LEGENDA PARA ACOMPANHAMENTO DO TEXTO Texto Original da Lei nº 7.165/96: em preto Alteração feita pela Lei nº 8.

137/00: em azul Alteração feita pela Lei nº 9.959: em vermelho Referência a outro dispositivo legal: em roxo LEI Nº 7.166, DE 27 DE AGOSTO DE 1996 Estabelece normas e condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município. O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no Município. Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei: I - a execução de parcelamentos do solo; II - as obras de edificações, no que se refere aos parâmetros urbanísticos relacionados com Coeficientes de Aproveitamento do solo, quota de terreno por unidade habitacional, taxa de ocupação, gabarito, Taxa de Permeabilidade, afastamentos, altura na divisa, saliências e área de estacionamento. III - a localização de usos e o funcionamento de atividades. Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em seu texto, são as constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO ZONEAMENTO Art. 4º - O território do Município é considerado área urbana, dividindo-se em zonas, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Art. 5º - As zonas, diferenciadas segundo os potenciais de adensamento e as demandas de preservação e proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística, são as seguintes: I - Zona de Preservação Ambiental - ZPAM -; II - Zona de Proteção - ZP -; III - Zona de Adensamento Restrito - ZAR -; IV - Zona de Adensamento Preferencial - ZAP -; V - Zona Central - ZC -; VI - Zona Adensada - ZA -; VII - Zona de Especial Interesse Social - ZEIS -; VIII - Zona de Grandes Equipamentos - ZE. Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. § 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção. § 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas, ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM. Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; II - ZP-2, regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica, cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; III - ZP-3, regiões em processo de ocupação, que será controlado visando à proteção ambiental e preservação paisagística. Parágrafo único - O parcelamento e a ocupação de área situada em ZP-1 estão sujeitos à aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente - COMAM. Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infra-estrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias: I - ZARs-1, regiões com articulação viária precária ou saturada, em que se faz necessário manter baixa densidade demográfica; II - ZARs-2, regiões em que as condições de infra-estrutura e as topográficas ou de articulação viária exigem a restrição da ocupação. Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infra-estrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários. Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis de infra-estrutura e de topografia. Art. 11 - São ZCs as regiões configuradas como centros de polarização regional, municipal ou metropolitana, e que se subdividem em: I - ZHIP - Zona Hipercentral -; II - ZCBH - Zona Central de Belo Horizonte -; III - ZCBA - Zona Central do Barreiro -; IV - ZCVN - Zona Central de Venda Nova.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias: I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana; II - ZEISs-3, regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social. Parágrafo único - As ZEISs ficam sujeitas a critérios especiais de parcelamento, ocupação e uso do solo, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e à sua integração à malha urbana. Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial. § 1º - A lei que estabelecer novas ZEs deve fixar os parâmetros urbanísticos a que estarão sujeitas. § 2º - Passam os terrenos de propriedade pública situados na ZE, quando alienados, a ser classificados sob o zoneamento que, dentre os lindeiros, ocupe maior extensão limítrofe. Art. 14 - O Anexo II contém os limites das zonas previstas neste Capítulo. § 1º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 2º - Ficam classificadas como ZP-1 as áreas classificadas como ZPAMs que sejam de propriedade particular. § 3º revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 § 4º - Ficam classificadas como ZPAM as ilhas da Lagoa da Pampulha que resultarem do processo de desassoreamento da Lagoa. § 5º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, a área delimitada pelas ruas Deputado Salim Nacur, dos Expedicionários, das Canárias e pela Avenida Guarapari. § 6º - Fica classificada como ZAR-2, no Anexo II da Lei nº 7.166/96, toda a área definida como ZP-1 paralela à Rua Francisco Borja e Silva, no trecho compreendido entre as ruas Anita Soares Borja e Professor Josias Faria; § 7º - VETADO CAPÍTULO II-A

14C desta Lei. Art.000. 14-B . V . para que seja protocolado o projeto de parcelamento.00. calculada com base no valor do CA básico.257/01.4 (três vírgula quatro) vezes a alíquota vigente para o imóvel. no quarto cobrança. Seção II Da aplicação do parcelamento.14-C . III .2 (dois) anos. no terceiro cobrança. nos seguintes termos: I .AR corresponde à área líquida adicional a ser edificada.2 (dois) anos. 14-D . contados a partir da notificação. contado a partir da notificação. poderá ser prevista a conclusão da obra por etapas. mediante majoração da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos.Em empreendimentos de grande porte. da edificação e da utilização compulsórios. contados a partir da aprovação do projeto. Art. contado a partir da conclusão das obras. na qual: I . ano de ano de ano de ano de . II . segundo regras definidas na Lei nº 10. em caráter excepcional. IV . o Município procederá à aplicação do IPTU progressivo no tempo. IV . III .000.O cálculo do potencial construtivo proveniente do imóvel gerador será feito pela fórmula UTDC = AT(m²) x VG (reais/m²)/R$1.257/01.8 (uma vírgula oito) vezes a alíquota vigente para o imóvel.4.AT corresponde ao saldo da área líquida transferível.DA APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA Seção I Da aplicação da Transferência do Direito de Construir Art. para a utilização da edificação.6 (duas vírgula seis) vezes a alíquota vigente para o imóvel.1 (um) ano.1.A aplicação do parcelamento. Parágrafo único .2 (quatro vírgula duas) vezes a alíquota vigente para o imóvel. II . na qual: I . II .UTDCs são as unidades de Transferência do Direito de Construir. para que seja protocolado projeto de edificação.3. III .2. no segundo cobrança. no quinto ano de cobrança. do IPTU progressivo no tempo e da desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública Art.UTDCs correspondem às unidades de Transferência do Direito de Construir.00.O cálculo do potencial construtivo a ser acrescido ao imóvel receptor será feito pela fórmula UTDC = AR(m²) x VR (reais/m²)/R$1.VR corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel receptor. da edificação e da utilização compulsórios deverá seguir os seguintes prazos: I . II .1 (um) ano. no primeiro cobrança. 14-A . III . para iniciar as obras do empreendimento.VG corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno do imóvel gerador. desde que o projeto aprovado compreenda o empreendimento como um todo. segundo regras definidas na Lei nº 10.Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no art.5 (cinco) vezes a alíquota vigente para o imóvel.

hospitais. limitado ao número previsto no Anexo V da Lei nº 7. lazer.Aos empreendimentos caracterizados como EHIS será aplicado o Fator de Interesse Social . pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos. Art. § 1º . hospitais ou estabelecimentos culturais. conforme disposto em regulamento. III . auditórios. II . 14-G . medida em metros quadrados. bibliotecas e museus. teatros. que constituirá redutor a ser aplicado ao resultado da equação prevista no caput deste artigo.Parágrafo único .CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico.FIS -.CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. V . III . IV .A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir relativa às vagas de estacionamento adicionais obedecerá à formula CT = (30 x N x V / Cab) x FV. na qual: I .165/96. 14-F .FV . saúde.CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento Básico. 14-E .Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no caput deste artigo. § 3º .N corresponde ao número de vagas de garagem adicionais. assistência social e segurança.V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno.CAb) x AT x V. V .30 (trinta) corresponde à área de cada vaga de garagem adicional. VI . limitado ao CA máximo. ao Executivo. Parágrafo único . conforme a hipótese. II . contado da data da emissão do Alvará de Localização e Funcionamento da atividade. no meio urbano. do acréscimo do direito de construir relativo às vagas de garagem adicionais. variável conforme o impacto. Art. menor ou igual a 0. no caso de empreendimento privado.Ficam isentos de pagamento referente à Outorga Onerosa do Direito de Construir: I . calculado com base no valor atualizado do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato .5 (cinco décimos).V corresponde ao valor venal do metro quadrado do terreno. IV . II .CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário.estabelecimentos culturais destinados.A cobrança da Outorga Onerosa do Direito de Construir obedecerá à formula CT = (CP . o Executivo poderá manter a cobrança pela alíquota máxima até que seja cumprida a obrigação de parcelar. na qual: I .CT corresponde ao valor da contrapartida do beneficiário. a cinemas. Seção III Da aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art.8 (oito décimos).corresponde ao fator de volumetria.A utilização do benefício previsto neste artigo sujeita o empreendedor à manutenção dos equipamentos públicos.equipamentos públicos destinados a educação. III . sujeita o infrator à transferência.O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo. limitado a 0. de valor equivalente ao potencial construtivo excedente. exclusivamente.AT corresponde à área do terreno.VETADO § 2º . edificar ou utilizar o imóvel.

26 da Lei Federal nº 10. na qual: I . para atendimento da finalidade prevista no inciso VIII do art. II .CAb corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento básico.Ficam definidas como áreas nas quais o Município detém o Direito de Preempção: I .257/01. são consideradas vias públicas aquelas oficializadas ou pavimentadas pelo Poder Público. 26 da Lei Federal nº 10.O parcelamento do solo urbano pode ser feito por meio de loteamento ou desmembramento. III. § 1º . II. III . o prolongamento. IV .ITBI -. a modificação ou a ampliação de vias de circulação ou de logradouros públicos.CAb) x AT x V.0 (cinco). 15 .165/96. 14-H .VP corresponde ao valor a ser pago pelo potencial construtivo adicional. V .as áreas de Projetos Viários Prioritários.as áreas de Operações Urbanas Consorciadas estabelecidas no art. II . III . para atendimento da finalidade prevista no inciso II do art.Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação que implique a abertura.as áreas definidas como AEISs. 69-A da Lei nº 7. que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos.Oneroso Inter Vivos . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. nem o prolongamento.as áreas definidas como Zonas de Especial Interesse Social – ZEISs –. apurado conforme previsto no § 3º deste artigo.AT corresponde à área do terreno.165/96. 26 da Lei Federal nº 10.Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação.os imóveis tombados. .257/01. § 2º .CP corresponde ao Coeficiente de Aproveitamento praticado. Seção IV Da aplicação do Direito de Preempção Art. renovável a partir de 1 (um) ano após o decurso desse prazo.257/01.V corresponde ao valor do metro quadrado de terreno.257/01.Para efeito da caracterização da modalidade de parcelamento do solo urbano. a modificação ou a ampliação dos existentes. com aproveitamento do sistema viário existente.257/01. conforme o cadastro do Município. IV . Art. 26 da Lei Federal nº 10. 14-I . limitado a 5. definidas no Anexo II da Lei nº 7. para atendimento das finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. V e VI do art.A vigência do Direito de Preempção é de 5 (cinco) anos. observada a fórmula VP = (CP . CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. § 3º . para atendimento das finalidades previstas nos incisos I. 26 da Lei Federal nº 10. V .

00m (trinta metros) em cada lado. que serão identificadas no projeto de parcelamento do solo como Unidades de Preservação .UPs -.000 m² (dez mil metros quadrados). sendo identificadas e descritas nas certidões de origem. . a partir da margem. 16-A . II . 16 .Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10. devem ser demarcadas como de interesse ambiental: I . 15-A .as áreas não edificáveis entendidas como de interesse ambiental.771.Os parcelamentos devem atender às seguintes condições: I .No projeto de parcelamento do solo.O exame da regularidade dominial ou possessória não compete ao Executivo. Art. Parágrafo único . § 2º .é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer técnico: a) ao longo de águas correntes ou dormentes.os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima de 10. § 1º . e harmonizadas com a topografia local.as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias adjacentes oficiais. existentes ou projetadas.As áreas a que se refere o inciso I do caput deste artigo podem ser agregadas a 1 (um) lote ou ao conjunto de lotes aprovados.Art.000 m² (dez mil metros quadrados). b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água. Art. cabendo ao Executivo apenas o exame da regularidade técnica e urbanística do projeto de parcelamento. de acordo com a Lei Federal nº 4. no mínimo. III . com largura mínima de 30.as áreas não parceláveis. II . a dimensão e as características do imóvel.766. de 19 de dezembro de 1979. de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal. bem como não são consideradas para a aferição do número de unidades habitacionais admitidas no lote ou no conjunto de lotes. de acordo com a Lei Federal nº 6. V . 17 . com. 5.Verificada a hipótese prevista no §1º deste artigo.a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros). as áreas não parceláveis não geram potencial construtivo.o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes. Art. IV . ainda que intermitentes. o formato.00 m (cinco metros) de frente e relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco). § 1º .O projeto de parcelamento de área com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento) deve ser acompanhado de declaração do responsável técnico que ateste a viabilidade de edificar no local.A apresentação dos títulos de domínio ou posse perante o Município destina-se apenas a indicar a localização.

§ 12 . § 11 . III . § 6º . a partir de sua margem. é obrigatória a reserva.nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas.VETADO Art.000m² (mil metros quadrados).com frente para vias com classificação viária distinta.Além das previstas no caput. em cada lado. § 7º . os lotes deverão ter área mínima correspondente a 4 (quatro) vezes a área mínima permitida. IV . nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes. exceto quando situados na ZP-1 ou em áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs.São admitidos lotes com área superior a 10.pertencentes a zoneamentos distintos. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias. III . III .As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento. § 4º .00m (quinze metros) de largura de cada lado das faixas de domínio. II .incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas.Estão sujeitos a laudo de liberação para parcelamento expedido pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente os parcelamentos: . § 10 . até o máximo de 15. observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio. exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs.000 m² (dez mil metros quadrados).em atendimento ao § 3º deste artigo. II . deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15.000m² (dois mil metros quadrados).Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos: I .No parcelamento de gleba ou porção de gleba com declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).parcelamentos vinculados. cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo. ferrovias e dutos. devem ser respeitadas as seguintes condições: I .Não são admitidos lotes: I . a área remanescente constituirá um único lote.00m (quinze metros) de largura.São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I. vedada a frente exclusiva para vias de pedestres.No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM. § 8º .Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1. 18 . de faixa de segurança non aedificandae.parcelamentos para condomínios. § 9º .lotes localizados em esquinas. § 3º .os lotes devem confrontar-se com via pública.§ 2º . descontadas as áreas a serem transferidas ao Município. § 5º .Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2. II .

1/3 (um terço) do percentual a que se refere o caput deste artigo. deve o interessado protocolá-lo em cartório de registro de imóveis.Espaços livres de uso público são as áreas verdes. coleta de águas pluviais. cultura.No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias.I . no mínimo.Não é permitida a aprovação de lotes isolados. 16 ou no art. Parágrafo único . 20 . a via de pedestre deve.Para ser admitida como delimitadora de quarteirão.886. contados da aprovação do projeto de parcelamento.000 m² (trinta mil metros quadrados). 21 . § 1º . § 5º A acrescentado pela Lei nº 7.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados). § 5º B acrescentado pela Lei nº 7. as praças e os similares.Nos loteamentos. rede telefônica e gás canalizado. Seção II Do Loteamento Art. a não ser que situados em quarteirões delimitados. segurança e similares. § 5º . além da área correspondente à implantação do sistema de circulação do loteamento.Não se aplica o disposto no caput aos terrenos lindeiros às rodovias federais.que acusem presença de cursos d'água. III .Apenas mediante parecer técnico fundamentado pelo Executivo poderá ser dispensada a exigência prevista no parágrafo anterior. pelo menos. promover a ligação entre duas vias de circulação de veículos.886.Nas glebas a serem loteadas. Art.Será destinado 1% (um por cento) ou 100m² (cem metros quadrados) da área resultante da aplicação do percentual previsto no parágrafo previsto no parágrafo anterior para praça ou área verde. § 5º A . vegetação arbórea ou sítios arqueológicos. com área igual ou superior a 30. por. às estaduais e à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. 16-A desta Lei. será destinado a espaços livres de uso público. § 2º .Excluem-se da exigência prevista no caput os parcelamentos sujeitos a licenciamento ambiental pelo COMAM. § 3º .Equipamentos comunitários são os equipamentos públicos destinados a educação. nascentes. de 24/12/1999 § 5º B . 3 (três) vias públicas aprovadas ou pavimentadas. II . prevalecendo o maior valor numérico. § 4º . de 24/12/1999 . no mínimo. 19 . serviço de esgotos. é obrigatória a transferência ao Município de. energia elétrica.em áreas iguais ou superiores a 2. Art.que se enquadrem no art. lazer.Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e pedestres.Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a abastecimento de água. § 2º . para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. § 1º . obrigatoriamente. saúde. 15% (quinze por cento) da gleba. sob pena de caducidade.

959. passam a integrar o domínio do Município as áreas a que se refere o parágrafo anterior.Não são aceitas. desde que haja interesse público manifesto. § 17 . e ser mantidas e conservadas pelo empreendedor até o recebimento. 18 desta Lei.A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. § 7º . 16 e 17 desta Lei. das obras do loteamento. § 10 .00m (dez metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário.Não são computados como espaços livres de uso público os canteiros centrais ao longo das vias. 10. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. § 18 .As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. conforme for estabelecido pelas diretrizes fornecidas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente. caso haja justificado interesse público de ordem ambiental comprovado no laudo a que se refere o art. nesse caso. nos quais prevalecerá a função da via. para efeito do cálculo do percentual. apenas metade de sua área. sendo que. de 20/07/2010 § 14 . as seguintes áreas: I . para a conversão. § 8º . desde que resguardado o atendimento ao interesse público.(VETADO) § 15 .As áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários devem estar desocupadas quando da expedição do Termo de Recebimento de Obras de Urbanização.Unidades de Preservação e áreas não edificáveis previstas nos arts. será priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário. a não ser aqueles trechos nos quais se implantam vias passíveis de serem transferidas ao patrimônio público municipal. aplicando-se. a sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de loteamento e no memorial descritivo. II .§ 6º . § 16 . sendo computada.As áreas verdes devem ser implantadas pelo empreendedor. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. pelo Município. no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos. § 9º . no mínimo.No ato do registro do loteamento.As áreas transferidas ao Município devem ter. § 12 .A transferência prevista no § 17 deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento. até o máximo de 5% (cinco por cento) da gleba parcelada.relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica. . § 13 revogado pela Lei nº 9. § 11 .Na definição das áreas a serem transferidas ao Município.As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas ao Município.

O restante do depósito deve ser restituído 1 (um) ano após a liberação do loteamento. Art. III .A elaboração do projeto de loteamento deve ser precedida da fixação de diretrizes pelo Município.O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no cartório de registro de imóveis. no local ou fora.por fiança bancária.Os espaços livres de uso público podem separar quarteirões.A critério do Executivo. devido a declividades em desacordo com o Anexo III desta Lei. II .Aprovado o loteamento ou a sua modificação. III . § 3º . Art. conforme o disposto no § 1º deste artigo .não seja de interesse público a abertura de via pública que mantenha a testada do quarteirão em. confiado ao Município. IV .por vinculação a imóvel. 22 . § 1º . 21-A . depois de feita vistoria pelas concessionárias de água.Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo. § 2º .Nenhum quarteirão pode pertencer a mais de um loteamento. do valor a elas correspondente. alternativamente: I .Cumprido o cronograma de obras. até o máximo de 70% (setenta por cento). com prazo de validade que respeitará o máximo previsto na legislação federal. Seção III Do Sistema Viário dos Loteamentos . II . desde que. Parágrafo único . deve ser expedido Alvará de Urbanização. 200 m (duzentos metros).em títulos da dívida pública. Parágrafo único . o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à medida em que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias de água.O Executivo pode estabelecer padrões de urbanização diferenciados para cada finalidade de loteamento. no momento da liberação do loteamento. no máximo.não haja viabilidade técnica de execução de via pública.A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida pelo depósito. Art.em dinheiro. 25 . respeitado o limite previsto no parágrafo anterior. Art. 23 . 24 . o depósito poderá ser restituído. esgoto e energia. da seguinte forma: I . 26 . o Executivo poderá exigir do empreendedor alternativa que viabilize a transposição do quarteirão dentro dos espaços livres de uso público usados como separadores dos mesmos Art. a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de urbanização.o somatório das testadas dos quarteirões separados e do espaço livre de uso público não ultrapasse 400 m (quatrocentos metros).Art. esgoto e energia elétrica. feita mediante instrumento público.

O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la. com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.Dentre as obras do loteamento. destinada exclusivamente ao trânsito de bicicletas. § 1º .Compõem as vias públicas os espaços destinados a circulação de pedestres e de veículos.de baixo volume de tráfego. § 2º .Art. a via destinada à circulação de pedestres e. IV .arterial.constantes do Anexo IV .arterial a via . IV . Art.O disposto neste artigo não se aplica à classificação das vias da ZCBH e da ZHIP.local a via . VI . às características definidas no Anexo III.de ligação regional.ciclovia a via ou pista lateral fisicamente separada de outras vias.As vias públicas dos loteamentos . com cesso às vias lindeiras devidamente sinalizado.ou trecho .089. respeitado o previsto no art. § 2º .com função de fazer a ligação com municípios vizinhos.de pedestres. 67.levando em consideração suas características específicas e sua localização estratégica -.O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das vias. 27 . quanto à geometria das vias.Entende-se por: I . III .coletora a via .destinada à circulação de pedestres e ao lazer. VII . na qual a entrada de veículos de carga aconteça apenas eventualmente. § 3º regulamentado pelo Decreto nº 9. de 29/01/1997 § 4º . § 2º. § 3º . a ser feita por decreto . de bicicletas.com função de permitir a circulação de veículos entre as vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais. V . utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância.ou trecho . cabendo ao Executivo a definição da localização e da geometria e a classificação da via de acesso . 28 .O sistema viário dos loteamentos deve obedecer. será executada a afixação de placas indicativas da denominação oficial de logradouros em suportes padronizados.de pedestres.coletora.ou trecho .são classificadas como: I .mista. II . § 1º .com significativo volume de tráfego. eventualmente.ou trecho . de baixo volume de circulação de veículos. VI . V . II . com função de possibilitar o acesso direto às edificações.de ligação regional a via .local.mista a via .ou trecho .ciclovia. VII . III . correndo por sua conta os ônus da construção do referido acesso.

A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 800m² (oitocentos metros quadrados).959. deverá ser priorizado o acordo entre Poder Público e proprietário.Quando as condições de topografia e acessibilidade não propiciarem a continuidade e interligação dos logradouros. § 2º . para a conversão. 32 .Os desmembramentos estão sujeitos à transferência ao Município de. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. na determinação da localização dessas áreas. aplicando-se. 15% (quinze por cento) da gleba. § 1º . Art.Deve ser apresentada planta da gleba a ser desmembrada.O valor da conversão prevista nos parágrafos anteriores é calculado de acordo com a Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis . a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. as vias coletoras secundárias e locais devem ser finalizadas com praças de retorno.§ 3º . contendo suas divisas geometricamente definidas conforme as normas técnicas oficiais vigentes. e cujo terreno não pode: I . dispondo de espaços de uso comum. § 1º . sendo que. 29 . no mínimo. II.A transferência prevista no § 2º deste artigo fica condicionada ao atendimento da demanda por equipamentos públicos na área do projeto de parcelamento.959. 17. sendo que. o procedimento previsto no parágrafo anterior é obrigatório.000m² (três mil metros quadrados). desde que seja resguardado o atendimento ao interesse público.Parcelamento para condomínio é o que se destina a abrigar conjunto de edificações em lote único. é facultado converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie.000 m² (cem mil metros quadrados). § 4º revogado pela Lei nº 9. desde que haja interesse público manifesto.No caso de glebas com até 3. dos 15% (quinze por cento).ter área superior a 100. sendo que. 30 .Nos casos em que. de 20/07/2010 Art. resulte área inferior à mínima prevista no art.000 m² (cinquenta mil metros quadrados) e 100. § 3º .ITBI.000 m² . 31 revogado pela Lei nº 9. § 3º . caracterizados como bens em condomínio. de 20/07/2010 Seção V Das Destinações do Parcelamento Subseção I Do Parcelamento para Condomínios Art. Seção IV Do Desmembramento Art. nesse caso. para condomínios com área entre 50. § 2º .A transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local.

dois pontos. III . 33-B . pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.064. conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. de 17/01/2005 Subseção II .unidade territorial a fração de terreno individualizada dentro do lote único. II . com relação as suas áreas internas: I .o número máximo de unidades residenciais. § 1º .sistema viário de circulação interna as vias internas de uso privativo do condomínio.as unidades territoriais. sua aprovação fica condicionada à elaboração de estudos de impactos urbanos e/ou ambientais a serem avaliados pelo órgão municipal competente.execução e manutenção da infra-estrutura. Art.A aprovação do parcelamento de que trata esta Seção deve ser vinculada à aprovação do plano de ocupação da área. § 3º .espaço de interesse ambiental de propriedade particular a área interna vegetada.O sistema viário interno dos condomínios poderá integrar-se ao sistema viário público em. IV . Art. Art. § 1º revogado pela Lei nº 9. Inciso III com redação dada pela Lei nº 9. destinada à proteção ambiental. de acordo com avaliação do órgão municipal competente. de 20/07/2010 § 2º . II . 33-A . § 2º . calculado como o quociente da área líquida de terreno edificável pela quota de terreno aplicável ao empreendimento.(cem mil metros quadrados).A área mínima da unidade territorial é igual à da quota de terreno definida para o condomínio.Os parâmetros de ocupação do zoneamento aplicam-se às unidades territoriais Art. quando o terreno tiver características que justifiquem sua caracterização como áreas não edificáveis. no máximo. III .Compete exclusivamente aos condomínios. 34 . não passível de ocupação ou de impermeabilização.As áreas transferidas ao Município resultantes do processo de aprovação do parcelamento devem localizar-se fora dos limites da área condominial.área líquida de terreno edificável a diferença entre a área total do terreno e o somatório das áreas a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo e das áreas transferidas ao Município.obstaculizar a continuidade do sistema viário público existente ou projetado. IV .coleta de lixo. II . II .959.Para efeito do parcelamento e da ocupação das áreas a que se refere este artigo. do qual devem constar: I .No parcelamento para condomínios.o sistema viário de circulação interna. com largura mínima de 10 m (dez metros).instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios. considera-se: I . 33 .o espaço de interesse ambiental de propriedade particular dos condôminos. III .

Do Parcelamento Vinculado Art. os projetos das partes comuns e os parâmetros construtivos das edificações.em ZP-1.que resultar em desconformidade com parâmetro urbanístico definido nesta Lei. 17 desta Lei.Não é permitida a modificação de parcelamento: I . § 1º revogado pela Lei nº 9. V . desde que a forma.O uso da edificação deve ser explicitado no projeto e somente pode ser alterado mediante licença prévia condicionada a comprovação da compatibilidade do parcelamento com o novo uso pretendido. II . é permitida a regularização de parte de lote sem a participação no processo dos proprietários das demais partes. I.959.Em parcelamentos vinculados referentes a condomínios residenciais e a distritos industriais. salvo no caso de nova análise da vinculação. III .em parcelamentos vinculados. 35 . 38 . d) desapropriações. II – em empreendimentos que originem quarteirões com dimensões superiores às previstas no art.No caso de modificação de parcelamento. as dimensões e a localização da parte em questão estejam clara e corretamente caracterizadas no respectivo registro. Seção VI Da Modificação de Parcelamento Art.000 m² (dez mil metros quadrados). e) impossibilidade física ou geomorfológica. sem alteração do sistema viário. VI . 37 . b) regularização de parte de lote.em empreendimentos que originem lotes com área superior a 10.que resulte em desconformidade com o disposto no art. IV . a não ser nos seguintes casos. de 20/07/2010 § 2º . conforme dispuser o regulamento: a) regularização de situação existente de fato e de direito comprovada por documentação anterior á aprovação desta Lei. III . § 2º . Art. juntamente com o projeto de parcelamento. Art.em loteamentos destinados à instalação de indústrias. § 1º .em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM.em glebas em que pelo menos 1/4 (um quarto) da área tenha declividade de 30% (trinta por cento) a 47% (quarenta e sete por cento).Parcelamento vinculado é aquele em que ocorre aprovação simultânea do parcelamento e da edificação em função da necessidade de análise e de estudos detalhados da repercussão do empreendimento sobre o meio urbano. 36 . somente precisam ser aprovados. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas a equipamentos urbanos e comunitários. . c) redução de desconformidade em caso de modificação de parcelamento.Modificação de parcelamento é a alteração das dimensões de lotes pertencentes a parcelamento aprovado que implique a redivisão de parte ou de todo o parcelamento.É obrigatório o parcelamento vinculado: I . 17.

Seção VII Do Reparcelamento Art. § 2º .fazer parte de parcelamento aprovado. não se aplica a relação entre testada e profundidade prevista no inciso II.Em caso de modificação de parcelamento de lotes lindeiros unicamente a vias locais. 39 .No reparcelamento. a contar do protocolo do requerimento.Reparcelamento é a redivisão de parte ou de todo o parcelamento que implique alteração do sistema viário.A desafetação do domínio público relativa ao reparcelamento depende de prévia avaliação e de autorização legislativa.O procedimento de regularização referido no § 1º configura modificação de parcelamento. Art. § 2º . é obrigatória a manutenção do percentual de área transferido ao Município no parcelamento original. dos espaços livres de uso público ou das áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos e comunitários.Pode o proprietário fazer requerimento visando a regularizar a parte remanescente resultante de desapropriação. § 4º . CAPÍTULO IV DA OCUPAÇÃO DO SOLO Seção I Disposições Preliminares Art. 17. do art. que deve ser respeitado. 40 . 42 . 38 e as previstas para loteamento. a não ser que inferior ao mínimo exigido nesta Lei.Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam uma das seguintes condições: I .Os ônus da instrução do requerimento previsto no parágrafo anterior são de exclusiva responsabilidade do Executivo. 41 . para providenciar a regularização requerida. deve respeitar o previsto no art. . § 1º . as regras do art.A parte remanescente da desapropriação parcial de lote pertencente a parcelamento aprovado.O Executivo tem o prazo de 60 (sessenta) dias. § 3º . § 4º .O Executivo somente pode deferir requerimento de reparcelamento em que haja previsão de urbanização compatível com o novo parcelamento proposto. Art. no que couber.Parágrafo único . sem ônus para o requerente. § 3º . 17 desta Lei.Pode o reparcelamento objetivar a implantação de condomínio em parcelamento aprovado. § 1º .Aplicam-se ao reparcelamento.

44-A . § 3º . o terreno ficará submetido aos parâmetros urbanísticos do zoneamento que.a altura máxima da edificação é de 8. Art.00 m (dez metros). § 1º .00m (cinco metros). escritura ou contrato de compra e venda. IV .Os parâmetros urbanísticos a que se refere o inciso II do caput do art. Art.O Executivo poderá exigir que os proprietários de terrenos lindeiros às vias constantes do Anexo V desta Lei respeitem recuo de alinhamento de 10.o terreno não tenha sido declarado de utilidade publica para fins de desapropriação.a área total a ser edificada não pode exceder 1. nos Anexos VI a IX desta Lei e no Anexo V da Lei nº 7. II .Os terrenos de que trata este artigo ficam submetidos aos seguintes parâmetros e critérios de ocupação e uso do solo: I . § 2º . como registro em cartório.00 m (oito metros). os lotes previstos no inciso II devem ter frente mínima de 5. prevalecendo entre este valor e o do CAb do zoneamento em que o imóvel se insere.As ZEISs serão regidas por parâmetros urbanísticos especiais.959. a serem definidos em lei. dentre os lindeiros.o Coeficiente de Aproveitamento Básico é de 0. desde que observadas as seguintes exigências: I . os lotes com área inferior a 2.fica vedada a aplicação do instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir para os terrenos de que trata o caput deste artigo.Na ZP-1 e nas áreas de propriedade particular situadas na ZPAM. e Inciso IV revogado pela Lei nº 9.II . de 20/07/2010 § 1º .É facultado aos proprietários de terrenos situados em áreas de projetos prioritários indicados no Anexo II do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte construir edificações. III .Cessado o interesse público na implantação de Estação de Integração de Transporte Coletivo constante do Anexo VI-A desta Lei. II . III . aquele que for mais restritivo. 46 do Plano Diretor do Município. pode o Executivo permitir recuos de alinhamento inferiores ao estabelecido no caput.000 m² (um mil metros quadrados).165/96. 2º desta Lei são os definidos neste Capítulo. Art. 44 .Para que neles seja admitida a edificação.De acordo com o traçado básico do alargamento das vias.o terreno faça parte de loteamento regularmente aprovado pela Prefeitura. as restrições de uso e ocupação do solo de que trata este artigo . § 2º . Parágrafo único .Após definido pelo Executivo o projeto básico a ser implantado em Área de Projeto Viário Prioritário.ter existência anterior a 19 de dezembro de 1979 comprovada por meio de documentos. com base na alínea “b” do inciso III do art. voltada para logradouro público aprovado.a edificação tenha caráter provisório ou temporário.8 (oito décimos). mediante redução da área computada para efeito de incidência do IPTU. 43 . ocupe a maior extensão limítrofe.500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) regularmente aprovados em data anterior a 27 de dezembro de 1996 estarão submetidos aos parâmetros urbanísticos da ZP-2. Parágrafo único .

X . de 20/07/2010 III .a área destinada a estacionamento de veículos.que tenham área total equivalente a até 10% (dez por cento) da área do pavimento onde se localizam. . IV .situadas em unidades residenciais . § 3º . IX . de 20/07/2010 § 6º . § 1º .O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico do zoneamento em que se situa. limitada à área correspondente à multiplicação da área do terreno pelo valor do CAb válido para o zoneamento no qual ele está inserido.os compartimentos destinados a depósito de lixo. deixando de submeter-se ao disposto neste artigo. desde que dotada de instalação sanitária. VI .Quando exigido recuo de alinhamento.os compartimentos destinados a depósitos em edificações residenciais e situados nos pilotis ou na garagem.Não são computadas.959. o potencial construtivo é calculado utilizando a área total do terreno. a casa de máquinas e a subestação.a guarita de até 6m² (seis metros quadrados).as varandas abertas . VII .a área de circulação vertical coletiva.a área de circulação horizontal coletiva até o limite correspondente à 2 (duas) vezes a área da caixa dos elevadores. passando a vigorar os parâmetros do zoneamento em que o imóvel se insere. nas dimensões mínimas estabelecidas em legislação específica. para efeito de cálculo do CA: I .um único pavimento de pilotis em edificação residencial ou de uso misto com pavimento-tipo residencial. § 7º .O valor do Coeficiente de Aproveitamento Básico aplicável ao terreno situado na ZE é o da tabela do Anexo VI-A desta Lei ou o do zoneamento de maior extensão limítrofe. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Subseção I Do Coeficiente de Aproveitamento Art. V . § 2º a 5º revogados pela Lei nº 9.959. XIII . XI . Inciso II revogado pela Lei nº 9.a antecâmara. exceto se situada em edifíciosgaragem. destinada a lazer e recreação de uso comum em edificações residenciais multifamiliares.a caixa-d'água. a Área de Projeto Viário Prioritário ficará descaracterizada. se exigida em projeto de prevenção e combate a incêndios previamente aprovado. XII . 45 .a zeladoria de até 15m² (quinze metros quadrados).165/96 e no Anexo VI-A desta Lei. Art. inclusive a área do recuo de alinhamento.Após executado o projeto a que se destina. 46 .Os valores do CAb são aqueles previstos no Anexo V da Lei nº 7.a área situada ao nível do subsolo.deixarão de incidir sobre os lotes não atingidos no projeto. VIII .

§ 3º . a área do compartimento é multiplicada por 1.50m (quatro metros e cinqüenta centímetros). as vagas de estacionamento adicionais exigidas em processo de licenciamento ambiental ou urbanístico Subseção II Da Quota de Terreno por Unidade Habitacional Art.O somatório das áreas a que se referem os incisos IV a XIII do caput deste artigo não será computado.acústica ou visibilidade em auditórios.80m (cinco metros e oitenta centímetros). bem como às normas técnicas pertinentes. será admitida quota de terreno equivalente à área do lote.5 (um e meio).logradouro em declive em que o pé direito mínimo do primeiro pavimento seja de 3. § 2º . § 1º .O compartimento de edificação destinada a uso não residencial cujo pé-direito exceda 4.necessidade de aproveitamento do espaço aéreo.137.se superior a 5. até o limite de 14% (quatorze por cento) do somatório das áreas dos pavimentos-tipo. desde que a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% (cinqüenta por cento) da área do último pavimento tipo. quando a área do lote for inferior à quota de terreno por unidade habitacional estabelecida para o zoneamento.a área das rampas de acesso às áreas comuns de edificações destinadas ao uso residencial que sejam adequadas à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. II .50m (seis metros e cinqüenta centímetros). § 2º .Quota de terreno por unidade habitacional é o instrumento que controla o nível de adensamento nas edificações destinadas ao uso residencial ou na parte residencial das de uso misto. para efeito de cálculo do CA. salas de espetáculos ou templos religiosos. III .Em loteamento aprovado em data anterior a 27 de dezembro de 1996.80m (cinco metros e oitenta centímetros). de 20/07/2010 XVII . § 1º . e seu cálculo somente é feito depois de deduzido da área do terreno o percentual transferido ao Município no registro do parcelamento.As quotas de terreno por unidade habitacional são as previstas no Anexo VI desta Lei. da seguinte forma: I . sem acréscimo de área a ser computada. § 6º . § 4º revogado pela Lei nº 8. 47 .959. Incisox XV e XVI revogados pela Lei nº 9. para efeito de cálculo do CA. II . de 21/12/2000 § 5º .Não serão computadas.a área da cobertura equivalente a 20% (vinte por cento) da área do último pavimento tipo.É admitido pé-direito superior a 4. por razões técnicas relativas a: I .XIV . para efeito de cálculo do CA.se igual ou inferior a 5.50m (três metros e cinqüenta centímetros) e o máximo não exceda 6. desde que façam parte de edificação em que não seja obrigatória a instalação de elevadores. situado em ZP-1. . a área do compartimento é multiplicada por 2 (dois).50m (quatro metros e cinqüenta centímetros) deve ter sua área considerada.Não pode ser aproveitado para piso adicional o espaço decorrente da exceção prevista no parágrafo anterior. ZP-2 ou em área de propriedade particular classificada como ZPAM.

49 revogado pela Lei nº 8. 50 . podem impermeabilizar até 100% (cem por cento) da área do terreno.TO . se o terreno tiver área menor ou igual a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). b) 20% (vinte por cento) se o terreno tiver área superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados).para os terrenos situados em ZPAM e ZP-1.equivalente à área de permeabilidade mínima . § 1º . § 4º . § 1º . XV.nelas haja área descoberta . II .Os valores da Taxa de Permeabilidade mínima são os definidos no Anexo VI desta Lei.Podem ser utilizados. as áreas permeáveis de terreno e os mecanismos previstos no § 2º deste artigo para atingir a Taxa de Permeabilidade. 46. § 3º .137. § 5º . observado o seguinte: I . § 2º . seja desaconselhável a permeabilização do terreno. Subseção IV Do Gabarito Art. prevalecem os valores determinados no Anexo VI desta Lei. dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana.Subseção III Da Taxa de Ocupação Art. a taxa de permeabilidade mínima é de 30% (trinta por cento). exceto as localizadas na ZPAM e nas ZPs. III . II .Pode ser dispensada a taxa prevista neste artigo nos casos em que comprovadamente. 48 . § 2º .Não é computada no cálculo da taxa de ocupação prevista no Anexo VI a área citada no art.para os terrenos situados na ADE da Bacia da Pampulha.As TOs máximas são as definidas no Anexo VI.é a relação entre a área de projeção horizontal da edificação e a área do terreno.Considera-se Taxa de Permeabilidade a área descoberta e permeável do terreno em relação à sua área total.As edificações. simultaneamente.dotada de vegetação que contribua para o equilíbrio climático. prevalece: a) 10% (dez por cento).Taxa de Ocupação . . de 21/12/2000 Subseção V Da Taxa de Permeabilidade Art.seja construída caixa de captação e drenagem que retarde o lançamento das águas pluviais provenientes da área de que trata o inciso I deste parágrafo.para os terrenos que não se enquadrem nos incisos I e II deste parágrafo.A caixa referida no inciso II do parágrafo anterior deve possibilitar a retenção de até 30l (trinta litros) de água pluvial por metro quadrado de terreno impermeabilizado que exceda o limite previsto no caput. por meio de parecer técnico. desde que: I .

permitidos. da seguinte forma: I .Quando exigido o recuo de alinhamento. a área do terreno resultante do referido recuo. para aplicação da Taxa de Permeabilidade. não será considerada. § 5º . os afastamentos frontais deverão ser tratados de modo a que se obtenha concordância dos greides dos afastamentos frontais de edificações contíguas. do Plano Diretor. 3. II . pode a exigência prevista no §1º deste artigo ser substituída pela de ajardinamento.Em razão do reduzido fluxo de pedestres nas vias. em postos de gasolina ou em terrenos lindeiros a vias arteriais ou de ligação regional poderá ser permitida.O afastamento frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa definida em função da classificação viária da via lindeira à testada do terreno.Em edificações situadas em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional. observadas as demais exigências legais. 46.A Taxa de Permeabilidade estará atendida com a manutenção de área descoberta e permeável. exceto . jardineiras ou pavimentos elevados. implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público. § 9º .O afastamento frontal mínimo das edificações na ZHIP não pode ser utilizado como área de estacionamento ou guarda de veículos nem para a instalação de elementos construtivos.00m (três metros). "a". § 1º . livre e vegetada.Aplica-se a permissão prevista no § 8º deste artigo aos terrenos lindeiros a vias arteriais. que levará em conta o fluxo de pedestres.§ 6º . 51 . poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado no próprio lote. por gradil vazado ou transparente. exclusivamente. podendo a área dotada de vegetação situar-se em área equivalente à permeável sobre lajes.desde que continue possível o livre trânsito no local .pilares de sustentação. § 8° .Não se aplica o disposto nos §§ 2º e 3º.00m (quatro metros). 4. § 3º .anuência prévia do órgão de trânsito de jurisdição sobre a via. da topografia acidentada ou em razão de estar a edificação situada na ADE Residencial Central ou em ADE de uso exclusivamente residencial. conforme dispuser o regulamento. § 10 . nesse caso.(VETADO) § 4º . III. 8º e 9º deste artigo aos terrenos situados em ADEs de Interesse Ambiental.A utilização do afastamento frontal para estacionamento de veículos na ZHIP. Subseção VI Do Afastamento Frontal Art. existente e potencial. § 7º . a construção de guarita e o fechamento. respeitado o previsto no art. exceto nas ruas que apresentem intenso fluxo de pedestres. desde que cumpridas as seguintes exigências: I . e a intensidade do tráfego no sistema viário . 7°.vias de ligação regional e arteriais.demais vias. § 2º .A área permeável.

2. não sendo permitida a instalação de elementos construtivos. 5.os acessos obedeçam às regulamentações existentes.5m (três metros e cinqüenta centímetros) e 9. devendo ser garantida. em qualquer ponto.seja destinada à circulação de pedestres a faixa mínima de 0. Parágrafo único .Em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais.em edificações vizinhas a bens tombados. podem ser construídas. cuja laje de cobertura se situe em nível inferior à maior cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. Parágrafo único . em qualquer ponto. § 6º . ou lindeiras a vias de ligação regional ou arteriais que estejam situados entre 3.00m (nove metros) acima da cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. VI . ouvido o órgão responsável pelo trânsito. a continuidade do passeio nos terrenos situados na ZHIP. admitindo-se.90 m (noventa centímetros) nas divisas laterais. Art. exceto pilares de sustentação.em áreas destinadas a uso não residencial. 52 .autorização de caráter provisório.00 m (cinco metros).O afastamento frontal mínimo das edificações em terrenos lindeiros a vias arteriais e de ligação regional deve dar continuidade ao passeio. V . Subseção VII Dos Afastamentos Laterais e de Fundo . V . e VII . respeitado o livre trânsito no local. no mínimo. desde que a soma da largura desse afastamento e a do passeio existente seja de.Na área de afastamento frontal mínimo situada abaixo da altura mínima referida nos incisos II e III.40 m (dois metros e quarenta centímetros). nos pavimentos situados em nível superior a 3. III . condicionada à manutenção das condições de trânsito. II . no mínimo. IV .adjacente. na área delimitada pelo afastamento mínimo frontal. ou junto ao acesso à garagem. mesmo se superado o percentual fixado no caput. 10% (dez por cento) da área do afastamento frontal.em edificação localizada na ZHIP. 53 . no mínimo.em áreas destinadas a estacionamento de veículos ou de uso comum. quando este estiver junto às divisas laterais.40 m (sete metros e quarenta centímetros). na área delimitada por este afastamento. Art.5m (três metros e meio) em relação à cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento. II . o estacionamento no afastamento frontal. na ZCBH e nos lindeiros a vias de ligação regional ou arteriais. IV .É permitida a construção de guaritas com área de até 6.as áreas de circulação de pedestres e de estacionamento estejam demarcadas. por indicação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. 7.É dispensado o afastamento frontal mínimo: I . desde que a laje de cobertura se situe em nível inferior à menor cota altimétrica do passeio lindeiro ao alinhamento do lote.existência de passeio com. III . guaritas que tenham.em pavimentos de edificações localizadas na ZCBH. no máximo. os únicos elementos construtivos permitidos são os pilares de sustentação com seção máxima de 60dm² (sessenta decímetros quadrados). no caso de ter o passeio dimensão inferior.00m² (seis metros quadrados).afastamento frontal de.

§ 5º . § 6º .os valores.00m (doze metros). em metros.50m (um metro e cinqüenta centímetros). desde que: I .Para valores de H superiores ao limite máximo do Anexo VII. exceto nos casos de utilização para estacionamento. III .2.50 (cinqüenta centésimos). a partir do piso do mais baixo destes. § 8° . entre 0. 55 revogado pela Lei nº 8. II .Para terrenos em aclive.30m (dois metros e trinta centímetros) para os pavimentos com H maior que ou igual a 6.os previstos na tabela do Anexo VII para os pavimentos com H maior que 12.00m (seis metros). adota-se a seguinte regra: I .50 (cinqüenta centésimos) e 1. o H poderá ser considerado pelo ponto médio do plano paralelo ao perfil do terreno ou pelo plano paralelo ao perfil do terreno em todos os seus pontos.Art.137. na ZCBH ou que sejam lindeiras a vias arteriais ou de ligação regional.Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os seguintes: I .Para valores fracionários de H. II .No caso de lotes com menos de 12.01 (um centésimo) e 0.a edificação respeite a taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno. entre 0. § 3º . 54 . § 2º . Art. desde que não existam aberturas na fachada respectiva. 56 .Os afastamentos laterais mínimos das edificações situadas na ZHIP são facultativos.os valores. . em metros. III .Havendo níveis de subsolo.00m (doze metros).00m (seis metros) e menor que ou igual a 12. adota-se a fórmula nele prevista para cálculo dos afastamentos mínimos. a casa de máquinas não é considerada como pavimento. de 21/12/2000 Art. § 7º .1. sendo facultada taxa de ocupação superior para níveis de garagem no subsolo. o H deve ser definido em relação ao piso deste.Entende-se por H a distância vertical.os lotes estejam regularmente aprovados na data de publicação desta Lei.00m (doze metros) de frente. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior. guarda de veículos ou área de lazer aberta. em metros.00m (doze metros) a distância de 1. havendo pavimentos com aberturas laterais ou de fundo em altura inferior.Nas edificações situadas na ZA. são arredondados para o número inteiro imediatamente anterior. é admitida como afastamento lateral mínimo para pavimentos com H inferior a 12.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para os pavimentos com H menor que 6. exclusive. entre a laje de cobertura de cada pavimento e a laje de piso do primeiro pavimento acima da cota altimétrica média do passeio lindeiro ao alinhamento do lote. exclusive. § 4º .00 (cem centésimos). o H deve ser contado a partir da laje de cobertura do último pavimento integralmente situado abaixo da altura máxima permitida na divisa ou.o ponto de referência para definição do H seja o ponto médio do passeio.Para efeito de definição do H. § 1º . II .

deve ser observado para elas o diâmetro mínimo estabelecido no Decreto-Lei nº 84/40. no caso de divisa de fundos. adota-se como altura máxima na divisa 10. § 5° . de acordo com o diâmetro de iluminação e ventilação previsto no Decreto-Lei nº 84.o terreno natural em seus respectivos pontos.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até as alturas máximas na divisa previstas no Anexo VI.80m (dez metros e oitenta centímetros).No caso de edificações lindeiras a vias arteriais e de ligação regional. § 7° . Subseção VIII Da Altura na Divisa Art. 58 .00m (cinco metros) para divisa de fundo. os afastamentos de fundo e os laterais são calculados em relação à divisa. a distância entre eles deve obedecer ao dobro dos afastamentos mínimos laterais e de fundo previstos nesta Lei.Nenhum elemento construtivo da edificação pode ultrapassar os limites de altura máxima na divisa estabelecidos neste artigo. 57 . independentemente do valor previsto no Anexo VI. no caso de terreno em aclive em relação à cota prevista no inciso anterior. § 3º .A altura máxima permitida nas divisas laterais e de fundo é calculada em relação aos seguintes níveis de referência: I . no caso de divisa lateral com terreno natural plano ou em declive em relação àquela cota. Art.a média aritmética dos níveis do terreno natural correspondentes aos pontos limítrofes da parte da edificação construída em cada divisa lateral.É proibida a construção sem afastamentos laterais e de fundo nas partes das edificações nas quais haja aberturas voltadas para as divisas laterais ou as de fundo.Caso existam aberturas ou varandas voltadas para áreas de iluminação e ventilação fechadas. . § 4º .O afastamento previsto no parágrafo anterior deve ser aplicado à parte da edificação situada abaixo da cota altimétrica definida pela altura máxima nas divisas laterais permitidas.No caso de terreno em declive nos termos deste artigo. 59 . adotando-se como afastamentos mínimos 1. III . elementos construtivos situados acima do nível da altura máxima permitida na divisa de fundo devem ter afastamento mínimo de 1.No caso de edificação constituída de vários blocos.Parágrafo único .50m (um metro e cinqüenta centímetros) em relação à divisa de fundo.50m (um metro e cinqüenta centímetros) para divisa lateral e 5. independentes ou interligados por pisos comuns. de 21 de dezembro de 1940. § 1º . § 6º .Na ZHIP. independentemente do valor previsto no Anexo VI. desde que estas estejam legalmente construídas.A altura máxima nas divisas laterais e de fundos poderá ser acrescida até a altura máxima das divisas das edificações vizinhas. § 2º . Art.a cota do passeio no ponto de encontro da divisa lateral com o alinhamento. II .

Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . II . além dela. no mínimo. poderá ser reduzida a exigência de área para estacionamento de veículos. situada em terreno onde exista.a unidade não-residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). 60 .Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I .O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículo é calculado conforme o disposto no Anexo VIII. desde que haja parecer favorável do COMPUR.Para os serviços de uso coletivo de iniciativa do Poder Público e pertencentes ao Grupo I. além dela. situada em terreno onde exista. somente uma edificação de uso residencial. somente uma edificação de uso residencial. os conjuntos residenciais multifamiliares de interesse social de iniciativa do Poder Público ou construídos em ZEIS-2 devem dispor de área para estacionamento de veículos na proporção de 1 (uma) vaga por 3 (três) unidades residenciais.as habitações unifamiliares. III . § 2º . II . III . serão mantidas. Parágrafo único .as edificações de uso residencial adaptadas ao uso não residencial.As saliências podem avançar sobre as áreas delimitadas pelos afastamentos mínimos em até 25cm (vinte e cinco centímetros). § 2º . as jardineiras.Subseção IX Das Saliências Art.O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado segundo o disposto no Anexo VIII.as habitações unifamiliares. 61 .os templos e os locais de culto.Ficam excluídas da exigência contida neste artigo: I . Parágrafo único .os templos e os locais de culto. além dela." Art. .a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). somente uma edificação de uso residencial.Consideram-se saliências os brises. desde que comprovada a impossibilidade técnica de ampliação do número de vagas destinadas a estacionamento. situada em terreno onde exista.os templos e os locais de culto. 61 . § 1º . os elementos decorativos e os estruturais. § 3º . § 1º .Até que seja regulamentada a ZEIS-2.No caso previsto no inciso IV do § 1º deste artigo. as vagas destinadas a estacionamento previstas no projeto residencial original.a unidade não residencial com área de até 60m² (sessenta metros quadrados). Subseção X Das Áreas de Estacionamento Art. IV . II . III .as habitações unifamiliares.

no caso de adaptação de edificações para o uso residencial.Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação aprovado pelo Executivo a Anotação de Responsabilidade Técnica de projeto geotécnico junto ao .Para as edificações existentes na ZHIP.A exigência do número mínimo de vagas de estacionamento para edificações públicas destinadas ao uso institucional poderá ser flexibilizada. § 9º . IV . mediante parecer favorável do COMPUR. II . 63 . conforme a hipótese. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. a serem instalados em edificações já existentes até 27 de dezembro de 1996. a utilização de. Seção III Dos Projetos Geotécnicos Art. § 6º . conforme a hipótese. poderá ser facultada. de acordo com o Anexo IX. § 10 . § 4º .edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento.Para empreendimentos não sujeitos ao Estudo de Impacto de Vizinhança ou ao Licenciamento Ambiental pelo COMAM. os acessos a: I . III . a edificação não poderá sofrer acréscimo de área construída. a critério do órgão municipal responsável pelo trânsito. até a data da entrada em vigor deste parágrafo.Devem dispor de pista de acumulação interna. 62 . § 5º .Cada vaga de carga e descarga deve ter 9. junto à entrada e ao nível do logradouro. o número mínimo de vagas de estacionamento de veículos é de 1/3 (um terço) do número de unidades hoteleiras.No caso de edificação destinada a hotel.A condição prevista no § 7º deste artigo poderá ser aplicada no caso de substituição ou instalação de novo uso não residencial em edificações existentes na ZHIP. Parágrafo único . a exigência relativa ao número mínimo de vagas para estacionamento de veículos poderá ser flexibilizada.edifícios-garagem.0 m (nove metros) de comprimento por 3. no máximo.0 m (três metros) de largura e 4. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM.Para enquadrar-se ao que dispõe o inciso IV do § 1º deste artigo. Art.O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de acordo com o previsto no artigo anterior. excluídas as relativas à parte residencial.edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento. mediante parecer favorável do COMPUR ou do COMAM. 70% (setenta por cento) da área reservada para estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados.estacionamentos de veículos abertos ao público. § 7º .§ 3º .No caso de edificação destinada a uso não residencial atrator de veículos de carga.0 m (quatro metros) de altura. § 8º .

em função dos serviços de terraplenagem.Indústria.Agricultura Urbana.ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas. em: I .Os usos não residenciais são classificados de acordo com as seguintes subcategorias: I . definidas na carta geotécnica do Município. Serviços. têm potencial de geração de incômodos de maior relevância e maior atração de veículos e pessoas.Grupo II: atividades compatíveis com o uso residencial. IV .Grupo I: atividades compatíveis com o uso residencial. III . de acordo com o potencial de geração de incômodos atribuído a cada atividade.Serviço. em uma mesma edificação.não residencial. II . III . Indústria e Agricultura Urbana. de usos residencial e não residencial.ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação. Serviços de Uso Coletivo. que geram riscos à saúde ou ao conforto da população ou que não são compatíveis com o funcionamento das atividades urbanas na maioria dos locais.Comércio. de aterro ou mistos com altura superior a 4. tenham taludes de corte.Grupo IV: atividades com alto potencial de geração de incômodos. CAPÍTULO V DOS USOS Seção I Da Classificação dos Usos Art.00m (quatro metros).misto. definido como o exercício. com potencial de geração de incômodos de pouca significância. II . 65 .Grupo III: atividades que se destinam à produção de objetos de maior complexidade ou a serviços mais impactantes e que. de 19 de dezembro de 2008. .residencial. no caso de terrenos que. nos termos da Lei Complementar nº 128.O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar da informação básica uma das seguintes situações: I . § 1º .São classificadas como do Grupo I. que devem ser mitigados. sem potencial de geração de repercussões negativas e que não necessitam de medidas mitigadoras para se instalarem. 64 . II . Art. § 2º .ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque. compreendendo atividades das subcategorias Comércio. por sua natureza. para fins de localização.Ficam estabelecidas as seguintes categorias de uso: I . V .CREA/MG.Os usos não residenciais são classificados. III . as atividades econômicas exercidas por Microempreendedor Individual – MEI –.É de responsabilidade do construtor o término das obras que visam solucionar as condições de risco antes do início da construção predial. II . IV . § 1º .Serviço de Uso Coletivo. III . Parágrafo único .

conforme o Anexo X desta Lei.É admitido o exercício de atividade auxiliar fora do local onde se exerce a atividade principal.posto de recebimento de pequenos objetos sem armazenamento. sendo complementares ao funcionamento destas. compreendendo: I . VI .É obrigatória a declaração. II . a designação de atividades desenvolvidas por MEI e as atividades consideradas de risco alto estão dispostas no Anexo X desta Lei. o licenciamento e a localização da atividade serão determinados segundo a classificação definida para as atividades auxiliares.as atividades complementares de lazer. § 3º . das atividades auxiliares exercidas no local de implantação do empreendimento.O disposto no §1º deste artigo não isenta o MEI do cumprimento das medidas mitigadoras relativas à atividade por ele exercida. III . Art.garagem de veículos leves.§ 2º .São atividades auxiliares aquelas que subsidiam as atividades principais. X . previstas no Anexo X desta Lei.Excetuam-se do disposto no § 1º deste artigo as atividades classificadas como de risco alto.unidade de manutenção. § 4º . Parágrafo único . além do setor produtivo: I . II . pelo interessado.Nas hipóteses determinadas nos §§ 3º e 4º deste artigo.A classificação das atividades econômicas quanto ao Grupo a que pertencem. XI .refeitório/cozinha.escritório/sede administrativa de empresa. VII .posto de coleta de material biológico.CNAE .as atividades auxiliares previstas no caput do art. Seção II . 65-A .Para as atividades econômicas classificadas no Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas . § 3º .centro de treinamento. IV . quando implantadas no mesmo local. somente será admitida a instalação de suas atividades auxiliares. XII .pátio de máquinas/garagem de veículos pesados. VIII .Consideram-se parte integrante das atividades industriais. § 4º .unidade de abastecimento de combustíveis. IX . § 1º . § 5º . 65-B .unidade de enfermaria. Art.Na hipótese de conjugação do exercício de atividades principais com atividades auxiliares. deverão ser atendidas as medidas mitigadoras relativas a cada uma das atividades exercidas no local. V . saúde e cultura voltadas para o atendimento de seus funcionários. § 2º . 65-A desta Lei.Verificado o atendimento ao requisito previsto no § 1º deste artigo.depósito/almoxarifado. a instalação do empreendimento apenas será possível caso todas as atividades sejam admitidas no local.ponto de exposição.não mencionadas no Anexo X desta Lei.

referida como letra “b” no Anexo X desta Lei. VIII . prevenção e combate a incêndios. referida como número 1 (um) no Anexo X desta Lei. III .geração de efluentes líquidos especiais.geração de risco de segurança. referida como letra “g” no Anexo X desta Lei. referida como letra “h” no Anexo X desta Lei. sanitárias e outras pertinentes. 66-A . VI . V . como segregação. acondicionamento. referida como número 2 (dois) no Anexo X desta Lei.realização de medidas para prevenção e combate a incêndio. referida como letra “c” no Anexo X desta Lei. VIII . no caso de exercício de atividades com fontes de radiação ionizante. relativo às condições de segurança. comprovado por laudo elaborado por profissional habilitado e.atração de alto número de pessoas. VII . referida como número 9 (nove) no Anexo X desta Lei.As atividades causadoras de repercussões negativas.adoção de procedimentos para gerenciamento de resíduos sólidos.geração de efluentes atmosféricos. de posturas.São os seguintes os tipos de repercussões negativas: I .adoção de sistema de tratamento dos efluentes líquidos especiais resultantes do processo produtivo da atividade. transporte e destinação final adequada de acordo com a legislação específica.atração de alto número de veículos pesados. II . referida como número 8 (oito) no Anexo X desta Lei. sem prejuízo do cumprimento das normas ambientais. o laudo deverá ser acompanhado da respectiva autorização . armazenamento. conforme o disposto no Anexo X desta Lei. Parágrafo único .adoção de processo de umidificação. IX . II .realização de medidas de controle dos níveis de emissões radiométricas. referida como letra “e” no Anexo X desta Lei.atração de alto número de veículos leves. 66 . referida como número 3 (três) no Anexo X desta Lei. V . IV . IV . VI . ficam sujeitas à adoção das seguintes medidas mitigadoras em função da análise da característica da atividade: I . radioterapia e aplicações industriais. IX .implantação de alternativa de estacionamento e controle de acesso de veículo a edificação. referida como número 6 (seis) no Anexo X desta Lei. VII .realização de medidas para viabilizar a carga e a descarga. em medicina nuclear. referida como letra “a” no Anexo X desta Lei. Subseção I Do Funcionamento das Atividades Causadoras de Repercussões Negativas Art. referida como número 5 (cinco) no Anexo X desta Lei.realização de medidas para viabilizar embarque e desembarque.Dos Tipos de Repercussão Art. referida como letra “d” no Anexo X desta Lei. referida como número 4 (quatro) no Anexo X desta Lei.geração de ruídos e vibrações. III . referida como letra “f” no Anexo X desta Lei.geração de radiações ionizantes ou não ionizantes. comprovada mediante apresentação de laudo elaborado por profissional habilitado.adoção de sistema de controle de efluentes atmosféricos.As repercussões negativas são atribuídas às atividades principais e auxiliares. referida como número 7 (sete) no Anexo X desta Lei.geração de resíduos sólidos especiais e de saúde.

iluminação e ventilação.As medidas mitigadoras aplicáveis aos usos não residenciais causadores de repercussões negativas e enumeradas no caput deste artigo estão contidas no Anexo X desta Lei. § 5º .implantação de medidas de controle de ruído e atenuação da vibração.Para as atividades classificadas como de risco alto.CNEN -.Sempre que houver interferência significativa na circulação de veículos ou pedestres. § 6º . a critério do órgão responsável pelo tráfego.50 m (quatro metros e cinquenta centímetros) de comprimento. § 1º . § 4º . 61 desta Lei e na Lei nº 9. Subseção II Da Localização . de 15 de julho de 2009.30 m (dois metros e trinta centímetros) de largura por 4. a exigência de vagas de estacionamento de veículos poderá ser atendida pelas vagas existentes. o Alvará de Localização e Funcionamento será emitido de forma simplificada. confinamento ou relocalização de equipamentos e operações ruidosas. nos casos de instalação de atividades em edificações existentes antes de 27 de dezembro de 1996. desde que haja anuência do órgão municipal competente. a implantação de sinalização ou equipamentos de controle do tráfego. § 2º .As vagas de estacionamento constantes do Anexo VIII desta Lei terão como dimensões mínimas. observadas as normas legais de construção.Para as atividades não classificadas como de risco alto. ou ser dispensadas. tais como proteção ou isolamento acústico e de vibração.Para edificações destinadas a uso não residencial atrator de veículo de carga que não seja atrator de veículos leves. a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento será precedida de parecer prévio. além dos espaços necessários ao acesso. desde que seja apresentada alternativa para a mitigação do impacto decorrente do não atendimento ao número mínimo de vagas de estacionamento previsto no Anexo VIII desta Lei.As vagas de carga e descarga poderão.A concessão do Alvará de Localização e Funcionamento. X . referida como letra “j” no Anexo X desta Lei. referida como letra “i” no Anexo X desta Lei. § 8º . – Código de Edificações do Município –. poderá ser autorizada a utilização da área reservada para o estacionamento de veículos leves como área de estacionamento e manobra de veículos pesados. ter dimensões diferentes das definidas no § 10 do art. será exigida.725. a critério do órgão municipal competente.emitida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . § 9º . 2. § 3º .Para as edificações existentes até a data da entrada em vigor deste parágrafo. será subsidiada por dados ambientais e urbanísticos e por informações prestadas pelo próprio interessado. contendo dados qualitativos e quantitativos referentes ao funcionamento da atividade. circulação e manobra de veículos. § 7º . para as atividades que tenham repercussões negativas. elaborado pelo órgão responsável pelo controle ambiental.

As escolas infantis e os estabelecimentos de ensino fundamental e médio somente podem ser localizados: I . devendo ainda ser definidas medidas mitigadoras para eventuais repercussões no meio urbano. da Lei nº 7. do Belvedere. as vias que compõem o sistema viário do Município ficam definidas como: I . § 8º .Os motéis e os drive-in somente podem ser localizados em terrenos lindeiros a vias de ligação regional. pela conjugação da classificação de cada atividade. § 6º revogado pela Lei nº 9. § 13 . § 9º . III – em terrenos lindeiros a vias arteriais. são permitidos os usos não residenciais que atendam o disposto na Lei nº 6.em terrenos lindeiros a vias locais e coletoras.A localização dos usos não residenciais é disciplinada. identificadas de acordo com critérios definidos no art. desde que obedecida a legislação ambiental e sanitária. onde se busca privilegiar o uso não residencial. acrescida dos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.831. IV.Art. onde se busca a conjugação de usos. de 20/07/2010 § 12 . III . II .É permitido ao profissional autônomo exercer na sua residência as atividades inerentes à sua profissão. da Cidade Jardim e da Pampulha.959. 80.VM: vias de caráter misto. mediante EIV. . de 20/07/2010 § 2º . de 20/07/2010 § 5º . de 20/07/2010 § 7º . 67 . II .Para efeitos de localização. § 1º revogado pela Lei nº 9. de 18 de janeiro de 1995. observado o disposto no Anexo XI desta Lei. § 3º . as atividades não listadas no Anexo X desta Lei devem ser classificadas. prevista no Anexo X desta Lei. desde que submetidos a licenciamento urbanístico. do Estoril.Nas ADEs Residencial Central.VR: vias preferencialmente residenciais.959.(VETADO) § 10 e 11 revogados pela Lei nº 9. do São Bento. do Mangabeiras. § 4º revogado pela Lei nº 9. com a classificação da via pública quanto à permissividade de usos.165/96. considera-se área da atividade ou área utilizada a área edificada ocupada pela mesma. 66A desta Lei e observado o disposto no art. na forma do Anexo XI desta Lei. onde se busca preservar a ambiência residencial.ZHIP .Para efeito da aplicação do disposto no Anexo X desta Lei.959.Para efeito de localização dos usos.e na ZCBH. observado o disposto no Anexo XI desta Lei.na Zona Hipercentral .959.VNR: vias preferencialmente não residenciais.

§ 2º .o acesso se faça pelas vias em que o uso é permitido.sejam respeitados os parâmetros urbanísticos relativos a cada lote. III .São admitidos no Grupo I os serviços de uso coletivo de iniciativa pública com área superior à estipulada no Anexo X. restaurantes e similares com área de até 100. § 17 . mediante EIV. II . desde que: I .§ 14 . 68 a 71 revogados pela Lei nº 9. II .No cálculo da área utilizada.616. § 15 .VETADO Art.possuir Alvará de Localização e Funcionamento emitido em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação.00 m² (cem metros quadrados).Nas vias classificadas como VR.O acesso poderá ser feito por via em que o uso não é permitido. Código de Posturas do Município .Poderá permanecer no local. o uso permitido na via de maior permissividade para todo o terreno.No caso em que os lotes ou o conjunto de lotes estiverem situados em área adjacente a ADE exclusivamente ou predominantemente residencial. poderá ser admitido para todo o terreno o uso permitido nos lotes com frente para a via de maior permissividade. Art. em nenhuma hipótese. § 1º e 2º revogados pela Lei nº 9.O exercício de qualquer atividade econômica em logradouro público deverá ser licenciado conforme os critérios previstos na Lei nº 8. desde que haja anuência prévia do COMPUR. § 16 . 72 .e suas alterações posteriores. desde que a atividade ocupe somente área edificada e o passeio não seja utilizado para colocação de mesas e cadeiras. 71-B .estar instalada em edificação construída especificamente para uso admitido à época de sua instalação. desde que haja licenciamento urbanístico especial. não será admitido. § 1º .959. independentemente de vedação estabelecida por legislação posterior à sua instalação. 71-A . de 14 de julho de 2003. Seção IV Dos Usos Não Conformes Subseção I Do Direto de Permanência dos Usos Art. a atividade admitida nesse local por lei vigente à época de sua implantação e que atenda a uma das seguintes condições: I . são admitidos bares. de 20/07/2010 .No caso de aprovação de projeto em lote ou em conjunto de lotes com frente para logradouros de permissividade de usos diferentes.ser desenvolvida por empresa regularmente constituída e comprovadamente instalada em data anterior à da publicação da lei que estabeleceu a vedação. não são computados os espaços descobertos e os cômodos exigidos para a conformidade da edificação segundo as normas contidas nesta Lei.959. de 20/07/2010 Art.

Na hipótese de haver a substituição de uso a que se refere o caput deste artigo.383. § 4º . podem também permanecer as atividades industriais. 72-B . § 5º .As edificações a que se refere o inciso V do caput do art. sanitárias e similares. desde que a nova atividade esteja classificada na mesma Tipologia e no mesmo Grupo. de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.Os impactos da atividade gerados pela modificação devem ser mitigados e contribuir para minimizar possíveis incômodos por ela causados. § 8º revogado pela Lei nº 9. Art. serão passíveis de regularização.074. conforme o Anexo X desta Lei. mediante parecer favorável do COMPUR. § 6º .Para efeito de localização. baseado em Estudo de Impacto de Vizinhança.A atividade que usufruir do direito de permanência. ou em Grupo inferior em que se enquadra a atividade a ser substituída. à época da substituição. § 7º . poderá ser substituída por outra.O terreno cujo uso tenha sido vinculado quando da aprovação do parcelamento e tenha ficado desconforme com as disposições desta Lei poderá. Seção V Dos Empreendimentos de Impacto . 72-A . Art.As atividades referidas no parágrafo anterior estão sujeitas.A edificação na qual se exerça o direito de permanência de uso é passível de alteração e acréscimo da área utilizada pela atividade. 2º do Decreto Municipal nº 2. dentro dos limites dos parâmetros urbanísticos fixados por esta Lei. poderão ter seu uso substituído pela atividade Hospital.A permanência das atividades permitida neste artigo fica sujeita ao respeito às normas ambientais. de 20/07/2010 § 9º . vedada a expansão da área ocupada. ser utilizado conforme previsto no parcelamento aprovado.Podem continuar a ser exploradas as atividades agropecuárias comprovadamente existentes.959. de 6 de julho de 1973. nos termos do art. mediante parecer prévio favorável do COMPUR. aos critérios desta Lei. 72-C . as edificações utilizadas. comerciais e de serviços desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data de publicação desta Lei. para fins da instalação da atividade Hospital. definida nos termos do Anexo X desta Lei. de 18 de janeiro de 2005. Subseção II Da substituição dos Usos Não Conformes Art. para efeito de funcionamento. de posturas. § 10 . 72 desta Lei. desenvolvidas em áreas classificadas como zonas rurais até a data da publicação desta Lei. Parágrafo único .§ 3º .A lei específica que regulamentar ou instituir ADE poderá definir critérios diferenciados de permanência e de substituição de uso. de acordo com a especificidade da área.

a construção. conforme o disposto no Capítulo XI da Lei nº 7.e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental .aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos e estação de transbordo de resíduos. VIII .licenciamento urbanístico pelo COMPUR. nos termos da legislação específica. que venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana ou a ter repercussão ambiental significativa. quando for o caso.terminais rodoviários.Os órgãos da administração municipal somente aprovarão projeto de implantação ou ampliação dos empreendimentos de impacto após o licenciamento a que se refere o caput.indústrias com repercussão ambiental significativa. de produtos químicos e petroquímicos. § 4º .Empreendimentos de impacto são aqueles.usina de asfalto. IX . Art.RIMA -. nos casos em que o empreendimento implique repercussões preponderantemente urbanísticas. sob pena de responsabilização administrativa e nulidade dos seus atos. II . hipódromos e estádios esportivos. VI . sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. 74-A . § 5º . paisagísticas e urbanísticas e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. XII .oleodutos.Submetem-se a licenciamento ambiental pelo COMAM as seguintes atividades e os seguintes empreendimentos de impacto: I .barragens para contenção de rejeitos ou resíduos.Lei específica disporá sobre a regulamentação do licenciamento de que trata este artigo.EIV -.terminais de minério. § 3º . gasodutos.unidades de incineração de resíduos.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso I do caput deste artigo dependerá da prévia elaboração de estudos que contenham a análise de impactos no meio ambiente e as medidas destinadas a minimizar as consequências indesejáveis e a potencializar os seus efeitos positivos. inclusive a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança . V . X . 74 .165/96.O licenciamento das atividades a que se refere o inciso II do caput deste artigo dependerá da elaboração de estudos que contenham a análise de impactos nas condições funcionais.O funcionamento de empreendimento de impacto já instalado poderá ficar condicionado ao licenciamento urbanístico. 73 . Art.A instalação.licenciamento ambiental pelo COMAM. quando for o caso. quando convocado pelo COMPUR.interceptores de esgoto. XI . nos casos em que o empreendimento implique repercussões ambientais significativas. II . VII . públicos ou privados. ficam sujeitos a: I . . § 1º . § 2º . inclusive a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental .cemitérios e crematórios.EIA .extração ou tratamento de minerais. a ampliação ou o funcionamento dos empreendimentos de impacto. IV . ferroviários e aeroviários. III .Art.autódromos. minerodutos.

X .os destinados a uso residencial que tenham mais de 300 (trezentas) unidades.matadouros e abatedouros.os helipontos.estações de tratamento de água. XVIII .000 m² (vinte mil metros quadrados). na figura de desmembramento. III . qualquer que seja a fonte de energia primária.casa de festas e eventos com área utilizada superior a 360 m² (trezentos e sessenta metros quadrados). XXVI . . IX .intervenções em corpos d’água . independentemente da área utilizada. e quais os procedimentos específicos aplicáveis a cada modalidade de licenciamento.XIII . independentemente da área utilizada. como modificadoras do meio ambiente. XX .COPAM -.tipologias de atividades e empreendimentos arrolados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental .outros empreendimentos sujeitos a EIV definidos por lei municipal.000 m² (dez mil metros quadrados) ou com mais de 400 (quatrocentas) vagas. XXVII . sujeitas ao licenciamento ambiental ou à autorização ambiental de funcionamento. acima de 230 kV (duzentos e trinta quilovolts). XVII .000 m² (seis mil metros quadrados).hipermercados com área utilizada igual ou superior a 5.Submetem-se a licenciamento urbanístico pelo COMPUR os seguintes empreendimentos de impacto: I . XXI .000 m² (dez mil metros quadrados) ou quarteirão com dimensão superior a 200 m (duzentos metros). VIII . canalizações. V .usinas de geração de eletricidade.hospitais. VII .garagem de empresas de transporte de passageiros e de cargas. XIV . XXIV . VI . quais as atividades e os empreendimentos arrolados neste artigo que estarão sujeitos a licenciamento simplificado perante o órgão municipal de meio ambiente. Parágrafo único .as intervenções em áreas urbanas consolidadas. compreendidas por modificações geométricas significativas de conjunto de vias de tráfego de veículos. que originem lote com área superior a 10. XXV . XVI .parcelamentos destinados a uso industrial. o COMPUR poderá delegar ao Executivo a análise de licenciamentos de empreendimentos que sejam considerados de baixa repercussão negativa para a vizinhança. túneis e trincheiras.obras de arte compreendidas por viadutos. II . subterrâneas ou de superfície. retificações de coleções de água .os destinados a uso misto com mais de 20.000 m² (cinco mil metros quadrados).tais como barragens.e em diques.casas de show. XXIII .ferrovias. XV .loteamentos.linhas de transmissão de energia elétrica. IV . XXII .Mediante definição de padrões e procedimentos. XII .O COMAM estabelecerá. XI . com base em critérios que conjuguem o porte e o potencial poluidor ou degradador do meio ambiente. Parágrafo único .estações de tratamento de esgotos sanitários. Art. 74-B .postos de abastecimento de veículos e de revenda de combustíveis.os parcelamentos vinculados. acima 10 MW (dez megawatts).os destinados a serviço de uso coletivo com área maior que 6.estabelecimentos prisionais.os edifícios não residenciais com área de estacionamento maior que 10.centro de convenções. XIX .

Os parâmetros urbanísticos relativos a coeficiente de aproveitamento do solo. em parte da ZCBH. em função da preservação ambiental da lagoa. do gabarito das edificações do Bairro Serra. § 2º . Art. Parágrafo único .A classificação de novos empreendimentos e a definição de tipo de licenciamento a que estarão sujeitos será efetuada mediante lei municipal.A Taxa de Permeabilidade mínima da ADE da Bacia da Pampulha é de 30% (trinta por cento). podendo demandar parâmetros urbanísticos. de 30/05/2008 Art. 74-E . fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados. 76 . Art. Art. que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam. deverá prever a revisão e a adequação do zoneamento da área impactada pela intervenção. 74-C . se for o caso. § 4º .O estudo para fins de licenciamento. 78 . as intervenções. a diretrizes especiais de parcelamento.A ADE Residencial Central é destinada ao controle especial de uso. CAPÍTULO VI DAS ÁREAS ESPECIAIS Seção I Das Áreas de Diretrizes Especiais Art. ocupação e uso. estando sujeita.O Anexo XII contém a delimitação das ADEs referidas neste Capítulo.são as que. 77 . realizado para empreendimentos de impacto. degradadas ou desprovidas de cobertura vegetal. ADE Cidade Jardim regulamentada pela Lei nº 9.A ADE da Serra destina-se à limitação.As ADEs são instituídas por lei específica. 74-B desta Lei. no caso das ADEs instituídas por esta Lei. o tempo de duração.563. da qual. exigem a implementação de políticas específicas. além da delimitação. em 15. § 1º . os parâmetros urbanísticos e fiscais.A lei a que se refere o § 1º. § 3º .Estão sujeitos à elaboração de EIV os empreendimentos de que trata o art. permanentes ou não.ADEs . devem constar os instrumentos. a predominância do uso residencial e a preservação das . Art. deve dispor sobre o que nesta não esteja referido.As áreas de diretrizes especiais . se for o caso. as normas complementares necessárias e.A ADE da Bacia da Pampulha compreende a área da bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha situada no Município. 75 . 74-D .00m (quinze metros). de movimentação de terra e de recuperação de áreas erodidas. sendo garantidas. quotas de terreno por unidade habitacional e taxa de permeabilização das ADEs que vierem a ser instituídas por lei específica devem ser iguais ou mais restritivos que os da zona em que se localizem. os usos a serem admitidos e os critérios para o funcionamento de atividades. por suas características.Art.

II .promoção e/ou estímulos à realização de grandes eventos de interesse cultural.Na ADE Residencial Central. § 2º . com incremento da arborização e implantação de ciclovias.o controle do adensamento das áreas lindeiras ao curso d’água em toda a sua extensão na ADE. em função de sua localização estratégica. III . 52. não se aplica o disposto no § 6º do art.A ADE do Vale do Arrudas.o aumento das taxas de permeabilidade do solo. de modo a viabilizar a instalação de grandes equipamentos.implementação de projetos de tratamento paisagístico das áreas livres sobre o Túnel da Lagoinha.o incentivo ao reagrupamento de lotes e vias. VI . entre outras medidas de proteção das características de drenagem das áreas de fundo de vale. VII .criação de áreas de lazer. § 4º . IV .verificação da possibilidade de extensão do Boulevard até a Avenida Teresa Cristina. de sua importância como eixo simbólico. somente é permitido o uso não residencial em edificações horizontais.estímulo à requalificação das fachadas das edificações e. III . II . histórico e de articulação viária ao longo do curso d’água mais importante do Município e de suas condições de degradação ou subutilização.Na ADE Residencial Central.00m (cinco metros) a altura máxima na divisa. 79 . V . demanda projetos de reurbanização e requalificação urbana. que hoje se encontram destinadas ao uso por terceiros. dos galpões. por meio de parâmetros urbanísticos e critérios especiais de ocupação e uso do solo: I . conjugado com a possibilidade de maior aproveitamento dos lotes da ADE do Hipercentro. com potencial para praça/mirante e para interligação entre eixos viários preferenciais de pedestres da área central do Município. a partir de estudos voltados para a manutenção das visadas significativas da área. § 1º .promoção da reintegração das propriedades públicas existentes na área. com vistas à requalificação urbana por meio do tratamento da paisagem urbana e intensificação do uso dos espaços públicos: I . em especial. § 1º . será de 5. § 3º .São diretrizes para regulamentação da ADE do Vale do Arrudas. 54 desta Lei.melhoria e padronização da acessibilidade para pedestres. Art. bem como as diretrizes e propostas provenientes do planejamento do Hipercentro. IV . nas destinadas a hotéis ou a apart-hotéis e nas edificações tombadas.A lei específica que dispuser sobre a ADE do Vale do Arrudas deve prever.Na ADE Residencial Central não se aplica o disposto no art. . § 2º .outras medidas de valorização da paisagem urbana de fundo de vale.Na ADE Residencial Central. III. resultante do atendimento aos parâmetros específicos da ADE. e deve considerar critérios de preservação cultural e ambiental. que retratem a diversidade urbana da ADE.edificações e de traços da ambiência local. § 3º .A regulamentação da ADE do Vale do Arrudas deve ser referenciada em subáreas de interesse especial. principalmente em relação ao acesso às estações do metrô e à transposição do curso d’água e das pistas veiculares.

II . Art.o incentivo à diversidade de usos.As ADEs do Mangabeiras. bem como naqueles terrenos localizados na quadra 3675.Nos terrenos voltados para a Avenida Celso Porfírio Machado. 80 . principalmente no período noturno. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I . nos terrenos lindeiros à Av. 82 . é permitida a instalação dos usos não residenciais admitidos na via. e para a Avenida Paulo Camilo Pena. § 4º . § 2º .na ADE do Mangabeiras.afastamento frontal mínimo de 5.A ADE do Estoril é destinada ao uso residencial unifamiliar. II . Art. § 5º . Art. e nos lotes da quadra 3901 lindeiros à Avenida Cônsul Antônio Cadar.as intervenções físicas necessárias a sua preservação.na ADE do São Bento.Até que seja promulgada a lei que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim. III . nela somente é permitido o uso residencial unifamiliar. § 1º . 81 . as atividades a que se refere o parágrafo anterior ficam isentas da exigência de limite de área. § 7º . conter: I . dos Bandeirantes entre a Praça da Bandeira e Rua Professor Mello Cançado.V .os mecanismos de participação comunitária em sua gestão.Incluem-se na ADE de Santa Lúcia os lotes situados nos dois lados das ruas Agena. a extensão de uso prevista no art. visando a garantir mais vitalidade à área.A lei específica que dispuser sobre a ADE da Cidade Jardim deve.Para os lotes de que tratam os incisos I e II do §1º deste artigo permite-se utilizar. Nazareth e Acarahy. § 6º . 75. § 2º . II .São admitidas atividades do Grupo II em edificações horizontais: I . do Belvedere e do São Bento são destinadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar.Em edificações existentes.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3. § 1º.00m (três metros).00m (cinco metros). 71-B desta Lei. permitido o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I definidos no Anexo X em edificações horizontais. § 1º .os afastamentos e o gabarito das edificações.Nos lotes com frente para a Avenida Raja Gabáglia inseridos na ADE de Santa Lúcia. entre a Avenida Luiz Paulo Franco e a Rua Jornalista Djalma Andrade. . conforme o Anexo II desta Lei. nos lotes lindeiros à Rua Michel Jeha. desde que o acesso se faça exclusivamente por essa Avenida. entre as ruas Juvenal Melo Senra e Emílio Jacques de Moraes. § 3º . desde que instaladas em edificações horizontais.VETADO. além do previsto no art. cultural e histórica. são admitidas as atividades previstas no Anexo XV desta Lei.A ADE da Cidade Jardim é área em que deverão ser adotadas políticas especificas visando à preservação paisagística. uma única vez.

II . § 1º . que aborde. 85 . incluindo-se a padronização do mobiliário urbano. além do uso residencial. comerciais e de prestação de serviços relacionadas à saúde e classificadas. adequá-la aos já existentes e promover a melhoria da qualidade ambiental. § 2º . III . demanda a adoção de medidas para inibir a crescente especialização dos usos. as seguintes questões: I – tratamento dos espaços públicos. Art. em função das características da ocupação históricocultural. em especial as culturais de médio e pequeno porte. devido à alta concentração de atividades da área de saúde e hospitalares de caráter geral. demanda a adoção de incentivos e normas especiais. 83 .gabarito das edificações de 15. II . . em função de suas características e do alto potencial para desenvolvimento econômico e cultural.altimetria das edificações.afastamento frontal mínimo de 3. no Anexo X desta Lei.compatibilidade entre iluminação pública e arborização das calçadas. visando à sua requalificação urbana. § 1º . aplicam-se as disposições da Lei nº 5.00m (três metros). demanda a adoção de medidas temporárias para proteger e manter o uso predominantemente residencial.A ADE Hospitalar é a área que.Deverá ser desenvolvido um projeto de requalificação urbano-ambiental da Savassi.0 (um) para as destinadas aos usos não-residencial ou misto.00m (quinze metros).20 (um inteiro e vinte centésimos) para edificações residenciais e de 1. os mecanismos de participação da comunidade na gestão da região.No prazo de 12 (doze) meses após a vigência desta Lei.A ADE da Savassi é a que.uso do solo e horário de funcionamento dos estabelecimentos.§ 3º . III . VI . contendo. 84 .coeficiente de aproveitamento de 1. o Executivo deve encaminhar projeto de lei relativo à ADE de Santa Tereza. respeitado o previsto no parágrafo anterior.As edificações existentes na data de publicação desta Lei e situadas em terrenos lindeiros às avenidas do Contorno e Raja Gabaglia podem ser destinadas ao uso não residencial. § 1º . Art. IV .Na ADE Hospitalar. respeitados os seguintes parâmetros urbanísticos: I .872. ficam condicionados a parecer favorável do COMPUR o funcionamento e a ampliação das atividades hospitalares. § 2º .ordenamento e intensificação do uso dos espaços públicos por atividades múltiplas. de 14 de março de 1991. incluindo-se a definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outras áreas de referência no entorno da ADE. V .À ADE da Savassi.Até que seja aprovada a lei a que se refere o parágrafo anterior. como do Grupo IV. entre outras. somente é permitido na ADE de Santa Tereza o funcionamento de atividades relativas aos usos do Grupo I. além do previsto no art. Art.A ADE de Santa Tereza.circulação de pedestres e veículos. § 2º .O trânsito de veículos na ADE Hospitalar deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de passagem e diminuir os índices de poluição sonora e atmosférica. 75. § 1º.

A Taxa Mínima de Permeabilidade em ADE de Interesse Ambiental é de 30% (trinta por cento).viabilizar a implantação de estações de transbordo do transporte de massa e eixos preferenciais para o caminhamento de pedestres na ADE Hospitalar. III . por apresentarem uma ou mais das seguintes características: I . e mediante apresentação da caracterização da área e indicação dos impactos previsíveis e das medidas mitigadoras e/ou compensatórias.A preservação das ADEs de Interesse Ambiental será estimulada por meio dos seguintes instrumentos: I . ainda não ocupadas. II . especialmente as praças Hugo Werneck e Floriano Peixoto. sem prejuízo de outras análises cabíveis. V .314. § 1º . quando assim o determinar a legislação pertinente.existência de áreas degradadas. .Na ADE de Interesse Ambiental.Transferência do Direito de Construir. Art. visando à diminuição da tendência ao adensamento dessas atividades nesta ADE.A ADE de Interesse Ambiental é constituída por áreas nas quais existe interesse público na preservação ambiental.instituição de Reserva Particular Ecológica. de 29 de dezembro de 1993.existência de áreas cujo lençol freático seja subaflorante. 86 . IV . e tratados de modo a estimular sua apropriação pela população. se for o caso. a ser incentivada pela aplicação de mecanismos compensatórios. § 4º . cursos d’água. resguardadas as taxas determinadas pela legislação vigente para as áreas localizadas em ZP-1 e ZPAM. havendo parecer favorável do COMAM. de 12 de janeiro de 1993.existência de expressivo contingente de quintais arborizados. conforme previsto nas leis n° 6. de modo a incorporá-lo. serão adaptados às características de seus usuários. configurando ecossistema de brejo.presença de nascentes. em especial os portadores de necessidades especiais. e n° 6. lagoas e represas. § 4º . VI .incentivar a formação de novas concentrações de atividades hospitalares e de saúde.existência de terrenos com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento).As intervenções em ADE de Interesse Ambiental poderão ser objeto de análise pelo COMAM. em processo de erosão ativa e/ou cuja vegetação tenha sido suprimida ou submetida a degradação.As intervenções em ADE de Interesse Ambiental serão objeto de prévio licenciamento pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.presença de cobertura vegetal relevante.Os espaços e os equipamentos públicos da ADE Hospitalar.§ 3º .O Executivo promoverá estudos e adotará medidas com os seguintes objetivos: I . com possibilidade de extensão do perímetro da ADE. § 3º . § 5º . III .491. § 2º . em particular no Bairro Santa Efigênia. § 5º . prevista no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na legislação correlata. II . vegetado ou não. II . pode ser concentrado em parte do terreno todo o seu potencial construtivo.avaliar as interferências advindas do agrupamento de hospitais em seu entorno imediato.Para a ADE Hospitalar devem ser estabelecidas normas complementares de controle ambiental.

§ 9º . a serem definidas de acordo com estudos técnicos específicos. Art. e deverão ser implantados nas áreas delimitadas pelas cotas máximas de cheia. fica condicionada a parecer favorável do COMPUR.A Taxa de Ocupação máxima admitida no perímetro da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro é de 0. 86-B . que poderá ser objeto de Operação Urbana. 86-E . mediante justificativa técnica e condicionada ao estabelecimento de medidas compensatórias a serem definidas pelo COMAM. observadas as demais restrições legais. a área permeável deverá ser alvo de ações de recuperação ambiental.§ 6º . 27 desta Lei.Todos os córregos na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro devem ser mantidos em leito natural.Nos lotes localizados em ADE de Interesse Ambiental.5 (cinco décimos)." Art. § 1º . sempre que possível. será prevista a implantação de parques lineares destinados a atividades de lazer.Em todas as vias classificadas como locais. tais como a contenção de erosões e a revegetação com espécies adequadas.Na área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-A .Em ADE de Interesse Ambiental.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. preservação e requalificação ambiental.No parcelamento das áreas lindeiras aos principais cursos d'água da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 10 . do Córrego dos Macacos e do Córrego da Terra Vermelha.Em caso de ADE de Interesse Ambiental cuja cobertura vegetal seja inexistente ou tenha sofrido processo de degradação. . Art.Fica instituída a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 2º . em especial do Ribeirão do Isidoro. nos termos do Anexo X desta Lei. nos termos do art. desde que respeitados os parâmetros específicos da ADE. § 7º . a instalação das atividades classificadas como do Grupo IV. respeitado o disposto na legislação específica.Os parques lineares de que trata o caput deste artigo deverão. Art.Poderá ser admitida a não preservação de elementos naturais existentes. não sendo admitidas aquelas que apresentem risco de contaminação do lençol freático ou das águas superficiais. 86-D . preferencialmente. de modo a criar eixos contínuos de preservação ambiental. é vedada a substituição da taxa mínima de permeabilidade por caixa de captação de águas pluviais ou jardineiras. devendo a localização da área permeável ser coincidente com a localização desses elementos. § 8º . a áreas verdes. de paralelepípedo ou outro que garanta a permeabilidade da via e que seja adequado às características do solo local. 86-F . devendo ser incentivado o uso concomitante da caixa de captação. Art. em todos os casos. devem ser preservados os elementos naturais relevantes existentes. Art. devendo ser evitadas. mistas e de pedestres. 86-C . ressalvadas as transposições do sistema viário quando não houver alternativa tecnicamente viável. preferencialmente nativas. o parcelamento do solo somente poderá ser feito por meio da modalidade de parcelamento vinculado. as movimentações de terra junto a esses córregos. interligar-se com as áreas definidas como ZPAM.As áreas públicas situadas em ADE de Interesse Ambiental devem ser destinadas. será previsto calçamento intertravado.

poderá ser exigida pelo Executivo a implantação de rede elétrica.5 (cinco décimos) para o uso não residencial na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-I .0 m (doze metros). mediante a adoção de políticas que. de telefonia ou similar no subsolo. 86-M . a altura máxima das edificações fica limitada a 12.A obrigatoriedade de utilização da caixa de captação e drenagem prevista no caput deste artigo estende-se às áreas do loteamento destinadas ao sistema viário. de forma a evitar o impacto da fiação aérea na paisagem.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 87 .Fica definido o Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. conforme dispuser regulamento. a construção de pavimentos no subsolo somente poderá ocorrer caso seja assegurada a proteção do lençol freático. contados a partir do terreno natural.Nas porções da área da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro localizadas em cotas altimétricas acima de 800 m (oitocentos metros). somente poderão ser adotadas espécies arbóreas da flora nativa local. ficando o loteador obrigado a promover sua instalação.O limite de altimetria previsto no caput deste artigo deverá abarcar todos os elementos que compõem a edificação. Art. inclusive a caixa d’água e a casa de máquinas. de acordo com os parâmetros previstos em regulamento.A ADE de Venda Nova tem o objetivo de compatibilizar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento das atividades econômicas e a permanência do uso residencial. 86-J .Poderá ser exigida pelo Executivo a utilização de sistema de aproveitamento de energia solar e de reaproveitamento de água nas edificações construídas na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. são válidos para a ADE de Interesse Ambiental do Isidoro os parâmetros urbanísticos referentes às demais ADEs de Interesse Ambiental do Município. contemplem: . 86-G . Art.Para os lotes inseridos na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. § 1º .RMBH -. Art. 86-K . 86-L . fica obrigatória a instalação da caixa de captação e drenagem.Poderão ser construídos acima da cota altimétrica definida no caput deste artigo apenas os equipamentos destinados exclusivamente ao apoio à manutenção das áreas de preservação. 86-H . Art.Art.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 86-N . Parágrafo único .Ressalvado o disposto nos arts. conforme dispuser regulamento. § 2º . juntamente com o atendimento ao parâmetro da Taxa de Permeabilidade. Art. considerando a reestruturação urbana e econômica do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte . deverão ser implantadas vias públicas ao redor de todos os parques e reservas particulares ecológicas. Art. 86-A a 86-M desta Lei. sujeito à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.Na ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. Parágrafo único . Art.Na arborização dos espaços públicos da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. de forma a garantir sua visualização a partir do espaço público. Art.

88 .levantar os imóveis passíveis de inventário e tombamento.a implantação de incubadoras de empresas e de equipamentos indutores similares. bem como o disposto na legislação pertinente.Os projetos de reurbanização necessários para as áreas degradadas ou subutilizadas podem ser feitos por meio de operações urbanas.a permanência das atividades econômicas tradicionais existentes na área.o tratamento urbanístico-ambiental da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto.ao incremento ao desenvolvimento econômico. visando à melhoria da acessibilidade e à sua articulação com o metrô. Art. a regulamentação da ADE da Lagoinha deverá.Visando ao desenvolvimento socioeconômico.estimular o desenvolvimento de novas vocações econômicas na região. III .à proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana.o estímulo à implantação de novas atividades compatíveis com as lá existentes.Os parâmetros de uso e ocupação da ADE do Quilombo de Mangueiras serão objeto de regulamentação específica a ser elaborada em conjunto com a comunidade local. Art.a implementação de medidas de proteção e de valorização do patrimônio cultural da região.A ADE do Belvedere III é a área em que. em função da proximidade dos bairros Belvedere I e II. II . que resultem de estudos urbanísticos que considerem controle de altimetria das edificações.A permanência e a implantação das atividades econômicas referidas no parágrafo anterior podem ser estimuladas por incentivos fiscais.No que se refere ao incremento das atividades econômicas na ADE da Lagoinha.A implantação das atividades econômicas referidas no caput pode ser estimulada por incentivos fiscais. § 1º . II . § 1º . III . III . ambiental e cultural da região. somente é permitido o uso residencial. considerando-se os eixos da Rua Padre Pedro Pinto e da Avenida Vilarinho como eixos culturais e funcionais da ADE.I . entre outros aspectos: I . requalificação de espaços públicos e dos referenciais simbólicos. . é destinada: I . considerando-se o relatório técnico de identificação e delimitação elaborado pelo INCRA. 89-A .à requalificação de áreas degradadas ou estagnadas. visando a modernizar os processos produtivos. II . por meio de projetos de requalificação urbana. § 1º .estimular a permanência do uso residencial na ADE. § 3º .o reforço da identidade do centro de Venda Nova e sua valorização como referencial simbólico.INCRA. despoluição e requalificação das fachadas de edificações de interesse histórico. II . devem ser adotadas políticas que contemplem: I . bem como ações de promoção da história local. conforme descrição perimétrica a ser definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária . em função de sua localização estratégica e da importância cultural e econômica da região. 89 . III . § 4º . cuja delimitação coincide com os limites do território quilombola.A ADE da Lagoinha. Art. § 2º .Fica instituída a ADE do Quilombo de Mangueiras.

contados a partir do nível médio do alinhamento.afastamento frontal mínimo de 5.00m (cinco metros). III . 91 . desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente.uso exclusivamente residencial. 91-A . uso e ocupação do solo distintos dos especificados por esta Lei. de forma a garantir e a preservar a paisagem das proximidades da lagoa da Pampulha. conformada pelo centro comercial ao longo da Rua Ladainha.Podem ser instalados condomínios residenciais na ADE Trevo.00m (nove metros). demanda a adoção de medidas visando inibir o .quota de terreno por unidade habitacional de 120m² (cento e vinte metros quadrados). Art.instituição de perímetro de proteção do patrimônio cultural.afastamento frontal mínimo de 5. § 1º .Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais: I . por meio de: I .promoção da requalificação urbana da área e das fachadas de edificações de interesse cultural.00m (cinco metros). 44 e 45 do Plano Diretor.§ 2º . desde que respeitadas as exigências das legislações ambientais pertinentes.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 1.A ADE da Pampulha é a área em que. VI . permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes. devido à precariedade de articulação viária da região com o restante da cidade. com integração ao Parque Primeiro de Maio.O trânsito na Avenida Otacílio Negrão de Lima deve ser reestruturado de forma a limitar o tráfego de veículos pesados. II . Art. Art.A ADE do Primeiro de Maio tem o objetivo de preservar os traços da ambiência original dos espaços públicos e a tipologia típica da ocupação e do uso. III .valorização da centralidade urbana. Art. IV .As edificações da ADE Trevo devem obedecer aos seguintes parâmetros: I . a ADE do Quilombo de Mangueiras poderá adotar parâmetros de parcelamento. II . Parágrafo único .00m (três metros). inclusive aqueles relativos à ADE de Interesse Ambiental do Isidoro. 90 . 91-B .A ADE do Buritis é a área que. III . II . V . até que entre em vigor o plano previsto nos arts. nos bairros Primeiro de Maio e Providência. § 2º . criando alternativa de ocupação e mantendo a predominância do uso residencial da região até que seja aprovado o plano global previsto no Plano Diretor.A ADE Trevo é destinada a estabelecer condições especiais de ocupação e uso.50m (um metro e cinqüenta centímetros). prevalecendo as demais disposições contidas nesta Lei.Após regulamentação específica.afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3.A altura das edificações não poderá ultrapassar dois pavimentos.altura máxima na divisa de 9. Parágrafo único . desde que cada unidade respeite os parâmetros definidos no parágrafo anterior.taxa de ocupação máxima de 50% (cinqüenta por cento).

incluindo-se a área tombada e a área de entorno. compatível com o restante da edificação. identificadas no Anexo II desta Lei. § 4º .As intervenções na ADE Serra do Curral estão sujeitas aos seguintes critérios. § 2º . exclusivamente.Os empreendimentos de impacto que vierem instalar-se na ADE do Buritis devem adotar medidas no sentido de mitigar os respectivos impactos nos acessos principais da área da ADE. nas áreas caracterizadas. 11394. no mapeamento cultural. 11501.a taxa máxima de ocupação é inferior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento). no mapeamento cultural.nas quadras a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho. b) 20% (vinte por cento). definidas conforme deliberação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte . evitando-se a utilização de estruturas aparentes.0 (um). 91-C . de maneira a formar composição estética com esta. salvo nos casos de comprovada inviabilidade técnica. § 1º . III . IV . que poderão ser flexibilizados mediante análise e aprovação do CDPCM-BH: I . III . cujo processo deve ser objeto de constante monitorização por parte do Executivo. compatível com o restante da edificação. a serem implementadas pelas edificações existentes. 11439. como Área Parcelada 3 .Deve ser estimulada a adoção de medidas de melhoria da paisagem urbana. às quais poderão ser concedidos incentivos. 11454. a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3 m (três metros).e como Área Parcelada 2 . permitindo-se. 11441. 11527. permitindo-se. . pelos números 11223. § 1º .Coeficiente de Aproveitamento . Art.crescente adensamento.00 m (três metros).a Taxa Mínima de Permeabilidade é superior ao valor estabelecido no Anexo VI desta Lei em: a) 30% (trinta por cento).Apa 1 .A ADE da Serra do Curral corresponde à área de proteção da Serra do Curral.00 m (três metros). de maneira a formar composição estética com esta. às folhas 53 e 59.As edificações na ADE do Buritis deverão respeitar os seguintes parâmetros: I .Apa 3 -. como Apa 3. 11400.para todo o perímetro da ADE. II .igual a 1. evitando-se a utilização de estruturas aparentes. II . a adoção de tratamento estético harmônico para bases de estruturas de edificação que apresentem alturas iguais ou superiores a 3. § 3º . 11514. o uso residencial unifamiliar e com os parâmetros do zoneamento existentes. nas áreas caracterizadas.CDPCMBH -. no mapeamento cultural. como proteção e tratamento paisagístico de taludes. 11381. excepcionalmente. nas áreas caracterizadas. como Apa 1 e Apa 2. 11366. excepcionalmente. é admitido. a altura máxima dos taludes em novos cortes no terreno é de 3. 11340. 11353. b) 20% (vinte por cento). excluídas as áreas de ZEIS. 11379. nas áreas caracterizadas.Apa 2 -. 11530 e 9973. e pelas edificações a construir.Quota de Terreno por Unidade Habitacional = 60m² (sessenta metros quadrados).As novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno. de acordo com o Anexo XII-A desta Lei. como Área Parcelada 1 . no mapeamento cultural.as novas edificações deverão adaptar-se ao perfil do terreno.CA .

. caracterizado o interesse público. em virtude do potencial existente relacionado aos setores têxtil.são aquelas edificadas ou não.por lei. § 2º . que incluam: I .A ADE Rua da Bahia Viva é aquela que. apoio técnico e articulação entre parceiros. delimitada no Anexo XII desta Lei. Art.A ADE Polo da Moda.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. Art. II .A recuperação das áreas degradadas poderá ser estimulada mediante utilização de instrumentos de política urbana. 91-D . técnicas e estratégicas para seu desenvolvimento. demanda a adoção de medidas para incremento da geração de divisas e empregos para o Município.a implementação de políticas para o desenvolvimento econômico local.AEISs . 91-F . observado o disposto no art. 91-E . tais como incentivos fiscais. em virtude de sua importância histórico-cultural associada à sua vocação de lazer e cultura.Ficam classificadas como AEISs-1 as áreas delimitadas no Anexo XIII desta Lei e os terrenos incluídos no Anexo XIV desta Lei.V . § 1º .Áreas de Especial Interesse Social . a partir da proposição do proprietário. VI . b) anuência prévia do CMH. Seção II Das Áreas de Especial Interesse Social Art.a consolidação de entidade gestora. 111 desta Lei. III . desde que haja: a) anuência prévia do COMPUR relativa à capacidade da área para receber os parâmetros urbanísticos de AEIS. demanda a adoção de medidas para o incremento de seu potencial. ouvido o COMAM. vinculados ao uso habitacional. deverão ser utilizadas espécies nativas da Serra do Curral.as construções nas áreas degradadas classificadas como Área de Recuperação no mapeamento cultural somente serão permitidas mediante elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada a ser aprovado pelo CDPCM-BH. e desde que destinadas a uso público. de forma a coordenar ações institucionais.por ato do Executivo. bem como para intervenções físicas pertinentes. de design e produção de moda. II . apoio técnico e articulação entre parceiros. III . II .A instituição das AEISs pode se dar: I .para a recuperação de áreas degradadas e implementação de paisagismo de novas áreas.a identificação de órgão ou unidade responsável por coordenar as ações institucionais e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social. Parágrafo único . bem como para intervenções físicas pertinentes. é aquela que. tais como incentivos fiscais.a elaboração de estudos técnicos para a instituição de parâmetros e posturas urbanísticas específicas. que incluam: I . quando da alteração do zoneamento.

Os critérios e parâmetros urbanísticos das AEISs serão estabelecidos em lei municipal.Para os fins desta Lei. II . sem prejuízo do disposto no art. ressalvados os casos de prazos maiores ou menores fixados neste Capítulo. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Seção I Disposições Gerais Art. § 1º .137.AR -. § 3º revogado pela Lei nº 8. 94 . pela mesma pessoa física ou jurídica. 92 .A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que lhe der causa. 94-A . do Código de Processo Civil. III. nos termos dos arts. de 21/12/2000 (Art.§ 3º . § 2º . § 4º . considera-se reincidência: I . e 936.O infrator do disposto nesta Lei será previamente notificado.a persistência no descumprimento da Lei. com Aviso de Recebimento . Art. 93 . que serão definidas pelo Executivo. no que não contrariar o que nela está previsto. acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo.o cometimento. Art.Em caso de reincidência.O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta a continuidade da ação fiscal.Constituem AEISs-2 os loteamentos clandestinos passíveis de regularização. para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias. com os mesmos prazos e forma aplicáveis pelo descumprimento do Código de Edificações do Município. apesar de já punido pela mesma infração.A instalação. no prazo de 6 (seis) meses. I.O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto nesta Lei deve ser feito. 106 desta Lei. construção ou ampliação de empreendimento de impacto em desacordo com o disposto na Seção V do Capítulo V desta Lei implica pagamento de multa diária no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno. em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade. pessoalmente ou mediante via postal. § 2º . contado a partir da data de publicação desta Lei. de nova infração da mesma natureza. 96) Art. nos termos deste Capítulo.A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular. § 1º . o valor da multa previsto nas seções seguintes será progressivamente aumentado. 934. Seção II Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento .

96 . 97 . no prazo de validade fixado no Alvará de Urbanização sujeita o proprietário ao pagamento de multa.000.a implantação de parcelamento em desacordo com o projeto aprovado. § 2º .Caracteriza-se como realização de parcelamento irregular: I . à apreensão ou à interdição das máquinas.a execução de qualquer obra sem a existência de Alvará de Urbanização. dos equipamentos e veículos em uso no local. Seção III Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação Art. 100 . inclusive a presença de corretores no imóvel. § 3º . será o valor da multa aumentado em 50% (cinqüenta por cento). observando-se o disposto no caput do art. II .O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI. 99 .A desobediência ao embargo ou à interdição sujeitará o infrator. e considerando-se o prazo de 1 (um) dia para a caracterização de reincidência.A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade acrescida. por mês. o Alvará de Urbanização para a obra de implantação do parcelamento ou o registro do loteamento. empresa contratada ou corretor. 95 . proprietário. 98 .Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento irregular. Art.00 (um real) por metro quadrado da gleba objeto do parcelamento.Art.O acréscimo irregular de área em relação ao Coeficiente de Aproveitamento sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa. Art. ou fração de atraso.Para fins de aplicação de multas. serão consideradas desobediência ao auto de embargo ou de interdição.00 (dez mil reais).notificação para obter. apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI. a venda de lotes ou áreas e a publicidade de qualquer natureza ou forma. e considerando-se o prazo de 60 (sessenta) dias para a caracterização de reincidência. § 1º .A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 1% (um . Art. no caso de parcelamento concluído.A não regularização no prazo estabelecido no inciso II do caput deste artigo ensejará à aplicação de multa de R$1. calculada multiplicando-se o valor venal do metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados de construção acrescidos à área líquida máxima permitida. § 2º . juntamente com a aplicação de multa no valor de R$10. Art. 93 desta Lei.A não conclusão da urbanização. 93 desta Lei.imediato embargo da obra de implantação do parcelamento ou interdição do parcelamento concluído. II . § 1º . no prazo de 90 (noventa) dias.A realização de parcelamento irregular ensejará a adoção das seguintes medidas: I . no valor de R$1. observando-se o disposto no art.

A desobediência às limitações de gabarito sujeita o proprietário ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico. II .000. Seção IV Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos e de Funcionamento de Atividades Art. c) R$1.a cada 5 (cinco) dias. d) R$3. de volume invadido. 105 . 101 . assim considerada pela lei ambiental.000. no caso de uso do Grupo I do Anexo X desta Lei.5% (cinco décimos por cento) do valor venal do terreno por metro cúbico ou fração. . II . caso não tenha havido interdição.00 (duzentas e cinquenta reais). Art. 104 revogado pela Lei nº 9. 102 .959. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. no caso de uso do Grupo III e do Grupo IV do Anexo X desta Lei. ou fração do volume superior ao permitido calculado a partir da limitação imposta. 106 . por descumprimento da interdição. ou fração.00 (quinhentos reais). calculado a partir da limitação imposta.interdição do estabelecimento ou da atividade. Art.O descumprimento da obrigação referida no caput implica: I . no caso de uso do Grupo II do Anexo X desta Lei.O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico: I . 57 e 58 desta Lei sujeitam o proprietário do imóvel ao pagamento de multa de 0. § 1º . § 3º .00 (três mil reais).00 (um mil reais). de área irregular. do volume criado pela altura excedente à permitida. 103 . é cumulativa com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora. de 20/07/2010 Art.pagamento de multa diária no valor equivalente a: a) R$250. após 5 (cinco) dias de incidência da multa.725.No caso de atividade poluente. ou fração. Art.A invasão dos afastamentos mínimos estabelecidos nesta Lei ou o descumprimento do disposto nos arts.por cento) do valor venal do terreno multiplicado pelo número de metros quadrados.a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela. § 2º .O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias.A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto nesta Lei implica o pagamento de multa correspondente a 1% (um por cento) do valor venal do imóvel multiplicado pelo número de vagas inferior ao mínimo exigido por esta Lei. b) R$500. de 16/7/2009 Art. no caso de empreendimento de impacto.O desrespeito às medidas correspondentes à altura máxima na divisa sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor de 1% (um por cento) do valor venal do terreno multiplicado por metro cúbico.

quando o infrator. § 4º . inclusive de antenas de telecomunicações. sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 4. a instalação ou o funcionamento de empreendimentos de impacto.Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas seções anteriores.A construção. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. § 5º . 108 . 4º e 5º deste artigo serão recolhidos no prazo de 15 (quinze) dias. § 5º .São parte integrante desta Lei: . entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas. Art. de 4 de dezembro de 1985. sem a devida licença ambiental ou em desacordo ao que nela estiver determinado. Seção V Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações Art. demonstrada no auto de infração respectivo. podendo a interdição se dar de imediato. por culpa do infrator. a ampliação.00 (quinhentos reais). que será proporcional ao dano não reparado.000.Para as atividades em que haja perigo iminente.Cumpridas integralmente as obrigações assumidas pelo infrator. por decisão da autoridade ambiental.Os valores apurados nos §§ 3º. o infrator deve ser punido com multa no valor de R$500. 107 . o valor da multa diária é equivalente a R$3. o valor da multa. cessar imediatamente a degradação ambiental e obrigar-se à adoção de medidas específicas para repará-la. § 1º . a multa será reduzida em 80% (oitenta por cento) do valor.Na hipótese de interrupção do cumprimento das obrigações de corrigir a degradação ambiental. § 6º .Na hipótese de descumprimento das obrigações de cessar e de corrigir a degradação ambiental. enquanto persistir o perigo. contado do recebimento da notificação. § 2º .A correção do dano a que se refere o caput deste artigo deverá ser precedida de apresentação de projeto técnico de reparação do mesmo. 106-B . o infrator deverá recolher o valor da multa atualizado monetariamente. 106-A .A autoridade competente pode dispensar o infrator de apresentação de projeto técnico na hipótese em que a reparação não o exigir. Parágrafo único . por termo de compromisso aprovado pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente. cumulativamente com a multa. Art.As multas previstas em normas de caráter ambiental poderão ter a sua exigibilidade suspensa. atualizado monetariamente.Para os fins deste artigo.00 (três mil reais). § 3º .§ 4º .As infrações decorrentes das condutas previstas no caput deste artigo serão consideradas de natureza gravíssima. será recolhido integralmente.253. atualizado monetariamente.

Mapa de Zoneamento -.em sua área de influência.Anexo IV .Os loteamentos correspondentes a vilas e bairros que tenham sua existência anterior a 1979 comprovada por meio de registro em cartório.Anexo X .Anexo VI-A . III . VII . § 3º .Anexo VI .795. com parecer prévio favorável do COMPUR.em qualquer parte do Município.725. contados da data de vigência desta Lei.Os acréscimos e as alterações ao Anexo IV desta Lei e à classificação das vias segundo a permissividade de usos não residenciais somente podem ser feitos: I . quando se tratar de aprovação de parcelamento.A classificação da via. por meio de certidão de origem fornecida pelo Executivo. II . devem os lotes receber identificação que os correlacione com a planta cadastral. sempre que aberta nova via regional ou arterial. Inciso II com redação dada pela Lei nº 7.Anexo III .Mapa da ADE Serra do Curral.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social .I . VIII .Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento -. III .por lei.O proprietário do lote citado no caput deve regularizar sua situação junto ao cartório de registro de imóveis. de 16/7/2009 Art. elaborada na administração Juscelino Kubitschek de Oliveira. mediante lei específica: I . XIII . IV .Anexo VIII . XVII . IX . XI .O zoneamento somente será revisto.Anexo XIV .137/00.Glossário -. V .Tabela de Localização dos Usos -.Anexo XII . Art.Anexo XII-A .Tabela de Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo -.por lei.Anexo II .Listagem de Terrenos Classificados como Áreas de Especial Interesse Social – AEIS-1 -. 111 . 110 revogado pela Lei nº 9. efetivada nos termos do inciso I do caput deste artigo. de 3 (três) em 3 (três) meses.Anexo VII . quando objeto de Operação Urbana.Tabela de Parâmetros Urbanísticos -. XVI .AEIS-1 -.Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.Mapa de Hierarquização do Sistema Viário -. § 1° .Anexo V . 109 .Classificação dos Usos. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas.São considerados lotes aprovados as partes de lotes que possam ser identificadas na Planta Cadastral de Belo Horizonte de 1942. II .Anexo XIII . .Anexo IX . II .Usos não residenciais admitidos nas ADEs Belvedere e Belvedere III.Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais. de 10/09/1999 Art. a partir de 1999.Anexo I . XIV . quando ocorrerá a primeira revisão.Anexo XV . contrato de compra e venda. levantamento aerofotogramétrico ou documento similar podem ser regularizados.Tabela das Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento -. XII .Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos -. 112 . desde que atendam à legislação em vigor na época de sua instalação.Anexo XI .por decreto. § 2º . XV . X .Tabela de Características Geométricas das Vias -. de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. § 1º . escrituras.Para que se constituam em planta de parcelamento do solo aprovada. não poderá ser alterada por decreto. VI . Art.

a Lei nº 5. III .As atividades não previstas neste artigo que apresentem grande similaridade podem ter seus alvarás expedidos após consulta ao COMPUR. 116 .a Lei nº 5.Os valores entre 0.os arts. XVI .a Lei nº 5. exclusive. de 28 de dezembro de 1988. 117 . de 23 de março de 1988. de 2 de fevereiro de 1990.saturação da via gerada por impacto cumulativo de atividades no local. III . de 17 de maio de 1988. de 19 de outubro de 1987. 5º da Lei nº 6. de 29 de novembro de 1976.010. de 27 de dezembro de 1988.a Lei nº 5. II . a utilização simultânea da área de permeabilização e da caixa de captação e drenagem para atendimento à Taxa de Permeabilidade.704.725. II . de 25 de março de 1985. em local. XIV . adota-se a seguinte regra: I . IV .a Lei nº 5. revogando as disposições em contrário.831. IV .predominância de usos lindeiros.959. 47 e 48 e 264 a 268 do Decreto-Lei nº 84/40.50 (cinqüenta centésimos) e 1.classificação da função da via.034.Os valores entre 0. no sistema ao qual pertence. coletora.a Lei nº 5. IX .a Lei nº 5.485.662.106.021.Passa a ser a seguinte a redação do § 2º do art. 116-B .. de 22 de fevereiro de 1988. contemplando a compatibilidade entre usos diversos. XII . arterial e de ligação regional. Art.01 (um centésimo) e 0. de 17 de janeiro de 1989." Art.Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação.§ 2° . VIII . de 18 de junho de 1985. VII .a Lei nº 4.50 (cinqüenta centésimos).129. de 14 de novembro de 1988.Deve ser estimulada.125.161. especialmente: I . 115 revogado pela Lei nº 9. .a Lei nº 2. V . de 16/7/2009 Art.663.a Lei nº 5. VII . XIII . de 25 de maio de 1988.850. de 8 de maio de 1987.a Lei nº 4. inclusive. VI . Art. 41 a 45.largura da via obtida da planta cadastral.550. mediante mecanismos a serem estabelecidos por decreto.a Lei nº 4.Para valores numéricos fracionários resultantes da aplicação da Quota de Terreno por Unidade Habitacional.características físicas da via. de 17 de janeiro de 1995: "§ 2º .ambiência do entorno.Os acréscimos e as alterações relativos à permissividade de usos não residenciais serão estabelecidos com base na análise das seguintes características das vias: I .potencial de saturação do sistema viário e de estacionamento.a Lei nº 5. são arredondados para o número inteiro imediatamente superior.a Lei nº 5. V . 116-A . são arredondados para o número inteiro imediatamente inferior. 113 e 114 revogados pela Lei nº 9. de 20/07/2010 Art. XV . VI . XI . de 7 de julho de 1988.489. Art. X .00 (um inteiro). II .a Lei nº 4.384.

a Lei nº 6. de 21 de dezembro de 1990.773.034/85 aplicam-se as penalidades nela previstas.expedição de diretrizes para o projeto de loteamento.982. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. Parágrafo único . VI . Art.a Lei nº 5.262. especialmente a nº 6. 27 de agosto de 1996 Patrus Ananias de Sousa Prefeito de Belo Horizonte DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 8. de 6 de dezembro de 1994. Cap. de 20/07/2010 Belo Horizonte.Nos terrenos classificados como ZEIS-2. IV .As intervenções nas ADE´s de Interesse Ambiental devem ser analisadas pelo órgão responsável pelo meio ambiente.elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.exame e aprovação de projeto de desmembramento. Parágrafo único . Art.a Lei nº 6.521. serão adotados os parâmetros urbanísticos da maior zona limítrofe. Art. 14 .831. de 20/07/2010 Art.Às edificações cujo Alvará de Construção tenha sido obtido na vigência da Lei nº 4.137/00. XIX . II .exame e aprovação de projetos de reparcelamento.959.835. de 20/07/2010 Art. III . de 20/07/2010 CAPÍTULO IV DA REGULAMENTAÇÃO DA ADE DE SANTA TEREZA . de 18 de outubro de 1991. XVIII . de 4 de dezembro de 1990.034/85.515. de 26 de janeiro de 1994. III revogado pela Lei nº 9. 1º a 7º revogados pela Lei nº 9. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA.959. XXII . 10 a 12 revogados pela Lei nº 9. 8º .959. XXI . XX . 15 revogado pela Lei nº 9.exame e aprovação de projetos de modificação de parcelamento.Ficam revogadas as leis que alteraram o zoneamento previsto na Lei nº 4.a Lei nº 5. 13 . até que legislação específica entre em vigor.a Lei nº 6.Serão estabelecidos por decreto os prazos de: I .959.exame e aprovação de projeto de loteamento.XVII . Art.O limite máximo a ser estabelecido para os prazos referidos nos incisos é de 90 (noventa) dias.a Lei nº 5. até que seja aprovada legislação específica. V . de 26 de janeiro de 1994. 9º . de 20 de novembro de 1992.

A taxa de permeabilização mínima é de 20% (vinte por cento) da área do lote.O coeficiente de aproveitamento é de 1.A quota de terreno por unidade habitacional é de 50 m²/unidade (cinqüenta metros quadrados de terreno por unidade habitacional).166. 100 . 3º e 4º.º .º .00m (nove metros). não se aplicando o disposto nos §§ 2º. até a profundidade de 20. Parágrafo único .20 (um inteiro e vinte centésimos) para as edificações de uso residencial e de 1.A delimitação da ADE de Santa Tereza é a representada no Anexo II da Lei n.º 7.00m (quinze metros). 104 .Imóveis situados na ADE de Santa Tereza somente podem receber transferência do direito de construir.9.00m (nove metros) de altura em ponto algum do terreno natural. Seção II Dos Parâmetros Urbanísticos Art. Parágrafo único .º 7. a partir de qualquer ponto do terreno natural. proveniente da mesma ADE.15. 101 . que não contrariem o disposto nesta Lei e aqueles definidos neste Capítulo.00m (vinte metros).166.O cálculo do coeficiente de aproveitamento é feito conforme o estabelecido no art. do art.Excetuam-se dos limites máximos de altura definidos neste artigo os volumes correspondentes às caixas d'água e casas de máquinas. Bocaiúva e Bom Despacho. 106 . a partir do alinhamento. 46 da Lei n. Parágrafo único . Ernesto Tassini. 102 . é de: I . em que a altura máxima permitida.Tendo em vista a necessidade de composição volumétrica de nova edificação em conjunto arquitetônico construído no alinhamento. Art.º 7166. da Lei nº 7166. II . de 1996. 107 . nos termos da lei. exceto no caso de edificações situadas em lotes lindeiros às ruas Hermílio Alves. demanda a adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial. Art. Coronel José Persilva e ao largo formado pelas esquinas das ruas Quimberlita. § 1. § 2.166/96 como área que.00 (um inteiro) na parte não residencial das edificações de uso misto e nas edificações de uso não residencial. no restante do terreno. Art.As edificações situadas em lotes lindeiros a imóveis considerados de interesse de preservação cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município não podem ultrapassar 9. de 1996 serão definidos em lei específica.º 7.166. em função das características ambientais e da ocupação histórico-cultural. Marechal Rondon. de 1996. 50. 105 .º 7. de 1996. Art. 103 .Os parâmetros urbanísticos para a área classificada como ZEIS pela Lei n. Mármore e Salinas.Seção I Das Disposições Gerais Art. Art.00m (quinze metros) contados a partir de qualquer ponto do terreno natural.A ADE de Santa Tereza é definida pela Lei n. Art. às praças Duque de Caxias.Os parâmetros urbanísticos para a ADE de Santa Tereza são aqueles definidos pela Lei n. Tenente Freitas. de 1996.A altura máxima permitida às edificações é de 15. considerado de interesse de .

§ 3.º . por escrito e com justificativa. a Classificação de Usos é a definida pelo Anexo VIII desta Lei.preservação.º . destinadas ao uso residencial multifamiliar.831.As edificações horizontais. de 17 de janeiro de 1995. § 4. estendendo-se a iniciativa a autônomos. desde que a parte da edificação sem afastamento não ultrapasse 40% da extensão da respectiva divisa.1 (um) profissional com experiência em urbanismo. encaminhando sugestões às comissões temáticas do poder legislativo. 109 . 110 . § 2. II . 54 e 55 da Lei nº 7.Além das atividades previstas no Anexo VIII desta Lei. Parágrafo único . Art. a inclusão de assunto de seu interesse na pauta . § 1. 112 . é permitido o funcionamento de atividades nos termos da Lei n. ordinariamente.5 (cinco) representantes dos vários setores da comunidade local.O FADE DE SANTA TEREZA reunir-se-á. quando se fizer necessário. 54. 111 .Na ADE de Santa Tereza.As reuniões serão públicas. Parágrafo único . facultando-se aos munícipes da comunidade local solicitar.O FADE DE SANTA TEREZA é composto por 7 (sete) membros efetivos e respectivos suplentes.º.º .º . ou extraordinariamente. 108 .A Administração Regional prestará apoio técnico e administrativo para o funcionamento do FADE DE SANTA TEREZA .com o objetivo de acompanhar as decisões e ações relativas a essa ADE. § 1.º . mas não será permitida a emissão de novo Alvará de Localização para atividade que não se enquadre nos usos permitidos para a ADE de Santa Tereza.166.00m (cinco metros). desde que a nova edificação não ultrapasse a altura máxima das edificações lindeiras e respeite os demais parâmetros urbanísticos.Não se aplica o disposto no caput no caso de uso não residencial regularmente instalado em edificações aprovadas e a ele especificamente destinadas. Art. poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 7. uma vez por mês. de 1996 não se aplicando o disposto no § 5º do art.Será permitida a permanência no local de usos regularmente instalados em data anterior à publicação desta Lei. indicado pela associação dos moradores de Santa Tereza.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundo até a altura máxima de 5.Os mandatos do FADE DE SANTA TEREZA não serão remunerados e terão a duração de 2 (dois) anos. § 5. Seção III Da Gestão Urbana Art.A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo como referência de nível o terreno natural em seus respectivos pontos. podendo seus membros serem reeleitos ou reconduzidos para mais 1(um) mandato.00m (sete metros).Os afastamentos mínimos laterais e de fundo dos pavimentos são os definidos nos arts.1 (um) representante da Administração Regional Leste.º. III . a saber: I . Art. § 2. Art.º 6. é facultada a construção sem afastamento frontal.Fica instituído o Fórum da Área de Diretrizes Especiais de Santa TEREZA FADE DE SANTA TEREZA .

melhorar a qualidade de vida da população. e III . nos termos do Parágrafo único do art. de 27 de agosto de 1996.em áreas de preservação histórica e/ou ambiental. Art.em áreas de risco.em faixas de domínio e/ou servidão. III . visando: I . como ZEIS-1 e ZEIS-3.Esta comissão é composta por 1 (um) representante da Administração Regional Leste.Das Disposições Transitórias da mesma Lei.166.exercer efetivamente o controle sobre o solo urbano.O prazo para a convocação da assembléia plenária é de 60 (sessenta dias) após a promulgação desta lei.As ZEIS-1 são as "regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda.166 de 1996. e dos arts. urbanística e jurídica.adequar a propriedade do solo a sua função social.” . a partir de estudos específicos do órgão gestor da Política Municipal de Habitação. 138-A .A regularização fundiária das ZEIS compreende os processos de regularização urbanística e de regularização jurídica do domínio da terra em favor dos ocupantes. Parágrafo único . estabelecendo critérios especiais de parcelamento. § 1º . § 2º . bem como o art.PROFAVELA .Compete ao Executivo proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas no Anexo da Lei nº 7. visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integração à malha urbana". II . durante as revisões da Lei de Parcelamento.da reunião subsequente.Fica instituída uma comissão provisória.As ZEIS-3 são "regiões edificadas em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social". 138 . ocupação e uso do solo. desde que não sejam áreas que estejam predominantemente inseridas: I . Ocupação e Uso do Solo.165. que a coordenará. 57 da Lei nº 7. Art. com base no conceito das ZEISs e com o referendo do Conselho Municipal de Habitação. 137 . § 2º . de 27 de agosto de 1996.O Programa Municipal de Regularização de Favelas .O PROFAVELA tem como objetivo orientar as ações públicas ou privadas que impliquem na urbanização ou na regularização fundiária das ZEIS-1 e das ZEIS-3. nas quais existe interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e de regularização fundiária. § 1º . CAPÍTULO VI DA REVISÃO DO PROFAVELA E REGULAMENTAÇÃO DA ZEIS Seção I Do PROFAVELA Art. e por 3 (três) representantes da comunidade. com a atribuição de convocar assembléia plenária para a indicação dos representantes da comunidade e de efetivar a implementação do FADE DE SANTA TEREZA. II . 113 .é o instrumento destinado a regular os processos de urbanização e de regularização fundiária das Zonas de Especial Interesse Social 1 (ZEIS-1) e das Zonas de Especial Interesse Social 3 (ZEIS-3). § 3º . 12 e 43 da Lei nº 7.em áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento). IV . 12 .A delimitação de áreas como ZEIS será definida de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. Art.

jurídico-legal e socioeconômico-organizativo. uma vez aprovado o registro do projeto de parcelamento do solo.Os Planos Globais Específicos poderão ser alterados mediante parecer favorável da URBEL.PGEs -. 140 . Seção III Do Parcelamento do Solo Art. que ateste sua necessidade e/ou conveniência. ruas.vias veiculares locais: a) pista de rolamento com largura mínima de 6. nas ZEISs.Os projetos de parcelamento das ZEISs serão aprovados pelo Executivo a título de urbanização específica de interesse social. Parágrafo único revogado pela Lei nº 9. Art. .766/79. da Lei nº 6.Os Planos Globais Específicos para cada ZEIS deverão considerar 3 (três) níveis de abordagem: físico-ambiental. § 1º .00 m (três metros) para as vias com 1 (uma) pista.O Executivo implementará processos de monitoramento e avaliação dos procedimentos de elaboração e de execução dos Planos Globais Específicos.O sistema viário. 4º. escadarias e becos ou passagens de uso comum e será incorporado ao domínio público. a serem elaborados para cada ZEIS sob a coordenação do Executivo. inciso II.CMH aprovará também as modificações e revisões dos Planos Globais Específicos. Parágrafo único . 143 .Para efeito de ordenação territorial.O Conselho Municipal de Habitação . 141 .959. 142 . 139 . será composto de avenidas.As vias veiculares serão caracterizadas conforme os parâmetros abaixo: I . ficando estas sujeitas a índices ou parâmetros urbanísticos próprios. Art.Seção II Dos Planos Globais Específicos para Intervenção Estrutural Art. travessas. em função dos potenciais de adensamento.O detalhamento do conteúdo dos Planos Globais Específicos deverá ser feito por decreto. em conformidade com o disposto no art. bem como a necessidade de adequá-los no decorrer do tempo à lógica de desenvolvimento e crescimento das comunidades-alvo. o Plano Global Específico para cada ZEIS poderá subdividi-las em áreas de categorias diferenciadas.Fica instituída a figura dos Planos Globais Específicos . Parágrafo único . após prévia aprovação da comunidade. elaborados concomitantemente.Os Planos Globais Específicos das ZEISs e suas eventuais alterações deverão ser aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação. da necessidade de proteção ambiental e das características de expansão dessas áreas. § 2º .00 m (seis metros). considerando-se a grande dinâmica das áreas em questão. de 20/07/2010 Art. b) pista de rolamento com largura mínima de 3. para as vias com 2 (duas) pistas. § 1º . § 2º .

em terrenos com declividade igual ou superior a 47% (quarenta e sete por cento).80 m (oitenta centímetros). 145 . e II .em terrenos em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não aconselham edificações.O Executivo estimulará o parcelamento do solo nas áreas ocupadas pelas ZEISs. mediante operações compensatórias. no mínimo. o parcelamento do solo nas seguintes áreas: I .A largura mínima da faixa de circulação das vias de pedestres será de 1.c) declividade máxima de 30% (trinta por cento).165/96. assim consideradas por apresentarem baixo volume de circulação de veículos: a) pista de rolamento com largura mínima de 5 m (cinco metros). sempre que necessário à implantação do respectivo Plano Global Específico e à melhoria da qualidade de vida do conjunto da população. e VI . ampliação ou reforma de edificações fica condicionada a parecer favorável da URBEL que verificará as implicações da obra proposta com o Plano Global Específico da área. reservando-se faixa de alargamento de 0.levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. III . § 2º .O detalhamento das demais características geométricas das vias será feito por decreto específico. a menos que sejam tomadas providências para assegurar o escoamento das águas.em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública.pesquisa socioeconômica de forma censitária. físico-ambiental e jurídico-legal.Após a realização da pesquisa censitária e do levantamento topográfico planialtimétrico cadastral. b) declividade máxima de 22% (vinte e dois por cento). 144 . c) extensão máxima de 100 m (cem metros).20 m (um metro e vinte centímetros).20 m (um metro e vinte centímetros). entre moradores e Administração Pública.vias de acesso restrito. Art. § 5º . totalizando-se uma largura mínima de 6m (seis metros) de pista. II . físico-ambiental e jurídico-legal indicará os ocupantes responsáveis pelos lotes e servirá de referência para o processo de regularização fundiária da área. § 3º . II .Somente serão aprovados lotes que tiverem frente de. § 1º . conforme previsto na Lei nº 7. nas ZEISs. sem que sejam previamente saneados.A pesquisa sócio-econômica. Art. IV .em áreas estabelecidas por lei como preservação histórica e ambiental. a construção.Não será permitido. V .nas áreas em que a degradação ambiental impeça condições sanitárias suportáveis.vias veiculares coletoras: a) no mínimo 2 (duas) pistas de rolamento. § 6º . . exceto em pequenos trechos para viabilização de concordâncias.Para o parcelamento do solo de cada ZEIS deverá ser elaborado: I .em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações. até sua correção. § 4º . b) declividade máxima de 35% (trinta e cinco por cento). 1. salvo apreciação técnica que ateste a viabilidade do parcelamento. III .

Art. de equipamentos urbanos e comunitários.Para aprovação do projeto de parcelamento do solo. o Lote Padrão servirá de parâmetro para modificação de parcelamento. para promover o atendimento adequado da população residente. bem como aprovação da URBEL que: I . Art.os lotes originalmente maiores que 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) situados em ZEIS-3. resguardando-se a área mínima de 40 m² (quarenta metros quadrados) e a área máxima de 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados).Os lotes com área inferior ou superior aos limites acima definidos deverão ser objeto de avaliação técnica específica realizada por Comissão Técnica da URBEL. acesso e segurança. com dimensão estabelecida por parâmetros estatísticos referentes às áreas dos lotes resultantes do levantamento planialtimétrico cadastral.Fica instituída a figura do Lote Padrão. será promovida a redivisão das áreas densamente ocupadas. acesso e segurança. exceto: I .Nos pedidos de modificação de parcelamento a diminuição da desconformidade deverá ser observada para os lotes resultantes. § 1º .A partir da aprovação do projeto de parcelamento do solo da ZEIS respectiva. Art. 150 .ateste as condições básicas de habitabilidade. .justifique a conveniência e/ou necessidade de aprovação de lotes com área superior a 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). Art. autonomamente considerados. nas ZEISs. condições estas que deverão ser analisadas em conformidade com sua destinação de uso.aqueles destinados à implantação de atividades institucionais promovidas pelo Poder Público ou de uso coletivo. fixada para cada ZEIS. medidas compensatórias às benfeitorias atingidas. § 2º . 148 . a ser instituída pelo Executivo. Art. 151 . no mínimo. das ZEISs. o interessado deverá encaminhar ao órgão competente do Município responsável a relação de documentos constantes do Anexo XII desta Lei. 149 . Art. de sistema de circulação e de espaços para lazer e recreação será estabelecido nos respectivos projetos de parcelamento do solo.Nas ZEISs. 146 . estabelecendo-se.A reserva de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e comunitários deverá ser suficiente. II . Parágrafo único . para os lotes com área inferior a 40 m² (quarenta metros quadrados).Considera-se lote padrão a área básica.Os pedidos de modificação do parcelamento do solo aprovado para as ZEISs serão instruídos com os documentos constantes do Anexo XII desta Lei. em metros quadrados.Sempre que necessário à melhoria da qualidade de vida do conjunto das famílias moradoras das ZEISs. inclusive. Parágrafo único . Parágrafo único . os lotes deverão atender às condições básicas de habitabilidade. 147 . integral ou parcial.O percentual de reserva de áreas destinadas à implantação. e II . sendo aprovado o pedido quando gerar diminuição da desconformidade existente entre a área do Lote Padrão e a área dos lotes cuja modificação de parcelamento se pretende.

orientar as categorias de uso permitidos. que também aprovará o projeto de parcelamento do solo da área.As ZEISs são predominantemente de uso residencial. salubridade e conforto das edificações. sendo admitidos também os usos não residencial e misto. quando se tratar de áreas já regularizadas. provocado pela valorização do uso do solo.todas as atividades do Grupo I indicadas no Anexo X da Lei nº 7.orientar o projeto e a execução de reforma.a possibilidade da geração de emprego e renda. e V . em conformidade com a situação socioeconômica dos moradores da ZEIS. Parágrafo único .166/96.Os usos permitidos nas ZEIs serão aqueles constantes das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. 66 da Lei nº 7. II . observando-se.Os usos não residencial e misto. nas ZEISs.As condições de uso e ocupação do solo de cada núcleo integrante das ZEISs serão regidas por decreto específico.evitar o processo de expulsão indireta dos moradores da ZEIS. § 2º .Os lotes resultantes das modificações de parcelamento visando assentamentos e reassentamentos multifamiliares. 156-A . 156 . Art. nas ZEISs. apenas as seguintes atividades: I . acesso. III .166/96. 155 . Art. independente do aumento da desconformidade em relação ao Lote Padrão. Art. bem como sua localização. segurança. . ampliações e novas edificações. III .a repercussão produzida pela atividade no local e em seu entorno imediato.As ZEISs ainda não regularizadas deverão seguir os parâmetros discriminados nesta Seção. o bem-estar e o sossego dos moradores e desde que suas instalações tenham acesso independente. deverão ser compatíveis com o uso residencial.§ 3º . Subseção I Dos Usos Permitidos Art. § 1º . deverão obedecer a área máxima de 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados). posteriores à aprovação do parcelamento da ZEIS em questão. ao uso e a ocupação do solo de cada ZEIS serão objeto de decreto específico.assegurar a observância de padrões mínimos de urbanização. 64 da Lei nº 7. higiene. 152 . cumulativamente: I .O uso misto será permitido desde que a atividade não residencial associada ao uso residencial não prejudique a segurança.Serão permitidas. IV . Art.166/96.As normas relativas ao Lote Padrão.orientar a regularização das edificações já existentes. nos termos do art. decorrente da implantação de atividades. II . Seção IV Das Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo Art. 153 .Não serão permitidas atividades econômicas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 sem alvará de funcionamento e localização.as condições de ocupação e características locais. 154 . nos termos do art. visando a: I .

166/96 e suas alterações.” Art. exceto para atividades: I . § 4º. segue as normas estabelecidas pela Lei nº 7. . 161 .terão sua altura acima do nível da via limitada em função da distância da edificação ao eixo da via. Art.Até que ocorra a regularização fundiária da ZEIS em questão.A área máxima utilizada será de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). para efeito de definição da altura máxima permitida é entendida como a distância vertical.959. 156 desta Lei. nas ZEISs. § 1º revogado pela Lei nº 9.. entre a laje de cobertura e a laje do piso do primeiro pavimento. de 20/07/2010 § 2º . nas ZEISs. exceto no que se refere ao disposto em seu art. 157 e 158 revogados pela Lei nº 9. de acordo com o estabelecido em decreto específico. as novas construções. toldos. 67. no qual serão consideradas as diretrizes definidas no art.lajes. de reformas e de ampliações das existentes estarão sujeitas às normas estabelecidas nesta Lei e em suas alterações. . ampliações ou quaisquer elementos construtivos .as atividades do Grupo II e III indicadas no Anexo XIV desta Lei. §3º .O licenciamento de atividades. que trata da vinculação da localização de atividades com a permissividade de uso atribuída ao sistema viário. varandas. dependerá de parecer prévio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte . 159 .Nos lotes ocupados por mais de um domicílio.URBEL . § 1º . quando necessário. II . § 2º . quando da aprovação do parcelamento.As obras de novas edificações. em metros. § 3º .Os decretos específicos das Normas de Uso e Ocupação do Solo das ZEISs poderão detalhar as atividades permitidas para as edificações em consonância com as diretrizes do Plano Global Específico. para definição das frações ideais respectivas.Casos desconformes serão objeto de estudo pelo órgão competente. bem como às disposições do decreto específico que contenha as Normas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. o parcelamento e a titulação serão precedidos de Estudo Básico de Ocupação efetuado com a participação dos moradores.959.II .O licenciamento de atividades em lotes acima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) depende de parecer favorável da URBEL. 160 . de 20/07/2010 Art. §4º . sacadas. Subseção II Da Ocupação do Solo Art. marquises.A altura da edificação.O licenciamento de atividades.classificadas como Serviço de Uso Coletivo.instaladas em lotes originalmente implantados com área superior em ZEIS-3.

” Art. Art. travessas. o limite das edificações será de 5 (cinco) pavimentos.Ficam proibidas as aberturas nas paredes sobre as divisas laterais e de fundos. e de demais espaços de uso coletivo existentes. consultórios e compartimentos destinados ao comércio. escadarias. criem situações de risco.As águas pluviais provenientes de telhados deverão ser captadas por condutores e canalizadas sob os passeios até as sarjetas. no máximo. isolamento térmico e acústico. 164 . janelas. no máximo. § 2º . 4 (quatro) pavimentos e altura máxima de 12.ABNT em relação a cada caso. Subseção III Das Edificações em Geral Art.Os materiais utilizados para paredes.§ 5º . ruas. Art. 163 . Parágrafo único .Fica proibida a obstrução dos acessos de uso coletivo. medidos do piso do primeiro pavimento ao forro do último pavimento. ou ainda por solicitação da comunidade. tais como praças e áreas de lazer. acréscimos. ou quaisquer intervenções que.Ficam proibidas novas construções. reforma ou ampliação de edificações. pisos. § 7º . ainda que não derivados de parcelamento aprovado. bem como os coeficientes de segurança para os diversos materiais. § 1º .As edificações para fins residenciais só poderão estar anexas a conjuntos de escritórios.00 m (doze metros). desde que a .Nas áreas destinadas a reassentamentos. e a execução de quaisquer elementos construtivos da edificação que se projetem sobre via pública. § 6º . não sendo permitido o seu lançamento na rede de esgoto sanitário. 165 . Art.Serão admitidas edificações de. inviabilizem implantação de infra-estrutura ou comprometam a infra-estrutura existente.Na execução.00 m (onze metros). 166 . mediante laudo técnico emitido pelo(s) órgão(s) competente(s). 11. os materiais utilizados deverão satisfazer às normas compatíveis com o seu uso na construção. projeto de aprovação do parcelamento da ZEIS em questão.As áreas destinadas a reassentamentos com mais de 1. portas. coberturas e forros deverão atender aos padrões mínimos exigidos pelas normas técnicas oficiais quanto à resistência ao fogo.000 m² (um mil metros quadrados) seguirão os parâmetros de ocupação do solo da AEIS-1. 162 . tais como avenidas. Parágrafo único .Entende-se como divisas as condições de apropriação do lote e sua ocupação de fato. desde que o desnível entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de.Os acessos acima referidos somente poderão ser alterados mediante indicativos do Plano Global Específico. em conformidade com o que dispõem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas . ou que acarretem o lançamento de águas para o lote vizinho ou diretamente nos acessos de uso comum e vias públicas. becos ou passagem de uso comum. sujeita à avaliação técnica da URBEL.

natureza dos últimos não prejudique o bem-estar, a segurança e o sossego dos moradores, e quando tiverem acesso independente a logradouro público. Art. 167 - É proibido o sentido de abertura das portas e janelas sobre as vias e seus espaços aéreos. Art. 168 - O Executivo poderá aprovar Cadastro de Edificações no interior das ZEISs, destinado a fazer prova junto ao Registro Imobiliário para fins de averbação da edificação. § 1º - Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por Cadastro de Edificações um levantamento simplificado da edificação e de todas as suas dependências, em que deverá constar, no mínimo, os elementos que possibilitem proceder ao cálculo da área construída e da projeção da edificação sobre o lote, a saber: Planta(s) Baixa(s), 1 (um) corte, Planta de Situação e registro fotográfico. § 2º - Para efetivação do disposto acima, as edificação deverão ser objeto de avaliação técnica específica sujeita à aprovação da URBEL, devendo ser respeitados os padrões mínimos de habitabilidade, acesso e segurança. Art.169 revogado pela Lei nº 9.959, de 20/07/2010 Seção V Da Alienação dos Lotes Art. 170 - Fica o Executivo autorizado a alienar lotes em áreas públicas municipais, com dispensa de licitação nos termos do art. 17 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, alterada pela Lei nº 8.883, de 8 de junho de 1994, aos moradores das ZEIS, mediante as condições seguintes: I - os lotes serão alienados em conformidade com suas respectivas áreas definidas e aprovadas no parcelamento; II - para cada família somente será destinado um único lote, ou fração ideal, no caso de ocupação multifamiliar, de uso residencial ou misto; III - os lotes somente serão alienados a pessoas moradoras da ZEIS, cadastradas pela pesquisa sócio-econômica realizada nas ZEIS em questão; IV - nas áreas classificadas como ZEISs, o documento de propriedade será conferido mediante escritura de compra e venda, nos critérios estabelecidos pela URBEL e de acordo com legislação vigente; V - não poderá ser titulada a família moradora de ZEISs que possuir outro imóvel no Município de Belo Horizonte; VI - as transferências de domínio dos lotes e frações ideais posteriormente à titulação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor da Política Municipal de Habitação, de acordo com normas e critérios estabelecidos em conjunto com o CMH. § 1º - A renda arrecadada com alienação dos imóveis constantes das áreas classificadas como ZEIS-3 serão aplicados nos próprios conjuntos em serviços sociais e obras de melhorias urbanas, definidas pela própria comunidade e aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação - CMH. § 2º - Os lotes de uso residencial destinados à locação ou os lotes de uso não residencial poderão ser objeto de concessão do direito real de uso ou de permissão de uso, com ou sem ônus.

§ 3º - Decreto detalhará a destinação dos lotes nos casos previstos no § 2º deste artigo Art. 170-A - Os parâmetros para cálculo de frações ideais em lotes de uso multifamiliar serão os seguintes: I - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída horizontalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a parcela do lote ocupada individualmente e a área total do lote; II - os lotes com ocupação multifamiliar distribuída verticalmente poderão ser alienados a todas as famílias que os ocupam, e a cada família corresponderá uma fração ideal calculada pela proporção entre a soma da área edificada com a sua respectiva área livre e a área de ocupação total do lote, desde que assegurados os parâmetros mínimos de segurança, salubridade, conforto e acesso. Art. 171 - Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das ZEISs, para fins de regularização fundiária das ZEISs e de implantação do Plano Global Específico respectivo. Seção VI Do Grupo de Referência das ZEISs Art. 172 - No início dos processos de elaboração dos Planos Globais Específicos das ZEISs, deverá ser criado o Grupo de Referência da respectiva área. Art. 173 - Os Grupos de Referência poderão ser compostos por representantes da Associação de Moradores local, por grupos comunitários formais e informais da área específica, por grupos organizados das áreas de influência da respectiva ZEIS e por moradores interessados. Art. 174 - O Grupo de Referência tem as seguintes atribuições: I - acompanhar a elaboração e a execução do Plano Global Específico da ZEIS em questão, em todas as etapas; II - acompanhar as ações públicas ou privadas na área, informando ao órgão competente, sempre que necessário, a realização de obras ou a instalação de atividades em desacordo com o Plano Global Específico da respectiva ZEIS; III - acompanhar a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros alocados; IV - participar da análise dos pedidos de exclusão de áreas de ZEISs referidas no art. 124 desta Lei; V - atuar como interlocutor entre comunidade e poder público, assim como agente multiplicador das informações no processo. Art. 175 - Os membros do Grupos de Referência das ZEIS não farão jus a remuneração e suas funções serão consideradas serviço público relevante. Seção VII Das Penalidades Art. 176 - O processo administrativo relativo a infração pelo descumprimento do disposto neste Capítulo deve ser feito observando o seguinte: § 1º - A infração ao disposto neste Capítulo implica na aplicação das seguintes penalidades:

I - multa; II - embargo; III - interdição da edificação, dependência(s), objeto(s), equipamento(s) e mercadoria(s); IV - demolição; V - apreensão. § 2º - O infrator de qualquer preceito deste Capítulo deve ser previamente notificado, pessoalmente, mediante via postal com aviso de recebimento, ou edital publicado no Diário Oficial do Município, para regularizar a situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Após este prazo, caso a situação não tenha sido regularizada, deverá ser aplicada a penalidade prevista. Art. 177- Em caso de reincidência, o valor da multa será progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico respectivo. § 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência: I - o cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma natureza, em relação à mesma edificação, estabelecimento ou atividade, no mesmo endereço; e II - a persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração, no mesmo endereço. § 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova autuação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade. § 3º - (VETADO) Art. 178 - A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do Executivo em promover a ação judicial necessária à demolição da obra irregular, nos termos dos arts. 934, inciso III, e 936, inciso I, do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 179 - Pelo descumprimento dos arts. 154, 155, 156, 157, 158, 161, 162, 163, 164, 166, 167 desta Lei, o infrator deverá ser punido com multa no valor equivalente a 50 (cinqüenta) UFIRs. Art. 180 - Pelo descumprimento do disposto nos artigos da Seção IV do Capítulo VI desta Lei, o infrator ficará sujeito a multa no valor de R$ 53,00 (cinquenta e três reais), que terá sua aplicação iniciada 6 (seis) meses após a publicação desta Lei e após ampla campanha de divulgação e conscientização da população das ZEISs referente ao seu conteúdo. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art 181 - O art. 64 do Decreto-Lei nº 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: "Art. 64 - Em casos de construções não comuns, será permitida pela Prefeitura a adoção de dispositivos especiais para iluminação e ventilação artificiais. Parágrafo único - Nos usos não residenciais, a iluminação e ventilação previstas no capítulo VII deste regulamento poderão ser substituídas por iluminação e ventilação artificiais. "(NR) Art. 182 - O art. 70 do Decreto-Lei n.º 84, de 1940 passa a ter a seguinte redação: " Art. 70 - O pé direito terá as seguintes alturas mínimas: I - 2,60m (dois metros e sessenta centímetros) para os compartimentos de

de 1940... 184 .... III ... 4º da Lei nº 6. 4º .......... IV . 185 .. nos termos da legislação vigente à época da consulta prévia..O art. de qualquer natureza....... 183 ." Art.....80 m (dois metros e oitenta centímetros) para as lojas. de 16 de novembro de 1995.. de 1º de agosto de 1995 passa a ter a seguinte redação: "Art........Em lojas com pé direito mínimo de 5... § 1.. b) o acompanhamento e anuência nas intervenções.guardem altura mínima de 2...00m (dois metros) abaixo de nenhum elemento construtivo na área interna dos compartimentos...978..2.....Sem prejuízo do previsto no artigo anterior.. II . conforme definido em regulamento do Executivo.........2.......... a verga máxima do vão de iluminação do compartimento será de no máximo 0.. Art....00m (três metros) na sobreloja.A consulta Prévia sobre Licenciamento de Atividade terá prazo de validade de 90 (noventa) dias a partir de sua emissão.No caso em que o pé direito do compartimento de permanência prolongada for inferior a 2...2..É vedado denominar loteamento com as palavras jardim........ diurna ou noturna.... 36 . o mesmo ocorrendo com os compartimentos de utilização transitória.. 187 .º 6.. quando o pé direito for inferior a 2.50m (cinco metros e cinqüenta centímetros) serão permitidas sobrelojas parciais não consideradas pavimento desde que: I ......... § 3.30m (30 centímetros).. III . II ....O posto de abastecimento só poderá ser instalado observandose normas que preservem a segurança do estabelecimento e da população. cidade....URBEL: a) a coordenação e/ou acompanhamento da elaboração e da execução das intervenções propostas pelo poder público.. 186 ...utilização ou permanência prolongada......não prejudiquem os índices de iluminação e ventilação previstos no Decreto Lei nº 84. permitida a utilização das palavras bairro ou vila.50m (dois metros e cinqüenta centímetros)...... Parágrafo único ... ...Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art... durante este prazo.... que direta ou ..Não poderá existir altura inferior a 2. o direito de se estabelecer no local consultado........80m (dois metros e oitenta centímetros).... fica estabelecida a seguinte divisão de competências administrativas para atuação do Executivo nas ZEIS-1 e nas ZEIS-3: I ...compete à Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte .." Art........A aprovação de loteamento ou desmembramento do solo urbano deverá ser comunicada através de publicação no Diário Oficial do Município........º . Parágrafo único . Art.. parque.º ....As intervenções públicas voltadas à urbanização e à regularização fundiária das ZEIS-1 e ZEIS-3 deverão ocorrer de forma integrada entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal........ 36 da Lei n....º . acrescendo-se ao artigo o seguinte parágrafo único: " Art........30m (dois metros e trinta centímetros) para os de utilização transitória... garantindo.50m (dois metros e cinqüenta centímetros) e máxima de3.20m (dois metros e vinte centímetros) para os compartimentos destinados a estacionamento e guarda de veículos... chácara ou similares.." (NR) Art..916.... § 2....não cubram mais de 50% (cinqüenta por cento) da área da loja..

compete à Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana: a) a aprovação de projetos de parcelamento do solo. II . Ocupação e Uso do Solo da ZEIS em questão e em consonância com o disposto nesta Lei.Não titulados um ou alguns lotes resultantes do parcelamento aprovado. II . § 1º revogado pela Lei nº 9. utilizar-se-á.959. d) acompanhamento e anuência aos Planos Globais Específicos. como referência para definição dos limites. nas questões referentes à saúde. Art. desta Lei. constantes dos decretos específicos. será respeitada todavia a posse existente. c) juntamente com a URBEL. mediante parecer prévio da URBEL.compete à Secretaria Municipal de Saúde . § 3º. f) a coordenação das ações de fiscalização urbana nas ZEISs.SMMA opinar. 91. Ocupação e Uso do Solo de cada ZEIS quando se tratar de áreas já regularizadas.compete à Secretaria Municipal de Meio Ambiente .A permanência dos usos disconformes já existentes nas ZEIS-1 e ZEIS-3 somente serão admitidos mediante adoção de medidas mitigadoras a serem definidas nas Normas Específicas de Uso e Ocupação do Solo da ZEIS em questão. a partir das Normas Específicas de Parcelamento. Art. b) aprovação de projetos de edificação autorização para instalação de atividades. e) a promoção de parcerias que objetivem os serviços de manutenção da infra-estrutura existente. no caso de ZEIS-1 e ZEIS-3 não regularizadas. 88. 92 e 93 desta Lei.não tenham sido ocupadas por população de baixa renda. 188 . a definição dos instrumentos de controle normativo referente ao desenvolvimento habitacional das ZEIS-1 e ZEIS-3. IV . em parceria com a URBEL. e em consonância com o disposto nos art. mediante parecer favorável da URBEL. 71. 89. 90. as áreas constantes dos levantamentos aerofotogramétricos de 1981 e de 1994 e a descrição narrativa dos perímetros dos Setores Especial-4 (SE-4).indiretamente tenham interferência com as ZEIS-1 e ZEIS-3. nas questões referentes ao meio-ambiente. 189 . em consonância com as Normas Específicas de Parcelamento.O Executivo poderá determinar a exclusão de áreas inseridas nas ZEIS-1 e ZEIS-3 que: I . no caso da conveniência de se promover sua desocupação.SMSA: a) opinar. de 20/07/2010 § 2º . III . prevista no art. nas ações propostas pelo Poder Público. em parceria com a URBEL. 190 .não se caracterizem como área vazia localizada no interior do assentamento habitacional. . d) as ações de fiscalização urbana e exercício do poder de polícia administrativa nas ZEIS. quando não forem estes promovidos pela URBEL. Art.Enquanto o Executivo não proceder à descrição narrativa do polígono das áreas delimitadas. com os diversos agentes envolvidos na produção e fornecimento dos serviços urbanos. c) a coordenação da elaboração e da execução das intervenções previstas nos Planos Globais Específicos. b) executar ações de vigilância à saúde nas ZEIS. inclusive para fins e efeitos de indenização das benfeitorias.

acordos entre moradores e proprietários.959/10. de 20/07/2010 VII .Os casos omissos do Capítulo VI serão submetidos ao Conselho Municipal de Habitação . VII e VIII. 192 revogado pela Lei nº 9.Anexo XIII . 194 . Art.º 7. ouvido o Conselho Municipal de Habitação. somada aos espaços não cobertos destinados ao seu exercício.que atenda aos procedimento previstos no Anexo XIII desta Lei. de 20/07/2010 Art.166.Anexo VIII . 196 . de 1996. sendo necessária a análise com parecer positivo específica do COMPUR.Anexo XII . de 27 de dezembro de 1966 e o art. Hierarquização do Sistema Viário e Áreas de Diretrizes Especiais .aprovação e intermediação realizada pelo Executivo do Município. 70 do Decreto-Lei nº 84. 195 . Art.º 1.Poderão também ser excluídas das ZEIS-1 e das ZEIS-3 áreas anteriormente ocupadas como tal.Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEIS-1 e ZEIS-3.166. e comprovação do reassentamento das famílias removidas. revogando as disposições em contrário.Classificação de Usos na ADE de Santa Tereza.ADE's. de 21 de dezembro de 1940. 1.º 7. II . II .Normas para Pedido de Exclusão de Áreas em ZEIS-1 e ZEIS-3. devem ser estabelecidos em decreto os procedimento complementares à aplicação das disposições do Capítulo IV desta Lei. referentes a Zoneamento.Mapa contendo alterações nos anexos I e II do Anexo II da Lei nº 7.Para efeito de aplicação das disposições dos Anexos V. IV .165/96. VIII . 193 . V . de 1996. POIS SERÃO TRATADOS ASSUNTOS ESPECÍFICOS DELA. 191 .166. CAPÍTULO V . Parágrafo único .No prazo de 180 (cento e oitenta) dias. referentes a sistema viário e Projetos viários prioritários.São parte integrante desta Lei: I . Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras. simultaneamente observado o seguinte: I .º 7166.º do Capítulo IX da Lei n. de 1996. Art.Anexo VI: Usos.º 7. Art.959. a Lei n. Art.III . III .301.Anexo II: Mapa contendo alterações nos Anexos II. especialmente o art.959. IV e XII da Lei n.Anexo V: Classificação dos Usos.Anexo III: Vias com Previsão de Recuo de Alinhamento a serem acrescentadas ao Anexo V da Lei n. é considerada como área da atividade a área edificada ocupada pela mesma. através de operações compensatórias. em substituição à classificação constante do Anexo X da Lei n. de 1996.CMH. DE AGORA EM DIANTE A NUMERAÇÃO DE ARTIGOS VAI SEGUIR A DA LEI Nº 9. contados da data da publicação desta Lei. Anexo VI revogado pela Lei nº 9. IX . X . VI.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Anexo IV: Parâmetros Urbanísticos das Zonas de Grandes Equipamentos estabelecidas por esta Lei.

148 . V .não comprometimento da implantação do conjunto habitacional pela existência de vegetação ou espécimes arbóreas de porte significativo. 145 . Art. juntamente com a revisão da Lei de Parcelamento. 146 . 147 . ou por decreto. VI . IV .não estar predominantemente inserida em áreas de preservação histórica ou ambiental. ou com possibilidade de expansão. predominantemente.regularidade da situação fundiária ou possibilidade de regularização jurídica do terreno. por lei.As AEISs dividem-se em: I .compatibilização e integração do uso proposto às condições do entorno. que não deve estar predominantemente inserido em áreas afetadas por faixas de domínio ou servidão e por demais elementos geradores de restrições legais à ocupação. Ocupação e Uso do Solo.AEISs-1: destinadas à produção de moradias. Art. . II . II . conforme diretrizes da Política Municipal de Habitação.Áreas de Especial Interesse Social .AEISs . de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos. por população de baixa renda.não ser definida como Zona de Proteção Ambiental ou Zona de Preservação Ambiental. quando se tratar de área pública ou a partir da proposição do proprietário interessado em estabelecer parceria com o Município. ocupação e uso do solo estabelecidos nesta Lei e por decreto específico. compostas de áreas vazias. que não deve apresentar predominância de áreas com declividade acima de 47% (quarenta e sete por cento) ou com incidência de risco. referendada pelo Conselho Municipal de Habitação. compostas por loteamentos irregulares ocupados.DOS CRITÉRIOS E PARÂMETROS URBANÍSTICOS DAS ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL . edificações existentes e edificações subutilizadas ou não utilizadas.existência de infraestrutura adequada. Parágrafo único .Constituem critérios para a delimitação de AEIS-1: I . III .presença de condições topográficas e geológico-geotécnicas adequadas para a destinação proposta no terreno. Art. para atendimento à população a ser assentada. XIV e XV desta Lei. § 2º .As áreas vazias e as edificações subutilizadas ou não utilizadas compõem o cadastro de imóveis para a produção de novas moradias.As AEISs-1 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos referentes a parcelamento. § 1º .As AEISs-2 obedecerão aos critérios e parâmetros urbanísticos dispostos na Lei nº 9.A instituição de novas AEISs. VIII .AEISs Seção I Disposições Preliminares Art. destinadas à implantação de programas e empreendimentos de interesse social vinculados ao uso habitacional. edificadas ou não. VII .074/05 e suas alterações.presença e/ou previsão de implantação de equipamentos públicos comunitários que atendam à população. no caso de edificações subutilizadas ou não utilizadas. além das indicadas nos Anexos XIII. poderá se dar.AEISs-2: destinadas à regularização fundiária e à legalização do tecido urbano.são áreas. ao longo do intervalo de 4 (quatro) anos.

149 .Nas AEISs-1.ter área mínima de 80 m² (oitenta metros quadrados) e.Fica o Executivo autorizado a titular. 5 m (cinco metros) de frente (testada).Os lotes nos parcelamentos em AEIS-1 devem atender às seguintes condições: I . retomar. deverão respeitar os parâmetros do zoneamento original. Seção III Dos critérios e parâmetros para as AEISs-1 Art.não estar predominantemente inserida em áreas a serem afetadas por projetos/programas especiais que comprometam a implantação do empreendimento. visando à defesa e à permanência do caráter de interesse social. serão permitidos lotes voltados para vias mistas. com dispensa de licitação.As novas edificações caso sejam demolidas ou sua destinação seja alterada. e as demais características serão detalhadas em decreto específico.666/93. e sua aprovação se dará como parcelamento vinculado e ficará condicionada à apresentação de estudos geológico-geotécnicos. § 2º .IX . nos termos do art.A validade dos parâmetros urbanísticos relativos à AEIS-1 apenas se aplica para empreendimento habitacional de interesse social. Art.Nas AEISs-1. Subseção I Do Parcelamento Art. 154 . Seção II Da Alienação de Lotes Art.Nos parcelamentos em AEIS-1. não serão permitidos lotes voltados para vias de pedestres. Art. permutar. as principais características geométricas das vias devem atender aos parâmetros estabelecidos no Anexo XIX desta Lei. doar ou dar em garantia imóveis de propriedade pública municipal delimitados como AEIS.As transferências de imóveis produzidos no âmbito da Política Municipal de Habitação deverão se dar com a interveniência do órgão gestor. vender. 151 .Fica o Executivo autorizado a desafetar os bens públicos existentes no interior das AEIS-2 para fins de regularização fundiária.883/94. seu traçado permita que a . 17 da Lei Federal nº 8. X . de acordo com normas e critérios definidos pelo CMH. 152 . § 1º . alterada pela Lei Federal nº 8. financiar. em favor dos beneficiários da Política Municipal de Habitação. no mínimo. além dos critérios e parâmetros constantes do Anexo XIX desta Lei.os lotes com área entre 80 m² (oitenta metros quadrados) e 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) não poderão ser destinados à habitação multifamiliar. Art. 150 .relação custo-benefício favorável para a implantação do empreendimento habitacional. II . Parágrafo único . 153 . desde que.

Art. se dará por meio de decreto. § 2º .No caso de lotes com frente para via mista. § 3º . § 4º . 17 da Lei nº 7. bem como a manutenção e a preservação dessas.000m² (trinta mil metros quadrados). 5. no mínimo. será feita uma previsão de áreas públicas de estacionamento.vias necessárias para acesso adequado ao empreendimento. 158 . 15% (quinze por cento) da área total da gleba a ser loteada para instalação de equipamentos urbanos e comunitários e espaços livres de uso público. o pagamento em espécie é obrigatório. § 1º . II . de forma que seu acesso esteja a uma distância máxima de 100m (cem metros). drenagem de águas pluviais e iluminação pública. no mínimo.quando os 15% (quinze por cento) a serem transferidos ao Município resultem em área inferior à mínima prevista no inciso II do art.A regulamentação das exigências previstas neste artigo e dos padrões de urbanização.Será aceita a utilização de espaços livres de uso público como divisores de quarteirões. Parágrafo único . será exigida.distância máxima a ser percorrida entre qualquer edificação e uma via de hierarquia superior seja de 50m (cinquenta metros). 156 . no mínimo. as quais serão transferidas ao Município. ouvidos o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana.Serão exigidas a delimitação e a utilização de áreas não parceláveis como área de preservação ou não edificável.0 m (cinco metros) de frente para logradouro público e acesso direto ao sistema viário. nesse caso.Para implantação de empreendimento habitacional em AEIS-1. 155 .A previsão mínima de vagas de estacionamento em AEIS-1 deverá ser de 1 (uma) vaga para cada 3 (três) unidades habitacionais. devendo-se destinar a espaços livres de uso público. Subseção II Da Ocupação Art. 157 .Nos casos de desmembramento: I . II .sistemas de abastecimento de água.a transferência de área ao Município poderá ser feita em outro local. a implantação de: I . incorporadas ao percentual do sistema viário.166/96. Parágrafo único . aplicando-se. no mínimo. desde que haja interesse público manifesto. é obrigatória a transferência ao Município de.As áreas transferidas ao Município devem ter. nas glebas com área superior ou igual a 30. sendo que. 1/3 (um terço) desse percentual. a nova área a ser transferida deverá representar o mesmo valor correspondente ao da área original. em . bem como das responsabilidades dos agentes envolvidos. esgotamento sanitário. para a conversão.Nos loteamentos em AEIS-1. Art.Não serão computadas no percentual de 15% (quinze por cento) a que se refere o caput deste artigo as áreas destinadas ao sistema viário. Art. a tabela de valores imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.

7 (um inteiro e sete décimos). Parágrafo único .Nas AEISs-1.As edificações de uso misto com 5 (cinco) pavimentos em AEIS-1 ficam liberadas da exigência de pilotis separando os usos residencial e não residencial. Art. os lotes destinados à implantação de equipamentos públicos. nesse percentual. 162 . Art. não sendo admitidas vagas presas. desde que a distância entre a laje de piso do primeiro pavimento e a laje de piso do último pavimento seja de. 166 . 25m²/un (vinte e cinco metros quadrados por unidade habitacional).A altura máxima permitida na divisa deverá ser calculada tendo o terreno natural em seus respectivos pontos como referência de nível.00 m (sete metros) em.projeção horizontal. não se incluindo. 159 . 167 . Subseção III Do Uso Art. Art. a partir da aplicação do Coeficiente de Aproveitamento. 164 . Art. § 2º . no máximo. 10% (dez por cento) quando a área do lote for menor ou igual a 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados). no máximo. Art. garantida TP de. Art. § 1º .00 m (três metros). a Quota de Terreno por Unidade Habitacional será de.A soma das áreas dos lotes de uso não residencial não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total dos lotes do empreendimento. no mínimo. 163 .A Taxa de Permeabilidade .O afastamento mínimo das edificações com relação ao alinhamento frontal do terreno será de 3.165/96. desde que atendidos os critérios gerais vigentes para localização de atividades no Município. 161 .TP . no mínimo. 50% (cinquenta por cento) da extensão da divisa.As edificações poderão ser construídas sem afastamentos laterais e de fundos até a altura máxima de 7. Art. . 2 (dois) pavimentos com pé-direito de até 3m (três metros) cada.As edificações implantadas em lotes com único acesso e frente para vias mistas deverão ter.O Coeficiente de Aproveitamento nas AEISs-1 será de 1. Art. 165 . de 11 m (onze metros). dos acessos de entrada das edificações localizadas na via.Não serão admitidos descontos de área no cálculo do potencial construtivo. § 1º . no máximo.Não será admitida aplicação de outorga onerosa em AEIS. em conformidade com o disposto na Lei nº 7.Serão permitidas edificações com até 5 (cinco) pavimentos.As AEISs são destinadas prioritariamente ao uso residencial. 160 . sendo aceitos o uso misto e os usos não residenciais.deverá variar proporcionalmente ao tamanho dos lotes.

X .166/96. que substitui o Anexo I da Lei nº 7.166/96. VI .Anexo XVIII . que substitui o Anexo VII da Lei nº 7.500. .Anexo VII .Glossário. incluído como Anexo XV da Lei nº 7.Afastamentos Mínimos Laterais e de Fundo.Anexo XIII .Anexo XVII . XVIII .165/96.166/96. Repercussões Negativas e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. que substitui o Anexo I da Lei nº 7. 169 .Áreas para Operações Urbanas Consorciadas. Art.Classificação dos Usos. acrescido como Anexo VI-A da Lei n° 7.No caso do uso misto em um mesmo lote. Taxa de Ocupação.Anexo XV . 170 . que inclui o Anexo IV à Lei nº 7.Caberá ao Conselho Municipal de Política Urbana .Anexo VI . XIX . XVII .Atividades admitidas nas ADEs Belvedere e Belvedere III.deliberar sobre as dúvidas decorrentes da interpretação da legislação urbanística municipal.Operação Urbana Consorciada das Áreas em Reestruturação do Vetor Norte de Belo Horizonte. XIV .165/96.Anexo III . que substitui o Anexo VI da Lei nº 7. que inclui o Anexo V à Lei nº 7.165/96.§ 2º .Alterações no Mapa de Hierarquização do Sistema Viário Constante do Anexo IV da Lei nº 7. que substitui o Anexo X da Lei nº 7.Anexo X .Parâmetros Urbanísticos Relativos à Quota de Terreno por Unidade Habitacional. XVI .Anexo VIII .AEIS-1.166/96.Anexo I . que substitui o Anexo XI da Lei nº 7.Localização dos Usos.Anexo II .165/96. XI . XV .166/96.166/96.Para a regularização de superação do Coeficiente de Aproveitamento decorrente do fechamento de varanda.Alterações no Mapa das Áreas de Diretrizes Especiais constante do Anexo XII da Lei nº 7. XIII .A multa a que se refere o art. II .166/96.166/96.Vias definidas como de caráter misto. Taxa de Permeabilidade e Altura Máxima na Divisa. incluído como Anexo IV-A à Lei nº 7.Anexo IX .Anexo XII .166/96 equivale a R$1.Mapa de Áreas de Especial Interesse Social . 168 .Anexo XIX . 100 da Lei nº 7.137/00.166/96.00 (um mil e quinhentos reais) por metro quadrado ou fração de área irregular.Anexo XVI .Número Mínimo de Vagas para Veículos nos Projetos de Edificações.Anexo IV . CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Anexo XIV .Mapa do Sistema Viário.São partes integrantes desta Lei: I . Art. VIII .166/96 como Anexo XIII. a soma das áreas de atividades destinadas aos usos não residenciais não poderá exceder a 10% (dez por cento) da área total do lote. que substitui o Anexo VIII da Lei nº 7.Coeficientes de Aproveitamento Básico e Máximo.COMPUR .166/96. IX .Mapa das Áreas de Projetos Viários Prioritários. Art. que substitui o Anexo II da Lei nº 7.Anexo V . III . incluído na Lei nº 7. poderá ser utilizada a Transferência do Direito de Construir gerado por imóveis tombados localizados em qualquer zona.Alterações do Mapa de Zoneamento constante do Anexo II da Lei nº 7. V .165/96.166/96.Parâmetros das vias em AEIS-1. VII . IV .Anexo XI .Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8. XII . 171 .

Art.Área da Concessão de Uso do Subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.Anexo XXX . de 16 de janeiro de 1985. ressalvada a hipótese de existência de impedimentos técnicos ou econômicos e garantido. XXXI .Anexo XX .Anexo XXXI . 14.Para os proprietários de terrenos lindeiros às vias ou aos trechos de vias incluídos no Anexo V da Lei nº 7. 174 .037/05.Custo das intervenções previstas na Operação Urbana do Isidoro.Alterações no Anexo VI da Lei nº 9. de 16 de dezembro de 1974. 172 – VETADO Art.955. XXIV .Relação de usos permitidos na ADE da Pampulha. XXX . 5º.Anexo XXIX . de 26 de agosto de 1991.Anexo XXVII .037/05.Plano Urbanístico Operação Urbana do Isidoro.Classificação dos Usos instalados em ZEIS. 25. 24 e o inciso IV do art. com o título “Parâmetros Urbanísticos das ZEs estabelecidas pela Lei nº 8.os arts. XXII . 173 .Relação de Documentos para Aprovação de Projetos de Parcelamento nas ZEISs. XXVII . 7º. III .Anexo XXVI .Área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências.Ficam revogados: I . nesse caso. incluído na Lei nº 7. XXVIII .Anexo XXI .037/05.Anexo XXVIII . XXIX . que substitui o Anexo XII da Lei nº 8.166/96. XXVI . §1º .137/00”.Alterações no Anexo IV da Lei nº 9. XXXII . fica autorizada a transferência do potencial construtivo referentes a estas para as áreas remanescentes do mesmo terreno.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no caput deste artigo ficará condicionada à implantação do alargamento da respectiva via.Normas para Pedido de Exclusão de Área em ZEIS.Operação Urbana Bosque das Braúnas. 175 . XXI .Lotes envolvidos na Operação Urbana da Savassi. Repercussões Negativas das Atividades e Medidas Mitigadoras das Repercussões Negativas. § 2º. XXIII .166/96. Parágrafo único .Mapa da ADE Serra do Curral. todos da Lei n° 3.a Lei nº 5.137/00.Anexo XXII .166/96.166/96 como Anexo XII-A.Anexo XXXII . Art. . que transferirem ao Município as áreas necessárias ao recuo de alinhamento. a alteração de zoneamento proposta para a quadra 6146.XX . XXV .Anexo XXIII . com o conteúdo constante do Anexo XVIII desta Lei. constante do Anexo II da Lei nº 7.390. incluído como Anexo XVI da Lei nº 8.O Anexo IV da Lei nº 8. situada no Bairro União.Os projetos inseridos em ZEIS deverão observar as normas de acessibilidade. Art.Fica excluída do Anexo VII desta Lei .995. que substitui o Anexo VII da Lei nº 9.137/00. de acordo com projeto elaborado pelo Executivo.137/00 passa a vigorar como Anexo VI-A da Lei nº 7.Anexo XXIV .Anexo XXV . que substitui o Anexo XIII da Lei nº 8. II .a Lei nº 2.137/00.Alterações do Mapa de Zoneamento -. o inciso II do art. o reassentamento em moradias com melhores condições de acessibilidade no momento da intervenção.

os §§ 1º.221. Art. 113 e 114 da Lei nº 7.o § 1º do art. 12 e 15 do Capítulo IX da Lei nº 7. 21 da Lei nº 7.137/00. XXX .os arts. 37 da Lei nº 7.o § 2º do art.137/00 e outras leis municipais vigentes sobre parcelamento. XV e XVI do caput do art. à qual deverão ser ajustados os limites das zonas.166/96.165/96.o art. 192 da Lei nº 8.o art. 157 e 158 da Lei nº 8.o § 1º do art. de 5 de agosto de 1992. emitidos em desacordo com o disposto nesta Lei. 4º.166/96.166/96.166/96. 169 da Lei nº 8. 2º. 68 da Lei nº 7. 2º e 8º do art.166/96.a Lei n° 6. § 1º .a Lei nº 6. 10 e 11 do art. § 1º .166/96. de 6 de dezembro de 1995.165/96. VII .o § 13 do art. 67 da Lei nº 7. XVI .As dúvidas na compatibilização entre os limites das zonas e a base cartográfica atualizada serão dirimidas pelo COMPUR. X . 176 . 98 da Lei nº 7.o § 1º do art. Art. XV . IX .o inciso IV do art.os arts. 30 da Lei nº 7. 6º.Os licenciamentos de projeto protocolados em órgãos municipais licenciadores até a data de entrada em vigor desta Lei submetem-se aos parâmetros urbanísticos previstos na legislação vigente até então.166/96. preservando-se o conteúdo normativo dos dispositivos consolidados.166/96. § 2º . será utilizada base cartográfica atualizada. 5º.166/96.137/00. XXVII .137/00.os arts.137/00. 190 e o art.o § 4º do art. VIII .165/96.o parágrafo único do art. XXIV .166/96. XXVI . 72 da Lei nº 7. 67 da Lei nº 7. 1º .166/96. 46 da Lei nº 7. XVII . 102 da Lei nº 7. nº 7. XI . elaborará projeto de compilação desta Lei com as leis nº 7. 32 da Lei nº 7.o parágrafo único do art.o art. XXXI . XVIII .os §§ 2º a 5º do art.os §§ 1º e 3º do art. 44-A da Lei nº 7. nº 8. 141 da Lei nº 8. XIV . XX . 1º. 45 da Lei nº 7. XXIX . 2º . 11. XIII . 14 da Lei n° 7.O Executivo. 7º. 6º. VI . XXVIII .137/00. XIX .o Anexo VI da Lei nº 8.os §§ 1º. não poderão ser .137/00. XXIII . no sentido de facilitar a compreensão da legislação.137/00.os incisos II. 161 da Lei nº 8. 4º. XXV .165/96.999.os arts.Os alvarás de construção para as áreas definidas como de Operações Urbanas Consorciadas.Na compilação do Mapa de Zoneamento.o Capítulo IV do Título IV da Lei n° 7. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 31 da Lei nº 7. XXI .o Capítulo III da Lei nº 8.166/96. XXII .166/96. 10.166/96. V .166/96.o § 1º do art.os §§ 1º e 3º do art.166/96. 3º. ocupação e uso do solo.IV . XII .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 68 a 71 da Lei nº 7.166/96.

4º . findos os quais serão aplicados os parâmetros desta Lei para o empreendimento. com largura igual ou superior a 10. instalação e operação. ficam classificadas como VR.as vias coletoras e arteriais.00 m (dez metros) ficam classificadas como VM.A elaboração do projeto de lei previsto no caput deste artigo deverá ser subsidiada por avaliações do Conselho Municipal de Política Urbana e do Conselho Municipal de Meio Ambiente. 8º . fica estabelecido o seguinte critério para a classificação da natureza das vias no que diz respeito à permissividade de instalação de usos não residenciais: I .Na hipótese de os planos diretores regionais recomendarem alterações à legislação urbanística municipal. 3º . 15 da Lei nº 9. 111 da Lei nº 7. contado da aprovação desta Lei. § 2º . § 1º .165/96. contado da data de publicação desta Lei.277/97 e nº 8.Até que entre em vigor a lei a que se refere o caput deste artigo.166/96. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.00m (dez metros) ficam classificadas como VR.as vias locais. independentemente do prazo previsto no art.O Executivo promoverá estudos técnicos destinados a definir parâmetros de regulação da altimetria no Município. § 2º . contado da aprovação desta Lei. visando à correspondência entre o quadro relativo às atividades econômicas admitidas nas ADEs e a classificação da CNAE. ZPs e ADEs de Interesse Ambiental.as vias coletoras e arteriais. Art. com vistas à sua incorporação aos Anexos II e XII da Lei nº 7.166/96 e em atendimento ao disposto no art.O Executivo encaminhará à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a classificação viária relativa à permissividade de instalação de usos não residenciais. Art.O Executivo elaborará tabela.166/96. 7º .as vias de ligação regional. IV . Art. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. no prazo de 120 (cento e vinte dias) após a entrada em vigor desta Lei. no prazo de 1 (um) ano.166/96.166/96. com largura inferior a 10.Excetuam-se da regra prevista no § 1º deste artigo as seguintes vias. definidas no Anexo IV da Lei nº 7. 83 da Lei nº 7. ficam classificadas como VNR. considerando identidades e características diferenciadas dos lugares. 6º .O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo mapa com a revisão dos limites das ZPAMs.renovados e terão validade improrrogável de 4 (quatro) anos. III .Para os licenciamentos enquadrados na hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no § 8º do art. Art. 5º . no prazo de 1 (um) ano. estas poderão ser encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal.201/01 até que seja aprovada legislação específica para sua localização.As antenas de telecomunicação obedecerão às definições contidas nas leis nº 7. § 3º .725/09. Art.166/96. Parágrafo único . II . Art. que ficam classificadas como: .A condição prevista no caput deste artigo será aplicada apenas aos licenciamentos que tiverem o protocolo de projeto arquitetônico na Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana deferido em até 1 (um) ano. definidas no Anexo IV da Lei nº 7.

no trecho entre as ruas Jabaquara e Tocantins. Parágrafo único .I .e na Zona Central do Barreiro .O Executivo publicará tabela de arredondamento dos valores relativos aos afastamentos frontais e de fundo. Art. b) as vias inseridas no Anexo XXIV desta Lei. 9º . Art.166/96.ALMG . g) a Avenida Paranaíba. Art. e) a Rua Flor do Natal. em caráter excepcional. 11 . ao atendimento de demandas vinculadas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014. i) a Rua Teresópolis. identificada na folha 33 do Anexo II da Lei nº 7. incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança .Vias Preferencialmente Não Residenciais .VM: a) as vias localizadas na Zona Central de Venda Nova . c) a Rua Istria Ferraz. Art.ZE -. no trecho entre as ruas Gonçalves Ledo e Resende. contados a partir da data de sua publicação. por 2 (dois) meses. exclusivamente. passa a ser classificada como Zona de Grandes Equipamentos . remanescente da urbanização da área de Estação de Integração de Transporte Coletivo Vila São José. no trecho entre as ruas Belmiro de Almeida e Jequitaí.ZCBA -.VNR -.A área destinada à implantação de equipamento de transporte de interesse municipal. Art. em decorrência de outras Operações Urbanas aprovadas por lei específica. com vistas. em complementação ao disposto no Anexo X desta Lei.ZCVN . 10 . com vistas à atualização do sistema do órgão às determinações desta Lei. d) a Rua Flor do Divino. h) a Rua Pacajá. DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO. TÍTULO II DAS OPERAÇÕES URBANAS BOSQUE DAS BRAÚNAS. as localizadas nas ZEs.E DA SAVASSI CAPÍTULO I DA OPERAÇÃO URBANA BOSQUE DAS BRAÚNAS .Fica suspensa. f) a Rua dos Lagos. j) a Rua Resende. os parâmetros urbanísticos para as áreas nelas incluídas poderão ser flexibilizados.vias de caráter misto . contado a partir da data da entrada em vigor desta Lei. 12 .O Executivo regulamentará o processo de licenciamento urbanístico. a emissão de Consulta Prévia e Informação Básica pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana.A transferência das atribuições previstas nesta Lei do COMAM para o COMPUR dar-se-á quando da regulamentação prevista no caput deste artigo. entre as ruas Moisés Kalil e Amílcar Viana Martins.EIV em até 1 (um) ano. 13 . DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . II . conforme projeto do Executivo.Até que sejam aprovadas as leis específicas das Operações Urbanas Consorciadas previstas nesta Lei.

A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é a dos lotes lindeiros à Avenida Barão Homem de Melo.a implantação das edificações obedecerá à legislação relacionada às Áreas de Preservação Permanente .unidades habitacionais limitadas a 18 (dezoito).altimetria máxima das edificações de 12 m (doze metros) contados a partir da cota natural do terreno. § 2º . 17 .Fica instituída a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo. em caráter perpétuo.A área objeto da Operação Urbana prevista neste Capítulo é aquela definida como Zona de Proteção-2 . 17 deverão observar o prazo previsto no caput deste artigo.Fica instituída a Operação Urbana Bosque das Braúnas. fica permitida. § 1º . 15 destas Disposições Transitórias e conforme delimitado no Anexo XXVI desta Lei. V .O acesso de veículos às áreas edificadas respeitará a delimitação da Reserva Particular Ecológica e receberá pavimentação que garanta a permeabilidade do solo. 21 . 20 . II . em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. 16 .Art.314/93. na porção remanescente do terreno delimitado no Anexo XXVI desta Lei. com o objetivo de garantir a preservação de área de interesse ambiental. 19 . contado da data de publicação desta Lei.APPs .Em contrapartida à instituição da Reserva Particular Ecológica nos termos do art. Art.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo envolve o alargamento dessa Avenida. 15 . de acordo com os parâmetros previstos nessa Operação Urbana. nos termos da Lei nº 6.manutenção de toda a área não edificada como área permeável. além de pilotis aberto no pavimento térreo.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana Bosque das Braúnas envolve a instituição de Reserva Particular Ecológica. Art. em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. em porção do terreno a que se refere o art. Parágrafo único . de 12 de janeiro de 1993.165/96.número de pavimentos limitado a 3 (três). CAPÍTULO II DA OPERAÇÃO URBANA DA AVENIDA BARÃO HOMEM DE MELO Art.165/96. no trecho entre as avenidas Silva Lobo e Raja Gabáglia. 18 . Art. com o objetivo de viabilizar o alargamento da referida Avenida. Art. III . 3º da Lei nº 6. a construção de edificações residenciais multifamiliares.ZP-2 . excluída desta a caixa d’água e a casa de máquinas.166/96. 16 destas Disposições Transitórias e a aprovação de projeto de edificação prevista no §1º do art.O cumprimento da obrigação prevista no art.pelo Anexo II da Lei nº 7. correspondente à quadra 4003. localizada no Bairro Braúnas. Art. identificado como via com . 14 .O prazo de vigência da Operação Urbana Bosque das Braúnas é de 2 (dois) anos.314.existentes no terreno.O adimplemento da obrigação prevista no caput deste artigo possibilita a aprovação de projeto de edificação e posterior emissão de Alvará de Construção para conjunto de edificações residenciais que atenda aos seguintes requisitos: I . de acordo com o mesmo Anexo e delimitada pela Rua Sem Nome (código 078991). IV . Art.

A concessão dos benefícios previstos no art. Art.previsão de recuo de alinhamento no Anexo V da Lei nº 7. com vistas a proporcionar o aumento da capacidade do sistema viário e de transporte e permitir o adensamento dos lotes lindeiros.166/96. bem como o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B.ALMG Art. . resgatando o projeto original criado por Roberto Burle Marx.A utilização do potencial construtivo transferido na forma prevista no art. por qualquer serviço prestado em decorrência de atividades desenvolvidas nas áreas abarcadas pela concessão de uso prevista no art. Art. por meio da viabilização de melhorias em sua estrutura. 27 destas Disposições Transitórias fica condicionada à reconstituição. Parágrafo único . bem como à realização das intervenções viárias que se fizerem necessárias para a minimização do impacto urbanístico decorrente do plano urbanístico proposto.Fica vedada a cobrança. 22 .Aos proprietários dos lotes localizados na área prevista no art.Fica instituída a Operação Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais . 20 destas Disposições Transitórias que doarem ao Município as áreas respectivas definidas como recuo de alinhamento. com o objetivo de proporcionar o incremento da qualidade do atendimento prestado por esse órgão à população do Estado. da 12ª Seção Urbana.O potencial construtivo a ser transferido de acordo com o caput deste artigo será calculado com base no produto da área total de terreno doado pelo Coeficiente de Aproveitamento previsto para o lote. Art. 22 destas Disposições Transitórias antes da duplicação da Avenida Barão Homem de Melo fica condicionada a anuência do órgão colegiado responsável pelo licenciamento urbanístico nos termos desta Lei. CAPÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .As áreas objeto da Operação Urbana da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. com vistas ao cumprimento dos objetivos previstos no art. 26 . das áreas públicas da Praça Carlos Chagas. Art. 24 . 25 . 28 . 27 destas Disposições Transitórias. 23 .Ficam excluídos da ADE Residencial Central o quarteirão 11A e os lotes 13 e 14 do quarteirão 18B da 12ª Seção Urbana.ALMG -. pela concessionária. 25 destas Disposições Transitórias. no Município de Belo Horizonte. Art.As áreas mencionadas no caput deste artigo são aquelas definidas no Anexo XXIX desta Lei. 29 .O prazo de vigência da Operação Urbana da Avenida Barão Homem de Melo é de 10 (dez) anos. Art. Parágrafo único . pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. contado da data de publicação desta Lei. 27 . à recuperação e à manutenção. será autorizada a Transferência do Direito de Construir relativo ao potencial construtivo da área doada para as áreas remanescentes do mesmo terreno. Art.Fica autorizada a concessão de uso de áreas específicas do subsolo do Município à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Parágrafo único .

fica estabelecida outorga de potencial construtivo adicional equivalente a 1.O prazo da concessão de uso prevista no caput do art. 27 destas Disposições Transitórias é de 10 (dez) anos.Para os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. devendo o imóvel receptor sujeitar-se ao disposto no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7. Art. 36 . por meio de intervenções viárias e urbanísticas.O potencial construtivo adicional adquirido pelos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei não poderá ser alienado.O prazo para a implementação da Operação Urbana é de 4 (quatro) anos.em outros terrenos pertencentes aos proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. Art.nos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. contado da data de publicação desta Lei.o corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo. a critério das partes envolvidas na Operação Urbana.O plano urbanístico em que se fundamenta a Operação Urbana da Savassi. II .os lotes constantes do Anexo XXVIII desta Lei. Art.área do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências. por igual período.à supressão das entradas para as áreas de estacionamento a partir da Avenida do Contorno.minimizar a situação de conflito entre veículo e pedestre existente na área. 31 . § 2º . CAPÍTULO IV DA OPERAÇÃO URBANA DA SAVASSI Art. 33 . em conformidade com o Capítulo II do Título IV da Lei nº 7.propiciar a melhoria dos espaços públicos na região da Savassi. 32 .89 m² (mil novecentos e noventa e quatro vírgula oitenta e nove metros quadrados) de área líquida construída.165/96 e de acordo com o disposto no art. III . a ser utilizado.166/96. alternativamente: I . renovável sucessivamente. 34 .As áreas objeto da Operação Urbana prevista nesta Lei são: I . seguindo o disposto no art. Art. com os seguintes objetivos: I . na data da publicação desta Lei. delimitada no Anexo XXVII desta Lei. 11 da Lei nº 7. Art. 35 . II . envolve a implantação do Projeto de Requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos e Adjacências e de melhorias viárias no corredor da Avenida Nossa Senhora do Carmo.994.165/96.São partes envolvidas na Operação Urbana da Savassi o Município de Belo Horizonte e os proprietários dos lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. 30 . 67 do Plano Diretor do Município de Belo Horizonte. .Art. II .à não superação da altimetria máxima constante de projeto aprovado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana para o empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. II . § 1º .Fica instituída a Operação Urbana da Savassi.A utilização do benefício no caso previsto no inciso I do caput deste artigo fica condicionada: I .

de modo a transformar somente em saída a entrada de veículos da Avenida do Contorno ou mediante apresentação de estudo prevendo solução diversa. Art. além do potencial construtivo adicional previsto no art. a recepção de Unidades de Transferência de Direito de Construir – UTDCs –.179. 39 .45 m² (novecentos e noventa e sete vírgula quarenta e cinco metros quadrados).ITBI -.165/96 e em seu Regulamento.transferência ao Município de R$ 7. 40 . I. Parágrafo único .A área da Operação Urbana do Isidoro é definida por parte das bacias hidrográficas do ribeirão de mesmo nome e do baixo Ribeirão do Onça.0 (um) e deverá respeitar o limite de 20% (vinte por cento) para cada lote. 37 . conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei. respeitados os demais parâmetros incluídos no Capítulo I do Título IV da Lei nº 7.O cumprimento da obrigação prevista nos incisos I e II do caput do art.161. a critério do Executivo. com vistas ao custeio parcial das intervenções previstas no art.165/96. igual a 1.580. .Para os lotes incluídos no Anexo XXVIII desta Lei. conforme o cadastro do Município.§ 3º .O não cumprimento do disposto no caput do art.20 (quinze milhões. 37 destas Disposições Transitórias deverá ocorrer nos prazos de 6 (seis) e de 8 (oito) meses.165/96.revisão do sistema de estacionamento do empreendimento comercial localizado na quadra 02 A da Segunda Seção Suburbana. quinhentos e oitenta mil.º 7. § 1º .O acréscimo de potencial construtivo proveniente de Transferência do Direito de Construir terá como referência o Coeficiente de Aproveitamento.A utilização dos benefícios previstos no art. respectivamente.Fica instituída a Operação Urbana do Isidoro. 36.589.O valor referente à obrigação constante do inciso I do caput deste artigo será atualizado com base no reajuste aplicável ao valor do metro quadrado de terreno apurado para fins de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos . cento e sessenta e um mil cento e setenta e nove reais e vinte centavos).60 (sete milhões. Art. 38 . Art. 36 destas Disposições Transitórias fica condicionada às seguintes contrapartidas: I . TÍTULO III DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta centavos). 62 da Lei n. contados a partir da data de publicação desta Lei. 35 destas Disposições Transitórias. em conformidade com o disposto no Capítulo II do Título IV da Lei nº 7. independentemente do zoneamento em que tenham sido geradas. até o limite de 997. II . destas Disposições Transitórias. § 4º . 38 destas Disposições Transitórias sujeita o empreendedor ao pagamento de multa no valor de R$15. fica autorizada. conforme previsto no § 1º do art.

X . . em especial.promover a recuperação ambiental das áreas de preservação. II . de modo a garantir a implantação de corredores viários e de transporte coletivo integrados ao sistema existente. contemplando a implantação de toda infraestrutura necessária.criar condições efetivas para que os investidores e proprietários de imóveis beneficiados com os parâmetros urbanísticos excepcionais previstos para a Operação Urbana contribuam com recursos necessários à sua viabilização. mediante o pagamento de contrapartida. V . Art. que proporcione a preservação de áreas de grande relevância ambiental e paisagística.promover a transformação das grandes áreas vegetadas em parques públicos ou Reservas Particulares Ecológicas de caráter perpétuo e abertas ao público. em especial o Ribeirão do Isidoro.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Operação Urbana do Isidoro poderão fazer jus aos benefícios previstos nesta Lei. CAPÍTULO II DO PLANO URBANÍSTICO Seção I Objetivos Específicos Art.§ 2º . bem como a construção de equipamentos urbanos e comunitários para atendimento à demanda da população local. VI . o Córrego dos Macacos e o Córrego da Terra Vermelha. VIII .permitir o adensamento das áreas propícias à ocupação. 41 .Considerando a relevância ambiental que caracteriza a região objeto da Operação Urbana do Isidoro. observadas as disposições e restrições urbanísticas contidas nesta Lei e na legislação aplicável à matéria.assegurar que o processo de expansão urbana na região ocorra de modo sustentável.instituir classificação das áreas. IV .assegurar a ampliação de áreas não parceláveis permeáveis com relação aos parâmetros vigentes na legislação atual. a incidência de áreas de alta declividade e de risco geológico. concentrando nelas o potencial construtivo das áreas a serem preservadas. das nascentes e dos cursos d’água. III . de forma a identificar aquelas passíveis de ocupação e as que devem ser preservadas. 42 .A Operação Urbana do Isidoro compreende um conjunto integrado de intervenções com o objetivo de promover a proteção e a recuperação ambiental da Região do Isidoro. por meio de processo de ocupação ordenado e sustentável. despoluição dos cursos d’água e conservação das encostas. o Plano Urbanístico em que se fundamenta essa Operação Urbana tem como pressupostos: I . em especial o grande número de nascentes e cursos d’água. em especial dos moradores da Região Norte do Município.garantir a preservação das visadas de topo e de fundo de vale da Região do Isidoro e entorno e assegurar que os novos assentamentos disponham de padrões ambientais e paisagísticos de boa qualidade. IX . contenção de erosão.implantar o sistema viário estruturante na região. VII .viabilizar a manutenção e a proteção de áreas vegetadas contínuas e integradas ao longo dos cursos d’água principais existentes na área. a presença de vegetação expressiva. que contribuam para a melhoria das condições de lazer da população. incluindo revegetação. e de áreas de vegetação expressiva e de cerrado.

e nas demais normas aplicáveis à matéria.Os proprietários de imóveis localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. em especial na Lei nº 7. a Região do Isidoro fica classificada em 3 (três) categorias urbanísticas estabelecidas em função de seus aspectos geomorfológicos e ambientais. Seção II Da Classificação e dos Parâmetros das Áreas da Operação Urbana do Isidoro Art. que demandam critérios específicos relativos ao grau de ocupação e de proteção ambiental. nas quais. naquilo que não conflitarem com as condições estabelecidas para essa Operação. morfológicas. Subseção I Das Áreas com Grau de Proteção 1 Art. destinadas à preservação permanente de nascentes.viabilizar a oferta de terrenos urbanizados para implantação de unidades habitacionais. respeitadas as normas gerais contidas na legislação urbanística. III .Não se aplica o disposto no art. exceto para atividades relacionadas com a sua manutenção e preservação. onde a ocupação deverá ser proibida.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 1. ficam sujeitas às seguintes regras: . § 3º . poderão ser estabelecidos parâmetros de ocupação e adensamento menos restritos que nas demais áreas. presença expressiva de cursos d’água e de manchas isoladas de cobertura vegetal significativa.Grau de Proteção 1: áreas de proteção máxima. conforme delimitação estabelecida no Anexo XXXI desta Lei: I . Art. de drenagem mais favoráveis e da menor concentração de cobertura vegetal relevante. em conformidade com o grau de proteção definido para cada área. § 2º . reclassificadas para o Grau de Proteção 1. 46 destas Disposições Transitórias às áreas reclassificadas para o Grau de Proteção 1. inclusive pagamento de contrapartida.Grau de Proteção 3: áreas de proteção moderada.166/96. sem prejuízo das demais exigências contidas nesta Lei. e que a ela aderirem. somente farão jus aos benefícios previstos nesta Lei mediante a observância integral dos parâmetros relativos à classificação prevista no caput deste artigo.Os proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro. o adensamento e a impermeabilização do solo deverão sofrer restrições.Para os fins dessa Operação Urbana.As áreas a que se refere o inciso II do caput deste artigo que apresentarem características de vegetação. nas quais a ocupação. 43 . topografia e recursos hídricos relevantes e propensos a recuperação ambiental poderão ser. 44 . terão seus terrenos submetidos a parâmetros específicos. por força de deliberação do COMAM. em virtude das condições locais topográficas. cursos d'água e grandes áreas contínuas de cobertura vegetal de relevância ambiental. bem como para instalação de atividades econômicas compatíveis com as características de ocupação predominantemente residencial proposta para a área. conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. 45 .XI .Grau de Proteção 2: áreas de proteção elevada devido às condições topográficas. II . e que a ela aderirem. § 1º . em conformidade como o disposto neste artigo.

000 m² (cinco mil metros quadrados).166/96. de caráter perpétuo e aberta ao público. III . pelas áreas com Grau de Proteção 1. nas porções classificadas com o Grau de Proteção 2. 47 .5 (cinco décimos) pela área total do imóvel.Taxa de Permeabilidade mínima de 50% (cinquenta por cento).A recepção do potencial construtivo a que se refere o caput deste artigo somente poderá ocorrer nas áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3 e cujos proprietários aderirem a essa Operação Urbana. e preservação. § 2º . Subseção II Das Áreas com Grau de Proteção 2 Art.As glebas cujos processos de parcelamento resultarem em.quota de terreno por unidade habitacional de 150 m² (cento e cinquenta metros quadrados).2 (um inteiro e dois décimos). no Plano Diretor do Município de Belo Horizonte e na Lei de Parcelamento. no mínimo. no caso de implantação de parque público ou de reserva particular ecológica. cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. II . III . não se lhes aplicando o disposto no § 2º do art. exclusivamente. II . § 3º .atendimento aos parâmetros urbanísticos de ZPAM.não poderão ser parceladas nem ocupadas. a partir da recepção de UTDCs geradas.0 (um). 35% (trinta e cinco por cento) de sua área demarcada como de interesse ambiental.314/93. IV .O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. Ocupação e Uso do Solo.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). Art.O potencial construtivo adicional obtido a partir da transferência do direito de construir proveniente das áreas com Grau de Proteção 1 não autoriza o acréscimo proporcional de unidades habitacionais nos terrenos receptores. ressalvadas as edificações destinadas à sua manutenção. observando-se o disposto nesta Lei. ou doadas ao Município para a instituição de parque público. .Coeficiente de Aproveitamento de 1.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 2 ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I . Parágrafo único . conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei.lotes mínimos de 5.0 (um). II .000 m² (cinco mil metros quadrados). no que couber.taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento).Não são passíveis de geração de UTDCs as áreas com Grau de Proteção 1 cujo domínio seja objeto de transferência ao Município em virtude das exigências estabelecidas pela legislação sobre parcelamento do solo. ficarão autorizadas a gerar UTDCs. § 4º . os seguintes parâmetros: I .Coeficiente de Aproveitamento de 1. nos termos da Lei nº 6. poderão adotar.I .O cálculo das UTDCs provenientes do terreno gerador dar-se-á a partir da multiplicação do Coeficiente de Aproveitamento igual a 0. Art.As áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 que forem destinadas à instituição de reserva particular ecológica. V . 46 . 14 da Lei 7. 48 . § 1º .lotes mínimos de 5.

Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento). a partir da recepção de UTDCs geradas.7 (um inteiro e sete décimos).IV .Coeficiente de Aproveitamento igual ao do zoneamento definido para a área.Os empreendimentos a serem executados na área da Operação Urbana deverão destinar. no qual deverão ser analisadas. para atendimento à demanda da Política Municipal de Habitação. 51 . Art.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1. 12% (doze por cento) do somatório da área dos lotes para o uso não residencial. as unidades habitacionais de que trata o caput deste artigo deverão ser edificadas nos lotes lindeiros a essas vias. III . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. 52 . poderão ter o Coeficiente de Aproveitamento majorado para 1. V . exclusivamente. IV .5 (um inteiro e cinco décimos). além do disposto na Lei nº 7.Nos parcelamentos em que esteja prevista a abertura das vias 540 e Norte-Sul. .Os parcelamentos aprovados no perímetro dessa Operação Urbana deverão destinar. edificadas e regularizadas.166/96. pelas áreas com Grau de Proteção 1. as condições de implantação das edificações nos lotes.As áreas submetidas ao Grau de Proteção 3.Taxa de Permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento).lotes mínimos de 2. situados em áreas a que forem atribuídos os Graus de Proteção 2 e 3. Parágrafo único . condicionado à adesão dos respectivos proprietários à Operação Urbana.taxa de ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento). no mínimo.O Coeficiente de Aproveitamento previsto no inciso II do caput deste artigo poderá ser majorado para 1.quota de terreno por unidade habitacional de 50 m² (cinquenta metros quadrados).5 (um inteiro e cinco décimos). no mínimo.quota de terreno por unidade habitacional de 45 m² (quarenta e cinco metros quadrados).000 m² (dois mil metros quadrados). Subseção III Das Áreas com Grau de Proteção 3 Art. II . V . Subseção IV Disposições Gerais Art.O parcelamento das glebas inseridas na área da Operação Urbana do Isidoro dar-se-á apenas por meio de parcelamento vinculado. 49 . a partir da recepção de UTDCs geradas exclusivamente pelas áreas com Grau de Proteção 1.166/96. conforme delimitação do Anexo XXXI desta Lei. exclusivamente por meio da recepção de UTDCs provenientes de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1. 10% (dez por cento) das unidades habitacionais. de acordo com a Lei nº 7. 53 . ficam sujeitas aos seguintes critérios especiais de ocupação e parcelamento: I .Os lotes localizados em quarteirões lindeiros à Via 540. Art. 50 . cujos proprietários aderirem à Operação Urbana. Art. Parágrafo único . Parágrafo único .

§ 1º - As condições de implantação previstas no caput deste artigo, bem como a contrapartida vinculada ao projeto aprovado, serão registradas no documento de aprovação como condicionantes para sua validade. § 2º - O pagamento da contrapartida prevista no § 1º deste artigo deverá ser feito em conformidade com o disposto no Capítulo III do Título III destas Disposições Transitórias. § 3º - Mediante análise pelo COMPUR e aprovação de projeto pelo Executivo, respeitadas as diretrizes e os parâmetros da ADE de Interesse Ambiental do Isidoro e da legislação pertinente, poderão ser flexibilizados os seguintes parâmetros de parcelamento nas áreas com Graus de Proteção 2 e 3: I - extensão máxima do somatório das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre 2 (duas) vias transversais; II - área máxima dos lotes, desde que tenham, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente; III - possibilidade de aprovação de lotes isolados, em virtude da existência de condições excepcionais de topografia e restrições de caráter ambiental; IV - proporção entre a área do parcelamento destinada a equipamentos urbanos e comunitários e áreas verdes, observado o mínimo de 15% (quinze por cento) da gleba a ser transferido ao Município e considerando-se a densidade de ocupação. § 4º - Serão consideradas no cômputo das áreas a serem transferidas ao Município, por força do parcelamento, as áreas não parceláveis e não edificáveis localizadas nas porções da gleba submetidas ao Grau de Proteção 1 destinadas à implantação de parques públicos, conforme delimitação contida no Anexo XXXI desta Lei. Art. 54 - Para efeito dessa Operação Urbana, o número de unidades habitacionais permitidas para o parcelamento será obtido a partir da aplicação da quota de terreno por unidade habitacional para a totalidade da área dos lotes, ficando autorizado que as unidades habitacionais previstas para o parcelamento sejam distribuídas de forma diferenciada entre os lotes, observados os demais parâmetros urbanísticos previstos para a área. Art. 55 - Os fundos dos lotes não poderão fazer divisa com áreas submetidas ao Grau de Proteção 1, devendo haver, entre eles, vias veiculares. Art. 56 - No fechamento frontal dos lotes edificados na área da Operação Urbana do Isidoro, somente será admitida a utilização de elementos construtivos que garantam a visualização do interior do lote ou terreno a partir do logradouro público. Parágrafo único - Fica permitida a utilização de elementos construtivos que não atendam ao disposto no caput deste artigo para contenção de terreno natural, ou com altura máxima de 80 cm (oitenta centímetros), contados a partir do terreno natural. Art. 57 - Para empreendimentos destinados ao uso não residencial, poderá ser concedido acréscimo de potencial construtivo por meio de Outorga Onerosa do Direito de Construir - ODC -, limitado ao Coeficiente de Aproveitamento 4,0, condicionado à realização de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e à aprovação pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR. Parágrafo único - Os recursos obtidos a partir da aplicação da ODC serão destinados ao Fundo da Operação Urbana do Isidoro.

Art. 58 - Para efeito da aplicação da Transferência do Direito de Construir prevista para essa Operação Urbana, o valor do metro quadrado de terreno inserido na área da Operação fica fixado em R$ 200,00 (duzentos reais). Art. 59 - Os imóveis situados no perímetro da Operação Urbana do Isidoro ficam isentos do pagamento do IPTU até a data da concessão da respectiva Certidão de Baixa de Construção. Seção III Da Infraestrutura Básica Projetada para a Região Art. 60 - A infraestrutura básica projetada para a área dessa Operação Urbana está dimensionada para adensamento populacional máximo correspondente à implantação de 67.620 (sessenta e sete mil e seiscentas e vinte) unidades residenciais e não residenciais, que poderá ser atingido a partir da utilização dos parâmetros excepcionais estabelecidos nessa Operação Urbana. Subseção I Do Sistema Viário Art. 61 - O sistema viário básico da Região do Isidoro é composto por: I - sistema principal, representado no mapa constante do Anexo XXXI desta Lei, objeto de diretrizes para projeto, elaboradas pelo Executivo, e constituído pelas vias: a) Via 540, definida como o ponto 038 do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte - VIURBS -, que fará a interligação entre a Rodovia MG-20 e a Avenida Cristiano Machado/Rodovia Prefeito Américo Gianetti, de forma a promover a melhoria da articulação interna da Região Norte do Município; b) Via Norte-Sul, definida como o ponto 039 do VIURBS, que cortará a Região Norte do Município, no sentido norte-sul, e fará a interligação entre a Via 540, e a Região do Bairro Jaqueline; II - sistema secundário, constituído pelas vias arteriais, coletoras e locais a serem previstas nos projetos de parcelamento, conforme diretrizes específicas a serem fornecidas pelo Executivo. Subseção II Dos Equipamentos Urbanos e Comunitários Art. 62 - Os equipamentos urbanos e comunitários previstos para a área da Operação Urbana estão dimensionados com base no adensamento populacional estimado para a área, e sua implantação deverá ocorrer progressivamente, de acordo com o número de unidades habitacionais existentes, da seguinte forma: I - 15 (quinze) Unidades Municipais de Educação Infantil, sendo 1 (uma) a cada 4.500 (quatro mil e quinhentas) unidades habitacionais; II - 20 (vinte) Escolas de Ensino Fundamental/Escola Integrada, sendo 1 (uma) a cada 3.500 (três mil e quinhentas) unidades habitacionais; III - 8 (oito) Escolas de Ensino Médio, sendo 1 (uma) a cada 9.000 (nove mil) unidades habitacionais; IV - 2 (duas) Escolas Profissionalizantes, sendo 1 (uma) a cada 35.000 (trinta e cinco mil) unidades habitacionais; V - 14 (quatorze) centros de saúde, sendo 01 (um) a cada 5.000 (cinco mil) unidades habitacionais;

VI - 1 (um) terminal de integração de transporte coletivo a partir de 60.000 (sessenta mil) unidades habitacionais; VII - 1 (um) terminal de embarque e desembarque de ônibus a cada 600 m (seiscentos metros), nas vias 540 e Norte-Sul. Parágrafo único - Os equipamentos relacionados nesta Subseção deverão atender aos projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção III Dos Parques Públicos Art. 63 - São previstos para a área da Operação Urbana a implantação, conforme delimitação constante do Anexo XXXI desta Lei, dos seguintes parques públicos: I - Parque Leste, com área total estimada em 2.300.000 m² (dois milhões e trezentos mil metros quadrados); II - Parque Oeste, com área total estimada em 500.000 m² (quinhentos mil metros quadrados). Parágrafo único - Os parques de que tratam este artigo serão cercados e dotados da infraestrutura necessária à sua preservação, manutenção e atendimento ao público, de acordo com os projetos e às especificações estabelecidos pelo Executivo. Subseção IV Dos Custos de Implantação Art. 64 - Os custos referentes à desapropriação e à implantação da infraestrutura viária, incluindo-se obras de arte, bem como aos equipamentos urbanos e comunitários e dos parques mencionados nesta Seção ficam estimados, de acordo com os valores estabelecidos no Anexo XXXII desta Lei, em R$ 963.573.000,00 (novecentos e sessenta e três milhões e quinhentos e setenta e três mil reais). § 1º - Para efeito desta Lei consideram-se obra de arte as passagens de nível, as pontes, as passarelas e os viadutos que, por força de projeto, sejam necessários à implantação, continuidade e articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes. § 2º - O valor previsto no caput deste artigo fica sujeito a majoração a partir da elaboração de orçamento definitivo, em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana. CAPÍTULO III DA CONTRAPARTIDA DOS PROPRIETÁRIOS E INVESTIDORES Art. 65 - A utilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e dos benefícios previstos para a Operação Urbana do Isidoro fica condicionada a contrapartida a ser exigida dos investidores e proprietários de terrenos na região, de acordo com o disposto neste Capítulo. Art. 66 - Em contrapartida à utilização do beneficio previsto no art. 46 deste Título, os proprietários de áreas classificadas como de Grau de Proteção 1 deverão promover: I - doação ao Município de áreas destinadas à implantação de parques públicos, de acordo com o Anexo XXXI desta Lei;

dos parques públicos nas áreas definidas no Anexo XXXI desta Lei. II . III .As áreas transferidas ao Município em conformidade com o inciso I do caput deste artigo.CT é a contrapartida financeira a ser depositada no fundo da Operação Urbana. para o Município.Como contrapartida ao adensamento populacional proporcionado pela utilização dos parâmetros previstos para esta Operação Urbana. com vistas à implantação das vias 540 e Norte-Sul.V é o valor de investimento por metro quadrado de área líquida total edificável. incluindo-se cercamento da área.e às demais políticas municipais setoriais. 62 destas Disposições Transitórias. . excluídos aqueles transferidos por força de parcelamento. para edificações destinadas ao uso não residencial. atendendo às diretrizes do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte . de acordo com a seguinte fórmula: CT = (AL x V). § 3º . implantados progressivamente pelo empreendedor. pelo empreendedor. os quais poderão ser majorados a partir da elaboração de orçamento definitivo. não serão inseridas no cômputo das áreas públicas exigíveis por força do parcelamento. e em R$ 380. em conformidade com o disposto no art. § 2º . III . II . Parágrafo único . § 4º .o valor de implantação. de acordo com o Anexo XXXI desta Lei.Os custos referentes à desapropriação de áreas localizadas fora do perímetro da Operação Urbana. calculado com base na divisão do custo total das intervenções previstas para a Operação Urbana pelo potencial construtivo máximo estimado para a área.Os valores previstos na fórmula de que trata o caput deste artigo serão calculados tomando-se como base a planilha de custos diretos e indiretos incluída no Anexo XXXII desta Lei. incluindo-se transferência. correrão por conta do Município. em conformidade com os projetos executivos referentes às intervenções previstas para essa Operação Urbana.o custo de implantação. em que: I .314/93. educação e lazer.AL é a área líquida edificada. § 1º . com vistas à utilização do benefício previsto no art.VIURBS .00 (trezentos e oitenta reais). de trecho das vias 540 e Norte-Sul. nos termos da Lei nº 6. para edificações destinadas ao uso residencial.instituição de Reserva Particular Ecológica. conforme legislação específica. fixado em R$ 180. serão elaborados pelo Executivo.Poderão ser descontados do valor da contrapartida obtido a partir da aplicação da fórmula prevista no caput deste artigo: I .o valor correspondente à transferência dos terrenos dos parques públicos ao Município. de terrenos inseridos no perímetro da operação urbana. IV .00 (cento e oitenta reais).o valor dos equipamentos urbanos e comunitários para as áreas de saúde.II . bem como os projetos executivos dos equipamentos urbanos e comunitários a serem implantados. ficam os proprietários sujeitos ao pagamento de contrapartida a ser depositada no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. implantação de equipamentos de apoio e revegetação.Os projetos executivos das vias e dos parques. 46 deste Título. 67 . Art. pelo empreendedor. em caráter perpétuo e aberta ao público.

Fica criada a Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. de Termo de Recebimento do sistema viário definido no parcelamento. § 2º . instituída por esta Lei. 68 . com atribuição deliberativa e fiscalizadora para a aplicação dos recursos oriundos da Operação Urbana.§ 5º . 67 destas Disposições Transitórias. II . pelo Executivo. IV . no momento da aprovação do parcelamento. e a aprovação.O pagamento do valor da contrapartida financeira prevista no art.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças. 62 e 63 destas Disposições Transitórias. pelo Executivo.Os equipamentos urbanos e comunitários poderão ser implantados nas áreas institucionais previstas no parcelamento. em dinheiro.como condicionante da emissão da Certidão de Baixa de Construção para as edificações que utilizarem os benefícios da Operação Urbana a emissão. II . § 1º . 69 . por meio de fiança bancária ou hipoteca de terrenos inseridos no perímetro da Operação Urbana.como condicionante da emissão de Alvará de Construção para os projetos de edificação a serem aprovados com base nos parâmetros excepcionais definidos para essa Operação Urbana: a) a emissão. desde que respeitados os parâmetros previstos nesta Lei e exigida a contrapartida de que trata o art. respeitados os requisitos mínimos estabelecidos nesta Lei.Unidades acrescidas ao empreendimento posteriormente ao processo de parcelamento deverão ser aprovadas pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.1 (um) representante da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Governo. Parágrafo único . 70 .A contrapartida prevista no art. que deverá prever as normas relacionadas a prazos e pagamentos parcelados.O pagamento a que se refere o caput deste artigo será objeto de regulamentação específica. pelo empreendedor. por Decreto.O valor e a forma de pagamento previstos no caput deste artigo poderão ser considerados para cada etapa do empreendimento. § 3º . . III . de cronograma de execução das demais obras previstas para a região. em conformidade com o número de unidades implantadas. b) a apresentação.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. 61.A Comissão de que trata este Capítulo será constituída por 10 (dez) membros. pelo Executivo. a saber: I .No caso de pagamento da contrapartida por meio da execução das obras de que tratam os arts. de Termo de Recebimento das demais obras. 67 destas Disposições Transitórias será garantida por depósito em favor do Município no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. 67 destas Disposições Transitórias será feito de acordo com cronograma a ser definido pela Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. serão exigidas: I . Art. § 1º . Art.

§ 2º . IX . seja por meio de depósito no Fundo da Operação Urbana do Isidoro. serão aplicados em: . com autonomia administrativa e financeira. 73 .A presidência da Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro será exercida por membro da Secretaria Municipal de Finanças. X . II . bem como a implantação dos equipamentos urbanos e comunitários correspondentes ao número de unidades habitacionais implantadas. II .A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro. VII . 62 destas Disposições Transitórias.Os recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. Art.decidir quais serão os investimentos prioritários a serem feitos com os recursos da contrapartida. no exercício da competência prevista no inciso II do § 3º deste artigo.1 (um) representante dos empreendedores envolvidos na Operação Urbana do Isidoro.V . VIII .1 (um) representante da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A BHTRANS -. sem prejuízo das demais atribuições inerentes ao acompanhamento e à fiscalização das ações envolvidas nessa Operação Urbana: I .1 (um) representante da Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana. Art.recursos oriundos da contrapartida dos empreendedores particulares participantes da Operação Urbana.deliberar sobre a forma de prestação da contrapartida dos investidores e proprietários de terrenos. disponibilizados por meio da Lei Orçamentária Anual.1 (um) representante dos proprietários dos terrenos inseridos na Operação Urbana do Isidoro. § 3º . 72 .Fica instituído o Fundo da Operação Urbana do Isidoro. § 5º . pelo empreendedor. preferencialmente.1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.recursos oriundos de aplicações do Executivo. em conformidade com o disposto no art. no limite de sua apuração. no exercício da competência prevista no inciso I do § 3º deste artigo. das obras de infraestrutura previstas para essa Operação.À Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro compete. deverá optar. com o objetivo de custear a implantação da infraestrutura prevista nessa Operação Urbana. VI .1 (um) representante dos moradores dos imóveis situados na área da Operação Urbana do Isidoro. seja mediante execução das obras de infraestrutura previstas para esta Operação Urbana. inclusive quando forem implantados pelo empreendedor. CAPÍTULO V DO FUNDO DA OPERAÇÃO URBANA DO ISIDORO Art. 71 . pela prestação da contrapartida por meio da execução direta. de natureza contábil. deverá priorizar a articulação do sistema viário com as vias adjacentes oficiais existentes.A Comissão de Acompanhamento da Operação Urbana do Isidoro.Constituem receitas do Fundo da Operação Urbana do Isidoro: I . § 4º .

Fica o Executivo autorizado a abrir créditos especiais no montante de R$ 1. será destinado ao ressarcimento do Município em virtude de custos incorridos nas desapropriações a seu cargo para implantação da Via 540. os custos de implantação dos projetos. Parágrafo único .O prazo de vigência da Operação Urbana do Isidoro é de 12 (doze) anos.320.O Fundo da Operação Urbana do Isidoro será gerido pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. III . II . 69 destas Disposições Transitórias.I . Parágrafo único . previstos no Anexo XXXII desta Lei. de 17 de março de 1964. caso existente.00 (um milhão de reais).Após a execução de todas as obras previstas para a Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO VI DAS PENALIDADES Art. nos termos dos arts. o excedente de recursos do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. Art.da Fundação Getúlio Vargas. financeira. 45 e 46 da Lei Federal nº 4.elaboração dos projetos básicos e executivos complementares ao previsto na contrapartida. 75 . 40 a 43. para atender à instituição do Fundo da Operação Urbana do Isidoro. Art. com base no Índice Nacional da Construção Civil .O valor de que trata o caput deste artigo refere-se à elaboração dos projetos executivos de trecho das vias e dos parques municipais previstos na operação urbana.000.O controle interno da gestão orçamentária. Parágrafo único . nos termos da Lei Federal nº 4.000. 74 .à interdição imediata das edificações concluídas.INCC .320/64. para fins de prestação de contas.A utilização dos parâmetros urbanísticos ou de parcelamento previstos para esta Operação Urbana sem o cumprimento das obrigações a ela vinculadas sujeita o empreendedor: I . nos termos do § 1º do art.ao pagamento de multa equivalente ao dobro do valor a ser pago em cada etapa do empreendimento conforme cronograma a ser definido. em consonância com as deliberações da Comissão de Acompanhamento de que trata o art. contábil e patrimonial é de responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP -. 78 . Art. podendo ser reabertos nos limites dos seus saldos para o exercício seguinte.execução das obras previstas na Operação Urbana.desapropriação de terrenos necessários à implantação da infraestrutura da Operação Urbana.O custo total das intervenções envolvidas na Operação Urbana do Isidoro. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. balanços e demais demonstrativos contábeis do recebimento e aplicação dos recursos processados pelo Fundo da Operação Urbana do Isidoro. e o valor de investimento por unidade habitacional serão reajustados. II . III . 70 destas Disposições Transitórias. 77 .ao embargo imediato das obras. contado da publicação desta Lei. . que deverá publicar. 76 . anualmente. balancetes.

a área geradora com Grau de Proteção 1 deverá estar inserida em parcelamento que compreenda as áreas submetidas a Grau de Proteção 2 ou 3. por um período de até 150 (cento e cinquenta) dias. Parágrafo único . § 2º .Art.Nas áreas classificadas como de Graus de Proteção 2 ou 3. associados ou não às escolas a serem implantadas. o mínimo de 3. desde que atendidas as seguintes condições: I . II .O mobiliário e os equipamentos das unidades habitacionais previstas no inciso I do caput deste artigo deverão atender a padrões qualitativos compatíveis com os de hotéis classificados na categoria três estrelas.o potencial construtivo a ser transferido para áreas situadas fora do perímetro da Operação Urbana fica limitado a 30% (trinta por cento) do potencial de geração de UTDCs das áreas de Grau de Proteção 1. 80 destas Disposições Transitórias.sede para funcionamento de órgão da Administração Pública Municipal. com vistas à sua utilização como alojamento destinado a atender ao fluxo de visitantes decorrente da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014. 20 de julho de 2010 Marcio Araujo de Lacerda Prefeito de Belo Horizonte (Originária do Projeto de Lei nº 820/09. que deverão ser cedidas temporariamente ao Município. III . Belo Horizonte. 79 . II .A autorização para transferências das UTDCs de que trata o caput deste artigo dar-se-á em conformidade com os seguintes percentuais e condições: I . deverão ser edificados: I . 80 destas Disposições Transitórias. mobiliadas e equipadas. II . 80 .São passíveis de recepção da Transferência do Direito de Construir de que trata este artigo os imóveis definidos na Lei nº 7.50% (cinquenta por cento) das UTDCs após a concessão da Certidão de Baixa de Construção referente às unidades habitacionais previstas no inciso I deste parágrafo. do Diário Oficial do Município.2 (dois) auditórios com capacidade compatível para abrigar apresentações culturais e artísticas.000 (três mil) unidades habitacionais.165/96. § 1º . de autoria do Executivo) (Os anexos integrantes desta Lei encontram-se à disposição dos interessados na Edição Especial nº 78.50% (cinquenta por cento) das UTDCs por ocasião da aprovação do projeto e da concessão do Alvará de Construção referentes às unidades habitacionais previstas no inciso I do art. Art.até setembro de 2013. fica autorizada a transferência de UTDCs geradas pelas áreas submetidas ao Grau de Proteção 1 para fora da área da Operação Urbana do Isidoro condicionada ao cumprimento do disposto no art. desta data) .Com o objetivo de viabilizar a disponibilidade de unidades de alojamento decorrente das demandas de cidade sede da Copa do Mundo FIFA de 2014.

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