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MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICOS
Você sabe a diferença entre estudar e ler a Bíblia? Então descreva estas duas ações na sua própria experiência. Razões Bíblicas para Estudar a Bíblia Vamos descobrir isto estudando a Bíblia. Através deste exercício veremos alguns benefícios que a Bíblia traz para os que a estudam. Texto Dt 17. 17 a 20 Js 1.8 Mt 7.24 a 27 Jo 8. 31 a 32 Tt 1.9 Requisito Benefício

Ter por perto, ler todos os dias, Temer o Senhor, humildade não se cumprir fielmente desviar, prolongar reinado (Rei) Falar, meditar, observar Prosperar, bem sucedido. Ouvir, praticar Permanecer firme na Palavra Apegar-se firmemente (como ensinado) Vida firmada, segura, resistente as tempestades Conhecer a verdade Capaz de encorajar Refutar os oponentes

Em que os Métodos de Estudo Bíblicos me ajudarão? · Manejar bem a palavra da verdade (2Tm 2.15) · Evitar erros ao aplicar o trecho da bíblia · Tirar versículo fora do seu contexto (Jo 16.24 com Tg 4.2,3) · Fazer a passagem dizer o que ela não diz. (Mt 4. 6 com Sl 91.11,12) · Dando ênfase exagerada a questões secundária. (Jo 2. 1 a 11 - vinho em água... ficar nos detalhes) Obs: Quando estudamos a bíblia para saber o que diz não para fazer o que ela diz. Bíblia na mente, mas não no coração nem nas atitudes. (Ex. Lc 13.15 – hipocrisia Lucas). As dimensões da Bíblia • A Bíblia é um livro natural (humano): Pois nela há ingredientes que comunicam ao homem. Gramática, estrutura, forma literária. Tudo isto de importância para o bom estudo. • A Bíblia é um livro espiritual (divino): Ela deve ser lida e estuda como Palavra de Deus. Termos que comunicam de forma progressiva as verdades de Deus aos homens. MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICOS A Bíblia é um livro rico em estilos e conteúdo. Nela encontramos narrativas, profecias, poesia e provérbios, que nos proporcionam várias alternativas de pesquisa do seu conteúdo. Por isso, quando vamos preparar um estudo bíblico, precisamos determinar, de antemão, qual será o método que iremos empregar.
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1. procuramos encontrar o que o autor quis dizer. Resumindo deixar com que descubram por si só qual o significado do texto. eventos importantes. mas de dirigir o debate do grupo. 2º passo – Leia o livro para se envolver em um processo de exploração intensiva.Evitar erros de interpretação e até heresias que vemos hoje em dia. Por quê? Talvez por que pensamos ser mais fácil estudarmos pequenos trechos do que um livro como um todo. seu papel não é o de sabe tudo. Se for um livro grande leia de uma vez. Anotações são muito importantes. o livro passa a ser estudado telescopicamente.A melhor maneira de se aprender a mensagem central de um livro da Bíblia.o que vejo? Interpretação – O que significa? Aplicação – o que faço? METODO SINTÉTICO Este método procura estudar o livro como uma unidade.O líder.Idéia Eixo 5.Há mais oportunidade para os participantes de realizarem perguntas do que em culto. Leia o livro para obter uma visão geral do conteúdo do livro. 3º passo – Leia o livro pela 3ª vez para confeccionar um esboço final do livro. Os personagens principais. . Deixar a Bíblia falar por si mesma. Como usar o método: 1º passo .Pensamento Chave de cada versículo 2. mas faz perguntas que permitem aos membros do grupo descobrir o significado do texto. etc. Importância: . Tentar delinear o argumento do autor.Pensamento Chave da passagem toda 3 .MÉTODO INDUTIVO No estudo bíblico indutivo.Pensamento Chave do parágrafo 4.Capacita-nos a entender a argumentação do autor . para ter a noção do todo. Desta forma.Permite aos participantes a oportunidade de descobrirem a verdade por si mesmo. o líder de um grupo não faz o seu pequeno sermão sobre o texto. a) Algumas Vantagens do Indutivo . É o método mais utilizado pelos estudantes da bíblia.Sumário de pensamento Chave (Versos) 3. temas abordados. . É a busca da mensagem total do livro. . b) Onde utilizar: Discipulado Grupos pequenos c) Composto de: Observação. MÉTODO ANALITICO Este método é um estudo microscópico dos detalhes de uma passagem. nem defende as conclusões do seu estudo prévio.Leia para descobrir o tema principal. e não impor nossos sentimentos ou opiniões sobre o texto.

Para aplicá-la em nosso dia a dia. . abordo. profecias · Morte · Lição principal . etc. Você separou as passagens então organize em ordem de acontecimentos na vida deste personagem. ou em algumas passagens principais. resume-se em isolar. etc. . pena de morte. direta e indiretamente. Usando o método . Use um dicionário. Use uma chave bíblica.Junte todas as informações. . Propósito deste estudo é conhecer a vida de um personagem intimamente com o propósito de extrair princípios da vida dela para a minha vida. ache todos os versos em que é citado seu personagem. O que o mundo fala sobre dinheiro. Onde esse assunto aparece. finanças. Processo da hora silenciosa . . · Nome · Nascimento · Família · Como criança · Conversão · Fundo histórico · Movimentos geográficos · Pecado · Vida espiritual · Cumprimento principais. 5 Tiagos e 5 Joãos).Ler . para estudar mais profundamente. sexo. Cuidado para não confundir (15 Jônatas. 7 Marias. Por exemplo.MÉTODO TÓPICO É a técnica de estudo Bíblico por tópicos. METODO BIOGRAFICO O estudo biográfico é um dos estudos que você pode fazer usando método tópico. Irá abranger toda a bíblia.Organize as informações. É um estudo sobre um personagem bíblico (há cerca de 2900 personagens mencionados na Bíblia).Faça um gráfico da vida do personagem.A coleta do material. expressões. escolha em que livro. um livro especial. só os evangelhos.Escolha o personagem.Organize suas anotações Ele pode ser utilizado dentro do método analítico. MÉTODO DEVOCIONAL É a leitura diária inspirativa a prática da Palavra de Deus. 8 Judas.Defina até onde você pretende ir com o seu estudo.Meditar – Memorizar -Orar 4 . Importância deste método: Nossa sociedade atual tem sua posição sobre os mais diversos temas sendo formuladas por pessoas que nem conhecem ou que não dão credito as escrituras. . Use concordância bíblica. se escolher Davi. idéias no texto estudado.

visando encontrar o verdadeiro sentido da mesma na Bíblia ou no livro em estudo. Além disso. No nosso estudo vamos observar os seguintes passos: OBSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO CORRELAÇÃO APLICAÇÃO Observação Depois de escolhido a passagem bíblica e o método que será utilizado iniciam-se a primeira etapa que é a observação. iremos descobrir o que o autor estava querendo dizer com aquela passagem. Interpretação Em seguida entra a fase de interpretação. Assim. o estudante compara o texto bíblico em estudo com outras porções da Escritura. Nela vamos usar as regras de interpretação. em várias versões. Para essa etapa. portanto maior rendimento. E isto provê uma grande rede de segurança. fazendo suas anotações. A fase de interpretação é de fundamental importância no estudo bíblico. é necessário ter uma metodologia de trabalho. também chamada de HERMENÊUTICA. o nosso caráter. Aquele onde haverá menor interrupção. condenação eterna Alguns Detalhes a Serem Observados Escolha o momento e o local adequado.Doutrinário: É o estudo de uma determinada doutrina. Aplicação Após as observações e correta interpretação do texto. mas mudar as nossas vidas. Correlação Nesta fase. porque a Bíblia é uma revelação sem contradição. a aplicação. pois se ela estiver errada. que é a etapa intermediária na confecção do estudo. O propósito da Bíblia não é aumentar o nosso conhecimento. é a forma de procedimento para se chegar a um determinado fim. fatalmente estará também errada. Nela vamos ler o texto várias vezes. o estudante irá fazer algumas perguntas ao texto até ficar bem familiarizado com a passagem. verificando as informações em toda a Bíblia ou em parte dela. eleição. 5 . perseverança dos santos. Os métodos são os passos a serem dados na pesquisa. precisamos saber como as verdades e princípios bíblicos podem ser aplicados em nossas vidas. o estudante da Bíblia deve munir-se das ferramentas adequadas: • Comentários • Dicionários • Concordância • Mapas • Enciclopédias • Livros sobre o contexto cultural • Softwares de Bíblia • Diversas versões da Bíblia • Caderno para anotações • Computador O PROCESSO Para se fazer qualquer investigação bíblica. Exemplo: A ressurreição dos mortos. e.

Cuidado com anotações em folhas soltas. Às vezes pensamos que a passagem não tem tantas informações para serem tiradas. Assim. Como ler o texto Durante a observação é fundamental que o estudante: • Dê atenção completa ao que se está vendo. portanto. Essas anotações serão importantes para a formatação do estudo bíblico. exige paciência. e com isso tenha subsídios para as demais etapas da análise textual. aquela etapa do estudo bíblico onde vamos gastar tempo para trazer à tona todos os detalhes nele contido. • Ler repetidamente. pois é comum. com o passar do tempo.Resumo do Processo A observação procura responder à pergunta: “Que diz o texto?” A interpretação procura descobrir: “o que isso significa?” E a aplicação vai procurar responder a questão: “Como emprego ou aplico?” “E daí?” TEXTO BIBLÍCO OBSERVAÇÃO Quando lemos um texto bíblico. A observação é. pois os resultados nunca surgem em questão de minutos. Muitas descobertas foram feitas quando os pesquisadores já estavam no limite. INTERPRETAÇÃO CORRETA APLICAÇÃO CORRETA 6 . anote tudo aquilo que vem à sua mente. A pressa é uma grande inimiga da boa Observação. Um bom estudo bíblico. • Esteja mentalmente alerta e concentrado. os esforços e a perseverança durante o processo são fundamentais para se chegar ao objetivo. preparado com ordem e fidelidade ao texto. A Observação é o alicerce do estudo. O propósito é que o estudante fique permeado com o conteúdo da passagem. • Ler pacientemente. Assim sendo. elas sumirem. Pré-Requisitos Toda pesquisa exige interesse por parte do pesquisador para que ela tenha sucesso. Aliada à perseverança temos a paciência. averiguado quanto à sua veracidade. Também é fundamental que o estudante vá registrando todas as suas informações num caderno. todas as riquezas nele contida. principalmente quando não conseguimos descobrir alguns detalhes do texto. ficamos perplexos com o que uma boa pesquisa pode fazer. deve-se: • Ler a passagem cuidadosamente. Mas. posteriormente. nós não conseguimos extrair dele. Além disso. • Ler pensativamente – concentrando-se no que se está lendo. O conteúdo de suas informações será. • Ler orando. • Ler imaginativamente. perdendo assim informações importantes. quando lemos comentários e também ouvimos pregações sobre o texto.

A determinação desse item irá facilitar muito o entendimento do mesmo.Carta de Gálatas • Poesia – Livros como Salmos. Mc 2. Tiago • Epistolar – Cartas de Paulo • Apocalíptica 7 . • Sabedoria – Provérbios. 13 a 17 Perguntas da Observação Quem? O que? Onde? Quando? Estrutura Literária Quando vamos estudar um texto bíblico. Êxodo • Didática. e os seus ouvidos” • Natureza emocional. o primeiro passo a ser tomado é verificar qual é a forma literária. pois cada gênero literário tem suas regras de interpretação. e onde estão os destinatários. qual é o modo pelo qual o autor expressa as verdades de Deus. vagarosamente. Há locais geográficos que devem ser identificados? Descreva o local da ação. sem interpretação e sem aplicação. fazendo? O que acontece antes e depois do evento? • Onde? Onde está o autor ao escrever. • Paralelismo (muito comum na poesia judaica) • Parábola – Jesus nos Evangelhos • Profecia – Daniel • Historia – Josué.. • Como? De que forma os acontecimentos se desenrolaram: rapidamente. A questão do “por quê?” busca por significado ou propósito. o motivo ou propósito do autor ou do personagem central. por mãos humanas. dentro de poesia = • Linguagem figurada – (Ex: Salmos 34. • O que? O que está acontecendo? Em que ordem acontece? O que cada personagem está falando. Exercício: Observar um texto bíblico.15: “Os olhos do SENHOR. Provérbios.Perguntas usadas na Observação • Quem? Quem escreveu? Quem está ou deveria está recebendo a mensagem? Quem são as pessoas no texto? Anote todos os personagens envolvidos na cena..12-21 • Admoestação ou Exortação . por um milagre. Ensino – Sermão do Monte. ela investiga o texto mais do que qualquer outra pergunta. Algumas formas literárias: • Narrativa – Gênesis. Rm 5. • Quando? Quando estes eventos estão acontecendo? O momento é significante? Em que ponto da história está ocorrendo? Quando o autor escreveu? • Por quê? Por que foi colocado aqui? Por que ele diz isso? Porque ele fez isso? Descubra fatos que motivaram o acontecimento ou a história.

Segurança.1-9 At 16. Gratidão. 12.1-9 Exortação Epistolar Atmosfera Espanto Indignação (Paulo).1-10 Lc 7. nem tijolo. uma aliança entre Deus e o homem.11-15 Rm 1.24. não feita de tijolo.1 – não é igreja. Ansiedade. cimento.1-6 – refere-se ao Templo Sentido do texto: Literal ou figurado a) Ex. um entendimento mais exato da passagem. lã.Casa a) 1Pd. b) Gn 7. Esta aliança é dada por iniciativa de Deus e as bênçãos dela resultantes.46 – carne. mas sim a família. Surpresa. 2. A Importância do contexto . Tristeza. o clima que permeia o texto. Exortação. Alegria. é importante também notar a atmosfera da passagem.35-40 Gl 2. Hb 12.5 – se refere à Igreja. (outros exemplos: Eu sou o pão da vida.11-17 1Co 3. Exercício: Passagem At 9. etc. Alguns exemplos: Desespero. ossos. Confiança. Um contrato celebrado entre duas pessoas onde o contratante estabelece as cláusulas e condições a serem aceitas pelo contratado.. b) João 1. Urgência. eu sou a porta) 8 . Ex: Aliança = (Gr: ).Atmosfera Além da estrutura literária. temor (oficiais) Estrutura Literária Narrativa Narrativa Palavras Chaves São palavras que ao serem definidas abrem ao observador.8-15 Sl 64..36 – Cordeiro de Deus. poderão ser desfrutadas por todos quantos queiram fazer parte desta aliança. Jesus é o mediador desta nova aliança. Humildade. c) 2Sm 7. Medo.

porém você poderá encontrar vários princípios específicos de estruturas literárias.Rm 1.Sl 1.). não é algo que irá acontecer ou que continua a acontecer. aplicações podem ser várias.Tempos Verbais Há sempre um problema. 3. Será que tenho que ser um versado nas línguas originais? Bom seria.30 A Estrutura do Texto Todo texto tem sua organização. .... etc. · Nas narrativas o esboço quase não resolve nada... Em que pessoa está: 1ª. 3ª. etc.. 9 . Ex: Rm 8..2 – me libertou . pois não temos tempos verbais como = aoristo. mas podemos confiar na fidelidade de nossas traduções..Sl 1 / Gl 5.Mt 11... dual. Algumas Leis: a) Comparação= Mostra a semelhança entre coisas. o texto bíblico não é diferente.12 b) Contraste = mostra a diferença entre coisa. algo do presente. desejo. O esqueleto do texto. · Há várias maneiras de esboçar – mas há só uma interpretação (o que ele significa) correta do texto.Mt 5.. didática. idéias.. idéias. etc. poesia. Não se frustre pensando que tem que descobrir “O ESBOÇO”. frases. que são de uma qualidade considerável.Js 12 g) Paradoxo = uma aparente contradição...uma ação no passado. Quanto ao verbo devemos estar atento se: transmite uma ordem. algo que ocorrerá no futuro. Esta organização pode ser dividida.. . pessoas.. . 3 a 11 d) Causa para efeito = a progressão da causa para o efeito. . . Nestas partes menores podemos descobrir a estrutura usada pelo autor. . 18 a 32 e) Efeito para Causa = a progressão do efeito para a causa.7 e 8 f) Resumo = um sumário das idéias principais. perfeito. idéias. pessoas..1Jo 4..19. É o esboço que o autor desenvolveu para expor o seu tema. Leis da Composição: Todas as passagens ou livros pressupõem uma unidade literária geral (narrativa. · Há várias maneiras de visualizar o texto. se está no singular ou plural. . algo que já foi consumado no passado.4 / Hb 4.23 c) Repetição = usando mesmos trechos. 2ª..

10 .Como reescreveríamos o texto. Atos 1.. nem as coisas do presente. 8 8 mas recebereis poder. porém. nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus. nem os principados. ao descer sobre vós o Espírito Santo. ou fome. ou espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti. e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. nem os anjos.. somos entregues à morte o dia todo. nem do porvir. ou perseguição. Rm 8. nem a altura. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte. nem os poderes. nem a vida. nosso Senhor.35 a 39 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação. somos mais que vencedores. que está em Cristo Jesus. nem a profundidade. por meio daquele que nos amou. fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37 Em todas estas coisas. ou perigo. ou angústia. ou nudez.

portanto precisam ser transpostas para que possamos fazer a interpretação correta. pela língua e pela história. "anunciar". "interpretar". Por isso. e. com vistas à aplicação correta. "esclarecer" e. • Falta de conhecimento do contexto histórico-cultural. Já o Novo Testamento foi escrito em grego koiné. eles possam encontrar o sentido correto de uma passagem das Escrituras. é a arte ou ciência de explicar o significado do que foi ou está sendo observado. Para isso. “responsável em transmitir e interpretar a comunicação dos deuses aos seus desafortunados destinatários”. visando aplicá-la na sua vida e também compartilhá-la com os outros. tornando o trabalho de tradução muito árduo. "traduzir". Existem diversos tipos de barreira que nos separam do ambiente dos autores do texto original.INTERPRETAÇÃO A Bíblia é o livro mais lido e o mais estudado em todo o mundo. Responde à pergunta: “o que isto que dizer?”. poesias. ou Hermenêutica. pela cultura. é necessário conhecer bem os princípios de interpretação da Bíblia. precisamos transpor as barreiras colocadas pelo tempo e a distância entre os autores bíblicos e nós. Para que cheguemos a um sentido mais exato do texto. • Falta de investimentos em livros de pesquisas. deus da mitologia grega. A origem da palavra vem de Hermes. outras exigem um maior exercício para saber o real significado da passagem. A primeira versão em Português. por último. O que gera interpretações erradas • Aceitação de uma explicação sem investigação • Influência de programas e livros evangélicos. muitas pessoas a interpretam erroneamente. Nela encontramos histórias. através delas. Barreiras da Linguagem Quando estudamos uma língua estrangeira sabemos que só ter a tradução da palavra não é suficiente. feita por João Ferreira de Almeida. para que. Os escritos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico. • Falta de conhecimento e aplicação de regras de interpretação. a cultura. Barreiras a serem removidas A Bíblia foi clara. para os leitores originais. podemos ficar perdidos no caminho de volta para o significado original do texto. Algumas partes são fáceis de entender. O objetivo principal da interpretação bíblica é descobrir o sentido correto do texto na época em que ele foi escrito. • Falta de conhecimento da revelação progressiva de Deus. Mas somos separados do contexto deles por vários séculos. Nos 11 . Sem princípios para nos orientar nessa tarefa. Significa "declarar". já sofreu inúmeras alterações. • Colocação da experiência pessoal acima das Escrituras. por negligenciar a importância da pesquisa. e não complicada. sendo que muitas palavras aparecem apenas uma vez na Bíblia. Infelizmente. provérbios e profecias. Temos que aprender a disposição mental. o curso tem como propósito apresentar aos alunos as regras fundamentais de interpretação da Bíblia. Interpretação. precisamos usar as ferramentas corretas de interpretação. Assim. Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão". e uma pequena parte em aramaico. a visão de mundo daqueles que falam a língua.

Para termos uma visão exata do que ocorreu temos que tentar reconstruir o contexto cultural nas áreas da comunicação. profissões. Barreiras culturais A Bíblia é o produto e a apresentação de culturas que são dramaticamente diferentes da nossa. Possíveis respostas: 1. Não há como ler o livro de Cantares com a mesmo lógica com que lemos Romanos. Não podemos deixar esse detalhe de lado.. poderá resultar em uma verdadeira catástrofe teológica. Se a observação não for bem feita a construção será prejudicada. sem nenhum outro critério de investigação. escrito em épocas específicas. Não furtar 3. particularmente se o estudo em questão for doutrinário. No nosso caso. Narrativa Devemos estar atentos para evitar alguns perigos na sua interpretação: 12 . O bom interprete é aquele que leva este detalhe em consideração. Já o Novo Testamento teve o seu primeiro livro escrito por volta do ano de 45 e o último. Ela começou a ser escrita aproximadamente 1450 anos antes de Cristo. transporte. Fazer uma interpretação baseada apenas na tradução da Bíblia em Português. o que traz algumas dificuldades naturais. Sendo assim. perto do ano 90 depois de Cristo. A qualidade da sua interpretação está embasada na qualidade de sua fundação. um ser infinito se comunicando com um finito.últimos anos a arqueologia tem descoberto manuscritos que têm colaborado no trabalho de busca do texto original. comércio. Ed.C. Não remover os marcos que orientam os viajantes de cidade para cidade. temos um ser perfeito se comunicando com um imperfeito. foi escrito o último livro do Velho Testamento – Malaquias..28: Não removas os marcos antigos que puseram teus pais. etc. agricultura. Não efetuar mudanças na forma como sempre fizemos as coisas. Diferenças de Gênero Literário Os gêneros literários da Bíblia são bem diversos exigindo uma abordagem diversificada. o leitor da Bíblia deve estar ciente de que se trata de um documento antigo. 4. Todos os casos acima Lembre-se não é o que o texto significa para você. certamente. Exemplo de barreira: Pv 22. com propósitos específicos e para grupos específicos. muitos em Português. Por volta do ano 400 a. nos apresentam estudos de palavras que. nos darão uma maior compreensão do sentido que o autor original queria dar ao texto. Os comentários. mas sim o que o texto significa para seu autor e para seu primeiro público. 2. Barreiras de comunicação Comunicar é uma arte. Nenhum dos casos acima 5. religião. Vida Nova. Sugestão: livro “A vida diária nos tempos de Jesus”.

por que não depende de rima ou ritmo.Hill e Walton “Muitas das máximas proverbiais devem ser reconhecidas como diretrizes gerais.• Alegorização. Poesia “A poesia hebraica difere da nossa. mas princípios gerais baseadas na observação cuidadosa da experiência humana. • Descobrir a idéia central do Salmo e expressar esta idéia numa afirmação concisa e clara. • Estudar o contexto histórico do Salmo e ler a introdução do mesmo.Buzzel Interpretação de profecias A interpretação de profecias é uma tarefa árdua.4.. Há entre os cristãos. se for possível. Interpretação de Provérbios • Reconhecer as particularidades do gênero literário de Provérbios.” .” . para poder aplicar o texto em termos práticos e contextuais.18)” [O homem que não se deu por vencido. • Determinar se o princípio que está sendo ensinado é uma promessa ou um princípio geral que admite exceções. muitos estudiosos já trabalharam em cima do assunto e.T. “As máximas de Provérbios não são promessas absolutas.5). não como observações absolutas. As idéias de uma linha se equilibram com as da seguinte. precisamos pesquisar bem os comentários e também fazer pesquisas sobre a profecia. Além disso. Na Bíblia encontramos profecias que já se cumpriram e muitas outras que irão se cumprir. não são promessas couraçadas. • Ignorar a audiência original e pular par o N. Para interpretarmos as profecias. 1980] Requisitos básicos: • Identificar o tipo de Salmo. 13 . • Interpretação meramente histórica.T. O paralelismo sintético é o arranjo que faz a segunda linha melhorar ou completar o pensamento da primeira.11). mesmo assim. a escatologia atual apresenta muitos segmentos distintos. muitas opiniões diferentes em relação aos acontecimentos futuros. especialmente amarrando o princípio com alguma verdade do N. • Identificar as figuras de linguagem. • Correlacionar o princípio com outros textos e exemplos bíblicos. • Determinar os pontos de contato entre o princípio e o nosso mundo e a nossa cultura. O paralelismo sinonímico ocorre quando o pensamento da primeira linha está de acordo com o da segunda (Jó 9. Edições Luz do Evangelho. precisamos da atuação do Espírito Santo. (Jó 11. espiritualização. O fator principal é seu paralelismo de pensamento. dos últimos acontecimentos. • Explorar textos paralelos sem desenvolver o contexto. O paralelismo antitético ocorre quando o pensamento da segunda linha contrasta com o da primeira (Jó 16. Observação: a palavra escatologia vem do grego eskatos + logia = o estudo das últimas coisas. No decorrer da história. Elas dizem respeito principalmente com relação à tribulação e ao milênio.

Os termos são feitos de tal forma que o homem possa entender. Principio de preferência pela interpretação de uma passagem mais clara.Princípios Gerais da Interpretação ou Hemenêutica Dar prioridade às línguas originais. Podemos lançar mão de várias ferramentas. significado e Barreira lingüística uso de palavras e termos chave no texto Apresentam informações sobre assuntos do texto úteis Barreiras culturais Manuais Bíblicos Comentários Apresentam o estudo bíblico de Barreiras Culturais.. 14 . Os costumes. Uma passagem mais clara deve ter a preferência frente a uma que esteja com certas dificuldades. Cada qual deve ser interpretado dentro da época em que foi escrito. Você pode pensar: “se não sei as línguas originais então não posso preparar um estudo bíblico”. Não podemos jogar o ensino do Novo Testamento no Antigo Testamento.4 a mão do Senhor – Deus não tem mão. Ex: Sl 32. Podemos entender as escrituras sem as línguas originais. Essa revelação foi de forma progressiva.. Pode sim. e nem inserir o Antigo Testamento no Novo. Recurso Atlas Descrição Mapas que mostram mencionados no texto Use-o para superar lugares Barreira geográfica Dicionários Bíblicos Explicam origem. as práticas e o conteúdo da revelação de Deus de cada época devem ser levados em consideração quando vamos interpretar a Bíblia. é importante o conhecimento dos originais. um erudito bíblico Lingüísticas e literárias Traduções com o texto grego ou Barreiras lingüísticas hebraico posicionado entre as linhas para comparação Textos interlineares Principio da acomodação da Revelação A Bíblia é a verdade de Deus adaptada à mente humana para sua melhor assimilação. Principio da Revelação Progressiva No decorrer da história humana Deus foi se revelando aos homens. mas quando se trata de formular doutrinas.

sua mensagem está em completa harmonia e concordância. Em muitos textos do Velho Testamento. que é chamados. como no caso da parábola do semeador (Marcos 4. Desde que a Bíblia originou-se em um contexto histórico. Exemplo: • Mt 14. O conceito cristão: Jesus quando usou esta figura que lhes era familiar estava tomando emprestada a figura para dizer que Ele convocaria esta assembléia para fora do sistema mundano e com estas pessoas se reuniria. a reunião era chamada de „chamados para fora‟.23 • Fé . Porque se reuniam ali. O significado de uma passagem tem que ser considerado com todos os outros ensinos da Bíblia. do lado de fora. de dentro de). A Bíblia é o seu próprio (e melhor) intérprete. 15 . mais klesia. As pessoas eram convocadas para se reunirem às portas da cidade.21 – 5mil..1-20) e nas revelações do Senhor no livro de Daniel. Porque Deus é o Autor da Bíblia. A Bíblia é literatura como qualquer outro livro e conseqüentemente.igreja. O conceito cultural: a palavra significava assembléia. 31 e 32 – engoliu Interpretar gramaticalmente As palavras das Escrituras devem ser interpretadas no seu sentido natural. quando analisados à luz do Novo Testamento. • O sentido da palavra deve ser derivado do seu contexto.23 Interpretar historicamente A Bíblia foi escrita (completa) há 2 mil anos. suas palavras devem ser entendidas de forma literal (a menos que o autor esteja usando uma figura de linguagem). As reuniões que eram feitas pela liderança da cidade. só pode ser compreendida à luz da história bíblica.13.Rm 14. A palavra então tem o sentido de chamados de dentro de ou chamados para fora. E um registro histórico de eventos de fatos que aconteceram. literal de acordo com as regras comuns da gramática: • Uma palavra tem somente um sentido literal quando usada em uma sentença. Alguns textos bíblicos são explicados na própria seqüência do relato. . Assim entra em cena o principio de preferência pela interpretação da passagem mais clara. passamos a entender o que o autor estava querendo transmitir. congregação.. O conceito gramatical: a palavra que é traduzida por igreja é ‟ekklesia. assembléia. Exemplos: • Fé – Gl 1. mas o conceito era de assembléia. • O sentido de uma palavra é ligado à sentença por meio de regras gramaticais. Literalidade na interpretação. A Bíblia não se contradiz. eram feitas fora da porta da cidade.Regras gerais de interpretação A Bíblia interpreta a Bíblia. que é composta da preposição ek (de. • Nm 16.

5.3. representando uma coisa com muito maior ou menor grau do que em realidade é. É um exagero para dar ênfase. as nossas experiências. livramentos etc. A metáfora é uma comparação mais forte que o símile. Uma figura de linguagem serve para dar vida e cor a uma passagem. FIGURA Metáfora CARACTERÍSTICA Uma semelhança entre dois objetos ou fatos. porém sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro. É tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte. para ajudar a guardar informações. provações. É a expressão do contrário do que se quer dizer.35 • Êxodo 3.9 João 14.5. ponderação.2 Figuras de Linguagem A figura de linguagem é uma forma de expressão em que as palavras usadas comunicam um sentido não literal ou anormal. conversão. para chamar a atenção. o plural pelo singular. Ela trata mais de idéias e conceitos. caracterizando-se um com o que é próprio do outro. ou vice-versa. A experiência dos personagens bíblicos não serão. pelo fato de que há equivalência direta posta entre os dois objetos. Por causa disso é fundamental que cada aluno estude o quadro que vem a seguir e procure ler os versículos relacionados a cada figura de linguagem. atribuindo-lhes os feitos e ações das pessoas. São várias Salmo 80:8-13 metáforas unidas. uma interpretação figurada. Muitas interpretações erradas são geradas quando as figuras de linguagem não são corretamente identificadas. Interprete a experiência pessoal à luz das Escrituras. É a personificação das coisas inanimadas.5 Isaías 55:12 Salmo 85:10-11 1 Reis 18:27 Jó 12:2 Sinédoque Prosopopéia Ironia Hipérbole Alegoria Números 13:33 Deuteronômio 1:28 João 21:25 Mateus 5. Exemplos mais comuns são: cura de enfermidades. para apresentá-la viva à imaginação.29-30 É uma ficção em que se admite um sentido literal.6 Salmo 16:9 Gênesis 6:12 Atos 24. É uma representação legítima que pretende comunicar mais clara e graficamente uma idéia literal.10 • Gênesis 22. João 6:51-65 exigindo. 16 . e para encorajar reflexão. Muitas pessoas têm experiências com Deus e injetam a experiência em algum texto bíblico. para abreviar uma idéia. PASSAGENS João 15:1 Jeremias 50:6 Mateus 5:13 João 10. O texto bíblico é repleto de figuras de linguagem. necessariamente. para tornar idéias abstratas mais completas. o gênero pela espécie. todavia. Os exemplos bíblicos só têm autoridade quando amparados por uma ordem. • Marcos 1.

relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis. de duas palavras. ações. popular. idéias ou animais É atribuir características animais a homens ou a Deus. É uma espécie de alegoria apresentada sob forma de uma narração. ausente. porém sua solução é difícil e abstrata Uma classe de metáfora que não consiste meramente em palavras. sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes. quando estudada. porém.10 Números 22. presente. É atribuir sentimentos humanos a Deus PASSAGENS 2 Reis 14:9 Juízes 14:14 João 3:14 Mateus 12:40 Símbolo 2 Reis 13:14-19 Parábola Mateus 13:3-8 Lucas 15 Lucas 18:10-14 Símile 1Pedro 1:24 Salmo 1:3. Inclusão. De para (contra) + doxa (opinião). ou dois pensamentos que fazem contraste um com o outro. consistentes em dois paralelismos. grupos. para dirigir a palavra. É uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma coisa ou algum fato por meio de outra coisa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação. é um dito conciso que comunica uma verdade de uma forma estimulante.FIGURA Fábula Enigma Tipo CARACTERÍSTICA Uma alegoria histórica Um tipo de alegoria. etc.4 Antropopatismo Gênesis 6:6 Salmo 8:3 Antropomorfismo É atribuir características humanas a Deus. mas em fatos. pessoas ou objetos no porvir. Os provérbios do Antigo Testamento estão redigidos em sua maior parte em forma poética. que geralmente são sinônimos. Uma declaração oposta à opinião comum. A ênfase recai sobre algum ponto de similaridade entre duas idéias. real ou imaginária. ou invocar alguma pessoa ou coisa. na mesma frase. É um símile ampliado É uma comparação expressa pelas palavras semelhante ou como. Salmo 2 Crônicas 16:9 Eufemismo É suavizar a expressão duma idéia substituindo a palavra Atos 7:60 ou expressão própria por outra mais Gênesis 4:1 1 Tes 4:13-15 17 . É um dito comum.30 Zoomorfismo Salmo 91. pessoas ou objetos que designam fatos semelhantes.4 Jeremias 47:6 Salmo 114:5-8 Isaías 14:9-32 Deuteron 32:1 Mateus 7:13-14 Mateus 7:17-18 Lucas 4:23 Marcos 6:4 2 Pedro 2:22 Apóstrofe Antítese Provérbio Paradoxo Mateus 23:24 Mateus 19:24 2Coríntios 12:10 Personificação Gênesis 4. que parece absurda. torna-se correta e bem fundamentada É atribuir características humanas a coisas. Consiste em interrompê-lo subitamente. antitéticos ou sintéticos. É uma figura usada pelo orador. Batismo e Ceia. É préfigurativo. no discurso. É uma parábola condensada. É ilustrativo.

RA. Leitura em outras versões pode ajudar: BLH. At 4. • Sl 37. NVI.10. Compare com outros versos que tratam do mesmo assunto.1a 4 – é certo que não morrereis. violando cada principio de razão e bom senso. 18 . RC. BJ. Deus tinha já falado que morreria. mas o significado do texto está no próprio texto. e pode haver discordâncias teológicas. mas interpretá-los de forma errônea isto é algo sério. Examinar esse material nos ajuda a entender melhor o texto. Jo 14. • O dinheiro é mal – 1Tm 6.. Manual. chegou à hora de escrever a conclusão. Este passo só deve ser tomado depois de se ter realizado os passos anteriores. Contradizer o Texto Contradizer é até pior que distorcer.. Lembre-se: a Bíblia interpreta a própria Bíblia. o amor ao dinheiro que é mal. Comparação A idéia aqui é comparar o seu trecho com outras partes da Bíblia (fora do contexto). Subjetivismo Muitos cristãos toleram uma forma de misticismo ao lerem as escrituras.4 onde está a ênfase? • “Todas as Religiões levam a Deus”. Dicionários. Lembrar que os autores são homens. Cada passagem deve ser entendida dentro do cenário mais amplo...Cinco passos para a Interpretação Bíblica 5 C´s da interpretação bíblica: Conteúdo – Contexto – Comparação – Consulta. Livros de Teologia. Não há nada de errado em uma reação emocional à Palavra de Deus. Gn 3..12 Distorção do texto Fazer o texto dizer o que não diz. e não em sentimentos. Cuidados na Interpretação Má leitura do texto • Jesus diz. Contexto O contexto é formado pelos versículos e capítulos que cercam o trecho.Conclusão Conteúdo Faça uma proposição com o conteúdo do texto. Que há trechos difíceis nas escrituras é sabido. Consulta Consulte outros livros: Comentários. Atlas. outras passagens e consultado livros. Conclusão Tendo estudado o contexto.. Olhando para o texto qual seria a melhor resposta para ele.6 eu sou o caminho. não eu sou um caminho.

Gn 3 Tentação Paráfrase Utilização de outras versões junto com o NTV Gráficos O gráfico é um eficiente meio de captar a unidade da passagem. mas o Senhor não se enganou. Daniel 5:12 b) Paralelas: Efésios 5:19 com Colossenses 3:16 Mt 14. sabemos ser absolutamente inacreditável. Ele é relativo.Ef 4.Muitos crêem que fé significa respirar fundo. livro ou tópico cooperando para propiciar ao estudante uma visão geral dos pensamentos principais e.. mas sim que ele viva em seu coração. CORRELAÇÃO Definição Relacionar o que está sendo estudado. Sei tudo sobre este assunto.1 a 2 d) Idéias: 2Co 5. relacioná-los uns com os outros. a Ressurreição de Cristo não foi corpórea foi espiritual. Relativismo Alguns crêem que a Bíblia mudará seu significado dependendo da época.. Gráficos. nem mesmo está confuso.Mostrar a coerência das Escrituras .16 a 30 e Is 61. 11:4..1).” Precisamos entender que nós talvez não tenhamos uma conclusão sobre determina texto. não importa que Jesus ressuscitou fisicamente.17 .22 com Mc 6. Propósito . assim..Permite ver o assunto sob várias perspectivas Tipos de Correlação Três grandes Blocos: Referencia.25 e) Contrastes: Mt 4 . fechar os olhos e crer naquilo que lá no fundo. O texto significa uma coisa quando foi escrito e hoje significa outra.. Paráfrase. com outras porções das Escrituras Consiste em fazer uma comparação com informações correlacionadas na Bíblia. Confiança Excessiva A soberba precede a ruína. Nunca podemos dizer: “já sou conhecedor das Escrituras.45-52 e Jo 5. Ex. Amós 6:6. Referencia a) Palavras: Tito 3:8 com Hebreus 1:4.. 19 .15-21 c) Correspondente: Lc 4. (confira também 1Co 8.

Ex. Passagens que reforçam essa idéia: • Js 1. mas espiritualmente frustrante. mas não experimenta mudança de vida.14-21 • Tg 1. Um estudo bíblico perde o seu objetivo se não chegar até o ponto de ser convenientemente aplicado.15-21 Auto avaliação Para aplicarmos as Escrituras.8 • Ml 2. Tg 4.9. Aplicação responde à pergunta: “Como isto funciona?” Propósito: O propósito primário das escrituras é mudar as nossas vidas.”. não aumentar o nosso conhecimento. .3-6 • Sl 119 • Jo 14. Se eu não fizer seria concorrência desleal. Ex: Vendedor desonesto: “Faço isto. Não podemos agir como se a Palavra só servisse para os outros: “fulano precisava tanto ouvir isto.Substituir a aplicação por interpretação.17 .17 • 1Sm 15.” .22 • 2Cr 36.7-9 • 2Tm 3.. Pois que aplicação é esta.Substituir decisões volitivas por experiências emocionais.10 • Mt 23. 20 . É transformar conceitos em prática. primeiro a mudança tem e deve começar em nós mesmos.Substituir arrependimento por racionalizações No momento em que a verdade começa a “incomodar” procuramos desculpas para nos defender.. mas não totalmente com seus clientes. Assim uma auto-avaliação de pontos fortes e fracos é importante para se determinar as áreas onde devemos concentrar nossa atenção. Alguns exemplos: . filhos. O Sermão ou estudo que termina com “Que o Senhor abençoe seu coração com essa verdade”..APLICAÇÃO Definição: Praticar na vida cristã diária o que foi estudado. pois meus concorrentes não são cristãos e também fazem.2-3 • 1Jo2. Ex. Áreas Fortes Qualidades • • Áreas Fracas Onde posso melhorar • • Substitutos da Aplicação Há um perigo inerente ao estudo bíblico: levar o aluno a um processo intelectualmente fascinante. vendedor que é honesto com mulher.Substituir mudança substancial por obediência superficial Quando sondamos áreas de nossa vida frente a uma determinada aplicação e deixamos de lado justamente áreas onde estamos em falta. Existem alguns substitutos que podem ocupar o lugar da aplicação. onde o estudante até se entusiasma com a verdade.22-25 • Ed 7..16.

Diretrizes para se fazer uma boa aplicação Uma prática muito pessoal A aplicação do texto bíblico precisa ser personalizada. Os 4 passos na Aplicação Conhecer Conhecer o texto: ou seja.1-2. devemos relacionar a Palavra de Deus com a nossa própria experiência. Não significa uma ginástica mental que procura esvaziar a mente. Isto nos dá segurança que aquilo que estudamos não será mudado amanhã. é nova criatura: as coisas antigas já passaram. Além de conhecer o texto. Há apenas uma interpretação e várias aplicações. Para tanto. Confira Josué 1. mas entrelaçar as Escrituras no tecido da vida diária. Praticar O objetivo do estudo bíblico é a prática da verdade. eis que se fizeram novas”. realizar a observação e a interpretação de forma exaustiva. Na verdade. devemos usar. está em desacordo com a mesma. com vistas a deixar que ela auxilie e reajuste nossas vidas. “Feri este princípio?” • Onde? • Quando? • Como? 21 . retiro. E a seguir partir para a prática. se alguém está em Cristo.Aquela experiência típica de domingo ou final de acampamento. entende-se melhor o cristianismo como sendo uma série de novos relacionamentos. derramam-se lagrimas.8 e Salmo 1. Por isso a importância de se fazer uma auto-avaliação. sempre que possível o pronome pessoal “eu”. Deste modo poderemos perceber onde nossa vida. Uma constatação especifica Trata-se de perguntar a si mesmo onde o principio extraído do texto tem sido quebrado pelo estudante da Palavra. Devemos nos perguntar: “Existe alguma área da minha vida onde esta verdade se faz necessária?”. ao invés de “nós”. mas em poucos dias tudo é esquecido e não se produz nenhuma verdadeira transformação. Relacionar Tendo conhecimento do texto e da nossa realidade. Meditar A verdadeira meditação é ponderar a verdade. O padrão bíblico para isso é II Coríntios 5:17: “E assim. onde são feitos compromissos. em confronto com a Palavra. precisamos conhecer também a nós mesmos.

realizemos. Se errei. como consertar? Se há algo para realizar. Direcione sua prática com as seguintes perguntas. também na Aplicação existem algumas que podem ser utilizadas quando abrirmos a Palavra: • Há um exemplo a ser seguido? • Há um pecado a se evitar? • Há uma promessa a se reivindicar? • Há uma oração a se repetir • Há um mandamento a obedecer? • Há uma condição a se atender • Há um versículo a ser memorizado? • Há um erro a se notar? • Há um desafio a enfrentar? • Há algum novo pensamento sobre Deus (Pai. Filho. • Devo agir assim? • Onde? • Quando? • Como? Perguntas para auxiliar na Aplicação Assim como na etapa da Observação usamos perguntas para bombardear o texto. ES)? 22 .Uma prática diretiva O próximo passo leva-nos à ação.

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