LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

II . V . Art. no quarto cobrança.14-C . nos seguintes termos: I .Em empreendimentos de grande porte. na qual: I . 14-A . no quinto ano de cobrança.1.257/01.DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art. no primeiro cobrança. em caráter excepcional. IV . Seção II Da aplicação do parcelamento. contado a partir da conclusão das obras.O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1. o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir.2.1 (um) ano. poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. contados a partir da notificação.000.AT corresponde ao saldo da área líquida transferível.8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel. para iniciar as obras do empreendimento.1 (um) ano. Art.UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir. na qual: I . para que seja protocolado o projeto de parcelamento.2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. 14-B . IV .00.00. mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos. para que seja protocolado projeto de edificação.6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel. do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art. segundo regras definidas na Lei nº 10. contado a partir da notificação. no segundo cobrança. III . III . II .VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador.257/01. da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I .000. da edificação e da utilização compulsórios.A aplicação do parcelamento. 14C desta Lei. II .Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art.2 (dois) anos.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor.2 (dois) anos. II .4. 14-D . segundo regras definidas na Lei nº 10.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel. III .5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel. no terceiro cobrança. desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo. contados a partir da aprovação do projeto.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1.3. Parágrafo único . ano de ano de ano de ano de . calculada com base no valor do CA básico. para a utilização da edificação.AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada. III .

FIS -. IV .estabelecimentos culturais destinados.A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP . § 1º . bibliotecas e museus. calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato . VI . V . conforme disposto em regulamento.Parágrafo único . Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art. a cinemas.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. assistência social e segurança. III .30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional.A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV. variável conforme o impacto. edificar ou utilizar o imóvel.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. hospitais ou estabelecimentos culturais.165/96. do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. exclusivamente.A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos. menor ou igual a 0.FV . no meio urbano. II .Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social . Parágrafo único . auditórios.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar. 14-F . na qual: I . saúde. lazer. sujeita o infrator à transferência.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. ao Executivo.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. limitado a 0.equipamentos públicos destinados a educação. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo.8 (oito décimos).AT corresponde à área do terreno.5 (cinco décimos). medida em metros quadrados. conforme a hipótese. II . teatros.VETADO § 2º . 14-G . § 3º .O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo.hospitais.Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo. V . III . II . III . 14-E . pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos.Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I . na qual: I .CAb) x AT x V.N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais. de valor equivalente ao potencial construtivo excedente.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7. IV . Art.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. Art.corresponde ao fator de volumetria. limitado ao CA máximo. no caso de empreendimento privado.

os imóveis tombados.165/96. o prolongamento. § 2º .as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art. V . Art. conforme o cadastro do Município. Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art. 26 da Lei Federal nº 10. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. nem o prolongamento. II.O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento. a modificação ou a ampliação dos existentes. III.0 (cinco). V e VI do art. na qual: I . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I.257/01.V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno. V .as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –. a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos. para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art. observada a fórmula VP = (CP . para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art.257/01.as áreas definidas como AEISs.257/01.Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura.ITBI -. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público.257/01. apurado conforme previsto no § 3º deste artigo. . § 3º .VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional. 69-A da Lei nº 7. 26 da Lei Federal nº 10. 26 da Lei Federal nº 10. IV . III . 14-H . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art.A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos.Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano.257/01. III . definidas no Anexo II da Lei nº 7. limitado a 5.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I .as áreas de Projetos Viários Prioritários. II . 26 da Lei Federal nº 10.AT corresponde à área do terreno. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo. que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos. 14-I . CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art.165/96. 15 .CAb) x AT x V. com aproveitamento do sistema viário existente.Oneroso Inter Vivos . II . § 1º .Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação. 26 da Lei Federal nº 10.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico. IV .

de 19 de dezembro de 1979. IV . com largura mínima de 30.Art. II .as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental.é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes. sendo identificadas e descritas nas certidões de origem. devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I .os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10.A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização. de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. Art. cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento. existentes ou projetadas.766.Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10.As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados.000 m² (dez mil metros quadrados).a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação . 17 .as áreas não parceláveis.000 m² (dez mil metros quadrados).O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo. com.00m (trinta metros) em cada lado. Parágrafo único . III . b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água. . as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo.771. a dimensão e as características do imóvel. § 1º .Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I . bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes.UPs -. a partir da margem. II .o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes. ainda que intermitentes.Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo.as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais. 16 . 16-A .00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco). § 1º . de acordo com a Lei Federal nº 6. o formato. 15-A . V . e harmonizadas com a topografia local. no mínimo.O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local. § 2º . de acordo com a Lei Federal nº 4. Art. Art. 5.No projeto de parcelamento do solo.

nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes. exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs.lotes localizados em esquinas.No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). § 9º . § 11 .Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2. vedada a frente exclusiva para vias de pedestres. § 7º .000m² (dois mil metros quadrados).000m² (mil metros quadrados).No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM.nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas.São admitidos lotes com área superior a 10.Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1. devem ser respeitadas as seguintes condições: I .000 m² (dez mil metros quadrados). § 5º . 18 . descontadas as áreas a serem transferidas ao Município.Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I .As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento.Não são admitidos lotes: I .00m (quinze metros) de largura.nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias.os lotes devem confrontar-se com via pública. III .Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: . III .§ 2º . II . III . até o máximo de 15.parcelamentos vinculados. os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. II . a área remanescente constituirá um único lote. II .VETADO Art. de faixa de segurança non aedificandae.00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio.em atendimento ao § 3º deste artigo.Além das previstas no caput. § 3º . é obrigatória a reserva. ferrovias e dutos. exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs. § 12 .parcelamentos para condomínios. § 10 . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado. cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo. em cada lado. IV . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio. deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15.incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas. § 6º . a partir de sua margem. § 4º . § 8º .pertencentes a zoneamentos distintos.São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I.com frente para vias com classificação viária distinta.

I . 15% (quinze por cento) da gleba.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). cultura. pelo menos. sob pena de caducidade. energia elétrica. as praças e os similares. saúde. a via de pedestre deve. § 5º A acrescentado pela Lei nº 7.886.Espaços livres de uso público são as áreas verdes. segurança e similares.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água. de 24/12/1999 . rede telefônica e gás canalizado. § 1º . lazer.que acusem presença de cursos d'água. 20 . a não ser que situados em quarteirões delimitados. nascentes. § 5º . para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. por. às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. vegetação arbórea ou sítios arqueológicos.Não é permitida a aprovação de lotes isolados. Art. § 3º . 21 .886.Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais. prevalecendo o maior valor numérico. além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento. Art.No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. obrigatoriamente.Nos loteamentos. Seção II Do Loteamento Art. com área igual ou superior a 30. no mínimo.Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. § 1º . contados da aprovação do projeto de parcelamento. III . 16-A desta Lei. deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis. 19 . II .Para ser admitida como delimitadora de quarteirão. de 24/12/1999 § 5º B . § 2º . Parágrafo único .000 m² (trinta mil metros quadrados). no mínimo.Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres. § 5º A .Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. coleta de águas pluviais. 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas.Nas glebas a serem loteadas.Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM. será destinado a espaços livres de uso público. § 2º .que se enquadrem no art. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos. 16 ou no art. § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. 1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. serviço de esgotos.Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. é obrigatória a transferência ao Município de.em áreas iguais ou superiores a 2. § 4º .

a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. § 13 revogado pela Lei nº 9.As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município. § 10 . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. sendo que. nesse caso. para a conversão. as seguintes áreas: I .As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor.As áreas transferidas ao Município devem ter. § 11 .As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior. para efeito do cálculo do percentual. aplicando-se. desde que resguardado o atendimento ao interesse público. § 9º . conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. § 12 . .A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. no mínimo. II . § 8º . § 16 .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município. apenas metade de sua área. 16 e 17 desta Lei.959. desde que haja interesse público manifesto. a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal. de 20/07/2010 § 14 . § 18 .Não são aceitas.Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias. sendo computada.Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts.00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. das obras do loteamento. 18 desta Lei. a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo.(VETADO) § 15 . e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento.relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização. pelo Município.No ato do registro do loteamento.A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. § 17 . § 7º . caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art. nos quais prevalecerá a função da via. até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos. 10.§ 6º .

no máximo. Art. conforme o disposto no § 1º deste artigo .Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões.Art. esgoto e energia.O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento. feita mediante instrumento público.Aprovado o loteamento ou a sua modificação.Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento.por fiança bancária. 200 m (duzentos metros). 21-A . II . Art.A critério do Executivo. § 3º . 26 .A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município.O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. esgoto e energia elétrica. Parágrafo único . no momento da liberação do loteamento.O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis. deve ser expedido Alvará de Urbanização.A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização. desde que. Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos .em títulos da dívida pública. depois de feita vistoria pelas concessionárias de água. no local ou fora. 25 .o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros). do valor a elas correspondente. o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água.por vinculação a imóvel. § 1º . com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal. da seguinte forma: I .em dinheiro. Art. III . o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art.Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo.Cumprido o cronograma de obras. alternativamente: I . 23 .não haja viabilidade técnica de execução de via pública. até o máximo de 70% (setenta por cento). respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. II . devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei. § 2º . 24 . 22 . confiado ao Município. Art. IV . III .não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em. o depósito poderá ser restituído. Parágrafo único .

de pedestres. IV . III . § 1º .de ligação regional. V . V .O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias.Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos. II . § 2º .são classificadas como: I . às características definidas no Anexo III. 67.ou trecho .com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais.com significativo volume de tráfego.ou trecho . de bicicletas.Art. eventualmente. a ser feita por decreto . Art.O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. § 3º .089. 27 .ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias. cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso . com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado. quanto à geometria das vias.arterial a via . III . § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9.local a via . utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância. 28 .coletora a via .ou trecho . VI .de pedestres.constantes do Anexo IV . a via destinada à circulação de pedestres e. VII .levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -. será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados.arterial. correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso.com função de fazer a ligação com municípios vizinhos.local.Dentre as obras do loteamento. de baixo volume de circulação de veículos.mista a via . IV . na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente. respeitado o previsto no art.O sistema viário dos loteamentos deve obedecer.ou trecho . VI . com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.destinada à circulação de pedestres e ao lazer.de ligação regional a via . de 29/01/1997 § 4º .mista. destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas.Entende-se por: I .coletora.ou trecho .de baixo volume de tráfego.As vias públicas dos loteamentos .ciclovia. § 2º .O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP. com função de possibilitar o acesso direto às edificações. § 1º . § 2º. II . VII .

A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. dispondo de espaços de uso comum. 15% (quinze por cento) da gleba. nesse caso. desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público. sendo que. sendo que.959. Art. sendo que. 29 . e cujo terreno não pode: I . as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno. § 3º . aplicando-se.A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados).Nos casos em que. resulte área inferior à mínima prevista no art.Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.000 m² . 17. desde que haja interesse público manifesto.Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único. no mínimo.ITBI. § 2º . é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie. Seção IV Do Desmembramento Art.000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100.000m² (três mil metros quadrados).ter área superior a 100. 32 .Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. § 3º . de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório. dos 15% (quinze por cento). 31 revogado pela Lei nº 9. caracterizados como bens em condomínio. § 2º . para a conversão.959. de 20/07/2010 Art. § 4º revogado pela Lei nº 9. II.A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento.000 m² (cem mil metros quadrados). contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes.No caso de glebas com até 3. para condomínios com área entre 50.Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada. § 1º . § 1º . 30 . a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original.§ 3º . na determinação da localização dessas áreas.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis .

de 20/07/2010 § 2º .unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único.sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio. 34 .As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial. II . 33 .instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. com largura mínima de 10 m (dez metros). III .coleta de lixo.espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada.o número máximo de unidades residenciais. § 3º . III . do qual devem constar: I . destinada à proteção ambiental. IV . com relação as suas áreas internas: I .Compete exclusivamente aos condomínios.as unidades territoriais.o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos. calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento. Art. não passível de ocupação ou de impermeabilização.A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio.A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área.959. III . II .execução e manutenção da infra-estrutura. § 1º revogado pela Lei nº 9.O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município. § 2º . 33-A .o sistema viário de circulação interna.obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado.Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art. conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente. quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis. de 17/01/2005 Subseção II . § 1º .No parcelamento para condomínios. Art. de acordo com avaliação do órgão municipal competente.(cem mil metros quadrados).Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo. considera-se: I . Inciso III com redação dada pela Lei nº 9. Art. no máximo. II . dois pontos. IV . II .064. 33-B . pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.

em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM. desde que a forma. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários.Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento. 37 . salvo no caso de nova análise da vinculação. 38 . b) regularização de parte de lote.No caso de modificação de parcelamento. 17. Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art. II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art.Do Parcelamento Vinculado Art. I. a não ser nos seguintes casos.que resulte em desconformidade com o disposto no art.Não é permitida a modificação de parcelamento: I . sem alteração do sistema viário. Art. § 2º .000 m² (dez mil metros quadrados). de 20/07/2010 § 2º .em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).É obrigatório o parcelamento vinculado: I . c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento. 17 desta Lei. conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei. § 1º .O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido.Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano.em ZP-1.em loteamentos destinados à instalação de indústrias. IV .que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações. III . as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10. d) desapropriações. e) impossibilidade física ou geomorfológica.em parcelamentos vinculados. . é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes. Art. II . 36 . § 1º revogado pela Lei nº 9.Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais. somente precisam ser aprovados. 35 . VI .959. III . juntamente com o projeto de parcelamento. V .

A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa. deve respeitar o previsto no art.No reparcelamento. § 4º . Art. as regras do art. para providenciar a regularização requerida. § 2º .O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias. 39 .Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário. § 1º . § 2º . a contar do protocolo do requerimento. do art. 42 .fazer parte de parcelamento aprovado. 41 . § 4º . § 3º .O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto.O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento.Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação.Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I .Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo. 40 . § 3º . CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. Seção VII Do Reparcelamento Art. 17 desta Lei. a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei. 17. .Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado. sem ônus para o requerente.Parágrafo único . dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários. § 1º .Aplicam-se ao reparcelamento. Art. 38 e as previstas para loteamento. é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original.A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado. não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II. no que couber.Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais. que deve ser respeitado.

§ 1º . as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo .8 (oito décimos). § 3º . IV .fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo. 44-A . ocupe a maior extensão limítrofe. Parágrafo único .a área total a ser edificada não pode exceder 1. os lotes com área inferior a 2. e Inciso IV revogado pela Lei nº 9.00 m (dez metros).00m (cinco metros). III . Art. 43 .500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2.Para que neles seja admitida a edificação. III . voltada para logradouro público aprovado. nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7. 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10. 44 . II . escritura ou contrato de compra e venda.É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações.o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação. 46 do Plano Diretor do Município. como registro em cartório.o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura. § 2º .a altura máxima da edificação é de 8.Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário.o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0.De acordo com o traçado básico do alargamento das vias.Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I .As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais.a edificação tenha caráter provisório ou temporário.Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM. dentre os lindeiros. II .ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos. de 20/07/2010 § 1º .Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art. com base na alínea “b” do inciso III do art. § 2º . pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput.000 m² (um mil metros quadrados).Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei. desde que observadas as seguintes exigências: I . Parágrafo único .165/96. aquele que for mais restritivo. a serem definidos em lei.00 m (oito metros). Art. o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que.959. os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere.II . Art.

IX . V . Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art.situadas em unidades residenciais .a área de circulação vertical coletiva. VI . § 1º . se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado. nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica.a guarita de até 6m² (seis metros quadrados). deixando de submeter-se ao disposto neste artigo. XI .165/96 e no Anexo VI-A desta Lei.um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial.os compartimentos destinados a depósito de lixo. X . 45 . destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares. desde que dotada de instalação sanitária. § 3º . exceto se situada em edifíciosgaragem. Inciso II revogado pela Lei nº 9.959. limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido. IV .deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto. VIII . passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere. 46 . para efeito de cálculo do CA: I .959.Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7. inclusive a área do recuo de alinhamento. § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9.a antecâmara. . o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada. § 7º .a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores. VII .Não são computadas.que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam. XIII .as varandas abertas . Art.O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa.a caixa-d'água.Quando exigido recuo de alinhamento.O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe. de 20/07/2010 § 6º . de 20/07/2010 III . a casa de máquinas e a subestação.os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem.Após executado o projeto a que se destina.a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados). XII .a área situada ao nível do subsolo.a área destinada a estacionamento de veículos.

137. § 2º .50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6. II . desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores.a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.5 (um e meio). bem como às normas técnicas pertinentes. quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento. a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois).XIV .50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada.Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo. § 1º .80m (cinco metros e oitenta centímetros). a área do compartimento é multiplicada por 1. § 1º . .959. § 2º . 47 . III .se superior a 5. ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM. até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo. II . da seguinte forma: I .50m (quatro metros e cinqüenta centímetros).acústica ou visibilidade em auditórios. § 3º . situado em ZP-1.50m (seis metros e cinqüenta centímetros). para efeito de cálculo do CA.Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996. será admitida quota de terreno equivalente à área do lote. de 21/12/2000 § 5º .O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4. por razões técnicas relativas a: I . para efeito de cálculo do CA. salas de espetáculos ou templos religiosos.O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado. Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. de 20/07/2010 XVII .É admitido pé-direito superior a 4. sem acréscimo de área a ser computada.Não serão computadas. § 4º revogado pela Lei nº 8. § 6º .necessidade de aproveitamento do espaço aéreo.se igual ou inferior a 5. e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento.As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei.logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3.Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior. as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art. desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo.80m (cinco metros e oitenta centímetros). para efeito de cálculo do CA.

TO .Podem ser utilizados. § 5º .As edificações.A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput. prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei. desde que: I . prevalece: a) 10% (dez por cento). § 2º . dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana. b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo. podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno. II .nelas haja área descoberta . § 2º . § 4º . 48 .é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno. seja desaconselhável a permeabilização do terreno.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático. 50 .para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha.seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo. as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade. exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs.As TOs máximas são as definidas no Anexo VI.Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total.137.para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1. se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). Subseção IV Do Gabarito Art. § 1º .Taxa de Ocupação . de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art. § 3º .Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei. § 1º . III . a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento). .Subseção III Da Taxa de Ocupação Art.Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente.Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art. II . por meio de parecer técnico. observado o seguinte: I .equivalente à área de permeabilidade mínima . XV. 46. 49 revogado pela Lei nº 8. simultaneamente.

exceto .§ 6º . a área do terreno resultante do referido recuo. jardineiras ou pavimentos elevados. da seguinte forma: I . § 9º .(VETADO) § 4º . podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes. os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas. 7°. implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público. respeitado o previsto no art. 51 . § 1º . Subseção VI Do Afastamento Frontal Art.Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais. exclusivamente. "a". a construção de guarita e o fechamento.pilares de sustentação. da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial. livre e vegetada. 3.00m (quatro metros).A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável.Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias. e a intensidade do tráfego no sistema viário . desde que cumpridas as seguintes exigências: I . do Plano Diretor. 4. que levará em conta o fluxo de pedestres. exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres.O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos. 46. não será considerada. pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento. § 2º .demais vias. para aplicação da Taxa de Permeabilidade. § 8° . em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida.vias de ligação regional e arteriais. II .anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via.A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP.Quando exigido o recuo de alinhamento. poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. § 3º . 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental.O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno. conforme dispuser o regulamento. § 7º .Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional. por gradil vazado ou transparente. § 5º .Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º. existente e potencial. permitidos. § 10 .00m (três metros). III. observadas as demais exigências legais. nesse caso.desde que continue possível o livre trânsito no local .A área permeável.

exceto pilares de sustentação. em qualquer ponto. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de. no máximo. o estacionamento no afastamento frontal. Art. 7. na área delimitada por este afastamento. 2. nos pavimentos situados em nível superior a 3.em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH. V .00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. admitindo-se. no caso de ter o passeio dimensão inferior.00m² (seis metros quadrados). II .afastamento frontal de. 52 . os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados). não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. no mínimo. ouvido o órgão responsável pelo trânsito. 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal. devendo ser garantida.É dispensado o afastamento frontal mínimo: I . V .em áreas destinadas a uso não residencial. condicionada à manutenção das condições de trânsito. no mínimo.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento.existência de passeio com. II .em edificação localizada na ZHIP.autorização de caráter provisório.5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9.as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas. III .em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum. podem ser construídas.Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais.seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0.O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio. Art. no mínimo. § 6º . desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.os acessos obedeçam às regulamentações existentes. VI .adjacente.40 m (dois metros e quarenta centímetros). Parágrafo único .40 m (sete metros e quarenta centímetros). Parágrafo único . 5.em edificações vizinhas a bens tombados. respeitado o livre trânsito no local. guaritas que tenham.90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais. na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais. ou junto ao acesso à garagem. 53 . III . e VII . quando este estiver junto às divisas laterais.00 m (cinco metros). Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo . em qualquer ponto. IV . ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3.Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III. cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. IV . por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal. mesmo se superado o percentual fixado no caput.É permitida a construção de guaritas com área de até 6. a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP.

os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.00m (seis metros) e menor que ou igual a 12. o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou. § 8° . II . II . desde que: I .Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .Art. exceto nos casos de utilização para estacionamento. entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. entre 0. § 6º . sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo. § 5º . Art.Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos.a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno.00m (doze metros). em metros.os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei. adota-se a seguinte regra: I . a casa de máquinas não é considerada como pavimento.2.01 (um centésimo) e 0. adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos. III . III . § 4º . são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional.30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6. 55 revogado pela Lei nº 8.Havendo níveis de subsolo. .Entende-se por H a distância vertical.00m (doze metros) de frente. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior. o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos.00m (doze metros) a distância de 1.00 (cem centésimos).50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6.o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio. a partir do piso do mais baixo destes.50 (cinqüenta centésimos) e 1.os valores.50m (um metro e cinqüenta centímetros).No caso de lotes com menos de 12. desde que não existam aberturas na fachada respectiva. § 7º . exclusive. entre 0.00m (seis metros).os valores.00m (doze metros). II . de 21/12/2000 Art. § 3º .1.Para terrenos em aclive. em metros. § 1º .Nas edificações situadas na ZA.Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII.50 (cinqüenta centésimos).Para efeito de definição do H. em metros.Para valores fracionários de H. 56 . o H deve ser definido em relação ao piso deste. § 2º .137. é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12. exclusive. são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior. 54 . guarda de veículos ou área de lazer aberta.

§ 1º . de 21 de dezembro de 1940. Art.Na ZHIP. a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei.a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento.No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional.50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo.00m (cinco metros) para divisa de fundo.No caso de edificação constituída de vários blocos.a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral.É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo. Subseção VIII Da Altura na Divisa Art. no caso de divisa de fundos. no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota. III .80m (dez metros e oitenta centímetros). 57 . elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1. II . § 2º . 58 . § 6º .Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5. § 7° . § 5° . adota-se como altura máxima na divisa 10.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI. § 4º . . deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40. § 3º . independentemente do valor previsto no Anexo VI. adotando-se como afastamentos mínimos 1. independentemente do valor previsto no Anexo VI. 59 . desde que estas estejam legalmente construídas. Art.Parágrafo único .A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I .A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas.O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas. independentes ou interligados por pisos comuns. os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa.o terreno natural em seus respectivos pontos. de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84. no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior.Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas.No caso de terreno em declive nos termos deste artigo.

" Art. Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art. II . § 2º . II .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original. desde que haja parecer favorável do COMPUR. somente uma edificação de uso residencial. somente uma edificação de uso residencial.os templos e os locais de culto. situada em terreno onde exista. Parágrafo único . 61 . serão mantidas.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I. § 1º . 61 . situada em terreno onde exista. 60 .os templos e os locais de culto. § 1º . somente uma edificação de uso residencial. no mínimo. além dela. III . as jardineiras. além dela. além dela. § 2º . os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais. desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento. . III .as habitações unifamiliares. III . situada em terreno onde exista. os elementos decorativos e os estruturais.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos.O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII.O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII.No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .Consideram-se saliências os brises. II .os templos e os locais de culto.As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros).Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).Até que seja regulamentada a ZEIS-2.a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).Subseção IX Das Saliências Art. Parágrafo único . § 3º .as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial. IV .as habitações unifamiliares.as habitações unifamiliares.

no máximo. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996. II . Parágrafo único .No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga. § 9º . até a data da entrada em vigor deste parágrafo. III . § 4º .edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída.Devem dispor de pista de acumulação interna. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. conforme a hipótese. excluídas as relativas à parte residencial. § 10 . § 5º . IV .0 m (nove metros) de comprimento por 3.§ 3º . 63 .0 m (três metros) de largura e 4. os acessos a: I . § 8º .No caso de edificação destinada a hotel. de acordo com o Anexo IX.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada.Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao .0 m (quatro metros) de altura.O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior.estacionamentos de veículos abertos ao público. o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras. Art. no caso de adaptação de edificações para o uso residencial.Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM. conforme a hipótese.Cada vaga de carga e descarga deve ter 9.Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo.edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. § 7º . a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada. a utilização de. poderá ser facultada. mediante parecer favorável do COMPUR. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art.edifícios-garagem. a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito. junto à entrada e ao nível do logradouro.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. 62 . § 6º . a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes.Para as edificações existentes na ZHIP.

Serviço. III . sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem.Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial. 65 . de usos residencial e não residencial. as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –.Indústria. V .residencial.misto. . § 1º . para fins de localização. II .Serviço de Uso Coletivo.Os usos não residenciais são classificados. 64 . tenham taludes de corte. em: I . Art. nos termos da Lei Complementar nº 128. definido como o exercício. com potencial de geração de incômodos de pouca significância. de aterro ou mistos com altura superior a 4. Parágrafo único . III . Serviços.não residencial. § 2º .Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos. CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art. em uma mesma edificação. definidas na carta geotécnica do Município.CREA/MG. por sua natureza. III .ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas. II .Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I . III . § 1º .Agricultura Urbana. de 19 de dezembro de 2008.Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I .Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial.00m (quatro metros). no caso de terrenos que. II .São classificadas como do Grupo I. que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais.Comércio.ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação. que devem ser mitigados. Serviços de Uso Coletivo. têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas. de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade. compreendendo atividades das subcategorias Comércio.É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial. II . IV .Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que. em função dos serviços de terraplenagem. IV . Indústria e Agricultura Urbana.O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I .ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque.

Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo. Parágrafo único . 65-A desta Lei. § 3º . V . a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei. § 2º . das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento. § 5º .garagem de veículos leves. além do setor produtivo: I .escritório/sede administrativa de empresa.posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento. Seção II .É obrigatória a declaração. IX . IV . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários.unidade de manutenção.refeitório/cozinha. Art. XII . § 1º . XI . Art.Consideram-se parte integrante das atividades industriais. § 3º .unidade de abastecimento de combustíveis. VI .Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas .pátio de máquinas/garagem de veículos pesados.posto de coleta de material biológico.as atividades auxiliares previstas no caput do art.Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares. II .CNAE . deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local. conforme o Anexo X desta Lei.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal.unidade de enfermaria. somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares. § 4º . X .as atividades complementares de lazer. 65-B .depósito/almoxarifado.§ 2º . VII . compreendendo: I . II .centro de treinamento. III . VIII .São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais.Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo.Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto. quando implantadas no mesmo local. 65-A .ponto de exposição. § 4º . pelo interessado. previstas no Anexo X desta Lei. sendo complementares ao funcionamento destas.não mencionadas no Anexo X desta Lei.O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares. a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local.A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem.

radioterapia e aplicações industriais. IX . VII . referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei. transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica.atração de alto número de veículos leves. V .realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei. armazenamento. prevenção e combate a incêndios. II . 66-A . referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei.adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art. referida como letra “d” no Anexo X desta Lei. referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei. referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei. conforme o disposto no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos pesados.adoção de processo de umidificação. referida como letra “a” no Anexo X desta Lei.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos. VIII . Parágrafo único . como segregação. IV . ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . de posturas.geração de ruídos e vibrações.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares.realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas. VI .geração de resíduos sólidos especiais e de saúde. referida como letra “g” no Anexo X desta Lei. referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei. relativo às condições de segurança. VI . referida como letra “b” no Anexo X desta Lei. acondicionamento.realização de medidas para prevenção e combate a incêndio. sanitárias e outras pertinentes. comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e.geração de risco de segurança. II . referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei. IV .São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I . IX . III .Dos Tipos de Repercussão Art. VII . 66 .geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. em medicina nuclear.realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga.implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação. V .geração de efluentes atmosféricos. referida como letra “c” no Anexo X desta Lei. VIII . referida como letra “e” no Anexo X desta Lei.atração de alto número de pessoas. referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei. referida como letra “f” no Anexo X desta Lei. o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização . sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais.adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos.geração de efluentes líquidos especiais. no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. III .As atividades causadoras de repercussões negativas. comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado. referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei.

a critério do órgão municipal competente. 61 desta Lei e na Lei nº 9.Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. ou ser dispensadas.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves.30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. – Código de Edificações do Município –.Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres.725. § 8º . elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental. para as atividades que tenham repercussões negativas.Para as atividades classificadas como de risco alto. a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego. a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio. desde que haja anuência do órgão municipal competente.implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração.emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . X .As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas. circulação e manobra de veículos. referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. iluminação e ventilação. contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade. a critério do órgão responsável pelo tráfego. § 2º . desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei. § 1º . confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas.CNEN -. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração. de 15 de julho de 2009. o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada. referida como letra “i” no Anexo X desta Lei.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. além dos espaços necessários ao acesso. Subseção II Da Localização . observadas as normas legais de construção.50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento.As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. § 6º . § 3º . § 4º . nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. § 5º . 2. § 7º . será exigida. será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. § 9º .As vagas de carga e descarga poderão.Para as atividades não classificadas como de risco alto.

identificadas de acordo com critérios definidos no art.VM: vias de caráter misto. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício. as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. desde que submetidos a licenciamento urbanístico. § 9º . de 20/07/2010 § 2º . do Mangabeiras.É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão.Art. mediante EIV. observado o disposto no Anexo XI desta Lei.Para efeito de localização dos usos.959.831.A localização dos usos não residenciais é disciplinada. § 8º . § 1º revogado pela Lei nº 9. da Lei nº 7. 80. prevista no Anexo X desta Lei.VNR: vias preferencialmente não residenciais. do Belvedere. § 4º revogado pela Lei nº 9. IV.959. de 20/07/2010 § 7º .ZHIP . do São Bento. § 13 . do Estoril.VR: vias preferencialmente residenciais. II . § 6º revogado pela Lei nº 9. devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano. III .e na ZCBH.As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I . de 20/07/2010 § 12 . II .959. de 18 de janeiro de 1995. 67 . na forma do Anexo XI desta Lei. onde se busca privilegiar o uso não residencial. são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6. 66A desta Lei e observado o disposto no art.Para efeitos de localização.(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9. as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I . onde se busca a conjugação de usos. desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária.Nas ADEs Residencial Central. . com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos. de 20/07/2010 § 5º .959. onde se busca preservar a ambiência residencial. pela conjugação da classificação de cada atividade. observado o disposto no Anexo XI desta Lei.Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei.165/96. da Cidade Jardim e da Pampulha. considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma.em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras. III – em terrenos lindeiros a vias arteriais.Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional.na Zona Hipercentral . § 3º .

00 m² (cem metros quadrados). restaurantes e similares com área de até 100. II . Art.possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes.estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação.959. III . § 2º .VETADO Art. Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art.§ 14 . § 17 .959. § 15 .Poderá permanecer no local. em nenhuma hipótese. § 1º .No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial. o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno. desde que haja licenciamento urbanístico especial. Código de Posturas do Município .616. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade.o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido. desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras. mediante EIV. 71-A . desde que haja anuência prévia do COMPUR.e suas alterações posteriores. a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I .ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.Nas vias classificadas como VR. independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação.No cálculo da área utilizada. são admitidos bares.O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8. 68 a 71 revogados pela Lei nº 9. 72 .O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9. § 16 . II . 71-B . não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei.sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. não será admitido.São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X. desde que: I . de 20/07/2010 . de 14 de julho de 2003. de 20/07/2010 Art.

Parágrafo único . desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo.A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes. podem também permanecer as atividades industriais. para fins da instalação da atividade Hospital. § 7º .A atividade que usufruir do direito de permanência. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída. mediante parecer prévio favorável do COMPUR.074.O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. 72-A . Art. Art. § 5º . Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . § 4º .Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados. § 6º . 2º do Decreto Municipal nº 2. as edificações utilizadas. definida nos termos do Anexo X desta Lei.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade. de 20/07/2010 § 9º . de 18 de janeiro de 2005. § 10 . de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9. de posturas. 72-C . baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança.As edificações a que se refere o inciso V do caput do art.959.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas. aos critérios desta Lei. poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital. para efeito de funcionamento. desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei. vedada a expansão da área ocupada.Para efeito de localização. conforme o Anexo X desta Lei.Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo.383. de 6 de julho de 1973. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei.§ 3º . nos termos do art. 72 desta Lei. sanitárias e similares. 72-B . Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art.A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais. serão passíveis de regularização. de acordo com a especificidade da área. mediante parecer favorável do COMPUR. ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado. poderá ser substituída por outra. à época da substituição. § 8º revogado pela Lei nº 9.

gasodutos. hipódromos e estádios esportivos.A instalação.licenciamento urbanístico pelo COMPUR.autódromos.EIV -. IX . a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto. VII .165/96. ficam sujeitos a: I . paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. quando convocado pelo COMPUR. Art. a construção. Art.terminais rodoviários.e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental . nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas. 73 .O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais. ferroviários e aeroviários.usina de asfalto. sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental . nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas. VIII . § 4º . § 5º .oleodutos.Empreendimentos de impacto são aqueles. § 1º . que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa. V . 74 .terminais de minério. II . quando for o caso.barragens para contenção de rejeitos ou resíduos.Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. XII .indústrias com repercussão ambiental significativa.licenciamento ambiental pelo COMAM.O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico. 74-A .RIMA -. .unidades de incineração de resíduos. sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 2º . públicos ou privados. de produtos químicos e petroquímicos.cemitérios e crematórios. VI . quando for o caso. nos termos da legislação específica.Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo.Art.EIA .interceptores de esgoto.extração ou tratamento de minerais. II . conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7. § 3º . X . XI . IV . inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança . minerodutos.Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I . III .aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos.

postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis.000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros). independentemente da área utilizada.os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10.os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.os helipontos. . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento.000 m² (seis mil metros quadrados).estabelecimentos prisionais. túneis e trincheiras. XXV .000 m² (cinco mil metros quadrados).garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas. Parágrafo único .outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal. V . XXVII . quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente. XIV . IX . como modificadoras do meio ambiente.XIII . retificações de coleções de água . Art. independentemente da área utilizada. III . Parágrafo único . XXII .parcelamentos destinados a uso industrial. compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos. XII .casas de show.os destinados a uso misto com mais de 20.as intervenções em áreas urbanas consolidadas.usinas de geração de eletricidade.COPAM -. XI . IV . e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento. XVIII . XXIV . XIX . X .hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5. acima 10 MW (dez megawatts).os parcelamentos vinculados. 74-B . acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts). XX . canalizações.000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas.Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I . VI . XV .hospitais. XXI .estações de tratamento de água. subterrâneas ou de superfície. XVII . XXIII . XXVI . XVI .estações de tratamento de esgotos sanitários.os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.tais como barragens.O COMAM estabelecerá.Mediante definição de padrões e procedimentos. o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança.obras de arte compreendidas por viadutos.matadouros e abatedouros. com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. VII .000 m² (vinte mil metros quadrados). VIII .loteamentos.e em diques.ferrovias.linhas de transmissão de energia elétrica. qualquer que seja a fonte de energia primária. II . na figura de desmembramento. que originem lote com área superior a 10.tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental .casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).intervenções em corpos d’água .centro de convenções.

realizado para empreendimentos de impacto. de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas. permanentes ou não. os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades.A lei a que se refere o § 1º.A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento). Parágrafo único .A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal. da qual. em 15.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município. as intervenções. 78 .As ADEs são instituídas por lei específica.As áreas de diretrizes especiais . 74-E . degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal.Art. o tempo de duração. CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. Art. 74-B desta Lei. sendo garantidas. ocupação e uso. por suas características.ADEs . § 4º . Art. deve dispor sobre o que nesta não esteja referido. exigem a implementação de políticas específicas. Art. se for o caso.são as que. 77 . quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. a diretrizes especiais de parcelamento. Art. fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados.563. § 3º .O estudo para fins de licenciamento. que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam. 74-C . do gabarito das edificações do Bairro Serra. em parte da ZCBH. se for o caso.A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9.00m (quinze metros). de 30/05/2008 Art. 74-D . § 2º .A ADE da Serra destina-se à limitação. 76 . devem constar os instrumentos. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção. 75 .Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo. no caso das ADEs instituídas por esta Lei.Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art. a predominância do uso residencial e a preservação das . estando sujeita.O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo. além da delimitação. § 1º . podendo demandar parâmetros urbanísticos. os parâmetros urbanísticos e fiscais. em função da preservação ambiental da lagoa. as normas complementares necessárias e.

com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município. não se aplica o disposto no § 6º do art. de sua importância como eixo simbólico. IV . § 1º .melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres.00m (cinco metros) a altura máxima na divisa.criação de áreas de lazer. 79 .o aumento das taxas de permeabilidade do solo.Na ADE Residencial Central. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. § 2º . § 4º .implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha. entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale. VII . 54 desta Lei. principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares. II . a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas.Na ADE Residencial Central.A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial.promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural. de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos. histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização.A ADE do Vale do Arrudas.Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art.o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias.edificações e de traços da ambiência local. . IV . e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. Art. II . VI .outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale. § 3º .Na ADE Residencial Central. que retratem a diversidade urbana da ADE. § 1º .A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever. em função de sua localização estratégica. por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I .verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina. § 2º . demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana.o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE. será de 5. em especial. somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais. III . III.promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro. com incremento da arborização e implantação de ciclovias. que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros. III . 52.São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas.estímulo à requalificação das fachadas das edificações e. V . § 3º . com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I . dos galpões.

e para a Avenida Paulo Camilo Pena.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes. 71-B desta Lei. 81 . desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida. bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675. § 1º . conforme o Anexo II desta Lei. nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha. principalmente no período noturno. § 7º . § 6º . do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar.V .00m (três metros).Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. II .São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I .na ADE do São Bento. § 2º . . 75. uma única vez. § 5º . a extensão de uso prevista no art.Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena. § 2º . Art. 82 . além do previsto no art. nos terrenos lindeiros à Av.Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. visando a garantir mais vitalidade à área. 80 .as intervenções físicas necessárias a sua preservação.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. Art. cultural e histórica. dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado.Em edificações existentes. desde que instaladas em edificações horizontais. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . conter: I . permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais. § 3º . Nazareth e Acarahy.As ADEs do Mangabeiras. nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado.A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística.os mecanismos de participação comunitária em sua gestão. e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar. § 1º. II .Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. § 4º . é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via. III .afastamento frontal mínimo de 5.os afastamentos e o gabarito das edificações. as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. II . § 1º .A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve.00m (cinco metros). são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei.VETADO.o incentivo à diversidade de usos.na ADE do Mangabeiras. Art. entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade.

83 . que aborde. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. III .uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos. VI . 84 . § 2º . .coeficiente de aproveitamento de 1. adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental. respeitado o previsto no parágrafo anterior. além do previsto no art. no Anexo X desta Lei. incluindo-se a padronização do mobiliário urbano.As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial. devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral. § 1º . em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural.compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial. § 2º .No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei. contendo. Art. § 1º .§ 3º . demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos. § 2º . aplicam-se as disposições da Lei nº 5.À ADE da Savassi. § 1º .872. as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos.ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas. em função das características da ocupação históricocultural. visando à sua requalificação urbana.00m (três metros). V .A ADE da Savassi é a que.afastamento frontal mínimo de 3.20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1.Na ADE Hospitalar. além do uso residencial.A ADE de Santa Tereza.O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica. § 1º. 75. II . 85 . II .00m (quinze metros). IV .altimetria das edificações. em especial as culturais de médio e pequeno porte.0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto. entre outras.A ADE Hospitalar é a área que.gabarito das edificações de 15. os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região. ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares. Art. como do Grupo IV.Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi. comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas. incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE. somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. Art. III . de 14 de março de 1991.circulação de pedestres e veículos. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior.

serão adaptados às características de seus usuários. § 5º .A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I . 86 . por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I . conforme previsto nas leis n° 6. vegetado ou não. em particular no Bairro Santa Efigênia. sem prejuízo de outras análises cabíveis. IV . visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE. e n° 6. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo. II .viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar. especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto. § 4º . § 3º .instituição de Reserva Particular Ecológica.314.avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato. havendo parecer favorável do COMAM. cursos d’água. ainda não ocupadas. com possibilidade de extensão do perímetro da ADE.presença de cobertura vegetal relevante. Art. V . II .presença de nascentes. em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação. prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata.§ 3º .As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. se for o caso. em especial os portadores de necessidades especiais. a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. § 5º .Na ADE de Interesse Ambiental. . lagoas e represas.A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento).O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I .Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental. III . quando assim o determinar a legislação pertinente. de 29 de dezembro de 1993. configurando ecossistema de brejo. de 12 de janeiro de 1993. III . e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias.A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental. § 1º .existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento). resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM. § 2º . II .491. VI .Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar. de modo a incorporá-lo.existência de expressivo contingente de quintais arborizados. § 4º .incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM.existência de áreas degradadas.existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante.Transferência do Direito de Construir. e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população.

86-C . Art. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado. ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. respeitado o disposto na legislação específica. as movimentações de terra junto a esses córregos. Art. a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos. 86-F . 27 desta Lei. em todos os casos. 86-B . 86-E .Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural. a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV. que poderá ser objeto de Operação Urbana. § 8º .Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental. Art. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras. mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM. devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação. Art. 86-A .Em todas as vias classificadas como locais. do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha. em especial do Ribeirão do Isidoro.Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer. devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. interligar-se com as áreas definidas como ZPAM. preferencialmente nativas." Art.§ 6º .Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local.Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. será previsto calçamento intertravado. observadas as demais restrições legais.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas. nos termos do Anexo X desta Lei. 86-D . a áreas verdes. e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia. devendo ser evitadas.5 (cinco décimos). § 7º . § 10 . § 1º .Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. nos termos do art. de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. preferencialmente.Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes.Em ADE de Interesse Ambiental. preservação e requalificação ambiental. § 2º . desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE. . sempre que possível. mistas e de pedestres. fica condicionada a parecer favorável do COMPUR.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão. Art.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas. § 9º . a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0.

Art.A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário. 86-J . inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas.Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 2º . sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Art.Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação. 86-I .Ressalvado o disposto nos arts. Parágrafo único .A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial. contados a partir do terreno natural.Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. de acordo com os parâmetros previstos em regulamento. mediante a adoção de políticas que.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público. de telefonia ou similar no subsolo. 86-A a 86-M desta Lei. poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica.Art.Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem. Art. somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local. § 1º .Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. 86-K . Art. deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas. 86-L . 86-H .RMBH -. conforme dispuser regulamento. Parágrafo único . a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático.O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação. 87 . 86-N . a altura máxima das edificações fica limitada a 12.5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. contemplem: . Art. conforme dispuser regulamento.0 m (doze metros). Art. 86-M . ficando o loteador obrigado a promover sua instalação. 86-G .Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0.Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem. são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município. juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade. considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte .Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art.

I . 89 . requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos. por meio de projetos de requalificação urbana. III . bem como ações de promoção da história local.o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto. entre outros aspectos: I .A ADE do Belvedere III é a área em que. II . § 2º .Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local.à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas.o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico.Visando ao desenvolvimento socioeconômico. bem como o disposto na legislação pertinente.A ADE da Lagoinha.à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana. 89-A .estimular a permanência do uso residencial na ADE. que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações.No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha.a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área. 88 . é destinada: I . § 3º . ambiental e cultural da região. devem ser adotadas políticas que contemplem: I .o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes. Art. considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA.A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais. . conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária .A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais. despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico. III . Art.estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. § 4º . § 1º . § 1º . visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô. III .ao incremento ao desenvolvimento econômico. II . em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II.Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas. II . II . a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá.Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras.a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. somente é permitido o uso residencial.a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região. em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região. visando a modernizar os processos produtivos. considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE. III . § 1º . Art.INCRA.levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento. cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola.

O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. II . II .instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural.00m (nove metros). III .afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).50m (um metro e cinqüenta centímetros). criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor.afastamento frontal mínimo de 5. Art.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha. prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei. Art. por meio de: I .00m (cinco metros).A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos.Após regulamentação específica. contados a partir do nível médio do alinhamento.promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural. devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I . 91 . conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha.Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo. permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes. § 1º .As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I .00m (três metros). Art. uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei. desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior.A ADE da Pampulha é a área em que. II .altura máxima na divisa de 9. III .valorização da centralidade urbana. a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento. inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente. nos bairros Primeiro de Maio e Providência. 91-A . devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade.quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados). § 2º .afastamento frontal mínimo de 5. Art.A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. até que entre em vigor o plano previsto nos arts.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento). com integração ao Parque Primeiro de Maio. III .00m (cinco metros).A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso. IV .§ 2º . demanda a adoção de medidas visando inibir o . VI .A ADE do Buritis é a área que. V . Parágrafo único . 91-B .uso exclusivamente residencial. Parágrafo único . desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes. 44 e 45 do Plano Diretor. 90 .

nas áreas caracterizadas. 11381. III . excepcionalmente. 11454. definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte . 11530 e 9973.e como Área Parcelada 2 . 91-C . nas áreas caracterizadas. 11527.Apa 3 -. de acordo com o Anexo XII-A desta Lei. no mapeamento cultural. permitindo-se. § 3º . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros). 11439. 11441. § 4º . compatível com o restante da edificação. excluídas as áreas de ZEIS. 11400.as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. de maneira a formar composição estética com esta.Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados).As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I . às quais poderão ser concedidos incentivos. b) 20% (vinte por cento). de maneira a formar composição estética com esta. como Apa 1 e Apa 2. é admitido. incluindo-se a área tombada e a área de entorno. como Área Parcelada 1 . como Área Parcelada 3 . evitando-se a utilização de estruturas aparentes. b) 20% (vinte por cento).para todo o perímetro da ADE. nas áreas caracterizadas. no mapeamento cultural.Apa 1 . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3. compatível com o restante da edificação. como proteção e tratamento paisagístico de taludes. III .crescente adensamento. II . a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3.nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho.a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento).00 m (três metros). a serem implementadas pelas edificações existentes. às folhas 53 e 59. excepcionalmente.Apa 2 -.Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE. permitindo-se. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. exclusivamente. § 1º . que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . II . no mapeamento cultural.As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. evitando-se a utilização de estruturas aparentes. 11514.Coeficiente de Aproveitamento . nas áreas caracterizadas.Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana. como Apa 3. Art. identificadas no Anexo II desta Lei. 11379.igual a 1.00 m (três metros). 11394.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento).0 (um).A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral. e pelas edificações a construir. IV . 11366. 11501. 11340. § 2º .CA .CDPCMBH -. no mapeamento cultural.As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo. pelos números 11223. § 1º . 11353. . salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica.

Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei. tais como incentivos fiscais. Art. em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil.A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que. que incluam: I .a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. bem como para intervenções físicas pertinentes.a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento. desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município.A instituição das AEISs pode se dar: I . .V .a consolidação de entidade gestora. e desde que destinadas a uso público. apoio técnico e articulação entre parceiros. b) anuência prévia do CMH. VI .A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana. bem como para intervenções físicas pertinentes. de forma a coordenar ações institucionais.por lei. § 2º . Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art.para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. 91-D . destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. Art. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral. delimitada no Anexo XII desta Lei. demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial. 91-E . § 1º .Áreas de Especial Interesse Social .A ADE Polo da Moda. 91-F . quando da alteração do zoneamento. técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento. III . de design e produção de moda. observado o disposto no art.são aquelas edificadas ou não. em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura. apoio técnico e articulação entre parceiros. a partir da proposição do proprietário. III . 111 desta Lei.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH. II .a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. tais como incentivos fiscais.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. II . Parágrafo único .AEISs . vinculados ao uso habitacional. II . ouvido o COMAM. que incluam: I . é aquela que.por ato do Executivo. caracterizado o interesse público.

A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. no que não contrariar o que nela está previsto.Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal.O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento . ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo. I.A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular.137. o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado. § 4º . nos termos deste Capítulo. § 3º revogado pela Lei nº 8. com Aviso de Recebimento . pela mesma pessoa física ou jurídica. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art.§ 3º .Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização. sem prejuízo do disposto no art. II . 934. do Código de Processo Civil. considera-se reincidência: I . para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo.A instalação. § 1º . em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade.a persistência no descumprimento da Lei. § 2º . 94 . III. Art.Para os fins desta Lei. no prazo de 6 (seis) meses. apesar de já punido pela mesma infração. de 21/12/2000 (Art. Art. de nova infração da mesma natureza. § 2º . nos termos dos arts. pessoalmente ou mediante via postal.o cometimento. contado a partir da data de publicação desta Lei.O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município.Em caso de reincidência.AR -. 92 . 94-A .O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado. construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno. § 1º . e 936. 96) Art. 106 desta Lei. que serão definidas pelo Executivo. 93 .

97 . 98 . no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento.A não conclusão da urbanização. serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição. por mês. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI. proprietário.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular. 100 .notificação para obter. a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma. 96 . e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência. § 1º .A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1. Art. será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento).A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator. Art.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. § 3º . calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida.a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado.a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização.Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I .000.Art. 95 . § 1º . inclusive a presença de corretores no imóvel. § 2º . o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. observando-se o disposto no caput do art. empresa contratada ou corretor. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art. Art. 93 desta Lei. ou fração de atraso. no caso de parcelamento concluído. II . II . à apreensão ou à interdição das máquinas. no prazo de 90 (noventa) dias. § 2º . no valor de R$1. Art.A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida. observando-se o disposto no art.imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído.A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um . e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência. 99 . dos equipamentos e veículos em uso no local.Para fins de aplicação de multas. 93 desta Lei.00 (dez mil reais). juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10.O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura.A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I .

II . após 5 (cinco) dias de incidência da multa. d) R$3. II . no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei. no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei. 101 .959. de 16/7/2009 Art. § 3º . § 1º .interdição do estabelecimento ou da atividade. 105 . Art. b) R$500.a cada 5 (cinco) dias. § 2º . 103 . no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei. de área irregular.5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração.No caso de atividade poluente. 102 . de volume invadido.O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. c) R$1.00 (quinhentos reais). 106 .A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts.O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias. 104 revogado pela Lei nº 9.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei. assim considerada pela lei ambiental. no caso de empreendimento de impacto. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9.pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250.00 (duzentas e cinquenta reais). caso não tenha havido interdição. de 20/07/2010 Art.000.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. por descumprimento da interdição. ou fração.por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados.00 (três mil reais).A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. ou fração. . calculado a partir da limitação imposta. do volume criado pela altura excedente à permitida.000. 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0. ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta.O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. Art.00 (um mil reais). Art.O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I . Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art.725.

A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo.A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir. entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas. o valor da multa diária é equivalente a R$3.Os valores apurados nos §§ 3º. § 4º .A construção. atualizado monetariamente. cumulativamente com a multa. será recolhido integralmente.Para os fins deste artigo. § 5º . § 1º .As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa.Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental. por decisão da autoridade ambiental. Art.As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. que será proporcional ao dano não reparado. o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente. atualizado monetariamente. o valor da multa. podendo a interdição se dar de imediato. § 5º . CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art.00 (quinhentos reais). enquanto persistir o perigo. 108 .Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator. por culpa do infrator. 107 . por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente. cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la. 106-A .São parte integrante desta Lei: . o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500. 106-B . sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto. Parágrafo único .Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental.00 (três mil reais). a ampliação. de 4 de dezembro de 1985.Para as atividades em que haja perigo iminente. demonstrada no auto de infração respectivo. Art. a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor.§ 4º . quando o infrator. inclusive de antenas de telecomunicações.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores. § 3º . § 2º . sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4. § 6º . Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art.000. contado do recebimento da notificação. 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias.253.

Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . quando se tratar de aprovação de parcelamento.Anexo XIV . 109 .Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -. contados da data de vigência desta Lei.Anexo X .Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório. não poderá ser alterada por decreto.Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -.795.Anexo XII-A . 112 . X .Anexo XIII . quando ocorrerá a primeira revisão.Tabela de Características Geométricas das Vias -. Art. II .Tabela de Localização dos Usos -.Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -.O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis.Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III.Anexo XV . § 3º . quando objeto de Operação Urbana. III .Anexo VI .Anexo II .Anexo I . mediante lei específica: I . levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. XVII .Anexo VIII .Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -. IV . com parecer prévio favorável do COMPUR.por lei. a partir de 1999. II . contrato de compra e venda. Art. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.Mapa da ADE Serra do Curral.Anexo VI-A . IX .São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942. XV .Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I . XI .Mapa de Zoneamento -. 111 .O zoneamento somente será revisto.Anexo IV .Tabela de Parâmetros Urbanísticos -.por lei.Anexo XII .Anexo VII . V . desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação. devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral.por decreto.Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada.Anexo III .AEIS-1 -.Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -. escrituras. III . sempre que aberta nova via regional ou arterial. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. § 1º . 110 revogado pela Lei nº 9. XVI .em qualquer parte do Município. por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. XIV . § 2º .Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais. de 10/09/1999 Art. de 16/7/2009 Art.Anexo V . VII .Anexo XI .Classificação dos Usos. elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. § 1° . de 3 (três) em 3 (três) meses. II .Anexo IX . VI .Glossário -.137/00.em sua área de influência. Inciso II com redação dada pela Lei nº 7. efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo. VIII . XII .725.I .Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -. XIII . .A classificação da via.

a Lei nº 4.. IX . Art.00 (um inteiro).663.a Lei nº 5.a Lei nº 5.As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR. de 16/7/2009 Art. XII .129. 113 e 114 revogados pela Lei nº 9.§ 2° . XV . em local. revogando as disposições em contrário.Os valores entre 0.161. inclusive. II . .a Lei nº 5. XI .Os valores entre 0.saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local.a Lei nº 5.a Lei nº 5.662. são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior.Deve ser estimulada. de 28 de dezembro de 1988. 116 .489. arterial e de ligação regional.a Lei nº 5. coletora. VI . 115 revogado pela Lei nº 9.485." Art.a Lei nº 5. de 25 de maio de 1988. de 2 de fevereiro de 1990. Art.a Lei nº 5. de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º . X . 41 a 45. de 20/07/2010 Art.largura da via obtida da planta cadastral. de 25 de março de 1985. VI . VIII . IV . XIV . de 22 de fevereiro de 1988.725.106.a Lei nº 2. V . de 8 de maio de 1987.predominância de usos lindeiros. de 19 de outubro de 1987.ambiência do entorno. 117 .384.125.550. III . IV .50 (cinqüenta centésimos) e 1. V . 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40.a Lei nº 5. de 23 de março de 1988.704. II . de 18 de junho de 1985. de 29 de novembro de 1976. XVI . 116-A .021.a Lei nº 5.a Lei nº 4. XIII .01 (um centésimo) e 0.os arts. contemplando a compatibilidade entre usos diversos.classificação da função da via.959. 116-B .Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional.831.Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I . adota-se a seguinte regra: I .50 (cinqüenta centésimos). Art. de 14 de novembro de 1988. III . VII .a Lei nº 4.010. especialmente: I . mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto. de 27 de dezembro de 1988. II . VII . exclusive. de 7 de julho de 1988. a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade. 5º da Lei nº 6.características físicas da via. de 17 de maio de 1988. de 17 de janeiro de 1989.034. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior.a Lei nº 4.850.Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art. no sistema ao qual pertence.potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento.

expedição de diretrizes para o projeto de loteamento. XX .831. de 21 de dezembro de 1990. até que seja aprovada legislação específica.a Lei nº 6. Art. Parágrafo único .773. especialmente a nº 6.982. serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe.521.exame e aprovação de projetos de reparcelamento. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. até que legislação específica entre em vigor. Art. XXI . II .XVII . de 20/07/2010 Art. Art. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.exame e aprovação de projeto de loteamento. XIX .Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4.a Lei nº 6. 1º a 7º revogados pela Lei nº 9.959. Art.959.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias. de 20 de novembro de 1992.a Lei nº 5. XVIII . de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA .exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento.515. 8º . 15 revogado pela Lei nº 9.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. de 6 de dezembro de 1994.As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente. de 26 de janeiro de 1994. 13 . IV . Parágrafo único . 14 .959.835. de 26 de janeiro de 1994. 10 a 12 revogados pela Lei nº 9. XXII .137/00.034/85.Nos terrenos classificados como ZEIS-2.Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I .Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4. III . de 20/07/2010 Belo Horizonte. VI .exame e aprovação de projeto de desmembramento.a Lei nº 5.a Lei nº 6. 9º .034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas. de 4 de dezembro de 1990.a Lei nº 5. 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8. V .959.262. de 18 de outubro de 1991. III revogado pela Lei nº 9. de 20/07/2010 Art. Cap.

00m (vinte metros).00m (quinze metros). Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita. 102 . § 2.A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional). Ernesto Tassini. proveniente da mesma ADE.º 7166. 3º e 4º. não se aplicando o disposto nos §§ 2º. 104 . 107 .A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n. a partir do alinhamento. demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial.º 7.Seção I Das Disposições Gerais Art.00m (nove metros). Art. Mármore e Salinas. Marechal Rondon. às praças Duque de Caxias. do art. em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural. 46 da Lei n. 50.O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art. 101 . nos termos da lei.O coeficiente de aproveitamento é de 1. 100 .166. 106 .º 7.00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. a partir de qualquer ponto do terreno natural. até a profundidade de 20.Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento. é de: I . de 1996. no restante do terreno.166. em que a altura máxima permitida. de 1996 serão definidos em lei específica.º .Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n.00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial.º 7.A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote. de 1996. Art.º . Art. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art.º 7.20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas. 105 . II . Tenente Freitas.9. Parágrafo único . de 1996. 103 . Art. § 1.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9. exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves.A altura máxima permitida às edificações é de 15.166/96 como área que.00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural. de 1996. da Lei nº 7166. Parágrafo único . Bocaiúva e Bom Despacho. que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo. Art. Parágrafo único .A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n. Art. considerado de interesse de .Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir.15.166.Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n.

é facultada a construção sem afastamento frontal. por escrito e com justificativa. Parágrafo único .A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos. a inclusão de assunto de seu interesse na pauta .Na ADE de Santa Tereza. encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo.Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei. uma vez por mês. § 3. a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei.1 (um) representante da Administração Regional Leste. 110 . 111 . II .A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA .5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local.166.00m (cinco metros). Seção III Da Gestão Urbana Art. ordinariamente. 54. Parágrafo único .As edificações horizontais. ou extraordinariamente. Art. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza. desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa.Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas.Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei. § 4. § 5.831. Art. mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza.preservação.º . III . § 2. § 1. desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos.º . é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n.º.º 6. de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art. Art. podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato. facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar. 112 . 108 .com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE.Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA . estendendo-se a iniciativa a autônomos.º .O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5.00m (sete metros).As reuniões serão públicas. a saber: I . poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7. destinadas ao uso residencial multifamiliar. quando se fizer necessário.º . Art. § 2. de 17 de janeiro de 1995. § 1.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos.1 (um) profissional com experiência em urbanismo.º.º . 109 . 54 e 55 da Lei nº 7.O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á.

de 27 de agosto de 1996. Parágrafo único . CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art. urbanística e jurídica.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda. § 2º . II . § 2º . 12 . II .PROFAVELA .As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social". IV .melhorar a qualidade de vida da população. Ocupação e Uso do Solo.165.é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3).A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes. nos termos do Parágrafo único do art. bem como o art. Art. com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação. estabelecendo critérios especiais de parcelamento. III .Das Disposições Transitórias da mesma Lei. 113 . e III . desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I .em áreas de preservação histórica e/ou ambiental. 138-A .A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.em faixas de domínio e/ou servidão.166. § 3º . 57 da Lei nº 7.166 de 1996. e por 3 (três) representantes da comunidade. Art.da reunião subsequente. que a coordenará. visando: I . ocupação e uso do solo.adequar a propriedade do solo a sua função social.Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7. Art. durante as revisões da Lei de Parcelamento. § 1º . e dos arts.Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste. 138 .O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3.O Programa Municipal de Regularização de Favelas .exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.Fica instituída uma comissão provisória. com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana".” .O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei. como ZEIS-1 e ZEIS-3. de 27 de agosto de 1996.em áreas de risco. 12 e 43 da Lei nº 7.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento). § 1º . nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária. a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação. 137 .

O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto. a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo.959. 139 . escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. § 2º . travessas. ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social.As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I . 141 . em conformidade com o disposto no art. ruas.Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . 143 . . o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas. elaborados concomitantemente. de 20/07/2010 Art. inciso II. para as vias com 2 (duas) pistas.Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art.PGEs -.O sistema viário. Seção III Do Parcelamento do Solo Art.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação. 142 .CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos. b) pista de rolamento com largura mínima de 3. nas ZEISs. Art. uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo.Para efeito de ordenação territorial. Parágrafo único . 4º. após prévia aprovação da comunidade. da Lei nº 6. Art. § 2º . § 1º . jurídico-legal e socioeconômico-organizativo. que ateste sua necessidade e/ou conveniência. § 1º .Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL.00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista.O Conselho Municipal de Habitação . Parágrafo único .O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos.00 m (seis metros).766/79. bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo. 140 . será composto de avenidas. da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas. em função dos potenciais de adensamento.vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6.

A pesquisa sócio-econômica.em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. e II . III . até sua correção. mediante operações compensatórias.vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento. b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento). III . sem que sejam previamente saneados. exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias. 144 .nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis. § 2º .levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.20 m (um metro e vinte centímetros). b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento). V .pesquisa socioeconômica de forma censitária. § 6º .80 m (oitenta centímetros). .165/96. no mínimo. IV . o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I . § 5º . físico-ambiental e jurídico-legal. § 4º . § 1º .O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população.A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1. conforme previsto na Lei nº 7.O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico.c) declividade máxima de 30% (trinta por cento). Art.Não será permitido.20 m (um metro e vinte centímetros). totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista.em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. II . ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área.em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações. 145 . assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). reservando-se faixa de alargamento de 0. Art. físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área.Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I . c) extensão máxima de 100 m (cem metros). a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas. e VI . entre moradores e Administração Pública.Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de.em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações. 1.vias de acesso restrito. nas ZEISs. a construção. § 3º . II .em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento). salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento.

estabelecendo-se. 146 . Art. § 1º . para promover o atendimento adequado da população residente.Art. Parágrafo único . sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende. 147 . para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados). será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas. com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral. Parágrafo único .Considera-se lote padrão a área básica.Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes. 149 .Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs.ateste as condições básicas de habitabilidade. fixada para cada ZEIS. em metros quadrados. de equipamentos urbanos e comunitários. Parágrafo único . resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados).os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3. o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. Art. inclusive.justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento. bem como aprovação da URBEL que: I . condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso. os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade. 150 . no mínimo. de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo. a ser instituída pelo Executivo.aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo. e II . exceto: I .A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva. 151 . § 2º .A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. das ZEISs. Art. acesso e segurança. II .Fica instituída a figura do Lote Padrão. Art. .Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei. 148 .Para aprovação do projeto de parcelamento do solo. medidas compensatórias às benfeitorias atingidas.Nas ZEISs. Art. acesso e segurança. nas ZEISs. integral ou parcial.Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação. autonomamente considerados.

orientar a regularização das edificações já existentes.orientar o projeto e a execução de reforma.As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção. 156 . Art. 155 . 153 . apenas as seguintes atividades: I . que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área. visando a: I .a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato. ampliações e novas edificações.a possibilidade da geração de emprego e renda. II . decorrente da implantação de atividades. segurança. nas ZEISs. nos termos do art. quando se tratar de áreas já regularizadas.§ 3º .As ZEISs são predominantemente de uso residencial. 66 da Lei nº 7. deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). III . Art. IV . Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS. deverão ser compatíveis com o uso residencial. em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS.Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares. observando-se. § 2º . II . Subseção I Dos Usos Permitidos Art. III . posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. 152 . nos termos do art. ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico. sendo admitidos também os usos não residencial e misto. cumulativamente: I .Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. acesso.Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização.orientar as categorias de uso permitidos. provocado pela valorização do uso do solo. 154 . 64 da Lei nº 7. salubridade e conforto das edificações.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico. § 1º . Art. bem como sua localização. independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão. nas ZEISs. Art.todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7.As normas relativas ao Lote Padrão. 156-A .assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização.Os usos não residencial e misto.166/96. o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente.166/96. Parágrafo único .Serão permitidas.as condições de ocupação e características locais. higiene. .166/96. e V .O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança.

§ 3º .lajes.Nos lotes ocupados por mais de um domicílio.terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via. II . que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário. entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento.O licenciamento de atividades. .A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores.II . de 20/07/2010 § 2º .O licenciamento de atividades. § 2º . 67. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art.As obras de novas edificações. 156 desta Lei. bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. 160 . quando necessário.Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico. exceto no que se refere ao disposto em seu art. marquises. toldos. nas ZEISs. as novas construções..959.as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei. de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. varandas. 159 . § 4º.A altura da edificação. de acordo com o estabelecido em decreto específico. § 1º .classificadas como Serviço de Uso Coletivo.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3.Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical. § 1º revogado pela Lei nº 9. . em metros. §4º . segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. nas ZEISs. ampliações ou quaisquer elementos construtivos . §3º .166/96 e suas alterações. Art. exceto para atividades: I . para definição das frações ideais respectivas. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão.O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL.959. 157 e 158 revogados pela Lei nº 9. sacadas. de 20/07/2010 Art. 161 . quando da aprovação do parcelamento.” Art.URBEL .

janelas. 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12. em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas .Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos. desde que a . ou ainda por solicitação da comunidade.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas.Na execução. 165 . tais como avenidas.ABNT em relação a cada caso. inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente. mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s). 166 . ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas.Serão admitidas edificações de. ruas. 164 . acréscimos. isolamento térmico e acústico. Art. Art. portas. Subseção III Das Edificações em Geral Art. § 2º . não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário. Parágrafo único . medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento. becos ou passagem de uso comum. 11. no máximo.§ 5º . ainda que não derivados de parcelamento aprovado. bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais.Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato.00 m (doze metros). § 6º .As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios.Ficam proibidas novas construções. tais como praças e áreas de lazer.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico. § 1º . criem situações de risco. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. ou quaisquer intervenções que. travessas. sujeita à avaliação técnica da URBEL. 163 . desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. Art. § 7º . coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo.” Art.Os materiais utilizados para paredes. 162 . reforma ou ampliação de edificações.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. Parágrafo único . escadarias. e de demais espaços de uso coletivo existentes. pisos. os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção.00 m (onze metros). no máximo. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos. projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. consultórios e compartimentos destinados ao comércio.Nas áreas destinadas a reassentamentos.Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo.

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

.º .... II .2." Art..Sem prejuízo do previsto no artigo anterior.não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84..É vedado denominar loteamento com as palavras jardim.... III ...978.. 183 ... II .. a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0. de 16 de novembro de 1995.30m (30 centímetros).... chácara ou similares... de qualquer natureza...00m (três metros) na sobreloja. Parágrafo único .. 184 ... § 2..2. .00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos..... § 3.80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas. que direta ou . garantindo.URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público..A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão. 185 ...O art....º .............50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3.. 187 .... 186 .. b) o acompanhamento e anuência nas intervenções...... o direito de se estabelecer no local consultado.. de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art....... nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia....Não poderá existir altura inferior a 2.º 6...... IV ..... 36 da Lei n....20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos. 4º da Lei nº 6...." (NR) Art....utilização ou permanência prolongada.... durante este prazo...guardem altura mínima de 2. parque. III ...O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população.." Art..50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I .Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art... diurna ou noturna....compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória..... Art.... Parágrafo único ..........50m (dois metros e cinqüenta centímetros). Art.. conforme definido em regulamento do Executivo....As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal..... o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória..... permitida a utilização das palavras bairro ou vila....No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2........... quando o pé direito for inferior a 2.. fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I ..A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município. de 1940.80m (dois metros e oitenta centímetros)..2..916............Em lojas com pé direito mínimo de 5..............º .. 4º .... cidade.não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja. 36 ..... § 1.. acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art.......

de 20/07/2010 § 2º .indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3. IV .SMSA: a) opinar. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4). quando não forem estes promovidos pela URBEL. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS. e em consonância com o disposto nos art. 189 . em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento. § 3º.compete à Secretaria Municipal de Saúde . em parceria com a URBEL. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas. III . 190 .A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. 91. II . 92 e 93 desta Lei.não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. 90. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas. mediante parecer prévio da URBEL. b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. será respeitada todavia a posse existente. II . inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias. Art. f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs. Art. c) juntamente com a URBEL. no caso da conveniência de se promover sua desocupação. prevista no art.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda. nas questões referentes à saúde. e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente.SMMA opinar. a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3.compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. nas questões referentes ao meio-ambiente. d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS. em parceria com a URBEL. como referência para definição dos limites.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado. 88. 89. Art. utilizar-se-á. c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos.compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente .O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . § 1º revogado pela Lei nº 9. nas ações propostas pelo Poder Público. a partir das Normas Específicas de Parcelamento.Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas. . com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos. mediante parecer favorável da URBEL.959. 188 . desta Lei. constantes dos decretos específicos. Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei. 71.

de 1996. Art.959/10. IV .Anexo VIII . VIII . de 1996. 195 . 196 . de 1996. Art.166. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.º 7166. Art. referentes a Zoneamento.Anexo VI: Usos. V . Art. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras.Anexo V: Classificação dos Usos.Anexo XIII . simultaneamente observado o seguinte: I . revogando as disposições em contrário.Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal.º 1. IX . de 27 de dezembro de 1966 e o art. Anexo VI revogado pela Lei nº 9.959.CMH.acordos entre moradores e proprietários.959. 1.aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município. de 20/07/2010 Art. X .º 7.º 7.º 7. ouvido o Conselho Municipal de Habitação. 192 revogado pela Lei nº 9. de 20/07/2010 VII .301. contados da data da publicação desta Lei. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. CAPÍTULO V . sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR. VII e VIII. II .166.Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza. 194 . DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9. IV e XII da Lei n.º do Capítulo IX da Lei n.Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7. em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 70 do Decreto-Lei nº 84.que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei. Parágrafo único .166. de 1996. 193 . II . e comprovação do reassentamento das famílias removidas. 191 .Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II.São parte integrante desta Lei: I . Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais . referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários.Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n. é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma.Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V.Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação . III . especialmente o art.ADE's. VI.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3.III . através de operações compensatórias. a Lei n.165/96. de 21 de dezembro de 1940.Anexo XII . Art.No prazo de 180 (cento e oitenta) dias.

de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. III .Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I .074/05 e suas alterações. edificadas ou não. compostas de áreas vazias. Art. VII . II . quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município.As AEISs dividem-se em: I . juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento. .AEISs . VI . IV . ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico.não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental. 147 . § 1º . por lei.regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno. conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação.compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. por população de baixa renda. ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população. II .não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental.não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo.A instituição de novas AEISs.As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9. Art.AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano. compostas por loteamentos irregulares ocupados.existência de infraestrutura adequada.são áreas.presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno. XIV e XV desta Lei. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional. que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. para atendimento à população a ser assentada. VIII .As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento. § 2º . que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco. 148 . edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas. ou com possibilidade de expansão. poderá se dar.AEISs-1: destinadas à produção de moradias. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação. 146 .DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL . Art.Áreas de Especial Interesse Social . ou por decreto. predominantemente. 145 .As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias.AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. além das indicadas nos Anexos XIII. no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas. Ocupação e Uso do Solo. Parágrafo único . V .

§ 2º . as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei.ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e.os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. 17 da Lei Federal nº 8. em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. § 1º . serão permitidos lotes voltados para vias mistas. seu traçado permita que a .883/94.As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada.666/93. X . Subseção I Do Parcelamento Art. 150 . 151 . alterada pela Lei Federal nº 8. 149 . 152 . e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos. Art. desde que. permutar. vender. de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH.relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional.Fica o Executivo autorizado a titular. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original.A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social. além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei. nos termos do art. Art. II . não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres. 153 .As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor. no mínimo. e as demais características serão detalhadas em decreto específico.Nos parcelamentos em AEIS-1. Art.Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária. doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS. 5 m (cinco metros) de frente (testada). com dispensa de licitação. financiar. visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art. Seção II Da Alienação de Lotes Art.Nas AEISs-1. 154 .Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I .Nas AEISs-1. retomar.não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento.IX . Parágrafo único .

Parágrafo único .a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. II .0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. nas glebas com área superior ou igual a 30. aplicando-se.Nos casos de desmembramento: I . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. o pagamento em espécie é obrigatório. 1/3 (um terço) desse percentual. § 4º .Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável. 157 . Art. esgotamento sanitário. § 2º . para a conversão.166/96. bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos. as quais serão transferidas ao Município.quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art. Art. drenagem de águas pluviais e iluminação pública.vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. 17 da Lei nº 7. sendo que. 155 . de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros).sistemas de abastecimento de água. no mínimo. é obrigatória a transferência ao Município de. 158 .A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização.As áreas transferidas ao Município devem ter. no mínimo. nesse caso. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. a implantação de: I . será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento. bem como a manutenção e a preservação dessas. em .A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais.Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público.No caso de lotes com frente para via mista. no mínimo. II . no mínimo. será exigida. se dará por meio de decreto.Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1. devendo-se destinar a espaços livres de uso público. 156 .Nos loteamentos em AEIS-1. Art. § 1º . incorporadas ao percentual do sistema viário. Parágrafo único . 5. § 3º .distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). Subseção II Da Ocupação Art. ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana. desde que haja interesse público manifesto.Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário.000m² (trinta mil metros quadrados).

desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. § 1º .As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial. 166 .As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter. dos acessos de entrada das edificações localizadas na via.Nas AEISs-1. 160 . § 2º .O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos. no mínimo.Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo. . 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa.00 m (três metros). 161 . garantida TP de. de 11 m (onze metros).TP .A Taxa de Permeabilidade .Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS. 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). Art. Art. 167 . Art.7 (um inteiro e sete décimos). no máximo. a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de. Art.Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos. no máximo.165/96.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7. 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada. Art. 165 . não se incluindo.As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial.A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento. não sendo admitidas vagas presas. nesse percentual.O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3. no mínimo.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível. Art. no máximo. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento. Art. Art.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes.projeção horizontal. desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. 162 . sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais. em conformidade com o disposto na Lei nº 7. 159 . 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional). Subseção III Do Uso Art. 163 .00 m (sete metros) em. 164 . Parágrafo único . § 1º .

170 . que substitui o Anexo VII da Lei nº 7. incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7. Taxa de Ocupação. que substitui o Anexo XI da Lei nº 7. XII .Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7. que inclui o Anexo IV à Lei nº 7. a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote.Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários.Anexo I . 169 . XVI . que substitui o Anexo II da Lei nº 7. que substitui o Anexo I da Lei nº 7.São partes integrantes desta Lei: I .165/96.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo. XIV . que substitui o Anexo VI da Lei nº 7. XI .Anexo III .165/96.Anexo VI .Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional.No caso do uso misto em um mesmo lote.Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .166/96.Anexo XIV . XVII .AEIS-1.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Anexo VIII .Anexo XVIII .Glossário. IX .166/96. incluído como Anexo XV da Lei nº 7. V .Anexo XIII . que substitui o Anexo X da Lei nº 7. Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa.Áreas para Operações Urbanas Consorciadas. VI .Anexo II .166/96. 168 .Anexo XII .137/00.Parâmetros das vias em AEIS-1. Art. VIII . incluído na Lei nº 7.Anexo XVI .COMPUR .500.166/96.166/96.166/96 como Anexo XIII.Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.166/96. III . II . XVIII .A multa a que se refere o art. IV .Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III.166/96.Localização dos Usos.166/96.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7.166/96. 100 da Lei nº 7.Vias definidas como de caráter misto.165/96.Anexo XVII . que inclui o Anexo V à Lei nº 7. X . acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7. VII .Anexo V . Art.166/96 equivale a R$1.Anexo X . 171 .166/96.Mapa do Sistema Viário.Anexo IX .deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal. poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona.Anexo XIX .Anexo VII .Anexo XI .Anexo XV .Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7.Anexo IV .§ 2º . que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7.Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular. XV .165/96. Art.Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo.165/96. que substitui o Anexo I da Lei nº 7. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Classificação dos Usos.166/96. XIX . . XIII .

137/00. fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno. 172 – VETADO Art. com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. XXVII .Mapa da ADE Serra do Curral.Anexo XXIII . incluído na Lei nº 7. XXX .Fica excluída do Anexo VII desta Lei .137/00.Ficam revogados: I . XXVIII .A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via. 173 . que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento. XXIII .Classificação dos Usos instalados em ZEIS.Anexo XXV .137/00”. II .137/00.037/05.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.a Lei nº 2. nesse caso.Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade.XX . III . com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei. Art. todos da Lei n° 3.Anexo XXIV . XXI .166/96 como Anexo XII-A.Alterações do Mapa de Zoneamento -.037/05.Anexo XXVII .995. 174 . 24 e o inciso IV do art.Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro. XXV .Anexo XX . de 26 de agosto de 1991. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido.Alterações no Anexo VI da Lei nº 9.os arts.Anexo XXI . a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146.Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências. que substitui o Anexo XII da Lei nº 8.Anexo XXXII . XXXII . de acordo com projeto elaborado pelo Executivo. que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8. de 16 de janeiro de 1985.Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi. que substitui o Anexo VII da Lei nº 9. Parágrafo único .Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS. Art. incluído como Anexo XVI da Lei nº 8.Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro. Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.Anexo XXII . 175 . Art. constante do Anexo II da Lei nº 7.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs. .Anexo XXIX . XXIV .Anexo XXVIII .Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7. 5º.Alterações no Anexo IV da Lei nº 9.166/96.Operação Urbana Bosque das Braúnas. 14. de 16 de dezembro de 1974. 7º. XXVI .137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7.166/96. §1º .Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha.Anexo XXXI . XXXI . o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção. § 2º.955.390.037/05. o inciso II do art. XXIX . XXII .Anexo XXX .166/96.a Lei nº 5. situada no Bairro União.O Anexo IV da Lei nº 8. 25.Anexo XXVI .

os §§ 1º e 3º do art. VII .166/96. XXII . 5º.137/00. XXIII .o art. no sentido de facilitar a compreensão da legislação. 30 da Lei nº 7. 2º e 8º do art.166/96. XVIII .o Anexo VI da Lei nº 8. 1º. XV . 68 da Lei nº 7. IX . 67 da Lei nº 7. 161 da Lei nº 8. 7º. 4º. XIII . XVII .os §§ 1º.o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7.os §§ 1º e 3º do art. XI .Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas. 2º . V .os §§ 1º.a Lei nº 6.os §§ 2º a 5º do art. 10.o art. 46 da Lei nº 7. emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei. 31 da Lei nº 7.o parágrafo único do art. XXI . preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados.o § 1º do art.os arts. 3º. 157 e 158 da Lei nº 8.o § 1º do art. § 1º .a Lei n° 6.137/00. XXVI .Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então.os arts. Art.165/96. XXV .os incisos II. 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7.o § 4º do art.166/96.166/96.Na compilação do Mapa de Zoneamento.166/96.o parágrafo único do art. XIX .166/96. VI .os arts. 113 e 114 da Lei nº 7.o § 13 do art. Art. 68 a 71 da Lei nº 7.166/96. nº 8.166/96.O Executivo. § 2º . de 6 de dezembro de 1995. XXVIII .165/96. XIV . 45 da Lei nº 7. 6º. XV e XVI do caput do art.166/96.165/96. 21 da Lei nº 7.As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR.166/96. 1º .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 190 e o art. 44-A da Lei nº 7.os arts. elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7. X . 102 da Lei nº 7. à qual deverão ser ajustados os limites das zonas.o Capítulo III da Lei nº 8. XXVII . VIII . XXXI .o § 1º do art.999. 98 da Lei nº 7.166/96. 6º.137/00. 11. 141 da Lei nº 8.137/00. 14 da Lei n° 7. 2º. 169 da Lei nº 8. 67 da Lei nº 7. 10 e 11 do art.166/96. de 5 de agosto de 1992.221. XXIV .137/00.166/96.165/96. XII . 37 da Lei nº 7. 32 da Lei nº 7.137/00. ocupação e uso do solo. será utilizada base cartográfica atualizada. 72 da Lei nº 7. não poderão ser .o inciso IV do art. nº 7. 4º.166/96.137/00. XX . XXX .137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento. XXIX . 176 . § 1º .166/96.o § 2º do art. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.o art.166/96. 192 da Lei nº 8.o § 1º do art.IV .166/96. XVI .

IV .00 m (dez metros) ficam classificadas como VM.Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art.166/96 e em atendimento ao disposto no art. 5º . no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei. considerando identidades e características diferenciadas dos lugares. Art.as vias coletoras e arteriais. Art.as vias coletoras e arteriais. 6º .as vias locais.O Executivo elaborará tabela. visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE. 111 da Lei nº 7. Parágrafo único . ficam classificadas como VNR.As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7.O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs.O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município.201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos.00m (dez metros) ficam classificadas como VR. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.165/96. com largura inferior a 10. contado da aprovação desta Lei. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.725/09.277/97 e nº 8. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente. findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento. contado da aprovação desta Lei. 83 da Lei nº 7. independentemente do prazo previsto no art. § 2º . instalação e operação.166/96. Art.166/96. estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal. ficam classificadas como VR. no prazo de 1 (um) ano. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. Art. que ficam classificadas como: . 3º .166/96. ZPs e ADEs de Interesse Ambiental.A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo. III .166/96. § 1º . Art.O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais. com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7. 4º . 8º .as vias de ligação regional. 7º . Art. no prazo de 1 (um) ano. com largura igual ou superior a 10. II . § 3º .Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. contado da data de publicação desta Lei. 15 da Lei nº 9. § 2º .166/96.Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal. fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I .

11 . os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados. b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei. g) a Avenida Paranaíba. conforme projeto do Executivo. Art. passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos . e) a Rua Flor do Natal.Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei. c) a Rua Istria Ferraz.Fica suspensa. a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. f) a Rua dos Lagos. remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José.E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS . identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7. 10 .A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal. II . TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS.VNR -. DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . 12 .VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova . incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança .Vias Preferencialmente Não Residenciais . as localizadas nas ZEs.ZCBA -. d) a Rua Flor do Divino. contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí.O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo.e na Zona Central do Barreiro .ALMG . ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014. Art.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo. em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica. por 2 (dois) meses. Art. no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins.O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico. Art. i) a Rua Teresópolis.ZE -. contados a partir da data de sua publicação.I . 9º .vias de caráter misto . h) a Rua Pacajá. com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei. Parágrafo único .ZCVN . exclusivamente. DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO. em caráter excepcional.166/96.EIV em até 1 (um) ano. 13 . entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins. Art. j) a Rua Resende. com vistas. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei. no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende.

15 . excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas. de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991).manutenção de toda a área não edificada como área permeável. 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art. Art. Art. em porção do terreno a que se refere o art. fica permitida. Art.a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente . II .pelo Anexo II da Lei nº 7. no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia. em caráter perpétuo. a construção de edificações residenciais multifamiliares. 17 .unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito). § 2º . nos termos da Lei nº 6.ZP-2 .Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas.Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica.número de pavimentos limitado a 3 (três). localizada no Bairro Braúnas.altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno. na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. 16 . com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental. Parágrafo único .165/96.Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art. 14 .O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida. § 1º .O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo.Art.O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I .O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos. Art. Art. CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.O cumprimento da obrigação prevista no art. 20 . 21 .existentes no terreno. 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo.165/96. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. 18 . 3º da Lei nº 6. correspondente à quadra 4003.314/93. 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei. contado da data de publicação desta Lei. IV .A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 . V . com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida.APPs . III . identificado como via com . de 12 de janeiro de 1993.314.166/96. além de pilotis aberto no pavimento térreo. Art. 19 . de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana.

20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento. Art. bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto. à recuperação e à manutenção. no Município de Belo Horizonte. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art. da 12ª Seção Urbana. bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. 27 destas Disposições Transitórias.ALMG Art. Art. Art. 25 . 28 . com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros. Art.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. 27 . das áreas públicas da Praça Carlos Chagas. pela concessionária. 26 . Art.Fica vedada a cobrança. resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx. . 24 . Parágrafo único . contado da data de publicação desta Lei.ALMG -.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 29 . 22 .O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote. Art. com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado.166/96. pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. 23 .A concessão dos benefícios previstos no art. Parágrafo único . 25 destas Disposições Transitórias.Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . Parágrafo único .Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana. Art.O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos. 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição. por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura.Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais .previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei.

II . 11 da Lei nº 7. 35 .Fica instituída a Operação Urbana da Savassi.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos. 33 . II .à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana.166/96. 30 . fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1. por igual período. Art.994. 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte. 31 . 32 . envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo.o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. a ser utilizado.área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências.Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. contado da data de publicação desta Lei.os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei. 34 . renovável sucessivamente. . Art.165/96 e de acordo com o disposto no art.propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi. alternativamente: I . Art. II . seguindo o disposto no art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. na data da publicação desta Lei.nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I .A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I . § 2º .89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída.O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado. § 1º . delimitada no Anexo XXVII desta Lei. devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7.165/96. II .minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área. com os seguintes objetivos: I . III .O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi. CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. por meio de intervenções viárias e urbanísticas.São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos.em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. Art. a critério das partes envolvidas na Operação Urbana.Art. Art.à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno. 36 .

respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. destas Disposições Transitórias. § 4º .º 7. fica autorizada.45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados).§ 3º .O não cumprimento do disposto no caput do art.60 (sete milhões.A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça. Art. Art. TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos).Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote. II . igual a 1.165/96. em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art.O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento. I. 38 . independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas.179.161. 35 destas Disposições Transitórias.Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. 36.O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos .165/96 e em seu Regulamento.580.ITBI -. 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15.20 (quinze milhões. 37 . até o limite de 997.O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art. 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses. § 1º .revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I . conforme o cadastro do Município. a critério do Executivo.A utilização dos benefícios previstos no art. 40 . contados a partir da data de publicação desta Lei. Parágrafo único . a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –. de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa. quinhentos e oitenta mil.165/96. Art. além do potencial construtivo adicional previsto no art. conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei.589. cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos). 39 . .transferência ao Município de R$ 7. conforme previsto no § 1º do art. 62 da Lei n. respectivamente.

Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro. que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária. mediante o pagamento de contrapartida. 41 . IV . VII .garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade.permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável. em especial dos moradores da Região Norte do Município. IX . contenção de erosão.assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável. o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha. V . que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística. .promover a recuperação ambiental das áreas de preservação. observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria. II . a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico.criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização. incluindo revegetação. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas. III . X .§ 2º . bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local.A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro. em especial. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I . VIII .promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. 42 . a presença de vegetação expressiva. de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas.implantar o sistema viário estruturante na região. em especial o grande número de nascentes e cursos d’água.assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual. das nascentes e dos cursos d’água. em especial o Ribeirão do Isidoro. CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art. Art. e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado.viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. VI .instituir classificação das áreas.

bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. nas quais a ocupação.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1. terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos.Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima. conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I .Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo. de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante. conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei.Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada. onde a ocupação deverá ser proibida. Art. inclusive pagamento de contrapartida. que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. ficam sujeitas às seguintes regras: . naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação.166/96. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa. em virtude das condições locais topográficas.Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. em conformidade como o disposto neste artigo. 43 . § 1º . o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições. reclassificadas para o Grau de Proteção 1.Para os fins dessa Operação Urbana. em especial na Lei nº 7. 45 . § 3º .As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação. II . sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1. 44 . a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais. topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. nas quais.XI . e nas demais normas aplicáveis à matéria. morfológicas. § 2º .viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. e que a ela aderirem.Não se aplica o disposto no art. poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. destinadas à preservação permanente de nascentes. respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística. cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental. por força de deliberação do COMAM. III . e que a ela aderirem. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art.

.lotes mínimos de 5.taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento). não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art. 14 da Lei 7. exclusivamente.Coeficiente de Aproveitamento de 1. os seguintes parâmetros: I . II . poderão adotar.lotes mínimos de 5. Parágrafo único .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. no que couber.Coeficiente de Aproveitamento de 1. nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2.0 (um). 46 . no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica. 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental. 47 . a partir da recepção de UTDCs geradas. Art. de caráter perpétuo e aberta ao público. ficarão autorizadas a gerar UTDCs. III . II . e preservação. no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento. 48 . III .quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados). cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.314/93. ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção.O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores. Ocupação e Uso do Solo. pelas áreas com Grau de Proteção 1.I . § 3º . ou doadas ao Município para a instituição de parque público.5 (cinco décimos) pela área total do imóvel. nos termos da Lei nº 6.Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento).Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. § 2º .000 m² (cinco mil metros quadrados).As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em. IV .2 (um inteiro e dois décimos).000 m² (cinco mil metros quadrados). observando-se o disposto nesta Lei.166/96. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei.não poderão ser parceladas nem ocupadas.A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana. Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art.As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . § 4º . § 1º . V . Art.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento).atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM. II .O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0.0 (um). no mínimo.

as condições de implantação das edificações nos lotes. ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . pelas áreas com Grau de Proteção 1. no qual deverão ser analisadas. II . a partir da recepção de UTDCs geradas.Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul. 49 .As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3. .IV . Art. de acordo com a Lei nº 7.7 (um inteiro e sete décimos). exclusivamente.Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área.O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado. além do disposto na Lei nº 7.000 m² (dois mil metros quadrados). III . condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana. Parágrafo único . Parágrafo único .Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540. Parágrafo único .Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar. 52 .quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados). V .Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar. Art.5 (um inteiro e cinco décimos). exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1. 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3. IV . 51 . V . edificadas e regularizadas. no mínimo. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1. 10% (dez por cento) das unidades habitacionais.lotes mínimos de 2.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1. 50 .Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação. Subseção IV Disposições Gerais Art.166/96.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. Art. as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.5 (um inteiro e cinco décimos).taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento).166/96.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados). 53 . Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. no mínimo.

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável.o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde. nos termos da Lei nº 6. incluindo-se cercamento da área.Os projetos executivos das vias e dos parques. fixado em R$ 180. atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte . com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul. ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana. pelo empreendedor. os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo.VIURBS . em que: I .II . pelo empreendedor.e às demais políticas municipais setoriais.As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo. § 4º . Parágrafo único . bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados. III . II . 67 . IV . de trecho das vias 540 e Norte-Sul. educação e lazer.00 (cento e oitenta reais). .Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana.o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município.00 (trezentos e oitenta reais). § 2º . para o Município.Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana. com vistas à utilização do benefício previsto no art. para edificações destinadas ao uso não residencial. para edificações destinadas ao uso residencial. serão elaborados pelo Executivo. em conformidade com o disposto no art.Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei. não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento. e em R$ 380. 62 destas Disposições Transitórias. calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área. Art.o custo de implantação. incluindo-se transferência. III . de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V). implantados progressivamente pelo empreendedor. § 3º . excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I . de acordo com o Anexo XXXI desta Lei. correrão por conta do Município. em caráter perpétuo e aberta ao público. conforme legislação específica.instituição de Reserva Particular Ecológica. II . § 1º . implantação de equipamentos de apoio e revegetação.AL é a área líquida edificada. em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. 46 deste Título.314/93. dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei.o valor de implantação.CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana.

67 destas Disposições Transitórias.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo. em dinheiro. Art. com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana. instituída por esta Lei. 70 . 68 . de Termo de Recebimento das demais obras. em conformidade com o número de unidades implantadas.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica.A contrapartida prevista no art. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. § 2º .O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei. a saber: I . 62 e 63 destas Disposições Transitórias. II . pelo Executivo.O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art. Art. no momento da aprovação do parcelamento. e a aprovação. serão exigidas: I . 61.como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão. de cronograma de execução das demais obras previstas para a região. por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana.Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. . pelo Executivo. II . III .Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento.1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. § 3º . pelo Executivo.A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros. 67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão. que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados. 69 . Parágrafo único . § 1º . § 1º .§ 5º . IV . de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento. 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. b) a apresentação. desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas.Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. por Decreto.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças.No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts. pelo empreendedor.

inclusive quando forem implantados pelo empreendedor. com autonomia administrativa e financeira.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos.decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo.A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças. Art. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I .1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual. IX . seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro.Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. II .Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I . bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas.1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro. pela prestação da contrapartida por meio da execução direta. de natureza contábil.Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana. II . 73 . 71 . CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. 62 destas Disposições Transitórias.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.V . com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana.1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro. 72 . deverá optar. § 5º . em conformidade com o disposto no art. no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo. preferencialmente.1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro. § 3º . pelo empreendedor. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana. § 4º .1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. VIII . Art.À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete. VII . § 2º . no limite de sua apuração.recursos oriundos de aplicações do Executivo. X . serão aplicados em: . das obras de infraestrutura previstas para essa Operação.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. VI .

Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1. nos termos da Lei Federal nº 4. 76 . em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art. balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro. previstos no Anexo XXXII desta Lei. Parágrafo único . Art.000. 70 destas Disposições Transitórias. Parágrafo único . caso existente. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540. II .da Fundação Getúlio Vargas. contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. 40 a 43.Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro.INCC . .O controle interno da gestão orçamentária. com base no Índice Nacional da Construção Civil . os custos de implantação dos projetos. financeira. para fins de prestação de contas.00 (um milhão de reais). 69 destas Disposições Transitórias. de 17 de março de 1964. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 78 . 75 . Art.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana.000.O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana. nos termos dos arts.à interdição imediata das edificações concluídas.elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida. 45 e 46 da Lei Federal nº 4.execução das obras previstas na Operação Urbana. Art. para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro.ao embargo imediato das obras. III .I . o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. 77 . que deverá publicar. contado da publicação desta Lei.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. anualmente. Parágrafo único .A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I . balancetes. II . e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados. podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte.O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro.O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos. III . 74 .320. nos termos do § 1º do art.ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art.320/64.

Belo Horizonte. 80 destas Disposições Transitórias. 80 destas Disposições Transitórias.50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art.até setembro de 2013. II .Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014.a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3. III . deverão ser edificados: I .Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3. associados ou não às escolas a serem implantadas. desta data) . II . § 2º . que deverão ser cedidas temporariamente ao Município. mobiliadas e equipadas. 79 .O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas. II .50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo. Parágrafo único . desde que atendidas as seguintes condições: I .o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1.2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas.A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I . com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014. de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78. 20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09. § 1º . por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias. Art. o mínimo de 3.165/96.000 (três mil) unidades habitacionais.São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7. fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal.Art. do Diário Oficial do Município. 80 .

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