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GIPE HISTÓRIA DE SERGIPE
FELISBELO FREIRE

PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA
Carta de Sesmaria de Jorge Coelho 1596 Documento copiado do acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe

FELISBELO FREIRE
PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA
ARACAJU –SE ARACAJU –SE 2009 2009

PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA

A preocupação e a responsabilidade com a preservação da memória recai sobre os ombros daques que estão vivos e conscientes de sua participação na construção do hoje. É mister saber para tanto, que o domímio de novas tecnologias e o seu uso adequado apresenta-se como uma necessidade que urge frente as adversidades do tempo, e em muitas vezes do descaso com o patrimônio histórico. Digitalizar obras literárias que cumpriram e cumprem seu papel façe a sua importância no cenário cultural, é uma forma de eternizar o homem naquilo que o torna imortal, e é nesse sentido que este projeto pretende somar esforços com aqueles que vislumbram na digitalização de documentos históricos, uma nova forma de preservar o patrimônio cultural. A digitalização do livro História de Sergipe de Felisbelo Freire é apenas o começo de uma proposta que visa angariar adeptos e que tem um fim claro de preservação e de acesso facilitado, torrnando de domímio público muitas obras importantes e que dificilmente grande parte da comunidade cintífica e popular teriam acesso às mesmas. É um trabalho árduo e cansativo, contudo a certeza de sua importância nos revigora, e dá a convicção de estarmos no rumo certo pois se aprendemos algo no decorrer de nossa vida é a consciência de que não se comquista um objetivo nobre sem o desgate do labor. Arionaldo Moura Santos

Este livro digital é fruto do projeto “DIGITALIZANDO A HISTÓRIA” , desenvolvido pelo Prof. Arionaldo Moura Santos e contou com a colaboração de alunos do 1º ano F do ensino médio do turno da tarde matriculados no Colégio Tobias Barreto no ano de 2008.

ABINAEL ALVES SANTOS ARIANNE SANTOS RIBEIRO BRENDA SIQUEIRA MENESES BRUNO SANTOS ALVES CARLA KAREN DOS SANTOS OLIVEIRA CAROLINE PAIXÃO DAMACENA CLEANE ANTUNES DA SILVA CRISTIANE RODRIGUES DOS SANTOS DENYKSON SANTOS LIMA BESERRA EDÊNIA BRAZ SILVA EDER SILVA MALANCONI FELIPE BRUNO FARIAS DOS SANTOS FRANCIELLE DOS SANTOS OLIVEIRA ISABELLA ALVES DE ANDRADE ITAMARA GOMES DA SILVA JÉSSICA TÂMARA OLIVEIRA DOS SANTOS JOCLÉCIA BISPO DOS SANTOS

JONH ANTHONY BRITO RODRIGUES JOSE RODOLFO MELO RODRIGUES JULIANA SILVA DE OLIVEIRA JULIANE BRAZ DE OMENA JULIANO CARRA IWERSEN LAURITA MENESES GONÇALVES MAISA CAROLINE SANTOS MAYKE WANDERSON SANTOS ARAUJO MILEISSE DE SOUZA SANTOS MURILLO NOU MACIEL FILHO NILSON ANDRÉ MENEZES BARBOSA STEPHANY SANTOS ARAUJO TALES LEVI FONTES DOS SANTOS THALITA GRACE SANTOS BARBOSA VALDIANE DA SILVA FREITAS VICTOR ALBERDAN ALVES REZENDE

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PREFÁCIO
Tornar Sergipe conhecido do país e do estrangeiro foi a causa que me levou a escrecer sua história. Em um período, como o que atravessamos, em que o espírito de iniciativa levanta-se em todas as direções, compreendi e compreendi muito bem que a indiferença que têm votado a Sergipe, não só os governos do regime decaído, como os historiadores nacionais, contribuiu poderosamente para o atraso em que tem ele permanecido. A fertilidade de seu solo, o caráter pacífico de seus laboriosos habitantes, suas excelentes condições climáticas, deviam assegurar-lhe maior prosperidade, que não existe. Faltou a interferência de uma instituição patriótica. Suas naturais riquezas foram desprezadas, pela falta de uma propaganda. Além disto, sua influência histórica, na civilização do Norte, é muito maior do que geralmente supôe-se. Os históriadores nacionais têm cometido a grande falta de esquecerem sua história, e não descrevem essa influência, donde grandes lacunas que se nota na explicação dos fatos. Com excessão do Frei Vicente do Salvador que lhe dedica um ou dois capítulos em sua História do Brasil, todos os outros historiadores nenhuma página dedicam-lhe. Entretanto, não se pode contestar qua a razão de muitos fatos vai o historiador encontar em sua história. Não só facilitou Sergipe as comunicações entre Bahia e Pernambuco, como pela agundante criação do gado prestou inovidável serviço à vitória do portugês contra os holandês, contribuindo para que não se desmembrasse o território da grande pátria brasileira. Seu território serviu de ponto de pousada do exército emancipador, e o primeiro grito de revolução contra os holandeses foi levantado nas margens do rio Real. O leitor convencer-se-á da importância de sua história, pela leitura deste pequeno trabalho. Bem sei que a tarefa que tomei a mem estaá muito além de minhas forças. Sem o recurso de obras já escritas sobre Sergipe, tendo necessidade de um trabalho paciente e longo na busca de manuscritos e documentos, em seus cartórios e arquivos, compreende-se que me foi preciso muito trabalhar, para oferecer ao público esta modesta obra. As dificuldades com que lutei, em seis anos de pesquisas, foram inúmeras, e muitas vezes, confesso-o quis desistir do meu plano. E se não fora o auxilio e animação de amigos, por certo não levaria avante meu projeto. E peço permissão para aqui registrar seus nomes, como uma prova de sincero agradecimento: João Ribeiro, Capistrano de Abreu, Dr. João de Oliveira, José Ladislau Periera da Silva, Baltazar Góes, Josino de Menezes Eugênio José de Lima, Dr. João José do Monte, a cujo concurso devo a publicação deste livro, e outros. Saliento principalmente o nome do ilustrado professor João Ribeiro, a cujo invejável talento e atividade devo grande parte dos materiais que reuni.

Antes que a crítica aponte os deveitos de meu pequeno trabalho, eu deles tenho plena consciência. Meus recursos não me permitiram fazer coisa melhor. Além disto, sendo o primeiro trabalho no gênero, contra o que antolharam-se dificuldades de toda ordem, não podia sair isento de defeitos. Será para mim motivo de contentamento, se ele fornecer alguma auxílio a quem, com mais competência de que eu queira escrever a História de Sergipe. Isto para mim é bastante. Rio, 6 de fevereiro de 1891 Felisbelo Freire

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SUMÁRIO

Prefácio Felisbelo Freire,um vulto da ilustração brasileira

Introdução
Capitulo I- Os primitivos habitantes do brasil Capitulo II - Elementos étinicos do brasileiro. Sua fisiologia e psicologia. Capitulo III- Fatores externos da civilização no Brasil. O evolucionismo,a melhor teoria histórica Capitulo IV- Geologia de Sergipe.Fauna e flora. Sua produção

Livro I
Época de formação(1575-1696)
Capitulo I-Descoberta e conquista de Sergipe Capitulo II-Colonização de Sergipe. Sucessores de Cristóvão de Barros até 1637 Capitulo III-Minas. Primeiras explorações Capitulo IV-Invasão holandesa em Sergipe Estado da Capitania Capitulo V-Domínio holandês em Sergipe.Doação da Capitania Capitulo VI-Lutas em Sergipe.Sua recuperação. Fim do domínio holandês Capitulo VII-Novo domínio português

LIVRO II
Expansão colonial (1696 -1822)
Capítulo I – Sergipe, comarca da Bahia Capítulo II – Resultado das questões de limite meridional expulsão dos Jesuitas Capítulo III – Reusltado da abolisão da escravidão indígena. Movimento colonial até 1802. Estado econômico da capitania. Capítulo IV – Sergipe e a revolução pernambucana em 1817. Capítulo V – Sergipe capitania. Intervenção da Bahia. Juramento da Constituição e aclamação da Independência.

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Livro III
Política Imperial (1823 – 1855)
Capítulo I – Governo da junta provisória. Primeiro presidente. Sergipe, Província. Capítulo II – Sucessores de Manoel Fernandes da Silveira até 183l. Idéias republicanas na Estância e Brejo Grande. Movimentos de abril de 1831. Capítulo III – Governo da regência. Revolção em Santo Amaro em 1836. Capítulo IV – Delegados e segundo reinado até 1855. Mudança da capital. Instrução pública. Finanças. Os partidos. Capítulo V – Limites. Questões com Alagoas e Bahia.

APÊNDICE Sesmarias de Sergipe
Diversas catas de sesmarias.

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sejam sócio-econômicos. sejam psicológicos. de seus heróis e mártires. Introduzir nesse quadro de forças vivas um acréscimo de gabinete. Tobias Barreto. 7 . Preservar a história. sempre constitui a mutilação desnecessária. O País embora adolescente. em seus limites geográficos. cuja influência na cultura nacional se acentua a partir do terceiro quartel do século passado.os últimos são resultados de um curso que acaba imprimindo nos costumes e comportamento dos habitantes um traço inconfundível e original.FELISBELO FREIRE. É de valia pouca a dimensão geográfica de cada uma. deram início ao movimento de idéias conhecido como Escola do Recife. e que se puseram dispostas. significa. nas escolas normais e secundárias.ou maior ou menor índice de progresso material. A repercussão da atividade intelectual alcançou a cultura brasileira. Gumercindo Bessa e Fausto Cardoso. a iniciativa de Dimensões do Brasil de incluir em seu programa uma série de história regional a fim de divulgar os traços comuns no processo de colonização e desenvolvimento econômico da antigas províncias. mas conservaram as suas raízes nas lutas pioneiras dos colonizadores. na poesia. contava o Brasil apenas com uma corrente filosófica: o ecletismo espiritualista. formação e expansão colonial. Era a doutrina ensinada nos cursos preparatórios às faculdades e em geral. SERGIPE E A ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA A circunstância deve ser ressaltada diante de Sergipe. diversificam-se os primeiros em função de circunstâncias e momentos. A sua leitura torna-se indispensável à compreensão do presente. que a tecnologia favorece. deixando as suas marcas na ciência. ainda que ornados dos melhores propósitos. todos nascidos em Sergipe. por capricho de um gênio. assim. no direito e na ideologia republicana. a escassa ou densa população. UM VULTO DA ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA PAULO MERCADANTE A CONFIGURAÇÃO REGIONAL Os diferentes estados que configuram o território brasileiro não representam formas traçadas ao acaso. o vigor da atividade econômica. Correspondia à filosofia oficial do Segundo Reinado. não permitir a ruptura de um processo paralelo de natureza cultural. Afortunada. As velhas províncias armaram-se das mais novas conquistas . A esse tempo. transfigurada em seu destino geográfico e político. formou-se em razão de um processo natural. As considerações acima nascem diante deste livro. trazendo as virtudes desenvolvidas no esforço do crescimento. São os alicerces de uma antiga província. com a redução das distâncias. quando começava a formar-se a Ilustração brasileira. Granjeara a doutrina de Victor Cousim importantes adesões entre os intelectuais. pois este sempre resulta dos elementos que compõem a vida de uma comunidade. No acervo assim havido somam-se valores materiais e espirituais. quando pouco. Silvio Romero. na crítica. que abrange quase três séculos de história. Cada estado participa do conjunto. maiores ou menores. e as vicissitudes teceram ao longo no tempo de quase cinco séculos a fisionomia de seus membros políticos.

a exemplo dos jovens engenheiros e militares empolgados com os postulados do positivismo. Em e1884 nova orientação imprimia Tobias Barreto ao seu pensamento. Imaginemos o que significava para a sociedade da capital da província e do interior a plêiade de doutores. parece bastar-se a si própria. A ciência. aspiravam uma reforma total da ideologia. como um grande capítulo da vida humana social. durante a década de setenta.a denúncia das insuficiências do mecanicismo de Haeckel e o empenho de aproximar-se do sistema kantiano. entre 8 . nos lares e nos grêmios.Parece fora de dúvida que tanto Tobias Barreto como Silvio Romero. apoiar-se-ia no evolucionismo para combater o positivismo ortodoxo. Juntos de Spencer ficavam seus companheiros Silvio Romero. Sua versatilidade dir-se-ia explicada pelas condições próprias da época. Por isso em seus trabalhos. Porém se deve à personagem do Prefácio a necessária ênfase que se concede à importância da filosofia e da ciência na formação de seu espírito de historiador. aparece-nos como um organismo vivo. ―ciência encarada assim. Deseja radicar no País o pensamento científico. passaria revista ao pensamento filosófico nacional e firmar-se-ia como crítico e pensador. No Rio de Janeiro. Silvio Romero voltava-se para a crítica parlamentar. Outro vulto de Sergipe.‖ SERGIPE E A ESCOLA DE RECIFE Revele o leitor o atalho por onde quase me perdi. se procedemos ao exame das profissões da elite local até 1872. revelando. a cujo destino se misturam indissoluvelmente a ciência e a filosofia. em meio século de vida independente. Marca-lhe a presença na vida cultural brasileira um insistente labor de pesquisa. mas sem o sacrifício da filosofia. ao sabor de novas incursões do espiritualismo. a história. parece-nos. ligado à inquietação do tempo. ou procuramos acompanhá-la no seu desenvolvimento progressivo. enfim. também Artur Orlando. Tal sentido soube Jesus Caraça expor com lucidez. vê-se toda a influência que o ambiente da vida social exerce na criação dela. Diante disso. entre os profissionais. A polêmica científica devia gerar. seria o autor deste livro Felisbelo Freire. verificamos que o número de doutores em Medicina supera expressivamente o de bacharéis em Direito. Tobias Barreto teve a sensibilidade de verificar que o positivismo não poderia por muito tempo satisfazer as solicitações d intelectualidade. e tratou de fixar-se em pleno terreno dos problemas ditos metafísicos. empenharam-se a fundo no combate ao ecletismo. No primeiro aspecto. assistir à maneira como foi sendo elaborada. como coisa criada. a formação dos conceitos e das teorias parece obedecer apenas a necessidades interiores: no segundo. escreveu ele. que nasce na filosofia e que amadurece na história. ao ter início o movimento do qual resultaria a Escola de Recife. a luta da época travada no terreno da fisiologia. Em Sergipe no século passado. retornados da Bahia. mais fácil se tornava o estudo superior na Bahia do que em Pernambuco. Ou se olha para ela como vem exposta nos livros de ensino. Por tais razões. ou seja. pode ser encarada sob dois aspectos diferentes. por motivos ainda pouco estudados. simplesmente abandonados pelos partidários de Comte. o farol que lhe conduz o pensamento é ela. não fosse o brilho que imprimiu a faina de historiador. Clóvis Belviláqua e muitos outros simpatizavam com algumas teses do filosofo inglês. impregnado de condição humana. na década de noventa. pelo contrário. com as suas forças e as fraquezas e subordinado às grandes necessidades do homem na sua luta pelo entendimento e pela libertação.

não haver especificidade da matéria viva. sem imposições agnósticas ou antiespiritualistas. o espiritualismo e o próprio vitalismo. O tradicionalismo. Admita o conflito entre forças vitais e forças físico-quimicas . carregadas de retórica. nem distinção entre os fenômenos vitais e físicoquímicos. ao escrever um opúsculo sobre o tratado de Broussais. o materialismo e o positivismo no terreno da ciência pura. Interpenetram-se as idéias suscitadas no Recife por Tobias Barreto e seus companheiros e discípulos com o movimento de renovação científica da Bahia. extrínseca a intrinsecamente. dificultavam o desenvolvimento das pesquisas em geral. circunstância que desviava os médicos de conceitos patológicos e clínicos firmados na anatomia. Fausto Cardoso e Gumersindo Bessa se desviassem do causuísmo jurídico para o campo do biologismo social. Predominara. Adveio uma tendência que se caracterizava pela aceitação do positivo nas ciências. O debate trava-se de um lado. Lá chegava em plena peleja de desde anos se renhia entre os adeptos de uma ciência tradicionalista e os entusiastas das correntes avançadas da biologia. e sim para a Bahia. Adotava a definição de Biologia dada por Blainville: ― a ciência que analisa os animais os fenômenos da vida e procura explicálos. Felisbelo Freire não seguiu para o Recife. contribuído para que Tobias Barreto Silvio Romero. co correr dos anos. que englobava o ecletismo. O grande médico produzira Barthez e Bordeu. Assim. conforme se vê das teses apresentadas na Faculdade de Medicina. porque todos se explicariam pelos princípios da Mecânica. a cuja doutrina repugnava o exame de cadáveres a fim de serem elucidados os problemas da vida. referia-se a li dos três estados fenômenos. de uma cultura brasileira que se desenvolvia sob o estímulo de uma saudável diversidade ou pluralidade de influências e condições. as velhas correntes do mecanicismo. Singular a circunstância. que estivera em Paris. a concepção do vitalismo convencional. Bichat divergira do condiscípulo Bordeu. ligando-os às leis gerais da matéria sempre que disso forem suscetíveis. conciliando o espiritualismo. Tratava-se de um sistema especulativo. a resultante da divergência seria Claude Bernard. o fisiologista francês antepunha ao vitalismo a sua doutrina de determinismo biológico. Bordeu produzira Bichat. com uma tese de Justiniano da Silva Gomes sobre plano e método de um curso de Fisiologia. As idéias voltam-se contra os conceitos tradicionais. O médico. As raízes das novas tendências estavam na orientação que um discípulo d Sthal imprimira às pesquisas científicas biológicas. em circunstâncias referidas por Gilberto Freyire. a admiração que proporciona o prestígio. Reminiscências medievais. que consagraria a unidade da observação médica e a experimentação fisiológica. levando o vitalismoa a uma concepção biológica. Na Faculdade de Direito a influência do status do doutor em medicina teria assim. Teve inicio o ataque ao vitalismo de Barthez quase na primeira metade do século. e afirma-se em desfio. o fundador da Biologia. a estudar na Faculdade de Medicina. defendeu-se por mais de meio século.os curiosos e diletantes. Os preconceitos existentes nas ciências naturais tinham criado à Medicina os maiores obstáculos no século passado. e particularmente na Anatomia e na Fisiologia. quando de sua incursão na Fisiologia. Tratava-se da influência que Augusto Comte desencadeara no campo das ciências naturais. a cursar Direito. apoiados numa fisiologia hipotética. 9 . cujo eco chegaria até o Recife por intermédio do grupo de sergipanos que preferiria o curso jurídico.

Publica. em meio â ―fulgurante plebe‖ . Na província nordestina sem recursos. especialmente Tobias Barreto e Silvio Romero. sobre nós esvoaçava de todos os pontos do horizonte. 10 . provocandolhe os apontamentos publicados na imprensa.outro trabalho da época seriam os Fatores Esternos da Civilização no Brasil. de Aracaju. A PESQUISA REGIONALISTA Naquele ano distante. Os limites do estado são tratados após 1888 na imprensa de Laranjeiras e posteriormente em O Republicano. durante o curso de Medicina. os moços das Escolas de Direito do Recife e de Medicina da Bahia procuravam sacudir as instituições imperiais. se o embate na Biologia o levara aos pensadores naturalistas e evolucionistas. Adota assim as correntes em voga. Buckle e seus discípulos no Brasil. e . Felisbelo Freire dá inicio á sua atividade como escritor. as citações de Spencer e seus epígonos com o verbete do Dicionário de Medicina. aprofunda os seus estudos sobre Sergipe. que preparava a história do Ceará. As novas correntes condenavam com veemência o instituto do cativeiro e eram simpáticas ao ideal republicano. que o situa. a partir de 1886. Capistrano de Abreu. um inventário da atividade cultural já demonstrava. Haeckel.lá o alcança. para o estudo de Medicina. desafiados pelo atraso e pobreza. Ao mesmo tempo. e que nos falou outro sergipano Gilberto Amado. questão relativa a Geologia e aos elementos étnicos dos brasileiros do ponto de vista da doutrina evolucionista. O lastro de ciência adquirido na Bahia mostrava-se em Felisbelo Freire ao divulgar a doutrina evolucionista. Darwin. Irmanam-se em suas digressões. no terreno da história regional. abordando. Significativo engajamento ao sabor do tempo. Assim. e a Paulino da Fonseca. que introduzia o historiador nos círculos intelectuais brasileiro. sem sombra de dúvida. inspirada num bando de idéias novas que segundo Silvio Romero. Felisbelo Freire. que ciosamente arquivava as glórias do Maranhão: a Alencar Araripe. tarefa que desempenha na militância republicana. redimir o negro de sua condição. referia-se a Augusto e Pereira da Costa que aprofundaram a história de Pernambuco : a Alcides Lima que revelara a história do Rio Grande do Sul: a Henriques Leal. onde passou a clinicar. um conjunto de obras importantes. a Severino da Fonseca. Em 1888 publicava na revista Trimestral do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sua ― Memória sobre a Colonização de Sergipe de 1590 a 1600‖.Nesse campo da luta chega à Bahia. Uma obra política de Anfriso Fialho – O Processo da Momarquia Brasileira. artigos sobre história no jornal A Reforma. A estrutura do País levantava-se pele exercício da pesquisa regionalista. escrevendo sobre o Visconde do Porto Seguro. que se embrenhava pelo Mato Grosso. A atmosfera polêmica entre o vitalismo agonizante e as concepções científicas despertaria no moço a inquietação filosófica. e mal chegado a Laranjeiras. que apurava a Crônica das Alagoas. com as obras de Spencer. Familiarizara-se o doutor. concluído o curso em 1882. também a Filosofia o conduzia à política e a contestação do sistema monárquico. e superar no campo da Ciência de da Filosofia o ranço do ecletismo francês. na introdução de seu livro. A inquietação era tal.

Fundaram jornais e. A respeito do período. Fechava-se num volume o resultado de quase dez anos de pesquisas e estudos. num artigo sobre o evolucionismo. onde poucos meses depois . diz um dos seus biógrafos. a sua palavra sempre foi ouvida com o maior respeito nos instantes críticos da vida republicana. Acompanhou-o pela vida afora a admiração de fiel discípulo aos pensadores alemães e ingleses. mudava-se Felisbelo Freire para o Rio de Janeiro. a história parlamentar do país. ― A sua principal preocupação como o iniciador da forma republicana do governo. promovendo. Novamente se 11 . Direito Público. nunca interromperia os estudos de ciências naturais. ao mesmo tempo. o interesse por temas médicos. Finanças e Legislação Comparada. sobre Política. 1909/1911. 1903/1905. 1915/1917. Mandato que com a morte interromperia. muito se orgulhava o médico e escritor. como a história do constitucionalismo norte-americano. integrava a Comissão incumbida da reorganização dos estados. em dezembro de 1888. participando da elaboração do diploma que iria viger por quase quarenta anos. conferência que recitou em 1887. discorria com igual competência sobre Medicina. ―tendo haurido no estudo dos melhores autores vasta cultura jurídica. extraiu novas considerações . Por ocasião dos debates na Câmara dos Deputados sobre os projetos de emissão de papel-moeda e do orçamento da receita e despesa revelou estudos especiais acerca desses temas.‖ O volume hora reeditado. Assumira Felisbele Freire. dois anos após. Desdobra-se Felisbelo Freire em sua multiforme atividade. manifestada repetidas vezes nos debates do Parlamento. não se trata de uma obra elaborada de afogadilho. Reelege-se deputado nas legislaturas de 1897/1899. Firmam-se nesta iniciativa as raízes do futuro constitucionalista. convocou-se um Congresso que redigiu um projeto de Constituição e estabeleceu uma assembléia do partido. entre os quais conseguiu realizar o da navegação direta para o Rio de Janeiro. Regressa como presidente de seu estado e delegado das novas instituições. Em 1894 concluía a editoração dos três volumes da História Constitucional da República dos Estados Unidos do Brasil. constituinte. A ATIVIDADE POLÍTICA E O HISTORIADOR Em 1889. Da filiação ao naturalismo. encarando-os com a largueza de vistas de um perfeito home de estado‖. em 1893. 1912/1914. a maior soma de benefícios para o Estado. na capital do País. Figura notável. no torvelinho dos primeiro meses republicanos. Aparecia o historiador. depõe Armindo Guaraná. E um livro didático. viria a lume em 1891. ainda em Laranjeiras. Se encerrou. de uma forma algo eclética. apareceria mais tarde. com Baltasar de Araújo Góis e Josino Meneses já havia Felisbelo Freire constituído o núcleo de combate à escravidão e à monarquia. foi adaptar o serviço público à índole das novas instituições. Poucos conhecia como ele a história financeira e orçamentária do Brasil. em Laranjeiras se instalara o quartel general das forças republicanas.A fenda devia ser aberta no campo político. que lhe concederam os estudos universitários. vertente que acabou constituindo-se. História de Sergipe. onde. no primeiro e único trabalho. elementos de História Natural. Da ―Evolução da Matéria‖. era proclamada a república. no Brasil. inspirados na escola evolucionista. a pasta da Fazenda tendo acumulado interinamente as funções de Ministro dos Negócios Exteriores.

Era o repouso do incansável trabalhador. bem como as questões relativas a limites. com menos de sessenta anos. o devassamento dos sertões. antigas estradas. 12 . e discursos pronunciados na Câmara dos Deputados. executava peças clássicas e variadas. figura singular da Ilustração Brasileira. falecia no Rio de Janeiro Felisbelo Freire. O plano a que visava não se concretizou. Lá. Felisbelo Freire programara cinco volumes. referente à Bahia. formação das vilas e cidades. patrimônio das câmaras municipais e terras devolutas. os motivos das linha de povoamento. Desgastara-se na atividade incessante. chegara a reger uma orquestra em concerto oferecido a famoso maestro. origem da manufatura. Sergipe e Espírito Santo.incorporaria ao historiador a sólida base científica e filosófica. vindo a lumeapenas o primeiro tomo. Em 1916. como acadêmico de Medicina. cansara-se na clínica e no estudo. obra de importante significação na cultura brasileira. publicados na imprensa carioca. as ordens religiosas. prenunciam o autor da História Territorial do Brasil. onde como um virtuose. Registram as crônicas da vida caria o brilho dos concertos em sua residência. que abrangessem a fusão das antigas capitanias. que fugia das preocupações maiores no velho hábito que trouxera da vida estudantil na Bahia. sucumbindo o sábio e humanista em face das desilusões que a política provoca em sensibilidades delicadas. Diversos trabalhos especializados em Economia e Finanças.

e muitas outras ciências. tudo tem servido de objeto de estudo. a geologia. Lund. Egito e Índia: desde a exploração do mound de Pascoval. Ferreira Pena. a história a que fica reduzida? As afirmações sem nexo. 13 . Poderemos citar Vaz de Caminha. Carlos Weiner. em Itamaracá. e entre brasileiros Gonçalves Dias. descrever o grau artístico de seus primitivos habitantes na arte cerâmica. o historiador tem necessidade de olhar para esse passado préhistórico. entre estrangeiros. por mais obscuros que sejam o intelecto e o grau de civilização e a natureza de sentimento dos seus progenitores. Pelo avanço da ciência. e não estão acumulados os grandes subsídios que reclamam de outra ciências. que não tendem a ligar os fatos. Rio Grande do Sul. Eves d‘Evreux e muitos outros. d‘Orbigny. Léry. trabalhos mais ou menos importantes se tem feito. Sem a biologia. que nele vão se operando pelas ações recíprocas dos meios. Pode-se bem compreender que o historiador tem necessidade de apelar para o concurso de diversas ciências. com admiráveis pontos de contato com a ideografia do México. Catarina. quanto a herança tende a perpetuar seus caracteres. essas obras deixam insolúveis os maiores problemas da pré-história. dos espíritos cientistas. a lingüística. Gabriel Soares. esquecendo a marcha evolutiva do espírito humano. ainda que imperfeitamente.INTRODUÇÃO CAPÍTULO I OS PRIMITIVOS HABITANTES DO BRASIL As exigências da orientação científica moderna dificultaram consideravelmente o encargo de escrever a história de um povo. a etnologia. Hans Staden. cujas afirmações são baseadas em uma multiplicidade de teorias. onde se contam Martius. tanto mais importante. que nele há de ver um fator de colaboração. até as explorações das cavernas. com as diversas diferenciações e integrações. Hartt. a antropologia. desde os caracteres simbólicos de Marajó. uma brilhante plêiade se formou. China. não obstante a força antagônica da adaptação. Desde o século XVI . Não está feito o largo pedestal sobre o qual tem ela de descansar. Ainda que não possamos fazer coro com aqueles que acham de nulo valor os estudos de pré-história. através do tempo e do espaço. Ladislau Neto e outros. O conhecimento completo do elemento autóctone de qualquer povo não deverá ser esquecido pelo historiador. pó uma lei de sucessão. para esclareces questões relativas aos povos brasileiros. no vale do rio negro. dos sanbaquís do Pará. todavia as afirmações nesse sentido não passam ainda de hipóteses não corroboradas por uma unidade de vistas. Sta. Couto de Magalhães. Por essa diversidade de auxílios que o historiador é obrigado a reclamar de diversas ciências. a fim de prendê-lo aos tempos históricos. Destituídas de espírito filosófico. sem o que ficará um hiato que contribuirá para desvirtuar as leis da civilização humana. Por mais longínquos que estejam os seus antecedentes. Rodrigues Peixoto. Desde as inscrições gravadas em pedras e encontradas na serra da Escama. Batista de Lacerda. compreende-se facilmente que a história brasileira acha-se muito longe do pé que o espírito científico requer. Derby e muitos outros. para decifrar essas tradições antiqüíssimas. puramente descritivas. e o sentimento religioso nos ídolos. onde se tem podido.

Não obstante a nova estrada que abriu Morton na etnografia americana. No Brasil. E a refutação era tão magistral. onde uma parte estacionou. muito esclareçam as questões relativas às raças pré-históricas do Brasil. como notou Broca. mostrando que a substituição proposta pelo literato português do nome seytho mongólicas pelo de raças turanianas não indica mais do que a convicção do literato português sobre a inanidade do turanismo. fenômeno idêntico ao que se deu na Europa.Ainda que os trabalhos. que ele mesmo sentiu-se em sérias dificuldades. Brantz e outros. convergindo ambos. na impossibilidade de uma divisão simétrica das línguas. com quer Teófilo Braga. da etnografia. todavia os materiais que o espírito de investigação tem reunido ainda não são suficientes para explicar a origem do homem primitivo do Brasil. esta posição dúbia. impressionado pela diversidade dos caracteres craniométricos do basco francês e do basco espanhol.‖ Os trabalhos de Frederico Muller. chega a admitir a marca do povo turaniano na América. com o berbere.. Deixando isto. levou tanto a convicção ao próprio espírito do literato português. de onde se conclui ser de onde se conclui ser o velho mundo a pátria da espécie humana. principalmente de Hartt. de lado. gorilho. bem como o fenômeno da persistência da modinha brasileira. Teófilo Braga. Hovelacque e outros já haviam refutado a tríada de Max-Muller. Sayce. de Martius e Lund. porém. do mundo inteiro. E é ele quem diz ― foi das raças nômadas da alta Ásia que se destacaram essas migrações que entraram a Europa antes dos indo-europeus. que na família humana vê uma tríada pertencente às línguas turanianas. vindo através da África. e a braquicefaleia geral dos da América do sul. com os cânticos acádios e chineses. que o ilustrado crítico sergipano Sylvio Romero põe em saliência. para conciliar o turanismo com as verdades cintíficas enunciadas pelos competentes órgãos da lingüística. Dentre as tórias de Max-Muller. Sylvio Romero já refutou o turanismo. Nott e Gilddon. todavia se procura ver nos dois seguintes pontos a base sólida do asiatismo americano: a) a ausência na América dos antropomorfos. chimpanzé. para o sul da Europa onde deixaram os vestígios na braquicefalia do basco francês e na dolicocefaleia do basco espanhol. um procurando norte da Europa e outro a América. arang. da antropologia. gibon. em uma triáda de famílias. vejamos se a primitiva raça que colonizou o Brasil foi a raça turaniana. depois. porque nos outros 14 . e o mesmo processo lava a grandes resultados. auxiliado pelos trabalhos de Meyer. Witney. com diz gaidoz. E é isto. orientação para a qual convergiram homens como Mayer. É por isso que se torna legítima a comparação das canções prevençais. e que se conhecem pelo tipo braquicéfalo do basco francês: a coincidência da dolicocefaleia do basco espanhol. procurando fundamentar suas vistas na suposta dolicocefaleia das raças da América do Norte. Schleicher. revela-nos também o caminho por onde o turanismo da Ásia entrou no sul da Europa. da mitografia. E aqui não fazemos mais do que resumir a oposição do ilustre crítico sergipano. arianas e semíticas. pela qual chegou ao autoctonismo dos indígenas da América. não se prestando a natureza a uma categorização tão simples. quando Teófilo Braga em Portugal espalhava o turanismo. aproximando o romanceiro peninsular ou Aravias dos cantos históricos ou javaris do Peru. Essa população turana descida da alta Ásia dividiu-se em dois grupos.

nas estações funerárias. quando foi ela povoada pelos asiáticos. aplicadas por Barbosa Rodrigues à América. senão os vestígios dessa imigração asiática quem em tempos idos. por que até o presente só chegou ao nosso conhecimento a existência de jazidas nativas de material bruto na Ásia e na Oceania. objetos tais como machados. nas cidades lacustres. aqui o transcrevemos: ―Perdeu-se certamente o conhecimento das jazidas originárias do 15 . nem a paleontologia assegura haver um só centro de criação do pithecantropo de Heackel. pedras que não existindo na América foram exportados da Ásia. e para a América os outros. já enterrados no solo. Darwin e haeckel não afirmam senão que a espécie humana é um colateral afastado do pithecoide. somente no Turkestan e a jadite no distrito de Junnan. quando para aí deu-se a imigração dos povos. Realmente o botânico brasileiro. levados uns para a Europa. Aproveitando o resumo de Sylvio das conclusões de Meyer. foi Sylvio Romero utilizando-se dos trabalhos de Meyer. as mais das vezes verde. Diz o sábio mineralogista de Dresde: ― por questão da nefrite deve entenderse o seguinte: encontram-se em muitos lugares. pela corrente imigratória que primitivamente povoou-a. em muitos caso. deu-se para o Brasil. ornatos e outros semelhantes. álibi. amuletos. eram de feldspato. e de quartzo os brancos. alguns de nefrite e jadeíte. ― Para a explicação deste fato. Europa. outra opinião não menos importante levantou-se em oposição. é obscura. Ásia e Nova Zelândia. Da ausência absoluta de jadeítes e nefrites em outros continentes. já ainda em uso entre povos incultos ou civilizados. Ásia. os verdes. sobre quase toda a superfície da terra. É uma aplicação errônea que o assiatismo faz do transformismo. Oceania e no território de Alaska na América. rochas exclusivas da Ásia. Entretanto se a competência de Fischer levou a convicção ao espírito de Barbosa Rodrigues. por parte de competentíssimos cientistas. de onde o hiato que tem motivado a mão aceitação absoluta do transformismo: como a multiplicidade dos centros de criação humana está merecendo hoje adesões sinceras. A hipótese foi principalmente arquitetada pelo professor Henriques Fischer de Friburgo sendo aliás partilhada por muitos outros investigadores notáveis‖. que mostra ter encontrado jazidas de nefrite e jadeite na Europa. onde temse encontrado artefatos de pedras verdes. para quem os muiraquitãs.quirimbitás – chegou a convicção de que os muiraquitã é de jadeíte e cloromelanite. O primeiro que impugnou no Brasil as asseverações de Fischer. dos índios amazônicos. levou o ilustre botânico brasileiro Barbosa Rodrigues a não ser no muiraquitã ou álibi. especialmente na América. Não só o darwinismo não assegura ser a espécie humana o descendente direto do antropomorfo. e cuaj origem. cuja composição não deixa dúvida de ser de jadeíte e nefrite. objetos de uma pedra muito dura.a de Meyer . exceto na Ásia. A alta competência do ilustrado mineralogista Fischer que declara existirem as jazidas de nefrite. quis-se concluir em favor de uma imigração asiática para a América. chamados pelos índios Cunuris.continentes falta o primeiro elo da cadeia antropológica: b) ter-se encontrado nos artefatos da América. semelhantes aos enfeites de pedras que os Uaupés do Rio Negro trazem no pescoço. formula-se a hipótese de provirem da Ásia conjuntamente os objetos europeus e os americanos.

é perigoso afirmar a descendência do índio americano de uma migração asiática dos chineses ou dos Egípcios. chefes da escola indigenista nos Estados Unidos. que a lingüística e a arqueologia dos povos da America apresentam com os do continente oriental. morais e físicos. observa o sábio autor. são fatos que protestam contra a transmigração. São três considerações de peso‖. de um sistema de escrita fonética. China. as diferenças do sistema aritmético o descobrimento do pequeno ciclo do tempo – a semana. o professor de Dresde nota que os objetos ali encontrados tem todos . que provam o predomino da dolicocefalia na América do Sul. Como o Dr Ladislau Neto : dos Carios. Assim.mineral. é inverossímel que servisse de moeda uma substância que se não encontrasse no próprio império. temos os estudos dos ilustrados antropologistas brasileiros Rodrigues Peixoto e Batista de Lacerda. Por mais esforços que façam aqueles que estabelecem como uma verdade a unidade 16 . se a tendência de buscar na imigração dos povos asiáticos a explicação de ligeiras analogias. entre os povos da América e os do Oriente. todavia certos achados da etnografia mostram a falta de base desse exclusivismo. como ponto exclusivo da origem do índio americano. de animais domésticos. que espírito de investigação vai reunindo. essas ligeiras analogias lingüística estão longe de indicar uma identidade de estrutura da língua e da organização gramatical. são por demais eloqüentes as conclusões a que chegaram Nott e Gilddon. perante as conclusões a que vai chegando a antropologia brasileira. Além disso. dos Líbios ao Atlantes. uma prova de serem preparados no país. para fundamentar o seu turanismo e que viu na braquicefalia dos índios da América do Sul e na dolicocefalia dos da América do Norte. relativamente. ao menos no México e na região amazônica. os traços característicos dos povos do continente americano. somente chegar ao México a jadeíte e jamais a nefrite. Achamos que as duas teorias devem se superar. a fauna e a flora muito distinta das do velho mundo. invocada por Teófilo Braga. elas. não representa uma verdade sancionada pela ciência. no caso de importação da Sibéria. Demais. Pelo que se refere especialmente ao império dos Aztecas.e dos metais. à Americana . não asseguram a verdade dessas exclusivas conclusões. leva alguns espíritos a serem exclusivistas na origem dos povos americanos. pois. que consideram o índio americano como um produto do solo ameriano. Ora. Japão. Os ensinamentos da lingüística. Se esse exclusivismo não se pode sustentar com os materiais que a préhistória americana vai reunindo. o mesmo não podemos dizer relativamente à bela teoria do indigenismo de Morton e Simonin. há improbabilidade manifesta de. em cujos habitantes primitivos nota-se a ação de mais de um elemento étnico. Se Martius e Fidel Lopes apresentam um grande número de palavras com raízes do sânscrito. em sua escultura. um caráter puramente local e indígena. a falta de alfabeto. Quanto à dualidade dos caracteres caniométricos. Nota mais a circunstância de ser o tributo de muitas províncias o Império obrigatoriamente pago em jadeíte. O asiatismo. como quer Varnhagen. para se aceitar uma migração asiática pela América. ou Indochina. a reprodução do basco francês e espanhol . porém. as diferenças nas formas dos crânios . devem existir no continente. da antropologia e da etnografia e de todos os conhecimentos préhistóricos. com que Berlioux.

sempre se encontram com uma força antagônica. Depois que o espírito altamente investigador do sábio historiador inglês Buckle . bem provadas por Morton. como observa Lund. 17 . quando as mais partes do mundo estavam ainda submergidas no seio do oceano universal. de um cruzamento entre o elemento primitivo e o elemento estrangeiro. e que a América já era habitada em tempos. quer por condições locais. a formação geológica do novo continente. na existência de um elemento étnico. na arte. ainda que os povos não sejam. Os dois ilustres antropólogos brasileiros. A conseqüência a que chegamos. muito anterior à do velho são fatos que não devem ser desprezados. e que os povos que nessa remotíssima época habitavam –na . não se pode duvidar desses focos de criação humana. ― a natureza geológica do platô central do Brasil demonstra que ali existia como um extenso continente a parte central do Brasil. não provam uma unidade de origem. alimento e solo. Quanto à America. Não se pode muito duvidar da existência de um elemento autóctone na América e no Brasil. principalmente. donde rebentam outras formas ancestrais das civilizações. as duas tórias devem caminhar juntas. produto psicológico muito precoce na espécie humana. em todas as manifestações emocionais. eram da mesma raça que os que no descobrimento foram aí encontrados. tocando assim ao Brasil o título de ser o mais antigo continente do nosso planeta ―. O elemento indígena foi sempre a força que se levantou contra o elemento alienígena. mostrou as civilizações primitivas como produto do meio físico.da criação humana. que eram motivadas. Guatemala. ou surgiram apenas como umas ilhas insignificantes. é que houve uma uniformidade das leis que presidiram o desenvolvimento do espírito humano. não podem obscurece a verdade da história. Peru. deixaram alguma luz neste sentido. de que acima falamos. Um produto semelhante a si nunca deixou o homem de encontrar na carreira de suas migrações. e os geológicos e arqueológicos de Lund. Realmente diz esse grande sábio. com um elemento étnico autóctone em todos os continentes . quer pelo espírito de conquistas. dos povos espalhados pelo território americano. todavia os trabalhos antropológicos de Batista e Lacerda e de Rodrigues Peixoto. em larga escala. em que os primeiros raios da história não tenham ainda apontado no horizonte do novo mundo. dirigidas exclusivamente pelas leis físicas – de clima. e da língua. As normalidades que a espécie humana apresenta em sua mitografia. dos costumes. O homem da Lagoa Santa e o homem do Sambaqui. autóctone nos continentes. No Brasil. em suma. o sábio Lund chega a conclusão de que a existência do homem neste continente data de tempos anteriores à época em que acabaram de existir as últimas raças de animais gigantescos. Egito e Índia. e com o qual colaborou para a formação das populações mestiças. dos quais são os pósteros representantes dos bugres do Paraná e os botocudos.i Lund chega à conclusão de que a Pelos estudos nas escavações das cavernas do Brasil.como as do México. na lingüística. morais e intelectuais. As imigrações de povos. chegam a conclusão de que em temos primitivos existiram no Brasil dois tipos étnicos. As grandes analogias das crenças. representam esses dois tipos. dos ritos. bastantes distintos pelos caracteres craniométriocos.

foram-se cruzando com povos que iam encontrando nas correrias: ou se admita. era um produto mestiço.Estes últimos Rodrigues Peixoto considera como o resultado do cruzamento de dois elementos formadores: um. representada pelos Guaranis. onde a arqueologia pretende levantar essa vida de um passado tão longínquo e marcar o grau de evolução mental a que chegaram esses antepassados. nas inscrições. na linguagem. na lingüística. que supõe que as gerações gendiam a degenerar gradualmente. imprimindo sobre os artefatos de cada seção as feições características de uma civilização. francamente dolicocéfalo e hipsistenocéfalo. no estilo. o que não se pode contestar é que mais de um elemento étnico 18 . E a própria classificação de D‘Orbigny. Nessas necrópoles tem-se notado três camadas de urnas funerárias. vasos. Botocudos e diversas tribos. Ferreira Pena considera os Caribas e os Aruãs os construtores das cerâmicas do Pará. deixa supor que ais de um povo tomou parte na construção dessas necrópoles. a raça que habitava o Brasil e que se estendia das Antilhas até o Prata. e o outro que tende a alargar o diâmetro transverso e. nos ídolos. nas lendas. que procura inspirar-se em mais de um processo e que denomina Brasilio-Guarany. outros sobre a indústria. Tupis. e o autor acima citado diz que os últimos trabalhadores. Observa-se neles um grau decrescente na arte cerâmica. deixa ver a existência demais de uma raça. em diversos graus de civilização foi o construtor desse admiráveis túmulos. Nas produções intelectuais. era a expressão de mais de uma força étnica. Chiriguanos. até um certo ponto a abaixar o diâmetro vetical. pois a identidade de cor de relações subjetivas e psicológicas na semelhança das raízes. dirigidas do Norte. nos instrumentos de sílex. amuletos. Ou se admita que as migrações.‖ Analisando agora as pesquisas dos autores sobre os artefatos encontrados nas cerâmicas de Marajó e Pacova. vemos nas populações primitivas no Brasil uma fusão de mais de um elemento étnico.uns baseados na cor da epiderme. na ornamentação. outros nas formas dos crânios. ou do Sul como querem outros . aqueles cua evolução mental achava-se mais atrasada. ídolos. ―Não será o botocudo o cruzamento destas duas raças? ―Os caracteres que neles temos encontrados nos autorizam essa hipótese. Pelos caracteres da face são parentes próximos da ração dos Sanbaquis. nos tempos pré-históricos. não exprimindo a verdade de uma seriação. são os Aruâs. a semelhança de objetos e deformas cranianas em diversos continentes. etc. Rodrigues Peixoto assim se exprime: ―Pelos caracteres do crânio cerebral. na ornamentação. cujo estudo demonstra que mais de um povo. prefixos e sufixos. a diversidade de ornamentação e estilo gravada nas urnas funerárias. que houve uma migração extra-americana. em tudo em suma que as pesquisas têm colocado debaixo de sua apreciação. vê-se claramente mais de um elemento étnico. eles (botocudos) se aproximam mais da raça da Laguna Santa. E os diferentes processos de classificações que se tem procurado para o índio americano. como querem alguns. E hoje escreve-e que os índio do Brasil no tempo da colonização. Aceitando as proposições de Forster. nos artefatos. Verificando sempre a justaposição desses dois elementos na craniologia botocuda. provam eloqüentemente que mais de uma raça devera existir no Brasil. todos. mais de um fator humano a entrar na organização das raças brasílicas. porém. como Guaraios. sem fundamento científico. bem patenteados no homem fóssil da Lagoa Santa.

nos crânios dos botocudos. e as ardências de alta temperatura. dinotérios. antes o grande dilúvio chamado na geologia a Myocene ou geral inundação‖. ―Com estas provas pode-se garantir. no mesmo grau de decomposição dos ossos dos animais fósseis que os acompanhavam . nas escavações de Saint Acheui . em diversos jornais europeus. como chama Rialle. desde a primeira seção do período arqueolítico – a época miocênica. a África. Assim. vindo saciar a fome nas carnes ainda vivas dos descomunais proboscianos. descansava o homem as fadigas das lutas com o megatério. E talvez seja desse elemento ético primitivo e autóctone que os dois ilustres antropologistas brasileiros descobrem os caracteres em seus estudos craniométricos. Essas ossadas humanas sempre tem sido encontradas com ursus spelaeus. achou o homem contemporâneo do megatério. tornando-se assim a América um importante Centro de Criação. elefas primigenius. que o gênero humano existia por todo o mundo e mormente no Brasil. O sábio Carlos Rath também diz: ―Eu dei noticia sobre os sambaquis desde 1846. Lá chegou-se a afirmar a brilhante verdade de que o homem já existia na época miocênica. a Oceania. Abbeville. Pouancé e Saint Prest. Lund nas escavações das cavernas do Brasil. chegando à a formação de que o homem é contemporâneo da época terciária. para poder conhecer vem toda a construção e idade destas sepulturas primitivas com suas particularidades. halitérios elefas meridional. nas escavações das cavernas do Brasil. mastodontes. sem medo. Os tipos antropológicos humanos de Thenay. provam a existência do homem geológico na Europa. em alegres festins sob as grandes cavernas. ―o Dr. como também na extinta Brasilia de Petrópolis e em outras descrições impressas nos meus Fragmentos geológicos. cuja idade na América do Sul corresponde à do mamute na Europa. passando assim do mioceno ao plioceno e ao post-plioceno e do período arqueolítico ao neolítico. porém. todavia é mais do que provável que à sombra dessas espessas florestas que cobriam os ubérrimos vales do Brasil. com os seus sílex trabalhados. Moustier e com o cervus tarandus em Grenelle. Era impossível não concluir daí ser o homem contemporâneo do megatério. macrotérios . mamutes e outros. no meio de assadas dos grades proboscidianos. Cuja idade corresponde ao do mamute na Europa. a Ásia. dirigiu Lund e Rath a pesquisarem. a demonstração da sua contemporaneidade dos mamíferos miocênicos. Lund. Aurignac. e concluiu que o Brasil é habitado desde a época pliocena. contemporâneo dos mastodontes. contra quem manejava o seu dardo de pedra lascada. chegando ao seguinte resultado: 19 . assim como o foram a Europa.cruzou-se nas populações brasílicas e que um deles é autóctone. ou reino de aparição. dizem Zaborowski e Moindron. Houve. onde numeroso povo habitou. os vestígios fósseis do homem geológico. ainda que a hipótese de Lund e Rath não esteja ainda plenamente confirmada pelo veredicto da ciência. um homem geológico no Brasil? A nova estrada que abriu a antropologia na Europa. explorou mais de oitenta cavernas e em uma delas encontrou ossadas de trinta indivíduos da espécie humana. nas mesmas jazidas dos ossso dos acerotérios. Savigné . é natural. etc: porém era-me preciso examinar muitas casqueiras em diversos lugares e tempos.

b) As raças indígenas atuais representam a mistura de dois tipos diferentes.a) A raça primitiva do Brasil era dolicocéfala. c) As raças por nós estudadas a que mais aproxima-se da raça primitiva é a dos Botocudos. d) Existiu em tempos remotos no Brasil uma raça caracterizada pela extrema depressão da fronte. 20 . e) O uso das deformações artificiais dos crânios era estranho à maior parte das raças indígenas do Brasil.

sem ser presidida em sua ação. o espírito filosófico da época chegou a conclusão de que a história da humanidade não poderá dar um passo.CAPÍTULO II ELEMENTOS ÉTNICOS DO BRASILEIRO SUA FISIOLOGIA E PSICOLOGIA É de todo impossível penetrar-se no intelecto de um povo. Por isso mesmo que a matéria orgânica e organizada não poderá evoluir sem a ação antagônica de duas forças. Na herança e na adaptação viram estas últimas ciências as legítimas forças da evolução. sem relações recíprocas. coloca-a em um caminho verdadeiramente filosófico. do grau de ação que mutuamente hão de representar. sintetizando por esse meio as leis que as dirigem. que se opera no seio de um povo. para olhar as sociedades como um organismo. em suas variadíssimas manifestações e nas relações subjetivas e psicológicas. 21 . pelas modificações do meio. Por esse caminho verdadeiramente analítico e naturalista chegou-se à afirmação de que a evolução é um princípio geral. que operam a integração e a diferenciação. fazendo não só perpetuarem-se as qualidades essenciais dos seres. sem as quais a seleção na humanidade não poderia efetuar-se. porque representam as duas principais direções em que se colocará o movimento social. os achados científicos não passavam de um corpo amorfo. assim como traçar-se as suas leis evolutivas. não se poderá constituir como ciências enquanto não submeter-se aos conceitos e às verdades das ciências biológicas. Da luta entre estes dois fatores. procurando os ensinamentos que lhe iam sendo ditados pelas ciências físico-biológicas. quer organizada. resultará a diversidade do caráter das civilizações. Essa verdade sendo levada para a história. Sempre descobrindo nas duas categorias de matérias uma identidade de função e uma semelhança de causas. quer orgânica. ou a cultura do espírito vencendo a natureza para pô-la à disposição do bem–estar social ou esta tornando-se mais invulnerável na luta. Foi uma grande obra deste século a história guiar-se por um alto senso filosófico. assim também a matéria superorgânica não poderá evoluir. pelos fatores que dela se derivam. No elemento étnico e na ação do meio irá a história buscar a casualidade mais geral de todos os fenômenos históricos. cujas junções é preciso estudar. elas atuam poderosamente. presidem a todo trabalho íntimo. sem ter-se em consideração a influência do elemento étnico e do meio. Enquanto estas últimas as pesquisas não foram presididas por uma orientação de profunda análise. Sem estas duas forças as integrações e distribuições de matéria não se efetuam. fundado sobre a herança e a adaptação. Essas duas forças. sem contribuições e sem filiações. Sobre toda a matéria. como divergirem a função e a forma . legitimamente filosóficas.

que não foi por este lado somente que venceu na concorrência os outros elementos. Por uma lei antropológica. com mais ou menos pureza. na literatura. são: o português . deveria vencer. Três forças étnicas. quente. em todas as manifestações mentais do povo. Estes três elementos. . o acúmulo de trabalho de gerações passadas. ao tipo da raça mãe a mais numerosa. torna-se preciso um longo perpassar de séculos. em suma. frio. ― O tipo físico que resiste ao cruzamento. ‗Quando duas raças vivem no mesmo solo e se fusionam. temos a notar. 1 2 Spencer. impedem ou modificam as ações da sociedade. aplicada à história do Brasil.‖ Na categoria dos fatores externos ou extrínsecos temos que apreciar a ação do clima que pode ser seco. pelos caracteres emocionais que favorecem. Perante a diversidade de origem do fator humano no povo brasileiro. em cada caso. a legítima formação histórica brasileira. que por aqui puseram-se em contato. a sub-raça tende a tomar os caracteres físicos da raça mãe a mais numerosa. temos a apreciar neste somente a contribuição dos diversos elementos étnicos na organização do povo brasileiro. cada um deles com hábitos e tendências muito diferentes. da mesma maneira sua inteligência e as tendências do espírito que lhe são particulares têm sempre uma parte na imobilidade ou nas mudanças da sociedade. nessa hegemonia em que o elemento étnico mais forte. de uma configuração simples ou complexa. com caracteres físicos capazes de determinar o desenvolvimento e a estrutura da sociedade. três raças muito diferentes e em diversos graus de evolução mental e emocional. porém para o seguinte capítulo a discussão da melhor teoria. em suma.276 22 . o homem individual. cuja origem tríplice. o verdadeiro grupo étnico que imprime em todos os produtos da cultura os sinais do seu autonomismo. e representando. ou fértil. melhor organizado para a concorrência. nas artes. Nesse longo período que podemos chamar período de formação. Distingue-se. as condições hidrográficas que podem ser favoráveis ou não a flora e a fauna que hão de selar um cunho específico no espírito da população.―Na categoria dos fatores. havia de dar-lhe um caráter heterogêneo nas relações subjetivas e psicológicas. puseram-se em contato no território brasileiro.15 Broca. o resultado deste cruzamento das três raças. tornando-se por demais prolongado o período prodrônico de uma completa amálgama e fusão. Temperado. Principes de Sociologie. Men. têm uma influência nas ou menos direta no caráter da civilização. que é bem visível na história. o tipo físico alterase principalmente na proporção da intensidade do cruzamento. considerado como uma unidade social. mais ou menos. p. o africano e o índio. diz Spencer 1. É a grande população mestiça. Tomo I. em estado latente. paro o brasileiro alcançar essa feição própria e original. e os progressos que as acompanham. 1º Vol. a do solo que pó ser improdutivo. depois a raça mestiçada tende a regressar.‖2 O mestiço no Brasil tendeu a assimilar o tipo físico do português. já entre si muito diversas e representando ainda cada um deles um diverso grau de equilíbrio entre os fatores internos e externos. p. Todas estas condições. formou-se uma sub-raça. de Antropologie. na série das gerações. é então o daquela raça que predomina numericamente. a colaborarem em uma civilização. para o produto mestiço constituir-se como um grupo étnico característico. Deixando. brilhantemente formulada por Broca. força diretora a que todos os povos se submetem. úmido. que é o genuíno tipo brasileiro.

varies. pelos navegadores portugueses e oferecido à cobiça real e ao espírito de conquista e de comércio da população lusitana. pela formação tardia de uma ciência. o português já era produto heterogêneo de diversas forças étnicas que. pelas semelhanças não só das condições externas. les satisfactions de la vanité. O português foi. il leur faut des plaisirs nombreux. desse momento histórico em que Portugal chegou ao apogeu de sua glória da qual lucraria muito e muito a colonização do Brasil. a única força étnica. les sensualités de l‘amour. Quando um novo continente foi. p. pois. desde os temos préhistóricos. como muitos querem. épicuriens. que o português é um produto muito complexo de diversas raças que se fundiram. tão característico no século XVI. uma série de cruzamentos efetuaram-se no território da península. p. a vitória colocou-se ao lado do elemento que representava a raça branca. c‘est par ces vices que leur civilistion se corromptou finit: vous lês trouverez au declin de l‘ancienne Bréce e de l‖ancienne Rome. Antes de constituir-se um grupo étnico característico. ils devienent aisement rhéthoriciens. bem difundida pelas classes sociais.. como dos fatores constitutivos dos dois povos. porém. antes dessa época. 4 Philosophie de l’Art dans les pys Bas. por Taine. les jouissances de La nouveauté de l‘imprévu. por acaso. Mais adiantada sob todos os pontos de vista. é porém a principal. dos quais o ramo latino é assim descrito por Taine: ―Cette finesse et cette précocité naturelles aux peoples latins ont plusieurs suites mauvaises: ells leur donnent le besoin des sensations agréables. vemos que as leis mentais nunca tiveram nos povos da península uma grande latitude de ação. os fenícios. dans La Provence Du ciécle XII. 23 . o português representava uma heterogeneidade étnica.3 Já se vê. dans La France Du XVIII. o mais poderoso e principal fator da civilização brasileira. Antes. os suevos. Tomo I. Ele nos prende ao grupo das civilizações ocidentais. os godos e os árabes. antes de integrar-se. Como principal força colonizadora no Brasil. teve de nos infiltra os princípios de uma das duas civilizações em que se dividem os povos da Europa. nas idades da pedra lascada e polida. Revista dos Estudos Livres. Dan I‘talie Du XVI.‖4 Podendo aplicar à civilização do Portugal as mesmas leis que Bruckle estabeleceu para a Espanha. Leur tempérament plus bite affiné lês port plus vite au faffinement. 3 S. Em effet . a raça branca no Brasil ainda que não possa representar . que se tinha sucedido através dos séculos. ils sont exigeantes ent fait de Bonheur. em um ponto de integração superior ao que as outra duas raças tinham alcançado. libertins. 72 Theófilo Braga. enfin. dans l‘Espagne Du XVII. por diversas correntes migratórias. A eles sucederam os celtas. como pelos caracteres fisiológicos e psicológicos. lês symetries Harmonieuses dês formes et de phrases. Sem procurarmos traçar a evolução dessa herança. galants et mondains. no decorrer dos tempos. les douceurs de la politesse. os romanos. Elementos da nacionalidade Brasileira. entre os elementos alienígenas e autóctone. História da Literatura Brasileira. l‘amusement de la conversation. descoberto. dilléttantes. 11. Romero .Não só pelos caracteres físicos. volupteux. durante os quais deram-se diversos cruzamentos. se superpuseram e amalgamaram-se . para produzi-lo. lorts. precederam ao arianos. se causas estranhas não viessem tomar negativas nas melhores forças da metrópole. vemos que os iberos pertencem à família uralo-altaicas. os cartagineses. a qual lhe fazia representar um papel histórico de alto valor. pois.

representava o poder absoluto. o português do século XVI veio insuflar no Brasil esse estado mental e psicológico. por uma centralização administrativa. ficando às classes populares a prerrogativa de serem passivas e obedientes. de nosso caráter. contra a escravidão que o colono português cedo lhes impôs. procurando o mais possível apoiar a tradição e a autoridade. como um outro Paraguai se o espírito da população do sul. Os jesuítas se espalharam pelo Brasil. entre as classes aristocráticas e populares. a alimentar as verdades dogmáticas de uma religião. Dessa luta resultou a imigração do africano. poderoso meio contra a escravidão indígena e que levaria o jesuitismo a levantar uma perpétua teocracia no Brasil. tomando a si a defesa do índio. contra a qual o clericalismo se levantou. com quem o colono achou-se em contato. pela 24 . que se organizava. o rei ao clero. Divide-se o território da colônia em zonas. tornando-se impossível o espírito cético na política. contra quem a coroa se colocou. do espírito científico: foi o português do século XVI o veículo desses hábitos mentais e morais para o Brasil. pelo concubinato no lar doméstico. como o barão feudal da Europa. pela união que prendia o trono à igreja. levantou-se ao lado do poder temporal o poder espiritual. como também o espírito religioso . trazem em auxílio da organização de uma ciência. Debaixo desse regímen coloniza-se o Brasil. onde novas condições ajudaram sua maior vitalidade. para vencer o jesuíta. determinadoras de todo o movimento e que centralizavam o poder. com vislumbres bem acentuuados de antropomorfismo. para cujos progressos tornava-se preciso grande posse individual. O liberalismo disfarçado do jesuíta plantou a luta entre ele e o colono português. que tem sido a clava de Hércules do nosso pauperismo. povo eminentemente metafísico. por onde caminham os povos de imaginação menos rica. Pelo lado filosófico e religioso no estado teológico e na época monotéica. consentindo na criação das missões. escolhendo-se uma colonização que plantasse o feudalismo e a teocracia. o espírito de ceticismo. a teocracia jesuítica durou séculos e o poder clerical ainda hoje se faz sentir. como talvez a principal força auxiliadora da colonização. que entre si partilhavam a riqueza. contra as pesquisas do espírito indagador. em busca de almas que resgatavam para a religião. dando lugar a que dificuldades se levantassem como força poderosa. resultando para o Brasil a escravidão negra. conta quem não se ousara pensar nem obrar. contra os irmãos de Loyola. desviando-se do caminho puramente analítico. no culto externo. pelo caráter pouco fixo dos limites territoriais e a isto reunido o desenvolvimento lento destes focos coloniais. eram duas entidades absolutas. As guerrilhas intestinas que se levantaram entre eles. Sendo os móveis legítimos da colonização não só o espírito de riqueza da época. pelo lado industrial na idade do homem agricultor. deixando de lado as deliberações que o espírito de cisão. dessa raça de mestiços que se organizava e que representava no Brasil o papel de meio transformador. que tem dificultado a organização de uma moralidade. excessivamente rica no aparato.Povo eminentemente supersticioso e que não via na religião senão a força mais poderosa do progresso . o espírito de revolta para alcançar uma equitativa partilha do poder. onde o donatário. não levasse a guerra encarniçada. verdadeiros feudos. para prende-la nos limites estritos da tradição: povo excessivamente subserviente ao rei. continuando os delegados do governo colonial na posse de ilimitadas atribuições. Os poderes temporal e espiritual estavam unidos. pelo lado político no regime teocrático. Todavia. fizeram mudar esse processo de colonização.

pela falta de concorrência. cuja passividade abriu campo a todas ilegalidade e absurdos. E a sub-raça que se formava pelo cruzamento das três raças mães. Na arquitetura não foi o português o único obreiro. assim como teve de sofrer uma ação fisiológica do meio. que têm dificultado a marcha do progresso. a raça que tirava do solo a riqueza. pelo hiato aberto entre as raças. sob a pressão de um jugo que impossibilitava as pesquisas analíticas. o português o maior fator de nossa organização. Compreende-se facilmente a parte importante que representou o africano na formação da riqueza no Brasil. todo o poder . Estabelecendo-se assim. que constitui um verdadeiro período histórico. Eis o capital defeito de nossa vida política e social. Com o trabalho sem remuneração. como geralmente se diz . Nesta síntese deixamos as bases do nosso caráter. os vestígios da colaboração de outros elementos étnicos. encarada pó esse lado. as idéias religiosas que nos tem presidido. a direção que ele dava ao ensino. era justamente a que era afetada de maior pauperismo. organizando as irmandades. demandava. Ela. 25 . aquele que nos insuflou o regímen social e político. e quanto contribuiu no grande desequilíbrio do movimento econômico. toda a riqueza. a estabelecer uma corrente de riqueza para a edificação de suntuosidades dos templos. Ai está o papel da raça mestiçada no Brasil verdadeiro agente transformador e cujo trabalho de regeneração se faz sentir no momento atual. a base da aristocracia colonial. quer a classe administrativa. por então como o legítimo produto nacional. as confrarias. quer jesuíta . à custa da riqueza pública . de maior indigência. ativava a imaginação. pois. do meado desta século em diante. a insuficiência de braços ativou a imigração africana que se tornou o sustentáculo. do seu culto. o período de transformação. Essa centralização que se caracterizava em todas as manifestações da vida colonial. Foi. deixaram. centralizando as forças mentais em derredor da metafísica. se o jesuíta por esse lado predominava. trouxe-nos os males que tanto nos têm depauperado. do que o prolongamento da civilização ibérica. na distribuição da riqueza por entre as classes. Se o grande poder do jesuíta. privilégio seu nos conventos. um longo perpassar de séculos. pela tendência dos espíritos a tratarem a liberdade da colônia. ainda que em menor escala. Foi por ele que o Brasil não tem sido mais. em que estão incluídos os defeitos e os obstáculos. centralizando-se nas mãos do branco. que a organizava. das quais duas sempre espoliadas. a equitativa distribuição da riqueza pública. e a ela aliou-se o colono português. cujos antecedentes devemos ir procura nos primeiros séculos de nossa vida colonial. porém encontrou forças acidentais. dificultava a organização de uma ciência. obrar como meio reformador contra tantos males.proliferação dos filhos naturais. plantava a superstição. quer colono português. dificultando os progressos da população. para integrar-se . para lutar contra o emancipacionismo indígena. a escravidão negra era a matéria –prima do trabalho. pela falta de um senso popular. que por sua vez . era o elemento mais poderoso do movimento econômico da colônia. quem eram outros tantos centros de instrução. entre as raças que tendiam a cruzar-se prerrogativas e privilégios. Desfalcando-se pouco a pouco o braço indígena.

o índio não é uma raça de belas tradições. Assim. aos contos e cantos. do que de culto. Pleo lato industrial. todavia as escavações feitas no Maranhão dão lugar a supor-se que algumas tribos já tinham galgado um estado religioso mais adiantado – a idolatria. Pelo lado religioso. outros zoomorfos. Se a falolatria ali realmente existiu não é permitido afiançá-lo. a pouco e pouco fundida ou incorporada em povos menos 5 Temos de aproveitar os belos estudos do ilustrado crítico sergipano Sylvio Romero. como os animais. aceitando as conclusões dos competentes. são numerosas as figuras que representam o Falo. sendo a raça branca a que implantou a língua nas raças vencidas. os toucados de que revestiam as cabeças de seus personagens. uma grande mescla. procuremos ver a influência representada pelo índio e africano nessas produções. Ladislau Neto. muitos ídolos feitos em barro. acham-se caracteres zoomorfos. como a de uma dupla entidade. sobre etnografia e etnologia brasileira.5 Sob esta ponto de vista. 26 . como nos revelam as urnas funerárias. como o nativismo primitivo. formas do animismo. ―Nas antiguidades dos mounds de Marajó. encontrados nos mounds de Marajó. Maracá. Pelo lado artístico. o venceu pelo lado econômico e mesmo antropológico. Ao lado dos caracteres antropomorfos. A ornamentação de seus vasos. uma espécie de ecletismo teogônico. a sua força deveria ser mais poderosa do que a de outra qualquer. Os mounds-builders de Marajó. e manejava objetos de pedra polida. os artefatos. Acreditamos ser Sylvio o brasileiro que mais apurou e deixou a limpo essas questões. afiguram-se-me indivíduos que houvessem guardado lembranças vagas de um longínquo passado. anfibomorfos. Deixando de transcrever as composições anônimas de origem portuguesa . têm sido encontrados. a fisionomia dos seus ídolos. que procurava não só idealiza a espécie humana. sobre a contribuição com que cada raça entrou na poesia e nas tradições populares. de que não sabiam dar esclarecimentos positivos. Realmente. Compreende-se que. Não obstante haver um certo número de opiniões sobre o grua da idéia religiosa do índio do Brasil.Seu papel é saliente pelo fato que acabamos de analisar. Por esse lado. Qual o grau de civilização do índio. limito-me nesta ligeira introdução a resumir os resultados a que já se tem chagado. os ídolos. quando o português encetou a colonização no Brasil? Não nos cabendo aqui largas explanações sobre os materiais que a préhistória brasileira tem reunido. era caçador e pescador. não me cansarei de repeti-lo. era o índio o autor de uma arte cerâmica. estava em um período adiantado do fetichismo. pois o leitor as poderá ler nos Cantos e Contos de Syilvio Romero. todvia. segundo o ilustrado crítico sergipano. Alguns destes ídolos dão ligeiras formas do ídolo a que se prestava o culto de Falo. assim como pela influência que trouxe às produções anônimas. e não há grande probabilidade de que eles fossem mais objetos de ornato. os objetos de ornato. contribuiu mais do que o africano. no Egito. diz o Dr. Pacolval. de caracteres antropomorfo uns. suas obras nos servirão de guia. por sua vez. que. achando-se em momentos ulteriores do fetichismo a astrolatria. a representação esculpida ou pintada de seus símbolos hieroglíficos. diversos estados já tinham sido passados por seu espírito. bem como as vestes simuladas por algumas figuras. às tradições populares. em que se enxerga a tradição de uma remota nacionalidade superior. tudo isso é um amálgama imensamente heterogêneo.

333. 9 Rise. se antes não é uma natural degeneração realizada in situ e motivada pela separação absoluta da antiga metrópole. ocupando o indígena o terceiro plano. ou pela adaptação irresistível e fatal aos meios de existência. em seus mitos do jabuti. caximbos. mostraram-se saturados de palavras indígenas. etc. quem em relevo.‖6 7 É por demais descritivo falarmos dos hábitos sociais do índio. em um lugar que chama Pedra do Letreiro . p. 8 Hartt. ela foi muito menor na transmissão dos caracteres físicos. que Andes visa os fatos gerais. pois da infeliz raça só se queria o braço para o trabalho. no sacrifício de prisioneiros. e das tribos orientais da América. afugentava-a. pelo espírito de cobiça que dominava na raça colonizadora. onde em nome da lei. a fim de apreciarmos o grau de civilização da tribo indígena. em sua poligamia. em vez de congregar a raça indígena na cooperação do progresso. Além de cantos e contos verdadeiramente de origem índia. do que o africano. para facilitar a catequese. pela tendência em representar gênios zoomorfos. a influência indígena tornou-se muito mais preponderante do que a influência africana. em sua dança e música rudimentares ao som do mimbitarará e do mime (buzina). como porrões. contribuiu para segregá-lo dos centros coloniais. algum vislumbre de culto? ―Ninguém. Por isso mesmo que o processo de colonização. Museu Nacional.adiantados e através de países diversos. como esta. quer gravado. dos quais tiraremos a contribuição com que cada raça entrou para a formação do nosso caráter. dos centros da lavoura açucareira. mitologia que difere das dos Incas. Por informações de algumas pessoas. 27 . dos Mexicanos. escravizavam a infeliz raça. as quais representam um pé em círculos concêntricos. nos aparatos festivos. procuramos alguns tumuli ou sambaquis. Por isso mesmo que a língua do índio se prestou por parte dos primeiros colonizadores. encontramos duas inscrições gravadas nas faces lisas de duas pedra ferruginosas. de quem procuravam distanciar-se: por isso que o espírito emancipador. im Braziliem. Se pelo lado das tradições intelectuais.8 Isto é por demais descritivo para figurar em nosso estudo. até mesmo pelo africano que tornou-se bilíngüe. do pemi (corneta). O leitor pode ler a poesia popular indígena coligida por Spix e Martius9 na própria língua. vol 6º. do curupira. pratos. sempre infrutiferamente. e os trabalhos de Sylvio Romero. nas escavações de roças se tem encontrado objetos feitos de barro. gerando-se assim no espírito do índio aversão e ódio ao português. No vale do rio cotinguiba. era representado em Marajó sob as suas diversas formas míticas. por isso mesmo que a língua africana não foi estudada nem falada na colônia. muitos de origem portuguesa.adotado pela metrópole no Brasil. entre os povos antigos. ou pela morte daqueles que. os mantenedores do saber e da prática e os árbitros de seus irmãos. levantada pelos jesuítas em favor do indígena. 7 Arquivo do Museu Nacional. eram a tradição viva. ―O Falo. compreende-se que o índio foi de mais larga contribuição nas tradições intelectuais. do Tupã e Tupi. a política abolicionista. o pode asseverar. portanto. bem pintado nas bandeiras que penetravam nos sertões. mas dar-se-ia porventura ainda ali à sua primitiva forma. do Paitumaré. do Caçador e dos Oiras. 153. da Oiara. em seus instintos sanguinários. em vês de antropomorfos. na carência de provas inconcussas. sabemos que estes objetos nenhum trabalho de decoração ou desenho apresentam. vol 6º p. a ser falada e escrita. 6 Em Sergipe.

28 . escasseando-se assim um dos troncos progenitores do mameluco e do cabra. figura como oferecendo maior contingente ao peso específico da população brasileira. que entre as raças mestiças que do cruzamento originaramse. em favor da emancipação indígena: chamado para unir-se ao branco. do meado deste século em diante. como o mameluco. forneceu pouco blastemas. todos da raça branca – a italiana a alemã. cabendo ao branco e ao seu mestiço com o negro. tende a diluir-se com o branco. mais do que qual quer outro gênero de trabalho. Não sei até onde vai a verdade destas asseverações. E tanto foi assim. compreende-se facilmente que na transmissão hereditária dos caracteres físicos. na luta colonial que durou séculos: chamado para suprir a insuficiência de barcos que foi o resultado da política. que levassem em estado latente o cunho de sua individualização. Chamado para ajudar o branco em defesa do liberalismo jesuítico. o mulato foi o mestiço de maior representação. O que podemos asseverar é que em Sergipe o mulato abunda mais do que o cabra. vêm reunir-se ao cruzamento novos elementos étnicos. tem contribuído para os progressos do país. entre índios. o africano preponderou consideravelmente por esse lado. entre índio e negro. resultado do cruzamento entre o branco e o índio. Além disto. de maior força transformadora.centralizando-o em uma comunidade espiritual. aquele que procurou mais assimilar os caracteres da raça branca. Ele foi o sustentáculo da aristocracia e da riqueza colonial. ao passo que o branco e o africano tendiam sempre a crescer. teríamos que concluir em favor do mulato. em virtude de um fato de ação muito geral. dando lugar a supor-se uma futura heterogeneidade étnica. debaixo da ação destruidora da colonização. o maior fato étnico que ativou os primitivos elementos. que vê nos mestiços de tronco indígena uma tendência às profissões pastoris. seu papel está em plano inferior ao do africano. que dificultava o cruzamento das raças. porque o que sucedeu à raça indígena sucedeu igualmente a africana. em que entra o tronco africano. o cafuz ou caburé ou cabra (Sergipe). A causa do fato a que aludimos é cedo ter-se estancado o elemento indígena. Nos caracteres físicos os dois tipos divergem consideravelmente. pois ia contra o caráter messiânico de uma direção puramente espiritual: por isso mesmo que todas as causas eram favoráveis ao afugentamento do indígena. relativamente aos outros produtos mestiços. Seria de alto valor. Couto de Magalhães. pois a lavoura açucareira e a do café. Cujas diferenças são bem visíveis. A julgar pelo modo de pensar do Dr. para a formação da riqueza. as profissões fixas. a sua expatriação. portugueses e africanos. compreende-se que o africano aliou-se mais intimamente ao branco do que o índio. O próprio mestiço. Enquanto que na hegemonia como raça mãe. o mestiço entre o branco e o africano. se as pesquisas históricas fá fornecessem suficientes elementos para apreciar-se o grau de representação histórica dos produtos mestiços. donde podemos concluir que o índio entre nós pouco colaborou. Queremos crer que. pela diversidade de caracteres físicos. a que vulgarmente se chama o mulato.

e tendo se extinguido a imigração africana. que subsistem da raça indígena nestes dois mestiçamentos (mameluco e caburé) são : a cabeça. pelas tradições intelectuais. Cheganças. Assim os Reinados. porque permanecia nos primeiros momentos do fetichismo.cit 13 S Romero Hist. I p. ―No corpo. a Amiga folhagem. o africano trazido para o Brasil pertencia ao grupo bantú. pois nela há referência a homens. Réville. Religions dês peuples non civilises. José do Vale. Couto de Magalhãe. dix o Dr. Op. que é crespudo. como diz o ilustrado filólogo sergipano João Ribeiro. que é o herói desta rapsólia. Sobre esta penúltima canção popular. com os vértices opostos. dominou nos apelidos locais. o bumba – meu-boi. assim como pertencem-lhe muitas lendas e fábulas. José-Jure. como um produto étnico próprio. motivadas pela colonização. Tendo estancado a corrente tupi. o Antônio de Geraldo.―os traços físicos característicos.134 12 Réville. o cágado e a fruta. Em grau de evolução mental muito inferior ao índio. 10 11 Dr. o cágado e a fonte. p.‖10 Ali está escrito também o tipo do mulato. na luta pela vida em que entraram com o elemento europeu. o cágado e o teiú. Congos. Couto de Magalhães. o Macaco e a cabaça e muitos outros. 103. das cozinhas e dos trabalhos agrícolas. a energia de musculação e a finura e delicadeza das extremidades. ele está em plano inferior. que ainda existem. moradores no Lagarto. com o auxilio da força transformista do mestiço. Dessa seleção tendia a resultar uma dialetação da língua. barba e vilosidade do rosto e pescoço extremamente raras. 29 . com quem os portugueses entraram em relações nos séculos XV e XVII11 cuja língua é caracterizada pela particularidade que as relações das palavras não são indicadas pela modificação das desinências ou terminações. a Raposa e o Tucano. Tayeras e Congos. o cágado e o jacaré. nos nomes de seres da natureza americana e de fatos desconhecidos dos europeus. em vez disso. tayeras 13. O elemento tupi. a qual conserva a depressão da testa e a estrutura aproximando-se a do índio a vilosidade da fronte. 14 Em Sergipe Sylvio Romero colecionou muitas destas fábulas: o cágado e a festa no céu. a largura das espáduas em contrate com o pouco desenvolvimento da bacia. nas fontes. morador de Estância. cantados em Sergipe nas festas do Natal e de Reis: os Marujos e os Mouros. a sólida e vasta estrutura do tronco. verdadeiro agente transformador – o mestiço. e o elemento africano forneceu o vocabulário da vida doméstica. dos prefixos pronominais.14 Assim. pela aposição. as órbitas e o molar salientes. com a diferença do cabelo. Vol I. todavia ele deixou ligeiros vestígios na poesia e nas lendas populares. são de proveniência africana. Da Literatura Brasieira. observa o Dr. os elementos tupi e africano. e não é tão negro e a coloração do pigmento que é avermelhado. pelo dado das composições anônimas. pela devastação e expatriação da raça. Silvio que o Antônio Geraldo era um homem inculto. Se pelo lado econômico o africano venceu o índio e forneceu mesmo maior força no cruzamento. estendendo-se em ângulo saliente. foram produzindo uma seleção na língua d raça colonizadora. porém. não obstante mesmo o africano tornar-se bilíngüe no Brasil. O mesmo autor nos Contos Populares do Brasil apresenta diversos Reinados e Cheganças. Esta canção é de formação bastante moderna. o cabelo corrido e extremamente negro.12 Não obstante essa incapacidade intelectual. para a formação de uma geração mestiça. adiante da palavra. o diâmetro transverso dos ângulos posteriores do maxilar posterior quase igual ao diâmetro parietal do crânio. são traços que ressaltam logo aos olhos do observador. Religião e raças selvagens. vol.

onde já são familiares muitos vocábulos do italiano e do alemão. que ainda não constituiu-se um povo autônomo e completo. o resultado desse futuro é brilhantemente descrito pelo eminente filólogo. duas tendem a aniquilar-se. 3º curso. desde quando as correntes migratórias têm sido centralizadas em certas zonas do país. não poderá resistir a elementos estranhos tão fortes. pela intervenção de uma política mesquinha e antipatriótica. tão aglomerados e muito avantajados na luta. e são o elemento tupi e o africano. ―A mais fácil previsão autoriza crer que. se outras circunstâncias não se opuserem à evolução. constituído em grande parte por uma população mestiçada. Gramática Portuguesa. que na percorreu o ciclo completo de uma evolução antropológica. a quem acima nos referimos. ―Das causas que favorecem a dealetação do português na América. que ainda não integrou-se no processo da seleção. o sul do Brasil destruirá a unidade étnica da pátria brasileira. ―em compensação a imigração de outros povos estrangeiros torna-se cada vez mais intensa. dentro de um século. e que uma secular evolução histórica põe ao seu lado. sobretudo nas províncias do sul. 310 30 . que procura aproximar a linguagem das fontes vernáculas e clássicas.‖15 Previsão muito legítima. p. sendo mais rápida a evolução para ele galgar os caracteres da raça. que vão desaparecendo pela extinção da imigração negra e pelo caldeamento das raças. Pelo lado lingüístico. porque o elemento étnico. ―a estas tendências de dissolução se deve juntar a reação culta e literária. 15 João Ribeiro.compreende-se facilmente que o mestiço tende a fundir-se e cruzar-se mais diretamente com o tipo branco. pelos poderosos meios de cultura de que dispõe. que já se vai notando desde agora.

como indiscutível. conforme a natureza de suas condições. ao do pampas. o conjunto de leis desse evolucionismo. Nessa marcha evolutiva em que um povo coloca-se para progredir e prosperar. a confeição da flora e da fauna. de apreciar a ação das condições do meio.o do Brasil é um clima quente. dos climas e das condições higrométricas. dá lugar a contestar-se essa unidade mesológica. A MELHOR TEORIA HISTÓRICA Até aqui temos tratado dos elementos étnicos do brasileiro. aproxima-se . A história ia reproduzindo. As ciências naturais vieram abrir uma estrada nova. e para dar-lhe um cunho especial. sem o auxílio da ação do meio. mas províncias do norte. a marcha histórica de um povo. descendo para o sul. na realização de um plano. Até ai temos somente um lado do problema resolvido. que formam a maior 31 . que até então. úmido e bastante semelhante ao das Guianas. não passavam de fatos deque se ligavam a um poder superior. estereotipando os fenômenos de ideação desse poder. pois. não pode ser por toda parte o mesmo: quente. Podemos estabelecer. Buckle. de acordo com os tês elementos característicos. Gervinus. procurando mostrar as contribuições com que os fatores internos. a grande influência que têm sobre o homem a variabilidade de temperatura. e à marca da civilização do Brasil. em que a história se colocou. de uma interpretação supersticiosa. entraram para especializar e individualizar a civilização brasileira. Não obstante esta colocação astronômica. a configuração do solo e sua constituição química. ―O clima de uma região tão vasta. Os fenômenos naturais em nada deviam influir sobre a marcha dos acontecimentos. por isso que estende-se desde os trópicos aos grua 30 e 35 de latitude austral boreal. pelo efeito de uma interpretação viciosa. em obediência a um plano pré-estabelecido. Já dissemos que o movimento civilizador. diz Humboldt. pela ação poderosa que o habitat exerce sobre o homem. como as diversas condições de uberdade. E a história não será mais do que a síntese. não passa de uma resultante destas duas forças. que confinam com a bacia do Amazonas : fresco e agradável nas montanhas do interior. tão poderosa para retardar ou acelerar o movimento civilizador. Rénan. pois nenhum desenvolvimento histórico se poderia efetuar. Era a história então um jogo dos fenômenos. temos de apreciar a ação dos fatores internos e externos. Pela classificação que os autores fazem dos climas.CAPÍTULO III FATORES EXTERNOS DA CIVILIZAÇÃO NO BRASIL. Desprezando-se essas influências não se poderá nunca levantar o brilhante edifício da história. Spencer e outros. todavia a grande extensão ocupada pelo país. Vejamos a contribuição que o meio tem trazido à fisiologia do brasileiro. como chama Spencer. Temos. Só depois dos trabalhos de Taine. O EVOLUCIONISMO. foi que a história foi buscar nas condições do meio a razão de ser de muitos fenômenos históricos.

mais pesquisador e mais descrente das instituições do seu país. no sul formavam-se centros como Rio de Janeiro.parte dos estados do Prata. não se deixa vencer pelas excitações. Enquanto no norte alcançaram somente um centro colonial de mais valor – Recife. em que a temperatura oscila de 14º44‘ a 37º77‘. para o ocidente. os jesuítas entraram como força poderosa da colonização. que moderam entretanto as brisas do largo e por uma grande pureza do céu. com duas zonas climatéricas bem diversas. desdobrando uma pequena soma de esforços. com a qual se tenta explicar a diversidade do caráter do brasileiro meridional e setentrional. Sobre o litoral é caracterizado por m calor elevado. que sobrepuja o pensamente e as faculdades analíticas do espírito. compreende-se que esssa dualidade mesológica há de imprimir diferenças de caráter. ativando mais as faculdades estéticas. situado a 5º de latitude boreal. 8º19‘ de longitude oriental e 30º58‘. onde o movimento colonial prosperava consideravelmente. o que dificulta o espírito de iniciativa. onde é quente e seco. Itanhaém e outros muitos. onde é úmido e quente. 32º45‘ de latitude austral. entra na luta pela vida. De Med. quanto as relações físicas não se mantêm idênticas. de ocidental. por conseguinte. o levantamento da descrença contra as classes dirigentes da política. iniciando uma política protecionista ao 16 Rochard. Rio Grande do Norte. o habitante do sul. pela oxidação que neles opera-se a fim de estabelecer um equilíbrio de temperatura. sob a menor excitação. é um home mais pensador. centralizando-se as forças colonizadoras na Bahia. Tomo 8º. São Paulo. er Cirurg. e que patenteiam-se claramente no nosso movimento histórico. mais industrioso. daí dirigiramse para o norte e sul. para entregar-se ao trabalho de análise e de pesquisa. sente a vida mais fácil e. concorre na luta pela vida com uma maior soma de esforços nutre-se de uma alimentação azotada para equilibrar a destruição dos tecidos.. Realmente. Dict.000 quilômetros. representam pouca força no movimento histórico e são de formação tardia. pelo sensualismo. uma dualidade mesológica no Brasil. em suma. o útil ao belo. Alagoas. cujo resultado é afoguear-se a imaginação. de uma abundância de alimentos. Piratininga. preferindo o fundo à forma. habitando uma zona mais fértil.350. ligando mais importância à forma do que ao fundo. se é levado a concluir que essa diversidade se ligará a uma ação estranha á força étnica. enquanto ele no meio de uma natureza luxuriante. São Vicente. 167 32 . com o sistema nervoso pouco excitável. pela frieza de seu sistema nervoso. pouco nutritivo. Sergipe. Sendo as mesmas as raças que se cruzaram. rodeado de um ambiente quente. do que as científicas. procura um alimento amiláceo. torna-se mais indolente. e o grau de saturação do ar pelo vapor d‘água varia do litoral. nos tempos coloniais. pois. a organização da indústria. Enquanto o habitante do norte. deixando explodir o sistema nervoso em descargas elétricas. à síntese do que à análise. vive mais do pensamento do que da imaginação. que mede 8. Eis aí diferenças notáveis que separam no Brasil o habitante do norte do habitante do sul. p. Em um país de uma enorme extensão como o Brasil. como Maranhão.pois os outros. desde quando as modificações impressas pelo clima sobre o caráter divergem tanto mais. torna-se mais investigador. enquanto ele.‖16 Existe. Estabelecia a centralização administrativa na Bahia. de quase quatro séculos.

e suas missões. com grande desfalque do braço para sustentar a lavoura e ativar a formação da riqueza. um solene protesto contra uma tal política. perpetuariam uma teocracia. é estabelecer os elementos do 33 . Foi no sul onde encontrou mais asilo o espírito de tolerância religiosa. procuram espalhar por todo o território. se circunstâncias muito posteriores não entrassem em ação. onde. Enquanto no norte a colonização era dificultada pelos prejuízos que partiam da classe clerical. e onde gerou-se o espírito científico. Veloso e Veloso de Miranda. Foi essa população que o ceticismo político primeiramente atacou. Rio de Janeiro. foi que nas regiões do norte levantou-se do seio da população um idêntico protesto. tornaram-se mais poderosos. sendo incontestavelmente a zona meridional aquela em que . com a invasão holandesa. e abrindo-se profundas linhas divisórias entre as classes. de que se tornou São Paulo o foco. como São Vicente. tornando-se a região uma verdadeira feitoria da fidalguia portuguesa. Foi no sul finalmente onde gerou-se o movimento abolicionista do século atual. por meio das missões.indígena. onde infiltraram péssimos hábitos. Bitencourt e Sá. José Bonifácio. que eles com todas as forças. sem levar em conta os processos fisiológicos para tais modificações. sem a interferência de causas que plantassem tão profundamente hábitos de subserviência. E foram os representantes desse movimento: José Vieira Couto. conta a forma de governo. nas regiões do sul. no sul uma colonização livre se estabelecia. partindo de Pernambuco. A que se deve ligar essas diferenças? Fazê-las dependentes da diversidade do meio. levantaram suntuosos templos e multiplicaram as missões. Foi no sul onde levantou-se o primeiro brado de revolta. no final do século XVIII e cujo resultado foi esse protesto da opinião popular. no século XVI. conta o regímen coercitivo e absoluto do governo colonial. O monopólio do trabalho que partia dos jesuítas. mais pesquisador e progressista. Enquanto no note o espírito da população não pôde resistir à crise do século XVII. em começo. Somente quase meio século depois da Inconfidência. Bahia. Realmente. grande meio político pelo qual a força religiosa queria plantar no Brasil um regímen teocrático. pela pousada que se facilitou ao teólogo João de Bolés. e o século atual o espírito da população dá as provas dessa tolerância. levantando-se os colonos contra os jesuítas que. finalmente foram rechaçados para as regiões do norte. Foi no sul onde primeiramente revelou-se a tendência de estudar-se a natureza. contra a permanência de um regímen e governo centralizador. dirigiam-se para o norte. Foi São Paulo – Piratininga – a primeira sede de um convento e onde procuraram centralizar suas forças. e ela é por conseguinte a que goza de um espírito mais inquiridor. onde centralizavam as forças naturais. Martins Francisco. no sul ela resistiu à invasão dos franceses e ingleses. motivou felizmente muito cedo. enquanto do sul o jesuíta afugentava-se em vista do espírito rebelde dos paulistas. e de onde vai irradiando-se para outros pontos do país. pelo iniciamento e progresso da igreja protestante. querendo a população infiltrar as bases de uma política democrática. na Inconfidência de Minas. Não só em Piratininga.

em que se mantém a ação do meio e a das forças biológicas. Serão a expressão do equilíbrio entre o meio e as forças étnicas. É a física geográfica. de estabelecer a casualidade mais poderosa das integrações e diferenciações de um povo. por uma ação que pela psicologia é elevada à altura de uma lei. e apela para o fato. a causa eficiente e exclusiva desses diferenças é a ação do meio. ―É o único fator estável de nossa história. mais do que outra. não se pode ser exclusivista. do seu equilíbrio. por isso mesmo que de seu funcionamento recíproco. estabelecer qual delas seja a mais poderosa. para a explicação dos fenômenos mentais e emocionais. não se deve ver na formação do caráter de 34 . como um grupo sociológico. porém. aliás incontestável.‖ Para o Dr. que tem por causa a instabilidade do homogêneo. Spencer nela inspirou-se para fundar o seu evolucionismo. o refluxo desse equilíbrio. Araripe Júnior e Sylvio Romero. uma estática e outra dinâmica. Uma interrogação se nos apresenta: por que a diversidade do meio produz grandes diferenças do caráter? Eis uma grande questão. princípio este que deve ser levado para história. assim também na história. Encarada pelo lado da literatura. sem solução de continuidade. por uma idêntica orientação. o único que se consegue acompanhar. como uma determinada formação histórica. Assim como todos os fatos biológicos são mais do que o resultado. Desde que hoje não se pode conceber progresso e desenvolvimento. em tudo só pode ser resolvida pela concentração das nossas vistas sobre o meio físico. Para o primeiro. é o elemento étnico. característico e individualizado. que em um fato tão complexo como este. da luta contínua entre a natureza e o homem. e é ele quem diz: ―A questão da história da literatura nacional. para cuja resolução não nos achamos convenientemente preparados. Não obstante não se poder contestar as diferenças são o produto de duas forças. a explicação dos fenômenos não deve inspirar-se em uma só das forças .problema. nem tampouco salientar maior ação de uma sobe a outra. na opinião do filósofo inglês. a resultante. os fatos históricos também devem ser presididos pelo mesmo princípio. lado muito mais restrito do que o histórico. Eis aí a larga divergência entre os dois ilustres literatos. pelo princípio da multiplicação dos efeitos. Depois que os filósofos alemães estabeleceram a lei do desenvolvimento. – Drs. cremos ser impossível pelos materiais que a ciência da história oferece ao historiador atualmente. A função e a forma são por elas regidas e individualizam-se segundo seu jogo mútuo. Sylvio Romero o fator estável. de indicar a causa da organização do tipo brasileiro. assim um caráter nacional há de se delas o reflexo. sem a transformação do homogêneo em heterogêneo. através do tempo. dois infatigáveis trabalhadores da literatura nacional. A biologia e a fisiologia não vêem na morfologia e no funcionamento orgânico senão a soma das duas forças. aquele que mais poderosamente vai produzindo a integração e a diferenciação do tipo brasileiro. hão de resultar os fenômenos históricos. de que os climas foram agentes poderosos nas civilizações autóctones. ela oferece larga divergência entre dois ilustrados espíritos deste país. sem todavia resolvê-lo. Neles não se deve ver senão o equilíbrio das duas potências. Quer nos parecer. passando para o segundo plano nas civilizações históricas.

um povo, em seu desenvolvimento civilizador, senão a soma das forças físicas e étnicas. Elas juntam-se, refletem-se, equilibram-se para dar em resultado o fenômeno da história. Eis sua lei mais geral e que domina todas as pesquisas. Qual delas, porém, é a mais poderosa? Nenhuma, pois os conhecimentos científicos atuais são insuficientes para uma tal averiguação. Assim como na nutrição intersticial não se sabe dizer qual o elemento mais poderoso, se as forças físico-químicas do oxigênio, ou se a força biológica dos tecidos; se na individualização de um organismo, pra a manutenção de uma morfologia e o desenvolvimento de sua função, não se sabe dizer qual a força mais poderosa das duas que se chocam, assim também para a individualização de um povo, para sua formação como um grupo histórico e o desenvolvimento de sua civilização, não se sabe dizer qual o fator de mais força , se o meio, se elemento étnico. Ambos são igualmente importantes, igualmente poderosos na fenomenação histórica, por isso que da reação que oferecem entre si, resultará o desenvolvimento. Qual deles, porém, entra em mais larga ação, para traçar esse desenvolvimento, é o que não se pode assegurar, pela insuficiência dos meios científicos atuais. Quando muito se pode traçar uma categorização de fenômenos, pertencentes a cada um dos fatores, e isto não deve levar ao espírito do historiador uma predominância de ação. A essa categorização pertencem, pelo lado do meio, os fenômenos de adaptação, de fisiologia de uma raça, em virtude dos quais tenderia a perder sua integração, sua unidade, se não entrasse em ação uma força antagônica: pelo outro lado tenderiam a perpetuar-se os caracteres étnicos,por meio da herança. O meio reage a diferenciação, pela adaptação; a força étnica reage a integração, pela herança. E como o caráter de um povo é a soma das duas forças. Devemos concluir que para a sua formação, para o desenvolvimento civilizador, ambas se equilibram. Estabelecemos, pois, o equilíbrio das forças mesológica e étnica como a lei geral que domina a história brasileira. Se uma prepondera sobre a outra, por exemplo, o meio sobre o elemento étnico, como o Dr Araripe Junior, as tendências divergentes serão poderosíssimas, pela pequena reação do elemento étnico, de sua ação antagônica e o resultado seria a falta de unidade do caráter brasileiro. Se há preponderância do elemento étnico como quer o Dr. Sylvio Romero, as tendências centralizadoras venceriam as tendências divergentes, pela ação da herança, e ficariam inexplicáveis as diferenças, ainda que não radicais, do brasileiro do norte para o brasileiro do sul. No primeiro caso o excesso de divergência levaria a um excesso de heterogeneidade de caráter, de relações mentais e emocionais, entre os habitantes da duas zonas, tão diferentes em suas condições físicas. Essas profundas diferenças não vemos na história das duas zonas, cujos habitantes se aproximam pela identidade dos elementos étnicos que se conservam, circunstancia bastante poderosa para opor-se à divergência da ação do habitat. Em ambas foram aplicados os mesmos processos de colonização, com igualdade de resultados; em ambas abriram-se linhas divisórias entre as classes

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populares de um lado e as do governo e clero, do outro; em ambas as relações subjetivas e psicológicas são idênticas; em ambas, finalmente, os períodos históricos são caracterizados por uma identidade de hábitos de reverência e superstição às classes dirigentes. Se diferenças se patenteiam, elas não são tão profundas a romper a unidade de caráter. E vemos mesmos que no norte o movimento histórico vai acentuando uma identidade ao que desdobra-se pelo sul. Nota-se o mesmo ceticismo contra a religião e o governo, com a diferença, porêm, de ser mais tardio. Os protestos que se levantaram contra essas duas forças foram idênticos em ambas as zonas. E isto nos leva a concluir que no sul o coeficiente de movimento é mais acelerado do que no norte, e que o estado de equilíbrio em que se mantêm as forças étnica e mesológicas é diverso. Em vez de dizer-se que há na civilização do Brasil predomínio da ação do meio, para se poder explicar as diferenças acidentais do caráter, acreditamos se mais acertado afirmar que a população das duas zonas acha-se em diferentes estados de equilíbrio. Na opinião do sábio filósofo inglês, o equilíbrio instável é o caráter da homogeneidade de um agregado, que seja um organismo, que uma sociedade. Tende a diferenciar-se a integrar-se pela instabilidade de equilíbrio em que permanece, pela persistência da força e pela impossibilidade de um agregado indefinido, a evoluir, pelo princípio da multiplicação dos efeitos, pois todo efeito é mais complexo do que a causa. Aplicando estes princípios ao desenvolvimento histórico no Brasil, vemos que a primeira população, formada pela geração de mestiços do século XVI, que é o elemento étnico nacional, representa um agregado em equilíbrio instável, pelas tendências a diferenciação e integração. ―Duas naturezas, diz Spencer, adaptadas a duas séries ligeiramente diferentes de condições sociais se unem; é de crer que sairá uma natureza m pouco mais plástica do que elas, mais fácil de receber as impressões de um meio que se renova pelos progressos da vida social, e por isso mais própria a criar idéias e a manifestar sentimentos de uma forma particular‖. Eis em síntese a função histórica do mestiço no Brasil. Por esta instabilidade de equilíbrio, a ação do meio produzirá uma multiplicidade de efeitos, e a geração mestiça tende a evoluir e a desenvolver a organização de um meio social, que, por sua vez, terá novas incidências de forças. E esse resultado é tanto maior, tanto mais largo, quanto a população vai alcançando feições adiantadas de heterogeneidade, o que vai se refletindo em seus produtos de cultura; ciência, literatura, arte, governo e religião. Assim, as sociedades, para a história, passam de um estado indefinido e incoerente, a um estado definido e coerente. Como, pois, se pode dizer que há preponderância da ação do meio sobre sua força antagônica, quando vemos que o desenvolvimento para percorrer todos os graus da evolução exige um completo equilíbrio? O ilustrado Dr. Araripe deixou-se inspirar pelas asseverações de Buckle, sobre as civilizações primitivas. Submetendo a história aos processos das ciências naturais, estabelecendo que as ações humanas são determinadas por seus antecedentes, o historiador

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inglês divide as civilizações em primitivas e históricas, tendo o meio sobre aqueles completa ação. As diferenças únicas que descobrimos são que, nesse caso, a ação do meio é direta, e nas civilizações históricas ela é indireta. Por isso mesmo que no primeiro caso, o desenvolvimento depende quase que exclusivamente da ação do habitat, de suas qualidades favoráveis ou desfavoráveis, a ação é imediata. No segundo caso ela é mediata, por isso mesmo que a humanidade já chegou a pontos adiantados de integração e diferenciação. Isto, porém, não faz desaparecer a ação do meio, que em ambas as civilizações, é contínua e interrompida. As diferenças estão, pois, no modo, no processo de ação. No mundo biológico o desenvolvimento orgânico depende da ação externa e da ação interna. As funções orgânicas, nos graus inferiores da escala animal, não estão localizadas, porque o agregado é homogêneo e indefinido: não está diferenciado. Elas são indefinidas e incoerentes. Neste caso, a sinergia funcional é mantida pela ação direta do meio. O órgão que se move é o que sente, o que respira,que digere, que absorve, que nutre e que excreta. Não há especialização de função, porque não há especialização de agregado, cujo total da força biológica apresenta-se aos olhos do observador como uma expressão da ação direta do meio. Nos graus superiores da escala as funções orgânicas acham-se especializadas, porque o agregado é mais diferenciado e heterogêneo. O órgão que respira não é o que digere, o que se move e que sente e excreta. Nestas condições, o total da força biológica é a soma destas funções, é o total da ação indireta do meio e da direta do agregado. É a expressão de um equilíbrio. Assim também na história. Nas civilizações primitivas, a ação do meio é direta, porque elas são mais o resultado de um bom solo, de um bom clima, do que dos esforços humanos. Nas civilizações históricas, em que a humanidade acha-se em pontos adiantados de integração, diferenciação e especialização, em vista da ação do meio e da reação étnica, a influência física torna-se mediata no desenvolvimento histórico, por meio do homem e dos seus órgãos sociais. As civilizações serão a expressão desse equilíbrio. Se prepondera a força étnica, como quer o Dr. Silvio, rompe-se esse equilíbrio que julgamos imprescindível para o desenvolvimento, para a normalidade dos fenômenos. Quer nos parecer legítimas e verdadeiras as seguintes conclusões: O elemento étnico e o meio são as duas forças que dirigem a civilização humana, obra em virtude da adaptação e da herança. Para vencer as tendências divergentes do segundo fator, opõe-se a força antagônica do primeiro, uma unidade no fundo do caráter; Em vista disto estabelece-se um equilíbrio entre as duas forças, do qual resulta o desenvolvimento histórico, que se tornará negativo, se uma dela preponderar sobre a outra;

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As diferenças entre as civilizações primitivas e históricas não consistem na preponderância de uma das forças sobre a outra, e sim nas diferenças do processo de ação. Da ação e reação é que resulta o equilíbrio das duas forças, não sendo nenhuma um fator preponderante, PIS desapareceria a normalidade da fenomenação, desapareceria o equilíbrio. A cada uma das integrações, pela ação reflexa entre as duas forças, corresponde uma feição especial de meio social, que por sua vez leva o seu contingente, na incidência sobre o elemento étnico; Sendo o mestiço o ponto intermédio entre o meio social e o meio físico, transforma aquele, pela sua cultura, à proporção que se integra pela ação deste. É ele o órgão da função histórica.

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CAPÍTULO IV GEOLOGIA DE SERGIPE FAUNA E FLORA. SUA PRODUÇÃO

Na descrição geológica de Sergipe, em que vamos entrar, utilizamo-nos dos trabalhos de Hartte Liasis, cujos estudos procuramos aqui resumir. Sergipe, sob o ponto de vista geográfico, pode ser dividido em duas zonas: A zona oriental, baixa, desigual, apresenta grandes extensões de areia, ao longo da costa, e algum terreno próprio para cultivar. Ela é conhecida pelo nome de matas, por causa de suas florestas. A linha da costa mede noventa milhas de extensão. A zona ocidental, chamada também de agreste, é estéril e seca, servindo somente para a pastagem. É montanhosa e mais alta do que a zona oriental, sendo a principal montanha a serra de Itabaiana. Na zona oriental está localizada principalmente a lavoura da cana, nas bacias dos rio Japaratuba, Sergipe, Cotinguiba, Vaza-Barris e Piauí. Na zona ocidental estão localizadas a criação do gado e a lavoura dos cereais, principalmente mandioca e a importante lavoura do algodão, nas matas de Itabaiana. Na formação geológica domina o sistema siluriano, composto por grés, xistos argilosos e calcários, não obstante encontrar-se o gneiss, formando largo terraço entre a costa e a base do grande planalto central do Brasil. A zona de gneiss, nas regiões do norte é mais seca do que a das regiões do sul. Sergipe apresenta três grandes massas de terras altas, separadas pelas bacias dos principais rios. A estas eminências daremos o nome de planaltos. De norte a sul colocam-se a primeira entre o rio S. Francisco e Sergipe e vem da Serra Negra; a segunda entre o rio Sergipe e Vaza-Barris; a terceira entre o Vaza –Barris e Piauí; a quarta entre Piauí e o Rio Real. Entre estas eminências correm os rios principais, em direção ao mar. Façamos a descrição do sistema hidrográfico e depois do orográfico. O rio Real forma a bacia, que limita a última eminência do sul, tem um curso talvez de 40 léguas. Em sua parte superior corre sobre terrenos secos e está arrodeado de fazendas de gado. Sua porção oriental é encachoeirada, ficando a última e mais importante cachoeira distante 9 léguas de sua barra. Aí forma um estuário, com os rios Piauí , Gurararema, o Jacaré o Pastorado, que passa junto à serra do Canini; pela margem direita o riacho Sena, que desemboca abaixo da vila de Campos e o Itapemerim, que banha o povoado Tabúa e a vila de campinhos. O Piauí nasce na serra dos palmares, tem um curso sinuoso. Em suas margens estão colocadas algumas propriedades. Forma o porto da cidade da Estância, que é edificada sobre a colina de rocha micácea, composta de pedra de ária de cor vermelha, completamente semelhantes, na opinião de Hartt, à formação geológica de New Jersey.

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Estas pedras são cobertas por um terreno argiloso e vermelho, árido e sem fertilidade, que as calcina, tornado-as ainda mas duras. Entretanto , para o interior os terrenos são férteis. Hartt não descobriu nenhum vestígio de fósseis nesta região. Ao norte da Estância o terreno apresenta-se em forma de colinas irregulares, e na opinião de Hartt são terrenos terciários. A vinte ou trinta milha da costa está a serra de Itabaiana, composta de gneiss e mica ardósia. O Vaza-Barris, que nasce na serra da Itiúba, banha os municípios de São Paulo, Itaporanga, e São Cristóvão e desemboca no Oceano. Encontra-se mármore em algumas porções de seu leito. Sua bacia é uma das mais importantes zonas agrícolas. Existem nela muitos engenhos, que fabricam importante açúcar. O Cotinguiba, que nasce nas matas do Engenho cafaz, banha o município de Laranjeiras e depois de desembocar no rio Sergipe, banha a capital. É navegável em alguma extensão. Suas margens são cobertas de mangues. Sua barra, como a do Vaza – Barris, é má, pelos bancos de areia que existem. Do lado oposto da barra, diz Hartt, estão extensas dunas de quatro ou cinco pés de altura, flanqueando um trato de areia recentemente elevado, estendendo-se na extensão de algumas milhas, coberto de coqueiros até a cidade de Aracaju, edificada sobre uma planície de terreno de aluvião. Esta área de terreno pouco elevado acima do mar, termina-se para o inteiro em um outeiro, onde esta edificado o povoado de Santo Antônio, de terreno terciário, cobrindo massas irregulares de pedras de areia de cor vermelha escura semelhantes às de Estância. Hartt não encontrou conchas nesta formação. Chamou sua atenção, na viagem que fez a Sergipe, a formação geológica de um lugar, colocado acima do Aracaju, na confluência dos rios Cotinguiba e Sergipe, chamado Sapucaí, o onde existe uma pedreira está situado em uma eminência composta de bancos e frouxas pedras de cal. Na superfície de alguns leitos desta formação calcária, o sábio geologista encontrou um grande número de válvulas de um lindo inoceramus, juntamente com um pequeno Ammonita e algumas escamas de teliostianos. Entre Maroim e Sapucaí o terreno é baixo e rico em calcário. Harrt, nas pedras que forma o calçamento de Maroim, encontrou lindo fósseis de grandes ammonitas e Ceralites e viu, em mãos de Mr. Nicolay, o desenho de uma Cidaris, trazida de Maroim. Na opinião de Harrt, são fósseis cretáceos que lembram as formas jurássicas, opinião confirmada pela do professor Alphens Heyatt, que considera a natica de Maroim idêntica à Natica proelonga de Seymeria, pertencendo à camada neocomiana inferior. Diz este ultimo autor: ―La présence d ‗espéces aussi bien caractériesées que la Natica proelonga, l‘Ammonites Peruvianus au Brésil er au Texas, et peut-être d‘autres espéces du coté oriental er occidental de la chaime des Andes et des montagnes Rocheuses, indique une connexion entre les deux versants, soit à travers l‘isthome er à l‘ouser du Bresil, quand um océan crétacé baignait encore tout la portion nord d l‘Amérique du sund. Ces faits, quand on les considére em connexion avec la decouvert d‘um fossile du genre Ananchytes sur l‘isthme, comme il été rappelé par M. Alexandre Agassiz, ont unid porteé directe au sujet d,une importante question.

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on ne peut douter de l‘identité de la formation marine secondaire à Bahia. et les eaus de la mer la couvraiente presque entièrement. de maniére à faire dispareitre au sud sous la mer la formation d‘eau douce côtiére qui aurait pu s‘y former. les recherches de MM. car on ne l‘a encore signalée. comme le savet for bien aujourd‘hui tous les naturaliestes. um libre passage aux animaux marines. et il a été biem demontré que les animax de la surface. pendant la période cretacée. c‘est-à-dire du littoral. au sud. A Pernambuco. D fait.de – Janeiro. Sergipe et Pernambuco. et la grand terrasse centrale. laquelle domine aujourd‘hui la formation de gneiss que la borde. les formes alleées ou identiques sont les descendants des espéces du golfe. je n‘ai pas remarqué de formation d‘eau pouce supérieure à la formacion marine et je n‘ai pas connaissance d‘indications de cette formation dans les provinces du nord. laquelle devait étre hous des eaux aux époques jurassiques er crétacées qui se montre le dépôrt d‘eau douce également superieur à une puissante formations secondaire . Hartt et Alport ont établi l‘esistence de depôts d‘eau douce sur les couches marines. er c‘est à trés-peu reés sous le même paralléle . oui ou non. comme si cet autre poit était alors le rivage opposé à celui de Bahia. Pissias d donnée pous Bahia er M. Ceci donne um grand intérêt aux faits tels que le précédent. les formes alliées.‖Les expéditions du Coast Surrey. le premier pas vers la solution de ce problème était de prouver l‘esistence d‘um canal ayant fourni. la formations secondaire marine semble elle-même manquer. mais l‘intérieu du continent était moins elevé qu‘aujourd‘hui. étaient plus ou moins representés par des espéces identiques ou alliéesl. comme nous venons de le voir. le golfe du Mexique et l‘océan Pacifique auraient été réllement des mers continues ». Alors s‘est elevée la qustion de savoir se. joignant le plateau de Barbacena au grand plateau Bolivien . probablement marine. d‘aprés laquelle. de Espirito-Santo et Rio. Alexandre Agassiz. Hartt pour Maroim. est celle que M. non recouvert par la mer crétacée er formant encore aujourd‘hui a premiére terrasse du continent. Cette identité des directions semble en outre indiquer une dislocation vers la même époque er em vertu des mêmes phénomènes. à quelque periode antérieure. lesquelles auraient emigré à travers quelque anciem canal postérieurement fermé par le soulèvement par la bande de terre formant l‘isthme de Darien. onte établi le fait d‘une ramaquable similitude entre la foune presente des mers profondes et les espéces des genres crétacés .-E Cette direction. dópôt dans lequel j‘ai trouvé des fossiles à Engenho. em comparant toutes les données rapportées précédemment. du coté de l‘isthme repondante ou pacifique. La ligne à partir de laquelle devait se faire cerre inclinaison du sud au nord devait être alors une ligne plus ou moins oblique.-N. Elle se serait plutôt abaissée au sud e velevée au nord depuis cerre époque. c‘est à-dire le N. dans les provinces. sans doute par suite de la formations de lacs d‘eau douce prés de la côté . A Bahia. 41 . oui ou non. de l‘autre côté de la gande des gneiss. Alors s‘est elevée la question de savoir se. notée par moi em 1859 pour les depôts de Pernambuco. A propósito disto diz Liais: ―incontestabement. et parait confirmer la conclusion de M. er ne laisser voir nulle part de formation marine. était alors beaucoup plus basse que cette derniére. du coté de l‘isthume répondant au Pacifique. La grande arête de gneiss bourdant la côte nord du Brésil parâit donc avoir été inclinée du sund vers le nord plus foremente à cerre époque qu‘aujourd‘hui. Quelques indications que l‘on posséde sur Alagoas se trouvent en conformité pour ètablir la presque continité de cerre formation. Les couches de cette même formation se trouvent relevées souvent suivant la direction génerale de la côte.

quand. O solo é rico e a cidade é um centro comercial de açúcar. Ajoutons que. et la même espèce devra parfois se trouver souvent dans l‘ensemble de toutes les couches. « Mais tour parait déjá indiquer l‘absence de différences trés tranchés entre les espèces contemporaines de divers points. de cor amarela ou pardacenta. ce non convient à l‘ensemble du depôt em question. de mangues. Nestas paragens. principalmente a que chamam de Pedra Furada.des couches horizontales creusèsses par la dénudation exactement comme sur le plateau central d l‘Empire. au moins dés la période colithique. em uma grande extensão. de grande importância. dans ces regions. de sorte que suivant la très-judicieuse remarque de Darwin. e junto a Aracaré. a dú fe former pendant au moins une grande partie de l‘époque creatacée. A costa entre os rios Cotinguiba e São Francisco é de pouco interesse. sendo montanhosa a zona que circunvizinha a cidade. O lado do sul do rio é pantanoso e coberto. On conçoit ainsi parfaitement la difficulté er le doute des classements. cuja abóboda apresenta uma perfuração em forma de sino. na Bahia Railroard. de nouvelles decouvertes paleíontologiques aurount fourni des bases plus sures. São de tamanho regular as estalactites e estalagmites existentes na gruta. Destas rochas chamou a atenção de Hartt uma argilosa e porosa. Do lado do norte não temos que falar. et cette circonstance justifie pleinement le nom de formatios crétaceío oolitique donné par Darwin à ses vastes dépôts. de Bahia à Pernambuco. Em seu derredor existem algumas grutas calcárias. Uma eminência penhascosa. Idêntica formação apresenta o local da Cidade de Laranjeiras. Peu de perturbations auront em lieu dans ces immenses regions peudant cette longue durée. Sua barra é arenosa e por conseguinte má. lesquelles. audessus du terrain secondaire. achando-se misturada com pedras cobertas de argila e óxido de 42 . Banhada pelo Cotinguiba e situada entre outeiros.«Ce puissant dépôt secondaire. a margem do rio apresenta grandes massas de uma grande variedade de rochas. ne peuvent être contemporaines. formação que se assemelha à da Pitanga. chamou a atenção de Hartt que encontrou formação estratificada. évidemment. de pedras micáceas. et a peut être commencé dés l ‗époque jurassique. nas quais encontrou o sábio geologista um grande número de fósseis. mais el ne doit pas être pris dans l‘acceptions restreinte d‘époque intermediaire aus dex autores. tandis que d‘autres espèces les differencieront plus ou moins completement. « probablement. « Sans nul doute. confirmée. comme nous l‘vons vu. on reconnaitra des différences entre les couches inférieures et superieures de la série. Cerre circonstance achèce d‘établir l‘identité entre l‘âge des depôts de la côte et ceux de l‘interieur. par l‘union d‘espèces jurassiques et cretcès dans les divers dépôts du Brésil. sur la partie nord de la côte orientale du Bresil. er par là s‘explique comment les espéces du commencement de la periode ont pu continuer d‘exister et se mêles aux espèces posterieures. muito fértil e a sede de uma das mais importantes lavouras açucareiras. abaixo de Villa-nova. composta de pedras de areia de cor vermelha. tout parait l‘indique d‘ailleursl. dos quais o mais abundante é um pequeno bivalvo. les deux époques ne sont pas nettemente séparèes comme em Europe. » É opinião de Hartt que a zona calcária de Maroim está evidentemente sobre cretáceos e ocupa um plano muito mais baixo na série do que a zona calcária de Sapucaí. une puissante formation de grès contitue.

junto à cidade de Riachuelo. uma alta cifra. cujas rochas compõese de uma série de pedra de cal... nos vales dos rios principais. São as pedras que vulgarmente chamam pedra de fogo. Por meio de estabelecimento de engenhos centrais ou usinas.615 3.. O terreno sobre o qual está edificada a Cida de Propriá é de uma formação de gneiss e mica ardósia. De quase mil engenhos existentes no Estado. de que o mais importante é o xique-xique. É uma formação terciária. existem diversas espécies de cereus. nem produtivos... Estes terrenos não são férteis... Na zona compreendida entre Vila-nova e Propriá vêem-se algumas colinas irregulares e isoladas. sem braços culturados para o trabalho livre e sem utilizarse dos aperfeiçoamentos modernos. pedra de areia. não obstante os meios rotineiros. Sua indústria principal é a lavoura... Acima de Propriá estão situados outeiros de geneiss..288... Hartt acredita que as camadas de fósseis são camadas cretáceas e são o plano superior da formação geológica de Villa Nova e Penedo... a indústria sacarina obedece ainda aos princípios da antiga rotina. e ocasiões de secas. Além das bromeliáceas...... que tem sido a origem da riqueza pública e particular. que levassem ao espírito dos agricultores a convicção de mudarem o processo do trabalho agrícola..... sendo a camada profunda de pedras calcárias . 1858-59 25.985 1... A cima da serra da Tbanga os terrenos tornam-se cada vez mais estéreis e penhascosos. já descritas..612:935$065 1859-60 9. apresentando-se como um calcário conglomerado.. entre as quais citamos a macambira. conchas .... Entre elas Hartt descreve o Morro do Chaves ou Morro do Euzébio.. Ela tem por sede os importantes terrenos de massapé. seixos de ágata e fósseis de fragmentos de conchas... cristalino em alguns lugares. o qual é atualmente o único no país que deixa lucro à empresa que o dirige. cura raiz serve para o alimento do gado..910 . por meio dos quais é ele fabricado: EXERCÍCIOS QUILOGRAMAS VALOR OFICIAL 1855-56 .... mais ou menos arenosas e que contêm grãos e seixos de uma rocha metamórfica.....696:629$026 1860-61 8. pouco mais de duzentos substituíram a força animal pela máquina.... Eis o resumo da geologia de Sergipe... 4... o governo imperial nunca quis ativar a prosperidade da lavoura açucareira. Encontrou também fragmentos de uma rocha d estrutura oolítica. e a vegetação mais esparsas de pequenas plantas bromeliáceas. dominando a lavoura da cana –de – açúcar. de rochas semelhantes às de Vila-Nova.281:996$688 43 .. de leitos xistosos.845 1.158:147$741 1856-57 .....ferro. na qual encontram-se quartzo.... Ai abunda principalmente a lavoura do algodão i dos cereais.988....... Além da falta de espírito de iniciativa de seus habitantes.. E no seguinte quadro o leitor verá a produção de açúcar. 3...... E essa incúria revela-se perfeitamente no fato de que.... somente construiu-se um engenho central.... Além deste exclusivismo agrícola. atingindo a produção de açúcar me Sergipe.820.774:521$447 1857-58 19..... Nestas pedra Hartt encontrou ossos de teleosteanos e o desenho do dente de um notidamus.914.

420 2.147:891$691 6..701 ..855 5:889$025 1857-58 2..033:719$067 1872-73 3.. pois.. Antes da guerra dos Estados Unidos..... 39...354 11....641:054$517 .673:671$697 3. 1866-67 3271.964.325 39:178$054 1856-57 12...729 26...222.. 4.413 2.553 19..318:034$438 2.987 1.. para a empresa que quiser explorá-la.....603 23..166.....661:236$434 3..885 2...430:644$312 2....068:186$118 1868-69 3.......794.865:771$347 4..134:731$190 2......... É crescente a produção do açúcar. Esta lavoura localizou-se principalmente nas matas de Itabaiana e hoje acha-se bastante desenvolvida....087. A indústria de fiação é..876.533 17.310...016.. Eis o produto do algodão: EXERCÍCIOS QUILOGRAMAS VALOR OFICIAL 1855-56 66........789....265 26...221...1861-62 1862-63 1863-64 1864-65 1865-66 1866-67 1867-68 1868-69 1869-70 1870-71 1871-72 1872-73 1873-74 1874-75 1875-76 1876-77 1877-78 1878-79 1879-80 25.... A produção do algodão já reclama o estabelecimento de outras fábricas de tecido a fim de que o preço do algodão não seja monopolizado..092:879$293 3.730 26.....514:371$131 1867-68 5...224:512$682 2........805 17:682$320 1862-63 75..572 477:623$406 1865-66 . .128 29.035.365.041 23.760 23...653:254$587 3.217:377$974 44 .943:201$826 3...175.. De 1864 ativou-se a produção do algodão que constitui hoje o segundo produto da exportação.263:263$824 2......792 .532:100$800 3..259:341$929 1870-71 5...407:797$005 1871-72 5.734 3.175.. uma indústria de grandes lucros..970 1:315$350 1858-59 3.598.365 71:698$899 1863-64 194...... ......380 18.. Seu consumo é muito maior...623.695.....773:267$659 5..365.017 15...... em vista de uma fábrica de fiação já existente...100 11. 1861-62 38........677:775$667 3. 3.848 20..565 30..650:967$335 1869-70 2.....700......825 3.......562........582 259:571$391 1864-65 374.... pela falta de concorrência e pela impossibilidade do lavrador para exportá-lo....210 1:460$550 1859-60 120 54$600 1860-61 .. pode-se dizer que a lavoura de Sergipe restringia-se a açúcar de cana.....986..538.......323.313:003$943 ....021 2..

. há outras que se acham em início. 34:634$990 Couros secos 8. 3:385$000 Arroz em casca 792 L 355$382 Fumo em corda 414 Kg Total ... no litoral. no litoral. 35:572$000 Peles curtidas 870 unid..730:910$063 45 ........... que faz parte da pequena lavoura no interior: do cacau.. do trigo e do arroz em São Francisco....547 L.. 417$000 Madeiras 1.959 ...051 507..... do fumo...313:603$943 Algodão 3. É uma estatística de 1872-73.. 112:912$794 Sal 1...763 unid....131.520 ― 9:174$000 Mel 133 L 10$108 Caroços de algodão 369. nas várzeas do Japaratuba....217:377$974 Aguardente 854. PRODUTO QUANTIDADES VALOR Açúcar 29. que se faz nas Matas de Simão Dias e que é igual ao café de São Paulo...212 Kg 2:988$673 Mamona 23.........do coco...799....751 L.274. do sal... E não apresentamos a estatística.. Hoje a produção está muito maior..030 centos 824$000 Cocos 2..775 1..323........744:549$186 201:896$512 Alem da lavoura da cana e do algodão... Elas são: a do café...268 Kg 14:476$062 Ticum em fio 1. de importante futuro e outras. que consideramos uma lavoura de grande futuro. 3:813$253 Milho 18..365. 2. 26:868$588 Couros salgados 6. Estrangeira Cabotagem Importação .198 Kg 2:617$072 Fumo 665 Kg 275$464 Cestos de palha 69 unid.439 806......425 Kg 2:268$118 Ticum em rama 8.....276 Kg 4:662$559 Solas 8.257 unid....... e que deviam desenvolver-se com grandes vantagens para a riqueza pública e particular.556 unid.832:110$000 5.701 Kg 3. pela quase impossibilidade de obter os materiais.......877 L 2:470$562 Baunilha 22 Kg 62$401 Lã de barriguda 44 Kg 18$000 Pedra de afiar 6..... Pelo seguinte quadro o leitor convencer-se-á das lavouras e indústrias que podem ser exploradas com muita vantagem...987 Kg 2...1873-74 1874-75 1875-76 1876-77 1877-78 1878-79 ...916 L. 34$500 Óleo de coco 10...111:800$000 3..705 1......730:908$063 3.292. 809:862$926 460:337$718 605:110$267 2...943:910$000 9.

As mercadorias ficam sobrecarregadas de impostos e as que saem do Estado não deixam os lucros que deviam deixar. como sejam principalmente a falta de capitais e a falta de braços educados para o trabalho livre. são os compradores das mercadorias. pode ver o movimento comercial do Estado: 46 . por meio de uma navegação direta. soit à Bahia. Eis as condições do comércio de açúcar em Sergipe. por falta de comunicações externas. Maceió e Pernambuco. ―Actuellemente. d‘une véritable monopole ». não obstante suas forças produtivas. Representando elas a função de bancos. a única que existe. porque seus diretores emprestam o capital aos lavradores. suas excelentes condições naturais. diz ele. estabelecida pelo autor destas linhas. melhoramentos que já se acham em via de desenvolvimento. le cabotage lui même este forte lente. que é preciso corrigir. têm sido uma das mais importantes causas da sua decadência agrícola. Além destas condições. soit à Maceió et Pernambuco. que se ligam à falta de comunicação exteriores. Il n‘ya pas de Bourse de commerce . que para desenvolver a indústria agrícola neste estado. Isto demonstra que seu solo é admiravelmente fértil e cultivável. a instituição de estabelecimentos bancários e a imigração estrangeira são medidas inadiáveis. pois. Sergipe permanece em atraso. Do ano passado para cá ele iniciou relações com a praça do Rio de Janeiro. que devem desaparecer com a abertura da barra do Cotinguiba e da estrada de ferro de Aracaju a Simão Dias. não obstante suas condições hidrográficas.Isto tudo demonstra a elasticidade de suas forças produtivas que devem ser exploradas. Suas comunicações internas estão em idênticas circunstâncias. que tanto têm contribuído para a decadência da lavoura açucareira. Não há liberdade de comércio. compreende-se que o preço é por eles determinado. pelo juro excessivo de 2% ao mês. Seu comércio é dependente do da Bahia. Daí duplos proventos. na posição passiva de devedor. Ao mesmo tempo que são eles os fornecedores do capital. estabelecidas no Estado. A importação faz-se pela navegação de cabotagem. gràce à ces circonstances. pondo o comércio do Estado em relação com as praças da Bahia. entrega o produto de seu trabalho. O leitor pelos seguintes quadros. Entretanto. por falta de viação férrea e de navegação fluvial. Assim. A navegação de cabotagem é. pela falta de um comércio emancipado e que se comunique com grandes centros comerciais. outros males existem. sem comunicar-se diretamente com praças estrangeiras. el ne peut que les céder à des maisons joissant. Pensamos como Alfredo Mare. basta desenvolver os meios de transporte. e não pela livre concorrência no mercado. le producteur ne connait pas les oscillations du prix de ses denrés sur les marchés où ils sont exportés . Impõem o preço e o lavrador. E aqui seja dito de passagem : as casas importadoras de açúcar. car il est soumis aux fluctuations des escales des grandes des grands paquebots. a bem da prosperidade do Estado e do interesse daqueles que animarem essa exploração.

como as pacas.563:138$000 3. ainda que raras. 47 .017:204$000 2.762:301$000 5.370:012$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 2. De entre as madeiras que servem não só para construção civil e naval. (Shinus). que acredito ser a única espécie desta ordem existente em Sergipe.468:029$000 A flora é riquíssima e variada.714:984$000 EXERCÍCIO DE 1884-85 Importação Exportação 157:938$000 3. aroeira.060:505$000 5.527:700$000 6. jacarandá (jacarandá ovalifolia) e outras. pau ferro (caesalpinea férrea). dos paquidermes. na ordem dos quadrúmanos: os guaribas.213:411$000 5. pau d‘arco. como as preguiças. baraúna. Para a tintura vemos o cauabo.Longo curso Cabotagem Totais EXERCÍCIO DE 1883-84 Importação Exportação 406:681$000 4. tamanduás. vemos. sucupira (Bowdichia major). potumuju. Na classe dos mamíferos.490:808$000 4. a peroba (Aspidos perna peroba) a Arapiraca. Das três zonas em que. o mangle vermelho e outros.187:284$000 6. capivaras. algumas famílias dos roedores. Moreira.395:200$000 825:500$000 5. se divide a flora brasileira. dos ruminantes.858:973$000 3. angico. dos répteis.593:955$000 7. dos insetos. (acácia angico). dos peixes. de diversas espécies: algumas espécies dos carniceiros. sob o ponto de vista botânico-geográfico.994:351$000 7.281:443$000 6. como os caititus. Parnaíba. arari. da litoral e da do interior.882:400$000 12. dos desdentados. cutias.352:808$000 EXERCÍCIO DE 1886-87 Importação Exportação 354:438$000 1.618:312$000 5. vemos: cedro (cedrella brasiliensis).571:700$000 7.220:700$000 9. A fauna é tão rica e variada como a flora. A mesma variedade e riqueza vemos na classe dos pássaros. cujas espécies não descrevemos para não alongar este capítulo.254:618$000 Total 4. como para marcenaria. massaranduba.476:365$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 3.260:267$000 8.889:700$000 862:000$000 5.355:700$000 1. como os veados.439:143$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 1.384:789$000 11. apresentam-se membros da zona equatorial.886:005$000 EXERCÍCIO DE 1885-86 Importação Exportação 127:504$000 1.119:240$000 13.

I. fosse tão tardia. foram não só as circunstâncias ocasionais do insucesso das capitanias. com ampla jurisdição no cível e no crime. Muito cedo. O governo português cedeu à lógica de Diogo de Gouvêa. cuja influencia no espírito de Gouvêa foi poderosa. porém. que devia pôr em pratica. para demover Portugal da inatividade em que se conservava ate então. cujo foral foi passado a 26 de agosto do mesmo ano17. cuja rejeição por parte do soberano seria inevitável. em distância de cinqüenta léguas . cuja colonização 17 Dr. que lhe patenteou os interesses ocultos de outras nações e então não teve mais tempo de pensar no processo colonial. o insólito despotismo no cativeiro do indígena. sacra um regime de autoritarismo absoluto. representados nos condenados e exilados que Portugal enviava para Brasil. Melo Moraes. foi a força produtora de muita atividade que se desdobrou neste país. do qual nunca se originaria uma civilização. que além de tudo. a 5 de abril de 1534.HISTÓRIA DE SERIGIPE LIVRO I ÉPOCA DE FORMAÇÃO (1575-1696) CAPÍTULO I DESCOBERTA E CONQUISTA DE SERGIPE O território de Sergipe era compreendido na doação que El-Rei D. p.capitanias hereditárias. Portugal deixou-se preocupar em excesso pelo comércio das índias. Não soube compreender as diferenças étnicas e mesológicas entre as duas possessões. 297 48 . pelo contato de elementos que deveriam ser eliminados na vida social. para aplicar-lhes o mesmo processo de colonização. cujo processo foi idêntico ao que já tinha adotado na Madeira e nos Açores. deixando que se passassem trinta e tantos anos. que se utilizavam de suas atribuições com arbítrio e excesso. se tentativas por parte de outras nações européias para compartirem seus domínios na América. É para estranhar-se que a colonização de um continente. cedendo assim a coroa grande parte de suas prerrogativas. doação que se estendia. Cron. Realizaram-se os intentos de Cristóvão Jacques. João III fez da capitania da Bahia a Francisco Pereira Coutinho. da barra do rio São Francisco a ponta da Bahia de Todos os Santos. A degenerescência moral que começou a grassar nas capitanias. relativamente ao Brasil. como o melhor estimulo de trabalho e que. para iniciar a colonização do Brasil. a fim de sanar e salvaguardar interesses e direitos que outras potências lhe queriam roubar. do Brasil. em favor dos donatários das capitanias. entretanto. teve o governo às provas da improficuidade do processo colonial posto em pratica. o absoluto poder dos donatários. de cujas riquezas tinha a nação portuguesa as provas mais reais e evidentes. não apressassem o trabalho colonial.

49 . além de causas de ordem geral. 2. figura a de Francisco Pereira Coutinho. Compreende-se perfeitamente que era de alto valor á prosperidade colonial da Bahia e Pernambuco. á posse da coroa. assim. a oposição franca do indígena ao domínio de um elemento estrangeiro. Mermor Hist. cuja propagação se fez debaixo de luta tenaz e encarniçada.não vingou. aliados com os franceses. Bahia. da qual fazia parte o território de Sergipe. 18 19 T. 297 Rocha Pitta. Permaneceu ele nesse descuido. 20 Visconde de Porto Seguro. ate que no começo de 1575 teve de atender ao pedido de paz dos íncolas do rio Real que viviam em lutas com os portugueses. não estimulando o espírito dos colonizadores a empreendimentos arriscados. Hist. para desdobrarem-se com mais vigor as forças coloniais. chama-se — Sergipe d‘El-Rei. desde quando as viagens marítimas entre Bahia e Pernambuco eram mais difíceis e perigosas do que entre aquela capitania e Portugal. por isso que o grande princípio de divisão de trabalho foi mais observado do que no processo anterior. Geral do Brasil. promovido pelo conjunto das circunstâncias que impossibilitou a marcha da colonização. a antecipação da conquista e descoberta de Sergipe. pela qual criava a coroa um governo central na Bahia. Entre as capitanias cujos donatários foram o objeto do insucesso. inspiradolhe a carta régia de 7 de janeiro de 1549. e Silva. Tornou-se o ponto de pausada dos selvagens que fugiam da colonização. e por haver Sergipe do Conde. 19 Talvez por isso e pelo fato de que a conquista de Sergipe fosse efetuada por ordem régia e á custa da coroa. e Polv. 2º. removeram a conquista e descoberta de Sergipe para períodos muito ulteriores ao estabelecimento do governo colonial na Bahia.20 Como quase meio século de vida colonial achava-se o país. teve de cedê-la ao governo por um contrato18 passando. I. como veremos adiante. p. A morte de Coutinho fez suceder no direito de posse da capitania seu filho Manuel Pereira Coutinho que. havia de facilitar as comunicações entre elas. pela insuficiência de recursos. com jurisdição sobre todas as capitanias do Brasil e cuja função em mais heterogênea. os dois pontos mais populosos do tempo. História da Capitania da Bahia. atemorizados dos brancos e de onde fizeram tantos males á Bahia. Ponto intermédio entre as duas capitanias. As riquezas naturais que a colonização ia descobrindo e que tomavam fácil a vida.Accioli de C. quando se efetuou a conquista da nova capitania. Durante esse tempo faltou a continuidade territorial. as cinqüenta léguas doadas. como a causa que convenceu a metrópoles do erro cometido.

Sem essa medida tiveram os franceses tempo de sobra para melhor prepararem-se em Sergipe. 50 . acompanhado por uma companhia de vinte soldados. Eles considera a fuga como quebra de paz. O governador Luis de Brito veio com tropa para bater os índios de Aperipé e ao aproximar-se da aldeia de S. Antônio. que distava seis léguas do lugar onde ficaram acompanhados os saldados. Jesuítas no Brasil.. Os 21 Dr. entretanto acredito que ela ficasse nas imediações do rio Real. Tomé. persegui-os. H. Leal. Destes extratos transcrevemos o seguinte: 1576 Arruinaram-se completamente os trabalhos do rio Real. V. Ao Evangelho e não ás armas. chefe entre lês respeitado e célebre pelas muitas mortes feitas em portugueses. o que se vê pela carta de sesmaria de Sebastião da Silva. Francisco. 261. ai se refugiavam. 25 A aldeia de Sarabi ficava nas margens do rio Vaza-Barris. Partem o Padre Gaspar Lourenço. entregou-se á conquista da nova capitania.23 Uma tal vizinhança desperto no espírito do indígena sério receios e não viram na vinda dos padres senão um disfarce para cativá-los e entregá-los indefesos aos seus senhores.21 Já por este tempo e talvez antes. 22 R. II. seu companheiro João Salonio e mais vinte neófitos da aldeia de S. Liv. rechaçados de outros portos. para mercadejar com as naturais riquezas com quinquilharias. Captiva a todos e os encurrala na igreja de S. Veja o livro de Sesmarias. Saraby morre e os mais entrega-se. em direção do rio Real. 260 da obra de R. Op. Tomé. IV. requerendo-lhe Surubi25. Depois de alguns esforços. 24 Não sei positivamente localizar esta aldeia. dado a está aldeia o nome de S. pois antecipava um acontecimento de alto valor á colonização das duas capitanias do norte. p. 23 Acredito que este lugar é onde está situada a Vila de Santa Luzia. onde celebram missa. XVII n. p. junto ao rio. alcançam os jesuítas acalmar os ânimos e desvanecer os receios dos indígenas e encetem seus trabalho de catequese em uma igreja de pindoba que edificam. História do Brasil. A 5 de fevereiro de 1575 chegam ao rio e dirigem-se os padres para uma aldeia de mil almas. Francisco Rodrigues e Gaspar de Fontes. dentro do anno do captiveiro”. Francisco Sacieta Jesu. como em um cárcere. a fim de estabelecerem povoação em lugar próprio. pedir paz. Cit. à honra da edificação de uma igreja em sua aldeia. Southey. á paz e não á guerra. e até do rio S. Sergipe tornara-se um ponto de pausada dos piratas franceses22 que. livro de sesmarias.24 A notícia da chegada dos padres propala-se por entre as aldeias e Sergipe e a eles vêm os chefe de mais de trinta aldeias. P. “Os soldados assolam tudo quanto encontram. veio realizar suas missões pela zona banhada por aquele rio de Sergipe. sob o comando de um capitão.incumbindo o governador ao Padre Gaspar Lourenço que em companhia de João Salonio. a que Deus com a morte se sérvio libertar. I. e o governador arrebanha todos quantos achou e arrasta para a Bahia. A hábil administração de Mem de Sá ressente-se da falta de não ter levado a luta aos franceses até Sergipe. 441. p. Ignácio fogem seus habitantes. 150 do liv. junto ou talvez no lugar em que se acha edificada a Vila do Itaporanga. A. Isto asseveramos pela carta da sesmaria de Gaspar de Almeida.

com desejo de haver la alguma provocação. fugindo os seus habitantes para a de um de seus chefes. de suas almas. Viram do Rio Real.padres fazem-na erigir. 26 26 Transcrevemos aqui a íntegra da carta do Padre Inácio de Toloza ao padre geral. ordem ao governador Luis de Brito a conquista. quanto a missão de Gaspar Lourenço tinha demonstrado as tendências daquela tribo a cristianizar-se. quando. sentindo muito apartar-se deles o padre. talvez não ficasse inutilizado o trabalho do jesuíta. aliando-se á raça conquistadora. As mais esperançosas probabilidades estavam realizadas para uma conquista pacifica que traria para o seio da civilização os habitantes dessa circunscrição. a permanência dos soldados no litoral sempre foi um motivo de susto para os naturais. agora. A devassidão da soldadesca levantou o tumulto nas aldeias que ficaram desertas. Acredito ser a primeira publicação deste preciosismo documento. em vista das agressões que lhe começaram a fazer. A coroa que nunca pensou nessa conquista. a ensinar-lhes as cousas de sua salvação. o que até aqui há succedido na missão de Gaspar Lourenço‖. quando ela moralmente já estava efetuada. outro célebre chefe das aldeias de Sergipe. Enviou também o governador Luiz de Brito um capitão. como diziam. este processo de conquista ocasionaria benefícios resultados. P. que tiveram de fugir para a aldeia de Apéripé. viriam desassombrados colaborar na grande obra da civilização. Antonio. muitos índios principais das aldeias comareans que estão naquelas partes: quarentena. porque todos os desta aldeia se puzeram em um pranto. porque tiraria da raça conquistada o temor e o receio que sempre nutria a respeito dos conquistadores. aguardou-se alguns mezes para ver se vinham bem movidos e constando claramente que Deus os trazia pareceu serviço de Deus aceitar esta empresa e assim no mês de fevereiro de 75 partiu o padre Gaspar Lourenço (que é grande língua entre eles muito afamado) com o irmão João Salonio. Devemo-la à bondade do ilustrado Dr. roubando-lhe as amantes. filhas e irmã. mas não foram mais de vinte. Ficaram frustrados os esforços do jesuíta Gaspar Lourenço. que veio transtornar os planos pacíficos do padre. com alguns homens brancos. Capistrano de Abreu. com o auxílio do índio e dão-lhe o nome de aldeia de Santo Inácio. o Padre Gaspar Lourenço percorreu uma grande extensão de seu território. e grandes e pequenos subiram com eles boa parte do caminho e se não se puzera numero na gente que havia de levar. Além disto. na parte relativa às missões do Padre Gaspar Lourenço em Sergipe. Deixo de contar o sentimento que houve em aldeia de S. Cativou a simpatia dos índios e ter-se-ia antecipando a colonização de Sergipe. 51 . se despediu dela o padre. todos em grande desejo de levar padres que os ensinassem as cousas de sua salvação e como era gente que antes estava de guerra. quase todos queriam ir com ele. Nesta primeira missão que fez em Sergipe. Entretanto. sem ter commercio com os brancos. nem nos interesses que advinham à prosperidade colonial. se não fora execução de uma ordem régia para conquistar-se Sergipe. ―Agora vou cantar a V. se causas posteriores não vivessem anular seus esforços. Pelo caminho a ocupação dele padre foi ensinar a doutrina aos Índios e brancos que iam em sua companhia. cinqüenta e sessentas léguas desta cidade.

com grandes choros. Deus que vejo já em inteira gloria isto é o que desejava. que a cousa é muito longa de contar. E como todo aquele caminho é despovoado. que foram a principio cinqüenta e depois chegaram até cem e em breve tempo sabiam as orações e a um que principalmente residiu com os índios. se levantou contra eles um principal e os fez guerra. Ouvindo o padre isto e entendendo que tinham alguma noticia do dilúvio. dizendo: Bendito Sr. e isto fez todo o tempo que esteve ausente. aconteceu que os seus por não quererem ser bons. Sebastião que o padre havia deixado. lhe explicou a verdade. de sua vinda. me baptize para ser filho de Deus e não ir ao inferno. dizendo já meu filho é morto. Dizendo que em tempo passado. dizendo que vinha manifestar-lhe a lei de Deus e ensinar-lhe o caminho de sua salvação e livrá-los da cegueira em que estavam e começou logo a fazer uma maneira de Igreja para dizer missa e ensinar-lhes a doutrina. à tarde e a noite. que foram nove dias. e fizeram juntos dela casa em que morassem e pudessem ter concerto religioso e de ali a poucos dias levantaram uma cruz de alguns oitenta palmos. Chama-se a Igreja de S. o apostolo. porque fez burla dele. conforme sua pobreza. onde com muita caridade repartiam com eles a pesca que tomavam e o padre provia também os necessitados. porque o havia morto em sua aldeia um filho foi logo ao padre. onde moravam e era uma moça da escala de S. É sempre foram assim e muitas vezes descalços pelas águas que haviam de passar. por que para eles principalmente era enviados. como farinha. como todos os Índios que tinham em sua companhia. e depois de todos mortos e a água passada. mas era tanta a gente que vinha a visitar o padre. dizendo todos juntos as ladainhas. e que ficou toda a gente espantada com ver a veneração. dizendo que eles descendiam desde cham e por isto andavam todos apartados de Deus. antes de começar a jornada. como costuma fazer. Thomé os consolou Deus Nosso. onde se disse missa. porque estando em roda dela. Um índio de nossas aldeias ia tangendo a campainha por toda a aldeia e assim acudiam muitos diante da casa. mas todos foram com grande paz e alegria. com que a haviam levantado. trazendo cada um algum presente ao padre. donde o padre os ensinava as causas de nossa santa fé e o irmão tomou cargo da escola dos moços. faziam o mesmo. que ia com ele. acrescentando que por isto estão desunidos e não tem nada porque tudo perdeu com a água. e foi hospedado de um principal. Já à noite no fim de sua jornada. para que vigiasse pelas casas e que estava ensinando a doutrina aos meninos das aldeias e depois os fazia persignar e santificar por si a cada um. ouviram grandes vozes diante da casa. recolhiam-se em algumas choças que os índios faziam. saiu e assim começaram as gerações. Em meio do caminho pela nova a um principal. os ensinaram à doutrina com grande consolo de todos. 52 . Este principal pregava pela aldeia que havia sido causa que se perdesse a gente que em tempo passado fugiu das aldeias. e deu com eles em terra e fez que se abrissem as fontes e se apagassem todos e que elle fez uma casa de folhas muito bem tapada ahi se defendeu da água. pedindo a Deus que os desse prospera viagem. que estava seis léguas d‘alli. Sabendo os da aldeia que vinham. repartindo-os por todas as casas. Chegaram todos com boa disposição ao Rio Real a 28 de fevereiro e deixando o padre o capitão aposentado em lugar apto. Logo começou o padre a ensinar-lhe a doutrina pela manhã. que quase todo o dia gastava em trabalhos a consolá-los e assim o dia seguinte se acabou a Igreja. porque não era batizado a ele com grande tristeza disse chorando: pesome muito disto. saíram todos com grande alegria a recebê-los. O principal daquela aldeia. mas corrupta. Outro dia pela manhã começou o padre a dar a razão aos principais da aldeia. e por isto fazia esta festa ao padre e o abraçando apenas o levou para sua casa. batatas. e cousas semelhantes. O que isto disse. até o Rio Real. e depois muito anciado tomou um dardo. passou a visitar uma aldeia de Índios. muito formosa. Folgaram todos muito ouvindo isto e deram desejos de aprender as coisas de Deus. Pesa-me do tempo passado. acudia também com alguns brancos que estavam de ali a algumas seis léguas. com muitas caridades. Thomé. assim ele. declarando lhe a historia do Gênesis. consolando-os com dizerlhes missa e confessando-os e um dia volvendo para esta aldeia de S. quando se viu sem Igreja levantou as mãos para o céu. por ventura vai ao inferno? O padre respondeu que sim. assim daquela aldeia como das outras. Um principal conta a ele uma historia que eles têm por certa para explicar sua origem. ate chegar como Noé fez sua maldição à cham.Pela manhã.

que devem ser os que Deus escolheu para bem-aventurança. todavia alguns se separando do principal. ate estar a terra pacifica e elas bem instruídas nas coisas de nossa santa fé) que ficaram disto tão consoladas que todo trabalho que levaram todo caminho lhes parecia nada.. que estavam em extrema necessidade (porque as demais deram ordem que não batizassem. ate não trazer o padre com alguma gente de sua aldeia. e que tornou todos os gentios atônitos. sim para apoucados e baixos e que não era outra coisa senão homem que o Padre era. mas com isto mais se endureciam. o marido tinha já preparado para o batismo e ela com grande desejo que tinha de batizar-se. não a guardavam outra coisa senão a ida dos padres para ir a goar de um creador. isto dizia por que de mil almas que havia naquela aldeia de S. Outros também em sabendo que ia o padre. todos vinham pedir ao padre que os fosse visitar e fazer igrejas em aldeias e o principal de todos foi um índio chamado por estas partes Curubi. nem envias nada. terror do homem..Teve em estes dias muitas visitas dos principais do Rio de São Francisco e de outras partes. porque em os tempos passados tinha morto alguns brancos e nunca havia podido aceitar sua amizade. que parece. desampararam suas aldeias e se foram a morar pela terra dentro e a uns o Padre enviou muitos recados dizendo-lhes que não temessem. baptizou-a o padre e d‘ hai há poucos dias se foi a gozar de seu criador. veio correndo pra onde estava o padre. pois envia o irmão de tua companhia. vendo já dar remédio a algumas almas que custaram sangue do filho de Deus. que estão acolhidos. E assim se despediu sem fazer mais palavras. mas o Curubi não pode descansa. varrendo a casa onde haviam de morar. sim com desejos de quebrar a cabeça do padre adiante de todos. O primeiro batismo foi de uma vida que estava já para expirar e vendo-a um índio Tapuia que ia a companhia do padre que apenas sabia falar a língua. agora será. sem o que haviam de mostrar aos padres e aos brancos e não só não recebiam os padres. do qual todos se temiam. este em sabendo que o padre havia chegado àquela aldeia. que toda vida havia andado entre brancos e nunca tinha sido baptizada. pós lhe o nome de Maria. que a vida de fundo está para morrer. e havia alguns que estavam esperando. Outro principal enviou em busca do padre um índio. dizendo que não queriam Igreja. sim que ficou tão confundido com a pratica do padre e tão atado de pés e mão. se viveram a meter com os nossos. e de ali a pouco foi goza de seu criador. mas as obras mostraram que não foi esta sua intenção. Despediu o padre a este índio dando-lhe esperança que o iria visitar. se levantou da rede em que estava muito enferma. olhando-o e dizia que não podia mais falar e assim se tornou para sua aldeia. foi de todos muito bem recebido e diante de todos deitou o padre uma pratica por grande espaço. dá-me uma carta tua para que leve comigo. Estas foram às premissas do Rio e estas me parecem não ser os patronos daquela cristandade. e assim foi forçado o Padre dar-lhe carta para contentá-lo. dizendo-lhe: vem padre. Daqui tomaram ocasião à gente entre si que não havia entrado em a aldeia com boa intenção. com tanta eloqüência e fervor que deitou o índio espantado a não saber que responder. dizendo que haviam sido soltos. já que não vás. que em tempos passados foram de seus senhores. dizendo que as Igrejas não eram para filho de príncipas. Deixando tudo que tinha entre as mãos. porque vinha para dar remédio a suas almas. 53 . Thomé as quinhentas eram escravas. Deu-lhe o padre razão que não se podia fazer. nem sabiam estimar e que alguns tocavam Deus o coração para recebê-lo de boa vontade. visitando o padre a aldeia a achou já a cabo e depois de bem instruída nas cousas de sua salvação a baptisou com muito conselho e d‘ahí a poucos dias foi gozar de seu criador. O segundo batismo foi de uma velha. que ele haverá sido causa de todo seu mal. pedindo-lhe com muita instancia que fosse a residir em sua aldeia. o padre respondeu que então não podia ir. porque onde estava nem conhecia quem era. Alguns baptismos fizeram em pessoas. foi logo o padre e batisou-a com a salvação a costumada. O terceiro foi de outra índia muito enferma e estando o padre falando nas coisas de sua salvação. Respondeu o índio. logo o enviou a visitar por um irmão seu. vendo aquilo. agora será. mas enviavam recados a outras aldeias que de nenhuma maneira os recebessem. e dando conversa ao irmão para que o levasse em uma rede ao que ele não quis ir que não era bom estar com aquela ruim gente. Este índio pelas aldeias por onde passava ia pregando que ia a busca do padre.

por um deles começou a pregar que os nossos tinham por costume ajuntar os índios. fazer-lhe alegria e depois os capitval-os e entregal-os aos brancos. vendo o demônio tão bom princípios na conversão daquelles gentios e que já começavam tirar-lhes as almas da boca. ouviu os dizer. chamou os principais e disse-lhes: esta fama ai.logo nos vem recado desta cidade que os padres dão já em corda para come-los e toda cidade estava alvoroçada com isto . Estavam alli alguns principais e disse o padre: enfim que mataste seus filhos e os comestes e sabendo que eu vinha ensinar-lhes cousas da nossa salvação. acrescentavam também que o padre tinha fugido. mas o padre não supôz nada disto até estar no Rio Real. foi-lhes dar as mesma novas. e alguns moços discutiram depois que tinham isto determinado entre si que se os brancos viessem sobre eles. e entenderam que o que o Padre pregava era verdade e o que os escravos diziam era mentira. estando os índios bebendo. comeram e tomaram suas mulheres por mancebas. isto é o que desejamos. porque já somos filhos de Deus e temos igreja. um delles fugiu aquella noite . dizendo que bem os haviam dito e que não se ficassem nos brancos e que havia já chegado um barco com artilharia para seu senhor. mas eu quiz. O primeiro foi logo a principio. para isso viemos. tomou as mulheres aos índios que os tinham e do cuidado dela a um índio de Santo Antonio e desta maneira ficou o demônio frustrado em que desejava. porque os índios ficaram mais confirmados na paz. Mas aquela noite foi muito trabalhosa. Antes que o padre partisse para o Rio Real. algumas gentes suas devotas ajuntaram-se muito sentidas a consultar o que havia. O Padre como viu os índios com aqueles medos e enganados com mentiras. seja esta noite. não o deixemos ir. Se os brancos não deram não derem guerras. antes da manhã. Outros vieram à noite ver si os padres estavam em as redes e quando os vieram muito alegres.mas em breve tempo se soube a. e o Curubi entra neste elleito. Isto urdia o demônio. 54 . disse ele. Estando as cousas desta maneira. por estarem enfermos e temer que morressem sem baptismo. onde vendo as mulheres que pouco antes havia casado perguntou: que é de vossos maridos? Responderam chorando estas índias: mataram. e o mandou que o ajudasse a atirar. quais todos promptos em armas. começou a levantar as tempestades acostumadas para impedir está obra. e assim breve vereis como dão em nós e serão todos presos e captivos.porque não sabemos o que há de acontecer. Deo logo conta disto ao padre a ao que os índios com as más novas estavam não com medo dos brancos. escusavam-se. como para os brancos pelo medo que todos tinham da morte.com medo e foi dar rebate ao capitão que estava seis léguas dali dizendo que os indos estavam levantados e queriam matar os padres e como em estas novas comumente se acrescenta . si alguns os vierem matar morremos também com eles. Uns diziam: vamos a sua busca. porque diziam estar desapercebido . os índios estão em concerto de metal-os está noite. assim para os índios. Acrescentou-se a isto que uma índia. Também desta vez ficou o demônio burlado. dizendo que nem aquilo havia de ser bastante para deixa-os. mas não era menor o medo que tinham os nossos especialmente de outros brancos. que é o tempo em que ella consultou suas guerras. usou de diversos meios. e disse-lhe. mas o padre dissimulou o melhor que poude. e elles então descobriam a verdade: que aqueles escravos lhes haviam dado aquelas más novas. para que se travasse guerra e desta maneira se impedisse a christandade. mataremos nós outros primeiros e fez-se a um indo principal que morava com o padre. que estavam na companhia do padre. mas que não tinham propósito de fazer mal a ninguém que bem sabiam que eram mentiras e com isto se despediam do padre.verdade. que nos quereis matar si isto é assim. Quando o branco fugiu. Outros diziam: durmamos junto dos padres. Outro meio foi pelos próprios índios escravos daquela aldeia. foram seis índios com suas mulheres da Aldeia de Santo Antonio adiante delle. Outro escravo que fugiu dos brancos. O principal desta aldeia chamado pepita disse a sua mulher: si o padre fugiu tomemos nossas redes e vamos com elle.Depois batizou o padre outros quatorze innocentes. que se haviam de metter todos em a Igreja e dizer-lhes: não nos captiveis. nas quase tanto annos senhoreavam. mataram. sem sua licença e alguns índios do Rio Real pouco afeiçoado a Igreja. Os que não tinham culpa.

o que foi maior espanto.que escreveram os mesmos à camara desta cidade muitas cartas. que os escravos não voltassem aos seus senhores e assim veio a camara com todos seus officiaes a dar-me quechas delles. foi correndo a sua casa e achou uma candeia. a que fez o padre: depois. como é tornar-lhes suas mulheres e filhas por mancebas. fazendo-os vender sés filhos e parentes e como também os estorvam os pecados que entre eles fazem. e por fructa tinham alguns caranguejos que os índios trazia seis léguas d‘alli. foi não menos efficaz que os passados. em que mostrava sua simplicidade: outros índios estando na Igreja e vendo a imagem do crucifixo estiveram muito tempo de joelhos vendo-a e um índio desta aldeia os ensinava o que sabia e entendia. e ascendeo-a e poz-se também junto da cruz. dizendo-me que os padres impediam as cousas do serviço de Deus. e os ajuntasse a todos que lhes desse razão de sua vinda. como aconteceo agora. Deo-se a isto tanto crédito que não faltou quem dissesse que enviasse loco a chamar o Padre Gaspar Lourenso.. confiança tínhamos que nos defendesse. porque nós outros somos pobres.O posterior meio que tomou o demônio para impedir esta obra. e que ia pôr os Padres em perigo de vida. que estava deitado em sua rede sem falar-lhes uma só palavra. e não podiam andar calçados por haver muitas águas e atoleiros. porque havia cousas porcas que elle merecia ser cosido em uma caldeira. Eu entendo esta manha que o demônio não desejava outra cousa senão ver os padres fora. começou pela manhã a pregar-lhes as cousas de sua salvação. que não cabiam nelles. por mui ruim caminho: foram mui bem recebidos e apresentados em a casa de Surubi e os Padres estiveram um grande espaço em pé diante delle . enramando a Igreja e as casas. por ser por montanhas em terras muito fragosas.. que eu havia de enviar prestes o Padre Luiz da Grãa para ajudar aquella chistandade e assim me informaria da verdade e assim foi.. pimenta. aos saltos que fazem . e nasceu dos próprios brancos que o Padre levou em a sua companhia e aqui já o tinha feito muito boas obras porque como estas commummente diziam.. dizendo que costumava sempre dar uma orelha aos padres. parece que aguardava que o padre começasse a prática. A primeira aldeia onde entrou foi a do Surubi que está a dez ou doze léguas de S. que puzesse remédio a isto. e isto pretendem quando vem entre elles remediar sua pobresa ao em que perdem suas almas e como os padres. Mas com tudo isto como a obra é de Deus. mas os gentios ver os escravos que . Dissimulei o melhor que pude. se fizeram algumas procissões solenes. mas claramente mostrei-lhes que o haviam escripto era falso. Em uma procissão. fal-os resgates injustos. onde quer que estejam sempre os vão . Thomé. e com grande sentimento. e algumas vezes tinham disciplina todos os cristãos. preparemo-nos para vingar a morte. passaram em estes caminhos grandes trabalhos. esta foi a ocasião para dirigir e escrever ao Governador muitas cousas contra os padres. a comida não era mais que bananas e farinha molhada em água. e elles mesmos diziam : vóz outros sois causa. E assim logo ao outro dia começaram a cortar madeira para Ella. por bom espaço pela conservação dos gentios. se não só seu companheiro.. e os mais honrados eram os primeiros 55 . E até que depois mandou os dessem alguma cousa para comer e foram quatro espigas de milho. passou a visitar as aldeias comarcans onde há tanto tempo havia que o desejava.. Foi uma partida muito contra a vontade dos Índios desta aldeia. mas o Padre confiando na graça de Deus começou seu caminho sem querer levar ninguém da aldeia. vendo um gentio que iam os círios diante da cruz. Ficaram contentes e todos a uma vez. e como vinha a dar remédio as suas almas e acabou depois do meio dia. enganando os índios. porque o Padre depois que foi visitar aquellas partes me escreveu estas palavras: todos certificam o contrario do que se escreveu do Padre Gaspar Lourenço e assim pela bondade de Nosso Senhor nada aproveitaram aos demônios as invenções que buscam para impedir a chistandade e em que nunca cessa de buscar ardis. E deram a entender que dariam guerra aquella terra. dizendo que os padres eram impedimento. Depois de haver o Padre convertido a aldeia de S. isto diziam pelo temor tinham de Surubi. Passaram por algumas partes que as hervas os cortavam as pernas. as vezes do joelho. E no tempo em que o Padre residio nesta aldeia. Thomé e a gente pacifica. Acontecia-lhes ir mais de meia légua PR um Arroyo que dava a água. todos a uma boca diziam e pregavam pela aldeia: vae o Padre morrer. accrescentava-se a isto a falta de mantimentos especialmente que a quaresma os obrigava a jejuara. disseram que folgavam muito com sua vinda e que queriam igreja.

mas como era necessário acudir o Padre as outra aldeias.mas foi N. Ficaram os índios muito consolados e fazendo já as casas para sua habitação. Desejando o Padre ir visitar outra aldeia que é postera de todas. dizendo que de nenhuma maneira entrasse na aldeia. Tomé. Dahi passou a outras aldeias. os índios não só o consentiriam. Alguns índios que iam com os Padres estavam atemorizados. e o dia disseram missa e ensinaram a doutrina e pregaram. e dque para isso tinha já se reunido com elle. dizendo que os havia de quebrar a cabeça. como os índios e logo repartiram com o Padre o que traziam. Já de noite. Uns se queixavam que os haviam tomados suas mulheres. claramente respondiam. Então tomou o Padre um tição e o poz juncto do enfermo. porque a cobertura era de palha que há muito por aquellas partes e é a da invocação do glorioso S. como se fora muito tempo que os conversaram. Ignácio trouxeram gente de duas ou três aldeias. em algumas foi mui bem recebido. porque chegaram véspera de S. O primeiro que fazia em entrando em uma aldeia. Em uma aldeia um principal estrangeiro começou a falar contra os Padres. assim os nossos. dizendo não temos arder como este fogo? Mas nem isto bastou! Assim morreram. para ajuntal-os em uma igreja juncto do mar. S. do que se fazer christão. todos como sahiam as casas para vel-os grandes e alguns pequenos perguntavam se os padres era gente com quem se podia converssar e habitar. que causou nelles não pouca tristeza. mas o Padre consolou-os. onde morreres tu eu morrerei com minha gente. com caridade e fizeram uma choça em que repouzaram esta noite e depois foram a sua aldeia onde foram recebidos de toda gente com tão grandes mostras de amor. mas seguramente os passaram levrando-os Deus de todos os perigos e dando a volta para a aldeia de S. que também elles tinham morto muitos brancos. em outras não os faziam bom rosto. mas o demônio o tinha já outra vez pervertido e estava com mais desejo de comer o padre. que não tinha que ver com os brancos. Pedro e S. parece que já ao demônio estavam entregues aquellas almas. Ignácio. que os vinham esperar ao caminho. e assim o fizeram com muita alegria dos índios e logo levantaram uma cruz e fizeram uma igreja da invocação de S. prepando-lhes o Padre a virtude do santo baptismo e as penas do inferno. Depois de deixar o Padre quietos e animados os desta aldeia de S. mas o Padre consolou-os dizendo que também era necessário dar as voas novas do Evangelho as outras gentes. era visitar se havia alguns enfermos em extrema necessidade. em busca de um principal. que tinha prometido de vir a igreja de S. mas antes de algumas aldeias comarcans veriam alguns para defender o Padre e tudo foi necessário porque haviam já enviado índios a tormar-lhes os caminhos. foram bem recebidos e o governador os mandou dar de vestir e algumas ferramentas. folgo muito de ver-te. abrindo-lhes os caminhos por onde haviam de passar. temendo que os iam ajuntar para seu mal e assim diziam porque estavam muito escandalizados dos tempos passados. o Padre respondia que ao passado não sabiam dar remédio. mas o Padre ficou com muita dor de ver sua perdição. e o padre ainda que quizesse com tudo isto passar. e ahi esteve o Padre alguns dias ensinando-lhes as cousas de sua salvação. Ao segundo dia da jornada encontraram com uns principaes. não queriam ser baptisados.a carregal-a a trazel-a às costas até o mesmo Surubi e assim em breve tempo a acabaram. mas que si elles queriam ser chistãos e amigos dos brancos que tivessem por certo que não seriam aggravados. outros seus filhos. Outro dia mandou Deus o coração ao outro principal e foi a visitar os padres e deu mostras que o presava do que tinha dito e pedio ao Padre que fosse também a sua aldeia. estava pouco tempo com elles. Foram todos mui contentes. vendo o conceito que tinham os christãos de nossas aldeias. Paulo. se os ensinavam a doutrina em a casa e acudiam a ela grandes e pequenos de muito grande vontade e como não tinham costume de ver brancos em suas aldeias estavam todos attonitos em vêl-os. que estão guardadas para os não baptisados. que não temiam o fogo do inferno. que não haverá em minha aldeia quem se atreva a fazer-te mal e pois entrastes em minha casa. porque o principal estava determinado em quebar-lhe a cabeça. dizendo que procurava acudir a todas as partes e assim 56 . Para confirmar-se mais o Surubi nas pazes enviou um irmão seu com alguns índios a ver o governador e nossas Igrejas. porque há muito tempo te conheço por fama e que não dizias senão muito bem. Foi grande a alegria que tiveram em este encontro. em que os brancos os tinham feito grandes damnos. Tinha aquella aldeia mais de mil almas: enquanto não tinham a igreja. porque todos estavam cerrados com as arvores. mas os índios os aconselharam que não se fiasse nelle. se fora cousa vinda do céu e quando sahiam de casa. Thomé de que na minha. expurgando-os de seus feiticeiros. respondeo-lhe: bem podeis dormir com o sono de pousado. O Padre fallou com o senhor da aldeia e perguntou-lhe se estavam alli seguros. servido de dar aviso ao Padre disto e foi desta maneira: um índio daquella aldeia enviou um filho seu ao padre mui depressa. Paulo.

que todos daquela comarca se resolvem a fazer igrejas . dizendo que ia em peregrinação a S. Mas outro dia visitando-a elle padre e dizendo-lhe que se não queria o inferno era necessário batisar-se. Em traram todos com o padre na igreja e animando-os a perserverar no bem no bem começado. 441. Sabendo que os índios da aldeia de S. dando-lhes esperança que os iria visitar prestes e assim me escreveu. pareceu-lhe que em baptisando-se logo havia de morrer. Logo trouxeram alli todas suas. Isto é o que aqui aconteceu no rio Real.I. e foi recebido de todos com grande caridade e alguns pediram o santo baptismo. especialmente um. Southey. Neste collegiado da Bahia. Thomé. porque viam já com seus olhos o que desejavam. e a alegra que o padre Gaspar Lourenço e seu companheiro foi mui grande. levando algum refresco. veio tão manso como um cordeiro. 27 28 Itanhi era o nome indígena do rio Real. e assim que quando o Padre lhe fallava. que infestavam a costa. Deus por sua infinita bondade os dê perseverança no bem começado e mande para tanta messe. com os tupinambás. Vendo como o nosso senhor punha os olhos na gente de Marial pareceu necessário prover de mais obreiros e pelo Padre Luiz de Gran que tinha muita experiência na conversão destes índios e ser de todos muito conhecido e amado . op. sempre foi a pé e muitas vezes descalço pelo caminho. Rocha Pitta. Vieram também logo das outras aldeias comarcans a visitar o padre dizendo que se queriam ajuntar e ter igrejas. a caridade com que trazia era muito. Na aldeia de S. expediu ordens ao governador da Bahia Luiz de Brito. porque como os padres agora não batisavam senão aos que estavam à morte.. ella disse que o desejava muito. 7 de setembro de 1575 Indigno filho de V. a todos consolou o padre. a qual aceitou com grande caridade e desejos de padecer muitos trabalhos por amor de Deus e assim foi este caminho obra de quarenta a cincoenta léguas. que fosse a sua aldeia que se lhe diria. Cit. conforma sua pobreza.Sendo informado D. parecia um mancebo de vinte anos. Thomé baptisaram outra índia. tirando-lhe os produtos naturais que. onde os franceses . estava três légua de S. Escusava. pareceu serviço de Deus pôr-lhe nas mãos esta empreza. dizendo que só o Padre era seu irmão e o Padre perguntou-lhe que era sua determinação e elle respondeu-lhe que era cousa tão importante. foram de todos recebidos com grande louvor e depois de haver o Padre fallado. 3.. exploravam a região. eram conduzidos pelos mercenários.28 A colonização de Sergipe pelos franceses prejudicaria mais tarde os intereses da capitania da Bahia. em contrabando. estando já a morrer.P.e a um que era cousa pouca. op.P. parecendo-lhe que só se batisasse logo havia de morrer que lhes ensinava o demônio. a baptisou o Padre e assim dahi a três dias foi gosar de seu creador e enterraram-na na porta da igreja com a solenidade que se costuma em nestas aldeias e ficaram todos admirados de vel-o. enramada e com alguns arcos. §61 57 . Ignácio Toloza. em paz. responderam que faziam o que elle queizesse e que passariam a aldeias onde o senhor (?) mandasse e assim a passaram junto do mar para poder ser melhor visitada. vieram alguns índios de outras aldeias a falar com o Padre e a pedir-lhe para fazer-lhes igrejas em suas terras. que antes havia ameaçado os padres. Sebastião pelos habitantes da zona compreendida entre os rios Itapicuru e Real27 da utilidade de fundar-se um estabelecimento junto a este último rio. mostrava pouca vontade disto. que não era bom determinar-lhe de baixo de casa alheia. língua. que auferiria grandes vantagens da ocupação de seu resolve a visitar as outras igrejas. Ignácio. que ia o Padre visital-os sahiu muita gente ao caminho a recebel-o. para que os que iam em sua companhia tinham a casa onde haviam de passar. Dahi foi o padre onde estava o capitão a confessar alguns homens brancos onde também se fez muito serviço a Deus apartando-os de muitos pecados e fazendo-os pedir perdão do escândalo que o haviam dado.. It. Mas dava-lhe também esforço que no caminho passando pelos trabalhos. Thomé. levando por companheiro o irmão Francisco Pinto. Prometteu-lhe o Padre de ir a Ella e assim o fez dahi a poucos dias . e como ser já o padre velho de mais de cinqüenta annos. Não sofrer outra cousa e senão que um homem honrado que ia em sua companhia lhe offerecia sua cavalgadura de muita boa vontade nunca quis aceitar.. para conquistar e explorar tais regiões. que o dia antes quando soltou algumas palavras foi porque não estava em seu entendimento e assim depois de bem instruída.

34 Dr. Um tal insucesso convence Brito da necessidade de rodear-se de fortes elementos. depois que a coroa dividiu o Brasil em dois estados. que foi um dos primeiros feitos do seu governo. Provavelmente foi neste lugar onde ficaram acampados os soldados que acompanharam Gaspar Lourenço. Luiz de Brito. Brito obtém vitória na luta. O primeiro afirma ter sido o índio Aperipé preso por Luiz de Brito. Os índios. que media 500 léguas de comprimento e 100 de largura. dirigidos pelos morubixabas Serigi. o qual funda.34 Os soldados devastam as habitações indígenas. 32 V. o Segundo diz ter o governador o acompanhado na fuga. a exploração. Cit. Villa Real de Piagui. Gaspar de Madre Deus. Ao indígena tomou então caráter de verdade a suspeita da traição que lhe quiseram fazer os jesuítas. Leal. podendo alcançar a conquista. 3030 Guiado pela autoridade do Porto Seguro suponho ter sido esta povoação edificada no mesmo lugar em que está hoje a vila de Santa Luzia. 33 Saliento aqui a divergência entre Porto Seguro e Fr. que foi o primeiro governador das capitanias do Norte. 19. Surubi. Tratado descritivo do Brasil em 1587. sem as cenas de carnificina que selaram esse feito de Luiz de Brito. 58 . onde todos morrem. na distancia de 50 léguas. de 50 braças de largura. Trava-se a luta com os indígenas. sem deixar seguras as bases de uma colonização. não ficava sujeita à nova capitania. Provavelmente estas lagoas não ficam em território de Sergipe. não teria inutilizado o trabalho de pacificação já tão bem encetado pelos religiosos. É desta opinião Sacchino. 14. a outra adjacente a esta. Vicente do Salvador. com a permanência dos soldados ao litoral e a aproximação de um corpo militar. Hist. do Brasil. porque suas lagoas não são de água salgada. entregando a Garcia d‘Avila29 rico fazendeiro do recôncavo da Bahia. Livro 3º Cap. não pôde obter vitória na luta com os naturais. sendo presos Serigi e Aperipé 33 e mais de mil e duzentos índios enclausurados na igerja de S. de Porto Seguro. a três léguas da barra do rio Real. Cit. com os quais vai efetuar a exploração do rio Real. em vez daquelas manifestações amistosas com que receberam o Padre Gaspar Lourenço. Op. que 29 Gabriel Soares de Souza. E não obstante o grande reforço que lhes vinha dos franceses e que já lhes tinham ensinado o manejo da arma de fogo. incendeiam as aldeias e volta Brito para a Bahia. Marco de Souza (Mem. foi abandonada por Brito e os seus depois que veio ao teatro da exploração de Ávila que por insuficiência de recursos.II. cuja sede era a cidade de São Sebastião. I pg 274. 153. Fr. e Apéripé31 recebem o governador com hostilidades. confiando o do Sul ao Dr. porque como parte dos domínios da coroa. pelo que Brito deu uma feição hostil à sua exploração. A. a que D. como Pernambuco. de Porto Seguro. Op. uma de água salgada. em que morre Surubi32. Da parte do governador devera haver mais tino. Cit. Salema. De Sergipe) dá o nome de Santa Luzia do Piagui e Fr. rompendo a luta. Sobre a Cap. eles fogem e essa fuga indica o rompimento de paz entre os dominados e os dominadores. Ao aproximar-se ele da aldeia de Santo Inácio. H. de pimenta e outros produtos. resolveu-se a cumprir as ordens régias. publicado na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil Tom. ao tributo da redízima feita aos donatários. Tomé e depois conduzidos para a Bahia. para não consentir na precipitação de uma tentativa que levada a jeito.p. encontrando duas célebres lagoas. op.território. uma povoação 30 que por distanciarse do litoral e dos lugares ricos de pau-brasil. Vicente de Salvador. 3131 V.

Se a exploração de Luiz de Brito não deu lugar à organização política de uma nova capitania. o pedido é satisfeito. mandaram pedir ao governador geral da Bahia. O procedimento altamente traiçoeiro do indígena exacerba o bom humor de Barreto nascer o desejo de vingar semelhante ousadia. por uma traição. A discórdia que se plantou nos Tupinambás que habitavam entre os rios de São Francisco e Real e os da Bahia. Procuramos esboçar as causas da exploração de Luiz de Brito. são mortos. no tempo de Tomé de Souza. pelo padre José de Anchieta. até que as armas de Cristóvão de Barros vieram destroçá-los e expeli-los. Agora estudemos os acontecimentos que inspiraram a viagem de Cristóvão de Barros. reataram as relações com os naturais. pois. em vista das reclamações dos interessados. que fora provedor da Fazenda. onde queriam receber a moral do evangelho. realizando-se. Manuel Teles Barreto. a ele ligada a causa determinante de novo assalto.confiou a Garcia D‘Ávila a quem não foi dado corresponder aos intuitos do governador. foi o motivo dos índios de Sergipe pedirem ao governador que garantissem sua passagem. chegando ao Rio de Janeiro em 1567. Não obstante este voto divergente. quando as forças contrárias já tinham lucrado tempo suficiente para reconstituir-se. Do Brasil. Os indígenas de Sergipe por emissários seus. que por sua vez . em geral. Manoel Teles Barreto. como a prosperidade da colônia. nele não vê senão uma alta traição. ordenando aos capitães35 Cristóvão de Barros era filho natural de Antônio Cardoso de Barros. em convivência com as tribos de Sergipe e delas recebendo em aparência as mais sinceras provas de amizade e confiança. assim . de novos encontros de armas. O governo não se preocupou mais com a sua sorte. que vota contra a aquiescência do pedido. depois que dali expeliram os Tupinais. as suspeitas de Cristóvão de Barros. a uberdade do seu solo. soldados que os acompanhassem até lá. (inform. O representante do governo da capitania da Bahia vira as riquezas naturais da região. feita ao governador da Bahia. já tinham rechaçado os Tapuias. 1585). passando-se assim alguns anos. em 159035. os laços de simpatia que ligavam seus habitantes aos franceses. porém. por entre aldeias inimigas. não seria por certo a traição dos indígenas de Sergipe. Barreto reúne um conselho de cinco membros em que toma parte Cristovão de Barros. durante os quis o governo esqueceu os interesses da colônia. Os franceses voltaram. Barreto envia então cento e cinqüenta soldados acompanhando os jesuítas. cujo resultado foi a conquista de Sergipe e sua colonização. ficando de todo esquecidas não só a ordem régia. os quais. muito posterior àquele acontecimento. 59 . Veio para o Brasil fazendo parte da armada que el-rei mandou a Mem de Sá. cuja vontade dominavam e de cuja força física se serviam para a realização de seus intentos. É esta a segunda missão feita em Sergipe. Sucedeu no governo do Rio de Janeiro a Salvador Correia de Sá. co quem continuaram a promover os males àqueles que tinham requerido a conquista.

Sebastião. pelo menos uma garantia de segurança. porque não só os cargos da colônia continuaram a ser providos pelos seus filhos. Explica os fatos obscuros da história geral. nos campos de Alcácer-quebir. e cedo esse sentimento manifestou-se. e seus assaltos. todavia ele a converteu em novo alvo para os tiros das potências marítimas. livro 5º cap. manuscritos. Cit .que veio demonstrar os direitos do rei de Catella. até que nela visse o governo da Bahia. Traçar as causas de sua conquista é um empenho tão importante. Op. quando não em estímulo de maior expansão. que se preparassem para conquistar os domínios de tais indígenas. francamente autorizava que fossem expelidos e se promovesse a colonização da terra. e Aperipé podia ser comprometedora à capitania da Bahia. que então levantaram-se a disputar a supremacia do oceano à vencedora de Lepanto ―depois do desastre de sua gloriosa armada em 1588‖ Além desta circunstância acidental que ecoou no Brasil. que se enlutava pela perda da sua nobreza e de seu cavalheiroso rei D. pela parcialidade e antipatriótico julgamento de cinco juízes e mais do que isto. como a que se preparou em 1589 em Sergipe contra ele. Eis a razão mais provável do adiamento da conquista de Sergipe.vencedor da batalha de Alcântara.mores de Pernambuco e Itamaracá D. A capitania da Bahia para satisfazer a necessidade da expansão colonial. A grande seção de tempo que nos separa de tal acontecimento. Entretanto. pela intervenção das armas do duque d‘Alba. que a requerimento dos habitantes da zona entre os rios Real e Itapicuru. 17 60 .36 Preferiu-se a conquista da Paraíba à de Sergipe. Em geral se diz que a conquista de Sergipe foi motivada por uma ordem de Felipe I de Portugal. seu movimento civilizador encontrava tropeços em fatos de outra ordem. ordenando-lhes que socorressem a Paraíba. Se o bem 36 Fr. sua história é cheia de ensinamentos. quanto difícil. memórias. sentia grande insuficiência de auxílios vindos da metrópole. aqui o ruminar de uma vingança dos aliados e parente de Serigi. Felipe de Moura e Pedro Lopes Lobo. contra invasões altamente prejudiciais. Ainda que o Brasil fosse indiferente à questão dinástica. não obstante termos empregados todos os meios na obtenção de crônicas. como conserva ela o monopólio do seu comércio.Felipe II. Uma contra –ordem do governador suspende os preparativos bélicos dos dois capitães. Vicente do Salvador. a escassez de documentos sobre que possamos externar uma afirmação uma afirmação positiva. pelo pouco ou nada que se tem escrito a esse respeito. para devidamente estabelecermos sua causa determinante. Alvo do comércio dos franceses e índios.ao trono de Portugal. se a marca da colonização fosse próspera. são circunstancias por demais importantes para inquinar de inverídicas as asseverações que passamos a expor. Este fato era bastante para promover a conquista . Se lá o valente Pirajiba era um perigo iminente à marcha da colonização de Pernambuco. etc. fato este que motivou a entrega de seu trono a um monarca de outra nação. Surubi.

a causa rela de uma conquista cheia de perigos e incômodos. porém.público repercutiu no coração do rei a inspirar-lhe uma deliberação altamente útil a esses infelizes habitantes. para dirigirem o pensamento. dominarem a vontade e aguçarem o apetite de sangue e da presa. O segredo. aproveitou as garantias do cargo que então ocupava e que lhe assegurava probabilidades de bom sucesso. nas arriscadas empresas em que atiravam-se com a raça indígena. A asseveração baseia-se em documento irrefragável. Por certo Cristovão de Barros. Os sucessos de Villegaignon não lhes eram talvez desconhecidos. e disto já tinham dado provas dede Luiz de Brito. Julgando-se fortes pelo concurso da raça indígena. cuja ascensão ao trono fora resolvida por uma junta de juízes. antes que o plano tivesse começo de execução. que assumira as rédeas do governo da Bahia. a ela reuniu-se uma causa de maior valor. os franceses conceberam o projeto de atacar a cidade de São Salvador. o mesmo não sucedia com os membros do governo colonial. por isso que se preparavam para assaltar a Bahia. por morte de seu governador Manuel Teles Barreto (1587). os seus delegados não procederam com o cumprimento restrito e absoluto de seus desejos. que já assustava a sede do governo colonial. com profundo descontentamento da nação portuguesa. Se esta circunstância muito influiu para ser Cristovão quem se pusesse a frente da expedição. porque a notícia chegou à Bahia.eliminar a concorrência dos franceses com os naturais do Rio Real. Sesmaria do Braz de Abreu. Não é uma mera hipótese que aventamos. Livro de Sesmarias. tiramos-lhe. e quando elas já se tinham reconstituído para apagar todo o vestígio da vitória. para quem era indiferente a condição precária desses indivíduos. Catarina. ao simples aceno de suas veleidades. transpirou. a hospitalidade com atenções. junto ao rio São Francisco. Sem contestarmos a veracidade histórica da ordem régia. ou foi traído. indo eles pelo mar e o gentio por terra. bastante parciais para esquecer o direito de herança de D. pelos Caetés. segundo a lei corrente. Conspiraram. Era uma animação. Foi uma verdadeira bandeira. não seria por certo as determinações de um rei intruso. Perigo era iminente e convinha 3737 V. não iria abrir a luta se razões mais poderosas não falassem a seu espírito. Fazendo ele parte de uma interinidade coletiva. o valor de causa determinante da viagem de Cristóvão de Barros. que só quis fazer uma carnificina sobre os infelizes indígenas e o exército uma pesquisa de escravos. Se a vontade e ordem de um soberano legítimo. todavia. como sucedeu entre Luis de Brito e D. Sebastião. para punir e vingar a morte de seu pai Antonio Cardoso de Barros. depois do esforço de Luiz de Brito para desbaratar as forças inimigas. a amizade com complacência.37 A época era de tentativas aventurosas. cláusula indispensável para a realização das guerras. cujas riquezas compravam com quinquilharias. 61 .

39 para a passagem de sua artilharia. de onde avista um fumo. Incumbe o assalto pelo sertão aos irmãos Álvaro Rodrigues e Rodrigo Martins. Armando de Aguiar reconhecer o sítio do cerco. e pô-la a abrigo de iguais tentativas para o futuro. em fuga foram centralizando-se em um ponto. um considerável exército. De 5 fls. a qual considera a guerra de Sergipe justa. sobre os quais suspende pontes. João Dias. onde se temia maior dano. Manda. Antônio Vaz Jaboatão. Jorge Coelho. Mnaoel J. Carta de sesmaria de Damião da Mota pg. Tratava-se de salvar a Bahia de uma invasão de bárbaros.38 Não se tratava. entrega a direção dela a Cristovão de Barros. como pelos maiores interesses do erário. foi o poderoso incentivo para a esta expedição concorrem muitos habitantes de Pernambuco e Bahia. Gaspar de Menezes. que em caminho encontravam e que engrossavam seu exercito. onde refrescassem os navios que navegavam entre Pernambuco e Bahia. em vista do numero superior de índios e da posição que ocupavam. Melchior Dias Moreya. Francisco Fernandes. nos fins de 1589. 62 . Pero da Lomba. Apegoada a guerra e empregando o governo os esforços possíveis para seu feliz êxito. Cristovão Dias. o qual volta com três espias do inimigo. entre franceses e mamelucos. ficam Álvaro e Rodrio em apertado cerco. para o futuro. Alcançou reunir. atravessa caudalosos rios. Antônio Gonçalves de Sant'Ana. Conquista de Sergipe.até quase três mil frecheiros. concorrem muitos habitantes de Pernambuco e Bahia. Os dois irmãos intentam atacá-los.esmagar a revolta. Estevão Gomes de Aguiar. 333 39 Foram estes além de alguns citados no texto. O governo colonial submete então o projeto à corte.dois galpões de dado e uma peça de colher e abre caminho por entre florestas virgens. ávidos pelo aumento de sua riqueza. João Martins. de livrar os colonos do rio Real e Itapicuru das hostilidades praticadas pelos índios.que com mil índios e cento e cinqüenta homens. Qualquer demora era de alta inconveniência. à frente do qual seguiu ao longo do mar. em vista da lei de agosto de 1587. nem tampouco fundar estabelecimentos. Isto transmitem a Cristovão que apressa-se em defendê-los. alem dos tapuias. nos quartéis de organização ou em marcha para seu destino.cujos moradores. Damião da Mota. pelos seus efeitos no Rio de Janeiro e em Cabo Frio. Sebastião Dias Fragoso. os companheiros de Cristovão de Barros: Calisto da Costa. como em 1575. Gaspar de Abreu Ferraz (morreu na luta). A escravidão a que se submeteriam os naturais que resistissem. Manoel da Fonseca. que lhes servem de guia. onde alcançaram colocarse em posição altamente defensiva. não só porque a colonização estendia-se a paragens mais longínquas. como concorreram. composta de seis peças de bronze. 38 39 Dr. e confiando a vanguarda a Antônio Fernandes e a retaguarda a Sebastião de Faria. Tomé. Braz de Abreu. depois que chega a um alto. cláusula indispensável para a realização da conquista. que nos campos de combate já tinha firmado ma respeitável competência. Francisco da Silveira. Afonso Pereira. Man. de Oliveira. porém. Então foi resolvida a expedição por terra.para a passagem d sua infantaria. Estácio Gonçalves de S.aterra grandes brejos. iam devastando as aldeias inimiga.

2. morubixaba principal das tribos. Depois disto entrega o governo da nova capitania a Tomé da Rocha e incumbe a Rodrigo Martins perseguir o gentio. hoje Cotinguiba. que não consentiu segui-los a infantaria. e a brados e com o couto da lança. onde fortificaram-se em três cercas ou tranqueiras. Cristovão levanta um forte sobre o istmo que forma a barra do ro Poxim. junto à foz do rio Sergipe. A este seguiu-se o abalroamento da segunda cerca. cujos habitantes levantam o cerco e fogem.matando mil e seiscentos e cativando quatro mil índios. que tinha emigrado para o Norte. onde penetram os soldados. passando eles através dos arraiais inimigos. como já recuavam. fora logo executadas.Então. cit. 40 Provavelmente é esta a aldeia de que fala Jaboatão. citando o man. em número de vinte mil frecheiros. resolve-se a abrir aminho a ferro e fogo. Sendo dadas tais ordens no dia 1º de janeiro de 1590. junto ao litoral. 42 Hoje não existe mais este istmo. Vicente Salvador. animado os seus. em honra do Santo de seu nome. Este. 40Depois de ser-lhes interceptado o caminho das fontes. privando-lhes a água. grandes espanto aos sitiantes. a cujo encontro vieram sessenta soldados de cavalaria. resolveu um combate decisivo de todas três cercas e deu suas ordens a três índios para transmiti-las aos das outras duas. abalroaram a primeira cerca. a que se deu nome de cidade de São Cristovão. 41 Fr. Cristovão. em uma escaramuça que de parte a parte custou mortos e feridos. 63 . com a perda de trezentos mortos para os naturais. comandados pelo próprio Cristovão de Barros. que soltavam nuvens de flechadas. Dali o exército dirige-se para a aldeia de Mbapeva ou Baepeba. com a nova perda.de um curioso e a qual dá o nome de Mahapena. fá-los retroceder e voltar para a cerca. e junto a ele funda um arraial. saindo das duas cercas todos os frecheiros. que prestaram mútuo auxilio.. com a perda de um. a qual os índios alcançaram reconstruir. porque pelas costas podia sofrer um assalto dos da cerca de Baepeba. Isto deu-se a 23 de dezembro.atravessa-se na rente dos índios. Compreendendo Baepeba as desvantagens do cerco em que ia se colocando. do lado em que estava Sebastião de Faria. já falto de água. que não só deram-lhes caminho franco. sofrendo a perda de seiscentos mortos e os portugueses de seis. situada na várzea da cidade e S. o exercito dos conquistadores bate as cercas inimigas. cap.a 9 de abril de 1590. o que na noite deste mesmo dia. quando Cristovão. op. o território compreendido entre os rios Cotinguiba e São Francisco. 42Fez doação de diversas terras aos que ajudaram a conquistar e deu de sesmaria ao seu filho Antônio Cardoso de Barros. na várzea do Vaza-Barris.41 Curados os feridos e destruídos os elementos que pudessem ser adversos ao povoamento do território conquistado. causando os índios.

carta de sesmaria de Tomé Fernandes. com a colonização estendeu-se a novas paragens. 47 Dr. carta de sesmaria de Gaspar Gomes.dando um belo exemplo da mais completa abnegação no momento preciso. junto aos apicus que este último rio forma. deixando o governo entregue a Tomé da Rocha. cit 44 64 . com a condição de estabelecer aí colônias. encarregado da administração do país 47. onde perto do mar faz barra o rio Poxim no Cotinguiba e junto ficava edificado o forte. com a realização de uma conquista. Pelo seu mapa geográfico está situada na costa oriental da ilha dos Coqueiros. p. donde o erário tinha muitos proventos que tirar para o futuro. que e muito claro na localização da primeira povoação de Sergipe. na guerra de Sergipe. dentro do tempo prefixado pelo rei. 330. XL.46 Assim ilustrou Cristóvão o governo da interinidade coletiva que dirigia a capitania da Bahia. com sua aposentadoria. 43 Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Efetuada a conquista.43 Preferimos estas fontes em semelhante minudência. Cristóvão de Barros funda um arraial. ela foi edificada à margem esquerda do Cotinguiba e do Apicu Pomonga.. tomou parte importante. que ela foi situada sobre um istmo. a que deu o nome de cidade de São Cristóvão. Em recompensa aos seus serviços. p. ocupadas por índios bravios: e o que mais é. do Inst. t. 46 V. Barloeus diverge deste modo de pensar. É opinião de quase todos os historiadores. as honras e imunidades da governação do Estado. e.Capitulo II COLONIZAÇÃO DE SERGIPE SUCESSORES DE SÃO CRISTÓVÃO DE BARROS ATÉ 1637. É esta também a opinião do autor da Razão de Estado. p. continuar a gozar. para a qual se pôs a caminho. loc. já o dissemos. vindo da Bahia. recolhe-se à Bahia. t. sem censura legitima. correndo os riscos e incômodos de uma viagem rápida. 328. Hist. hoje Cotinguiba.44 E depois de assistir a administração publica e estabelecer as bases da organização de uma capitania. As condições gerais do Brasil não eram favoráveis à prosperidade da colonização de Sergipe. e temer os inconvenientes de sua ausência nos conselhos de um governo interino. pelos quais não só a capitania da Bahia ficou isenta de uma invasão. junto à foz do rio Sergipe. por entre florestas virgens. segundo ele. auxiliar-lhe e acabar a obra da conquista. o rei das Espanhas fez doação a Cristóvão de Barros do território que acabava de conquistar. depois da saída de Cristóvão. p. Rev. 45 V. 191.19. formada pelo oceano e os rios Pomonga e Cotinguiba. com a ordem de vender estas terras ou reparti-las entre os colonos que quisesse e fosse de sua vontade. principalmente Varnhagen. Joaquim José de Oliveira. que. em que podia. X.45 que durou oito meses de grandes lutas. ficando o forte na margem direita do Cotinguiba.

não fornece auxílios para destruir elementos contrários. p. alguns naufragaram em Sergipe. Historia Geral. em substituição de enfeudação e sob a qual ia submeter-se a marcha dos acontecimentos. um comandado por Pires de Mil. mão poderia vencer os embaraços. De três navios. Jurid. o Brasil tornava-se o teatro de explorações inglesas. para explorarem as riquezas do país.50 Ao ouvidor e provedor-mor competia zelar pelos interesses da justiça e da fazenda. Dic. Pereira e Souza. e como colônias nascente. Nenhuma carta de nomeação ou regimento encontramos do funcionalismo de Sergipe. que desperta nos espíritos de Feuton. a fim de serem castigados. I. Historia da América Portuguesa. que tendiam a fortificar-se? Além das explorações francesas. Destroçados seus navios por uma tempestade que os dispersa. A feição social em Sergipe não poderia fazer exceção da que se revela em todos os centros populosos da colônia. C. Em vez de o governo colonial dirigir a atenção para as colônias nascente. se a conquista de Sergipe não antecede a esse conjunto de circunstância tão desfavoráveis. em vista da semelhança do elemento étnico e a política administrativa que Portugal tinha instituído. por iniciativa de Relegh. As condições de prosperidade pioravam tanto mais. acoçada a tripulação pelas doenças. Em direção ao Brasil cortam os mares diversas flotilhas francesas. os do Brasil tinham alcançados no cível e no crime. Assim. que haviam de sobrevir. Com idênticas atribuições aos capitães-mores dos lugares da áfrica. I. A administração compunha-se de um capitão-mor. desde então. O capitão-mor era o delegado do governador da Bahia. promovidas pelo sentimento de riqueza. Withrington. quanto o Brasil tinha de recorrer aos seus recursos. onde a oposição ainda que forte em começo. dirigia-a para zelar e defender sua integridade territorial. onde são presos os náufragos e enviados por terra para a Bahia. vindos da África. que era o órgão do município e um presídio. 95. ouvidor. a realização de excursões pela América. almoxarifes. sendo os ofícios de justiça e os empregos de fazenda por ele proposto.48 Da Rochella parte uma armada. 135. provedor-mor da fazenda. inicia-se em Sergipe a colonização sob um conjunto de circunstância bem desfavorável. como para saquear a cidade da Bahia. Cavendisch e Lancaster. os armadores franceses aproveitaram-se dessa circunstância para a execução de suas piratarias. 391 Rocha Pita.49 Com que dificuldade não lutaria a colonização da Bahia. onde ficam prisioneiros cento e dezesseis homens. 50 Joaquim J. não só para piratear nas costas do Brasil. por onde se possa avaliar de suas respectivas prerrogativas. 48 49 Porto Seguro. escrivães.Em vista da declaração de guerra entre a Espanha e a França (1595). 1835. nos negócios públicos de Sergipe. Por aí pode-se apreciar a grande interferência que representava a Bahia. naufraga nas costas de Sergipe. nesta pequena circunstância do país. que penetram suas barras. para vencer os obstáculos que nasciam de invasões estrangeiras e do levantamento dos naturais. se a atenção dos aventureiros não se prende ao El-Dorado. e quem abdicava grande parte de suas atribuições. 65 . um Conselho.

resultando afogarem-se alguns passageiros e salvar-se a carga em uma cetea. pela reverencia ao clero. Seu habitante tenderia á indolência. Hist. p. quando teve ocasião de prestar importantes serviços a Gabriel Soares de Souza. Na classe dos antecedentes que falamos estava a identidade de sentimento religioso. não lhe querem impor um novo estado social. xxi. A mesma semelhança vemos nos antecedentes físicos. e então tempo de sobra tiveram eles para fortalecer-se de elementos que se opusessem à vitória das armas portuguesas. esperando tudo da natureza. na qual parte dela foi enviada para a Bahia. Foi Tomé da Racha o primeiro sucessor de Cristóvão de Barros e achava-se na administração em 1591. em abril de 1591 e chegou a Sergipe a 13 de junho do mesmo ano. como ele na Europa achava-se ao lado do barão feudal. bateu nos bancos e sossobrou a embarcação. 66 . denomina-o Cotegipe (ver. 364. caracterizados por um clima quente e úmido. de cujas riquezas tiravam tantos proventos. 455. uma nova vida. Exprimia-se pela superstição. que mandou Tomé Rocha. reuniu novos elementos para uma luta. em cujas cabeceiras supunham existirem minas. tentativa bastante simpática à raça indígena. por isso que uma tentativa já tinha sido feita. e destroçado as forças não tinham perdido a esperança de reaver o território. e não pelo desejo de fundarem uma colônia e ativarem sua propriedade. que predominava sobre tudo o que já assumia na colônia um grande poder. por conselhos de um francês Honorato. de nome Grifo Dourado. que procuraremos descrever na presente obra. p. partiu de Lisboa. 52 Porto Seguro. em virtude dos fortes ventos e correntes de água. na pessoa do rei. No do historiador holandês ele traz o nome de Potiipeba.52 Não obstante as armas portuguesas terem conquistado as terras de Sergipe. seus defeitos. para cuja adaptação sente o selvagem natural indisposição. em sua excursão ao rio de São Francisco. gera-lhe uma simpatia tanto maior quanto a deslocação dos hábitos é nula. á falta de iniciativa. Gabriel Soares de Souza. Querendo penetrar na barra em uma arca flamenga. Tendo este rico fazendeiro da Bahia alcançando das cortes os despachos para explorar este rio. pela abundancia de alimento que cercava-o e pela impossibilidade de manter fixação e regularidade no trabalho. Eis ai as bases de osso desenvolvimento histórico. segundo as cartas de sesmarias de Manoel da Fonseca. em uma jangada.Ao lado do capitão-mor estava o governador. Aceitamos a denominação de Barloeus. pois nestas paragens pirateavam de longas eras. por isso que os franceses guiados pelas idéias de riqueza. que de terra tinha ido com dois índios. Uma tal convivência que não requer do natural o menor esforço. ver. havia três anos. ancorando junto a enseada de vaza-barris51. sem corrigir suas faltas. Era o temperamento da época. 33). Do Inst. capitão de Sergipe. Seu nome indígena era Potigipeba. p. por seu irmão João Coelho de Souza. em seu roteiro. Do inst. Xiv. que lhes vem prestar auxílios. com o nome de Ipiranga. Seriam eles seus encarniçados inimigos. 51 Este rio vem em todos os mapas geográficos. pela crença exclusiva em um só credo religioso. menos o de Barloeus. um solo ubérrimo e rico. Descansados da primeira perda. se idéias de um plano político guiassem os franceses nas excursões de Sergipe. para ensinar-lhe a entrada. Hist. cujos roteiros possuía. que naufragou em Sergipe.

53 Tendo-se oposto. O novo capitão teve de dirigir sua atenção para os franceses que. quatro anos depois da conquista. para realizar suas empresas. em vista da posição insular.56 Diogo de Qoadros dirigiu a administração pública de 1595 a 1600. principalmente de gado.328 56 Barlaeus. Em vista disso. por isso que não podiam presenciar a entrada de flotilhas. 344 61 Jaboatão. e a modesta cidadinha já contava cem fogos. 53 54 V. carta de sesmaria de Gaspar Gomes. todavia asseveramos que ela se deu antes de dezembro de 1595. cujos habitantes ficaram em melhores condições para vigiar a entrada de inimigos. em quatro pequenos engenhos de açúcar. em 1595 ou 1596. elevando-se o número de currais a quarenta e sete.Em vista disso tiveram os franceses auxílio do indígena. p. o movimento colonial foi mais ou menos próspero. no tempo a cima indicado. Nov. além das duas tentativas já feitas tentaram ainda diversos assaltos e efetuaram diversas guerrilhas. p. sendo substituído por Diogo de Qoadros. por um idêntico documento de Tomé Fernandes. na nova luta que empreenderam. Orb. a nova capitania já contava um trabalho agrícola.58 almoxarife Martim de Souza59 e escrivão Jerônimo da Costa Fisão. Durante seus quatro anos de administração e os primeiros da capitania.54e depois de julho de 1594. pelas barras dos rios navegáveis. Carta de sesmaria de Domingos Lourenço. 67 . então existentes. carta de sesmaria de Gaspar d’ Almeida p. carta de sesmaria de Manoel André. em 1596. carta de sesmaria de Simão de Andrade p. p. sendo provedor-mor da fazenda Gaspar d‘Almeida57 ouvidor Simão de Andrade.62 Foi resolvido pois pelos poderes competentes e de acordo com a opinião do povo. Pream. 120 62 Ainda existe neste oiteiro o Vestígio desta edificação.330 55 V. já assinada por Diogo de Qoadros. P. segundo Barloeus .534 57 V. op. carta de sesmaria de Martins de Souza. o conselho da capitania pede uma doação de terra ao capitão-mor Tomé da Rocha. para reaver sua antiga posse. a mudança da Cidade para o novo lugar. Em setembro de 1603.353 59 V. Seraph. carta de sesmaria de Tomé Fernandes. 330 58 V.. com heroísmo. p. Ainda que não nos seja possível determinar a data da substituição. que de emboscada eram dados.61ficando ainda a barra do rio Real fora da observação e por onde podiam ainda penetrar. sendo batidos por Tomé da Rocha em 1593 e por Diego de Qoadros . por escassez de documentos. pois. as profissões pastoris já tendiam a organizar-se. ainda assinado por Tomé da Rocha. em vista da carta de sesmaria de Gaspar Gomes. Foi escolhido um oiteiro escalvado que fica junto à barra do rio Poxim. nas águas do rio Real. donde se pudesse presenciar qualquer movimento marítimo. Cit. para sede da nova São Cristóvão. que. a uma invasão inimiga. talvez. PL 356 60 V. entrega o governo da nova capitania a Diogo de Qoadros.55 Assim entre. e neste documento alega-se a mudança da cidade.60 As condições topográficas da Cidade não permitiam que os seus habitantes se prevenissem dos assaltos. não obstante as tentativas dos piratas. pela segunda vez administra Sergipe. convenceu-se o governo da necessidade de mudar a cidade para uma eminência.340 V. em presença do desembargador Gaspar de Figueiredo Homem. por uma criação ativa. 1594 e 1595 deixou o governo da capitania de Sergipe Tomé da Rocha.

a que se refere o documento. por isso que se podia remediar o mal colocando um corpo de atalaia.Conservamos toda a fidelidade do documento. p. como pontos de limites. até na ortografia. Sergipe três de setembro de seis centos e tres anos. o capitão manda apregoar a ordem. com que o movimento colonial sofreu um estorvo. devido talvez á convicção que entrou no espírito dos franceses e indígenas da improficuidade de suas empresas. todavia as de Cristóvão Dias. foi para o lugar acima mencionado. ―Saibão quantos este estromto de carta de sesmarya vyrem que no ano do nasimto de nosso sõr jhus Xpo de Mill e seis setos e tres anos aos tres dias do mês de setembro do dito ano nesta sidade de são xpoão capta de Sergipe terras do brasill nas pousadas de mim escryvão ao diento nomeado por Afonso pereira procurador do conselho me foy apresentado huã pitisão com hu despacho ao pee dela do sõr capitão mor Thomé da rocha de que o teor há o seguinte – ho juis e vereadores e procurador do conselho nesta capitania que o desembargador Gaspar de Figueiredo omem veo a esta cap. ―Manoell Thomé‖. e em 1601 eles achavam-se completamente eliminados do território de Sergipe. de mill Brasas de terra que se começara donde acabar a dada de Sebastião de brito e balthezar feras correndo pelo caminho que vay de caipe ate chegar allagoa que esta alem de Manoel Thomé e pelo dito caminho que sai da ponte velha ate chegar a dada de xpõao dias correndo rumo drto allongo do outeiro he que se achar e recebera merse_ despacho _ dou é nome de sua magde para o conselho pera bem e acrescentamento da nova side desta capta todo o comprimento da terra donde acabam as ditas dada que em sua petição fazem menção correndo pello caminho velho que vay para caipe até dar na llagoa que esta alem de Manoell Thomé da banda celleste q‘ he o q‘ esta junto do caminho que vay para vaza Baris e de largo oito setas brasas que se começara do dito caminho da ponte velha e yra correndo pela testada da dada de Manoell Gomes ao loeste ate chegar a dada de xpoão que serve defronte desta cidade de dahy ira correndo ao sul ate entestar com Manoell Thomé o que se achar e desta maneira lhe passe carta e demarquem logo a qual lhe deu por devolluto. Não há duvidas de que a mudanças. Manoel Thomé e Manoel Gomes. 63 Efetuada a mudança da cidade e transferidos o forte e a igreja. Depois de uma luta de alguns anos. os franceses tiveram de abandonar o teatro da guerra. p. pois tomamno e o rio Poxim. o que motivou grandes pleitos. que prevenisse ao poder central qualquer preparativo de invasão.64 Não obstante as sesmarias traçaram limites muito vagos. 131) em sua obra. 364. para os habitantes edificarem casas. 63 68 . são de doações nas circunvizinhanças do oiteiro.ta a sete ou oito anos e a requerimento do povo consultou e asentou com os moradores e capitão de se mudar a sidade que no tall tempo estava no Aracaju que se asitoase neste outeiro adonde llogo se pasou a ygreja e o fore e diso se fiserão autos o que o sõr gd. donde o extraímos. todavia tenderam a diminuir as agressões depois da mudança. de que às suas supostas garantias que a idéia da mudança criou. Ainda que a alegação não fosse uma circunstância bastante forte e de interesse real para o governo a mudar a cidade.or ouve pr bem He ora vosa merse manda a todos os moradores com graves penas que fasão casas e pesão chão para isto e p r nunqua se aprovetar pedem a vosa merse em nome de sua mag. o que indica ter o franciscano folheado o livro de registro de sesmarias. É o mesmo de que fala Jaboatão (§ 117. 64 Carta de sesmaria de Belchior Dias Caramuru.

Capistrano. Grande porção das zonas vizinhas aos rios Piauí. em que se refletisse um plano político. a pouca distancia do litoral. que a colonização não sabia aproveitar. algodão e pimenta da terra. pois. 97. Nos dez primeiros anos.Não obstante a permanência dos franceses de quase meio século em Sergipe foram nulos os vestígios de sua passagem guiados simplesmente por idéias de interesse. Esse caráter étnico guiou as duas raças a procurarem à zona oriental. de ambição pessoal. vaza-barris e contiguiba. De Geografia de Lisboa). para nela gerarem os focos de população. Pelo seu testamento que possuímos ainda vivia em dezembro de 1622. dedicavam-lhes as naturais simpatia e lealdade. 69 . produtos que abundavam nas zonas dos rios real. Hist. Quase todo território que avizinha principalmente os dois primeiros rios ficou ocupado por lavradores e criadores. Da Soc. Para lá emigrava o indígena. em uma distancia de doze léguas para o ocidente. Hist. de um trabalho de colonização. situando-se na zona oriental da capitania. 65 Ver. p. caracterizada pela cultura da cana e fabrico do açúcar. pela morte de Belchior deuse em 1619. 32. Por uma hereditariedade que lhes vem de antecedente muito longínquo. acompanhando o litoral. correria a busca do pau-brasil. a fim de nela desdobrar a atividade de uma vida nômade. concorrendo muintos indivíduos a pedir doações de terra. Real e vaza-barris. Ao indígena e seus produtos de cruzamento com o branco e preto. o branco e o preto dedicam-se as profissões de hábitos fixos. furtando a escravidão que se lhe queria impor. Dificultaram a marcha da colonização em começo e nisto constituiu o papel que representaram os franceses em Sergipe. sedo tomou a lavoura. Do Inst. XIV. A constituição química do solo poderosamente influiu sobre a direção que. O ilustrado professor de historia. Esse domínio aprecia-se durante todo o século XVII e grande parte do XVIII.65 Entretanto. Durante a administração de Diogo de Qoadros. pela pobreza do seu solo para qualquer exploração agrícola. Por esse tempo dominava como principal exploração colonial a criação de gado. por ser a que mais se prestava á tendência muito inerente á raça que veio colonizar. com a expatriação do natural. nunca quiseram iniciar a organização de uma vida social. considerando-os como herdeiros e sucessores de Maire-monan.66 Por isto eram chamados por eles Maire. com auxilio principalmente da africana por ser a mais rica e mais apta à espécie de exploração colonial que havia de dominar. Do Inst. o movimento colonial ativouse. Dr. A colonização seguiu. Foi dada por sesmaria. raras são as doações feitas junto aos rios que demoram ao norte. ficava a zona ocidental. Começou pelo sul. Simplesmente realizaram piratarias. 33. p. individualidade da teogonia tupi. XLI. 66 Ver. Se formavam centro de resistência. começando pelo sul a tirar-se do solo os elementos para a formação da riqueza. em um importante artigo sobre Rubelio Dias (Ver. transcreve uma memória do Coronel Pedro Barbosa Leal. entregando-se as profissões pastoris. a marcha da conquista.

356.71 Em 1602 foi Manoel de Miranda Barbosa substituído no governo por Cosme Barbosa. depois e ter concedido sessenta e quatro doações de terras. em que distinguiu-se mais do que ninguém o jovem camarão. já achava-se revestido do cargo de capitão-mor de Sergipe. em dezembro de 1601. A primeira carta de sesmaria por ele assinada é de 13 de outubro de 1600 e a última de 25 de abril de 1602. Os petiguazes atacaram os mocambos. pela carta de sesmaria do desembargador Baltazar Ferraz. descendente de Diogo Álvares e de quem extensamente falaremos adiante. como alguém já 67 Não encontramos a carta de nomeação de Miranda Barbosa. 70 Carta de sesmaria de Belchior Dias Caramuru. solicita do capitão-amor uma grade doação no rio real. Carta de sesmaria de Martim de Souza. Era o provedor. 71 Porto Seguro. distribuindo entre si os centenares que fizeram na luta. Tão estudado pela jurisprudência daqueles tempos. para o estudo de fatos de ordem geral.mor da fazenda de então Gaspar de Fontes. almoxarife Martins de Souza69 e escrivão Manuel André.70 Por esse tempo os negros de Sergipe abandonaram as fazendas e reunidos com outros da Bahia. desde 1599. p. onde posteriormente instituiu um morgado e alega seus serviços na conquista de Sergipe. p. Em 1601. que não só tinham tomado parte na conquista. por onde dificultavam o trânsito por terra. 70 . Foi pelo governador da Bahia entregue aos petiguazes a incumbência de desalojá-los deste sitio. Na administração de Manoel de Miranda Barbosa. Acreditamos mesmo que por estas paragens a colonização estendeu-se em períodos ulteriores. cuja responsabilidade direta e imediata vai ate julho de 1600. não sabemos quando ele assumiu a administração publica. cujo curso se faz na porção setentrional. que se estende de 1600 a abril de 160267 a colonização encaminha-se para o norte e para o centro. 72 Carta de sesmaria de Baltazar Ferraz. sendo depois substituindo neste ultimo lugar pelo padre Gaspar Fernandes. nas vizinhanças do rio Sergipe. onde se tinha estabelecido como criador. formavam grandes mocambos nos palmares de Itapicuru. que também exercia o lugar de ouvidor68. como auxiliado depois à posse do território conquistado. p. a questão abrasadora. 355. Durante a administração de Diogo de Qoadros. Cit. Belchior dias moréia (caramuru). 408. entre as duas capitanias. pois daí em diante foi substituída pelo seu locotenente Manoel de Miranda Barbosa. 68 69 Sesmaria de Gaspar de Fontes. I. Esta ausente da capitania. p. fizeram-se sessenta e uma doações de terra a indivíduos.Só podemos encontrar duas doações. a raça indígenas foi objeto da maior questão da política colonial. p.72 Abramos uns parênteses na marcha descritiva que levamos. Sete lavradores pedem para colonizar as circunvizinhanças do rio Sergipe e quase oito léguas foram dadas em Itabaiana. Entretanto em junho de 1602. 382. 364. op. Por não termos encontrado a carta de nomeação de Cosme Barbosa.

O mestiçamento em que ele entrou como elemento formador. Compreende-se perfeitamente que sendo estes vinte e um anos os primeiros da colonização de Sergipe. e debaixo de tais princípios tem caminhado a civilização brasileira. centros de lavoura e comercio. Na passagem do exercito conquistador pelo vaza-barris prestaram importantes serviço. a imigração africana para ai fez-se em larga escala. roubando seus aposentos. Ou a pequenez do território era desfavorável á sua permanência. As aldeias eram. que seguiram sempre uma política protecionista para com o selvagem. exclusivamente em favor da ordem. e então emigrou. que a lei abolia cujo resultado foi a grande preponderância da raça africana não só na elaboração da riqueza. As duas calasses alcançaram completa ascendência sobre a classe popular. levantou uma luta entre a classe popular e os jesuítas. como na hereditariedade das gerações mestiças. contribuindo também a colonização rápida que desbravava as florestas. Cedo vieram os jesuítas desdobrar a atividade de sua política em Sergipe. No período compreendido entre 1590 e 1609. na qual o sentimento de avareza do colono a escravizar indígena encontrou sempre muito apoio. O fato e que o contingente do elemento indígena na historia de Sergipe não e tão grande como em outros estados. porém. o espírito de riqueza. entre nós. Estas medidas incrementavam o regimen dos aldeamentos e desfalcavam os braços da lavoura. levando-se mesmo em linha de conta as circunstancias relativas. bem característico naqueles tempos. essa grande questão que atravessou vida secular. assim. para suprir a insuficiência do braço indígena. Tornam-se elas o objeto de reverencia e lealdade. ficando elas plenamente satisfeitas com a lei de 3 de junho de 1609. se causas muito gerais não tivessem sido seus antecedentes na historia da metrópole. cuja escravidão pelo colono português era o móvel das lutas e conquista. hoje representa diminuta ação pelo pequeno numero a que eleva-se a população desses mestiços. Ela mataria no Brasil os hábitos de reverencia ao clero e superstição á religião. que nada aspira. saciando-se.disse – a abolição da escravidão indígena. Em Sergipe não tem sido senão estas mesmas leis que têm dirigido o movimento social. Levantada pelos jesuítas. e se o clero secular não tem feito harmonia com a classe do governo. as medidas legislativas correspondiam as aspirações abolicionistas dos jesuítas. que proibia em absoluto o cativeiro do natural. sem cair nas garras do cativeiro. sem sua intervenção. cuja civilização e catequese eram entregues aos membros da companhia. provocando a imigração africana. deseja e realiza. pela indecisão da coroa. O papel do indígena foi pequeno. ou então a desumanidade na luta para cativá-lo foi enorme. 71 .

Senhor de grandes posses territoriais e parte integrante da classe do governo. de dezembro de 1600 a janeiro de 1601.Bento Carta de sesmaria do padre Bento Ferraz. E sem família legítima para com ela distribuir a fortuna que se acumulava. no mesmo ano. alem do templo. edificam capelas. junto ao rio Sergipe. em que procuramos estudar os fatos de ordem geral. em 1600. o clero já representava então papel saliente no movimento social de Sergipe. cuja contribuição é de capital importância para caracterizar a feição social daqueles tempos. os Beneditinos os concorrem a Sergipe (1603) e representados por frei domingos solicitam do capitão-mor um idêntico favor. o padre Agostinho Monteiro obtém a doação de meia légua de terra. cuja direção espiritual lhes pertence e a administração civil a um capitão-mor.77. o padre Felipe da costa. para criação de seus gados e iniciar a lavoura. 72 . em cuja ausência dirige a administração em dezembro de 1600. Além dele. 75 O clero secular já faz parte do governo. Sua vigária terminou-se em 1602. aplicava-a na edificação de suntuosos templos. 357. em cujas deliberações poderosamente influi. continuemos a descrição das administrações que seguiram-se á de Miranda Barbosa. edificaram capelas nos engenho de suas propriedade: Dirá Colégio. etc. o padre Gaspar Fernandes uma légua em Tinharé. meia légua no poxim. Levantam propriedades açucareiras. uma légua junto á serra de Itabaiana. Não desempenhado somente as funções espirituais. O convento dos Jesuítas foi edificado junto a São Cristóvão. 78 Carta de sesmaria do Padre Gaspar Fernandes. além das funções espirituais que representa. duas léguas em vaza-barris. Retiro. representados pelo Padre Amaro Lopes. 73 74 Certa de sesmaria dos padres da companhia de Jesus. meia légua em Caipe. para onde convergia grade parte da riqueza pública. junto á capital. O padre Gaspar Fernandes é o ouvidor e o juiz dos regimentos em 1602. sendo substituído pelo Padre Gaspar Fernandes. Comandoroba. em 1603 e o cônego Leandro Pedro velho. em 1602 e duas léguas no rio Mocuri. Camassari. que é o Vigário da capitania76 é também o loco-tenente de Manoel Miranda Barbosa.74 Além da ordem da companhia de Jesus. que serve de colégio. meia légua no rio Mocuri.Sob o duplo caráter de sacerdote e agricultor. uma légua no poxim. . o padre Bento Ferraz uma légua no rio real. organizando-se em povoações de trezentas casas. 75 76 Carta de sesmaria dos padres de S.78 Além desta posição oficial. ele torna-se também proprietário e lavrador. em 1600. Fechando aqui o parênteses. Assim.73 Com tão grade posse territorial que deviam colonizar para a prosperidade da ordem encetam o trabalho de aldeamento. Está hoje em ruínas este templo. aos lucros de sua congrua vêm reunir-se os proventos do trabalho agrícola. p. assumem a direção espiritual da capitania e pedem também doações de terra. O padre Bento Ferraz. em 1601 e três léguas no vaza-barris. 77 A substituição foi de pequena duração. morador na Bahia. em 1603. comissionado três anos. no máximo. no mesmo ano. Ibura.

afluente do vaza-barris. sendo-nos impossível verificar a marcha que seguia a receita que então era de 580$000. a colonização prosperou. Cit. p. na razão de quarenta e dois contos anualmente. que para o futuro havia de conquistar supremacia sobre a criação do gado. 73 . em 1637. além das que Cristóvão de barros deixara. Sobre este ponto só podemos levantar hipóteses mais ou menos prováveis.79 Nove anos depois em 1612. Em tão pequeno intervalo a despesa quase que duplicou. que se conservou durante todo o século XVII. sendo daí em diante substituído pelo de S. para edificar uma casa no assento da nova cidade. Desconhecendo a causa real dessa mudança. em vista de outra doação pedida pelo mesmo Pero Moraes de Sampaio. que foi de pouca duração. mais um terço era feito com o clero. As rendas da capitania. por que em junho de 1603 foi substituído por Tomé da rocha. 410. Antonio Pinheiro de Carvalho. junto ao último rio. que novamente vem administrar Sergipe. Achava-se já na administração Antônio pinheiro de carvalho. onde deu-se a invasão holandesa. op. em todo o estado do Brasil.Cristóvão. proveniente do gado e meunças. A despesa anual de Sergipe era de 396$000. na mesma data. á nova cidade deu-se o nome de cidade de Sergipe d‘el-rei. junto ao rio poxim. Cit. para edificar uma casa. Em março de 1607 pero Novaes de Sampaio pede ao capitão-mor de então. As doações são concedidas nas vizinhanças de S. op. provinham do estanco do dizimo que a junta de Portugal dera em 1601 a Gabriel Ribeiro.81 Não obstante na petição não virem alegações que nos tragam a convicção de que a doação e na cidade que fica junto ao poxim ou piramopama. I. dirigindo-se para o fertilíssimo vale do cotinguiba. as despesas montavam em 428$840. 82 Carta de Pedro Novaes de Sampaio. em 1606. todavia acreditamos mais na segunda hipótese. despendendo-se com a milícia 333$920 e com a igreja 148$920. A uberdade desta zona assegurava a prosperidade dessa exploração agrícola. que foi substituído por Nicolau Faleiro de Vasconcelos.Durante sua administração. desde 1611. até a serra da Tabanga. 433. A colonização caminha para o norte. 81 Carta de sesmaria de Padre Novaes de Sampaio.82 79 80 Porto Seguro. onde fizeram-se quatorze doações e onde iria prosperar a lavoura da cana. para uma elevação que fica nas margens do Piramopama. Francisco. Com o alardo de cento e quarenta homens e com um armazém bélico de duas peças 80. por este tempo (1603). Porto Seguro. p. Cedo teve a capitania de procurar um novo sitio para a edificação da cidade. já iniciada na capitania. I. Por escassez de documentos nos é impossível determinar a data de sucessão no governo de diversos administradores que sucederam a Tomé da rocha. Não encontrados nenhum documento que assinale a data real desta segunda mudança. doze braças de terreno. mudando-a do oiteiro. de sentenças setenta braças de terra.

hindo para cahype e para a banda do sertão. que para isso hão mister meia légua de terá a qual meia légua se comesara da ribeira do peramopabama ate a ribeira que corre da banda de Mathia Moreira. A escassez de documentos é enorme na história deste período. o qual fora nomeado a 1º de outubro de 1631. em vista do seguinte documento: “Saibãõ quantos este publico instrumento de sesmaria virem que no ano do nascimento de nosso senhor Jesus cristo de mil e seiscentos e dez anos aos vinte dias do mês de setembro do dito ano nesta cidade de San Cristóvão capitania de Sergipe de El-Rei nas pousadas de mim escrivão ao diante nomeado apareceo Pedro Lopes procurador do conselho desta cidade e por ele me foi apresentado huma petiçam da câmara com um despacho posto ao pé dela do capitão mor desta dita capitania Antonio pinheiro de carvalho da qual petiçam e despacho o traslado dela é o seguinte._O capitão Antonio Pinheiro de Carvalho. nomeado a 19 de maio de 1611. a cidade já tinha sido transferida para as margens do Piramopama. em 1607. em 1626. Parece. pois. “Dizem os officiaes da câmara desta cidade que ao povo dela he necessario um pedaso de terá nos limites desta sidade para despejos de cavalgaduras e de madeiras para casas. Nenhum documento podemos encontrar anterior a esta invasão. que nesse tempo. quando pela segunda vez administrou a capitania João Mendes.É muito pouco provável que o peticionário quisesse edificar uma casa tão distante da cidade. Resebera merse. porém. supposto que seja dada a alguém a vosa merse em nome de sua magestade lhe dê a dita terá. cujacarta de nomeação é de 20 de dezembro de 1628. que pela segunda vez dirige o governo da capitania. em nome de sua magestade aos suplicantes a terá que pedem por ser assim necesaria para serviço desta cidade. quando os holandeses invadiram Sergipe. Tudo foi entregue às chamas. Dou de sesmaria. 74 . Desta data a 1621. (segue a formula do regimento. senão Amaro da cruz porto carreiro. Cristovão. menos o livro de registro das sesmarias que foi conduzido pelos fugitivos. Ligamo-la ao saque e incêndio que os holandeses fizeram em S. Sergipe hoje três de julho de mil e seis centos e dês anos. O que. sendo substituído por Pedro Barbosa que governou de agosto de 1630 a 1636. ate 1623. Achava-se no governo da capitania João Rodrigues Molemar. Foi substituído em 1614 por Amaro da cruz porto carreiro. correra pelos pés dos outeiros que estão entre as mangabeira. asseguramos é que em 1610 já se tinha dado a mudança para este local. pois he para bem do povo. lenhas. na hipótese de ela ainda estar no oiteiro de poxim. não sabemos quais foram os capitães-mores.)” A Antônio pinheiro de carvalho sucedeu João Mendes. desde novembro de 1636.

CAPÍTULO III MINAS. PRIMEIRAS EXPLORAÇÕES

O espírito de riqueza, o sentimento de avareza, que foram acima de tudo o real estímulo de muita atividade que se desdobrou neste país, por parte do corpo colonial, manifestaram-se sob uma forma dupla, cada qual mais poderosa para alargar a colonização e fazê-la estender-se a maiores extensões. Não só o índio tornou-se o objeto desse sentimento, como o território, para exploração de suas naturais riquezas. O colono que se dirigia para ultramar, antes de pensar na formação de uma nova pátria, antes de ativar-se pelo desejo do estabelecimento de uma nação , pensava na satisfação de seu egoísmo. A florescente natureza que se oferecia a seus olhos, a exuberância da vida tropical que agora o cercava, mostrando-lhes lindos espécimes de muita riqueza, aguçavam ainda mais sua avareza. Além disso, as grandes fortunas que se formaram pela exploração portuguesa nas Índias, os preciosos metais e minerais que foram arrancados do solo para o comercio português, que, por isso, tornou-se, nos séculos XV e XVI, o mais rico da Europa, o que concorria com maior competência no movimento econômico do velho mundo, trouxeram idênticos hábitos de exploração para o Brasil, desde o começo da colonização do século XVI, ainda pela convicção em que estava o espírito do colonizador, da semelhança de fauna e flora e das condições geológicas. Por indução, o colonizador conclui, dessas semelhanças, existirem minas no Brasil. Essa idéia, essa convicção, já foi gerada pela física do país, no espírito do colonizador. Em grande parte, era emigrada, por isso que na Europa ela era um importante fator das colonizações, um fato de caráter geral. A idéia política que tem por fim ampliar o espírito público, os direitos e a lei; que tem por fim tronar mais lata a soberania nacional, pelo largo desenvolvimento do comércio, da industria, da instrução; o espírito científico que tem por fim aumentar a cultura do povo, ampliar a liberdade do cidadão, tornar o homem soberano no meio da natureza que o cerca, não eram a causa eficiente das colonizações naqueles tempos, como o são hoje. Mais poderosos do que a idéia política, do que o espírito cientifico, eram o sentimento de riqueza, o sentimento religioso, para inspirarem as nações na colonização dos países selvagens. Salvar as almas em nome da religião e acumular riqueza em nome do interesse pessoal, eram característicos das determinadas nações coloniais daqueles séculos. Hoje salvar o cidadão da pressão autoritária de um governo, em nome da liberdade e da lei, e salvar a verdade em nome da ciência, é a causa das deliberações atuais e a feição dos tempos correntes.

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Eis por que quando o colonizador pisou o território brasileiro já trazia o espírito excitado pela febre desses sentimentos – pesquisar minas em satisfação própria, resgatar as almas das garras de Satã, em nome da religião. E as formações geológicas metamórficas, que se ofereceram a seus olhos, acenderam-lhe a cobiça e a avareza, a ponto que em cada quartzo, feldspato, mica, ametista, via as provas e os vestígios de ricas minas. Ao mesmo tempo que as formações geológicas aguçavam-lhe a ambição, uma raça desconhecida excitava-lhe a cobiça. Explorar minas e explorar as florestas brasileiras, em buscas de escravos, tornou-se um fato geral, em nossa história. Não só a classe popular, como a classe do governo se deixaram preocupar por ambas as explorações. Em ambas ficou plantado o privilégio, pelas tendência centralizadoras do governo. Prendeu o trabalho, cativando o braço, ficando sem equidade a distribuição da riqueza e prendeu os proventos das riquezas naturais. Instituiu o privilégio da escravidão, em beneficio da lavoura, e o privilegio da mineração em seu beneficio. E como ambos os fatos – o cativeiro do indígena e a exploração das minas – tinham por fim o primeiro passo de uma civilização – a formação da riqueza – e estavam centralizados nas mãos de duas classes, compreende-se facilmente que desde o começo, nossa vida econômica foi defeituosa, pelo poder centralizador em que ela vasou-se. Eis um fato de grande alcance para análise dos filósofos e que tanto contribuiu para a formação de um caráter nacional, como o que possuímos. Desde de que ambos os fatos foram monopolizados, o privilegio criado estabeleceu a corrente para o governo e a lavoura e com ela a corrente do poder, ficando assim as outras classes expoliadas. E procurando apreciar as ultimas conseqüências desses antecedentes, vemos que daí originaram-se a supremacia do governo, os ligeiros vestígios de uma aristocracia territorial, a passividade e subserviência da classe popular, a falta de um senso critico e analítico. E do caráter assim constituído ainda vemos bem visíveis provas, em nossas relações, psicológicas e econômicas. E se outros fatores representaram importante papel na formação do nosso caráter, a exploração das minas trouxe seu contingente, tanto mais importante, quanto ela tinha relações diretas com a formação econômica. O governo legislou sobre minas, tomando para si todos os proventos e quis levantar uma aristocracia sobre elas, por meio de baronatos, marquesatos, etc. E por isso temos de apreciar os desejos de muitos em obterem tais títulos, como Belchior Dias Moreyra, morador em Sergipe, um dos mais ousados exploradores das minas brasileiras, no século XVII, que tanto almejou o titulo de barão. Belchior Dias Moreyra tomou parte importante na conquista de Sergipe, acompanhando a expedição de Cristóvão de Barros, em 1590.

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Morou nas margens do Rio Real, onde está hoje edificada a vila de Campos, cuja capela foi por ele edificada. Iniciou naquelas paragens a profissão pastoril, constituindo-se talvez o maior fazendeiro daqueles tempos. Instituiu um morgado que motivou grandes pleitos e que duraram até poucos anos passados. Tinha foros de fidalgo e foi o tronco da família dos Caramurus, em Sergipe. Sua prole ramificou-se em Sergipe, constituindo diversos ramos, Pregos, Ávilas, Fonseca Saraiva, Dias, etc. Morreu em 1622 em sua modesta fazenda, com a idade de oitenta anos, deixando um filho natural Rubélio Dias, natural de Geru e filho da índia Lourença, de que adiante falaremos. Belchior Dias representa o homem que domina a história de Sergipe no começo do século XVII, pelas suas ousadas explorações. Os preciosos documentos dados à publicidade pelo meu honrado amigo e ilustrado professor Dr. Capistrano de Abreu, esclarecem as questões de minas, salvando a verdade que ate então, pela influencia de Rocha Pita, eram uma legenda em torno do nome de Rubélio Dias, a quem os historiadores sempre ligaram as questões de minas, no Brasil. O nome de Belchior desapareceu, para ser substituído pelo do seu filho, que na opinião de seus contemporâneos não teve tino nem atividade para seguir os passos de seu pai. A legenda foi substituída pela verdade da historia. Foi Belchior e não Rubélio quem se dedicou à exploração de minas. E compreendendo que na publicação dos documentos que esclarecem um ponto tão importante de nossa história, prestamos um serviço ao interesse de Sergipe, o fazemos, na esperança de que a iniciativa levante-se para arrancar do nosso solo as riquezas que ele possa conter. Na convicção em que estamos de que possuímos grande jazidas de preciosos metais, ficaremos contentíssimos se alguém utilizar-se dos ligeiros esclarecimentos que pretendemos dar neste trabalho, que se recomenda mais pela intenção de quem escreve, do que pelo seu valor real. Sendo de alto valor as excursões de Belchior, transcrevemos textualmente a carta que escreveu o coronel Pedro Barbosa Real ao Conde de Sabugosa em 1725, cuja publicidade deve-se ao espírito trabalhador do infatigável professor. Eis o que dizia o Coronel Leal ao Conde de Sabugosa: ―............................................................................................................................ ....‖vivia no sertão do Rio Real Belchior Dias Moreyra, dos primeiros naturais da Bahia, primo
de Gabriel Soares, abastado de terras e de bens que deixou por sua morte vinculados em morgado sobre o qual tem havido as contendas com a casa da Torre. ―Passados dous annos de perdição de Gabriel Soares sahiu seu gentio manso com algum gentio de Paramerim a buscar Belchior Dias pelo conhecimento que deste tinham. ―Com algumas amostras que trouxeram e com algumas noticias que já tinham de seu primo Gabriel Soares, resolveu a largar a sua casa e fazendas e entrar no sertão com o poder que tinha de seu gentio e o mais que de novo tinha vindo buscar, levando em sua companhia Marcos Ferreira, grande mineiro e se presume o mesmo que tinha acompanhado a Gabriel

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Soares – havendo duvidas que este mesmo Marcos Ferreira quando se perdeu Gabriel Soares sahio só do povoado ou ficou no sertão, entre aquelle gentio que foi quem os reduzio e convocou para buscarem Belchior Dias Moreyra. ―Preparado Belchior com a sua tropa no rio Real se encaminhou para as serras de Jacobina, fazendo seu caminho pelo rio Itapicuru acima, buscando o sertão de Massacará, passando pela serra a que os natures chamam – Bendutayu – que quer dizer na língua portuguesa – serra de Prata -, desta passou á serra do ―Puarassia‖ que se acha no meio da caatinga do ―Tocano‖, onde também fez exames, passou della ás serras de ―Jacobina‖ e continuando sua marcha por ellas para a parte do sul foi á ―Pedra Furada‖, d‘ahi passou ao rio Salitre e por elle acima foi buscar o logar onde se presume que morreu Gabriel Soares, passou a serra ―Branca‖, da serra ―Branca‖ passou ás serras de ―Osoroá‖ que se avisinham ao rio S. Francisco e dellas passou ao rio Verde e do rio Verde ao Paramerim e por elle acima procurou a aldeia dos Tubaijaras que existiu á beira do Paramerim, junto ao sitio que hoje chamam do Periperi, donde voltou não sei por onde, mas sei que tornou a buscar o rio Salitre, seguio por elle abaixo descobrindo as minas do ―Salitre‖, tornou a sahir ao rio S. Francisco, seguio por elle abaixo, foi ao ―Coraria‖ e onde descobrio as ametistas e novas minas de salitre na serra do ―Oroquery‖, continuou a marchar pelo rio abaixo, passou á outra parte de Pernambuco e se recolheu para ―Itabayana‖ a sua casa, gastando nessa estrada oito anos, no decurso dos quaes se não soube noticias delle, tanto assim que em sua casa o reputavam por morto. ― Com o trabalho, diligencias e exames de oito annos, sahio Belchior Dias Moreyra a povoado com o descobrimento de ouro, prata, pedras preciosas e salitre. ―Embarcou para Portugal, passou á corte de Hespanha, declarou os haveres que tinha achado, pretendeu mercês, e ou porque julgaram altas as mercês, ou porque julgassem que por ser natural do Brasil não merecia nenhuma attenção, o trouxeram quatro annos em requerimentos, até que desenganado voltou para o Brasil sem ser deferido. ―Passou segunda vez em Portugal e em dous annos de pretendente sem conseguir cousa alguma se tornou a voltar para o Brasil. Terceira vez intentou o mesmo, mandando seu sobrinho Domingos de Araujo remetido ao Conde de Almirante com todas as instruções. ―Voltou da mesma sorte sem despacho algum. ―Achou-se neste tempo governando Pernambuco D. Luiz de Sousa, avô ou bisavô do Sr. Marquez das Minas e tendo noticia dos grandes descobrimentos que havia feito Belchior e da sua desconsolação, lhe escreveu que se coarctasse nas mercêes que pretendia de Sua Magestade que elle queria ser seu procurador para na corte alcançar aquellas que pudesse conseguir. Sujeitou-se o velho Belchior Dias aquelle Mecenas cançado já de seu trabalho, da sua velhice e de tantos baldados requerimentos. ―Protegeu D. Luiz de Souza o requerimento de Belchior Dias na corte, offrecendo-se para com ele examinar e certificar umas e outras minas, alcançando, em primeiro logar a promessa do título de Marquez de minas para si, que então teve principio este titulo, tendo a sua confirmação depois da acclamação do Sr. Rei D. João IV e para Belchior Dias algumas mercês que se lhe destinaram. Conseguindo este despacho, escreveu D. Luiz de Souza, de Pernambuco, a Belchior Dias que Sua Magestade tinha deferido as mercêes , cujo escripto ficava em suas mãos para lh‘o entregar quando se ajustassem aquella diligencia e que em tal tempo o fosse esperar no rio S. Francisco para ahi se incorporarem e darem principio ao descobrimento, cuja carta firmada pelo dito governador D. Luiz de Souza se acha em meu poder. Resolveu-se depois vir á Bahia incorporar-se com o governador della o Sr. D. Francisco de Souza, seu primo, para ambos fazerem entrada no reconhecimento das minas. Desceu Belchior Dias á Bahia para guiar e acompanhar os governadores, como fez. ―Parece que Belchior Dias Moreyra com o uso das vezes quo foi áquellas côrtes se fez político e soube seguir algumas máximas que nellas só praticam, porque contam seus descendentes que, tendo peitado e obrigado a um pagem particular de um dos governadores, este sendo inconfidente a seu amo revelára a Belchior Dias que conversando ambos os governadores sobre as mercês que El-rei lhe fazia, dissera um para o outro: - mostre elle as

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minas, que o caboclo para que quer mercês? Do que procedeu entrar em desconfiança do que resultou o seguinte: Partiram da Bahia os dous governadores com Belchior Dias que os levou direto á serra de Itabaiana e que chegando a ella dissera aos governadores que suas senhorias estavam com os pés nas minas, mas que não lh‘as mostrava enquanto elles não lhe entregassem primeiro as cartas de mercêsque sua Magestade lhe fazia. ―Ao que elles lhes responderam que mostrasse as minas, que as mercês estavam certas, e se lhe entregariam o alvará de Sua Magestade depois que as mostrasse. ―Parece que ao mesmo tempo que cresceu a duvida em os governadores crescia mais a primeira desconfiança em Belchior Dias, que se resolveu a não patentear os descobrimentos, pelo que se precisaram os governadores a prendel-o, querendo por este meio obrigal-o a mostrar o que sabia, e vendo-se preso os levou a um serrote que chamam das minas em meio dos campos de Itabaiana, em o qual se fazendo exame se achou uma pedras cravadas de marquesita que não deram de si prata alguma, á vista do que voltaram os governadores para a praça da Bahia e Belchior Dias preso na cadêa della o obrigaram a pagar os nove mil cruzados que se tinha feito de despeza na jornada. ―Vendo-se Belchior Dias com dous annos de prisão e por não pagar os nove mil cruzados se resolveu em descobrir e mostrar o que sabia, ao que acudiram Pedro Garcia, o velho e outros parentes escandalisados do mau tratamento que lhe haviam feito os governadores, dizendo que não descobrisse, nem mostrasse nada e pagasse os nove mil cruzados que lhe supririam com elles, e com efeito pagou os nove mil cruzados, foi solto para o rio Real, aonde passados dous annos morreu, deixando todas as noticias daqueles descobrimentos sepultadas com a sua morte que succcedeu em o anno de 1619, tendo-se passado mais de um século sem que se tenha com certeza averiguado o lugar daquellas minas. ―Deixou este homem por sucessor a sua casa um filho natural havido em uma índia da aldêa do Gerú, a quem chamavam Rubélio Dias. Este com poucos brios, pouca actividade e temeroso do mau sucesso de seu pai, não só não quis seguir aquella empreza, se não deixou perder todas as memórias e roteiros que tinha deixado o dito seu pai. ―De Rubelio Dias procedeu D. Lourensa, que foi casada com Paulo de Araujo de cujo matrimonio nasceu o coronel Belchior da Fonseca Saraiva Dias Moreya, que entrou na casa em morgado do rio Real de sua bisavô Belchior Dias Moreya, e como este se casasse com a filha do desembargador João de Góes, vindo á cidade da Bahia, quis o Sr. Affonso Furtado que então governava este Estado, renovar aquelles descobrimentos de Belchior Dias, pelo que chamou o dito Coronel Belchior da Fonseca, a quem chamaram o Moribeca, para que declarasse os roteiros de seu bisavô e descobrisse aquelas minas. ―Foi o dito coronel ao sertão do rio Real á uma serra que esta defronte á fazenda do Jabibiry, onde morava e onde viveu seu bisavô, a que chamavam serra do Caniny, da qual tirou algumas pedras com marquesita, que parece prata e porque na sua casa se conservavam ainda algumas pedras de legítima prata do tempo de seu bisavô, introduzio estas com as que tirou da serra do Caniny e as trouxe ao Sr. Affonso Furtado que as mandou ensaiar pelo ourives Raphael Lobo, e como este entre todas escolhesse as que achou de líquida prata, tirou dellas a prata que tinham, o que vendo o Sr. Affonso Furtado mandou a seu filho João Furtado, com a amostra da prata e com as pedras que ficaram a ser apresentadas a Sua Magestade, Entendendo que tinha conseguido aquelle descobrimento em que sempre se tinha cuidado; mas como em Portugal se não achasse mais pedras de prata, ficou em duvida a certeza daquelas minas. ‘‘Governando este estado o Sr. Roque da Costa Barreto, mandou o Sr. Rei D. Pedro a D. Rodrigo Castello Branco, com 600$000 de ordenado e toda a despreza que fizesse por conta da fazenda real, averiguar e examinar as minas de Itabayana e Jacobina, pelas noticias e tradições de Belchior Dias. Foi D. Rodrigo com efeito a Itabayana ao mesmo serrote das minas a que Belchior levou os governadores, donde fez algum exame e somente achou que havia alguns criadeiros que indicavam prata, mas de pouca consideração e de nenhuma esperança para se romper aquela mina e retirou-se para Bahia, de onde passou para São

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Paulo, ambicioso então das noticias que corriam das esmeraldas, de ouro, e de prata de sabarabussú, onde o mataram, deixando na Bahia o tenente-general Jorge Soares de Macedo, seu cunhado, para ir examinar as minas de Jacobina ―E como a esse tempo se sabia já de um roteiro que Belchior Dias havia dado a seu sobrinho Francisco Dias, bisavô do coronel Garcia d‘Ávila, do haver que havia em Jacobina, foi Jorge Soares com João Peixoto a Jacobina, examinar o dito roteiro e correndo muitas serras e logares o não averiguaram e sucedeu o que o mesmo João Peixoto relata na noticia que deu e deixou escripta com o mesmo roteiro que é o seguinte: ―Copia da instrucção que deu o padre Antonio Pereira, o da torre de Garcia d‘Ávila, a João Calleta no ano 1655 para buscar na Jacobina as minas que descobriu Belchior Dias no ano de 1604 na mesma forma que ficou escrita pelo próprio Belchior Dias Moreya o seu sobrinho Francisco Dias d‘Ávila parente do dito padre, etc. ‘‘Na serra, na mais alta ponta dela que tem, pondo-se o homem da banda do sul, está o haver e a ponta está inclinada ao leste; e debaixo desta ponta de leste bem a baixo, quando faz grandes invernadas Leva uma bêta, si é de prata ou de ouro Deus sabe, e quando forem ao taboleiro em cima, pondo-se da parte do sul hão de achar muitos crystaes e da banda do sul para o norte outras pedras muitas, que me parecem de consideração.‖ ―Dizia mais o papel donde morreu Gabriel Soares de Souza está uma serra Itauiupeburá que é de chumbo. Tomem a ribeira donde nasce Tapuia Ubatuba, corram por ella abaixo, não fique grota que não vigiem.‖ ―Copia de um assento de Belchior Dias Moreya que foi dizer a El-Rei o anno de 1612 e por lhe não deferirem com as mercês que pedia e grande morreu no anno de 1619, ficando encobertas.‖ ―No de 675 fui eu com Jorge Soares uma das pessoas que Sua Alteza mandou a ver se eram minas, a serra de Itabaiana e Jacobina, vêr se fora por alli aquelle descobrimento de Melchior Dias. Achei um índio cariry, velho de cem annos, por nome Gaburú, na aldeia de Sahy e descobri com muita indústria haver acompanhado a Mechior Dias naquela jornada de seu descobrimento, o que ele tinha muito calado e negado ( disse ele) por assim o ordenado dito Melchior Dias. Levou-nos pelo campo firo ao do Salitre, cortando doze léguas de matto e catinga, sem água nem caravatá que a tivesse e com raízes de imbú e mandacarú se remediou a gente que abriu o caminho em dezenove dias. Mostrou o velho logar. onde Melchior Dias achou o que buscava, o qual ( disse o índio) os levará outro de outra nação que primeiro deu umas pedras ao Belchior Dias. Achamos signaes certíssimos de haver ahi estado gente branca, e não foi outro senão o dito Melchior Dias e depois do anno de 1628 seu sobrinho Francisco d‘Ávila mandado pelo governador Diego Luiz de Oliveira, sendo já morto o tio, mas não descobriu a mina por que não a conheceu, porque Belchior Dias escondeu da gente e índios que levou aparte donde tirou a pedra que ensaiou alli e disse o velho índio que coseu no fogo em m texto ou tacho e depois lavou muito e tirou uma pedrinha branca. Disso fizera muita festa com as espingardas e dissera era pólvora e lhes mandará não mostrar nunca a branco aquele logar. porque havia de saber os flamengos e vir tomar-lhe a sua terra, e por isso não quisera nunca falar nem mostrar. ―Em poder de Belchior da Fonseca, filho de Paulo de Araujo e de D. Lorença, neta do dito Belchior Dias, está um copiador de cartas que escrevia a El-Rei e ministros ( agora está este copiador na secretaria) instando de novo que não ficava por elle descobrirem-se as riquezas que as terras do Brasil tinham sonegado ha tantos annos com que S. M. poria freio ao turco e sopearia os potentados da Europa e estes termos de explicar o seu achado provam a riqueza e certeza della e instancia com que o affirmara e ser entendido em minas, e aquelle descobriu acompanhado de outro maior mineiro por nome Marcos Ferreira de que deu noticia o velho índio, e depois achei em João Callella e assim que por todas as razões que Belchior Dias achou ricas minas, e em sua casa há inda prata que tacitamente tirou delas, isto é fama constante e que foi aquele lugar se certifica pelo referido; mas por não haver quem conheça as pedras que estão incógnitas, Deus as descobrirá quando fôr servido.

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e que assim me dava de parecer que a buscasse mais ao sertão e que me não confiasse com a Itabaiana. a partir da Bahia. mandando S. ainda parente de Belchior Dias. Que se acha na secretaria para entender sobre os descobrimentos de minas. para cuja diligencia me nomeou o mesmo senhor. um velho que vivia na Bahia defronte de S. Rodrigo de Castello Branco e o ajudar a examinar aquella mina em que só acharam ao referidos criadeiros com alguns indícios de pouca prata que ahi havia. M. é que d‘ahi para diante o conduziram e guiariam taes índios e ele se voltára com outra gente para sua aldeia. João de Alencastro mandasse pessoa de confiança a examinar se as minas de onde tinham saído aquellas amostras eram verdadeiras e seriam de rendimento. a prata se não criava senão de quarenta léguas afastadas do mar para o sertão. o qual livro nunca apareceu e me certificou o dito coronel que fora comido e destruído do cupim. porque seu gênio não o inclinava à semelhantes serviços da qual diligencia não deu conta. que morava no rio Real e dava várias noticias de algumas entradas de Belchior Dias. Mandou chamar o coronel Morimbeca e lhe encarregou fosse novamente investigar novamente o sertão em que seu bisavô tinha descoberto aquellas minas. D. assim como estava o copiador que conservo em meu poder. tão maltratado e comido de cupim que em poucas folhas se deixa ler algumas partes. Jorge de Barros Leite. e se acharia no seu livro de razão a fls. mas é sem duvida que pela tradição dos índios Oris daquella serra esteve nela Belchior Dias e sobre ella onde estive oito dias examinando-a achei duas marcas: a primeira consta de três 81 . o qual tinha assistido muitos anos nas Índias de Hespanha. até que certificado da diligencia em que eu ia me veiu fallar. de seu bisavô Belchior Dias Moreya. mas não deram em nada porque são infinitas as serras e eles ignorantes em minas. fui à serra do Picurassá onde fazendo varias diligencias não descobri nada. 60. procurei instruir-me na especulativa e pratica dos exames dos metaes com João Coutinho. nas casas de fundições de prata. acrescentando que pela experiência que tinha e sabia das minas. João de Alencastro com ordem de S. seis léguas distantes de Itabaiana e que ouvindo fallar na prata d‘ella fôra por sua curiosidade a ver o serrote das minas e que ao Sr. e porque dele se acham seis ou sete folhas cortadas com assento do mesmo Belchior Dias em que se assignou que aquellas folhas que alli faltavam as rompera. ―Veio governar este estado o Sr. Roque da Costa tinha-o obrigado a acompanhar a D. que o Sr. que tinha acompanhado a Belchior Dias e era tio de Rubelio Dias. M. D. ―Como esta e outras noticias me resolvi entrar pelo mesmo caminho e sertão por onde entrou Belchior Dias. ―Como o Sr. ―Partiu o dito coronel de sua casa do Rio Real e marchou até a serra do picarassá de que atrás tenho tocado. João me ordenasse que fizesse passagem pelo rio Real. E este velho me despersuadiu que não fosse a Itabaiana porquanto elle havia morado alguns anos na cidade Sergipe d‘El-Rei.―Os signaes que deu este papel acima deu o padre Antonio Ferreira (da Torre) a João Callella e a seus irmãos para buscarem o ano de 652 quando entraram a povoar aquelas terras e parte da Jacobina. e porque então me achava sem intelligencia alguma de minas. recolhendo-se a sua casa sem outra alguma satisfaçãs. e a Amaro Gomes. Pedro. e procurasse o coronel Belchior da Fonseca para que me comunicasse todas as notícias que tivesse. introduziu umas pedras do serrote das minas de Itabaiana e de outras terras do mesmo continente introduzindo-lhe alguma prata industriosamente de que resultou tirar-se na casa da moeda em Portugal algumas porções de prata de cinco pedras que foram com as mais. comunicando-me verbalmente algumas noticias e tradições que tinha sem certeza e me entregou um copiador de cartas de seu bisavô Belchior Dias. levado em minha companhia ouvires experientes e a Manoel Vieira da Silva que havia acompanhado a D. e fallando ao dito velho índio me certificou que tinha acompanhado Belchior Dias Moreya até a serra do picurassá sómente. donde voltou a buscar a estrada do rio São Francisco até o corassár. Dr. donde voltou um pouco efeito e com poucas diligências. seu filho. E porque no mesmo tempo capitão-mor de Sergipe El-Rei. Rodrigo de Castello Branco por ensaiador. ―Passei d‘ahi à casa do coronel Moribeca que receioso de alguma execução se ocultou três dias. Fui buscar á aldeia do Gerù a falar com o principal de nome Birú.

o que estava lembrado que ele entrou ao sertão por se achar já com dez ou doze anos de idade. fui sahir a Jacobina. descobridores de Jacobina. Foi segunda vez com o mesmo roteiro o padre Antonio Pereira e com ele fizeram a mesma diligência e passaram a Jacobina nova e que não acharam nada e que o dito padre lhe deixara então o roteiro para elle e seus irmãos com mais vagar e maior diligência o averiguassem. um dia pela manhã até a noite. João. me trouxe o 82 . que então estava descoberta e que não o averiguaram. o velho. Declarou-me então o dito João Calhelha. o velho. ―Por então não averigüei o dito por seguir a derrota de Belchior Dias para o rio de S. eram as serras da Sapucaia distantes daquella mais de trinta léguas. ―Segui a derrota para Jacobina atravessando setenta léguas de catinga em que perdi vinte e oito cavalos e atravessando a serra Tuyuba pelas aldeias velhas dos Oris. onde viveram e morreram. que achara para a parte do poente ao pé da mesma serra uma carta antiga. indo alli de passagem e sem conhecimento algum daquelle país. o capitão Lourenço de Matos. donde me segurou havia ouro. o que elle e seus irmãos tinham feito sem que tivessem encontrado signaes delle. Segui aquela derrota. intentando descobril-o todo. como experimentei capacitando-o ir me mostrar o rio Pindobussú. que se tinham retirado de Sabarabussú quando mataram D. no mesmo papel e da mesma letra que então me deu o velho João Calhelha. que mal podia eu encontrar aquele lugar. perto desta serra nos campos do Corassá perto ao sitio do Curral do Meio vi e passei pelo serrote de pedras amethistas roxas que descobriu o mesmo Belchior Dias Moreya do que eu tirei algumas e se tem tirado muitas por várias vezes. pelas informações que me deram os índios de que elle tinha ido à serra do Orocury chamado pela sua língua Podêcó. lhe tinham feito tantas diligências sem proveito. Francisco. um L e uma S e diante delas em pouca distância feita uma cruz em uma lage. e esta serra que é mui elevada se acha só no meio daquella campanha e as serrarias mais vizinhas que lhe ficara à parte do poente para o sertão é a serra da Tuyuba e fiquei na presunpção de que aquellas marcas desmarcariam uma antiga cata e que se acha em um morro perto da serra Tuyuba aberta em uma pedreira de cor verde de que o gentio então me deu um pedaço. achando as amostras na dita serra vestígios de ter alli estado Belchior Dias.Respondeu-lhe com o roteiro que agora remeto à V. o padre Antonio Pereira e Francisco Dias. mas como me faltava o roteiro não pôde entender nem averiguar a significação della. não podiam acertar pelo não terem buscado naquella parte que diziam os índios Payayaz.. mas que havia poucos annos que os principais índios velhos lhe tinham declarado que aquella não era a verdadeira legitima serra de Jacobina. E na dita carta se tinha achado um cono biscainho que eu vi em poder de Luiz de Andrade o qual agora em Jacobina me segurou. fora a Jacobina com este roteiro. D. Ex. Disse-lhe eu então que se ele e seus irmãos. Rodrigo de Castello Branco. Em Jacobina procurei o velho João Calhelha. seus irmãos. junto a um olho de água que eu alimpei beneficiei para dar de beber à minha tropa a qual cata eu não vi quando estive na dita serra. mostrando-me uma memória que tinha no dedo tirado por uns carijoz de João de Maya. e que este depois que subiu de seus descobrimentos dissera a seu sobrinho Francisco Dias que em Jacobina havia um haver e quando ele e seus irmãos por ordem do dito Francisco Dias descobriram a Jacobina escrevera Francisco Dias a seu tio Belchior Dias que a tinha descoberto que lhe mandasse dizer onde estava o haver. e me asseverou o principal daquelles índios que perto daquele morro se achava outro todo de pedras amarellas. procurei o gentio da nação Orocuyú que me levaram a dita serra donde achei novas minas de salitre de que mandei as amostras ao Sr. ―Disse-me também que Francisco Dias.letras feitas de pedra posta a mão_ um A. e que os brancos tinham corrompido genericamente o nome de Jacobina por todas as aquelas serras e que como elles tinham procurado o roteiro naquele continente da primeira povoação da Jacobina. seguindo até ali o mesmo caminho de Belchior Dias. o que ele não fora averiguar por se achar muito decrépito e incapaz de sahir de casa. que com elle correram toda aquella parte da Jacobina. certificando-me aquelle mesmo gentio. e. que elle e Francisco Dias e o padre Antonio Pereira era verdade que tinham deito exactas diligências. e Manoel Calhelha. João Calhelha que era o mais velho me assegurou que conhecera muito bem a Belchior Dias..

......‖ . ―Nem por estas diligencias fica perdendo o descobrimento de Belchior Dias a opinião no que toca a Itabaiana..... Jacobina.......... Francisco. e estar incorrupta e se sabe de brejo................. João de Alencastro.................. E como ahí são muitos e vi a variedade com que o índio m‘o buscava............... passei adiante á diligencia em que ia sem outra averiguação........índio correndo vários serrotes sem poder acertar com ele.. e talvez que Belchior Dias occultasse este àqueles governadores e que também naquellas mais no sertão tivesse descoberto mais alguma cousa que não quis descobrir............ ‖Os signaes do roteiro são uma grande arvore um brejo de cannas bravas.. Francisco abaixo e vim buscar á Itabaiana donde me dilatei três mezes correndo todas aquellas serras e acabando-o com três barris de pólvora que lhe metti em uma mina que lhe fiz........................ crystaes e que é certo haver........... donde tirei quinze amostras que entreguei ao Sr.... ―De outro roteiro na mesma Jacobina há também individuaes noticias que o mesmo Belchior Dias........... governando este Estado........................... oito ou dez léguas do rio Itapicurú-mirin da freguezia Jacobina donde se acha duas antigas catas......... se conhece por ser a maior que alli há........ porque se achando alli o serrote das pedras roxas.... com quem no decurso de tantas jornadas tenho tratado e pesquisado. Fiz-lhe bastante diligencia................ ‖Como esta certeza já não é para desprezar o roteiro de Belchior Dias e por este se devem acreditar todos os seus descobrimentos......... mais elles não sabem o buraco... .................. que no sertão de Itabaiana descobriu ouro...... ―O que suposto segundo as tradições e noticias que tenho alcançado por homens antigos e por índios daquelles sertões......... e dizem que prata da qual não há certeza donde seja.... M.. mas não deixei de acreditar aquela noticia.............................. Falta descobrir a beta que diz o roteiro.................. o tempo tem cegado tudo de sorte que é necessário um geral e positivo exame naquela serra....... Paraguassú.. e porque também vi que ele fazia bastante diligencia para acertar com elle porque chegando a vários daquelles serrotes pesquisava ao redor buscando o seguinte para conhecer no que conheci que não fingia o seu descobrimento... mas como – nihil occultum quod non revelatur – por algumas intelligências de escravos e índios antigos se veiu a saber delle....... por quanto em alguns dos seus ribeiros se tem achado ouro e o vigário de Itabaiana remeteu as amostras dele ao Sr... D........ ―O mesmo João Calhelha me certificou que Belchior Dias entrara no sertão aquelles descobrimentos com o gentio do Parámirim e com o gentio de Gabriel Soares........... em alguns se acham ouro e o de 83 ............ e entre ellas se tem tirado algumas amarellas é factível que haja o morro das ditas pedras amarelas que dizia o índio............. Pará mirim.... em uma das quais é fama constante que esta ferramenta enterrada... Francisco....... .. deu a seu sobrinho Francisco Dias o qual pelos possuidores de sua casa se perdeu ou o ocultaram....... ―Daquela parte desci pelo rio S................ Este é na mesma Jacobina da missão de Nossa Senhora das Neves para a parte do rio S....... Luiz Cezar de Menezes. mas não se pode então dar com as catas.. como dito tenho.. até o continente que comprehende as minas do rio de Contas em que atualmente se está tirando ouro no que nem há duvida.. o que me asseguraram os índios velhos cacherinheus práticos naquelle lugar pois alli é sua terra.... ‖Botei escravos meus com um homem a socavar os ribeiros daquella serrania com o intento de correr aquelle districto a descobrir as ditas catas.... o que lhe não concedeu pela prohibição que havia de S......... dizendo que seus pais lhes contavam.............. achou-se a arvore de sucupira que tinha..... compreendendo as capitanias de Sergipe d‖El-Rei............. nem póde haver controvérsia............ e três morros sobre outra serra e promete aqui ouro e cobre.... Eu sei que o rio das pedras da mesma Itabaiana se tem tirado ouro......... e assim por todos os princípios e por todas as circunstâncias e noticias fez Belchior todos os descobrimentos no sertão da Bahia no quase rotundo território desde o rio de S..................... pedindo-lhe licença para romper aquellas minas...........................‖ ................................. mas como a serra é grande.. as grotas muitas e muitos os anos........................ Agora quando estive em Jacobina mandei examinar esses signaes..... que já esta caída no chão..........

tiradas do seu copiador que tenho.. deve ser referido a seu pai Belchior.. comprida e muito antiga e que levando-se o morro a escala. Ex .. nem é histórico.... cujo nome se auroela com grandes feitos. requereu e prometeu minas.. não quiser passar pela demora de um século como tem corrido desde o tempo de Belchior Dias até o presente... ―Isto me afirmaram alguns índios tubayjaras com quem falei.. no fim delle se abrira uma mina ou buraco e elle segurava e estava tapado com pedras arrumadas a mão e duvidando-lhe eu que se poderia e ser aquella ruína ou tapada por alguns desmanchos do morro e tornou a sererar que elle reflectira com attenção que achara e que fora artificialmente tapada.... Foi sempre indiferente aos trabalhos do seu pai...... Ex. e seu nome tornou-se popular pela influência de rocha pita em sua História da América Portuguesa. Determinei passar pessoalmente aquelle exame depois de saber os primeiros signaes do roteiro. Novembro de 22 de 1725.. Nunca foi à Europa... nunca tratou de minas... para que a historia conquistou a verdade do passado.. – Pedro Barbosa Leal‖. se logre esta felicidade e que para o dirigir e franqueiar guarde Deus a V. por ter sido infatigável descobridor de minas. não é real....... ―Na serras de Assuruá... mais deixei recommendado a pessoa de satisfação a fizesse. cuja trilha não quis seguir. Pedro....... Francisco muito ao sul de Jacobina Nova e da grande serra Branca se acham catas antigas que ha tradições foram feitas por Belchior Dias e fama constante que nellas tirou prata e algumas pessoas viram já estas catas e o Capitãomór Damião Cosme me disse vira algumas..... me veio um sujeito a quem recommendei a diligencia dizer que a tinha descoberto umas das catas por um morro acima... que não hão de faltar descobridores que se arrisquem como Belchior Dias e que descubrão o mesmo que ele descobriu que alguns não fazem por não correrem a mesma fortuna que ele correu. Ex. Ex.. seu parente.... ― S... Queira Deus que no tempo do governo de V.. me faltou o tempo para aquella averiguação........... ―Este homem chegou a affirmar por uma carta que se acha no seu copiador que havia de dar neste sertão do Brasil tanto ouro e tanta prata como ferro em Bilbáo........ que descobrir prata em logares do rio S....... É sem duvida que nellas esteve Belchior Dias e que por ser a mesma serrania dellas passou a do rio verde onde dizem achou uma pedreira de esmeralda..... de que também remetteu a copia tirada do mesmo copiador..... Francisco e pelo Paraguassu examinou também aquella parte do rio de contas e da a conhecer a carta que escreveu a Affonso Rodrigues da Cachoeira......... Deste documento devemos tirar importantes conclusões.. Aquilo que ate aqui se tem afirmado relativamente a Rubélio Dias.. 84 .. ―Quando de volta do rio de contas cheguei a Jacobina... mais como chegasse o tempo de passar as minas do rio de contas para onde fui. ―De que Belchior Dias foi a Portugal.. Tudo aquilo que até aqui se tem afirmado relativamente a Rubélio...... Joanna Cavalcante e o capitão Antonio da Guerra que morou no sertão do lagarto assegurava que tinha visto prata daquelas serras e me convidou a mim e ao donatário Manoel Garcia Pimentel para irmos a ellas e que elle se obrigava a mostrar os buracos da prata... se verifica pelas copias de suas cartas que remeteu a V.. que abriram ao rio S. Como pelas catas que recebi de V....... . Se V Ex...Beribery o tem de conta de que mandei a mostra à V.. Ex........... anime os seus vassallos com mercês e com algum proveito com que passa fazer as despesas... por muito annos.. por serem hoje aquellas serras pastos de gado das fazendas de D. não estive mais de oito dias em Jacobina... Os feitos que se imputavam a Rubelio não passam hoje de legendas... não pode ir para examinar a dita cata ou mina velha que La vira tempo que se reconheça e examine...

compreende-se por isso mesmo. um sítio de criação de gado. a si pertences. Os fatos referidos a Rubélio Dias devem pertencer. É. Na escritura passada. até mesmo os governadores da Bahia e Pernambuco. E basta consignarmos aqui a época da conquista de Sergipe (1590) e a época da morte de Belchior (1622). motivando também a colonização dos sertões da Bahia e Alagoas. A casa de Belchior Dias. Ele é o centro de todo movimento de mineração daqueles tempos. nas terras de Jabebiri. esta estudada a historia de Sergipe nesses tempos. de hoje em diante. nunca mais o encontramos no movimento da nossa historia de 1635 em diante. o papel que representou Sergipe no movimento histórico. Provavelmente dedicando-se ele à profissão de criar gado e arrendando o melhor curral existente naquela zona — fazenda de Jabebiri — onde morou seu pai. E tendo sido ele morador em Sergipe.Belchior foi o verdadeiro perquisador de minas . Muito pesquisamos sua vida e nada de importante encontramos Sabemos que nasceu no Geru. sem patriotismo. quando tinha de idade trinta e tanto anos. para compreendermos que muito cedo entre nós o colonizador penetrou pelo interior do nosso território. Cristovão. a Nicolau Pinheiro de Carvalho. para onde afluíam os exploradores de então. em uma doação à própria Misericórdia. e nenhum auxilio prestou-lhe. Como testamento de seu pai. 85 . O arrendamento foi feito. Estudado Belchior Dias. na fazenda de Jabebiri. Naturalmente teve a sorte de todo habitante de Sergipe: fugiu abandonado os lares. justamente o contrario de seu pai. fez em cessão da misericórdia de S. sem atividade. um compromisso de alimentar o exercito. durante sua estada na velha capital sergipense. de cuja fortuna apoderou-se. a Belchior Dias que se devem ligar os acontecimentos de exploração de minas e que por isso mesmo representa a feição histórica de Sergipe. Acreditamos que não pegou nas armas na guerra da independência do norte do Brasil. A colonização amplia-se com as explorações de minas. Nada mais importante sabemos Em Janeiro de 1636 arrenda. pois. em novembro de 1637. que alem de ter tomado parte na conquista de Sergipe. Desaparece da critica do historiador. que é filho natural de Belchior Morou em S. por nove anos. mudou-se por este tempo de Sergipe. por seu intermédio. no fim do século XVI e começo do XVII. tornou-se um ponto. Rubélio declara ser morador do Rio Real. Cristovão e ai achava-se quando passo o exercito fugitivo de Bagnuolo. Nisto limita-se a vida de Rubelio Dias. O território sergipano foi percorrido por estas caravanas que se dirigiam para o ocidente e muito cedo tornavam-se conhecidos os sertões de Itabaiana e Simão Dias. para não cair nas mãos do inimigo holandês. ao domínio da legenda. por vinte mil reis anuais.

Em 1642. em sua importante obra. Todas as explorações de minas feitas até aqui em Sergipe têm sido improfícuas. para nós de muita importância. em um ponto aproximado ao rio das pedras. pelas explorações que efetuou. além de determinar em seu mapa o local das minas. No mapa geográfico que Barloues. por que todos os exploradores dirigem-se para a serra da Itabaiana. Deixemos. isto e vejamos a questão de minas.contribuiu para sua colonização. como ele o chama. levantou de Sergipe. Realmente desses pequenos montes descem regatos de leitos auríferos. Deve-se mudar deve-se mudar de rumo. em companhia de Mauricio Nassau. 86 . temos de consignar o fato muito significativo de muitos dos nossos sertanejos apanharem ouro em pó. escrita em latim. fala muito e muito das minas do mameluco Belchior Dias Moreya. Já tivemos ocasião de ver um frasco destas belas amostras. porem. quando ele contorna as serras do cajueiro. vem a indicação das minas. em cascalho aurífero. procurando explorar-se o leito do rio das pedras. para sua prosperidade. Além destes documentos. O importante geógrafo holandês que esteve no Brasil no século XVII.

a luta contra as forças da natureza. que propagavam o ódio contra o governo opressor. Se as excursões anteriores àquela data eram presididas por sentimentos pessoais. pela abdicação de Carlos V em Felipe II. as que se seguiram traziam maior força de coesão. Desde 1581 estas agressões tomaram um caráter mais serio por isso mesmo que erma dominadas por causas mais gerais pelo desejo de estabelecer uma política ultramarina na novas regiões. Desde os primeiros tempos do século XVI franceses e ingleses pirateavam pelos mares do Brasil. do que do sentimento de liberdade nutrido pela classe popular. quis Felipe II impor uma religião aos países-Baixos.CAPÍTULO IV Invasão Holandesa em Sergipe Estado da capitania Desastrosa à colônia foi a subjugação de sua metrópole à nação espanhola que. pertinaz. Sendo dos últimos a encetar correntes de imigração para o Brasil. para corrigir seus estragos. No correr da luta os oprimidos tomaram a ofensiva e as colônias espanholas forma dela o alvo. sóbrio. figuram os holandeses. Não nos cabe aqui acompanhar esse movimento. se já faziam excursões por suas costas. por isso 87 . se os seus sucessores não se desviassem da brilhante carreira de administração por ele traçada. se a prosperidade da colônia dependesse mais do grau de saber de seus governadores. contra o estabelecimento da inquisição. De entre os povos que maior amplitude deram aos meios políticos que os deviam dirigir no Brasil. Povo eminentemente livre. ao terror das nações – a Espanha. cujas tentativas e ambições forma grandemente auxiliadas pelo seu governo. onde iam saciar o espírito de riqueza que nutriam. o holandês levantou a revolta contra a política de Felipe II e guiado pelo seus rederykers. foram os primeiros a estabelecer os fundamentos de uma futura nacionalidade. habitando um solo que cedo lhe despertou o sentimento de associação. como de uma vingança à rainha dos mares. a cuja coroa ficaram anexadas. Dominado exclusivamente pelo sentimento religioso. angariou para o Brasil a prevenção de outros povos que. pelo grande domínio que representava no século XVI e pelos meios de coerção que pôs em pratica. cujos antecedentes históricos levaram-nos a levantar o protesto contra a semelhante coerção. em suma. não só como resultados do espírito da época. cheia de prosperidade se fosse mantida a orientação inteligente do conde de Nassau. laborioso. tenderam a fortalecer as correrias. a guerra da emancipação. com a fundação de colônias que seriam os rebentos de futuras nacionalidades. de inquirição. pela proteção dos Estados que as permitiam e auxiliavam. iniciaram a luta pela liberdade de consciência. para impor um sentimento religioso a outras nações. A invasão holandesa no Brasil não é mais do que o prolongamento das lutas que as províncias unidas levantaram contra Espanha.

Os Holandeses no Brasil. que não só prolongavam a marcha dos pleitos judiciários. p. que se não faria por certo. não permitia um tão grande número do corpo da justiça e da advocacia. de muita vantagem para os interesses profissionais. foi entretanto a causa de originar-se cedo no pais o espírito de chicana. justamente quando se acabavam as tréguas. com o auxilio de vinte e sete soldados e algumas munições. do qual quase que se apoderaram. nenhuma clausula foi estabelecida para realizá-las. confiada a Jacob Willekens. que se achava em Madri. no começo do século XVII. Era completo o esquecimento votado aos interesses da colônia.que na trégua de doze anos celebrada entre os beligerantes (1609. rábulas. O mais direto resultado da invasão holandesa foi uma modificação da legislação da colônia. quando a companhia ocidental dirigiu a atenção para Pernambuco. aplicando para a tropa as despesas com este corpo de justiça. a morte do espírito militar. em 1630. concluir pactos com os moradores e construir fortificações. se não fossem as rícas presas. encarregando-se do comando superior João Von Dorth e em maio de 1624 os habitantes de São Salvador avistaram em sua bela baía as velas inimigas. advogados. 10 88 .1621). que nenhuma oposição encontraram em assenhorearem-se da capital da colônia. trazia vantagens pelo lado criminal. em 1630. Avisadas a metrópole e a corte desta segunda tentativa. como instigavam o capricho da clientela. escrivães.83 Em 1621. nenhuma providencia tomaram. e que indenizaram as grandes despesas da companhia. em 1624 e em Pernambuco. para cuja manutenção 83 Porto Seguro. feitas por Piet Heyn nos mares da Bahia. tendo como imediato s bravo Piet Heyn. que prevenidas dos intensos hostis dos Países-Baixos. A pequena vida da colônia. o predomínio do espírito religioso que tudo avassalava. tornou-se bem patentes nos meios de defesa que opuseram à invasão das armas inimigas na Bahia. O estado do espírito publico da colônia. estava vitorioso o plano e pouco depois já achava-se organizada a expedição. O comercio do oriente foi o primeiro alvo do espírito ofensivo dos oprimidos. o atraso de seu movimento social. durante vinte e quatro anos e com o direito de nomear governadores. pelo grande número de letrados . até mesmo depois da recuperação da Bahia. limitaram-se a encarregar a defesa de Pernambuco a Matias de Albuquerque. a perda do sentimento de patriotismo que de sua população tinha-se apoderado. A falta de patriotismo. Os mesmo sentimentos tornam-se bem patentes na metrópole e na corte. com o monopólio do comercio da America e África. fazendo esquecer as medidas de defesa. tornam-se bem visíveis do modo por que foram recebidas as armas inimigas. de civismo e de homogeneidade de sua população. em virtude da qual a metrópole aboliu a relação. Se a instituição do Tribunal da Relação na Bahia. A cobiça açulou-se com os lucros da companhia oriental e Guilherme Usselincx levanta a idéia da criação de uma companhia ocidental.

ficaram com ela reduzida a vinte mil reis.era preciso de preferência ativar-se o lado civil dos pleitos. ( 1645-1654) o heroísmo e patriotismo dos invadidos foram postos em ação. pela abundancia de questões civis agitadas. 84 Porto Seguro história Geral.Não nos compete nada dizer deste período. estabelecendo as modificações operadas no norte do Brasil. com agravo a apelação para a ouvidoria geral. Para antecipar-se o saldo de despesas que se iriam tornando isolváveis. Achava-se o Conde Bagnuolo no comando das tropas portuguesas. 486 89 . Seu alto tino administrativo. que estabelecem as bases de uma política verdadeiramente livre. Pertencia-lhes inquirir do procedimento dos capitães-mores e das faltas das câmaras. pôs-se a campo com as tropas holandesas a estender os domínios para o sul. no começo do século XVII. se não se manifestasse. o novo aspecto da civilização dado pela raça invasora. E hoje temos a prova desse hábito que se inoculou no Brasil. do que o lado criminal. ficando suspensas durante a presença do ouvidor nas capitanias. Na primeira que se entende da invasão à administração de Nassau (16301637). com alçada no cível até cem mil reis e no crime até morte natural dos escravos. Os capitães-mores e ouvidores das capitanias que até então tinham alçada até cem mil reis. sem previa formação de processo. I. foi substituída por duas ouvidorias gerais. que exclui a contribuição da clientela. compreende toda a administração de Nassau (1637-1644). o espírito comercial é o que domina a fim de que a companhia não desista de seus planos de exploração. Só nos pertence apreciar o alargamento do domínio até Sergipe. durante sua vida colonial. de saques.84 No próprio espírito da legislação pintava-se a profunda linha divisória entre as três raças que colonizavam o Brasil. de rapinagem.p. Na segunda. a tendência de substituir-se o espírito político. E o modo de distribuir-se e agitar-se o direito. que vai de 1637 a 1644. a invasão vai se estendendo a maiores âmbitos. e pela proliferação que se efetuou na classe de advogados. Três fases muitos diversas apresenta o domínio holandês no Brasil. por parte da companhia e seus delegados. Na terceira fase que é a guerra da independência. contribui para a degeneração do caráter. Não esta no plano da presente obra acompanhar a evolução da invasão e domínio holandês em Pernambuco. dirigindo uma guerra de emboscada. quando Nassau. se à frente dos invasores não se coloca Domingos Calabar. assumindo a direção do governo holandês em Pernambuco. que reivindicaria para a Holanda todo o território setentrional. Abolida a relação. seu ilustrado espírito. No crime ficaram igualmente restritas as atribuições dos capitães-mores. pelo espírito mercenário. gentios e peões. e fortificado em porto calvo.

Cristovão. Animado pela vitoria obtida nos dois postos. todavia. dividiu Nassau suas forças. admirando a riqueza do território. e embarca em Barra Grande para Jaraguá. a abundancia das pastagens de gado. ficando assim entregue às mãos inimigas. Com a noticia da perda. Bagnuolo abandonou o posto que ocupava em porto calvo. Bagnuolo manda reconhecê-las por Almiron. Esta perda foi a conseqüência do erro cometido nas fronteiras de S. com presentes e agrados. 85 Porto Seguro. à falta de necessária provisões. Antes de empreender estas explorações. Ainda que historiadores contemporâneos85 liguem a resolução de limitar suas fronteiras no rio S. o arrependimento que posteriormente externou. e a convicção do erro. provam que os meios de luta achavam-se em bom pé. fazendo a derrota para a margem do rio S. Bagnuolo na fuga atravessa S. onde aconselhou o estabelecimento de uma colônia alemã. abandonadas pelo exercito fugitivo. em uma carta que dirigiu ao seu parente o príncipe de Orange. em pesquisa do exercito fugitivo. infundido pelo conde de Bagnuolo. Henrique Dias e Camarão. mandando para o sul. que por sua ordem. História do Brasil II p. para opor-lhe resistência. que escolheu como fronteira de seu domínio e de suas conquistas. cuja gravidade não seria tão sensível. e chega à cidade de S. cuja linguagem não compreendia. quando tentando o ataque da Bahia em 1638. sem nada participar a Gilberton. Francisco. Vê-se por ai que a fuga era rápida e pequena a distancia entre os dois exércitos. Foi esta uma das poucas descaídas que cometeu Nassau. Percorreu-o em distancia de 50 léguas para o centro. por terra. onde desembarcou. Francisco. pelas presas que efetuou. se não projeta o ataque o ataque da Bahia em 1638. não respeitava as largas distancias que só poderiam ser percorridas com detrimento do exercito. não pôde deter a soldadesca que caiu em debandada. onde as tropas avançadas de Nassau apresam as bagagens. Os Holandeses no Brasil.Com a notícia da aproximação das forças inimigas. Segismundo Schkoppe. a que denominou de Mauritius. A insuficiência de documentos dificulta-nos inquirir as causas que suspenderam a marcha de Nassau. convocou os habitantes da margem sul do rio a passarem-se à outra ribeira acariciou as tribos indígenas. Francisco. pela certeza de que suas tropas já não encontrariam nenhuma resistência na capital da colônia. não acompanhando mais o exercito fugitivo. era bastante para incitar em Nassau o desejo de levar avante esta marcha. Francisco. edificou um forte. onde pôde fortalecer suas armas.166 Southey. no ultimo dia do mês de março de 1637. sendo a 27 do mesmo mês a chegada de Nassau em S. em suma. 336 90 . a opulência que circunvizinha o grande rio. que não obstante auxiliado por Francisco Rabelo. O terror que se apoderou da soldadesca. onde chegou a 27 de março de 1637. a fim de prestarem-lhe auxilio. fortifivada outro posto. Francisco. que sob a ação da covardia . já tinha o exercito fugitivo alcançado descansar.p. Neste rio.

Estava em sua convicção que estragava o exercito se em completa desigualdade de forças. em vista das esplendidas vitorias que suas armas iam conquistando em favor do governo holandês. que certamente seria assaltada por Nassau. E para restringir-lhes os meios de subsistência que. Isso é a prova mais visível da fraqueza moral de Portugal. os próprios inferiores. com mais facilidade. pelos sacrifícios de Gilberton e Almiron e pela recusa formal de oferecer combate à campo aberto. de fuga. Beauchamps. até mesmo do coração da colônia? Se havia justeza de motivos para se lhe imputar fraqueza de ânimo. História do Brasil. História do Brasil. pois. nutriria o desejo de eliminar o português. cujo domínio já se estendia a tão largas distancias. todavia. em cuja mente não passava a probabilidade do inimigo assaltar a Bahia. Bagnuolo resolve estabelecer seus quartéis em S.Não descansaria em S. assacavam a pecha de covarde. para opor franca resistência no assalto da capital da colônia? E como poderia prever que Nassau. 86 E Bagnuolo. pois se não pode conservar donde vinha. Pedro da Silva ofereceu-lhe o auxilio de sua tropa. o que motivou a demora de Bagnuolo na capital de Sergipe. pelo definhamento do comercio. sentia morrerem todas as suas forças ativas. Cristovão. desde que os recursos enviados pelas duas metrópoles eram desiguais. da agricultura. 345 Constâncio. se Nassau não suspende em S. S. diz o governador. de emboscadas. 91 . Alagoas. sucumbiu à covardia? Ou Concebeu o plano de não estragar seu exercito. Portugal. pelo compromisso de preciosas vidas. que trazer a Bahia a fortuna de Pernambuco. Avisa Bagnuolo à corte de Espanha o que ia sucedendo e em oficio ao governador geral do Brasil. buscavam nos currais de 86 Southey. Serlhe-ia mais necessário. para a defesa de Bahia. que montava talvez em dois mil homens. Francisco sua marcha. realizasse a improfícua tentativa de defender Porto Claro. O governador recusa o oferecimento de um general sobre quem os contemporâneos. e iniciar a guerra de depredações. Estes pontos estavam irremediavelmente perdidos. Como. p. o que se não pode contestar pelo abandono em que deixou algumas porções do exercito. sob a tutela espanhola. Bagnuolo poderia resistir em campo aberto à luta? Repudiados seus oferecimentos pelo governador da Bahia. que posteriormente tão heroísmo mostrou na defesa da Bahia. com que poderia enfraquecer as forças inimigas. ficou sob a ação do medo e do terror? Ele. da indústria. Enquanto o governo de Holanda. prestava auxilio a companhia. neste proceder nesta deliberação de fuga. há um vislumbre de plano e calculo. de emboscadas. Sua língua tinha deixado de ser a língua oficial. Op cit II. aguçado pelos lucros. Francisco e Sergipe. neste sistema de guerra. pela posse de um território de cuja riqueza o próprio Nassau era o primeiro a dar o testemunho. Cristovão. conserva-se onde estava o.

90 Constâncio Op cit. Francisco.92 Bagnuolo.34 p.Sergipe. e a 26 prende dois auditores do forte Mauritius90. resolve expeli-lo de seu aposento e para isso manda convocar os batalhões aquartelados em S. Entregando a fortificação em S. dando-lhes gado sob pena de prisão. aprisiona um oficial holandês que traz para seu acampamento. com quarenta homens e índios.87 Manda um dos capitães de seu exército. em vista de uma febre. No mapa de Barloeus vem determinando o local do seu curral.107 92 . Moribeca e Recife. transmitir aos moradores de Itabaiana88 sua ordem. onde morava o célebre fazendeiro do mesmo nome. 91 Ver. com a presença do inimigo em S. Op cit p. do qual se desviara para levar o inimigo aos muros de S. Pernambucano. 106. e que nenhuma dúvida deixa no espírito dos fugitivos de um ataque iminente e da superioridade das forças dos seus companheiros. suas operações. Essa guerra de depredações e emboscadas que Bagnuolo ia realizando em Sergipe. Do Inst. Francisco. Figurava como principal fazendeiro de então Simão Dias. 88 Dominavam Itabaiana todo o território compreendido entre esta cidade e a de Simão Dias. com uma força talvez de 1600 homens e a exploração pelos mares do sul ao almirantado Lichthardt. Francisco a nado. Além da fortificação de Mauritius. faz as mesmas excursões pela margem de S. D. 89 V. Só dos currais de Simão dias são retiradas cento e cinco cabeças. 342. o qual não pôde permanecer muito tempo em S. p. Alagoas. sem ser apercebido. onde se pôs uma bateria sobre uma árvore com três peças de calibre seis91 e do mesmo lado do rio. Francisco ao comando de Segismundo Schkoppe. tinha o inimigo construído. 87 O Capitão Alberto Fernandes é o encarregado de apregoar o bando de Bagnuolo. e que no começo do século XVII tinha obtido sesmaria na Itabaiana. a quem tinha chegado a noticia dessa resolução. 105. carta de sesmaria de Simão Dias. cujo local deve ser o mesmo do curral e fazenda desse criador de gado. um fortim de madeira. cuja fronteira agora não julgava bastante segura. a fim de desalojarem o inimigo. Francisco. Souto novamente cruza o S. manda apregoar um bando. Francisco. na margem sul do rio e defronte dela. morador em Sergipe desde 1599. para moverem-se. mata sete dos onze que ele ataca em uma casa. Era de alto valor para Bagnuolo pesquisar os movimentos de Nassau em S.89 Daí vem o nome da atual cidade de Simão Dias. com três companheiros. sob o comando de Johan Gisselingh que devia unir-se à Schkoppe. em virtude do qual autoriza a remoção do gado para margem sul do Rio Real. junto à foz. que o atacou. João de Almeida. para uma definitiva ação. João de Estrada. 92 Barloeus. Cristovão. Para isso expede diversos destacamentos. Francisco. onde mata quinze homens. do exército holandês. A 20 de maio Souto percorre o território circunvizinho à foz do rio. vol.180 pelo mapa de Barloeus verifica-se que esta fortificação fora construída no lugar em que está hoje edificada a Vila Nova. a fim de retirar o gado da capitania para o sul do rio Real. voltou a Recife para encetar o seu trabalho administrativo. reclama de Nassau sérias medidas. cruza o capitão Sebastião de Souto o rio em jangadas. a 5 de maio. onde mata 50 inimigos. Arq. A cinco léguas acima do forte de Mauritius. um reduto – Keert de Koe. confia a Souto verificar as forças que se vinham agregando. ao entrar a estação invernosa. aprisiona dois holandeses.

a fim de voltarem às suas abandonadas habitações. é a força diretora das deliberações. ou distanciados do exército pela marcha que levava. expede diversas partidas a devastarem e assolarem a fogo o território que abandonavam. porém. E para onde ir-se. inspirando-se nos interesses gerais. em cujas mãos caiam. presos pelo cansaço. para defender-se o coração da colônia. para 93 . está a honra dos seus generais. Salvador do fuzil do inimigo. Camarão.Bagnuolo reúne então seus oficiais em conselho. que encontravam devastadas. renunciavam às garantias de uma recompensa. salvo-condutos. entregando-se Sergipe à devastação dos inimigos. Henrique Dias. saqueadas. seguindo uma derrota. em busca da Bahia. Salvador fechar-se-iam a este exército que sempre trepidou. Estes. pois. Antes de seguir. toda a coragem deveria potenciar-se. nunca lesiva ao sentimento de honra de seus generais? E para onde ir-se com estes peregrinos. Outros. Sergipe não merecia ser o teatro tão importante acontecimento. para aceitar do inimigo. deveriam ser desembainhadas para defender os muros de S. a 14 de novembro. Estas espadas que se embainhavam em Sergipe. sempre analisou as conseqüências de uma derrota. deveriam tremular no coração da colônia. acima das probabilidades da vitória de um exército. como Negreiros. E pôs-se a caminho com os infelizes e míseros emigrantes das províncias conquistadas. e sentiam desaparecer da alma desse sentimento de patriotismo. abrigavam-se à sombra das florestas onde serviam de pastos aos animais. Lá todo heroísmo deveria ser posto em ação. Os mais destemidos opinam pela luta franca e decidida. sempre quis ser prudente. A filha de Cristovão de Barros não poderia testemunhar o heroísmo deste exército. mortos pela fome. por entre a florestas. pois deveria pesar a gravidade do momento. cujo fim o espíritos não podiam prever. justamente quando seus espias. Barbalho e muitos outros. arrostando a fome. em cujas estacadas ficavam retidos. com uma possante cavalaria e uma infantaria de três mil homens. o grau de conveniência de suas longínquas conseqüências. com o abandono da família? Outros menos heróis e valentes. porem mais prudentes. tática encetada. mais calmos e mais políticos. perante baionetas inimigas. para quem a coragem. A Bahia os recebia agora. a probabilidade de um assalto a si. pela miséria. quando as portas de S. deixando em pé inferior os planos de uma luta. pois. que poderia ser desvantajosa à colônia. outros. Bagnuolo aceita este parecer e levanta o seu exercito para a fuga. salva a capital. que augurava para o Brasil um péssimo futuro e preparava-se para debelá-lo. votam que se continue na fuga. com estes foragidos de pátrios lares. serviam de alimentos aos potiguares em seus festins. nem calcular. Cristovão se enrolavam em seus postes. o Brasil meridional ficaria em Posse da metrópole portuguesa. o civismo é o que mais alto fala. Uns. reclamam que já é tempo de suspender-se uma fuga tão desairosa a brios militares. comunicam-lhe ter o inimigo passado as águas do S. Francisco. Estas bandeiras que nas ruas de S. onde figuraram os heróis que posteriormente restituíram à metrópole as províncias conquistadas. o cansaço. habitadas por animais e índios. manchada por uma fuga.

Op. opressiva. Francisco. E nesse peregrinar.95 em demanda de S. ficando o vestígio de uma completa destruição nos lugares por onde passaram. Depois de apagarem os holandeses todo o vestígio de vida que ainda restava na capitania. voutou-se e viu uma onça a devora-lo. Os holandeses. Limitaram-se a efetuar correrias pelos território da capitania. enxotam-nos de seus lares para. logo depois o ouvindo gritar. Percorrem uma zona de Itabaiana até Simão Dias e a serra da Miaba. Southey. Cit. desembarcam na fortificação que tinham defronte do forte de Mauritius. de onde mandam uma fração do exercito para a costa. e chagam aos muros da cidade em 17 de novembro. nessa sucessão de dores e incômodos. chegaram a 29 de novembro94 à torre de Garcia d‘Ávila. que 93 “ enquanto a partida fazia alto. seguiam o exercito. ate os areias de onde Santa Izabel e a ilha de Arambipe. em uma incandescência de ódio e rancor. com o espírito entregue à desesperação da sorte. matara cinco mil. sem nela deixar o menor sinal de administração publica.96 o Japaratuba grande pelas suas cabeceiras. 94 . o Comandoroba. nesse heroísmo que se quebrava na aspereza da disciplina militar. incendeiam os engenhos e em vez de protegerem os infelizes abandonados. no intuito do inimigo nada encontrar na nascente capitania. e destruírem a pequena riqueza que um. Atravessam o rio poxim. tendo à frente Gysselingh e Schokoppe.. que entregam às chamas a pequena cidade. Francisco. 345 94 Constancio Op. seguirem a reforçar o exercito fugitivo. Poximerim. que cedo organizada. em cujas ruas levantam entrincheiramento sem a menor resistência. o pitanga. afogando-se num arroio. atravessam o S. repugnante. Bagnuolo. além de oito mil cabeças de gado que afugentara para além do rio Real. devastam os canaviais e os sítios. Cit II p. como o exercito de Xenofonte. o Paxim-Assu. acumulada em quarenta e sete anos de colonização. pára ai esperar novas decisões uma nova serie de calamidades e decepções. caiu n’ água com o rosto para baixo. o Ganhamoroba. com a miséria e a dor. o Sergipe.quem a idéia de submissão era dolorosa. Francisco. entrega a tudo à destruição de seus soldados. daí enviam parte do exercito para percorrer a zona de Itabaiana. verificando. desaparecendo uma pequena riqueza. o Ciriri. Ai fizeram alto. Cristovão. seguraria os interesses já presos ao norte de S. Perdidos os sentidos a esta vista. aos caprichos do infortúnio. Conta-se até que.a colonização de quarenta e sete anos tinha acumulado. afluente do Betume. voltam para o rio S. aqueles cujas forças privaram de acompanhar os seus concidadãos. que mal lhe dava pelos tornozelos” Brito Freire. pelo aspecto do terreno a probabilidade de riquezas naturais. nesse tumultuar de angustias que se erguiam de todos os peitos93. foi uma mulher lavar roupa num regato e depôs o filho numa moita. 95 No mapa de Barloeus esta fortificação vem o nome de Houte Wambis 96 No mapa de Barloeus esta ilha vem com o nome de paraúna. A destruição encetada pelos conquistados é acabada pelos conquistadores.

Os Holandeses no Brasil. que como diz o padre Vieira era os ossos da guerra e pelo seu valor e experiência digno de ser venerado como relíquia98. tudo lhes inspirou ódio e vingança. testemunham as riquezas dos pastos de criação de gado.deveriam ser exploradas. que sempre guiou o representante dos Oranges no Brasil. promovendo a colonização de Sergipe em 1642. se tivesse rebentado do seio própria província e não do rio Real. para a organização de uma nacionalidade no Brasil. pois. nos sete anos de governo. onde tirariam o alimento para a província conquistadas. em 1637. 8º p.108 95 . Muito mais difícil tornar-se-ia o assedio do forte Mauritius e das outras fortificações que os holandeses já tinham levantado no território de Alagoas e ao sul de Pernambuco. durante sua estada no rio S. em vista das barras dos rios navegáveis. dando descanso em Sergipe . intenta uma invasão no coração da colônia. quanto não estavam inoculados na sociedade de Sergipe os maus antecedentes da raça colonizadora.p. que expatriados. Francisco. como veremos adiante. com poucos pés de profundidade. que obedecesse a outras leis mentais e morais. E tanto a verdade esta nestas considerações. não puderam fugir. Viajam pela costa oriental. 261 98 Sermões T. cujo começo já existia. depois 97 “ forçar é reconhecer que mais fidalga e cavalheirosa se houvera apresentado a restauração de Pernambuco. E acreditamos que. teria poupado a Sergipe a calamidade de que foi alvo. repelindo de Sergipe os restos do exercito pernambucano. estabelecendo entrincheiramento no rio Real e ascender à vida social. pois. tomando-os a sua proteção. se a molestai que lhe atacou as forças. por um espírito político. como em virtude destas exigências de Viera . na historia. Não deveriam poupar nem o território onde. entretanto. levantou-se o primeiro grito da revolução. Ai perpetuaram-se os efeitos dos seus três graves erros que tanto contribuíram para a decadência do domínio batavo no Brasil. o escolho do ilustrado conde. com tanto maior garantia para segurança da colonização holandesa. com a organização de uma administração que zelasse pelos interesses dos infelizes. quando nos impossíveis. três mezes antes. como. Não lhe deveria ser indiferente fortificar Sergipe. até a Bahia. que Nassau que retificar o erro de 1637. pois. pelo menos. desde Santa Maria até os areais de Santa Izabel. A invasão holandesa em Sergipe não foi presidida. descansou Bagnuolo.97 Não só deixa de pesquisar Bagnuolo. não lhe deveria ser indiferente que a realização de tais medidas seria contribuir poderosamente para a perpetuidade de seu governo. nas margens do rio Real. ficando indiferentes às garantias futuras que a ocupação de Sergipe oferecia aos outros pontos já ocupados. não lhe tira a oportunidade de testemunhar as riquezas naturais da capitania. Sergipe representa. tornar-se-iam. com uma difícil navegação para a entrada de grandes esquadras. se ele faz parte dessa expedição. veio a suceder” Porto Seguro. por um corpo de guardas avançadas. Francisco. desde o litoral ao sertão. durante sete meses. muitos difíceis as invasões portuguesas no rio S. Vigiado o limite meridional de Sergipe.

. a influencia destes erros. e estabelecimentos de mão morta para provarem à posteridade a sua existência. 343 102 Porto Seguro. Cristovão já tinha cem fogos..” (Liv. Brito Freire § 802-9 Barloeus. 15 103 Na escritura pública passada entre Rubélio Dias e os irmãos da Misericórdia de São Cristovão. ainda que não muito próspero. pela ausência de proteção da capital da colônia e da metrópole.103 A idéia religiosa que era a idéia dominante e que tinha dado à classe clerical o papel mais proeminente no movimento social. os jesuítas e o clérigo secular --. uma misericórdia e dois conventos101 e a sua recita subia a mais de 624$000. é onde hoje esta edificada a vila de Pé de Banco.os carmelitas. a 20 de setembro de 1637 para o cumprimento de uma verba testamentária deixada por seu pai Belchior Dias Moreya a favor da santa casa. Era capitão-mor João Rodrigues Molenar. o presente dado a Nassau para o aparato de seus triunfos. Op cit. à qual deixava duzentas vacas parideiras em dois currais. deixou de promover. E Rubélio Dias. entre os rios Seriri e Ganhamoroba 101 Southey. os holandeses mataram três mil além das que conduziram para suas fortificações. a braços com as dificuldades. e ver elle dito rubelio dias a dita casa da santa mizericordia muito pobre e particularmente de ter tomado o inimigo a capitania a enfanteria a ordem do conde de banholo e não haver na dita casa com que se pudesse acudir aos pobres do exercito e retirados. Melhor apreciaremos o papel de Sergipe na decadência holandesa. não só pela diversidade de suas ordens religiosas existentes --.102 O sentimento de caridade e o sentimento religioso já tinham levantado templos. na direção da sociedade. no próximo capítulo.99 Sergipe já contava então quatrocentos currais. do cart. de sua vaidade militar. de 1635-37) 96 . oito engenhos de fabricação de açúcar. natural do Rio Real.. de not. 99 A criação de gado era tão ativa em Sergipe que.O. em um pé de sofrível adiantamento.. Eis seus três erros: Sergipe foi a bola com quem Bagnuolo saciou sua sede de vingança do exercito holandês. a 20 de setembro de 1637. e S. a colonização de Sergipe. vai cumprir uma verba testamentária de seu pai Belchior Dias Moreya. que a seus ensinamentos achava-se entregue. além das três mil cabeças que Bagnuolo destruiu e conduziu para além do rio Real. na edificação de capelas. perante o provedor e irmãos da Misericórdia. distribuídos por toda extensão do seu território100. cuja localização. Os Holandeses no Brasil p.de ser o primeiro a fornecer-lhes forças. em favor da Santa Casa. segundo o mapa de Barloeus. desde 1637. De órfãos de São Cristóvão. para ir organizando um começo de lavoura e ostentar já a profissão pastoril. cit p.II. p. todavia já tinha espalhado pelo território da capitania uma população bastante laboriosa. criadas pelo domínio espanhol. A administração publica vigiava interesses gerais e o movimento colonizador.como pela ostentação material de sua força.63 100 De entre os currais figura o de Camarão. finalmente. a fim de acudir às necessidades públicas e socorrer os pobres e doentes do exercito de Bagnuolo. lemos o seguinte : “ . que institui-o como administrador de seu morgado. apresentava-se poderosa.

provavelmente onde se acha edificada a cidade de Laranjeiras. 105 V. eliminando todo o espírito de análise. aplicando-a aos interesses próprios. abriu uma linha divisória entre as classes. Bento 107 Frei Jaboatão. Compreende-se facilmente que o domínio do sentimento religioso. de acordo com a classe do governo. onde havia uma capela.Acreditamos que os dois conventos existentes eram o colégio dos jesuítas e o do Carmo em S. em favor das ordens. a de santa Izabel. Guiando-nos pelo mapa de Barloeus. ligando toda a importância à manifestação externa desse culto. plantou no espírito público as idéias de superstição. § 540 p. seguiram-se a eles os carmelitas em 1618 ou 1619. Gonçalo próximo à S. em 1657107. vê-se que o seu primeiro convento foi em S. carta de sesmaria dos carmelitas. Submetemo-la ao nosso parente Baltazar Góes. S. Só muito posteriormente vieram os franciscanos. junto ao engenho do mesmo nome. Gonçalo junto à cidade de Sergipe. a dos capuchinhos. no povoado hoje do mesmo nome. Cit. por meio da proteção do estado e dos legados testamentários. a de N. onde hoje está a vila do socorro. provavelmente onde está situado hoje o povoado do Brejo Grande. seriam causa de maior prosperidade. 585 97 . onde 104 Pela Sesmaria dos carmelitas na nota seguinte. ficando as famílias espoliadas voluntariamente de sua riqueza.105 tendo sido precedidos pelos capuchinhos em 1603106. Cristovão104 que aos carmelitas tinha sido dado por um devoto. a de N. trazia embaraços ao progresso colonial. gerou o falso espírito aristocrático. do Rosário. nas margens de S. contamos a capela de Stº Antônio. que lhes foi doada por um devoto. de protecionismo. A favor da classe sacerdotal distribuía-se os recursos públicos e particulares. Com uma ascendência completa sobre o movimento social. carta de sesmaria dos padres de S. que ali edificara uma capela. o clero em Sergipe. S. com a incumbência de ensinar a nova geração e der ser o órgão da opinião nos púlpitos e confessionários. de pesquisa. Cristovão na Ilha dos Coqueiros. op. em Comandoraba: a de Stº Antônio junto ao rio Jacaracica. Depois transferiram-no para a cidade . a de Itaperoá. traria o desequilíbrio na distribuição do poder. ficando assim privadas as outras classes de utilidades que equitativamente distribuídas. Já nesse tempo tinham levantado monumentos à sua religião. na margem direita do Cotinguiba. de quem trataremos adiante. onde edificaram um suntuoso templo. Gonçalo. Tendo os jesuítas se estabelecido desde 1597. que como conseqüência natural. na mesma margem. Francisco. de Souzaria. a de S. que se manifestava por três ordens religiosa e pelo clero secular. de levantar um culto com aparato. com a proteção e prerrogativa de desviar para si grande parte da riqueza publica e particular. incutido no espírito popular pelo clero. que deunos a seguinte tradução: A piedade cristã dedica este templo ao seu Senhor supremo. 106 V. em cujo frontespício vimos a seguinte inscrição ZELO ZELATUS SVNPRO DNODEO. a de S. arrodeado de pompa e riqueza. Poderosamente isto contribui para caminhar lento da população e para um desequilíbrio na distribuição da riqueza. de inquirição. de reverência.

Pelo mesmo documento vê-se que Antônio Barbalho. Cristovão. a classe popular tinha de contribuir para a pompa e esplendor do culto. cada vez mais. hábitos que posteriormente haviam de ser a causa de uma organização social defeituosa. eles tinham de servir para o alimento da aristocracia que se gerava. Eis o estudo de Sergipe.. ficar inativa. como também eram herdeiros de todos os serviços que o dito seu pai em sua vida avia feito a sua majestade. Neste tempo (1637) já exportava-se algodão. de not. Antes de levantar-se o espírito da lavoura. pois vendia-se uma zona de terra de mil braças de extensão sobre três mil de largura. um porção de terra . todas as regalias dos serviços prestados por seu pai em favor da metrópole. levantou-se o espírito religioso. a do almoxarife cinco mil. deveria.108 com um valor territorial nulo. ficando a classe popular a ser o alvo dessa espoliação.. junto à cidade de Itabaiana. Citamos aqui o texto referente a isto: ”. reverente e tímida. disseram que trespassavam como de feito deram e transpassaram ao dito seu irmão o capitão João Lopes Barbalho para que elle para se requeira ou mande requerer a Sua Magestade e delle se aproveite das mercês que por este repito lhe foram feitas como se fora o próprio seu pai por quanto delas desistiam e a renunciavam no dito seu irmão deste dia para todo o sempre virem como também desistiam dos serviços de um irmão seu por nome Gaspar Barbalho que morreu as mãos do inimigo holandês na batalha derradeira que com o inimigo tiveram na vila do porto calvo”. era.110 108 Neste tempo foi vendida por Antônio Barbalho Feio a Marsal Maciel.chamam hoje Igreja Velha. no tempo de sua vida nas ocasiões de guerra e mais cousas que de serviço do dito senhor se offereceram. por bem do que perante mim tabelião e testemunhas adiante nomeadas. 109 Segundo os códices que folheamos do começo do século XVII. que em Sergipe se dava. 98 . pois. de mil braças de largura sobre três mil de comprimento. um vaqueiro alugava-se para reunir todo o gado do dizimo a 12 vinténs a cabeça e 17 os que pertenciam ao dizimo da Bahia. O primeiro passo de civilização. que era a característica da época. tabaco e açúcar para a Bahia. quando se deu a invasão holandesa. os irmãos Antônio Barbalho e Manoel Lopes Barbalho em escritura pública de 19 de Outubro de 1937. trespassaram ao seu irmão o capitulo João Lopes Barbalho. Ela sem iniciativa. que hoje tanto nos oprime (1887) e que a vida de três séculos fornece eloqüentes exemplos. aos princípios democráticos. presenciando os exemplos de aristocracia. 110 Durante a estada de Bagnuolo em Sergipe. Um negro custava 36$000 um boi 4$000 e a fiança para tesoureiro das fazendas e defuntos era de mil cruzados.109 com uma pequeníssima remuneração dos empregados públicos. supersticiosa. João Lopes Barbalho e Manoel Lopes Barbalho são filhos de Gaspar de Carvalho e Clara Barbalho. com um baixo salário. Não obstante minguados e pequenos seus recursos. mais tarde. Arrendava-se um curral. Paupérrima pela insuficiência de recursos. e nas suntuosidades dos templos retratavam-se não só a tendência teocrática que. além dos templos da cidade de S. Encontramos em nossas buscas uma nota de um registro de um carregamento em um navio. por duzentos cruzados (80$000). tomou maiores proporções. liv. como o acúmulo de riqueza em favor do clero. inteiramente contrários a liberdade popular. com uma grande extensão territorial. De 1635-37. 8$000 anualmente. por 200 cruzados. em obediência à ação dos hábitos.

sob os esforços dos primeiros colonizadores. fizeram da capitania um deserto. em busca de subsistência. sem se lhes preparar habitações seguras. Estas. levaram á convicção de abandonar-se o plano. tão favorável á prosperidade do governo holandês. continuou nas correrias. p. e durante os quais o exercito holandês. ut ab rarionem capturam. usqueo adeo.. quando a Bahia manda um reforço para ficar destacado em Sergipe. rarum venatore adeatur”. Foram quase 2 anos de morte. Cit. O espírito batavo não se deixou dominar por nenhuma idéia de reconstruir as forças da capitania. Ainda mesmo que se conseguisse colonos.que ao chegarem a torre de Garcia d‘ Ávila espalharam o medo e o receio de um ataque á cidade do salvador. de onde desapareceram completamente o trabalho agrícola e atrasada vida administrativa encetada e mantida. encetando a colonização. Pelos seus campos pastava o resto do gado. Quod reliquum erat pecoris. 536. noticia tanto mais contristadora. pelos conquistadores e fugitivos. contra a vontade dos naturais. Pelas florestas encontrava-se um ou outro caçador. eles não podiam dar vida a um processo de reorganizações. que se deveria colocar na província. Nesse abandono permaneceu desde novembro de 1637 até julho de 1639. o interesse iníquo e as explicações dos selvagens. DOAÇÃO DA CAPITANIA Os saques e devastações de que foi alvo Sergipe. isentas das destruições inimigas. Barloeus. et in Sanctorum sinum propulsis.CAPITULO V DOMINIO HOLANDÊS EM SERGIPE. com esquadrões de cavalaria e infantaria. razões contrárias se levantaram e bastante poderosas abortarem esse grito de iniciativa. e os males dessa resolução não se fizeram esperar. vel hosti vel nobis vel trigidum vera citatem cessit. 99 . incolis dilapsis. Cit. que não deveria ficar abandonada. de onde não se podia desfalcar forças. que Bagnuolo julgava iminente. 111 abandonado dos conquistadores dos fugitivos. p. apelando para as grandes despesas que arbitraram em 150 florins. quanto a Bahia não se achava preparada para uma luta como o exército como o de Nassau. 112 Os argumentos apresentados para abandonar-se o plano da colonização de Sergipe venceram. Ainda que algumas vezes se levantassem em favor da colonização de Sergipe. no Brasil. 535. colocado no forte de Mauritius. triste sui vertigium reliquere.. que salvo da vingança dos fugitivos e da cobiça dos conquistadores. conduzindo o gado. op. op. 112 Barloeus. Haec bellis vastata. 111 “At. Sergipe não morreu a atenção da capital da colônia. servia agora de alimento aos tigres. cuja administração não daria tempo ao superintendente vigiar as baixezas.

Porto Seguro. A exigência da companhia. e em cuja pesquisa não quis continuar. quis retificá-lo e diminuir seus maus efeitos. são os meninos que na Bahia em 1638 gritaram a vitoria perante suas armas e suas esquadra. mostrando as garantias do comércio livre. de que por um pano de interesse geral. 17. Esta.. Brieve Relation de l’Etat de Phernambocq.de Paraíba a Sergipe. em vista da boa estrela que o guiou desde Porto Calvo a S. que se achavam sob seu domínio. 170. em1637. etc. aqueles soldados estropiados. em demanda do recife. que motivou-lhe um grande incômodo de espírito. Auguste de Qvelen. Os holandeses no Brasil. tratando de zelar os interesses. Foi esse o primeiro desastre de Nassau. Sabendo das desinteligências que se tinha levantado entre o conde italiano e o governador da Bahia. por que talvez lhe parecesse um bando de crianças tímidas. Não conceberia. realizando agora (1638) aquilo que já deveria ter feito. concede o plano de atacar Bahia. na realização do qual as novas e grandes despesas acumulavam-se. 100 . Aquele exército que tantas vezes deu-lhe as costas. Salvador 113. Com ela. em vista da concentração das forças. o mesmo da companhia. consertar um plano político. Chez L.. que nem a menor resistência encontrou. contra a qual Nassau se opõe. O que não sucedeu. o que fez em abril de 1638. ainda não salda das despesas feitas. provocando isto ainda haver déficit em suas especulações. Amsterdam. externado em sua correspondência. comme anniva a Cannes”. alegre.Nassau. ativar a vida das capitanias. a guerra á Bahia foi o primeiro resultado do erro cometido em Sergipe. C. foram enxotados pelo o seu exercito vitorioso. quer reivindicar para si todo o monopólio do comércio do Brasil. Cristóvão. e sim longamente discutido entre os membros do conselho. era suficiente para inspirar-lhe a desistência do plano do ataque. p. Cristóvão. Excussão perigosa. cansados e famintos nas ruas de S. Not. destroçando as grandes forças de Rojas quiseram o conde holandês remediar uma falta.637. se Sergipe não tem sido abandonado. em cuja consciência pesava a convicção do erro de não ter seguido bagnuolo. juntamente com as câmaras. Já era mais que suficiente a largar extensão de território que o seu domínio ocupava. 1640. 113 “Le Comte de Nassau aprés avoir pris Porto-Chaves se reprochait de ne pás être porte sur Bahia. da qual esperava um próspero resultado. plano que não devia ser concebido e logo posto em prática. que ele mesmo tinha sido o primeiro a consentir. O que queremos tomar bem patente é que sobre o movimento bélico de 1. que de direito pertence à história sergipana registra e cuja influência sobre os acontecimentos exteriores tem sido olvidada pelos historiadores pátrios. até os muros de S.638 influíram os acontecimentos dados em Sergipe em 1. que derrotada abre aos ventos as velas. que acremente o censurou por abandonar Sergipe. é que essa excursão foi mais motivada com o fim de apagar um desastre. em favor dos interesses da companhia.

em abril de 1640. com 100 infantis a quem devia reunir-se o capitão João Magalhães. 210. currais e incendiarem os canaviais. manda barbalho passar o rio de S. 114 Não sabemos quando João Magalhães teve ordem de marchar para Sergipe. Vindo como plano de atacar Pernambuco. p. Francisco o almirante Cornélio Jol com oito navios. mais de emboscada do que de peito aberto. Nassau manda o coronel koen. Privar que tropa algumas passe o teatro da guerra. para transmitirem-lhe todos os movimentos. 101 . era uma guerra de emboscada. não consentido os agravos que lhe possam fazer os negros e os índios. que ficara comandado as tropas em S. como realizá-las fielmente. manda pesquisar os portos do sul. Provavelmente aí ficou. quando veio com Sebastião do Souto.mor D. que recomenda-lhe não só escrupulosa atenção as ordens do governador. João Lopes barbalho encontros sucessivos com esquadrões holandeses. ao capitão João Lopes barbalho fortificar e ocupar Sergipe. As ordens eram expressas para arruinarem todos os engenhos. Arq. assim como a infantaria e soldados do capitão. O grande reforço militar que o grande governo tinha trazido permitiu que pudesse colocar alguma força em Sergipe. p. no rio real. sem ordem sua. Efetuou então Luiz Barbalho a gloriosa marcha de quatrocentas léguas do rio grande do norte há Bahia. despacha para o norte Vidal e camarão e incumbe. deixando em Sergipe o mulherio. por meio de espias colocadas além do S. uma guerra de índio. em 31 de julho de 1639. Vigiar sobre os interesses dos habitantes. 116 Porto Seguro. e com a ordem de seguir Jol em julho para a ilha de cuba. Opor-se as correrias holandesas. Os terços que vagavam pelo sertão de Sergipe. recebendo posteriormente as cartas de seu tio Luiz Barbalho. por escrito. até quando o conde da torre assumiu o governo da colônia. Do Inst.115 Eis as ordens com que manchou barbalho para Sergipe. camarão e Henrique barbalho. setecentos soldados e duzentos índios. Francisco. vigiar os inimigos e transmitir a Bagnuolo. sustentaram diversas refregas e continuavam sempre a devastar tudo por onde passavam. em 1639. os planos de Nassau.Continuou Sergipe abandonando. holandeses no Brasil. na torre de Garcia d’Ávila. Em suma. justamente com camarão. em busca de gado. Francisco Mascarenhas ao Capitão João Lopes Barbalho de 31 de julho de 1639. 34. Uma contra-ordem. comandados por Luiz barbalho. Expressamente ordena a Barbalho que use de todo ardil nas lutas. Antonio Felipe camarão e o governo Henrique dias. que também já tinha sido despachado para Sergipe114. Deverá vigiar todos os passos do inimigo. 115 Carta de D. do qual resultou a derrota para a sua aramada e exercito.116 Tendo ido o almirante lichthardt à Bahia. Não nos pertence apreciar a falta de tino do conde da torre no ataque intentou a Pernambuco. Francisco. Rev. Francisco. de 17 de novembro. Não contente Nassau com os destroços do inimigo. atacar camarão e Magalhães. os velhos e os doentes. Pernambuco número 34. Eis as do governo central. enviando para S.

121 Mello. p. todavia enfraqueciam-nas. onde agora concentrava-se as forças portuguesas e por conseguinte de mais fácil assédio. que se achava então fortificada pelos holandeses. Francisco de Moura. em que estará fortificado. op. o alferes Francisco de Figueiredo. João de Souza. 152. privando assim essas correias de caudilhos.. II. assegurando-se novamente do ponto. Porto Seguro. que se fizeram no rio real. o tenente Manoel de Azevedo da silva. Nesta peleja o heroísmo de Luiz Barbalho foi tal a merecer do monarca. op. 160 e 180. com o que largaram a campanha. além dos acima mencionados. De Mello. 102 . 152. 143. Caía em 1640 novamente Sergipe sob o domínio português. que se de frente não dizimavam suas forças. II. p. 148. filho de Luiz barbalho e muitos outros. Durante este período de tempo. p. Cit. Chegando a noticia a Bahia. Cit. 117 118 Biogr. Cit. 138. vem o general D. Cristóvão. Nas lutas travadas no rio real e na capital de Sergipe. como extremo de seu domínio. a desalojar o inimigo do rio real. p. I. recebendo muito mais auxilio da companhia do que a colônia portuguesa de sua metrópole deveria fortificar a província novamente conquistada. que durante cinco meses trabalhou na edificação das trincheiras e fortificações. distinguiram-se. como um importante reduto. para aí deveria Nassau convergir sua atenção. intentaram atacar a capital de Sergipe. Os dois caudillho não puderam levar vitória e tiveram de ceder o posto. auxiliado por Luiz Barbalho e João Lopes Barbalho117 e destroçou as forças holandesas colocadas no Rio Real. na Bahia. Dessa incumbência foi encarregado o mestre de campo D.119 E no dia 1º de agosto obtêm a mesma vitória nas ruas de s. op. em provisão de 7 de dezembro de 1663. logo que chegou a Bahia.118 Satisfeitos os ânimos pela vitoria obtida. 119 Mello. 162. 212. Op. Se a derrota de Nassau em 1638. o ajudante Domingos Moreira da silva. foi a conseqüência dos acontecimentos aqui desdobrados em 1637. desde 1637. a quem reuniram-se as forças já postas no rio real. o alferes Antonio Martins palha. era o resultado do erro cometido por Nassau de não se ter convenientemente fortificado na capitania. o capitão Francisco pereira Guimarães.. Por isso mesmo que se achava Sergipe mais aproximado do coração da colônia. que saiu ferido. p. as seguintes expressões: E marchando. Agostinho barbalho121 bezerra. op. 212. onde fica prisioneiro o major van den Brande120. que mereceram louvores de seu rei. o capitão Marcos de oliveira. Mello. Cit. a recuperação de Sergipe em 1640. investiu com tanta resolução as suas fortificações. II. que as rompeo. e as desbaratou. Cit. 151.. 120 Porto Seguro.onde ficaram fortificados por ordem de Luiz barbalho. matando-lhes mais de trezentos homens. 158. que foi o primeiro sintoma da decadência do domínio batavo no Brasil. II..

p. a restituição dos prisioneiros holandeses por Pedro Corrêa. correspondendo Portugal a essa declaração. Sergipe serviu para animar e sustentar esse espírito de emboscada. a si enviados do Recife. não obstante cartas de Montalvão de 2 de Março do mesmo ano. da Gama e a ordem para recolherem-se os campanhistas e guerrilheiros que continuavam a saquear e a incendiar e vir ao Recife Paulo da Cunha Souto Maior tratar de suspensão das hostilidades e ressalvar o direito de cada uma das partes. qualquer interseção desse movimento traria uma defervescência nos espíritos. que seguia uma vida autônoma. Cit. e não desanimar o espírito de revolta. op. fazendo ai entrincheiramentos. comunicando-lhe um importante acontecimento da emancipação de Portugal e que esperaria começar entre Portugal e os Estados Gerais ―aquella paz e união com que sempre se trataram‖. fizeram de Sergipe um posto de guardas avançadas. cedo. Qualquer trégua estabelecida nestas lutas. 224. E quando. com respeito aos holandeses122. em que estavam os dois partidos. se não em maranhão. em conferência com os conselheiros Theodoro Codd van der Borch e Nunin Olfers. que. que a colonização portuguesa não tinha ainda aproveitado. quisesse o português não desistir de protestar contra o pouso holandês. para comunicá-los ao governo. a animação. acompanhar seus passos. Calado. E tanto Nassau compreendeu a desvantagem de ficar Sergipe fora de seu domínio. Francisco. Cit.. de guerrilhas. ser seu sentinela. 103 . adiantados em certo grau de civilização. não obstante a ordem dos Estados Gerais de 13 de Fevereiro de 1641. Talvez não sucedessem assim. os portugueses neste período de guerras depredatórias. do zelo pelo direito de posse de sua nação. não obstante o entabulamento de tréguas.. Porto Seguro. traria uma de alto valor: vigiar o inimigo. Nassau autoriza a sua fortificação. que não pareciam de dois povos. A fração inimiga não teria a seu favor as oportunidades para sustentar. florestas virgens e espessas matas. tomar Sergipe até o rio Real. Além disso. do rio Real até seus limites ocidentais. Nassau manda que o comandante das tropas de S. que os Portugueses fossem considerados como amigos. e que se afugentavam para o ocidente. por maio de carta régia de 20 de março. obedecendo aos seus próprios recursos. mesmo debaixo deste plano. uma atividade que chegou a ponto de recuperar a capital da capitania. 117. Andréas. dispondo outro tanto. achar-se-ia em muitos maiores dificuldades em descrever itinerários mais longos. e tentar ataques. de emboscadas. se. durante mais de um ano. não obstante tudo isto. quando reais vantagens não lhes trouxesses. um ponto de pousada. 227. de guerra. em vista do sentimento de patriotismo. pela devotação aos interesses de seu rei.Quase que sem interesses mais presos ao norte. não obstante. desde o começo de 1641.123 122 123 Porto Seguro. p. um efeito salutar operou-se nos espíritos pela recuperação de Sergipe. com reforço de Quatro barcos. que. op. Reunir-se-ia a esta dificuldade o encontro de hordas selvagens. por sertões inóspitos. para continuar-se nesse plano de guerra. e sim de hordas selvagens.

As condições mudariam. se na Europa dava uma mão amiga a Portugal. em virtude do qual a cessação das hostilidades só deveria começar. colocandose a linha divisória em S. perante os portugueses. pela proximidade em que ficavam dois povos. muito próximo de sua fronteira em S. não promover a colonização em Sergipe. desconfiança que foi a maior causa da revolução pernambucana. a grande extensão inabitada entre este rio e a capital da colônia. se ela fosse colocada no Rio Real. dizemos. É esta uma brilhante verdade da história sergipana. na América mandava que se realizassem agressões. vindas da Holanda que. com a sua esquadra. em que sua palavra. foi uma poderosa causa da decadência do domínio batavo no Brasil. que ainda não se tinha dado. que Nassau. com a recuperação de Sergipe e o assédio de Angola. e tornava-se agressivo. quando fosse apresentada a ratificação do mesmo tratado. pois. que todos os espíritos. Levantam na barra uma notável fortificação e encetam suas pesquisas de minas por Itabaiana. não era em obediência a sugestões. para tornar-se agressivo. antecipamo-nos em dizer que o procedimento de Nassau em 1641 plantou a desconfiança entre aqueles com quem entabulava pazes. pois. esqueceu todos 'os preparativos 'de tréguas. considerava a emancipação portuguesa puramente transitória. retomando Sergipe. até a ratificação do tratado. em 1641. com grande surpresa dos habitantes de S. Francisco. compreendendo a segurança da posição que aí tinha o inimigo. que na mesma ocasião autorizou. de antecedentes históricos e hábitos tão diversos. Cristóvão. convencido de que essa proximidade entre eles não era suficiente pala manter um zelo recíproco de interesses. animavam e promoviam. entra Andréas pela barra do Vaza-Barris. pouco se importou que a posteridade apontasse um momento de sua vida. Sem a menor oposição desembarcaram. privaria pequenas guerrilhas e as questões de jurisdição. oficialmente podia justificar-se com o artigo 8º do mesmo tratado. Francisco. Não obstante adiante apreciarmos devidamente o valor desta causa. Em 1641. sem um centro populoso. Convicto de que a separação de Sergipe do seu domínio poderia trazer desvantagens.Não era em obediência às sugestões. 104 . das quais poderia resultar um rompi· mento de pazes. muito prováveis entre dois povos. arvorando bandeiras de tréguas. pois. A suspensão das hostilidades não poderia ser fielmente mantida. Perante os interesses que visava em favor dos Estados Gerais. contra a expectativa geral. Havia de dar-se uma absorção por parte daquele que maior força mental possuísse. onde os interesses não podiam ser convenientemente zelados. com que largamente tinha comparticipado. tão juntamente unidos. apoderaram-se da cidade. fechando os olhos às probabilidades de uma paz. dignidade e honra comprometeram-se. rompia um pacto. Se o erro de 1637 de Nassau foi a causa do seu insucesso em 1638 na Bahia.

aquele mesmo a quem Nassau tinha encarregado. foi tão mal recompensado pelo governo brasileiro que nenhuma vantagem e utilidade descobriu em buscas históricas.9. para haver em propriedade como feudo perpetuo e hereditário. tão covardemente conquistada. e os nobres senhores do supremo e secreto Conselho do Brazil. povoar e cultivar as terras e lugares da capitania de Sergipe d'EI-Rei si ta ao sul do Rio S. sujeito á confirmação da Assembléia dos dezenove e á aprovação dos Srs. e fazendo o contrario: incorrerão nas penas que o direito commum commina aos violadores da pública tranquilidade e obediência civil. Os holandeses não podiam buscar munição pelo território da capitania. 124 125 Soutey. Exas. que não sejão os agentes e os subditos das Unidas Provincias Neerlandezas. Entretanto. prometendoIhes obedecer á todas as suas ordens. 8. com a extensão e limites que adiante serão declarados. Estados Geraes das Províncias Unidas Neerlandezas. o supremo Conselho faz doação da capitania de Sergipe a Nunin Olfers. recebiam a que por mar lhes vinham124. Nommo Oliferdi. fez com que Camarão não pudesse sustentar o cerco por mais tempo e em 28 de fevereiro de 1642. abjurar e considerar como inimigos o rei da Hespanha e seus adherentes. senão a que é guardada no paiz. que ficou em cerco. de uma parte. especialmente para a boa manutenção da policia e a justiça. senão a que é guardada no paiz. o Sr. especialmente para a boa manutenção da policia e justiça. José Hygino Duart Pereira devemos a leitura de tão importante documento. ou no futuro por alli introduzida.Sabedor deste fato de agressão. e não observarão outra ordem sobre a policia e justiça. e não tratar ou contractar por nenhum modo com outrem. Francisco. primeiro que tudo. entre S. não ter correspondência com potencia ou príncipe estrangeiro algum. As pesquisas nos arquivos da Holanda de tão ilustrado professor deve a história da pátria o conhecimento deste e outros documentos.126 conselheiro político do Conselho de justiça do Brazil. redigirem em latim tudo quanto se pactuasse com os emissários da Bahia." 1 "O dito Sr. com a retirada dos soldados napolitanos. A insuficiência de força do exército português. III p. em 1641. acampando bem a frente dela. Oliferdi e os seus colonos." 2 "Outro sim. que se achavam em guarnição. 126 Porto Seguro escreve Nunin Olfers 105 . e da outra parte. conformar-se-hão com a ordenança politica vigente no paiz. Cit. Eis a doação: 125 "Accordo provisorio concluido. com Theodoro Codd van der Borch. op. prestarão Juramento de obediência e fidelidade ás suas Altas Potencias e á dita Companhia. ou no futuro por alli introduzida. o governador da Bahia encarrega a Camarão visitar a cidade. A bondade do Dr. e não reconhecer outra authoridade suupenor.

‖ 4 ―Guardarão os domingos e os dias festivos. em attenção ás suas famílias ou occupação em que elles quizerem empregar-se. a Companhia dará um bilhete de consentimento. e assim. e. em que se costuma devidamente observar o culto divino. Si porém. com toda a brandura. afim de que. o referido Senhor designará e distribuirá aos colonos. honrado comportamento e profissão. obrigando-se a idemnisal-a nos devidos prasos. salvo si por esses taes for dado algum escândalo publico. passa porte para as referidas terras e fará transportar em seus navios as mesmas pessoas com os seus séquitos e moveis. uma vez que primeiramente facão aqui prova bastante de seu estado. grangeem para suas famílias e colonos as fecundas bênçãos de Deus. evitando as bárbaras cureldades dos Hespanhoes e Portuguezes para por estes meios attrahirem os referidos negros à religião e dar-lhes modos civis. 106 . em que segundo a ordem da Igreja chistã. e vivão entre si. e á cada uma dellas. em paz. não será lícito aggravar em sua consciência aos que forem de outro sentimento. punível pelos magistrados. e antes pelo contrário.‖ 6 ―A companhia concederá à todas as pessoas. passar-se ao Brazil para ahi morar e permanecer. no conhecimento da verdadeira religião chistã e pratica desta. se celebra o serviço divino. expressamente será prohíbido que se offenda o santo nome de Deus com juras e blasphemias. 5 ―Porão todo zelo e diligencia em instruir. fazer-lhes alguma moléstia ou deixar que a facão. que ―quizerem‖ do mesmo modo que d‘antes.3 ―Não praticarão.‖ 7 "A cada pessoa que deseje partir para ahi. algumas das ditas pessoas não as poder pagar. honrado comente facão aqui prova bastante de seu estado. nem consentirão que publicamente seja observado outro cultu senão o que por pública authoridade for permittido observar no paiz. de accôrdo com este. não os encommodarão com trabalhos nos domingos e outros dias festivos. e não os tratarão deshumanamente. bem como as provisões que lhes forem necessárias para uma anno. que depois e mais circumstanciadamente serão determinados. procedendo assim . e as respectivas familias". pagando ellas as comedorias. por todos os meios possíveis os negros que estiverem em seu serviço. dará fiança à companhia. e com toda a devoção. à porção de terra ou terreno (urbano) que lhes for necessário para sustentar e manter a si.

ou sejão authores. como é costume nas cidades e povoações sem poderem por modo algum escusar-se.8 "Os colonos haverão em livre propriedade essas terras. pelos quaes os estófos d'este paiz possão ser utilisados. etc.." 107 . que não se cobrará." 12 "Tambem comparecerão em juizo nos lugares proximos situados. mas. exercer somente os outros officios. ou proximos. terrrenos. como bois. obedecerão ás sentenças dos juizes. cavallos." 13 "Não puderão ter manufacturas. afim de proverem-se da necessaria plantação para o sustento de suas famílias. sem opposição." 10 "Nos logares onde morarem. ficarão inteiramente isemptos de pagar á Companhia." 11 "E succedendo que por alguma necessidade ou outra rasão se ache conveniente. e em qualquer occurrencia cuidar da propria defeza." 9 "Tendo expirado o praso d'este privilegio. excepto o de qualquer gado vivo miudo. ou réos. além dos outros. para tecer o panno ou a lã. com o nosso consentimento e approvação lançar uma pequena imposição sobre o consumo dos comesstiveis ou liquidas. os moradores pagarão a decima parte dos fructos que produzirem ou de outro modo grangearem. no sexto anno se ache inteiramente amortizado o dito adiantamento. serão obrigados a fazer guarda e tomar parte em todas as sahidas. bem como servirão os outros cargos civis. e durante os dous primeiros annos. os moradores pagarão tambem este direito. e mais pagarão a quarta parte das despezas adiantadas pela Companhia. de modo que. mas não assim do gado grosso. para o qual fim cada homem será provido de um arcabuz ou mosquete de calibre ordinario da Companhia e arma branca á sua custa. depois de expirar o praso da dita inspeção. a contar da data da tomada de posse. o que se entende. ou casas. no praso do presente privilegio.

ficam reservados para a Compaanhia das Indias Occidentaes. excedendo a somma de cem florins." 108 . bem como as pedras preciosas e a pesca das perolas. em lista triplice. que julgará com quatro accessores nomeados por S. o productor. que anteriormente não tenhão sido produzidos pelos portuguezes. primeiramente prestem juramento nas mãos do mesmo governador. Ex. e sejão uteis e necessarios para a sustentação da vida humana. serão escolhidas pelo governador e conselheiros. e esses ministros decidirão todas as questões e processos em seu direito. villas ou povoações. todos elles. só poderá pela primeira vez appellar para o patrono. Outro sim." 15 "Como é muito provavelmente que certos montes que exisstem na dita capitania contenham mineraes de ouro. para ser enviada a S. ou por outros administradores da companhia. por esta sua industria e diligencia será isempto pelo governo do Brazíl de pagar recognição de taes fructos. pelo tempo de dez annos. por sua industria vier a descobrir o modo de produzir e cultivar alguns fructos. conforme a importancia do povo ou dos lugares para serem os eleitores. quanndo o valor da causa for de 600 ou mais florins. ou haverá ainda maior remuneração. proferidas pelo tribunal dos colonos. e isto em razão da grande distancia dos lugares." 17 "E para que se faça com a devida ordem a nomeação das pessôas que têm de compôr o numero triplice. a Companhia providenciará sobre o governo local. e pelo supremo Connselho.14 "Si algum morador. composta por nomeação das pessôas mais qualificadas das mesmas povoações." 18 "De todas as sentenças definitivas. conforme for o caso. e os ministros que. e à Assembléia dos dezenove cabe tractar com os inventores ou descobridores sobre a exploração das minas e a remuneração que se entender pertencer-Ihes. Ex. O patrono convocará a Assembléia dos eleitores toda a vez que fór necessario fazer a dita nomeação. sobre os magistrados. cobre. onde residem os colonos particulares de tal modo augmentem que devam ser tidos como cidades. prata. e aos conselheiros supremos. ou outros metaes." 16 "Acontecendo que os lugares. que têm de fazer a dita nomeação. pela segunda vez se appellará para o collegio dos conselheiros politicos. o patrono (da colonia) escolherá dentre os colonos mais qualificados um certo numero delles. ou de seus delegados. uma vez que.

no primeiro anno introduzirá a terça parte. o dito Sr. as partes ficarão sendo da mesma natureza do todo. e a jurisdicção constituirá um feudo prepetuo e hereditario. entregues com 50 florins. e de processos ordinarios." 109 . e assim por diante. ou no futuro se observar. que de presente se observa." 21 "Quanto ao transporte das ditas pessôas." 23 "Tratarão com a maior diligencia de levantar suas casas. como pela feminina e por cada transmissão será o feudo reconhecido com um par de luvas de ferro. desde o começo. que dividindo-se o mesmo senhorio ou jurisdição. usando das matas. conforme os usos da Hollanda. sendo tractados do mesmo modo que estes. possuir para sempre as referidas terras.19 "Tambem se appellará para o mesmo collegio de todas as sentenças que irrogarem infamia e de todas as sentenças sobre materia criminal. contanto que elles tenhão as necessarias munições." 20 "Dentro de 3 annos. a saber. e passarinhagem. nas ditas terras da Capitania de Sergipe d'EI-Rey. conforme a situação dos lugares. a elle sujeitos com seu consentimento. até commpletar aquelle numero. tal como este foi constituido. que será entregue com 50 florins. e. As terras ficarão sendo allodiaes. sendo necessario. instrumentos e mais cousas a ellas necessarias. com esta declaração. com um par de guantes. permissão ou accordo. perder as concedidas franquêsas e gados. sob pena de. a saber. modo ou lei. composta cada uma pelo menos marido e mulher. e sempre manter e ter 80 famílias. e gosando do direito de livre caça. estabelecer. Irlandia e Frisa. as quaes serão proferidas em primeira instancia pelo patrono e seus quatro accessores. guardar-se-ha a ordem. seus bens. e para este fim a Companhia lhes dará algumas peças de artilharia. depois que vier a approvação d' Assemmbléa dos dezenove. de anno a anno. do modo que acima fica dito. e cada parte deverá ser reconhecida de mesmo modo. a respeito dos mercadores livres. na pesca nos mares. no caso de notoria negligencia. Oliferdi é obrigado a transpor. aguas e rios e estabelecer engenhos. transsmissivel assim pela linha masculina. no praso de um anno e seis semanas á Assembléa dos dezenove ou ao governo do Brazil. de fortificar-se." 22 "O dito Senhor e os colonos. que escolherem para sua residencia.

fretes e avarias estabelecidos pela ordem provisoria e impressa." 28 "Para assistencía de seus colonos e lugares (de residencia) farão todas as diligencias por utilizar-se dos indígenas dessas terras. de que dependerem. applicando para este fim particularmente o meio de ensinar aos moços e meninos a nossa lingua. sem que por isso paguem alguma cousa mais. ás pessoas que estejão residindo sob obediencia da Companhia. darão elles do que cortarem. se não do que enviarem para a Hollanda. um pertinente relatorio de suas terras e colonos ao Senhor ou patrono. acerca do livre trafico do Brazil. metade á companhia. para a sustentação de suas famílias e do gado.24 "Nos dous primeiros annos se empregão na plantação e cultura dos fructos. sem trabalho do homem. Serão tambem obrigados a manter á sua custa em a referida capitania alguns capitães de campo. e si os bens forem taes que mais lhes convenha vendeI-os na Hollanda. habituando-os. pelos meios que entenderem mais apropriados a este fim." 29 "Os colonos d'estas terras serão obrigados a fazer. desde a infancia. para terem as terras livres de bandidos e negros de mato (fugidos) onde os apprehendidos entregues ao governador e conselheiros da Companhia. e isto segundo as determinações da Companhia. e. que então vigorarem. e os principias elementares da nossa religião.‖ 26 "Quanto as novidades que suas terras produzirem naturalmente. além do dizimo e direitos acima mencionados. residentes nestas provincias. cada anno." 27 "Poderão vender ali os bens que adquirirem. ao trabalho. á cultura das terras e cousas semelhantes. ou aquelles com os quaes por permissão se pode traficar. não pagarão recognição alguma. para os mesmos colonos. fizerem cortar e de outro modo grangearem. que transportará a outra metade em seus navios. mediante os premios que depois serão determinados. remunerando devidamente o seu trabalho e esforçarhão por tirar-lhes os seus modos e costumes barbaros e leval-os ao conhecimento da nossa fé christã. e este 110 . pagando os direitos. pooderão remetel-os aos seus patrões ou comissarios." 25 "Elles mesmo proverão a sustentação do governador e do ministro da palavra divina. nomeadamente toda a sorte de madeiras (excepto a de Pernambuco) gommas e causas semelhantes.

como foi dito. em caso de privilegio e inovação . sobre costumes.viúvas orphãos ou outras pessoas miseráveis que.S. as estradas reaes. de moeda. soberania e eminência. curraes. abolindo corruptellas desarrosadas. o qual governador e conselheiros que presentemente existem ou para o futuro forem postos pela Companhia. e o direito de interpretar as duvidas que possão sirgir desta concessão. se assim cumpri. gados. com declaração das pessoas. ou sejão estranhos que forem visinhos das ditas terras . ou moradores d`llas. que começa na 111 . cousas referentes à posse de benefícios. ou reserve acções ou pretenções contra ella." 30 "Si a Companhia posteriormente entender que deva mandar levantar a arruinada cidade de Sergipe e povoal-a com moradores. domínios. crimes de lesa-magestade. e os altos secretos Conselheiro do Brazil se accordaram com o Sr. e augmento que annualmente tiverem tido. e por prevenção poderão ouvir (?) todas as pessoas para a expiação de causas que ahi forem punidas. finanças e direitos da geral Companhia das Índias Occidentaes. usos estatutos que os mesmo declararem. tomarão conhecimento na primeira instancia das causas concernentes à liberdada. e das terras sitas na circumvisinhança. declarar guerra e fazer a paz. o direito de tonelagem. com relação à alta e baixa jurisdição. o que não quer dizer que não mude o diminua o que fica concedido aos patronos. sem que o senhor ou patrão á contradiga. conforme a situação local numero dos moradores e suas necessidades exigirem. autrhoridade suprema.por sua vez. todas as praias. e approprial-os-ha para com elles beneficiar os ditos lugares. conselheiro. aldeias e igrejas . fundar cidades. e geralmente tomar conhecimento de tudo o que disser respeito à administração da justiça e á suprema authoridade da Companhia. aldeias ou povoações. clausulas e condições provisórias e sujeitas á approvação dos Dezenove. bem como das queixas que alguém queira fazer. vindo primeiramente queixar-se ao conselho ahi ficarão em juízo: todos os contractos ou obrigações sobre prorogação de jurisdição. Assim que a Companhia poder pôr e enviar ahi um governador. cavallos. religião e todas as causas criminaes e excessos prescriptos e impunes. o mar. ou lhe parecer conveniente fundar em outros lugares fortes. os terrenos que forem necessários. além dos colonos moradores. terras cultivadas. e todas as outras causas segundo o uso de paiz (Hollanda) ou a ordem e regulamento desta conquista emanadas da Assembléia dos dezenoves. conservar a authoridade suprema. poderá fazer onde lhe approuver. matas e águas da capitania de Sergipe d´El-Rey . Sobre os quais artigos. Ex. officiaes e outros ministros de justiça para protegerem os bons e castigarem os maus. cidades. fundos.sobre causas relativas a menores. ficando isto á descripção da companhia. apresentará o seu relatorio ao governador e conselheiros da Commpanhia. tomará para si. Oliferdi pra haver elle como feudo perpetuo e hereditário de todas as terras. 31 ―A Companhia reserva para si: os grandes e pequenos dízimos. o direito de levantar fortes.

se seus velhos limites. Kodd van der Burgh.ou pelo menos até onde esses limites forem levados sob o domínio e authoridade da Companhia das Índias Occidentaes.‖ ―Assim feito e provisoriamente concluindo a 28 de Fevereiro de 1642‖ – Maurice. –D. dilatando.‖ 112 . – Henrie Hamel.terra firme do lado meridional do rio de São Francisco para o sul. van Bullestrate. Conde de Nassau. e através da terra ate os ditos limites. –Ad. e ao longo do referido do rio para cima pela terra até a grande queda d´agua.

transferindo-a para quando a paz e harmonia se tinham estabelecido entre as duas potências européias. que se não alcançou realizar em Pernambuco. em vez de fixa-la no rio Real. para revoltar-se contra o jugo. empresa que foi feita para suavizar os males de não ter destroçado Bagnuolo em Sergipe. nos negócios referentes a Sergipe. custou-lhe assistir ao começo de hostilidades por parte dos conquistados. etc. todavia. na política. na Europa. por seus próprios olhos. como permanência de vinte e cinco anos. não poderia ficar indiferente ás perdas de 1638 na Bahia. pois. isto é. se pode ver hoje o vestígio do domínio holandês em Sergipe. como se daria a transmissão de caracteres éticos? Assim. quanto mais em Sergipe. que se fundissem para formação de uma nova pátria. para não acreditarem mais nas melhoras de sua condição. em beneficio da Campanha. inspirada em princípios democráticos e guiada por um admirável tino político. Salvador. já seja efeito de princípios mais gerais. maiores proporções dava aos males e inconveniências. Francisco. completamente inapreciáveis. tornaram-se. antecedentemente estabelecidos. excessivamente opressor. cuja retificação. ele entrou em larga escala a excitar e animar o patriotismo lusitano e brasileiro. Todas as vezes que sua atenção dirigia-se para esta capitania. Se vestígios se fizeram sentir dessa passagem. de uma nova nacionalidade. teve ele de sentir os efeitos dos erros. nos costumes. a retificação do segundo. Dilatando os seus domínios pela grande área que a parte meridional do Brasil lhe oferecia. Estreando por uma sucessão de vitórias. 113 . Ainda que este fato. dos holandeses. como van der Ley. não promover a colonização de sergipe em seguimento á conquista. cheios de desconfiança. e tarde convencendo-se da desvantagem de fixar sua fronteira em S. sempre tardia.CAPITULO VI LUTAS EM SERGIPE. nem a língua. por ocupar Sergipe. depois do entabulamento de pazes entre as duas metrópoles. somente dois anos (1642-1644) tiveram os holandeses para estabelecer as bases de uma organização social. Não é na historia de Sergipe onde devemos procurar a origem desses princípios. e cuja ruína não quis assistir. Em uma família pode-se ver ainda um outro nome de origem holandesa. e pesquisa-lo até os muros de S. nos hábitos. nem na religião. SUA RECUPERAÇÃO. desvio-se do plano que sempre traçou á sua conduta. com a evolução dos tempo. que foram o prenúncio da decadência da obra que alcançou realizar. Foi uma hegemonia sem posteridade. Se a retificação do primeiro erro custou-lhe um desastre militar. FIM DO DOMINIO HOLANDÊS Vimos nos capítulos anteriores que a administração de Nassau. E sem a formação de produtos mestiços entre as raças. planta a desconfiança nas fileiras inimigas. considerado como causa.

engenhos. como já dissemos. ainda que lá gerou-se esse espírito de descrença. da superstição e a revoltarem-se contra o grande poder e prestigio que quisessem assumir a nobreza e o clero. Não nos compete descrever. todavia. pois. em vista do qual as classes tornaram-se forças verdadeiramente ativas. do Inst.ou outros colégio do clero127. pois.128 Essa deliberação. Pernambucano de julho de 1886 – P. em 1639. não trouxe de prontos reais lucros para os déficits da Companhia. a oporem-se á ação da intolerância. as rapacidades. a favor de uma Companhia. em virtude do qual as terras seria confiscadas e apreendidas. quer holandeses. quer portugueses. existente no pais em beneficio de seu desenvolvimento e prosperidade. ainda que lá .Rev. Indo pôr-se em contato com um povo como o português. e do outro. que durante a administração de Nassau. no método de colonização praticada pela Holanda no Brasil. talvez pela intervenção de Nassau. 294. cedo se estabelecessem. intolerâncias e subserviências plantadas por um clero. o holandês sobre o caráter da civilização em Sergipe. duvida. assim como casas. as devastações.E isto torna-se bem claro no regimento de 13 de outubro de 1629. pelas deferências profundas de seus hábitos.os bens dos jesuítas e dos conventos.completamente oposto as tendências de analise e de pesquisas.cujo principal intuito não era melhorar as condições morais. elas pioraram consideravelmente. pela intervenção direta da vontade popular. durante as administrações. as anteriores. pelos martírios. Arq.resolveu-se a venda com suas fabricas e pertence.imóveis hereditários . pertencessem ao rei da Espanha. 128 Rev. pelas ilimitadas atribuições de uma classe de governo. as ilegalidades de toda sorte. V. Ao contrario disto. pelo móvel exclusivo dessa colonização ser o interesse monetário. o arrendamento dessas terras a colonos. fez contrabalançar seus maus efeito. de democráticas instituições . as causas da revolta que os conquistadores levantaram.É de pequeníssima interferência. realizadas pela raça 127 Artigo 16º do Regimento de 13 de outubro de 1629. que vivia sob a pressão de causas que privaram-lhe a atividade de um espírito inquiridor. 29 114 . colocava os lucros e proventos que poderia tirar do Brasil. nem as causa da decadência do domínio holandês. de suas instituições. severamente maltratados. Cit p. em virtude da ação de antecedentes mais eficientes de um real progresso. pela maior vigilância em favor dos direitos dos conquistados. Ainda que a Holanda. Se males ao Brasil trouxe a colonização portuguesa. de um lado.rendas e direitos senhoriais. pelas superstições. acima do bem social do país. as instituições livres. em proveito da Companhia. dado pelos Estados Gerais a companhia das Indias Ocidentais.o holandês estabeleceu no Brasil uma colonização. Não tendo sido de bons resultados esta pratica. que trouxe como reais conseqüências o espírito de pesquisa. distancie-se de Portugal. idênticos ou piores traria a colonização holandesa. que acima de tudo. sob o ponto de vista de sua civilização. As bases da colonização holandesa eram muito pouco seguras para garantir a formação de uma futura nacionalidade. estava o gérmen de dissolução e de morte.

não o sincero testemunho prestado a si de pedir-se-lhe. em períodos ulteriores. pela vinda da armada do Conde da Torre. o credor fazia uma pressão sobre o devedor para efetuar seu débito. Distanciados do espírito altamente inteligente de Nassau. Não podendo os pagamentos ser feitos. III. p. de seu tino admirável de administrador. que não poderiam. ficando sem lucros. desde quando os próprios membros do governo eram os primeiros a iniciar uma norma de proceder tão adversa aos princípios de direito. que subiu a 3% e 4%. eram aqueles que em um momento critico. por certo suavizariam o péssimo estado econômico da colônia. mesmo transitoriamente. descansando no tratado de tréguas. recuou e viu iminente o perigo. exigiram o saldo pronto dessas dividas. multiplicando-lhe as despesas. Ofereceu-se então a melhor ocasião para torna-se bem patente o sentimento de ódio que o conquistador votava ao conquistado. Um mero engano. como por que a Companhia.conquistadora. conquista foi realizada por ser considerada uma importante fonte de receita. em um momento em as causas destrutivas se concentravam. van Bollestrate. o estado econômico da colônia tornou-se mais precário. 115 . quando os encargos da Companhia. realizar medidas contra os males que se acumulavam. e por conseguinte suspender suas remessas. e pela destruição da varíola. teve de produzir inconvenientes. pois veio agravar a situação econômica ampliando as transações. a administração da colônia entregava-se a mãos inábeis. e esse fato subjetivo talvez seja a causa mais direta de sua retirada. nas quais a Companhia despendeu grandes somas. nutria agora a esperança de reaver o saldo das despesas. 72. op cit. que ofereceu um contingente ao depauperamento da vida colonial. pois nutriam a esperança de que antes do prazo estariam livres do jugo que tanto os oprimia. pelas expedições a Maranhão.o que poderiam fazer o negociante de Amsterdam – Henrie Hamel. Sergipe e Angola. O comercio somente baseado até então sobre o credito.129 Malogradas essas esperanças e feitas em alta escala as transações. como pela escassez do numerário. e então não se procurava mais os recursos dos tribunais. assumiam as rédeas da administração. na Assembléia Legislativa por ele constituída em 1640. não só pelas perdas efetuadas. pela 129 Southey. Se o próprio Nassau julgou-se impotente para conjurá-las. promoviam a concorrência de grande numero de portugueses aos mercados. como dizíamos. e Kodd van der Burg. realizou a venda dessas terras e dos escravos que exportava de Angola cuja. Em nome da lei e da justiça. a quem entregava-se a administração? O resultado disto foi que o Conselho. o prolongamento de sua administração. o carpinteiro de Mildeburgo – A. Ao mesmo tempo que isto dava-se. agravaram-se as condições de vida de ambas as parte. Realmente. que se fossem a dinheiro. pois a produção tinha baixado pela destruição das guerras anteriores. se o próprio Nassau. e as transações feitas sob tais condições. que afugentaram do campo os lavradores.

foram. perante a Assembléia dos XIX e mais do que isto. e desperta-se o sentimento de patriotismo tão obliterado e sufocado. sem concorrência. se durante e administração de Nassau. porque as próprias apólices da Companhia vendiam-se no comércio. incandescem-se o rancor. em beneficio próprio. São cunhadas de grande parcialidade as palavras do visconde de Porto Seguro a Vidal de Negreiros. em vez de serem ligados á ação de causas muito gerais. Consiste em representar o elemento. cujos elementos já se achavam em adiantada coesão. a que se tinha chegado.insuficiência de recursos. ao passo que as da Companhia Oriental achavam-se de 460%130 . A revolução rebentar-se-ia independente de sua intervenção. por 46% de abatimento. porque era a expressão de um estado psicológico dos dominados e nem de longe deve ser considerada como a criação de um só homem. Achamos pouca filosofia e critica na apreciação de fatos que. esse resultado foi puramente transitório. pois dependia mais da ação isolada de um homem. por isso que em sua organização achavam-se os gérmens dos caracteres éticos de seus antecessores. parece eu os antigos ódios que separavam as três raças desapareceram. com a expatriação daquelas que primeiro tinham desbravados as floresta e amanhado as terras. aproximando-se eles em uma unidade de ação. a formação de um caráter. postos à conta de um homem. Ainda mesmo que as terras confiscadas fossem entregues aos colonos holandeses. p. como este. pelo ilustre historiador brasileiro. E neste sentido.cit. que procurava afugentar-lhes dos seus domínios. Daí reclamações do comércio e da lavoura contra os Conselheiros. as condições dos conquistados consideravelmente melhoraram. através de quem vê o movimento revolucionário. André Vidal representa a primeira manifestação do brasileiro ao português. Não está em nosso intento desmerecer a gloria do herói paraibano. pela apreensão da colheita do açúcar e dos negros. o ódio dos portugueses contra os dominadores. fazendo mostrar ao futuro historiador que a geração americana já sentia amor pela metrópole. se a interferência do príncipe foi de larga contribuição para a prosperidade da colônia. 72 116 . gado caldeiras e todos os bens dos fazendeiros. op. do qual decidia para o futuro. brasileiro. 130 Southey. aquisição do território conquistado seria inevitável. fechando os olhos aos grandes serviços que prestou á causa da revolta e ao contingente que forneceu à realização da expulsão do inimigo. já zelava pelos seus interesses. Perante o inimigo comum. eles realizaram-se á força. O seu real valor consiste em transformar em realidade aquilo que meramente existia em desejo. Realmente. III. do que da ação de princípios e causas que fossem contínuos em seu funcionamento. As cenas mais aviltantes e deponentes foram praticadas. Não era mais possível manter-se uma tal organização social. na gestão de um grande acontecimento. durante vinte e cinco anos de domínio. igual administração nos merecem o digno representante da raça indígena – Camarão – e da raça africana – Henrique Dias.

pois havia nascido na província de Pernambuco e havia feito tantas proezas na defensa della no tempo de Mathias de Albuquerque e do conde de Banholo. ou estes caudilhos viessem auxiliá-lo acendendo aos 131 Porto Seguro. que vem se pôr á disposição de João Fernandes Vieira e seus companheiros.Foi este um importante resultado do domínio holandês. 132 117 . Como os outros. quando despachados uns quatrocentos soldados. Para essa deliberação do soberano ele igualmente não podia ter contribuído. depois de efetuadas as pazes. Valer. Ou fosse ele quem pedisse o auxilio de Camarão e Henrique Dias. que achavam-se aquartelados nas fronteiras do Rio Real. Lucid. como de Gaspar Francisco da Cunha. que não lhe faltasse agora na miséria em que seus moradores estavam. que adia para o dia 24 de junho. quando novamente vem a Pernambuco. em uma viagem aí feita em 1642. que transmitiu-lhes os intentos de Vidal Vieira. sendo autorizado. de alguns anos. pelo prestigio que pudesse representar perante a coroa. e que mais largamente será adiante apreciado. João Fernandes Vieira. a distribuir para esse fim em Pernambuco até seis hábitos de Cristo131. convictos de que esses movimentos não daria lugar a futuro males. que. e que bem estampadas estão no pacto que os insurgentes celebraram na várzea do Capibaribe. e trazer essa noticia aos insurgentes de Pernambuco. de auxiliar os insurgentes. em alargar aos seus domínios. auxilio que se executou. para relembrarem ao governador o tratado de paz e a comunicar para Holanda aquilo que iam sabendo pelos denunciantes. 243 “ Também João Fernandes Vieira escreveu. e mostra-lhes documentos como seriam bem aceitos e recompensados pelo o rei os serviços prestados na insurreição. em maio 1645 em nome da liberdade divina e para vingar agravos e tiranias. Holandeses no Brasil. Admiramos a inda o valor de Vidal em testemunhar desejos da coroa pra libertar as capitanias conquistadas.REI com todos os seus Brasilianos. limitam-se a mandar emissários á Bahia. à D. O mesmo papel representa em 1644. alferes e soldados para sublevarem Pernambuco. para retificar as disposições em que achava-se o governador da Bahia. Os membros do conselho. firma a 23 de maio o compromisso da rebelião. pedindo-lhe com muitos rogos e encarecidas palavras. Antônio Felipe Camarão que estava alojado em Cerigipe D`EL. a quem se repetiam as denuncias de que organizava-se a insurreição. como asseguram algumas cronistas132.” Calado. pelo próprio rei. engrossando a fileira dos insurgentes e já estava com os recursos que lhe havia prometido o governador da Bahia. Vidal submeteu-se á ação das causas que estavam em atividade. por um próprio por terra. que ia se munindo de auxílios. em que patenteia-lhes a disposição do governo de prestar-lhes auxílios. relativamente á viagem de um capitão. logo que voltou de Pernambuco. às ordens do capitão Antonio Dias Cardoso. 164. não só vindas da Bahia. pois ela era o resultado da pouca importância ligada por Nassau ao tratado de tréguas e do abuso cometido pelo próprio Conselho. P.

Luz. centralizar as tropas de algumas fortificações. naquela data. Rafael diz ter sido em 1644. op cit. t. Do Brasil. o que não alcançou: e nesta ele já se achava com suas tropas nas fronteiras holandesas do rio Real. Moucheron. como São Francisco. no dia 25 de março de 1645. Achamos não bem provada essa morada de Camarão em Sergipe. Ainda que Calado não determine a época desse convite. Realmente. colocado entre os rios Maniçoba e Lourenço da Veiga. Ele. (Caster. com a O mesmo fato afirma Fr. antes de entrar na revolução e Barloeus. no Recife. em marcha para o norte. faz isto supor-se denominando com seu nome um dos currais de Sergipe. esse fato. dar buscas. Hist. p. Em junho. como seu. pondo em atividade a primeira deliberação patriotica para romper as poderosas fortificações batavas. Termos visto em alguns cronistas que Camarão morava em Sergipe. em seu mapa. É possível que durante este tempo ele habitasse em território holandês? Entretanto Cândido Mendes de Almeida(Ver. e daí elas continuam a repetir-se formando os gloriosos feitos deste grande acontecimento da história brasileira. o primeiro sinal de revolta. Só cabia-lhe agora entrar na realização de medidas defensivas. de algum tempo meditado. Nenhuma dúvida restava mais no espírito dos membros do Conselho da realização de um plano. o governador dos pretos levantava acampamento pelo valente indígena. agora ficou certo de sua realidade. Cristovão. 113 118 . IV § XIV) que diz ter se estendido esse convite a Henrique Dias. que pouco antes.. É muito glorioso à história de Sergipe registrar o fato de se ter em seu território levantado o primeiro grito de revolta.Desejos do governador da Bahia. que então achava-se nas lutas dos Palmares. lastimamos e sentimos os péssimos antecedentes históricos que ela nos atrasou. 133 Por esse tempo Camarão e Henrique Dias estavam aquartelados em Sergipe. 190) diz: “aí se achava o curral ou fazendola de Camarão. hoje Ganhamoroba. nas margens do Rio Real. E Geog. nem conservá-los em segredo. É de grande glória à historia sergipana ter de registrar. III. Mandou efetuar prisões dos conjurados. onde o inimigo tinha construído uma boa fortificação. 2º p. empregando sua gente em cultivar a terra134. além da que ficava na barra do Vaza-Barris. no rio Real. agora recebia do chefe político de Alagoas. por achá-la inexeqüível. do qual dependeria o caráter de uma civilização futura. depois que foi obrigado a abandonar o território de Pernambuco. Lic. recebia de seu comandante em Sergipe. que só poderia ter-se dado de 1642 – 45. para romper a revolução com bastante segurança.” 134 Southey. Rafael de Jesus. o fato é que em vista dos planos de adiamento de Vieira. pelo contrário. ele é despachado pelo governo para vir expelir o inimigo de S. a comunicação de que Camarão e Henrique Dias fora passar a Páscoa na Bahia. as hostilidades rompem-se em Ipojuca.XL. Do Inst. pelos péssimos antecedentes históricos que ela nos transmitiu. a sua primeira manifestação foi levada pelo indígena e o africano. pois. Finalmente as posições definiram-se não sendo mais possível a Fernandes Vieira adiar seus planos. Se não somos muito apologistas da política colonial portuguesa. antes do levantamento de João Fernandes Vieira. a notícia de que Camarão e Henrique Dias tinham rompido as fronteiras holandesas.133 Se até então o governo holandês não prestava bastante consideração ao movimento de revolta.

nos traria igualmente males. tanto mais quando viviam agora dirigidos por novos princípios sociais. ativo e que pelas condições telúricas e mesológicas. que lhe opôs. Como quer que sejá. prender a ciência. que se poderiam entregar a assuntos. plantar-se-ia no Brasil a supremacia da idéia religiosa. seriam mais tarde o primeiro obstáculo à supremacia do elemento comercial. da forma o fundo. onde as condições de meio eram justamente opostas àquelas que sempre o cercaram. em começo. Se a colonização portuguesa. Entretanto. o que queremos tornar bem patente é que foi em Sergipe onde deu-se o primeiro movimento revolucionario. a atividade mais poderosa do processo. se como dizemos. a descomunal florescência. que exprime a coisa de mais solida existência. talvez maior oposição oferecesse a essa indiferença. preocupando os espíritos mais ricos do país. sentimos o legado que nos deixou a nossa metrópole. Possuidor de hábitos tão predisponentes para uma prosperidade. para as edificações e derribando florestas pantanosas para o aterramento dos cachos. da qual somos atualmente o testemunho. a colonização holandesa. que queria monopolizar o trabalho. uma nova natureza não se superporia na organização bastava. supersticiosos. como aquela que os holandeses representavam. trouxe a consequência. diferentes dos da mãe pátria. que construiu todas as peças da nação. para originar uma nacionalidade vigorosa. foi a forca por meio da qual prolongou-se na America os hábitos da civilização ocidental todavia.escravização de duas raças. de perdas em nossa moralidade. de ser a política a força viva. pela grande supremacia do Estado. organizado sob o regímen batavo. que representam a riqueza. a paz e a calma da verdade. para cujo progresso não entrou larga contribuição da natureza. que tanto nos atrasou. pelo lado econômico. O povo brasileiro indiferente a assuntos religiosos. e que suas tendências liberais seriam as primeiras forças oponentes. Nem de longe pomos em nível o intelecto do holandês com português. povo. pela marcha dos dois caudilhos. como em todos os países protestantes tornando-se difícil por este lado a regeneração. pesquisador . para retificar e vencer a natureza. muito teriam que fazer neste país . Povo eminentemente industrial. Além disto. em que estiveram as gerações passada. 119 . toda a dificuldade para a primeira manifestação de uma civilização. costumou-se a pôr acima das sensações a idéia. todavia. pelos péssimos exemplos de subserviência. os holandês do século XVII representava a soma desse ingente esforço. não sabemos se perante elas. em fator de uma associação. achamos por demais defeituosos os princípios da colonização holandesa no Brasil. levantando diques às inundações. novos hábitos não se formariam. com os princípios metafísicos. fato este que denota a existência de um regímen centralizador. se ela em suma. alem dos males que nos insuflou. com que caracterizava-se a colonização. construindo pedras com argila. e ainda mais. intolerantes de um clero que era egoísta. do gozo e prazer das ardências da imaginação. de passividade. para torná-la habitável. matar a iniciativa. sob o plano de uma companhia de mercadores.

em 1642. que pudessem vir não só da metrópole. pelas conquistas de Angola. como dos membros do Supremo Conselho. e privando que ele se espelhasse pelo território da capitania. Ninguém melhor do que André Vidal de Negreiros podia auxiliar a política maquiavélica de Antonio Teles. achava-se cercando o inimigo. Antonio Telles da Silva chamar a sua presença os mestres de campo João de Araujo e Francisco Rabello. em vista da letra do tratado de paz. Comunica-lhe a deserção de Henrique Dias e seu terço para Pernambuco. e a quem mesmo não era estranho o deserto que prendia todos os espiritos para realizarem a revolução. de cujas ordens não dependeria a marcha dos caudilhos e o rompimento das hostilidades aos olhos dos membros do Supremo Conselho. Ver. quando recebeu o convite de João Fernandes. e os tenentes de mestre de campo general Pedro Correa da Gama de Souza. Fernandes Pinheiro. Essa dubiedade de ação era bem visível. Antonio Teles que sentindo desejo de por em ação o elemento oficial. T. entre as duas nações européias. Hist. a cuja pista despachava Camarão. Tomé. quando Camarão e Henrique Dias rompem a marcha. como no representante do governo colonial.. onde era larga ação a influencia do Padre Antonio Vieira para abandonar-se as capitanias conquistadas. veio com seu terço habitar em Sergipe. e despachado por ele comandante da fronteira do norte.Camarão. depois da esplendida vitoria do Monte das Tabocas. não só da metrópole. Achava-se aí. Do Brasil. e incumbido de todos os negócios relativos à revolução. Sendo o intermediário entre eles e os heróis da revolução. dirigido também a Henrique Dias. De posse de toda confiança do governador. Os caudilhos rompem a marcha pelos agrestes sertões e deixando as ribas do rio Real. E Geog. mostra-lhes os desejos auxiliadores do governo. que depois do entabulamento das pazes entre Holanda e Portugal. Do Inst. através das fronteiras holandesas. pondo-o a salvo de qualquer responsabilidade. 135 J. 132 120 . colocava-se em embaraços para definir sua posição de auxiliar ou não a revolta. a quem não era de todos indiferente a sorte dos infelizes habitantes de Pernambuco e das capitanias sob o jugo holandês. S.M. Neste ponto de vista é Vidal a maior força da revolução.C. Para fornecer documentos da irresponsabilidade do governador. Não nos compete descrever os acontecimentos que se deram além da margem norte do São Francisco. nos paços de S. não obstante a Holanda já ter dado a prova de falta de lealdade e esquecimento de seu comprimento. O governo colonial. Maranhão e Sergipe. onde pelo Rio Real se extremava o Brasil holandês do Brasil português135. que tinha levantado uma fortaleza em São Cristovão. O leitor nos permitira transcrever este documento: ― Em os trinta e um dias do mês de março de mil e seiscentos e quarenta e cinco nesta cidade do Salvador. nas duas viagens que fez a Pernambuco. e vão reunir-se aos revolucionários. vadeam o São Francisco. p. queria todavia salvaguardar-se de acusações . Vejamos o que dava-se em Sergipe. mandou o governador e capitão geral d‘este Estado. 32. que achava-se a lutar com os Zumbis dos Palmares. Bahia de Todos os Santos.

que partem para Pernambuco. Casa Forte e Porto Calvo. mas que nunca lhe pareceo que fizesse uma coisa tão mal feita. mas que como negro que era merecia um grande castigo para exemplo dos mais. contra a qual já tinha dado providencias. com as quais foi fazendo corpo de gente para resistir ao inimigo. e outros muitos moradores da terra. Antônio Teles em carta de 19 de julho. transcrevemos as paginas de Fr. se retirou para o mato. as pessoas mais nobres. cientificar a Antônio Teles. 107 121 . Antonio. o primeiro rompimento foi feito exclusivamente por conta de seus habitantes. e ricas daquele districto. 34 p. que lhe deram nada da fazenda real.‖ E quando foram a Bahia dos emissários do governo holandês. etc. Baltasar van der Voorde e Theodoro van der Hoogstraten. Pern. em que diz em vinte e cinco deste mês de março.Domingos Delgado e Gaspar de Souza Uchoa. foram com um próprio avisados Andre da Rocha de Antas e Valentim da Rocha seu parente. mostrou não ter responsabilidade nessa marcha. muito agradaveis a alguns leitores. Entrega essa incumbência a Andre Vidal e Martins Soares Moreno. e resguardassem suas pessoas e fazendas desta comum tribulação. senão depois de claro o dia.M. Entretanto. assegurando também suas resoluções de paz e que enviaria ordens para serem suspensas as hostilidades. os revoltosos tiveram mais de registrara vitoria do forte de Serinhaém e das que seguiram-se. não foi sentido nem o soube. 370 ver. pelas duas horas depois da meia-noite fugio Henrique Dias d‘aquella estancia. a marcha de Camarão e Henrique Dias e lhe observar o cumprimento do tratado de paz. Se as forças oficias que aliavam-se aos insurgentes eram de grande importância para as vitorias que iam obtendo em Serinhaém. que esta 60 leguas em distancia do Recife por costa do mar. que estavam juramentadas para a facçção e empreza da liberdade. e que a semana antecedentes o quizeram matar preso por estas e que outras liberdades que dizia. que esta na fronteira do Rio Real. coevo desses tempos e testemunhas ocular desses acontecimentos. Hist. que considerassem os ditos ministros o que lhe parecia se 136 devia fazer no caso e lhe dessem seu parecer. Antonio da Silva e Souza. de quem vergonhosamente plagiou Diogo de Sant`Iago em sua Historia da Guerra de Pernambuco. T. e que vai à trilha della na volta de Pernambuco. Francisco. E Geog. externando-lhe seus sentimento de aliança. Pontal. Manoel Calado. e ajuntou a si as principais pessoas da varzea. com toda a gente. E como conseqüência dessa aliança.31 p. Do Inst. os quais tanto que souberam esta nova logo se prepararam e avisaram a todos os 136 Ver. em 13 de junho. Governador por lhe não dar licença vir ver suas filhas e mulher. Sebastiao Parni de Britto e o Dr. t. Do Brasil. e que antes de fugir se queixara do Sr. que logo mandara o Camarão atrás dele com seus índios para que o tragam preso e a bom recado. como tinha a estrada provida com os seus soldados. roubar e ainda matar aos nobres moradores de toda a Capitania de Pernambuco. Para não perdermos nenhuma das pequenas minudencias dos ataques. em Sergipe. e procurador do tenente de mestre de campo general André Vidal Negreiros. ainda que custára algumas mortes de uma e outra parte. pelo que estivessem de sobre aviso. e provedor mor da fazenda de S. e defender-se do seu furor logo no rio de S.do Inst. em como o inimigo mandava prender. e que. a realidade das deliberações estava em que os terços dos dois heróis brasileiro vieram engrossar a fileira dos insurgentes. ouvidor geral e provedor mor dos defuntos e ausentes. mas que serviram-se dele como se fôra captivo. com cartas dos membros do Supremo Conselho. ― Tanto que João Fernandes Vieira. Arq. com ordens de aplacar a revolta e por termo à guerra civil. dia de S.

que estava por cabo de três companhias no rio Real. Rev. que seriam entre brancos e indios e cento e oitenta armados. balas. os quais eram doze. em que tinham sido tributados pelos escabinos. por quanto aquele rio corre com tal fúria que deita água doce ao mar três e quatro léguas. que foram necessários em tão apertada occasião. porem ao largo onde não chegavam as balas da artilheria. e entrando no caravellão o tomaram. acompanhados de alguns oitenta camponeses do rio Real. que quando vai de enchente. que iam abrindo. e dos notaveis agravos que se haviam de fazer aos casados e donzelas. o que 138 fez com muito valor. para assim se defenderem com mais facilidade e tanto que 137 o governador da fortaleza mandou prender a um morador que habitava duas léguas em distancia a fortaleza. No mesmo rio os moradores da terra com alguns soldados da Bahia tomaram duas embarcações . antes que os flamengos tivessem noticia do que no Rio se passava . e tanto que avistou a fortaleza a onde assistiam tresentos e quarenta e tres hollandeses soldados e flamengos livres e indios. os quais tinham cercado a fortaleza.moradores dos lugares visinhos a aquele Rio. Neste dia lhe matou a nossa 137 Pela leitura que fizemos do Diário de Matheus van dem Broeck. Neste mesmo dia . e lhe fizeram com encarecidos rogos os protestos. e acharam nele as armas de fogo. segundo Matheus van dem Broeck. chegaram da Bahia por terra duas companhias ao mando de Nicolau Aranha e do capitão Francisco Lopes. os quaes tirando a luz as armas que tinham escondidas. pelas dez horas. Do Inst. e bastimentos. muita polvora. os moradores acudiram. quando não vai cheio. o qual logo pelos mesmos portadores mandou ordem ao capitão Nicoláo Aranha Pacheco. uns com espingardas. o comandante Samuel van Koyn ordenou que dois soldados fossem recomendar aos da campanha trouxessem para junto do forte as setentas cabeças de gado. aonde o mato estava mais fechado. Sabido isto pelo comendor da forca deitou fora um Capitao com setenta soldados. se armaram muitos dos moradores os quais estavam acanhados por lhes faltarem armas de fogos. e do grande aperto em que de prezente estavam todos os moradores do Rio de São Francisco. esperando por vento feito. Deos lhe tomaria estreita conta das mortes dos innocentes. e de palavra lhe contaram o miserável estado em que os moradores do rio se achavam. para subir para riba. esses soldados foram cruelmente mortos. 16. de sorte que nenhum tornou com vida para a fortaleza. arcos. outros com lanças e cavallos e os outros com facões dardos. vinho. T40 p. e com isto ficaram os fortaleza com pouco cabedal de munição. E Geogr. 138 Neste mesmo dia. Estando pois o caravellão neste porto acudiram os moradores com diligencia. e roubassem todas as casas e os moradores deram sobre elles de emboscada e mataram a todos. com as grandes enchentes e atropelando com todo este trabalho. e no meio do rigor do inverno. Chegaram os dous correios da Bahia. José Hgino. e mataram ao sargento e a dez soldados Flamengos que levava consigo. souberam os moradores do Rio. As cousas neste estado. e temendo que do Recife viesse infataria holandesa por mar. como ministro d`EL-REI D. e fosse socorrer os moradores delle que estavam em grande tribulacão. pedindo-lhe com encarecidos rogos. cerveja. Partio Nicoláo Aranha do Rio Real aos 27 de julho por caminhos desusados. e pretestos da parte de Deus que os mandasse socorrer logo. queijo. despacharam dois correios para a Bahia ao governador Antonio Telles da Silva. que os passassem todos em cutelo. Francisco. causando-nos assim não pequeno dano. que pela boca da barra havia entrado um caravellão do inimigo. que vinham entrando com socorro ao inimigo e lhe mataram vinte Flamengos . e assim não se pode navegar por ele ariba se não com vento feito. e entregaram ao Governador Antonio Telles da Silva as cartas lavavam . farinha e algumas mercancias e com estas armas. quando muitos rios iam de foz em fora. diz ele. em seu Diário. que todas eram mosquetes. Tomaram-nos um batel grande. João seu Rei e senhor os não socorrense com a brevidade que o presente perigo pedia. porque todos estavam com o cutelo quasi na garganta. e logo o cabo dos capitães Nicoláo Aranha mandou ao capitão Francisco Lopes a queimar as lanchas ao inimigo. aguardente. bem armados e comandados pelo capitão Diogo de Oliveira e Pedro Aranha. traduzido pelo ilustrado Dr. e flechas. ecom haverem os soldados de levar em suas muchilas o mantimento e as armas às costas. deita água doce sete e oito léguas ao mar. levando diante negros com fouces. o nome do governador do forte de Mauritius era Samuel van Koyn. que estava ancorado em um porto seis léguas a baixo da fortaleza. e se aproveitaram das munições e armas que traziam. chegou em 10 dias de Agosto ao dito Rio a onde achou os moradores com as armas nas mãos. e com as que haviam tomado nos dois assaltos passados. se fiseram em um corpo. 122 . e esforço e boa fortuna ‗ . que com muita pressa marchasse logo para o rio de S. os quais se mostraram ao outro dia . e achava os marinheiros em terra e os mataram. e que quando Sua Senhoria. manteiga. dando-lhe conta de tudo o que passava na capitania de Pernambuco. Hist. para que em vingança daquelle agravo matassem aos moradores que achassem. Em 11 do dito mez passou Nicoláo Aranha o rio da parte do Norte a onde a fortaleza estava com toda a gente que consigo trazia. e o tiraram das mãos a um sargento que o trasia preso.

que lhas semeamos de mortos saindo elles de noite a rossar o mato que estava junto dellas. aos 13 de agosto de chegou Nicoláo Aranha cm toda a infantaria à força. que quando não pudesse impedir ao inimigo aquele socorro. Neste mesmo dia teve Nicoláo Aranha aviso. E Geog. declarando que estava bem provido de pólvora e balas. pelo que não devia elle esperar socorro alguma d’aquella praça. Manoel Calado e a de Samuel van Koyn. porém o que acovardou o inimigo não foi tanto à força da nossa gente. e antes que amanhecesse o rederam. Estas notícias causaram grande desanimo entre os soldados. Do Brasil. preso com os principais offiaes e conduzido por terra para a Bahia. as fizeram voltar e fugir com grande vergonha. porque para verem a nossa gente. 123 . a 7 do corrente. mandou Nicoláo Aranha acudir com as canoas armadas de valor. sem mais gente de armas que os marinheiros. Hist. e não tinha que ver com traidores e portanto não lhe faltassem em taes infâmias. Os visitantes enviaram ao comandante da praça vários commissarios e lhe propuzeram comprar o forte por alguns curraes de gado. 139 Bastante semelhança há entre a descrição de Fr. e ainda não haviam aberto bem a porta. pelos quaes ficou o commandante sabendo que o tenente Coronel Horus fora abatido na várzea. morresse quem morresse. bastando só as barcaças. e é muito digno de notar que indo em uma lancha onze holandeses com ajudante foram investidos de dez moços nossos da terra em uma canoa e dando-lhes os hollandeses primeiro uma carga de mosquetaria não tocaram com balla a nenhum dos nossos e os nossos atirarm sua carga e mataram logo seis e aos outros degolaram a espada e tornaram as lanchas. Já neste tempo tinha o Capitão Nicoláo Aranha tomado à resolução. Dias depois o inimigo mandou aos nossos novo emissário com os homens que tinham sido apprehendidos no barco do capitão João Hoen. e investindo-as com grande resolução. Guedes Alcoforado. Eis suas palavras: “pouco mais ou menos. Neste mesmo dia morreram mais vinte inimigos e nenhum dos nossos foi morto. e com boa gente de sua companhia e a de Francisco Lopes e moradores da terra e por cabo ao alferes N. que foram os primeiros que sahiram e logo se tornaram a recolher e as fechou. e mandou logo picar ao inimigo.mas o capitão Hoen era atrevido. o qual atemorisado pela resolução não quiz sahir e lhe mandou diser pelo padre vigario Amaro Martins. entretanto este fato que o jeusuíta dá como sucedido em 23 de agosto. Não se descuidavam os do Supremo Conselho do Recife em socorrer a sua gente cercada. Do Inst. 40 p. entrou pelo rio o capitão João Hoen com viveres para este forte e do de Sergipe d’El-Rei. em como pelo rio acima vinha um barco grande com provimento para os da fortaleza deram-lhe aviso a noite e logo equipou duas canoas com vinte e cinco homens da sua companhia e da de Francisco Lopes e alguns moços da terra muito animosos soldados e por cabo o ajudante Francisco Rodrigues. havia de accometer a fortaleza e escalal-la. logo as nossas balas lhe furavam os chapéus e as mãos". Com este recado retirou-se o emissário para donde veiu. o cronista holandês assevera ter sido em 7 de setembro. destes hollandezes morreram seis e os 139 outros foram presos e feridos. e o Fiscal daquella força. para virar as nossas canoas e mettel-as no fundo. os demais eram soldados . quando lhe matamos quatro soldados. porque em 28 de Agosto mandaram uma náo grande com duas barcaças. e treze homens do mar. Informado da chegada do capitão. e o Nicoláo Aranha lhe respondeu pelo mesmo portador que com muito contentamento o esperava e que se quizesse o iria buscar a porta da fortaleza para o hospedar na sua barraca. e depois de rendidos nos mostraram alguns as mãos passadas com pelouros. as quaes entraram logo pela barra dentro. com o que muito se encolerisou o commandante koyn. Quis o inimigo fazer uma sahida no primeiro dia de Setembro. que logo viria beijar-lhe as mãos . porque em deitando as cabeças por cima já estavam mortos com as nossas balas. Animada a nossa gente com estes prosperos sucessos . Vinham no barco treze hollandezes e um commissario de Cirigipe d‘El-Rei. bem como que o Recife estava também sitiado e muito tinham que fazer seus defensores para se desapressarem a si mesmo. nem ferido. Vendo isto Nicoláo Aranha abalou todas suas estancias e se chegou a força até descubrir as suas casas a onde lhe matamos muita gente em particular em 23 de Agosto. o comandante. Koyn enviou dous soldados para melhor avisa-lo do cerco. pois voto geral que se tratasse de capitular” Ver. como a resolução com que o investimos. t. era impossível podel-la render por fome. de que resultou tomar-lhe o inimigo o barco. como seu servidor e amigo ao que o Comendador hollandez respondeu que elle o faria como fosse tempo. sendo cinco ou seis dos nossos feridos e um morto. Enfim a nossa gente se chegou tanto à fortaleza que não ousaram o hollandezes a se por em cima da muralha.38. porque se aquelle socorro se lhe não pudesse impedir e se lhe chegasse. Era. e assentando seu arraial lhe tomou todos os caminhos (assim entradas com sahidas) com emboscadas e corpo de guarda. iam a por as mãos nos chapéus e em as pondo. não quiz render o bordo ao mar.gente vinte Flamengos.

quanto ele sentia grande falta de munição. por que já estava enfadado de o terem ali tanto. a qual ia tangendo por entre o nosso corpo da guarda e se ouvio por alguns dos nossos. disse então o Capitão Pedro Aranha irmão do cabo da companhia de Nicoláo Aranha. pólvora pouca e essa molhada. respondeu que se queria logo entregar". já situado. sem dúvida que isto deve ser as almas dos Paes defuntos que nos vem a socorrer. com toda solemnidade que foi possível e ordenou Nicoláo Aranha que quando o sacerdote levantasse o Corpo do Senhor e seu precioso sangue em alto. e ocupado em defender Recife. nos dezoito dias do mez estando na barra do Rio cinco embarcações cheias de gente. Dêo-se embarcação as mulheres. pondo graves penas a quem as levava. os quaes se lhes concedeo e lhe fez o partido muito favorável. eu sou grande seu devoto. liga a convicção de que não seria socorrido pelos seus compatriotas. naquella noite se ouvio o som de uma companhia. a carne que tinham a repartiram. uma música em tom de ladainha e vio uma clara de luz. promettamos-lhe todos uma missa cantada. como o leitor já viu na nota anterior. e logo se resolveu e mandou por um official com um tambor dizer ao Comendador da força que se rendessem. notícia esta que lhe foi trazida pelos homens que tinham sido apreendidos no barco de João Hoen. isto é boa nova. desparassem os nossos soldados todas as armas de fogo e dessem duas cargas cerradas em signal de alegria e festa. "Não se aproveitaram os soldados. Poes amanhã e segunda-feira o dia em que a Santa Igreja Catholica costuma dizer Missa e fazer sufrágios por ellas. "Fez-lhe Nicoláo Aranha muito honrado partido a saber. "Tinha o Sacerdote consagrado o corpo de Christo Nosso Senhor Salvador. bandeira estendida e os officiaes com suas insígnias militares. que os iam socorrer. para levarem suas roupas para a Bahia e cavallos para os que foram por terra. Vendo os hollandeses a resolução. ou os passaria todos a cutelo. desparou o inimigo da fortaleza uma peça de artilharia e toda nossa infantaria lhe respondeu com uma carga cerrada de mosquearia e tornou a secundar com outra ao levantar o calix consagrado e tão grande foi o estrondoque o inimigo ficou admirado". tanto que amanhecer. Isto tanto mais desanimou Koyn. "Acabou-se a missa e o inimigo começou a chamar com um tambor mandamos ver o que 140 queria."Chegou a Nicoláo Aranha em 13 de Setembro a triste notícia em como o inimigo à falsa fé havia queimado aos nossos navios que estavam na enseada de Tamandaré. e querendo levantar em alto. duas léguas em distancia da força umas não três lanchas grandes que vinham aos hollandezes. achamos-lhes na fortaleza dez peças de artilharia de bronze. com socorro de pólvora. e a nau vinha só com duas velas pequenas. Samuel van den Broeck. porém nenhumas de mosquete. achamos duzentos e sessenta e seis flamengos dentro na força e cinco Índios. responderam brandamente como quem o queria fazer". Achamos sete cavallos vivos. 124 . e todos os dias as encommendo a Deus e agora nesse ponto acabar de resar as orações que todos os dias ofereço a Deus por ellas. nem outra alguma pessoa de cousa que os hollandezes tivessem na força. sendo mortos no cerco setenta e sete. aonde haviam de ser desarmados. e passados da outra banda do rio da parte do sul. até uns tantos passos. Senhores camaradas. que sahissem da fortaleza com suas armas e balas em boca. Depois que tivemos a fortaleza por nossa e os hollandezes reunidos e desarmados. bordando as nuvens de louvores e allegrando o mar e a terra com seu formoso aspecto. achamos vinte e quatro mulheres e trinta e três meninos e desoito escravos. Caso miraculoso!". onde foi presas Hous. de mantimentos trinta e sete barris de farinha. e recolheu a si todas as cartas. o qual com muita dor encobrio a nova. Eis a verdadeira causa da rendição do forte. appareceram no rio. dos quaes levaram quatorze". se cantaram uma Missa de Requien pelas almas do purgatório. para que o não dissesse a ninguém. "Aos 15 do mez pediram ao Capitão Aranha três dias de tréguas. bala e armas e das mais munições de guerra com cento e oitenta soldados. muitas balas para ellas. derrotado na várzea. meninos e enfermos. para caminharem para a Bahia. 140 Enquanto Calado liga a rendição e capitulação do inimigo a um fato misterioso. para mostrar ao povo." "Approvaram os camaradas o bom intento e tanto que a nova aurora appareceo.

antes sempre sobejou o mantimento de vacas. os quaes em companhia do capitão Pedro Aranha sempre tiveram a vanguarda no cerco da fortaleza. Porto Calvo e Sergipe de El-Rei. que não servia para carregar as peças. "Tão extremamente o fizeram nesta ocasião. e assim perderam os rendidos tudo o que era seu. antes todos acudiram com suas armas. vitellas. sem haver entre elles os nossos soldados. e os nossos soldados o fizeram com tanto brio. Porém assim por maior quero ir nomeando de uns aos outros. Em cousas particulares. disparou o capitão Willem suas peças e os portugueses vararam a caravella sobre um banco e lançaram-se à água depois de uma pequena escaramuça. porque lhes sahiu em sorte o ocupal-os o cabo do capitão Nicolão Aranha. com suas armas. que são merecedores de muito grande louvor. com tanta pontualidade. porque com a artilharia lhe faria grande damno. Porque dos moradores. mandou investir contra ellas. Manoel 141 Essa nau e lança eram comandados por Willem Lamberts. galinhas e carneiros. P. dos moradores do rio S. Cit. a nenhum morador fizeram os soldados damnos. porém o capitão considerando que na fortaleza achava pouca pólvora e essa toda molhada. em suas casas. e assim desejando eu louval-os a todos. patos. como merecem. nem sustentar bateria. como os soldados da Bahia e com tanto esforço e valor. vacas. Só ". nos faria a nós muito mal com sua artilharia. "Tomou o capitão Nicoláo Aranha conselho no que faria para tomar a não e as lanchas e alguns lhe disseram que as deixasse metter bem debaixo da fortaleza . leite. se occupavam em fazer de comer para os soldados e com tanto gosto. O capitão Willem houvera posto fogo à caravella se as mulheres neerllandezas não se intercedessem. não sahiu morador algum de sua casa. Francisco o capitão André da Rocha de Antas e o capitão Valentim da Rocha. mandou o capitão Aranha desparar uma peça de artilharia da fortaleza. fazendo sua obrigação com muito animo e as mulheres. não me atrevo a por uns em primeiro lugar. só os que vinham enfermos aceitaram alguns cavallos para poderem acompanhar a tropa e porque os moradores não desconfiassem vendo que se lhes não aceitavam seus oferecimentos". os homens sempre assistiram com os soldados da Bahia. nem morto nem ferido algum.navegando. "Para se render esta fortaleza. que nunca nos faltou. de sorte que lhe fosse necessário esconder-se pelos matos. Pouco depois o capitão Willem despojou o rio. e estiveram mais chegados ao inimigo João Velho. contra os hollandezes. novilhos para trazerem consigo para Pernambuco. porque em tudo 141 os quis Deos favorecer". os soldados como generosos não quiseram aceitar cousa alguma. para se recolherem ao Recife. por quanto não tenho até as presentes testemunhas de vista". esforço e brio. Francisco. segundo Matheus vam dem Broeck. nos quaes haviam de embarcar as guranições do forte Maurício. Para libertar os nossos devera ter chegado três dias antes” Obr. que era o signal de que estava dado para os hollandezes conhecerem que estava a fortaleza por sua. que seguiam por terra a Bahia entroeu no Rio o capitão Willem Lamberts com um degre (barco hollandez de pesca) e tres barcos bem artilhados. esquipou dous barcos e algumas canoas carregadas de bons e valerosos soldados e antes que a náo e as lanchas chegassem. Mandou o commandante Aranha que fossem ao encontro do capitão Willem uma caravella (onde já haviam acondicionado a bagagem dos rendidos) e um barco com soldados. elle faria matar as mulheres e meninos. começou a náo a fazer bordos e a desparar sua artilharia e as lanchas suas roqueiras e se foram pelo rio abaixo e sahiram fora da barra na derrota do Recife e os nossos dous barcos e canoas se tornara. nem causaram moléstia. e que se náo e as lanchas chegassem a metter-se debaixo da artilharia da força. sem fazer agravos aos outros. de modo que succedeu esbulharem os nossos os bem dos seus próprios compatriotas. doces e fructas que a terra dava. pois o commandante Aranha declarou que. que diz: “ depois da partida do commandante e soldados. e desparada a peça logo a não largou todo o plano e as lanchas com ella e se vieram em direitura para a fortaleza". Acercando-se uns dos outros. que chegaram a dar duas cargas cerradas ao inimigo e não posso affirmar se lhe mataram pouca ou muita gente. Sei que ficando um vento rijo. se os hollandezes queimassem a caravella. que era grande consideração para impedir a passagem para a Bahia e a chave da capitania de Pernambuco. perus. e com a infantaria por terra e por mar em barcos e canoas as renderia facilmente. como os mais valerosos do mundo. farinha. e por conselho de seis francezes que pediram praça para tomar armas por nossa parte. assim os moradores do rio S. porque o não mereceram. alguns que mais se extremaram. 44 125 . e conhecessem o pouco cabedal que fortaleza tinha para lhe fazer danmo. antes lhe deram muita graça pelo bom tratamento e offerecendo os moradores das terras (depois da Victoria alcançada) muitos dons e mimos de bois.

como já aconteceu". O conselho de guerra resolvêo os seguintes artigos: "Nós. Manoel Calado. reunidos em conselho hoje 17 de setembro de 1645. e outros muitos que não nomeio por ser enfadonho. sabemos que os contrários estão aqui de vigia em numero de trezentos homens. enfim alcançada a vitória foi o capitão Nicoláo Aranha despedindo os outros capitães em suas companhias e tropas para onde estava o Governador da liberdade João Fernandes Vieira e os dous mestres de campo André Vidal e Martins Soares e elle depois de ordenar as cousas necessárias no rio. Francisco Velanez. isto é. Marcos Dias . e no sítio sempre nos acompanhou com pessoa e fazenda. que andavam sempre de vigia. João 142 Furtado de Mendonça. Ganhada esta fortaleza a mandou o capitão Nicoláo Aranha arrasar. o qual já tem perdido três filhos nesta guerra. o capitão Francisco Lopes. veio marchando detraz na retaguarda e todos 143 chegaram a várzea do Capivaribe com prospera viagem . Não temos. o qual foi em uma das canoas. senão a socorrer os moradores na grande tribulação e aperto em que estavam. Gonçalo Dias cabo da esquadra. e em baixo com embarcações para o fim de tomar os socorros que nos enviem. externa sua resolução e deputa-se o capitão Felipe Schatt e o escabino Lubbert van Coeverdeu para entrarem em acordo com o inimigo. de modo que não dispomos de maior quantidade de pólvora que é necessária para prover por uma vez somente as bandeleiras. porque o inimigo não tivesse esperanças de a tornar a possuir. e senão vieram logo para o nosso arraial da Várzea de Capivaribe. foi porque era quase impossível o combatê-las por terra por ser a distancia de sessenta léguas e haver muitos rios navegáveis que passar e mais era grande o risco mandá-las em barcos. porém quero nomear os principais que nesta empresa se acharam. mas com muita vontade e contentamento passou toda a nossa infantaria da outra parte do rio. Capitulado e desesperançado Koyn de auxílios vindos do Recife. que fizeram fugir as lanchas até os deitarem pela barra fora: e este soldado é filho de um homem nobre. só digo que alcançaram a vcitória sem nos morrer soldado algum. e dez peças de artilharia de bronze que n‘ella achou. chamado Baltazar de Matos. os capitães Gaspar Fernandes Villar a quem o cabo do capitão Nicolão Aranha proveo de uma companhia de bons e valerosos soldados. que poupamos assim antes. que mal se pode sustentar". acham-se ao presente esgotadas. Não custou esta fortaleza cabedal algum a S.M. "2-Igualmente começam a escassear os viveres. Eis ai as minundencias de Calado. 126 . a cujo cargo veio esta gente com sessenta e cinco da sua companhia. dos da Bahia não me atrevo a declarar o valor que nesta empresa mostraram. foram rotos pelo inimigo. para nos aproveitarmos delas na primeira ocasião de importância. rendemos esta praça a partido": "1-As nossas munições de guerra. e por ordem dos governadores da liberdade. resolvemos. como dos da terra e lhe fizeram numero de sessenta. 64. capitão Nicolão Aranha. homem. quando o inimigo trazia pelo mar náos de guerra e lanchas. Francisco Aguiar. Francisco de Almeida alferes reformado. pois amanha será distribuída a ultima ração de carne". o capitão Pedro Aranha com vinte. nem ferido. com que defender as nossas vidas". Gonçalo de Matos homem natural de Pernambuco. p. "E o caso suceder entrar por este rio em nossa assistência um ou dous barcos com gente ou provisões. oficiais do forte Mauricio no rio de S. pelos companheiros de Hoen. "3-Segundo todas as probabilidades não sermos socorridos pelos do Recife. as mandou esconder em lugar seguro.Gonçalves Marzagão. fazendo toda a sua obrigação como honrado. mais que pólvora e bala. Marcos de Oliveira alferes reformado. a fazer guerra aos hollandezes de Pernambuco. com cinqüenta soldados. e que o Recife esta assim apertado. pólvora e morrões. e ele o fez como de seu valor se esperava. assim dos da Bahia.Francisco. pois sabemos com certeza que a maior parte dos nossos comandados pelo tenente coronel Hous. obrigados de imperiosa necessidade e movidos de poderosas razões que abaixo vão. o qual com muito grande trabalho e dispêndio. Fr.M.. abaixo assinados. sobre as condições de capitulação. o capitão Diogo de Oliveira de Lacerda com vinte moradores do rio REAL. porque nem o governador geral mandou a infantaria por ordem de S. reuniu conselho de guerra. O valoroso Lucideno.. que os soldados gastaram. pois. também dez soldados da Bahia se avantajaram muito. 258. segundo temos escrito atrás. como durante este cerco de perto de seis semanas. por pedimento dos moradores. os dous irmãos chamados os Brittos. aonde estava a fortaleza. Gaspar Gonçalves Nenoa. 142 143 Provavelmente este Marco Dias é um descendente da família de Belchior Dias Moreya.

"8. começa a sentir-se fraca e desalentada que. e caso o Recife se haja rendido. dentro dela não se pode haver a terra necessária para levantar outra muralha". vigiando continuadamente nas muralhas. como assenta sobre pedras. pois. poderão retirar livremente e intacta as suas bagagens.O Senhor Nicoláo Aranha nos fornecerá embarcação capaz que nos transporte com as nossas bagagens para o Recife". ao todo cento e noventa e sete homens em estado de prestar serviço. soldados. "2. não há palissadas em terra de fortaleza. "6. caixas. caso o Recife se ache em cerco. Koyn. como pelo presente resolvemos. A nossa gente valida não excede a 147 soldados. em ajustes com o inimigo e aceitar as melhores condições que deles podemos obter. Está. "1. ao general que mandar na praça. "Por estas e outras considerações. paisanos. o mesmo oficial nos entregara. 2. D.Pieter Rotterdan. "Assim que cada homem tem que ocupar perto de duas varas de terreno.Hans Pertersz. segundo os estylos militares e aos seus foi anteriormente concedidos". 127 . ao passo que as nossas.Wolf Reurseits – Philip Schacht – Thomas ReBarent Vlieger.Boudewijn de Jager. depois de maduro conselho.Soltara e permitira que nos acompanhem os prisioneiros que se acham em seu poder". indicando as experiências militares.O official que nos escoltar será obrigado. "3.V. Era ut supra. 18 do corrente. onde deve estar de continuo sete homens para a guarda e pronto socorro". que por justas razões somos movidos a entrar em ajustes com sua nobreza a cerca da entrega da dita fortaleza. que com tão poucas forças é impossível defender tão largas obras contra adversários numerosos". mal alimentada. Com essa força temos de ocupar: 1-a fortaleza cujo circuito é de duzentos e setenta e seis varas.um parapeito na extremidade das pedras. corda acesa em ambas as partes.. "7. poderão igualmente levar seus negros. temos resolvido. sem mais sermos encommodados. 3. e as muralhas recentemente levantadas acham-se arruinadas e abatidas em conseqüência das continuas chuvas. que presentemente montão a oitocentos homens. judeus. Feito em nossa assembléia no forte Maurício.uma obra exterior de sessenta varas diante da porta para defesa dos carregadores de água. fazemos saber ao honrado Senhor Nicoláo Aranha. Smit. por entre a frota inimiga". uma vez que sua nobreza nos conceda as seguintes condições e artigos. de modo que por fora é fácil galgá-las.Lubbert van Coverden."4-As forças inimigas. comandante das tropas portuguesas no rio S. "5-Tão pouco não tivemos meios de cortar a fortaleza.Permittir-nos-há a levar três canhões de seis libras de bala com a sua carreta". sem sermos molestados do inimigo e ali entregar-nos-ha aos nossos senhores. Além disto como se sabe. com bandeiras despregadas. "4.Todos os rendidos. a continuar este estado de cousas. "Nós oficias abaixo assinados reunidos na fortaleza Mauricio. .O Senhor Nicoláo Aranha conceder-nos-ha podermos sahir todos para o Recife. a fim de nos escoltar livre e seguramente até o Recife. para o qual fins lhe deputam o capitão Philip Schacht e o escabino Lubbert van Coeverden". todas as armas. pois. mulheres e meninos. trinta homens de trem e vinte paisanos.Antes de partimos seremos supridos com as necessidades vitualhas de modo que possamos fazer convenientemente a nossa viagem". a conduzir-nos livre e desempedidamente a dita praça. desnudada. "5. "6-A guarnição. arcos e caixas. Em fé do que assinamos este termo com os nossos próprios punhos".O dito Senhor Aranha ordenará que um oficial nos acompanhe. Francisco. como é manifesto vão pelo contrario diminuindo. negras e cavalos ". bala em boca. sabemos que crescem de dia a dia. é impossível prevenir que se rebele".Huybert Dop – Hans Paap – Thomas Pouwelsz. antes da nossa chegada. entrar amanha. e este dar-nos livre passagem para a nossa pátria".

Conceder-nos-ha levarmos as bagagens que os nossos escravos e cavalos poderem carregar. "2. Resposta do Capitão Aranha: "1º Serão todos enviados. "3. Cinco paisanos poderão conservar seus sabres enterçados. "Nós.Dar-nos o prazo de três dias. pois os moradores não permittem conceder maior espaço. Thomas Pay. Koyn. "4. Walf Keseits. Serpa de Lacerda. "5. na margem norte do S. sargento. " 3 O prazo que concedo é até as 8 horas da seguinte manhã.Depois de havermos deposto as armas. Valentim da Rocha. Hans Pietersz Smit. Boudewijn de Jager. Francisco. "5º Forneceremos um barco em que vão os feridos.O capitão Aranha não aceitando todos os artigos. "2 Os officiaes levarão suas espadas. que obriga-se alli entregar suas nobrezas. Francisco. Diago de Oliveira. sem serem visitadas". sem serem revistadas as suas bagagens". concederá o Senhor Aranha que as separemos das hasteas. Sahirão com suas armas até onde nos aprouver.. Aos officiaes principaes serão dados cavallos que os transportem para a Bahia. e estes não me permittem de modo algum que eu mais conceda. pois. quartel-mestre. "4° Não se tocará nas roupas das mulheres. Willem Sloot. Rans 144 Paap. a saber: capitães. bem como as mulheres e meninos. D. Francisco Lopes de Maltos. comissários e auditor. Pedra Aranha. Feito em conselho no forte Mauricio ao rio de S. pois não podemos mais obter. Pieter Boiterdamo Lubbert van Caeverden". "6. poderão ficar comigo na fortaleza o tempo que lhes parecer.Todos os oficiais. G-aspar Fernande-s Vilar. alferes. Nicoláo Aranha Pacheco. Em fé da verdade assignamos todos o presente termo. a deputação teve de voltar. tambor batente e b~ndeiras tendidas. não vim para lhes fazer guerra e sim para ajudar os moradores. submetendo os seguintes ao seu parecer: "1. mestres de obras. ate 21 de setembro. Adriano da Rocha. "Os paisanos poderão sahir com sua roupa e mochilas. acompanhados de um capitão. Outrossim. "Eis o que concedo aos hoHandezes. cortavam-se 144 Diário de Matheus van den Broeck 128 . Pra partirmos conforme as praticas militares". isto é. poderão levar seus negros e negras para lhes carregarem as bagagens". os officiaes principaes. porém.Cada um dos oficiais. escabinos. concederá levarmos nossas armas brancas". Em 'dito barco serão embarcadas as bagagens dos que as não poderem levar por terra. officiaes do forte Mauricio abaixo assignados. que não serão revistadas". serão transportados com escolta para a Bahia em embarcação capaz. bala em boca. poderá mandar no barco uma arca com suas bagagens. segundo as praticas de guerra. 9 º Conquistado o forte Maurício. Philip Schacht.Os doentes e feridos. caso não possamos levar as nossas bandeiras. morrões accessos. V. E para que isto não falte. paisanos e suas mulheres. mulheres e meninos. secretários. tenentes. passei o presente papel hoje 18 de Setembro de 1645. para a Bahia. declaramos que. Sahirá a guarnição com armas ao hombro. . acceitamos as condições que acima ficam e dellas somos contentes.

pela sucessão de vitórias. Francisco. a não conseguir que os holandeses se espalhassem pelo território. como para mover as fábricas açucareiras. de que não dispunham os seus compatriotas do forte Maurício e Porto Calvo. que só de infantaria contava para mais de dois mil homens. quanto da metrópole não lhes vinha nenhum auxílio. e entregava-se a capitania. Um arranco ia efetuar o espírito batavo para reaver o que já tinha perdido. pois. pedindo a capitulação. As condições dos dois exércitos tornaram-se completamente desiguais. em setembro desde 1645. Era o trabalho de Camarão e Henrique Dias. comandante do forte. João de Souza. rendiam-se. João de Souza. de Sergipe tiravam o gado. A notícia destas vitórias chegaram ao Recife a 30 de setembro. com o duplo fim de privar as comunicações da fronteira sul com o exército dos conquistados. Em suma. privados de comunicação com o Recife. e outro no rio Real. chegaram a alimentar-se de gatos. não só para alimento do exército. às mãos dos seus primitivos conquistadores. Sem combustível. Estavam para capitular. cercados pelo inimigo que até lhes dificultava a água. que realmente chegaram a 19 de agosto. juntamente com Koyn e Florys em uma caravela para Portugal. os holandeses entravam em uma fase de decadência. já contavam os dias. de onde não podiam receber nenhum auxílio. tanto mais assustadora. como diz Varnhagen. situadas no limite sul do seu domínio. pois era impossível a continuação de um tal estado de coisas. botavam no fogo o último pão. exaurida pelas sucessivas destruições das lutas e das guerras. a fome e a indigência. Por certo era uma grande perda para o inimigo. que desde esta época tinham permanecido em vigia. Abriu-se assim o ano de 1646. quando chegam-lhes munições por dois navios. encarregado deste serviço. cheio de horrores para os holandeses. as horas. Além de novos membros para o governo. Abandonando Olinda. sendo preso Hans Vagels. Francisco duzentas cabeças de gado. tinham edificado dois fortes: um em Vaza-Barris. Assim. indo só do rio de S. comiam as carnes cruas. porém. onde os holandeses. acampados em Bom Jesus. Perdendo os seus domínios do sul. Depois de tentativas para retomar o Recife. As condições mudaram. devastada. batidos pela fome. como já vimos. de onde vinham importantes contingentes para o 129 . cercados pelo capitão D. entre os holandeses reinavam o desânimo. estavam no auge da fome e o exército já começava a· revoltar-se. trazidos de diversos pontos. cães e ratos e desenterrar animais. enclasuraram-se no Recife. enquanto entre eles havia a abundância de víveres. Cristóvão e no fortim de Sergipe. e a certeza de que em breve lhes viriam amplos auxílios. que a 27 de setembro partia. Baldas de meios. Bem providos de munições de guerra e de pólvora. cheia dê ruínas. Agora. os holandeses que habitavam em S. Enquanto entre os revoltosos reinavam o ânimo e a coragem. quando se rendiam ao cerco de D. Aquele desde 1642 tinha sido derruba·do pelo exército dos conquistados.as comunicações entre o Recife e Sergipe. por intermédio de Dirck Witte Paert e Lamberts. Schkoppe encarrega a Henderson a expedição a S. rendiam-se as duas fortificações dos holandeses. onde causaram um geral desânimo. As guarnições de Recife e a fortaleza de Maurício. veio uma grande força militar comandada por Sigismundo Schkoppe e Henderson. que postaram-se na margem do rio Real.

a voltàr para Holanda. O resto da guarnição que pôde escapar à destruição. menos os 500 a 600 homens que ficaram no forte. ia realizar o plano de bloquear a Bahia. depois de atravessar o rio. para vigiar o inimigo. sob o comando do tenente van 130 . assim como os capitães Daniel Kein e Gernil Schut. quando os fugitivos. em que iam 10 companhias de soldados e 3 de índios. o conde italiano Bagnuolo. tenente de Gisselingh e Adriaen Mebus. Sem a. A 24 de outubro de 1646 parte o coronel Handerson com uma frota sob sua direção e do almirante Lichthard e como comissário Paulo Antony Dames. Era uma força militar demasiada para debelar a resistência que pudesse encontrar em Sergipe. correm espavoridos e galgam a margem sul do rio. Francisco até março de 1647. centralizouse no forte. a guardar e defender o território. Henderson permaneceu em S. quando o inimigo ataca e cerca uma casa. cujo corpo foi conduzido para o Recife e ficou prisioneiro o valente capitão Gisselingh. Henderson encarrega ao capitão francês Samuel Lambert (La Montagne) que com quase toda a guarnição. Antonio Bailjaert. Faleceu. Henderson conquista a fortificação.exército. entre índios e soldados. como desleais. e onde estava postada a sentinela avançada. largaram em caminho as armas e por isso. Duas grandes perdas assinalaram este feito militar. já em melhores condições de luta. em presença do historiador Nieuhoff. Apresenta-se Samuel. onde. e congraçados em número de duzentos. até 4 de fevereiro de 1647. vai atacar os sitiantes. pelo território sergipano. quando grande parte dela incorporou-se ao comando de Sigismundo Schoppe e do conselheiro supremo Simon van Beaumont. A 16 de novembro desembarcam em Cururipe e daí marcham por terra para São Francisco. que continuava a cercá-Ia. Seus habitantes. comandados por Francisco Rabelo. perante eles. e trata de levantar. Fogem os duzentos combatentes que lhe deviam resistir e. aquele mesmo que em companhia de Schoppe tinha pesquisado em 1637. menor resistência. em dias de dezembro. desprevenidos para a defesa e ocupados ainda em demolir o forte. elas lhes foram quebradas aos pés e eles condenados. quando pensava La Montagne em uma vitória.200 a 1. onde está edificada hoje a cidade de Propriá. Por diversas vezes algumas partidas se fizeram. meia légua distante do forte. fazendo o número de 1. e Joost Comam! e o Alferes . e não podendo mais atacar pela retaguarda os inimigos. Foi vítima desta imperícia. sendo composta de 13 navios. um outro forte. Francisco. onde se achava o Capitão Francisco Rabelo. que. sendo a mais notável a em que foi àssaltado o tenente La Fleur. e fazer do rio uma base de operações e daí dirigir-se para o norte. por ordem do Governador Geral. os tenentes Jeronymo Helleman. bloqueando o inimigo.300 homens. postados em Bom Jesus. Para punir a insolência dos atacantes. Jan Jansz van Yssendyck. em lugar melhor. a 29 de dezembro. em Urubu. além da perda de cento e quatorze soldados. sabendo do desastre em S. Somente no forte ficou o coronel Henderson. perde a ação pela emboscada de que foi alvo. com 500 a 600 homens. com toda a companhia que tinha saído para ver o inimigo. alferes do capitão Schut. atacam um posto avançado de vinte homens. o bravo almirante Licththardt.Middelburg. Killiam Snyder.

para sua alimentação. desde setembro de 1645. pois. se não recua para. o forte com os seus 300 soldados. querendo socorrê-los. em 1647 e do território de Sergipe. impossível a permanência de Henderson em São Francisco. onde achava-se Sigismundo. manda o capitão Chain Fleury que foi cercado pelo inimigo. ficando prisioneiro com 40 soldados e 60 índios. são capturados 50 a 60 soldados. que ficaram nas mãos. Henderson. a devastar.Westwout. força insuficiente para romper as forças inimigas . 131 . O próprio Henderson teria idêntica sorte. convencendo-se a Companhia de autorizar a retirada de Henderson. Perdeu o holandês os currais de gado. donde tirava aos milhares de cabeça por dia. Ficava assim o holandês eliminado do rio São Francisco. dos sitiantes. de onde os holandeses não teriam nada a tirar. com um passaporte para a Holanda. indo a guarnição para Itaparica. Era.

como a que o historiador estuda da capitania de Sergipe para o norte. que foi substituído. Se foram estes os males que apontamos. O território da capitania foi descoberto. foram as causas que reduziram Sergipe ao estado de decadência a que chegou. pela defesa de uma causa comum. em 1650. nesse tempo. As explorações do holandês na zona ocidental da capitania. abriam entre si larga separação. Rodrigo Castelo Branco. quando uma geração nova veio substituir aquela que batalhou tenazmente para eliminar o inimigo. que se sucedem até o fim de século. motivaram as posteriores explorações a cargo de D. porque houve necessidade de ser percorrido. amontoada. En suma. As três raças que. aproximaram-se. depois que a capitania passou de novo ao domínio português. perde. O primeiro captião-mor despachado. Até sua capital foi reedificada. Queixa-se da conduta do ouvidor Felipe de Almeida. substitui-o na administração pelo capitão João Ribeiro Vila Franca. Compreende-se perfeitamente que um povo que se acostumou a uma luta tenaz. sob o comando de Baltazar dos Reis. que deu lugar à existência de uma opinião mais autônoma. os hábitos de paz e harmonia. a desastrosa indiferença de Nassau para com a colonização da capitania. quando passou novamente ao domínio da colonização portuguesa."encetar. pelo capitão Francisco 132 . que preferiram perder seus bens a conviver com o povo invasor. na metade de século XVII. Historiemos os fatos. Permanecia em Sergipe. por ter expirado seu triênio. Daí a razão principal de cedo começarem os tumultos em Sergipe.CAPÍTULO VII NOVO DOMíNIO PORTUGUÊS Depois dos acontecimentos descritos nos últimos capítulos. que veio à capitania sindicar judicialmente da questão. em mais de meio século de colonização. como conseqüentes das lutas e que destruíram uma pequena riqueza pública e particular. foi Baltazar ele Queiroz. porque em uma carta a si dirigida pelo conde de Castel Melhor. que serviu de ponto de espia ao exército conquistador. em março de 1651. onde nota-se tendência bem visível até mesmo para romper-se os laços de subordinação do governo da capitania ao da Bahia. provavelmente em 1648. nos sítios e nas fazendas: a falta de humanidade no tratamento que deram aos seus habitantes. as devastações que seu exército fez em sua capital. com Baltazar Barrinhos. com sacrifícios. durante anos. a câmara de São Cristóvão saúda o conde. As lutas feridas em seu território. denúncia que motivou a demissão daquele funcionário e o despacho do licenciado Francisco Alves Moreira. para motivarem maior atividade nos períodos subseqüentes. por ser cúmplice no assassinato de Cipião Cardoso. ferido em sua cobiça pelas belas formações geológicas. por sua chegada ao Brasil. eles trouxeram conseqüências de algum valor. uma companhia de infantaria. o contingente que se tirava de seus currais para o sustento do exército. entregando-lhe seus haveres e suas casas. até então. sem o querer. que muito tarde quis . passou Sergipe novamente ao domínio português. Em sua administração. a permanência do holandês em Sergipe deixou no espírito da sua população um gérmen de revolta.

conduz para a Bahia trezentas cabeças. sendo as seguintes as palavras textuais do governador à câmara de Sergipe: "e com a maior brevidade execute a ordem e possa este' povo (Bahia) se ver livre da necessidade em que fica. Esta medida revela os temores da época . com os documentos de suas faltas. De novo reclama. por questões de vaidade pessoal. com recomendação expressa do governador ao seu delegado. 133 . Além desta desobediência de Vila Franca ao seu superior. como receita municipal e a revogação da ordem. Francisco e Japaratuba. servia também para abastecer a população da Bahia. de quem ele era delegado. prejudica suas atribuições. pela qual os curraleiros não tinham mais obrigação de acudir à defesa da cidade. por ordem do governador. maior quantidade. e não pelo poder municipal. em 1651. com os capitães Vicente de Amorim. não dá execução a uma ordem do conde de Castel Melhor. pouco próprios ao desenvolvimento de qualquer lavoura. os quais enviam presos para a Bahia. cuja administração foi de lutas. Verifica-se aqui uma lei geral da marcha das civilizações.José de Araújo. que não só tomou a si resolver assuntos. para vingança de paixões pessoais. como queria a câmara de Sergipe. Só na administração de Vila Franca. ficassem transitoriamente pertencentes à jurisdição do capitão-mor da Vila do Rio de São Francisco. e o exército que ainda lutava no norte. por quem foi julgada a prisão ilegal. uso e logro da passagem do Rio Real. porque defendido o rio contra invasões inimigas. constituída por terrenos agrestados. As rendas públicas da criação do gado que. O maior peso específico da população era dado pelas gerações mestiças. contra essa resolução. Em março de 1651 foi Baltazar de Queiroz substituído pelo capitão João Ribeiro Vila Franca. foi pastor. pela da Bahia. Logo em maio. por serem indecentes os motivos. outro em 1652. não pertencentes à sua jurisdição. O gado de Sergipe. pouco tempo depois da posse. até mesmo com o próprio governador da Bahia. e os interesses econômicos da capitania. A criação do gado era a profissão dominante nesses tempos. para que não promova mais inquietações e não se aproveite do cargo que exerce. dirigidos ao Ouvidor Geral. ela pede permissão para lançar novos impostos. além do contingente econômico para formação da riqueza pública. naquele tempo. promove divergências. Voltam para Sergipe. passaram a ser cobradas por um comissário. hoje Penedo. estava-o igualmente Sergipe. era quase a única verba de receita. Antes do sergipano ser lavrador. E uma razão de ordem étnica influiu para este resultado. As idéias de invasões inimigas dominavam os espíritos. que tanto ou mais do que a finta lançada pela câmara da Bahia. Toda sua zona ocidental. pela qual ordenava que os moradores da zona compreendida entre os rios S. Além desta reclamação. um emissário. escrivão da câmara e Francisco Curvelo. A câmara de então representa ao governador contra a usurpação de suas atribuições. a fim de auxiliar a reedificação da cidade. como fintar o gado dos moradores de Sergipe. da companhia de infantaria. prestava-se à criação do gado. tão contrárias às profissões de hábitos fixos. Além disto a formação geológica da capitania não deixava também de prestar sua influência. em ocasião de rebate do inimigo.

alimentava a Bahia! A Vila Franca na administração sucedeu Manuel Pestana de Brito. pelas quais foi Pestana de Brito destituído do posto 146.. que é justo. destituído Pestana de Brito do posto de capitão-mor. Vmces. que tendo o conde de Atouguia. por carta de 8 de outubro de 1655. havendo nesse procedimento do governo prejudicial precipitação. lh'a entregue logo que receber esta para o continuar em virtude da patente que tinha e debaixo do mesmo. Os excessos das denúncias da câmara ficam ainda provados pela seguinte carta do governador a ela dirigida: "Tenho entendido que excedem Vm ces.145 Origina-se profunda desarmonia entre ele e a câmara de S. a quem envia diversas queixas. Deus Guarde. dirigindo a este a seguinte carta: "Pela boa informação que se me faz dos procedimentos do capitão mór Manuel Pestana de Brito. pleito e homenagem que dela tem dado". me moveram a mandar-lhe sucessor. que em tudo é contrario ao que se me havia feito. no mesmo momento o mandarei privar delle e embarcar para Portugal. 145 134 . usa nessa capitania. (Carta do conde de Atouguia à Câmara.o que 'lhe envio do mal que Vm. como devia no Governo dessa capitania o capitão·mór della Manoel Pestana de Brito. etc. que timbra em não cumprir as ordens do administrador. para seus moradores padecerem violencias. Tendo em março assumido a administração. a 9 de março de 1654. quando lhe mandei suspender o exercicio do governo dessa capitania. daqui em diante com tal moderação e compostura em todas as occasiões que saiba eu que são os que deve a confiança que fiz de sua pessoa para lh'o encarregar. donde não há de participar bem a queixa que fizer a S. tomando posse a 20 do mesmo mês. para ser substituído por Vila Franca em dezembro. para assim se augmentar a capitania e terem antes occasião de lhe louvar o bem que corresponde as suas obrigações que de lhe reprehender ou castigar defeitos nellas". Cristóvão. se não houver nesse. a outros faça os favores. me parece o restituil-o a ella. porque as acusações da câmara ressentiam-se de excesso de paixão. nas quais critica seu irregular procedimento. E tanto assim é. os termos de sua jurisdição e o respeito que devem ter ao capitão mór dessa capitania Manuel Pestana de Brito em quasi tudo o que obrão.M. nem eu faço caso dos sujeitos se não emquanto elles O merecem no posto em que os occupam. tem procedido.que lhe envio. para o que fiz eleição do capitão João Ribeiro Villa Franca que esta ha de dar a Vms. Não O mandei para ella. Si Vm. se hajão com elle de maneira que me não cheeguem Em 20 de outubro dirige·lhe O conde de Atouguia a seguinte carta: "Aqui me tem chegado varias queixas de differentes excessos que Vm. em outubro. Vmce. nomeado capitão-mar pelo conde de Atouguia. de outubro de 1656) . pelas devastações e incêndios. Sergipe decadente. E não me venha segunda noticia da indecencia com que trata os moradores nobres dessa capitania e impede aos de nossas condições o trato de grangearias.que é muito grande". na maior penúria. apresentando·1hes a patente . A um deixe livremente vender e levar todos os generos que quizerem. Aos capitães móres é justo se tenha obediencia devida. em outubro do mesmo ano já recebia do conde de Atouguia cartas recriminativas e insultuosas. entrega-lhe de novo à administração. Acusa-o perante o governador. occasionando-se desse procedimento andar essa cidade em varias inquietações. com a informaçã. Não menos autoritário do que Vila Franca. foi Pestana de Brito. 146 As queixas que se me fizeram do mau proceder. principalmente nos da aguardente que prohibe a todos o leval-as e vendel·as.

como o maior Por carta de 13 de outubro de 1656 foi nomeado Baltazar dos Reis Barrenho. Dependiam da falta de precisão nas atribuições de cada um destes funcionários que. entregues às suas paixões e sem um regimento que traçasse com clareza suas funções. não só negando posse ao ouvidor Diogo Pereira de Aguiar. levados a isso ou pela indisposição pessoal. 147 135 . ouvidores e câmaras. dão provas de uma rebeldia de que se ia apoderando o espírito público de então. Violentamente prendem o vigário Sebastião de Góes Pedroso. nas quais incontestavelmente envolvia-se acusação direta ao ato da reintegração. capitão·mol' de Sergipe. Elas determinam um fato comum em todas as administrações. Os membros da câmara no louvável intuito de manter a autonomia de seus atos. como. Compreende-se que a reintegração de Brito descontentou profundamente os membros da câmara. Essas lutas caracterizavam a vida oficial daqueles tempos. cuja aspiração era a instituição de um governo emancipado. desde quando ele mostrava-se fraco e indiferente a manter ileso o prestígio do seu delegado. a romperem os laços de centralização ao governo colonial e assumirem uma posição hostil as determinações do poder então existente. E essa dubieza de ânimo foi uma circunstância ocasional de revoltas. exorbitavam. a fim de defender-se das acusações. entre os capitãesmores. contra a autoridade do governo colonial. livre do da Bahia. Ele não só não vai à Bahia. que não abstiveram-se de repetir as denúncias. que abalaram profundamente a ordem pública. Cristovão à revolta. com os seus partidários. É clara e patente a indecisão do conde de Atouguia nas medidas tomadas sobre os acontecimentos de Sergipe.147 Essa resolução comunica à câmara. ordenando-lhe entregue a administração ao sargento-mor Baltazar dos Reis. Brito então revolta-se e torna-se o chefe do movimento revolucionário. dizendo que tinha razões especiais para chamar o capitão-mor.segundas noticias de que faltão a essa obrigação". ou pela convicção de que o capitão-mor não girava nas órbitas de suas atribuições E dessa luta que se levantou resultaram sérios aconteciimentos. convidando os habitantes de S. como repetindo queixas contra o capitão-mar. publica uma proclamação. O conde de Atouguia é obrigado a chamar em outubro do mesmo ano o capitão-mor a Bahia. É isto o que o historiador vê nos acontecimentos que se filiaram à· revolta de Bríto e seus companheiros. em agosto de 1656.

148 Francisco Barreto. chefe do movimento. para fazerem a que se lhes ordenasse. por escapar da fúria dos amotinados. por muito culpado. 150 Manoel de Barros foi nomeado capitao-mor aos 15 de janeiro de 1657 e esteve no governo ate maio do mesmo ano. perante a qual foi impotente o governo local. sendo posterioremente reforçada pelo sarrgento-mor Pedro Gomes. soltam as presos e fica ela sob a ação dessa revolta.conselheiro da câmara. como fizeram. Tendo o desembargador partido da Bahia em começo de dezembro. abrindo buracos nas paredes para entrar nella. que o conde de Atouguia dirige a seguinte carta ao seu delegado: "São tão grandes os desaforos dos moradores dessa capitania. tão franca a desobediência dos revolucionários a autoridade do governo colonial da Bahia. etc. até meado de fevereiro não tinha alcançado debelar a revolta. Os revolucionários tomam conta da cidade. a quem prenderam com violência em casa de um Thome de Aguiar. que conduziu duzentos mosqueteiros.Rainha". foi tirar a capitania de Sergipe d'EI-rei das culpas e excessos que alguns de seus moradores commetteram contra meu serviço e contra o vigário da vara e da Parochial Igreja da mesma capitania Sebastião Pedroso de Goes. onde fica detido e vigiado por sentinelas. não tendo forças para sufoca-Ia148. de 18 de dezembro de 1656. que desde outubro assumira a administração. 149 Cartas do conde de Atouguia ao capitao-mor Baltazar dos Reis Barrenho e a câmara de Sergipe. recebendo para isso auxílios do capitão João Ferraz Barreto. contra aqueles que promovem tantos males. de onde é arrancado a força e conduzido pelas ruas públicas para alem do rio Piramopama. onde havia recolhido. que me obrigam a chegar com eIles aquelle ultimo rigor que até agora repugnei. penetram na cadeia. os quaes assaltaram a mesma casa. sem atender mais as ordens do governo da Bahia. governador e amigo. E isto motivou acres censuras a si dirigidas pelo governador. ordenando que debele a revolução e ponha em pratica os meios mais enérgicos. Sendo improfícuos os meios postos em pratica por Baltazar dos Reis Barrenhos. 10 de janeiro de 1658. a qual se tinha homiziado em casa de um amigo. por esperar se reduzissem ao socego e obediencia que convinha. com ordem do conde de Attouguia. e porque convem semelhante caso não fique sem castigo me pareceu dizer-vos e encommendar-vos. cujos habitantes fogem. também despachado para a capitania. de cuja occasiao sua mulher ficou ferida no rosto e levando o dito vigário preso pelas ruas publicas o levaram além do Piramopama. e substituído por Manoel de Barros150 em janeiro de 1657. Havendo mandado ver o que escreveu o desembargador Bento Rabello e alguns papeis que me enviou sobre a devassa. em que entrou o capitão·mor Manoel Pestana de Brito. e tomam a si o encargo de dirigir as destinos da capitania. se eles repugnarem as ordens de paz e obediência. onde o deixaram com guardas e indo depois à cidade soltaram três presos que nella estavam e mandaram lançar pregões para que todos os moradores do termo se ajuntassem na cidade de S. 136 . Eram de tal ordem os acontecimentos que se desdobravam em Sergipe. a fim de abrir devassa do procedimento dos revolucionarios e prender Manoel Pestana de Brito. a quem o governador dirige sucessivas cartas. com força armada149. de que resultou pronunciar o dito Bento Rabello cincoenta e oito pessoas a prisão. Lisboa. Christovão. Voltam para a cidade. Então o conde de Atouguia despacha para Sergipe o desembargador Bento Rabelo. . Eu El·Rei vos envio muito saudar. que.

Jerônimo de Albuquerque não ficou isento de ser o alvo do desacato e 151 Jerônimo de Albuquerque representou importante papel nas lutas com os holandeses. em vista da incoerência. M" porque na rebelião fica justificado o rigor que merecem. Vm. vir nelles movimento algum contra as ordens deste governo e execução das que levou o desembargador Bento Rabello. com a infantaria que tem e com a que agora lhe mando remetter neste barco. restringindo as liberdades públicas. sendo confiscados os seus bens. quando eles incendiaram a capital. cujos delegados abusavam do poder. sem a exaltação do despeito. É este o primeiro sintoma de uma revolta do espírito público de Sergipe.o governo. porem. O historiador nela não vê por certo. estará sempre com a vigilância que pede a naturesa dessa gente. porque. contra uma força eminentemente respeitada e acatada naqueles tempos . possa estar sempre superior no poder e no posto. por carta regia de 10 de novembro de 1656. que seja notoria a causa com que Vm. prestou juuramento na Bahia em março de 1657 e tomou posse em 26 de maio do mesmo ano151. aos oIhos do observador. Esta carta e bastante eloquente para mostrar a gravidade dos fatos. Aqueles. 3 de Fevereiro de 1857. elegera o que lhe parecer melhor. que não deixou de prejudicar com o seu autoritarismo. no modo por que resolveu a questão de jurisdição entre ele e a câmara. todavia a capitania não entrou na ordem e na paz interna dos tempos passados. mas porque esta resolução ha de ser no ultimo desengano da obstinação de seus moradores e no cuidado de novas perturbações e tumultos. estando nomeado capitão-mor Jeronimo de Albuquerrque. e um movimento emancipacionista por parte daqueles que acompanharam e prestaram adesão a causa levantada por Pestana de Brito. pelo respeito as liberdades populares. contra o governo. . 137 . os castigue com tal demonstração que sirva de exemplo a todos e todas as mortes e effusão de sangue que deste excesso resultarem tom a sabre mim para dar conta a S. mostram exuberantemente uma aspiração de liberdade. que e toda sua companhia."Se ainda continuarem os successos e Vm. Só em março foram sufocados os tumultos. "E para que Vm. Foi uma revolução verdadeiramente política. da falta de energia do conde de Atouguia. da indecisão. com a prisão de Brito e de seus companheiros. uma aspiração para salvarem-se as Iiberdades contra a prepotência de Brito. Não obstante o rigorismo que houve na punição dos culpados dessa primeira manifestação de uma independência do espírito popular. porem. E é este o lado instrutivo da revolução de outubro de 1656. de emancipação. a qual serviu de exemplo e justificativa as revoltas subsequentes. para o sustento da tropa que efetuou a diligência. para quietação o commum daquella Republica. Manuel de Barros só esteve na administração até maio. Deixou-se mais arrastar pela paixão.Conde de Attouguia". O que ressalta. Fez parte do combate que se feriu com os holandeses no Rio Real e achava-se em Sergipe. as fazendas e os engenhos. que foram entregues a justiça publica e conduzidos para a Bahia. Nessa determinação ele não se deixou inspirar pelo interesse do bem publico. Seus feitos vêm consignados em sua carta patente. Bahia. chegar a elle sobre todos os precedentes. que o acompanharam. a primeira que se opera em Sergipe.

em deixar perder o respeito. em Vm. De espírito tímido e receoso. que se rebelavam e oprimiam os moradores. compreende como medida de alto valor. Vm. Isto motiva excursões pelos sertões. nessas bandeiras. requisita força militar que Ihe garanta e conserve o prestígio de sua autoridade. E são de importância as medidas tomadas por Jerônimo de Albuquerque. Encontramos já. como os mais antigos distritos.. junto a São Cristóvão152. 153 152 Carta de Francisco Barrenho a Jerônimo de Albuquerque de 27 de fevereiro de 1658. de onde devia tirar a força precisa para essas excursões. pelo temor da pena. para se me queixar de que se Ihe atrevem. em suas lavouras e gado. em janeiro de 1662 é despachada uma expedição aos mocambos de Sergipe e em outubro de 1663 o capitão Simão Fernandes Madeira vai aos mocambos de Itabaiana. Além disto. cujos habitantes são incomodados pelos negros. Itabaiana. Em dezembro de 1661 parte Antônio de Faria com oitenta homens para prender os índios. da qual extraímos o seguinte trecho: " . em vez de abafar a revolta. Albuquerque toma a providência de reunir os índios em uma aldeia. agora parece que não faz Vm. Finalmente em 1671 vemos Fernão Carrilho prestando seu concurso na destruição dos mocambos da capitania. Rio de São Francisco. Estende-se aos negros que fogem. para reunirem-se em mocambos e aos índios que não perdem ocasião propícia para assaltar os habitantes de São Cristóvão. por parecer prudente. para onde manda destacamentos. a fim de acudirem com urgência às reclamações da segurança pública. e censurado por isto pelo governador. abandonando as fazendas. e oferece excelente oportunidade para saciar-se a febre escravista.. não teriam elles tanto animo". repetindo idêntica excursão em novembro do mesmo ano. O que deve a sua obrigação. As pesquisas judiciárias que continuaram a ser feitas para punir os infratores. o do Lagarto. contra os infelizes índios. 153 138 . nos diversos distritos.desprestigio par parte dos membros do partido revolucionário. em carta de janeiro de 1658. Cotegipe e Piauí. estimulava-a. Agora o levante não se restringia aos homens de representação. pois teme que excessos semelhantes aos de outubro sejam praticados.Se o fundamento que Vm. por ordem do governo colonial. Em vista destes sucessivos ataques à propriedade e à segurança individual. tem foi então ceder a exigência do Juiz. se faça respeitar e obedecer. que ainda continuou a existir. não obstante a punição infligida pelo desembargador Bento Rabello.. que se esses moradores não experimentassem tanta brandura. dividir Sergipe em distritos. Com ordens positivas de manter a ordem. Nesta mesma data foram nomeados os oficiais que tinham de comandar os destacamentos do corpo de ordenanças.

recebia de Alexandre de Souza Freire. 139 . pelo qual o conde de Óbidos. ouvidores e capitães-mores. senão interinamente. prendeu. não correspondendo. João Ribeiro Vila Franca. aliás. no qual incita o patriotismo do povo para 154 Neste ano Sergipe começou a contribuir com o tributo anual de 80 mil cruzados para as despesas da Princesa da Grã·Bretanha. que pertencia ao provedor. tomando posse a 8 de abril de 1666. na fazenda e nos cargos de justiça. a falta de um regimento que catalogasse as atribuições dos capitães-mores. Só em janeiro do ano seguinte prestou juramento e tomou posse. o ouvidor Bernardo Correia Leitão. para serem sancionados pelo governador. entretanto. levando ao conhecimento do governador as faltas por eles cometidas e nos negócios da câmara. prisão que foi relaxada pelo governador e por cuja causa escreveu ao seu delegado uma carta acrimoniosa. as repetidas queixas dos moradores. daí em diante. não ter a menor interferência nas atribuições do ouvidor e oficiais de justiça. ter o direito de suspensão. autorizou-o a publicar seu bando por toda capitania. Além deste imposto Sergipe já pagava outros.155 Foi com este regimento que Alvaro de Freitas e seus sucessores administraram Sergipe. que a todo o momento esperava-se. Substituiu a Alvaro de Freitas. a fim de defender a Bahia da invasão de uma armada holandesa. sem. De suas atribuições. foi nomeado capitão-mor Francisco de Braz. a marcha dos negócios públicos à intenção do legislador. Logo no começo de seu governo156. 155 V. para explicar as razões por que não deu execução à provisão de um empregado. o sejam em gênero. tinha-se distinguido nas guerras de Pernambuco.Em maio de 1659. 156 Por carta de março de 1667 o conde de Óbidos chama-o à Bahia. não ter a menor interferência nos negócios de fazenda. desde dezembro de 1667. para cumprir as ordens que. que. foram as causas do ato de 1º de outubro de 1663. Por carta régia de 10 de fevereiro de 1665 foi ele nomeado capitão-mor. fiscalizá-los. a quem sucedeu. podendo. As sucessivas questões de jurisdição que provocavam lutas entre os provedores. não ter atribuições para fazer concessões de terras devolutas. como para a paz com a Holanda. Vasco Mascarenhas. em vista do estado de pobreza de seus habitantes e pede para em vez de serem pagos em moeda. baixou o regimento dos capitães-mores. em janeiro de 1662154. Em seu governo. Regimentos dos Capitães-mores de lº de outubro de 1663. tendo se esgotado o provimento de AIbuquerque. e ainda mais. para o sustento da infantaria. pois as lutas continuaram. Em 1663 o ouvidor Bernardo Correia Leitão enceta uma devassa contra seus membros por terem protestado contra o lançamento e a cobrança do tabaco. salientamos as seguintes: não ter competência para fazer provimento na força pública. para mandar-lhe força militar. por questões de jurisdição. cujo substituto foi Ambrósio Luiz de la Penha. Em sucessivas cartas de janeiro de 1668 ao seu delegado. contra os excessos das administrações. por nomeação régia de 21 de janeiro de 1662. lutou com grandes dificuldades. D. Solicitou sua demissão e foi despachado em dezembro Alvaro Correia de Freitas. como Albuquerque. Encontramos diversas cartas em que a câmara de Sergipe reclama contra o peso dos impostos. passando o governo ao capitão Alvaro Correia Leite. Antônio de Alemão.

159 Na carta de nomeação de Matias Leal. ou com a sucessão de queixas levadas ao governador. Neste tempo foram feitas diversas nomeações de militares para os diversos distritos de Sergipe. Rio S. como Itabaiana. vemós o seguinte: ". pede para que a contribuição em que a capitania foi fintada de mil arrobas de tabaco anualmente para a paz da Holanda. a ponto do povo reunir-se e depô-lo. contra a invasão inimiga. data de 1668. e da fidelidade de seus moradores de que tão honradas noticias tem de que o obrarão todas as vezes que a Bahia os houver mister". quem o solicitem". não dá lugar a ella. com a criação de uma companhia de ordenança. em Sergipe. a exemplo de que nesta praça resolvi se formasse a qual serve agregada a um dos terços deste presidio etc". Os desmandos do ouvidor Sebastião de Lobo motivaram seu desterro (1663). também é negócio em que por ora não se pode tomar resolução. na defesa da Bahia. 140 .Carta aos officiaes da comarca de Sergipe pelo governador de 7 de janeiro de 1668. pelo numero de infantaria que é preciso pagar e quando os moradores desta praça padecem com tanto excesso. que Sergipe prestava. a fim de servirem de sustento aos soldados e ao povo. quer pelas vexações das contribuções. não é justo que se defira aos aliados dessa e muito menos que sejam Vmes.157 Só de Sergipe tinham de marchar duas companhias de innfantaria. A câmara de São Cristóvão. no intuito de aliviar o peso dos impostos. seja reduzida a quinhentas arrobas e paga em dinheiro. para capitão da companhia de ordenanças de Sergipe. não passando a pacificação que se revelou na administração de Antônio Alemão de uma pacificação puramente aparente. por que a occasião da guerra que se espera. de abril de 1668. O abuso do poder provocou esse levante em um povo eminentemente ordeiro e obediente. à qual competia principalmente assegurar a ordem pública nos distritos.. Francisco. seu capitão mor recebia ordens de enviar três mil cabeças de gado para os campos da Torre. reclamação que não foi atendida. . vemos o seguinte: "Porquanto convém que todos os homens de negocio. além de um corpo de homiziados e negros fugidos. e esta praça o experimenta assim. em lugar de mil.. M. pertencente ao presídio da Bahia. sob o comando de um coronel artilheiro. Lagarto. ampliou-se. quer pelo procedimento dos administradores.158 A guarnição que até então compunha-se de uma companhia de infantaria. em 7 de janeiro de 1668. dirigida ao Capitão-mor.159 Temos visto até aqui que a paz e a ordem não se tinham restabelecido na capitania. além de demonstrar tendências autoritárias do poder público. revela já os primeiros delineamentos de uma integração na opinião. O descontentamento lavrava latente pelo espírito popular. Se até aqui os antecessores de Alemão tinham caracterizado seus governos ou com o motim popular. forasteiros da capitania de Sergipe d'El·Rei se organise uma companhia de infantaria de ordenanças. espera da camara que se adiante sempre no serviço de S. etc. 158 E quanto a pretender esse povo a satisfação do dote e paz só com quinhentas arrobas de tabaco. seu sucessor que foi Jorge Rabelo Leite (1670) deixou impressa na opinião a maior animadversão. cem homens de cavalaria.pegar em armas. quando foram feitas diversas nomeações para as diferentes circunscrições. E uma deposição nesses tempos em Sergipe. Sua criação. 157 Na carta de Alexandre de Souza Freire. Além desse contingente.

141 . seguiram para a Bahia. A. não se conformaram com o Regimento que S. A. mas isto não basta para fazer um povo desleal. a Igreja Matriz e dahi sae para a Camara a cavallo. A espontaneidade com que procederam os membros da Câmara. na devassa que abriu o desembargador Antônio Nabo Peçanha.. oferecemos ao leitor a transcrição dos seguintes documentos. Rabelo leite foi substituído por João Munhos. estava este seu successo prognosticado. que foi aceita pela Câmara (junho de 1671). contra o elemento oficial. Não só Rabelo Leite foi retirado do governo. depois da reintegração. lhe póde aconselhar como religioso o que lhe está melhor. outra de 20 e antes que Vm. com cem infantes e ordens terminantes para garantir e levantar o prestígio da autoridade. que representa o ponto culminante a que chegou a revolta da opinião. Por maiores que fossem os nossos esforços. não póde o povo por si depôl-o do lugar em que S. como ele e outros tiverem de responder perante o poder judiciário pelas faltas cometidas. Eis o que dizia o governador ao capitão-mor: "Recebi duas cartas de Vm. Em sua carta patente vemos que sua nomeação liga-se ás lutas entre o povo a câmara e o capitão-mor. me diz. e poderia só adoçar este negócio si a camara arrependida do que fez restituis se o capitão e mór' antes que a gente que eu mandar para isso o faça. como mais culpados . sahisse da Bahia. com gente branca que pede. uma de 13 de Novembro. depois de sua primeira manifestação na administração de Pestana de Brito. e A intervenção do religioso foi benéfica. o sargento-mor Manoel Faleiro Cabeça. que me tracta sobre as cousas de José Rabello e Leite e ainda que seja tudo que V. cinco léguas de Sergipe e havendo Vm. 160 Lugar que existe na 'estrada de Itaporanga para o Lagarto. 162 Carta da mesma data e do mesmo governador. 161 Carta de 4 de dezembro de 1670 de Alexandre de Souza Freire. antes que chegassem os capitães Manoel da Costa da Câmara e Domingos Antunes da Costa. não encontramos esse documento de perdão. porém. mulatos e negros com armas de fogo e trombeta adiante a degolar. o governo de Rabelo Leite. que está no Carmo. vae-se Vm. porque então nada lhe valerá e V. e agora diz Vm. o pôz. deu lugar a uma anistia. P . Os capítulos que deram delle se verão na Relação e posto que as culpas fossem grandes. como ainda o prenderam. manda a este respeito. Chega Vm. porque o povo restituiu o administrador ao seu posto. P . Eis ainda o que dizia o governador ao franciscano Fr. sendo excluídos do perdão. e assim chamado pelas grandes grutas que existem. por onde pudéssemos estudar suas cláusulas e ver se a opinião popular capitulou perante as ordens do poder público. onde não se sabe se tem a vida segura e 161 antes disto queria fregir a todos". decretada por Alexandre de Souza Freire (abril de 1671). pois a elles lhes convem mais acertar em 162 cousas que lhes podem custar a vida e a fazenda".Vejamos. nomeado capitão-mor por portaria de 27 de junho de 1671. Domingos de Loreto: "De 12 de Novembro recebo uma carta de V. o mandei restituir e os officiaes não só o não receberam. presos e acorrentados. continuando-se por evitar que se livrarão do castigo. Eu não gabarei os ruins modos de José Rabello Leite. Em vez de descrevermos os acontecimentos. P . o ouvidor Francisco Curvelo e o escrivão da câmara Aleixo Cabral que. de entrar com os braços abertos para todos. ao Lagarto e ordena dahi que o vão 160 esperar a Camara e os officiaes de justiça e milicia nas Quebradas . restituindo Rabelo Leite (dezembro de 1670).

como resgatar suas dividas164. enérgetico e que nas condições anormais em que se achava a capitania. E tenham entendido que em quanto completamente não estiver satisfeito de todas as suas dividas José Rabello Leite há de assitir um dos officiais dessa Camara nesta praça. do governo.. representando nela um papel pacificador . todavia S. e conservação do povo envio o dito capitão-mor João Munhos. A. Realmente desempenhou cabalmente a dificil incumbência que tomou a si. senão que o conselho ultramarino. para aquiescer com as clásulas que foram oferecidas. na aquiescência que prestou ás cláusulas do perdão. E porque não será justo que elle fique perdendo o cabedal alheio e sem que nessa capitania metteu por sua contra e ficou de seusmoradores: Vmces.Se a vontade popular cedeu. em sessão de 1675. que o povo e a câmara obrigaram-se não só a pagar os ordenados do novo capitão-mor.e isto foi feito. por isso que a fazenda continuou a pagar os de Rabelo leite. resolveu: 1º) que os excetuados do perdão fossem soltos. que emquanto se não devassasse de seu precedimento para se avriguar o merecimnento delle. o poder publico cedeu naquilo que constituía a maior aspiração do povo – a retirada de Rabelo leit. Essa aspiração era tão positiva. devia sancioná-lo. era o único capaz de assumir seu governo. Suas 163 “Porquanto suspendi o exercicio do Governador da Capitania de Sergipe ao capitão José Rabello Leite que della se ahavia a esta praça por lhe não consentir a câmara e os moradores della a restituição que este governo olhe mandara fazer do dito cargo e convier ao serviço de S. a quem necessariamente se deve dar soldo com o exercício que leva e esta se registrará nos livros da Secretaria do Estado e nos da Fazenda Real em que estiver registrada a mesma patente para que a todo tempo conste esta minha disposição. a fim de esperar a senteça final do poder competente. É este o primeiro regimento dado a um capitão-mor de sergipe. 164 [.--. para não promover novas alterações da ordem publica. O governador teve de conceder outro regimento a João Munhos. Ordeno ao Provedor –mor della mande continuar ao dito José Rabello Leite o ordenado quem tem na folha. lhes façam cobrar summaria e executivamente tudo que por créditos e clarezas equivalentes constar se lhe está devendo. honesto. a que se poderá recolher tanto que o capitão-mor estiver satisfeito. A. Nada podemos adiantar sobre o resultado da devassa.mor em quanto da Fazenda Real se continuasse ao dito José Rabello de Leite o que vence em razão do dito posto que por justas considerações do serviço de S. Bahia ejulho20 de 1671. 2º) que. para que realmnte fique satisfeito de tudo. que hora envio a governar a mesma capatania e a tenho mandado registrar nos livros da fazenda Real. vença o seu ordenado sem embargo de em o haver concedido na patentye que passei ao capitão-mor João Munhoz. Critovão foram as de um homem prudente. a fim de ele não voltar a Sergipe. 142 . de atribuições diferentes daquelas que já tinham sido discriminados no regimento de 1º de outubro de 1663.] os officiais da camara que nesta praça praça a se acham me representaram que a mesma câmara e povo dessa capitania se sujeitava a obrigava a não ser restituído no governo della José Rabello leite a fazer-lhe pagar tudo efectivamente o que estvesse devendo e se cobrasse sem dilação alguma e entregasse a seus procuradores. não obstante o governador não ter atribuições para conceder esse perdão aos povos de Sergipe. A. desde quando descansaram na legalidade do voto de graça. até a publicação da sentença da justiça163.Affonso Furtado de Castro de Rio Mendonça. Bahia e julho de 1671.. Affonso Furtado de Castro do rio Mendonça. Guarde deus e vimces. por ato de 18 de junho de 1671. Christovão que nesta se acham em nome do povo daquella capitania se ajustaram em fazer por conta delle o mesmo soldo ao dito capitão. fazendo desaparecer a excitação dos animos e trazendo a capitania à paz e ordem indispensáveis à sua prosperidade. o que há por mim encarregasoa Vmces. conciliador. por quanto aos officiais da Camara da cidade de S. As credenciais com que Joao Munhos foi apresentado à câmara de S. Seu governo foi longo e proveitoso.

2--. para eu ordenara o que for mais conveniente ao serviço de S. ricas e capazes de os exercer . dêm logo. para que se conservem sem pertubação. Hei por bem e lhe ordeno que enquanto nella estiver guarde a instrução seguinte: 1—Partirá para ella por terra com o ajudante que prover na mesma capitania onde lhes fará presente e chegando a cidade de S. e eu lhe encomendo. de ordenanças e de cavallos que houver na dita capitania na forma que semnpre foi estylo. com a prudência e zelo que espero. A. Paes. e conservação dos moradores de Sergipe d’El-Rei envio a alla apor Capitão mór ao capitão João Munhos de cuja prudência a zelo confio todos os acertos nas obrigações que lhe tocarem. o que por seus regimentos se lhe ordenam. e minha conservará em seus officios. mais a vendo queixa nas partes ou coluiu nas eleições. informando as pessoas mais nobres . em que considero haver muitos dignos. aramas. lhes passará a mostra na praça e a todos os maes pelas grandes distancias. assim sejam dos actuaes. preferirá para serem de novo providos. ordenanças e de cavallos . dando-me também conta de tudo que importar sobre estas matérias. A. como de outros que também o sejam para eu sobretudo mandar as patentes como me parecer mais justo. procedendo elles em seu exercício como são obrigados. 8—Também me dará conta muito particular de tudo.165 Por quanto por varias considerações do serviço de S.Procurará haver-se com a camara e moradores daquella capitania com todo o zelo que deve. onde lhes fará presente a patente que leva a nas costas della mandará fazer termo que assignarão aos mesmos officiais da camara da posse que em virtude da patente tiver dado. as capitanias de estado que vagando alguma companhia de ordenança. ao ouvido e mais ministros e officiais de justiças. e signaes que é estilo por-se na matrícula. 7--. e assim os providos por provisão de S.E porque na forma da ordem de S. tractando-os benevolamente. gente. 3--. 10—Passará o dito capitão mostra em todas as companhias de auxiliares. procurá evitar uma e outra cousa. 6—Verá todos os officios que não tiverem provisão minha e proverá interinamente as serventias destes nas pessoas mais idoneas e benemeritas e de todas me dará logo conta para eu prover como me parecer e os providos serão obrigados a dentro de um mês apresentar provisão minha sem a qual não poderão continuar mais. aos outros o dito capitão passará as mostras dentro dos seus districtos. me dará conta. nella os quinze que faltam de que me remeterá uma lista dos nomes de cada um. com a advertência que os moradores que forem vizinhos da cidade e não tiverem inconveniente em vir a ella. e se os que estão exercendo estiverem procedendo com satisfação. conta a este governo. resolvi assistissem naquella capitania vinte com um cabo de que já leva cinco diste presidio: fará assentar praças. de auxiliares. e idade que tiverem a qual vira firmada de sua mão para aqui se lhe assentarem as praças nas companhias que eu ordenar. Cristovão dirá a carta que leva aos officiaes da camara. 5—A’ Camara daquella capitania remetti por via do ouvidor Francisco Curvelho velho uma Provisão com memoria de senado de camara desrta cidade de tudo o que se está devendo ao denotativo do dote e paz e muito particularmente encarrego ao dito capitão mór que com todo cuidado procure cobrar e remetter na forma della dito capitão mór que com todo cuidado procure cobrar e remetter na forma della a esta praça tudo o que se está devendo e não podendo se cobrar tudo para ir nesta frota a respeito das impossiblidades que resultaram das inquietações da dita capitania. e sobre este particular tem havido naquella capitania algumas duvidas. que entender convém o abrar-se na dita capitania para sua conservação e sossego de seus povos. se ajuste e venha para ir no anno que vem. na forma que eu já tenho ordenado ao provedor mór da fazenda. com declarações das terras. e succedendo vagar alguns dos postos maiores. Pela qual se servio mandar que se dessem aos capitães móres daquella capitania os soldados que a este governo parece necessário.A.atribuições ficavam bem determinadas.A. Mais havendo queixa das partes me dará conta. 9—Deixará exercer a Camara tudo que pela ordenação lhe toca. 4—Com esta se lhe dará uma carta que lhe escrevo na forma que fiz a todos os capitães mores do estado para me mandar relação dos corpos que na dita capitania houver. e munição e de tudo me mandará relação muito distinta.E porque o regimento que se tem dado por esse governo aos capitães móres de todas. 11—E porque S.A. encarrega que se faça guerra aos negros que estão fugidos nos mocambos de que 165 143 . na forma que na dita carta se declaro. mas de tal maneira que se não faça perder sempre o respeito com que deve ser obedecido e venerado como é justo. entre os capitães móres e as camaras e para estas se evitarem a se guardar o que pelos referidos regimentos se tem disposto: ordeno ao dito capitão mor me dê conta dos que há no Regimento de auxiliares e ordenanças em toda capitania e me informe do seu procedimento e que sujeitos há beneméritos para occuparem.

Com despezas do rol do ponto de 12$318. até 12 de agosto e importou o Rol do ponto deste pagamento em 35$836. em abriu de 1679. do meado do século em diante. Prego de Castro é o primeiro sergipano que mereceu a distinção de dirigir os destinos de seus concidadães. Em sua carta vem consignados seus feitos na guerra de Pernambuco. que prestou juramento na Bahia. com a contribuição por parte de Sergipe de quinhentos mil reis para o sustento dos soldados que acompanharam o explorador. Depois de tão importantes serviços. E os que forem moradores dessa cidade. pelo péssimo estado financeiro. em 1677. porque. tinham depauperado a capitania e esse estado não servia de justificativa para que fosse ela dispensada das contribuições anuais. morreu pobre. No seu governo que foi longo. assumindo a administração o sargento-mor Antônio Prego de Castro. desde quando o erário municipal. neste mesmo ano. – Affonso Furtado de Castro do Rio Mendonça. Além disto tirava-se o sustento das tropas que faziam entradas pelos sertões e à custa dos seus cofres pegava-se sua força pública. deram-se as primeiras explorações de minas em Itabaiana.166 A câmara que se achava a dever 1:782$000. provocaram alterações na latitude do poder do administrador. Isto contribuia ainda mais para agravar-se a situação financeira. todas as vezes que qualquer noticia de invasão circulava. O dito capitão-mór se informará dos que houver e mandará a elles na forma que é estilo e os que forem dos moradores ficaram logo ali paragando o que é estylo e quintos para o capitão geral. Por um pleito em que envolveu-se sobre a administração do morgano da capela do desterro do rio Real. realizar o pagamento deste compromisso. É descendente de Belchior Dias. Desde dezembro de 1677 tinha sido nomeado pelo rei para o mesmo cargo Manoel de Abreu Soares. e sendo de resultado negativo. além de reclamarem um homem prudente à testa da administração. agravando-se de mais a mais.” 167 Manoel de Abreu Sores foi nomeado capitão-mor por carta de 23 de dezembro de 1677. que foi nomeado capitão em junho do mesmo ano. em busca de minas. para cujo pagamento vinham reiteradas ordens da Bahia. de sergipe tirava-se o alimento para a guarnição da Bahia.As modificações operadas ligavam-se aos acontecimentos que se davam na capitania que. assumindo em junho a dministração167. João Munhos solicita do governador licença para tratar-se. até as revoltas que temos descrito. Os acontecimentos passados. por muito encarregado. das diversas fintas em que era tributada. Bahia 18 de julho de 1671. A exploração foi feita com três serras. a qual foi concedida em maio de 1678. além das razões já expostas. costuma a ver algumas queixas. Tinha foros de fidalgo. Era possuidor de grande fortuna. o estado econômico continuou precário. deu lugar a que Castelo Branco se dirigisse para São Paulo. desde a invasão holandesa. os fará remetter a ela toda a segurança e isto lhe hei. Em 20 de agosto se trabalhou no segundo serro das minas . por D. “ 166 “Em 11 de julho de 1672 se deu principio a trabalhar no primeiro serro. Rodrigo de Castelo Branco. Se Munhos pôde remediar o estado de revolta da sociedade daqueles tempos. e que se estendeu até março de 1678. por scrivão João de Mayor e por thesoreiros o capitão de infataia Jorge Sores de Macedo . Em 21 de setembro trabalhou na serra dos macos e importou o rol do ponto em 8$239. Foi educado por um professor vindo de Portugal. não as podia pagar a tempo e a hora. como já dissemos. 144 . chamados das minas de iatabaina em 32 dias. assistindo nesta administração como a contador Francisco Jose da Cunha. podê.

onde os paulistas fazem novas entradas pelos sertões. E tanto assim é. Entretanto o governo central não pesava devidamente essas condições precárias. ponderando que esta aldeia deveria ser destruida. Podemos enumerar as seguintes. capitão da aldeia de aracaju. a quem os padres da companhia requereram lhes fossem entrgues 4 casas de indios. Uma epidemia de varíola e uma febre semelhante à febre amarela. restituidas estas mesmas terras. Em 4 de novembro de 1669 foi nomeado o indio jão mulato. os editais que o capitão mandava afixar. acrescentando que. Este indios depois requreram posse da terra da aldeia e obtiveram-na. em vista da vida escandalosa que levavam. por D. não só no norte. Os interesses dos agricultores julgavam-se prejudicados pela politica jesuitica. e permissão para os missionários nela edificarem igreja. O número era mais que suficient para desfalcar da lavoura colonial o braço indígena. de acordo com as das autoridades de Sergipe. Além de capitais. Água azeda171. 170 Em 21 de maio 1679 foi nomeado o alferez Pedro capitão da aldeia dos indios capajós junto ao rio S. Em 1685 o vigário de S. Em 1695 Frei Domingos Barbosa pede confirmação das terras que o capitão Belchior da Fonseca doou aos religiosos do Carmo. Nesse mesmo tempo. junto ao rio S. que o governo da metrópole para corresponder às informações do seu delegado no Brasil. em vista das informações do governador. Essa crise não se circunscrevia a Sergipe. que inspirou a lei de 30 de agosto de 1689. nas quais. sendo-lhes. no arco da igreja. 168 169 Em 8 de fereiro de 1673 foi nomado o indio gonçalo de souza capitão da audeia do poxim. Em Sergipe todas essas causas produziam seus efeitos. Francisco170. o país inteiro ressesntia-se da falta de mantimentos. 145 . pedindo permissão para que o denotivo fosse pago em qualquer gênero. sitas no rio Real . contra o que protestou a camara de S. foram expulsos os índios da aldeia da japaratuba. As novas medidas legislativas sobre os Índios despertavam novas e incruentas lutas entre colonos e jesuitas. por isso que os escravos e alguns bens de raiz que iam à praça. 171 Está aldeia já tinha uma certa organização administrativa. Canabrava. de produção da capitania. Cristovão. mais ou menos. não encontravam quem os arrematasse.E a falata de numerário chegou a ponto do capitão-mor dirigir-se ao rei. que já tinham uma certa organização administrativa: Poxim168. em 1699. desde o governo do conde atouguia. dos Capojós. Em 1682 expede as mesmas ordens de cobrança. Japaratuba. E não era pequeno o numero de aldeias que não existiam. onde exercitem suas missões. o religioso Fr. decretou a lei de 8 de março de 1894. entrava o elemento oficial. a exemplo de seus antecessores. Cristovão proibia expressamente fossem colocados. dando isto lugar à imigração africana. como o tabaco. onde se cunhasse dinheiro de prata e ouro. a requerimento de Fr. A informação do procurador da coroa é contra a requisição. açucar. Estendia-se por todo o país. muita vez. em carta 1ª de junho de 1679. Antônio da Piedade. como no sul. Domingos e seu companheiro eram indignos do nome de missionário. pela qual o plantio da mandioca era obrigatório. pela qual abriu-se na Bahia uma casa de moeda. Aracaju169. dezimava a população. Joana Pimentel. Levantavam-se lutas entre eles. Geru. algodão. Francisco.

da qual o primeiro capitão foi o pardo Francisco de barros. que compreendia toda a extensão do rio até a borda da mata de S . pela grande extensão (12 léguas) e pelo numero de habitantes (700). cuja jurisdição entendia-se da torre de Garcia D‘Ávila ao rio S. Presta juramento na Bahia e neste mesmo mês é apresentado à câmara de S. é dividido em dois. Jorge de Barros Leite. 172 Em sua carta de noemação vemos consignados srviços de ral valor prestados na guerra com os holandeses. Tendo sido criado na capitania uma companhia de ordenanças. A capitania tinha a guarnição de 50 soldados de infantaria. nomeado por carta régia de 14 de março de 1687. tomando o ano de 1696. o foi também em dezembro de 1674. pelas quais a administração geral teve de obedecer a novos principios. uma companhia de homens pardos. como deste capitulo. por ter esgotado o triênio. trazidos pelo capitão-mor e que não destacavam pelos distritos. não só pela criação de novos funcionários. porque grandes modificações operaram-se. Presta juramento em junho e assume a administração em setembro. Framcisco. Cristóvão. Além destas companhias. Belchior da Fonseca Saraiva Dias Moreya. Braz Soares dos Passos. nomeado a 15 de dezembro de 1695. nas câmaras do Brasil. que atacavam a propriedade e a vida. em dezembro de 1674. retirando-se em setembro de 1690. já existia um corpo voluntário e intitulado – entrada dos mocambos—que nada recebia da fazenda. Realmente. Foi noemado seu primeiro cabo Sebastião Correia de Sá e incumbido de destruí-los. sendo seu capitão-mor. a do Cotinguiba. nomeado em janeiro de 1690 e assume a administração em junho172.Vimos que em 1668 a capitania já se apresentava dividida em distritos. que em Sergipe tornaram-se célebres até mesmo nos periodos adiantados do movimento abolicionista. nomeado por carta régia de 14 de março de 1687. Estas medidas provam que os sertões da capitania viviam infestdos de negros. Escolhemos esta data não só como termo desse periodo. Sebastião Nunes Collares. desde 1646. A este corpo pertenciam as companhias de capitães de mato. e criou os lugares de juizes de Fora e corregedores das comarcas ou ouvidores. Gonçalo de Lemos Mascarenhas. João e que era a sede dos mais temerosos mocambos. a que denominamos período de formação. morador no lagarto. nomeado a 23 de outubro de 1692. 146 . Terminamos aqui o estudo das administrações dos capitães-mores que se seguiram ao dominio holandes. o mestiço mais simpatizado naquele tempos. Tomou parte nas lutas holandesas. Além destes corpos. Os capitães-mores que sucederam a Manoel de Abreu Soares foram: Braz da Rocha Leite. como o termo de um largo periodo histórico. ficante o de nova formação comprendido entre os rios Sergipe e Japaratuba. o rei acabou com os lugares de juizes ordinarios. Tendo sido a capital da colônia dotada de privilegios identicos aos que gozavam as maiores cidades de metrópole. Defendiam a cidade e a capitania de ataques de inimigos. durante ele todos os elementos ficaram establecidos para ampliar-se o movimento colonial. Em 1674. como pela restrição ou ampliação das atribuições dos que já existiam. Destas companhias saliento a que tinha por sede o distrito do rio Real.

veio uma nova divisão eclesiastica.Sergipe ficou reduzido a ser uma camaraca da Bahia. 173 174 Rocha Pita. Com a divisão distrital.. Cit. remetendo-se agora as pautas dos eleitores ao desembargo do paço. em 1679 a freguesia de Vila-Nova. Por esse tempo diversos núcleos de população se tinhar levantado nos diversos distritos. desmembrada da paróquia de Sto. como Alagoas de Pernambuco. por noemação passda pelo rei173. de que temos falado. sendo elevado a vila em 1698174. em 1680 a paróquia de Sta. Além disto. que escolhe os vereadores e procurador que hão de servir nelas. desmemmbrada da paroquia de Nossa Senhora da Vitória. Marcos de Souza . nesre msmoi ano a fregusia do Lagarto que foi elevada a vila em 1698. Op. na Bahia. 147 . os oficiais das câmaras deixaram de ser eleitos por pelouros. Amaro da Pitanga. Em 30 de outubro de 1675 foi erecta a paróquia de Itabaiana. Luzia.

Acompanharam-no nesse abandono as duas raças. E é esta feição que mais caracteriza a siciedade da colônia.LIVRO II EXPANSÃO COLONIAL (1696-1822) CAPITULO I SERGIPE. não sentiam a menor repurgnância de praticá-las. reduzindo Sergipe a uma camaraca da Bahia. O mocambo é. o efeito produzido nas raças africanas e índia. sob a tutela protecionista do jesuíta. pela invasão holandesa e a guerra da emancipação. o negro vivia a tirar do solo os fatores da riqueza. dirigindo-se a quase todasas capitanias que lhe igualavam em território e riqueza. a vigiar o inimigo e a não escolher meio de luta para vencê-lo e eliminálo do território apossado. Habituados as cenas de sangue. Compreende-se que o negro. por conseguinte. uma tendecia à revolta. para não se perpetuar. de sua atividade. os negros. foi uma medida de ordem geral. principalmente das regiões do norte. sob a atrocidade de um cativeiro. pelo trabalho agrícola. As lutas com os holandeses dixaram no espirito do povo. monopolizado em favor da raça branca. sem nada receber de seus esforços. fizeram-les adquirir hábitos selvagens. depois do final da guerra. por pequnas causas. Compreende-se. Realemnte. COMARCA DA BAHIA. que essa tendência bem positiva da sociedade colonial. reclamava uma medida administrativa que viesse corrigir esse estado. Para conquistar o território usurpado. para depois entregaremse a vida selvagem e criminosa dos mocambos que tornaram-se freqüentes. abandonam as fazendas. ao assassinato. o trabalho. Além disso. e do índio. O ato da coroa. espoliado em seus direitos. no final do século XVII e sim a marcha geral dos fatos em todo o país. e reunem-se em macambos. Não era fácil e espontaneamente que voltaria ao trabalho. por entre florestas virgens. de crimes e de desordens. foi um efeito anticivilizador. sem regalias. Antes da guerra. ainda que em plano muito inferior. na guerra da emancipação da pátria . E os sucessivos anos em que tiveram necessdade de levar uma vida de nômades. para o qual não influíram exclusivamente os acontecimentos dados em Sergipe. outros tantos focos de assassinato e de rapinagem. sem a fiscalizãodo senhor. onde a convivência com o elmento estrangeiro foi mais larga e demorada. e que ofereceram empecilho ao desenvolvimento das forças civilizadoras. na ultima metade daquele século. E essa 148 . pois. aproveitou a oportunidade da guerra para possuir a liberdade de força. não deixava de colaborar na civilização colonial. a promover a alteração da ordem pública. empenhado na guerra. depois de um abandono de alguns anos. um produto da guerra. o colono teve necessidade de abandonar o trabalho agrícola e entregar-se a vida das armas. e é também a expressão de um protesto da raça contra a escravidão. em sua generalidade. com obliteração completa dos sentimentso de paz e de ordem.

por que. Como dantes continuou a ter seu capitão mor. colocando a propriedade e a vida a abrigo de ataques por meio da expansão e severidade da punição. não era uma capitania com o eram Pernambuco. nos períodos passados. a fim de abrir devassa dos inúmeros crimes que se cometiam. desta data em diante. Sergipe como comarca ficou com seu território ampliado. não desviando dela nenhum de seus sucessores. O primeiro ouvidor mor despachado para Sergipe foi o Dr. nas causas cíveis. e nas causas crimes procederia conformes ordenações do reino. João de Lencastre ordem do soberano para dividir as duas comarcas. sua guarnição de infantaria. Sergipe passou a comarca por uma necessidade pública. seus capitães-mores tinham atribuições quase idênticas as dos governadores daquelas capitanias. Eis. Desde Diogo Pacheco a ordem de Lencastre principiou a ser executada. a qual. a vizinhança de seu território do centro colonial e. onde chegaria. executar as ordens de um poder competente. por que cerraram-se os laços de centralização que presidiam a Bahia. porem. Em toda extensão da comarca tinha atribuições de conhecer por ação nova. Tendo D.medida só podia afetar a organização judiciária. com a criação de diferentes corpos. a força armada. Seus antecedentes de conquista.ordenou que Sergipe exercesse suas funções ate Itapoã. feitos por um membro do governo da Bahia. as causas da reforma administrativa que objetivou-se principalmente no lado judiciário. Sua alçada chegava a vinte mil reis. Entretanto. sua função não era punir o crime e sim. Tinha-se ampliado por demais. Incontestavelmente perdeu em categoria política administrativa. nomeado a 15 de março de 1696. R. sujas funções ampliaram-se. não poderia corrigir o defeito social existente. 149 . a nosso ver. Sob o ponto de vista de prosperidade. de civilização. como corpo militar. Diogo Pacheco de Carvalho. mostram-se simpáticos a causa da dasanexação. Este ato de Lencastre foi a origem das questões que suscitaram entre Bahia e Sergipe. Para elas dirigia-se em correição. O ouvidor de Sergipe tratou daí em diante de exercer suas funções. não obstante isto. Ela teve por fim melhorar os agentes fiscalizadores da justiça. pela existência incontestável de uma degradação de caráter da sociedade colonial. dando apelação e agravo para relação àquelas que excedessem sua alçada. de 5 de julho de 1725 ao Vice-rei Vasco Fernandes Cesar Menezes. além de outros corpos de que temos falado seu ouvidor. o fato de ele já ter pertencido àquela capitania. e os sucessores de Lencastre na Bahia. tomando posse a 5 de junho do mesmo ano. aquiescendo com as reclamações 175 C. Na hierarquia administrativa. alargando suas prerrogativas e aumentando seus órgãos. seu provedor da fazenda. a extensão territorial da nova comarca 175. nas novas paragens que lhe eram tributarias. contribuíram para que se apertassem aqueles laços. rio de Janeiro e algumas outras. a fim de traçar-se o limite de jurisdição e competência dos dois ouvidores – Bahia e Sergipe. povos daquelas localidades mostravam visível repugnância a aceitar a jurisdição do ouvidor de Sergipe. nas causas cíveis e crimes. deslocando-se mais para o sul sua linha divisória.

a modificação territorial. Por sua vez. além da falta de espírito prático dos funcionários. 176 De 1696 a 1712 foram ouvidores de Sergipe Dr. até quase o meado no século XVIII o que salienta-se e caracteriza o desenvolvimento histórico.1717. alem destas questões de limites. como ordena a prisão dos oficiais de justiça. com prejuízo das do comandante das armas. O lugar escolhido para a edificação da primeira igreja foi doado pelo sargento –mor Bernardo Correia Leitão.1724) 177 No capítulo de 26 de agosto de 1657 se determinou a fundação do convento de S. que foi mandada executar por Lencastre. revogandose assim a ordem regia. Prestou juramento na Bahia a 5 de maio do mesmo ano. Thomaz Feliciano Albernaz (1705. que ampliou as atribuições dos ouvidores.que delas partiam. que tendem a exercer suas atribuições. a luta de jurisdição em que viviam as principais autoridades das capitanias. a favor de quem propendia a coroa. De 1696. Manoel Martins Falcato (1720-1726). Durante este mesmo período vemos ascenderem-se as prevenções dos colonos para os jesuítas. Fernão de Lobo de Souza -1704. tornam-se comuns as divergências entre eles e os capitães-mores. 1695. Luiz do Rosário. Não obstante. João de Lencaster: Dr. O clero já representava então uma força poderosa na capitania. uma representação da câmara daquela cidade. Contribuía para isso. Antonio vieira de 1713. João de Sá Souto Maior. as lutas continuaram. Foi nomeado por carta régia de 9 de maio de 1711. a câmara de Santa Luzia protesta contra a resolução. Sendo em 1728 erectas em vilas aquelas povoações. a 29 de janeiro de 1659. Salvador da Silva Bragança (1708. em diligência. como mostraremos adiante. em dezembro do mesmo ano. enviando seus oficiais de justiça. Inhambuope e Abadia. José Correia do Amaral (1715-1720). por que esses moradores não pertencem a jurisdição de Sergipe. Dr. Havia mais a ordem de São Francisco177. esquecendo os interesses dos lavradores. Prestou juramento em outubro do mesmo ano. que faleceu 150 . Em 1724 o ouvidor de Sergipe reclama também perante o rei contra o procedimento do vice. fato este que usurpava suas atribuições.176 Sob o regime de uma nova medida legislativa. Foi nomeado por carta régia de 21 de janeiro de 1715. Luzia exercerem jurisdição sobre moradores do rio Rela da Praia. foi atendido a pedido de desanexação. onde os crimes sucediam-se.rei Vasco Fernandes Cesar de Menezes pela ordem proibitiva que dele recebe para não exercer suas funções de juiz nas provações que Itapicuru. até que os limites foram deslocados para o rio Real.é. como dizia na reclamação. perante o governador D. perante o soberano e pede o aumento do território de seu município. o governador da Bahia leva ao conhecimento do ouvidor de Sergipe Dr. apelando para a ordem regia. entre estes e os capitães-mores dos distritos. Foi nomeado por carta régia de 22 de dezembro de 1695. Os Capitães-mores foram: Sebastião Nunes Colares. Não houve porem até então um ato oficial que se confirma a revogação. Francisco. O religioso incumbido de porpagar esta ordem em Sergipe foi Fr. Dr. O governador não só ordena que os juízes suspendam essas diligencias.1711). contra o fato dos juízes de Sta. de que já falamos.1711). Prestou juramento na Bahia a 13 de janeiro de 1712. Custódio Rabelo Pereira (1717. Em julho de 1704. Jorge de Barros Leite de (17111713 ). Dr. se nelas ainda continuarem. por essas paragens. em vista da impunidade de que gozavam seus habitantes. Foi nomeado mestre de campo por carta régia 23 de julho de 1711. João de Sá Souto Mayor (janeiro de 1699 -1704): foi nomeado por carta régia de 11 de janeiro de 1699. Foi nomeado por carta régia de 19 de julho de 1713. João Pereira de Vasconcelos (1711-1714).

depõe os representantes da justiça. esquecendo seu papel de juiz . Alem de muitos fatos que demonstram não circunscreverem-se eles a direção espiritual das aldeias. fogem para os subúrbios e com ele o capitão-mor Salvador da Silva Bragança. debaixo de graves penas. pela pressão do terror. cuja causa eles defendia como figuras proeminentes da parcialidade que era contrária ao ouvidor Vasconcelos. que eram parte importante nas frações. o povo de Vila-Nova invade em dezembro de 1710. Não querendo estes habitantes prestar obediência ao seu vigário. para abrir a devassa dos revoltos. à qual veio reunir-se. os diversos impostos que já pesavam sobre a população. veio o abuso. provocando protestos e revoltas populares. citando o fato de Fr. As capelas ostentavam-se em grande numero e em favor delas eram instituídos encapelados. depois de tomar posse e alheio ao meio. diretor da aldeia do Geru. o acrescentamento do preço do sal. no começo do século. as ordens e às capelas. penetra na igreja. junto da qual não se edificasse um templo. eram causas poderosas para a impugnação franca à nova resolução do poder legislativo dos 10% e dos 6$000 sobre cabeça de negro. em setembro de 1693. a retirar-se. que. deixavam ricos legados as irmandades. José Correia do Amaral. em 1659 sendo sepultado na mesma igreja. manda os facciosos assinarem termo. Orb. Não sendo castigados os culpados. Os jesuítas nas aldeias abusavam da influência que exerciam sobre os índios. O ouvidor comissionado para punir essa revolta. sem a menor inspiração das parcialidades. permitido ao contratador. foi despachado o Dr. surgiram com a impunidade as viganças particulares e as ofensas das parcialidades. que preparavam resistência as ordens do governo para a cobrança de 10% das fazendas e 6$000 por cada escravo.Manifestava-se pela posse do privilegio de dirigir as consciências. ficando assim a capitania sem governo e sob o domínio da anarquia. prende-o e obriga-o assim. para ainda excitar os ânimos. 151 . como fez a população de Vila-Nova. em verbas testamentárias. sendo o conselheiro o recôndito do lar doméstico. Os camaristas de São Cristóvão. para que vivesse em paz e sem perturbação o governo da capitania. Seraph. as sucessivas remessas de alimento para a Bahia. pediram ao governador da Bahia D. Realmente o estado de pobreza da capitania. Antonio Godinho. cujos habitantes. Estevão de Santa Maria lançouse a primeira pedra para a edificação do convento. que fosse por negócio às minas. Lurenço de Almada anistia para os sediciosos. que. por ordem regia. Jaboatão. Nesse período de efervescência. Em 1709. Essa medida mais excitou os ânimos. contribuiu para formarem-se parcialidades. Rara a propriedade açucareira. Então. S. e deixavam de atender as ordens que lhes enviava o capitão-mor. Cristóvão. Na adminstração do provincial Fr. Por causa dessa mesma influencia do clero. apanhados de surpresa e sob o terror da invasão. acompanhado de vinte soldados. desobedecendo as ordens do governo que lhe autorizava a entrega dos índios que tinham fugido das aldeias da Bahia para esta. que tinha sido nomeado pároco daquela vila. o povo em ocasião em que o sarcedote celebrava. Esta medida sossegou a cidade. Desarma a força pulblica. Os interesses das famílias eram esquecidos por alguns chefes. abrindo-se larga divergência entre ele e os camaristas. e incumbido o desembargador Manoel de Azevedo Soares de ir a Sergipe.

152 . As parcialidades não se acabaram. quando os excessos que insolentemente cometeram no mesmo levantamento foram os mais escandalosos que ainda sucederam neste Estado e por essa razão merecedores de um tal castigo que sirva de formidável exemplo aos moradores de todas a capitanias do Brasil. 178 Tendo o capitão mor Salvador da Silva Bragança se retirado da cidade. Compreende-se perfeitamente que um motivo tão profundo como este.M para que seu nome lhe conceda perdão geral de todos o delictos cometidos: e o faria com particular gosto se esta maneira não offendera tanto o respeito e soberania da própria majestade.G nem as deste Governo Geral. 15 de junho de 1711 – D. Cristóvão Antonio de Souza Brunelas figurava pelo que teve ordem em 1715 de sair do território. onde morava. Bahia. dos pretextos que o da Vila-Nova e das mais villas tiveram para cometter outro absurdo semelhante. fazendo esta com toda a capitania se restitua àquele socego em que se achava antes de tal levantamento‖. O espírito de partido continuou a influir sobre os membros do poder. em que os vassalos faltam a obediência que devem ao seu príncipe e aos sujeitos que em seu nome governa. de 5 de abril deste anno em que me dão conta dos motivos que o povo dessa capitania tomou para o levantamento que cegamente emprehendeu. abalou a sociedade sergipense. Jorge de Barros Leite. Lourenço de Almada. para que se castiguem os culpados. o mando a Ella devassar do dito levantamento.M que D. elas não desapareceram com as penas do poder competente. ―Ao capitão-mor dessa capitania ordenei que a fosse logo governar e ao ouvidor geral dela exercer o seu oficio: e por conhecer as partes que concorrem no dezembargador João de Sá Souto Mayor ouvidor geral do crime da Relação deste Estado. o que só se poderia conseguir depois desse novo acreditar o mesmo arrependimento com as demonstrações mais sinceras. o desinteresse e acceitação com nella exerceu tantos annos lugar de corregedor e ouvidor na mesma capitania. o qual dizem Vmcs. O governador não aquiesce com os desejos da câmara e não concede o perdão. por me constar que toda a nobreza dessa capitania e ainda a maior parte da gente de menos supposição obrara naquela sublevação constrangida de temor. não desobedecerá as ordens de S. em 15 de julho de 1711: ―Recebi a carta de Vmcs. até mesmo sobre aqueles que substituíram os que foram testemunhas dos acontecimentos178. ao voltar para ela. por não ser justo que a culpa de poucos seja incentivo para a ruina de todos. Alem de separar os homens em frações. Mas eu que só procuro remediar estes damnos sem os estragos de castigo que merecem. suppõem) para a desculpa os apparentes pretextos que tomaram para o delicto que cometeram. a mais prompta obediência. e violência popular.S e da benigna clemência de S. encontrou fechada a casa.O próprio vigário de S. Isto serve de medida de exaltação dos ânimos e do espírito dos partidos em que estava dividida a sociedade naqueles tempos. recolhendo-se por isso a um sitio do vigário Brun e depois ao convento São Francisco. por essas razões se não devem admitir tão facilmente (como Vmcs. tenho mostrado até o presente que o meu maior empenho é que esses povos conheçam que procuro mais conservá-los que destrui-los. Eis a carta que dirigiu aos seus membros. pelo temor de ser assassinado pelo partido dos revoltosos da Vila Nova. sem usar o rigor e compaixão que se faz indispensável em todos os casos. Sucede a Bragança. me seguram que esse povo mostra-se arrependido e vale-se da proteção de Deus N. sem ofensa ou prejuizzo dos inocentes‖. a fim de serem realizadas diligências de valor à justiça pública. em janeiro de 1712. ―Vmcs. As divergências que separavam os membros da camara do antecessor do ouvidor Vasconcelos permaneceram e a este estava entegue o trabalho de auxiliar o desembargador Souto Maior em devassar os revoltosos. As autoridades que as infligem deixam-se cair no plano do partidarismo e daí resultavam as explosões dos ódios e das paixões. O proprietário alegou que este procedimento ligava-se a não receber os alugueis. e finalmente do estado em que hoje se acha o mesmo povo.

Dr. sendo 2215 cativos. O termo de Santa Luzia em 1707 tinha 156 fogos e 1054 habitantes. mais que o capitão-mor. por sua topografia como a do norte devia pertencer a Laranjeiras. O leitor procure ler um memorial dirigido ao imperador pelos habitantes do porto da Folha. traziam essa atividade no corpo da justiça e faziam com que o ouvidor se tornra-se uma autoridade que preponderava nos destinos dos povos. A fim de prevenir-se o contrabando.179 A povoação de Estância prosperava e nela morava quase toda a representação oficial da Vila de Santa Luzia. que procurava obte-los dos descendentes de Moreya. por Antônio Vieira. mataram o gado. quanto tinham o apoio do ouvidor de então da capitania. capitão Manuel de Couto Dessa. sendo 3000 brancos. cujos roteiros eram pesquisados pelo coronel Pedro Barbosa Leal. Em 1802 a população era de 10000 habitantes. A posse destas terras deu lugar a uma secular questão que há bem pouco tempo agitava-se entre a família Tavares e o coronel Gouveia Lima. As lutas de jurisdição entre ele e Barros Leite incrementam-se . corroborada pela justeza de motivos. 153 . em sessão de 31 de janeiro de 1715180. por esse apoio combatido e criticado pelos camaristas da Sta. quer cíveis quer criminais. Taborda. dada por carta de sesmaria de 25 de novembro de 1669 ao desembargador Cristóvão de Burgos. Nelas penetraram os parentes de Pedro Gomes e determinaram todo o trabalho colonial realizado. José Correia de Amaral que. O foro vivia agitado pelas sucessivas questões. em outubro de 1714. recebeu uma repreensão do Conselho Ultramarino. Existia a convicção no espírito dos exploradores do sertão da existência das minas de Belchior Dias Moreya. e as representações contra o ouvidor sucedem-se perante o governador. explorou estas terras. Antonio de Almeida Maciel. contra quem veio ordem de prisão. Daí data a rivalidade entre os povos da Estância e Santa Luzia. Era um destes comissários Manuel Pessoa de Albuquerque. elevando-se o numero em 1759 a 6672.Os vereadores e juízes abandonam os cargos e retiram-se para suas casas. Em 1698 os índios Roumiris destruíram o mocambo. e destruíram as plantações. em vista disto novas entradas foram abertas e se continuou a colonizar estas terras. por que os negros. entre os rios Vaza-Barris e São Francisco. As idéias de mineração não tinham morrido. como castigo dos abusos cometidos. morador em Sergipe. Daí queixas sucessivas do povo. autorizadas por uma das partes litigiantes. Os comissários aproveitavam-se do cargo para apreender as mercadorias dos lavradores. A falta de limites precisos nas doações e a tendência dos homens a verem no assassinato a vingança de seus ódios e o meio mais eloqüente de resolver questões. Hieronio da Costa Taborda. Pedro Garcia Pimentel. Pelo lado civil era a posse da doanção de trinta léguas de terra. 180 A provisão de 27 de abril de 1757 concedeu haver na povoação de Estância vereações. Antonio Rodrigues. audiências. 179 Em 1662. os seus moradores pretenderam mudar a sede da vila para a povoação a animaram-se tanto mais para realizar essa pretensão. para onde concorria a exportação da zona do rio Piauí. quando foi substituído o capitão-mor. Pelo lado crime a maior questão era a devassa dos revoltosos da Vila-Nova e a prisão do maior criminoso de então. o governo comissionava fiscais para prenderem os comboios que fossem às minas de ouro. arrematações e outros atos judiciais na alternativa de juízes ordinários. para ver as cenas de assassinato. Em vista as vantagens de sua situação junto a um rio navegável. a ponto de chamar a atenção do governador e só desaparecerem. Luzia. o maior explorador desses tempos. 3000 pretos e 4000 diversas raças. que por esse tempo era um sítio. Não prosperou este sitio. reunidos em mocambos. fundando um sítio da ilha do ouro. A ela devia pertencer para o futuro a hegemonia do sul.

Além das quatro vilas que existiam no século XVIII. que dominava a zona do Cotinguiba. A freguesia de Villa Nova estindia-se para o ocidente. Amaro em 1761 contava com 2336 habitantes. contava-se 32 engenhos de açúcar. antes da desanexação do Socorro. Os núcleos de população aumentavam. A mesma vila ficou pertencendo a freguesia de Pé do Banco. no começo do século. A freguesia rendia . á qual fica pertencendo a metade da freguesia de Nossa Senhora do Socorro. 725. ter 7776 habitantes. em escritura de doação. compreendida entre o sagüi e o Rio Real que era o limite antigo entre Santa Luzia e Abadia. o ouvidor mor de Sergipe. criados. Cristóvão. erigese a vila de Sto Amaro em 1720. um cronista calcula em 17169. 181 As terras onde está hoje a cidade de Própria. 154 . Pachecos e Faros. 29 e escravos. Antonio Soares Pinto. Possuía por estas paragens. até o riacho Xingó. dilatou os limites da paróquia ate o rio Sagüi. perdendo assim a paróquia de Santa Luzia a zona de três léguas de território. até a margem do rio Cotinguiba. O Padre Gonçalo Soares da França em sua obra – Dissertaç~çoes da História Eclesiástica do Brasil. Limas. Já era paróquia desde 28 de setembro de 1718. de 2 de dezembro de 1681 deixou-as aos filhos dos seus naturais. sendo homens. erecta em 1617 e cuaja sede era a cidade de S. Em 1718 foram desmembradas da vila do Lagarto e da Vila Nova as freguesias de Campos de Santo Antonio do Urubu (Propriá) que foram erectas181 em Paróquia. mulheres. Entre eles haivia o sítio do Urubu de baixo e Urubu de cima. pelo acerbispo D.Quando a Abadia foi erecta vila. 350$000. Esta compreendia a paróquia a que pertencia toda a zona do Cotinquiba. 1600. em novembro de 1727. A Vila Nova 100 fogos e sua freguesia compreendia a paróquia de Sto Antônio do Urubu e tinha 2774 habitantes. Segundo o mesmo cronista a cidade de São Cristóvão possuía 450 fogos e em seu recôncavo. sendo homens.importante manual escrito em 1724. Eis o que era Sergipe em 1724. que foi elevada à paróquia em 18 de fevereiro de 1700. por provisão do acerbispo D. pertenceram a Pedro de Abreu e Lima que. A expansão colonial já reclamava uma nova divisão civil e eclesiástica da capitania. 56 e escravos. Sebastião Monsteiro da Vide. João Francisco de Oliveira. O termo de Sto. As famílias que mais dominavam e representavam a nobreza da capitania. no centro da freguesia. servindo a lagoa de Propriá de limite entre eles. 1266. 420. Abreus. 1896. eram as famílias dos Sás. O número total dos habitantes. Houve mudança de sede de sua primeira matriz da capela de Jesus Maria José. criados. Rezende. calcula a freguesia de Nossa Senhora da Vitória.

vice Rei (port. que passou a servir de linha divisória entre as duas comarcas. Não obstante a causa da desanexação merecer simpatia dos representantes do governo colonial. M. Alèm disto. ordem aos ouvidores de Sergipe. Alem disto. foram sucessivas as reclamações dos habitantes destas localidades contra as autoridades de Sergipe. Bahia 7 de agosto de 1727. priva que os oficiais de justiça de Santa Luzia façam diligências nas povoações sitas ao sul do rio Real. dede quando apelavam para o uti possidetis. Poe quem estas terras tinham sido exploradas à custa das forças baianas. Eram dominados pelas tradições de seus avós. que estenderam até lá a colonização. quando D. O ato da coroa anulou esse direito. advoga a causa da desanexação do território e diz ― que vai dar conta ao soberano dos excessos deste bacharel. a cuja jurisdição não queriama pertencer. não evira as desordens de distúrbios que nella dão-se. e por diversas vezes reclamam ainda aos poderes constituídos e levantam dificuldades à marcha administrativa de Sergipe. todavia o ato do soberano pelo qual erigia em vilas as povoações de Inhambupe. por diversas vezes. À administração da Bahia queriam eles pertencer. em carta de 31 de julho de 1704 ao ouvidor. João contra a ordem do vice-rei Vasco Fernandes Cesar de Menezes. o ouvidor de então. Jaó senado da camara da Bahia)”. Cesar de Menezes. foi encarregado de executar aso provisões régias. privnado-lhes a interferência nos negócios de justiça daquela circunscrição. na forma da ordem que tem de S.CAPÍTULO II RESLTADO DAS QUESTÕES DE LIMITE MERIDIONAL EXPULSÃO DOS JESUÍTAS Desde 1696. representa perante D. que Deus guarde. foi servido ordenar-me por provisões de 24 e 28 de abril deste anno. os vereadores de Itapicuru impedem que o capitão-mor Estevão de Faria Delgado passe mostra aso habitantes de Geremoabo183 pelo que o governo da 182 “S. por provisão de 24 e 28 de abril de 1727. era de conveniência aos habitantes da zona de litígio a jusrisdição das autoridades da Bahia. João de Lancastro ampliou o território sergipano até Itapoã. encarregando esta dilligência ao ouvidor geral daquella capitania. ficando sujeitas a comarca de Sergipe de El-Rei. E por que tenho mandado cumprir aquellas ordens. Itapicuru e Abadia em vilas. para esse effeito. Assim . que proibia-lhe exercer suas atribuições de juiz naquelas paragens. Em 1740. o senado da Camara desta cidade o tenha assim entendido na parte que pertencer ao termo della.até 1727 quando foram erecta as povoações de Inhambupe. pelo que os advirto que se me constar mais que se oppõem a passar-se aquella mostra os hei de mandar vir 155 . que não obstante exercer jurisdição em uma zona tão limitada. que expede. 182 Parece que este ato resolveria as questões que se agitavam. M. Os habitantes destas vilas não perderam a esperança de desanexarem-se do território sergipano . ordenava que elas ficassem sujeitas à capitania de Sergipe fazendo disto comunicação à comarca da Bahia. Suas reclamações encontraram sempre apoio no governador da Bahia. quando o ouvidor de Sergipe. Dr Antônio Soares Pinto. 183 “Consta-me que os officiaes da Villa de de Itapicuru têm induzido os moradores de Geremoabo a que não consintão que passe mostra o capitão-mor de Sergipe. mandasse erigir villas nos logares de Itapicuru e Abadia. em 1724. porque a ação da lei lhes chegaria lenta e demorada. no recurso interposto. Itapicuru e Abadia. Um dos seus antecessores.

para pagarem o tributo dos donativos. pelo esforço que empregavam em angariar donativos. por onde podia aquilatar suas necessidades. Reconhecemos a justiça da resolução que foi dada às questões de limites meridionais. Daí as lutas contínuas entre eles as câmaras. Vemo-las levantando a energia de um protesto à altura dos árbitros de um capitão-mór como Rabelo Leite. Continuou ainda a povoação de Geremoabo anexada ao terrirtório de Sergipe e sujeita às suas autoridades. Port. Vemo-las traçando descrições minuciosas de seus municípios. em que eram cotizadas. Inhambupe e Abadia que executem as ordens do capitãomór e ouvidor de Sergipe. Melhor resolveremos esta questão . Em nossas buscas foram inúmera as reclamações que nos passaram pelos olhos. o governo colonial resolve definitivamente a questão desanexando aquelas vilas de Sergipe e fazendo-as pertencer à frequesia de Nazaré. que ela depôs do poder.184 Os atos do governo eram sinsuficientes para promover a paz e submeter aquieles povos à jurisdição da capitania de Sergipe. Bahia. Finalmente vemo-las encarregadas de publicar o alvoará de 6 e 7 de junho de 1755. por isso mesmo que à capitania de Sergipe não pertence o direito de posse sobre aquele território. fevereiro 10 de 1740 (port. Vemo-las pretestando em favor da integridade territorial. a riqueza pública. quando querem intervir em suas atribuições. por onde estendeu-se a colonização até Geremoabo. a cuja ordem estarão para diligência que lhe tenha encarregado e o que faltar à execução della. no capítulo em que trataremos dos limites de Sergipe. denuncia os abusos do vigário Teodósio Semião Lopes Machado e exige que ele entregue as chaves da matriz. O povo reúne-se dirige ao edifício do conselho. Of. 156 . por alvará de 8 de maio de 1759. quando . Em Sergipe. por carta de 14 de março do mesmo ano. Tal foi o procedimento da câmara de S. e levnado-os ao conhecimento do governo. Inhambupe e Itapicuru. cuja colonização não foi feita por ordem de seu governo. o mesmo não sucede relativamente a nossa fronteira ocidental. de que temos tantas vezes falado. Vemo-las ajudando ao resgate das dívidas da metrópole. e hei já e logo por suspenso e o castigarei reigorosamente pela sua inobediência. passando a administração espiritual da freguesia a outro sacerdote. os mesmos favores já feitos aos de Maranhão e Pará. seus recursos. quando o ouvidor de Sergipe foi presos a esta cidade e castigá-los rigorosamente pela sua inobediência e assim o tenha entendido. Daí podemos avaliar sua contribuição no desenvolvimento da civilização. conta os excessos das câmaras de Abadia. Vemo-las protestando contra os excessos dos ouvidores. 18 de maio de 1740. vemo-las defendendo os direitos do contribuinte. ordenando às autoridades de Itapicuru. pelos quais o rei faz a abolição da escravidão indígena no Brasil. Da camara de Itapicurú. concedendo aos índios de Sergipe. Ao capitão-mór de Sergipe)” 184 “Todos os oficiais de justiça da camra de Itapicuru executarão prontamente o que lhes ordenar o ouvidor geral da capitania de Sergipe. no século XVIII. em vista do péssimo estado financeiro da capitania e seus habitantes. quando reclamam perante o soberano a isenção dos pagamentos dos donativos.Bahia baixa as portarias de 10 de fevereiro e 18 de maio de 1740. Assim fizeram as câmaras de Sergipe em 1789. Representavam o governo local. Os acontecimentos descritos até aquei já são suficientes para por eles apreciarmos a função histórica das câmaras. A câmara do Lagarto lança fintas sobre seus habitantes. As reclamações sucederam-se até 1750. porque representavam o poder do município. Bahia . acusa-o levando-o à ação do poder judiciário. Cristóvão.

quando completa-se o tempo. um bando. todavia uns visos de autonomia selavam suas atribuições. A capitania teve de pagá-lo durante 15 anos. Cristóvão não sancionam o arrendamento que tinha feito ao coronel Nicolau de Souza furtado de uns terrenos próximos à capital. em que não podiam ingerir-se outras autoridades. que era encarregado de levar para a Bahia os donativos de Sergipe. Amaro. juízes de vintenas e outros funcionários locais. quer de outro. Itabaiana. Devia. O Município. A indisposição pessoal que votava ao ouvidor Antônio Soares Pinto contribuiu para que seu governo fosse uma série de denúncias. quando em 1738 os camaristas de S. Responsabilizava-o pela da remessa do mesmo donativo em 1740. quer de um. Nesse tempo um novo imposto foi tributado a Sergipe. Maria. taxando o mercado. até o meado século XVIII. que foi a razão alegada. avaliadores. Além da administração econômica que lhes competia dar ao município. Na parte descritiva em que vamos entrar. Cristóvão. havemos de ver as diversas resoluçõesdas câmaras de Sergipe. 14:048$000. Um certo espírito liberal presidia suas prerrogativas. Isto isso foi bastante para que a câmara procurasse vingar-se na pessoa de Nunes coelho. A parte apela para o governador. dirigidas ao governador. nem agravo. Não obstante acharemse ligadas à ação central do governo. por conseguinte. Em 1742. que por atos anteriores já reconhecia o direito do coronel Furtado. e era por elas responsáveis. alegando motivos de servidão pública. que devia contribuir com uma quantia anual de 4:800$000 para o casamento do príncipe e dote da infanta D. cuja decisão favorável é executada por Delgado.185 Eis as atribuições das câmaras do Brasil esse tempo. 157 . sem apelações. representando os respectivos municípios.tendia a piorar com a imposição desses e outros tributos. Estevão de faria delgado (1737) e novamente Francisco da costa (1741). lançando fintas. que depois de deixar o governo ficou morando em Sergipe. os seus membros. Gozavam da imdependência em suas atribuições.encarregado. em janeiro de 1759. 185 C Maia. Eis a comtribuição histórica das câmaras de Sergipe. Em 1727 havia as câmaras de S. Prestavam contas ao Provedor da comarca que examinava as despesas. por diversas vezes. e impunham aos réus até a quantia de 6$000. dentro da órbita de suas atribuições. onde casou-se com a filha do coronel Manoel Nunes coelho. pelas comarcas de Sergipe perante o soberano. Seus membros e todos os oficiais eram delegados do povo. Sucederam-lhe no governo Francisco da costa (1733). depositários úblicos. de erigir a vila de Pombal. sucedendo a Delgado e para vingar-se dos seus amigos. julgavam as injúrias verbais. em 1743. O capitão-mor de então era José Pereira de Araújo. Achava-se Delgado na administração. Nemeavam os almotacés alcaides menores. O péssimo estado financeiro da comarca. estabelecendo posturas. sogro de Delgado. Costa. Santa Luzia. Costa e Delgado. Lagarto. quadrilheiros. tornaram-se chefes de duas facções. Eram de sua competência as questões de infração de posturas com os almotacés. pública. p 25. quando ilegais. Vila Nova e S. Sergipe só tinha pago 57:951$000. pelo qual seriam castigados com açoites os autores de qualquer revolta. porque eles emanavam de eleição popular. recebedores de sizas. no intuito de isentála das diversas contribuições que sobre si pesavam.

onde eles não podem dar remédio. como presenciado de Domingos Viegas ouvidor que foi desta capitania. como as que foram postas em prática para trazer a obediência. que por isto. teve de ser conduzido algemado para a Bahia. o dito ouvidor me mandou prender por me obedecer e desta forma se intrometem nas e jurisdições dos capitães-mores. para serem restituídos ao padre João Honorato.bando que mereceu uma repreensão do governador. teve de dar posse a José de matos Henrique. o fez por rol que o dito Viegas lhe deu rejeitando todas tas as test que poderiam jurar contra o dito. As desinteligências ascenderam-se mais ainda entre as principais autoridades de então. Os espíritos viviam em um choque de intrigas. que pôde ser vencido pela guarnição da capital. R. por parte do juiz ordinário da abadia. ordenando sua revogação. Agostinho Teles Santos Capelo que com ambos os capitães-mores abriu divergências. Além disso. Mag de tal forma recebendo dádivas nas devassas que tira. a ordem pública foi perturbada pelo assalto que os índios fizeram. tornando-se preciso medidas enérgicas. R. como V. Manoel da cruz silva (1751). e contratador de solas. por via de seu escrivam Antônio de Távora. que este de tal forma offendeo a justiça de V. R. e o dito ouvidor Miguel de Aires lobo homem sem receio de suas e conveniências vai atropelando a justiça de V. o qual se acha nesta capitania a tirar-lhe a residência. R. Miguel Aires lobo de carvalho (1756). São presos pelo mesmo juiz. só afim de levar a sua residência limpa. ficando privados os que poderão jurar contra eles escandalizados das suas injustiças que costumam fazer por não ter nesta terra quem viva a mão. pois. pois eles até as jurisdiçoens me usurpam. e a este respt° todos os ouvidores assim fazem. Majestade. Foi substituído (1746) por Domingos João viegas. tendo sido nomeado em julho de 1755 pelo governador. como experimenta e contra as ordens do regimento de V. cuja atenção ficava presa às dissensões. O bem geral era completamente esquecido pelos representantes do poder. provocadas por questões pessoais. Em casa de sua parenta D. R. R. e marchante de gados. Daí nasceu o levante de 1751. Os índios revoltam-se contra seus capitães-mores e fugiam de umas para outras. Mag interesadamente. a cidade de S. Sucederam na administração os seguintes capitães-mores: Manoel Francisco (1747). O ouvidor de então era o Dr. Majestade que parece ser desgraça desta capitania pelas informações que tenho. para com o ouvidor. servindo sem provimento de V. Fazem os oficias de justiça de S. Cristóvão. como sucedeu mandar e prender a um soldado fugido da praça da Bahia por um meu oficial desta praça. principalmente na administração de Manuel da cruz silva. que sendo mercador de loja de fazenda. Mag me encarrega a dar conta destacapitania. cuja administração foi de poucos meses. R. Capelo na ouvidoria foi substituído pelo Dr. fica bem clara nas seguintes palavras que dirigiu ao soberano por carta de 2 de junho de 1755. para tornar e vender pelo seu valor. majestade que tudo se pode mostrar ser 158 . destruindo-as para arrematar os escravos por limitados preços. Cristóvão a diligência. Duarte Fernandes lobo pontes. diretor da mesma aldeia. Por esse tempo (1749) teve o lugar o maior desprestígio contra as autoridades de Sergipe. e destribuidor das administraçones das capelas. ―Também represento a V. Inês Carrilho homiziavam-se os índios que fugiam da aldeia do Geru. criminoso em erros dos seus ofícios. como este povo pelas dependências que tem deles não podem falar com temor. que até por empenhos conserva um escrivão José Ribeiro Setubal homem indigno. se me queixam pela boca pequena. por ter sido nomeado pelo rei em 1755. Mag prendendo pretensiosamente e injustamente a varias pessoas. em numero de três mil. em outubro do mesmo ano. sem odediencia. ouvidor Miguel de Aires lobo de carvalho a rendê-lo. As desordens nas aldeias sucediam-se. e couros. nem castigo do delinqüente mal posso dar conta dela pois todo meu emprego lhe servir a e V. Manoel da cruz silva contribuiu para torná-los mais efervescentes. e outros mais com quem se combinava para os ditos negócios. Sua indisposição. e vindo o seu sucessor.

a tempo que prendi um João Correia Cabral. cuja resposta é a seguinte: ―Sr. Majestade de semelhante insolência. de que o de descubridores de minas de ouro. que verdadeiramente não é homem que mereça nenhum gênero de attenção em nenhum dos seus projetos. e para evitar este engano que se faz V. Majestade por esta provisão que informe com o meu parecer sobre a representação que fez o capitão-mor que foi de Sergipe d‘EL-Rey. e ficavam tendo a gloria de inventores . até. M. Sobre esta mesma matéria não tem mais novidade nem discrepância alguma . e faziam auto de câmara e justificaçoens e assinavam papeis pedindo para isso enganosamente o servente da câmara ao escrivão para fecharem os seus papeis para remeterem ao V. sendo estes capazes. arazando-lhe os seus mantimentos. arruinando sua escolta de dezoito armas de fogo. onde viu bonitas espécies. declarando também o que achar sobre os outros artigos. seriamente e sem fundamento repetira a mesma causa que os officiaes da câmara da cidade de Sergipe d‘ El-Rei tinham dado a V. R Mag .‖ Nesta mesma carta levanta a questão das minas. por homem cigano por entrar na fazenda do sargento-mór pago das ordenanças e levá-la a escala. majestade e a república.nulo. de que trata da sua mesma conta. ententendo tanto eu como os outros que nisto faziam um grande serviço a V. mandei vinte e cinco homens a prendê-lo pelo prejuízo que fazia. M. ordena-me V. e este da dita cadeia saia de noite por conveniências que fazia ao carcereiro. m. digo. e assim as residências tiradas pelos sucessores aos antecessores. parece que se deve continuar a mesma prohibição. ―O ponto principal da representação he exagerar Manoel da Cruz a grande abundancia de ouro. homem pardo. serem tiradas pelos oficiais da câmara adjunta o capitão-mor de capitania. facínora. o qual na sua informação. aqueles moradores do distrito da vila do Lagarto. em a dita Cadêia até dar conta a V. e fugir indo algemado. que nesta capitania se experimenta por causa da longitude. R. no distrito da vila de Itabaiana.sem qeu obste a representação de Manoel da Cruz da Silva. R. e de utilidade ao Real Serviço de V. hia a casa dos juízes por serem amigos. Manoel da cruz silva a respeito das minas de ouro que diz há. 159 .meo antercessor. Rey do Est° afim de ser punido e sucedendo esse prezente anno o dito Domingos Dias sair por juiz ordinário desta cidade. O soberano por carta de 1° de abril de 1756 manda ouvir o governador da Bahia.sendo que se lograssem o desvanecimento de serem attendidos. e matador. Francisco e metido que fosse na cadeia requereu logo ao padre guardião do dito convento ao vigário geral e municipalidade e mandar-me pedir o preso para assistir o dito auto. lembrando-me tão somente que fazendo elle intendente presente a V. respondi não ser meu por estar o assento feito no livro da Cadêa á ordem do governador geral do e Estado a quem tinha dado conta do sucedido. ouvindo para isso as pessoa que me parecem. a vista pois desta informação e das ordens de V.declara que me não póde dar outra mais genuína do que repetir-me a mesma que já dêo ao conde de Atouguia . mas como esta matéria se tem tratado neste Governo repetidas vezes pelo mesmo Manoel da Cruz Silva e pelos offciaes da Camara da cidade de e Sergipe d´EL-Rey. roubador. M servido aproval-a e madar-lhe declarar por provisão de 15 fevereiro de 1754. sucedeu na entrada da Cadêa. não querendo o dito ouvidor pôr o cumprase as provizoens dos rematadores. R. o não poderão prender. e vindo preso á ordem do governo geral do estado. fazendo as diligências razoáveis sobre a existência das ditas minas e necessidade que há de segurança. sendo criminoso. e estes seguindo-o o foram tirar encostado ás portas do convento de S. e agorado a sua empresa. Mag porá os olhos em semilhantes desamparos. a mesma matéria e subindo a sua real presença aquella informação. todas são copiadas por dependências que tem uns dos e outros. e assim V. R. que diz ter das minas serra de Itabayana. por causa dellas.melhor lhes poderia attribuir o epitheto de destruidores daquella comarca e daquelles povos. garantindo a existência de jazidas de ouro na serra de Itabaiana. mandei ouvir ao intendente geral do Ouro desembargador Vencesláo Pereira da Silva. Mag antes que me chegasse à resposta o dito juiz Domingos Dias junto com o vigário geral mandou soltar espontaneamente pedindo as chaves ao carcereiro. R. Mag terá melhor efeito para o conhecimento da verdade. e este depois de solto se foi outra vez agregar e com a dita sua escolta. sobre o referido descobrimento. como também as justificaçoens que presenciei nesta capitania. fora V. e só sim o consegui por indústria. serem menos verdadeiros que prendendo eu a um Domingos dias Coelho. empurrar os soldados. e resolvendo-se este caso na real coroa de V. que sobre o descobrimento também já derão conta a V. que por copia remeto . que têm procedido a respeito destas minas.que pelo que respeitava as sobreditas minas da Itabaina tivesse ententido por ora não era conveniente o permittir-se que se continuasse naquelle descobrimento e que tinha por sem duvida que o capitão mor Manoel da Cruz da Silva informemente alcançando alguma nova do que sobre a suppostas minas de itabaiana se falava. M.

foi chamado à Bahia pelo governador. No fim da administração de Matos Henrique operou-se uma nova divisão municipal na capitania. três vereadores ou dous. Da Leis. Op.mas as câmaras.Marcos de Noronha‘‘. 186 Marco Antonio de Louza. intituladoa Nossa Snhora do Socorro a sita na Freguezia dos Campos do Rio Real. digo. em que V. . M me manda que ouça pessoas que parecem. mais capazes para exercerem os empregos dos officios da Justiça e guerra. sempre com elles serão eleitos os mesmos Indios. os ministros de V. Seu escrivão do judicial. criou-se o seu município. Nessa carta declararam-se livres os índios de Sergipe. assim como os empregos criados. “D. que forem precisos para o bom governo dos mesmos respectivos povos. 20. quando já se achava na administração José de Matos Henrique. Os lugares da câmara da nova vila. haver na povoação vereações. Faço saber a vós Bacharel Miguel Ayres Lobo de Carvalho. para consigam a inteira liberdade de suas pessoas. que este homem tem sido um enredador de toda ciadade de Sergipe d‘El-Rei e ainda desta Bahia. no caso de não haver numero. termo da villa Lagarto. arrematações e outros atos oficias . era o professor de primeiras letras da localidade e só em falta de algum natural. 3 de Agosto de 1756.na alternativa de juízos ordinários186. p. cit. porque este é o meio mais proporcionado para poderem aquelles habitantes viver. 1775. é summamente conveniente o mandar despejar daquelle districto para fora. sendo concedido. deviam ser exercidos pelos naturais da aldeia. que será tutor dos orphoãos. com o nome de nova Távora ou Thomar. Persia e Índia. e um procurador do seu Comselho. assim de raiz. pois tendo nascido livre. os eclesiásticos e ultimamente não há pessoa de qualidade alguma a quem deixe viver em socego. audiências. Senhor de Guiné e da Conquista. convencido da superioridade topográfica da povoação da Estância. 1° tt° 67 guardando em tudo a formalidade de que ela prescreve. fui servido em seu beneficio pelo alvará com força de Lei de 8 de maio do presente anno as leis de 6 e 7de junho de 1775. Navegação. Contra isto opôs-se a câmara de Santa Luzia. por carta regia de 22 de novembro de 1758.. de seus bens. Erigiu-se em vila a aldeia do Geru. poderá ser nomeado um portuquez com as referidas qualidades e a elle se lhe 187 160 . Por me ser presente que a Aldeia do Gerú. razão porque me parece que aos serviços de V. a Villa estabelecereis nella com o nome de Nova Távora – elegendo à votos do povo um de seus moradores para juiz della.Jose por Graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves . não só em nome dos povos . resolvi ser o meio próprio para conseguir todo o referido. de idoneidade para cargo . Eis a opinião do Conde D. que por portaria de 23 de Setembro de 1757. Arábia .Marcos de Noronha sobre Cruz Silva. por provisão de 29 de Abril de 1757. que mandei publicar em favor dos índios do Gram-Pará e Maranhão. utilizarem-se da sua agricultura e comercio. desejado eu favorecer em tudo quanto for possível a meus vassalos indios deste continente . etc. comarca da cidade de Sergipe de El-Rei. pede ao rei para que seja ela erecta em vila. e o melhor se civilisarem e poderem instituírem-se. com socego de que necessitam. igualmente ora também servira de tabelião das notas e escrivão do judicial e do orphãos o qual no caso de não haver na Aldeia Nacional dentre os Indios com a necessária inteligência e noticia de processar . Bahia . e estabelecer nellas algumas villas elegendo d’entre os ditos Índios seus habitantes. todos mais hábeis do dito povo e ainda na suposição de não achardes nella quem saiba ler e escrever . M. e de seu comercio.Conde D. digo.―Sobre os mais artigos que ouça pessoas que se contem nesta carta. O ouvidor Ares Lobo. não devendo permitir sejam espoliados do domino daquellas terras. devia ser ele exercido por um português187. tem capacidade de Visinhos e cômodo preciso para o dito effeito. não me offerece dizer nenhuma outra cousa mais senão. mais também que se goverrnem por seus naturaes nas disposições e particularidades de sua povoações.. como moveis e semoventes. porque na Secretaria deste Estado são infinitas os requerimentos que se tem feito contra elle. e para os três anos futuros fareis eleição de semelhantes officiaes da forma da Ord. e d’alem mar em África. e sendo a minha real intenção que elles conservem não só a referida liberdade e plena administração de suas famílias. Commercio da Ethiopia. não deve a minha paternal piedade permitir que constrangidos a espécie alguma de servidão contra os primeiros princípios de direito natural. sou servido ordenar que passando logo a dita Aldêa. que. de que elles foram os primeiros ocupadores e povoadores. Ouvindor da Comarca de Sergipe d’El-Rei.

e se vierem com embargos os remetereis ao conselho fazendo inteiramente a medição nas terras. – Manuel Estevão de Almeida e Vasconcellos.__ Baghis. quando executou-se o bando do vice rei D. baixa o seguinte bando. 161 . e sucedendo não possuam os índios terras algumas ao menos daquellas que abaixo se declaram. dando-lhes o juramento e posse. 30 de Dezembro de 1758. 22 de Novembro de 1758 188 Em agosto de 1659 foi publicado o edital régio pelo qual mandava tirar residencia do capitão-mor. Eram eles seus maiores proprietários e possuíam um numero não pequeno de propriedades açucareiras. cujo termo será peremptório e improrrogável. remetendo-se as elleições. Desconhecemos as peripécias do fato em Sergipe e o numero de jesuítas que habitavam a capitania. deixando na comara uma copia authentica do auto e medição que nellas fizeram. em que não houver duvidas bem fundadas: junto as casas do parocho assignareis termo para o lugar dellas no caso de as não terem. os quaes ficarão continuando nos mesmos empregos. e desembaraços ou duvidas que occoram a este respeito por este tribunal para eu vos ordenar o que parecer mais as minhas reaes intenções e ao serviço de Deus Nosso Senhor e bem comum de meus vassallos . antes os mandareis notificar para despejarem dellas. A lei da expulsão dos jusuitas foi ampliada pela lei de 28 de agosto de 1767. cuja copia mando se vos entregue. ou alguma casa grande e nobre. e todo o referido na forma acima declarada dando-se conta do que achardes. em 1764. – O Desembargador secretario Joaquim Jose d’Andrade o fiz subscrever e subescrevo . nas quaes o que se houver de dar ao Parocho para os seus passos. – Barberino. sendo estas de sesmarias. pelo qual ficaram expulsos os jesuítas e seqüestrados os bens moveis e raiz da Companhia. nem consetireis que fiquem conservadas arredemptorias algumas. dito remetendo –se esta para por esta se lhe passarem as sua patentes. ou portuquez casado com índia com as qualidades necessárias. ou donativos. e sempre será em parte posivel e de menos encomodo ao publico nas terras dos mesmos índios. que substituiu Areis Lobo. e nos auditórios judiciaes: a todos os sobreditos officiaes novamente eleitos mandareis logo passar suas cartas de usanças para que possam sem demora entrar a exercer a jurisdição em seus officios. serão agora sem embargos disso novamente propostos. que também mando se vos entregue nas terras que forem demarcadas para os índios. e havendo possuidores que succedão a seu domínio com outra qualidade de libello ouvireis as partes. que por hora se faça as conferencias da camara e as audiências do juiz as quaes umas e outras nos dias em que aponta a ordenação do reino. de 26 de novembro de 1759. ouvidor João Batista Davier.Já não estava mais na administração Matos Henrique. e para que as ditas arredemptorias fazendo outra de novo queiram ao depois com este pretexto vencer mais tempo contra esta minha disposição fareis eleições por votos dos officios de guerra e ordenança . que morreu em S. e ficarão as outras e estabelecimentos as casas de habitação do parocho que lhes pertencerem no sitio que vos parecer mais próprios. dando um mêm às partes que se quisessem queixar. um porteiro que egualmente servira na camara. Cristóvão em 30 de dezembro de 1759188 . não prejudicando a propriedade natural que ser entende ser engenho. Um alcaide e seu escrivão e aquelle exercitará o ofício de carceiro.lhes destribuireis o que regula o alvará sobredito de 1700 e a carta de 12 de Novembro de 1710. que logo dareis aos índios na forma determinada pelo alvará de 23 de novembro de 1700. bem entendido que a todo tempo que hover Índio com aptidão par servir este officio. e medirão como acima vos ordeno . neste caso regulareis o termo da nova Villa e confins pela terras. bem estendido que tenham sempre os que actualmente servirem e forem capazes. sem que leveis estipêndio algum pelas assgnaturas destes papeis. que mata completamente a instituição em Sergipe: acarregara a obrigação de ensinar a ler e a escrever aos meninos da villa. – Por despacho do Conselho ultramarino. qulaquer destes sujeitos preferirá na serventia do referido officio aquele em quem não concorrerem estas circunstâncias. passados dous annos que lhe concedo para aproveitarem e receberem os frutoots de suas lavouras. então. e no sitio que vos parecer mais próprio. ficando inteiramente servindo os officiaes propostos. metendo-os sem demora de posse dellas. as quaes medireis e demarcareis com o Pilotos que exigireis para que fiquem para sempre dividas. Marcos de Noronha. e remettendo o próprio para meu conselho. e fareis erguer pelourinho e estabelecereis o termo da nova Villa até os confins das terras que presentemente se acham de posse os indios. nem também o escrivão que a xercer pelos os feitos dos mesmos : estabeleceries uma casa logo das que achardes mais decente.Cumpra-se – El –Rei Nosso o mandou pelos Conselheiros de seu Conselho ultramarino abaixo assignados . – Antonio de Azeredo Coltinho.

desde o dia da puplicação da Lei. Aquellas pessôas que tiverão só havido as referidas cartas antes da puplicação desta Lei suppondo que tratão de espiritualidade quando se costumão passar a outros fins temporaes e preciosos.―Manda El-rei Nosso Senhor em observância da lei de 28 de Agosto do anno próximo passado de 1767 que nenhuma pessôa de qualquer estado ou condicção que seja poderá pedir ou receber carta de confraternidade. de assossiação ou de comunicação de previlégios do Geral da Companhia chamada de Jesus. confessar e que logo à vista da Lei prestam juramento de fidelidade na forma delle e das penas estabelecidas contra os perturbadores do socego público – e que também exceptue aquelles indivíduos ainda não professos na dita Companhia e que depois de sairem d´ella e houverem entrando em outras ordens regulares e houverem n‘ellas feito profissões solemnes – que o mesmo se observara debaixo das mesmas penas com todas e quaesquer pessôas que introduzirem nos Reynos e Domínios quaesquer dos indivíduos expulsos da dita Companhia ou que sabendo que existem nas mesmas terras dos Reynos e Domínios os não denunciarem no termo de 24 horas ao mesmo Corregedor e Ouvidor da Comarca para serem presos e remettidos com toda a segurança ao juiz da Inconfidência – declara o mesmo Senhor o Breve . e todos os quaesquer naturaes de seus Reinos e Domynios de qualquer Estado ou condição que seja que se acharem encorporados à dita Companhia chamada de Jesus na boa fé de que se tratava somente de espiritualidade ou n‘ella professos dessossiados em alguma Confraria se manifestem debaixo das mesmas penas de proceder-se contra elles sinão se manifestarem ao dito Doutor Ouvidor Geral e Corregedor dentro do referido Termo e que explicando a ampliando a Lei de 3 de Setembro de 1759 declara a todos os Membros Puplicos e Secretos da mesma Companhia Chamada de Jesus por inseparáveis da sua perniciosa cabeça e por incorrigíveis.os exemplarem d‘elle pelo que pertence a seus Reynos e Domínios por abreticios e sobreticios e como taes nullos para produzir qualquer effeito. 162 . e comuns inimigos de toda a potencia Temporal. Escrivão da Camra. sejão obrigadas a entregal-as ao Doutor Ouvidor Geral Corregedor d‘esta Comarca d‘entro em dez dias perentorios. nem dos seu Delegados ou Subdelegados de baixo das penas estabilidades contra os reos de crime de lesa-magestade. pregar. – Thimoteo Brboas de Siqueira. – João Baptista Davier. Data e passada n‘esta Cidade de Sergipe d‘El-Rei sob meu signal aos 18 de Junho de 1768. de toda a Suprema e legitima autoridade e manda immediatamente de Deos Todo Poderoso da Tranquilidade e vida dos Príncipes Soberanos e do socego puplico dos Reinos e Estados e que cada hum dos referidos Membros Puplicos e Secretos da mesma Companhia sejão providos do beneficio que lhes foi conceido pela sobre dita Lei de 3 de Setembro de 1759 debaixo das graves penas fora de seus Reynos e domínios na forma e Termos que determina a dita Lei e que exceptue por ora aquelle dos referidos egressios que obtiveram especiaes e pessoaes ordens suas as quaes não poderão ensinar.

Entretanto. que lhe proibia penetrar nas aldeias. A raça negra alia-se à sua companheira de martírios. Esse movimento de desordem estende-se a todos as aldeias e seria enfadonho estarmos enumerando estes fatos de valor puramente local. opunha-se a emancipação. Diversas são as cartas que dirige o governador ao capitão-mor e Ouvidor. 163 . Isidoro Gomes em 175 alia-se ao mesmo partido escravista.Cristóvão. o índio imigrava. Deram-se mortes e ferimentos. agora.CAPITULO III RESULTADO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO INDÍGENA. e nomeado ouvidor dos Ilhéus. veio provocar na lavoura uma tendência escravista. para não haver falta de braço na lavoura. Os missionários das aldeias julgam-se com vida pouco garantidas. ESTADO ECONÔMICO DA CAQPITANIA Vimos no capitulo anterior que pequenas foram as lutas entre os lavradores e Jesuítas. Nesta mesma data foi autorizado a entregar a ouvidoria ao Juiz ordinário mais velho de S. revoltando-se assim contra a concessão altamente liberal da coroa. Eles abandonavam seu território e embrenhavam-se pelo ocidente . antiga aldeia. escala-as a machado e encontrado resistência pó parte de seus habitantes. centro poderoso dos naturais. concedida pela carta régia que erigiu em vila a aldeia do Geru. contra o atentado do branco e efetuam em S. que levam às aldeias o cativeiro. talvez pela interferência do Jesuíta. (1765-1766) e João Batista Davier. chamando-lhes atenção para essa ilegalidade. Cristóvão. e leva a inquietação à vila de Thomar. em1763. a propósito da escravidão indígena. MOVIMENTO COLONIAL ATÉ 1802. Se até então não mostrava essa tendência. que não tinha a lutar contra essa causa. Como chefe de um bando armado põe-se á sua frente. que não obstante. que eram Francisco Alves da Silva. penetra na vila. a emancipação da escravidão natural. continua em sua faina de escravizar os índios. Além disto. que foi substituído por Davier. (1765-1766)189. 189 Por carta de fevereiro de 1764 foi o ouvidor Aires Lobo dispensado do cargo que exercia em Sergipe. levando o pânico às famílias. A imigração africana se fazia em larga escala. depois do qual é preso e entregue à Justiça púplica. investe contra a câmara e cadeia. Esse movimento escravista tem como principais chefes João Nunes de Barreto e Antônio Vieira de Carvalho. pela morte da Companhia de Jesus. declarando-lhes a que punam com severas penas. nomeado ouvidor efetivo. espavorito pela colonização. saciando assim suas paixões. principalmente Carlos de Santa Helena. o sossego e a paz não voltaram ao centro de habitações indígenas. Gonçalo Pais de Azevedo. Elas tornam-se centros de desordem e tumulto. Até quase o fim do século. diretor da aldeia de Japaratuba e por causa de quem José Nunes de Barros assina um termo de responsabilidade. Eis o efeito que produziu no seio da sociedade sergipana de então a importante lei da emancipação do cativeiro indígena. As mesmas cartas são dirigidas a João Nunes. recorre à arma de fogo.

sob pena de confiscação dos bens e inabilitação para qualquer emprego púplico. Por uma carta circular de maio de 1775 ao capitão-mor. Faço saber aos moradores da frequezia de N. estendendo-se até 1776. que esquecido das obrigações de honrado Vassalo se occultar. Fidelíssimo. E para que faça manifesto a todos. hum saque. oferecedendo seus serviços em favor da nação. offerecer-se nesta importanssima occazião . Dado sob meu signal a sello de minhas armas na Bahia aos 12 de Novembro anno de 1776. em uma conjuntura tão crítica. autorizando que os moradores de Sergipe compareçam à sua presença. mas também os Terços Auxiliares de pé. Governador e Capitão General da capitania da Bahia etc. quando foi substituído por Bento José de Oliveira. pra defesa desta Capitania. S. o governador ordenou o recrutamento. quer de justiça. huma contribuição me hé indispensavelmente necessária não só para preencher os Regimentos pagos desta Guarnição. tendo igualmente precizo puxar pelos outros Terços dos seus subúrbios para ajudarem a estes honrados Vassalos. Esta ordem alarmou a população e tanto mais quanto ofereceu excelente oportunidade para as vinganças e dasabafos das paixões contra a classe pobre. M. e Senhor. Christovão de Sergipe del-Rei. venha sem demora comparecer na minha presença para lhe destinar o exercício que deve ter. com famílias. A Davier na ouvidoria substituiu o Dr. sou obriogado a denunnciar a todo aquelle que como Vassalo ama os eu Legitimo Rey. da Victoria da cidade de S.Além destes fatos que denunciavam uma sociedade em sobressalto.alem de outras penas191. “ Manoel da Cunha Menezes do Conselho de S. cuja administração foi uma das mais longas. e como cidadão sua Pátria . Do mesmo teor e diria se expidiram mais seis Editaes para as Freguesias das Villas da mesma capital de Sergipe de El-Rei. para que logo que este lhe for constante. dentro do termo de vinte dias.que serão logo confiscados. innabilidade para ser empregados nos lugares. Sua execução foi efetuada com tal excesso.Sebastião Álvares da Fonseca ( 17701778). para ocultarem-se às 190 191 José Gomes da Cruz (Borges) foi nomeado por carta régia de 4 de abril de 1763. E foi entranhado que nenhum sergipano desse testemunho de seu patriotismo. para que a todo o tempo conste se de execução as penas declaradas contra aquelles que fingirem se mostrar que são Laes Vassalos de El-Rei N. outros vieram contribuir para agravar esse estado. e propriedades. em defesa da pátria. Estavam bem frescos os feitos de Duguai-Trouin no Rio de Janeiro. e se registre em todas as câmaras das respectivas Villas daquela comarca. e não comparecer dentro do tempo de vinte dias contados da puplicação deste. embrenharam-se pelos matos. e se achão destacados nesta mesma cidade mostrando hum ardentissimo dezejo de defenderem o Estado. sendo peões terão o trabalho das fortificações da cidade pelo tempo que eu lhes destinar. além de todas as mais penas que ficam a meu arbítrio. e offcios de Justiça ou Fazenda: sendo nobres serão havidos por vez como indignos. pelo tempo que lhes fosse destinado. o governador Manoel da Cunha Meneses baixa o edital de 12 de Novembro de 1776. No governo foi substituído pelo capitão-mor José Gomes da Cruz190. – Manoel da Cunha Menezes. que voluntariamente se offerecerão e todos promptamente vierão. que achando-se esta capital propinqua a receber hum bombardeamento. e todo aquelle individuo. as suas Famílias. os nobres seriam considerados como indignos e traidores e deportados para Angola e os peões iriam para as fortificações. que os lavradores abandonaram suas fazendas. a contar da púplicação da lei. encorrerá nas penas de perdição de todos seus bens. porque sendo o mayor reparo não ter vindo hum só Individuo morador na comarca de Sergipe del-Rey. cavallaria della. reputados por traidores. e degradados para Angola. Então.” 164 . A sociedade da Bahia vivia sob a pressão do receiode uma invasão inimiga. quer de fazenda. E muitos cidadãos voluntariamente já tinham-se alistado nas fileiras do exercito. e o governo tomava medidas preventivas. Sr. mando se puplique este a som de cayxas em cada frequesia e se fixe no lugar mais puplico dessa cidade e seu termo.

o estado social da capitania vivia sob uma agitação continua. dirigidas aos capitães das vilas das capitanias. alei contribuiu para que o estado social. de que já falamos. até quase seu final.l de 10 de abril de 1756 às mesmas câmaras. não só pela falta de clareza nos limites das propriedades como pelo grande número de assassinatos que perpetravam. para a redificaçaõ de Lisboa. Os preços dos gêneros subiram extraordinariamente. piorasse neste sentido. que voluntário. no espírito do governador. Além da atividade do foro. Sucederam a Bento José de Oliveira na administração. E este movimento foi até 1782.Valério dos Santos(1793) e Joaquim José Monteiro(1797). pela abundância de causas cíveis e crimes.que abandonou posteriormente a vida política pela vida sacerdotal. durante trinta anos. foi ele o sucessor de Cunha no governo. pedindo isenção do donativo. A carta circular de maio de 1775. em vista de dissabores que lhe provieram de um processo crime. comunicando as deserções e ordenando as prisões.disciplinando os regimentos de cavalaria.auxiliares e os corpos de ordenanças existentes. E por este estado financeiro tornou-se responsável. Desde o meado do século. antes mesmo de concorrer essa causa poderosa para agravá-lo. porque o trabalho agrícola quase suspendeu. Os membros do próprio governo não viviam em harmonia. Não compreendiam eles as vantagens da instrução.em que foi envolvido.Vimos que as aulas públicas de 165 . cujos excessos são severamente criticados na carta a si dirigida em maio de 1775. porque em 1661 todas as câmaras representaram ap soberano.a atividade do foro. Foram inúmeras as cartas que encontramos em nossas buscas. na importância anual de 2:828$. em vista do célebre terremoto de 1755. porque as deserções do exercito sucediam-se. Pequenas lutas entre os capitães-mores e os ouvidores. Por isso foi preso.quando quisesse fazê-las. e que é a primeira ordem para o recrutamento de Sergipe. Entretanto. a fim de defender as entradas dos franceses.porque com ele viria o poder das concessões. foi também dirigida ao tenentecoronel Francisco Félix de Oliveira. o maior partidário.Antônio Pereira Marinho(1790). cujas diligências foram dificultadas pelo capitãomor José Gomes da Cruz.vistas dos agentes que recrutavam. o capitão-mor. Reinava entre eles a divergência. e por conseguinte. Além disto. que desde a liberdade dos índios não era pacífico.o sargento-mor Bento José de Oliveira. A revolução francesa ecoava profundamente no país. pelas barras dos rios navegáveis.quando chamado à Bahia.que queria para si o privilégio da sua execução. São de valor puramente local os acontecimentos do fim do século. as novas prisões e os processos militares dos desertores. O estado financeiro da capitania já não era lisonjeiro. Pelo lado da cultura popular o descuido dos governos era absoluto. o coronel José Caetano da Silva Loureiro(1782). Neste ano o governador escreve ao seu delegado. que encontra em seu irmão.chamando-lhe a atenção para defender a capitania de qualquer invasão inimiga. em 1793 deu-se um movimento disciplinar na classe militar. que foi imposto por carta do Conde Arcos. pelo governador(1776). um ou o outro levante dos índios de algumas aldeias. Daí a luta entre o capitão-mor e o comandante da guarnição.

.......... já exportava 30000 alqueires de sal................a de couro e sola por Campos... estudando a importação da capitania....... 30542 sem classificação descreminada............................. Japaratuba e São Pedro (antigas missões)................a de açúcar por Cotinguiba.317 “ Vila Nova....................... Própria192.............3814 Santa Luzia............... De curso secundário só ensinava-se a língua latina... e 20 alambiques para destilar o álcool.. 193 Os municípios mais populosos eram os de Santo Amaro......5219 Água Azeda... 19954 pretos.Santo Amaro...........1641 índios e 19893 pretos...........14000 Japaratuba.......................7000 Sua Paróquia ................... Itabaiana...317 Vila Nova...5255 Pacatuba .... quatro povoações: Laranjeiras.......... 1440 índios.................. O valor da produção total era de 1 milhão e 313 mil cruzados(233$500)....10000 Campos .............7500 Pacatuba ....................... ferragens.............. algodão...................................................... sendo 20300 brancos.......541 “ Lagarto........Thomar.............. de lona.......................... Santa Luzia... exportação e sua população.................................... Cristóvão.............. Sua população era de 55600 habitantes.....................2618 Itabaiana................................................6758 Campos .........................2427 Itabaiana...................................5468 Japaratuba. 20849 pardos.........6000 Água Azeda.4000 e 300 índios Pé de Banco..... O Socorro.........................8128 Propriá ......................Santa Luzia.................... pólvora......... escravos a troco de caixas de açúcar. segundo Marcos de Souza (Memor.......... Da capit.. tecidos de seda..... 192 193 Elevada a vila por provisão de 5 de setembro de 1801............. 194 Eis o número de habitantes distribuído pelos municípios: Santo Amaro...4000 Thomar ................ No vale do Vaza-Barris já se contavam 10 engenhos..... Procurando distribuir o valor da exportação pelos diversos municípios..4315 Em 1808 a população está almentada e o número dos habitantes de cada município é o seguinte: Santo Amaro........a de gado pelo Lagarto.. couros secos.......................... Pacatuba........... São Cristóvão.................................................além das de São Cristóvão......635 (índios) Socorro..na Cotinguiba 20......................... Desde esse tempo... linho... ....................... Itabaiana......6400 Larangeiras (povoação)............... no valor anual de 171 mil cruzados............ Socorro e Laranjeiras194......os quais fabricavam 1000 caixas de açúcar anualmente. Lagarto...............................Sendo 13217 brancos....... gado....633 (índios) Socorro...sete vilas:Santa Luzia...4154 S...............Vaza-Barris e Piauí............ sola branca............ Tomamos o ano de 1802 como termo deste capítulo.... O comércio abastecia-se exclusivamente na Bahia..........feita por Itabaiana...................10500 Propriá .............. (351$631)................. Já se cotavam uma cidade.... Em 1808........(vila)..... De Sergipe) era de 72236.1600 Freguesia do Cotinguiba ........30000 e 600 fogos 166 ......6364 Thomar . Santo Amaro e Vila-Nova. e os gêneros exportados eram o açúcar..................................................................a maior exportação era a de algodão e cereais................... cereais.............. que era a capital-São Critóvão... fumo.......... 700 índios Lagarto...............4500 Santa Luzia... o número de habitantes..... além da exportação do açúcar............................. porcos..... Santa Luzia exportava 500 caixas e Poxim 800................ A lavoura açucareira era a base da riqueza pública..................... cavalos.. de onde importava fazendas de algodão.. da qual havia três cadeiras na capitania em 1799........................ Vejamos a expansão colonial a que pé de prosperidade atingiu nesse ano............ Sua exportação montava em 860000 cruzados (93$500)...94 “ Pé de Banco.....primeiras letras havia um na vila do Geru.................

Meirinho Geral e. Inquiridor e contador em 50$000.fazendo cada uma quatro viagens.000cr 326$200 215. escrivão de órfãos em 200$000.000 cr 364$480 34.000 cr 74$150 196 41. destribuidor.000cr 133$100 52. junto ao engnho Comandoroba. o da Provedoria em 25$000.000 cr 22. seu escrivão. N. meirinho e seu escrivão 15$000.000 cr 288$900 197 195 152.000 cr 32$100 336.000cr 399$200 63.000 cr 763$200 6.formularemos o seguinte mapa demonstrativo: Produção Consumo São Cristóvão Paroq.000 cr 325$900 13. existe na Biblioteca Nacional.800cr 41.000cr 796$500 Desde esse tempo. 197 A receita da Câmara de Lagarto era de 621$300 e a despesa 48$500 198 A receita da câmara de Sto Amaro era 179$500 e a despesa de 107$000 199 A receita da Câmara de Itabaiana era 570$000 e a despesa de 21$220 200 A receita de sua Câmara era 430$ e a despesa 258$531 201 Este mapa é cópia de um man. S. Acreditamos que houvesse erro do autor. Entretanto transcrevemos com toda fidelidade.000cr 126$080 37. Vaza-Barris e Piauí. dois partidores.000cr 286$600 57. uma desproporção enorme..000 cr 144$000 22. a maior exportação era a de algodão e cereais. 167 . Naquele tempo por ele entravam barcos. um alcaide em 27$000. A Câmara de S. a de açúcar por Cotinquiba. Meirinho da Provedoria e seu escrivão 20$000 cada um.000 cr 300$800 143.000 cr 234$400 47. feita por Itabaiana. cuja construção foi começada em 1791 e a da Conceição. Por esse tempo Laranjeiras já tinha duas capelas: a do Coração de Jesus.também de setembro a março202. O rendimento da sua Câmara era de 119$000 e a despesa de 104$000.000 cr 362$000 26. Carcereiro18$400. seu escrivão em 40$000. dois avaliadores em 3$200 cada um. a de gado pelo Lagarto. do socorro Santa Luzia Lagarto Campos Sant Amaro Pé do Banco Itabaiana Vila-Nova propriá 123 000 cr 165$200 388. há lugares em que o volume d’ água não mede um palmo de profundidade. cada um 12$800.000 cr 66$160 23. Pela barra do rio Real entravam dez embarcações.000 cr 64$040 199 14. escrivão da Câmara em 100$000.000 cr 119$720 201 5. 202 É admirável que no espaço de oitenta e tantos anos tenha-se dado uma transformação tão grande no rio Cotinguiba.000 cr 364$140 200 8. Distribuidor. um carcereiro em 15$000. dois porteiros em 10$000 cada um. Cada um fazia quatro viagens por ano. seu escrivão 15$000.mar. Meirinho do Campo.000 cr 396$600 70. A navegação fazia-se pelas quatro barras da capitania. que iam ancorar no porto de Laranjeiras onde recebiam o açúcar da fértil zona banhada por aquele rio.000 cr 309$520 23. porque na baixa. que era também o Tabelião do Judicial e notas e escrivão de órfãos eram avaliados em 212$000. a de couro e sola por Campos. de setembro a março. demandam o influxo da maré.000cr 398$400 Exportação 86. Pela barra do rio Cotinguiba entravam anualmente vinte barcos.000cr 203$810 36. Cristóvão rendia 123$600 e suas despesas montava em 125$375.000 cr 237$410 198 8.000 cr 36$440 6. Hoje embracações de pequeno calado para entrar no porto de Laranjeiras.000cr 305$320 148. o tabelião em 40$000. Alcaide e seu escrivão 200$000.000 cr 329$580 9. porteiro 10$000.000 cr 122$880 222. o da Recebedoria em 50$000. Achamos nos cálculos entre cruzados e a nossa meda.006 cr 90$100 25. 196 Os ofícios de escrivão da Câmara de Sta Luzia. inquiridor e contador em 30$000.000 cr 40$000 Importação 22.000cr 234$720 31. 195 O ofício de escrivão da correição era avaliado em 300$00. 100$000. dois avaliadores cada um 5$000.000cr 20$880 67.000 cr 322$540 11.

Foi por conseguinte um grande serviço prestado a Sergipe sua publicação. como seus processos de trabalho. Espírito culto. fazendo cada uma quatro viagens. Existente no Museu Britânico.e lembra medidas de grande alcance econômico. Foi escrito em 1802. Marcos de Souza faz um estudo importante sobre a capitania.Pela barra do rio Real entravam dez embarcações. Temos a citar ainda as Memórias da Capitania de Sergipe.Vicente de Salvador refere-se mais extensamente a Sergipe.quando escreveu seu livro. somente Fr.que obteve cópia do man. Deste tempo datam os primeiros trabalhos geográficos e históricos sobre a capitania. Deste século encontramos uma Descrição Geográfica de Sergipe. ou cópia existe em nossa Biblioteca. Sua publicação deve-se ao coronel Antonio José Fernandes de Barros. que na obra revela-se espírito muito descritivo e minucioso. em sua História do Brasil. relativamente não só aos hábitos de seus habitantes. também de setembro a março. da navegação. pesquisador. por Marcos Antônio de Souza. Desconhecemos o nome de seu autor. Dos escritores dos séculos anteriores. Estuda o estado da lavoura. O mesmo man. Eis o estado de Sergipe no começo do século atual. Incontestavelmente é um importante livro. Foram estas obras que pudemos encontrar em nossas procuras. manuscrito existente na Biblioteca Nacional. Infelizmente só estuda a parte geográfica. 168 . que foi vigário em Siriri em 1808.

o trabalho. singularmente alimentada na execução pelas infracções incessantes e permanentes a que a ignorância. igualmente pungidos pelo orgulho e pela miséria. a sua anarchia intrínseca. enchendo o tempo com maneiras intrigas políticas e particulares. III. haviam de prestar-lhes obediência passiva.ora instantânea e fulminante dessa raça infeliz. opressivas. é fácil imaginar-se a que grau de exasperação não subiriam os seus ódios mesquinhos. porque apelar para os representantes da justiça. incompletas. a imolação ora lenta e gradual. em vez de manterem a dignidade própria e os foros dos cidadãos. poucos em numero. elles só honravam a ociosidade. a residencia dos governadores. e associando-se ao systema geral de opressão e tyrannia. a prepotência e a corrupção impeliam os governadores. elevado 203 pelas leis ao caracter de instituição regular e permanente. medindo-se e encontrando-se a cada passo. impellindo os cidadãos. os frades e ecclesiasticos em geral. ora o captiveiro. e as espoliações. e quase bloqueados naquelles remotos e estreitos presídios. é as revoltas. prendiam na questão abrasadora dos índios. entretinham esta funesta preoccupação. e tão ávidos de riqueza como incapazes de grangeal-as pelos meios lícitos e ordinários. 203 João F.os tumultos. Lisboa. ―A maior destes. os accidantes ordinários dessa vida mesquinha e tormentosa. as garantias de seus direitos. nem em seus funcionários. e vasto laboratório de calumnias e diffamação. as capitanias reunidas. ―Infactuados da sua nobreza. a não serem algumas raras festividades de carater religioso. e de outros muitos males.CAPÍTULO IV SERGIPE E A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA EM 1817 Vimos no capítulo anterior o estado a que chegara a capitania no começo do século. ―Privados além disso de toda e qualquer distração. perpetua e monstruosa affirmação e negação dos mesmos principios favoneando ora a liberdade.‖ Estas palavras interpretam perfeitamente o estado social de Sergipe no fim do século XVII e começo do atual. por uma da suas faces. as matanças. p. As forças civilizadoras parecem que se tornavam impotentes para corrigir o estado político. da energia e do furror à prostação e à ignovia. Entregues às paixões dos dominadores. continuava apresentar pontos de semelhança com os tempos passados. as guerras estrangeiras. diz João Francisco Lisboa. as câmaras e os magistrados ociosos. que nos propuzemos a esboçar. Apont. bem que ordinariamente avessos entre si. de resto impotentes para obviar a influência perniciosa dos pricípios geraes dominantes. em vez de integrar-se e oferecer uma feição próspera. nas residências e devassas janeirinhas –campo aberto a todas as facções para se degladiarem. em fim transferida continuamente de uma para outra capital. era apelar em vão. carregava exclusivamente sobre os escravos. eis ahi. .admiráveis e efficacissimos para os conflictos . fomentando por todos os meios a sedicção e a discórdia e isolando na pratica os princípios de liberdade que no ardor das luctas pelo prodominio apregoavam a favor dos índios. vendo-se. alternativamente animados e illudidos em suas esperanças. e em direcção opposta à dos governadores.poderes rivaes e reluctantese. ―Leis confusas. falsos e viciosos. as guerras. À História do Maranhão. 171. cousa baixa e vil. Seus habitantes não encontravam na lei. inúteis para a fiscalisação e o equilíbrio. envenenados demais a mais periodicamente. com tradictorias. extenuados de toda a casta de vexações. 169 . e as leis. contendo algumas boas disposições parciaes. sem excepção dos principes e dignidade da igreja. intelectual e moral daquela sociedade que com o andar dos tempos.

Um espírito independente e livre não podia viver nesse meio. Seus iniciadores e propagandistas não encontraram apoio. sendo eles mesmos os encarregados de fazer o interrogatório das testemunhas. em vista do atraso mental e moral da capitania. Sem instrução. Bento de Oliveira e Felipe de Faro alcançam completa ascendência sobre o ouvidor. Não lhe foi difícil abafar a revolução. ostentando assim perante as autoridades o prestígio das armas. Pode-se prover. O número de aulas públicas na capitania era pequeniníssimo e ainda menor o de aulas de ensino secundário. Figuravam como os dois homens de mais prestígio de então. prestando obediência ao regime do arbítrio. completamente descurada pelas administrações. entram nos centros populosos armados e acompanhados de sequazes. cujo móvel dominante era o capricho de um régulo. procura ser o advogado das partes. em 1895. Profundamente adeptos à causa do rei. sem cultura para compreenderem os grandes benefícios futuros de cedo ser instituído um regime eminentemente democrático. prendem aqueles que não se prestam a tão vil papel. O procedimento de Alvarenga era mais ou menos imitado pelos juízes ordinários da capitania. que lhes podem prestar os ínfimos serviços. e então a lei não é mais do que a vontade destes dois poderosos.a fim de assegurar seu desenvolvimento. que vencia até os princípios da justiça. a posição hostil ao movimento revolucionário. Eis o que faziam Bento de Melo e Felipe de Faro. E vem aqui ao caso falarmos da administração judiciária do Doutor José Antônio Alvarenga Barros Freire. sem patriotismo.sua proliferação na América. Faltava a ação eminentemente poderosa da instrução popular. os sargentosmores Bento José de Oliveira e Felipe de Faro Leitão. O Ministro da Justiça sanciona com sua aquiescência esses desmandos e. obrigam os lavradores a pagarem-lhes altas porcentagens. Contra ele tivemos de ler uma representação.Não passavam de instrumentos desses mesmos dominadores. em vista da dedicação realista dos 170 . O latim era a única língua que se ensinava. peitadas para dizerem o que lhes ensinam. por crimes imaginários. levantados pelos revolucionários de Pernambuco. a cujas vontades estavam entregues os destinos daquela população e os direitos daqueles cidadãos. os habitantes de Sergipe fizeram causa comum com os habitantes de Penedo. por sua vez. que viesse garantir os direitos do povo. pelo arrendamento das terras onde habitam. Por meio deles o conde dos Arcos pôs em prática seus planos realistas. de instrumentos de vingança. do capricho pessoal. Ou sucumbia.como delegado da monarquia portuguesa. Compreende-se perfeitamente que um meio social. desprezados pelos agentes do poder público. Em Vila-Nova levantaram a reação. Penetram nas cadeias e soltam os presos. na reação que levantaram contra a vitória dos revolucionários republicanos. torna-se um terreno onde pudessem germinar os princípios de liberdade. não poderia facilmente corrigir-se para. ou à insolência do protesto e da impugnação. mandam incendiar-lhes as choupanas e derribar-lhes as plantações. assassinos. nem adesão nos habitantes de Sergipe. poucos anos depois (1817). nutridos das idéias de uma falsa aristocracia de família. e como resposta a qualquer protesto contra uma tal extorsão. em que vem descrito o modo irregular por que era administrada a justiça. instauram processos.

A 25 do mesmo mês chegam à vila essas mesmas ordens. pela moralidade na administração. José Gregório da Cruz. justificadas pela pobreza em que viviam. pelas epidemias. porém. prestando o concurso de sua coragem aos planos do conde dos Arcos. vivessem com viviam nas trevas da ignorância. esqueciam que viviam dominados por um regímem de arbítrio e prepotência. quando a quinze do mesmo mês espalhou-se na vila a notícia de uma revolta em Pernambuco. em favor de um regímen que se caracterizasse pelo respeito à lei. tomados de susto e surpresa. pela vitória da justiça sobre as paixões pessoais. pelo abandono das lavouras. comandante do corpo de milícias. à frente do qual colocam-se o coronel Inácio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. que o governo não queria.seus habitantes já preparavam-se para reação. que se prestavam aos caprichos dos dominadores. comandante do regimento dos pardos da comarca. No dia 28 espalha-se a notícia de que a Bahia não aderia e que já vinham tropas em direção de Vila-Nova. depois de tanto tempo de uma evolução civilizadora. Antes. e os membros do Conselho. que criavam embaraços ao trabalho agrícola. da organização de governo provisório. 204 Francisco Guilherme da Rocha escrivão da camara e tabelião do público judicial e notas. ainda vissem a justiça nas mãos de Alvarengas e seus sucessores. Esqueciam tudo isto e prestavam adesão a esse regímem que não era sensível às suas necessidades. E nessa adesão que os sergipanos prestaram à causa monárquica. ou não podia corrigir. Esqueciam que. acossados. e contra o peso dos impostos de que se achavam sobrecarregados. Antônio da Silva.que as forças do conde dos Arcos chegassem a Vila-Nova e a Penedo. sendo os governos completamente indiferentes às suas necessidades e até mesmo as reclamações que dirigiam ao poder competente. Retiram as bandeiras reais e as armas das barretinas e talabartes.sergipanos e alagoanos. e sem forças suficientes para oporem a resistência. Por conseguinte. sargento-mor. outras. espalhando ordens de obediência pelas localidades. e a administração nas mãos de Bento Pereira. aniversário de sua morte. Resolvidos a resistência. o missionário Francisco José Correia. capitão-mor. Esqueciam que suas reclamações contra esses impostos não eram atendidas pelo soberano. Esqueciam que. Então uma idéia de resistência manifesta-se e organiza-se o partido realista. contra as perseguições que sofriam da pseudo nobreza. da prisão de seu governador e que em viagem para o sul achava-se o padre José Inácio Roma emissário daquele governo. que não quiseram acompanhar a causa dos seus irmãos. sendo entretanto. toda esperança de auxílio desaparece e fica Penedo em obediência ao governo revolucionário. aclamam. e preparavam-se para as exéquias. em vista de ordens de recrutamento. pelas secas. e cônscios do concurso que lhes prometeram suas autoridades204. depois de mais de dois séculos de colonização. Os habitantes de Penedo ainda choravam a perda de Dona Maria I. perante um concurso de duas mil pessoas. que tudo espoliava. capitão Manoel José de Sant‘Ana. Os insurgentes espalham a notícia de que a Bahia aderia ao movimento. Esqueciam que seus direitos não eram garantidos pelas autoridades. umas vezes. que deviam ser celebradas no dia 20 de março. mandam a Vila-Nova um emissário. para sufocar a revolução. escrivão do crime e 171 . no dia 31. outras. a que obedecem seus habitantes. Historiemos os fatos.

.M. Senhor Francisco Manoel da Rocha. por muitos annos a quem perante as pessoas já aqui nomeadas esperam seu auxílio como seu socorro na presente crítica circumstancia em que se vém a vista do que responderam e aceitaram de commun accordo já nesta declarados.. como também por parte do coronel do regimento de milícias da mesma villa. o capitão Bento de Mello Pereira. por parte não só dos povos da villa de Penedo. Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. M. temeram serem elles os únicos que tomassem o partido da fidelidade devida ao nosso soberano. a fidelidade que se deve guardar ao nosso soberano dizendo o seguinte: que os povos da Villa do Penedo e seus chefes respectivos atemorizados com os decretos do Governo Provisorio assim chamado o governo de Pernambuco lhe certificaram que esta capitania se dava também mutuamente as mãos. M. a V.coronel. José Gregrorio da Cruz. Francisco e seu termo.. as publicas demonstrações da nossa fidelidade ao nosso Augusto Soberano o Senhor D. Nada mais houve que propor sobre o que passou-se o presente auto em que todos assignaram. o alferes Félix da Conceição Barreto. por Sua Alteza Real que D. restituindo as armas das barretinas militares ao seu antigo estado. a quem juram fidelidade. José Ignacio Ribeiro. onde foram juntos o juiz ordinário presidente Luiz Ferreira Leite.vitoriosa a causa do rei.. João Sexto dignando-lhe toda a subordinação devida como fiéis vassalhos que eram.do quanto executarem forão em auto publico para ser representado ao mesmo senhor General da Bahia. Que olhando para a mesma religião. assim o esperamos de V.. dos pardos da comarca. dera principio a uma discreta e sabia persuação. fazendo-lhes ver por meio da rasão e da justiça que era necessário disterrar as trevas da cegueira ignorância em que estão aquella e esta villa. visto que o corpo militar da mesma villa se havia levantado uma sedição por commamdo do governo provisório. pelo qual motivo se sujeitaram os mesmos povos desta villa e todo seu districto a sacrificarem suas vidas e fazendas. 172 . o capitão Antonio Manuel de Britto. vamos rogar-lhe que quanto estiver de sua parte e quanto seu poder lhe permitir faça por conservar nessa villa a tropa militar o socorro preciso que nos possa auxiliar em qualquer ataque que nos vejamos. João Sexto e promettemos todo o auxílio fazendo os povos da villa de Penedo e seu termo uma publica aclamação. Villa Nova 30 de Março de 1817. sargento commandante do piquete de cavallaria paga destacada em Villa Nova. o sargento commandante do destacamento Francisco Manuel da Rocha. firmes e valorosos para combater tão honroso attentado.. tenente. M.. Auto da Villa do Penedo enviado a Villa Nova. João Sexto e por temermos ser combatidos pelos nossos inimigos revolucionários por termos hoje declarado guerra contra elles por parte de nosso soberano. capitão-mor. Cetifico aos senhores que a presente certidão virem que por mandado da camara desta Villa Nova extrahi a presente certidão do livro de vereações que presentemente serve com o theor seguinte: Aos trinta dias do mez de Março de 1817 nesta Villa Nova. por bem do serviço de S. cujo enviadoo reverendo Francisco José Correia missionário apostólico. para o estado e para a tranqüilidade publica. e declaram guerra aos rebeldes de Pernambuco. capitão commandante inerino do Regi. sobre. F: Ficamos tratando dos officios que sobre esta importante matéria devemos dirigir ao Ilustrissimo e Exmo. Manuel José de Santa Anna. vereadores Silvestre Antonio de Souza.. seu tenente coronel José Gomes Ribeiro e toda a mais officialidade afim de que convém paz entre uma e outra villa. sagrada pessoa do nosso Felicissimo rei o Senhor D. porem agora que estão persuadidos terem todo o auxilio dos fiéis vassallos desta capitania da Bahia contra a rebelião de Pernambuco se declaram debaixo do mesmo juramento de fidelidade devida. Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. –Do auto publico que a V. assim chamado da praça de Pernambuco. alfares Antonio Ferreira de Mello e o terceiro vereador Caetano Gonsalves Freire e o procurador Vicente Augusto da Fonseca. Antonio Real de El-Rei do rio S. fazendo receber os presos todos que despoticamente por fórma da mesma rebellião soltaram da cadeia da mesma villa de Penedo e assim satisfeito. levantando bandeira real.a quem por direito tocam. Villa do Penedo casa da camara em conselho de 31de Março de 1817. com assistência do capitão-mor das ordenanças desta villa Antonio José da Silva e capitão Manuel Ferreira Martins. Antonio da Silva. para o efeito de se receber em auto da mesma camara o enviado o reverendo padre Francisco José Correia. cível e mais impostos régios nesta Villa Nova de Sto. motivo porque esta Villa Nova e seu termos se puzeram em armas. João Sexto que D. M. José Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão.. ha de apresentar nosso enviado o fiel vassallo o reverendo padre Francisco José Correia verá V. fazendo convocar a mesma camara da fórma que já dito fica. G.sargento mór. fazendo calcar aos pés. coronel.. contra o nosso Serenissimo rei dos três reinos unidos o senhor D. Senhor Conde Governador capitão general da Bahia e o ilustríssimo senhor governador da cidade de Sergipe d’El-Rei e amanhã serão apresentados a vossas mercês os sobreditos officios. G. visto declararem-se fieis e obedientes ao nosso soberano rei de Portugal o Senhor D. nos passos do Conselho della.de que usam. coronel. para que recebido o competente passaporte possa seguir livre o condutor delles. fazendo causa commun na mesma rebelião . Deus G.

S. Deus Guarde a V. Nós vamos tomar as medidas para reunir no nosso partido o resto da comarca das Alagoas e para isto é preciso que V. Illm. condicção de pátria ou nação que forem contra o nosso soberano rei e lhe protestamos nossa fidelidade sempre interrupta. o senado com o povo. Nesta mesma occasião vae outro officio para o Illm. então sem mais temer immediatamente aos vinte nove de Março deste corrente anno. mande dous brigues armados de guerra para a barra de Jaraguá. o coronel Galvão. capitão mór . Sr. Ex. mandando-nos para a barra deste rio com uma embarcação com pessoas para defenderem as do commercio desta terra. do que tudo fazendo certo ao governo de Villa Nova.. e Exm. a quem jamais deixaremos de ser fieis. coronel governador da cidade de Sergipe d’El-Rei. S. D.. Correo a voz popular de que toda a America portugueza se tinha dado as mãos em commum rebellião contra a sagrada pessoa do nosso augusto soberano. Sr.Comunicam sua resolução ao governador de Sergipe. temos declarado guerra contra todosos rebeldes de qualquer estado. sargento mor. João Sexto. clero e povos desta villa e com effeito no dia 31 do mesmo mez se declararam com maiores demonstrações de alegria os nossos continuos sentimentos de fidelidade ao nosso soberano Rei. –Eu e os mais chefes das corporações militares. além de medidas que tomaram. f. Senhor rei D. chefe das milícias dos homens brancos desta villa por si e da parte de todas as pessoas da governança enviou o Reverendo missionário apostólico Francisco José Correia para certificar as pessoas do governo de Villa Nova. que pela copia junta verá V. sob o que V. os commerciantes desta villa e seu termo. apenas tivemos certesa que a capital da Bahia e suas comarcas eram fieis a obediência do nosso soberano rei o senhor D. a quem perante V. –Nós abaixo assignados fazemos certo a V. fidelidade e obediência. conservando sempre em nosso peito o amor. com a chegada de seus decretos. devidas ao augusto rei. João 6º. Penedo. nosso Senhor D. João 6º e esperando occasião opportuna que pudessemos com vantagem ao soberano e dos seus povos declarar os nossos sentimentos. do que consta e esperamos da integérrima fidelidade de V. Ex. não só para o 173 .. 1 de abril de 1817. Tememos todos a vista dos decretos e da infausta notícia e vendo as nossas poucas forças e o estado da capital se publicarem os ditos decretos para depois serem jogados aos pés. Antônio Luiz da Fonseca Machado205 e ao conde dos Arcos. por ser aonde mais promptamente podíamos certificar os nossos sentimentos de fidelidade e logo pedimos se conservasse na mesma villa um reforço militar para nos auxiliar contra os rebelados quando vieram sobre nós. dará as providencias. Antonio Luiz da Fonseca M achado. fomos atacados com terríveis ameaças de um entruso governo revolucionário na capital de Pernambuco. quaes eram seus sentimentos de fidelidade e das pessoas da governança. 205 Ilustrissimo Senhor Governador. João 6º e ouvidos os seus fieis vassallos. e Exm. e vendo as nossas poucas forças publicamos os ditos decretos do denominado governo provisorio dos rebelados para os pegar após logo que o podessemos fazer com vantagem do soberano e de seus fieis vassallos. munições e seu competente chefe. S.Ignacio Francisco da Fonseca Callaça Galvão.seus governadores . Ex. S. o Sr. abrimos os nossos corações e publicamente com as demonstrações da maior alegria declaramos os nossos sentimentos de fidelidade. por serviço de S. Ex. José Gomes Ribeiro. que sem risco algum se podem nella conservar a ainda embarcação de alto bordo. e tudo consta do auto publico que fizemos na mesma occasião. Declaramos guerra a todos os rebeldes e conjurados contra a sagrada pessoa do nosso augusto soberano. que é fraquíssima pela falta de armas competentes. a vista do que vamos rogar a V. Illm. comtudo a vista da tropa de linha que V. S. todo o auxílio como supplicamos. a falta de pret que há nesta. chefes militares e todos os mais fieis vassallos dessa capitania. Devemos apresentar a V. João Sexto. na certeza de que a terra é pobríssima e precisa acudir com o dinheiro necessário para se pagarem os soldos. General da Bahia. Ainda se conservam nesta villa alguns dinheiros pertencentes a corda e poderiam ser mais se não tivesse ido a pouco tempo para a capital o que havia e com este pouco se vão sustentando os que estão no actual serviço. tememos o estrago deshumano que farão os hespanhóes americanos. Miguel Velloso da Silveira Nobrega. nos persuadimos com muito fundamento que com uma simples proposição feita ao povo sem effusão de sangue resultará o feliz effeito que espermos. obediência e amor ao nosso rei. o qual deve estar nesta villa de Penedo para se unir com a nossa tropa miliciana. e bem dos seus fieis vassallos nos preste todo auxilio que julgar conveniente na presente circumstancia. S. Ex. pedimos o pompto socorro da triste circumstancia em que nos vemos . E supposto que algumas das companhias della estejam muito appartadas quasi por toda comarca das Alagoas. coronel. a necessidade que temos de um regimento com peças de artilharia. Representamos a V. Senhor D. o clero. José Gregorio da Cruz. mandar não será difficil reunirmo-nos e então contamos com feliz sucesso. M. Ex. que aterrados nossos districtos de uma revoltosa conspiração feita em Pernambuco e pelas noticias populares que toda artilharia portugueza tinha as mãos dadas na mesma rebelião. Ex. porque agora conhecemos perfeitamente que temos a nosso favor V. Antonio da Silva Lemos. tenente-coronel. sargento-mór.

abriram-lhes hostilidades. Vila-Nova não fez mais do que prestar-lhe auxílio. pregar nas esquinas della as primeiras proclamações impressas do Excellentissimo Conde General da Bahia de data de vinte e hum de Março: as quaes sendo vistas pelo povo.coronel. vierão como forão vistos de muitos desta villa.G. vigário do Penedo. que não obravão daquelle modo por zelo do Serviço de Sua Magestade. Antonio Moreira Lemos. M. como também para os officiaes milicianos que comem soldo nesta villa. prendendo as gentes forras e as –cativas que dizião que ião tratar. Manoel Prudente de Barros Leite. e patrulhas dos mesmos corrião de noite esta Villa. Antonio José da Silva. capitão commandante.C. que he o que nos devia somente entereçar por estarmos já no caso de olhar já para a causa do Soberano. até restituir-se à capitania todo o seu legitimo domínio. Era debalde que os penedenses pediam ao governador de Sergipe e ao conde dos Arcos providências contra as perseguições que sofriam de Vila-Nova e do sargento comandante do piquete de cavalaria aí destacado. por isso que elles vinhão aqui todas as vezes que querião armados. Exm. Realmente o partido realista organizou-se em Penedo. Illm. sabendo-o o Juiz Ordinario afim de que não dessem alguma sinistra interpretação à mesma curiozidade. logo que amanheceu o dia oito. José Leandro dos Santos. atirando com pólvora e balla aos miseráveis que fugião a escapar-se a taes bravos ataques. antes tudo soffrião por obdiencia as Leis de Sua Magestade. Francisco Manoel da Rocha.. mandar. Reprezentarão mais ao mesmo Excellentissimo Conde que davão a conhecer os Povos daquella Villa. elles na noite do dia sete de Aril. J. não mostravam senão suas indisposições pessoais contra os penedenses. Villa do Penedo. e de devermos fazer todos uma só e a mesma família para defender a mesma Real causa. Vejamos como procediam os habitantes de Vila-Nova. E transcrevamos aqui um trecho de um manuscrito inédito. Inédito de 50 folhas. e tirando huns por curiosidade para copiar algumas dellas. sobre os acontecimentos em Alagoas206. convocou a camara e deo a providencia constante do documento do numero vinte e três. pois em vez de nos prestarem os auxílios requiridos para a salvação publica. F. vereador. fieis. no qual se lê a carta de data de oito de Abrilque dirigioo capitão de cavallaria Paga da Bahia Jozé Felis Machado ao Sargento Mór das ordenanças desta Villa Antonio da Silva Lemos para fazer regimento que V. continuavão cada vez mais com ella digo com as referidas hostilidades.N.e aprezar de dia e de noite as mesmas canôas. Sr.S. Essas hostilidades não tinham justificativa. Conde dos Arcos. e vindo até as margens daquem do Rio roubar. referente ao procedimento dos habitantes de VilaNova: ―No dia coatro dirigirão ao Excellentissimo Conde General da Bahia o officio no qual representarão as hostilidades terríveis que soffriam de Villa-Nova. mesmo depois que Calassa Galvão e seus companheiros organizaram o partido da resistência. Ex. Desde que souberam da obediência que os penedenses tinham prestado à revolução. que nesse proceder.F.R. 174 . Deus Guarde a V. Ex. porque sendo por elles inteirado. um córso formidável pelo Rio aprezando as sumacas desta villa vindas da Bahia saqueando e destruindo as canôas dos Povos que navegarão pello meio do Rio com negocio e mantimento.procurando a adesão das câmaras da comarca à resistência que levantaram. juiz ordinário. Antonio José da Silva Lamego.V. tenente-coronel. como se vê no dito documento.. muito mais do que os próprios habitantes de Vila-Nova.G. 206 Carta que escreveu o Senado da Câmara de Penedo à sua Magestade sobre o que se praticou na Revolução Pernambucana. Man. e em menos de duas oras ellas forão repostas nas mesmas esquinas. e mesmo testemunhas oculares da nossa fidelidade. juiz ordinário.. nas quais continuaram. vereador. aos quaes do Penedo dse não fez a menor rezistencia. Outra prova da verdade do dito antecedente he o documento de numero vinte e coatro. nos Passos do Conselho. Simplicio Nery. huma prova de que elles não obravão por zelo do serviço Real He mostrar-se que achando-se esta Villa já escudada com as Reaes bandeiras desde trinta e hum de Março e fazendo-se-lhes o aviso disto mesmo com o próprio documento e conhecendo que os seus povos não erão capazes de oppor-se ás ordens do Governo de Sua Magestade. desde quando eles já defendiam a causa do rei. prourador. e bem conhecião que ella estava em paz. Sant’Anna. I. 1 de abril de 1817. e nem ainda mesmo aquelles que os perseguião com o titulo devassador.

Suspendem-se então as perseguições que os habitantes de Vila-Nova infligiam aos de Penedo. prendem o ajudante do regimento dos Homens Pardos. Dirigiu-se a diligência o capitão de ordenanças Bento de Melo Pereira. pedindo auxílios às forças de Vila-Nova. e mal acabavam seus membros de assinar a ata. Esse estado de coisas continuaria. este foi preso. se não chega a Vila-Nova. que presos. revolucionários. quando já tinham posto em prática todas as medidas para oporem-se à vitória da revolução. a fim de não ser alvo do saque e da rapinagem.Nós abaixo assinados. o despeito. Penedo foi declarado em sítio.. e o homem João Gacheiro setenta mil réis para o irem entregar por via de mar visto que de terra não eram favorecidos.. ao sargento-mor Miguel Veloso da Silva Nóbrega. e que 175 . foram presos pela realistas de Vila-Nova e enviados para a Bahia. Eles não se inspiravam na defesa da causa do rei. Os maiores desatinos foram cometidos e a população teve de procurar os campos. quando o primeiro emissário do Conde dos Arcos. que lhes foram pedidas pelo emissário que mandaram a Vila-Nova. o mais perto que pudesse ser de Pernambuco. faziam com que Bento de Melo Pereira. o capitão de cavalaria da Legião de Honra da Bahia. Anacleto do Rosário. que entretanto. porque inconstestavelmente a adesão prestada pelos penedenses à revolução. as prevenções anteriores. que por ordem do conde dos Arcos ia a Pernambuco bater os revoltosos. Manoel Luiz das Chagas. o marechal Joaquim de Mello Leite Cogominho Lacerda. promovesse as perseguições contra os chefes da reação. cujos habitantes convocam a câmara. As intrigas. capitão de ordenanças de Vila-Nova. levando seus mais preciosos haveres. Precedeu-a uma portaria do comandante da infantaria destacada em Villa-Nova. o padre Correa.pregar as proclamações que com ella enviou. isto é. de que toda a hora vinhão saquear esta o que deu motivo a entrarem a dezertar della varias familias. Ela reúne-se no dia 16 de abril. José Félix Machado. que já tinha solicitado do governador de alagoas permissão para fazê-la. Ainda mais: logo que contaram com o auxílio das forças de Sergipe. nos dias de março. Calassa Galvão já promovia a reação. eram considerados patriotas. continuavão os saques e as prisões dos que tranzitavão pelo Rio. e fazem propalar que estavam dispostos a prender e até a matar impunemente os chefes da guarnição de Penedo. Entretanto . do terror. a fim de lançarem um protesto e tomarem medidas contra um tal estado de coisas. enviado para Sergipe de El-Rey.do Clero e Povo pedindo um commandante de tropas à vontade do Excellentissimo Conde General da Bahia. lembrando nella que seria muito a favor desta mesma Villa hum. foi o efeito do medo. E tanto assim é que. chegou a Vila-Nova. foram conduzidos para VillaNova e depois para a Bahia. no dia 18 de abril. de Villa -Nova nada se nos respondia. da pressão. José Félix Machado. Diz ainda o manuscrito: ―Mandando pois a camara a Villa-Nova entregar o referido officio de numero vinte e sete ao mencionado capitão de cavallaria Paga pelo referido Alferes Manoel José Gomes. auxiliado pelo seu ajudante Miguel dos Anjos Souto Maior e o alferes do regimento dos Henrique. ―Desesperada com tantas oppressões a camara se ajunta no dia treze e accordam em mandar ao Excellentissimo Conde General da Bahia em que lhe participava as tristes circunstancias em que se vião estes povos sem dar ao Ajudante de ordenanças Antonio Fernandes dos Santos. ao capitão-mor José Gregório da Cruz. e finalmente só tínhamos a noticia dada por alguns daquella villa.‖ Além disto os emissários de Vila-Nova aprisionam um barco que vinha carregado de farinha de Cururipe para Penedo. apresentaram-se as autoridades militares de Villa-Nova e deram ordem de prisão ao coronel Calassa Galvão. como tudo se lê no mesmo documento‖.

Informados da marcha dos soldados da Bahia. ao passar ela em Vila-Nova. Amaro. que diziam estar próximo a chegar . Estas forças combateram no engenho Guerra contra as tropas dos patriotas pernambucanos. Nosso fim é mostrar o papel de Sergipe perante a revolução de 1817. pois. Tavares. o capitão de milícias Francisco de Souza Machado e o capitão de ordenanças Francisco Moreira da Silva Lemos. p. e aquella mesma Camara curvou o cóllo. Pois bem. cavalaria miliciana de Sto. cujos membros eram: o missionário Francisco José Correa. como patriotas e revolucionários. “Tendo os penedenses arvorado a bandeira real. 176 . no intuito não só de comunicar ao vice-rei a posição que já tinham assumido. onde aquella de Penedo é situada. para que exigissem com garantia a prisão immediata do capitão mor. 100 homens. 59. protestando fidelidade ao monarcha. concluir que o estímulo dos chefes legalistas de Vila-Nova não era defender simplesmente as instituições. 207 De Sergipe marcharam as seguintes forças: cavalaria miliciana de Sergipe. satisfaz a arrogante exigencia e remetteo-os presosa a sua rival. que jaz sobre a margem opposta do rio S. foi presa.coronel José Gomes Ribeiro e o coronel Francisco Manoel Martins Ramos partem para Pernambuco. não tardaram receber justo prêmio: a villa rival muito mais ufana enviou dous dos seus officiaes. Da Revol.208 Não nos compete acompanhar as lutas. Podemos. Eles satisfaziam. Os Mártires Pernambucanos. em sua Hist.207 Passa-se Cogominho a Penedo. A ida da deputação antecedeu à chegada de José Félix em Vila-Nova. 208 Achamos muito judiciosas as seguintes palavras do Dr. coronei e sargento-mor do Regimento dos Brancos reputados os principaes cabeças da revolta. enviada para S. E era isto mesmo o que eles pediam. Cristóvão e depois para a Bahia. a qual encorrentando-os os presos á Bahia.registraram em documento sua adesão à causa do soberano.que sob o comando do tenente. nas medidas que punham em prática. enviaram uma deputação a Bahia. E aí fica ele descrito. onde organiza as forças militares. A antiga rivalidade desta villa com outra denominada villa Nova. Amaro. p. suas paixões e seus ódios. milícias de Sto. Francisco. como pedir-lhes auxílio. foi a causa principal da contra revolução.182: “ A villa de Penedo foi a primeira a abaixar-se. 100 homens. fazendo parte das forças realistas. os habitantes de villa Nova começaram a aprehender e roubar todas as canoas da sua rival. criando dois batalhões de voluntários – o dos brancos e o dos pardos. por intermédio da deputação.. e ameaçando de extermínio legal com a força. o qual comandava as forças que vinham bater os revolucionários. 500 homens.

Realmente. CAPITANIA INTERVENÇÃO DA BAHIA. no inicio de sua administração. que lhes quis dar uma prova de reconhecimento. prestando importante contingente a vitória do partido realista. por uma parte. podendo conceder sesmarias. levando seus governadores dirigem-se diretamente às secretarias do Estado. angariou a simpatia do soberano. que a capitania de Sergipe d’El-Rei tenha hum Governo independente do dessa Capitania. como dantes era. por Decreto de 8 de julho de 1820209 foi Sergipe elevada à categoria de capitania. Hei por bem por Decreto da data desta. Governador e Capitão General da Capitania da Bahia. e a prosperidade a que Me proponho Eleva-lo. pelos quais a Bahia levou o pânico a Sergipe. que na Bahia já se achava aclamada e jurada. e uma nova vida administrativa e econômica ia prender a atividade de seus filhos. elevando estas comarcas à categoria de capitanias independentes. Foi despachado primeiro governador de Sergipe o Brigadeiro Carlos Marcos Bulamarque. 209 Conde de Palma do Meu Conselho. porém. Amigo: “Eu El-Rei vos envio muito saudar como aquelle que amo. comunicando-se directamente com a secretarias de Estado competentes e podendo conceder sesmarias na fórma das Minhas Reaes Ordens. e pela outra. procurando justificar-se esse arbítrio com o obstáculo que ofereceu então o seu governador ao juramento da constituição.CAPÍTULO V SERGIPE. As palavras de Bulamarque não podem ser acoimadas de apaixonadas. 177 . a quem tinha jurado preito a homenagem. JURAMENTO DA CONSTITUIÇÃO E ACLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA. O que Me pareceu participarvos para que assim o tenhais entendido. Declarando-a independente totalmente para que os Governadores della a governem na fórma praticada nas mais capitanias independentes. Entreguemos a Bulamarque descrever os acontecimentos que se operaram. isentos da tutela em que tinham estado. Adiante mostraremos ao leitor que esse fato não justifica o atentado cometido. Por elas sente-se a integridade de caráter do ilustre governador. O decreto rompia de todo os laços de dependência em que Sergipe tinha vivido até então para com a Bahia. completamente independente do governo da Bahia. Rey. pelos serviços prestados. reduziu seu governo à sua dependência. izenta-la absolutamente da sugeição em que até agora tem estado desse Governo. privando-se a nova capitania da emancipação que o soberano lhe concedia. por ter também satisfeito ao outro dever de bom cidadão. contra os ilustres democratas que quiseram fundar o governo republicano. O procedimento que os habitantes de Sergipe e Alagoas e Rio Grande do Norte assumiram perante a revolução de 1817. e pela pressão da força. Escrevo no Palacio do Rio d Janeiro em oito de julho de mil oitocentos e vinte. este decreto tornou-se uma letra morta. Muito cedo. E da Bahia partiu esse atentado contra a autonomia administrativa da nova capitania. Convindo muito ao bom regimen deste Reino do Brazil. nomeado por carta régia de 24 de Outubro de 1820. Tomou posse em 20 de fevereiro de 1821. Eis o que ele dizia: ― Por ter feito o meu dever de Vassallo fiel de sua Magestade.

e manter nesta Provincia no mesmo estado em que esteve até hoje. os Chefes e Officiaes Superiores dos Corpos. como tudo se verá pelo relatório abaixo excripto substanciado com documentos. independente. qual he a vontade e determinação de Sua Magestade. ― A má locação e arranjo deste relatório. ― Congregarão-se para isso em minha casa: a Camara. ( trabalhei muito para que não o matassem. única authoridade. evitando as desordens. e na tarde do dia 9 escrevia Francisco de Paulo d`Oliveira. Não havia no sobredito dia 20. que eu tinha que tomar posse. e ás cortes. e que não devia ser emendada. Devendo ser mui mortificante á sua Magestade. é dividido ao estado por atribuição que devia rasultar de estar mettido em uma masmorra. que tem a El-Rei Nosso Sennhor. sem consultar primeiro a opinião. ou representou contra a independencia. e legal. e irregularidade de taes participações. e se alguém em Sergipe o sabia não dizia. e pozesse outra vez debaixo do seu jugo aquella Capitania. assignadas por hum homem chamado José Caetano de Paiva. 210 ―Fez-se de tudo hum termo . que lhe pertence. e vontade geral. a real Junta da Fazenda. que naquelle dia achavan-se em Sergipe tudo o que há de bom. e me obrigarão que tomasse posse e eu aceitei. assentão-se conservar-se firmes na sua fidelidade indelével. ― Tendo-se creado em 8 de Julho de 1820. pois eu estava em Santa Anna. e muito menos a sua letra. tendo pedido a ultima á mais de dez annos. ( hoje membro do Governo) e lhe disia que hia dormir no Engenho Barbado e sendo a revoluçãono dia 10. e única a quem era indisputavel este direito. ―Parti desta cidade a 5 de Fevereiro e a 9 do dito mez cheguei á Pitinga. ― O mesmo Senhor houve por bem nomear-me Governador da dita província em 25 do mesmo mez da independência. e mais Officiaes das Ordenanças. o Senhor Ouvidor pela Lei. e obrigou-me a tomar posse. vinda da Bahia. pelo que tinha feito quando serviu ali) o qual se apresentou um a malla que se abriu. e independente. composta de nove membros. As authoridades acima nomeados affianção e protestão aoiar. podia. as Authoridades Ecclesiasticas. e pela daquelles que lhes são subordinados dando-se parte immediantamente Sua Magetade de todo o acontecido para se esperar a Sua Ulterior Determinação: e para 178 . ou corrigida. o que conseguião. não esteve por nada disto. relatei-lheo estado das cousas e repugnância. garantir e manter tudo quanto neste termo vai declarado. uma tratava do sucesso do dia 10 na Bahia. e despezas. que diz ser secretario de huma junta. outra em que ordenava o juramento geral. e derribado do logar para onde Sua Magestade me tinha nomeado. separada. ― Luiz Antonio de Fonceca Machado. Cheguei a Sergipe na tarde do dia 19 do mesmo mez. vindos da Bahia. o que eu não quis fazer. e o Ajudante das Milicias Jose Joaquim Ferreira. e Commandante dos Corpos foram presentes três cartas. homem de péssima conducta e caracter. preso e suplantado. e todo mais o povo que poude entrar. para que estas ficassem pertecendo a Sergipe. depois da garantia pelos Chefes dos Corpos. que. mandar-me buscar ao caminho. e assignadas por José Caetano de Paiva. e separada da Bahia. ― He de notar. e eu fizemos um termo declaratório e relativo as rendas. fiquei deslocado. os prelados das ordens. e pela ootra a incurialidade.não compromettendo os povos. e certo. e tomando em consideração este congresso a muita fidelidade. ― Cheguei a Bahia para hir ao meu destino a 3 de Janeiro de 1821 e então o Conde de Palma. a província de Sergipe d`El –rei. cada hum pela parte. e afastando a guerra civil. por Decreto de 8 de Julho do anno passado. 17 leguas da Bahia. João VI. e aos seus mandados. distante da Bahia 5 leguas. Naquella epocha nem a Bahia nem Sergipe se oppoz. Vigario Geral. e nella vinhão taes cartas dirigidas ao sobredito Luiz Antonio da Fonseca Machado. Prelados das religiões.) Fiz-lhe ler os tais papeis. e recomendável na capitania. aparecerão em minha casa. ou até quando a vontade geral de seus irmãos situados no Brazil e dêem a conhecer de um modo legal. ―No dia 20 de madrugada. para me poupar incomodo. no dia 11. Capitães Móraes. tão desconhecidos nesta Capitania como o mesmo secretário. com uma força armada de três Armas e hum parque d`Artilheria. o Senhor Juiz Ordinário Presidente da Camara desta Cidade. desde o primeiro do dito mez de Janeiro em diante. visto ter já ido por duas vias para as côrtes em Lisboa. e nada eu sabia do que tinha se passado. então Governador. por huma parte. que o Governo da Bahia escravisasse. e que me repellisse para fora da Capitania. o Procurador. Luiz Antonio da Fonseca Machado. então havia. que ninguém conhecia. e na ocasião em que lavrou o termo 210 No dia vinte do corrente mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos e vinte e um: sendo presente o Senhor Governador Luiz Antonia da Fonseca Machado. por sua Magestade El-rei D. o Ouvidor pela lei. ― Todos se conspirarão contra tal repugnância. e outra em que me não desse posse. no forte do Mar da Bahia. servindo-se até da força. perseguido. que tinha servido de latrina. o que não se effectuou por então não convir. que a Bahia lá lhe levou. e taes procedimentos. até que saiba por modo authentico.

capitão. mais livre. que querem o que não sabem. alastrada de desgraçados. Carlos Valeriano Leitão Bandeira. Frei Francisco de Sales e Souza. José Antonio Neves Horta. que deve haver. o que há de recomendável nesta província. Cristovão – Luiz Antônio da Fonseca Machado. quereis perder todo o conceito. onde se achava junto todo. e que por aquelle estado de cousas. que de graça esteja fora da sua casa empreado em serviço. o Lavrador. e ver nelle se assignou. com d’antes e a navegação continua. prior do Convento do Carmo. tenente coronel. tenente. Era Supra. e O Presidente da Camara esta assignou. que o tenente coronel Manoel Rolemberg de Azevedo Accioli fosse encarregado especialmente a Sua Magestade El-Rei Nosso Senhor o termo acima retro. entreguei aos sobreditos Chefes. o vereador Pedro Celestino de Souza Gama. o escrivão José Carlos Novaes Lins. o Procurador. brigadeiro governador. acentão por unânime parecer este Congresso. sargento mor Comandante. Luiz Antonio Esteves. mandando para os portos de Cotinguiba. o socego publico. José Agostinho da Silva Daltro. He sabido de todos . que lhe marquei. que proclamassem a Constituição. a que se opposerão 211 as ditas authoridades e não houve effeito algum. Ouvidor José Ribeiro Navarro: o Juiz ordinário. eu. Bento Antonio da Conceição Mattos. Manoel Vicente de Carvalho Aranha. Prohibi-lhes que embargassem. estavão ainda na Côrte. por actos irregulares dictados por facciosos. ter só a responsabilidade da Real Fazenda e não havendo naquella época nenhuma repartição de Fazenda. e para evitar assignaturas progressivas: o Ouvidor pel Lei. Está conforme o Secretário do Governo José Antonio Fernandes. o vereador José Rodrigues Bastos. O Ouvidor interino José Ribeiro Navarro. presidente em capítulo. ( não acontecendo assim com as minhas Cartas. quena História se tem lido: acto. hum Escrivão. e obrigar ao carregador a assignar fiança ao Disimo. e até officiaes da Cortê forão interceptados no correio. que se hia criar. capitão da segunda companhia do corpo de linha. José do Carmo da Silva Ribeiro. coronel José de Barros Pimentel. se fez o acto. não foi preso ninguém por Opinião e quando no dia 4 de Março deste Anno. quando pelo contrário vós vedes a margem do Sul de Itapicurú. que para o futuro fará sempre honraaos Sergipanos: o podeis ler. para a junta da Real Fazenda. tenente.um soldado armado ou na fileira. Hermenegildo José Telles. que no dia sempre memorável vinte do passado nesta cidade. Francisco Moreira de Sá Maramaqui. para darem as contas. Estância e Itaporanga. comportamento e seriedade nos vossos juízos. Domingos Dias Coelho Mello. nomeei uma inteiramente composto. das 179 . e quiseram persuadilas. 211 Povos da Estancia e Villa de Santa Luzia que tendes tido até aqui por timbre a felicidade e regularidade. Sergipe de El-Rei e Cidade de S. na Estancia convidarão a camara. qua az as vezes de Procurador da Corôa. que não há um só homem. para onde o remetto. e nunca me forão restituídas. não se seguindo prejuízo na pequena demora. e mandou também pôr em praça os Contratos Reaes: porem nada teve effeito porque só houve vinte e seis dias de Governo de facto. Frei Jeronymo de São Pedro de Alcantara. três bêbados. tantos officiaes. e o Artista não são incommodados no seu tráfico. fazer disto assento. e o chefe da Legião de Milicias. Angelo Antonio Mendes. e expontaneo. alferes. coronel Guilherme José Nabuco de Araújo. Alexandre da Cruz Brandão. tenente secretário. caso na Bahia lh‘o não tirassem. o syndico da camara e fiscal da Real Fazenda. Tendo toda a que vai o mesmo Senhor Luiz Antonio da Fonseca Machado. capitão mor. como Presidente. Major. ou alguém empregado della. para cada hum. o Ouvidor pela Lei. capitão Joaquim Francisco d’Albuquerque Lima Capitão. hum Fiscal. e pela outra. e a Policia dos distritos. Antonio Luiz. e o Senhor Tenente Coronel Manoel Rolemberg de Azevedo e Accioli. na Camara dessa Villa. Frei Luiz da Virgem Maria. Simeão Telles de Menezes. Fiz sahir todas as embarcações que estavão carregadas e que continuasse o Comércio como até ali. Esta demora não vos causa incomodo. Manoel Rolemberg de Azevedo. ― No decurso do meu Governo. até a chegada da embarcação que mandei ao Rio de Janeiro. O Juiz Ordinário Bento Antonio da Conceição e Mattos. Post Scriptum. Esta Repartição mandou chamar os differentes recebedores. que mereceis. capitão da primeira companhia de linha. Francisco Manoel da Rocha. Vós bem o sabeis vós o experimentaes. o Negociante. como particulares: pois todas eram abertas. e receber do mesmo Senhor as suas Determinações e Ordens. deu motivo este sucesso ao Bando . primeiro ajudante Francisco Sales de Thomaz. prendessem. José Alves Quaresma. o não querer eu. o vereador José Manoel Machado de Araujo. que pgnam pelo que não entendem? Lembrai-vos. não verião tão cedo. e ali assumidas). ―E como os membros nomeados. guardião do convento do Recife. as Authoridades civis. tenente. e os que havia estavão em suas casas e pertenciam ao chefe ali presentes que me obrigarão a posse e a garantião. para tomar conta do que sahia. hum fiscal. vigário geral. sargento mor commandante. ou empedissem quem viesse ou fosse para a Bahia. e um Thesoureiro . Sustentai pois o que naquelle dia se fez. tenente coronel commandante. ― Os passaportes tanto por Mar como por terra forão sempre francos. o vigário. João Antonio Dine. José da Motta Nunes. por uma parte. os portos estão abertos. ―Sucessivamente.

e não sei a que. que me obrigarão a manda-los chamar. a huma Capitania quieta. e muitos gozos. e sordidamente da idéia. pois a Povoação das Laranjeiras. Deus guarde a Vossa Senhoria. as reoluções de Sua Magestade não podem nas circunstancias actuaes serem morosas. 180 . a que não tem direito algum de governo. e que desembarcava. tende sofrimento. Deixai a Bahia e aprendamos della o que nos convem. e Estancia. ó Magistrados e preveni-vos. escrevi aos chefes dos Corpos circular . e depois de lhe extranhar a falta de delicadesa. e separa da Bahia em 8 de Julho do anno passado por Sua Magestade.entrando em huma povoação. visto aqui não o haver de Sua Magestade. mas por isto mostrão a sua imconsequência. o Ajudante de Milicias Francisco Correia da Silva. aqui recebe-las e gasta-las. e a persuadir gente da cidade. 13 de março de 1821. que se levantassem antes de chegar a força: o que não teve effeito porque o povo não approvou. N. e providencias. A guerra que houve a Sustentar com os Holandezes e com os Francezes nos subminstrão factos. a toda sociedade e a todo mundo Vossa Senhoria convocará o corpo que está debaixo de suas ordens. e data se expedirão para tos os commandantes dos Corpos da Capitania. que amirão. ― A força armada. com tudo noticias certas que me tem que sendo poucas. a Sergipe. e sabendo que já tinham 213 desembarcado. Se se tal acontece infelizes habitantes! Sergipe 6 de narço de 1821 – Carlos Cezar Burlamaque. – De igual theor. fazendo-lhe ver estas verdades. ó proprietários. e a desgraçada e sempre terrível sublevação de Pernambuco fez reviver. participe-me imediatamente por escripto. a falta de respeito . (quando somos atacados sem ter dado motivos) inata a todoanimal. Esta província instalada. só de dose léguas. só como differença nas posições. os portos abertos e a estrada franca. o vosso comércio esta no pé antigo. todo o Mundo se presuade estar munido de igual direito . entre a barra e a Povoação. ou dificuldade na execução desta . ellas nos serão anunciadas em pouco tempo. onde estava hum Official. nem embaraçada. não ignora a este tempo os sucessos da Bahia. dogo que sejamos atacados. com tudo espíritos ambiciosos. 213 Povos Sergipanos. que pela relações e paretescos se há de confundir com horror e natureza. Guilherme José Nabuco de Araujo. atição os que ca tem por delegados. ― No dia 17 pela tarde veiu outra vez o tal Ajudante e o Tenente do Batalhão n. entre Ella. a espalhar Proclamações. A vossa lavoura não tem sido interrompida. Que conseqüências tão funestas senão poderão seguir de semelhantes insediações? Accautelai-vos ó povo bom mas ignorante. mandado o Commandante da dita força. nos corações de vossos filhos.B. tendo no mesmo dia feito jurar a gente da Estancia. e pôren-se no risco de ver verter sangue. 212 Jamais me persuadi. a memória grata dos feitos dos seus ascendentes. qua a Bahia tivesse vistas hostis sobre uma Capitania. que queirão atacar seus irmãos. jurou a constituição. demoraivos poi. que voga na Bahia. Sergipe d’El-Rei. assim como hão de ser alimentados e se Vossa Senhoria achar embaraço. Parei dahi em diante com mais medidas. José Vaz Lopes. tem as suas famílias em orfandades. Major Comandante da Legião de Santa Luzia . Esperai. ficando a cidade entalada. com tudo ameaça o vosso socego. mais foi tal o motim que promoverão na cidade. emotin. que só no dia 17 chegarão ao Rio Comprido. grandes povoações. que não tradão. Ilmo Sr. porque esta Capitania já mandou recebel-las e porque aquelle Augosto Senhor. dados por Deus. e o apronptará para defesa . não faz dúvidas a ninguém. Demorai-vos. e em que número relativo a vós e conclui que quando si está em estado de convulção. auxiliada por quatro Companhias: duas da Cavallaria e duas da Infantaria ( todas de Milicias da Legião da Estancia) com um parque da artilharia marcharão no dia 14 sobre Sergipe. 11 de março de 1821 Carlos Cezar Burlamaque . que não sendo tão violenta como aquela. velai.certeza que a força armada estava na Barra da Estancia. esperai mais um pouco. que por cumprir o dever. e toma regularmente parte nella. achamo-nos achamo-nos pois em uma crise. 12 de Portugal. e como a despeza natural. Missões e Arraiaes: vossos avós fizeram sempre huma grande figura na História. situados nas diferentes Villas. no seis de suas famílias. por valor e lealdade aos vossos Legitimos soberanos. mandei publicar o Bando . vierão tão devagar e tão assustados. vossa honra. mas certificados. que dizem esta na Estância e não lhe possível. e fomentam insurreições. conta vós é que se atirarão as setas envenenadas. torno a repetir. huma légua distante da Cidade: tendo quatro dias antes. e eu vos afianço. Não vos amedronte a força. vossos interesses. Toda a Infantaria. que para o futuro qui se hão de arrematar as Rendas. no dia 15.Carlos Cezar Burlamaqui. com o que He seu. e fizesse saber-nos suas decisivas Ordens. olhai quem vos rodeia. e vossa fidelidade que prometestes aos órgãos de vossos superiores sustentar indelével até que Sua Magestade desse. o bom resultado. e da Ordem Militar. como desembarcou 212 no dia 12 de Março. e a Cavalaria nas immediaçãoe com os corpos de Infantaria.Sergipe d’El-Rei. que lhe He sagrado não consentiu ainda entre si a opinião. Superior independente Da qualidade Ordenanças que não tendo o que comer. Todos devem vir armados e municiados. e sendo a distancia. e desarmada. que se lhe há de pagar. que o está de fcto e de direito.

―Formarão em batalha. Escrivão da Camara o subescrevi. – José Vianna Glascock. e todas as authoridades. a excepção se resistisse. e Geral Forense. – Henrique Luiz de Araujo Maciel. nem devendo. Tenente Comandante do Destacamento. a diser-me. e o mesmo aconteceu aos inferiores. que eu escrivão fielmente fiz passar a presente certidão. Ouvidor Geral interino. José Carlos Novaes Lins. – Carlos Cesar Burlamarque.. era inquietado com a requisição de que sahisse. e não querendo o dito Governador. que conferi com outro Official abaixo. José Carlos Novaes Lins. Escrivão de Crime . – Antonio José Gonçalves de Figueiredo. – Chistovão de Abreu de Carvalho Contreiras.O Ouvidor Interino José Ribeiro Navarro – O Juiz Bento Antonio da Conceição Mattos. – Luiz Antonio Esteves. com tudo. Na tarde pois do dito dia 17 convoquei a Camara. e o das Vacantes. eu dto. acompanhado pelo tenente Vaz e uma escolta da Cavallaria. que as assignaturas do concerto supra são dos próprios escrivães nelle contendo. 214 Francisco de Palula Madureira. de fronte da casa da Camara com as baionetas. Vigario Colado e Geral Forence e o das vacantes. Vigario Collado da Freguesia do Socorro. pedi alguns dias para me apromptar. e não havendo. e eu fechei as minhas portas. e o Capitão Mor. no dia e era. foi que o Tenente Vaz foi quem me conduziu á Bahia excoltando os Officiaes presos e o dito Ajudante de Milicias Francisco Correia da Silva.O Vereador José Rodrigues Basto. e da força armada estar a porta. . a dita Camara tomou entrega do sobredito Governo. e os mais todos abaixo assignados: declarou o dito Governador.Aos dezoito dias do mês de março de mil oitocentos e vinte e hum annos. & C. Collado. que ordens havia a meu respeito. que tendo ordem positiva para me não fallar em juramento nem a meus filhos. Tabelião do Publico. com força armada. e em consequencia do estado das cousas. – Joaquim Inácio Ribeiro de Lima. concedeu-se-me. por meio de uma gerra civil. Declaro que este termo foi feito nesta cidade de Sergipe d’El-Rei. Capitão de Ordenanças. com quantos meios podem haver em Dierito contra a violência. conduziu também preso o secretário). – O Vereador José Manuel Machado de Araújo.Termo de protesto. em casa de Presidencia do Governador desta Provincia. entrarão pela Cidade o Coronel Bento da França Pinto e Oliveira com a força armada. professo na ordem de christo estando present o corpo da camara desta cidade. e a auxiliar da legião de Santa Luzia da Estancia. que lhe forão confiados. do Theor seguinte. e pelo outro da promessa de mais soldo. que revemdo o livro de Vereações. que eu não fosse preso por modo algum. que se lhe faz. José Ribeiro Navarro. ―No dia 18 ás 7 horas da manhã. e que recebeu da dita Camara. que escrevi. escrivão da Camara o escrevi. e Nottas. Faço saber. – O Vigario Parochial. vinda da Bahia. mas estes no outro dia sendo ameaçados de baixa e prenchadas por um lado. em que o sobredito Governador. Judicial. Escrivão da Ouvidoria Geral. que eu precisasse. odiosa e terrível ao coração de S. e de como assim o disse. – O Procurador Francisco Moreira da Silva Marramaque. e Camara nesta Cidade de São Christovão se Sergipe d’El-Rei. por Sua Magestade Fedelissima.de Governador: os prendi á ordem de Sua Majestade e os mandei entragar ao chefe da força armada . cederão e jurarão. e Geral Seraphim Alves da Rocha. etc. que bigudiou a prisão. Major. o Major Rucel. Vigario. – O Capitão José Ribeiro Navarro. Ouvidor. o que fizerão immediatamente e não querendo nenhum delles jurar.e nada mais se continha no dito termo de protesto. e o Capitão Mor. e mandou a mesma fazer este termo. assignarão. a auxiliadora da Estancia e hum Parque de Artilheria. 181 . Camara. respondeu-me que se lhe tinha prohibido o falar-me em Constituição. e Correição. Vigario Geral das Vacantes. morrões acesos e a Cavallaria com as pistolas na mão. nesta Capitania. ut supra retro. – Cetific. escrivão o declarei. E concertado por mim Escrivão Francisco de Paula Madoreira. com se vê . Eu Francisco de Paula Madoreira. e sua Comarca. com tudo os mais officiaes e inferiores deverião la hir. Protestando. – O Vereador Pedro Celestino de Souza Gama. ―Perguntando ao Coronel Bento da França. e na mesma. e soltou ( o que mais graça teve. tocando nos muros. que disião para a dita casa da Camara: ahi derão vivas: (porém elles sós) chamarão as Authoridades. que presentemente serve nelle se acha o Termo de Protesto feito pelo Excelentíssimo Senhor Governador desta Capitania Carlos Cezar Burlamaqui em presença da Camara. entreguei o 214 Governo interinamente no seio da Camara. que hei por justificado. lhe confiou. ouvidor interino. ao concerto. pôr em contingência a segurança dos povos. que Deus Gruade. que tendo em frente a força armada e evazoura da Bahia. nenhuma força. forão todos presos. e a Artilheria embocada ás ruas. mas todos os dias. e o dito Coronel mandou então a minha casa. e as fiserão jurar. ―Mandei entregar a chave da Secretaria ao Ouvidor pela lei. Magestade. – Silvestre Gonçalves Barroso. Sergipe d’ El-Rei 18 de março de 1821. que se acha escripto no livro. principalmente nesta cidade. com as testemunhas presentes. Carlos Cesar Burlamaqui. e Civil. assignado. Juiz Ordinário mais velho desta Cidade. carregado de metralha. o que effectuei no dia 25. Eu Francisco de Paula Madoreira. e Juiz de India e Mina. e que eu me devia recolher á Bahia. ao qual me reporto. para que o dito Coronel me forneceria os meios. Capitão Mór das Ordenanças. – e comigo Escrivão da Correição.

e humidade. todos prezos estávamos promptos. mas já desde longe éramos Escoltados por Patrulhas de Cavallaria. com o fim de segurar a dependência e a escravidão das províncias e as suas rendas. e o mesmo eu farei. e porque o Governo de hum cheira a tyrannia. e o de muitos. pelo tamanho. Officiaes e Official interior. pois que tendo sido derribado o conde de Palma e eu. ― Atirarão comigo a huma masmorra. Carlos Cezar Burlamarque. o que lhe participo. Deus Guarde Vossas Excelências. que tendo sido lançado em uma masmorra horrível no Forte do Mar inhabitável. e Inferior. por sermos sós no Governo. ―Entramos na cidade ás 8 horas da noite. que lhe é devida com o seu bem estar. e Sargentos. que sua Magestade o fez. Vossa Senhoria. Forte do Barbalho 12 de abril de 1821. fez a prisão dos Vigarios. que há. eu e os meus ajudantes d’Ordens. Bahia 10 de abril de 1821. e com senitnelas à vista. e que desentulhou aquella noite. ― Imediatamente que li o decreto de sua majestade de 7 de Março. – Senhor Capitão Manuel José de Castro. os Oficiais. – Carlos Cesar Burlamarque. e ocasião participo ao Governo desta Província. 216 Em conseqüência das Ordens de Sua Magestade. para eu entrar de tal modo fedorenta. de não terme querido jurar a Constituição. e o segundo foi solto no dia 16 de abril. e exigo a sua soltura. 217 Ilustrissimos e Excellentissimos Senhores. Illustrissimos e Excellentissimos Senhores do Governo Provincial.― No dia 21 foi instalado no governo da Provincia. 218 Illustrissimos e excellentissimos Senhores. que não era Constitucional. Magestade. o que se vê e ao Governo 217 Provinincial escrevi o que se devisa . escripto aos mais Vigários. e o Vigário de Nossa Senhora do Socorro: o primeiro porque tinha explicado o Evangelho. e irão havendo. que tanto eu. para sua Inteligência. datado em 7 de Março do corrente anno. e de mui bom coração a cumprir aquelle sobredito Decreto. Deus guarde a Vossa Senhoria. Em conseqüência do que peço. e em reverencia ao Decreto de 7 de março deste anno. e na mesma occasião pedia a Vossas Excellencias a soltura 182 . que estava preso. porque até jurou a Constituição. isto mesmo. que sua Magestade o fez. ou solução tinha. antes de vera força armada. e a jurarmos a Cosntituição do mesmo modo. a Liberdade. os Alferes João Maria Sampaio. 215 ― Depois de quarenta e oito horas dirigi ao Governo o que se vê . dejejamos. Comandante do Corpo que se havia de criar em Sergipe. e vendo que nenhuma resposta. ordenei ao Capitão Manoel José 216 de Castro. ― Mandaram-me mudar para o Forte do Barbalho. Pedro. e requeiro a Vossas excellencias a soltura dos fitos officiaes. calor. com os despropósitos. que não cheira mais Despota por que foi nomeado pelo Governo liberal da Bahia cheirava eu por ter sido por El-rei! ― Nos dias em que me demorei em Sergipe ao depois de ter entrado a força armada. o Tenente José de Carmo Ribeiro. e quando estávamos dentro do porto. toda a gente da Cidade era despedida para lhe procurarem papeis. do seu interino Commando. jurão a Constituição. he que me disse. humida. prende então os meus dous filhos. que tinha serviço de latrina. ― No caminho chegou-se a mim o Capitão de Cavallaria. o representante. e queríamos jurar a Constituição da mesma maneira. Nesta data. pelo único motivo. Achando-se prezos no Forte de S. nos achamos pronptos. ( ficando sujeito ao da Bahia ) o Brigadeiro reformado Pedro Vieira. quente. Santa Barbara e me disse que por ordem do Governo me condusia para o Forte do mar e que os Officiaes hião para S. e que não havendo em o dito Forte nenhuma outra posição. Agora pelo decreto de S. o Geral da Província e Paroco da cidade. os officiaes. No dia 13 do corrente fui eu. os meus Ajudantes d’ Ordens. ou casa. ambos estiverão no Aljube incommunicaveis.Forte do Barbalho 12 de abril de 1821. e Felicio Paes. e os meus Ajudantes d’Ordens. que estavam 215 Representa a Vossa Excellencias o abaixo assignado Governador se Sergipe d’ El-Rei. sendo mui coherente tal nomeação. Carlos Cesar Burlamarque. transcripta no decreto junto. Illustrissimos e Excellentissimos Senhores do Governo Provisional. ficou em Sergipe um só . Na data de hontem tive a honga de participar a Vossa Excellencias. e elle por sua authoridade. escrevi 218 novamente ao mesmo Governo o que se vê . e hum Sargento. os ditos presos. e os meus filhos soltos. o Capitão Manoel Jose de Castro. ― Gastei 15 dias para chegar a Bahia e achei o lugar Congrurú ( distante da Bahia três léguas ) huma ordem para o Tenente Vaz que logo que ali chegasse se dirigisse comigo e mais Officiaes á Água de Meninos ou Quartel de Cavallaria e que ali recebia ordem. que acha bastantemente doente pede a Vossas Excellencias llhe remova a prisão para outra parte: onde se reunão à decência. e ao depois passarãopara Santa Thereza onde o primeiro se conserva preso. e pequena. a sua passagem franca para onde lhes convier. ―Entre as violências e prepotências praticadas pelo Governo da Bahia. Pedro desta cidade. que se vai Organisar nas Cortes de Lisboa. que já até então havia. que não se podia viver nella. o communicassem na Missa Conventual: o segundo ignora-se.

o 220 221 que se divisa e respondeu-me por escrito o que se vê estando eu bem certo que tal nota não se imprimia.‖ daquelles officiaes. tendo-se me constantemente protestado todos os meios de saber a única coisa. Mudarão. e os seus oficiais para jurarem a Constituição. Nas datas de 12 e 13 do corrente. Fica as ordens de Vossa Senhoria quem tem a honra ser de Vossa Senhoria o mais attento venerador e Criado. – Carlos Cezar Burlamarque. M. mais tendo a Cidade por homenagem. M. Peço a V. Barbalho 18 de Abril de 1821. e se me é possível exigi-lo. e instei terceira vez em data de 16. M. Deus guarde a Vossas Excelências. e mais Oficiais presos tomam a confiança de lembrar a Vossas Excelências as suas petições que foram presentes a VV. O abaixo assinado. e salva guarda do meu dever. prezo do Forte de S. para lhe pedir a soltura dos oficiais. que até o dia 18 do corrente. que a apoiam. Deus guarde a V. e mesmo aqui apoiada.de V. M. – Carlos Cezar Burlamarque. a vista do Decreto de S. e acrescentava. o faço apelando para a lei. e definitiva sobre os objetos seguintes: 183 . nenhuma decisão tive. ou decisão. naquela Cidade. que aproveitava aquela ocasião. por não me poderem tirar. Peço. 221 Illustrissimo Senhor Carlos Cezar Burlamarque. que tenha a bondade transmitir ao público esta nota. 12. . que só se podia ter pela corte. He necessário. que nomeiem pessoa idônea. que só a viam legal. – Apesar de alguma experiência ser havida pelos feitos transcritos na Gazeta desta Cidade. primeiro que a Censura estabelecida pela Excellentissima Junta do Governo desta Província a aprove. e até hoje estou. e honra. escrevi a José Caetano de Paiva Pereira.Fico entregue de huma representação de Vossa Senhoria para se inserir na Folha que redijo. não terá duvida de transcrever na sua folha. repliquei com a representação . e eles como estávamos antes de tais pedidos. e aberta a mandei botar na caixa dos requerimentos. ajam de me dar por escrito ou mandar dar titulo para minha ulterior desforra. (Manoel de Castro. 219 Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores do Governo Provisional. e sancionada pelo Governo. transtornados. 11. que vão transcritas nas Notas (10.. logo. – Carlos César Burlamarque. ou resolução tive. Majestade de 7 de março. Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores. não tinha tido resposta. como preso. pois a Vossa Excelência em Nome das Cortes Gerais da Nação.a que nada tive resposta. Forte do Barbalho 16 de abril de 1821. – Tendo-se me fechado todas as portas por onde eu fizesse sair a minha justiça a luz do dia. que me diz respeito resolvi-me a escrever ao Redator do semanário cívico. parecer-me. e vendo que teimavão em não me 219 responder. e fazer-me igual mercê em me transmitir uma resposta categórica. e ocasião escrevi a Excelentíssima Junta Provisional. e separada desta. o 222 que se devisa . e na mesma data. que se puzesse pronto. e li. para prestarmos o sobredito juramento. sobre as representações. valendo-me para mais força de a pedir em nome sagrado das Cortes invocadas em Lisboa. Os oficiais. os seus Ajudantes d’Ordens.Joaquim José da Silva Maia. Pedro. e oficial inferior. por não quererem então jurar a Constituição. considerados. a quem nunca se nos propôs tal juramento) e os oficiais estávamos prontos. repeti na data de 13 igual requisição. 222 Ilustríssimo Senhor. m. EEx. 220 Senhor redator do Semanário Cívico. declarando-lhe: que eu e meus filhos . – Seu venerador e criado. ou mentirosos. ―Como até ao dia 24 a nada se me tinha dado decisão. com os outros oficiais. e para o Congresso da Nação.no forte de S. ― Vendo finalmente. para ter a bondade de apresentar ao governo. ou decisão. apresento a Vossa Senhoria a nota abaixo transcrita. e eu no Forte do Mar. e desejamos jurar a Constituição. não tendo anteriormente nenhum esclarecimento a este respeito. pela força armada. logo que eu o vi. que sua Majestade tinha jurado.E. Nenhuma resposta. e no caso de negativa Vossas Excelências por sua bondade. e 12) e que por proteção da minha justiça. Pedro e o secretário do governo que estava também preso no Forte do Mar. com tudo como tenho visto nas atas das cortes em Lisboa a liberdade decente da Imprensa.Sua casa 19 de abril de 1821. e inferiores. – Forte do Barbalho 13 de abril de 1821. que me deixarão. R. foram todos presos. visto que naquela Província se achava independente. que o faça a inserirei. muitos anos. que aviam formar o Corpo de Linha de Sergipe d’El-Rei. e que me convém por satisfação pública. ordenei em data de 10 do corrente ao Capitão Comandante Interino do dito Corpo. e despotismo em tudo.. e franca passagem para onde lhes conviesse ir. uma queixa contra Excelentíssimo Governo d’esta Província: queixa que não ofende. e em execução das suas ordens. por legalíssima Autoridade. pois as cousas de face. da mesma maneira. que v.

recebi ordem para embarcar. o que se efetuou no dia 19. que se acaba de jurar. pois não somos seus súbditos. 5º não se lembrando do direito. com intriga. o que não teve effeito a meu respeito. – Carlos César Burlamarque. tive a mesma sorte. que se está fazendo nas Cortês Congregadas em Lisboa. ―Todos os meus desejos. 223 ―Em 10 requeri o que se devisa . foi mudado para o Barbalho. 223 Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores. que não era impressa. pois tende sido metido em uma masmorra que servia de cloaca no forte do mar. 24 de Abril de 1821. Deus guarde a Vossa Senhoria muitos annos. pois este Governo não tem nenhuma a meu respeito. aprovados em Lisboa nos §§ 4º. repugnando eu ao ultimo artigo do juramento. fiquei do mesmo modo. e desejávamos jurar a Constituição. ditaram-lhe um procedimento franco de oposição. o qual não revela um espírito atrasado. não sabendo de quem devo haver a reação prometida no artigo 6º. á Constituição. que eu meus filhos e mais officiais. com o transcripto dos três pedidos. pois nem eu. – Representa a Vossas Excelências. e dos meus oficiais. ou circunstância. César Burlamarque opôs-se a esses planos. e insultado os artigos Constitucionais. M. á Religião. tendo em vista os deveres. dizendo-lhe. o seu pedido feito nas datas de 12. do Juramento e Fidelidade a El-Rei. infligindo de modo. cuja administração estava a si confiada. que a honra prescreva. pelo qual não fui perjuro á Sua Magestade. estima. appelando. a bordo do Correio. Secretario de uma das Repartições do Governo Provisional da Bahia. Ilustríssimo Sr. decida do meu comportamento. Em 12 do corrente. para regressar para esta Corte. ou com sugestões. Por falta de jurisdição. senão na extrema necessidade. Que estou na maior duvida: qual é a minha situação – relativamente minha liberdade.M. para as cortes. Solto também me não posso considerar. de defender a emancipação da capitania. nem fui contra a outra obrigação como português. e violência. seja julgada na opinião publica. por falta de maneira. a Constituição. Aproveito esta ocasião de reiterar para com a Vossa Senhoria a minha alta consideração. 13. que me deixão pelo artigo 6º. e a vista do Decreto de S.―No dia primeiro de Maio. Reconhecendo do soberano a incumbência de administrar Sergipe. nem devo considerar. que reiteram a Vossas Excelências. que se pusesse prestes a jurar a Constituição. que se há de fazer. o abaixo assinado. A conciência clara de seu dever e a responsabilidade que pesava sobre seus ombros. sem que se me declarasse culpa. e só foram os Oficiais. se tal juramento se me não desse ou que supprissem pela negativa com um titulo. nem entregando o depósito que me tinha sido confiado. e menoscabo da lei. e compreendendo que o juramento da constituição portuguesa que a Bahia impôs a Sergipe não era mais do que um motivo para anular sua emancipação. – Bahia. seja qual for a sua opinião. e só o fiz. tendo decorrido trinta dias de prisão. Por falta de maneira. para o fazer ao Excelentíssimo Governo. ―No dia 8 fui solto. que tive em ocasião tão critica. pois preso. ao juramento de preito e homenagem. e lugar para o dito juramento. nenhuma resposta. e expressa nos artigos quarto e quinto. são: que a linha do comportamento. José Caetano de Paiva Pereira. com mais cinco officiaes. Seção primeira 8 de fevereiro em Cortes da cidade de Lisboa.‖ Incontestavelmente César Burlamarque cumpriu seu dever. 184 . pois não me opus com força. esperando que todo o homem. em 18 dirigi ao Relator do Semanário Cívico uma nota. e o Governo Provisional da Bahia. o dia. e seus filhos. que ponho de baixo da vista de Vossa Senhoria. que a antecedente. não me posso. pela pequenhez da Embarcação. nem os meus oficiais. renovei em 13. que iriamos. Vossa Senhoria por sua especial bondade apresentando este negócio também ao governo. – Carlos César Burlamarque. como capitania independente da Bahia. E. recalcitrei em 16 por meio de um requerimento aberto metido na caixa deles. ―No dia três de Junho embarquei a bordo do Correio. mais fiquei certo pela sua resposta. para minha ulterior desforra. de 7 de março ordenei aos meus oficiais. com a condição de ser pelo tempo que me demorasse na Capitania. de lhe ordenar. e em 18 de Maio tive Ordem por escrito. e eu escrevi ao Excellentíssimo Governo na mesma data. Este é o primeiro objeto. para ir ao Governo jurar obediência á El-rei. conservando ainda o caráter de presos. por falta de jurisdição. e deu-se me depois a cidade por homenagem. me fará a mercê de me responder definitivamente. 16 e 24 do passado. e a religião pelo que pedem a Vossas Excellências que hajão por bem. R. fomos prisioneiros de guerra.

e a ele poderemos dar o nome de partido recolonizador. 226 Com efeito. contra a anexação de Sergipe. Pedro Cristino de Souza Gama etc. José Manuel Machado de Araújo. ordenou ao capitão Manuel José de Castro que jurasse a constituição em Sergipe. está visto. o ouvidor José Ribeiro Navarro e todos os europeus que habitavam então a capitania. eram muito pouco. que a revolução de Portugal instituía no Brasil. que circunstancias superiores225 forçaram-nos a enviar um peque corpo226 para a capitania de Sergipe.inadaptável a um regime constitucional. Seus principais chefes eram: o coronel José Guilherme Nabuco. E é lamentável ao caráter sergipano que o procedimento de Burlamarque.. é milícia. e donos das casas das cidades. A falta de patriotismo dos sergipanos que pertenciam ao partido da anexação. 225 Quais elas sejam ninguém o sabe. como os membros do outro partido ocupavam posição social saliente. porque não só Burlamarque não quis promover a revolução civil. como se vê na carta do Capitão mór da Estância. dando lugar a que o jornal Idade de Ouro. proclamas. chegou a ponto do capitão-mor da Estância Guilherme Nabuco. em vista da desigualdade das forças. que era o órgão que defendia os interesses da metrópole na Bahia. Exc. Um defendia a anexação. mais os fatos o indicam e vem a ser. contra as aspirações do partido da independência. que procurou seguir e por em pratica. escravizar aquela Província. pois que sejam quais forem as vantagens que se sigam da independência. como mais de uma vez tenho dito eram muitos. mais não havendo ninguém. Aparecerão por acaso ordens. Com que meio o outro partido podia reagir. a fim de evitar a guerra civil que imprudentemente ali queria soprar o seu governador227. Ficou vencido em suas aspirações. da qual os chefes eram do partido decidido da dependência. o brigadeiro Pedro Vieira. A este partido pertenciam em geral os capitães-mores de ordenanças e a maioria popular. Damos-lhe parte. Seus principais chefes eram os camaristas de São Cristóvão: Bento Antonio da Conceição Matos. a única tropa que há naquella província. que eu não a podia promover. O outro defendia a emancipação e era o prenuncio das idéias de independência. Este modo de pensar fazia com que a Bahia justificasse a arbitrariedade cometida. porque. senão os que estão no governo. escrever o seguinte a Burlamarque: ―Ninguém quer a independência. a submissão de Sergipe. os taverneiros. que aquela rende..‖Ciosos da estima de V. não encontrasse adesão dos próprios filhos de maior representação. ellas não pagam a metade das liberdades que se perdem‖. ou nele queiram entrar. pois não havia um homem a minha disposição. apelando para a opinião da aristocracia sergipana. a mim dirigida. Muitos deles fizeram causa comum com a Bahia. e absorver nesta capitania da Bahia. que tivessem tendência a este 185 . Ao contrario disto. se em Sergipe houvesse alguém que quisesse resistir. desmanchar o que fez El-Rei. originados da prepotência que a Bahia acabava de praticar. ou outro qualquer papel d’onde se colija tal vontade? Se neste negocio tivesse havido alguma boa fé deveriam ter sido impressos todos os meus papeis. em cujas mãos achavam-se grande parte da riqueza. Dois partidos existiam então. publicasse o seguinte224. 227 Como hade de soprar quem não tem folles. e que do qual faziam parte o corpo de milícia e toda a geração lusitana. em favor da emancipação da capitania. de fato. O capitão-mor da Estância e câmara da Vila de 224 Publicamos nas notas que se seguem os artigos de impugnação de Burlamarque às acusações publicadas na Idade de Ouro. logo que leu o decreto de 7 de março. imposta e realizada pelas tropas da Bahia?. cento e vinte contos de réis.

separada novamente desta. Amaro a 9 de julho. o que elles aqui tinham feito ao Conde Palma. declaram-nos sua adesão ao nosso soberano respeito. como já tenho dito. eram. que tanto se pregoe a favor da humanidade. se Sergipe ficasse emancipado e independente. déspotas daquela província. quando se quer cegar ao público. e donos das casas das cidades. pois com ela vinha mais para o Erário da Bahia. Substituiu na administração a Burlamarque o brigadeiro Pedro Vieira. para que o publico decidisse. estaria para defender os direitos do povo e punir os atentados. ninguém quer a independência. Escrevi. em presença do Coronel Bento Garcez. e que ao depois se entregassem a Bahia. o que ele bem explicou nas palavras memoráveis da dita carta. deviam fazer este pedido a El-Rei. que para ele. ou este governo por humanidade. que tal cegueira indicasse. dos quais os chefes eram todos do toque do capitão-mor da Estância. He desgraça. lhes eram mister um corpo auxiliar que o salvasse dos horrores de uma guerra civil‖ 231. Guilherme Nabuco e outros que defendiam a anexação. eram levados a isto pelos hábitos de arbitrariedade e prepotência em que viviam. mas quando se quer mal. Deixamos de transcrever os artigos que o leitor poderá ler no jornal Idade de Ouro. com acusações vagas. porque seu governo.Santa Luzia e outras autoridades daquela província. Não era só o juramento da Constituição portuguesa o que queria. sem encontrar punição nos agentes dos poderes públicos. Seu principal intuito era a anexação. elas não pagam. O que he pois que me restava. os Taverneiros. esquecendo-se que tinham dous meios dessentes. nem a metade das liberdades. e nos quais não poderiam continuar. pois que sejam quais forem as vantagens que se segam da independência. lamentaram a separação como nociva aos seus verdadeiros interesses228 e rogaram-nos a união intima até S. que se perdem. logo se conhece. e convém a interesses particulares tanta coisa insana se pratica. O procedimento da comarca de S. com amplos poderes de fiscalização. foi accrescentamento e voga. em Sto. destruindo o que elle tinha feito. Os desejos da Bahia ficaram. 230 Tudo isto prometerão. para se conseguir o fim a que se propõe. Pedro Vieira. que me perdiam. Lagarto a 28 de março. em Vila-Nova a 26 de agosto e Sergipe passou a comarca. cento e vinte contos de reis triennais. melhor informado a reunisse outra vez á Bahia229 e animados de sentimentos naturais aos portuguezes. fama. senão os que estão no governo. 228 Lida a carta do Capitão mór. pois realizados. Foi este o prêmio que recebeu pela traição aos interesses da liberdade. não derivadas. e mais prometerião para conseguir aquilo a que se propunham. para promover esta guerra intestina! Soldados os não tinha: pois os de milícias na cidade. precisas accusações. que se houvesse por escrito. Respondessem que os Sergipanos me fizessem. legais. porque na Bahia era superabundante a vontade. aos seus irmãos Sergipanos. mandando-os evadir por força armada. sem porem os povos em colisão. que foi a Constituição jurada em São Cristóvão. e fraternidade. com tais pessas. Cristóvão estendeu-se pelas câmaras da negocio. não se poupando honra. o principal chefe e promotor da anexação. Cesar Burlamarque foi acremente censurado na imprensa da Bahia. Como comarca continuariam eles. M. v. a 18 de março do mesmo ano. e sem se reparar que se insultava a majestade de El-Rei. E tanto assim é. ou que recorressem ao El-Rei. e como não convinha publicá-lo para minha justificação. e para os outros machuxos. ou falta de patriotismo. por elles o meu comportamento em crise tão terrível. não passam de vinte homens. 231 Eis aqui o que eles não disserão. de toda plena authoridade para o fazer.m. 186 . mais não pecisarão tanto. e só desacreditarem-me. para conseguirem este fim. na Itabaiana a 25 de março. ou nele queiram entrar. mas isto não convinha. não convinha a independência. e não foi pouco. pois que nunca tiverão nem por escripto nem palavra como. 229 A petição foi ouvida com prazer. Senhor redator faria gemer a imprensa. munido naquele tempo. á religião e á uma liberal constituição230 e que ameaçados pela cegueira e falta de patriotismo do atual governador. e fazenda.

que portugueses esquecidos. Os planos abortaram. e então terão V. que toma posse a 15 de outubro de 1821.S. as expressões de fidelidade. junto a si irmãos fieis que irão suavizarlhes os trabalhos que agora passam. a fim de irem eleger. Serve de prova a seguinte carta sua dirigida à câmara de Vila-Nova. de El-Rei. os membros do governo efetivo da Bahia. pela insuficiência de força para contrapor àquelas que mantinham a sujeição. de 26 do mês passado.SS. mas elle breve será punido. Em abril de 1821 estava conquistada a anexação de Sergipe pela Bahia e a junta começa a expedir ordens para Sergipe. criminosos e contrários à ordem pública. pr meios ilícitos. de ninguém tentar a independência da comarca. a fiscalização era severa. assim. por editais. porque abafava-se qualquer opinião que se levantasse em favor da emancipação. Logo que o partido recolonizador assenhoreou-se do poder. Em vez de eleger seu governo. Os direitos olvidados. Ilms. João VI e não chegaríamos a ver. O partido recolonizador tornou-se ainda mais poderoso.S.232‖ 232 Acuso a recepção do oficio de VV. Gomes Coelho dirige à câmara de S. Além disto. os portugueses não perdiam ocasião para jogar sobre os sergipanos os maiores sarcasmos. porém. parentes e amigos! O crime é tão atroz que só a lembrança do mesmo horroriza. tentam promover a emancipação. o poder político. conspirando até contra seu pais. Ele prestava-lhe os maiores auxílios em Sergipe. Cristóvão um oficio. e que se fizesse público. lá ia entregar sua delegação. de que chegam a degenerar em monstros. do Rio São Francisco – Inácio Luiz Madeira de Mello – Nada mais se contém em a dita carta. D. Nova R. pelo decreto de 1º de outubro de 1821. A lei era esquecida. Nomeia o bacharel Manoel Gomes Coelho ouvidor. o ouvidor Navarro e o comandante das tropas baianas. enviaram proclamações a todas as câmaras a fim de reconhecer a legalidade da junta governamental da Bahia. Srs. que o mesmo contém. Presidentes. Os sergipanos não encontravam nas regalias da lei a defesa de seus direitos. em que comunica-lhe a deliberação das cortes. Sergipe ficou sob um regime de autoritarismo e de arbítrio. assim tão bem fico certo que continuarão a tomar todas as medidas necessárias até que cheguem os socorros. Desapareceria. 12 de dezembro de 1822. que até meado de abril tinham jurado obediência ao governo provisional da Bahia. esta determinação.SS. Deus guarde a V. auxiliados por alguns filhos da província. conculcados pela prepotência dos lusitanos. depois que o general Madeira tomou a direção militar do governo da Bahia. Expede ordens para que fizesse o recenseamento dos eleitores de todas as paróquias. partes das suas obras. Então. João Russel. Quartel General da Bahia. que contando dom o appoio de algumas câmaras. alcançarão na constância da resistência o prêmio que é dividido aos que sabem sustentar a custa de todos os sacrifícios e o respeito devido ao Governo da Nação: Assim como não posso duvidar da probidade e zelo de V. 187 . a expedição de Lisboa está próxima a entrar. dão bem a conhecer o distinto caráter de VV. então inda que tarde se arrependerão alguns que animarão a ajudar estes perversos! Eu bem quisera poder socorrer a todos os lugares que carecem de auxilio mas não posso dividir as forças porque isto é desejo dos facciosos.SS. A compressão era absoluta. e ao nosso amado Reio Sr.capitania. Espero por tanto que unidos esses povos considerando por divisa a honra. Pede a lista dos empregados civis. que logo lhes enviarei. e para tornar triunfante o elemento português. Madeira não se cansava de animar-lhes o entusiasmo para apertarem os laços de submissão. e mais membros da câmara de V. a 1º de fevereiro de 1822. em sustentar o tom de patriotas e Verdadeiros Portugueses: se todas as corporações fossem compostas de membros tão respeitáveis não veríamos infelizmente ultrajado o respeito que é devido ao Soberano Congresso da Nação. em bem da nossa causa. Este estado de sujeição não era bem visto pelos bons patriotas de então.

em lugar do atual Igino Martins Fortes e o terceiro Francisco Moreira da Silva Marramaque e o procurador Joaquim José Pinto para effeito de si determinar o que for a bem do Real serviço e comum dos povos o seguinte: Neste anno foram apresentados dous ofícios fechados e lacrados como o sobrescrito – Serviço Nacional e Real. dirige-se para Laranjeiras e daí para São Cristóvão. – Pela administração Geral dos Correios das Cortes do Reino – a câmara desta cidade os quais mandaram que fossem abertos e o seu conteúdo era o seguinte: Doze Massos de Leis com vinte e sete folhas constantes de decretos e leis todos numerados e mandaram que ajustasse as mais que das Cortes tem vindo para serem encadernados e dar a sua devida execução. Pedro. As idéias da independência iam angariando a adesão dos brasileiros. em agosto de 1822. 233 Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oito centos e vinte e dous ao primeiro dia do mez de novembro do dito anno nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa da câmara della onde estão presentes o Juiz Ordinário presidente Capitão Luiz Francisco Freire e os vereadores Alferes Alexandre da Cruz Brandão. que nada resolve. A representação foi redigida pelo vigário Antonio Gonçalves de Figueiredo. José de Barros Pimentel. no dia 1º de outubro233. no dia 2 de outubro. Labatut entra então em Sergipe. os portugueses José Alves Quaresma. deu lugar à viagem de Labatut que. porém que chegasse qualquer decisão. sem submeter a questão à opinião de Pedro Vieira. Antes. em vista dos procedimentos das cortes que queriam trazer o Brasil ao antigo estado de colônia. a conferenciar com Melo Pereira. que também foi escolhido para levá-las às mãos régias. 188 . Pedro. a câmara de São Cristóvão fazia mesma aclamação. fez debaixo de grande entusiasmo. Se na Bahia Madeira representava a defesa dos interesses portugueses. a aclamação. em Sergipe representavam os mesmos interesses o brigadeiro Pedro Vieira. não podendo desembarcar na Bahia. reúnem força neste porto e encarregam a defesa a Bento de Melo Pereira. Nomeiam cabos policiais que fiscalizam a fronteira do rio. No dia 5 de maio reuni-se a câmara. contra a independência do Brasil. sob a presidência do capitão Luiz Francisco Freire. Estavam prontos e dispostos a resistir. Estava vencida a causa de independência. A oposição que Madeira na Bahia oferecia à aclamação de D. João VI e ao congresso das cortes portuguesas. o ouvidor Inácio Gomes Camacho. Em favor do ideal desse partido contribuíram os acontecimentos que se iam dando no País. os membros do partido emancipacionista não perdiam a esperança de trazer a liberdade à capitania subjugada. no dia 29 de setembro. como príncipe regente. com a assistência de algumas autoridades civis e militares e do povo. e resolve dirigir uma representação a D. Labatut envia então um emissário. pedindo a emancipação e independência da capitania. alcança fazê-lo em Maceió. que lhe ofereceram uma atitude hostil e ameaçadora. em lugar do actual Alferes Domingos Rodrigues Mello. José Joaquim Ricardo e José Gustavo. A notícia de sua chegada em Alagoas espalhou-se em Sergipe e fez reunir em Vila-Nova os adeptos do partido recolonizador. o segundo José Rodrigues Bastos. para não pisar em território Sergipano. como passamos a expor.Não obstante estes meios compressivos e terroristas. o povo no edifício do conselho municipal. Ao mesmo tempo que em Vila-Nova aclamavam regente o príncipe D. A proclamação da Independência veio resolver positivamente a questão da desanexação de Sergipe.

189 . . a fim de a província aproveitar a concessão feita pelo soberano. escrevendo-se nas altas na forma de estylo para assim constar: sendo esta representação ouvida pelo Juiz Ordinário Presidente. faz com que o major Cristóvão de Abreu Carvalho replique. – Viva a sereníssima Senhora Princeza Real. Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oito centos e vinte e dous ao primeiro do mez de outubro do dito anno. sem sangue e sem alteração da ordem pública. que lhe foram encarregadas. Amaro das Grotas José da Motta Nunes..Viva a Dinastia da casa da Bragança. Escrivão da Camara e escrevi. Era uma importante conquista do partido ds patriotas sergipanos. o coronel da segunda linha de Infantaria dela José Agostinho da Silva Daltro. a constituição de El-Rei o Senhor D. Clero e Povo desta cidade houvesse de ratificar a Aclamação que ele já com a tropa tinham feito. perante intimativa tão formal. porque essa aclamação seria o primeiro passo da emancipação e independência de Sergipe. Clero e Povo presentes houvessem de celebrar tem necessárias e Gloriosa aclamação. dizendo que. ao Soberano Congresso Nacional da Corte de Lisboa. como representante da tropa e do povo. seculares. Nobreza. Milícia. o corpo de Nobreza e Povo. – Viva o Soberano Congresso Nacional da Corte de Lisboa. – E logo pelo doto Brigadeiro Governador foi dito que tendo feito quando está no seu alcance para manter a boa ordem. – Viva El-Rei constitucional o senhor Dom João Sexto. agora segundo algumas participações oficiais que proximamente recebeu passou o Governo a um Conselho Militar para que examinasse o quartel e os oficiais do Estado Maior todos unanimemente resolverão que nestas circunstancias atuais era necessária aclamação de sua Alteza Real. Perpetuo Defensor do Reino do Brasil. que proximamente recebeu.As convicções políticas do governador Pedro Vieira de Melo tremeram em presença de Labatut. e ser preciso evitar interpelações das Capitanias Vizinhas já haviam justo e bem fundado tudo que ele Governador expunha a câmara para que com a Tropa.Viva Sua Alteza Real o Senhor Pedro de Alcantara Principe Regente Constitucional Protector. todos presentes ao quaes foi novamente aplaudida a presente aclamação com o devido enthusiasmo satisfação e geral regosijo. – Viva a constituição. o Capitão Mór da vila de S. pede que seja instalado um governo provisório e independente. porque nesta mesma sessão o major Cristóvão de Abreu Carvalho. nesta cidade de S. ambos desta capitania. o Príncipe regente Constitucional Protetor e Perpetuo d’este Reino do Brasil. Cristóvão capitania de Sergipe de El-Rei e Passos do Conselho dela onde se acha o Juiz Ordinário Presidente Capitão Luiz Francisco Freire o vereador mais velho. porque no ato da aclamação foram as seguintes suas palavras: ―dirigindo-se pela fidelidade devida ao juramento que prestou e pelas ordens superiores. e mais oficiais da câmara comandaram que no dito Brigadeiro Governador fosse o primeiro que levantasse as vozes proferisse os vivas. paz. João VI e a Dinastia da casa de Bragança e que ele governador indicava que nesta conformidade esta câmara em Nome da Nobreza. o imediato e o mais mosso e o procurador todos acima declarados no auto de variação ahi apareceu o Ilustríssimo Brigadeiro Governador Pedro Viera de Mello com o Coronel do Regimento da segunda linha de cavalaria desta cidade Domingos Dias Coelho e Mello. passou o governo a um conselho militar e que era necessário aclamar o príncipe regente‖. agora segundo algumas participações oficiais. – Vivas estes com que tem sido aclamado Sua Alteza Real o Principe Regente Constitucional pela Tropa. e outros officiaes dos ditos regimentos. por Decreto de 8 de julho de 1820. Nobreza. Tornou-se um apóstata do seu partido. o Reverendo Vigário Geral Luiz Antonio Esteves e mais clero. ideal que o partido que a nutria realizou. – E para constar mandarão escrever este auto de veriação em que me assigno eu Francisco de Paula Madureira. visto ser estar a vontade geral dos Povos desta. o que ele de pronto assim executou pela ordem seguinte: .Viva nossa Santa Religião Católica e Apostólica Romana. de cuja graça foi ela espoliada sem legítima ordem em contrário e à força das armas da Bahia. o respectivo Capitão Mór de Ordenanças Henrique Luiz de Araújo Maciel. o sargento Mór do regimento de Infantaria de Milícias Cristóvão de Abreu Carvalho Contreiras. Clero e Povo. o sargento Mór comandante da vila de Própria Manoel Mello Resende.Viva o Reino Luzo-Brasileiro. tendo em vista o na maior consideração o sagrado juramento que todos prestarão de obediência a Nossa Santa Religião Católica Apostólica Romana. A indecisão do Juiz Luiz Franacico Freire. eterna felicidade desta capitania dirigindo-se pela fidelidade devido ao juramento que prestou e pelas ordens superiores que lhe foram encarregadas.

sendo este auto escripto pelos escrivaens da camara Francisco de Paula Madureira e assignando-o empossado com a s pessoas referidas na ordem em que estão. aqual foi dada com as solenidades do estilo. Já circulava em novembro a notícia da proclamação da independência e em Sergipe não se ousava aderir a esse feito . o sargento. em 14 de novembro. não desejavam a independência do Brasil. o tenente coronel José Eloi Pessoa da Silva. e que a tropa estava com as armas carregadas e balas em cartuxames‖. presidente da junta.―á tropa e o povo não convém em demora alguma e queiram que já se instalasse o governo. Títullo de nomeação. Pedro Labatut nomeia. Exmo. como Pedro Vieira de Melo e José de Barros Pimentel. O despeito de não ter sido eleito um dos seus membros. secretário. do qual. protestava não mover-se em quanto o governo não fosse de prompto installado. – Pedro Labatut. A causa da independência do Brasil. membros. representado por uma junta. que há tanto tempo qour todos é desejado. a 25 do mesmo mês toma posse. Fizeram participação disto ao príncipe regente. o reverendo João Francisco de Meneses Sobral. A marcha de sua administração ofereceram embaraços aqueles que. tinha em Sergipe francos oposicionistas. o coronel Domingos Dias Coelho e Melo. fá-lo cultivar essas relações com cuidado. o capitão José Mateus da Graça Leite Sampaio. que . O Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil aetcetera. moradores em Sergipe. General em chefe do Exercíto Passificador Nacional e Imperial desta Provincia da Bahia em nome de Sua Magestade Imperial. para estabelecer e arranjar a causa da independência do Império.mor Dionísio Rodrigues Dantas. Foi então resolvida a instalação do governo provisório. E para que a tudo conste e prestem o respeito divido a Dignidade o Revisto em Nome de Sua Magestade Imperial lhe mande passar este Diplona Patente por mim 190 . Christóvão estavam presentes o juiz ordinário presidente capitão Luiz Francisco Freire e os veriadores Tenente Domingos Rodrigues de Melo e José Rodrigues Bastos em lugar de Igino Martins Fontes e Francisco Moreira da Silva Marramaue e o procurador Joaquim José Pinto para darem posse ao Illm. e a que a tropo estava firme no lugar em que estava postada. o vigário – geral Serafim Álvares da Rocha. governador das armas. Então. cujos membros foram eleitos pela mesma assembléia. Esta junta foi de pouca duração. Governador da Capitania Tenente Coronel José Eloy Pessoa da Silva presente. nem a emancipação de Sergipe. com temos dito. contra o que trabalhava a Bahia. dependências: para até estabelesser e arraigar a Santa Causa da Imdependência do Império do Bralsil sob a Protecção de Sua Magestade Imperial. Reconhecendo em José Eloy Pessoa da Silva TenenteCoronel do Regimento de Artilharia de Lisboa desta Província e Baxarel formado em Mathemática e Filosofia as qualidades e requerimentos precisos para firma o Socego da cidade de Sergipe de El-Rei e de todas as sua Villas. Guilherme José Nabuco de Araújo. lugares. a fim de pôr em prática seus planos antipatrióticos. Eles eram: o coronel da legião da Vila de Sana Luzia. Barros de Pimentel alcança angariar as simpatias de Labatut. Hei por bem em Nome de Sua Magestade Imperial e athé decisão do mesmo Sehor nomeal-o Governador do districto de Sergipe e suas dependências devendo regullar as Instrucçõis Gerais e existentes para este emprego modiciadas pelas particulares que as circunstancias actuais d’Esta Provincia Imperiosamente exigem ae mim. precisamos levar avante a descrição das vitórias que ia obtendo o partido emancipacionista. antes de descrevermos o procedimento de Barros Pimentel. 234 234 Aos 25 de novembro de 1822 nos passo do conselho de S. por meio dos seus partidários. Sr. porque com ele viria a emancipação.

um novo dia para efetuá-la com mais legalidade e aprarato. estava. em vista de um ofício de 20 de dezembro do jConselho interino da vila da Cachoeira. 191 . excitado pelo despeito de não ter sido eleito presidente da junta. Cristóvão eram seus adeptos políticos. e toas asu autoridades civis e militares. Antônio Rodrigues Fraga. alcança de Labatut por meio da intriga que pèm em jogo o decreto de sua dissolução e sua nomeação de governador militar. e o melhor chefe que encontraram foi Barros Pimentel que. com esta nomeação. convocando o povo. e os veriadores. Os inimigos não escolheram meios para torná-de nenhum efeito. Em sessão de 30 de dezembro. perante grande concurso popular.236 Barros Pimentel toma posse do governo a 12 de fevereiro de 1824. sem oposição franca dos recolonizadores. discutindo o expresso do ofício da vila de Cachoeira recebe dele ordem intimativa para não aclamar a independência. para alcançar ordem de prisão e ser remetido para o norte. 235 Ao primeiro dia do mez de dezembro de mil oito centos e vinte dois annos nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa da camara della onde estão o Juiz Presidente Capitão Luiz Francisco Freire. Igino Martins Fortes. E para cosntar mandarão fazes este termo em que assigno eu Francisco de Paula digo termo em que assignaram o dito presidente e mais vereadores –Francisco de Paula Madureira. Cristóvão ecoou nas outra câmaras que aderiram à independência. em substituição de Elói Pessoa. Simião da Mota Rabelo e o procuradodr Antônio José Pinto. Este estado de coisas não podia satisfazer os intereses dos inimigos da independência. General. 236 Os membros de então da câmara de S. o que com effeito foi obrado. a requerimento de alguns habitantes. Logo depois de dissolvida a junta e preso Eloi Barros tomou a administração. Já prolamada no dia 1º de dezembro de 1822. Em sessão de 20 de janeiro de 1823 a câmara. porque Laabatut nomeou-o em nome de Sua Magestade o Imperador Constitucional do Brasil.Tendo Pesoa a da Silva tomado posse. que alcançaram posteriormente tornar sem efeito a proclamação feita por Pessoa. Governador desta Comara o Tenente –Coronel José Eloy Pessoa da Silva por participação deste afim de ahi se publicarem os vivas alegres pella acclamação do Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Protector e Defensor Perpétuo deste Imperio do Brazil depois de assim estar a dita corporação unida com o dito Governador com toda a tropa.235 O procedimento da câmara de S. sobre quem recaiu a calúnia de Pimentel. e José Rodrigues Bastos. Francisco Moreira da Silva Marramaque e o Procurador Joaquim José Pinto. resolveram pedir a Labatut a permanência de Barros Pimemtel no governo. juntos para effeiro de seguirem ao lado da praça onde se vão encoroporar com a Ilm. que determina anteceee ao ato da aclamação um edital. e para contrariar o feito da emancipação de Sergipe e proclamação da independência. apé e a Cavallo e coma Nobreza. marca. Clero e Povo ahi com vehementes vozes júbilo. entretanto. Eram Luiz Francisco Freire. Escrivão o escrevi. Em fevereiro foi então nomeado. elle dito governador publicou a ordem do dia que por sedual foi transmitida a elle dito presidente da camara que vae abaixo registrada e depois de publicados os vivas da Gloriosa acclamação de Nosso Augusto Imperador o mesmo Presidente da camara ordenou e fez effectuar a solenisação deste tão ditoso acontecimento com um Te Deum Landamus na Igreja matriz para onde todos se dirigirão a dar Graças ao Deus do exércitos. Aproveitou-se do cargo para serm perpetradas as maiores vinganças entre alguns membros do partido oposto. Quartel Geral no Engenho Novo aos quatorze de novembro de mim oito centos e vinte dois annos. no dia 1º de dezembro.Labatut. assignado não hindo Sellado por falta de Sello. instituído em Sergipe o regímem Imperial e proclamada a independência do Brasil.

e syndico da mesma comarca do Ver.237 237 Anno do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte e três nos dês dias do mez de Fevereiro do dito anno nesta Cidade de Sergipe d’El-Rei e casa da camara della onde estão presentes o Juiz presidente José Rodrigues Bastos e os veriadores actuaes capitão João Simões dos Reis. o Imperador tiha elevado Sergipe de Comarca a província de segunda ordem. visto que se axão nesta cidade quatro delles e que fosse xamado o quinto: e tudo isto ouvido por esta camara unanimimente respondeo. visto que reconheciam todos os Membros della com interia probidade e que foi arbitrariamente suspensa sem ser ouvida nem convencida. o Impererador do Brasil requerendo a Ella que depois de lhe constou pelo oddicio de vinte e quatro de janeiro do mez passado do Conselho Interino da Bahia que affirma haver S. secretário o coronel Domingos Dias Coelho e Mello. A Câmara acede à reclamação popular. com igual despeito de todo o Povo: A fim de evitar tão retrógada marcha do actual Governo e do serviço do bem público desta Provincia. reverbera o procedimento antipatriótico do governador e ouvidor. S. A vista destes motivos a cama fez congregar digo motivos e por logo comparecem todas as corporações Militar. obstando a emancipação que há dois anos. e a falta que tinhão do Governo para providenciar seus negócios os quais não podião mais ser dissolvidos ou providos pelo dito Conselho Interino da Bahia em rasão desta Independência e separação: e que reiterada a posse da Junta entrasse leogo no seu exercício que a elle povo convinha e aprovava todos SOS seus feitos e protestavão ter cautella até que se possa obete as dividas instruções e a proceder a nova eleição. José Francisco de Menezes Sobral: e apresentando-se todos cheios de gosto e tranqüilidade replicou com eloqüência e toda energia a esta camara que já não podião mais conter com seus corações o ardente desejo que sentião para o cumprimento da Graça consedida. de Sua Magestade Imperial e dos Povos: Nesse auto desta camara dispondo de arrecadar de Direitos a bem della. para desde já entrarem no execício dos seus officios interinamente. M. elevado à cathegoria de Província de 2ª ordem independente nella pelo seu saudável e Imperial decreto de oito de julho do anno passado. M. um jugo ilegal. Então o povo. juntamente com o ouvidor Inácio Gomes Camacho. e exige que chame à adminstração os membros da junta. Ignacio Antonio Dormundo Roxa. afim de assumirem a direção dos negócios públicos de Sergipe. M. a toque de caixa tornou o mesmo Povo a aparecer nella trazendo com sigo os ditos membros da referida Junta o Capitão-Mór José Matheus da Graça Leite Sampaio Presidente. o Ver. e são eles empossados debaixo de indescritível entusiasmo. apontadas no mesmo officio. a manter com o auxilio dos traidores sergipanos. conforme Decreto de 8 de julho de 1280 e que se elegesse um conselho de cinco membros. Civil e Eclesiastica fez 192 . as quaes ainda não consta haver aqui. quando esta comarca continuava nos seus trabalhos. expondo por isso mesmo este Povo a uma Anarquia e guerra civil. e a poucos momentos. até que se procedesse à eleição de seus membros. independentemente do governo da Bahia. completamente independente da Bahia. o capitão José Antonio Pinto e o Produrador Vicente José Mascarenhas. A vista do que todo o Povo sahio. ahi compareceu o Povo desta cidade de todas as corporações sem armas e em nome de S. eo Rev. devia ser uma realidade.Ainda mais: em sessão de 6 de fevereiro recebe um ofício do conselho interino da Bahia de 24 de janeiro em que comunica-lhe que. sendo que elle não quer mais senão a paz e a tranquillidade: Pello que nos requeria instantemente que de bom grado fisessemos reiterar aquella anterior posse dada aos ditos Membros. Padre Luiz Corrêa Caldas de Lima para o que foi a bem do serviço de Deos. que fora instalada a 1º de outubro de 1822 e que lhes dê posse. e por não constar ter-se verificado esta mercê pela objeções do Governador Millitar acutal José de Barros Pimentel e Ouvidor Interino Ignacio Gomes Camacho: que elle povo quixa que se verificasse a Junta do Governo Provisório que em primeiro de Outubro de mil oitocentos e vinte dous havia sido isntalada legitima e legalmente para que os governasse Interinamente em quanto se não procede a eleição de nova junta pela instrucções de desenove de junho de memo anno assina. I. em 27 de fevereiro. que apesar do conhecimento da dita graça concedida no citado Decreto pelas objeções dos ditos Governador e Ouvidor estão dispostos a procederm na forma das ditas instruções quando as ouvesse e que de outra maneira não pretendirão mover cousa alguma. pela instruções que deviam chegar da corte. levado pelo patriotismo e indignado pela prepotência da Bahia. Barros Pimentel opõe-se à realização desta ordem inperial. Serafim Alves da Roxa. reuni-se dirige-se à câmara. por carta imperial de 5 de dezembro.

Nobreza e todo o mais Povo. o Imperador e ao tempo em que para ali se sencaminhava o Presidente. 238 Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte trez aos trez dias do mez de Marçao do dito anno nesta cidade de Sergipe de El-rei e casa da camra della onde estão presentes o Juiz Ordinario Presidente José Rodrigues Bastos eo os veriadores actuaes Capitão João Simões dos Reis. Veriadores.Viva o nosso amabilíssimo e Augustissimo Imperador o Senhor Dom Pedro Primeiro. quor unanimidades senso e consenso de todos nós o que não foi possível pela fortes objeções do Governador Militar José de Barros Pimenel com foi bem publico pela prelação este inculcava ter sobre todas as Authoridades desta Provincia. requereo o mesmo povo que fosse immediatamente xamada Eu Francisco de Paula Madureira que escrevi com Escrivão da Camara.Viva a Augustissima família Imperante do Brazil. e quando condizirão aos ditos Membros a esta comarca que igualmente os deus das janellas desta salla. .viva a Junta Interina do Governo desta Provincia – vivão o Provincianos de Sergipe. o Imperador e para de tudo constar fiz este acto e a acta em que assignão o dito Presidente da Camara. Secretário da Exma. M. Capitão José Antonio pInto e o Procurador Vicente Mascarenha para effeito de se dar cumprimento a aclamação de S.Viva a Exma. Clero. M. perant grande reunião popular. a tropa. Ignacio António Dourmundo Roxa. e para que cosnte esta voluntária deliberação todos a uma vez requererão a esta camara se fizese acta que querião assignar e que esta mesma por cópia authentica se remetesse a S. comtudo sabendo-se a maneira popular e legítima com que há sido aclamado em as Provincias so Sul pressedendo em cada uma camara a expressa declaração das vontades dos cidadãos do seu respectivo Termo cuja solenidade não consta das Leis desta camara: della querendo seguir aquella mesma marcha donde resulta Glória e honra a este povo.enhão e reconheção ao Mesmo Augusto Senhor por tal.vivao as soberanas cortes costituintes e legislativas da corte do Rio de Janeirovia o Augusto Imperador constitucional do Brasil o Senhor Dom Pedro Primeiro. pelo que logo cada um dos referidos membros de perci encarregou que verdadeira debaixo do juramento que havia prestado em o primeiro de Outubro de 1822 entrassem no exercício e funções dos seus officios. logo seguio com elles esa camara e então congregados todos foi pela mesma camara mandado ao procurador della que alçasse a voz com orgão do Povo e desse a conhecer a toda assembléia o motivo porque selbrão novamente a Aclamação do mesmo Augusto Imperador Senhor Dom Pedro Primeiro e logo o mesmo Procurador com satisfação rompeu com altisonantes vozes pela maneira seguinte. convocando o povo para alamação da independência. esta camara e vós hajão. congregar mais as Religiões desta cidade e vendo que também pugnavão pelo mesmo comprimento em Nome do mesmo Augustissimo Senhor Imperador respondeo publica e intelligivelmente que estava pompta em tal caso a ouvir como aos seus votos. o clero e autoridades238. quis outrora selebrar este tão desejado e aplausível acto.Iluste e comspicua Assembleia de cidadãos Sergipanos constitucionaes de todas as classes em nome desta camara órgão vosso.viavas estes que forão reprod 193 . procurando. a excepção do quinto Membro da dita Junta o Sanrgento – mor Dionizio Dantas que não compareceo por estar fora desta cidade. Procurador da Junta. Junta Interina desta Provincia. a Tropa desta Guarnição.Publicam então editais. Segue-me cento e quarenta e nove assignaturas. vendo-se agora desarmada. e logo pel mesmo Povo e tropa forão dados com Altiçonantes bravos repetidos vivas: . E sendo por elle recebido o dito emcargo tudo prometerão obrar como lhes é incumbido. protestando a face da divindade que nos ouve e do mundo inteiro defendermos a ellese todos os direitos deste Império sempre athe a morte. esta camra por serto de vossa adhesão e firme reconhecimento diz com vosco-viva a religião catholica Apostolica Romana. Junta interina do Governo desta Provincia – Vozes estas que responderão a dita suplica.Viva a Assembleia Cosntitucional e Legislativa da Corte e da cidade do Rio de Janeiro. defendendo e parocinando tudo quanto for a bem do Nacional e Imperial Serviço e da sagrada causa do Brasil e desta Província.viva a Augusta imperatriz e toda a Dinastia reinante deste Império. Secretario e todas as mais pessoas acima nomeadoas. prem agora que já somos Provincianos Imdependentes esta camara vos chama para que juntos reiteremos de bom grado a dita Aclamação com juramento de obediência e fidelidade a Augusta Pessôa do Mesmo Senhor Imperador e Sua Dinastia . Magestade Imperial na forma seguinte – E depois de estar assim reunida a camara e na praça della principal da cidade. que compareceu em conseqüência do antecedente edital para a Aclamação popular e Legiítima de S. que tem lugar no conselho municipal a 3 de março. vos participo que posta que já nessa cidade se ouvesse alanado no dia 1º de Dezembro do anno passado de mil oitocentos e vinte dous ao Augusto Senhor Dompedro Primeiro Imperador do Brazil somente pelo Patriotismo de ex-Governador José Eloy Pessôa. e outra vez tornou o mesmo povo que tos o seu excesso se prendia em bem da causa publica do Brazil e da appelação que esta cidade deve ter aos mais lugares de toda a Provincia aonde queserem que residão as Authoridades Governativas. para que assim conste em tod tempo e em toda parte que convier.

Imperial o Senhor Dom Pedro Primeiro por Imperador do Brasil com obediência e fidelidade a sua Augusta pessoa e a Dinastia Reinante do Brasil e dest modo lhes foi recebido seu juramento. Camara da cidade da corte do Rio de Janeiro-e para constrar mandarão fazer este auto em que assignão as pessoas presentes Clero. composta de filho da província. o Clero.Há festas religiosas. Nobreze e o povo com toda a tropa para a Igreja Matriz a festiva Missa cantada e selebrada pelo Revdm. reconhecere manter a S. uzidos e repetidos com o maior enthusiasmo e ardente gosto da mesma Tropa. Vejamos a direção que ela deu aos negócios públicos. Tropa e Povo e eu Francisco de Paula Madureira escrivão da camara o escrevi. M. O acontecimento de 3 de março tornou uma realidade a emancipação de Sergipe e foi a expressãoda adesão de seus filhos ao regímem imperial. Clero. 194 . Provincial Carmelita Frei Jose do Sacramento co sermão pelo padre Manuel Antonio Dormundo e Te-Deum com a Música. No mesmo dia mez e anno acima declarado depois de findo o acto da aclamação logo da Praça se encaminharão esta camara com o seu sendico Padre Luiz Corrêa Caldas de Lima. Nobreza e Povo que logo ahi pediram instantemente a esta camara que querião se fizesse uma acta na forma indicada para assignarem e debaixo de juramento protestarão ter. Uma nova vida administrativa e política ia abrir-se sob a direção da junta provisória. Pela camara foi determinado que sendo extraída a aacta deste acontecimento fosse remetida aIlma. Da Junta desta Provincia. os Exms Srs. fazendo-se ouvir o grande orador Manoel Antônio Dormundo. com o Senhor Exposto para se dar Graças a Deus dos Exercítos e em louvor ao nosso Augusto Imperador o Senhor D. e para de tudo constar mandarão fazer esta acta em que assino eu Francisco de Paula Madureira Escrivão da camra. Pedro Primeiro. Nobreza.

paz e tranqüilidade social principalmente entre as autoridades constituídas. em vista da ilegalidade que cometeu a Bahia de submeter à sua jurisdição. viva sob a ação de divergências que obstavam a marcha regular dos negócios públicos. promove aí todos os meios para dsolvê-la de depô-la240. período que fára parte de um outro volume.. SERGIPE. sempre dominado pelo despeito. mas também de se mandar attacar este senado com força armada e a mesma junta. PROVÍNCIA. Giada pela prudência e no intuito de estabelecer a paz e a hamenia na província. não reconhece a legalidade e não lehe quer prstar obediência. desapareciam em 1823. Para isso procura o apoio dos oficiais superiores dos corpos de segunda 239 O leitor não estranhará que no período que denominamos de Política Imperial. Tinham de nascer agora novos partidos dentro da forma monárquica. conseqüência da independência dela. depois que a junta novamente assumiu a administração. (1822-1855) não trouxéssemos nosso estudo até 1889. como os mesmos militares tém bradado geralmente contra o dito accessor é como o dito Governador e ouvidor estão de mãos dadas para seu projecto abstemos contra a segurança desta cidade e primeira como há supposição por indícios que elles continuam nelles por verem prestados seus projectos e as circusntancias actuaes das cousas exigem sem modificação. Tendo feito de Laranjeiras sua capital militar. as relações políticas mudaram completamente. 195 . Participam a junta que tome providencia. do que os do país e de Sergipe. com o projecto deste senado para o abstar. qua há anos. as causas da revolução de 15 de novembro. 240 Acordaram que por haver nesta cidade uma queixa insanável entre os povos della por constar que Eusebio Vanerio secretário do Governador Militar José de Barros Pimentel e Manoel Vicente de Carvalho Aranha. pela carta Inperial de 25 de dezembro do mesmo anno passado. Tendo ele se formado em 1820. precisamos descrever os acontecimentos que se dram. em que procuraremos estudar o movimento republicano em Sergipe e principalmente. Dos dois partidos existentes e que giravam em redor das idéias de liberdade do país e da província. como de facto influliu nelle que viesse força armada contra esta ciade ainda antes de .LIVRO III POLÍTICA IMPERIAL 1823-1855239 CAPÍTULO I GOVERNO DA JUNTA PROVISÓRIA PRIMEIRO PRESIDENTE. praticando o dito accessor de mais o excesso de na povoação de Larangeiras andar com antecedência pelas casas dos militares influindu-os para que annuissem com a verdade daquelle governador naquelle conselho que pretendiam por ser de certo. 17 de fevereiro de 1823. ao qual não só tratou não só de esperar-se pelas instruções da dita carta imperial. Com a aclamação da independência e a declaração da emancipação de Sergipe.. que este senado instalou aos ditos governador e ouvidor pelas rogativas do povo o que déo causa a elle e governador proceder um conselho militar sem audiência deste senado. defendendo mais os intereses da metrópole e da Bahia. Antes de estudá-los. assim como o ouvidor interino Ignacio Gomes Camacho foram os que influenciaram aos ditos Governador e ouvidor para se não instalar junta provisória interina para governança desta província. com a transformação política e administrativa operada. desapareceu aquele que queria a permanência do regimen colonial. a junta comunica sua posse a José de Barros que. a chamada culpa de entrar a junta em seu exercício.

a fim de abandonar o plano de deposição. José Joaquim Ricardo. cuja somma monta a uns poucos de contos de réis. exigem a concocação da Câmara. pelas estreitas reações que ligam à queles inimigos. -2º porque o dito Brigadeiro Barros no tempo do seu dispotico governo consentia que José da Annunciação Borges. Contra ele depõe nos termos em que o leitor verá no documento transcrito. e outros sítios. sendo chamado então o Brigadeiro Guilherme José Nabuco de Araújo. não limitando-se às suas funções de governador militar. nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa de camra dela onde estão postados promiscuamente o povo e Tropa Della e de unânime acordo e commum vontade do mesmo Povo e Tropa foram publicados com a maior elegância. Junta do Governo da Bahia em Caxoeiras um officio em que participava ter Sua Magestade Imperial elevado esta Província a cathegoria de 2º ordem. fizeram-no absorver as atribuições dos membros da junta. á sua Augustissima família.linha e ordenanças que. -Vivas a Santa Religião Catholica. reúnem-se e apelam para seu patriotismo. Barros Pimentel aquiesce com o apelo patriótico de seus camaradas e dirigese para S. As idéias de domímio exclusivo que tanto influíam em seu espírito. assumindo interinamente o comando das armas. a titulo de serviço da causa militar. . as quaes subirão a uns poucos de mil cruzados e trocando-as em prata a preço de seis mil e quatro centos. que não pode inspirar-lhes mais confiança. obdecendo a um officio do General Labatú. quando por ordem deste governo em virtude de um decreto correo e se estão trocando nesta Província a sete mil e quinhentos réis. General Labatú. tão inconveniente à prosperidade do bem geral. que pesta juramento 15 de maio de 1823. e os mais Brazileiros que os patrocinão. Cristóvão.Que esta câmara de posse de commandante das armas desta província a um official mais antigo athe que sua Magestade Imperial mande outro commandante das armas. José Joaquim Ricardo e João Gustavo. os portugueses José Alves Quaresma. que consideram inimigos da causa do Brasil e pedem que sejam presos.4º Porque recebendo elle da Exma. a ella se dirigirão a mesma Tropa. os malvados Europeos José Álvares Quaresma. para garantia de sua autoridade. só porque se finava o seu despótico. e Povo e em altas e inteligíveis vozes declararão o seguinte – Que querião que esta câmara da capital como representante delles Representassem ao governo para mandar prender os inimigos declarados da causa do Brazil o Brigadeiro Pedro Vieira. Independentes daquella por carta Imperial de cinco de dezembro do anno passado. Neta mesma sessão pedema deposição de Barros Pimentel. e apezar do povo e a câmara o fazer commandante das armas por instancias do Exm. pelo toque da sineta. Foi de pouca duração essa harmonia. a fim de assumir a direção do governo militar. e a junta do governo desta província e depois de congregada esta câmara no Passo do conselho. Junta 196 . como pelo precedente que ficava plantado de sublevações da força pública contra o prestígio e autoridade do governo civil. não só não tem o dito Brigadeiro apresentado sua conta de receita e despeza. Abre luta e o resultado foi a fuga de Barros Pimentel para a Bahia. pelo qual o chamava a bem do serviço Nacional Imperial e apezar do dito General recomendar-lhe que impetrasse vênia da Exma. visto que não querem ao Brigadeiro José de Barros Pimentel por fortíssimas rasões todas estranhas de um bom Brazileiro – 1º porque o dito Brigadeiro Barros no tempo do seu dispotico governo sabia muito bem onde estavão ocultos os Europeos inimigos da causa do Brazil e desta Província e que os não prendia por estarem em casa dos seus parentes ou parentes de sua família. . roubassem aos europeos pacíficos residentes nas Laranjeiras. ás cortes constituintes e Legislativas desde Império na corte do Rio de Janeiro. arbitario e insufrivel governo. perante a qual fazem um libelo acusatório contra o brigadeiro Pedro Vieira de Melo. quis obstar com força armadaa a que se não instalasse Junta do Governo. porem trocou todas as peças recolhidas a dita caixa por differentes peças. compreendendo os perigos e males de uma gerra civil.241 241 Anno do nascimento do nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte trez aos quinze dias do mês de maio do dito anno. Neste mesmo dia o povo e a tropa reunidos. á Sua Majestade o Senhor D.5º porque. capitão Miliciano e outros que estavão de ordem delle. – 3º por que estabelecendo-se uma caixa Militar para as despezas das fortes ações externas e internas desta Província entrando muitos Europeos com dinheiro para ella. e que sejão remetidos ao Rio de Janeiro para darem conta da sua péssima conduta ao nosso Augusto Imperador . Pedro 1º Imperador constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil. que nela devia encontrar sompre o ponto do apoio mais sólido.

que devem ser levadas em conta. em sua origem. Escrivão da câmara o rscrevi. pois é constante que a nação tem percebido grande prejuízo na conta da receita e despeza que elle Brigadeiro Barros a seu molde já apresentou. Ela reúne-se de novo para apurar os votos. dando-se outro sim parte a S.Por esse tempo chegaram do Rio as instruções para o pleito eleitoral. sendo seus membros presos. Povo e Tropa fazer este auto que todos assignão. Na descrição deste fato esta. Uma representação assinada por dez aleitores e trinta cidadãos é dirigida à câmara. Exorbitou pela contigência das circunstâncias do momento. General Labatú. – Querendo finalmente esta câmara requisitasse a Exma. a junta provisória primeiro absta a apuração das ultimas atas enviadas pelos colégios. debaixo da oposição dos portugueses. Em todo o caso. em começo. Junta remettendo o do Exm. Junta do governo para com a maior brevidade chamar o dito Brigadeiro Barros e o há de compelir com a presente conta legal e authentica da receita e despeza que teve em quanto poz dispoz da dita caixa. Cristóvão esta no trabalho de apuração. contra o abuso do poder. Sindico. sem ser preciso comentários. O regimen representativo em Sergipe impurificava-se desde logo. na passagem do exército de Labatut.I. de participar aos Governos das províncias mais antigas a esta na forma indicada. pelas ambições dos homens e os excessos dos partidos. por esta ser combinada com o calculo que se tiver feito ou houver de fazer. que não escolhiam meios para oferecer dificuldades à marcha da administração. para. e fugitivo e criminoso apenas deixou um officio a Exma. a prova do despotismo. quando é cercada pela força armada.M. colocado o bem público acima dos interesses dos partidos. Eu Francisco de Paula Madureira. cuja conta não é verddeira segundo a fama publica aque a mesma câmara faça ver às providencias mais certas e os defeitos deste officil e sua conduta civil e Militar e representar a S. A propriedade daquele foi saqueada por uma força de linha. Não havia a garantia da lei. porque suas do Governo desta província. Na resolução firme de não dar posse à junta efetiva. com esta mesma acta de todo o expendido. Incandesceram-se então os ânimos e os partidos. que foram processados. Havia certeza de que o eleito seria o abastado proprietário o major João Fernandes Chaves. 197 . esqueceu os deveres de um governo honesto e moralizado. Realmente. prestou o grande serviço de manter a emancipação de Sergipe a favor da qual trabalhou. que era o primeiro a alterar a ordem e a levar o pânico às classes sociais. – E para constar mandarão o dito Juiz Ordinário Ignácio Antonio Dormundo Roxa. Junta do Governo desta província para que sem demora haja de dar uma prompta providência sobre o objecto tendente ao commandante das armas e a captura dos inimigos da nossa canta causa. as vinganças do poder recaíram sobre João Fernandes e os outros membros eleitores eleitos. que se devia proceder. comtudo desamparou a Graça. Este fato profundamente impressionou o espírito público que se viu sem garantias e sem governo. estas mesma cousas. A câmara de S. A junta provisória que tinha. Como primeiro governo de um regimen que se iniciava. contra a ambição dos portugueses. ela passou por serias dificuldades. tendo assim de fazer as intrigas costumadas. as atas e os livros roubados e entregues aos membros da junta. Correu a eleição. com o que toda Tropa e poso assás se satisfarão. –O que sendo ouvido pela câmara mandou que já officiasse a Exma. e muito principalmente dos acima declarados. teve de fazer nomeações e promoções na guarnição. José Antonio Pinto e Francisco Moreira da Silva Marramaque. fingir um despeito.I.M. Em consideração aos serviços prestados por alguns habitantes da província. a escolha dos membros da junta efetiva. nos últimos momentos de sua administração.

As condições políticas existentes então eram muito diversas daquelas que existiam antes de 1822. Cristóvão e Sto. como pelas inúmera promoções e nomeações por ela feita. cujo chefe era o capitão-mor José Matheus. filho da província e que no mesmo mês assumia a administração. indicou. não só ao conhecimento da realidade da emissão. um batalhão de caçadores em Itabaiana. ―Imediatamente passei a dar providencias que V. como o eram os portugueses. chefe da recolonização de Sergipe. um corpo de batalhão dos pardos em S. chefe também do partido liberal. não 198 . porém. tanto mais presada por me deixar de acordo contra as sugestoens inimigas do systema adoptado. Amaro. O estado social de Sergipe não era favorável a uma calma e pacifica administração. Queriam ambos uma só coisa: a posse do poder. que não tinha acesso aos outros corpos militares. não só pelo apoio que a guarnição prestou-lhe. O povo tinha uma ação de presença. José Matheus.Ex. Em 1823. desaparcendo o partido do elemento europeu poderoso na província. e Exm. Cristóvão tendeu a interferir nos negócios públicos. Se naquele tempo havia um principio formador dos partidos. Não havia disciplina. Eram destituídos de programas.. Deixava-se dominar pelo abuso do poder de qualquer fração. Além disto. criou um armazém bélico. pela abundância da população mestiça. ainda que a administração não estivesse nas mãos de nenhum militar.atribuições não chegaram até aí. o propugnador da emancipação de sua província. nem armamento. Os corpos abundavam em oficiais e diminuiam em soldados. Barros Pimentel. fez-lhe cometer o grande crime de sufocar a liberdade do voto criando para eles uma impopularidade e grande alteração da ordem publica. contra tentativas de sublevações. novos partidos constituíram-se. É um verdadeiro dislate. criou a repartição da secretaria do governo e a repartição da fazenda. Os seus órgãos na imprensa nunca defenderam princípios e sim defeitos pessoais dos adversários. juramentos de constituição foram por ela promovidos. no seguinte oficio: ―Illm. Ex. o primeiro presidente nomeado o brigadeiro Manoel Fernandes da Silveira. como a obstal-a por medidas terminantes. que a emancipação de Sergipe. A ambição pelo poder que se apossou dos seus membros. De 1822 em diante a guarnição de S. Aumentou o numero de cadeiras de primeiras letras e latim. contra a oposição de um partido alias forte. o governo da junta provisória incrementou ainda mais o valor militar. que mais não se incandesceu por chegar na província. Deixava-se dominar por um infrene militarismo. porque seria difícil ou impossível aclamar o príncipe regente e a independência. Senhor. ―Recebi a carta de V. chefe dos corcundas. O liberal. dos retardatários. Daí nasceu para a guarnição a consciência do seu valor e da sua força. composto de ricos e proprietários. cujo chefe era José de Barros Pimentel e o corcunda. presidente da junta. se fosse somente o elemento popular quem a promovesse. e me pareceram comcentaneas. Todas as aclamações. E ninguém pinta melhor o estado de coisas existentes . em janeiro de 1824. senão o próprio brigadeiro Silveira. Eis o trabalho administrativo da junta. depois de 1823 os partidos perderam grandes princípios e idéias que os nutrissem.

Parentes. e... que sigo e agradeço. sendo sua missão sustentar e restituir a ordem... Por todos os commandantes dos corpos de segunda Linha...... o não há sido somente pelo do Batalhão de primeira Linha.. que depois de qualificadas repulsas ao recebimento do soldo. Governador das Armas. Ex. Ex. e á vista das criticas circumstancias em que achei a Província a reduzir a hum termo médio o arrimo dos soldos que se pagavão.. em que se achão semelhantes Defensores do Imperador e da pátria.. de tal forma azesou aos mesmo officiaes. o não possa fazer sem choque risco de conflagração. me continue a communicar quanto similhantemente aconteça para não me mostrar huma vez desconhecido aquilo mesmo.. rescindir hum despacho e substituir com que o Agressor arrogantemente quizesse... e medidas decisivas.recommendado a V.... terá de tomar exatas contas a Euzébio Vabeiro. como de facto posso a depracar a V.Governador das armas dessa Província. e incorruptível... ou quando.... dando-lhe uma idéia concisa do estado em que achei esta província. arrogado Membro. expedito. Ex. Ex. a officialidade do batalhão de primeira Linha. Este Destacamento regressara. faça expedir quanto antese impreterivelmente para esta província em direcção ao Porto da Estância um destacamento de cento e cincoenta Caçoderes com os competentes officiaes.. duzentas e cincoentas armas.. dictadas pelas Leis... miseravelmente alguns destes achão-se premiados como duplicado accesso. ―Os despachos. he sem duvida o Batalhão inimigo.. se covier. o seguinte: ―Primeiro – que V. como ao Exmº Governador das Armas a escolhas dos officiaes.. servirão menos para guarnecer a cidade.. e como resolver sua Magestade o Imperador. Ex.. ultimamente se resolveu... mas com a excepção. a Quem de tudo darei conta. se dignasse de escolher a Fillipe Manoel de Castro... Já se diz que o Prezidente e Secretario serão despostos. Alguns paizanos se nutrirão em tão minguadas circunstancias. não succeda de alguma forma o contrario do que tão justamente se deseja. por copia. de conformidade com o Illmº e Exmº Sr. Cidadãos de toda consideração foram espancados em publico por assassinos fardados.. exacerbão o ódio e dasefeição dos sabidos inimigos da Pátria.. revela que depreque. porque. Não era cousa extraordinária subir um destes desalmados a Palácio. Fui aconselhado pela lei. em nome de sua Magestade o Imperadr Constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil........ Ex.... e outro secundário. tendo sentido peiorar de forma digna de sizuda rezolução. desde muito havia huma parte primaria em similhantes desacordos e malfeitorias...... a que se devera reunir.... as portarias..... ou não cunpridas.... as funcções da administração presente. do em que estava... exebida no officio.. Ex. por Patentes não confirmadas e illegitimamente concedidas. ―Recommendo muito e muito a V. por evitar algumas supreza. e fazer que os membros do Governo houvessem de cassar huma ordem. A Tropa de primeira linha ou para melhor dizer.. que já o tem indicado..ou illudidas... que para desafrontar os officiaes.... muito fora do agrado deste Governo... por isso que.... Minha vontade existe inferior ás circunstancias do governo..... que devera garantir assim mesmo a de que justamente se arrecea.. enfim. afim de colligir dos termos em que está concebido o estado de indisciplina.. O governo que me precedeu ou era um mero simulacro... e ao Illmº e Exmº sr. A única força que nos circumda e existe armada nesta cidade... Ex.. As ordens que se expedem ou são mal executadas.. demais a mais..... e assim mesmo. e munições milicianas. ― Segunda – Dois officiaes de fazenda: hum que possa servir para Escrivão da Junta... acquiesce porque a força. ―O mesmo.. como já prticipei a V. Euzébio Vanerio. ―Depois que escrevi a V.. e Euzébio Vanerio estavão de posse desta província.. logo.. e a despeito de ser essa medida menos austera e vigorosa a face dos imperiaes Decretos e de motivos mui poderosos para se suppor que umtal Batalhão não seja confirmada... encabeçada pelo commandante Antonio Joaquim da Silva Freitas. e se V. Importa muito ocorrer a medidas correspondentes. a proporção que concilião o amor e a opinião geral.. bem que não sejão expedidas de galope para não incendial-os.. Os soldados pagos com o mair gravame das rendas publicas....... Portanto: como sou obrigado a manter e sustentar a Autoridade e Confiança quem em mimha se depositada e com as forças da Província. Amigos e conhecidos delles. ou mais que um fiel mandatário. e.. O primeiro official deve de ser muito intruido em Finanças. que tranmitto a V. Eis os inimigos árduos ao Governo actual. Todos os termos de complecencia me tem sido baldado para alhanar amigos desafeitos a inconciliveis á ordem.. 199 ...

e igualmente depreco a V. não há senão porque as preponderadas circumstancias m‘o instão. quando o presidente. ultimamente recomenda a maior circumspecção. Ex. septuagenário. em vésperas de um importante pleito eleitoral. como os corcundas de então. como secretario. e no Illmº e Exmº Sr. 200 . aproveita a oportunidade de divergência. – Manoel Fernandes da Silveira‖ Descrevamos os acontecimentos. Ex. e imperiaes ordens sem perigo de revolta. que tinha junto a si. como o que se ia proceder dos membros do conselho provincial. que não permitao esperar pela Imperial Resolução. de uma sociedade cheia de ambiciosos. Os interesses políticos inspiraram na força publica o plano de uma deposição do presidente. não pudia cuidar do vosso bem ser. Governador das Armas para não hesitar que satisfação com urgência ao deprecado. sem força para resistir. haja de immediatamente. a fim de fazer maioria no conselho. pela rapinagem que fazem os soldados indisciplinados. A tropa amotina-se no quartel e lança o pânico aos habitantes da cidade. hum mez de soldo ao mesmo destacamento. ―Palácio do Governo de Sergipe na cidade de S. dificuldades que eram promovidas por cidadãos de alta representação. o brigadeiro Silveira. e Illmº e Exmº Sr. não poderia arcar vantajosamente com as dificuldades que vinham de um estado social tumultuoso. por isso. As ordens não eram cumpridas. Entre eles figuras a seguinte proclamação espalhadas pelas ruas de S. ou antes do embarque do Destacamento. em caso de qualquer atentado. tenente-coronel Antônio Joaquim de Silva Freitas e o oficial Euzébio Valério. legitimo administrador da província. um homem de um talento superior e de um espírito liberal. terceiro da Independência do Império. no dia 28 de abril. V. a que o Governo se veja forçado a proceder por imperiosas circumstancias de segurança publica. O plano chega ao conhecimento do presidente.―Na Povoação das Laranjeiras continuar-se-há nas funcções administrativas te que possamos regressar em circunstancias de refazerem respeitar as Authoridades. e o mais preciso: emfim obrará a este respeito em forma que a salvação desta Província não perigue. Em vista disto a administração compreendeu que não podia apelar para o apoio da força publica. Ex. ― Quando concluo o presente officio tenho em consideração a Portaria de vinte e hum de Fevereiro pela qual a Sua Magestade o Imperador pela Secretaria d‘Estado dos Negócios da guerra. e responsabilidades. porque nele vê a alma da administração e a energia decidido e franco. se interponho todos os Protestos. e prudência em qualquer alteração ou innovação. E á frente dela colocar-se-iam o comandante do batalhão. adverso ao que apoiava a administração. Antônio Pereira Rebouças. por não ter recebido seus prets. Cristóvão. Eu confio muito em V. Realmente. sobre quem caem principalmente os ódios do partido adverso. Admiramos o estilo eloqüente e a energia da frase como que eram redigidos os papeis oficiais desta administração. Cumpre. O que sem duvida. Exc. Cristóvão. Presidente da província da Bahia. dignar-se-há a abonar por ellas as despezas do transporte. ―Deus guarde a V. em 1 de abril. O partido corcunda. corre a authorisar o presente precatório. à falta de dinheiro nos cofres. que expedir hum correio por terra a avisar-nos. Francisco Vicente Vianna. e por em pratica as Leis. vinte e hum de abril de mil oitocentos e vinte quatro. foge para a Estância: ―Habitantes da província de Sergipe! Brazileiros! O presidente. como desejava porque estava coacto. para angariar para si as simpatias da guarnição. se não fora Rebouças. ― Como não se duvide que nossa Província existão dinheiro de rendimentos desta por ahi arrecadados. Assumindo o brigadeiro Silveira a administração no dia 7 de março contra ele revoltou-se a guarnição no dia 21 de abril.

―Soldados voluntários! Políticos Agrícolas! Vossas baixas servos-hão conferidas. O gênio do mal suggere-lhes a revolta.―A força militar. homens affeitos ao vicio se não podiam amoldar ao aceno. mas de 2° linha. Habituada a obedecer e desobedecer. se abandonasse a descripçao! Seria digno de vós. porque com maior gosto e officio se empregassem nas funcçoes de seu edificante ministério! Brazileiros! ―São estes dous os seductores dos nossos concidadãos! Soldados! São elles que com a mira de obrigarem a initerrupta cadeia dos desvarios em que se nutriam. declama a opinião publica e sisudamente os accusa por motores de taes extraordinariedades. legitimamente nomeados! Que! E de braços crusados me conservaria quedo. quando cercado de inimigos armados. de adestrar bellicamente os nossos concidadãos. justificará vossa conduta. ―Não Sergipenses! Casos extraordinários urgem medidas extraordinárias. Não accederam. Na povoação da Estância para onde retiro-me e onde pensarei somente que possa trazer paz. menos suspeita-la. sem receio de vos serem agravados. e quando vós outros vierdes trazer ao útil mercado o fructo do vossos trabalhos. sempre vol-as attenderei justiçosamente. ―A salvação publica! A nossa salvação imperiosa m‘o instão! ―Dous portuguezes. Contra elles alto declama! Eu não posso serrar-lhes os ouvidos. não achareis na degradação o premio da industria agrícola a manufatura. fosse atrozmente anniquilada com a ruína de um povo. que também estima e me estima?. em tolher-lhe a sensibilidade. Ires trabalhar como dantes por vosso offícios. tem sido a primeira encabeçada de violar nosso direito. decide-os igualmente de obstar com armas a posse de Conselheiros. me instavam. a segurança. como dever sagrado. os cuidam de arruinar de todo. a autoridade eminente que em mim delegou sua Majestade imperial. si se deixasse em inação athé o momento terrível da conflagração dos horrores que ateasse o archote da insubordinação e da perfídia? Deixaria que a authoridade. desenganando-os de acharem arrimo no Conselho. ―Enfim Sergipense (Deus nos ajuda!) uma completa administração. não pudia amalgamar-se com a administração de um presidente. ou assipoados a arbitrio de um insolente commandante. Gênios exaltados e inexperientes. cuja convocação determinei em virtude da lei. Chritovão! Approxima-se o dia em que terão fim os espetáculos que vos atemorizavam e flagelavam! ―De então por diante não vereis espancarem-se pelas ruas cidadões conspícuos. podereis livremente procurar-me. paga a nossa custa.. Providencias que penhorariam a gratidão de pessoas insensíveis. guiada pela lei. Tratar úteis serviços de agricultura. sereis lançados no antro do calabouço. Em vez de alhanarem. como se nos ameaça pelos próprios assasinos. dirigirme e expor=me vossas queixas. para empregarem tudo aos auspícios de nossa indulgência. As armas sim manejadas por pulsos brazileiros. O dinheiro que devia pagar o soldo a tantas ajudantes e sargentos mores para pela penúria.a tranqüilidade. Um delles ainda tem o seu commando e obediência as armas.. chamasse á ordem os indóceis e insuburdinados: chamei-os. que não conseguiam superar. caracterisando-vos de inocentes ante mim. Habitantes da cidade de S. por diurnos e nocturnos assassinos. fosse espaldado no asylo da amenidade publica. mas em contradição ao que indigitavam os zangões e parasitas. Eu as não posso. nem devo difirir ou desprezar. e ingenuidade. exarcebaram. para garantir-nos. nem com assombro. O dinheiro que deveria pagar tantas pensões e outros tantos parochos. A opinião publica as aponta por taes. ‖Minha dignidade. e contemplados de amigos desarmados Acaso o presidente da província merecia louvor. O outro julga a seu dispoor o dinheiro publico. ambiciosamente frenticos e que se dizem brazileiros por adopçao. o commandante militar e por meios brandos. delegada pelo supremo Imperante. Somente o látego da severa justiça os tornara em si. não serem constrangidos a ignotos procedimentos. vos certificareis. nem pelas requererdas. que um oficial militar. á agrado de seus mandões. apenas serviram para tornalos mais altivos e resolutos: Espera-se pela eleição do conselho. em distracção do útil serviço. e já não tarda de vulgarisar-se que o presidente e o secretario serão depostos pelo batalhão de primeira linha. tendo pervertido os nossos soldados. enfim um governo sem coacçao. ―A maioria dos votos vendidos aos beneméritos da pátria. para vossa felicidade! Viva a Santa Religião! Viva o Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil! Viva a Independência e Systema Constitucional! Vivam os Brazileiros! Palácio do Governo de Sergipe 28 de abril de 1824 201 . Baldei medidas conciliatórias. Brazileiros militares o só facto de abandonarem os malvados. pois que se eu não vol-as providenciar logo. Tendo novo acalmar-lhes a injusta cólera. nem a voz da razão. e vossos concidadãos.

agora. o soldado Domingos. e dos representantes da administração. a quem chamavam caiporas. a prepotência que queria manter o partido corcunda. que veio da Bahia. Severino Crioulo. Cristovão a 8 de maio. e seus filhos. Os oficiais são presos e enviados para a Bahia. Em todas vimos como libelo de acusação. partido na opinião deles verdadeiramente revolucionários os princípios membros moravam em Laranjeiras e eram. Seu domínio tornou-se violável. exaltou-se contra a nobreza dos corcundas. que tratava de fazer propaganda contra o privilégio de raças. Fidelis José Sapucaia. dizíamos. um promotor de alterações da ordem pública 243. principalmente a população mestiça. De entre os apologistas de Rebouças que formavam seu partido. tomando posse a 5 de junho. e seus bens sem garantias de lei. 243 Por diversas vezes Daltro envia representações contra ele ao Imperador. Rebouças. no dia 25 de julho.. a que chamava maroto. 202 . os excessos da aristocracia. O efeito produzido na opinião pública foi favorável à administração. Luiz Francisco das chagas. Manoel José Bernardinho. por intermédio do comando das armas que as sanciona e fundamenta. que ele pregava que o mulato fosse igual ao branco. 242 Este fato é levado ao conhecimento do comandante das armas em uma em uma carta anônimas assinada por Philioordino. da Silveira‖. que volta a S. capitão Borges Pau da Moda. Ainda estavam bem vivas na memória de todas as violências praticadas sobre o povo. Agora que idéias mais livre eram incutidas na opinião pelo secretário Rebouças. alferes José de Meio Travassos e seus filhos. O povo. Os portugueses foram maltratados. recebendo-as de todos os pontos da província. feriu de perto o espírito aristocrático da província. perante o Imperador. onde as questões de nobreza de família são tradicionais e aventadas por qualquer motivo. A posição oficial de Rebouças mais animava os excessos.Manuel F.ofereceu-se oportunidade para as vinganças. espírito revolto. Bernardinho José Pau Brasil. revoltou-se por ver o autoritarismo e a prepotência que a aristocracia de Sergipe exercia sobre o povo. o sapateiro Miguel Gomes e seus filhos. ouvindo de Rebouças as teorias de igualdade. Filisberto de tal. Os soldados abandonam os oficiais e vão buscar o presidente Fugitivo. Dionízio Jacaré. Antonio José dos Santos. As representações sucedem-se contra ele. Em um festim em Laranjeiras. à extinção de tudo quanto é do reino. e seu pai Bento Gaspar. O capitão-mor Silvestre Gonçalves Barroso Boticudo. e a igualdade de sangue e de direitos242. sendo recebido com festas populares. espírito livre. Compreende-se que a propagação destas idéias pela eloqüente demagogia de Rebouças. José Alparcas. e por isso mesmo deixou-se por ela embriagar e excedeu-se. Todos lembravam-se dos fatos de 1820 e 22. A paixão e o ódio apoderaram-se de seus membros. submetidos a conselho de guerra. O comando militar é então entregue ao coronel Manuel da Silva Daltro. e que um pardo podia ser até general. Domingos José Jaquitibá. apelidado pelos aristocratas partido de mata caiado os quais por sua vez chamavamnos caiporas. pelo partido que apelava para as tradições de nobreza. que revelaram a prepotência lusitana e a existência de uma camarilha que depôs Burlamarque e anulou a emancipação de Sergipe. Foi grande a vitória do partido do governo. Não era tal. alma rebelde. levantou três brindes. apontando-o como um revolucionário. à extinção de tudo quanto é branco.

José Fernandes Chaves. as representações. o coronel José Rodrigues Dantas e Meio e Major Manoel de Deus Machado. que por mais de uma vez os partidos apelavam para o apoio da guarnição. nem sempre podia domar o seu entusiasmo. Daltro. pois hoje mesmo há declaração de Republica. E nisto cumpria o dever. depois do festim aludido. e para isso convoca as forças de Itaporanga245. A conseqüência foi uma completa desarmonia entre o elemento militar e o civil. de onde chegavam queixas. Daltro chegava excursão feita á fronteira de São Francisco. O partido de Daltro acaba de obter uma vitória no julgamento da relação da Bahia. O levantamento do povo se fez sentir com excesso em todos os pontos da província. que fugitivo por algum tempo. projeta depor o governo civil no dia 8. pedindo a deportação dos portugueses. Quis defender os direitos de seus concidadãos. para ingerir-se nas lutas partidárias. Já vimos. em que foram levantados morras aos marotos. que na força pública sempre viu um poderoso auxiliar. Aliou-se ao partido oposicionista à administração. sobre os oficiais culpados na deposição de 28 de abril. membros do conselho. Deus Guarde a Vossa 203 . estava entregue á justiça pública. sendo substituído por um irmão do presidente . e da Nação determino a Vossa Senhoria escravos. agora estava absolvido. e o coronel José Mateus Leite Sampaio e outros. onde fora pesquisar os revolucionários de Pernambuco. e projeta depô-lo. O descontentamento plantou-se na guarnição. para poder-mos defender o Trono do nosso Augusto Imperador faça já marchar para esta cidade essa companhia de Itaporanga. Espírito incandescente e que levava às ultimas conseqüências práticas os seus princípios. 245 Em nome do Nosso Augusto Imperador. Do partido do governo: Rebouças. Subleva-se a tropa na noite de 1° de novembro. Do partido oposicionista faziam parte o coronel Daltro. Não podemos contestar que algumas vezes se deixou exceder. em períodos anteriores. Ele foge para o Rio comprido. e agregados. O coronel Daltro envolveu-se na agitação dominante. a guarda do brigadeiro Domingos Dias Coelho e Melo. deixando no meio daquela sociedade o gérmen da liberdade. sempre abafada. Como prova damos a passeata em Laranjeiras. pela franca intervenção de Daltro no resultado da sentença sobre os culpados. o padre Francisco Félix Barreto de Menezes. as 244 Como co-réu da deposição que quis a guarnição fazer em 29 de abril. pelo que não exercia suas funções de membro do conselho para que foi eleito.Lutou contra tais hábitos e pregou a igualdade perante a lei. que se espalhavam em Alagoas e Sergipe. com o concurso de Henrique Maciel. Espalha-se a noticia de que projeta-se uma representação ao governo. contra o prestígio do governador civil. Daí o ódio. como português que era. e todos os seus morador . algumas de verdadeiros saques aos portugueses. Opôs-se às pretensões que queria o partido corcunda exercer. José de Barros Pimentel. e as nossas vidas que estão em perigo. Suas determinações não o levaram até aí somente. e poucos soldados temos para essa defesa. Henrique de Araújo Maciel244. desarmonia que veio ainda mais agravar as condições de paz e ordem em que vivia a sociedade de então. Eles entraram no exercício de seus postos. Daltro esquecia o posto que ocupava.

Senhoria muitos anos. não melhorou contudo de conduta: Expoz o mesmo Exmo. Tornava-se impossível continuarem na administração civil e militar Silveira e Daltro. Senhor cadete Comandante do Destacamento das Laranjeiras. declaradamente. Ilustríssimo Senhor Brigadeiro Domingos Dias Coelho e Mello. E concluiu. Em testemunho de verdade estava o signal publico Joaquim Antonio Peixoto. e já. tendo-se o mesmo Comandante das Armas comprometido perante este mesmo governo em conselho. depois da conferencia de 9 de agosto. e Gonçalves Valença. que. Conselheiros Manuel de Deus Machado. trazendo todo armamento. Cristovão de d El rei onze de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. Comandante das armas. Imperial: ―Ponderou mais que. Conselho sobre o estado alarmozo. nesta cidade de S. olhando para ela. onde se reunio Exm. M. Em nome da salvação publica. e cidadãos comprometido perante este mesmo governo em conselho. arrancando o momento. José Rodrigues Dantas e Mello. e já com todo Destacamento para esta cidade. Conselho. e cidadãos conspícuos. e se quiser defender o Trono Augusto da Sua Majestade Imperial convoque. a propósito de um movimento revolucionário republicano. e às determinações de S. Reconheço a letra e firma retro ser do próprio por comparação. 246 Marche já. Em testemunho de verdade estava o signal publico. e do Imperio. Manuel da Silva Daltro. não só Corpos de Segunda Linha. do Rosário247. São Cristovão de Sergipe d El-rei onze de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. tendo sido dado o Governo para seu Regimento a Lei de vinte de outubro.” 247 Queira se achar amanhã três do corrente pelas dez horas da manhã. cumpria que o Exmo. que o Exm. que mataria preciosas vidas. em que se viam as Famílias. a vista do estado em que se acha a causa publica. O perigo público era iminente. capital da Província de Sergipe. que cuidaria. em que a Guerra civil alteasse. São Cristovão de Sergipe d´El-rei onze de Novembro de mil oitocentos e vinte quatro . e enfim reclamou o testemunho do mesmo Exmo. convocando o dia três para quatro de Outubro. e Francisco Felix Barreto. para restabelecer a ordem. e balia. não o efetuando. Quartel do Maruim dois de Outubro de mil oito centos e vinte e quatro. e Palácio do Governo.de laranjeiras246. por não comparecer os actuaes. pois assim lhe determino em Nome do Imperador. e da Nação. e firma supra ser do próprio conteúdo. Presidente Manuel Fernandes da Silveira. e venha consigo isso já. praticado pelo commandante das Armas. Terceiro da Independência.” Reconheço a letra e firma retro ser do próprio contheúdo. Manuel da Silva Daltro Comandante das armas. medidas hostis. José de Barros Pimentel. Reconheço a letra. quanto estivesse de sua parte. Foi pelo Exmo. Comandante das Armas Manuel da Silva Daltro desde a sua chegada a esta Província sempre caminhou fora da linha de seus deveres. S. e Comandante interino. Ilustríssimo Senhor Alferes Manuel Ignácio Soares. o presidente convoca o conselho que resolve o seguinte: ―Aos oito dias do mês de novembro de mil oitocentos e vinte quatro anos. pólvora. O plano de deposição transpira e chega ao conhecimento oficial. Quartel General de Sergipe seis de mil oitocentos e vinte quatro. 204 . e Japaratuba para atacar a cidade de São Cristovão sob o pretexto os mais absurdos. os Srs. Joaquim Antonio Peixoto. e cidadãos pacíficos dando mais evidente idéia do estado de consternação. Sebastião Gaspar de Almeida Boto. que era preciso sufocar. que foram convocados para tractar do restabelecimento da causa publica em perigo. Presidente ponderado ao Exm. Convinha salvar a sociedade de uma sublevação. em oposição à boa ordem. talvez porque quase todos os militares o desobedecerão. Em testemunho de verdade estava o signal publico Joaquim Antonio Peixoto. que tem empregado o mesmo comandante das Armas contra a existência do Governo. e os Srs. como os Índios das Aldeãs de Pacatuba. na Parada do Rosário pronto para marchar para Sergipe. Conselho com a relação dos fatos. Quartel General de Sergipe seis de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. por ordem do Excelentíssimo Senhor Comandante das armas. João Fernandes Chaves e Manuel Vicente Carvalho e Aranha. Presidente o notável procedimento. em que estava a cidade. Christovão. na salla das Sessões. resolvesse com o acerto conveniente.

dizendo que não era occulto ao Governo as moléstias que soffreu de estupor na marcha. que se ia retirar para fora da Província. que. E sendo pelo Exmo. José de Barros Pimentel. se propunha participar ao Exmo. Manoel de Deos Machado. Comandante das Armas para vir perante o Governo quanto antes. resolvendo o Governo sobre quem deve recahir o comando interino das Armas no seu impedimento. De que para constar se fez a prezente acta. era participar ao Governo. De que para constar se fez a presente acta: Eu Antonio Pereira Rebouças o escrevi: Manoel Fernandes da Silveira presidente. inxações em todo corpo. que por esse impedimento se retirava a sua casa. existentes. ―Eu Antonio Pereira Rebouças. e confiança publica. ficando. José de Barros Pimentel. que assim praticara para destruir uma facção que lhe era denunciada. Commandante das Armas Manoel da Silva Dantro. Francisco Gonçalves Valença. Francisco Gonçalves Valença. continuando a Sessão. que entretanto se reunira: comparecêo o Exmo. Francisco. mês e ano. Manoel Vicente de Carvalo e Aranha. perpetrados conta a boa ordem e segurança pública. Manoel Ignacio da Silveira.―Resolveu o Exmo. e demais estar ameaçado duma hidropisia pela falta de respiração. Manoel Fernandes da SilveiraPresidente. João Fernandes Chaves. Manoel Fernandes da SilveiraPresidente. foi apresentado ao Governo uma Partecipação do Exm. capaz de destruir esses taes Partidos restabelecendo a harmonia. presidente. Presidente e Conselheiro acima declarados. que assim praticara para destruir uma facção que lhe era denunciado. mez e anno.‖ 205 . tendo de recahir o Comando interino em alguns Officiais Militares. e que logo que estivesse restabelecido se apresentaria. foi respondido pelo mesmo Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro. E sendo pelo Exmo. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. estando em Sessão permanente o Governo da Provincia composto dos Exmos. Governo. e salutar. e mais.‖ ―No mesmo dia. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. juntamente com Ilustríssimo Sr. que pelo motivo de moléstia. que se oficiasse ao Exmo. eram assim o de ficar reunido ao Governo da Província o Comando das Armas. Manoel de Deos Machado. promettendo. e que porque o Governo sabia que aqui não podia restabelecer por falta de remédios. Do que para constar se fez a presente acta. Manoel de Deus Machado. estando em Sessão permanente o Governo da Província composto do Exmos. em virtude da Resolução antecedente. secretario o escrevi . João Fernandes Chaves. que achava em circunstâncias tão extraordinárias. Sr. Manoel Ignácio da Silveira. mez e anno. João Fernandes Chaves. ―Eu Antonio Pereira Rebouças o escrevi. Manoel Ignácio da Silveira. entretanto o mesmo Governo em Sessão permanente. ―No mesmo dia. vindo assim a não ser útil ao Imperador e á Nação. Francisco Gonçalves Valença. Presidente e Conselheiros a cima declarados. fomentados pelo sobredito Comandante das Armas. que entretanto se reunira: compareceu o Exmo. prometendo. Conselho. que pelo motivo de moléstia que padecia. e Professores. o meio idôneo. Conselheiro José de Barros Pimentel. por ser athé medida tão conveniente. Presidente feita a relação abrevidada dos factos pelo mesmo Commandante das Armas. que fez para a beira do Rio S. em virtude da Resolução antecedente.‖ ―No mesmo dia. que se ia retirar para fora da Província. Presidente feita relação abreviada dos fatos pelo mesmo Comandante das Armas. junctamente com o Ilmo. perpetrados contra a boa ordem e segurança publica. que foi chamado. José de Barros Pimentel. que sofria. responder sobre o ponderado. Manoel Ignácio da Silveira. Francisco Gonçalves Valença. que foi chamado. que. foi respondido pelo mesmo Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro. porque era susceptível pertencer a um dos Partidos. nem por isso se acabariam as dissensões. Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro. De que para contar se fez a presente acta. ―Resolveu o Conselho estar pela Participação do Comando das Armas. portanto.Manoel Fernandes da Silveira. ―Eu Antonio Pereira Rebouças. secretario o escrevi. Commandante das Armas Manoel da Silva Daltro. Conselheiro José de Barros Pimentel.

Em vista das medidas enérgicas postas em prática. 206 . contudo prestou o inolvidável serviço de restringir as ousadias do militarismo e da aristocracia levantando uma opinião pública e defendendo os direitos do povo.Se a administração de Silveira não promoveu realização de melhoramentos que se tornava inadiáveis. para a fatura administração. conculcados pelos prepotentes da época. que foi dirigida por Manoel Clemente Cavalcanti de Albuquerque. tomando posse a 15 de fevereiro de 1825. preparou um bom terreno.

como a administração militar. Por te falecido em dezembro de 1826. de Montes. passava em 24 de outubro de outubo de 1825 à direção do brigadeiro Inácio José Vicente da Fonseca. Mudado todo o pessoal dos negócios públicos. tomando posse do seu cargo. tomou posse de seu cargo. O poder municipal não encontrou apoio na administração. a casa do trem militar. desde 2 a 10. filho da província e imbuído das paixões que se agitavam entre os membros dos dois partidos. como as outras províncias. IDÉIAS REPUBLICANAS NA ESTÂNCIA E BREJO GRANDE. o batalhão 26° de Infantaria. Joaquim Marcelino de Brito. tomaram a direção dos negócios públicos. em 9 de março de 1825. passaram a ser exercidas por novos funcionários. para manter sua autoridade. em começo de 1827. como as ofensas que este dirigiu aos membros do senado. Manteve a maior harmonia com o comandante das armas. Tornou-se um administrador partidário. promovido pelo tenente-coronel Manoel Rodrigues Montes. que nesta data. Edificou o palácio de S. que formava então uma só comarca. que não levou a cabo. Já estava então na administração interina Manoel de Deus Machado. Não só administração civil. Cristovão e promoveu os meios da edificação de um quartel. a província voltou à paz e à ordem.CAPITULO II SUCESSORES DE MANOEL FERNADES DA SILVEIRA ATÉ 1831. contra não só os desatinos. Sergipe. Cavalcanti de Albuquerque teve de dirigir sua atenção para melhoramentos que se tornavam inadiáveis. Cristovão. Em sua administração recebe a comunicação do governo imperial de ter declarado guerra às repúblicas do Rio da Prata. abusando do poder. MOVIMENTOS DE ABRIL DE 1831 Elementos inteiramente estranhos às paixões que se agitavam por esses tempos. autorizou o calçamento de Laranjeiras e S. para protestar contra fraude eleitoral. nos espaços do conselho. A administração da justiça foi entregue também ao Dr. que tinha provisoriamente sido anexado à presidência da província. Sua administração não seguiu os ditames da justiça e da imparcialidade. nos pleitos que então feriram-se para deputados á assembléia legislativa e membros da câmera da cidade de S. tinha de prestar seu contingente na defesa nacional. que à força queria tomar posse do lugar de seu presidente. durante os quais a câmera esteve de sessão permanente. despachado ouvidor de Sergipe. não poupou esforços para sua vitória na eleição. Cristovão. Daí os acontecimentos dos dias de janeiro de 1828. Tendo estado 207 . Alistaram-se voluntariamente alguns cidadãos a marchar para a guerra. ainda hoje existente. embarcando-se em Aracaju. Membro de um partido. O comando militar. como membro do conselho mais votado.

em sessão permanente seus membros a reclamarem providência, tiveram de ceder ao peso dos desvarios do poder. Propagavam pela província idéias republicanas emissárias dos revolucionários de 1824 de Pernambuco. Do norte ao sul eles percorreram-na, incitando o povo a instituir um novo regime de governos. Em Brejo Grande, Antônio José de Albuquerque Cavalcante e José de Albuquerque Cavalcanti propagam as novas idéias. São perseguidos por Bento de Melo Pereira, que desde que rebentou a revolução em Pernambuco, defendia a fronteira do rio S. Francisco. A mesma propaganda faz o padre Francisco, em Japaratuba. Os propangadistas fazem do engenho do sargento-mor Francisco Rolemberg seu ponto de reunião. O movimento no sul foi mais ativo. No seguinte ofício do comandante das armas Inácio José Vicente ao conde de Lages, o leitor verá a comunicação que fez ele da propaganda republicana pelo padre Manoel Moreira:
―Pelos meus officios anteriores tenho participado á V. Exa. as noticias que me tem sido comunicado pelo Comandante das Armas da Província das Alagoas, assim como a suspeita de haverem nesta Província Emissários destinados a seduzir os povos para fins sinistros; e tendo empregado toda a diligencia da minha parte, pude descobrir o que consta do depoimento, que por 248 cópia levo á Prezença de V.Exa. , e que igualmente passei ás mãos do Vice presidente , por ser a quem compete mandar fazer os necessários procedimentos : hum dos principais agentes mencionados no depoimento he o Padre Manoel Moreira , o qual tendo já sido prezo na ultima revolução de Pernambuco em uma Embarcação que foi aprezada, conduzindo armamento dali, para a Povoação da Estância , depois que foi solto nessa Corte, não tem parado , fazendo continuas viagens para o sertão de Pernambuco , Alagoas e pelas Villas e lugares desta Província ; já se acham presos alguns dos apontados no depoimento , incluso o Padre Moreira , e continuo na diligencia dos mais . ―Logo que pude certificar –me da existência deste criminoso ajuntamento , procurei informar-me de algumas circumstancias, como V.Exa. verá da Carta incluza de Manoel José Ribeiro
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Termo de Averiguação feito ao Ajudante de 2˚Linha da Povoação da Estância, Antonio Ignácio de Brito. Aos vinte três dias do mez de dezembro do anno de mil oitocentos e vinte seis, no Quartel do Commantante do batalhão n.26 o Tenente Coronel Antonio Joaquim da Silva Freitas, onde comparecéo acompanhado de um officio datado do mesmo dia, dirigido pelo Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Brigadeiro Governador das armas, para ser indagado dos acontecimentos que tiverão lugar na Povoação da Esteancia, em huma das noites do mez de Outubro próximo passado, em huma céa com assuada por hum ajuntamento de pessoas que a ella concorerrão: respondeu, que a céa foi dada pelo padre Moreira, Franklin, na casa deste da outra parte do Rio Piapitinga; e que sabe que assistirão a céa o Alferes Maximo das Ordenanças, o Alferes Victorino de Melicias, o Tenente João Alves, o estudante Lima, Antonio Agustinho paysano, e outras muitas pessoas que se não lembra dos nomes, e que sabe, posto que não assistice, que a saúdes da meza erão feitas á liberdade, e que ouviram gritos fora o imperador e que nessa occasião passando hum homem do campo foi surprehendido por elles, e por pancadas obrigado a dar os mesmos gritos; e que sabe igualmente que a casa do dito Franklin são freqüentes as seçõens sobre estes obijectos, e que tão bem sabe que das Províncias do Norte veio á mesma Povoação Martinho de tal ao mesmo fim. e que depois de dias se retirou. Sabe por ser publico na Estância que o Alferes Joaquim José da Rocha se propunha a saquear alguns negociantes, e que ouvio dizer que o quis pôr em pratica com o Major Potella, o que deu lugar a elle fugir para a Província da Bahia, e que outros se tem mudado da Povoação, hum e outros embarcados, e que para esse fim tem a Populaça a quem elle enthusiasma, e que sendo o interrogado commandante das rondas algumas partes deu ao seu Commandante o Coronel Manuel Ignácio, mas que esse não lhe dando ordem para prender o não executor. E nada mas disse, eu Manoel José deMagalhães Leal, Capitão que escrevi.-Antoni Ignácio de Brito, Ajudante. -Manuel José de Magalhães Leal, Capitão. _Antonio Joaquim da silva Freitas, Tenente Coronel Commandante.

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d‘Oliveira ; este homen foi proposto para Tenente-Coronel Refomado do Regimento de Cavalaria novamente organisado na Estância ; he homem de bem, rico, e estabelecido na Estância, mas como

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Illm.e Exm. Sr. -A vista do officio e V.Ex.que neste momento me foi entrege vou satisfazer do melhor modo possível, ao que V.Ex. me ordena, e serto na segurança, que V. Ex. me comunica hirei continuando quando occorrerem novos motivos: a 10 mezes pouco mais ou menos appareceu aqui hum Franquelin vinda da parte do Carires aonde consta foi envouvido nas desordens, que la ouverão ao norte daquelles; não legalisando a sua vinda por passaporte, também o não fez do estado de Casado: apoiado por alguns parentes achou muitas amizades de alguns mansebos, e mesmo de pessoas da primeira ordem que em sua casa se ajuntam para jogar, e tão bem fala: repetiam-se para fora algumas cousas, que se falavam menos decentes, mas como tudo se encobria com a capa do ódio dos Européos , e estes vivem abatidos apenas se contentavam de estranhar, estas e outras taes em políticas, mudando, passado algum tempo, a sua residência para além da ponte do Rio Piauytinga lá continuou a freqüência com mais calor : chegado aqui obra de 6 mezes o Padre Manoel Moreira obteve logo distinto lugar nesta sociedade : hum tal edjunto lá e ouzava as vezes suas desconfiança, mas desvancia-se esta com a lembrança, de que lá se achava tão bem algumas vezes o Coronel Manoel Ignácio, Capitão –mór Joaquim Fontes para jogarem, e outras mais pessoas desta natureza, as quaes não logram a melhor opnião pública: na noute de 22, ou 23 de Setembro passou a cousa maior excesso que ajuntando maior número de pessoas houve comezana, e bebida ém abundancia passou-se de caza a rua, a depois ao Rio, e em qualquer destas partes hé assás público se falar francamente em liberdade, igualdade se tratava o nosso Imperador com os Epithetos, que a modestia ma não permita pronunciar: as autoridades elevando de algum modo dar satisfação ficaram endolentes, tratando a cousa de liberdade, e bebedeira foi, mas eu sempre ouvi dizer, que a bebedeira serve para lançar do peito aquillo que nelle está occulto: as pessoas, que se acham nesta acção se póde V. Ex.informar com mais legalidade de José Alves Vicente, lemos mandando hir a prezença de V.Ex., e dirá tambem o mais que a este respeito souber, por que me dizem o obrigaram a acompanhar o ranxo : o Padre Manoel Pereira que foi um dos da sucia seguiu 2 dias depois para Masseyó, e regressou no fim de 2 mezes, este padre filho de paes honrados, e bons cathólicos , affeissuou-se ao sistema republicano, e foi hum teimoso emissário, e apaixonado de Manoel de Carvalho de Pernambuco, e recolhido a fortaleza de S. João de Masseyó, passou da li ao Rio de Janeiro, donde não ser por que fatalidade escapou ao castigo a que tinha justiça: voltando o que continuou na sua doutrina divergente da boa ordem, e de mais apostolo do atheismo, que vergonha! Estas, e outras pessoas, que por pecados a que se contam hoje da primeira representação, formaram o círculo das associações da Estância, aonde sem duvida se tratando do sistema republicano, e anequilamento do Governo Imperial, desfigurando-se a idéa constitucional como não existente: ou estas, e outras patranhas enganam o povo principal mesmo a mocidade anuncia-lhe assim como fiseram os Francezes a liberdade e igualdade, a bens communs para todos. Deferentes partes eu tive avisos de pessoa mals afeissoados, de que se falava em saqua na mesma casa, e mais alguma: nem me atirei em taes avisos, nem os desprezei para tomar algumas cautellas . Sendo chamado pelo Coronel Manoel Ignácio para conferenciarmos sobre isso que se fallava, lhe indiquei algumas providencias, que julgava precizas, mas tal vez lhe não agradarão, porque se não seguirão: queria eu, que se fizesse ver a V.Ex., e ao Governo de Sergipe o estado em que se achava essa povoação; que se prendesse Joaquim da Rocha Sá que tendo agregados a si muitos homens, e todos maus, era sempre procurado para qualquer insulto, e mesmo para que estes homens vivam só de fazer mal, e comer o gado alheio: ora nesta parte algumas providências tem dado o Capitão- mór David de Oliveira Lima que tem feito prender alguns do tais e com isto se tem afugentado outras. Este Joaquim da Rocha indo ao chamado de V.Exa. voltou da capital dizendo por ser do que avisado que não chegasse a Sergipe por que era lá preso talvez não fizesse conta a esse, que fez tal avizo , que elle lá chegasse para não descobrir o inredo. A chegada da tropa poz alguns temerato, e outros em fuga, ora se a sua consciência esta socegada de que se espantam: o certo he que aqui há solapa, e mui contatos serão os que não estão iscados : lembra-me a propósito, o que disse o Impperador na Bahia no Congresso de Vienna da Austalia, quando da Ilha de Elba entrou na França Napoleão; quando a causa não se via nada se de principio se tatasse como grande; mas que poderia ser grande , se de princípio se tratasse com nada, applico esta pratica para o caso prezente. O Capitãomór Jose de Mattos, Major José Correia ,juiz ordinário José Tavares Ferreira, e o mesmo Capitão –mór David, são homens probos, e podem dar a V.Exa. huma informação mas circonstamciada , mandando -os V.Ex. chamar a cada hum por sua vez e delles será enteirado athé do nome dos anarquistas. Deus Guarde a V.Ex.muitos annos .Estancia 25 de dezembro de 1816. De V.Ex. Súbdito muito attento Venerador e Obrigado – Manuel José Oliveira .

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he Europeo, e ainda nesta Província desgraçadamente são odiados pelos perturbadores da boa ordem, elle recêa que aparêça o seu nome, por ficar exposto á algum insulto, e até mesmo com perigo da sua vida, razão porque certifiquei-lhe que as suas communicações serião de confidencia e unicamente para esclarecerem-me as idéas precisas para o andamento do negocio, circumstancia que julgo necessária, visto que, tendo-se praticado tão criminozos attentados, estava eu ignorante de tudo, e até mesmo enganado por alguns officiaes de quem confiava. ―Este acontecimento merece muita attenção nestas Províncias do Norte, aonde há grande abundancia de escravos, que são nossos verdadeiros inimigos, e hum dos recursos com que contam os anarchistas, accrescendo além disto nesta Província há grande quantidade de vadios, facinorozos, sobre os quaes continuo a empregar todo cuidado a vigilância , pois são os perversos que tem espalhado temores e desconfianças sobre os povos; elles não tem recursos e apoio para a sua premeditada insurreição, porem tem toda a disposição para por meio da anarchia perpetrarem roubos e toda sorte de crimes; he quanto tenho a honra de participar a V.Exa.afin de que se digne igualmente levar ao Soberano Conhecimento de Sua Magestade o Imperador.- Deus Guarde a V.Exa. Quartel do Comando das Armas da Província de Sergipe,29 de Dezembro de 1826. ―Illmº e Exmº Sr. Conde de Lages. ―P. S. – Tão bem já fica preso o Alferes Joaquim da Rocha Silva. – Ignácio José Vicente da Fonseca, Commandante das Armas.‖

Sergipe não era um terreno preparado para frutificação dessas idéias. Se o autor dessas linhas, em 1887, quando organizou o partido republicano em Laranjeiras, com o concurso de bons amigos, a maior oposição que encontrou foi a indiferença, pela falta de cultura popular e de uma consciência clara dos deveres cívicos, que poderiam fazer o padre Moreira na Estância, e os Albuquerques em Brejo Grande?! A idéia não tomou corpo. E ainda que, pelos documentos do tempo, vejamos que em redor dela iam se agrupando as adesões, sedo os membros do governo mataram-na, infligindo as penas da lei áqueles que tomaram parte nas reuniões do padre Moreira. A administração de Inácio José Vicente, como a de seu antecessor, nada consignou de útil à província. Durante ela procederam-se às eleições para deputados à assembléia geral e membros do conselho. A administração acaricia a candidatura do vigário Antônio José Gonçalves de Figueiredo, português e um dos mais ardentes oposicionistas da independência do Brasil. Estavam bem vivas na memória de todos as perseguições que infligiu ele aos sergipanos e o grande serviço que prestou em Sergipe à política de Madeira. Esta candidatura determina a oposição dos liberais à administração ´que buscou apoio no partido corcunda . O próprio presidente era o outro candidato. Foi derrotado no pleito. Isto determinou a prática dos maiores excessos contra os liberais, que tiveram de retirar-se da província,à qual voltaram, depois da morte de Fonseca , a 11 de agosto de 1830 .

P.S. esqueceu-me dizer que Franquelin tendo se retirado com sua família para o Recôncavo da Bahia apereceu aqui repentinamente escoteiro na noite do dia 5 deste mez e sendo avizado voltou pello mesmo caminho nesta mesma noite, tendo primeiro brotado mesmo que com gente da Caxoeira voltaria para matar marotos e Brasileiros :corre agora nota não sei se certa, ol falsa, que José Dantas lhe declarasse no caminho, e não o podendo apanhar-lhe pegara um cavallo . Ausentou-se em avizo o Sr. José Alves do Valle , e Antonio Agostinho da Rocha, e alguns mais que se occultavam não apparecendo também dizem-se ausentara o heroe Joaquim da Rocha Silva. V.Ex. não se enfastia em escrita que hé feita sem ordem para que as causas também se contam diversamente, e não hé meu intento desacreditar ninguen sem causa.-Manuel José de Oliveira.

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Achava-se no comando interino das Armas Bento de Melo Pereira. Como membro do conselho voltou novamente à administração Manoel de Deus Machado, até maio de 1831. A situação era do partido corcunda. Este partido, que na vida imperial de Sergipe foi o prolongamento do partido colonizador, nas lutas pela independência e pela emancipação; que opôs-se a essa conquista liberal, sempre aliado ao elemento português; que vendeu S. Cristóvão aos poderes da Bahia ;que traiu Burlamarque ; que promoveu a deposição de Silveira ; que sentiu-se irritado contra a propaganda de Rebouças, sobre a igualdade dos cidadãos perante a lei, agora, em 1831, retardava, sem ter coragem de uma oposição franca , a aclamação de Pedro II . Chegaram em fim de abril, as notícias dos acontecimentos do Rio de Janeiro de 13 e 14 de março. O vice –presidente Machado e o comandante das armas Melo Pereira eram suspeitos ao povo, pelas tradições do partido a que pertenceu. No mesmo dia da chegada do correio amiúdam-se as conferências em palácio, nas quais tomam parte os portugueses, que dominavam a atual situação . O povo convence-se de que o partido do governo retardaria a aclamação do novo rei. Reúne-se na praça pública com a tropa, pede a convocação do conselho e intima- lhe não só a deposição do vice – presidente o comandante das armas, como de todos os empregados filho de Portugal, que exercessem cargos públicos na província. O povo considerava-os traidores, estendendo sua suspeita ao próprio administrador civil e militar. Pede também a retirada do destacamento de 1ª linha de Alagoas, que então achava-se em Sergipe, igualmente suspeito à opinião. Eis os documentos oficiais:
“Sessão extraordinária do dia vinte e nove de Abril de mil oitocentos e trinta e hum-Aos vinte e nove dias do mez de Abril de 1831, nesta cidade de S.Cristóvão capital da Província de Sergipe, no Palácio do Governo, e Salla das Sessões do Conselho do mesmo, compareceram o Exm. Sr.Vice-Presidente, e Conselheiros Luís Antonio Esteves, Ignácio Dias de Oliveira, Alexandre da Cruz Brandão, Serafim Alves da Rocha, e Antonio de Araujo Peixoto Bessa; e aberta a sessão, presente a Câmara Municipal desta cidade, foram lidas duas Representações, que hontem fizeram o Povo e Tropa reunidos, que moveram esta reunião extraordinária, as quaes são estas. -Primeira: Illm. e Exm. Sr.- o povo reunido e os abaixo assignados representam a V.Ex. o seguinte: Que quanto antes reuna o Conselho deste Governo para deliberar e dar providencias a certos Artigos, que tem de offerecer, afim de que em nome de S.M. o Imperador Constitucional o Sr. D.PedroII e a Regencia Brasileira, se satifaça a vontade do mesmo Povo e Tropa desta Província. Deus Guarde a V.Ex. Quartel em reunião do Povo e Topa desarmada em Sergipe 28 d’ Abril de 1831 .Illm. e Exm. Sr. Capitão mor Manuel de Deus Machado Vice – Presidente desta Província, Antonio José da Cruz e Menezes, Coronel Graduado e Comandante do Batalhão n.127 de 2ª linha, José Domingues de Souza Brandão, José Joaquim de Sant’Anna, Capitão Ignácio Marques de Vasconcellos, Alexandre da Cruz Brandão, Joaquim Moreira de Vasconcellos, Alferes José de Torres Jordão,Alferes da 1ª Compª, Florencio d’ Araujo Góes Tenente, Francisco Borges da Cruz Capitão, Marcellino Pereira de Vasconcellos, Antonio Manuel de Faro Leitão, Luis Antonio da Silva, Josá Malaquias Dormundo Rocha, Manuel Felipe Vanique, Silvério José Gomes, Francisco José Gomes, João José Gomes de Souza Prelelué, Tenente, José doValle da Penha Padilha Alferes, Manuel Francisco de Araújo Brazileiro, Manuel Benjamin da Rocha, Luiz Pereira Leitão, Vicente Ferreira de S. Paulo, José Joaquim Moreira, Antonio Soares d’ Andrade, Manuel do Amparo, Pedro de Ratos da Cruz Cabrinha, Rodolfo Caetano da Fonseca, João Chrisostomo, Manuel Ciriaco do Valle Neuma, Luis Moreira Jordão, José Manuel Pereira, Joaquim Ribeiro da Cunha , José Joaquim de Jesus, Pornício Ferreira, José dos Santos, José Nunes de Jesus Antonio da Cruz, Manuel Bonifácio: - Segunda: Illm. Exm. Sr. Vice –Presidente, - O Povo e Tropa reunido nesta Capital respeitosamente acaba de receber o officio de V.Ex. datado de hoje 28 do corrente pelas onze horas de noute;todavia não satisfeito com a demora da reunião do Conselho protesta a V. Ex. em Nome de S.M. o Imperador o Sr.D.Pedro2ª por toda e qualquer demora que passe de momentânea, significando á V.Ex. que casos taes exigem a maior brevidade. Designe-se pois V.Ex. a mandar logo e logo reunir o Conselho do Governo, que em

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tal caso podem servir os Supplentes até de hum voto , afim de que, ouçam a vontade do Povo e deliberem com justiça, na fórma da Constituição e da Lei, sem o que se não dissolverá o Povo e a Tropa reunida, affiançando porém a V.Ex. que se observará a maior tranqüilidade e público socego da parte do Povo e da Tropa reunida nessa Capital, assim como protesto em nome de S.M. o Imperador da Nação Brazileira por qualquer insulto ou perseguição que o pacífico Povo e Tropa possa receber de qualquer outra Tropa, que aqui não se acha reunida. Deus Guarde a V. Ex. Reunião do Povo e tropa na rua do Varadouro nesta Capital aos 28 de Abril de 1831 pelas onze horas da noute .Antonio José de Cruz e Menezes Coronel Commandante, José Joaquim de Sant’Anna Capitão, Ignácio Marques de Vasconcellos, Tenente, José de Torres Jordão Alferes da 1ª Compª, Joaquim Moreira de Vasconcellos Alferes, Luis Pereira Leite Particular Porta Bandeira, Manuel Joaquim de Araújo Brasileiro. “E offerecendo o Exm. Sr. Vice –Presidente todo o referido nas ditas duas Representações á Deliberação do Conselho, leu-se huma outra Representação que o povo e Tropa os dirigiram ao Exm. VicePresidente e Conselho, a qual hé a seguinte: - Terceira; Illm. e Exm. Sr.Vice-Presidente e Conselheiros do Governo – O Coronel Commandante do Batalhão de Caçadores n.127de 2ª 1ª do Exército Tropa e Povo a que reunidos, vendo que violentas infracções de Constituição se tem commettido nesta Província e dezejando a segurança da Tranqüilidade Pública, garantida pela mesma Constituição tem deliberado levar ao conhecimento de VV.EE. os seguintes quesitos, afim de serem justamente providenciado como urge o bem da Pátria. Primeiro: que seja demittido do Comando interino das Armas na fórma da Lei de 20 de Outubro de1823, o Coronel Bento de Mello Pereira, para responder as infracções que tem commetido, sendo para o mesmo nomeado o official de Patente superior mais antigo- Segundo: que sejam laçados fóra dos Empregos todos os indivíduos nascidos na Europa Portugueza por serem reconhecidamente inimigos da Constituição e do Thesouro Imperial bem como aquelles Brasileiros infames, traidores à sua Pátria: substituindo os ditos Empregos os Brazileiros da confiança Publica.Terceiro: que na reunião do Exm. Conselho sejam excluídos dous Membros delles o Portuguêz Vigário Geral Luiz Antonio Esteves, e o referido Coronel Bento de Mello Pereira, por serem assaz suspeitos. Quarto :que qualquer força contra a Tropa e Povo aqui reunidos será considerada como aggreção hostil, e em taes circumstancias o mesmo Povo e Tropa não hesitarão em vingar com todo o furor das Armas tamanha offença. Quinto:que o referido Coronel Commandantes do Batalhão n.127 a quinze meses preso por prepotente intriga do interino Commandante das Armas, fique em plena liberdade, gosando dos seus direitos, que lhe outorga a Lei, e que seja conservado no Comando do referido Batalhão, que por Concessão Imperial lhe foi conferido, visto que por sua probidade, intelligencia, patriotismo e bons serviços, se faz digno da opinião Publica, e de ser reconhecido por official Benemérito. Sergipe em reunião de Tropa e Povo vinte e nove de Abril de mil oito cento trinta e hum, décimo da independencia do Império. “Immediatamente em virtude do Art.º 3 da dita Representação se retirou o Conselheiro Luiz Antonio Esteves, e voluntariamente o Conselheiro supplente Antonio d’Araujo Peixoto Bessa. “Pondo-se em discurção o Primeiro artigo da citada Representação resouveo o Conselho depois de ouvida a Câmara Municipal, que fosse demittido do Comando interinodas Armas desta Provinsia o Coronel Bento de Mello Pereira, por assim instar a Cauza Publica, na forma do Artigo 24 § 14 da Lei de 20 de Outubro de 1823, e mais que o substituísse o Coronel José Antonio Neves Horta, por ser o official de Patente mais antigo, e que se officiasse ao mesmo para sua intelligencia, e devida execução. “Quanto ao segundo Artigo da terceira Representação do Povo e Tropa reunidos, deliberou o Conselho, que ficasse addiado para a próxima Sessão ordinária na parte relativa aos Empregados Portuguezes Civis e Eclesiásticos, que emquanto aos Militares se officiasse ao Commandante das Armas, para dar as providencias que forem análogas às circunstancias. “Resolveu o Conselho quanto ao Quinto e ultimo Artigo daquella Representação, que se officiasse ao Exm. Commandante das Armas, afim de, logo que tomar posse, fazer cumprir o mencionado Artigo Quinto e ultimo, como nelle se requisita. “E de tudo para contar se lavrou esta Acta, na qual assignarão o Exm. Vice-presidente, Conselho, e Câmara Municipal, que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha de Vasconsellos official Confirmado da Secretaria do Governo, do impedimento do secretario, escrevi.-Manuel de Deus Machado, Serafim Alvares da Rocha Rocha, Ignácio da Silva de Oliveira, Alexandre da Cruz Brandão, Antonio José Barbosa Leal, Innocencio da Costa Pinto, Francisco Gonsalves da Cunha, José Marques de Oliveira, José Domingues de Souza Brandão, Luiz Coréia de Caldas e Lima, Florêncio de Abreu Góes, Marcellino Pereira de Vasconcellos, Antonio Joaquim da Fonseca Neves. “Sessão extraordinária de trinta de Abril de 1831. “Aos trinta dias do mez de Abril de 1831, nesta cidade de S. Cristóvão, Capital da Província de Sergipe, em o Palácio do Governo e Salla das Sessões do Conselho, lida, approvada, e assignada a Acta antecedente presente

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o Exmº Sr. Vice Presidente, e Conselheiros e o Coronel José Antonio Neves Horta, Capm. Ignácio dias de Oliveira, o rev. Serafim Álvares da Rocha, o Capm. Alexandre da Cruz Brandão foi entregue huma nova Representação do Povo e Tropas reunidas, que hé a seguinte: - Quarta –Illmº e Exmº Conselho, a Tropa e Povo reunidos tem de mais á por na presença deste Exmº Conselho os dous quesitos seguintes, que, respeitosamente pedem o seu immediato cumprimento. Primeiroque o mesmo Exmº Conselho de quanto antes as providencias apontadas no Artigo da Representação de homem que condescentemente ficou adiado em que se pedio fossem demittidos dos Empregos Públicos todos os Potuguezes, ou Brazileiros nascidos em Portugal que se tem tornado suspeitos e de ma fé ao Systema que felismente nos rege, bem como todos aquelles que supposto tem o seu natalício no Brazil, na mesma forma tem incorrido no mesmo crime: por exemplo da Secretaria desta Presidência o Secretario della José Pedro de Faria, entrando no exercício deste Emprego hum Brazileiro de confiança Publica: da Administração do correio o Administrador della Manoel dos Santos Silva; da Administração da Fzenda Publica o Thesoureiro da mesma Francisco Soeres Vieira de Melo, o qual inda hontem no Acto desse Exmº Conselho deo, ou por melhor dizer confiremou a sua má fé para com o predicto Systema; da Barra do Cotiguiba o Patrão Mor della Ignácio José de Freitas, e o Fiscal da mesma João Coelho São Paio, da Cadeira de primeiras Letras desta Capital Antonio Jose Peixoto Valladares ; Finalmente todos os mais nas m esmas circunstancias, os quaes confiamos e entrgamos ao arbítrio do mesmo Exmº Conselho para o respeito delles executar na forma daquella requisição, bem como José Manoel Maxado e Joaquim Antonio Peixoto et cetera. Segundo, que de dous dias peremptórios seja retirado o destacamento das Alagoas, que guarnece esta Província para assim se evitar conflictos de jurisdicção entre o mesmo Destacamento, e a Tropa de Segunda Linha desta capital, visto que já tenha aparecido defeiçoens entre huns e outros soldados, e mesmo porque na faustíssima noute de 28 do corrente quando, divulgada a feliz notícia da Exaltação ao Throno Brazileiro do Muito Alto e Augusto Príncipe o Sr. D. Pedro 2º, congregados todos os Brazileiros Militares e Civis , só do predicto. Destacamento não se reunio hum só Soldado, antes correrão asseleradamente (suppõe-se que por ordem do seu chefe ) ao Quartel respectivo onde junctos esperavam, talvez o mais leve asseno das Authoridades para accometterem hostilmente a Brasileiros desarmados, que soltavam Vivas ao Nosso Monarcha Brazileiro, á Pátria, á Constituição e á Liberdade. Reunião da Tropa e Povo em Sergipe 30 de Abril de 1831. “E logo pondo o Exm. Vice-Presidente à discussão o primeiro Artigo daquella Representação, foi unanimmente resolvido, que fossem desde já demittidos provisoriamente todos os Empregados Civis e Eclesiasticos, nascidos em Portugal, até ulterior deteminação de S. M. o Imperador Constitucional o Sr. D. Pedro 2º a quemo Governo devia participar esta resolução que lhe extenciva aos Brasileiros apontados na citada Representação o Povo e Tropa reunidos. Pondo-se igualmente em execução a segunda parte da Representação foi resolvido que fosse mandado retirar para a sua província o destacamento de primeira linha aqui estacionado, substituindo-o as Milicias até Imperial determinação, effectuandosse a retirada no prazo de dous dias improrogaveis. “De tudo para constar se lavrou a prezente Acta na qual assignarão o Exmº vice-Presidente, Conselho e Camara Municipal, que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha Vasconcelos, official confirmado da Secretaria do Governo, no impedimento do Secretario o escrevi.- Manoel de Deus Machado. – Ignacio Dias de Oliveira.- José Antonio Neves Horta. – Serafim Alvares da Rocha. Alexandre da Cruz Brandão. – Antonio José Barbosa Leal. – Francisco Gonçalves da Cunha.- José Dominges de Souza Brandão. – Inocencio José da Costa Pinto. – Antonio Joaquim da Fonseca Neves. – Marcelino Pereira de Vasconcelos. – José Marques de Oliveira. – Luiz Correia Caldas. – Lima Florencio de Araujo Goés. (Sessão ordinária de 2 de maio de 1831). “Aos duos dias do mez de Maio do anno de mil oitocenteos e trinta e hum nesta cidade de S. Christóvão, Capital da Provincia de Sertipe no Conselho do Governo comparecerão o Exmº Vice – Presidente da Provincia, Capitão Mór Manoel de Deus Machado, o Coronel Bento de Mello Pereira, Capitão Joaquim Martins Fontes, e os Conselheiros supplentes o Capitão Mor Ignacio Dias de Oliveira, Tenente Coronel Manoel da Cunha Mesquita, e Tenente Coronel Antonio Rodrigues Montese o Rev. Vigario Geral das Cacantes Serafim Alvares da Rocha Rocha, por terem dado parte de doentes os actuaes o Ver. José Francisco de Menezes Sobral, Vigario Gonçallo Pereira Coelho e o Conselheiro José Pinto de Carvalho, que sendo chamado não compareceo. “Derão principio aos trabalhos da Sessão Ordinaia, mandando-se fazer a leitura da Lei de 20 de Outrubro de 1823, finda a qual exigio o Exmº Sr. Vice Presidente, que os Menbros do Exmº Conselho propuzessem e lembrassem o que melhor julgarem convir ao bem estar da Provincia. “Logo indicou o Exmº Conselheiro Rocha Rocha que a Camara Municipal desta cidade reuniada e mais cidadãos, que prezentes se achavão, receiozos coma noticia de que na Sessão de hoje se pretendia anular em todo ou em parte o que se havia deliberado e resolvido pelo Exm. º conselho nas duas ultimas Sessões extraordinárias de vinte e nove e trinta do mez passado pela menor falta e cumprimento dellas protestavão na prezença desta Excellentissimo Conselho levar o seu protesto de queixa à Regencia de S. M. o Imperador o Sr.

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comandante das armas. Vice Presidente de acordo com o Conselho marcou os dias sabbados. offial confirmado da Secretaria do Governo. que tomavam a feição de revolta. que o Exm. Vice Presidente da Província sem a menor perda de tempo fizesse cumprir tudo quanto se havia resolvido nas ditas Sessões extraordinárias para o bem estar e segurança da província: ao que todo o Conselho reunido asseverou ser vaga a notícia que moveo ao dito Corpo Municipal e Cidadãos a comparecer nas salas das Sessões. de acordo com o comandante interino. Sebastião Gaspar de Almeida Boto convoca reuniões em Maroim e no Rosário. depois de Manoel de Deus Machado.Manoel de Deus Machado. que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha e Vansconcelos. escrevi.. e segundas para os trabalhos do mesmo conselho. e ao tenente-coronel de estado maior. presidente da província. que assumisse a administração o padre José Francisco de Menezes Sobral. Então. José Joaquim Machado de Oliveira. – Natonio Rodrigues Montes. o brigadeiro José Antonio Neves Horta. Foram improfícuos os protestos de Boto. Membro do conselho. pelas urgentes providências tomadas pelo Padre. a fim de reivindicar os direitos de seu cunhado José Pinto. 214 . no impedimento do Secretario.. – Bento de Mello Pereira. Sr. Sr. – Manoel da Cunha Mesquita. por ser José Pinto português. Do que para constar se lavrou a presente acta em que assignão o Exmº Vice Presidente e Conselho.” A José Pinto cabia o direito de assumir a administração. – Joaquim Martins Fontes.Serafim Alves da Rocha Rocha. o qual tomou posse a 23 de julho. – Ignacio Dias de Oliveira. Ele resolve porém. por ser o membro mais votado do conselho. “O Exmº.Pedro 2º e que de mais requerirão. Joaquim Marcelino Brito. O governo imperial aprovou o procedimento do Conselho e nomeou o Dr.

pensando mais na prosperidade pública. pelo talento e pela ilustração. estimulando a prosperidade geral. Marcelino de Brito. Manoel Joaquim Fernandes de Barros (1836). tão convulcionada pelos acontecimentos passados. por conseguinte não se acharem ligados aos interesses de família. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa (1835). em defender os direitos do povo. obstruiu as vias de prosperidade. com as feridas ainda sangrentas que lhe fizeram os promotores de sua deposição em 29 de abril. elevando a justiça acima de todos os interesses e paixões pessoais. por Decreto de 9 de agosto de 1832 e preocupava-se com a canalização dos rios Japaratuba e Pomonga. No período anterior pensava-semais nos interesse partidários do que no bem geral. Apresentou medidas para melhoramento das barras e das estradas. Além disto eram homens de reconhecida competência pelo caráter. por iniciativa de Antônio José da 215 . saturado das paixões políticas. Acabou as dissenções. que se estende de 1836 a 1842. aos interesses de uma política local. José Joaquim Geminiano de Moraes Navarro (1834). Pelo lado político caracterizou-se pelo congraçamento dos partidos. mantendo a ordem e desenvolvendo o progresso. Contribuíram para isto não só a maior disseminação da instrução como os primeiros administradores não serem filhos da província. as administrações colocaram em plano inferior esses interesses. de desprezo da lei. abafou as paixões e fez uma administração que correu pacificamente. Todos viram na pessoa do novo presidente a garantia de seus direitos e da ordem pública.CAPÍTULO III GOVERNO DA REGENCIA. abetas por seus antecessores. Joaquim Marcelino de Brito. de prepotência dos mandões. Principiaram a convencer-se de que o papel do administrador não é zelar os interesses políticos do partido a que pertence e sim o bem público.é um período de agitação de paixões políticas. O renome que já tinha na província do Dr. REVOLUÇÃO EM SANTO AMARO EM 1836 Os primeiro dias do governo dos delegados da regência foram dias calmos e pacíficos. que foi autorizada pelo Decreto de 25 de outubro de 1831: erigiu a vila de Laranjeiras. no desempenho do cargo de ouvidor que exerceu em 1825. a fim de facilitar as vias de comunicação: lembrou a transferência da sede de vila de Santa Luzia para a Estância. O período de 1831. No período que se segue aos movimentos de abril de 31. de rapinagem. tão alterada nos dias de abril. e pelo lado administrativo caracterizou-se pela defesa da prosperidade pública. Dr. de assassinatos. em ampliar a instrução pública. ignorante.1836 forma o primeiro período da regência. que por ser natural da província. em manter a ordem e a paz no seio da população. Ele começa na adminstração de Bento de Melo Pereira. Dr. pelas provas de uma inteireza de caráter. de critério e de ilustração. O segundo período. que se caracteriza pela iniciativa do governo em promover o melhoramento da província. fez com que sua nomeação fosse bem vista e geralmente bem aceita. e. Dr. Eles são: Dr.

levando-a até o rio Real. estabelecendo uma navegação interna. ao Dr. o outro entre este rio e o Pomonga. demonstra a parcialidade da contestação. da S. lembrado a realização desse projeto. Da Provincia de Sergipe. em março de 1833. qua facilitasse as vias de comunicação tão atrasadas. que só veio ter começo de execução na administração do Dr. A idéia da canalização dos rios Japaratuba e Pomonga quis pôr em prática. que tomou posse em 29 de Outubro de 1833250..253 O estado financeiro da província não permitiu a realização deste gigantesco projeto. apresentam seu relatório do seguinte plano de canalização: um canal entre o porto da Goiaba e Riachuelo Timbó. convoca os lavradores de Sergipe na vila do Rosário. não obstante a contestação de alguns seus comtemporâneos. p 44 216 . que se julgaram prejudicados coma abertura do canal de Japaratuba. Os caprichos da política e os isteresses dos trapicheiros de Maroim. e não houve a menor alteração. 253 A. e levantar a carta histográfica. Apont. Hist. Francisco até o rio Real. Navarro seguiu a mesma linha do seu antecessor. Para isso teve de pedir ao governo geral um engenheiro para dirigir os trabalhos. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa. Ele representa a manifestação do espírito de revolta contra a política autoritária dos mandões de então. que juntamente com Travassos exploram a província e. Cit. Além das 250 251 Antonio José da SilvaTravassos . no começo do ano de 1835. para realizar melhoramento de tão grande monta.J. José Joaquim Geminiano de Moraes Navarro. Inácio Joaquim Barbosa (1854). O governo Imperial atende à reclamação de seu delegado e manda o tenente coronel de engenheiros Euzébio Gomes Barreiros. op. estabelecendo assim uma navegação fluvial. com a abertura do canal entre Japaratuba e Pomonga. sobrea navegação dos rios Pomonga e Japaratuba por um Japaratubeiro. depois de três meses de trabalho. Plano gignatesco este de ligar os rios da província. que não acariciou candidaturas mantendo-se completamente estranho à luta dos partidos. porque passou a administração. Refutação ao memorial do comendador Antônio José da Silva Travassos. em 2 de outubro de 1828. para facilitar a exportação dos produtos da bacia de Japaratuba. para comunicar o rio S. Dele falaremos adiante. 252 Foram eleitos Antônio Fernandes da Silveira e Joaquim Martins fontes. levando a navegação até o rio Vaza-Barris. tal o restígio da autoridade do presidente. para chegar a navegação até o rio poxim e o de Sta Maria. em uma petição dirigida à câmara de Santo Amaro. quando foi demitido. sendo concluído na administração do Dr. abre uma subscrição para encetar as obras.Silva Travassos. porque ele queria comunicar os rios da província. Não se pode contestar a Silva Travassos a iniciativa deste importante melhoramento e de outras medidas. porque ali eram depositados os gêneros exportados de Japaratuba. Francisco com Japaratuba. outro entre o rio Paraí e riacho Farinha.251 O simples fato de ter Travassos. adiaram a realização desse melhoramento. Travassos . Não realizou sua aspiração. Os pleitos eleitorais eram causas ocasionais de alteração da ordem. e enquanto pede auxílio aos cofres gerais. E topogr. Na administração de Brito feriu-se o pleito para deputado à assembléia legislativa252 e membros do conselho. José Antônio de Oliveira e Silva (1852). passando a administração ao Dr. 42. Travassos figura na política de Sergipe no tempo da regência e no segundo reinado. ampliando o plano. desde o S. p.

Estabeleceu na Estância o ension da filosofia e da língua francesa. cujos benefícios se poderia aquilatar pela emancipação do comércio. às vezes. determinaria o povoamento rápido. com uma inevitável conseqüência. com onome de Noticiador Sergipense. Aumentou o número das comarcas da província. Havia já em Sto Amaro o enisno do latim e ele transfere a cadeira para o Rosário. como importante fator da civilização. como governador de Sergipe.vantagens reais de unir as zonas produtoras. Vimos que o primeiro jornal foi criado em 1835. que até então não eram publicados. como não serem prontamente e em pequeno período de tempo corrigidos por algum administrador que tivesse a consciência clara de seus deveres. entregue a mãos vingativas. 254 Decret. Compreende-se perfeitamente que sem cultura popular. Cristóvão. elevando-o a duzentas praças. Havia uma causa muito poderosa para não só terem-se eles implantado. ter-se-ia antecipado a realização desse melhoramento. corpo que já existia. ampliou os reucursos da justiça. De 6 de março de 1835 217 . Estabeleceu o regímen da publicidade dos atos oficiais. nem impressos. ficando seus promotores sem punição. Porto da Folha. Por maiores que fossem os esforços destes adminstradores. Além de disseminar a instrução. Os dinheiros do erário público não eram fiscalizados. depois da proclamação da Repúblia. tratou de pôr em vias de realização este melhoramento. e nãotinha um órgão de publicidade. hábitos inveterados na sociedade de Sergipe. não poderiam vencer os hábitos de arbítrio das autoridades e da pouca observância dos preceitos legais. Era o descuido da legislação colonial relativamente a instrução e sua distribuição pelas camadas sociais. Criou 7 cadeiras de primeiras letras do sexo masculino e outras tantas do sexo feminino. E esse descuido era quase que absoluto. e os agentes da arrecadação nem sempre prestavam suas contas. e com o fim de garantir a autonomia do Estado. de acordo com as tendências centralizadoras do regímem monárquico. O pouco tempo que duraram estas adminstrações foi insuficiente para acabar os abusos que se ptaticavam na província. não só pelas ligações políticas que os protegiam. da Capela de Maroím. Aumentou o número da força dos Permanentes. Nem sempre a lei era a garantia dos direitos do cidadão. Estância. contra aqueles que não estavam nas graças do poder. que foi por ele aberta. Santo Amaro de Maroím e Vila Nova254. e de alguns do primeiro reinado. Sergipe já tinha certa emancipação política e administrativa. Elevou a vila a povoação de campos de Itabaianinha. E convicto disto foi que o autor destas linhas. dando uma nova divisão aos municípios e termos. Os antecedentes vinham de longo e extenso passado. Estabeleceu o provimento por meio de concurso. que dela se ocupavam com detrimento do bem geral. Se a política não preponderasse tanto no espírito dos homens da quele tempo. que chegava a vencer a ação da lei. A justiça. elevnado-as a quatro: S. prestava-se à satisfação de paixões pessoais. como pela força do elemento de família. extinguido a Thomar do Geru. não há a compreensão nítida dos deveres sociais. e nesse ano imprime-se o primeiro jornal. Na administração de Navarro teve lugar a primeira sessão da Assembleia Legislativa.

Afagavam as tradições desta vila. E o fez pela Lei de 19 de agosto de 1835. ele em Sergipre. desse desrespeito à lei e do abuso do poder. a fim de ver se existia algum africano recentemente chegado. de educação cívica e abafava um movimentro revolucionário. em lucta durante vinte e dous dias com a sedição de Santo Amaro. chamando ao cumprimento do dever as autoridades. em que lia V. a política da camarilha dos dois deputados incrementava as maiores calúnias contra o administrador. obrigando à prestação de contas os agentes fiscais e proibindo completamente a imortação dos africanos.O número de escolas como veremos no seguinte capítulo. hábitos que caracterizavam aquela sociedade completamente imersa na ignorância. padre Manoel Silveira e Joaquim Fontes. manter a sede da vila em Santo Amaro e criar a vila de Maroim. sendo depositados os infelizes na Estância. Resolveram com as armas. essas faltas. principal sede do comércio negreiro. Ela era uma subcorte. Ele ainda fazia-se por mar. Silva Lisboa compreendeu que a melhor soluçãoera comvocar a Assembléia. Pois bem. Ele se caracteriza principalmente pelo programa de corrigir esses hábitos . Isto descontentou profundamente seus habitantes. para depor a Assembléa Provincial. Por ela passavam os habitantes do norte que visitavam a capital. dezia ele na resposta que deu à carta escrita ao ministro do império de então. era diminutissimo. opor-se à execução da lei. punindo os contrabandistas com severas penas. sustentado a lei. Os representantes de Sergipe na Assembléia Geral. ou por terra. Enquanto no Rio. ―Nesse mesmo dia. chamando às contas as autoridades imbecis e fraudulentas. 218 . E o fizeram e o alcançaram. esse miserável libello e lho prstava todo o apoio ministerial. ―nesse mesmo dia recebia eu as congratulações da Assembleia Provincial e os agradecimentos do povo por haver. consolidado a paz‖. compreende-se que sua adminstração havia de descontentar os interessados. com a provocação de dous fortes poderosos partidos que tentavam reciprocamente hostilisarem. cujo desenvolvimento já reclamava esse acesso. e sem sangue. pelo dois deputados . e sem lagrima. Silva Lisboa proibi-o completamente. ele prestava estes grandes serviços. relativamente ao número de habitantes. principiam a acusar o presidente. não obstante a promulgação da lei que aboliu o tráfico. Aurorizou até a busca nos engenhos. cujo poder municipal tinha tanto contribuído para o desenvolvimento da civilização da província. que compreende o ano de 1835. cortados todas as avenidas da guerra civil. enquanto os deputados entregavam-se à calúnia. Punindo e proibindo o tráfico. e com huma conspiração urdida na capital. e aí escovavam sua casaca. prestava o grande serviço de plantar hábitos de legalidade. e da sua pacificação. terminava eu o mais importante serviço para aquella província. que se ia incendiando em Santo Amaro. Determinada a causa mais geral desse hábitos. Realmente a lei provincial de 17 de Janeiro de 1835 tinha transferido a sede da vila de Santo Amaro para Maroim. Ex. quase sem meios. era o do triumpho da Lei. vejamos a adminstração do Dr. O excesso da medida desaparece perante a nobreza da causa. que se continuou a fazer em larga escala na província. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa.

Manoel Joaquim Fernandes de Barros que tomou posse a 6 de dezembro do mesmo ano. 255 Silva Lisboa ocia à câmara em data de 9 de outubro passado a administração ao vice-presidente. Veio da Europa para Sergipe. Os meus esforços o conseguiram e nessa ocasião em que os seus deputados deprimiam o meu crédito. obtem os resultados dos melhoramentos que projecta. o capitãomor Inácio Dias de Oliveira que tomou posse no dia 10. que ficou na presidência. de entre os quaes se contavão as mais ricas e poderosas famílias da terra. antes de estudarmos a sua adminstração. Realmente. impugnando à Assembleia Provincial a reducção do Corpo de Polícia e regularisando-o. aplainado e mandado calçar outras. com que consequi fazer não só cumprir as Leis. seu inimigo político pessoal. Formou-se em medicina em París. e em todos era incansável em dispertar a inércia das camaras e chama-las às suas obrigações. promovido a iluminação da cidade. no que me fi mister empregar para a conseguir inifinito trabalho. ela era um homem de espírito não vulgar. Na França desempenhou comissões de valor cintífico. a propósito do inventário do Coronel José de Barros Pimentel. Essa inimizade pessoal originou-se de pleitos judiciários. ―Igualmente tinha ordenado o arrolamento e estatística da Província. que nella antes desta providencia se commetião impunemente. conquistando muita simpatia da opinião. Envolveu-se na política. dando aso executores forçaa para se fazer obedecer. e Sebastião Gaspar de Almeida Boto. finalmente havia protegido com efficacia a Religião do Estado. de certo que bastantes provas dá da sua incapacidade mora. Manoel Joaquim Fernandes de Barros255.E é ele memso quem define sua adminstração nas seguintes palavras: ―Deploravam os da capital uma Feira. passando a administração ao ilustrado Dr. como cessar innumeros assassinatos. que atestam o seu saber. em total abandono. em 1836. havia repartido por todas as comarcas para as policiar. achava-se concluído o quartel militar. melhorado o cáes. desfrutava a capiraç a abundância e o comércio que se tinha estabelecido ente ela e as vilas circunvizinhas. no qual figurou Almeida Boto como tutor testaentário do menor Gaspar. ―Da mesma serte havia heu iniciado o exame e fiscalização da Santa Casa de Misericórdia. comprado o terreno para cãs de correção ejá principiado: aberto novas ruas. onde foi um distinto discípulo de Gay Lussac. Em 19 de Outubro Dias de Oliveira passa a adminstração ao tenente-coronel Sebastião de Almeida Boto. e de não saber governar nem a sua própria casa!‖ Solicitpou sua demissão. filho do Coronel Pimentel. Além de um médico ilustrado. pelas suas qualidades. ―Quem nos tirocínios de sua administraçã. era um químico consumado. Fernandes de Barros não era um produta do meio social de Sergipe. Marcelino de Brito. e taes vantagens Lea a effeiro. Lá firmou a competência de um brasileiro de talento. Estudemos o homem. estendião-se a todos os Municípios. 219 . contratado a abertura do canal Japaratuba. ―Repartido havia também a minha intenção com as obras publicas. Envolveu-se no pleito para Deputado à Assembleia Geral. exame que jamais se havia incetados por contemplações para com os seus devedores. onde casou-se e morou no engenho Jesus Maria José. ―Os deveres do meu cargo não se circumscrevião somente nos objectos da Capital. corrigido inveterados abusos feitos à Ella e à moral e responsabilisado os empregados públicos malévolos. com o mesmo zelo tinha organizado as guardas N. seu correligionário. tinha a educação européia. juntamente com o Dr. como para dar impulso ao seu comércio progressivamente decadente. E aí estão suas obras sobre química e mineralogia. até que chegasse da Bahia o Dr. não só para abastecê-la dos gêneros de primeira necessidade de que careciam . junto a Laranjeiras.

Tornava-sepreciso elimaná-lo do campo político. desde quando vencê-lo era impossível. Era impossível vencê-lo na política. na capital da província. fomentem o comércio interno. não querendo apontar à execração pública o seu autor. como na inferferência com que ela havia de obrar nos negócios do país. corrijam os delitos. Em 1840 teve necessidades de ir à Bahia. Foi ele vitorioso naquele pleiro eleitoral. impune o assassino. empreguem os viciosos. porque ele plantaria uma nova orientação na política e elevaria. Foi esplêndido o programa de adminstração que ele enunciou aos deputados. Ele havia de impor-se à aceitação da opinião e conquistar a suprema direção dos partidos. A fala que então pronunciou. As qualidades de que era dotado. Quanto mais conquistava prestígio e influência na política. a fim de tratar de sua saúde. davam-lhe o privilégio de dominar os destinos da província. e criem o esterno. Não nos compete o odioso papel de inquerir qual seu autor e aponta-lo à opinião. Instaurou-se processo crime. e de quem a província tinha muito e muito a esperar. fora. por certo.Contribuiu ainda mais o roubo de uma avultada quantia feito quando a viúva do Coronel Pimentel vinha da Bahia para Sergipe. em favor da prosperidade da província. em terreno nenhum podiam com ele competir. com a morte dele. revela um espírito eminentemente rico de excelentes projetos e a devotação. No dia 2 de outubro do mesmo ano foi assassinado. Desconfiou que desejavam assassina-lo pelo que mudou-se para Maceió. No campo político ninguém podia competir com o ilustrado médico. era a inveja. pormeio de uma medida radical. que prosperem 220 . o poder de sua mentalidade e a riqueza científica de seu espírito. abandonando suas propriedades em Sergipe. Eis as causas do assassinato de Fernandes de Barros. e estudar suas conseqüências no meio social em que ele operou-se. Não podiam apelar para o prestígio do talento e a nobreza do saber. A conseqüência da cosnciência dessa desigualdade. Este fato impressionou profundamente a opinião pública da Bahia. que descrevemos. em que se achavam os diretores da política. deixou-se vencer pela sugestão de interesses. Não só na vida interna da província. Tanto mais julgava sua vida pouco segura. Para ele a opinião popular olhava como um homem necessário. Pede aos representantes leis que previnam os crimes. na altura de Inhambupe. Alagoas e aé da capital do Império. para deixar impune o assassinato de um cidadão de representação histórica. diretamente com outras nações. a quem competia esse dever. conservem intacta apropriedade e a vida dos comprovincianos. a Assembleia Provincial. perdeu um poderoso fator de sua prosperidade. o odioso papel de entrarmos nessa inquirição. Se a justiça pública. em 11 de janeiro de 1836. o nome sergipano á altura que os seus sucessores nunca alcançaram. foi de reais desvantagens. É fácil prever-se as conseqüências. pela competência. assegurem a tranqüilidade pública. reprimam os vagabundos. a morte de Fernandes de Barros. Daí os acontecimentos de 1836 em Sto Amaro. entretanto. quando abriu. ficando. em 1839. Sergipe. O que pertence-nos é indagar as causas desse fato. não nos pertence. Compreende-se perfeitamente que os chefes políticos de então. Sergipe.

que as adminstrações não souberam ou não quiseram superar. onde se diplomem os professores. Lembra medidas de valor para que a Assembléia ofereça-as ao poder competente. a fim de que se estabeleça uma corrente imigratória para Sergipe de estrangeiros. Anima o povo a dedicar-se à indústria. toão ignorante e inconsciente. excitem o gosta das artes. sobre a justiça de çaz. Convida para iniciar-se a plantação do café. no mesmo ano de 1836. porque diz ele. Melo Pereira foi o primeiro da série dos presidentes que formam o segundo período da regência. por meio de uma escola normal. dispô-la para produzir as diversas colheitas. a palavra colonização para os brasileiros deve ser sinônimo de prosperidade e segurança. para que as fontes de receita pública tornem-se mais segura e o desnvolviemento civilizador mais rápido. engomar. que fiquem sob a fiscalização de um ispetor. Lembra a criação de um Horto Agrícola. pelos excessos do partidarismo. da educação de animais domésticos. a fim de privar a escandalosa agiotagem do dinheiro a 2. espalhem as luzes. preparar seus frutos. e que agravaram-se durante o segundo reinado. Pede a criação de um estabelecimento idêntico para as mulheres. inconscientess e ignorantes. a organização de um banco que facilite a circulação de capitais. para não terem necessidade dessa devastação de florestas tão úteis. como veremos adiante. um estabelecimento onde se ensinem os princípios práticos de lavrar a terra. A política tornou-se o assunto que preocupou adminstrações e administradores. fiar. de outro a falta de braços educados e cultura do manufaturador. tão prejudicial à prosperidade da província. 4% de uma caixa econômica para plantar no espírito público a economia. Pede que a assembléia legisle sobre colonização. Eis as idéias dominantes da administração do Dr. feita pelos plantadoes de algodão. A par disto parece que o caráter das gerações degenerou. Pede leis proibitivas de enterramento dos mortos nas igrejas. e a quem descobrir um destruidor dos insetos. Há visível e palpável desfalecimento do civismo e obnublação do patriotismo. porque tede de passar a presidência a Bento de Melo Pereira. em obediência a um princípio de higiêni pública. Fernandes de Barros. cuidar do gado e animais domésticos. sobre a justiça territorial civil.3. obrigando-os a adubar seus terrenos. Pede providencias que proíbam a derrubada das matas. senão a criação da nova alfândega. Pede leis que melhorem esse estado de coisas. Pede a cração de escolas em todas as villas e povoados. que o governo premie a quem cruzar e melhorar as raças. em vista das boas condições de grandes zonas para estas lavouras. onde aprendam a coser. que renasceu as velhas paixões. cacau. da construção rural. 221 . Descreve os males que cercam a lavoura da cana. e cujas administrações caracterizam-se pela falta de segurança pública e individual. Infelizmente nad disto pôde realizar. cuidar de hortas. por meio de Bóias e praticagem. fazer flores. de um lado pesados impostos. que eram os chefes dos partidos. Pede a criação do comércio direto. de plantá-la. Deste período datam os males da província. pelos arbítrios do poder.a agricultura. melhorando as condições das barras. pela preponderância dos régulos. Até então estavam a cargo das câmaras. Pede um novo plano de ensino. lavar. pelo esquecimento absoluto da lei. cujas funções sejam examiná-las. Pede a centralização secundária em um liceu que se deve abrir na capital. que tanto prejudicam a lavoura de cana.

requisitando força ao Juiz de Paz do districto vizinho. ―Finda a eleição. que ao contrario faria fogo contra elles. classificando de ajuntamento illicito aquella evasão. os Eleitores estavão com o Juiz de Paz tratando de igual representação. ouve um acordo de enviarem de cada Freguesia. ―depois apresenou-se a acta daquelle collegio. para lançar o protesto e realizar u movimento de revolta.627 eleitores. dirigirão-se à palácio para representar ao Presidente verbalmente contra aquelle facto. rasgava-as e mandava prender aos portadores. o qual apoderando-se da Villa. e não trepidavam na prática de meios. representações assignadas pel corpo elitoral. Dois partidos prepararam-se para as lutas. tendo por ponto de horigem a vila de Santo Amaro. A pressão era enorme sobre o sufrágio popular. No ano de 1836 ia ter lugar um pleito eleitoral. passou a proclamar de ajuntamente ilícito. figurando ter sido elle composto composte de 3. ―Foi forçoso retirarem-se. O escândalo a que quis o adminstrador chegar. forão atacados por uma força armada. pedindo ao Presidente da Provincia ordenar à camara da capital para tomar em separado a votação daquelle collegio. reunirão-se os eleitores do partido liberal. e que pelo numro de eleitores. para diplomar aqueles. intimada ordem de retirarem-se. Transcrevemos aqui o seguinte trecho de uma mem´pria inédita. ―Então já a necessidade aconselhava uma medida que hoje dispõe a Lei elitoral. Todos os meios foram inprofícuos para uma vitória honesta do partido do governo. mas o Presidente a proporção que as hia recendo. Foi um verdadeiro tumulto. que era de cincoenta. sobre-estou a camara a apuração. ―Quando esses eleitores se aproximavão do Palacio. cuja dandidatura patrocinava. Manoel Joaquim de Souza Brio. e como 222 . escrita pelo comendador Antônio José da Silva Travassos: ―Assim deu-se a separação e seguio-se a campanha eleitoral. já estava a guarda delle reforçada e posta em linha de atiradores. para deputados à Assembleia Geral. por occasião da apuração geral. que era o Tenente Coronel Antonio Luiz de Araujo Maciel e Eleitores. e por intermedio do Juiz de Paz respectivo. ―Á vista deste extraordinário escandalo. seno pelo commandante Manoel José Ribeiro. composta de paizanos e alguns escravos. cuja liberdade na escolah dos candidatos desaparecia pela falta de honestidade. O de Santo Amaro. Os administradores defendiam os interesses dos partidos a que pertenciam.Desapareceu aquele sentimento da massa popular. capitão de 2ª linha. contra a liberdade do voto. conhecia-se não alterar o vencido. fez retirarem-se della o Juiz de Paz. que ali se achavão. uma grande maioria contra os candidatos do partido legal. Aprecianremos as conseqüências destes dois fatos. contra os excessos do governo. e seguindo a seus districtos. e manifestada na camara da capital. para dar vitória às candidaturas que patrocinavam. e em numero de 200 mais ou meos. por occasião do apuro geral. ―Quando na Villa e Freguesia do Rosario. ―O Juiz de Paz. e Dr. Manoel Joaquim Fernandes de Barros. ―Seguirão algumas representações nesse sentido. capitaneada por aquelle candidato Boto. que era cunhado do Presidente. apresentando o partido legal para candidatos ao monsenhor Silveira e a Sebastião Gaspar de Almeida Boto e o liberal ao Dr. As épocas eleitorais ofereciam oportunidade à prática dos maiores desatinos. tanto os da capital como os de outros lugares. Ela se espalha pela província. que era o capitão Manoel Pereira Coelho. de onde fugiram os habitantes para salvarem suas vidas. com as formalidaddes determinadas no código do Processo Criminal. deu lugar a uma grande revolta dos membros do partido adverso. a pretexto de não lhe ter sido enviada a acta do collegio do Lagarto.

―Acceita a proclamação. lançou mão de uma reúna. ―apenas haviam ficado na Villa Manoel Alves Pereira.não fosse obedecido. ―Sabendo Boto daquella reunião. empregou a força e fez a dispersão. que promettia deitar um véo sobre o passado. Por este facto. ―Passados oito dias. sob seu commando em chefe. pessoa de confiança do Presidente. e dispondo-se a vingar a afronta feita à Santo Amaro. companheiro do Presdidente Ignacio José Vicente) admoestar aos santamaristas para depor as armas. postos no meio da praça. sendo aquelles que vierão assassinar João Bolacha. Daniel Canavieira. que era elle Presidente o primeiro a reconhecer a nullidade do collegio do Lagarto. mandou-as abrir sem precedência de formalidade legaes. ―Mesmo as igrejas não foram isentas do saque. e levaram as Âmbulas. que por doentes. tomaram armas. eo que não fez conta conduzer-se. nem mesmo roupas. e paisanos. sem tempo de conduzirem nada das suas casas. ―Seguio-se o saque em todas as casas. e concluía pedindo a apuração em separado da acta do collegio eleitoral do Lagarto. refugiando-se para as praias. Antonio José Gonçalves de Figueiredo (aquelle candidato à deputação Geral. quando apenas achavão-se vinte rapazes. acando assim a existência. ―Dado este acontecimento. seguindo todas as famílias com o trajo que tinham. dando vivas ao Presidente da Provincia. levando-se toalhas. entrou Boto com aquella força em Santo Amaro. ―No dia seguinte. Retirou-se Boto de Santo Amaro. ―Dado isto persuadio-se o Presidente que aquella Villa se achava ocupada por grande força. levando-se em carros o precioso dellas. morrendo estantaneamente. que se achavam refugiados fora da Villa. foi lida em altas vozes em frente dos reunidos. aconselhando aos reunidos de deporem as armas. e seguiram para a dita Villa. dirigio-se a Igreja Matriz. no município de Larangeiras. pessoas mais gradas e de differentes districtos. voltando tramquillos às suas casas. dominaram-se de fanatismo alguns dos rapazes santamaristas. e contra aquillo que acabava de praticar seu cunhado. foi quebrado. que deixaram feixadas. os quaes foram conduzidos em braços. e alli existe ainda essa memória. contra o qual deram descarga. estando embriagado. seguio com uma força de Permanentes. como era seu costume. que a applaudiram e dispersaram-se. e achando todas as portas feixadas. não foi por isso preso. ―Esta representação narrava os acontecimentos. conhecido por João Bolacha. entregando-as ao dito vigário. achando-se também algumas famílias pobres. ―Então estes muniram-se de gente e das armas para defenderem-se da aggressão. e a cujos habitantes não podia elle perdoar o auxilio prestado ao Juiz de Paz do Rosário. ―Correndo Boto e os demais que elle capitaneava. confiando. ―Voltou o coronel Graça com uma proclamação do Presidente. e seus agentes. Logo que o destacamento soube do que havia acontecido ao seu commandante. que dormiam descançados no promettimento pela proclamação do Presidente. deixando alli um destacamento de quarenta capangas sob o comando do facínora João Soares da Soledade. queixando-se das artitrariedades praticadas pelo Presidente. e os reundos em Sant‘Anna. enviaram estes uma representação ao Presidente. ―O ponto concetado para essa reunião. seuguiu Boto com uma força de 600 praças. onde logo encontraram a sós João Bolacha. de novo representar verbalmente ao Presidente contra seu procedimento. sendo arrombadas a machado. às oito horas da manhã. indo em seguida para a capital. embora morressem. ―Chegando disso aviso aos habitantes da Villa de Santo Amaro. ameaçando tomar vingança. consertaram os liberaes. toamram e expediente de embarcarem-se em canoas. que como ral não se tem mandado concertar. com a sua força lega. ―Ficando estacionados Boto em Larangeiras. quebando a mão direita do Santo. foi o Engenho Santa‘ Anna. sob a palavra do governo. contra o qual ia represenar para a Côrte. dizendo-se ir elle atacar aos reunidos no Engenho Sant‘Anna. e do partido deste. não poderam retirar-se. Abriram o sacrário. e foi esto na noite do dia 15 de Novembro de 1836. de seguir desermados à capital. João Severo. ―Não tendo este com quem brigar. se poz em fuga. ―Persuadido assim o Presidente. que se achava inerme. no fim de seis dias. prata. 223 . que procuravão suas casa pela notica da retirada do destacamento. lhe disparou um tiro co a dita reúna. e foi cercar a Villa de Santo Amaro. da qual foi o portador o coronel Francisco da Graça Leite Sampaio. e depois de proferir blasfemias contra a Imagem de Santo Amaro que está collocada no Frontispício da dia Igreja. mandou ali o vigário de Laranjeiras. onde foram espingardeados. despejaram as sagradas Formas. e outro do ornato dos santos. para Larangeiras.

por alusão aos roubos praticados em Santo Amaro. que se fez chefe absoluto do dito partido dominante e de tudo dispunha á vontade. a que nutriu a primeira organização partidária. que mais tarde o postou sem vida em uma das ruas da Bahia.de onde era natural. que era . mandando-os depois assassiar e roubar. 256 257 Tomou posse a 31 de maio de 1837 Tomou posse a 28 de agosto de 1839 224 . resultando a morte de um delles Amphrisio de Campos. foi removido pelo presidente para comarca de Estância. As administrações que se seguiram à Bento Pereira guiaram-se pela orientação por si traçada. pelo facto de não ter cumprido o que prometteo na proclamação que foi lida em Sant‘Anna. foi demitido por acto do mesmo Presidente. pelo crime de revolta. ―Com aquelles procesos deo-se a preseguição da maior parte dos comondongos que não quizerão alistar-se na bandeira rapina. e dando esta resposta ao Presidente. ou reuniões dos ditos camundongos.Manuel Joaquim de Souza Brito. não representava o Presidente outra causa mais do que authomato .o partido dos corcundas dominou durante elas. que ficou outra vez deserta. por alusão ao apelido que tinha aquele seu candidato Souza Brito. comosta de cerca de quatrocentas praças. uma nova força se dirigiu a Santo Amaro.arrastado por seu cunhado Boto. tratavam exclusivamente da política.a quem foi estranhado seu procedimento e notado inepto. continuavam a exercer empregos públicos. e os legais foram apelidados de rapinas.Estes tão bem instaurarão processos contra os rapinas. Escrivão do Juiz de Paz de Santo Amaro.Manoel Joaquim Fernandes de Barros. Uma idéia liberal foi. que foi o ultimo delegado do governo e da regência. ― D‘hai em diante chrismaram-se os partidos. ―No entretanto foi nulificada aquela desastrada eleição geral. ―Ocupando o rapina todas as posições oficiais na província. Por isso mesmo que os sergipanos o puderam obstar. pois. e emboscarão a tropa na entrada da dita Villa. sítios e mais lugares dos municípios sendo permittido o assassinato e o roubo. e de um soldado da força do governo. ―Foi substituído por Jose Marino Cavalcanti de Albuquerque.que tomou posse no de 1837‖. foi o fato que determino a criação dos partidos. agremiou-se em um partido. Voltando o vigário Figueiredo. classificação que deu aquellas representações populares. e o coronel Wenceslau de Oliveira Belo257. Indiferentes de todos ao bem publico.―Foi-lhe respondido que o Presidente não merecia confiança. e então buscou perseguir com assaltos nos diferentes Engenhos. por Decreto do Governo Imperial. em vista do extraordinário numero de Eleitores fictícios.que emigravam uns para Bahia e a maior parte para a província das Alagoas. retirando-se os rapazes em vista da desigualdade da sua força. pelos roubos e assassinatos que praticarão. reduzindo a letra morta o decreto que elevava Sergipe a capitania. e que as armas conservavão para defenderem-se dos assassinos. ―chegando disso noticias na Villa. e logo retirou-se para a Bahia. Demitido o Presidente. e ferimentos de alguns outros de partr a parte. que não encontro no centro do governo restrição ou punição. As pessoa256 seguiram-se: o Dr. que ficarão sendo conhecidos uns de camundongos e outros de rapina. onde rompeo fogo. que para ali fugiu.sendo um destes o Dr. que era juiz de Direito da comarca da capital. ―O Dr. disposerão-se os ditos rapazes. Vimos nas paginas anteriores que o abuso cometido pela Bahia em 1820. ―Então os do partido legal denominaram aos liberais de camundongos. E também eram procurados em outros municípios pessoas influentes do partido liberal. cujo programa era emancipação. ao mesmo tempo que estes tão bem pronuciados pelos crimes de roubos e assassinatos. e como aceitasse a ilegal remoção. natural daquela província. Joaquim José Pacheco (1839). Seus habitantes sentiram-se irritado por um ato de tão inqualificável arbítrio. acontecendo que alguns dos comondongos reunidos. ―Tão bem a força do governo não se demorou na vila. escapando ao punhal assassino.

Ele representava o elemento aristocrata da província. por que seu programa é então fiscalizar essa emancipação. que os levava a sufocarem suas convicções . Ai está ele impondo. Eis a evolução dos partidos na província. Há um sintoma dominante de uma degeneração de caráter. porem. Dr. o povo torna-se morno e parece que degenerado. em 1831 uma capitulação a Bento Pereira. não se podia nele manter. a largos traços. Os chefes principais. cego pela paixão política. e defender as garantias das classes populares. da propaganda liberais. e que foram o segundo reinado da monarquia. em cujo estudo vamos entrar. pela prepotência dos poderosos e dos ricos. pratica alguma coisa que desperta a desconfiança publica. o desfalecimento do patriotismo.O partido antagonista deste era o dos portugueses. Pretendo essa aspiração emancipacionista. no período da regência. Daqui em diante o historiador nota. de 1820 a 1831. em vista da oposição da opinião. E ai esta o apóio que ele presta à administração do brigadeiro Silveira. contra os preconceitos de nobreza. os privilégios de raça. São estas as duas organizações partidárias de Sergipe. Dr. que com os seus. o partido liberal esteve na posse do poder. em Santo Amaro. Os acontecimentos de Santo Amaro determinam uma nova denominação nos partidos. sempre em perigo iminente. É esta a característica dos tempos. ao o qual aliaram-se alguns sergipanos. na sociedade daqueles tempos. e um obstáculo contra os atentados do poder. dessas explosões de patriotismo. juntamente com a tropa. por causa da defesa ilimitada que seu secretario presta ao povo. A revolução de Santo Amaro é o ultimo sintoma que o historiador apanha desse espírito rebelde.Marcelino de Brito do liberal. o partido corcunda passou a denominar-se rapina. De 1840 em diante. Em vista da rapinagem que foi praticada pela troca na busca que deram nas casas dos habitantes daquela vila. do corcunda. e oferecendo até o sangue dos seus membros. por isto que seu ideal emancipacionista tornou-se uma realidade com a independência. protestando conta uma fraude eleitoral.Fernandes de Barros. quis depô-lo. Nesta seção de tempo.que intimidada os homens a protestarem contra as tiranias. o outro conversou o mesmo nome. ainda que poucos. O outro partido alcançou algumas vezes o poder. e de Sergipe constituir-se em Província. a perda do civismo. eram Sebastião de Almeida Boto e Joaquim Martins Fontes. 225 . durante o primeiro reinado. a cuja prosperidade nada de útil prestou. Ai está ele na revolução de 1836. desse temperamento. Notifica sua saída da administração. Desaparece da opinião a consciência da liberdade. o poder da família. em defesa da causa publica. que o inteligente Rebouças tratava de espalhar. De 1824 para cá. ainda lhe fica uma aspiração liberal. quando o partido adverso. na esperança das graças do poder. a idéia dominante do partido desaparece. com o fato da independência do país. e a ele demos o nome de partido recolonizador.

Com exceção da administração do Dr.José Cupertino de Oliveira Sampaio. sobre todas as manifestações da saciedade.viviam a zombar da justiça. OS PARTIDOS. casada com seu raptor.de Antônio Joaquim Álvares do Amaral (1845). MUDANÇA DA CAPITAL. como o mais seguro recurso de defesa. E é incontestável que essa degenerarão partida da instituição. foi o coronel João Pedro da silva Ferreira . O primeiro presidente despachado para Sergipe. da forma de governo. Entregues a paixão. Quem comparar os fatos anteriores e posteriores a 1840. todas as mais se caracterizaram pela indiferença à prosperidade geral. protegido pelos homens da situação. o espírito público da província foi tornando-se indiferente as usurpações que o arbítrio tendia a conquista contra suas liberdades. em1841. registra-se. não inquiriam da idoneidade do cidadão. Os crimes amiudavam-se. para a fusão dos cargos públicos. Nenhuma manifestação de civismo encontra o historiador. na administração de Zacarias de Góes e Vasconcelos (1848-49). o do juiz de paz da Capela.em 1845 que há pouco tinha deixado a chefia de política. Houve feridos e mortos. que a datar do segundo período da regência. emigravam para as duas províncias vizinhas.como se deu em laranjeiras e Itabaiana. empregavam a força armada contra liberdade do voto nos pleitos eleitorais. Eram chamados os chefes de política. em 1840.O povo foi massacrado pela tropa. INSTRUÇÃO PÚBLICA.Seria fastidioso a que descrevemos cada uma das administrações. quanto passam-se os dias do segundo reinado. Entre aqueles apresenta-se o Dr. e sem as regalias os cidadãos do partido que não era o da situação. Indiferentes à segurança pública.O caráter tendia a degenera-se.CAPITULO IV DELEGADOS DO SEGUNDO REINALDO ATÉ 1855. Isto acentua-se tanto mais.desde quando elas obedeciam aos mesmos princípios.que foi planejado em Sergipe. desempregados por indevidos que se entregavam à vontade dos dominantes. às necessidade das classes produtoras. 226 . José Alves Pereira. nota uma profunda diferença. Em uma síntese podemos traçar a macha que seguiram.Fernandes de Barros. contra os abusos que se cometiam. sendo a sociedade testemunha das cenas de sangue. Alem do assassinato do Dr. A fim de se esquivarem às perseguições que se punham em pratica. Os criminosos. percorrendo aramados os povoados e as vilas. FINANÇAS.e de José Ladislau e Silva. e a degeneração liga-se ao predomínio da política. ficando em punição dos crimes que se perpetravam .Anselmo Francisco Pereti (1842-43). depois da maioridade de Pedro II. Dissemos no ultimo capitulo. sendo sua mulher raptada e à força.

na impunidade dos seus crimes. Nas baixas regiões desaparecia o civismo e não se ouvia uma voz de protesto contra um tal estado de coisas. As autoridades animavam-no. Quincas em Própria. suspenderam-se os pagamentos aos empregados públicos. na adimistração de Sebastião Gaspar de Almeida Boto. Se havia um outro patriota que sentia no fundo d‘alma a decência dessa sociedade que se corrompia. Xicão em Itabaiana. Na consciência das administrações não fazia a menos mossa a necessidade que tinha a província de melhoramentos. por que não o puniam. perdeu suas tradições e seus programas. em 1842. diminuíram assim o numero de naufrágios dos navios que demandavam Sergipe. havia um criminoso que se tinha celebrizado. Instrumento cegos das paixões do chefes. contra a prepotência dos que queriam dominar. E esse estado decadência da sociedade. Durante meses. fazendo com que o prêço de gênero de consumo fossem muito diverso em lugares próximos. para serem rebatidos no comercio com grandes especulações dos negociantes em lucros exagerados.|A política dominava com a corrupção. nos quinze primeiros anos do segundo reinado. revele-se claramente no fato de 1855. Grandes diferenças nota o leitor entre esta sociedade e a das gerações passadas.Em quase todas as povoações. Eram estes os homens que levavam o luto e a orfandade às famílias. como pelo escândalo que ostentava. não só pelo numero de vitimas. A falta de fiscalização do dinheiros públicos chegou a ponto de não haver numerário para pagar-se o funcionalismo. porque viviam sobe a proteção dos poderosos. essa falta de patriotismo e de civismo que se ressentia a população de Sergipe então. Vicente Cardoso em Santo Amaro.o estado do comercio. Como o leitor vê. Assim. Se pelo lado de segurança publica. um sintoma eloqüente de uma profunda degeneração. basta dizermos que de melhoramentos materiais só foram feitos a abertura do canal que ume o rio Japaratuba ao rio Pomonga. Nas regiões do poder o crime não desapertava a punição. sem poder a justiça publica entrega-los à severidade dos castigos penais. e o trabalho de rebocarem nas barras. senão a Bahia. durante o segundo reinado. As suas vias de comunicação muito difíceis. não chega ao ouvido do historiador o grito do seu protesto. a falta mesmo de estrada entre os centros de população.o estado do comercio que podia comunicar-se com outras praças. chegamos a um lamentável estado de selvageria pelo lado financeiro chegamos à bancarrota. Eis o estado a que chegou a sociedade de Sergipe. Aquele mesmo partido que sempre timbrou em defender o bem público. altamente atentatório à riqueza particular dos habitantes de 227 . ao qual o governo entregava vales. E ambos estes melhoramentos pertencem à iniciativa do comendador Travassos. Marunba na Capela. citamos Inocêncio em Laranjeiras. pelo estado das barras que não se despertavam nas administrações de 1840 até 1855. degenerava-se a sociedade. elas o acoroçoavam. Matias em Maruim Moura no Rosário. O silencio popular parece que era uma prova de aquiescência de tantos desmandos.

situada excelente local. que veio consignado para realizar esse atentado. porem. ficou indiferente ao atentado. E é para admirar-se que a deliberação da administração não recuasse perante a grande soma de interesses particulares que o ato da mudança ia prejudicar. Admira-se realmente a coragem do Dr. Vejamo-las: ―Ninguém ignora o Povoado da Cidade de Sam Christóvão contra cerca de duzentos e cinqüenta annos de existência. O próprio presidente foi vitima de sua ousadia. 11 alambiques. em 1º de março de 1855. cujas tradições deviam estimula o patriotismo de seus habitantes. seriam inúmeras as vitimas desse meio tão pernicioso e epidêmico. As repartições publicas funcionando em casebres. e o reclamava desde a administração do Dr. que as mãos sacrílegas de um administrado viesse atirar na pobreza um sem-numero de famílias. vila pobre. de ricos e belos edifícios. e que já havia mais de trinta que nele se acha a sede da Capital da Província. que foram os primeiros a reclamar pela mudança da capital. de excelentes águas. Idealizou o plano e realizo-o. de uma noite para o dia. As causas justificadas do ato vêm na fala que Inácio Barbosa dirigiu.S. unida e armada. incisivamente epidêmico. longe de ser elle um grande Povoado. Se admiramos sua coragem. O próprio presidente teve de habitar em uma casa de palha. Os infelizes empregados públicos para garantirem o pão cotidiano. como é o corpo cuja cabeça ele representava. retirando a vida oficial de uma cidade secular. é uma 228 . A falta de habitações era absoluta. nova cidade. Estudemos. .Inácio Joaquim Barbosa. pela grande quantidade de pântanos existente. vitimadas pela febre paludosa. de abundancia de alimento. ―Era sem duvida tempo suficiente para ostentar-se rico e populoso. E foi o que se deu. lançando pragas ao administrador. onde intenta edificar. ficando na orfandade e sem arrimo do esposo os infelizes filhos e esposas. morrendo de febre palustre. rodeada de 200 sítios de pequena lavoura. sem tradições e sem edifícios. para satisfazer assim interesses políticos e individuais. a população de S. aos representantes da província. para ir atira-la às praias do Aracaju. Isto é bem característico da degeneração do caráter e do civismos daquela sociedade. o fato. sobre um solo arenosa. Enquanto a população de Santo Amaro. Somente as velhas espreitavam das rotulas os carros que conduziam o cofre e os arquivos. cujo os interesses não se podem comparar. Obrigados a irem habitar em um meio paludoso.Cristóvão e seu município. anulando os inauditos esforços das gerações passadas. com um município de 43 engenhos.Cristóvão.a mudança da capital para o Aracaju que era uma praia inóspita e inabitada. buscar seus cartórios. as suas causas e suas conseqüências. Os cofres depositados em albergues. e consentiu facilmente na realização dos planos oficiais. e que por isto não pode oferecer base suficiente para grandes e largas edificações. de clima ameno. 12 fazendas de criação de gado. Seu espírito não se deixou influenciar por nenhuma dessas inconveniências que seu ato acarretou. ou por outra. de saborosas frutas. Entretanto vós todos concordareis que. E daqui que a colonização melhorasse tais condições anti-higiênicas e que permanecia de um centro populoso espantasse os miasmas. sem a menor garantia e segurança. indo compacta. Foi o protesto. como o atestam alguns dos seus velho monumentos. e a assembléia de reunirce de baixo de um pé de cajueiro. feitos à presa. pequena. pouco depois da mudança da capital.Manuel Inácio da Silva Lisboa (1835). As tradições do tempo trazem-nos inúmeras perda de pais de família. o leitor viu quando o poder legislativo mudou a sede da vila para Maruim.que em recentes períodos geológicos serviu de leito do Cotinguiba. o poder da sugestão a que seu espírito.

............................ .........958 Lagarto ............ A única circunstancia de valor real contra a permanência da capital em S. Sr......... comunicase diretamente com o Povoado de Itaporanga. Cristóvão era sua distancia para o porto....................................... Pelo seguinte quadro do numero de fogos das povoações de Sergipe em 1852............475 Vila-Nova...... e dificuldades de toda sorte para navegação..... não podendo ser indeferente aos justos clamores do povo..........................................807 Capela.....30.693 Total.. como as barras de ambos os rios são iguais...........................................570 Laranjeiras ........................2....... O único protesto que encontramos em nossas busca contra o ato do presidente...... Não só o porto do Cotinguiba não é superior ao do Vaza-Barris...........Cristóvão........................ a quem foi presente a representação verbal dos habitantes d’ella...544...664 Santo Amaro .......624 Socorro.....3..3......................... Em 1850 o numero de habitantes de cidade de S..... a cuja 229 ...Cristóvão.309 Propriá. Cristovão...............1.... acrescentando que diferente dos demais centro de população da mesma província.... .......... não dispõe esse povoado de recursos próprios........................ com na formação geológica............................... que no auge de desespero e exige a observância da lei fundamental do Estado..............1.......231 Santa Luzia........170 Não era também a cidade menos populosa de então.... diz pouco adiante: todos os demais povoados estão mais ou menos no caso da cidade de S...................965 Porto da Folha.. A outra causa alegada pelo presidente foi a superioridade topográfica do Aracaju..... que lhe fica próximo.... nem seu município... E Exm. E como não seria assim................1.. quando depois de ter dito que S. como sendo a menor e mesmo populosa cidade da província..........1....................... o seu aspecto só revela decadência e miséria.............. dificultando esta que podia ser remediada com a viação férrea.............Cristóvão............ 258 Illm.. Cristovão era 1. condições estas que tornariam para o futuro a nova capital uma excelente praça comercial........ alem de ficar no fundo do rio Piramopana com dependência de marés.... que fica na margem do mesmo rio Vaza-barris?‖ Eram inexatas as alegações do presidente sobre a decadência de S... os cofres públicos despenderiam muito menos do que despenderam para edificar uma cidade em tão pouco tempo....... ...... transformando uma praia insalubre e deserta em um centro populoso..... foi lançado pela câmara da capital nos ofícios e representações que o leitor pode ler na nota abaixo258....Cristóvão era a menor cidade da província.......789 Itabaiana .......... 2......3.. Inexatidão revela-se na própria incoerência de suas palavras........ junto a um excelente porto e de uma barra superior á do Vaza-Barris......................................718 Maruim........................ ......... se...... vê-se a inexatidão da legação: S.....das mais pequenas Cidades da Província................976 Estância...... não só em volume d‘água.... Nenhuma localidade igualava-lhe em população......................... que os ligasse e com que por certo........... e poderia enterter-lhe a vida.....643 Campos ...................... – A câmara Municipal d’esta Cidade de S...2.................... Capital da província de Sergipe.......... pois que é pequeno recôncavo da ribeira do Vaza-barris.......................1.................030 Rosário....773 Divina Pastora. ...

V. e docilidade de que he dotado. e inhabitavel por suas continuas epedemias. vem representar a esta Ilustre Assembleia. e leal povo desta capital perante a Provincia perante o Brasil e o mundo inteiro. se compenetrar da razão. e o Brazil inteiro de ser V. o único responsável por huma só gota de sangue Sergipano. Dr. Parece que há quem pasando a razão deixe de conhecer a nenhuma utilidade publica. os reditos das estações publicas. senhores. sabe que da boa administração da justiça depende a felicidade dos povos. Senhores. Sr. E com effeito. Ex. que tendo sido esquecida com sua recente emancipação. que representa . que a 14 annos prosperava consideravelmente. Deus Guarde a paço da camara municipal da cidade de são Cristovão. parente a Lei. – João Simões da Silva Samango – Joaquim Felippe de S. esquecendo-se todas as considerações. e por isso esta camara nada despresará para defender o pacífico. para ser objetivo de desprezo. apoio que a lei longe de o dar reprova. compartilahdo do dissabores de seus concidadãos. Exm. e por qualquer repulsa a elle feito. em Sessão extraordinária de 28 de fevereiro de 1855. só e unicamente convocação da assembléia provincial nesta capital. e offerece hum futuro. hum commercio florescente. a fraqueza que hé própria a esta camara. e irrito. E não o tendo feito Emx. pedindo a restricta observância do artigo 5° do acto addicional: representa a V. ou não e prottesta por isso por serem nullos e írritos quaesquer trabalho vossos que não forem de accordo com a lei fundamental do estado: promette mesmo levar seu protesto aos pés do thorono augusto de sua magestade imperial. Ex. perante o Brazil inteiro. – José da Rocha Bastos. capital da província de Sergipe. esta Camara em nome do povo. protesta de haver hum dia os habitantes desta capital seus prejuízos. parente o Brazil. que se derramar possa. e mudar e sede do governo com a maior precipitação para huma praia deserta. os Sergipanos quando vos elegeram deputados. e nem a assembléia se poderá justificar de huma infracção de lei fundamental do estado. Ex. – Francisco José dos Santos Pinho. e que a transgressão das leis e muitos tem abismado: e por isso esta câmara solicita de V. Não vê esta Camara. Esses casos até hoje se deram. e o mundo inteiro. Illm. e menos lhe presta apoio. e os edifícios do estado que não menos importão da duzentos contos de reis. por si e em nome de seus concidadãos. perdas. protesta ainda e o que mais importa por serdes os responsáveis perante Deos. terá de levar sua voz ante o thorono Augusto de sua magestade Imperial e constitucional. usa reunia em outro qualquer ponto da Provincia He uma ferida gravemente feita ao Acto Adicional. e parente o mundo inteiro. que tenhaes de fazer para legislardes devera ser nesta capital da províncias. Sr. e animador. respeitava nosso direito de petição. não vos deram poderes para tanto. E Exm. a falta de economia política. o propósito firme que há de reduzir-se a miséria cinco mil habitantes da capital com ocupações honestas. e do direito que esta câmara em nome do povo reclama se tornará credor das nossas afeições: ao contrário. vos representa que toda e qualquer reunião. – Ignacio de Paula Madureira. Ex. Ex. e damnos de vez por vossos bens. – Joaquim José Pereira. não jpodendo ser indiferente ao clamor publico e a dissolação que observa a mesma Capital. quando o povo considerando o completo extermínio de sua capital. Ex. Ex. Exm. presidente desta província. Permitta V. perca a natural resão. 230 . comessava sua existência civil e política. uma necessidade em mudar a sede do governo. e leal. ou antes o cumprimento do artigo quinto do acto addicional: certo de quem se V. perante o Thorono. e que edificava. para que todos conheção da forma porque é transgredida a Lei: o que mais importa. Ignacio Joaquim Barbosa. – P. por ser hum acto nullo. emfim huma antiga capitania do reino de Portugal. Sr. Esta camara. e por isso desde já protesta Deos. vem apresentar a V. Anna. é claro evidente ser a reunião da assembléia nas praias desertas do Aracaju huma medida que revolta os ânimos mais pacíficos dos cidadãos. Esta Camara confia que V. nem pode afiançar a que ponto chegar o desespero dos pacíficos habitante desta capital.sombra repousavão intertes por se julgarem garantia. Ex. – A camara Municipal desta capital da Província de Sergipe d’ElRei reunida em Sessão extraordinária. e extorção de direitos que este povo julgava garantidos. Não afiança esta camara a V. ou seja ella ordinária. mas que lhe foram postergados. e elevação de província do Brazil. em que V. por huma só gota de sangue sergipano que derramar-se possa quando o desrespeito exarcerbe os ânimos motivando esse desespero a aggressão. único ponto de suas reuniões. não deve consentir como primeira authoridade da província. por isso que no artigo quinto do mesmo está determinado que a reunião da Assembléia será em lugar por actos legislativos Provinciaes. Senhores da assembléia Província. Sr. Ex. a sombra da qual todo o cidadão deve repousar tranqüilo. – Marcos José Martins. Ex. por isso que desde sua instalação até hoje ainda não decretou para fora desta mesma Capital essa reunião. por não poder Ella reunir-se em outro algum ponto. para que faça reunir a assembléia nesta Capital. permitida nossa linguagem verdadeira.

Não querendo esta Camara attribuir ao Presidente actual huma desonestidade pelo acto. Christovão. o que não se dá no esteril. actual Presidente desta Província.-capital da província de Sergipe. 5° e 10 do acto addicional. como pai commum dos Brazileiros. – José da Rocha Bastos. e a pretesto de passar o carnaval no engenho – brejo – apresentou-se no da Unha do gatto propriedade do barão de Maroim. – Joaquim José Pereira. Fundamental do Estado. que inteiramente estanhou aos interesses della. n'essa praia está o Pessoal das Repartições soffrendo 231 . sempre aollicita em promover o bem público do seu Município. que se encare os interesse della. Senhor. deve esperar. e ahi no dia 17 de fevereiro fez por carta officiaes assignadas por ambos. das puras intenções da vossa M. Manuel Vieira tosta Dezembargador Joaquim Marcellino de Brito. para cuja infracção coadjuvaram esses deputados. do Termo desta Cidade. para não fatigar a paciência de Vossa Magestade Imperial. Imperial Senhor. e amantes das Instituições do seu Paiz se escuzaram de fazer parte do illegal e absurdo Congresso. e o da mesma Província a que pertence. Reunidos os deputados. fazer violência ao acto legislativo da província pela inconstitucionalidade da vosa reunião. por que alguns de numero. e somente é essa verdade desfigurada pelo actual presidente da província. e tanto assim hé que o bem intencionado Commendador Antonio Joaquim Alves do Amaral. que a lei lhe confere. que de vossa Magestade Imperial. Paço da camara municipal de S. – Ignacio de Paula Madureira P. cuja maioria foi composta de Supplentes. se não importa de tanto de frente ferir. que mostram com evidencia os nossos soffrimentos! E para comprehender-se a caprichosa tenacidade do actual Presidente. contra a disposição dos arts. e ás conviniencias Publicas! Mas ahi estão os pactos. Christovão ex. Thezouraria Provincial e pessoal respectivo. Em conseqüência do que. Imperial Senhor. incrlvel tanto desacato á Lei. como deve constar de uma lei inconstitucionalmente feita e promulgada nas referidas praias do Aracaju!!! Sim. pelos coffres da Província. que tem elle feito. – Marcos José Martins. e sempre foi isso reconhecido por qualquer lado. para sepulta!-o em uma cazinhola sem segurança. basta sómente attender-se ás enormes despesas. Cristovão dotada dos Comodos necessários para a existência de um Povo. logo para alli transportou-se o Presidente. – Francisco José dos Santos Pinho.alias este ponto para isso o primeiro da província. que por fortuna ainda permanecem em um optimo edifício de grossas paredes de pedra e cal livres do menor risco. reunir os deputados Provinciaes e deliberou que estes se passassem às ditas praias. quando presidente desta Província oppoz-se a que fosse para alli transferida a Alfandega!! Hé desta forma Imperial Senhor. – João Simões da Silva Samango. vem com o maior respeito a acatamento ante a Augusta Pessoas de Vossa Magestadade Imperial e Constitucional representar e Suplicar o bem. e se promove o engrandecimento do Paiz só por diferenças a alguem. que se abusa das boas intenções que a nosso respeito nutre Vossa Magestade Imperial. capital da província de Sergipe em sessão extraordinária aos 28 de fevereiro de 1855 . e ali fizessem sua sessão ordinária. he baziada na razão de ter sido elle praticado contra a Letra da Lei. depois de sua posse até hoje. esta Camara testimunhando tantoa absurdos e injustiças. precipitada e absurda mudança! O presidente de que se tracta. que elles diriam a Vossa Magestade Imperial o que he a praia do Aracajú. imperial senhor. de quem o Povo oprimido desta Cidade e Província espera saudáveis providencias que o ponham a salvo dos incalculáveis males que podem provir dessa illegal. – a camara Municipal da cidade de S. que praticou. – Joaquim Felippe de Santa Anna. e o desprezo. honestos. mudado desta_ cidade para as praias do Aracaju a Capital da mesma Província. e outras. Imperial. depois disso de tantos Edifícios Públicos com os quaes a Nação gastou milhões. mas sim uma incurialidade. faltaria a um dos seus mais sagrados deveres se deixasse de levar este pensamento ao Soberano Conhecimento de Vosa Magestade Imperial. e quando na boa fé almeja a Capital o seu regresso. por ter terras perdidas no Aracajú quer approveital-as!!! Lá. abusando do poder. que são convergidas á prol do bem estar de seus súbditos abandonou esta cidade. Parece. e o que he a bella Cidade de S. decretou ele a precipitada e nulla mudança. quando esta Camara declara nullo e insubsistente semilhante acto. Outro tanto pretende fazer com os coffres da Thezouraria Geral e Correio. tendo igual destino os coffres provinciaes que alli estão sem a menor garantia. Tendo o Bacharel Ignacio Joaquim Barbosa. insalubre e arenoso Aracajú. logo mandou o Presidente conduzir para aquelle terreno diserto os Archivos da Secretaria Presidencial. lhe fica distante 3 legoas pouco mais ou menos. que. construídos nesta Cidade e que esta Camara deixa de enumerar. que em linha recta. dispresando assim hum palacio dos melhores do Imperio onde esse Archivo estava. para proval-a servia bastante que Vossa Magestade Imperial ouvisse aos conspícuos Conselheiros Zacharias Goez e Vascosellos.

....... Em 1835..... Luiz Antonio de Leiros... Imperial pisa com alarde a um povo manso e pacifico.. É por tanto que.... só por que assim o quer e o manda hum Presidente.....101:406$000 1844. chegando ele em 1857 a 138:257$000 Eis o quadro da receita e despesa RECEITA 1835........ e perseguido.. P........E no estudo comparativo do estado financeiro da província...317:270$000 A marcha do saldo foi a seguinte: 1847 – 48.... – Ignácio de Paula Madureira................................... À muita alta............. que o prezidente de relativamente a retirada dos coffres da Fazenda Nacional.... pode-se demonstrar suas desvantagens.................25:375$000 1836.... por que assim salvara Vossa M......75:824$000 A despesa mais ou menos a mesma 1839......... Manoel Joaquim de Guia......154:142$000 1851 – 52...... Marcos José Martins....... 764$000 1852 – 53.. Imperialrial e constituicional a suspensão de qualquer ordem.. onde já se acham as Provinciaes................ Com o aumento da receita.... encontramos a primeira lei orçamentária. Joaquim José Pereira....... para o Aracaju.........91:500$000 1837.. imperial senhor. Joaquim filippe de S... Cristóvão de Sergipe de El-Rei........................ DESPESA 122:530$500 141:713$206 172:142$000 202:065$000 232:925$000 232 ..64:434$000 horriveis privações para não ser-Ihes tirado o pão........ pelo aumento da prdução. Até 1855 verifica-se sempre o aumento da receita........................ que abusando da bondade ............... José Geilherme Machado de Araujo..105:100$000 1838...........43:806$000 1852 – 53...................... Realmente................21:741$000 1850 – 51....... João Duarte Portugal.46:484$000 1855 – 56. e da missão que lhe confiou VossaM... em razão de dez e um quinto................ deplora a consternação dessas famílias desterradas em uma praia inhospita sem abrigo. anterior e posterior ao ato da mudança.. Miguel Correia Nunes.279:410$164 1855 – 56.... esta Camara com a maior submissão requer a Vossa M............ Imperial Guarde Deus como havemos mister faço da Câmara Municipal da Cidade de S..... como já a alguns se tem feito!!! Estas camara......56:571$000 1856 – 57.......... e para isso conseguir despresa a Constituição do Império... naquele ano..... a receita foi orçada em 25:375$000 e neste em 317:270$000............. em Sessão Ordinária de 30 de Abril de 1855...... Anna.......... verifica-se a existência de saldos na província... poderosa e Sagrada Pessoa de Vossa M............... Imperial e Constitucional façam-os cessar d’uma vez.........151:896$000 1848 – 49...... de que elle dispõem como senhor absoluto.....

729 alunos para 327 escolas. Nele ensinava-se geometria. foi com o déficit de 82:020$000. a nosso ver.000 habitantes. Havia uma biblioteca pública. Daí em diante os déficits tenderam a aumentar e tornaram-se permanentes na história financeira da Província. tirou-lhe grande parte do seu valor comercial. Entretanto a província. era dez vezes menor. Sendo reconhecido que a população das escolas deve estar na razão de um quinto para a população livre. inglês. Eis. de 163. cuja aula foi supressa em abril de 1852. em 1851de 3147 e em 1852 de 3165. isto é um aluno sobre 517 habitantes livres. Manoel da Cunha Galvão (1858). Bastam estas cifras para demosntrar o atraso em que vivia a província. sendo abundante as receitas de 1857-58 e de 1858-59. Tomaz Alves Júnior (1860). Pois bem. latim. e quando passou a administração ao Dr. retórica. era preciso uma freqüência de 32.990 habitantes: sendo 166. Por mais de uma vez temos lastimado a incúria e indiferença dos governos para com a instrução pública.426 233 .85 alunos 1849---------54 alunos 1850 --------113 aluns 1851 ---------88 alunos 1852 --------158 alunos 1853 -------119 alunos Em 1852 a província contava 39 escolas primárias do sexo masculino. quando se fizeram as obras do Aracaju. Laranjeiras que era o melhor centro comercial. A freqüência em 1851 foi de 2647 alunos. criada por lei de 16 de junho de 1851 e que em 1853 tinha 1043 volumes. aquela subindo a 460:177$000 e esta a 404:641$000. Sendo a população. Não podia competir com a vida oficial do Aracaju. geografia e comércio. francês. o desequilíbrio entre a receita e despesa tornou-se cada vez maior. as conseqüências da mudança da capital. filosofia. decaiu. por esse tempo. Além dessa decadência para a qual tão poderosamente contribuiu a mudança da capital.Em abril de 1857 o saldo tinha subido a 168:766$000. Por Lei de 31 de julho de 1847 centralizou-se a instrução secundária. contava 63 escolas com a freqüência de 3165 alunos. como podemos ver pelo seguinte mapa: 1848-------. este saldo desapareceu. seus efeitos foram de grande inconveniência nos centros populosos que já existiam nas circunvizinhanças do Aracaju. e 15 do feminino: 9 aulas de latim. Não obstante o aumento da produção. Vimos já o seu estado no primeiro reinado e no período da regência. nesse tempo. Sua freqüência er pequeníssima. que além disto. cirandose o Liceu de Sergipe. A população da província em 1852 era de 222. em 1850. na administração do Dr. além das que existiam no Liceu. sob o ponto de vista da cultura popular. sua proporção na província.

O corcunda. nos capítulos anteriores. até os últimos momentos da monarquia. Este partido que ocupou as posições oficiais. Por conseguinte. que intitulou-se o partido legal naquele movimento revolucionário. Contribuíram para isto os seguintes fatos: As dificuldades em que se colocou Almeida Boto no assassinato do Dr. candidato no pleito de 1836. Isto produziu impressão na opinião do centro. passou a denominarse rapina. durante o primeiro reinado. cujos habitantes esperavam que Boto. a ponto de podermos julga-lo como o administrador de Sergipe.habitantes livres e 56564 escravos. como as administrações locais. de onde vieram ordens reservadas ao presidente José Antônio de Oliveira e Silva. Almeida Boto é um dos mais responsáveis pelo atraso em que permaneceu a província. Fernandes de Barros. A opinião pública pensou e pensou muito bem que a oposição de Boto importaria a nulidade e revogação do ato. José Antonio de Oliveira e Silva. ou injustamente. em Santo Amaro. em alusão a um de seus chefes. eles tomaram novas denominações. tendo por armas a corrupção e o egoísmo. De 1852 em diante seu partido deixou de ser o partido dominante e o seu chefe foi pouco a pouco perdendo o prestígio de que gosava. se opusesse ao ato administrativo. A degeneração do caráter naciona. para aliar-se ao outro partido. em todas aso outra a administrações interferiu. Ambos perderam seus programas e isto já foi por nós dito. Souza Brito. não sabemos se justa. por alguns anos. o partido lusitano desapareceu. O liberal passou a ser chamado camundongo. tornando-se alvo das desconfianças da justiça pública. atacou até a organização partidária de Sergipe. pelo ilimitado prestígio de que gozava. O partido rapina dominou a província até 1852 quando assumiu a administração o Dr. Vimos mais que. que lhe ofereceu resistência. Durante este longo período Almeida Boto alcançou em Sergipe um domínio absoluto. Menos um ou outro presidente. com Pereti. que foi o mais visível sintoma das práticas políticas do segundo reinado. sem programas nem idéias caminharam os partidos. em 1836 era o partido da situação. O historiador não descobre mais um princípio. Eis a nosso ver as causas da 234 . uma idéia que os vivifique. Vimos que eles originaram-se do atentado praticado pela Bahia. De sua vontade dependiam todas as deliberações. Dominava não só a administração da província. Em vista dos acontecimentos de 1836. Temos. durante àquele período. estudado a marcha que levaram os partdos. o Dr. em alusão aos roubos praticados naquela vila. de 1836 a 1852. desde 1820. Seu principal chefe era então Almeida Boto. eles tiveram programas: tornaram efetiva a emancipação da província e defenderam-na. contra aliberdade política e administrativa de Sergipe. Estudamos estas lutas nos últimos tempos do primeiro reinado e durante o primeiro período da regência. que perdeu aqueles patrióticos princípios do primeiro reinado e do primeiro período da regência e assim. Além deste fato contribuiu ainda a mudança da capital. todas as resoluções. Depois da independência. Vejamos agora a marcha e orientação que eles levaram no segundo período da regência e no segundo reinado. e foi substituído pelo partido do corcunda.

saguarema. pretensão esta contestada por outras influências do dito partido. e. ligaram-se tão bem alguns membros do partido que tou a denominação do – Liberalnomo primitivo do partido comondongo. Promovidos por novas agremiações políticas. que acariciou a idéia da conciliação política e da liga. em luta contínua. em Sergipe. e tornou-se Antônio da Silva Travassos o propagandista dessa liga. e o presidente convidou-me a propalar as idéias que eu já adoptava. nem tradições históricas. Em 1856 ecoou na província a liga dos partidos operada na corte do império. cujo prospecto foi aquelle programma de conciliação.que mais tarde tomou a denominação de conservador. que não podia prosperar por causa desses partidos de índole de família. e então passei a publicar na Villa de S. A esse partido. sem a coesão de uma idíea. e teve de chocar-se com o Presidente. devendo substitui-los uma política larga. e tolerante. que representava as tradições liberais de 1820. dessa conciliação. Com isto muito se encommodou o Barão de Maroim. o jornal – Conciliador-. contra o qual promoveu opposição na Assembleia provincial. que a esse tempo se insinuava para chefe do partido comondongo. Este fato produziu uma dissolução completa nos partidos.saguarema. contra os interesses da nação e a favor dos interesses dos seus chefes e dos seus adeptos. abriram oposição ao presidente Salvador Correia de Sá e Benevides. Não passam de dois bandos. em um jornal que principiou a editar em Sto. Boto e outros membros de sua família. conservaram-se no seu retiro.decadência política de Boto e do seu partido. so segundo reinado. 235 . que tanto a delaceravam. preparavam-se para a chefia suprema do partido comundongo. chamado o Conciliador. Amaro. sendo o dito Presidente defendido. E são estas as suas palavras: Nesse ano appareceu o programa político de conciliação. As outras frações constituíram o partido liberal que. As descrições que fizemos de seus antecedentes. que mais tarde passou a denominar-se conservador. por outras influências do mesmo partido. porqu continuaram os excessos partidários. pelo governo Imperial. mostrando-se a necessidade de acabar com os partidos e infuências nocivas delles .O programa do Conciliador não alcançou implantar-se no pinião. organizando o partido saquarema. demonstra que suas origens não representam pricípios políticos. como no país. Amaro. apresentado. Aqueles que como o Barão de Maroim. afim de cuidar-se dos melhoramentos mateiaes de que tanto precisava a Provincia.concorreu parte do comondongo. representam as duas agremiações partidárias. o que se compôs de frações do comundongo e do rapina. Então o Barão de Maroim organisou um partido seu que denominou. generosa.

relativamente aos seus limites. A incerteza em que vivemos é sempre má. os limites desta província. de quem deviam achar-se desligadas.Na 29ª sessão da 30ª legislatura da assembléia provincial de Sergipe. sobre a qual compete exclusivamente sua jurisdição. pois. e de acordo com os interesses da fazenda pública. que o separa da Bahia. baseada em documentos. não sabendo as autoridades até onde chegam os limites da sua competência. Francisco.CAPÍTULO V LIMITES. geógrafos e historiadores do Brasil. Desmenbrando.se de seu território uma grande zona de terreno ubérrimo. por iniciativa dos interesses da política baiana. Elucidemos estas questões. seu direito político a Bahia. afim de que a administração conheça qual a orbita em que deve girar. não só pela grande extensão que lhe é tributária. Não só a fronteira setentrional tem sido contestada pela província de Alagoas. a leste pelo oceano Atlântico e a oeste por uma linha imaginária. sua vigilância. dizia: ‖Ainda são contestados ao sul. Considero como medida urgentíssima a descriminação dos pontos onde ele confina com as outras. que separa esta província de Alagoas. ao sul pelo rio Real. Sergipe tem sofrido uma lesão enorme em sua economia. Limite setentrional. tem partindo das duas províncias para fundamentarem o direito territorial. que legalize sua jurisdição. Se há essa unanimidade e acordo nas opiniões. afim de que a 236 . em 1871. sem que se achem a verdade e o direito do lado das alegações. ou Brejo Grande. que reclamou como pertencendo ao seu território à ilha Paraúna. Pelo menos esta razão devia inspirar a cessão. Seja por onde for. a Bahia devia fazer cessão da zona que tão ilegalmente acha-se apensa á sua jurisdição. E quando não existisse esse direito. QUESTÕES COM ALAGOAS E BAHIA Segundo a opinião de todos os cronistas. vai às nascenças do rio Real e o separa também da Bahia. povoações situadas nessa zona. o mesmo não tem sucedido a Sergipe. afim de cessarem as reclamações de todos os dias . pela verdade do passado histórico. pela distância em que se acha do centro do governo. E por mais de uma vez a justiça de Sergipe tem sido suspensa em sua ação. desde quando o poder legislativo tem querido resolver a questão. como a fronteira meridional e ocidental o tem sido pela Bahia. tornam-se morosas contra os interesses da justiça. pela Bahia e ao norte pelas Alagoas. o território de Sergipe é limitado ao norte pelo rio São Francisco. vão levar seus auxílios. que partindo do riacho Ningó. quando a favor de Sergipe não falasse bem alto o testemunho do passado. na sua fronteira ocidental. pela alegação de sua incompetência. é de estranhar que questões de limites tenham sido levantadas pelas duas províncias limítrofes. afluente do S. o presidente da província. Se nenhuma contestação histórica. para quem os documentos são inúmeros e comprobatórios dos limites que acabamos de traçar. determine-se uma linha divisória. como sobre ela a sua ação legal. tenente-coronel Francisco José Cardoso Júnior. entre Sergipe e Alagoas e Bahia. de acordo com os interesses da justiça.

Francisco. no século XVII como as escrituras de vendas eram sancionadas pelos magistrados de Sergipe. no ano anterior. tornou-se terra firme. que considerava pertencer a Alagoas.ação da justiça não continue a ser iludida. que resolveu da seguinte maneira: ―No que respeita ao terreno destinado para a Villa Nova. junto a Piassabussu e que.a ilha de Paraúna da jurisdição de Penedo e a incorpora a Vila-Nova. donatário de Pernambuco. pela qual sua jurisdição estendia-se a todo o rio S. Realmente. não raras vezes.Nova os dízimos. Quando em 1732 erigiu-se a Vila Nova de S. por decreto de 9 de junho de 1812. sobre a posse ilegítima que Sergipe queria reivindicar para si. em menoscabo da lei. pela imposição da administração de Sergipe à lavoura das paragens em litígio. e assim ficam impunes. pois. eram os fundamentos em que se procurava basear a posse de Alagoas sobre Brejo Grande. quis desmembrar de Alagoas para Sergipe as ilhas circunvizinhas do rio. Francisco. da justiça e da moral‖. a doação feita em Évora a Duarte Coelho Pereira. O presidente de Sergipe incluía este trecho em sua fala. Essa reclamação não era mais do que repetição de muitas outras. Muitos outros fatos poderiam citar. não só em sesmarias algumas ilhas do rio S. como o aviso de 30 de abril de 1832. pelos limites traçados na escritura o capitão Domingos Casado a Manuel Dias de Oliveira a ilha dos Bois. Cipriano José da Rocha.Francisco foram doadas pelos capitães – mor de Sergipe. que tendo sido ilha. para pagarem em Vila . reclamava-lhe ordens para que as autoridades de Sergipe não exercessem sua jurisdição sobre a ilha do Brejo Grande. É o ouvidor de Sergipe não abusava da lei e nem queria usurpar território estranho à sua jurisdição. contra o que protestou a câmara de Penedo. que queria ser tributária de Vila-Nova. da ilha Paraúna. esquecendo não só o decreto de9 de junho de 1812. a câmara de Penedo recorre e ao seu favor foi passado a provisão de 9 de fevereiro de 1758. E por uma reclamação feita pela câmara desta vila ao poder competente. desmembra ele. Historiemos. Francisco. Essa deliberação ia contra os desejos da população. pelo lado civil. por uma queixa dirigida ao vice Rei. após a perpetração de um crime aqui. em 23 de abril de 1655 Cosme Rodrigues Delgado e sua mulher venderam a Brás Vieira uma ilha em S. cujos autores dizem-se domiciliários ali. que mandei erigir e em que se acha gravado a de Penedo também mandei se conservem na jurisdição desta às ilhas que até agora lhe estavam sujeitas. porém os fatos. fronteira ao penedo. 237 . por se haver excedido a minha ordem‖. Tendo em 1755 se levantando de novo a questão de limites. pois. o ouvidor de então da comarca de Sergipe. pelo lado eclesiástico a Alagoas e pelo lado civil a Sergipe. o presidente de Alagoas. em tempos passados. O contra-senso e anomalia dessa pequena circunscrição pertencer ás duas províncias. da qual ficava mais vizinha.

que o capitão-mor Cosme Barbosa. pelo sul. E muitas outras sesmarias foram concedidas na zona compreendida entre sete e o rio Real. pois na carta de sesmaria de Luiz Alves. vemos. pedia informações à Câmara de Vila-Nova. o qual. resolveu conservar anexada a Vila. Em vista. contra o que houve formal recusa dos seus habitantes. E em 1870 o presidente de Alagoas pedia ao de Sergipe providências para que as autoridades desta última província não exercessem sua jurisdição em Brejo Grande. em 1832.Nova o terreno em litígio. Parecia agora que os fatos legalizavam e que não seriam permitidos. o qual submeteu a questão ao extinto Conselho do Governo. Sempre foi este o limite entre Sergipe e Bahia. _ Hoje estes limites acham-se sancionados pela unanimidade de opiniões dos historiadores e geógrafos: o talvegue do rio Real. pela lei n. Em 1851 a Assembléia Legislativa de Alagoas requeria à Câmara dos Deputados o mesmo que. Se este fato é real. leva ao conhecimento do presidente da província de então.‖.vemos as seguintes palavras em seu regimento: ―As terras e águas e ribeiras que estiverem dentro do território e limite desta capitania de Sergipe. desde quando a posse de Sergipe sobre Paraúna estava legalizada pela legislação.desde o começo do século XVII. em fevereiro do mesmo ano.em maio de 1603. em aviso de 30 de abril de 1832. a extensão de Sergipe. 238 .entre os quais existe mais ou menos esta distância. a Baltasar Luiz.em 1590. O presidente participa então à câmara a resolução do Governo. por si só não prova que a jurisdição do governo de Sergipe se estendesse além do rio Real. desde remotas épocas? Ainda que não tenhamos podido obter o regimento dado a Cristovão de Barros. 2099 de 1º de fevereiro de 1873. cidade de S. Limites meridionais. etc. que lhe responde em data de 26 de março de1870. ficaram resolvidas.era de vinte e cinco léguas. dada pelo capitão-mor de Sergipe.quis novamente incorporar ao território de Alagoas a pequena ilha. por oficio de junho de 1832. João Pereira de Oliveira. o conselheiro Joaquim Marcelino de Brito.de sul a norte.que deveriam ser contadas da margem meridional do rio São Francisco até o rio Real. a Câmara de Penedo reclamava. resolução que foi aprovada pelo Governo Geral.quando conquistou Sergipe. que são vinte e cinco léguas. que tanto prejudicaram as duas províncias. o juiz ordinário de Vila-Nova. Tomé da Rocha.Francisco.Cristovão. o desejo da câmara de Penedo. Logo. Domingos Fernandes e Cristovão Leal.em maio de 1604. Essas reclamações eram inoportunas. essas questões de limites. Nada se tinha mais a reclamar. para responder. Assim não sucedeu. Entretanto. mas nenhuma reclamação. depois de um acordo entre a deputação de Sergipe e a de Alagoas.Supomos que a demarcação deve ser da margem do S. contudo. duas léguas de terra ao norte da barra do Itapicuru.A lei do soberano não foi suficiente para domar a ambição do poder municipal de Penedo que. de há muito. só em 1873. que em sessão de 20 de março de 1832.concede de sesmaria. que deveria estabelecer a extensão de seu governo na nova capitania.

que terríveis ameaças lhes foram dirigidas. ―Avista desta resposta. pondo-se em luta aberta com as autoridades da vila Constitucional da Estância. respondeu que enquanto não houvesse parocho na nova freguesia. e os próprios holandeses. margem esquerda do rio Real. Depois da explosão dos holandeses de Sergipe (1645) os limites se conservaram no rio Real. que a concessão feita por isso que a zona não pertencia ao seu governo. Não obstante. a requerimento dos povos de Inhambuque . Eis qual foi o procedimento da Bahia! 239 . que pertencia à mesma freguesia. que contra toda expectativa. inferido meu antecessor que duvida só havia do espiritual. cujo insucesso o Brasil teve como uma das mais importantes causas o esquecimento que voltaram à colonização de Sergipe. seu território ampliou-se pela carta régia de 5 de junho de 1725.nesse tempo doações foram feitas pelas autoridades de Sergipe na Tabanga. que ouvindo ao governador do arcebispado. no entanto dirigiu-se o meu antecessor ao presidente da Bahia. aquém dos limites da província. mas não quanto ao seu provimento.e apenas foram criadas as respectivas autoridades. Propriá e na foz do grande rio. continuaria o da Abadia a exercer as funções eclesiásticas. a 11 de janeiro de 1842. entre as autoridades da vila da Abadia e as da comarca da Estância.pois. por lei n. ―Procurando meu antecessor evitar cenas pouco animadoras que naturalmente resultariam da presença de forças militar. entendeu-se de novo com o presidente da Bahia. as autoridades desta vila quiseram penetrar no território sergipano. Quer nos parecer. Passando a comarca. ―Até o próprio professor de primeiras letras viu-se obrigado a retirar-se. Em todo caso.foi formalmente erecta em freguesia a povoação do Espírito Santo. desde a invasão de Sigisteiras. os mesmos que tinha como capitania. em vista de uma carta do conde Castel Melhor aos oficiais da câmara. do período de 1658 a 1696. Em conseqüência do que legislastes.estas vilas foram de novo incorporadas à Bahia. para escapar a algum desagrado. ordenou ao juiz de direito da Estância que os juízes de paz de Santa Luzia estendessem sua jurisdição até á raia natural e política da província nomeando eles os respectivos inspetores de quarteirão. de junho de 1651: ―A passagem do rio Real. concedo a essa câmara (Sergipe).65. quanto ao uso e logro de sua renda. com cuja existência apareceram os insultos e ameaças. Ficava. declarou não reconhecer a divisão pela parte civil. na fala com que abriu a 1º sessão da 5º legislatura. estende suas jurisdições. A assembléia provincial de Sergipe. porque este toca a este governo‖.Itapicuru e Abadia. tudo isto é muito hipotético. Entretanto. que até o Espírito Santo.onde a defensiva fortificou-se. de 5 Santo. por não caber á assembléia provincial legislar sobre o assunto que expressamente pertence á assembléia geral‖. á 6 de março do ano passado. pois. Até 1651 o governo não estendeu sua jurisdição além do rio. E o presidente de então. Sebastião Gaspar de Almeida Boto. dizia: ―Permanece o desgosto conflito surgido na extremidade sul da província. Sergipe reduzida aos seus antigos limites.dividindo-se ao sul pelo rio Real com a Abadia. pois.

Tanto as reclamações se repetiram que a questão ficou resolvida a favor de Sergipe. em que duvida nenhuma devia existir. desejando entrar no perfeito conhecimento do fundamento das referidas queixas.128 de 23 de setembro de 1843. Pretendemos provar o seguinte: a)Os limites que hoje marca-se a Sergipe pelo ocidente. contra o procedimento do coletor da vila de Simão Dias..m. em solução ao que ele me dirigiu em janeiro acima referido. No século XVI. É este um fato de capital importância e que não deve ser esquecido nas questões de limites. cujos limites não são traçados com esse caráter de clareza. assim como a todas as capitanias. em favor da usurpação que tem feito em território sergipano. Importantíssimo foi o trabalho que ele apresentou. não são os mesmos que separavam Sergipe da Bahia . o ilustrado Dr. presidente da Bahia. Eles iriam até onde lhes permitissem as forças da colonização. por isso mesmo que a geografia da colônia era completamente desconhecida pela metrópole. cujo presidente. Foi o que sucedeu a Sergipe. enviado igualmente em ofício sob nº47. 240 . Tivemos o prazer de lê-lo. Pelo ocidente eles nunca foram determinados. se por estes lados.quando elas foram feitas. dirigiu-se ao então inspetor da tesouraria provincial. onde os limites são traçados com muita clareza.nos séculos passados. pelo Decr.35 de 27 de maio de 1864. porém ser alegado pela Bahia. trazendo ao seu conhecimento diferentes queixas dos agentes fiscais da vila do Geremoabo e distrito Coité. o imperador providencias em ordem a fazer cessar os conflitos que com tanta freqüência se reproduziam entre as autoridades da Bahia e de Sergipe‖. ___ desde longa data sérios conflitos se têm suscitado entre as autoridades de Sergipe e as da Bahia. foi também dirigida ao governo imperial por diversos habitantes da vila de Simão Dias. as questões de limite duraram talvez um século. O ex-presidente Joaquim Jacinto de Mendonça. em observância do aviso de 5 de Agosto do ano p. Se pelos lados setentrionais e meridionais. ―Em ofício de 19 de Julho de 1864 remeti cópia do indicado ao Exm. desde quando essa falta de precisão dos limites nota-se em todas as capitanias e doações dos tempos coloniais. ―Outra representação que acompanhou o ofício n. pelos leitos de dois caudalosos rios __Real e S. traçados por esta linha imaginaria que parte das cabeceiras do rio Real ao riacho Xingo. idênticas lutas se levantassem. em data de 21 de janeiro de 1863. até onde ela chegasse. prestou as informações que lhe foram exigidas. Limites ocidentais. em relação aos contribuintes que diziam já ter pagado ali os impostos a que estavam sujeitos. não é para estranhar-se que. os quais suplicavam a s.Joaquim José de Oliveira. pelo lado ocidental. oficiou ao desta província.o próprio original e documento. nem também ser apresentado como um argumento. os limites foram somente precisados no lado oriental. De 3 de setembro do pretérito. que pedia esclarecimentos acerca de uma representação que a assembléia legislativa encaminhou á câmara dos deputados.p. em seu relatório. Isto não pode.que o acompanharam á secretaria do Estado dos negócios só império. Tais eram as palavras que pronunciava o presidente de Sergipe em 1865.Francisco __as duvidas levantaram-se por parte de Alagoas e Bahia.

o espírito de chicana. Dependendo dele fatos de tão vitais interesses. E para essas divergências apelavam os criminosos.o que deve ser levado em conta nas questões de limites . E não obstante não termos encontrado seu regimento e dos seus sucessores. Alem de outros defeitos. Eis aí um lado importante do caráter da judicatura brasileira. como governadores ou capitães. todavia esta lacuna é suprida pelo testemunho do cronista holandês. e na impossibilidade de julgar e decidir as questões por meios de elementos verdadeiros e positivos. nem mesmo o corpo geográfico da metrópole. ficando assim imunes a ação da lei. como entre os governadores das capitanias do segundo processo. Por isso mesmo que nenhum conhecimento tinha o soberano de Portugal da geografia da colônia. que não lhe eram fornecidos. porque não existiam em virtude do caráter indeciso e abstrato dos limites procurava-se a sugestão. a decisão.Manoel fez a Francisco Pereira Coutinho. quando em 1590 foi conquistada e se constituiu uma capitania. eles acham-se recuados para o oriente. pelos protestos que levantavam. quando iniciou-se a colonização no Brasil. a força da posição social do cliente. sobre crimes praticados. e a circunstâncias que havia de legalizar a posse a marcar a jurisdição. que fugiam espavoridos para esse lado e para o norte. o patrono. pelo ocidente. essa falta de clareza dos limites dificultava as autoridades no cumprimento de seus deveres. Por esse lado eles se alargariam um tanto mais. Tornava-se ela a causa que havia de ditar os limites. Sendo Cristóvão de Barros quem efetuou a conquista. nenhum limite poderia marcar a Sergipe. era uma parte integrante da Bahia. Com o progresso da colonização dilatava-se a posse territorial. pelo poder competente. quando a força da colonização penetrasse nas florestas do ocidente. e Sergipe foi então conquistado e na nova capitania encetado o trabalho colonizador (1590). pelo desregramento de uma sociedade contaminada.b) Não obstante isto. aos pleitos judiciários sobre posses de terras. com a perda territorial para Sergipe de muitos quilômetros. que diz que o rei das Espanhas deu 241 . cujo resultado foi a criação de uma abundante advocacia. E não obstante ser ele de alguma força para legalizar a posse. a ele foram dadas. relativamente à distribuição da justiça. como entre as capitanias. Ao mesmo tempo em que se torna preciso a punição severa. por parte das autoridades que mutuamente protestavam contra a extensão de suas jurisdição.a arrancá-las dos naturais.mores da nova capitania. não só entre os donatários do primeiro processo de colonização. porque dele dependia o futuro da riqueza publica e particular. como era a do Brasil. No fim do século XVI ela tomou a direção do norte. não só individuais.quando se institui a centralização administrativa. provocou pleitos judiciários que dificultaram o processo da riqueza e a ação da justiça. Tendo feito parte da doação que D. a falta de clareza dos limites entre as possessões. pois indica o direito do primeiro o uti possidetis. Sergipe. do processo colonizador instituído por Portugal no Brasil aponta-se o caráter arbitrário da divisão territorial. de 50 léguas de terra da barra de São Francisco. a supremacia do juiz. ao padrão da Bahia. em geral do século XVI e XVII. como fator que havia de inspirar no espírito da judicatura. Eis um fato que é preciso não esquecer sobre as lutas intestinas que se levantavam. o espírito do foro. relativamente à distribuição da judicatura brasileira. dando lugar ás lutas de jurisdição. as bases de uma vida administrativa.

mais de três léguas para o ocidente foram doadas também. 242 . Depois do período holandês. os limites traçados entre as vilas de Itapicuru. que era em Porto da Folha. Por estas doações vê-se que a colonização de Sergipe chegou até a as imediações de Geremoabo. sem ter a seu favor o direito de posse. junto ao litoral doado. E tanto a colonização chegou lá. em uma extensão de 3 leguas da cidade de Itabaiana para o ocidente. em uma distância de mais de três léguas para o ocidente foi dado de sesmaria a divesos colonos. Piauí. a pagarem-lhes os dízimos. quer pelo norte quer pelo sul. até as nascentes dos rios Sergipe em Serra Negra. Pela sua sesmaria. onde completam-se as trinta léguas. o que vimos por umas alegações dos dizimeiros desta última vila. que em 1603 adminstrou Sergipe. que se estendia mais deuas léguas para o ocidente e. Francisco e ao sul pelo rio Real. onde está edificada hoje a vila do coité ou Malhada Vermelha. Hieronimo da Costa Taborda. Assim. Não será uma precipitação concluir-se que de 1590 a 1637 os limites de Sergipe não foram determinados. E pela sesmaria do desembargador Cristóvão de Burgos. na extensão de 32 milhas no litoral. Jacobina e Itabaiana. pois necessidade de acrescentar provas como Sergipe limitava-se ao norte pelo S. Não é só isto. por onde a Bahia quer que passe a linha divisória. e nele iniciado o trabalho agrícola. que no século XVII. os terrenos onde está edificada hoje a vila de Simão Dias. em 1762 – Capitão Antônio José da Cunha e o Capitão Manoel Dias Coelho – ao ouvidor de Sergipe Dr. Até onde chegou. eram pelo rio Vaza-Barris. Logo. Vaza-Barris e Cotinguiba. o capitão Manuel do Couto Dessa. foram-lhes doadas 30 leguas de terra. antes do período holandês a colonização já se tinha internado em grande extensão pelo sertão. Miguel Aires Lobo de Carvalho e ao Governador da Bahia.Barris. E todo território que se estendia da barra do rio Lomba para o ocidente. até onde a Bahia hoje estende sua jurisdição. pois era impossível fazê-lo. Além disto. acompanhando o leito do Vaza. Sergipe e S. que era assim chaamado todo território ao ocidente da serra do mesmo nome. e Antônio Rodrigues. A colonização então dirigiu-se para o ocidente. junto às nascentes do rio Vaza-barris. em direção ao sertão. foram doados a Simão Dias Fontes. para o ocidente? No começo do século XVI achava-se quase todo o território das bacias dos rios Real. Cristóvão Dias e Agostinho da Costa. de 1637 a 1645. porém a colonização neste período de tempo. A partir do rio Jococa. deve pertencer a Sergipe.a Cristóvão de Barros as terras de Sergipe. a doação foi em fevereiro de 1607 e compreendia as terras de Itabaianassu. pertencia à doação de Simão Dias Fontes. até o rio de São Frnacisco. nas ubérrimas terras que hoje se chamam Matas de Itabaiana e Matas de Simão Dias. a colonização mais se alargou para aqueles lados. ente os rios Vaza-Barris. as terras nas demarcações na Serra Negra até encontrar com a sesmaria de Pedro Gomes. como pelo regimento dado a Tomé da Rocha. sobre a impugnação dos habitantes do sertão de Vaza-Barris. afluente do Vaza-Barris. concedida em novembro de 1669. Pedro Garcia Pimentel. Não há. Francisco. por conseguinte.

que deságua no sobredito rio de S. perto da cachoeira de Paulo Affonso. em 11 de Dezembro de 1679.Analisando-se devidamente este documento. Lagarto. que passamos a descrever. até a do norte da barra do rio Real. pela sesmaria de Simão Dias Fontes. dista 12 leguas da Villa de Santa Luzia.corrupto vocábulo Serygpe – no Brasil occupa grande parte das terras que estão ao norte da Bahia de Todos os Santos. as ausência do primeiro arcebispo D. porque nele lemos: o Vaza-Barris faz demarcação para a parte do nascente até o rio do Peixe e por elle acima até o fim. S. ―Sua costa é banhada pelo mar Atlantico. Itabaiana. buscando a parte central da 243 . esta estende-se desde o rio Real. pela fronteira meridional do mesmo rio. desde Ella até o rio do sul nas vizinhanças da cachoeira grande. e talvez além das cabeceiras do Rio –Real pela sesmaria de Belchior Dias Caramuru. além da cidade do mesmo nome cabeça da comarca as Villa de Santo Amaro das Brotas. pelo mesmo rio de S. onde finda 55 leguas e da Extrema de Jacobina 50 leguas pouco mais ou menos até a pancada do mar. com a sanção do governo da metrópole no Brasil. vemos que o limite entre os termos de Itabaiana. como o Pombal ou Tucano. Dilata-se desde as costas do mar até Massacará. hoje comarca. da capitania de Pernambuco. Francisco. 58‘ de latitude e 347° e 18' de longitude e por este lado vae terminar com a comarca de Alagôas pertencente ao governo de Pernambuco. Em outra memória cujo autor igualmente desconhecemos. E esta nossa opinião é confirmada pela dos antigos cronistas. Francisco. e que no século XVII a jurisdição do seu governo estendia-se a essas paragens. a quem o capitão-mor de Sergipe fez doação de 4 léguas na zona onde está edificada a vila de Campos.‖ Diz Marcos Antonio de Souza: ― A capitania de Sergipe d‘El-Rey. foi erecta pelos governadores do Arcebispado. Francisco. tinha chegado até Geremoabo. 58 leguas acima de sua foz. servindo de divisão entre a Comarca de Jacobina e a das Alagôas o sobredito rio de S. com o Julgado de Pombal. pelo sudoeste até o sul com o rio Real da comarca da Bahia. chamada antigamente Gerú e igualmente a Villa Nova Real de El-Rey ao norte de toda a comarca com a extensção de quase cem léguas. Francisco. e pela parte de leste é cercada do oceano que faz a enseada de Vasa Barris. matas de Simão Dias e riacho do Xingó. beira rio de S. Diz o mesm autor: A freguesia de N. contando-se da divisão que faz com que a dita comarca da Bahia. nas imediações da nascença do Vaza-Barris. da Piedade do Lagarto. Francisco da comarca de Jacobina. de cujo autor não sabemos o nome: Divide-se esta capitania com a comarca da Bahia pelo rio Saguim e o termo do Julgado do Geremoabo. Assim fica provado que a colonização de Sergipe. cuja embocadura fica em 10°. Francisco. que se pudesse unir por uma paralela a Geremoabo. e foi levantada Villa em 1698. cuja foz está na latitude sul de 10° e 58‘. até a Vila Nora Real d‘ El-Rey do referido rio de S. simplesmente aproveitamos os trechos referentes às questões de limites. que desemboca no oceano na latitude de 11° e longitude de 360° ee 38‘ até o rio de S. Jacobina e Itapicuru era o rio Vaza – Barris. por todo o seu norte pela margem austral do grande rio de S. todavia ela muito estendeu-se até além das matas de Simão Dias. Não sendo oportuno aqui transcrever integralmente essas memórias. Santa Luzia e a de Thomar dos Indios. pelo poente pela comarca de Jacobina e seu Julgado de Cabrobó. chamada de Paulo Affonso. Francisco. pertencente ao districto da Villa de Itabaiana. e com a das Alagôas. Eis o que vemos em uma desta memórias. ainda que não chegasse a um ponto correspondente. lemos o seguinte: Limita-se esta capitania (Sergipe). comprehendendo no seu districto. no séculu XVII. Se pela fronteira setentrional do Vaza-Barris a colonização caminhou até esses limites ocidentais. ficando como de cabos a dentro desde a ponta do sul da barra do rio de S. e daí para o norte e o ocidente. Francisco. Gaspar Barata de Mendonça.

e que são confirmados pelo testemunho histórico. a fim de que seja garantida e respeitadada a nossa integridade territorial. das lesões econômicas do corpo eleitoral e do poder político. Só temos a lastimar que a deputação de Sergipe não tenha feito desta questão uma causa determinativa de reais e patrióticos esforços. Lagoa Seca e Gravatá. O seu trabalho recente-se da grande falta. e sem achar auxílio na verdade histórica. passa entre Simão Dias e Coité. menos verdadeiros serão estes que a Bahia quer impor. Com esta nova usurpação da Bahia.até o rio vasa Barris. hoje. denominada –Mococa. colonizada à custa de seus recursos? Não osbstante os limites que estão geralmente reconhecidoos por uma linha do Xingó ao rio Real. um dos deputados de Sergipe. assegurados pelo direito da colonização. que fica ao norte. Eles não foram derrocados. estende-se 11 leguas desde a matta da serra pedregosa. Dilata-se desde o engenho. o Dr. contornando Pombal e tucano. Sendo uma questão de interesse palpitante. e vão contra o direito de posse adquirido por Sergipe. a levar a convicção ao espírito do governo. a serra do João Grande.até a mata de Simão Dias. como toda a população de uma zona de terreno de talvez 30 quilômetros. Se já demostramos que os que são traçados pela linha imaginária do Xingó ao Rio Real. Eis aí os limites de Sergipe. Não preciso gastar tempo para mostrar ao leitor a falta de verdade destes novos limites. garrantido pela colonização. quando Sergipe. em 1696. nem da representação. pugnou por esta questão. de tanto absurdo. não são veredictos. E isto tudo a Bahia fez sem a sanção da lei. de onde o erário público tira grandes proveitos. que são as conseqüências de tantas ilegalidades. se diz que eles são traçados por uma linha que partindo do Xingó e passando por sobre a serra Negra. termina na nascença do rio Real. viesse a massacará. em vista dos prejuízos. desde o século XVII. Mulungu. cumprindo assim um importante dever da representação. usurpando de Sergipe gande parte de seu território. deveria merecer mais atenção da representação da província. sem o menor protesto. a serra do Capitão. para tirar-se de sua jurisdição uma zona territorial tão grande. acham-se hoje transferidos para o oriente. Francisco. Entretanto.comarca. Por que deslocaram-se os limites? Porque feriu-se o direito de psse seclar. nem dos presidentes de Sergipe. este pedaço é mais de 12 léguas. Sergipe perde uma extensão territorial de muitos quilômetros. por uma linha que parte das cabeceiras do rio Real. que o espírito público delegou-lhe. terminasse nas nascenças do rio Real. 244 . em vista da uberdade do terreno e pela enorme criação de gado nas fazendas de S. que lhe fica a oeste. José Luiz Coelho e Campos. desfalcando-se assim do território sergipano uma extensão de muitos quilômetros. Espírito Santo.Moendas. pelas alegações dos dizimeiros em 1722. Somente em sessão de 14 de agosto de 1822. ainda que nem de longe duvidamos das boas intenções do seu autor. de não ter sido órgão no parlamento de todo o passado histórico do direito de posse de Sergipe sobre seu território. por sua colonização. pelo uti possidetis. junto às cabeceiras do rio Vaza-Barris e daí partindo. Podemos pois traçar os limites de Sergipe: por uma linha que partindo da cahoeira de Paulo Afonso. que marcava o limite da sesmaria de 30 léguas do desembargador Burgos. passou de capitania a comarca.

245 . têm o defeito de não representar o direito de posse adquirido.Apelamos para opatriotismo da representação de Sergipe. pelas duas cordilheiras. será para o autor destas linhas um justo motivo de um nobre orgulo. ou pelo Itapicuru. São eles os verdadeiros limites ocidentais de Sergipe. que não são inerentes ao elemento étnico do Brasil.no qual já fazia a propaganda republicana. contra a vontade popular. Os que apresentamos. E além da verdade histórica que representam. quando. exprimem também uma divisão bastante acentuada. são a expressão da verdade. quando este país for dirigido por um governo patriota e livre. 259 Este capítulo foi escrito em 1884. Eles não são marcados com um caráter tão abstrato. ainda que incompletas. Itapicuru-mirim e Calitre. em suma mudar-se a forma do governo que tem gerido os negócios públicos. quando a regeneração do caráter brasileiro efetuar-se pelas forças nacionais. a fim de que uma questão de interesse tão útil seja resolvida. Jacurici e Pontal. quando a rebelião que parte agora do espírito popular. Se os limites traçados pelo ilustre geógrafo Cândido Mendes de Almeida são mais naturais. pela eliminação da monarquia. que presto neste estudo.259 E se as informações. menos sujeitos a litígios. são traçados pelos leitos dos rios – Itapicuru. que foi um incidente na história brasileira. em tempos coloniais. porque até aestas paragens não chegou a colonização de Sergipe. para conquista do direito de posse que Sergipe alcançou sobre esse território. for uma realidade. Por ele vê-se que seu autor já propagava as idéias republicanas. Redigia então um jornal – o Horizonte. essencialmente democrata e oposta aos hábitos aristocráticos. contribuírem para a vitória da verdade. pois. conta o odioso privilégio que se encarna em uma dinastia. Estamos certos de que. permanentes. como pela linha do Xingó ao rio Real. pela vitória da república. teremos então uma época da justiça e do direito.

APÊNDICE SESMARIAS DE SERGIPE CARTA DE THOMÉ FERNANDES 23 de julho de 1594 – Rio cotinguiba. 246 . de verbo ad verbo é o seguinte: diz Thomé Fernandes que ele veyo ajudar a dar guerra em Sergipe d‘el Rey em companhia de Cristovão de Barros Capitão geral das entradas com suas armas e escravos a sua custa sem premio nenhum nem cousa algua Del Rei e despois da terra já ganhada se for assim que neste serviço de sua Magestade gastou oito mezes. Capitão e Governador da coal petisão e despacho o treslado. e mandou pasar carta do dito Thomé Fernandes deste dia para todo sempre e mandou as justiças e oficiaes dela den e fasan dar a pose da dita terra ao dito Thomé Fernandes pelas confrontasois e demarcasois nesta carta conteúdas e nele e dela poderá fazer como cousa sua que já é conforme a ho dito despacho e ordenasão que em todo comprace a qual terá-lhe asin dou livre e isenta de todo foro tributo se mande que pagace o dizimo a Deus que se deve a ordem de nosso Sr. o qual dahy a um anno tendo noticias vinham moradores apouvar não quis ser dos derradeiros. lhe fez m. resalvando pontas em seadas com suas águas. três mil brassas de terra pelo rio asima e pêra o sul coatro mil brassas a qual terra se medirão d‘onde se acabam os ditos mangues que declara e pêra este assim e da maneira que corre odito Rio. C. Chistovão capitania de Sergipe de que é capitão e governador o Snr. Saibam quantos esta carta de semaria deste dia para sempre virem que no anno do nascimento de nosso snor. Visto esta petição do suplicante. J. madrias e pastos e receberá mercê. Thomé da Rocha governador geral de todo este estado do Brasil nas pousadas de mim escrivão ao diante nomeado por despacho ao pé dela do dito Sr. com todas as madeiras e rios que dentro d‘ella houverem: Sergipe em 23 de julho de 1594 annos: Thomé Fernandes o que tudo isto era contendo no dito despacho e ho qual era assinado pelo dito Sr. e por o dito Thomé Fernandes foi aseita a dita terra com todos condiçoens e obregasois nesta carta contendas e da ordenasan e fores desta capitania e se hobrigara a todo comprir pelo que lhe foi pasada a presente para sua guoarda da coal eu escrivão fomei e escrevi neste meu livros das dadas em nome do dito Thomé Fernandes e dos mais a que tocar esta auzentes e eu Manoel André. Despacho. e havendo respeyto a ser já morador. Ihus xpo de 1594 aos 23 de julho da diata era nesta cidade de S. nesta Capitania. e não atendendo ao muito trabalho que passão nas terras novas se veyo sua casa movida trazendo consigo hua filha casada onde já nesta capitania a três annos mora ajudando a pouvar assim na pás como Guerra: Peda a vossa mercê havendo respeito a ser dos premeiros e por seu officio permanecer a terra com embarcacoens lhe dê de sesmaria em cotemguiba pêra onde se acabam o Mangues Verdadeiros que chamão corropoiba. Capitão e Governador por bem do regimento que para isso tendo dito Sr. e o que importa ao bem da terra e serviço de Sua Magestade lhe dou em seu nome de sesmaria na parte do dito Rio ouver que não entrarão na medição e serão também suas e disso lhe passem sua carta porque lha dou. Faz-me e deu em nome de sua magestade a dita terra do dito Thomé Fernandes obrigado a fazer benfeitorias na dita terra no tempo que a ordenançan lhe limita porque com as ditas condições e obrigações o dito Sr.

Dou aos sopricante que pede as tresentas brasas de terra de largo e oitosentas de conprido não sendo dade e sendo queira rumo direto até onde lhe cuber em Sergipe a seis de abril de noventa e sein anos. – Rio Real. afuente do rio Real. Lhe fasa mercê de uma légua de terra pelo rio piauhy asima donde ora tem Tome Fernandes mimoso sua terra donde elle acabar pelo rio asima aonde se chama o porto das pedras e sendo dado que corra por diante a coal terra esta da banda do este com todas as agoas e madeiras que dentro em si tiver E. respeitando os mesmos serviços que tem feito a sua magestade com que tem gastado de sua fazenda lhe dê de sesmaria em nome de sua magestade uma légua de terra na cabeceira de Jorge Pereira no rio real pello rio de goarujahi260 e do largo em qoadro e outra em légua rumo direito e receberam despacho.escrivão dos dados nesta capitania por o Sr. – Rio Real. Diz Francisco Rodrigues morador nesta cidade de serigipe que ele He casado e tem mulher se filhos e não tem terras onde posa fazer sua abitação e suas pose e criasois. – Diogo Quadros 260 Goacujahy ou goarujaby é o nome indígena do rio hoje chamado Burarema. Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade se for dada correra adiante nea legoa de terá em coadro com todas as agoas e matos que nela ouver em seregipe guynze abril de noventa e seis . 247 . Saiban. m. Capitão e Governador a fiz em que o dito senhor asinou. despacho. CARTA DE DOMINGOS D‘AMORIM SOARES 15 de Abril de 1596. ec. hora no Rio Real estan terras devolutas as mais san de matos maninhos e estan por dar pede a Vm. CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 6 de Abril de 1596. – Thomé da Rocha. M. Diz Domingos de Amorin Soares que elle quer ajudar a povoar a capitania de Serigipe e tem muitos servisos feitos a sua magestade asin nesta costa com em outros portos indo muitas veses a guerras assaltos de muito serviço de déos e bem das povoações de toda esta costa do Brasil em iesto gastando sempre de sua fazenda e de sua custa e tem muitos filhos e não tem terras aonde os agasalhar pello que pede a V. R. – Diogo de Qoadros.

etc. etc .diz Gaspar D‘Almeida provedor da fazenda de sua magestade desta sidade de san christovan e morador de cinquo annos a esta parte e não tem terras em que posa fazer seus mantimentos e criasões pede a vossa magestade lhe mercê de hua legoa de terra no rio piauhy a qual legoa de terra comesara a medisan de la adonde vossa m.-Diogo Qoadros CARTA DE GASPAR GOMES 3 de Dezembro de 1595 – Rio Piauhy Saibam ..diz Gaspar Gomes morador nesta capitania sidade de san Christovan que ele vejo em ajuda de dar guerra com Christovan de barros houtro sin veio com tome da rocha e ora assiste na capitania por morador ora é necessário terras para seus mantimentos e ora digo caros e porque ora no rio pe piauhy estão terras devolutas de terras em coadro no dito piauhy na testada de gaspar de oliveira da banda do norte ao longo do rio com todas as águas lenhas madeiras que na dita terra ouver e sendo dada cerrera adiante. etc diz Manuel de Barros escrivão de Fabrico judisial morador nesta sidade que vai em dois anos que reside nela e nã ten terras em que posa fazer seus mantimentos pede a vossa merse lhe faça mercê de lhe dar no piauhy rio real meã legoa de terra a quoal pede no porto das pedras comesando aonde acabar tome fernades mymoso para ariba asin e da que corre o dito rio piauhy a quoal meã legoa seja em coadro a saber norte e sul leste ao este com todas as agoas lenhas matos lagoas que na dita dita meã legoa ouver –despacho dou ao sepricante coadro sentas 248 .acabar da banda do sul do dito rio piauhy a quoal legoa de terra correra para aldeã de san tome norte e sul e leste ao este em coadro com todoas as agoas ilhas matos e lagoas que dentro ouver.Diogo de Qoadros. despacho dou ao sopricante que pede não sendo dada duas mil brasa de terra de largos e mil e quinhentos de conprido e sendo dada correra adiante em serygipe vinte de abril de noventa e seis anos . CARTA DE MANUEL DE BARROS 20 de abril de 1596 – Rio Piauhy Saiban.CARTA DE GASPAR D‘ALMEIDA 20 de abril de 1596 – Rio Piauhy Saibam.despacho dou no sopricante em nome de sua magestade na parte que pede na testada de gaspar de oliveira oitosentas brasas de terra em coadro com todas agoas e matos que nas ditas oitosentas brasas ouver e sendo dado corra rumo direito em serygipe três de dezembro de noventa e cinco annos.

m. Hoje conserva o memo nome.brasas de terra de largo rumo direito do rio e oitosentas brasas de conprido com todas as agoas e matos que nela houver em serygipe a vinte de abril de noventa e seis ..Diogo de Qoados CARTA DE SALVADOR FERNANDES 26 de abril de 1596 – Rio Piauhy Diz salvador Fernandes morador nesta cidade de san Christovan e capitania de serygipe que vae em dois anos que esta nesta capitanya com sua mulher e filhos e suas criações que a um ano pretende caso não tem na capitania terra em que posa lavrar não puder trazer as dittas criaçõis e visto estar aposentado em terras alheias e daqui amanha o mudaram levantar e não ter antan adonde se posa acomodar com sua mulher e filhos e família pelo que pede a v.Rio Piauhy Diz Sebastião de Brito e Francisco de barros moradores na sidade de salvador que eles san homes de muitas pose e queren pouvoar e aver a terra suas criasois de gado vaqun e das mais criasois e ora no rio real digo do piauhy hum dos brasos do rios real estan terrras devolutas por dar e por ora seren o mesmo de muita pose que a podem povoar pedem a vossa merse lhes fasa mercê lhe dar de semariano dito Rio Piauy três léguas de terra em coadro as cuasis terras partirao com a dada de jeronymo da costa que esta fronteiro do bogio261 da banda do sul fasendo rumo direito ate dar no rio inajaroba262 e na sendo três léguas da dita terra donde acabar o dito Jeronymo da Costa se encabece pelo dito rio inajaroba assima de maneira que fiquem sendo as três legoas em coadro a saber norte e sul leste e oeste com todas as agoas lenhas madeiras e os ribeiros lagoas que nas ditas três legoas ouver no que R.-despacho – dou aos sopricantes em nome de sua magestade na parte que pedem duas legoas de terra em coadro huma a cada hum deles não sendo dado visto muita pose que tem e ser servisso de sua magestade 261 262 Nome de uma serra .-Diogo de Qoadros CARTA DE SEBASTIÃO DE BRITO E FRANCISCO DE BARROS 5 de amio de 1596.dou ao supricante que pede quatro centas brasas de tera de largo e oito sentas de conprido para o sertan tomado o rumo do rio como correr não sendo dado e sendo careça ate onde lhe couber em serygipe a vinte seis de abril de noventa e seis . de lhe dar as sobejas das terras de Manoel André de sesmaria na serraria do piauhy da banda de leste com todas as agoas e lagoas e ilhas matos que dentro na terra ouver R.m. A qual pode ser porque mais ou menos da serraria para leste mil e quinhentas brasas . avendo respeito a sua necessidade lhe fasa m. 249 . Inajaroba é o nome primitivo do rio piauí.m.

en tatuapara que eleveio aconpanhando Christovão de barros quando veio a dar a guerra a este a sua custa. lhe fasa mercê de lhe dar nas cabeseiras de Domingos de Amorim suares no rio guacujahi 4 duas legoas de terra em coadro ao longo do rio di uma banda e da outra que fique o rio por padran com todos matos lagoas e lenhas que nela ouver Rm. Diz Nuno de Amaral morado na baia do salvado que ora serve de escrivão da fasenda de sua magestade que ele quer ajudar a pouvoar esta capitania de seripe com suas criasões de gado e gente a para isso lhe he nesesario terra para suas criasois e antimentos pede a vossa Mag.despacho.R. CARTA DE CALISTRO DA COSTA 10 de maio de 1596 – Rio Real Dis Calistro da costa mor na sidade do salvador q‘ele acopanhou Cristóvão de barros coando vejo dar a gerra a este sergipe por general com suas armas e cavalo a sua custa e por quanto ele ora quer ajudar a povoar esta capitanya de serigipe e para isso lhe ´e necessário terras para matimentos e criasois e por coanto ora no rio real há terras devolutas por dar pede a v.-Diogo de Qoadros CARTA DE NUNO DE AMARAL 8 de maio de 1596.M.m. e ora quer ajudar a pouvar esta capitanya de serigipe e para isso lhe he nesesario terras para matimentos e pastos para gado lhe fasa m.en nome de sua magestade de lhe dar e 250 .en nome de sua magestade havendo respeito ao asima dito de lhe dar de sesmaria para ele e seus filhos e desendentes duas legoas de terras em coadro na testada de J M0 Ribeiro da banda do sul com todas as agoas e madeiras que na dita terra se achar pelo dito rio de inajoroba asima asin e da mana que o dito rio correr regolando as pontas que o rio fiser os quoais também pede e sendo dado cora pordiente a dita dádiva q‘ora pede E.dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade não sendo dado comece por diente rumo direito aonde lhe couber m a legoa de terra em coadro com todas as agoas lenhas matos que nela ouver em serigipe a dês de mayo de noventa e seis – Diogo de Qodros CARTA DE JORGE COELHO 13 de maio de 1596.pouvoar-se e sendo dado careça para diante em sergipe a sinquo de majo de noventa e seis . – despacho -Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede e sendo dada cueira por diante eu serigipe a oito de maio de noventa e seis anos – Diogo de Qoadroz.diz Jorge Coelho mor.Rio Real Saibam etc.

m. diz Estevão Gomes mor . de lhe dar duas legoas de terras encoadro a coal terra se comesara a medisan dela onde acaba calistro da costa e jorge coelhos com a medisan pelo dito esteiro e lhe de a dita terra de sesmaria como pede pelo inajaroba asima da banda do sul e da mesma maneira que corre o dito rio resalvando as pontas que o rio fiser as coais pede diante E. CARTA DE ESTEVÃO GOMES D‘AGUIAR 13 de maio de 1596 – rio real Saibian.com todas as agoas e madeiras riais e ribeiras que na dita terra ouver e ilhas de matos que nelas se achar a quoal terra pede em coadro resalvando as pontas inseadas que o dito rio for fasendo as quoaes também pede e R.na sidade do salvador que ele tem molher e filhos e ele aconpanhou Cristóvão de barros com seus escravos e armas e canoha (?)a sua custa e que ele ora quer vir ajudar a povoar esta capitanya de serigipe e que para isso lhe he nesesario para suas criasõis e matimentos terras e ora no rio real num esteiro que chamão Inajaroba estão terras devolutas por dar pede a Vm.despacho –dou ao sopicante na parte que pede en nome de sua magestade oitosentas brasas de terra em coadro e sendo dada a outren corra por diante en serigipe trese de maio de noventa e seis anos –Diogo de Quoadros.dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade mil brasas de terra en coadro não sendo dada a outrene se for dada quera por diente co a condisan que dentro nu ano a va pouvar e não a pouvando a tornanarão a dar por devolluta em serigipe trese de mayo de noventa e seis anos – Diogo Quoadros.m .R. despacho. lhe fasa m.respeito ao assim dito e ser dito serviso foi feito lhe fasa m. diz Damião da Motta . CARTA DE DAMIÃO DA MOTA 13 maio de 1596 Saiban . na testada de Manoel de barros de duas legoas de terras em coadros para o sertan a quoal terra se comesara a medir onde acabar o dito Manoel de barros contado o que na dita tiver e agoas e madeiras para ele e sua molher e filhos e desendente de 251 .etc .sesmaria duas léguas de terra na testada de Calistro no rio que chama Inajaroba pelo dito rio asima assim e da maneira que corre o dito rio.m. etc.morador na sidade do salvador que ora veio em companhia do general cristovan de barros a guerra de seregipe com uas armas e cavalos e escravos tudo a sua custa onde na dita batalha lhe matarão o seu cavalo e coatro escravos seus e ele dito damião da motta com duas frechadas e assim mais o dito senhor o trazer por lingoa-mor e capitao de tresento índios forros das aldeias dos padres com os coaes vinha fasendo caminhos e estradas pontes por ribeiros e entulhando brejos e lagos por onde passou a artilheiria e munisões que gerra era nesesario e pasa sen caros e cavalos que para dita gerra erao nesesario e avendo V.

diz o dito Silveira do Rego que ele quer ajudar a povoar a sidade de San Cristovan da capitanya de serigipe para o efeito do quoal lhe é necessário mandar la sertos vacas e gado e outras criasois que nã pode fazer sem alguã terra de sesmaria nos limites da dita capitanyapelo que pede vm lhe fasa m.. despacho: dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade a ilha que diz não sendo mayor do que sua petisan decrara em seregipe a quinze de maio de noventa e seis anos –Diogo de Cuadros.lhe fasa m. CARTA DE THOME FERNADES 15 de maio de 1596 – Ru Vasa Barris Sabian.diz tome Fernandes morador nesta caitanya que tem necessidade de huã ilha que esta defronte de huã dada do sr . Chistovão.M.diz Mygel soares de souza que ele esta demorado digo demovido com molher e filhos para esta capitany e por falta de enbarcasan não trouxe sua molher consigo e porque ora esta aqui e quer fazer suas rosas e casas p‘ ir buscar 263 Nome de uma ilha que fica defronte de Thinharé.-Diogo Qoadros. 252 .bispo em tinharé a cual ilha chama patatiba263e terá de comprido seis sentas brasa e de largo sem brasa e em parte menos a quoal pede a vm.etc ..sesmaria hoje para todo sempre Reslbará m. R. Saiban etc.etc. Despacho: dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meia legoa de terra em coadro não sendo dado a outren e sendo dada coera por dianate condisan q‘dentro num ano a vira povoar e não a povoando no dito tempo se dara outren por devoluta en seregipe a trese de maio de noventa e seis anos . Despacho –dou ao sopricante em nome de sua magestade duas mil brasas de terras em coadro a qual terra começara a medir donde acabar o mestre de capela da sidade da baia correndo para o norte com suas agoass e lenhas na sendo dada a outren e sendo dada correra por diente com codizan que dentro de seis mezes a venha povoar em seregipe a trese de maio de noventa e seis anos . de duas legoas de terras para pastos dos ditos gados e criasois e seja a ho longo da que parte com a do mestre da capella e sendo dado corera adiante com as agoas lenhas e madeira que nela ouver e Rm. junto a S. CARTA DE MIGUEL SOARES DE SOUZA 16 de maio de 1596.de Qoadros CARTA DE DIOGO SILVEIRA DR REGO 13 de maio de 1596 Saiban . dar de sesmaria com seus portos e matos no que E.Diogo.

......diz gaspar d´amorim morador nesta capitanya de serigipe ....... diz Pedro Alves Aranha morador na sidade de salvador q ela ele quer ajudar a pouvoar esta capitanya he omen de pose asin de gente como de criasois q há hu morador san pertensentes e para isso lhe é nesesario terras p a mantimentos e criasois e ora no rio piauhy estão terras devolutas por dar pede a Vm lhe caça m. CARTA DE PEDRO ALVES ARANHA ............ Nome indígena do rio chamado hoje poxim................rio de piahuy a quoal começara e correra para a banda do norte em quadro de norte a sul e de leste a oeste com todas as rebeiras matas agoas que na dita terra se achar com todas as voltas q o dito rio vae fazendo no q........... Diogo de Quoadros.............. desta capitanya de um ano e meo .. é meã légua a qual meã legoa a hu frº vas coelho morador ora no espírito santo a quoal terra na tapera da tajoaba264 pelo ribeiro de hipoxy265 abaixo da banda do sul aonde começa domyngos frz nobre de camynho q ele tem por marquo pelos rumos que mylhor lhe pertence a coal terra pede a vmce por divoluto conforme aos pregois que vmfez deitar na sidade da baia e R..............de hua legoa de terra em coadro ........ lhe fasa m.... de lhe dar de sesmaria hos sobejos das terras donde acaba a dad de martin de.......pelo q.. m.............. R... a esta parte serve a sua majestade como foi no .........a todos no rio Piauhy da banda de banda de leste com todas as agoas riberiros lagoas lenhas q..... visto passarde tenpo em q pudera fazer benfeitorias e por o pregan que o snr‖grd............ e.... junto ao rio Poxim.......e porque ele sopricante não tem terras ...Quoadro CARTAS DE GASPAR D` AMORIM 16 de Maio de 1596... – Rio Piahuy Saiban etc........16 de Maio de 1596. pede a vm avendo respeito .......... Despacho – dou ao sopricante em none da sua magestade o q pede não sendo dada mil brasas de terras em coadro com todas as agoas lenhas matos que nela ouver e sendo dada correra por diente Rumo direito onde couber em sergipe a dezesseis de majo de noventa e seis annos .... em nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra q.........geral madou dar na baia e se casar em san visente e estar fora de vir povoar-dou ao sopricante em nome de sua mgde a dita terra por devoluta asin e da maneira que fro vs a tinha em sergipe em dezesseis de majo de noventa e seis anas D...sua família e por não aver terras por dar ao redor desta sidade por serem todas dadas pede a vm... 253 .. nos ditos sobejos ouver os quoais poderan 264 265 Nome primitivo de uma aldeia....................m.......... Saiban etc... –Rio Piahuy.....

m despacho .de Quoadro. em nome de sua magestade de lhe dar pelo dito rio asima abacho longo dele uma legoa de conprido e duas para o sertan correndo rumo direito contodas as agoas os pastos serventias q.en nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra em coadro correndo pelo dito rio asima aonde acabar a dada de cristovan rabello e sendo dada correra adiante onde não foi dada com todas as agoas e matos e mais serventias as quoais pede e r. da dita legoa em quadro nas cabeceiras dada de frº de barros e sebastian de brito erm despacho – dou ao sopricante em nome de sus magestade nas terras cabesseiras de Francisco de barros e Sebastiam de brito meã legoa de terra em coadro não sendo dada corera por diente aonde rumo direito onde couber em sergipe a dezesseis de majo de noventa e seis annos .ele quer morar e viver no rio real e traser suas poses pêra o quoal não tem terras onde se aposentar e hinformado que no dito rio real onde acaba a dada dos padres da conpanhia de Jesus estão terras devolutas por dar a pesoa algua pede a v.ser hua legoa pouquo mais ou menos e sendo cousa q seja dada lhe fasa m. 254 .chamado pela hitanhi a terras por dar devolutas pede a vm lhe faça m.diz Domingos d Andrade morador na baja do salvador qe Ele ser morador na capitanya de serigipe e não tem terras aonde morar e viver he informado que no rio real . CARTA DE DOMINGOS DE ANDRADE 23 de maio de 1596 – Rio Real Saiban etc .D.diz Cristovan de Rebello dasevedo morador na baia de salvador q‘.Rio Real Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra em coadre correndo pelo rio asima a onde acabar a dade de Cristovam Rabello e sendo dada Correa adiante onde não foi dada com todas as agoas q nela ouver digo com todas as agoas e matos q nela ouver e sendo dada correra por diante em sergipe e vinte e três dias de maio de noventa e seis anos . CARTA DE CHRISTOVAM REBELLO 16 de maio de 1596.m lhe fasa m. dentro na dita terra entrar e isto pede a vm por serem muitos campos e terras nan serven senão para pastos e sendo cousa que a dita terra q‘ pede seja dada a outren posa corer adiante honde não foi dada e isto pede por elle sopricante ter catorze poses e criasois para trazer erm despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meã legoa de terra em coadro com todas as agoas lenhas matas q‘ nelas ouver vindo as pouvoar no termo da ordenasan e não vindo se daram por devolutas para quen quiser pouvar em sergipe a desesis de maio de noventa e seis annos D.Diogo de Quoados.de Quoadros.

CARTA DE CHRISTOVÃO DIAS 24 de maio de 1996..diz Baltazar Ferreira que ele quer ser mor. Dandrade há terras por dar a pessoas alguma pede a com todas as lenhas matos servente que na dita legoa houver e seando caso que seja dada a pesoa outra corera a diente onde não for dada isto pede a vm.visto o serviso lhe fasa m.rio real Sabian etc.diz Cristovan dias almocharife de sua magestade que por tenpo de coatro anos que esta em serviso do dito senhor nesta capitanja de Serigipe ajudando a pouoar com sua fasenda e pesoa achando-se em todos dos assaltos e rebates que os contrários dela fizeram e ora quer ajuda a pouoar ho rio real com gado criasois e não tem terras em abatansa pede a Vm. por ter muitos filhos familya erm..dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade quinhetas brasas de terras em coadro com todas as agoas lenhas matas que nelas ouver pouvando a dentro do termo da ordenasan em Serigipe a vinte coatro de maio de noventa e seis Diogo de Qoadros.dar a seu genro Baltasar Ferreira com todas as agoas matos que na dita terra ouver digo entrar e sendo dada corera adiente onde não for dada Rm despacho .rio real .de lhe dar huma legoa de terra ao longo do dito rio contra para o certan a quoal terra comesara onde acabar a dada que vm.diz Francisco Álvares morador na haia que ele quer nesta capitanja ser morador com sua mulher e filhos e família e não tem terras onde viver e he informado que no rio real chamado hitanhi pelos índios ai terras por dar vaguas e devolutas pede a vm. nesta capitanya com sua molher e filhos e não tem terras onde posa viver he ele enformado que no rio real chamado dos índios hitanhi onde acaba a dada de dos.m. Despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que mea legoa de terra em coadro com todas as agoas e matos pue nela ouver e pouvoando–a dentro do tempo da ordenasan em serigipe vinte e coatro de mayo de noventa e seis annos.lhe fasam.CARTA DE BALTHASAR FERREIRA 24 de maio de 1596.despacho – dou 255 .-Rio Real Saiban etc.fez m. Saiban etc.Diogo de Qoadros CARTA DE FRANCISCO ALVARES 24 maio de 1596 .r. de lhe dar de sesmaria em nome de sua magestade duas mil brasas de terra em coadro na testada de gaspar damorim da banda de noroeste corendo para o rio piauhy con todas as madeiras e agoas que na dita terra se achar no que e..

Rio sergipe. afluente do Piauí. CARTA DE ANTONIO GONÇALVES DE SANT‘ANNA 26 de maio de 1596 – rio Piauhy Sabian etc. 256 . Saiban etc. 266 taymitiaia.Diogo de Qoadros.Diogo de Quadros.ermdespacho..Respeitando que assima diz lhe de em nome de sua magestade pelo rio saibetiaia (14) acima do braso rio plauhy que corre para a banda do norte no fim da dada de gaspar demeneis huma legoa e meia de terra em coadro por coanto tem as sobre ditas obrigaçoes para nela agazalhar. CARTA DE DOMINGOS FERNANDES NOBRE 25 de maio de 1596 .diz Antonio Gonçalves se Santana morador nos limites de habia que ele vejo a este Serigipe ajudar a coquistar esta terra em compranhia do governador Cristovan de barros e assim mais a rebate nenhum em que se ele não ache com sua pessoa e escravos como é notorio e ora não tem terras em que possa lavrar pelo que ele se quer vir morar a esta capitania com sua casa e obrigações de filhos e filhas e irmãos pelo que pede a VM.. CARTA DE MIGUEL SOARES DE SOUSA 26 de maio de 1596.ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede não sendo dada mil brasas de terra em coadro com todas as agoas lenhas matos que nelas ouver e sendo dada correra por diante em serigipe a vinte coatro de maio de noventa e seis .dou ao sopricante na parte que pede duas mil brasas de terás em nomes de sua magestades em coadro com todas as agoas matos que nelas ouver e dada corera por diante ate onde lhe couber em serigipe a vnte e cinquo de majo de noventa e seis anos – Diogo de Qoadros.despacho. nome indígena do rio chamado hoje jacaré..dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede não sendo dada e sendo dada corera por diante quinhentas barasas de terras em coadro com todas as agoas e matos que nela ouver com condisan que dentro de quatro meses as venha poupar e não vindo serão dadas por devoluto em serigipe a vinte e seis de majo de noventa e seis anos .diz Domingos Fernandes nobre morador nesta capitanja que ele não tem terras neste lymite donde mora e ora quer pouvoar na banda do rio reale pelo que pede a vosamerce que em nome de sua magestade lhe de no rio de tãomytiaiaia266 braso do rio piauhy que core para a baoda do norte pera ele e sua filha joana nobre huma legoa de terá há quoall dada se comesara na boca do dito rio taomytiaiaia cuãoodo se aparta do rio piaguohy ao longo do rio da bãoda do poente a quoal terá seia em coadras com todas as agoas que na dita dada ouver no que recebra mercê .rio Jacaré .

lhe de no rio real nas cabeceiras de pero de paiva hua legoa de terra em quoadro de hoitocentas brasas por todas as bandascontanto que fique na legoa he sendo caso que seja dado nas testadas que não tem dadas e saltos e legoas que na dita dada ouver no que recebera m.despacho.diz miguel soares de souza estante ora nesa capitania serigipe ora quer mandar vir sua familia para ser melhor e por ora não tem terras para pouvar e trazer suas criasois e ser hu ome de calidade pede a vm avendo respeito e ao proveito del rei e prol da capitania lhe fasa mercê de lhe dar sesmaria todos os sobejos que ouver de bento de barbuda (?) ate dar no rio de serigipe correndo pelo norte os quoais sobejos sera hua legoa de terra pouco mais ou menos com todas as agoas e lenhas e madeiras ribeiras que na dita terra ouver e por este até entestar com as terras dos padres de jesus-despacho-dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e quinhentas brasas de terras ouver e sendo dada correra por diante em serigipe vinte e seis de março de noventa e seis anos.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede hoitocentas brasas de terra em coadro com todas as agoas matas que nelas ouver e sendo dada correra por diante em serigipe aos trinta e hu de maio de noventa e seis. diz pero domingues morador na baia que ele quer vyr ajudar a pouvar esta capitania e não tem terras em que lavrar e fazer suas roças e trazer criasois que tem para isso pede a vossa mercêem nome de sua m.-Diogo de Qoadros.-Rio de piauhy Saiban etc..-Diogo de Quoadros. diz gaspar de meneses mº nos lemytes da baia que ele veio a serigipe ajudar a conquistar em companhia de Cristovan de barros e assim não hai rebate nenhum em que ele se não ache com sua pessoa e escravos como he notorio e ora não tem terras em que possa lavrar e pela coal resan ele quer vir morar a esta capitania com sua mulher e filhos pelo que pede a VM respeitando ao q acima diz em nome de sua magestade digo-lhe de pelo rio piauhy que corre para a banda do norte no fim dada de Diogo Fernandes nobre hua legoa a mea de terra em coadro por canto tem muitas obrigasois para nela agasalhare rm.Rio Real. Saiban etc.-Diogo de quoadros. 257 . CARTA DE JOÃO GARCIA 10 de junho de 1596.Saiban etc. CARTA DE PERO DOMINGUES 31 de maio de 1596. CARTA DE GASPAR DE MENESES 27 de maio de 1596.despacho-dou ao sopricante em nome de sua magestade parte que pede mil brasas de terra em coadro com todas agoas e lenhas que nelas ouver em serigipe a vinte sete de março de noventa e seis anos.

De mea légua de terra no dito rio piauhy a qual tera pode adonde acabar a dada a francisco de Luis da banda de cima corendo ho rumo assim e da maneira que corre o rio em coadro com todas as aguas e madeiras que dentro houver. CARTA DE DOMINGOS DE LOURENÇO 3 de dezembro de 1595.despacho.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede as dozentas brasas que diz ter sobejos em serigipe a dez de outubro de noventa e seis anos.D.de Quoadros. 258 . .Saiban etc.diz manoel tome morador nesta capitania que vos merce lhe fez merce de hum pedaso de terra cãotidade de meja legoa a quoal parte com os padres de san bento e vaj correndo pello rio do porto de sãota cateryna hasima e porque amtre hos herdeiros de pedro alvares ha sobejos de caopinas que poden ser dosenstas brasas pouco mais ou menos pede a vosa merce avendo respeito a ter muitas criasois heser Õme que agasalha muitas ao longo dahy he por senao meter outra pessoa antre elle que lhe he rojm vesinhoça lhe fasa merce dar hosditos sobejos em nome de sua magestade no que recebera merce.despacho. Saiban etc.Diz domingos lourenso ora estante nesta cidade de san cristouvan que ele vai em tres anos que veio a esta capitania e nela ajudou a dar soldados ao capitao tome da rocha e agora hoferecendo este encontro dos franceses neste rio real acompanhou a um com suas armas e escravos donde o fez como valeroso soldado e ora quer ser maior nesta cidade e nao tem terras no que possa fazer mãotimentos e no rio do Piauhy estão terras devolutas por dar pelo que pede a vm. 267 Nas cartas de sesmarias lemos taiymytiaia e taipitiaia.diz joão garcia morador nesta capitania que a quatro anos reside nela com sua caza e fazenda sem terras hem que possa viver elavrar e ora no rio real ahi muitas terras por dar pelo que pede a vossa merce lhe de desmaria pelo rio acima de berriga onde acaba a testada de Francisco daraujo toda a terra que ouver dela ateo rio de taipitaia267 aonde domingos tem a sua dadiva na quoal terra que pede avera duas mil e quinhentas ate treis mil brasas se menos não forem ao quoal tera corra pelo rio acima da baoda do norte salvaodo as pontas que o rio fizer tãobem pede correndo a dita sesmaria pelo rio acima rumo direito pelo este com matos que se nela achare quoal sesmaria pede em nome de sua magestade no que recebera merce pendinho tao bem a vossa merce mande por seu despacho que qual quer hoficiall de justiça o meta de pose dela visto vosa mercê estar andante por estes dias. CARTA DE MANOEL THOME 10 de Outubro de 1596 Saiban etc .dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e dosentas brasas de terra na testada de francisco daraujo correndo para o rio tao mitaia com todas as agoas matos que nela ouver he estas mil e dosentas brasas serão em quoadro em serigipe a dez de junho de noventa e seis anos D.Rio piauhy.Despacho Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade seiscentas brasas de terra em coadro com todas as agoas lenhas que dentro houver em serigipe a trez de desembro de 1595 anos.-Diogo de Quoadros.de Quoadros..

etc Diz Francisco Fernandes de Almeida e Antonio de Meira que eles se vira per moradores pera esta cidade de serigipe e oje de manha querem ir buscar suas molheres e suas criasoise por ora não terem terra onde aposentar asua casa e cural pedem a vosa merce lhe de de sesmaria treis sobejos que estão indo pelo caminho que vay desta cidade pera a aldea entre joao da costa e manuel cardoso e manuel tavares e banda de poente com a antonio saraiba e da do nortepartira com a pitangua e para a baoda do sul meua legua que isso podera ser comprimento antre os ereos acima nomeados as quoais teras não pedem e vyrã lloguo com suas mulher e filhos he receberao merce despacho . Saiban..-Diogo de Quoadros......dou aos sopricantes na parte que pedem em nome de sua magestade a maia legua que pedem não sendo dada a outrem e sendo dada correrao por diante em serigipe ha quinze de março de mil e quinhentos e noventa e seis anos.... e receberam m.Diz Simao de andrade..morador nesta capitania de seregipe que ele a dous anos e meio que esta na dita capitania enteras alheias com criasois e guado e gente e ora vosamerce lhe fez merce de lhe dar hoitocentas brasas de terra en coprido e coatro centas de larguo em o rio real ao piaoy da baoda de leste e ficarao setencentas brasas por dar pede a vosa merce avendo respeito a ele ter criasois e familia e ora a querer ir poupar lhe mande dar outras ditas setentas brasas pelos rumos acima ditos que sao os sobejos de Manuel André de bãoda de lleste com hás agoas e madeyras que nelas ouver he recebera m... CARTA DE SIMAO DE ANDRADE 20 de janeiro de 1599 Saiban.Diz Salvador Fernandes.-Diogo de Quoadros.Rio Real Saiban.dou ao sopricante na parte que pede en nome de sua magestade a tera de que acima faz a mensao nao sendo dada cora por diente em seregipe a vinte he hum de março de noventa e sete anos. despacho:Dou ao sopricante em nome de 259 . que he entre vasa barys e caipe que são seis centas brasas em quadro pede a vosa merce lhe de a dita dada de terra por devoluta em nome de sua magestade por quanto manuel de baros.. ..morador nesta capitania que esta nela casado vai em dois anos e não lhe derão terras onde posa lavrar e fazer bem feitorias e ora no rio.CARTA DE FRANCISO FERNANDES DE ALMEIDA E ANTONIO DE MEIRA 15 de março de 1597.etc. CARTA DE SALVADOR FERNANDES 21 de março de 1597.estão huns sobejos de terra que lorão dados a manoel de baros nas cabeceiras de joão da costa antre antonio barreiros e balthasar.etc.

que em nome de S.Dou ao sopricante a terra que pede en nome de sua magestade por devoluta visto o que alega seregipe sete de agosto de 1599. etc. 268 Água petiba. . CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 15 de Agosto de 1599.Despacho dou ao sopricante en nome de sua magestade mil e duzentas brasas de terra en quadro por devoluta hoje quinze de agosto de 1599. nome indígena do rio chamado Santa Maria. lhe de a dita terra que faz mensão por devoluta de sesmaria a qual pede co todos os matos lenhas e madeiras que na dita tera ouver e sendo caso que seja dada se posa encher da mesma cantidade de brasas.morador nesta capitania que ha quatro anos que pera esta capitania veo com sua pessoa escravos e criasois de gado vaqun e outras criasois miudas e ora não ten teras onde posa lavrar nem por vm.morador em esta capitania que ha quatro anos nela mora com sua mulher e filhos e ora eu caipe esta hua dada de terra devoluta a qual se deu antigamente a hun francisco velho o qual não pouou nem cultivou tres anos conforme a ordenassem a qual parte pela banda do sul co Simao da Rocha Vilas-Boas pela a banda de leste cõ Cristovan Dias que tera huã legoa pouco mais ou menos e ora tem criasois de gado vaqun e outros miudos e não tem terras onde posa rosar nem trazer suas criasois pede a VM.. etc.Diogo de Qoadros.m.diz Fracisco rodrigues.-Diogo de Quadros.lhe de em nome sua magestademea legoa de terra em quadro na testada de manoel andré con todas as agoas madeiras que na dita tera ouver a qual pede de sesmaria e se medira norte e sul e rumo direito resalvando as pontas enseadas que no dito rio fizer ho que tudo pede de sesmaria. Diz gaspar de Souza. 260 . .-Diogo de Quoadros..Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pode oje desaseis de agosto de 1599.lhe fasa em nome de sua magestade de mea legoa de terra nas cabeceiras manoelamoré e gaspar de souza coredo rumo direito conforme a demarcaçao lenhas que nas ditas tera ouver.sua magestade a terra que pede per devoluta am seregipe a vinte de janeiro de noventa e nove anos.ate agora lhe forao dadas e ora no esteiro de agua petiba 268 em caipe esta hua legoa de tera que foi dada a padre antonio moutinho vigario que foi en esta dita capitania a qual está devoluta por quanto o dito padre a não cultivou nem pouou hu ano pede a vm. CARTA DE GASPAR DE SOUZA 7 de agosto de 1599 Saiban .Diogo de Quoadros CARTA DE SIMÃO DIAS 16 de agosto de 1599 Saiban. etc. Saiban. Diz simao dias morador nesta capitania que ele ora está casado nela e que ora nao tem terras pede a vm.

em nome de sua majestade de lhe dar de sesmaria por devalluta hua dada de terra que foi dada a pero Lopes criado de Diogo de coadros que nunqua foi cultivada de gente branqua e o dito pero Lopes foi ido pêra Portugal e nunqua a pouou e a tem perdida conforme aos pregoims que sobre isto dom Francisco de Souza sendo governador mandou llaurar a quoal terá meã llegoa em quoadro mais ou menos e esta ao llonguo do rio paratigim269 que he braso do vasabaris de porto para baixo entre a dada de Manoel amdre e a de guaspar damorim a quoal pede assim a da maneyra que foi dada ao dito pero Lopes pêra lloguo fazer nela bemfectorias erm – dou ao sopricante em nome de sua majestade a terá que pede por devoluto aoim e da maneira que foi dada a pero llepes. nesta capitania com casa de família de mais de dous a três anos se achou nas guerras que nesta dita capitania se deram do gentio e fez muito serviço ã sua majestade e oyie lhe faz proveito con suas rendas e porque não tem terás em que laurar e traga suas de muito guado que tem de toda a sorte pede a vm.que en nome de sua magestade lhe de mea legoa de tera por devoluta conforme o preguao do mesmo governador geral despacho.Diogo de Coadros. Saiban etc. – Sergipe a cinquo de Outubro de 1602. Saiban etc. CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 15 de Janeiro de 1600.Diz Francisco da silveira que ele se veo para esta capitanjo para nela ser morador e por ora para iso ten comparado serta copia de gado vacum pera os quoais he necessario terras pera pastos e mantimentos aos quais não tem e ten por noticia que onde se ajuntao os dous brasos do rio iapochi ao llonguo de hun deles da banda do sull entra hua ribeira d'agua que se chama mocori e por ella asima está hua legua de tera que core pela 269 Não sabemos qual o rio que os índios chamavam paritigy.CARTA DE GASPAR DE MEIRENS 5 de Outubro de 1599. Lhe fasa m. Só sabemos que era um afluente do Vasa –Barris. CARTA DE GASPAR FONTES 1 de janeiro de 1600. o capitão Cosme Barbosa.diz gaspar fontes llemos morador nesta capitania que elle não teras na capitania para lavrar para mantimentos e para pastos de gado vaqun na testada de gaspar souza em ipochi da banda de sul estam terras devolutas pede a vm. dis Gaspar de meirems que ele é mor. Saiban etc.Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede pord devoluta seregipe a trez de janeiro de 1600. 261 .

CARTA DE THOMÉ FERNANDES 17 de janeiro de 1600.dou ao conforme o pregão do sr.. governador geral en seregipe ..m mea legoa de tera na testada de francisco da silveira por divoluta conforme o pregão da sr.m lhe de mea llegoa de tera por devoluta coforme o pregão do sr.governador gerall serigipe vinte de janeiro de 1600. .diz pero lopes estante nesta capitania que ele quer ajudar a povoar com sua mulher e filhos e ora não ten teras con abastansa para suas criasois e mantimentos e ora na testada de manuel andre estan teras devolutas pede a vm. 262 . da dita llegoa de tera de sesmaria en nome de sua magestade asin e da maneira que foi pedida e dada ao dito bernaldino ribeiro com tudo que nela se achar erm.etc. CARTA DE GASPAR RIBEIRO 20 de janeiro de 1600..Diogo de Quoadros.dita ribeira asima pelo rumo de norte do sul e leste e oeste a qual foi dada hun bernaldino ribeiro na qual se devoluta pede a vm lhe fasa m .diz gaspar bareto morador nesta capitania que ha dous annos pouco mais ou menos que nela esta ajudando a pouvar e ora não ten teras para suas criasois de gado vaqun e outras miudas que para iso ten pede a vm lhe de en nome de s. . Saiban.vinte de janeiro de 1600..Diogo de Qoadros.piramopama os quaes sobejos serão oitocentas brasas pouquo mais ou menos os quoais pede en nome de sua magestade por devolutas conforme o pregão do sr. CARTA DE PERO LOPES 20 dse janeiro de 1600. .dou ao sopricante en nome de s. governador geral erm. governador geral com todas as aguas llenhas que nela ouver serigipe aons quinze de janeiro de 1600.. Diz tomé fernandes que elle he vindo a esta capitania con mulher e familia para pouvar a dita terra e por que ora não ten teras lavrar para seus mantimentos e criasois e ora na tera que foi dada a bernaldino ribeiro no rio de mocori e ora está devoluta pede a vm que em nome de sua magestade lhe de na testada de francisco da silveira no rio de mocory da banda do sull mea llegoa de tera en coadro com todas as aguas e madeiras e pastos que nela houver erm.Diogo de Quoadros..-dou ao sopricante en nome de sua magestade oitocentas brasas de tera en coadro por devolutas conforme o pregão do sr. que en nome de s..m huns sobejos de tera que estan entre gaspar damori e pero llopes no rio do vasa baris da banda do norte adonde. ..Diogo de Quoadros.m oito sentas brasas de tera en coadro por devoluta conforme o pregão do sr. Saiban etc. Saiban.governador geral don francisco de souza con todas as madeiras e aguas que nelas ouver erm.governador geral con todas as aguas llenhas e madeiras que nela ouver seregipe a desasete de janeiro de 1600....dou ao sopricante en nome de s.etc.

CARTA DE DOMINGOS NARCISO 13 de janeiro de 1600 Saiban,etc.diz domingos narciso que ele está en hua tera no pochi da banda do norte en a qual ten feito sua casa e hun cural de gado e sua rosa a qual tera dizen que foi dada a manuel gomes e visto tela povado e estar nela pede a vm de por devoluta en nome de sua magestade conforme o pregao que mandou lavrar ho sr. governador geral a qual tera parte pelo caminho de gauquajú des.........desde os apequs até a barro como entra no rio seregipe suas enseadas e pontas que ha no rio erm.- dou ao sopricante en nome de sua magestade a tera que pede por devoluta hoje a trese de fevereiro de 1600.- Diogo de Qoadros.

CARTA DE MANOEL ANDRÉ 24 de janeiro de 1600. - Vasa Barris. Saiban etc. Diz manuell andre morador nesta capitania que ele vai en dous anos que esta povoando e servindo a s.m. entrando en todas as geras e assaltos que ate agora se fizeram com os gentios da terra como aos francezes que nela se tornarão acompanhado a VM e aos antepassados que nesta dita capitania servirao de capitao e hora tem mulher e filhos e não tem teras em abundansa para poder trazer suas criasois de gado vaqun e outros meudos que pra iso tem pede a vm. que en nome de s.m. lhe de de sesmaria na testada de pero lopes da banda de norte en vaza barris adonde chamão párratigi a qual dada delle dito.........como elle sopricante e co gaspar bareto a cal pede mea legoa de tera por devoluta conforme o pregan do sr.governador geral asin como corer a dita dada de pero lopes co todas as madeiras e aguas e llenhas que nelas ouver - dou ao sopricante en nome de sua magestade outro sentas brasas de tera en coadro por devoluto coforme o pregan do sr.governador geral na parte que pede a seregipe a vinte e quatro de fevereiro de 1600.-Diogo de Quoadros. CARTA DE DOMINGAS DINIZ 16 de .................. 1600. Saiban,etc. diz domingas diniz.........que ella nesta capitania co seus pai e sua mãi por morador sinquo anos e hora não ten teras para suas criasois o mantimentos e hora ao redor desta cidade está hua dada de tera devaluta pra banda de norte co manoel pires e poente con antonio seraiba e de norte sul tera llegua de largo a quoal foi dada a hu gaspar doliveira e nuqua fez benfeitorias nela como hera obrigado fazer coforme a ordenasan pede a v.m. en nome de s.m. por devoluta coforme o pregão do sr.governador geral con todas as agoas etc. erm dou a sopricante en nome de s.m. a terra que pede por devoluta en seregipe a desaseis de 1600.-Diogo de Quodros. CARTA DE SIMÃO D'ANDRADE

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4 de março de 1600. Saiban,etc.diz simão dandrade que ele a tres anos que esta pouvando esta capitania cazado co molher e filhos con gado e servindo a s.m. con tudo e que v.m. o ten encarregado do serviço do dito snr e porque agora lhe não é dado tera pera podea trazer suas criações fazer mantimentos para puder sustentar sua caza pede a vm en nome de s.m. lhe de ao llonga da ribeira de pirao mopama nas testadas de gaspar damorim hua legoa de tera fiquando a dita ribeira demtro da dita tera a call pede por devaluta coforme o pregão do snr governador geral erm - dou ao sopricante en nome de sua m. na parte que pede mil e dusentas brasas de tera de comprido e pera o sertão mil e quinhentos por devoluta con as agoas etc. seregipe a quarto de março de 1600.-Digoo de quoadros. CARTA DE MANOEL DE FONSECA 5 de Março de 1600. -Rio cajahiba Saiban etc. diz manoel da fonsequa mor.nesta capitania que ele en companhia de cristovan de barros veo ajudar a tomar esta terra e capitania pouvar a sua custa des então ate agora sempre rezidio nela con sua pesoa e familia ajudando a pouvar a todos em tradas he geras que em tempo dos outros capitais ouerão en serviso de s.m. e nã ten teras en que lavrar suas rosas he suas criasois pede en nome de s.m. hua dada de tera que foi dada ha hu simão fernandes gaguo por o capitão tome da rocha que foi desta capitania por quao a não veo pouvar dentro do tempo que lhe da o dr e ordenasan e não coprimento dos pregões que mandou deitar na prasa da cidade de saluador o snr governador geral não cumprio nem nuca tomou posse e esta por devoluta a qual tera he de mil brasas para ao llongo do rio de cajaiba e são tres mil brasas para o certão e porque ele dito ten filhos para casar pede mais outra tanta que serão duas mil brasas ao llongo do rio da cajahiba he as tres para o sertão corendo correndo as duas pelo sertão asima caminho da banda de noroeste as tres para o sertão para a banda de sudueste as qual tera esta amtre ho rio de cajahiba e potihipeba por o caminho que ia para a aldea de taperagua e pede asin como o dito tome da rocha a tinha dado a simão fernandez direitamente pelo rio asima resalvando pontas he enseadas no salgados co tanto que tudo cora avante erm - dou ao sopricante en nome de s.m. as mil brasas de tera e as tres mil para o sertão que foram dadas a sirmão firz seregipe a sinquo de março de 1600. - Diogo de Quoadros.

CARTA DE BARTHOLOMEU FERNANDES

10 de Março de 1600. Saiban etc. diz bartholomeu ferz mestre da capela da Bahia que ela éome de muita pose e quer vir ou mandar ajudar apovoar esta capitania e província o que lhe e necessário ter tera para mantimentos e criações pede a vm lhe de en nome de sua magestade hua llegoa de terra em coadro no rio reall na testada de Francisco

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daraujo e Baltasar feras e Melchior dias comesando de hu eteiro chamado ariticuiba270 per ele ariba rumo direito da banda de norte pede de ser marcar ermDou ao soplicante em nome de s. m. na parte eu pede meã legoa de terá com todas as águas etc. que nelas ouver Sergipe a dês de março de 1600.- Diogo de Qoadros. CARTA DE BENTO FERRAZ 12 de Março de 1600. Saibam etc. diz o padre bento feras vigário de Sergipe que ele esta actuamente pouvando esta terá com seus negros e gados e ciasois para o que não tem terás para mantimentos e trazer suas criaçois antes hua dada de meã legoa de terá que lhe Vossa magestade tinha dade mandou substituir com ella a quall hera em caipe, ho que ele sopricante fez e esta sem terá nenhuma pede a Vm lhe de en nome de sua magestade mea legoa de terá em coadro no rio reall mística co a de seu tio o mestre capela corendo pelos mesmos rumos e desmarcacois que a dita tera corer- Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill brasas de tera em coadro em auguas etc. seregipe doze de marso de 1600.- Diogo de Qoadros. CARTA DE PERO SANCHES 31 de Março de 1600. Saiban etc. diz pero Sanches morador nesta capitania que ele não tem terras em que laavrar He fasa suas rosas He targa suas criasois pede terá que pello rio asima de piramopana da banda de leste nos de .......... – Dou mil e quinhentas basas de tera. – Diogo de Qoadros. – ultimo de março de 1600. CARTA DE MARCOS FERNANDES. Sibam etc. diz marcos Fernandes morador na cidade de saluador que ele quer vir pouvar esta capitania com sua casa e famial e ora nela não tem terras para puder trazer seu gado e cisois e fazer suas rosarias por quanto ele he home de grade família pede a V.m. lhe de em nome de sua magestade nas cabeceiras de João da rocha visente ao llonguo do vasabaris da banda do sull hua legoa de terá llonguo do dito rio e llegoa e mea de terá dentro a quall terá pede por devlluta e se obrigara em dentro de quatro mezes – Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede a terá que diz em sua petição com águas etc. seregipe a vinte de março de 1600.- Diogo de Qoadros.

CARTA DE MELCHIOR MACIEL 5 de Abril de 1600. – Rio Guitihiba271 Saiban etc. diz mellchior masiell dandraade mor. Nesta capitania que quando a Ella chegou se apresentou ao rio reall que achou desocupado adonde ora está co
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Afluente do rio Real, junto à foz. Conserva o mesmo nome. Nome indígena de um afluente do Rio Real

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sua casa e fanilia e porq‘ nesta dita capitania tem bem servido a s. m. e ora nella he morador pede a Vm. Em nome de s. m. lhe fasa m. duas mil brasas de terá em coadro ao llongo do rio guithiba ueq he onde ele sop. Ora está pouvoando a call terra pede por devoluta conforme ao pregão do Sr. governador gerall lhe será demarcada a dita terá de huma banda e de outra do rio guitihiba ficando o rio meo da demarcasan e será imedita por rumos direitos por fora dos mangues e ilhas que ouver as quais ilhas e pontas de terá e mãgues que ficarem dentro da demarcasão entre na dada que ele sopricante pede erm. – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e dusentas brasas de terá por devoluta cõforme o pregão do mesmo governador gerall seregipe a simquo de abril de 1600. – Diogo de Qoadros. CARTA DE MATIN LOPES 24 d‘Abril de 1600. - Aldeia de Taperoá. Saiban etc. diz Martim Lopes mor. Na habia que elle quer mandar ajudar a povoar esta capitania de Sergipe e por quanto he home de muita pose e famila para que lhe he necessário terás para suas ciasois e mantimentos pde a Vm. em nome de sua magestade huma llegoa de terá em coadro na aldeã que chamão tepahoqua adonde em tempo de Tome da Rocha quando era capitão os contrários (?) matarão os negros que chamavão neboiba a call dada de terá corera pelo caminho que vinha de uma banda e outra levando em meo e semdo causa que se a dada pede por devoluta erm.- Dou ao sopricante em nome de s. m. na parte que pede meã legoa de terá em coadro com águas seregipe a vinte e quatro dabril de 1600. – Diogo de Qoadros.

CARTA DE MATHEUS DE FREITAS 25 de Abril de 1600. – Rio Sergipe. Saiban etc. Mateus da Freitas dasevedo allcaide mor. Da capitania de pernãbuco que ele tem muita pose e quer mandar ajudar a povoar esta capitania de seigipe e porq‘ tem muitos filhos pede a Vm. lhe de em nome de sua magestade por devoluta cõforme o pregão do Sr. governador geral duas llegoas de terá em coadro pello rio de seregipe asima nas cabeseiras das terras de pero masiell dandrade e do padre Ambrosio Joardes a saber hum legoa para sua filha Jeronima outra llegoa para Clara ...........- Dou no sopricante em nome de sua magestade na parte que pede duas legoas de terá para as ditas suas filhas cõtanto que beneficie em hum ano seregipe a vinte e sinquo de abril de 1600. – Diogo Qoadros. CARTA DE AMBROSIO GUARDEZ 26 d‘Abril de 1600. – Rio Sergipe. Saiban etc. diz ambroso coardes vigário do são pedro e ouvidor da vara da capitania de penãobuquo que ele tem muita pose e quer ajudar a povoar a nova capitania de serigipe com gente e gado e outras ciasois pede a vin. Lhe de em nome de sua magestade por divolluta cõforme o pregão do Sr. governador gerall duas Mill

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brasas de terá em coadro ao llongo do rio de seregipe da bauda do sull na testada de pero masiell pra rosaria e pastos de gado com todas as agoas etc. – Dou ao sopricante na parte que pede em nome de s. m. mil brasas de terra em llargo e Mill e quinhentas de comprido com todas as agoas etc. seregipe a vinte e seis dabril de 1600. - Diogo de Qoadros. CARTA DE GASPAR DE AMORIM 4 de Março de 1600. – Rio Vasa-Barris. Saiban etc. Diz Gaspar damorim morador nesta capitania que a elle lhe não são dadas as terras que bastam para sua pesoa e suas criações e para fazer mantimentos conform ao regimento pede a Vm lhe de hua dade de terra que esta devoluta quoall se comecara a medir na varzea de peramopana que vossa magestade lhe tem dado até a dada de Manoel Andre para sima como vai do rio vasa basabaris porquanto elle sopricante esta nella com casa ...... e a tem pouvado pede a Vm lhe de em nome sua magestade por devoluta a call terra pode ser mea llegoa em coadro pouquo mais ou menos erm. – Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill e dusentas brasas pela sua testada de comprido e mil e quinhentas de largo para o sertão em Sergipe a quatro de marso de Mill e seis sentos anos. – Diogo Qoadros. CARTA DE GASPAR DO AMORIM 14 de Março de 1600.- Rio Vasa-Barris. Diz Gaspar damorim morador nesta capitania que elle com sua molher e criasois e escravos e ora o capitão dioguo de coadros lhe tem dado pouqua terras para suas criasois e mantimentos e porque lhe deu na varzia de piramopama hu pedaso de terá e no feito de Coll razão que ele em sua petisan pedia para a Vm que em nome de sua magestade lhe de outra vez de novo hus sobejos de terra que estão na dita varzia dos cajueiros para baixo e he hu canto entre elle sopricante e ho no rio vasa barris e o dito esteiro de de piramopama que pode ser mil brasas de terra pouque mais ou menos de conprido e de largo quinhentas brasas e por outra parte certo que he pouco mais ou menos pede a vosa mercê lha de por devolluto e inda que seja dada conforme ao pregão geral por se lhe não meter Ca ninguém na dita varzia porque lhe fasem ruim obra no que erm.- Dou ao sopricante a ponta de terá que pede em nome de sua magestade por devolluta cõforme ao pregão do governador gerall Don Francisco de Souza serigipe quatroze de março de mil e seiscentos anos o capitão Manoel Miranda Barbosa em auzencia de Diogo de Qoadros. CARTA DE GASAR D‘AMORIM 14 de Março de 1600. Saibam etc. diz Gaspar damorim nesta capitania que antre agoa petiba e o mar esta hua dade de terá que são quinhetas brasas ou seiscentas por costa e llargura ate agoa petiba e de norte parte com a terá de Baltasar de Barbosa o quoal serte de terra povoou de novo joam Garcia e nela reidio mais de quaro anos de sorte

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que ficou satisfazendo ao forali e por algus soberios que lhe cõcedram se for desta capitania e fes venda da mesma terra a elle sopricante e por quanto Joan garsia assim se foi allgus a pretendem por discre a não poder vender pois despovou pede a vossa mercê que de novo lha de de sesmaria ou por devalluto erm- Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede de sesmaria e por devalluto visto o dito joam Garcia depovoar e vender o direito que nella tinha seregipe a quatorze de marzo de mil e seis centos anos o capitão Manoel de Miranda Barbosa em ausência de Diogo de Qoadros. CARTA DE JOÃO DIAS 16 de Abril de 1600. Saiban etc, disem João dias morador em jaquipe que ele tem nesta capitania gado e gente pra fazer rosas e cirasois e para isso não tem terás onde possa pastar suas criasois e no agaipe para a banda do sul esta huma dada de terá que foi dada ao padre geronimo de garros a coal lhe foi dada a seis ou sete anos e ate hoje a não tem povoado nem feito bemfeitorias nenhuma pello quall respeito nas pede por devoluta assim e da maneira que foram dadas ao padre e pede lhe perfasa huma legoa de terá em coadro Erm.- Despacho- dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede cõforme ao pregão do snr. Governador gerall por devolluta com todas as águas e llenhas que nelas em ouver em seregipe a deseis de abril de Mill seis senteos anos – Qoadros. O registro assinado por Manoel de Miranda Barbosa.

CARTA DE MELCHIOR MACIEL E PAULO 4 de julho de 1600. Saiban etc. disen Mellchior Maciel e Paulo…….. moradores na capitania que no rio reall da banda do norte junto ao cabedelo a que chamão ipelempe272 ao longo da terá esta hum pedaso de terá de pastos pêra gado e porque eles sopricantes estam pouando no dito rio reall e não tem onde posam trazer suas ciasois pedem a Vm lhe fasa mercê em nome de sua magestade duas llegoas de ttera por costa de mar e llargura que ouver da bara de hum riacho que esta na boqua do dito cabedelo..... até a costa que pode aver quinhentas brasas até seis centas pouquo mais ou menos e sendo dadas as peden por divolluta conforme os pregõis e mandados do snr. Governador gerall Erm. – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que peden duas mil brasas de terá por costa e llonguo comesando do rio que dis em seregipe a quatro de Junho de 1600.- Diogo Qoadros.

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Nome indígena do cabelo que existe ainda hoje junto à foz do rio Real.

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.evendo respeito ao que o sopricante dis nesta sua pitisan lhe confirme a dada da tera da maneira que em sua petisão faz mensão e lhe dou demais em nome de sua majestade na dita terá as pontas que pedem e de tudo se lhe pase nova carta de sesmaria Sergipe onze de Julo de 1603 o capitão Tomé da Rocha. com huma petisan e despaacho do capitão e governador Diogo de qoadros etc. de todos os pontos anseadas que na dita llegoa de terá ouver e sendo caso que seja dada corera adiante pello mesmo rumo ou como milhor lhe pareser erm... CARTA DE MATHIAS MOREIRA 19 de julho de 1600 Saiban etc. em nome de sua majestade de hua llegoa de terá em coadro no rio mocory nas cabeseiras donde acabar Martins de Souza e pello rio asima do dito mocory e por côamto elle suplicante não sabe se o dito martins de sousa tem terá a pede a vm lhe fasa m... dar-lhe em nome de sua majestade a dita llegoa de terá e comesara a medir onde o dito Martins de Souza acabar digo pretender e assim mais lhe fasa merse darlhe a dita llegoa de terá rumo direito ao norte posto que o dito rio pellas voltas que da não tem rumo direito e yuntamente lhe fasa m. dis Gaspar Fernandes vigário ouvidor da vara e juiz dos seguimentos he utilizador nesta capitania de Sergipe que o capitão Cosme barbosa lhe fez m.. Governador Don Francisco de Souza e a Vm. 269 .dou ao sopricante Mill brasas de terra em coadre corendo na forma em que pede em nome de sua magestade na baia dessanove de juho de Mill e seissentos anos. para bem de nelas fazer seus mantimentos e meter suas criasois pede a Vm que respeitando ao que dis lhe fasa mercê em nome de sua magestade de lhe dar de sesmaria huma legoa de terra ao longo das cabeseiras que os ditos padres tem por sima da mesma llargura confrontante para o sertan corendo a dita llegoa de comprido ao llonguo do dito rio de vasabarris com todas as águas doses e sallgadas que na dita distansia se acharem com as pontas de mangues e ilhas que na dita dada caírem corendo com os mesmos rumos e confrontasois que corem a dos ditos padres e a dita demarcasan em seu comprimento chegue a sua distansia em embargo em embargos de rios e esteiros e fasendo-lhe mercê como ele sopricante o pede lhe mande pasar sua carta de sesmaria e resebera mercê. Diogo Qoadros.CARTA DO PADRE VIGARIO GASPAR FERNANDEZ 11 de Julho de 1600. Saiban etc.diz natias Moreira morador na capitania de seregipe cidade de san Cristovão que nas cabeseiras das dadas aos padres da companhia de Jesus tem em vasa barris estão terras devolutas.. No registro a assinatura é de Manoel de Miranda Barbosa. ate agora pessoa alguma as veo povoar nem as cultivar e ora o sopricante as quer povoar conforme ao regimento de sua magestade e ao pregão do snr....

governador gera erm. na testada de Antonio barreiros correndo até o esteiro de piramopama hua legoa de terra em coadro ao llõguo do vasa barris houtra banda de tinhare e outra legoa para o sertão a coal pede conforme pregão do Sr. governador gerall as tem 270 . Sr. CARTA DE JOÃO DIAS 11 de Novembro de 1600. Manoel de Miranda Barbosa locotenente. governador geral Sergipe onze de novembro de 1600 anos o capitão Manoel de Miranda Barbosa. Na tore que elle veio a esa capitania em companhia de cristovan de barros ajudal-o ganhar honde trouxe artilharia a sua conta que ora esta neste forte e outro si tem muito gado já nesta capitania para o quall não tem pastos bastantes nem matos pêra rosar porque quer ajudala a povoar e porque nela a terás devallutas que não são cultivadas pede a Vm lhe de em nome de s. diz Simão d‘andrade que ele vae com quarto anos que esta ajudando a povoar esta capitania com sua molher e família e servindo sempre a sua magestade em tudo o que lhe foi encarregado e porque hora ele sopricante tem gado vacum e outras muitas criasois e não tem terras per onde pastar por ate agora não ter rendado pello que se lhe perdem as ditas criasois e desaparecem e se da muita perda e ora onde a terra do snr bispo vindo do vasabarris estão oito sentas brassas de terra que foram de hu morador da Bahia a muitos anos e nuqua até agora digo até hoje as tem vimdo pousar conforme o regimento que sua magestade manda em sua ordenasão contra o pregão do m. Sr. Disem Bartholomeu fernades e o padre bento Ferraz maiores nesta capitania de Sergipe que elles querem ajudar a pouvar e estão atuallmente pouvando e por não terem terás sufficientes para trazerem seus gados e criasois miúdas e fazeerem mantimentos pedem a Vm lhes de em nome de s. diz João dias mor.CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ E BARTHOLOMEU FERNANDEZ 13 de outubro de 1600. Saibam etc. m. duas legoas de terá em coadro no rio reall em hu esteiro ou rio por nome ariticuiba onde acabão os sopricante de hua bãda que lhe deu o capitão Diogo de coadros correndo pelos mesmos rumos demarcasois confrontasões que correm as dadas dos sopricantes as quais pedem de desmaria que seiam dadas e pedem por devollutas isto com llenhas madeiras agoas e pedreiras no que resebera m. m. Despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade os sobeios que quer entre Antonio barreiros e pero sandres mor nesta capitania ao llonguo do vasa barris e pela terra dentro hua legoa conforme ao pregão de m. Seregipe treze de outubro de Mill e seis sentos anos. – despacho dou aos sopricantes na parte que pedem hua lleg. De terra em coadro com as lenhas e agoas e maderias as quaes comesara a medir donde eles soprecantes acabão como pedem. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 12 de Novembro de 1600 Saiban etc.

visto o que alega lhe de em nome de sua magestade por devollutas quatro centas brassas de terra larguo e de comprido o que ouver da praia até o rio de auguapetiba comesando de meio a donde acaba o Snr bispo e resebera m – despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade trescentas brasas de terra de larguo por costa e de comprido ao longo do mar até o rio aguapetiba como pede conforme o pregão do Sr. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE E MANUEL ANDRÉ 17 de Novembro de 1600 Saiban etc disem Simão d‘andrade e manuell André q els estão pouvando co suas mulheres e filhos e servindo a sua magesade em tudo o que llhe he encarregado do serviso do dito snr. ―Don Francisco de Sousa e recebera mercê. O capitão Manuel de Miranda Barbosa CARTA DE PEDRO DA LOMBA 11 de Novembro de 1600 Saibam etc. mersê em nome de sua magestade hus sobejos q estão entre Matias Moreira e Manuel Tomé allonguo do rio de vasabarris da banda do sul p podem ser hua légua pouque mais ou menos as quaes peden por desaletas conforme o pregão do snr. diz pero da llomba morador da Bahia por seu procurador q ele veo ajudar a ganhar esta capitania a sinquo anos hm curall de gado para o quall não tem pastos nem lhe há dado terás nenhuas peratra ser suas criasois e hora a terras devolutas na itaporãogua273 pede a vm lhe de em nome de s. Saiban etc. CARTA DE SESMARIA DE MANUEL ANDRÉ E SIMÃO DE ANDRADE 13 de Novembro d 1600. E porque ora não tem pastos para seus gados e 273 Vila de itaporanga 271 . hua llegoa de terá em coadro a quall se comecara a medir na testada de Manuel tome quanto ao rio vasa baris e corera pelas cabeseiras dele e da dada de domingos saraujo pella bãoda do sull erm. Despacho . magestade duas mil brasas den coadro na parte q pede a saber nas cabeseiras de domingos daraujo da banda do sull serigipe onze de novembro de mil e seis entos anos. O capitão e loco tenente Manuel de Miranda Barboza. m. governador gerall Francisco de Souza seregipe dozo de novembro de Mill e seis sentos anos. disem Simão dandrade e manjuel Andre moradores nesta capitania que eles estão pouvando nesta dita capitania e porque ora não tem terras que posão fazer seus mantimentos e traser suas criasois de gado vacum e outras meudas q pra isso tem pello q pedem a v. governador gerall Don franacisco de Sousa seregipe a dose de novembro de 1600. Manoel de Miranda Barbosa.perdidas pede à Vm.dou ao sopricante em nome de s. Despacho – dou aos sopricantes em nome de sua magestade os sobeios q estão entre Matias Moreira e Manuel tome AL llonguo do vas baris da ganda do sull e pela terra dentro hua llegoa por divolluta conforme o pregão do Sr.

mais criasois q para isso tem peden-lhe de em nome de sua magestade de semaria hus sobeios de terá q estão antre Antonio Gedes e o esteiro de augiapioba 274 correndo pelas cabeceiras de balltesar e Sebastião de brito e antre os frades de san bento ate poxi os quais se den por devalluto conforme o pregão do snr governador gerall Don Francisco de Souza erm. diz o padre Agostinho monteiro q elle quer ser morador nesta capitania de seregipe ou mandar pouvar co rosarias e canaviais curais como he custume dos q pouvão a terá pra o q tem necessidade de terras pra ain o poder fazer pede a vm... 274 Nome indígena de um riacho que desemboca no Poxim... O capitão o padre Bento Ferras..... CARTAS DE PADRE AGOSTINHO MONTEIRO 26 de dezenbro de 1600. de ouvidor e outros cargos do serviso de sua magestade de q foi encarregado e por q ora ele sopricante não tem terras oude posa fazer seus mantimentos perto desta sidade onde posa acudir a obrigasão de seu ofisio poquanto o que lhe he dado esta muito llonge e não pode ainda viver. O capitão o padre Bento Ferras.. m. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 18 de Dezembro de 1600.... magestade na parte q pede a llegoa de terra em coadro a call lhe dou de semaria outra se mil brasas em coadra na testada de Simão da rocha para pastos a call lhe dou com todas as augoas llenhas madeiras q nas ditas terras se acharem em seregipe vinte e seis de dezembro de 1600.despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra contuda em sua petisão de semaria em caso que este dade por devolluta seregipe a desoito de dezembro de sis sentos annos.. lhe de sesmaria no rio se seregipe na tstada de Simão da Rocha hua llego de terá em coadro para seus mantimentos e porquanto na dita terra na tem terás para pastos pede a vm outro assim de dar na varsea do dito rio de seregipe Mill brasas em coadro na testa do dito Simão da rocha com todas as augoas llenhas madeiras erm.... Despacho dou aos sopricantes os sobeios q pedem de semaria por devallutos em nome de s.. magestade em seregipe a desasete de novembro de Mill e seis sentos anos Manoel de Miranda Barbosa...... Despacho dou ao sopricante em nome de s. Saibão etc.as ditas quatro sentas brasas de terras as não cultivarem nem pouarem outrosi não moram nesta capitania nem term nelas quem lhas pouvo... 272 .. Saiban etc diz Simão dandrade que ele vai em quatro annos q esta ajudando a pouvar esta capitania com sua mulher e filhos e servindo sempre a s.. por q ainda em caipe perto desta sidade estão huas quatro sentas brasas de terras que forão dadas aos filhos de Pedro Alves que eles tem sendo filhos família em ao a podião posuir e por quanto ele sopricante todo este tempo q há q esta pouvando a dita terá fasindo bemfeitorias nela o u he proll da fazend de sua magestade sisto ser terá nova e mandar ele as ditas terás se dem a quem hás pouvar sem regimento se lhes tire a quem as uão pouvar pede a vm lhas de de semaria por devoluta visto as p..

.B...dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devolluta cõforme o pregão do sr.CATA DE JOÃO MATINS BERTANHA 26 de dezembro de 1600 Saiban etc diz Jon martis betanha morador em . O capitão locotenente M.... CARTA DE DOMINGOS GONSALVES 10 de Março de 1601..dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede asin e de maneira que diz en sua petinsan a call lhe dou por devolluta en serigipe a vinte de janeiro de seis sentos e hu ânos o capitão o padre Bento Ferraz. hu manoell pires ja defunto e ora o dito manoell pires nuqua fez bemfeitorias na dita terra nen della ouve pose esta a dita terra divolluta que são tresentas brasas de llarguo para a banda de ponente e mill e quinhentas de nordeste ao sudoeste pede a Vm lha de de sesmaria por respeito de se lhe não vir meter oitro nella que lhe de matarto a sua criasão respeitando ter muito a call pede por devolluta erm .. tera que foi dado. CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ 273 .dou ao sopricante en nome de sua magestatle nas partes q pede hua llegaa de terra asim e da manera q en sua petisan pede a call lhe dou de sesmaria en seregipe a desoito de janeiro de seis sentos e hum anos o capitão Bento Ferras. CARTA DE MANOEL THOMÉ 20 de Janeiro de 1601. estante nesta capitania de seregipe q ele veo ajuar a gahuar esta capitania co suas armas e escravos a sua custa e ora quer vir ajudar povoar co sua mulher e filhos e escravos e sua ciasois e outra gente de sua obrigasan e porq na dita capitania lhe não são dadas terras allgumas pra nelas puder llarvar e criar suas criasois e ora estao terras devollutas aonde chega o allagado de vasa baris pede a vm lhe de de sesmaria en nome de s.. Saiban etc diz domingos gonsallves morador na bahia do saluador que ele quer mandar a esta capitania ajudar a pouoar e que na dita capitania Não tem terras para mantimentos e pastos e que pello rio de serigipe asima hesta hua dada de terra na testada de outra dada que foi dada sebastião da rocha quall tera foi dada ha hu manoell daraujo e esta devoluta e de sesmaria erm .. duas llegoas de teras en coadra as quaes se comesarão a medir aonde acaba leandro baltasar ferras e não corendo pelo rio dose asima-rumo direito com todos as pontas e insiadas madeiras auguas q_ nas ditas teras ouver as quais pede pra banda de nasente en caso q sejão dadas as pede por devolluto erm . Saiban ete diz manoel tome d'andrade morador nesta capitania que a ele lhe foi dado hu pedaso de tera ao llonguo desta cidade a call terra he pouqua para as criasois que ten e ao llonguo das ditas terras esta· hu pedaso de.. M.. don francisco de souza seregipe des de marso de seis centos e hu ãnos. m...

dis gonsallo francisco estante ora nesta capitania que elle vem a povoar cõ vaquas e outras mais criasois que ora tem aqui nesta capitania porq' não tem teras em que se posa aposentar pede a Vm. lhe de en nome de sua magestade na parte que pede a terra que se achar donde acabarem os padres até o abahi a cuall pede com todas as lenhas matos e águas que na dita terra ouver erm . Saiban etc. Saiban etc. Francisco de sousa o call pregão . em a praça da bahia ellugares publicas a Call terra pede en nome de sua magestade asin e da maneira que foi dada ao dito paullo que ten mill barsas en coadro.. 274 . diz gaspar de fontes lIemos mor.11 de março de 1001 Saiban etc diz o padre bento ferras vigairio confirmado nesta vigairaria de sergipe q ele esta alltualmente pouando esta terra e capitaneando e por que não tem terras em q traga seu gado e criasois como são pastos e antre o rio vasa baris e o cãbohi esta hua pequena de terra devolluta aonde acabão os padras da conpanhia e a dada que lhe deu thomé da rocha sendo capitão que são três llegoas como elIes em sua petisão pede a vmce. lhe de sesmaria nas cabeseiras de marcos fernandes mea llegoa de terra por devalluta no que erm . CARTA DE GONÇALO FRANCISCO 14 de Março de 1601.m. governador gerall não vindo paullo adorno a povoar a dita terra. Manuel de Miranda Barbosa capitão e locotenente em ausensia de Diogo de Qoadros. lhe fasa m.dou ao sopricante en nome de sua magestade os sobeios· que se acharem da terra dada da que se achar mais das tres llegoas que lhe foram pedidas en vasabaris ate o abahi como sopricante pede en seregipe onze de marso de mil e seis sentas dous anos o capitão Manoell de Miranda Barbosa. CARTA DE GASPAR FONTES 12 de março de 1601. de lhe dar de sesmaria en nome de sua magestade por devalluta cõforme o pregão do sr. em auzensia de Diogo de qoadros. a terra que pede por devoluta cõforme o pregão do sr. erm ..a. nesta capitania de seregipe que esta Autoalmente servindo na dita capitania a sua magestade de provedor da fasenda do dito sr. e outro sim esta servindo de ouvidor cõ allçada na dita capitania e ajudando a povoar çõ molher e filhos fabriqua de que Tudo esta fasendo serviso a deus e Sua magestade e não ten teras em que llevar seus mantimentos e tarzer suas criasois e no rio do vasabaris onde se chama tinhare esta huma dada de terra devaliuta da banda do norte do dito rio que foi dada a hum paulo adorno a quall a dito paullo adorno numqua povoou nen cultivou nem fes bemfeitorias nela e esta devalluta pede a Vm. governador gerall d.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devalluto cõforme o pregão do Sr. dentro de seis meses segintes em seregipe a doze de marso de mill e seis centos e hum anos.Dou ao sopricante de sesmaria en nome de S. governador geral! don francisco de sousa en seregipe a quatorse de marso de seis centos e hum o capitão Manuell de Miranda Barbosa.

diz francisco dalmeida mor.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devolluto conforme ao pregão do senhorgovernador gerall 275 . Ihe fasa merse en nome de sua magestade darlhe de sesmaria por pevalluta asin e da maneira que foi dada ao dito manuell gomes ermo. na bahia que elle tem mandado a esta capitania de seregipe fabriqua gente e gado. Saiban etc dis joão francisco morador nesta capitania que ele veo para hajudar a povoar. vaqum pra ajodar a pouvar a dita capitania e por ora não tem terras donde posa asentar.despacho . CARTA DE MARTIM DE SOUZA 14 de março de 1601. suas criasois e nas cabeseiras de simão da rocha en caipe corendo pera Ias cãopos de heperagua esta huma dada de terra que foi dada a hum antonio ferreira ho quoal não povoou porque elle sopricante se foi por nela onde esta já com currall de gado pede a Vm lhe de a dita terra por devoIluto conforme o pregão do snr.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devoluta a ca. . .ll lhe dou asin e da manera que foi dada a manuell gomes e dela lhe pasem sua carta en seregipe quatorze de marso de seis sentos e hum anos o capitão Manuell de Miranda Barbosa em ausensia de Diogo de Qoadros. governador geraIl don francisco· de souza em seregipe a quatorze de marso de rnill e seis sentos e hum anos .dou ao sopricante en nome de sua magestade mea Ilegoa de tera en coadro por devolluto na parte que pede cõforme o pregão do snr. governador gerall a quoaIl tera esta no caminho novo que abrirão os indios feros . Saiban etc diz martim de souza morador nesta capitania almocharife de sua magestade que ele a seis anos que esta nesta capitania ajudando a defender com sua pesoa e ora quer faser rosas e outras bemfeitorias e não ten teras em que as posa faser pello coall pede a Vm lhe de en nome de sua magestade huma Ilegoa de tera no rio de mocori ou mocoriria que vem entrar no rio pochim nas cabeseiras de francisco da sillva da banda do norte Erm . . ' CARTA DE JOÃO FRANCISCO 15 de Março de 1601. Saiban etc.CARTA DE FRANCISCO D'ALMEIDA 14 de março de 1601. .o capitão llocotente Manoel de Miranda Barbosa. a dita fabriqua acima dito e faser rosas e não ter pastos pª o dito gado e no rio do pochim da banda do norte esta mea legoa de terra que foi dada a hurn rnanuel gomes o call nunca povoou nen cultivou e esta devoluto pede a Vm.desta capitania corendo pera hopiramopama que fique por marquo huma tapera que no dito caminho esta comesando de medir deIla para o sudoeste contra a clada de dito simão da rocha da outra banda para o poente que são duas mill brasas de comprido e mill de llarguo com tonas as ilhas de mato asi e da manera que foi dada ao dito Antonio pereira Erm .

diz Manoel Raiz mestre dasucar morador na babia de Saluador que ele quer mandar ajudar a pouar esta capitania e que nela não ten teras para mantimentos de fabriqua de sua gente nem pastos pera seu gado e que nas cabeseiras de Migell Soares na tapera de tajaoba 21 está huã llegoa de terra pello rio ipochi asima llevando O dito rio em meo e esta devolluto nem no qua foi cultivada nen povoada· pede a Vm. CARTA DOS PADRES DA COMPANHIA DE JESUS 10 de março de 1601 Saiban etc. 276 . B. em ausencia de Diogo de Qoadras. CARTA DE MANOEL RODRIGUES 6 de Abril de 1601. Saiban etc.seregipe aos quinze de marso de seis centos e hum anos . com todas as auguas e madeira a que nella se achar em Seregipe a des de marso de seis sentos e hu o capitão M. M.dou ao sopricante em nome de sua magestade duas mil brasas de terra em coadro de sesmaria na parte que pede seregipe a seis de abrill de seis centos e tres anos o capitão locotenente M. diz o irmão Amaro Lopes em nome do padre reitor da companhia de Jesus que eles.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede duas llegaas de terra em quadro de sesmaria. CARTA DE MELCHIOR MACIEL 7 de Abril de 1601.o capitão Manoel de Miranda Barbosa em ausencia de Diogo de Qoadros. lhe de em nome de sua magestade por devalluto com todas as augoas madeiras que na dita tera ouver e a medisão para rumo direito ho dito rio em meo erm. B. lhe de en nome de sua magestade por devoluta no primeiro vale que esta antes da dita tapera pera elles tres llegoas de terra a quall terra se demarcara pero dito vaIle direito ao rio Vasabaris e pelo rio asima tornãdo pellas fraldas da ltanhana e cajaiba para oeste de maneira que fique as ditas tres Ilegoas em quadro erm. . Val em quatro anos pouquo mais ou menos que estão ajudando a povoar esta capitania sustentado a pasagem do Vasa Baris e vindo todos os anos a esta capitania ajudar o espritualI com muito trabalho outro si aqui he moradores pera terra no que em tudo fasem muito serviso a déus e a sua magestade porque ora eIles sopricantes tem metido muito fabriqua asin de gentes como de gado e suas criasois e a terra que lhe he dada não he capaz de sustentar a sua fabríqua o mais que querem meter por quanto não servem mais que de pastos e ora junto a serra de cayaiba que podem ser oito legoas desta povoação esta huã tapera que se chama pixapoam a qual! se se povoar se fara muito serviso a déus e a sua magestade e bem crecemta muito a esta capitania por coanto he frontera e segura esta capitania pera que se posam allargar povoando suas terras que por medo dexao algus de povoar e ora elles a querem povoar e por nela fabriqua de gente e gado e cultivala pera que tenhão mantimentos pera poderem se sustentar visto serem moradores ja pedem a Vm. M.

. e da maneira que pede en nome de sua magestade por devolluta seregipe a nove de abril de 1601 o capitão locotenente m... magestade mea llegoa de terra hao longo do rio vasabaris e para o sertão entra mea llegoa ou o que ouver entre a dada de antonio_ barreiros e a terra que foi dada a paullo de adorno que por nao Vir povoar vm. Saiban etc dis affonso pereira que no tempo que cristovão de barros veo povoar esta capitania veo elie en sua companhia he des então agora ficou nella por morador com sua molher e familia indo em todos os rebates he geras que no dito tempo se fiserão e ofereceirão indo sempre a sua custa he por q até agora lhes não foi nunqua dadas teras nhumas he ten dellas nesesidades asin pera pastos de gados como pera mantimentos he outras causas nesesarias pello que pede a vm a vendo respeito ao sobre dito lhe fasa merse dar em nome de sua magestade en ho rio vasa baris pela testada do mesmo rio ariba mea llegoa de terra en coadro a quall se comesara a medir aclonde acabar a dada de francisco da sillveira a quall pede com todas os matos he aguas he pastos he madeiras ensiada e sallgados que nelas ouver correndo a dita demarcasan pelos rumos que corem as mais demarcasois debaixo a quall tera pede por devolluta no que erm.. magestade se nenhum interesse solldade nem de outra cousa alguma ma antes ajudando a sustentar e não teu teras em que llavrar e fasa suas rosas e targua suas criasois peIlo que pede a vrn.. em nome de s. em ausencia de Diogo de Qoadros.. a deo a gaspar fontes a quall pede com toda as auguas e madeiras que na dita terra houver erm .. B... b... M.. nesta capitania de seregipe que ele tinha huma dada de tera que lhe deo tome da rocha em tinhare ao llongo do rio vasabaris e porq' a carta e os llivros das dadas são perdidos e a dita terra esta oje por haproveitar pede a vrn. m... em nome de sua magestade lhe de no rio de vasabaris da banda do sull na testada na dada a afomso pereira huma llegoa de terra em coadro assim e da manera que os outros rumos direitamente corerem resallvando pontas e enseadas sallguados cõtãto que tudo fique na dita dada com todos os matos e madeiras agoas que nella ouver erm – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meã llegoa de terá asin e da manera que pede em sua petisan por devalluto em nove de abrill de Mill e seis 277 .Saiban ete.. CARTA DE FRANCISCO FERNANDES 9 de Abril de 1601. magestade de sesmaria seregipe a sete de abrill de seis sentas e hum anos o capitão locotenente M. diz mellchior masiell damdrade mor.. . e que desde antão ate agora ficou por morador e povoador ajudando a defender e indo a todas as gerras e rebates que em tempo dos outros capitães se afreciam como os daguora cervindo a sua. dis francisco fernandes morador nesta capitania que ele veo ajudar a ganhar esta capitania cõ sua pessoa e armas .dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de tera asim..dou ao sopricante a terra que pede asin e da manera que em sua petisão fas mensão e isto en nome de s. Saiban etc. CARTA DE AFFONSO PEREIRA 9 de Abril de 1601.

m. em nome de sua magestade a de a dita tera por divalluta cõforme o pregão do sr. avendo respeito ao sobre· dito fasa merse dar em nome de sua magestade en ho rio de vasabaris pela testada do mesmo rio por elle ariba huma llegoa de terra em coadro a quoall se comesara a medir adonde acabar a dada de manuell da fomsequa ha quall pede com todos os matos he auguas he pastos he enseadas pontos sálgados que nela ouver corendo a dita demarcasan pelos rumos que corerem as mais demarcasois debaixo a quall tera pede por devolluta no que erm. b. CARTA DE MANOEL CORREIA 9 de Abril de 1601. em ausensia de Diogo de Quadros CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 9 de Abril de 1601. dis munoell corea que ele esta alltualmente nesta capitania com molher e pessoas e criaçois povoando e não tendo terras em que llavrar e traser suas criasois e por quanto no rio de seregipe esta huma dada de terra que foi dada a simão da rocha villas-boas o quoall a tem perdida conforme o pregão do sr. de 278 . dom francisco de sousa a quall dada comesa de huma dada que tem Manoell de miranda huma llegoa ao llongo do rio e de llarguo duas mill brasas bem asin na varzea mea llegoa em coadro comesando acaba o dito manoell de Miranda e corendo pelos mesmos rumos vistos serem lhe dadas mais teras que podia posuir sendo mansebo solteiro pede a Vm. dis antonio lopes que elle pessoalmente está nesta capitania com sua molher he familia helle sopricante esta servindo a sua magestade e ao povo trabalhando por seu ofisio de frº e que na dita capitania não tem terás para llavrar he no rio vasabaris esta meã llegoas de terra ho llonguo do dito rio da banda do sull acoall esta nas cabeseiras de affomso pereira he esta devalluta pede a vm. Saiban etc. governador don francisco de sousa a tera que pede assin e da manera que foi dada a simão da rocha villas bras seregipe a des de abrill de mil e seis sentas e hum o capitão loco tenente manuel rniranda barbosa CARTA DE ANTÔNIO LOPES 10 de Abril de 1601. Dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de tera por devolluta em nome de sua magestade a quall tera en coadro com todas as auguas e madeiras e esteiras como pede seregipe a nove de abrill de seis sentas e hum anos o capitão locotenente m. governador na forma que foi dada a simão da rocha erm Dou ao sopricante en nome de sua magestade por devolluto conforme o pregão do sr. M. Saiban etc. B.centos e hum anos o capitão e o locotente M. clis francisco da silveira que ele veo de pernãobuquo ter a esta capitania para nela ser morador he core em dous anos que nela reside com sua pobresa e criasois de gado vacum para o quuall lhe he Desesario terras para pasto do dito gado como para mantimentos he outras couzas nesesarias pello que pede a Vm. Saiban etc.

..m. CARTA DE ANTONIO GUEDES 5 de Junho de 1601.dou ao sopricante em nome de sua magestade de sesmaria os sabeios que pede não estando dados seregipe sete de maio de 1601 o capitão locotenente rn.. b.... dis joam garces mor..... m.. b. dis gaspar de menes morador nesta capitania que eIle esta povoando cõ sua molher e familia e lhe não são dados terras onde targua suas criasois e ora junto ao rio de seregipe estão huns sobeios de terra que podem ser mea llegoa de terra em coadro pouquo mais ou menos os quoais sobeios estão emtre a dada de antonio vas de jabotão e a dada de tome da rocha e gaspar de figeredo. Nesta capitania sidade ele quer faser fasenda e crear gado vacum e outras criasoes na capitania de san cristovao de seregipe e povoar a dita capitania e porque não tem terras para o pader fazer e na testada de marcos fez defronte de taperogoi275 da banda do sull corendo pelo rio ariba esta terra por dar He povoar pello que pede a vossa mese lhe fasa dar de 275 Acredito ser o nome de Taberauá.... Saiban etc.b.. dis antonio guedes mar. CARTA DE GASPAR DE MENEZES 7 de Maio de 1601. Saiban etc. 279 . – dou ao sopricante a meã llegoa de terá asin e da maneira que pede em nome de sua magestade por devalluta seregipe a dês de abrill de 1601 o capitão locotenente m. do dito rio de seregipe para ao rio ipochi pede a vossa merse lhe de os ditos sobeios de tera erm . CARTA DE JOÃO GARCEZ 2 de Julho 1601... na sidade de salvador que elle possue hua sorte de terra nos llimites desta sidade de são cristovao que foi dada a gaspar tourinho que nella não povoar pedem a elle sopricante e he mea llegoa em coadro partindo da banda do sull có a terra que foi dada a joam garcia habem da dita mea llegoa fequar algus sobeios de terra que vão jutespor cõ hú braso de mar de vasabaris por nome agoa petiba os cais sobeios ora fique ao llongo da costa barba como do dito rio agoa petiba elle sopricante os tem possuido e possue e não tem dos ditos sobeios mais que a pose pede a vm lhes de de sesmariae sorte que lhe fique sendo dada a terra que houver da costa barba ate intestar com o dito barzo do mar agoa petiba na llargura da dita mea llegoa que já lhe he dado e avendo alguas pontas que.. ten có o dito braso de mar agoa petiba tambem os pede con todas as madeiras agoas pretensois que ouver erm dou ao sopricante em nome de sua magestade os sobeiros de terra que pede não prejudicando o direito do que ouver seregipe a simquo do junho de 1601 o capitão locotenente m....sesmaria em nome de sua magestade com suas aguas madeira e que na dita tera houver a coall pede em coadro erm... Saiban ete.. m.

. b... Rio caiaiba. governador gerall con todas as auguas madeiras e todos os pretenses que na terra ouver erm . Não sabemos bem qual o rio que os índios chamavam caiaiaba..sesmaria duas lleguas e meã de terra elo dito rio de potegipe 276 hariba por ho rumo que direito corer e para ho sertão outras duas lleguas meã de modo que fique em coadro e todas as pontas e auguas e ilhas que na dita terra houver e madeiras havendo respeito a ser sopricante home que tem pocibilidade pêra poder povoar e aproveitar e sendo caso que sei a dada posa corer por deante e disto lhe ande pasar sua carta de sesmaria em forma – dôu ao ao sopricante hua llegua de terra em coadro de sesmaria em nome de sua magestade não sendo dado de maneira que a pede e sendo dada cora avante cõ tanto que a pouve dentro de seis meses baia a dos de julho de seis centos e tres anos o capitão e llocotenente m. b. 280 . rn. dis joão guergo que ele veo a esta capitania com sua molher e famillia para ser nela morador e hora não tem terras devollutas da banda do sulI nas cabeseiras das dadas de francisco da sillveira a qual tem junto hua de manoell da fonsequa que ora tem no barso do dito por nome caiaiba 277 pede a vosa merse lhe de en nome de sua magestade hua llegoa de terra en coadro a coall pede por devoluta conforme o pregão do senhor governador ermo . m.. governador don francisco de sousa com todas as agoas llenhas seregipe a deseseis de outubro de 1601 o capitão locotenente m. Saiban etc. m.que se reunen e vão desembocar no rio das pedras. Saiban etc. Saibam etc.. Junto à serra deste nome correm dois riachos – Conde e Trahiras..dou ao sopricante em nome de sua magestade hua llegoa _de terra asim e da manera que pede por deva11uto conforme ao pregao do sr. Acredito ser o nome primitivo de cotinguiba. dis Nuno damaral que ele quer ajudar a povoar a capitania de seregipe e porque ten necesidade pera hos feitos . CARTA DE FRANCISCO JORGE 16 de Outubro de 1601. don Francisco de sousa governador deste estado bahia a quinze de julho de mill leis sentos e tres anos. b. locotenente..dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de terra eu nome de sua magestade conforme o pregão do .. diz francisco Jorge que elie veo a esta capitania com sua famillia pêra ser nela noradora he hora não tem terras devollutas pera seus mantimentos e 276 277 Potegipe ou Cotegipe.sr. de terras pede a v m lhe fasa merse de duas lleguoas de terra em vasabaris nas cabesceiras de dominguos d‘araujo onde chamão taporanga corendo pelo dito rio de vasabaris acima por devalluto conforme ao pregão do snr. m. CARTA DE JOÃO GUERGO 16 de Outubro de 1601... CARTA DE NUNO DE AMARAL 15 de julho de 1601.

a.. CARTA DE SEBASTIAO FRANCISCO VIEIRA 20 de Outubro de 16001 Saiban etc. m..quato anos que ajuda a povoar esta capitania con molher e filhos servimdo sempre a deos e sua magestade de ouvidor e provedor de fasenda e capitão de solldados deste presidio em hua ausensia de capitão diogo de coadros e outros cargos do serviço de sua magestade e porque ora findo este praso que dito esteve porvoando quarto centas barsas de terra as coais foram dadas aos filhos de pedro alives sendo filhos familias sendo de meuoridades que era contra direito que elles não podiam povar.. dis sebastião francisco vieira que elle veo de morada com molher e famillia para esta capitania por quanto sua magestade manda que a todo o homorado que for povoar terras novas os senhorios he -capitais delas favorece são aos outros moradores asin de terra como de mais em que purerem outro assim manda que havendo e sendo algumas terras de sesmaria que seus donos as não povoasem as taes terras se darão as pessoas que as povoarem de novo e porque a joão martms de merelie foi dada huma dada de terra em vasabarris a não vem povoer e foi dada pelo padre bento de ferras sendo capitao em auzensia de vosa 281 . governador geral don francisco de sousa co todos as auguas e matos que nela ouver erm — dou ao sopricante mea llegoa de terra na parte que pede de sesmaria em nome de sua magestade cõ todas as auguas pastos lienhas que nelas ouver seregipe a desaseis de outubro 1601 o capitão locotenente tente m. impedimento allgu pede a vossa merse lhes de de sesmaria por devoliutas as ditas quatro sentas brasas de terra asin da manera que forão dadas aos ditos filhos de pedro alves o que pede cõforme ao regimento delrei de providor-mór e pregão do mesmo governador geral erm — dou ao sopricante de sésmaria em nome de sua magestade as quatro sentas brasas de tera que pede asin e da maneira que forão dadas aos filhos de pedro allves seregipe a vinte de outubro de mil e seis sentos e hu anos o capitão locotenente m... elle se sopricante todo este tempo que ho dito has tem cultivado as ditas quatro sentas brasas de terra com mantimentos e casas e mais criasoio como he prubiquo e notório..elle vai pera . b. dis simão dandrade que ... b..criasois e nas cabeseiras da dada de terra que tem francisco fernandes em vasabaris da bando do sul estão terras devolutas pede a vosa merse lhe de de sesmaria mea liegoa de tera na dita testada ou cabeiseiras de francisco fernandes por divoiluto conforme o pregão do sr. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 20de Outubro de 1601. Saiban etc.

.. nas partes que pede duas llegoas de terra em coadro comesando se a medir do proprio caminho chegando a llagoa corendo pello caminho de taperagua ficando d‘uma parte e doutra huma hlegoa para cada parte a coal pede com todas as auguas lienhas que nelas ditas terras ouver as pede de sesmaria em caso que estando dadas lhas dê por divoliuta E r. b. mag. b. m. mea hlegoa de terra asin e da manera que foi dada a joam martins com todas as auguas lienhas pactos seregipa-a vinte de outubro de 1601. m.. lhe dê de sesmaria huma llegoa de terra em coadro no rio mocuri e sendo dada lha dê por devohhuto conforme o pregão do Snr.esta huma hlegoa que fecha maitacanema corendo peilo mesmo caminho que antiguamente ha pera o dito taperagua pasando o ipochimerim pede a vosa merse lhe dê en nome de sua mag. a dita dada de joão martins visto elie esta. CARTA DE JOÃO PHILIPE 23 de Outubro de 1601. com casa e famihia E.. Saiban etc dis joam Felipe morador na habia que ele ajudou a vir a ganhar esta terra em companhia do governador cristovão de barros e que dita jornada fez muitos servisos a sua mag. r. — O cpitão llocotenente m.. m.. — dou ao sopricante em nome de s.. criasõis de vaquas égoas porcos cabras e outras muitas que tera para tarzer e porque elie sopricante não ten terras onde as posa tarzer e pastorar seu gado e nesta capitania estão muitas terras que foram dadas a omes que as não vieram povoar e estão devaliutas como são indo pello caminho de taperagua que vai ao areaiu por onde antiguamente se servião para taperagua a subridonde . dis o padre bento ferras que ehie esta autoallmente pouoando esta terra com suas. de sesmaria não sendo dada e estando dadas por divolluta moa legoa de terra em qoadro asin e da manera que pede seregipe a vinte de outubro de mill seis sentos e hum o capitão llocotenente. m. m. Saiban etc. governador don francisco de souza com todas as aguas lienhas e pastos E r m — dou ao sopricante na parte que pede de 282 . mag..merse e não lha podia dar pede a vosa merse avendo respeito asima dito lhe dê de sesmaria en nome de s.. em outras muito o servido de quinze annos e esta parte achando-se pesoalmente em muitas batalhas he geras que derão neste estado e que ora quer hajudar a povoar esta capitania de seregipe e porque tem muita fabrica e não tem teras donde ilavrar pede a vosa merse que em nome de sua mag. mag.. CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ 20 de Outubro de 1601. — dou ao sopricante na parte que pede de sesmaria em nome de a.

em nome de sua mag. Seregipe a vinte e tres de outubro de 1601 — o capitão llocotenente M.dou ao soprecarite em nome de Sua Magestade por devoluta a terra que pede não estando dada conforme ao pregão que ho Snr.. governador don Francisco de Sousa com todas aguas llenha e pastos E. M. he 278 Ibirarema é o rio hoje chamado Guararema. Saibam etc. aflluente do rio real. – dou ao sopricante na parte que pede de semaria meã llegoa de terra em coadro em nome de sua magestade.sesmaria mea llegoa de terra em coadro . até outro mar que avera de rio a rio sallgado mea llegoa para o sertão tres llegoas pelio ibirarema278 o rumo direito e d‘ahi para o sull para faser as ditas tres llegoas donde sacabar a medisão a coal terra elle sopricante tem povoado com rosas e gente criasois he otras sustentados a dons anos he fronteira que sustenta deinimigos he negros de gene levantados no que fas sreviso a sua mag. B. E sendo dada lha dou por divolluto conforme ao pregão do Snr. a terra que esta nos llemites do rio reall a saber da barra. e sendo dada lha dou por divohiuto conforme ao pregão do Snr. e madeiras que na dita terra ouver . e porque ele sopricante tem muita pose e quer mandar escarvos e gado a povoar e culltivar terras na dita capitania pede a vosa merse lhe fasa merse de lhe dar de sesmaria eu nome de sua mag. b. m. dis francisco rodrigues morador nesta capitania que a sete anos que anda a povoar esta capitania com molher e filhos e não tem terras onde traga suas ciasois e ora no rio iopochi da banda norte esta hu pedaso de terra devoiluta pede a vosa merse que em nome de sua magestade lhe de huma llegoa de terra de comprido pnllo rio asima e mea Ilegoa de llarguo que começando a medir da ponte para sima o recebera merse resalivando pontas enseadas . dis melchior dias caramurú morador na Bahia que Ella andou nas gerras que se fizeram ao gentio e franseses nesta capitania muito tempo com suas armas e cavallo e escarvos até realmente ser lansados fora e desbaratados o inimigo sempre a sua custa no que fez muita despesa de sua fasenda por servir a sua mag.. r... governador geral don francisco de souza que mandou Ilansar sergipe a trinta de dezembro de 1601 o capitão llocotenente manuell m. CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 30 de Dezembro de 1601 Saibam etc. CARTA DE MELCHIOR DIAS CARAMURÚ 4 de Dezembro de 1601. 283 .. Governador geral Don Francisco de Souza com todas as alguas lenhas e pastos.com tõdas as augoas.

dis não dias morador nesta capitania que elle haverá dous anos que he morador nesta capitania e querendo fazer rosas para seus mantimentos não ten teras para as fazer povoar por lhe não serem dadas conforme o. governador geral elle sopricante esta povoando por seu feitor e escravos visto o serviso que faz a des e a sua mag..... Magestade mea llegoa por divolluto não sendo dada seregipe a dous de Janeiro de 1602 o capitão manoel m. v...... Saiban etc. CARTA DE SIMÃO DIAS 2 de Janeiro de 1602. dis francisco da Silveira morador nesta capitania que vosa merse lhe fes merce en nome de S. governador por tanto pede a vosa merse lhe fasa merse novamente confirmar a dita terra asin e da maneira que vm... seregipe adesouto de janeiro de 1602 o capitão manoel rn. Saiban etc.. — dou ao sopricante na parte que pede en nome de s.. em são cristovão a quatro de dezembro de 1601 anos o capitão mellchior masiel en ausensia de manuel m. esta povoando e proveitando como .. 284 .. na parte que pede de sesmaria a terra que esta de pixaxiapa até ibirarema e pelo ibjiarema asima tres Ilegoas que serão medidas pellos rumos que en sua petisão diz conforme ao pregão do snr.dou ao sopricante em nome de sua mag.dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que lhe tenho dado e agora lha tornoa confirmar e por me parecer serviso de sua magestade. mandou en seu regimento se desse a todos os moradores e povoadores della visto sér casado na ta capitania e nella não tem teras e na pitanga termo desta sidade estão teras devoliuto as quais foram dadas a manoel de miranda morador na bahia termo de piraja avera como oito anos ou no tempo que por verdade se achar lhe foi dada hua. .. lhe fazer ver se antes deser porvido pello snr..proveto de suas rendas a soall terra pede por não dada de devolluta visto não serem povoadas de brancos e o snr. CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 18 de Janeiro de 1602. b.. b. Legoa por devoluta não sendo dade se de terra a quall o capitão diogo de coadros• deu-a para masiel mea llegoa e outra mea llegoa esta devolluta pede a vosa merse lhe de a dita mea llegoa como en sua pitisão pede a quall pede por divolluta com todas as auguas matos pastos que na dita tera ouver erm. Magestade dar em o rio de vasa barris hua dada de terra a quall lhe foi pasada carta e lhe e dado pose em taperagua tem muito gado vacull para passar para as ditas terras e porque ora teme que em algum tempo tenha de se mandar sobre a dita terra por respeito de vm.. governador gerall mandar llansar pregão que povoasem as terras dentro em seis meses sobe pena de se dar por devoiluta como a elle sopricante. lhe tem feito merse en nome de sua magestade erm..

Saiban etc. governador gerall don francisco de sousa e porque ele sopricante não pedio carta ate agora por estar de pose por tempo de seis anos pede a vm. CARTA DEGASPAR DE MENESES 16 de Junho de 1602.. duas legoas de terra na testada de uma dada de terra e que oje tem matias moreira hum curali de gado a qual dada esta no rio vasabaris e sendo dada cora adiante aquali terra pede por divoliuto no que pede E r.. m. 285 . primeiros e asin mais esta povoando pessoalmente com molher e familia e lauvrado em terra alheia e ate oje não lhe he dado terra nenhuma pera lavrar e trazer suas criasois de gado vacum e outras pelo que pede a vosa merse avendo respeito o asima dito lhe de de sesmaria em nome de sua mag. dis christovão dias que por tempo de des anos que nesta capitania esta morador e povoador e hora vai em seis anos que pormandado de capitão Diogo de quadro esta de pose de hum pedaso de terra jumta a hua dada de manoel gomes que esta junto ao rio iopochi da banda do suIl e por ele sopricante não pedio carta...lhe mande pasar sua carta da dita terra em nome de sua magestade aquall se comesara de hun outeiro alto que esta junto donde bastião dias teve hua casa ate chegar a dada a manuel gomes da banda doiopochi que vem do rumo direito ate a dada de domingos fez. por devolluto com todas as augoas pastos que na dita terra ouver Seregipe a desaseis de junho de 1602 — o capitão cosme barbosa.. Duas mill brasas de terra em coadro pera a parte do rio reall e sendo dada cora por diante onde couber a quall lhe dou em nome do dito snr.CARTA DE CHRISTO VÃO DIAS 18 de Janeiro de 1602. CARTA DE MANOEL CASTANHO DE SOUZA 1º de Julho de 1602.. — dou ao sopricante na parte que pede eu nome de sua mag... — dou ao sopricante na parte que pede duas mill brasas ele terra em nome de sua magestade asim e da maneiraque as pede visto estar de pose deila e ser dos primeiro povoadores e no tem terras em que llavrar con tanto que pase avante das rosas do capitão diogo de coadros seregipe a desouto de janeiro de 1602 anos capitão mãnoel m..... b. Saiban etc.... nobre e daoutra banda ate chegar aocaminho que vai para a que há serão duas mill brasas em quadra ou que se achar a qual pede com todos os pontos enseadas que tiver erm. dis gaspar de menese quelle veo em companhia de cristovão de barros ajudar a conquistar esta terra com seus escarvos a sua custa asistio a todos os rebates.. da ditaterra por ho dito capitão dizer que a terra que estiverem povoando serão suas poses que seião de dois conforme ao pregão do snr..

em muitas geras em esta costa do brasill com sua pesoa escarvos e tudo a sua custa pello que avendo respeito ao que asima dis pede a vosa merse lhe dé em nome de sua mag. lhe Lasa merse de huma llegoa de tara em coadro ao llongo do rio cotimgiba da banda do sull cormesando a medir rumo da banda de cornendaroba pello dito rio asima a coall tera pede por divlluta por coanto não foi nunca aproveitada e pouoada de gente branca E r m — dou ao sopricante na 286 .Saiban etc. quatro mill e quinhentas brasas de terra em coadro nas cabeseiras ou testada de manoei da fonsequa na dada que tem em vasabarris da banda do sul comesando a medir dada de gaspar de merses correndo pelo dito potigimirim a quall terra pede por divoliuto com todas auguas pastos llenhas madeiras que na dita terra ouver erm. dis manoel rodrigues que ele quer ser morador nesta capitania e ajudar a pouoar porque he borne casado e ten filhos e criasois de toda a sorte e não tem teras aonde ilaurar pede a Vm. dis manoel castanho de sousa que ele quer vir morar e ajudar a povoar esta capitania e hora nela não tem terras pêra lavrar e trazer suas criasois de gado vacum e de outras sortes e asin mais tem servido a sua mag. CARTA DE MANOEL RODRIGUES 2 de agosto de 1602 Saiban etc. por divolluto serèjipe a vinte seis de julho de 1602 — o capitão cosme barbosa. CARTA DE ANTONIO VAZ 5 do Julho de 1502. Saiban etc. na pate que pede tres mill brasas de tera de comprido pera o sertão de llarguo duas mili brasas as quoais lhe dou em nome de sua mag. duas llegoas de terra de sesmaria ao lomguo do vasabarris da banda do sull onde acabar joão guarces da banda doeste e outras duas llegoas pera o sertão a quall tera pede por divoiluta E r m — dou ao sopricante em nome de Sua magestaade na parte que pede huma llegoa de terra em coadro e lha dou em nome do dito snr. dia antonio vas de guotegi termo da baia de salvador cue alIe tara arrendados os dismos desta capitania e quer ora meter nela muita fabriqua de genho criasoims de que resultara muito acresentamento a fazenda de sua mag. por coamto he borne de muita pose e porcoamto elle sopricante não tem teras nesta capitania que posa apresentar sua fasenda e trazer suas criasoins e bemfeitorias pede a vosa merse em nome de sua mag. na dita parte sendo testadas e cabeseiras de cuja for a terra adonde o sopricante pede divolluto não sendo dada corera por diante com condisão que dentro em um ano venha pouoar e não ha pouoando sera dada por divoiluta a quem a pouoar en primeiro de julho de 1602 —o capitão cosmo barbosa. — dou ao supricante em nome de sua mag.

Conserva o mesmo nome. 279 Nome de um córrego do cotinguiba. em nome de sua mag. 287 . duas mill braças de tera em coadro na parte que pedem com condisan que dentro em hu ano venha morar a capitania seregipe a tres dias do mas de auguosto de 1802 o capitão cosme barbosa. m. CARTA DE MANUEL RODRIGUES E SIMÃO LOPES 3 de Agosto de 1602. Saibam etc. r.m.PERNANDES 2 de Agosto de 1602. CARTA DO PÀDRE GASPAR. Saibam etc. lhe de de sesmaria em a parte que pedem huma llegoa de terra pello dito rio acima resallvando pontas ensiadas e a medisan se comesara a fazer nas cabeseras de guonsalves soares pêlo rio asima em modo que fique em coadro e. duas llegoas de terra que se comesara de mydir da barra da ibura279 corendo onde e mesara mellhior masiell a sua dada e dahi para baixo pelo rio de cotindiba da banda do sull a coall terra pede em coadro rumo direito pello rio asima salvando as pontas ensiadas e com todos os matos e pastos augoas que na dita terra ouver a cuall terra pede por devolluto e nao se aproveitada e pouada de gente branca pede e. . CARTA DE GONSALO ALVARES 2 de Agosto de 1602. — dou ao sopricante na parte que pede em nome dê sua magestade huma llegoa de terra em coadro com condisão de fazer o que acima dis dentro em seis meses a cuall lhe dou por devolluta seregipe a dous de agosto de 1602 o capitão cosme barbosa. mill brasas de tera em coadro de modo que fes mansão seregipe a dous de agosto de 1602 — o capitão cosme barbosa.r. dis gonsalo alvares morador em seregipe de conde que elle quer ajudar a esta capitania povoar e faser hum engenho por ter pose e tãbem nesta capitania gente e criasois e para fazer o dito engenho não tem terras pede a vmce. disem manuel rodrigues e simão llopes mestre de asuquar quelles querem ainda a pouvar esta capitania e ora não tem terras em que posão llavrar esta capitania e ora não tem terras em que posão liavrar e que pello rio de cotingiba asim a da banda do sull onde chamão chamão ibura (?) que e hum rio asima estao terras devolutas e por cultivar pedem a vincé en nome de sua mag.parte que pede em nome de sua mag.dou aos sopricants em nome de sua mag.

Saiba etc.. — dou ao sopricante em nome de sua mag. de lhe dar hua llegoa de tera em coadro no ryo nocury que entra no rio ipochim da banda do norte e se comesara a mydir donde acaba martins de souza com todos os pastos madeiras ensiadas e augoas que na dita tera ouver por devolutas e... Saiban etc...m. — dou ao sopricante a terra que pede por divaliuto em nome de sua magestade asin e da manera que pede seregipe a 21 de janeiro de 1602 o capitão cosme barbosa..Saibam etc.. dis Manuel tome dandrade morador nesta capitania e seu gemro francisco horges e gonsallo Francisco que eles tem muitas criasomes de gado nesta capitania de que si sustenta este prezidio o mais do tempo e nella não lhe foi dadas terras de sesmaria ao dito francisco borges nem a gonsailo francisco tão somentes a elle dito manuell tome que lhe foi dada ao llonguo desta sidade mea llegoa de terra na qoall não e bastante para puder sustentar as ditas criasomis asin lhe pede a mingoa de pastos as ditas criassomis diguo posto que detraz da Itabaiana para a banda de ponente des ou doze llegoas desta sidade estão teras pello sertão devollutas e por ser fora de mao e perigosa de gemtes e llugar onde hum ome so 288 . na parte que pede hua llegoa de tera a coall lhe dou em nome de sua mag.. e fazer senão elle sopricante e ora não tem terras para faser suas rosas e tarzer suas criasois e no rio vasabaris junto a tinhare esta huma dada de terra que foi dada a antonio bareiros para faser hum engenho a coall terra não he para iso nem o mandou fazer o dito antonio bareiros e parte allua ribeira a que chamão una (?) que esta por demarcasan mea Ilegoa para huna banda e mea para outra ao Ilonguo do dito rio vasabarís que he huma legoa em coadro pede por devolIuto asin e da maneira que foi dada ao dito antonio bareiros pelas ditas confrontasois erm.. CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 21 de Janeiro de 1602.r.. dis gaspar fernandes vigairo em esta capitania que ele esta pouvando e tem muita famulia outro sim não ha nesta capitania outro padre senão alie sopricante para encomendar a deos os moradores desta capitania e faser ofisios divinos. em nome de sua mag. dis gaspar fernandes vigario desta capitania de seregipe que elle esta povando com a sua pesoa.. CARTA DE MANUEL ‗THOME D‘ANDRADE E FRANCISCO BORGES E GONÇALO FRANCISCO 21 de Janeiro de 1602.. com seu Offisio a todos dizendo missa e administrando os mais sacramentos e ora não tem teras pella usar e trazer suas criasonis e ora as ha muitos pede a vm.. por devolluto a coall terra em coadro lha dou com todas as augoas madeiras e pastos que a dita terra ouver seregipe a dous dias de auguosto de 1602 o capitão cosme barbosa.

b. CARTA DE DUARTE MUNIZBARRETO 19 de Abril de 1602. Saiban etc. — dou aos sopricantes na parte que pedem em nome de sua magestade llegoa e mea de terra mea o . um a quail lhes dou de sesmaria asin e da maneira que pedem seregipe a vinte e hum de janeiro de 1602 o capitão cosme barbosa. — dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mea llegoa de terra em coadro por divaliuto com todas as agoas madeiras asin e da manera que pede em sua petisão fas mensão pellos rumos e confrontasois deilas seregipe a desanove de abril de 1602 o capitão m. b. na parte que pede mea llegoa de terra pelas confrontasois pede que em sua pitisão diz asi e da manera que pede seregipe a dezanove dabril de 1602. lhe fasa merse dar-lhe na parte que diz huã llegoa de terra por divolluta com todas as auguas madeiras que na dita terra ouver erm.não pode ir para sua fasenda pedem elles sopricantes a vosa merse lhe fasa merse em nome de sua magestade lhes de de sesmaria Seis Ilegoas de terra para todos tres amtre si repartirem irmãmente de tras da itabaiana pellã maneira que pedem fiquando uma ribeira que na dita parte esta em meio da dita data fazendo a dita medisão em quadro e como milhor lhes vier para pastos das ditas criasomis a quall terra pede por divaliuta e por ser para ben e ao regimento da dita capitania erm. — O coitão m. Dou ao sopricante em nome de s m. CARTA DE JORGE BARRETO 19 de Abril de 1602. diz jorge bareto morador na bahia que elle quer mandar ajudar e povoar esta capitania e que nella não tem terras para mandar fazer mantimentos e trazer gado vaqum e na tabaiana na testada de duarte munis bareto e sãpalo da banda do sull estão terras divolutas pede a v. dis duarte munis bareto allcaide morador na sidade da haia por seu procurador que elie mandou e veo ajudar a tomar esta terra ao jentio em Companhia de Cristovão de barros adomde gastou muitas de suas fazendas e hora manda hum curall de vaquas e gente he na dita capitania lhe não são dadas terras acahumas e hora na tabaiana nas cabeseiras de huma dada que foi dada a manuell tome dandrade e a gonsalo francisco e a francisco borges para a banda doeste e para o sertão estão terras divalutas pede a vm. m.m. Saiban etc. lhe fasa merce em nome de sua magestade duas llegoas de teras con todas as augoars madeiras matos que na dita terra ouver erm. m. CARTA DE PERO DE NOVAES SAMPAIO 289 .

em nome de sua mgde lhe de a dita ponta de terra de sesmaria por devoluta com as confrontações acima nomeadas e com águas madeiras que na dita terra ouver e receberá merse. . nas testadas dos sobreditos dar-lhe dus augoas madeiras que na dita terra houver e a midisão se fara rumu direito resallvando pontas enseadas de manera que fique em coadro a quall terra pede para a banda doeste erm. mgde. mgde. na parte que pede mea llegoa de terra em coadro com as confrontasois que pede Sergipe a dezenove dabril de 1612 anos. Saiban etc. na parte que pede mill brasas de comprido e de llarguo setesentas a qual lhe dou em nome do dito sr. mgde. diz pero goumçalves morador nesta capitania que de esta na dita capitania inda não povoou com mulheres e fabruqua e que na dita capitania não tem terras nenhumas para fazer seus mantimentos e pastos de guado e no cabo do rio Aracajú esta huma ponta de terra que me mete amtre dous apecus que puderam ser setecentas braças de llarguo pouquo mais ou menos e de comprimento para a banda de sueste seram como mill brasas e pede a Vm. Nas testadas dos sobreditos dar-lhe duas llegoas de terra em coadro por devolutas a qual pede com todos as merse em nome de s. mgde. dizem Sebastião da sillva morador na baia e Francisco Rodrigues e guaspar fontes ambos moradores nesta capitania que eles estam povoando nesta capitania com molher e filhos e fabriqua e tem feito muitos servisos a sua majestade e que na dita capitania lhe san necesarios terras para mantimentos 290 .19 de abril de 1602. Saiban etc.Despacho: dou ao suplicante em nome de s.Dou ao suplicante em nome de s.O quapitam Cosme Barbosa. Saiban etc. .. B. CARTA DE SEBASTIÃO DA SILVA FRANCISCO RODRIGUES E GASPAR FONTES 7 de Agosto de 1602.O capitão Manoel M. com todas a madeiras e aguoas e pastos que nela ouver e declarasan de fazer bemfeitorias e fazer pouvala dentro em seis mezes e não o fazendo perdera a sete daguosta de seis centos e dous annos. diz pero de Novais sãpaio morador nesta capitania que ele esta ajudando a povoar esta capitania e que nele não tem terras para mantimento nem para pastos de gado vacum e outros criações que ou menos para isso tem e que na tabaiana seis llegoas desta sidade pouquo mais ou menos na testada de huã dada de terra que foi dada a Manoel tome a Francisco Borges e a Gonçalo Francisco estão terras devolutas que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe fasa mercê em nome de s. CARTA DE PERO GONÇALVES 7 DE Agosto de 1602.

CARTA DE JOÃO DIAS Saiban etc. le fasa m. CARTA DE BALTASAR DE LEÃO 15 de Setembro de 1602. erm. Seregipe a sete daguosto de 1602. havendo 280 Jaraputanema. Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill e duzentas brasas de tera em coadro não sendo dada a maior cora avante lha dou em nome do dito sr. em nome de sua magestade de duas llegoas de tera em coadro nas cabeseiras de Antonio vas jabaatam de jaraputanema280 para o norte e sendo dada o morador cora pello mesmo rumo avante e perto que seja dada a pesoa moradora lhe seja dada a elle sopricante por devalluta erm. . dis João Dias morador em tatuapara termo da baia que ele veio ajudar a dar a guera que se deu ao gentis desta capitania no que fez muito serviço a sua majestade e despesa delle sopricante e a tres anos que tem homes branquos creados seos e muitos guado e mais cryasois e escravos e porque as teras que tem na dita capitania são muito pouquas e llonge desta capital pede a vm. que fica na estrada de Itaabaiana para Itaporanga. mgde. por divalluto Sergipe a dezenove daguosto de 1602 o capitão Cosme Barbosa.e pastos de guado vacum e assim o dito Sebastião da sillva não ter muita fabriqua nesta capitania e que no rio de vasabaris da banda do sull onde se chama itaporangua estão terras devolutas que nunca foram povoadas nom cultivadas de branquo pedem a Vmce. 291 . nome de uma lagoa. dis Baltasar delleam morador nesta capitania que elle veio em companhia de Cristóvão de barros ajudar a guera ao gentio com suar armas e escravos e des antam casuou aqui ajudando a pouvar e a sostentar a tera com sua pesoa e molher e filhos e família indo en todas as guerras e saidas que se na dita capitania fiseram e ofereseram indo sempre a sua conta e porque aguora lhe não são dadas teras nenhuas e tem muito nesesidade assim pera pastos de guado como pera mantimentos e outros cousas nesesarias pello que pede a vm. mgde.O capitão Cosme Barbosa.Dou ao sopricante na parte que pedem huma llegoa de terra a qual lhe dou em nome do dito em coadro com declarasan de a povoarem e a cultivarem em hum ano e lha dou com todas os Mattos e pastos e madeiras que nela houver . Não sabemos bem localizá-la entretanto acreditamos que seja o nome primitivo da Lagoa Seca. na parte que acima dizem dar-lhes quatro llegoas de terra por devolluto e a midisan se fara em coadro pello dito rio asima correndo a tapera de serobim e da dita tapera em direitura ao poente e nos mais rumos de maneira que fiquem a midisan em coadro a quall pedem com todas as llenhas agoas e madeiras que na dita terra ouver resallvando pontas enseadas que ho mesmo pedem em nome de s. lhe fasa merse em nome de s..

Saiban etc dis Rodrigo da rocha Peixoto que elle serve a sua magestade nesta capitania dailferes e provedor de sua fazenda a hum ano não tem terras onde fasa rosaryas e traga seu gado vacun e cavallar e mais criasois e ora no rio de cotindiba esta huma dada de terá de meã llegoa em coadro que foy dada a Gonçalo 292 . lhe fasa m. e nome de sua magestade em quadro de coatro llegoas de terá que comesando a medir-se onde acabar os padres da companhia de Jesus e mellchior masiell com as suas dadas pala ribeira em meo da dita medisão e daly rumo direito por ella acima de maneira que fyquem as ditas quadro llegoas em coadro a qual pedem por divolluto e de sesmaria erm vindo os sopricantes em cada hu eeles pouvar esta capitania da maneira que dizem em sua pitisan que será neste ano em que estamos lhe dou de sesmaria em nome de sua magestade na parte que pedem por divalluto hua llegoa de terá em coadro que comesara de qualquer parte do pé de outeiro da tabanhana do que fazen mensão e acabarão donde chegar a demarquasan della seregipe a simquo de julho de 1603 o capitão Tomé da Rocha. CARTA DE FHILIPPE DA COSTA E MELCHIOR VELHO 5 de Outubro de 1603. fellipe da costa e melchior Velho Moradores na baia que elles tem bem servido a sua majestade assim na gera que se deu ao gentio nesta capitania como depois que astio elle sopricante melchior velho na companhia de vm. . Padre. na dita capitania no que fes muita despesa de sua fazenda e porque ora querem vir e mandar pouar esta capitania e são pesoas de muita pose e tem muito gado de toda a sorte e escravos no que fazem muito serviso a deus e sua majestade e acresentamento de suas rendas e não ten terás onde rosar e elaurar e traser suas criasoes e ao pe de tabanhama estão terás devallutas que numqua forão pouvadas ne sultivadas de bamquos pedem a vm. Saiban etc. CARTA DE RODRIGO DA ROCHA 18 de Agosto de 1603.O capitão Cosme Barbosa. dar em nome de sua mrgestade em o rio vasa baris na testada de antonio llopes hua llegoa de tera em coadro a quoal se comesava a midir aonde aquabar a dada do dito antonio llopes a quoal pede com todos os matos e pastos e agoas e madeyras emsiadas e salguadas em nella ouver corendo a dita demarquasan pelles rumos que corem as mais demarcasoims – dou em nome de sua magestade ao sopricante na parte que pede meia llegoa de tera em coadro não sendo dada e sendo dada corera por deante pelas confrontasoims da sua petisan he lha dou por devallutas seregipe quinze de setembro de 1602.respeito ao sobredito lhe fasa m. disen o ldo.

Saiban etc Dis Bartolomeu dias morador em tatuapara que ele quer vir para esta capitanja ajudar a pouoar e que na dita capitanja não tem terás para tarzer suas criasois e fazer seus mantimentos e que no rio moquori que vem entrar no rio chamado pochi estão terás devollutas que nuqua forão pouoadas nem cultivadas pede a vossa merse lhe de em nome de sua magestade por devolluto huma llegoa 293 . que em nome de sua mag. Nesta capitania lhe dou em nome de sua mag...Dou aos sopricantes em nome de sua mag.Alves morador na baia com comdisão que não a vindo pouar dentro de seis meses de daria a quem a pouoasse e por coamto o dito Gonçalo Alves morador na baia com condisão que não a vindo pouar dentre de seis meses se Darya a quem a pouoasse e por coamto o dito Gonçalo Alves ate agora não veo nem mandou pouar pede a Vm lhe fasa merse em nome de sua mag. Saiban etc dizem os padres de são bento convento da baia que eles querem novamente nesta sidade hordenar huma casa de sua ordem e para beneficio do sustamento della e dos religiosos que nesta cidade e mosteiro asistirem tem nesesidade de terás em que posam llaurar mantimentos canas e o mais que lhes for nesesario e nesta capitania há muitas terás que estão divollutas e por colltinuar pede a Vm. na testada que pedem pello rio de cotimdiba huma llegoa de tera em coadro com as llenhas e matos e ribeiros que dentro della ouver não sendo dada e sendo ira tomando pello dito rio asima donde não for dado a quall dada lhes dou com condisão que dentro em hum ano venhão cultivar e fazer na sidade o seu mosteiro que será no asento que para isso se ordenar e disto lhe dar sua carta Sergipe a vinte e sinquo dagosto de 1603 – o capitão tomé da rocha. CARTA DE BARTHOLOMEU DIAS 20 de Janeiro de 1602. CARTA DOS PADRES DE S.allures corendo a coadro rumo direito Erm.... Da dita dada de terá de sesmarya e della lhe mande pasar sua carta Erm .avendo respeito ho que o sopricante dis e ter servido a sua mag. lhas de pera o dito convento três llegoas de terá em coadra no rio de cotendiba da banda do noroeste a quall se comesara na testada de uma dada de terá que foi dada a Antonio Fernandes de Sergipe do comde corendo ao noroeste a quall terá pedem por devolluta com todas as auguas matos pastos madeiras e o que mais nella ouver e sendo dada corera para a banda do norte pêra o rio de Sergipe ao llonguo de. BENTO 5 de Agosto de 1603. de sesmaria a terá que pede e della se pasem carta Sergipe a desoito dagosto de 1603 – o capitão tomé da rocha.

CARTA DE NICOLLAU DE LUCAS 21 de Janeiro de 1602. Saiban etc. o capitão Manoel Miranda Barbosa. Dis Nicolau de lluquas sargento deste prezido que a três anos que serve a sua magestade nesta capitania de sargento porque quer ser morador e não tem terras onde llavar nen onde posa tarzer suas criasois de gado vaqum e outras que para isso tem pede a vosa merse avendo respeito ao que lhe dis lhe de em nome de sua magestade huma llegoa de terá nas cabeiseiras de padre bento feras que ora tem sobre a llagoa de jaraquatenema com todas as agoas pastos llenhas erm. –Dou ao suplicante na parte que pede meã llegoa de terra por devalluto em nome de sua magestade da maneira que pede Sergipe a vinte e hum dias do mês de janeiro de 1602.na parte que pede a quall se comesara há medir nas cabeiseiras da testada de hua dada que foi dada a martin de souza allmocharife desta capitanja a quall terá pede com todas augoas madeiras que na dita terá ouver comdisão da dita terá seia em roda que fique em coadro corendo rumo direito resallvando pontas e enseadas Erm – Dou ao sopricante meã llegoa de terá na parte que pede por devalluto em nome de sua majestade asin e da manera que pede Sergipe vinte de ianeira de 1602 – o capitão Manoel Miranda Barbosa. CARTA DE DIOGO LOPES VELHO 20 de Janeiro de 1602. Saibão etc. Diz Diogo Lopes velho morador na cidade da Bahia que ele a muitos anos que reside na dita bahia e que tem feito muitos servisos a sua majestade com sua pesoa e fazenda assim em geras como na pás acodindo com seus escravos e muitos homens brancos a sua custa a todos os rebates que se darão a vinte anos a esta parte em que fez sempre gastos e na tomada desta capitania de Sergipe mandou sua gente e omes brancos e cavalo a sua custa em ajuda do governador Cristóvão de baros que ora esta fronteiro aos aimorés e por quanto quer ajudar a povoar esta capitania de Sergipe e quer elle ter nella fabriqua por quanto he ome de pose e não tem terás onde tarzer e targa suas criasois pede a vosa merse lhe de de sesmaria três llegoas de tera em coadro no rio quotidiba as quais se medirão meã llegoa abaixo donde chega a maré e fiqua o rio em meo com todas as auguas madeiras e pastos Erm – Dou ao sopricante em nome de sua majestade de sésmaria duas llegoas de terá asin e damaneira que pede em qoadro e se começarão a medir mea llegoa pelo dito rio de quotidiba abaixo donde chega a maré com todas as auguas e llenhas matos pastos pelo averá por serviso de sua majestade . Sergipe a vinte de janeiro de 1602 – o capitão Manoel Miranda Barbosa. 294 .

CARTA DE SEBASTIÃO VASQUES 21 e Janeiro de 1602.vão co sua pesoa e fabriqua e que ora não tem terás em que posa llarvar e tarzer suas criasois e que no rio por nome mocori que vem entrar em o rio ipochi em as cabeceiras de bretollomeu dias estão terás devallutas que nunqua forão povoadas nen cultivadas pede a vosa merse lhe de em nome de sua magestade huma llegoa de terá de conprido e outra de llarguo de maneira que fique huma llegoa em coadro com todas as augoas e matos madeiras e pastos que na dita medisão coubre erm. – Dou ao suplicante em nome de sua majestade mea llegoa de terá e na forma que pede por devalluta conforme ao preguão do snr. Sergipe a vinte hum de janeiro de 1602 o capitão Manoel Miranda Barbosa.CARTA DE BALTHASAR DE SOUZA 21 de Janeiro de 1602. Dis balltesar de souza morador no porto callvo que elle quer vir ajudar e povoar esta capitania de seregipe sidade de são cristo. – Dou ao sopricante e com termo as terras que lhe tenho dado em nome de sua magestade antes que tivesse pervisão do snr don Francisco de Souza. Saibão etc. Don frãcisco de souza e das quais terras lhe são pasadas suas contas e pose e povoadas pello que pede a vosa merse lhas aia cõfirmados lhe mande pasar sua carta de confirmasão erm. Saiban etc. Dizem Joan fereira morador em esta capitania de Sergipe e Francisco dallmeida que vossa merse lhe deu huma sorte de terá de dada de sesmaria que vem acabar nas cabeiseiras de simão de rocha villas boas a elle dito joan fereira e outro sin a Francisco dallmeida no rio ipochi da banda do norte lhe deu meã llegoa de terra a quall foi dada a manoell gomes as quais dadas lhe forão dadas antes da partisão do snr. Saiban etc. o capitão Manuel Miranda Barbosa. CARTA DE JOAN FEREIRA E FRÃCISCO DALMEIDA 21 de Janeiro de 1602. diz Sebastião Vasquez morador na bahia de todos os Santos que elle quer vir ajudar a povoar esta capitania que sua fabriqua e que na dita capitania não tem terras para trazer suas cresois de gado e fazer suas rosarias e no rio ipochi da banda do sul na testada e cabeseiras de huma dada de terra que foi 295 . Governador Don Francisco de Souza Sergipe a vinte e hum de janeiro de 1602.

O capitão Manoel Miranda Barbosa. no local em que está edificado o engenho poxim..dada a gaspar de fontes lhe estão terras devolutas que nunqua forão povoadas nem cultivadas pede a vosa merse em nome de sua magestade lhe fasa merse nas ditas testadas e cabeiseiras do dito gaspar de fontes dar-lhe huma llegoa de terra em coadro por dovolluto conforme ao regimento de ell rei nosso sr...... A qual terra pede com todas as augoas e madeiras que na dita terra ouver e a medisão da dita terra que assim pede se fasa tomando direito resallvando todas as pontas enseadas de maneira que fique em coadro erm.. Saiban etc.a dada de antonio barreiros erdada delle pero chaves e a de simão dandrade estão huns sobeios que poderão ser pouquo mais ou menos quinhentas brasas ou o que se achar pello que pede a vosa merse avendo respeito a elle ser morador nesta capitania com sua molher e filhos lhe fasa merse em nome de sua majestade dar a dita terra co todos os matos e pastos e auguoas que nella ouver e 281 Tayaoba – habitação indígena junto ao rio poxim. diz dominguos fernandes morador em tatuapára termo da Bahia que elle quer morar nesta capitania e povoar e que nella não tem terras para mantimentos e criasois de gado e nas cabeceiras de huma dada de terra que foi dada a hum Manoel Rodrigo que esta da banda do rio ipochi junto a tapera de taiaoba281 estão terras devolutas que nunqua forão povoadas e cultivadas pede a vosa merse lhe fasa merse em nome de sua majestade de huma llegoa de terra na parte que pede de sesmaria a quall terra pede com todas as agoas e madeiras que na dita terra houver e a medisão dela seria feita de maneira que fique em coadro llevando o dito rio ipochi em meo erm.. diz pero chaves morador nesta capitania que lhe foi dada huma dada de terra nas cabeiseiras de antobio barreiros ao llonguo da ribeira piranapama da banda de lleste porquanto a dita data.. – Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede por devoluto meã llegoa de terra em coadro asin e da maneira que pede Sergipe vinte e hum de janeiro de 1602. – O capitão Manoel Miranda Barbosa....e tem pouquos matos para suas rosas . CARTA DE PERO CHAVES 21 de Janeiro de 1602... – Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede por devolluto meã llegoa de terra em coadro assim e da maneira que pede Sergipe a vinte e hum de ianeiro de 1602. Saiban etc..... CARTA DE DOMINGOS FERNANDES 21 de Janeiro de 1602. 296 ..

CARTA DE SEBASTIÃO DIAS 21 de Janeiro de 1602. Saiban etc. –O capitão Manoel Miranda Barbosa. – Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua majestade mill brasas de terra de sesmaria da maneira que pede e que me fará a medir para o sertão donde acabarem as seissentas brasas que tem dadas pello capitão tome da rocha e fiquãdo o rio em meo Seregipe vinte e hum dias de janeiro de 1602. CARTA DE ANTONIO PEREIRA 21 de Janeiro de 1602. – Dou ao sopricante na parte que pede quinhentas brasas de terra de sesmaria em nome de sua majestade asin e da maneira que a pede Sergipe vinte e hum de ianeiro de 1602.quall pede de sesmaria por estar devoluto a quall terra esta na ribeira de piranapama da banda do morro erm. Governador pede a vosa merse avendo respeito a elle ser morador e estar na terra com sua molher e filhos e filhas lhe fasa merse em nome se sua majestade confirmar a dita terra esim e da maneira que lhe esta dada no que erm. – Dou e confirmo em nome de sua majestade a terra que tinha dado ao sopricante em seregipe a vinte e hum dias de janeiro de 1602. – o capitão Manoel Miranda Barbosa. Saiban etc. Diz Sebastião dias morador nesta capitania que a tempo de onze anos é povoador e ajudando de defender com suas armas escravos aonde tem muitos serviços feitos a sua majestade não tem terras aonde llavrar e ora na Ipitanga282 tem seiscentas brasas de terra as quais não são bastantes para se poder agasalhar com sua família pelo que pede a vossa merse lhe de sesmaria em nome de sua majestade mill e quinhentas brasas de terra a quall se começara a medir donde elle sopricante acaba a dita sua dada pondo-se na banda do rio da banda do norte correndo pello rio acima conforme o rumo que o rio llevar medindo direito sem vollta allguma que o rio fasa de modo que fique a dita dada em coadro fiquando o rio de premeo tanto da banda do norte como do sul erm. – O capitão Manoel Miranda Barbosa. Diz antonio pereira morador nesta capitania que elle lhe foi dado huma dada de terra por vosa merse no rio de vasa barris da quall lhe foi pasado carta de dada e dado por se porque teme que tenha alguma demanda sobre as ditas terras por respeito de vosa merse antes que vosa merse for servido pello sr. 282 Ipitanga – rio pitanga 297 .

. da câmara de sua majestade morador nesta capitania de seregipe que elle não tem terras para fazer seus mantimentos e pastos de seus gados que a dita terra quer trazer pede a vossa mercê havendo respeito ao que alegue lhe de uma légua de terra em nome de sua majestade que esta no rio de Sergipe nas cabeceiras de Sebastião de brito a qual terra pede por devoluto em nome de sua majestade conforme ao regimento de sua majestade erm. Don Francisco de Souza governador geral de todo este estado do Brazil Sergipe a vinte e dois de janeiro de 1602. O capitão Manoel Miranda Barbosa. Gaspar Fernandes Vigário nesta capitania de Sergipe que ele esta atualmente povoando esta capitania com sua família criadores de gado vacum e outras meu das e não tem terras em abondansa para seus mantimentos e para as ditas criações e ora no rio de vazas barris da banda do norte estão terras devolutas como lhe uma dada que foi dada hum Joam Martins Bretanha morador em mame a qual foi dada pelo padre Bento Ferraz não podendo dar pede a vossa mercê lhe faça mercê de dar a dita dada em nome de sua majestade de sesmaria que em uma légua em quadro tirando da dita meia légua que foi dada um Sebastião Francisco Vieira a qual terra pede o devoluto conforme ao pregão do Sr.. 298 . Saibam etc. — O capitão e loquotenente Gaspar Barreto. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que pede com todas as águas lenhas madeiras pastos que tiver lha dou por devoluto conforme ao pregão do Sr.. Don Francisco de Souza governador geral erm... ————— CARTA DE SESMARIA DE LUIZ ALVES 4 de Fevereiro de 1602... em ausência de Manoel Miranda Barbosa. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que pede assim e da maneira que diz em sua petição a qual terra lhe dou de Sesmaria e por devoluto conforme ao pregão Sr. CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 1º de Fevereiro de 1602. Saiban etc.CARTA DE ANTONIO DO AMARAL 22 de Janeiro de 1602... Governador geral Sergipe 1º de Fevereiro de 1602. Diz Antonio damaral.

diz Luiz Alves morador em Tatuapara que ele quer vir ainda a esta capitania e a ele trazer sua mulher e filhos e criações de gado vacum e outras muitas criações que pêra isso tem escravos que pêra he que não tem terras em que pasente e targua as ditas criações pede a vossa mercê de sesmaria em nome de sua majestade uma dada a terra que esta por da e sendo dada a pede a vossa mercê por devoluto conforme ao pregão do Sr.. 299 . Governador geral Don Francisco de Souza se começara a medir no salgado do dito rio da banda do sul Sergipe a quarto de fevereiro de 1602. Governador gera Don Francisco de Souza a qual terra pede lhe faça mercê em nome do dito Sr. CARTA DE SESMARIA DE LUIS ALVARES 9 DE Fevereiro de 1602. Saibam etc.Dou suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mil brasas pelo rio acima e uma légua para o sertão com todas as águas madeiras e pastos que tiver a qual se começava a medir da dita testada ao longo do rio a qual terá dou de sesmaria por devoluta conforme ao pregão do Sr. — O capitão e loquotenente Gaspar Barreto. — O dito rio da banda do sul Sergipe a quarto de fevereiro de 1602. Manuel de Miranda Barbosa capitão da capitania de Sergipe. em ausência de Manoel Miranda Barbosa. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade uma légua em quadro de terra por devoluto e sendo dada a dou por devoluta de sesmaria conforme ao pregão do Sr.Saibam etc. 283 Guruahy afluente do rio Real. Diz Luis Álvares morador em Tatuapara que ele tem mulher e filhos e que hora quer vir povoar as terras de Sergipe e trazer para elas gado vacum e outras muitas criações e seus escravos e que para o tal efeito não tem terras e que hora ao longo do rio vaza barris da banda do Sul por um braço do dito rio chamado itaquandiba e as quais terras estam devolutas as quais não foram ainda cultivadas nem povoadas de brancos pede a vossa mercê que havendo respeito ao acima dito lhe dê de sesmarias em nome de sua majestade na testada de Luiz Francisco Pires três mil brasas pelo rio acima com todas as pontas enseadas e para o sertão légua meia com todas as águas e Ribeiras matos madeiras e pastos que na dita terá ouvirem a qual terá se começara a medir da dita testada ao longo do Rio Rumo direito e recebera mercê. Governador geral Don Francisco de Souza Sergipe a nove de fevereiro de mil seiscentos e dois anos Gaspar Barreto capitão e loguotenente em ausência do Sr. uma légua e meia em quadro no rio de guruahy283 começando do salgado por ele acima da banda do sul o qual pede por devoluta com todas as águas madeiras enseadas que na terra houver a qual medição se medira em quadro rumo direito no que erm.

Saibam etc. Diz Antonio Duarte morador na Bahia de todos os santos que ele quer mandar ainda a povoar esta capitania e que na dita capitania não tem terras 300 . ————— CARTA DE ANTONIO LUIS VIEIRA CAMELLO 19 de Abril de 1602. Diz Antonio Vieira Camelo morador na Bahia que ele quer mandar ainda a povoar esta capitania he nela não tem terras para mandar fazer mantimentos nem para trazer suas criações de gado vacum e as mais e que em rio de Sergipe pela banda do sul nas cabeceiras de sua dada de terra e foi dada ao Sebastião da Rocha estão terras devolutas ao longo dito rio que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade dar-lhe na parte que acima diz duas léguas de terra por devolutas conforme ao regimento de sua majestade e pregão que o Sr. Saibam etc.CARTA DE ANTONIO LUIS 15 DE Abril de 1602. Dou ao suplicante na parte que pede em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro por devoluta com todas as águas pastos e madeiras que na dita terra houver Sergipe a dezenove de abril de 1602 Manoel de Miranda Barbosa. Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede de sesmaria com todas as águas lenha pastos que nela houve meia légua de terra pelas confrontações que pede e dou lha em quadro Sergipe a quinze de abril de 1602 o capitão Manoel Miranda Barbosa. Diz Antonio Luiz morador na Bahia que ele mandou a esta capitania muita copia de gado quer mandar escravos para ainda a povoar esta capitania no que se resultaria em crescimento os dízimos de sua majestade e não tem terras em que posa pastorar o dito gado e hora na testada de Dominguos de Araujo e Salvador Fernandes na itaporanga estão terras devolutas da banda do sertão pede a vossa mercê lhe de em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro pelas confrontações que pede da banda do poente a qual pede com os portos águas Mattos que nela houve erm. CARTA DE ANTONIO DUARTE 19 de Abril de 1602. Saibam etc. Don Francisco de Souza mandou lançar na praça da Bahia a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita terra houver e a medição se fará rumo direito ressalvando esteiras portas enseadas erm.

CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 301 . Saibam etc. Diz Francisco da Costa que ele quer ainda povoar esta capitania e que nela não tem terras para fazer seus mantimentos e pastos e gado vacum e mais criações e que no rio ipochi da banda do sul na testada de uma dada que foi dada a hu Mel Rõis estão terras devolutas que não foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade na parte que acima diz dando duas léguas de terra em quadro e a medição separa rumo direito ressalvando pontas e enseadas de maneira que fique em quadro a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita parte houver e sendo caso que seja dada Carrera com a medição por diante erm. Diz Gaspar Demorim morador nesta capitania e Francisco Borges que els ajudarão a povoar esta capitania com muitas criações de gado escravos e suas pessoas e nela reside com suas pessoas mulheres e família e não lhes dado terras em abastança e ora a muitas terras devolutas na dita capitania pede a vossa mercê lhes de em nome em nome de sua majestade duas léguas de terra na testada de Salvador Fernandes na taporãgua ao longo do rio de vasas barris erm.Dou ao suplicante na parte que pode em nome de sua majestade de sesmaria uma légua de terra em quadro assim e de maneira que pede e ajuntamento dou por confirmado em nome de sua majestade a terra que diz Sergipe e vinte e cinco de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa. Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede de sesmaria meia légua de terra em quadro Sergipe a vinte e dois de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa. . e pregão que o Sr. Dou ao supricante em nome de sua majestade na parte que pede meia légua de terra de sesmaria assim e da maneira que pede Sergipe a dezenove de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa CARTA DE FARNCISCO DA COSTA 22 de Abril de 1602. Governador gerall mandou llansar na praça da Bahia a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita terra houver erm. CARTA DE GASPAR DEMORIM E FRANCISCO BORGES 25 DE Abril de 1602. Saibam etc.para mantimentos nem para pastos de gado vacum que tem na dita capitania e que no rio ipochi da banda do sul nas cabeceiras de uma dada de terra que foi dada a Migel Soares estão terras devolutas que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade de uma légua de terra na parte que acima diz a medição se fará levando o dito rio em meio de uma banda e outra ressalvando pontas enseadas de maneira que fique a dita légua de terra em quadro a qual pede por devoluta conforme o regimento de El rei nosso Snr.

... e acrescenta nas rendas e para seu proveito e dos moradores da dita capitania quer nela fazer 302 ... . CARTA DE JOAN GARCEZ 14 de Junho d 1602... Saibam etc.Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mil brasas de terra em quadro não sendo dada e sendo dada Carrera por diante a qual lhe dou em nome de dito Sr..20 de Maio de 1602.. Diz o desembargador Baltazar morador na Bahia que ele tem nesta capitania de Sergipe fazenda de criações de gado vacum e cavalar e outras criações de muita importância e por servir a El rei nosso Sr....... Saibam etc........ CARTA DE BALTAZAR FERRAZ 15 de Junho de 1602 Saibam etc. Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que Gaspar Barreto lhe tinha dado assim e da maneira que lhe tinha dado em Sergipe a vinte de maio de 1602 o capitão Cosme Barbosa..... Diz Gaspar Fernandes Vigário confirmado nesta cidade de São Cristovão capitania de Sergipe que a ele lhe e necessário terra para lavrar e trazer suas criações e por quanto ao longo do rio vasa barris da banda do norte esta uma légua do quadro de terra a qual foi dada pelo padre Bento Ferras ao Joan Martins da qual légua de terra e dada meia ao Sebastião Francisco escrivão de ... Diz Joan Garcez morador na Bahia por seu procurador que ele suplicante lhe foi dado nesta capitania uma légua de terra ao longo de vasa barris da banda do sul defronte de taperagua a velha a tapera que tem a arvore redonda pêra La pelo sertão onde ninguém tem povoado e ora ele suplicante tem já nesta capitania sua fazendo assim de gado vacum como cavalar e outras e outras criações de que resulta grande acrescentamento a fazendo de sua majestade e outro sim tem seus escravos e quer meter mais fabrica e por que ele suplicante acha ser a dita dada de terra de Joan da Rocha visente pelo qual respeito se lhe perde sua fazenda por não ter por onde apresentar pede a vossa mercê pede de sesmaria outra légua de terra ao longo da dita dada que se diz de Joan da Rocha visente da banda deste assim e da maneira que a outra lhe foi dada porquanto ele suplicante desiste da primeira a qual se medira ao longo dito rio da banda do sul quando para oeste ficando a do dito Joan da Rocha da banda do leste. Por não usar da légua de terra de Joan da Rocha Vicente da qual não usara de hoje por diante e lhe dou as ditas duas mil brasas por devoluta com todas as águas pastos madeiras que nelas houver com condição que dentro do tempo digo em um ano povoe a dita terra e não a povoando será por devoluta a quem a quiser povoar em Sergipe a quartoze de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa. pelo que pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade dar outra meia légua e mais sobejos assim da maneira que Gaspar Barreto servindo de capitão loquotenente de Manoel de Miranda Barbosa lhe tinha dado erm.

... Diz Antonio da Costa sargento de presídio de sua majestade que a seis anos que reside nesta capitania de Sergipe servindo ao dito Sr... com as águas e madeiras que nelas houver porquanto.. e atualmente esta morador nela e ora não tem terá em que lavrar e targua suas criações de gado e mais criações e ora no rio de vasas barris a muitas terras devallutas pelo que pede a vossa mercê se lhe faça mercê pelo que acima diz de lhe dar em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro nas cabeceiras..Dou ao supricante em nome de sua majestade na parte que pede em nome do dito Sr... CARTA DE JOAN FERREIRA 7 de Junho de 1602 Saibam etc..... necessário pêra plantar canas fazer rosas e currais e outras criações assim para o engenho como para os moradores d‘ele que o suplicante há de levar da capitania da Bahia a que toda pede por devoluta e desaproveitada erm........... CARTA DE ANTONIO DA COSTA 16 de Junho de 1602 Saibam etc...Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas léguas de terra a saber légua e meia da dita ribeira para acima e meia para baixo que fiquem sendo duas légua em quadro a qual lhe dou em nome do dito Sr... devoluta visto estarem por aproveitar com a dita ribeira de algumas e mais algumas lenhas pastos matos e madeiras que na dada de terra houver e lha dou por assim ser em serviço de sua majestade e bem de se aproveitar esta capitania e haver engenho nela e lha dou em condição que dentro de um ano comece a fazer o dito engenho Sergipe a quinze de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa........ meia légua de terra em quadro com todas as augoas e pastos madeiras que na dita terra houver e lha dou por devoluta visto povoar como diz Sergipe dezesseis de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa.................. que em quadro pelas....... mereis coa todas as pontas augoas lenhas e madeiras a pede por devolluta erm.......engenho ou engenhos de açúcar que nela não há e nas terras que tem não há água com que o possa fazer e que tem por informação que no rio de Sergipe esta numa ribeira que se chama tapecahy que não foi dada até agora e se o foi esta por aproveitar e devoluta pede a vossa mercê que havendo respeito ao que diz e a muito proveito que resultara nesta povoação com o dito engenho lhe faça mercê de dar de sesmaria água da dita ribeira de tapecahy com duas léguas de terra medidas pelo dito rio de Sergipe uma légua de uma banda da dita ribeira e outra légua da outra banda ficando em meio a dita ribeira..... terra para o sertão de mau.......... ..... .. Diz Joan Ferreira morador nesta capitania de Sergipe que ele esta pessoalmente ajudando a povoar a dita capitania com negros e fábrica e que na dita capitania não tem terras em que trazer suas criações assim de gado vacum como cavalar e mais criações e fazer seus mantimentos e no ipochim da banda do norte em testada de Francisco de Almeida e terras de Melchior Masiel pelo dito rio do ipochim acima estão os sobejos de terra entre as duas sortes que acima nomeia 303 ............

........ Acreditamos que se refira ao rio cotinguiba 304 . que erm.... Diz Domingos de Vilacham morador na Bahia que ele quer vir ajudar esta capitania com fábrica de gado e escravos e com família que tem para o que lhe são necessários terras e ora manda seu filho a pedi-las........... nome de uma lagoa ........ Jabotiana...... que fica no rio poxim................. aqui tem necedade digno.erm.. e a medição della se fará rumo direito ressallvando pontas e enseadas as quais sortes de terra pede por devolluto com todas as augoas madeiras que na dita terra houver conforme o regimento El rei nosso Sr.. entre Aracaju e S........pede a vossa mercê em nome de sua majestade lhe faça mercê dos ditos sobeios de sesmaria... na Jabetinhaia setecentas brasas de terra em quadro na maneira que pede não sendo dada Sergipe a 7 de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa..... brasas em quadro pero longo do dito. para com efeito vir de morada.... Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede meia légua de terra medida como em sua petiscam diz e o que houver de um rio a outro Sergipe a 20 de julho de 1602 o capitão Cosme Barbosa..............Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede os sobejos que aponta em sua petição não sendo dadas a outra primeiro e assim mais lhe dou em nome do dito Sr..... o mesmo pede. Dou ao suplicante em nome de sua majestade por devoluto na parte que pede meia légua de terras em quadro a qual lhe dou de sesmaria vindo povoar no tempo da ordenação Sergipe a 29 de julho de 1602 o capitão Cosme Barbosa... CARTA DE MARTINS DE SOUSA 29 de Julho de 1602 284 285 Jabeetinhaia................ por nome Jabetinhaia284.... Diz Melchior Masiel de Andrade morador nesta capitania que ele a mais de dez anos que serve a sua majestade nas guerras e povoações desta capitania e nela o morador como esta e família e porque tem muita fábrica e poucas terras e quer llauvrar pede a bem lhe faça mercê em nome de sua majestade de um pedaço de terra que esta ante os rios de Comendaroba e Ibura que serão mil brasas de um rio ao outro porque mais ou menos e pelos ditos rios acima hua llégua medida por rumo direito com o que houver de hu rio a outro das barras que se metem em quantigeriba285 acima erm.. CARTA DE MELCHIOR MASIEL DE ANDRADE 20de Julho de 1602 Saibam etc. CARTA DE DOMINGOS DE VILACHAM 29 de Julho de 1602 Saibam etc... Cristóvão............

.....Saibam etc..... de sua fazenda he capitão Tomé da Rocha lhe deu terras a ele suplicante não tem titulo por se lhe perder os livros das dadas de sesmaria daquele tempo pede a Vm.. CARTA DE HEITOR GONÇALVES VELHO 2 de Agosto de 1602 Saibam etc...... lhe faça mercê em nome de sua majestade na parte que pede de lhe dar duas lléguas de terra por devolluto de sesmaria por ser ome de muita pose e a medição separadas ditas duas lléguas em quando rumo direito resallvando outeiros e pontas e enseadas a qual tera pede com todas as augoas e madeiras que na dita tera houver erm — Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mill brasas de tera não sendo dada as quais duas mill brasas será em coadro e lha dou em nome do dito Sr...... governador Don Francisco de Souza e por quanto lhe foi dada a dita terra pelo capitão Manoell de Miranda Barbosa capitão lloquotenente em ausência de Diogo de Quadros capitão e governador nesta dita capitania pede a Vm. lhe mande confirmar erm........ Diz eithor Gonçalves Velho morador na Baja que elle quer mãndar ajudar a povoar esta capitania donde nela não tem terras para fazer seus mantimentos e para pastos de gado vacum e que no rio ipochim da banda do norte estão terras devolluto por llongo do dito rio acima nas testadas de huã dada de terra que foi dada a Francisco de Barbuda escrivão dos feitos dellrei pede a Vm. Diz Melchior Masiel de Andrade de que ele esta morador nesta capitania com casa família ajudando a povoar com escravo. com os pastos matos algumas que na dita terra houver Sergipe a 29 de julho de 1602 o capitão Cosme Barbosa............Dou em nome de sua majestade ao supricaute na parte que pede meia lléguoa de terra que lhe tinha dado Manoel Miranda de Barbosa em tempo que serviu de capitão nesta capitania a qual lhe dou por devoluto........... de dez anos a esta parte mora. CARTA DE MELCHIOR MASIEL DE ANDRADE 2 de Agosto de 1602 Saibam etc... ... lhe faça mercê duas léguas de terra que de novo pede ao longo do rio Quotinguyba serão medidas em quando por ruma direito ressalvando as voltas que faz o dito rio a qual pede de novo e começaram a ser medidas de uma pedra 305 .. Diz Martin de Sousa feitor e almoxarife de sua majestade nesta capitania que elle a seis anos que esta nesta capitania ajudando a defendella com sua pessoa e ora quer fazer rosas e outras bem feitorias e quer por curral de gado e não tem terras em que possa fazer as ditas bem feitorias pede a bem lhe de em nome de sua majestade uma légua de terra no rio mocory rio que vem entrar no rio ipochi nas cabeceiras de Francisco de Silveira da banda do norte com todos os portos e algumas e matos e lenhas e sendo dada lhe de por devoluto conforme um pregão que mãodou lansar o Sr. e na dita capitania serviu a sua majestade na. com todas as augoas pastos madeiras que na dita terra houver com declaração de dentro em seis meses a vir povoar e não fazendo assim se Dara a quem a povoar Sergipe a 2 de agosto de 1602 — o capitão Cosme Barbosa..............

... na cidade de Laranjeiras 306 ...o capitão Cosme Barbosa.. Seregipe a dous dagousto de 1602. CARTA DE GASPAR DAMORIM E MANOEL TOMÉ 2 de Agosto de 1602 Saibam etc.. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede meia légua de terra que começara da pedra que diz metade para cima e outra metade pelo ria abaixo em quando Sergipe a 2 de agosto de 1602 — o capitão Cosme Barbosa. – dou aos sopricantes na parte que pedem em nome de sua magestade huã lleguoa de terá de modo que o rio lhe fique no meio com pedem a coal lhe dou em nome do dito snr. lhe de em nome de sua majestade três léguas de terra que se mediram de contiguiba acima da banda do norte légua e meia e outra légua e meia da banda do sul que fique o dito rio em meio e a dita terra em quando a qual medição para rumo direito salvando pontas pontas e enseadas