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Lei de Parcelamento Uso e Ocupação do Solo Consolidada

Lei de Parcelamento Uso e Ocupação do Solo Consolidada

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LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

nos seguintes termos: I . II . calculada com base no valor do CA básico.000. 14C desta Lei.AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada. no quinto ano de cobrança.2 (dois) anos.1. contados a partir da notificação.257/01. no segundo cobrança. III . II . da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I . o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo. segundo regras definidas na Lei nº 10.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir.000.5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel. desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo. V . Art. para iniciar as obras do empreendimento.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1.4. na qual: I .2. III . segundo regras definidas na Lei nº 10.8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel. Parágrafo único .A aplicação do parcelamento. IV .O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1.00. IV . no quarto cobrança. em caráter excepcional. do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art.3. II . para que seja protocolado o projeto de parcelamento. para a utilização da edificação. da edificação e da utilização compulsórios.1 (um) ano.AT corresponde ao saldo da área líquida transferível. contado a partir da notificação.Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art.257/01. no terceiro cobrança.Em empreendimentos de grande porte.UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor. ano de ano de ano de ano de . 14-B . contados a partir da aprovação do projeto.VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador.DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art.6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel. no primeiro cobrança. III . 14-A . 14-D .2 (dois) anos.14-C .2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. II . Art. na qual: I .1 (um) ano.00. poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. III . para que seja protocolado projeto de edificação. Seção II Da aplicação do parcelamento. mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos. contado a partir da conclusão das obras.

III .FV . hospitais ou estabelecimentos culturais. no meio urbano. a cinemas.hospitais. de valor equivalente ao potencial construtivo excedente. II .corresponde ao fator de volumetria. V . II . lazer.Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social . limitado ao CA máximo. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7. limitado a 0. na qual: I .O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo. o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar.5 (cinco décimos).VETADO § 2º . III .165/96.Parágrafo único .Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. na qual: I .CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno.equipamentos públicos destinados a educação. auditórios. Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art. calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato . teatros. § 1º .V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. Art.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. VI . ao Executivo. III . edificar ou utilizar o imóvel. conforme a hipótese. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo. contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. variável conforme o impacto.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. menor ou igual a 0. IV .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP . Parágrafo único . no caso de empreendimento privado. 14-G .estabelecimentos culturais destinados. conforme disposto em regulamento.N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais. IV . exclusivamente. do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. saúde. § 3º .A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos. Art.Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV. bibliotecas e museus.CAb) x AT x V. medida em metros quadrados.8 (oito décimos). V . 14-F . pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos. 14-E . II . assistência social e segurança.AT corresponde à área do terreno. sujeita o infrator à transferência.30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional.FIS -.

AT corresponde à área do terreno.Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação. V e VI do art. 26 da Lei Federal nº 10.165/96. III . conforme o cadastro do Município.Oneroso Inter Vivos .165/96.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico. IV . a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos. 26 da Lei Federal nº 10. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo. III .ITBI -.Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano. IV . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I.257/01. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público.as áreas de Projetos Viários Prioritários.257/01.V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno. 14-H . 26 da Lei Federal nº 10. Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art. § 3º . 14-I .as áreas definidas como AEISs.A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos. § 2º .as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art.0 (cinco). 26 da Lei Federal nº 10. o prolongamento.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. na qual: I . 15 . limitado a 5. 69-A da Lei nº 7. § 1º . apurado conforme previsto no § 3º deste artigo. a modificação ou a ampliação dos existentes. II . nem o prolongamento.257/01.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I . observada a fórmula VP = (CP . CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art.as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –. Art. para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art.O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento. III. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. V . . 26 da Lei Federal nº 10.CAb) x AT x V. definidas no Anexo II da Lei nº 7. II .os imóveis tombados. para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. com aproveitamento do sistema viário existente. que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos.257/01.VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional.Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura. V .257/01. II.

§ 1º .Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo.as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental. de acordo com a Lei Federal nº 6.O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo. existentes ou projetadas. Parágrafo único .As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados. ainda que intermitentes.O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local.UPs -. Art. com.00m (trinta metros) em cada lado.as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais. e harmonizadas com a topografia local.000 m² (dez mil metros quadrados). a partir da margem. com largura mínima de 30. 16 .as áreas não parceláveis. Art. II .Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10. III . a dimensão e as características do imóvel. de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação .00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco). II . bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes.Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I . . as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo.000 m² (dez mil metros quadrados). § 1º . 17 . cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento.o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes.é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes. V . IV . § 2º . o formato.771. sendo identificadas e descritas nas certidões de origem. de 19 de dezembro de 1979.a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). Art. 5. 16-A . de acordo com a Lei Federal nº 4.Art. 15-A .os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10. devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I .A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização.766. no mínimo. b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água.No projeto de parcelamento do solo.

§ 5º . devem ser respeitadas as seguintes condições: I . II .No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM.parcelamentos para condomínios. III .parcelamentos vinculados.000 m² (dez mil metros quadrados).lotes localizados em esquinas.§ 2º .000m² (dois mil metros quadrados). § 9º .No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo.Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I .Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: .São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I. em cada lado.nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas. ferrovias e dutos.000m² (mil metros quadrados). a partir de sua margem. é obrigatória a reserva. III .nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias.São admitidos lotes com área superior a 10.em atendimento ao § 3º deste artigo. II . III . a área remanescente constituirá um único lote. II .incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas.pertencentes a zoneamentos distintos.os lotes devem confrontar-se com via pública. exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs. § 8º . 18 . § 11 . § 4º . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio. descontadas as áreas a serem transferidas ao Município. os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. § 10 . § 12 .00m (quinze metros) de largura.Além das previstas no caput. vedada a frente exclusiva para vias de pedestres. até o máximo de 15.com frente para vias com classificação viária distinta. § 7º . § 3º .Não são admitidos lotes: I .Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1.VETADO Art. § 6º . de faixa de segurança non aedificandae. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado. deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15. nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes.As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento. exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs.00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio.Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2. IV .

pelo menos. 1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. § 2º . segurança e similares. de 24/12/1999 . lazer. § 5º A .Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. 21 . Art. sob pena de caducidade. é obrigatória a transferência ao Município de. § 5º A acrescentado pela Lei nº 7.Nos loteamentos.que se enquadrem no art.Nas glebas a serem loteadas. 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas. será destinado a espaços livres de uso público. vegetação arbórea ou sítios arqueológicos. além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento. II . § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. III . no mínimo. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos.Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres. saúde. coleta de águas pluviais. Parágrafo único . § 4º . deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis.Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. a via de pedestre deve.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água.Não é permitida a aprovação de lotes isolados.Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais. para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. nascentes.Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. § 1º .Espaços livres de uso público são as áreas verdes.Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM. rede telefônica e gás canalizado. energia elétrica. § 5º . 20 . 16-A desta Lei. as praças e os similares.886. § 2º .886.em áreas iguais ou superiores a 2. cultura. a não ser que situados em quarteirões delimitados. prevalecendo o maior valor numérico. no mínimo. com área igual ou superior a 30. às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek.I .No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. 19 . § 1º . de 24/12/1999 § 5º B . obrigatoriamente.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). § 3º . 15% (quinze por cento) da gleba. por. Seção II Do Loteamento Art. contados da aprovação do projeto de parcelamento. serviço de esgotos. 16 ou no art. Art.000 m² (trinta mil metros quadrados).que acusem presença de cursos d'água.Para ser admitida como delimitadora de quarteirão.

desde que haja interesse público manifesto. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos. nos quais prevalecerá a função da via. apenas metade de sua área. desde que resguardado o atendimento ao interesse público. aplicando-se. e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento. 18 desta Lei.As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município. para efeito do cálculo do percentual.A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. sendo que. as seguintes áreas: I .959. caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art. § 13 revogado pela Lei nº 9.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização.§ 6º . § 8º . nesse caso.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo. no mínimo.relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica. § 9º . § 10 . § 12 . conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. § 11 .As áreas transferidas ao Município devem ter. a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal. será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.(VETADO) § 15 .00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. § 17 . § 16 .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município. até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada. 16 e 17 desta Lei. sendo computada. II . § 7º . a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor. pelo Município.Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts. 10. para a conversão.No ato do registro do loteamento. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior.Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias.Não são aceitas. § 18 . das obras do loteamento. . de 20/07/2010 § 14 .

Art. II .Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo. confiado ao Município. respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. Art. devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei. 200 m (duzentos metros).Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento. Parágrafo único .O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento.por vinculação a imóvel. 26 . 24 . da seguinte forma: I . do valor a elas correspondente.A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito. o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art. IV . III . no local ou fora. depois de feita vistoria pelas concessionárias de água. III .em títulos da dívida pública. o depósito poderá ser restituído.em dinheiro.O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. Art. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização. § 1º . § 2º . Parágrafo único .A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município. 22 . 25 .não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em.Cumprido o cronograma de obras. feita mediante instrumento público.A critério do Executivo. deve ser expedido Alvará de Urbanização. com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal. 23 .Aprovado o loteamento ou a sua modificação. esgoto e energia elétrica.Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões. II . esgoto e energia. 21-A .não haja viabilidade técnica de execução de via pública.o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros). § 3º . até o máximo de 70% (setenta por cento). no momento da liberação do loteamento. Art. no máximo. conforme o disposto no § 1º deste artigo .por fiança bancária.Art. desde que. Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos . o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água. alternativamente: I .O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis.

destinada à circulação de pedestres e ao lazer.de ligação regional.Art. III .O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. 67.As vias públicas dos loteamentos . II . na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente. utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância. 27 .mista.com significativo volume de tráfego.ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias. quanto à geometria das vias.089. de 29/01/1997 § 4º .com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais. § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9.ou trecho .coletora a via .Entende-se por: I .local a via . com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado. Art.ou trecho . será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados. de baixo volume de circulação de veículos. correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso. respeitado o previsto no art.arterial.constantes do Anexo IV . destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas. de bicicletas. § 3º . § 1º .ou trecho . a ser feita por decreto . às características definidas no Anexo III. § 2º.Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos.de pedestres. com função de possibilitar o acesso direto às edificações. V .são classificadas como: I .Dentre as obras do loteamento. 28 . cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso .de ligação regional a via .O sistema viário dos loteamentos deve obedecer.mista a via .ou trecho . § 1º . VI .de pedestres.arterial a via . VII . IV . II .levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -. IV .local.com função de fazer a ligação com municípios vizinhos. § 2º .de baixo volume de tráfego.coletora. com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado. VII .ou trecho .O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP. eventualmente. V .ciclovia.O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias. III . VI . a via destinada à circulação de pedestres e. § 2º .

17. desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público. Art.000m² (três mil metros quadrados). caracterizados como bens em condomínio.000 m² (cem mil metros quadrados). 31 revogado pela Lei nº 9. sendo que.§ 3º .000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100. de 20/07/2010 Art.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis .Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada. 32 . dos 15% (quinze por cento). dispondo de espaços de uso comum.000 m² . é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie. de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art.959. aplicando-se. § 1º .A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados). na determinação da localização dessas áreas. § 2º . deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. § 2º . 30 .No caso de glebas com até 3.ITBI. desde que haja interesse público manifesto. contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes. e cujo terreno não pode: I .A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. nesse caso. § 4º revogado pela Lei nº 9. II.959. resulte área inferior à mínima prevista no art.Nos casos em que. sendo que. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. 29 .ter área superior a 100. as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno. no mínimo.A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. sendo que.Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. Seção IV Do Desmembramento Art. § 3º . § 1º .Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único. para condomínios com área entre 50. § 3º .Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. para a conversão. 15% (quinze por cento) da gleba.

o número máximo de unidades residenciais. Inciso III com redação dada pela Lei nº 9.O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em. no máximo.espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada. com largura mínima de 10 m (dez metros). sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente. 34 . pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado.o sistema viário de circulação interna. conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica.959. do qual devem constar: I .Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo.(cem mil metros quadrados). § 2º . não passível de ocupação ou de impermeabilização. de acordo com avaliação do órgão municipal competente.sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio.A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área. considera-se: I . III . II . de 20/07/2010 § 2º .As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial.as unidades territoriais. 33-B .instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. destinada à proteção ambiental. III .unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único. dois pontos. 33 . III .Compete exclusivamente aos condomínios. II . Art. quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis.o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos. 33-A . § 1º . de 17/01/2005 Subseção II . § 3º .064.No parcelamento para condomínios. com relação as suas áreas internas: I . IV . II . IV . calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento.Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art. Art.coleta de lixo. Art. II . § 1º revogado pela Lei nº 9.execução e manutenção da infra-estrutura.A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município.

salvo no caso de nova análise da vinculação. a não ser nos seguintes casos. 38 . Art. Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art. § 1º revogado pela Lei nº 9. § 2º . I.É obrigatório o parcelamento vinculado: I . e) impossibilidade física ou geomorfológica. b) regularização de parte de lote. 17.em ZP-1.O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido.em loteamentos destinados à instalação de indústrias. c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento. d) desapropriações.Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais.em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM. III .que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art. VI . desde que a forma. 17 desta Lei. 35 . . os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações.Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários.Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano.em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). juntamente com o projeto de parcelamento. de 20/07/2010 § 2º .Não é permitida a modificação de parcelamento: I .que resulte em desconformidade com o disposto no art. 36 . II . é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes.959. somente precisam ser aprovados.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10. sem alteração do sistema viário.No caso de modificação de parcelamento.Do Parcelamento Vinculado Art.000 m² (dez mil metros quadrados). as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro. Art. V . IV . III . 37 . conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei. § 1º .em parcelamentos vinculados.

que deve ser respeitado.O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto. § 3º . CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. § 4º . 17 desta Lei. .Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais.No reparcelamento. as regras do art. a contar do protocolo do requerimento. § 4º .Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação.Parágrafo único .A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado. § 1º . § 2º . § 1º . sem ônus para o requerente. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários. 42 .fazer parte de parcelamento aprovado. 40 . é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original. § 3º . Art. Seção VII Do Reparcelamento Art. deve respeitar o previsto no art. para providenciar a regularização requerida.Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado.Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I . no que couber. Art. do art. não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II. 39 .O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento. 41 . 17. § 2º . a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei. 38 e as previstas para loteamento.Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário.O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias.Aplicam-se ao reparcelamento.A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa.Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo.

a serem definidos em lei. § 2º . III . II . 43 .Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art. como registro em cartório. III . nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7. os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. Art.o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação. dentre os lindeiros. II . IV .a edificação tenha caráter provisório ou temporário.Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM.o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura. Parágrafo único .o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0.Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei. 46 do Plano Diretor do Município. Art. Parágrafo único . desde que observadas as seguintes exigências: I .165/96.500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2. os lotes com área inferior a 2.De acordo com o traçado básico do alargamento das vias. as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo . ocupe a maior extensão limítrofe.8 (oito décimos).É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações.00m (cinco metros).959. § 2º .II .a altura máxima da edificação é de 8. § 1º . com base na alínea “b” do inciso III do art.Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I . § 3º .As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais.00 m (dez metros).fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo. voltada para logradouro público aprovado. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere. de 20/07/2010 § 1º .ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos.000 m² (um mil metros quadrados). mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU.00 m (oito metros).Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário.a área total a ser edificada não pode exceder 1. e Inciso IV revogado pela Lei nº 9. Art. 44 .Para que neles seja admitida a edificação. o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que. pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput. aquele que for mais restritivo. escritura ou contrato de compra e venda.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10. 44-A . 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo.

Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7.959. 45 .O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa.a caixa-d'água. X . o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado. Art.deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto. 46 . para efeito de cálculo do CA: I . V . XII .Não são computadas.Após executado o projeto a que se destina.959.situadas em unidades residenciais . a casa de máquinas e a subestação. de 20/07/2010 § 6º . VIII .a guarita de até 6m² (seis metros quadrados). Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art. VII .os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem. deixando de submeter-se ao disposto neste artigo. XI .a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados).as varandas abertas . IV .O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada.a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores. Inciso II revogado pela Lei nº 9.a antecâmara. desde que dotada de instalação sanitária. inclusive a área do recuo de alinhamento. § 3º . exceto se situada em edifíciosgaragem. limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido.os compartimentos destinados a depósito de lixo. IX . passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere.a área destinada a estacionamento de veículos. § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9. § 1º . . XIII . de 20/07/2010 III .165/96 e no Anexo VI-A desta Lei.Quando exigido recuo de alinhamento. VI . nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica.a área situada ao nível do subsolo.a área de circulação vertical coletiva.um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial.que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam. destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares. § 7º .

50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6. sem acréscimo de área a ser computada.acústica ou visibilidade em auditórios.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo.a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. § 3º . para efeito de cálculo do CA. a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois). por razões técnicas relativas a: I . quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento. para efeito de cálculo do CA. § 1º . salas de espetáculos ou templos religiosos.Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior. de 20/07/2010 XVII .50m (seis metros e cinqüenta centímetros). Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. II . ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM. II . as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art.logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3. § 2º .O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4.80m (cinco metros e oitenta centímetros).959. desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores.80m (cinco metros e oitenta centímetros). § 1º .50m (quatro metros e cinqüenta centímetros). situado em ZP-1. § 4º revogado pela Lei nº 8. a área do compartimento é multiplicada por 1.necessidade de aproveitamento do espaço aéreo.É admitido pé-direito superior a 4. para efeito de cálculo do CA. § 6º . desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo. .5 (um e meio). III .As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei.O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado. de 21/12/2000 § 5º . § 2º . será admitida quota de terreno equivalente à área do lote.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada. bem como às normas técnicas pertinentes. da seguinte forma: I .137.Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996.Não serão computadas. até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo. e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento.XIV . 47 .se igual ou inferior a 5.se superior a 5.Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto.

§ 5º .nelas haja área descoberta . II .A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput.Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art.As edificações. se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). por meio de parecer técnico. b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).Taxa de Ocupação .Subseção III Da Taxa de Ocupação Art. XV. 48 . 50 . 46. 49 revogado pela Lei nº 8.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático.é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno. prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei. observado o seguinte: I . desde que: I .equivalente à área de permeabilidade mínima .para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha. Subseção IV Do Gabarito Art. § 3º . § 2º . dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana. prevalece: a) 10% (dez por cento).Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total.As TOs máximas são as definidas no Anexo VI. podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno. simultaneamente.Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente.Podem ser utilizados. III .Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei.seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo. .137.para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1.TO . § 4º . exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs. as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade. § 1º .para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo. seja desaconselhável a permeabilização do terreno. § 2º . II . a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento). de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art. § 1º .

anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via. poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. livre e vegetada.desde que continue possível o livre trânsito no local . § 5º . 4.Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional.A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável. II . III. permitidos.Quando exigido o recuo de alinhamento.A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP. a área do terreno resultante do referido recuo.vias de ligação regional e arteriais.00m (três metros).Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º.demais vias. em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida. implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público. 51 .(VETADO) § 4º .Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias. para aplicação da Taxa de Permeabilidade.O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno. conforme dispuser o regulamento. jardineiras ou pavimentos elevados. respeitado o previsto no art. desde que cumpridas as seguintes exigências: I . não será considerada. § 8° .pilares de sustentação. existente e potencial.§ 6º . § 9º . por gradil vazado ou transparente. pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento. § 10 . 46. "a". e a intensidade do tráfego no sistema viário . § 3º .00m (quatro metros). podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes.A área permeável. exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres.O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos. observadas as demais exigências legais. que levará em conta o fluxo de pedestres. Subseção VI Do Afastamento Frontal Art. a construção de guarita e o fechamento. 3. § 1º . 7°. exclusivamente. nesse caso. § 7º . os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas. da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial. § 2º . exceto . do Plano Diretor.Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais. 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental. da seguinte forma: I .

seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0.em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum. Parágrafo único . IV . admitindo-se. 53 . exceto pilares de sustentação. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. em qualquer ponto.afastamento frontal de.É permitida a construção de guaritas com área de até 6. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de.É dispensado o afastamento frontal mínimo: I .autorização de caráter provisório.00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento.00 m (cinco metros).40 m (dois metros e quarenta centímetros). VI . III . II . cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas. na área delimitada por este afastamento. podem ser construídas. ouvido o órgão responsável pelo trânsito. Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo . na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais. Parágrafo único . guaritas que tenham. os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados).em edificação localizada na ZHIP.em áreas destinadas a uso não residencial.em edificações vizinhas a bens tombados. nos pavimentos situados em nível superior a 3. no máximo.40 m (sete metros e quarenta centímetros). no mínimo. no caso de ter o passeio dimensão inferior. § 6º . no mínimo. não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. V . 7. e VII . condicionada à manutenção das condições de trânsito. 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal.Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais. II .90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais.adjacente. V .em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH.Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III. por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9. quando este estiver junto às divisas laterais. Art. IV . desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. Art. em qualquer ponto.O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio. no mínimo. a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP.existência de passeio com. 2.00m² (seis metros quadrados). ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3. 5. III . respeitado o livre trânsito no local. 52 . devendo ser garantida.os acessos obedeçam às regulamentações existentes. o estacionamento no afastamento frontal. mesmo se superado o percentual fixado no caput. ou junto ao acesso à garagem.

30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6. em metros.00m (doze metros) de frente.Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII. exclusive. II .50 (cinqüenta centésimos) e 1.00m (doze metros) a distância de 1. § 3º .00m (seis metros). entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. guarda de veículos ou área de lazer aberta. § 6º .Para efeito de definição do H.50m (um metro e cinqüenta centímetros). na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional.Para terrenos em aclive. o H deve ser definido em relação ao piso deste.o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio.a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno. § 8° . entre 0. de 21/12/2000 Art.Havendo níveis de subsolo.Art.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6.os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.Para valores fracionários de H. é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12.Entende-se por H a distância vertical. 56 . II . adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos. o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou.Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos. III .50 (cinqüenta centésimos). desde que não existam aberturas na fachada respectiva.2. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. III . adota-se a seguinte regra: I . II .1. Art. a partir do piso do mais baixo destes. em metros.os valores. § 5º .137. entre 0.00 (cem centésimos).No caso de lotes com menos de 12.01 (um centésimo) e 0.os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei. o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos. 54 . . são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior. exclusive. a casa de máquinas não é considerada como pavimento.os valores.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .00m (doze metros). § 1º . § 2º .00m (doze metros).Nas edificações situadas na ZA. 55 revogado pela Lei nº 8.00m (seis metros) e menor que ou igual a 12. sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo. § 4º . § 7º . exceto nos casos de utilização para estacionamento. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior. em metros. desde que: I .

00m (cinco metros) para divisa de fundo.A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I . independentes ou interligados por pisos comuns. independentemente do valor previsto no Anexo VI.Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas.O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas. § 2º . Art. Subseção VIII Da Altura na Divisa Art. de 21 de dezembro de 1940. III . 58 .a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento. 59 .o terreno natural em seus respectivos pontos. adotando-se como afastamentos mínimos 1. deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5. no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota. independentemente do valor previsto no Anexo VI. Art. . § 3º . no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior. no caso de divisa de fundos. desde que estas estejam legalmente construídas. elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1.No caso de edificação constituída de vários blocos. § 6º . § 7° . os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa.50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo. § 4º .Parágrafo único .No caso de terreno em declive nos termos deste artigo. II . adota-se como altura máxima na divisa 10.Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo. § 1º .80m (dez metros e oitenta centímetros). § 5° . a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI.Na ZHIP.a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral.É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo. 57 . de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84.A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas.No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional.

Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I ." Art. situada em terreno onde exista. além dela. além dela. os elementos decorativos e os estruturais. § 2º .as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial.os templos e os locais de culto. 60 .a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). § 1º . situada em terreno onde exista. Parágrafo único . IV . Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art.Subseção IX Das Saliências Art.as habitações unifamiliares. § 2º . desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento. § 3º . somente uma edificação de uso residencial.As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros). II . situada em terreno onde exista. somente uma edificação de uso residencial.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I. II . as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original. somente uma edificação de uso residencial. desde que haja parecer favorável do COMPUR. . os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais. III .a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). 61 . as jardineiras. III .Consideram-se saliências os brises. III . poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos. no mínimo.O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII.os templos e os locais de culto. além dela. II .Até que seja regulamentada a ZEIS-2.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . 61 .as habitações unifamiliares.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII.as habitações unifamiliares. § 1º .No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo. Parágrafo único .os templos e os locais de culto. serão mantidas.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .

0 m (nove metros) de comprimento por 3.Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao . o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras. a utilização de. a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996. excluídas as relativas à parte residencial. conforme a hipótese.Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo. II . Art. mediante parecer favorável do COMPUR. § 9º .No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga.Cada vaga de carga e descarga deve ter 9. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. até a data da entrada em vigor deste parágrafo. § 6º . § 7º .§ 3º .edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. § 10 . junto à entrada e ao nível do logradouro. os acessos a: I . no máximo.0 m (três metros) de largura e 4. no caso de adaptação de edificações para o uso residencial. a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito. § 4º .Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM.0 m (quatro metros) de altura. § 8º .edifícios-garagem. conforme a hipótese.No caso de edificação destinada a hotel.Para as edificações existentes na ZHIP. IV .O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. 63 . a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída. poderá ser facultada.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada. III . 62 . mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art. § 5º .edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento.Devem dispor de pista de acumulação interna.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. de acordo com o Anexo IX. a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada.estacionamentos de veículos abertos ao público. Parágrafo único .

de usos residencial e não residencial. de aterro ou mistos com altura superior a 4. as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –. para fins de localização.Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial.É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial. têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas.Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos. § 1º . que devem ser mitigados. de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade. Serviços de Uso Coletivo.Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I .Serviço de Uso Coletivo. IV . no caso de terrenos que. II .São classificadas como do Grupo I.Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que.residencial. II .ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas. compreendendo atividades das subcategorias Comércio.Os usos não residenciais são classificados. CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art.CREA/MG. tenham taludes de corte.Indústria. § 1º . III . 64 .00m (quatro metros). § 2º . por sua natureza. Art. II . Serviços. . em função dos serviços de terraplenagem. com potencial de geração de incômodos de pouca significância. de 19 de dezembro de 2008. nos termos da Lei Complementar nº 128. definido como o exercício. Parágrafo único . III .Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial. em uma mesma edificação. V . III .misto. em: I . II . 65 . que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais.O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I .ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação.não residencial.Serviço.Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I .Agricultura Urbana. IV . definidas na carta geotécnica do Município. sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem. III .ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque. Indústria e Agricultura Urbana.Comércio.

Seção II .§ 2º .depósito/almoxarifado.São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais.centro de treinamento.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal.pátio de máquinas/garagem de veículos pesados. § 3º .não mencionadas no Anexo X desta Lei.Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo. § 5º . IV .posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento. previstas no Anexo X desta Lei. a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei.garagem de veículos leves.Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto.Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares.Consideram-se parte integrante das atividades industriais.escritório/sede administrativa de empresa. VII . II . somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares. X . V . III .Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo. Parágrafo único . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários. sendo complementares ao funcionamento destas.ponto de exposição. § 1º .O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. Art. além do setor produtivo: I . 65-A desta Lei. § 4º . das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento. Art. 65-A .as atividades auxiliares previstas no caput do art.É obrigatória a declaração. deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local. IX .unidade de abastecimento de combustíveis.CNAE .as atividades complementares de lazer. XI . VIII . VI . conforme o Anexo X desta Lei. pelo interessado. II . compreendendo: I .unidade de enfermaria.Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas .refeitório/cozinha. o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares.posto de coleta de material biológico.A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem. § 4º .unidade de manutenção. § 2º . 65-B . § 3º . quando implantadas no mesmo local. XII . a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local.

realização de medidas para prevenção e combate a incêndio. Parágrafo único . referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei. acondicionamento. III .atração de alto número de veículos pesados. referida como letra “c” no Anexo X desta Lei. referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei.São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I . prevenção e combate a incêndios.geração de efluentes atmosféricos.adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade. IV . IV . armazenamento. relativo às condições de segurança. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei. VII . referida como letra “a” no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos leves. sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais. radioterapia e aplicações industriais.geração de risco de segurança. II . referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei. no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização .geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . referida como letra “g” no Anexo X desta Lei. referida como letra “b” no Anexo X desta Lei.adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos. VI .geração de resíduos sólidos especiais e de saúde. referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei. conforme o disposto no Anexo X desta Lei. VII . IX . transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica.adoção de processo de umidificação. de posturas.implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação. referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei. em medicina nuclear.atração de alto número de pessoas. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art. VIII . VIII . referida como letra “f” no Anexo X desta Lei. como segregação. comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado. V .As atividades causadoras de repercussões negativas. IX . III . V . referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei.geração de efluentes líquidos especiais. II . 66-A .realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas. referida como letra “e” no Anexo X desta Lei. comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e.realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga.realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque.Dos Tipos de Repercussão Art. 66 . referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei. sanitárias e outras pertinentes.geração de ruídos e vibrações. referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos. referida como letra “d” no Anexo X desta Lei. VI .

confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas. desde que haja anuência do órgão municipal competente. será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. – Código de Edificações do Município –. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art.Para as atividades não classificadas como de risco alto. nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. iluminação e ventilação.Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo. 2. § 1º .Para as atividades classificadas como de risco alto. § 9º . elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental.50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento. poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados.As vagas de carga e descarga poderão.As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas. circulação e manobra de veículos. além dos espaços necessários ao acesso. § 8º . a critério do órgão municipal competente. referida como letra “i” no Anexo X desta Lei. § 5º . § 6º . § 3º .Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres. observadas as normas legais de construção.implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. para as atividades que tenham repercussões negativas. desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves.emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . Subseção II Da Localização .CNEN -. a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego.725. contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade. X . a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio. referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. § 7º . ou ser dispensadas. de 15 de julho de 2009.30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. a critério do órgão responsável pelo tráfego. § 2º .As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. 61 desta Lei e na Lei nº 9. o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração. será exigida. § 4º .

de 20/07/2010 § 5º .Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei.ZHIP . do São Bento.831.As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I . IV. § 6º revogado pela Lei nº 9.VR: vias preferencialmente residenciais. do Estoril. desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária. onde se busca a conjugação de usos. observado o disposto no Anexo XI desta Lei. são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6. § 1º revogado pela Lei nº 9.em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras. 80. § 3º . de 20/07/2010 § 7º . 66A desta Lei e observado o disposto no art.e na ZCBH. da Lei nº 7. desde que submetidos a licenciamento urbanístico. as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. § 8º . § 13 .VNR: vias preferencialmente não residenciais.A localização dos usos não residenciais é disciplinada. de 18 de janeiro de 1995. identificadas de acordo com critérios definidos no art. as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I .VM: vias de caráter misto. III . pela conjugação da classificação de cada atividade.959. prevista no Anexo X desta Lei. considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma. mediante EIV. devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano.959. do Mangabeiras.959. onde se busca preservar a ambiência residencial. de 20/07/2010 § 12 . II . § 9º . observado o disposto no Anexo XI desta Lei.959. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.165/96. II . com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos. onde se busca privilegiar o uso não residencial. na forma do Anexo XI desta Lei.Art. .(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9.Para efeitos de localização.Nas ADEs Residencial Central.Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional.na Zona Hipercentral . de 20/07/2010 § 2º . III – em terrenos lindeiros a vias arteriais.É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão.Para efeito de localização dos usos. § 4º revogado pela Lei nº 9. do Belvedere. 67 . da Cidade Jardim e da Pampulha.

restaurantes e similares com área de até 100. de 14 de julho de 2003. mediante EIV. 68 a 71 revogados pela Lei nº 9. 71-A .O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. II .Nas vias classificadas como VR. não será admitido.00 m² (cem metros quadrados). Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art.959. § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9. III . desde que: I .e suas alterações posteriores. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade.Poderá permanecer no local.616. independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação.estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação.No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial.O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8. em nenhuma hipótese.o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido. 71-B . Art. não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei. Código de Posturas do Município . II . § 1º . o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno. de 20/07/2010 Art.959. a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I .São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X.VETADO Art. § 16 . § 2º . § 15 . de 20/07/2010 . 72 .No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes. desde que haja anuência prévia do COMPUR.ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação. são admitidos bares.possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.§ 14 .No cálculo da área utilizada. desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras. § 17 .sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. desde que haja licenciamento urbanístico especial.

Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes. para efeito de funcionamento. Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art. definida nos termos do Anexo X desta Lei.As edificações a que se refere o inciso V do caput do art. Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . 2º do Decreto Municipal nº 2. poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital. § 4º . baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança. sanitárias e similares. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei.A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade. Art. poderá ser substituída por outra. § 5º . desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo.074. de 18 de janeiro de 2005. Art. desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei. serão passíveis de regularização. aos critérios desta Lei. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei. § 8º revogado pela Lei nº 9. vedada a expansão da área ocupada.A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso. de posturas.383. ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado. § 10 .§ 3º .Para efeito de localização. 72-C . Parágrafo único .O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. nos termos do art. § 7º . podem também permanecer as atividades industriais.959. 72 desta Lei. 72-B . de 20/07/2010 § 9º .A atividade que usufruir do direito de permanência. de acordo com a especificidade da área.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas. § 6º . de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9. 72-A .Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo. conforme o Anexo X desta Lei. mediante parecer favorável do COMPUR. para fins da instalação da atividade Hospital. à época da substituição. mediante parecer prévio favorável do COMPUR. as edificações utilizadas. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída. de 6 de julho de 1973.

.Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I . 74 . conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7.oleodutos. III .autódromos. IV . que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa.indústrias com repercussão ambiental significativa. XII . ferroviários e aeroviários. § 1º . II . § 2º .A instalação. II .e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental . X .usina de asfalto.cemitérios e crematórios.terminais rodoviários. minerodutos. XI . nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas.165/96. ficam sujeitos a: I . V .interceptores de esgoto. a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto. Art.Empreendimentos de impacto são aqueles. 73 . públicos ou privados.terminais de minério.barragens para contenção de rejeitos ou resíduos. sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos. Art. § 4º .unidades de incineração de resíduos.Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo.EIV -.Art.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais. a construção. nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas. paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos.RIMA -. IX .EIA . hipódromos e estádios esportivos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental . inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança . VIII . gasodutos. 74-A . § 3º .extração ou tratamento de minerais. sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. nos termos da legislação específica. VI .licenciamento urbanístico pelo COMPUR.aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos. de produtos químicos e petroquímicos.Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput. VII . quando for o caso. quando convocado pelo COMPUR. quando for o caso.licenciamento ambiental pelo COMAM.O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico. § 5º .

com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. .000 m² (cinco mil metros quadrados).os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.ferrovias.os parcelamentos vinculados.tais como barragens.Mediante definição de padrões e procedimentos. independentemente da área utilizada.parcelamentos destinados a uso industrial.tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental .estações de tratamento de esgotos sanitários. na figura de desmembramento. III . XI . XV .obras de arte compreendidas por viadutos. qualquer que seja a fonte de energia primária.loteamentos.Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I .intervenções em corpos d’água .linhas de transmissão de energia elétrica.estabelecimentos prisionais. acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts). XII .estações de tratamento de água.os destinados a uso misto com mais de 20.usinas de geração de eletricidade.centro de convenções. XIV . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento. XXVI .as intervenções em áreas urbanas consolidadas. subterrâneas ou de superfície. compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos. XIX .outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal. X . VII .matadouros e abatedouros. Parágrafo único . retificações de coleções de água .COPAM -.os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas. XXIII .000 m² (seis mil metros quadrados).e em diques. que originem lote com área superior a 10. 74-B . XVII . quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente. IV . Parágrafo único .XIII .postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis. acima 10 MW (dez megawatts).000 m² (vinte mil metros quadrados).000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas.O COMAM estabelecerá. VI . XXV . XVI .os helipontos. XXII . XXI . XVIII . XXIV . IX . VIII . como modificadoras do meio ambiente. canalizações. XX .casas de show.hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5. XXVII . II . o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança. V .casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).hospitais. e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento. túneis e trincheiras.000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros).os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10. Art. independentemente da área utilizada.

Art.ADEs . as normas complementares necessárias e.00m (quinze metros). em 15.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município.563. os parâmetros urbanísticos e fiscais.A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal. além da delimitação. em função da preservação ambiental da lagoa. 77 . 74-C .A lei a que se refere o § 1º.Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção. estando sujeita. fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados. Art. do gabarito das edificações do Bairro Serra. ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9. de 30/05/2008 Art. em parte da ZCBH. Art. se for o caso. quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades. Parágrafo único . § 1º . da qual.Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo. degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal. § 3º .A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento).As áreas de diretrizes especiais .Art. exigem a implementação de políticas específicas. realizado para empreendimentos de impacto. no caso das ADEs instituídas por esta Lei. o tempo de duração.O estudo para fins de licenciamento. as intervenções.A ADE da Serra destina-se à limitação. podendo demandar parâmetros urbanísticos. por suas características. de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas.são as que. sendo garantidas. 75 . § 4º . 78 . ocupação e uso.As ADEs são instituídas por lei específica. Art.O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo. a predominância do uso residencial e a preservação das . CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. devem constar os instrumentos. 74-E . 74-B desta Lei. 76 . a diretrizes especiais de parcelamento.A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. 74-D . permanentes ou não. deve dispor sobre o que nesta não esteja referido. que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam. § 2º . se for o caso.

somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. dos galpões. em função de sua localização estratégica.promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural. § 4º . bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro. § 2º . § 3º .criação de áreas de lazer. de sua importância como eixo simbólico.promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana.Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art.o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE. que retratem a diversidade urbana da ADE. a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. IV . II . será de 5. nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas. não se aplica o disposto no § 6º do art. de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos.Na ADE Residencial Central. IV .outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale.São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas.edificações e de traços da ambiência local. que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros. V . § 3º .00m (cinco metros) a altura máxima na divisa. § 1º . e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. § 2º . com incremento da arborização e implantação de ciclovias. em especial.A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial. 54 desta Lei. 52. histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização. II .o aumento das taxas de permeabilidade do solo. III . com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I . III.A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever. § 1º .Na ADE Residencial Central. III .A ADE do Vale do Arrudas.melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres. VI .o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias. com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município.estímulo à requalificação das fachadas das edificações e.verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina.implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha. VII . conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. 79 . por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I . . principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares. Art.Na ADE Residencial Central. entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale.

Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado. § 4º .os mecanismos de participação comunitária em sua gestão.na ADE do Mangabeiras. a extensão de uso prevista no art.na ADE do São Bento. visando a garantir mais vitalidade à área. nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar. Art. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes.00m (cinco metros). III . . 81 . desde que instaladas em edificações horizontais.As ADEs do Mangabeiras. as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. nos terrenos lindeiros à Av. e para a Avenida Paulo Camilo Pena. e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar. Nazareth e Acarahy.Em edificações existentes. II . permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais. cultural e histórica.São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I . § 1º . é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via.A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística. bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado. § 5º . 71-B desta Lei. II .o incentivo à diversidade de usos. nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha.00m (três metros). 75. do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar.os afastamentos e o gabarito das edificações. § 2º . § 1º. II .Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. § 7º .Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. § 2º .afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. § 1º . entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade. Art.Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena. conter: I .VETADO. § 6º . são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei. desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida.as intervenções físicas necessárias a sua preservação. § 3º . conforme o Anexo II desta Lei. uma única vez. além do previsto no art. Art. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve.afastamento frontal mínimo de 5. 82 .V . principalmente no período noturno. 80 .

ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas.Na ADE Hospitalar. além do uso residencial. 75. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. . em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural.A ADE de Santa Tereza. § 2º . em função das características da ocupação históricocultural. respeitado o previsto no parágrafo anterior. aplicam-se as disposições da Lei nº 5.00m (três metros). V . entre outras.0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto. § 1º . os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região.uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos. § 1º. 83 . Art. de 14 de março de 1991. o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza.No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei. no Anexo X desta Lei. § 2º .compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental.§ 3º . § 1º .A ADE da Savassi é a que. somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral.00m (quinze metros). III . demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos. § 1º . além do previsto no art.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior.A ADE Hospitalar é a área que. VI . II .O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica. Art.altimetria das edificações. § 2º . como do Grupo IV. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . incluindo-se a padronização do mobiliário urbano.gabarito das edificações de 15. que aborde. visando à sua requalificação urbana. ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares.afastamento frontal mínimo de 3. 84 . contendo.20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1. 85 . em especial as culturais de médio e pequeno porte. IV .Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi.À ADE da Savassi. incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE.circulação de pedestres e veículos.872. III .As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial. Art. II . demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial. as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos. comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas.coeficiente de aproveitamento de 1.

e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias. III . e n° 6. Art. II . § 3º .Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental. quando assim o determinar a legislação pertinente.instituição de Reserva Particular Ecológica. II . havendo parecer favorável do COMAM.existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante.presença de cobertura vegetal relevante. de 29 de dezembro de 1993.existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento). resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar. cursos d’água. configurando ecossistema de brejo. com possibilidade de extensão do perímetro da ADE.A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental. § 5º . serão adaptados às características de seus usuários. de modo a incorporá-lo. V .A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento). de 12 de janeiro de 1993.A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I .avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato. § 5º . II . . § 1º .491.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.existência de áreas degradadas. conforme previsto nas leis n° 6. vegetado ou não.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM. § 4º . ainda não ocupadas.§ 3º .incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde. em especial os portadores de necessidades especiais.existência de expressivo contingente de quintais arborizados. sem prejuízo de outras análises cabíveis. especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto.presença de nascentes.Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar. por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I . se for o caso. lagoas e represas. III . a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação. visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE. § 4º . § 2º . prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata. e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população. em particular no Bairro Santa Efigênia.O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I .Transferência do Direito de Construir. IV . 86 .Na ADE de Interesse Ambiental. VI .314.

devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão. as movimentações de terra junto a esses córregos. 86-D . devendo ser evitadas.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 27 desta Lei. Art. a áreas verdes. mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM. preferencialmente.Em todas as vias classificadas como locais. sempre que possível. será previsto calçamento intertravado. de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. respeitado o disposto na legislação específica.Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural. § 8º . do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha. 86-F . devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer. a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental.Em ADE de Interesse Ambiental.Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental. em todos os casos. desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE. em especial do Ribeirão do Isidoro. Art.Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-B . fica condicionada a parecer favorável do COMPUR. 86-A . § 2º .Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas. devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. nos termos do Anexo X desta Lei. § 1º . mistas e de pedestres. e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia.Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. preservação e requalificação ambiental. tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. que poderá ser objeto de Operação Urbana. . 86-E . interligar-se com as áreas definidas como ZPAM. § 10 . de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. preferencialmente nativas. § 9º . ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras. § 7º ." Art. a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos. Art.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado. Art. a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV.Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. 86-C .5 (cinco décimos). nos termos do art. observadas as demais restrições legais.§ 6º .

Art. Art. 86-K .0 m (doze metros).Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-G . § 1º .RMBH -. conforme dispuser regulamento. 86-A a 86-M desta Lei.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. conforme dispuser regulamento.O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação. sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas. são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município. contemplem: . 86-H .Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art.A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário. mediante a adoção de políticas que. de telefonia ou similar no subsolo. 86-I . de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público. 86-N . contados a partir do terreno natural.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. ficando o loteador obrigado a promover sua instalação. a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático. 86-M . considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte .A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial.Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação.Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-J . de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem.Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). § 2º . somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local. Parágrafo único . Art. juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade. 86-L . Art.Ressalvado o disposto nos arts. 87 . poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica. Art. fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem.Art. a altura máxima das edificações fica limitada a 12. inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas. Art.5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. Parágrafo único . de acordo com os parâmetros previstos em regulamento.

considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE. III .A ADE da Lagoinha.o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto. 88 . 89-A . a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá.a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região. despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico. conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária . visando a modernizar os processos produtivos. . cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola. Art. § 4º .estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. § 2º . § 3º .o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes. II .à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana. II .estimular a permanência do uso residencial na ADE. bem como o disposto na legislação pertinente.INCRA.levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento. bem como ações de promoção da história local.A ADE do Belvedere III é a área em que. visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô.A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais. II . 89 . § 1º . ambiental e cultural da região.Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas. devem ser adotadas políticas que contemplem: I . é destinada: I .à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas.o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico. III .Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local. requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos. Art. em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II.A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais. III . Art. considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA.Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras.ao incremento ao desenvolvimento econômico. que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações. por meio de projetos de requalificação urbana.I . em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região.a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área. § 1º . somente é permitido o uso residencial.Visando ao desenvolvimento socioeconômico. entre outros aspectos: I . III .a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. II .No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha. § 1º .

instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural. desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior.Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo.quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados).00m (cinco metros). desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes.As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I . 90 .§ 2º . V . por meio de: I . prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei. conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha. com integração ao Parque Primeiro de Maio. III .afastamento frontal mínimo de 5. VI . Parágrafo único . III . Parágrafo único .50m (um metro e cinqüenta centímetros). § 1º .valorização da centralidade urbana.altura máxima na divisa de 9. criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor. uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei.promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural. de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3.A ADE da Pampulha é a área em que. Art. contados a partir do nível médio do alinhamento. II .A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso. 91 . IV .A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 44 e 45 do Plano Diretor. Art. Art.00m (três metros). nos bairros Primeiro de Maio e Providência. II . permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes. demanda a adoção de medidas visando inibir o .Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). 91-B . II . desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente. devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I .O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento.afastamento frontal mínimo de 5.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento).afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1.A ADE do Buritis é a área que.A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos.Após regulamentação específica. 91-A . devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade. § 2º . Art.uso exclusivamente residencial. III .00m (cinco metros). até que entre em vigor o plano previsto nos arts.00m (nove metros).

CDPCMBH -. II . que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . § 1º . exclusivamente. b) 20% (vinte por cento). III . 11381. III . às quais poderão ser concedidos incentivos. 11366. pelos números 11223. de maneira a formar composição estética com esta. é admitido.As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros). e pelas edificações a construir. § 2º . excluídas as áreas de ZEIS. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3. 11454. II . como proteção e tratamento paisagístico de taludes.00 m (três metros). como Apa 3. nas áreas caracterizadas. Art.e como Área Parcelada 2 .para todo o perímetro da ADE. 91-C .Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados). incluindo-se a área tombada e a área de entorno. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. como Área Parcelada 1 .a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). como Apa 1 e Apa 2. 11514. a serem implementadas pelas edificações existentes. no mapeamento cultural.nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho.crescente adensamento. a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3. como Área Parcelada 3 . excepcionalmente.As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). 11394. identificadas no Anexo II desta Lei. no mapeamento cultural. nas áreas caracterizadas. às folhas 53 e 59. 11340.igual a 1. 11400. § 4º . evitando-se a utilização de estruturas aparentes. nas áreas caracterizadas. permitindo-se. .A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral. compatível com o restante da edificação. de acordo com o Anexo XII-A desta Lei.Apa 1 .Coeficiente de Aproveitamento . § 1º . evitando-se a utilização de estruturas aparentes.as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. 11379. b) 20% (vinte por cento). 11530 e 9973. salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica.Apa 2 -. 11439. nas áreas caracterizadas. 11501. no mapeamento cultural. 11527.As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I . definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte . compatível com o restante da edificação.00 m (três metros).Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE.Apa 3 -. no mapeamento cultural. 11441.Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana. de maneira a formar composição estética com esta. 11353.CA . § 3º . permitindo-se. excepcionalmente.0 (um). IV .

III . Art. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. II . em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura. apoio técnico e articulação entre parceiros.a consolidação de entidade gestora.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH.A ADE Polo da Moda. técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento. é aquela que. 91-F . tais como incentivos fiscais. 91-E . VI .V . Art. § 1º .A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que. II . bem como para intervenções físicas pertinentes.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. caracterizado o interesse público.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. delimitada no Anexo XII desta Lei.para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas. de design e produção de moda. III . demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial. 111 desta Lei. § 2º . II . que incluam: I .por ato do Executivo. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. que incluam: I . observado o disposto no art.são aquelas edificadas ou não. bem como para intervenções físicas pertinentes. apoio técnico e articulação entre parceiros.Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei.A instituição das AEISs pode se dar: I . em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil. a partir da proposição do proprietário. vinculados ao uso habitacional. quando da alteração do zoneamento. ouvido o COMAM. tais como incentivos fiscais. de forma a coordenar ações institucionais.A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. Parágrafo único .Áreas de Especial Interesse Social . 91-D . . Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art.por lei. e desde que destinadas a uso público.AEISs .a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento. b) anuência prévia do CMH.

O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. do Código de Processo Civil. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art. o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado. sem prejuízo do disposto no art. 94 . § 1º .o cometimento. que serão definidas pelo Executivo.A instalação. § 1º .AR -. II . para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. nos termos deste Capítulo. 93 . de nova infração da mesma natureza. Art.137. nos termos dos arts. § 4º . contado a partir da data de publicação desta Lei. 934. construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno. III. e 936. Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento . § 2º .Em caso de reincidência.Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização. acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo.Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal. no prazo de 6 (seis) meses. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município.A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. 106 desta Lei. de 21/12/2000 (Art. em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade. pessoalmente ou mediante via postal. pela mesma pessoa física ou jurídica.O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado. § 3º revogado pela Lei nº 8. § 2º . 94-A .Para os fins desta Lei. 96) Art.O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal.a persistência no descumprimento da Lei. ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo. considera-se reincidência: I .A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular.§ 3º . apesar de já punido pela mesma infração. no que não contrariar o que nela está previsto. I. com Aviso de Recebimento . 92 . Art.

observando-se o disposto no art. será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento). 97 . empresa contratada ou corretor. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art.a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização. II .Para fins de aplicação de multas. Art. 93 desta Lei. 98 . à apreensão ou à interdição das máquinas.00 (dez mil reais). e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência. § 1º . Art. Art. a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma. ou fração de atraso. no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa.Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura. calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida. no valor de R$1. serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição. por mês.A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida. 100 . § 3º .Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I . o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. no prazo de 90 (noventa) dias.notificação para obter.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. 95 .Art.O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. § 1º . no caso de parcelamento concluído.a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado. Art. II .A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator. 93 desta Lei. § 2º .000.A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um . juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10.A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I . 96 .A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento.A não conclusão da urbanização. e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência. proprietário. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI.imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído. observando-se o disposto no caput do art. inclusive a presença de corretores no imóvel.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular. dos equipamentos e veículos em uso no local. 99 . § 2º .

§ 3º . do volume criado pela altura excedente à permitida. por descumprimento da interdição. no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei. de área irregular. § 2º . 102 . § 1º . Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art. b) R$500.725.5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração. 101 . de volume invadido. 104 revogado pela Lei nº 9. ou fração.pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. . d) R$3.A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts.00 (três mil reais).000. Art. 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0.000. no caso de empreendimento de impacto.a cada 5 (cinco) dias. II . é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. c) R$1. de 20/07/2010 Art. assim considerada pela lei ambiental.O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I .00 (um mil reais). ou fração.por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados.O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta.O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei.interdição do estabelecimento ou da atividade. Art. 105 . Art. após 5 (cinco) dias de incidência da multa.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei. II .00 (duzentas e cinquenta reais).O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. de 16/7/2009 Art. no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei. 103 .A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. 106 .00 (quinhentos reais). calculado a partir da limitação imposta.959.No caso de atividade poluente. caso não tenha havido interdição.

§ 4º . 106-A . cumulativamente com a multa. por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente.00 (três mil reais). CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. por culpa do infrator. a ampliação.000. § 5º .Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator. § 2º . a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto. a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor. entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas. podendo a interdição se dar de imediato. será recolhido integralmente. § 6º . Parágrafo único . o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500.A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir.Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental. sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4. 107 . sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. demonstrada no auto de infração respectivo. Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art. o valor da multa. atualizado monetariamente.Para as atividades em que haja perigo iminente. 106-B . 108 . enquanto persistir o perigo. contado do recebimento da notificação.As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa.A construção. § 5º . § 4º . Art.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores. cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la.253.Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental. quando o infrator. atualizado monetariamente. o valor da multa diária é equivalente a R$3.A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo. § 1º .00 (quinhentos reais). que será proporcional ao dano não reparado. inclusive de antenas de telecomunicações.Os valores apurados nos §§ 3º. 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias. de 4 de dezembro de 1985.Para os fins deste artigo.São parte integrante desta Lei: .As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. Art. o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente. por decisão da autoridade ambiental. § 3º .

Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -.Anexo XII-A .Anexo II .Anexo VI .Mapa de Zoneamento -. quando objeto de Operação Urbana.Anexo I . Art.Anexo VI-A . não poderá ser alterada por decreto. III . 112 . § 3º . de 10/09/1999 Art. XI . XIII .Anexo XI .Anexo XIII . 109 . por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. IX . contados da data de vigência desta Lei. levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados. desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação.Tabela de Características Geométricas das Vias -. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. XV .por decreto. Inciso II com redação dada pela Lei nº 7. § 1º .por lei.em sua área de influência. sempre que aberta nova via regional ou arterial.Anexo IX .Anexo V . II .Tabela de Parâmetros Urbanísticos -.Anexo X .Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -.Anexo VII . § 1° .Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -.AEIS-1 -. VI .Anexo XIV . III .Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório.Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais. II .Anexo XII .Anexo III . a partir de 1999. II . Art.Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada.A classificação da via.Anexo IV . XII .Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -. 111 .O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis. XVI . V . escrituras.795. IV .São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942. XIV . quando se tratar de aprovação de parcelamento.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -.Mapa da ADE Serra do Curral. efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo.Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III. de 3 (três) em 3 (três) meses.I . contrato de compra e venda.O zoneamento somente será revisto.725.em qualquer parte do Município. mediante lei específica: I . elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. . X . de 16/7/2009 Art. devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral.Classificação dos Usos.por lei.Tabela de Localização dos Usos -.Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I .137/00.Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -. VII . § 2º . XVII . VIII . quando ocorrerá a primeira revisão.Anexo XV . 110 revogado pela Lei nº 9.Anexo VIII . Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. com parecer prévio favorável do COMPUR.Glossário -.

Art.662. exclusive.§ 2° .a Lei nº 5. XIV .384.106. de 14 de novembro de 1988. IV . XIII .a Lei nº 5.550. II .129. de 7 de julho de 1988.classificação da função da via. de 18 de junho de 1985. contemplando a compatibilidade entre usos diversos. revogando as disposições em contrário.a Lei nº 5.a Lei nº 4. de 8 de maio de 1987.010.704. especialmente: I . de 16/7/2009 Art. de 20/07/2010 Art.os arts. VII .Os valores entre 0. adota-se a seguinte regra: I . coletora.Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art. .Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional. 116 .a Lei nº 5. IX .725.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I . 116-B . 115 revogado pela Lei nº 9. de 28 de dezembro de 1988. 113 e 114 revogados pela Lei nº 9.largura da via obtida da planta cadastral. de 25 de maio de 1988.Deve ser estimulada. 116-A . de 19 de outubro de 1987. VI . no sistema ao qual pertence. VII .00 (um inteiro). XV .959. X .a Lei nº 5.a Lei nº 5.saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local.a Lei nº 5.01 (um centésimo) e 0. Art. mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto. a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade. XI .As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR.161.a Lei nº 4.850. II .a Lei nº 5. de 17 de maio de 1988.50 (cinqüenta centésimos).Os valores entre 0. de 27 de dezembro de 1988. 41 a 45." Art.50 (cinqüenta centésimos) e 1.a Lei nº 4.a Lei nº 5.características físicas da via. são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior. de 22 de fevereiro de 1988.a Lei nº 5. II . de 29 de novembro de 1976. III . VI .a Lei nº 2.663.489. de 17 de janeiro de 1989. de 2 de fevereiro de 1990.831.ambiência do entorno. V . V . de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º .125.a Lei nº 4. Art.Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação. em local. 5º da Lei nº 6. inclusive. arterial e de ligação regional.potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento. VIII . de 23 de março de 1988. IV . XII .034. de 25 de março de 1985. XVI . são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. III .predominância de usos lindeiros.021. 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40. 117 ..485.

VI .exame e aprovação de projetos de reparcelamento. de 26 de janeiro de 1994. III revogado pela Lei nº 9.982.Nos terrenos classificados como ZEIS-2. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. XVIII . Parágrafo único .515.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.034/85. Cap. IV . V . de 4 de dezembro de 1990.959.a Lei nº 5. II . Art.773.137/00.a Lei nº 6. de 26 de janeiro de 1994.exame e aprovação de projeto de loteamento. de 21 de dezembro de 1990.a Lei nº 5.262. de 20/07/2010 Belo Horizonte. de 20/07/2010 Art.Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4. de 20 de novembro de 1992. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA. XXII . III . de 18 de outubro de 1991. especialmente a nº 6. 10 a 12 revogados pela Lei nº 9. 8º . 1º a 7º revogados pela Lei nº 9. 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8. até que seja aprovada legislação específica. 14 . 13 . de 6 de dezembro de 1994.Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4. até que legislação específica entre em vigor. Art. Art.034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas.a Lei nº 6.a Lei nº 5.959. de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA .Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I .As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente.a Lei nº 6.XVII . XXI .521. de 20/07/2010 Art.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias. XIX .835.959.959.exame e aprovação de projeto de desmembramento. serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe.831.expedição de diretrizes para o projeto de loteamento. 15 revogado pela Lei nº 9. Art. XX . 9º .exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento. Parágrafo único .

º .9. no restante do terreno. nos termos da lei.º 7166. Art. Art.º . 102 .00m (quinze metros). Tenente Freitas.A altura máxima permitida às edificações é de 15. § 1.166/96 como área que. Ernesto Tassini.166.Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir. da Lei nº 7166. do art.A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n.00m (vinte metros). 46 da Lei n.A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional).A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n. em que a altura máxima permitida.O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas. Art. exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves. Marechal Rondon. não se aplicando o disposto nos §§ 2º. de 1996. 101 . Art. 107 . em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural. Parágrafo único . proveniente da mesma ADE. Parágrafo único . § 2. Mármore e Salinas. Parágrafo único . até a profundidade de 20. 106 . 50.º 7. II .Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n. Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita. que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo. de 1996 serão definidos em lei específica. considerado de interesse de .20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1.166.Seção I Das Disposições Gerais Art. às praças Duque de Caxias. 103 .00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. de 1996.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9. Bocaiúva e Bom Despacho.Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento. de 1996.00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial. a partir do alinhamento. Art.166. 3º e 4º. 100 . a partir de qualquer ponto do terreno natural.O coeficiente de aproveitamento é de 1. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art. 104 .º 7.º 7. Art. é de: I .00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural.15.A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote.º 7.Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n. demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial. 105 . de 1996.00m (nove metros).

º .00m (cinco metros). ou extraordinariamente. § 5.º .O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes. poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7. 54 e 55 da Lei nº 7.º.A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA . 110 .As reuniões serão públicas.O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á. III . quando se fizer necessário. uma vez por mês. 109 .1 (um) profissional com experiência em urbanismo. desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa. de 17 de janeiro de 1995. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza. § 2.Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei. destinadas ao uso residencial multifamiliar. § 1. ordinariamente. 111 . Parágrafo único . por escrito e com justificativa. desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts. a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei.º.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos. § 2. Art. a inclusão de assunto de seu interesse na pauta . Parágrafo único .As edificações horizontais. § 4.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos.º 6. é facultada a construção sem afastamento frontal.Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas.5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local. § 1. a saber: I .º .00m (sete metros). mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza. 112 .831.preservação. 108 . estendendo-se a iniciativa a autônomos. de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art.1 (um) representante da Administração Regional Leste. encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo. Art.Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei.º .Na ADE de Santa Tereza. Art. 54.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5. II . Art.º . é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n. § 3.com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE. podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato.166. Seção III Da Gestão Urbana Art. facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar.Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA .

PROFAVELA .As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social". desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I . Ocupação e Uso do Solo. visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana". visando: I . 113 . II . Art. que a coordenará. como ZEIS-1 e ZEIS-3. IV . Parágrafo único . CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art.é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3).166.Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste. 57 da Lei nº 7. 137 . II .O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei.A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7. III . nos termos do Parágrafo único do art. 138 .melhorar a qualidade de vida da população. ocupação e uso do solo. § 1º . estabelecendo critérios especiais de parcelamento. § 2º .exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.da reunião subsequente. 12 . 138-A . bem como o art. nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária. e III . Art. de 27 de agosto de 1996.” . durante as revisões da Lei de Parcelamento.em áreas de risco.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda. § 1º . Art. e dos arts.Fica instituída uma comissão provisória.165.Das Disposições Transitórias da mesma Lei. a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação.166 de 1996.adequar a propriedade do solo a sua função social. de 27 de agosto de 1996. § 2º . com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. e por 3 (três) representantes da comunidade. urbanística e jurídica. § 3º . com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento). 12 e 43 da Lei nº 7.O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3.em faixas de domínio e/ou servidão.A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes.O Programa Municipal de Regularização de Favelas .em áreas de preservação histórica e/ou ambiental.

§ 1º . será composto de avenidas. 142 . nas ZEISs.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social.00 m (seis metros). considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão. 143 .vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6. em função dos potenciais de adensamento. 141 .Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL. Parágrafo único .766/79.Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . 140 . após prévia aprovação da comunidade. Parágrafo único .959. inciso II. da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas.O Conselho Municipal de Habitação . Art. elaborados concomitantemente. o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art. travessas. . que ateste sua necessidade e/ou conveniência. em conformidade com o disposto no art. § 1º . a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo.PGEs -. Art. de 20/07/2010 Art.O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto. para as vias com 2 (duas) pistas. b) pista de rolamento com largura mínima de 3. 139 .00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista. Seção III Do Parcelamento do Solo Art.O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos. ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios. da Lei nº 6. bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo.O sistema viário. § 2º . uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo.Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. § 2º . escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público. ruas. jurídico-legal e socioeconômico-organizativo. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9.Para efeito de ordenação territorial.As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I .CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação. 4º.

a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas. até sua correção.A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1.nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis. Art.O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico. mediante operações compensatórias. assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). IV .Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de. Art.20 m (um metro e vinte centímetros). V .Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I . III . 144 .em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações. ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área. 1. entre moradores e Administração Pública.levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações.20 m (um metro e vinte centímetros).A pesquisa sócio-econômica. II . e II . o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I .80 m (oitenta centímetros). físico-ambiental e jurídico-legal.em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento). e VI . b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento).165/96. § 4º . nas ZEISs. § 3º .vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento. a construção. reservando-se faixa de alargamento de 0. exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias. 145 . salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.c) declividade máxima de 30% (trinta por cento). sem que sejam previamente saneados. no mínimo. totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista.pesquisa socioeconômica de forma censitária. § 6º . físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área.Não será permitido.em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública. III . c) extensão máxima de 100 m (cem metros).em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. § 2º . § 1º . b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento). sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população. II .O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. conforme previsto na Lei nº 7. .vias de acesso restrito. § 5º .

II . bem como aprovação da URBEL que: I . em metros quadrados.Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes. para promover o atendimento adequado da população residente. a ser instituída pelo Executivo. estabelecendo-se. 147 . o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento.Para aprovação do projeto de parcelamento do solo. fixada para cada ZEIS. nas ZEISs. no mínimo. será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas.Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei. inclusive. Art. § 1º . Art.Art.A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva.justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). 151 .Considera-se lote padrão a área básica.Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs. para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados).A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende.Fica instituída a figura do Lote Padrão. Parágrafo único . 149 . Art. Parágrafo único .Nas ZEISs. de equipamentos urbanos e comunitários. 146 .aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo. Art. 150 . acesso e segurança. integral ou parcial. condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso. exceto: I . com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral.Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL. 148 . o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. Art. Parágrafo único . das ZEISs. . de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação.ateste as condições básicas de habitabilidade. e II . resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados). autonomamente considerados. os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade. § 2º . acesso e segurança.os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3. medidas compensatórias às benfeitorias atingidas.

assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização. . Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art. decorrente da implantação de atividades. 155 . salubridade e conforto das edificações. ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico. 153 . posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. III . Art.Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização. Art. Art. § 1º .166/96. Parágrafo único . visando a: I .Os usos não residencial e misto. 66 da Lei nº 7.166/96.as condições de ocupação e características locais. III .todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7. 152 .O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança. ampliações e novas edificações. Art. deverão ser compatíveis com o uso residencial.Serão permitidas. nos termos do art. cumulativamente: I . IV . nas ZEISs.a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato. apenas as seguintes atividades: I . provocado pela valorização do uso do solo. higiene. quando se tratar de áreas já regularizadas. II .a possibilidade da geração de emprego e renda. 64 da Lei nº 7. 156 .orientar o projeto e a execução de reforma.orientar a regularização das edificações já existentes. em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS.As normas relativas ao Lote Padrão. Subseção I Dos Usos Permitidos Art. segurança.orientar as categorias de uso permitidos. que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área. deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). nos termos do art.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico. acesso.§ 3º .Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão.Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares.166/96.As ZEISs são predominantemente de uso residencial. § 2º . II . sendo admitidos também os usos não residencial e misto.As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção. e V . nas ZEISs. o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS. observando-se. bem como sua localização. 154 . independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão. 156-A .

Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. 156 desta Lei.959.O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL. quando da aprovação do parcelamento.. marquises.terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via. exceto para atividades: I . § 1º . varandas.II . 159 . segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art. quando necessário.Nos lotes ocupados por mais de um domicílio.A altura da edificação.A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). § 3º . 157 e 158 revogados pela Lei nº 9. II .URBEL .as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte . §3º .Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico.As obras de novas edificações. o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores.O licenciamento de atividades. ampliações ou quaisquer elementos construtivos . bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. 67. 161 . exceto no que se refere ao disposto em seu art. §4º . § 2º .O licenciamento de atividades. . toldos. entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento. . para definição das frações ideais respectivas. para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical. 160 . Art. § 1º revogado pela Lei nº 9.959.166/96 e suas alterações. as novas construções. § 4º. nas ZEISs.” Art. que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário.Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão. em metros. de acordo com o estabelecido em decreto específico. de 20/07/2010 Art.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3.classificadas como Serviço de Uso Coletivo. sacadas.lajes. de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. de 20/07/2010 § 2º . nas ZEISs.

mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s). isolamento térmico e acústico. acréscimos.Ficam proibidas novas construções. desde que a .Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos.Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo. 164 .§ 5º . janelas. Parágrafo único . em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas . escadarias.00 m (onze metros). bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais. ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas. medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas. 165 . no máximo. tais como praças e áreas de lazer. consultórios e compartimentos destinados ao comércio. ou quaisquer intervenções que. ainda que não derivados de parcelamento aprovado. Subseção III Das Edificações em Geral Art. pisos. desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de.00 m (doze metros). projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão.Serão admitidas edificações de. 11. § 1º .” Art. ou ainda por solicitação da comunidade. criem situações de risco. inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente. Art. coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo.Os materiais utilizados para paredes. 163 . Art. travessas.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1. tais como avenidas. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. no máximo.Nas áreas destinadas a reassentamentos. § 2º . § 7º . § 6º . ruas.ABNT em relação a cada caso. 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos. não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário. Parágrafo único . reforma ou ampliação de edificações. becos ou passagem de uso comum. os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção. Art. sujeita à avaliação técnica da URBEL. portas.As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. 162 .Na execução.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico. 166 .Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato. e de demais espaços de uso coletivo existentes.

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

.. de 1940... Art....20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos.......... 36 da Lei n....2...... parque... cidade.não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84......80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas..Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art.... acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art.... 187 .As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal....50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I .....A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município. o direito de se estabelecer no local consultado.... diurna ou noturna. 186 .º .. Art..... 185 . chácara ou similares.. 4º .....Em lojas com pé direito mínimo de 5... durante este prazo...........00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos.......º ... garantindo... 184 .. fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I ." Art. III ....compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte ..guardem altura mínima de 2..50m (dois metros e cinqüenta centímetros). permitida a utilização das palavras bairro ou vila.....URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público.... b) o acompanhamento e anuência nas intervenções. III ..... a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0.50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3.. nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia..utilização ou permanência prolongada......" Art. 36 .. IV .. 4º da Lei nº 6..É vedado denominar loteamento com as palavras jardim.....Não poderá existir altura inferior a 2.30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória.... II .. conforme definido em regulamento do Executivo.........º 6. de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art.978..No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2..2.. de 16 de novembro de 1995.....80m (dois metros e oitenta centímetros)..... Parágrafo único ..O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população..." (NR) Art.º ....Sem prejuízo do previsto no artigo anterior...... de qualquer natureza. quando o pé direito for inferior a 2... o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória.. § 3........916..2.. 183 .. § 2... Parágrafo único ...não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja.00m (três metros) na sobreloja.O art.... . § 1........... que direta ou ...30m (30 centímetros).....A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão.. II ...

c) juntamente com a URBEL. com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos.A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4). inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias. Art. 91. a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS. f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs.SMMA opinar. e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente. . § 3º. 90. 92 e 93 desta Lei. d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda.compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente . constantes dos decretos específicos. no caso da conveniência de se promover sua desocupação. a partir das Normas Específicas de Parcelamento. Art. em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento.Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas.compete à Secretaria Municipal de Saúde .compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. 71. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas. prevista no art. § 1º revogado pela Lei nº 9. quando não forem estes promovidos pela URBEL. em parceria com a URBEL. utilizar-se-á. mediante parecer favorável da URBEL. 190 . como referência para definição dos limites.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado. e em consonância com o disposto nos art.não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei. nas questões referentes à saúde. nas questões referentes ao meio-ambiente. 89. Art.O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . III . b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. em parceria com a URBEL.959. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas. 189 . desta Lei. será respeitada todavia a posse existente. nas ações propostas pelo Poder Público. mediante parecer prévio da URBEL. II .indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3. IV . de 20/07/2010 § 2º . 88. II .SMSA: a) opinar. c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos. 188 .

POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.º 7166. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras. em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n.166. II . Art.166.º 7. 195 .º 7.Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza.Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal. Art.III . Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais .Anexo XIII . 192 revogado pela Lei nº 9. Art.Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação . IV e XII da Lei n. 1. IX .Anexo VIII .Anexo XII .301. 191 . de 20/07/2010 Art.CMH. CAPÍTULO V .Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3. revogando as disposições em contrário. de 27 de dezembro de 1966 e o art. é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma. Anexo VI revogado pela Lei nº 9. II . e comprovação do reassentamento das famílias removidas. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n. de 1996.º 1. 196 .165/96. 193 . de 21 de dezembro de 1940. X . 194 .Anexo VI: Usos.959. 70 do Decreto-Lei nº 84.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3.No prazo de 180 (cento e oitenta) dias. através de operações compensatórias.º 7.São parte integrante desta Lei: I .aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município. V .acordos entre moradores e proprietários.que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei.º do Capítulo IX da Lei n. de 20/07/2010 VII . referentes a Zoneamento. III . Art. contados da data da publicação desta Lei.Anexo V: Classificação dos Usos.ADE's.Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V. simultaneamente observado o seguinte: I . especialmente o art. ouvido o Conselho Municipal de Habitação. Art. sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR. a Lei n. Parágrafo único . VIII . de 1996. DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9.Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.959/10.Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II. IV . VII e VIII. de 1996. referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários.959.166. de 1996. VI.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei.

presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno. 145 . por lei. por população de baixa renda.regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno.As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9. compostas de áreas vazias. II . III .AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano. II . no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas. V . ou com possibilidade de expansão. Parágrafo único . Art.Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I . que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população.DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL . .As AEISs dividem-se em: I .As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias. VII .não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental. XIV e XV desta Lei.AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. para atendimento à população a ser assentada. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação. ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico. conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação. 146 .074/05 e suas alterações. § 1º .AEISs-1: destinadas à produção de moradias.AEISs .Áreas de Especial Interesse Social .não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional. predominantemente.compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. Art. Ocupação e Uso do Solo. poderá se dar.são áreas. que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. ou por decreto. edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas.não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental. juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento. VIII . quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município.existência de infraestrutura adequada. 147 .A instituição de novas AEISs. 148 . IV . Art. § 2º . edificadas ou não. além das indicadas nos Anexos XIII.As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento. VI . compostas por loteamentos irregulares ocupados. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos.

vender. desde que. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original. retomar.A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social. nos termos do art. no mínimo. serão permitidos lotes voltados para vias mistas. 151 .os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. X . não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres.Nas AEISs-1. 153 . 17 da Lei Federal nº 8. Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art.Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I . além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei.883/94.relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional. § 2º . Parágrafo único .Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária.As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada.ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e. Subseção I Do Parcelamento Art.IX . seu traçado permita que a . 152 . 149 . visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. Art. com dispensa de licitação.Nas AEISs-1. financiar. em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos. 5 m (cinco metros) de frente (testada). e as demais características serão detalhadas em decreto específico. as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei. § 1º .não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento. alterada pela Lei Federal nº 8. II . Seção II Da Alienação de Lotes Art. permutar.Fica o Executivo autorizado a titular. de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH.As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor.666/93. 150 .Nos parcelamentos em AEIS-1. Art. 154 . Art. doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS.

em . será exigida.Nos casos de desmembramento: I . Art. 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. Parágrafo único . 17 da Lei nº 7. bem como a manutenção e a preservação dessas. bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos.Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário.Nos loteamentos em AEIS-1. de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros).A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização. § 1º .distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). 5. no mínimo. devendo-se destinar a espaços livres de uso público.Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1. 155 . desde que haja interesse público manifesto. a implantação de: I . II . Subseção II Da Ocupação Art. as quais serão transferidas ao Município. § 2º . 158 . sendo que. II . § 4º .166/96. para a conversão.000m² (trinta mil metros quadrados). § 3º . no mínimo.vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. se dará por meio de decreto.Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável. incorporadas ao percentual do sistema viário.As áreas transferidas ao Município devem ter.sistemas de abastecimento de água. nesse caso. no mínimo.a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. drenagem de águas pluviais e iluminação pública. ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana. aplicando-se. 156 . 1/3 (um terço) desse percentual. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. 157 . o pagamento em espécie é obrigatório.A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais. esgotamento sanitário.quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art. é obrigatória a transferência ao Município de. Art. no mínimo.No caso de lotes com frente para via mista. nas glebas com área superior ou igual a 30. será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento.Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário. Art. Parágrafo único .

166 . desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. Art. no mínimo. § 2º . Parágrafo único .Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo. 162 . 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional). nesse percentual. Art.00 m (sete metros) em. 159 . 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada. desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. de 11 m (onze metros). 167 . no mínimo. a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de.As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter. 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados).Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes. em conformidade com o disposto na Lei nº 7. § 1º . Art.As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial. Art.TP . . dos acessos de entrada das edificações localizadas na via. 160 .O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. 165 . no máximo. § 1º .A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento. 161 . Art.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7.Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS.A Taxa de Permeabilidade .A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível.165/96. 164 . Art. no máximo. Art.As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial.00 m (três metros). os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos.O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3. não sendo admitidas vagas presas. 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa.Nas AEISs-1. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento. sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais.7 (um inteiro e sete décimos). Subseção III Do Uso Art. Art. no máximo. garantida TP de. não se incluindo. 163 .projeção horizontal.

166/96 como Anexo XIII.165/96.Classificação dos Usos.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.A multa a que se refere o art. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. III . XIX .Anexo XIII .166/96.166/96. poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona. II . XIII .166/96. 168 . VIII . XVI .Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular.165/96. que substitui o Anexo II da Lei nº 7. incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7.Anexo X .Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7. que substitui o Anexo XI da Lei nº 7. incluído na Lei nº 7.166/96.Mapa do Sistema Viário.Anexo IX .166/96.Áreas para Operações Urbanas Consorciadas.Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III. que substitui o Anexo VI da Lei nº 7. Art.Anexo XII .500. VI .166/96. IX .165/96.165/96.Anexo XVI .Anexo XV .166/96. que inclui o Anexo V à Lei nº 7. VII . XVIII . .166/96.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . Art.Anexo III . incluído como Anexo XV da Lei nº 7.§ 2º .Anexo XIV .Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários.Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7. que substitui o Anexo VII da Lei nº 7. V .165/96. que substitui o Anexo X da Lei nº 7.AEIS-1. que substitui o Anexo I da Lei nº 7. 170 . acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7.Anexo XIX . a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote. Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa. XV .166/96.Glossário. que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7.Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7.Anexo IV . XI . XIV .Anexo VIII .Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações. IV . que inclui o Anexo IV à Lei nº 7. Art. 171 . que substitui o Anexo I da Lei nº 7.166/96. 169 .Anexo V .137/00.Localização dos Usos.deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal.Parâmetros das vias em AEIS-1. Taxa de Ocupação.Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo. XII .Anexo XVII .Anexo II .Anexo XI .Anexo VII . CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Anexo XVIII .Anexo I .Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte. XVII . 100 da Lei nº 7. X .COMPUR .166/96 equivale a R$1.166/96.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo.Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional.Vias definidas como de caráter misto.Anexo VI .São partes integrantes desta Lei: I .No caso do uso misto em um mesmo lote.

955. de 26 de agosto de 1991. Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. XXIX .037/05. 25. 173 . II . 14. situada no Bairro União.Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências. XXV .Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha. que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8. 174 .166/96. XXII .Anexo XXII .995. de 16 de dezembro de 1974. 24 e o inciso IV do art.Anexo XXV . XXX .Anexo XXIV .037/05. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido. XXI .Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS. .Anexo XXVII . que substitui o Anexo VII da Lei nº 9.Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi.166/96.Anexo XXIII .Anexo XXXI .Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro. XXIII . com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei. XXVIII . 175 . Art.Anexo XXVIII . 172 – VETADO Art. 5º.037/05.390.137/00. § 2º.137/00”. todos da Lei n° 3.a Lei nº 5. XXXI . a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146. com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. de 16 de janeiro de 1985.os arts. Parágrafo único . nesse caso. incluído na Lei nº 7.Anexo XXX .Fica excluída do Anexo VII desta Lei .Alterações no Anexo IV da Lei nº 9. o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção.137/00. III .Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro.166/96 como Anexo XII-A.Anexo XXIX . Art. Art. o inciso II do art.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via. XXXII .Ficam revogados: I .Classificação dos Usos instalados em ZEIS.137/00.Anexo XX . XXIV . constante do Anexo II da Lei nº 7. XXVII . de acordo com projeto elaborado pelo Executivo. fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno. que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento.Alterações no Anexo VI da Lei nº 9.O Anexo IV da Lei nº 8.Anexo XXVI . incluído como Anexo XVI da Lei nº 8. §1º .Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs. XXVI .166/96.Operação Urbana Bosque das Braúnas. 7º.Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade. que substitui o Anexo XII da Lei nº 8.Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7.a Lei nº 2.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.Alterações do Mapa de Zoneamento -.XX .Anexo XXXII .Mapa da ADE Serra do Curral.137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7.Anexo XXI .

§ 1º . 141 da Lei nº 8. VII . XIX .os §§ 1º e 3º do art.166/96. VI .166/96.o § 13 do art.os §§ 2º a 5º do art.o Anexo VI da Lei nº 8. XXI . XI . Art. 192 da Lei nº 8.137/00.999. ocupação e uso do solo.o art.os §§ 1º e 3º do art.As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR. 6º.166/96. nº 8. será utilizada base cartográfica atualizada. 7º.165/96.o § 1º do art.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 1º . XVII .137/00. XXX .165/96.166/96. 102 da Lei nº 7. 2º.137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento. 190 e o art. XV .166/96. 11. 1º.o § 1º do art.o parágrafo único do art.Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas.IV . XII .Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então.Na compilação do Mapa de Zoneamento.o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7. XXIX . XIV .166/96. 176 . X .a Lei nº 6. 68 da Lei nº 7. 44-A da Lei nº 7. elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7.166/96. 6º.o art.O Executivo.os incisos II. 4º.166/96. 67 da Lei nº 7. 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7. XXIII . IX .137/00. 14 da Lei n° 7.166/96. 5º. 113 e 114 da Lei nº 7. XXIV . 161 da Lei nº 8. Art. XXXI . 3º. XIII .o Capítulo III da Lei nº 8. 37 da Lei nº 7. 68 a 71 da Lei nº 7. no sentido de facilitar a compreensão da legislação. XXVIII .166/96.o § 4º do art. 67 da Lei nº 7.166/96. 32 da Lei nº 7. 45 da Lei nº 7. 169 da Lei nº 8.166/96.137/00. XVI . à qual deverão ser ajustados os limites das zonas. de 6 de dezembro de 1995. 46 da Lei nº 7.166/96. VIII .166/96. XXVII .o § 1º do art. XXII . XX . XXVI .137/00. preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados. nº 7.165/96. 98 da Lei nº 7.137/00. § 2º . XXV .166/96. 21 da Lei nº 7.os §§ 1º.137/00.os arts. § 1º . não poderão ser . 30 da Lei nº 7. 72 da Lei nº 7. XVIII .o parágrafo único do art. XV e XVI do caput do art.os arts. V .221.o inciso IV do art. emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei.166/96. 2º e 8º do art. de 5 de agosto de 1992.os §§ 1º.o § 2º do art.o art. 2º . 10 e 11 do art.165/96. 4º. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.os arts.os arts. 157 e 158 da Lei nº 8. 10.o § 1º do art.a Lei n° 6.166/96. 31 da Lei nº 7.

6º . definidas no Anexo IV da Lei nº 7. instalação e operação. com largura igual ou superior a 10.A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano. ficam classificadas como VNR. contado da aprovação desta Lei. ZPs e ADEs de Interesse Ambiental. IV . § 3º . findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento. contado da data de publicação desta Lei.O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs.166/96. 8º . 7º .166/96.O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município.O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais.O Executivo elaborará tabela. II . fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I . 83 da Lei nº 7. no prazo de 1 (um) ano.165/96. Art. § 1º .As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7. estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos. contado da aprovação desta Lei.as vias coletoras e arteriais. ficam classificadas como VR.166/96. Parágrafo único .as vias locais.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo.Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art. § 2º .201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.166/96 e em atendimento ao disposto no art. no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei. § 2º . 5º . III . definidas no Anexo IV da Lei nº 7. visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE. Art. considerando identidades e características diferenciadas dos lugares. que ficam classificadas como: . 15 da Lei nº 9. Art. com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7.725/09.as vias de ligação regional.Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal.00 m (dez metros) ficam classificadas como VM. 3º . independentemente do prazo previsto no art.as vias coletoras e arteriais. Art.00m (dez metros) ficam classificadas como VR. Art. 111 da Lei nº 7. com largura inferior a 10.Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. 4º . no prazo de 1 (um) ano.277/97 e nº 8. Art.166/96.166/96.A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

ZCBA -. em caráter excepcional. 12 . Art. Art.VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova . identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7. c) a Rua Istria Ferraz. a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana.O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo. 11 . no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende. g) a Avenida Paranaíba. com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei. 9º . d) a Rua Flor do Divino.I . no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins. j) a Rua Resende.Fica suspensa. f) a Rua dos Lagos. exclusivamente. as localizadas nas ZEs. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei. com vistas.A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal. DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS . Art.EIV em até 1 (um) ano. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí. TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS. i) a Rua Teresópolis. incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança .ZE -. remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José. em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica.166/96. h) a Rua Pacajá. Parágrafo único .e na Zona Central do Barreiro .ALMG .ZCVN . Art. por 2 (dois) meses. e) a Rua Flor do Natal. passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos .vias de caráter misto . Art.VNR -. contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei. ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo. contados a partir da data de sua publicação. b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei. 10 .Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei. DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO. os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados. conforme projeto do Executivo.Vias Preferencialmente Não Residenciais . 13 . entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins.O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico. II .

CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art. identificado como via com .O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. em porção do terreno a que se refere o art.166/96. 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei. de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991). 20 . 21 .314/93. § 2º . 3º da Lei nº 6. 17 .Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo. localizada no Bairro Braúnas. IV . V . fica permitida.altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno.número de pavimentos limitado a 3 (três).manutenção de toda a área não edificada como área permeável.165/96. 19 . 15 . Art. III .165/96. a construção de edificações residenciais multifamiliares.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo. em caráter perpétuo. Art.Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas. Art. § 1º . 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art. 18 . 16 .a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente . além de pilotis aberto no pavimento térreo. Art.O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I . excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida. de 12 de janeiro de 1993.O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos. na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. Art. no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia.314. 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo.pelo Anexo II da Lei nº 7. de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana.ZP-2 .Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art. nos termos da Lei nº 6.Art. contado da data de publicação desta Lei.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica. Parágrafo único . 14 . com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. Art. com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida.APPs . correspondente à quadra 4003.existentes no terreno.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 . II .unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito).O cumprimento da obrigação prevista no art.

27 .ALMG Art.Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais . 24 .Fica vedada a cobrança. com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto. por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura. da 12ª Seção Urbana.O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote.166/96.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. das áreas públicas da Praça Carlos Chagas.previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. 20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei. Parágrafo único . Art. Art. 25 . 26 . Art. 25 destas Disposições Transitórias. pela concessionária. Art.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Parágrafo único . Art. 29 . com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado. Art. CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .A concessão dos benefícios previstos no art. no Município de Belo Horizonte.ALMG -. .A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx.Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana. pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. contado da data de publicação desta Lei.Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art. bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B. Art. 23 . 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição.O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos. 27 destas Disposições Transitórias. Parágrafo único . à recuperação e à manutenção.As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. 28 . 22 .

32 .minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi.As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I . II .O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos.propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi.A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I . contado da data de publicação desta Lei.165/96. alternativamente: I . § 2º . 31 . 33 .Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.Fica instituída a Operação Urbana da Savassi.área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências.nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos. Art. II .Art. na data da publicação desta Lei. 35 . § 1º . CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. Art. 11 da Lei nº 7. II .o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. a ser utilizado. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída. II . Art. . 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte. por meio de intervenções viárias e urbanísticas. 34 . Art. por igual período. 30 .994. III .os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei.166/96.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art. renovável sucessivamente. 36 .em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. seguindo o disposto no art. com os seguintes objetivos: I .à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana.165/96 e de acordo com o disposto no art. Art.à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno. a critério das partes envolvidas na Operação Urbana. delimitada no Anexo XXVII desta Lei. fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1.

de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa.580.O não cumprimento do disposto no caput do art.A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça.revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. Parágrafo único . quinhentos e oitenta mil.60 (sete milhões. II .165/96. conforme previsto no § 1º do art. 40 . em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art.589. igual a 1. conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote.20 (quinze milhões. 39 . 38 . 62 da Lei n. até o limite de 997. Art. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art. além do potencial construtivo adicional previsto no art. . contados a partir da data de publicação desta Lei. 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I . Art.ITBI -. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos). 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses. a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –.A utilização dos benefícios previstos no art. 36.O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos .O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento. 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15.165/96 e em seu Regulamento.Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro. cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos). destas Disposições Transitórias. 35 destas Disposições Transitórias. § 1º .179.161. conforme o cadastro do Município. fica autorizada.º 7. respectivamente.165/96. I. Art. 37 .§ 3º .45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados). independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas. § 4º .transferência ao Município de R$ 7. respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. a critério do Executivo.

garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade. V .§ 2º .assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável. VI . IX . em especial.A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro. VII . contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária. a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico.promover a recuperação ambiental das áreas de preservação.Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro. X . de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente. VIII .permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. das nascentes e dos cursos d’água. mediante o pagamento de contrapartida. em especial dos moradores da Região Norte do Município. observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria. 41 . em especial o Ribeirão do Isidoro. de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas. III . que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado. a presença de vegetação expressiva.promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. Art.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável. que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística.implantar o sistema viário estruturante na região. o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas. CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art. . bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local.instituir classificação das áreas. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I . II .criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização.viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. 42 . contenção de erosão. em especial o grande número de nascentes e cursos d’água. IV . incluindo revegetação.assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual.

que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. em virtude das condições locais topográficas.Não se aplica o disposto no art. § 1º .Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima.Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação. de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante. bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. por força de deliberação do COMAM. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1. ficam sujeitas às seguintes regras: . cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental. em especial na Lei nº 7. e que a ela aderirem. 43 . nas quais a ocupação. morfológicas. reclassificadas para o Grau de Proteção 1. e que a ela aderirem. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. 45 . inclusive pagamento de contrapartida. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. § 3º .As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro.viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística. poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas. III .Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada. a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art. nas quais. II .166/96. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo. destinadas à preservação permanente de nascentes. onde a ocupação deverá ser proibida. em conformidade como o disposto neste artigo. o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições.Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei.XI . terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos.Para os fins dessa Operação Urbana. conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa. Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. e nas demais normas aplicáveis à matéria. Art. § 2º .As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1. 44 . conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I .

conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei.taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento). IV .0 (um). III . § 2º .As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica. nos termos da Lei nº 6.2 (um inteiro e dois décimos). 14 da Lei 7.A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana. pelas áreas com Grau de Proteção 1.Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental. Parágrafo único . II . não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art.5 (cinco décimos) pela área total do imóvel.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . § 1º .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção. ou doadas ao Município para a instituição de parque público. V . § 3º . . Art. § 4º . II .Coeficiente de Aproveitamento de 1.quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados).não poderão ser parceladas nem ocupadas.I .atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM. poderão adotar.Coeficiente de Aproveitamento de 1.000 m² (cinco mil metros quadrados). e preservação.0 (um).O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica. 47 .O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores. Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art. 46 . a partir da recepção de UTDCs geradas. Art.Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento). ficarão autorizadas a gerar UTDCs. de caráter perpétuo e aberta ao público. III . no mínimo.lotes mínimos de 5.000 m² (cinco mil metros quadrados). exclusivamente. 48 . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. os seguintes parâmetros: I .314/93.lotes mínimos de 5.166/96. II . Ocupação e Uso do Solo. no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2. observando-se o disposto nesta Lei.As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em. no que couber.

166/96. Subseção IV Disposições Gerais Art. as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias. para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação.000 m² (dois mil metros quadrados). no qual deverão ser analisadas.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1.Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540. III .5 (um inteiro e cinco décimos). Parágrafo único .166/96. condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana. 52 .IV . 49 . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados).O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado.Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área.5 (um inteiro e cinco décimos). ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . Art. poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). V .7 (um inteiro e sete décimos).Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. Parágrafo único . Parágrafo único .Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). no mínimo. a partir da recepção de UTDCs geradas. Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3. as condições de implantação das edificações nos lotes. pelas áreas com Grau de Proteção 1.lotes mínimos de 2. II . IV . Art. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. de acordo com a Lei nº 7.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados). edificadas e regularizadas. situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3. a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1.Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. 50 . 10% (dez por cento) das unidades habitacionais. 53 . . 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. exclusivamente. no mínimo. além do disposto na Lei nº 7. Art. 51 .Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar. V .

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

314/93. incluindo-se transferência. correrão por conta do Município. III . § 2º . os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo. para edificações destinadas ao uso não residencial. Art.V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável. em conformidade com o disposto no art. pelo empreendedor. II . 67 . em caráter perpétuo e aberta ao público. atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte . de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana. § 3º . em que: I . § 1º . III .CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana. Parágrafo único . IV . nos termos da Lei nº 6.e às demais políticas municipais setoriais. não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento.00 (trezentos e oitenta reais).o valor de implantação. implantação de equipamentos de apoio e revegetação.instituição de Reserva Particular Ecológica. em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei. § 4º . serão elaborados pelo Executivo.Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei. incluindo-se cercamento da área. 46 deste Título.VIURBS .Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana.Os projetos executivos das vias e dos parques. para edificações destinadas ao uso residencial.o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde. de acordo com o Anexo XXXI desta Lei.AL é a área líquida edificada.As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo.o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município. II .o custo de implantação. educação e lazer. e em R$ 380.Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana. excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento. implantados progressivamente pelo empreendedor. . ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. conforme legislação específica. 62 destas Disposições Transitórias. pelo empreendedor. bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados. calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área. com vistas à utilização do benefício previsto no art. de trecho das vias 540 e Norte-Sul. de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V).II . fixado em R$ 180. com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I .00 (cento e oitenta reais). para o Município.

Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento. 67 destas Disposições Transitórias.como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão. b) a apresentação. pelo Executivo. em conformidade com o número de unidades implantadas.No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts. que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados.O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art. no momento da aprovação do parcelamento. a saber: I . . em dinheiro.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão.Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica. 62 e 63 destas Disposições Transitórias. de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. § 2º . desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art. II . II . de Termo de Recebimento das demais obras. 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. Art. 70 .Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. pelo Executivo. IV . serão exigidas: I . respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei. 67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. pelo Executivo. § 1º . § 1º . de cronograma de execução das demais obras previstas para a região.A contrapartida prevista no art. 69 . e a aprovação. Art. III .1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana. § 3º . 61. Parágrafo único . instituída por esta Lei. por Decreto.A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros.§ 5º . pelo empreendedor. com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana. 68 . CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art.

CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art.Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro. seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana.1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -. 73 . IX . no limite de sua apuração.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. serão aplicados em: . X .À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete. 62 destas Disposições Transitórias. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I .A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças.1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro. § 5º .V . bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas.decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. deverá optar.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana.1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro. II . Art. 71 . inclusive quando forem implantados pelo empreendedor.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos. Art. das obras de infraestrutura previstas para essa Operação.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. de natureza contábil.1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana. 72 .Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I .Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. VI . preferencialmente. disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual. VII . pelo empreendedor. § 2º . VIII . no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo. pela prestação da contrapartida por meio da execução direta. seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. § 4º . § 3º . em conformidade com o disposto no art. no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo. II . com autonomia administrativa e financeira.recursos oriundos de aplicações do Executivo.

Parágrafo único . em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art.000. II . balancetes. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540.000. o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana.INCC . nos termos da Lei Federal nº 4. 69 destas Disposições Transitórias. Parágrafo único .ao embargo imediato das obras. financeira. para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados. caso existente. 70 destas Disposições Transitórias. contado da publicação desta Lei.I . 77 .da Fundação Getúlio Vargas.A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I . 74 .execução das obras previstas na Operação Urbana. anualmente. nos termos dos arts. 40 a 43.Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1. nos termos do § 1º do art. Parágrafo único .elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida. balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro.O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana.ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido. de 17 de março de 1964.O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro. os custos de implantação dos projetos. III .00 (um milhão de reais).Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro. III . Art. 75 . previstos no Anexo XXXII desta Lei. que deverá publicar.320/64. contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -.320.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. 78 . para fins de prestação de contas. 76 . CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art.O controle interno da gestão orçamentária. 45 e 46 da Lei Federal nº 4.O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos.à interdição imediata das edificações concluídas. . Art. II . com base no Índice Nacional da Construção Civil . Art. podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte.

20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09. Parágrafo único . Art. desde que atendidas as seguintes condições: I .Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014. que deverão ser cedidas temporariamente ao Município. o mínimo de 3.São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7. mobiliadas e equipadas. deverão ser edificados: I . III .até setembro de 2013.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal.000 (três mil) unidades habitacionais. 80 destas Disposições Transitórias.Art.2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas. fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art.o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1. 80 destas Disposições Transitórias. com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014.a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3.O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas.Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3. de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78. II . desta data) . II . 79 . do Diário Oficial do Município. § 1º . associados ou não às escolas a serem implantadas. § 2º . por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias.50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo. II . Belo Horizonte.165/96. 80 .A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I .50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art.

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