composto de uma lâmina larga de aço. que gira em torno de um eixo horizontal. para ser movida por dois. Defeitos de que é suscetível: do excêntrico. porém. mas presa numa armação desmontável de madeira e ferro.Rebolo. presa numa armação de madeira constituída por uma haste (alfeisar). Serra capilar (Fig. presa a uma armação de aço. munida de um depósito de água. — Mó de grés. da granulação muito grossa. que tem no centro um trabelho que a torce. — Igual à de traçar. Antigamente era utilizada na serragem de folhas finas. Serra-braçal. dois "pernos" torneados. do excesso de rotação. que serve para serrar em linhas tortuosas. dentada. Não só serve para meia-esquadria como para serrar a 67x/2° e no esquadro. de lâmina estreita. 51). 52). da concavidade ou dos sulcos. Com ela fazem-se trabalhos perfurados e marchetados. — Tem a lâmina como a de traçar. e de ser pequeno ou grande demais. a 90°. uma corda (cairo). Serra para meia-esquadria (Fig. e que serve para amolar instrumentos de cortar. Serra de voltas. de rosca e borboleta para esticar a serra. — É uma serra muito estreita e fina. Serve para respigar e traçar em linha reta. numa das extremidades. isto é. 53). Serra de traçar (Fig. . duas travessas (cabeceiras).

Badame (Fig. terminada em espiga. mais largo alguns milímetros no corte e mais estreito na parte que fica perto do cabo. calçado de aço. tendo algumas o chanfro no lado côncavo. É próprio para intacar malhetes. abatidos. — Instrumento de lâmina larga e dentada. 55). Serve para serrar em linha reta. que tem gume em uma das extremidades. afia-se a raspadeira. Com ela fazem-se os encaixes para os parafusos de cama e de fenda. 57). isto é. — Espécie de formão reforçado com que os marceneiros fazem furos na madeira. do lado do chanfro. com uma costa na parte superior. próprio para cortes de precisão. embebida em um cabo de madeira. e a outra. — Instrumento de lâmina cênica e estreita. retocam-se as molduras. — Instrumento de ferro. Há um tipo de formão (escopro) que tem os dois cantos. 58). Serrote de ponta (Fig. Serrote de costa (Fig. etc. Formão (Fig. etc. com que se fazem as perfurações. . as bocas dos cepos das plainas. presa a um cabo de madeira na extremidade mais larga. 54). Serve aos marceneiros para abrir cavidades na madeira ou para desbastá-la. 59). — Espécie de formão em meia-cana. — De lâmina curta e larga. 56). Goiva (Fig.Serrote ordinário (Fig. O badame deve ser cônico.

semelhante à verruma. uma mais alta do que a outra. de modo a cortar uma só. deve ser amolada com triângulo fino. presta-se para furar de topo. com as facas quando elas não cortam. A rosca da ponta. amolando as primeiras facas e reduzindo as segundas. por ser mais prático. Verruma (Fig. mas superficialmente. A pua com as facas horizontais. O mesmo se fará. A verruma não se presta para furar nas extremidades das peças porque racha a madeira. 60). quando não puxa. Com pequeno triângulo e liminha de ourives repara-se facilmente esse defeito. Quando no começo uma pua não limpa bem os furos. É melhor do que o que se compra com a mesma. a menos que elas sejam apertadas nas prensas do banco ou com grampo. é porque as facas verticais.Pua (Fig. ficaram mais curtas do que as horizontais. Um bom cabo para verruma é o de um formão com ar-ruela. — Instrumento para furar. . — Pequeno instrumento de aço que serve para abrir furos em madeira. gastando-se. 61).

65). Construção do esquadro — (Fig. para furar. 63). — Juntam-se duas . — Utensílio de ferro ou de madeira em que são presas as verrumas. Como se retifica o esquadro de madeira. — Instrumento em que se prendem as puas e as verrumas. ajustadas em ângulo reto.Arco de pua (Fig. — Instrumento formado por duas peças fixas. quando postas em uso. Esquadro (Fig. 62). Cabo para verrumas (Fig. Os melhores são os que funcionam sobre esferas e têm catraca para meias-voltas. 64).

munida de duas esperas. Este estará perfeitamente bom. Grampo expresso (Fig. Plaina de ferro (Fig. abaular. Sargento (Fig. composta de uma haste de aço dentada ou furada. apertadas na prensa as duas juntas. Cavalete. ora pondo-se o esquadro numa ponta. que serve para apertar. Grampo (Fig. ora noutra do lado direito da tábua.. É toda de ferro e aço fundidos. Isto feito. e verificado que a junta fecha perfeitamente bem. exceto o cabo e o chifre. — Para colagem em série (Fig.70). — Espécie de prensa de mão. . etc. 69). 66). 67). traçada. usa-se uma delas para se fazer a retificação do esquadro. que são de madeira.tábuas largas com a garlopa. 68). — Instrumento de ferro ou de madeira. quando produzir uma linha só. — É especial para topejar.

o serviço sai com dificuldade. 71). a madeira parece tornar-se cada vez mais dura. Serve para amolar serras.Prensa (Fig. o operário sente o cansaço dominarlhe o corpo. malfeito e demorado. fazendo supor que a marcenaria seja a pior de todas as artes. o trabalho converte-se numa penitência. QUANDO AS FERRAMENTAS NÃO CORTAM OU NÃO TRABALHAM BEM Quando as ferramentas não cortam ou não trabalham bem. . E nessas ocasiões que. Dá-se o contrário quando as ferramentas estão cortantes e em boas condições. que o oficial executa com facilidade. os operários se apresentam como incapazes ou preguiçosos. aos superiores. rapidez e perfeição. Elas então convidam ao trabalho.

tendo arruela embaixo e sola em cima. direito. Os empréstimos. são percutidos sempre com o macete e não com o martelo. são amolados e afiados no rebolo e na pedra turca. os serrotes. molha-o primeiro com água quente ou fria. para raspá-lo em seguida. etc. o compasso. AMOLAGEM E CONSERVAÇÃO Ferros de plaina. incontinenti. ou outra coisa. desempenado e lubrificado. forra o banco com uma tábua. o que muito o recomenda. não se dando e nem tomando emprestadas ferramentas de outrem. e os formões bem vazados e com os cabos sem rebarba. se passa alguma substância gordurosa. lava-o. como quase todas as outras ferramentas do marceneiro. que causam tantos aborrecimentos. formões. precisam estar sempre luzidios. com água quente. isola-o da prancha com um sarrafo. e se alguma cola o suja. porque em banco pelo qual. As plainas devem ser envernizadas. Ao colar peças. O esquadro. de tempos em tempos. Se um banco está sujo de cola seca. A goiva afia-se com pedrinha redonda. Quando o marceneiro cola algum fundo no carrinho. devem ser evitados. .ZELO E CONSERVAÇÃO DO BANCO E DAS FERRAMENTAS O bom marceneiro mantém suas ferramentas e utensílios sempre em bom estado de conservação. etc. Quando intaca gavetas. O banco limpo. a suta. não gruda cola. fá-lo pondo-lhes embaixo uma tabuinha para evitar que o formão corte a prancha.

no cepo. e com os dentes dispostos de maneira que a rebarba da ponta dos dentes fique voltada para dentro. Outra coisa importante para o bom funcionamento dessas ferramentas é a superfície perfeita dos dentes. Adotam-se os dentes pequenos e chegados. a vaselina. e. a parafina. oliva. A conservação faz-se pelos seguintes processos: . A trava. à boneca. as graxas para mancais. ao passo que para serviços brutos são mais próprios os de dentes caídos (termo este mais adequado). segundo a madeira e o serviço. e os grandes e espaçados.As nossas melhores madeiras para cepos de plainas são a aroeira (orundiúva). podem ser caídos (pouco ou muito sutados) ou no esquadro. da esquerda para a direita. os jacarandás. o verniz de goma-laca. as cabriúvas. apertados em prensas próprias. etc). defeitos na serragem. tanto de madeiras moles como duras. de tempo em tempo. etc. em certos casos. — Amolam-se esses instrumentos. deve ser muito igual de ambos os lados. Em trabalhos delicados. um pouco de graxa de máquina. sebo ou óleo gordo na ferragem. paradas madeiras duras. tanto a garlopa como a plaina são suscetíveis de uns trinta defeitos. Para a boa conservação dessas e de outras ferramentas do marceneiro usam-se óleos não secativos (de mamona. e verniz. usam-se os dentes pequenos e no esquadro. Os ferros todos desses instrumentos são amolados no rebolo e o fio é assentado na pedra de grés besuntada com quer rosene ou óleo. Perfil dos dentes. em todas as suas variedades. arrastando-a só na ida. — Os dentes das serras. para não deixar. o sebo. Para bem poucos oficiais essas ferramentas deixam de ter segredos. algodão. para as moles. Obtém-se a sua conservação passando. e não excessiva. pois. como dos serrotes. Amolagem das serras. com a liminha triangular de cantos vivos.

para. Os melhores lubrificantes para esse fim são: os óleos não secativos. sapólio. de novo. tira-se dos instrumentos o oxido com lixa fina.Para proteger as ferramentas contra a ferrugem. faz triste figura perante seus chefes e seus colegas de ofício. ceras e querosene para tirar a ferrugem. que são secativos) graxas. aquecê-los à chama. são limpos. friccionados com cera branca e aquecidos. com um pano. o de algodão. sebos. por fim. porém a uma certa distância. O artífice que descura disso. (nunca os de linhaça. ou envernizados com verniz copai misturado com o duplo de essência de terebintina. a fim de evitar que se destemperem. ou pedra-pomes. . como o de mamona. Podem ser também untados com vaselina depois de bem limpos. em seguida. gordos. vaselinas.

— Entre as muitas espécies de serras mecânicas. 5) a serra Tissot (de desdobro). e 1 600. 4) a serra tico-tico. num movimento de vaivém. 3) a serra circular. 7) a serra santista (horizontal). 8) a serra de poço (também horizontal) (Figs. 6) a serra francesa (vertical). A denominada tiçoa (os nossos serradores corromperam o nome Tissot para tiçoa). — As serras de fita são as que trabalham com maior velocidade (450 rotações por minuto. é a que tem o movimento mais lento. as antigas.CAPÍTULO II MAQUINARIA SERRAS MECÂNICAS Classificação. O dobro do movimento desta têm-no a santista e a de poço que. 72-75). 2) a serra de fita automática. . destacam-se: 1) a serra de fita. Velocidade. as modernas). dão aproximadamente umas 200 passadas por minuto.

requer muita rotação. de lâminas largas. de aço. quando trabalha. para dar bom rendimento. A tiçoa. que se enrola em volta de duas roldanas revestidas de borracha. a de poço e a francesa são mais próprias para serem exploradas pelas serrarias do que pelas marcenarias. A francesa. . As serras circulares têm um movimento contínuo de rotação. a tico-tico e a tiçoa funcionam por meio de um excêntrico que lhes imprime um movimento alternado de sobe e desce contínuo. próprio para serrarias. pelo excêntrico. a santista. num movimento também alternado de vaivém contínuo. que dá muito rendimento. Há um tipo de serra de fita horizontal. bem como a vertical para toras (Fig. como nas precedentes. produzido. A santista e a de poço trabalham com as lâminas em sentido horizontal. Funcionamento.A circular. dentada. — As nossas serras de fita trabalham em sentido vertical com uma lâmina sem fim. as quais lhe dão uma tensão suficiente para que se não dobre. 76).

como são afundados os mesmos quando se tornam rasos. de movimento automático. tico-tico. O seguimento deve ser da esquerda para a direita. tiçoa e santista. as engrenagens. Os dentes devem ser tanto mais finos e apertados quanto mais duras as madeiras a cortar. Conservação. assim. amolam-se as serras de fita. não só se amolam muitas serras de dentes grandes e abertos. para o desgaste mínimo do ferro e do aço. etc. quem trabalha à direita. É um erro. em perfeito estado de conservação. para depois de olada. ao passo que nas grandes indústrias fazem-no com travadeiras e amoladeiras mecânicas. Todavia. de cantos redondos. virar a serra ao avesso. o movimento dos braços faz-se naturalmente e a rebarba fica voltada para dentro. — Nas pequenas oficinas as serras são travadas e amoladas à mão. A lima murça chata. Folha da serra de fita (Figs. Com o esmeril fino. 77 e 78). — Com os lubrificantes (óleos gordos e graxas) são conservados os mancais de rolamentos e de bronze. e as circulares pequenas. ao canhoto convém virar a serra ao avesso e seguir da direita para a esquerda. serve para amolar as circulares grandes e as folhas das serras francesa. Com a lima triangular de cantos redondos.Preparo das serras. desvirá-la. O melhor triângulo para esta serra é o de cantos redondos porque os ângulos vivos no fundo dos dentes facilitam a ruptura da . — Esta serra é amolada com os dentes na posição em que trabalha. a fim de obter resultado idêntico ao de cima. porque. também de cantos redondos.

Os dentes altos e pouco sutados dão de rijo na face da madeira e com esforço é possível quebrar-se a lâmina. A lâmina. compridos e bem sutados. A Fig. Os dentes que mais convém a esta serra são os muito baixos. COMO SE ENROLA UMA SERRA DE FITA Enrola-se a serra em cinco voltas: fechando-se bem duas das três voltas feitas. quando é de aço muito duro. As emendas temperadas quebram facilmente. trinca com facilidade.lâmina pelo fato de prender a resina ou a serragem das madeiras. 79 ensina-nos o nome de cada ângulo dos dentes das serras. segurando-a com a mão . As emendas devem ser um tanto distanciadas e destemperadas. A trava é tanto melhor quanto menor o seu tamanho. Esses ângulos variam com a máquina e a resistência da madeira. forma-se uma grande.

na indústria moderna. 81). varia muito em tipo.esquerda. É que cada fábrica tem seus modelos próprios e técnica peculiar (Fig. umas são conjugadas. MÁQUINAS FERRAMENTAS A plaina. outras de monopolia e ainda outras de intermediárias. — Esta máquina de marcenaria e carpintaria. . as conjugadas. Descrever todas seria um nunca acabar. prevalecendo. tanto como a maioria das outras. Quanto ao sistema de funcionamento das nossas máquinas.

82). sendo o maior para madeiras duras e o menor para madeiras moles. Nas plainas grandes. (rotações por minuto) serve para uma plaina que tem o cilindro das facas de 4" de diâmetro.A plaina. A largura da mesa das plainas varia de 40 a 60 centímetros. por curta que seja. da metade da mesa de cima. Noutro tipo mais aperfeiçoado. como é também o cilindro das facas que sobe e desce em vez da mesa. e da faculdade de se dobrar. A rotação das facas depende do diâmetro de seu eixo. girando sobre armação de ferro (Fig. que se transforma em desempenadeira graças ao movimento de recuo e avanço.p. devido ao enorme esforço que faz quando aparelha madeira mal serrada e de grossura muito irregular. reduz o choque ao passar das facas para o motor. ao passo que noutra plaina de cilindro maior (5") a velocidade cai para 3 960 . A velocidade de 4 500 r. desce e se afasta para a esquerda do operador. que se destinam ao aparelho da madeira comprida e pesada. essa metade da mesa de cima recua. e estas tanto trabalham quando passam na mesa de cima como na de baixo. A plaina combinada com a desempenadeira tem duas mesas para um só eixo de facas. A correia. é a mesa que corre enquanto a madeira fica fixa.m. — As facas das plainas mecânicas trabalham com ângulo de corte entre 25 e 35 graus. a nosso ver. Há um tipo de plaina com duas mesas. não deveria ser conjugada. Ângulo de corte.

— Esta garlopa mecânica é de simplicidade única. A desempenadeira combinada com a furadeira tem ao lado posterior uma pequena mesa.60m por minuto. Uma velocidade regular para madeiras lisas é de 4. Desempenadeira. uma guia à direita. somos de opinião que. e um pedestal de ferro fundido (Fig. quanto menor for a sua marcha. e. 83). no mesmo cilindro das facas. pouco além das facas. É formada de uma mesa de uns 2 metros de comprimento por 40 centímetros de largura. e que para isso têm as facas colocadas sobre o eixo. tanto mais imperfeito o aparelho em madeira arrevesada. dividida em duas partes. um mandril para as brocas (Fig. para aparelhar simultaneamente a face e o canto da madeira a 90°. Convém saber também que. se as facas das plainas comuns ficassem colocadas um pouco de viés. produziriam melhor serviço para a marcenaria.p. Embora sabendo que há plainas especiais para serviços delicados. quanto maior é o diâmetro do cilindro das facas. . Já se tem feito também desempenadeira com uma espécie de tupia ao lado da guia. tanto melhor.m.r. em forma helicoidal. duas facas montadas num cilindro rotativo sustido por dois mancais. Para madeiras arrevesadas e nodosas. 84).

Consta de uma mesa assentada em corrediças. podem ser vazadas tanto na amoladeira mecânica. de esmeril. como no rebolo com dispositivo de corrediças.p. encontrado sob a coluna que sustenta a mesa. — Máquina que. próprio para esse fim. em perfeito deve-se estado pôr de graxa conservá-los FURADEIRAS Furadeira. assentandolhes o fio com uma pedra fina. como as da plaina. As facas desta máquina.O movimento do cilindro das facas vai de 3 600 a 4 000 r. nos mancais para como nas engrenagens. do lado oposto.86) . — Dos vários tipos de furadeiras. a horizontal é a mais comum. A altura do furo é regulada por um parafuso com volante. automática ou não. e duas alavancas. Tanto semanalmente funcionamento. sendo uma para movimentar a broca e a outra para levar a mesa (Fig. 85).m. — Fura com rapidez e perfeição pelos seus elos cortantes que nem navalhas (Fig. Furadeira combinada. tem uma serra circular no mesmo eixo. Furadeira vertical de corrente. um eixo com polia e mandril também de correr.

Furadeira vertical.p. Das prensas de ferro. e pode ser levada para onde se queira (Fig. — Utensílio de ferro ou de madeira em que se fazem os compensados (Figs. 88 e 89). acionadas por uma só correia. Seus modelos são muito variáveis.m. — Esta furadeira tem a braçagem articulada com broca em posição vertical. 87). MÁQUINAS ESPECIAIS Prensa. tripla ou quadrupla. — Máquina que tem muitas brocas. . umas são de parafusos e outras hidráulicas.Furadeira dupla. A velocidade das furadeiras varia de 2 000 a 3 700 r. de funcionamento simultâneo.

— Das lixadeiras mecânicas mencionaremos a de fita sem fim (Fig.Lixadeira. com disco rotativo. finalmente. a de disco horizontal e vertical. 90) e cilíndrica. a radial de braço articulado. e. .

Emalhetadeira. em gavetas de todos os formatos (Fig. fica colocado em oposição vertical. com rapidez e perfeição. Seu movimento atinge aproximadamente 1 130 r. na máquina. As brocas são cônicas. no sentido horizontal. ao mesmo tempo.Todas possuem aspiradores de pó. o macho e a fêmea do malhete.m. — É uma máquina especial para fazer malhetes de vários tamanhos. É comumente instalada sobre um cavalete de madeira. sendo que aquele remonta no topo desta. Cada vez que a broca entra na madeira faz. O lado da gaveta.p. Cada pente tem sua broca certa. 91). produzindo malhetes com o dobro de sua grossura. e a frente. mas uma broca pode trabalhar com pente mais largo. . Tem o motor conjugado sobre braçagem articulada.

91-a). — Peça de ferro fundido com quatro pés. Soldadeira elétrica para serra de fita. pois que o primeiro esmeril cava o chanfro das facas e o segundo não (Fig. tendo embaixo um transformador. e outro. 92). — Um tipo destas máquinas trabalha com esmeril comum. levando aquele vantagem sobre este. Em cima estão duas bases de bronze (cada uma com o parafuso e o calço que prendem a serra). É neste aparelho que são vazadas as facas das plainas. separadas pelo espaço por onde passa o braço da manícula com a tenaz. ao lado esquerdo um fio de cobre revestido de borracha e uma chave para ligar a corrente com quatro pontos (0-1-2-3-). . Amoladeira automática. com esmeril de copo oco no centro. 93). Esta aperta a emenda na hora de soldar (Fig.Ângulo dos malhetes (Fig.

94-a. Topejadeira. 94-b). — Maquininha de uns 25 x 40 centímetros de base. cônica. que se desloca de uma extremidade a . a maquininha de travar e a que amola a serra de fita com esmeril (Figs. — Compõe-se uma de um cavalete de ferro. 94.Travadeiras e amoladeiras automáticas. com uma faca dupla. sobre o qual estão dois volantes com flange na parte de baixo.

pois. próprio para fresas. Em compensação. em linhas gerais. Há um tipo de tupia dupla. É. acionada por uma alavanca. — A tupia mais geralmente usada (do francês toupie — pião). que consiste numa base. TUPIA Tupia. substitui. esboçando-a o primeiro eixo. 96 e 97). ao passo que o segundo a termina. Entre todas as máquinas usadas em marcenaria a tupia é a mais violenta. com várias arrue-las. O seu ferramental é complicadíssimo. com parafuso e rasgo em que é colocado o ferro de moldura. tão importante quanto perigosa. que sai fora da mesa. serras e navalhas (Figs. como a fresa na mecânica. O ferro de moldura pode ser simples ou duplo. pode-se dizer. mesa de mais ou menos um metro em quadro. segundo se é pequena ou grande a moldura que faz. 95). em caso de necessidade. todas as outras.outra da mesa. e outro eixo. uma guia de ferro (ou de ferro e de madeira) e um eixo (fuso). A guia de encosto corre dentro de um rasgo até os 90° (Fig. com dois eixos. são ferros de mil formas . que faz a moldura de uma só vez.

e afiados com pedrinhas redondas e direitas. 101). entra o parafuso do eixo da tupia para evitar que o ferro escape. Ferramentas (Fig. fresas. pois cada um tem o recorte da moldura que se deseja fazer. facas. Trabalhos desta tupia (Fig. e traçam-se as linhas retas que separam cada um de seus membros. Como se risca um ferro de moldura (Fig. limatões e no esmeril. aumentado apenas em cima para reforçar a ponta. molas. podem servir para muitas molduras. Os ferros de moldura são amolados com lima murça. é a velocidade do eixo das tupias modernas com rolamentos. deve trabalhar nesta máquina sempre com guias.m. Quando o ferro é muito grande deve ser duplo. Algumas de suas ferramentas acham-se reproduzidas na Fig. . Os mesmos traços. 99). 100). A parte negativa que se vê à esquerda é o ferro. serras oscilantes.p. ainda que especiais. 98). serras circulares. Quem não quiser ser vítima de desastre. No encaixe. 4 500 e até 5 000 r. que se vê na parte de cima do ferro. 100.diversas. — Os trabalhos ilustrados por esta figura demonstram com grande eloqüência as inúmeras possibilidades desta moderníssima tupia. Tupia superior (Fig. — Risca-se a moldura em tamanho natural. como se vê no desenho. etc.

.

.

.

molduras. colunas. 103). As fábricas que não fazem trabalhos em série. como . Enquanto que as facas de cima e de baixo tiram o material das duas faces da espiga. 102) Esta máquina trabalha ao todo com nove ferramentas: duas facas em cada eixo. etc.. a serra apara-lhe o comprimento. — Este torno para madeira possui três velocidades. O garfo serve para serviços mais ou menos grandes e que podem ser presos nas duas pontas: pés.RESPIGADEIRA (Fig. A bucha presta-se para trabalhos pequenos. uma placa e uma bucha. A placa recebe as peças que só podem ser presas numa face: pratos. uma serra grande e duas faquinhas que ficam ao lado das grandes para intacar as espigas. A inclinação da mesa serve para fazer espigas sutadas. etc. Torno (Fig. balaústres.. pouco aproveitam o préstimo desta utilíssima respigadeira. Está equipado com uma peça de 3 pontas (garfo). como das cadeiras.

O impulso do motor é transmitido ao eixo pelas correias em V. para segurar a vida de um marceneiro. Os acidentes muito depõem contra os estabelecimentos e seus oficiais. devido à sua muita rotação. As máquinas de marcenaria. Base de esmeril (Fig. os acidentes podem ser evitados mediante . não oferecendo assim o menor perigo de importância.botões. bilros. — É nesta prensa que fazemos e amolamos os ferros de tupia. CAUSAS DOS ACIDENTES NAS MÁQUINAS Precaver-se contra os acidentes é um dever de todos. A máquina que mais acidentava os marceneiros — a desempenadeira de eixo quadrado — está hoje modernizada. 105). 104). Nas escolas. Tanto assim que as companhias de seguro. — Como se vê pela ilustração. pedem quase o dobro do que cobram pela de um mecânico. esta máquina é para duas pedras. são tidas como muito violentas. etc. argolas. reparamos as fechaduras e tantas outras coisas. Morsa (Fig. Tem o eixo das facas redondo. atingindo algumas cinco mil voltas por minuto. uma de granulação grossa para desbaste de peças pesadas e outra fina para acabamento e peças pequenas.

c) não empurrar a peça que está sendo serrada. pelo desgaste. PREVENÇÕES DE ACIDENTES Atualmente não se admite mais uma indústria com luzes deficientes e cores escuras. Serras de fita. não havendo mais perda desnecessária de vidas.conselhos. os acidentes serão evitados. abre-se de repente. — Eis o que aconselhamos com respeito a estas máquinas: a) não estacionar na direção dos volantes. nem danos da integridade física e nem redução de capacidade produtiva. Serra circular. — Estas são as precauções que aconselhamos para esta máquina: a) trabalhar com a serra pouco fora da madeira que . com a mão. fúnebres. com retalhos. negras. pois pode escapar pela frente. As principais causas dos acidentes são: ignorância do operador. Vejamos como devem acautelar-se contra os perigos que algumas de nossas máquinas oferecem. No dia em que os patrões se compenetrarem da responsabilidade de tomar iniciativas para medidas efetivas de segurança. A produção sem acidentes é duplamente conveniente. Isto acontece quando. As máquinas são que mais necessitam de pintura especial. que dão a impressão de desconforto. as borrachas ficam cheias de sulcos. de cores vivas e variadas. na direção do corte. porque a serra. b) não regular a serra no volante com a mesma em alta velocidade. impropriedade do material. imprudência e distração. Essa é uma medida de segurança. ao quebrar-se. d) não serrar peças roliças a não ser sobre cavaletes improvisados na hora. vigilância e assistência dos mestres. às vezes. porque a madeira. dá uma forte chicotada nessa direção.

f) trabalhar sempre na face da frente. e) conservar o esmeril sempre bem torneado. Esmeril. As facas cegas também oferecem certo perigo. c) não conservar as mãos na direção da serra. É de bom aviso que o ferro. g) não trabalhar muito tempo seguido. Observemos para esta máquina as seguintes normas: a) examinar a pedra. Sempre preferiu trabalhar contra o ferro. a não ser quando se servia de ferros pequenos. em vez do corte se fechar. h) usar óculos protetores. embuchá-lo com chumbo. Muitas pessoas perderam a vida trabalhando nela. b) empurrar a madeira com o corpo ao lado da mesma. fazendo a peça voltar com violência. para ver se não está trincada. chamando-a até de Sua Majestade — a Tupia. ao colocá-la. Adote o leitor as mesmas cautelas contra essa máquina traiçoeira por excelência. — Esta máquina é pouco perigosa. seja duplo e tenha .está serrando. Desempenadeira. c) ajustar muito bem o furo da pedra com o eixo. pode abrir-se repentinamente. Se for largo. por abuso ou por ignorar seus perigos. empurrando sempre a madeira. d) evitar que fique excêntrico. bem como quando estão muito fora da mesa. para evitar que a pedra esquente e se parta. o que quis e com grande desembaraço nesta violentíssima máquina. b) é de bom aviso colocar-se entre as placas e o esmeril uma grossura de feltro que amortece os choques. pois. Sempre improvisou guias especiais para trabalhos difíceis e de certa fragilidade. visto que não raro o corte fecha-se de repente. quando grande. Tupia. Evitemos apenas aparelhar nela peças demasiado pequenas e com muito ferro. mas nunca deixou de respeitá-la. — O autor deste trabalho sempre fez. com todas as precauções. — Esta máquina é perigosíssima.

encaixe no canto de cima para a entrada do parafuso de aperto. Nunca se esqueça de apertar a contraporca. Cuidado com as madeiras arrevesadas e nodosas. Quando tiver que fazer um moldurão curvo, não corte pela linha de fora enquanto não tiver feito a moldura de dentro. Plaina. — Os cuidados que se precisa ter ao trabalhar nesta máquina são: a) não empurrar as peças de madeira de modo que, se elas entrarem de repente, a mão possa chegar ao cilindro dentado; b) cuidado com as peças que voltam ao bater nas facas, devido às grossuras muito desiguais; c) evitar que o avental ou manga do guarda-pó fique preso entre a mesa e a madeira que está sendo puxada pela plaina. As mangas compridas oferecem grande perigo quando se trabalha nas máquinas. O avental também não é muito aconselhável. Torno para madeira. — Dois perigos oferece esta máquina simples: a) com o esforço da ferramenta contra a madeira ainda em bruto, presa no torno, esta pode escapar e machucar o torneiro; b) a ferramenta, por um descuido qualquer, pode penetrar entre a madeira e a espera. Enormes perigos oferecem aos maquinistas as pontas de eixo, as engrenagens e as correias descobertas. É necessário provê-las de dispositivos de proteção contra os possíveis acidentes.

TRANSMISSÃO

Quando não se pode conjugar as máquinas, isto é, ter um motor para cada uma, recorre-se à transmissão, como se fazia anos atrás em todas as indústrias. Assim, um só motor grande aciona todas as máquinas ou quase todas, segundo as proporções da indústria. A transmissão consiste num eixo comprido com polias e mancais, suspenso na parede por vários suportes ou por meio de

armação de madeira reforçada, quando não é posto no chão dentro de valeta, sobre cavaletes de ferro ou de madeira. Quando um só eixo não dá o comprimento necessário, emendase outro com luvas de junção.

RELAÇÃO DE ROTAÇÃO

Em qualquer máquina operatriz é indispensável, para a boa execução do trabalho, que a ferramenta ou a peça esteja animada de movimento adequado. A transmissão do movimento de um eixo a outro é quase sempre feita por meio de correias, que ligam duas polias, a motora e a movida, como representa a fig. 106. Quando as duas polias devem girar em sentido contrário, cruzase a correia (Fig. 107). Quando a diferença de velocidades dos eixos a ligar é muito grande, colocam-se polias intermediárias, fig. 108. Assim, por ser muito grande a diferença entre as velocidades dos eixos A e D, foram montadas as polias intermediárias B e C. As rotações de duas polias, que giram ligadas por uma correia, são inversamente proporcionais aos respectivos diâmetros.

Assim sendo Di e D2 os diâmetros das polias motora e movida da fig. 106, e girando a primeira com m r.p.m. (rotações por minuto) e a segunda com m r.p.m., verifica-se a relação:

Dessa igualdade deduzimos:

É fácil calcular-se um dos diâmetros ou uma das rotações, quando são conhecidos outros três dados. Exemplo. — Se uma polia motora gira com 240 r.p.m. e tem 50 cm de diâmetro, que diâmetro deverá ter a polia movida para dar 600 r.p.m.?

Substituindo estes valores na resp. fórmula: Solução. —Temos:

Exemplo. — Um motor que faz 1 800 r.p.m. e possui uma polia de 32cm de diâmetro, aciona um eixo de transmissão cuja polia tem 56cm de diâmetro. Que rotação terá o eixo? Solução:

Se a polia A da fig. 108 gira com 90 r.p.m., qual será a rotação da polia D? Solução. — A rotação de B será:

Notando que o número de rotações da polia C é o mesmo da polia B, mas que o seu diâmetro é 400, teremos:

A mesma relação de rotação existe entre polias dentadas. Se a engrenagem motora é grande e a movida, pequena, esta multiplica o movimento, e vice-versa. Polias. — Na intermediária quase sempre ficam duas polias, uma fixa e outra louca. A fixa é a que transmite movimento à máquina, e a louca é a que recebe a correia quando desligamos a máquina.

DISPOSIÇÃO DAS MÁQUINAS

Não há um modo especial ou normas absolutas de se disporem as máquinas para darem melhor rendimento. Tudo é ditado pelo bom senso e pela prática do instalador. Três coisas não podem ser descuradas: a luz, as passagens e o espaço que cada máquina deve guardar em relação às outras máquinas e às paredes. Ao lado de cada máquina deve ficar a máquina da operação seguinte, por exemplo, a par das serras de fita e circular, deve-se colocar a desempenadeira e perto desta, a plaina. A tupia, que é a máquina mais violenta, deve ficar em lugar isento de qualquer interferência de aluno ou operário que não esteja trabalhando nela. O espaço necessário para cada oficial marceneiro montador, é mais ou menos o seguinte: 1 oficial, 15 metros quadrados; 2 oficiais, 20m2; 3 oficiais, 25m2; 4 oficiais, 32m2. Para cada oficial que se acrescente, mais 8m2 A boa ventilação na oficina exerce salutar influência nos trabalhadores, pois o calor é uma das causas da fadiga. A iluminação artificial necessária é de 15W por metro quadrado. Quanto à luz, natural ou artificial, aconselha-se a seguinte distribuição: a) do alto. b) O mesmo quanto à desempenadeira: luz da esquerda e da parte superior. c) A serra de fita deve ter luz projetada sobre o trabalho. d) Convém que a lixadeira de fita horizontal tenha a luz solar O tico-tico deve ter luz especial, de maneira que a linha pela frente. E a de disco, luz do lado direito e sobre o disco. e) Sobre a serra circular, a luz natural deve cair da esquerda e

seguida pela serra fique bem iluminada.

Trepidação. CORES CONDICIONADAS O uso adequado das cores pode proporcionar um aumento aproximado de 15% na produção e de cerca de 40% na precisão. de uma mercadoria pode depender de sua cor. . Conservação das máquinas.f) O torno para madeira fica bem. A remoção dos cavacos é feita por meio de escovas. ou venda. são de cor verde acinzentada. A ordem e a limpeza são fatores importantes do ponto de vista de segurança e de eficiência. é necessário também a limpeza do mesmo pois esta faz parte da boa conservação da máquina. a fim de fazer ressaltar o aço quando está sendo trabalhado. isolando-as do piso. — Não basta ter-se o maquinismo suficientemente lubrificado. servindo a várias máquinas. assentando-as em base própria. Quem não pode ter muitos motores. A experiência comprova que a saída.50m. que. pondo-se-lhe óleo e graxa nos orifícios. Um objeto de cor escura parece mais pesado do que um de tonalidade clara. economizará espaço e dinheiro. nos copos e nas engrenagens. colocado num ângulo de 45° da parede em que há janelas. Os tetos são brancos. — Evita-se que a trepidação das máquinas pesadas prejudique o prédio. estopa e fole. isto é. As pessoas em geral subavaliam a temperatura de sala pintada de azul. e superestimam a da pintada de vermelho. assente o único de que dispuser sobre trilhos. As modernas usinas siderúrgicas usam um cinzento claro nas máquinas e uma tonalidade creme nas áreas de trabalho. enquanto que as paredes e colunas de sustentação. até a altura de 2.

se as máquinas trabalhassem diariamente sem evitar esse contato. entretanto. Seu emprego. braços que se movimentam. LUBRIFICANTES A) Óleos. e também porque essa cor descansa a vista. Cor preta. em pouco tempo ficariam inutilizadas. devido ao andamento das mesmas. Ex. etc. — São assim distribuídas as cores nas máquinas: Cor amarela. mas que não oferecem perigo. Cor verde. usando um líquido grosso. — Com esta cor. Assim. desgastando-se por atrito. etc. — Esta cor é aplicada nas partes elétricas: caixas de fusíveis. Cor vermelha. e o branco o repele. não se generalizou. em muitos . engrenagens e polias recebem pintura de cor vermelha. A gordura foi o primeiro material usado para esse fim. — Pintam-se desta cor todas as peças que fazem movimento. tudo. alavancas. elas atuam como se fossem lixa. que não secasse com facilidade e que impedisse que elas se roçassem mutuamente.Os efeitos de ordem física das cores são estes: o preto absorve calor. Cor azul. que ofereça possíveis causas de acidentes. sem movimento. pois. enfim. equipamento contra incêndio. pensou-se em lubrificar as superfícies em contato. recebe pintura desta cor. pegajoso. — Partes internas. carro de plaina lima-dora. — Toda peça estável. listada de amarelo. guinchos. pintam-se peças em que o operador se pode chocar. Critério para a distribuição nas máquinas. que indica perigo. — Quando duas superfícies deslizam uma sobre a outra. Para remover esse inconveniente.

é ura líquido extraído de grandes profundidades da terra. O petróleo. expulsam o petróleo. Cada qualidade merece referências especiais. que pode variar desde as graxas sólidas até os óleos mais finos. onde há diversas temperaturas. o querosene.F. vegetais e animais. o asfalto. são extraídos do subsolo. a vaselina e outros produtos que entram na composição de massas para fabricação de pentes. que.B. portanto. serem geralmente ácidos. ou de rochas minerais. Esses subprodutos são obtidos após destilação feita em torres semelhantes a fornos. matérias resinosas. às vezes. atravessam as diversas camadas geológicas. submetidos a alta temperatura em alambiques.C. óleos lubrificantes que são minerais. Classificam-se os lubrificantes de acordo com sua origem. sendo então recolhido para a exploração industrial. e o dos últimos.casos. destinadas a . O xisto é rocha em formação que contém grande quantidade de óleo.F. próximo a Itapetininga (E. fazendo-o subir pela sonda. Desse óleo mineral são retirados a gasolina. os óleos. Há. dá os subprodutos seguintes: gasolina de xisto. entre Caçapava e Tremembé (E. quase à flor da terra. um dos quais é o petróleo. que é a escória. o piche. — Estes óleos. os resultados foram deficientes. produzem óleo bruto de xisto. óleos pesados e o asfalto.S. No Estado de São Paulo. o dos segundos. sob grande pressão. conterem. As sondas perfuram o solo. 1) Óleos minerais. como o xisto betuminoso. existe um lubrificante. Os blocos de xisto. por sua vez. de isoladores e da própria galalite. até atingirem as câmaras onde ele se encontra. novamente tratado em fornos especiais. para cada máquina. O maior defeito dos primeiros é serem muito inflamáveis. óleos leves.) bem como em Bofete. A sonda fica mergulhada no líquido e os gases que estão também dentro da câmara.) há grandes jazidas desse mineral. Outros ingredientes gordurosos foram ensaiados e hoje.

— São mais claros. especialmente no Estado do Ceará. obtido pelo esmagamento do fruto da oliveira (azeitona) é muito usado como lubrificante leve. mais ainda. Nesse aparelhamento. decompõe-se facilmente. Além de ser empregado. Na prática constituem os lubrificantes preferidos. Óleo de palma. que vão desde o gás. Os óleos minerais não formam goma. Por isso há quem o misture com óleos bons. passando pelos óleos. Distinguem-se por esses característicos e. quando cru. É amarelo claro e. que são mais ou menos densos. como lubrificante de máquinas. — É extraído do fruto da oiticica (soaresia nítida). é incolor. Seu uso está sendo ensaiado nos meios industriais.facilitar essa operação. que é pouco denso. sem cheiro e muito denso. em larga escala. na indústria. é utilizado em medicina como purgativo. 2) Óleos vegetais. É vantajoso misturar os óleos minerais com os óleos vegetais ou animais. — É extraído das sementes do mamo-neiro. — É extraído da parte externa dos frutos da palmeira andim. . é gorduroso e contém ácido. convindo corrigir previamente sua acidez. Óleo de mamona. não se decompõem e não se saponificam. pela cor azulada que apresentam. Óleo de oiticica. têm cheiro característico. porque estes melhoram as propriedades lubrificantes dos primeiros. quando misturados com a cal ou com a potassa. até a escória. que é muito densa. árvore gigantesca e abundante nos sertões do Norte do Brasil. Óleo de algodão. — É um óleo barato porque existem grandes culturas de algodoeiro em nosso país. mas o resultado é sempre um produto inferior. É preciso cuidado ao empregá-lo como lubrificante. o óleo se divide em camadas de densidades diferentes. O óleo de oliva. decompõem-se e se saponificam com facilidade.

...A resina nada mais é que a seiva de certos vegetais..... pode ser utilizada como lubrificante... ora muito viscosos.0% 12.5% 5..............0% .....5% 100...........0% 1............ 20........... para obter-se um lubrificante mais perfeito..... O toicinho tem as mesmas propriedades da banha e é obtido pelo mesmo processo.. Óleo de colza ........ Tem menos resíduo e produz mais gordura... Óleo de palma .. Cristais de soda ........... a gordura deixa escorrer a água que contém e que prejudica a lubrificação..... ora são muito fluidos........ — Tem as mesmas propriedades da banha e do toicinho.... — Passando às gorduras e aos óleos de origem animal mais conhecidos.... os óleos têm alguns inconvenientes.................. É um óleo caro.. ou melhor. As fórmulas abaixo dão a composição de duas graxas: Gordura ............0% 61.... Há ainda um óleo retirado da cabeça da baleia e de outros cetáceos... Pensou-se então em misturar óleos de qualidades diferentes.............. possui grande quantidade de espermacete........... que são lubrificantes sólidos....... Comprimida..... Tem cor marrom carregado e é muito fluida.......... de grande aplicação nas estradas de ferro. assinalam-se os seguintes produtos: Óleo de sebo ou banha..... — É oriundo do sebo submetido à pressão e ao calor..... Com esse processo foi que os técnicos chegaram à composição das graxas..... — Para certas aplicações. que é utilizado nas máquinas leves................ Em recipientes bem vedados... Este óleo......................... Água .. 3) Óleos animais.............. refinada em alambiques.. mas perde essa propriedade quando exposta ao ar....... cetina... quando não formam goma..... ora muito voláteis... que o derretem...... B) Graxas..................... Óleo de baleia... quando cru...........

......... usem-se óleos minerais brutos ou graxas. em pó ou simplesmente misturados com gordura... entre os quais são dignos de menção os seguintes: ter a fluidez necessária para cada caso.... para máquinas elétricas operatrizes grandes........ C) Aplicações....3% 7. o óleo de oliva e o de semente de algodão. existem requisitos que qualquer lubrificante deve satisfazer.... Água ..6% 100. são utilizados lubrificantes minerais sólidos....... Observem-se na prática as recomendações abaixo: a) Para pressões elevadas e pequena velocidade...... Óleo de palma ou mineral ... em que a pressão entre as superfícies é muito grande............... ou seja... como o petróleo refinado....0% Os saponáceos e os cristais de soda constituem o sabão.. de trabalho lento... ácidos e impurezas... ser livre de água......... devendo sempre ser escolhido de conformidade com as experimentações elaboradas pelas repartições técnicas. b) Para grande pressão e alta velocidade como nas máquinas Pressão leve e alta velocidade exigem um lubrificante menos pesadas.. como a grafita pura ou associada com óleo de sabão em pedra.......... d) Para transmissões e máquinas comuns empregam-se óleos minerais brutos... menos denso e mais refratário ao calor... não se decompor em presença do ar ou em contato com os metais que deve proteger..... — Existe um lubrificante adaptado a cada fim..... isto é...........8% 16................. usem-se os lubrificantes sólidos........ Entretanto..................... não se inflamar com a elevação da temperatura......... espalhar-se bem sobre a superfície a proteger......... não se desgarrando dela pelo movimento de rotação..... 23... nem se solidificar quando esta baixar.... Em alguns casos. Saponáceo seco.. c) viscoso........3% 52.................. ......Gordura....................

Poucas gotas deste óleo fornecidas ao cilindro. Não devem ser usados. lubrificantes que se evaporam facilmente. mais lentamente o corpo descerá. — A manipulação de lubrificantes e sua utilização correta devem obedecer a normas como estas: a) A renovação do lubrificante não será feita sem prévio exame das caixas e almotolias. pois exigiriam freqüente renovação. mineral ou animal. Se depois de demorado aquecimento forem ouvidos pequenos estalidos.e) Nos cilindros a vapor é usado um óleo de preparação especial que não se decompõe com o calor do atrito. que serão conservadas em rigorosa limpeza. Quanto mais viscoso for o óleo. aquecendo-o em seguida sobre chama de gás ou álcool. em recinto tranqüilo. há o seguinte: em um vaso alto. são suficientes para lubrificá-lo. como os do relógio. . Para obter-se resultado seguro repete-se a prova diversas vezes. que é aumentado pelo vapor. D) Exame de lubrificantes. Se o óleo contiver ácidos ou substâncias orgânicas. b) Para se verificar a existência de água no óleo. medindo-se o tempo que este leva para atravessar o líquido e chegar ao fundo. c) Entre os diversos processos fáceis de medir a viscosidade. Enche-se com o material que se quer examinar. o estanho soldar-se-á à chapa. cheio de lubrificante. é sinal de que o óleo contém umidade. O produto deve então ser recusado por impróprio para lubrificações internas. a terça parte de um provete limpo e seco. — Na impossibilidade de se recorrer a laboratórios especializados no exame de óleos. f) Os mecanismos sensíveis. deixa-se cair um corpo de peso regular. E) Cuidados especiais. por minuto. podem ser usados processos práticos como os que se seguem: a) Unta-se com lubrificante uma chapa de latão e tenta-se estanhá-la com ferro de soldar. para esse fim. requerem óleo muito fino. recorre-se à prova de crepitação (estalidos). principalmente quando superaquecido. sendo ambos purificados.

de onde foram retirados lubrificantes de outras qualidades. etc. Nem sempre dá bom resultado. Também não se devem encher depósitos. É necessário conhecer todos esses pontos e sempre deitar óleo por eles. são pequenos orifícios por onde se introduz o óleo.) fiquem em contato com o óleo. desde a maior até a de menor tamanho. sempre deixa resíduos. Deve-se conhecer como se lubrificam essas partes e qual o lubrificante que mais lhes convém. há sempre peças que se tocam. areia. evitando-se assim que detritos (limalha. e) Toda máquina tem pontos de lubrifícação. As almotolias serão cuidadosamente conservadas. rendem mais e não estão sujeitas a danos. As máquinas bem lubrificadas trabalham muito melhor. etc. a mistura deve ser reservada aos técnicos especializados. jamais deixar esses orifícios abertos. pois não raras vezes um lubrificante deficiente prejudica outro que é bom. sem limpar o vasilhame com querosene. por mais purificado que seja. Por isso. Verifique-se regularmente se todas as partes móveis da máquina estão bem lubrificadas. que se acumulam se não forem removidos convenientemente. se não está havendo aquecimento. d) outra. b) A mistura dos lubrificantes não deve ser feita arbitrariamente. se não há areia ou detritos. ou que resíduos destes se acumulem em seu interior. Nas máquinas operatrizes. Quando há tampões. c) A incúria pode causar perda de peças. escorregando uma sobre a .Qualquer óleo.

ponto em que o caule se separa da raiz. o tronco e as ramas das árvores e dos arbustos. Seu elemento fundamental é o tecido vascular. são os órgãos ativos da absorção. Divide-se em duas . — Madeira é uma substância compacta e sólida. tendo por substância essencial a madeira. as folhas. cujas extremidades. constituído de vasos compostos de longas células (pequenas cavidades sobrepostas topo a topo. sugam da terra o alimento necessário à nutrição da planta. As raízes. A raiz divide-se em três partes: corpo. Caule é a parte da planta que cresce em sentido inverso ao da raiz e que sustenta os galhos. todo o material que entra na confecção dos móveis. que são órgãos de absorção. É um conjunto de tecidos (parte sólida de um corpo organizado). e as radículas. Folha é o órgão respiratório das plantas.CAPÍTULO III MATÉRIA-PRIMA A MADEIRA Matéria-prima. as flores e os frutos. Rudimentos de Botânica. que compõe as raízes. — Em marcenaria compreende-se por matériaprima. Definição da madeira. que é a parte central. colo ou nó vital. em filas longitudinais ininterruptas). — A água é o elemento mais necessário à vida vegetal. chamadas espongíolos. prolongamento do caule.

— Chama-se assim a fibra grossa que se estende pelo meio da folha. É uma ramificação do talo. que é uma lâmina verde e chata. às vezes. que corre de certas árvores. as coníferas. de cor amarelada. Esta é que alimenta o vegetal. a aroeira e. constituindo as partes lenhosas. que começa na primavera e termina no outono. — Matéria inflamável. Realizam assim as suas duas importantes funções de exalação e absorção. Pecíolo. Talo. dispostos de diversas maneiras. prolongando-se. o vértice. a base. — É como se chama a matéria que determina a coloração das folhas. Primeiro correm fluidas e depois concretizam-se. Clorofila. As folhas transpiram pela face superior e absorvem a umidade pela face inferior. — É assim chamada a parte da folha que prende o limbo ao galho ou ramo. Há duas espécies de seiva: a ascendente ou bruta. e a descendente ou elaborada. tais como o pinheiro. Nervuras são fibras salientes que percorrem a superfície das folhas de algumas plantas. pelo oxidando-se em massas sólidas. particularmente. a de outono. até confundir-se com o pecíolo. Resina. Parênquima. consistente e untuosa. A madeira de primavera é fraca e mole. e outra inferior. notam-se duas faces. Seiva. — Líquido que as raízes absorvem do seio da terra e que serve para a nutrição do vegetal a que pertencem. A seiva circula nos tecidos das plantas. a orla. de várias formas. mais colorida. quebradiças e .partes: limbo e pecíolo. Crescimento das plantas. translúcidas. No limbo. — As camadas de lenho desenvolvemse durante cada período de vegetação da planta. Fibras são filamentos que se encontram em todos os vegetais. uma superior. — É o tecido que ocupa os espaços existentes entre as nervuras.

agitando-as. fictício. as árvores têm as raízes mais desenvolvidas do que as que crescem em regiões isentas desse fenômeno.contrário. possuem crescimento externo. ou seja na parte que fica pouco abaixo da casca. musgos velhos. estão sujeitas ao sono. a amores e a repulsões. porque a natureza obriga-as quase que à mesma atividade em todas as estações do ano. tanto como à sensação do frio. etc). O número de camadas concêntricas. parasitas e animais daninhos. a bem dizer. duas folhas preexistentes nos grãos antes da germinação). Nem todas as espécies de plantas têm igual crescimento. do calor e da luz. Os ventos impetuosos nem sempre são prejudiciais às plantas. Protege-as contra as intempéries e os . é consistente e dura. como as pessoas. As que pertencem à grande família das dicotiledôneas (que têm dois cotilédones. COMPOSIÇÃO DO TRONCO (Fig. separadas pelo brusco contraste que fica estabelecido entre as duas formações. de fora para dentro. é a que segue: Casca ou córtice. o alburno. e as periféricas. as camadas corticais. pois. As espécies da família das monocotiledôneas (coqueiros. As camadas internas constituem o cerne. No Brasil. dragoeiro. folhas doentes. — É o invólucro externo dos caules das plantas. As plantas. permite determinar a idade de uma árvore. cana da índia. o descanso das plantas é. Nos lugares constantemente batidos pelos ventos impetuosos. à vigília. razão por que a parte de fora é dura e a de dentro mole. 109) A composição botânica do tronco. bambu. palmeiras. têm crescimento interno. Estas plantas são de cerne duro e alburno mole. isto é. libertam-nas dos galhos secos.

Líber. Anualmente o líber ou floema se transforma em alburno e este em cerne. Cerne. O cerne ou durame é a melhor porção do tronco para fins industriais.insetos. — É a camada de lenho que fica entre o cerne e a casca das árvores e dos arbustos da família das dicotiledôneas. Conhecimento da madeira. estando situado entre a casca e a medula. . resistência ao corte. contextura das fibras e até pelo sabor. — Distinguem-se as inúmeras espécies e variedades de madeiras praticamente pela cor. na superfície da Terra. A medula é ocupada pelo parênquima — tecido esponjoso e mole. a parte mais interna da casca das árvores. NOÇÕES DE FITOGEOGRAFIA A fitogeografia tem por objeto o estudo dos caracteres e das condições da vida vegetal. — É a entrecasca. — É a parte interna do tronco das árvores. porosidade. densidade. cheiro. Alburno. ou entre esta e o alburno. Medula. — É a parte mais central da planta.

o araçá. noutra. — O ipê. 2) Vale do Paraíba. Zonas do Estado de São Paulo mais produtivas de madeiras usadas em marcenaria: 1) Serra do Mar. o carvalhonacional (louro-faia). têm estrutura xerófila (amiga da seca). as folhas. — A carne-de-vaca (catucaém). Esses vegetais são de estrutura tropófila. sendo xerófilas. Nos lugares em que a água é rara numa parte do ano e abundante noutra. a canafrista. a louveira. o óleo pardo. 3) Vale do Tietê. desenvolvem-se extraordinariamente. o jatai. a sucupira e outras. Para isso as folhas e as raízes sofrem modificações de modo a transpirarem menos e a absorverem mais. e higrofilas. dá-se o contrário: as folhas são desenvolvidas e as raízes atrofiadas.O elemento mais necessário à vida vegetal é a água. são atrofiadas. etc. A natureza do solo dá lugar a que se distingam as plantas calcículas (que preferem o solo calcário). Nos lugares em que a água é abundante. e. — O vinhático. etc. as plantas têm caracteres variados. no segundo. 4) Serra da Mantiqueira. numa época. ou mesmo desaparecem. . — O angelim-rajado. que são órgãos de absorção. os vegetais armazenam. Nos lugares em que a água é rara ou inassimilável (a água muito fria ou carregada de sais é inassimilável). a quantidade de água necessária para o tempo em que ela falta. a mosotaíba. o guatambu. As plantas. de sorte a aumentar a transpiração e diminuir a absorção. que são órgãos da transpiração. por ocasião das chuvas. e as raízes. no primeiro caso. que a planta absorve e perde pela transpiração. as plantas halófilas (que se encontram nos terrenos ricos de sal marinho). a guaiuvira e dezenas de outras madeiras preciosas. o pau-jantar. as plantas silicículas (que vivem no solo silicoso). higrófila (amiga da umidade).

5) Vale do Rio Pardo. — Perobas, canelas, cabriúvas. 6) Vale do Mogi-Guaçu. — O jacarandá, o pau-marfim, o amendoim, etc. 7) Oeste do Estado. — Caviúna, guarita, ximbó, caixeta. 8) Vale do Piracicaba. — Orindiúva, pau-cetim, taiúva e outras muitas essências. 9) Norte do Estado (zona que divisa o Estado do Rio) — O gonçalo-alves, o jatai, o pau-brasil (Ibirapitanga), o pau-rosa e o angico. 10) Vale da Ribeira. — O amarelinho, o roxinho, etc. As zonas mais quentes do globo produzem as madeiras duras, e as frias, as madeiras moles.

CORTE E TRANSPORTE DA MADEIRA

Corte da madeira. — A derrubada das árvores é feita geralmente a machado, e os cortes para lhes dividir o tronco em toras de 2, 3, 4 ou mais metros de comprimento são efetuados com o traçador. Processo de corte das árvores (Figs. 110 e 111). — Cortando-as segundo a Fig. 111, não racham. O corte que se faz a machado para abater a árvore é dado pouco ou muito acima do solo, segundo a conformação e tamanho do nó vital da planta. A árvore, cujo total de madeira é aproveitável em obras importantes, divide-se, comercialmente, em quatro partes, a saber: raiz, papo (colo ou nó vital), tronco e galhos.

Quando a madeira é bonita, em regra a parte mais rica em desenhos, nós, etc, é a denominada papo, que fica entre a raiz e o tronco. Nestes casos, depois de abatida a árvore, os mateiros fazem uma pequena escavação em redor do toco, para poder cercear (cortar cerce — rente ao chão) o papo, libertando-o das raízes. Transporte da madeira. — Quando a mata está situada em terreno muito acidentado, em encostas íngremes, as toras são retiradas, com grande dificuldade, por meio de deslizadores, carretas, tratores ou juntas de bois. Neste caso, são as toras amarradas com cordas ou correntes de ferro e levadas de arrasto até o lugar onde possam ser carregadas em caminhões ou carros, que as conduzam às estradas de ferro. Época do corte. — A árvore, para não ser atacada pelos carunchos deve ser cortada só nas minguantes e no inverno, tempo em que a linfa
2

está no interior da planta.

Lavradores antigos, baseados em seus conhecimentos empíricos, afirmam que a árvore, para não carunchar, deve ser derrubada nos meses que não têm r. Para evitar que fermente e carunche, devido à umidade ambiente, convém que a madeira seja retirada da mata logo após o corte.
2

Linfa é o humor aquoso que circula nas plantas.

E, uma vez fora da mata, deve ser conservada ao abrigo dos raios solares, sob os quais se fenderia pela secagem demasiado rápida, da parte externa.

SERRAGEM RACIONAL DA MADEIRA (Figs. 112-114)
Uma tora pode ser serrada em pranchas, tábuas, forrão, forro, ou em folhas de 1 1/2, 2, 3, 4 ou mais milímetros de grossura, conforme a natureza da obra a que se destine a madeira, ou à vista da beleza natural da mesma. O primeiro desdobro é feito numa serra denominada "tiçoa".

As serra francesa presta-se para serrar tábuas de um centímetro para cima. As folhas de três, quatro e mais milímetros são produzidas pelas serras de fita automáticas ou pela serra horizontal de nome "santista". A serra de "poço", de lâmina e dentes finos, que tanto cortam na ida como na volta, é própria para folhas finas de 1, IV2 e 2 milímetros. De uns anos a esta parte a madeira no Brasil está também sendo faqueada e descascada em lâminas de 8 décimos a 4 milímetros de espessura. Há pouco, apareceu um novo tipo de folhas de um milímetro, faqueadas pelo sistema radial, por uma moderníssima e perfeita máquina alemã, que as destaca da tora em forma de cone truncado, como se aquela girasse lentamente dentro de um grande e resistente apontador de lápis. Os serradores ou faqueadores caprichosos, ao colocarem a tora lavrada na máquina, escolhem sempre a face que pode produzir melhor desenho, e quando este começa a se alterar muito, tombam a tora, a fim de proceder à escolha de outro desenho, e assim sucessivamente até o final. Daí a razão por que uma só peça de madeira classificada pode dar vários lotes de folhas, cada qual com desenho diverso dos outros. O alburno, em regra, não serve para obras, pois raros são os que não caruncham. O cerne das plantas da família das dicotiledôneas é a parte mais dura e, por conseqüência, a melhor e mais bonita. Todas as folhas desenhadas ou nodosas, de qualquer grossura, serradas ou faqueadas, devem ter, em cada extremidade, um número de ordem feito a giz de cor pelo operador da máquina, à medida que vão sendo serradas ou faqueadas, para facilitar aos cortadores a combinação dos desenhos. As folhas importadas do estrangeiro (erable, tuia, oliveira, olmo, nogueira, etc.) têm a espessura de seis décimos de milímetro.

CLASSIFICAÇÃO DAS MADEIRAS EM MOLES E DURAS

Pode-se dizer, sinteticamente, que as madeiras se classificam em: madeiras dóceis, madeiras duras e madeiras preciosas. Entre as muitas espécies das madeiras da primeira classe, que são leves, moles, fracas e porosas, de crescimento rápido, contam-se o cedro, o pinho, a caixeta, o tamboril, a mandioqueira e outras. As marcenarias empregam-nas, externamente, no fabrico de móveis baratos, nos compensados, nos fundos, nos engradados, etc. As da segunda classificação caracterizam-se pelo crescimento lento, pela muita dureza e resistência, e pelas suas tintas variadas. Seu peso específico não raro excede ao da água. São as seguintes: a aroeira, o angico, o ipê, a cabriúva, a sucupira, o amarelo-cetim, os jacarandás roxo e pardo, e tantas outras. Estas madeiras brasileiras, bem como muitas madeiras duras de outros países, são quase incorruptíveis quando envernizadas e conservadas ao abrigo das intempéries, ou se constantemente imersas na água ou em outros líquidos. Sua flexibilidade pode ser aumentada por meio de imersão em água quente. Têm emprego variadíssimo. O marceneiro faz com elas móveis, cepos de ferramentas e utensílios. As madeiras preciosas, também de crescimento um tanto vagaroso, duras, compactas e pesadas, são as que têm as veias e as cores de particular beleza, tais como a imbuía, o jacarandá da Bahia e de Pernambuco, o pau-rosa, o gonçalo-alves, a caviúna, o carvalhonacional, a carne-de-vaca, etc. O seu melhor emprego verifica-se nos móveis de luxo, nas armações, nos lambris. Em regra, as madeiras moles deixam-se riscar facilmente. Dão mau polimento, são dóceis ao corte e pouco flexíveis. Dilatam-se e se retraem bastante. O mesmo não se dá com as madeiras duras, que são muito

10 cubos iguais. pesarão 9kg. Peso específico é uma força que depende da intensidade da gravidade. razão pela qual se dilatam e retraem pouco. higroscopicidade. É evidente que. Massa (Peso) — A massa (comumente chamada peso) de um corpo é diretamente proporcional ao seu volume. resistência. dando polimento fácil e bonito. A densidade (peso específico) da madeira será: O peso específico das madeiras oferece na carpintaria grande interesse. se um cubo de l0 cm de aresta. L cm3 desta água pesa 1 grama. de madeira. temos: O peso específico absoluto de um corpo é o peso em gramas de lcm3 desse corpo. M a massa do corpo ema massa de água. até entre madeiras da mesma espécie. Sendo d a densidade. rijas ao corte e têm os poros finos. É sabido que o peso específico difere muito. ensinar ao aluno a cor. Classificação objetiva. Para fins práticos só interessa o peso específico relativo que é igual à densidade e independente da gravidade. etc. densidade. da mesma madeira. porque há uma relação constante entre o limite de resistência à compressão e o peso específico. — Ante um bom mostruário dessas madeiras.flexíveis. — É a relação entre a massa (peso) de certo volume de um corpo e a de igual volume de água destilada a 4°C. Densidade. Exemplo. de cada espécie e variedade. e que essa variação é sensível em partes diversas da . flexibilidade. — Suponhamos que a massa (peso) de um pedaço de madeira seja de 6 gramas e que a massa de igual volume de água seja de 5 gramas. pesa 900g.

as mais fortes e duráveis são as que têm menos resina. é muito pesada. e entre as não resinosas. graças à elevada percentagem de umidade que contém. grave ou surdo. Os fatores que fazem variar o peso específico de madeiras da mesma qualidade são a topografia. a fertilidade ou aridez do solo. a madeira é leve e sonora. pelos seus excelentes atributos. ESTADOS DA MADEIRA Pelo som. a exposição do terreno ao sol. — São assim chamadas as espécies que. Quanto mais dura ou pesada for a madeira. Observações sobre as madeiras. as melhores são as que têm menos goma3. por se tornar leve e mais frágil. facilmente. pelo contrário. Sua cor e cheiro característicos apresentam-se alterados. Conhece-se. Ao ser percutida produz um som pouco intenso. ardida. . 3 em comparação ao peso e resistência Substância viscosa. cheiro e cor. que se extrai de certas árvores. etc. quando não. A madeira. aquelas que têm maior peso específico. Quando seca. têm aplicação nas construções civis e navais. translúcida e insípida. A intensidade da cor da madeira indica o seu grau de resistência e de durabilidade. os bons conhecedores de madeira sabem determinar o estado de cada espécie cortada para obras.mesma árvore. Entre as madeiras resinosas. menor será sua tendência para rachar ou abrir frestas. as melhores são as que crescem lentamente ou têm as zonas anulares mais estreitas. Madeiras de lei. peso. — Na mesma classe de madeiras. ressecada. quando a madeira está ressecada. sã ou podre. tendo a cor e o cheiro próprios de sua espécie ou variedade. se está seca ou verde. quando verde.

quer em abrigos. O verniz e a tinta são corpos impermeáveis que impedem a circulação do ar na madeira. em cerne de compensados. se a impermeabilizássemos de todos os lados com verniz ou tinta a óleo. Em lugares úmidos. quando cortadas fora de tempo. a madeira fermenta e apodrece prematuramente. pois este denota que interiormente se encontra o inseto vivo. o mesmo acontecendo. a madeira ardida. mesmo entabicada. — A madeira altera-se naturalmente pela oxidação lenta. etc. fora das matas. fungos. é aproveitada com vantagem.naturais da espécie a que pertence. absorvendo o oxigênio do ar. Uma peça de procedência duvidosa. Apodrecimento da madeira. quando são empilhadas sem tabiques. e acidentalmente quando atacada pelos carunchos. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS Higroscopicidade é a faculdade que a madeira tem de absorver a umidade. Derrubadas e abandonadas nas matas fechadas também caruncham e apodrecem em pouco tempo. gasolina ou querosene. ou em começo de putrefação. não produz fitas do comprimento do lance da plaina. escuros e vazios. Uma peça de madeira bem verde apodreceria em poucos meses. As madeiras são facilmente devoradas pelos carunchos. . E. na época das chuvas. deve ser fervida ou embebida de aguarrás. mas curtas e quebradiças. ao ser aparelhada. Os furos de carunchos mortos. quer ao relento. em que se supõe haver carunchos vivos. não são comprometedores. A podridão da madeira dá cores diversas às partes atacadas. por ser mais passível que as outras. Atualmente. Perigosos são os que estão cheios de carcoma.

2% no radial. Elasticidade é a propriedade que têm certas madeiras de voltar à posição primitiva. ao ser cortada. A madeira. até à ruptura. Flexibilidade. Consistência. À retração. mesmo conservada em lugares secos. e 12% é o limite de secagem ao ar livre em nosso clima. e a mosaicos de 7 a l0 cm em quadro (para o . tanto em pranchas como em tábuas. O pinho-do-paraná se retrai 6. no sentido perpendicular às fibras. de suportar. A 30% começa a se contrair. Tenacidade. isto é. também do Paraná. se contrai 5. o guaximbé. Tendência é a propensão que a madeira tem. de encanoar. as tábuas são reduzidas a ripas (para o compensado lamicerne). — Para aumentar a resistência e diminuir a tendência das madeiras. o de radial ou tangencial. contém cerca de 50% de umidade. folhas e ripas. — Madeira flexível é a que se dobra facilmente sem se quebrar. dá-se o nome de longitudinal. Resistência e tendência. no sentido transversal.7% no sentido longitudinal e 0. A imbuía.E absorve-a na proporção de um oitavo de seu volume por ano. Resistência é a propriedade que a madeira tem. 115). aproximadas. — É consistente quando tem as fibras compactas. e à retração. certo esforço de carga de compressão e torção. de ficar côncava no lado menos duro. quando dobradas. e 0. As nossas madeiras mais brandas são: a tapicuchaba. — A madeira é tenaz quando não se deixa riscar facilmente. na face que fica voltada para o alburno (Fig. no sentido das fibras.5% no radial. a filetes de 7 milímetros (para o compensado multicerne). sem se partir.4% no sentido longitudinal. a guaiuvira e o açoita-cavalos.

Para as madeiras enterradas: a carbonização superficial ou as . etc. o cipreste e a oliveira. Madeiras resinosas são as das árvores que fornecem não só a resina. que pesa 1 500 quilos. faveiro. Das inúmeras madeiras brasileiras que possuem esta qualidade. A tora lavrada fende-se menos do que a roliça. o sândalo. etc. carvalho. o campeche. cambuí. cuja densidade é de 76 quilos para cada metro cúbico. — São os seguintes os preservativos aconselhados: Para as madeiras expostas ao ar: os vernizes. as peças de modo a produzirem os efeitos exigidos para cada natureza de serviço. as caviúnas. o óleo. pois. o guarantã. ipê. o pau-brasil. o cedro. guáiaco ou pau-santo. etc. mencionam-se os jacarandás. — Entre as madeiras estrangeiras mais duráveis destacam-se: o boço. o amarelocetim. caviúna. castanheiro. Madeiras balsâmicas são as que contêm em sua resina ácido cinâmico ou benzóico. o pau-brasil. os mástiques e o alcatrão. como também a goma. larício e ontano.compensado de cerne quadriculado). faia. como o dragoeiro. que pesa menos do que a cortiça. Madeiras corantes são as que se empregam na tinturaria. — Citam-se as seguintes madeiras. etc. e o guáiaco. As madeiras mais pesadas são: a casca de ferro da Austrália. de mais durabilidade na água e na terra: estrangeiras — ébano. graúna. As madeiras mais leves são: a madeira chamada anona palustria do Brasil. o ipê. que pesa 1 333 quilos cada metro cúbico. As madeiras compactas fendem-se menos do que as porosas. pau-ferro. as cabriúvas. da região tropical da América. a aroeira. Retalham-se. o verniz. cambará. Preservativos das madeiras. Durabilidade na água e na terra. guarantã. nacionais — aroeixa. Durabilidade ao ar livre. que são quase incorruptíveis. e o miolo do sabugueiro. canjerana.

de cloreto de zinco. Contra os insetos: As mesmas injeções e a de bicloreto de mercúrio. ou de creosoto. de pirolenhito de ferro. Domingos de Honduras do México da África do Brasil da Itália de Portugal de Portugal do Est.injeções de sulfato de cobre. NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Abeto " " " Abrunheiro " Acácia " Acaju ou Mogno " " " " " " " " " " " " " " "Cravo Alamo " Almez Amarelo-cetim Ameixeira Amieiro Amoreira Azevinho Badiana Bálsamo Bétula " Procedência do Canadá da Inglaterra da Escócia de Trieste de Portugal da Itália da Austrália de Portugal de Cuba de S. de Alagoas da Itália de Portugal da Itália da Itália da China da Jamaica da Itália de Portugal Peso kg/m3 512 555 529 467 780 780 750 700 563 755 560 800 700 — 385 600 950 1 200 780 510 890 — — — 730 550 . Contra o fogo: o silicato de potássio ou vidro solúvel.

NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Buxo " Caoba " Carpino Carpo Carvalho ou Roble " " " " " " " " " " " " " " " " " " " " " Castanheiro " Cedro " " Cerejeira silvestre Cerejeira " Cinza de madeira Cipreste " Damasqueiro Ébano " Elce Epícea Erable ou olho de perdiz ou acero em italiano. Domingos da Itália de Portugal de Portugal da Rússia da África da América da Calábria da Inglaterra da Itália de 60 anos da Itália de Portugal da Índia Ocidental da América do Líbano de Portugal da Itália de Portugal — de Portugal da Itália da Síria da Índia da Ilha Maurícia da Itália de Portugal do Canadá da Itália de Portugal da França da Itália Peso kg/m3 912 1 280 900 950 760 700 1 100 — 988 850 697 — 1 051 1 170 606 640 748 554 846 740 715 — 1 850 — 670 770 1 187 — 985 470 900 696 650 1 100 760 . Faia " Freixo " Procedência da França de Portugal de Porto Prata de S.

Amazonas do Estado do Amazonas do Estado do Maranhão do Brasil da Itália da França de Portugal dos Estados Unidos da Itália de Portugal de Portugal da Itália da Itália da Bahia de Pernambuco da África da índia .NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Gonçalo-alves " Guáiaco ou pau-santo " " " Larício " Lécio Lentisco Limoeiro Lodão Macieira " Medronheiro Muirapinima Muirapíranga " Muirapixuma Nogueira " " " preta Oliveira " Olmo " Ontano Palissandro ou jacarandá " preto " preto " preto Procedência do Estado da Bahia do Estado de Mato Grosso Peso kg/m3 857 857 1 328 1 333 650 650 740 — 1 000 860 750 733 1 030 — 1 000 — — 650 1 000 730 — 900 930 650 700 800 1 100 1 200 1 400 1 400 da Índia da América dos Alpes dos Cárpatos da Itália da Argélia da Provença de Portugal de Portugal da Itália de Portugal de Portugal do Vale Inf.

NOMENCLATURA DAS MADEIRAS Espécie Pau de amaranto Pau de cactus Pau de Caiena Pereira " Peroba do campo Pinho da Calábria Pinho da Córsega Pinho de Cristiânia Pinho de Dânsica Pinho de Memel Pinho de Riga Pitch-pine Plátano " " Robínia " Salgueiro " Sândalo " Sicômoro Sobreiro Sorveiro " Teak Tília " Tulipeira da Virgínia Procedência de Portugal da Argélia de Caiena de Portugal da Itália do Estado do Rio da Itália da Córsega da Noruega da Alemanha da Prússia da Rússia da América do Norte do Oriente do Ocidente da Ásia Menor da Itália de Portugal da Itália de Portugal da China da índia da Itália da Itália da Itália de Portugal da Índia da Itália de Portugal do Canadá Peso kglm3 — — — 1 000 710 770 697 650 689 649 600 654 780 540 720 690 790 700 580 390 — — 590 240 670 900 — 600 557 — .

etc. etc Apocináceas Bignoniáceas Leguminosas " Bignoniáceas Leguminosas " Sapotáceas Araliáceas Leguminosas " Apocináceas Rutáceas. Litráceas Bignoniáceas Coníferas Moráceas Leguminosas Euforbiáceas Leguminosas Cor Esbranquiçada Peso kg/m3 950 940 900 1 267 970 790 505 vários 680 1 058 1 050 815 875 714 670 707 968 855 1 146 860 930 1 200 860 670 902 750 900 1 030 1 150 868 1 031 780 780 860 530 707 705 — Angico 720 Araribá-vermelho — Aroeira (orindiúva) 1 095 Cabriúva-parda 1 360 Cabriuva-vermelha — Caixeta — Canela (44 variedades) 934 Canjerana 546 Carne-de-vaca — (catucaém) Carvalho-nacional 314 (louro-faia) Caviúna-rosa 824 Caviúna-roxa 538 Cedro-vermelho 467 Grumixaba 671 Guaiuvira (cerne) — Guarantá 1 640 Guatambu-vermelho 858 Ipê (7 variedades) 728 Jacarandá-pardo 1 315 Jacarandá-roxo 531 Jantar — Jataí — Jequitibá-rosa — Maçaranduba 1 305 Mandioqueira 1 106 Óleo-vermelho 790 Pau-brasil 908 (Ibirapitanga) Pau-cetim — Pau-marfim (Pequiá) 854 Pau-rosa — Peroba (12 variedades) 1 182 Pinho (Araucária — Brasiliana) Taiúva 1 516 Tamboril (ximbó) 1 436 Urucurana 851 Vinhático — Parda Vermelha Preta Parda Vermelha Branca Várias Vermelha Vermelha Avermelhada Rosa Roxa Vermelha Branca Verde-escura Amarela Vermelha Amarelo-escura Parda Roxa Vermelha Vermelha Rosa Vermelha Branca Vermelha Vermelha Amarela Branca Rosa Vermelha.MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Amendoim (óleo branco) Resistência à flexão Família Botânica Leguminosas " " Anacardiáceas Leguminosas " Bignoniáceas Rutáceas. Meliáceas Proteáceas " Leguminosas " Meliáceas Mirtáceas Euforbiáceas Rutáceas. etc. Branca Amarela Parda Amarela Amarela . etc.

Geral no Estado Mogi-Guaçu Serra do Mar Norte do Estado Serra do Mar " Norte e Serra do Mar Iguape Vale do Paraíba Litoral 733 736 747 867 — 961 — — 1 057 750 601 823 1265 730 — 903 — . etc. Vale da Ribeira Marinha sul Franca e Batatais Marinha sul Norte.230 espécies e variedades) Garapa-amarela Graúna Guamixira Guariroba Guarita ou guaraitá Guaximbé (flexível) Guissara (coqueiro) Jenipapo Louveira Mandioqueira Merendiba Milho-cozido Mossotaíba Óleo-pardo Óleo-preto Óleo-vermelho Pau-choca (cor verde) Zona Em todo o Estado Norte do Estado Serra do Mar Oeste. etc. etc. Marinha sul Mogi-Mirim Marinha sul Serra do Mar Mogi das Cruzes " Em todo o Estado " Peso kg/m3 766 640 818 985 — — 810 960 1 045 — — — 800 1232 — 844 até 1 235 Norte do Estado " Em todo o Estado Serra do Mar Capital e Ribeira Oeste e Sul Sorocaba.OUTRAS MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Acácia (exótica) Açoita-cavalos Ademo Alecrim Amarelinho Arapaçu Arapoca Balsino Barbatimão Bitaru Brejaúba Bucuaçu Cacunda Cana-frista Casuarina Copaíba Eucalipto (exótica.

amarela e branca Vermelha Vermelha Vermelha Amarelo-escura Amarela Vermelha Amarela Rosa Vermelha Amarelo-escura Gema de ovo Vermelha Branco-escura Vermelha Amarela Escura Vermelho-escura Peso kg/m3 1 150 1 150 1 150 800 a 1 000 800 1 000 800 a 1 000 1 000 750 1 150 1 000 1 150 1 000 1 050 1 150 1 050 1 000 1 000 1 000 600 800 — 800 1 200 .MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Espécie Peito de Pomba Pindauvuna Saguaraji Sapucaia Tajubá Tapicuchaba (muito flexível) Tarumã Zona Oeste. etc. Vale do Paraíba Comum no Estado Serra do Mar Mogi-Mirím Arredores de Sorocaba Vale do Paraíba Peso kg/m3 — — 843 817 971 — 771 MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Abiurana Acapu Acapurana Ajará Amapá Amapá manso Anani Anaueirá Andiroba Andirobaj aruba Angelim-pedra Angelim-rajado Arapari Araracanga Arenarena Axuá Bacuri Buiuçu-cobra Caneleira Caripizeiro Cedro sem cheiro Cerejeira Cinzeiro Cumaru Cor Vermelha Preta e amarela Preta Vermelha e branca Amarela e branca Branca Preta.

amarela e branca Vermelha. cinzenta. castanho. vermelha.MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Cupiúba Envireiras Faveiras Freijó Gorabarana Guajará-pedra Guajará-pimenta Guaruba branca Guaruba vermelha Guariúba Guariúba vermelha Ipê Itaúba Jacamirana Jacareúba Jarana Jataí Jenipapeiro Louro-faia Louro-pimenta Louro-rosa Louro-vermelho Macaúba Maçaranduba Macucu Magonçalo Mandioqueira Mangue-vermelho Maparàjuba Marupá Marupaúba Matamatá Matamatá-branco Meraúba Muiracatinga Cor Castanho-escura Preta. amarela e branca Preta e amarela Escura Vermelha Vermelha Amarelo-queimada Branca Vermelha Amarela Vermelha Esverdeada Preta. Amarela e branca Parda Amarela. preta e branca Rosa Vermelha Avermelhada Vermelha Vermelha Escura Escura Vermelha Vermelha Branca Branco-amarelada Preta. roxa. vermelha e amarela Branca Preta Vermelha Peso kg/m3 1 000 600 1 100 800 1 100 1 100 1 100 600 700 1 150 1 000 1 150 1 150 1 150 800 1 000 1 000 900 1 050 1 050 1 050 1 050 1 000 1 150 1 000 1 150 700 1 300 600 600 1 150 800 1 150 1 300 . amarela e vermelha Amarela Vermelha Vermelha.

MADEIRAS DO ESTADO DO PARÁ Espécie Muirapinima Muirapiranga Muiratinga Muruxi Pajurá Papo-de-mutum Paranaí Pau-amarelo Pau-cetim Pau-d'arco Pau-ferro Pau-mulato Pau-rosa Pau-roxo Pau-santo ou guáiaco Pederneira Pintadinho Piquiá Piquiarana Pracaxi branco Pracaxi vermelho Pracuuba Pracuuba-preta Sucupira Sapucaia Tamanqueira Tamaquaré Tatajuba Tento-preto Turizeiro Ucuubarana Umarirana Umiri Uxi Uxirana vermelha Cor Escura Vermelha Branca Vermelha Vermelha Vermelha Amarelo-escura Amarela Gema de ovo Escura Escura Escura Rosa Roxa Escura Amarela Vermelha Amarela Amarela Branca Vermelha Vermelha Preta Preta Escura Vermelho-escura Vermelha Amarelo-escura Preta Escura Escura Avermelhada Vermelha Vermelho-escura Vermelha Peso kg/m3 1 400 1 400 900 1 000 1 000 1 150 1 050 1 150 1 150 1 100 1 150 1 150 600 1 400 1 050 1 150 1 000 1 150 — 1 000 1 150 1 150 1 150 1 150 1 100 1 000 1 000 1 150 1 150 800 1 150 800 1 050 1 100 1 150 NOTA — O qualificativo moiré junta-se às madeiras que apresentam reflexos ondeados. Há umas cujos desenhos são em ziguezague. . e outras representam gotas d'água.

116 e 117) Secagem natural. à temperatura de 70°C. A imersão em água quente deve durar de quatro a seis horas. Findo este tempo a madeira é retirada para deixá-la secar lentamente. tendo a parte de cima sustentada por uma barra fixa. entabicadas ou cruzadas entre si. Mais prejudicial ainda é a secagem um tanto violenta em estufa seca. A madeira secada por este meio perde quase toda a resistência.5%. porém. A mais rápida exsicação. — A madeira seca rapidamente fazendo-a ferver. em posição oblíqua. — A melhor secagem natural da madeira é a que se consegue entabicando-a em alpendres bem arejados. Em pouco tempo. relativamente pouco prejudicial. Exsicação artificial. a água substitui a seiva e a secagem faz-se . Para uma secagem mais rápida. a enfraquece. Outro tratamento é o que consiste na imersão da madeira em banho quente de sulfato de cobre a 1. costuma-se expor as tábuas ao relento.SECAGEM DA MADEIRA (Figs. o que. e a extremidade de baixo apoiada no chão. é feita pela flutuação das toras descascadas.

demasiado dura ou pouco porosa. 11-121) Como preparo. PREPARO DA MADEIRA PARA COLAGEM (Figs. o simples aparelho de plaina é suficiente para ficarem bem coladas as madeiras porosas. além da cola forte. Os madeireiros europeus faziam flutuar as madeiras no mar. as grandes indústrias utilizam-se de secadores automáticos dotados de uma série de tampas aquecidas. para se obter bom resultado. Como última novidade para a secagem artificial da madeira dos compensados. Quando. para torná-las incorruptíveis. ou ao ferro de dentes. Em água corrente podem as toras flutuar de um mês a dois anos. as quais. num movimento alternado. a madeira é úmida. recorre-se ao aquecimento prévio da mesma. moles e secas. A imersão em água fria deveria ser feita logo após o corte. depois de retiradas as toras da água.rapidamente ao ar livre. resinosa. porém. pelo espaço de quinze dias. . às cavilhas e aos parafusos. se aproximam e se afastam.

externa e interna. etc. entretanto. O topo. se dê em ambas as faces. — Uma junta estará bem colocada quando cair no centro da peça. Disposição das emendas. Todos os pontos em que se tenha de passar cola deverão tornar-se ásperos.Se uma das peças a ser colada para formar um todo ficar em plano inferior. Os painéis folhados são quase sempre espinhados. as fibras são dispostas perpendicularmente. de meio. os frisos. As emendas muito estreitas. que. oferecem graves inconvenientes na colagem e ao serem beneficiadas nas . deve ser raspada. Há serviços modernos que requerem as fibras em sentido horizontal. ficam sempre com as fibras em sentido horizontal. Manda a boa regra. Disposição das fibras. as bases. para poderem aderir às outras peças. em móveis finos. lixada e até envernizada antes da colagem. devem ser evitados. nos compensados. ou pouco mais centímetros. além de serem fracas e darem mau aspecto ao serviço. em relação a outra qualquer. bem como o meio topo. um. As travessas. para não acontecer que os mesmos se entortem ou empenem. isto é. têm as fibras dispostas em diagonal. a mesma disposição às fibras. quando maciços. — Na maioria dos casos.

A disposição indicada. e coladas. — Depois de seca. — Jangada — Paineira — Araticum — Freijó (do Pará) — Balsa (dos Estados Unidos). como sejam portas de guarda-roupas. uma sobre a outra. Quando se juntam duas tábuas que ainda têm um resto de alburno ou um lado mais claro do que o outro. As veias. por ser mais natural. 128 a 158) Madeira compensada é um conjunto de folhas descascadas. Os isolados. camas. incomparáveis em beleza natural. subdivide-se em quatro. Se as folhas desenhadas de que se dispõe são pequenas e as peças a folhar grandes. As madeiras desenhadas. a madeira para . para não dar a impressão de uma montanha invertida. devem ser unidos os dois lados do cerne ou os mais escuros. que as torna monótonas. oito e mais partes a área a cobrir. faqueadas ou serradas. Preparo da madeira. tem a vantagem de reduzir o lado ruim pelo esquadrejamento. quando caem perpendicularmente. por m3: — 320kg — 280kg — 224kg — 650kg. mas as que o têm variado de ponta a ponta. em número ímpar. seis. A balsa é a mais leve de todas. grandes e demasiadamente distanciados um do outro. além de impressionar melhor.máquinas. etc. não são as que repetem em toda a sua superfície o mesmo desenho. MADEIRA COMPENSADA (Figs. Seus respectivos pesos são. com as fibras cruzadas. são considerados como defeitos. Nunca se junta cerne com alburno. Madeiras leves para aeromodelismo. nem alburno com alburno. Os nós de maior efeito decorativo são os reunidos em grupos. devem ficar com a parte mais larga embaixo. que elimina as sobras.

às vezes. As folhas descascadas ou faqueadas existentes no comércio não necessitam de outro preparo a não ser o de juntar as emendas. de cerne quadriculado. ou ao lume. Tipos de compensados. — Atualmente. 9 ou mais folhas: lamicerne. bem como a qualidade das folhas coladas de cada lado do cerne. em mosaicos. A madeira destinada ao cerne dos compensados é aparelhada. MATÉRIA PLÁSTICA Atualmente fazem-se nos laboratórios dos Estados Unidos acurados estudos. Há serviços de certa natureza que requerem que a madeira. submetendo-se a madeira (reduzida a serragem. lados. serrada em filetes. seja ressecada ao sol. de cerne gradeado (construção oca). antes de receber as primeiras folhas. variam de acordo com o valor da obra.compensados é beneficiada nas máquinas ou à mão. antes de qualquer colagem. em sua maioria. fundos. — A construção do compensado é variadíssima. além de seca. 7. O número. Os tipos mais usados são os seguintes: Laminado de 3. colado por fora. em estufas. até as bases e as tampas. Os compensados têm aplicação também na feitura das pranchetas para desenho. Os dois melhores tipos de compensados são o multicerne e o de cerne quadriculado. Pode-se fazer também um compensado garantido com o cerne ripado. traseiras de gavetas e. uma folha de uns 3 milímetros por dentro e um laminado de três folhas de 3 milímetros cada uma. Aplicação do compensado. e rasgada e colada em todas as emendas. 5. os móveis são inteiramente compensados: frentes. em ripas. a . de cerne ripado e de cerne maciço encabeçado. multicerne. e recortada de acordo com as necessidades do serviço a executar. a grossura.

do guácebo e com todas as madeiras aromáticas. ou de uréia. Impregnando a madeira de uma solução de uréia. A serragem. onde ela se evapora até se conseguir o grau desejado de secagem. torcer. pode ser trabalhada como massa de pão e transformada em lâminas ou objetos moderados. o mesmo se faz com a casca da canela sassafrás. comprimir e moldar a mesma madeira. que e um dos produtos mais baratos do mercado. Os sais repuxam ou atraem a umidade desde o coração da peça até à superfície. Para fazer secar madeira de dentro para fora. do bálsamo. visto ter-se tornado passiva. As fortes impregnações de açúcar de cana reduzem de cerca de 50% a contratilidade da madeira. uma vez seca. basta mergulhar a madeira verde numa solução de sal ordinário. para a obtenção de matérias plásticas ou sucedâneos dessa importante matéria-prima. impregnada de uréia. e aquecendo-a depois à temperatura de 100°C pode-se dobrar. ao invés de o fazer de fora para dentro como sempre tem sido. Essa madeira. . torna-se tão resistente como o aço macio.maravalhas ou a cavacos) a vários tratamentos químicos. Das agulhas dos ciprestes extrai-se um perfume excelente.

— A cola a frio tem por base a caseína (produto do leite animal)....... entretanto.......... A dissolução é conseguida mexendo-se a mistura com uma .................... Ela existe também na farinha de trigo............................... e do sol... goma vegetal e um tipo novo tirado da cola animal.0% bastante bastante A caseína constitui a parte mais nutritiva do leite.... 60............ a percentagem de 70 a 75% de água e 25 a 30% de cola....................... — Para esta cola............... Essa proporção.. Cal extinta ........ segundo as madeiras e a natureza do serviço... da água fria e quente..... Preparo.. Oxido de cálcio ...................CAPÍTULO IV MATERIAIS DIVERSOS COLA A FRIO (CASEÍNA) Procedência.......4% 11......0% 9... a proporção é de um quilo de pó de cola para três litros de água.... Fórmula: Caseína .. ..9% 16...... o que dá... Resiste à ação da umidade. preparada e aplicada a frio... Ácido carbônico .... é variável.... Flúor ... Água......................... aproximadamente...............

espátula em vasilhame. Quanto mais quente a água. só pode ser aproveitado no dia seguinte. a de sal de azedas. por isso não se presta para a colagem de folhas que tenham menos de 3 milímetros. . porém. no outro dia. porém. ou vidro. Restos de cola. Não se deve preparar mais do que a quantidade necessária para duas horas de serviço. A pressão deve ser lenta para dar tempo à cola se estender. — É com esta cola que são feitos quase todos os compensados dos móveis modernos e dos lambris. as espátulas. de preferência de madeira. deve-se lavar bem em seguida. e conserva-se líquida por mais tempo. não se dissolve mais. O melhor modo para dissolvê-la é o que consiste em fechá-la em uma máquina semelhante às antigas sorveteiras de mão. — Esta cola. Aplicação. coagula-se facilmente. louça. — As peças coladas com esta cola só podem ser postas à prova de resistência depois de 4 a 5 dias. As manchas. preparado com três litros de água. depois. Algum resto que sobre. tirar ou clarear as manchas por meio de uma solução fraca de ácido oxálico ou sal de azedas. mecanicamente. Com ela colam-se também as hélices dos aeroplanos. — Com a água de chuva ou destilada a cola dissolve-se mais depressa. uma vez endurecida. Os carpinteiros usam-na para colar as espigas das esquadrias destinadas ao relento. juntando-se-lhe certa quantidade de água. — Esta cola tem o defeito de manchar as madeiras. para. barro. Em todos os casos. fazendo girar. cobre aproximadamente dez metros quadrados de superfície. Prova de resistência. nunca de metal. a fim de evitar defeitos ao se aplicar o polimento. A água. Pode-se também passar primeiro uma solução de sulfito de sódio e. Consegue-se. mais depressa se dissolve a cola. Rendimento. — Cada quilo de pó de cola.

há milênios cultivado grandemente na Manchúria para o fabrico do queijo e de coalhadas. Dele se extrai uma proteína semelhante à caseína do leite e com a qual também se fabrica cola para compensados. Adoção. produzido por um parasito. Finalmente. 5) Por manchar a madeira. conhecida pelo caboclo por "cola dos violeiros". transparente. — Há um fruto. chineses. que fervido dá uma cola especial refratária às intempéries. História. É a cola dominante nos Estados Unidos. quando moido e posto na água dá um leite com característicos semelhantes aos do leite animal. 4) 6) Por exigir maior pressão. foram feitos com essa cola. que incha pela . Entre nós. — Conta-se que já os antigos egípcios. ainda não foi aplicada. COLA DE GELATINA (OU ANIMAL) É uma matéria viscosa. Cola vegetal. Sendo um feijão de cultivo fácil e de grande rendimento. Por não se prestar para serviços urgentes. incolor. que figuram nos museus. Supõe-se que seus móveis milenares. porém. pois é de secagem Por prejudicar a saúde de quem a prepara em vasilhames muito lenta. a cola torna-se extremamente econômica. 3) Por não dispensar a cola de gelatina. gregos e romanos conheciam a cola a frio.adicionar-lhe a porção do pó correspondente. Caseína de soja. — Eis algumas razões pelas quais certas oficinas deixam de adotar esta cola química: 1) 2) abertos. por certos tipos dentarem as ferramentas. — O feijão de soja.

porquanto os fios capilares que a cola forma nos poros não penetram fundo. do fundo da panela. A cola de gelatina. tratando-os pelo ácido clorídrico diluído e submetendo-os. O líquido obtido produz. — Por ser de secagem relativamente rápida e por não manchar a madeira em como todos a os de caseina. cola de Coqueiros. Cola de peixe. cola de Flandres. Deve-se prever e predispor tudo antes de passá-la. O tanino e o álcool precipitam a gelatina de suas soluções. cola inglesa. não deve ter a consistência do xarope nem a fluidez da água. gelatina coagulada: cola forte. cola clara ou de Ducado. à ação de uma temperatura de 300° C. sem aperto.ação da água fria e dissolve-se na água quente. Diferentes nomes da cola de gelatina: — cola branca ou diáfana. cola de Holanda. por mais diluída que esteja. A colagem feita pela simples fricção e contato das duas peças. perde suas qualidades devido ao processo químico chamado hidrólise. cola hamburguesa. e destacada de vez em quando. É estendida na superfície das peças com o auxílio de um pincel ou da trincha. fazendo-os ferver com água. quando velha. isto é. Inchando pela ação da umidade. Esta cola. não é boa. Preparo. serviços esta cola aplica-se delicados. nem sai para fora. particularmente nas folhas de menos de três milímetros de espessura. não se presta para serviços expostos ao relento. — Esta cola é fornecida pelo bucho e pela bexiga . vantajosamente urgentes. A cola a quente não espera nada. aplicada a quente. uma vez arrefecida. pelo resfriamento. pois. na autoclave. não penetra nos poros. Aplicação. com uma espátula de madeira. a gelatina é dissolvida a banhomaria. Extrai-se da carcaça e dos tendões dos animais. — Depois de triturada.

mais próprios para caixas. 14 x 18. 7 x 7. couro e pano couro. 10 x 10. A marcenaria gasta quase exclusivamente os segundos. em móveis ordinários. etc. Cada tipo de prego. são resistentes ou fracos. Balmazes são preguinhos de ferro ou de latão.natatória do esturjão ou solho-rei. são os seguintes: 6 x 6. pela resistência que oferecem. Há tachas (ou pregos) de várias formas. para a colocação dos vidros. Entra na composição da cola que se usa para colar correias de sola. isto é. 15 x 18. mas hoje também os marceneiros empregam-nas para segurar as folhas . que imitam parafusos. PREGOS E PARAFUSOS Os pregos. Os pregos. só servem para engradados. Os balmazes servem para colocar as vistas das fechaduras. puxadores estampados. Há outros quadrangulares. próprias para estofamentos de sola. grossos ou finos. com cabeça. nas boas marcenarias. Os números de pregos mais próprios para a marcenaria. serviços delicados e para marcar algumas cavilhas em trabalhos difíceis. 12 x 12. as arestas. 17 x 24 e 17 x 27. tem sua aplicação especial. — Há pregos redondos com e sem cabeça. Os redondos com cabeça. 13 x 15. As tachas são umas brancas e outras pretas ou violáceas. relativamente ao comprimento de cada um. a bem dizer. Os pregos rosqueados e com fenda. ao passo que a carpintaria prefere os primeiros. Antigamente o uso das tachas era privativo dos estofadores. servem para pregar caixas de madeira demasiado mole. 8 x 8. de cabeça bombeada. 9 x 9. Estes chamam-se arestas. cujos números vão de zero a 12 ou mais.

não fura a madeira. da Comp. em mm 1.4 9. Paulo.3 9 12 1. com e sem cabeça.4 2.0 18 3. 30 multiplicado por 2.° 5 10 15 20 25 30 espes.6 N.o 1 6 11 16 21 26 espes.28mm (2 milímetros e 28 centésimos). que tem 30 furos e uns tantos rasgos.° espes.0 10.8 29 espes.5 2.8 4 7 1.4mm.0 1.° em mm em mm 2 0. Nota — No comprimento não se inclui a espessura da cabeça.9 24 27 8.9 7.8 13 2.2 28 8.9 1.4 N. afasta-lhe as fibras. ao ser introduzido.° espes.9 6.0 Números das pontas de Paris. Mecânica e Importadora de S. valendo cada linha 2. Afilava-se a ponta que penetra na madeira. servindo aqueles para medir o diâmetro do arame.2 8 1.4 4. N. Há cem anos atrás o prego era feito a martelo. a grossura das chapas de ferro. Dimensões dos pregos. Exemplo: um prego de 20 x 30 (20 pela Fieira de Paris é igual a 4.4 7. TABELA DE CHAPAS E ARAMES SEGUNDO A FIEIRA DE PARIS N.28 é igual a 68. — 5x5 — 6x6 — 7x7 — 8x8 — 9x9 — 10 x 10 — 11x11 — 12 x 12 — 13 x 15 — 14 x 15 — 14 x 18 — 15 x 15 — 15 x 18 — 16 x 21 — 17 x 21 — 17 x 24 — 18 x 24 — 18 x 27 — 19 x 27 — 19 x 30 — 19 x 33 — 20 x 30 — 20 x 33 — 21 x 33 — 21 x 36 — 21 x 42 — 22 x 42 — 22 x 48 — 23 x 54 — 24 x 60 — 25 x 66 — 26 x 72.7 4. e amolgava-se a que limita a penetração. Pregando-o obliquamente segura mais do que o prumo.4:4mm e 4 décimos). O prego. — O primeiro número representa o diâmetro do prego pelo sistema Fieira de Paris4.6 1. e estes.0 14 17 3.4 23 5.4 19 22 5.6 2.1 1. 4 .finas dos compensados.2 3. O segundo número refere-se ao comprimento do prego em linhas portuguesas. em mm 0.7 3 0. N. FIEIRA DE PARIS — É uma chapa redonda de aço. em mm 0.

— É um prego especial. nos compassos de madeira. Escápula. uma fenda na cabeça. banco de marcenaria. Os parafusos de porca. É um parafuso de fenda. e. e que são também aplicados nos guarda-roupas. a qual. O prego deve ter. nas escrivaninhas e noutras peças de desmontar. cantoneiras. têm aplicação nos serviços de desmontar: cadeiras ordinárias. O prego de n. Os três primeiros dessa classificação servem para segurar fundos. em certas estantes de música e em algumas das ferramentas do marceneiro. pelo menos o dobro da grossura da peça a ligar. dobrado em arco ou em ângulo reto. por milímetros. Os parafusos de borboleta têm sua utilidade prática nos bastidores. de ferro. Os parafusos de fenda medem-se no comprimento. para girar no encaixe. nos bufetes. por polegadas. destinada a cobrir todo o furo do vidro. que serve para pendurar quadros e armação de cortinas. chapas. também apertados com as duas últimas chaves mencionadas. há ainda os parafusos de cama. como fechaduras. gaveteiras e ferragens em geral. de ferro latonado. com a sagueta. etc. Além desses. Nesta há um furo rosqueado em que se aloja a rosca da cabeça bombeada. de cabeça chata. . tais como o esgache. faz-se-lhes. que se apertam com repuxo.Os pregos sem cabeça (arestas) vão de 5 x 5 a 19 x 27. cobreado e niquelado. deve ser redonda. Os parafusos. cadeira de bordo. o goivete. na largura da cabeça. São apertados com a chave de fenda. — Os parafusos classificam-se em parafusos de fenda. puxadores. etc. de cabeça chata. O parafuso mais interessante é o que cobre o furo dos espelhos de colocação moderna. etc.° 17 x 27 é feito por outra fábrica. Os de rosca soberba usam-se mais em carpintaria e são rosqueados com chaves de boca e inglesas. Quando aplicados nestas cadeiras. de latão. no comprimento. dobradiças. redonda e bombeada.

Para isentá-los da ferrugem. — Aquece-se a cabeça do parafuso durante alguns minutos com haste de ferro chata na ponta. em lixadeiras mecânicas. torcendo-o com chave de fenda. São as dejeções vulcânicas lançadas ao mar. A lixa de bobina é usada pelas grandes fábricas de móveis. A mais importante exploração da pomes encontra-se em Lípari (Itália). Sua aparência é opaca. antes de serem aparafusados nas peças. Extração de parafuso enferrujado. A lixa amolecida nos dias chuvosos e úmidos. engraxados ou ensebados. terá dissolvido o metal de que o parafuso é feito. no sentido do corrimento da lava. como bolhas de ar dispostas em carreiras. — Pele áspera e escamosa dos peixes. Esta. — Destrói-se o parafuso que quebra e fica dentro da madeira. que serve para alisar as madeiras. A qualidade da lixa depende da qualidade do papel. sedosa. que lhe emprestam o nome. A pedra-pomes. volta ao estado normal pelo aquecimento ao lume durante alguns segundos. a ponto de não poder ser usada. Outra lixa. . ao fim de um dia. são encerados. e que também se usa para lixar madeiras. — A pedra-pomes pode ser considerada como vidro dos vulcões. esverdeada. Parafuso quebrado. — A lixa é papel em folhas ou em bobinas coberto por uma massa impregnada de areia moída e peneirada. MATERIAIS PARA POLIMENTO A lixa. da cola e da homogeneidade dos grãos de areia nela empregados. Logo em seguida tira-se o parafuso facilmente. com água de Javel.

— Espécie de fecho para manter fechadas as portas. — Peça de ferro ou latão que tem uma das extremidades dobrada no esquadro e a outra munida de um pitão. 122 — 10). 9) Suporte para vidros. 5) Ferro pedrês. 122 — 12). fecha a porta ou gaveta em que é pregada (Fig. 4) Aldrava. 122 — 1. de encaixar. 2. molas — ordinárias). Chama-se também bisagra e charneira (Fig. por meio de uma lingüeta ou hastes movidas por chave. da cristaleira. — (De embutir. — (De vara — para caixa — americana — de fechada e que se faz correr com a unha (Fig. 122 — 5).).Usam-na os envernizadores para encher os poros das madeiras. — Peça de metal estampado ou fundido em que descansam as prateleiras da vitrina.. — Tranqueta de metal que mantém a porta Dobradiça. Gonzo que consta de duas peças unidas por um eixo comum. Maquinismo de ferro ou latão que.. — Pecinha de arame recurvada. e que se faz correr com a mão (Fig. de cremona — para portas de correr — para escrivaninha americana — para caixa. que funciona automaticamente por meio de um pino e uma mola. — (Ordinário e de esfera) — Ferragem de movimento alternado com que se mantêm fechadas as portinholas (Fig. — Espécie de fecho a unha. e que serve para fechar as portas por dentro. . 6) Vaivém. 7. 7) Fecho automático. sobre o qual giram as portas. 2) 3) Fecho a unha. 8 e 9). que se coloca nos cabides dos guardaroupas (Fig. 8) Gancho para cabides. 122 — 11 e 19). FERRAGENS PARA MÓVEIS 1) Fechadura. 3 e 4). do bufete. alisando-lhes a superfície ao ser estendido o verniz. com rosca na extremidade direita. as janelas e as tampas de caixa. 122 — 6.

etc. (Fig. — Peça de metal encurvada. 122 — 14). portas. e que se aperta e desaperta com o repuxo. — Pecinha de metal. sobretudo nos guarda-roupas (Fig. que segura os espelhos e os vidros sobre as peças (Fig. 122 — Garra para espelhos. — Parafuso que tem a cabeça esférica atravessada por quatro furos. rosca fina e porca.etc. nos lados e nos frisos dos móveis desmontáveis. 122 . que se encaixa e aparafusa nas cabeceiras com a porca embaixo (Fig. — Jogo de peças que consta de duas chapas e um parafuso de ferro. etc. — Peça de ferro com três furos. em que são pendurados os chapéus. 122 — 14). 122 — 16). de variadíssimos feitios. — Peça de metal ou madeira. 13) Chapas para guarda-roupas. (Fig. 12) Gancho para porta-chapéus. 14) — 17). 10) Parafusos de cama. as capas. (Fig. 122 — 15). (Fig. 122 — 13). Puxador. etc. para abrir gavetas. 15) 18). que se afixa nas bases. dobrada em ângulo reto. por onde se puxa. 11) Chapa para parafusos de cama. Tem aplicação também nos guarda-roupas desmontáveis.

.

16) 17) Pingente. — Pequena roda ou esfera metálica que se afixa aos pés das cadeiras e das mesas. 122 — 21). Espelho ou entrada. para que estas peças possam. ser movidas com facilidade (Fig. 122 — 22). — Chapa de metal que se põe nas geralmente com entrada para chave (Fig. entradas das chaves para ornamentá-las (Fig. 122 — 20). — Puxador que pende em forma de pingo. rolando. 18) Rodízio. .

para não arrastar na base ou no pilar. nas cabeceiras (Fig. a primeira nas barras e. 21) 122 — 26). 122 — 25). Colocam-se as fechaduras começando sempre pela entrada da chave. das vitrinas e das armações (Fig. — Ferragem semelhante a um trilho dobrado em forma de T invertido. a dobradiça é encaixada parte na porta e parte no lado. e a respectiva chapinha. que pouco deformam a imagem que refletem. É colocada na parte inferior das portas das cristaleiras. se a porta fica entre os pilares. se a fechadura é de cremona. duplo. é colocado na peça. Técnica de colocação. cujas hastes prendem no friso e na base. — Tem esse nome a lâmina de vidro ou de cristal estanhado na face posterior. Às vezes são lisos. — Ferragem composta de uma peça com 2 ganchos e outra com 2 furos em que entram os ganchos e que são aparafusadas. nestes não se faz encaixe algum para a dobradiça. há espelhos de vidro simples. Atualmente fazem-se espelhos de vidro triplo especial. completada por uma ou duas peças com esferas. triplo de 4 a 7mm e de cristal.19) Corrediça de metal. Assim. O vaivém. Espelho. varada ou até o meio da grossura da madeira. Os espelhos se definem pelo material de que são feitos. o lombo deve ficar na face interna. — No caso em que a porta remonta no lado. Quando a fechadura trava no meio da porta. a segunda. 20) Chapas para cama. A colocação da aldrava é feita na prateleira e o pitão em que enrosca é rosqueado na porta. Mas. Mas. na porta. 122 — 23 e 24). segundo se a fechadura é de encaixar ou de embutir. esta pode ter um pequeno lombo do lado de fora. . outras vezes biselados e até lapidados. Suporte de metal para limitar a abertura das portas (Fig.

que é o em que a pessoa que se mira mais se movimenta. no sentido transversal. O cristal de superfície plana.Além de terem o campo plano quase perfeito. passa a ter o campo retificado por desempenadeiras radiais mecânicas. são feitos de modo a ficarem colocados com as pequenas imperfeições produzidas pela fundição. que lhe . depois de fundido.

O cristal distingue-se do vidro por ter a cor menos esverdeada do que este e porque reflete nitidamente a imagem.alcançam até mesmo a depressão mais funda. mesmo em movimento. e lapidados quando são postos como prateleiras ou sobre as escrivaninhas para lhes proteger o verniz. a qualquer distância. Eis por que o cristal não tem grossura certa. Nos rebaixos. O prego que. deve ficar sempre para fora. que o sobrepõe ao quadro ou compensado com os cantos à vista. o espelho é seguro por meio de rolhas pregadas com pregos. requer que estes sejam lapidados. A colocação moderna do espelho. — Corpo frágil e transparente obtido pela fusão de areia silicosa com soda ou potassa. ao ser batido. A face do lombo do vidro. também os vidros que pomos nos móveis finos costumam ser chanfrados em bisel. deve ser arrancado antes que o quebre. para não quebrar. tomar a direção do vidro. e o vidro é colocado com cordões de madeira mole aparafusados ou pregados com arestas. Para lhes aumentar o efeito decorativo. Entre o vidro e a madeira sempre se deve deixar uma folga da . Vidro. sem deformá-la.

não poderia ser usado. . produzindo aberrações. as chapinhas dobradas em ângulo reto e os parafusos especiais. visto deformar a imagem. a fim de que a peça faça os seus movimentos sem partir o vidro. A ferragem própria para afixar os espelhos sobrepostos à peça são as garras de metal fundido.grossura de um papel. Se se fizesse um espelho com a superfície côncava ou convexa. quando o espelho é furado propositalmente para isso.

como faziam os antigos.CAPÍTULO V CONSTRUÇÃO NOÇÕES GERAIS De que depende o bom polimento — Coluna em espiral — Folhados de peças pequenas — Meios para curvar almofadas — Folhas e processos de folhar — Prensagem — Percentagem de perda — Os compensados — As pranchetas — As cavilhas — Utilidade dos orifícios nas construções ocas — Para que se aquecem as peças — A massa — As portas — Junções em marcenaria — Junções dos cantos — Consertos de fechaduras — Como evitar o topo das peças maciças. — O polimento perfeito dos móveis não se consegue por meio de raspadeira. . a raspadeira. direita e bem capeada. Quando a plaina ou garlopa deixam revesos abertos. tira essas imperfeições e deixa outras. isto é. de pedra-pomes. A perfeição do bom polimento tem por base o aparelho perfeito da plaina fina. passada em sentido transversal. alcança os revesos e deixa depressões ou tremidos. De que depende o bom polimento. ao alcançá-los. etc. e muito menos por meio da plaina de dentes. etc. em diagonal e ao correr das fibras. da água de cola.

— É a conclusão.E não se diga que isso só acontece àqueles que não sabem manejar a raspadeira! Quando se quer que a superfície de uma obra de alta marcenaria fique absolutamente sem ondulações de plaina ou de raspadeira. lustrar. Às vezes. quanto mais mole a madeira. A raspadeira americana só deve ser adotada no polimento dos móveis ordinários. Antes do polimento deixa-se secar bem a peça. Uma peça pode estar muito bem construída. um feltro ou várias folhas de lixa fina e gasta. — Se uma pancada. a parte comprimida volta ao nível primitivo com água quente. folhar um canto para encobrir as juntas. assentar a ferragem. por deixar muitos tremidos. como o de emassar. Esta imperfeição nota-se muito no pinho-doparaná. entre a lixa e o lixador. pelos de madeira mole. As partes amassadas. Não raro acontece aparecerem imperfeições nas superfícies dos móveis. Coluna em espiral. Quando se faz uso do lixador de madeira. remendar. ora por não estarem com a cola suficientemente seca ora pelos defeitos de construção. as últimas passadas devem ser dadas pondo. e grandes. polir. mais deve cortar o ferro da plaina. não pelo defeito do polimento ou do aparelho. o aperfeiçoamento da obra. aperto ou fricção machuca o móvel. etc. homogênea. as veias moles que foram comprimidas pela ferramenta cega sobem produzindo defeitos ao ser envernizado o móvel. de cortiça ou de pita. os defeitos de polimento são devidos à falta de lixa. quase do tamanho de uma folha de lixa. — Para se obter meia-coluna folhada em . São os pequenos remates. mas pelas deformações das marchetarias ou dos compensados. porém mal acabada. Na operação de polimento. É diferente da construção. substituem-se os lixadores de borracha. tendo-se a peça no nível. e vice-versa. Acabamento. caso contrário.

4. do tamanho que se queira. dispostos obliquamente.espiral ou torcida. procede-se da seguinte maneira: 1. Folhados de peças pequenas. Os alfarrábios de marcenaria adotavam. posto em caixa sem tampa e bem resistente. com sobra. que será de madeira mole. margens essas que servirão para equilibrar o molde de cima. que resistiam à pressão dos grampos. sendo um côncavo e outro convexo. 3. e uns 3 centímetros em cima para a necessária resistência. procede-se à colagem. 2. que seja mais largo do que o miolo uns 2 centímetros de cada lado. 6. de uns 2 centímetros. as colunas. deixando apenas a folga da folha: 1 a 2 milímetros.° — Preparam-se para a tupia 2 ferros de aço. O "tortilhão" (coluna salomônica) imita-se com torneados de contas. feita em tomos especiais. esse calço.° — Com o ferro convexo faz-se o molde que servirá para o aperto. tendo-se os grampos indispensáveis adrede preparados.° — Tupia-se com o ferro côncavo o miolo da coluna.° — Finalmente.° — Corta-se a folha em diagonal na largura certa. o processo do saco de areia fina e quente. posto em caixas de madeira. tendo-se . os óvulos e todas as peças curvas. porém. — Folham-se as pequenas peças de superfície curva regular ou irregular pelo processo antigo do saco de areia quente e fina. com madeiras listradas. que irá servir de base aos grampos. que produzem efeitos quiçá mais belos do que o da coluna salomônica. cola-se-lhe de um lado papel forte ou pano e espera-se até que este fique bem seco. Apertase com grampos a peça entre a areia e um calço sobreposto. aquece-se bem a coluna e o molde e.° — Aparafusa-se um calço parafinado. por baixo do miolo da coluna. 7. de cada lado. Esse trabalho necessita ficar sob pressão pelo menos 12 horas. provavelmente devido à falta de máquinas perfeitas.° — Parafina-se bem internamente o molde de aperto de cima. para revestir com folha as molduras. e que um se ajuste perfeitamente no outro. 5.

pondoas com a face. podem as peças ser curvadas. 123 Em dias de sol abrasador. O aperto para qualquer colagem deve ser feito sempre do centro para fora. que deve ficar convexa. na hipótese de que haja sol quente. recorre-se . a operação torna-se ainda mais fácil. que não são compensados. É ocioso dizer que estes folhados. passando-lhes. água quente na face superior. requerem aperto de longas horas. água quente. passando-lhe. por alguns minutos. porém o mais prático é o que vai indicado na figura 123. de quando em vez. Seja a folha para esses pequenos trabalhos de espessura não superior a 5 ou 8 décimos. enquanto um fogo brando lhe faz contrair a face de baixo. sempre que se verifique estar secando. sobre uma tábua molhada. — Muitos são os modos de curvar almofadas para móveis bombeados. Enverniza-se. Fechandolhe bem os poros.forrado previamente a face externa da folha. na mesma face. para que ela se retraia do lado em branco. Não havendo sol. (sendo esta pouco maior que a peça) com pano ou papel forte. primeiro. Meios para curvar almofadas. Fig. pelo seu tamanho e formato. a fim de expelir a sobra da cola. a face que vai ficar convexa. Basta colocar a peça no chão. e que consiste em se afixar com dois preguinhos a peça a ser curvada sobre uma armação.

o tambetaru. faqueadas e descascadas. Os antigos obtinham folhas serrando-as à mão. umas devido à estrutura e outras por não poderem ser tratadas pelo vapor. tanto melhor deve ser preparada a base compensada. metade à esquerda. — A técnica de colar madeiras preciosas em madeiras ordinárias é de origem remotíssima. A folha serrada mais fina é de quinze décimos de milímetro. cozinha-se a madeira em cubas ou em canos atravessados por vapor quente. etc. Folhas e processos de folhar. 124).ao fogo Quando se precisa vergar madeiras flexíveis. devido à perda de corte e ao processo demorado de serragem. mas dão melhor serviço. . atingindo um alto grau de desenvolvimento. o óleo. como o guaximbe. Os instrumentos para cortar folhas finas devem ser: uma serrinha sem trava. para serviço curvo como as cadeiras austríacas. para curvas (Fig. Há três tipos de folhas: serradas. uma faca bem amolada e um compasso com serrinha numa ponta. só de uns anos a esta parte ela se generalizou. encaixada num pedaço de madeira. Há madeiras de rara beleza que só podem ser serradas. Quanto mais fina a folha. com serra de dupla braçagem e os dentes sutados metade à direita. sem sofrer alteração na sua cor natural. Todas as folhas serradas são mais caras. Todavia.

que são de inferior qualidade. de vaivém. 126). O segundo tipo de folhas de 8 décimos a 3 milímetros é produzido pela máquina denominada faqueadeira. tanto mais trincam ao subir pelo chanfro da faca. em 8 horas de trabalho. tanto faqueadas como descascadas. cuja faca passando transversalmente sobre o bloco de madeira adrede preparado destaca do mesmo as folhas uma a uma (Fig. no que gira uma tora redonda. A folha descascada é produzida por um torno inventado em 1890. Estas folhas. 125). como se estivesse desenrolando um papel em bobina (Fig. Estas máquinas atingiram tal grau de perfeição. só se prestam para os cernes dos compensados e para caixotaria. nas quais as toras são colocadas em pé e a folha é destacada. cuja lâmina mede três milímetros de espessura na trava e que assenta de prancha sobre a face da tora. enquanto uma faca. também de vaivém. As folhas de três a quatro milímetros são serradas por uma serra horizontal. da parte frontal da tora. . Quanto mais grossas são as folhas. de cima para baixo. lhe destaca uma camada de largura indefinida.7 a l mm de espessura inclusive a trava.As folhas mais finas são serradas em serras horizontais. que chegam a produzir. cujas lâminas são de 0. em posição tangencial à tora. até 3 000 folhas. Para a fabricação das folhas. da qual tira uma folha de cada vez.

à entrada de um pó finíssimo que aparece a certa distância. são quase perfeitas. pequenos. ao saírem das máquinas. em tanques especiais. a grampos. ressecando a madeira. a martelo. devido ao material descascado e faqueado que a grande maioria dos fabricantes emprega. A folha grossa descascada é a vergonha do bom marceneiro. mas que muito desagradam e desmerecem o móvel. e daí a razão de se partirem mais do que aquelas. a fita. Pois toda folha faqueada ou descascada. É que." E esse moço não faltara com a verdade. não há muito. menos resinosas. Prensagem. Há pouco tempo as toras eram cozidas num banho de água quente. 127). com sargentos especiais. Nem mesmo o móvel compensado de boa construção se recomenda. que vemos diariamente nas lojas.as toras são submetidas a um tratamento a vapor úmido. para a secagem natural. a cordão. as pequenas trincas se abrem dando lugar. mesmo posta no interior do compensado. das madeiras de clima frio. de meio ou mais milímetros. com a limpeza. Disse-me. devido à docilidade de seu corte. São milhões de defeitos. antes de irem para as máquinas. . Defeitos que vão se acentuando à medida que o móvel envelhece. As folhas. E quanto mais grossa a folha. um tapeceiro de São Paulo: — "Não conheço na Capital uma única família que esteja contente com os móveis de folha fina faqueada. As folhas de meio milímetro. ao passo que as nossas são mais rijas. é partida pela faqueadeira. Deve-se a ela o enrugamento da superfície dos móveis. Será talvez por esses defeitos que os fabricantes de pianos só trabalham com folhas serradas de um e meio milímetros para cima. a forma e com sacos de areia quente (Fig. são dependuradas em galpões arejados. — Há muitos processos para se folhar: a prensa. tanto maiores os defeitos.

de preferência. Para se folhar a martelo procede-se assim: Aquece-se um ferro de engomar. Adotem-se. deve ser subdividido e colado em parcelas. em curvas e em pequenas superfícies. opera-se do seguinte modo: aquecem-se uns compensados laminados de 9 milímetros de espessura. quando esfria antes do aperto fica semelhante à borracha. sobre os compensados e as folhas e pregam-se estas com quatro tachas. as lâminas de madeira para interpôlas quentes sobre as folhas finas. um tanto fluida. nem penetra nos poros. em lugar das de alumínio ou zinco. do tamanho das peças.Para se folhar a prensa. Quando as folhas têm mais de um milímetro. Põem-se os compensados entre as chapas quentes e colam-se na prensa. aplica-se a folha que é logo estendida por um martelo de pena grande (Fig. Passa-se cola bem quente. de muitas peças. porque a cola de gelatina. umedece-se com água quente a folha. aquecem-se os cernes e colocam-se entre as peças jornais velhos para evitar que fiquem coladas entre si. até que a aderência seja completa e a sobra da cola . nem sai. O serviço grande. É mais próprio para folhas de 6 décimos e de madeiras macias. O processo de folhar a martelo é usado. ou chapas de zinco ou de alumínio. 30). apertando-se esta com muita força. por guardarem aquelas mais calor. de preferência. passa-se a cola um tanto consistente sobre o compensado e a folha. em lugar das chapas.

sejam de preferência folhadas sob pressão dos grampos ou da prensa. Atualmente já se cola até a folha externa com cola a frio. a operação torna-se mais fácil. Os sargentos especiais para curvas devem ser feitos de madeira e cintas de chapas de ferro galvanizado. . além de alterar a superfície. coloca-se por cima. carunchos.expelida. — Perde-se da madeira maciça. Passando-se a plaina de dentes nos compensados a serem folhados a martelo. pouco espaçadas umas das outras. etc. uma lâmina de madeira flexível ou de zinco. aparelhos. que não mancha. O aperto desses sargentos é feito a grampos. serragem. esquadrejamento. aquecendo-se. ao ser trabalhada. pois. poupando o trabalho de expulsá-la para fora. aplica-se por cima uma chapa de madeira ou metal que fique entre o sargento e a folha fina. porque a sobra da cola penetra nos pequenos sulcos. estando este preso numa simples caixa de madeira. Só se folha a grampos peças pequenas e nas oficinas em que não há prensa. não a areia. tanto simples como mistas. Se a folha for mais fina. O processo de folhar a fita ou a cordel é próprio para superfícies redondas. A quebra das madeiras compensadas é apenas de 10 a 15%. aplicados diretamente sobre folhas de 2 a 3 milímetros. mas a peça que recebe a folha. para protegê-la e evitar que se trinque. As curvas. O mesmo se faz para colar um filete mosaicado numa curva. cerca de 40 a 50% entre trincas. a aderência que produz não é muito boa. Quando a folha que vai servir para revestir uma superfície curva é muito nodosa ou revesada. O sistema de folhar a martelo deve ser adotado só quando se tratar de móveis mal pagos. Estes sargentos dão ótimos resultados. Percentagem de perda. em saco de areia fina e peneirada.

— Diz-se compensado (e não comprensado) porque as folhas trançadas. de que é composto. 128 a 158). para obter a estabilidade que falta à madeira maciça (Figs.Compensado. se contrabalançam no movimento de retração e dilatação. . se equilibram.

.

.

.

.

O compensado feito com madeira seca ou ressecada artificialmente fica indiferente a qualquer variação de temperatura. Entre a forma e o compensado. pode-se pôr uma borracha. . melhor.Formas para compensados curvos (Fig. quanto mais juntas. — As ripas. 159).

na hora de se porem as duas primeiras folhas. Assim como as madeiras maciças precisam ficar estacionárias de três a cinco anos antes de serem trabalhadas.Se as madeiras com que se fazem os compensados não forem absolutamente secas. ou na prensa. O principal característico dos compensados é a sua elevada resistência. Conserva-se durante a colagem o tabuleiro de cima quase . eles se deformarão. assim também os compensados não devem ser empregados nas obras sem terem passado por uma ressecagem de três a cinco meses. com a cola animal. recortá-los e com os mesmos começar e acabar qualquer serviço na hora. por meio de ripas aparafusadas e cunhadas. Quando se quer serviço bom. pondo a perder o serviço. Essa colagem pode ser feita com cola a frio. sobre um compensado do tamanho da prensa. colam-se todas as juntas do cerne. fracassará na certa. ou ainda. Aquele que pretende tirar os compensados da prensa. por meio de guias em dois lados e parafusos no outro.

verifique-se primeiramente se as madeiras são da mesma higroscopicidade. na largura. Higrômetro. — Instrumento de Física utilizado em certas . coloca-se uma folha de jornal. envernizam-se ou pintam-se as duas faces dos compensados. isto é. ou de consistência igual. mas nos lugares fechados e secos. superior e inferior. para descê-lo definitivamente depois de realizado o aperto cora os parafusos laterais. assim. As folhas devem ser sempre de espessura igual para ambos os lados. permitem a entrada das folhas por cima (Fig. Enquanto não tiverem suas faces externas convenientemente impermeabilizadas. a fim de se isentar o compensado de algum desequilíbrio. isto é. conseqüentemente. com a faculdade de absorver ou emitir umidade e. só na extremidade de baixo. que prejudiquem os tabuleiros da prensa. a largura da plaina em que serão aparelhados para lhes alcançar alguma diferença de nível. para que esses cernes não excedam.encostado nas ripas. molhar ó lado oposto. Pregados estes numa armação. Quando a folha interna for mais higroscópica que a externa. 117). Nos casos em que se folhe um lado só. continuam higroscópicos. Nas duas faces. As folhas de mais de um e meio milímetros de espessura são entabicadas de corte e não de prancha. deve-se no ato da colagem. Se se quer estabilidade. E indispensável fazer sempre na face interna o mesmo desenho da externa. ficando os tabiques na posição vertical. Nunca se devem depositar compensados no relento ou em galpões abertos. sujeitos a deformações possíveis. nem encostá-los na parede com um canto no chão. Quando se quiser folhar cada lado com madeiras diversas na espécie. No centro deixa-se uma junta sem cola. evitando-se. cola-se-lhe uma folha de papel para só retirá-la pouco antes de ir à lustração. dar tanto interna como externamente a mesma disposição das fibras.

As pranchetas.a) Prancheta de madeira compensada e submetida. mas poucos são os que oferecem serviço garantido. A madeira em branco ora absorve. — As pranchetas para desenho. seca. ao subir. mole.marcenarias para medir o grau de umidade do ambiente em que se trabalha ou em que se depositam os compensados e as folhas. as travessas rachariam pela pressão do ar e da cola. com as travessas coladas só depois de toda a madeira ter sido ressecada na estufa. de veias direitas e sem nós. entorta-se. Os frisos servem para a saída do ar e da cola. antes de ser acabada. As cavilhas. ora desprende umidade e. As melhores construções são as seguintes: l. Não devemos fazer as cavilhas com os sulcos muito fundos nem rasos demais. mas com alma e parafusos que correm em pequenos rasgos nas travessas. pouco experientes. A madeira deve ser sequíssima. não suje o serviço. 3. . mas unicamente nos furos e em quantidade que. e esta. encabeçada com as travessas não coladas. forma a presa. estando presa nos topos. Sem os frisos. As pranchetas podem ser feitas de diversos modos. a uma longa ressecagem. de veias direitas e homogêneas. têm envergonhado muitos marceneiros. fende-se e empena. Aquelas ficariam fracas e mal coladas e estas não deixariam sair o ar e a cola com certa facilidade. e a cavilha não iria até ao fundo. encabeçada. — As cavilhas devem ser de madeira dura. confeccionadas de madeira verde ou imprópria. ao subir. Ao colar a primeira metade da cavilha na travessa não se deve passar cola naquela. ao sol ou ao lume.a) Prancheta de madeira maciça. 2. Muito contribuem para a deformação e empeno dessa peça a falta do verniz que fecharia os poros da madeira e as travessas coladas nas cabeças.a) Prancheta de madeira maciça e bem seca.

nos dias frios ou úmidos. — O marceneiro não deve se esquecer nunca de que a massa feita com raspadura de madeira e cola quente para emassar os furos dos carunchos. 5 . O sistema de aquecimento das peças deve ser observado sempre que se queira um trabalho feito com escrúpulo. NOTA — O aquecimento demasiado é prejudicial por queimar a cola. Sem eles a peça mofa interiormente. A cavilheira não serve para desbastar as cavilhas. que deve extrair os 70% de água da cola e a umidade das madeiras. — Servem os orifícios para a entrada e circulação do ar. esses furos devem ser tampados com redinha metálica ou madeira. para dilatar os poros das madeiras. nem tão pouco se grosam ou Uniam as cavilhas. se contrai muito: afunda. e com o tempo empena e descola. o que. faz rachar as peças. A massa. antes que a cola esfrie.5 — Isto convém. particularmente. etc. e para obter as juntas bem fechadas. O serviço feito com cavilhas não se prova. para fazer o aperto sem precipitação. Uma vez seca a cola. Para que se aquecem as peças a serem coladas. emassando-se muitos dias antes do último polimento. Ao colá-las deve-se usar cola grossa. Para se armar com precisão qualquer serviço com cavilhas. deixando um defeito visível depois de envernizado o móvel. para lhes extrair. para obter maior resistência. ou quando as cores o permitam. derretida sobre o furo com um ferro bem quente.a umidade. armando-se o serviço em seguida. Estas são passadas na cavilheira só para serem estriadas. para se empregar cola pouco mais consistente. e a fuligem da fumaça não é menos nociva por ser gordurosa.Elabora em erro quem lava as cavilhas para lhes tirar a cola que sai para fora. evitando destarte que venham a servir de ninho a certos bichos caseiros. porque a água quente. faz inchar as cavilhas. emassando com goma-laca fundida. que suja menos e segura mais. ou fria. Evita-se esse gravíssimo inconveniente. Utilidade dos orifícios nas construções ocas. Nas boas oficinas só se cola com as peças frias nos dias quentes do verão. adote-se uma guia de madeira furada e pregada no lugar.

— Antes de se assentar uma porta. Betume é a massa de grés com óleo de linhaça. As portas. . 4) Galga-se na largura e grossura. Ajusta-se a porta apenas com pequena abertura embaixo do lado que abre. quando feitos com madeira maciça. Se os montantes são tortos. quando fazemos uma peça simples. Os quadros. Construção de peça simples. — A marcha das operações. pondo-a na palma da mão. sobre a panela de cola quente. Faz-se massa rápida amassando gesso com verniz de goma-laca. mesmo depois de envernizados. usada pelos vidraceiros e carpinteiros. 5) Riscam-se os furos e as espigas. é o lado côncavo que deve ficar para fora. ou cobrindoa com papel molhado em água morna. Prepara-se a massa para cedro com roxo-terra. Uma porta bem assentada funciona segura apenas por dois dedos no lado da dobradiça. é a seguinte: 1) Traçam-se. se a fechadura é de cremona. desempena-se bem a frente do móvel.Formam-se tarugos de goma-laca para esse fim. nós e revesos — não é homogênea. com sobra. 6) Fura-se. mas. em cima e embaixo. o lado convexo é posto para fora quando leva fechadura comum que trava no meio. Evita-se que a massa endureça enquanto se está emassando. envolvendo-a num pano e mergulhando-a em água fervendo. 7) Respiga-se. 3) Desempenam-se face e canto. 2) Serram-se as mesmas peças. todas as peças da receita. cuja estrutura — veias. entortam e empenam em pouco tempo. que trava com suas hastes. gesso e cera virgem.

9 — Junção no esquadro (90°). com cavilhas. JUNÇÕES EM MARCENARIA (Figs. 5 — Junção a meia-esquadria. com cavilhas. 12 — Junção a meia-esquadria. 160. com espiga interna. duas externas e uma interna. 15 — Junção com malhete duplo. 6) N. cavilhas ou coisa que o valha. com cavilhas ou pregos. 7 — Espiga com meia-esquadria nos cantos. 10) Nivelam-se as superfícies com plaina fina. 8 — Junção com malhete varado. 4 — Espiga rasgada. — Quando unimos duas tábuas com cola. 12) Finalmente. podemos reforçar a junta por meio de macho e fêmea. Juntas. 185 e 186).° " " " " " " " " " " " " " " 1 — Junção a meia madeira. . 11) Emassa-se.8) Ajusta-se. com espiga rasgada. — É a que fazemos simplesmente com cola. mas para servirem de guia ou endireitarem a madeira (Figs. sem meio-fio. com tala a encaixar na alma ou talisca. depois de seca a massa. 2 — Junção a meia madeira. 6 — Espiga varada. sem macho e fêmea. rasgada. 1 a 160. 13 — Espiga dupla. 9) Cola-se. Junta seca. 3 — Espiga interna. procede-se ao polimento com raspadeira e lixa. Às vezes lançamos mão desses recursos não com o intuito de reforço. 10 — Junção a meia-esquadria (45°). 14 — Junção com três espigas. 11 — Junção a meia-esquadria. com talão.

22 23 25 — Malhetes para frente de gaveta. — Malhetes encobertos pela meia-esquadria. 18 — Malhetes varados. varadas. é a junção mais difícil. 21 — Malhetes para traseira de gaveta. 20 — Espigas em série. — Junção com malhete e ganzepe. " " " " " " " " " 17 —Malhetes postiços. . Esta 24 — Espiga com cunhas internas. no esquadro na face posterior. e espiga no centro." 16 — Junção a meia-esquadria na face anterior. 19 — Junção reforçada com três espigas.

Conserto marcenarias e

de nas

fechaduras. casas dos

Diariamente,

em

todas

as

fregueses,

aparecem

fechaduras

quebradas ou com mau funcionamento. Além disso, há fregueses que pedem uma chave só para todas as fechaduras de cada mobília, a fim de não andarem com volumosos e pesados molhos de chaves, que só lhes servem para perder precioso tempo, quando querem achar determinada chave. Os consertos e as pequenas modificações das fechaduras de móveis, em maioria, são tão fúteis, que não pagaria a pena mandá-los fazer por mecânicos. São esses comezinhos conhecimentos de mecânica, dos quais nenhum oficial deve prescindir, que vamos referir aqui: Chaves. — As chaves em bruto, que compramos prontas e até niqueladas, são dentadas com a segueta de mecânicos e retocadas com liminhas finas. Pinos. — Quando temos que fazer os pinos que entram na chave, o melhor material são os pregos, e não podem deixar de ter espiga do lado onde são rebitados. Molas. — As molas são feitas com as pequenas lâminas de aço das escovas usadas pelos fundidores. Chapas de latão. — Para fazer funcionar várias fechaduras do mesmo tipo com uma só chave, inverte-se a ordem das chapas de latão que contêm as molas. Aumento. — Se os dentes da chave são um pouco curtos, espicham-se estes com o martelo ou alarga-se a chapa de latão que for estreita. Ajustagem. — Para se ajustarem os dentes de uma chave, não há necessidade de se desmontar a fechadura, bastando observar o movimento das molas pela abertura em que corre um pino. Segredos. — Com grande facilidade, podemos aplicar alguns segredos nas fechaduras comuns: 1.°) substituir o pino normal que entra na chave por um mais comprido, afundando o furo da chave;

2.°) fazer um pequeno rasgo na base da chave em que deve passar um pino que se acrescenta na fechadura; 3.°) fazer uma chave nova com a parte dentada maior do que as ordinárias, estreitando as chapas metálicas, que contêm as molas, para lhe darem passagem, etc.

Fig. 161

Como evitar o topo das peças maciças (Fig. 161). — Qualquer casquinha colada no topo não segura por muito tempo, embora nele se passe o ferro de dentes. As figuras (161) mostram como evitar o topo das peças maciças, que devem ser folhadas com outra madeira.

MÓVEIS PARA SALA DE JANTAR

Bufete. — É a maior peça da sala de jantar. O bufete antigo constituía-se de duas peças, uma sobreposta à outra, de uma altura que as casas modernas não comportariam. A peça inferior era inteiramente de madeira, com portas, gavetas e tampo de mármore, e a superior, de madeira, vidros e espelhos.

Como

na

maioria os

dos

móveis ornatos,

antigos, torneados,

no

bufete

superabundavam

pormenores,

molduras,

entalhes, escultura, etc. O bufete moderno, e como ele todas as espécies de móveis em que são manifestos o senso prático e o gosto pela sobriedade ornamental, tem sua origem no antigo que se transformou no desenho, na forma e na construção. Consta apenas de uma peça que tem sobre o tampo de madeira um pequeno pedestal ou frontão com algumas prateleirinhas e espelho. As dimensões de sua largura e altura são um tanto arbitrárias. Não obstante, com relação à altura, pode-se dizer que nunca excede de 105 centímetros do chão ao tampo, variando a fundura de 50 a 60 centímetros. É quase sempre de três corpos, tendo portas nos laterais e gavetas externas no meio. Quanto à forma, variam muito: um é reto, outro curvo nos cantos, outro ainda bojudo no meio, etc. Êtagère (trinchante). — É semelhante ao bufete, porém de proporções menores, com apenas duas portas e não raro tendo portas e gavetas externas. Muita coisa do que se disse a propósito do bufete se aplica a esta peça. Ambas levam interiormente prateleiras e gavetas. Um e outro servem para guardar as baixelas, as faianças, os serviços de mesa, as louças e os talheres de cotio. Cristaleira. — Esse móvel, que tem pouco mais ou menos lm de largura por 0,40m de fundo, caracteriza-se pelas prateleiras de vidro triplo de 3 a 7mm, e pelo espelho do fundo. Tem os lados e duas portas envidraçados. Guardam-se nela os cristais, os serviços de licores, de cerveja, etc. Cadeira. — É o móvel mais difícil de se fazer, não sendo dos mais modestos, pela suta e pela pouca largura das peças que a compõem.

A descrição das várias formas e estilos clássicos e modernos tornaria este manual desnecessariamente volumoso. O assento é feito de madeira cavada. em tudo. lixa-se inteiramente a peça toda. e os lados. é reduzido nas proporções. A poltrona é. A colagem dessas peças é feita por partes: primeiro a frente. 162) Quanto à forma. MESA ELÁSTICA (Fig. apenas um pouco maior e com dois braços. de sola. Sua construção exige boa ajustagem e cola nova. sola cinzelada ou estofamento. em tudo enfim. consistente e bem aquecida. nos serviços de talha. Os pés de trás e os da frente. No espaldar põe-se também uma tábua recortada e perfurada. porém. por fim. neste sistema. de palhinha de junco tecida. com madeira dura e de veias direitas. a frente e o espaldar devem ser feitos com espigas. retangular. cavilhados. sem retoque de lima e sem prová-los antes da colagem.Poucos são os oficiais que conseguem fazê-la cair bem a prumo e no esquadro. O aro das mesas redondas e ovais é feito com cambotas pregadas ou cavilhadas e coladas. quando curvos. Antes. Põe-se em cada ângulo interno uma cantoneira colada e aparafusada. são aparelhados na tupia por meio de moldes. os lados. Não é só. oitavada. estofado. igual à cadeira. a mesa pode ser quadrada. e revestido por uma folha que lhe . de colar os lados. depois o encosto e. Com o fim de tornar a cadeira mais forte. redonda ou oval. O móvel que hoje se faz pelos estilos antigos ainda em voga. palhinha.

que os tabuleiros das mesas quadradas não cabem entre as barras. As corrediças podem ser. em vez de uma com macho e outra com fêmea em toda a extensão. porém. Quando sobra espaço suficiente entre os dois grupos de corrediças (isto dá-se nas mesas que não devem abrir tanto). ou em quadro reforçado. ao passo que os de madeira maciça só devem ser seguros por meio de pregos. nas mesas grandes). as duas com ganzepe.encobre as emendas. formam dois grupos de três (ou mais. emalhetadas ou rebaixadas. Chama-se ganzepe o rasgo emalhetado que se faz nas guias das mesas e que vai estreitando da base para cima. e as quatro de fora. contanto que fique oposto ao que se coloca na outra guia com que forma par. duas parafusadas num tampo e duas noutro. numa das extremidades. isto é. de sorte a não acompanhar o movimento de extensão dos tampos e barras. . 162 — 1 e 9). No caso em que os pés se abram juntos com as barras. a menos que estas saiam fora do tampo em toda a sua grossura. os tabuleiros sobressalentes para aumento são guardados dentro da própria mesa. ficando a do meio de cada grupo fixa no referido quadro ou nas longarinas. As corrediças. tendo cada uma apenas um pedaço de macho de uns 15 centímetros de comprimento. em duas metades (Fig. de parafusos ou de taramelas. O tampo e as barras laterais são divididos ao meio. os mesmos devem ter rodízios na extremidade que apóia no chão. Os tampos compensados podem ser cavilhados e colados nas barras. Não deve ser esquecido. Em muitos casos os pés são seguros por grossas longarinas e travessas.

.

Entre os dois semitampos ou tabuleiros de aumento. na mesa americana são os tabuleiros que correm. Cada uma das quatro corrediças. e 6 centímetros mais curtas do que o .Nas oficinas de móveis de carregação. uma em cada extremidade da linha transversal do centro. e ficando estes debaixo daquele. que passaram a formar um tipo de mesa de aumento que não é nem uma coisa nem outra. sob a beirada dos tampos pequenos. Mesa americana (Fig. fazendo com que o tampo grande possa subir e descer sem sair do lugar. pois tem os pés fixos às barras e os tampos correm sobre estas. as barras e os pés ficam imóveis. Compõe-se de um tampo grande e de dois pequenos. — Ao contrário da mesa elástica. as mesas elástica e americana degeneraram tanto. Esta é que sustenta as guias quando os tabuleiros estão abertos. fica uma tábua de 18 a 20 centímetros de largura. Os dois semitampos e a tábua reunidos devem formar exatamente o comprimento do tampo grande. Em cada cabeceira. por meio de uma corrediça qualquer. Na face inferior deste são aplicadas duas grossas e compridas cavilhas. parafusada nas barras. cavamse dois puxadores. 163). sendo os três da mesma grossura. Essas cavilhas alojam-se em dois furos abertos na mencionada tábua do centro. enquanto o tampo. quando fechada. que serão de 4 x 5 1/2 centímetros de grossura e largura.

As peças que os constituem. a fim de facilitar a construção perfeita. do lado despontado.comprimento da mesa fechada. — O guarda-roupa é o armário menor e o guardacasaca. nem sempre há homens bastantes e fortes para o transporte de móveis grandes. MÓVEIS DE DESARMAR Como não se concebem móveis inteiriços de elevado preço. mal passam pelos portões das oficinas onde são confeccionadas. o transporte. pesados e não desmontáveis. Guarda-roupa. As peças grandes inteiriças que. Embaixo da tábua do meio colocam-se três calços de cada lado. friso. sejam desmontáveis. todas as peças. a entrada nas casas. dois. é despontada. mas como é fácil de perceber. enquanto que nas barras são guiadas por um encaixe feito nestas. às vezes. pode ter um. o maior. ao abrir. toda a grossura do tampo. o acabamento. Interiormente. a fim de. costumam ter cabides. como poderão passar pelas portas residenciais. que não será mais do que 2 1/2 a 3 centímetros. Este. três ou mais corpos. especialmente as grandes. na sua maioria impraticáveis pela pouca largura e pelas curvas que apresentam? Além disso. geralmente estreitas? E como subirão as escadas dos sobrados. a limpeza e a reforma depois de usadas. compensadora e necessária para fazer jus ao preço da venda. lados. mais do que aquele. . portas e gavetas externas. Cada semitampo é parafusado sobre duas corrediças. manda a regra que. em alta marcenaria. A construção desmontável é bem mais dispendiosa do que a inteiriça. elevar o tampo pequeno ao nível do grande. são: base. fundos. destinados a guiar as corrediças. a lustração. avançados ou entrantes. do meio para fora.

sustenta o cortinado. — As peças que formam este móvel são: cabeceira. presa na parede ou no forro.80m. pezeira. . Quase não se usa mais. estrado e enxergão ou colchão. — É a que tanto serve para solteiro como para casal. 164). com parafusos de cama. Camas. Cama mista. — A largura deste leito vai de l. Cama de grade. Há vários sistemas de desarmar esses móveis. — Varia na largura de 0. Com ferragem própria. e até com parafusos de fenda. porta-gravatas e gaveteiras. prateleiras. quando são de baixo preço (Fig. denominada chapas para guarda-roupas. — É a que serve para crianças. barras. Sua largura é de l.30m a l. Baldaquino (ou sobrecéu). Cama para casal. — É a peça que. Cama de solteiro.70 a 1 metro.calceiras.20m.

retangular. São varados quando. — É a que não tem pezeira nem cabeceira. Por sua vez os malhetes variam de tipo: ora são varados. O penteador antigo só tinha um grande espelho móvel. Seu funcionamento. isto é. — É a de casal. Antigamente esse móvel era conhecido pelos nomes de "toilette" — toucador — penteador — lavatório e "chiffonier". na frente.Cama gêmea. se põe moldura ou folha. Penteador. E as dos corpos curvos. prateleiras e espelho. — Consta de uma lona pregada em 2 varões. que se põe uma de cada lado da AS GAVETAS As gavetas. sustido por peças de madeira. e 4 pés que. outras que correm sobre uma só corrediça. Há de todos os formatos. Gavetas há que são giratórias. formam 2 X. como é sabido. Sua forma tem variado muito. dos móveis bombeados. emalhetada em cima e com ganzepe embaixo. — Traste tendo porta. gavetas. levam corrediça embutida nos próprios lados. não são sempre direitas. ricamente entalhadas e esculpidas. com prateleiras. As que não são separadas na frente por divisão. — Espécie de criado-mudo. tanto podem funcionar girando sobre pino. dividida em duas. como com dobradiça ou correr sobre corrediça emalhetada na gaveta (sob o fundo) e com ganzepe no contrafundo da peça. ora não. cabeceira da cama. não pode ser sempre igual. gavetinha ou portinhola. em que as damas se toucam. Mesinha-de-cabeceira. fixas na peça. oval ou redondo. O fundo compensado e colado na gaveta dá-lhe resistência e . Cama turca. abertos. deslizarem sobre duas corrediças simples com guias nos lados. Cama de vento. portanto.

O fundo das gavetas muito compridas deve ser dividido ao meio. por duas razões: para poder repô-lo no canal. para Desempenar bem as corrediças e colocá-las a par com as ficarem bem no esquadro. 5) Ao ajustar as gavetas. essa dificuldade desaparecerá. se forem observadas as seguintes minúcias: 1) Colar as gavetas com os lados meio centímetro mais largos que a frente. para que não aconteça os pés ficarem torcidos para dentro.melhor funcionamento. em que se põe uma travessa de quatro centímetros com canais. 3) 4) Colocar as divisões das frentes com espigas duplas. e no fundo com altura perfeitamente igual à da frente. coloca-se-lhe por dentro uma travessinha com canal para o fundo. Quando o lado é um pouco fino. O fundo maciço é colocado sempre com as fibras no mesmo correr das da frente. 7) Não as retocar sem primeiro saber ao certo em que lugar apertam. 6) Nunca colocá-las à força. para poder desempená-las depois de coladas. grandemente difícil. aparelhar por último com a garlopa e sobre tábua bem direita e apertada no banco. para muitos. Se a madeira da frente for verde. 2) topo. O da frente deve ter um centímetro de profundidade. caso encolha. movendo-as em todos os sentidos. ajustar no lugar apenas de . em vez de se fazer o canal no mesmo. descobrir isso. em furos esquadrejados. divisões tanto em cima como embaixo. e para ficar mais resistente. O canal nos lados das gavetas deve ser de um terço de sua grossura. 8) Intacar as espigas das peças de frente bem no esquadro. Entretanto. A ajustagem perfeita das gavetas é.

FUNDOS Pelo que toca a esta parte do móvel. quando dão de ceder. modernamente. É adotado por economia de madeira. desembaraçando o interior da peça. de cola e de mão-de-obra. às vezes saem do respectivo canal. em móveis finos colocam-se fundos só compensados: desmontáveis. e colados os das gavetas. Os fundos maciços do móvel antigo e atualmente o de pouco custo. são mais resistentes e facilitam a limpeza. O fundo maciço só pode ser desmontável quando preso dentro de quadros com canais. Esses fundos não encolhem. . fixos. os de peças inteiriças. pode-se dizer que. assim construídos. os de trás das peças de desarmar.

orientado as primeiras vezes pelo mestre. o gosto artístico. a pureza do estilo. em resumo. devem ser envernizados dentro e fora ou de nenhum dos lados. deve aprender a fazer a crítica e a autocrítica das obras de marcenaria de certa importância. e o mestre analisá-las todas. dividem-se em várias partes os fundos grandes. Crítica das obras. Cada aluno deve escrever. acabamento e estética.Para facilitar o transporte. para não entortarem. a finalidade industrial. compensados. — Todo aluno. cada qual segundo seu ponto de vista. Estas aulas convém que sejam dadas num depósito de móveis. guardacasacas. É esse um estudo de muito alcance sobre construção. etc. etc. para verificar a viabilidade das mesmas. as proporções das peças e dos detalhes. . como os dos guarda-roupas. Aprecie o aluno a construção. as modificações que poderiam ser feitas em cada móvel. Os fundos compensados. o acabamento.

.

.

.

. 2 — As madeiras que não são de lei.O QUE SE CONDENA EM ALTA MARCENARIA 1 — As madeiras carunchadas.

16 — A falta de esquadro. 21 — Os nós grandes e isolados. 10 — Os alburnos de quase todas as madeiras. . 13 — O verniz sobre os poros abertos. 9 — Os topos e os meios topos. 14 — O verniz enrugado ou encordoado. 22 — Os remendos malfeitos. 3 — Passar a raspadeira nos lábios. 8 — As junções abertas. 23 — Os defeitos de construção. 24 — Os defeitos de acabamento. 19 — A falta de harmonia das cores. 20 — A má ajustagem das portas e das gavetas. VÍCIOS E DEFEITOS QUE O EBANISTA DEVE EVITAR 1 — Passar a cunha das plainas na língua. 15 — O empeno.3 — As madeiras com manchas acidentais. 18 — A falta de homogeneidade da cor e dos desenhos das madeiras. 12 — O verniz com manchas de óleo. das linhas e dos ornatos. 2 — Cuspir no afiador das raspadeiras. 11 — Vestígios de pregos externos. 4 — As madeiras cortadas fora de tempo. com o sinal da cola. 5 — As madeiras ardidas ou fermentadas. antes de afiá-la. 17 — A falta de proporção dos membros e entre ás peças. ao colocá-la no lugar. 25 — As folhas faqueadas e descascadas. 7 — As juntas malfeitas. 6 — As veias invertidas.

4 — Cuspir nas mãos para manejar certas ferramentas. sem subdividir o serviço. 9 — Ir às máquinas até para serrar um palito. no banco. 12 — Intacar lados de gaveta. antes de armá-las e colá-las. 10 — Intacar espigas com o esquadro encostado no serrote de costa. . isto é. fingindo procurar alguma coisa. 14 — Ajustar lados e frentes de gavetas. 8 — Fumar nas oficinas (que sempre estão cheias de fitas). 11 — Intacar espigas alguns milímetros longe do risco. 22 — Trabalhar com as peças soltas no banco. 15 — Polir peças no chão ou no banco. principalmente à última hora de trabalho. durante certos exercícios. 5 — Fazer movimento com a boca. 19 — Colar fundos sobre o banco. ou outra coisa. até mesmo o lado de cima. 17 — Pôr corrediças a pregos e sem encaixes. para fazer o que pode e convém ser feito no banco. para conversar com outrem. 18 — Ensebar a base da garlopa até quando se fazem juntas para serem coladas. ou pôr a língua para fora. para fazer depois o retoque a formão ou a guilherme. 6 — Mastigar fitas ou cavacos. 7 — Sair de seu lugar. sem calço embaixo 13 — Furar com pregos os fundos e os lados das gavetas para esquadrejá-los em blocos. sem calço entre o ferro e a madeira. sem forrá-los. 20 — Apertar grampos ou sargentos diretamente sobre as peças. sem isolá-los deste. por meio de um sarrafo. 21 — Colar peças muito grandes e de aperto demorado. 16 — Fazer chanfros na parte superior interna dos lados das gavetas.

33 — Tirar em parcelas as peças de um móvel. 38 — Riscar com riscador o que se deve traçar com lápis. que valham mais do que o serviço que vão prestar. e vice-versa.23 — Fazer calços de emergência ou sargentos especiais. 25 — Usar o martelo onde se deve empregar o macete. 32 — Serrar longe do risco. 42 — Trabalhar descansando uma perna no cavalete do banco. 31 — Cortar pontas de tábua. para tirar peças que possam ser encontradas nos retalhos. 28 — Colar peças sem limpar previamente as faces internas. 30 — Misturar madeiras de várias cores no mesmo móvel destinado a ser envernizado na cor natural. 39 — Dizer sempre sim. 36 — Provar o serviço feito com cavilhas. 26 — Retocar as espigas com o serrote de costa. 41 — Suspender o trabalho sempre alguns minutos antes da hora. 35 — Emassar com serragem ou com cera. sem ter compreendido bem a determinação ou explicação que esteja recebendo. ao mestre. 43 — Tirar receitas de peças sem examinar de todos os lados as . em lugar de fazê-lo de uma só vez. sem grande necessidade. 37 — Lixar molduras com os dedos. 29 — Obstinar-se em trabalhar com ferramentas cegas. 27 — Não lavar a cola das juntas das peças. 24 — Riscar madeiras com o metro em lugar da régua. 34 — Bater pregos até que fique na madeira o carimbo do martelo. para depois alcançá-lo com as plainas de mão. 40 — Solicitar a cada passo o auxílio dos colegas. logo após a colagem. sim.

ao longo da pedra. 56 — Esfregar um ferro.. 45 — Ultrapassar o risco. até para serviços pequenos. 54 — Lavar a cola das cavilhas. para afiá-lo. quando amolar serras de fita ou serrote de dentes grandes. 50 — Apertar os grampos com torquês ou martelo a ponto de entortá-los. ao fazer o último polimento de um móvel.madeiras. 49 — Arrastar o triângulo na volta. para fazê-los produzir milagres. 52 — Fazer cavilhas de madeira imprópria. 48 — Passar cola só na espiga.. 58 — Gastar também a face oposta ao chanfro. 59 — Apresentar sempre como pretexto a contração da madeira. 46 — Virar as peças que está aparelhando no banco. 44 — Amassar os cantos dos furos. ao colar a primeira metade das mesmas. 55 — Grosar as cavilhas. antes de cortá-las. 47 — Operar nas máquinas com ajudante. mais os menos no mesmo lugar. a título de economia ou para não sujar o serviço. 53 — Passar cola também nas cavilhas. ao serrar espigas. quando afia um ferro de plaina ou formão. 57 — Pretender afiar um ferro em regra numa pedra torta. Uma gaveta ficou estreita? Uma porta ficou curta ou estreita? Um fundo racha-se ou sai do canal? — A madeira encolheu! . quando estes são feitos a mão. a ponto de produzir sulcos na mesma. 51 — Embotar as arestas com a lixa. para procurar o lado favorável dos revesos.

. ressaltar as linhas da obra arquitetônica e para separar-lhe os corpos e os membros. convém observar certa alternância no tamanho e na forma das molduras. A moldura serve para quebrar a monotonia. pondo ao lado da grande e saliente. uma pequena e de pouca altura.MOLDURAS (Figs. Ao fazer a molduragem. 171-182) A moldura é um elemento decorativo que produz efeito agradável tanto na arquitetura de alvenaria como na de madeira.

tão empregado nas juntas da porta simples de tábua de macho e fêmea. Os principais denominam-se: listei ou filete. À moldura composta de um quarto de círculo côncavo e outro convexo dá-se o nome de gola. para evitar a sombra que produzem. astrágalo. Seu polimento faz-se com lixadores apropriados e de madeira .As grandes e salientes são colocadas nas partes altas das peças. mas que fica abaixo do nível do material em que é feito (Figs. 171 — 12) e reversa quando o cheio fica embaixo e o vazio em cima (Fig. sejam para quadros. A moldura pode ser Usa. quarto de círculo. A moldura é simples ou composta. 171 — 9 e 10). 171 — 4 e 15). A moldura demasiado larga é feita em pedaços justapostos. engessada como a dos caixilhos para estampas. Astrágalo é um cordão saliente (Fig. maciça ou folhada com madeira fina. tremida ou ondulada. Os membros que compõem a moldura podem ser planos ou curvilíneos. caso contrário ela entortará ou empenará. escapo. como se nota pelas ilustrações que apresentamos. toro. ou bíter. 171 — 5). 171 — 1-3) e ao bite. mas como a moda vai e volta e evolui. O lacrimal ou pingadeira (Fig. Há a direita e a reversa. As molduras. A simples compõe-se de linhas retas e curvas regulares (Figs. Não ignoramos que o estilo moderno poucas molduras adota. quando é grosso recebe o nome de toro (Fig. dintel. para ornatos salientes ou para esteira de escrivaninha e arquivo. A que vai no friso. O rincão é um cordão igual ao astrágalo. e até modelada pelo entalhador. 171 — 9-11). é direita quando a parte cheia fica em cima (Fig. variam de modelo ao infinito. escócia ou nacela. recebe o nome de cornija. 171 — 13). O quarto de círculo pode ser convexo ou côncavo (Figs. 171 — 16) só é usado na arquitetura de alvenaria. não é inoportuno falar-se dessa espécie de enfeite. quando é de madeira. A madeira da moldura deve ser de veias direitas.

mole. . feitos com bastões e guilherme.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

antes de ser a peça que as recebe montada definitivamente. tirando-a quase toda. afasta-lhe as fibras. . é possível e fácil. de arestas vivas ou arredondadas na parte superior. Pela semelhança com esta última forma. ou moldurinha que fazemos nas juntas das tábuas. Em regra são lixadas perfeitamente bem. mais tarde bíter.Lixando as molduras com os dedos. ao passo que o prego sem ponta. 28). o cordão. sem as furar e sem que rachem? Sim. retocado com plaina em maquininha de topejar. basta limar a ponta dos pregos. Bite é a denominação dada em Portugal ao cordão que se põe nos caixilhos para segurar o vidro. O corte em meia-esquadria é feito em caixa própria (Fig. cuja seção pode ser triangular. O prego que tem ponta racha a madeira porque não a fura. — Será possível fixarem-se tábuas finas com pregos grandes. Pregar sem rachar. terá recebido o mesmo nome do bite. ou na serra de vidraceiro. quadrangular ou retangular. prejudicando sua beleza. Bíter será a corruptela da palavra bite. embotam-se as arestas. não a racha porque fura a madeira em que é introduzido.

e estará a operação terminada.TÉCNICA DE FURAR COM BADAME (Fig. 4) Corta-se a reserva que se havia deixado para não amassar as extremidades do furo. pois isto faria com que os furos saíssem de larguras desiguais. Seria gastar o dobro do tempo inutilmente e até mais. o que determina de fato o comprimento e a grossura das espigas. se tenha atingido a profundidade certa. Evitemos também o uso do formão para retocar as paredes. ao chegar na extremidade que fica ao lado do operador. 184) O espaço entre os dois riscos do graminho deve ser exatamente da largura do badame. e continua-se cortando dois ou três milímetros de cada vez. é a resistência que se quer dar . de maneira que. A profundidade dos furos. alguns milímetros longe do risco que limita o seu comprimento. Não se abrem furos com a pua antes de fazê-los com o badame. 3) Tiram-se os cavacos e repete-se a operação. deve ser de dois terços da largura do montante. porém. 1) Começa-se o furo na frente. mas desta vez de trás para diante e de sorte que o badame atinja a profundidade máxima. afundando mais e mais. em certos casos. fazendo um pequeno furo cônico. porque os furos da pua atrapalhariam o bom andamento da operação. 2) Tira-se o primeiro cavaco.

lançamos mão de cavilhas. com a resistência e a estética simultaneamente. Junta seca. devem ter os ângulos que agradem e estar bem ajustados. espigas postiças ou talas. — As ligações adotadas nas artes da madeira são necessárias para evitar os pregos. pois não teria a resistência suficiente. Os malhetes da gaveta de um móvel fino. macho e fêmea e a meio-fio. Para reforçar a junta de um tampo. A mesma preocupação estética não é necessária nas juntas das outras partes. fundos. sem reforço algum de cavilhas. JUNÇÕES Generalidades. etc. malhetes. por exemplo. devem ser bem proporcionados quanto ao tamanho. segundo a classe do trabalho. Uma junta seca de topo. seria inútil. 185 e 186). canais. como sejam lados. recorremos até à cavilha de ferro. Esta junta nem sempre . noutras. os parafusos. etc. visto a resistência desse material permitir que se reduza ao mínimo sua grossura (Figs. O pouco ou muito esforço que a peça faz. Junta com macho e fêmea. e para dar a forma ao móvel ou à obra de carpintaria. cavilhas. Em casos especiais. sem espiga. As junções mais usadas são feitas com espigas. — Reforça-se a colagem desta junta fazendo-se canal numa peça e macho na outra. sem cavilhas e sem meia madeira.ao serviço. As espigas de suas portas deixam de ser varadas e têm o talão encoberto. determina o tamanho e o número de espigas ou cavilhas que deve ter. para reforçar a construção. formar as peças do tamanho preciso. — É a que fazemos só com cola. Em certas emendas nos preocupamos com a resistência.

é colada. — Diz-se que é a meio-fio a junção que consiste em remontar parte de uma peça na outra. por meio de rebaixos de mais ou menos um centímetro de largura. Junta com cavilhas. feitos em faces uma oposta à outra. — Esta junta tem cavilhas espaçadas que . Junta a meio-fio.

ou sejam: espiga simples. para servir de macho. Ângulo de junções. são compostas de duas metades colocadas com papel na junta. — O ângulo de corte das junções varia com a forma do móvel. — As peças que devem ser abertas no meio. Às vezes convém fazê-las inteiriças e abri-las no meio com serra circular. como colunas. 3). e talas. — Às vezes. em máquina na qual se possa colocar uma fresa cônica. É uma construção bem mais resistente que as precedentes. abre-se-lhe a junta com facilidade. Na ligação dessas peças entram os mesmos elementos referidos na descrição das emendas. porém muito mais trabalhosa. ou macho postiço. Este macho postiço tem a vantagem de não reduzir a largura de uma das duas peças a juntar (Fig. etc. quando colocadas metade em cada pilar. cavilhas.servem para evitar que a madeira se descole e para facilitar a colagem de peças com torturas longitudinais. duplas. para reforçá-las. Junta com espigas. 185. e não temos máquina própria para fazer essa operação. mas só pode ser feita com rapidez e perfeição. É evidente que o efeito dessa construção é idêntico ao da junta com macho e fêmea. 1). para serem trabalhadas com facilidade no torno. ou à mão. Esta junta é muito importante. Junta com malhete e ganzepe. Os ângulos mais usados são o de 45° e o de 90°. em lugar de cavilhas. abrimos um canal em cada peça e colocamos uma tala num dos canais. 186. Junta com papel no meio. — Quando não dispomos de material aparelhado e com macho e fêmea. — Ganzepe é o macho de um malhete comprido (Fig. Junta com macho postiço. colocam-se espigas nas juntas. . Terminada sua execução. malhetes e almas ou taliscas. pregando-lhe no topo uma tabuinha para não virar.

.

Juntas abertas. uma delas abre numa das pontas. sem deixar abertura no meio nem nas pontas. com todo o rigor da técnica. dias depois. segundo o comprimento das mesmas. . — Têm-se feito juntas para almofadas. etc. coladas com cola consistente e nova e apertadas com dois e até mais sargentos. para tampos de mesa. contudo. Como se explica isso? pergunta o marceneiro pouco experiente.

porque. bem como não devemos molhar parte das mesmas sem lhe dar tempo de secar completamente. e assim acontece descolar no centro por causa da abertura deixada. A lição que devemos tirar desse insucesso é a seguinte: nunca deixemos madeiras a colar em lugares úmidos. evite-se essa abertura. procedem assim para poder colar as tábuas com um só aperto no meio.De fato. É técnica errada essa. quando esta não é muito comprida. em regra. a madeira é mais seca nas pontas do que no meio. e cole-se com dois apertos. a madeira encolheu fazendo abrir a junta alguns milímetros. A maioria dos marceneiros tem o mau hábito de deixar uma pequena abertura no meio da junta. todavia não há nada mais fácil: uma ou ambas as tábuas em que a junta cedeu. Para um serviço criterioso. se o caso for para tanto. bem como pela retração maior da madeira nesse ponto. Evaporada esta. . estivera em contato com o solo absorvendo-lhe a umidade. parece difícil a explicação.

ou ainda pelas incisões feitas nos caules das plantas produtoras. naturalmente. E NA COLORAÇÃO DAS MADEIRAS Gomas-resinas. — É uma substância mole. viscosa. depois de endurecida.CAPÍTULO VI LUSTRAÇÃO Coloração das madeiras — Modo de preparar as tinturas — Mordentes cinzentos — Mordentes azuis — Mordentes amarelos — Mordentes verdes — Mordentes negros — Mordentes violetas — Tintura cor de laranja — Tintura pardo-escura — Mordentes vermelhos — Receita para descorar as madeiras — Fingimento das madeiras — Receita dos vernizes voláteis e gordos — Receitas várias — Como se enverniza à boneca. inodora. Goma. — As resinas ou gotejam. Extrai-se de certas árvores. pastosa. incolor ou levemente corada de amarelo ou vermelho. de certas árvores. SUBSTÂNCIAS QUE ENTRAM NA PREPARAÇÃO DOS VERNIZES VOLÁTEIS E GORDOS. ou são conseguidas por picadas de insetos. Há as seguintes variedades: a goma- . insípida e inalterável ao ar.

especialmente da figueira-dos-pagodes. a mogno. — Resina que corre de algumas coníferas. a amarela. — Tem esse nome a resina recolhida das ramas de muitas árvores do Oriente. aroeira e almecegueira. É um inseto das índias. que se compra em escamas. — Encontra-se no mercado em blocos rosqueados ou disformes. Goma-laca branca. A goma-almécega ou mástique é a resina do lentisco. É pouco solúvel no álcool de 42°. etc. benzoim oficinale. nome que os gregos davam ao sumagre — árvore do Japão. Sua fórmula constitui segredo. Goma-elástica. etc. etc. noyne. no comércio. — Gênero de cochonilhas que produz a goma-laca do comércio. Carteira-laca.almécega. em folhas e em placas. A mais usada pelos lustradores é a goma-laca asa de barata. cuja beleza não se quer alterar. — Compra-se preparada para imitar o mogno. Cróton. etc. arbustos ou árvores que crescem sobretudo nas redondezas da bacia mediterrânea. várias espécies de laças: a gomalaca vermelha. Sandáraca. tais como ojuniperus communis. Goma-laca mogno. — É nome impróprio da laça. Com ela envernizam-se madeiras brancas e as peças de alta marcenaria. a goma-elástica. thuya aphila. mas melhora a solubilidade no mesmo a banho-maria. de cor amarelo-escura. que devem ser conservados em água. — É extraída por incisão do tronco das espécies botânicas denominadas styrax benzoim. Goma-laca. a goma-arábica. — É o mesmo que caucho. de Sião e . A goma-arábica provém de diversas acácias da África tropical e da índia. plantas indígenas das Molucas. A goma-copal é uma resina fornecida pelo Rhus copalina. Existe goma-laca branca também em escamas. etc. Caracteres. a goma-copal. Resina de benjoim ou bálsamo. que é da cor do vinho tinto. dryander. — Há. jujubeira. a goma-laca. figueirasdas-índias. a branca. Laça.

que se obtém pela destilação do alcatrão e da hulha. planta indígena das montanhas da índia. Sumatra e Flórida. Breu. sendo solúvel no álcool. no Japão. da cor de sangue. Extrato de nogueira. — Nome coletivo das resinas líquidas que se obtêm por meio de exsudação e incisão dos vegetais pertencentes às famílias das coníferas e das terebintáceas. alambre ou carabé. quase transparente. É tratado pelo éter e pelo maioria. de preferência. — Resina do dragueiro. Arbusto da família das liliáceas que habita. Tem a mesma cor. e de cuja casca goteja essa substância. da qual se extrai um suco concreto e muito aromático — a cânfora. No Brasil há uma planta denominada canforeiro. Provém de um pinheiro da época terciária. Serve para preparar certos vernizes. seca. as praias das regiões tropicais. — Nome científico do sândalo que se encontra em serragem. no ácido acético e na água fervente. É extraída. Pez louro ou colofônia. Cânfora. Solúvel no álcool e no éter. de uma cor que varia entre o amarelo-pálido e o vermelho-jacinto. — Resíduo fóssil. e obtém-se pela destilação da . pinus succinifer. mas que se dão também no Brasil. — Matéria resinosa. em Java. É insolúvel na água. mas funde-se a 287°. — Óleo volátil que se consegue pela destilação das diferentes terebintáceas. — É extraída da palmeira Copérnica cerífera. duro. Âmbar amarelo. o sândalo é um corante produzido pelo pterocarpus santalinus. dos vegetais pertencentes às coníferas. que cresce na China. Seu aspecto é liso e vítreo. amarela ou escura. Cera de carnaúba ou do Brasil. que fica como resíduo. Sangue de Drago. e pode ser trabalhado ao torno. — Produto que sai da casca da nogueira por meio de dissolventes apropriados ou por maceração. frágil.Sumatra. fratura e consistência da cera animal. no éter. — Suco resinoso. Terebintina. — A cânfora comum é tirada da madeira e da raiz do Cimamomum cânfora. Essência de terebintina. Santalina. na sua térebintina.

É insolúvel na água e solúvel nas gorduras. — Quando se enverniza com goma-laca branca. solúvel na água quente e fria. o metílíco. Aguarrás. Próprio para tingir a preto. que se põe nos vernizes de álcool para lhes aumentar o brilho. benzina e sulfureto de carbônio. Pó negro ou negro de fumo. — Obtém-se pela destilação do álcool com ácido sulfúrico. Banha sem sal. Éter ordinário ou sulfúrico. pelo querosene. Vidro impalpável. o de madeira destilada em retortas de ferro fundido. incolor. — Substância amarelada. É um bom dissolvente das resinas. Fundese a 64° centígrados. que amarela muito os vernizes. muito fusível. dotado de grande mobilidade e bom dissolvente de resinas e essências. — É o espírito da terebintina. carbonato de potássio e cal viva. O álcool é um líquido volátil. Cera de abelha. O azeite de oliva é prejudicial. — É composto químico neutro. pelas resinas e pelo alcatrão em combustão.. por não ser secativo. óleos. Óleo de linhaça. branco. extremamente fino. Obtém-se fundindo uma mistura de ferro cromado. O álcool etílico é o espírito de vinho.vinagre. hidrogênio e oxigênio. — Fuligem produzida pelo pez. moído. — É produto da espremedura das sementes do linho. finamente pulverizado. Bicromato de potássio. — Vidro ordinário. CORANTES E MORDENTES 6 6 MORDENTE — Fixador de corantes . usa-se essa banha em substituição ao óleo de linhaça. — É um sal mordente e cáustico. constituído de carbônio. Álcool.

com o cloreto de estanho. Caparrosa-azul. — É um inseto que vive sobre os cochis do México. para produzir tinta fixa. — Sulfato de ferro. Misturada com potassa ou soda. mas não é fixa. Alumina. solúvel nos álcalis fracos.Anilinas. As anilinas são pouco solúveis na água e muito solúveis no álcool. azuis- . Caparrosa-branca. violetas. Brasilina. Campeche. Água-forte. — Sulfato de zinco. Com a brasilina. passa ao carmezim ou violeta-negro. é de cor da borra de vinho. Cartamo ou falso açafrão. com o acetato de cobre. ao azul:acinzentado. Cochonilha. Preparam-se as anilinas pela redução do nitrobenzol. com os ácidos concentrados. Enquanto fresca. satisfazendo todos os caprichos do artista e a evolução da moda. — Raiz que cede matéria corante quando tratada pela água fervendo e pelos álcalis. Passa ao amarelo com os ácidos fracos. Serve para dourar as madeiras de amarelo-laranja. à purpura. — Unverdorben descobriu a anilina em 1826. Esta solução. ao violeta-negro ou ao azul. o campeche dá magníficos cinzentos. com o alume. extraído das flores de uma erva do Oriente. — É extraído da árvore que lhe dá o nome. com os ácidos solúveis. com o nitrato de bismuto. o quercitronio. nos produtos de destilação do anil. ao negro-azulado. ao cinzento. cuja cor é vermelha. o sumagre. — Corante amarelo e vermelho. — Matéria corante vermelha. — O mesmo que ácido nítrico. — É o oxido de alumínio. só deve ser empregada alguns meses depois de preparada. com o acetato ou sulfato de ferro. ao violeta. Curcuma ou Funcht. Volta esta solução à cor primitiva com a cal e os ácidos. com o acetato de chumbo. Caparrosa-verde. ao vermelho. A variedade de cores da anilina forma uma gama tão rica. extraída do pau-brasil. depois tornase fulva. A matéria corante é obtida tratando essa madeira pelo álcool ou pelo éter. que permite passar-se insensivelmente de uma cor a outra. — O mesmo que sulfato de cobre.

ao amarelo-escuro. para aumentar-lhes a propriedade secativa. tratada pelo álcool. com os álcalis. Serve para os vernizes a óleo. dão uma decocção que se filtra e que depois de fria. usada em pintura. — Excelente sucedâneo da cochonilha. serve para fazer negros cinzentos. Orcela. com o sulfato de ferro. — Raiz reduzida a pó. Fustete. pelo vinagre. . tratadas pela água fervente. — Substância vegetal roxa. rosadas ou vermelhas. ao vermelho-escuro. Urchila. — Excrescência parasitária do carvalho. Entra na composição de alguns vernizes gordos. Pastel. Noz de galha. Com a água de potassa passa ao vermelho. amarela. é de um vermelho carregado. ao vermelho-vivo. dá um amarelo-alaranjado. de cor que varia do rosa ao vermelho-escuro. durante vinte minutos. com os sais de estanho. e com o sulfato de cobre. quase negra. É da raiz que se extrai a matéria tintorial de um belo vermelho. Orcaneta ou alface silvestre. — Pequena haste seca. Berberis (Epine vinete). É de cor vermelhadourada. — Espécie de resedá. Gauda. que ela tanto consolida.púrpuras e negros. Pasta de cor vermelho-violeta. encontrado em camadas naturais nas galenas. O alume e os álcalis solúveis fazem-na tornar verde. originária da América. — Oxido de chumbo cristalizado em pequenas lâminas amarelas. Passa. vermelhão ou zarcão. Garança. combinada com os sais de ferro e de cobre. e com os ácidos fica verde. — Extrai-se dos líquens. o tártaro e o acetato de potássio. que se prepara na água. Mínio. — Oxido natural de chumbo. — Fraco substituto do índigo. — Amarelo que enfraquece nos ácidos. pelo sulfeto de carbônio e pelo óleo de linhaça. no álcool e no amoníaco. ao verde-azeitona. com percloreto de estanho passa ao alaranjado carregado. com o sulfato de ferro. ao verde veronês. Preparada em água fervente. Litargírio em pó. de origem vegetal. cujas folhas.

Urucu. — Fruto seco, que produz tintura de uma tonalidade vermelho-alaranjada ou amarelada. Quercitrônio. — Do carvalho negro da América do Norte se obtém essa matéria corante de cor vermelho-escura. Torna-se verde com os sais de ferro. Pau-amarelo ou velho Fuster. — Vem do México e das Antilhas. Extrai-se dele, por decocção um corante amarelo, que passa ao verdeescuro com a cal; ao verde-azeitona, com o sulfato de ferro; ao amareloouro, com o percloreto de estanho; ao verde, com o sulfato de índigo; ao bronze, com o azul de cura, com o sândalo, e com o alume; ao negro, com os vitríolos de Estrasburgo, com o tártaro e com o campeche. Sumagre. — Planta tintorial do Japão e da Virgínia. Substitui, com vantagem, a noz de galha para os cinzentos e os pretos, mas é preciso ferver e decantar com cuidado. Lama de mó. — Resíduo proveniente do atrito entre as ferramentas e o rebolo. Acetato verde. — É o produto de fermentação da lama de mó com vinagre. Prepara-se do seguinte modo: recolhe-se a lama, junta-se-lhe água e coa-se. Põe-se essa lama numa terrina. Acetato pardo. — Obtém-se o acetato pardo, derramando, sobre o produto da operação precedente, uma mesma quantidade de vinagre, decantando a mistura depois de deixá-la repousar. Acetato vermelho. — Derramando ainda sobre o mesmo resíduo vinagre, sal comum e ácido nítrico, e deixando evaporar em lugar abrigado, obtém-se o acetato vermelho, que é um resíduo feito secar por decantação. Com estas três misturas graduadas obtêm-se todos os tons. As madeiras completamente lisas não se prestam a esse gênero de coloração. Coloração das madeiras. — Não deve ser confundida coloração com imitação. Esta é uma pintura que dissimula, encobre as cores, as veias e os nós de certas madeiras, para imitar outras. Aquela, pelo contrário, é um banho que, colorando, põe em evidência as belezas das madeiras, fazendo-as ressaltar. A coloração pode ser profunda, a ponto

de atravessar uma folha de 2 a 3 milímetros, ou superficial, feita com mor-dentes muito fortes. Modo de preparar as tinturas. — As madeiras são tingidas por meio de duas operações: a lavagem e a aplicação do mordente. A primeira serve para desembaraçar a madeira de sua tintura natural, facilitando assim a pega do mordente artificial. É conseguida por meio da seguinte dissolução: cloreto de cálcio, 500 gramas; soda cristalizada, 60, e água, 2 litros. A madeira, bem embebida dessa solução, é mergulhada, em seguida, numa solução de ácido sulfúrico, para fazer desaparecer o cloro. Só depois de lavada em água, várias vezes, é que ela recebe a tintura ou mordente. Isto é feito na cuba, com esponja, a pincel ou por injeção. As madeiras a serem tingidas devem ser escolhidas conforme as cores desejadas. Se o preto pode ser feito com qualquer madeira, o mesmo não acontece com as outras cores. Eis um quadro fácil de compreender: para as nuanças claras, como o rosa-claro, azul-celeste, verde-água, e amarelo-claro, madeiras brancas e tenras; para as cores carregadas, madeiras escuras; para as cores mais fortes, madeiras bem escuras.

Mordentes cinzentos

1 — Fervem-se durante cerca de meia hora: Orcela................................................. 25 gramas Água................................................... 2 litros

Feita a sua aplicação, mergulha-se imediatamente a madeira numa solução de azotato de ferro, a 1 grau Baumé. 2 — Dissolvem-se: Limalha de ferro ................................. 8 gramas

Água-forte........................................... 32 Água................................................... 16

" "

Põe-se, primeiro, a água-forte, depois a água, e, a seguir, o ferro, mexendo-se tudo com uma espátula de madeira. Coloca-se essa mistura num local qualquer, em banho de areia, durante 48 horas, agitando-a várias vezes. Acrescentam-se-lhe, depois, 30 gramas d'água e, após agitá-la de novo, deixa-se em repouso por algum tempo. Finalmente, põe-se a solução em uma garrafa, que deve ser bem arrolhada. Esta tintura dá um cinzento-amarelado.

Mordentes azuis

3 — Misturar pouco a pouco:

Índigo fino, em pó ............................... Ácido sulfúrico a 66° .. .........................

15 gramas 125 "

Expor a mistura durante doze horas a uma temperatura de 25 graus. Dissolver depois a massa em cinco ou seis litros de água, fíltrando-a no coador. Passar depois em camadas repetidas. Quanto mais se dissolver na água, mais clara será a cor. 4 — Dissolver: Verdete ............................................... Urina.................................................. Vinagre de vinho ................................. 80 gramas 60 250 "

Filtrada essa solução, é ela passada sobre a madeira. Feita a primeira operação, dissolvem-se: potassa purificada, 60 gramas, e água de chuva, 250 gramas.

Filtrada, essa solução é passada sobre a camada anterior, até que o azul apareça.

5 — Dissolver: Um punhado de cal num litro d'água; juntando-se, em seguida, 200 gramas de tornassol, põe-se tudo a ferver durante uma hora. Usase a quente, com escova, pincel ou por imersão. 6 — Passa-se uma camada de solução de acetato de alumínio, depois outra de solução de carmim-índigo. Em seguida, dissolve-se n'água uma parte de açúcar de saturno e, separadamente, quatro partes de alume isento de ferro. Misturam-se, então, o açúcar e o alume, juntam-se 1/32 de soda cristalizada e deixa-se tudo repousar doze horas. Depois, decanta-se e dissolve-se na água, até que a solução não exceda a 1 grau Baumé. Este processo é lento. 7 — Põem-se a ferver, durante hora e meia: Campeche em pó................................. 250 gramas Oxido de cobre .................................... Água................................................... Usar por imersão. Processo lento. 8 — Põem-se a ferver, durante 24 horas: Campeche........................................... Potassa americana.............................. Água................................................... 150 gramas 10 " 5 1 litro "

1 litro

9 — Coloca-se ácido nítrico num vaso e, expondo-se o mesmo ao fogo, juntam-se, pouco a pouco, pequenas porções de cobre vermelho

em limalha. Logo que a mistura comece a ferver, deita-se água para dissolver o ácido. Junta-se água na ocasião de empregar a solução, conforme a nuança que se queira obter. Depois da tintura, molha-se a madeira muitas vezes com uma solução de potassa ou de soda.

Mordentes amarelos

10 — Pôr em infusão, durante oito dias: Raiz de curcuma em pó....................... 60 gramas "

Álcool de 90 graus............................... 500

Filtra-se num pano e passa-se na madeira; depois de seca, pomeia-se e enverniza-se.

11 — Misturar: Ácido azótico, dissolvido na água .......... Água de chuva.................................... 15 gramas 45 "

Passar essa mistura na madeira. Querendo que escureça um pouco, é preciso aumentar o ácido azótico. 12 — Dissolve-se: Potassa purificada............................... Água de chuva.................................... 45 gramas 125 "

Deitando esta solução sobre 15 gramas de urucu, deixa-se a mistura repousar durante três dias, num lugar bem quente, agitando-a freqüentemente. Filtra-se, depois, e juntam-se 8 gramas de amoníaco líquido. Mergulham-se, em seguida, as peças nesta tintura, durante oito dias, para obter uma soberba nuança amarela.

...... Água............................ Passa-se. Água............................ 125 gramas .......... com adição de alume para clarear................ 30 gramas Ácido tartárico ....... 16 — Faz-se a decocção do pau-amarelo com a adição de cola forte ordinária..13 — Faz-se ferver a gauda na água durante trinta minutos.. 14 — Faz-se a decocção do quercitrônio na água fervente.... com peso igual de potassa clarificada........... 15 1 litro " Desse modo obtém-se toda a escala....... 30 gramas 1 litro Cochonilha.......... Tinge-se e deixa-se secar a madeira............................................. para escurecer............ desde o amarelo até o escarlate....................... durante 15 minutos.................... Dá-se cor por meio da adição de soda ou de oxido de cobre. em seguida.............. Mordentes verdes 17 — Dissolução de: Verdete purificado.......... 60 gramas Ferve-se tudo durante três horas................... variando as doses conforme a cor a obter...... uma camada da seguinte solução: Cloreto de estanho. ou de acetato de alumínio..... 15 — Corta-se o urucu em pedaços......... que são postos a ferver... Quercitrônio .

................_.......... que dão um belo verde... passam-se sobre 15 " 1 litro e 1/4 as madeiras várias camadas............ Vinagre ............... Filtrada a solução................. Água de chuva.............. as duas soluções........ que lhes dão uma tonalidade violeta.............. separadamente................. de: Ácido pícrico puro ........................ 500 " Aquecem-se as peças e passa-se a solução por camadas sucessivas.................. 15 gramas 60 " Depois.... Para o pinho................................................................... 60 gramas 30 500 " " .......... Sal de cozinha.. 18 — Dissolução de: Carmim de índigo..................... depois............................................ preparando a quente a seguinte solução: Limalha de ferro ....Vinagre ....... a quente..... Mordentes negros 19 — Dissolvem-se: Brasilina........ faz-se a dissolução............ 500 gramas Alume...... até obter-se a nuança desejada..................... basta uma solução aquosa muito diluída de ácido pícrico..................... Muda-se este violeta em negro.............. Água.... muito fino.............. 8 gramas 60 " Misturam-se.... Água de chuva......

....... mas passa para o negro aplicando-se sobre ela uma camada de limalha de ferro.................. Água de chuva.... Caparrosa-azul........ Campeche... .................... com uma imersão em decocção de campeche...... quente.......................................... Água. 250 gramas Caparrosa-azul. é introduzida durante 12 horas numa solução de limalha e água-forte.............................. 30 gramas 8 4 30 " 1 1/2 litro " Reforça-se a solução com uma dissolução de ferro no vinagre.................................... Reforça-se. Filtra-se tudo e passam-se muitas camadas a quente. Verdete ....................... 15 gramas 1 litro 1 grama Esta tintura dá coloração azul.................... Água.. Cromato de potássio ............................................................. de sal marinho e de vinagre............................................. 30 " 2 litros Mergulha-se a madeira durante 24 horas....................... 22 — Fervem-se: Campeche............... no caso de necessidade......... secada ao ar..............A aplicação é feita depois de filtrada a solução.. 20— Dissolvem-se: Extrato de campeche.......................... 21 — Fervem-se: Noz de galha.....................

uma decocção de brasilina. Água.. aplicando-se-lhe..... depois.... põe-se num banho de tornassol ou de azul-claro. depois. campeche ou orçaneta.................. 25 — Faz-se ferver a madeira em: Óleo de oliva ................. passa-se o vermelho muito vivo..................... pau-amarelo.. e escurece-se com alume. Tintura pardo-escura 27 — Mergulha-se a madeira primeiro no cromato de potássio.Mordentes violetas 23 — Faz-se uma decocção de campeche ou de brasilina........................ Tintura cor de laranja 26 — Por superposição — tinge-se de amarelo muito carregado e............ Soda calcinada... 125 gramas 125 " 1 1/2 litro Tingir logo depois com uma solução de vermelho-anilina. . 24 — Tinge-se a madeira de vermelho-claro e...................... imediatamente..... adicionada com peso igual de sal de estanho.

...... 29 — Mergulha-se a madeira...... aquece-se e passa-se na madeira várias vezes...... Água.............. 30 — Faz-se uma infusão de garança em água morna....... depois......... Potassa purificada... passa-se sobre a tintura úmida uma camada de: Alume isento de ferro . 32 — Aquece-se ligeiramente óleo de linhaça... para obter vermelho-vivo...... na solução da alume ou em um pouco de solução de estanho..............Mordentes vermelhos 28 — Macera-se num frasco de vidro..... 31 — Faz-se ferver o urucu e aplica-se. agitando-o algumas vezes: Pau-vermelho de lima ... Passa-se alume na madeira antes de a pôr no banho de garança a frio. 60 gramas 1 000 " Esta solução se faz a quente e só deve ser usada depois de filtrada em um pano impregnado de óleo de linhaça. 1000 gramas 60 2 000 " " Filtra-se a solução num pano....... primeiro....... e.......... Para reforçar.............. 100 gramas de garança para um litro d'água............ Reforça-se................. no banho de orcela......... põem-se algumas pitadas de orçaneta e passa-se a solução a pincel. ou vinagre.. ao qual se junta soda ou potassa para obter vermelho-violeta... Água... ................ durante oito dias......... em lugar quente......... acrescentando-se solução de estanho em água-forte....

........ Faz-se ferver até à ebulição e emprega-se sempre morno: ... molhando-se a madeira com água que contenha pequena quantidade de alume... deve ser molhada com uma solução de: Pau-brasil .... Deixa-se passar algum tempo para a aplicação de uma segunda camada.... com uma solução de 4 gramas de potassa por litro d'água........... antes de secar...... durante 3 horas: Pau-brasil.. Vinagre................... Aplica-se a quente.......... Água..................... Água............................................................................. amoníaco ou potassa. aquece-se até à ebulição e passa-se na madeira............ e quando a madeira estiver seca.............. juntando-se: Brasilina............................. Para clarear em rosa.. juntam-se 350 gramas de campeche....... Para reforçar até à púrpura................................... 35 — Põem-se a ferver.................... Deixa-se de infusão durante 48 horas................33 — Fervem-se 100 gramas de campeche por litro d'água. 1 000 gramas 10 litros 34 — Ferve-se pau-brasil durante 2 horas.... Esta...... durante 2 horas......... Alume.. 1 000 gramas 8 litros 122 gramas 95 30 " Juntam-se 30 gramas de água-forte e 30 de alume.......... fazendo a aplicação..... molha-se esta ligeiramente......... junta-se à decocção pau-brasil.

................................................................................ Imita-se assim o mogno........................................ deixa-se secar e..................... 16 " Deixa-se secar e passa-se depois outra solução............................. 93 centilitros Pomeia-se a madeira logo que ela esteja seca..................... 7 " Álcool ........................... na seguinte solução: Soda ........ 94 centilitros Sangue de drago ........................ com jacarandá-pardo ou imbuia....... Ácido clorídrico ........ 77 gramas Carbonato de sódio ............... Água-forte.............. Hipoclorito de cálcio.Receita para descorar as madeiras 36 — Põe-se a madeira de molho.................................. 250 gramas 75 75 1 litro " " Fingimento de madeiras 37 — Fingir o acaju........ depois................ assim composta: Laca .............................. passa-se com um pincel macio a solução seguinte: Espírito de vinho......... 38 — Outra receita: Limalha de ferro ........... Água................... 100 gramas 200 " .................. pelo processo de ácido azótico ou água-forte: Esfrega-se a madeira primeiro com ácido azótico dissolvido n'água................ 76 gramas Carbonato de sódio .....................

........ 200 " Numa garrafa..... 500 gramas 60 4 litros " Depois de fervida........... Álcool . da cor de ferrugem.... durante 20 minutos....... gota a gota e.... a 55 graus. Pau-amarelo ....................... Esta apresentar-se-á........................... aquece-se....... filtra-se o líquido num pano.................. sobre a madeira.. Junta-se então água. a banho-maria. de um vermelho brilhante......... Junta-se depois água até que a mistura se torne escura...... num vaso de cobre ou de barro (não de ferro).. 122 gramas 4 " 1 grama 2 gramas Escolhem-se madeiras claras e porosas..... Para manter essa coloração......................... durante 48 horas. depois.................... bem diluída na água... e passa-se uma camada sobre a madeira....... Sangue de drago .............. 40 — Lava-se a madeira com água-forte......... num vaso não .... então...... Filtra-se e conserva-se...... segundo o grau que se deseja........... ou envernizar com três ou quatro camadas de bom verniz de álcool... é necessário polir à cera......................Água..... filtrada... até que a mistura fique bem ácida............... Água..... 41 usado: — Põem-se a ferver.. e aplica-se depois a solução seguinte: Espírito de vinho ... Orçaneta............................... 39 — Outra tintura: Campeche.... durante duas horas.... um pouco de ácido sulfúrico. Aplicam-se várias camadas da tintura................................

................... ............ 75 gramas Água... Sangue de drago em pó ..................... dissolvida n'água...... 1/3 de litro 60 60 " " Coam-se depois as duas soluções num pano e.................. Deixando ficar o líquido morno............... durante oito dias: Raiz de curcuma pulverizada ... Garança ............................... em outro vaso... Depois.......... 250 Filtrada a solução.......... outro tanto de urucu....... 43 — Maceram-se................... ser aplicada....... 42 — Faz-se a seguinte decocção: Garança (raiz)...... depois de retirado o pau-brasil...... 44 — Ferve-se na água bastante pau-brasil... misturadas....................... cola forte..... Pau-amarelo em pó .... em seguida............................................... filtradas................. fervem-se: Cinzas .......... o polido à cera............. Dê-se de preferência......... faz-se o seu aquecimento para........................... Água. 1 000 gramas 500 1000 " " 30 gramas 30 " " Álcool de 80 graus .............. são em seguida.......... junta-se-lhe......Urucu .. . 60 gramas Brasilina.......... Juntam-se-lhe a frio 90 ou 95 gramas de espírito de vinho e faz-se a aplicação com uma esponja..... Ferve-se na mesma água.... e faz-se seu uso mesmo morno............................ moderadamente.............

......................... 200 gramas 60 60 350 3 000 " " " " Ferve-se tudo durante hora e meia........................... 1000 gramas 1250 300 " " 1000 gramas 500 122 " " Começa-se por misturar o verniz secativo com o âmbar numa caçarola.. Junta-se a terebintina...... pelo terço.. deixando depois a mistura repousar. Noz de galha........ Fingimento do ébano 46 — Escolham-se as madeiras de fibras finas e uniformes e aplique-se-lhes a seguinte solução: Pau-brasil ................................. durante 5 horas............ Esta tintura é boa para as madeiras brancas............. Sulfato de zinco .... ................................ Reúnem-se depois: Verniz de óleo ....... Para esfriá-lo e quebrá-lo.... e põe-se numa caçarola sobre fogo vivo............................. cortado numa espessura de 2 a 3 centímetros................... mexendo-se.............................. Prepara-se à parte o seguinte secativo: Óleo de linhaça ...... até à ebulição do âmbar.... Verdete ........ Faz-se fundir o âmbar até o terço.... fazse a sua filtração... filtra-se e aplica-se com um pincel.. Âmbar fundido ......................... derrama-se o líquido sobre uma chapa de ferro............................................... Litargírio ........................45 — Toma-se âmbar amarelo........... Óleo de terebintina.. Água....... Caparrosa-verde ...................................................

. etc. patinados ou envernizados.. ao álcool fraco. Os gasolina.. sobre madeiras escuras e porosas e depois uma camada de acetato de cobre... macerando-o. Para se obterem madeiras negras 48 — Aplica-se uma decocção forte de campeche... filtra-se e aplica-se sobre a primeira camada.. Cal extinta .. molhado numa solução de acetato de ferro ou noutra............. O resultado é superior........ à pedra-pomes...... 350 gramas de limalha de ferro num litro de bom vinagre. 125 gramas 20 " entalhes....Dissolvem-se depois.. a seco. O calor produzido faz desaparecer completamente as manchas.. O osso.. tendo o cuidado de esfregar de cada vez. Alternam-se.. interceptada por um pente.... NOTA — Podem ser feitas veias nas madeiras com uma trincha fina... Quando aparecerem manchas nas superfícies lustradas. devido à umidade.... na seguinte solução: Carbonato de sódio ..... 47 — Imita-se o ébano também com a pereira. assim. as camadas de cada solução.......° 0.... com uma lixa n.. ou de noz de galha.... — Desengordura-se o osso.. em fogo brando. torna-se fácil eliminálas da seguinte maneira: umedece-se a mancha com álcool por meio de uma boneca e inflama-se aquele... durante doze dias.. uma solução de água-forte. no começo. passada por noz de galha e em seguida encerada.. quando se passa na madeira. limpam-se com .

. as esquadrias de luxo... Finalmente. Os dissolventes voláteis principais. à cera ou à boneca.. 1250 " Lavagem do osso.. por espaço de um quarto de hora. durante vinte e quatro horas. .. protegê-las contra a ação do ar. Com ele envernizam-se quase todos os móveis... passado em camadas delgadas sobre as ferramentas e utensílios. o éter ordinário e a essência de terebintina. — Fervido na mesma solução.. de novo.. Posto a ferver.Água quente .. as gomas-resinas.. Preparo. evita a oxidação dos mesmos. Depois. Esse verniz. Os vernizes tornam as madeiras agradáveis ao tato e à vista. a seguir é polido com leite de cal.. algumas carruagens. à boneca e a pincel. O verniz de goma-laca tem variadíssimas aplicações... o álcool etílico. os móveis de vime. podem-se estucar com vantagem os furos e as pequenas lascas de um móvel.. como dissolvente do sólido. É com ele que o modelador mecânico também enverniza a pincel os moldes que executa. o caucho e a cânfora.. fundida em água quente. o osso é lavado em água pura e secado longe do fogo.. é mergulhado em terebintina retificada. brilhantes ou foscos... etc.. são: o álcool metílico. RECEITAS DOS VERNIZES VOLÁTEIS E GORDOS Todos os vernizes. Os principais corpos sólidos empregados na fabricação dos vernizes são as resinas.. por meio de invólucros de pano.. — Para se preparar um verniz são necessários um corpo sólido e outro líquido. voláteis ou gordos. em água no decorrer de uma hora.. servem para embelezar as madeiras e... quando feito de madeira escura.. da umidade e dos carunchos.... impermeabilizando-as. com tarugos de goma-laca.........

dando-lhe uma demão de verniz de goma-laca e álcool bem grosso. O breu deve ser moído e peneirado. de noz. Um trabalho fino não pode ser feito continuadamente. Isto para não empastar a lixa ao se fazer o polimento. só ao correr das fibras. capacidade e paciência. de quando em quando. passam-se pedra-pomes e verniz mais fino. Além da classificação em voláteis e gordos.O verniz à boneca é preparado com uma parte de goma-laca e cinco partes de álcool 42°. Os dissolventes gordos são: os óleos de linhaça.° 0. de três corpos. ou de resina de benjoim. fazendo-se o polimento da peça com lixa n. Às vezes mistura-se-lhe uma parte de cânfora. fechando-lhe com a pomes todos os poros e encorpando regularmente o verniz. etc. Passa-se este verniz com o auxílio de uma trincha e de um pincel pequeno para os cantos. por exemplo. os vernizes são também distribuídos pela seguinte ordem: vernizes de álcool. são precisos. 4 dias e meio de 8 horas. vernizes de essência e vernizes de óleos. . até que fique mais ou menos com brilho e os poros bem fechados. pois depende de tempo. Lixa-se bem a madeira e. de papoula. sendo preciso deixar descansar o verniz por alguns dias. dando-lhe a primeira demão de verniz só de goma-laca e álcool. Para envernizar-se à boneca um guarda casaca moderno. pingando-se. — Aplicação: inicia-se a lustração de uma peça em branco. em seguida passa-se o verniz de breu. Inicia-se o envernizamento da peça em branco. Após meia hora. Em seguida. aproximadamente. de rícino. Os vernizes gordos são preparados com estes dissolventes. A composição do verniz a pincel contém breu e goma-laca em partes iguais ou mais breu do que laça. umas gotas de óleo de linhaça. de algodão. pode-se passar a segunda e última demão de verniz de breu. O envernizamento à boneca é caríssimo: custa uns 80% mais do que o feito a pincel. Verniz à boneca.

em movimentos circulares. e depressa. devem ser dadas também ao correr das fibras. velho e limpo. e desta vez quase sem óleo e com pouca pomes. pelo fato de ser toda madeira seca ávida de umidade. tendo-se a boneca envolvida em pano branco. para que o brilho se abata. umedecida com álcool ou éter. e passada algumas vezes. As almofadas dos móveis de luxo são envernizadas antes de afixadas nos respectivos rebaixos ou canais das peças. pouco embebida. dão-se mais tantas demãos de extrato quantas forem necessárias para se obter a cor que se deseja. é passada ao de leve. de vez em quando. e. com lixa fina. antes de lhe passar o verniz fino. pouco espesso. Quando a boneca está muito úmida. pondo-se. A última sombra de óleo que reste deve ser eliminada por meio de uma boneca só de pano limpo. quando elas se retraírem. antes de lixar. ataca-se novamente a peça. As últimas demãos de verniz. continua-se o serviço com verniz colorido com anilina vermelha. a fim de ser evitado que apareça algum filete em branco. Uma vez que esteja com o verniz bem encorpado e com brilho. — Consegue-se um verniz que imite a madeira de mogno. A fim de fixar o extrato. Passado esse lapso de tempo. até que o móvel adquira a cor de vinho tinto. Isto feito. passa-se. para a conclusão do serviço. lixando-a bem de leve. igualam-se as cores da madeira com extrato de nogueira. no sentido longitudinal das fibras. pedra-pomes para encher os poros e . evitando-se passar duas vezes seguidas no mesmo lugar. procedendo mais ou menos da seguinte maneira: Passa-se indistintamente sobre a madeira em branco o mordente denominado bicromato de potássio.A boneca deve ser de algodão branco e limpo. com pouca pressão. a peça é posta em repouso um ou mais dias. Na falta de goma-laca mogno. em seguida. aumentando-se a pressão à medida que ela for secando. e passada igualmente em toda a superfície. Verniz a mogno. uma demão de verniz de goma-laca.

....................................................... 1 parte 5 partes 0.......................... _________ Goma-mástique ... Vão a seguir.......................................................... Goma-laca...................... Terebintina ......................... Vidro impalpável..................................... Álcool 42° ....... Álcool 42° ....... Álcool 42° .. Álcool 42° ................... Terebintina .................................... Pez louro............................................9 parte 1 parte 5 partes 1 parte 10 partes 18 2 " " 5 partes 14 2 " 4 partes 14 partes 2 1/2 partes 180 partes 60 120 120 980 120 " " " " " ....................... Álcool 42° ..................alisar a superfície......... _________ Goma-copal............................................. Cânfora....................................................................................................................... _________ Goma-almécega ...................................................................................... _________ Sandáraca................... Terebintina ........... Álcool 42°.......................... Cânfora... goma-mástique ou sandáraca Goma-laca................................................................ apenas algumas fórmulas dos vernizes mais empregados: Vernizes voláteis Goma-laca...................................... Terebintina ................................

.......... Pez louro............. Alvaiade ............................................................................................................................................................................................ 1 parte 0..... Goma-laca....................................................... 5 partes ............................................... _________ Óleo de linhaça .................................. Essência de terebintina ............................... Essência de terebintina ...... Essência de terebintina ..... Óleo de linhaça ............................. Mínio ....... Essência de terebintina ........ _________ Copal .......... _________ Caucho .............................Vernizes gordos Âmbar amarelo .............................................................. _________ Colofônia fundida................................... Âmbar ............... Sandáraca... Óleo de linhaça ........... cozido................................................. Litargírio em pó ..............8 parte 2 partes 1 parte 3 partes 2 " 1 parte 2 partes 2 " 1 parte 1 1 " " 75 partes 50 16 16 92 " " " " 12 partes 180 60 120 " " " Verniz de breu Álcool 42° .............................................................. Óleo de linhaça.................................... Óleo de linhaça .......................... Essência de terebintina ........

....... deve-se trabalhar e conservar a peça..... passa-se pedra-pomes estendendo-a com escova de pêlos............ 8 partes .......... — A goma-copal é fornecida por certas árvores das regiões tropicais......... como a própria palavra o está dizendo...... Essência de terebintina .......... juntam-se... Enverniza-se antes de passar a cera....a . Serve.. é para carroçarias e obras de carpintaria.....Breu moído e peneirado ........... em lugar isento de pó.. Verniz de óleo de linhaça ........... mexendo-se ao mesmo tempo e sem parar.......................... pouco se prestando para móveis. até à secagem completa..... RECEITAS VÁRIAS Cola para correias de couro: Cola de gelatina de l. — Atualmente está em moda o móvel encerado da cor natural.... O verniz carriagem............... o verniz de óleo e.... para a fabricação de vernizes.. 1 parte 1 " Como o verniz é pegajoso.. Verniz fosco.... fechando os poros... Goma-laca.......... A resina-copal da índia é produto da árvore Valeria Indica. Para tornar fosca uma peça envernizada com brilho........... em seguida a essência.... como as outras resinas........ Copal. Composição do verniz-Martin Copal ...... mas sem deixar abrir o brilho.. 367 gramas 560 190 " " Dissolvido o copal...

........ em seguida................ Emprega-se para colar vidro. À cola forte de l.. Giz pulverizado ...... lavando-o..... porcelana.... 10 partes . — É uma cola feita de queijo................... Para colar madeira sobre o metal...... para torná-lo áspero............ Passa-se cola nas borrachas e nos volantes e deixa-se secar pelo espaço de 14 a 24 horas.. em seguida... 50 partes 50 50 5 " " " As matérias supra são aquecidas num caldeirão de ferro.... Todos os ingredientes devem ser bem misturados... — Mergulha-se previamente o metal.. de antemão aquecido. e com o necessário cuidado.................... Tanino .......................... por espaço de meio minuto.. Esta mistura deve ter a consistência de xarope...... Aplica-se a quente sobre o metal.. prepara-se boa cola forte adicionandolhe um pouco de alho picado. em ácido nítrico......... A massa é aplicada na madeira no estado quente... com água e deixando-o enxugar........ Juntam-se-lhes...... 1 parte de ácido sulfúrico........... Tinta de resistência. — Para proteger as madeiras expostas às intempéries: Resina ............... junta-se um pouco de cal extinta pulverizada e outro tanto de glicerina........... — Aquecem-se os volantes na periferia e. acrescenta-se-lhe mais óleo....... lavada e fina .. 1 parte de oxido de cobre natural de cor vermelha... Para colar borrachas em serra de fita....... por meio de broxas.....a...... Se a fluidez não for suficiente...... água e cal viva.... Outra fórmula: Cola forte .... 2 0. Areia branca.... etc..Cola de peixe ..... Óleo de linhaça aquecido....... simultaneamente.......1 parte Mástique....

... cortado em pequenos fragmentos.. noutro recipiente. Betume branco. até à fusão deste.. — A melhor cola para colar borrachas em serra de fita é a denominada Schierens Belt Cement Wafers... a superfície das correias com esta pasta..... juntar 1% de ácido fênico e outro tanto de vinagre forte... Sua consistência pode ser igual à da gelatina de uso diário... Uma vez seco. Cola para borracha...... — Para emassar madeiras brancas. Cola para correias de sola... 20 de terebintina e 10 de óleo de linhaça cozido. 5 " 1 parte Passa-se a quente sobre os volantes e nas borrachas... — Cola resistente e elástica: 100 partes de gelatina (cola forte).. Juntar 10 partes de glicerina pura..... uma mistura composta de 3 quilos de óleo de peixe e 1 quilo de talco. — Num recipiente de ferro hermeticamente fechado... à parte. funde-se um quilo de caucho...............Cera de abelha .... Conservação das correias.. Para colar madeiras brancas... Adicionar. que as conserva e não as deixa resvalar sobre as polias. Outra fórmula: Dissolver em água boa cola de Colônia........ Aquece-se.. Esta cola pode ser aplicada a quente. Breu ..... passa-se-lhe cola bem quente... Esfrega-se. . agitando-se tudo até perfeita solução desta...... de tempo em tempo... então.... alvaiade em pó e cola branca. prepara-se o betume com farinha de trigo. Deita-se devagar o conteúdo do segundo vaso no primeiro..... Limpa-se o volante e esfrega-se com cebola. 800 gramas de cera amarela... usa-se a cola comum. mexendo-se ao mesmo tempo para obter uma mistura homogênea e massa consistente.. Juntam-se 800 gramas de colofônia.... adicionando-lhe uma porção de alvaiade em pó. — Na falta de cola branca.

etc. A ornamentação. portanto. conchas. pois executa a parte ornamental do mobiliário. inspirando-se nos motivos geométricos. compõe-se de folhas. ora reproduzindo-os fielmente. 3) Esboça-se todo trabalho e "intacam-se" os contornos. — A seqüência das operações para se fazer um entalhe é a que segue: 1) Decalca-se com carbônio o desenho sobre a madeira. 6) Lixa-se. 7) Pica-se o fundo. — Todo desenho é simétrico quando as duas . 4) Retoca-se o fundo. Simetria e concordância de linhas a) Simetria. 5) Modela-se definitivamente. Ordem das operações. EMPALHAÇÃO. pássaros. 2) Tira-se o fundo. ESTOFARIA ENTALHAÇÃO É arte correlativa à marcenaria. A decoração floreante constitui especialidade do entalhador florista. da flora e da fauna. frutos. flores. ora estilizando-os.CAPÍTULO VII E N T A L H A Ç Ã O . T O R N E A R IA .

metades. . — Poucas são as ferramentas próprias deste ofício: 1) Estilete. em cada metade. 8 e 9) Picadores. retas ou curvas. Ferramentas de entalhação (Fig. No caso da simetria. b) Concordância de linhas. motivo diferente. chamam-se pontos de concordância. Raspadeiras. 7) Compasso de pontas. guiada por um só pensamento. as linhas são mais concordantes. O gosto moderno propende mais para a assimetria. 4) Tasselo. contrastantes. 5) Goiva. Os pontos de contato A e B. Pedras de afiar planas e redondas. para o desenho que apresenta. 3) Falsa-plaina. são idênticas. 188 mostra duas linhas retas em concordância com um arco de cirfunferência. isto é. ao passo que na assimetria as linhas podem ser discordantes. determinadas por diversos motivos. estão em concordância quando seus pontos de união ou de contato não apresentam saltos ou inflexões. 189). Para isso é necessário que nesses pontos as linhas sejam tangentes entre si. A fig. seguem uma seqüência lógica. 2) Formão. por ura motivo único. isto é. — Duas ou mais linhas. 6) Ferro a canto. separadas pelo eixo de simetria.

quase sempre de osso. O estilete. etc. — A fig.macete. Há formões. O ferro. raspadeira e graminho. Além destas ferramentas específicas. direito ou curvo. Ângulos de corte. é o que tem chanfro por dentro. Chanfro pequeno (30°) para madeira dura. . O ferro conhecido pelo nome de arte-nova é o que tem a forma de uma pazinha (Fig. falsas-plainas e tasselos retos e curvos. que são comuns a vários ofícios da madeira. denominado rovescio. 190 apresenta-nos a variação dos ângulos dos formões e das plainas. serve para decalcar desenhos. esquadro. serve-se o entalha-dor do metro. segundo a qualidade da madeira. etc. 189 — 10). barroco. goivas. servindo estes para entalhar os ornatos dos estilos Luís XV.

média e. o operador verificar constantemente como está sendo feito o serviço. Almofadas de guarda-roupa cabem só duas de cada vez. podendo. 191). É comum entre os entalhadores a improvisação de um graminho composto de um prego fincado numa tabuinha. O serviço é feito com brocas de três tamanhos: grossa para o desbaste. para verificarem o nível do fundo dos ornatos em baixo e alto-relevos. — Esta máquina para entalhar executa quatro peças de cada vez. amarra-se uma tira de pano. uma de cada lado e o molde no centro.Chanfro grande (15°) para madeira mole. em três vezes. b) fibras direitas. O acabamento é feito a mão pelos entalhadores. Madeiras para entalhes. O operador maneja o ponteiro seguindo a modelação do original. que é feito a mão (Fig. — Não é qualquer madeira que serve para ser entalhada. por partes. d) veias homogêneas. a fina. que dá certa perfeição ao trabalho. não possui prensa nem cocho como o do marceneiro. que chega à altura dos cotovelos deste. As qualidades que recomendam certas madeiras são: a) docilidade ao corte. c) cor uniforme. mas tem carrinho. — O banco do entalhador. para servir de assoprador de cavacos. A razão de ser da falta do cocho explica-se pela necessidade de ser ocupado dos dois lados. estando no centro o modelo. assim. . distribuídas duas de cada lado. Pantógrafo copiador. Banco. por último. São feitas. Na primeira broca ao lado do ponteiro.

— Diz-se alto-relevo quando o entalhe está acima do nível do contorno externo que lhe serve de quadro.As manchas da madeira prejudicam o efeito do desenho. Em regra. gregas. círculos. algumas canelas. Alguns interpretam erroneamente o baixo-relevo como sendo o que tem pouca altura. 192). aplicado. portanto. tão diversas uma da outra. não se faria distinção real entre as duas espécies de ornatos. o jequitibá-rosa. Se assim fosse. ao passo que o baixo-relevo é feito na própria peça. e baixorelevo quando é cavado abaixo do nível do material em que é executado. certas variedades de imbuia. a canjerana. meandros. . As mais aconselháveis. retângulos. são: o cedro. vice-versa. porque ambas têm relevo. para poupar material e tempo. etc. maior ou menor segundo o estilo e a classe do móvel. retículas e outras (Fig. entrelaçados. e. Alto e baixo-relevos. alto-relevo o que possui altura considerável. como sejam: triângulos. quadrados. — A arte do entalhe adotou nos seus ornatos várias figuras geométricas. Figuras geométricas. o alto-relevo é sobreposto.

.

flores e animais. Os elementos decorativos trazidos da fauna resumem-se principalmente nos seguintes: touros. sabiá e tantos outros pássaros. garça. águia. besouros. pernas. de palmeira. — Mais pobre ainda é a nomenclatura das ferramentas do torneiro: 1) Formão. peças roliças. como sejam colunas. Afora estas ferramentas especiais. do metro. cigarras. As flores preferidas são: lírios. etc. isto é. de carvalho. — As folhas que predominam nos ornatos são: folhas de acanto. corriolas. de gabaritos. do esquadro. de verrumas e puas. 3) Goiva. 2) Badame. 6) Pedras de afiar planas e redondas. de louro. para agüentar o esforço que fazem ao desbastar o material. As goivas e os formões da tornearia têm o cabo muito comprido e são bastante reforçados. girassóis. bolas. cães. rosas. tucano.Folhas. camélias. cavalos. panteras. . Ferramentas da tornearia. borboletas. de madeira ou de qualquer outra substância. golfinhos e outros peixes. orquídeas. 4) Compasso de ponta. etc. do arco de pua. de ferramentas improvisadas. de oliveira. veados. de hera. TORNEARIA Arte de fazer torneados. faz uso também do martelo. tigres. de uva. de lodão. cavalos-marinhos. Dentre os insetos que povoam as decorações. caracóis. e tantas outras. etc. contam-se: abelhas. lustres. margaridas. e folhas de plantas aquáticas. 5) Compasso de espessura.

Sucessão das operações. rolos para massa.Conservação. ioiôs. — As possibilidades da tornearia são muitas. cabides-mancebo. peças para móveis. de copa. 103). 7) Lixa-se e enverniza-se ou passa-se a cera de carnaúba. quando trabalha. . 5) Marcam-se membros de moldura. — Mantêm-se as ferramentas isentas de ferrugem. 4) Desbasta-se com goiva e formão. veja-se o que se disse para a entalhação. cabos. copos. de escritório. A ferramenta de corte. Quanto à simetria e concordância das linhas. tendo-as sempre ligeiramente lubrificadas com matérias graxas. bandejas. — A execução de um torneado requer as seguintes operações: 1) Corta-se a madeira nas medidas desejadas. bolas. poltronas. com lápis ou compasso de pontas os EMPALHAÇÃO É o tecido que se faz nas cadeiras. menor deve ser a velocidade do torno. — Quanto maior a peça que se torneia. arandelas. descansando sobre a espera (Fig. pilões. com palhinha de junco. como sejam: farinheiras. porta-chapéus. até ficar roliça. Nomenclatura dos trabalhos. diabos. 6) Executa-se o desenho escolhido. porta-retratos. 2) Marca-se o centro traçando-lhe um X com lápis nos topos. Velocidade. cofres. de sala de visita e jantar. lustres. porta-jóias. sofás. fica no centro da peça. cabides simples. macetes. divas. O torneiro pode executar uma infinidade de peças. etc. paliteiros. 3) Prende-se a peça no torno. fruteiras. verificando a exatidão das medidas com o compasso de espessura.

2. passando por baixo de dois e por cima de dois. que servem para segurar as pontas inicial e terminal das palhas.fiotex (palhinha sintética). no cruzamento. passam-se os fios da trama por cima da urdidura. seguem-se estas operações: l. formam círculos concêntricos. Em cada furo vão seis fios de palha: dois para a trama ou urdidura. aplica-se no centro um botão de madeira com o respectivo rebaixo cheio de furos.a — Tece-se o segundo e último fio da trama deixando um fio da urdidura em cima e outro embaixo.a — Terminada a urdidura. passando por baixo de três e por cima de três. sempre de jeito que. Para se fazer um tecido com palhinha.a — Começa-se o tecido pondo o primeiro fio da urdidura no furo do centro do assento. como simples enfeite que dá a idéia de teia de aranha ou outro desenho. Os fios da trama que se põem em torno do referido botão torneado. . 6.a — Coloca-se o segundo e último fio em diagonal. 3. 5. O tecido de fiotex ou de palhinha de junco é feito também noutras espécies de móveis. dois para o tecido em diagonal e dois para segurar a palha — remate que cobre os furos. em que se coloca a palha que deve formar a urdidura. este fio possa encaixar-se entre o fio da urdidura e o da trama. Neste caso. palha de taboa ou de milho (Fig.a — Passa-se o segundo e último fio da urdidura por cima do primeiro fio da trama. 7.a — Coloca-se o primeiro fio em diagonal. 4. na direção oposta à do primeiro. 193).a — Preparam-se vários pauzinhos redondos de madeira mole. de modo a ficar encaixado entre o da urdidura e da trama.

.

igual à do ponto de partida.a — Remata-se a palha da guarnição batendo e quebrando por cima do último furo um pauzinho da cor da palha.a — Rematam-se. por baixo. 9. se necessário para correr melhor. prendendo um dentro dos outros em distâncias desiguais. de quando em vez. Para a costura. O tecido com palha de taboa ou de milho é feito da seguinte maneira: Forma-se um pedaço de corda torcendo vários fios. Ao colocar os últimos fios de palha nos cantos do assento cônico.a — Rematam-se por baixo todas as pontas das palhas que não tinham sido amarradas. se houver). Esta palha sobe e desce pelo mesmo furo.a — Coloca-se uma palha que dê para os quatro lados do assento (mais larga do que as do tecido. A palha não deve ficar demasiadamente esticada. batendo e quebrando no furo de cada uma um pauzinho de madeira bem seca. 8. segurando a ponta no primeiro furo com pauzinho. põe-se uma palha estreita no furo imediato. A largura dos furos e a distância entre um e outro. destinada a guarnecer e cobrir os furos. Tiram-se os pauzinhos dos furos das palhas que puderem ser rematadas. 10. Quando a palha é muito seca. 11. saltam-se tantos buracos quantos forem necessários para ficar a largura entre uma palha e outra. a fim de irem-se . são determinadas pelo número da palha que se vai empregar. passa-se-lhe. tem que ser umedecida antes de se começar o serviço e. amarrandoas na palha firme mais próxima. acavalando na que vai rematando e cobrindo os furos até percorrer os quatro lados. um pouco de parafina. as pontas das palhas. em toda a extensão.Quando o fio em diagonal não corre é porque se praticou erro no cruzamento das palhas por inobservância da regra dada nas duas últimas operações.

As hastes para exportação são cortadas num comprimento de 3 a 6mm. à medida que vai acabando um fio. coloca-se outro introduzindo-lhe a ponta nas da corda em formação. à proporção que vai sendo feita. Continua-se a fazer a corda. da Austrália e da África tropical. Assim que tenha certa metragem. 0 ofício de empalhação é tão simples que as pessoas inteligentes aprendem-no pela simples observação de um trabalho feito. 9 — Espátula de madeira de 30 x 2cm. 6 — Verrumas ou brocas. 7 — Martelo de pena. ao passo que seu diâmetro não vai além de 2cm. 3 — Furador com cabo.acabando um de cada vez. tirada em larguras de 1. Dentro do tecido de taboa e de palha de milho coloca-se enchimento feito com os restos destas fibras. Ferramentas. Forma um cipoal que se espalha pelo chão ou trepa pelas árvores mais altas. Esta corda. 5 — Arco e pua. sendo originário das índias. é .5 a 5mm. 2 — Canivete. 8 — Grampos de ferro. do comprimento suficiente para atravessar um assento de cadeira ou sofá. 4 — Compasso de pontas. — Para este mister são necessárias as ferramentas abaixo mencionadas: 1 — Agulha de empalhação feita de arame ou lâmina de aço. começa-se a tecer passando a corda nos dois sentidos — transversal e longitudinal. sempre com as pontas dos fios desencontradas e. O rotim é o junco de que se faz a palhinha das cadeiras. é enrolada num pau. e amarra-se esta corda no assento da cadeira. atingindo até 110m de comprimento. 3. A casca lustrosa. com ou sem cabo. Ver figuras 193.

O fiotex é uma palha sintética composta de 4 ou 5 fios de linha. lisarda. cordinha. paina. algodãozinho. aniagem leve. estopa fina. revestindo-os com estofos. ESTOFARIA (Fig. 3. precinta. poltronas. esmaltados ou revestidos com o mesmo material externo. cordões e pregos de cabeça grande estampados. lã. Ferramentas. divas. musselina. — Poucas são as ferramentas de que o simples . — O material que o estofador emprega é o seguinte: Molas espirais de aço de 7 a 40cm de altura. pano-couro. isto é. algodão e capim. revestidos de todos os lados por uma espécie de esmalte muito sec ativo e flexível. crinas animal e vegetal. etc. média e pesada. com molas e enchimentos de crina vegetal e animal.transformada em palha para ser vendida era chicotes nas lojas de ferragens. média e grossa. 2. As várias larguras recebem os números — 1. couros. mochos. 194) Arte de acolchoar cadeiras. etc. Material. algodão em rama e em pasta. tachas. capim barba-de-bode e membeca. musgo e até fitas de plaina que o marceneiro tira das madeiras. estofos. sofás. com tecidos finos e couros.

3 — Agulhas direita e curva. e o .estofador precisa. Todavia. 12 — Verrumas. se ele mesmo quer fazer as armações dos móveis. chegando a precisar até das ferramentas do marceneiro. 7 — Esquadro de 90°. a coleção aumenta. 9 — Metro articulado. procede-se da seguinte maneira: 1 — Coloca-se o fundo de tábuas ou precintas pregadas por dentro com tachas pretas e grandes. 6 — Para encobrir as tachas e os fiapos do estofo. o cordão. 5 — Coloca-se a última cobertura pregando com tachas finas e brancas no rebaixo de fora. tamanho médio. 3 — Cobre-se o enchimento com um tecido ordinário pregado por cima com tachas de tamanho médio. Operações de estofaria Para se estofar uma peça sem molas. algodão. 6 — Martelo de pena. debrua-se com lisarda ou cordão. 8 — Torquês. 4 — Esticador feito com madeira e pregos. 5 — Serrote ordinário. 2 — Tesoura de uns 20cm. 2 — Faz-se o enchimento com crina. 4 — Coloca-se uma camada de algodão protegendo bem as arestas de fora do quadro de madeira. costurado. Ei-las: 1 — Martelo pequeno de orelhas. 11 — Arco de pua. A lisarda é colada. ou outro material. 10 — Fita métrica.

8 — Cobre-se com musselina ou algodãozinho. — Diz-se assim quando. com a parte rematada para cima. 10 — Prega-se o último pano. O salamim e o bourlé são pequenos chouriços que cobrem os cantos vivos das peças estofadas para que a pessoa que senta não perceba a rigidez das arestas. costurando-as nas precintas ou pregando-as nas travessas. Estofamento em branco. nos trabalhos de baixo preço. forcem o estofamento. Essa distinção é feita pelo fato de. 4 — Amarram-se muito bem e esticadas várias cordinhas no fundo e em cima das molas. travessas de madeira. Esta amarração tem por fim fazer com que as molas trabalhem juntas como se fossem uma só. 11 — Debrua-se com galão feito com o próprio material de cima quando é de couro ou pano-couro. 7 — Faz-se o salamim enrolando material na aniagem e pregando.debrum. 9 — Coloca-se por cima uma camada de algodão em rama ou em pasta (daquele que os alfaiates adotam). . e com lisarda ou cordão quando de estofo. ou o bourlé costurando. que servirão para evitar que as molas. 3 — Amarram-se as molas entre si com cordinha que chega até às travessas do móvel em que é pregada com tachas grandes. se coloca um tecido qualquer. 5 — Cobre-se com aniagem deixando por fora bastante sobra com que se fará o salamim ou bourlé. 0 estofamento com molas segue esta marcha: 1 2 — Prepara-se a base para as molas com precintas ou — Fixam-se as molas. 6 — Faz-se o enchimento com crina ou outro material. ao subir. antes do último pano. como nos casos que demos linhas atrás. pregado com pregos próprios de cabeça grande.

. sem ser primeiro apontado com algumas tachas mal pregadas. para ver se fica bem esticado. Nenhum tecido ou couro é pregado definitivamente. com uma camada de algodão por cima deste.o último estofo ser colocado diretamente sobre o enchimento grosso.

começa-se a pregação definitiva. sem uma ruga ou bolsa. sempre do mei0 da travessa para fora.Quando estiver perfeitamente estendido. Verifica-se a uniformidade do enchimento com os olhos com as mãos e sentando em cima. .

. O assento estofado com souflé. todos os vazios que não oferecem à pressão a mesma resistência das outras partes. — É o estofamento que tem a superfície subdividida em pequenas partes por meio de pontos. 2 e 3). Capitoné. — O estofamento em forma de fole de sanfona como dizem os leigos. desce uns dez centímetros quando uma pessoa se senta. Souflé. prega-se de uma vez. são corrigidas pondo-lhes mais material ou estendendo melhor o que já está posto. cujo enchimento fica suspenso pelas molas e preso num quadro de arame de aço. para subir novamente a posição primitiva assim que ela se levanta (Fig. As falhas que porventura houver. diz-se que tem souflé. Quando tudo estiver parelho.São principalmente as mãos que percebem todas as falhas. 195 — 1.

a) Escalas. 196). As escalas são numéricas e gráficas. quando representadas por meio de linhas e subdivididas em partes iguais. e gráficas. projeções. — Escala é a relação de dimensão linear que existe entre o objeto real e o desenho que o representa (Fig. cortes. São numéricas quando representadas por meio de algarismos. — Nos desenhos técnicos dos móveis encontramos os seguintes símbolos que devemos conhecer: escalas. detalhes. numeradas e com a designação de metros e seus múltiplos ou unidades de medidas antigas.CAPÍTULO VIII MATEMÁTICA APLICADA INTRODUÇÃO Símbolos. A escala é direta quando representa os detalhes do objeto real .

por exemplo: que se lêem: um por dez. 10 : 1. ou escala gráfica propriamente dita. quer isto dizer que a medida no desenho é 20 vezes menor do que a medida na peça. esta fica na ordem inversa. Cada medida que se toma no desenho deve ser multiplicada por 20.numa proporção maior. simples ou dupla. mas quando o objeto real. Serve para avaliar as frações decimais da escala. As escalas numéricas ou títulos são expressos no desenho por dois números separados por um traço horizontal ou outro sinal de divisão. 2 centímetros representam um decímetro. como por exemplo: 3 : 1. por exemplo. ao lado da escala. Se se quer reduzir um desenho na proporção de temos: 1 decímetro representa um metro. dividem-se todas as suas dimensões naturais e de seus detalhes pelo número da escala. representa a medida do desenho. 2 : 1. é pequeno. na escala de 1:20. etc. O número de cima ou o primeiro. a medida a que corresponde na peça. 1 centímetro representa um decímetro. Se o título dado é de . 5 : 1. que se quer representar na escala em proporções menores. Quando se quer reduzir uma peça a determinada escala. encontra-se uma porção de reta. Quando um desenho está. que vai representar a medida na peça. . 2 decímetros representam um metro. Às vezes. dividida em dez partes iguais. e o outro. e 2 milímetros representam um centímetro. chama-se contraescala. A sua divisão denomina-se talão. como. e 1 milímetro representa um centímetro.

isto é. b) Cortes. na nossa imaginação. c) d) Detalhes. Dividindo-se 1 por 5 temos 0. perpendicular da frente. Projeção ortogonal (Fig. O corte pode ser transversal. B —B. etc. fazemos detalhes (Fig. — Quando certas particularidades de construção Projeção. O corte transversal mostra a peça vista de cima — é a planta baixa. E o corte longitudinal ou perpendicular do lado expõem a parte interna da peça vista de frente. o objeto tal como é na realidade. não aparecem nos cortes. 197). e longitudinal ou perpendicular do lado (Fig. Nas extremidades do lugar em que se quer cortar a peça fazemse duas chamadas com traços interrompidos e letras —. lendo-se os desenhos feitos. baixando sobre esse plano perpendiculares de todas as pontas do objeto que nele se pretende representar. reunindo vista por vista desenhada. E muito usada em gráficos e mapas. 197). de modo que. O corte perpendicular da frente apresenta o interior da peça vista de lado. fiquemos com a noção exata da forma. Para se construir esta escala. .2. 2 décimos que representam um centímetro.A —A. reconstituir. temos de desenhá-lo numa série de vistas ou imagens. 197). podendo até. — Os cortes servem para mostrar a construção interna do móvel. divide-se o número da escala pelo número do objeto real.Exemplo: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 20 30. — É a figura que se obtém sobre um plano. Cada uma dessas dez partes representa um centímetro. do volume e da situação do mesmo objeto. — Para se representar um objeto pelo método desta projeção.

. SISTEMA MÉTRICO OU DECIMAL O metro. — O metro mostra. Cada vista. e da face inferior. as projeções fazem-se sobre: a) um plano horizontal. ou projeção. da face superior. b) um plano vertical. em uma das faces. é uma figura plana. 10 decímetros. da face posterior.Essas vistas podem ser várias: da face da frente. Habitualmente. da face de qualquer dos lados.

00m2. A polegada equivale a 2 centímetros. pois pode entortar mais do que isso.02m. é subdividido em décimos. em oitavos. que se lê: cinco metros cúbicos. A polegada numérica é indicada por dois acentos colocados do lado direito e ao alto do número. ou simplesmente. 3. em trinta e dois e em sessenta e quatro avós. — Cubar ou cubicar uma peça é avaliar o seu volume. Cada polegada é dividida em meias polegadas. em quartos.15m. O metro quadrado é indicado por meio de um m2 colocado à direita do número. isto ocorre quando o comprimento da peça é demasiado grande. l. como montantes de porta de guarda-roupa.00m3. Cubagem.100 centímetros e 1 000 milímetros. em dezesseis. ou outro material. 3/16". ou sejam 254 décimos de mm. Ex. Na outra face apresenta 39 polegadas e 3/8. Acontece. com o metro articulado ou fita métrica de aço. Se a peça em bruto que se está tirando for comprida. precisarmos marcar com barbante sujo de pó de carvão. milésimos. não basta meio centímetro a mais na largura. Para se achar com facilidade o preço de qualquer parcela do metro cúbico. três polegadas e um quarto. O milímetro. Tudo depende da qualidade e estado da madeira. 5m3. Medição. Ex. e três dezesseis de polegada. 5. nos cálculos. O metro cúbico é designado por um m3 colocado na mesma posição do metro quadrado. e quinze centímetros. que se lê: três metros quadrados. segundo os casos. que se lêem: duas polegadas. 2". ou de outra coisa. e marca-se com lápis ou riscador e régua. centésimos. 0.005m. senão com graminho ou galgadeira. ou 15cm. Os centímetros numéricos são expressos assim — l. que se lêem: cento e dois centímetros. 3"l/4. cem centímetros e cinco milímetros. 5 milímetros e 4 décimos. Ex. mas muito raras vezes. por exemplo. e eliminar as numerações fabulosas do sistema . na dimensão certa ou com sobra de alguns milímetros. — Mede-se sobre a madeira.

que tem por base constante uma área de um metro quadrado (Fig. melhor se diria. Por este sistema. 198). foi convencionado pelo comércio um sistema de cubagem. depois da operação completa.38-9-5m3. 10 000 décimos de milímetro ou decimilímetros cúbicos. poupando assim precioso tempo.aritmético. 1 000 milímetros. Exemplo. em seguida. Quando se extrai uma fatura ou em qualquer outra escrita. um metro cúbico tem apenas: 100 centímetros. cancelam-se as frações que houver para. — 2. quando não há fração de centímetro nas dimensões. nove milímetros e cinco decimilímetros cúbicos ou. etc. ainda que não se tenha atingido o metro cúbico. Quando há frações nas medidas da peça. a vírgula e o m com o pequeno 3 ao alto à direita não devem faltar. de um metro cúbico. dividir . dois metros. trinta e oito centímetros. A partícula mínima que se aproveita no comércio é o decimilímetro. isto é. Nesse caso à esquerda da vírgula coloca-se um 0. Todas as operações de cubagem são divididas por cem. para peças de todos os tamanhos e formatos.

70m = 3. separando-lhe um zero. oitenta centímetros e seis milímetros cúbicos. e.70m = 1. acha-se a média somando-se as medidas das duas extremidades e dividindo a soma por dois. Para se achar o preço por este sistema não há coisa mais simples. —1 tora de 4. Exemplos.80m e de comprimento 3.00 x 1.60mx0. um metro. Quando qualquer peça é cônica.00 x l.1416 x 80 x 20 dividido por dez mil e x 3. até acharmos o preço da partícula mínima que se queira considerar. que é a centésima parte do metro.70m. Para ganhar tempo. EXEMPLOS DE CUBAGEM (Fig.00.8596 | 20. 1 peça de 25cm x 9. por exemplo.5cm x 2. quando operamos suprimimos todos os zeros à esquerda.00 x 1. um metro. 198) SISTEMA ARITMÉTICO Problema 1 — Qual é o volume de um cubo que tem por medidas 1. que dá 1. temos o preço do decímetro que é a décima parte do metro.30mx0.00m? SISTEMA COMERCIAL Problema 1 — Qual é o volume de um cubo que tem por medidas 1.8060 00. Exemplo de cubagem de uma tora redonda. pelo comprimento.00m? . zero decimilímetro. se dividirmos por cem (separando-lhe dois zeros) temos o preço do centímetro. Leitura: 6 decimilímetros de um metro cúbico ou 6 decimilímetros cúbicos.25. oitenta e cinco centímetros.00 x l.por cem. Se dividirmos esse preço por dez. — Tendo de diâmetro 0. nove milímetros e seis decimilímetros cúbicos.7cm = 6 | 41. isto é. Cr$ 420. Suponhamos que um metro cúbico de imbuia custe. assim por diante.

01? Solução: Elevando-se 1 à terceira potência. Leitura: Um milhão de centímetros cúbicos.01 x 0.000 OOOm3.036 750 OOOm3. Problema 4 — Qual o volume de uma tora de 3. isto é.00 x 1. Problema 2 — Qual é o volume de um cubo.140 000 m3.10m x0. quaisquer que sejam suas dimensões.50 x 0. Leitura: Trinta e seis decímetros.025 = 0. 0.300 x 0. obtém-se. como sempre.025m? Solução: 4.00 = 1. Leitura: Três centímetros.00 x 1.01 x 0.01 m à terceira potência.60m = 1.80m x 0. um metro cúbico. Leitura: Um metro. haver fração de centímetro na espessura da peça. e verá que tempo precioso lhe poupa o comercial. Solução: Multiplicando-se 100 x 100 x 100 = 1 000 000 ÷ 100 = 100-0-0 | 00 Leitura: Cem centímetros cúbicos. 0. NOTA — Do produto cancelou-se uma cifra todas as dimensões foram reduzidas a à direita.900m x 0. antes de dividi-lo por cem. Leitura: Mil centímetros cúbicos. dividindo essas somas pelo número das peças.01m x 0. de somar os comprimentos. NOTA — Por haver milímetros na espessura. Cubagem por média. seis milímetros e sete décimos de milímetro cúbicos.Solução: Multiplicando-se 1.0. um metro cúbico. mormente na procura dos preços das peças.10m à terceira potência. Problema 2 — Qual é o volume de um cubo. por cem. Problema 3 — Qual é o volume de um cubo que-mede 0.80m x 0.10m? Solução: Elevando-se 0. temos 1. Faça o leitor experiências pelos dois sistemas de cubagem. para fazer só . isto é.14 00 | OOm3. por milímetros.01m x 0.30 x 0. isto é. um decímetro cúbico. cujas dimensões.300m x 0.80m x 0. Leitura: Um milímetro de um metro cúbico ou um milímetro cúbico.5 = 367 | 50.60? Solução: 380x50x60= 1.10mx0.01m? Solução: Elevando-se 0. Leitura: Um centímetro cúbico. Problema 3 — Qual o volume de um cubo que mede 0. isto é. são: 10 x 10 x 10? Solução: Elevando-se 10 à terceira potência temos: 10 x 10 x 10 = 10 | 00. Problema 4 — Qual é o volume de uma tora de 3. isto é. um milésimo de milímetro cúbico. são: 0. obtém-se. Problema 5 — Qual será o volume de uma tábua de 4.001 OOOm3. setecentos e cinqüenta centímetros e zero milímetros cúbicos. Leitura: Depois de dividido.001 OOOm3. cento e quarenta decímetros cúbicos.90m x 0.900 x 0.50m x 0. temos 0 | 01. — Vendedores há que adotam o sistema de cubagem por média.60m? Solução: 3. as larguras e as grossuras de todas as tábuas para depois achar a média da largura e da grossura.50 x 0. Leitura: Um metro e quatorze centímetros cúbicos. cujas dimensões. Problema 5 — Qual será o volume de uma tábua de 4.025? Solução: 490 x 30 x 2.

Os marceneiros quando dizem que uma folha. — No comércio não só se simplifica o sistema de cubagem.00 cada m2. Quadrar uma superfície. . por exemplo. mas 85 centímetros de um metro quadrado. 199 e 200). Assim. Isso. tem por base constante um metro linear. mede: (36 | 00). acha-se que vale Cr$ 4. dividindo o preço por cem e multiplicando o quociente por 36. esta não tem realmente 85 centímetros em quadro. só pode ser feito quando as peças tiverem as larguras e as espessuras muito semelhantes.um cálculo de cubagem. mas também o de se achar a área de qualquer superfície (Figs. como o da cubagem. — Um retalho de folha de 80 x 45. acha-se facilmente o preço de qualquer parcela do metro quadrado. tem. que custa Cr$ 12. trinta e seis centímetros quadrados e. porque este sistema. 85 centímetros quadrados. Exemplo. entretanto.32.

achando-se assim o foco C. — A diferença A. Fazendo andar o lápis por dentro do barbante. e na periferia do círculo traçam-se as linhas b. fazendo ponto no lado oposto. 202). para se achar os focos. e no outro. A Unha do centro da largura prolonga-se pela distância do ponto do centro da elipse até o ponto do cruzamento das Unhas b. 2 pregos. obtém-se o traçado desta figura. dá o raio para fazer um círculo no ponto do centro da elipse. de modo que este atinja os limites da elipse. Outro traçado da elipse (Fig. — Material necessário: metro. Aponta-se um prego em cada foco. 201). Pelo centro do círculo tiram-se duas linhas diagonais a. traçam-se mais dois pequenos arcos. que se acha da metade da largura e a metade do comprimento da elipse. e prende-se o barbante num deles por meio de uma laçada. seguro pelos dedos. Isto feito. Fazendo ponto em um dos lados. que cruzam com os primeiros e determinam os focos. compasso. Marcam-se a largura e o comprimento da elipse.FIGURAS GEOMÉTRICAS Traçado da elipse com o barbante. traça-se um pequeno arco em cada extremidade. uma perpendicular à outra. barbante e lápis (Fig. Traçam-se duas linhas no centro. Deste foco traçam-se duas Unhas . abre-se um compasso da largura do raio maior.

Com estes pontos achados. traça-se a periferia da elipse. 203. . O ponto de cruzamento das linhas b e d na periferia do círculo dá o foco E. e o foco E a linha g. o foco D. Figuras geométricas. a linha f. — As áreas e os volumes que o marceneiro mais necessita conhecer são as das figuras geométricas da fig.d pelo ponto de cruzamento das linhas a e b. dando o foco C. a linha e. cujas fórmulas damos adiante. O ponto do cruzamento das Unhas b com a linha do centro do comprimento da elipse dá o foco D.

triângulos e achar a área dos mesmos. Área = B2.FÓRMULAS DAS ÁREAS E DOS VOLUMES 1 — Do quadrado. Área = 7 8 — Do polígono regular.72. Área = 5 — Do trapézio. 3 — Do paralelogramo. Área = B x A. . todos com o vértice no centro. 4 — Do triângulo.72: A = L2 x 1. e achar a área dos mesmos. Área: decompor esta figura em triângulos. 2 — Do retângulo. Área é igual ao produto do quadrado de um lado pelo número constante 1. Área = B x A. Área = 6 — Do círculo. 10 — Do cubo. Volume = ao produto das três arestas que convergem para um mesmo vértice. 9 — Do pentágono regular. Área: decompor esta figura em — Do polígono irregular.

Para proceder com consciência. da madeira. restam apenas mais ou menos 10% líquidos. força motriz. As despesas forçadas não podem ser calculadas cada vez que se faz um orçamento. lubrificantes. Volume = 13 — Da esfera. da ferragem. A percentagem do lucro bruto que se acrescenta ao preço do custo não pode ser desprezada. Área = 14 — Da esfera. é necessário conhecer o valor exato de cada matéria-prima. etc. a quanto orçam as despesas forçadas da oficina: aluguel do prédio. Ademais. já porque o modelo dos móveis nas pequenas oficinas varia ao infinito. luz. Logo.11 — Da pirâmide. o preço exato de um móvel ou de um conjunto só se pode obter depois de pronto o serviço. Logo. bem como da mão-de-obra do lustrador. Volume é igual ao produto da área pela terça parte do raio. da tapeçaria. só de despesas forçadas uma média de oito mil cruzeiros mensais. por praxe. por circunstâncias de ordens diversas. retirada mensal do gerente. etc. A uma pequena fábrica que produz. do vidro. um desequilíbrio financeiro se manifesta. nem sempre se acham todos os lados precisos. Fórmula Prática para fazer orçamentos. — Para se fazer o orçamento de uma mobília com o preço bem aproximado. por exemplo. do entalhador e do marceneiro. se acrescentar. do estofador. Esta é de todas a mais difícil de calcular. procure-se saber. razão pela qual são incluídas na percentagem de . impostos. e que tem. 30% de lucro bruto sobre o preço de custo. quando a produção não está em correspondência com as despesas. do espelho. isto é. de antemão. Volume = 12 — Do cone. quarenta mil cruzeiros de móveis por mês. já porque todos os oficiais não têm a mesma habilidade e nem sempre a mesma disposição.

com 3 portas. composto das seguintes peças: Um guarda-casaca de 3 corpos. Uma camiseira de l. nos corpos laterais... 0.... Uma cama para casal.. por dentro terá cabides e 2 gaveteiras. Madeiras de imbuia classificada e cedro... Todas as peças inteiramente compensadas.80m de largura..90m de largura e 0... desmontável..38m de fundura.°.84m de altura e 0..... . Preço .. Dobradiças de vara... com 4 gavetas e 1 espelho grande.. Dois criados-mudos de 0.. Ferragem de primeira. do comprimento das portas.. Fulano de Tal SÃO PAULO Um conjunto de estilo moderno.55m de fundura.. de cristal biselado e lapidado.40m de largura por 2..lucro bruto.. para dormitório.40 x 0. de l.... Para o Sr.. Uma banqueta estofada com molas e gobelim....40m de largura.. um vão para livros.. l.60m de fundura. Verniz à boneca externa e internamente.60m de altura... 0. com uma portinhola e.00m de comprimento: estrado de tal fábrica e dossel na cabeceira.. sobre esta. Um penteador de l.... com 3 gavetas em cada uma..40m de largura e 0. de l......56m. tendo na do meio 1 espelho externo de cristal biselado de 1..... com 2 portas e 5 gavetas internas..15m de altura...... EXEMPLOS DE REDAÇÃO Orçamento n..

.....08m x 0...... fundos de gavetas e contra-fundo ..... 1 Peça de 5.....55m fundura 1 Compensado de 2..... 204) Dimensões: l...... 1 Peça de 2...20m x 0.........................................00m x 0............................025m para portas..............................025m para as corrediças .........030m x 0.........50m x 0......... 1 Compensado de l............ tampa e lados ...........................50m x l............ 2 Puxadores ....60m x 0..........015m para lados e traseiras de gavetas ..05m para a base e os pés....................30m x 0......025m para as frentes de gavetas .05m x 2............5m altura x 0...00m x 0.. ...................00m x 0...... 1 Peça de 9........19m x 0.................... 2 Metros de dobradiças de vara ..............................90m largura x 0..............ORÇAMENTO DE UMA CAMISEIRA (Fig..... 1 Peça de 4......009m para fundo.............

.................................................................... 2 Fechos a unha ...................................... 1 Fechadura ............................................................................................................................ .. Percentagem de lucro bruto 30% ......... Soma ........................................... 2 Horas de máquinas ...................... Lixa e parafusos ..................... Mão-de-obra do lustrador... 2 Quilos de cola ............................. 2 Litros de verniz ..........................2 Entradas ................................................................................................ Mão-de-obra do marceneiro .............

Naturalmente se pode também chamar de estilo a uma orientação particular dada por muitos artistas às suas criações. Chamamos de estilo a um conjunto de normas artísticas resultantes de concepções morais e religiosas. . Com os progressos da civilização e o conseqüente aumento das exigências da vida. Os estilos históricos. a modelação desses objetos assumiu feição de uma arte propriamente dita. Mas é principalmente nas obras do culto religioso que as criações artísticas dos povos civilizados apresentam maior perfeição. que aqui serão examinados em breve estudo. bem como nos objetos de uso cotidiano. de exigências da vida e de possibilidades técnicas. refletem as tendências comuns nas criações artísticas de uma determinada época.CAPÍTULO IX O S E S T IL O S A R Q U IT E T Ô N IC O S E MOBILIÁRIOS Em todos os povos os impulsos de modelação estética se exteriorizaram primeiramente nas criações destinadas ao lar.

já 3 000—600 a. Os móveis egípcios.C. deixam reconhecer um grande desenvolvimento técnico. Seus monumentos mais importantes são os túmulos reais ou pirâmides. A escultura tinha um campo de atividade fecunda na confecção de estátuas gigantescas e na rica ornamentação de relevo das paredes. com as suas numerosas colunas bem proporcionadas. foram edificados de maneira grandiosa e monumental. Também o disco solar encontrava muita aplicação. Os babilônios e assírios.C). 2) Arte asiática. Os templos.ANTIGÜIDADE 1) Arte Egípcia (cerca de 3 000—1 000 a. Notada-mente os móveis de assento apresentam já todas as formas usuais. A arte egípcia serviu quase que exclusivamente ao culto religioso. A rica ornamentação simbólica de todas as partes arquitetônicas era caracterizada pela folha e flor de loto. acusavam notável desenvolvimento em suas criações artísticas. cujas formas nos foram transmitidas principalmente pelas pinturas murais dos túmulos. que apresentam muitas . Mas as pinturas murais policromáticas mostram o completo desconhecimento da arte de representação perspectívica.

A arte japonesa é. A arte grega é a mais sublime da Antigüidade. tais como meandros. Atribuíam os gregos aos seus deuses olímpicos o grau máximo de beleza da forma humana. 3) Arte Grega (cerca de 600—300 a. Distinguem-se três tipos colunares na arte arquitetônica grega: o dórico. só em épocas posteriores experimentou maior desenvolvimento. grego e hindu. até aos nossos dias. até hoje. faixas onduladas. o jônico e o coríntio. Também a arte hindu ou indiana esteve quase que exclusivamente a serviço do culto religioso. superior à chinesa e também se conservou de 1 000 a. Os chineses souberam conservar a forma primitiva de sua arte de 3 000 a. Aproximadamente 500 a. Para a decoração ornamental empregavam-se principalmente faixas entrançadas.C. egípcio.C). faixas de antêmio e de folhas de acanto.C. O mobiliário.C. A arte persa remonta a 600—300 a. Suas obras mais importantes resultaram das construções de templos. sob muitos aspectos. chegou ela a estabelecer um estilo uniforme e autônomo. Daí por que os artistas gregos lhes construíam as moradas do melhor material possível e em linhas harmônicas apuradas ao máximo. do mesmo modo que a arquitetura profana. .semelhanças com a arte egípcia. representando o estilo arquitetônico uma mistura dos estilos assírio.C.

feito de bronze e mármore. mais suntuoso Desenvolvimento extraordinário experimentou a mesa. divisões em campos ou quadriculadas com representações ornamentais ou figuradas. mas em parte as levou a um alto grau de aperfeiçoamento.C—400 d. nos tetos. mobiliário De modo apresenta geral é nos períodos avançados que o grande grego. de parreira. com o correr do tempo. A princípio a arte cristã primitiva empregava as formas romanas. pinhas. se tornou móvel suntuoso. A decoração interna mostra nos planos murais reproduções das formas arquitetônicas externas em mármore ou em estuque. sendo usadas mais freqüentemente as folhas de acanto. de hera. de louro. O estilo profano passa mais para o primeiro plano.C). que. o chamado de ordem compósita. IDADE MÉDIA 5) Arte Bizantina e cristã primitiva (cerca de 100—700 d. e. O variedade. O ornamento como decoração chega a ser empregado em muito maior escala do que entre os gregos. . Há grande riqueza monumental. A arquitetura romana adotou muitas formas das artes etrusca e grega. sendo desenvolvido um novo estilo colunar.4) Arte Romana (cerca de 100 a. etc.C).

Como os templos serviam de locais de reunião para a comunidade. desenvolveu uma forma autônoma. também. o estilo geralmente conhecido como Mourisco (Alhambra ou Granada). com a expansão do Cristianismo. Graças ao Cristianismo os povos cristãos desenvolveram uma atividade cultural uniforme. O estilo islâmico é um estilo arquitetônico sobremodo decorativo. As artes plásticas começaram a exteriorizar um estilo que dentro em pouco nada mais tinha de comum com o estilo antigo. 6) Arte Islâmica (cerca de 700 d. Na Rússia. o peso da decoração artística foi transferido para a parte interna. desenvolveu-se em Constantinopla. empregando materiais preciosos. adotou o estilo bizantino um cunho próprio. geralmente conhecida pelo no de Bizantina.C). nova corrente artística. No tocante às igrejas. Além de igrejas e mosteiros. sob o domínio dos mouros (séculos XIII-XV). . patenteada principalmente nas decorações internas. A difusão da doutrina maometana pelos países árabes trouxe. 7) Estilo Romântico (cerca de 800—1 200 d. da qual viria surgir uma nova corrente artística. Com a divisão do Império Romano num Império Ocidental e outro Oriental (395 d.C). foram construídos nesse estilo também burgos e fortificações urbanas. A arquitetura é extraordinariamente suntuosa. constitui inovação importante a localização das torres no corpo do edifício. uma nova orientação estilística. capital recém-criada deste último. Na Espanha desenvolve-se.C).mas. A profissão artística atinge grande florescimento. por influências orientais e asiáticas.

A revolução de idéias.C). ao passo que agora esse ensino é colocado gradativamente ao alcance da massa do povo. o progresso da civilização e o conseqüente aumento das exigências da vida acarretaram uma profunda modificação nas produções artísticas. e sendo antes trabalho de artesão do que de marceneiro. Teve sua origem em França e se difundiu rapidamente por todos os países da Europa. 8) Estilo Gótico (1 200—1 400 d. frisos com faixas e perfis entrelaçados. Nos móveis de assento. O mobiliário ainda continua modesto e tosco. apresentando pesadas guarnições de ferro. . Móveis mais ricos são encontrados nas igrejas e nos mosteiros. figuras humanas e animais de conteúdo simbólico. há muitas vezes trabalhos feitos ao torno.A ornamentação emprega formas estilizadas de plantas. Até então eram os mosteiros as escolas competentes para ministrar o ensino das BelasArtes.

os perfis costais e em cinturão. entre os quais se encontravam gigantescas personalidades artísticas. Como artista mais genial daqueles tempos. tendendo à confecção de móveis luxuosos. Seus motivos de exteriorização inspiravam-se nos inesgotáveis modelos da Antigüidade Clássica. ÉPOCA MODERNA 9) Estilo Renascença (cerca de 1 400—1 600 d. Característicos típicos do Estilo Gótico são os pilares envolvidos por feixes de colunas. as gárgulas desenvolvidas em fantásticas figuras humanas e animais. as rosetas. a Renascença adotou particularidades inerentes a cada um dos povos. merece ser citado Michelangelo Buonaroti. mas os arquitetos daqueles tempos. a rigorosa estilização da ornamentação folhada. as abóbadas ogivais. Exigências maiores são . as janelas góticas com ornamentações feitas segundo motivos puramente geométricos. Firma-se particularmente o prestígio da escultura em madeira. O acabamento interior dos aposentos é ajustado às exigências crescentes da época. os trabalhos de entalhe. Mobiliário particularmente suntuoso é encontrado nas velhas igrejas e catedrais góticas. entrelaçada. e muito em breve influenciou a vida espiritual de todos os povos civilizados. A decoração interna e da mobília toma extraordinário incremento. O móvel do tipo armário ganha crescente importância e como novo móvel surge o bufete. o que dá a todos os artesãos oportunidade para mostrarem suas habilidades. Nos diferentes países europeus. onde atingiu o seu desenvolvimento máximo.C). acabaram criando um estilo completamente autônomo. A nova corrente artística originou-se na Itália. mas trata-se menos de trabalhos de marceneiro do que de escultura em madeira.A modelação estética da moradia adquire importância cada vez maior.

mas também nas residências burguesas e proletárias. O aposento de morada recebe decoração que melhor atenda à comodidade. E essas tendências renovadoras não se mostram apenas nos palácios. . O mobiliário é finamente apurado e provido de rico trabalho de entalhe.estabelecidas ao conforto domiciliar.

Henrique V. como Estilo Jacó. Na Inglaterra. . o Renascimento Primitivo tornou-se conhecido como Estilo Tudor. O Estilo Barroco. atingiu florescimento máximo nos países de religião católica. Francisco II. o apogeu do Renascimento. e o Renascimento Tardio de Quinhentos (Cinquecento). o apogeu. vinda da Itália. Henrique III. 10) Estilo Barroco (1 500—1 750). O desenvolvimento dos detalhes é extraordinariamente rico e exuberante nos palácios e castelos. Os impulsos de nova e mais livre exteriorização artística provêm novamente da Itália. a época do Renascimento Primitivo é chamada de Quatrocentos (Quattrocento). mas esta. de Henrique II. e o Renascimento Tardio de Luís XIII. William e Mary. Elisabete ou Isabeliano. recebeu a Renascença os nomes dos vários soberanos reinantes na época. Carlos II. chega a alto grau de florescimento. em meados do século XVII. Na Itália.Uma técnica nova. o Renascimento Primitivo foi denominado de Luís XII e Francisco I. Assim. São características as formas arredondadas e as linhas marcantes. como transição ao Barroco. Na França. tem de entregar a liderança da grande arte à França. o trabalho de marchetaria em mosaico. e o Renascimento Tardio. consistente no embutimento de madeiras de diferentes cores. e ainda apresenta ricos detalhes góticos. por muitos também chamado de Jesuítico.

. A marchetaria em mosaico. Particularmente típicas são as amplas cimalhas com pujantes frontões. ao invés de empregar madeira recorre a outros materiais: marfim. Destacada importância adquire a cômoda. metal.A suntuosidade da decoração interna ultrapassa em muito a da arquitetura externa. na maioria das vezes em forma de abóbada cilíndrica. tartaruga. placas de porcelana. Poderosas pilastras coroadas de capitéis ricamente desenvolvidos sustentam volumosas cornijas sobre as quais repousa o teto. madrepérola. Os móveis de assento almofadado tiveram especial desenvolvimento e difusão. etc.

o mesmo sucedendo na Inglaterra. os vários períodos do Estilo Barroco receberam os nomes dos soberanos então reinantes. e sim. como evolução do Barroco. Merecem ser citadas especialmente as cômodas e escrivaninhas com os seus ricos trabalhos de entalhe. sendo conteúdo do estilo e organismo autônomo em que se perdem todos os motivos arquitetônicos. Luís XIII e Luís IV. de marchetaria. onde se distinguem os estilos Queen Anne e Georgian. A ornamentação tornou-se mais graciosa e elegante. e de ornamentação a bronze. . havendo grande preferência para as pequenas poltronas de assento e espaldar almofadados. O Rococó não é propriamente estilo arquitetônico.Em França. O mobiliário é leve e gracioso. 11) Estilo Rococó (1 700—1 800). estilo de decoração interna originado em França.

. espalhando-se em toda a Europa. Thomas Chippendale (1730—1780). ficou mostrando sob rigorosa o nome tendência dele. é constituída por feixes rígidos de louro. grinaldas de rosas suspensas por laços e fitas soltas. O Rococó. finamente detalhados. e urnas envoltas em crepe. emancipandose da influência francesa. A classicista. estava em seu auge na época do rei francês Luís XV.Na Inglaterra. o novo estilo atingiu o apogeu do florescimento durante o de conhecido ornamentação. Exerceram influência decisiva sobre o desenvolvimento mobiliário a Marquesa de Pompadour. criou grande número de móveis primorosos. Também folhas de hera e de parreira encontraram grande aplicação. medalhões redondos e ovais ornados de palmas. A marchetaria passa a ocupar novamente posição dominante na arte mobiliária. Madame Dubarry e Maria Antonieta. mas não teve muita duração. ao lado das formas de arte antiga. XVI e retilíneo. o estilo tornou-se reinado mais Luís simples.

apoiada ainda mais rigorosamente em modelos gregos e romanos. abriu-se à Arte uma nova época. que apresentam acentuadas características nacionais.Na Inglaterra. desenvolveram-se por essa época três estilos: Adam. Com o advento de Napoleão I. . 12) Estilo Império (fins do século XVIII—princípios do século XIX). Hepplewhite e Sheraton. Há.

os móveis são de mogno com aplicações de bronze dourado. A impressão objetiva é sobremodo sóbria. também. Mas existem. . e suas formas arquitetônicas lembram a Arte Antiga em desenvolvimento rígido.também. Em sua maioria. tipos mobiliários que. emprego de detalhes de arte egípcia. com finalidades puramente utilitárias. apesar de suas formas simples. são de aspecto muito gracioso.

Com o desenvolvimento da técnica e da industrialização. houve até uma paralisação como ainda não tinha havido. Só pelos fins do século XIX fizeram sentir-se. até fins do século XIX. melhor. Os estilos "vendáveis" ou. Não havia coordenação do senso estético. com intensidade crescente. A imitação superficial de estilos de épocas passadas. nova orientação à Arte. também a arte arquitetônica se viu em face de novas exigências que. esforços de reforma e de oposição franca às concepções artísticas vigentes. como ainda — o que é de conseqüências muito piores — perdeu-se grande parte do gosto da massa do povo. obviamente teriam de conduzir a novos ensaios . "industriais". A época subseqüente não trouxe. não só se abastardou cada vez mais a marcenaria.Arte Moderna. Ao contrário. e faltava toda e qualquer orientação espiritual. mudavam como a moda. Paralelamente com o incremento da industrialização e da técnica. conduziram com excessiva freqüência a deturpações de mau gosto. a associação dos característicos mais evidentes desses estilos e o seu emprego desordenado em edificações e mobiliários.

Muitas correntes artísticas se sucederam deste então. sendo esta confeccionada com material escolhido. O desenvolvimento geral da expressão artística moderna tende cada vez mais à exigência da forma utilitária ideal. havendo algumas delas trilhado caminhos extremos na procura de novos modelos. desenvolvendo os detalhes .artísticos. ao passo que outras se esforçaram por encontrar o "leitmotiv" na tradição mais rara da arte de cada povo.

autonomia e validade universal dos estilos históricos. e eliminando tudo o que é orgânico. É bem possível que ainda decorra longo tempo até que as criações artísticas modernas atinjam a pureza. .técnicos como ornamentação.

.

portanto distribua este livro livremente. pois assim você estará incentivando o autor e a publicação de novas obras.com/group/Viciados_em_Livros. a venda deste e-book ou até mesmo a sua troca por qualquer contraprestação é totalmente condenável em qualquer circunstância.com/group/digitalsource .com/group/Viciados_em_Livros http://groups. http://groups. será um prazer recebê-lo em nosso grupo. Após sua leitura considere seriamente a possibilidade de adquirir o original.google.google.google.Esta obra foi digitalizada e revisada pelo grupo Digital Source para proporcionar. Se quiser outros títulos nos procure : http://groups. o benefício de sua leitura àqueles que não podem comprá-la ou àqueles que necessitam de meios eletrônicos para ler. A generosidade e a humildade é a marca da distribuição. Dessa forma. de maneira totalmente gratuita.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->