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LITERATURA INGLESA - RESUMOS WIKIPEDIA

LITERATURA INGLESA - RESUMOS WIKIPEDIA

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Adilson Vagner de Oliveira Literatura Inglesa

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TANGARÁ DA SERRA DEPARTAMENTO DE LETRAS NÚCLEO PEDAGÓGICO DE JUÍNA
Missão da UNEMAT: “Garantir a produção e a difusão do conhecimento através do ensino, pesquisa e extensão, visando o desenvolvimento sustentável.”

ENGLISH LITERATURE

JUÍNA – AGOSTO 2010

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Sumário

Antigo Inglês – Anglo Saxão .......................................................................03 O Renascimento .........................................................................................04 A Restauração e o Século XVIII .................................................................05 A Era Vitoriana ............................................................................................06 A literatura do século XX ............................................................................07 Autores Ingleses .........................................................................................07 Idade Média ...............................................................................................12 Início da Idade Moderna (Renascença) .....................................................14 Literatura Elisabetana ................................................................................14 Literatura Jacobina ....................................................................................16 Literatura Carolina .....................................................................................17 Literatura da Restauração .........................................................................18 Literatura Augustina ..................................................................................20 Idade da Sensibilidade ..............................................................................22 Romantismo ..............................................................................................23 Literatura Vitoriana ....................................................................................25 Literatura Eduardiana, Georgiana e Modernista .......................................26 Beowulf .....................................................................................................27 Geoffrey Chaucer ......................................................................................31 William Shakespeare ................................................................................34 John Locke ...............................................................................................40 O Romantismo na Inglaterra .....................................................................41 Daniel Defoe .............................................................................................43 O Frankenstein de Mary Shelley ...............................................................45 Jane Austen ……………………………………………………………………50 Charles Dickens ……………………………………………………………….53 Lewis Carroll ……………………………………………………………………57 Lord Byron ………………………………………………………………………58 George Bernard Shaw …………………………………………………………59 H. G. Wells ………………………………………………………………………61 Virginia Woolf …………………………………………………………………...64 2

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LITERATURA INGLESA I
Literatura Inglesa, literatura produzida na Inglaterra desde o século V, após a introdução do antigo inglês pelos anglo-saxões, até hoje. Também se considera parte da literatura inglesa a obra de escritores irlandeses e escoceses identificados com a vida e as letras inglesas. ANTIGO INGLÊS OU ERA ANGLO-SAXÃ Este período se estende, aproximadamente, de 450 até 1066, ano da conquista normanda da Inglaterra. As tribos germânicas, que invadiram a Inglaterra no século V, trouxeram o antigo inglês ou língua anglo-saxã, base do inglês moderno (ver Língua inglesa), além de uma tradição poética específica, cujas características formais continuaram a ser praticadas até a derrota germânica diante dos invasores franco-normandos, seis séculos mais tarde.A maior parte da poesia em antigo inglês foi escrita para ser cantada por um trovador, com acompanhamento de harpa. Outra característica é a aliteração estrutural ou uso de sílabas com sons similares. Estas qualidades aparecem no poema épico Beowulf, escrito no século VIII. A lenda e a história sagrada se preservaram nos poemas de Caedmon (um homem humilde do final do século VII), nas obras do historiador e teólogo Beda, o Venerável — que afirmava ter recebido seu dom poético de Deus — e na linguagem trabalhada de Cynewulf e sua escola. Os poetas anglo-saxões produziram poemas líricos leves desprovidos de doutrina cristã e evocadores da rudeza e tristeza da condição humana. No antigo inglês, a prosa é representada por um grande número de obras religiosas, entre as quais se destacam diversas traduções das obras latinas de Beda, o Venerável, e de Boécio. O período médio, 1066 a 1485, caracteriza-se pela grande influência da literatura francesa nas formas e temas. Entre os poemas escritos, seguindo ainda as formas do antigo inglês, destacam-se Piers o lavrador de William Langland, La perla (c. 1370)e Sir Gawain e o cavaleiro verde (c. 1380), supostamente escritos pelo mesmo autor. A influência francesa se faz sentir na obra de Chaucer, autor dos Contos de Canterbury que, por sua vez, influenciou alguns poetas do século XV como Thomas Malory.
Line [1] [2] [3] [4] Original Hwæt! wē Gār-Dena in geārdagum, þeod-cyninga, þrym gefrunon, hu ða æþelingas ellen fremedon. Oft Scyld Scefing sceaþena þreatum, Translation What! We of Gare-Danes (lit. Spear-Danes) in yore-days, of thede(nation/people)-kings, did thrum (glory) frayne (learn about by asking), how those athelings (noblemen) did ellen (fortitude/courage/zeal) freme (promote). Oft did Scyld Scefing of scather threats (troops),

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[5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] monegum mægþum, meodosetla ofteah, egsode eorlas. Syððan ærest wearð feasceaft funden, he þæs frofre gebad, weox under wolcnum, weorðmyndum þah, oðþæt him æghwylc þara ymbsittendra ofer hronrade hyran scolde, gomban gyldan. Þæt wæs god cyning! of many maegths (clans; cf. Irish cognate Mac-), of mead-settlements atee (deprive), [and] ugg (induce loathing in, terrify; related to "ugly") earls. Sith (since, as of when) erst (first) [he] worthed (became) [in] fewship (destitute) found, he of this frover (comfort) aboded, [and] waxed under welkin (firmament/clouds), [and amid] worthmint (honour/worship) threed (thrived/prospered) oth that (until that) him each of those umsitters (those "sitting" or dwelling roundabout) over whale-road (kenning for "sea") hear should, [and] yeme (heed/obedience; related to "gormless") yield. That was [a] good king!

O RENASCIMENTO Entre as contribuições inglesas ao Renascimento está a obra de Thomas More. À exceção de John Skelton e mais dois grandes inovadores da poesia renascentista do último quarto do século XVI — Philip Sidney que inaugurou a moda do soneto e Edmund Spenser— a poesia do começo do século XVI é menos importante.Outras duas tendências poéticas se tornaram visíveis no final do século XVI e começo do século XVII. A primeira é exemplificada pela poesia de John Donne e pelos poetas metafísicos: George Herbert, Henry Vaughan, Richard Crashaw e Andrew Marvell. A segunda tendência poética foi uma reação ao estilo exuberante de Spenser e às metaforas audaciosas dos metafísicos. Ben Jonson e sua escola, clássicos puros e contidos, influenciaram figuras posteriores como Robert Herrick. O último grande poeta do Renascimento inglês foi John Milton. O drama renascentista atingiu seu esplendor máximo com a obra de William Shakespeare e, também, com a de Thomas Kyd e Christopher Marlowe. No que se refere à prosa, brilha, especialmente, a grande tradução da Bíblia — chamada Bíblia do rei Jaime —, publicada em 1611. Esta bíblia significou a culminação de dois séculos de esforços para se alcançar a melhor tradução inglesa dos textos originais. A RESTAURAÇÃO E O SÉCULO XVIII O período da Restauração e sua literatura (1660 até, aproximadamente, 1789) ressalta o racionalismo nos ensaios de John Locke e David Hume. O pensamento político, na obra de Thomas Hobbes, defende o Absolutismo.A obra histórica mais importante em inglês é História da Decadência e Queda do Império Romano (6 volumes, 1776-1788), de Edward Gibbon. Ainda que a maior parte de sua obra tenha sido dramatúrgica, destaca-se a poesia de John Dryden. O maior expoente da comédia foi William Congreve. Na prosa sobressaem Samuel Pepys e John Bunyan, assim como o grande satírico Jonathan Swift. O espírito clássico da literatura inglesa alcançou seu mais alto nível com Alexander Pope. A época de Samuel Johnson foi um tempo de mudança de ideais literários. O Classicismo e o Conservadorismo

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literário representam uma reação ao culto dos sentimentos anunciado pelos precursores do Romantismo. A mais famosa de todas as biografias inglesas é Vida de Samuel Johnson (1781), de James Boswell. Oliver Goldsmith realizou, em sua obra, uma mescla curiosa do velho e do novo. William Cowper e Thomas Gray cultivaram uma sensibilidade reflexiva e uma melancolia desconhecidas nas gerações anteriores. A obra do poeta William Blake expressa a negação do ideal da razão e defende uma vida de sentimentos. O romance conheceu um período de esplendor com Samuel Richardson, Henry Fielding, Tobias Smollett e Laurence Sterne. A primeira expressão importante do Romantismo foi Baladas líricas (1798), de William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge. Walter Scott escreveu uma série de poemas narrativos glorificando as virtudes da singela e vigorosa vida de seu país na Idade Média. Na geração seguinte, de grandes poetas, se inserem lord Byron, exemplo de uma personalidade trágica em luta contra a sociedade, Percy Bysshe Shelley e John Keats. Além dos ensaístas Charles Lamb e William Hazlitt, um autor fundamental da prosa romântica é Thomas De Quincey. A ERA VITORIANA O reinado da Rainha Vitória (1837-1901) foi uma época de transformações sociais, tema que ocupou a obra de poetas Alfred Tennyson, Robert Browning, Matthew Arnold, Algernon Charles Swinburne e Dante Gabriel Rosetti que, junto a William Morris, pertenceu ao movimento Pré-rafaelita. O romance tornou-se a forma literária dominante da época. O Realismo impôs-se nos romances de Jane Austen, Walter Scott, Charles Dickens e William Makepeace Thackeray. Outras notáveis figuras do romance vitoriano foram Anthony Trollope, as irmãs Brontë, George Eliot, George Meredith e Thomas Hardy. Uma segunda geração de romancistas mais jovens desenvolveu novas tendências com Robert Louis Stevenson, Rudyard Kipling e Joseph Conrad. Esta geração também intensificou o Realismo através das obras de Arnold Bennett, John Glasworthy e H. G. Wells. O mesmo espírito de crítica social inspirou as peças teatrais de George Bernard Shaw. A LITERATURA DO SÉCULO XX No século XX, os valores tradicionais da civilização ocidental foram seriamente criticados por muitos escritores jovens: Aldous Huxley, E. M. Forster, D. H. Lawrence e, em um nível mais experimental, James Joyce e Virginia Woolf. Nesta época destacam-se, ainda, Ivy Compton-Burnett, Evelyn Waugh, Graham Greene e George Orwell. Depois da II Guerra Mundial surgiu o grupo dos ”jovens irados” integrado pelos romancistas Kingsley Amis, John Wain, Alan Sillitoe e John Braine. Este grupo atacou os valores superados do período pré-

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guerra que ainda permaneciam na sociedade inglesa. Iris Murdoch fez análises cômicas da vida contemporânea. Cada um em seu gênero, destacam-se Anthony Burgess, John Le Carré e William Golding, Prêmio Nobel de Literatura em 1983. Durante a década de 1960 impôs-se o Realismo Social com escritores como Amis, Braine e Alan Sillitoe. Também foram famosos V. S. Pritchett e Doris Lessing. Cabe ressaltar o humor negro de autores como Angus Wilson e Muriel Spark. Nos últimos anos destacam-se Martin Amis e Ian McEwan. Ocorreu, também, o nascimento de uma literatura pós-colonial representada por autores como V. S. Naipaul, Nadine Gordimer (Prêmio Nobel de Literatura em 1991), Ruth Prawer Jhabvala, Salman Rushdie, Angela Carter e Kazuo Ishiguro. Outros autores importantes são Peter Ackroyd, David Lodge, Malcolm Bradbury, A. S. Byatt e Jeanette Winterson. Quanto à poesia, dois dos mais destacados autores do período moderno escreveram mesclando tradição e experimentação: William Butler Yeats e T. S. Eliot (Prêmio Nobel de Literatura em 1948). Dos muitos poetas que assinaram versos indignados contra a I Guerra Mundial, Siegfried Sassoon, Wilfred Owen e Robert Graves estão entre os mais importantes. Os poemas de Edith Sitwell expressavam um individualismo aristocrático. Da geração seguinte de poetas, identificados com a consciência popular e as agitações sociais da década de 1930, os mais conhecidos são W. H. Auden, Stephen Spender e C. Day Lewis. O Experimentalismo continuou na poesia de Dylan Thomas. Entre a nova geração de poetas contam-se D. J. Enright, Philip Larkin e Thom Gunn. A década de 1960 viu a emergência de uma poesia mais popular, influenciada pelo jazz e pela Beat Generation americana. Os poetas mais marcantes deste grupo são Adrian Henri, Roger McGough e Brian Patten. Os poetas que constituíram o chamado Movimento, determinados a introduzir o formalismo e o anti-romantismo na poesia contemporânea são, entre outros, Peter Porter, Alan Brownjohn e George MacBeth. Ted Hughes foi nomeado poeta laureado em 1984. Nos anos 70 surgiu um número significativo de poetas na Irlanda do Norte, entre eles Seamus Heaney, Prêmio Nobel de Literatura em 1995, e Tom Paulin. Também as vozes femininas repercutiram bastante neste período: Carol Ann Dufy, Jackie Kay e Liz Lochhead. Na área teatral — além das últimas obras de George Bernard Shaw— o dramaturgo mais importante do primeiro quarto do século XX é o irlandês Sean O'Casey. Outros dramaturgos do período foram James Matthew Barrie e Noel Coward. Na década de 1960, com "jovens irados", iniciou-se uma nova corrente no teatro inglês. Destacam-se John Osborne, Arnold Wesker, Shelagh Delaney, John Arden, Harold Pinter, o irlandês Brendan Behan e Samuel Beckett, Prêmio Nobel de Literatura em 1969.

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Autores Ingleses John Done Donne, John (1572-1631), poeta, prosador e clérigo inglês, considerado o mais importante dos poetas metafísicos e um dos maiores poetas amorosos da literatura universal. Além de sátiras, canções e sonetos, suas primeiras obras importantes, escreveu Poemas divinos (1607) e a obra em prosa Biathanatos (publicada em 1644). Destacam-se também Pseudo-mártir (1610), Aniversários (1611) e Sonetos sagrados (1618). Uma das características de seu estilo foi o emprego do chamado conceito, uma elaborada metáfora que sintetizava dois objetos ou idéias aparentemente contrapostos ou sem nexo, e também de uma temática sensual e cínica em seus sonetos, que contrastava com os da corte sentimental da época. William Shakespeare Shakespeare, William (1564-1616), poeta e autor teatral inglês, considerado um dos melhores dramaturgos da literatura universal. Além de dramaturgo foi ator de teatro e suas primeiras obras — dois poemas eróticos segundo a moda da época, Venus and Adonis (1593) e Lucrece (1594), e seus sonetos — lhe valeram a reputação de brilhante poeta renascentista. Sua fama atual se baseia nas 38 peças teatrais das que se tem notícia de sua participação, por tê-las escrito ou colaborado em sua redação. Ainda que hoje elas sejam muito conhecidas e apreciadas, seus contemporâneos de maior nível cultural as rechaçavam por considerá-las, como ao resto do teatro, apenas um entretenimento vulgar. Sua obra foi classificada em quatro períodos. O primeiro caracterizou-se fundamentalmente pela experiência de obras tratadas com um alto grau de formalidade que, freqüentemente, resultavam um tanto previsíveis e amaneiradas. A este período pertencem as tragédias Henrique VI, primeira, segunda e terceira partes (1590-1592), Ricardo III (1593), Titus Andronicus (1594), e as comédias A comédia dos erros (1592), A megera domada (1593), Os dois cavalheiros de Verona (1594) e Trabalhos de amor perdidos (1594). No segundo período, marcado por um aprofundamento em sua individualidade como autor teatral,

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escreveu, entre outras, Ricardo II (1595), Henrique IV primeira e segunda partes (1597) e Henrique V. Entre as comédias deste período, encontram-se Sonho de uma noite de verão (1595), O mercador de Veneza (1596), Muito barulho por nada (1599), Como você quiser (1600) e Noite de reis (1601-1602), assim como as tragédias Romeu e Julieta (1595) e Júlio César (1599). No terceiro período, escreveu suas melhores tragédias e as chamadas comédias escuras e amargas. Hamlet (1601), sua obra mais universal, Otelo (1604), Rei Lear (1605), Antônio e Cleópatra (1606), Macbeth (1606), Troilos and Cressida (1602), Coriolano (1608) e Timão de Atenas (1608) e as comédias Tudo é bom se acaba bem (1602) e Medida por medida (1604). O quarto período compreende as principais tragicomédias românticas: Péricles, príncipe de Tiro, (1608), Cymbeline (1610), História de inverno (1610), A tempestade (1611) e Henrique VIII (1613). Suas obras continuam a ser representadas e são uma fonte de inspiração para numerosas experiências teatrais, pois comunicam um profundo conhecimento da natureza humana, exemplificado na perfeita caracterização de suas variadíssimas personagens. Sua habilidade no uso da linguagem poética e dos recursos dramáticos, capaz de criar uma unidade estética a partir de uma multiplicidade de expressões e ações, não tem parâmetro na literatura universal. Em setembro de 1998, foi oficialmente reconhecida como sendo de autoria de William Shakespeare uma peça em cinco atos, cujo personagem central é o rei Eduardo III. Escrita em torno de 1595, entre Titus Andronicus e Romeu e Julieta, a autenticidade da obra — até então atribuída a um autor desconhecido — pode ser estabelecida através de uma análise semântica feita por um computador. Ben Jonson Jonson, Ben (1572-1637), poeta e dramaturgo inglês cujos conhecimento dos clássicos, talento para a sátira e estilo brilhante o converteram em um dos principais nomes da literatura inglesa. Teve grande influência na comédia da Restauração durante os séculos XIX e XX. Em sua extensa obra destacam-se as comédias Cada qual com seu feitio (1598), Volpone (1606) e Epicoene (1609), a sátira O alquimista (1610) e as tragédias Sejanus (1603) e Catiline (1611). Gramíneas (1640). Jonathan Swift Seus escritos incluem epigramas, epístolas e poemas líricos, estes reunidos em A floresta (1616) e

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Swift, Jonathan (1667-1745), escritor político e satírico anglo-irlandês, considerado um dos mestres da prosa inglesa e um dos mais apaixonados satíricos da loucura e da arrogância humanas. Seus numerosos escritos políticos, textos em prosa, cartas e poemas têm como característica comum o uso de uma linguagem eficiente e econômica. Sua obra-prima, Viagens a vários lugares remotos do planeta, concebida originalmente como uma sátira e intitulada popularmente As viagens de Gulliver, foi publicada como anônima em 1726 e obteve um sucesso imediato.

Alexander Pope Pope, Alexander (1688-1744), poeta inglês que se inspirou nos poetas clássicos para escrever uma poesia intensamente elaborada. Seus ensaios de crítica ou moral, traduções e sátiras fizeram dele o poeta mais importante de sua época. Entre suas obras mais importantes, destacam-se Ensaios sobre a crítica (1711), brilhante exposição dos cânones dos sentidos; O roubo da madeixa (1712), sátira poética famosa, em que parodiava os costumes britânicos; e O bosque de Windsor (1713). Também traduziu em verso a Ilíada (1715-1720) e a Odisséia (1725-1726). Outras obras são Ensaio sobre o homem (1734) e The Dunciad (1743), uma sátira que celebra a estupidez. William Blake Blake, William (1757-1827), poeta, pintor e gravador inglês, criador de uma forma de poesia única, acompanhada de ilustrações e inspirada por visões místicas, que se encontra entre as mais originais e proféticas da língua inglesa. Apesar de ter sido fundamentalmente autodidata, trabalhou como aprendiz do gravador James Basire e estudou na Royal Academy, rebelando-se contra as doutrinas estéticas do seu diretor, Sir Joshua Reynolds. Depois de Esboços poéticos (1783), escreveu Cantos de inocência (1789) e Canções de experiência (1794), nas quais contrastam os dois estados da alma humana. Os Cantos são acompanhados de desenhos estampados segundo uma técnica própria e exigem do leitor uma visão extremadamente imaginativa das complexas relações entre desenho e texto. Entre seus trabalhos de ilustração, destacam-se as 21 ilustrações que realizou para O livro de Jó. Os denominados livros proféticos são uma série de poemas em que criou uma complexa mitologia pessoal e inventou seus próprios personagens simbólicos, entre eles Visões das filhas de Albion (1793), O primeiro livro de Urizen (1794) e O

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casamento do céu e do inferno (1790-1793). Posteriormente, escreveu Milton (18041808), Os quatro Zoas (1797; reescrito depois de 1800) e Jerusalém (1804-1820). William Wordsworth Wordsworth, William (1770-1850), poeta inglês, cujo estilo e teorias renovaram a literatura inglesa, foi um dos mais influentes escritores do romantismo em seu país. Em colaboração com o amigo e também poeta Samuel Taylor Coleridge, escreveu o livro Baladas líricas (1798), precursor das inovações poéticas do século XX e marca inicial do romantismo na Inglaterra. No "Prólogo" à segunda edição (1800), expõe-se a teoria de que a fonte da verdade poética é a experiência direta dos sentidos. Escreveu também, entre outros livros, Poemas (1807), A excursão (1814), Peter Bell (1819), Sonetos eclesiásticos (1822) e O prelúdio (1850), sua obra capital, além de textos em prosa. Lord Byron Byron, George Gordon, lord (1788-1824), poeta inglês, um dos escritores mais versáteis e importantes do romantismo. Depois de Horas de ócio (1807), seu primeiro livro de poemas, escreveu Peregrinação de Childe Harold (1812), que o levou à fama e configurou o herói byroniano de obras posteriores como O corsário (1814), Lara (1814) e O cerco de Corinto (1816). Destacam-se também O prisioneiro de Chillon (1816), drama em verso, Manfred (1817) e Beppo, uma história veneziana (1818), poema satírico escrito em oitava-rima. Don Juan, poema herói-cômico de 16 cantos, estabelece uma sátira brilhante sobre a sociedade inglesa da época e é considerada por muitos como sua melhor obra, terminada em 1823. Morreu de febre na Grécia, lutando ao lado dos gregos insurretos. Mary Shelley Shelley, Mary Wollstonecraft (1797-1851), romancista inglesa. Embora tenha escrito quatro romances, vários livros de viagens, contos e poemas, deve sua fama ao romance Frankenstein (1818), que alcançou imediato sucesso de crítica e público. Charles Dickens Dickens, Charles (1812-1870), romancista inglês e um dos escritores mais conhecidos da literatura universal. Em sua extensa obra, combinou com maestria narrativa, humor, sentimento trágico e ironia com uma ácida crítica social e uma aguda

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descrição de pessoas e lugares, tanto reais como imaginários. Entre suas obras mais representativas, encontram-se Documentos de Pickwick (1836-1837), Nicholas Nickleby (1837-1838), Canção de Natal (1843) — um clássico da literatura infantil — , David Copperfield (1849-1850), Casa desolada (1852-1853), A pequena Dorritt (18551857), Grandes esperanças (1860-1861) e Nosso amigo comum (1864-1865). Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema. Outras que se destacam são Oliver Twist (1837-1839), Loja de antigüidades (1840-1841), Barnaby Rudge (1841), Dombey e filho (1846-1848), Tempos difíceis (1854), História de duas cidades (1859) e O mistério de Edwin Drood, que ficou incompleta. George Bernard Shaw Shaw, George Bernard (1856-1950), escritor de origem irlandesa, considerado o autor teatral mais significativo da literatura inglesa posterior a Shakespeare. Sua carreira literária começou com romances que não tiveram muito sucesso. Foram suas críticas de teatro e música que lhe deram fama, assim como sua liderança na sociedade fabiana. Na sua extensa obra como dramaturgo, destacam-se a agudeza da sua análise social e suas propostas renovadoras. Entre suas obras mais importantes estão: Casas de viúvos (1893), César e Cleópatra (1901), Homem e super-homem (1903), A outra ilha de John Bull (1904) e Andrócles e o leão(1913). Sua peça cómica Pigmaleão (1913) foi a base para um filme e um musical com o nome de My fair lady (Minha bela dama). O filme estreou em 1955 e foi refilmado em 1964, por George Cukor. A casa da desilusão (1920) é uma crua exposição da ruína espiritual da Europa do seu tempo. Pela sua obra Santa Joana (1923), em que transformou Joana D'Arc em uma mistura de mística pragmática e santa herege, recebeu em 1925 o prêmio Nobel de Literatura. Entre suas obras não teatrais, destaca-se o Guia da mulher inteligente para o conhecimento do socialismo e capitalismo (1928), que integra um compêndio de idéias de grande utilidade. Também foram publicadas algumas compilações de centenas de suas extraordinárias cartas. James Joyce Joyce, James (1882-1941), romancista e poeta irlandês cujas perspicácia psicológica e inovadoras técnicas literárias converteram-no em um dos mais importantes escritores do século XX. Depois do seu primeiro livro de poemas, Música de câmara (1907), e do livro de contos Dublinenses (1914), publicou o romance Retrato do artista quando jovem (1916), quase autobiográfico e no qual utilizou amplamente o monólogo interior. Alcançou fama mundial em 1922, com a publicação

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de Ulisses, romance considerado um ponto de inflexão na literatura universal. Finnegans wake (1939), sua última e mais complexa obra, constitui uma experiência de linguagem que abrange várias línguas. Postumamente, foi lançado, entre outros, Stephen hero (1944), primeira versão de Retrato do artista quando jovem. Em 1968, seu biógrafo, Richard Ellman, publicou um original inédito, Giácomo, obra pequena considerada o antecedente de Ulisses. Virginia Woolf Woolf, Virginia (1882-1941), romancista e crítica britânica cuja técnica do monólogo interior e estilo poético situam-se entre as contribuições mais significativas ao romance moderno. Pertenceu ao grupo de Bloomsbury. Seus romances são: Viagem para fora (1915), Noite e dia (1919), O quarto de Jacob (1922), A senhora Dalloway (1925), O farol (1927), Orlando (1928) e As ondas (1931). Também escreveu biografias e ensaios. Em Uma habitação própria (1929) defendeu os direitos da mulher. Sua correspondência e seus diários foram publicados postumamente.

George Orwell Orwell, George (1903-1950), escritor britânico politicamente comprometido, que ofereceu um brilhante e apaixonado retrato de sua vida e sua época. Escreveu A estrada para Wigan Pier (1937) e Homenagem à Catalunha (1938), que descreve suas experiências na Guerra Civil espanhola (1936-1939). A revolução dos bichos (1945) é uma fábula contra a sociedade totalitária e o romance satírico 1984 (1949) oferece uma descrição aterradora da vida sob a vigilância constante do “Grande Irmão”. Seus Ensaios Completos: jornalismo e cartas foram publicados em 1968.

LITERATURA INGLESA II
Literatura inglesa é toda a literatura escrita ou composta em língua inglesa, mesmo que por autores que não são necessariamente da Inglaterra ou outros países cuja língua principal é o inglês (exemplos: Joseph Conrad era polaco, Robert Burns era escocês, James Joyce era irlandês, Edgar Allan Poe era estadunidense, Salman Rushdie e William Makepeace Thackeray são indianos). Nas academias ou universidades, o termo refere-se freqüentemente a departamentos e programas práticos de Estudos Ingleses, designação que procura dar conta do

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facto de as antigas colónias da Inglaterra terem desenvolvido a sua literatura própria e de falarem variantes do inglês. Por outras palavras, a literatura inglesa é tão diversa como as diversas variantes de inglês faladas no mundo.

Idade Média Devido ao fato de a herança galesa e romana ter sido quase totalmente apagada por

invasões das populações da baixa Alemanha e Escandinávia, é somente no início da Idade Média que aparecem as primeiras palavras em inglês, escritas em dialeto Anglo-Saxónico agora conhecido como inglês antigo (Old english; o texto sobrevivente mais antigo é Cædmon's Hymn de Cædmon). A tradição oral era muito forte nos primórdios da cultura inglesa e a maioria dos trabalhos literários foram escritos para serem representados. Os poemas épicos eram assim muito populares e muitos, incluindo Beowulf, sobreviveram até aos dias de hoje entre as obras que constituem a literatura em Língua inglesa antiga. Existia um idioma que lembrava aproximadamente o norueguês atual ou, melhor ainda, o islandês, embora muito do verso anglo-saxão nos manuscritos existentes é provavelmente uma "suave" adaptação dos primeiros poemas de guerra Viking e Alemães originados do continente. Quando tais poemas foram trazidos para Inglaterra eles começaram a ser transmitidos oralmente de uma geração para outra, e a constante presença de versos aliterativos, ou ritmo constante (atualmente manchetes de jornal e propagandas usam abundantemente estas técnicas, tais como Maior é Melhor) ajudava o povo anglo-saxão a lembrá-los melhor. Tal ritmo é uma característica do idioma alemão e é oposto ao línguas românicas vocálico e sem ritmo. Mas os primeiros escritos datam dos primeiros monastérios cristãos fundados por Santo Agostinho da Cantuária e seus discípulos e é razoável acreditar que estes foram de alguma forma adaptados de leituras cristãs. Mesmo sem suas linhas grosseiras, os poemas de guerra Viking ainda tem cheiro de sangue feudal e suas rimas consonantes soam como encontros de espadas sobre o triste céu do norte: há ainda um senso de perigo iminente em suas narrativas. Em pouco tempo, todas as coisas devem chegar a um fim, como Beowulf evetualmente morre nas mãos de um gigantesco monstro o qual ele passa sua vida combatendo. Os sentimentos de Beowulf de que nada continua, a juventude e alegria irão se tornar morte e dor e penetraram no Cristianismo que irá dominar a futura paisagem da ficção inglesa. O tema dos tempos-dourados (ubi sunt) é, por exemplo, recorrente em Hamlet ("Alas, poor Yorick" traduzindo Ai de mim, pobre Yorick), para não mencionar a poesia Jacobeana. Com exceção da relativa levemente amorosa e otimista Restauração e a era Augustiniana, a melancolia e a angústia permanecem como tema favorito dos escritores de língua inglesa, embora o romance gótico e o pré-romantismo marcaram o nascimento da sensibilidade romântica moderna. Quando William o conquistador transformou a Inglaterra em uma parte da Anglo-Normandia no seu reinado em 1066 trouxe o normando, a

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Velha poesia inglesa continuou a ser lida nesta linguagem largamente falada. Foi somente no início do século 13 quando Albion tornou-se independente e cortou suas relações com a França que a linguagem realmente mudou. Como os Normandos foram assimilados pela cultura principal, seu francês penetrou nas classe mais baixa da sociedade mudando a gramática e o léxico do inglês antigo. Embora ele não tenha se tornado uma língua normanda, o inglês de Chaucer é muito mais próximo ao inglês dos dias atuais do que a linguagem falada no século anterior. O interlocutor de médio do inglês não pode ler Chaucer (inglês médio) sem dificuldade mas pode captar a essência da história, enquanto ele necessita ler Beowulf no inglês moderno. Na alta Idade Média (1200-1500), os ideais de amor cavalheiresco entraram na Inglaterra e os autores começaram a escrever romances, seja em prosa ou verso. Tornaram-se especialmente populares os contos sobre Rei Artur e sua corte. O poema Sir Gawain and the Green Knight (que numa tradução literal seria Sir Gawain e o Cavaleiro Verde) mostram muitas das feições chaves da literatura deste tempo: como paisagem o legendário reino do Rei Artur, uma ênfase no comportamento cavalheiresco e nobre, e um colorido religioso. O drama inglês era evidentemente religioso. Peças misteriosas eram encenadas nas cidades e vilarejos para celebrar as principais festas, e menos formais peças mascaradas também conduziam temas Natalinos. O primeiro autor Inglês, Geoffrey Chaucer (1340 -1400), escreve em inglês médio, ou seja, um inglês com influências de línguas normandas e do latim. Seu mais famoso trabalho é The Canterbury Tales (Os Contos da Cantuária), uma coleção de histórias em uma variedade de gêneros, contada por um grupo de peregrinos a caminho da Cantuária. Consideravelmente, são de todos os estilos de vida, o que reflete muito da cultura inglesa da época e da linguagem que se usava. Mas, embora Chaucer seja certamente um autor inglês, ele foi inspirado por desenvolvimentos literários que tiveram lugar em outros pontos da Europa, especialmente na Itália. The Canterbury Tales de Chaucer é bastante influenciado pelo Decamerão de Giovanni Boccaccio. A Renascença tinha feito sua aparição na Inglaterra. Início da Idade Moderna (Renascença) Após a introdução das prensas de impressão na Inglaterra por William Caxton em 1476, uma literatura vernacular, como outras literaturas nacionais, floresceu. A Reforma inspirou a produção de uma liturgia vernacular que levou a criação do Book of Common Prayer, que muito influenciou a linguagem da Literatura inglesa da época. A poesia, drama e prosa produzidas no período da rainha Elizabete I e o rei Jaime I é o que hoje chamamos de Literatura Moderna ou Renascentista.

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Literatura elisabetana A era elisabetana viu um grande florescimento da literatura, especialmente no campo do drama. A Renascença Italiana tinha redescoberto o antigo teatro grego e romano, e isso foi fundamental no desenvolvimento do novo drama, que estava então começando a distanciar-se das velhas peças de mistério e milagres da Idade Média. Os italianos foram particularmente inspirados por Sêneca (um grande autor de tragédias e filósofo, o tutor de Nero) e Plauto (seus clichês cômicos, especialmente daqueles soldados garbosos tiveram uma poderosa influência na Renascença e depois). Contudo, as tragédias italianas adotaram um princípio contrário à ética de Sêneca: mostrando sangue e violência no palco. Nas peças de Sêneca tais cenas eram somente representadas por cartazes. Mas os dramaturgos ingleses estavam fascinados pelo modelo italiano: uma representativa comunidade de atores italianos estava morando Londres e Giovanni Florio tinha trazido muito da cultura e linguagem Italiana para Inglaterra. É também verdade que a Era Elisabetana foi uma época muito violenta e que a grande incidência de assassinatos políticos na Renascença italiana (expressos pelas idéias de Nicolau Maquiavel em o O Príncipe) não permitiu acalmar temores de conspirações. Como um resultado disto, representações que continham este tipo de violência nesta época eram provavelmente mais catalíticas para o espectador elisabetano. Acompanhando as primeiras peças elisabetanas tais como Sackville & Norton de Gorboduc e The Spanish Tragedy por Kyd, a qual forneceu muito material para Hamlet, William Shakespeare destaca-se neste período como poeta e dramaturgo, e ainda não foi superado. Shakespeare não era um homem de letras por profissão, e provavelmente tinha somente alguma educação gramatical escolar. Ele não era nem um advogado, nem um aristocrata como os “talentos universais” que estavam monopolizando o palco inglês quando ele começou a escrever. Mas era muito talentoso e incrivelmente versátil, e ultrapassou "profissionais" como Greene, que ridicularizava este "shake-scene" de origens humildes. Embora a maioria dos dramas fossem recebidos com grande sucesso, em seus últimos anos (marcados pelo início do reinado de James I) que ele escreveu aquelas que viriam a ser consideradas suas grandes peças: Hamlet, King Lear, Macbeth, All's Well That Ends Well, Anthony and Cleopatra. Para listar os trabalhos que pertencem ao período tardio, devemos adicionar The Tempest, uma tragicomédia que inscreve dentro do drama principal uma brilhante demonstração para o novo rei. Esta 'peça dentro de uma peça' toma forma de um masque, um interlúdio com música e dança, colorido por efeitos especiais em novos teatros internos. Críticos mostraram que na peça principal, a qual pode ser considerada um trabalho dramático por si só, foi escrita para a corte de James, se não foi para o próprio monarca. A arte mágica de Prospero, na qual depende o desfecho do enredo, sugere a bela relação entre arte e natureza na poesia. De forma significativa por estes tempos (a chegada dos primeiros colonos na America), The

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Tempest é (embora não aparentemente) ambientada nas Ilhas Bermudas, como as pesquisas em ‘‘Bemuda Pamphlets’’ (1609) têm mostrado, ligando Shakespeare à Virginia Company itself. Os sonetos foram introduzidos na Inglaterra por Thomas Wyatt no início do século 16. Os poemas pretendiam ser transformados em músicas, tais como os de Thomas Campion, que se tornaram populares quando a literatura impressa foi disseminada mais abertamente nas casas. Veja English Madrigal School. Outras figuras importantes no teatro Elisabetano incluem Christopher Marlowe, Thomas Dekker, John Fletcher e Francis Beaumont. Se Marlowe (15641593) não tivesse sido esfaqueado numa taverna aos vinte e nove anos, segundo Anthony Burgess, ele poderia ter rivalizado, se não igualado o próprio Shakespeare em seus dons poéticos. Notavelmente, ele nasceu apenas algumas semanas antes dele e deve tê-lo conhecido bem. O assunto principal de Marlowe, contudo era diferente: focava-se mais no homem da renascença do que em qualquer outra coisa. Marlowe era fascinado e estarrecido pelas fronteiras da nova e moderna ciência. Drawing on German lore, ele apresentou Dr. Fausto a Inglaterra, um cientista e mago que é obcecado pela sede de conhecimento e pelo desejo de empurrar o poder tecnológico humano aos seus limites. Ele adquire poderes sobrenaturais que o permitem até voltar no tempo e casar-se com Helena de Tróia, mas ao fim do seu pacto de 24 anos com o diabo é obrigado a render sua alma a ele. Seus heróis sombrios devem ter um pouco do próprio Marlowe, cuja data de morte ainda é um mistério. Ele era conhecido por ser ateu, levar uma vida desregrada, ter várias mulheres, consorting with ruffians: viver a "alta sociedade" do submundo de Londres. Mas muitos suspeitam que isso pode ter sido um disfarce para suas atividade como agente secreto para a rainha Elizabeth I, sugerindo que o "esfaqueamento acidental" pode ter sido um assassinato premeditado a mando dos inimigos da Coroa. Beaumont e Fletcher são menos conhecidos, mas é quase certo que eles ajudaram Shakespeare a escrever seus melhores dramas e também eram bastante famosos na época. É também nessa época que o gênero de comédia urbana se desenvolve. No fim do século 16, a poesia inglesa era caracterizada pela elaboração da linguagem e extensiva alusão a mitos clássicos. Os mais importantes poetas dessa época incluem Edmund Spenser e Sir Philip Sidney. Literatura jacobina Depois da morte de Shakespeare, o poeta e dramaturgo Ben Jonson foi a figura condutora da literatura na era Jacobina. Contudo, a estética de Jonson ecoa de volta a Idade Média mais do que a Era de Tudor: suas características incorporam a teoria dos humores. De acordo com esta, o universo é feito de quatro elementos: terra, água, ar e fogo e comportamentos diferentes resultam da prevalência de um elemento sobre os outros três (este era o princípio guia para os médicos também). Isto levou Jonson a exemplificar tais diferenças do ponto de vista de criação

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de tipos, ou clichês, enquanto Shakespeare já tinha abandonado tal teoria em favor de uma psicologia moderna. Mas Jonson é um mestre deste estilo, e um brilhante sátiro. Outros que seguiram o estilo de Jonson incluem Beaumont e Fletcher, que, embora não tão talentosos como Shakespeare, escreveram comédias quase tão brilhantes, The Knight of the Burning Pestle, uma zombaria com a classe média ascendente e especialmente para aqueles novos ricos que fingiam declamar uma literatura de bom gosto sem conhecer nada a respeito de literatura. Na história, um casal de donos de mercearia discutem com atores profissionais para que seu filho iletrado interprete o papel principal em uma peça. Ele se torna o cavaleiro errante que, apropriadamente, revela uma queimadura de pilão em seu escudo. Buscando ganhar o coração de uma princesa, o jovem homem é ridicularizado tanto quanto Dom Quixote será ridicularizado em um futuro romance. Um dos méritos principais de Beaumont e Fletcher foi o de perceber como o feudalismo e os cavaleiros haviam se transformado em vaidade e fingimento, e que novas classes sociais estavam em ascensão. Outro estilo popular durante era Jacobeana era peça de vingança, popularizada por John Webster e Thomas Kyd. George Chapman escreveu um par de sutis tragédias de vingança, mas devem ser lembrados principalmente em consideração de sua famosa tradução de Homer, a qual teria uma profunda influência em toda futura literatura inglesa, inspirando até John Keats a escrever algumas de suas grandes poesias. A Bíblia do rei James, um dos projetos mais massivos de tradução da Inglaterra até este tempo, foi iniciado em 1604 e completado em 1611. Ela representa o ponto culminante da tradição de tradução Bíblica na Inglaterra que começou com o trabalho de William Tyndale. Ela se tornou a Bíblia padrão da Igreja da Inglaterra, e um dos grandes trabalhos literários de todos os tempos. Este projeto foi encabeçado por James I em pessoa, que supervisionou o trabalho de quarenta e seis sábios. Embora uma tradução mais fiel tenha sido feita em 1970, e muitas depois desta, nenhuma tem a mesma qualidade poética da Bíblia do Rei James, na qual a métrica é conduzida pra imitar a dos versos hebreus originais. Ao lado de Shakespeare, o qual aparece no inicio de 1600, os principais poetas do início do século 17 incluem John Donne e outros poetas Metafísicos. Influenciada pelo Barroco continental, e retirando seu conteúdo subjetivo do misticismo cristão e erotismo, a poesia metafísica utilizou figuras pouco convencionais ou anti-poéticas, tais como um compasso ou um mosquito, para obter o efeito supressa. Por exemplo, em Songs and Sonnets de Donne, pontas de um compasso representam dois amantes, a mulher que é a caseira, esperando, começando no centro, o ponto mais distante inicia sua viagem de amor partindo dela. Mas quanto maior a distância, mais as pontas se inclinam sobre si mesmas: separação faz o amor crescer em adoração. O paradoxo ou a contradição é uma constante nesta poesia onde os medos e as ansiedades também falam

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de um mundo de certezas espirituais balançado pelas modernas descobertas da geografia e ciência, no qual não se é mais o centro do universo. Mas a poesia aponta no caminho da era do misticismo a qual pode ser o fechamento dos teatros e do puritanismo que se segui. Literatura carolina e cromwelliana Os anos turbulentos do meio do século 17, durante o reinado de Charles I e o subseqüente de Commonwealth e Protetorado, assistiu o florescimento da literatura política na Inglaterra. Pamphlets escreveu para simpatizantes de cada facção na Guerra civil Inglesa fugindo de viciosos ataques pessoais e polêmicas, embora muitas formas de propaganda, seus esquemas mentais muito elaborados ajudou a reformar a nação. Uma destas cartas chamadas de Leviathan por Thomas Hobbes provou se tornar o mais importante trabalho político da filosofia política da Grã -Bretanha. Os escritos de Hobbes são alguns dos únicos trabalhos políticos desta era os quais ainda são regularmente publicados por John Bramhall, que era critico chefe de Hobbes, sendo muito freqüentemente esquecidos. O período também viu o florescimento de novos livros, os precursores dos Jornais Britânicos, jornalistas tais como Henry Muddiman, Marchamont Needham, John Birkenhead representam a visão e atividades das partes envolvidas. As freqüentes prisões de autores e a opressão de seus trabalhos, tendo como conseqüências a impressão secreta ou feita no estrangeiro, levando que a idéia dos direitos de propriedades fossem inicialmente proposto. A Areopagitica, uma política panfletada por John Milton, foi escrita em oposição ao licenciamento e é considera como uma das mais eloqüentes defesas da impressa livre que já foi escrita. Outras formas de literatura escritas durante este período são usualmente relacionadas textos políticos ou seus autores estão agrupados ao longo de tendências políticas. A poesia de cavalaria, atividade principal antes da Guerra civil, relacionou-se muito como a nova escola dos poetas metafísicos. O afastamento forçado de oficiais reais após a execução de Charles I foi uma boa coisa no caso de Izaak Walton, pois isto deu a ele tempo para trabalhar em seu livro The Compleat Angler. Publicado em 1653 o livro, aparentemente é um guia para pesca, porem é muito mais; convertendo se uma reflexão sobre a vida, o prazer e contentamento. Os dois poetas mais importantes da Inglaterra de Oliver Cromwell são Andrew Marvell and John Milton com suas produções direcionadas para glorificar o novo governo; tal como Marvell em An Horatian Ode upon Cromwell's Return from Ireland. A despeito de suas crenças republicanas eles escaparam de punições no momento da Restauração de Charles II depois da qual Milton escreveu alguns de suas maiores poesias com algumas mensagens políticas escondido na roupagem de alegorias. Thomas Browne foi outro escritor do período; um homem estudado com uma extensa biblioteca, ele escreveu proliferamente nos ramos da ciência, religião, medicina e esoterismo.

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Literatura da restauração Restauração literária inclui o Paraíso Perdido e Sodom de Earl of Rochester, a comédia sexual altamente impetuosa de The Country Wife e visão moral de moral de Pilgrim's Progress. É visto a Treatises on Government de Locke, a fundação da Royal Society, o experimento de Robert Boyle e o pensamento completo de Boyle, os ataques histéricos aos teatros de Jeremy Collier, o pioneirismo da literatura crítica de Dryden, e os primeiros jornais. A mudança oficial na cultura literária foi causada pela censura e os padrões moralistas radicais aplicados pelo regime Puritano dos Cromwell, criando uma descontinuidade na tradição literária, permitindo um início aparentemente suave de todas as formas de literatura após a restauração. Durante a Interregnum, as forças reais atacaram a corte de Charles I indo para o exílio com Charles II que tinha 20 anos. Os nobres que viajaram com Charles II foram então alojados por mais de uma década no centro da cena literária do continente. Charles gastava seu tempo preocupando-se com peças na França, e desenvolvendo um gosto pelas peças em língua Espanhola. Aqueles nobres que viviam na Holanda começaram a aprender a cerca de trocas mercantis como também sobre a tolerância, os debates, prosa racionalista que circularam oficialmente na nação tolerante. A maior e mais importante forma poética desta era foi a sátira. No geral, publicações de sátira eram feitas anonimamente. Havia um grande perigo ser associado com uma sátira. Por um lado, as leis de difamação tinham um grande aspecto, e era difícil para um sátiro evitar um processo se fosse provado que ele escreveu um panfleto que parecesse criticar um nobre. Por outro lado, indivíduos ricos poderiam responder a uma sátira sendo freqüente ser o poeta suspeito atacado fisicamente por agressor. John Dryden foi agredido devido a mera suspeita de ter escrito Satire on Mankind. Uma conseqüência deste anonimato é que a grande maioria dos poemas, alguns deles de mérito, não eram publicados e permaneciam desconhecidos. A prosa no período da Restauração é dominada por escritos religiosos cristãos, mas a restauração também viu o início de dois gêneros que iriam dominar períodos posteriores: a ficção e o jornalismo. Escritos religiosos freqüentemente se confundiam com escritos de economia e política, assim como escritos políticos e econômicos tinham relacionamento direto com a religião. Thomas Sprat escreveu sua History of the Royal Society em 1667 e apontou quatro, em um único documento, dos objetivos da ciência empírica dali para frente. A restauração também foi a época em que John Locke escreveu muitos de seus trabalhos filosóficos. O empirismo de Locke foi uma tentativa de compreender a base da compreensão humana em si e, portanto divisar uma maneira apropriada para tomar decisões profundas. Este mesmo método cientifico levou Locke para os seus três Treatises on Government, o qual levou mais tarde a inspirar os pensadores na Revolução Americana. Com seu trabalho compreendido,

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Locke migrou das unidades mais básicas da sociedade em direção às mais elaboradas, e, como Thomas Hobbes, enfatizou a flexibilidade da natureza do contrato social. Em uma era que tinhase visto a monarquia absoluta desabar, uma tentativa de democracia, uma democracia corrupta, e uma monarquia limitada restaurada, somente uma flexibilização de base no governo poderia satisfazer. A restauração reprimiu a maioria dos mais estridentes escritores sectários. Autores puritanos como John Milton foram forçados a se retirar da vida publica ou se adaptar, e estes autores Digger, Fifth Monarchist, Leveller, Quaker, e Anabaptista que tinham discurso contrario ao monarca e que tinham participado diretamente no regicídio de Charles I foram parcialmente reprimidos. Conseqüentemente, escritores violentos foram forçados para clandestinidades, e muitos daqueles que tinham servido no Inter-reino atenuaram suas posições na Restauração. John Bunyan manteve-se a parte de outros autores religioso do periodo. O Peregrino de Bunyan é uma alegoria da salvação pessoal e um guia pra vida Cristã. Ao invés de qualquer foco na escatólogia ou retribuição divina, Bunyan ao mostra como a santidade individual pode prevalecer contra as tentações da mente e do corpo que levam a danação. O livro foi escrito numa narração clara e mostra influências de drama e biogragrafia, e ainda mostra um prenuncio da grande tradição alegórica encontrada em Edmund Spenser. Durante o período da restauração, a maneira mais comum de obter as novidades era através de uma publicação geral. Uma simples folha larga de papel deve ter um texto, usualmente parcial, acerca de um evento. Entretanto, o período viu o inicio do jornalismo profissional e periódico (indicando que a publicação era regular) em Inglês. O Jornalismo desenvolveu mais tarde, geralmente por volta do tempo de subida ao trono de William de Orange em 1689. Coincidentemente ou intencionalmente, os ingleses passaram a ter jornais quando William trouxe sua corte de Amsterdam, onde os jornais já começavam a serem publicados. É impossível datar satisfatoriamente o inicio da literatura de ficção na Inglaterra. Entretanto, histórias de ficção e biografias ficcional começaram a se diferenciar entre si e de outros gêneros na Inglaterra durante o período da restauração. Uma tradição existente do Romance de ficção na França e Espanha era popular na Inglaterra. O "Romance" era considerado um gênero feminino, e a mulher era rotulada como leitora de "novelas" como viceversa. Uma das figuras mais significantes surgidas do romance no Período da Restauração é Aphra Behn. Ela não era somente a primeira novelista Profissional feminina, mas ela deve estar entre a primeira novelista profissional de ambos sexos na Inglaterra. O mais famoso romance de Behn é Oroonoko de 1688. Esta é uma biografia inteiramente ficcional de um rei Africano que teria sido escravizado no Suriname. Os romances de Behn mostram a influência da tragédia e de sua experiência como dramaturga. Tão logo foi banido o regime Puritano anterior das peças públicas as representações ganharam ânimo e o drama recriou-se rápida e abundantemente. A mais famosa peça do inicio

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do período da Restauração eram não sentimentais ou comédias "duras" de John Dryden, William Wycherley, e George Etherege, as quais refletem a atmosfera da Corte, e celebram um estilo de vida machista aristocrático de persistente intriga sexual e conquista. Depois de rápida queda na quantidade e qualidade em 1680, a metade da década de 90 viu um breve florescimento do drama, especialmente a comédia. Comédias como Love For Love de William Congreve (1695) e The Way of the World (1700), e The Relapse de John Vanbrugh (1696) e The Provoked Wife (1697) foram "suave" e mais classe média no etos, muito diferente da extravagância aristocrática de vinte anos antes, e atingiu uma grande. Os Dramaturgos de 1690 direcionavam o apelo para audiências mais socialmente misturadas com um forte peso do elemento da classe média, e espectadores femininos, por exemplo pela movimentação da guerra entre os sexo da arena da intriga para aquela do casamento. O foco na comédia são amores jovens passando a perna na velha geração, particularmente nas relações matrimoniais após o inicio do casamento. Os Diaristas John Evelyn e Samuel Pepys descrevem o dia-a-dia da vida em Londres e cena cultural de seus tempos. Literatura augustina O termo literatura Augustina surgiu de autores das décadas de 1720's e 1730's referindose a eles mesmo, que respondiam por um termo que George I da Inglaterra preferia para si mesmo. Enquanto George I entendia que o titulo refletia sua bravura, eles entendiam que ao invés disto ele fazia referência da transição da Antiga Roma de literatura grosseira e simples para um literatura altamente politizada e muito elaborada. Devido a esta disposição da metáfora, o período de 1689 - 1750 foi chamada de "a Idade Augustina" pelos críticos através do século 18 (incluído Voltaire e Oliver Goldsmith). A literatura deste período é evidentemente política e profundamente ciente de críticos dedicados para literatura. Esta foi uma época de exuberância e escândalo, de enorme energia, criatividade e escândalo, que reflete uma era quando o povo da Inglaterra, Escócia, e Irlanda se encontravam em meio da uma expansão econômica, poucas barreiras para educação, e a agitação da Revolução Industrial. O poeta que mais se destacou no período é Alexander Pope, mas a excelência de Pope é uma das facetas na sua constante batalha com outros poetas, e sua serenidade, a aparente abordagem neo-Classical para poesia é uma competição com versos altamente virtuosos e competição pesada de tais poetas com Ambrose Phillips. Foi durante este período que James Thomson produziu sua melancolica The Seasons e Edward Young escreveu Night Thoughts. Foi também nesta era que assistimos uma seria competição sobre o modelo adequado do pastoral. No criticismo, os poetas lutaram com uma doutrina do decência, de encontrar as palavras adequadas com senso próprio e de estilo que encontre a gravidade de um subjetivismo. Ao

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mesmo tempo, o caricatura do herói teve seu auge. O rapto da Madeixa e The Dunciad de Pope são ainda os maiores poemas de caricatura do herói que já foram escritas. Na prosa, a parte inicial do período foi ofuscada pelo desenvolvimento da experimentação do Inglês. The Spectator de Joseph Addison e Richard Steele estabeleceram a forma do periódico experimental Inglês, inventado o ponto de vista de um observador imparcial da vida humana que pode meditar em relação ao mundo sem advogar qualquer mudança nele. Contudo, este também foi o tempo quando a novella Inglesa, que surgiu na Restauração, desenvolveu em uma arte maior. Daniel Defoe voltou-se do journalism e biografias da vida de criminosos para impressão de escritos de biografias ficcionais de criminosos como Roxana e Moll Flanders. Ele também escreveu sobre o comportamento ficcional das viagens de Alexander Selkirk chamado Robinson Crusoe (1719). O romance vira beneficiar indiretamente de uma peça trágica, e na metade do século muito outros autores começaram a escrever romances. Se Addison e Steele possuíam um tipo de prosa, então Jonathan Swift tinha outro. O estilo da prosa de Swift é pouco cortes e direto, com uma clareza que poucos contemporâneos alcançaram. Ele era profundamente cético a respeito do mundo moderno, mas ele era similarmente profundamente receoso da nostalgia. Ele via na história uma coleção de mentiras e vaidades, e via em seu presente uma louca vaidade e mentiras. O centro dos valores Cristão era essencial, mas estes valores tinham de ser exercitados, proclamados e desenvolvidos pela constante rejeição dos jogos de crenças humanas e seus canais. A Tale of a Tub de Swift proclama sua analise cética das afirmações do mundo moderno, e em seus últimos trabalhos de prosa, tais como a Guerra com Patridge o astrólogo, e o maior de todas as suas zombarias do orgulho em Gulliver's Travels deixa unicamente o individuo em medo constante e completa humilhação. Depois de seu "exílio" na Irlanda, Swift relutantemente começa a defender o povo Irlandês da predação do colonialismo. Seu livro A Modest Proposal e cartas Drapier provocaram tumultos e irritações, mas Swift, que não tinha amor pelo Catolicismo Romano da Irlanda, , foi ultrajado por abusos e barbaridades que ocorriam em torno dele. O drama na parte inicial do período apresentava as ultimas peças de John Vanbrugh e William Congreve, ambos os quais conduziram a comédia da Restauração com algumas alterações. Contudo, a maioria das encenações era de pequenas farsas e algumas tragédias serias e domesticas. George Lillo e Richard Steele produziram tragédias de formas morais elevadas, onde as características e preocupações dos atores restringiam-se completamente classe media ou da classe trabalhadora. Isto reflete uma acentuada mudança na audiência para as peças, com o patronato real na tendo tanta importância para o sucesso teatral. Adicionalmente, Colley Cibber e John Rich começaram uma batalha mutual por um espataculo mais e mais grandioso para ser apresentado na peça. A figura do Harlequin foi criada, e o teatro

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de pantomima começou a ser apresentado. Esta comédia pobre era bastante popular, e as pecas tornaram-se terceiro nível na preparação. Ópera também se tornou popular na Inglaterra, e havia uma significante resistência literária por esta incursão Italiana. Esta tendência foi quebrada somente por umas poucas tentativas por um novo tipo de comédia. Pope e John Arbuthnot e John Gay tentaram uma peça intitulada Three Hours After Marriage que falhou. Em 1728, porem, John Gay retornou para a casa de espetáculos com The Beggar's Opera. Operas de Gay eram na Inglaterra e recontavam a história de Jack Sheppard e Jonathan Wild. Contudo, isto se parecia ser uma alegoria para Robert Walpole e os diretores da South Sea Company, e portanto a continuidade da opera de Gay foi abandonada sem ter sido apresentada. Em 1737, o drama no século 18 quase termina, naquele que foi o ano do Licensing Act. Naquele ponto, havia censura oficial do estado de todas as peças. O efeito do Licensing Act foi causar mais do que uma aspiração nos dramaturgos para ser tornarem além do que escritores de romance. Henry Fielding começou a escrever prosa sátira e romances depois que suas peças não passavam pelos censores. Henry Brooke também se virou para os romances. Neste ínterim, Samuel Richardson tinha produzido um romance com a intenção de se opor aos efeitos deletérios dos romances em Pamela, or Virtue Rewarded (1749). Henry Fielding atacou o absurdo deste Romance com Shamela, e então a reação de Clarissa de Richardson com a Tom Jones. Brooke escreveu The Man of Feeling e indiretamente deu inicio ao romance sentimental. Laurence Sterne tentou um romance Swiftiano com uma única perspectiva da impossibilidade da biografia (o modelo para a maioria dos próximos romances naquele ponto) e compreendendo com Tristram Shandy, mesmo com seu caluniador Tobias Smollett promovendo o romances picaresque com seus trabalhos. Cada um destes romances representa uma forma e temática divergindo dos outros. Cada romancista tinha um dialogo e competição com os outros, e, em um certo sentido, o romance estabelecia em si como um gênero diverso de forma aberta nesta explosão de criatividade. Os efeitos finais mais importantes desta experimentação são o realismo psicológico de Richardson, a confusa voz narrativa de Fielding, e o sentimentalismo de Brooke. Idade da sensibilidade Durante a Idade da Sensibilidade, a literatura refletiu a visão de mundo do esclarecimento (ou Idade da Razão) – uma abordagem racional e cientifica para publicações religiosas, social, política e econômica que promove uma visão a secular do mundo e um senso geral do progresso e perfectibilidade. Levado por filosofias que foram inspiradas pelas descobertas do século anterior (Newton) e nos escritos de Descartes, Locke e Bacon. Eles perseguiam descoberta e atuação de princípios universalmente válidos que governassem a humanidade, natureza e sociedade. Eles fizeram vários ataques a autoridade cientifica e espiritual, restrições

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econômicas e sociais, dogmatismo, intolerância, censura. Eles consideravam o estado o instrumento próprio e racional do progresso. O Racionalismo extremo e ceticismo desta idade levaram naturalmente ao ateísmo; as mesmas qualidades tiveram a função em trazer mais tarde a reação do romantismo. A Enciclopédia de Denis Diderot resumo do espírito desta época. O aumento da ênfase no instinto e sentimento, em relação moderação. Um crescimento da simpatia pela idade media durante a idade da sensibilidade inflamou um interesse em baladas medievais e literatura folclórica.

Romantismo A mudança da paisagem da Inglaterra trazida pela maquina a vapor teve duas conseqüências mais significativas: o crescimento explosivo da industrialização com a expansão das cidades, e a conseqüente queda da população rural como resultado da limitação ou privatização dos pastos. Muitos dos camponeses dirigiram-se para as cidades para trabalhar nas novas fabricas. Esta abrupta mudança é revelada pela mudança de cinco palavras: industry (que significava "criatividade"), democracy (que era utilizada como desprezo como "multidão"), class (agora também usada com uma conotação social), art (que significava "artesanato"), culture (que se referia somente a fazendas). Mas as pobres condições dos trabalhadores, os novos conflitos de classe e a poluição ambiental causada como conseqüência do urbanismo e industrialização leva os poetas a redescobrir as belezas e valores da natureza. Mãe terra é vista como a única fonte de conhecimento, a única solução problemas causados pelas maquinas. A superioridade da natureza e instinto sobre civilização foi pregada por Jean Jacques Rousseau e sua mensagem foi adotada por quase todos poetas Europeus. O primeiros Inglêses foram Lake Poets, um pequeno grupo de amigos incluindo William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge. Estes novos Poetas Romanticos trouxeram uma nova emoção e introspecção, e seu surgimento marcou o primeiro manifesto romântico na literatura Inglesa, O Preface to the Lyrical Ballads. Esta coleção se deveu mais da contribuição de Wordsworth, embora Coleridge deva ser creditado seu longo e impressionante Rime of the Ancient Mariner, uma trágica balada sobre um demônio que primeiro mata e então possui um grupo de marinheiro em um bote nos mares do sul. Coleridge e Wordsworth, porem, compreendiam o romantismo de duas maneiras inteiramente diferentes: enquanto Coleridge procurava tornar o real sobrenatural (muito parecido com filmes de ficção cientifica que usam efeitos especiais para tornar coisas impressionantes criveis), Wordsworth

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procurava mesclar a imaginação dos leitores através de figuras bem terra a terra retirada da vida real (por exemplo no The Idiot Boy), ou no beleza de Lake District que inspirou profundamente sua produções (como em Tintern Abbey). A "Segunda geração" de poetas românticos incluem Lord Byron, Percy Bysshe Shelley, Mary Shelley e John Keats. Byron, contudo, era ainda influenciado por sátiras do século 18 e era, talvez o ultimo 'romântico' dos três. Seus amores com um numero proeminente de senhoras casadas era também um modo de verbalizar sues dissentimento da hipocrisia de uma alta sociedade que esta aparentemente religiosa mas de fato altamente libertina, a mesmo que tinha ridicularizado sua condição física. Sua primeira viagem para Europa resultou em seus dois primeiros cantos de Childe Harold's Pilgrimage, um épico anti-herói das aventuras de um rapaz na Europa, mas também uma refinada sátira da sociedade Inglesa. A despeito do sucesso de Childe Harold' no seu retorno para Inglaterra, acompanhado pela publicação de The Giaour e The Corsair seu alegado romance incestuoso com sua meia irmã Augusta Leigh em 1816 acabou forçando-lhe a deixar a Inglaterra para seu bem e buscar asilo no continente. Onde ele juntamente com Shelley, sua esposa Mary, com seu secretário John Polidori nas praias do Lago Geneva em 1816. Embora seja justamete uma cura história, Polidori deve ser considerado creditada para introdução de The Vampyre para literatura Inglesa. Shelley, como Mary, tinham muito em comum com Byron: Ele era um aristocrata de uma família famosa e antiga, tinha abraçado o ateísmo e o livre pensar, como ele, tentando escapar de escândalos na Inglaterra. Percy Shelley foi expulso da Universidade de Oxford por declarar abertamente seu ateísmo, no tratado "A Necessidade do Ateísmo", e da Inglaterra por defender a independência da Irlanda. Em 1811, com 19 anos, Shelley se casa com Harriet Westbrook, de quem ele iria se separar, três anos depois, para se casar com Mary (Harriet tirou sua própria vida após isto). Depois do nascimento da primeira filha do casal, Harriet não dava atenção aos interesses de Shelley. Mary era diferente: filha de William Godwin, um filosofo e revolucionário, ela compartilhava de seus ideais, era um poeta, e uma feminista como sua mãe, Mary Wollstonecraft, características que faltavam em Harriet. Manteve um caso com Mary, com quem mais tarde tornaria pública a união. O melhor livro de Shelley foi Ode to the West Wind. A despeito de sua aparente recusa em acreditar em Deus, este poema é considerado uma homenagem ao panteísmo, o reconhecimento de uma presença espiritual na natureza. Mary Shelley não voltava na história para sua poesia, mas para dar o nascimento a ficção cientifica: o desenho para um romance é dito ter vindo de um pesadelo durante uma tempestade noturna no lago Geneva. Sua idéia de fazer um corpo com partes humanas roubadas de diferentes corpos e então anima-lo com eletricidade foi talvez influenciado pela invenção de Alessandro Volta e experimento de Luigi Galvani com sapos mortos. A história requentada de

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Frankenstein também sugere modernos transplantes de órgãos, regeneração de tecidos, lembrando-nos das implicações morais levantadas pela medicina de hoje. Mas a criatura Frankenstein é também incrivelmente romântica. Embora "o mostro " seja inteligente, bom e apaixonado, ele é evitado por todos devido a sua feiúra e deformidade e o desespero que resulta da exclusão social o torna em uma maquina assassina que eventualmente mata seu próprio criador. Provavelmente John Keats não compartilhava os ideais revolucionários de Byron e Shelley, mas seu culto do panteísmo e tão importante quanto para Shelley. Keats era apaixonado pelas antigas pedras do Parthenon que Lord Elgin tinha trazido para Inglaterra da Grecia, também conhecida como a Mármores de Elgin. Ele celebrava a Grécia antiga: a beleza da liberdade de casais de jovens amantes como aqueles da arte clássica. A grande atenção de Keats para arte, especialmente em sua Ode on a Grecian Urn e algo muito novo no romantismo, e isto irá inspirar a crença de Walter Pater e então de Oscar Wilde no valor absoluto da arte como independente da estética. Jane Austen Escreveu romances sobre a vida da classe rural, vista do ponto de vista de uma mulher, e de maneira irônica focada em praticas sociais, especialmente focadas em temas sociais, especialmente o casamento e o dinheiro. Literatura victoriana Foi na era Victoriana (1837-1901) que o romance tornou-se a forma principal da Literatura Inglesa. A maioria dos escritores estava agora mais concentrada em agradar o gosto do publico leitor da classe média do que de seus patronos aristocratas. O melhor dos trabalhos conhecidos da era incluem trabalhos poderosamente emocionais das irmãs Brontë; a sátira Vanity Fair de William Makepeace Thackeray; os romances realistas de George Eliot; e os criteriosos retratos de Anthony Trollope da vida da classe artesã e camponesa. Charles Dickens emergiu no cenário literário em 1830, confirmando a tendência para publicações em série. Dickens escreveu vividamente sobre vida de Londres e esforço do pobre, mas em estilo bem-humorado o qual era aceitável por leitores de todas as classes. Seus trabalhos iniciais tais como The Pickwick Papers (Os Documentos Póstumos do Clube Pickwick) eram uma obra prima da comédia. Mais tarde seus trabalhos tornaram-se sobrinhos, sem a perda de seu gênio para caricatura. Um interesse em assuntos rurais e mudanças da situação sociais e econômicas do país podem ser vista nos romances de Thomas Hardy e outros. Figuras de liderança poética da era Victoriana estão incluídas Alfred Tennyson, Robert Browning e sua esposa, Elizabeth Barrett Browning. A literatura para crianças era publicada durante o período

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Vitoriano, alguns dos quais se tornaram bem-conhecidos, tais como o trabalho de Lewis Carroll que era um representante do verso sem sentido, com era Edward Lear Também na época surgiu Sherlock Holmes, escrito por Sir Arthur Conan Doyle, e foi um dos personagens mais importantes da literatura na época. Sua primeira aparição foi no livro : um estudo em vermelho

Literatura eduardiana O escritor mais largamente popular do século 20 era indiscutivelmente Rudyard Kipling, um escritor altamente versátil de romances, histórias curtas e poemas, freqüentemente baseados em suas experiências do domínio britânico na Índia. Kipling era intimamente associado com o imperialismo e isto manchou sua reputação em tempos mais recentes. Também na época surgiu Sherlock Holmes, escrito por Sir Arthur Conan Doyle, e foi um dos personagens mais importantes da literatura na época. Sua primeira aparição foi no livro, Um estudo em vermelho. Literatura da era georgiana Os poetas georgianos mantiveram uma abordagem conservadora para a poesia. As experiências da Primeira Guerra Mundial foram refletidas no trabalho da poesia da guerra tais como Rupert Brooke, Isaac Rosenberg, Edmund Blunden e Siegfried Sassoon. Muitos escritores voltaram-se temas patriotas e imperialistas como resultado da guerra, notavelmente Kipling. John Buchan foi pioneiro em um novo tipo de ficção, o romance de espionagem e obteve grande popularidade durante e depois da Primeira Guerra Mundial. Literatura modernista Entre os importantes romancistas de entre as duas Guerras Mundiais incluem Evelyn Waugh, D.H. Lawrence e Virginia Woolf, um membro do Grupo de Bloomsbury. Alem do Bloomsbury group, the Sitwells também acolhiam uma facção artística e literária, porem menos influente. H. G. Wells foi um pioneiro da ficção científica. A critica de George Orwell do totalitarianismo acrescentou a palavra Orwellian a lingua Inglêsa. A distopia de Aldous Huxley em Brave New World e J. G. Ballard são os percusores do moviento cyberpunk. W. H. Auden, Stephen Spender, Ted Hughes e Philip Larkin são importantes poetas

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Outros notaveis escritores incluem Muriel Spark, Daphne du Maurier, Margaret Drabble, Iris Murdoch, Anthony Burgess (que ficou conhecido como o "o ultimo modernista "), Kingsley Amis, Graham Greene e G. K. Chesterton Escritores de literatura popular incluem P. G. Wodehouse e Agatha Christie.
• Kitchen sink drama

BEOWULF
Beowulf é um poema épico, escrito em língua anglo-saxã com o emprego de aliteração. Com 3.182 linhas, é o poema mais longo do pequeno conjunto da literatura anglo-saxã e um marco da literatura medieval. Apesar de haver sido escrito na atual Inglaterra, a história se refere a eventos ocorridos na Escandinávia, mais especificamente nas atuais Suécia e Dinamarca. O poema está centrado nos feitos de Beowulf, heroi da tribo dos gautas (originários da atual Götaland, Suécia) que com sua excepcional força e coragem livra os dinamarqueses da ameaça de dois monstros diabólicos e, já coroado rei do seu povo, combate e mata um dragão, numa batalha que acaba por custar-lhe a vida. O único manuscrito existente de Beowulf data do século XI, mas acredita-se que o poema original possa ter sido escrito antes. A narrativa é lendária, mas alguns eventos e personagens possivelmente históricos dos séculos V e VI são também referidos no texto.

História O poema narra as aventuras de Beowulf, herói com força sobrehumana, originário da tribo

dos gautas (na atual Götaland, Suécia). Ao ouvir as desventuras que afligem a corte do rei Hrothgar, na Dinamarca, Beowulf viaja com um pequeno grupo de guerreiros a esse país, onde é recebido pelo rei em Heorot, o grandioso salão da corte. Logo ao chegar o herói se oferece para livrar Hrothgar e seu povo dos ataques de Grendel, uma criatura monstruosa, descrita como descendente do clã de Caim e verdadeiro símbolo do mal encarnado, que devora homens inteiros. O heroi vence e mata Grendel em duelo, utilizando como arma apenas as suas mãos nuas. Seguidamente, a mãe de Grendel, também ela uma criatura monstruosa, vem vingar a morte do filho com novas carnificinas. Beowulf segue seu rastro até uma caverna submarina, localizada num lago habitado por monstros aquáticos, onde a combate e vence com uma poderosa espada, criada para matar gigantes. Depois desta aventura, Beowulf e seus guerreiros retornam por mar à terra dos gautas.

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O relato então é cortado por um longo hiato temporal e encontramos o mesmo Beowulf, já idoso e rei entronado do seu país. A chegada de Beowulf ao trono é explicada rapidamente: o rei Higelac morre numa batalha contra os frísios, sendo sucedido por seu filho Heardred. Este é mais tarde morto numa batalha contra as tropas suecas do rei Onela, deixando vazio o trono gauta, que é ocupado por Beowulf. Cinquenta anos após ser entronado, Beowulf necessita livrar seu reino de um dragão, que fora despertado por um servo que roubara uma taça do seu tesouro ancestral, guardado sob a terra numa mamoa (um monte funerário feito pelo homem). Beowulf, munido de uma espada e um escudo de ferro, entra na caverna onde se encontra o tesouro e o dragão cuspidor de fogo, travando com ele uma feroz batalha. Wiglaf, o mais fiel dos seus guerreiros, entra na caverna e ajuda o rei a matar a criatura, derrubada por uma estocada fatal de Beowulf. Esta termina sendo a última aventura do herói, que morre devido às terríveis feridas causadas pelo monstro. O poema termina com o funeral de Beowulf, que é enterrado com o tesouro numa mamoa num monte junto ao mar, de onde os navegantes a pudessem ver. Interpretação O poema reflete a época violenta em que foi escrito, cheio de sangrentas batalhas, em que os valores mais estimados são a honra, a coragem e a fortaleza. Outro valor central na época e refletido no texto é a lealdade e respeito entre os guerreiros vassalos e seu rei. Em recompensa pelos serviços prestados pelos seus guerreiros, o soberano lhes oferece riquezas (jóias, ouro, armas, cavalos) e terras. No poema, Beowulf demonstra frequentemente sua extrema lealdade ao rei dinarmarquês Hrothgar e os reis gautas Hygelac e Heardred. Vários personagens, tribos e acontecimentos do poema revelam que o relato se passa no século VI. Personagens semilendários como os reis Hrothgar e Hygelac (mas não Beowulf), aparecem em crônicas e sagas escandinavas, e a batalha contra os frísios em que morre Hygelac é possivelmente histórica, coincidindo com uma batalha travada no ano de 516 dC referida por Gregório de Tours. Beowulf, porém, deve ser visto como um poema criado para o entretenimento e não como crônica histórica. Na época dos eventos narrados no poema os povos escandinavos eram ainda pagãos, mas o texto contém algumas referências a Bíblia e a Deus, sem dúvida pelo fato de que os escribas eram já cristãos. Muitos aspectos da narrativa são, porém, mais condizentes com valores germânicos pagãos. Beowulf entra nas suas batalhas convencido de que não é apenas sua capacidade que decide o resultado, mas também a força sobrenatural do destino, um aspecto típico das sociedades germânicas guerreiras da época. Em outros trechos, porém, o narrador atribui o resultado favorável das batalhas à vontade de Deus. Manuscrito e autoria

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O único manuscrito de Beowulf, escrito por volta do ano 1000, é parte de um códice maior, denominado Cotton Vitellius A.XV e conservado atualmente na Biblioteca Britânica, em Londres. Sabe-se que este códice quase se perdeu em 1731, quando a biblioteca onde se encontrava - a Cotton Library - incendiou-se. Desde então o manuscrito está chamuscado e perderam-se várias letras. O primeiro acadêmico a estudar o manuscrito foi o islandês Grímur Jónsson Thorkelin, que a partir de 1786 começou a transcrever texto, publicando seus resultados em 1815. A análise do manuscrito revela que o mesmo foi transcrito por dois escribas, um esciba "A" (do início até a linha 1939) seguido de um escriba "B", cuja linguagem é considerada mais arcaica. Não há consenso sobre quando o poema original terá sido composto, variando as opiniões entre o século VIII até o início do século XI, época em que o manuscrito foi transcrito. Alguns estudiosos acreditam que Beowulf era originalmente uma obra recitada por poetas, passada de geração em geração oralmente antes de ser passado ao papel. Outros creem que o poema é criação de um ou poucos autores já perto do século XI. Personagens principais
• Beowulf- Heroi gauta (ou godo) que vive em busca de aventuras que imortalizem seu

nome. Eventualmente é coroado rei dos gautas.
• Hrothgar- Rei dinamarquês cujo reino é acossado pelos monstros, posteriormente mortos

por Beowulf.
• Hygelac- Tio de Beowulf e rei dos gautas. Ao morrer em batalha, seu reino é herdado por

seu filho e depois por Beowulf.
• Grendel- Criatura sanguinária, primeiro oponente de Beowulf. Ele ataca o salão de festas

de Heorot sempre que ali há uma comemoração.
• Unferth- Guerreiro de Hrothgar retratado como invejoso e covarde. O oposto de Beowulf. • Mãe de Grendel- Um monstro fêmea que jura vingança aos dinamarqueses ao ver seu

filho morto por Beowulf.
• Wiglaf- O mais fiel dos guerreiros de Beowulf, ajuda-o a matar o dragão.

Traduções As primeiras traduções de trechos de Beowulf foram realizadas no início do século XIX para o inglês moderno (1805 e 1814). A primeira tradução completa, apesar de conter muitos erros, foi feita para o latim em 1815, e a primeira tradução em verso foi para o dinamarquês em 1820. Isso foi seguido pela primeira tradução (em prosa) completa ao inglês em 1837, por John Kemble. A partir de então muitas outras versões foram publicadas. Uma das mais festejadas é a versão poética de Seamus Heaney (2000), escritor irlandês Premio Nobel de Literatura. Em

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língua portuguesa há duas traduções: a primeira, tendo como base o texto original em inglês arcaico e textos de duas das edições em inglês moderno, é de Ary Gonzalez Galvão, com introdução e notas. Posteriormente foi publicada uma nova tradução em versos, bilíngüe, de Erick Ramalho, também com introdução e notas. ANÔNIMO. Beowulf. Trad., intro. e notas de Ary Gonzalez Galvão. São Paulo: Hucitec, 1992 ANÔNIMO. Beowulf. Trad., intro. e notas de Erick Ramalho. Belo Horizonte: Tessitura, 2007 http://pt.wikipedia.org/wiki/Beowulf

BEOWULF
Beowulf (700-1000 d.C.) é o mais extenso poema épico tradicional da literatura anglo-saxã, escrito em inglês antigo. O poema não está intitulado, mas é conhecido como Beowulf desde os primórdios do século XIX. É o mais antigo poema escrito em língua moderna e dos mais notáveis poemas épicos, um marco na literatura medieval. Este épico poema foi uma das fontes de inspiração para a obra de Tolkien, O Senhor dos Anéis. O poema narra as aventuras do herói Beowulf, numa lendária época de heróis, que viaja até à corte do rei dinamarquês Hrothgar para o livrar do terrível morticínio do demónio Grendel, um verdadeiro emblema do mal encarnado, que devora homens inteiros. Beowulf vence e mata o ogre Grendel numa contenda a dois, utilizando como arma apenas as suas mãos vazias. Acto contínuo, a mãe de Grendel vem desforrar a morte do filho com novas chacinas. O inexorável Beowulf segue o seu rasto até uma caverna submersa onde a confronta e a subjuga. A narração é, a partir desde ponto, cortada por um longo interregno temporal e encontramos o mesmo Beowulf, já de idade avançada, rei entronado e engrandecido do seu país, que bisa a façanha de livrar o seu reino de um dragão, que fora acordado por um criado que roubara uma objeto do seu tesouro. Beowulf ataca o dragão na sua própria caverna, mas apenas consegue vencê-lo a custo da sua própria vida. O poema termina com as exéquias do herói. Assim são descritos os épicos confrontos que originaram a intemporal lenda de Beowulf. Robert Zemeckis, recorrendo à mais alta tecnologia no mundo da imagem (sensores de captura de movimento; IMAX 3D) e som (Dolby Digital 3D), e com a participação de actores de renome como Anthony Hopkins, Angelina Jolie e John Malkovich, dá vida visual, enaltece e glorifica este arcano e admirável desmarcado poema.

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Embora muitos dos traços do filme sejam fiéis ao poema, outros elementos, como o diálogo, a arrogância enfatizada de Beowulf e Hrothgar, o hedonismo divisado no salão de festas, o tempo antes de Beowulf lutar com o dragão, o motivo porque Grendel ataca o salão de festas, e a relação entre a mãe de Grendel e Beowulf, não são condicentes com o poema original. Não obstante, nada se perde com estas eventuais discordâncias pois Zemeckis consegue, em pouco mais de hora e meia, propalar um conjunto de personagens bem projectadas com um amontoado de caracteristicas muito próprias como a inveja, o medo, a arrogância, a vingança, o amor, a atracção, etc.Esta fantomática obra visual de Zemeckis chegou para surpreender e infundir assombro. http://www.beowulf.com. http://pt.shvoong.com/books/1774126-beowulf-poema-filme/

VIZIOLI, Paulo. A Literatura Inglesa Medieval. São Paulo: Nova Alexandria, 1992. Edição bilíngüe. Introdução, seleção, tradução e notas de Paulo Vizioli. (p. 93-113) Geoffrey Chaucer Geoffrey Chaucer nasceu em Londres por volta de 1340. Foi pagem da Condessa de Ulster e depois de algum tempo combateu na França, onde caiu prisioneiro em 1359. Foi resgatado pelo rei Eduardo III, por uma quantia inferior à que o monarca pouco antes pagara por um cavalo. De volta à Inglaterra, casou-se e passou a servir na corte. O novo ambiente e as viagens que, de 1370 a 1378, fez à França aumentaram o seu interesse pela literatura desse país. Também entrou em contato com a literatura da Itália, península que visitou duas vezes (em 1372 e 1378) no cumprimento de missões diplomáticas. O poeta faleceu, ao que parece, em 1400. A obra de Chaucer é geralmente dividida em três períodos: o francês, o italiano e o inglês. No primeiro, que se inicia com a tradução do Roman de la rose, ele imitou os modelos da poesia palaciana francesa. As melhores obras dessa fase foram The boke of the duchesse (O livro da duquesa) e The parlement of foules (O parlamento das aves). No período seguinte (1370-1384) Chaucer introduz temas e técnicas inspiradas principalmente por Dante e Boccaccio. A influência de Dante esta presente em alguns ecos no esquema rítmico dos decassílabos e na elaboração de The house of fame (A casa da fama) em forma de sonho. Por outro lado, o poeta inglês encontrou em Il Filostrato e na Teseida de Boccaccio os argumentos para TroyIus and Cryseide, uma de suas maiores obras, e para o poema que depois figuraria nos Contos de Cantuária como "O conto do cavaleiro". Na mesma fonte (e em Ovídio) colheu o material para a coletânea

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incompleta de histórias trágicas em tomo de mulheres famosas do passado, The legende of good women. Finalmente, ao último período (1384-1400) pertence a sua obra, máxima, The Canterbury Tales (Os contos de Cantuária), onde o seu gênio se revela livre e plenamente. Na verdade, Os contos de Cantuária constituem uma gigantesca pintura da sociedade da época e, pela variedade dos gêneros em que se enquadram os diferentes contos, apresenta um panorama completo da literatura medieval. Mais que tudo isso, porém, é uma análise profunda da natureza humana, realizada com humor e simpatia. O plano geral da obra é simples. Vários peregrinos, que pretendem visitar o túmulo de Santo Tomás Becket em Cantuária, reúnem-se por acaso na taverna do Tabardo, ao sul de Londres, e, por segurança, resolvem cavalgar juntos. Para que a viagem transcorra mais agradavelmente, o taberneiro sugere que cada um conte duas histórias na ida e duas na volta, prometendo um belo jantar ao melhor narrador. Como os peregrinos (com Chaucer) eram trinta, o livro deveria perfazer 120 histórias; mas o poeta não chegou a escrever três dezenas. Os contos são precedidos por um "Prólogo", onde se faz a apresentação das personagens. Nessa galeria de retratos há representantes da baixa aristocracia (o Cavaleiro e seu filho Escudeiro), do clero (a Prioresa, o Monge, o Frade, a Freira, o Secretário da Freira, o Oficial de Justiça Eclesiástica, o Pároco pobre, o Estudante de Oxford e o Vendedor de Indulgências), da burguesia (o Mercador, o Médico, o Advogado, a Fabricante de Tecidos — conhecida como a Mulher de Bath — e o Proprietário de Tentas) e das classes inferiores (como o Moleiro, o Feitor, o Provedor, o Carpinteiro, o Tapeceiro, o Marujo, o Cozinheiro, o Camponês e vários outros). Ao descrever cada tipo, Chaucer demonstra os mais variados sentimentos, desde a admiração pelo Cavaleiro e o afeto pelo Pároco pobre até a crítica sutilmente irônica à Prioresa e a mal disfarçada reprovação pelo Vendedor de Indulgências. Mas a nenhum deles permanece indiferente, procurando retratá-los não com a parcialidade do moralista rigoroso, mas com a objetividade do observador perspicaz e tolerante, que ama a vida e compreende a natureza humana. A grandeza do autor se torna ainda mais evidente quando notamos que cada narrador conta uma história quase sempre de acordo com sua profissão, seu nível cultural e seu temperamento. Assim, o "Conto do Cavaleiro" é, muito apropriadamente, um romance em estilo nobre e trabalhado; os contos do "Moleiro" e do "Feitor", indivíduos grosseiros das camadas inferiores, são fablieaux obscenos; o “ Conto do Vendedor de Indulgências" é, ironicamente, um exemplum moralista; o "Conto do Pároco" não passa de longo sermão sobre os sete pecados capitais; e assim por diante. Bibliografia: Há duas edições muito boas das obras completas de Chaucer. Uma delas é a de W.W. Skeat, The complete works of Geoffiey Chaucer (Oxford, 1594-97), em sete volumes; e a outra,

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em apenas um volume, é a de F.N. Robinson (ed. revista, Boston1 1957), também intitulada The complete works of Ceoffiey Chaucer. Quanto as traduões modernas de The Canterbury Tales, recomendamos a de Nevill Coghíll (Penguin, 1951). Dada a importância do autor, é bastante extensa a lista bibliográfica a seu respeito, Por isso, limitar-nos-emos às seguintes obras: P.F. Baum Chaucer, a critical appreciatian ( Durham, N.C.,1958); M. Chute, Geoffrey Chaucer of England (1946); N. Coghill, Geoffrey Chaucer (1956); G.H. Gerould, Chaucerian essays (Princeton, 1952); T.A. Kirby, Chaucer's Troylus, a study of courtty love (Baton Rouge, 1940); W.W. Lawrence, Chaucer and the Canterbury Tales (1950); K. Malone, Chapters on Chaucer (Baltimore, 1951); C. Muscatine, Chaucer and the French tradition (Berkeley, 1957); R. Preston, Chaucer (1952); E. Rickert, Chaucer’s World (edição de C.C. Olson e M.W. Crow, 1948); C. Schaar, The golden mirror: Siudies in Chaucer’s descriptive technique and its Iiterarv background (Lund, 1955); J. Speirs, Chaucer the maker (1951); e J.S.P. Tatlock, The mind and art of Chaucer (Syracuse, 1950). Obs.: Traduções de Chaucer para o português também podem ser encontradas: Olívio Caeiro, G. Chaucer: Os contos de Cantuária ("Prólogo Geral", "0 conto do Cavaleiro" e "O conto da Mulher de Bath"), Lisboa: Brasília Editora, 1980; e Paulo Vizioli, G. Chaucer: Os contos de Cantuária São Paulo: T.A. Queiroz, 1988 (1ª reimpressão, 1991).

The Wife of Bath’s A mulher de Bath

Uma MULHER de BATH havia em cena; Mas era meio surda, o que era pena. De bons tecidos era fabricante, Chegando a superar Yprês e Gante. Tirar-lhe alguém na igreja a precedência No beijo da relíquia era imprudência, Porque ela abandonava as boas maneiras E perdia de vez as estribeiras. Em sua vida digna e benfazeja Cinco vezes casara-se na igreja — Fora os casos de sua juventude (Falar disso, porém seria rude).

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A mulher de Bath é um dos Contos de Canterbury. Chaucer narra a história de vinte e nove peregrinos que saem de Londres rumo à cidade da Cantuária, a fim de visitar o túmulo de Tomás Beckett. Para que os peregrinos se distraiam e tornem a viagem mais amena, o Taberneiro sugere que cada um dos peregrinos conte duas histórias na ida e duas histórias na volta, e que a melhor história será por ele premiada com um lauto jantar. O conjunto dos peregrinos, que retrata num amplo painel da sociedade medieval, está composto por tipos variados, homens e mulheres de diferentes ofícios e originários dos diferentes extratos sociais. Participa deste grupo uma exuberante e alegre viúva. Alice conta a história de seus cinco maridos, das suas contendas com cada um deles e apresenta a sua receita infalível para um casamento feliz. As mulheres devem manter o comando da relação. Terminado o prólogo, contanos a sua história. Era uma vez um jovem da corte do Rei Artur que caçava na floresta. Encontra uma donzela e num impulso violento arrebata-lhe a virgindade. O rei decide que o jovem deverá morrer decapitado. Dado o veredicto, a Rainha dá-lhe uma possiblididade de escapar com vida. Será poupado se for capaz de explicar a todos dentro de um ano e um dia o que é que as mulheres mais desejam. O jovem não encontra nenhuma explicação satisfatória: para uns o que as mulheres mais desejam é casar, para outros, belas roupas e adornos, cortesia e adulação masculina, ou ainda o desejo de ser livres e fazer o que bem entenderem. O jovem desesperado, já no caminho de volta, teme pela sua vida. Encontra na floresta uma velha que oferece a sua ajuda e sabedoria. Em troca ele deverá realizar-lhe um desejo. Sussurra-lhe a resposta em segredo e ele parte ao encontro da Rainha. Majestade, o que as mulheres mais ambicionam é mandar no marido, ou dominar o amante, impondo ao homem a sua sujeição. Vossa Majestade agora pode fazer comigo o que quiser: estou a seu dispor. O jovem é absolvido pela Rainha. Neste momento a velha entra em cena e pede à rainha que seja feita justiça. Quer que o rapaz se case com ela. A Rainha e o rapaz concordam. O jovem chora sua desgraça e parte com a velha. E ela, no entanto, faz com que ele pense nos valores verdadeiros e na superficialidade das aparências. Pergunta-lhe o que ele prefere: que ela seja uma mulher feia e velha, mas submissa e fiel ou que ela seja jovem e atraente, mas que receba visitas em sua casa. O jovem resignado diz que confia na sabedoria da velha e que, certamente, ela poderá escolher o melhor para eles. Se ela pode escolher, ele concorda que é ela quem deve mandar? O jovem concorda. Então a velha beija-o e transforma-se numa jovem deslumbrante. Garante-lhe também que nunca usará da prerrogativa de lhe ser infiel. http://daprosa.blogspot.com/2008/04/mulher-de-bath.html

William Shakespeare
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William Shakespeare (baptizado em 26 de Abril de 1564 – 23 de Abril de 1616)[1] foi um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.[2] É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras restaram até os dias de hoje 38 peças,[3] 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e diversos outros poemas. Suas peças foram traduzidas para os principais idiomas do globo, e são encenadas mais do que qualquer outro dramaturgo.[4] Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência, e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão). Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos, segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.[5] Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e histórias, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Nesta sua última fase, escreveu tragicomédias, também conhecidas como romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623 dois de seus antigos colegas de teatro publicaram o First Folio, uma coletánea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

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Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria".[6] No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia , e são estudadas encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo. Últimos anos e morte Após 1606-7, Shakespeare escreveu peças menores, que jamais são atribuídas como suas após 1613. Suas últimas três obras foram colaborações, talvez com John Fletcher, que sucedeu-lhe com o cargo de dramaturgo no King's Men. Escreveu a sua última peça, A Tempestade terminada somente em 1613.[7] Então, Rowe foi o primeiro biógrafo a dizer que Shakespeare teria voltado para Stratford algum tempo antes de sua morte; mas a aposentadoria de todo o trabalho era rara naquela época; e Shakespeare continuou a visitar Londres. Em 1612, foi chamado como testemunha em um processo judicial relativo ao casamento de sua filha Mary. Em março de 1613, comprou uma gatehouse no priorado de Blackfriars; a partir de novembro de 1614, ficou várias semanas em Londres ao lado de seu genro John Hall. William Shakespeare morreu em 23 de Abril de 1616, mesmo dia de seu aniversário. Susanna havia se casado com um médico, John Hall, em 1607, e Judith tinha se casado com Thomas Quiney, um vinificador, dois meses antes da morte do pai. A morte de Shakespeare envolve mistério ainda hoje. No entanto, é óbvio que existam diversas anedotas. A que mais se propagou é a de que Shakespeare estaria com uma forte febre, causada pela embriaguez. Recebendo a visita de Ben Jonson e de Michael Drayton, Shakespeare bebeu demais e, segundo diversos biógrafos, seu estado se agravou. Bom amigo, por Jesus, abstém-te de profanar o corpo aqui enterrado. Bendito seja o homem que respeite estas pedras, e maldito o que remover meus ossos. Epitáfio na tumba de Shakespeare Admite-se que Shakespeare deixou como herança sua segunda melhor cama para a esposa. Em sua vontade, ele deixou a maior parte de sua propriedade à sua filha mais velha, Susanna. Essa herança intriga biógrafos e estudiosos porque, afinal, como Anne Hathaway aguentaria viver mais ou menos vinte anos cuidando de seus filhos, enquanto Shakespeare fazia

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fortuna em Londres? O escritor inglês Anthony Burgess tem uma explicação ficcional sobre esse assunto. Em Nada como o Sol, um livro de sua autoria, ele cita Shakespeare espantado em um quarto diante de seu irmão Richard e de sua esposa Anne; estavam nus e abraçados. Os restos mortais de Shakespeare foram sepultados na igreja da Santíssima Trindade (Holy Trinity Church) em Stratford-upon-Avon. Seu túmulo mostra uma estátua vibrante, em pose de literário, mais vivo do que nunca. A cado ano, na comemoração de seu nascimento, é colocada uma nova pena de ave na mão direita de sua estátua. Acredita-se que Shakespeare temia o costume de sua época, em que provavelmente havia a necessidade de esvaziar as mais antigas sepulturas para abrir espaços à novas e, por isso, há um epitáfio na sua lápide, que anuncia a maldição de quem mover seus ossos. Após a morte de Shakespeare, a Inglaterra passou por alguns importantes momentos políticos e religiosos. Jaime I morreu em 27 de março de 1625, em Theobalds House, e tão logo sua morte foi anunciada, Carlos I, seu filho com Ana da Dinamarca, assumiu o reinado. É válido lembrar que, com a morte de Elizabeth I, Shakespeare e os demais dramaturgos da época não foram prejudicados. Jaime I, o sucessor da rainha, contribuiu para o florescimento artístico e cultural inglês; era um apaixonado por teatro. Em 1649, a Câmara dos Comuns cria uma corte para o julgamento de Carlos I. Era a primeira vez que um monarca seria julgado na história da Inglaterra. No dia 29 de janeiro do mesmo ano, Carlos I foi condenado a morte por decapitação. Ele foi decapitado no dia seguinte. Foi enterrado no dia 7 de fevereiro na Capela de St.George do Castelo de Windsor em uma cerimônia privada. Nota: É bem conhecida a coincidência das datas de morte de dois dos grandes escritores da humanidade, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, ambos com data de falecimento em 23 de Abril de 1616). Porém, é importante notar que o Calendário gregoriano já era utilizado na Espanha desde o século XVI, enquanto que na Inglaterra sua adoção somente ocorreu em 1751. Daí, em realidade, Miguel de Cervantes faleceu dez dias antes de William Shakespeare Macbeth é uma tragédia do dramaturgo inglês William Shakespeare, sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakesperiana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1606, com 1607 como a última data possível. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres. A obra foi publicada pela primeira vez no Folio, de 1623, possivelmente a partir de uma transcrição de alguma performance específica. As principais fontes de Shakespeare para a tragédia são os relatos dos reis Duff e Duncan nas Holinshed's Chronicles

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("Crônicas de Holinshed", de 1587), uma história da Inglaterra, Escócia e Irlanda familiar a Shakespeare e seus contemporâneos, e pelos escritos do filósofo escocês Hector Boece.[1] Nos mundo teatral anglófono, muitos acreditam que a peça é "amaldiçoada", e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como "The Scottish play" ("A peça escocesa"). Ao longo dos séculos a peça atraiu alguns dos maiores atores de seu tempo para os papéis de Macbeth e Lady Macbeth. A obra já foi adaptada para o cinema, televisão, ópera, quadrinhos e muitas outras mídias. No cinema destacam-se as versões do italiano Mario Caserini (1908), a do austríaco Richard Oswald (1921), a do norte-americano Orson Welles (1948), a do japonês Akira Kurosawa (1957) e a do polonês Roman Polanski (1971). Recentemente, o produtor de games Jonathan Knight, que adaptou o clássico "Inferno de Dante" para um jogo de videgame, revelou que há muito tempo pensa em adaptar o clássico "Macbeth" para o mundo dos jogos. Tal interesse se deve a atmosfera sombria que envolve a trama, onde existem bruxas e uma experiência sobrenatural ao longo da história, com intrigas e assassinatos. Sinopse O primeiro ato da peça abre entre trovões e relâmpagos, com as Três Bruxas decidindo que seu próximo encontro será com Macbeth. Na cena seguinte, um sargento ferido apresentase ao rei Duncan da Escócia, relatando que seus generais Banquo e Macbeth, que é thane de Glamis, acabaram de derrotar as forças aliadas da Noruega e da Irlanda, lideradas pelo rebelde Macdonwald. Macbeth, parente do rei, é louvado por sua bravura e habilidade na batalha. A cena muda. Macbeth e Banquo entram, discutindo o tempo e sua vitória ("So foul and fair a day I have not seen"; "Tão feio e belo dia eu jamais vi"). À medida que se aproximam de uma charneca, as três bruxas, que lhes estavam esperando, cumprimentam-nos com profecias. Ainda que seja Banquo o primeiro a desafiá-las, dirigem-se a Macbeth. A primeira o saúda como "thane de Glamis", a segunda como "thane de Cawdor", e a terceira proclama que ele deverá "ser rei daí em diante". Macbeth parece estarrecido a ponto de silenciar-se, e Banquo novamente as desafia. As bruxas informam a Banquo que ele dará origem de uma linhagem de reis, embora ele mesmo não se tornará um. Enquanto os dois ficam maravilhados com o que ouviram, as bruxas desaparecem, e outro thane, Ross, um mensageiro do rei, chega e informa Macbeth sobre o título que lhe acaba de ser concedido - thane de Cawdor. A primeira profecia é cumprida. Imediatamente, Macbeth começa a ambicionar tornar-se rei. Macbeth escreve a sua esposa, Lady Macbeth, falando sobre as profecias das bruxas. Quando Duncan decide ficar no castelo de Macbeth, em Inverness, ela bola um plano para assassiná-lo e conquistar o trono para seu marido. Embora Macbeth se demonstre preocupado

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com o regicídio, sua esposa eventualmente o consegue persuadir, questionando sua masculinidade, a seguir seu plano. Na noite da visita do rei, Macbeth mata Duncan; o ato, que não é visto pela platéia, o deixa tão abalado que Lady Macbeth tem que assumir o controle da situação. De acordo com o seu plano, ela incrimina os criados de Duncan, adormecidos por causa da bebedeira ocorrida na noite anterior, pelo assassinato, colocando punhais sujos de sangue em meio a eles. Na manhã seguinte, Lennox, um nobre escocês, juntamente com Macduff, o leal thane de Fife, chegam.[2] O porteiro, ainda bêbado, abre o portão, e Macbeth os leva aos aposentos do rei, onde Macduff descobre o cadáver. Num acesso fingido de raiva, Macbeth assassina os guardas, antes que eles jurem sua inocência. Macduff imediatamente suspeita de Macbeth, porém não revela publicamente esta suspeita. Temendo por suas vidas, os filhos de Duncan fogem; Malcolm vai para a Inglaterra e Donalbain para a Irlanda. A fuga dos herdeiros também faz deles suspeitos, e Macbeth assume o trono como o novo rei da Escócia, já que possui parentesco com o falecido rei. Apesar de seu sucesso, Macbeth continua inquieto com a profecia a respeito de Banquo, então o convida para um banquete real - onde descobre que Banquo e seu jovem filho, Fleance, planejam fugir naquela mesma noite. Macbeth contrata então dois homens para assassiná-los, porém um terceiro assassino surge misteriosamente no parque, antes do crime. Enquanto os assassinos matam Banquo, Fleance escapa; no banquete, o fantasma de Banquo entra e se senta no lugar de Macbeth à mesa. Apenas este pode ver o espectro, enquanto os outros convidados entram em pânico diante da visão de Macbeth em fúria, esbravejando contra uma cadeira vazia, até que uma desesperada Lady Macbeth lhes ordena irem embora. Macbeth, perturbado, vai às bruxas mais uma vez. Elas conjuram então três espíritos, em meio a três outros avisos e profecias, que lhe mandam ter "cuidado com Macduff", porém também lhe avisam que "ninguém que tenha nascido de uma mulher fará mal a Macbeth", e que ele "jamais será vencido até que a Grande Floresta de Birnam vá até as alturas do Monte Dunsinane". Como Macduff está exilado na Inglaterra, Macbeth presume que está seguro; então condena à morte todos do castelo de Macduff, incluindo Lady Macduff e suas crianças. Enquanto isso, Lady Macbeth torna-se atormentada pela culpa dos crimes que ela e o marido cometeram; numa cena célebre, ela perambula pela casa de ambos, à noite, sonâmbula, e tenta lavar manchas imaginárias de sangue de suas mãos, enquanto comenta as coisas terríveis de que sabe. Na Inglaterra, Malcolm e Macduff são informados por Ross de que "seu castelo foi pego de surpresa, e suas esposas e seus bebês selvagemente abatidos." Macbeth, agora visto como um tirano, vê a deserção de muitos de seus thanes. Malcolm lidera então um exército, juntamente com Macduff e o inglês Siward (o Velho), earl de Northumberland, contra o Castelo de

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Dunsinane. Enquanto seus soldados ainda estão acampados na Floresta de Birnam, recebem a ordem de cortar e carregar todos os troncos de madeira que puderem para camuflar o número de soldados - e acabando por realizar a terceira profecia das bruxas. Neste meio tempo, Macbeth faz o seu famoso solilóquio ("Tomorrow and tomorrow and tomorrow", "Amanhã e amanhã e amanhã") ao ficar sabendo da morte de Lady Macbeth; embora a causa da morte não seja revelada, presume-se que ela tenha cometido suicídio, já que a última referência de Malcolm a respeito dela revela que "como se acredita, por suas próprias e violentas mãos, tenha tirado sua própria vida" ("as 'tis thought, by self and violent hands / took off her life"). A batalha tem o seu ápice na morte do jovem Siward, e no confronto de Macduff com Macbeth, que apregoa não temer o oponente, pois não pode ser morto por qualquer homem que tenha nascido de uma mulher. Macduff declara então que ele foi "rasgado do útero de sua mãe antes do tempo" ("from his mother's womb untimely ripp'd", ou seja, nascido através de cesariana) e, portanto, não "nasceu de uma mulher". Macbeth percebe, já tarde demais, que as bruxas o enganaram. Fora de cena, Macduff corta a cabeça de Macbeth, e cumpre assim a última das profecias. Embora Malcolm seja colocado no trono, e não Fleance, a profecia das bruxas a respeito de Banquo - "Thou shalt [be]get kings", "Tu gerarás reis" - era conhecida pelo público da época de Shakespeare como verdade, já que o rei Jaime I da Inglaterra era, supostamente, um dos descendentes de Banquo. Bibliografia
Bertolini, John Anthony (1993), Shaw and Other Playwrights, Pennsylvania: Pennsylvania State University Press, ISBN 027100908X. Bevington, David (2002), Shakespeare, Oxford: Blackwell, ISBN 0631227199. Craig, Leon Harold (2003), Of Philosophers and Kings: Political Philosophy in Shakespeare's "Macbeth" and "King Lear", Toronto: University of Toronto Press, ISBN 0802086055. Greenblatt, Stephen (2005), Will in the World: How Shakespeare Became Shakespeare, London: Pimlico, ISBN 0712600981. Schoenbaum, Samuel (1987), William Shakespeare: A Compact Documentary Life (Revised ed.), Oxford: Oxford University Press, ISBN 0195051610. Schoenbaum, Samuel (1991), Shakespeare's Lives, Oxford: Oxford University Press, ISBN 0198186185. Shapiro, James (2005), 1599: A Year in the Life of William Shakespeare, London: Faber and Faber, ISBN 0571214800. Taylor, Gary (1990), Reinventing Shakespeare: A Cultural History from the Restoration to the Present, London: Hogarth Press, ISBN 0701208880. Wells, Stanley (1997), Shakespeare: A Life in Drama, New York: W. W. Norton, ISBN 0393315622.

John Locke

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John Locke (Wringtown, 29 de agosto de 1632 — Harlow, 28 de outubro de 1704) foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social. Locke rejeitava a doutrina das ideias inatas e afirmava que todas as nossas ideias tinham origem no que era percebido pelos sentidos. Escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza de nossos conhecimentos. Dedicou-se também à filosofia política. No Primeiro tratado sobre o governo civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No Segundo tratado sobre o governo civil, expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada. Locke é considerado o protagonista do empirismo, isto é, a teoria denominada de Tabula rasa (do latim, "folha em branco").[1] Esta teoria afirma que todas as pessoas nascem sem saber absolutamente nada e que aprendem pela experiência, pela tentativa e erro. Esta é considerada a fundação do "behaviorismo". A filosofia política de Locke fundamenta-se na noção de governo consentido dos governados diante da autoridade constituída e o respeito ao direito natural do ser humano, de vida, liberdade e propriedade. Influencia, portanto, as modernas revoluções liberais: Revolução Inglesa, Revolução Americana e na fase inicial da Revolução Francesa, oferecendo-lhes uma justificação da revolução e a forma de um novo governo. Para fins didáticos, Locke costuma ser classificado entre os "Empiristas Britânicos", ao lado de David Hume e George Berkeley, principalmente pela obra relativa à questões epistemológicas. Em ciência política, costuma ser classificado na escola do direito natural ou jusnaturalismo. Para Bernard Cottret, biógrafo de João Calvino, contrastando com a história trágica da brutal repressão aos protestantes em França no século XVI, e a própria intolerância e zelo religioso radical de João Calvino em Genebra, o nome de John Locke está intimamente associado à tolerância. Uma tolerância que os franceses aprendem a valorizar apenas na década de 80 do século XVII, quase às portas do Iluminismo. Como Voltaire afirmou, a tolerância é para os franceses um artigo de importação. Bernard Cottret afirma: "a tolerância é o produto de um espaço geográfico específico, nomeadamente o noroeste da Europa. Ou seja: a Inglaterra e a Holanda. E ela é no final em especial a obra de um homem - John Locke - a quem o século XVII dedica um culto permanente".[2] Dentre os escritos políticos, a obra mais influente foi o tratado em duas partes, Dois Tratados sobre o Governo (1689). A primeira descreve a condição corrente do governo civil; a segunda parte descreve a justificação para o governo e os ideais necessários à viabilização. Segundo Locke todos são iguais e que a cada um deverá ser permitido agir livremente desde que não prejudique nenhum outro. Com este fundamento deu continuidade à justificação

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clássica da propriedade privada ao declarar que o mundo natural é a propriedade comum de todos, mas que qualquer indivíduo pode apropriar-se de uma parte dele ao misturar o trabalho com os recursos naturais. Este tratado também introduziu o "proviso de Locke", no qual afirmava que o direito de tomar bens da área pública é limitado pela consideração de que "ainda havia suficientes, e tão bons; e mais dos ainda não fornecidos podem servir", por outras palavras, que o indivíduo não pode simplesmente tomar aquilo que pretende, também tem de tomar em consideração o bem comum. Em Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690), Locke propõe que a experiência é a fonte do conhecimento, que depois se desenvolve por esforço da razão. Outra obra filosófica notável é Pensamentos sobre a Educação, publicado em 1693. As fontes principais do pensamento de Locke são: o nominalismo escolástico, cujo centro era a Oxford; o empirismo inglês da época; o racionalismo defendido por René Descartes e a filosofia de Malebranche. http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Locke O Romantismo na Inglaterra

A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra entre os anos de 1798 e 1832, determinou o surgimento do proletariado. O aparecimento dessa nova classe social e a incorporação da figura da mulher no mundo cultural favoreceram o nascimento do Romantismo, porque deram origem a um novo público leitor, que buscava nos romances um pouco de realismo, humor, emoções e, sobretudo, novas idéias. Dentre os vários autores desse período destacam-se: Daniel Defoe (1660 - 1731) Autor de "As Aventuras de Robinson Crusoé". Esse romance fez tanto sucesso que ele escreveu duas continuações. As obras de Defoe defendiam, por meio da verdade e da edificação social, os valores da sociedade moderna. Jonathan Swift (1667 - 1745) Escritor irlandês, crítico mordaz da sociedade e da política de seu tempo, que ridiculariza em sátiras brilhantes, é considerado um dos maiores prosadores da língua inglesa. Nasce em Dublin. Depois de se formar no Trinity College, vai para a Inglaterra e, em 1692, gradua-se em teologia pela Universidade de Oxford. Três anos mais tarde, é ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e, em 1713, torna-se deão da catedral de Saint Patrick, em Dublin. Desde 1701, participa ativamente da vida política inglesa, primeiro a favor dos whigs (liberais) e, depois, dos tories (conservadores). Como escritor, torna-se alvo de admiração e ódio com seus panfletos satíricos, como A Tale of a Tub (A História de um Tonel, 1704), em que ridiculariza as instituições religiosas. Em 1726, publica sua obra-prima, Viagens de Gulliver, sátira aos liberais,

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aos juristas, às instituições e ao gênero humano em geral. Sucesso imediato, o livro transformase num clássico da literatura infantil universal. A intenção dos panfletos satíricos de Swift é defender os interesses da Irlanda contra a aristocracia inglesa. Em 1742 sofre um derrame que o deixa paralítico. Morre em Dublin. A poesia Romântica inglesa inicia-se com a figura de William Blake (1757 a 1827), um préromântico, que influenciou muitos poetas em toda a Europa. Em seus poemas, Blake recria paisagens e situações exóticas e afirma a existência do eu-lírico. Além de Blake temos ainda duas gerações de poetas muito distintas: A primeira delas, classificada como "lake poets", surgiu, por volta de 1770, em uma região situada à noroeste da Inglaterra, onde há muitos lagos. Os dois nomes de destaque desse movimento foram Willian Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge, autores da obra "Baladas Líricas", que tinha o objetivo de provar que tanto a linguagem culta, quanto a coloquial são capazes de exprimir o sentido da vida; a segunda geração, também conhecida como poetas malditos ou satânicos, além de influenciar vários poetas em todo o mundo, inclusive os brasileiros, foi caracterizada pela exaltação à liberdade e à rebeldia. Os potas dessa geração morreram ainda muito jovens e distantes de sua pátria. Os que mais se destacaram foram: Lord George Gordon Byron (1788-1824) A sua obra e personalidade romântica têm grande repercussão na Europa do início do século XIX. George Gordon Noel Byron nasce em Londres e, em 1798, herda o título nobiliárquico de um tio-avô, tornando-se o sexto Lord Byron. Em 1807, publica Horas de Ócio, livro de poemas mal recebido pela crítica. Com apenas 21 anos, ingressa na Câmara dos Lordes e viaja pela Europa e pelo Oriente, regressando em 1811. No ano seguinte publica o poema A Peregrinação de Childe Harold, sobre as aventuras de um herói e a natureza da península Ibérica, sucesso em vários países europeus. Muda-se para a Suíça em 1816, após o divórcio de Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com sua meiairmã Augusta Leigh. Escreve o terceiro canto de A Peregrinação de Childe Harold, O Prisioneiro de Chillon (1816) e Manfred (1817). Transfere-se para Veneza, onde escreve em 1818 Beppo, uma História Veneziana, sátira à sociedade local. Um ano depois, começa o inacabado Don Juan. Torna-se membro do comitê londrino para a independência da Grécia, país para onde viaja em 1823 para lutar ao lado dos gregos contra os turcos. Morre quatro meses depois, em Missolonghi. Percy Bysshe Shelly (1792-1822) Percy Bysshe Shelley casou-se e tronou-se pai ainda muito jovem. O movimento Romântico aproximou Percy da figura do pensador e reformista Willian Godwin, pai de Mary Wollstonecraft, com quem Percy fugiu para viver ilegalmente na França e na Suíça até que Harriet, esposa de Percy, matou-se em 1816 e eles puderam, enfim, se casar.

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Mary e Percy mudaram-se para a Itália em 1818 e, em 1822, o poeta morreu afogado. As obras mais importante de Shelly são "Adonais" e "Prometeu Libertado". Essa última simboliza a luta do homem frente ao poder absoluto John Keats (1795 a 1821) Considerado um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra. Sua obra oscila entre as freqüentes referências à morte e um intenso sentimento de prazer com a vida. Influenciado pelos poetas gregos do período helênico, como Homero, bem como pelos poetas elizabetanos do século XVI, persegue a perfeição estética. Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo romântico, por imagens vibrantes, de grande apelo sensual, e pela expressão de aspectos da Filosofia clássica. Nascido em Londres, fica órfão na infância e passa a ser criado em Edmonton por um tutor, que o transforma em aprendiz de cirurgião. Volta em 1814 para Londres, onde trabalha como assistente de cirurgia em dois hospitais. Em 1817, decide abandonar a Medicina para se dedicar inteiramente à poesia. No mesmo ano, publica seu primeiro livro, Poems, marcado por imagens ultra-românticas, mas não obtém sucesso. Em 1818, lança Endymion e inicia a produção de seu maior poema, Hyperion, que não chega a concluir devido aos primeiros sinais da tuberculose. Não obtém reconhecimento em vida, sendo cultuado apenas após a morte, ocorrida em Roma, quando ele está com apenas 26 anos. http://nossostumulos.blogspot.com/2008/10/o-romantismo-na-inglaterra.html

DANIEL DEFOE 1660, Londres (Inglaterra)

Filho de dissenters ("dissidentes": nome que era dado aos protestantes não anglicanos), a quem as universidades eram vetadas, Defoe recebeu, apesar disso, boa educação. Pretendia seguir a carreira eclesiástica, mas acabou estabelecendo-se como comerciante. Defoe empreendeu muitas viagens. Foi proprietário de uma mercearia, armador e fabricante de tijolos, tendo ido à falência em 1692 e em 1703. As dívidas que contraiu iriam atormentá-lo por toda a vida. Começou a escrever panfletos políticos em 1683, passando a dedicar-se ao jornalismo. Como dissidente, contrário ao rei católico Jaime 2º, participou da malograda rebelião de Monmouth, em 1685. Em 1710, Defoe publicou "O verdadeiro inglês", panfleto engraçado e vigoroso em defesa do regime parlamentar. No mesmo ano escreveu "A sucessão à coroa da Inglaterra, considerada", defendendo a tese de que o poder político emana do povo, a cujo

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serviço estão o rei e o parlamento. Baseando-se nessa mesma tese escreveu "Memorial da legião", em defesa de um grupo de whigs (membros do partido liberal, aliado aos dissidentes). A questão religiosa, intimamente ligada à política, estava no seu auge quando Defoe escreveu o panfleto irônico "O caminho mais curto com os dissidentes", que levou à sua prisão e condenação ao pelourinho. Após sua libertação, em novembro de 1703, editou jornais ora para os whigs ora para os tories. Como repórter escreveu, minuciosa e factualmente, o "Diário do ano da peste", "Viagem por toda a ilha da Grã-Bretanha" e "Relato verdadeiro da aparição da Sra. Veal". Nesses trabalhos, Defoe desenvolve seu agudo senso de observação, criando estilo próprio, de narrativa lenta e detalhada, atendo-se aos fatos que expõe de maneira lógica e coerente. Robinson Crusoe e Moll Flandres Entre 1704 e 1713 escreveu o periódico Review (Revista), a serviço da rainha. A partir de 1715 abandonou a política para dedicar-se à ficção. Em 1719 publicou seu romance mais famoso, "A vida e estranhas e surpreendentes aventuras de Robinson Crusoe de York, marinheiro". O livro alcançou logo enorme repercussão. Narra a história de um náufrago e sua luta pela sobrevivência numa ilha deserta. Robinson, como o próprio Defoe, é um produto típico da classe média inglesa, um espírito prático que acredita no comércio, na religião e no progresso. "Robinson Crusoe" tem aspectos de manual sobre como sobreviver na selva, propondo soluções imaginosas para cada situação. Com os seus conhecimentos e a sua fé, o protagonista procura educar o selvagem Sexta-Feira. O tema do romance é abordado de forma realista - e a obra é ao mesmo tempo moralizante e picaresca. Robinson é um pícaro que, longe do mundo, procura recriar a sociedade. Esse livro de Defoe é um dos mais lidos romances de aventura da literatura universal, sendo imitado em todas as línguas. Outra importante obra de Defoe é "Venturas e desventuras da famosa Moll Flandres", romance realista, inspirado no romance picaresco espanhol. Nele, Defoe recria o mundo pitoresco dos aventureiros e prostitutas do início do século 18. Durante mais de sois séculos o nome de Defoe esteve ligado somente a "Robinson Crusoe". Nos últimos anos, "Moll Flandres" voltou à popularidade. Os dois romances devem muito de seu sucesso à maestria com que Defoe cria seus heróis, narrando as histórias na primeira pessoa com uma riqueza de detalhes que as torna extraordinariamente verossímeis. Enciclopédia Mirador Internacional http://educacao.uol.com.br/biografias/daniel-defoe.jhtm As Viagens de Gulliver

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Gulliver's Travels (1726, alterado em 1735), oficialmente Travels into Several Remote Nations of the World, in Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of several Ships e traduzido para o português como As Viagens de Gulliver, é um romance satírico escrito do escritor irlandês Jonathan Swift. É o trabalho mais conhecido de Swift, e também um clássico da literatura inglesa. A narrativa inicia-se com o naufrágio do navio onde Gulliver seguia. Após o naufrágio ele foi arrastado para uma ilha chamada Lilliput (o nome dos países pode variar conforme a tradução). Os habitantes desta ilha, que eram extremamente pequenos, estavam constantemente em guerra por futilidades. Foi através dos lilliputianos que Swift demonstrou a realidade inglesa e francesa da época. Na segunda parte, Gulliver conheceu Brobdingnag.Em contraposição a Liliput, na terra de Gigantes é que Gulliver percebe a Dimensão da mediocridade da sociedade inglesa diante da "grandeza" dos habitantes. Já na terceira parte Na ilha Flutuante de Laputa, Swift criticou a Royal Society, a administração inglesa na Irlanda e a imortalidade, através da descrição dos habitantes dos países por onde Gulliver passou, com alienados cientistas, é uma feroz crítica ao pensamento cientifico que não traz benefícios para a humanidade. Na última viagem Gulliver encontrou os Houyhnhm, uma raça de cavalos que possuía muita inteligência, que representavam os ideais iluministas da verdade e da razão. Os Houyhnhm temiam que alguém dos Yahoo (uma raça imperfeita de um tipo de "humanos") movidas por instintos primitivos, se tornasse culto, satirizando a raça humana. Gulliver vê a humanidade como yahoos e toma nojo do ser humano. Por fim Gulliver regressou a Inglaterra para ensinar aos outros as virtudes que aprendera com os Houyhnhm. http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Viagens_de_Gulliver O Frankenstein de Mary Shelley Aos 25 anos, você já é um grande poeta. Os críticos o adoram e, a cada novo poema seu, eles o comparam a Keats e Lord Byron. A imortalidade o espera, e você até já mandou fazer uma roupa nova para o retrato que aquele famoso artista insiste em pintar. Um dia, a sua mulher descobre que há mais coisas na vida do que passar o dia posando de musa, e resolve escrever um livro. Você está muito ocupado lendo os próprios poemas para se interessar pelo que ela escreveu. Cento e cinqüenta anos depois, ambos já morreram, e agora só os poetas amadores e os leitores profissionais sabem que você foi uma glória da literatura. Em compensação, o mundo inteiro já leu e vai continuar lendo Frankenstein, o livro da sua mulher. Ah, Shelley, se tivesse sido tão bom adivinho quanto poeta, teria aproveitado quando Mary foi lá dentro lavar os pratos, para dar uma espiada no manuscrito. Quando Mary Shelley escreveu Frankenstein, em 1818, tinha 21 anos. Com pouco menos teria sido barrada pelo porteiro. Nada de estranho nisso. Considerando-se os seus antecedentes e a entourage em que vivia, o espantoso é que ela não o tenha escrito mais cedo. Vejam agora se a vida de Mary Shelley não daria o perfeito romance

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gótico. Seu pai, William Godwin, influenciou toda a geração de 1790, com algumas idéias que pediu emprestado a Rousseau e que nunca se lembrou de devolver. Sua mãe, Mary Wollstonecraft (ou seja, a avó de Frankenstein), foi uma das primeiras feministas da História, autora de uma famosa Declaração dos direitos da mulher, e só não queimou espartilhos em praça pública porque tinha vergonha de sair exibindo suas peças íntimas pela rua. Ela morreu quando Mary nasceu, em 1797, e o velho Godwin, depois de percorrer em vão terras distantes em busca de uma noiva, acabou se casando com uma vizinha, a Sra. Clairmont, a qual o viu na janela e o laçou com a seguinte cantada: “Será possível que eu esteja a contemplar o imortal Godwin?” O que era apenas uma força de expressão porque, embora célebre, Godwin já estava naquele tempo mais para moribundo do que para imortal. Seja como for, ela ainda lhe deu outra filha, Jane, que viria a ser a amante de Lord Byron. Em 1811, logo após ser expulso de Oxford, Shelley se casara com Harriet Westbrook, uma dondoca londrina. Ele com 19, ela com 16. O casamento foi um fracasso desde o começo, porque Harriet achava Shakespeare muito mais poeta do que Shelley, e escolhia os momentos mais impróprios para lhe dizer isto. Esta brincadeira durou três anos — até Shelley ser introduzido na casa de Godwin. As testemunhas afirmam que foi amor à primeira vista: Shelley olhou para Mary, que olhou para Shelley, que foi examinado dos pés à cabeça por Godwin, o qual não gostou nada da história. Mas Shelley puxou um revólver, e Godwin, que sempre pregara o primado da razão sobre todas as coisas, preferiu não discutir. Shelley e Mary zarparam em ilícita lua-de-mel para Paris, com a Sra. Godwin nos calcanhares. Despistaram-na na Suíça, onde Mary botou Frankenstein para dormir, e pularam grandes carnavais em Veneza, na companhia de Lord Byron, entre outros nudistas e vegetarianos. Já então Byron estava de amores com Jane Clairmont, a outra filha de Godwin — e este, mais do que nunca, sabia agora por que Platão não admitia poetas na sua República. Dois anos depois, Harriet, a primeira mulher de Shelley, foi encontrada morta, boiando num rio. Shelley apresentou vários álibis diferentes, todos perfeitos, e pôde finalmente se casar com Mary, para grande satisfação de Godwin, que nunca aplicou na prática as suas teorias sobre o amor livre. E só não se pode dizer que foram felizes para sempre porque Shelley, que já havia driblado várias gripes (dessas mortais em poetas), acabou morrendo em 1822, aos 30 anos, naufragando nas costas da Itália a bordo de um veleiro chamado Don Juan. O corpo de Shelley foi jogado à praia, em Viareggio, ali ficando enterrado pelo vento e areia durante mais de um mês. Pouco antes, Aleggra, a filha de Byron e Jane, também morrera de tifo. E daí a dois anos seria a vez do próprio Byron. Mary ficou sozinha, com seus fantasmas, para contar a história. O que teve tempo de sobra para fazer, pois só morreu em 1851, aos 54 anos, e mesmo assim de tédio — um recorde, na época.

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Mas não se pense que toda a vida de Mary Shelley tenha sido um romance gótico, com seqüestros, amantes no armário, acessos de tosse e baratos de ópio. Foi também muita cultura, muita filosofia. Frankenstein, apesar de todos os sustos, era um livro sério quando foi escrito, e só começou a perder a seriedade quando os leitores também começaram a perder a inocência. (Parece que agora começaram a recuperá-la.) Frankenstein é um coquetel das idéias de Rousseau, através de Godwin, da mitologia grega e de preocupações religiosas — tudo isto com uma cereja gótica por cima. Está cheio de implicações metafísicas sobre Deus e o homem, e, principalmente, daquelas conotações sociais vigentes em 1818 — como, por exemplo, se era mesmo o pecado original o responsável pelas mazelas humanas, ou se o homem nascia bom e era a sociedade que o corrompia. A segunda hipótese, na qual Mary apostava timidamente, já estava ganhando por vários corpos de frente, mas ninguém se atrevia a botar a mão no fogo. O fogo que Prometeu roubou de Zeus para levar aos homens também é um dos motivos subjacentes em Frankenstein. Zeus, o profeta do óbvio, achava que os homens ainda não eram bastante sábios para possuir o fogo, porque do fogo se fundem os metais, e dos metais tanto pode surgir a civilização, como podem ser fabricadas as armas que significam a guerra e a destruição. No fundo, apenas uma maneira diferente de contestar a fábula do pecado original, e de insinuar que não há nada como uma boa sociedade injusta para estragar um produto perfeito na origem, ou seja, o homem. Esta é simplesmente a história de Frankenstein e, não por coincidência, o título completo do livro de Mary Shelley é Frankenstein, ou o moderno Prometeu. Eu só queria saber se ela estava pensando em tudo isto ao escrever a sua historinha de terror, ou se foram os críticos que, habituados a extrair sangue de pedra, descobriram essas implicações. Nenhuma dúvida. Se os críticos tivessem tanta imaginação, estariam escrevendo os romances que criticam. Experimente desligar a sua TV a cores por alguns minutos para reproduzir a espécie, e você verá como é fácil criar um ser à sua imagem e semelhança (ou da sua mulher). Agora, tente fazer isto numa mesa de laboratório, usando restos de cadáveres, e o que sairá? Robert Redford? Não. Boris Karloff. (Se você viu o filme, não vale.) Ao contrário de Drácula — aquele seu colega de repartição que vivia se gabando dos antepassados hunos, vikings, saxões e magiares —, o ser criado pelo cientista Victor Frankenstein num laboratório em Ingolstadt não tinha história. Sua dinastia começava com ele. Tudo teve início quando Frankenstein se decidiu a aplicar alguns conhecimentos teóricos de fisiologia e filosofia natural, a fim de descobrir se o princípio que animava a estrutura do corpo humano sobrevivia, depois que o indivíduo baixava os sete palmos. Revoltava-o a corrupção da matéria inanimada e o fato de que “o verme era o herdeiro das maravilhas de um olho ou de um cérebro”. Incentivado por uma série de pesquisas prévias, Frankenstein pôs-se enfim ao trabalho de criar um ente, a partir de materiais roubados em túmulos, casas funerárias e laboratórios de

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dissecação.O trabalho não era fácil: ele teria não só que dar animação à matéria, como preparar toda uma estrutura para recebê-la, com seus complexos de fibras, músculos e veias. Para que o leitor não dormisse nos primeiros capítulos, Mary Shelley omitiu a maior parte dos processos científicos que Frankenstein teria usado para levar adiante o projeto. A própria necessidade de violar sepulturas e dissecar cadáveres é apenas sugerida pela narrativa: os mais mórbidos podem suspeitar da origem do material pelas constantes exclamações de asco do cientista ao lidar com ele. Como a extrema minúcia da mais insignificante das partes do organismo lhe trazia grandes dificuldades, Frankenstein resolveu o problema criando um indivíduo de estatura gigantesca, cerca de dois metros e meio. O tempo gasto na criação é medido na narrativa pelas estações se alternando, enquanto Frankenstein trabalha em seu laboratório, isolado do resto da casa. Dois anos, a obra-prima fica pronta, e Frankenstein, encontrando os óculos que perdera no inverno passado, pode finalmente contemplar o resultado do seu trabalho. E, naturalmente, fica horrorizado com a aparência física da sua criação: olhos aquosos e amarelados, pele enrugada, beiços retos e negros, estatura descomunal, membros desproporcionados. (Pitanguy já deu jeito em coisa pior.) O insano entusiasmo com que Frankenstein se entregara ao trabalho é agora superado por um súbito acesso de náusea e lucidez. Seguem-se várias considerações filosóficas sobre o Direito da Criação, não faltando sequer uma carapuça para a criação divina. Enquanto isto, Frankenstein foge apavorado e o monstro se evade. Em seu espontâneo exílio, Frankenstein pode finalmente se entregar às delícias de uma tensão nervosa e passa vários meses em recuperação. Nunca mais ouve falar no monstro. Anos depois, regressa a Genebra, onde vive sua família, e fica sabendo da morte de seu irmão caçula, William, estrangulado por mãos poderosas. Sua irmã de criação, Justine, é acusada do crime e executada. Frankenstein sabe que o monstro é o responsável e começa a se torturar por ter criado um ser que já lhe provocou duas mortes na família. Sai então à procura do monstro e o localiza, escondido bem no finalzinho de um capítulo. A partir daí, grande parte do relato é ocupado pelo ogre, que descreve ao cientista todo o seu itinerário, desde a fuga do laboratório. Conta como se refugiou nos arredores do casebre de uma família francesa refugiada e, pela constante observação, aprendera-lhe os costumes, além daquilo que para ele era o mais importante: a linguagem. Imitando os sons humanos e conferindo-lhes significado, exatamente como um personagem de Vila Sésamo, ele era agora capaz de se comunicar sem mais grilos. Narra então a clássica cena: ao mirar-se no regato, constatou que sua aparência era monstruosamente diferente dos demais seres que observara. Depois, aprenderia noções elementares sobre a propriedade, os direitos e o reconhecimento social. Progressivamente foi ganhando consciência de que era um pária, sem passado e sem futuro, sem posses e com uma aparência física que o tornaria rejeitado por quantos de quem se aproximasse. Um dia, aguardou que o velho cego ficasse a sós no casebre

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e apresentou-se a ele como um viajante em busca de acolhida. Mas, no exato momento em que o velho ia oferecer-lhe o cafezinho, os demais membros da família chegaram, agrediram-no e o expulsaram como se ele fosse um monstro. Completamente só e já sem esperanças de ser integrado ao convívio humano, a criatura passa a detestar seu criador e procura localizá-lo, o que consegue através dos documentos no bolso das calças de pescar siri que roubara no laboratório. Finalmente em Genebra, descobrira uma criança no bosque e, ao saber que se tratava do irmão caçula de Frankenstein, estrangulara-a. Mary Shelley chega agora à melhor parte da história: o monstro exige que Frankenstein lhe construa uma fêmea, tão abominável na aparência quanto ele, a fim de não ficar sozinho. Promete retirar-se com ela para locais que o homem não possa alcançar, mas Frankenstein recusa-se a duplicar o mal que já havia cometido. Sob as ameaças de destruição de toda a sua família, no entanto, Frankenstein é obrigado a concordar. O monstro o adverte de que o seguirá o tempo todo, para acompanhar o trabalho e certificar-se de que não ficará um único parafuso solto na sua companheira. De volta ao laboratório em Ingolstadt, Frankenstein ainda hesita em repetir o processo, pensando que também a fêmea poderia voltar-se contra o seu companheiro, repelindo um pacto anterior à sua criação e preferindo a beleza superior (não muito) do homem. Ou poderiam igualmente unir-se e começar a produzir ogres em série, como os da família Kennedy. Mas, sentindo o halo da presença da criatura, Frankenstein volta ao trabalho. Certa noite, com este já bastante adiantado, o cientista percebe o olhar do monstro espreitando pela vidraça, e, impulsivamente, destrói o material inanimado que viria a ser a fêmea. Não ficou uma costela inteira. Revoltado, o monstro lhe jura eterno ódio e a toda a humanidade. O resto da narrativa é uma sucessão de mortes, com o monstro eliminando um por um todos os membros da família de Frankenstein, inclusive a sua noiva, em plena noite de núpcias. O clímax só acontece quando Frankenstein parte em perseguição à criatura, entre as geleiras do mar do Norte, onde viria a morrer. O monstro lhe aparece pela última vez, mas já o encontra sem vida. Anuncia então que irá atingir a extremidade mais setentrional do globo para deitar-se numa pira funerária, cujas chamas destruirão de vez a carne de segunda com a qual foi criado. Mas atenção: nada faz garantir que ele tenha morrido, nem o leitor assiste ao seu fim. Mary Shelley esqueceu a porta aberta e deve ter sido por ela que saíram os monstros que andaram assombrando os críticos de cinema nos anos 50. Enfim, ainda sobrou muito material, não apenas para vários filmes em 3-D, como para diversas tragédias gregas e comédias de televisão. Por falar em gregos, outro personagem da lenda de Prometeu capaz de ser localizado em Frankenstein é Pandora, aquela que Zeus teria enviado aos homens, depois que eles se apoderaram irreversivelmente do fogo. A idéia de Zeus era a de que Pandora, com a sua

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caixinha de maldades e armadilhas, seria “o preço do fogo”. Mais ou menos como o monstro, ao exigir que Frankenstein lhe construísse uma fêmea, como o preço pela sua própria existência. No fundo, o que Zeus queria era fornecer aos homens os motivos para se exterminarem, agora que tinham os meios para isso, e, depois de limpa a área, criar uma humanidade novinha em folha. Frankenstein, que já havia lido Ésquilo e Hesíodo, não foi na conversa do monstro. Enfim, a se acreditar na história da pira funerária, o fogo de Prometeu até que acabou servindo para alguma coisa. Claro que Frankenstein sempre foi um livro muito divertido. Por isso, até pouco tempo, ninguém tinha se interessado em levá-lo a sério. Mas, assim como há livros que são salvos pelos leitores, o de Mary Shelley foi salvo pelo cinema. Foram aquelas versões horrendas com Boris Karloff, Lon Chaney Jr. e outros que, por comparação, transformaram o livro numa obra de “arte”, e fizeram com que o público fosse procurar nele os sustos que os filmes transformaram em gargalhadas. (Vide, na versão de 1932, com Karloff, a seqüência à beira do lago, em que a garotinha oferece flores ao monstro e este fica sem saber se a afoga ou se lhe serve de baby-sitter.) Aliás, o cinema tem sido responsável por vários desvios à interpretação correta do monstro. Para começar, não é verdade que ele tivesse um parafuso no pescoço. O parafuso só apareceu quando os maquiladores da Universal precisaram de alguma coisa para fixar a máscara sobre os ombros de Boris Karloff — cuja carantonha foi registrada sob copyright, certamente para impedir que José Mojica Marins viesse a lançar mão dela. Além disso, os filmes nunca deram a devida atenção aos bons sentimentos do monstro. Sempre o apresentaram como uma múmia ou vampiro vulgar, e nem levaram em conta a sua condição de underdog social, sem direito a greve ou sindicato. Mary Shelley não foi a primeira a ter a idéia do boneco animado. O folclore judeu, algumas passagens da Bíblia e as lendas medievais estão cheios dessas histórias. Talvez ela tenha sido a primeira a usar o golem para fazer crítica social. A partir daí, as histórias de golens ficaram tão freqüentes na literatura gótica quanto as de fadas na literatura infantil. Os golens hoje andam tão fora de moda quanto as fadas, porque os romancistas descobriram bonecos de carne e osso mais adaptáveis à realidade — embora ainda não tenham achado substitutos para as bruxas. http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=119

Jane Austen Jane Austen (Steventon, Reino Unido, 16 de dezembro de 1775 – Winchester, Reino Unido, 18 de julho de 1817) foi uma proeminente escritora inglesa, que representa o exemplo de uma vida que, sem grandes sobressaltos, em nada reduziu a estatura da sua ficção. A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista

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sua aceitação, inclusive na atualidade, sendo constantemente objeto de estudo acadêmico, e alcançando um público bastante amplo.[1] Nascida em Steventon, Hampshire, de uma família pertencente à burguesia agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras, cujo tema gira em torno do casamento da protagonista. A inocência das obras de Austen é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras. Os meios acadêmicos a têm considerado uma escritora conservadora, apesar de a crítica feminista atual reconhecer em suas obras uma dramatização do pensamento de Mary Wollstonecraft sobre a educação da mulher.O período britânico de Regência compreende a regência de Jorge IV como Príncipe de Gales, durante a enfermidade de seu pai, Jorge III, e constitui uma ponte entre o período georgiano e o vitoriano. Jane Austen viveu na época da regência, porém sua obra literária se caracteriza por descrever com mais precisão a sociedade rural georgiana e não tanto as mudanças sofridas com a chegada da modernidade. Essa mudança se baseia em dois fatores externos fundamentais: por um lado, a revolução agrária, que constitui o começo da revolução industrial, e suas importantes repercussões sociais; por outro lado, o colonialismo, as Guerras Napoleônicas e a extensão do Império Britânico. Com o advento da industrialização, a antiga ordem hierárquica que situava em alta posição a nobreza e seus bens sofreu um processo de mudança, surgindo novas formas de adquirir riquezas. A revolução agrária havia provocado um incremento na população inglesa, que por sua vez impulsionou a economia para atender a demanda. Pela primeira vez na história da Grã-Bretanha, a população se sustentava, graças às inovações introduzidas nas técnicas de cultivo. Em decorrência disso, uma classe social até então minoritária começou a se fazer notar e ganhar importância: a alta burguesia agrária. A população inglesa iniciou um êxodo do campo para a cidade, buscando emprego na indústria e isso incorreu num novo conceito de valores, independente das velhas tradições. No início da era victoriana, a antiga hierarquia e o que ela representava haviam se tornado obsoletos. Por outro lado, as Guerras Napoleônicas (1804–1815) abriram outro tipo de profissão, no exército, que nos anos seguintes continuou em alta, devido à expansão do colonialismo; ademais, apareceram heróis nacionais, como o Duque de Wellington, e Lord Nelson, o que outorgava certo romantismo à profissão. A era georgiana se caracterizou, também, pelas mudanças sociais no aspecto político. Foi a época das campanhas para a abolição da escravatura, da reforma das prisões e das críticas à ausência de uma justiça social. Foi também a época em que os intelectuais começaram a defender políticas de bem-estar social, e se construíram orfanatos, hospitais e escolas dominicais. Literatura na época georgiana

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Na literatura, a época georgiana se caracterizou pelo ressurgimento do romance e pela discussão se esse era realmente um gênero literário e de qualidade. De acordo com Ian Watt, no ensaio The Rise of the Novel, o renascimento do romance ou novela está intrinsecamente enlaçado com o florescimento da classe média, que, diferentemente da nobreza, não havia sido educada com os clássicos, não conhecia o latim, nem o grego, e tampoco compartilhava o interesse pelos temas das literaturas clássicas.[5] Outro fator importante era que a imprensa havia tornado possível a adquisição de livros pelas classes mais pobres; o número de livros publicados cresceu, permitindo um incremento no número de escritores profissionais. Assim, um novo tipo de leitores propiciou um novo tipo de literatura. Sem dúvida, uma das críticas que atualmente se faz a Watt é a exclusão das escritoras de romances e novelas em sua descrição dos séculos XVIII e XIX. Hoje se reconhece que mais da metade dos autores durante esta época eram mulheres que, através da escrita, conseguiam certa independência econômica. Não obstante, a qualidade da maioria dessas obras deixava muito a desejar, pois era plena de tópicos e clichês de linguagem e de personagens, herança da literatura gótica. No caso de Austen, ela defende o romance como gênero de qualidade, introduzindo discussões sobre a literatura praticamente em todas as suas obras, e criticando as obras de segunda categoria, como na paródia “Northanger Abbey”.[6] A educação da mulher Durante a época de Jane Austen não existia um sistema de educação propriamente dito, e a educação das crianças era feita nas escolas dominicais, ou, no caso das famílias mais abastadas, através de tutores. Por outro lado, existiam algumas "escolas para damas", que tinham má reputação, pois ofereciam uma educação deficiente. Também era comum mandar os filhos homens para viver na casa de um tutor, como o era o pai de Jane Austen. Crescendo nessa casa, pode-se supor que a autora foi uma mulher bastante instruída para seu tempo.[7] O tratado de educação mais relevante para a época era o Emilio de Rousseau, que tem suas bases no Iluminismo. Rousseau propunha que todos os males de sua época se originavam na própria sociedade, e que a única alternativa era provocar uma transformação no homem através da educação; uma educação que o permitisse libertar-se da corrupção que provoca a sociedade. A influência do Iluminismo fez com que se começasse a criar um sistema educativo fundamentado na razão. Sem dúvida, tanto em Rousseau, como em muitos outros pensadores do Iluminismo, a mulher estava excluída dessa necessidade educativa. Como exemplo, em Emilio se faz referência à educação da mulher através da sugestão para Sofía, a mulher destinada a casar-se com Emilio: a mulher deve ser educada para cumprir suas funções de esposa e mãe, e obedecer a seu marido.[8] Sendo assim, não é de se estranhar que numerosos

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tratados de conduta para mulheres jovens se popularizaram no século XVIII, ensinando doutrinas morais e enfocando a educação em aspectos domésticos, religião e "talentos", e separando-as de outros conhecimentos, que a tornariam pouco desejável aos olhos masculinos. Há muitas passagens na obra de Jane Austen dedicadas aos "talentos", porém se há algo que todas as obras têm en comum é que nenhuma de suas heroínas está muito interessada por eles. Por talentos, então, se pode entender as diferentes habilidades que uma mulher que busca marido deve cultivar para atrair a atenção dele.[9] "Acho incrível", diz Bingley, "como todas as jovens têm tanta paciência para cultivar todos esses talentos". (…) "Todas pintam, forram biombos e fazem bolsas. Não conheci uma que não saiba fazer tudo isso, e estou seguro de que jamais me falaram de uma jovem pela primeira vez sem referir-se a quão talentosa ela era". (…) "Uma mulher deve ter um amplo conhecimento de música, canto, desenho, dança, e línguas modernas para merecer essa palavra (talentosa); e, aparte de tudo isso, deve haver algo em seu ar e em sua maneira de andar, no tom de sua voz, em sua forma de relacionar-se com as pessoas, e em sua expressão que, se não for assim, não merecerá completamente a palavra". Jane Austen, Pride and Prejudice Jane Austen advoga, em seus romances, por uma educação liberal para a mulher, independente de todos esses "talentos", pois considera a falta de sensatez um grande risco para a vida social, para a escolha de um futuro favorável, e para a convivência conjugal. http://pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Austen

CHARLES DICKENS Charles John Huffam Dickens, (Portsmouth, 7 de Fevereiro de 1812 — 9 de Junho de 1870), que também adoptou o pseudónimo Boz no início da sua actividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros actuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. Entre os seus maiores clássicos podemos destacar "Copperfield"e "Oliver Twist".Dickens nasceu em uma sexta-feira na cidade de Moure ( condado de Hampshire, Inglaterra), filho de John Dickens, funcionário perdulário da Armada, e de sua esposa Elizabeth Barrow. Quando fez

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cinco anos, a família mudou-se para Chatham, no condado de Kent. Descrever-se-ia a si mesmo, mais tarde, como uma criança não particularmente muito mimada. Ensinado por sua mãe, passava muito do seu tempo a ler infindavélmente – e, com especial devoção as novelas picarescas de Tobias Smollett e Henry Fielding. Entre os livros da sua infância encontravam-se também obras de Daniel Defoe, Goldsmith, bem como o "Dom Quixote", "Gil Blas" e "As Mil e uma noites". A sua memória fotográfica serviria, mais tarde, para conceber as suas personagens e enredos ficcionais, baseando-se muito nas pessoas e acontecimentos que foram marcando a sua vida. A sua família era remediada em termos económicos, o que lhe permitiu frequentar uma escola particular durante três anos. A situação piorou, contudo, quando o seu pai foi preso por dívidas, depois de gastar os recursos da família no afã de manter uma posição social periclitante. Com dez anos de idade, a família mudou-se para o bairro popular de Camden Town em Londres, onde ocupavam quartos baratos e, para fazer face aos gastos, empenharam os talheres de prata e venderam a biblioteca familiar que tinha feito as delícias do jovem rapaz. Com doze anos, Dickens já tinha a idade considerada necessária para trabalhar na empresa Warren’s onde se produzia graxa para os sapatos com betume, junto à actual Estação ferroviária de Charing Cross. O seu trabalho consistia em colar rótulos nos frascos de graxa, ganhando, por isso, seis xelins por semana. Com o dinheiro, sustentava a família, encarcerada na prisão para devedores, em [moure] onde ia dormir. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou consideravelmente, graças a uma herança recebida pelo seu pai. A sua família deixou a prisão, mas a mãe não o retirou logo da fábrica, que pertencia a um amigo. Dickens jamais perdoaria a mãe por essa injustiça. O tema das más condições de trabalho da classe operária inglesa tornar-se-iam, mais tarde, um dos mais recorrentes da sua obra. Contexto social Quando Dickens começa a publicar os seus romances, tem à sua disposição um público formado pela revolução industrial. Londres tem mais de um milhão e meio de habitantes, devido à explosão demográfica e a um êxodo rural que expulsa os camponeses dos seus terrenos que ficam cercados em "enclosures" dedicadas à pecuária, mais especificamente, à criação de ovinos. A indústria têxtil servirá de emprego para estes espoliados. O trabalho infantil torna-se uma das características mais pungentes da economia inglesa. Em 1845, Engels publicará "A situação da classe operária em Inglaterra", onde toda esta situação é analisada. Dickens aflorará estes problemas, é certo, mas conquistará o público burguês porque não se assumirá nunca como um revolucionário… As suas personagens, quando melhoram de vida, devem essa melhoria às circunstâncias e acasos da vida, mais que à sua luta pela justiça social. Por outro

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lado, a população anglófona é a mais alfabetizada do mundo. Por isso, Dickens terá um público potencial muito alargado, não só na Grã-Bretanha como além do Atlântico. Características gerais A escrita de Dickens é caracterizada por um estilo poético. A maior parte dos principais romances de Dickens foram escritos mensal ou semanalmente, em episódios publicados em jornais como o Household Words e que depois foram reunidos nas obras completas, tal como as conhecemos actualmente. A publicação em episódios separados tornava as histórias mais acessíveis a um público mais extenso que ia aumentando à medida que as situações por resolver se sucediam, episódio por episódio, criando expectativa entre o público. O talento de Dickens residia também nesta sua capacidade em aliar uma narrativa episódica a um romance coerente na sua totalidade. Os episódios mensais eram acompanhados de ilustrações de vários artistas. A sua escrita manteve sempre um alto nível de qualidade, sem se distanciar de um estilo tipicamente "dickensiano" que não era incompatível com a experimentação de novos temas e géneros. A reacção do público a estas experiências era irregular – e mesmo as críticas e a percepção pública da sua obra variou ao longo do tempo. A publicação dos seus textos em periódicos permitia-lhe auscultar as reacções do público à sua escrita, de forma que podia mudar o rumo à narrativa, de acordo com o que o público esperava ou não. Um bom exemplo encontra-se em Martin Chuzzlewit, onde foram incluídos episódios passados na América, em resposta ao decréscimo nas vendas dos primeiros capítulos. Em Our Mutual Friend, a inclusão da personagem Riah, retratando positivamente uma personagem judia, resultou das críticas à personagem de Fagin no seu Oliver Twist. Os romances de Dickens eram, entre outros aspectos, obras de crítica social. Nas suas narrativas são tecidos comentários ferozes a uma sociedade que permitia a pobreza extrema, as más condições de vida e de trabalho e a estratificação social abrupta da era vitoriana, a par de uma empatia solidária pelo homem comum e uma atitude céptica em relação à alta sociedade. A escrita de Dickens é hoje considerada excessivamente sentimentalista e melodramática: a morte de personagens de quem gostamos particularmente, como a pequena Nell em The Old Curiosity Shop ("Loja de antiguidades"), ou a costureirinha do "Conto de Duas Cidades", são exemplo disso. Mesmo quando a história tem características marcadamente pungentes para as principais personagens, como em Bleak House ("Casa Desolada"), Dickens tentava equilibrar o conjunto com personagens e situações satíricas e que permitiam sorrisos e gargalhadas no meio das lágrimas derramadas pela triste sorte das outras personagens. Outra crítica recorrente ao estilo de Dickens refere-se à inverosimilhança do enredo que se sustenta quase sempre em

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coincidências muito pouco prováveis. Se é assim, de facto, a verdade é que Dickens procurava, acima de tudo, o entretenimento e não o realismo. Pretendia, de certa forma, recuperar o espírito do romance gótico e das novelas picarescas que lia na sua juventude. Efectivamente, quando escrevia um romance mais realista, a recepção do público mostrava-se bastante mais fria e indiferente. Além do mais, não era a sua própria história algo inverosímil, com as suas constantes reviravoltas (uma infância feliz seguida de pobreza, depois, uma herança inesperada e, finalmente, fama internacional e reconhecimento público)? Afinal, estão constantemente a acontecer histórias inverosímeis no mundo… É normal que um escritor incorpore elementos autobiográficos nas suas narrativas ficcionais. O caso torna-se particularmente interessante em Dickens, até porque este sempre teve a preocupação de velar aquilo que considerava vergonhoso no seu passado. As muitas cenas de tribunal que aparecem em "A Casa sombria" são bem reveladoras do seu passado como cronista judicial. Em "A Pequena Dorrit" volta a aparecer o tema da prisão para devedores – onde Marshalsea, onde a sua família esteve retida, também serve de espaço narrativo. Pensase também que a pequena Nell de a Loja de Antiguidades poderá representar a sua cunhada. O pai de Nicholas Nickleby e Wilkins Micawber são directamente inspirados no seu pai. Pip, a personagem principal de Grandes Esperanças, com a sua mistura de pedantismo e remorsos, é semelhante ao próprio Dickens. Temas e personagens Os temas mais recorrentes em Dickens correspondem a uma vontade de reformar a sociedade exploradora que pertencia e que se concretizava nos asilos para órfãos, nos locais de trabalho degradados, nas escolas que mais se assemelhavam a locais de tortura e no ambiente sórdido das prisões. Ao comparar os órfãos a acções da bolsa, pessoas a barcos rebocadores, ou convidados para jantar a peças de mobília, Dickens conseguia resumir numa imagem o que descrições mais complexas não conseguiriam transmitir. Satirizou o pedantismo da aristocracia britânica com especial sarcasmo, usando imagens semelhantes a estas. As próprias personagens estão entre as mais memoráveis da literatura em inglês. Ebenezer Scrooge, Fagin, Mrs. Gamp, Wilkins Micawber, Pecksniff, Miss Havisham, Wackford Squeers , entre outros, são tão conhecidos do público anglófono que quase se assumem como identidades próprias (Scrooge, por exemplo, deu origem ao Tio Patinhas). As excentricidades destas personagens não monopolizam, contudo, a narrativa. Algumas destas personagens são grotescas, seguindo o estilo do romance gótico do século XVIII, que Dickens também apreciava, ainda que, na altura, o género já fosse um pouco ridicularizado (por exemplo, através de Northanger Abbey, de Jane Austen, que parodia este tipo de romance). Pode-se considerar,

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todavia, como a mais omnipresente das personagens de Dickens, a própria cidade de Londres, revelando aspectos que só poderiam ser descritos por quem conhecesse profundamente cada rua da cidade. A delinquencia provocada geralmente por pessoas órfãs e pela exploração desenfreada do ser humano por outros seres humanos é o ingrediente base de "Oliver Twist" e "Nicholas Nickleby", onde faz também a denúncia das condições de muitos estabelecimentos de ensino. "Casa Sombria" será um libelo contra a corrupção e a ineficiência do sistema jurídico inglês, tal como em "A pequena Dorrit". Menos conhecido, este romance é uma obra prima de sátira acerba, recheada de enganos, além de contar a típica história do pobre que enriquece. Aventurou-se também pelo romance histórico, de que é exemplo "Barnaby Rudge", de 1841 - a obra é, contudo, dominada pela ficção e apenas em alguns pontos serve o desígnio do que se costuma chamar "romance histórico". De facto, nenhuma das personagens tiveram existência real, exceptuando Lord Gordon. O seu "Conto de duas cidades", sobre a Revolução Francesa, de cariz diverso do resto da sua obra é, contudo, um dos mais celebrados romances históricos ingleses. Dickens era fascinado pelo teatro, que considerava como uma forma de refúgio psicológico perante as adversividades da vida. Em Nicholas Nickleby aparecem personagens ligadas ao meio teatral. A mulher que o acompanhou nos últimos anos de vida era actriz, e ele mesmo teve uma carreira ligada ao palco, durante as suas leituras públicas dos seus próprios romances, que o levou a percorrer a Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América em digressões muito concorridas. Great Expectations ("Grandes Esperanças") é considerado por muitos o mais perfeito romance de Dickens, pelo equilíbrio que consegue atingir usando os elementos habituais da sua escrita, ao conjugar realidade com fantasia, a crítica social com o melodrama, e a reflexão sobre o destino humano com o humor. Outros, porém, consideram David Copperfield o seu melhor romance – é também aquele onde se encontram mais elementos autobiográficos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Dickens

Lewis Carroll Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (Cheshire, 27 de janeiro de 1832 — Guildford, 14 de Janeiro de 1898), foi um romancista, poeta e matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser

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o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas e os poemas presentes neste livro, além de outros poemas escritos em estilo nonsense ao longo de sua carreira literária, são considerados por críticos, em função das fusões e da disposição espacial das palavras, como precursores da poesia de vanguarda. Alice A história de Alice no País das Maravilhas se originou em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma garota chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico após cair em uma toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da história que pediu que Carroll a escrevesse. Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 ele a presenteou com um manuscrito chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra, em português. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco (ou Chapeleiro Maluco). A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas. Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos. Enigmas Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em Alice no país das maravilhas, a personagem Alice entra em uma toca atrás de um coelho falante e cai em um mundo fantástico e fantasioso. Muitos enigmas contidos em suas obras são quase que imperceptíveis para os leitores atuais, principalmente os nãoanglófonos, pois continham referências da época, piadas locais e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll LORD BYRON

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George Gordon Byron, 6º Barão Byron (Londres, 22 de janeiro de 1788 — Missolonghi, 19 de abril de 1824), melhor conhecido como Lorde Byron, foi um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo. Ele é famoso pelas suas obras-primas, tais como Peregrinação de Childe Harold e Don Juan. Esse último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus, é muito lido até os dias de hoje, também foi um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha. A fama de Byron não se deve somente aos seus escritos, mas também a sua vida — amplamente considerada extravagante — que inclui numerosas amantes, dívidas, separações e alegações de incesto. Encontrou a morte em Missolonghi, no litoral norte do Golfo de Pratas, onde estava lutando ao lado dos gregos pela sua independência da opressão turca. Segundo consta, a causa da morte parece ter sido uremia, complicada por febre reumática. George Gordon Byron cresceu graças ao sacrifício custoso da sofrida mãe. Sozinha, Catherine se desdobrou para criar o pequeno Byron. Procurou sempre as melhores referências para que Byron fosse alguém melhor que seu pai. Porém, não era apenas de virtudes que se esbaldava Catherine: Constantemente, era abordada por um sentimento de ira e infelicidade, os quais descontava em seu filho, batendo-lhe. Além da mãe, o pequeno Byron contava com a ira incógnita de sua governanta, cujo nome era May Gray.Sob o teto de uma criação instável, Byron ainda portava uma pequena enfermidade que o marcaria com forte veemência: ele possuía um defeito em uma das pernas, era coxo. Tal defeito foi um obstáculo enorme no desenvolvimento do garoto, que se sentia envergonhado perante os outros. O tratamento, exaustivo, também o irritava muito! Contudo, os anátemas destinados a esse Byron, não fariam tanto efeito como pensado. O garoto possuía características peculiares que o destacavam. Apaixonou-se por literatura ao primeiro contato - ainda bem novo - com a história de Caim e Abel contada por um professor de História de sua escola. Além de tudo, foi conquistando amigos no colégio de maneira bastante surpreendente, cito: Uma certa vez, um garoto - primeiro amigo de Byron apanhava de um tirano marmanjo. Byron, com a voz trêmula e os olhos cheios de lágrimas, perguntou para o autor, quantos socos pretendia dar em seu amigo. Surpreendido, o garoto perguntou o motivo dessa “estúpida” pergunta. Byron, disse: “Se não se importar, gostaria de receber a metade”.Byron conquistou, também, o diretor de seu colégio, o Doutor Joseph Drury, que - de tanta afeição - ofereceu-se para ensinar latim e grego a Byron. O Dr. Drury foi um grande condutor do menino Byron, porém ganhou diversos momentos de enxaquecas pela ousadia disciplinar do garoto. Don Juan (pronounced /dɒn dʒuːən/) is a satiric poem[1] by Lord Byron, based on the legend of Don Juan, which Byron reverses, portraying Juan not as a womaniser but as someone easily seduced by women. It is a variation on the epic form. Modern critics generally consider it Byron's

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masterpiece. Byron completed 16 cantos, leaving an unfinished 17th canto before his death in 1824. Byron claimed he had no ideas in his mind as to what would happen in subsequent cantos as he wrote his work.When the first two cantos were published anonymously in 1819, the poem was criticised for its 'immoral content', though it was also immensely popular. Don Juan – Lord Byron Temperate I am – yet never had a temper; Modest I am – yet with some slight assurance; Changeable too – yet somehow idem semper; Patient – but not enamoured of endurance; Cheerful – but, sometimes, rather apt to whimper; Mild – but at times a sort of Hercules furens; So that I almost think that the same skin For one without – has two or three within. Lord Fragmento 11 do canto XVII. Sou calmo – mas não sou calmo demais; Modesto – mas com autoconfiança; Paciente, sim – porém sem muita paz; Mutável – sem que se note mudança; Tímido – mas às vezes muito audaz; Alegre, mas sem rir, porque isso cança; Como se a minha minha pele, numa tez, Genial não sou – mas, às vezes, genioso; Modesto – mas com certa segurança; Mutável, sim – mas voluntarioso; Paciente – sem querer perseverança; Jovial – mas à lamúria tendencioso; De boa paz – mas propenso a desprezar. Chego a pensar, se às vezes me concentro: Sou dois por fora a cada um por dentro. Tradução Décio Pignatari http://diasdevoragem.com/2009/10/05/don-juan-de-lord-byron/ George Bernard Shaw George Bernard Shaw (Dublin, 26 de julho de 1856 — Ayot Saint Lawrence, 2 de novembro de 1950) foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. É autor de comédias satíricas que o tornaram espírito irreverente e inconformista. Filho de uma tradicional mas empobrecida família protestante, foi de início instruído por um tio, mas rejeitou a educação escolar e aos 16 anos empregou-se em um escritório. Adquiriu amplo conhecimento artístico graças à mãe, Lucinda Elizabeth Gurly Shaw, e às freqüentes visitas à National Gallery Byron

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da Irlanda. Decidido a se tornar escritor, foi morar em Londres em 1876, porém por mais de dez anos seus romances foram recusados por todos os editores da cidade, assim como a maior parte dos artigos enviados à imprensa. Tornou-se vegetariano, socialista, orador brilhante, polemista e fez as primeiras tentativas como dramaturgo. Em 1885 conseguiu um trabalho fixo na imprensa e, durante quase uma década, escreveu resenhas literárias, críticas de arte e brilhantes colunas musicais. Sua atividade literária, em especial a produção teatral, foi uma seqüência de sucessos; destacou-se também na crítica literário, teatral e musical, na defesa do socialismo, criação de panfletos, ensaios sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, sendo ainda um prolífico epistológrafo. Como crítico de teatro da Saturday Review (1895), atacou insistentemente a pobreza qualitativa e artística da produção teatral vitoriana.Durante a Primeira Guerra Mundial, interrompeu sua produção teatral e publicou um polêmico panfleto, Common Sense About the War, no qual considerava o Reino Unido, os aliados e os alemães igualmente culpados e reivindicava negociações de paz. Recusou o Nobel de Literatura de 1925 e, em suas últimas peças, intensificou as pesquisas com a linguagem nãorealista, simbolista e tragicômica. Por cinco anos deixou de escrever para o teatro e dedicou-se ao preparo e publicação da edição de suas obras escolhidas (1930-1938), e ao tratado político The Intelligent Woman's Guide to Socialism and Capitalism (1928). A sua correspondência também foi publicada, destacando-se a troca de cartas com o escritor H. G. Wells. Man and Superman Subtitled ‘‘A Comedy and a Philosophy,’’ George Bernard Shaw’s Man and Superman is a comedy of ideas: its characters discuss ideas such as capitalism, social reform, male and female roles in courtship, and other existential topics in long speeches that resemble arias in an opera. The play’s verbosity makes it unwieldy to produce full scale, so the Epistle in the beginning and the Revolutionist’s Handbook at the end are usually not performed, and the scene in Hell, although containing the bulk of the play’s philosophical musings, is often dropped. What is left is basically a light-hearted parlor play demonstrating Shaw’s idea of the Life Force, the force that drives women to pursue a mate in order to attempt to produce a Superman. This theory, along with a theory of eugenic breeding to accompany it, preoccupied Shaw for the rest of his life. The theories expounded in the play are full of contradictions, typical of Shaw’s writing, and critics have devoted countless books and articles to sorting them out. Early critics called the play tedious and dramatically unsound, but today it is considered a landmark in the genre of the ‘‘idea play.’’ Man and Superman Summary

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Epistle Dedicatory to Arthur Bingham Walkly The printed play includes a dedication, in the form of a letter (epistle), addressed to Arthur Bingham Walkly, a drama critic and Shaw’s friend of fifteen years, who, according to the letter, had once asked Shaw why he did not write a Don Juan play. The dedication defends the play’s ‘‘preaching’’ tone, and sets out the premise of the play as ‘‘the natural attraction of the sexes,’’ to be distinguished from a play about love or marriage. The rest of the rather long and digressive letter explains that Don Juan is a philosopher who follows his instincts, along with some of his theories. This is a play admittedly designed for ‘‘a pit of philosophers’’ as audience. Act I

Respectable Roebuck Ramsden and brash John Tanner are shocked to discover they must share jointly the guardianship of Ann Whitefield, whose father has just died. Tanner’s anarchistic book The Revolutionist’s Handbook and Pocket Companion offends Ramsden, and Tanner finds Ramsden hopelessly obsolete. They both would like to marry her off to Octavius, who loves her, and be done with their obligation. They present their dilemma to Ann, but she charms them into accepting their partnership, for her sake, and retires upstairs to mourn her father. Octavius, or Tavy, or Ricky Ticky Tavy, as Ann calls him, is clearly smitten with her, somewhat to Tanner’s disgust. Tanner compares her attention to Octavius as like that of a lion or tiger with its prey. Octavius says he would consider such treatment ‘‘fulfillment.’’ Ann returns downstairs, and Ramsden tells her that Octavius’s sister, Violet, is pregnant by an unknown ‘‘scoundrel.’’ Octavius and Ramsden want to find him and force a marriage, but Tanner’s interest is in supporting Violet’s need to raise her child, since the male contribution to her condition is essentially over. Octavius goes upstairs to comfort his sister, while Tanner and Ann reminisce about their childhood romance. Tanner accuses her of being a boa constrictor, encircling him in her flirtation. Now Miss Ramsden, Roebuck’s maiden sister, comes downstairs, washing her hands of Violet because the young expectant mother does not show proper contrition. Violet shows her true mettle when she is outraged by Tanner’s congratulations on her courage. She is offended because she is married, much to everyone’s surprise, although she mysteriously withholds her husband’s identity. She departs indignantly, leaving the others to contemplate their stupidity. http://www.enotes.com/man-superman

H. G. Wells

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Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells (Bromley, 21 de Setembro de 1866 — Londres, 13 de Agosto de 1946), foi um escritor britânico e membro da Sociedade Fabiana. Nascido num distrito (borough) da Grande Londres, na juventude foi, sem sucesso, aprendiz de negociante de panos - a sua experiência nesta ocupação veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883 tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar biologia com T. H. Huxley. Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como "romances científicos", inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade Edwardiana Tono-Bungay e Kipps. Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais. Desde muito cedo na sua carreira, Wells sentiu que devia haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances utópicos. Começavam em geral com o mundo a caminhar inexoravelmente em direcção de uma catástrofe, até que as pessoas se apercebiam da existência de uma maneira melhor para viver: ou através dos gases misteriosos de um cometa, que fariam com que as pessoas começassem subitamente a comportar-se racionalmente (Os Dias do Cometa), ou pela tomada do poder por um conselho mundial de cientistas, como em The Shape of Things to Come (1933), livro que o próprio Wells adaptou mais tarde para o filme de Alexander Korda Daqui a Cem Anos (1936). Aqui descrevia-se, com demasiada exactidão, a guerra que estava a chegar, com cidades a serem destruídas por bombardeamentos aéreos. Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. Nem todos os seus romances terminam em feliz Utopia, como mostra o distópico When the Sleeper Awakes. A Ilha do Dr. Moreau ainda é mais sombria. O narrador, após ficar encurralado numa ilha cheia de animais vivissectados (sem sucesso) até se transformarem em seres humanos, acaba por regressar a Inglaterra e, tal como Gulliver no regresso do país dos Houyhnhms, vê-se incapaz de afastar a percepção dos membros da sua própria espécie como bestas só ligeiramente civilizadas, regressando a pouco e pouco à sua natureza animal. Wells chamava às suas ideias políticas "socialistas", e com o seu gosto por utopias, olhou inicialmente com bastante simpatia para as tentativas de Lenin de reconstruir a destroçada economia russa, como mostra o seu relato de uma visita ao país (Russia in the Shadows 1920). No entanto, desiludiu-se com a crescente rigidez doutrinária dos Bolcheviques

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e, após um encontro com Stálin, convenceu-se de que a revolução correra terrivelmente mal. Nisto foi provavelmente mais clarividente do que muitos dos intelectuais do seu tempo. [1] À medida que envelhecia, Wells foi-se tornando cada vez mais pessimista acerca do futuro da humanidade, como é sugerido pelo título do seu último livro, Mind at the End of its Tether. Os seus últimos livros tendiam a pregar mais do que a contar uma história, e não tinham a energia e inventiva dos trabalhos iniciais. Uma listagem parcial dos seus romances: A Máquina do Tempo (The Time Machine), 1895 A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau), 1896 O Homem Invisível (The Invisible Man), 1897 A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds), 1898 Love and Mr. Lewisham, 1900 O Alimento dos Deuses (The Food of the Gods), 1904 Kipps, 1905 A Modern Utopia, 1905 Os Dias do Cometa (In The Days of the Comet), 1906 Ann Veronica, 1909 Tono-Bungay, 1909 The History of Mr. Polly, 1910 The New Machiavelli, 1911 Marriage, 1912 The World Set Free, 1914 Men Like Gods, 1923 The World of William Clissold, 1926 Mr Blettsworthy on Rampole Island, 1928 The Shape of Things to Come, 1933 http://pt.wikipedia.org/wiki/H._G._Wells A Guerra dos Mundos War of the Worlds (A Guerra dos Mundos) é um romance de ficção científica de Herbert George Wells lançado no ano de 1898.É uma história sobre a invasão da Terra por marcianos inteligentes, dotados de um poderoso raio carbonizador e máquinas assassinas, semelhantes a caixas d'água sobre tripés. Foi adaptado diversas vezes para o cinema, a última em 2005, por Steven Spielberg, com Tom Cruise no papel principal, Dakota Fanning e Justin Chatwin.[3acção começa nos inícios do século XX, nos arredores de Londres. O narrador e personagem principal, que não é identificado no livro, é convidado para ir ao observatório de Ottershaw, onde observa a primeira de uma série de explosões na superfície de Marte. Mais tarde, aquilo que se pensa ter sido a queda de um meteoro perto da casa do narrador, acaba por ser a queda de um cilindro metálico. O cilindro abre-se, e de lá dentro saem os marcianos, que destroem todos os humanos que se aproximam com o raio da morte.

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O narrador foge então com a sua mulher para Leatherhead, mas tem que voltar a casa para devolver a carruagem que tinha pedido emprestado. Nessa altura repara que os marcianos andam já em cima de tripés metálicos, passando facilmente pela resistência militar oferecida pelos humanos. Têm além disso uma nova arma que dispara bombas de fumo negro, que matam todos os humanos que entram em contacto com ela. O narrador encontra então um artilheiro em fuga, que lhe diz que caiu outro cilindro, cortando o caminho de regresso à sua mulher. Os dois decidem viajar juntos, mas um ataque dos marcianos acaba por os separar.A narração passa então para a história da evacuação em massa de Londres, devido à queda de mais cilindros nos seus arredores, contada pelo irmão do narrador, que acaba por conseguir escapar por barco. Voltando ao narrador, este acaba por ficar encurralado numa casa em ruínas destruída pela queda de um dos cilindros, acompanhado por um cura. Nessa altura ele observa os costumes dos marcianos, constatando que eles usam os humanos como alimento, absorvendo o seu sangue directamente. No entanto, o cura, traumatizado pelos acontecimentos, enlouquece, fazendo com que os marcianos entrem na casa e acabem por o capturar. Finalmente os marcianos abandonam a cratera e o narrador consegue deixar a casa em ruínas. Quando chega a Londres, deserta, repara que as plantas marcianas começam a morrer, assim como os marcianos. Estavam a morrer devido a uma bactéria contra a qual não tinham imunidade. O narrador regressa então a casa, onde para sua surpresa se reúne com a sua mulher. http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Guerra_dos_Mundos_(livro) Virginia Woolf Virginia Woolf (Londres, 25 de Janeiro de 1882 — Lewes, 28 de Março de 1941) foi uma das mais importantes escritoras britânicas.Estreou na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de "a Proust inglesa". Faleceu em 1941, tendo cometido suicídio. Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e se mata de forma triunfante. Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era

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Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy. A obra de Virginia é classificada como modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras. Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad, Defoe, Dostoievski, Jane Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidos em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal. Uma seleta destes ensaios, reveladores da busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto mas de sua percepção, foi reunida em língua portuguesa em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas. Virginia Woolf editou outro livro também:"A Viúva eo papagaio" o qual não teve muito sucesso. No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso Virginia suicidou-se. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril.[1] Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu: Querido, Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V. http://pt.wikipedia.org/wiki/Virginia_Woolf

As horas
As Horas (The Hours, em inglês) é um filme de longa-metragem anglo-americano de 2002, do gênero drama, dirigido por Stephen Daldry, baseado no livro As Horas, de Michael Cunningham. Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro Mrs. Dalloway. Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1951 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em

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Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com AIDS e morrendo. Mrs Dalloway é um romance da escritora britânica Virginia Woolf, publicado em 1925. Passa-se durante um único dia, no qual Clarissa Dalloway prepara uma recepção em sua casa, na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial. Ao longo do dia, o romance acompanha as atividades e, principalmente, os pensamentos de algumas pessoas cujas vidas se relacionam de algum como com a Sra. Dalloway e sua festa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mrs_Dalloway

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