LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

II . III . contados a partir da aprovação do projeto. segundo regras definidas na Lei nº 10.Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art.2 (dois) anos. no segundo cobrança. desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo. 14-B .000. II . Art. III . IV .1 (um) ano.UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir. da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I . no terceiro cobrança. ano de ano de ano de ano de . II . IV . calculada com base no valor do CA básico.AT corresponde ao saldo da área líquida transferível. para iniciar as obras do empreendimento. poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. segundo regras definidas na Lei nº 10.VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador. contado a partir da conclusão das obras. para que seja protocolado o projeto de parcelamento. Art. V .00. 14-A .4. Seção II Da aplicação do parcelamento.000. II . 14C desta Lei.14-C .A aplicação do parcelamento. Parágrafo único . contados a partir da notificação. para que seja protocolado projeto de edificação.5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel.257/01.AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada. 14-D .8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel. para a utilização da edificação. mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos.257/01. III .2 (dois) anos.00. na qual: I . do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art.O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1.1.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel.1 (um) ano. o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo.3. no primeiro cobrança.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1. nos seguintes termos: I .2.Em empreendimentos de grande porte.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor. em caráter excepcional. contado a partir da notificação. no quinto ano de cobrança.DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art.2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. no quarto cobrança.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir. na qual: I .6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel. da edificação e da utilização compulsórios. III .

IV . medida em metros quadrados. menor ou igual a 0. na qual: I .Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I . 14-F . Art. § 3º .FV . do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. saúde. contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. V .Parágrafo único .30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo. II .CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico.N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais. bibliotecas e museus. pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos. limitado a 0. § 1º .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP .A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos. 14-G . calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato . exclusivamente. III .CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art.Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo. ao Executivo.AT corresponde à área do terreno. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. II .CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. III . conforme disposto em regulamento.VETADO § 2º . de valor equivalente ao potencial construtivo excedente. edificar ou utilizar o imóvel.equipamentos públicos destinados a educação. conforme a hipótese. teatros.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. auditórios. sujeita o infrator à transferência.CAb) x AT x V. hospitais ou estabelecimentos culturais. limitado ao CA máximo.5 (cinco décimos). no meio urbano. IV .Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social . III .corresponde ao fator de volumetria. 14-E . VI .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV.165/96. na qual: I .V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno.8 (oito décimos). Art. Parágrafo único .estabelecimentos culturais destinados. II .CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. assistência social e segurança. V . a cinemas. variável conforme o impacto.hospitais. o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar. lazer.O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo. no caso de empreendimento privado.FIS -.

com aproveitamento do sistema viário existente.as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. observada a fórmula VP = (CP . .Oneroso Inter Vivos .VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional. IV .ITBI -. CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. 26 da Lei Federal nº 10. limitado a 5. nem o prolongamento. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I. a modificação ou a ampliação dos existentes. III.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I .165/96. § 3º .Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano. na qual: I . Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art. V . II . § 2º . 14-I . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. 69-A da Lei nº 7. definidas no Anexo II da Lei nº 7. IV . apurado conforme previsto no § 3º deste artigo.A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos. para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art. para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art.as áreas definidas como AEISs. a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos.165/96. III .as áreas de Projetos Viários Prioritários.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público. 26 da Lei Federal nº 10.as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art.O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento.257/01. II . II.os imóveis tombados. 15 .CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado.Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura.257/01. 26 da Lei Federal nº 10. Art. 14-H .0 (cinco). V . o prolongamento. § 1º .CAb) x AT x V. 26 da Lei Federal nº 10. 26 da Lei Federal nº 10.AT corresponde à área do terreno.257/01.257/01. que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos.Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação. conforme o cadastro do Município. III .257/01.V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno. V e VI do art.

Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo.000 m² (dez mil metros quadrados).00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco).766. Parágrafo único . 16-A . de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. § 1º . V .é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes. § 2º . § 1º . de 19 de dezembro de 1979.a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). 17 . sendo identificadas e descritas nas certidões de origem.Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10. com largura mínima de 30.as áreas não parceláveis. 5.O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo. as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo. de acordo com a Lei Federal nº 6. de acordo com a Lei Federal nº 4. a dimensão e as características do imóvel. Art.UPs -. ainda que intermitentes.No projeto de parcelamento do solo.Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I . Art. bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes.As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados. cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento. existentes ou projetadas. II .000 m² (dez mil metros quadrados).O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local. . b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água.as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental. no mínimo. IV . o formato. 16 . e harmonizadas com a topografia local.Art.00m (trinta metros) em cada lado.as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais. 15-A .771. com. II . que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação . a partir da margem. devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I .os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10.o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes.A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização. Art. III .

Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1. § 9º . vedada a frente exclusiva para vias de pedestres.pertencentes a zoneamentos distintos. § 5º .São admitidos lotes com área superior a 10.No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).lotes localizados em esquinas. II . ferrovias e dutos. II .São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I.No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM. é obrigatória a reserva.VETADO Art.Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I .As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento. III . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.Não são admitidos lotes: I . § 10 . § 6º . III .000 m² (dez mil metros quadrados). até o máximo de 15. devem ser respeitadas as seguintes condições: I .parcelamentos vinculados.incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas.§ 2º . os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. de faixa de segurança non aedificandae.em atendimento ao § 3º deste artigo. a partir de sua margem. § 3º .nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas.Além das previstas no caput. § 8º . exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs. II . § 4º . III . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio.000m² (dois mil metros quadrados). § 11 .000m² (mil metros quadrados).00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio.com frente para vias com classificação viária distinta. descontadas as áreas a serem transferidas ao Município. nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes.00m (quinze metros) de largura. em cada lado.Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: . deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15. § 7º . cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo.nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias. § 12 . a área remanescente constituirá um único lote. 18 . exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs. IV .parcelamentos para condomínios.os lotes devem confrontar-se com via pública.Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2.

às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Art. Seção II Do Loteamento Art.No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias.I . § 2º . cultura. além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento.Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. contados da aprovação do projeto de parcelamento.886. rede telefônica e gás canalizado.Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público.que acusem presença de cursos d'água. Parágrafo único .Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água.que se enquadrem no art. obrigatoriamente. § 5º A acrescentado pela Lei nº 7. será destinado a espaços livres de uso público.Nas glebas a serem loteadas. no mínimo. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos. a via de pedestre deve.Espaços livres de uso público são as áreas verdes. de 24/12/1999 § 5º B . 20 . lazer. 15% (quinze por cento) da gleba. prevalecendo o maior valor numérico.886. § 1º . § 4º .500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). de 24/12/1999 . § 5º . coleta de águas pluviais. Art. deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis. 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas.Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais.em áreas iguais ou superiores a 2.Não é permitida a aprovação de lotes isolados. II . com área igual ou superior a 30. 19 . é obrigatória a transferência ao Município de. § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. segurança e similares. sob pena de caducidade.Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres. as praças e os similares. nascentes.Para ser admitida como delimitadora de quarteirão. § 2º . por.Nos loteamentos. III . a não ser que situados em quarteirões delimitados. vegetação arbórea ou sítios arqueológicos. saúde. 16-A desta Lei.Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. pelo menos. § 1º . 1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. § 3º . no mínimo. 21 .000 m² (trinta mil metros quadrados). energia elétrica. § 5º A . serviço de esgotos. 16 ou no art.

(VETADO) § 15 . 18 desta Lei. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.§ 6º .A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento.00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. § 18 . pelo Município.Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts. as seguintes áreas: I . nos quais prevalecerá a função da via.relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica. conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. § 9º . desde que resguardado o atendimento ao interesse público. a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal. será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. das obras do loteamento. § 7º .959. § 17 . de 20/07/2010 § 14 . caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art. sendo computada.No ato do registro do loteamento. a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo. e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento.As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor.Não são aceitas. § 8º . a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. para a conversão. desde que haja interesse público manifesto.As áreas transferidas ao Município devem ter. até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada. 10. § 11 . § 12 .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. aplicando-se. sendo que.Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias. . § 16 .As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior. no mínimo.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização. § 13 revogado pela Lei nº 9. § 10 . apenas metade de sua área. II . 16 e 17 desta Lei. para efeito do cálculo do percentual. nesse caso. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos.

O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis. o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art. § 3º .O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. § 1º . alternativamente: I .A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município.Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento. feita mediante instrumento público. 26 . respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água. Parágrafo único .Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo. da seguinte forma: I . no local ou fora. III .o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros). 24 . Parágrafo único . depois de feita vistoria pelas concessionárias de água.Art. do valor a elas correspondente. Art.em títulos da dívida pública. até o máximo de 70% (setenta por cento). 22 . conforme o disposto no § 1º deste artigo .por fiança bancária. com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal.Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões. Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos .por vinculação a imóvel. o depósito poderá ser restituído.não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em. II .não haja viabilidade técnica de execução de via pública. Art.A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito.O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento.Aprovado o loteamento ou a sua modificação. esgoto e energia elétrica. IV . esgoto e energia. 21-A .em dinheiro. no momento da liberação do loteamento. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização. II . desde que. Art.Cumprido o cronograma de obras. 25 . deve ser expedido Alvará de Urbanização.A critério do Executivo. no máximo. devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei. 23 . confiado ao Município. III . Art. 200 m (duzentos metros). § 2º .

ou trecho .ou trecho .mista a via .Art. III . com função de possibilitar o acesso direto às edificações. IV .de pedestres. correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso.O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias.arterial. na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente.O sistema viário dos loteamentos deve obedecer.levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -. utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância. Art. de bicicletas.ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias.O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. § 2º . 28 .ou trecho . 67. III .Entende-se por: I .coletora a via . VI .com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais. com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.constantes do Anexo IV . destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas. § 2º. VII .de pedestres. será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados. quanto à geometria das vias. V .Dentre as obras do loteamento. II . VII . eventualmente. respeitado o previsto no art. cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso . às características definidas no Anexo III. § 1º . a via destinada à circulação de pedestres e.Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos.local. VI . § 1º .de ligação regional a via .ou trecho .de baixo volume de tráfego.089.de ligação regional.com significativo volume de tráfego. II . de 29/01/1997 § 4º .são classificadas como: I . V .coletora.com função de fazer a ligação com municípios vizinhos.arterial a via . com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.ou trecho .As vias públicas dos loteamentos .local a via .mista.O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP. de baixo volume de circulação de veículos. § 3º . § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9. § 2º . 27 . a ser feita por decreto .destinada à circulação de pedestres e ao lazer. IV .ciclovia.

29 . § 2º . nesse caso. Art. é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie. para condomínios com área entre 50.Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. para a conversão. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório. na determinação da localização dessas áreas.ter área superior a 100.959.Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis . desde que haja interesse público manifesto.000 m² (cem mil metros quadrados). de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art. aplicando-se. e cujo terreno não pode: I .000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. dos 15% (quinze por cento). dispondo de espaços de uso comum. § 1º .Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. 30 . resulte área inferior à mínima prevista no art.000m² (três mil metros quadrados). § 2º .A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados). deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes.§ 3º .A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. caracterizados como bens em condomínio. 32 . Seção IV Do Desmembramento Art. sendo que. § 1º .ITBI.Nos casos em que. 15% (quinze por cento) da gleba. de 20/07/2010 Art. § 4º revogado pela Lei nº 9. sendo que. § 3º . 17. sendo que.000 m² . desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público. 31 revogado pela Lei nº 9. as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno.959.Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único.No caso de glebas com até 3. no mínimo. § 3º . II.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.

conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada.Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo. quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis.instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. no máximo.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município.064. II .(cem mil metros quadrados). § 1º revogado pela Lei nº 9. destinada à proteção ambiental.As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial. II . IV .unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único.o sistema viário de circulação interna.o número máximo de unidades residenciais. Art. não passível de ocupação ou de impermeabilização. 33-B .as unidades territoriais. de 17/01/2005 Subseção II . com relação as suas áreas internas: I . de 20/07/2010 § 2º . III .coleta de lixo. III . IV . sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente.Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art. II .obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado. § 1º . § 2º . 33 . do qual devem constar: I . calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento. III .O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em. II . § 3º . considera-se: I . Art.Compete exclusivamente aos condomínios. de acordo com avaliação do órgão municipal competente. 33-A .No parcelamento para condomínios.sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio.A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área. com largura mínima de 10 m (dez metros).A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio. Art.o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos. Inciso III com redação dada pela Lei nº 9.execução e manutenção da infra-estrutura.959. dois pontos. 34 .

35 . VI .que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. III . somente precisam ser aprovados. d) desapropriações. II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art. juntamente com o projeto de parcelamento. IV .No caso de modificação de parcelamento. § 2º . § 1º . III . Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art. Art. salvo no caso de nova análise da vinculação.em loteamentos destinados à instalação de indústrias.Não é permitida a modificação de parcelamento: I .000 m² (dez mil metros quadrados). as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro. § 1º revogado pela Lei nº 9.em ZP-1. conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei.Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano.Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais.em parcelamentos vinculados. sem alteração do sistema viário. c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento. Art. desde que a forma.Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento. I.O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido. os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações. 38 .que resulte em desconformidade com o disposto no art.Do Parcelamento Vinculado Art. . 17 desta Lei. 37 . V . 36 . b) regularização de parte de lote.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10.em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).959. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. 17. a não ser nos seguintes casos. de 20/07/2010 § 2º . é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes.É obrigatório o parcelamento vinculado: I . II .em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM. e) impossibilidade física ou geomorfológica.

§ 1º . . 42 . deve respeitar o previsto no art.Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais. a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários. a contar do protocolo do requerimento. sem ônus para o requerente.A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa.Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado. para providenciar a regularização requerida. CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. 17.Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação.Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário. Seção VII Do Reparcelamento Art. 38 e as previstas para loteamento. no que couber. § 4º . do art.Aplicam-se ao reparcelamento.O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento.No reparcelamento. Art. 40 . não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II.Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo. § 3º . é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original.O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto. § 2º . as regras do art. 39 . 17 desta Lei. § 1º .Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I . Art. que deve ser respeitado. 41 .A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado. § 3º .O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias.Parágrafo único . § 4º . § 2º .fazer parte de parcelamento aprovado.

III . II .II .o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura.959. Parágrafo único . desde que observadas as seguintes exigências: I . e Inciso IV revogado pela Lei nº 9. com base na alínea “b” do inciso III do art. Parágrafo único . mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU. § 1º .00 m (dez metros).a altura máxima da edificação é de 8.As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais. aquele que for mais restritivo.8 (oito décimos).165/96. as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo . II . 46 do Plano Diretor do Município.Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I . nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7. de 20/07/2010 § 1º .500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2. escritura ou contrato de compra e venda. como registro em cartório.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10.fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo.Para que neles seja admitida a edificação.a área total a ser edificada não pode exceder 1. os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput. § 2º . § 3º .00 m (oito metros).Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário.o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0.o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere. Art.a edificação tenha caráter provisório ou temporário.Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art.É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações. 44 . III .Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei. § 2º . 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo.000 m² (um mil metros quadrados). os lotes com área inferior a 2.ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos. Art.00m (cinco metros). dentre os lindeiros. o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que. a serem definidos em lei. 43 . 44-A . voltada para logradouro público aprovado. ocupe a maior extensão limítrofe.Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM. Art. IV .De acordo com o traçado básico do alargamento das vias.

46 .a antecâmara. para efeito de cálculo do CA: I . XI . desde que dotada de instalação sanitária. VII .que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam. deixando de submeter-se ao disposto neste artigo. inclusive a área do recuo de alinhamento.165/96 e no Anexo VI-A desta Lei. § 7º .a área situada ao nível do subsolo.a área destinada a estacionamento de veículos.a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados). 45 . a casa de máquinas e a subestação.um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial. § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9. nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica.O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe. X . Inciso II revogado pela Lei nº 9. de 20/07/2010 § 6º .a guarita de até 6m² (seis metros quadrados).situadas em unidades residenciais .a área de circulação vertical coletiva. passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere.a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores. XIII .959. § 1º . exceto se situada em edifíciosgaragem.Quando exigido recuo de alinhamento. VI . .Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7. o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. de 20/07/2010 III . IX .os compartimentos destinados a depósito de lixo.959. IV . destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada.O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa. V .Não são computadas. se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art. Art. VIII . limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido. § 3º .deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto.Após executado o projeto a que se destina.a caixa-d'água.os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem.as varandas abertas . XII .

acústica ou visibilidade em auditórios.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros). Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. para efeito de cálculo do CA. de 20/07/2010 XVII .Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996. § 1º . da seguinte forma: I .O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4. § 2º . III . § 6º . a área do compartimento é multiplicada por 1. e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento. para efeito de cálculo do CA. ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM. § 4º revogado pela Lei nº 8. 47 . desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores.Não serão computadas. § 1º .137.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada. § 2º .50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6. para efeito de cálculo do CA.se igual ou inferior a 5.959. II .50m (seis metros e cinqüenta centímetros). § 3º .É admitido pé-direito superior a 4. as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art.a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.5 (um e meio). bem como às normas técnicas pertinentes.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo. .80m (cinco metros e oitenta centímetros). será admitida quota de terreno equivalente à área do lote. de 21/12/2000 § 5º . situado em ZP-1.Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto.logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3. a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois). até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo.XIV . quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento. por razões técnicas relativas a: I .80m (cinco metros e oitenta centímetros). sem acréscimo de área a ser computada. desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo. salas de espetáculos ou templos religiosos.As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei.se superior a 5.O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado. II .necessidade de aproveitamento do espaço aéreo.Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior.

observado o seguinte: I . § 5º . II . § 1º . 49 revogado pela Lei nº 8. prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei. prevalece: a) 10% (dez por cento).para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo. 48 . § 1º . § 2º . § 3º .para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1. 50 . XV.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático.para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha. por meio de parecer técnico.A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput. exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs. dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana. § 2º .é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno. seja desaconselhável a permeabilização do terreno.Podem ser utilizados. desde que: I .As edificações.nelas haja área descoberta .seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo. a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento). se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art.Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei.As TOs máximas são as definidas no Anexo VI.Taxa de Ocupação . III .Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total. b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente. § 4º . II .137. simultaneamente.TO .equivalente à área de permeabilidade mínima . as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade.Subseção III Da Taxa de Ocupação Art.Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art. 46. Subseção IV Do Gabarito Art. . podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno.

Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais.A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável. por gradil vazado ou transparente.anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via.Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional. 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental. § 2º .O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno.vias de ligação regional e arteriais. conforme dispuser o regulamento. da seguinte forma: I . § 1º . 4.Quando exigido o recuo de alinhamento. Subseção VI Do Afastamento Frontal Art. implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público.00m (três metros). § 9º . desde que cumpridas as seguintes exigências: I . II .Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias. observadas as demais exigências legais. que levará em conta o fluxo de pedestres.00m (quatro metros). para aplicação da Taxa de Permeabilidade. exceto . pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento. § 3º . 3. em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida. exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres. § 7º .§ 6º . jardineiras ou pavimentos elevados. a área do terreno resultante do referido recuo.desde que continue possível o livre trânsito no local . "a".demais vias.Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º. § 5º . 46.O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos. livre e vegetada. nesse caso.(VETADO) § 4º .A área permeável. poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. III. existente e potencial. e a intensidade do tráfego no sistema viário . permitidos. podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes. não será considerada. respeitado o previsto no art. § 10 . 51 . 7°. § 8° . a construção de guarita e o fechamento. exclusivamente.pilares de sustentação. do Plano Diretor. da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial.A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP. os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas.

em edificação localizada na ZHIP. no mínimo.É permitida a construção de guaritas com área de até 6. exceto pilares de sustentação. no caso de ter o passeio dimensão inferior.40 m (sete metros e quarenta centímetros). na área delimitada por este afastamento. ouvido o órgão responsável pelo trânsito.afastamento frontal de. condicionada à manutenção das condições de trânsito. III . 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal. II . quando este estiver junto às divisas laterais. na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais. ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3. os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados). ou junto ao acesso à garagem.O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio.00 m (cinco metros). a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP.00m² (seis metros quadrados). IV . não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. mesmo se superado o percentual fixado no caput. o estacionamento no afastamento frontal. guaritas que tenham.autorização de caráter provisório. 7.Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III.em edificações vizinhas a bens tombados. VI .É dispensado o afastamento frontal mínimo: I . IV . podem ser construídas.00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. Parágrafo único .5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9.os acessos obedeçam às regulamentações existentes.Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais. § 6º . V .em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum. respeitado o livre trânsito no local. 5.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento.40 m (dois metros e quarenta centímetros). Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo . 53 .as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas. III . 2. admitindo-se.existência de passeio com. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de. desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal.90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais. Art. devendo ser garantida. no mínimo. em qualquer ponto. Art. II . no máximo. por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.adjacente. e VII .seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0. em qualquer ponto. 52 . nos pavimentos situados em nível superior a 3. V . Parágrafo único .em áreas destinadas a uso não residencial. cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. no mínimo.

os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII.a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno. § 3º .os valores.Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos. o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou. desde que: I .00m (seis metros). o H deve ser definido em relação ao piso deste.Art.30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6. § 2º .50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6.00m (doze metros) a distância de 1. III . 54 . § 4º .50 (cinqüenta centésimos).Entende-se por H a distância vertical. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior. 56 .01 (um centésimo) e 0. entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.Para terrenos em aclive. entre 0. a partir do piso do mais baixo destes.o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio.2. são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior.1. sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo.os valores. § 8° . . exceto nos casos de utilização para estacionamento. exclusive.Para valores fracionários de H. § 7º . Art. 55 revogado pela Lei nº 8. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos. adota-se a seguinte regra: I . II . exclusive. guarda de veículos ou área de lazer aberta. § 1º . II .00 (cem centésimos).00m (doze metros). o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos.Havendo níveis de subsolo. é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12. § 5º .50m (um metro e cinqüenta centímetros). na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional. II . a casa de máquinas não é considerada como pavimento. em metros.00m (doze metros).Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei. de 21/12/2000 Art.00m (doze metros) de frente. entre 0.Para efeito de definição do H.137.No caso de lotes com menos de 12.50 (cinqüenta centésimos) e 1. III . em metros.Nas edificações situadas na ZA.00m (seis metros) e menor que ou igual a 12. § 6º . desde que não existam aberturas na fachada respectiva. em metros.

Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas. no caso de divisa de fundos. III . a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei.Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo.A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas. § 5° . os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5.É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo. desde que estas estejam legalmente construídas. § 3º . § 4º . adotando-se como afastamentos mínimos 1. no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior. de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84.80m (dez metros e oitenta centímetros). de 21 de dezembro de 1940. § 7° .50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo.a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral.00m (cinco metros) para divisa de fundo.Parágrafo único . deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40.o terreno natural em seus respectivos pontos.O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas. Art. Subseção VIII Da Altura na Divisa Art. no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota. 57 .A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I . II . independentes ou interligados por pisos comuns. independentemente do valor previsto no Anexo VI. 59 .a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento.No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional. . Art.No caso de edificação constituída de vários blocos. § 2º . adota-se como altura máxima na divisa 10. § 1º .Na ZHIP. elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1. independentemente do valor previsto no Anexo VI.No caso de terreno em declive nos termos deste artigo. 58 . § 6º .As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI.

desde que haja parecer favorável do COMPUR.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I. Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art. poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos. situada em terreno onde exista. no mínimo.No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo. as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .as habitações unifamiliares.os templos e os locais de culto. os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). além dela. 60 . III . situada em terreno onde exista. III . desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento.a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). § 2º . além dela. somente uma edificação de uso residencial.as habitações unifamiliares.Até que seja regulamentada a ZEIS-2. II .os templos e os locais de culto.os templos e os locais de culto. as jardineiras. Parágrafo único . somente uma edificação de uso residencial. III .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . II . Parágrafo único .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . IV . 61 . § 1º . serão mantidas. § 2º . situada em terreno onde exista. § 3º .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII.as habitações unifamiliares.as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial." Art.Consideram-se saliências os brises. . II . além dela. § 1º . os elementos decorativos e os estruturais.Subseção IX Das Saliências Art. 61 .As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros). somente uma edificação de uso residencial.

62 . III .0 m (três metros) de largura e 4. § 9º .edifícios-garagem. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art. a utilização de. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. § 10 .0 m (quatro metros) de altura.Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada. 63 . conforme a hipótese. § 4º .0 m (nove metros) de comprimento por 3. excluídas as relativas à parte residencial. no caso de adaptação de edificações para o uso residencial. a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito.No caso de edificação destinada a hotel.edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento.Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. § 7º . a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída. até a data da entrada em vigor deste parágrafo.Devem dispor de pista de acumulação interna. Parágrafo único . mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM.estacionamentos de veículos abertos ao público. a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. § 5º . Art. junto à entrada e ao nível do logradouro. mediante parecer favorável do COMPUR. § 6º . no máximo. poderá ser facultada. a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996. IV .edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento.Cada vaga de carga e descarga deve ter 9. § 8º . os acessos a: I .Para as edificações existentes na ZHIP.Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao .O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior. II . de acordo com o Anexo IX.§ 3º .No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga. conforme a hipótese. o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras.

por sua natureza. tenham taludes de corte.Os usos não residenciais são classificados. CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art.Comércio. . definidas na carta geotécnica do Município. para fins de localização. II . nos termos da Lei Complementar nº 128.O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I . em uma mesma edificação.Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos. § 1º .Indústria. III . § 1º .não residencial. de usos residencial e não residencial.ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas. de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade. em função dos serviços de terraplenagem. V . de 19 de dezembro de 2008. II . II .É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial.Serviço.São classificadas como do Grupo I. Serviços de Uso Coletivo. Serviços. que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais. IV .Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial. Art.00m (quatro metros). III . II . no caso de terrenos que. III . 65 .residencial.ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque. sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem. compreendendo atividades das subcategorias Comércio. com potencial de geração de incômodos de pouca significância.CREA/MG. III .ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação. de aterro ou mistos com altura superior a 4.Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial.Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que. IV .Serviço de Uso Coletivo. que devem ser mitigados.Agricultura Urbana.Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I .Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I . têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas. as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –. definido como o exercício. § 2º . em: I .misto. Parágrafo único . 64 . Indústria e Agricultura Urbana.

Consideram-se parte integrante das atividades industriais. o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares. somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares. VI . § 5º . IV .Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares.unidade de enfermaria. § 3º . III .unidade de abastecimento de combustíveis. previstas no Anexo X desta Lei. a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei.É obrigatória a declaração. pelo interessado. § 2º . § 4º . sendo complementares ao funcionamento destas.depósito/almoxarifado.Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo.§ 2º . VII .Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto. XI .Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas .garagem de veículos leves. 65-B . 65-A desta Lei.posto de coleta de material biológico. Art.CNAE .posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento. § 3º .São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais. V . deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local.as atividades auxiliares previstas no caput do art.unidade de manutenção. conforme o Anexo X desta Lei.pátio de máquinas/garagem de veículos pesados. § 4º . IX .Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal. além do setor produtivo: I . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários. X .ponto de exposição. § 1º .escritório/sede administrativa de empresa.refeitório/cozinha.não mencionadas no Anexo X desta Lei. das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento. a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local. XII .as atividades complementares de lazer.centro de treinamento. compreendendo: I .A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem. II . quando implantadas no mesmo local. Parágrafo único . II . Seção II . Art.O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. VIII . 65-A .

transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica. referida como letra “g” no Anexo X desta Lei.adoção de processo de umidificação. referida como letra “c” no Anexo X desta Lei.geração de risco de segurança. III .adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos. VII . referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei.geração de ruídos e vibrações. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei. radioterapia e aplicações industriais. ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei.geração de efluentes líquidos especiais.atração de alto número de veículos pesados. referida como letra “e” no Anexo X desta Lei. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei. IX . armazenamento. V .As atividades causadoras de repercussões negativas.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos. de posturas. VIII .São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I . referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei. referida como letra “b” no Anexo X desta Lei. prevenção e combate a incêndios.geração de efluentes atmosféricos.atração de alto número de pessoas. VIII . IV . referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos leves. VII . referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei.geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. referida como letra “d” no Anexo X desta Lei.geração de resíduos sólidos especiais e de saúde. conforme o disposto no Anexo X desta Lei. Parágrafo único . no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. III . acondicionamento.realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque. IX . comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e.adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade. referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei.realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas. VI . referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei. como segregação. II . relativo às condições de segurança. IV . sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais. sanitárias e outras pertinentes. referida como letra “f” no Anexo X desta Lei. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art.implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação.realização de medidas para prevenção e combate a incêndio. referida como letra “a” no Anexo X desta Lei.realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga. VI . referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei. II .Dos Tipos de Repercussão Art. 66 . o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização . V . em medicina nuclear. 66-A . comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado.

emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear .As vagas de carga e descarga poderão. § 2º . a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego. § 3º . § 7º .Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo. 61 desta Lei e na Lei nº 9. contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade. o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada.As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas. a critério do órgão municipal competente.Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres. desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei. elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. será exigida.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. X . de 15 de julho de 2009. Subseção II Da Localização .Para as atividades classificadas como de risco alto. 2. § 8º .50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento. ou ser dispensadas. iluminação e ventilação. será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. referida como letra “i” no Anexo X desta Lei.implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração. § 6º .CNEN -. § 5º . § 9º .30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração. observadas as normas legais de construção. – Código de Edificações do Município –.725. referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas.Para as atividades não classificadas como de risco alto. § 1º . circulação e manobra de veículos. § 4º . a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio. poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados.As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art. para as atividades que tenham repercussões negativas. a critério do órgão responsável pelo tráfego. além dos espaços necessários ao acesso.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves. desde que haja anuência do órgão municipal competente.

prevista no Anexo X desta Lei.em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras. 80.VNR: vias preferencialmente não residenciais. de 20/07/2010 § 2º . na forma do Anexo XI desta Lei.Para efeitos de localização.959. pela conjugação da classificação de cada atividade. observado o disposto no Anexo XI desta Lei. com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos. § 8º . devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano. § 1º revogado pela Lei nº 9.ZHIP .Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício. as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. da Cidade Jardim e da Pampulha.na Zona Hipercentral . do São Bento.VM: vias de caráter misto.Nas ADEs Residencial Central. § 4º revogado pela Lei nº 9. . III . do Mangabeiras. de 20/07/2010 § 12 . as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I .831.Para efeito de localização dos usos. onde se busca privilegiar o uso não residencial. § 9º . da Lei nº 7.A localização dos usos não residenciais é disciplinada. 66A desta Lei e observado o disposto no art. § 13 . onde se busca preservar a ambiência residencial. identificadas de acordo com critérios definidos no art. observado o disposto no Anexo XI desta Lei.959. do Belvedere.959. § 3º .(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9. são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6.É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão. § 6º revogado pela Lei nº 9.959.165/96. de 20/07/2010 § 5º . II . de 18 de janeiro de 1995.e na ZCBH.As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I . considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma. onde se busca a conjugação de usos. 67 . desde que submetidos a licenciamento urbanístico.Art.VR: vias preferencialmente residenciais. mediante EIV. IV. desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária. de 20/07/2010 § 7º .Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei. do Estoril. III – em terrenos lindeiros a vias arteriais. II .

§ 15 . § 16 . desde que: I . desde que haja licenciamento urbanístico especial. independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação.§ 14 .No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes. 68 a 71 revogados pela Lei nº 9. restaurantes e similares com área de até 100. mediante EIV. de 14 de julho de 2003.São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X.00 m² (cem metros quadrados).possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação. § 1º .VETADO Art. desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras. não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei.No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade.estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação.O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I . desde que haja anuência prévia do COMPUR. 71-B . são admitidos bares. 71-A .O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8. Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art.959. 72 .sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. Código de Posturas do Município . III .ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.e suas alterações posteriores. em nenhuma hipótese. o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno. Art.959. § 17 .o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido.616. II . § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9.No cálculo da área utilizada.Poderá permanecer no local.Nas vias classificadas como VR. de 20/07/2010 . não será admitido. § 2º . II . de 20/07/2010 Art.

de 18 de janeiro de 2005. mediante parecer favorável do COMPUR. as edificações utilizadas. Art. nos termos do art.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes. de posturas. 72-A . de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9. baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança. poderá ser substituída por outra. de acordo com a especificidade da área. 2º do Decreto Municipal nº 2.Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados. definida nos termos do Anexo X desta Lei.O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. 72-B .As edificações a que se refere o inciso V do caput do art. 72-C . § 6º . Parágrafo único . 72 desta Lei. § 4º .A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais. § 8º revogado pela Lei nº 9.§ 3º .074. desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo. sanitárias e similares. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei. aos critérios desta Lei. vedada a expansão da área ocupada. § 7º . Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . para fins da instalação da atividade Hospital. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas. Art.Para efeito de localização.Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo. desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei. serão passíveis de regularização. § 5º . podem também permanecer as atividades industriais.383. mediante parecer prévio favorável do COMPUR. de 20/07/2010 § 9º .959. poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital. Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei. § 10 . ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado.A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso. para efeito de funcionamento.A atividade que usufruir do direito de permanência. de 6 de julho de 1973. conforme o Anexo X desta Lei. à época da substituição.

a construção. nos termos da legislação específica. VI .O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. ferroviários e aeroviários. 73 . conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7. nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas.terminais rodoviários. gasodutos.e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental .oleodutos. paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. § 1º . nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas.unidades de incineração de resíduos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança . sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos. § 3º .Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I .terminais de minério.indústrias com repercussão ambiental significativa. de produtos químicos e petroquímicos. sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 5º . hipódromos e estádios esportivos. II . IV . que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa.usina de asfalto. II .cemitérios e crematórios. VIII .Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput. minerodutos.EIV -. 74-A .A instalação. III .licenciamento ambiental pelo COMAM. § 4º . inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental . X . quando convocado pelo COMPUR. IX . públicos ou privados. Art.Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo.RIMA -. quando for o caso.licenciamento urbanístico pelo COMPUR. 74 .autódromos. XI .Art. XII . Art. VII . . a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais. V . ficam sujeitos a: I .aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos.interceptores de esgoto.O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico.extração ou tratamento de minerais. § 2º .Empreendimentos de impacto são aqueles.EIA .165/96.barragens para contenção de rejeitos ou resíduos. quando for o caso.

estabelecimentos prisionais.COPAM -.os helipontos. XXII . V . acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts). VIII .estações de tratamento de esgotos sanitários. XVIII . na figura de desmembramento.casas de show. independentemente da área utilizada. e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento. .garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas.estações de tratamento de água.os parcelamentos vinculados. XVI .hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5. 74-B . retificações de coleções de água . XXIV .hospitais.e em diques.000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros). III .000 m² (vinte mil metros quadrados).linhas de transmissão de energia elétrica. XX .000 m² (cinco mil metros quadrados). túneis e trincheiras.centro de convenções.ferrovias. acima 10 MW (dez megawatts).Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I . XIX .os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal. XXVII .parcelamentos destinados a uso industrial. subterrâneas ou de superfície.000 m² (seis mil metros quadrados). canalizações. II .os destinados a uso misto com mais de 20. XV . XVII . XI .os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10. qualquer que seja a fonte de energia primária.intervenções em corpos d’água . compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos. IX . como modificadoras do meio ambiente.postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis. VI . XXVI . que originem lote com área superior a 10.tais como barragens.loteamentos.matadouros e abatedouros. Art.casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). IV . com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. Parágrafo único . XXIII .usinas de geração de eletricidade. X . Parágrafo único .Mediante definição de padrões e procedimentos. XXI . XXV . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento. o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança.as intervenções em áreas urbanas consolidadas. quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente. independentemente da área utilizada.000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas.tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental .O COMAM estabelecerá.os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.XIII . XIV .obras de arte compreendidas por viadutos. XII . VII .

que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam. a predominância do uso residencial e a preservação das . realizado para empreendimentos de impacto. em parte da ZCBH. permanentes ou não.A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento). além da delimitação. as normas complementares necessárias e.Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo. da qual. sendo garantidas.00m (quinze metros).A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal. 74-B desta Lei. no caso das ADEs instituídas por esta Lei. § 2º . § 1º . se for o caso. estando sujeita. em 15.As ADEs são instituídas por lei específica. Art. 74-D . Art.O estudo para fins de licenciamento.Art. do gabarito das edificações do Bairro Serra. Art.Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art.A ADE da Serra destina-se à limitação. quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. 76 . 74-C . deve dispor sobre o que nesta não esteja referido. Parágrafo único . de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas. 78 . ocupação e uso.O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo. 77 .A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. por suas características. ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9.A lei a que se refere o § 1º. fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados. os parâmetros urbanísticos e fiscais. a diretrizes especiais de parcelamento. exigem a implementação de políticas específicas.As áreas de diretrizes especiais . podendo demandar parâmetros urbanísticos.ADEs .563. o tempo de duração. degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal. 75 . Art.são as que. em função da preservação ambiental da lagoa. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção. as intervenções.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município. § 3º . 74-E . CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. devem constar os instrumentos. os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades. § 4º . de 30/05/2008 Art. se for o caso.

entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale.melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres. será de 5. em função de sua localização estratégica. III .Na ADE Residencial Central.outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale. IV .verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina. Art.São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas. com incremento da arborização e implantação de ciclovias. § 2º . V .Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art.A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial. .Na ADE Residencial Central. II . histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização. com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município. 52. § 1º . principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares. por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I . que retratem a diversidade urbana da ADE. § 4º . § 3º . 54 desta Lei.o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias. bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro.edificações e de traços da ambiência local. de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos. somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais.o aumento das taxas de permeabilidade do solo. § 1º . que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros. a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. IV . III . não se aplica o disposto no § 6º do art. nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas.Na ADE Residencial Central. e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. VI .o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE.00m (cinco metros) a altura máxima na divisa. dos galpões.A ADE do Vale do Arrudas. II . demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana. III.A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever.implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha. 79 .estímulo à requalificação das fachadas das edificações e. com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I . conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. § 3º . § 2º .promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. VII .promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural. de sua importância como eixo simbólico.criação de áreas de lazer. em especial.

Art.na ADE do Mangabeiras. 82 .na ADE do São Bento.00m (três metros). é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via. III .as intervenções físicas necessárias a sua preservação.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar. § 2º . II .00m (cinco metros).afastamento frontal mínimo de 5. § 2º .os afastamentos e o gabarito das edificações. entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade.Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. desde que instaladas em edificações horizontais. a extensão de uso prevista no art. § 7º . nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar. são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei. 71-B desta Lei. e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar. 75. § 5º . uma única vez.o incentivo à diversidade de usos.A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística. 81 . cultural e histórica. Art.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado.os mecanismos de participação comunitária em sua gestão. conforme o Anexo II desta Lei.A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve. Art.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. e para a Avenida Paulo Camilo Pena. 80 . II . desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida. do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar. além do previsto no art. nos terrenos lindeiros à Av. § 6º . bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675.As ADEs do Mangabeiras. as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. . § 1º. dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado. conter: I .Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena. Nazareth e Acarahy.Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. § 3º . § 1º .São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I . respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais.VETADO. § 1º . nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha. principalmente no período noturno. II .V .Em edificações existentes. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes. visando a garantir mais vitalidade à área. § 4º .

IV .§ 3º . entre outras. como do Grupo IV.A ADE de Santa Tereza. § 1º . as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos. § 2º .A ADE da Savassi é a que. demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial. o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza.Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi. § 1º. . respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .altimetria das edificações. V .Na ADE Hospitalar. Art. § 2º .A ADE Hospitalar é a área que. além do uso residencial. os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região. em função das características da ocupação históricocultural. adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental.00m (quinze metros). III . comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas. VI . III . 83 . devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral.ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas.circulação de pedestres e veículos.20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1. incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE.coeficiente de aproveitamento de 1.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior. aplicam-se as disposições da Lei nº 5.As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial. de 14 de março de 1991.00m (três metros). demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos. Art. II . ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares. II . visando à sua requalificação urbana. no Anexo X desta Lei. contendo.gabarito das edificações de 15. em especial as culturais de médio e pequeno porte.compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. incluindo-se a padronização do mobiliário urbano. em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural. § 1º . somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. que aborde. § 2º .0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto.À ADE da Savassi. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. 84 . 75. 85 .O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica. Art.No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei. § 1º .uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos.afastamento frontal mínimo de 3.872. além do previsto no art. respeitado o previsto no parágrafo anterior.

e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias.Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental.existência de áreas degradadas.A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento). a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. de 12 de janeiro de 1993.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM. IV . prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata.existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante.existência de expressivo contingente de quintais arborizados. e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população. conforme previsto nas leis n° 6. de 29 de dezembro de 1993. serão adaptados às características de seus usuários. § 2º . vegetado ou não. sem prejuízo de outras análises cabíveis.presença de nascentes.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. com possibilidade de extensão do perímetro da ADE. § 4º .O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I . em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação.viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar. especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto. Art. 86 .Na ADE de Interesse Ambiental. configurando ecossistema de brejo.incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde. e n° 6. se for o caso. II . § 1º . em especial os portadores de necessidades especiais. § 3º . II . VI .A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I . III .instituição de Reserva Particular Ecológica.A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental. resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM.314. II . § 5º .avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato.Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar.existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento). III . em particular no Bairro Santa Efigênia. .§ 3º . quando assim o determinar a legislação pertinente. lagoas e represas.491. § 4º . V . por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I . ainda não ocupadas. de modo a incorporá-lo. § 5º . pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.Transferência do Direito de Construir. visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE. cursos d’água. havendo parecer favorável do COMAM.presença de cobertura vegetal relevante.

ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. observadas as demais restrições legais.Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Em ADE de Interesse Ambiental. a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental. tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas. § 8º .Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural. preferencialmente. Art. de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local. sempre que possível. fica condicionada a parecer favorável do COMPUR. 86-A . Art. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado.Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental. respeitado o disposto na legislação específica." Art. de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes. preservação e requalificação ambiental.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão. as movimentações de terra junto a esses córregos. 86-E . § 7º . que poderá ser objeto de Operação Urbana. Art. § 9º . . devendo ser evitadas.Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha. § 10 . devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação. 27 desta Lei.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. § 1º . será previsto calçamento intertravado. devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. 86-C . 86-D . nos termos do Anexo X desta Lei.5 (cinco décimos).Em todas as vias classificadas como locais. e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. interligar-se com as áreas definidas como ZPAM. preferencialmente nativas.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas. Art. 86-F . desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0. nos termos do art. a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos.§ 6º . a áreas verdes. Art. mistas e de pedestres. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras. 86-B . a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV. em todos os casos. § 2º .Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. em especial do Ribeirão do Isidoro.Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer.

conforme dispuser regulamento. deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas. Art. 86-N .RMBH -. Art. somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local. 86-J . inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-I .5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. de telefonia ou similar no subsolo. Art. são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município.Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Art. 86-H . 86-K .Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.0 m (doze metros). 86-A a 86-M desta Lei.A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial. § 2º . Art.Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem. 86-M . poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica. de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem. 87 . a altura máxima das edificações fica limitada a 12. mediante a adoção de políticas que.O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação.Ressalvado o disposto nos arts. § 1º . 86-G . de acordo com os parâmetros previstos em regulamento. de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público. Art. contados a partir do terreno natural. a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático.Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação. ficando o loteador obrigado a promover sua instalação. Parágrafo único .Art. Art. Parágrafo único . contemplem: .Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-L .Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte . conforme dispuser regulamento. Art.A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário.

III .a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região. § 4º .o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto.A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais.à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas.o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico.ao incremento ao desenvolvimento econômico. é destinada: I . II .a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. Art. considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE. II . em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II. II .Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local.A ADE do Belvedere III é a área em que. III . § 2º . despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico.levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento. conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária .à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana.estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA. § 1º . § 1º . bem como ações de promoção da história local.I . Art. requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos. ambiental e cultural da região.No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha. visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô. a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá. que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações.INCRA. visando a modernizar os processos produtivos. cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola. por meio de projetos de requalificação urbana. § 1º .Visando ao desenvolvimento socioeconômico. III .Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras. em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região. III . II . § 3º . 89 .A ADE da Lagoinha. 88 . devem ser adotadas políticas que contemplem: I . .A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais.estimular a permanência do uso residencial na ADE. Art. entre outros aspectos: I .a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área. 89-A .o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes.Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas. bem como o disposto na legislação pertinente. somente é permitido o uso residencial.

90 . II .altura máxima na divisa de 9.promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural. III .A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos.A ADE da Pampulha é a área em que. 91-A .00m (cinco metros).afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1. Art.A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso. prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei. II .00m (nove metros).uso exclusivamente residencial. III .00m (cinco metros). VI .§ 2º . Art. permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes. § 1º .instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural. a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento.Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo. V . nos bairros Primeiro de Maio e Providência.afastamento frontal mínimo de 5. 91 . 91-B . Parágrafo único . contados a partir do nível médio do alinhamento.valorização da centralidade urbana. Parágrafo único . II . uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento).Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade. Art. Art.50m (um metro e cinqüenta centímetros). § 2º .As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I . inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha.00m (três metros).A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha. por meio de: I . desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior. demanda a adoção de medidas visando inibir o . 44 e 45 do Plano Diretor. desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes. devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I .quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados). criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor.O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. até que entre em vigor o plano previsto nos arts.A ADE do Buritis é a área que.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente. com integração ao Parque Primeiro de Maio.Após regulamentação específica.afastamento frontal mínimo de 5. III . IV .

igual a 1. 91-C . 11379.crescente adensamento. . § 4º . II . cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo. excepcionalmente.as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. III . 11340. 11366. compatível com o restante da edificação. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte .00 m (três metros).para todo o perímetro da ADE.Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana. 11439.00 m (três metros). § 2º .As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno.a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). 11527. de acordo com o Anexo XII-A desta Lei. 11400. a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3. 11454. 11530 e 9973.Coeficiente de Aproveitamento . Art. às folhas 53 e 59. nas áreas caracterizadas. permitindo-se. § 3º . salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica. como Área Parcelada 3 . evitando-se a utilização de estruturas aparentes.nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho. nas áreas caracterizadas. § 1º . § 1º . 11353. no mapeamento cultural. 11394. 11441. 11514. excluídas as áreas de ZEIS. como Apa 1 e Apa 2. nas áreas caracterizadas.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento).CA . III .CDPCMBH -. compatível com o restante da edificação. a serem implementadas pelas edificações existentes.e como Área Parcelada 2 . 11381. às quais poderão ser concedidos incentivos. II . nas áreas caracterizadas. como Apa 3.As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. como Área Parcelada 1 . pelos números 11223.Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE. de maneira a formar composição estética com esta. exclusivamente. que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros). de maneira a formar composição estética com esta. b) 20% (vinte por cento). identificadas no Anexo II desta Lei.0 (um). no mapeamento cultural.Apa 2 -.Apa 3 -.A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral. b) 20% (vinte por cento). como proteção e tratamento paisagístico de taludes. IV . é admitido. no mapeamento cultural. evitando-se a utilização de estruturas aparentes.As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I . e pelas edificações a construir. incluindo-se a área tombada e a área de entorno. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3.Apa 1 . no mapeamento cultural.Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados). permitindo-se. excepcionalmente. 11501.

em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil. que incluam: I . b) anuência prévia do CMH. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município. II . Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art. observado o disposto no art. II .A instituição das AEISs pode se dar: I . desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. . 111 desta Lei.a consolidação de entidade gestora. § 2º .a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. delimitada no Anexo XII desta Lei.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH. 91-D .a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. quando da alteração do zoneamento.Áreas de Especial Interesse Social .para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas. de design e produção de moda. bem como para intervenções físicas pertinentes. bem como para intervenções físicas pertinentes. a partir da proposição do proprietário. 91-E .V . Art. vinculados ao uso habitacional. tais como incentivos fiscais.são aquelas edificadas ou não. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral. e desde que destinadas a uso público. caracterizado o interesse público.por lei. II . § 1º . é aquela que. Parágrafo único . apoio técnico e articulação entre parceiros. Art. apoio técnico e articulação entre parceiros.Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei.A ADE Polo da Moda.A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que. que incluam: I . tais como incentivos fiscais. 91-F .AEISs .a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. ouvido o COMAM. III . de forma a coordenar ações institucionais.por ato do Executivo. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento. em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. III . VI .A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana. demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial.

93 .AR -. e 936. 96) Art.O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado.Em caso de reincidência. contado a partir da data de publicação desta Lei. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art.Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização.§ 3º . 92 . nos termos deste Capítulo. pessoalmente ou mediante via postal.A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. II .A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular. para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. do Código de Processo Civil. acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. pela mesma pessoa física ou jurídica. sem prejuízo do disposto no art. § 2º .a persistência no descumprimento da Lei. construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno. de 21/12/2000 (Art. em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade. I. considera-se reincidência: I . no que não contrariar o que nela está previsto. § 4º . § 1º . ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo. Art. de nova infração da mesma natureza. 94 . apesar de já punido pela mesma infração. no prazo de 6 (seis) meses. com Aviso de Recebimento .O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. § 3º revogado pela Lei nº 8. Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento .o cometimento. III. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município.137. 94-A .Para os fins desta Lei. nos termos dos arts.A instalação. que serão definidas pelo Executivo. 934. § 1º .Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal. o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado. § 2º . Art. 106 desta Lei.O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal.

a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado.A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I .Para fins de aplicação de multas.imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído. § 1º . 93 desta Lei. proprietário.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular.Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I . ou fração de atraso. a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma.A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida. e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência. empresa contratada ou corretor. 96 .00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento. II .Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura. dos equipamentos e veículos em uso no local. Art.00 (dez mil reais). e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência. no prazo de 90 (noventa) dias. o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI.Art. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art. Art.notificação para obter. § 2º . calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida. no valor de R$1. 99 . observando-se o disposto no caput do art.A não conclusão da urbanização.A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1. 97 . no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa. 98 . observando-se o disposto no art.A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator. serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição. será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento). 95 . à apreensão ou à interdição das máquinas. Art.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. § 1º .a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização. por mês. II . no caso de parcelamento concluído.O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. 93 desta Lei. Art. juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10.A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um . § 3º . inclusive a presença de corretores no imóvel. 100 .000. § 2º .

A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico.00 (um mil reais). 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0. . ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta. caso não tenha havido interdição.00 (três mil reais). § 2º . 102 .725. de área irregular. assim considerada pela lei ambiental.interdição do estabelecimento ou da atividade.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei.00 (quinhentos reais). é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. de 16/7/2009 Art.O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico.5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração.a cada 5 (cinco) dias. Art. por descumprimento da interdição.000. 106 .00 (duzentas e cinquenta reais). Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art.959. II . Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei. de 20/07/2010 Art. no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei. 105 .por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados. Art.000. 101 .O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . § 1º . d) R$3.A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts. II . calculado a partir da limitação imposta.O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I . Art.pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250. c) R$1.No caso de atividade poluente. ou fração. § 3º . b) R$500. do volume criado pela altura excedente à permitida. 103 .O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias. ou fração. após 5 (cinco) dias de incidência da multa. no caso de empreendimento de impacto. de volume invadido. no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. 104 revogado pela Lei nº 9.

Para os fins deste artigo.As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa. de 4 de dezembro de 1985. inclusive de antenas de telecomunicações. § 6º . que será proporcional ao dano não reparado. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Para as atividades em que haja perigo iminente. quando o infrator. atualizado monetariamente.A construção. Parágrafo único . por decisão da autoridade ambiental.As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. § 5º . 108 . Art.Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental. demonstrada no auto de infração respectivo. 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias.São parte integrante desta Lei: . § 4º . por culpa do infrator. por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente. cumulativamente com a multa.000. Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art. 106-A . será recolhido integralmente. sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente. 107 . atualizado monetariamente.Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator. o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500.253.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores. § 5º . 106-B . § 2º . entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas. a ampliação. o valor da multa. Art. sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4. § 3º . enquanto persistir o perigo. § 1º .Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental. podendo a interdição se dar de imediato. contado do recebimento da notificação. o valor da multa diária é equivalente a R$3.A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo.A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir.Os valores apurados nos §§ 3º.§ 4º . a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto.00 (quinhentos reais). a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor.00 (três mil reais). cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la.

Anexo XI . VII .por lei. V .Tabela de Localização dos Usos -. § 2º .AEIS-1 -. de 3 (três) em 3 (três) meses.Anexo VI-A .Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . mediante lei específica: I . escrituras. XII . Art. II .Anexo VIII .Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -. XVII . X . contrato de compra e venda. .em sua área de influência.Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -.A classificação da via.Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I . Art. com parecer prévio favorável do COMPUR. elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. VI . VIII . levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados. a partir de 1999. III . § 3º . por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. XVI .São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942.I .Glossário -. de 16/7/2009 Art.em qualquer parte do Município. XIV .Anexo V . Inciso II com redação dada pela Lei nº 7.Anexo XII-A .Anexo XIII .por lei.Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.Mapa de Zoneamento -.por decreto.Tabela de Características Geométricas das Vias -. quando se tratar de aprovação de parcelamento.Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais. XI . IV . efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo. III .Anexo VII .Anexo IV .725.Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -. 111 . quando ocorrerá a primeira revisão. § 1° .795. XIII .Mapa da ADE Serra do Curral.Anexo XV .Classificação dos Usos.137/00. XV .Anexo III .Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório.Anexo IX .Anexo X . IX . 110 revogado pela Lei nº 9. § 1º . devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral.Tabela de Parâmetros Urbanísticos -. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.O zoneamento somente será revisto. II .Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -. 112 .Anexo XIV . 109 . não poderá ser alterada por decreto.Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III. II . quando objeto de Operação Urbana.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada.O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis. sempre que aberta nova via regional ou arterial.Anexo I . contados da data de vigência desta Lei.Anexo II .Anexo VI .Anexo XII . de 10/09/1999 Art.Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -. desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação.

106.classificação da função da via. de 16/7/2009 Art. contemplando a compatibilidade entre usos diversos. 116 .a Lei nº 5. VI . Art. no sistema ao qual pertence. de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º .850. Art.§ 2° .704. XII .os arts.a Lei nº 5. de 27 de dezembro de 1988.As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR.Deve ser estimulada. 116-A . 113 e 114 revogados pela Lei nº 9.a Lei nº 5. adota-se a seguinte regra: I . inclusive.a Lei nº 5. XI . IV . V . III . a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade. XV .50 (cinqüenta centésimos) e 1. XIV . 116-B . de 18 de junho de 1985. VII .características físicas da via. de 17 de maio de 1988. 117 .a Lei nº 4. VII .663. V .predominância de usos lindeiros.161.959. de 29 de novembro de 1976. de 19 de outubro de 1987.Os valores entre 0.a Lei nº 4. II .725. 115 revogado pela Lei nº 9. em local. arterial e de ligação regional. de 8 de maio de 1987.a Lei nº 5. de 17 de janeiro de 1989. de 25 de maio de 1988.489.Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação. de 20/07/2010 Art.00 (um inteiro). VIII .potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior.Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional.50 (cinqüenta centésimos).662.010. exclusive. II .a Lei nº 5.a Lei nº 5. de 14 de novembro de 1988.a Lei nº 5.021.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I .Os valores entre 0.a Lei nº 4.Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art.485.129. 5º da Lei nº 6.034..ambiência do entorno. de 25 de março de 1985. mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto. XVI . de 28 de dezembro de 1988. são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior." Art.384. de 7 de julho de 1988.01 (um centésimo) e 0. de 2 de fevereiro de 1990.831. VI .a Lei nº 2. XIII . especialmente: I . de 22 de fevereiro de 1988. coletora.550. III . Art.a Lei nº 5.125.a Lei nº 4. IX . .a Lei nº 5. IV . 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40. 41 a 45. X .saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local. revogando as disposições em contrário.largura da via obtida da planta cadastral. de 23 de março de 1988. II .

959.835.exame e aprovação de projeto de desmembramento.a Lei nº 6. III . de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA . até que seja aprovada legislação específica. XVIII . XXII .Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4. Art. de 6 de dezembro de 1994. II . 10 a 12 revogados pela Lei nº 9.521. de 20/07/2010 Art. de 20/07/2010 Art. III revogado pela Lei nº 9.262. de 21 de dezembro de 1990.982. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. Art.959. 14 .Nos terrenos classificados como ZEIS-2.959.a Lei nº 5. 1º a 7º revogados pela Lei nº 9.Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I .034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas. XIX .137/00. XXI .831. Art.exame e aprovação de projetos de reparcelamento. 15 revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único . serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe. de 26 de janeiro de 1994. 13 .a Lei nº 5. 9º .a Lei nº 6.XVII . até que legislação específica entre em vigor. 8º . XX .exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento.959.034/85.a Lei nº 6. de 20 de novembro de 1992. Art. 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8.773. Cap. Parágrafo único . V . IV . VI . de 20/07/2010 Belo Horizonte.As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente.expedição de diretrizes para o projeto de loteamento. de 26 de janeiro de 1994.a Lei nº 5. de 18 de outubro de 1991.Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. especialmente a nº 6.515.exame e aprovação de projeto de loteamento.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA. de 4 de dezembro de 1990.

00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial. 46 da Lei n. Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita. em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural. proveniente da mesma ADE.A altura máxima permitida às edificações é de 15. 50. Parágrafo único . Art.A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n. de 1996. da Lei nº 7166. 3º e 4º. demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial. 105 . considerado de interesse de .166. em que a altura máxima permitida. é de: I .Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n.Seção I Das Disposições Gerais Art. 102 . no restante do terreno.166.º .Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir. de 1996.º . 104 .00m (vinte metros).O coeficiente de aproveitamento é de 1. 103 .00m (nove metros). Parágrafo único . não se aplicando o disposto nos §§ 2º. Tenente Freitas.166/96 como área que.15. Bocaiúva e Bom Despacho.A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote. Art. Ernesto Tassini. 107 . Parágrafo único . às praças Duque de Caxias. Marechal Rondon. do art.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas.A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n.Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n. § 2. 106 . de 1996. nos termos da lei.Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento. II . Art. que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo. 101 .O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art.166. 100 .º 7.20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1. exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves. § 1. até a profundidade de 20.00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural. a partir do alinhamento.º 7166.9. Art. Art. a partir de qualquer ponto do terreno natural.º 7.A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional). de 1996 serão definidos em lei específica. Mármore e Salinas.00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9. Art.00m (quinze metros).º 7. de 1996.º 7.

Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei.Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas. ou extraordinariamente.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos. poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7.º .º.º .preservação.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts. de 17 de janeiro de 1995. Art.As reuniões serão públicas.As edificações horizontais. 54 e 55 da Lei nº 7. § 1.º . § 1. 109 . podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5.831.Na ADE de Santa Tereza. 108 .A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA . destinadas ao uso residencial multifamiliar. a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei. uma vez por mês.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos. ordinariamente. § 3. § 5. 54. Parágrafo único .166.com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE. § 2.1 (um) representante da Administração Regional Leste. é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n.º . 112 . III .O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á. Art.º.Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei.º 6.1 (um) profissional com experiência em urbanismo. por escrito e com justificativa. § 4. de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art.5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local.00m (cinco metros). é facultada a construção sem afastamento frontal. encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo.º . Art. 110 . desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa.Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA . mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza. desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos. § 2. 111 . II . Parágrafo único .O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes. a saber: I .00m (sete metros). a inclusão de assunto de seu interesse na pauta . Art. facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar. estendendo-se a iniciativa a autônomos. Seção III Da Gestão Urbana Art. quando se fizer necessário.

II . estabelecendo critérios especiais de parcelamento. de 27 de agosto de 1996.em faixas de domínio e/ou servidão. 57 da Lei nº 7. Art.adequar a propriedade do solo a sua função social. § 1º . e III . Art.As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social". e dos arts.em áreas de risco. § 2º . com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação. com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana". ocupação e uso do solo.Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste. 137 .Das Disposições Transitórias da mesma Lei. a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação. § 2º . desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I . 12 e 43 da Lei nº 7.Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda.melhorar a qualidade de vida da população. durante as revisões da Lei de Parcelamento. que a coordenará. urbanística e jurídica.165.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento). de 27 de agosto de 1996. III .da reunião subsequente. nos termos do Parágrafo único do art. 138 . visando: I . Art. 138-A . § 1º . 12 . bem como o art.O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3.A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes.166 de 1996.A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.PROFAVELA .em áreas de preservação histórica e/ou ambiental.Fica instituída uma comissão provisória. CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art. 113 .é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3). IV . Ocupação e Uso do Solo. § 3º .166.O Programa Municipal de Regularização de Favelas . como ZEIS-1 e ZEIS-3. e por 3 (três) representantes da comunidade. Parágrafo único .exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.” .O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei. nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária. II .

inciso II.Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL. Art. a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo. 4º.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação.00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista.O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto. § 2º . 143 . nas ZEISs. travessas. 141 . de 20/07/2010 Art. ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios. em função dos potenciais de adensamento. § 2º . 140 . da Lei nº 6.O sistema viário. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único . Parágrafo único .Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo. para as vias com 2 (duas) pistas.959. b) pista de rolamento com largura mínima de 3.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social. jurídico-legal e socioeconômico-organizativo. bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo. escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público. em conformidade com o disposto no art.00 m (seis metros).O Conselho Municipal de Habitação .Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. 139 .As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I .vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6. 142 . Art.PGEs -. o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas.766/79. que ateste sua necessidade e/ou conveniência. será composto de avenidas. Seção III Do Parcelamento do Solo Art. após prévia aprovação da comunidade.Para efeito de ordenação territorial. considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão.O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos. da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art. elaborados concomitantemente.CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos. . § 1º . ruas. § 1º .

ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área. sem que sejam previamente saneados. a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas. sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. c) extensão máxima de 100 m (cem metros).80 m (oitenta centímetros). Art. o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I . mediante operações compensatórias. e II .em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações. § 2º . conforme previsto na Lei nº 7.165/96. entre moradores e Administração Pública. § 6º . II .vias de acesso restrito. reservando-se faixa de alargamento de 0. até sua correção. IV .20 m (um metro e vinte centímetros). § 1º .O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico. Art.A pesquisa sócio-econômica.em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações. físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área. físico-ambiental e jurídico-legal.20 m (um metro e vinte centímetros).em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública.vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento.Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I . 1. § 5º .A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1.O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. e VI . V . . III . assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). a construção. 144 . II . 145 .em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento).Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de.em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento). § 3º . totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista. nas ZEISs. III . salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento. § 4º . no mínimo.c) declividade máxima de 30% (trinta por cento). exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias. b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento).nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis.Não será permitido.pesquisa socioeconômica de forma censitária.

Parágrafo único .Para aprovação do projeto de parcelamento do solo. das ZEISs. 147 . para promover o atendimento adequado da população residente. Art. Parágrafo único . inclusive. II . nas ZEISs. os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade. § 1º . acesso e segurança. em metros quadrados.Nas ZEISs. 149 .A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva.A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. e II . estabelecendo-se. bem como aprovação da URBEL que: I .justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). acesso e segurança.Art.Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei. Art.Considera-se lote padrão a área básica.Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes. .Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL. será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas. Art. 150 . integral ou parcial. o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso. fixada para cada ZEIS. para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados).aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo. o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento.Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs. exceto: I .Fica instituída a figura do Lote Padrão. no mínimo. Parágrafo único . medidas compensatórias às benfeitorias atingidas. sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende. com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral.ateste as condições básicas de habitabilidade. § 2º . Art. resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados). de equipamentos urbanos e comunitários. a ser instituída pelo Executivo. 151 . Art.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação.os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3. autonomamente considerados. 148 . de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo. 146 .

decorrente da implantação de atividades.Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão.As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção.Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização. cumulativamente: I .Os usos não residencial e misto. bem como sua localização. 64 da Lei nº 7.As ZEISs são predominantemente de uso residencial.166/96.O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança. quando se tratar de áreas já regularizadas. 154 . § 1º . o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente.As normas relativas ao Lote Padrão. ampliações e novas edificações.orientar as categorias de uso permitidos. higiene. 152 . nas ZEISs.166/96. III . II . nas ZEISs. e V . segurança. II . Art. IV . § 2º . salubridade e conforto das edificações.a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato. 155 .as condições de ocupação e características locais.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico. 153 . em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS. posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão.§ 3º . ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico. deverão ser compatíveis com o uso residencial. visando a: I . . apenas as seguintes atividades: I . nos termos do art. III . Art. sendo admitidos também os usos não residencial e misto.orientar a regularização das edificações já existentes. Subseção I Dos Usos Permitidos Art. Art. Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art.todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7.Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS.assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização. Parágrafo único . 66 da Lei nº 7. que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área. independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão. acesso.Serão permitidas.166/96. deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). Art.a possibilidade da geração de emprego e renda. 156-A . provocado pela valorização do uso do solo. nos termos do art. 156 . observando-se.orientar o projeto e a execução de reforma.

II . 160 . de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. toldos. ampliações ou quaisquer elementos construtivos . segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. nas ZEISs. bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão..Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão. marquises.959. exceto para atividades: I . varandas.166/96 e suas alterações. § 3º .lajes. de 20/07/2010 Art. nas ZEISs. de 20/07/2010 § 2º .959. de acordo com o estabelecido em decreto específico. exceto no que se refere ao disposto em seu art. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte . as novas construções.Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. 161 . .classificadas como Serviço de Uso Coletivo. quando da aprovação do parcelamento. § 1º . 157 e 158 revogados pela Lei nº 9. o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores. §3º .II . em metros. § 1º revogado pela Lei nº 9.As obras de novas edificações.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3.O licenciamento de atividades. que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário.O licenciamento de atividades. 156 desta Lei. sacadas. entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento.Nos lotes ocupados por mais de um domicílio. quando necessário.A altura da edificação.Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico.O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL. § 2º .as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei.terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via. 67.” Art. para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical. Art. para definição das frações ideais respectivas. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. §4º .A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). 159 . . § 4º.URBEL .

Parágrafo único . ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas. medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento. Art.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas. projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. travessas. 166 .00 m (onze metros).Serão admitidas edificações de.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1. criem situações de risco. ruas. portas. ainda que não derivados de parcelamento aprovado. 11. desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. Art. Subseção III Das Edificações em Geral Art. os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção. no máximo. desde que a . 162 . e de demais espaços de uso coletivo existentes. bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. tais como avenidas.00 m (doze metros). não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos.As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios. coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo. no máximo.Ficam proibidas novas construções. 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12.Nas áreas destinadas a reassentamentos.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico.Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. isolamento térmico e acústico.Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato.Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo. acréscimos.ABNT em relação a cada caso.” Art. 164 . § 6º . mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s).Os materiais utilizados para paredes.§ 5º . § 2º . § 1º .Na execução. consultórios e compartimentos destinados ao comércio. becos ou passagem de uso comum. inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente. reforma ou ampliação de edificações. ou quaisquer intervenções que. sujeita à avaliação técnica da URBEL. Art. tais como praças e áreas de lazer. Parágrafo único . em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas . escadarias. janelas. 165 . 163 . ou ainda por solicitação da comunidade. § 7º . pisos.

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

30m (30 centímetros).compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória. 4º .. diurna ou noturna...... 36 da Lei n........... Art..........." Art... 184 ...... Art............ o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória.. de 16 de novembro de 1995...URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público. cidade....Em lojas com pé direito mínimo de 5.......50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I .. Parágrafo único ..... acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art. ..guardem altura mínima de 2." Art." (NR) Art... III .......20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos.O art..916. § 2..º 6... 186 ... chácara ou similares...2.. § 3. parque.A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município.A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão..50m (dois metros e cinqüenta centímetros).. garantindo.2.... quando o pé direito for inferior a 2. IV .... de qualquer natureza.utilização ou permanência prolongada. 187 .80m (dois metros e oitenta centímetros). de 1940... que direta ou .2........Não poderá existir altura inferior a 2.... III .....No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2.. fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I ............ durante este prazo..... permitida a utilização das palavras bairro ou vila.. de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art..Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art. 36 .......00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos...º ... II ..Sem prejuízo do previsto no artigo anterior. 4º da Lei nº 6..80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas.. b) o acompanhamento e anuência nas intervenções...não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84.....50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3... II .. § 1.....O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população...As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal............. nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia.. 183 . Parágrafo único ..... conforme definido em regulamento do Executivo.º .º ........978.. a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0..... 185 ..00m (três metros) na sobreloja..É vedado denominar loteamento com as palavras jardim....não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja.. o direito de se estabelecer no local consultado.

§ 1º revogado pela Lei nº 9.959. mediante parecer prévio da URBEL. constantes dos decretos específicos. inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias. 190 . quando não forem estes promovidos pela URBEL. nas ações propostas pelo Poder Público. e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente. Art. como referência para definição dos limites. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4). a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3. 91. nas questões referentes à saúde. nas questões referentes ao meio-ambiente. II .compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente . b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. 90. § 3º. em parceria com a URBEL. II .SMMA opinar. Art. de 20/07/2010 § 2º .compete à Secretaria Municipal de Saúde .compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS.O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . será respeitada todavia a posse existente. com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos. a partir das Normas Específicas de Parcelamento. em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento. 89.não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. III . mediante parecer favorável da URBEL. e em consonância com o disposto nos art. 71. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei.SMSA: a) opinar. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas. Art. desta Lei. c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos. c) juntamente com a URBEL. utilizar-se-á. IV . . 88. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas.Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas. 92 e 93 desta Lei.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda. 188 . prevista no art.indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3. 189 . no caso da conveniência de se promover sua desocupação. f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs.A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS. em parceria com a URBEL.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado.

Anexo VI: Usos.166. Anexo VI revogado pela Lei nº 9.166. é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma. 193 .Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II. em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n. de 21 de dezembro de 1940.166. Parágrafo único .Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação .III .º do Capítulo IX da Lei n. de 20/07/2010 VII . Art. simultaneamente observado o seguinte: I .Anexo XII . revogando as disposições em contrário. V . 70 do Decreto-Lei nº 84. CAPÍTULO V . Art. VII e VIII. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA. Art.Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n.acordos entre moradores e proprietários. 195 . 1. de 1996.ADE's. de 1996.Anexo V: Classificação dos Usos. de 1996. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras.º 7166.Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza.Anexo XIII . X . VI. e comprovação do reassentamento das famílias removidas. 191 .Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3.aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. IX . II . Art.º 7. VIII .Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V. especialmente o art. referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários.Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7. sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR.959/10.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. referentes a Zoneamento.CMH.que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei. DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9.º 7.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei.º 7. ouvido o Conselho Municipal de Habitação.º 1. 196 . 194 .Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3.Anexo VIII . de 20/07/2010 Art. contados da data da publicação desta Lei.São parte integrante desta Lei: I . através de operações compensatórias. 192 revogado pela Lei nº 9. de 1996. IV .959.959. a Lei n. II . Art. Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais .165/96. de 27 de dezembro de 1966 e o art. IV e XII da Lei n.No prazo de 180 (cento e oitenta) dias.301. III .Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal.

Áreas de Especial Interesse Social .AEISs-1: destinadas à produção de moradias. § 2º . compostas por loteamentos irregulares ocupados.As AEISs dividem-se em: I .são áreas. 145 .presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno. edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas. II . IV .compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. além das indicadas nos Anexos XIII.Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I . § 1º . ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos. por população de baixa renda. XIV e XV desta Lei. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação.existência de infraestrutura adequada.não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo. Art.AEISs . ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico. poderá se dar.DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL .regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno. Art.As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento. . II . 147 .A instituição de novas AEISs. III .não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental. 146 . para atendimento à população a ser assentada. VIII . que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9. que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco. predominantemente. por lei.As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias. ou por decreto. VII . quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município.não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental.AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. Parágrafo único . V .AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano. ou com possibilidade de expansão. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional. 148 . Art. compostas de áreas vazias. edificadas ou não. conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação.074/05 e suas alterações. juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento. Ocupação e Uso do Solo. VI .

§ 1º . 150 . retomar. 154 . Subseção I Do Parcelamento Art. § 2º .A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social.Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I . e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos. permutar. as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei. Art. além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei. Seção II Da Alienação de Lotes Art.ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e. 151 .Nas AEISs-1.As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor. 5 m (cinco metros) de frente (testada). alterada pela Lei Federal nº 8. não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres.não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original. financiar.As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada.IX . Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art. visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. II . doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS.Fica o Executivo autorizado a titular. seu traçado permita que a .883/94.Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária. em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. Art. 17 da Lei Federal nº 8. com dispensa de licitação. de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH. e as demais características serão detalhadas em decreto específico. 149 . desde que.os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. Parágrafo único .Nos parcelamentos em AEIS-1. 153 . Art. vender. no mínimo.relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional. 152 . X . nos termos do art. serão permitidos lotes voltados para vias mistas.666/93.Nas AEISs-1.

ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana.Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário.a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais.A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. Subseção II Da Ocupação Art. 17 da Lei nº 7. § 4º .Nos loteamentos em AEIS-1. § 2º .sistemas de abastecimento de água. 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. Parágrafo único . devendo-se destinar a espaços livres de uso público. incorporadas ao percentual do sistema viário. de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros). sendo que.0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. nesse caso. no mínimo. desde que haja interesse público manifesto. 1/3 (um terço) desse percentual. no mínimo.distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). Parágrafo único .Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. 157 .Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1.Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável.vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. § 3º . bem como a manutenção e a preservação dessas. para a conversão. 156 .quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art. esgotamento sanitário. bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos.000m² (trinta mil metros quadrados). drenagem de águas pluviais e iluminação pública.Nos casos de desmembramento: I . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. em . aplicando-se. no mínimo. nas glebas com área superior ou igual a 30. Art. 5. as quais serão transferidas ao Município. é obrigatória a transferência ao Município de. será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento. será exigida. se dará por meio de decreto.166/96.No caso de lotes com frente para via mista. 155 . II . II .As áreas transferidas ao Município devem ter. a implantação de: I . no mínimo. Art. 158 . o pagamento em espécie é obrigatório. § 1º . Art.

a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de. desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. Art. § 1º . 165 .O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. Parágrafo único . no mínimo.Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos. 164 . 160 . no máximo.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7.As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes. não sendo admitidas vagas presas. Art. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento.00 m (três metros).Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS. não se incluindo. Art.As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial.O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3.A Taxa de Permeabilidade . § 1º . os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos. Art. Art. 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa. no máximo. 167 . em conformidade com o disposto na Lei nº 7.7 (um inteiro e sete décimos). 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados).A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento. de 11 m (onze metros).Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo.165/96. Art. nesse percentual. Art.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível. 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada. garantida TP de. 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional). 161 . Art.Nas AEISs-1. 166 .TP .projeção horizontal. 159 . § 2º . 162 . no máximo. dos acessos de entrada das edificações localizadas na via. desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. no mínimo. . Subseção III Do Uso Art.00 m (sete metros) em. sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais. 163 .As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter.

que substitui o Anexo II da Lei nº 7.Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III.Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7.166/96.166/96.No caso do uso misto em um mesmo lote. Art. IX . incluído como Anexo XV da Lei nº 7. IV . XVIII .São partes integrantes desta Lei: I .deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal.Anexo III . poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona.00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular.Anexo VI .166/96.166/96.500.Anexo V . que inclui o Anexo IV à Lei nº 7. . que substitui o Anexo VII da Lei nº 7.Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo. que substitui o Anexo XI da Lei nº 7.166/96. XIV .Anexo XVII . Taxa de Ocupação. XIX . Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa.Anexo VII . VII .Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo.Anexo I . que substitui o Anexo I da Lei nº 7.165/96.165/96. que inclui o Anexo V à Lei nº 7.Anexo XIX . Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.166/96. incluído na Lei nº 7.166/96.§ 2º .Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7. 100 da Lei nº 7. XIII . XVII .Mapa do Sistema Viário. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Áreas para Operações Urbanas Consorciadas.Anexo XIV .165/96.Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7. 170 . XVI .Localização dos Usos.166/96. 171 .165/96. II . que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7. 169 . X .137/00.Anexo IV . 168 .Glossário.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.A multa a que se refere o art. acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7. XV . incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7.Anexo IX .Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações. Art. que substitui o Anexo VI da Lei nº 7.Anexo XI .Anexo XIII .Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte. III . VIII . V . que substitui o Anexo I da Lei nº 7.166/96 como Anexo XIII.165/96.Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários.AEIS-1.166/96.166/96.Anexo XVIII .166/96 equivale a R$1.Anexo XII .Parâmetros das vias em AEIS-1. a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote.Anexo VIII . XI . VI .Anexo II .Anexo XV .Anexo X . Art.Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .166/96.Anexo XVI .Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .COMPUR .Vias definidas como de caráter misto. que substitui o Anexo X da Lei nº 7. XII .Classificação dos Usos.

Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.Anexo XXVIII .a Lei nº 5. 14. Art. XXXI . a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146.Alterações do Mapa de Zoneamento -.O Anexo IV da Lei nº 8.os arts. nesse caso.390. que substitui o Anexo XII da Lei nº 8. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido. 173 .137/00”.Anexo XXV . II .137/00.Ficam revogados: I .Classificação dos Usos instalados em ZEIS. XXVIII . de 16 de dezembro de 1974.Operação Urbana Bosque das Braúnas.Fica excluída do Anexo VII desta Lei . que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento.Anexo XXIX . de 16 de janeiro de 1985.Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi. 7º. que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8. com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei. 24 e o inciso IV do art. XXX . 5º. constante do Anexo II da Lei nº 7.Anexo XXI . incluído na Lei nº 7. Art. 25. todos da Lei n° 3. XXXII .Anexo XXIII . .Mapa da ADE Serra do Curral.166/96. que substitui o Anexo VII da Lei nº 9. o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção.Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro. § 2º.Anexo XX .166/96.166/96 como Anexo XII-A.Anexo XXII .955. XXV .Anexo XXIV .Alterações no Anexo VI da Lei nº 9.a Lei nº 2. XXVI . 175 .Anexo XXVII .Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via.Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências. §1º .037/05.037/05. incluído como Anexo XVI da Lei nº 8. XXIV . o inciso II do art.Anexo XXX . XXII . de acordo com projeto elaborado pelo Executivo. XXVII . situada no Bairro União. 174 . fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno.Alterações no Anexo IV da Lei nº 9.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.137/00. 172 – VETADO Art. III . Parágrafo único .Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade. XXIX .137/00. de 26 de agosto de 1991.137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7.Anexo XXXI .Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7. XXI .995.Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha.XX .Anexo XXVI .Anexo XXXII . Art.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs.Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS.166/96.037/05. com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. XXIII .

os arts. 6º. XXI .137/00. 21 da Lei nº 7.137/00. 113 e 114 da Lei nº 7.o art. XV .166/96. 2º . emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei.166/96.o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7.o art. 1º . XXXI .166/96. 176 . 68 a 71 da Lei nº 7. 157 e 158 da Lei nº 8. § 1º . 11.os §§ 1º e 3º do art. 161 da Lei nº 8.166/96.o Capítulo III da Lei nº 8.137/00.os arts. 169 da Lei nº 8.166/96. 141 da Lei nº 8.165/96.o § 13 do art. XVIII .o parágrafo único do art.o Anexo VI da Lei nº 8. 30 da Lei nº 7.os §§ 2º a 5º do art. 192 da Lei nº 8. XIX .166/96. XXIII .137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento.999. V .137/00.166/96. XVI .a Lei nº 6. não poderão ser .Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas. 67 da Lei nº 7.o § 1º do art. XII .166/96. 67 da Lei nº 7. 2º.166/96.166/96. XV e XVI do caput do art. 45 da Lei nº 7. será utilizada base cartográfica atualizada. XXVII . nº 7. 68 da Lei nº 7.166/96. XXV . XXVIII . 6º. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.166/96.166/96.137/00.Na compilação do Mapa de Zoneamento.o § 4º do art. 5º.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 10 e 11 do art. de 5 de agosto de 1992. XXIV . 14 da Lei n° 7.221.o art. XXIX .165/96. § 2º . XXX . no sentido de facilitar a compreensão da legislação.166/96.137/00.IV . XIV . 190 e o art. à qual deverão ser ajustados os limites das zonas.Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então. XX . 32 da Lei nº 7. de 6 de dezembro de 1995. 31 da Lei nº 7. 46 da Lei nº 7. VIII . 2º e 8º do art.o § 1º do art. 37 da Lei nº 7.o § 1º do art.os §§ 1º. Art. 1º. 102 da Lei nº 7.os §§ 1º. 7º.O Executivo. XXII . 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7. XVII .o inciso IV do art.os arts. 98 da Lei nº 7. 3º.os arts.os §§ 1º e 3º do art.165/96.137/00. XXVI . 4º.166/96. IX .o § 2º do art.a Lei n° 6. nº 8.o parágrafo único do art. § 1º .As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR.165/96.166/96. 4º. elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7.o § 1º do art. XIII . 10. Art.os incisos II. VI .166/96. 72 da Lei nº 7. 44-A da Lei nº 7. VII . XI . preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados. ocupação e uso do solo. X .

ZPs e ADEs de Interesse Ambiental. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. 7º . estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal. II . 6º . com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7. 111 da Lei nº 7. contado da data de publicação desta Lei. no prazo de 1 (um) ano.166/96. independentemente do prazo previsto no art.166/96 e em atendimento ao disposto no art. contado da aprovação desta Lei.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos.O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs. Parágrafo único .00 m (dez metros) ficam classificadas como VM. Art. § 3º . que ficam classificadas como: .A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente.277/97 e nº 8.as vias coletoras e arteriais. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei. com largura igual ou superior a 10.166/96. visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE. findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento.165/96. 3º .O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município. III . § 1º . Art. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. ficam classificadas como VR.Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal. IV . fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I .O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais.As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7.as vias locais.166/96. com largura inferior a 10.725/09. ficam classificadas como VNR. 15 da Lei nº 9.as vias coletoras e arteriais.Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. 4º .166/96.A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano. contado da aprovação desta Lei. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. 83 da Lei nº 7.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo.Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art. instalação e operação. Art.201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização. Art. no prazo de 1 (um) ano. Art. Art. 5º . 8º . § 2º . considerando identidades e características diferenciadas dos lugares.as vias de ligação regional.166/96.O Executivo elaborará tabela. § 2º .00m (dez metros) ficam classificadas como VR.

O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico.I . Parágrafo único .ZE -.O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo. conforme projeto do Executivo. remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José.vias de caráter misto . Art. em caráter excepcional. Art. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí. f) a Rua dos Lagos. com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei.ZCBA -. h) a Rua Pacajá. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei.E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS . passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos . j) a Rua Resende. 12 . no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende. 9º . com vistas. Art.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo.ALMG . b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei.VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova . a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. as localizadas nas ZEs.ZCVN .A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal.Fica suspensa.EIV em até 1 (um) ano. no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins. Art. em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica. 11 . DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO.Vias Preferencialmente Não Residenciais . g) a Avenida Paranaíba. incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança . contados a partir da data de sua publicação. entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins.VNR -. i) a Rua Teresópolis. contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei.e na Zona Central do Barreiro . c) a Rua Istria Ferraz. d) a Rua Flor do Divino. ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014. Art. identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7. TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS.Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei. DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .166/96. exclusivamente. os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados. II . por 2 (dois) meses. 13 . e) a Rua Flor do Natal. 10 .

21 . V .Art. em caráter perpétuo.314. contado da data de publicação desta Lei.O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo. localizada no Bairro Braúnas. II . com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida.166/96. Art. 3º da Lei nº 6. excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas. Art.pelo Anexo II da Lei nº 7.número de pavimentos limitado a 3 (três). 18 . 14 .O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I . § 2º . 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art.manutenção de toda a área não edificada como área permeável. III . § 1º . 16 . além de pilotis aberto no pavimento térreo. IV . CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art. 17 . em porção do terreno a que se refere o art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. Art.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica.165/96. 19 .ZP-2 . Art. fica permitida. Parágrafo único . de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991).existentes no terreno. identificado como via com . correspondente à quadra 4003. na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. de 12 de janeiro de 1993. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei. Art.Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo.314/93. de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 .Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas.Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo.a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente . no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia. a construção de edificações residenciais multifamiliares. com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental.165/96.O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos. Art.APPs .unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito).O cumprimento da obrigação prevista no art. 20 .altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno. 15 . 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo. nos termos da Lei nº 6.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida.

pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 27 . das áreas públicas da Praça Carlos Chagas. resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx. 27 destas Disposições Transitórias.Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais . Art.As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. Art.Fica vedada a cobrança. no Município de Belo Horizonte.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. à recuperação e à manutenção.O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote. bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto. Parágrafo único .A concessão dos benefícios previstos no art. Art. 24 . 28 . da 12ª Seção Urbana.Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana. 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros. com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado. . bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B.ALMG Art. 23 . Art. CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .166/96. 25 .previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. Art. Parágrafo único . por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. 26 . Art. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art.O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos.Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art. Parágrafo único . contado da data de publicação desta Lei. 22 . 20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento. 25 destas Disposições Transitórias. 29 .ALMG -. Art. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. pela concessionária.

o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. Art. 35 .Fica instituída a Operação Urbana da Savassi.área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências.à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno.165/96. CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. II . devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1. .Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. II . por meio de intervenções viárias e urbanísticas.propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art.A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I .minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área.em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. Art. por igual período. III . Art. delimitada no Anexo XXVII desta Lei. § 2º . contado da data de publicação desta Lei. 34 .O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos.As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I . a critério das partes envolvidas na Operação Urbana.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi.994. envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. seguindo o disposto no art. II .166/96.Art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos.nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. com os seguintes objetivos: I . § 1º .O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado.à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. 36 . a ser utilizado. 11 da Lei nº 7.165/96 e de acordo com o disposto no art. Art. na data da publicação desta Lei. Art. 33 . 32 . renovável sucessivamente. 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte.São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. 30 . II . alternativamente: I .89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída. 31 .os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei.

589. de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa.O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos . 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses. 36.A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça.transferência ao Município de R$ 7.580. conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei. 38 . 35 destas Disposições Transitórias. a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –.165/96. Art. igual a 1.165/96 e em seu Regulamento. Parágrafo único . até o limite de 997. 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I .A utilização dos benefícios previstos no art. II . Art. § 1º .O não cumprimento do disposto no caput do art.§ 3º .ITBI -.O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento. § 4º .Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro. conforme previsto no § 1º do art. contados a partir da data de publicação desta Lei.45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados).Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. destas Disposições Transitórias. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art. 37 . conforme o cadastro do Município.179. I.60 (sete milhões. independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas. respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. quinhentos e oitenta mil.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote. . a critério do Executivo.º 7. cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos). 39 . 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15. em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. fica autorizada. Art.161.20 (quinze milhões. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos).O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art. respectivamente. 40 .revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. 62 da Lei n. além do potencial construtivo adicional previsto no art.165/96.

VIII . VII . X . II .implantar o sistema viário estruturante na região. IX .permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. incluindo revegetação.promover a recuperação ambiental das áreas de preservação. de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas.A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro. VI .assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável. em especial o Ribeirão do Isidoro. de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente. e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado. em especial. o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha. . 42 . em especial o grande número de nascentes e cursos d’água. despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico.§ 2º . 41 . IV . a presença de vegetação expressiva. contenção de erosão.Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro. das nascentes e dos cursos d’água.assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável. contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária.promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. mediante o pagamento de contrapartida. V . III . que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística. em especial dos moradores da Região Norte do Município. CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art.garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I .criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização. bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local.instituir classificação das áreas.viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. Art. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas.

Não se aplica o disposto no art. nas quais a ocupação.Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima. naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação. em especial na Lei nº 7. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art. sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei. em virtude das condições locais topográficas. cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo.166/96.As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação.XI . Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições. 43 . e que a ela aderirem. bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. § 1º . de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante. § 2º .viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos.Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada. topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa. morfológicas. reclassificadas para o Grau de Proteção 1. ficam sujeitas às seguintes regras: . III . II . poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas.Para os fins dessa Operação Urbana. onde a ocupação deverá ser proibida. a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais. destinadas à preservação permanente de nascentes. por força de deliberação do COMAM. inclusive pagamento de contrapartida.Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. nas quais. 45 . conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1. conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I . respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. e que a ela aderirem. que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. 44 . Art. e nas demais normas aplicáveis à matéria. § 3º .As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1.Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. em conformidade como o disposto neste artigo.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro.

§ 4º . no mínimo.A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana.O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores.166/96.atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM.não poderão ser parceladas nem ocupadas. . 14 da Lei 7. e preservação.As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em. ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção.lotes mínimos de 5.314/93. III .000 m² (cinco mil metros quadrados). observando-se o disposto nesta Lei. § 3º . II . não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art. no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento. § 1º .lotes mínimos de 5.Coeficiente de Aproveitamento de 1. § 2º . os seguintes parâmetros: I .Coeficiente de Aproveitamento de 1. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. poderão adotar. 47 .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. II . ou doadas ao Município para a instituição de parque público. Art.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . Parágrafo único .000 m² (cinco mil metros quadrados). II .Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. ficarão autorizadas a gerar UTDCs.5 (cinco décimos) pela área total do imóvel. no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica. a partir da recepção de UTDCs geradas. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2.quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados).Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento). no que couber. Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art.0 (um). pelas áreas com Grau de Proteção 1. 48 .0 (um).taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento).taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento). III . Art. V . de caráter perpétuo e aberta ao público. 46 .O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0.2 (um inteiro e dois décimos). 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental. exclusivamente. nos termos da Lei nº 6.As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica. Ocupação e Uso do Solo. IV .I .

Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul. a partir da recepção de UTDCs geradas.Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar. V . Parágrafo único .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. as condições de implantação das edificações nos lotes.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1.000 m² (dois mil metros quadrados). 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. exclusivamente.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). 51 . Parágrafo único . as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias. poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1. situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3.O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado.IV . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.166/96. ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1. pelas áreas com Grau de Proteção 1. exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. 10% (dez por cento) das unidades habitacionais. no qual deverão ser analisadas. Art. Parágrafo único . para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação. V .Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área. 52 .Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). IV . 53 .5 (um inteiro e cinco décimos). . além do disposto na Lei nº 7. no mínimo. condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana. edificadas e regularizadas. 49 . Art. III .lotes mínimos de 2.5 (um inteiro e cinco décimos). de acordo com a Lei nº 7.quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados).166/96.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3.7 (um inteiro e sete décimos). no mínimo.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540. II .Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados). Art. Subseção IV Disposições Gerais Art. 50 .

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

correrão por conta do Município. de trecho das vias 540 e Norte-Sul. calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área. dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei. pelo empreendedor. de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana. não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento. excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento. com vistas à utilização do benefício previsto no art. implantados progressivamente pelo empreendedor. os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo.II . nos termos da Lei nº 6. II .AL é a área líquida edificada. atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte .V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável. em caráter perpétuo e aberta ao público. 67 . .00 (trezentos e oitenta reais).o custo de implantação. com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul. § 4º .Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei.o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde. III . fixado em R$ 180.instituição de Reserva Particular Ecológica. implantação de equipamentos de apoio e revegetação. incluindo-se cercamento da área. em que: I . conforme legislação específica.e às demais políticas municipais setoriais. de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V).As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I . bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados.314/93. 46 deste Título. para edificações destinadas ao uso residencial. Art.o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município.00 (cento e oitenta reais). para edificações destinadas ao uso não residencial. em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. II .Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana.o valor de implantação. § 2º . e em R$ 380.Os projetos executivos das vias e dos parques. para o Município. § 1º . pelo empreendedor. incluindo-se transferência. em conformidade com o disposto no art. IV . III . de acordo com o Anexo XXXI desta Lei. serão elaborados pelo Executivo. 62 destas Disposições Transitórias. ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. educação e lazer.Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana.CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana. Parágrafo único .VIURBS . § 3º .

A contrapartida prevista no art. Parágrafo único . II . § 3º . 67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. 67 destas Disposições Transitórias. por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana. 69 .como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão. III . 62 e 63 destas Disposições Transitórias. IV . com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana. respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei. em dinheiro. de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo.§ 5º . pelo empreendedor. § 2º . de cronograma de execução das demais obras previstas para a região. pelo Executivo. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. e a aprovação.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica. no momento da aprovação do parcelamento. b) a apresentação. a saber: I .Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. Art. em conformidade com o número de unidades implantadas. por Decreto. instituída por esta Lei. § 1º .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças.Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -.A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros. de Termo de Recebimento das demais obras. pelo Executivo. 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. pelo Executivo. que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados.Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento. serão exigidas: I . II . 70 . 68 .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. Art.O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art. .O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. § 1º . 61. desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art.No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts.

VIII . VI .À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete.1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. VII .A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. das obras de infraestrutura previstas para essa Operação. § 2º .Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I . com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana.1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. 72 .Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. IX . seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. em conformidade com o disposto no art.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro.V .recursos oriundos de aplicações do Executivo.decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. 62 destas Disposições Transitórias. de natureza contábil. no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo.1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro. deverá optar.1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro. pelo empreendedor. serão aplicados em: . com autonomia administrativa e financeira. bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas. II .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. § 3º . no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo. § 5º . disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos. no limite de sua apuração. 71 .1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro. pela prestação da contrapartida por meio da execução direta. Art. CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. X . seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana. inclusive quando forem implantados pelo empreendedor. 73 . Art. preferencialmente. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I . II . § 4º .A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana.

I . Parágrafo único . anualmente.ao embargo imediato das obras. nos termos dos arts.Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro. Parágrafo único .Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1. nos termos do § 1º do art. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 78 .A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I . que deverá publicar. 76 .320.INCC . Parágrafo único . de 17 de março de 1964. II . podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte. III . balancetes.O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos.000.000. II . Art.da Fundação Getúlio Vargas.O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro. com base no Índice Nacional da Construção Civil .00 (um milhão de reais). balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro. 74 . 70 destas Disposições Transitórias. o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro.320/64. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art.à interdição imediata das edificações concluídas. para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. 69 destas Disposições Transitórias.O controle interno da gestão orçamentária.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. para fins de prestação de contas. Art. contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. Art.ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido. III . previstos no Anexo XXXII desta Lei. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540. nos termos da Lei Federal nº 4. 75 . contado da publicação desta Lei. em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art. 45 e 46 da Lei Federal nº 4. financeira.execução das obras previstas na Operação Urbana. 77 . e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados.elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida. . os custos de implantação dos projetos.O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana. 40 a 43. caso existente.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana.

165/96.O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas. 79 .o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1. mobiliadas e equipadas.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal. que deverão ser cedidas temporariamente ao Município.2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas. II . associados ou não às escolas a serem implantadas. por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias. Belo Horizonte.Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3.até setembro de 2013.000 (três mil) unidades habitacionais.50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo. II . 20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09. III .Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014. do Diário Oficial do Município. 80 . § 1º . o mínimo de 3.A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I .São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7. 80 destas Disposições Transitórias. § 2º .50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art.a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3. com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014. fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art. deverão ser edificados: I . desta data) . Parágrafo único . desde que atendidas as seguintes condições: I . de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78. 80 destas Disposições Transitórias. Art. II .Art.

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