LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

257/01. na qual: I . no primeiro cobrança. da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I .DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art. III . segundo regras definidas na Lei nº 10. para que seja protocolado projeto de edificação. ano de ano de ano de ano de . 14-D .1 (um) ano.8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1. contado a partir da conclusão das obras.14-C . o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo.00. no quarto cobrança.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel. para que seja protocolado o projeto de parcelamento. desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo. II . na qual: I .1 (um) ano. Art.VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador.AT corresponde ao saldo da área líquida transferível.4. Art.000. Parágrafo único . III . 14-A . III . 14C desta Lei.5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel. no terceiro cobrança.257/01. em caráter excepcional.2. contados a partir da notificação. IV .AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada. calculada com base no valor do CA básico.UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor. mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos. no quinto ano de cobrança. da edificação e da utilização compulsórios.00.2 (dois) anos. Seção II Da aplicação do parcelamento. para iniciar as obras do empreendimento. contados a partir da aprovação do projeto.Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art. do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art.Em empreendimentos de grande porte. IV .O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1. contado a partir da notificação. II .6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel.1. poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. III . no segundo cobrança. II .000. para a utilização da edificação. segundo regras definidas na Lei nº 10.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir. V .A aplicação do parcelamento. II .2 (dois) anos.3.2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. nos seguintes termos: I . 14-B .

na qual: I . IV . Parágrafo único .CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar. VI . assistência social e segurança. no caso de empreendimento privado.corresponde ao fator de volumetria. IV .hospitais.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário.O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo. na qual: I . III . calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato . conforme a hipótese.estabelecimentos culturais destinados. limitado a 0. II . V .V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. variável conforme o impacto. conforme disposto em regulamento. do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. exclusivamente. § 1º . a cinemas. § 3º .Parágrafo único . de valor equivalente ao potencial construtivo excedente.FIS -. sujeita o infrator à transferência.5 (cinco décimos). bibliotecas e museus. Art.Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo. contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. teatros.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. Art. III . Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art.CAb) x AT x V.A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos.165/96.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. no meio urbano. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7.VETADO § 2º . V . II .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV.equipamentos públicos destinados a educação. lazer.N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais.A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP . 14-F . auditórios. medida em metros quadrados. saúde. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo. 14-E . edificar ou utilizar o imóvel.8 (oito décimos).FV . limitado ao CA máximo.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico.Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I .Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social .30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional. III . 14-G .CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. II . menor ou igual a 0. ao Executivo. hospitais ou estabelecimentos culturais. pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos.AT corresponde à área do terreno.

as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art. o prolongamento. 26 da Lei Federal nº 10.257/01. com aproveitamento do sistema viário existente. § 2º . 14-I .AT corresponde à área do terreno. 14-H . conforme o cadastro do Município. observada a fórmula VP = (CP .CAb) x AT x V.257/01.257/01.165/96. V . II.ITBI -. a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos. § 3º .as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico.Oneroso Inter Vivos . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. V .165/96. para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art. Art. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo. III.Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano. limitado a 5. V e VI do art. II .A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos.os imóveis tombados. nem o prolongamento. 26 da Lei Federal nº 10. § 1º .O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento. . definidas no Anexo II da Lei nº 7. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art.Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura. 69-A da Lei nº 7. II . 26 da Lei Federal nº 10.0 (cinco). para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I .CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. 26 da Lei Federal nº 10. 26 da Lei Federal nº 10. III .V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno. IV .257/01.VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional.Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação.as áreas de Projetos Viários Prioritários. III . 15 .257/01. a modificação ou a ampliação dos existentes. apurado conforme previsto no § 3º deste artigo. na qual: I . que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos. CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I. IV .as áreas definidas como AEISs.

com. Art. 5. que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação . devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I . 17 .as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental.771.As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados. com largura mínima de 30. 15-A .000 m² (dez mil metros quadrados).O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo.a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água.No projeto de parcelamento do solo. de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. Art. V . as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo. § 1º . de acordo com a Lei Federal nº 4. § 1º .os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10. cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento. II .as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais. sendo identificadas e descritas nas certidões de origem. 16 . existentes ou projetadas. IV .A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização. no mínimo. Parágrafo único .Art. ainda que intermitentes. Art. III .Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I . a dimensão e as características do imóvel.Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10. de 19 de dezembro de 1979.é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes. . bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes.00m (trinta metros) em cada lado.Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo. de acordo com a Lei Federal nº 6. § 2º . e harmonizadas com a topografia local.as áreas não parceláveis.00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco). 16-A . II .UPs -.766. a partir da margem.000 m² (dez mil metros quadrados).O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local.o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes. o formato.

parcelamentos vinculados.§ 2º . em cada lado. § 8º . III .nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias.00m (quinze metros) de largura.000 m² (dez mil metros quadrados). vedada a frente exclusiva para vias de pedestres. nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes.Não são admitidos lotes: I .00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio.Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: .Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2.São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I.000m² (dois mil metros quadrados). § 11 .Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I .Além das previstas no caput. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.VETADO Art. a área remanescente constituirá um único lote. II . § 7º . exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs. III .As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento.Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1.pertencentes a zoneamentos distintos. é obrigatória a reserva. 18 .São admitidos lotes com área superior a 10. § 10 . cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio.lotes localizados em esquinas.No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). de faixa de segurança non aedificandae. § 3º . § 4º . § 12 . descontadas as áreas a serem transferidas ao Município. os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. IV . III . exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs.os lotes devem confrontar-se com via pública.em atendimento ao § 3º deste artigo. § 9º .No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM.incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas. ferrovias e dutos.com frente para vias com classificação viária distinta. II .000m² (mil metros quadrados).parcelamentos para condomínios. § 6º . a partir de sua margem. II . até o máximo de 15.nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas. deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15. § 5º . devem ser respeitadas as seguintes condições: I .

contados da aprovação do projeto de parcelamento. 21 . § 1º . será destinado a espaços livres de uso público.Não é permitida a aprovação de lotes isolados. § 1º .Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres. 20 . nascentes. além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento.Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais. às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. serviço de esgotos.em áreas iguais ou superiores a 2.Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM. saúde.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água.000 m² (trinta mil metros quadrados).Espaços livres de uso público são as áreas verdes.que se enquadrem no art. rede telefônica e gás canalizado.Para ser admitida como delimitadora de quarteirão.Nas glebas a serem loteadas. § 5º . 16-A desta Lei. a não ser que situados em quarteirões delimitados. § 3º . Seção II Do Loteamento Art. com área igual ou superior a 30. por.que acusem presença de cursos d'água. prevalecendo o maior valor numérico. no mínimo. § 5º A . § 2º . vegetação arbórea ou sítios arqueológicos. § 2º .Nos loteamentos. as praças e os similares. 15% (quinze por cento) da gleba.886. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos. de 24/12/1999 § 5º B . para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público.886. Parágrafo único . § 5º A acrescentado pela Lei nº 7. 19 . a via de pedestre deve. deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis. § 4º .Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. III .No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. pelo menos. § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. Art.Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. 16 ou no art. energia elétrica. segurança e similares. lazer. coleta de águas pluviais. Art. é obrigatória a transferência ao Município de.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). de 24/12/1999 . 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas. II .Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. 1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. cultura.I . no mínimo. obrigatoriamente. sob pena de caducidade.

a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo. 18 desta Lei. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior. § 10 . § 18 .A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. no mínimo. § 16 . para a conversão. . de 20/07/2010 § 14 .As áreas transferidas ao Município devem ter. para efeito do cálculo do percentual. nos quais prevalecerá a função da via. 10. § 11 . pelo Município.relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica. apenas metade de sua área. II . § 7º . será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. sendo computada.§ 6º . nesse caso. as seguintes áreas: I . a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal.Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts.No ato do registro do loteamento. § 17 . desde que resguardado o atendimento ao interesse público.Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias. conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. das obras do loteamento.A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento.(VETADO) § 15 . § 12 . § 9º . desde que haja interesse público manifesto.As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original.959. até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos. e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento. § 8º .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município.Não são aceitas. caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art.As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município. § 13 revogado pela Lei nº 9. sendo que. 16 e 17 desta Lei. aplicando-se. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.

§ 3º .em dinheiro.A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município.Art.Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo. no momento da liberação do loteamento. 26 . Art.não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em. Parágrafo único . Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos . esgoto e energia elétrica. depois de feita vistoria pelas concessionárias de água.O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento. 200 m (duzentos metros). 22 .Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões.por fiança bancária. devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei. respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. Art. do valor a elas correspondente.A critério do Executivo.por vinculação a imóvel.não haja viabilidade técnica de execução de via pública. 21-A . no local ou fora.em títulos da dívida pública. com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal. Parágrafo único . 25 . III . da seguinte forma: I . o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água. 24 .Cumprido o cronograma de obras. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização.Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento. o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art. 23 . conforme o disposto no § 1º deste artigo . deve ser expedido Alvará de Urbanização.O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. desde que.o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros). esgoto e energia. Art. confiado ao Município. § 2º . feita mediante instrumento público. Art. III . alternativamente: I . o depósito poderá ser restituído. II .Aprovado o loteamento ou a sua modificação. até o máximo de 70% (setenta por cento). no máximo. § 1º . IV .O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis. II .A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito.

VI .de pedestres. destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas.Entende-se por: I . a ser feita por decreto . § 2º.local a via . III . de 29/01/1997 § 4º . de baixo volume de circulação de veículos. II . 67.de pedestres.089. § 3º .são classificadas como: I .de ligação regional a via .coletora. § 2º . de bicicletas.de ligação regional.de baixo volume de tráfego.O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. V .destinada à circulação de pedestres e ao lazer.O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias.ou trecho . § 2º . a via destinada à circulação de pedestres e. na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente. 27 . § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9. § 1º . com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado. VII . § 1º .Art. correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso.O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP.arterial.mista a via .local. II .ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias.com função de fazer a ligação com municípios vizinhos.O sistema viário dos loteamentos deve obedecer.com significativo volume de tráfego.Dentre as obras do loteamento. Art. eventualmente. 28 . IV . cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso .ciclovia. VI .com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais.As vias públicas dos loteamentos . IV . VII . III . às características definidas no Anexo III.ou trecho .Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos. quanto à geometria das vias. V .arterial a via . com função de possibilitar o acesso direto às edificações.mista.ou trecho . respeitado o previsto no art. utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância.constantes do Anexo IV .levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -.coletora a via . será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados.ou trecho .ou trecho . com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.

Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada. 17. na determinação da localização dessas áreas. § 4º revogado pela Lei nº 9. § 2º .Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único.959. sendo que.000 m² . 32 .000 m² (cem mil metros quadrados).ter área superior a 100. sendo que. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório.ITBI. para condomínios com área entre 50.959.Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. de 20/07/2010 Art. II. caracterizados como bens em condomínio. contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes. 29 .No caso de glebas com até 3. 31 revogado pela Lei nº 9. § 2º . de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art. nesse caso. § 1º . e cujo terreno não pode: I .000m² (três mil metros quadrados).A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. Seção IV Do Desmembramento Art. no mínimo. as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno. é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie.A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. § 3º . aplicando-se.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis .Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. dispondo de espaços de uso comum. resulte área inferior à mínima prevista no art. deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário.Nos casos em que. 15% (quinze por cento) da gleba. desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público. § 1º .A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados). desde que haja interesse público manifesto. sendo que. dos 15% (quinze por cento).000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. Art. para a conversão. 30 .§ 3º . § 3º .

34 . III . 33-A .espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada. IV . com relação as suas áreas internas: I .(cem mil metros quadrados).o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos.obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado. Art. de 20/07/2010 § 2º .Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.o sistema viário de circulação interna.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município. de acordo com avaliação do órgão municipal competente. considera-se: I . IV . Art.instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. § 2º .execução e manutenção da infra-estrutura.064.o número máximo de unidades residenciais. Art.as unidades territoriais.959. II . quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis. não passível de ocupação ou de impermeabilização. com largura mínima de 10 m (dez metros).A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio. sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente.As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial.Compete exclusivamente aos condomínios. do qual devem constar: I .A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área. Inciso III com redação dada pela Lei nº 9. 33-B .unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único.coleta de lixo. II . III .No parcelamento para condomínios.O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em. § 1º revogado pela Lei nº 9. § 1º . III . II . II . § 3º . calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento. 33 .Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo. de 17/01/2005 Subseção II .sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio. conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. no máximo. dois pontos. destinada à proteção ambiental.

em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10. conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei. I. Art. de 20/07/2010 § 2º . b) regularização de parte de lote. a não ser nos seguintes casos. somente precisam ser aprovados. c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários.É obrigatório o parcelamento vinculado: I .O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido. II . as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro. Art.000 m² (dez mil metros quadrados). juntamente com o projeto de parcelamento. II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art.959.que resulte em desconformidade com o disposto no art. VI .Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento. V . é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes. III .em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM. § 1º revogado pela Lei nº 9. e) impossibilidade física ou geomorfológica.No caso de modificação de parcelamento. d) desapropriações. 17.Do Parcelamento Vinculado Art. § 2º . 35 . 37 . § 1º . IV . sem alteração do sistema viário. Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art.em parcelamentos vinculados.em ZP-1.Não é permitida a modificação de parcelamento: I .que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. 36 . 17 desta Lei.em loteamentos destinados à instalação de indústrias. desde que a forma. . 38 . salvo no caso de nova análise da vinculação.Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano. III .Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais.

§ 3º . 17.O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias.Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado. que deve ser respeitado. para providenciar a regularização requerida. do art. sem ônus para o requerente. 42 .O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento.O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto. CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. 41 .Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I . § 2º .Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário. 40 . 38 e as previstas para loteamento.Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais.A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa. § 2º . 39 . Seção VII Do Reparcelamento Art. § 3º . dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários.No reparcelamento. as regras do art. § 1º . no que couber. é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original.Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação. deve respeitar o previsto no art.Parágrafo único .fazer parte de parcelamento aprovado. 17 desta Lei.Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo.Aplicam-se ao reparcelamento. Art. . a contar do protocolo do requerimento. § 4º . a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei. Art. § 4º . § 1º . não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II.A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado.

Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art.ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos.500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2. de 20/07/2010 § 1º . pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput. a serem definidos em lei. Art. voltada para logradouro público aprovado.959.a edificação tenha caráter provisório ou temporário.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10.o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação. Parágrafo único .8 (oito décimos).Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM. desde que observadas as seguintes exigências: I .o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura.É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações.00 m (oito metros).As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais. Art. mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU. IV .a altura máxima da edificação é de 8. e Inciso IV revogado pela Lei nº 9.000 m² (um mil metros quadrados).II . aquele que for mais restritivo. Parágrafo único . Art.Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I .fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo. 46 do Plano Diretor do Município.De acordo com o traçado básico do alargamento das vias. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere. os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. § 3º . o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que. 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo. com base na alínea “b” do inciso III do art. 43 .Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário.Para que neles seja admitida a edificação. II . as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo . 44-A . II . § 2º . os lotes com área inferior a 2. § 2º . ocupe a maior extensão limítrofe.Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei. III . III . 44 . nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7.00 m (dez metros). dentre os lindeiros.00m (cinco metros).o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0.165/96. § 1º . escritura ou contrato de compra e venda. como registro em cartório.a área total a ser edificada não pode exceder 1.

45 .a guarita de até 6m² (seis metros quadrados). Art.165/96 e no Anexo VI-A desta Lei. XIII . se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado. X . para efeito de cálculo do CA: I .Após executado o projeto a que se destina. IX .a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores.O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa. § 1º . Inciso II revogado pela Lei nº 9. . destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares.os compartimentos destinados a depósito de lixo. de 20/07/2010 § 6º . de 20/07/2010 III . VII . § 3º . a casa de máquinas e a subestação. 46 .um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial. VI .959.que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam.os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem. § 7º . nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica. o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9. deixando de submeter-se ao disposto neste artigo.O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe.deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto.a área situada ao nível do subsolo. VIII . V . inclusive a área do recuo de alinhamento. desde que dotada de instalação sanitária.a antecâmara. exceto se situada em edifíciosgaragem.a área de circulação vertical coletiva.Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art.a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados). XI .as varandas abertas .Não são computadas. XII . IV . limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido.959. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada.situadas em unidades residenciais .a área destinada a estacionamento de veículos.Quando exigido recuo de alinhamento. passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere.a caixa-d'água.

Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996.80m (cinco metros e oitenta centímetros). ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM. III . quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento.Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior. a área do compartimento é multiplicada por 1.se superior a 5.959. por razões técnicas relativas a: I . § 6º . para efeito de cálculo do CA. § 2º . e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento. situado em ZP-1.É admitido pé-direito superior a 4.necessidade de aproveitamento do espaço aéreo. de 20/07/2010 XVII .50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6. bem como às normas técnicas pertinentes. Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. § 2º . salas de espetáculos ou templos religiosos. 47 .Não serão computadas. para efeito de cálculo do CA. § 4º revogado pela Lei nº 8.137.logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo.80m (cinco metros e oitenta centímetros). desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo.XIV . da seguinte forma: I . para efeito de cálculo do CA.5 (um e meio).se igual ou inferior a 5.Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto. de 21/12/2000 § 5º .O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado. II .As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei. sem acréscimo de área a ser computada. II .50m (quatro metros e cinqüenta centímetros).acústica ou visibilidade em auditórios. .a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. será admitida quota de terreno equivalente à área do lote. § 1º . § 3º .50m (seis metros e cinqüenta centímetros). até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo.O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4. desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores. a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois). § 1º . as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art.

exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs.Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art. 49 revogado pela Lei nº 8.Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total. XV. § 1º . de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art. a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento).Podem ser utilizados.para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo. .Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei.para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1. 46. § 3º .equivalente à área de permeabilidade mínima .137.para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha. observado o seguinte: I . se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático. III . II . dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana.seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo.nelas haja área descoberta . seja desaconselhável a permeabilização do terreno.é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno.TO .Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente. podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno. 48 .Taxa de Ocupação .As TOs máximas são as definidas no Anexo VI. simultaneamente. § 2º . 50 . prevalece: a) 10% (dez por cento). § 2º .A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput. § 4º . § 5º . § 1º . por meio de parecer técnico. b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).Subseção III Da Taxa de Ocupação Art. prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei.As edificações. desde que: I . II . Subseção IV Do Gabarito Art.

O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno. exclusivamente. 4. implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público.(VETADO) § 4º . os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas. da seguinte forma: I . § 3º .pilares de sustentação. por gradil vazado ou transparente. desde que cumpridas as seguintes exigências: I . para aplicação da Taxa de Permeabilidade.A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP. exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres. § 9º . conforme dispuser o regulamento. jardineiras ou pavimentos elevados.A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável.Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º. 51 . em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida. § 8° .Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias. e a intensidade do tráfego no sistema viário . respeitado o previsto no art.O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos. permitidos. podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes. que levará em conta o fluxo de pedestres.A área permeável. 3. § 5º . § 2º . exceto . § 1º . a área do terreno resultante do referido recuo. II . pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento.demais vias. III. "a".Quando exigido o recuo de alinhamento. § 10 . nesse caso. existente e potencial.00m (quatro metros).00m (três metros). poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. 7°.desde que continue possível o livre trânsito no local .anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via. § 7º . do Plano Diretor. a construção de guarita e o fechamento.Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional.vias de ligação regional e arteriais.§ 6º . da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial. livre e vegetada. não será considerada. Subseção VI Do Afastamento Frontal Art. 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental.Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais. observadas as demais exigências legais. 46.

Art.O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio. 53 .em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum.40 m (dois metros e quarenta centímetros).em edificações vizinhas a bens tombados.00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento.Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III. no caso de ter o passeio dimensão inferior. IV . VI . condicionada à manutenção das condições de trânsito. por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. o estacionamento no afastamento frontal. ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3. e VII . a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP.5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9.Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais. podem ser construídas.00m² (seis metros quadrados). Parágrafo único . Art.40 m (sete metros e quarenta centímetros).em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH.as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal. os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados). III .autorização de caráter provisório.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais.00 m (cinco metros). admitindo-se. Parágrafo único . guaritas que tenham.adjacente. II . 2. no mínimo. não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. V .afastamento frontal de. mesmo se superado o percentual fixado no caput. 7. 52 . cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de. desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. IV . em qualquer ponto.em áreas destinadas a uso não residencial.É dispensado o afastamento frontal mínimo: I . Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo . no mínimo. devendo ser garantida. no máximo. III .90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais. 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal. II .os acessos obedeçam às regulamentações existentes. no mínimo. respeitado o livre trânsito no local. ou junto ao acesso à garagem. em qualquer ponto. § 6º . na área delimitada por este afastamento. ouvido o órgão responsável pelo trânsito. V .existência de passeio com.É permitida a construção de guaritas com área de até 6. exceto pilares de sustentação.seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0. nos pavimentos situados em nível superior a 3.em edificação localizada na ZHIP. 5. quando este estiver junto às divisas laterais.

Para valores fracionários de H. 56 . sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo. a casa de máquinas não é considerada como pavimento.00m (doze metros).00m (doze metros) de frente.os valores. em metros. exclusive.Havendo níveis de subsolo.01 (um centésimo) e 0.50 (cinqüenta centésimos) e 1. o H deve ser definido em relação ao piso deste. 55 revogado pela Lei nº 8. II . § 2º .Para terrenos em aclive.No caso de lotes com menos de 12. desde que não existam aberturas na fachada respectiva. 54 . é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12. entre 0. § 3º .00 (cem centésimos).Nas edificações situadas na ZA.Entende-se por H a distância vertical.50 (cinqüenta centésimos).00m (seis metros) e menor que ou igual a 12.30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6.00m (doze metros) a distância de 1.os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos. o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos.137. II . de 21/12/2000 Art.Art. § 7º .50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6.os valores.50m (um metro e cinqüenta centímetros).Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII.os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei. entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.00m (seis metros). o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou. exceto nos casos de utilização para estacionamento. em metros. § 1º . são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior. adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .1.2. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. guarda de veículos ou área de lazer aberta. na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional. desde que: I . III . § 6º . exclusive.00m (doze metros). a partir do piso do mais baixo destes. III . § 4º . entre 0. Art. § 8° . em metros. § 5º .o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio. adota-se a seguinte regra: I . II . .a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno.Para efeito de definição do H.

§ 7° . no caso de divisa de fundos. independentemente do valor previsto no Anexo VI. deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40. § 1º . Art.No caso de edificação constituída de vários blocos. independentes ou interligados por pisos comuns.Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas.A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas. § 3º .o terreno natural em seus respectivos pontos.a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral. 59 .Parágrafo único .É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5. a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei. Subseção VIII Da Altura na Divisa Art.A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I . independentemente do valor previsto no Anexo VI. II . adotando-se como afastamentos mínimos 1.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI.Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo. § 2º . Art.50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo. § 5° .No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional. III .00m (cinco metros) para divisa de fundo. adota-se como altura máxima na divisa 10. .No caso de terreno em declive nos termos deste artigo. 57 . de 21 de dezembro de 1940.a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento. 58 . desde que estas estejam legalmente construídas. no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota.80m (dez metros e oitenta centímetros). de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84. os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa.O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas. elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1. § 4º . § 6º . no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior.Na ZHIP.

além dela.as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial.Subseção IX Das Saliências Art. além dela.os templos e os locais de culto.os templos e os locais de culto. situada em terreno onde exista. somente uma edificação de uso residencial. . III .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . III . as jardineiras. III . II . § 3º .as habitações unifamiliares. § 2º . além dela. as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original. situada em terreno onde exista. 61 .a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).as habitações unifamiliares. desde que haja parecer favorável do COMPUR. os elementos decorativos e os estruturais. Parágrafo único . somente uma edificação de uso residencial.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . II . situada em terreno onde exista. 60 . 61 .Consideram-se saliências os brises. os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais.a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art. § 1º .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII. IV .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).Até que seja regulamentada a ZEIS-2. II .os templos e os locais de culto. § 2º .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII. somente uma edificação de uso residencial. no mínimo. serão mantidas. § 1º . desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I.as habitações unifamiliares.As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros).No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo. poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos. Parágrafo único ." Art.

edifícios-garagem.Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. a utilização de.No caso de edificação destinada a hotel.Para as edificações existentes na ZHIP.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. conforme a hipótese. junto à entrada e ao nível do logradouro. 63 .Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao .Devem dispor de pista de acumulação interna. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM.O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. IV . Parágrafo único . § 10 .Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo. § 7º .estacionamentos de veículos abertos ao público. o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras. no caso de adaptação de edificações para o uso residencial. no máximo. III . a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996.0 m (nove metros) de comprimento por 3. até a data da entrada em vigor deste parágrafo.edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. mediante parecer favorável do COMPUR.Cada vaga de carga e descarga deve ter 9. a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída.0 m (quatro metros) de altura. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. § 9º . Art.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada. 62 .edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. excluídas as relativas à parte residencial.No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga. § 8º . poderá ser facultada. conforme a hipótese. de acordo com o Anexo IX. § 4º . II . a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito. os acessos a: I . § 6º . § 5º .§ 3º .0 m (três metros) de largura e 4. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art. a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada.

Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial. no caso de terrenos que. em função dos serviços de terraplenagem. II . por sua natureza. compreendendo atividades das subcategorias Comércio. 65 . definido como o exercício.Serviço de Uso Coletivo.Comércio. III .O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I . 64 .misto. III . que devem ser mitigados. .Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que. de usos residencial e não residencial. em uma mesma edificação. § 1º .ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas. de 19 de dezembro de 2008. III . Art.Os usos não residenciais são classificados.residencial. II . V .não residencial. III . Serviços.Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I . Indústria e Agricultura Urbana. IV . que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais. Parágrafo único . II .Indústria. de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade.Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos.ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque. em: I . § 1º . sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem.Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I .Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial. as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –.É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial. tenham taludes de corte. para fins de localização.São classificadas como do Grupo I. definidas na carta geotécnica do Município. Serviços de Uso Coletivo. CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art. com potencial de geração de incômodos de pouca significância.Serviço. § 2º .CREA/MG. de aterro ou mistos com altura superior a 4.ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação.00m (quatro metros). têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas. nos termos da Lei Complementar nº 128.Agricultura Urbana. II . IV .

as atividades complementares de lazer. XI . 65-A desta Lei.garagem de veículos leves.CNAE . VII .unidade de manutenção. 65-B .Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto. § 3º . III . o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares. § 2º .posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento.Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas .ponto de exposição.É obrigatória a declaração. conforme o Anexo X desta Lei.§ 2º .Consideram-se parte integrante das atividades industriais.Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares. pelo interessado. Art.centro de treinamento. deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local.as atividades auxiliares previstas no caput do art. previstas no Anexo X desta Lei.depósito/almoxarifado. IX .não mencionadas no Anexo X desta Lei.escritório/sede administrativa de empresa. compreendendo: I . Art. além do setor produtivo: I .Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo. VIII . II .pátio de máquinas/garagem de veículos pesados. Parágrafo único . Seção II . IV . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários.unidade de enfermaria. das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento.refeitório/cozinha.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal. VI . V . X . sendo complementares ao funcionamento destas. 65-A . quando implantadas no mesmo local.posto de coleta de material biológico.O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. § 4º . a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei.São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais.unidade de abastecimento de combustíveis. XII . somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares. § 4º .A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem. a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local.Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo. § 1º . II . § 3º . § 5º .

II . VI . V . VII . IV . referida como letra “b” no Anexo X desta Lei. comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e.geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. IV .realização de medidas para prevenção e combate a incêndio.geração de risco de segurança.As atividades causadoras de repercussões negativas. II . no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. como segregação. IX . comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado. referida como letra “f” no Anexo X desta Lei. VII . sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais. armazenamento.atração de alto número de veículos pesados. 66-A . III .geração de efluentes atmosféricos. referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei.adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade. referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos leves. em medicina nuclear. VI . Parágrafo único .adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos. III . referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei.realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos.geração de ruídos e vibrações. referida como letra “g” no Anexo X desta Lei.geração de efluentes líquidos especiais. de posturas. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art. IX .realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares. referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei. VIII .São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I . 66 . referida como letra “d” no Anexo X desta Lei. sanitárias e outras pertinentes. o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização .geração de resíduos sólidos especiais e de saúde. referida como letra “e” no Anexo X desta Lei. referida como letra “c” no Anexo X desta Lei. acondicionamento. VIII .atração de alto número de pessoas. radioterapia e aplicações industriais. ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei. referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei. relativo às condições de segurança. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei.implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação. referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei. referida como letra “a” no Anexo X desta Lei. V .adoção de processo de umidificação. referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei.realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas.Dos Tipos de Repercussão Art. prevenção e combate a incêndios. transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica. conforme o disposto no Anexo X desta Lei.

§ 2º . Subseção II Da Localização .Para as atividades não classificadas como de risco alto. desde que haja anuência do órgão municipal competente. referida como letra “i” no Anexo X desta Lei. a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio. 61 desta Lei e na Lei nº 9. iluminação e ventilação. a critério do órgão responsável pelo tráfego. § 6º . ou ser dispensadas. 2.Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres. § 9º . será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. circulação e manobra de veículos.725.As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. para as atividades que tenham repercussões negativas. desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei. de 15 de julho de 2009.CNEN -.50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento. § 7º . poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. além dos espaços necessários ao acesso.Para as atividades classificadas como de risco alto.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves.emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. – Código de Edificações do Município –.30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art. X .As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas. § 1º . § 8º . o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada. a critério do órgão municipal competente.As vagas de carga e descarga poderão. § 3º . elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental. § 5º . referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. § 4º . contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade.implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração. nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego. confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas. observadas as normas legais de construção.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. será exigida.Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo.

do Estoril. III – em terrenos lindeiros a vias arteriais.É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão. as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. § 1º revogado pela Lei nº 9. § 3º . da Lei nº 7. do Mangabeiras. desde que submetidos a licenciamento urbanístico. de 20/07/2010 § 5º .VM: vias de caráter misto.na Zona Hipercentral . § 9º .As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I .Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei. IV.(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício. 80. . identificadas de acordo com critérios definidos no art.831. observado o disposto no Anexo XI desta Lei. na forma do Anexo XI desta Lei. de 20/07/2010 § 2º . devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano. de 20/07/2010 § 12 .959. § 4º revogado pela Lei nº 9. mediante EIV. são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6. § 6º revogado pela Lei nº 9. do São Bento.959.Nas ADEs Residencial Central.959.VR: vias preferencialmente residenciais.Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional.Para efeito de localização dos usos. do Belvedere. 67 . II . onde se busca preservar a ambiência residencial. onde se busca privilegiar o uso não residencial.959. II .165/96.A localização dos usos não residenciais é disciplinada. de 20/07/2010 § 7º .Para efeitos de localização.em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras. desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária.Art.ZHIP . as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I . § 8º . onde se busca a conjugação de usos. com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos.VNR: vias preferencialmente não residenciais. de 18 de janeiro de 1995.e na ZCBH. 66A desta Lei e observado o disposto no art. considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma. da Cidade Jardim e da Pampulha. observado o disposto no Anexo XI desta Lei. prevista no Anexo X desta Lei. III . § 13 . pela conjugação da classificação de cada atividade.

não será admitido.ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação. Art. Código de Posturas do Município . § 2º . a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I . III . de 20/07/2010 Art. de 20/07/2010 . mediante EIV. 68 a 71 revogados pela Lei nº 9.São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X.No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes.O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. § 16 . Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art. restaurantes e similares com área de até 100.No cálculo da área utilizada. 71-B . 71-A .00 m² (cem metros quadrados). § 1º . independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade. II . 72 .possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.e suas alterações posteriores. desde que haja anuência prévia do COMPUR. II . desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras.616.o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido. em nenhuma hipótese.sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. § 17 . o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno.No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial.959. não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei.959.Poderá permanecer no local. § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9. § 15 . desde que haja licenciamento urbanístico especial. desde que: I . de 14 de julho de 2003.VETADO Art.Nas vias classificadas como VR. são admitidos bares.O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8.estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação.§ 14 .

de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.074.As edificações a que se refere o inciso V do caput do art. § 5º .959. § 10 . § 6º .Para efeito de localização. Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída. aos critérios desta Lei. Art.Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados. de 20/07/2010 § 9º . 72-A . sanitárias e similares. baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança. serão passíveis de regularização. Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . de 6 de julho de 1973. 72-B . poderá ser substituída por outra. para fins da instalação da atividade Hospital. as edificações utilizadas.O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. de posturas. de acordo com a especificidade da área.Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo. ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado. 72-C . § 4º . à época da substituição. vedada a expansão da área ocupada. de 18 de janeiro de 2005.§ 3º . 72 desta Lei. Art. § 8º revogado pela Lei nº 9. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas. mediante parecer favorável do COMPUR. desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei. mediante parecer prévio favorável do COMPUR.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade.383. § 7º . podem também permanecer as atividades industriais.A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso. Parágrafo único . poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital. definida nos termos do Anexo X desta Lei. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei. para efeito de funcionamento. desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo. 2º do Decreto Municipal nº 2.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes.A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais. conforme o Anexo X desta Lei.A atividade que usufruir do direito de permanência. nos termos do art.

e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental . XI . 74-A . . nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas.licenciamento urbanístico pelo COMPUR.interceptores de esgoto. quando for o caso. quando convocado pelo COMPUR. 73 . sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis.terminais de minério.A instalação. Art. § 2º . Art.Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I . VI . V . sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos.Art. § 4º . XII . que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa. hipódromos e estádios esportivos. § 1º . § 5º . 74 .EIA .Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo. a construção. ferroviários e aeroviários. de produtos químicos e petroquímicos. IV .oleodutos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança .O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos.O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico. IX .licenciamento ambiental pelo COMAM. paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos.aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos.extração ou tratamento de minerais.RIMA -.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais.unidades de incineração de resíduos.autódromos.terminais rodoviários. II . III . II .cemitérios e crematórios.indústrias com repercussão ambiental significativa. conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7. a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto. § 3º .EIV -. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental . minerodutos. quando for o caso. nos termos da legislação específica.Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput. ficam sujeitos a: I . VIII . públicos ou privados. VII . nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas. gasodutos.barragens para contenção de rejeitos ou resíduos.usina de asfalto.Empreendimentos de impacto são aqueles. X .165/96.

XXV . XXVII .outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal. XXII .os helipontos.os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5. XXIII .os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas.Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I .000 m² (vinte mil metros quadrados). III . XIV .matadouros e abatedouros. XXIV .intervenções em corpos d’água . XIX . como modificadoras do meio ambiente.linhas de transmissão de energia elétrica.parcelamentos destinados a uso industrial.os destinados a uso misto com mais de 20. independentemente da área utilizada. qualquer que seja a fonte de energia primária.casas de show. canalizações.estabelecimentos prisionais. com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. XXI .centro de convenções. 74-B .XIII . X .usinas de geração de eletricidade.garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas.estações de tratamento de esgotos sanitários.000 m² (cinco mil metros quadrados).000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros).COPAM -. .os parcelamentos vinculados. II .casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts). VII .000 m² (seis mil metros quadrados). Art. VI . compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos.obras de arte compreendidas por viadutos.postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis. VIII . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento.Mediante definição de padrões e procedimentos. V . quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente.ferrovias.os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10. acima 10 MW (dez megawatts). XII . XVII .loteamentos. túneis e trincheiras.hospitais. XVI .tais como barragens. que originem lote com área superior a 10. subterrâneas ou de superfície. Parágrafo único . IV . o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança. retificações de coleções de água .as intervenções em áreas urbanas consolidadas. e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento. XVIII . na figura de desmembramento. IX . Parágrafo único . XXVI . independentemente da área utilizada.O COMAM estabelecerá. XI .tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental . XX .e em diques.estações de tratamento de água. XV .

Art. ocupação e uso.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município. realizado para empreendimentos de impacto. os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades.A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. do gabarito das edificações do Bairro Serra. os parâmetros urbanísticos e fiscais. se for o caso. Art. no caso das ADEs instituídas por esta Lei.ADEs . as intervenções. 78 . por suas características. 74-E . 76 . as normas complementares necessárias e. Art. o tempo de duração.A lei a que se refere o § 1º. de 30/05/2008 Art. quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. permanentes ou não. CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. em função da preservação ambiental da lagoa. 77 .A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento). estando sujeita. Parágrafo único .Art. § 4º .As ADEs são instituídas por lei específica. podendo demandar parâmetros urbanísticos. 74-D .A ADE da Serra destina-se à limitação. em parte da ZCBH. § 1º .são as que. devem constar os instrumentos.O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo. se for o caso. a diretrizes especiais de parcelamento. exigem a implementação de políticas específicas. fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados.Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo. a predominância do uso residencial e a preservação das . de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas. sendo garantidas. da qual.00m (quinze metros). em 15. § 3º . degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção.As áreas de diretrizes especiais . deve dispor sobre o que nesta não esteja referido. 74-C . 75 . Art.Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art. ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9. além da delimitação.O estudo para fins de licenciamento.563. § 2º . 74-B desta Lei. que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam.A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal.

de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos. de sua importância como eixo simbólico.A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever.Na ADE Residencial Central. § 3º . § 1º . demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana. . com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município.o aumento das taxas de permeabilidade do solo. não se aplica o disposto no § 6º do art. será de 5. § 2º .estímulo à requalificação das fachadas das edificações e. § 4º . III.A ADE do Vale do Arrudas.promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização. bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro.verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina. IV .São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas. somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais.implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha.Na ADE Residencial Central.o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE.Na ADE Residencial Central. que retratem a diversidade urbana da ADE.promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural. que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros.criação de áreas de lazer. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. V . IV . II . em função de sua localização estratégica. com incremento da arborização e implantação de ciclovias. por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I . Art. VI . III . conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I . § 1º .melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres. 54 desta Lei. 52. principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares. VII .edificações e de traços da ambiência local. 79 . entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale. II .outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale.Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art.A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial. § 3º . nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas. dos galpões.o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias. III . em especial.00m (cinco metros) a altura máxima na divisa. a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. § 2º .

do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar. a extensão de uso prevista no art.Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675. dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado. 80 . 82 . Nazareth e Acarahy.o incentivo à diversidade de usos.na ADE do São Bento. e para a Avenida Paulo Camilo Pena. nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha. nos terrenos lindeiros à Av. .Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. § 1º. II .As ADEs do Mangabeiras. Art. § 4º . Art. principalmente no período noturno. § 1º .00m (três metros). nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar. visando a garantir mais vitalidade à área. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via. e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar.afastamento frontal mínimo de 5.VETADO.São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I .Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. 75.00m (cinco metros). § 5º .A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística. entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade. Art. são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes. III . as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. uma única vez.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. § 2º .os afastamentos e o gabarito das edificações. II . § 7º . desde que instaladas em edificações horizontais. 81 .os mecanismos de participação comunitária em sua gestão. 71-B desta Lei.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado.as intervenções físicas necessárias a sua preservação. conter: I .Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar.V . § 1º .A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve. conforme o Anexo II desta Lei. desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida. II .Em edificações existentes.na ADE do Mangabeiras. cultural e histórica. permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais. § 2º . § 3º . além do previsto no art. § 6º .

VI . 75. em especial as culturais de médio e pequeno porte. Art. no Anexo X desta Lei. de 14 de março de 1991. 85 .coeficiente de aproveitamento de 1. contendo.circulação de pedestres e veículos.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior.À ADE da Savassi.00m (quinze metros). § 1º . o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza.uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos. 83 . demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial. Art. II . respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial.altimetria das edificações. § 1º . § 2º . somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. além do uso residencial. V . adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental.Na ADE Hospitalar. § 2º . ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares.afastamento frontal mínimo de 3.compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. que aborde. em função das características da ocupação históricocultural. devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral.§ 3º .No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei. como do Grupo IV.20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1. § 1º .00m (três metros). os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região. III .A ADE da Savassi é a que. comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas. § 1º. Art. IV . além do previsto no art. visando à sua requalificação urbana.gabarito das edificações de 15.Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi. em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural. II . . as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos. incluindo-se a padronização do mobiliário urbano. respeitado o previsto no parágrafo anterior.ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas.A ADE de Santa Tereza. § 2º .0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto.A ADE Hospitalar é a área que. demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos.872. 84 . aplicam-se as disposições da Lei nº 5. III . incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE.O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica. entre outras.

em especial os portadores de necessidades especiais. de modo a incorporá-lo. havendo parecer favorável do COMAM.avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato. III .491. se for o caso.Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental. ainda não ocupadas. II .314. de 12 de janeiro de 1993. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo. IV . por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I . II .instituição de Reserva Particular Ecológica. a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. vegetado ou não. § 5º . III .presença de cobertura vegetal relevante.existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante. II . em particular no Bairro Santa Efigênia.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM. § 2º . . conforme previsto nas leis n° 6. V . resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM. prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata.presença de nascentes. cursos d’água. serão adaptados às características de seus usuários.A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento). § 5º . e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias. e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população. configurando ecossistema de brejo. 86 .O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I . visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE. lagoas e represas.Transferência do Direito de Construir.A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I . Art. § 1º . § 4º . quando assim o determinar a legislação pertinente. especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto.Na ADE de Interesse Ambiental.§ 3º .Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar. VI .viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar.existência de expressivo contingente de quintais arborizados.existência de áreas degradadas.incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde. § 4º . com possibilidade de extensão do perímetro da ADE.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. § 3º . em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação. sem prejuízo de outras análises cabíveis. e n° 6.existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento).A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental. de 29 de dezembro de 1993.

" Art. mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM.Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural. respeitado o disposto na legislação específica. ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes. de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. Art. em todos os casos.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-F . 86-D . preservação e requalificação ambiental. § 2º . interligar-se com as áreas definidas como ZPAM. 86-E . a áreas verdes. em especial do Ribeirão do Isidoro.Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. preferencialmente.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0. desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE. observadas as demais restrições legais. 86-C . devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas.§ 6º . § 10 . será previsto calçamento intertravado. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras.5 (cinco décimos). que poderá ser objeto de Operação Urbana.Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. devendo ser evitadas. nos termos do art. mistas e de pedestres. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. Art.Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental. preferencialmente nativas. fica condicionada a parecer favorável do COMPUR.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art.Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 1º .Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. sempre que possível. a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV.Em ADE de Interesse Ambiental. 27 desta Lei. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer. § 8º . Art. do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha. Art. 86-B . e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia. a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos. devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas. nos termos do Anexo X desta Lei. § 9º . 86-A . a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental.Em todas as vias classificadas como locais. de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local. § 7º . as movimentações de terra junto a esses córregos. .

Parágrafo único . 86-J . são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município. contemplem: . Art.O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação.Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial. Art. 86-H .Art. de acordo com os parâmetros previstos em regulamento. Parágrafo único . deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas.Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação. 86-N . conforme dispuser regulamento. 86-M .A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário. sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.0 m (doze metros). 86-K .Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. 86-A a 86-M desta Lei. considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte . 86-G . 86-L . mediante a adoção de políticas que. de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem. Art.RMBH -.Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-I . Art. Art.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. conforme dispuser regulamento. a altura máxima das edificações fica limitada a 12. Art.5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Ressalvado o disposto nos arts.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). contados a partir do terreno natural. de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público. a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático. ficando o loteador obrigado a promover sua instalação. inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas.Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade. § 1º . Art. fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem. 87 . de telefonia ou similar no subsolo. § 2º . poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica.

a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região.A ADE do Belvedere III é a área em que.a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área.I . 89 . a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá.A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais. é destinada: I . ambiental e cultural da região.estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos.levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento. II . III . III . visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô. II . despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico. devem ser adotadas políticas que contemplem: I .estimular a permanência do uso residencial na ADE.à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas. em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região.o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto. Art.No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha. § 4º .Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras. entre outros aspectos: I . II . considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE.INCRA. § 1º .a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. 89-A . considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA.Visando ao desenvolvimento socioeconômico. § 1º .Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas.ao incremento ao desenvolvimento econômico. somente é permitido o uso residencial. por meio de projetos de requalificação urbana. 88 . em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II.A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais.A ADE da Lagoinha.à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana. § 1º . visando a modernizar os processos produtivos. III . que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações. . bem como o disposto na legislação pertinente.o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico. II .o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes. bem como ações de promoção da história local. Art. III . conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária . § 3º . Art.Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local. cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola. § 2º .

II . demanda a adoção de medidas visando inibir o . § 1º .§ 2º .quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados). III . II . devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I .00m (três metros). 44 e 45 do Plano Diretor. Parágrafo único .altura máxima na divisa de 9. Parágrafo único .afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1.valorização da centralidade urbana. Art.As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I . Art. Art. devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade. VI .O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente.00m (cinco metros).A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. 90 . Art.00m (nove metros).promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural.instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural.00m (cinco metros). II . 91 .Após regulamentação específica.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).afastamento frontal mínimo de 5. nos bairros Primeiro de Maio e Providência. a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento. 91-A .A ADE da Pampulha é a área em que. desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior. criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor. III . § 2º . permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes. IV .afastamento frontal mínimo de 5. até que entre em vigor o plano previsto nos arts. desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes. conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha. 91-B .50m (um metro e cinqüenta centímetros). V .uso exclusivamente residencial.Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo.A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso. inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. por meio de: I . prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei.A ADE do Buritis é a área que.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento).A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos. com integração ao Parque Primeiro de Maio. III . de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha. contados a partir do nível médio do alinhamento.

III .As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I . excepcionalmente. nas áreas caracterizadas.Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados).Coeficiente de Aproveitamento . § 2º .Apa 3 -. § 1º .Apa 1 .igual a 1. 11366. incluindo-se a área tombada e a área de entorno. e pelas edificações a construir. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3.Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE. evitando-se a utilização de estruturas aparentes.Apa 2 -. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. II .CDPCMBH -. b) 20% (vinte por cento).A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral. IV .As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. pelos números 11223. b) 20% (vinte por cento). § 4º . § 3º . no mapeamento cultural. III . 11353. 11340. no mapeamento cultural. Art. cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo.para todo o perímetro da ADE.crescente adensamento.As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. nas áreas caracterizadas. 11530 e 9973. como Apa 3. 11527. 11454. que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . nas áreas caracterizadas. como Apa 1 e Apa 2.0 (um). 11381.00 m (três metros).a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). compatível com o restante da edificação. 91-C . permitindo-se. 11439. salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica. de acordo com o Anexo XII-A desta Lei. 11501. 11400. a serem implementadas pelas edificações existentes. permitindo-se.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). às folhas 53 e 59. definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte . é admitido. como Área Parcelada 3 .as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. II . .00 m (três metros).e como Área Parcelada 2 .nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho. no mapeamento cultural. 11394. 11441. § 1º . compatível com o restante da edificação. como Área Parcelada 1 . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros). evitando-se a utilização de estruturas aparentes. de maneira a formar composição estética com esta. 11379. como proteção e tratamento paisagístico de taludes.CA . excepcionalmente. excluídas as áreas de ZEIS. nas áreas caracterizadas.Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana. identificadas no Anexo II desta Lei. a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3. no mapeamento cultural. 11514. de maneira a formar composição estética com esta. às quais poderão ser concedidos incentivos. exclusivamente.

apoio técnico e articulação entre parceiros. apoio técnico e articulação entre parceiros. caracterizado o interesse público. vinculados ao uso habitacional.V .por ato do Executivo. § 1º . tais como incentivos fiscais. técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento.Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei. de design e produção de moda. bem como para intervenções físicas pertinentes. observado o disposto no art. é aquela que. 91-D . § 2º .a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. quando da alteração do zoneamento.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local.a consolidação de entidade gestora.por lei.A ADE Polo da Moda.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. II . tais como incentivos fiscais. que incluam: I . destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município. que incluam: I .A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH.são aquelas edificadas ou não. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral. VI .a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. delimitada no Anexo XII desta Lei. em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil.A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que.a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento. Art. . 111 desta Lei. ouvido o COMAM. e desde que destinadas a uso público.A instituição das AEISs pode se dar: I . 91-E . Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art.para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas. II .AEISs . bem como para intervenções físicas pertinentes. b) anuência prévia do CMH. Parágrafo único . Art. desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. III . II . de forma a coordenar ações institucionais. a partir da proposição do proprietário. III . 91-F .Áreas de Especial Interesse Social . demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial.

94-A . Art. 92 . acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. 94 . construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno.O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. com Aviso de Recebimento . pessoalmente ou mediante via postal. contado a partir da data de publicação desta Lei. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município. II .137.A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular. 96) Art. 106 desta Lei.o cometimento. que serão definidas pelo Executivo. § 4º . § 1º . Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento .AR -. apesar de já punido pela mesma infração. de nova infração da mesma natureza. 93 . pela mesma pessoa física ou jurídica. sem prejuízo do disposto no art. em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade. no prazo de 6 (seis) meses.O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art. no que não contrariar o que nela está previsto.Em caso de reincidência. § 2º .A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. do Código de Processo Civil.a persistência no descumprimento da Lei.Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização. 934.§ 3º . de 21/12/2000 (Art. o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado.Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal. § 1º . I. e 936. nos termos deste Capítulo. § 2º .A instalação. § 3º revogado pela Lei nº 8. Art.O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal. ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo.Para os fins desta Lei. considera-se reincidência: I . nos termos dos arts. para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. III.

A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I .A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida. II . Art. § 2º . 98 .Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I . Art.000.A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um .A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1. 99 .notificação para obter. § 2º . inclusive a presença de corretores no imóvel.O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular. 100 . por mês. no caso de parcelamento concluído. § 1º . 95 .a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado. à apreensão ou à interdição das máquinas. no prazo de 90 (noventa) dias.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10. 96 . dos equipamentos e veículos em uso no local. § 1º . a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma. § 3º . observando-se o disposto no art.A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art. no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa. serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição.Para fins de aplicação de multas.Art.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento. ou fração de atraso. o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI.a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização. e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência. observando-se o disposto no caput do art. será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento). no valor de R$1. II . Art. calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida.imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído. e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência. Art. 93 desta Lei. proprietário.A não conclusão da urbanização. 97 . 93 desta Lei.Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura.00 (dez mil reais). empresa contratada ou corretor.

00 (duzentas e cinquenta reais). Art. . 105 .725. 101 . § 3º .interdição do estabelecimento ou da atividade.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. § 1º .959. de 16/7/2009 Art. é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. assim considerada pela lei ambiental. ou fração.000. no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei. 102 .pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250. caso não tenha havido interdição. de volume invadido.A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. Art. 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. por descumprimento da interdição.O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei. 103 .5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei.00 (quinhentos reais).O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. 104 revogado pela Lei nº 9. II .000. no caso de empreendimento de impacto.00 (um mil reais).O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias. de 20/07/2010 Art. de área irregular. ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta. § 2º . ou fração. b) R$500. Art. no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei. calculado a partir da limitação imposta. Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art. após 5 (cinco) dias de incidência da multa. do volume criado pela altura excedente à permitida.A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts. 106 .por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados.No caso de atividade poluente. c) R$1.O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I . d) R$3.a cada 5 (cinco) dias.00 (três mil reais). II .

Os valores apurados nos §§ 3º.Para as atividades em que haja perigo iminente.Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator. 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias. que será proporcional ao dano não reparado. por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente. cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la. será recolhido integralmente.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores. a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto. cumulativamente com a multa. o valor da multa. § 6º . § 5º . § 4º . 106-A . inclusive de antenas de telecomunicações. entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas. por decisão da autoridade ambiental. § 2º . de 4 de dezembro de 1985.000. 107 . contado do recebimento da notificação.As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. por culpa do infrator. atualizado monetariamente. podendo a interdição se dar de imediato. sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. demonstrada no auto de infração respectivo.253. 106-B .A construção.A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo. § 1º .As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa. Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art.Para os fins deste artigo.Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental.00 (quinhentos reais).Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental. Art.§ 4º . CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. atualizado monetariamente.São parte integrante desta Lei: .A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir. Art. o valor da multa diária é equivalente a R$3. sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4. a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor. § 3º . o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente.00 (três mil reais). quando o infrator. o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500. 108 . Parágrafo único . enquanto persistir o perigo. § 5º . a ampliação.

efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo. escrituras.Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -. Inciso II com redação dada pela Lei nº 7.Anexo IV .em qualquer parte do Município.O zoneamento somente será revisto.Anexo X .São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942. mediante lei específica: I .por lei.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Anexo V . sempre que aberta nova via regional ou arterial.725. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.Anexo XV .Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -.Tabela de Localização dos Usos -.Anexo XII .Anexo XIII . XI . IX .Anexo VII . 109 .Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .Glossário -.Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -. não poderá ser alterada por decreto. II .Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I . . por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. VIII .O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis.por decreto. VII . Art. devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral.Mapa de Zoneamento -. contrato de compra e venda.I .Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -. X .Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais.Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório.Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -. com parecer prévio favorável do COMPUR.Anexo XI .Anexo III . contados da data de vigência desta Lei.em sua área de influência. XVI . II .AEIS-1 -. § 1º . elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. XVII . III . IV . 112 . XV . de 10/09/1999 Art. desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação. XIII . Art. quando ocorrerá a primeira revisão.Anexo XII-A .Anexo II . § 1° .por lei. de 16/7/2009 Art. levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados. III .A classificação da via.Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -. quando se tratar de aprovação de parcelamento. de 3 (três) em 3 (três) meses. V . XIV .Anexo IX .Anexo I .Tabela de Características Geométricas das Vias -.Anexo VI . XII .Classificação dos Usos.Mapa da ADE Serra do Curral. II . § 3º .Anexo XIV .Anexo VIII . VI .Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada. 111 .137/00. quando objeto de Operação Urbana. § 2º .Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III. a partir de 1999. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.Anexo VI-A .795.Tabela de Parâmetros Urbanísticos -. 110 revogado pela Lei nº 9.

classificação da função da via. são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior.a Lei nº 5.384.550. XII . são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. de 17 de janeiro de 1989. XVI .00 (um inteiro).Os valores entre 0. de 28 de dezembro de 1988. VII .a Lei nº 4.Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art. de 14 de novembro de 1988. de 18 de junho de 1985.§ 2° .125. IV . IV .831. II . no sistema ao qual pertence. de 22 de fevereiro de 1988." Art. XV .662. de 27 de dezembro de 1988.034.129. V . 116-B .a Lei nº 4. de 29 de novembro de 1976. arterial e de ligação regional. 41 a 45.01 (um centésimo) e 0.a Lei nº 2.010.a Lei nº 5.As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR. Art.50 (cinqüenta centésimos). 115 revogado pela Lei nº 9. revogando as disposições em contrário. II . .50 (cinqüenta centésimos) e 1.a Lei nº 5.489. exclusive.021. VI . 116 .largura da via obtida da planta cadastral. mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto. 5º da Lei nº 6.a Lei nº 5. Art. de 7 de julho de 1988.a Lei nº 5. 117 .Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional. a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade.a Lei nº 5.a Lei nº 5. em local. de 8 de maio de 1987. 116-A .850.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I . de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º .Deve ser estimulada.161. 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40..Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação.predominância de usos lindeiros. VI . de 16/7/2009 Art.663. Art.106.saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local.a Lei nº 4.ambiência do entorno. de 20/07/2010 Art. III . V .potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento.704. de 25 de março de 1985. VIII . XIII . de 23 de março de 1988.Os valores entre 0. XIV . IX . VII .a Lei nº 5.a Lei nº 5.características físicas da via. de 25 de maio de 1988. adota-se a seguinte regra: I . de 19 de outubro de 1987. contemplando a compatibilidade entre usos diversos. X .os arts. III .485. de 17 de maio de 1988. 113 e 114 revogados pela Lei nº 9.a Lei nº 4.a Lei nº 5. especialmente: I .959. coletora. inclusive. de 2 de fevereiro de 1990.725. II . XI .

de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA . de 6 de dezembro de 1994. de 4 de dezembro de 1990. 13 .034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas. de 26 de janeiro de 1994. Art.a Lei nº 5.a Lei nº 5. de 20/07/2010 Art.a Lei nº 5. 14 . até que seja aprovada legislação específica.a Lei nº 6. Parágrafo único . 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8.959.exame e aprovação de projeto de loteamento.exame e aprovação de projeto de desmembramento. de 26 de janeiro de 1994. IV .773. 8º .835. de 20/07/2010 Belo Horizonte. XX .959.XVII .exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento. de 21 de dezembro de 1990.982. de 18 de outubro de 1991.959. III revogado pela Lei nº 9. XVIII . Cap.034/85.521. XXII . 15 revogado pela Lei nº 9.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.Nos terrenos classificados como ZEIS-2. especialmente a nº 6.exame e aprovação de projetos de reparcelamento.137/00.Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4. serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe. Art. VI .Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I . II . 1º a 7º revogados pela Lei nº 9. 10 a 12 revogados pela Lei nº 9. XXI . XIX .As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 9º .Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4.262. III . Art.515.expedição de diretrizes para o projeto de loteamento.959.a Lei nº 6. Parágrafo único .831. até que legislação específica entre em vigor. de 20/07/2010 Art.a Lei nº 6. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias. V . Art. de 20 de novembro de 1992.

Art. 100 . não se aplicando o disposto nos §§ 2º. Bocaiúva e Bom Despacho.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas. de 1996 serão definidos em lei específica.166. Ernesto Tassini. § 1.A altura máxima permitida às edificações é de 15.º 7. em que a altura máxima permitida. que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo.º 7. Parágrafo único .º .15.Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n. considerado de interesse de .A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n. de 1996.00m (nove metros). Mármore e Salinas. Art. 104 . exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves. às praças Duque de Caxias.Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento.O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art. § 2.166. 102 . em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural.A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n.º 7166. 50. nos termos da lei. a partir do alinhamento. do art. até a profundidade de 20. Marechal Rondon. no restante do terreno. 106 .Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n. II . Tenente Freitas. Art.00m (quinze metros). Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita.20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1. a partir de qualquer ponto do terreno natural.00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial. da Lei nº 7166. de 1996. 107 . é de: I .A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote. Parágrafo único . 3º e 4º. proveniente da mesma ADE.9. Art.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9.Seção I Das Disposições Gerais Art.00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural. Art.A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional). Art. 103 .166/96 como área que.O coeficiente de aproveitamento é de 1.º 7.166. 105 . de 1996.Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir.º 7. 46 da Lei n.º .00m (vinte metros). de 1996.00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. Parágrafo único . demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial. 101 .

1 (um) representante da Administração Regional Leste.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5. desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa. destinadas ao uso residencial multifamiliar.As reuniões serão públicas. uma vez por mês. § 1.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos. Art. facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar.00m (cinco metros).º . é facultada a construção sem afastamento frontal.Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas. ou extraordinariamente. Art. § 3. 54 e 55 da Lei nº 7. de 17 de janeiro de 1995.831. 54.º . por escrito e com justificativa.com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE. a inclusão de assunto de seu interesse na pauta . encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo.As edificações horizontais.Na ADE de Santa Tereza.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts. 111 . de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art. § 4. Parágrafo único .1 (um) profissional com experiência em urbanismo.º. Parágrafo único .166. III . § 5.Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei.º 6.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos.º .º .Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA . Art. podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato. § 2. mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza.O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á. é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n. 112 . Seção III Da Gestão Urbana Art. Art. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza. § 2.5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local.º . ordinariamente. desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos.Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei.º. 110 . a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei.O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes. 108 . § 1. estendendo-se a iniciativa a autônomos.00m (sete metros). quando se fizer necessário. poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7.A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA .preservação. a saber: I . 109 . II .

exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.melhorar a qualidade de vida da população. Art. 113 . bem como o art. de 27 de agosto de 1996. § 1º . estabelecendo critérios especiais de parcelamento.165. a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação. § 2º . 138-A . II . Art. 138 . 12 .adequar a propriedade do solo a sua função social.166. com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação. § 2º . de 27 de agosto de 1996. Art. III .é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3).PROFAVELA . CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda. § 1º . visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana". Parágrafo único . 12 e 43 da Lei nº 7.A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes.Fica instituída uma comissão provisória. 137 .” . § 3º . nos termos do Parágrafo único do art. IV . ocupação e uso do solo. e por 3 (três) representantes da comunidade. urbanística e jurídica.Das Disposições Transitórias da mesma Lei.em faixas de domínio e/ou servidão. nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária.Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7. durante as revisões da Lei de Parcelamento.O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei.A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. que a coordenará.As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social".em áreas de risco. visando: I . como ZEIS-1 e ZEIS-3.O Programa Municipal de Regularização de Favelas .O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3. Ocupação e Uso do Solo.166 de 1996.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento).em áreas de preservação histórica e/ou ambiental. e dos arts. com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. II . desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I .da reunião subsequente. 57 da Lei nº 7. e III .Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste.

139 . bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo.As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I .O sistema viário. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. § 1º .O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos. travessas. após prévia aprovação da comunidade.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art.PGEs -.00 m (seis metros). b) pista de rolamento com largura mínima de 3.Para efeito de ordenação territorial. considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão. § 2º .vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6. 142 . o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas. Parágrafo único . Art. Seção III Do Parcelamento do Solo Art. inciso II. em conformidade com o disposto no art.766/79. jurídico-legal e socioeconômico-organizativo.00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista. para as vias com 2 (duas) pistas. escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público.O Conselho Municipal de Habitação . será composto de avenidas. de 20/07/2010 Art. Art. ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios.Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL. 140 . da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação.CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos. 4º. uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social. elaborados concomitantemente. nas ZEISs. § 2º .O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto. § 1º .Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . que ateste sua necessidade e/ou conveniência. . a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo. 141 . ruas.959.Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. em função dos potenciais de adensamento. da Lei nº 6. 143 . Parágrafo único .

a construção. III . b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento). físico-ambiental e jurídico-legal.165/96. a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas.em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública.O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico. o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I . e II . 1.levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento). assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista. nas ZEISs. § 6º . e VI . exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias.Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de. II . até sua correção. Art.Não será permitido.A pesquisa sócio-econômica. 145 . V .nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis. físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área.80 m (oitenta centímetros). 144 . Art. reservando-se faixa de alargamento de 0. no mínimo. sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população. § 5º . III .em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações. § 3º . § 4º .pesquisa socioeconômica de forma censitária.em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. IV .20 m (um metro e vinte centímetros). conforme previsto na Lei nº 7. II . salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento.vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento. .em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações. c) extensão máxima de 100 m (cem metros). mediante operações compensatórias.vias de acesso restrito. § 1º .20 m (um metro e vinte centímetros). b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento).Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I .O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. sem que sejam previamente saneados.c) declividade máxima de 30% (trinta por cento).A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. entre moradores e Administração Pública. § 2º . ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área.

para promover o atendimento adequado da população residente. acesso e segurança. . será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas.Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL. inclusive. em metros quadrados. Art. II .Fica instituída a figura do Lote Padrão. e II . condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso.Nas ZEISs. Art. Parágrafo único . exceto: I .Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei.os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3.ateste as condições básicas de habitabilidade. fixada para cada ZEIS.Para aprovação do projeto de parcelamento do solo.A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral. para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados).aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo. os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade.justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo. 150 . de equipamentos urbanos e comunitários. nas ZEISs. a ser instituída pelo Executivo. § 2º . 148 . Art. das ZEISs. resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados).A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação. 149 . Art. autonomamente considerados. acesso e segurança.Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs. no mínimo. integral ou parcial. o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. § 1º . 147 . bem como aprovação da URBEL que: I .Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes.Considera-se lote padrão a área básica.Art. Parágrafo único . 146 . Art. sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende. Parágrafo único . medidas compensatórias às benfeitorias atingidas. 151 . estabelecendo-se. o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento.

64 da Lei nº 7.orientar as categorias de uso permitidos. sendo admitidos também os usos não residencial e misto. deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados).As normas relativas ao Lote Padrão. Subseção I Dos Usos Permitidos Art.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS. em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS.As ZEISs são predominantemente de uso residencial. II . o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente.Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização. acesso.166/96. 152 . 154 .orientar o projeto e a execução de reforma. 66 da Lei nº 7.assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização. § 2º .O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança. posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. e V . nas ZEISs. cumulativamente: I .§ 3º .a possibilidade da geração de emprego e renda. 153 . salubridade e conforto das edificações. nos termos do art. Art.166/96. III . que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área. apenas as seguintes atividades: I .Serão permitidas. Art.todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7.Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares. nos termos do art. visando a: I . Parágrafo único . deverão ser compatíveis com o uso residencial. ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico.as condições de ocupação e características locais. § 1º . 156 . observando-se. III . higiene. segurança. Art. .orientar a regularização das edificações já existentes.Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. nas ZEISs. quando se tratar de áreas já regularizadas.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico. bem como sua localização. 156-A . ampliações e novas edificações. decorrente da implantação de atividades. independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão.166/96. IV .a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato. Art. II . 155 . provocado pela valorização do uso do solo.Os usos não residencial e misto. Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art.As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção.

§3º .terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via.Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão.as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei. . entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento. sacadas. 67.lajes. exceto no que se refere ao disposto em seu art. que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário.O licenciamento de atividades. de acordo com o estabelecido em decreto específico.A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). § 1º revogado pela Lei nº 9. 161 . § 2º . § 3º . marquises.classificadas como Serviço de Uso Coletivo.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3. as novas construções. § 1º . quando da aprovação do parcelamento.” Art. varandas. de 20/07/2010 § 2º .A altura da edificação.II . 156 desta Lei. §4º . 157 e 158 revogados pela Lei nº 9.Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. 160 . Art. de 20/07/2010 Art.Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico. quando necessário. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art. de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. II . exceto para atividades: I . o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores. nas ZEISs. § 4º.. em metros.URBEL .O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL. segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. .959. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte . 159 . nas ZEISs.As obras de novas edificações.166/96 e suas alterações.Nos lotes ocupados por mais de um domicílio. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. ampliações ou quaisquer elementos construtivos . toldos. para definição das frações ideais respectivas.O licenciamento de atividades. para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical.959.

inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente. mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s). no máximo. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. travessas. ou ainda por solicitação da comunidade.As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios.” Art. § 6º . reforma ou ampliação de edificações.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas. tais como praças e áreas de lazer. medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento.Nas áreas destinadas a reassentamentos. e de demais espaços de uso coletivo existentes. § 7º . 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12. consultórios e compartimentos destinados ao comércio. bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais. ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas.Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato. coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo. projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. Art. ainda que não derivados de parcelamento aprovado. não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário. portas. em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas . janelas.Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos.00 m (onze metros).Na execução. acréscimos. desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. ruas. desde que a . Subseção III Das Edificações em Geral Art.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico. ou quaisquer intervenções que. tais como avenidas.Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo.Ficam proibidas novas construções.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1. no máximo. escadarias. Art. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. 166 . 11. 163 . criem situações de risco. Parágrafo único . 162 . becos ou passagem de uso comum. 165 . pisos. § 1º . os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção. sujeita à avaliação técnica da URBEL.Os materiais utilizados para paredes. isolamento térmico e acústico. Parágrafo único . Art.§ 5º . § 2º .Serão admitidas edificações de. 164 .ABNT em relação a cada caso.00 m (doze metros).

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

.......A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município...guardem altura mínima de 2.....Não poderá existir altura inferior a 2......" (NR) Art... 186 . de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art. III .... de 1940.Em lojas com pé direito mínimo de 5.compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .00m (três metros) na sobreloja.... permitida a utilização das palavras bairro ou vila....... II ..... fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I .80m (dois metros e oitenta centímetros). § 1... III .978....... 185 ........00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos. ...........2.. conforme definido em regulamento do Executivo.........Sem prejuízo do previsto no artigo anterior.......80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas..........Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art. de 16 de novembro de 1995... garantindo. Parágrafo único ... IV ..º 6.. Parágrafo único .30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória.. 187 .º . § 3.50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I ...URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público.....O art....... b) o acompanhamento e anuência nas intervenções. Art..º ." Art.... parque...916..não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja... 184 ....2. II ...50m (dois metros e cinqüenta centímetros).. Art..........O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população...As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal. nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia..... cidade. diurna ou noturna... acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art... quando o pé direito for inferior a 2.2.. chácara ou similares... que direta ou ...É vedado denominar loteamento com as palavras jardim..50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3.....utilização ou permanência prolongada..não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84..... de qualquer natureza.. durante este prazo. o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória...... 183 .. 36 .No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2.20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos.. o direito de se estabelecer no local consultado... a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0.." Art. 4º ..º ...........A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão... § 2....30m (30 centímetros). 4º da Lei nº 6... 36 da Lei n...

189 . e em consonância com o disposto nos art.A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4). em parceria com a URBEL. utilizar-se-á.não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. 188 . § 1º revogado pela Lei nº 9. em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento. II . inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias. a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3. 71.compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. mediante parecer favorável da URBEL. Art. 88. no caso da conveniência de se promover sua desocupação. 92 e 93 desta Lei. 91. c) juntamente com a URBEL. § 3º. c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos. será respeitada todavia a posse existente. mediante parecer prévio da URBEL. nas questões referentes à saúde.indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3. constantes dos decretos específicos. b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. quando não forem estes promovidos pela URBEL.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado.compete à Secretaria Municipal de Saúde . 90.SMMA opinar. com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos. Art.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda.O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . a partir das Normas Específicas de Parcelamento. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas. f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs. . III .Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas. nas questões referentes ao meio-ambiente. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. Art. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS. desta Lei. como referência para definição dos limites. Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei. 190 . II . e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente.SMSA: a) opinar. de 20/07/2010 § 2º . d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS. prevista no art. 89. IV .compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente .959. nas ações propostas pelo Poder Público. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas. em parceria com a URBEL.

º 7. VI.º do Capítulo IX da Lei n. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA. II .que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei. 70 do Decreto-Lei nº 84. de 21 de dezembro de 1940. especialmente o art.Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal. Art. através de operações compensatórias.959.Anexo XIII .Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7. III .º 7. V .166. Art. DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9. de 1996. 1. ouvido o Conselho Municipal de Habitação. VIII . simultaneamente observado o seguinte: I .301.Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3.166. 193 . 192 revogado pela Lei nº 9. referentes a Zoneamento.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei. II .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Parágrafo único .Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. Art. de 1996. IV . é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma. Art.III . referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.CMH.São parte integrante desta Lei: I .Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II. Art.Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação . IX .Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n. de 1996. de 20/07/2010 Art. de 27 de dezembro de 1966 e o art.aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3. sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR. 194 .No prazo de 180 (cento e oitenta) dias. 195 . CAPÍTULO V . 191 .Anexo VIII . Anexo VI revogado pela Lei nº 9.Anexo XII . VII e VIII.º 7.º 7166.Anexo VI: Usos. IV e XII da Lei n. 196 .165/96.166.959/10.ADE's. a Lei n. de 20/07/2010 VII . Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais .959.Anexo V: Classificação dos Usos. de 1996. em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n.acordos entre moradores e proprietários. contados da data da publicação desta Lei.º 1. e comprovação do reassentamento das famílias removidas.Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V. revogando as disposições em contrário. X .

por população de baixa renda.não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo.não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental.existência de infraestrutura adequada. 145 . § 1º . compostas de áreas vazias. 147 . que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. VII . VIII .Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I . edificadas ou não. poderá se dar. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional.presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno. V .As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento. 146 .regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno. edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas. Art. Art. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação. no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas.As AEISs dividem-se em: I . II . conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação.074/05 e suas alterações.A instituição de novas AEISs. que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco. Ocupação e Uso do Solo.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população.Áreas de Especial Interesse Social . III .compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. Parágrafo único . ou por decreto. para atendimento à população a ser assentada. 148 .As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias.DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL .As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9. XIV e XV desta Lei. . Art.AEISs-1: destinadas à produção de moradias. predominantemente.são áreas. IV . quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município. § 2º . ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos. por lei. ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico. ou com possibilidade de expansão. além das indicadas nos Anexos XIII.AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento. compostas por loteamentos irregulares ocupados.AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano. II .não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental.AEISs . VI .

Fica o Executivo autorizado a titular.não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento.Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária. as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei.883/94. 149 .ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e. seu traçado permita que a . e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos. § 1º . 150 .relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional. Art.os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. com dispensa de licitação. X .Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I . serão permitidos lotes voltados para vias mistas. doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS. 152 . Parágrafo único . II . desde que.IX .A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social.Nos parcelamentos em AEIS-1.Nas AEISs-1.As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada. além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei. visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. Subseção I Do Parcelamento Art.As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor. 5 m (cinco metros) de frente (testada). Art. alterada pela Lei Federal nº 8. financiar. nos termos do art. Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art. permutar. 151 . não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres. e as demais características serão detalhadas em decreto específico.Nas AEISs-1. 153 . vender.666/93. em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. § 2º . 17 da Lei Federal nº 8. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original. retomar. 154 . Seção II Da Alienação de Lotes Art. de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH. no mínimo. Art.

II . de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros). devendo-se destinar a espaços livres de uso público.quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art.No caso de lotes com frente para via mista.a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário. 156 . § 2º .Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1. bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos. drenagem de águas pluviais e iluminação pública. Art. é obrigatória a transferência ao Município de. 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público.As áreas transferidas ao Município devem ter. Art. § 4º . as quais serão transferidas ao Município.000m² (trinta mil metros quadrados).Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. esgotamento sanitário. Parágrafo único . II . a implantação de: I .A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais. incorporadas ao percentual do sistema viário.distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). bem como a manutenção e a preservação dessas.Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável. no mínimo. para a conversão. Art. § 1º .vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. no mínimo. 17 da Lei nº 7. o pagamento em espécie é obrigatório. aplicando-se.Nos loteamentos em AEIS-1. sendo que. Parágrafo único . será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento. § 3º . nas glebas com área superior ou igual a 30.sistemas de abastecimento de água. 155 . em . ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana. 158 . será exigida.Nos casos de desmembramento: I . se dará por meio de decreto.A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização. no mínimo. 1/3 (um terço) desse percentual. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. nesse caso.0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. Subseção II Da Ocupação Art. 5. no mínimo. desde que haja interesse público manifesto.166/96. 157 .

Art. 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada. 159 . no máximo. no máximo.Nas AEISs-1. desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível. § 1º .As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial. 161 . sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais. os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos. garantida TP de.O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3. não se incluindo. não sendo admitidas vagas presas. Art.165/96.As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter. no mínimo. 160 . § 1º .As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial.Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes. 167 . a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de. § 2º . 164 . nesse percentual. Parágrafo único .O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. no máximo. 165 . 162 .00 m (três metros).00 m (sete metros) em. 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). Art.A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento.projeção horizontal. Art. Art.7 (um inteiro e sete décimos). desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento.Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo. de 11 m (onze metros). 166 . 163 .As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7. no mínimo.Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS. Art. dos acessos de entrada das edificações localizadas na via. 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional).A Taxa de Permeabilidade . . em conformidade com o disposto na Lei nº 7. Subseção III Do Uso Art. 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa. Art. Art.TP .

incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7.Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações. XIV . Art.Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .Anexo V .Classificação dos Usos.166/96 como Anexo XIII. XVIII .Anexo IX .Vias definidas como de caráter misto.166/96. que substitui o Anexo I da Lei nº 7.Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários.Anexo XIX . que substitui o Anexo VII da Lei nº 7. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 100 da Lei nº 7. XVII . III .165/96.166/96.Anexo VIII .166/96. 169 .137/00.deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal. XIII . acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7.Anexo II .Áreas para Operações Urbanas Consorciadas.Anexo VII . que inclui o Anexo IV à Lei nº 7. XV . IX .Anexo XVI .166/96.165/96.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. Taxa de Ocupação.Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona.Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo. VII .COMPUR . que substitui o Anexo X da Lei nº 7.500.166/96. 168 . incluído na Lei nº 7.Anexo XVIII . a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote. 170 .00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular.Glossário. XIX . Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa.São partes integrantes desta Lei: I . VIII . XII .Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte. . que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7.Anexo XI . que substitui o Anexo I da Lei nº 7. Art.Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo. V .165/96.166/96. que substitui o Anexo XI da Lei nº 7.§ 2º .Anexo XV . X .166/96.Parâmetros das vias em AEIS-1.166/96 equivale a R$1.AEIS-1.Anexo I .A multa a que se refere o art.166/96.166/96. IV .166/96. II . que inclui o Anexo V à Lei nº 7.Anexo XVII .Anexo XIII .165/96.Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III.Anexo XIV . Art.166/96.Mapa do Sistema Viário. incluído como Anexo XV da Lei nº 7. 171 .Anexo X .No caso do uso misto em um mesmo lote. que substitui o Anexo II da Lei nº 7. que substitui o Anexo VI da Lei nº 7.Localização dos Usos.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.165/96.Anexo XII .Anexo III .Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7.Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional. XVI .Anexo VI . XI .Anexo IV . VI .

166/96. XXXII . XXVI .Anexo XXVI .Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro. 175 . .137/00. todos da Lei n° 3. XXXI .Anexo XXVII .Alterações no Anexo IV da Lei nº 9.Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS.166/96. XXX .Classificação dos Usos instalados em ZEIS. o inciso II do art.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via. XXI . XXV .995.Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7. §1º . de acordo com projeto elaborado pelo Executivo. que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento. 25.166/96 como Anexo XII-A.137/00”.os arts.O Anexo IV da Lei nº 8.Anexo XXX . nesse caso.XX . de 16 de dezembro de 1974.Anexo XX .955. incluído na Lei nº 7. a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146.Anexo XXII .Anexo XXXI . de 26 de agosto de 1991. Art. de 16 de janeiro de 1985.Ficam revogados: I . XXIV .Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi. XXVIII .Anexo XXI . situada no Bairro União. fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno. Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.137/00.Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade.Mapa da ADE Serra do Curral.390. § 2º. que substitui o Anexo VII da Lei nº 9. Parágrafo único .Operação Urbana Bosque das Braúnas. o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção. II .Alterações no Anexo VI da Lei nº 9.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 7º.Anexo XXIII . 172 – VETADO Art.Anexo XXIV . com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei.Fica excluída do Anexo VII desta Lei . Art. Art. XXIII .037/05.137/00.Anexo XXXII .Anexo XXIX .Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências. 173 . 5º. III . XXIX . XXVII . 174 .Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro.a Lei nº 5.166/96. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido.037/05.Alterações do Mapa de Zoneamento -.037/05. constante do Anexo II da Lei nº 7. que substitui o Anexo XII da Lei nº 8.137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7.a Lei nº 2.Anexo XXVIII . XXII . incluído como Anexo XVI da Lei nº 8.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs. 24 e o inciso IV do art. que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8.Anexo XXV . 14.Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha. com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.

166/96.a Lei n° 6. 45 da Lei nº 7. XXV . XIX . XIV . 31 da Lei nº 7. § 2º .os §§ 1º e 3º do art. 68 a 71 da Lei nº 7. emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei. não poderão ser .os arts. XXI . XIII .165/96.137/00.165/96.166/96.os §§ 1º e 3º do art.166/96.o inciso IV do art.a Lei nº 6. será utilizada base cartográfica atualizada. 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7. V . 6º. Art.os arts.137/00. preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados. 21 da Lei nº 7. de 5 de agosto de 1992. XXVIII .o § 1º do art.Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas. elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7.Na compilação do Mapa de Zoneamento. XXIV . nº 8.As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR.165/96. 1º.o § 13 do art.137/00. 37 da Lei nº 7. IX . 14 da Lei n° 7.221. 1º .os §§ 1º. § 1º .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então.137/00. XVI . 10. 5º.o art.o art.o art.165/96. 10 e 11 do art. XV . XXXI .o parágrafo único do art.o Capítulo III da Lei nº 8. XXX .137/00.o § 1º do art.166/96. 113 e 114 da Lei nº 7.999. ocupação e uso do solo. 67 da Lei nº 7.os §§ 1º.166/96.166/96. XVIII . 44-A da Lei nº 7. VIII .O Executivo. 4º. § 1º .137/00. XXIII .166/96. XXVI .166/96.o § 1º do art. 98 da Lei nº 7. 161 da Lei nº 8.o Anexo VI da Lei nº 8.o § 4º do art.166/96.166/96. XI . 3º. 30 da Lei nº 7. XXII .166/96. 192 da Lei nº 8. 157 e 158 da Lei nº 8.os incisos II. 7º. 190 e o art. no sentido de facilitar a compreensão da legislação.166/96. XXIX . 46 da Lei nº 7. 102 da Lei nº 7.166/96. 11. 67 da Lei nº 7.o parágrafo único do art.166/96. XXVII .o § 2º do art. 32 da Lei nº 7. 176 . de 6 de dezembro de 1995. 2º e 8º do art. XX .o § 1º do art. 2º. 6º. 141 da Lei nº 8.166/96. nº 7. 72 da Lei nº 7. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.os §§ 2º a 5º do art.137/00. 169 da Lei nº 8.166/96. XII .os arts.166/96. VII .os arts. 2º . X .IV . à qual deverão ser ajustados os limites das zonas.137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento. XVII . 4º.o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7. Art. XV e XVI do caput do art. VI . 68 da Lei nº 7.

as vias de ligação regional. contado da aprovação desta Lei.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo. 4º . ficam classificadas como VR.201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização.Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos. com largura inferior a 10. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. Art. Art. no prazo de 1 (um) ano. Art.166/96 e em atendimento ao disposto no art. 6º . findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento. § 3º . visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE.as vias locais.O Executivo elaborará tabela.A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano.166/96. contado da aprovação desta Lei. com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7.00m (dez metros) ficam classificadas como VR.as vias coletoras e arteriais.As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7. Art.O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs. Art. que ficam classificadas como: . 5º .165/96. II . 7º .Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. § 1º . 83 da Lei nº 7. 3º . 8º . independentemente do prazo previsto no art. considerando identidades e características diferenciadas dos lugares.166/96.O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município. Parágrafo único .166/96.A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente. ficam classificadas como VNR.725/09. no prazo de 1 (um) ano. estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal.277/97 e nº 8. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I . 15 da Lei nº 9.00 m (dez metros) ficam classificadas como VM. contado da data de publicação desta Lei. com largura igual ou superior a 10. III . 111 da Lei nº 7. § 2º . ZPs e ADEs de Interesse Ambiental. IV . definidas no Anexo IV da Lei nº 7. Art.O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais.as vias coletoras e arteriais. instalação e operação.Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art. § 2º .166/96. no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei.166/96.

Art. entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins. incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança .Fica suspensa.vias de caráter misto . g) a Avenida Paranaíba. d) a Rua Flor do Divino. h) a Rua Pacajá. exclusivamente. no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo.E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS . remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José. j) a Rua Resende. os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados.VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova .166/96. a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. i) a Rua Teresópolis. DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO. com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei. passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos . Art.VNR -. identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7.ALMG . em caráter excepcional. II . Art. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí. 13 . 11 . 9º .ZE -.A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei.ZCVN .O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico. as localizadas nas ZEs. conforme projeto do Executivo. f) a Rua dos Lagos. contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei. em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica.EIV em até 1 (um) ano.Vias Preferencialmente Não Residenciais . DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . Art. Parágrafo único . no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende. c) a Rua Istria Ferraz.ZCBA -.Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei. b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei. contados a partir da data de sua publicação.O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo. 10 . com vistas.e na Zona Central do Barreiro . e) a Rua Flor do Natal. Art. ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014.I . 12 . por 2 (dois) meses. TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS.

17 .unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito).165/96. 19 . a construção de edificações residenciais multifamiliares.314/93. com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental. Art. CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art. II .O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica. 3º da Lei nº 6. Art. III . Art.165/96. excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas.Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art. de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991).O cumprimento da obrigação prevista no art. 16 . em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. localizada no Bairro Braúnas. Art. 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo.altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno. Parágrafo único . 21 . de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana. 20 .existentes no terreno. § 2º .166/96. em porção do terreno a que se refere o art. correspondente à quadra 4003. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. fica permitida. Art. identificado como via com . em caráter perpétuo.a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente . contado da data de publicação desta Lei. 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei.Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas. no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia. de 12 de janeiro de 1993.O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo.APPs .número de pavimentos limitado a 3 (três).ZP-2 . além de pilotis aberto no pavimento térreo. 18 . na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida. 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art.O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I . IV .O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida. 14 . 15 .Art.pelo Anexo II da Lei nº 7.314. § 1º .O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo. Art.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 .manutenção de toda a área não edificada como área permeável.Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo. V . nos termos da Lei nº 6.

Art.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto. da 12ª Seção Urbana. pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. das áreas públicas da Praça Carlos Chagas. 22 . 24 . Art.O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos. Art. 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição.Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art. à recuperação e à manutenção.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. no Município de Belo Horizonte.ALMG -. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros. Art. com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado. 25 . 25 destas Disposições Transitórias. resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx. CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . Parágrafo único .Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana. bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B.A concessão dos benefícios previstos no art.ALMG Art.Fica vedada a cobrança.O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote. Art. 28 . Art.previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. 23 . . pela concessionária.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art.Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais . Parágrafo único . 27 destas Disposições Transitórias. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. 27 . Parágrafo único . por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei. Art.166/96. 29 . 20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento. contado da data de publicação desta Lei.As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. 26 .

32 .em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi. 35 . seguindo o disposto no art.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art. 36 . alternativamente: I . § 1º . Art.Fica instituída a Operação Urbana da Savassi. a critério das partes envolvidas na Operação Urbana.minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área. por meio de intervenções viárias e urbanísticas. II . CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. II . renovável sucessivamente.área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências.Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. III .994. Art.As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I .89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída.O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos. devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte. envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1. 11 da Lei nº 7. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.166/96. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos. 30 . por igual período.O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado. 33 .Art. § 2º . Art. a ser utilizado.165/96 e de acordo com o disposto no art.A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I .à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. 31 .o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo.São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. II .165/96. 34 .à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno. na data da publicação desta Lei. Art.nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. contado da data de publicação desta Lei. com os seguintes objetivos: I .os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei. delimitada no Anexo XXVII desta Lei. II . Art.propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi. .

em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. conforme o cadastro do Município. 40 .Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.580. a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –.60 (sete milhões.A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça.165/96.O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art. . respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses. até o limite de 997. Art. Parágrafo único . II . fica autorizada.165/96 e em seu Regulamento. 36. 38 . 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I .179. destas Disposições Transitórias. 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15. de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa. 62 da Lei n.20 (quinze milhões. Art. 39 .589.165/96.O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento.Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro. a critério do Executivo.45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados). I.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote.161.O não cumprimento do disposto no caput do art. conforme previsto no § 1º do art. § 1º . Art.ITBI -.§ 3º . independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas. cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos). quinhentos e oitenta mil.O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos . TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. § 4º . conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei.revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. além do potencial construtivo adicional previsto no art. 35 destas Disposições Transitórias.A utilização dos benefícios previstos no art. 37 .transferência ao Município de R$ 7. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos). contados a partir da data de publicação desta Lei.º 7. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art. igual a 1. respectivamente.

CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art.implantar o sistema viário estruturante na região.assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável.A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha.criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização. em especial. Art. despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. . observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria.viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local.instituir classificação das áreas. de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente. de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas. em especial o Ribeirão do Isidoro. em especial o grande número de nascentes e cursos d’água. a presença de vegetação expressiva. IV . a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico. 42 .promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I . V . incluindo revegetação. das nascentes e dos cursos d’água. que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. em especial dos moradores da Região Norte do Município. X . VII .§ 2º .garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade.promover a recuperação ambiental das áreas de preservação. 41 . que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística. mediante o pagamento de contrapartida.assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual. VI . III . VIII . contenção de erosão. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas. II .Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro.permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária. e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado. IX .

em virtude das condições locais topográficas.Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima. o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições. reclassificadas para o Grau de Proteção 1. por força de deliberação do COMAM.As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I .viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. 43 . § 1º . presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa.XI . conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. II . cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro.Para os fins dessa Operação Urbana. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1.166/96. bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. Art. e que a ela aderirem. topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. III .Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. 44 . inclusive pagamento de contrapartida. nas quais a ocupação. e nas demais normas aplicáveis à matéria.Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada. de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante.Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei. morfológicas. em conformidade como o disposto neste artigo. que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. em especial na Lei nº 7. poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas. ficam sujeitas às seguintes regras: . destinadas à preservação permanente de nascentes. Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. nas quais.Não se aplica o disposto no art. respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1. 45 . onde a ocupação deverá ser proibida. § 2º . naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art. a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais. terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos. § 3º . e que a ela aderirem.

e preservação. Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art.2 (um inteiro e dois décimos).taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento).Coeficiente de Aproveitamento de 1.A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana. § 4º .O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores.000 m² (cinco mil metros quadrados).O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0.As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.314/93.lotes mínimos de 5. no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica. IV .As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica. ou doadas ao Município para a instituição de parque público.Coeficiente de Aproveitamento de 1. III .0 (um). . nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2. pelas áreas com Grau de Proteção 1. poderão adotar. no que couber.Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento).taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). 14 da Lei 7. Parágrafo único . § 1º .000 m² (cinco mil metros quadrados). § 3º . Art. V .quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados). no mínimo.não poderão ser parceladas nem ocupadas. no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento.atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM.166/96.Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. II . III . 46 . ficarão autorizadas a gerar UTDCs. 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental. a partir da recepção de UTDCs geradas. Ocupação e Uso do Solo.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. os seguintes parâmetros: I .lotes mínimos de 5. § 2º . II . conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. observando-se o disposto nesta Lei.5 (cinco décimos) pela área total do imóvel. não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art.I . nos termos da Lei nº 6. de caráter perpétuo e aberta ao público. ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção. 48 . Art. II .0 (um). 47 .As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . exclusivamente.

condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1.IV . V .000 m² (dois mil metros quadrados).Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar. 10% (dez por cento) das unidades habitacionais.quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados). para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação. 52 . Art. a partir da recepção de UTDCs geradas. II .Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3. 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1. exclusivamente. no qual deverão ser analisadas. pelas áreas com Grau de Proteção 1.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). as condições de implantação das edificações nos lotes.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. V . edificadas e regularizadas.lotes mínimos de 2.Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados).5 (um inteiro e cinco décimos). Parágrafo único . no mínimo. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). Art.Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540.O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado. Subseção IV Disposições Gerais Art. . Art. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.5 (um inteiro e cinco décimos). 51 . 53 . 50 . além do disposto na Lei nº 7. as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias.166/96. Parágrafo único . situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3. ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . III .Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área. no mínimo. a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1. Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. de acordo com a Lei nº 7.166/96. IV .7 (um inteiro e sete décimos). 49 . Parágrafo único .

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

instituição de Reserva Particular Ecológica.o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde. § 2º . . atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte . conforme legislação específica. não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento.o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município. correrão por conta do Município.II . em caráter perpétuo e aberta ao público. bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados. serão elaborados pelo Executivo. IV .As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo. em que: I . em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul. de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana. 67 . de trecho das vias 540 e Norte-Sul. excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento.Os projetos executivos das vias e dos parques. com vistas à utilização do benefício previsto no art.00 (trezentos e oitenta reais).o custo de implantação. III . de acordo com o Anexo XXXI desta Lei. 46 deste Título. incluindo-se cercamento da área. para o Município. III . em conformidade com o disposto no art. § 3º . para edificações destinadas ao uso não residencial. nos termos da Lei nº 6.314/93.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I .00 (cento e oitenta reais). e em R$ 380. ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. II .V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável. incluindo-se transferência. § 4º .CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana. os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo. § 1º . Art. educação e lazer. fixado em R$ 180. 62 destas Disposições Transitórias.e às demais políticas municipais setoriais.Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana.Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei.o valor de implantação. pelo empreendedor.Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana. Parágrafo único . para edificações destinadas ao uso residencial. calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área.VIURBS . II . dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei. pelo empreendedor. implantados progressivamente pelo empreendedor.AL é a área líquida edificada. implantação de equipamentos de apoio e revegetação. de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V).

67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. § 3º . respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei. IV . pelo Executivo. § 1º . III . instituída por esta Lei. de Termo de Recebimento das demais obras.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças. a saber: I . por Decreto. § 2º . pelo Executivo.Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas.como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão.Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento. . 67 destas Disposições Transitórias. por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana. no momento da aprovação do parcelamento. 68 .A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros. com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão. Art. 70 . que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados. II . b) a apresentação.A contrapartida prevista no art.O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art. 69 . Art. serão exigidas: I . 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro.§ 5º . em conformidade com o número de unidades implantadas.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo. II . de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento.No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts. de cronograma de execução das demais obras previstas para a região.O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. Parágrafo único . em dinheiro. pelo Executivo. e a aprovação. 61.Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica. 62 e 63 destas Disposições Transitórias. desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art. § 1º . pelo empreendedor.

no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo. 71 . II .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. IX . em conformidade com o disposto no art. VII . 62 destas Disposições Transitórias. § 2º . de natureza contábil. com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana. Art. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes.1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos. no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo.decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. VIII . deverá optar. bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas.1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana.À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana.A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças. das obras de infraestrutura previstas para essa Operação. X .A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. inclusive quando forem implantados pelo empreendedor. serão aplicados em: . Art.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. com autonomia administrativa e financeira. preferencialmente. 72 . pelo empreendedor.V . II . § 5º . pela prestação da contrapartida por meio da execução direta.Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I . VI .1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art.Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I . § 3º . disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual.recursos oriundos de aplicações do Executivo. § 4º . seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana.Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro. 73 . no limite de sua apuração.1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -.

II . Parágrafo único .O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro. 70 destas Disposições Transitórias. previstos no Anexo XXXII desta Lei. 77 .000. Art. de 17 de março de 1964. . 76 . III . anualmente. 78 . nos termos dos arts. 74 . Parágrafo único . III .320. balancetes.ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido.O controle interno da gestão orçamentária.elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida. nos termos do § 1º do art.00 (um milhão de reais). contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte. Art.Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro.da Fundação Getúlio Vargas. 75 . 69 destas Disposições Transitórias. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro.à interdição imediata das edificações concluídas. e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados. financeira.000. em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art.I . que deverá publicar. Art.ao embargo imediato das obras. para fins de prestação de contas.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. os custos de implantação dos projetos. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art. contado da publicação desta Lei.O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana. 45 e 46 da Lei Federal nº 4.O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana.execução das obras previstas na Operação Urbana. o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro.320/64.Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1. Parágrafo único . nos termos da Lei Federal nº 4.A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I .INCC . com base no Índice Nacional da Construção Civil . II . caso existente. 40 a 43.

desde que atendidas as seguintes condições: I . do Diário Oficial do Município. por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias. § 2º .O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas. que deverão ser cedidas temporariamente ao Município.Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3.até setembro de 2013. III .50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal. II . o mínimo de 3. Art.A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I . 79 . fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art.165/96.50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art.Art. Belo Horizonte. II .000 (três mil) unidades habitacionais. associados ou não às escolas a serem implantadas. mobiliadas e equipadas.o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1. 20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09.Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014. 80 destas Disposições Transitórias. com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014.São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7.a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3. desta data) . deverão ser edificados: I . 80 destas Disposições Transitórias. II . Parágrafo único .2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas. § 1º . de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78. 80 .