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Biologia - Pré-Vestibular Impacto - Reino Protista - Algas Pluricelulares

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CONTEÚDO

PROFº: HUBERTT
ALGAS: PLURICELULARES

10
A Certeza de Vencer

ALGAS PLURICELULARES
KL 140408

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Algas Verdes, Pardas e Vermelhas: Existem três divisões que formam as algas do reino Plantae: Chlorophyta (clorofíceas), Phaeophyta (feofíceas) e Rhodophyta (rodofíceas). Com exceção de algumas clorofíceas, essas algas são pluricelulares, não apresentam vasos condutores de seiva (o transporte de substâncias é feito por difusão) e o corpo é formado por um talo, isto é, um conjunto de células onde não se distinguem tecidos ou órgãos típicos (raiz, caule, folhas, etc.). Daí a razão de esses vegetais serem estudados, nas classificações antigas, dentro de um grupo chamado talófito, onde se encontravam também os fungos. Clorofíceas: Algas Verdes Nas clorofíceas ou clorófitas, a cor verde da clorofila predomina sobre a de outros pigmentos. Com cerca de 7.000 espécies, essas algas são mais freqüentes em água doce e no mar, embora algumas formas vivam no solo úmido, em troncos, em rochas úmidas e até mesmo na neve e no gelo. Podem inclusive viver no interior de outros seres vivos e se associar aos fungos, formando liquens. As clorofíceas representam papel importante na alimentação de animais aquáticos.

A reprodução sexuada nas algas Spirogyra, por singamia. Imagens retiradas das páginas e modificadas: http://kentsimmons.uwinnipeg.ca/16cm05/16labman05/lb1pg7_files/im age010.jpg e http://www.fisicanet.com.ar/biologia/informacion_genetica/ap1/ciclo_vid a_chlamydomonas2.jpg

Algas verdes. Imagens retiradas das páginas e modificadas: http://www.jochemnet.de/fiu/bot4404/spirogyra_spores.jpg, http://www.biologie.uni-hamburg.de/bonline/library/webb/BOT311/Chlorophyta/ChlamydomonasEMLab300.jpg e http://www.microscopy-uk.org.uk/mag/imagsmall/volvox2.jpg

Morfologia Formando um grupo bastante heterogêneo, as clorofíceas apresentam formas unicelulares móveis (com flagelos) e imóveis, coloniais ou de vida livre. Também há espécies pluricelulares de vários tamanhos e formas. O Codium magnum, do México, pode chegar a 8 metros. As clorofíceas possuem clorofilas a e b na mesma proporção que as plantas superiores, apresentando também pigmentos carotenóides, parede de celulose e reserva de amido, que podem estar concentrados em torno de grãos protéicos, os pirenóides. Essas características aproximam as algas verdes das plantas superiores e tudo leva a crer que foi desse grupo que surgiram os vegetais terrestres. Este é o motivo pelo qual alguns exemplos unicelulares são estudados aqui e não no reino Protista. Reprodução Ocorrem muitos tipos de reprodução entre as algas verdes. A reprodução assexuada pode ser através de bipartição (nas formas unicelulares), por formação de esporos ou através de fragmentação em que um pedaço do filamento da alga se desprende, originando outro filamento, por mitoses. A reprodução sexuada pode ser feita por conjugação (troca de material genético entre as células de algas diferentes) ou através de singamia (união de gametas). Neste último caso, pode haver: isogamia (os dois gametas que se unem são do mesmo tamanho e têm a mesma estrutura), anisogamia (o gameta feminino é maior) e oogamia (o gameta feminino é maior e imóvel). Nas clorofíceas encontramos representantes dos três tipos de ciclos reprodutivos.

Ciclo diplobiôntico É encontrado nas clorofíceas do gênero Bryopsis, Acetabularia e Codium. Nesse ciclo (também chamado de ciclo diplóide), característico dos animais, um indivíduo diplóide forma, por meiose, células haplóides, que são os gametas. Por fecundação, os gametas originam uma célula-ovo que, através de sucessivas mitoses, volta a formar um novo indivíduo diplóide. O ciclo é diplôntico porque todos os indivíduos são diplóides e a meiose é gamética (forma gametas).

Imagem retirada da página e modificada: http://www.aloj.us.es/optico/carromzar/botanica1/cicloCodium.jpg

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Ciclo haplodiplobiôntico Ocorre na maioria das algas (um exemplo é o gênero Ulva, a famosa alface–do-mar) e plantas terrestres. Nesse ciclo, os indivíduos haplóides e diplóides se alternam ao longo das gerações (alternância de gerações). O indivíduo diplóide, em vez de produzir gametas, produz, por meiose, células haplóides — os esporos. Por isso, esse indivíduo é chamado esporófíto e a meiose é espórica. No caso da Ulva, os esporos são flagelados e se chamam zoósporos. Estes, por sua vez, originam assexuadamente (por mitoses) um indivíduo haplóide, chamado gametófito, uma vez que produz gametas. Os gametas, por fecundação, produzem um zigoto que, por mitoses, origina uma nova planta diplóide (esporófito).

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Algas Pardas. Imagem retirada da página: http://recursos.cnice.mec.es/biosfera/alumno/2bachillerato/micro/image nes/algaparda.jpg

O ciclo haplodiplobiôntico da Ulva. Imagem retirada da página e modificada: http://courses.bio.psu.edu/fall2005/biol110/tutorials/tutorial30_files/figu re_28_25.gif

Ciclo haplobiôntico: Ocorre nos gêneros Oedogonium, Ulothrix, Spirogyra e outras algas verdes. O zigoto formado pela união de gamelas sofre meiose, produzindo células que originam um indivíduo haplóide e que produzirá gametas. O ciclo é haplobiôntico porque Iodos os indivíduos são haplóides e a meiose é zigótica (ocorre no zigoto).

Rodofíceas: Algas Vermelhas Também denominadas rodófitas, estas algas possuem um pigmento, a ficoeritrina, responsável por sua cor vermelha. Apresentam também pigmentos carotenóides, bem como clorofila a, e armazenam um glicídio semelhante ao glicogênio — o amido das florídeas. Quase todas são pluricelulares e marinhas, variando muito de tamanho: há desde formas microscópicas até formas com 3 metros de comprimento, reunindo cerca de 4.000 espécies. Na parede celular das rodofíceas, encontramos, além da celulose: um polissacarídeo chamado carragenina, utilizado no preparo de doces e sorvetes; e o ágar, um polissacarídeo gelatinoso utilizado para dar consistência às culturas sólidas de bactérias. Algumas rodofíceas, como a Porphyra, são usadas como alimento pelo homem e conhecidas como norí. Certas rodofíceas possuem incrustações de carbonato de cálcio, contribuindo, juntamente com os corais (animais do grupo dos cnidários), para a formação dos recifes de corais. Quanto ao tipo de reprodução, as rodofíceas possuem apenas o ciclo haplodiplobiôntico.

O ciclo haplobiôntico da Ulothrix. Imagem retirada da página e modificada: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/algas/algas2.php

Feofíceas: As Algas Pardas

Uma grande alga parda Kelp. Imagem retirada da página: http://sanctuaries.noaa.gov/sos2006/images/sos0 6_kelp.jpg

Rodofíceas. Imagens retiradas das páginas: http://www.infoescola.com/imagens/rodoficea.jpg e http://www.nucleodeaprendizagem.com.br/rodofita.jpg

Com cerca de 1.500 espécies, as feofíceas ou feófitas são quase todas marinhas, sendo comumente encontradas próximo à superfície das águas, nos países frios. Macroscópicas e pluricelulares, as feofíceas possuem clorofilas a e c associadas a carotenóides, principalmente a fucoxantina, responsável pela cor castanha. Sua parede contém celulose e substâncias, como a algina. Esta última é usada como espessante em sorvetes, além de reter umidade em alimentos e medicamentos. O açúcar de reserva é um polissacarídeo típico do grupo, a laminarina, havendo também gotas de óleo como reserva de alimento. De maneira geral, as feofíceas são de grande porte. A alga Sargassum, por exemplo, forma extensas condensações na região próxima às ilhas dos Açores e das Bahamas. É por isso que essa região é chamada “mar de sargaço”. O grande tamanho justifica a presença, em muitas feofíceas, de uma estrutura interna complexa, com tecidos especializados para o transporte de substâncias orgânicas produzidas na fotossíntese. As algas que vivem no litoral, por exemplo, têm discos de fixação que lhes permitem resistir ao embate das ondas, bem como vesículas cheias de ar, rara flutuação. Algumas vezes, seu corpo apresenta partes que se assemelham à raiz, ao caule e à folha das plantas superiores (aqui chamados de rizóide, caulóide e filóide ou lâmina).
Sargassum. Imagem retirada da página: http://lebrusc.chezalice.fr/pages/sargassum_vulgare.jpg

Questões: 01. Cite três características comuns entre as clorofíceas e as plantas terrestres. 02. Esquematize um ciclo haplobiôntico. 03. O que é um ciclo haplodiplobiôntico? Quais as diferenças entre o esporófito e o gametófito? 04. Esquematize um ciclo diplobiôntico. 05. Qual o pigmento responsável pela cor das feofíceas? E das rodofíceas? Questões de Múltipla Escolha: 01. (PUC-SP) Não é característico das algas verdes: a) alimento armazenado como gordura. b) núcleo individualizado. c) clorofila presente em cloroplastos distintos. d) membrana de celulose. e) flagelo. 02. (UFPA) O ágar, material gelatinoso usado em laboratórios de pesquisa como meio de cultura para germes, é obtido de: a) algas verdes. b) algas vermelhas c) algas pardas. d) algas douradas. e) algas azuis. 03. (UFJF-MG) As maiores algas em extensão corporal se classificam entre: a) clorófitas b) cianófitas c) crisófitas d) feófitas e) pirrófitas. 04. (OSEC-SP) Algas quase todas marinhas, pluricelulares, apresentando além da clorofila a fucoxantina como pigmento fotossintetizante, são as: a) rodofíceas b) feofíceas c) crisofíceas d) cianofíceas e) clorofíceas 05. (UFRS) Nos vegetais inferiores, como algas, o talo é caracterizado por: a) ser diferenciado em rizóides, caulóides e filóides. b) sua função homóloga ao caule dos vegetais superiores. c) um conjunto de células dispostas em fio simples ou ramificado. d) não possuir maior especialização funcional em suas partes, não havendo a diferenciação morfológica dos vegetais superiores. e) uma lâmina verde de células, equivalente às folhas dos vegetais superiores.

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As grandes algas pardas marinhas são chamadas de kelps. A maior delas, a Macrocystis, também denominada “sequóia dos mares”, pode ultrapassar cem metros de comprimento. A Laminaria é uma alga comestível, mais conhecida como kombu e muito usada na cozinha japonesa. As feofíceas possuem ciclos haplodiplobiônticos (Laminaria) e diplobiônticos (Fucus e Sargassum).

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