P. 1
Túnel de Vento_DEM

Túnel de Vento_DEM

|Views: 1.834|Likes:
Publicado porLucas Sandoli Lima

More info:

Published by: Lucas Sandoli Lima on Aug 19, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/18/2013

pdf

text

original

UEM

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

Engenharia Mecânica

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UM TÚNEL DE VENTO SUBSÔNICO DE CIRCUITO ABERTO PARA UTILIZAÇÃO EM LABORATÓRIO DIDÁTICO

Autores: Lucas Leggi Arrias Frederico Oliveira Uemura Adriana Feiden Rodolpho Raphael Bilha Gonçalves Ricardo Esteves Marrafão

Maringá JULHO/2008

LUCAS LEGGI ARRIAS – 36616 FREDERICO OLIVEIRA UEMURA – 36625 ADRIANA FEIDEN – 36605 RODOLPHO RAPHAEL BILHA GONÇALVES – 36632 RICARDO ESTEVES MARRAFÃO – 36602

TCC- DEQ3945

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UM TÚNEL DE VENTO SUBSÔNICO DE CIRCUITO ABERTO PARA UTILIZAÇÃO EM LABORATÓRIO DIDÁTICO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Engenharia Química, curso de Engenharia Mecânica, Universidade Estadual de Maringá, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Mecânico.

Orientador: Prof.Dr. Júlio César Dainezi de Oliveira Co-Orientador: Prof. Dr. Fábio Lúcio Santos

Maringá JULHO/2008

a Marcenaria e Serralheria da UEM. o professor Dr.AGRADECIMENTOS Os autores agradecem os professores orientadores. a Casa do Soldador. a Aggi Têxteis. o Departamento de Engenharia Mecânica. a todos que nos ajudaram de alguma forma na conclusão desse trabalho e principalmente a Deus. o professor Zacarias Martin Chamberlain Pravia do Laboratório de Ensaios em Sistemas Estruturais (LESE) da Universidade de Passo Fundo. o SENAI. a Split Ar. o Departamento de Física. Mig Maquinas. Jorge Villar Ale da PUC-RS. a quem acima de todas as coisas buscamos Glorificar e Exaltar na realização do mesmo. .

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e região não possuem o equipamento túnel de vento para estudo de dinâmica de fluidos em corpos sólidos. relativo às suas propriedades. FEIDEN. Túnel de vento. confiabilidade e eficiência dos projetos e a redução de custos. 800. O equipamento foi construído em madeira flexível com uma base suporte de metalon. Trabalho de Conclusão de Curso. a um custo de R$380. engenharia civil. Possui câmara de estabilização. aparelho que verifica por meio de testes e simulações a ação do ar sobre objetos. dinamômetro de mola e tubo de pitot. 64 p. Palavras Chave: Dinâmica dos fluidos. seção de teste de 250x250x650mm. Maringá: Universidade Estadual de Maringá. Para um estudo detalhado da dinâmica de fluidos em corpos é utilizado um túnel de vento. totalizando 3. Tubo de Pitot. dimensionamento e a construção de um túnel de vento subsônico de circuito aberto e seus instrumentos de medida. Projeto e construção de um túnel de vento subsônico de circuito aberto para utilização em laboratório didático. agrícola e mecânica. Dinamômetro de mola. que os atinge com diferentes velocidades. bocal com razão de contração próxima a 3:1 e 725mm de comprimento. . devido à maior segurança. A aerodinâmica é o estudo dos movimentos e interações de corpos com fluidos.00.15m de comprimento e aproximadamente 80cm de largura e altura máxima. GONÇALVES. UEMURA. tal tecnologia tem sido largamente empregada. Rodolpho Raphael Bilha. e favo de mel com células de seção quadrada de 50x50x300mm. Desta forma o presente trabalho descreve o projeto.RESUMO ARRIAS. Adriana. características e forças exercidas em contornos nele imersos. com duas janelas e uma porta corrediça de acrílico. Ricardo Esteves. Lucas Leggi. Frederico Oliveira. MARRAFÃO. Na arquitetura. para a realização de experimentos tais como a visualização do escoamento. com 500mm de comprimento. 950 e 1100rpm. difusor com 900mm de comprimento e exaustor com três velocidades. escoamento em placa plana e cálculo da força de arrasto usando objetos de escala reduzida.

2 Número de Reynolds 4.4 Câmara de estabilização e favo de mel 4.6 Túnel de vento 4.1.6.6.5 Visualização do escoamento 4.5 Ventiladores 4.2 Túnel de circuito fechado 4.1 Escoamentos Uni.1 Bocal 4.2.4 Instrumentos de medida 5.3 Força de arrasto 4.1 Tipos de Túneis de vento 4.4 Escoamento em placa plana 4.8 Dinamômetro de Mola 5 Desenvolvimento 5.6.2.2 Determinação das praticas didáticas 5.2 Difusor 4.6.3 Corpos de prova 5.2.2 Dinamômetro de mola 12 13 14 15 15 16 17 18 19 20 21 22 22 23 23 23 25 26 27 28 29 31 33 33 33 34 34 34 35 .2 Partes do túnel de vento 4.2.6.4.6.1 Escolha do modelo de túnel de vento 5.4.4. Bi e Tridimensionais 4.1 Túnel de circuito aberto 4.1 Tubo de Pito 5.7 Tubo de Pito 4.2.6.1.1 Escoamento 4.6.6.SUMÁRIO Lista de Ilustrações Lista de Tabelas Lista de Abreviaturas e Siglas 1 Introdução 2 Objetivo 3 Justificativas 4 Revisão bibliográfica 4.3 Câmara de Testes 4.

1 Tubo de Pito 5.4 Favo de mel 5.8.5 Visualização do escoamento 5.1 Túnel de vento 5.1 Corpo do túnel 5.8.2 Instrumentos de medida 5.8 Construção e Materiais 5.6.6.1 Bocal 5.2 Medidas de velocidade 7.8.6.2 Base do túnel de vento 5.8.3 Força de arrasto 8 Considerações Finais 9 Referências Bibliográficas 35 36 36 37 37 38 39 39 40 41 42 42 42 47 50 51 52 52 54 56 57 57 57 58 59 60 .1.3 Difusor 5.6 Dimensionamento 5.2.8.1.8.8.7.7.2.8.1 Tubo de Pito 5.6.1 Visualização do escoamento 7.2.1.2 Dinamômetro de mola 6 Custos do projeto 7 Funcionamento e utilização 7.7 Protótipo 5.1 Resultados Obtidos 5.3 Instalação de porta e janelas 5.7.5.1.2 Túnel de vento 5.4 Exaustor 5.2 Seção de Teste 5.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 4.1 FIGURA 4.2 FIGURA 4.3 FIGURA 4.4 FIGURA 4.5 FIGURA 4.6 FIGURA 4.7 FIGURA 4.8 FIGURA 4.9 FIGURA 4.10 FIGURA 4.11 FIGURA 4.12 FIGURA 4.13 FIGURA 4.14 FIGURA 4.15 FIGURA 4.16 FIGURA 4.17 FIGURA 4.18 FIGURA 5.1 FIGURA 5.2 FIGURA 5.3 FIGURA 5.4 FIGURA 5.5 FIGURA 5.6 FIGURA 5.7 FIGURA 5.8 FIGURA 5.9 FIGURA 5.10 FIGURA 5.11 FIGURA 5.12 Forças e momentos atuantes em um corpo genérico submerso em um fluido. Perfil de velocidade em placa plana Perfil de velocidade em dutos Escoamento em duto reto, considerado como sendo unidimensional, na seção divergente se torna bidimensional Perfil de velocidade real e hipotético. Exemplo de ventilador axial Túnel de câmara aberta Túnel de vento de circuito fechado Bocal de contração Aplicação da relação de Morel modificada por Yao-xi Suo Tipo de difusor Câmara de estabilização Favo de mel Visualização do escoamento sobre um automóvel Estrutura do tubo de Pito clássico em dutos Forças solicitadas Esquema da Relação Ilustração de um dinamômetro de mola. Formato das paredes do bocal convergente Seção de teste e suas dimensões Dimensões e características do difusor Posicionamento do exaustor e dimensões do prolongado Modelo do tubo de Pito Processo de construção da haste em forma de “L” Esquema de montagem Fotos do Protótipo confeccionado Protótipo do favo de mel e câmara de estabilização Peças do corpo do túnel de vento Disposição das peças na folha de compensado flexível Dimensões e unidades das peças de madeira que formam 20 21 22 23 24 25 26 27 27 28 30 31 31 32 36 37 38 38 39 39 40 41 42 43 44 45 18 19 19 17

o quadro de sustentação FIGURA 5.13 FIGURA 5.14 FIGURA 5.15 FIGURA 5.16 FIGURA 5.17 FIGURA 5.18 FIGURA 5.19 FIGURA 5.20 FIGURA 5.21 FIGURA 5.22 FIGURA 5.23 FIGURA 5.24 FIGURA 5.25 FIGURA 5.26 FIGURA 5.27 FIGURA 5.28 FIGURA 5.29 FIGURA 5.30 FIGURA 5.31 Peças de madeira do quadro e moldura interna da porta fixados nas partes do corpo do túnel de vento Aberturas para porta e janelas Corpo do túnel de vento finalizado Peças de metalon constituintes da base do túnel de vento Base de metalon formada pelas peças Posição das peças Base de metalon do túnel de vento finalizada Fixação do motor na base de metalon Encaixe do corpo do túnel de vento na base de metalon Dimensões, disposições, características e encaixe de porta e janelas Túnel de vento pintado com as portas e janelas fixadas Dimensões e características do favo de mel e das peças que o formam Encaixe do favo de mal na câmara de estabilização Dimensões das hastes do tubo de Pito Disposição das hastes do tubo de Pito. Dimensões do manômetro. Dimensões finais Projeto Dinamômetro de Mola Dinamômetro de mola fixado no túnel de vento 52 52 53 53 54 54 56 51 51 47 48 48 49 49 49 50 46 45

LISTA DE TABELAS
TABELA 6.1 – Custos dos materiais referentes ao corpo do túnel de vento TABELA 6.2 – Custos dos materiais referentes ao tubo de Pito TABELA 6.3 – Custos dos materiais referentes ao dinamômetro de mola TABELA 6.4 – Custos totais dos materiais do projeto 56 56 57 57

m Letras Gregas γ1 γ2 µ ρ υ massa específica do fluido escoando no duto. m/s coordenadas espaciais tempo deformação elástica da mola. freqüência de radiação. 1/s Abreviaturas prof. kg número de Reynolds velocidade de corrente livre. kg/m³ viscosidade cinemática do fluido. m/s² diferença de altura no manômetro. z t x área característica do corpo.m densidade do fluido. N aceleração da gravidade. m²/s. m constante elástica da mola. N fórmula da relação Morel modificado por Yao-xi Suo força elástica. kg/s. Dr. y. N/m comprimento característico descrito da geometria do campo de escoamento.LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Letras Latinas A CD D F(x) Fel g h K L m Re U V x. m massa. professor Doutor . m² coeficiente de arrasto força de arrasto. kg/m³ viscosidade absoluta do fluido. m/s velocidade do escoamento do fluido. kg/m³ massa específica do fluido no manômetro.

Siglas DEQ TCC UEM Departamento de Engenharia Química Trabalho de Conclusão de Curso Universidade Estadual de Maringá .

que podem ser superfícies sólidas ou interfaces com outros fluidos. Na arquitetura. confiabilidade e eficiência dos projetos e a redução de custos. agrícola e mecânica. 2008). aparelho que verifica por meio de testes e simulações a ação do ar sobre objetos. além do controle de temperatura e pressão em casos específicos. Para um estudo detalhado da dinâmica de fluidos em corpos é utilizado um túnel de vento. Hoje há uma ligação direta entre túneis de vento e projetos de aeronaves. O estudo da aerodinâmica surgiu com a necessidade de melhorar o desempenho de aviões e carros no início do século 20. a temperatura é muito elevada para simular condições suportadas por um míssil em pleno vôo. são estipuladas temperaturas muito baixas a fim de simular condições de grande altitude. .12 1 – INTRODUÇÃO A aerodinâmica é o estudo dos movimentos e interações de corpos com fluidos. antenas. outros. silos. proporcionando altas velocidades e menor consumo de combustível (MATOS et al. navios. Onde o objeto de estudo permanece fixo e o fluxo de ar produzido atinge o mesmo com diferentes velocidades. características e forças exercidas em contornos nele imersos. Em alguns. carros. podem apenas testar modelos em escala. Os túneis de vento apresentam diversas configurações para diferentes propósitos. devido à maior segurança. no período entre guerras. tal tecnologia tem sido largamente empregada. prédios e outros. pontes. engenharia civil. em outros. Alguns têm dimensões que permitem testar aviões em tamanho real. A intenção era de se obter o menor atrito possível com o ar. relativo às suas propriedades.

. para visualização do escoamento do ar e seus efeitos sobre as superfícies de objetos em escala reduzida. a partir de pesquisas sobre o tema e adaptações de projetos já existentes.13 2 – OBJETIVO O presente trabalho visa projetar. dimensionar e construir um túnel de vento subsônico de circuito aberto e seus instrumentos de medida.

experimentos. simulações e análises em mecânica dos fluidos. além de ser mais um auxílio a empresas da região. possibilitando futuras pesquisas e projetos. . arquitetura e principalmente engenharia mecânica. propiciando o desenvolvimento de aulas práticas. Este equipamento será uma ótima ferramenta para os cursos de engenharia civil. simulações e análises em mecânica dos fluidos. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e região não possuem o equipamento túnel de vento para estudo de dinâmica de fluidos em corpos sólidos. experimentos. despertando o interesse de alunos e professores.14 3 – JUSTIFICATIVAS Necessidade de um equipamento para servir como base no desenvolvimento de aulas práticas.

1 – Escoamento Sabe-se que uma definição para escoamento é movimento de fluidos. formarão uma linha no fluido naquele instante (FOX et al. No escoamento permanente. 2006). 2006). ter-se-ia um número de partículas fluidas identificáveis no escoamento. . Se. em algum momento passaram pelo mesmo local fixo no espaço. pelo emprego de um corante ou fumaça e em seguida tirar fotografias de exposição prolongada do seu movimento subseqüente. dessa forma cabe a mecânica dos fluidos analisar todos os possíveis tipos de escoamentos e classificá-los de acordo com as suas características particulares. sendo que todas elas. Para torná-la visível deve-se identificar uma partícula fluida num dado instante. Por outro lado pode-se preferir concentrar atenção num local fixo do espaço e identificar novamente pelo emprego de corante ou fumaça. Observações subseqüentes da linha podem fornecer informações a respeito do campo de escoamento e comportamento do fluido. já que suas linhas de corrente variam com o decorrer do tempo. ou lâminas. devido a flutuações aleatórias no campo tridimensional de velocidades (FOX et AL. num campo de escoamento. De acordo com Fox et al. por exemplo. 2006). a velocidade em cada ponto do campo permanece constante com o tempo e as linhas de corrente não variam de um instante a outro (FOX et al. enquanto se movimentam ao longo do escoamento. (2006) uma trajetória é o caminho traçado por uma partícula fluida em movimento. após um curto período de tempo. varias partículas fluidas adjacentes forem marcadas num dado instante. A linha traçada pela partícula é uma trajetória.. todas as partículas fluidas passando por aquele ponto.15 4 . Entretanto existe também o escoamento transiente que se apresenta como sendo o oposto do escoamento permanente. Um escoamento laminar é aquele no qual as partículas fluidas movem-se em camadas lisas. já um escoamento turbulento é aquele no qual as partículas fluidas rapidamente se misturam.. (2006). Segundo Fox et al.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4.

L V .1. V a velocidade do fluido.1) Onde L é um comprimento característico descritivo da geometria do campo de escoamento. gravidade. (2006) escoamentos completamente envoltos por superfícies sólidas são chamados escoamentos internos ou em dutos. .. Experiências posteriores têm mostrado que o número de Reynolds é um parâmetro chave também para outros casos de escoamento (FOX et al. estudou a transição entre os regimes laminar e turbulento em um tubo.V . viscosidade. com suas condições de temperatura e pressão controladas. Tanto os escoamentos internos quanto os externos podem ser laminares ou turbulentos. 4. pressão. Na década de 1880.16 Segundo Fox et al. de forma que o entendimento do significado físico de tais grupos aumenta a percepção dos fenômenos estudados.2 – Número de Reynolds As forças encontradas nos fluidos em escoamento incluem as de inércia. 4. O número de Reynolds é a razão entre forças de inércia e viscosas. Dessa forma o número de Reynolds é demonstrado pela EQUAÇÃO 4. Escoamentos com grande número de Reynolds (superior a 2300) são em geral turbulentos.L = µ υ (EQ. Osborne Reynolds. Re = ρ. tensão superficial e compressibilidade. A razão entre duas forças quaisquer será adimensional. υ é a viscosidade cinemática do fluido. 2006). Ele descobriu que o parâmetro (que mais tarde recebeu seu nome) é um critério pelo qual o regime do escoamento pode ser determinado. µ é a viscosidade absoluta do fluido. Vale lembrar que existe um caso especial onde para escoamentos compressíveis. ρ é a densidade do fluido. enquanto escoamentos com pequeno número de Reynolds (menor que 2300) são geralmente laminares. Escoamentos sobre corpos imersos num fluido não contido são denominados escoamentos externos. gerando assim alguns grupos adimensionais muito utilizados. engenheiro britânico. pode-se chegar a um escoamento laminar com o número de Reynolds até 10000.

Fonte: Introdução a mecânica dos fluidos. O coeficiente de arrasto é dado pela EQUAÇÃO 4. A atuação destas forças no corpo causa momentos.2: CD = D (1 2)ρV 2 A (EQ. . (1/2 ρU2). FIGURA 4. Na sua forma adimensional. James White. 2006). quando imerso em um fluido em escoamento.1. que age numa direção paralela à direção da corrente livre. Um corpo de qualquer forma.3 – Força de arrasto O arrasto é a componente da força sobre um corpo que atua paralelamente à direção do movimento relativo (FOX et al. fica sujeito a forças e momentos (WHITE. cilindros. carros. 1986). e duas forças de sustentação. a força de arrasto é expressa pelo coeficiente de arrasto (CD) que é a razão entre a força de arrasto (D) e uma força característica associada à pressão dinâmica da corrente livre.. 1986).17 4. conforme mostra a FIGURA 4. mas é usual encontrá-la definida como: a projeção da área em um plano perpendicular à direção da corrente livre. vista frontal. A área característica do corpo (A) poderia ser igual a L2 (L é a dimensão linear característica do número de Reynolds). 4. que agem em direções ortogonais.1: Forças e momentos atuantes em um corpo genérico submerso em um fluido.2) O fator (1/2) é um tradicional tributo a Euler e a Bernoulli (WHITE. sendo ρ a densidade e V a velocidade da corrente livre. 1986. Estas forças são três: o arrasto. utilizada esferas.

Perfil de velocidades em placa plana.3) Velocidade é uma grandeza vetorial. está passando pelo ponto. z. sendo que essa aumenta conforme vai se afastando da superfície. por conseguinte o campo de velocidade é um campo vetorial. pode-se estar interessado na descrição de um campo de velocidade. y. segue-se que a velocidade no ponto é definida como a velocidade instantânea da partícula fluida que.4. E a área total de contato do corpo com o fluido.2 . (2006) ao se lidar com fluidos em movimento. Num dado instante t. 4. um fluido em movimento tem velocidade relativa igual a zero em uma superfície sólida.4 – Escoamento em placa plana Segundo Fox et al. pois da teoria de escoamentos. é uma função das coordenadas espaciais x. vista de topo. Se as propriedades em cada ponto de um campo de escoamento não mudam com o tempo. o escoamento é denominado permanente. . costumeiramente utilizada para superfícies de cascos de embarcações. A velocidade em qualquer ponto do campo de escoamento é definida de modo similar. Dessa forma tem-se um perfil de velocidades como o demonstrado pela FIGURA 4. y. A velocidade em qualquer ponto do campo de escoamento pode variar de um instante a outro. num dado instante. etc. Neste escoamento qualquer propriedade pode variar de ponto a ponto no campo. Outro aspecto importante é o perfil de velocidades gerado pelo escoamento. o campo de velocidade V. Se for definido uma pequena partícula fluida como uma pequena massa do fluido. Então a representação completa da velocidade (o campo de velocidade) é dado por V = V(x.2. t) (EQ. utilizada em perfis de asa e hidrofólios. exigindo uma magnitude e uma direção para uma completa descrição. de identidade fixa de volume. A projeção da área no plano paralelo à corrente livre. z. mas todas as propriedades permanecerão constantes com o tempo em cada ponto. que envolve um ponto qualquer. FIGURA 4.18 mísseis.

4. Bi e Tridimensionais Um escoamento é classificado como uni. bi ou tridimensional de acordo com o número de coordenadas espaciais necessárias para especificar o seu campo de velocidade.3. na seção divergente se torna bidimensional . como mostra a FIGURA 4. para dizer se este é uni. bi ou tridimensional. 2006. 2006). Embora a maioria dos campos de escoamento seja intrinsecamente tridimensional deve-se levar em consideração o formato do local onde se dá o escoamento. tornando nesse caso o escoamento bidimensional. e também longe da seção divergente pode-se considerar o mesmo como sendo unidimensional.. já que nesta seção divergente a velocidade diminui.. FIGURA 4.4.19 O mesmo efeito ocorre no escoamento em dutos. FIGURA 4. onde a velocidade do fluido nas paredes é zero e esta vem progressivamente crescendo até atingir o valor máximo no centro do duto. ao se analisar o escoamento afastado da boca de entrada do fluido.3 indica que o campo de velocidade pode ser uma função de três coordenadas espaciais e do tempo.Escoamentos Uni.1 . considerado como sendo unidimensional.3: Perfil de velocidade em dutos Fonte: Fox et al.4. Na FIGURA 4.4: Escoamento em duto reto. Tal campo de escoamento é denominado tridimensional porque a velocidade em qualquer um dos seus pontos depende das três coordenadas requeridas para se localizar o ponto no espaço (FOX et al. A EQUAÇÃO 4.

.5 – Ventiladores Ventiladores são máquinas que produzem fluxo de ar ou outros gases. havendo assim uma grande variedade de aplicações para uso doméstico. 4. Porém uma alternativa a este fato é considerar o escoamento como uniforme. já que neste caso numa dada seção reta a velocidade do fluido é constante em qualquer seção transversal ao escoamento. com vazões relativamente altas e pressões de operação baixas (FILHO. é que todo fluido deverá ter velocidade relativa igual a zero em uma superfície sólida. comercial e industrial. devida a variação de intensidade da velocidade. que aumenta progressivamente ao afastar-se da superfície sólida. Dessa forma pode-se chegar à conclusão de que a complexidade da análise a ser realizada a respeito de um escoamento cresce à medida que se aumenta o número de dimensões a serem consideradas em um escoamento. FIGURA 4. e a outra é a de ventilação forçada.20 Outro aspecto a ser levado em consideração. que é destinada a aumentar a energia utilizável do ar pelo aumento de sua pressão dinâmica ou cinética (FILHO. 2006. como mostra a FIGURA 4. fazendo com que as hipóteses simplificadoras sejam utilizadas. que é a alteração das condições ambientais (temperatura e pressão) através do ar. dessa forma todo escoamento a ser considerado será então bi ou tridimensional. Fonte: Fox et al. 2008). já que nesse caso uma análise mais simples pode fornecer resultados aproximados com a precisão necessária na prática. A utilização dos ventiladores é muito ampla. 2008).5: Perfil de velocidade real e hipotético.5.. Duas definições básicas são apresentadas: uma se refere a ventilação.

Um túnel de vento funciona através de um duto equipado com ventilador que fornece movimento ao fluido. que corretamente combinadas. diâmetro de saída do rotor. vazão. potência e rendimentos (hidráulico. 2008. Existem certas grandezas de importância no funcionamento dos ventiladores. O primeiro estudioso a construir um túnel de vento do modo conhecido atualmente foi Francis Herbert Wenham no ano de 1871. dando as condições de funcionamento dos mesmos. Um exemplo de ventilador axial pode ser observado na FIGURA 4. os radiais. Tais grandezas são: número de rotações por minuto. onde os componentes são arranjados de maneira a fornecer condições de fluxo e velocidades aproximadamente constantes. FIGURA 4. que são providos de um envoltório que permite a canalização do fluido tanto à entrada quanto à saída do rotor.6. É composto também de . velocidade angular. mecânico e total). altura de elevação. e os axiais. 4.6: Exemplo de ventilador axial Fonte: Filho.6 – Túnel de vento Túneis de vento são instrumentos de pesquisa utilizados para estudos do movimento do ar através de objetos sólidos. São atribuídos a Wenham e seu colega de estudos Browning muitos conceitos fundamentais. como o conhecido Número de Reynolds. permitem a escolha do tipo adequado do ventilador por certas características pré-estabelecidas. Foi a partir da criação de túneis de vento que Osborne Reynolds conseguiu determinar alguns parâmetros.21 Pode-se classificar os ventiladores em duas categorias distintas. seja succionando ou soprando o fluido. que são constituídos por uma simples hélice destinada a movimentar o ar ambiente.

onde são colocados corpos de provas para experimentação. . Para isso o túnel de vento é projetado com dimensões e formatos que possam tornar o fluxo do fluido mais suave e forneça um Número de Reynolds inferior a 2300. fluxo de ar. limite esse que determina aproximadamente a linha de transição entre escoamento laminar e turbulento (FOX.6. o custo). tipo da câmara (aberta ou fechada) e velocidade do fluido (podem ser desde subsônicos até hipersônicos) Devido a uma série de fatores (como por exemplo. FIGURA 4. Segundo Groff (2001) este tipo de túnel de vento tem o inconveniente de possuir uma distribuição de velocidade do fluido pouco uniforme e necessitar de uma maior potência de consumo no ventilador.1 – Túnel de circuito aberto Este túnel possui um circuito aberto onde o ar é lançado para a atmosfera após passar pelo equipamento (FIGURA 4. o fluxo dentro do túnel deve ser relativamente livre de turbulência. 2006).1.7: Túnel de câmara aberta Fonte: Armfield.22 instrumentos para medidas como pressão e velocidade e partes para visualização.7). comparado com os túneis de circuito fechado. 2008. 4.1 – Tipos de Túneis de vento Existe uma diversidade de túneis de vento.6. que se dividem basicamente em dois tipos: circuito aberto ou fechado. Para resultados confiáveis. neste projeto serão analisados túneis de vento subsônicos. que servem para uma grande quantidade de experimentos. Estes podem ser classificados de acordo com uma série de características: posição de construção (verticais ou horizontais). 4.

5. Pode também. e que é desenhado para controlar as características do fluido.2 – Partes do túnel de vento Um túnel de vento é constituído de algumas partes que são indispensáveis. 4. Como o fluido está contido em um circuito fechado. câmara de teste e difusor.2. A montagem do túnel. normalmente.5.2 – Túnel de circuito fechado Neste tipo de túnel obtém-se um escoamento de fluido de forma mais uniforme do que em túneis abertos. . 4. câmara de teste e difusor. ser constituída de uma câmara de estabilização. como apresentado na FIGURA 4. As partes que compõem o túnel de vento são brevemente descritas a seguir. FIGURA 4. 2008.1 – Bocal Bocal é um componente mecânico na forma de duto. São geralmente utilizados para direcionar ou modificar o fluxo do fluido.9. Para que um túnel de vento funcione de forma adequada ele deve ser constituído basicamente de bocal. podendo apresentar configurações distintas.23 4. pois o fluido percorre um circuito fechado (FIGURA 4. é feita da seguinte maneira: câmara de estabilização.1. o mesmo está exposto a condições diferentes da atmosférica.6. bocal.8).8: Túnel de vento de circuito fechado Fonte: Wind Tunnel Extreme. São geralmente usados para grandes dimensões e necessitam manter um grande fluxo de entrada. que apresenta área de seção reta variável de acordo com o comprimento.

Bocais convergentes são freqüentemente utilizados para aumentar a energia cinemática do fluido com perda da energia de pressão...9: Bocal de contração..0 ≤ x / L ≤ X X n −1 (1 − ( x / L)) n .se. Essa razão é obtida pela relação entre as velocidades na entrada e na saída do bocal ou a relação entre a área na entrada e na garganta do bocal. Nos túneis modernos varia entre 2 e 25. Segundo Shapiro (2002) existem dois tipos básicos de bocais: os convergentes e os convergentes .. Outro parâmetro de vital importância para o bocal é o seu formato.. Segundo Groff (2000) o parâmetro principal de um bocal é a razão de contração entre a entrada e a garganta (seção de área mínima).. para que ocorra uma contração com um mínimo de perdas em função de choques nas paredes do bocal..se. Fonte: NASA.X ≤ x / L ≤ 1 (1 − X ) n −1 (EQ.10 mostra a aplicação da fórmula. 1− F ( x) = ( x / L) n .4) .. em casos de escoamento subsônico. Segundo Groff (2000) para determinar a forma do bocal convergente é utilizado a relação de Morel modificado por Yao-xi Suo (EQUAÇÃO 4.....divergentes.24 FIGURA 4. 2006. A FIGURA 4.4).4.

. Segundo cita Bradshaw e Mehta (2008) a área de contração ou bocal deveria ser tão grande quanto possível para se reduzir às perdas de pressão através das paredes. onde é possível encontrar uma eficiência de 90%. O parâmetro principal do difusor é a razão de expansão. exatamente pela utilização da razão de contração. 4.2. pois convertem energia cinética em energia de pressão.25 FIGURA 4.10: Aplicação da relação de Morel modificada por Yao-xi Suo Fonte: Groff. 2000).2 – Difusor O difusor é um duto que se assemelha muito ao bocal. São geralmente empregados com a função oposta dos bocais. sendo chamado também de bocal divergente. pois possui uma seção que varia gradualmente de acordo com o comprimento e também é projetado para controlar as características do fluido. A tendência atual é empregar ângulos de divergência da ordem de 5° (GROFF et al. 2000.. Geralmente os ângulos utilizados na divergência encontram-se num intervalo de 3° a 7°.5. Com a utilização de bocais não há a necessidade de utilizar-se um ventilador de tamanho e potência maiores. que pode ser representada pela relação entre velocidade de entrada e velocidade de saída no difusor.11. Sem o uso deste artifício ocorreria um aumento de custo na execução do projeto. A área de contração é o último componente antes da área de teste e favorece a redução de variação da velocidade. Um exemplo de difusor está mostrado na FIGURA 4. Segundo Bradshaw e Mehta (2008) uma das funções preconizadas para túneis abertos é que difusores também servem para se evitar problemas de arrastão nos laboratórios por causa dos jatos de ar.

ou seja.3 – Câmara de teste A câmara de teste ou seção de teste é a região do túnel de vento onde os corpos de prova são posicionados para os experimentos. Esta região deve comportar diferentes corpos de prova e possibilitar a realização de diferentes experimentos. sendo que esta região deve ter paredes que possibilitem a visualização dos experimentos. Geralmente o comprimento mínimo necessário para suavizar o escoamento a níveis aceitáveis deve equivaler a 50% do diâmetro da garganta do bocal. Uma câmara de teste é projetado de acordo com as necessidades dos experimentos.2. sendo que sua seção terá dimensões iguais à da garganta do bocal. A câmara de teste deve possibilitar o manuseio dos corpos de prova sem que haja um desajuste no escoamento do fluido. 4.26 FIGURA 4. As dimensões e formatos são projetos de maneira que as interferências no corpo de prova sejam mínimas. Logo é necessário que ao menos uma das paredes da seção de teste possa abrir e que pelo menos uma das paredes seja transparente de forma a possibilitar a observação dos fenômenos no interior do túnel de vento. Também deve sustentar os instrumentos de medida de forma adequada. mas existem casos onde são utilizados mais do que 3 vezes deste diâmetro (BRADSHAW e MEHTA. sem que forneça perturbações ao escoamento. 2006. 2008).5.11: Tipo de difusor Fonte: A2 Wind tunnel. Essa câmara deve possibilitar que o escoamento se desenvolva e se comporte de maneira adequada ao experimento. .

Este componente é utilizado para direcionar e estabilizar o fluxo de fluido. é necessário um comprimento maior da câmara . 2008.12: Câmara de estabilização Fonte: Nasa. Apesar de fornecer um direcionamento no escoamento. mostrada na FIGURA 4.5. é o primeiro componente na entrada de um túnel de vento aberto.4 – Câmara de estabilização e favo de mel A câmara de estabilização. que é formada por células de vários formatos como: pentágonos. suavizando o fluxo da câmara de teste. 2006. de modo a evitar o efeito de vórtices axiais (redemoinho). Todos são justapostos lado a lado com certo comprimento. quadrados e outros.2.27 4. por isso. composto basicamente. pelo favo de mel seguido por telas anti-turbulência.12. tubos. gerado pelo ventilador axial. FIGURA 4.13) possui este nome devido a sua estrutura. O favo de mel (FIGURA 4.13: Favo de mel Fonte: Bradshaw e Mehta. o favo de mel traz alguma turbulência em suas proximidades. FIGURA 4. formando câmaras que estabilizam os vórtices axiais.

5. não pode permanecer por muito tempo no laboratório. a utilização de fumaça. sendo necessária a adição de algum componente que nos permita visualizar o efeito do ar sobre o corpo de prova. de modo a formar um filete contínuo. FIGURA 4. sendo mais comum. mas trás grande qualidade ao escoamento na câmara de teste (BRADSHW e MEHTA. 4. A densidade da fumaça deve ser menor que o ar para que não se acumule no fundo do túnel e no chão do laboratório e deve ser . e segundo Groff (2000) a espessura da parede das células devem estar entre 0.14: Visualização do escoamento sobre um automóvel Fonte: Audi World.14. Para uma perfeita visualização é necessário que essa fumaça tenha algumas características fundamentais. a fim de evitar-se um possível caso de insuficiência respiratória. melhorando a qualidade do escoamento na câmara de teste. Antigamente os túneis utilizavam somente o favo de mel sem a câmara de estabilização.0 mm. 1999. o que não é ideal. que não pode dissipar-se rapidamente no ar.2.28 de estabilização. para suavizar o fluxo. como na FIGURA 4. De acordo Bradshw e Mehta (2008) testes recentes revelaram que o comprimento do favo deve ser de seis a oito vezes o diâmetro médio da célula. Deve possuir um volume constante e relativamente grande. pode-se utilizar fumaça no túnel ou óleo e fios de lã no corpo de prova. que pode ser auxiliado por malhas anti-turbulência.5 – Visualização do escoamento Para alguns experimentos deve-se ter uma visualização do escoamento.5 e 2. 2008). Para tanto. mas também. para não ocupar todo o túnel de vento. O dispositivo de injeção da fumaça deve fornecer um filete consistente e de pequeno diâmetro.

corrosivos ou perigosos para as pessoas e para o meio ambiente (ALÉ et al. O equipamento conhecido como tubo de Pitot não mede diretamente a velocidade. mantendo-se sustentável na altura requerida.. entre elas: aviação.29 suficientemente grande para que não suba ao teto. É de extrema importância que as condições de luminosidade sejam adequadas. pois poderiam causar desvios na corrente estudada. compunham-se de um tubo de vidro curvado em ângulo reto formando uma figura em L. Atualmente o tubo de Pitot possui inúmeras aplicações. Com base neste princípio. A massa específica dos emissores de fumaça deve ser adequada para reduzir os possíveis fenômenos de flutuação. As partículas que compõem o sistema de emissão de fumaça devem refletir da melhor forma possível os raios de luz branca projetados na seção de teste. que ajuda a visualizar a fumaça. Da mesma forma. 1982. o tubo de Pitot utiliza um dos métodos mais precisos de determinação de velocidades (STREETER. uma vez que será utilizada em um ambiente fechado e que deseja-se preservar as características do túnel e de seus instrumentos. Os primeiros tubos de Pitot eram bem rudimentares. de modo que em alguns casos é necessária a complementação da luz externa para se observar o interior do túnel de vento e a inserção de um fundo negro atrás do experimento.7 – Tubo de Pitot A primeira notícia que se tem sobre um instrumento de medida de velocidade de fluidos. apud MARTINEZ et al. 2001). desenvolvido pelo físico Frances Henri Pitot (1665-1743). Outro aspecto importante é que os emissores de fumaça não sejam tóxicos.). Seu principal objetivo era medir a velocidade do fluxo da água no Rio Sena. como folha carbono. vazão de fluxo em tubulações . para que a fumaça não se espalhe por todo o túnel de vento é necessário que o fluido tenha uma pressão suficiente para manter-se coeso durante a seção de teste. que era colocado dentro do fluxo d’água. 4. data do ano de 1732. náutica. que atravessa Paris. aeromodelismo. provido de um bocal em forma de funil. mas determina uma grandeza que pode ser relacionada com a pressão exercida pelo fluido.

15: Estrutura do tubo de Pitot clássico em dutos Para um correto funcionamento do equipamento. (EQ. como mostra-se na FIGURA 4. Para calcular a velocidade em dutos usando o tubo de Pitot é utilizado a EQUAÇÃO 4. estudos relacionados aos fluidos.15. na entrada em (b) é marcada a altura do fluido referente à atuação da pressão estática.30 industriais. o tubo da entrada (a) deve ficar paralela a base do duto e o tubo da entrada (b) deve ficar perpendicular a base do duto. simples medição de pressões. e a diferença de pressões dinâmica e estática são relacionadas com a diferença ∆h nas alturas do fluido no manômetro.15. O tubo de Pitot clássico usado em dutos funciona basicamente como um medidor de pressão. Em geral o tubo de Pitot deve ser colocado em áreas de fluxo laminar. e também auxiliando pesquisas meteorológicas. a pressão dinâmica do fluido.5) Sendo V a velocidade do escoamento medido pelo tubo de Pitot em m/s. que demonstra através da diferença ∆h entre as colunas de líquido referente à pressão estática e total. O escoamento incide no ponto (a) pressionando o fluido do barômetro que se desloca.4. medida de temperatura (com o aparato necessário). que é resultado da equação de Bernoulli nos pontos 1 e 2 da FIGURA 4. com um manômetro em forma de “U”. g a aceleração da gravidade em m/s².5. velocidades. altitudes. γ1 o . h a diferença de alturas no manômetro em metros. sem muita perturbação. FIGURA 4.

sendo K a constante elástica da mola em N/m. mostrado na FIGURA 4.6.16: Forças solicitadas Segundo Tipler (1990) a intensidade da força elástica (Fel) é proporcional à deformação (x) e é representada matematicamente pela EQUAÇÃO 4. FIGURA 4. volta à posição inicial devido à ação da força elástica (Fel) intrínseca à mola.17. 4.Posição da mola deformada de uma quantidade x.31 massa especifica do fluido escoando no duto em kg/m³ e γ2 o massa especifica do fluido no manômetro em kg/m³.16. Quando o sistema corpo-mola é solicitado por uma força externa F.Posição inicial da mola. que ao cessar da força. como mostra a FIGURA 4. Fel = K x (EQ.4.8 – Dinamômetro de mola O dinamômetro de mola funciona baseado na Lei de Hooke. acoplado a uma mola de constante elástica K. A . B . onde a força (F) produz uma deformação (x) na mola elástica. tem-se a ação da força elástica (Fel) que tem a mesma intensidade e sentido contrário ao de F. Nesta situação.17: Esquema da Relação . a mola é deformada em uma quantidade x. FIGURA 4.6) Considere um corpo de massa m. quando aplicada uma força externa F.

.32 Desta maneira.18. FIGURA 4. pode-se determinar a intensidade da força F pela EQUAÇÃO 4. Na outra extremidade da mola é aplicada a força (F) que se deseja medir.18: Ilustração de um dinamômetro de mola. o que representa basicamente o funcionamento de um dinamômetro de mola. quando o dinamômetro é calibrado. que é constituído de uma mola helicoidal. como mostra-se na FIGURA 4. tendo na sua extremidade superior um cursor que desliza sobre uma escala previamente graduada.6.

7). mostrando assim. linhas de corrente. Também. de forma que . para que dessa forma ao se utilizar o equipamento desenvolvido.2 – Práticas didáticas A concepção do módulo túnel de vento foi baseada em alguns experimentos básicos. como por exemplo. são realizadas medidas da velocidade do fluido. a fim de se obter um túnel de vento com as características necessárias para a realização destes. 5. se consiga realizar as demonstrações básicas de alguns conceitos fundamentais.1 – Escolha do modelo de túnel de vento O modelo do túnel de vento foi determinado como subsônico e aberto com aspiração do ar (FIGURA 4. permite o uso do motor e da hélice do ventilador. Ou seja. O critério de escolha dos experimentos foi de acordo com as necessidades básicas de um laboratório de graduação em mecânica dos fluidos. força de arrasto. camada limite. na busca pelo entendimento dos conceitos de linha de corrente e trajetória de um escoamento.33 5 . A visualização do escoamento é realizada aplicando-se um fino fio de fumaça na região central do escoamento. de forma que o fio possa acompanhar uma das linhas de corrente do escoamento. decorrido o período de estabilização do fluxo de ar. e dessa forma poder proporcionar aos alunos uma vivência prática dos conceitos teóricos estudados. Este modelo satisfaz as necessidades do curso. O escoamento sobre placa plana visa à determinação da influência das coordenadas geométricas no campo de velocidade do fluido sobre a placa plana. apresentando resultados confiáveis. Esse experimento é de grande importância visual. Também. o que torna o projeto mais simples e barato. escoamento permanente entre outros.DESENVOLVIMENTO 5. permitindo que experimentos simples e práticas teóricas sugeridas sejam realizadas. devido a simplicidade de operação e facilidade de construção em relação aos outros modelos. levou-se em consideração a disponibilidade de recursos para o projeto e a facilidade de confecção dos equipamentos necessários. o caminho percorrido por certo número de partículas do escoamento. varrendo o interior do túnel em sentido ascendente com o tubo de Pitot. doados pela Split Ar aos autores do projeto.

A opção por esses modelos ocorreu devido à facilidade de fabricação.4. foram determinados três corpos de prova: uma pequena chapa quadrada de madeira.3 – Corpos de prova Para se realizar os experimentos com o túnel de vento serão necessários alguns corpos de prova com diferentes tamanhos e geometrias.34 se consiga determinar o aumento da velocidade do ar. que pode facilmente ser construída. 5. O cálculo da força de arrasto sobre corpos de prova com diferentes geometrias. utilizando-se a EQUAÇÃO 4. um cilindro e uma esfera. visa demonstrar a influência da forma do corpo sobre a força de arrasto gerada pelo escoamento.15). onde poderá ser usada na horizontal e na vertical. foi escolhido o tubo de Pitot. é fácil de operar e apresenta precisão em suas medidas. onde a diferença de alturas nas colunas dos manômetros é usada para calcular a velocidade do escoamento. A chapa de madeira será utilizada no cálculo da força de arrasto. que representam a placa plana.1 – Tubo de Pitot Para medir a velocidade do escoamento no interior da câmara de teste. Contudo é possível fazer análises e cálculos em carros e aviões em miniatura ou outras estruturas em menor escala. Este equipamento possui uma estrutura simples.4 – Instrumentos de medida 5. É importante salientar que tais corpos de prova não são únicos para estes experimentos. .5. O cilindro e a esfera serão utilizados na visualização do escoamento e no cálculo da força de arrasto. evidenciando bem o efeito do arrasto sobre corpos de dimensões diferentes. optou-se pelo Pitot clássico para medida de velocidade em dutos (FIGURA 4. Desta maneira. Sendo assim. Tal força é medida através de um dinamômetro especialmente desenvolvido para este caso. 5. de acordo com a distância do Pitot às paredes do túnel.

máquina de fumaça e o nitrogênio líquido. 5. serragem com óleo queimado. mas devido ao seu custo elevado (R$ 295. os testes de visualização do escoamento no protótipo e no túnel de vento. Por essa razão. Assim. utilizadas em shows e eventos. deve medir forças solicitadas na direção horizontal fornecida pelo fluxo de ar. O gelo seco tem elevada densidade. foram realizados a partir de um fumigador. As máquinas de fumaça.2 – Dinamômetro de mola O dinamômetro de mola foi escolhido com base na simplicidade de construção e funcionamento e também por apresentar um modo seguro de medir-se a força de arrasto no perfil estudado.00). O dinamômetro foi projetado de forma a atender o experimento da força de arrasto.4. O fumigador foi testado na entrada do bocal e em frente da câmara de estabilização. sabugo de milho. corante e água deionizada e são atóxicos. foi construído um mecanismo que emprega a lei de Hooke e satisfaz as necessidades do projeto e experimentos propostos. usando para fazer brasa. A fumaça utilizada pelos apicultores pode ser obtida utilizando-se serragem grossa. portanto. folhas de papel e papelão.5 – Visualização do escoamento Para a produção da fumaça estudou-se quatro tipos emissores: gelo seco. jornal. na entrada do favo de mel. Possui a capacidade de deslocar o oxigênio do ar (impróprio para locais fechados) e necessita de cuidados especiais de armazenamento. não inflamável. . O fumigador produz uma fumaça branca e fria. fumigador (utilizado pelos apicultores). materiais como jornal. O seu uso torna-se impróprio para ambientes fechados e exposições prolongadas. O Nitrogênio líquido é inerte. essência. empregam um fluido composto por álcoois polifuncionais. o que pode causar asfixia se utilizado em ambiente fechado ou se for utilizado por muito tempo. devido a formação de gás carbônico produzido na combustão. papel ou papelão. não tóxico e não corrosivo. o ideal seria a utilização de uma máquina de fumaça.35 5. devido a sua baixa temperatura. possui a capacidade de “produzir frio” pode provocar queimaduras e a fumaça tem alta duração.

2 0.3 -0.6 – Dimensionamento No dimensionamento do túnel de vento muitos fatores foram considerados de vital importância.4 0. 5.1 0 -0. mas fazendo também com que essa fosse suave de modo a diminuir problemas com turbulências. Para isso foi usado um modelo de bocal idealizado por Morel e modificado por Yao-xi Suo dado pela EQUAÇÃO 4.7 0. foi utilizado um perfil que fornecesse uma contração de 2. fazendo com que os experimentos propostos pudessem ser realizados plenamente sem que haja grandes dificuldades na obtenção de dados. 5. O comprimento de 675 mm. 0.9. Na FIGURA 5.2 – Seção de Teste A seção de teste foi dimensionada em forma de cilindro de seção quadrada de 250x250mm.6.8 FIGURA 5.36 5. fornecendo uma área suficiente para instalar os instrumentos de medida e colocar os corpos de prova. possibilitando uma boa visualização e coleta de dados nos experimentos.6.4 0.3 0.4. entre eles os mais importantes foram a necessidade de haver um escoamento com um mínimo de turbulência possível e uma velocidade de fluxo de vento no interior do túnel de vento adequada.1: Formato das paredes do bocal convergente.1 0. relação entre sua entrada de 725mm e saída de 250mm.1 representa o perfil do bocal convergente.1 – Bocal Na definição das dimensões do bocal para o túnel.5 0.3 0.6 0.2 -0. foi determinado a partir da necessidade de .1 -0.2 0.4 0 0.

250x250mm). buscou-se compatibilizar essas dimensões com o grau de expansão ideal proposto pela literatura.2 apresenta-se a seção de teste e suas dimensões. 400x400mm) e do grau de expansão do difusor. FIGURA 5.37 estabilização do fluido após passar pelo bocal e da instalação do dinamômetro de mola. pois são as partes mais críticas do túnel de vento e possuem perfis e funções parecidas.3: Dimensões e características do difusor . Na FIGURA 5. Na FIGURA 5. Logo. no final da seção de teste. Para a visualização. As dimensões do difusor foram determinadas em função das dimensões da seção de teste (entrada do ar no difusor.3 apresentase as dimensões e características do difusor. do tamanho das hélices do ventilador (saída do ar para o ambiente. foram feitas duas janelas e uma porta em acrílico transparente. FIGURA 5.6. que fornece um perfil para que a exaustão do fluido cause o mínimo de interferência no fluxo de ar da seção de teste.3 – Difusor O dimensionamento do difusor seguiu a mesma linha de raciocínio usada no dimensionamento do bocal.2: Seção de teste e suas dimensões 5. ângulo de divergência de 5°.

FIGURA 5.1 – Tubo de Pitot Para verificar o funcionamento do tubo de Pitot foi construído um protótipo com materiais alternativos. a determinação se deu na forma como seria utilizada. logo. como mostrado na FIGURA 5. 2000).6. como mostra-se na FIGURA 5. se escolheu o modo de exaustão. esses se comportam de forma semelhante no que diz respeito à velocidade e pressão que o fluxo fornece quando submetidos a condições iguais (GROFF. com o intuito de ventilar ou de fazer a exaustão do ar.5.7. O exaustor foi encaixado no final do difusor.38 5.7 – Protótipo 5.4: Posicionamento do exaustor e dimensões do prolongado 5.5: Modelo do tubo de Pitot .4. FIGURA 5. Desta maneira. ao meio de um prolongamento com seção 400x400mm e 200mm de comprimento. de acordo com o modelo de túnel de vento escolhido há necessidade de se utilizar um exaustor.4 – Exaustor Como a máquina que forneceu o fluxo não foi dimensionada e apenas fora usado os equipamentos disponíveis para tal necessidade. A opção de se escolher um exaustor e não um ventilador ocorre pelo fato de que em estudo feito com ventiladores e exaustores em túneis de vento.

FIGURA 5. O esquema é mostrado na FIGURA 5. Para o teste. onde o bocal da haste estivesse no centro do duto.7.6: Processo de construção da haste em forma de “L” Foram fixadas as hastes em um duto de papelão com seção circular de 4 cm de diâmetro e aproximadamente 36 cm de comprimento. utilizou-se um aspirador de pó com velocidade variável.6).5 foi calculada a velocidade máxima do aspirador. Usando da EQUAÇÃO 4. onde foi comprovado o funcionamento do tubo de Pitot. que foi preenchida com água até uma determinada altura. A haste em forma de “L” foi fixada perpendicularmente a base do duto.2 – Túnel de vento Foi construído um protótipo do túnel de vento com as dimensões reais do projeto.7. Um dos lados foi fixado na saída da haste em forma de “L” e a outra extremidade formou a haste de tomada de pressão estática. apontado contra o escoamento. obtendo aproximadamente trinta e dois metros por segundo. com o propósito de: • Visualizar a funcionalidade dos equipamentos de medida (Tubo de Pitot e Dinamômetro de Mola) e os possíveis lugares para a sua instalação. 5. de potência 1660W. • Verificar visualmente a velocidade do fluxo de ar. O manômetro em forma de “U” foi formado por uma mangueira com 5 mm de diâmetro e aproximadamente 26 cm de comprimento. que visivelmente apresentou mudanças na altura de coluna d’água. . buscando o ângulo de 90° entre as partes (FIGURA 5. • Verificar como o escoamento tenderia a se comportar no duto central do túnel.39 A haste em forma de “L” para tomadas de pressão dinâmica foi construída a partir de um tubo externo de caneta. a medida que a velocidade era variada no aspirador. dobrando um dos lados por meio de aquecimento.

onde ficou o perfil a ser estudado. Na construção do protótipo foram estabelecidas três etapas: Construção do bocal. onde o mecanismo inicial foi totalmente reprojetado e reconstruído. construção do duto central.8: Fotos do Protótipo confeccionado 5. testar o funcionamento e corrigir os erros de fabricação ou mesmo de projeto.8. principalmente no dinamômetro de mola. o que gera uma impregnação de maus odores e dificulta a respiração normal. Como mostra-se na FIGURA 5.7. • Identificar um meio de alimentação de fumaça para visualização do escoamento. melhorando o escoamento no duto central.2.40 • Assegurar-se da necessidade da câmara de estabilização. • Localizar os lugares para inserir as janelas para visualização do fluxo. FIGURA 5. pois não apresentava resultados satisfatórios nos testes feitos. que pode ser eliminado pelo favo de mel inserido na entrada de ar antes do bocal do túnel de vento. . o qual apresenta uma extensão total de 2. Para testar isto. formando o protótipo do túnel de vento. foi possível visualizar a disposição.3 metros. Nos testes feitos usando os instrumentos de mensuração. todas foram coladas. e a construção do difusor. O protótipo propiciou visualizar através da fumaça o vórtice inicial do fluxo de ar devido à rotação da hélice. Depois de obtidas as três partes. devido à dificuldade de usá-lo em ambientes fechados.1 – Resultados obtidos Pode-se constatar a não adequabilidade do uso do fumigador como fornecedor de fumaça.

através de uma longa fita plástica na seção de teste. Assim. apesar das células possuírem uma seção quatro vezes maior do que a recomendada na literatura. como mostra-se na FIGURA 5.41 foi feito um protótipo do favo de mel.9.7: Esquema de montagem . pois houve uma diferença significativa da turbulência apresentada. FIGURA 5. com células de 200x200mm e 300mm de largura. este foi colocado 200mm antes do bocal em uma câmara de estabilização. foi possível verificar a estabilização da corrente de ar no duto central. FIGURA 5.9: Protótipo do favo de mel e câmara de estabilização Também foi possível constatar as dificuldades da construção do túnel real e a familiarização do futuro túnel de vento com as dimensões propostas.

base de metalon. e a base de metalon pelos funcionários da serralheria. com 1600x2500mm e 6mm de espessura. Nas chapas foram distribuídas as quatro partes que formam o corpo do túnel.8.10. sendo o corpo do túnel construído pelos autores do projeto com auxílio dos marceneiros. sendo que o comprimento de 1600mm corresponde a parte flexível da chapa.42 5. que são mostradas na FIGURA 5. sendo duas peças iguais para as laterais e outras duas para a parte superior e inferior.1 – Corpo do túnel O corpo do túnel foi construído com duas chapas de madeira compensada flexível.8 – CONSTRUÇÃO E MATERIAIS 5. 5.1 – Túnel de vento A construção do túnel de vento foi realizada em quatro etapas: corpo do túnel.8. . O corpo do túnel e a base de metalon foram feitos na marcenaria e serralheria da Universidade Estadual de Maringá (UEM). favo de mel e instalação de porta e janelas.1.

) da porta. FIGURA 5.11: Disposição das peças na folha de compensado flexível .S. apresentando diferenças apenas na parte do bocal e no acréscimo de 12 mm na largura das peças da parte superior e inferior. as quatro partes do túnel foram divididas de forma a evitar que a sua união coincidisse com a abertura da porta e das janelas. que aumentam a rigidez nos pontos de união do corpo do túnel. inferior (PÇ. obtido pelo programa AutoCad. as peças laterais possuem a forma do perfil de contração e as peças superiores e inferiores tem a forma da abertura do bocal.11 mostra-se a disposição das peças nas chapas de compensado flexível.I.E. as laterais. onde P. a base do manômetro e do tubo de Pitot (pit).I) e superior (PÇ.) e externa (M. onde o comprimento é dado pela linearização do perfil de contração. Aproveitando o espaço das chapas foram marcadas as molduras interna (M. e as laterais traseira (PÇ. buscando-se um encaixe perfeito sem sobra de material.T). são as partes superiores e inferiores.43 FIGURA 5.L.10: Peças do corpo do túnel de vento As quatro peças possuem dimensões semelhantes. Devido ao comprimento do túnel e a necessidade de flexibilidade das peças. e P.S). Na parte do bocal. Na FIGURA 5. que formam o encaixe com as paredes laterais de 6 mm de espessura.L.

Depois da colagem das peças superiores com as laterais. FIGURA 5. como mostra-se na FIGURA 5.11 foram cortadas. . Na FIGURA 5. as madeiras foram coladas nas partes superiores e pregadas. As madeiras de sustentação foram coladas nas laterais do túnel. onde as peças das partes superior e inferior são maiores para fixação do quadro. réguas e um modelo do perfil de contração do bocal.44 As peças foram distribuídas de maneira a otimizar o espaço da chapa e facilitar o seu corte. O desenho no compensado foi feito utilizando-se lápis. impresso na escala 1:1.12: Dimensões e unidades das peças de madeira que formam o quadro de sustentação Usando de uma serra “tico-tico” as peças da FIGURA 5. lixadas e os locais para fixação das madeiras que formam os quadros de sustentação foram marcados. com seção quadrada de 20x20mm. Seis quadros de sustentação auxiliam na rigidez da estrutura do corpo do túnel de vento e são formados por quatro peças de madeira cacheta.13.12 mostra-se a montagem do quadro e as dimensões das peças. em seguida.

de modo que a PÇ.L. Com a cola seca. desta maneira.) da porta. os quadros de sustentação. de forma a ficar do lado fora do corpo do túnel. assentando-a nas peças laterais.45 FIGURA 5.I. usando um prego menor fixou-se os cantos da parte superior. Passou-se cola nas paredes das peças laterais do corpo do túnel. Assim.I. as partes foram unidas encaixando corretamente a estrutura.I.14. Estas aberturas foram feitas inicialmente com uma furadeira para abrir o espaço onde a serra foi colocada para terminar o corte. Por último. em uma foi usado a peça lateral traseira (PÇ. e na outra a moldura interna (M. onde.) colada e pregada sobre a união. repetindo-se o mesmo na parte de inferior. A porta foi marcada em uma parte lateral e as janelas na parte superior e na lateral oposta a da porta. . fixouse a peça inferior (PÇ.) no ponto em que as peças superior e inferior do corpo do túnel se unem. começando-se pelos quadros do difusor. como demonstra a FIGURA 5. formando assim.13: Peças de madeira do quadro de sustentação fixadas nas partes do corpo do túnel de vento Em seguida as peças que compõem as partes laterais foram unidas. a aproximadamente 3 mm da borda. foram medidos e marcados os locais para os cortes da porta e das janelas. Estes foram pregados.T. ficasse centralizada com a união.

.1.8. para tal foram usados duas barras de 6 m cada.46 FIGURA 5.16.15. cotadas na FIGURA 5. estas foram marcadas e cortadas formando 20 peças. obteve-se o corpo do túnel de vento finalizado como mostra a FIGURA 5. FIGURA 5.15: Corpo do túnel de vento finalizado 5.2 – Base do túnel de vento A base do túnel de vento foi construída em metalon de seção retangular 30 x 20 mm.14: Aberturas para porta e janelas Enfim.

17: Base de metalon formada pelas peças As peças foram posicionadas conforme mostra a FIGURA 5. FIGURA 5.16 formaram a estrutura. .17.47 FIGURA 5.18 e soldadas locais determinados.16: Peças de metalon constituintes da base do túnel de vento As peças unidas da FIGURA 5. conforme apresentado na FIGURA 5.

que foram parafusados na base. por meio de três apoios já existentes no mesmo.48 FIGURA 5.19 representa-se a base do túnel de vento finalizada.19: Base de metalon do túnel de vento finalizada Em seguida foi fixado o motor na base de metalon. FIGURA 5.20.18: Posição das peças Na FIGURA 5. . como indica a FIGURA 5.

nas peças 2M. disposições. diferenciando somente pelo rasgo de 10x100mm. coladas as molduras externas. e 4M.21: Encaixe do corpo do túnel de vento na base de metalon Com todos os encaixes feitos corretamente. foi encaixado e fixado o corpo do túnel. 5. As janelas apresentam as mesmas medidas. a maior abertura possível. na janela superior. características e encaixe de porta e janelas. e assim. para sua pintura. para encaixe do tubo de Pitot e guia do dinamômetro de mola. FIGURA 5. Como mostra a FIGURA 5. permitindo somente o movimento longitudinal. ou seja. A porta possuem dimensões para otimizar o uso da câmara de teste. 5M (próxima ao difusor). .49 FIGURA 5. foi separado da base de metalon o corpo do túnel de vento. pode ser observado na FIGURA 5. A porta foi encaixada entre as molduras internas. As dimensões.8. As janelas foram fixadas através de pequenos parafusos nos quatro cantos.20: Fixação do motor na base de metalon Por fim.22.3 – Instalação de porta e janelas As portas e janelas são constituídas por três placas de acrílico com 3mm de espessura. através de dois parafusos e porcas para três apoios do metalon.1.21. através de uma maçaneta fixa na extremidades direita.

4 – Favo de mel O favo de mel foi construído a partir de cinco folhas de papelão firme. .23 apresenta o túnel de vento pintado com as portas e janelas fixadas. disposições. que foram cortadas em 30 peças menores de 725x300mm. FIGURA 5. e feito 15 rasgos de 2x150mm. características e encaixe de porta e janelas A FIGURA 5. Estas peças foram encaixadas e coladas formando 196 câmaras seção quadrada 50x50mm com comprimento de 300mm. em intervalos de 50mm. iniciando e finalizando por 12.23: Túnel de vento pintado com as portas e janelas fixadas 5.8.5mm.50 FIGURA 5.1. formando o favo de mel. com 2x1m e 2mm de espessura.24 são apresentadas as dimensões e características das peças e do favo de mel.22: Dimensões. Na FIGURA 5.

25: Encaixe do favo de mal na câmara de estabilização. A haste para tomada de pressão dinâmica possui 300mm na parte maior e 100mm na parte menor. As dimensões são apresentadas na FIGURA 5. 4. FIGURA 5.Tubo de Pitot Para construção da haste em forma de “L” e da haste de tomada de pressão estática. o favo de mel foi encaixado na câmara de estabilização como mostra-se na FIGURA 5.2 – Instrumentos de medida 5.25.1 . A haste de tomada de pressão estática foi construída com 50mm de comprimento.24: Dimensões e características do favo de mel e das peças que o formam Ao final deste.26.8.51 FIGURA 5. 5.2.65mm de diâmetro interno. foi utilizado um tubo de cobre com 6. .8.4mm de diâmetro externo.

o manômetro foi graduado com 10cm cada lado de coluna de água.26: Dimensões das hastes do tubo de Pitot A haste de tomada de pressão dinâmica foi encaixada no rasgo da janela superior. . O manômetro e suas dimensões encontram-se apresentados na FIGURA 5. e fique próximo da haste em forma de “L”. As disposições das hastes são mostradas na FIGURA 5. e haste de tomada de pressão estática foi posicionada 10mm antes da seção de teste.2mm de diâmetro interno. Para prender as mangueiras foram usadas 4 abraçadeiras. para não atrapalhar experimentos futuros que necessitem de rasgos na base da seção de teste.52 FIGURA 5.5. Assim.2mm de diâmetro externo e 6.28. As medidas foram dispostas de forma a visualizar a variação de altura nas colunas da melhor forma possível. foi calculada a variação de alturas do manômetro para que este não vaze. FIGURA 5. pois o exaustor apresentara uma velocidade máxima na seção de teste de aproximadamente 12m/s). o que proporcionou um encaixe justo no tubo de cobre.27: Disposição das hastes do tubo de Pitot. sem sair da graduação (o que não ocorrerá. fixadas com parafusos em uma base de madeira de 200x180mm. O manômetro em forma de “U” foi construído com uma mangueira de 9. que suporta uma velocidade de até aproximadamente 40m/s. Através da EQUAÇÃO 4.27.

28: Dimensões do manômetro. totalizando 1. por isso foi instalado na parte exterior do túnel de vento. O tamanho de 1 m foi proposto para facilitar o manejo da haste de tomada de pressão dinâmica em seus diferentes ajustes de altura.90 m de mangueira. localizado após a seção de teste.2 – Dinamômetro de mola O dinamômetro de mola foi projetado para não perturbar o escoamento do ar.53 FIGURA 5.8.29: Representação esquemática do posicionamento do tubo de Pitot 5. As dimensões do dinamômetro são mostradas na FIGURA 5.30. FIGURA 5.29. entrando 20 mm na haste. A disposição geral do tubo de Pitot é mostrada na FIGURA 5. utilizou-se 47 cm da saída esquerda do manômetro até a haste de tomada de pressão estática. .2. Do mesmo modo. foi usado 1m de mangueira da saída do lado direito até o encaixe na haste em forma de “L”. Como o manômetro foi fixado em um dos apoios que sustentam o túnel.

fixados com cola LOCTITE 638.30: Projeto Dinamômetro de Mola. Na extremidade da haste com 200 mm. em metros. para proporcionar um nivelamento da mola com a haste de inox quando o sistema foi montado no túnel de vento.54 FIGURA 5. Para a construção. da sua deformação devido a força peso. formando um “L” no eixo maciço. ambas com 3 mm de diâmetro. e outra haste de mesmo material. estabeleceu-se a constante elástica da mola fazendo com que a mesma sustentasse diferentes massas e anotando-se o valor. com 200 mm de comprimento.8 mm de diâmetro. proporcionando um movimento livre. na horizontal. com diâmetro interno de 8 mm e externo de 16 mm. A mola totalmente comprimida tem 100 mm de comprimento e o tubo de acrílico que a envolve tem 200 mm de extensão. com comprimento de 150 mm. soldou-se no centro do eixo maciço de aço SAE 1020. A mola foi envolvida por uma mangueira transparente. 2 rolamentos. encontrou-se o valor de K = 5. Em cada extremidade do eixo foi colocado um rolamento. através da aproximação da reta nos pontos plotados no gráfico alongamento da mola x força peso. A mangueira foi fixada em dois suportes de madeira. e foi fixada em uma das extremidades do tubo. com 50 mm de comprimento e 7. Os materiais utilizados para a construção do dinamômetro foram: balança com precisão milimétrica. Os 100 mm . mola com 100 mm de comprimento e 4 mm de diâmetro. igual ao utilizado em “skate”. em Newtons.189. Com testes experimentais. foi soldada uma mola com 100 mm de comprimento. calibradores de diferentes massas para estabelecer a constante elástica da mola. com o dobro do seu comprimento. mangueira transparente. uma haste de inox AISI 316. tubo de aço inox AISI 316 e tubo de aço 1020 maciço. na vertical. A função dos rolamentos com o eixo é reduzir o atrito entre a haste horizontal e o túnel de vento.

Na FIGURA 5. FIGURA 5. este foi colocado na parte superior do túnel de vento. proporcionalmente com o deslocamento de deformação da mola.31 mostra-se o dinamômetro fixado no túnel de vento.31: Dinamômetro de mola fixado no túnel de vento .55 restantes da mangueira. Montado o equipamento de medição. foi graduado para possibilitar a verificação do deslocamento da deformação da mola efetuado pela sua tração para obter a força elástica da mola. pelo valor de deslocamento alcançado. onde foi feito um rasgo que servirá como um trilho para a haste se locomover.

30 10.00 38.50 TOTAL Valor total (R$) 89.00 32.1: Custos dos materiais referentes ao túnel de vento Qtd 2 3 2 1 1 4 1 1 1 8 Material Chapa compensado flexível (1.30 TABELA 6.19 X 0.3: Custos dos materiais referentes ao dinamômetro de mola.67 16.00 1.19 X 0.50 TOTAL Valor total (R$) 22.2 os custos do tubo de Pitot e na TABELA 6.00 10.00 2.30 TOTAL Valor Total (R$) 1.50 0.00 1. parafusos.00 35. onde.70 4. Qtd 1 2 1 1 Material Mola de 10 cm de comprimento Rolamentos com 0.00 1.6 X 2.00 4.50 2.32 m) Placa de acrílico com rasgo (0.00 9.00 TABELA 6. arruelas Valor unitário (R$) 44.2: Custos dos materiais referentes ao tubo de Pitot Qtd 1 1 4 1 2 Material 80 cm de tubo de cobre 3/8" 2 m de mangueira transparente 5/8" Braçadeiras de inox Mecanismo de controle de altura Parafusos. Como era de se esperar o custo com os instrumentos de medida pouco influenciam no custo final.00 0.00 1.00 0. porcas e arruelas Valor unitário (R$) 22.00 0.00 100.00 1.80 4.50 2.50 100.00 8.00 4.00 20. na TABELA 6.00 20.32m) Folha de papelão (2 X 1 m) Motor monofásico (850 X 950 X 1100 rpm) Hélice de ventilador 5 pás Puxador Porcas.00 8.30 Na TABELA 6. TABELA 6.00 337.56 6 – Custos do projeto Os materiais e custos das etapas do projeto estão relacionados a seguir.4 apresenta-se o valor total do projeto.5 m) Tábuas de madeira cacheta Barra de metalon (6 m) Placa de acrílico (0.1 apresentam-se os custos dos materiais utilizados na construção do túnel de vento. na TABELA 6.00 2.00 0.00 32.00 10.3 os custos do dinamômetro de mola.00 35.52 cm de diâmetro interno Haste de aço inox de 5 cm de comprimento 22 cm de mangueira transparente Valor unitário (R$) 1. .

57 TABELA 6.30 379.60 Vale salientar que os custos totais não foram maiores devido as doações recebidas. tornando o projeto viável para os autores.30 10. .4: Custos totais dos materiais do projeto.00 32. fazendo com que os custos do projeto se mantivessem baixos. Componente Túnel de vento Tubo de Pítot Dinamômetro de mola TOTAL Valor Total 337.

O exaustor deve ser ligado antes de se inserir fumaça no túnel. atrapalhando assim.6. tomando todo o cuidado para se evitar incêndios. Calcula-se a velocidade através da EQUAÇÃO 4. utilizando a porta lateral.2 – Medidas de velocidade Deve-se verificar o nível de coluna de água no manômetro. Caso necessário. Sem o objeto na câmara de teste. Com o exaustor ligado a variação de pressão deve ser anotada. a realização do experimento. deve-se tomar o cuidado de não deixar nenhuma fresta aberta no corpo do túnel por onde o ar possa entrar e perturbar o regime de escoamento. A máquina de fumaça ou o fumigador devem ser alimentados com o material que irá produzir a fumaça. 7. A força de arrasto deve ser calculada pela EQUAÇÃO 4. Alguns parâmetros devem ser observados. 7. O exaustor deve ser ligado e a deformação da mola deve ser anotada. . podendo variar a haste em diferentes alturas. adicionar água até a marcação de 5 cm. A cada troca de instrumento e de objeto. 7. deve-se colocar a haste de tomada de pressão dinâmica no túnel como mostra-se na FIGURA 5.5. através da haste de tomada de pressão estática. pois variam de acordo com as práticas didáticas.1 – Visualização do escoamento O injetor de fumaça deve ser posicionado corretamente na frente do favo de mel.58 7 – Funcionamento e utilização O objeto a ser estudado deve ser posicionado no centro da câmara de teste.29.3 – Força de arrasto O objeto a ser estudado deve ser fixado na haste do dinamômetro.

que apresentam um custo na casa da dezena de milhares de reais. como engenharia civil. possibilitando futuras pesquisas e projetos. através de ceras ou fórmica. resultando em um novo túnel de vento. analises e outros. como perfis naca. além de ser mais um auxílio a empresas e instituições da região. todos os componentes que constituem o projeto incluído instrumentos de medida. A construção do túnel de vento se caracteriza como um grande avanço para os cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM).59 8 – CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização do projeto leva à conclusão de que todas as etapas e objetivos propostos inicialmente foram compridos. seguindo a risca especificações existentes e pertinentes a túneis de vento. o que levou ao correto funcionamento do equipamento. ou até mesmo a reformulação completa. para correta visualização do escoamento. possibilitando variar continuamente a velocidade do fluxo. estudos. simulações. que acrescentem instrumentos de medida. como a diminuição da rugosidade interna das paredes. tanto na confecção quanto no manuseio. simulações e análises em mecânica dos fluidos. experimentos. devido ao enriquecimento que tal equipamento trouxe para os laboratórios dos mesmos. a aquisição de uma maquina de fumaça. A confecção do projeto abre espaço também para melhorias nos componentes do equipamento. atendo-se puramente aos experimentos propostos. . arquitetura e principalmente engenharia mecânica. construídos por empresas especializadas em equipamentos didáticos e de laboratório. a instalação de um exaustor mais potente e um inversor de freqüência. propiciando o desenvolvimento de aulas práticas. e o desenvolvimento de projetos agregados. O túnel de vento foi construído em madeira flexível com uma base para suporte de metalon. despertando o interesse de alunos e professores. Deve-se observar também que o custo total do projeto foi muito inferior a túneis de vento similares. foram construídos seguindo uma idéia de simplicidade. a construção de corpos de prova específicos.

MONGIARDO. Disponível em: <www. Balança aerodinâmica didática para medição de forças de arrasto.armfield. AIR LIQUIDE. FLEET. 1982. Todd. MORENO.. Joshua. New Audi Wind Tunnel Centre in Ingolstadt. Villar. Disponível em: <http://www. São Paulo. 2008. 2008 ALÉ. ISRAEL.airliquide. A2 Wind Tunnel Information. The Wandering Wind Tunnel. 2008.br/International/Web/LG/Br/likelgagabr.com/A2%20Wind%20Tunnel%20Design.asp>.60 9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS A2 WIND TUNNEL LLC.uk/images/c15_10.htm>. DIAS. Acesso em: 11 mai. vestimenta e utensílios. HEILMAN. Acesso em: 11 mai. H.com.co. Acesso em: 20 abr. Disponível em: < http://www.shtml>. A. AUDI WORLD. DELMÉE. Todd. BUXTON. Desenvolvimento de equipamentos didáticos para visualização de fluxo. 2004. Acesso em: 13 mai. Davelene. em: 05 abr. Disponível em: < http://www.pt/en/Solucoes/ProdutosServicos/GeloSeco/index.a2wt. Jorge A. PLÁGARO.br/abelha10. Images. Disponível em: Aceso <http://www. Disponível em: <http://www. 1995. AGA LINDE GAS. CICCO. sustentação e momento de arfagem. São Paulo: Edgard Blucher.audiworld. 1999.nsf/docbyalias/2>. Diego Saliba. 2008. James. Lúcia Helena Salvetti De. Manual de medição de vazão.jpg >.lerc. 2008 CARMO. Pascual Luis Ayuso. Nitrogênio. Abelha: criação.htm>. Gerard Jean. . Gelo seco A nossa oferta. HUMPHREY.saudeanimal. Luis.com/news/99/wind/content. B. ARMFIELD. Acesso em: 11 mai. Jeffrey. ARIENZO Junior V.nasa. M.aga.htm>. COBENGE 2001.com. 2008. Disponível em: <http://www.gov/WWW/K-12/WindTunnel/wandering_windtunnel.

Belo Horizonte: Centro de Pesquisa HidráulicasUFMG. Acesso em: 13 mai.cph. Carlos Barreira.pdf>.. Universidade Estadual Paulista UNESP. Philip J. Renê André. MCDONALD Alan. GROFF. 2008. 2008. 2002. Disponível em: <www2. Acesso em: 18 jun. ROCHA. Metodologia para Calibração de Tubo de Pitot Cole utilizando anemometria Laser. Cynthia Casagrande. de Andrade.Acir Mércio.seccional. Paulo Francisco. 2000. Jair Nascimento. A influência da aerodinâmica no design. Carlito Calil. Rio de Janeiro: LTC. JÚNIOR.. Projeto de túnel de vento subsônico de circuito aberto. ed. Luis Antonio..br. 4. Edna. Michael J.br/downloads/INFOmail_14. FIN. Gustavo Javier Zani. disciplina de equipamentos e processo de secagem. Leandro Inácio. RIPPEL.eng.org/pdfs/492_2271.T.br/docscph/prodgrupo17. Estudo da ação do vento sobre treliçados seccional Brasil: Coeficientes de arrasto para um módulo de Torre. VIANA. Comportamento aerodinâmico e efeito de enrijecimento externo em silos cilíndricos sob a ação do vento. MURARO. Disponível em: < www.. Howard N.ufmg. Rio Grande do Sul: PUC-RS. FILHO. Luiz Augusto de. SHAPIRO.pdf>. Acesso em: 13 mai. Julio de Mesquita. Elvis Antonio. ed. Disponível em: <http://www. 2008. MORAN. AGUIRRE. LOREDO-SOUZA. Joaquim. 2008. Róber Dias. BLESSMANN. BUENO. .palermo. CARPEGGIANI. ALÉ. Jeana E. MATOS. Jorge Villar. Princípio de termodinâmica para engenharia. Acesso em 9 abr. PRITCHARD. 6. 2008. Introdução à mecânica dos fluidos. Aloísio Maggi. A. MARTINEZ.unesp. 2008. NÚÑEZ.com. FILHO. BOTELHO. Dampes e Ventiladores. 2006. Disponível em: http://www. JUNIOR.edu/servicios_dyc/encuentro2007/02_auspicios_publicaciones/actas_diseno/art iculos_pdf/A4064.pdf>. Luciano J.pdf >.61 FOX. Marcelo Maia. ANDRADE. Aula 6.html. Rio de Janeiro: LTC. Maria de Faria.sumarios. Disponível em: <fido. Acesso em: mar. Robert W.

br/index. ROMERO. 2008. Estudo em túnel de vento da cobertura do aeroporto internacional dos Guararapes. DUARTE. 2008. OXIGÊNIO BRASIL. Otimização do Perfil do Bocal Convergente num túnel de vento. 2008. Líquido Fluído para Máquina de Fumaça Rosco FX. Rubén Panta.htm>. Disponível em: <www. Disponível em: <www. Zacarias Martin Chamberlain.br/fau/pesquisa_sn/laboratorios/labaut/trabalhos_recentes/marisa_bueno_e_souza.usp.edu/bradshaw >.sbmac.construmetal. CARPEGGIANI. Mario José.62 MUSICAL GRELLMAN. pdf>. Alex Gerales. UZUELI. Reginaldo. Disponível em: <www.pdf>. STANFORD. Nitrogênio.lese.br/eventos/cnmac/cd_xxviii_cnmac/resumos%20estendidos/ricardo_romero _ST7.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=8&Itemid=19 >. PAZOS.musicalgrellmann. SOUZA. Disponível em: <http://www.br/nitrogenio. 2008. 2008. Um protótipo de um mini túnel de vento (MTV) para ensino de graduação. Acir Mércio Loredo. Acesso em: 13 mai. Acesso em: 13 mai. 2008.php?loja=54103&IdProd=4480 >. Disponível em: <http://www.pdf>. Acesso em: 30 mar. Elvis Antônio. Acesso em: 13 mai. PALUCH.com.com.upf.org. Marisa Bueno e. Projeto e construção de ferramentas de ensaio para modelos físicos em conforto ambiental. Leandro. PRAVIA. Acesso em: 13 mai. Recife. Ricardo Pavel Panta. CORONETTI.oxigeniobrasil. 2008. NUÑEZ. Denise Helena. Acesso em: 30 mar. Disponível em: <www.Acesso em: 01 mai. SOUZA.br/2006/arquivos/Estudo%20em%20T%FAnel%20de%20Vento%2 0da%20Cobertura%20do%20Aeroportointernacionalguararapes.stanford. Gustavo Javier Zani. RONCONI.br/loja/produto. COBENGE 2003. Disponível em: < http://www-htgl. 2008.com. Acesso em: 20 abr. .

Crosssection. Disponível em: <http://www. 2008. . Laboratório de Ensaios em Sistemas Estruturais (LESE). Zacarias Martin Chamberlain Pravia. Edson Caetano da Silva.63 WIND TUNNEL EXTREME. Acesso em: 11 mai. Divisão de Produção Industrial (DPI). Universidade de Passo Fundo.jpg>.windtunnelextreme. Prof. Universidade Estadual de Maringá (UEM).com/uploaded/Crosssection.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->