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Resumo técnico Cultura do Alface
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05/05/2013

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DOENÇAS DA ALFACE Lactuca sativa

Anotações de aula Profa. Marli F.S. Papa

Vídeo “Hidroponia: controle de doenças e pragas da alface”
1. Quais as medidas que podem ser adotadas preventivamente para o controle das doenças da alface? • • • • 2. 3. 4. Quais as doenças fúngicas que afetam a parte aérea? Quais as doenças fúngicas que atacam as raízes? Quais as doenças bacterianas que incidem sobre a alface?

5. Quais os métodos alternativos que podem ser utilizados para o controle das doenças da alface? 6. 7. Quais as doenças causadas por vírus que afetam a alface? Como controlar as doenças causadas por vírus?

• • • •

8. Como você explica a importância de ser dada tanta ênfase para o controle de doenças da alface por meio de medidas preventivas e alternativas?

PRINCIPAIS DOENÇAS DA ALFACE Vírus Fungos Bactérias Fatores abióticos

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1. Doenças causadas por vírus Mosaico*
Vira-cabeça

Vírus do mosaico da Alface
Vírus do Vira-cabeça do Tomateiro

Outros vírus relatados em alface no Brasil

Vírus do Mosaico do Picão, Vírus do Mosaico do Pepino, Vírus do Mosqueado da Alface
Mosqueado - Lettuce mottle virus “Big vein” – Mirafiori lettuce virus

Vírus não relatados no Brasil

1.1. MOSAICO DA ALFACE . Distribuído em todo o mundo . Importância: meses de verão → fator limitante para a produção de alface

SINTOMAS
. Planta jovem: folhas mais novas → deformações e enrolamentos, mosaico típico

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. Planta doente: crescimento diferente do normal

Planta mais velha: . sintomas de mosaico podem desaparecer . substituído por bronzeamento uniforme de todas as folhas

. Var. crespas: + suscetíveis . sintomas necróticos, com morte parcial do limbo foliar

ETIOLOGIA . Lettuce mosaic virus – LMV . Transmissão: . Semente (pólen ou óvulo)
. vetor → pulgão . Hospedeiros do LMV: 121 esp.: 17 famílias e 60 gêneros

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CONTROLE
Dano = f(sementes infectadas e população do vetor)

. Uso de sementes sadias
0,5 % de sementes infectadas = perdas totais EUA – nível de tolerância = 0/30.000 sementes Europa = nível de tolerância = 0/200 sementes

. Variedades resistentes

. Variedades com níveis de Tolerância e Resistência:
. Viruzan .Madona AG 605 . Early Giant . Brasil 303 . Monalisa AG 819 .Elisa . Deisy . Vera . Brasil 48 . Jade Imperial-D . Obo . Regina 71 . Empire . Floresta . Vanessa .Cil .Veneza roxa . Paris Island Cós .Carolina AG 576 . Higreen . Nacional . Verônica

1.2. VIRA-CABEÇA DA ALFACE

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SINTOMAS
. Planta jovem: folhas mais novas → lesões marromclaras, que escurecem com o tempo . Planta doente: crescimento diferente do normal, podendo ocorrer em um só lado da planta, com encarquilhamento e morte de tecidos, conseqüentemente da planta . Planta mais velha: bronzeamento uniforme de todas as folhas e necrose das áreas

ETIOLOGIA
- Tospovirus: 2 esp. Relatadas no Brasil: . Tomato spotted wild virus (TSWV) - nordeste . Tomato chlorotic spot virus (TCSV) - SP

- Transmissão: circulativa progpagativa
. vetor → thripes ( Frankliniella sp. e Thrips tabaci)

CONTROLE . Erradicar plantas viróticas da área
. Evitar plantios de culturas afetadas . Controle do vetor . Eliminação de plantas daninhas hospedeiras do vetor e do vírus . Mudas sadias

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2. Doenças causadas por bactérias
Mancha bacteriana * Podridão mole Pseudomonas cichorii Erwinia carotovora pv. carotovora
Pseudomonas marginalis pv. marginalis, Xanthomonas campestris pv. vitians, Pseudomonas viridiflava

Outras bactérias relatadas

2.1. MANCHA BACTERIANA • Maior incidência: inverno

SINTOMAS
. Folhas:. manchas necróticas irregulares → bordos ou limbo foliar

. Umidade ↓: lesões delimitadas no tamanho e nas
folhas + velhas . Umidade ↑: . também nas folhas + novas . coalescência de inúmeras lesões . Podridão mole da planta no campo ou durante a colheita e transporte

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ETIOLOGIA
. Pseudomonas cichorii . Penetração . Disseminação: . sementes contaminadas . dentro da cultura ??? . Outros hospedeiros: . cucurbitáceas . solanáceas . liliáceas . leguminosas

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CONTROLE
. Não existem medidas específicas de controle → medidas de caráter geral : . Bom preparo do solo . Tratamento de semente . Plantio em solo não contaminado . Eliminação de fonte de inóculo . Controle da água de irrigação

Podridão mole

Podridão mole

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3. Doenças causadas por fungos
“Damping-off” Rhizoctonia solani, Pythium spp.

Podridão de esclerotinia Queima da saia Podridão da base das folhas Septoriose Manchas de folhas Míldio Murchadeira ou podridão negra das raízes

Sclerotinia sclerotiorum Rhizoctonia solani Sclerotium rolfsii Septoria lactucae Alternaria sonchi, Cercospora sp. Bremia lactucae Thielaviopsis basicola

3.1. PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA
. doença comum . quando ocorre → prejuízos totais . fungo polífago

SINTOMAS
. Sementeira: “damping-off” . Como identificá-lo no campo???? . Consequências ??????

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Plantas adultas no campo ou durante a colheita e transporte: podridão mole

. Presença de micélio superficial branco e escleródios

ETIOLOGIA
. Sclerotinia sclerotiorum . Disseminação: . escleródios → movimento de solo . ascosporos → vento . Sobrevivência: solo . Cond. Fav.: . T→ 0 a 28°C e U↑ → ° ↑

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CONTROLE
. Destruição de restos de cultura . Aração profunda . Preparo do solo com antecedência . Inundação do solo . Fumigação do solo . Pulverização: . iprodione . vinclozolin

. Tratamento do solo: . quintozene

3.2. QUEIMA DA SAIA . manifesta-se em plantas adultas

SINTOMAS
Folhas + velhas: . lesões necróticas no pecíolo e nervuras, destruindo-os . necrose do limbo foliar e seca das folhas

Sob cond. fav. : . afeta sucessivamente todas as folhas . presença de escleródios do fungo

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ETIOLOGIA . Rhizoctonia solani . Sobrevivência: . micélio em restos de cultura . escleródios . Disseminação: . solo . água de superfície . Muitas plantas hospedeiras . Cond. fav.: . U do solo ↑ . Temperatura: 15 a 25 °C

.mudas . vento

CONTROLE . Tratamento de solo . Tratamento das covas com PCNB

3.3. SEPTORIOSE
. Bastante disseminada . Manchas de folhas → perda do valor comercial das plantas doentes .Importante → produção de sementes (contaminação)

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SINTOMAS
.Folhas: . no geral → folhas mais velhas
. manchas necróticas, de tamanho e forma irregulares . centro da lesão escuro, oliváceo a preto → parte central → picnídios . tecido necrosado das lesões pode romper e cair . muitas manchas → crestamento e perda das folhas → morte da pl.

ETIOLOGIA
. Septoria lactucae . Disseminação: . semente . água de chuva

CONTROLE
. Ausência de variedades resistentes . Utilização de sementes sadias . Rotação de culturas . Pulverização com fungicidas: ditiocarbamatos

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3.4. CERCOSPORIOSE ou Mancha de cercospora

. Manchas de folhas → perda do valor comercial

. Ocorrência principalmente em cultivo protegido

• SINTOMAS
.Folhas: . ataque ocorre a partir das folhas + velhas . pode ocorrer em qualquer estádio da planta . manchas necróticas, forma de circular a irregular . centro da lesão de cor claro a acinzentado . ataques severos ocorre o coalescimento das lesões, provocando queimas das folhas . da septoriose por apresentar bordas melhor definidas

ETIOLOGIA
. Cercospora longíssima e Cercospora sp. . Disseminação: . semente . água de chuva . vento . Cond. Fav.:. Alta umidade e temperaturas amenas

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CONTROLE
. Retirada e Destruição de plantas doentes da área . Utilização de sementes sadias . Rotação de culturas . Pulverização com fungicidas a base de cobre e maneb

3.5 MÍLDIO
. Importante em condições de alta umidade e temperatura baixa ou amena . Fungo muito sensível ao calor e baixa umidade do ar (influencia na esporulação, germinação e penetração do fungo via estômato) . Na ausência de filme de água não há formação de esporângios e zoósporos dentro destes

SINTOMAS
.Folhas: . áreas cloróticas de tamanho variável mais tarde necróticas de cor parda

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. na superfície inferior frutificação de aspecto branco esporângios e esporangióforos

Míldio – Bremia lactucae

ETIOLOGIA . Agente causal: Bremia lactucae

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CONTROLE
. Plantio em solo bem drenado, evitando áreas de baixadas, mal ventiladas e úmidas . Rotação de culturas com plantas de outras famílias . Eliminação de restos culturais . Pulverização com fungicidas sistêmicos específicos: metalaxyl, cymoxanil, ou, preventivamente com mancozeb ou chlorotalonil

3.6. MURCHADEIRA OU PODRIDÃO NEGRA DAS RAÍZES
• Doença nova, constatada em 1999 e que encontra-se em expansão no estado de S.P • Agente causal: Thielaviopsis basicola

SINTOMAS
• Manchas escuras nas raízes que, com o avanço da doença vão se tornando totalmente apodrecidas. • Planta pode emitir novas raízes. • Redução do crescimento da planta. • Murcha nas horas + quentes do dia.

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CONTROLE
• Solarização • Mudas sadias • Substrato livre do patógeno • Variedades crespas são + resistentes que as do tipo lisa e a americana.

Tipburn
Colapso marginal e necrose nas margens da folha

“Tipburn”
• Quando ocorre? Próximo da colheita • Agente causal: desordem relacionada com Ca • Fatores que contribuem para a ocorrência:
- Temp. amena - fertilização excessiva - aumento na intensidade de luz - outros fatores que fav. crescimento rápido

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