LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

para que seja protocolado projeto de edificação.1.A aplicação do parcelamento.2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. segundo regras definidas na Lei nº 10.2 (dois) anos.4. V . no quarto cobrança. contados a partir da aprovação do projeto.6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel. Art. II .1 (um) ano.UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir. no segundo cobrança.Em empreendimentos de grande porte. para iniciar as obras do empreendimento.Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art. II .5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel. para que seja protocolado o projeto de parcelamento.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir. ano de ano de ano de ano de .O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1.VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador. da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I . contado a partir da conclusão das obras. II . II .3. nos seguintes termos: I .AT corresponde ao saldo da área líquida transferível.14-C .000.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel. 14-B . Seção II Da aplicação do parcelamento. calculada com base no valor do CA básico.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1. no quinto ano de cobrança.8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel. do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art.257/01. contados a partir da notificação.2 (dois) anos. III . Parágrafo único . poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. segundo regras definidas na Lei nº 10.000.AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada. 14C desta Lei. III . mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos. para a utilização da edificação. na qual: I . na qual: I .2. IV .1 (um) ano. 14-D . III . 14-A . Art. no primeiro cobrança.DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art. no terceiro cobrança.00. contado a partir da notificação.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor.00. o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo. III . da edificação e da utilização compulsórios. em caráter excepcional. IV . desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo.257/01.

assistência social e segurança. limitado a 0. II . lazer. II .FV .O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo. Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art. variável conforme o impacto.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário.corresponde ao fator de volumetria.VETADO § 2º .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV.FIS -. IV .CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. § 3º . teatros. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7. conforme a hipótese. ao Executivo.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno.estabelecimentos culturais destinados.AT corresponde à área do terreno.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno.Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I . o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar.CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo. Parágrafo único . menor ou igual a 0. contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. auditórios. do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. medida em metros quadrados. IV . III . 14-G . hospitais ou estabelecimentos culturais. pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos. III . na qual: I . de valor equivalente ao potencial construtivo excedente.hospitais. sujeita o infrator à transferência. V .5 (cinco décimos).30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional. Art. 14-E . III . conforme disposto em regulamento. calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato . limitado ao CA máximo. no meio urbano. VI .Parágrafo único . V . a cinemas. Art. saúde. exclusivamente. no caso de empreendimento privado.A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP . 14-F . na qual: I .165/96.Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo.Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social . edificar ou utilizar o imóvel.N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. bibliotecas e museus.CAb) x AT x V. § 1º . II .equipamentos públicos destinados a educação.8 (oito décimos).A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos.

apurado conforme previsto no § 3º deste artigo. conforme o cadastro do Município.257/01. 26 da Lei Federal nº 10.as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art.os imóveis tombados. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I. 26 da Lei Federal nº 10.V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno. 26 da Lei Federal nº 10. o prolongamento. na qual: I . observada a fórmula VP = (CP . que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos. 14-H .A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos. limitado a 5. § 1º .Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura. 15 . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art.as áreas de Projetos Viários Prioritários.ITBI -. II . 26 da Lei Federal nº 10. CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art.Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano. Art.Oneroso Inter Vivos .257/01. § 3º . III . V .as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –.CAb) x AT x V. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público. com aproveitamento do sistema viário existente.257/01.165/96. a modificação ou a ampliação dos existentes.as áreas definidas como AEISs.O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico.165/96.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I .VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional. .257/01. § 2º . IV . definidas no Anexo II da Lei nº 7. 69-A da Lei nº 7. II. III. 14-I . V e VI do art. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos. II .0 (cinco). nem o prolongamento.Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação. para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art.257/01. IV . 26 da Lei Federal nº 10. para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art. Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art.AT corresponde à área do terreno. III . V .

No projeto de parcelamento do solo. a partir da margem.As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados.O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo. bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes. II .000 m² (dez mil metros quadrados). de acordo com a Lei Federal nº 4.os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10. 17 . e harmonizadas com a topografia local. Art. Parágrafo único . o formato. a dimensão e as características do imóvel. Art.Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo. 5. de 19 de dezembro de 1979. 16 . sendo identificadas e descritas nas certidões de origem.766.é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes.A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização. § 1º . cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento. § 2º . 16-A . que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação .00m (trinta metros) em cada lado.as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais.00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco). de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. .Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10.UPs -. as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo. IV .as áreas não parceláveis. II . b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água. 15-A . ainda que intermitentes.as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental.000 m² (dez mil metros quadrados).a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I . existentes ou projetadas.O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local.o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes.Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I . com. § 1º .771. Art.Art. de acordo com a Lei Federal nº 6. no mínimo. III . V . com largura mínima de 30.

a área remanescente constituirá um único lote. exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs.com frente para vias com classificação viária distinta. § 5º .00m (quinze metros) de largura. a partir de sua margem.parcelamentos vinculados.pertencentes a zoneamentos distintos. em cada lado.Além das previstas no caput. descontadas as áreas a serem transferidas ao Município. cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo.nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias.Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I . é obrigatória a reserva.As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento. 18 . devem ser respeitadas as seguintes condições: I .VETADO Art. de faixa de segurança non aedificandae. § 9º .nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas.Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1.000m² (mil metros quadrados).parcelamentos para condomínios. § 6º . II . § 4º . observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado. § 12 . § 11 . os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. III . até o máximo de 15.§ 2º . exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs.No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM.No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento). nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes. § 3º .lotes localizados em esquinas. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio.000 m² (dez mil metros quadrados). IV . § 8º . III .os lotes devem confrontar-se com via pública. vedada a frente exclusiva para vias de pedestres.incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas.São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I.00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio. III .São admitidos lotes com área superior a 10. deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15.Não são admitidos lotes: I . § 7º . ferrovias e dutos.000m² (dois mil metros quadrados).Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: . § 10 . II . II .em atendimento ao § 3º deste artigo.Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2.

é obrigatória a transferência ao Município de. saúde. prevalecendo o maior valor numérico. obrigatoriamente.Não é permitida a aprovação de lotes isolados. segurança e similares.Nos loteamentos. além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento. 19 .No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. no mínimo.886. lazer.que acusem presença de cursos d'água. § 3º . § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. Seção II Do Loteamento Art.que se enquadrem no art. no mínimo. com área igual ou superior a 30. para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. 16-A desta Lei.Nas glebas a serem loteadas.000 m² (trinta mil metros quadrados). a não ser que situados em quarteirões delimitados. § 5º . 20 . § 5º A acrescentado pela Lei nº 7. § 2º .Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais. § 1º . será destinado a espaços livres de uso público. vegetação arbórea ou sítios arqueológicos. cultura. § 5º A .Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres. § 4º .I . 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas.Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. nascentes. sob pena de caducidade. deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis. coleta de águas pluviais. 1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. as praças e os similares. § 1º . de 24/12/1999 § 5º B .Para ser admitida como delimitadora de quarteirão.Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. a via de pedestre deve. Art. pelo menos. energia elétrica. serviço de esgotos. de 24/12/1999 .Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos.886. Art.Espaços livres de uso público são as áreas verdes. 16 ou no art.Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM. às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. II . rede telefônica e gás canalizado. 21 .em áreas iguais ou superiores a 2.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água. por. Parágrafo único .500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). 15% (quinze por cento) da gleba. § 2º . contados da aprovação do projeto de parcelamento. III .

a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior. aplicando-se. caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art.As áreas transferidas ao Município devem ter. nos quais prevalecerá a função da via. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. § 9º .§ 6º .As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor. . até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada. nesse caso. a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal. § 11 . sendo computada.Não são aceitas.A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento.959. desde que haja interesse público manifesto.00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo. § 13 revogado pela Lei nº 9.As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização. desde que resguardado o atendimento ao interesse público. § 12 . sendo que.(VETADO) § 15 .Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts. para a conversão. § 8º . no mínimo. para efeito do cálculo do percentual.No ato do registro do loteamento. das obras do loteamento. § 7º .Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias. § 18 . conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. apenas metade de sua área. § 16 . pelo Município. § 17 . 10. as seguintes áreas: I .relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos. e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento. 16 e 17 desta Lei. de 20/07/2010 § 14 .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município.As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município. § 10 .As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. 18 desta Lei. será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. II .

respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. 26 .o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros).por vinculação a imóvel. 23 . Art. no momento da liberação do loteamento.A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município.O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis. no local ou fora.em títulos da dívida pública. do valor a elas correspondente. o depósito poderá ser restituído. o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art.Aprovado o loteamento ou a sua modificação. da seguinte forma: I . 25 . 22 . 200 m (duzentos metros). 24 .Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões. com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal.O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento. Parágrafo único . Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos . Art.em dinheiro. confiado ao Município. Art. § 2º . deve ser expedido Alvará de Urbanização. até o máximo de 70% (setenta por cento).Cumprido o cronograma de obras. devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei.não haja viabilidade técnica de execução de via pública. feita mediante instrumento público. III . Art.Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo. § 1º . § 3º . alternativamente: I . esgoto e energia elétrica. IV . 21-A . esgoto e energia.O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. II . depois de feita vistoria pelas concessionárias de água. III .não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em. desde que. II .A critério do Executivo.Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento.por fiança bancária. conforme o disposto no § 1º deste artigo . Parágrafo único . no máximo. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização. o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água.A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito.Art.

com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -. III . IV .com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais.de baixo volume de tráfego. § 3º .O sistema viário dos loteamentos deve obedecer.O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. § 2º .coletora a via . a via destinada à circulação de pedestres e.O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias.ou trecho .ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias.de ligação regional a via .constantes do Anexo IV . § 2º . na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente. V . de bicicletas.arterial a via .mista. utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância. § 1º .de pedestres.coletora.Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos.As vias públicas dos loteamentos . com função de possibilitar o acesso direto às edificações. II .089.de ligação regional.com significativo volume de tráfego. § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9.de pedestres.ou trecho . 27 . quanto à geometria das vias. a ser feita por decreto . VII .local.destinada à circulação de pedestres e ao lazer.Dentre as obras do loteamento. III .ciclovia.Entende-se por: I .ou trecho .Art. VII . cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso . II .local a via . eventualmente. VI . correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso. de baixo volume de circulação de veículos.ou trecho .arterial. 28 . de 29/01/1997 § 4º . § 2º.ou trecho . destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas. com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado. IV . § 1º .são classificadas como: I . V . respeitado o previsto no art.O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP. às características definidas no Anexo III. será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados. 67. VI . Art.mista a via .com função de fazer a ligação com municípios vizinhos.

de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art. Art. § 1º .000m² (três mil metros quadrados).No caso de glebas com até 3. 29 .Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada. e cujo terreno não pode: I . 32 . 15% (quinze por cento) da gleba.000 m² . é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie. para a conversão.959.Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. § 4º revogado pela Lei nº 9.000 m² (cem mil metros quadrados).§ 3º . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.ITBI. § 3º .959. Seção IV Do Desmembramento Art. aplicando-se. para condomínios com área entre 50. 31 revogado pela Lei nº 9. na determinação da localização dessas áreas. § 2º . II.Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. sendo que. § 3º . dispondo de espaços de uso comum. sendo que. de 20/07/2010 Art. 30 . no mínimo.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis . desde que haja interesse público manifesto.Nos casos em que. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório. caracterizados como bens em condomínio. contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. dos 15% (quinze por cento).ter área superior a 100. sendo que.000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100. resulte área inferior à mínima prevista no art. 17.A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados). desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original.Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único. nesse caso.A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. § 2º . as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno. deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. § 1º .

II . III . conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. II .No parcelamento para condomínios. Art. de acordo com avaliação do órgão municipal competente.(cem mil metros quadrados).o sistema viário de circulação interna. II .064. não passível de ocupação ou de impermeabilização. 33-A . IV .obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado.o número máximo de unidades residenciais.959.As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial.Compete exclusivamente aos condomínios. III . do qual devem constar: I .coleta de lixo. dois pontos. III . IV .espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada. destinada à proteção ambiental. com relação as suas áreas internas: I .Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art.instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. § 3º . II . sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente.unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único. 33 . de 17/01/2005 Subseção II . quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis. Art. calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área. 34 . Inciso III com redação dada pela Lei nº 9. com largura mínima de 10 m (dez metros).o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos. Art. § 2º .Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo. considera-se: I .O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em.as unidades territoriais. § 1º . § 1º revogado pela Lei nº 9.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município. no máximo. 33-B .sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio.A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio. de 20/07/2010 § 2º .execução e manutenção da infra-estrutura.

salvo no caso de nova análise da vinculação.que resulte em desconformidade com o disposto no art. 36 . Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art.em loteamentos destinados à instalação de indústrias. desde que a forma. a não ser nos seguintes casos. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários.em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM.No caso de modificação de parcelamento.em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).959. 38 . § 1º revogado pela Lei nº 9. b) regularização de parte de lote. § 2º .000 m² (dez mil metros quadrados). é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes. d) desapropriações.Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais. as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro.Do Parcelamento Vinculado Art. 35 .O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido.em parcelamentos vinculados. .que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. § 1º . II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art. Art. conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei. e) impossibilidade física ou geomorfológica.Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento. os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações. Art. somente precisam ser aprovados. I. III .em ZP-1.Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano. c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento. 37 . 17. II . juntamente com o projeto de parcelamento.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10. de 20/07/2010 § 2º . III . IV . sem alteração do sistema viário.É obrigatório o parcelamento vinculado: I .Não é permitida a modificação de parcelamento: I . VI . V . 17 desta Lei.

§ 3º . as regras do art. § 4º .O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento. 40 . para providenciar a regularização requerida.Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação. não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II.fazer parte de parcelamento aprovado.Parágrafo único . do art.Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I . Art. deve respeitar o previsto no art. § 2º .O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto.No reparcelamento.Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado. 38 e as previstas para loteamento. sem ônus para o requerente.A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado.A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa. 17 desta Lei. a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei. § 4º . 17.Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais. no que couber. Seção VII Do Reparcelamento Art. 42 . § 3º . dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários. que deve ser respeitado. § 1º .Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário. 41 . CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. a contar do protocolo do requerimento. 39 .Aplicam-se ao reparcelamento. § 1º .O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias.Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo. é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original. . Art. § 2º .

000 m² (um mil metros quadrados).o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0. 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo. voltada para logradouro público aprovado. § 2º . 44-A . aquele que for mais restritivo. os lotes com área inferior a 2. com base na alínea “b” do inciso III do art.Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM.00 m (dez metros). III .De acordo com o traçado básico do alargamento das vias.Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário. pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput. Parágrafo único .165/96. 43 . nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7.a altura máxima da edificação é de 8. IV .a edificação tenha caráter provisório ou temporário. e Inciso IV revogado pela Lei nº 9. 46 do Plano Diretor do Município.Para que neles seja admitida a edificação. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere. 44 .É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações.fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo. Art. escritura ou contrato de compra e venda. II .ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos. os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. desde que observadas as seguintes exigências: I .As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais.500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2. como registro em cartório. as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo . a serem definidos em lei.Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei.Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I . III .a área total a ser edificada não pode exceder 1. § 3º . o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que. Art. de 20/07/2010 § 1º .959.00m (cinco metros). § 1º .o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação. ocupe a maior extensão limítrofe. § 2º .o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura.00 m (oito metros). II .Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art. Parágrafo único . mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10.8 (oito décimos). dentre os lindeiros. Art.II .

para efeito de cálculo do CA: I . V . § 1º . de 20/07/2010 III .165/96 e no Anexo VI-A desta Lei. XI . inclusive a área do recuo de alinhamento. a casa de máquinas e a subestação. § 3º . 46 . passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere. XIII . se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado.a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores.um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial.959.a área de circulação vertical coletiva.Não são computadas. o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares. VIII . X . IV . deixando de submeter-se ao disposto neste artigo.situadas em unidades residenciais . 45 .O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa.a antecâmara. § 7º . desde que dotada de instalação sanitária. Inciso II revogado pela Lei nº 9. VI . Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art.que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam. IX . .959.Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7.Após executado o projeto a que se destina.a guarita de até 6m² (seis metros quadrados).a área destinada a estacionamento de veículos.a área situada ao nível do subsolo. VII .Quando exigido recuo de alinhamento. de 20/07/2010 § 6º . nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica. Art.os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada.os compartimentos destinados a depósito de lixo. § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9.O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe.a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados).a caixa-d'água.deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto. limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido. exceto se situada em edifíciosgaragem. XII .as varandas abertas .

II .137. desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores. . bem como às normas técnicas pertinentes.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada. § 3º . § 1º .5 (um e meio). até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo.80m (cinco metros e oitenta centímetros). § 1º .a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6.necessidade de aproveitamento do espaço aéreo. III . a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois). quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento.se superior a 5.50m (seis metros e cinqüenta centímetros).se igual ou inferior a 5.acústica ou visibilidade em auditórios. para efeito de cálculo do CA. sem acréscimo de área a ser computada.Não serão computadas. por razões técnicas relativas a: I .O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado. § 2º . as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art.959. de 20/07/2010 XVII .80m (cinco metros e oitenta centímetros). § 4º revogado pela Lei nº 8. salas de espetáculos ou templos religiosos. desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo.O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4. ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM. § 2º . de 21/12/2000 § 5º .Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto.É admitido pé-direito superior a 4. para efeito de cálculo do CA. § 6º .XIV .Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros).Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior. situado em ZP-1. Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. para efeito de cálculo do CA. da seguinte forma: I .As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei.logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo. será admitida quota de terreno equivalente à área do lote. II . 47 . a área do compartimento é multiplicada por 1. e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento.

equivalente à área de permeabilidade mínima .As edificações. 46. § 4º . observado o seguinte: I .é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno. seja desaconselhável a permeabilização do terreno.Taxa de Ocupação . dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana. a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento). § 1º . prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei. se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno.Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art. de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art. § 2º . XV.Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei.para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha. § 2º . desde que: I .A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput.nelas haja área descoberta .Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente. prevalece: a) 10% (dez por cento). exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs. § 1º . 50 .para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo. Subseção IV Do Gabarito Art. .137.TO . II . § 5º . 49 revogado pela Lei nº 8. III . b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total.seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático.As TOs máximas são as definidas no Anexo VI.para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1.Podem ser utilizados. por meio de parecer técnico. § 3º . 48 . as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade. simultaneamente. II .Subseção III Da Taxa de Ocupação Art.

(VETADO) § 4º . os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas. exclusivamente. existente e potencial. a área do terreno resultante do referido recuo.desde que continue possível o livre trânsito no local . livre e vegetada. conforme dispuser o regulamento. 46. "a". implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público.O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno. § 7º . a construção de guarita e o fechamento.demais vias. exceto . 4. § 10 . 7°. § 8° . jardineiras ou pavimentos elevados.Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º.Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional. nesse caso. por gradil vazado ou transparente. II . 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental. da seguinte forma: I . desde que cumpridas as seguintes exigências: I . poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial.A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável. 3.00m (três metros). respeitado o previsto no art. § 5º .Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias.vias de ligação regional e arteriais. e a intensidade do tráfego no sistema viário .O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos. em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida. do Plano Diretor. § 9º . observadas as demais exigências legais.Quando exigido o recuo de alinhamento.anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via. pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento. Subseção VI Do Afastamento Frontal Art.Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais. que levará em conta o fluxo de pedestres.pilares de sustentação. podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes. § 1º . exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres. 51 . não será considerada.00m (quatro metros).A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP. § 3º . III. para aplicação da Taxa de Permeabilidade. permitidos.§ 6º . § 2º .A área permeável.

na área delimitada por este afastamento. podem ser construídas. por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. no mínimo. II .autorização de caráter provisório. 53 . e VII . no máximo. condicionada à manutenção das condições de trânsito. 2.40 m (dois metros e quarenta centímetros). Art. II . § 6º . ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3. 52 . nos pavimentos situados em nível superior a 3. 5. em qualquer ponto. III .os acessos obedeçam às regulamentações existentes. no mínimo. exceto pilares de sustentação. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal. guaritas que tenham. IV . não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. Parágrafo único .Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III.5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9. os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados). 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal.90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais. cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais. a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP. mesmo se superado o percentual fixado no caput. Art. na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais. respeitado o livre trânsito no local.adjacente. III . IV .em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum.40 m (sete metros e quarenta centímetros).seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0.É dispensado o afastamento frontal mínimo: I .afastamento frontal de.O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio.em edificações vizinhas a bens tombados.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de. quando este estiver junto às divisas laterais. Parágrafo único . VI . devendo ser garantida. em qualquer ponto.00 m (cinco metros). ouvido o órgão responsável pelo trânsito. desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. no mínimo. o estacionamento no afastamento frontal.em edificação localizada na ZHIP. V .00m² (seis metros quadrados). admitindo-se. no caso de ter o passeio dimensão inferior.existência de passeio com.em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH. Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo .É permitida a construção de guaritas com área de até 6.em áreas destinadas a uso não residencial.00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. V . 7. ou junto ao acesso à garagem.as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas.

a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno.Para terrenos em aclive.No caso de lotes com menos de 12.30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6. entre 0. § 1º . 54 .50 (cinqüenta centésimos). em metros. III .50 (cinqüenta centésimos) e 1.os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei. sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo.Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos. II . . adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos.Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior.Entende-se por H a distância vertical.00m (doze metros) de frente.Para efeito de definição do H. entre 0.Nas edificações situadas na ZA. § 4º . II .00m (seis metros). § 2º .50m (um metro e cinqüenta centímetros). em metros.Para valores fracionários de H. entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. 55 revogado pela Lei nº 8.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .01 (um centésimo) e 0. guarda de veículos ou área de lazer aberta.00m (seis metros) e menor que ou igual a 12. são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior. é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12. de 21/12/2000 Art.00m (doze metros) a distância de 1.os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.1.00m (doze metros).os valores. Art. exclusive. III . § 8° . § 6º . adota-se a seguinte regra: I . § 3º . § 5º . na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional.2. exclusive. o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos. § 7º . a partir do piso do mais baixo destes. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior. desde que não existam aberturas na fachada respectiva.137. em metros. desde que: I .00 (cem centésimos). o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou. 56 . exceto nos casos de utilização para estacionamento. II .Havendo níveis de subsolo.00m (doze metros).50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6.o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio. o H deve ser definido em relação ao piso deste.os valores. a casa de máquinas não é considerada como pavimento.Art.

00m (cinco metros) para divisa de fundo.o terreno natural em seus respectivos pontos.a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento. . independentemente do valor previsto no Anexo VI. os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa. III . § 6º .50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5. no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior.50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo. 57 . § 4º . de 21 de dezembro de 1940.A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I .a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral. Subseção VIII Da Altura na Divisa Art. deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40. no caso de divisa de fundos. § 3º .É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo.Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas. elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1. II .Na ZHIP. 58 . § 5° .A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas. de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84. § 7° . adotando-se como afastamentos mínimos 1. Art.No caso de terreno em declive nos termos deste artigo. 59 . adota-se como altura máxima na divisa 10. § 2º . independentes ou interligados por pisos comuns. independentemente do valor previsto no Anexo VI.Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo.No caso de edificação constituída de vários blocos.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI.80m (dez metros e oitenta centímetros). no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota. desde que estas estejam legalmente construídas.Parágrafo único .No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional. a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei.O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas. § 1º . Art.

as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial. as jardineiras. somente uma edificação de uso residencial. Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art. situada em terreno onde exista.os templos e os locais de culto. II . além dela.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . somente uma edificação de uso residencial.No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo. além dela.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I. § 1º .os templos e os locais de culto. além dela.Consideram-se saliências os brises. § 2º .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII. desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento.As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros).a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).as habitações unifamiliares.as habitações unifamiliares.as habitações unifamiliares. serão mantidas. desde que haja parecer favorável do COMPUR. III . Parágrafo único . 60 .os templos e os locais de culto." Art.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados).Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . somente uma edificação de uso residencial. § 2º . os elementos decorativos e os estruturais. III . situada em terreno onde exista. 61 . as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original.Subseção IX Das Saliências Art. IV . . II .Até que seja regulamentada a ZEIS-2. Parágrafo único . situada em terreno onde exista. os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais. 61 . § 1º .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII. III .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). § 3º . no mínimo. poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos. II .

§ 5º . mediante parecer favorável do COMPUR. até a data da entrada em vigor deste parágrafo. § 6º . a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada.Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao . § 10 .Devem dispor de pista de acumulação interna. IV . a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito. 63 . no caso de adaptação de edificações para o uso residencial.edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. Parágrafo único . conforme a hipótese. § 7º . § 9º . no máximo.edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento.Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM.0 m (nove metros) de comprimento por 3. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. § 4º .estacionamentos de veículos abertos ao público.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art.edifícios-garagem. os acessos a: I . a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. poderá ser facultada. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. II .0 m (quatro metros) de altura. excluídas as relativas à parte residencial. o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras.Para as edificações existentes na ZHIP. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. de acordo com o Anexo IX. Art. junto à entrada e ao nível do logradouro. III .Cada vaga de carga e descarga deve ter 9. § 8º .No caso de edificação destinada a hotel.No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga. 62 . a utilização de. a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996. conforme a hipótese.O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior.§ 3º .0 m (três metros) de largura e 4.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada.Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo.

ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas.Serviço de Uso Coletivo. de 19 de dezembro de 2008. definidas na carta geotécnica do Município. Serviços de Uso Coletivo. IV . compreendendo atividades das subcategorias Comércio. de usos residencial e não residencial.É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial. V .CREA/MG.00m (quatro metros).Comércio.Serviço.O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I . sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem. 64 . nos termos da Lei Complementar nº 128. em função dos serviços de terraplenagem. II . § 1º . § 2º .Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial.Os usos não residenciais são classificados. de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade. com potencial de geração de incômodos de pouca significância. Indústria e Agricultura Urbana. Serviços.Indústria. III .misto. III .ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação. Parágrafo único .Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I .Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que. Art. as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –. tenham taludes de corte. que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais. de aterro ou mistos com altura superior a 4. que devem ser mitigados.ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque. § 1º . em uma mesma edificação. II . III . III .Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos.Agricultura Urbana.Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial.Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I . IV .São classificadas como do Grupo I. para fins de localização. II . por sua natureza. 65 .não residencial. definido como o exercício.residencial. têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas. . no caso de terrenos que. II . CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art. em: I .

sendo complementares ao funcionamento destas. II .centro de treinamento. pelo interessado. IV .posto de coleta de material biológico.ponto de exposição.Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto. a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local. § 3º .pátio de máquinas/garagem de veículos pesados. § 4º .Consideram-se parte integrante das atividades industriais.as atividades auxiliares previstas no caput do art.unidade de abastecimento de combustíveis. das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento. § 5º . o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares.refeitório/cozinha.A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem.Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo.Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares. deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local.Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas .É obrigatória a declaração.posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento. 65-A . além do setor produtivo: I . XII . compreendendo: I . § 3º . § 2º . Art.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal. § 1º . § 4º . conforme o Anexo X desta Lei. IX . III . 65-A desta Lei.São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais. quando implantadas no mesmo local.não mencionadas no Anexo X desta Lei. 65-B .CNAE . previstas no Anexo X desta Lei.unidade de manutenção.garagem de veículos leves.depósito/almoxarifado. VIII .unidade de enfermaria.O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. Seção II . somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares.§ 2º . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários. Parágrafo único . V .escritório/sede administrativa de empresa. a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei.Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo. VI . VII .as atividades complementares de lazer. II . XI . X . Art.

geração de ruídos e vibrações.Dos Tipos de Repercussão Art. referida como letra “g” no Anexo X desta Lei. IV .adoção de processo de umidificação. relativo às condições de segurança. V . sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art. referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos pesados.adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos. III . IX . conforme o disposto no Anexo X desta Lei. IV . V .geração de risco de segurança. comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e. 66 . no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. armazenamento. prevenção e combate a incêndios. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei. VIII . comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado. II . referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei. VI . referida como letra “d” no Anexo X desta Lei. referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei. como segregação. sanitárias e outras pertinentes.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos.realização de medidas para prevenção e combate a incêndio. transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica. VII . ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . VI . referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei. VIII . referida como letra “c” no Anexo X desta Lei. 66-A . referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei.implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação. de posturas.atração de alto número de veículos leves. referida como letra “a” no Anexo X desta Lei.geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. em medicina nuclear. III .geração de efluentes atmosféricos. VII . referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei.adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade.As atividades causadoras de repercussões negativas. acondicionamento.realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares. referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei.atração de alto número de pessoas. referida como letra “b” no Anexo X desta Lei. referida como letra “e” no Anexo X desta Lei. II . radioterapia e aplicações industriais. o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização . IX . Parágrafo único . referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei.realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque.realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas. referida como letra “f” no Anexo X desta Lei.geração de efluentes líquidos especiais.geração de resíduos sólidos especiais e de saúde.São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I .

circulação e manobra de veículos. ou ser dispensadas.implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração. X . 2. a critério do órgão municipal competente. § 4º .30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. de 15 de julho de 2009. 61 desta Lei e na Lei nº 9. a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio.Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo.725. observadas as normas legais de construção.As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas.CNEN -.50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento. § 1º . iluminação e ventilação.As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. § 9º . referida como letra “i” no Anexo X desta Lei. elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental. o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada. referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. será exigida. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração. para as atividades que tenham repercussões negativas. contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade. § 2º . a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. Subseção II Da Localização . a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei. § 6º . § 7º . – Código de Edificações do Município –.Para as atividades não classificadas como de risco alto. § 5º .As vagas de carga e descarga poderão. § 8º .emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear .Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres. confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art. desde que haja anuência do órgão municipal competente. além dos espaços necessários ao acesso.Para as atividades classificadas como de risco alto. § 3º . nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. a critério do órgão responsável pelo tráfego.

§ 8º . § 6º revogado pela Lei nº 9. do Estoril. § 9º . desde que submetidos a licenciamento urbanístico. as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. de 20/07/2010 § 2º . observado o disposto no Anexo XI desta Lei. § 3º . as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I .Art.959.ZHIP .959. . do Belvedere. de 20/07/2010 § 5º . mediante EIV.e na ZCBH. 80.Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei.VR: vias preferencialmente residenciais. da Cidade Jardim e da Pampulha.Para efeito de localização dos usos. pela conjugação da classificação de cada atividade. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.na Zona Hipercentral . da Lei nº 7. do São Bento.VNR: vias preferencialmente não residenciais. na forma do Anexo XI desta Lei. identificadas de acordo com critérios definidos no art. onde se busca privilegiar o uso não residencial. § 1º revogado pela Lei nº 9. de 20/07/2010 § 12 . § 4º revogado pela Lei nº 9.Nas ADEs Residencial Central. onde se busca preservar a ambiência residencial. com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos. § 13 .(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9. prevista no Anexo X desta Lei.VM: vias de caráter misto. de 18 de janeiro de 1995. observado o disposto no Anexo XI desta Lei.Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional.831. II .em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras. III – em terrenos lindeiros a vias arteriais.A localização dos usos não residenciais é disciplinada.As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I . são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6. considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma. 66A desta Lei e observado o disposto no art. 67 .959.É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão.959.Para efeitos de localização. devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano. II .165/96. III . IV. onde se busca a conjugação de usos. do Mangabeiras. de 20/07/2010 § 7º . desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária.

Código de Posturas do Município . § 2º .O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8.São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X. III .§ 14 .Nas vias classificadas como VR.possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. de 20/07/2010 . de 20/07/2010 Art. § 15 . § 1º . § 17 . Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art. independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação. Art. desde que haja licenciamento urbanístico especial.616.Poderá permanecer no local.No cálculo da área utilizada. 68 a 71 revogados pela Lei nº 9. 71-B . o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno. restaurantes e similares com área de até 100. II .959. desde que haja anuência prévia do COMPUR. não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei.ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação. a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I .sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9.No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes.o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido. desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade. mediante EIV.00 m² (cem metros quadrados).959. 72 .No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial. em nenhuma hipótese. 71-A .e suas alterações posteriores.estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação. § 16 . de 14 de julho de 2003. desde que: I . não será admitido.VETADO Art. são admitidos bares. II .

baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança. nos termos do art.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes. Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art. vedada a expansão da área ocupada. podem também permanecer as atividades industriais.A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso. 72-B . § 6º . Art.Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo. mediante parecer favorável do COMPUR. sanitárias e similares. de 6 de julho de 1973.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade. conforme o Anexo X desta Lei. desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo. § 4º . 2º do Decreto Municipal nº 2.959.O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. 72-C . 72 desta Lei. poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital. as edificações utilizadas. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei. definida nos termos do Anexo X desta Lei.As edificações a que se refere o inciso V do caput do art.Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados. para efeito de funcionamento.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas. aos critérios desta Lei. § 7º . mediante parecer prévio favorável do COMPUR. de posturas. § 10 .A atividade que usufruir do direito de permanência. poderá ser substituída por outra.Para efeito de localização. Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . § 8º revogado pela Lei nº 9.383. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída. para fins da instalação da atividade Hospital. de acordo com a especificidade da área. § 5º . de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais. de 18 de janeiro de 2005. serão passíveis de regularização. à época da substituição. ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado.074. Art. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei. 72-A . Parágrafo único .§ 3º . de 20/07/2010 § 9º . desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei.

O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico. § 5º . IX .barragens para contenção de rejeitos ou resíduos.EIA .O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais. XII . § 2º . Art.cemitérios e crematórios. conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7. paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. gasodutos. nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas.e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental . IV .terminais rodoviários. 74-A .interceptores de esgoto. XI . § 1º .autódromos.usina de asfalto.oleodutos. sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 4º .EIV -. X . quando for o caso. VI . V .RIMA -. a construção. de produtos químicos e petroquímicos. 74 .165/96.aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos.Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput. nos termos da legislação específica.licenciamento urbanístico pelo COMPUR.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. ficam sujeitos a: I . minerodutos.Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I . VII . II . .Art. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança .Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo.unidades de incineração de resíduos. públicos ou privados. 73 . Art.Empreendimentos de impacto são aqueles. sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos. II . que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa.A instalação. VIII . III . quando convocado pelo COMPUR. ferroviários e aeroviários.extração ou tratamento de minerais. a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto.licenciamento ambiental pelo COMAM.indústrias com repercussão ambiental significativa. nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas. § 3º .terminais de minério. hipódromos e estádios esportivos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental . quando for o caso.

independentemente da área utilizada.matadouros e abatedouros. compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos. e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento. III .outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal. acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts).000 m² (vinte mil metros quadrados).loteamentos. XXI .intervenções em corpos d’água . XXII . como modificadoras do meio ambiente. XXIII .parcelamentos destinados a uso industrial.000 m² (seis mil metros quadrados). XVII .garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas. XXV .obras de arte compreendidas por viadutos.000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas. 74-B . VII .as intervenções em áreas urbanas consolidadas. II . XIV . VIII .os destinados a uso misto com mais de 20. retificações de coleções de água .Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I . acima 10 MW (dez megawatts). Parágrafo único .tais como barragens. V . IX .hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5. X .os helipontos. Parágrafo único . na figura de desmembramento. o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança.casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). qualquer que seja a fonte de energia primária.os parcelamentos vinculados.usinas de geração de eletricidade. XXIV .tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental .ferrovias. Art.os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.estações de tratamento de esgotos sanitários. XXVI .000 m² (cinco mil metros quadrados).estabelecimentos prisionais. XIX .centro de convenções.casas de show.COPAM -. independentemente da área utilizada.hospitais.e em diques. túneis e trincheiras. . XXVII . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento. quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente.Mediante definição de padrões e procedimentos. XI . que originem lote com área superior a 10. XV .000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros).XIII .linhas de transmissão de energia elétrica.os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10. com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. XVI . VI . XII .postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis. XVIII . subterrâneas ou de superfície. XX .estações de tratamento de água. canalizações.os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.O COMAM estabelecerá. IV .

que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam.00m (quinze metros). do gabarito das edificações do Bairro Serra.O estudo para fins de licenciamento. degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal. fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados.Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo.A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento). 76 . de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas. em 15. 74-B desta Lei.A ADE da Serra destina-se à limitação. 74-E . CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. estando sujeita.ADEs . os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades. quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. o tempo de duração. por suas características. Art.A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal. da qual. § 4º .As áreas de diretrizes especiais . de 30/05/2008 Art. podendo demandar parâmetros urbanísticos. Parágrafo único .O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo. além da delimitação.As ADEs são instituídas por lei específica. § 2º . 77 . no caso das ADEs instituídas por esta Lei.são as que. devem constar os instrumentos. a predominância do uso residencial e a preservação das .A lei a que se refere o § 1º. exigem a implementação de políticas específicas. 74-D . permanentes ou não. ocupação e uso. 78 .A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. em parte da ZCBH. em função da preservação ambiental da lagoa.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município.Art. as normas complementares necessárias e.563. Art. § 3º .Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art. a diretrizes especiais de parcelamento. § 1º . Art. as intervenções. Art. 75 . se for o caso. os parâmetros urbanísticos e fiscais. realizado para empreendimentos de impacto. 74-C . ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9. deve dispor sobre o que nesta não esteja referido. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção. se for o caso. sendo garantidas.

IV .Na ADE Residencial Central. com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município. IV . Art. II .A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever.A ADE do Vale do Arrudas.Na ADE Residencial Central.promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. 79 .verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina. III . § 3º . entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale. somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais. § 1º . principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares. VI . em função de sua localização estratégica.implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha. a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. III. que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros. de sua importância como eixo simbólico.Na ADE Residencial Central.edificações e de traços da ambiência local. demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana. . bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro.Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art. § 3º . § 2º . § 2º .São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas. III . não se aplica o disposto no § 6º do art.promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural.o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE.A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial.o aumento das taxas de permeabilidade do solo. histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização. 52. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas. de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos. VII .melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres. com incremento da arborização e implantação de ciclovias. que retratem a diversidade urbana da ADE. § 1º . § 4º . II .criação de áreas de lazer.o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias.outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale. com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I .00m (cinco metros) a altura máxima na divisa.estímulo à requalificação das fachadas das edificações e. V . e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. dos galpões. por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I . em especial. 54 desta Lei. será de 5.

principalmente no período noturno.Em edificações existentes. e para a Avenida Paulo Camilo Pena. uma única vez.Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. III . nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via. dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado. entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar.00m (três metros). além do previsto no art. nos terrenos lindeiros à Av. § 2º .afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675. visando a garantir mais vitalidade à área.São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I . desde que instaladas em edificações horizontais.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado.VETADO.na ADE do Mangabeiras. 82 . desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida. conforme o Anexo II desta Lei.o incentivo à diversidade de usos. II . Art. as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. § 1º. são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei. 75. . II .Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes.Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar.afastamento frontal mínimo de 5. permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais. 81 .A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve. Art. II .A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística.Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena. 80 .00m (cinco metros). 71-B desta Lei. Art.As ADEs do Mangabeiras. a extensão de uso prevista no art.os mecanismos de participação comunitária em sua gestão. § 6º . § 2º . Nazareth e Acarahy. § 7º . § 1º . conter: I . § 4º . e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar. § 3º .os afastamentos e o gabarito das edificações. cultural e histórica.na ADE do São Bento.as intervenções físicas necessárias a sua preservação. § 5º .V . § 1º .

No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei.uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos.O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica.872. entre outras.Na ADE Hospitalar. comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas.altimetria das edificações. demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos. somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural.Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi.0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto. Art.circulação de pedestres e veículos. 84 . devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral. III . Art. II .A ADE de Santa Tereza. os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região. 85 . 75.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior.00m (três metros). § 2º .À ADE da Savassi. VI . o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza. III .A ADE Hospitalar é a área que.§ 3º . IV . respeitado o previsto no parágrafo anterior.compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. aplicam-se as disposições da Lei nº 5. Art. em função das características da ocupação históricocultural. incluindo-se a padronização do mobiliário urbano.ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas. § 1º. V . ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares.gabarito das edificações de 15.afastamento frontal mínimo de 3. de 14 de março de 1991. § 2º . II . como do Grupo IV. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. além do uso residencial. 83 . que aborde. visando à sua requalificação urbana. as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos.20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1. em especial as culturais de médio e pequeno porte.coeficiente de aproveitamento de 1. § 1º . § 2º . § 1º . no Anexo X desta Lei. contendo. .As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial. adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental.A ADE da Savassi é a que. incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE. § 1º . além do previsto no art. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .00m (quinze metros). demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial.

a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. .As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. havendo parecer favorável do COMAM. V . cursos d’água.instituição de Reserva Particular Ecológica. prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata. pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo. visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE. em especial os portadores de necessidades especiais.viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar.§ 3º . vegetado ou não.existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento). § 5º . por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I .avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato. resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM. e n° 6.Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental. ainda não ocupadas. configurando ecossistema de brejo. III . quando assim o determinar a legislação pertinente. § 5º . VI .existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM.A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I . de 12 de janeiro de 1993. em particular no Bairro Santa Efigênia.existência de expressivo contingente de quintais arborizados.Transferência do Direito de Construir. II . e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias. lagoas e represas.presença de nascentes.491.presença de cobertura vegetal relevante.Na ADE de Interesse Ambiental. 86 .A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental. § 4º . § 4º . conforme previsto nas leis n° 6.A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento). III . § 3º .O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I .Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar. IV . serão adaptados às características de seus usuários. especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto. de 29 de dezembro de 1993. sem prejuízo de outras análises cabíveis.incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde.314. § 1º . § 2º . de modo a incorporá-lo. e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população. II . Art. em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação.existência de áreas degradadas. com possibilidade de extensão do perímetro da ADE. se for o caso. II .

86-B .Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. nos termos do Anexo X desta Lei. § 10 . tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas." Art. as movimentações de terra junto a esses córregos.Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV. § 8º . devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. preferencialmente. preferencialmente nativas.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas.Em todas as vias classificadas como locais. Art.Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer. nos termos do art.Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental. que poderá ser objeto de Operação Urbana. preservação e requalificação ambiental. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado. do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras. § 2º . observadas as demais restrições legais. devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes.Em ADE de Interesse Ambiental. fica condicionada a parecer favorável do COMPUR. sempre que possível.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. . será previsto calçamento intertravado. devendo ser evitadas. devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação. mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM. em especial do Ribeirão do Isidoro. a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão.§ 6º . § 1º . Art.Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos. Art. § 9º . § 7º . e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia.Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural. ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. 86-C . de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local. 86-E . respeitado o disposto na legislação específica. de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. 86-F . desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE. Art.5 (cinco décimos). em todos os casos. 27 desta Lei. interligar-se com as áreas definidas como ZPAM. 86-A . a áreas verdes. mistas e de pedestres. 86-D .

Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Art. Art.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário. contemplem: .Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). ficando o loteador obrigado a promover sua instalação. Art. 86-I . 86-A a 86-M desta Lei. contados a partir do terreno natural.Ressalvado o disposto nos arts. são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município. de telefonia ou similar no subsolo. Parágrafo único .Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. 86-G . inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas. Art.5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro.A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial. de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público.Art. 86-H .Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação. juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade.RMBH -. conforme dispuser regulamento. fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem.Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 1º . 86-K . 86-L . a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático.0 m (doze metros). § 2º .O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação. de acordo com os parâmetros previstos em regulamento. Art.Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas. Art. considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte . de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem. Parágrafo único .Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-M . Art. a altura máxima das edificações fica limitada a 12. poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. mediante a adoção de políticas que. 87 . sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. conforme dispuser regulamento. somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local. 86-N . Art. 86-J .

Art. . II . § 2º .à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas. Art. visando a modernizar os processos produtivos. II .o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto. III . § 1º .INCRA.Visando ao desenvolvimento socioeconômico. que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações. entre outros aspectos: I . III . devem ser adotadas políticas que contemplem: I . considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA. cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola.Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local.à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana. § 3º .a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. é destinada: I . em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II. 89 . bem como o disposto na legislação pertinente. bem como ações de promoção da história local. § 1º . ambiental e cultural da região.A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais. § 1º . § 4º . em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região.I . por meio de projetos de requalificação urbana. a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá. 88 .Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas.A ADE da Lagoinha. 89-A . visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô.o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes.Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras.a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região.estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. II . considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE. conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária .A ADE do Belvedere III é a área em que. requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos.o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico.No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha. II .levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento. Art. III .a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área.A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais.estimular a permanência do uso residencial na ADE. despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico. somente é permitido o uso residencial. III .ao incremento ao desenvolvimento econômico.

II . até que entre em vigor o plano previsto nos arts. II . permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento). Art. criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor. Parágrafo único . demanda a adoção de medidas visando inibir o .00m (três metros). 90 . III . IV .O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. Art. Art.afastamento frontal mínimo de 5.altura máxima na divisa de 9.uso exclusivamente residencial.00m (cinco metros). VI . de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha. desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes. inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 2º . contados a partir do nível médio do alinhamento. com integração ao Parque Primeiro de Maio. devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade. Art.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1. uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei.A ADE da Pampulha é a área em que.quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados). a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento.instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural.Após regulamentação específica. § 1º .valorização da centralidade urbana.As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I . III .promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural.afastamento frontal mínimo de 5. II .A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos. 91-A .afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha.A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente.A ADE do Buritis é a área que. prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei. 91-B .§ 2º . 91 . por meio de: I .A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). 44 e 45 do Plano Diretor. devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I .50m (um metro e cinqüenta centímetros). nos bairros Primeiro de Maio e Providência. V .Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo. III . desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior.00m (nove metros). Parágrafo único .00m (cinco metros).

e como Área Parcelada 2 .CA . como Área Parcelada 1 . 91-C . § 2º . § 1º .CDPCMBH -.Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados). e pelas edificações a construir. 11381. de maneira a formar composição estética com esta. compatível com o restante da edificação. 11454. de maneira a formar composição estética com esta.as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte . no mapeamento cultural. nas áreas caracterizadas. nas áreas caracterizadas.a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento).00 m (três metros).igual a 1. incluindo-se a área tombada e a área de entorno. excepcionalmente. exclusivamente. 11501. excluídas as áreas de ZEIS. às folhas 53 e 59.0 (um). III . como Apa 1 e Apa 2. 11394.Apa 1 .para todo o perímetro da ADE. como Área Parcelada 3 . . 11514. no mapeamento cultural. 11441.As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I . identificadas no Anexo II desta Lei. § 3º . II . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3.Apa 2 -. cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo.Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana.crescente adensamento. excepcionalmente. b) 20% (vinte por cento).nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho.A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral. no mapeamento cultural. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros). que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . de acordo com o Anexo XII-A desta Lei. IV . é admitido. 11353.Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE.00 m (três metros). nas áreas caracterizadas. compatível com o restante da edificação.As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. 11366. nas áreas caracterizadas. salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica.Apa 3 -. a serem implementadas pelas edificações existentes. 11400. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. 11439. pelos números 11223. permitindo-se. evitando-se a utilização de estruturas aparentes. b) 20% (vinte por cento). II .As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno.Coeficiente de Aproveitamento . § 4º . 11527. como Apa 3. no mapeamento cultural. Art. 11379. permitindo-se. como proteção e tratamento paisagístico de taludes. III . evitando-se a utilização de estruturas aparentes. às quais poderão ser concedidos incentivos.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3. 11340. § 1º . 11530 e 9973.

a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local.AEISs . § 2º . tais como incentivos fiscais.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. . é aquela que. e desde que destinadas a uso público. Parágrafo único . destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. III . tais como incentivos fiscais. em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil.para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral. Art. Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art.Áreas de Especial Interesse Social . bem como para intervenções físicas pertinentes. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município.por lei. de forma a coordenar ações institucionais. b) anuência prévia do CMH.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH. 91-E .Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei. técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento. VI .são aquelas edificadas ou não. a partir da proposição do proprietário. caracterizado o interesse público.V . apoio técnico e articulação entre parceiros.A instituição das AEISs pode se dar: I . de design e produção de moda. que incluam: I . demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial. 91-F . desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. III .A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana. observado o disposto no art. II . em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura.a consolidação de entidade gestora.a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento. 91-D . 111 desta Lei. ouvido o COMAM.A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que. § 1º . II . vinculados ao uso habitacional.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local. delimitada no Anexo XII desta Lei. bem como para intervenções físicas pertinentes. Art.por ato do Executivo. que incluam: I .A ADE Polo da Moda. apoio técnico e articulação entre parceiros. quando da alteração do zoneamento. II .

sem prejuízo do disposto no art. 934.Em caso de reincidência. nos termos deste Capítulo. o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado. que serão definidas pelo Executivo. de 21/12/2000 (Art.Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização. Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento . do Código de Processo Civil. pela mesma pessoa física ou jurídica. § 2º .O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal.137. 94-A . nos termos dos arts. no que não contrariar o que nela está previsto. 93 . § 4º . 106 desta Lei.Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal.O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município. III. Art. II .a persistência no descumprimento da Lei. contado a partir da data de publicação desta Lei.O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado. para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. no prazo de 6 (seis) meses. Art. construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno.§ 3º . em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade. § 1º . I. 94 .A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. com Aviso de Recebimento . considera-se reincidência: I . ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo. § 2º . 92 . CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art.o cometimento. § 1º . pessoalmente ou mediante via postal. apesar de já punido pela mesma infração.A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular.Para os fins desta Lei. de nova infração da mesma natureza. e 936. 96) Art. acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo.AR -. § 3º revogado pela Lei nº 8.A instalação.

e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência. o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento). Art. 100 . § 2º . Art. no valor de R$1. 99 . II . juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10. por mês. observando-se o disposto no art. Art.A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I .A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um . inclusive a presença de corretores no imóvel. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI.A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator.Para fins de aplicação de multas. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art. no prazo de 90 (noventa) dias.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. 97 . 95 .a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado. II .O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. dos equipamentos e veículos em uso no local. Art. § 3º . no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa.Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I . 93 desta Lei. proprietário. § 2º .imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído. no caso de parcelamento concluído. a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma.00 (dez mil reais). serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição.A não conclusão da urbanização. calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida. 96 . § 1º . ou fração de atraso. observando-se o disposto no caput do art. § 1º .Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento. empresa contratada ou corretor. e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência.notificação para obter.A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1.000.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular. à apreensão ou à interdição das máquinas.Art.A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida.a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização. 93 desta Lei. 98 .

d) R$3. c) R$1. após 5 (cinco) dias de incidência da multa. calculado a partir da limitação imposta. por descumprimento da interdição. de volume invadido.A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. ou fração.725.00 (três mil reais). b) R$500. 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0.959.No caso de atividade poluente. de 20/07/2010 Art.por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados. no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei. 101 .000.O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . Art.00 (quinhentos reais). de 16/7/2009 Art.000. Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art. 103 . no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei. Art. § 3º .O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei. assim considerada pela lei ambiental. 104 revogado pela Lei nº 9.a cada 5 (cinco) dias. 106 . § 1º .interdição do estabelecimento ou da atividade.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. de área irregular. é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. II . II . Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. .O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I .pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250. § 2º .A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts. 105 .O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias. no caso de empreendimento de impacto. ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta.00 (um mil reais). 102 . do volume criado pela altura excedente à permitida.00 (duzentas e cinquenta reais). Art. ou fração.5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração. caso não tenha havido interdição.

Para os fins deste artigo. enquanto persistir o perigo. por culpa do infrator. 106-A . 106-B . § 2º . Art.§ 4º . o valor da multa diária é equivalente a R$3. Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art. o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente. que será proporcional ao dano não reparado. 107 . entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas.Para as atividades em que haja perigo iminente. cumulativamente com a multa. podendo a interdição se dar de imediato. § 1º . atualizado monetariamente. de 4 de dezembro de 1985.A construção. sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. contado do recebimento da notificação.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores.São parte integrante desta Lei: . cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la.253.00 (quinhentos reais).Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental.Os valores apurados nos §§ 3º.As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente. inclusive de antenas de telecomunicações. por decisão da autoridade ambiental. § 6º . demonstrada no auto de infração respectivo. 108 .Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator.000.00 (três mil reais). o valor da multa. 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias. atualizado monetariamente.As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa. § 5º . a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor. sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4.A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir. será recolhido integralmente. § 3º . o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500. Art.A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo. a ampliação.Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. § 5º . § 4º . Parágrafo único . a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto. quando o infrator.

IX . de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.Classificação dos Usos.O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis.Mapa da ADE Serra do Curral. Inciso II com redação dada pela Lei nº 7. de 16/7/2009 Art.137/00. VI . XVI .São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942.Anexo IX . II .Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -.Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -. desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação.Anexo VII . quando ocorrerá a primeira revisão.Anexo III . II . contrato de compra e venda. contados da data de vigência desta Lei.em sua área de influência. VII . efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo.por decreto.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .O zoneamento somente será revisto.Anexo VI . X . XIII . Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. XV . § 1º . levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados.Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I .Anexo II . VIII . XVII .Anexo XII .em qualquer parte do Município.por lei.Mapa de Zoneamento -.I . sempre que aberta nova via regional ou arterial.Tabela de Parâmetros Urbanísticos -. § 1° .Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -. 111 . mediante lei específica: I .Anexo XIV .Anexo XIII . escrituras.Tabela de Localização dos Usos -.725. .Anexo VIII .Anexo VI-A . IV .Glossário -.Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada. quando objeto de Operação Urbana. por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. III . devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral. § 3º . com parecer prévio favorável do COMPUR.Anexo V . 112 . a partir de 1999.Anexo I .Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -.por lei.Anexo XV . XIV .Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório.795.Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais.Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -. XII . quando se tratar de aprovação de parcelamento.Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -. 110 revogado pela Lei nº 9.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. V .Anexo X .Anexo XII-A .Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III. não poderá ser alterada por decreto.Anexo IV . 109 . II . Art. Art. de 3 (três) em 3 (três) meses.A classificação da via.AEIS-1 -. § 2º . III .Tabela de Características Geométricas das Vias -. elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. XI . de 10/09/1999 Art.Anexo XI .

a Lei nº 5. de 20/07/2010 Art.106.00 (um inteiro). exclusive. 41 a 45.a Lei nº 5.850.a Lei nº 4.§ 2° . mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto.potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento. de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º . 116-B . adota-se a seguinte regra: I .129. V . de 28 de dezembro de 1988. XVI . de 29 de novembro de 1976. de 16/7/2009 Art. X . III . IV . a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade.662. revogando as disposições em contrário. IV .01 (um centésimo) e 0. 117 . de 27 de dezembro de 1988. II .largura da via obtida da planta cadastral.As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR. Art. XV .Os valores entre 0.a Lei nº 5.a Lei nº 5. de 23 de março de 1988. VI .a Lei nº 4. III . de 22 de fevereiro de 1988.550. inclusive. arterial e de ligação regional.a Lei nº 5.a Lei nº 5.a Lei nº 5. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. V . de 14 de novembro de 1988.50 (cinqüenta centésimos) e 1.489.50 (cinqüenta centésimos). de 17 de janeiro de 1989. de 7 de julho de 1988. de 25 de maio de 1988.classificação da função da via. XII .831. coletora.725. de 17 de maio de 1988.Os valores entre 0.ambiência do entorno. 115 revogado pela Lei nº 9.485.010. Art. IX .a Lei nº 4. XI .Deve ser estimulada. XIII . Art.a Lei nº 5. em local.125.Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional. contemplando a compatibilidade entre usos diversos.saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local. VI . 5º da Lei nº 6.a Lei nº 5. . de 25 de março de 1985..Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art. II .Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação. no sistema ao qual pertence. XIV .384. VII .021. 116 . VIII .predominância de usos lindeiros." Art. 116-A .a Lei nº 4. de 8 de maio de 1987. de 2 de fevereiro de 1990.características físicas da via. VII .a Lei nº 5. são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior.a Lei nº 2. especialmente: I .663. de 19 de outubro de 1987. 113 e 114 revogados pela Lei nº 9. de 18 de junho de 1985.034.959. 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40.704. II .os arts.161.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I .

especialmente a nº 6.a Lei nº 5. 1º a 7º revogados pela Lei nº 9.Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4. de 20/07/2010 Art.521. VI . POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.773. XX . 9º . Cap.959. 8º . 10 a 12 revogados pela Lei nº 9. III . Parágrafo único .959. de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA . até que legislação específica entre em vigor. II .a Lei nº 6.XVII . 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8. serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe.a Lei nº 6. Art. III revogado pela Lei nº 9. IV . 14 .137/00.exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento.a Lei nº 5.expedição de diretrizes para o projeto de loteamento.Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I . XIX .Nos terrenos classificados como ZEIS-2.exame e aprovação de projeto de loteamento. de 20 de novembro de 1992.959. até que seja aprovada legislação específica. Art. Art. XVIII .034/85. de 21 de dezembro de 1990.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias. V . XXI .959. de 20/07/2010 Art.a Lei nº 6.Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4. 13 . CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. de 6 de dezembro de 1994. de 26 de janeiro de 1994.034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas. 15 revogado pela Lei nº 9.As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente. Parágrafo único .831. de 4 de dezembro de 1990.515. XXII . de 26 de janeiro de 1994. de 20/07/2010 Belo Horizonte.exame e aprovação de projeto de desmembramento.835.exame e aprovação de projetos de reparcelamento.982. de 18 de outubro de 1991.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.262.a Lei nº 5. Art.

102 .Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n. que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo.O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art. 101 .A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n. de 1996 serão definidos em lei específica.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas.Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n. Art. 107 .15.00m (vinte metros). de 1996.º 7.º 7.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9.00m (quinze metros).Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento.20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1.9. no restante do terreno.00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural. 106 . Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita. da Lei nº 7166. Parágrafo único . a partir do alinhamento.º 7166. Art. não se aplicando o disposto nos §§ 2º.Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir. em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural. Marechal Rondon. demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial. 3º e 4º. Parágrafo único . exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art. nos termos da lei. Bocaiúva e Bom Despacho. § 1. 100 . de 1996.Seção I Das Disposições Gerais Art.A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n. Mármore e Salinas.A altura máxima permitida às edificações é de 15. considerado de interesse de . 46 da Lei n. proveniente da mesma ADE.º .º 7. Ernesto Tassini. de 1996. 105 . do art. Art.O coeficiente de aproveitamento é de 1.º . § 2.166.00m (nove metros). 104 .º 7. Tenente Freitas. é de: I .166. 50. 103 .A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional). Art. a partir de qualquer ponto do terreno natural. Art.00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial. II .166/96 como área que.A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote. Parágrafo único . de 1996.00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. em que a altura máxima permitida. até a profundidade de 20. às praças Duque de Caxias. Art.166.

º . mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza. § 4. é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n.166. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza. Seção III Da Gestão Urbana Art. de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art. a inclusão de assunto de seu interesse na pauta .º . § 5. III . 110 . Art. ordinariamente.preservação. Art. 54 e 55 da Lei nº 7. a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei.º.O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes. 109 . § 1.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts.831.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos. poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7. a saber: I .º .00m (sete metros).Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei. estendendo-se a iniciativa a autônomos. desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos. é facultada a construção sem afastamento frontal.1 (um) representante da Administração Regional Leste.As edificações horizontais.com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE. destinadas ao uso residencial multifamiliar. Parágrafo único . encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo.O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á. § 2. de 17 de janeiro de 1995.5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local.00m (cinco metros).1 (um) profissional com experiência em urbanismo. ou extraordinariamente. 111 .Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei.As reuniões serão públicas. Parágrafo único . 112 . Art. por escrito e com justificativa.Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA . § 1.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5.Na ADE de Santa Tereza.º .A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA .Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos. quando se fizer necessário. Art. podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato. II . § 2.º 6.º . 54. uma vez por mês. desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa.º. § 3. facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar. 108 .

138 . 12 e 43 da Lei nº 7.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento). visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana".Fica instituída uma comissão provisória. que a coordenará. § 1º . desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I .” .As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social".Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste.é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3). Parágrafo único .166 de 1996. visando: I . com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. § 3º . III . estabelecendo critérios especiais de parcelamento. Ocupação e Uso do Solo.exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei. urbanística e jurídica.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda.em áreas de preservação histórica e/ou ambiental. 57 da Lei nº 7. II . e III . como ZEIS-1 e ZEIS-3. bem como o art. § 2º . § 1º . nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária.Das Disposições Transitórias da mesma Lei. durante as revisões da Lei de Parcelamento.O Programa Municipal de Regularização de Favelas . e dos arts. 113 . 12 .A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes.da reunião subsequente.Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7.PROFAVELA . 138-A . Art. a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação. II .melhorar a qualidade de vida da população. § 2º .A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.165. nos termos do Parágrafo único do art. e por 3 (três) representantes da comunidade.em faixas de domínio e/ou servidão.166. de 27 de agosto de 1996. ocupação e uso do solo.em áreas de risco. com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação. Art. CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art.O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3. 137 . de 27 de agosto de 1996.adequar a propriedade do solo a sua função social. IV . Art.

vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6. § 2º . travessas. da Lei nº 6.Para efeito de ordenação territorial.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação. Art. § 1º . elaborados concomitantemente.PGEs -. 141 . jurídico-legal e socioeconômico-organizativo.O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art. que ateste sua necessidade e/ou conveniência. § 2º . Seção III Do Parcelamento do Solo Art. de 20/07/2010 Art. será composto de avenidas. uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo. nas ZEISs. em função dos potenciais de adensamento.O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto.00 m (seis metros). bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo. ruas. o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas. inciso II. escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público.959.Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . Parágrafo único revogado pela Lei nº 9.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social. a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo. Parágrafo único .As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I . considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão.Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL. em conformidade com o disposto no art. 140 .O sistema viário. 143 .O Conselho Municipal de Habitação .CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos. Parágrafo único .Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. . 142 . ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios. § 1º . após prévia aprovação da comunidade.766/79.00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista. Art. da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas. b) pista de rolamento com largura mínima de 3. para as vias com 2 (duas) pistas. 4º. 139 .

II .80 m (oitenta centímetros). IV . 1. até sua correção.Não será permitido. totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista. 144 .levantamento topográfico planialtimétrico cadastral.20 m (um metro e vinte centímetros). exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias.em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações.A pesquisa sócio-econômica. 145 .em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações. V . § 2º . sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população.A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1. § 1º .nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis. c) extensão máxima de 100 m (cem metros).em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública. sem que sejam previamente saneados.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas. ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área. mediante operações compensatórias. conforme previsto na Lei nº 7.20 m (um metro e vinte centímetros).c) declividade máxima de 30% (trinta por cento). entre moradores e Administração Pública. .em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento).Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de. III . físico-ambiental e jurídico-legal. III . e VI . § 5º . b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento). assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). § 3º . Art. físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área. reservando-se faixa de alargamento de 0. Art.vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento.em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. II . b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento). a construção.O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. nas ZEISs.Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I .O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico. salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento.165/96.vias de acesso restrito. § 4º . o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I . e II . no mínimo. § 6º .pesquisa socioeconômica de forma censitária.

das ZEISs. acesso e segurança. 148 . fixada para cada ZEIS. o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. Art. os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade. 151 . sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende.Art. 146 .Considera-se lote padrão a área básica. integral ou parcial.Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei. de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo. para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados). . Parágrafo único . exceto: I . com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral. Art. nas ZEISs. de equipamentos urbanos e comunitários. a ser instituída pelo Executivo.Para aprovação do projeto de parcelamento do solo. em metros quadrados.aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo.A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva.ateste as condições básicas de habitabilidade. resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados). para promover o atendimento adequado da população residente. inclusive.justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). § 2º . § 1º .Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs.Fica instituída a figura do Lote Padrão. 150 . estabelecendo-se.A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. bem como aprovação da URBEL que: I . 149 . no mínimo. Art. será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas.os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3. condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação.Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes.Nas ZEISs. II . e II . autonomamente considerados. Art. acesso e segurança. o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento. medidas compensatórias às benfeitorias atingidas.Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL. 147 . Parágrafo único . Art. Parágrafo único .

Art. segurança.166/96. Parágrafo único .Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. 66 da Lei nº 7. bem como sua localização. decorrente da implantação de atividades.O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança. Art. provocado pela valorização do uso do solo. 155 . III . nos termos do art.todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7. 64 da Lei nº 7. observando-se. 154 . independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão. 156 . sendo admitidos também os usos não residencial e misto.as condições de ocupação e características locais.166/96. II . Subseção I Dos Usos Permitidos Art. II . apenas as seguintes atividades: I .Serão permitidas. em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS.Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização.orientar o projeto e a execução de reforma. visando a: I . § 2º . acesso. 153 . .a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico.assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização. IV .As normas relativas ao Lote Padrão. higiene. 152 . 156-A . quando se tratar de áreas já regularizadas. § 1º . nas ZEISs. deverão ser compatíveis com o uso residencial.orientar as categorias de uso permitidos. salubridade e conforto das edificações.Os usos não residencial e misto. Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art. ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico. Art. posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. ampliações e novas edificações. e V .Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares. cumulativamente: I . o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente. deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados).166/96.a possibilidade da geração de emprego e renda. III .As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção.§ 3º .orientar a regularização das edificações já existentes.As ZEISs são predominantemente de uso residencial. Art. nos termos do art.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS. nas ZEISs. que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área.

de 20/07/2010 § 2º . § 1º revogado pela Lei nº 9.O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL.as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei. § 2º . o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores.URBEL . ampliações ou quaisquer elementos construtivos . de acordo com o estabelecido em decreto específico.959.classificadas como Serviço de Uso Coletivo. § 4º. II . .O licenciamento de atividades.A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados).II . entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento.O licenciamento de atividades. segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. para definição das frações ideais respectivas. de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art. 67. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. exceto no que se refere ao disposto em seu art. para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical. toldos.Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. §4º . exceto para atividades: I . § 1º . . marquises.terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via. varandas. quando da aprovação do parcelamento. nas ZEISs. sacadas.As obras de novas edificações.. 157 e 158 revogados pela Lei nº 9.” Art. de 20/07/2010 Art.166/96 e suas alterações. as novas construções.959.Nos lotes ocupados por mais de um domicílio. 156 desta Lei. 160 .Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico.Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão. 159 . em metros.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3. 161 . §3º . nas ZEISs. Art. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .lajes. quando necessário. que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário.A altura da edificação. § 3º . bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão.

desde que a . escadarias. tais como avenidas. Art.Serão admitidas edificações de. reforma ou ampliação de edificações. no máximo. 11. ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas. desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. travessas. acréscimos. coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo. ruas.Ficam proibidas novas construções. Art. § 1º . tais como praças e áreas de lazer.Os materiais utilizados para paredes.Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos. 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12. criem situações de risco.Na execução. 163 . 165 .Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico. isolamento térmico e acústico. § 2º .ABNT em relação a cada caso. não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário.” Art. becos ou passagem de uso comum. Parágrafo único . projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. 162 . sujeita à avaliação técnica da URBEL. medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. ou quaisquer intervenções que. 166 . bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais. inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente.00 m (onze metros). § 6º .Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas.§ 5º . consultórios e compartimentos destinados ao comércio. pisos. e de demais espaços de uso coletivo existentes. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos.00 m (doze metros). 164 . janelas.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1. em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas .As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios. § 7º . mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s). os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção. ainda que não derivados de parcelamento aprovado. Subseção III Das Edificações em Geral Art. Art.Nas áreas destinadas a reassentamentos. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. Parágrafo único . portas. ou ainda por solicitação da comunidade. no máximo.

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

. II .º ...............não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84............. conforme definido em regulamento do Executivo.... garantindo...As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal. quando o pé direito for inferior a 2... a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0.............2. de qualquer natureza..." Art.Em lojas com pé direito mínimo de 5. 4º da Lei nº 6..50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I ....º 6.80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas. 184 .......... o direito de se estabelecer no local consultado.. que direta ou .... IV .00m (três metros) na sobreloja...916..........Não poderá existir altura inferior a 2.. § 2.. 185 . 187 . chácara ou similares..00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos. nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia.20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos. diurna ou noturna..... Art... cidade.... parque... de 1940.não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja.......50m (dois metros e cinqüenta centímetros).URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público..978.compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte ...80m (dois metros e oitenta centímetros)....guardem altura mínima de 2. § 3.º . 4º ... 36 da Lei n.Sem prejuízo do previsto no artigo anterior.... Art.. de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art...utilização ou permanência prolongada........... acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art.30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória.O art. ... 36 ..............A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município...2.. Parágrafo único ..50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3..O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população. durante este prazo..º ........30m (30 centímetros).No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2.2...." Art. II ........A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão. de 16 de novembro de 1995. III ... Parágrafo único .... o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória... § 1... permitida a utilização das palavras bairro ou vila.. III . 183 . 186 . b) o acompanhamento e anuência nas intervenções." (NR) Art. fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I ...Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art..É vedado denominar loteamento com as palavras jardim..............

a partir das Normas Específicas de Parcelamento. 91. e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente. como referência para definição dos limites. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4). . de 20/07/2010 § 2º . Art. a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3. § 1º revogado pela Lei nº 9. IV . d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS. desta Lei. quando não forem estes promovidos pela URBEL. nas questões referentes à saúde. 92 e 93 desta Lei. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas.O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs. mediante parecer favorável da URBEL. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias.compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente . com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos. Art. b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. constantes dos decretos específicos. II . c) juntamente com a URBEL. § 3º. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado.indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3.959. em parceria com a URBEL. mediante parecer prévio da URBEL. 188 .SMMA opinar. nas questões referentes ao meio-ambiente. será respeitada todavia a posse existente. e em consonância com o disposto nos art.compete à Secretaria Municipal de Saúde . c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos. prevista no art.não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. utilizar-se-á. II .compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. Art. 88. nas ações propostas pelo Poder Público.SMSA: a) opinar. 190 .A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. 89. em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas.Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas. 189 . III . em parceria com a URBEL. Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei. no caso da conveniência de se promover sua desocupação. 71. 90.

V .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 20/07/2010 Art.º do Capítulo IX da Lei n. VII e VIII. Art.º 7. 194 . Parágrafo único . 70 do Decreto-Lei nº 84. 195 .º 7166. 1.Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II. Art.São parte integrante desta Lei: I . II . de 21 de dezembro de 1940.III . de 1996. é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma.que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei.º 7.º 1.Anexo VIII .Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza. de 27 de dezembro de 1966 e o art. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras. 192 revogado pela Lei nº 9. referentes a Zoneamento.Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n.Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7.acordos entre moradores e proprietários. de 1996. IX . ouvido o Conselho Municipal de Habitação.Anexo XII . 196 . revogando as disposições em contrário.Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal. especialmente o art. IV e XII da Lei n.CMH. DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9.No prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais . VI. e comprovação do reassentamento das famílias removidas. Art.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei. II . simultaneamente observado o seguinte: I . em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n. IV .Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação . referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários.Anexo VI: Usos.º 7.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3.959/10. CAPÍTULO V . sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR.959.Anexo XIII .959.Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3. a Lei n.301.165/96. contados da data da publicação desta Lei. Art.Anexo V: Classificação dos Usos. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.166. 193 . Art.166. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. Anexo VI revogado pela Lei nº 9. 191 . de 20/07/2010 VII . X . de 1996.166. VIII . III . através de operações compensatórias.ADE's.aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município. de 1996. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V.

por população de baixa renda. Parágrafo único . ou com possibilidade de expansão. quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município. ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população. ou por decreto. Art. . no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas.AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. Ocupação e Uso do Solo. 147 . VII . que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco.regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno. compostas de áreas vazias. XIV e XV desta Lei. Art.compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. II .As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias. V .não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental. que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. predominantemente. conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação. VIII . além das indicadas nos Anexos XIII. 148 .não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental.As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9.existência de infraestrutura adequada.são áreas.AEISs-1: destinadas à produção de moradias.As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento.AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano.presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno.Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I . juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento.A instituição de novas AEISs. III .As AEISs dividem-se em: I . de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos.DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL . IV . destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional. edificadas ou não. ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos. 145 . por lei. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação. edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas. § 1º .074/05 e suas alterações. VI . § 2º . 146 . para atendimento à população a ser assentada.não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo. II .AEISs .Áreas de Especial Interesse Social . compostas por loteamentos irregulares ocupados. poderá se dar. Art.

e as demais características serão detalhadas em decreto específico. 150 . de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH. II . Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art. Subseção I Do Parcelamento Art. financiar. § 1º . no mínimo. Art. desde que. com dispensa de licitação.Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária.A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social. as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei.IX . visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original. nos termos do art. Seção II Da Alienação de Lotes Art. vender. 17 da Lei Federal nº 8. não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres. 5 m (cinco metros) de frente (testada).relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional.ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e.Nas AEISs-1. seu traçado permita que a . em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei. 154 . 151 .Fica o Executivo autorizado a titular. e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos.883/94. retomar. doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS. permutar.Nos parcelamentos em AEIS-1. 153 . Art.não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento. Art.Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I .As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor.os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. § 2º . 152 . serão permitidos lotes voltados para vias mistas.666/93.Nas AEISs-1. Parágrafo único .As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada. 149 . X . alterada pela Lei Federal nº 8.

quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art. Art.Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1. nas glebas com área superior ou igual a 30. devendo-se destinar a espaços livres de uso público. será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento. 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. Art. 1/3 (um terço) desse percentual.sistemas de abastecimento de água.a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. será exigida. § 4º . para a conversão. o pagamento em espécie é obrigatório. em . de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros).Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável. § 1º . ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana. incorporadas ao percentual do sistema viário. bem como a manutenção e a preservação dessas. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. no mínimo.0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. sendo que.Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. 156 . no mínimo.Nos loteamentos em AEIS-1. 158 .Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário. as quais serão transferidas ao Município.As áreas transferidas ao Município devem ter. II .A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais. desde que haja interesse público manifesto. esgotamento sanitário. Subseção II Da Ocupação Art.vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. no mínimo. Parágrafo único . aplicando-se. Parágrafo único . 155 .A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização. bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos. drenagem de águas pluviais e iluminação pública.No caso de lotes com frente para via mista.distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). a implantação de: I . § 2º . nesse caso.000m² (trinta mil metros quadrados). é obrigatória a transferência ao Município de. Art. 17 da Lei nº 7. 157 . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. § 3º . se dará por meio de decreto. 5. no mínimo.166/96. II .Nos casos de desmembramento: I .

163 . Art. 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes.7 (um inteiro e sete décimos). Parágrafo único . no máximo. os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos. 159 .TP . de 11 m (onze metros). não se incluindo.O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3. 166 .165/96. Art.00 m (três metros). em conformidade com o disposto na Lei nº 7. no máximo.A Taxa de Permeabilidade . desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. no máximo. desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de.00 m (sete metros) em. não sendo admitidas vagas presas. 164 . Art. 162 . . a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de. garantida TP de.O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. Subseção III Do Uso Art. Art. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento. Art. Art.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível. sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais. Art. § 1º . no mínimo.A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento.As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter.As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial. 160 . 161 . 167 . 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada. no mínimo. dos acessos de entrada das edificações localizadas na via. 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). Art.Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo.projeção horizontal.Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS.Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos. 165 . § 2º .As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7. nesse percentual. 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional). § 1º .Nas AEISs-1.

Art. VII .Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .Anexo XI . XVII . que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7. 100 da Lei nº 7.166/96. que substitui o Anexo VII da Lei nº 7.165/96.Anexo IX . Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.Anexo XII .166/96.Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7.137/00.500. que substitui o Anexo I da Lei nº 7. incluído na Lei nº 7. XV .Anexo IV .166/96. XVIII .Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Classificação dos Usos. 168 . XIV .Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte.Anexo XVIII .Vias definidas como de caráter misto.166/96.166/96. 170 .Localização dos Usos. X . que substitui o Anexo VI da Lei nº 7. a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote.Anexo VIII .Anexo XIV .Anexo II .166/96 como Anexo XIII. que substitui o Anexo I da Lei nº 7.166/96.Anexo XVII .§ 2º . XIII .Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7.Anexo I .Anexo XV . XVI . Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. que substitui o Anexo X da Lei nº 7.Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional.Anexo XIX .Anexo VI .166/96.Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7.00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular. 169 .Anexo XVI .COMPUR .Áreas para Operações Urbanas Consorciadas.deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal. Art.166/96 equivale a R$1.Anexo VII . V . acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7. 171 . que inclui o Anexo V à Lei nº 7.165/96.A multa a que se refere o art.Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários. . poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona.Glossário.165/96.Parâmetros das vias em AEIS-1.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.AEIS-1. que substitui o Anexo II da Lei nº 7.166/96. VIII . Taxa de Ocupação.Anexo III . incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7.Anexo X .165/96. XI .166/96.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . que substitui o Anexo XI da Lei nº 7.166/96. II .165/96.Anexo V . IX .Mapa do Sistema Viário. XII .Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo.No caso do uso misto em um mesmo lote. VI . XIX . IV .166/96. Art.Anexo XIII .São partes integrantes desta Lei: I . que inclui o Anexo IV à Lei nº 7. III .Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações. incluído como Anexo XV da Lei nº 7.

os arts.Anexo XX . nesse caso.166/96.Anexo XXVII . 175 . 172 – VETADO Art.XX .Mapa da ADE Serra do Curral. 174 .Anexo XXVI . incluído na Lei nº 7.Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS.Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha.166/96. XXI . constante do Anexo II da Lei nº 7.Alterações no Anexo VI da Lei nº 9. 24 e o inciso IV do art. XXIX . XXX .955.Alterações no Anexo IV da Lei nº 9. § 2º. incluído como Anexo XVI da Lei nº 8.137/00. todos da Lei n° 3.Anexo XXXI . XXIV .166/96 como Anexo XII-A. §1º . Art. fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno.Fica excluída do Anexo VII desta Lei .037/05.137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7. XXIII . que substitui o Anexo XII da Lei nº 8.Classificação dos Usos instalados em ZEIS. 7º.137/00. o inciso II do art.Alterações do Mapa de Zoneamento -.Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade.Anexo XXIX . Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.a Lei nº 2.a Lei nº 5.Operação Urbana Bosque das Braúnas. 25. situada no Bairro União.137/00”. 14. de acordo com projeto elaborado pelo Executivo.Anexo XXX . . XXVII .O Anexo IV da Lei nº 8.Anexo XXXII . com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. de 16 de janeiro de 1985. Parágrafo único . Art.Anexo XXV .Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs. XXII .137/00. II . que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8.Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7.Anexo XXIV .037/05.Ficam revogados: I .Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido.Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro. XXV .Anexo XXII .Anexo XXI . a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via.037/05.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 5º. de 26 de agosto de 1991. XXXI .166/96.Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi. Art. III .Anexo XXVIII . com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei. que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento.995.Anexo XXIII . XXXII .390. de 16 de dezembro de 1974. o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção. XXVIII . que substitui o Anexo VII da Lei nº 9.Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro. XXVI . 173 .

As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR. 4º. 30 da Lei nº 7.137/00.166/96.137/00.o Capítulo III da Lei nº 8.Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então.221. § 1º .os §§ 1º e 3º do art. VII .o § 2º do art. 141 da Lei nº 8.165/96.IV .a Lei n° 6.166/96.a Lei nº 6. será utilizada base cartográfica atualizada.o parágrafo único do art. 157 e 158 da Lei nº 8.os §§ 1º. 32 da Lei nº 7. 68 da Lei nº 7. à qual deverão ser ajustados os limites das zonas.166/96.o art. 37 da Lei nº 7.166/96.o § 13 do art.165/96. XXV .o § 1º do art. XIX .166/96.o § 1º do art. nº 7.os incisos II. XXXI . 68 a 71 da Lei nº 7. 2º.os arts. elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7. 1º. XXVII . XXX . 190 e o art. XI .137/00. 98 da Lei nº 7.os arts. 10.166/96.o § 1º do art. IX .o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7.166/96.166/96.137/00. 7º.137/00. 113 e 114 da Lei nº 7.165/96.166/96. no sentido de facilitar a compreensão da legislação. 21 da Lei nº 7. XXI . XV e XVI do caput do art. 10 e 11 do art. 44-A da Lei nº 7.o inciso IV do art.137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento. Art. 2º . 4º.166/96. XVI . 6º. 46 da Lei nº 7. 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7. XIII . XVIII .165/96.os arts. 176 . 31 da Lei nº 7. VIII . 102 da Lei nº 7.o Anexo VI da Lei nº 8.137/00. 169 da Lei nº 8.os §§ 2º a 5º do art. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. XIV .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. XXVI .166/96.Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas. XII . 192 da Lei nº 8.o parágrafo único do art. Art.o art.os arts. não poderão ser .166/96. 5º.166/96. XXIII . ocupação e uso do solo.o § 4º do art.166/96. 67 da Lei nº 7.O Executivo. XX .166/96. 45 da Lei nº 7. XXII . emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei. de 6 de dezembro de 1995.Na compilação do Mapa de Zoneamento. 11. § 2º .o art. XV .166/96. XXVIII . 1º . 14 da Lei n° 7. 2º e 8º do art.os §§ 1º. V . XXIX . XXIV . 67 da Lei nº 7. nº 8.137/00. 3º. 161 da Lei nº 8. 6º.o § 1º do art.166/96. § 1º . preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados.os §§ 1º e 3º do art. VI . de 5 de agosto de 1992. 72 da Lei nº 7. X .999. XVII .

Parágrafo único . IV . com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7. findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento. com largura igual ou superior a 10. 8º .Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. Art. instalação e operação.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos. 4º .00m (dez metros) ficam classificadas como VR. considerando identidades e características diferenciadas dos lugares.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo.725/09.as vias locais. ficam classificadas como VR.O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais. III . Art.166/96. ficam classificadas como VNR.A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano.Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art. que ficam classificadas como: . contado da data de publicação desta Lei.166/96.as vias coletoras e arteriais. no prazo de 1 (um) ano. ZPs e ADEs de Interesse Ambiental. 83 da Lei nº 7. contado da aprovação desta Lei. Art. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.166/96. II . contado da aprovação desta Lei. no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei. no prazo de 1 (um) ano. com largura inferior a 10.Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal. 3º . 111 da Lei nº 7.00 m (dez metros) ficam classificadas como VM.166/96.277/97 e nº 8. § 2º .O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município. 7º . Art.166/96. estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal. § 1º .201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização.A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente.as vias de ligação regional. fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I . definidas no Anexo IV da Lei nº 7.166/96 e em atendimento ao disposto no art. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE. § 3º .O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs. 5º .As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7. Art. 15 da Lei nº 9. 6º .as vias coletoras e arteriais. Art. independentemente do prazo previsto no art.165/96. § 2º .O Executivo elaborará tabela.

b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei. DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados.ZCBA -.VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova .ALMG . no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende.O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico. Art. identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7. as localizadas nas ZEs. 13 . exclusivamente. em caráter excepcional. h) a Rua Pacajá.ZCVN . j) a Rua Resende.ZE -.E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS . a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança . contados a partir da data de sua publicação. TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS.VNR -.O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei. i) a Rua Teresópolis. f) a Rua dos Lagos. ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014. II . 11 . g) a Avenida Paranaíba. c) a Rua Istria Ferraz. com vistas. Art. entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins. no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins. Parágrafo único .Vias Preferencialmente Não Residenciais . Art. d) a Rua Flor do Divino. e) a Rua Flor do Natal.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo. Art. DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO.e na Zona Central do Barreiro . em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica. passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos . 9º .EIV em até 1 (um) ano. por 2 (dois) meses.I .166/96.Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei. remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí.vias de caráter misto . 12 .Fica suspensa. conforme projeto do Executivo. contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei. com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei. 10 .A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal. Art.

Parágrafo único . 16 . Art.unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito). 20 .O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo. com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental.314/93. 17 .165/96. Art.165/96. no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia. CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art. III .166/96. nos termos da Lei nº 6. em caráter perpétuo.Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas. excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas. 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei. II . 19 . identificado como via com . além de pilotis aberto no pavimento térreo. 21 .314. de 12 de janeiro de 1993. na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. a construção de edificações residenciais multifamiliares.existentes no terreno.Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art.a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente . 15 . IV .A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 . com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida. correspondente à quadra 4003.Art. fica permitida. Art.manutenção de toda a área não edificada como área permeável. 18 . 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art.O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida. § 2º .O cumprimento da obrigação prevista no art. Art. 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo. V .número de pavimentos limitado a 3 (três). de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991).altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno. 3º da Lei nº 6. localizada no Bairro Braúnas. contado da data de publicação desta Lei. 14 .O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica.pelo Anexo II da Lei nº 7.Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo.O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I . Art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. § 1º . em porção do terreno a que se refere o art.ZP-2 . Art.APPs .

27 destas Disposições Transitórias.166/96.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. 29 . das áreas públicas da Praça Carlos Chagas. Art. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. 24 . Art. pela concessionária. contado da data de publicação desta Lei. no Município de Belo Horizonte. 28 . bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B. com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros. 22 . 27 .Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais .Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art.As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei.Fica vedada a cobrança. Art.ALMG Art.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.A concessão dos benefícios previstos no art. Art. 25 . 26 .ALMG -. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. 20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento.O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos. da 12ª Seção Urbana. resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art. Parágrafo único . Parágrafo único . 23 . 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição. com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado. Art. 25 destas Disposições Transitórias.Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana. Art.previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei. bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto. à recuperação e à manutenção.O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote. . CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Art. Parágrafo único . por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura.

nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. por igual período. II .As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I . 11 da Lei nº 7. Art. II .minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área. Art. Art. .166/96. na data da publicação desta Lei. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos. contado da data de publicação desta Lei. envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. a ser utilizado.165/96.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi. 31 . § 1º . alternativamente: I .994.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art. por meio de intervenções viárias e urbanísticas. fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1. a critério das partes envolvidas na Operação Urbana. 30 .em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei. devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7.A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I .propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi. 34 .São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. renovável sucessivamente.Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída. 36 .Fica instituída a Operação Urbana da Savassi. seguindo o disposto no art.165/96 e de acordo com o disposto no art. 35 . delimitada no Anexo XXVII desta Lei. Art. II . 32 .Art. com os seguintes objetivos: I .à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno. CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. § 2º . 33 .área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências. 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte. II . Art.à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. III .O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos.O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.

Art.O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento.A utilização dos benefícios previstos no art. quinhentos e oitenta mil. 40 . contados a partir da data de publicação desta Lei.580.20 (quinze milhões. 62 da Lei n. 37 . respectivamente.º 7. 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I . fica autorizada.165/96 e em seu Regulamento. 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos). Parágrafo único .O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos . Art. a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –. I. 38 . respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote. .O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art. além do potencial construtivo adicional previsto no art. cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos).§ 3º . TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art. até o limite de 997. § 1º .45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados). independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas. § 4º .161.165/96.589. 39 . conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei. 36. em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. Art.transferência ao Município de R$ 7. de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa.O não cumprimento do disposto no caput do art. conforme previsto no § 1º do art. II .Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro.ITBI -. a critério do Executivo.revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana.179.60 (sete milhões. destas Disposições Transitórias.165/96. 35 destas Disposições Transitórias.A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça. igual a 1. conforme o cadastro do Município. 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15.Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei.

garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade. que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. 41 . e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado.implantar o sistema viário estruturante na região. VI . em especial o Ribeirão do Isidoro.instituir classificação das áreas.promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. mediante o pagamento de contrapartida.Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas. contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável.viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. IX . de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas. das nascentes e dos cursos d’água. . bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local. que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística. VIII . Art. VII . a presença de vegetação expressiva.criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização. 42 . em especial dos moradores da Região Norte do Município. em especial o grande número de nascentes e cursos d’água.assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável. contenção de erosão. CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art. IV . o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha. incluindo revegetação.A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro. II . a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico. V . observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria. X . despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. em especial.promover a recuperação ambiental das áreas de preservação.§ 2º . III .permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I .assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual. de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente.

Para os fins dessa Operação Urbana.Não se aplica o disposto no art. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais.Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação. nas quais a ocupação. poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo. cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental. morfológicas. de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1.XI . inclusive pagamento de contrapartida. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1. topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. 44 .Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima. Art. em virtude das condições locais topográficas. III .viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. e que a ela aderirem.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro.166/96. onde a ocupação deverá ser proibida. que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. por força de deliberação do COMAM. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. em especial na Lei nº 7. § 2º . em conformidade como o disposto neste artigo. destinadas à preservação permanente de nascentes. sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei. conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I . terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos. e nas demais normas aplicáveis à matéria. 43 . Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. nas quais. § 1º . bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art. respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística. 45 . § 3º . presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa. reclassificadas para o Grau de Proteção 1. ficam sujeitas às seguintes regras: . o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições. e que a ela aderirem.Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada.As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação.Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. II .

nos termos da Lei nº 6. poderão adotar.5 (cinco décimos) pela área total do imóvel.0 (um). . e preservação.atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM. § 4º . Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art.Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. II . § 3º . 46 .314/93.quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados). ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção.As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica.Coeficiente de Aproveitamento de 1. a partir da recepção de UTDCs geradas.2 (um inteiro e dois décimos). 47 . não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art. no mínimo.0 (um). no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento. § 2º .Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento). de caráter perpétuo e aberta ao público. nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2.A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana. ficarão autorizadas a gerar UTDCs.O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. III .000 m² (cinco mil metros quadrados). II . IV .As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. Ocupação e Uso do Solo. os seguintes parâmetros: I . Parágrafo único .taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento).I . Art.O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores. III .lotes mínimos de 5. V .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. ou doadas ao Município para a instituição de parque público.taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento).As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. § 1º . pelas áreas com Grau de Proteção 1. 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental.lotes mínimos de 5. Art.Coeficiente de Aproveitamento de 1.000 m² (cinco mil metros quadrados). no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica.não poderão ser parceladas nem ocupadas. no que couber. observando-se o disposto nesta Lei. II .166/96. 14 da Lei 7. exclusivamente. 48 .

O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado. V .7 (um inteiro e sete décimos).IV . Parágrafo único . Art.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento).O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).lotes mínimos de 2. exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1. para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação. pelas áreas com Grau de Proteção 1. 10% (dez por cento) das unidades habitacionais.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana. além do disposto na Lei nº 7. 51 .Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados). III . exclusivamente.166/96. 49 . Subseção IV Disposições Gerais Art. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei.quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados). as condições de implantação das edificações nos lotes.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3. ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . Art.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). edificadas e regularizadas. Parágrafo único . Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. no mínimo.166/96.000 m² (dois mil metros quadrados). situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3. II . a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1. no qual deverão ser analisadas. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. a partir da recepção de UTDCs geradas. 50 .Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar.Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana.Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área.Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540. Parágrafo único . 53 . poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1. de acordo com a Lei nº 7.5 (um inteiro e cinco décimos).5 (um inteiro e cinco décimos). no mínimo. Art. . 52 . V . as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias. 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. IV .

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento. fixado em R$ 180. atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte .II . dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei. em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana.AL é a área líquida edificada. Art.o valor de implantação. serão elaborados pelo Executivo. 46 deste Título. em conformidade com o disposto no art. pelo empreendedor. IV . conforme legislação específica.00 (cento e oitenta reais). implantação de equipamentos de apoio e revegetação. III . III .V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável. de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V). de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana.As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo. e em R$ 380.o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município. com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul. ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. para edificações destinadas ao uso residencial.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I .o custo de implantação. em caráter perpétuo e aberta ao público. nos termos da Lei nº 6. em que: I . incluindo-se transferência. Parágrafo único . § 2º . os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo. § 1º . calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área. incluindo-se cercamento da área.Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei.Os projetos executivos das vias e dos parques. § 3º .e às demais políticas municipais setoriais. com vistas à utilização do benefício previsto no art. implantados progressivamente pelo empreendedor. de acordo com o Anexo XXXI desta Lei. § 4º .instituição de Reserva Particular Ecológica. correrão por conta do Município. educação e lazer. pelo empreendedor. para o Município.Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana.00 (trezentos e oitenta reais).VIURBS . .o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde.Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana. excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento. II . 67 . II . bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados.CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana. de trecho das vias 540 e Norte-Sul. para edificações destinadas ao uso não residencial. 62 destas Disposições Transitórias.314/93.

O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art. Art. II . § 1º . II . por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana.A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros. com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana. em dinheiro. Parágrafo único . por Decreto.A contrapartida prevista no art. . § 1º . 68 . 62 e 63 destas Disposições Transitórias.Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. b) a apresentação. IV .§ 5º . Art. de Termo de Recebimento das demais obras. 61. 70 .No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts. no momento da aprovação do parcelamento. desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. e a aprovação. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art.Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica. de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento.como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão. pelo Executivo. em conformidade com o número de unidades implantadas. de cronograma de execução das demais obras previstas para a região. 69 .Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. serão exigidas: I . instituída por esta Lei. 67 destas Disposições Transitórias. pelo empreendedor. pelo Executivo. que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças. 67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei. § 2º . pelo Executivo. 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. a saber: I . § 3º .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo.O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. III .

1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro. inclusive quando forem implantados pelo empreendedor. bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas. preferencialmente. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes.1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro. com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana.À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete. com autonomia administrativa e financeira. VI .A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. Art. no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I . Art. X . § 2º . VII . § 3º . seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana. 62 destas Disposições Transitórias.V . 73 . pela prestação da contrapartida por meio da execução direta.Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro. pelo empreendedor. VIII . das obras de infraestrutura previstas para essa Operação. disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual. de natureza contábil.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I . deverá optar.A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças. II . serão aplicados em: .1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. em conformidade com o disposto no art. no limite de sua apuração. 72 .1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro. seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. II .Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro.recursos oriundos de aplicações do Executivo.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana. § 5º .decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos. 71 . IX . CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. § 4º .1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -.

à interdição imediata das edificações concluídas. Art. . para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. de 17 de março de 1964.I . Parágrafo único .da Fundação Getúlio Vargas. III . 74 . 78 . 69 destas Disposições Transitórias.O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540. que deverá publicar. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art. II .ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido.elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida.execução das obras previstas na Operação Urbana. balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana. 45 e 46 da Lei Federal nº 4. podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte.INCC . nos termos do § 1º do art.320/64. III . com base no Índice Nacional da Construção Civil .Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro. financeira. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. para fins de prestação de contas. os custos de implantação dos projetos. nos termos da Lei Federal nº 4. II .O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos.O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro. 70 destas Disposições Transitórias. balancetes. em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art. 75 .320. 76 . caso existente. nos termos dos arts. contado da publicação desta Lei. e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados. contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. Art.000.ao embargo imediato das obras.000. previstos no Anexo XXXII desta Lei.Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas.00 (um milhão de reais). o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro.A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I . Parágrafo único . 77 . Art.O controle interno da gestão orçamentária. anualmente. Parágrafo único . 40 a 43.

associados ou não às escolas a serem implantadas.000 (três mil) unidades habitacionais. mobiliadas e equipadas. o mínimo de 3.165/96. de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78. desde que atendidas as seguintes condições: I . fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art.50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo. desta data) . Art. § 2º . Parágrafo único .Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014. que deverão ser cedidas temporariamente ao Município. 79 .O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas. 80 destas Disposições Transitórias.até setembro de 2013. 20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09. II .São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7. 80 .A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I . III . Belo Horizonte. II . II . § 1º .50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art.o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1. por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias. do Diário Oficial do Município. 80 destas Disposições Transitórias.2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas. com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014.a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3.Art.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal.Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3. deverão ser edificados: I .

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