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GIPE HISTÓRIA DE SERGIPE
FELISBELO FREIRE

PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA
Carta de Sesmaria de Jorge Coelho 1596 Documento copiado do acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe

FELISBELO FREIRE
PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA
ARACAJU –SE ARACAJU –SE 2009 2009

PROJETO DIGITALIZANDO A HISTÓRIA

A preocupação e a responsabilidade com a preservação da memória recai sobre os ombros daques que estão vivos e conscientes de sua participação na construção do hoje. É mister saber para tanto, que o domímio de novas tecnologias e o seu uso adequado apresenta-se como uma necessidade que urge frente as adversidades do tempo, e em muitas vezes do descaso com o patrimônio histórico. Digitalizar obras literárias que cumpriram e cumprem seu papel façe a sua importância no cenário cultural, é uma forma de eternizar o homem naquilo que o torna imortal, e é nesse sentido que este projeto pretende somar esforços com aqueles que vislumbram na digitalização de documentos históricos, uma nova forma de preservar o patrimônio cultural. A digitalização do livro História de Sergipe de Felisbelo Freire é apenas o começo de uma proposta que visa angariar adeptos e que tem um fim claro de preservação e de acesso facilitado, torrnando de domímio público muitas obras importantes e que dificilmente grande parte da comunidade cintífica e popular teriam acesso às mesmas. É um trabalho árduo e cansativo, contudo a certeza de sua importância nos revigora, e dá a convicção de estarmos no rumo certo pois se aprendemos algo no decorrer de nossa vida é a consciência de que não se comquista um objetivo nobre sem o desgate do labor. Arionaldo Moura Santos

Este livro digital é fruto do projeto “DIGITALIZANDO A HISTÓRIA” , desenvolvido pelo Prof. Arionaldo Moura Santos e contou com a colaboração de alunos do 1º ano F do ensino médio do turno da tarde matriculados no Colégio Tobias Barreto no ano de 2008.

ABINAEL ALVES SANTOS ARIANNE SANTOS RIBEIRO BRENDA SIQUEIRA MENESES BRUNO SANTOS ALVES CARLA KAREN DOS SANTOS OLIVEIRA CAROLINE PAIXÃO DAMACENA CLEANE ANTUNES DA SILVA CRISTIANE RODRIGUES DOS SANTOS DENYKSON SANTOS LIMA BESERRA EDÊNIA BRAZ SILVA EDER SILVA MALANCONI FELIPE BRUNO FARIAS DOS SANTOS FRANCIELLE DOS SANTOS OLIVEIRA ISABELLA ALVES DE ANDRADE ITAMARA GOMES DA SILVA JÉSSICA TÂMARA OLIVEIRA DOS SANTOS JOCLÉCIA BISPO DOS SANTOS

JONH ANTHONY BRITO RODRIGUES JOSE RODOLFO MELO RODRIGUES JULIANA SILVA DE OLIVEIRA JULIANE BRAZ DE OMENA JULIANO CARRA IWERSEN LAURITA MENESES GONÇALVES MAISA CAROLINE SANTOS MAYKE WANDERSON SANTOS ARAUJO MILEISSE DE SOUZA SANTOS MURILLO NOU MACIEL FILHO NILSON ANDRÉ MENEZES BARBOSA STEPHANY SANTOS ARAUJO TALES LEVI FONTES DOS SANTOS THALITA GRACE SANTOS BARBOSA VALDIANE DA SILVA FREITAS VICTOR ALBERDAN ALVES REZENDE

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PREFÁCIO
Tornar Sergipe conhecido do país e do estrangeiro foi a causa que me levou a escrecer sua história. Em um período, como o que atravessamos, em que o espírito de iniciativa levanta-se em todas as direções, compreendi e compreendi muito bem que a indiferença que têm votado a Sergipe, não só os governos do regime decaído, como os historiadores nacionais, contribuiu poderosamente para o atraso em que tem ele permanecido. A fertilidade de seu solo, o caráter pacífico de seus laboriosos habitantes, suas excelentes condições climáticas, deviam assegurar-lhe maior prosperidade, que não existe. Faltou a interferência de uma instituição patriótica. Suas naturais riquezas foram desprezadas, pela falta de uma propaganda. Além disto, sua influência histórica, na civilização do Norte, é muito maior do que geralmente supôe-se. Os históriadores nacionais têm cometido a grande falta de esquecerem sua história, e não descrevem essa influência, donde grandes lacunas que se nota na explicação dos fatos. Com excessão do Frei Vicente do Salvador que lhe dedica um ou dois capítulos em sua História do Brasil, todos os outros historiadores nenhuma página dedicam-lhe. Entretanto, não se pode contestar qua a razão de muitos fatos vai o historiador encontar em sua história. Não só facilitou Sergipe as comunicações entre Bahia e Pernambuco, como pela agundante criação do gado prestou inovidável serviço à vitória do portugês contra os holandês, contribuindo para que não se desmembrasse o território da grande pátria brasileira. Seu território serviu de ponto de pousada do exército emancipador, e o primeiro grito de revolução contra os holandeses foi levantado nas margens do rio Real. O leitor convencer-se-á da importância de sua história, pela leitura deste pequeno trabalho. Bem sei que a tarefa que tomei a mem estaá muito além de minhas forças. Sem o recurso de obras já escritas sobre Sergipe, tendo necessidade de um trabalho paciente e longo na busca de manuscritos e documentos, em seus cartórios e arquivos, compreende-se que me foi preciso muito trabalhar, para oferecer ao público esta modesta obra. As dificuldades com que lutei, em seis anos de pesquisas, foram inúmeras, e muitas vezes, confesso-o quis desistir do meu plano. E se não fora o auxilio e animação de amigos, por certo não levaria avante meu projeto. E peço permissão para aqui registrar seus nomes, como uma prova de sincero agradecimento: João Ribeiro, Capistrano de Abreu, Dr. João de Oliveira, José Ladislau Periera da Silva, Baltazar Góes, Josino de Menezes Eugênio José de Lima, Dr. João José do Monte, a cujo concurso devo a publicação deste livro, e outros. Saliento principalmente o nome do ilustrado professor João Ribeiro, a cujo invejável talento e atividade devo grande parte dos materiais que reuni.

Antes que a crítica aponte os deveitos de meu pequeno trabalho, eu deles tenho plena consciência. Meus recursos não me permitiram fazer coisa melhor. Além disto, sendo o primeiro trabalho no gênero, contra o que antolharam-se dificuldades de toda ordem, não podia sair isento de defeitos. Será para mim motivo de contentamento, se ele fornecer alguma auxílio a quem, com mais competência de que eu queira escrever a História de Sergipe. Isto para mim é bastante. Rio, 6 de fevereiro de 1891 Felisbelo Freire

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SUMÁRIO

Prefácio Felisbelo Freire,um vulto da ilustração brasileira

Introdução
Capitulo I- Os primitivos habitantes do brasil Capitulo II - Elementos étinicos do brasileiro. Sua fisiologia e psicologia. Capitulo III- Fatores externos da civilização no Brasil. O evolucionismo,a melhor teoria histórica Capitulo IV- Geologia de Sergipe.Fauna e flora. Sua produção

Livro I
Época de formação(1575-1696)
Capitulo I-Descoberta e conquista de Sergipe Capitulo II-Colonização de Sergipe. Sucessores de Cristóvão de Barros até 1637 Capitulo III-Minas. Primeiras explorações Capitulo IV-Invasão holandesa em Sergipe Estado da Capitania Capitulo V-Domínio holandês em Sergipe.Doação da Capitania Capitulo VI-Lutas em Sergipe.Sua recuperação. Fim do domínio holandês Capitulo VII-Novo domínio português

LIVRO II
Expansão colonial (1696 -1822)
Capítulo I – Sergipe, comarca da Bahia Capítulo II – Resultado das questões de limite meridional expulsão dos Jesuitas Capítulo III – Reusltado da abolisão da escravidão indígena. Movimento colonial até 1802. Estado econômico da capitania. Capítulo IV – Sergipe e a revolução pernambucana em 1817. Capítulo V – Sergipe capitania. Intervenção da Bahia. Juramento da Constituição e aclamação da Independência.

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Livro III
Política Imperial (1823 – 1855)
Capítulo I – Governo da junta provisória. Primeiro presidente. Sergipe, Província. Capítulo II – Sucessores de Manoel Fernandes da Silveira até 183l. Idéias republicanas na Estância e Brejo Grande. Movimentos de abril de 1831. Capítulo III – Governo da regência. Revolção em Santo Amaro em 1836. Capítulo IV – Delegados e segundo reinado até 1855. Mudança da capital. Instrução pública. Finanças. Os partidos. Capítulo V – Limites. Questões com Alagoas e Bahia.

APÊNDICE Sesmarias de Sergipe
Diversas catas de sesmarias.

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UM VULTO DA ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA PAULO MERCADANTE A CONFIGURAÇÃO REGIONAL Os diferentes estados que configuram o território brasileiro não representam formas traçadas ao acaso. na crítica. A esse tempo. pois este sempre resulta dos elementos que compõem a vida de uma comunidade. a iniciativa de Dimensões do Brasil de incluir em seu programa uma série de história regional a fim de divulgar os traços comuns no processo de colonização e desenvolvimento econômico da antigas províncias. Era a doutrina ensinada nos cursos preparatórios às faculdades e em geral.ou maior ou menor índice de progresso material. assim. e as vicissitudes teceram ao longo no tempo de quase cinco séculos a fisionomia de seus membros políticos. ainda que ornados dos melhores propósitos. de seus heróis e mártires. É de valia pouca a dimensão geográfica de cada uma. sempre constitui a mutilação desnecessária. no direito e na ideologia republicana. Granjeara a doutrina de Victor Cousim importantes adesões entre os intelectuais. formação e expansão colonial. A sua leitura torna-se indispensável à compreensão do presente. sejam sócio-econômicos. formou-se em razão de um processo natural. todos nascidos em Sergipe. deram início ao movimento de idéias conhecido como Escola do Recife. que abrange quase três séculos de história. quando começava a formar-se a Ilustração brasileira. O País embora adolescente. por capricho de um gênio. mas conservaram as suas raízes nas lutas pioneiras dos colonizadores. maiores ou menores. Introduzir nesse quadro de forças vivas um acréscimo de gabinete. a escassa ou densa população. o vigor da atividade econômica. Gumercindo Bessa e Fausto Cardoso. Afortunada. As velhas províncias armaram-se das mais novas conquistas . sejam psicológicos. SERGIPE E A ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA A circunstância deve ser ressaltada diante de Sergipe. Cada estado participa do conjunto. A repercussão da atividade intelectual alcançou a cultura brasileira. Correspondia à filosofia oficial do Segundo Reinado.FELISBELO FREIRE. São os alicerces de uma antiga província. No acervo assim havido somam-se valores materiais e espirituais. trazendo as virtudes desenvolvidas no esforço do crescimento. cuja influência na cultura nacional se acentua a partir do terceiro quartel do século passado. diversificam-se os primeiros em função de circunstâncias e momentos. em seus limites geográficos. contava o Brasil apenas com uma corrente filosófica: o ecletismo espiritualista. transfigurada em seu destino geográfico e político. Silvio Romero. nas escolas normais e secundárias. Tobias Barreto.os últimos são resultados de um curso que acaba imprimindo nos costumes e comportamento dos habitantes um traço inconfundível e original. e que se puseram dispostas. As considerações acima nascem diante deste livro. na poesia. Preservar a história. quando pouco. 7 . que a tecnologia favorece. deixando as suas marcas na ciência. com a redução das distâncias. significa. não permitir a ruptura de um processo paralelo de natureza cultural.

na década de noventa. a história. passaria revista ao pensamento filosófico nacional e firmar-se-ia como crítico e pensador. vê-se toda a influência que o ambiente da vida social exerce na criação dela. como coisa criada. Outro vulto de Sergipe. ligado à inquietação do tempo. ao sabor de novas incursões do espiritualismo. ao ter início o movimento do qual resultaria a Escola de Recife. Deseja radicar no País o pensamento científico. mas sem o sacrifício da filosofia. ou procuramos acompanhá-la no seu desenvolvimento progressivo. seria o autor deste livro Felisbelo Freire. pode ser encarada sob dois aspectos diferentes. Tobias Barreto teve a sensibilidade de verificar que o positivismo não poderia por muito tempo satisfazer as solicitações d intelectualidade. entre os profissionais. A polêmica científica devia gerar. Tal sentido soube Jesus Caraça expor com lucidez.Parece fora de dúvida que tanto Tobias Barreto como Silvio Romero. Diante disso. em meio século de vida independente. o farol que lhe conduz o pensamento é ela. e tratou de fixar-se em pleno terreno dos problemas ditos metafísicos. a luta da época travada no terreno da fisiologia. ―ciência encarada assim.a denúncia das insuficiências do mecanicismo de Haeckel e o empenho de aproximar-se do sistema kantiano. impregnado de condição humana. pelo contrário. mais fácil se tornava o estudo superior na Bahia do que em Pernambuco. No primeiro aspecto. retornados da Bahia. Em Sergipe no século passado. Marca-lhe a presença na vida cultural brasileira um insistente labor de pesquisa. Por tais razões. escreveu ele. parece bastar-se a si própria. com as suas forças e as fraquezas e subordinado às grandes necessidades do homem na sua luta pelo entendimento e pela libertação. Silvio Romero voltava-se para a crítica parlamentar. por motivos ainda pouco estudados.‖ SERGIPE E A ESCOLA DE RECIFE Revele o leitor o atalho por onde quase me perdi. Imaginemos o que significava para a sociedade da capital da província e do interior a plêiade de doutores. também Artur Orlando. verificamos que o número de doutores em Medicina supera expressivamente o de bacharéis em Direito. Clóvis Belviláqua e muitos outros simpatizavam com algumas teses do filosofo inglês. Por isso em seus trabalhos. aparece-nos como um organismo vivo. Porém se deve à personagem do Prefácio a necessária ênfase que se concede à importância da filosofia e da ciência na formação de seu espírito de historiador. se procedemos ao exame das profissões da elite local até 1872. não fosse o brilho que imprimiu a faina de historiador. aspiravam uma reforma total da ideologia. a exemplo dos jovens engenheiros e militares empolgados com os postulados do positivismo. Juntos de Spencer ficavam seus companheiros Silvio Romero. ou seja. nos lares e nos grêmios. No Rio de Janeiro. Sua versatilidade dir-se-ia explicada pelas condições próprias da época. A ciência. como um grande capítulo da vida humana social. parece-nos. assistir à maneira como foi sendo elaborada. Ou se olha para ela como vem exposta nos livros de ensino. Em e1884 nova orientação imprimia Tobias Barreto ao seu pensamento. empenharam-se a fundo no combate ao ecletismo. a formação dos conceitos e das teorias parece obedecer apenas a necessidades interiores: no segundo. simplesmente abandonados pelos partidários de Comte. revelando. durante a década de setenta. enfim. que nasce na filosofia e que amadurece na história. apoiar-se-ia no evolucionismo para combater o positivismo ortodoxo. a cujo destino se misturam indissoluvelmente a ciência e a filosofia. entre 8 .

Tratava-se da influência que Augusto Comte desencadeara no campo das ciências naturais. que estivera em Paris. Assim. O médico. O tradicionalismo. Teve inicio o ataque ao vitalismo de Barthez quase na primeira metade do século. em circunstâncias referidas por Gilberto Freyire. O grande médico produzira Barthez e Bordeu. co correr dos anos. Admita o conflito entre forças vitais e forças físico-quimicas . com uma tese de Justiniano da Silva Gomes sobre plano e método de um curso de Fisiologia. conforme se vê das teses apresentadas na Faculdade de Medicina. sem imposições agnósticas ou antiespiritualistas. apoiados numa fisiologia hipotética. levando o vitalismoa a uma concepção biológica. As idéias voltam-se contra os conceitos tradicionais. Bichat divergira do condiscípulo Bordeu. contribuído para que Tobias Barreto Silvio Romero. o fundador da Biologia. a cuja doutrina repugnava o exame de cadáveres a fim de serem elucidados os problemas da vida. Lá chegava em plena peleja de desde anos se renhia entre os adeptos de uma ciência tradicionalista e os entusiastas das correntes avançadas da biologia. circunstância que desviava os médicos de conceitos patológicos e clínicos firmados na anatomia. Na Faculdade de Direito a influência do status do doutor em medicina teria assim. as velhas correntes do mecanicismo. referia-se a li dos três estados fenômenos. a cursar Direito. que englobava o ecletismo. porque todos se explicariam pelos princípios da Mecânica. e sim para a Bahia. Adotava a definição de Biologia dada por Blainville: ― a ciência que analisa os animais os fenômenos da vida e procura explicálos. o fisiologista francês antepunha ao vitalismo a sua doutrina de determinismo biológico. Reminiscências medievais. de uma cultura brasileira que se desenvolvia sob o estímulo de uma saudável diversidade ou pluralidade de influências e condições. Bordeu produzira Bichat. a admiração que proporciona o prestígio. As raízes das novas tendências estavam na orientação que um discípulo d Sthal imprimira às pesquisas científicas biológicas. e particularmente na Anatomia e na Fisiologia. Interpenetram-se as idéias suscitadas no Recife por Tobias Barreto e seus companheiros e discípulos com o movimento de renovação científica da Bahia. ao escrever um opúsculo sobre o tratado de Broussais. carregadas de retórica. Os preconceitos existentes nas ciências naturais tinham criado à Medicina os maiores obstáculos no século passado. nem distinção entre os fenômenos vitais e físicoquímicos. dificultavam o desenvolvimento das pesquisas em geral. que consagraria a unidade da observação médica e a experimentação fisiológica. 9 . cujo eco chegaria até o Recife por intermédio do grupo de sergipanos que preferiria o curso jurídico. extrínseca a intrinsecamente. Adveio uma tendência que se caracterizava pela aceitação do positivo nas ciências. conciliando o espiritualismo. Felisbelo Freire não seguiu para o Recife. não haver especificidade da matéria viva. a resultante da divergência seria Claude Bernard. quando de sua incursão na Fisiologia. a concepção do vitalismo convencional. Tratava-se de um sistema especulativo. Singular a circunstância. e afirma-se em desfio. o materialismo e o positivismo no terreno da ciência pura. o espiritualismo e o próprio vitalismo. a estudar na Faculdade de Medicina. defendeu-se por mais de meio século.os curiosos e diletantes. Fausto Cardoso e Gumersindo Bessa se desviassem do causuísmo jurídico para o campo do biologismo social. Predominara. ligando-os às leis gerais da matéria sempre que disso forem suscetíveis. O debate trava-se de um lado.

durante o curso de Medicina. na introdução de seu livro. Darwin. as citações de Spencer e seus epígonos com o verbete do Dicionário de Medicina. Em 1888 publicava na revista Trimestral do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sua ― Memória sobre a Colonização de Sergipe de 1590 a 1600‖. Adota assim as correntes em voga. a Severino da Fonseca. Capistrano de Abreu. artigos sobre história no jornal A Reforma. também a Filosofia o conduzia à política e a contestação do sistema monárquico. um inventário da atividade cultural já demonstrava. que introduzia o historiador nos círculos intelectuais brasileiro. se o embate na Biologia o levara aos pensadores naturalistas e evolucionistas.lá o alcança. Irmanam-se em suas digressões. Haeckel. que apurava a Crônica das Alagoas. Os limites do estado são tratados após 1888 na imprensa de Laranjeiras e posteriormente em O Republicano. Ao mesmo tempo. e que nos falou outro sergipano Gilberto Amado. com as obras de Spencer. Buckle e seus discípulos no Brasil. inspirada num bando de idéias novas que segundo Silvio Romero. aprofunda os seus estudos sobre Sergipe. sobre nós esvoaçava de todos os pontos do horizonte. A PESQUISA REGIONALISTA Naquele ano distante. Significativo engajamento ao sabor do tempo. O lastro de ciência adquirido na Bahia mostrava-se em Felisbelo Freire ao divulgar a doutrina evolucionista. para o estudo de Medicina. e superar no campo da Ciência de da Filosofia o ranço do ecletismo francês. tarefa que desempenha na militância republicana. que preparava a história do Ceará. e . que se embrenhava pelo Mato Grosso. A inquietação era tal. um conjunto de obras importantes. os moços das Escolas de Direito do Recife e de Medicina da Bahia procuravam sacudir as instituições imperiais. A estrutura do País levantava-se pele exercício da pesquisa regionalista. referia-se a Augusto e Pereira da Costa que aprofundaram a história de Pernambuco : a Alcides Lima que revelara a história do Rio Grande do Sul: a Henriques Leal. que o situa. abordando. onde passou a clinicar. que ciosamente arquivava as glórias do Maranhão: a Alencar Araripe. Familiarizara-se o doutor. sem sombra de dúvida. concluído o curso em 1882. desafiados pelo atraso e pobreza. escrevendo sobre o Visconde do Porto Seguro. Felisbelo Freire. no terreno da história regional. Uma obra política de Anfriso Fialho – O Processo da Momarquia Brasileira. Publica. em meio â ―fulgurante plebe‖ . de Aracaju. As novas correntes condenavam com veemência o instituto do cativeiro e eram simpáticas ao ideal republicano. e mal chegado a Laranjeiras. especialmente Tobias Barreto e Silvio Romero. redimir o negro de sua condição. Na província nordestina sem recursos. a partir de 1886.outro trabalho da época seriam os Fatores Esternos da Civilização no Brasil. e a Paulino da Fonseca. 10 . provocandolhe os apontamentos publicados na imprensa. Felisbelo Freire dá inicio á sua atividade como escritor. questão relativa a Geologia e aos elementos étnicos dos brasileiros do ponto de vista da doutrina evolucionista. Assim. A atmosfera polêmica entre o vitalismo agonizante e as concepções científicas despertaria no moço a inquietação filosófica.Nesse campo da luta chega à Bahia.

Assumira Felisbele Freire. Figura notável. que lhe concederam os estudos universitários. de uma forma algo eclética. Novamente se 11 . Fundaram jornais e. em 1893. ao mesmo tempo. no torvelinho dos primeiro meses republicanos. Da filiação ao naturalismo. Aparecia o historiador. a história parlamentar do país. Regressa como presidente de seu estado e delegado das novas instituições. onde. elementos de História Natural. inspirados na escola evolucionista. Da ―Evolução da Matéria‖. no primeiro e único trabalho. manifestada repetidas vezes nos debates do Parlamento. vertente que acabou constituindo-se. o interesse por temas médicos. com Baltasar de Araújo Góis e Josino Meneses já havia Felisbelo Freire constituído o núcleo de combate à escravidão e à monarquia. 1912/1914. como a história do constitucionalismo norte-americano. era proclamada a república. onde poucos meses depois . Reelege-se deputado nas legislaturas de 1897/1899. a maior soma de benefícios para o Estado. muito se orgulhava o médico e escritor. Acompanhou-o pela vida afora a admiração de fiel discípulo aos pensadores alemães e ingleses. nunca interromperia os estudos de ciências naturais. Direito Público. sobre Política. a sua palavra sempre foi ouvida com o maior respeito nos instantes críticos da vida republicana. em Laranjeiras se instalara o quartel general das forças republicanas. foi adaptar o serviço público à índole das novas instituições. encarando-os com a largueza de vistas de um perfeito home de estado‖. apareceria mais tarde. promovendo. diz um dos seus biógrafos. Mandato que com a morte interromperia. Finanças e Legislação Comparada. depõe Armindo Guaraná. ainda em Laranjeiras. Poucos conhecia como ele a história financeira e orçamentária do Brasil. convocou-se um Congresso que redigiu um projeto de Constituição e estabeleceu uma assembléia do partido. discorria com igual competência sobre Medicina. conferência que recitou em 1887. a pasta da Fazenda tendo acumulado interinamente as funções de Ministro dos Negócios Exteriores. E um livro didático. participando da elaboração do diploma que iria viger por quase quarenta anos. 1915/1917. em dezembro de 1888. ― A sua principal preocupação como o iniciador da forma republicana do governo. integrava a Comissão incumbida da reorganização dos estados. constituinte. Por ocasião dos debates na Câmara dos Deputados sobre os projetos de emissão de papel-moeda e do orçamento da receita e despesa revelou estudos especiais acerca desses temas. não se trata de uma obra elaborada de afogadilho. História de Sergipe. entre os quais conseguiu realizar o da navegação direta para o Rio de Janeiro. extraiu novas considerações . mudava-se Felisbelo Freire para o Rio de Janeiro. 1903/1905. 1909/1911.A fenda devia ser aberta no campo político. Firmam-se nesta iniciativa as raízes do futuro constitucionalista. num artigo sobre o evolucionismo. Fechava-se num volume o resultado de quase dez anos de pesquisas e estudos. A ATIVIDADE POLÍTICA E O HISTORIADOR Em 1889. Se encerrou. A respeito do período. Em 1894 concluía a editoração dos três volumes da História Constitucional da República dos Estados Unidos do Brasil. na capital do País. Desdobra-se Felisbelo Freire em sua multiforme atividade. dois anos após. ―tendo haurido no estudo dos melhores autores vasta cultura jurídica. no Brasil.‖ O volume hora reeditado. viria a lume em 1891.

patrimônio das câmaras municipais e terras devolutas. prenunciam o autor da História Territorial do Brasil. chegara a reger uma orquestra em concerto oferecido a famoso maestro.incorporaria ao historiador a sólida base científica e filosófica. figura singular da Ilustração Brasileira. Diversos trabalhos especializados em Economia e Finanças. Lá. como acadêmico de Medicina. bem como as questões relativas a limites. sucumbindo o sábio e humanista em face das desilusões que a política provoca em sensibilidades delicadas. o devassamento dos sertões. Desgastara-se na atividade incessante. formação das vilas e cidades. onde como um virtuose. falecia no Rio de Janeiro Felisbelo Freire. que fugia das preocupações maiores no velho hábito que trouxera da vida estudantil na Bahia. antigas estradas. obra de importante significação na cultura brasileira. que abrangessem a fusão das antigas capitanias. publicados na imprensa carioca. executava peças clássicas e variadas. com menos de sessenta anos. Era o repouso do incansável trabalhador. Sergipe e Espírito Santo. Felisbelo Freire programara cinco volumes. Registram as crônicas da vida caria o brilho dos concertos em sua residência. referente à Bahia. os motivos das linha de povoamento. e discursos pronunciados na Câmara dos Deputados. O plano a que visava não se concretizou. as ordens religiosas. 12 . Em 1916. vindo a lumeapenas o primeiro tomo. cansara-se na clínica e no estudo. origem da manufatura.

esquecendo a marcha evolutiva do espírito humano. e entre brasileiros Gonçalves Dias. não obstante a força antagônica da adaptação. Lund. Rodrigues Peixoto. Hans Staden. Por essa diversidade de auxílios que o historiador é obrigado a reclamar de diversas ciências. no vale do rio negro. Poderemos citar Vaz de Caminha. em Itamaracá. Ainda que não possamos fazer coro com aqueles que acham de nulo valor os estudos de pré-história. Ladislau Neto e outros. dos sanbaquís do Pará. essas obras deixam insolúveis os maiores problemas da pré-história. dos espíritos cientistas. Gabriel Soares. cujas afirmações são baseadas em uma multiplicidade de teorias. a etnologia. O conhecimento completo do elemento autóctone de qualquer povo não deverá ser esquecido pelo historiador. 13 . através do tempo e do espaço. a fim de prendê-lo aos tempos históricos. Carlos Weiner. d‘Orbigny. Desde as inscrições gravadas em pedras e encontradas na serra da Escama. com admiráveis pontos de contato com a ideografia do México. trabalhos mais ou menos importantes se tem feito. desde os caracteres simbólicos de Marajó. e muitas outras ciências. com as diversas diferenciações e integrações. Sta. para esclareces questões relativas aos povos brasileiros. compreende-se facilmente que a história brasileira acha-se muito longe do pé que o espírito científico requer. Catarina. tudo tem servido de objeto de estudo. Sem a biologia. onde se contam Martius. Egito e Índia: desde a exploração do mound de Pascoval. Léry. todavia as afirmações nesse sentido não passam ainda de hipóteses não corroboradas por uma unidade de vistas. a geologia. China. ainda que imperfeitamente. para decifrar essas tradições antiqüíssimas. onde se tem podido. Rio Grande do Sul. Pode-se bem compreender que o historiador tem necessidade de apelar para o concurso de diversas ciências. que não tendem a ligar os fatos. Batista de Lacerda. até as explorações das cavernas.INTRODUÇÃO CAPÍTULO I OS PRIMITIVOS HABITANTES DO BRASIL As exigências da orientação científica moderna dificultaram consideravelmente o encargo de escrever a história de um povo. uma brilhante plêiade se formou. Hartt. quanto a herança tende a perpetuar seus caracteres. puramente descritivas. por mais obscuros que sejam o intelecto e o grau de civilização e a natureza de sentimento dos seus progenitores. Derby e muitos outros. descrever o grau artístico de seus primitivos habitantes na arte cerâmica. Desde o século XVI . que nele vão se operando pelas ações recíprocas dos meios. Não está feito o largo pedestal sobre o qual tem ela de descansar. sem o que ficará um hiato que contribuirá para desvirtuar as leis da civilização humana. Eves d‘Evreux e muitos outros. a antropologia. tanto mais importante. Destituídas de espírito filosófico. Couto de Magalhães. e o sentimento religioso nos ídolos. entre estrangeiros. e não estão acumulados os grandes subsídios que reclamam de outra ciências. a história a que fica reduzida? As afirmações sem nexo. a lingüística. pó uma lei de sucessão. que nele há de ver um fator de colaboração. Por mais longínquos que estejam os seus antecedentes. Pelo avanço da ciência. Ferreira Pena. o historiador tem necessidade de olhar para esse passado préhistórico.

não se prestando a natureza a uma categorização tão simples. esta posição dúbia. Dentre as tórias de Max-Muller. levou tanto a convicção ao próprio espírito do literato português. Essa população turana descida da alta Ásia dividiu-se em dois grupos. para conciliar o turanismo com as verdades cintíficas enunciadas pelos competentes órgãos da lingüística. todavia se procura ver nos dois seguintes pontos a base sólida do asiatismo americano: a) a ausência na América dos antropomorfos. muito esclareçam as questões relativas às raças pré-históricas do Brasil. como notou Broca. com diz gaidoz. todavia os materiais que o espírito de investigação tem reunido ainda não são suficientes para explicar a origem do homem primitivo do Brasil. de lado. convergindo ambos. do mundo inteiro. e que se conhecem pelo tipo braquicéfalo do basco francês: a coincidência da dolicocefaleia do basco espanhol. e a braquicefaleia geral dos da América do sul. arang. da etnografia. procurando fundamentar suas vistas na suposta dolicocefaleia das raças da América do Norte. fenômeno idêntico ao que se deu na Europa. um procurando norte da Europa e outro a América. E aqui não fazemos mais do que resumir a oposição do ilustre crítico sergipano. Sayce. onde uma parte estacionou. Não obstante a nova estrada que abriu Morton na etnografia americana. Deixando isto. e o mesmo processo lava a grandes resultados. para o sul da Europa onde deixaram os vestígios na braquicefalia do basco francês e na dolicocefaleia do basco espanhol. porém. E é isto. gibon. depois. auxiliado pelos trabalhos de Meyer. de Martius e Lund. em uma triáda de famílias. E a refutação era tão magistral. impressionado pela diversidade dos caracteres craniométricos do basco francês e do basco espanhol. Hovelacque e outros já haviam refutado a tríada de Max-Muller. gorilho. quando Teófilo Braga em Portugal espalhava o turanismo. No Brasil. que ele mesmo sentiu-se em sérias dificuldades. vindo através da África. com quer Teófilo Braga. Teófilo Braga. mostrando que a substituição proposta pelo literato português do nome seytho mongólicas pelo de raças turanianas não indica mais do que a convicção do literato português sobre a inanidade do turanismo.‖ Os trabalhos de Frederico Muller. É por isso que se torna legítima a comparação das canções prevençais. porque nos outros 14 . Nott e Gilddon. da antropologia. principalmente de Hartt. chimpanzé. bem como o fenômeno da persistência da modinha brasileira. com o berbere. vejamos se a primitiva raça que colonizou o Brasil foi a raça turaniana. Sylvio Romero já refutou o turanismo. que o ilustrado crítico sergipano Sylvio Romero põe em saliência. aproximando o romanceiro peninsular ou Aravias dos cantos históricos ou javaris do Peru. de onde se conclui ser de onde se conclui ser o velho mundo a pátria da espécie humana. Brantz e outros. na impossibilidade de uma divisão simétrica das línguas. E é ele quem diz ― foi das raças nômadas da alta Ásia que se destacaram essas migrações que entraram a Europa antes dos indo-europeus. da mitografia. orientação para a qual convergiram homens como Mayer. com os cânticos acádios e chineses. chega a admitir a marca do povo turaniano na América.. pela qual chegou ao autoctonismo dos indígenas da América. revela-nos também o caminho por onde o turanismo da Ásia entrou no sul da Europa. Witney. arianas e semíticas. que na família humana vê uma tríada pertencente às línguas turanianas. Schleicher.Ainda que os trabalhos.

já enterrados no solo. A alta competência do ilustrado mineralogista Fischer que declara existirem as jazidas de nefrite. em muitos caso. especialmente na América. Aproveitando o resumo de Sylvio das conclusões de Meyer. álibi. senão os vestígios dessa imigração asiática quem em tempos idos. alguns de nefrite e jadeíte. para quem os muiraquitãs. Ásia e Nova Zelândia. e cuaj origem. somente no Turkestan e a jadite no distrito de Junnan. quis-se concluir em favor de uma imigração asiática para a América. sobre quase toda a superfície da terra. A hipótese foi principalmente arquitetada pelo professor Henriques Fischer de Friburgo sendo aliás partilhada por muitos outros investigadores notáveis‖. é obscura. foi Sylvio Romero utilizando-se dos trabalhos de Meyer. quando foi ela povoada pelos asiáticos. objetos de uma pedra muito dura. outra opinião não menos importante levantou-se em oposição. ornatos e outros semelhantes. que mostra ter encontrado jazidas de nefrite e jadeite na Europa. já ainda em uso entre povos incultos ou civilizados. e de quartzo os brancos. nas estações funerárias. semelhantes aos enfeites de pedras que os Uaupés do Rio Negro trazem no pescoço. por parte de competentíssimos cientistas. O primeiro que impugnou no Brasil as asseverações de Fischer. cuja composição não deixa dúvida de ser de jadeíte e nefrite. objetos tais como machados.continentes falta o primeiro elo da cadeia antropológica: b) ter-se encontrado nos artefatos da América. formula-se a hipótese de provirem da Ásia conjuntamente os objetos europeus e os americanos. ― Para a explicação deste fato. É uma aplicação errônea que o assiatismo faz do transformismo.a de Meyer . por que até o presente só chegou ao nosso conhecimento a existência de jazidas nativas de material bruto na Ásia e na Oceania.quirimbitás – chegou a convicção de que os muiraquitã é de jadeíte e cloromelanite. Ásia. Realmente o botânico brasileiro. Europa. rochas exclusivas da Ásia. os verdes. Darwin e haeckel não afirmam senão que a espécie humana é um colateral afastado do pithecoide. exceto na Ásia. pedras que não existindo na América foram exportados da Ásia. nas cidades lacustres. levados uns para a Europa. quando para aí deu-se a imigração dos povos. eram de feldspato. Entretanto se a competência de Fischer levou a convicção ao espírito de Barbosa Rodrigues. as mais das vezes verde. levou o ilustre botânico brasileiro Barbosa Rodrigues a não ser no muiraquitã ou álibi. nem a paleontologia assegura haver um só centro de criação do pithecantropo de Heackel. aqui o transcrevemos: ―Perdeu-se certamente o conhecimento das jazidas originárias do 15 . de onde o hiato que tem motivado a mão aceitação absoluta do transformismo: como a multiplicidade dos centros de criação humana está merecendo hoje adesões sinceras. pela corrente imigratória que primitivamente povoou-a. Da ausência absoluta de jadeítes e nefrites em outros continentes. onde temse encontrado artefatos de pedras verdes. e para a América os outros. Oceania e no território de Alaska na América. amuletos. dos índios amazônicos. chamados pelos índios Cunuris. Diz o sábio mineralogista de Dresde: ― por questão da nefrite deve entenderse o seguinte: encontram-se em muitos lugares. deu-se para o Brasil. aplicadas por Barbosa Rodrigues à América. Não só o darwinismo não assegura ser a espécie humana o descendente direto do antropomorfo.

a fauna e a flora muito distinta das do velho mundo. são por demais eloqüentes as conclusões a que chegaram Nott e Gilddon. Se Martius e Fidel Lopes apresentam um grande número de palavras com raízes do sânscrito. de um sistema de escrita fonética. é inverossímel que servisse de moeda uma substância que se não encontrasse no próprio império. o professor de Dresde nota que os objetos ali encontrados tem todos . com que Berlioux. a reprodução do basco francês e espanhol . Quanto à dualidade dos caracteres caniométricos. Assim. São três considerações de peso‖. que a lingüística e a arqueologia dos povos da America apresentam com os do continente oriental. relativamente. Além disso. China. como ponto exclusivo da origem do índio americano.e dos metais. é perigoso afirmar a descendência do índio americano de uma migração asiática dos chineses ou dos Egípcios. em sua escultura. há improbabilidade manifesta de.mineral. Como o Dr Ladislau Neto : dos Carios. os traços característicos dos povos do continente americano. no caso de importação da Sibéria. elas. entre os povos da América e os do Oriente. Japão. chefes da escola indigenista nos Estados Unidos. se a tendência de buscar na imigração dos povos asiáticos a explicação de ligeiras analogias. O asiatismo. Se esse exclusivismo não se pode sustentar com os materiais que a préhistória americana vai reunindo. à Americana . para se aceitar uma migração asiática pela América. para fundamentar o seu turanismo e que viu na braquicefalia dos índios da América do Sul e na dolicocefalia dos da América do Norte. as diferenças do sistema aritmético o descobrimento do pequeno ciclo do tempo – a semana. porém. que consideram o índio americano como um produto do solo ameriano. Os ensinamentos da lingüística. todavia certos achados da etnografia mostram a falta de base desse exclusivismo. Demais. o mesmo não podemos dizer relativamente à bela teoria do indigenismo de Morton e Simonin. Por mais esforços que façam aqueles que estabelecem como uma verdade a unidade 16 . da antropologia e da etnografia e de todos os conhecimentos préhistóricos. Achamos que as duas teorias devem se superar. ao menos no México e na região amazônica. as diferenças nas formas dos crânios . uma prova de serem preparados no país. Pelo que se refere especialmente ao império dos Aztecas. em cujos habitantes primitivos nota-se a ação de mais de um elemento étnico. um caráter puramente local e indígena. não asseguram a verdade dessas exclusivas conclusões. dos Líbios ao Atlantes. de animais domésticos. Nota mais a circunstância de ser o tributo de muitas províncias o Império obrigatoriamente pago em jadeíte. não representa uma verdade sancionada pela ciência. invocada por Teófilo Braga. pois. perante as conclusões a que vai chegando a antropologia brasileira. observa o sábio autor. morais e físicos. Ora. devem existir no continente. que espírito de investigação vai reunindo. que provam o predomino da dolicocefalia na América do Sul. essas ligeiras analogias lingüística estão longe de indicar uma identidade de estrutura da língua e da organização gramatical. a falta de alfabeto. são fatos que protestam contra a transmigração. temos os estudos dos ilustrados antropologistas brasileiros Rodrigues Peixoto e Batista de Lacerda. ou Indochina. somente chegar ao México a jadeíte e jamais a nefrite. como quer Varnhagen. leva alguns espíritos a serem exclusivistas na origem dos povos americanos.

na lingüística. de um cruzamento entre o elemento primitivo e o elemento estrangeiro. morais e intelectuais. No Brasil. Quanto à America. As grandes analogias das crenças. bastantes distintos pelos caracteres craniométriocos. é que houve uma uniformidade das leis que presidiram o desenvolvimento do espírito humano. donde rebentam outras formas ancestrais das civilizações. e da língua. em que os primeiros raios da história não tenham ainda apontado no horizonte do novo mundo. como observa Lund. bem provadas por Morton. não se pode duvidar desses focos de criação humana. ainda que os povos não sejam. Realmente diz esse grande sábio.como as do México. em todas as manifestações emocionais.i Lund chega à conclusão de que a Pelos estudos nas escavações das cavernas do Brasil. não podem obscurece a verdade da história. dos ritos. Guatemala. mostrou as civilizações primitivas como produto do meio físico. autóctone nos continentes. principalmente. a formação geológica do novo continente. deixaram alguma luz neste sentido. dos povos espalhados pelo território americano. tocando assim ao Brasil o título de ser o mais antigo continente do nosso planeta ―. todavia os trabalhos antropológicos de Batista e Lacerda e de Rodrigues Peixoto. quer pelo espírito de conquistas. não provam uma unidade de origem. As imigrações de povos. quando as mais partes do mundo estavam ainda submergidas no seio do oceano universal. o sábio Lund chega a conclusão de que a existência do homem neste continente data de tempos anteriores à época em que acabaram de existir as últimas raças de animais gigantescos. 17 . eram da mesma raça que os que no descobrimento foram aí encontrados. Egito e Índia. Não se pode muito duvidar da existência de um elemento autóctone na América e no Brasil. com um elemento étnico autóctone em todos os continentes . muito anterior à do velho são fatos que não devem ser desprezados. na existência de um elemento étnico. sempre se encontram com uma força antagônica. produto psicológico muito precoce na espécie humana.da criação humana. dos quais são os pósteros representantes dos bugres do Paraná e os botocudos. e os geológicos e arqueológicos de Lund. as duas tórias devem caminhar juntas. quer por condições locais. As normalidades que a espécie humana apresenta em sua mitografia. em larga escala. na arte. ou surgiram apenas como umas ilhas insignificantes. e que a América já era habitada em tempos. Depois que o espírito altamente investigador do sábio historiador inglês Buckle . dos costumes. Os dois ilustres antropólogos brasileiros. que eram motivadas. Peru. O homem da Lagoa Santa e o homem do Sambaqui. ― a natureza geológica do platô central do Brasil demonstra que ali existia como um extenso continente a parte central do Brasil. O elemento indígena foi sempre a força que se levantou contra o elemento alienígena. dirigidas exclusivamente pelas leis físicas – de clima. representam esses dois tipos. e que os povos que nessa remotíssima época habitavam –na . alimento e solo. Um produto semelhante a si nunca deixou o homem de encontrar na carreira de suas migrações. de que acima falamos. chegam a conclusão de que em temos primitivos existiram no Brasil dois tipos étnicos. e com o qual colaborou para a formação das populações mestiças. em suma. A conseqüência a que chegamos.

eles (botocudos) se aproximam mais da raça da Laguna Santa. imprimindo sobre os artefatos de cada seção as feições características de uma civilização. até um certo ponto a abaixar o diâmetro vetical. Verificando sempre a justaposição desses dois elementos na craniologia botocuda. Tupis. ou do Sul como querem outros . vasos. amuletos. na ornamentação. etc. porém. francamente dolicocéfalo e hipsistenocéfalo. nas inscrições. que procura inspirar-se em mais de um processo e que denomina Brasilio-Guarany. Pelos caracteres da face são parentes próximos da ração dos Sanbaquis. foram-se cruzando com povos que iam encontrando nas correrias: ou se admita. Aceitando as proposições de Forster. em diversos graus de civilização foi o construtor desse admiráveis túmulos. em tudo em suma que as pesquisas têm colocado debaixo de sua apreciação. era a expressão de mais de uma força étnica. na lingüística. aqueles cua evolução mental achava-se mais atrasada. a semelhança de objetos e deformas cranianas em diversos continentes.uns baseados na cor da epiderme. que supõe que as gerações gendiam a degenerar gradualmente. o que não se pode contestar é que mais de um elemento étnico 18 . vê-se claramente mais de um elemento étnico. nas lendas. provam eloqüentemente que mais de uma raça devera existir no Brasil. cujo estudo demonstra que mais de um povo. na ornamentação. Chiriguanos. Botocudos e diversas tribos. Ferreira Pena considera os Caribas e os Aruãs os construtores das cerâmicas do Pará. E a própria classificação de D‘Orbigny. dirigidas do Norte. como Guaraios. a raça que habitava o Brasil e que se estendia das Antilhas até o Prata. vemos nas populações primitivas no Brasil uma fusão de mais de um elemento étnico.Estes últimos Rodrigues Peixoto considera como o resultado do cruzamento de dois elementos formadores: um. ―Não será o botocudo o cruzamento destas duas raças? ―Os caracteres que neles temos encontrados nos autorizam essa hipótese. Ou se admita que as migrações. prefixos e sufixos. que houve uma migração extra-americana. são os Aruâs. e o outro que tende a alargar o diâmetro transverso e. ídolos. Nas produções intelectuais. Observa-se neles um grau decrescente na arte cerâmica. nos tempos pré-históricos. era um produto mestiço. pois a identidade de cor de relações subjetivas e psicológicas na semelhança das raízes. no estilo. outros sobre a indústria. não exprimindo a verdade de uma seriação. mais de um fator humano a entrar na organização das raças brasílicas. nos instrumentos de sílex.‖ Analisando agora as pesquisas dos autores sobre os artefatos encontrados nas cerâmicas de Marajó e Pacova. nos artefatos. E os diferentes processos de classificações que se tem procurado para o índio americano. Rodrigues Peixoto assim se exprime: ―Pelos caracteres do crânio cerebral. bem patenteados no homem fóssil da Lagoa Santa. nos ídolos. sem fundamento científico. deixa supor que ais de um povo tomou parte na construção dessas necrópoles. E hoje escreve-e que os índio do Brasil no tempo da colonização. onde a arqueologia pretende levantar essa vida de um passado tão longínquo e marcar o grau de evolução mental a que chegaram esses antepassados. outros nas formas dos crânios. representada pelos Guaranis. a diversidade de ornamentação e estilo gravada nas urnas funerárias. e o autor acima citado diz que os últimos trabalhadores. deixa ver a existência demais de uma raça. como querem alguns. Nessas necrópoles tem-se notado três camadas de urnas funerárias. na linguagem. todos.

ou reino de aparição. etc: porém era-me preciso examinar muitas casqueiras em diversos lugares e tempos. ―Com estas provas pode-se garantir. chegando ao seguinte resultado: 19 . contemporâneo dos mastodontes. Assim. Lund. nas escavações de Saint Acheui . sem medo. e as ardências de alta temperatura. porém. nos crânios dos botocudos. halitérios elefas meridional. Essas ossadas humanas sempre tem sido encontradas com ursus spelaeus. Lund nas escavações das cavernas do Brasil. os vestígios fósseis do homem geológico. um homem geológico no Brasil? A nova estrada que abriu a antropologia na Europa. onde numeroso povo habitou. Cuja idade corresponde ao do mamute na Europa. explorou mais de oitenta cavernas e em uma delas encontrou ossadas de trinta indivíduos da espécie humana. passando assim do mioceno ao plioceno e ao post-plioceno e do período arqueolítico ao neolítico. em diversos jornais europeus. dirigiu Lund e Rath a pesquisarem. Aurignac. O sábio Carlos Rath também diz: ―Eu dei noticia sobre os sambaquis desde 1846. ainda que a hipótese de Lund e Rath não esteja ainda plenamente confirmada pelo veredicto da ciência. mastodontes. a Oceania. achou o homem contemporâneo do megatério. em alegres festins sob as grandes cavernas. chegando à a formação de que o homem é contemporâneo da época terciária. Moustier e com o cervus tarandus em Grenelle. dizem Zaborowski e Moindron. nas mesmas jazidas dos ossso dos acerotérios. mamutes e outros. Pouancé e Saint Prest.cruzou-se nas populações brasílicas e que um deles é autóctone. para poder conhecer vem toda a construção e idade destas sepulturas primitivas com suas particularidades. cuja idade na América do Sul corresponde à do mamute na Europa. no meio de assadas dos grades proboscidianos. Houve. a Ásia. no mesmo grau de decomposição dos ossos dos animais fósseis que os acompanhavam . que o gênero humano existia por todo o mundo e mormente no Brasil. vindo saciar a fome nas carnes ainda vivas dos descomunais proboscianos. elefas primigenius. ―o Dr. é natural. todavia é mais do que provável que à sombra dessas espessas florestas que cobriam os ubérrimos vales do Brasil. Os tipos antropológicos humanos de Thenay. descansava o homem as fadigas das lutas com o megatério. Abbeville. e concluiu que o Brasil é habitado desde a época pliocena. Era impossível não concluir daí ser o homem contemporâneo do megatério. provam a existência do homem geológico na Europa. a demonstração da sua contemporaneidade dos mamíferos miocênicos. nas escavações das cavernas do Brasil. como chama Rialle. com os seus sílex trabalhados. dinotérios. E talvez seja desse elemento ético primitivo e autóctone que os dois ilustres antropologistas brasileiros descobrem os caracteres em seus estudos craniométricos. desde a primeira seção do período arqueolítico – a época miocênica. tornando-se assim a América um importante Centro de Criação. contra quem manejava o seu dardo de pedra lascada. macrotérios . Lá chegou-se a afirmar a brilhante verdade de que o homem já existia na época miocênica. a África. assim como o foram a Europa. Savigné . antes o grande dilúvio chamado na geologia a Myocene ou geral inundação‖. como também na extinta Brasilia de Petrópolis e em outras descrições impressas nos meus Fragmentos geológicos.

b) As raças indígenas atuais representam a mistura de dois tipos diferentes. c) As raças por nós estudadas a que mais aproxima-se da raça primitiva é a dos Botocudos. 20 .a) A raça primitiva do Brasil era dolicocéfala. e) O uso das deformações artificiais dos crânios era estranho à maior parte das raças indígenas do Brasil. d) Existiu em tempos remotos no Brasil uma raça caracterizada pela extrema depressão da fronte.

resultará a diversidade do caráter das civilizações. coloca-a em um caminho verdadeiramente filosófico.CAPÍTULO II ELEMENTOS ÉTNICOS DO BRASILEIRO SUA FISIOLOGIA E PSICOLOGIA É de todo impossível penetrar-se no intelecto de um povo. 21 . Enquanto estas últimas as pesquisas não foram presididas por uma orientação de profunda análise. quer orgânica. ou a cultura do espírito vencendo a natureza para pô-la à disposição do bem–estar social ou esta tornando-se mais invulnerável na luta. para olhar as sociedades como um organismo. que operam a integração e a diferenciação. o espírito filosófico da época chegou a conclusão de que a história da humanidade não poderá dar um passo. elas atuam poderosamente. em suas variadíssimas manifestações e nas relações subjetivas e psicológicas. pelos fatores que dela se derivam. No elemento étnico e na ação do meio irá a história buscar a casualidade mais geral de todos os fenômenos históricos. sem as quais a seleção na humanidade não poderia efetuar-se. Sempre descobrindo nas duas categorias de matérias uma identidade de função e uma semelhança de causas. Essas duas forças. assim como traçar-se as suas leis evolutivas. sem relações recíprocas. quer organizada. pelas modificações do meio. sem contribuições e sem filiações. que se opera no seio de um povo. sem ter-se em consideração a influência do elemento étnico e do meio. cujas junções é preciso estudar. procurando os ensinamentos que lhe iam sendo ditados pelas ciências físico-biológicas. os achados científicos não passavam de um corpo amorfo. como divergirem a função e a forma . Foi uma grande obra deste século a história guiar-se por um alto senso filosófico. fundado sobre a herança e a adaptação. Da luta entre estes dois fatores. Sobre toda a matéria. porque representam as duas principais direções em que se colocará o movimento social. Por esse caminho verdadeiramente analítico e naturalista chegou-se à afirmação de que a evolução é um princípio geral. Sem estas duas forças as integrações e distribuições de matéria não se efetuam. Na herança e na adaptação viram estas últimas ciências as legítimas forças da evolução. não se poderá constituir como ciências enquanto não submeter-se aos conceitos e às verdades das ciências biológicas. do grau de ação que mutuamente hão de representar. fazendo não só perpetuarem-se as qualidades essenciais dos seres. legitimamente filosóficas. assim também a matéria superorgânica não poderá evoluir. presidem a todo trabalho íntimo. sintetizando por esse meio as leis que as dirigem. sem ser presidida em sua ação. Essa verdade sendo levada para a história. Por isso mesmo que a matéria orgânica e organizada não poderá evoluir sem a ação antagônica de duas forças.

a sub-raça tende a tomar os caracteres físicos da raça mãe a mais numerosa. em suma.‖ Na categoria dos fatores externos ou extrínsecos temos que apreciar a ação do clima que pode ser seco. Men. que é bem visível na história. Deixando. o resultado deste cruzamento das três raças. considerado como uma unidade social. e os progressos que as acompanham. o verdadeiro grupo étnico que imprime em todos os produtos da cultura os sinais do seu autonomismo. depois a raça mestiçada tende a regressar. o africano e o índio. a legítima formação histórica brasileira. Todas estas condições. em cada caso. em todas as manifestações mentais do povo. aplicada à história do Brasil. nas artes. o homem individual. com mais ou menos pureza. a colaborarem em uma civilização. havia de dar-lhe um caráter heterogêneo nas relações subjetivas e psicológicas. ‗Quando duas raças vivem no mesmo solo e se fusionam. de uma configuração simples ou complexa. impedem ou modificam as ações da sociedade. na literatura. Três forças étnicas.276 22 . da mesma maneira sua inteligência e as tendências do espírito que lhe são particulares têm sempre uma parte na imobilidade ou nas mudanças da sociedade. a do solo que pó ser improdutivo. mais ou menos. cuja origem tríplice. são: o português . quente. é então o daquela raça que predomina numericamente. nessa hegemonia em que o elemento étnico mais forte. têm uma influência nas ou menos direta no caráter da civilização. Principes de Sociologie. p. na série das gerações. que é o genuíno tipo brasileiro. diz Spencer 1. com caracteres físicos capazes de determinar o desenvolvimento e a estrutura da sociedade. melhor organizado para a concorrência. o acúmulo de trabalho de gerações passadas. deveria vencer. força diretora a que todos os povos se submetem. 1º Vol. as condições hidrográficas que podem ser favoráveis ou não a flora e a fauna que hão de selar um cunho específico no espírito da população. em suma. que não foi por este lado somente que venceu na concorrência os outros elementos. que por aqui puseram-se em contato. tornando-se por demais prolongado o período prodrônico de uma completa amálgama e fusão.―Na categoria dos fatores. para o produto mestiço constituir-se como um grupo étnico característico. Tomo I. temos a notar. É a grande população mestiça. Temperado. p. . puseram-se em contato no território brasileiro. Estes três elementos. torna-se preciso um longo perpassar de séculos. úmido. formou-se uma sub-raça. paro o brasileiro alcançar essa feição própria e original. ou fértil. ― O tipo físico que resiste ao cruzamento. em estado latente. frio. pelos caracteres emocionais que favorecem. ao tipo da raça mãe a mais numerosa. o tipo físico alterase principalmente na proporção da intensidade do cruzamento. de Antropologie. cada um deles com hábitos e tendências muito diferentes. Nesse longo período que podemos chamar período de formação. Por uma lei antropológica. três raças muito diferentes e em diversos graus de evolução mental e emocional. temos a apreciar neste somente a contribuição dos diversos elementos étnicos na organização do povo brasileiro. e representando. Perante a diversidade de origem do fator humano no povo brasileiro. 1 2 Spencer. Distingue-se. brilhantemente formulada por Broca.15 Broca. porém para o seguinte capítulo a discussão da melhor teoria. já entre si muito diversas e representando ainda cada um deles um diverso grau de equilíbrio entre os fatores internos e externos.‖2 O mestiço no Brasil tendeu a assimilar o tipo físico do português.

o português representava uma heterogeneidade étnica. pelos navegadores portugueses e oferecido à cobiça real e ao espírito de conquista e de comércio da população lusitana. a qual lhe fazia representar um papel histórico de alto valor. pois. 23 . como muitos querem. les jouissances de La nouveauté de l‘imprévu. Antes de constituir-se um grupo étnico característico. por Taine. antes dessa época. a vitória colocou-se ao lado do elemento que representava a raça branca. como pelos caracteres fisiológicos e psicológicos. A eles sucederam os celtas. teve de nos infiltra os princípios de uma das duas civilizações em que se dividem os povos da Europa. les satisfactions de la vanité. os cartagineses. como dos fatores constitutivos dos dois povos.. que o português é um produto muito complexo de diversas raças que se fundiram. Quando um novo continente foi. l‘amusement de la conversation. a raça branca no Brasil ainda que não possa representar . lorts. p. Tomo I. por acaso.Não só pelos caracteres físicos. antes de integrar-se.‖4 Podendo aplicar à civilização do Portugal as mesmas leis que Bruckle estabeleceu para a Espanha. Mais adiantada sob todos os pontos de vista. os fenícios. Elementos da nacionalidade Brasileira. se causas estranhas não viessem tomar negativas nas melhores forças da metrópole. entre os elementos alienígenas e autóctone. ils devienent aisement rhéthoriciens. pois. volupteux. descoberto. uma série de cruzamentos efetuaram-se no território da península. os suevos. História da Literatura Brasileira. dans La France Du XVIII. durante os quais deram-se diversos cruzamentos. 3 S. Sem procurarmos traçar a evolução dessa herança. libertins. les sensualités de l‘amour. a única força étnica. épicuriens. no decorrer dos tempos. o português já era produto heterogêneo de diversas forças étnicas que. por diversas correntes migratórias. desse momento histórico em que Portugal chegou ao apogeu de sua glória da qual lucraria muito e muito a colonização do Brasil. Leur tempérament plus bite affiné lês port plus vite au faffinement. lês symetries Harmonieuses dês formes et de phrases. tão característico no século XVI. bem difundida pelas classes sociais. il leur faut des plaisirs nombreux. os godos e os árabes. 11. Romero . ils sont exigeantes ent fait de Bonheur. varies. enfin. dos quais o ramo latino é assim descrito por Taine: ―Cette finesse et cette précocité naturelles aux peoples latins ont plusieurs suites mauvaises: ells leur donnent le besoin des sensations agréables. pela formação tardia de uma ciência. Em effet . vemos que os iberos pertencem à família uralo-altaicas. é porém a principal. dans La Provence Du ciécle XII. em um ponto de integração superior ao que as outra duas raças tinham alcançado. p. Dan I‘talie Du XVI. para produzi-lo. les douceurs de la politesse. Antes. dans l‘Espagne Du XVII. os romanos. dilléttantes. que se tinha sucedido através dos séculos. desde os temos préhistóricos. 72 Theófilo Braga. precederam ao arianos. Ele nos prende ao grupo das civilizações ocidentais. galants et mondains.3 Já se vê. nas idades da pedra lascada e polida. pelas semelhanças não só das condições externas. porém. Revista dos Estudos Livres. Como principal força colonizadora no Brasil. O português foi. c‘est par ces vices que leur civilistion se corromptou finit: vous lês trouverez au declin de l‘ancienne Bréce e de l‖ancienne Rome. vemos que as leis mentais nunca tiveram nos povos da península uma grande latitude de ação. se superpuseram e amalgamaram-se . o mais poderoso e principal fator da civilização brasileira. 4 Philosophie de l’Art dans les pys Bas.

representava o poder absoluto. povo eminentemente metafísico. conta quem não se ousara pensar nem obrar. Os poderes temporal e espiritual estavam unidos. ficando às classes populares a prerrogativa de serem passivas e obedientes. tomando a si a defesa do índio. o espírito de ceticismo. não levasse a guerra encarniçada. pelo caráter pouco fixo dos limites territoriais e a isto reunido o desenvolvimento lento destes focos coloniais. dando lugar a que dificuldades se levantassem como força poderosa. contra os irmãos de Loyola. desviando-se do caminho puramente analítico. contra quem a coroa se colocou. verdadeiros feudos. escolhendo-se uma colonização que plantasse o feudalismo e a teocracia. como talvez a principal força auxiliadora da colonização. no culto externo. Dessa luta resultou a imigração do africano. como também o espírito religioso . levantou-se ao lado do poder temporal o poder espiritual. para cujos progressos tornava-se preciso grande posse individual. Debaixo desse regímen coloniza-se o Brasil. Divide-se o território da colônia em zonas. com vislumbres bem acentuuados de antropomorfismo. do espírito científico: foi o português do século XVI o veículo desses hábitos mentais e morais para o Brasil. determinadoras de todo o movimento e que centralizavam o poder. a alimentar as verdades dogmáticas de uma religião. como o barão feudal da Europa. contra a qual o clericalismo se levantou. O liberalismo disfarçado do jesuíta plantou a luta entre ele e o colono português. a teocracia jesuítica durou séculos e o poder clerical ainda hoje se faz sentir. para prende-la nos limites estritos da tradição: povo excessivamente subserviente ao rei. onde o donatário. trazem em auxílio da organização de uma ciência. pelo lado político no regime teocrático. As guerrilhas intestinas que se levantaram entre eles. pelo concubinato no lar doméstico. como um outro Paraguai se o espírito da população do sul. poderoso meio contra a escravidão indígena e que levaria o jesuitismo a levantar uma perpétua teocracia no Brasil. que se organizava. dessa raça de mestiços que se organizava e que representava no Brasil o papel de meio transformador. Sendo os móveis legítimos da colonização não só o espírito de riqueza da época. contra a escravidão que o colono português cedo lhes impôs. pelo lado industrial na idade do homem agricultor. o espírito de revolta para alcançar uma equitativa partilha do poder. excessivamente rica no aparato. tornando-se impossível o espírito cético na política. entre as classes aristocráticas e populares. eram duas entidades absolutas. pela 24 . o rei ao clero. que entre si partilhavam a riqueza. para vencer o jesuíta. pela união que prendia o trono à igreja.Povo eminentemente supersticioso e que não via na religião senão a força mais poderosa do progresso . por uma centralização administrativa. deixando de lado as deliberações que o espírito de cisão. que tem dificultado a organização de uma moralidade. de nosso caráter. onde novas condições ajudaram sua maior vitalidade. consentindo na criação das missões. Os jesuítas se espalharam pelo Brasil. por onde caminham os povos de imaginação menos rica. que tem sido a clava de Hércules do nosso pauperismo. Todavia. contra as pesquisas do espírito indagador. com quem o colono achou-se em contato. continuando os delegados do governo colonial na posse de ilimitadas atribuições. fizeram mudar esse processo de colonização. em busca de almas que resgatavam para a religião. procurando o mais possível apoiar a tradição e a autoridade. Pelo lado filosófico e religioso no estado teológico e na época monotéica. resultando para o Brasil a escravidão negra. o português do século XVI veio insuflar no Brasil esse estado mental e psicológico.

porém encontrou forças acidentais. que por sua vez . Com o trabalho sem remuneração. que têm dificultado a marcha do progresso. privilégio seu nos conventos. que constitui um verdadeiro período histórico. Eis o capital defeito de nossa vida política e social. aquele que nos insuflou o regímen social e político. obrar como meio reformador contra tantos males. E a sub-raça que se formava pelo cruzamento das três raças mães. quem eram outros tantos centros de instrução. pelo hiato aberto entre as raças. organizando as irmandades. do que o prolongamento da civilização ibérica. e quanto contribuiu no grande desequilíbrio do movimento econômico. se o jesuíta por esse lado predominava. os vestígios da colaboração de outros elementos étnicos. a direção que ele dava ao ensino. sob a pressão de um jugo que impossibilitava as pesquisas analíticas. o período de transformação. cujos antecedentes devemos ir procura nos primeiros séculos de nossa vida colonial. demandava. que a organizava. as idéias religiosas que nos tem presidido. Estabelecendo-se assim. a insuficiência de braços ativou a imigração africana que se tornou o sustentáculo. pela falta de um senso popular. assim como teve de sofrer uma ação fisiológica do meio. todo o poder . a base da aristocracia colonial. dificultava a organização de uma ciência. centralizando-se nas mãos do branco. de maior indigência. toda a riqueza. a raça que tirava do solo a riqueza. pois. 25 . pela tendência dos espíritos a tratarem a liberdade da colônia. Desfalcando-se pouco a pouco o braço indígena. pela falta de concorrência. à custa da riqueza pública . entre as raças que tendiam a cruzar-se prerrogativas e privilégios. para lutar contra o emancipacionismo indígena. Foi por ele que o Brasil não tem sido mais. quer a classe administrativa. ainda que em menor escala. como geralmente se diz . centralizando as forças mentais em derredor da metafísica. o português o maior fator de nossa organização. deixaram. cuja passividade abriu campo a todas ilegalidade e absurdos. Nesta síntese deixamos as bases do nosso caráter. do meado desta século em diante. Essa centralização que se caracterizava em todas as manifestações da vida colonial. por então como o legítimo produto nacional. em que estão incluídos os defeitos e os obstáculos.proliferação dos filhos naturais. Ela. encarada pó esse lado. um longo perpassar de séculos. dificultando os progressos da população. as confrarias. quer jesuíta . Se o grande poder do jesuíta. das quais duas sempre espoliadas. Na arquitetura não foi o português o único obreiro. era o elemento mais poderoso do movimento econômico da colônia. Ai está o papel da raça mestiçada no Brasil verdadeiro agente transformador e cujo trabalho de regeneração se faz sentir no momento atual. era justamente a que era afetada de maior pauperismo. na distribuição da riqueza por entre as classes. a escravidão negra era a matéria –prima do trabalho. e a ela aliou-se o colono português. Foi. a equitativa distribuição da riqueza pública. plantava a superstição. Compreende-se facilmente a parte importante que representou o africano na formação da riqueza no Brasil. para integrar-se . do seu culto. quer colono português. a estabelecer uma corrente de riqueza para a edificação de suntuosidades dos templos. ativava a imaginação. trouxe-nos os males que tanto nos têm depauperado.

outros zoomorfos. afiguram-se-me indivíduos que houvessem guardado lembranças vagas de um longínquo passado. era caçador e pescador. e manejava objetos de pedra polida. a pouco e pouco fundida ou incorporada em povos menos 5 Temos de aproveitar os belos estudos do ilustrado crítico sergipano Sylvio Romero. e não há grande probabilidade de que eles fossem mais objetos de ornato. uma grande mescla. os artefatos. como nos revelam as urnas funerárias. Pelo lado artístico. Se a falolatria ali realmente existiu não é permitido afiançá-lo. estava em um período adiantado do fetichismo. Ao lado dos caracteres antropomorfos. todvia. Maracá. a sua força deveria ser mais poderosa do que a de outra qualquer. era o índio o autor de uma arte cerâmica. Ladislau Neto.Seu papel é saliente pelo fato que acabamos de analisar. por sua vez. anfibomorfos. no Egito. acham-se caracteres zoomorfos. Qual o grau de civilização do índio. pois o leitor as poderá ler nos Cantos e Contos de Syilvio Romero. sobre etnografia e etnologia brasileira. aos contos e cantos. tudo isso é um amálgama imensamente heterogêneo. A ornamentação de seus vasos. 26 . a fisionomia dos seus ídolos. do que de culto. limito-me nesta ligeira introdução a resumir os resultados a que já se tem chagado. procuremos ver a influência representada pelo índio e africano nessas produções. como a de uma dupla entidade. formas do animismo. Realmente. Não obstante haver um certo número de opiniões sobre o grua da idéia religiosa do índio do Brasil. como o nativismo primitivo. os ídolos. suas obras nos servirão de guia. Alguns destes ídolos dão ligeiras formas do ídolo a que se prestava o culto de Falo. Compreende-se que. todavia as escavações feitas no Maranhão dão lugar a supor-se que algumas tribos já tinham galgado um estado religioso mais adiantado – a idolatria. quando o português encetou a colonização no Brasil? Não nos cabendo aqui largas explanações sobre os materiais que a préhistória brasileira tem reunido. os objetos de ornato. Por esse lado. que. como os animais. muitos ídolos feitos em barro. aceitando as conclusões dos competentes.5 Sob esta ponto de vista. Assim. segundo o ilustrado crítico sergipano. não me cansarei de repeti-lo. de caracteres antropomorfo uns. que procurava não só idealiza a espécie humana. bem como as vestes simuladas por algumas figuras. diz o Dr. o índio não é uma raça de belas tradições. de que não sabiam dar esclarecimentos positivos. Acreditamos ser Sylvio o brasileiro que mais apurou e deixou a limpo essas questões. Pelo lado religioso. Pacolval. sobre a contribuição com que cada raça entrou na poesia e nas tradições populares. o venceu pelo lado econômico e mesmo antropológico. ―Nas antiguidades dos mounds de Marajó. Os mounds-builders de Marajó. Pleo lato industrial. uma espécie de ecletismo teogônico. em que se enxerga a tradição de uma remota nacionalidade superior. são numerosas as figuras que representam o Falo. encontrados nos mounds de Marajó. têm sido encontrados. sendo a raça branca a que implantou a língua nas raças vencidas. assim como pela influência que trouxe às produções anônimas. contribuiu mais do que o africano. os toucados de que revestiam as cabeças de seus personagens. Deixando de transcrever as composições anônimas de origem portuguesa . a representação esculpida ou pintada de seus símbolos hieroglíficos. às tradições populares. diversos estados já tinham sido passados por seu espírito. achando-se em momentos ulteriores do fetichismo a astrolatria.

entre os povos antigos. da Oiara. a fim de apreciarmos o grau de civilização da tribo indígena. No vale do rio cotinguiba. 6 Em Sergipe. sabemos que estes objetos nenhum trabalho de decoração ou desenho apresentam. em sua poligamia. pratos. sempre infrutiferamente. pelo espírito de cobiça que dominava na raça colonizadora. bem pintado nas bandeiras que penetravam nos sertões.adotado pela metrópole no Brasil. ela foi muito menor na transmissão dos caracteres físicos. em seus mitos do jabuti. 333. quer gravado. a influência indígena tornou-se muito mais preponderante do que a influência africana. do curupira. dos quais tiraremos a contribuição com que cada raça entrou para a formação do nosso caráter. o pode asseverar. im Braziliem. até mesmo pelo africano que tornou-se bilíngüe. algum vislumbre de culto? ―Ninguém. para facilitar a catequese. compreende-se que o índio foi de mais larga contribuição nas tradições intelectuais. no sacrifício de prisioneiros. 27 . muitos de origem portuguesa. Se pelo lado das tradições intelectuais. a política abolicionista. dos centros da lavoura açucareira. Além de cantos e contos verdadeiramente de origem índia. mostraram-se saturados de palavras indígenas. do Caçador e dos Oiras. em um lugar que chama Pedra do Letreiro . nos aparatos festivos. p. ocupando o indígena o terceiro plano. se antes não é uma natural degeneração realizada in situ e motivada pela separação absoluta da antiga metrópole. Por isso mesmo que o processo de colonização. a ser falada e escrita. mitologia que difere das dos Incas. em vês de antropomorfos. nas escavações de roças se tem encontrado objetos feitos de barro. 8 Hartt. como porrões. Por isso mesmo que a língua do índio se prestou por parte dos primeiros colonizadores. dos Mexicanos. encontramos duas inscrições gravadas nas faces lisas de duas pedra ferruginosas. do Paitumaré. O leitor pode ler a poesia popular indígena coligida por Spix e Martius9 na própria língua. vol 6º. contribuiu para segregá-lo dos centros coloniais. ou pela morte daqueles que. 9 Rise. em vez de congregar a raça indígena na cooperação do progresso.adiantados e através de países diversos. 7 Arquivo do Museu Nacional. gerando-se assim no espírito do índio aversão e ódio ao português. Museu Nacional. do pemi (corneta). por isso mesmo que a língua africana não foi estudada nem falada na colônia. vol 6º p. ―O Falo. era representado em Marajó sob as suas diversas formas míticas. quem em relevo. de quem procuravam distanciar-se: por isso que o espírito emancipador. do Tupã e Tupi. onde em nome da lei. procuramos alguns tumuli ou sambaquis. etc. em seus instintos sanguinários. portanto. Por informações de algumas pessoas. e das tribos orientais da América. levantada pelos jesuítas em favor do indígena. mas dar-se-ia porventura ainda ali à sua primitiva forma. caximbos. escravizavam a infeliz raça. como esta. pois da infeliz raça só se queria o braço para o trabalho. pela tendência em representar gênios zoomorfos. e os trabalhos de Sylvio Romero. do que o africano. os mantenedores do saber e da prática e os árbitros de seus irmãos. em sua dança e música rudimentares ao som do mimbitarará e do mime (buzina). na carência de provas inconcussas. ou pela adaptação irresistível e fatal aos meios de existência. 153. as quais representam um pé em círculos concêntricos. eram a tradição viva. afugentava-a.8 Isto é por demais descritivo para figurar em nosso estudo. que Andes visa os fatos gerais.‖6 7 É por demais descritivo falarmos dos hábitos sociais do índio.

relativamente aos outros produtos mestiços. que dificultava o cruzamento das raças. Além disto. entre índios. E tanto foi assim. o mulato foi o mestiço de maior representação. seu papel está em plano inferior ao do africano. entre índio e negro. debaixo da ação destruidora da colonização. em que entra o tronco africano. todos da raça branca – a italiana a alemã. na luta colonial que durou séculos: chamado para suprir a insuficiência de barcos que foi o resultado da política. de maior força transformadora. as profissões fixas. compreende-se facilmente que na transmissão hereditária dos caracteres físicos. do meado deste século em diante. vêm reunir-se ao cruzamento novos elementos étnicos. a sua expatriação. que vê nos mestiços de tronco indígena uma tendência às profissões pastoris. pela diversidade de caracteres físicos. pois ia contra o caráter messiânico de uma direção puramente espiritual: por isso mesmo que todas as causas eram favoráveis ao afugentamento do indígena. o cafuz ou caburé ou cabra (Sergipe). Couto de Magalhães. que levassem em estado latente o cunho de sua individualização.centralizando-o em uma comunidade espiritual. tende a diluir-se com o branco. pois a lavoura açucareira e a do café. Não sei até onde vai a verdade destas asseverações. se as pesquisas históricas fá fornecessem suficientes elementos para apreciar-se o grau de representação histórica dos produtos mestiços. como o mameluco. o mestiço entre o branco e o africano. cabendo ao branco e ao seu mestiço com o negro. Nos caracteres físicos os dois tipos divergem consideravelmente. em virtude de um fato de ação muito geral. aquele que procurou mais assimilar os caracteres da raça branca. portugueses e africanos. escasseando-se assim um dos troncos progenitores do mameluco e do cabra. Enquanto que na hegemonia como raça mãe. dando lugar a supor-se uma futura heterogeneidade étnica. 28 . Chamado para ajudar o branco em defesa do liberalismo jesuítico. Seria de alto valor. o maior fato étnico que ativou os primitivos elementos. ao passo que o branco e o africano tendiam sempre a crescer. em favor da emancipação indígena: chamado para unir-se ao branco. para a formação da riqueza. a que vulgarmente se chama o mulato. mais do que qual quer outro gênero de trabalho. Queremos crer que. forneceu pouco blastemas. porque o que sucedeu à raça indígena sucedeu igualmente a africana. resultado do cruzamento entre o branco e o índio. tem contribuído para os progressos do país. figura como oferecendo maior contingente ao peso específico da população brasileira. O próprio mestiço. A causa do fato a que aludimos é cedo ter-se estancado o elemento indígena. compreende-se que o africano aliou-se mais intimamente ao branco do que o índio. Cujas diferenças são bem visíveis. teríamos que concluir em favor do mulato. A julgar pelo modo de pensar do Dr. o africano preponderou consideravelmente por esse lado. donde podemos concluir que o índio entre nós pouco colaborou. que entre as raças mestiças que do cruzamento originaramse. Ele foi o sustentáculo da aristocracia e da riqueza colonial. O que podemos asseverar é que em Sergipe o mulato abunda mais do que o cabra.

vol. pelo dado das composições anônimas. nos nomes de seres da natureza americana e de fatos desconhecidos dos europeus. são traços que ressaltam logo aos olhos do observador. cantados em Sergipe nas festas do Natal e de Reis: os Marujos e os Mouros. Esta canção é de formação bastante moderna.cit 13 S Romero Hist. Couto de Magalhãe. motivadas pela colonização. como um produto étnico próprio. o cabelo corrido e extremamente negro. Sobre esta penúltima canção popular. tayeras 13. dix o Dr. para a formação de uma geração mestiça. a qual conserva a depressão da testa e a estrutura aproximando-se a do índio a vilosidade da fronte. das cozinhas e dos trabalhos agrícolas. que é crespudo. nas fontes. Religions dês peuples non civilises. pela aposição. estendendo-se em ângulo saliente. e o elemento africano forneceu o vocabulário da vida doméstica. José-Jure. ele está em plano inferior. com os vértices opostos. não obstante mesmo o africano tornar-se bilíngüe no Brasil. Couto de Magalhães. e não é tão negro e a coloração do pigmento que é avermelhado. a Amiga folhagem. o Antônio de Geraldo. Op. Assim os Reinados. 103. Vol I. porém. pois nela há referência a homens. os elementos tupi e africano. o cágado e a fruta. a largura das espáduas em contrate com o pouco desenvolvimento da bacia. na luta pela vida em que entraram com o elemento europeu. ―No corpo. o africano trazido para o Brasil pertencia ao grupo bantú. o bumba – meu-boi. I p. Silvio que o Antônio Geraldo era um homem inculto. pela devastação e expatriação da raça. pelas tradições intelectuais. Tendo estancado a corrente tupi. com a diferença do cabelo. dominou nos apelidos locais. que ainda existem. em vez disso. p. 10 11 Dr. com o auxilio da força transformista do mestiço. como diz o ilustrado filólogo sergipano João Ribeiro. O mesmo autor nos Contos Populares do Brasil apresenta diversos Reinados e Cheganças.134 12 Réville. todavia ele deixou ligeiros vestígios na poesia e nas lendas populares. Da Literatura Brasieira. Se pelo lado econômico o africano venceu o índio e forneceu mesmo maior força no cruzamento. Dessa seleção tendia a resultar uma dialetação da língua. Congos. Cheganças. moradores no Lagarto. Réville. foram produzindo uma seleção na língua d raça colonizadora. com quem os portugueses entraram em relações nos séculos XV e XVII11 cuja língua é caracterizada pela particularidade que as relações das palavras não são indicadas pela modificação das desinências ou terminações. verdadeiro agente transformador – o mestiço. adiante da palavra. a energia de musculação e a finura e delicadeza das extremidades. 14 Em Sergipe Sylvio Romero colecionou muitas destas fábulas: o cágado e a festa no céu. Religião e raças selvagens. as órbitas e o molar salientes. observa o Dr. O elemento tupi. porque permanecia nos primeiros momentos do fetichismo. dos prefixos pronominais. Tayeras e Congos. José do Vale. que é o herói desta rapsólia.12 Não obstante essa incapacidade intelectual. o cágado e o jacaré. assim como pertencem-lhe muitas lendas e fábulas. a sólida e vasta estrutura do tronco. Em grau de evolução mental muito inferior ao índio. o diâmetro transverso dos ângulos posteriores do maxilar posterior quase igual ao diâmetro parietal do crânio.―os traços físicos característicos. que subsistem da raça indígena nestes dois mestiçamentos (mameluco e caburé) são : a cabeça. e tendo se extinguido a imigração africana. o Macaco e a cabaça e muitos outros. são de proveniência africana.14 Assim. o cágado e o teiú. morador de Estância. 29 . a Raposa e o Tucano.‖10 Ali está escrito também o tipo do mulato. barba e vilosidade do rosto e pescoço extremamente raras. o cágado e a fonte.

que ainda não integrou-se no processo da seleção. duas tendem a aniquilar-se. 3º curso. desde quando as correntes migratórias têm sido centralizadas em certas zonas do país.‖15 Previsão muito legítima. não poderá resistir a elementos estranhos tão fortes. o resultado desse futuro é brilhantemente descrito pelo eminente filólogo. que vão desaparecendo pela extinção da imigração negra e pelo caldeamento das raças. que procura aproximar a linguagem das fontes vernáculas e clássicas. pela intervenção de uma política mesquinha e antipatriótica. 15 João Ribeiro. Gramática Portuguesa. dentro de um século. ―A mais fácil previsão autoriza crer que. e são o elemento tupi e o africano. ―em compensação a imigração de outros povos estrangeiros torna-se cada vez mais intensa. sobretudo nas províncias do sul. que ainda não constituiu-se um povo autônomo e completo. Pelo lado lingüístico. tão aglomerados e muito avantajados na luta. ―Das causas que favorecem a dealetação do português na América. 310 30 . constituído em grande parte por uma população mestiçada. onde já são familiares muitos vocábulos do italiano e do alemão. se outras circunstâncias não se opuserem à evolução. ―a estas tendências de dissolução se deve juntar a reação culta e literária. sendo mais rápida a evolução para ele galgar os caracteres da raça. e que uma secular evolução histórica põe ao seu lado. o sul do Brasil destruirá a unidade étnica da pátria brasileira. que já se vai notando desde agora. a quem acima nos referimos.compreende-se facilmente que o mestiço tende a fundir-se e cruzar-se mais diretamente com o tipo branco. pelos poderosos meios de cultura de que dispõe. que na percorreu o ciclo completo de uma evolução antropológica. porque o elemento étnico. p.

a confeição da flora e da fauna. foi que a história foi buscar nas condições do meio a razão de ser de muitos fenômenos históricos. e à marca da civilização do Brasil. que formam a maior 31 . procurando mostrar as contribuições com que os fatores internos. O EVOLUCIONISMO. Vejamos a contribuição que o meio tem trazido à fisiologia do brasileiro. como chama Spencer. pelo efeito de uma interpretação viciosa. As ciências naturais vieram abrir uma estrada nova. mas províncias do norte. na realização de um plano. dos climas e das condições higrométricas. E a história não será mais do que a síntese. A história ia reproduzindo. não pode ser por toda parte o mesmo: quente. Não obstante esta colocação astronômica. temos de apreciar a ação dos fatores internos e externos. Gervinus. como as diversas condições de uberdade. a grande influência que têm sobre o homem a variabilidade de temperatura. Era a história então um jogo dos fenômenos. Spencer e outros. Nessa marcha evolutiva em que um povo coloca-se para progredir e prosperar. conforme a natureza de suas condições. descendo para o sul. e para dar-lhe um cunho especial. pois. Já dissemos que o movimento civilizador. Pela classificação que os autores fazem dos climas. a configuração do solo e sua constituição química. estereotipando os fenômenos de ideação desse poder. não passa de uma resultante destas duas forças. diz Humboldt. que até então.CAPÍTULO III FATORES EXTERNOS DA CIVILIZAÇÃO NO BRASIL. a marcha histórica de um povo. todavia a grande extensão ocupada pelo país. por isso que estende-se desde os trópicos aos grua 30 e 35 de latitude austral boreal. pois nenhum desenvolvimento histórico se poderia efetuar. sem o auxílio da ação do meio. como indiscutível. Temos. ―O clima de uma região tão vasta. tão poderosa para retardar ou acelerar o movimento civilizador. Só depois dos trabalhos de Taine. Podemos estabelecer. entraram para especializar e individualizar a civilização brasileira. A MELHOR TEORIA HISTÓRICA Até aqui temos tratado dos elementos étnicos do brasileiro. úmido e bastante semelhante ao das Guianas. de uma interpretação supersticiosa. o conjunto de leis desse evolucionismo. em obediência a um plano pré-estabelecido. dá lugar a contestar-se essa unidade mesológica. Desprezando-se essas influências não se poderá nunca levantar o brilhante edifício da história. em que a história se colocou. ao do pampas. aproxima-se . de apreciar a ação das condições do meio. Rénan. não passavam de fatos deque se ligavam a um poder superior. Os fenômenos naturais em nada deviam influir sobre a marcha dos acontecimentos. Buckle. Até ai temos somente um lado do problema resolvido. de acordo com os tês elementos característicos. pela ação poderosa que o habitat exerce sobre o homem.o do Brasil é um clima quente. que confinam com a bacia do Amazonas : fresco e agradável nas montanhas do interior.

com duas zonas climatéricas bem diversas. representam pouca força no movimento histórico e são de formação tardia. de uma abundância de alimentos. que moderam entretanto as brisas do largo e por uma grande pureza do céu. compreende-se que esssa dualidade mesológica há de imprimir diferenças de caráter. procura um alimento amiláceo.000 quilômetros. onde é úmido e quente. er Cirurg. De Med. vive mais do pensamento do que da imaginação. ativando mais as faculdades estéticas. Em um país de uma enorme extensão como o Brasil. pouco nutritivo. São Vicente. por conseguinte. para o ocidente. os jesuítas entraram como força poderosa da colonização. São Paulo. e que patenteiam-se claramente no nosso movimento histórico. o útil ao belo. 8º19‘ de longitude oriental e 30º58‘. Dict. Estabelecia a centralização administrativa na Bahia. Enquanto o habitante do norte. Eis aí diferenças notáveis que separam no Brasil o habitante do norte do habitante do sul. nos tempos coloniais. com o sistema nervoso pouco excitável. centralizando-se as forças colonizadoras na Bahia. Sendo as mesmas as raças que se cruzaram. para entregar-se ao trabalho de análise e de pesquisa. pelo sensualismo. no sul formavam-se centros como Rio de Janeiro. uma dualidade mesológica no Brasil. mais industrioso. o que dificulta o espírito de iniciativa. Realmente. que sobrepuja o pensamente e as faculdades analíticas do espírito. enquanto ele no meio de uma natureza luxuriante. torna-se mais indolente.‖16 Existe. é um home mais pensador. pela frieza de seu sistema nervoso. do que as científicas. como Maranhão. Enquanto no norte alcançaram somente um centro colonial de mais valor – Recife.pois os outros. com a qual se tenta explicar a diversidade do caráter do brasileiro meridional e setentrional. torna-se mais investigador. Sergipe. o levantamento da descrença contra as classes dirigentes da política. desdobrando uma pequena soma de esforços. sente a vida mais fácil e. Rio Grande do Norte. onde é quente e seco. entra na luta pela vida. sob a menor excitação. iniciando uma política protecionista ao 16 Rochard. e o grau de saturação do ar pelo vapor d‘água varia do litoral.parte dos estados do Prata. p. em que a temperatura oscila de 14º44‘ a 37º77‘. onde o movimento colonial prosperava consideravelmente. à síntese do que à análise. de quase quatro séculos. Piratininga. pela oxidação que neles opera-se a fim de estabelecer um equilíbrio de temperatura. cujo resultado é afoguear-se a imaginação. Tomo 8º. que mede 8. o habitante do sul. enquanto ele. desde quando as modificações impressas pelo clima sobre o caráter divergem tanto mais. 167 32 . situado a 5º de latitude boreal. Itanhaém e outros muitos. deixando explodir o sistema nervoso em descargas elétricas. quanto as relações físicas não se mantêm idênticas. daí dirigiramse para o norte e sul. de ocidental. Alagoas.. habitando uma zona mais fértil. pois. Sobre o litoral é caracterizado por m calor elevado.350. não se deixa vencer pelas excitações. a organização da indústria. se é levado a concluir que essa diversidade se ligará a uma ação estranha á força étnica. preferindo o fundo à forma. mais pesquisador e mais descrente das instituições do seu país. em suma. rodeado de um ambiente quente. 32º45‘ de latitude austral. ligando mais importância à forma do que ao fundo. concorre na luta pela vida com uma maior soma de esforços nutre-se de uma alimentação azotada para equilibrar a destruição dos tecidos.

E foram os representantes desse movimento: José Vieira Couto. perpetuariam uma teocracia. Foi no sul onde primeiramente revelou-se a tendência de estudar-se a natureza. tornando-se a região uma verdadeira feitoria da fidalguia portuguesa. Foi São Paulo – Piratininga – a primeira sede de um convento e onde procuraram centralizar suas forças. foi que nas regiões do norte levantou-se do seio da população um idêntico protesto. se circunstâncias muito posteriores não entrassem em ação. tornaram-se mais poderosos. dirigiam-se para o norte. por meio das missões. como São Vicente. A que se deve ligar essas diferenças? Fazê-las dependentes da diversidade do meio. Veloso e Veloso de Miranda. Enquanto no norte a colonização era dificultada pelos prejuízos que partiam da classe clerical. e onde gerou-se o espírito científico. no sul ela resistiu à invasão dos franceses e ingleses. levantando-se os colonos contra os jesuítas que. Foi no sul onde levantou-se o primeiro brado de revolta. é estabelecer os elementos do 33 . Realmente. onde infiltraram péssimos hábitos. que eles com todas as forças. Martins Francisco. sendo incontestavelmente a zona meridional aquela em que . enquanto do sul o jesuíta afugentava-se em vista do espírito rebelde dos paulistas. partindo de Pernambuco. pelo iniciamento e progresso da igreja protestante. conta o regímen coercitivo e absoluto do governo colonial. mais pesquisador e progressista. de que se tornou São Paulo o foco. no final do século XVIII e cujo resultado foi esse protesto da opinião popular. Foi essa população que o ceticismo político primeiramente atacou. e ela é por conseguinte a que goza de um espírito mais inquiridor. querendo a população infiltrar as bases de uma política democrática. contra a permanência de um regímen e governo centralizador. onde centralizavam as forças naturais. Não só em Piratininga. conta a forma de governo. Foi no sul onde encontrou mais asilo o espírito de tolerância religiosa. no século XVI. e o século atual o espírito da população dá as provas dessa tolerância. Somente quase meio século depois da Inconfidência. no sul uma colonização livre se estabelecia. pela pousada que se facilitou ao teólogo João de Bolés. O monopólio do trabalho que partia dos jesuítas. motivou felizmente muito cedo. levantaram suntuosos templos e multiplicaram as missões. grande meio político pelo qual a força religiosa queria plantar no Brasil um regímen teocrático. e de onde vai irradiando-se para outros pontos do país. na Inconfidência de Minas. procuram espalhar por todo o território. e suas missões. um solene protesto contra uma tal política. Enquanto no note o espírito da população não pôde resistir à crise do século XVII. onde. Foi no sul finalmente onde gerou-se o movimento abolicionista do século atual. com a invasão holandesa. Rio de Janeiro. em começo.indígena. José Bonifácio. sem levar em conta os processos fisiológicos para tais modificações. Bahia. sem a interferência de causas que plantassem tão profundamente hábitos de subserviência. Bitencourt e Sá. com grande desfalque do braço para sustentar a lavoura e ativar a formação da riqueza. e abrindo-se profundas linhas divisórias entre as classes. finalmente foram rechaçados para as regiões do norte. nas regiões do sul.

na opinião do filósofo inglês. estabelecer qual delas seja a mais poderosa. por isso mesmo que de seu funcionamento recíproco. assim um caráter nacional há de se delas o reflexo. cremos ser impossível pelos materiais que a ciência da história oferece ao historiador atualmente. assim também na história. em tudo só pode ser resolvida pela concentração das nossas vistas sobre o meio físico. para cuja resolução não nos achamos convenientemente preparados. sem a transformação do homogêneo em heterogêneo. Depois que os filósofos alemães estabeleceram a lei do desenvolvimento. Spencer nela inspirou-se para fundar o seu evolucionismo. de indicar a causa da organização do tipo brasileiro. ―É o único fator estável de nossa história.‖ Para o Dr. e apela para o fato. Araripe Júnior e Sylvio Romero. em que se mantém a ação do meio e a das forças biológicas. Neles não se deve ver senão o equilíbrio das duas potências. através do tempo. – Drs. não se deve ver na formação do caráter de 34 . É a física geográfica. de estabelecer a casualidade mais poderosa das integrações e diferenciações de um povo. por uma ação que pela psicologia é elevada à altura de uma lei. por uma idêntica orientação. característico e individualizado. é o elemento étnico. uma estática e outra dinâmica. e é ele quem diz: ―A questão da história da literatura nacional. mais do que outra. aquele que mais poderosamente vai produzindo a integração e a diferenciação do tipo brasileiro. para a explicação dos fenômenos mentais e emocionais. Uma interrogação se nos apresenta: por que a diversidade do meio produz grandes diferenças do caráter? Eis uma grande questão. Quer nos parecer. Desde que hoje não se pode conceber progresso e desenvolvimento. a explicação dos fenômenos não deve inspirar-se em uma só das forças . ela oferece larga divergência entre dois ilustrados espíritos deste país. Para o primeiro. Encarada pelo lado da literatura. sem solução de continuidade. Eis aí a larga divergência entre os dois ilustres literatos. pelo princípio da multiplicação dos efeitos. não se pode ser exclusivista. sem todavia resolvê-lo. o refluxo desse equilíbrio. hão de resultar os fenômenos históricos. Sylvio Romero o fator estável. o único que se consegue acompanhar. os fatos históricos também devem ser presididos pelo mesmo princípio. como uma determinada formação histórica. da luta contínua entre a natureza e o homem. princípio este que deve ser levado para história. a causa eficiente e exclusiva desses diferenças é a ação do meio. porém. dois infatigáveis trabalhadores da literatura nacional. Assim como todos os fatos biológicos são mais do que o resultado. passando para o segundo plano nas civilizações históricas. que tem por causa a instabilidade do homogêneo. como um grupo sociológico. A biologia e a fisiologia não vêem na morfologia e no funcionamento orgânico senão a soma das duas forças. nem tampouco salientar maior ação de uma sobe a outra. aliás incontestável.problema. de que os climas foram agentes poderosos nas civilizações autóctones. A função e a forma são por elas regidas e individualizam-se segundo seu jogo mútuo. que em um fato tão complexo como este. a resultante. Serão a expressão do equilíbrio entre o meio e as forças étnicas. lado muito mais restrito do que o histórico. do seu equilíbrio. Não obstante não se poder contestar as diferenças são o produto de duas forças.

um povo, em seu desenvolvimento civilizador, senão a soma das forças físicas e étnicas. Elas juntam-se, refletem-se, equilibram-se para dar em resultado o fenômeno da história. Eis sua lei mais geral e que domina todas as pesquisas. Qual delas, porém, é a mais poderosa? Nenhuma, pois os conhecimentos científicos atuais são insuficientes para uma tal averiguação. Assim como na nutrição intersticial não se sabe dizer qual o elemento mais poderoso, se as forças físico-químicas do oxigênio, ou se a força biológica dos tecidos; se na individualização de um organismo, pra a manutenção de uma morfologia e o desenvolvimento de sua função, não se sabe dizer qual a força mais poderosa das duas que se chocam, assim também para a individualização de um povo, para sua formação como um grupo histórico e o desenvolvimento de sua civilização, não se sabe dizer qual o fator de mais força , se o meio, se elemento étnico. Ambos são igualmente importantes, igualmente poderosos na fenomenação histórica, por isso que da reação que oferecem entre si, resultará o desenvolvimento. Qual deles, porém, entra em mais larga ação, para traçar esse desenvolvimento, é o que não se pode assegurar, pela insuficiência dos meios científicos atuais. Quando muito se pode traçar uma categorização de fenômenos, pertencentes a cada um dos fatores, e isto não deve levar ao espírito do historiador uma predominância de ação. A essa categorização pertencem, pelo lado do meio, os fenômenos de adaptação, de fisiologia de uma raça, em virtude dos quais tenderia a perder sua integração, sua unidade, se não entrasse em ação uma força antagônica: pelo outro lado tenderiam a perpetuar-se os caracteres étnicos,por meio da herança. O meio reage a diferenciação, pela adaptação; a força étnica reage a integração, pela herança. E como o caráter de um povo é a soma das duas forças. Devemos concluir que para a sua formação, para o desenvolvimento civilizador, ambas se equilibram. Estabelecemos, pois, o equilíbrio das forças mesológica e étnica como a lei geral que domina a história brasileira. Se uma prepondera sobre a outra, por exemplo, o meio sobre o elemento étnico, como o Dr Araripe Junior, as tendências divergentes serão poderosíssimas, pela pequena reação do elemento étnico, de sua ação antagônica e o resultado seria a falta de unidade do caráter brasileiro. Se há preponderância do elemento étnico como quer o Dr. Sylvio Romero, as tendências centralizadoras venceriam as tendências divergentes, pela ação da herança, e ficariam inexplicáveis as diferenças, ainda que não radicais, do brasileiro do norte para o brasileiro do sul. No primeiro caso o excesso de divergência levaria a um excesso de heterogeneidade de caráter, de relações mentais e emocionais, entre os habitantes da duas zonas, tão diferentes em suas condições físicas. Essas profundas diferenças não vemos na história das duas zonas, cujos habitantes se aproximam pela identidade dos elementos étnicos que se conservam, circunstancia bastante poderosa para opor-se à divergência da ação do habitat. Em ambas foram aplicados os mesmos processos de colonização, com igualdade de resultados; em ambas abriram-se linhas divisórias entre as classes

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populares de um lado e as do governo e clero, do outro; em ambas as relações subjetivas e psicológicas são idênticas; em ambas, finalmente, os períodos históricos são caracterizados por uma identidade de hábitos de reverência e superstição às classes dirigentes. Se diferenças se patenteiam, elas não são tão profundas a romper a unidade de caráter. E vemos mesmos que no norte o movimento histórico vai acentuando uma identidade ao que desdobra-se pelo sul. Nota-se o mesmo ceticismo contra a religião e o governo, com a diferença, porêm, de ser mais tardio. Os protestos que se levantaram contra essas duas forças foram idênticos em ambas as zonas. E isto nos leva a concluir que no sul o coeficiente de movimento é mais acelerado do que no norte, e que o estado de equilíbrio em que se mantêm as forças étnica e mesológicas é diverso. Em vez de dizer-se que há na civilização do Brasil predomínio da ação do meio, para se poder explicar as diferenças acidentais do caráter, acreditamos se mais acertado afirmar que a população das duas zonas acha-se em diferentes estados de equilíbrio. Na opinião do sábio filósofo inglês, o equilíbrio instável é o caráter da homogeneidade de um agregado, que seja um organismo, que uma sociedade. Tende a diferenciar-se a integrar-se pela instabilidade de equilíbrio em que permanece, pela persistência da força e pela impossibilidade de um agregado indefinido, a evoluir, pelo princípio da multiplicação dos efeitos, pois todo efeito é mais complexo do que a causa. Aplicando estes princípios ao desenvolvimento histórico no Brasil, vemos que a primeira população, formada pela geração de mestiços do século XVI, que é o elemento étnico nacional, representa um agregado em equilíbrio instável, pelas tendências a diferenciação e integração. ―Duas naturezas, diz Spencer, adaptadas a duas séries ligeiramente diferentes de condições sociais se unem; é de crer que sairá uma natureza m pouco mais plástica do que elas, mais fácil de receber as impressões de um meio que se renova pelos progressos da vida social, e por isso mais própria a criar idéias e a manifestar sentimentos de uma forma particular‖. Eis em síntese a função histórica do mestiço no Brasil. Por esta instabilidade de equilíbrio, a ação do meio produzirá uma multiplicidade de efeitos, e a geração mestiça tende a evoluir e a desenvolver a organização de um meio social, que, por sua vez, terá novas incidências de forças. E esse resultado é tanto maior, tanto mais largo, quanto a população vai alcançando feições adiantadas de heterogeneidade, o que vai se refletindo em seus produtos de cultura; ciência, literatura, arte, governo e religião. Assim, as sociedades, para a história, passam de um estado indefinido e incoerente, a um estado definido e coerente. Como, pois, se pode dizer que há preponderância da ação do meio sobre sua força antagônica, quando vemos que o desenvolvimento para percorrer todos os graus da evolução exige um completo equilíbrio? O ilustrado Dr. Araripe deixou-se inspirar pelas asseverações de Buckle, sobre as civilizações primitivas. Submetendo a história aos processos das ciências naturais, estabelecendo que as ações humanas são determinadas por seus antecedentes, o historiador

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inglês divide as civilizações em primitivas e históricas, tendo o meio sobre aqueles completa ação. As diferenças únicas que descobrimos são que, nesse caso, a ação do meio é direta, e nas civilizações históricas ela é indireta. Por isso mesmo que no primeiro caso, o desenvolvimento depende quase que exclusivamente da ação do habitat, de suas qualidades favoráveis ou desfavoráveis, a ação é imediata. No segundo caso ela é mediata, por isso mesmo que a humanidade já chegou a pontos adiantados de integração e diferenciação. Isto, porém, não faz desaparecer a ação do meio, que em ambas as civilizações, é contínua e interrompida. As diferenças estão, pois, no modo, no processo de ação. No mundo biológico o desenvolvimento orgânico depende da ação externa e da ação interna. As funções orgânicas, nos graus inferiores da escala animal, não estão localizadas, porque o agregado é homogêneo e indefinido: não está diferenciado. Elas são indefinidas e incoerentes. Neste caso, a sinergia funcional é mantida pela ação direta do meio. O órgão que se move é o que sente, o que respira,que digere, que absorve, que nutre e que excreta. Não há especialização de função, porque não há especialização de agregado, cujo total da força biológica apresenta-se aos olhos do observador como uma expressão da ação direta do meio. Nos graus superiores da escala as funções orgânicas acham-se especializadas, porque o agregado é mais diferenciado e heterogêneo. O órgão que respira não é o que digere, o que se move e que sente e excreta. Nestas condições, o total da força biológica é a soma destas funções, é o total da ação indireta do meio e da direta do agregado. É a expressão de um equilíbrio. Assim também na história. Nas civilizações primitivas, a ação do meio é direta, porque elas são mais o resultado de um bom solo, de um bom clima, do que dos esforços humanos. Nas civilizações históricas, em que a humanidade acha-se em pontos adiantados de integração, diferenciação e especialização, em vista da ação do meio e da reação étnica, a influência física torna-se mediata no desenvolvimento histórico, por meio do homem e dos seus órgãos sociais. As civilizações serão a expressão desse equilíbrio. Se prepondera a força étnica, como quer o Dr. Silvio, rompe-se esse equilíbrio que julgamos imprescindível para o desenvolvimento, para a normalidade dos fenômenos. Quer nos parecer legítimas e verdadeiras as seguintes conclusões: O elemento étnico e o meio são as duas forças que dirigem a civilização humana, obra em virtude da adaptação e da herança. Para vencer as tendências divergentes do segundo fator, opõe-se a força antagônica do primeiro, uma unidade no fundo do caráter; Em vista disto estabelece-se um equilíbrio entre as duas forças, do qual resulta o desenvolvimento histórico, que se tornará negativo, se uma dela preponderar sobre a outra;

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As diferenças entre as civilizações primitivas e históricas não consistem na preponderância de uma das forças sobre a outra, e sim nas diferenças do processo de ação. Da ação e reação é que resulta o equilíbrio das duas forças, não sendo nenhuma um fator preponderante, PIS desapareceria a normalidade da fenomenação, desapareceria o equilíbrio. A cada uma das integrações, pela ação reflexa entre as duas forças, corresponde uma feição especial de meio social, que por sua vez leva o seu contingente, na incidência sobre o elemento étnico; Sendo o mestiço o ponto intermédio entre o meio social e o meio físico, transforma aquele, pela sua cultura, à proporção que se integra pela ação deste. É ele o órgão da função histórica.

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CAPÍTULO IV GEOLOGIA DE SERGIPE FAUNA E FLORA. SUA PRODUÇÃO

Na descrição geológica de Sergipe, em que vamos entrar, utilizamo-nos dos trabalhos de Hartte Liasis, cujos estudos procuramos aqui resumir. Sergipe, sob o ponto de vista geográfico, pode ser dividido em duas zonas: A zona oriental, baixa, desigual, apresenta grandes extensões de areia, ao longo da costa, e algum terreno próprio para cultivar. Ela é conhecida pelo nome de matas, por causa de suas florestas. A linha da costa mede noventa milhas de extensão. A zona ocidental, chamada também de agreste, é estéril e seca, servindo somente para a pastagem. É montanhosa e mais alta do que a zona oriental, sendo a principal montanha a serra de Itabaiana. Na zona oriental está localizada principalmente a lavoura da cana, nas bacias dos rio Japaratuba, Sergipe, Cotinguiba, Vaza-Barris e Piauí. Na zona ocidental estão localizadas a criação do gado e a lavoura dos cereais, principalmente mandioca e a importante lavoura do algodão, nas matas de Itabaiana. Na formação geológica domina o sistema siluriano, composto por grés, xistos argilosos e calcários, não obstante encontrar-se o gneiss, formando largo terraço entre a costa e a base do grande planalto central do Brasil. A zona de gneiss, nas regiões do norte é mais seca do que a das regiões do sul. Sergipe apresenta três grandes massas de terras altas, separadas pelas bacias dos principais rios. A estas eminências daremos o nome de planaltos. De norte a sul colocam-se a primeira entre o rio S. Francisco e Sergipe e vem da Serra Negra; a segunda entre o rio Sergipe e Vaza-Barris; a terceira entre o Vaza –Barris e Piauí; a quarta entre Piauí e o Rio Real. Entre estas eminências correm os rios principais, em direção ao mar. Façamos a descrição do sistema hidrográfico e depois do orográfico. O rio Real forma a bacia, que limita a última eminência do sul, tem um curso talvez de 40 léguas. Em sua parte superior corre sobre terrenos secos e está arrodeado de fazendas de gado. Sua porção oriental é encachoeirada, ficando a última e mais importante cachoeira distante 9 léguas de sua barra. Aí forma um estuário, com os rios Piauí , Gurararema, o Jacaré o Pastorado, que passa junto à serra do Canini; pela margem direita o riacho Sena, que desemboca abaixo da vila de Campos e o Itapemerim, que banha o povoado Tabúa e a vila de campinhos. O Piauí nasce na serra dos palmares, tem um curso sinuoso. Em suas margens estão colocadas algumas propriedades. Forma o porto da cidade da Estância, que é edificada sobre a colina de rocha micácea, composta de pedra de ária de cor vermelha, completamente semelhantes, na opinião de Hartt, à formação geológica de New Jersey.

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Estas pedras são cobertas por um terreno argiloso e vermelho, árido e sem fertilidade, que as calcina, tornado-as ainda mas duras. Entretanto , para o interior os terrenos são férteis. Hartt não descobriu nenhum vestígio de fósseis nesta região. Ao norte da Estância o terreno apresenta-se em forma de colinas irregulares, e na opinião de Hartt são terrenos terciários. A vinte ou trinta milha da costa está a serra de Itabaiana, composta de gneiss e mica ardósia. O Vaza-Barris, que nasce na serra da Itiúba, banha os municípios de São Paulo, Itaporanga, e São Cristóvão e desemboca no Oceano. Encontra-se mármore em algumas porções de seu leito. Sua bacia é uma das mais importantes zonas agrícolas. Existem nela muitos engenhos, que fabricam importante açúcar. O Cotinguiba, que nasce nas matas do Engenho cafaz, banha o município de Laranjeiras e depois de desembocar no rio Sergipe, banha a capital. É navegável em alguma extensão. Suas margens são cobertas de mangues. Sua barra, como a do Vaza – Barris, é má, pelos bancos de areia que existem. Do lado oposto da barra, diz Hartt, estão extensas dunas de quatro ou cinco pés de altura, flanqueando um trato de areia recentemente elevado, estendendo-se na extensão de algumas milhas, coberto de coqueiros até a cidade de Aracaju, edificada sobre uma planície de terreno de aluvião. Esta área de terreno pouco elevado acima do mar, termina-se para o inteiro em um outeiro, onde esta edificado o povoado de Santo Antônio, de terreno terciário, cobrindo massas irregulares de pedras de areia de cor vermelha escura semelhantes às de Estância. Hartt não encontrou conchas nesta formação. Chamou sua atenção, na viagem que fez a Sergipe, a formação geológica de um lugar, colocado acima do Aracaju, na confluência dos rios Cotinguiba e Sergipe, chamado Sapucaí, o onde existe uma pedreira está situado em uma eminência composta de bancos e frouxas pedras de cal. Na superfície de alguns leitos desta formação calcária, o sábio geologista encontrou um grande número de válvulas de um lindo inoceramus, juntamente com um pequeno Ammonita e algumas escamas de teliostianos. Entre Maroim e Sapucaí o terreno é baixo e rico em calcário. Harrt, nas pedras que forma o calçamento de Maroim, encontrou lindo fósseis de grandes ammonitas e Ceralites e viu, em mãos de Mr. Nicolay, o desenho de uma Cidaris, trazida de Maroim. Na opinião de Harrt, são fósseis cretáceos que lembram as formas jurássicas, opinião confirmada pela do professor Alphens Heyatt, que considera a natica de Maroim idêntica à Natica proelonga de Seymeria, pertencendo à camada neocomiana inferior. Diz este ultimo autor: ―La présence d ‗espéces aussi bien caractériesées que la Natica proelonga, l‘Ammonites Peruvianus au Brésil er au Texas, et peut-être d‘autres espéces du coté oriental er occidental de la chaime des Andes et des montagnes Rocheuses, indique une connexion entre les deux versants, soit à travers l‘isthome er à l‘ouser du Bresil, quand um océan crétacé baignait encore tout la portion nord d l‘Amérique du sund. Ces faits, quand on les considére em connexion avec la decouvert d‘um fossile du genre Ananchytes sur l‘isthme, comme il été rappelé par M. Alexandre Agassiz, ont unid porteé directe au sujet d,une importante question.

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um libre passage aux animaux marines. les formes alleées ou identiques sont les descendants des espéces du golfe. et parait confirmer la conclusion de M. er c‘est à trés-peu reés sous le même paralléle . comme si cet autre poit était alors le rivage opposé à celui de Bahia. étaient plus ou moins representés par des espéces identiques ou alliéesl. dans les provinces. A Bahia. em comparant toutes les données rapportées précédemment. D fait. car on ne l‘a encore signalée. Quelques indications que l‘on posséde sur Alagoas se trouvent en conformité pour ètablir la presque continité de cerre formation. à quelque periode antérieure. c‘est à-dire le N. on ne peut douter de l‘identité de la formation marine secondaire à Bahia. de maniére à faire dispareitre au sud sous la mer la formation d‘eau douce côtiére qui aurait pu s‘y former. c‘est-à-dire du littoral. Ceci donne um grand intérêt aux faits tels que le précédent.-E Cette direction. Hartt pour Maroim. oui ou non. Pissias d donnée pous Bahia er M. 41 . A propósito disto diz Liais: ―incontestabement. était alors beaucoup plus basse que cette derniére. sans doute par suite de la formations de lacs d‘eau douce prés de la côté . de l‘autre côté de la gande des gneiss. La grande arête de gneiss bourdant la côte nord du Brésil parâit donc avoir été inclinée du sund vers le nord plus foremente à cerre époque qu‘aujourd‘hui.de – Janeiro. probablement marine. comme nous venons de le voir.‖Les expéditions du Coast Surrey. dópôt dans lequel j‘ai trouvé des fossiles à Engenho. non recouvert par la mer crétacée er formant encore aujourd‘hui a premiére terrasse du continent. je n‘ai pas remarqué de formation d‘eau pouce supérieure à la formacion marine et je n‘ai pas connaissance d‘indications de cette formation dans les provinces du nord. Sergipe et Pernambuco. Alors s‘est elevée la question de savoir se. Cette identité des directions semble en outre indiquer une dislocation vers la même époque er em vertu des mêmes phénomènes. laquelle domine aujourd‘hui la formation de gneiss que la borde. laquelle devait étre hous des eaux aux époques jurassiques er crétacées qui se montre le dépôrt d‘eau douce également superieur à une puissante formations secondaire . er ne laisser voir nulle part de formation marine. onte établi le fait d‘une ramaquable similitude entre la foune presente des mers profondes et les espéces des genres crétacés . comme le savet for bien aujourd‘hui tous les naturaliestes. du coté de l‘isthume répondant au Pacifique. et il a été biem demontré que les animax de la surface. au sud. pendant la période cretacée. et la grand terrasse centrale. Alors s‘est elevée la qustion de savoir se. mais l‘intérieu du continent était moins elevé qu‘aujourd‘hui. Les couches de cette même formation se trouvent relevées souvent suivant la direction génerale de la côte. La ligne à partir de laquelle devait se faire cerre inclinaison du sud au nord devait être alors une ligne plus ou moins oblique. le golfe du Mexique et l‘océan Pacifique auraient été réllement des mers continues ». la formations secondaire marine semble elle-même manquer. de Espirito-Santo et Rio. notée par moi em 1859 pour les depôts de Pernambuco. est celle que M. joignant le plateau de Barbacena au grand plateau Bolivien . oui ou non.-N. les formes alliées. les recherches de MM. le premier pas vers la solution de ce problème était de prouver l‘esistence d‘um canal ayant fourni. du coté de l‘isthme repondante ou pacifique. Alexandre Agassiz. et les eaus de la mer la couvraiente presque entièrement. Hartt et Alport ont établi l‘esistence de depôts d‘eau douce sur les couches marines. d‘aprés laquelle. A Pernambuco. lesquelles auraient emigré à travers quelque anciem canal postérieurement fermé par le soulèvement par la bande de terre formant l‘isthme de Darien. Elle se serait plutôt abaissée au sud e velevée au nord depuis cerre époque.

audessus du terrain secondaire. a dú fe former pendant au moins une grande partie de l‘époque creatacée. dos quais o mais abundante é um pequeno bivalvo. de nouvelles decouvertes paleíontologiques aurount fourni des bases plus sures.«Ce puissant dépôt secondaire. e junto a Aracaré. Cerre circonstance achèce d‘établir l‘identité entre l‘âge des depôts de la côte et ceux de l‘interieur. chamou a atenção de Hartt que encontrou formação estratificada. nas quais encontrou o sábio geologista um grande número de fósseis. Destas rochas chamou a atenção de Hartt uma argilosa e porosa. on reconnaitra des différences entre les couches inférieures et superieures de la série. na Bahia Railroard. de grande importância. de Bahia à Pernambuco. de cor amarela ou pardacenta. formação que se assemelha à da Pitanga. O solo é rico e a cidade é um centro comercial de açúcar. et a peut être commencé dés l ‗époque jurassique. tandis que d‘autres espèces les differencieront plus ou moins completement. lesquelles. On conçoit ainsi parfaitement la difficulté er le doute des classements. de pedras micáceas. cuja abóboda apresenta uma perfuração em forma de sino. au moins dés la période colithique. muito fértil e a sede de uma das mais importantes lavouras açucareiras. Ajoutons que. a margem do rio apresenta grandes massas de uma grande variedade de rochas. Em seu derredor existem algumas grutas calcárias. principalmente a que chamam de Pedra Furada. de sorte que suivant la très-judicieuse remarque de Darwin. « probablement. » É opinião de Hartt que a zona calcária de Maroim está evidentemente sobre cretáceos e ocupa um plano muito mais baixo na série do que a zona calcária de Sapucaí. Peu de perturbations auront em lieu dans ces immenses regions peudant cette longue durée. sur la partie nord de la côte orientale du Bresil. par l‘union d‘espèces jurassiques et cretcès dans les divers dépôts du Brésil. comme nous l‘vons vu. Uma eminência penhascosa. et cette circonstance justifie pleinement le nom de formatios crétaceío oolitique donné par Darwin à ses vastes dépôts. évidemment. et la même espèce devra parfois se trouver souvent dans l‘ensemble de toutes les couches. Idêntica formação apresenta o local da Cidade de Laranjeiras. dans ces regions. er par là s‘explique comment les espéces du commencement de la periode ont pu continuer d‘exister et se mêles aux espèces posterieures. abaixo de Villa-nova. sendo montanhosa a zona que circunvizinha a cidade. ne peuvent être contemporaines.des couches horizontales creusèsses par la dénudation exactement comme sur le plateau central d l‘Empire. Sua barra é arenosa e por conseguinte má. mais el ne doit pas être pris dans l‘acceptions restreinte d‘époque intermediaire aus dex autores. achando-se misturada com pedras cobertas de argila e óxido de 42 . Nestas paragens. quand. Banhada pelo Cotinguiba e situada entre outeiros. tout parait l‘indique d‘ailleursl. A costa entre os rios Cotinguiba e São Francisco é de pouco interesse. les deux époques ne sont pas nettemente séparèes comme em Europe. O lado do sul do rio é pantanoso e coberto. une puissante formation de grès contitue. em uma grande extensão. « Sans nul doute. confirmée. Do lado do norte não temos que falar. ce non convient à l‘ensemble du depôt em question. « Mais tour parait déjá indiquer l‘absence de différences trés tranchés entre les espèces contemporaines de divers points. composta de pedras de areia de cor vermelha. São de tamanho regular as estalactites e estalagmites existentes na gruta. de mangues.

281:996$688 43 ..... pedra de areia.845 1.. seixos de ágata e fósseis de fragmentos de conchas. E no seguinte quadro o leitor verá a produção de açúcar. o qual é atualmente o único no país que deixa lucro à empresa que o dirige... Nestas pedra Hartt encontrou ossos de teleosteanos e o desenho do dente de um notidamus.988....774:521$447 1857-58 19. 1858-59 25..... De quase mil engenhos existentes no Estado.. não obstante os meios rotineiros.... Encontrou também fragmentos de uma rocha d estrutura oolítica. apresentando-se como um calcário conglomerado. mais ou menos arenosas e que contêm grãos e seixos de uma rocha metamórfica... A cima da serra da Tbanga os terrenos tornam-se cada vez mais estéreis e penhascosos.ferro... E essa incúria revela-se perfeitamente no fato de que.. junto à cidade de Riachuelo... o governo imperial nunca quis ativar a prosperidade da lavoura açucareira...914. entre as quais citamos a macambira.696:629$026 1860-61 8. conchas ... por meio dos quais é ele fabricado: EXERCÍCIOS QUILOGRAMAS VALOR OFICIAL 1855-56 . cristalino em alguns lugares... de rochas semelhantes às de Vila-Nova... Além deste exclusivismo agrícola.. Eis o resumo da geologia de Sergipe. dominando a lavoura da cana –de – açúcar. Entre elas Hartt descreve o Morro do Chaves ou Morro do Euzébio.. e a vegetação mais esparsas de pequenas plantas bromeliáceas... O terreno sobre o qual está edificada a Cida de Propriá é de uma formação de gneiss e mica ardósia.. que levassem ao espírito dos agricultores a convicção de mudarem o processo do trabalho agrícola. Na zona compreendida entre Vila-nova e Propriá vêem-se algumas colinas irregulares e isoladas..158:147$741 1856-57 .. cura raiz serve para o alimento do gado.. sem braços culturados para o trabalho livre e sem utilizarse dos aperfeiçoamentos modernos. Ela tem por sede os importantes terrenos de massapé. Acima de Propriá estão situados outeiros de geneiss.... atingindo a produção de açúcar me Sergipe. que tem sido a origem da riqueza pública e particular.985 1.. Ai abunda principalmente a lavoura do algodão i dos cereais. Além da falta de espírito de iniciativa de seus habitantes.. Além das bromeliáceas.. já descritas.. existem diversas espécies de cereus.. É uma formação terciária...... cujas rochas compõese de uma série de pedra de cal... Hartt acredita que as camadas de fósseis são camadas cretáceas e são o plano superior da formação geológica de Villa Nova e Penedo.. nem produtivos.. de que o mais importante é o xique-xique. pouco mais de duzentos substituíram a força animal pela máquina.. Por meio de estabelecimento de engenhos centrais ou usinas..612:935$065 1859-60 9. Sua indústria principal é a lavoura...... uma alta cifra....288. 4..910 . somente construiu-se um engenho central... de leitos xistosos.. sendo a camada profunda de pedras calcárias .820.. na qual encontram-se quartzo. nos vales dos rios principais. São as pedras que vulgarmente chamam pedra de fogo. e ocasiões de secas..615 3. 3... a indústria sacarina obedece ainda aos princípios da antiga rotina... Estes terrenos não são férteis.

532:100$800 3.848 20.......087...380 18. A indústria de fiação é.... 4.....365....641:054$517 ..987 1.... para a empresa que quiser explorá-la. pela falta de concorrência e pela impossibilidade do lavrador para exportá-lo.. uma indústria de grandes lucros..217:377$974 44 ..021 2....354 11...677:775$667 3. Antes da guerra dos Estados Unidos...... A produção do algodão já reclama o estabelecimento de outras fábricas de tecido a fim de que o preço do algodão não seja monopolizado.147:891$691 6.420 2....885 2..413 2..730 26..017 15.175.310..700.134:731$190 2. ...773:267$659 5. Esta lavoura localizou-se principalmente nas matas de Itabaiana e hoje acha-se bastante desenvolvida..572 477:623$406 1865-66 ....430:644$312 2...224:512$682 2..603 23.. ..598.. Seu consumo é muito maior...970 1:315$350 1858-59 3.....210 1:460$550 1859-60 120 54$600 1860-61 . 3.....035....553 19..943:201$826 3.734 3...............365..033:719$067 1872-73 3...259:341$929 1870-71 5.........514:371$131 1867-68 5.701 .100 11. 39.760 23...565 30.. De 1864 ativou-se a produção do algodão que constitui hoje o segundo produto da exportação.825 3..016..562.986.673:671$697 3.792 ..365 71:698$899 1863-64 194.....533 17...789......865:771$347 4... pode-se dizer que a lavoura de Sergipe restringia-se a açúcar de cana.. 1866-67 3271.. em vista de uma fábrica de fiação já existente.407:797$005 1871-72 5..041 23......325 39:178$054 1856-57 12..........128 29.318:034$438 2.323.538...092:879$293 3.......794... É crescente a produção do açúcar...650:967$335 1869-70 2...582 259:571$391 1864-65 374...222.964..221. 1861-62 38. pois....265 26....855 5:889$025 1857-58 2..1861-62 1862-63 1863-64 1864-65 1865-66 1866-67 1867-68 1868-69 1869-70 1870-71 1871-72 1872-73 1873-74 1874-75 1875-76 1876-77 1877-78 1878-79 1879-80 25.695.. Eis o produto do algodão: EXERCÍCIOS QUILOGRAMAS VALOR OFICIAL 1855-56 66..175..313:003$943 ..........653:254$587 3.876...623...068:186$118 1868-69 3....166...263:263$824 2....805 17:682$320 1862-63 75...661:236$434 3..729 26....

... Hoje a produção está muito maior.. É uma estatística de 1872-73.... do sal. 34:634$990 Couros secos 8.832:110$000 5.730:908$063 3. 2.030 centos 824$000 Cocos 2..... Estrangeira Cabotagem Importação .. nas várzeas do Japaratuba..520 ― 9:174$000 Mel 133 L 10$108 Caroços de algodão 369.292...439 806..do coco.. 417$000 Madeiras 1....987 Kg 2.. 34$500 Óleo de coco 10...... PRODUTO QUANTIDADES VALOR Açúcar 29.276 Kg 4:662$559 Solas 8.......365...198 Kg 2:617$072 Fumo 665 Kg 275$464 Cestos de palha 69 unid.763 unid. 26:868$588 Couros salgados 6. 809:862$926 460:337$718 605:110$267 2.701 Kg 3.....959 .. Pelo seguinte quadro o leitor convencer-se-á das lavouras e indústrias que podem ser exploradas com muita vantagem.. no litoral.257 unid...217:377$974 Aguardente 854.051 507..730:910$063 45 ..........212 Kg 2:988$673 Mamona 23. do fumo. pela quase impossibilidade de obter os materiais.751 L.... de importante futuro e outras...775 1...... há outras que se acham em início.... 3:813$253 Milho 18.. E não apresentamos a estatística.. 3:385$000 Arroz em casca 792 L 355$382 Fumo em corda 414 Kg Total .943:910$000 9... 35:572$000 Peles curtidas 870 unid.. que se faz nas Matas de Simão Dias e que é igual ao café de São Paulo.. que consideramos uma lavoura de grande futuro..744:549$186 201:896$512 Alem da lavoura da cana e do algodão.877 L 2:470$562 Baunilha 22 Kg 62$401 Lã de barriguda 44 Kg 18$000 Pedra de afiar 6.. no litoral.. que faz parte da pequena lavoura no interior: do cacau.799.1873-74 1874-75 1875-76 1876-77 1877-78 1878-79 ...425 Kg 2:268$118 Ticum em rama 8. 112:912$794 Sal 1...111:800$000 3..274........ do trigo e do arroz em São Francisco.268 Kg 14:476$062 Ticum em fio 1. Elas são: a do café... e que deviam desenvolver-se com grandes vantagens para a riqueza pública e particular...323.............916 L....131.705 1.547 L...556 unid...313:603$943 Algodão 3..

estabelecida pelo autor destas linhas. estabelecidas no Estado. O leitor pelos seguintes quadros. el ne peut que les céder à des maisons joissant. le cabotage lui même este forte lente. pondo o comércio do Estado em relação com as praças da Bahia. pode ver o movimento comercial do Estado: 46 . não obstante suas forças produtivas. basta desenvolver os meios de transporte.Isto tudo demonstra a elasticidade de suas forças produtivas que devem ser exploradas. por meio de uma navegação direta. Impõem o preço e o lavrador. sem comunicar-se diretamente com praças estrangeiras. A navegação de cabotagem é. e não pela livre concorrência no mercado. car il est soumis aux fluctuations des escales des grandes des grands paquebots. Ao mesmo tempo que são eles os fornecedores do capital. como sejam principalmente a falta de capitais e a falta de braços educados para o trabalho livre. na posição passiva de devedor. que é preciso corrigir. Além destas condições. Entretanto. ―Actuellemente. Il n‘ya pas de Bourse de commerce . que devem desaparecer com a abertura da barra do Cotinguiba e da estrada de ferro de Aracaju a Simão Dias. Maceió e Pernambuco. Do ano passado para cá ele iniciou relações com a praça do Rio de Janeiro. que para desenvolver a indústria agrícola neste estado. por falta de comunicações externas. são os compradores das mercadorias. soit à Bahia. porque seus diretores emprestam o capital aos lavradores. a instituição de estabelecimentos bancários e a imigração estrangeira são medidas inadiáveis. suas excelentes condições naturais. outros males existem. entrega o produto de seu trabalho. le producteur ne connait pas les oscillations du prix de ses denrés sur les marchés où ils sont exportés . Sergipe permanece em atraso. a única que existe. As mercadorias ficam sobrecarregadas de impostos e as que saem do Estado não deixam os lucros que deviam deixar. diz ele. Seu comércio é dependente do da Bahia. compreende-se que o preço é por eles determinado. não obstante suas condições hidrográficas. por falta de viação férrea e de navegação fluvial. soit à Maceió et Pernambuco. Pensamos como Alfredo Mare. pela falta de um comércio emancipado e que se comunique com grandes centros comerciais. gràce à ces circonstances. têm sido uma das mais importantes causas da sua decadência agrícola. pelo juro excessivo de 2% ao mês. Daí duplos proventos. d‘une véritable monopole ». que se ligam à falta de comunicação exteriores. E aqui seja dito de passagem : as casas importadoras de açúcar. Eis as condições do comércio de açúcar em Sergipe. que tanto têm contribuído para a decadência da lavoura açucareira. a bem da prosperidade do Estado e do interesse daqueles que animarem essa exploração. Não há liberdade de comércio. A importação faz-se pela navegação de cabotagem. Isto demonstra que seu solo é admiravelmente fértil e cultivável. melhoramentos que já se acham em via de desenvolvimento. Assim. Suas comunicações internas estão em idênticas circunstâncias. Representando elas a função de bancos. pois.

490:808$000 4. Para a tintura vemos o cauabo.187:284$000 6. Moreira. potumuju. baraúna. Na classe dos mamíferos. vemos.213:411$000 5. cutias.886:005$000 EXERCÍCIO DE 1885-86 Importação Exportação 127:504$000 1.994:351$000 7. De entre as madeiras que servem não só para construção civil e naval.468:029$000 A flora é riquíssima e variada. como os caititus.618:312$000 5. pau d‘arco.017:204$000 2.384:789$000 11. se divide a flora brasileira. dos peixes.593:955$000 7. como as pacas. cujas espécies não descrevemos para não alongar este capítulo.220:700$000 9.714:984$000 EXERCÍCIO DE 1884-85 Importação Exportação 157:938$000 3. (Shinus). angico. como para marcenaria.281:443$000 6.119:240$000 13. dos répteis. o mangle vermelho e outros. Parnaíba.527:700$000 6. ainda que raras.476:365$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 3. dos desdentados. de diversas espécies: algumas espécies dos carniceiros. capivaras.563:138$000 3.439:143$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 1. aroeira. A mesma variedade e riqueza vemos na classe dos pássaros. que acredito ser a única espécie desta ordem existente em Sergipe. dos insetos. massaranduba. na ordem dos quadrúmanos: os guaribas. a peroba (Aspidos perna peroba) a Arapiraca. pau ferro (caesalpinea férrea). sucupira (Bowdichia major).Longo curso Cabotagem Totais EXERCÍCIO DE 1883-84 Importação Exportação 406:681$000 4. como as preguiças.889:700$000 862:000$000 5. 47 .260:267$000 8. A fauna é tão rica e variada como a flora. (acácia angico). dos ruminantes.254:618$000 Total 4. Das três zonas em que. tamanduás. arari.370:012$000 Longo curso Cabotagem Totais Total 2. vemos: cedro (cedrella brasiliensis). da litoral e da do interior.858:973$000 3. como os veados. apresentam-se membros da zona equatorial.355:700$000 1.882:400$000 12.762:301$000 5. algumas famílias dos roedores. dos paquidermes.060:505$000 5.571:700$000 7.352:808$000 EXERCÍCIO DE 1886-87 Importação Exportação 354:438$000 1. jacarandá (jacarandá ovalifolia) e outras.395:200$000 825:500$000 5. sob o ponto de vista botânico-geográfico.

relativamente ao Brasil. em distância de cinqüenta léguas . para iniciar a colonização do Brasil. do qual nunca se originaria uma civilização.HISTÓRIA DE SERIGIPE LIVRO I ÉPOCA DE FORMAÇÃO (1575-1696) CAPÍTULO I DESCOBERTA E CONQUISTA DE SERGIPE O território de Sergipe era compreendido na doação que El-Rei D. cuja colonização 17 Dr. cujo processo foi idêntico ao que já tinha adotado na Madeira e nos Açores. fosse tão tardia. 297 48 .capitanias hereditárias. O governo português cedeu à lógica de Diogo de Gouvêa. para demover Portugal da inatividade em que se conservava ate então. entretanto. foram não só as circunstâncias ocasionais do insucesso das capitanias. Não soube compreender as diferenças étnicas e mesológicas entre as duas possessões. João III fez da capitania da Bahia a Francisco Pereira Coutinho. Melo Moraes. a fim de sanar e salvaguardar interesses e direitos que outras potências lhe queriam roubar. da barra do rio São Francisco a ponta da Bahia de Todos os Santos. Cron. p. pelo contato de elementos que deveriam ser eliminados na vida social. a 5 de abril de 1534. deixando que se passassem trinta e tantos anos. cuja rejeição por parte do soberano seria inevitável. É para estranhar-se que a colonização de um continente. Muito cedo. Portugal deixou-se preocupar em excesso pelo comércio das índias. o absoluto poder dos donatários. que além de tudo. se tentativas por parte de outras nações européias para compartirem seus domínios na América. não apressassem o trabalho colonial. que se utilizavam de suas atribuições com arbítrio e excesso. que lhe patenteou os interesses ocultos de outras nações e então não teve mais tempo de pensar no processo colonial. doação que se estendia. Realizaram-se os intentos de Cristóvão Jacques. em favor dos donatários das capitanias. para aplicar-lhes o mesmo processo de colonização. foi a força produtora de muita atividade que se desdobrou neste país. A degenerescência moral que começou a grassar nas capitanias. do Brasil. sacra um regime de autoritarismo absoluto. de cujas riquezas tinha a nação portuguesa as provas mais reais e evidentes. I. representados nos condenados e exilados que Portugal enviava para Brasil. cuja influencia no espírito de Gouvêa foi poderosa. com ampla jurisdição no cível e no crime. cujo foral foi passado a 26 de agosto do mesmo ano17. que devia pôr em pratica. porém. cedendo assim a coroa grande parte de suas prerrogativas. como o melhor estimulo de trabalho e que. teve o governo às provas da improficuidade do processo colonial posto em pratica. o insólito despotismo no cativeiro do indígena.

para desdobrarem-se com mais vigor as forças coloniais. com jurisdição sobre todas as capitanias do Brasil e cuja função em mais heterogênea. Mermor Hist. 2.não vingou. Entre as capitanias cujos donatários foram o objeto do insucesso. figura a de Francisco Pereira Coutinho. a oposição franca do indígena ao domínio de um elemento estrangeiro. a antecipação da conquista e descoberta de Sergipe. pela qual criava a coroa um governo central na Bahia. por isso que o grande princípio de divisão de trabalho foi mais observado do que no processo anterior. Geral do Brasil. como veremos adiante. chama-se — Sergipe d‘El-Rei. I. Ponto intermédio entre as duas capitanias. pela insuficiência de recursos. os dois pontos mais populosos do tempo. inspiradolhe a carta régia de 7 de janeiro de 1549. Durante esse tempo faltou a continuidade territorial. 2º. desde quando as viagens marítimas entre Bahia e Pernambuco eram mais difíceis e perigosas do que entre aquela capitania e Portugal. além de causas de ordem geral. como a causa que convenceu a metrópoles do erro cometido. não estimulando o espírito dos colonizadores a empreendimentos arriscados. 18 19 T. havia de facilitar as comunicações entre elas. ate que no começo de 1575 teve de atender ao pedido de paz dos íncolas do rio Real que viviam em lutas com os portugueses. Hist. promovido pelo conjunto das circunstâncias que impossibilitou a marcha da colonização. 19 Talvez por isso e pelo fato de que a conquista de Sergipe fosse efetuada por ordem régia e á custa da coroa. p. 20 Visconde de Porto Seguro. removeram a conquista e descoberta de Sergipe para períodos muito ulteriores ao estabelecimento do governo colonial na Bahia. Permaneceu ele nesse descuido. e por haver Sergipe do Conde. 297 Rocha Pitta. Bahia. quando se efetuou a conquista da nova capitania. e Polv.20 Como quase meio século de vida colonial achava-se o país. 49 . Compreende-se perfeitamente que era de alto valor á prosperidade colonial da Bahia e Pernambuco. As riquezas naturais que a colonização ia descobrindo e que tomavam fácil a vida. á posse da coroa. assim. A morte de Coutinho fez suceder no direito de posse da capitania seu filho Manuel Pereira Coutinho que. e Silva. Tornou-se o ponto de pausada dos selvagens que fugiam da colonização.Accioli de C. aliados com os franceses. atemorizados dos brancos e de onde fizeram tantos males á Bahia. as cinqüenta léguas doadas. História da Capitania da Bahia. da qual fazia parte o território de Sergipe. cuja propagação se fez debaixo de luta tenaz e encarniçada. teve de cedê-la ao governo por um contrato18 passando.

o que se vê pela carta de sesmaria de Sebastião da Silva. Captiva a todos e os encurrala na igreja de S. p. Tomé. livro de sesmarias. 150 do liv. O governador Luis de Brito veio com tropa para bater os índios de Aperipé e ao aproximar-se da aldeia de S. Jesuítas no Brasil. à honra da edificação de uma igreja em sua aldeia. 24 Não sei positivamente localizar esta aldeia. Os 21 Dr. A 5 de fevereiro de 1575 chegam ao rio e dirigem-se os padres para uma aldeia de mil almas.. “Os soldados assolam tudo quanto encontram. para mercadejar com as naturais riquezas com quinquilharias. Destes extratos transcrevemos o seguinte: 1576 Arruinaram-se completamente os trabalhos do rio Real. requerendo-lhe Surubi25. Francisco Sacieta Jesu.23 Uma tal vizinhança desperto no espírito do indígena sério receios e não viram na vinda dos padres senão um disfarce para cativá-los e entregá-los indefesos aos seus senhores. V. Francisco Rodrigues e Gaspar de Fontes. e o governador arrebanha todos quantos achou e arrasta para a Bahia. Eles considera a fuga como quebra de paz. a fim de estabelecerem povoação em lugar próprio. 22 R. como em um cárcere. XVII n. Isto asseveramos pela carta da sesmaria de Gaspar de Almeida. A hábil administração de Mem de Sá ressente-se da falta de não ter levado a luta aos franceses até Sergipe. Saraby morre e os mais entrega-se. Veja o livro de Sesmarias. p. entretanto acredito que ela ficasse nas imediações do rio Real. pois antecipava um acontecimento de alto valor á colonização das duas capitanias do norte. 50 .21 Já por este tempo e talvez antes. I. Liv. P. alcançam os jesuítas acalmar os ânimos e desvanecer os receios dos indígenas e encetem seus trabalho de catequese em uma igreja de pindoba que edificam. sob o comando de um capitão. dado a está aldeia o nome de S. 25 A aldeia de Sarabi ficava nas margens do rio Vaza-Barris. entregou-se á conquista da nova capitania. rechaçados de outros portos. em direção do rio Real. acompanhado por uma companhia de vinte soldados. Sergipe tornara-se um ponto de pausada dos piratas franceses22 que.incumbindo o governador ao Padre Gaspar Lourenço que em companhia de João Salonio.24 A notícia da chegada dos padres propala-se por entre as aldeias e Sergipe e a eles vêm os chefe de mais de trinta aldeias. Ignácio fogem seus habitantes. p. veio realizar suas missões pela zona banhada por aquele rio de Sergipe. que distava seis léguas do lugar onde ficaram acompanhados os saldados. 261. Depois de alguns esforços. Antônio. História do Brasil. IV. chefe entre lês respeitado e célebre pelas muitas mortes feitas em portugueses. H. Sem essa medida tiveram os franceses tempo de sobra para melhor prepararem-se em Sergipe. II. persegui-os. 23 Acredito que este lugar é onde está situada a Vila de Santa Luzia. Leal. junto ou talvez no lugar em que se acha edificada a Vila do Itaporanga. a que Deus com a morte se sérvio libertar. 260 da obra de R. A. e até do rio S. Southey. Cit. pedir paz. junto ao rio. Ao Evangelho e não ás armas. Partem o Padre Gaspar Lourenço. seu companheiro João Salonio e mais vinte neófitos da aldeia de S. dentro do anno do captiveiro”. Francisco. Tomé. ai se refugiavam. 441. Op. onde celebram missa. á paz e não á guerra.

padres fazem-na erigir. e grandes e pequenos subiram com eles boa parte do caminho e se não se puzera numero na gente que havia de levar. Pelo caminho a ocupação dele padre foi ensinar a doutrina aos Índios e brancos que iam em sua companhia. que veio transtornar os planos pacíficos do padre. todos em grande desejo de levar padres que os ensinassem as cousas de sua salvação e como era gente que antes estava de guerra. o que até aqui há succedido na missão de Gaspar Lourenço‖. quase todos queriam ir com ele. 26 26 Transcrevemos aqui a íntegra da carta do Padre Inácio de Toloza ao padre geral. Acredito ser a primeira publicação deste preciosismo documento. com desejo de haver la alguma provocação. Deixo de contar o sentimento que houve em aldeia de S. Ficaram frustrados os esforços do jesuíta Gaspar Lourenço. quanto a missão de Gaspar Lourenço tinha demonstrado as tendências daquela tribo a cristianizar-se. sem ter commercio com os brancos. a ensinar-lhes as cousas de sua salvação. como diziam. ordem ao governador Luis de Brito a conquista. com o auxílio do índio e dão-lhe o nome de aldeia de Santo Inácio. A devassidão da soldadesca levantou o tumulto nas aldeias que ficaram desertas. a permanência dos soldados no litoral sempre foi um motivo de susto para os naturais. o Padre Gaspar Lourenço percorreu uma grande extensão de seu território. roubando-lhe as amantes. este processo de conquista ocasionaria benefícios resultados. com alguns homens brancos. aguardou-se alguns mezes para ver se vinham bem movidos e constando claramente que Deus os trazia pareceu serviço de Deus aceitar esta empresa e assim no mês de fevereiro de 75 partiu o padre Gaspar Lourenço (que é grande língua entre eles muito afamado) com o irmão João Salonio. outro célebre chefe das aldeias de Sergipe. As mais esperançosas probabilidades estavam realizadas para uma conquista pacifica que traria para o seio da civilização os habitantes dessa circunscrição. P. porque tiraria da raça conquistada o temor e o receio que sempre nutria a respeito dos conquistadores. Cativou a simpatia dos índios e ter-se-ia antecipando a colonização de Sergipe. muitos índios principais das aldeias comareans que estão naquelas partes: quarentena. Viram do Rio Real. cinqüenta e sessentas léguas desta cidade. de suas almas. se não fora execução de uma ordem régia para conquistar-se Sergipe. porque todos os desta aldeia se puzeram em um pranto. na parte relativa às missões do Padre Gaspar Lourenço em Sergipe. Nesta primeira missão que fez em Sergipe. que tiveram de fugir para a aldeia de Apéripé. 51 . Além disto. talvez não ficasse inutilizado o trabalho do jesuíta. agora. nem nos interesses que advinham à prosperidade colonial. Enviou também o governador Luiz de Brito um capitão. viriam desassombrados colaborar na grande obra da civilização. quando ela moralmente já estava efetuada. A coroa que nunca pensou nessa conquista. filhas e irmã. fugindo os seus habitantes para a de um de seus chefes. se causas posteriores não vivessem anular seus esforços. ―Agora vou cantar a V. Devemo-la à bondade do ilustrado Dr. aliando-se á raça conquistadora. Antonio. quando. sentindo muito apartar-se deles o padre. se despediu dela o padre. Entretanto. Capistrano de Abreu. em vista das agressões que lhe começaram a fazer. mas não foram mais de vinte.

Pesa-me do tempo passado. conforme sua pobreza. aconteceu que os seus por não quererem ser bons. O que isto disse. à tarde e a noite. porque estando em roda dela. como costuma fazer. assim daquela aldeia como das outras. e depois de todos mortos e a água passada. Chegaram todos com boa disposição ao Rio Real a 28 de fevereiro e deixando o padre o capitão aposentado em lugar apto. que ia com ele. se levantou contra eles um principal e os fez guerra. antes de começar a jornada. Sebastião que o padre havia deixado. onde se disse missa. como todos os Índios que tinham em sua companhia. onde moravam e era uma moça da escala de S. acrescentando que por isto estão desunidos e não tem nada porque tudo perdeu com a água. como farinha. Deus que vejo já em inteira gloria isto é o que desejava. Ouvindo o padre isto e entendendo que tinham alguma noticia do dilúvio. passou a visitar uma aldeia de Índios. porque o havia morto em sua aldeia um filho foi logo ao padre. dizendo que vinha manifestar-lhe a lei de Deus e ensinar-lhe o caminho de sua salvação e livrá-los da cegueira em que estavam e começou logo a fazer uma maneira de Igreja para dizer missa e ensinar-lhes a doutrina. dizendo todos juntos as ladainhas. o apostolo. com muitas caridades. e fizeram juntos dela casa em que morassem e pudessem ter concerto religioso e de ali a poucos dias levantaram uma cruz de alguns oitenta palmos. Dizendo que em tempo passado. mas era tanta a gente que vinha a visitar o padre. recolhiam-se em algumas choças que os índios faziam. repartindo-os por todas as casas. que estava seis léguas d‘alli. dizendo: Bendito Sr. lhe explicou a verdade. e que ficou toda a gente espantada com ver a veneração. Logo começou o padre a ensinar-lhe a doutrina pela manhã. com grandes choros. os ensinaram à doutrina com grande consolo de todos. e foi hospedado de um principal. saíram todos com grande alegria a recebê-los. que foram a principio cinqüenta e depois chegaram até cem e em breve tempo sabiam as orações e a um que principalmente residiu com os índios. Já à noite no fim de sua jornada. e cousas semelhantes. que foram nove dias. Um índio de nossas aldeias ia tangendo a campainha por toda a aldeia e assim acudiam muitos diante da casa. ate chegar como Noé fez sua maldição à cham.Pela manhã. Chama-se a Igreja de S. que quase todo o dia gastava em trabalhos a consolá-los e assim o dia seguinte se acabou a Igreja. pedindo a Deus que os desse prospera viagem. me baptize para ser filho de Deus e não ir ao inferno. onde com muita caridade repartiam com eles a pesca que tomavam e o padre provia também os necessitados. Folgaram todos muito ouvindo isto e deram desejos de aprender as coisas de Deus. que a cousa é muito longa de contar. Thomé. dizendo que eles descendiam desde cham e por isto andavam todos apartados de Deus. trazendo cada um algum presente ao padre. Um principal conta a ele uma historia que eles têm por certa para explicar sua origem. assim ele. e por isto fazia esta festa ao padre e o abraçando apenas o levou para sua casa. de sua vinda. declarando lhe a historia do Gênesis. E como todo aquele caminho é despovoado. e isto fez todo o tempo que esteve ausente. É sempre foram assim e muitas vezes descalços pelas águas que haviam de passar. mas corrupta. Outro dia pela manhã começou o padre a dar a razão aos principais da aldeia. e deu com eles em terra e fez que se abrissem as fontes e se apagassem todos e que elle fez uma casa de folhas muito bem tapada ahi se defendeu da água. dizendo já meu filho é morto. consolando-os com dizerlhes missa e confessando-os e um dia volvendo para esta aldeia de S. Em meio do caminho pela nova a um principal. Thomé os consolou Deus Nosso. muito formosa. para que vigiasse pelas casas e que estava ensinando a doutrina aos meninos das aldeias e depois os fazia persignar e santificar por si a cada um. faziam o mesmo. batatas. quando se viu sem Igreja levantou as mãos para o céu. com que a haviam levantado. por ventura vai ao inferno? O padre respondeu que sim. Este principal pregava pela aldeia que havia sido causa que se perdesse a gente que em tempo passado fugiu das aldeias. ouviram grandes vozes diante da casa. 52 . porque não era batizado a ele com grande tristeza disse chorando: pesome muito disto. saiu e assim começaram as gerações. donde o padre os ensinava as causas de nossa santa fé e o irmão tomou cargo da escola dos moços. Sabendo os da aldeia que vinham. porque fez burla dele. acudia também com alguns brancos que estavam de ali a algumas seis léguas. mas todos foram com grande paz e alegria. por que para eles principalmente era enviados. e depois muito anciado tomou um dardo. O principal daquela aldeia. até o Rio Real.

agora será. Este índio pelas aldeias por onde passava ia pregando que ia a busca do padre. o marido tinha já preparado para o batismo e ela com grande desejo que tinha de batizar-se. baptizou-a o padre e d‘ hai há poucos dias se foi a gozar de seu criador. vendo aquilo. que devem ser os que Deus escolheu para bem-aventurança. que em tempos passados foram de seus senhores. dizendo que haviam sido soltos. agora será. desampararam suas aldeias e se foram a morar pela terra dentro e a uns o Padre enviou muitos recados dizendo-lhes que não temessem. todavia alguns se separando do principal. mas o Curubi não pode descansa. sim para apoucados e baixos e que não era outra coisa senão homem que o Padre era. mas enviavam recados a outras aldeias que de nenhuma maneira os recebessem. dá-me uma carta tua para que leve comigo. vendo já dar remédio a algumas almas que custaram sangue do filho de Deus. veio correndo pra onde estava o padre. sim que ficou tão confundido com a pratica do padre e tão atado de pés e mão. Deixando tudo que tinha entre as mãos. pois envia o irmão de tua companhia. ate estar a terra pacifica e elas bem instruídas nas coisas de nossa santa fé) que ficaram disto tão consoladas que todo trabalho que levaram todo caminho lhes parecia nada. já que não vás. visitando o padre a aldeia a achou já a cabo e depois de bem instruída nas cousas de sua salvação a baptisou com muito conselho e d‘ahí a poucos dias foi gozar de seu criador. mas as obras mostraram que não foi esta sua intenção. dizendo que as Igrejas não eram para filho de príncipas. não a guardavam outra coisa senão a ida dos padres para ir a goar de um creador. que estão acolhidos. que toda vida havia andado entre brancos e nunca tinha sido baptizada. dizendo-lhe: vem padre. e de ali a pouco foi goza de seu criador. dizendo que não queriam Igreja. porque vinha para dar remédio a suas almas. logo o enviou a visitar por um irmão seu. se levantou da rede em que estava muito enferma. foi logo o padre e batisou-a com a salvação a costumada. Outro principal enviou em busca do padre um índio.. O terceiro foi de outra índia muito enferma e estando o padre falando nas coisas de sua salvação. sem o que haviam de mostrar aos padres e aos brancos e não só não recebiam os padres. do qual todos se temiam. e dando conversa ao irmão para que o levasse em uma rede ao que ele não quis ir que não era bom estar com aquela ruim gente. se viveram a meter com os nossos. nem sabiam estimar e que alguns tocavam Deus o coração para recebê-lo de boa vontade. E assim se despediu sem fazer mais palavras. isto dizia por que de mil almas que havia naquela aldeia de S. e assim foi forçado o Padre dar-lhe carta para contentá-lo. que a vida de fundo está para morrer. porque em os tempos passados tinha morto alguns brancos e nunca havia podido aceitar sua amizade. que parece. sim com desejos de quebrar a cabeça do padre adiante de todos. Deu-lhe o padre razão que não se podia fazer. Outros também em sabendo que ia o padre. nem envias nada.. que estavam em extrema necessidade (porque as demais deram ordem que não batizassem. o padre respondeu que então não podia ir. Despediu o padre a este índio dando-lhe esperança que o iria visitar. olhando-o e dizia que não podia mais falar e assim se tornou para sua aldeia. todos vinham pedir ao padre que os fosse visitar e fazer igrejas em aldeias e o principal de todos foi um índio chamado por estas partes Curubi. e havia alguns que estavam esperando. e que tornou todos os gentios atônitos. terror do homem. Estas foram às premissas do Rio e estas me parecem não ser os patronos daquela cristandade. Thomé as quinhentas eram escravas. foi de todos muito bem recebido e diante de todos deitou o padre uma pratica por grande espaço. este em sabendo que o padre havia chegado àquela aldeia. varrendo a casa onde haviam de morar. Alguns baptismos fizeram em pessoas. ate não trazer o padre com alguma gente de sua aldeia. Daqui tomaram ocasião à gente entre si que não havia entrado em a aldeia com boa intenção. porque onde estava nem conhecia quem era. mas com isto mais se endureciam. Respondeu o índio. 53 . com tanta eloqüência e fervor que deitou o índio espantado a não saber que responder. O primeiro batismo foi de uma vida que estava já para expirar e vendo-a um índio Tapuia que ia a companhia do padre que apenas sabia falar a língua. O segundo batismo foi de uma velha. pedindo-lhe com muita instancia que fosse a residir em sua aldeia. que ele haverá sido causa de todo seu mal. pós lhe o nome de Maria.Teve em estes dias muitas visitas dos principais do Rio de São Francisco e de outras partes.

e o mandou que o ajudasse a atirar. Uns diziam: vamos a sua busca. e alguns moços discutiram depois que tinham isto determinado entre si que se os brancos viessem sobre eles. e o Curubi entra neste elleito. Acrescentou-se a isto que uma índia. Quando o branco fugiu. Outro escravo que fugiu dos brancos. estando os índios bebendo. Antes que o padre partisse para o Rio Real.logo nos vem recado desta cidade que os padres dão já em corda para come-los e toda cidade estava alvoroçada com isto . mas o padre dissimulou o melhor que poude. O primeiro foi logo a principio. Mas aquela noite foi muito trabalhosa. usou de diversos meios. e assim breve vereis como dão em nós e serão todos presos e captivos. isto é o que desejamos. para isso viemos. mataram. disse ele. que nos quereis matar si isto é assim.porque não sabemos o que há de acontecer. começou a levantar as tempestades acostumadas para impedir está obra. foi-lhes dar as mesma novas. onde vendo as mulheres que pouco antes havia casado perguntou: que é de vossos maridos? Responderam chorando estas índias: mataram. mas que não tinham propósito de fazer mal a ninguém que bem sabiam que eram mentiras e com isto se despediam do padre. porque já somos filhos de Deus e temos igreja. para que se travasse guerra e desta maneira se impedisse a christandade. Deo logo conta disto ao padre a ao que os índios com as más novas estavam não com medo dos brancos. e entenderam que o que o Padre pregava era verdade e o que os escravos diziam era mentira. assim para os índios. Outros diziam: durmamos junto dos padres. ouviu os dizer. O principal desta aldeia chamado pepita disse a sua mulher: si o padre fugiu tomemos nossas redes e vamos com elle. que é o tempo em que ella consultou suas guerras. que se haviam de metter todos em a Igreja e dizer-lhes: não nos captiveis. comeram e tomaram suas mulheres por mancebas.mas em breve tempo se soube a. porque os índios ficaram mais confirmados na paz. um delles fugiu aquella noite . vendo o demônio tão bom princípios na conversão daquelles gentios e que já começavam tirar-lhes as almas da boca. Também desta vez ficou o demônio burlado. não o deixemos ir. O Padre como viu os índios com aqueles medos e enganados com mentiras. e elles então descobriam a verdade: que aqueles escravos lhes haviam dado aquelas más novas. dizendo que bem os haviam dito e que não se ficassem nos brancos e que havia já chegado um barco com artilharia para seu senhor. algumas gentes suas devotas ajuntaram-se muito sentidas a consultar o que havia. escusavam-se. tomou as mulheres aos índios que os tinham e do cuidado dela a um índio de Santo Antonio e desta maneira ficou o demônio frustrado em que desejava. antes da manhã. Estando as cousas desta maneira. mas o padre não supôz nada disto até estar no Rio Real. nas quase tanto annos senhoreavam. por estarem enfermos e temer que morressem sem baptismo. sem sua licença e alguns índios do Rio Real pouco afeiçoado a Igreja. 54 . quais todos promptos em armas. mas não era menor o medo que tinham os nossos especialmente de outros brancos. por um deles começou a pregar que os nossos tinham por costume ajuntar os índios. porque diziam estar desapercebido . Isto urdia o demônio. acrescentavam também que o padre tinha fugido. como para os brancos pelo medo que todos tinham da morte. que estavam na companhia do padre. chamou os principais e disse-lhes: esta fama ai. foram seis índios com suas mulheres da Aldeia de Santo Antonio adiante delle. seja esta noite. Se os brancos não deram não derem guerras. si alguns os vierem matar morremos também com eles. Outros vieram à noite ver si os padres estavam em as redes e quando os vieram muito alegres. Outro meio foi pelos próprios índios escravos daquela aldeia.verdade. Os que não tinham culpa. fazer-lhe alegria e depois os capitval-os e entregal-os aos brancos.com medo e foi dar rebate ao capitão que estava seis léguas dali dizendo que os indos estavam levantados e queriam matar os padres e como em estas novas comumente se acrescenta . dizendo que nem aquilo havia de ser bastante para deixa-os. e disse-lhe. os índios estão em concerto de metal-os está noite. mas eu quiz. mataremos nós outros primeiros e fez-se a um indo principal que morava com o padre. Estavam alli alguns principais e disse o padre: enfim que mataste seus filhos e os comestes e sabendo que eu vinha ensinar-lhes cousas da nossa salvação.Depois batizou o padre outros quatorze innocentes.

e como vinha a dar remédio as suas almas e acabou depois do meio dia. E assim logo ao outro dia começaram a cortar madeira para Ella. e com grande sentimento. que não cabiam nelles. Passaram por algumas partes que as hervas os cortavam as pernas. como aconteceo agora. Foi uma partida muito contra a vontade dos Índios desta aldeia. se fizeram algumas procissões solenes. dizendo-me que os padres impediam as cousas do serviço de Deus. e algumas vezes tinham disciplina todos os cristãos. isto diziam pelo temor tinham de Surubi. todos a uma boca diziam e pregavam pela aldeia: vae o Padre morrer. que os escravos não voltassem aos seus senhores e assim veio a camara com todos seus officiaes a dar-me quechas delles. e elles mesmos diziam : vóz outros sois causa. e isto pretendem quando vem entre elles remediar sua pobresa ao em que perdem suas almas e como os padres.que escreveram os mesmos à camara desta cidade muitas cartas. Mas com tudo isto como a obra é de Deus. passaram em estes caminhos grandes trabalhos. dizendo que costumava sempre dar uma orelha aos padres.. E deram a entender que dariam guerra aquella terra. onde quer que estejam sempre os vão . e que ia pôr os Padres em perigo de vida. Em uma procissão. passou a visitar as aldeias comarcans onde há tanto tempo havia que o desejava. que eu havia de enviar prestes o Padre Luiz da Grãa para ajudar aquella chistandade e assim me informaria da verdade e assim foi. accrescentava-se a isto a falta de mantimentos especialmente que a quaresma os obrigava a jejuara.. como é tornar-lhes suas mulheres e filhas por mancebas. pimenta.. que puzesse remédio a isto. por mui ruim caminho: foram mui bem recebidos e apresentados em a casa de Surubi e os Padres estiveram um grande espaço em pé diante delle . foi correndo a sua casa e achou uma candeia. e não podiam andar calçados por haver muitas águas e atoleiros. e os mais honrados eram os primeiros 55 . Acontecia-lhes ir mais de meia légua PR um Arroyo que dava a água. e nasceu dos próprios brancos que o Padre levou em a sua companhia e aqui já o tinha feito muito boas obras porque como estas commummente diziam. fal-os resgates injustos. foi não menos efficaz que os passados. disseram que folgavam muito com sua vinda e que queriam igreja. Thomé. o que foi maior espanto. E no tempo em que o Padre residio nesta aldeia. em que mostrava sua simplicidade: outros índios estando na Igreja e vendo a imagem do crucifixo estiveram muito tempo de joelhos vendo-a e um índio desta aldeia os ensinava o que sabia e entendia. Ficaram contentes e todos a uma vez. mas o Padre confiando na graça de Deus começou seu caminho sem querer levar ninguém da aldeia. por ser por montanhas em terras muito fragosas. mas claramente mostrei-lhes que o haviam escripto era falso. por bom espaço pela conservação dos gentios. começou pela manhã a pregar-lhes as cousas de sua salvação. aos saltos que fazem . Dissimulei o melhor que pude. e os ajuntasse a todos que lhes desse razão de sua vinda. e ascendeo-a e poz-se também junto da cruz. E até que depois mandou os dessem alguma cousa para comer e foram quatro espigas de milho. as vezes do joelho. preparemo-nos para vingar a morte. porque havia cousas porcas que elle merecia ser cosido em uma caldeira. Deo-se a isto tanto crédito que não faltou quem dissesse que enviasse loco a chamar o Padre Gaspar Lourenso. porque nós outros somos pobres.. Depois de haver o Padre convertido a aldeia de S. mas os gentios ver os escravos que .. enganando os índios. A primeira aldeia onde entrou foi a do Surubi que está a dez ou doze léguas de S. esta foi a ocasião para dirigir e escrever ao Governador muitas cousas contra os padres. Thomé e a gente pacifica. e por fructa tinham alguns caranguejos que os índios trazia seis léguas d‘alli. vendo um gentio que iam os círios diante da cruz. a comida não era mais que bananas e farinha molhada em água.O posterior meio que tomou o demônio para impedir esta obra.. se não só seu companheiro. porque o Padre depois que foi visitar aquellas partes me escreveu estas palavras: todos certificam o contrario do que se escreveu do Padre Gaspar Lourenço e assim pela bondade de Nosso Senhor nada aproveitaram aos demônios as invenções que buscam para impedir a chistandade e em que nunca cessa de buscar ardis. dizendo que os padres eram impedimento. confiança tínhamos que nos defendesse. a que fez o padre: depois. enramando a Igreja e as casas. fazendo-os vender sés filhos e parentes e como também os estorvam os pecados que entre eles fazem. parece que aguardava que o padre começasse a prática. que estava deitado em sua rede sem falar-lhes uma só palavra. Eu entendo esta manha que o demônio não desejava outra cousa senão ver os padres fora.

Paulo. não queriam ser baptisados. Ignácio trouxeram gente de duas ou três aldeias. Já de noite. vendo o conceito que tinham os christãos de nossas aldeias. mas o demônio o tinha já outra vez pervertido e estava com mais desejo de comer o padre. e o padre ainda que quizesse com tudo isto passar. como se fora muito tempo que os conversaram. em outras não os faziam bom rosto.a carregal-a a trazel-a às costas até o mesmo Surubi e assim em breve tempo a acabaram. Pedro e S. mas antes de algumas aldeias comarcans veriam alguns para defender o Padre e tudo foi necessário porque haviam já enviado índios a tormar-lhes os caminhos. que os vinham esperar ao caminho. Ficaram os índios muito consolados e fazendo já as casas para sua habitação. Tomé. era visitar se havia alguns enfermos em extrema necessidade. S. Então tomou o Padre um tição e o poz juncto do enfermo. porque todos estavam cerrados com as arvores. Dahi passou a outras aldeias. se fora cousa vinda do céu e quando sahiam de casa. Thomé de que na minha. O primeiro que fazia em entrando em uma aldeia. que não haverá em minha aldeia quem se atreva a fazer-te mal e pois entrastes em minha casa. como os índios e logo repartiram com o Padre o que traziam. abrindo-lhes os caminhos por onde haviam de passar. dizendo não temos arder como este fogo? Mas nem isto bastou! Assim morreram. prepando-lhes o Padre a virtude do santo baptismo e as penas do inferno. assim os nossos. Desejando o Padre ir visitar outra aldeia que é postera de todas. e assim o fizeram com muita alegria dos índios e logo levantaram uma cruz e fizeram uma igreja da invocação de S. todos como sahiam as casas para vel-os grandes e alguns pequenos perguntavam se os padres era gente com quem se podia converssar e habitar. onde morreres tu eu morrerei com minha gente. porque há muito tempo te conheço por fama e que não dizias senão muito bem. e dque para isso tinha já se reunido com elle. que não tinha que ver com os brancos. em algumas foi mui bem recebido. mas o Padre ficou com muita dor de ver sua perdição. Foi grande a alegria que tiveram em este encontro. claramente respondiam.mas foi N. Em uma aldeia um principal estrangeiro começou a falar contra os Padres. porque o principal estava determinado em quebar-lhe a cabeça. se os ensinavam a doutrina em a casa e acudiam a ela grandes e pequenos de muito grande vontade e como não tinham costume de ver brancos em suas aldeias estavam todos attonitos em vêl-os. em busca de um principal. dizendo que os havia de quebrar a cabeça. e ahi esteve o Padre alguns dias ensinando-lhes as cousas de sua salvação. Ignácio. porque chegaram véspera de S. que não temiam o fogo do inferno. e o dia disseram missa e ensinaram a doutrina e pregaram. que estão guardadas para os não baptisados. Para confirmar-se mais o Surubi nas pazes enviou um irmão seu com alguns índios a ver o governador e nossas Igrejas. Foram todos mui contentes. Depois de deixar o Padre quietos e animados os desta aldeia de S. estava pouco tempo com elles. mas como era necessário acudir o Padre as outra aldeias. do que se fazer christão. o Padre respondia que ao passado não sabiam dar remédio. mas o Padre consolou-os. mas o Padre consolou-os dizendo que também era necessário dar as voas novas do Evangelho as outras gentes. que causou nelles não pouca tristeza. foram bem recebidos e o governador os mandou dar de vestir e algumas ferramentas. Paulo. folgo muito de ver-te. que tinha prometido de vir a igreja de S. dizendo que de nenhuma maneira entrasse na aldeia. Tinha aquella aldeia mais de mil almas: enquanto não tinham a igreja. em que os brancos os tinham feito grandes damnos. Outro dia mandou Deus o coração ao outro principal e foi a visitar os padres e deu mostras que o presava do que tinha dito e pedio ao Padre que fosse também a sua aldeia. mas seguramente os passaram levrando-os Deus de todos os perigos e dando a volta para a aldeia de S. Uns se queixavam que os haviam tomados suas mulheres. expurgando-os de seus feiticeiros. temendo que os iam ajuntar para seu mal e assim diziam porque estavam muito escandalizados dos tempos passados. porque a cobertura era de palha que há muito por aquellas partes e é a da invocação do glorioso S. Ao segundo dia da jornada encontraram com uns principaes. respondeo-lhe: bem podeis dormir com o sono de pousado. outros seus filhos. os índios não só o consentiriam. O Padre fallou com o senhor da aldeia e perguntou-lhe se estavam alli seguros. Alguns índios que iam com os Padres estavam atemorizados. mas que si elles queriam ser chistãos e amigos dos brancos que tivessem por certo que não seriam aggravados. servido de dar aviso ao Padre disto e foi desta maneira: um índio daquella aldeia enviou um filho seu ao padre mui depressa. dizendo que procurava acudir a todas as partes e assim 56 . que também elles tinham morto muitos brancos. para ajuntal-os em uma igreja juncto do mar. com caridade e fizeram uma choça em que repouzaram esta noite e depois foram a sua aldeia onde foram recebidos de toda gente com tão grandes mostras de amor. mas os índios os aconselharam que não se fiasse nelle. parece que já ao demônio estavam entregues aquellas almas.

27 28 Itanhi era o nome indígena do rio Real. que infestavam a costa. que antes havia ameaçado os padres. porque como os padres agora não batisavam senão aos que estavam à morte. parecendo-lhe que só se batisasse logo havia de morrer que lhes ensinava o demônio. a baptisou o Padre e assim dahi a três dias foi gosar de seu creador e enterraram-na na porta da igreja com a solenidade que se costuma em nestas aldeias e ficaram todos admirados de vel-o. Vendo como o nosso senhor punha os olhos na gente de Marial pareceu necessário prover de mais obreiros e pelo Padre Luiz de Gran que tinha muita experiência na conversão destes índios e ser de todos muito conhecido e amado . Prometteu-lhe o Padre de ir a Ella e assim o fez dahi a poucos dias . enramada e com alguns arcos. eram conduzidos pelos mercenários. em contrabando. exploravam a região. Neste collegiado da Bahia. que auferiria grandes vantagens da ocupação de seu resolve a visitar as outras igrejas. levando por companheiro o irmão Francisco Pinto. Sebastião pelos habitantes da zona compreendida entre os rios Itapicuru e Real27 da utilidade de fundar-se um estabelecimento junto a este último rio. 441. Ignácio. que fosse a sua aldeia que se lhe diria. que não era bom determinar-lhe de baixo de casa alheia. Não sofrer outra cousa e senão que um homem honrado que ia em sua companhia lhe offerecia sua cavalgadura de muita boa vontade nunca quis aceitar. Cit. Thomé. Isto é o que aqui aconteceu no rio Real. a todos consolou o padre. pareceu serviço de Deus pôr-lhe nas mãos esta empreza. Thomé. foram de todos recebidos com grande louvor e depois de haver o Padre fallado.P. expediu ordens ao governador da Bahia Luiz de Brito. para que os que iam em sua companhia tinham a casa onde haviam de passar. sempre foi a pé e muitas vezes descalço pelo caminho. 3. Ignácio Toloza. veio tão manso como um cordeiro.28 A colonização de Sergipe pelos franceses prejudicaria mais tarde os intereses da capitania da Bahia. Southey.. Mas dava-lhe também esforço que no caminho passando pelos trabalhos. Escusava. responderam que faziam o que elle queizesse e que passariam a aldeias onde o senhor (?) mandasse e assim a passaram junto do mar para poder ser melhor visitada.P. mostrava pouca vontade disto. dizendo que só o Padre era seu irmão e o Padre perguntou-lhe que era sua determinação e elle respondeu-lhe que era cousa tão importante. a qual aceitou com grande caridade e desejos de padecer muitos trabalhos por amor de Deus e assim foi este caminho obra de quarenta a cincoenta léguas. que o dia antes quando soltou algumas palavras foi porque não estava em seu entendimento e assim depois de bem instruída. §61 57 . levando algum refresco. e como ser já o padre velho de mais de cinqüenta annos. op. e foi recebido de todos com grande caridade e alguns pediram o santo baptismo. Rocha Pitta. Thomé baptisaram outra índia.I. ella disse que o desejava muito. estando já a morrer. Sabendo que os índios da aldeia de S. especialmente um. pareceu-lhe que em baptisando-se logo havia de morrer. tirando-lhe os produtos naturais que. onde os franceses . para conquistar e explorar tais regiões. parecia um mancebo de vinte anos.. Deus por sua infinita bondade os dê perseverança no bem começado e mande para tanta messe. conforma sua pobreza. vieram alguns índios de outras aldeias a falar com o Padre e a pedir-lhe para fazer-lhes igrejas em suas terras. a caridade com que trazia era muito. Mas outro dia visitando-a elle padre e dizendo-lhe que se não queria o inferno era necessário batisar-se. em paz. que ia o Padre visital-os sahiu muita gente ao caminho a recebel-o. 7 de setembro de 1575 Indigno filho de V. Vieram também logo das outras aldeias comarcans a visitar o padre dizendo que se queriam ajuntar e ter igrejas. op. e assim que quando o Padre lhe fallava.. It. dando-lhes esperança que os iria visitar prestes e assim me escreveu. Em traram todos com o padre na igreja e animando-os a perserverar no bem no bem começado. língua. que todos daquela comarca se resolvem a fazer igrejas . dizendo que ia em peregrinação a S.Sendo informado D. estava três légua de S. e a alegra que o padre Gaspar Lourenço e seu companheiro foi mui grande. com os tupinambás.. Logo trouxeram alli todas suas. porque viam já com seus olhos o que desejavam.e a um que era cousa pouca. Dahi foi o padre onde estava o capitão a confessar alguns homens brancos onde também se fez muito serviço a Deus apartando-os de muitos pecados e fazendo-os pedir perdão do escândalo que o haviam dado. Na aldeia de S.

não teria inutilizado o trabalho de pacificação já tão bem encetado pelos religiosos. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Cit. Os índios. Sobre a Cap. Trava-se a luta com os indígenas. 58 . Fr. Ao indígena tomou então caráter de verdade a suspeita da traição que lhe quiseram fazer os jesuítas. O primeiro afirma ter sido o índio Aperipé preso por Luiz de Brito. Gaspar de Madre Deus. op. 3131 V. Luiz de Brito. Vicente do Salvador. Leal. onde todos morrem. cuja sede era a cidade de São Sebastião. Cit. De Sergipe) dá o nome de Santa Luzia do Piagui e Fr. com os quais vai efetuar a exploração do rio Real. a que D. sem as cenas de carnificina que selaram esse feito de Luiz de Brito. E não obstante o grande reforço que lhes vinha dos franceses e que já lhes tinham ensinado o manejo da arma de fogo. Tomé e depois conduzidos para a Bahia. Marco de Souza (Mem. e Apéripé31 recebem o governador com hostilidades. Salema. dirigidos pelos morubixabas Serigi. 34 Dr. com a permanência dos soldados ao litoral e a aproximação de um corpo militar. Surubi. podendo alcançar a conquista. porque suas lagoas não são de água salgada. sendo presos Serigi e Aperipé 33 e mais de mil e duzentos índios enclausurados na igerja de S. na distancia de 50 léguas. Brito obtém vitória na luta. ao tributo da redízima feita aos donatários.II. Provavelmente estas lagoas não ficam em território de Sergipe. A. 3030 Guiado pela autoridade do Porto Seguro suponho ter sido esta povoação edificada no mesmo lugar em que está hoje a vila de Santa Luzia. Op. como Pernambuco. Um tal insucesso convence Brito da necessidade de rodear-se de fortes elementos. 33 Saliento aqui a divergência entre Porto Seguro e Fr. de Porto Seguro. Livro 3º Cap. Provavelmente foi neste lugar onde ficaram acampados os soldados que acompanharam Gaspar Lourenço. Hist. depois que a coroa dividiu o Brasil em dois estados. É desta opinião Sacchino. entregando a Garcia d‘Avila29 rico fazendeiro do recôncavo da Bahia. encontrando duas célebres lagoas. Ao aproximar-se ele da aldeia de Santo Inácio. a três léguas da barra do rio Real. a outra adjacente a esta.p. 19. que 29 Gabriel Soares de Souza. não ficava sujeita à nova capitania. de pimenta e outros produtos.território. 32 V. Villa Real de Piagui. publicado na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil Tom. de 50 braças de largura. em que morre Surubi32. para não consentir na precipitação de uma tentativa que levada a jeito. Vicente de Salvador. porque como parte dos domínios da coroa. pelo que Brito deu uma feição hostil à sua exploração. de Porto Seguro. uma povoação 30 que por distanciarse do litoral e dos lugares ricos de pau-brasil. do Brasil.34 Os soldados devastam as habitações indígenas. eles fogem e essa fuga indica o rompimento de paz entre os dominados e os dominadores. o qual funda. uma de água salgada. em vez daquelas manifestações amistosas com que receberam o Padre Gaspar Lourenço. incendeiam as aldeias e volta Brito para a Bahia. não pôde obter vitória na luta com os naturais. 153. confiando o do Sul ao Dr. H. sem deixar seguras as bases de uma colonização. a exploração. que media 500 léguas de comprimento e 100 de largura. I pg 274. que foi o primeiro governador das capitanias do Norte. rompendo a luta. Cit. que foi um dos primeiros feitos do seu governo. o Segundo diz ter o governador o acompanhado na fuga. foi abandonada por Brito e os seus depois que veio ao teatro da exploração de Ávila que por insuficiência de recursos. 14. Da parte do governador devera haver mais tino. resolveu-se a cumprir as ordens régias. Op.

passando-se assim alguns anos. nele não vê senão uma alta traição. reataram as relações com os naturais. onde queriam receber a moral do evangelho. chegando ao Rio de Janeiro em 1567. Barreto reúne um conselho de cinco membros em que toma parte Cristovão de Barros.confiou a Garcia D‘Ávila a quem não foi dado corresponder aos intuitos do governador. depois que dali expeliram os Tupinais. as suspeitas de Cristóvão de Barros. O representante do governo da capitania da Bahia vira as riquezas naturais da região. Agora estudemos os acontecimentos que inspiraram a viagem de Cristóvão de Barros. já tinham rechaçado os Tapuias. A discórdia que se plantou nos Tupinambás que habitavam entre os rios de São Francisco e Real e os da Bahia. Do Brasil. soldados que os acompanhassem até lá. cujo resultado foi a conquista de Sergipe e sua colonização. Os franceses voltaram. É esta a segunda missão feita em Sergipe. como a prosperidade da colônia. os laços de simpatia que ligavam seus habitantes aos franceses. pois. 59 . Se a exploração de Luiz de Brito não deu lugar à organização política de uma nova capitania. a uberdade do seu solo. co quem continuaram a promover os males àqueles que tinham requerido a conquista. foi o motivo dos índios de Sergipe pedirem ao governador que garantissem sua passagem. Manuel Teles Barreto. Barreto envia então cento e cinqüenta soldados acompanhando os jesuítas. o pedido é satisfeito. em geral. realizando-se. durante os quis o governo esqueceu os interesses da colônia. por uma traição. O procedimento altamente traiçoeiro do indígena exacerba o bom humor de Barreto nascer o desejo de vingar semelhante ousadia. feita ao governador da Bahia. Manoel Teles Barreto. O governo não se preocupou mais com a sua sorte. em 159035. Sucedeu no governo do Rio de Janeiro a Salvador Correia de Sá. os quais. que fora provedor da Fazenda. que vota contra a aquiescência do pedido. mandaram pedir ao governador geral da Bahia. são mortos. muito posterior àquele acontecimento. Os indígenas de Sergipe por emissários seus. ficando de todo esquecidas não só a ordem régia. no tempo de Tomé de Souza. Procuramos esboçar as causas da exploração de Luiz de Brito. de novos encontros de armas. porém. a ele ligada a causa determinante de novo assalto. ordenando aos capitães35 Cristóvão de Barros era filho natural de Antônio Cardoso de Barros. até que as armas de Cristóvão de Barros vieram destroçá-los e expeli-los. 1585). Veio para o Brasil fazendo parte da armada que el-rei mandou a Mem de Sá. pelo padre José de Anchieta. quando as forças contrárias já tinham lucrado tempo suficiente para reconstituir-se. que por sua vez . não seria por certo a traição dos indígenas de Sergipe. por entre aldeias inimigas. Não obstante este voto divergente. (inform. assim . cuja vontade dominavam e de cuja força física se serviam para a realização de seus intentos. em convivência com as tribos de Sergipe e delas recebendo em aparência as mais sinceras provas de amizade e confiança. em vista das reclamações dos interessados.

Ainda que o Brasil fosse indiferente à questão dinástica. nos campos de Alcácer-quebir. que se enlutava pela perda da sua nobreza e de seu cavalheiroso rei D. são circunstancias por demais importantes para inquinar de inverídicas as asseverações que passamos a expor. Surubi. Vicente do Salvador. que se preparassem para conquistar os domínios de tais indígenas.Felipe II. Felipe de Moura e Pedro Lopes Lobo. Alvo do comércio dos franceses e índios. Traçar as causas de sua conquista é um empenho tão importante. livro 5º cap. Em geral se diz que a conquista de Sergipe foi motivada por uma ordem de Felipe I de Portugal.que veio demonstrar os direitos do rei de Catella.vencedor da batalha de Alcântara. fato este que motivou a entrega de seu trono a um monarca de outra nação. sua história é cheia de ensinamentos.ao trono de Portugal. quanto difícil. a escassez de documentos sobre que possamos externar uma afirmação uma afirmação positiva. e cedo esse sentimento manifestou-se. seu movimento civilizador encontrava tropeços em fatos de outra ordem. 17 60 . Explica os fatos obscuros da história geral. pela intervenção das armas do duque d‘Alba. Uma contra –ordem do governador suspende os preparativos bélicos dos dois capitães. se a marca da colonização fosse próspera. porque não só os cargos da colônia continuaram a ser providos pelos seus filhos. Eis a razão mais provável do adiamento da conquista de Sergipe. Se o bem 36 Fr. até que nela visse o governo da Bahia. Este fato era bastante para promover a conquista . que a requerimento dos habitantes da zona entre os rios Real e Itapicuru. para devidamente estabelecermos sua causa determinante. Op. Cit . pelo pouco ou nada que se tem escrito a esse respeito.mores de Pernambuco e Itamaracá D. manuscritos. ordenando-lhes que socorressem a Paraíba. que então levantaram-se a disputar a supremacia do oceano à vencedora de Lepanto ―depois do desastre de sua gloriosa armada em 1588‖ Além desta circunstância acidental que ecoou no Brasil. aqui o ruminar de uma vingança dos aliados e parente de Serigi. francamente autorizava que fossem expelidos e se promovesse a colonização da terra. A grande seção de tempo que nos separa de tal acontecimento. pela parcialidade e antipatriótico julgamento de cinco juízes e mais do que isto. etc. Entretanto. e seus assaltos. memórias. e Aperipé podia ser comprometedora à capitania da Bahia. não obstante termos empregados todos os meios na obtenção de crônicas. quando não em estímulo de maior expansão.36 Preferiu-se a conquista da Paraíba à de Sergipe. Se lá o valente Pirajiba era um perigo iminente à marcha da colonização de Pernambuco. A capitania da Bahia para satisfazer a necessidade da expansão colonial. contra invasões altamente prejudiciais. como conserva ela o monopólio do seu comércio. pelo menos uma garantia de segurança. Sebastião. como a que se preparou em 1589 em Sergipe contra ele. todavia ele a converteu em novo alvo para os tiros das potências marítimas. sentia grande insuficiência de auxílios vindos da metrópole.

para dirigirem o pensamento. Sesmaria do Braz de Abreu. transpirou. todavia. Era uma animação. Sem contestarmos a veracidade histórica da ordem régia. como sucedeu entre Luis de Brito e D. Os sucessos de Villegaignon não lhes eram talvez desconhecidos. Catarina. cuja ascensão ao trono fora resolvida por uma junta de juízes. Se a vontade e ordem de um soberano legítimo. pelos Caetés. Fazendo ele parte de uma interinidade coletiva. Não é uma mera hipótese que aventamos. a hospitalidade com atenções. dominarem a vontade e aguçarem o apetite de sangue e da presa. Livro de Sesmarias. Se esta circunstância muito influiu para ser Cristovão quem se pusesse a frente da expedição. e disto já tinham dado provas dede Luiz de Brito. porque a notícia chegou à Bahia. Perigo era iminente e convinha 3737 V. não seria por certo as determinações de um rei intruso. para punir e vingar a morte de seu pai Antonio Cardoso de Barros. por morte de seu governador Manuel Teles Barreto (1587). antes que o plano tivesse começo de execução.37 A época era de tentativas aventurosas. ou foi traído. os seus delegados não procederam com o cumprimento restrito e absoluto de seus desejos. a causa rela de uma conquista cheia de perigos e incômodos. O segredo. a ela reuniu-se uma causa de maior valor. A asseveração baseia-se em documento irrefragável. os franceses conceberam o projeto de atacar a cidade de São Salvador.eliminar a concorrência dos franceses com os naturais do Rio Real. não iria abrir a luta se razões mais poderosas não falassem a seu espírito. e quando elas já se tinham reconstituído para apagar todo o vestígio da vitória. Conspiraram. cujas riquezas compravam com quinquilharias. Julgando-se fortes pelo concurso da raça indígena. indo eles pelo mar e o gentio por terra. por isso que se preparavam para assaltar a Bahia. que já assustava a sede do governo colonial. cláusula indispensável para a realização das guerras. a amizade com complacência. segundo a lei corrente. aproveitou as garantias do cargo que então ocupava e que lhe assegurava probabilidades de bom sucesso. 61 .público repercutiu no coração do rei a inspirar-lhe uma deliberação altamente útil a esses infelizes habitantes. ao simples aceno de suas veleidades. bastante parciais para esquecer o direito de herança de D. Por certo Cristovão de Barros. porém. para quem era indiferente a condição precária desses indivíduos. que assumira as rédeas do governo da Bahia. nas arriscadas empresas em que atiravam-se com a raça indígena. Foi uma verdadeira bandeira. com profundo descontentamento da nação portuguesa. depois do esforço de Luiz de Brito para desbaratar as forças inimigas. o mesmo não sucedia com os membros do governo colonial. Sebastião. tiramos-lhe. que só quis fazer uma carnificina sobre os infelizes indígenas e o exército uma pesquisa de escravos. junto ao rio São Francisco. o valor de causa determinante da viagem de Cristóvão de Barros.

os companheiros de Cristovão de Barros: Calisto da Costa.dois galpões de dado e uma peça de colher e abre caminho por entre florestas virgens. 62 . 38 39 Dr. entre franceses e mamelucos.que com mil índios e cento e cinqüenta homens. de Oliveira. Man. Incumbe o assalto pelo sertão aos irmãos Álvaro Rodrigues e Rodrigo Martins. Tratava-se de salvar a Bahia de uma invasão de bárbaros. Conquista de Sergipe. e confiando a vanguarda a Antônio Fernandes e a retaguarda a Sebastião de Faria. de onde avista um fumo.para a passagem d sua infantaria. um considerável exército. que lhes servem de guia. Francisco Fernandes. Qualquer demora era de alta inconveniência. Jorge Coelho.38 Não se tratava. onde alcançaram colocarse em posição altamente defensiva. que em caminho encontravam e que engrossavam seu exercito. pelos seus efeitos no Rio de Janeiro e em Cabo Frio. à frente do qual seguiu ao longo do mar. o qual volta com três espias do inimigo. 333 39 Foram estes além de alguns citados no texto. como concorreram. Braz de Abreu. onde refrescassem os navios que navegavam entre Pernambuco e Bahia. Isto transmitem a Cristovão que apressa-se em defendê-los. como em 1575. Tomé. Damião da Mota. De 5 fls. Manda. Antônio Vaz Jaboatão. nos fins de 1589. para o futuro. cláusula indispensável para a realização da conquista. ávidos pelo aumento de sua riqueza. Antônio Gonçalves de Sant'Ana. ficam Álvaro e Rodrio em apertado cerco. de livrar os colonos do rio Real e Itapicuru das hostilidades praticadas pelos índios. em fuga foram centralizando-se em um ponto. Estácio Gonçalves de S. depois que chega a um alto. onde se temia maior dano. atravessa caudalosos rios. Melchior Dias Moreya.aterra grandes brejos. Estevão Gomes de Aguiar.até quase três mil frecheiros. foi o poderoso incentivo para a esta expedição concorrem muitos habitantes de Pernambuco e Bahia. porém. em vista do numero superior de índios e da posição que ocupavam. a qual considera a guerra de Sergipe justa. Carta de sesmaria de Damião da Mota pg. Afonso Pereira. A escravidão a que se submeteriam os naturais que resistissem. Então foi resolvida a expedição por terra. concorrem muitos habitantes de Pernambuco e Bahia. João Martins.esmagar a revolta. composta de seis peças de bronze. Gaspar de Abreu Ferraz (morreu na luta). e pô-la a abrigo de iguais tentativas para o futuro.39 para a passagem de sua artilharia. como pelos maiores interesses do erário.cujos moradores. Armando de Aguiar reconhecer o sítio do cerco. não só porque a colonização estendia-se a paragens mais longínquas. João Dias. Francisco da Silveira. Sebastião Dias Fragoso. Os dois irmãos intentam atacá-los. Mnaoel J. iam devastando as aldeias inimiga. alem dos tapuias. que nos campos de combate já tinha firmado ma respeitável competência. Gaspar de Menezes. Manoel da Fonseca. O governo colonial submete então o projeto à corte. sobre os quais suspende pontes. nos quartéis de organização ou em marcha para seu destino. em vista da lei de agosto de 1587. Alcançou reunir. Apegoada a guerra e empregando o governo os esforços possíveis para seu feliz êxito. entrega a direção dela a Cristovão de Barros. Pero da Lomba. Cristovão Dias. nem tampouco fundar estabelecimentos.

Isto deu-se a 23 de dezembro. junto à foz do rio Sergipe. morubixaba principal das tribos. citando o man. com a perda de um. com a nova perda. que prestaram mútuo auxilio. com a perda de trezentos mortos para os naturais. grandes espanto aos sitiantes. cujos habitantes levantam o cerco e fogem. comandados pelo próprio Cristovão de Barros. situada na várzea da cidade e S. sofrendo a perda de seiscentos mortos e os portugueses de seis. causando os índios. 41 Fr.matando mil e seiscentos e cativando quatro mil índios. o território compreendido entre os rios Cotinguiba e São Francisco. hoje Cotinguiba. em número de vinte mil frecheiros. 40Depois de ser-lhes interceptado o caminho das fontes. que não consentiu segui-los a infantaria. onde penetram os soldados. Cristovão levanta um forte sobre o istmo que forma a barra do ro Poxim. como já recuavam. op. cit. Este. a qual os índios alcançaram reconstruir. Dali o exército dirige-se para a aldeia de Mbapeva ou Baepeba. já falto de água.a 9 de abril de 1590. Depois disto entrega o governo da nova capitania a Tomé da Rocha e incumbe a Rodrigo Martins perseguir o gentio.. 40 Provavelmente é esta a aldeia de que fala Jaboatão. Compreendendo Baepeba as desvantagens do cerco em que ia se colocando. o exercito dos conquistadores bate as cercas inimigas. Vicente Salvador. resolve-se a abrir aminho a ferro e fogo. a que se deu nome de cidade de São Cristovão. e a brados e com o couto da lança. que soltavam nuvens de flechadas. que não só deram-lhes caminho franco.de um curioso e a qual dá o nome de Mahapena. 2. do lado em que estava Sebastião de Faria. em uma escaramuça que de parte a parte custou mortos e feridos. passando eles através dos arraiais inimigos. junto ao litoral. quando Cristovão. saindo das duas cercas todos os frecheiros.41 Curados os feridos e destruídos os elementos que pudessem ser adversos ao povoamento do território conquistado. que tinha emigrado para o Norte.Então. Cristovão. animado os seus. em honra do Santo de seu nome. fora logo executadas. cap. Sendo dadas tais ordens no dia 1º de janeiro de 1590. na várzea do Vaza-Barris. 42Fez doação de diversas terras aos que ajudaram a conquistar e deu de sesmaria ao seu filho Antônio Cardoso de Barros. onde fortificaram-se em três cercas ou tranqueiras. a cujo encontro vieram sessenta soldados de cavalaria. 42 Hoje não existe mais este istmo. o que na noite deste mesmo dia.atravessa-se na rente dos índios. porque pelas costas podia sofrer um assalto dos da cerca de Baepeba. 63 . abalroaram a primeira cerca. A este seguiu-se o abalroamento da segunda cerca. fá-los retroceder e voltar para a cerca. privando-lhes a água. e junto a ele funda um arraial. resolveu um combate decisivo de todas três cercas e deu suas ordens a três índios para transmiti-las aos das outras duas.

46 Assim ilustrou Cristóvão o governo da interinidade coletiva que dirigia a capitania da Bahia. 191. Pelo seu mapa geográfico está situada na costa oriental da ilha dos Coqueiros. com a ordem de vender estas terras ou reparti-las entre os colonos que quisesse e fosse de sua vontade. donde o erário tinha muitos proventos que tirar para o futuro. pelos quais não só a capitania da Bahia ficou isenta de uma invasão. a que deu o nome de cidade de São Cristóvão. que. Em recompensa aos seus serviços. loc. ela foi edificada à margem esquerda do Cotinguiba e do Apicu Pomonga. encarregado da administração do país 47. onde perto do mar faz barra o rio Poxim no Cotinguiba e junto ficava edificado o forte. em que podia. Cristóvão de Barros funda um arraial.. 45 V.43 Preferimos estas fontes em semelhante minudência. já o dissemos. o rei das Espanhas fez doação a Cristóvão de Barros do território que acabava de conquistar. Joaquim José de Oliveira.44 E depois de assistir a administração publica e estabelecer as bases da organização de uma capitania. dentro do tempo prefixado pelo rei. recolhe-se à Bahia. e temer os inconvenientes de sua ausência nos conselhos de um governo interino. Efetuada a conquista. carta de sesmaria de Tomé Fernandes. p.Capitulo II COLONIZAÇÃO DE SERGIPE SUCESSORES DE SÃO CRISTÓVÃO DE BARROS ATÉ 1637. correndo os riscos e incômodos de uma viagem rápida. com a realização de uma conquista.dando um belo exemplo da mais completa abnegação no momento preciso. por entre florestas virgens. 47 Dr. junto aos apicus que este último rio forma. deixando o governo entregue a Tomé da Rocha. p. e. ocupadas por índios bravios: e o que mais é. com a condição de estabelecer aí colônias. junto à foz do rio Sergipe.19. 328. cit 44 64 . As condições gerais do Brasil não eram favoráveis à prosperidade da colonização de Sergipe. sem censura legitima. É esta também a opinião do autor da Razão de Estado. Rev. vindo da Bahia. 330. hoje Cotinguiba. XL. X. formada pelo oceano e os rios Pomonga e Cotinguiba.45 que durou oito meses de grandes lutas. ficando o forte na margem direita do Cotinguiba. com sua aposentadoria. que e muito claro na localização da primeira povoação de Sergipe. segundo ele. para a qual se pôs a caminho. continuar a gozar. p. que ela foi situada sobre um istmo. as honras e imunidades da governação do Estado. na guerra de Sergipe. do Inst. Hist. 46 V. É opinião de quase todos os historiadores. p. depois da saída de Cristóvão. t. t. carta de sesmaria de Gaspar Gomes. Barloeus diverge deste modo de pensar. 43 Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. principalmente Varnhagen. com a colonização estendeu-se a novas paragens. tomou parte importante. auxiliar-lhe e acabar a obra da conquista.

e quem abdicava grande parte de suas atribuições. se a atenção dos aventureiros não se prende ao El-Dorado. p. um comandado por Pires de Mil. e como colônias nascente. o Brasil tornava-se o teatro de explorações inglesas.50 Ao ouvidor e provedor-mor competia zelar pelos interesses da justiça e da fazenda. desde então. I. 135. naufraga nas costas de Sergipe. I. Destroçados seus navios por uma tempestade que os dispersa. Jurid. um Conselho. que haviam de sobrevir. Em vez de o governo colonial dirigir a atenção para as colônias nascente. nesta pequena circunstância do país. dirigia-a para zelar e defender sua integridade territorial. inicia-se em Sergipe a colonização sob um conjunto de circunstância bem desfavorável.48 Da Rochella parte uma armada. que penetram suas barras. 95. onde são presos os náufragos e enviados por terra para a Bahia. por iniciativa de Relegh. nos negócios públicos de Sergipe. Historia da América Portuguesa. promovidas pelo sentimento de riqueza. que era o órgão do município e um presídio. os armadores franceses aproveitaram-se dessa circunstância para a execução de suas piratarias. que desperta nos espíritos de Feuton. 1835. por onde se possa avaliar de suas respectivas prerrogativas. a realização de excursões pela América. não fornece auxílios para destruir elementos contrários. que tendiam a fortificar-se? Além das explorações francesas. O capitão-mor era o delegado do governador da Bahia. Historia Geral. Em direção ao Brasil cortam os mares diversas flotilhas francesas. alguns naufragaram em Sergipe. ouvidor. 65 . Withrington. C. quanto o Brasil tinha de recorrer aos seus recursos. onde ficam prisioneiros cento e dezesseis homens. escrivães. sendo os ofícios de justiça e os empregos de fazenda por ele proposto. em substituição de enfeudação e sob a qual ia submeter-se a marcha dos acontecimentos. Cavendisch e Lancaster. Nenhuma carta de nomeação ou regimento encontramos do funcionalismo de Sergipe. A feição social em Sergipe não poderia fazer exceção da que se revela em todos os centros populosos da colônia. em vista da semelhança do elemento étnico e a política administrativa que Portugal tinha instituído. vindos da África. As condições de prosperidade pioravam tanto mais. Com idênticas atribuições aos capitães-mores dos lugares da áfrica. os do Brasil tinham alcançados no cível e no crime. Por aí pode-se apreciar a grande interferência que representava a Bahia. não só para piratear nas costas do Brasil. para vencer os obstáculos que nasciam de invasões estrangeiras e do levantamento dos naturais. 48 49 Porto Seguro. Pereira e Souza. provedor-mor da fazenda. se a conquista de Sergipe não antecede a esse conjunto de circunstância tão desfavoráveis. 391 Rocha Pita.Em vista da declaração de guerra entre a Espanha e a França (1595). 50 Joaquim J. onde a oposição ainda que forte em começo. a fim de serem castigados. Dic. almoxarifes. para explorarem as riquezas do país. acoçada a tripulação pelas doenças. como para saquear a cidade da Bahia.49 Com que dificuldade não lutaria a colonização da Bahia. mão poderia vencer os embaraços. De três navios. Assim. A administração compunha-se de um capitão-mor.

cujos roteiros possuía. 33). p. Querendo penetrar na barra em uma arca flamenga. em uma jangada. xxi. em seu roteiro. Descansados da primeira perda. que naufragou em Sergipe. uma nova vida. esperando tudo da natureza. Na classe dos antecedentes que falamos estava a identidade de sentimento religioso. pela abundancia de alimento que cercava-o e pela impossibilidade de manter fixação e regularidade no trabalho. 364. tentativa bastante simpática à raça indígena. de nome Grifo Dourado. Seriam eles seus encarniçados inimigos. e então tempo de sobra tiveram eles para fortalecer-se de elementos que se opusessem à vitória das armas portuguesas. em cujas cabeceiras supunham existirem minas. não lhe querem impor um novo estado social. 52 Porto Seguro. em virtude dos fortes ventos e correntes de água. havia três anos. denomina-o Cotegipe (ver. Gabriel Soares de Souza. se idéias de um plano político guiassem os franceses nas excursões de Sergipe. e não pelo desejo de fundarem uma colônia e ativarem sua propriedade. por isso que os franceses guiados pelas idéias de riqueza. ver. Hist. Do inst. para cuja adaptação sente o selvagem natural indisposição. pela crença exclusiva em um só credo religioso. que de terra tinha ido com dois índios.52 Não obstante as armas portuguesas terem conquistado as terras de Sergipe. Eis ai as bases de osso desenvolvimento histórico. seus defeitos. menos o de Barloeus. sem corrigir suas faltas. na pessoa do rei. em abril de 1591 e chegou a Sergipe a 13 de junho do mesmo ano. Aceitamos a denominação de Barloeus. que mandou Tomé Rocha. Hist. reuniu novos elementos para uma luta. que lhes vem prestar auxílios. capitão de Sergipe. Xiv. partiu de Lisboa. á falta de iniciativa. que predominava sobre tudo o que já assumia na colônia um grande poder. No do historiador holandês ele traz o nome de Potiipeba. 455. pois nestas paragens pirateavam de longas eras. segundo as cartas de sesmarias de Manoel da Fonseca. Tendo este rico fazendeiro da Bahia alcançando das cortes os despachos para explorar este rio. Era o temperamento da época. com o nome de Ipiranga. Seu habitante tenderia á indolência. que procuraremos descrever na presente obra. p.Ao lado do capitão-mor estava o governador. 66 . gera-lhe uma simpatia tanto maior quanto a deslocação dos hábitos é nula. ancorando junto a enseada de vaza-barris51. caracterizados por um clima quente e úmido. Do Inst. Exprimia-se pela superstição. na qual parte dela foi enviada para a Bahia. de cujas riquezas tiravam tantos proventos. para ensinar-lhe a entrada. p. por isso que uma tentativa já tinha sido feita. quando teve ocasião de prestar importantes serviços a Gabriel Soares de Souza. e destroçado as forças não tinham perdido a esperança de reaver o território. A mesma semelhança vemos nos antecedentes físicos. resultando afogarem-se alguns passageiros e salvar-se a carga em uma cetea. Seu nome indígena era Potigipeba. Foi Tomé da Racha o primeiro sucessor de Cristóvão de Barros e achava-se na administração em 1591. Uma tal convivência que não requer do natural o menor esforço. por seu irmão João Coelho de Souza. como ele na Europa achava-se ao lado do barão feudal. por conselhos de um francês Honorato. bateu nos bancos e sossobrou a embarcação. um solo ubérrimo e rico. 51 Este rio vem em todos os mapas geográficos. pela reverencia ao clero. em sua excursão ao rio de São Francisco.

Cit. carta de sesmaria de Simão de Andrade p..Em vista disso tiveram os franceses auxílio do indígena. pois. a uma invasão inimiga. quatro anos depois da conquista. talvez. principalmente de gado. no tempo a cima indicado. Ainda que não nos seja possível determinar a data da substituição. elevando-se o número de currais a quarenta e sete. com heroísmo.55 Assim entre. sendo substituído por Diogo de Qoadros. por escassez de documentos. Carta de sesmaria de Domingos Lourenço. em presença do desembargador Gaspar de Figueiredo Homem. então existentes. ainda assinado por Tomé da Rocha.328 56 Barlaeus. donde se pudesse presenciar qualquer movimento marítimo. carta de sesmaria de Gaspar d’ Almeida p. a nova capitania já contava um trabalho agrícola. carta de sesmaria de Tomé Fernandes. em 1595 ou 1596. carta de sesmaria de Gaspar Gomes. em vista da posição insular. carta de sesmaria de Martins de Souza. em vista da carta de sesmaria de Gaspar Gomes.54e depois de julho de 1594. segundo Barloeus . sendo batidos por Tomé da Rocha em 1593 e por Diego de Qoadros . carta de sesmaria de Manoel André. para reaver sua antiga posse. 330 58 V. pelas barras dos rios navegáveis. o conselho da capitania pede uma doação de terra ao capitão-mor Tomé da Rocha. que de emboscada eram dados. já assinada por Diogo de Qoadros. em 1596. para realizar suas empresas. o movimento colonial foi mais ou menos próspero. P. 344 61 Jaboatão.353 59 V. cujos habitantes ficaram em melhores condições para vigiar a entrada de inimigos. que. e neste documento alega-se a mudança da cidade. O novo capitão teve de dirigir sua atenção para os franceses que. PL 356 60 V.56 Diogo de Qoadros dirigiu a administração pública de 1595 a 1600. as profissões pastoris já tendiam a organizar-se. Pream. op. 53 54 V. por uma criação ativa.330 55 V. todavia asseveramos que ela se deu antes de dezembro de 1595. por um idêntico documento de Tomé Fernandes. Nov.60 As condições topográficas da Cidade não permitiam que os seus habitantes se prevenissem dos assaltos.61ficando ainda a barra do rio Real fora da observação e por onde podiam ainda penetrar. na nova luta que empreenderam. sendo provedor-mor da fazenda Gaspar d‘Almeida57 ouvidor Simão de Andrade. nas águas do rio Real. além das duas tentativas já feitas tentaram ainda diversos assaltos e efetuaram diversas guerrilhas. Foi escolhido um oiteiro escalvado que fica junto à barra do rio Poxim. p. Em vista disso.62 Foi resolvido pois pelos poderes competentes e de acordo com a opinião do povo. por isso que não podiam presenciar a entrada de flotilhas. entrega o governo da nova capitania a Diogo de Qoadros. convenceu-se o governo da necessidade de mudar a cidade para uma eminência. Orb. p. para sede da nova São Cristóvão. Em setembro de 1603. Durante seus quatro anos de administração e os primeiros da capitania.53 Tendo-se oposto. não obstante as tentativas dos piratas.534 57 V. 120 62 Ainda existe neste oiteiro o Vestígio desta edificação. p. 67 . p. pela segunda vez administra Sergipe. Seraph.340 V. a mudança da Cidade para o novo lugar. e a modesta cidadinha já contava cem fogos. em quatro pequenos engenhos de açúcar. 1594 e 1595 deixou o governo da capitania de Sergipe Tomé da Rocha.58 almoxarife Martim de Souza59 e escrivão Jerônimo da Costa Fisão.

É o mesmo de que fala Jaboatão (§ 117. os franceses tiveram de abandonar o teatro da guerra. ―Manoell Thomé‖.ta a sete ou oito anos e a requerimento do povo consultou e asentou com os moradores e capitão de se mudar a sidade que no tall tempo estava no Aracaju que se asitoase neste outeiro adonde llogo se pasou a ygreja e o fore e diso se fiserão autos o que o sõr gd. devido talvez á convicção que entrou no espírito dos franceses e indígenas da improficuidade de suas empresas. Manoel Thomé e Manoel Gomes. todavia tenderam a diminuir as agressões depois da mudança. todavia as de Cristóvão Dias. pois tomamno e o rio Poxim. como pontos de limites. 131) em sua obra. ―Saibão quantos este estromto de carta de sesmarya vyrem que no ano do nasimto de nosso sõr jhus Xpo de Mill e seis setos e tres anos aos tres dias do mês de setembro do dito ano nesta sidade de são xpoão capta de Sergipe terras do brasill nas pousadas de mim escryvão ao diento nomeado por Afonso pereira procurador do conselho me foy apresentado huã pitisão com hu despacho ao pee dela do sõr capitão mor Thomé da rocha de que o teor há o seguinte – ho juis e vereadores e procurador do conselho nesta capitania que o desembargador Gaspar de Figueiredo omem veo a esta cap. para os habitantes edificarem casas. 63 68 . foi para o lugar acima mencionado. e em 1601 eles achavam-se completamente eliminados do território de Sergipe. com que o movimento colonial sofreu um estorvo. a que se refere o documento.or ouve pr bem He ora vosa merse manda a todos os moradores com graves penas que fasão casas e pesão chão para isto e p r nunqua se aprovetar pedem a vosa merse em nome de sua mag. o capitão manda apregoar a ordem. 364. o que indica ter o franciscano folheado o livro de registro de sesmarias. 63 Efetuada a mudança da cidade e transferidos o forte e a igreja.Conservamos toda a fidelidade do documento. até na ortografia. são de doações nas circunvizinhanças do oiteiro. donde o extraímos. Depois de uma luta de alguns anos. Ainda que a alegação não fosse uma circunstância bastante forte e de interesse real para o governo a mudar a cidade. de mill Brasas de terra que se começara donde acabar a dada de Sebastião de brito e balthezar feras correndo pelo caminho que vay de caipe ate chegar allagoa que esta alem de Manoel Thomé e pelo dito caminho que sai da ponte velha ate chegar a dada de xpõao dias correndo rumo drto allongo do outeiro he que se achar e recebera merse_ despacho _ dou é nome de sua magde para o conselho pera bem e acrescentamento da nova side desta capta todo o comprimento da terra donde acabam as ditas dada que em sua petição fazem menção correndo pello caminho velho que vay para caipe até dar na llagoa que esta alem de Manoell Thomé da banda celleste q‘ he o q‘ esta junto do caminho que vay para vaza Baris e de largo oito setas brasas que se começara do dito caminho da ponte velha e yra correndo pela testada da dada de Manoell Gomes ao loeste ate chegar a dada de xpoão que serve defronte desta cidade de dahy ira correndo ao sul ate entestar com Manoell Thomé o que se achar e desta maneira lhe passe carta e demarquem logo a qual lhe deu por devolluto. 64 Carta de sesmaria de Belchior Dias Caramuru. por isso que se podia remediar o mal colocando um corpo de atalaia. p. que prevenisse ao poder central qualquer preparativo de invasão. p. de que às suas supostas garantias que a idéia da mudança criou. Sergipe três de setembro de seis centos e tres anos. o que motivou grandes pleitos.64 Não obstante as sesmarias traçaram limites muito vagos. Não há duvidas de que a mudanças.

a pouca distancia do litoral. para nela gerarem os focos de população. Capistrano. Dr. de ambição pessoal. entregando-se as profissões pastoris. Hist. Para lá emigrava o indígena. nunca quiseram iniciar a organização de uma vida social. que a colonização não sabia aproveitar. XLI. Começou pelo sul. individualidade da teogonia tupi. acompanhando o litoral. A colonização seguiu. produtos que abundavam nas zonas dos rios real. a fim de nela desdobrar a atividade de uma vida nômade. 69 . de um trabalho de colonização. transcreve uma memória do Coronel Pedro Barbosa Leal. O ilustrado professor de historia. Grande porção das zonas vizinhas aos rios Piauí. Do Inst. Esse domínio aprecia-se durante todo o século XVII e grande parte do XVIII. a marcha da conquista. pois. Hist. pela pobreza do seu solo para qualquer exploração agrícola. correria a busca do pau-brasil. 66 Ver. Ao indígena e seus produtos de cruzamento com o branco e preto. em uma distancia de doze léguas para o ocidente. Simplesmente realizaram piratarias. 97. Esse caráter étnico guiou as duas raças a procurarem à zona oriental. Do Inst. raras são as doações feitas junto aos rios que demoram ao norte. Real e vaza-barris. Dificultaram a marcha da colonização em começo e nisto constituiu o papel que representaram os franceses em Sergipe. p.Não obstante a permanência dos franceses de quase meio século em Sergipe foram nulos os vestígios de sua passagem guiados simplesmente por idéias de interesse. p. 65 Ver. começando pelo sul a tirar-se do solo os elementos para a formação da riqueza. Foi dada por sesmaria. De Geografia de Lisboa). Da Soc. em que se refletisse um plano político. considerando-os como herdeiros e sucessores de Maire-monan. com auxilio principalmente da africana por ser a mais rica e mais apta à espécie de exploração colonial que havia de dominar. algodão e pimenta da terra. Por esse tempo dominava como principal exploração colonial a criação de gado. com a expatriação do natural.65 Entretanto. XIV. A constituição química do solo poderosamente influiu sobre a direção que. em um importante artigo sobre Rubelio Dias (Ver. Quase todo território que avizinha principalmente os dois primeiros rios ficou ocupado por lavradores e criadores. Nos dez primeiros anos. furtando a escravidão que se lhe queria impor. Pelo seu testamento que possuímos ainda vivia em dezembro de 1622. o movimento colonial ativouse.66 Por isto eram chamados por eles Maire. Por uma hereditariedade que lhes vem de antecedente muito longínquo. o branco e o preto dedicam-se as profissões de hábitos fixos. ficava a zona ocidental. por ser a que mais se prestava á tendência muito inerente á raça que veio colonizar. dedicavam-lhes as naturais simpatia e lealdade. 32. pela morte de Belchior deuse em 1619. 33. Durante a administração de Diogo de Qoadros. concorrendo muintos indivíduos a pedir doações de terra. Se formavam centro de resistência. caracterizada pela cultura da cana e fabrico do açúcar. situando-se na zona oriental da capitania. sedo tomou a lavoura. vaza-barris e contiguiba.

72 Abramos uns parênteses na marcha descritiva que levamos. Em 1601. em que distinguiu-se mais do que ninguém o jovem camarão. Foi pelo governador da Bahia entregue aos petiguazes a incumbência de desalojá-los deste sitio. formavam grandes mocambos nos palmares de Itapicuru. 382. Belchior dias moréia (caramuru). Os petiguazes atacaram os mocambos. distribuindo entre si os centenares que fizeram na luta. 356. 72 Carta de sesmaria de Baltazar Ferraz. não sabemos quando ele assumiu a administração publica. Esta ausente da capitania.Só podemos encontrar duas doações. entre as duas capitanias. sendo depois substituindo neste ultimo lugar pelo padre Gaspar Fernandes. pois daí em diante foi substituída pelo seu locotenente Manoel de Miranda Barbosa. 68 69 Sesmaria de Gaspar de Fontes. Acreditamos mesmo que por estas paragens a colonização estendeu-se em períodos ulteriores. op. 70 . p. como auxiliado depois à posse do território conquistado. como alguém já 67 Não encontramos a carta de nomeação de Miranda Barbosa. p. 364. para o estudo de fatos de ordem geral. p. cujo curso se faz na porção setentrional. Por não termos encontrado a carta de nomeação de Cosme Barbosa. Na administração de Manoel de Miranda Barbosa. desde 1599. p. 408. por onde dificultavam o trânsito por terra. Era o provedor. a raça indígenas foi objeto da maior questão da política colonial. Cit. onde posteriormente instituiu um morgado e alega seus serviços na conquista de Sergipe. Carta de sesmaria de Martim de Souza. onde se tinha estabelecido como criador. Entretanto em junho de 1602. nas vizinhanças do rio Sergipe. solicita do capitão-amor uma grade doação no rio real. fizeram-se sessenta e uma doações de terra a indivíduos. Tão estudado pela jurisprudência daqueles tempos. pela carta de sesmaria do desembargador Baltazar Ferraz. que também exercia o lugar de ouvidor68. que não só tinham tomado parte na conquista. p.mor da fazenda de então Gaspar de Fontes. em dezembro de 1601. descendente de Diogo Álvares e de quem extensamente falaremos adiante. Durante a administração de Diogo de Qoadros. almoxarife Martins de Souza69 e escrivão Manuel André. 70 Carta de sesmaria de Belchior Dias Caramuru. já achava-se revestido do cargo de capitão-mor de Sergipe.70 Por esse tempo os negros de Sergipe abandonaram as fazendas e reunidos com outros da Bahia. Sete lavradores pedem para colonizar as circunvizinhanças do rio Sergipe e quase oito léguas foram dadas em Itabaiana.71 Em 1602 foi Manoel de Miranda Barbosa substituído no governo por Cosme Barbosa. I. depois e ter concedido sessenta e quatro doações de terras. A primeira carta de sesmaria por ele assinada é de 13 de outubro de 1600 e a última de 25 de abril de 1602. 355. que se estende de 1600 a abril de 160267 a colonização encaminha-se para o norte e para o centro. cuja responsabilidade direta e imediata vai ate julho de 1600. a questão abrasadora. 71 Porto Seguro.

a imigração africana para ai fez-se em larga escala. ou então a desumanidade na luta para cativá-lo foi enorme. entre nós. As aldeias eram. saciando-se. 71 . pela indecisão da coroa. Em Sergipe não tem sido senão estas mesmas leis que têm dirigido o movimento social. roubando seus aposentos. O mestiçamento em que ele entrou como elemento formador. No período compreendido entre 1590 e 1609. cuja escravidão pelo colono português era o móvel das lutas e conquista. Cedo vieram os jesuítas desdobrar a atividade de sua política em Sergipe. para suprir a insuficiência do braço indígena. como na hereditariedade das gerações mestiças. levantou uma luta entre a classe popular e os jesuítas. sem sua intervenção. bem característico naqueles tempos. porém. provocando a imigração africana. que proibia em absoluto o cativeiro do natural. que a lei abolia cujo resultado foi a grande preponderância da raça africana não só na elaboração da riqueza. deseja e realiza. e então emigrou. centros de lavoura e comercio. hoje representa diminuta ação pelo pequeno numero a que eleva-se a população desses mestiços. na qual o sentimento de avareza do colono a escravizar indígena encontrou sempre muito apoio. Compreende-se perfeitamente que sendo estes vinte e um anos os primeiros da colonização de Sergipe. As duas calasses alcançaram completa ascendência sobre a classe popular. contribuindo também a colonização rápida que desbravava as florestas. as medidas legislativas correspondiam as aspirações abolicionistas dos jesuítas.disse – a abolição da escravidão indígena. o espírito de riqueza. essa grande questão que atravessou vida secular. O papel do indígena foi pequeno. Estas medidas incrementavam o regimen dos aldeamentos e desfalcavam os braços da lavoura. O fato e que o contingente do elemento indígena na historia de Sergipe não e tão grande como em outros estados. ficando elas plenamente satisfeitas com a lei de 3 de junho de 1609. assim. sem cair nas garras do cativeiro. que seguiram sempre uma política protecionista para com o selvagem. Tornam-se elas o objeto de reverencia e lealdade. Na passagem do exercito conquistador pelo vaza-barris prestaram importantes serviço. cuja civilização e catequese eram entregues aos membros da companhia. e debaixo de tais princípios tem caminhado a civilização brasileira. Ou a pequenez do território era desfavorável á sua permanência. que nada aspira. se causas muito gerais não tivessem sido seus antecedentes na historia da metrópole. levando-se mesmo em linha de conta as circunstancias relativas. exclusivamente em favor da ordem. Ela mataria no Brasil os hábitos de reverencia ao clero e superstição á religião. e se o clero secular não tem feito harmonia com a classe do governo. Levantada pelos jesuítas.

que é o Vigário da capitania76 é também o loco-tenente de Manoel Miranda Barbosa. o padre Agostinho Monteiro obtém a doação de meia légua de terra. o padre Gaspar Fernandes uma légua em Tinharé. uma légua no poxim. cuja contribuição é de capital importância para caracterizar a feição social daqueles tempos.74 Além da ordem da companhia de Jesus. O padre Bento Ferraz.73 Com tão grade posse territorial que deviam colonizar para a prosperidade da ordem encetam o trabalho de aldeamento. junto ao rio Sergipe. etc. morador na Bahia. . representados pelo Padre Amaro Lopes. em 1603 e o cônego Leandro Pedro velho. uma légua junto á serra de Itabaiana. para criação de seus gados e iniciar a lavoura. em que procuramos estudar os fatos de ordem geral. alem do templo. no mesmo ano. no mesmo ano.77. 75 76 Carta de sesmaria dos padres de S. O convento dos Jesuítas foi edificado junto a São Cristóvão. em 1600. sendo substituído pelo Padre Gaspar Fernandes. Comandoroba. meia légua em Caipe.Bento Carta de sesmaria do padre Bento Ferraz. meia légua no poxim. Camassari. cuja direção espiritual lhes pertence e a administração civil a um capitão-mor. 77 A substituição foi de pequena duração. o padre Felipe da costa. Levantam propriedades açucareiras. em 1603. organizando-se em povoações de trezentas casas. Sua vigária terminou-se em 1602. 73 74 Certa de sesmaria dos padres da companhia de Jesus. edificam capelas. 357. Assim. comissionado três anos. para onde convergia grade parte da riqueza pública. E sem família legítima para com ela distribuir a fortuna que se acumulava. Senhor de grandes posses territoriais e parte integrante da classe do governo. 72 . duas léguas em vaza-barris. edificaram capelas nos engenho de suas propriedade: Dirá Colégio. meia légua no rio Mocuri. 75 O clero secular já faz parte do governo. em cuja ausência dirige a administração em dezembro de 1600. no máximo. continuemos a descrição das administrações que seguiram-se á de Miranda Barbosa. Fechando aqui o parênteses. o clero já representava então papel saliente no movimento social de Sergipe. em 1601 e três léguas no vaza-barris.78 Além desta posição oficial. o padre Bento Ferraz uma légua no rio real. Ibura. aplicava-a na edificação de suntuosos templos. os Beneditinos os concorrem a Sergipe (1603) e representados por frei domingos solicitam do capitão-mor um idêntico favor. que serve de colégio. Não desempenhado somente as funções espirituais. em cujas deliberações poderosamente influi. além das funções espirituais que representa. assumem a direção espiritual da capitania e pedem também doações de terra. junto á capital. Além dele. Está hoje em ruínas este templo. O padre Gaspar Fernandes é o ouvidor e o juiz dos regimentos em 1602. 78 Carta de sesmaria do Padre Gaspar Fernandes. em 1602 e duas léguas no rio Mocuri.Sob o duplo caráter de sacerdote e agricultor. aos lucros de sua congrua vêm reunir-se os proventos do trabalho agrícola. de dezembro de 1600 a janeiro de 1601. ele torna-se também proprietário e lavrador. em 1600. p. Retiro.

junto ao rio poxim. p. Não encontrados nenhum documento que assinale a data real desta segunda mudança. op. 82 Carta de Pedro Novaes de Sampaio. na razão de quarenta e dois contos anualmente. para edificar uma casa no assento da nova cidade. proveniente do gado e meunças.82 79 80 Porto Seguro. sendo daí em diante substituído pelo de S. Em tão pequeno intervalo a despesa quase que duplicou. p. por este tempo (1603). Francisco. op. 410. despendendo-se com a milícia 333$920 e com a igreja 148$920. mudando-a do oiteiro. dirigindo-se para o fertilíssimo vale do cotinguiba. Cit. para edificar uma casa.Cristóvão. 433. Achava-se já na administração Antônio pinheiro de carvalho. que para o futuro havia de conquistar supremacia sobre a criação do gado.Durante sua administração. Desconhecendo a causa real dessa mudança. doze braças de terreno. que novamente vem administrar Sergipe. I. 81 Carta de sesmaria de Padre Novaes de Sampaio. mais um terço era feito com o clero. afluente do vaza-barris. de sentenças setenta braças de terra. além das que Cristóvão de barros deixara. onde fizeram-se quatorze doações e onde iria prosperar a lavoura da cana. já iniciada na capitania. Cedo teve a capitania de procurar um novo sitio para a edificação da cidade. Porto Seguro. A colonização caminha para o norte. que foi de pouca duração. 73 .79 Nove anos depois em 1612. As rendas da capitania. As doações são concedidas nas vizinhanças de S. Antonio Pinheiro de Carvalho. em vista de outra doação pedida pelo mesmo Pero Moraes de Sampaio. junto ao último rio. em 1637.81 Não obstante na petição não virem alegações que nos tragam a convicção de que a doação e na cidade que fica junto ao poxim ou piramopama. que se conservou durante todo o século XVII. provinham do estanco do dizimo que a junta de Portugal dera em 1601 a Gabriel Ribeiro. Cit. em todo o estado do Brasil. Sobre este ponto só podemos levantar hipóteses mais ou menos prováveis. sendo-nos impossível verificar a marcha que seguia a receita que então era de 580$000. A despesa anual de Sergipe era de 396$000. onde deu-se a invasão holandesa. na mesma data. em 1606. para uma elevação que fica nas margens do Piramopama. que foi substituído por Nicolau Faleiro de Vasconcelos. desde 1611. as despesas montavam em 428$840. Com o alardo de cento e quarenta homens e com um armazém bélico de duas peças 80. Em março de 1607 pero Novaes de Sampaio pede ao capitão-mor de então. até a serra da Tabanga. a colonização prosperou. á nova cidade deu-se o nome de cidade de Sergipe d‘el-rei. I. por que em junho de 1603 foi substituído por Tomé da rocha. Por escassez de documentos nos é impossível determinar a data de sucessão no governo de diversos administradores que sucederam a Tomé da rocha. A uberdade desta zona assegurava a prosperidade dessa exploração agrícola. todavia acreditamos mais na segunda hipótese.

em vista do seguinte documento: “Saibãõ quantos este publico instrumento de sesmaria virem que no ano do nascimento de nosso senhor Jesus cristo de mil e seiscentos e dez anos aos vinte dias do mês de setembro do dito ano nesta cidade de San Cristóvão capitania de Sergipe de El-Rei nas pousadas de mim escrivão ao diante nomeado apareceo Pedro Lopes procurador do conselho desta cidade e por ele me foi apresentado huma petiçam da câmara com um despacho posto ao pé dela do capitão mor desta dita capitania Antonio pinheiro de carvalho da qual petiçam e despacho o traslado dela é o seguinte. senão Amaro da cruz porto carreiro.)” A Antônio pinheiro de carvalho sucedeu João Mendes. pois he para bem do povo. Dou de sesmaria. (segue a formula do regimento. pois. Parece. Achava-se no governo da capitania João Rodrigues Molemar. o qual fora nomeado a 1º de outubro de 1631. a cidade já tinha sido transferida para as margens do Piramopama. porém. Ligamo-la ao saque e incêndio que os holandeses fizeram em S. quando pela segunda vez administrou a capitania João Mendes._O capitão Antonio Pinheiro de Carvalho. em 1626. supposto que seja dada a alguém a vosa merse em nome de sua magestade lhe dê a dita terá. não sabemos quais foram os capitães-mores. lenhas. Tudo foi entregue às chamas. que pela segunda vez dirige o governo da capitania. Nenhum documento podemos encontrar anterior a esta invasão. correra pelos pés dos outeiros que estão entre as mangabeira. Desta data a 1621. menos o livro de registro das sesmarias que foi conduzido pelos fugitivos. O que. sendo substituído por Pedro Barbosa que governou de agosto de 1630 a 1636. na hipótese de ela ainda estar no oiteiro de poxim. quando os holandeses invadiram Sergipe. em nome de sua magestade aos suplicantes a terá que pedem por ser assim necesaria para serviço desta cidade. hindo para cahype e para a banda do sertão. em 1607. Resebera merse. A escassez de documentos é enorme na história deste período. Cristovão. Sergipe hoje três de julho de mil e seis centos e dês anos. desde novembro de 1636. “Dizem os officiaes da câmara desta cidade que ao povo dela he necessario um pedaso de terá nos limites desta sidade para despejos de cavalgaduras e de madeiras para casas. asseguramos é que em 1610 já se tinha dado a mudança para este local. ate 1623. nomeado a 19 de maio de 1611. 74 .É muito pouco provável que o peticionário quisesse edificar uma casa tão distante da cidade. que nesse tempo. Foi substituído em 1614 por Amaro da cruz porto carreiro. cujacarta de nomeação é de 20 de dezembro de 1628. que para isso hão mister meia légua de terá a qual meia légua se comesara da ribeira do peramopabama ate a ribeira que corre da banda de Mathia Moreira.

CAPÍTULO III MINAS. PRIMEIRAS EXPLORAÇÕES

O espírito de riqueza, o sentimento de avareza, que foram acima de tudo o real estímulo de muita atividade que se desdobrou neste país, por parte do corpo colonial, manifestaram-se sob uma forma dupla, cada qual mais poderosa para alargar a colonização e fazê-la estender-se a maiores extensões. Não só o índio tornou-se o objeto desse sentimento, como o território, para exploração de suas naturais riquezas. O colono que se dirigia para ultramar, antes de pensar na formação de uma nova pátria, antes de ativar-se pelo desejo do estabelecimento de uma nação , pensava na satisfação de seu egoísmo. A florescente natureza que se oferecia a seus olhos, a exuberância da vida tropical que agora o cercava, mostrando-lhes lindos espécimes de muita riqueza, aguçavam ainda mais sua avareza. Além disso, as grandes fortunas que se formaram pela exploração portuguesa nas Índias, os preciosos metais e minerais que foram arrancados do solo para o comercio português, que, por isso, tornou-se, nos séculos XV e XVI, o mais rico da Europa, o que concorria com maior competência no movimento econômico do velho mundo, trouxeram idênticos hábitos de exploração para o Brasil, desde o começo da colonização do século XVI, ainda pela convicção em que estava o espírito do colonizador, da semelhança de fauna e flora e das condições geológicas. Por indução, o colonizador conclui, dessas semelhanças, existirem minas no Brasil. Essa idéia, essa convicção, já foi gerada pela física do país, no espírito do colonizador. Em grande parte, era emigrada, por isso que na Europa ela era um importante fator das colonizações, um fato de caráter geral. A idéia política que tem por fim ampliar o espírito público, os direitos e a lei; que tem por fim tronar mais lata a soberania nacional, pelo largo desenvolvimento do comércio, da industria, da instrução; o espírito científico que tem por fim aumentar a cultura do povo, ampliar a liberdade do cidadão, tornar o homem soberano no meio da natureza que o cerca, não eram a causa eficiente das colonizações naqueles tempos, como o são hoje. Mais poderosos do que a idéia política, do que o espírito cientifico, eram o sentimento de riqueza, o sentimento religioso, para inspirarem as nações na colonização dos países selvagens. Salvar as almas em nome da religião e acumular riqueza em nome do interesse pessoal, eram característicos das determinadas nações coloniais daqueles séculos. Hoje salvar o cidadão da pressão autoritária de um governo, em nome da liberdade e da lei, e salvar a verdade em nome da ciência, é a causa das deliberações atuais e a feição dos tempos correntes.

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Eis por que quando o colonizador pisou o território brasileiro já trazia o espírito excitado pela febre desses sentimentos – pesquisar minas em satisfação própria, resgatar as almas das garras de Satã, em nome da religião. E as formações geológicas metamórficas, que se ofereceram a seus olhos, acenderam-lhe a cobiça e a avareza, a ponto que em cada quartzo, feldspato, mica, ametista, via as provas e os vestígios de ricas minas. Ao mesmo tempo que as formações geológicas aguçavam-lhe a ambição, uma raça desconhecida excitava-lhe a cobiça. Explorar minas e explorar as florestas brasileiras, em buscas de escravos, tornou-se um fato geral, em nossa história. Não só a classe popular, como a classe do governo se deixaram preocupar por ambas as explorações. Em ambas ficou plantado o privilégio, pelas tendência centralizadoras do governo. Prendeu o trabalho, cativando o braço, ficando sem equidade a distribuição da riqueza e prendeu os proventos das riquezas naturais. Instituiu o privilégio da escravidão, em beneficio da lavoura, e o privilegio da mineração em seu beneficio. E como ambos os fatos – o cativeiro do indígena e a exploração das minas – tinham por fim o primeiro passo de uma civilização – a formação da riqueza – e estavam centralizados nas mãos de duas classes, compreende-se facilmente que desde o começo, nossa vida econômica foi defeituosa, pelo poder centralizador em que ela vasou-se. Eis um fato de grande alcance para análise dos filósofos e que tanto contribuiu para a formação de um caráter nacional, como o que possuímos. Desde de que ambos os fatos foram monopolizados, o privilegio criado estabeleceu a corrente para o governo e a lavoura e com ela a corrente do poder, ficando assim as outras classes expoliadas. E procurando apreciar as ultimas conseqüências desses antecedentes, vemos que daí originaram-se a supremacia do governo, os ligeiros vestígios de uma aristocracia territorial, a passividade e subserviência da classe popular, a falta de um senso critico e analítico. E do caráter assim constituído ainda vemos bem visíveis provas, em nossas relações, psicológicas e econômicas. E se outros fatores representaram importante papel na formação do nosso caráter, a exploração das minas trouxe seu contingente, tanto mais importante, quanto ela tinha relações diretas com a formação econômica. O governo legislou sobre minas, tomando para si todos os proventos e quis levantar uma aristocracia sobre elas, por meio de baronatos, marquesatos, etc. E por isso temos de apreciar os desejos de muitos em obterem tais títulos, como Belchior Dias Moreyra, morador em Sergipe, um dos mais ousados exploradores das minas brasileiras, no século XVII, que tanto almejou o titulo de barão. Belchior Dias Moreyra tomou parte importante na conquista de Sergipe, acompanhando a expedição de Cristóvão de Barros, em 1590.

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Morou nas margens do Rio Real, onde está hoje edificada a vila de Campos, cuja capela foi por ele edificada. Iniciou naquelas paragens a profissão pastoril, constituindo-se talvez o maior fazendeiro daqueles tempos. Instituiu um morgado que motivou grandes pleitos e que duraram até poucos anos passados. Tinha foros de fidalgo e foi o tronco da família dos Caramurus, em Sergipe. Sua prole ramificou-se em Sergipe, constituindo diversos ramos, Pregos, Ávilas, Fonseca Saraiva, Dias, etc. Morreu em 1622 em sua modesta fazenda, com a idade de oitenta anos, deixando um filho natural Rubélio Dias, natural de Geru e filho da índia Lourença, de que adiante falaremos. Belchior Dias representa o homem que domina a história de Sergipe no começo do século XVII, pelas suas ousadas explorações. Os preciosos documentos dados à publicidade pelo meu honrado amigo e ilustrado professor Dr. Capistrano de Abreu, esclarecem as questões de minas, salvando a verdade que ate então, pela influencia de Rocha Pita, eram uma legenda em torno do nome de Rubélio Dias, a quem os historiadores sempre ligaram as questões de minas, no Brasil. O nome de Belchior desapareceu, para ser substituído pelo do seu filho, que na opinião de seus contemporâneos não teve tino nem atividade para seguir os passos de seu pai. A legenda foi substituída pela verdade da historia. Foi Belchior e não Rubélio quem se dedicou à exploração de minas. E compreendendo que na publicação dos documentos que esclarecem um ponto tão importante de nossa história, prestamos um serviço ao interesse de Sergipe, o fazemos, na esperança de que a iniciativa levante-se para arrancar do nosso solo as riquezas que ele possa conter. Na convicção em que estamos de que possuímos grande jazidas de preciosos metais, ficaremos contentíssimos se alguém utilizar-se dos ligeiros esclarecimentos que pretendemos dar neste trabalho, que se recomenda mais pela intenção de quem escreve, do que pelo seu valor real. Sendo de alto valor as excursões de Belchior, transcrevemos textualmente a carta que escreveu o coronel Pedro Barbosa Real ao Conde de Sabugosa em 1725, cuja publicidade deve-se ao espírito trabalhador do infatigável professor. Eis o que dizia o Coronel Leal ao Conde de Sabugosa: ―............................................................................................................................ ....‖vivia no sertão do Rio Real Belchior Dias Moreyra, dos primeiros naturais da Bahia, primo
de Gabriel Soares, abastado de terras e de bens que deixou por sua morte vinculados em morgado sobre o qual tem havido as contendas com a casa da Torre. ―Passados dous annos de perdição de Gabriel Soares sahiu seu gentio manso com algum gentio de Paramerim a buscar Belchior Dias pelo conhecimento que deste tinham. ―Com algumas amostras que trouxeram e com algumas noticias que já tinham de seu primo Gabriel Soares, resolveu a largar a sua casa e fazendas e entrar no sertão com o poder que tinha de seu gentio e o mais que de novo tinha vindo buscar, levando em sua companhia Marcos Ferreira, grande mineiro e se presume o mesmo que tinha acompanhado a Gabriel

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Soares – havendo duvidas que este mesmo Marcos Ferreira quando se perdeu Gabriel Soares sahio só do povoado ou ficou no sertão, entre aquelle gentio que foi quem os reduzio e convocou para buscarem Belchior Dias Moreyra. ―Preparado Belchior com a sua tropa no rio Real se encaminhou para as serras de Jacobina, fazendo seu caminho pelo rio Itapicuru acima, buscando o sertão de Massacará, passando pela serra a que os natures chamam – Bendutayu – que quer dizer na língua portuguesa – serra de Prata -, desta passou á serra do ―Puarassia‖ que se acha no meio da caatinga do ―Tocano‖, onde também fez exames, passou della ás serras de ―Jacobina‖ e continuando sua marcha por ellas para a parte do sul foi á ―Pedra Furada‖, d‘ahi passou ao rio Salitre e por elle acima foi buscar o logar onde se presume que morreu Gabriel Soares, passou a serra ―Branca‖, da serra ―Branca‖ passou ás serras de ―Osoroá‖ que se avisinham ao rio S. Francisco e dellas passou ao rio Verde e do rio Verde ao Paramerim e por elle acima procurou a aldeia dos Tubaijaras que existiu á beira do Paramerim, junto ao sitio que hoje chamam do Periperi, donde voltou não sei por onde, mas sei que tornou a buscar o rio Salitre, seguio por elle abaixo descobrindo as minas do ―Salitre‖, tornou a sahir ao rio S. Francisco, seguio por elle abaixo, foi ao ―Coraria‖ e onde descobrio as ametistas e novas minas de salitre na serra do ―Oroquery‖, continuou a marchar pelo rio abaixo, passou á outra parte de Pernambuco e se recolheu para ―Itabayana‖ a sua casa, gastando nessa estrada oito anos, no decurso dos quaes se não soube noticias delle, tanto assim que em sua casa o reputavam por morto. ― Com o trabalho, diligencias e exames de oito annos, sahio Belchior Dias Moreyra a povoado com o descobrimento de ouro, prata, pedras preciosas e salitre. ―Embarcou para Portugal, passou á corte de Hespanha, declarou os haveres que tinha achado, pretendeu mercês, e ou porque julgaram altas as mercês, ou porque julgassem que por ser natural do Brasil não merecia nenhuma attenção, o trouxeram quatro annos em requerimentos, até que desenganado voltou para o Brasil sem ser deferido. ―Passou segunda vez em Portugal e em dous annos de pretendente sem conseguir cousa alguma se tornou a voltar para o Brasil. Terceira vez intentou o mesmo, mandando seu sobrinho Domingos de Araujo remetido ao Conde de Almirante com todas as instruções. ―Voltou da mesma sorte sem despacho algum. ―Achou-se neste tempo governando Pernambuco D. Luiz de Sousa, avô ou bisavô do Sr. Marquez das Minas e tendo noticia dos grandes descobrimentos que havia feito Belchior e da sua desconsolação, lhe escreveu que se coarctasse nas mercêes que pretendia de Sua Magestade que elle queria ser seu procurador para na corte alcançar aquellas que pudesse conseguir. Sujeitou-se o velho Belchior Dias aquelle Mecenas cançado já de seu trabalho, da sua velhice e de tantos baldados requerimentos. ―Protegeu D. Luiz de Souza o requerimento de Belchior Dias na corte, offrecendo-se para com ele examinar e certificar umas e outras minas, alcançando, em primeiro logar a promessa do título de Marquez de minas para si, que então teve principio este titulo, tendo a sua confirmação depois da acclamação do Sr. Rei D. João IV e para Belchior Dias algumas mercês que se lhe destinaram. Conseguindo este despacho, escreveu D. Luiz de Souza, de Pernambuco, a Belchior Dias que Sua Magestade tinha deferido as mercêes , cujo escripto ficava em suas mãos para lh‘o entregar quando se ajustassem aquella diligencia e que em tal tempo o fosse esperar no rio S. Francisco para ahi se incorporarem e darem principio ao descobrimento, cuja carta firmada pelo dito governador D. Luiz de Souza se acha em meu poder. Resolveu-se depois vir á Bahia incorporar-se com o governador della o Sr. D. Francisco de Souza, seu primo, para ambos fazerem entrada no reconhecimento das minas. Desceu Belchior Dias á Bahia para guiar e acompanhar os governadores, como fez. ―Parece que Belchior Dias Moreyra com o uso das vezes quo foi áquellas côrtes se fez político e soube seguir algumas máximas que nellas só praticam, porque contam seus descendentes que, tendo peitado e obrigado a um pagem particular de um dos governadores, este sendo inconfidente a seu amo revelára a Belchior Dias que conversando ambos os governadores sobre as mercês que El-rei lhe fazia, dissera um para o outro: - mostre elle as

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minas, que o caboclo para que quer mercês? Do que procedeu entrar em desconfiança do que resultou o seguinte: Partiram da Bahia os dous governadores com Belchior Dias que os levou direto á serra de Itabaiana e que chegando a ella dissera aos governadores que suas senhorias estavam com os pés nas minas, mas que não lh‘as mostrava enquanto elles não lhe entregassem primeiro as cartas de mercêsque sua Magestade lhe fazia. ―Ao que elles lhes responderam que mostrasse as minas, que as mercês estavam certas, e se lhe entregariam o alvará de Sua Magestade depois que as mostrasse. ―Parece que ao mesmo tempo que cresceu a duvida em os governadores crescia mais a primeira desconfiança em Belchior Dias, que se resolveu a não patentear os descobrimentos, pelo que se precisaram os governadores a prendel-o, querendo por este meio obrigal-o a mostrar o que sabia, e vendo-se preso os levou a um serrote que chamam das minas em meio dos campos de Itabaiana, em o qual se fazendo exame se achou uma pedras cravadas de marquesita que não deram de si prata alguma, á vista do que voltaram os governadores para a praça da Bahia e Belchior Dias preso na cadêa della o obrigaram a pagar os nove mil cruzados que se tinha feito de despeza na jornada. ―Vendo-se Belchior Dias com dous annos de prisão e por não pagar os nove mil cruzados se resolveu em descobrir e mostrar o que sabia, ao que acudiram Pedro Garcia, o velho e outros parentes escandalisados do mau tratamento que lhe haviam feito os governadores, dizendo que não descobrisse, nem mostrasse nada e pagasse os nove mil cruzados que lhe supririam com elles, e com efeito pagou os nove mil cruzados, foi solto para o rio Real, aonde passados dous annos morreu, deixando todas as noticias daqueles descobrimentos sepultadas com a sua morte que succcedeu em o anno de 1619, tendo-se passado mais de um século sem que se tenha com certeza averiguado o lugar daquellas minas. ―Deixou este homem por sucessor a sua casa um filho natural havido em uma índia da aldêa do Gerú, a quem chamavam Rubélio Dias. Este com poucos brios, pouca actividade e temeroso do mau sucesso de seu pai, não só não quis seguir aquella empreza, se não deixou perder todas as memórias e roteiros que tinha deixado o dito seu pai. ―De Rubelio Dias procedeu D. Lourensa, que foi casada com Paulo de Araujo de cujo matrimonio nasceu o coronel Belchior da Fonseca Saraiva Dias Moreya, que entrou na casa em morgado do rio Real de sua bisavô Belchior Dias Moreya, e como este se casasse com a filha do desembargador João de Góes, vindo á cidade da Bahia, quis o Sr. Affonso Furtado que então governava este Estado, renovar aquelles descobrimentos de Belchior Dias, pelo que chamou o dito Coronel Belchior da Fonseca, a quem chamaram o Moribeca, para que declarasse os roteiros de seu bisavô e descobrisse aquelas minas. ―Foi o dito coronel ao sertão do rio Real á uma serra que esta defronte á fazenda do Jabibiry, onde morava e onde viveu seu bisavô, a que chamavam serra do Caniny, da qual tirou algumas pedras com marquesita, que parece prata e porque na sua casa se conservavam ainda algumas pedras de legítima prata do tempo de seu bisavô, introduzio estas com as que tirou da serra do Caniny e as trouxe ao Sr. Affonso Furtado que as mandou ensaiar pelo ourives Raphael Lobo, e como este entre todas escolhesse as que achou de líquida prata, tirou dellas a prata que tinham, o que vendo o Sr. Affonso Furtado mandou a seu filho João Furtado, com a amostra da prata e com as pedras que ficaram a ser apresentadas a Sua Magestade, Entendendo que tinha conseguido aquelle descobrimento em que sempre se tinha cuidado; mas como em Portugal se não achasse mais pedras de prata, ficou em duvida a certeza daquelas minas. ‘‘Governando este estado o Sr. Roque da Costa Barreto, mandou o Sr. Rei D. Pedro a D. Rodrigo Castello Branco, com 600$000 de ordenado e toda a despreza que fizesse por conta da fazenda real, averiguar e examinar as minas de Itabayana e Jacobina, pelas noticias e tradições de Belchior Dias. Foi D. Rodrigo com efeito a Itabayana ao mesmo serrote das minas a que Belchior levou os governadores, donde fez algum exame e somente achou que havia alguns criadeiros que indicavam prata, mas de pouca consideração e de nenhuma esperança para se romper aquela mina e retirou-se para Bahia, de onde passou para São

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Paulo, ambicioso então das noticias que corriam das esmeraldas, de ouro, e de prata de sabarabussú, onde o mataram, deixando na Bahia o tenente-general Jorge Soares de Macedo, seu cunhado, para ir examinar as minas de Jacobina ―E como a esse tempo se sabia já de um roteiro que Belchior Dias havia dado a seu sobrinho Francisco Dias, bisavô do coronel Garcia d‘Ávila, do haver que havia em Jacobina, foi Jorge Soares com João Peixoto a Jacobina, examinar o dito roteiro e correndo muitas serras e logares o não averiguaram e sucedeu o que o mesmo João Peixoto relata na noticia que deu e deixou escripta com o mesmo roteiro que é o seguinte: ―Copia da instrucção que deu o padre Antonio Pereira, o da torre de Garcia d‘Ávila, a João Calleta no ano 1655 para buscar na Jacobina as minas que descobriu Belchior Dias no ano de 1604 na mesma forma que ficou escrita pelo próprio Belchior Dias Moreya o seu sobrinho Francisco Dias d‘Ávila parente do dito padre, etc. ‘‘Na serra, na mais alta ponta dela que tem, pondo-se o homem da banda do sul, está o haver e a ponta está inclinada ao leste; e debaixo desta ponta de leste bem a baixo, quando faz grandes invernadas Leva uma bêta, si é de prata ou de ouro Deus sabe, e quando forem ao taboleiro em cima, pondo-se da parte do sul hão de achar muitos crystaes e da banda do sul para o norte outras pedras muitas, que me parecem de consideração.‖ ―Dizia mais o papel donde morreu Gabriel Soares de Souza está uma serra Itauiupeburá que é de chumbo. Tomem a ribeira donde nasce Tapuia Ubatuba, corram por ella abaixo, não fique grota que não vigiem.‖ ―Copia de um assento de Belchior Dias Moreya que foi dizer a El-Rei o anno de 1612 e por lhe não deferirem com as mercês que pedia e grande morreu no anno de 1619, ficando encobertas.‖ ―No de 675 fui eu com Jorge Soares uma das pessoas que Sua Alteza mandou a ver se eram minas, a serra de Itabaiana e Jacobina, vêr se fora por alli aquelle descobrimento de Melchior Dias. Achei um índio cariry, velho de cem annos, por nome Gaburú, na aldeia de Sahy e descobri com muita indústria haver acompanhado a Mechior Dias naquela jornada de seu descobrimento, o que ele tinha muito calado e negado ( disse ele) por assim o ordenado dito Melchior Dias. Levou-nos pelo campo firo ao do Salitre, cortando doze léguas de matto e catinga, sem água nem caravatá que a tivesse e com raízes de imbú e mandacarú se remediou a gente que abriu o caminho em dezenove dias. Mostrou o velho logar. onde Melchior Dias achou o que buscava, o qual ( disse o índio) os levará outro de outra nação que primeiro deu umas pedras ao Belchior Dias. Achamos signaes certíssimos de haver ahi estado gente branca, e não foi outro senão o dito Melchior Dias e depois do anno de 1628 seu sobrinho Francisco d‘Ávila mandado pelo governador Diego Luiz de Oliveira, sendo já morto o tio, mas não descobriu a mina por que não a conheceu, porque Belchior Dias escondeu da gente e índios que levou aparte donde tirou a pedra que ensaiou alli e disse o velho índio que coseu no fogo em m texto ou tacho e depois lavou muito e tirou uma pedrinha branca. Disso fizera muita festa com as espingardas e dissera era pólvora e lhes mandará não mostrar nunca a branco aquele logar. porque havia de saber os flamengos e vir tomar-lhe a sua terra, e por isso não quisera nunca falar nem mostrar. ―Em poder de Belchior da Fonseca, filho de Paulo de Araujo e de D. Lorença, neta do dito Belchior Dias, está um copiador de cartas que escrevia a El-Rei e ministros ( agora está este copiador na secretaria) instando de novo que não ficava por elle descobrirem-se as riquezas que as terras do Brasil tinham sonegado ha tantos annos com que S. M. poria freio ao turco e sopearia os potentados da Europa e estes termos de explicar o seu achado provam a riqueza e certeza della e instancia com que o affirmara e ser entendido em minas, e aquelle descobriu acompanhado de outro maior mineiro por nome Marcos Ferreira de que deu noticia o velho índio, e depois achei em João Callella e assim que por todas as razões que Belchior Dias achou ricas minas, e em sua casa há inda prata que tacitamente tirou delas, isto é fama constante e que foi aquele lugar se certifica pelo referido; mas por não haver quem conheça as pedras que estão incógnitas, Deus as descobrirá quando fôr servido.

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acrescentando que pela experiência que tinha e sabia das minas. e se acharia no seu livro de razão a fls. Roque da Costa tinha-o obrigado a acompanhar a D. Jorge de Barros Leite. ―Como o Sr. Pedro. Dr. e porque dele se acham seis ou sete folhas cortadas com assento do mesmo Belchior Dias em que se assignou que aquellas folhas que alli faltavam as rompera. João de Alencastro mandasse pessoa de confiança a examinar se as minas de onde tinham saído aquellas amostras eram verdadeiras e seriam de rendimento. comunicando-me verbalmente algumas noticias e tradições que tinha sem certeza e me entregou um copiador de cartas de seu bisavô Belchior Dias. mas não deram em nada porque são infinitas as serras e eles ignorantes em minas. que tinha acompanhado a Belchior Dias e era tio de Rubelio Dias. a partir da Bahia. mandando S. e que assim me dava de parecer que a buscasse mais ao sertão e que me não confiasse com a Itabaiana. levado em minha companhia ouvires experientes e a Manoel Vieira da Silva que havia acompanhado a D. donde voltou um pouco efeito e com poucas diligências. João me ordenasse que fizesse passagem pelo rio Real. o qual livro nunca apareceu e me certificou o dito coronel que fora comido e destruído do cupim. introduziu umas pedras do serrote das minas de Itabaiana e de outras terras do mesmo continente introduzindo-lhe alguma prata industriosamente de que resultou tirar-se na casa da moeda em Portugal algumas porções de prata de cinco pedras que foram com as mais. ―Como esta e outras noticias me resolvi entrar pelo mesmo caminho e sertão por onde entrou Belchior Dias. e procurasse o coronel Belchior da Fonseca para que me comunicasse todas as notícias que tivesse. que morava no rio Real e dava várias noticias de algumas entradas de Belchior Dias. seis léguas distantes de Itabaiana e que ouvindo fallar na prata d‘ella fôra por sua curiosidade a ver o serrote das minas e que ao Sr. Que se acha na secretaria para entender sobre os descobrimentos de minas. e a Amaro Gomes. ―Partiu o dito coronel de sua casa do Rio Real e marchou até a serra do picarassá de que atrás tenho tocado. E este velho me despersuadiu que não fosse a Itabaiana porquanto elle havia morado alguns anos na cidade Sergipe d‘El-Rei.―Os signaes que deu este papel acima deu o padre Antonio Ferreira (da Torre) a João Callella e a seus irmãos para buscarem o ano de 652 quando entraram a povoar aquelas terras e parte da Jacobina. D. e fallando ao dito velho índio me certificou que tinha acompanhado Belchior Dias Moreya até a serra do picurassá sómente. um velho que vivia na Bahia defronte de S. até que certificado da diligencia em que eu ia me veiu fallar. D. para cuja diligencia me nomeou o mesmo senhor. de seu bisavô Belchior Dias Moreya. assim como estava o copiador que conservo em meu poder. procurei instruir-me na especulativa e pratica dos exames dos metaes com João Coutinho. tão maltratado e comido de cupim que em poucas folhas se deixa ler algumas partes. que o Sr. ―Passei d‘ahi à casa do coronel Moribeca que receioso de alguma execução se ocultou três dias. o qual tinha assistido muitos anos nas Índias de Hespanha. recolhendo-se a sua casa sem outra alguma satisfaçãs. M. a prata se não criava senão de quarenta léguas afastadas do mar para o sertão. mas é sem duvida que pela tradição dos índios Oris daquella serra esteve nela Belchior Dias e sobre ella onde estive oito dias examinando-a achei duas marcas: a primeira consta de três 81 . Mandou chamar o coronel Morimbeca e lhe encarregou fosse novamente investigar novamente o sertão em que seu bisavô tinha descoberto aquellas minas. ainda parente de Belchior Dias. é que d‘ahi para diante o conduziram e guiariam taes índios e ele se voltára com outra gente para sua aldeia. ―Veio governar este estado o Sr. porque seu gênio não o inclinava à semelhantes serviços da qual diligencia não deu conta. Rodrigo de Castello Branco e o ajudar a examinar aquella mina em que só acharam ao referidos criadeiros com alguns indícios de pouca prata que ahi havia. seu filho. M. 60. nas casas de fundições de prata. fui à serra do Picurassá onde fazendo varias diligencias não descobri nada. João de Alencastro com ordem de S. E porque no mesmo tempo capitão-mor de Sergipe El-Rei. donde voltou a buscar a estrada do rio São Francisco até o corassár. Fui buscar á aldeia do Gerù a falar com o principal de nome Birú. e porque então me achava sem intelligencia alguma de minas. Rodrigo de Castello Branco por ensaiador.

seus irmãos. João. fora a Jacobina com este roteiro. que mal podia eu encontrar aquele lugar. que então estava descoberta e que não o averiguaram. no mesmo papel e da mesma letra que então me deu o velho João Calhelha. e que este depois que subiu de seus descobrimentos dissera a seu sobrinho Francisco Dias que em Jacobina havia um haver e quando ele e seus irmãos por ordem do dito Francisco Dias descobriram a Jacobina escrevera Francisco Dias a seu tio Belchior Dias que a tinha descoberto que lhe mandasse dizer onde estava o haver. junto a um olho de água que eu alimpei beneficiei para dar de beber à minha tropa a qual cata eu não vi quando estive na dita serra. mostrando-me uma memória que tinha no dedo tirado por uns carijoz de João de Maya. o padre Antonio Pereira e Francisco Dias. Rodrigo de Castello Branco. Francisco. pelas informações que me deram os índios de que elle tinha ido à serra do Orocury chamado pela sua língua Podêcó. ―Por então não averigüei o dito por seguir a derrota de Belchior Dias para o rio de S. o velho. eram as serras da Sapucaia distantes daquella mais de trinta léguas. um dia pela manhã até a noite. Foi segunda vez com o mesmo roteiro o padre Antonio Pereira e com ele fizeram a mesma diligência e passaram a Jacobina nova e que não acharam nada e que o dito padre lhe deixara então o roteiro para elle e seus irmãos com mais vagar e maior diligência o averiguassem. que se tinham retirado de Sabarabussú quando mataram D. indo alli de passagem e sem conhecimento algum daquelle país. onde viveram e morreram. e. e me asseverou o principal daquelles índios que perto daquele morro se achava outro todo de pedras amarellas. que elle e Francisco Dias e o padre Antonio Pereira era verdade que tinham deito exactas diligências. Disse-lhe eu então que se ele e seus irmãos. intentando descobril-o todo. o velho. me trouxe o 82 . o capitão Lourenço de Matos. como experimentei capacitando-o ir me mostrar o rio Pindobussú. o que ele não fora averiguar por se achar muito decrépito e incapaz de sahir de casa. E na dita carta se tinha achado um cono biscainho que eu vi em poder de Luiz de Andrade o qual agora em Jacobina me segurou. não podiam acertar pelo não terem buscado naquella parte que diziam os índios Payayaz. João Calhelha que era o mais velho me assegurou que conhecera muito bem a Belchior Dias. ―Disse-me também que Francisco Dias. donde me segurou havia ouro. Em Jacobina procurei o velho João Calhelha.. seguindo até ali o mesmo caminho de Belchior Dias. D. perto desta serra nos campos do Corassá perto ao sitio do Curral do Meio vi e passei pelo serrote de pedras amethistas roxas que descobriu o mesmo Belchior Dias Moreya do que eu tirei algumas e se tem tirado muitas por várias vezes. mas que havia poucos annos que os principais índios velhos lhe tinham declarado que aquella não era a verdadeira legitima serra de Jacobina. que com elle correram toda aquella parte da Jacobina. que achara para a parte do poente ao pé da mesma serra uma carta antiga. um L e uma S e diante delas em pouca distância feita uma cruz em uma lage. procurei o gentio da nação Orocuyú que me levaram a dita serra donde achei novas minas de salitre de que mandei as amostras ao Sr. certificando-me aquelle mesmo gentio.letras feitas de pedra posta a mão_ um A. lhe tinham feito tantas diligências sem proveito. e Manoel Calhelha.Respondeu-lhe com o roteiro que agora remeto à V. fui sahir a Jacobina. descobridores de Jacobina. o que estava lembrado que ele entrou ao sertão por se achar já com dez ou doze anos de idade. e que os brancos tinham corrompido genericamente o nome de Jacobina por todas as aquelas serras e que como elles tinham procurado o roteiro naquele continente da primeira povoação da Jacobina. Segui aquela derrota. achando as amostras na dita serra vestígios de ter alli estado Belchior Dias. e esta serra que é mui elevada se acha só no meio daquella campanha e as serrarias mais vizinhas que lhe ficara à parte do poente para o sertão é a serra da Tuyuba e fiquei na presunpção de que aquellas marcas desmarcariam uma antiga cata e que se acha em um morro perto da serra Tuyuba aberta em uma pedreira de cor verde de que o gentio então me deu um pedaço. o que elle e seus irmãos tinham feito sem que tivessem encontrado signaes delle. Ex. ―Segui a derrota para Jacobina atravessando setenta léguas de catinga em que perdi vinte e oito cavalos e atravessando a serra Tuyuba pelas aldeias velhas dos Oris.. Declarou-me então o dito João Calhelha. mas como me faltava o roteiro não pôde entender nem averiguar a significação della.

.... Este é na mesma Jacobina da missão de Nossa Senhora das Neves para a parte do rio S. Agora quando estive em Jacobina mandei examinar esses signaes... e três morros sobre outra serra e promete aqui ouro e cobre................ as grotas muitas e muitos os anos.... Jacobina........ ―O mesmo João Calhelha me certificou que Belchior Dias entrara no sertão aquelles descobrimentos com o gentio do Parámirim e com o gentio de Gabriel Soares. E como ahí são muitos e vi a variedade com que o índio m‘o buscava................ nem póde haver controvérsia.... mas não se pode então dar com as catas............. João de Alencastro....... donde tirei quinze amostras que entreguei ao Sr................ mas como a serra é grande............. governando este Estado.... porque se achando alli o serrote das pedras roxas. mas como – nihil occultum quod non revelatur – por algumas intelligências de escravos e índios antigos se veiu a saber delle..... Fiz-lhe bastante diligencia.. e talvez que Belchior Dias occultasse este àqueles governadores e que também naquellas mais no sertão tivesse descoberto mais alguma cousa que não quis descobrir................ se conhece por ser a maior que alli há.. ‖Os signaes do roteiro são uma grande arvore um brejo de cannas bravas............. Luiz Cezar de Menezes.................. ―Daquela parte desci pelo rio S.......... ―De outro roteiro na mesma Jacobina há também individuaes noticias que o mesmo Belchior Dias....... mais elles não sabem o buraco.... e porque também vi que ele fazia bastante diligencia para acertar com elle porque chegando a vários daquelles serrotes pesquisava ao redor buscando o seguinte para conhecer no que conheci que não fingia o seu descobrimento..................‖ ........ ―O que suposto segundo as tradições e noticias que tenho alcançado por homens antigos e por índios daquelles sertões... em alguns se acham ouro e o de 83 ...................................... crystaes e que é certo haver..............................índio correndo vários serrotes sem poder acertar com ele.......... por quanto em alguns dos seus ribeiros se tem achado ouro e o vigário de Itabaiana remeteu as amostras dele ao Sr........... ‖Como esta certeza já não é para desprezar o roteiro de Belchior Dias e por este se devem acreditar todos os seus descobrimentos....... ‖Botei escravos meus com um homem a socavar os ribeiros daquella serrania com o intento de correr aquelle districto a descobrir as ditas catas... achou-se a arvore de sucupira que tinha..... ......... oito ou dez léguas do rio Itapicurú-mirin da freguezia Jacobina donde se acha duas antigas catas......... deu a seu sobrinho Francisco Dias o qual pelos possuidores de sua casa se perdeu ou o ocultaram.......... e assim por todos os princípios e por todas as circunstâncias e noticias fez Belchior todos os descobrimentos no sertão da Bahia no quase rotundo território desde o rio de S...... o tempo tem cegado tudo de sorte que é necessário um geral e positivo exame naquela serra.............................. Pará mirim.......... M... que já esta caída no chão........ dizendo que seus pais lhes contavam.......................................... como dito tenho.. Francisco.... Francisco abaixo e vim buscar á Itabaiana donde me dilatei três mezes correndo todas aquellas serras e acabando-o com três barris de pólvora que lhe metti em uma mina que lhe fiz...................... .. e estar incorrupta e se sabe de brejo........ com quem no decurso de tantas jornadas tenho tratado e pesquisado..... o que lhe não concedeu pela prohibição que havia de S........... Eu sei que o rio das pedras da mesma Itabaiana se tem tirado ouro............. em uma das quais é fama constante que esta ferramenta enterrada.... compreendendo as capitanias de Sergipe d‖El-Rei...... ―Nem por estas diligencias fica perdendo o descobrimento de Belchior Dias a opinião no que toca a Itabaiana.............. Paraguassú........ pedindo-lhe licença para romper aquellas minas....‖ ....... mas não deixei de acreditar aquela noticia... Falta descobrir a beta que diz o roteiro....................... passei adiante á diligencia em que ia sem outra averiguação.... e dizem que prata da qual não há certeza donde seja. o que me asseguraram os índios velhos cacherinheus práticos naquelle lugar pois alli é sua terra......... D................ e entre ellas se tem tirado algumas amarellas é factível que haja o morro das ditas pedras amarelas que dizia o índio.. até o continente que comprehende as minas do rio de Contas em que atualmente se está tirando ouro no que nem há duvida. Francisco. que no sertão de Itabaiana descobriu ouro........

por muito annos.... que descobrir prata em logares do rio S.... cuja trilha não quis seguir..... me veio um sujeito a quem recommendei a diligencia dizer que a tinha descoberto umas das catas por um morro acima... comprida e muito antiga e que levando-se o morro a escala...... que abriram ao rio S. que não hão de faltar descobridores que se arrisquem como Belchior Dias e que descubrão o mesmo que ele descobriu que alguns não fazem por não correrem a mesma fortuna que ele correu.... 84 .......... nem é histórico. cujo nome se auroela com grandes feitos. Como pelas catas que recebi de V. Ex.. nunca tratou de minas.. se logre esta felicidade e que para o dirigir e franqueiar guarde Deus a V. Francisco muito ao sul de Jacobina Nova e da grande serra Branca se acham catas antigas que ha tradições foram feitas por Belchior Dias e fama constante que nellas tirou prata e algumas pessoas viram já estas catas e o Capitãomór Damião Cosme me disse vira algumas.. Ex.. de que também remetteu a copia tirada do mesmo copiador. e seu nome tornou-se popular pela influência de rocha pita em sua História da América Portuguesa.. anime os seus vassallos com mercês e com algum proveito com que passa fazer as despesas.. não pode ir para examinar a dita cata ou mina velha que La vira tempo que se reconheça e examine. ... Deste documento devemos tirar importantes conclusões.... por ter sido infatigável descobridor de minas. ―Este homem chegou a affirmar por uma carta que se acha no seu copiador que havia de dar neste sertão do Brasil tanto ouro e tanta prata como ferro em Bilbáo... Pedro..... Determinei passar pessoalmente aquelle exame depois de saber os primeiros signaes do roteiro. Joanna Cavalcante e o capitão Antonio da Guerra que morou no sertão do lagarto assegurava que tinha visto prata daquelas serras e me convidou a mim e ao donatário Manoel Garcia Pimentel para irmos a ellas e que elle se obrigava a mostrar os buracos da prata....... mais deixei recommendado a pessoa de satisfação a fizesse.... para que a historia conquistou a verdade do passado.. Francisco e pelo Paraguassu examinou também aquella parte do rio de contas e da a conhecer a carta que escreveu a Affonso Rodrigues da Cachoeira.................... não é real. mais como chegasse o tempo de passar as minas do rio de contas para onde fui....... Os feitos que se imputavam a Rubelio não passam hoje de legendas. ―Na serras de Assuruá. seu parente.... não estive mais de oito dias em Jacobina.... Ex .. por serem hoje aquellas serras pastos de gado das fazendas de D. requereu e prometeu minas. me faltou o tempo para aquella averiguação..... Novembro de 22 de 1725....... Ex. deve ser referido a seu pai Belchior... Queira Deus que no tempo do governo de V. Foi sempre indiferente aos trabalhos do seu pai.. Se V Ex.. não quiser passar pela demora de um século como tem corrido desde o tempo de Belchior Dias até o presente... tiradas do seu copiador que tenho.Beribery o tem de conta de que mandei a mostra à V..... ― S... Ex...... – Pedro Barbosa Leal‖.. ―Quando de volta do rio de contas cheguei a Jacobina... Aquilo que ate aqui se tem afirmado relativamente a Rubélio Dias.. Nunca foi à Europa.... É sem duvida que nellas esteve Belchior Dias e que por ser a mesma serrania dellas passou a do rio verde onde dizem achou uma pedreira de esmeralda. Tudo aquilo que até aqui se tem afirmado relativamente a Rubélio. no fim delle se abrira uma mina ou buraco e elle segurava e estava tapado com pedras arrumadas a mão e duvidando-lhe eu que se poderia e ser aquella ruína ou tapada por alguns desmanchos do morro e tornou a sererar que elle reflectira com attenção que achara e que fora artificialmente tapada... ―Isto me afirmaram alguns índios tubayjaras com quem falei. ―De que Belchior Dias foi a Portugal......... se verifica pelas copias de suas cartas que remeteu a V.

em novembro de 1637. que é filho natural de Belchior Morou em S. quando tinha de idade trinta e tanto anos. e nenhum auxilio prestou-lhe. fez em cessão da misericórdia de S. Rubélio declara ser morador do Rio Real. Provavelmente dedicando-se ele à profissão de criar gado e arrendando o melhor curral existente naquela zona — fazenda de Jabebiri — onde morou seu pai. o papel que representou Sergipe no movimento histórico. Nisto limita-se a vida de Rubelio Dias. de hoje em diante. na fazenda de Jabebiri. sem atividade. por seu intermédio. Como testamento de seu pai. motivando também a colonização dos sertões da Bahia e Alagoas. Cristovão. para não cair nas mãos do inimigo holandês. Muito pesquisamos sua vida e nada de importante encontramos Sabemos que nasceu no Geru. sem patriotismo. Naturalmente teve a sorte de todo habitante de Sergipe: fugiu abandonado os lares. Estudado Belchior Dias. compreende-se por isso mesmo. A colonização amplia-se com as explorações de minas. A casa de Belchior Dias. Os fatos referidos a Rubélio Dias devem pertencer. um compromisso de alimentar o exercito. 85 . ao domínio da legenda. Desaparece da critica do historiador. mudou-se por este tempo de Sergipe. esta estudada a historia de Sergipe nesses tempos. de cuja fortuna apoderou-se. a Belchior Dias que se devem ligar os acontecimentos de exploração de minas e que por isso mesmo representa a feição histórica de Sergipe. por vinte mil reis anuais. até mesmo os governadores da Bahia e Pernambuco. em uma doação à própria Misericórdia. nas terras de Jabebiri. que alem de ter tomado parte na conquista de Sergipe. a Nicolau Pinheiro de Carvalho. E basta consignarmos aqui a época da conquista de Sergipe (1590) e a época da morte de Belchior (1622). Na escritura passada. a si pertences. um sítio de criação de gado. O território sergipano foi percorrido por estas caravanas que se dirigiam para o ocidente e muito cedo tornavam-se conhecidos os sertões de Itabaiana e Simão Dias. nunca mais o encontramos no movimento da nossa historia de 1635 em diante. tornou-se um ponto. É. para compreendermos que muito cedo entre nós o colonizador penetrou pelo interior do nosso território. por nove anos. pois. Ele é o centro de todo movimento de mineração daqueles tempos. Cristovão e ai achava-se quando passo o exercito fugitivo de Bagnuolo. Nada mais importante sabemos Em Janeiro de 1636 arrenda. no fim do século XVI e começo do XVII. E tendo sido ele morador em Sergipe. durante sua estada na velha capital sergipense. O arrendamento foi feito.Belchior foi o verdadeiro perquisador de minas . Acreditamos que não pegou nas armas na guerra da independência do norte do Brasil. justamente o contrario de seu pai. para onde afluíam os exploradores de então.

para nós de muita importância. quando ele contorna as serras do cajueiro. escrita em latim. temos de consignar o fato muito significativo de muitos dos nossos sertanejos apanharem ouro em pó. Deixemos. como ele o chama. além de determinar em seu mapa o local das minas. 86 . procurando explorar-se o leito do rio das pedras. Realmente desses pequenos montes descem regatos de leitos auríferos. O importante geógrafo holandês que esteve no Brasil no século XVII.contribuiu para sua colonização. levantou de Sergipe. por que todos os exploradores dirigem-se para a serra da Itabaiana. No mapa geográfico que Barloues. Já tivemos ocasião de ver um frasco destas belas amostras. em cascalho aurífero. Todas as explorações de minas feitas até aqui em Sergipe têm sido improfícuas. vem a indicação das minas. Além destes documentos. em sua importante obra. fala muito e muito das minas do mameluco Belchior Dias Moreya. isto e vejamos a questão de minas. para sua prosperidade. Em 1642. em companhia de Mauricio Nassau. em um ponto aproximado ao rio das pedras. Deve-se mudar deve-se mudar de rumo. porem. pelas explorações que efetuou.

por isso 87 . iniciaram a luta pela liberdade de consciência. se a prosperidade da colônia dependesse mais do grau de saber de seus governadores. De entre os povos que maior amplitude deram aos meios políticos que os deviam dirigir no Brasil. habitando um solo que cedo lhe despertou o sentimento de associação. laborioso. Desde 1581 estas agressões tomaram um caráter mais serio por isso mesmo que erma dominadas por causas mais gerais pelo desejo de estabelecer uma política ultramarina na novas regiões. se os seus sucessores não se desviassem da brilhante carreira de administração por ele traçada. pertinaz. cheia de prosperidade se fosse mantida a orientação inteligente do conde de Nassau. A invasão holandesa no Brasil não é mais do que o prolongamento das lutas que as províncias unidas levantaram contra Espanha. Não nos cabe aqui acompanhar esse movimento.CAPÍTULO IV Invasão Holandesa em Sergipe Estado da capitania Desastrosa à colônia foi a subjugação de sua metrópole à nação espanhola que. para corrigir seus estragos. não só como resultados do espírito da época. como de uma vingança à rainha dos mares. com a fundação de colônias que seriam os rebentos de futuras nacionalidades. ao terror das nações – a Espanha. se já faziam excursões por suas costas. contra o estabelecimento da inquisição. Dominado exclusivamente pelo sentimento religioso. em suma. que propagavam o ódio contra o governo opressor. do que do sentimento de liberdade nutrido pela classe popular. Se as excursões anteriores àquela data eram presididas por sentimentos pessoais. o holandês levantou a revolta contra a política de Felipe II e guiado pelo seus rederykers. Sendo dos últimos a encetar correntes de imigração para o Brasil. figuram os holandeses. cujos antecedentes históricos levaram-nos a levantar o protesto contra a semelhante coerção. onde iam saciar o espírito de riqueza que nutriam. a cuja coroa ficaram anexadas. angariou para o Brasil a prevenção de outros povos que. pela proteção dos Estados que as permitiam e auxiliavam. a guerra da emancipação. tenderam a fortalecer as correrias. as que se seguiram traziam maior força de coesão. sóbrio. No correr da luta os oprimidos tomaram a ofensiva e as colônias espanholas forma dela o alvo. foram os primeiros a estabelecer os fundamentos de uma futura nacionalidade. cujas tentativas e ambições forma grandemente auxiliadas pelo seu governo. a luta contra as forças da natureza. Povo eminentemente livre. Desde os primeiros tempos do século XVI franceses e ingleses pirateavam pelos mares do Brasil. de inquirição. quis Felipe II impor uma religião aos países-Baixos. pelo grande domínio que representava no século XVI e pelos meios de coerção que pôs em pratica. para impor um sentimento religioso a outras nações. pela abdicação de Carlos V em Felipe II.

de muita vantagem para os interesses profissionais. tendo como imediato s bravo Piet Heyn. se não fossem as rícas presas.que na trégua de doze anos celebrada entre os beligerantes (1609. o atraso de seu movimento social. do qual quase que se apoderaram. em virtude da qual a metrópole aboliu a relação. advogados. foi entretanto a causa de originar-se cedo no pais o espírito de chicana. tornou-se bem patentes nos meios de defesa que opuseram à invasão das armas inimigas na Bahia. O estado do espírito publico da colônia.83 Em 1621. Os Holandeses no Brasil. e que indenizaram as grandes despesas da companhia. Se a instituição do Tribunal da Relação na Bahia. Avisadas a metrópole e a corte desta segunda tentativa. tornam-se bem visíveis do modo por que foram recebidas as armas inimigas. p. a morte do espírito militar. em 1624 e em Pernambuco. aplicando para a tropa as despesas com este corpo de justiça. fazendo esquecer as medidas de defesa. escrivães. A pequena vida da colônia. até mesmo depois da recuperação da Bahia. A cobiça açulou-se com os lucros da companhia oriental e Guilherme Usselincx levanta a idéia da criação de uma companhia ocidental. encarregando-se do comando superior João Von Dorth e em maio de 1624 os habitantes de São Salvador avistaram em sua bela baía as velas inimigas. o predomínio do espírito religioso que tudo avassalava. em 1630. nenhuma clausula foi estabelecida para realizá-las. confiada a Jacob Willekens. não permitia um tão grande número do corpo da justiça e da advocacia. rábulas. de civismo e de homogeneidade de sua população. quando a companhia ocidental dirigiu a atenção para Pernambuco. no começo do século XVII. que prevenidas dos intensos hostis dos Países-Baixos. para cuja manutenção 83 Porto Seguro. A falta de patriotismo. 10 88 . como instigavam o capricho da clientela. O mais direto resultado da invasão holandesa foi uma modificação da legislação da colônia. trazia vantagens pelo lado criminal. justamente quando se acabavam as tréguas. com o auxilio de vinte e sete soldados e algumas munições. concluir pactos com os moradores e construir fortificações. com o monopólio do comercio da America e África. limitaram-se a encarregar a defesa de Pernambuco a Matias de Albuquerque. Os mesmo sentimentos tornam-se bem patentes na metrópole e na corte. que se achava em Madri. pelo grande número de letrados . que nenhuma oposição encontraram em assenhorearem-se da capital da colônia. a perda do sentimento de patriotismo que de sua população tinha-se apoderado. durante vinte e quatro anos e com o direito de nomear governadores. O comercio do oriente foi o primeiro alvo do espírito ofensivo dos oprimidos. Era completo o esquecimento votado aos interesses da colônia.1621). em 1630. que se não faria por certo. feitas por Piet Heyn nos mares da Bahia. que não só prolongavam a marcha dos pleitos judiciários. nenhuma providencia tomaram. estava vitorioso o plano e pouco depois já achava-se organizada a expedição.

pela abundancia de questões civis agitadas. Para antecipar-se o saldo de despesas que se iriam tornando isolváveis. dirigindo uma guerra de emboscada. Só nos pertence apreciar o alargamento do domínio até Sergipe. Pertencia-lhes inquirir do procedimento dos capitães-mores e das faltas das câmaras. no começo do século XVII. por parte da companhia e seus delegados. Abolida a relação. Os capitães-mores e ouvidores das capitanias que até então tinham alçada até cem mil reis. do que o lado criminal.84 No próprio espírito da legislação pintava-se a profunda linha divisória entre as três raças que colonizavam o Brasil. gentios e peões. ( 1645-1654) o heroísmo e patriotismo dos invadidos foram postos em ação. compreende toda a administração de Nassau (1637-1644). quando Nassau.Não nos compete nada dizer deste período. de rapinagem. que exclui a contribuição da clientela. se à frente dos invasores não se coloca Domingos Calabar. Três fases muitos diversas apresenta o domínio holandês no Brasil. E hoje temos a prova desse hábito que se inoculou no Brasil. se não se manifestasse. Na primeira que se entende da invasão à administração de Nassau (16301637). Não esta no plano da presente obra acompanhar a evolução da invasão e domínio holandês em Pernambuco. o novo aspecto da civilização dado pela raça invasora. a tendência de substituir-se o espírito político. I. Na terceira fase que é a guerra da independência. de saques. E o modo de distribuir-se e agitar-se o direito. que vai de 1637 a 1644. contribui para a degeneração do caráter. que reivindicaria para a Holanda todo o território setentrional. foi substituída por duas ouvidorias gerais. 486 89 . No crime ficaram igualmente restritas as atribuições dos capitães-mores. com alçada no cível até cem mil reis e no crime até morte natural dos escravos. Na segunda. o espírito comercial é o que domina a fim de que a companhia não desista de seus planos de exploração. ficaram com ela reduzida a vinte mil reis. sem previa formação de processo. assumindo a direção do governo holandês em Pernambuco. Achava-se o Conde Bagnuolo no comando das tropas portuguesas. que estabelecem as bases de uma política verdadeiramente livre. seu ilustrado espírito. estabelecendo as modificações operadas no norte do Brasil. e fortificado em porto calvo. pôs-se a campo com as tropas holandesas a estender os domínios para o sul. a invasão vai se estendendo a maiores âmbitos. ficando suspensas durante a presença do ouvidor nas capitanias.era preciso de preferência ativar-se o lado civil dos pleitos.p. Seu alto tino administrativo. 84 Porto Seguro história Geral. com agravo a apelação para a ouvidoria geral. durante sua vida colonial. pelo espírito mercenário. e pela proliferação que se efetuou na classe de advogados.

para opor-lhe resistência. se não projeta o ataque o ataque da Bahia em 1638. provam que os meios de luta achavam-se em bom pé. no ultimo dia do mês de março de 1637. Foi esta uma das poucas descaídas que cometeu Nassau. Francisco. sem nada participar a Gilberton. Francisco. cuja gravidade não seria tão sensível. que não obstante auxiliado por Francisco Rabelo. era bastante para incitar em Nassau o desejo de levar avante esta marcha. infundido pelo conde de Bagnuolo. não acompanhando mais o exercito fugitivo. Esta perda foi a conseqüência do erro cometido nas fronteiras de S. quando tentando o ataque da Bahia em 1638. O terror que se apoderou da soldadesca. em pesquisa do exercito fugitivo. 336 90 . edificou um forte. A insuficiência de documentos dificulta-nos inquirir as causas que suspenderam a marcha de Nassau. já tinha o exercito fugitivo alcançado descansar.166 Southey. Animado pela vitoria obtida nos dois postos. dividiu Nassau suas forças. onde chegou a 27 de março de 1637.Com a notícia da aproximação das forças inimigas. Ainda que historiadores contemporâneos85 liguem a resolução de limitar suas fronteiras no rio S. Francisco. não pôde deter a soldadesca que caiu em debandada. Bagnuolo na fuga atravessa S. que escolheu como fronteira de seu domínio e de suas conquistas. abandonadas pelo exercito fugitivo. admirando a riqueza do território. Neste rio. onde desembarcou. e a convicção do erro. não respeitava as largas distancias que só poderiam ser percorridas com detrimento do exercito. pela certeza de que suas tropas já não encontrariam nenhuma resistência na capital da colônia. Bagnuolo abandonou o posto que ocupava em porto calvo. o arrependimento que posteriormente externou. cuja linguagem não compreendia. por terra. pelas presas que efetuou. todavia. Francisco. com presentes e agrados. a opulência que circunvizinha o grande rio. Cristovão. a que denominou de Mauritius. convocou os habitantes da margem sul do rio a passarem-se à outra ribeira acariciou as tribos indígenas. fazendo a derrota para a margem do rio S. a abundancia das pastagens de gado. 85 Porto Seguro. Com a noticia da perda. ficando assim entregue às mãos inimigas. onde aconselhou o estabelecimento de uma colônia alemã. em suma. a fim de prestarem-lhe auxilio. Francisco. mandando para o sul. que por sua ordem. em uma carta que dirigiu ao seu parente o príncipe de Orange. História do Brasil II p. Bagnuolo manda reconhecê-las por Almiron. Henrique Dias e Camarão. Antes de empreender estas explorações. e embarca em Barra Grande para Jaraguá. Segismundo Schkoppe. e chega à cidade de S. onde pôde fortalecer suas armas. que sob a ação da covardia . onde as tropas avançadas de Nassau apresam as bagagens. sendo a 27 do mesmo mês a chegada de Nassau em S.p. fortifivada outro posto. Os Holandeses no Brasil. Vê-se por ai que a fuga era rápida e pequena a distancia entre os dois exércitos. à falta de necessária provisões. Percorreu-o em distancia de 50 léguas para o centro.

o que se não pode contestar pelo abandono em que deixou algumas porções do exercito. com mais facilidade. em cuja mente não passava a probabilidade do inimigo assaltar a Bahia. conserva-se onde estava o. Isso é a prova mais visível da fraqueza moral de Portugal. prestava auxilio a companhia. de emboscadas. e iniciar a guerra de depredações. pelo definhamento do comercio. Op cit II. de emboscadas. os próprios inferiores. E para restringir-lhes os meios de subsistência que. Sua língua tinha deixado de ser a língua oficial. pois. de fuga. pois se não pode conservar donde vinha. nutriria o desejo de eliminar o português. Francisco sua marcha. Bagnuolo resolve estabelecer seus quartéis em S. para opor franca resistência no assalto da capital da colônia? E como poderia prever que Nassau. que certamente seria assaltada por Nassau. buscavam nos currais de 86 Southey. Bagnuolo poderia resistir em campo aberto à luta? Repudiados seus oferecimentos pelo governador da Bahia. Portugal. aguçado pelos lucros. História do Brasil.Não descansaria em S. Avisa Bagnuolo à corte de Espanha o que ia sucedendo e em oficio ao governador geral do Brasil. há um vislumbre de plano e calculo. Serlhe-ia mais necessário. p. sucumbiu à covardia? Ou Concebeu o plano de não estragar seu exercito. Estes pontos estavam irremediavelmente perdidos. que montava talvez em dois mil homens. Francisco e Sergipe. para a defesa de Bahia. todavia. que posteriormente tão heroísmo mostrou na defesa da Bahia. realizasse a improfícua tentativa de defender Porto Claro. sentia morrerem todas as suas forças ativas. S. O governador recusa o oferecimento de um general sobre quem os contemporâneos. Cristovão. pelo compromisso de preciosas vidas. assacavam a pecha de covarde. sob a tutela espanhola. diz o governador. da agricultura. 91 . Cristovão. cujo domínio já se estendia a tão largas distancias. até mesmo do coração da colônia? Se havia justeza de motivos para se lhe imputar fraqueza de ânimo. da indústria. o que motivou a demora de Bagnuolo na capital de Sergipe. que trazer a Bahia a fortuna de Pernambuco. Estava em sua convicção que estragava o exercito se em completa desigualdade de forças. 86 E Bagnuolo. Pedro da Silva ofereceu-lhe o auxilio de sua tropa. neste sistema de guerra. Enquanto o governo de Holanda. pela posse de um território de cuja riqueza o próprio Nassau era o primeiro a dar o testemunho. pelos sacrifícios de Gilberton e Almiron e pela recusa formal de oferecer combate à campo aberto. História do Brasil. ficou sob a ação do medo e do terror? Ele. 345 Constâncio. com que poderia enfraquecer as forças inimigas. neste proceder nesta deliberação de fuga. desde que os recursos enviados pelas duas metrópoles eram desiguais. Beauchamps. Como. se Nassau não suspende em S. em vista das esplendidas vitorias que suas armas iam conquistando em favor do governo holandês. Alagoas.

o qual não pôde permanecer muito tempo em S. a 5 de maio. Francisco. Francisco. Só dos currais de Simão dias são retiradas cento e cinco cabeças. carta de sesmaria de Simão Dias. a fim de desalojarem o inimigo. Souto novamente cruza o S. um reduto – Keert de Koe. Arq. junto à foz. tinha o inimigo construído. A cinco léguas acima do forte de Mauritius.180 pelo mapa de Barloeus verifica-se que esta fortificação fora construída no lugar em que está hoje edificada a Vila Nova. Francisco a nado.107 92 . D. com quarenta homens e índios. Pernambucano. cruza o capitão Sebastião de Souto o rio em jangadas. João de Almeida. Cristovão. 106. Figurava como principal fazendeiro de então Simão Dias. e a 26 prende dois auditores do forte Mauritius90. suas operações. reclama de Nassau sérias medidas. Além da fortificação de Mauritius. onde morava o célebre fazendeiro do mesmo nome. com três companheiros. 88 Dominavam Itabaiana todo o território compreendido entre esta cidade e a de Simão Dias. mata sete dos onze que ele ataca em uma casa. manda apregoar um bando. Moribeca e Recife. do exército holandês. Para isso expede diversos destacamentos. na margem sul do rio e defronte dela. 105. 90 Constâncio Op cit. Francisco. vol. morador em Sergipe desde 1599. A 20 de maio Souto percorre o território circunvizinho à foz do rio. voltou a Recife para encetar o seu trabalho administrativo. para uma definitiva ação. para moverem-se. Alagoas. sob o comando de Johan Gisselingh que devia unir-se à Schkoppe. e que nenhuma dúvida deixa no espírito dos fugitivos de um ataque iminente e da superioridade das forças dos seus companheiros. Francisco. ao entrar a estação invernosa.Sergipe. cujo local deve ser o mesmo do curral e fazenda desse criador de gado. p. Francisco ao comando de Segismundo Schkoppe. a quem tinha chegado a noticia dessa resolução. do qual se desviara para levar o inimigo aos muros de S. confia a Souto verificar as forças que se vinham agregando.92 Bagnuolo. Entregando a fortificação em S. João de Estrada. Era de alto valor para Bagnuolo pesquisar os movimentos de Nassau em S. No mapa de Barloeus vem determinando o local do seu curral. Francisco. 92 Barloeus. faz as mesmas excursões pela margem de S. com a presença do inimigo em S.89 Daí vem o nome da atual cidade de Simão Dias. um fortim de madeira. onde mata 50 inimigos.34 p. 89 V. dando-lhes gado sob pena de prisão. e que no começo do século XVII tinha obtido sesmaria na Itabaiana. cuja fronteira agora não julgava bastante segura. onde se pôs uma bateria sobre uma árvore com três peças de calibre seis91 e do mesmo lado do rio. Do Inst. em virtude do qual autoriza a remoção do gado para margem sul do Rio Real. transmitir aos moradores de Itabaiana88 sua ordem. onde mata quinze homens. resolve expeli-lo de seu aposento e para isso manda convocar os batalhões aquartelados em S. 91 Ver. 87 O Capitão Alberto Fernandes é o encarregado de apregoar o bando de Bagnuolo. Op cit p. a fim de retirar o gado da capitania para o sul do rio Real. Essa guerra de depredações e emboscadas que Bagnuolo ia realizando em Sergipe. com uma força talvez de 1600 homens e a exploração pelos mares do sul ao almirantado Lichthardt. aprisiona dois holandeses. aprisiona um oficial holandês que traz para seu acampamento. em vista de uma febre. sem ser apercebido. 342.87 Manda um dos capitães de seu exército. que o atacou.

mais calmos e mais políticos. o Brasil meridional ficaria em Posse da metrópole portuguesa. Barbalho e muitos outros. arrostando a fome. onde figuraram os heróis que posteriormente restituíram à metrópole as províncias conquistadas. Outros. deveriam tremular no coração da colônia. Salvador fechar-se-iam a este exército que sempre trepidou. para aceitar do inimigo. a fim de voltarem às suas abandonadas habitações. seguindo uma derrota. entregando-se Sergipe à devastação dos inimigos. Estas espadas que se embainhavam em Sergipe. Uns. Salvador do fuzil do inimigo. deveriam ser desembainhadas para defender os muros de S. para defender-se o coração da colônia. em cujas estacadas ficavam retidos. toda a coragem deveria potenciar-se. deixando em pé inferior os planos de uma luta. inspirando-se nos interesses gerais. habitadas por animais e índios. tática encetada. Os mais destemidos opinam pela luta franca e decidida. ou distanciados do exército pela marcha que levava. por entre a florestas. presos pelo cansaço. perante baionetas inimigas. para quem a coragem. que encontravam devastadas. expede diversas partidas a devastarem e assolarem a fogo o território que abandonavam. renunciavam às garantias de uma recompensa. o grau de conveniência de suas longínquas conseqüências. o civismo é o que mais alto fala. Antes de seguir. nunca lesiva ao sentimento de honra de seus generais? E para onde ir-se com estes peregrinos. mortos pela fome. Sergipe não merecia ser o teatro tão importante acontecimento. Francisco. sempre quis ser prudente. que augurava para o Brasil um péssimo futuro e preparava-se para debelá-lo. com uma possante cavalaria e uma infantaria de três mil homens. serviam de alimentos aos potiguares em seus festins. Camarão. salva a capital. que poderia ser desvantajosa à colônia. cujo fim o espíritos não podiam prever. E para onde ir-se. Cristovão se enrolavam em seus postes. a probabilidade de um assalto a si. A Bahia os recebia agora. o cansaço. pois. quando as portas de S. Henrique Dias. Bagnuolo aceita este parecer e levanta o seu exercito para a fuga. como Negreiros. é a força diretora das deliberações. com estes foragidos de pátrios lares. e sentiam desaparecer da alma desse sentimento de patriotismo. acima das probabilidades da vitória de um exército. Estas bandeiras que nas ruas de S. outros. em cujas mãos caiam. saqueadas. com o abandono da família? Outros menos heróis e valentes. pela miséria. pois. A filha de Cristovão de Barros não poderia testemunhar o heroísmo deste exército. abrigavam-se à sombra das florestas onde serviam de pastos aos animais. Lá todo heroísmo deveria ser posto em ação. está a honra dos seus generais. porem mais prudentes. justamente quando seus espias. E pôs-se a caminho com os infelizes e míseros emigrantes das províncias conquistadas. para 93 . sempre analisou as conseqüências de uma derrota.Bagnuolo reúne então seus oficiais em conselho. comunicam-lhe ter o inimigo passado as águas do S. porém. a 14 de novembro. manchada por uma fuga. Estes. em busca da Bahia. pois deveria pesar a gravidade do momento. reclamam que já é tempo de suspender-se uma fuga tão desairosa a brios militares. votam que se continue na fuga. salvo-condutos. nem calcular.

que mal lhe dava pelos tornozelos” Brito Freire. tendo à frente Gysselingh e Schokoppe. Perdidos os sentidos a esta vista.95 em demanda de S. com o espírito entregue à desesperação da sorte. seguirem a reforçar o exercito fugitivo. desaparecendo uma pequena riqueza. Cit. de onde mandam uma fração do exercito para a costa. desembarcam na fortificação que tinham defronte do forte de Mauritius. Cristovão. devastam os canaviais e os sítios. pelo aspecto do terreno a probabilidade de riquezas naturais. aqueles cujas forças privaram de acompanhar os seus concidadãos. enxotam-nos de seus lares para. em uma incandescência de ódio e rancor. opressiva. o Ganhamoroba. o Paxim-Assu. aos caprichos do infortúnio. ate os areias de onde Santa Izabel e a ilha de Arambipe. verificando. em cujas ruas levantam entrincheiramento sem a menor resistência. incendeiam os engenhos e em vez de protegerem os infelizes abandonados.96 o Japaratuba grande pelas suas cabeceiras. Bagnuolo. A destruição encetada pelos conquistados é acabada pelos conquistadores. Percorrem uma zona de Itabaiana até Simão Dias e a serra da Miaba. afluente do Betume.quem a idéia de submissão era dolorosa. matara cinco mil. o Comandoroba. repugnante. Ai fizeram alto. pára ai esperar novas decisões uma nova serie de calamidades e decepções. ficando o vestígio de uma completa destruição nos lugares por onde passaram. o Sergipe.. que entregam às chamas a pequena cidade. Poximerim. acumulada em quarenta e sete anos de colonização. com a miséria e a dor. daí enviam parte do exercito para percorrer a zona de Itabaiana. que 93 “ enquanto a partida fazia alto. E nesse peregrinar. voltam para o rio S. afogando-se num arroio. e destruírem a pequena riqueza que um. seguraria os interesses já presos ao norte de S. nesse tumultuar de angustias que se erguiam de todos os peitos93. Francisco.a colonização de quarenta e sete anos tinha acumulado. Os holandeses. entrega a tudo à destruição de seus soldados. Atravessam o rio poxim. 345 94 Constancio Op. Francisco. Francisco. chegaram a 29 de novembro94 à torre de Garcia d‘Ávila. o Ciriri. nesse heroísmo que se quebrava na aspereza da disciplina militar. voutou-se e viu uma onça a devora-lo. logo depois o ouvindo gritar. além de oito mil cabeças de gado que afugentara para além do rio Real. como o exercito de Xenofonte. que cedo organizada. seguiam o exercito. no intuito do inimigo nada encontrar na nascente capitania. Southey. Cit II p. e chagam aos muros da cidade em 17 de novembro. 94 . Op. nessa sucessão de dores e incômodos. o pitanga. sem nela deixar o menor sinal de administração publica. foi uma mulher lavar roupa num regato e depôs o filho numa moita. Conta-se até que. Depois de apagarem os holandeses todo o vestígio de vida que ainda restava na capitania. caiu n’ água com o rosto para baixo. atravessam o S. 95 No mapa de Barloeus esta fortificação vem o nome de Houte Wambis 96 No mapa de Barloeus esta ilha vem com o nome de paraúna. Limitaram-se a efetuar correrias pelos território da capitania.

teria poupado a Sergipe a calamidade de que foi alvo. depois 97 “ forçar é reconhecer que mais fidalga e cavalheirosa se houvera apresentado a restauração de Pernambuco. Não lhe deveria ser indiferente fortificar Sergipe. quanto não estavam inoculados na sociedade de Sergipe os maus antecedentes da raça colonizadora. nos sete anos de governo. em vista das barras dos rios navegáveis. muitos difíceis as invasões portuguesas no rio S. como em virtude destas exigências de Viera . que expatriados. promovendo a colonização de Sergipe em 1642. que obedecesse a outras leis mentais e morais. E tanto a verdade esta nestas considerações. pois. Viajam pela costa oriental. para a organização de uma nacionalidade no Brasil. tomando-os a sua proteção. que sempre guiou o representante dos Oranges no Brasil. descansou Bagnuolo. onde tirariam o alimento para a província conquistadas. por um corpo de guardas avançadas. estabelecendo entrincheiramento no rio Real e ascender à vida social. com poucos pés de profundidade.p. não lhe tira a oportunidade de testemunhar as riquezas naturais da capitania. testemunham as riquezas dos pastos de criação de gado. cujo começo já existia. o escolho do ilustrado conde. Francisco. na historia. Francisco. Sergipe representa. quando nos impossíveis. veio a suceder” Porto Seguro. durante sua estada no rio S. como. que como diz o padre Vieira era os ossos da guerra e pelo seu valor e experiência digno de ser venerado como relíquia98. com tanto maior garantia para segurança da colonização holandesa. com a organização de uma administração que zelasse pelos interesses dos infelizes.108 95 . Os Holandeses no Brasil. levantou-se o primeiro grito da revolução. pois. com uma difícil navegação para a entrada de grandes esquadras. Ai perpetuaram-se os efeitos dos seus três graves erros que tanto contribuíram para a decadência do domínio batavo no Brasil. 261 98 Sermões T. repelindo de Sergipe os restos do exercito pernambucano. não puderam fugir. Vigiado o limite meridional de Sergipe. até a Bahia. que Nassau que retificar o erro de 1637. se a molestai que lhe atacou as forças. Não deveriam poupar nem o território onde. se ele faz parte dessa expedição. tornar-se-iam. ficando indiferentes às garantias futuras que a ocupação de Sergipe oferecia aos outros pontos já ocupados. entretanto. nas margens do rio Real. Muito mais difícil tornar-se-ia o assedio do forte Mauritius e das outras fortificações que os holandeses já tinham levantado no território de Alagoas e ao sul de Pernambuco. E acreditamos que. pelo menos. pois.97 Não só deixa de pesquisar Bagnuolo. em 1637. A invasão holandesa em Sergipe não foi presidida. tudo lhes inspirou ódio e vingança. por um espírito político.deveriam ser exploradas. dando descanso em Sergipe . durante sete meses. desde Santa Maria até os areais de Santa Izabel. três mezes antes. intenta uma invasão no coração da colônia. 8º p. desde o litoral ao sertão. não lhe deveria ser indiferente que a realização de tais medidas seria contribuir poderosamente para a perpetuidade de seu governo. como veremos adiante. se tivesse rebentado do seio própria província e não do rio Real.

pela ausência de proteção da capital da colônia e da metrópole. e S. que a seus ensinamentos achava-se entregue. vai cumprir uma verba testamentária de seu pai Belchior Dias Moreya. desde 1637. Op cit. ainda que não muito próspero. não só pela diversidade de suas ordens religiosas existentes --.99 Sergipe já contava então quatrocentos currais.como pela ostentação material de sua força. para ir organizando um começo de lavoura e ostentar já a profissão pastoril. Era capitão-mor João Rodrigues Molenar.102 O sentimento de caridade e o sentimento religioso já tinham levantado templos. p. lemos o seguinte : “ . E Rubélio Dias. cuja localização. uma misericórdia e dois conventos101 e a sua recita subia a mais de 624$000.” (Liv. natural do Rio Real. a influencia destes erros.O.II. que institui-o como administrador de seu morgado. Os Holandeses no Brasil p. apresentava-se poderosa. finalmente. e estabelecimentos de mão morta para provarem à posteridade a sua existência. entre os rios Seriri e Ganhamoroba 101 Southey. distribuídos por toda extensão do seu território100. a braços com as dificuldades. de 1635-37) 96 . A administração publica vigiava interesses gerais e o movimento colonizador. a colonização de Sergipe. cit p. Eis seus três erros: Sergipe foi a bola com quem Bagnuolo saciou sua sede de vingança do exercito holandês.. todavia já tinha espalhado pelo território da capitania uma população bastante laboriosa. perante o provedor e irmãos da Misericórdia. Melhor apreciaremos o papel de Sergipe na decadência holandesa. em favor da Santa Casa. o presente dado a Nassau para o aparato de seus triunfos. a 20 de setembro de 1637.de ser o primeiro a fornecer-lhes forças.103 A idéia religiosa que era a idéia dominante e que tinha dado à classe clerical o papel mais proeminente no movimento social. na edificação de capelas. do cart. criadas pelo domínio espanhol. é onde hoje esta edificada a vila de Pé de Banco. De órfãos de São Cristóvão. os holandeses mataram três mil além das que conduziram para suas fortificações. Cristovão já tinha cem fogos. deixou de promover. 15 103 Na escritura pública passada entre Rubélio Dias e os irmãos da Misericórdia de São Cristovão. além das três mil cabeças que Bagnuolo destruiu e conduziu para além do rio Real. a fim de acudir às necessidades públicas e socorrer os pobres e doentes do exercito de Bagnuolo. na direção da sociedade. 343 102 Porto Seguro. no próximo capítulo.. em um pé de sofrível adiantamento. a 20 de setembro de 1637 para o cumprimento de uma verba testamentária deixada por seu pai Belchior Dias Moreya a favor da santa casa. à qual deixava duzentas vacas parideiras em dois currais. os jesuítas e o clérigo secular --. de not. de sua vaidade militar. Brito Freire § 802-9 Barloeus. e ver elle dito rubelio dias a dita casa da santa mizericordia muito pobre e particularmente de ter tomado o inimigo a capitania a enfanteria a ordem do conde de banholo e não haver na dita casa com que se pudesse acudir aos pobres do exercito e retirados.. oito engenhos de fabricação de açúcar.63 100 De entre os currais figura o de Camarão..os carmelitas. 99 A criação de gado era tão ativa em Sergipe que. segundo o mapa de Barloeus.

vê-se que o seu primeiro convento foi em S. Tendo os jesuítas se estabelecido desde 1597. S. que ali edificara uma capela. a de S. Submetemo-la ao nosso parente Baltazar Góes. a de S. ficando assim privadas as outras classes de utilidades que equitativamente distribuídas. 105 V. de inquirição. de quem trataremos adiante. a de N. que se manifestava por três ordens religiosa e pelo clero secular. carta de sesmaria dos carmelitas. ficando as famílias espoliadas voluntariamente de sua riqueza. por meio da proteção do estado e dos legados testamentários. op. carta de sesmaria dos padres de S. incutido no espírito popular pelo clero. a de santa Izabel. provavelmente onde está situado hoje o povoado do Brejo Grande. seguiram-se a eles os carmelitas em 1618 ou 1619. Já nesse tempo tinham levantado monumentos à sua religião. seriam causa de maior prosperidade. aplicando-a aos interesses próprios. na mesma margem. em cujo frontespício vimos a seguinte inscrição ZELO ZELATUS SVNPRO DNODEO. de reverência. onde edificaram um suntuoso templo. Poderosamente isto contribui para caminhar lento da população e para um desequilíbrio na distribuição da riqueza. Bento 107 Frei Jaboatão. arrodeado de pompa e riqueza. 585 97 . de levantar um culto com aparato. onde havia uma capela. em 1657107. em favor das ordens. de protecionismo. que deunos a seguinte tradução: A piedade cristã dedica este templo ao seu Senhor supremo. que como conseqüência natural. na margem direita do Cotinguiba. S. Cristovão104 que aos carmelitas tinha sido dado por um devoto. onde 104 Pela Sesmaria dos carmelitas na nota seguinte. a dos capuchinhos. abriu uma linha divisória entre as classes. com a proteção e prerrogativa de desviar para si grande parte da riqueza publica e particular. nas margens de S. ligando toda a importância à manifestação externa desse culto. Só muito posteriormente vieram os franciscanos. Com uma ascendência completa sobre o movimento social. Cit. em Comandoraba: a de Stº Antônio junto ao rio Jacaracica. no povoado hoje do mesmo nome. onde hoje está a vila do socorro. Gonçalo junto à cidade de Sergipe. a de Itaperoá. Guiando-nos pelo mapa de Barloeus.105 tendo sido precedidos pelos capuchinhos em 1603106. de Souzaria. a de N. trazia embaraços ao progresso colonial. traria o desequilíbrio na distribuição do poder. junto ao engenho do mesmo nome. do Rosário. o clero em Sergipe. Compreende-se facilmente que o domínio do sentimento religioso. A favor da classe sacerdotal distribuía-se os recursos públicos e particulares. § 540 p. Francisco. eliminando todo o espírito de análise. Gonçalo próximo à S. gerou o falso espírito aristocrático. de acordo com a classe do governo.Acreditamos que os dois conventos existentes eram o colégio dos jesuítas e o do Carmo em S. com a incumbência de ensinar a nova geração e der ser o órgão da opinião nos púlpitos e confessionários. provavelmente onde se acha edificada a cidade de Laranjeiras. plantou no espírito público as idéias de superstição. Gonçalo. Depois transferiram-no para a cidade . 106 V. de pesquisa. que lhes foi doada por um devoto. Cristovão na Ilha dos Coqueiros. contamos a capela de Stº Antônio.

Citamos aqui o texto referente a isto: ”. que era a característica da época.109 com uma pequeníssima remuneração dos empregados públicos. inteiramente contrários a liberdade popular. Eis o estudo de Sergipe.110 108 Neste tempo foi vendida por Antônio Barbalho Feio a Marsal Maciel. trespassaram ao seu irmão o capitulo João Lopes Barbalho. cada vez mais. por bem do que perante mim tabelião e testemunhas adiante nomeadas. Cristovão. Não obstante minguados e pequenos seus recursos. como também eram herdeiros de todos os serviços que o dito seu pai em sua vida avia feito a sua majestade. os irmãos Antônio Barbalho e Manoel Lopes Barbalho em escritura pública de 19 de Outubro de 1937. de not. O primeiro passo de civilização. tabaco e açúcar para a Bahia. supersticiosa. mais tarde. quando se deu a invasão holandesa. Pelo mesmo documento vê-se que Antônio Barbalho. Ela sem iniciativa. um porção de terra . como o acúmulo de riqueza em favor do clero. 98 . reverente e tímida. que hoje tanto nos oprime (1887) e que a vida de três séculos fornece eloqüentes exemplos. que em Sergipe se dava. levantou-se o espírito religioso..chamam hoje Igreja Velha. pois vendia-se uma zona de terra de mil braças de extensão sobre três mil de largura. além dos templos da cidade de S. a classe popular tinha de contribuir para a pompa e esplendor do culto. a do almoxarife cinco mil. disseram que trespassavam como de feito deram e transpassaram ao dito seu irmão o capitão João Lopes Barbalho para que elle para se requeira ou mande requerer a Sua Magestade e delle se aproveite das mercês que por este repito lhe foram feitas como se fora o próprio seu pai por quanto delas desistiam e a renunciavam no dito seu irmão deste dia para todo o sempre virem como também desistiam dos serviços de um irmão seu por nome Gaspar Barbalho que morreu as mãos do inimigo holandês na batalha derradeira que com o inimigo tiveram na vila do porto calvo”. tomou maiores proporções. presenciando os exemplos de aristocracia. 110 Durante a estada de Bagnuolo em Sergipe. junto à cidade de Itabaiana. no tempo de sua vida nas ocasiões de guerra e mais cousas que de serviço do dito senhor se offereceram. com uma grande extensão territorial. 109 Segundo os códices que folheamos do começo do século XVII. e nas suntuosidades dos templos retratavam-se não só a tendência teocrática que. Neste tempo (1637) já exportava-se algodão. deveria. eles tinham de servir para o alimento da aristocracia que se gerava. Um negro custava 36$000 um boi 4$000 e a fiança para tesoureiro das fazendas e defuntos era de mil cruzados. aos princípios democráticos.108 com um valor territorial nulo. ficar inativa. Arrendava-se um curral. por duzentos cruzados (80$000). De 1635-37. hábitos que posteriormente haviam de ser a causa de uma organização social defeituosa. Paupérrima pela insuficiência de recursos. 8$000 anualmente. João Lopes Barbalho e Manoel Lopes Barbalho são filhos de Gaspar de Carvalho e Clara Barbalho.. de mil braças de largura sobre três mil de comprimento. era. Encontramos em nossas buscas uma nota de um registro de um carregamento em um navio. por 200 cruzados. todas as regalias dos serviços prestados por seu pai em favor da metrópole. pois. um vaqueiro alugava-se para reunir todo o gado do dizimo a 12 vinténs a cabeça e 17 os que pertenciam ao dizimo da Bahia. ficando a classe popular a ser o alvo dessa espoliação. em obediência à ação dos hábitos. com um baixo salário. liv. Antes de levantar-se o espírito da lavoura.

continuou nas correrias. conduzindo o gado. Barloeus. Pelas florestas encontrava-se um ou outro caçador. 112 Os argumentos apresentados para abandonar-se o plano da colonização de Sergipe venceram. Foram quase 2 anos de morte. quando a Bahia manda um reforço para ficar destacado em Sergipe. com esquadrões de cavalaria e infantaria.. DOAÇÃO DA CAPITANIA Os saques e devastações de que foi alvo Sergipe. em busca de subsistência. no Brasil. Estas. contra a vontade dos naturais. Quod reliquum erat pecoris. Haec bellis vastata. que não deveria ficar abandonada.que ao chegarem a torre de Garcia d‘ Ávila espalharam o medo e o receio de um ataque á cidade do salvador. de onde desapareceram completamente o trabalho agrícola e atrasada vida administrativa encetada e mantida. Sergipe não morreu a atenção da capital da colônia. Nesse abandono permaneceu desde novembro de 1637 até julho de 1639. Pelos seus campos pastava o resto do gado. Cit. fizeram da capitania um deserto. tão favorável á prosperidade do governo holandês. que se deveria colocar na província. pelos conquistadores e fugitivos. que salvo da vingança dos fugitivos e da cobiça dos conquistadores. et in Sanctorum sinum propulsis. 111 “At. encetando a colonização. ut ab rarionem capturam. e os males dessa resolução não se fizeram esperar. O espírito batavo não se deixou dominar por nenhuma idéia de reconstruir as forças da capitania. que Bagnuolo julgava iminente. rarum venatore adeatur”. Ainda que algumas vezes se levantassem em favor da colonização de Sergipe. usqueo adeo. incolis dilapsis. 535. Ainda mesmo que se conseguisse colonos. sem se lhes preparar habitações seguras. eles não podiam dar vida a um processo de reorganizações. 112 Barloeus. o interesse iníquo e as explicações dos selvagens. p. quanto a Bahia não se achava preparada para uma luta como o exército como o de Nassau. op. 111 abandonado dos conquistadores dos fugitivos. noticia tanto mais contristadora. vel hosti vel nobis vel trigidum vera citatem cessit. p. 99 .CAPITULO V DOMINIO HOLANDÊS EM SERGIPE. de onde não se podia desfalcar forças. Cit. triste sui vertigium reliquere. servia agora de alimento aos tigres. 536. colocado no forte de Mauritius. razões contrárias se levantaram e bastante poderosas abortarem esse grito de iniciativa. apelando para as grandes despesas que arbitraram em 150 florins. isentas das destruições inimigas. levaram á convicção de abandonar-se o plano.. op. cuja administração não daria tempo ao superintendente vigiar as baixezas. e durante os quais o exercito holandês. sob os esforços dos primeiros colonizadores.

até os muros de S. que ele mesmo tinha sido o primeiro a consentir. Brieve Relation de l’Etat de Phernambocq. em favor dos interesses da companhia. a guerra á Bahia foi o primeiro resultado do erro cometido em Sergipe. Sabendo das desinteligências que se tinha levantado entre o conde italiano e o governador da Bahia.de Paraíba a Sergipe. 170. por que talvez lhe parecesse um bando de crianças tímidas. Salvador 113. e sim longamente discutido entre os membros do conselho. p. 100 . Esta. contra a qual Nassau se opõe. 113 “Le Comte de Nassau aprés avoir pris Porto-Chaves se reprochait de ne pás être porte sur Bahia. Aquele exército que tantas vezes deu-lhe as costas. provocando isto ainda haver déficit em suas especulações. 1640. comme anniva a Cannes”. quer reivindicar para si todo o monopólio do comércio do Brasil. plano que não devia ser concebido e logo posto em prática. 17. é que essa excursão foi mais motivada com o fim de apagar um desastre. externado em sua correspondência. se Sergipe não tem sido abandonado.638 influíram os acontecimentos dados em Sergipe em 1. Auguste de Qvelen.Nassau. Já era mais que suficiente a largar extensão de território que o seu domínio ocupava. ainda não salda das despesas feitas. de que por um pano de interesse geral. alegre. que derrotada abre aos ventos as velas. ativar a vida das capitanias. que de direito pertence à história sergipana registra e cuja influência sobre os acontecimentos exteriores tem sido olvidada pelos historiadores pátrios. o mesmo da companhia. quis retificá-lo e diminuir seus maus efeitos. Porto Seguro. que acremente o censurou por abandonar Sergipe. Not. A exigência da companhia. era suficiente para inspirar-lhe a desistência do plano do ataque. o que fez em abril de 1638. Foi esse o primeiro desastre de Nassau. que motivou-lhe um grande incômodo de espírito. consertar um plano político. cansados e famintos nas ruas de S. O que queremos tomar bem patente é que sobre o movimento bélico de 1. aqueles soldados estropiados. destroçando as grandes forças de Rojas quiseram o conde holandês remediar uma falta.637. Cristóvão. Não conceberia. juntamente com as câmaras.. Excussão perigosa. realizando agora (1638) aquilo que já deveria ter feito. concede o plano de atacar Bahia. em demanda do recife. O que não sucedeu. Amsterdam. mostrando as garantias do comércio livre. são os meninos que na Bahia em 1638 gritaram a vitoria perante suas armas e suas esquadra. C. em cuja consciência pesava a convicção do erro de não ter seguido bagnuolo. Com ela. que se achavam sob seu domínio. foram enxotados pelo o seu exercito vitorioso. Chez L. tratando de zelar os interesses. em vista da concentração das forças. etc. da qual esperava um próspero resultado.. Os holandeses no Brasil. que nem a menor resistência encontrou. na realização do qual as novas e grandes despesas acumulavam-se. em vista da boa estrela que o guiou desde Porto Calvo a S. Cristóvão. e em cuja pesquisa não quis continuar. em1637.

manda barbalho passar o rio de S. enviando para S. Pernambuco número 34. para transmitirem-lhe todos os movimentos. Em suma. mais de emboscada do que de peito aberto. 114 Não sabemos quando João Magalhães teve ordem de marchar para Sergipe. Expressamente ordena a Barbalho que use de todo ardil nas lutas. justamente com camarão. por escrito. os velhos e os doentes. Eis as do governo central. currais e incendiarem os canaviais. 116 Porto Seguro. Do Inst. até quando o conde da torre assumiu o governo da colônia. que ficara comandado as tropas em S. Não nos pertence apreciar a falta de tino do conde da torre no ataque intentou a Pernambuco. Os terços que vagavam pelo sertão de Sergipe. sem ordem sua. do qual resultou a derrota para a sua aramada e exercito. atacar camarão e Magalhães. Nassau manda o coronel koen. 34. com 100 infantis a quem devia reunir-se o capitão João Magalhães. manda pesquisar os portos do sul. em abril de 1640. em 31 de julho de 1639. em busca de gado. uma guerra de índio.116 Tendo ido o almirante lichthardt à Bahia. ao capitão João Lopes barbalho fortificar e ocupar Sergipe. Francisco. quando veio com Sebastião do Souto. As ordens eram expressas para arruinarem todos os engenhos. Deverá vigiar todos os passos do inimigo. Francisco Mascarenhas ao Capitão João Lopes Barbalho de 31 de julho de 1639. comandados por Luiz barbalho. 115 Carta de D. Rev. de 17 de novembro. era uma guerra de emboscada. camarão e Henrique barbalho. Francisco. assim como a infantaria e soldados do capitão.115 Eis as ordens com que manchou barbalho para Sergipe. Vindo como plano de atacar Pernambuco. por meio de espias colocadas além do S. Não contente Nassau com os destroços do inimigo. os planos de Nassau.Continuou Sergipe abandonando. Efetuou então Luiz Barbalho a gloriosa marcha de quatrocentas léguas do rio grande do norte há Bahia.mor D. holandeses no Brasil. Privar que tropa algumas passe o teatro da guerra. recebendo posteriormente as cartas de seu tio Luiz Barbalho. no rio real. Francisco o almirante Cornélio Jol com oito navios. Opor-se as correrias holandesas. e com a ordem de seguir Jol em julho para a ilha de cuba. despacha para o norte Vidal e camarão e incumbe. Uma contra-ordem. 210. Antonio Felipe camarão e o governo Henrique dias. que também já tinha sido despachado para Sergipe114. O grande reforço militar que o grande governo tinha trazido permitiu que pudesse colocar alguma força em Sergipe. 101 . na torre de Garcia d’Ávila. p. Francisco. vigiar os inimigos e transmitir a Bagnuolo. que recomenda-lhe não só escrupulosa atenção as ordens do governador. em 1639. Provavelmente aí ficou. não consentido os agravos que lhe possam fazer os negros e os índios. setecentos soldados e duzentos índios. p. deixando em Sergipe o mulherio. Arq. como realizá-las fielmente. João Lopes barbalho encontros sucessivos com esquadrões holandeses. Vigiar sobre os interesses dos habitantes. sustentaram diversas refregas e continuavam sempre a devastar tudo por onde passavam.

na Bahia. p. p. o capitão Marcos de oliveira. privando assim essas correias de caudilhos. que foi o primeiro sintoma da decadência do domínio batavo no Brasil. I. 138. e as desbaratou. 117 118 Biogr. Durante este período de tempo. logo que chegou a Bahia. matando-lhes mais de trezentos homens. 162. além dos acima mencionados. p. De Mello. p. João de Souza. o tenente Manoel de Azevedo da silva. p. 121 Mello. que se de frente não dizimavam suas forças. as seguintes expressões: E marchando. Op. em provisão de 7 de dezembro de 1663. II. op. com o que largaram a campanha. 160 e 180. 212. recebendo muito mais auxilio da companhia do que a colônia portuguesa de sua metrópole deveria fortificar a província novamente conquistada. Caía em 1640 novamente Sergipe sob o domínio português. Os dois caudillho não puderam levar vitória e tiveram de ceder o posto. Cristóvão. era o resultado do erro cometido por Nassau de não se ter convenientemente fortificado na capitania. Cit. o alferes Antonio Martins palha. em que estará fortificado. como extremo de seu domínio. 151. que as rompeo. vem o general D. que mereceram louvores de seu rei. II. II.119 E no dia 1º de agosto obtêm a mesma vitória nas ruas de s. a desalojar o inimigo do rio real. auxiliado por Luiz Barbalho e João Lopes Barbalho117 e destroçou as forças holandesas colocadas no Rio Real. para aí deveria Nassau convergir sua atenção. Nesta peleja o heroísmo de Luiz Barbalho foi tal a merecer do monarca.. onde fica prisioneiro o major van den Brande120..118 Satisfeitos os ânimos pela vitoria obtida. Nas lutas travadas no rio real e na capital de Sergipe. Mello. todavia enfraqueciam-nas. que durante cinco meses trabalhou na edificação das trincheiras e fortificações. op. foi a conseqüência dos acontecimentos aqui desdobrados em 1637. II. Agostinho barbalho121 bezerra. op. investiu com tanta resolução as suas fortificações. Cit. distinguiram-se. Francisco de Moura. como um importante reduto. o alferes Francisco de Figueiredo. desde 1637. 152.. Por isso mesmo que se achava Sergipe mais aproximado do coração da colônia. que se achava então fortificada pelos holandeses. assegurando-se novamente do ponto. 119 Mello. filho de Luiz barbalho e muitos outros. op. 148. 212. 152. que saiu ferido. Cit. Chegando a noticia a Bahia. 120 Porto Seguro. Porto Seguro. a recuperação de Sergipe em 1640. Cit. Dessa incumbência foi encarregado o mestre de campo D.. a quem reuniram-se as forças já postas no rio real. 102 . 143. Cit. Se a derrota de Nassau em 1638. intentaram atacar a capital de Sergipe.onde ficaram fortificados por ordem de Luiz barbalho. que se fizeram no rio real. onde agora concentrava-se as forças portuguesas e por conseguinte de mais fácil assédio. o capitão Francisco pereira Guimarães. 158. o ajudante Domingos Moreira da silva.

E tanto Nassau compreendeu a desvantagem de ficar Sergipe fora de seu domínio. de guerrilhas. do rio Real até seus limites ocidentais. para continuar-se nesse plano de guerra. Reunir-se-ia a esta dificuldade o encontro de hordas selvagens. Nassau manda que o comandante das tropas de S. quisesse o português não desistir de protestar contra o pouso holandês. Francisco. um ponto de pousada. em conferência com os conselheiros Theodoro Codd van der Borch e Nunin Olfers. se. acompanhar seus passos. uma atividade que chegou a ponto de recuperar a capital da capitania. Cit. correspondendo Portugal a essa declaração. qualquer interseção desse movimento traria uma defervescência nos espíritos.. florestas virgens e espessas matas. quando reais vantagens não lhes trouxesses. não obstante. que os Portugueses fossem considerados como amigos. Calado. adiantados em certo grau de civilização. Andréas. não obstante a ordem dos Estados Gerais de 13 de Fevereiro de 1641. que não pareciam de dois povos. A fração inimiga não teria a seu favor as oportunidades para sustentar. e sim de hordas selvagens. com reforço de Quatro barcos.. por maio de carta régia de 20 de março. de guerra. da Gama e a ordem para recolherem-se os campanhistas e guerrilheiros que continuavam a saquear e a incendiar e vir ao Recife Paulo da Cunha Souto Maior tratar de suspensão das hostilidades e ressalvar o direito de cada uma das partes. do zelo pelo direito de posse de sua nação. ser seu sentinela. Qualquer trégua estabelecida nestas lutas. e não desanimar o espírito de revolta. cedo. 117. os portugueses neste período de guerras depredatórias. Nassau autoriza a sua fortificação. e tentar ataques.123 122 123 Porto Seguro. não obstante cartas de Montalvão de 2 de Março do mesmo ano. se não em maranhão. a si enviados do Recife. traria uma de alto valor: vigiar o inimigo. em vista do sentimento de patriotismo. desde o começo de 1641. comunicando-lhe um importante acontecimento da emancipação de Portugal e que esperaria começar entre Portugal e os Estados Gerais ―aquella paz e união com que sempre se trataram‖. de emboscadas. p. pela devotação aos interesses de seu rei. obedecendo aos seus próprios recursos. e que se afugentavam para o ocidente. Além disso. op. que. que. para comunicá-los ao governo. por sertões inóspitos. um efeito salutar operou-se nos espíritos pela recuperação de Sergipe. fizeram de Sergipe um posto de guardas avançadas. fazendo ai entrincheiramentos. mesmo debaixo deste plano. E quando. que seguia uma vida autônoma. não obstante tudo isto. a restituição dos prisioneiros holandeses por Pedro Corrêa. p. durante mais de um ano. 103 . Porto Seguro. achar-se-ia em muitos maiores dificuldades em descrever itinerários mais longos. Cit. dispondo outro tanto. op. não obstante o entabulamento de tréguas. com respeito aos holandeses122. Sergipe serviu para animar e sustentar esse espírito de emboscada. 224. que a colonização portuguesa não tinha ainda aproveitado. em que estavam os dois partidos. Talvez não sucedessem assim. 227. a animação.Quase que sem interesses mais presos ao norte. tomar Sergipe até o rio Real.

vindas da Holanda que. não promover a colonização em Sergipe. Perante os interesses que visava em favor dos Estados Gerais. que todos os espíritos. com que largamente tinha comparticipado. dizemos. Francisco. a grande extensão inabitada entre este rio e a capital da colônia. em virtude do qual a cessação das hostilidades só deveria começar. Francisco. em 1641. foi uma poderosa causa da decadência do domínio batavo no Brasil. com grande surpresa dos habitantes de S. até a ratificação do tratado. dignidade e honra comprometeram-se. rompia um pacto. se na Europa dava uma mão amiga a Portugal. 104 . antecipamo-nos em dizer que o procedimento de Nassau em 1641 plantou a desconfiança entre aqueles com quem entabulava pazes. Havia de dar-se uma absorção por parte daquele que maior força mental possuísse. com a recuperação de Sergipe e o assédio de Angola. considerava a emancipação portuguesa puramente transitória. convencido de que essa proximidade entre eles não era suficiente pala manter um zelo recíproco de interesses. pois. Convicto de que a separação de Sergipe do seu domínio poderia trazer desvantagens. desconfiança que foi a maior causa da revolução pernambucana. entra Andréas pela barra do Vaza-Barris. pela proximidade em que ficavam dois povos. que Nassau. colocandose a linha divisória em S. sem um centro populoso. arvorando bandeiras de tréguas. quando fosse apresentada a ratificação do mesmo tratado. fechando os olhos às probabilidades de uma paz. É esta uma brilhante verdade da história sergipana. oficialmente podia justificar-se com o artigo 8º do mesmo tratado. tão juntamente unidos. das quais poderia resultar um rompi· mento de pazes. com a sua esquadra. em que sua palavra. Em 1641. privaria pequenas guerrilhas e as questões de jurisdição. de antecedentes históricos e hábitos tão diversos. apoderaram-se da cidade. As condições mudariam. animavam e promoviam. Cristóvão. pouco se importou que a posteridade apontasse um momento de sua vida. Levantam na barra uma notável fortificação e encetam suas pesquisas de minas por Itabaiana. esqueceu todos 'os preparativos 'de tréguas. contra a expectativa geral. perante os portugueses. na América mandava que se realizassem agressões. não era em obediência a sugestões. pois. para tornar-se agressivo. que na mesma ocasião autorizou. Se o erro de 1637 de Nassau foi a causa do seu insucesso em 1638 na Bahia. Não obstante adiante apreciarmos devidamente o valor desta causa. muito próximo de sua fronteira em S. onde os interesses não podiam ser convenientemente zelados. Sem a menor oposição desembarcaram. pois. muito prováveis entre dois povos. que ainda não se tinha dado. se ela fosse colocada no Rio Real. compreendendo a segurança da posição que aí tinha o inimigo. A suspensão das hostilidades não poderia ser fielmente mantida.Não era em obediência às sugestões. retomando Sergipe. e tornava-se agressivo.

ou no futuro por alli introduzida. para haver em propriedade como feudo perpetuo e hereditário. As pesquisas nos arquivos da Holanda de tão ilustrado professor deve a história da pátria o conhecimento deste e outros documentos. e da outra parte. e não observarão outra ordem sobre a policia e justiça. que não sejão os agentes e os subditos das Unidas Provincias Neerlandezas. 126 Porto Seguro escreve Nunin Olfers 105 . prometendoIhes obedecer á todas as suas ordens. senão a que é guardada no paiz. A bondade do Dr. foi tão mal recompensado pelo governo brasileiro que nenhuma vantagem e utilidade descobriu em buscas históricas. tão covardemente conquistada. fez com que Camarão não pudesse sustentar o cerco por mais tempo e em 28 de fevereiro de 1642.126 conselheiro político do Conselho de justiça do Brazil. primeiro que tudo. Eis a doação: 125 "Accordo provisorio concluido. Estados Geraes das Províncias Unidas Neerlandezas. e não tratar ou contractar por nenhum modo com outrem. A insuficiência de força do exército português. o Sr. ou no futuro por alli introduzida.9. que ficou em cerco. acampando bem a frente dela. povoar e cultivar as terras e lugares da capitania de Sergipe d'EI-Rei si ta ao sul do Rio S. Oliferdi e os seus colonos. não ter correspondência com potencia ou príncipe estrangeiro algum. com a extensão e limites que adiante serão declarados. Os holandeses não podiam buscar munição pelo território da capitania. e os nobres senhores do supremo e secreto Conselho do Brazil. em 1641. recebiam a que por mar lhes vinham124. entre S. especialmente para a boa manutenção da policia e justiça. abjurar e considerar como inimigos o rei da Hespanha e seus adherentes. Nommo Oliferdi. 8. senão a que é guardada no paiz. sujeito á confirmação da Assembléia dos dezenove e á aprovação dos Srs. III p. prestarão Juramento de obediência e fidelidade ás suas Altas Potencias e á dita Companhia. e não reconhecer outra authoridade suupenor. Cit. José Hygino Duart Pereira devemos a leitura de tão importante documento. com a retirada dos soldados napolitanos. conformar-se-hão com a ordenança politica vigente no paiz. de uma parte. Entretanto. que se achavam em guarnição.Sabedor deste fato de agressão. Exas. o governador da Bahia encarrega a Camarão visitar a cidade. especialmente para a boa manutenção da policia e a justiça. e fazendo o contrario: incorrerão nas penas que o direito commum commina aos violadores da pública tranquilidade e obediência civil. op. Francisco. aquele mesmo a quem Nassau tinha encarregado. com Theodoro Codd van der Borch. redigirem em latim tudo quanto se pactuasse com os emissários da Bahia." 2 "Outro sim." 1 "O dito Sr. o supremo Conselho faz doação da capitania de Sergipe a Nunin Olfers. 124 125 Soutey.

e as respectivas familias". com toda a brandura. nem consentirão que publicamente seja observado outro cultu senão o que por pública authoridade for permittido observar no paiz. 106 . se celebra o serviço divino.‖ 4 ―Guardarão os domingos e os dias festivos. em que se costuma devidamente observar o culto divino. e á cada uma dellas. evitando as bárbaras cureldades dos Hespanhoes e Portuguezes para por estes meios attrahirem os referidos negros à religião e dar-lhes modos civis.‖ 7 "A cada pessoa que deseje partir para ahi. procedendo assim . e com toda a devoção.‖ 6 ―A companhia concederá à todas as pessoas. passa porte para as referidas terras e fará transportar em seus navios as mesmas pessoas com os seus séquitos e moveis. honrado comente facão aqui prova bastante de seu estado. afim de que. de accôrdo com este. bem como as provisões que lhes forem necessárias para uma anno. e antes pelo contrário.3 ―Não praticarão. uma vez que primeiramente facão aqui prova bastante de seu estado. expressamente será prohíbido que se offenda o santo nome de Deus com juras e blasphemias. fazer-lhes alguma moléstia ou deixar que a facão. por todos os meios possíveis os negros que estiverem em seu serviço. dará fiança à companhia. algumas das ditas pessoas não as poder pagar. não os encommodarão com trabalhos nos domingos e outros dias festivos. que ―quizerem‖ do mesmo modo que d‘antes. que depois e mais circumstanciadamente serão determinados. em attenção ás suas famílias ou occupação em que elles quizerem empregar-se. honrado comportamento e profissão. em paz. 5 ―Porão todo zelo e diligencia em instruir. Si porém. a Companhia dará um bilhete de consentimento. salvo si por esses taes for dado algum escândalo publico. punível pelos magistrados. grangeem para suas famílias e colonos as fecundas bênçãos de Deus. e assim. e vivão entre si. não será lícito aggravar em sua consciência aos que forem de outro sentimento. no conhecimento da verdadeira religião chistã e pratica desta. obrigando-se a idemnisal-a nos devidos prasos. em que segundo a ordem da Igreja chistã. e não os tratarão deshumanamente. o referido Senhor designará e distribuirá aos colonos. passar-se ao Brazil para ahi morar e permanecer. e. pagando ellas as comedorias. à porção de terra ou terreno (urbano) que lhes for necessário para sustentar e manter a si.

" 12 "Tambem comparecerão em juizo nos lugares proximos situados. o que se entende. excepto o de qualquer gado vivo miudo. serão obrigados a fazer guarda e tomar parte em todas as sahidas. depois de expirar o praso da dita inspeção." 13 "Não puderão ter manufacturas. e mais pagarão a quarta parte das despezas adiantadas pela Companhia. e em qualquer occurrencia cuidar da propria defeza. com o nosso consentimento e approvação lançar uma pequena imposição sobre o consumo dos comesstiveis ou liquidas." 107 . terrrenos." 9 "Tendo expirado o praso d'este privilegio. sem opposição. os moradores pagarão a decima parte dos fructos que produzirem ou de outro modo grangearem. ou casas.. para tecer o panno ou a lã. no sexto anno se ache inteiramente amortizado o dito adiantamento. como é costume nas cidades e povoações sem poderem por modo algum escusar-se. os moradores pagarão tambem este direito. ficarão inteiramente isemptos de pagar á Companhia. de modo que. etc. a contar da data da tomada de posse. pelos quaes os estófos d'este paiz possão ser utilisados. exercer somente os outros officios. e durante os dous primeiros annos. ou proximos. obedecerão ás sentenças dos juizes. mas não assim do gado grosso. cavallos. afim de proverem-se da necessaria plantação para o sustento de suas famílias. no praso do presente privilegio. como bois. bem como servirão os outros cargos civis." 11 "E succedendo que por alguma necessidade ou outra rasão se ache conveniente." 10 "Nos logares onde morarem. mas. para o qual fim cada homem será provido de um arcabuz ou mosquete de calibre ordinario da Companhia e arma branca á sua custa. além dos outros. ou réos.8 "Os colonos haverão em livre propriedade essas terras. que não se cobrará. ou sejão authores.

onde residem os colonos particulares de tal modo augmentem que devam ser tidos como cidades. Ex." 15 "Como é muito provavelmente que certos montes que exisstem na dita capitania contenham mineraes de ouro. só poderá pela primeira vez appellar para o patrono. e pelo supremo Connselho. ficam reservados para a Compaanhia das Indias Occidentaes. que julgará com quatro accessores nomeados por S. e os ministros que. pela segunda vez se appellará para o collegio dos conselheiros politicos. O patrono convocará a Assembléia dos eleitores toda a vez que fór necessario fazer a dita nomeação. que têm de fazer a dita nomeação. ou haverá ainda maior remuneração. villas ou povoações. composta por nomeação das pessôas mais qualificadas das mesmas povoações. ou por outros administradores da companhia. uma vez que. sobre os magistrados. e sejão uteis e necessarios para a sustentação da vida humana. em lista triplice." 108 . todos elles." 18 "De todas as sentenças definitivas.14 "Si algum morador. e isto em razão da grande distancia dos lugares. e esses ministros decidirão todas as questões e processos em seu direito." 17 "E para que se faça com a devida ordem a nomeação das pessôas que têm de compôr o numero triplice. para ser enviada a S. proferidas pelo tribunal dos colonos. bem como as pedras preciosas e a pesca das perolas. Ex. conforme a importancia do povo ou dos lugares para serem os eleitores. e aos conselheiros supremos. cobre. pelo tempo de dez annos. que anteriormente não tenhão sido produzidos pelos portuguezes. prata. e à Assembléia dos dezenove cabe tractar com os inventores ou descobridores sobre a exploração das minas e a remuneração que se entender pertencer-Ihes." 16 "Acontecendo que os lugares. primeiramente prestem juramento nas mãos do mesmo governador. por sua industria vier a descobrir o modo de produzir e cultivar alguns fructos. excedendo a somma de cem florins. ou outros metaes. conforme for o caso. quanndo o valor da causa for de 600 ou mais florins. a Companhia providenciará sobre o governo local. serão escolhidas pelo governador e conselheiros. ou de seus delegados. o productor. por esta sua industria e diligencia será isempto pelo governo do Brazíl de pagar recognição de taes fructos. Outro sim. o patrono (da colonia) escolherá dentre os colonos mais qualificados um certo numero delles.

sendo tractados do mesmo modo que estes. guardar-se-ha a ordem. do modo que acima fica dito. e. permissão ou accordo. ou no futuro se observar. no praso de um anno e seis semanas á Assembléa dos dezenove ou ao governo do Brazil. a respeito dos mercadores livres. e de processos ordinarios. Oliferdi é obrigado a transpor." 21 "Quanto ao transporte das ditas pessôas." 109 . o dito Sr. transsmissivel assim pela linha masculina." 22 "O dito Senhor e os colonos." 20 "Dentro de 3 annos. e sempre manter e ter 80 famílias. depois que vier a approvação d' Assemmbléa dos dezenove. sob pena de. desde o começo.19 "Tambem se appellará para o mesmo collegio de todas as sentenças que irrogarem infamia e de todas as sentenças sobre materia criminal. contanto que elles tenhão as necessarias munições. que de presente se observa. a elle sujeitos com seu consentimento. aguas e rios e estabelecer engenhos. Irlandia e Frisa. que dividindo-se o mesmo senhorio ou jurisdição. de fortificar-se. composta cada uma pelo menos marido e mulher. e para este fim a Companhia lhes dará algumas peças de artilharia. possuir para sempre as referidas terras. usando das matas." 23 "Tratarão com a maior diligencia de levantar suas casas. e passarinhagem. perder as concedidas franquêsas e gados. as partes ficarão sendo da mesma natureza do todo. sendo necessario. de anno a anno. a saber. no caso de notoria negligencia. com esta declaração. nas ditas terras da Capitania de Sergipe d'EI-Rey. com um par de guantes. seus bens. no primeiro anno introduzirá a terça parte. tal como este foi constituido. a saber. as quaes serão proferidas em primeira instancia pelo patrono e seus quatro accessores. e a jurisdicção constituirá um feudo prepetuo e hereditario. instrumentos e mais cousas a ellas necessarias. e cada parte deverá ser reconhecida de mesmo modo. estabelecer. na pesca nos mares. que escolherem para sua residencia. e assim por diante. conforme a situação dos lugares. As terras ficarão sendo allodiaes. até commpletar aquelle numero. modo ou lei. que será entregue com 50 florins. e gosando do direito de livre caça. entregues com 50 florins. como pela feminina e por cada transmissão será o feudo reconhecido com um par de luvas de ferro. conforme os usos da Hollanda.

darão elles do que cortarem. não pagarão recognição alguma. mediante os premios que depois serão determinados. desde a infancia. fizerem cortar e de outro modo grangearem. pelos meios que entenderem mais apropriados a este fim. acerca do livre trafico do Brazil." 28 "Para assistencía de seus colonos e lugares (de residencia) farão todas as diligencias por utilizar-se dos indígenas dessas terras. remunerando devidamente o seu trabalho e esforçarhão por tirar-lhes os seus modos e costumes barbaros e leval-os ao conhecimento da nossa fé christã." 27 "Poderão vender ali os bens que adquirirem. ou aquelles com os quaes por permissão se pode traficar. e este 110 . ás pessoas que estejão residindo sob obediencia da Companhia. e os principias elementares da nossa religião.24 "Nos dous primeiros annos se empregão na plantação e cultura dos fructos." 25 "Elles mesmo proverão a sustentação do governador e do ministro da palavra divina. e isto segundo as determinações da Companhia. e. um pertinente relatorio de suas terras e colonos ao Senhor ou patrono. que então vigorarem. que transportará a outra metade em seus navios. metade á companhia. sem trabalho do homem.‖ 26 "Quanto as novidades que suas terras produzirem naturalmente. sem que por isso paguem alguma cousa mais. e si os bens forem taes que mais lhes convenha vendeI-os na Hollanda. cada anno. á cultura das terras e cousas semelhantes. para os mesmos colonos. de que dependerem. nomeadamente toda a sorte de madeiras (excepto a de Pernambuco) gommas e causas semelhantes. se não do que enviarem para a Hollanda. pooderão remetel-os aos seus patrões ou comissarios. pagando os direitos. para terem as terras livres de bandidos e negros de mato (fugidos) onde os apprehendidos entregues ao governador e conselheiros da Companhia. habituando-os. applicando para este fim particularmente o meio de ensinar aos moços e meninos a nossa lingua. para a sustentação de suas famílias e do gado. Serão tambem obrigados a manter á sua custa em a referida capitania alguns capitães de campo. fretes e avarias estabelecidos pela ordem provisoria e impressa. além do dizimo e direitos acima mencionados." 29 "Os colonos d'estas terras serão obrigados a fazer. residentes nestas provincias. ao trabalho.

31 ―A Companhia reserva para si: os grandes e pequenos dízimos. ou moradores d`llas. sem que o senhor ou patrão á contradiga. terras cultivadas. autrhoridade suprema. vindo primeiramente queixar-se ao conselho ahi ficarão em juízo: todos os contractos ou obrigações sobre prorogação de jurisdição. o direito de levantar fortes. cousas referentes à posse de benefícios. declarar guerra e fazer a paz. finanças e direitos da geral Companhia das Índias Occidentaes. conselheiro.viúvas orphãos ou outras pessoas miseráveis que. e os altos secretos Conselheiro do Brazil se accordaram com o Sr. o mar. de moeda.por sua vez. e geralmente tomar conhecimento de tudo o que disser respeito à administração da justiça e á suprema authoridade da Companhia." 30 "Si a Companhia posteriormente entender que deva mandar levantar a arruinada cidade de Sergipe e povoal-a com moradores. ou lhe parecer conveniente fundar em outros lugares fortes. todas as praias. e das terras sitas na circumvisinhança. ou reserve acções ou pretenções contra ella. sobre costumes. cidades. apresentará o seu relatorio ao governador e conselheiros da Commpanhia. Ex. Oliferdi pra haver elle como feudo perpetuo e hereditário de todas as terras. e por prevenção poderão ouvir (?) todas as pessoas para a expiação de causas que ahi forem punidas. aldeias e igrejas . gados. e todas as outras causas segundo o uso de paiz (Hollanda) ou a ordem e regulamento desta conquista emanadas da Assembléia dos dezenoves. em caso de privilegio e inovação . os terrenos que forem necessários. as estradas reaes. se assim cumpri. aldeias ou povoações. clausulas e condições provisórias e sujeitas á approvação dos Dezenove. e augmento que annualmente tiverem tido. conforme a situação local numero dos moradores e suas necessidades exigirem. fundar cidades. fundos. domínios. officiaes e outros ministros de justiça para protegerem os bons e castigarem os maus. religião e todas as causas criminaes e excessos prescriptos e impunes. tomarão conhecimento na primeira instancia das causas concernentes à liberdada. abolindo corruptellas desarrosadas. Sobre os quais artigos. e approprial-os-ha para com elles beneficiar os ditos lugares. matas e águas da capitania de Sergipe d´El-Rey . ou sejão estranhos que forem visinhos das ditas terras . o qual governador e conselheiros que presentemente existem ou para o futuro forem postos pela Companhia. soberania e eminência. tomará para si. cavallos. além dos colonos moradores. poderá fazer onde lhe approuver. bem como das queixas que alguém queira fazer.S. e o direito de interpretar as duvidas que possão sirgir desta concessão. usos estatutos que os mesmo declararem. Assim que a Companhia poder pôr e enviar ahi um governador. como foi dito. o que não quer dizer que não mude o diminua o que fica concedido aos patronos. conservar a authoridade suprema. com declaração das pessoas. que começa na 111 . crimes de lesa-magestade. com relação à alta e baixa jurisdição. curraes. o direito de tonelagem. ficando isto á descripção da companhia.sobre causas relativas a menores.

‖ 112 . e ao longo do referido do rio para cima pela terra até a grande queda d´agua.ou pelo menos até onde esses limites forem levados sob o domínio e authoridade da Companhia das Índias Occidentaes.terra firme do lado meridional do rio de São Francisco para o sul. –D. dilatando. Kodd van der Burgh.se seus velhos limites. Conde de Nassau. van Bullestrate. e através da terra ate os ditos limites. – Henrie Hamel.‖ ―Assim feito e provisoriamente concluindo a 28 de Fevereiro de 1642‖ – Maurice. –Ad.

que se fundissem para formação de uma nova pátria. antecedentemente estabelecidos.CAPITULO VI LUTAS EM SERGIPE. Todas as vezes que sua atenção dirigia-se para esta capitania. como permanência de vinte e cinco anos. 113 . e tarde convencendo-se da desvantagem de fixar sua fronteira em S. sempre tardia. Foi uma hegemonia sem posteridade. por ocupar Sergipe. nos costumes. planta a desconfiança nas fileiras inimigas. depois do entabulamento de pazes entre as duas metrópoles. em vez de fixa-la no rio Real. nem na religião. Salvador. como se daria a transmissão de caracteres éticos? Assim. nos negócios referentes a Sergipe. que se não alcançou realizar em Pernambuco. considerado como causa. maiores proporções dava aos males e inconveniências. para revoltar-se contra o jugo. e pesquisa-lo até os muros de S. desvio-se do plano que sempre traçou á sua conduta. que foram o prenúncio da decadência da obra que alcançou realizar. cheios de desconfiança. na política. empresa que foi feita para suavizar os males de não ter destroçado Bagnuolo em Sergipe. transferindo-a para quando a paz e harmonia se tinham estabelecido entre as duas potências européias. se pode ver hoje o vestígio do domínio holandês em Sergipe. já seja efeito de princípios mais gerais. custou-lhe assistir ao começo de hostilidades por parte dos conquistados. ele entrou em larga escala a excitar e animar o patriotismo lusitano e brasileiro. em beneficio da Campanha. isto é. excessivamente opressor. Se vestígios se fizeram sentir dessa passagem. Estreando por uma sucessão de vitórias. nos hábitos. por seus próprios olhos. Se a retificação do primeiro erro custou-lhe um desastre militar. cuja retificação. teve ele de sentir os efeitos dos erros. Em uma família pode-se ver ainda um outro nome de origem holandesa. dos holandeses. SUA RECUPERAÇÃO. todavia. Não é na historia de Sergipe onde devemos procurar a origem desses princípios. como van der Ley. quanto mais em Sergipe. para não acreditarem mais nas melhoras de sua condição. completamente inapreciáveis. etc. Dilatando os seus domínios pela grande área que a parte meridional do Brasil lhe oferecia. Francisco. e cuja ruína não quis assistir. inspirada em princípios democráticos e guiada por um admirável tino político. não promover a colonização de sergipe em seguimento á conquista. E sem a formação de produtos mestiços entre as raças. na Europa. pois. com a evolução dos tempo. Ainda que este fato. nem a língua. FIM DO DOMINIO HOLANDÊS Vimos nos capítulos anteriores que a administração de Nassau. a retificação do segundo. não poderia ficar indiferente ás perdas de 1638 na Bahia. somente dois anos (1642-1644) tiveram os holandeses para estabelecer as bases de uma organização social. de uma nova nacionalidade. tornaram-se.

existente no pais em beneficio de seu desenvolvimento e prosperidade.Rev. pelas deferências profundas de seus hábitos. estava o gérmen de dissolução e de morte.o holandês estabeleceu no Brasil uma colonização. o arrendamento dessas terras a colonos. assim como casas. não trouxe de prontos reais lucros para os déficits da Companhia.completamente oposto as tendências de analise e de pesquisas. e do outro.128 Essa deliberação. as causas da revolta que os conquistadores levantaram. intolerâncias e subserviências plantadas por um clero. V. nem as causa da decadência do domínio holandês. de democráticas instituições . pois. em vista do qual as classes tornaram-se forças verdadeiramente ativas. que durante a administração de Nassau. pelas ilimitadas atribuições de uma classe de governo. pelos martírios. ainda que lá gerou-se esse espírito de descrença. que vivia sob a pressão de causas que privaram-lhe a atividade de um espírito inquiridor. as devastações. que acima de tudo. as ilegalidades de toda sorte. pela maior vigilância em favor dos direitos dos conquistados. pois. Cit p.cujo principal intuito não era melhorar as condições morais. todavia. dado pelos Estados Gerais a companhia das Indias Ocidentais. em virtude do qual as terras seria confiscadas e apreendidas. 29 114 . as instituições livres. em virtude da ação de antecedentes mais eficientes de um real progresso. Indo pôr-se em contato com um povo como o português. fez contrabalançar seus maus efeito. pelas superstições. Se males ao Brasil trouxe a colonização portuguesa.imóveis hereditários . sob o ponto de vista de sua civilização. elas pioraram consideravelmente. idênticos ou piores traria a colonização holandesa. quer holandeses. quer portugueses. a favor de uma Companhia. acima do bem social do país. pela intervenção direta da vontade popular. no método de colonização praticada pela Holanda no Brasil. do Inst. Ainda que a Holanda. a oporem-se á ação da intolerância. ainda que lá . realizadas pela raça 127 Artigo 16º do Regimento de 13 de outubro de 1629. durante as administrações. colocava os lucros e proventos que poderia tirar do Brasil. pelo móvel exclusivo dessa colonização ser o interesse monetário. o holandês sobre o caráter da civilização em Sergipe.os bens dos jesuítas e dos conventos. em proveito da Companhia. pertencessem ao rei da Espanha. 294. distancie-se de Portugal. Não nos compete descrever. Arq. Pernambucano de julho de 1886 – P. Ao contrario disto. em 1639. da superstição e a revoltarem-se contra o grande poder e prestigio que quisessem assumir a nobreza e o clero. 128 Rev. de um lado.É de pequeníssima interferência. de suas instituições.ou outros colégio do clero127. talvez pela intervenção de Nassau. que trouxe como reais conseqüências o espírito de pesquisa.rendas e direitos senhoriais. duvida. como já dissemos.resolveu-se a venda com suas fabricas e pertence.engenhos. As bases da colonização holandesa eram muito pouco seguras para garantir a formação de uma futura nacionalidade. Não tendo sido de bons resultados esta pratica. cedo se estabelecessem. as anteriores.E isto torna-se bem claro no regimento de 13 de outubro de 1629. severamente maltratados. as rapacidades.

72. teve de produzir inconvenientes.o que poderiam fazer o negociante de Amsterdam – Henrie Hamel. ficando sem lucros. multiplicando-lhe as despesas. Sergipe e Angola. van Bollestrate. pelas expedições a Maranhão. se o próprio Nassau. a quem entregava-se a administração? O resultado disto foi que o Conselho. a administração da colônia entregava-se a mãos inábeis. que subiu a 3% e 4%. por certo suavizariam o péssimo estado econômico da colônia. na Assembléia Legislativa por ele constituída em 1640. e esse fato subjetivo talvez seja a causa mais direta de sua retirada. pela 129 Southey. op cit. o estado econômico da colônia tornou-se mais precário. e as transações feitas sob tais condições. Distanciados do espírito altamente inteligente de Nassau. em períodos ulteriores.não o sincero testemunho prestado a si de pedir-se-lhe. nutria agora a esperança de reaver o saldo das despesas. o carpinteiro de Mildeburgo – A. Em nome da lei e da justiça. pois nutriam a esperança de que antes do prazo estariam livres do jugo que tanto os oprimia. O comercio somente baseado até então sobre o credito. que não poderiam. que ofereceu um contingente ao depauperamento da vida colonial. Se o próprio Nassau julgou-se impotente para conjurá-las.129 Malogradas essas esperanças e feitas em alta escala as transações. Ao mesmo tempo que isto dava-se. eram aqueles que em um momento critico. recuou e viu iminente o perigo. como dizíamos. conquista foi realizada por ser considerada uma importante fonte de receita. nas quais a Companhia despendeu grandes somas. não só pelas perdas efetuadas. realizar medidas contra os males que se acumulavam. como por que a Companhia. Um mero engano. e por conseguinte suspender suas remessas. e então não se procurava mais os recursos dos tribunais. e Kodd van der Burg. Ofereceu-se então a melhor ocasião para torna-se bem patente o sentimento de ódio que o conquistador votava ao conquistado. Realmente. III. que afugentaram do campo os lavradores. pois veio agravar a situação econômica ampliando as transações. exigiram o saldo pronto dessas dividas. pela vinda da armada do Conde da Torre. e pela destruição da varíola. Não podendo os pagamentos ser feitos. promoviam a concorrência de grande numero de portugueses aos mercados. 115 . agravaram-se as condições de vida de ambas as parte. em um momento em as causas destrutivas se concentravam. descansando no tratado de tréguas. p. de seu tino admirável de administrador. quando os encargos da Companhia. o credor fazia uma pressão sobre o devedor para efetuar seu débito. o prolongamento de sua administração. desde quando os próprios membros do governo eram os primeiros a iniciar uma norma de proceder tão adversa aos princípios de direito.conquistadora. assumiam as rédeas da administração. realizou a venda dessas terras e dos escravos que exportava de Angola cuja. mesmo transitoriamente. que se fossem a dinheiro. pois a produção tinha baixado pela destruição das guerras anteriores. como pela escassez do numerário.

foram. incandescem-se o rancor. fazendo mostrar ao futuro historiador que a geração americana já sentia amor pela metrópole. as condições dos conquistados consideravelmente melhoraram. do qual decidia para o futuro. 130 Southey. por 46% de abatimento. eles realizaram-se á força. p. 72 116 . através de quem vê o movimento revolucionário. Não está em nosso intento desmerecer a gloria do herói paraibano. porque as próprias apólices da Companhia vendiam-se no comércio. São cunhadas de grande parcialidade as palavras do visconde de Porto Seguro a Vidal de Negreiros. Achamos pouca filosofia e critica na apreciação de fatos que. se durante e administração de Nassau. e desperta-se o sentimento de patriotismo tão obliterado e sufocado. aquisição do território conquistado seria inevitável. do que da ação de princípios e causas que fossem contínuos em seu funcionamento. E neste sentido. o ódio dos portugueses contra os dominadores. As cenas mais aviltantes e deponentes foram praticadas. perante a Assembléia dos XIX e mais do que isto. O seu real valor consiste em transformar em realidade aquilo que meramente existia em desejo. se a interferência do príncipe foi de larga contribuição para a prosperidade da colônia. que procurava afugentar-lhes dos seus domínios. parece eu os antigos ódios que separavam as três raças desapareceram. III. porque era a expressão de um estado psicológico dos dominados e nem de longe deve ser considerada como a criação de um só homem. Consiste em representar o elemento. na gestão de um grande acontecimento. gado caldeiras e todos os bens dos fazendeiros. por isso que em sua organização achavam-se os gérmens dos caracteres éticos de seus antecessores. a que se tinha chegado. aproximando-se eles em uma unidade de ação. sem concorrência. André Vidal representa a primeira manifestação do brasileiro ao português. igual administração nos merecem o digno representante da raça indígena – Camarão – e da raça africana – Henrique Dias. Daí reclamações do comércio e da lavoura contra os Conselheiros. brasileiro. fechando os olhos aos grandes serviços que prestou á causa da revolta e ao contingente que forneceu à realização da expulsão do inimigo. durante vinte e cinco anos de domínio. pois dependia mais da ação isolada de um homem. a formação de um caráter. ao passo que as da Companhia Oriental achavam-se de 460%130 . já zelava pelos seus interesses. Perante o inimigo comum. com a expatriação daquelas que primeiro tinham desbravados as floresta e amanhado as terras.insuficiência de recursos. A revolução rebentar-se-ia independente de sua intervenção. em vez de serem ligados á ação de causas muito gerais. como este. Ainda mesmo que as terras confiscadas fossem entregues aos colonos holandeses. postos à conta de um homem. em beneficio próprio. Realmente. esse resultado foi puramente transitório. cujos elementos já se achavam em adiantada coesão. Não era mais possível manter-se uma tal organização social. pelo ilustre historiador brasileiro.cit. op. pela apreensão da colheita do açúcar e dos negros.

” Calado. de alguns anos. Holandeses no Brasil. sendo autorizado. convictos de que esses movimentos não daria lugar a futuro males. engrossando a fileira dos insurgentes e já estava com os recursos que lhe havia prometido o governador da Bahia. como de Gaspar Francisco da Cunha. Vidal submeteu-se á ação das causas que estavam em atividade. que ia se munindo de auxílios. alferes e soldados para sublevarem Pernambuco.REI com todos os seus Brasilianos. para retificar as disposições em que achava-se o governador da Bahia. quando novamente vem a Pernambuco. limitam-se a mandar emissários á Bahia. relativamente á viagem de um capitão. à D. 132 117 . depois de efetuadas as pazes. não só vindas da Bahia. e mostra-lhes documentos como seriam bem aceitos e recompensados pelo o rei os serviços prestados na insurreição. Valer. pois ela era o resultado da pouca importância ligada por Nassau ao tratado de tréguas e do abuso cometido pelo próprio Conselho. firma a 23 de maio o compromisso da rebelião. que vem se pôr á disposição de João Fernandes Vieira e seus companheiros. Os membros do conselho. P. Como os outros. a quem se repetiam as denuncias de que organizava-se a insurreição. logo que voltou de Pernambuco. que transmitiu-lhes os intentos de Vidal Vieira. que. por um próprio por terra. para relembrarem ao governador o tratado de paz e a comunicar para Holanda aquilo que iam sabendo pelos denunciantes. pedindo-lhe com muitos rogos e encarecidas palavras. Admiramos a inda o valor de Vidal em testemunhar desejos da coroa pra libertar as capitanias conquistadas. como asseguram algumas cronistas132. de auxiliar os insurgentes. e trazer essa noticia aos insurgentes de Pernambuco. em maio 1645 em nome da liberdade divina e para vingar agravos e tiranias. João Fernandes Vieira. em que patenteia-lhes a disposição do governo de prestar-lhes auxílios. que não lhe faltasse agora na miséria em que seus moradores estavam. Para essa deliberação do soberano ele igualmente não podia ter contribuído. auxilio que se executou. ou estes caudilhos viessem auxiliá-lo acendendo aos 131 Porto Seguro. que achavam-se aquartelados nas fronteiras do Rio Real. pelo prestigio que pudesse representar perante a coroa. a distribuir para esse fim em Pernambuco até seis hábitos de Cristo131. Lucid. 243 “ Também João Fernandes Vieira escreveu. que adia para o dia 24 de junho. Antônio Felipe Camarão que estava alojado em Cerigipe D`EL. quando despachados uns quatrocentos soldados. pelo próprio rei.Foi este um importante resultado do domínio holandês. O mesmo papel representa em 1644. 164. e que bem estampadas estão no pacto que os insurgentes celebraram na várzea do Capibaribe. em alargar aos seus domínios. Ou fosse ele quem pedisse o auxilio de Camarão e Henrique Dias. em uma viagem aí feita em 1642. e que mais largamente será adiante apreciado. pois havia nascido na província de Pernambuco e havia feito tantas proezas na defensa della no tempo de Mathias de Albuquerque e do conde de Banholo. às ordens do capitão Antonio Dias Cardoso.

como São Francisco. III. Mandou efetuar prisões dos conjurados. colocado entre os rios Maniçoba e Lourenço da Veiga. para romper a revolução com bastante segurança. que então achava-se nas lutas dos Palmares. Rafael de Jesus. como seu. em marcha para o norte.” 134 Southey. naquela data. pelo contrário. Rafael diz ter sido em 1644.Desejos do governador da Bahia. agora recebia do chefe político de Alagoas. É muito glorioso à história de Sergipe registrar o fato de se ter em seu território levantado o primeiro grito de revolta. as hostilidades rompem-se em Ipojuca.XL. Lic. É possível que durante este tempo ele habitasse em território holandês? Entretanto Cândido Mendes de Almeida(Ver. 133 Por esse tempo Camarão e Henrique Dias estavam aquartelados em Sergipe. 113 118 .133 Se até então o governo holandês não prestava bastante consideração ao movimento de revolta. Cristovão. pelos péssimos antecedentes históricos que ela nos transmitiu. depois que foi obrigado a abandonar o território de Pernambuco. o primeiro sinal de revolta. do qual dependeria o caráter de uma civilização futura. dar buscas. lastimamos e sentimos os péssimos antecedentes históricos que ela nos atrasou. t. pois. além da que ficava na barra do Vaza-Barris. a notícia de que Camarão e Henrique Dias tinham rompido as fronteiras holandesas. op cit. Achamos não bem provada essa morada de Camarão em Sergipe. hoje Ganhamoroba. antes do levantamento de João Fernandes Vieira. que só poderia ter-se dado de 1642 – 45. centralizar as tropas de algumas fortificações. nas margens do Rio Real. e daí elas continuam a repetir-se formando os gloriosos feitos deste grande acontecimento da história brasileira. Se não somos muito apologistas da política colonial portuguesa. Em junho. o que não alcançou: e nesta ele já se achava com suas tropas nas fronteiras holandesas do rio Real. no rio Real. pondo em atividade a primeira deliberação patriotica para romper as poderosas fortificações batavas. E Geog. em seu mapa. de algum tempo meditado. Termos visto em alguns cronistas que Camarão morava em Sergipe. Finalmente as posições definiram-se não sendo mais possível a Fernandes Vieira adiar seus planos. Hist. Moucheron. por achá-la inexeqüível. Do Brasil. o fato é que em vista dos planos de adiamento de Vieira. o governador dos pretos levantava acampamento pelo valente indígena. É de grande glória à historia sergipana ter de registrar. com a O mesmo fato afirma Fr. nem conservá-los em segredo. empregando sua gente em cultivar a terra134. (Caster.. p. a sua primeira manifestação foi levada pelo indígena e o africano. Realmente. no dia 25 de março de 1645. IV § XIV) que diz ter se estendido esse convite a Henrique Dias. 190) diz: “aí se achava o curral ou fazendola de Camarão. ele é despachado pelo governo para vir expelir o inimigo de S. Só cabia-lhe agora entrar na realização de medidas defensivas. que pouco antes. Ele. faz isto supor-se denominando com seu nome um dos currais de Sergipe. Do Inst. a comunicação de que Camarão e Henrique Dias fora passar a Páscoa na Bahia. onde o inimigo tinha construído uma boa fortificação. no Recife. agora ficou certo de sua realidade. antes de entrar na revolução e Barloeus. 2º p. esse fato. Nenhuma dúvida restava mais no espírito dos membros do Conselho da realização de um plano. recebia de seu comandante em Sergipe. Ainda que Calado não determine a época desse convite. Luz.

Nem de longe pomos em nível o intelecto do holandês com português. a colonização holandesa. 119 . trouxe a consequência. construindo pedras com argila. em que estiveram as gerações passada. para as edificações e derribando florestas pantanosas para o aterramento dos cachos. sob o plano de uma companhia de mercadores. nos traria igualmente males. a paz e a calma da verdade. como em todos os países protestantes tornando-se difícil por este lado a regeneração. que exprime a coisa de mais solida existência. achamos por demais defeituosos os princípios da colonização holandesa no Brasil. da forma o fundo. Povo eminentemente industrial. levantando diques às inundações. Se a colonização portuguesa. tanto mais quando viviam agora dirigidos por novos princípios sociais. para retificar e vencer a natureza. muito teriam que fazer neste país . os holandês do século XVII representava a soma desse ingente esforço. matar a iniciativa. em fator de uma associação. organizado sob o regímen batavo. com que caracterizava-se a colonização. sentimos o legado que nos deixou a nossa metrópole. da qual somos atualmente o testemunho. plantar-se-ia no Brasil a supremacia da idéia religiosa. em começo. a atividade mais poderosa do processo. pelo lado econômico. novos hábitos não se formariam. pela grande supremacia do Estado. preocupando os espíritos mais ricos do país. povo. de ser a política a força viva. alem dos males que nos insuflou. que queria monopolizar o trabalho. costumou-se a pôr acima das sensações a idéia. que se poderiam entregar a assuntos. com os princípios metafísicos. de perdas em nossa moralidade. ativo e que pelas condições telúricas e mesológicas. do gozo e prazer das ardências da imaginação. que tanto nos atrasou. o que queremos tornar bem patente é que foi em Sergipe onde deu-se o primeiro movimento revolucionario. não sabemos se perante elas. O povo brasileiro indiferente a assuntos religiosos. que lhe opôs. prender a ciência. pela marcha dos dois caudilhos. a descomunal florescência. pesquisador . Como quer que sejá. foi a forca por meio da qual prolongou-se na America os hábitos da civilização ocidental todavia. seriam mais tarde o primeiro obstáculo à supremacia do elemento comercial. onde as condições de meio eram justamente opostas àquelas que sempre o cercaram. para originar uma nacionalidade vigorosa. fato este que denota a existência de um regímen centralizador. Além disto. como aquela que os holandeses representavam. que construiu todas as peças da nação. se ela em suma. intolerantes de um clero que era egoísta. para torná-la habitável. se como dizemos.escravização de duas raças. e ainda mais. pelos péssimos exemplos de subserviência. toda a dificuldade para a primeira manifestação de uma civilização. Possuidor de hábitos tão predisponentes para uma prosperidade. diferentes dos da mãe pátria. uma nova natureza não se superporia na organização bastava. supersticiosos. e que suas tendências liberais seriam as primeiras forças oponentes. que representam a riqueza. de passividade. para cujo progresso não entrou larga contribuição da natureza. todavia. talvez maior oposição oferecesse a essa indiferença. Entretanto.

Bahia de Todos os Santos. Do Inst. Antonio Teles que sentindo desejo de por em ação o elemento oficial. como no representante do governo colonial. em vista da letra do tratado de paz. e despachado por ele comandante da fronteira do norte. pondo-o a salvo de qualquer responsabilidade. quando Camarão e Henrique Dias rompem a marcha. Para fornecer documentos da irresponsabilidade do governador. e os tenentes de mestre de campo general Pedro Correa da Gama de Souza. E Geog. e vão reunir-se aos revolucionários. dirigido também a Henrique Dias. Não nos compete descrever os acontecimentos que se deram além da margem norte do São Francisco.Camarão. veio com seu terço habitar em Sergipe. Antonio Telles da Silva chamar a sua presença os mestres de campo João de Araujo e Francisco Rabello. S. e incumbido de todos os negócios relativos à revolução. De posse de toda confiança do governador. Fernandes Pinheiro. mostra-lhes os desejos auxiliadores do governo. não só da metrópole. achava-se cercando o inimigo. Os caudilhos rompem a marcha pelos agrestes sertões e deixando as ribas do rio Real. que achava-se a lutar com os Zumbis dos Palmares. Ver. a quem não era de todos indiferente a sorte dos infelizes habitantes de Pernambuco e das capitanias sob o jugo holandês. p. O leitor nos permitira transcrever este documento: ― Em os trinta e um dias do mês de março de mil e seiscentos e quarenta e cinco nesta cidade do Salvador. Sendo o intermediário entre eles e os heróis da revolução. não obstante a Holanda já ter dado a prova de falta de lealdade e esquecimento de seu comprimento. quando recebeu o convite de João Fernandes. depois da esplendida vitoria do Monte das Tabocas. como dos membros do Supremo Conselho. 32. colocava-se em embaraços para definir sua posição de auxiliar ou não a revolta. a cuja pista despachava Camarão. Essa dubiedade de ação era bem visível. vadeam o São Francisco. Comunica-lhe a deserção de Henrique Dias e seu terço para Pernambuco. 132 120 . Do Brasil.. O governo colonial. que depois do entabulamento das pazes entre Holanda e Portugal. Maranhão e Sergipe. Tomé. entre as duas nações européias. Neste ponto de vista é Vidal a maior força da revolução. através das fronteiras holandesas. e privando que ele se espelhasse pelo território da capitania. nas duas viagens que fez a Pernambuco. que tinha levantado uma fortaleza em São Cristovão. em 1642. nos paços de S.C. e a quem mesmo não era estranho o deserto que prendia todos os espiritos para realizarem a revolução. onde pelo Rio Real se extremava o Brasil holandês do Brasil português135. que pudessem vir não só da metrópole. mandou o governador e capitão geral d‘este Estado. Ninguém melhor do que André Vidal de Negreiros podia auxiliar a política maquiavélica de Antonio Teles. Vejamos o que dava-se em Sergipe. T. Achava-se aí. de cujas ordens não dependeria a marcha dos caudilhos e o rompimento das hostilidades aos olhos dos membros do Supremo Conselho. Hist.M. pelas conquistas de Angola. 135 J. queria todavia salvaguardar-se de acusações . onde era larga ação a influencia do Padre Antonio Vieira para abandonar-se as capitanias conquistadas.

etc. o primeiro rompimento foi feito exclusivamente por conta de seus habitantes. não foi sentido nem o soube. T. Do Brasil. e ajuntou a si as principais pessoas da varzea. Manoel Calado. 370 ver. contra a qual já tinha dado providencias. externando-lhe seus sentimento de aliança. que esta na fronteira do Rio Real. muito agradaveis a alguns leitores. mas que nunca lhe pareceo que fizesse uma coisa tão mal feita. os revoltosos tiveram mais de registrara vitoria do forte de Serinhaém e das que seguiram-se.M. a marcha de Camarão e Henrique Dias e lhe observar o cumprimento do tratado de paz. 34 p.31 p. em que diz em vinte e cinco deste mês de março. com ordens de aplacar a revolta e por termo à guerra civil. em como o inimigo mandava prender. que lhe deram nada da fazenda real. e que antes de fugir se queixara do Sr. Se as forças oficias que aliavam-se aos insurgentes eram de grande importância para as vitorias que iam obtendo em Serinhaém. Do Inst. Entretanto. em 13 de junho. senão depois de claro o dia. Antonio da Silva e Souza. 107 121 . se retirou para o mato. que partem para Pernambuco. que considerassem os ditos ministros o que lhe parecia se 136 devia fazer no caso e lhe dessem seu parecer. em Sergipe. que logo mandara o Camarão atrás dele com seus índios para que o tragam preso e a bom recado. mostrou não ter responsabilidade nessa marcha.do Inst. pelo que estivessem de sobre aviso. e defender-se do seu furor logo no rio de S. Entrega essa incumbência a Andre Vidal e Martins Soares Moreno. que estavam juramentadas para a facçção e empreza da liberdade. que esta 60 leguas em distancia do Recife por costa do mar. Sebastiao Parni de Britto e o Dr. dia de S. Governador por lhe não dar licença vir ver suas filhas e mulher. transcrevemos as paginas de Fr. as pessoas mais nobres. Arq. Antônio Teles em carta de 19 de julho. e que.Domingos Delgado e Gaspar de Souza Uchoa. os quais tanto que souberam esta nova logo se prepararam e avisaram a todos os 136 Ver. cientificar a Antônio Teles. com cartas dos membros do Supremo Conselho. Pern. Francisco. ainda que custára algumas mortes de uma e outra parte. e que a semana antecedentes o quizeram matar preso por estas e que outras liberdades que dizia. Hist. e procurador do tenente de mestre de campo general André Vidal Negreiros.‖ E quando foram a Bahia dos emissários do governo holandês. com as quais foi fazendo corpo de gente para resistir ao inimigo. com toda a gente. ― Tanto que João Fernandes Vieira. como tinha a estrada provida com os seus soldados. t. assegurando também suas resoluções de paz e que enviaria ordens para serem suspensas as hostilidades. a realidade das deliberações estava em que os terços dos dois heróis brasileiro vieram engrossar a fileira dos insurgentes. e ricas daquele districto. ouvidor geral e provedor mor dos defuntos e ausentes. e resguardassem suas pessoas e fazendas desta comum tribulação. Pontal. foram com um próprio avisados Andre da Rocha de Antas e Valentim da Rocha seu parente. Antonio. e que vai à trilha della na volta de Pernambuco. Para não perdermos nenhuma das pequenas minudencias dos ataques. de quem vergonhosamente plagiou Diogo de Sant`Iago em sua Historia da Guerra de Pernambuco. coevo desses tempos e testemunhas ocular desses acontecimentos. Casa Forte e Porto Calvo. mas que serviram-se dele como se fôra captivo. E como conseqüência dessa aliança. roubar e ainda matar aos nobres moradores de toda a Capitania de Pernambuco. pelas duas horas depois da meia-noite fugio Henrique Dias d‘aquella estancia. e provedor mor da fazenda de S. mas que como negro que era merecia um grande castigo para exemplo dos mais. E Geog. Baltasar van der Voorde e Theodoro van der Hoogstraten. e outros muitos moradores da terra.

e pretestos da parte de Deus que os mandasse socorrer logo. por quanto aquele rio corre com tal fúria que deita água doce ao mar três e quatro léguas. e se aproveitaram das munições e armas que traziam. José Hgino. vinho. deita água doce sete e oito léguas ao mar. para que em vingança daquelle agravo matassem aos moradores que achassem. Em 11 do dito mez passou Nicoláo Aranha o rio da parte do Norte a onde a fortaleza estava com toda a gente que consigo trazia. que pela boca da barra havia entrado um caravellão do inimigo. Chegaram os dous correios da Bahia. queijo. antes que os flamengos tivessem noticia do que no Rio se passava . para assim se defenderem com mais facilidade e tanto que 137 o governador da fortaleza mandou prender a um morador que habitava duas léguas em distancia a fortaleza. que seriam entre brancos e indios e cento e oitenta armados. que vinham entrando com socorro ao inimigo e lhe mataram vinte Flamengos . aonde o mato estava mais fechado. e entrando no caravellão o tomaram. e achava os marinheiros em terra e os mataram. dando-lhe conta de tudo o que passava na capitania de Pernambuco. e logo o cabo dos capitães Nicoláo Aranha mandou ao capitão Francisco Lopes a queimar as lanchas ao inimigo. Estando pois o caravellão neste porto acudiram os moradores com diligencia. e com isto ficaram os fortaleza com pouco cabedal de munição. arcos. que com muita pressa marchasse logo para o rio de S. esses soldados foram cruelmente mortos. e tanto que avistou a fortaleza a onde assistiam tresentos e quarenta e tres hollandeses soldados e flamengos livres e indios. e temendo que do Recife viesse infataria holandesa por mar. diz ele. como ministro d`EL-REI D. que todas eram mosquetes. e acharam nele as armas de fogo. balas. Francisco. os quais eram doze. que os passassem todos em cutelo. T40 p. aguardente. de sorte que nenhum tornou com vida para a fortaleza. e flechas. 138 Neste mesmo dia. com as grandes enchentes e atropelando com todo este trabalho. e de palavra lhe contaram o miserável estado em que os moradores do rio se achavam. Sabido isto pelo comendor da forca deitou fora um Capitao com setenta soldados. os quaes tirando a luz as armas que tinham escondidas. souberam os moradores do Rio. ecom haverem os soldados de levar em suas muchilas o mantimento e as armas às costas. e no meio do rigor do inverno. porque todos estavam com o cutelo quasi na garganta. os quais se mostraram ao outro dia . os moradores acudiram. o nome do governador do forte de Mauritius era Samuel van Koyn. Neste dia lhe matou a nossa 137 Pela leitura que fizemos do Diário de Matheus van dem Broeck. e do grande aperto em que de prezente estavam todos os moradores do Rio de São Francisco. pelas dez horas. pedindo-lhe com encarecidos rogos. despacharam dois correios para a Bahia ao governador Antonio Telles da Silva. Do Inst. Tomaram-nos um batel grande. e dos notaveis agravos que se haviam de fazer aos casados e donzelas. bem armados e comandados pelo capitão Diogo de Oliveira e Pedro Aranha. e com as que haviam tomado nos dois assaltos passados. que iam abrindo. 16. acompanhados de alguns oitenta camponeses do rio Real. E Geogr. e lhe fizeram com encarecidos rogos os protestos. outros com lanças e cavallos e os outros com facões dardos. para subir para riba. em seu Diário. que estava por cabo de três companhias no rio Real. uns com espingardas. traduzido pelo ilustrado Dr. As cousas neste estado. que quando vai de enchente. e o tiraram das mãos a um sargento que o trasia preso. o qual logo pelos mesmos portadores mandou ordem ao capitão Nicoláo Aranha Pacheco. e esforço e boa fortuna ‗ . os quais tinham cercado a fortaleza. causando-nos assim não pequeno dano. em que tinham sido tributados pelos escabinos. que estava ancorado em um porto seis léguas a baixo da fortaleza. cerveja.moradores dos lugares visinhos a aquele Rio. e roubassem todas as casas e os moradores deram sobre elles de emboscada e mataram a todos. Deos lhe tomaria estreita conta das mortes dos innocentes. se fiseram em um corpo. Neste mesmo dia . chegaram da Bahia por terra duas companhias ao mando de Nicolau Aranha e do capitão Francisco Lopes. muita polvora. se armaram muitos dos moradores os quais estavam acanhados por lhes faltarem armas de fogos. Partio Nicoláo Aranha do Rio Real aos 27 de julho por caminhos desusados. e assim não se pode navegar por ele ariba se não com vento feito. o comandante Samuel van Koyn ordenou que dois soldados fossem recomendar aos da campanha trouxessem para junto do forte as setentas cabeças de gado. levando diante negros com fouces. No mesmo rio os moradores da terra com alguns soldados da Bahia tomaram duas embarcações . esperando por vento feito. e entregaram ao Governador Antonio Telles da Silva as cartas lavavam . 122 . e mataram ao sargento e a dez soldados Flamengos que levava consigo. quando muitos rios iam de foz em fora. o que 138 fez com muito valor. chegou em 10 dias de Agosto ao dito Rio a onde achou os moradores com as armas nas mãos. Hist. Rev. porem ao largo onde não chegavam as balas da artilheria. farinha e algumas mercancias e com estas armas. manteiga. segundo Matheus van dem Broeck. e que quando Sua Senhoria. João seu Rei e senhor os não socorrense com a brevidade que o presente perigo pedia. quando não vai cheio. que foram necessários em tão apertada occasião. e bastimentos. e fosse socorrer os moradores delle que estavam em grande tribulacão.

e mandou logo picar ao inimigo. como a resolução com que o investimos. 139 Bastante semelhança há entre a descrição de Fr. havia de accometer a fortaleza e escalal-la. porque em 28 de Agosto mandaram uma náo grande com duas barcaças. preso com os principais offiaes e conduzido por terra para a Bahia. Do Inst. com o que muito se encolerisou o commandante koyn. iam a por as mãos nos chapéus e em as pondo. Koyn enviou dous soldados para melhor avisa-lo do cerco. a 7 do corrente. Eis suas palavras: “pouco mais ou menos. que foram os primeiros que sahiram e logo se tornaram a recolher e as fechou. e investindo-as com grande resolução. pelos quaes ficou o commandante sabendo que o tenente Coronel Horus fora abatido na várzea. Manoel Calado e a de Samuel van Koyn. porque se aquelle socorro se lhe não pudesse impedir e se lhe chegasse. Do Brasil.mas o capitão Hoen era atrevido. entrou pelo rio o capitão João Hoen com viveres para este forte e do de Sergipe d’El-Rei. Vendo isto Nicoláo Aranha abalou todas suas estancias e se chegou a força até descubrir as suas casas a onde lhe matamos muita gente em particular em 23 de Agosto. os demais eram soldados . pelo que não devia elle esperar socorro alguma d’aquella praça. Estas notícias causaram grande desanimo entre os soldados. o comandante. as fizeram voltar e fugir com grande vergonha. E Geog. e depois de rendidos nos mostraram alguns as mãos passadas com pelouros. era impossível podel-la render por fome. porque em deitando as cabeças por cima já estavam mortos com as nossas balas. que quando não pudesse impedir ao inimigo aquele socorro. bastando só as barcaças. Informado da chegada do capitão. mandou Nicoláo Aranha acudir com as canoas armadas de valor. para virar as nossas canoas e mettel-as no fundo. logo as nossas balas lhe furavam os chapéus e as mãos". Dias depois o inimigo mandou aos nossos novo emissário com os homens que tinham sido apprehendidos no barco do capitão João Hoen. Era. e antes que amanhecesse o rederam. e o Fiscal daquella força. o qual atemorisado pela resolução não quiz sahir e lhe mandou diser pelo padre vigario Amaro Martins. pois voto geral que se tratasse de capitular” Ver. Os visitantes enviaram ao comandante da praça vários commissarios e lhe propuzeram comprar o forte por alguns curraes de gado. Já neste tempo tinha o Capitão Nicoláo Aranha tomado à resolução. aos 13 de agosto de chegou Nicoláo Aranha cm toda a infantaria à força. e assentando seu arraial lhe tomou todos os caminhos (assim entradas com sahidas) com emboscadas e corpo de guarda. Quis o inimigo fazer uma sahida no primeiro dia de Setembro. porque para verem a nossa gente. porém o que acovardou o inimigo não foi tanto à força da nossa gente. como seu servidor e amigo ao que o Comendador hollandez respondeu que elle o faria como fosse tempo. entretanto este fato que o jeusuíta dá como sucedido em 23 de agosto. em como pelo rio acima vinha um barco grande com provimento para os da fortaleza deram-lhe aviso a noite e logo equipou duas canoas com vinte e cinco homens da sua companhia e da de Francisco Lopes e alguns moços da terra muito animosos soldados e por cabo o ajudante Francisco Rodrigues. de que resultou tomar-lhe o inimigo o barco. Neste mesmo dia morreram mais vinte inimigos e nenhum dos nossos foi morto. o cronista holandês assevera ter sido em 7 de setembro. sem mais gente de armas que os marinheiros. Neste mesmo dia teve Nicoláo Aranha aviso. morresse quem morresse. declarando que estava bem provido de pólvora e balas. Enfim a nossa gente se chegou tanto à fortaleza que não ousaram o hollandezes a se por em cima da muralha. Guedes Alcoforado. t. que logo viria beijar-lhe as mãos . bem como que o Recife estava também sitiado e muito tinham que fazer seus defensores para se desapressarem a si mesmo. quando lhe matamos quatro soldados. sendo cinco ou seis dos nossos feridos e um morto. Não se descuidavam os do Supremo Conselho do Recife em socorrer a sua gente cercada. e com boa gente de sua companhia e a de Francisco Lopes e moradores da terra e por cabo ao alferes N. Hist. e não tinha que ver com traidores e portanto não lhe faltassem em taes infâmias. e é muito digno de notar que indo em uma lancha onze holandeses com ajudante foram investidos de dez moços nossos da terra em uma canoa e dando-lhes os hollandeses primeiro uma carga de mosquetaria não tocaram com balla a nenhum dos nossos e os nossos atirarm sua carga e mataram logo seis e aos outros degolaram a espada e tornaram as lanchas. destes hollandezes morreram seis e os 139 outros foram presos e feridos. e ainda não haviam aberto bem a porta. e o Nicoláo Aranha lhe respondeu pelo mesmo portador que com muito contentamento o esperava e que se quizesse o iria buscar a porta da fortaleza para o hospedar na sua barraca. Vinham no barco treze hollandezes e um commissario de Cirigipe d‘El-Rei. e treze homens do mar. nem ferido.38. 123 . que lhas semeamos de mortos saindo elles de noite a rossar o mato que estava junto dellas. não quiz render o bordo ao mar. Com este recado retirou-se o emissário para donde veiu. 40 p.gente vinte Flamengos. Animada a nossa gente com estes prosperos sucessos . as quaes entraram logo pela barra dentro.

promettamos-lhe todos uma missa cantada. ou os passaria todos a cutelo. sendo mortos no cerco setenta e sete. pondo graves penas a quem as levava. o qual com muita dor encobrio a nova. disse então o Capitão Pedro Aranha irmão do cabo da companhia de Nicoláo Aranha. de mantimentos trinta e sete barris de farinha. eu sou grande seu devoto. Poes amanhã e segunda-feira o dia em que a Santa Igreja Catholica costuma dizer Missa e fazer sufrágios por ellas. isto é boa nova."Chegou a Nicoláo Aranha em 13 de Setembro a triste notícia em como o inimigo à falsa fé havia queimado aos nossos navios que estavam na enseada de Tamandaré. já situado. aonde haviam de ser desarmados. e ocupado em defender Recife. para caminharem para a Bahia. 140 Enquanto Calado liga a rendição e capitulação do inimigo a um fato misterioso. pólvora pouca e essa molhada. a qual ia tangendo por entre o nosso corpo da guarda e se ouvio por alguns dos nossos. "Tinha o Sacerdote consagrado o corpo de Christo Nosso Senhor Salvador. sem dúvida que isto deve ser as almas dos Paes defuntos que nos vem a socorrer. dos quaes levaram quatorze". se cantaram uma Missa de Requien pelas almas do purgatório. derrotado na várzea. onde foi presas Hous. os quaes se lhes concedeo e lhe fez o partido muito favorável. para que o não dissesse a ninguém. Dêo-se embarcação as mulheres. e logo se resolveu e mandou por um official com um tambor dizer ao Comendador da força que se rendessem. uma música em tom de ladainha e vio uma clara de luz. tanto que amanhecer. Samuel van den Broeck. quanto ele sentia grande falta de munição. "Aos 15 do mez pediram ao Capitão Aranha três dias de tréguas. para mostrar ao povo. Achamos sete cavallos vivos. por que já estava enfadado de o terem ali tanto. como o leitor já viu na nota anterior. Vendo os hollandeses a resolução. e recolheu a si todas as cartas. nos dezoito dias do mez estando na barra do Rio cinco embarcações cheias de gente. Caso miraculoso!". "Fez-lhe Nicoláo Aranha muito honrado partido a saber. achamos-lhes na fortaleza dez peças de artilharia de bronze. achamos duzentos e sessenta e seis flamengos dentro na força e cinco Índios. Depois que tivemos a fortaleza por nossa e os hollandezes reunidos e desarmados. duas léguas em distancia da força umas não três lanchas grandes que vinham aos hollandezes. e passados da outra banda do rio da parte do sul. bala e armas e das mais munições de guerra com cento e oitenta soldados. para levarem suas roupas para a Bahia e cavallos para os que foram por terra. bordando as nuvens de louvores e allegrando o mar e a terra com seu formoso aspecto. com toda solemnidade que foi possível e ordenou Nicoláo Aranha que quando o sacerdote levantasse o Corpo do Senhor e seu precioso sangue em alto. a carne que tinham a repartiram. e todos os dias as encommendo a Deus e agora nesse ponto acabar de resar as orações que todos os dias ofereço a Deus por ellas. liga a convicção de que não seria socorrido pelos seus compatriotas. meninos e enfermos. "Acabou-se a missa e o inimigo começou a chamar com um tambor mandamos ver o que 140 queria. e querendo levantar em alto. desparou o inimigo da fortaleza uma peça de artilharia e toda nossa infantaria lhe respondeu com uma carga cerrada de mosquearia e tornou a secundar com outra ao levantar o calix consagrado e tão grande foi o estrondoque o inimigo ficou admirado". achamos vinte e quatro mulheres e trinta e três meninos e desoito escravos. que os iam socorrer. appareceram no rio. Senhores camaradas. respondeu que se queria logo entregar". Isto tanto mais desanimou Koyn. que sahissem da fortaleza com suas armas e balas em boca. e a nau vinha só com duas velas pequenas. desparassem os nossos soldados todas as armas de fogo e dessem duas cargas cerradas em signal de alegria e festa. notícia esta que lhe foi trazida pelos homens que tinham sido apreendidos no barco de João Hoen. muitas balas para ellas. porém nenhumas de mosquete. naquella noite se ouvio o som de uma companhia. "Não se aproveitaram os soldados. nem outra alguma pessoa de cousa que os hollandezes tivessem na força. 124 . até uns tantos passos. responderam brandamente como quem o queria fazer". Eis a verdadeira causa da rendição do forte." "Approvaram os camaradas o bom intento e tanto que a nova aurora appareceo. bandeira estendida e os officiaes com suas insígnias militares. com socorro de pólvora.

elle faria matar as mulheres e meninos. que era o signal de que estava dado para os hollandezes conhecerem que estava a fortaleza por sua. a nenhum morador fizeram os soldados damnos. fazendo sua obrigação com muito animo e as mulheres. e conhecessem o pouco cabedal que fortaleza tinha para lhe fazer danmo. os quaes em companhia do capitão Pedro Aranha sempre tiveram a vanguarda no cerco da fortaleza. Francisco. os homens sempre assistiram com os soldados da Bahia. que era grande consideração para impedir a passagem para a Bahia e a chave da capitania de Pernambuco. vacas. começou a náo a fazer bordos e a desparar sua artilharia e as lanchas suas roqueiras e se foram pelo rio abaixo e sahiram fora da barra na derrota do Recife e os nossos dous barcos e canoas se tornara. com suas armas. antes lhe deram muita graça pelo bom tratamento e offerecendo os moradores das terras (depois da Victoria alcançada) muitos dons e mimos de bois. porque o não mereceram.navegando. os soldados como generosos não quiseram aceitar cousa alguma. Acercando-se uns dos outros. como merecem. Cit. P. Mandou o commandante Aranha que fossem ao encontro do capitão Willem uma caravella (onde já haviam acondicionado a bagagem dos rendidos) e um barco com soldados. e com a infantaria por terra e por mar em barcos e canoas as renderia facilmente. e assim desejando eu louval-os a todos. Porque dos moradores. patos. assim os moradores do rio S. como os mais valerosos do mundo. mandou investir contra ellas. novilhos para trazerem consigo para Pernambuco. Em cousas particulares. doces e fructas que a terra dava. que não servia para carregar as peças. que diz: “ depois da partida do commandante e soldados. e desparada a peça logo a não largou todo o plano e as lanchas com ella e se vieram em direitura para a fortaleza". Sei que ficando um vento rijo. "Tão extremamente o fizeram nesta ocasião. nos faria a nós muito mal com sua artilharia. e os nossos soldados o fizeram com tanto brio. esquipou dous barcos e algumas canoas carregadas de bons e valerosos soldados e antes que a náo e as lanchas chegassem. 44 125 . e que se náo e as lanchas chegassem a metter-se debaixo da artilharia da força. não me atrevo a por uns em primeiro lugar. vitellas. que são merecedores de muito grande louvor. leite. porém o capitão considerando que na fortaleza achava pouca pólvora e essa toda molhada. disparou o capitão Willem suas peças e os portugueses vararam a caravella sobre um banco e lançaram-se à água depois de uma pequena escaramuça. que chegaram a dar duas cargas cerradas ao inimigo e não posso affirmar se lhe mataram pouca ou muita gente. só os que vinham enfermos aceitaram alguns cavallos para poderem acompanhar a tropa e porque os moradores não desconfiassem vendo que se lhes não aceitavam seus oferecimentos". sem haver entre elles os nossos soldados. porque com a artilharia lhe faria grande damno. alguns que mais se extremaram. de modo que succedeu esbulharem os nossos os bem dos seus próprios compatriotas. sem fazer agravos aos outros. de sorte que lhe fosse necessário esconder-se pelos matos. e estiveram mais chegados ao inimigo João Velho. em suas casas. com tanta pontualidade. antes todos acudiram com suas armas. como os soldados da Bahia e com tanto esforço e valor. Pouco depois o capitão Willem despojou o rio. por quanto não tenho até as presentes testemunhas de vista". segundo Matheus vam dem Broeck. se occupavam em fazer de comer para os soldados e com tanto gosto. antes sempre sobejou o mantimento de vacas. "Tomou o capitão Nicoláo Aranha conselho no que faria para tomar a não e as lanchas e alguns lhe disseram que as deixasse metter bem debaixo da fortaleza . perus. "Para se render esta fortaleza. para se recolherem ao Recife. farinha. nos quaes haviam de embarcar as guranições do forte Maurício. pois o commandante Aranha declarou que. Manoel 141 Essa nau e lança eram comandados por Willem Lamberts. porque lhes sahiu em sorte o ocupal-os o cabo do capitão Nicolão Aranha. nem morto nem ferido algum. se os hollandezes queimassem a caravella. e assim perderam os rendidos tudo o que era seu. Francisco o capitão André da Rocha de Antas e o capitão Valentim da Rocha. porque em tudo 141 os quis Deos favorecer". Para libertar os nossos devera ter chegado três dias antes” Obr. nem sustentar bateria. nem causaram moléstia. que nunca nos faltou. contra os hollandezes. esforço e brio. que seguiam por terra a Bahia entroeu no Rio o capitão Willem Lamberts com um degre (barco hollandez de pesca) e tres barcos bem artilhados. mandou o capitão Aranha desparar uma peça de artilharia da fortaleza. O capitão Willem houvera posto fogo à caravella se as mulheres neerllandezas não se intercedessem. não sahiu morador algum de sua casa. Só ". dos moradores do rio S. Porto Calvo e Sergipe de El-Rei. Porém assim por maior quero ir nomeando de uns aos outros. e por conselho de seis francezes que pediram praça para tomar armas por nossa parte. galinhas e carneiros.

258. como dos da terra e lhe fizeram numero de sessenta. e por ordem dos governadores da liberdade. pelos companheiros de Hoen. Gonçalo de Matos homem natural de Pernambuco. que fizeram fugir as lanchas até os deitarem pela barra fora: e este soldado é filho de um homem nobre. veio marchando detraz na retaguarda e todos 143 chegaram a várzea do Capivaribe com prospera viagem . as mandou esconder em lugar seguro. Gonçalo Dias cabo da esquadra. pois amanha será distribuída a ultima ração de carne". Francisco Velanez. pólvora e morrões. João 142 Furtado de Mendonça. externa sua resolução e deputa-se o capitão Felipe Schatt e o escabino Lubbert van Coeverdeu para entrarem em acordo com o inimigo. de modo que não dispomos de maior quantidade de pólvora que é necessária para prover por uma vez somente as bandeleiras. O valoroso Lucideno. Francisco Aguiar. que andavam sempre de vigia. e ele o fez como de seu valor se esperava. reuniu conselho de guerra. o qual com muito grande trabalho e dispêndio. resolvemos. porém quero nomear os principais que nesta empresa se acharam. e em baixo com embarcações para o fim de tomar os socorros que nos enviem. Ganhada esta fortaleza a mandou o capitão Nicoláo Aranha arrasar. porque o inimigo não tivesse esperanças de a tornar a possuir. "E o caso suceder entrar por este rio em nossa assistência um ou dous barcos com gente ou provisões. foram rotos pelo inimigo. Eis ai as minundencias de Calado. e no sítio sempre nos acompanhou com pessoa e fazenda. sabemos que os contrários estão aqui de vigia em numero de trezentos homens.Francisco. com que defender as nossas vidas". como já aconteceu". o capitão Pedro Aranha com vinte. pois. também dez soldados da Bahia se avantajaram muito. obrigados de imperiosa necessidade e movidos de poderosas razões que abaixo vão. Manoel Calado. p. 142 143 Provavelmente este Marco Dias é um descendente da família de Belchior Dias Moreya. mas com muita vontade e contentamento passou toda a nossa infantaria da outra parte do rio. e outros muitos que não nomeio por ser enfadonho. que poupamos assim antes. "2-Igualmente começam a escassear os viveres. acham-se ao presente esgotadas.. dos da Bahia não me atrevo a declarar o valor que nesta empresa mostraram. por pedimento dos moradores. segundo temos escrito atrás. que mal se pode sustentar". fazendo toda a sua obrigação como honrado.M. quando o inimigo trazia pelo mar náos de guerra e lanchas. rendemos esta praça a partido": "1-As nossas munições de guerra. Marcos de Oliveira alferes reformado. o capitão Diogo de Oliveira de Lacerda com vinte moradores do rio REAL. e que o Recife esta assim apertado. senão a socorrer os moradores na grande tribulação e aperto em que estavam. e dez peças de artilharia de bronze que n‘ella achou. o qual foi em uma das canoas.M. o qual já tem perdido três filhos nesta guerra. os dous irmãos chamados os Brittos. Francisco de Almeida alferes reformado. só digo que alcançaram a vcitória sem nos morrer soldado algum. chamado Baltazar de Matos. a cujo cargo veio esta gente com sessenta e cinco da sua companhia. porque nem o governador geral mandou a infantaria por ordem de S. e senão vieram logo para o nosso arraial da Várzea de Capivaribe. mais que pólvora e bala. reunidos em conselho hoje 17 de setembro de 1645. com cinqüenta soldados. "3-Segundo todas as probabilidades não sermos socorridos pelos do Recife. O conselho de guerra resolvêo os seguintes artigos: "Nós. enfim alcançada a vitória foi o capitão Nicoláo Aranha despedindo os outros capitães em suas companhias e tropas para onde estava o Governador da liberdade João Fernandes Vieira e os dous mestres de campo André Vidal e Martins Soares e elle depois de ordenar as cousas necessárias no rio. 64. aonde estava a fortaleza. nem ferido.Gonçalves Marzagão. assim dos da Bahia. abaixo assinados. oficiais do forte Mauricio no rio de S. que os soldados gastaram. Não temos. homem. Gaspar Gonçalves Nenoa. foi porque era quase impossível o combatê-las por terra por ser a distancia de sessenta léguas e haver muitos rios navegáveis que passar e mais era grande o risco mandá-las em barcos. os capitães Gaspar Fernandes Villar a quem o cabo do capitão Nicolão Aranha proveo de uma companhia de bons e valerosos soldados. Não custou esta fortaleza cabedal algum a S.. sobre as condições de capitulação. Capitulado e desesperançado Koyn de auxílios vindos do Recife. capitão Nicolão Aranha. Fr. o capitão Francisco Lopes. 126 . a fazer guerra aos hollandezes de Pernambuco. para nos aproveitarmos delas na primeira ocasião de importância. como durante este cerco de perto de seis semanas. isto é. Marcos Dias . pois sabemos com certeza que a maior parte dos nossos comandados pelo tenente coronel Hous.

Koyn. "3. trinta homens de trem e vinte paisanos. soldados. pois.O Senhor Nicoláo Aranha nos fornecerá embarcação capaz que nos transporte com as nossas bagagens para o Recife". começa a sentir-se fraca e desalentada que.Hans Pertersz. bala em boca. como pelo presente resolvemos. que presentemente montão a oitocentos homens. Feito em nossa assembléia no forte Maurício. "6-A guarnição.uma obra exterior de sessenta varas diante da porta para defesa dos carregadores de água. "Assim que cada homem tem que ocupar perto de duas varas de terreno.Boudewijn de Jager. depois de maduro conselho. 127 .Wolf Reurseits – Philip Schacht – Thomas ReBarent Vlieger. A nossa gente valida não excede a 147 soldados. .Todos os rendidos. entrar amanha. indicando as experiências militares. "7. mal alimentada. como é manifesto vão pelo contrario diminuindo.Permittir-nos-há a levar três canhões de seis libras de bala com a sua carreta". não há palissadas em terra de fortaleza. ao passo que as nossas. onde deve estar de continuo sete homens para a guarda e pronto socorro". "Nós oficias abaixo assinados reunidos na fortaleza Mauricio.Huybert Dop – Hans Paap – Thomas Pouwelsz. fazemos saber ao honrado Senhor Nicoláo Aranha. corda acesa em ambas as partes. 18 do corrente. todas as armas. desnudada. Além disto como se sabe. "8. poderão igualmente levar seus negros. dentro dela não se pode haver a terra necessária para levantar outra muralha". e caso o Recife se haja rendido. sem sermos molestados do inimigo e ali entregar-nos-ha aos nossos senhores. 3. e este dar-nos livre passagem para a nossa pátria". uma vez que sua nobreza nos conceda as seguintes condições e artigos. "2. 2. paisanos. "5-Tão pouco não tivemos meios de cortar a fortaleza. "1. "Por estas e outras considerações. "4. arcos e caixas.V. antes da nossa chegada. com bandeiras despregadas. temos resolvido. a fim de nos escoltar livre e seguramente até o Recife. que por justas razões somos movidos a entrar em ajustes com sua nobreza a cerca da entrega da dita fortaleza. caixas.O Senhor Nicoláo Aranha conceder-nos-ha podermos sahir todos para o Recife.O official que nos escoltar será obrigado. em ajustes com o inimigo e aceitar as melhores condições que deles podemos obter. Smit. ao todo cento e noventa e sete homens em estado de prestar serviço. Francisco.Antes de partimos seremos supridos com as necessidades vitualhas de modo que possamos fazer convenientemente a nossa viagem". mulheres e meninos. pois. vigiando continuadamente nas muralhas. sem mais sermos encommodados. para o qual fins lhe deputam o capitão Philip Schacht e o escabino Lubbert van Coeverden". segundo os estylos militares e aos seus foi anteriormente concedidos". judeus. Em fé do que assinamos este termo com os nossos próprios punhos"."4-As forças inimigas.um parapeito na extremidade das pedras.. como assenta sobre pedras. e as muralhas recentemente levantadas acham-se arruinadas e abatidas em conseqüência das continuas chuvas. sabemos que crescem de dia a dia.Lubbert van Coverden. a continuar este estado de cousas.Pieter Rotterdan. caso o Recife se ache em cerco. é impossível prevenir que se rebele". ao general que mandar na praça.Soltara e permitira que nos acompanhem os prisioneiros que se acham em seu poder". "6. Com essa força temos de ocupar: 1-a fortaleza cujo circuito é de duzentos e setenta e seis varas. negras e cavalos ". poderão retirar livremente e intacta as suas bagagens. "5. Está. D.O dito Senhor Aranha ordenará que um oficial nos acompanhe. o mesmo oficial nos entregara. por entre a frota inimiga". que com tão poucas forças é impossível defender tão largas obras contra adversários numerosos". Era ut supra. a conduzir-nos livre e desempedidamente a dita praça. de modo que por fora é fácil galgá-las. comandante das tropas portuguesas no rio S.

Conceder-nos-ha levarmos as bagagens que os nossos escravos e cavalos poderem carregar. Sahirão com suas armas até onde nos aprouver. Adriano da Rocha.Depois de havermos deposto as armas. "4° Não se tocará nas roupas das mulheres. tambor batente e b~ndeiras tendidas. caso não possamos levar as nossas bandeiras. poderá mandar no barco uma arca com suas bagagens. mulheres e meninos. Francisco Lopes de Maltos. "2 Os officiaes levarão suas espadas. Willem Sloot. os officiaes principaes. concederá o Senhor Aranha que as separemos das hasteas. Walf Keseits. serão transportados com escolta para a Bahia em embarcação capaz. e estes não me permittem de modo algum que eu mais conceda. que obriga-se alli entregar suas nobrezas. passei o presente papel hoje 18 de Setembro de 1645. poderão levar seus negros e negras para lhes carregarem as bagagens". sem serem revistadas as suas bagagens". Boudewijn de Jager. ate 21 de setembro. isto é. "2. Nicoláo Aranha Pacheco. morrões accessos.Cada um dos oficiais. Francisco. secretários. "6. Sahirá a guarnição com armas ao hombro. sem serem visitadas". E para que isto não falte.Dar-nos o prazo de três dias. escabinos. . " 3 O prazo que concedo é até as 8 horas da seguinte manhã. Cinco paisanos poderão conservar seus sabres enterçados. officiaes do forte Mauricio abaixo assignados. "4. "5º Forneceremos um barco em que vão os feridos. acompanhados de um capitão. Valentim da Rocha. "Os paisanos poderão sahir com sua roupa e mochilas. tenentes.. "3. Francisco. Pedra Aranha. segundo as praticas de guerra. comissários e auditor. Feito em conselho no forte Mauricio ao rio de S.O capitão Aranha não aceitando todos os artigos.Todos os oficiais. 9 º Conquistado o forte Maurício. submetendo os seguintes ao seu parecer: "1. acceitamos as condições que acima ficam e dellas somos contentes. Aos officiaes principaes serão dados cavallos que os transportem para a Bahia. D. Diago de Oliveira. quartel-mestre. cortavam-se 144 Diário de Matheus van den Broeck 128 . que não serão revistadas". Rans 144 Paap. sargento. na margem norte do S. bala em boca. Em 'dito barco serão embarcadas as bagagens dos que as não poderem levar por terra. concederá levarmos nossas armas brancas". Thomas Pay. para a Bahia. declaramos que.Os doentes e feridos. Resposta do Capitão Aranha: "1º Serão todos enviados. "Eis o que concedo aos hoHandezes. mestres de obras. Em fé da verdade assignamos todos o presente termo. "Nós. não vim para lhes fazer guerra e sim para ajudar os moradores. a saber: capitães. pois os moradores não permittem conceder maior espaço. Pra partirmos conforme as praticas militares". pois não podemos mais obter. pois. Philip Schacht. paisanos e suas mulheres. alferes. "5. a deputação teve de voltar. Serpa de Lacerda. Outrossim. Hans Pietersz Smit. poderão ficar comigo na fortaleza o tempo que lhes parecer. Koyn. bem como as mulheres e meninos. Pieter Boiterdamo Lubbert van Caeverden". V. porém. G-aspar Fernande-s Vilar.

com o duplo fim de privar as comunicações da fronteira sul com o exército dos conquistados. Por certo era uma grande perda para o inimigo. privados de comunicação com o Recife. e a certeza de que em breve lhes viriam amplos auxílios. quando chegam-lhes munições por dois navios. Agora. Um arranco ia efetuar o espírito batavo para reaver o que já tinha perdido. chegaram a alimentar-se de gatos. As guarnições de Recife e a fortaleza de Maurício. Enquanto entre os revoltosos reinavam o ânimo e a coragem. rendiam-se. porém. pela sucessão de vitórias. juntamente com Koyn e Florys em uma caravela para Portugal. tinham edificado dois fortes: um em Vaza-Barris. A notícia destas vitórias chegaram ao Recife a 30 de setembro. onde causaram um geral desânimo. Abandonando Olinda. já contavam os dias. cheia dê ruínas. que postaram-se na margem do rio Real. Cristóvão e no fortim de Sergipe. que a 27 de setembro partia. devastada. que desde esta época tinham permanecido em vigia. Assim. trazidos de diversos pontos. Além de novos membros para o governo. indo só do rio de S. de que não dispunham os seus compatriotas do forte Maurício e Porto Calvo. pedindo a capitulação. como para mover as fábricas açucareiras. como diz Varnhagen. quanto da metrópole não lhes vinha nenhum auxílio. Estavam para capitular. quando se rendiam ao cerco de D. não só para alimento do exército. e entregava-se a capitania.as comunicações entre o Recife e Sergipe. sendo preso Hans Vagels. João de Souza. Sem combustível. os holandeses que habitavam em S. enclasuraram-se no Recife. de Sergipe tiravam o gado. Era o trabalho de Camarão e Henrique Dias. As condições mudaram. batidos pela fome. cercados pelo inimigo que até lhes dificultava a água. e outro no rio Real. como já vimos. por intermédio de Dirck Witte Paert e Lamberts. cheio de horrores para os holandeses. que realmente chegaram a 19 de agosto. Francisco duzentas cabeças de gado. cães e ratos e desenterrar animais. Baldas de meios. que só de infantaria contava para mais de dois mil homens. Schkoppe encarrega a Henderson a expedição a S. de onde não podiam receber nenhum auxílio. tanto mais assustadora. às mãos dos seus primitivos conquistadores. enquanto entre eles havia a abundância de víveres. rendiam-se as duas fortificações dos holandeses. pois era impossível a continuação de um tal estado de coisas. Depois de tentativas para retomar o Recife. Aquele desde 1642 tinha sido derruba·do pelo exército dos conquistados. Francisco. a fome e a indigência. exaurida pelas sucessivas destruições das lutas e das guerras. Em suma. entre os holandeses reinavam o desânimo. acampados em Bom Jesus. veio uma grande força militar comandada por Sigismundo Schkoppe e Henderson. Abriu-se assim o ano de 1646. Perdendo os seus domínios do sul. botavam no fogo o último pão. a não conseguir que os holandeses se espalhassem pelo território. pois. comandante do forte. encarregado deste serviço. situadas no limite sul do seu domínio. comiam as carnes cruas. cercados pelo capitão D. Bem providos de munições de guerra e de pólvora. de onde vinham importantes contingentes para o 129 . os holandeses entravam em uma fase de decadência. em setembro desde 1645. estavam no auge da fome e o exército já começava a· revoltar-se. as horas. João de Souza. onde os holandeses. As condições dos dois exércitos tornaram-se completamente desiguais.

e congraçados em número de duzentos. A 24 de outubro de 1646 parte o coronel Handerson com uma frota sob sua direção e do almirante Lichthard e como comissário Paulo Antony Dames. onde. sendo a mais notável a em que foi àssaltado o tenente La Fleur. fazendo o número de 1. atacam um posto avançado de vinte homens. que. Era uma força militar demasiada para debelar a resistência que pudesse encontrar em Sergipe. perante eles. e fazer do rio uma base de operações e daí dirigir-se para o norte. alferes do capitão Schut. cujo corpo foi conduzido para o Recife e ficou prisioneiro o valente capitão Gisselingh. em que iam 10 companhias de soldados e 3 de índios. entre índios e soldados. e não podendo mais atacar pela retaguarda os inimigos. com 500 a 600 homens. por ordem do Governador Geral. pelo território sergipano. meia légua distante do forte. aquele mesmo que em companhia de Schoppe tinha pesquisado em 1637. quando grande parte dela incorporou-se ao comando de Sigismundo Schoppe e do conselheiro supremo Simon van Beaumont. elas lhes foram quebradas aos pés e eles condenados. até 4 de fevereiro de 1647. em presença do historiador Nieuhoff. quando o inimigo ataca e cerca uma casa. Antonio Bailjaert. sendo composta de 13 navios. Sem a. um outro forte. Francisco até março de 1647. quando os fugitivos. como desleais. e Joost Comam! e o Alferes . e trata de levantar. correm espavoridos e galgam a margem sul do rio.300 homens. em Urubu. Duas grandes perdas assinalaram este feito militar. Apresenta-se Samuel. Henderson conquista a fortificação. Henderson encarrega ao capitão francês Samuel Lambert (La Montagne) que com quase toda a guarnição. Henderson permaneceu em S. largaram em caminho as armas e por isso. e onde estava postada a sentinela avançada. quando pensava La Montagne em uma vitória. sabendo do desastre em S. os tenentes Jeronymo Helleman. o bravo almirante Licththardt. em dias de dezembro. a voltàr para Holanda.exército. A 16 de novembro desembarcam em Cururipe e daí marcham por terra para São Francisco. Somente no forte ficou o coronel Henderson.200 a 1. bloqueando o inimigo. Jan Jansz van Yssendyck. em lugar melhor. Faleceu. Seus habitantes. perde a ação pela emboscada de que foi alvo. Por diversas vezes algumas partidas se fizeram. onde está edificada hoje a cidade de Propriá. postados em Bom Jesus. desprevenidos para a defesa e ocupados ainda em demolir o forte.Middelburg. Fogem os duzentos combatentes que lhe deviam resistir e. a guardar e defender o território. Killiam Snyder. comandados por Francisco Rabelo. ia realizar o plano de bloquear a Bahia. Para punir a insolência dos atacantes. Francisco. onde se achava o Capitão Francisco Rabelo. com toda a companhia que tinha saído para ver o inimigo. a 29 de dezembro. assim como os capitães Daniel Kein e Gernil Schut. menos os 500 a 600 homens que ficaram no forte. sob o comando do tenente van 130 . depois de atravessar o rio. O resto da guarnição que pôde escapar à destruição. vai atacar os sitiantes. Foi vítima desta imperícia. que continuava a cercá-Ia. menor resistência. o conde italiano Bagnuolo. já em melhores condições de luta. além da perda de cento e quatorze soldados. centralizouse no forte. tenente de Gisselingh e Adriaen Mebus. para vigiar o inimigo.

pois. indo a guarnição para Itaparica. Ficava assim o holandês eliminado do rio São Francisco. força insuficiente para romper as forças inimigas . dos sitiantes. são capturados 50 a 60 soldados. a devastar. o forte com os seus 300 soldados. onde achava-se Sigismundo. convencendo-se a Companhia de autorizar a retirada de Henderson.Westwout. para sua alimentação. manda o capitão Chain Fleury que foi cercado pelo inimigo. com um passaporte para a Holanda. ficando prisioneiro com 40 soldados e 60 índios. Perdeu o holandês os currais de gado. querendo socorrê-los. donde tirava aos milhares de cabeça por dia. que ficaram nas mãos. impossível a permanência de Henderson em São Francisco. Era. se não recua para. Henderson. desde setembro de 1645. 131 . em 1647 e do território de Sergipe. de onde os holandeses não teriam nada a tirar. O próprio Henderson teria idêntica sorte.

motivaram as posteriores explorações a cargo de D. nos sítios e nas fazendas: a falta de humanidade no tratamento que deram aos seus habitantes. para motivarem maior atividade nos períodos subseqüentes. pelo capitão Francisco 132 . que muito tarde quis .CAPÍTULO VII NOVO DOMíNIO PORTUGUÊS Depois dos acontecimentos descritos nos últimos capítulos. na metade de século XVII. ferido em sua cobiça pelas belas formações geológicas. amontoada. Compreende-se perfeitamente que um povo que se acostumou a uma luta tenaz. onde nota-se tendência bem visível até mesmo para romper-se os laços de subordinação do governo da capitania ao da Bahia. substitui-o na administração pelo capitão João Ribeiro Vila Franca. em mais de meio século de colonização. O território da capitania foi descoberto. eles trouxeram conseqüências de algum valor. uma companhia de infantaria. O primeiro captião-mor despachado. sob o comando de Baltazar dos Reis. em 1650. denúncia que motivou a demissão daquele funcionário e o despacho do licenciado Francisco Alves Moreira. Historiemos os fatos. sem o querer. passou Sergipe novamente ao domínio português. Daí a razão principal de cedo começarem os tumultos em Sergipe. Se foram estes os males que apontamos. provavelmente em 1648. as devastações que seu exército fez em sua capital. que veio à capitania sindicar judicialmente da questão. foi Baltazar ele Queiroz. porque houve necessidade de ser percorrido. As lutas feridas em seu território. com Baltazar Barrinhos."encetar. quando uma geração nova veio substituir aquela que batalhou tenazmente para eliminar o inimigo. Permanecia em Sergipe. quando passou novamente ao domínio da colonização portuguesa. aproximaram-se. como conseqüentes das lutas e que destruíram uma pequena riqueza pública e particular. Em sua administração. com sacrifícios. a desastrosa indiferença de Nassau para com a colonização da capitania. que preferiram perder seus bens a conviver com o povo invasor. nesse tempo. pela defesa de uma causa comum. depois que a capitania passou de novo ao domínio português. como a que o historiador estuda da capitania de Sergipe para o norte. abriam entre si larga separação. perde. por sua chegada ao Brasil. que foi substituído. Até sua capital foi reedificada. que se sucedem até o fim de século. que deu lugar à existência de uma opinião mais autônoma. porque em uma carta a si dirigida pelo conde de Castel Melhor. os hábitos de paz e harmonia. entregando-lhe seus haveres e suas casas. a câmara de São Cristóvão saúda o conde. a permanência do holandês em Sergipe deixou no espírito da sua população um gérmen de revolta. Queixa-se da conduta do ouvidor Felipe de Almeida. Rodrigo Castelo Branco. En suma. As três raças que. por ser cúmplice no assassinato de Cipião Cardoso. durante anos. foram as causas que reduziram Sergipe ao estado de decadência a que chegou. As explorações do holandês na zona ocidental da capitania. o contingente que se tirava de seus currais para o sustento do exército. por ter expirado seu triênio. até então. em março de 1651. que serviu de ponto de espia ao exército conquistador.

como fintar o gado dos moradores de Sergipe. 133 . com recomendação expressa do governador ao seu delegado. escrivão da câmara e Francisco Curvelo. Em março de 1651 foi Baltazar de Queiroz substituído pelo capitão João Ribeiro Vila Franca. contra essa resolução. Além disto a formação geológica da capitania não deixava também de prestar sua influência. A câmara de então representa ao governador contra a usurpação de suas atribuições. Logo em maio. e os interesses econômicos da capitania. cuja administração foi de lutas. com os capitães Vicente de Amorim. tão contrárias às profissões de hábitos fixos. pela qual os curraleiros não tinham mais obrigação de acudir à defesa da cidade. como queria a câmara de Sergipe. promove divergências. As rendas públicas da criação do gado que. passaram a ser cobradas por um comissário. da companhia de infantaria. De novo reclama. Além desta reclamação. pouco tempo depois da posse. A criação do gado era a profissão dominante nesses tempos. como receita municipal e a revogação da ordem. em ocasião de rebate do inimigo. Além desta desobediência de Vila Franca ao seu superior. para vingança de paixões pessoais. por questões de vaidade pessoal. porque defendido o rio contra invasões inimigas. conduz para a Bahia trezentas cabeças. constituída por terrenos agrestados. com os documentos de suas faltas. dirigidos ao Ouvidor Geral. em 1651.José de Araújo. de quem ele era delegado. e o exército que ainda lutava no norte. além do contingente econômico para formação da riqueza pública. foi pastor. era quase a única verba de receita. Antes do sergipano ser lavrador. E uma razão de ordem étnica influiu para este resultado. O gado de Sergipe. por serem indecentes os motivos. por quem foi julgada a prisão ilegal. não pertencentes à sua jurisdição. prejudica suas atribuições. servia também para abastecer a população da Bahia. Francisco e Japaratuba. ela pede permissão para lançar novos impostos. que não só tomou a si resolver assuntos. As idéias de invasões inimigas dominavam os espíritos. sendo as seguintes as palavras textuais do governador à câmara de Sergipe: "e com a maior brevidade execute a ordem e possa este' povo (Bahia) se ver livre da necessidade em que fica. e não pelo poder municipal. ficassem transitoriamente pertencentes à jurisdição do capitão-mor da Vila do Rio de São Francisco. não dá execução a uma ordem do conde de Castel Melhor. Só na administração de Vila Franca. que tanto ou mais do que a finta lançada pela câmara da Bahia. maior quantidade. para que não promova mais inquietações e não se aproveite do cargo que exerce. a fim de auxiliar a reedificação da cidade. outro em 1652. prestava-se à criação do gado. até mesmo com o próprio governador da Bahia. pela da Bahia. um emissário. Toda sua zona ocidental. O maior peso específico da população era dado pelas gerações mestiças. Verifica-se aqui uma lei geral da marcha das civilizações. pela qual ordenava que os moradores da zona compreendida entre os rios S. uso e logro da passagem do Rio Real. por ordem do governador. hoje Penedo. Esta medida revela os temores da época . Voltam para Sergipe. naquele tempo. os quais enviam presos para a Bahia. estava-o igualmente Sergipe. pouco próprios ao desenvolvimento de qualquer lavoura.

. Cristóvão. como devia no Governo dessa capitania o capitão·mór della Manoel Pestana de Brito. que timbra em não cumprir as ordens do administrador.M. (Carta do conde de Atouguia à Câmara. para ser substituído por Vila Franca em dezembro. foi Pestana de Brito. 145 134 . alimentava a Bahia! A Vila Franca na administração sucedeu Manuel Pestana de Brito. se hajão com elle de maneira que me não cheeguem Em 20 de outubro dirige·lhe O conde de Atouguia a seguinte carta: "Aqui me tem chegado varias queixas de differentes excessos que Vm. pelas quais foi Pestana de Brito destituído do posto 146. pleito e homenagem que dela tem dado". em outubro. em outubro do mesmo ano já recebia do conde de Atouguia cartas recriminativas e insultuosas.que lhe envio. Os excessos das denúncias da câmara ficam ainda provados pela seguinte carta do governador a ela dirigida: "Tenho entendido que excedem Vm ces. E tanto assim é. me moveram a mandar-lhe sucessor. que é justo. 146 As queixas que se me fizeram do mau proceder. Sergipe decadente. principalmente nos da aguardente que prohibe a todos o leval-as e vendel·as. no mesmo momento o mandarei privar delle e embarcar para Portugal. Deus Guarde. lh'a entregue logo que receber esta para o continuar em virtude da patente que tinha e debaixo do mesmo. Não O mandei para ella. Si Vm. por carta de 8 de outubro de 1655. para seus moradores padecerem violencias. que em tudo é contrario ao que se me havia feito. a quem envia diversas queixas. tomando posse a 20 do mesmo mês. daqui em diante com tal moderação e compostura em todas as occasiões que saiba eu que são os que deve a confiança que fiz de sua pessoa para lh'o encarregar. de outubro de 1656) . nas quais critica seu irregular procedimento. que tendo o conde de Atouguia. Aos capitães móres é justo se tenha obediencia devida. donde não há de participar bem a queixa que fizer a S. tem procedido. na maior penúria. etc. Vmces. se não houver nesse. E não me venha segunda noticia da indecencia com que trata os moradores nobres dessa capitania e impede aos de nossas condições o trato de grangearias. A um deixe livremente vender e levar todos os generos que quizerem. usa nessa capitania.o que 'lhe envio do mal que Vm. porque as acusações da câmara ressentiam-se de excesso de paixão. para assim se augmentar a capitania e terem antes occasião de lhe louvar o bem que corresponde as suas obrigações que de lhe reprehender ou castigar defeitos nellas". me parece o restituil-o a ella. para o que fiz eleição do capitão João Ribeiro Villa Franca que esta ha de dar a Vms. nomeado capitão-mar pelo conde de Atouguia.que é muito grande". a 9 de março de 1654. quando lhe mandei suspender o exercicio do governo dessa capitania. entrega-lhe de novo à administração. a outros faça os favores. Tendo em março assumido a administração. Acusa-o perante o governador. occasionando-se desse procedimento andar essa cidade em varias inquietações. os termos de sua jurisdição e o respeito que devem ter ao capitão mór dessa capitania Manuel Pestana de Brito em quasi tudo o que obrão. Vmce. nem eu faço caso dos sujeitos se não emquanto elles O merecem no posto em que os occupam. Não menos autoritário do que Vila Franca. destituído Pestana de Brito do posto de capitão-mor. havendo nesse procedimento do governo prejudicial precipitação. dirigindo a este a seguinte carta: "Pela boa informação que se me faz dos procedimentos do capitão mór Manuel Pestana de Brito. apresentando·1hes a patente . com a informaçã. pelas devastações e incêndios.145 Origina-se profunda desarmonia entre ele e a câmara de S.

não só negando posse ao ouvidor Diogo Pereira de Aguiar. exorbitavam. a romperem os laços de centralização ao governo colonial e assumirem uma posição hostil as determinações do poder então existente. Compreende-se que a reintegração de Brito descontentou profundamente os membros da câmara. que abalaram profundamente a ordem pública. como. Elas determinam um fato comum em todas as administrações. Cristovão à revolta. capitão·mol' de Sergipe. livre do da Bahia. ou pela convicção de que o capitão-mor não girava nas órbitas de suas atribuições E dessa luta que se levantou resultaram sérios aconteciimentos. contra a autoridade do governo colonial. Brito então revolta-se e torna-se o chefe do movimento revolucionário. cuja aspiração era a instituição de um governo emancipado. entregues às suas paixões e sem um regimento que traçasse com clareza suas funções. ordenando-lhe entregue a administração ao sargento-mor Baltazar dos Reis. com os seus partidários.147 Essa resolução comunica à câmara. Violentamente prendem o vigário Sebastião de Góes Pedroso. levados a isso ou pela indisposição pessoal. E essa dubieza de ânimo foi uma circunstância ocasional de revoltas. como repetindo queixas contra o capitão-mar. dão provas de uma rebeldia de que se ia apoderando o espírito público de então. O conde de Atouguia é obrigado a chamar em outubro do mesmo ano o capitão-mor a Bahia. Dependiam da falta de precisão nas atribuições de cada um destes funcionários que. entre os capitãesmores. Essas lutas caracterizavam a vida oficial daqueles tempos. ouvidores e câmaras. dizendo que tinha razões especiais para chamar o capitão-mor. a fim de defender-se das acusações. Os membros da câmara no louvável intuito de manter a autonomia de seus atos. publica uma proclamação. nas quais incontestavelmente envolvia-se acusação direta ao ato da reintegração. É isto o que o historiador vê nos acontecimentos que se filiaram à· revolta de Bríto e seus companheiros. desde quando ele mostrava-se fraco e indiferente a manter ileso o prestígio do seu delegado. 147 135 . Ele não só não vai à Bahia. que não abstiveram-se de repetir as denúncias. convidando os habitantes de S. É clara e patente a indecisão do conde de Atouguia nas medidas tomadas sobre os acontecimentos de Sergipe. em agosto de 1656.segundas noticias de que faltão a essa obrigação". como o maior Por carta de 13 de outubro de 1656 foi nomeado Baltazar dos Reis Barrenho.

por muito culpado. por esperar se reduzissem ao socego e obediencia que convinha. a fim de abrir devassa do procedimento dos revolucionarios e prender Manoel Pestana de Brito.Rainha". Voltam para a cidade. por escapar da fúria dos amotinados. penetram na cadeia. etc. 149 Cartas do conde de Atouguia ao capitao-mor Baltazar dos Reis Barrenho e a câmara de Sergipe. Então o conde de Atouguia despacha para Sergipe o desembargador Bento Rabelo. a qual se tinha homiziado em casa de um amigo. perante a qual foi impotente o governo local. a quem o governador dirige sucessivas cartas.conselheiro da câmara. Tendo o desembargador partido da Bahia em começo de dezembro. de onde é arrancado a força e conduzido pelas ruas públicas para alem do rio Piramopama. onde o deixaram com guardas e indo depois à cidade soltaram três presos que nella estavam e mandaram lançar pregões para que todos os moradores do termo se ajuntassem na cidade de S. Os revolucionários tomam conta da cidade. E isto motivou acres censuras a si dirigidas pelo governador. recebendo para isso auxílios do capitão João Ferraz Barreto. 148 Francisco Barreto. e porque convem semelhante caso não fique sem castigo me pareceu dizer-vos e encommendar-vos. 10 de janeiro de 1658. com ordem do conde de Attouguia. foi tirar a capitania de Sergipe d'EI-rei das culpas e excessos que alguns de seus moradores commetteram contra meu serviço e contra o vigário da vara e da Parochial Igreja da mesma capitania Sebastião Pedroso de Goes. que desde outubro assumira a administração. cujos habitantes fogem. que me obrigam a chegar com eIles aquelle ultimo rigor que até agora repugnei. onde havia recolhido. governador e amigo. em que entrou o capitão·mor Manoel Pestana de Brito. e tomam a si o encargo de dirigir as destinos da capitania. os quaes assaltaram a mesma casa. Christovão. soltam as presos e fica ela sob a ação dessa revolta. de cuja occasiao sua mulher ficou ferida no rosto e levando o dito vigário preso pelas ruas publicas o levaram além do Piramopama. sendo posterioremente reforçada pelo sarrgento-mor Pedro Gomes. e substituído por Manoel de Barros150 em janeiro de 1657. que o conde de Atouguia dirige a seguinte carta ao seu delegado: "São tão grandes os desaforos dos moradores dessa capitania. abrindo buracos nas paredes para entrar nella. 150 Manoel de Barros foi nomeado capitao-mor aos 15 de janeiro de 1657 e esteve no governo ate maio do mesmo ano. de 18 de dezembro de 1656. ordenando que debele a revolução e ponha em pratica os meios mais enérgicos. chefe do movimento. onde fica detido e vigiado por sentinelas. que. Eu El·Rei vos envio muito saudar. como fizeram. 136 . Havendo mandado ver o que escreveu o desembargador Bento Rabello e alguns papeis que me enviou sobre a devassa. com força armada149. contra aqueles que promovem tantos males. para fazerem a que se lhes ordenasse. se eles repugnarem as ordens de paz e obediência. sem atender mais as ordens do governo da Bahia. que conduziu duzentos mosqueteiros. tão franca a desobediência dos revolucionários a autoridade do governo colonial da Bahia. até meado de fevereiro não tinha alcançado debelar a revolta. Lisboa. a quem prenderam com violência em casa de um Thome de Aguiar. de que resultou pronunciar o dito Bento Rabello cincoenta e oito pessoas a prisão. Sendo improfícuos os meios postos em pratica por Baltazar dos Reis Barrenhos. Eram de tal ordem os acontecimentos que se desdobravam em Sergipe. também despachado para a capitania. não tendo forças para sufoca-Ia148. .

mas porque esta resolução ha de ser no ultimo desengano da obstinação de seus moradores e no cuidado de novas perturbações e tumultos. . porem. O historiador nela não vê por certo. com a prisão de Brito e de seus companheiros. as fazendas e os engenhos. sem a exaltação do despeito. quando eles incendiaram a capital. Esta carta e bastante eloquente para mostrar a gravidade dos fatos. estará sempre com a vigilância que pede a naturesa dessa gente. prestou juuramento na Bahia em março de 1657 e tomou posse em 26 de maio do mesmo ano151. da indecisão. contra uma força eminentemente respeitada e acatada naqueles tempos . que foram entregues a justiça publica e conduzidos para a Bahia. Jerônimo de Albuquerque não ficou isento de ser o alvo do desacato e 151 Jerônimo de Albuquerque representou importante papel nas lutas com os holandeses. que e toda sua companhia. Fez parte do combate que se feriu com os holandeses no Rio Real e achava-se em Sergipe. vir nelles movimento algum contra as ordens deste governo e execução das que levou o desembargador Bento Rabello. pelo respeito as liberdades populares. e um movimento emancipacionista por parte daqueles que acompanharam e prestaram adesão a causa levantada por Pestana de Brito. estando nomeado capitão-mor Jeronimo de Albuquerrque. 137 . para o sustento da tropa que efetuou a diligência. a primeira que se opera em Sergipe. porem. Seus feitos vêm consignados em sua carta patente. Foi uma revolução verdadeiramente política. com a infantaria que tem e com a que agora lhe mando remetter neste barco. que seja notoria a causa com que Vm. sendo confiscados os seus bens. possa estar sempre superior no poder e no posto. Não obstante o rigorismo que houve na punição dos culpados dessa primeira manifestação de uma independência do espírito popular. da falta de energia do conde de Atouguia. todavia a capitania não entrou na ordem e na paz interna dos tempos passados. mostram exuberantemente uma aspiração de liberdade. em vista da incoerência. elegera o que lhe parecer melhor. no modo por que resolveu a questão de jurisdição entre ele e a câmara. Aqueles. restringindo as liberdades públicas. Bahia. contra o governo. cujos delegados abusavam do poder. E é este o lado instrutivo da revolução de outubro de 1656. por carta regia de 10 de novembro de 1656.Conde de Attouguia". aos oIhos do observador. porque. "E para que Vm."Se ainda continuarem os successos e Vm. O que ressalta. Manuel de Barros só esteve na administração até maio. 3 de Fevereiro de 1857. que não deixou de prejudicar com o seu autoritarismo.o governo. a qual serviu de exemplo e justificativa as revoltas subsequentes. de emancipação. Vm. chegar a elle sobre todos os precedentes. uma aspiração para salvarem-se as Iiberdades contra a prepotência de Brito. Nessa determinação ele não se deixou inspirar pelo interesse do bem publico. M" porque na rebelião fica justificado o rigor que merecem. para quietação o commum daquella Republica. É este o primeiro sintoma de uma revolta do espírito público de Sergipe. Só em março foram sufocados os tumultos. Deixou-se mais arrastar pela paixão. os castigue com tal demonstração que sirva de exemplo a todos e todas as mortes e effusão de sangue que deste excesso resultarem tom a sabre mim para dar conta a S. que o acompanharam.

para se me queixar de que se Ihe atrevem. que ainda continuou a existir. agora parece que não faz Vm. Albuquerque toma a providência de reunir os índios em uma aldeia. Isto motiva excursões pelos sertões. estimulava-a. e oferece excelente oportunidade para saciar-se a febre escravista. pelo temor da pena. em deixar perder o respeito. o do Lagarto. E são de importância as medidas tomadas por Jerônimo de Albuquerque. em janeiro de 1662 é despachada uma expedição aos mocambos de Sergipe e em outubro de 1663 o capitão Simão Fernandes Madeira vai aos mocambos de Itabaiana. Além disto. como os mais antigos distritos. Encontramos já. repetindo idêntica excursão em novembro do mesmo ano. Com ordens positivas de manter a ordem. Em dezembro de 1661 parte Antônio de Faria com oitenta homens para prender os índios. tem foi então ceder a exigência do Juiz. Finalmente em 1671 vemos Fernão Carrilho prestando seu concurso na destruição dos mocambos da capitania. não obstante a punição infligida pelo desembargador Bento Rabello. Vm. em Vm. junto a São Cristóvão152. nos diversos distritos. cujos habitantes são incomodados pelos negros. O que deve a sua obrigação. nessas bandeiras. Itabaiana. Estende-se aos negros que fogem. 153 138 . abandonando as fazendas.. para reunirem-se em mocambos e aos índios que não perdem ocasião propícia para assaltar os habitantes de São Cristóvão. em suas lavouras e gado. Em vista destes sucessivos ataques à propriedade e à segurança individual. se faça respeitar e obedecer.. contra os infelizes índios. Cotegipe e Piauí. e censurado por isto pelo governador. pois teme que excessos semelhantes aos de outubro sejam praticados. da qual extraímos o seguinte trecho: " . As pesquisas judiciárias que continuaram a ser feitas para punir os infratores. por ordem do governo colonial. em vez de abafar a revolta. requisita força militar que Ihe garanta e conserve o prestígio de sua autoridade.desprestigio par parte dos membros do partido revolucionário. dividir Sergipe em distritos. Rio de São Francisco. para onde manda destacamentos. de onde devia tirar a força precisa para essas excursões. que se esses moradores não experimentassem tanta brandura. por parecer prudente. em carta de janeiro de 1658. compreende como medida de alto valor..Se o fundamento que Vm. que se rebelavam e oprimiam os moradores. Nesta mesma data foram nomeados os oficiais que tinham de comandar os destacamentos do corpo de ordenanças. não teriam elles tanto animo". a fim de acudirem com urgência às reclamações da segurança pública. Agora o levante não se restringia aos homens de representação. De espírito tímido e receoso. 153 152 Carta de Francisco Barrenho a Jerônimo de Albuquerque de 27 de fevereiro de 1658.

156 Por carta de março de 1667 o conde de Óbidos chama-o à Bahia. sem. pelo qual o conde de Óbidos. a falta de um regimento que catalogasse as atribuições dos capitães-mores. Só em janeiro do ano seguinte prestou juramento e tomou posse. João Ribeiro Vila Franca. para cumprir as ordens que. As sucessivas questões de jurisdição que provocavam lutas entre os provedores. desde dezembro de 1667. as repetidas queixas dos moradores. não ter atribuições para fazer concessões de terras devolutas. 139 . no qual incita o patriotismo do povo para 154 Neste ano Sergipe começou a contribuir com o tributo anual de 80 mil cruzados para as despesas da Princesa da Grã·Bretanha. tomando posse a 8 de abril de 1666. prisão que foi relaxada pelo governador e por cuja causa escreveu ao seu delegado uma carta acrimoniosa. para explicar as razões por que não deu execução à provisão de um empregado. e ainda mais. D. tendo se esgotado o provimento de AIbuquerque. ter o direito de suspensão. Substituiu a Alvaro de Freitas. pois as lutas continuaram. como para a paz com a Holanda. a fim de defender a Bahia da invasão de uma armada holandesa. Logo no começo de seu governo156. 155 V. Regimentos dos Capitães-mores de lº de outubro de 1663. prendeu. para o sustento da infantaria. Solicitou sua demissão e foi despachado em dezembro Alvaro Correia de Freitas. a quem sucedeu. que a todo o momento esperava-se. em janeiro de 1662154. por questões de jurisdição. aliás. o ouvidor Bernardo Correia Leitão. na fazenda e nos cargos de justiça. fiscalizá-los. tinha-se distinguido nas guerras de Pernambuco. que pertencia ao provedor. contra os excessos das administrações. foi nomeado capitão-mor Francisco de Braz. não ter a menor interferência nas atribuições do ouvidor e oficiais de justiça. baixou o regimento dos capitães-mores. Por carta régia de 10 de fevereiro de 1665 foi ele nomeado capitão-mor. em vista do estado de pobreza de seus habitantes e pede para em vez de serem pagos em moeda. entretanto. o sejam em gênero. Vasco Mascarenhas. levando ao conhecimento do governador as faltas por eles cometidas e nos negócios da câmara. De suas atribuições. recebia de Alexandre de Souza Freire. autorizou-o a publicar seu bando por toda capitania. passando o governo ao capitão Alvaro Correia Leite. Antônio de Alemão. lutou com grandes dificuldades.Em maio de 1659. por nomeação régia de 21 de janeiro de 1662. cujo substituto foi Ambrósio Luiz de la Penha. senão interinamente. a marcha dos negócios públicos à intenção do legislador. daí em diante. Encontramos diversas cartas em que a câmara de Sergipe reclama contra o peso dos impostos. salientamos as seguintes: não ter competência para fazer provimento na força pública. podendo.155 Foi com este regimento que Alvaro de Freitas e seus sucessores administraram Sergipe. como Albuquerque. não correspondendo. para mandar-lhe força militar. Além deste imposto Sergipe já pagava outros. Em 1663 o ouvidor Bernardo Correia Leitão enceta uma devassa contra seus membros por terem protestado contra o lançamento e a cobrança do tabaco. que. ouvidores e capitães-mores. Em sucessivas cartas de janeiro de 1668 ao seu delegado. não ter a menor interferência nos negócios de fazenda. para serem sancionados pelo governador. foram as causas do ato de 1º de outubro de 1663. Em seu governo.

para capitão da companhia de ordenanças de Sergipe. quer pelas vexações das contribuções. de abril de 1668.pegar em armas. não dá lugar a ella. a fim de servirem de sustento aos soldados e ao povo. Sua criação. reclamação que não foi atendida. além de um corpo de homiziados e negros fugidos. O descontentamento lavrava latente pelo espírito popular. como Itabaiana. 140 . Os desmandos do ouvidor Sebastião de Lobo motivaram seu desterro (1663). Além desse contingente.159 Temos visto até aqui que a paz e a ordem não se tinham restabelecido na capitania. forasteiros da capitania de Sergipe d'El·Rei se organise uma companhia de infantaria de ordenanças. cem homens de cavalaria. revela já os primeiros delineamentos de uma integração na opinião. espera da camara que se adiante sempre no serviço de S. M. seu capitão mor recebia ordens de enviar três mil cabeças de gado para os campos da Torre.158 A guarnição que até então compunha-se de uma companhia de infantaria. 157 Na carta de Alexandre de Souza Freire. no intuito de aliviar o peso dos impostos. ampliou-se.Carta aos officiaes da comarca de Sergipe pelo governador de 7 de janeiro de 1668. e esta praça o experimenta assim. pertencente ao presídio da Bahia. à qual competia principalmente assegurar a ordem pública nos distritos.157 Só de Sergipe tinham de marchar duas companhias de innfantaria. a exemplo de que nesta praça resolvi se formasse a qual serve agregada a um dos terços deste presidio etc". seja reduzida a quinhentas arrobas e paga em dinheiro. vemos o seguinte: "Porquanto convém que todos os homens de negocio. não é justo que se defira aos aliados dessa e muito menos que sejam Vmes. em lugar de mil. com a criação de uma companhia de ordenança. Se até aqui os antecessores de Alemão tinham caracterizado seus governos ou com o motim popular. além de demonstrar tendências autoritárias do poder público. vemós o seguinte: ". Neste tempo foram feitas diversas nomeações de militares para os diversos distritos de Sergipe. quem o solicitem". Rio S. O abuso do poder provocou esse levante em um povo eminentemente ordeiro e obediente. e da fidelidade de seus moradores de que tão honradas noticias tem de que o obrarão todas as vezes que a Bahia os houver mister". ou com a sucessão de queixas levadas ao governador. por que a occasião da guerra que se espera. quer pelo procedimento dos administradores. Lagarto.. em Sergipe. em 7 de janeiro de 1668.. pede para que a contribuição em que a capitania foi fintada de mil arrobas de tabaco anualmente para a paz da Holanda. seu sucessor que foi Jorge Rabelo Leite (1670) deixou impressa na opinião a maior animadversão. também é negócio em que por ora não se pode tomar resolução. contra a invasão inimiga. 159 Na carta de nomeação de Matias Leal. . A câmara de São Cristóvão. Francisco. E uma deposição nesses tempos em Sergipe. quando foram feitas diversas nomeações para as diferentes circunscrições. pelo numero de infantaria que é preciso pagar e quando os moradores desta praça padecem com tanto excesso. que Sergipe prestava. sob o comando de um coronel artilheiro. na defesa da Bahia. dirigida ao Capitão-mor. a ponto do povo reunir-se e depô-lo. não passando a pacificação que se revelou na administração de Antônio Alemão de uma pacificação puramente aparente. etc. 158 E quanto a pretender esse povo a satisfação do dote e paz só com quinhentas arrobas de tabaco. data de 1668.

contra o elemento oficial. A. A espontaneidade com que procederam os membros da Câmara. Chega Vm. P . o ouvidor Francisco Curvelo e o escrivão da câmara Aleixo Cabral que. a Igreja Matriz e dahi sae para a Camara a cavallo. de entrar com os braços abertos para todos. lhe póde aconselhar como religioso o que lhe está melhor. não se conformaram com o Regimento que S. como mais culpados . uma de 13 de Novembro. 141 . com gente branca que pede. depois da reintegração. e poderia só adoçar este negócio si a camara arrependida do que fez restituis se o capitão e mór' antes que a gente que eu mandar para isso o faça. Em sua carta patente vemos que sua nomeação liga-se ás lutas entre o povo a câmara e o capitão-mor. por onde pudéssemos estudar suas cláusulas e ver se a opinião popular capitulou perante as ordens do poder público. como ainda o prenderam.Vejamos. Os capítulos que deram delle se verão na Relação e posto que as culpas fossem grandes. seguiram para a Bahia. e agora diz Vm. continuando-se por evitar que se livrarão do castigo. mas isto não basta para fazer um povo desleal. o mandei restituir e os officiaes não só o não receberam. 160 Lugar que existe na 'estrada de Itaporanga para o Lagarto. cinco léguas de Sergipe e havendo Vm. e A intervenção do religioso foi benéfica. que foi aceita pela Câmara (junho de 1671). sendo excluídos do perdão. Não só Rabelo Leite foi retirado do governo. presos e acorrentados. Domingos de Loreto: "De 12 de Novembro recebo uma carta de V. onde não se sabe se tem a vida segura e 161 antes disto queria fregir a todos". A. restituindo Rabelo Leite (dezembro de 1670). antes que chegassem os capitães Manoel da Costa da Câmara e Domingos Antunes da Costa. na devassa que abriu o desembargador Antônio Nabo Peçanha. sahisse da Bahia. vae-se Vm. o governo de Rabelo Leite. não encontramos esse documento de perdão. estava este seu successo prognosticado. que me tracta sobre as cousas de José Rabello e Leite e ainda que seja tudo que V. 162 Carta da mesma data e do mesmo governador. Rabelo leite foi substituído por João Munhos. que está no Carmo. 161 Carta de 4 de dezembro de 1670 de Alexandre de Souza Freire. depois de sua primeira manifestação na administração de Pestana de Brito. me diz. porque o povo restituiu o administrador ao seu posto. Eu não gabarei os ruins modos de José Rabello Leite. o sargento-mor Manoel Faleiro Cabeça. que representa o ponto culminante a que chegou a revolta da opinião. deu lugar a uma anistia. não póde o povo por si depôl-o do lugar em que S. com cem infantes e ordens terminantes para garantir e levantar o prestígio da autoridade. ao Lagarto e ordena dahi que o vão 160 esperar a Camara e os officiaes de justiça e milicia nas Quebradas . P . oferecemos ao leitor a transcrição dos seguintes documentos. como ele e outros tiverem de responder perante o poder judiciário pelas faltas cometidas. outra de 20 e antes que Vm. Eis o que dizia o governador ao capitão-mor: "Recebi duas cartas de Vm. decretada por Alexandre de Souza Freire (abril de 1671). nomeado capitão-mor por portaria de 27 de junho de 1671. manda a este respeito.. e assim chamado pelas grandes grutas que existem. P . Em vez de descrevermos os acontecimentos. o pôz. mulatos e negros com armas de fogo e trombeta adiante a degolar. porém. pois a elles lhes convem mais acertar em 162 cousas que lhes podem custar a vida e a fazenda". Eis ainda o que dizia o governador ao franciscano Fr. Por maiores que fossem os nossos esforços. porque então nada lhe valerá e V.

honesto. Bahia e julho de 1671. para que realmnte fique satisfeito de tudo. a fim de esperar a senteça final do poder competente. a fim de ele não voltar a Sergipe. Critovão foram as de um homem prudente. por isso que a fazenda continuou a pagar os de Rabelo leite. Guarde deus e vimces. senão que o conselho ultramarino. por quanto aos officiais da Camara da cidade de S. 164 [. desde quando descansaram na legalidade do voto de graça. fazendo desaparecer a excitação dos animos e trazendo a capitania à paz e ordem indispensáveis à sua prosperidade. A. É este o primeiro regimento dado a um capitão-mor de sergipe.] os officiais da camara que nesta praça praça a se acham me representaram que a mesma câmara e povo dessa capitania se sujeitava a obrigava a não ser restituído no governo della José Rabello leite a fazer-lhe pagar tudo efectivamente o que estvesse devendo e se cobrasse sem dilação alguma e entregasse a seus procuradores. Realmente desempenhou cabalmente a dificil incumbência que tomou a si. Affonso Furtado de Castro do rio Mendonça.--. e conservação do povo envio o dito capitão-mor João Munhos. A. vença o seu ordenado sem embargo de em o haver concedido na patentye que passei ao capitão-mor João Munhoz.e isto foi feito. A. por ato de 18 de junho de 1671. Suas 163 “Porquanto suspendi o exercicio do Governador da Capitania de Sergipe ao capitão José Rabello Leite que della se ahavia a esta praça por lhe não consentir a câmara e os moradores della a restituição que este governo olhe mandara fazer do dito cargo e convier ao serviço de S. a que se poderá recolher tanto que o capitão-mor estiver satisfeito. As credenciais com que Joao Munhos foi apresentado à câmara de S. resolveu: 1º) que os excetuados do perdão fossem soltos. Nada podemos adiantar sobre o resultado da devassa. Christovão que nesta se acham em nome do povo daquella capitania se ajustaram em fazer por conta delle o mesmo soldo ao dito capitão. E porque não será justo que elle fique perdendo o cabedal alheio e sem que nessa capitania metteu por sua contra e ficou de seusmoradores: Vmces. o que há por mim encarregasoa Vmces.mor em quanto da Fazenda Real se continuasse ao dito José Rabello de Leite o que vence em razão do dito posto que por justas considerações do serviço de S. O governador teve de conceder outro regimento a João Munhos. 2º) que. como resgatar suas dividas164. do governo. até a publicação da sentença da justiça163. Bahia ejulho20 de 1671. que hora envio a governar a mesma capatania e a tenho mandado registrar nos livros da fazenda Real. era o único capaz de assumir seu governo. enérgetico e que nas condições anormais em que se achava a capitania. lhes façam cobrar summaria e executivamente tudo que por créditos e clarezas equivalentes constar se lhe está devendo.. na aquiescência que prestou ás cláusulas do perdão. em sessão de 1675. E tenham entendido que em quanto completamente não estiver satisfeito de todas as suas dividas José Rabello Leite há de assitir um dos officiais dessa Camara nesta praça. Seu governo foi longo e proveitoso. Essa aspiração era tão positiva. Ordeno ao Provedor –mor della mande continuar ao dito José Rabello Leite o ordenado quem tem na folha. devia sancioná-lo.. o poder publico cedeu naquilo que constituía a maior aspiração do povo – a retirada de Rabelo leit. para aquiescer com as clásulas que foram oferecidas. que emquanto se não devassasse de seu precedimento para se avriguar o merecimnento delle. que o povo e a câmara obrigaram-se não só a pagar os ordenados do novo capitão-mor. representando nela um papel pacificador . conciliador. de atribuições diferentes daquelas que já tinham sido discriminados no regimento de 1º de outubro de 1663. não obstante o governador não ter atribuições para conceder esse perdão aos povos de Sergipe. para não promover novas alterações da ordem publica. todavia S.Affonso Furtado de Castro de Rio Mendonça. 142 . a quem necessariamente se deve dar soldo com o exercício que leva e esta se registrará nos livros da Secretaria do Estado e nos da Fazenda Real em que estiver registrada a mesma patente para que a todo tempo conste esta minha disposição.Se a vontade popular cedeu.

aramas.A. 10—Passará o dito capitão mostra em todas as companhias de auxiliares.E porque na forma da ordem de S. 2--. me dará conta. 7--. 8—Também me dará conta muito particular de tudo.A. ricas e capazes de os exercer . informando as pessoas mais nobres . encarrega que se faça guerra aos negros que estão fugidos nos mocambos de que 165 143 . e minha conservará em seus officios. e signaes que é estilo por-se na matrícula. as capitanias de estado que vagando alguma companhia de ordenança. 9—Deixará exercer a Camara tudo que pela ordenação lhe toca. ordenanças e de cavallos . para que se conservem sem pertubação. de auxiliares. se ajuste e venha para ir no anno que vem. de ordenanças e de cavallos que houver na dita capitania na forma que semnpre foi estylo.165 Por quanto por varias considerações do serviço de S. e succedendo vagar alguns dos postos maiores. ao ouvido e mais ministros e officiais de justiças. o que por seus regimentos se lhe ordenam.E porque o regimento que se tem dado por esse governo aos capitães móres de todas. e munição e de tudo me mandará relação muito distinta. assim sejam dos actuaes. preferirá para serem de novo providos. na forma que eu já tenho ordenado ao provedor mór da fazenda. com a advertência que os moradores que forem vizinhos da cidade e não tiverem inconveniente em vir a ella. Mais havendo queixa das partes me dará conta. entre os capitães móres e as camaras e para estas se evitarem a se guardar o que pelos referidos regimentos se tem disposto: ordeno ao dito capitão mor me dê conta dos que há no Regimento de auxiliares e ordenanças em toda capitania e me informe do seu procedimento e que sujeitos há beneméritos para occuparem. e sobre este particular tem havido naquella capitania algumas duvidas. tractando-os benevolamente. na forma que na dita carta se declaro. procurá evitar uma e outra cousa. mas de tal maneira que se não faça perder sempre o respeito com que deve ser obedecido e venerado como é justo. aos outros o dito capitão passará as mostras dentro dos seus districtos. nella os quinze que faltam de que me remeterá uma lista dos nomes de cada um. como de outros que também o sejam para eu sobretudo mandar as patentes como me parecer mais justo. onde lhes fará presente a patente que leva a nas costas della mandará fazer termo que assignarão aos mesmos officiais da camara da posse que em virtude da patente tiver dado. e assim os providos por provisão de S. Cristovão dirá a carta que leva aos officiaes da camara. e idade que tiverem a qual vira firmada de sua mão para aqui se lhe assentarem as praças nas companhias que eu ordenar. Pela qual se servio mandar que se dessem aos capitães móres daquella capitania os soldados que a este governo parece necessário. Paes. com a prudência e zelo que espero. 11—E porque S. resolvi assistissem naquella capitania vinte com um cabo de que já leva cinco diste presidio: fará assentar praças. e se os que estão exercendo estiverem procedendo com satisfação. gente. para eu ordenara o que for mais conveniente ao serviço de S. conta a este governo. mais a vendo queixa nas partes ou coluiu nas eleições. e eu lhe encomendo. 6—Verá todos os officios que não tiverem provisão minha e proverá interinamente as serventias destes nas pessoas mais idoneas e benemeritas e de todas me dará logo conta para eu prover como me parecer e os providos serão obrigados a dentro de um mês apresentar provisão minha sem a qual não poderão continuar mais. 5—A’ Camara daquella capitania remetti por via do ouvidor Francisco Curvelho velho uma Provisão com memoria de senado de camara desrta cidade de tudo o que se está devendo ao denotativo do dote e paz e muito particularmente encarrego ao dito capitão mór que com todo cuidado procure cobrar e remetter na forma della dito capitão mór que com todo cuidado procure cobrar e remetter na forma della a esta praça tudo o que se está devendo e não podendo se cobrar tudo para ir nesta frota a respeito das impossiblidades que resultaram das inquietações da dita capitania. Hei por bem e lhe ordeno que enquanto nella estiver guarde a instrução seguinte: 1—Partirá para ella por terra com o ajudante que prover na mesma capitania onde lhes fará presente e chegando a cidade de S. e conservação dos moradores de Sergipe d’El-Rei envio a alla apor Capitão mór ao capitão João Munhos de cuja prudência a zelo confio todos os acertos nas obrigações que lhe tocarem. dando-me também conta de tudo que importar sobre estas matérias.Procurará haver-se com a camara e moradores daquella capitania com todo o zelo que deve.A.atribuições ficavam bem determinadas. lhes passará a mostra na praça e a todos os maes pelas grandes distancias. com declarações das terras. 3--. A. procedendo elles em seu exercício como são obrigados. 4—Com esta se lhe dará uma carta que lhe escrevo na forma que fiz a todos os capitães mores do estado para me mandar relação dos corpos que na dita capitania houver. em que considero haver muitos dignos. que entender convém o abrar-se na dita capitania para sua conservação e sossego de seus povos. dêm logo. A.

Em 20 de agosto se trabalhou no segundo serro das minas . neste mesmo ano. Em 21 de setembro trabalhou na serra dos macos e importou o rol do ponto em 8$239. a qual foi concedida em maio de 1678.” 167 Manoel de Abreu Sores foi nomeado capitão-mor por carta de 23 de dezembro de 1677. tinham depauperado a capitania e esse estado não servia de justificativa para que fosse ela dispensada das contribuições anuais. O dito capitão-mór se informará dos que houver e mandará a elles na forma que é estilo e os que forem dos moradores ficaram logo ali paragando o que é estylo e quintos para o capitão geral. – Affonso Furtado de Castro do Rio Mendonça. provocaram alterações na latitude do poder do administrador. todas as vezes que qualquer noticia de invasão circulava.As modificações operadas ligavam-se aos acontecimentos que se davam na capitania que. em 1677. João Munhos solicita do governador licença para tratar-se. deram-se as primeiras explorações de minas em Itabaiana. Isto contribuia ainda mais para agravar-se a situação financeira. em abriu de 1679. do meado do século em diante. por scrivão João de Mayor e por thesoreiros o capitão de infataia Jorge Sores de Macedo . costuma a ver algumas queixas. Desde dezembro de 1677 tinha sido nomeado pelo rei para o mesmo cargo Manoel de Abreu Soares. e que se estendeu até março de 1678. e sendo de resultado negativo. agravando-se de mais a mais. Era possuidor de grande fortuna. como já dissemos. assumindo em junho a dministração167. Os acontecimentos passados. até as revoltas que temos descrito. os fará remetter a ela toda a segurança e isto lhe hei. o estado econômico continuou precário. desde quando o erário municipal. Foi educado por um professor vindo de Portugal. Bahia 18 de julho de 1671. A exploração foi feita com três serras. E os que forem moradores dessa cidade. assistindo nesta administração como a contador Francisco Jose da Cunha. Em sua carta vem consignados seus feitos na guerra de Pernambuco. que foi nomeado capitão em junho do mesmo ano. deu lugar a que Castelo Branco se dirigisse para São Paulo. porque. Se Munhos pôde remediar o estado de revolta da sociedade daqueles tempos. além de reclamarem um homem prudente à testa da administração. Com despezas do rol do ponto de 12$318. É descendente de Belchior Dias. realizar o pagamento deste compromisso. No seu governo que foi longo. chamados das minas de iatabaina em 32 dias. além das razões já expostas. assumindo a administração o sargento-mor Antônio Prego de Castro. pelo péssimo estado financeiro. Tinha foros de fidalgo. Depois de tão importantes serviços. por D. que prestou juramento na Bahia. de sergipe tirava-se o alimento para a guarnição da Bahia. desde a invasão holandesa. não as podia pagar a tempo e a hora. Rodrigo de Castelo Branco. por muito encarregado.166 A câmara que se achava a dever 1:782$000. Por um pleito em que envolveu-se sobre a administração do morgano da capela do desterro do rio Real. Prego de Castro é o primeiro sergipano que mereceu a distinção de dirigir os destinos de seus concidadães. com a contribuição por parte de Sergipe de quinhentos mil reis para o sustento dos soldados que acompanharam o explorador. 144 . podê. para cujo pagamento vinham reiteradas ordens da Bahia. morreu pobre. das diversas fintas em que era tributada. até 12 de agosto e importou o Rol do ponto deste pagamento em 35$836. “ 166 “Em 11 de julho de 1672 se deu principio a trabalhar no primeiro serro. em busca de minas. Além disto tirava-se o sustento das tropas que faziam entradas pelos sertões e à custa dos seus cofres pegava-se sua força pública.

Joana Pimentel. Água azeda171. Além de capitais. ponderando que esta aldeia deveria ser destruida. 168 169 Em 8 de fereiro de 1673 foi nomado o indio gonçalo de souza capitão da audeia do poxim. de acordo com as das autoridades de Sergipe. Em Sergipe todas essas causas produziam seus efeitos. dezimava a população. açucar. o país inteiro ressesntia-se da falta de mantimentos. onde se cunhasse dinheiro de prata e ouro. pela qual abriu-se na Bahia uma casa de moeda. Estendia-se por todo o país. 170 Em 21 de maio 1679 foi nomeado o alferez Pedro capitão da aldeia dos indios capajós junto ao rio S. Antônio da Piedade. sendo-lhes. Este indios depois requreram posse da terra da aldeia e obtiveram-na. Uma epidemia de varíola e uma febre semelhante à febre amarela. junto ao rio S. em vista das informações do governador. nas quais. 145 .E a falata de numerário chegou a ponto do capitão-mor dirigir-se ao rei. acrescentando que. O número era mais que suficient para desfalcar da lavoura colonial o braço indígena. foram expulsos os índios da aldeia da japaratuba. os editais que o capitão mandava afixar. Em 1685 o vigário de S. Nesse mesmo tempo. restituidas estas mesmas terras. Essa crise não se circunscrevia a Sergipe. que o governo da metrópole para corresponder às informações do seu delegado no Brasil. em 1699. de produção da capitania. por isso que os escravos e alguns bens de raiz que iam à praça. As novas medidas legislativas sobre os Índios despertavam novas e incruentas lutas entre colonos e jesuitas. Em 1695 Frei Domingos Barbosa pede confirmação das terras que o capitão Belchior da Fonseca doou aos religiosos do Carmo. Japaratuba. Podemos enumerar as seguintes. desde o governo do conde atouguia. a quem os padres da companhia requereram lhes fossem entrgues 4 casas de indios. a requerimento de Fr. Os interesses dos agricultores julgavam-se prejudicados pela politica jesuitica. como no sul. não só no norte. muita vez. dos Capojós. contra o que protestou a camara de S. por D. pela qual o plantio da mandioca era obrigatório. Domingos e seu companheiro eram indignos do nome de missionário. Em 1682 expede as mesmas ordens de cobrança. onde os paulistas fazem novas entradas pelos sertões. que já tinham uma certa organização administrativa: Poxim168. sitas no rio Real . A informação do procurador da coroa é contra a requisição. no arco da igreja. E não era pequeno o numero de aldeias que não existiam. algodão. não encontravam quem os arrematasse. capitão da aldeia de aracaju. como o tabaco. o religioso Fr. mais ou menos. decretou a lei de 8 de março de 1894. e permissão para os missionários nela edificarem igreja. Francisco. 171 Está aldeia já tinha uma certa organização administrativa. dando isto lugar à imigração africana. Aracaju169. Cristovão. a exemplo de seus antecessores. em vista da vida escandalosa que levavam. Canabrava. que inspirou a lei de 30 de agosto de 1689. Geru. entrava o elemento oficial. Francisco170. Entretanto o governo central não pesava devidamente essas condições precárias. E tanto assim é. onde exercitem suas missões. em carta 1ª de junho de 1679. Cristovão proibia expressamente fossem colocados. Em 4 de novembro de 1669 foi nomeado o indio jão mulato. Levantavam-se lutas entre eles. pedindo permissão para que o denotivo fosse pago em qualquer gênero.

Belchior da Fonseca Saraiva Dias Moreya. trazidos pelo capitão-mor e que não destacavam pelos distritos. nomeado em janeiro de 1690 e assume a administração em junho172. e criou os lugares de juizes de Fora e corregedores das comarcas ou ouvidores. Presta juramento em junho e assume a administração em setembro. a que denominamos período de formação. Braz Soares dos Passos. Foi noemado seu primeiro cabo Sebastião Correia de Sá e incumbido de destruí-los. é dividido em dois. ficante o de nova formação comprendido entre os rios Sergipe e Japaratuba. Cristóvão. Sebastião Nunes Collares. a do Cotinguiba.Vimos que em 1668 a capitania já se apresentava dividida em distritos. uma companhia de homens pardos. pelas quais a administração geral teve de obedecer a novos principios. nomeado por carta régia de 14 de março de 1687. nomeado a 15 de dezembro de 1695. 172 Em sua carta de noemação vemos consignados srviços de ral valor prestados na guerra com os holandeses. o mestiço mais simpatizado naquele tempos. A este corpo pertenciam as companhias de capitães de mato. nomeado a 23 de outubro de 1692. Destas companhias saliento a que tinha por sede o distrito do rio Real. que compreendia toda a extensão do rio até a borda da mata de S . Tomou parte nas lutas holandesas. como o termo de um largo periodo histórico. Tendo sido a capital da colônia dotada de privilegios identicos aos que gozavam as maiores cidades de metrópole. Defendiam a cidade e a capitania de ataques de inimigos. que atacavam a propriedade e a vida. João e que era a sede dos mais temerosos mocambos. que em Sergipe tornaram-se célebres até mesmo nos periodos adiantados do movimento abolicionista. já existia um corpo voluntário e intitulado – entrada dos mocambos—que nada recebia da fazenda. porque grandes modificações operaram-se. durante ele todos os elementos ficaram establecidos para ampliar-se o movimento colonial. Framcisco. 146 . por ter esgotado o triênio. A capitania tinha a guarnição de 50 soldados de infantaria. em dezembro de 1674. Além destas companhias. não só pela criação de novos funcionários. nas câmaras do Brasil. retirando-se em setembro de 1690. Além destes corpos. como pela restrição ou ampliação das atribuições dos que já existiam. desde 1646. Os capitães-mores que sucederam a Manoel de Abreu Soares foram: Braz da Rocha Leite. tomando o ano de 1696. Gonçalo de Lemos Mascarenhas. Jorge de Barros Leite. Estas medidas provam que os sertões da capitania viviam infestdos de negros. Terminamos aqui o estudo das administrações dos capitães-mores que se seguiram ao dominio holandes. cuja jurisdição entendia-se da torre de Garcia D‘Ávila ao rio S. o foi também em dezembro de 1674. sendo seu capitão-mor. Em 1674. morador no lagarto. Escolhemos esta data não só como termo desse periodo. da qual o primeiro capitão foi o pardo Francisco de barros. o rei acabou com os lugares de juizes ordinarios. nomeado por carta régia de 14 de março de 1687. Tendo sido criado na capitania uma companhia de ordenanças. como deste capitulo. Presta juramento na Bahia e neste mesmo mês é apresentado à câmara de S. pela grande extensão (12 léguas) e pelo numero de habitantes (700). Realmente.

147 . nesre msmoi ano a fregusia do Lagarto que foi elevada a vila em 1698. Luzia. em 1680 a paróquia de Sta. como Alagoas de Pernambuco. por noemação passda pelo rei173.Sergipe ficou reduzido a ser uma camaraca da Bahia. Cit. 173 174 Rocha Pita. Com a divisão distrital. Por esse tempo diversos núcleos de população se tinhar levantado nos diversos distritos. na Bahia. de que temos falado. remetendo-se agora as pautas dos eleitores ao desembargo do paço. que escolhe os vereadores e procurador que hão de servir nelas. veio uma nova divisão eclesiastica.. Amaro da Pitanga. Além disto. Op. sendo elevado a vila em 1698174. em 1679 a freguesia de Vila-Nova. desmembrada da paróquia de Sto. Marcos de Souza . desmemmbrada da paroquia de Nossa Senhora da Vitória. os oficiais das câmaras deixaram de ser eleitos por pelouros. Em 30 de outubro de 1675 foi erecta a paróquia de Itabaiana.

Compreende-se que o negro. principalmente das regiões do norte. Habituados as cenas de sangue. aproveitou a oportunidade da guerra para possuir a liberdade de força. e reunem-se em macambos. ainda que em plano muito inferior. para não se perpetuar. espoliado em seus direitos. sem a fiscalizãodo senhor. depois de um abandono de alguns anos. monopolizado em favor da raça branca. e que ofereceram empecilho ao desenvolvimento das forças civilizadoras. não sentiam a menor repurgnância de praticá-las. não deixava de colaborar na civilização colonial. dirigindo-se a quase todasas capitanias que lhe igualavam em território e riqueza. o trabalho. o efeito produzido nas raças africanas e índia. que essa tendência bem positiva da sociedade colonial. a vigiar o inimigo e a não escolher meio de luta para vencê-lo e eliminálo do território apossado. fizeram-les adquirir hábitos selvagens. os negros. Compreende-se. a promover a alteração da ordem pública. Para conquistar o território usurpado. em sua generalidade. sem nada receber de seus esforços. uma tendecia à revolta. sem regalias. foi uma medida de ordem geral. onde a convivência com o elmento estrangeiro foi mais larga e demorada. Além disso. foi um efeito anticivilizador. sob a atrocidade de um cativeiro. Não era fácil e espontaneamente que voltaria ao trabalho. empenhado na guerra. depois do final da guerra. para o qual não influíram exclusivamente os acontecimentos dados em Sergipe. abandonam as fazendas. sob a tutela protecionista do jesuíta. pois. na ultima metade daquele século. na guerra da emancipação da pátria . por conseguinte. por pequnas causas. As lutas com os holandeses dixaram no espirito do povo. reduzindo Sergipe a uma camaraca da Bahia. o negro vivia a tirar do solo os fatores da riqueza. outros tantos focos de assassinato e de rapinagem. um produto da guerra. pela invasão holandesa e a guerra da emancipação. e do índio. Realemnte. E os sucessivos anos em que tiveram necessdade de levar uma vida de nômades. COMARCA DA BAHIA. pelo trabalho agrícola. o colono teve necessidade de abandonar o trabalho agrícola e entregar-se a vida das armas. E essa 148 . Antes da guerra. com obliteração completa dos sentimentso de paz e de ordem. no final do século XVII e sim a marcha geral dos fatos em todo o país.LIVRO II EXPANSÃO COLONIAL (1696-1822) CAPITULO I SERGIPE. de crimes e de desordens. O mocambo é. O ato da coroa. de sua atividade. Acompanharam-no nesse abandono as duas raças. por entre florestas virgens. ao assassinato. para depois entregaremse a vida selvagem e criminosa dos mocambos que tornaram-se freqüentes. E é esta feição que mais caracteriza a siciedade da colônia. reclamava uma medida administrativa que viesse corrigir esse estado. e é também a expressão de um protesto da raça contra a escravidão.

nas novas paragens que lhe eram tributarias.ordenou que Sergipe exercesse suas funções ate Itapoã. executar as ordens de um poder competente. tomando posse a 5 de junho do mesmo ano. Para elas dirigia-se em correição. pela existência incontestável de uma degradação de caráter da sociedade colonial. seu provedor da fazenda. Sergipe passou a comarca por uma necessidade pública. Na hierarquia administrativa. seus capitães-mores tinham atribuições quase idênticas as dos governadores daquelas capitanias. João de Lencastre ordem do soberano para dividir as duas comarcas. não poderia corrigir o defeito social existente. a força armada. por que cerraram-se os laços de centralização que presidiam a Bahia. alargando suas prerrogativas e aumentando seus órgãos. nas causas cíveis. Incontestavelmente perdeu em categoria política administrativa. as causas da reforma administrativa que objetivou-se principalmente no lado judiciário. e os sucessores de Lencastre na Bahia. além de outros corpos de que temos falado seu ouvidor. Diogo Pacheco de Carvalho. colocando a propriedade e a vida a abrigo de ataques por meio da expansão e severidade da punição. Tinha-se ampliado por demais. por que. O ouvidor de Sergipe tratou daí em diante de exercer suas funções. O primeiro ouvidor mor despachado para Sergipe foi o Dr. R. mostram-se simpáticos a causa da dasanexação. Como dantes continuou a ter seu capitão mor. de civilização. Tendo D. 149 . Este ato de Lencastre foi a origem das questões que suscitaram entre Bahia e Sergipe. Seus antecedentes de conquista. não obstante isto. dando apelação e agravo para relação àquelas que excedessem sua alçada. o fato de ele já ter pertencido àquela capitania. a vizinhança de seu território do centro colonial e. a extensão territorial da nova comarca 175. com a criação de diferentes corpos. deslocando-se mais para o sul sua linha divisória. aquiescendo com as reclamações 175 C. Entretanto. Eis. contribuíram para que se apertassem aqueles laços. a fim de traçar-se o limite de jurisdição e competência dos dois ouvidores – Bahia e Sergipe. feitos por um membro do governo da Bahia. nomeado a 15 de março de 1696. Desde Diogo Pacheco a ordem de Lencastre principiou a ser executada. Em toda extensão da comarca tinha atribuições de conhecer por ação nova. não era uma capitania com o eram Pernambuco. Ela teve por fim melhorar os agentes fiscalizadores da justiça. e nas causas crimes procederia conformes ordenações do reino. a qual. sua função não era punir o crime e sim. sua guarnição de infantaria. Sergipe como comarca ficou com seu território ampliado. porem. nas causas cíveis e crimes. não desviando dela nenhum de seus sucessores. Sob o ponto de vista de prosperidade. a fim de abrir devassa dos inúmeros crimes que se cometiam. povos daquelas localidades mostravam visível repugnância a aceitar a jurisdição do ouvidor de Sergipe. Sua alçada chegava a vinte mil reis. onde chegaria.medida só podia afetar a organização judiciária. rio de Janeiro e algumas outras. de 5 de julho de 1725 ao Vice-rei Vasco Fernandes Cesar Menezes. desta data em diante. como corpo militar. nos períodos passados. sujas funções ampliaram-se. a nosso ver.

revogandose assim a ordem regia. Havia mais a ordem de São Francisco177. a favor de quem propendia a coroa. que faleceu 150 . Foi nomeado por carta régia de 9 de maio de 1711. Custódio Rabelo Pereira (1717. além da falta de espírito prático dos funcionários. José Correia do Amaral (1715-1720). que tendem a exercer suas atribuições. como mostraremos adiante.1711). Sendo em 1728 erectas em vilas aquelas povoações. João Pereira de Vasconcelos (1711-1714). a luta de jurisdição em que viviam as principais autoridades das capitanias. que foi mandada executar por Lencastre. esquecendo os interesses dos lavradores. Dr. com prejuízo das do comandante das armas. Por sua vez. em vista da impunidade de que gozavam seus habitantes. João de Sá Souto Maior. Luzia exercerem jurisdição sobre moradores do rio Rela da Praia.1711). Inhambuope e Abadia. Não obstante.que delas partiam. de que já falamos. Durante este mesmo período vemos ascenderem-se as prevenções dos colonos para os jesuítas. Prestou juramento na Bahia a 13 de janeiro de 1712. Foi nomeado por carta régia de 21 de janeiro de 1715. 1695.176 Sob o regime de uma nova medida legislativa.1724) 177 No capítulo de 26 de agosto de 1657 se determinou a fundação do convento de S. perante o soberano e pede o aumento do território de seu município. Prestou juramento em outubro do mesmo ano. a câmara de Santa Luzia protesta contra a resolução. perante o governador D. como dizia na reclamação. a modificação territorial. Antonio vieira de 1713. entre estes e os capitães-mores dos distritos.é. Fernão de Lobo de Souza -1704. Foi nomeado por carta régia de 19 de julho de 1713. Os Capitães-mores foram: Sebastião Nunes Colares. Jorge de Barros Leite de (17111713 ). onde os crimes sucediam-se. enviando seus oficiais de justiça. até que os limites foram deslocados para o rio Real. por essas paragens.rei Vasco Fernandes Cesar de Menezes pela ordem proibitiva que dele recebe para não exercer suas funções de juiz nas provações que Itapicuru. se nelas ainda continuarem. Prestou juramento na Bahia a 5 de maio do mesmo ano. apelando para a ordem regia. por que esses moradores não pertencem a jurisdição de Sergipe. Thomaz Feliciano Albernaz (1705. alem destas questões de limites. Dr. Luiz do Rosário. que ampliou as atribuições dos ouvidores. Em 1724 o ouvidor de Sergipe reclama também perante o rei contra o procedimento do vice. Manoel Martins Falcato (1720-1726). Não houve porem até então um ato oficial que se confirma a revogação. Foi nomeado mestre de campo por carta régia 23 de julho de 1711. Em julho de 1704. tornam-se comuns as divergências entre eles e os capitães-mores. O governador não só ordena que os juízes suspendam essas diligencias. em dezembro do mesmo ano. em diligência. Dr. O clero já representava então uma força poderosa na capitania. as lutas continuaram. João de Lencaster: Dr. como ordena a prisão dos oficiais de justiça. foi atendido a pedido de desanexação. até quase o meado no século XVIII o que salienta-se e caracteriza o desenvolvimento histórico. a 29 de janeiro de 1659. Francisco. O lugar escolhido para a edificação da primeira igreja foi doado pelo sargento –mor Bernardo Correia Leitão. De 1696. Salvador da Silva Bragança (1708. O religioso incumbido de porpagar esta ordem em Sergipe foi Fr. Contribuía para isso. 176 De 1696 a 1712 foram ouvidores de Sergipe Dr. fato este que usurpava suas atribuições. João de Sá Souto Mayor (janeiro de 1699 -1704): foi nomeado por carta régia de 11 de janeiro de 1699. o governador da Bahia leva ao conhecimento do ouvidor de Sergipe Dr. contra o fato dos juízes de Sta.1717. Foi nomeado por carta régia de 22 de dezembro de 1695. uma representação da câmara daquela cidade.

o acrescentamento do preço do sal. penetra na igreja. Essa medida mais excitou os ânimos. eram causas poderosas para a impugnação franca à nova resolução do poder legislativo dos 10% e dos 6$000 sobre cabeça de negro. Jaboatão. que. no começo do século. para que vivesse em paz e sem perturbação o governo da capitania. Lurenço de Almada anistia para os sediciosos. veio o abuso. S. Esta medida sossegou a cidade. contribuiu para formarem-se parcialidades. em setembro de 1693. Realmente o estado de pobreza da capitania. Em 1709. provocando protestos e revoltas populares. Antonio Godinho. prende-o e obriga-o assim. surgiram com a impunidade as viganças particulares e as ofensas das parcialidades. Os interesses das famílias eram esquecidos por alguns chefes. para abrir a devassa dos revoltos. ficando assim a capitania sem governo e sob o domínio da anarquia. As capelas ostentavam-se em grande numero e em favor delas eram instituídos encapelados. e deixavam de atender as ordens que lhes enviava o capitão-mor. Na adminstração do provincial Fr. o povo de Vila-Nova invade em dezembro de 1710. que preparavam resistência as ordens do governo para a cobrança de 10% das fazendas e 6$000 por cada escravo. deixavam ricos legados as irmandades. Não sendo castigados os culpados. Então. permitido ao contratador. debaixo de graves penas. depõe os representantes da justiça. Os camaristas de São Cristóvão. que. Desarma a força pulblica. 151 . as sucessivas remessas de alimento para a Bahia. como fez a população de Vila-Nova. Os jesuítas nas aldeias abusavam da influência que exerciam sobre os índios. junto da qual não se edificasse um templo. manda os facciosos assinarem termo. Nesse período de efervescência. que fosse por negócio às minas. sem a menor inspiração das parcialidades. em 1659 sendo sepultado na mesma igreja. pela pressão do terror. à qual veio reunir-se. apanhados de surpresa e sob o terror da invasão. O ouvidor comissionado para punir essa revolta. para ainda excitar os ânimos. pediram ao governador da Bahia D. por ordem regia. acompanhado de vinte soldados. em verbas testamentárias. depois de tomar posse e alheio ao meio. a retirar-se. Não querendo estes habitantes prestar obediência ao seu vigário.Manifestava-se pela posse do privilegio de dirigir as consciências. e incumbido o desembargador Manoel de Azevedo Soares de ir a Sergipe. José Correia do Amaral. abrindo-se larga divergência entre ele e os camaristas. diretor da aldeia do Geru. que eram parte importante nas frações. Orb. desobedecendo as ordens do governo que lhe autorizava a entrega dos índios que tinham fugido das aldeias da Bahia para esta. cujos habitantes. o povo em ocasião em que o sarcedote celebrava. Alem de muitos fatos que demonstram não circunscreverem-se eles a direção espiritual das aldeias. Estevão de Santa Maria lançouse a primeira pedra para a edificação do convento. foi despachado o Dr. esquecendo seu papel de juiz . cuja causa eles defendia como figuras proeminentes da parcialidade que era contrária ao ouvidor Vasconcelos. as ordens e às capelas. citando o fato de Fr. os diversos impostos que já pesavam sobre a população. fogem para os subúrbios e com ele o capitão-mor Salvador da Silva Bragança. Rara a propriedade açucareira. Por causa dessa mesma influencia do clero. que tinha sido nomeado pároco daquela vila. sendo o conselheiro o recôndito do lar doméstico. Seraph. Cristóvão.

de 5 de abril deste anno em que me dão conta dos motivos que o povo dessa capitania tomou para o levantamento que cegamente emprehendeu. 152 . O proprietário alegou que este procedimento ligava-se a não receber os alugueis. encontrou fechada a casa. ―Ao capitão-mor dessa capitania ordenei que a fosse logo governar e ao ouvidor geral dela exercer o seu oficio: e por conhecer as partes que concorrem no dezembargador João de Sá Souto Mayor ouvidor geral do crime da Relação deste Estado.O próprio vigário de S. O espírito de partido continuou a influir sobre os membros do poder. me seguram que esse povo mostra-se arrependido e vale-se da proteção de Deus N. elas não desapareceram com as penas do poder competente. recolhendo-se por isso a um sitio do vigário Brun e depois ao convento São Francisco. Bahia. Alem de separar os homens em frações. ―Vmcs.G nem as deste Governo Geral. Isto serve de medida de exaltação dos ânimos e do espírito dos partidos em que estava dividida a sociedade naqueles tempos. até mesmo sobre aqueles que substituíram os que foram testemunhas dos acontecimentos178. a fim de serem realizadas diligências de valor à justiça pública. por essas razões se não devem admitir tão facilmente (como Vmcs. As divergências que separavam os membros da camara do antecessor do ouvidor Vasconcelos permaneceram e a este estava entegue o trabalho de auxiliar o desembargador Souto Maior em devassar os revoltosos. Jorge de Barros Leite. o qual dizem Vmcs. 15 de junho de 1711 – D. pelo temor de ser assassinado pelo partido dos revoltosos da Vila Nova.M para que seu nome lhe conceda perdão geral de todos o delictos cometidos: e o faria com particular gosto se esta maneira não offendera tanto o respeito e soberania da própria majestade. Lourenço de Almada. e violência popular. em janeiro de 1712. não desobedecerá as ordens de S. tenho mostrado até o presente que o meu maior empenho é que esses povos conheçam que procuro mais conservá-los que destrui-los. As autoridades que as infligem deixam-se cair no plano do partidarismo e daí resultavam as explosões dos ódios e das paixões. dos pretextos que o da Vila-Nova e das mais villas tiveram para cometter outro absurdo semelhante.S e da benigna clemência de S. o mando a Ella devassar do dito levantamento. o que só se poderia conseguir depois desse novo acreditar o mesmo arrependimento com as demonstrações mais sinceras. por me constar que toda a nobreza dessa capitania e ainda a maior parte da gente de menos supposição obrara naquela sublevação constrangida de temor.M que D. Cristóvão Antonio de Souza Brunelas figurava pelo que teve ordem em 1715 de sair do território. onde morava. ao voltar para ela. fazendo esta com toda a capitania se restitua àquele socego em que se achava antes de tal levantamento‖. Compreende-se perfeitamente que um motivo tão profundo como este. O governador não aquiesce com os desejos da câmara e não concede o perdão. Mas eu que só procuro remediar estes damnos sem os estragos de castigo que merecem. 178 Tendo o capitão mor Salvador da Silva Bragança se retirado da cidade. em 15 de julho de 1711: ―Recebi a carta de Vmcs. para que se castiguem os culpados. o desinteresse e acceitação com nella exerceu tantos annos lugar de corregedor e ouvidor na mesma capitania. e finalmente do estado em que hoje se acha o mesmo povo. em que os vassalos faltam a obediência que devem ao seu príncipe e aos sujeitos que em seu nome governa. suppõem) para a desculpa os apparentes pretextos que tomaram para o delicto que cometeram. Eis a carta que dirigiu aos seus membros. As parcialidades não se acabaram. sem ofensa ou prejuizzo dos inocentes‖. a mais prompta obediência. sem usar o rigor e compaixão que se faz indispensável em todos os casos. quando os excessos que insolentemente cometeram no mesmo levantamento foram os mais escandalosos que ainda sucederam neste Estado e por essa razão merecedores de um tal castigo que sirva de formidável exemplo aos moradores de todas a capitanias do Brasil. abalou a sociedade sergipense. Sucede a Bragança. por não ser justo que a culpa de poucos seja incentivo para a ruina de todos.

quando foi substituído o capitão-mor. quanto tinham o apoio do ouvidor de então da capitania. Dr. Pelo lado civil era a posse da doanção de trinta léguas de terra. autorizadas por uma das partes litigiantes. A posse destas terras deu lugar a uma secular questão que há bem pouco tempo agitava-se entre a família Tavares e o coronel Gouveia Lima. elevando-se o numero em 1759 a 6672. traziam essa atividade no corpo da justiça e faziam com que o ouvidor se tornra-se uma autoridade que preponderava nos destinos dos povos. 180 A provisão de 27 de abril de 1757 concedeu haver na povoação de Estância vereações. O foro vivia agitado pelas sucessivas questões. Daí data a rivalidade entre os povos da Estância e Santa Luzia. morador em Sergipe. A ela devia pertencer para o futuro a hegemonia do sul. mais que o capitão-mor. Em vista as vantagens de sua situação junto a um rio navegável. que por esse tempo era um sítio. As idéias de mineração não tinham morrido. cujos roteiros eram pesquisados pelo coronel Pedro Barbosa Leal. A fim de prevenir-se o contrabando. mataram o gado. em outubro de 1714. reunidos em mocambos. fundando um sítio da ilha do ouro. Daí queixas sucessivas do povo. por esse apoio combatido e criticado pelos camaristas da Sta. e as representações contra o ouvidor sucedem-se perante o governador. sendo 2215 cativos. Os comissários aproveitavam-se do cargo para apreender as mercadorias dos lavradores. Taborda. Pedro Garcia Pimentel. Nelas penetraram os parentes de Pedro Gomes e determinaram todo o trabalho colonial realizado. Antonio de Almeida Maciel. arrematações e outros atos judiciais na alternativa de juízes ordinários. os seus moradores pretenderam mudar a sede da vila para a povoação a animaram-se tanto mais para realizar essa pretensão. em sessão de 31 de janeiro de 1715180.Os vereadores e juízes abandonam os cargos e retiram-se para suas casas. que procurava obte-los dos descendentes de Moreya. A falta de limites precisos nas doações e a tendência dos homens a verem no assassinato a vingança de seus ódios e o meio mais eloqüente de resolver questões. Existia a convicção no espírito dos exploradores do sertão da existência das minas de Belchior Dias Moreya. explorou estas terras. Pelo lado crime a maior questão era a devassa dos revoltosos da Vila-Nova e a prisão do maior criminoso de então. em vista disto novas entradas foram abertas e se continuou a colonizar estas terras. 153 . como castigo dos abusos cometidos. corroborada pela justeza de motivos. entre os rios Vaza-Barris e São Francisco. para ver as cenas de assassinato. O leitor procure ler um memorial dirigido ao imperador pelos habitantes do porto da Folha. para onde concorria a exportação da zona do rio Piauí. O termo de Santa Luzia em 1707 tinha 156 fogos e 1054 habitantes. recebeu uma repreensão do Conselho Ultramarino. 179 Em 1662. 3000 pretos e 4000 diversas raças. quer cíveis quer criminais. por sua topografia como a do norte devia pertencer a Laranjeiras. a ponto de chamar a atenção do governador e só desaparecerem. capitão Manuel de Couto Dessa.179 A povoação de Estância prosperava e nela morava quase toda a representação oficial da Vila de Santa Luzia. por que os negros. contra quem veio ordem de prisão. o maior explorador desses tempos. dada por carta de sesmaria de 25 de novembro de 1669 ao desembargador Cristóvão de Burgos. Em 1698 os índios Roumiris destruíram o mocambo. e destruíram as plantações. José Correia de Amaral que. Em 1802 a população era de 10000 habitantes. por Antônio Vieira. sendo 3000 brancos. Luzia. Antonio Rodrigues. audiências. Não prosperou este sitio. Hieronio da Costa Taborda. As lutas de jurisdição entre ele e Barros Leite incrementam-se . Era um destes comissários Manuel Pessoa de Albuquerque. o governo comissionava fiscais para prenderem os comboios que fossem às minas de ouro.

calcula a freguesia de Nossa Senhora da Vitória. Antonio Soares Pinto. O Padre Gonçalo Soares da França em sua obra – Dissertaç~çoes da História Eclesiástica do Brasil. Além das quatro vilas que existiam no século XVIII. contava-se 32 engenhos de açúcar. em escritura de doação. até o riacho Xingó. Em 1718 foram desmembradas da vila do Lagarto e da Vila Nova as freguesias de Campos de Santo Antonio do Urubu (Propriá) que foram erectas181 em Paróquia. que foi elevada à paróquia em 18 de fevereiro de 1700. Eis o que era Sergipe em 1724. Já era paróquia desde 28 de setembro de 1718. por provisão do acerbispo D. 420. sendo homens. antes da desanexação do Socorro. perdendo assim a paróquia de Santa Luzia a zona de três léguas de território. O número total dos habitantes. eram as famílias dos Sás. Segundo o mesmo cronista a cidade de São Cristóvão possuía 450 fogos e em seu recôncavo. 350$000. A mesma vila ficou pertencendo a freguesia de Pé do Banco. erecta em 1617 e cuaja sede era a cidade de S. Limas. 1600. Houve mudança de sede de sua primeira matriz da capela de Jesus Maria José. que dominava a zona do Cotinguiba.Quando a Abadia foi erecta vila. dilatou os limites da paróquia ate o rio Sagüi. em novembro de 1727. Sebastião Monsteiro da Vide. Entre eles haivia o sítio do Urubu de baixo e Urubu de cima. no centro da freguesia. Pachecos e Faros. A Vila Nova 100 fogos e sua freguesia compreendia a paróquia de Sto Antônio do Urubu e tinha 2774 habitantes. criados. Rezende. O termo de Sto. 1896. erigese a vila de Sto Amaro em 1720. até a margem do rio Cotinguiba. Cristóvão. 1266.importante manual escrito em 1724. Esta compreendia a paróquia a que pertencia toda a zona do Cotinquiba. João Francisco de Oliveira. criados. sendo homens. Os núcleos de população aumentavam. de 2 de dezembro de 1681 deixou-as aos filhos dos seus naturais. Abreus. pertenceram a Pedro de Abreu e Lima que. 181 As terras onde está hoje a cidade de Própria. mulheres. A freguesia de Villa Nova estindia-se para o ocidente. 56 e escravos. A freguesia rendia . ter 7776 habitantes. 29 e escravos. o ouvidor mor de Sergipe. 725. um cronista calcula em 17169. 154 . Possuía por estas paragens. á qual fica pertencendo a metade da freguesia de Nossa Senhora do Socorro. A expansão colonial já reclamava uma nova divisão civil e eclesiástica da capitania. Amaro em 1761 contava com 2336 habitantes. servindo a lagoa de Propriá de limite entre eles. compreendida entre o sagüi e o Rio Real que era o limite antigo entre Santa Luzia e Abadia. pelo acerbispo D. no começo do século. As famílias que mais dominavam e representavam a nobreza da capitania.

M. na forma da ordem que tem de S. porque a ação da lei lhes chegaria lenta e demorada. Não obstante a causa da desanexação merecer simpatia dos representantes do governo colonial. Alem disto. Jaó senado da camara da Bahia)”. mandasse erigir villas nos logares de Itapicuru e Abadia. À administração da Bahia queriam eles pertencer.CAPÍTULO II RESLTADO DAS QUESTÕES DE LIMITE MERIDIONAL EXPULSÃO DOS JESUÍTAS Desde 1696. que passou a servir de linha divisória entre as duas comarcas. que expede. que não obstante exercer jurisdição em uma zona tão limitada. O ato da coroa anulou esse direito. advoga a causa da desanexação do território e diz ― que vai dar conta ao soberano dos excessos deste bacharel. Itapicuru e Abadia em vilas. no recurso interposto. os vereadores de Itapicuru impedem que o capitão-mor Estevão de Faria Delgado passe mostra aso habitantes de Geremoabo183 pelo que o governo da 182 “S. Bahia 7 de agosto de 1727. E por que tenho mandado cumprir aquellas ordens. que Deus guarde. Itapicuru e Abadia. ordenava que elas ficassem sujeitas à capitania de Sergipe fazendo disto comunicação à comarca da Bahia. Um dos seus antecessores. Em 1740. 182 Parece que este ato resolveria as questões que se agitavam. por diversas vezes. Suas reclamações encontraram sempre apoio no governador da Bahia. e por diversas vezes reclamam ainda aos poderes constituídos e levantam dificuldades à marcha administrativa de Sergipe. 183 “Consta-me que os officiaes da Villa de de Itapicuru têm induzido os moradores de Geremoabo a que não consintão que passe mostra o capitão-mor de Sergipe. ficando sujeitas a comarca de Sergipe de El-Rei. que estenderam até lá a colonização. que proibia-lhe exercer suas atribuições de juiz naquelas paragens. por provisão de 24 e 28 de abril de 1727. Alèm disto. pelo que os advirto que se me constar mais que se oppõem a passar-se aquella mostra os hei de mandar vir 155 . todavia o ato do soberano pelo qual erigia em vilas as povoações de Inhambupe. em 1724. Os habitantes destas vilas não perderam a esperança de desanexarem-se do território sergipano . para esse effeito. o senado da Camara desta cidade o tenha assim entendido na parte que pertencer ao termo della. foi servido ordenar-me por provisões de 24 e 28 de abril deste anno. o ouvidor de então. quando D. João contra a ordem do vice-rei Vasco Fernandes Cesar de Menezes. não evira as desordens de distúrbios que nella dão-se. Poe quem estas terras tinham sido exploradas à custa das forças baianas.até 1727 quando foram erecta as povoações de Inhambupe. ordem aos ouvidores de Sergipe. era de conveniência aos habitantes da zona de litígio a jusrisdição das autoridades da Bahia. foi encarregado de executar aso provisões régias. Eram dominados pelas tradições de seus avós. privnado-lhes a interferência nos negócios de justiça daquela circunscrição. vice Rei (port. Cesar de Menezes. dede quando apelavam para o uti possidetis. quando o ouvidor de Sergipe. Dr Antônio Soares Pinto. Assim . a cuja jurisdição não queriama pertencer. encarregando esta dilligência ao ouvidor geral daquella capitania. João de Lancastro ampliou o território sergipano até Itapoã. M. em carta de 31 de julho de 1704 ao ouvidor. representa perante D. foram sucessivas as reclamações dos habitantes destas localidades contra as autoridades de Sergipe. priva que os oficiais de justiça de Santa Luzia façam diligências nas povoações sitas ao sul do rio Real.

Port. O povo reúne-se dirige ao edifício do conselho. fevereiro 10 de 1740 (port. no século XVIII. quando o ouvidor de Sergipe foi presos a esta cidade e castigá-los rigorosamente pela sua inobediência e assim o tenha entendido. denuncia os abusos do vigário Teodósio Semião Lopes Machado e exige que ele entregue as chaves da matriz. conta os excessos das câmaras de Abadia. Of. Vemo-las levantando a energia de um protesto à altura dos árbitros de um capitão-mór como Rabelo Leite. por isso mesmo que à capitania de Sergipe não pertence o direito de posse sobre aquele território. porque representavam o poder do município. Cristóvão. Bahia . vemo-las defendendo os direitos do contribuinte. Daí podemos avaliar sua contribuição no desenvolvimento da civilização. Inhambupe e Itapicuru. Em nossas buscas foram inúmera as reclamações que nos passaram pelos olhos. para pagarem o tributo dos donativos. em vista do péssimo estado financeiro da capitania e seus habitantes. Continuou ainda a povoação de Geremoabo anexada ao terrirtório de Sergipe e sujeita às suas autoridades. Inhambupe e Abadia que executem as ordens do capitãomór e ouvidor de Sergipe. que ela depôs do poder. As reclamações sucederam-se até 1750. ordenando às autoridades de Itapicuru. Melhor resolveremos esta questão . Vemo-las ajudando ao resgate das dívidas da metrópole. os mesmos favores já feitos aos de Maranhão e Pará.184 Os atos do governo eram sinsuficientes para promover a paz e submeter aquieles povos à jurisdição da capitania de Sergipe. a riqueza pública. Em Sergipe. Vemo-las traçando descrições minuciosas de seus municípios. e levnado-os ao conhecimento do governo. pelo esforço que empregavam em angariar donativos. por onde estendeu-se a colonização até Geremoabo. Da camara de Itapicurú. pelos quais o rei faz a abolição da escravidão indígena no Brasil. cuja colonização não foi feita por ordem de seu governo. quando querem intervir em suas atribuições. em que eram cotizadas. por onde podia aquilatar suas necessidades. 18 de maio de 1740.Bahia baixa as portarias de 10 de fevereiro e 18 de maio de 1740. passando a administração espiritual da freguesia a outro sacerdote. Finalmente vemo-las encarregadas de publicar o alvoará de 6 e 7 de junho de 1755. quando reclamam perante o soberano a isenção dos pagamentos dos donativos. o governo colonial resolve definitivamente a questão desanexando aquelas vilas de Sergipe e fazendo-as pertencer à frequesia de Nazaré. por alvará de 8 de maio de 1759. Reconhecemos a justiça da resolução que foi dada às questões de limites meridionais. o mesmo não sucede relativamente a nossa fronteira ocidental. quando . Vemo-las protestando contra os excessos dos ouvidores. A câmara do Lagarto lança fintas sobre seus habitantes. no capítulo em que trataremos dos limites de Sergipe. a cuja ordem estarão para diligência que lhe tenha encarregado e o que faltar à execução della. 156 . acusa-o levando-o à ação do poder judiciário. de que temos tantas vezes falado. por carta de 14 de março do mesmo ano. Tal foi o procedimento da câmara de S. Representavam o governo local. Os acontecimentos descritos até aquei já são suficientes para por eles apreciarmos a função histórica das câmaras. Assim fizeram as câmaras de Sergipe em 1789. Daí as lutas contínuas entre eles as câmaras. e hei já e logo por suspenso e o castigarei reigorosamente pela sua inobediência. Bahia. concedendo aos índios de Sergipe. seus recursos. Ao capitão-mór de Sergipe)” 184 “Todos os oficiais de justiça da camra de Itapicuru executarão prontamente o que lhes ordenar o ouvidor geral da capitania de Sergipe. Vemo-las pretestando em favor da integridade territorial.

todavia uns visos de autonomia selavam suas atribuições. um bando. 14:048$000. Não obstante acharemse ligadas à ação central do governo. Isto isso foi bastante para que a câmara procurasse vingar-se na pessoa de Nunes coelho. Além da administração econômica que lhes competia dar ao município. Na parte descritiva em que vamos entrar. Santa Luzia. Um certo espírito liberal presidia suas prerrogativas. lançando fintas. quer de um. Vila Nova e S. em que não podiam ingerir-se outras autoridades. e era por elas responsáveis. representando os respectivos municípios. Nemeavam os almotacés alcaides menores.185 Eis as atribuições das câmaras do Brasil esse tempo. Sucederam-lhe no governo Francisco da costa (1733). p 25. A indisposição pessoal que votava ao ouvidor Antônio Soares Pinto contribuiu para que seu governo fosse uma série de denúncias. Eram de sua competência as questões de infração de posturas com os almotacés. avaliadores. Nesse tempo um novo imposto foi tributado a Sergipe. pública. Lagarto. no intuito de isentála das diversas contribuições que sobre si pesavam. Devia. nem agravo. em janeiro de 1759. Em 1742. Em 1727 havia as câmaras de S. taxando o mercado. pelo qual seriam castigados com açoites os autores de qualquer revolta. em 1743. Responsabilizava-o pela da remessa do mesmo donativo em 1740. Gozavam da imdependência em suas atribuições. cuja decisão favorável é executada por Delgado. 185 C Maia. que devia contribuir com uma quantia anual de 4:800$000 para o casamento do príncipe e dote da infanta D. O Município. até o meado século XVIII. Prestavam contas ao Provedor da comarca que examinava as despesas. julgavam as injúrias verbais. Cristóvão não sancionam o arrendamento que tinha feito ao coronel Nicolau de Souza furtado de uns terrenos próximos à capital. alegando motivos de servidão pública. onde casou-se com a filha do coronel Manoel Nunes coelho. Seus membros e todos os oficiais eram delegados do povo. Costa e Delgado. quando ilegais. Amaro. A parte apela para o governador. Eis a comtribuição histórica das câmaras de Sergipe. O péssimo estado financeiro da comarca. por diversas vezes. que depois de deixar o governo ficou morando em Sergipe. por conseguinte. A capitania teve de pagá-lo durante 15 anos. estabelecendo posturas. O capitão-mor de então era José Pereira de Araújo. que era encarregado de levar para a Bahia os donativos de Sergipe. tornaram-se chefes de duas facções. depositários úblicos. de erigir a vila de Pombal. Cristóvão. que por atos anteriores já reconhecia o direito do coronel Furtado. sem apelações. Itabaiana. Maria. havemos de ver as diversas resoluçõesdas câmaras de Sergipe. quando completa-se o tempo. e impunham aos réus até a quantia de 6$000. dentro da órbita de suas atribuições. sogro de Delgado. porque eles emanavam de eleição popular. os seus membros. Achava-se Delgado na administração. quando em 1738 os camaristas de S. sucedendo a Delgado e para vingar-se dos seus amigos.encarregado. Costa. quer de outro. 157 . quadrilheiros. juízes de vintenas e outros funcionários locais. Estevão de faria delgado (1737) e novamente Francisco da costa (1741). pelas comarcas de Sergipe perante o soberano. recebedores de sizas. que foi a razão alegada. Sergipe só tinha pago 57:951$000. dirigidas ao governador.tendia a piorar com a imposição desses e outros tributos.

criminoso em erros dos seus ofícios. O ouvidor de então era o Dr. pois. e vindo o seu sucessor. por ter sido nomeado pelo rei em 1755. em numero de três mil. Sua indisposição. que sendo mercador de loja de fazenda. por parte do juiz ordinário da abadia. como V. como este povo pelas dependências que tem deles não podem falar com temor. que pôde ser vencido pela guarnição da capital. e outros mais com quem se combinava para os ditos negócios. cuja administração foi de poucos meses. Mag interesadamente. o qual se acha nesta capitania a tirar-lhe a residência. só afim de levar a sua residência limpa. para tornar e vender pelo seu valor. Os espíritos viviam em um choque de intrigas. R. Mag de tal forma recebendo dádivas nas devassas que tira. e destribuidor das administraçones das capelas. majestade que tudo se pode mostrar ser 158 . R. O bem geral era completamente esquecido pelos representantes do poder. Mag me encarrega a dar conta destacapitania. Fazem os oficias de justiça de S. Além disso.bando que mereceu uma repreensão do governador. Daí nasceu o levante de 1751. para serem restituídos ao padre João Honorato. Cristóvão. onde eles não podem dar remédio. Inês Carrilho homiziavam-se os índios que fugiam da aldeia do Geru. Miguel Aires lobo de carvalho (1756). Cristóvão a diligência. fica bem clara nas seguintes palavras que dirigiu ao soberano por carta de 2 de junho de 1755. provocadas por questões pessoais. diretor da mesma aldeia. e contratador de solas. como presenciado de Domingos Viegas ouvidor que foi desta capitania. pois eles até as jurisdiçoens me usurpam. como sucedeu mandar e prender a um soldado fugido da praça da Bahia por um meu oficial desta praça. teve de dar posse a José de matos Henrique. destruindo-as para arrematar os escravos por limitados preços. R. como experimenta e contra as ordens do regimento de V. para com o ouvidor. sem odediencia. cuja atenção ficava presa às dissensões. e a este respt° todos os ouvidores assim fazem. a cidade de S. ficando privados os que poderão jurar contra eles escandalizados das suas injustiças que costumam fazer por não ter nesta terra quem viva a mão. Duarte Fernandes lobo pontes. principalmente na administração de Manuel da cruz silva. Majestade. o fez por rol que o dito Viegas lhe deu rejeitando todas tas as test que poderiam jurar contra o dito. e o dito ouvidor Miguel de Aires lobo homem sem receio de suas e conveniências vai atropelando a justiça de V. tornando-se preciso medidas enérgicas. o dito ouvidor me mandou prender por me obedecer e desta forma se intrometem nas e jurisdições dos capitães-mores. e marchante de gados. ouvidor Miguel de Aires lobo de carvalho a rendê-lo. ―Também represento a V. R. por via de seu escrivam Antônio de Távora. R. Agostinho Teles Santos Capelo que com ambos os capitães-mores abriu divergências. Manoel da cruz silva (1751). As desordens nas aldeias sucediam-se. teve de ser conduzido algemado para a Bahia. Os índios revoltam-se contra seus capitães-mores e fugiam de umas para outras. Capelo na ouvidoria foi substituído pelo Dr. Majestade que parece ser desgraça desta capitania pelas informações que tenho. e couros. Sucederam na administração os seguintes capitães-mores: Manoel Francisco (1747). se me queixam pela boca pequena. Foi substituído (1746) por Domingos João viegas. Em casa de sua parenta D. em outubro do mesmo ano. tendo sido nomeado em julho de 1755 pelo governador. servindo sem provimento de V. ordenando sua revogação. Mag prendendo pretensiosamente e injustamente a varias pessoas. As desinteligências ascenderam-se mais ainda entre as principais autoridades de então. como as que foram postas em prática para trazer a obediência. que por isto. São presos pelo mesmo juiz. a ordem pública foi perturbada pelo assalto que os índios fizeram. R. nem castigo do delinqüente mal posso dar conta dela pois todo meu emprego lhe servir a e V. que até por empenhos conserva um escrivão José Ribeiro Setubal homem indigno. que este de tal forma offendeo a justiça de V. R. Manoel da cruz silva contribuiu para torná-los mais efervescentes. Por esse tempo (1749) teve o lugar o maior desprestígio contra as autoridades de Sergipe.

de que trata da sua mesma conta. que sobre o descobrimento também já derão conta a V. mandei ouvir ao intendente geral do Ouro desembargador Vencesláo Pereira da Silva.declara que me não póde dar outra mais genuína do que repetir-me a mesma que já dêo ao conde de Atouguia . R Mag . por causa dellas. Mag antes que me chegasse à resposta o dito juiz Domingos Dias junto com o vigário geral mandou soltar espontaneamente pedindo as chaves ao carcereiro. hia a casa dos juízes por serem amigos. sendo estes capazes.que pelo que respeitava as sobreditas minas da Itabaina tivesse ententido por ora não era conveniente o permittir-se que se continuasse naquelle descobrimento e que tinha por sem duvida que o capitão mor Manoel da Cruz da Silva informemente alcançando alguma nova do que sobre a suppostas minas de itabaiana se falava. 159 . o não poderão prender. que verdadeiramente não é homem que mereça nenhum gênero de attenção em nenhum dos seus projetos. e vindo preso á ordem do governo geral do estado.meo antercessor. R. e ficavam tendo a gloria de inventores . M servido aproval-a e madar-lhe declarar por provisão de 15 fevereiro de 1754. Mag porá os olhos em semilhantes desamparos. sendo criminoso. e para evitar este engano que se faz V. como também as justificaçoens que presenciei nesta capitania. sobre o referido descobrimento. e fugir indo algemado. de que o de descubridores de minas de ouro. majestade e a república. O soberano por carta de 1° de abril de 1756 manda ouvir o governador da Bahia. Majestade de semelhante insolência. por homem cigano por entrar na fazenda do sargento-mór pago das ordenanças e levá-la a escala. arazando-lhe os seus mantimentos. sucedeu na entrada da Cadêa. cuja resposta é a seguinte: ―Sr. fora V. todas são copiadas por dependências que tem uns dos e outros. serem tiradas pelos oficiais da câmara adjunta o capitão-mor de capitania. seriamente e sem fundamento repetira a mesma causa que os officiaes da câmara da cidade de Sergipe d‘ El-Rei tinham dado a V. M. e assim V. Majestade por esta provisão que informe com o meu parecer sobre a representação que fez o capitão-mor que foi de Sergipe d‘EL-Rey.nulo. e faziam auto de câmara e justificaçoens e assinavam papeis pedindo para isso enganosamente o servente da câmara ao escrivão para fecharem os seus papeis para remeterem ao V. M. e este depois de solto se foi outra vez agregar e com a dita sua escolta. Francisco e metido que fosse na cadeia requereu logo ao padre guardião do dito convento ao vigário geral e municipalidade e mandar-me pedir o preso para assistir o dito auto. arruinando sua escolta de dezoito armas de fogo. R. em a dita Cadêia até dar conta a V. e este da dita cadeia saia de noite por conveniências que fazia ao carcereiro. que diz ter das minas serra de Itabayana. e agorado a sua empresa. homem pardo.sem qeu obste a representação de Manoel da Cruz da Silva. a mesma matéria e subindo a sua real presença aquella informação. ententendo tanto eu como os outros que nisto faziam um grande serviço a V. declarando também o que achar sobre os outros artigos. e só sim o consegui por indústria. e de utilidade ao Real Serviço de V. a tempo que prendi um João Correia Cabral. Sobre esta mesma matéria não tem mais novidade nem discrepância alguma . lembrando-me tão somente que fazendo elle intendente presente a V. e assim as residências tiradas pelos sucessores aos antecessores. facínora. a vista pois desta informação e das ordens de V. digo. mas como esta matéria se tem tratado neste Governo repetidas vezes pelo mesmo Manoel da Cruz Silva e pelos offciaes da Camara da cidade de e Sergipe d´EL-Rey. e resolvendo-se este caso na real coroa de V. que por copia remeto . Rey do Est° afim de ser punido e sucedendo esse prezente anno o dito Domingos Dias sair por juiz ordinário desta cidade. até. no distrito da vila de Itabaiana. e estes seguindo-o o foram tirar encostado ás portas do convento de S. mandei vinte e cinco homens a prendê-lo pelo prejuízo que fazia. Mag terá melhor efeito para o conhecimento da verdade. que nesta capitania se experimenta por causa da longitude. aqueles moradores do distrito da vila do Lagarto. R.sendo que se lograssem o desvanecimento de serem attendidos. e matador. o qual na sua informação. parece que se deve continuar a mesma prohibição. que têm procedido a respeito destas minas. serem menos verdadeiros que prendendo eu a um Domingos dias Coelho. empurrar os soldados. Manoel da cruz silva a respeito das minas de ouro que diz há. M. R. onde viu bonitas espécies. ordena-me V. ―O ponto principal da representação he exagerar Manoel da Cruz a grande abundancia de ouro. respondi não ser meu por estar o assento feito no livro da Cadêa á ordem do governador geral do e Estado a quem tinha dado conta do sucedido. não querendo o dito ouvidor pôr o cumprase as provizoens dos rematadores. garantindo a existência de jazidas de ouro na serra de Itabaiana. ouvindo para isso as pessoa que me parecem.‖ Nesta mesma carta levanta a questão das minas. fazendo as diligências razoáveis sobre a existência das ditas minas e necessidade que há de segurança.melhor lhes poderia attribuir o epitheto de destruidores daquella comarca e daquelles povos. R. roubador. m.

fui servido em seu beneficio pelo alvará com força de Lei de 8 de maio do presente anno as leis de 6 e 7de junho de 1775. de que elles foram os primeiros ocupadores e povoadores. Seu escrivão do judicial.Jose por Graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves . audiências.na alternativa de juízos ordinários186. mais capazes para exercerem os empregos dos officios da Justiça e guerra. os ministros de V. era o professor de primeiras letras da localidade e só em falta de algum natural. todos mais hábeis do dito povo e ainda na suposição de não achardes nella quem saiba ler e escrever . Faço saber a vós Bacharel Miguel Ayres Lobo de Carvalho. de seus bens. haver na povoação vereações.mas as câmaras.. “D. com o nome de nova Távora ou Thomar. poderá ser nomeado um portuquez com as referidas qualidades e a elle se lhe 187 160 . pede ao rei para que seja ela erecta em vila. mais também que se goverrnem por seus naturaes nas disposições e particularidades de sua povoações. que forem precisos para o bom governo dos mesmos respectivos povos. e estabelecer nellas algumas villas elegendo d’entre os ditos Índios seus habitantes. Op. foi chamado à Bahia pelo governador. que. sempre com elles serão eleitos os mesmos Indios. e d’alem mar em África. sendo concedido. e um procurador do seu Comselho. convencido da superioridade topográfica da povoação da Estância. deviam ser exercidos pelos naturais da aldeia. 20. Eis a opinião do Conde D. igualmente ora também servira de tabelião das notas e escrivão do judicial e do orphãos o qual no caso de não haver na Aldeia Nacional dentre os Indios com a necessária inteligência e noticia de processar .―Sobre os mais artigos que ouça pessoas que se contem nesta carta. por provisão de 29 de Abril de 1757. M. sou servido ordenar que passando logo a dita Aldêa. criou-se o seu município. intituladoa Nossa Snhora do Socorro a sita na Freguezia dos Campos do Rio Real. Contra isto opôs-se a câmara de Santa Luzia. que será tutor dos orphoãos. três vereadores ou dous. razão porque me parece que aos serviços de V. Persia e Índia. quando já se achava na administração José de Matos Henrique. cit. que mandei publicar em favor dos índios do Gram-Pará e Maranhão.. porque na Secretaria deste Estado são infinitas os requerimentos que se tem feito contra elle. Nessa carta declararam-se livres os índios de Sergipe. de idoneidade para cargo . digo. Navegação. etc. os eclesiásticos e ultimamente não há pessoa de qualidade alguma a quem deixe viver em socego. assim de raiz. M me manda que ouça pessoas que parecem. e para os três anos futuros fareis eleição de semelhantes officiaes da forma da Ord. e de seu comercio. Os lugares da câmara da nova vila.Marcos de Noronha‘‘. termo da villa Lagarto.Conde D. Erigiu-se em vila a aldeia do Geru. Da Leis.Marcos de Noronha sobre Cruz Silva. no caso de não haver numero. por carta regia de 22 de novembro de 1758. é summamente conveniente o mandar despejar daquelle districto para fora. p. digo. 3 de Agosto de 1756. em que V. 186 Marco Antonio de Louza. Senhor de Guiné e da Conquista. arrematações e outros atos oficias . para consigam a inteira liberdade de suas pessoas. 1775. No fim da administração de Matos Henrique operou-se uma nova divisão municipal na capitania. que este homem tem sido um enredador de toda ciadade de Sergipe d‘El-Rei e ainda desta Bahia. resolvi ser o meio próprio para conseguir todo o referido. não me offerece dizer nenhuma outra cousa mais senão. não só em nome dos povos . comarca da cidade de Sergipe de El-Rei. Commercio da Ethiopia. 1° tt° 67 guardando em tudo a formalidade de que ela prescreve. tem capacidade de Visinhos e cômodo preciso para o dito effeito. com socego de que necessitam. Arábia . e o melhor se civilisarem e poderem instituírem-se. . como moveis e semoventes. não deve a minha paternal piedade permitir que constrangidos a espécie alguma de servidão contra os primeiros princípios de direito natural. pois tendo nascido livre. não devendo permitir sejam espoliados do domino daquellas terras. devia ser ele exercido por um português187. Bahia . que por portaria de 23 de Setembro de 1757. a Villa estabelecereis nella com o nome de Nova Távora – elegendo à votos do povo um de seus moradores para juiz della. utilizarem-se da sua agricultura e comercio. desejado eu favorecer em tudo quanto for possível a meus vassalos indios deste continente . O ouvidor Ares Lobo. assim como os empregos criados. Por me ser presente que a Aldeia do Gerú. Ouvindor da Comarca de Sergipe d’El-Rei. e sendo a minha real intenção que elles conservem não só a referida liberdade e plena administração de suas famílias. porque este é o meio mais proporcionado para poderem aquelles habitantes viver.

um porteiro que egualmente servira na camara. Desconhecemos as peripécias do fato em Sergipe e o numero de jesuítas que habitavam a capitania. ou donativos. bem estendido que tenham sempre os que actualmente servirem e forem capazes. 22 de Novembro de 1758 188 Em agosto de 1659 foi publicado o edital régio pelo qual mandava tirar residencia do capitão-mor. ouvidor João Batista Davier. e sempre será em parte posivel e de menos encomodo ao publico nas terras dos mesmos índios. que por hora se faça as conferencias da camara e as audiências do juiz as quaes umas e outras nos dias em que aponta a ordenação do reino. então. que substituiu Areis Lobo. – Por despacho do Conselho ultramarino. e havendo possuidores que succedão a seu domínio com outra qualidade de libello ouvireis as partes. as quaes medireis e demarcareis com o Pilotos que exigireis para que fiquem para sempre dividas. e se vierem com embargos os remetereis ao conselho fazendo inteiramente a medição nas terras. e nos auditórios judiciaes: a todos os sobreditos officiaes novamente eleitos mandareis logo passar suas cartas de usanças para que possam sem demora entrar a exercer a jurisdição em seus officios. remetendo-se as elleições. dando-lhes o juramento e posse. nem também o escrivão que a xercer pelos os feitos dos mesmos : estabeleceries uma casa logo das que achardes mais decente. e ficarão as outras e estabelecimentos as casas de habitação do parocho que lhes pertencerem no sitio que vos parecer mais próprios. não prejudicando a propriedade natural que ser entende ser engenho. nem consetireis que fiquem conservadas arredemptorias algumas. ou portuquez casado com índia com as qualidades necessárias. qulaquer destes sujeitos preferirá na serventia do referido officio aquele em quem não concorrerem estas circunstâncias. passados dous annos que lhe concedo para aproveitarem e receberem os frutoots de suas lavouras. – O Desembargador secretario Joaquim Jose d’Andrade o fiz subscrever e subescrevo . e sucedendo não possuam os índios terras algumas ao menos daquellas que abaixo se declaram.Já não estava mais na administração Matos Henrique. pelo qual ficaram expulsos os jesuítas e seqüestrados os bens moveis e raiz da Companhia. ficando inteiramente servindo os officiaes propostos. deixando na comara uma copia authentica do auto e medição que nellas fizeram.Cumpra-se – El –Rei Nosso o mandou pelos Conselheiros de seu Conselho ultramarino abaixo assignados . e no sitio que vos parecer mais próprio. e fareis erguer pelourinho e estabelecereis o termo da nova Villa até os confins das terras que presentemente se acham de posse os indios. os quaes ficarão continuando nos mesmos empregos. dando um mêm às partes que se quisessem queixar.__ Baghis. e todo o referido na forma acima declarada dando-se conta do que achardes. e desembaraços ou duvidas que occoram a este respeito por este tribunal para eu vos ordenar o que parecer mais as minhas reaes intenções e ao serviço de Deus Nosso Senhor e bem comum de meus vassallos . 161 . em que não houver duvidas bem fundadas: junto as casas do parocho assignareis termo para o lugar dellas no caso de as não terem. Marcos de Noronha. Eram eles seus maiores proprietários e possuíam um numero não pequeno de propriedades açucareiras. – Manuel Estevão de Almeida e Vasconcellos. cuja copia mando se vos entregue. Cristóvão em 30 de dezembro de 1759188 . que morreu em S. 30 de Dezembro de 1758. nas quaes o que se houver de dar ao Parocho para os seus passos. metendo-os sem demora de posse dellas. A lei da expulsão dos jusuitas foi ampliada pela lei de 28 de agosto de 1767. bem entendido que a todo tempo que hover Índio com aptidão par servir este officio. – Antonio de Azeredo Coltinho. antes os mandareis notificar para despejarem dellas. e para que as ditas arredemptorias fazendo outra de novo queiram ao depois com este pretexto vencer mais tempo contra esta minha disposição fareis eleições por votos dos officios de guerra e ordenança . sem que leveis estipêndio algum pelas assgnaturas destes papeis. e medirão como acima vos ordeno . que também mando se vos entregue nas terras que forem demarcadas para os índios. e remettendo o próprio para meu conselho. que mata completamente a instituição em Sergipe: acarregara a obrigação de ensinar a ler e a escrever aos meninos da villa. em 1764. que logo dareis aos índios na forma determinada pelo alvará de 23 de novembro de 1700. neste caso regulareis o termo da nova Villa e confins pela terras.lhes destribuireis o que regula o alvará sobredito de 1700 e a carta de 12 de Novembro de 1710. sendo estas de sesmarias. dito remetendo –se esta para por esta se lhe passarem as sua patentes. Um alcaide e seu escrivão e aquelle exercitará o ofício de carceiro. quando executou-se o bando do vice rei D. cujo termo será peremptório e improrrogável. – Barberino. serão agora sem embargos disso novamente propostos. de 26 de novembro de 1759. baixa o seguinte bando. ou alguma casa grande e nobre.

sejão obrigadas a entregal-as ao Doutor Ouvidor Geral Corregedor d‘esta Comarca d‘entro em dez dias perentorios. de toda a Suprema e legitima autoridade e manda immediatamente de Deos Todo Poderoso da Tranquilidade e vida dos Príncipes Soberanos e do socego puplico dos Reinos e Estados e que cada hum dos referidos Membros Puplicos e Secretos da mesma Companhia sejão providos do beneficio que lhes foi conceido pela sobre dita Lei de 3 de Setembro de 1759 debaixo das graves penas fora de seus Reynos e domínios na forma e Termos que determina a dita Lei e que exceptue por ora aquelle dos referidos egressios que obtiveram especiaes e pessoaes ordens suas as quaes não poderão ensinar. e todos os quaesquer naturaes de seus Reinos e Domynios de qualquer Estado ou condição que seja que se acharem encorporados à dita Companhia chamada de Jesus na boa fé de que se tratava somente de espiritualidade ou n‘ella professos dessossiados em alguma Confraria se manifestem debaixo das mesmas penas de proceder-se contra elles sinão se manifestarem ao dito Doutor Ouvidor Geral e Corregedor dentro do referido Termo e que explicando a ampliando a Lei de 3 de Setembro de 1759 declara a todos os Membros Puplicos e Secretos da mesma Companhia Chamada de Jesus por inseparáveis da sua perniciosa cabeça e por incorrigíveis. Escrivão da Camra.―Manda El-rei Nosso Senhor em observância da lei de 28 de Agosto do anno próximo passado de 1767 que nenhuma pessôa de qualquer estado ou condicção que seja poderá pedir ou receber carta de confraternidade. de assossiação ou de comunicação de previlégios do Geral da Companhia chamada de Jesus.os exemplarem d‘elle pelo que pertence a seus Reynos e Domínios por abreticios e sobreticios e como taes nullos para produzir qualquer effeito. Data e passada n‘esta Cidade de Sergipe d‘El-Rei sob meu signal aos 18 de Junho de 1768. – João Baptista Davier. Aquellas pessôas que tiverão só havido as referidas cartas antes da puplicação desta Lei suppondo que tratão de espiritualidade quando se costumão passar a outros fins temporaes e preciosos. confessar e que logo à vista da Lei prestam juramento de fidelidade na forma delle e das penas estabelecidas contra os perturbadores do socego público – e que também exceptue aquelles indivíduos ainda não professos na dita Companhia e que depois de sairem d´ella e houverem entrando em outras ordens regulares e houverem n‘ellas feito profissões solemnes – que o mesmo se observara debaixo das mesmas penas com todas e quaesquer pessôas que introduzirem nos Reynos e Domínios quaesquer dos indivíduos expulsos da dita Companhia ou que sabendo que existem nas mesmas terras dos Reynos e Domínios os não denunciarem no termo de 24 horas ao mesmo Corregedor e Ouvidor da Comarca para serem presos e remettidos com toda a segurança ao juiz da Inconfidência – declara o mesmo Senhor o Breve . nem dos seu Delegados ou Subdelegados de baixo das penas estabilidades contra os reos de crime de lesa-magestade. – Thimoteo Brboas de Siqueira. desde o dia da puplicação da Lei. e comuns inimigos de toda a potencia Temporal. 162 . pregar.

o sossego e a paz não voltaram ao centro de habitações indígenas. veio provocar na lavoura uma tendência escravista. Esse movimento de desordem estende-se a todos as aldeias e seria enfadonho estarmos enumerando estes fatos de valor puramente local. nomeado ouvidor efetivo. e nomeado ouvidor dos Ilhéus. (1765-1766)189. revoltando-se assim contra a concessão altamente liberal da coroa. a emancipação da escravidão natural. Além disto. declarando-lhes a que punam com severas penas. diretor da aldeia de Japaratuba e por causa de quem José Nunes de Barros assina um termo de responsabilidade. As mesmas cartas são dirigidas a João Nunes. Eles abandonavam seu território e embrenhavam-se pelo ocidente . A raça negra alia-se à sua companheira de martírios. Diversas são as cartas que dirige o governador ao capitão-mor e Ouvidor. que lhe proibia penetrar nas aldeias. chamando-lhes atenção para essa ilegalidade. contra o atentado do branco e efetuam em S. agora. que levam às aldeias o cativeiro. levando o pânico às famílias. ESTADO ECONÔMICO DA CAQPITANIA Vimos no capitulo anterior que pequenas foram as lutas entre os lavradores e Jesuítas. saciando assim suas paixões. Entretanto. a propósito da escravidão indígena. investe contra a câmara e cadeia. que não obstante. Deram-se mortes e ferimentos. concedida pela carta régia que erigiu em vila a aldeia do Geru. Eis o efeito que produziu no seio da sociedade sergipana de então a importante lei da emancipação do cativeiro indígena. 163 . centro poderoso dos naturais. pela morte da Companhia de Jesus. A imigração africana se fazia em larga escala. Como chefe de um bando armado põe-se á sua frente. Se até então não mostrava essa tendência. opunha-se a emancipação. Gonçalo Pais de Azevedo. Esse movimento escravista tem como principais chefes João Nunes de Barreto e Antônio Vieira de Carvalho. penetra na vila. Até quase o fim do século. recorre à arma de fogo. 189 Por carta de fevereiro de 1764 foi o ouvidor Aires Lobo dispensado do cargo que exercia em Sergipe. principalmente Carlos de Santa Helena.Cristóvão. depois do qual é preso e entregue à Justiça púplica. continua em sua faina de escravizar os índios. para não haver falta de braço na lavoura. que eram Francisco Alves da Silva. e leva a inquietação à vila de Thomar. Elas tornam-se centros de desordem e tumulto. escala-as a machado e encontrado resistência pó parte de seus habitantes. antiga aldeia.CAPITULO III RESULTADO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO INDÍGENA. Cristóvão. em1763. (1765-1766) e João Batista Davier. Nesta mesma data foi autorizado a entregar a ouvidoria ao Juiz ordinário mais velho de S. o índio imigrava. Os missionários das aldeias julgam-se com vida pouco garantidas. talvez pela interferência do Jesuíta. MOVIMENTO COLONIAL ATÉ 1802. que não tinha a lutar contra essa causa. que foi substituído por Davier. espavorito pela colonização. Isidoro Gomes em 175 alia-se ao mesmo partido escravista.

venha sem demora comparecer na minha presença para lhe destinar o exercício que deve ter. e se registre em todas as câmaras das respectivas Villas daquela comarca. “ Manoel da Cunha Menezes do Conselho de S. as suas Famílias. e propriedades. cuja administração foi uma das mais longas. Dado sob meu signal a sello de minhas armas na Bahia aos 12 de Novembro anno de 1776. huma contribuição me hé indispensavelmente necessária não só para preencher os Regimentos pagos desta Guarnição. E muitos cidadãos voluntariamente já tinham-se alistado nas fileiras do exercito. o governador ordenou o recrutamento. sob pena de confiscação dos bens e inabilitação para qualquer emprego púplico.alem de outras penas191. oferecedendo seus serviços em favor da nação. offerecer-se nesta importanssima occazião . A sociedade da Bahia vivia sob a pressão do receiode uma invasão inimiga. da Victoria da cidade de S. quer de fazenda. Fidelíssimo.Sebastião Álvares da Fonseca ( 17701778). – Manoel da Cunha Menezes. Sr. Estavam bem frescos os feitos de Duguai-Trouin no Rio de Janeiro. e offcios de Justiça ou Fazenda: sendo nobres serão havidos por vez como indignos. quando foi substituído por Bento José de Oliveira. a contar da púplicação da lei. em defesa da pátria.Além destes fatos que denunciavam uma sociedade em sobressalto. para que a todo o tempo conste se de execução as penas declaradas contra aquelles que fingirem se mostrar que são Laes Vassalos de El-Rei N. Christovão de Sergipe del-Rei. e o governo tomava medidas preventivas. para que logo que este lhe for constante. tendo igualmente precizo puxar pelos outros Terços dos seus subúrbios para ajudarem a estes honrados Vassalos. reputados por traidores. E para que faça manifesto a todos. e como cidadão sua Pátria . que voluntariamente se offerecerão e todos promptamente vierão. quer de justiça. M. e degradados para Angola. que esquecido das obrigações de honrado Vassalo se occultar. sou obriogado a denunnciar a todo aquelle que como Vassalo ama os eu Legitimo Rey. e todo aquelle individuo. E foi entranhado que nenhum sergipano desse testemunho de seu patriotismo. cavallaria della. e Senhor. autorizando que os moradores de Sergipe compareçam à sua presença.que serão logo confiscados. No governo foi substituído pelo capitão-mor José Gomes da Cruz190. pelo tempo que lhes fosse destinado. encorrerá nas penas de perdição de todos seus bens. com famílias. os nobres seriam considerados como indignos e traidores e deportados para Angola e os peões iriam para as fortificações. dentro do termo de vinte dias. S.” 164 . o governador Manoel da Cunha Meneses baixa o edital de 12 de Novembro de 1776. Sua execução foi efetuada com tal excesso. outros vieram contribuir para agravar esse estado. innabilidade para ser empregados nos lugares. que achando-se esta capital propinqua a receber hum bombardeamento. hum saque. Esta ordem alarmou a população e tanto mais quanto ofereceu excelente oportunidade para as vinganças e dasabafos das paixões contra a classe pobre. além de todas as mais penas que ficam a meu arbítrio. mas também os Terços Auxiliares de pé. em uma conjuntura tão crítica. Faço saber aos moradores da frequezia de N. pra defesa desta Capitania. Então. porque sendo o mayor reparo não ter vindo hum só Individuo morador na comarca de Sergipe del-Rey. Por uma carta circular de maio de 1775 ao capitão-mor. embrenharam-se pelos matos. estendendo-se até 1776. A Davier na ouvidoria substituiu o Dr. sendo peões terão o trabalho das fortificações da cidade pelo tempo que eu lhes destinar. e não comparecer dentro do tempo de vinte dias contados da puplicação deste. para ocultarem-se às 190 191 José Gomes da Cruz (Borges) foi nomeado por carta régia de 4 de abril de 1763. Do mesmo teor e diria se expidiram mais seis Editaes para as Freguesias das Villas da mesma capital de Sergipe de El-Rei. Governador e Capitão General da capitania da Bahia etc. mando se puplique este a som de cayxas em cada frequesia e se fixe no lugar mais puplico dessa cidade e seu termo. e se achão destacados nesta mesma cidade mostrando hum ardentissimo dezejo de defenderem o Estado. que os lavradores abandonaram suas fazendas.

na importância anual de 2:828$. um ou o outro levante dos índios de algumas aldeias. cujos excessos são severamente criticados na carta a si dirigida em maio de 1775. E este movimento foi até 1782.em que foi envolvido. o capitão-mor. Entretanto. comunicando as deserções e ordenando as prisões. que foi imposto por carta do Conde Arcos. Os membros do próprio governo não viviam em harmonia. porque em 1661 todas as câmaras representaram ap soberano. que encontra em seu irmão.porque com ele viria o poder das concessões. pedindo isenção do donativo.Antônio Pereira Marinho(1790). não só pela falta de clareza nos limites das propriedades como pelo grande número de assassinatos que perpetravam.quando quisesse fazê-las. a fim de defender as entradas dos franceses. Por isso foi preso.Vimos que as aulas públicas de 165 .chamando-lhe a atenção para defender a capitania de qualquer invasão inimiga. que voluntário. Desde o meado do século. no espírito do governador. pelas barras dos rios navegáveis. de que já falamos. Os preços dos gêneros subiram extraordinariamente. São de valor puramente local os acontecimentos do fim do século. Além disto. para a redificaçaõ de Lisboa. E por este estado financeiro tornou-se responsável.disciplinando os regimentos de cavalaria. Não compreendiam eles as vantagens da instrução. antes mesmo de concorrer essa causa poderosa para agravá-lo. em 1793 deu-se um movimento disciplinar na classe militar. porque o trabalho agrícola quase suspendeu.Valério dos Santos(1793) e Joaquim José Monteiro(1797). e que é a primeira ordem para o recrutamento de Sergipe. foi ele o sucessor de Cunha no governo. alei contribuiu para que o estado social. A carta circular de maio de 1775.o sargento-mor Bento José de Oliveira. o estado social da capitania vivia sob uma agitação continua.a atividade do foro. o maior partidário. Daí a luta entre o capitão-mor e o comandante da guarnição. Neste ano o governador escreve ao seu delegado. Sucederam a Bento José de Oliveira na administração. e por conseguinte. cujas diligências foram dificultadas pelo capitãomor José Gomes da Cruz. pela abundância de causas cíveis e crimes. o coronel José Caetano da Silva Loureiro(1782). Além da atividade do foro. Foram inúmeras as cartas que encontramos em nossas buscas.auxiliares e os corpos de ordenanças existentes. foi também dirigida ao tenentecoronel Francisco Félix de Oliveira. piorasse neste sentido. pelo governador(1776). que desde a liberdade dos índios não era pacífico. dirigidas aos capitães das vilas das capitanias.l de 10 de abril de 1756 às mesmas câmaras. durante trinta anos. Reinava entre eles a divergência. até quase seu final.vistas dos agentes que recrutavam. O estado financeiro da capitania já não era lisonjeiro. porque as deserções do exercito sucediam-se.que queria para si o privilégio da sua execução. Pelo lado da cultura popular o descuido dos governos era absoluto. em vista de dissabores que lhe provieram de um processo crime. em vista do célebre terremoto de 1755. Pequenas lutas entre os capitães-mores e os ouvidores.que abandonou posteriormente a vida política pela vida sacerdotal.quando chamado à Bahia. as novas prisões e os processos militares dos desertores. A revolução francesa ecoava profundamente no país.

.......... e 20 alambiques para destilar o álcool.................................. 192 193 Elevada a vila por provisão de 5 de setembro de 1801.... O comércio abastecia-se exclusivamente na Bahia...Santa Luzia........6758 Campos ..........................................2618 Itabaiana........5219 Água Azeda.... No vale do Vaza-Barris já se contavam 10 engenhos. 30542 sem classificação descreminada......a de açúcar por Cotinguiba... Santa Luzia exportava 500 caixas e Poxim 800............. já exportava 30000 alqueires de sal.....317 Vila Nova................Santo Amaro..633 (índios) Socorro..................................8128 Propriá ................. sendo 20300 brancos..............10500 Propriá ........................... 19954 pretos.....Sendo 13217 brancos................................ De Sergipe) era de 72236... cereais.........5468 Japaratuba................. quatro povoações: Laranjeiras... porcos................................317 “ Vila Nova.............1600 Freguesia do Cotinguiba ...os quais fabricavam 1000 caixas de açúcar anualmente................... De curso secundário só ensinava-se a língua latina............................... O valor da produção total era de 1 milhão e 313 mil cruzados(233$500)....................... Lagarto....... Japaratuba e São Pedro (antigas missões)........ Vejamos a expansão colonial a que pé de prosperidade atingiu nesse ano.................. de onde importava fazendas de algodão... tecidos de seda... que era a capital-São Critóvão............feita por Itabaiana...................................(vila).....................além das de São Cristóvão.....4500 Santa Luzia............. no valor anual de 171 mil cruzados......primeiras letras havia um na vila do Geru.......... A lavoura açucareira era a base da riqueza pública..... Socorro e Laranjeiras194..... ferragens..... 700 índios Lagarto....2427 Itabaiana...... estudando a importação da capitania..................................6400 Larangeiras (povoação).....................3814 Santa Luzia..........................4000 e 300 índios Pé de Banco............ Cristóvão.Thomar.............. (351$631).... da qual havia três cadeiras na capitania em 1799.........................94 “ Pé de Banco.............. 1440 índios.... sola branca.............................. segundo Marcos de Souza (Memor..............7000 Sua Paróquia ................... 20849 pardos..4000 Thomar .......................................30000 e 600 fogos 166 ........ Já se cotavam uma cidade............................. Itabaiana... Da capit......a de gado pelo Lagarto...Vaza-Barris e Piauí... Sua exportação montava em 860000 cruzados (93$500)............ além da exportação do açúcar..... exportação e sua população......... 193 Os municípios mais populosos eram os de Santo Amaro..............1641 índios e 19893 pretos... Tomamos o ano de 1802 como termo deste capítulo.......635 (índios) Socorro..... algodão......... Santo Amaro e Vila-Nova................14000 Japaratuba..........................................10000 Campos . e os gêneros exportados eram o açúcar..a maior exportação era a de algodão e cereais... fumo.......... Própria192.....7500 Pacatuba .............................................. Sua população era de 55600 habitantes.. Itabaiana.... gado........................... São Cristóvão......................... escravos a troco de caixas de açúcar. couros secos.......na Cotinguiba 20........... de lona................ Procurando distribuir o valor da exportação pelos diversos municípios.......4154 S................. Em 1808............... Santa Luzia...... O Socorro....... cavalos..............a de couro e sola por Campos...........6000 Água Azeda...... Pacatuba. Desde esse tempo... .. 194 Eis o número de habitantes distribuído pelos municípios: Santo Amaro................................. o número de habitantes.... linho........5255 Pacatuba ...sete vilas:Santa Luzia..........541 “ Lagarto........6364 Thomar ..4315 Em 1808 a população está almentada e o número dos habitantes de cada município é o seguinte: Santo Amaro....................................... pólvora..

demandam o influxo da maré.000 cr 325$900 13.000cr 398$400 Exportação 86. destribuidor.000 cr 362$000 26. Naquele tempo por ele entravam barcos. junto ao engnho Comandoroba.000cr 305$320 148. Carcereiro18$400.000 cr 144$000 22. dois partidores. Vaza-Barris e Piauí. a de açúcar por Cotinquiba. meirinho e seu escrivão 15$000. o da Recebedoria em 50$000. um alcaide em 27$000. a de couro e sola por Campos. Cristóvão rendia 123$600 e suas despesas montava em 125$375.000 cr 288$900 197 195 152. Pela barra do rio Real entravam dez embarcações.000 cr 66$160 23. feita por Itabaiana.000 cr 329$580 9.000cr 20$880 67. seu escrivão.000 cr 64$040 199 14. Hoje embracações de pequeno calado para entrar no porto de Laranjeiras.fazendo cada uma quatro viagens.000cr 399$200 63. Acreditamos que houvesse erro do autor. inquiridor e contador em 30$000. porque na baixa.000 cr 22. O rendimento da sua Câmara era de 119$000 e a despesa de 104$000. 196 Os ofícios de escrivão da Câmara de Sta Luzia.000cr 203$810 36. Entretanto transcrevemos com toda fidelidade. Meirinho da Provedoria e seu escrivão 20$000 cada um.000 cr 364$140 200 8. de setembro a março. N. Cada um fazia quatro viagens por ano. dois avaliadores em 3$200 cada um. dois avaliadores cada um 5$000.000 cr 234$400 47.000 cr 36$440 6.000 cr 119$720 201 5.000cr 126$080 37. escrivão de órfãos em 200$000. Inquiridor e contador em 50$000.800cr 41.000cr 286$600 57.006 cr 90$100 25.também de setembro a março202. cuja construção foi começada em 1791 e a da Conceição.000 cr 300$800 143. Achamos nos cálculos entre cruzados e a nossa meda. seu escrivão em 40$000. Por esse tempo Laranjeiras já tinha duas capelas: a do Coração de Jesus. S.000cr 796$500 Desde esse tempo.000 cr 364$480 34. Pela barra do rio Cotinguiba entravam anualmente vinte barcos. o da Provedoria em 25$000.000 cr 322$540 11. do socorro Santa Luzia Lagarto Campos Sant Amaro Pé do Banco Itabaiana Vila-Nova propriá 123 000 cr 165$200 388.formularemos o seguinte mapa demonstrativo: Produção Consumo São Cristóvão Paroq.000 cr 32$100 336. a maior exportação era a de algodão e cereais. Distribuidor. 100$000. o tabelião em 40$000. existe na Biblioteca Nacional. há lugares em que o volume d’ água não mede um palmo de profundidade. Alcaide e seu escrivão 200$000. 202 É admirável que no espaço de oitenta e tantos anos tenha-se dado uma transformação tão grande no rio Cotinguiba. cada um 12$800. A navegação fazia-se pelas quatro barras da capitania. 197 A receita da Câmara de Lagarto era de 621$300 e a despesa 48$500 198 A receita da câmara de Sto Amaro era 179$500 e a despesa de 107$000 199 A receita da Câmara de Itabaiana era 570$000 e a despesa de 21$220 200 A receita de sua Câmara era 430$ e a despesa 258$531 201 Este mapa é cópia de um man.000 cr 309$520 23.000cr 234$720 31. dois porteiros em 10$000 cada um. que era também o Tabelião do Judicial e notas e escrivão de órfãos eram avaliados em 212$000.000 cr 74$150 196 41. 167 . A Câmara de S. Meirinho do Campo. a de gado pelo Lagarto. uma desproporção enorme. um carcereiro em 15$000. porteiro 10$000. Meirinho Geral e.000 cr 40$000 Importação 22..000cr 133$100 52. 195 O ofício de escrivão da correição era avaliado em 300$00.000 cr 396$600 70.mar.000cr 326$200 215.000 cr 763$200 6.000 cr 237$410 198 8.000 cr 122$880 222. seu escrivão 15$000. que iam ancorar no porto de Laranjeiras onde recebiam o açúcar da fértil zona banhada por aquele rio. escrivão da Câmara em 100$000.

Incontestavelmente é um importante livro. em sua História do Brasil.quando escreveu seu livro. Dos escritores dos séculos anteriores.Vicente de Salvador refere-se mais extensamente a Sergipe. Temos a citar ainda as Memórias da Capitania de Sergipe. Infelizmente só estuda a parte geográfica. da navegação. Eis o estado de Sergipe no começo do século atual. Sua publicação deve-se ao coronel Antonio José Fernandes de Barros. Foi escrito em 1802. Foi por conseguinte um grande serviço prestado a Sergipe sua publicação. Marcos de Souza faz um estudo importante sobre a capitania. manuscrito existente na Biblioteca Nacional. pesquisador. ou cópia existe em nossa Biblioteca. relativamente não só aos hábitos de seus habitantes. que foi vigário em Siriri em 1808. fazendo cada uma quatro viagens. Deste século encontramos uma Descrição Geográfica de Sergipe. 168 .e lembra medidas de grande alcance econômico. Deste tempo datam os primeiros trabalhos geográficos e históricos sobre a capitania.Pela barra do rio Real entravam dez embarcações. também de setembro a março. Estuda o estado da lavoura. somente Fr. que na obra revela-se espírito muito descritivo e minucioso. Espírito culto. O mesmo man. Desconhecemos o nome de seu autor. como seus processos de trabalho. Existente no Museu Britânico. Foram estas obras que pudemos encontrar em nossas procuras.que obteve cópia do man. por Marcos Antônio de Souza.

e as espoliações. cousa baixa e vil.poderes rivaes e reluctantese. as guerras estrangeiras.ora instantânea e fulminante dessa raça infeliz. inúteis para a fiscalisação e o equilíbrio. vendo-se. 169 .os tumultos. e vasto laboratório de calumnias e diffamação. Entregues às paixões dos dominadores. intelectual e moral daquela sociedade que com o andar dos tempos. a residencia dos governadores. 203 João F. os accidantes ordinários dessa vida mesquinha e tormentosa. da energia e do furror à prostação e à ignovia. e em direcção opposta à dos governadores. medindo-se e encontrando-se a cada passo. impellindo os cidadãos. III. e associando-se ao systema geral de opressão e tyrannia. e de outros muitos males. as matanças. a não serem algumas raras festividades de carater religioso. ―Infactuados da sua nobreza. p. extenuados de toda a casta de vexações. haviam de prestar-lhes obediência passiva. com tradictorias. as câmaras e os magistrados ociosos. À História do Maranhão. Seus habitantes não encontravam na lei. que nos propuzemos a esboçar. a imolação ora lenta e gradual. . por uma da suas faces. fomentando por todos os meios a sedicção e a discórdia e isolando na pratica os princípios de liberdade que no ardor das luctas pelo prodominio apregoavam a favor dos índios. Lisboa. e quase bloqueados naquelles remotos e estreitos presídios. falsos e viciosos. ora o captiveiro. envenenados demais a mais periodicamente. alternativamente animados e illudidos em suas esperanças. ―A maior destes. os frades e ecclesiasticos em geral.admiráveis e efficacissimos para os conflictos . Apont. ―Privados além disso de toda e qualquer distração. entretinham esta funesta preoccupação. a sua anarchia intrínseca. perpetua e monstruosa affirmação e negação dos mesmos principios favoneando ora a liberdade. nas residências e devassas janeirinhas –campo aberto a todas as facções para se degladiarem. o trabalho. e tão ávidos de riqueza como incapazes de grangeal-as pelos meios lícitos e ordinários. sem excepção dos principes e dignidade da igreja. diz João Francisco Lisboa. elevado 203 pelas leis ao caracter de instituição regular e permanente. As forças civilizadoras parecem que se tornavam impotentes para corrigir o estado político. nem em seus funcionários. eis ahi. continuava apresentar pontos de semelhança com os tempos passados. prendiam na questão abrasadora dos índios. em vez de manterem a dignidade própria e os foros dos cidadãos. as guerras. a prepotência e a corrupção impeliam os governadores. carregava exclusivamente sobre os escravos. enchendo o tempo com maneiras intrigas políticas e particulares. é fácil imaginar-se a que grau de exasperação não subiriam os seus ódios mesquinhos. as garantias de seus direitos. em vez de integrar-se e oferecer uma feição próspera. elles só honravam a ociosidade. poucos em numero. singularmente alimentada na execução pelas infracções incessantes e permanentes a que a ignorância. era apelar em vão. contendo algumas boas disposições parciaes. incompletas. opressivas. 171. e as leis. igualmente pungidos pelo orgulho e pela miséria. bem que ordinariamente avessos entre si. ―Leis confusas. de resto impotentes para obviar a influência perniciosa dos pricípios geraes dominantes. é as revoltas. em fim transferida continuamente de uma para outra capital.CAPÍTULO IV SERGIPE E A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA EM 1817 Vimos no capítulo anterior o estado a que chegara a capitania no começo do século.‖ Estas palavras interpretam perfeitamente o estado social de Sergipe no fim do século XVII e começo do atual. porque apelar para os representantes da justiça. as capitanias reunidas.

e como resposta a qualquer protesto contra uma tal extorsão. cujo móvel dominante era o capricho de um régulo. Seus iniciadores e propagandistas não encontraram apoio. Contra ele tivemos de ler uma representação.Não passavam de instrumentos desses mesmos dominadores. Compreende-se perfeitamente que um meio social. os habitantes de Sergipe fizeram causa comum com os habitantes de Penedo. instauram processos. os sargentosmores Bento José de Oliveira e Felipe de Faro Leitão. poucos anos depois (1817). completamente descurada pelas administrações. em 1895. prendem aqueles que não se prestam a tão vil papel. procura ser o advogado das partes. Eis o que faziam Bento de Melo e Felipe de Faro. a posição hostil ao movimento revolucionário. Por meio deles o conde dos Arcos pôs em prática seus planos realistas. torna-se um terreno onde pudessem germinar os princípios de liberdade. Penetram nas cadeias e soltam os presos. de instrumentos de vingança. a cujas vontades estavam entregues os destinos daquela população e os direitos daqueles cidadãos. Pode-se prover. peitadas para dizerem o que lhes ensinam. que viesse garantir os direitos do povo. Bento de Oliveira e Felipe de Faro alcançam completa ascendência sobre o ouvidor. na reação que levantaram contra a vitória dos revolucionários republicanos. sem patriotismo. levantados pelos revolucionários de Pernambuco. nem adesão nos habitantes de Sergipe. sendo eles mesmos os encarregados de fazer o interrogatório das testemunhas. em que vem descrito o modo irregular por que era administrada a justiça. Profundamente adeptos à causa do rei. por crimes imaginários. Ou sucumbia. Não lhe foi difícil abafar a revolução. O número de aulas públicas na capitania era pequeniníssimo e ainda menor o de aulas de ensino secundário. O Ministro da Justiça sanciona com sua aquiescência esses desmandos e.a fim de assegurar seu desenvolvimento. em vista do atraso mental e moral da capitania. ou à insolência do protesto e da impugnação. em vista da dedicação realista dos 170 . Figuravam como os dois homens de mais prestígio de então. por sua vez. Um espírito independente e livre não podia viver nesse meio. prestando obediência ao regime do arbítrio. Sem instrução. que lhes podem prestar os ínfimos serviços.sua proliferação na América. obrigam os lavradores a pagarem-lhes altas porcentagens. mandam incendiar-lhes as choupanas e derribar-lhes as plantações. ostentando assim perante as autoridades o prestígio das armas. assassinos.como delegado da monarquia portuguesa. não poderia facilmente corrigir-se para. sem cultura para compreenderem os grandes benefícios futuros de cedo ser instituído um regime eminentemente democrático. E vem aqui ao caso falarmos da administração judiciária do Doutor José Antônio Alvarenga Barros Freire. do capricho pessoal. Em Vila-Nova levantaram a reação. desprezados pelos agentes do poder público. O procedimento de Alvarenga era mais ou menos imitado pelos juízes ordinários da capitania. O latim era a única língua que se ensinava. que vencia até os princípios da justiça. entram nos centros populosos armados e acompanhados de sequazes. e então a lei não é mais do que a vontade destes dois poderosos. Faltava a ação eminentemente poderosa da instrução popular. nutridos das idéias de uma falsa aristocracia de família. pelo arrendamento das terras onde habitam.

Os insurgentes espalham a notícia de que a Bahia aderia ao movimento. o missionário Francisco José Correia. sendo os governos completamente indiferentes às suas necessidades e até mesmo as reclamações que dirigiam ao poder competente. E nessa adesão que os sergipanos prestaram à causa monárquica. e contra o peso dos impostos de que se achavam sobrecarregados. Esqueciam que seus direitos não eram garantidos pelas autoridades. porém. depois de mais de dois séculos de colonização. pela moralidade na administração. toda esperança de auxílio desaparece e fica Penedo em obediência ao governo revolucionário. da prisão de seu governador e que em viagem para o sul achava-se o padre José Inácio Roma emissário daquele governo. José Gregório da Cruz. e a administração nas mãos de Bento Pereira. que tudo espoliava. 204 Francisco Guilherme da Rocha escrivão da camara e tabelião do público judicial e notas. que criavam embaraços ao trabalho agrícola. que o governo não queria. comandante do regimento dos pardos da comarca. contra as perseguições que sofriam da pseudo nobreza. A 25 do mesmo mês chegam à vila essas mesmas ordens. prestando o concurso de sua coragem aos planos do conde dos Arcos. acossados. e os membros do Conselho. Então uma idéia de resistência manifesta-se e organiza-se o partido realista. pelas epidemias. justificadas pela pobreza em que viviam. e sem forças suficientes para oporem a resistência. pelas secas. umas vezes. aclamam. capitão Manoel José de Sant‘Ana. Retiram as bandeiras reais e as armas das barretinas e talabartes. Esqueciam que. sendo entretanto. Resolvidos a resistência. que não quiseram acompanhar a causa dos seus irmãos. pela vitória da justiça sobre as paixões pessoais. Esqueciam que suas reclamações contra esses impostos não eram atendidas pelo soberano. escrivão do crime e 171 . comandante do corpo de milícias. depois de tanto tempo de uma evolução civilizadora. perante um concurso de duas mil pessoas. no dia 31. Os habitantes de Penedo ainda choravam a perda de Dona Maria I.que as forças do conde dos Arcos chegassem a Vila-Nova e a Penedo. Esqueciam que. Antes. espalhando ordens de obediência pelas localidades. capitão-mor. Por conseguinte. sargento-mor.seus habitantes já preparavam-se para reação. tomados de susto e surpresa. que deviam ser celebradas no dia 20 de março. pelo abandono das lavouras. que se prestavam aos caprichos dos dominadores. e cônscios do concurso que lhes prometeram suas autoridades204. Historiemos os fatos. quando a quinze do mesmo mês espalhou-se na vila a notícia de uma revolta em Pernambuco. para sufocar a revolução. outras. Antônio da Silva. a que obedecem seus habitantes. em favor de um regímen que se caracterizasse pelo respeito à lei. No dia 28 espalha-se a notícia de que a Bahia não aderia e que já vinham tropas em direção de Vila-Nova.sergipanos e alagoanos. mandam a Vila-Nova um emissário. Esqueciam tudo isto e prestavam adesão a esse regímem que não era sensível às suas necessidades. ainda vissem a justiça nas mãos de Alvarengas e seus sucessores. esqueciam que viviam dominados por um regímem de arbítrio e prepotência. outras. aniversário de sua morte. em vista de ordens de recrutamento. da organização de governo provisório. à frente do qual colocam-se o coronel Inácio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. vivessem com viviam nas trevas da ignorância. e preparavam-se para as exéquias. ou não podia corrigir.

para que recebido o competente passaporte possa seguir livre o condutor delles. a V. motivo porque esta Villa Nova e seu termos se puzeram em armas. temeram serem elles os únicos que tomassem o partido da fidelidade devida ao nosso soberano.de que usam. vereadores Silvestre Antonio de Souza.do quanto executarem forão em auto publico para ser representado ao mesmo senhor General da Bahia. –Do auto publico que a V. capitão commandante inerino do Regi. o capitão Antonio Manuel de Britto. com assistência do capitão-mor das ordenanças desta villa Antonio José da Silva e capitão Manuel Ferreira Martins. João Sexto dignando-lhe toda a subordinação devida como fiéis vassalhos que eram. coronel. cujo enviadoo reverendo Francisco José Correia missionário apostólico.. as publicas demonstrações da nossa fidelidade ao nosso Augusto Soberano o Senhor D. assim chamado da praça de Pernambuco. G. F: Ficamos tratando dos officios que sobre esta importante matéria devemos dirigir ao Ilustrissimo e Exmo. para o efeito de se receber em auto da mesma camara o enviado o reverendo padre Francisco José Correia. fazendo calcar aos pés. o sargento commandante do destacamento Francisco Manuel da Rocha. coronel. fazendo-lhes ver por meio da rasão e da justiça que era necessário disterrar as trevas da cegueira ignorância em que estão aquella e esta villa. fazendo causa commun na mesma rebelião . João Sexto que D.. capitão-mor. Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. fazendo convocar a mesma camara da fórma que já dito fica.a quem por direito tocam. G. dos pardos da comarca.coronel. Villa do Penedo casa da camara em conselho de 31de Março de 1817. 172 . a quem juram fidelidade.. Senhor Conde Governador capitão general da Bahia e o ilustríssimo senhor governador da cidade de Sergipe d’El-Rei e amanhã serão apresentados a vossas mercês os sobreditos officios. por bem do serviço de S. ha de apresentar nosso enviado o fiel vassallo o reverendo padre Francisco José Correia verá V. contra o nosso Serenissimo rei dos três reinos unidos o senhor D. Villa Nova 30 de Março de 1817. onde foram juntos o juiz ordinário presidente Luiz Ferreira Leite... sobre. por muitos annos a quem perante as pessoas já aqui nomeadas esperam seu auxílio como seu socorro na presente crítica circumstancia em que se vém a vista do que responderam e aceitaram de commun accordo já nesta declarados. restituindo as armas das barretinas militares ao seu antigo estado... como também por parte do coronel do regimento de milícias da mesma villa. fazendo receber os presos todos que despoticamente por fórma da mesma rebellião soltaram da cadeia da mesma villa de Penedo e assim satisfeito. José Ignacio Ribeiro. pelo qual motivo se sujeitaram os mesmos povos desta villa e todo seu districto a sacrificarem suas vidas e fazendas. alfares Antonio Ferreira de Mello e o terceiro vereador Caetano Gonsalves Freire e o procurador Vicente Augusto da Fonseca.. sargento commandante do piquete de cavallaria paga destacada em Villa Nova. visto declararem-se fieis e obedientes ao nosso soberano rei de Portugal o Senhor D. vamos rogar-lhe que quanto estiver de sua parte e quanto seu poder lhe permitir faça por conservar nessa villa a tropa militar o socorro preciso que nos possa auxiliar em qualquer ataque que nos vejamos. João Sexto e promettemos todo o auxílio fazendo os povos da villa de Penedo e seu termo uma publica aclamação. Francisco e seu termo. sagrada pessoa do nosso Felicissimo rei o Senhor D.M. visto que o corpo militar da mesma villa se havia levantado uma sedição por commamdo do governo provisório. Manuel José de Santa Anna. Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. Deus G. nos passos do Conselho della. José Ignacio Francisco da Fonseca Calassa Galvão. Auto da Villa do Penedo enviado a Villa Nova. por Sua Alteza Real que D. M. e declaram guerra aos rebeldes de Pernambuco. assim o esperamos de V. por parte não só dos povos da villa de Penedo. João Sexto e por temermos ser combatidos pelos nossos inimigos revolucionários por termos hoje declarado guerra contra elles por parte de nosso soberano. M. Nada mais houve que propor sobre o que passou-se o presente auto em que todos assignaram. tenente. levantando bandeira real. para o estado e para a tranqüilidade publica. Antonio da Silva. seu tenente coronel José Gomes Ribeiro e toda a mais officialidade afim de que convém paz entre uma e outra villa. M. porem agora que estão persuadidos terem todo o auxilio dos fiéis vassallos desta capitania da Bahia contra a rebelião de Pernambuco se declaram debaixo do mesmo juramento de fidelidade devida.vitoriosa a causa do rei. Antonio Real de El-Rei do rio S. o capitão Bento de Mello Pereira.sargento mór. cível e mais impostos régios nesta Villa Nova de Sto. dera principio a uma discreta e sabia persuação. firmes e valorosos para combater tão honroso attentado. Que olhando para a mesma religião. José Gregrorio da Cruz. Senhor Francisco Manoel da Rocha. o alferes Félix da Conceição Barreto. Cetifico aos senhores que a presente certidão virem que por mandado da camara desta Villa Nova extrahi a presente certidão do livro de vereações que presentemente serve com o theor seguinte: Aos trinta dias do mez de Março de 1817 nesta Villa Nova. M. a fidelidade que se deve guardar ao nosso soberano dizendo o seguinte: que os povos da Villa do Penedo e seus chefes respectivos atemorizados com os decretos do Governo Provisorio assim chamado o governo de Pernambuco lhe certificaram que esta capitania se dava também mutuamente as mãos...

Ex. clero e povos desta villa e com effeito no dia 31 do mesmo mez se declararam com maiores demonstrações de alegria os nossos continuos sentimentos de fidelidade ao nosso soberano Rei. o clero. chefes militares e todos os mais fieis vassallos dessa capitania. mandar não será difficil reunirmo-nos e então contamos com feliz sucesso. temos declarado guerra contra todosos rebeldes de qualquer estado. que sem risco algum se podem nella conservar a ainda embarcação de alto bordo. Ex. coronel. Ex. João 6º. M. o senado com o povo. e tudo consta do auto publico que fizemos na mesma occasião. quaes eram seus sentimentos de fidelidade e das pessoas da governança. munições e seu competente chefe. devidas ao augusto rei. coronel governador da cidade de Sergipe d’El-Rei. sargento mor.. do que consta e esperamos da integérrima fidelidade de V. comtudo a vista da tropa de linha que V. mandando-nos para a barra deste rio com uma embarcação com pessoas para defenderem as do commercio desta terra. –Nós abaixo assignados fazemos certo a V. chefe das milícias dos homens brancos desta villa por si e da parte de todas as pessoas da governança enviou o Reverendo missionário apostólico Francisco José Correia para certificar as pessoas do governo de Villa Nova. dará as providencias. mande dous brigues armados de guerra para a barra de Jaraguá. então sem mais temer immediatamente aos vinte nove de Março deste corrente anno. a quem perante V. e bem dos seus fieis vassallos nos preste todo auxilio que julgar conveniente na presente circumstancia. Sr. 1 de abril de 1817. na certeza de que a terra é pobríssima e precisa acudir com o dinheiro necessário para se pagarem os soldos. tenente-coronel. João Sexto. Illm. o Sr. a vista do que vamos rogar a V. com a chegada de seus decretos. apenas tivemos certesa que a capital da Bahia e suas comarcas eram fieis a obediência do nosso soberano rei o senhor D. fidelidade e obediência. a falta de pret que há nesta. e Exm. por ser aonde mais promptamente podíamos certificar os nossos sentimentos de fidelidade e logo pedimos se conservasse na mesma villa um reforço militar para nos auxiliar contra os rebelados quando vieram sobre nós. não só para o 173 . S. S. abrimos os nossos corações e publicamente com as demonstrações da maior alegria declaramos os nossos sentimentos de fidelidade. que é fraquíssima pela falta de armas competentes.seus governadores . Declaramos guerra a todos os rebeldes e conjurados contra a sagrada pessoa do nosso augusto soberano. do que tudo fazendo certo ao governo de Villa Nova. por serviço de S. Nesta mesma occasião vae outro officio para o Illm. Senhor D. Deus Guarde a V. General da Bahia. Ex. D. e Exm. nos persuadimos com muito fundamento que com uma simples proposição feita ao povo sem effusão de sangue resultará o feliz effeito que espermos. sargento-mór. Tememos todos a vista dos decretos e da infausta notícia e vendo as nossas poucas forças e o estado da capital se publicarem os ditos decretos para depois serem jogados aos pés. Miguel Velloso da Silveira Nobrega. pedimos o pompto socorro da triste circumstancia em que nos vemos . Devemos apresentar a V. o coronel Galvão. Ex. S. Ainda se conservam nesta villa alguns dinheiros pertencentes a corda e poderiam ser mais se não tivesse ido a pouco tempo para a capital o que havia e com este pouco se vão sustentando os que estão no actual serviço. nosso Senhor D. e vendo as nossas poucas forças publicamos os ditos decretos do denominado governo provisorio dos rebelados para os pegar após logo que o podessemos fazer com vantagem do soberano e de seus fieis vassallos. fomos atacados com terríveis ameaças de um entruso governo revolucionário na capital de Pernambuco. José Gregorio da Cruz. além de medidas que tomaram.. João 6º e esperando occasião opportuna que pudessemos com vantagem ao soberano e dos seus povos declarar os nossos sentimentos. que aterrados nossos districtos de uma revoltosa conspiração feita em Pernambuco e pelas noticias populares que toda artilharia portugueza tinha as mãos dadas na mesma rebelião.Ignacio Francisco da Fonseca Callaça Galvão. Illm.Comunicam sua resolução ao governador de Sergipe. conservando sempre em nosso peito o amor. Antônio Luiz da Fonseca Machado205 e ao conde dos Arcos. porque agora conhecemos perfeitamente que temos a nosso favor V. tememos o estrago deshumano que farão os hespanhóes americanos.. Senhor rei D. S. a necessidade que temos de um regimento com peças de artilharia. –Eu e os mais chefes das corporações militares. 205 Ilustrissimo Senhor Governador. capitão mór . E supposto que algumas das companhias della estejam muito appartadas quasi por toda comarca das Alagoas. Penedo. que pela copia junta verá V. Ex. João 6º e ouvidos os seus fieis vassallos. a quem jamais deixaremos de ser fieis. Ex. Antonio Luiz da Fonseca M achado. os commerciantes desta villa e seu termo. João Sexto. obediência e amor ao nosso rei. condicção de pátria ou nação que forem contra o nosso soberano rei e lhe protestamos nossa fidelidade sempre interrupta. S. todo o auxílio como supplicamos. sob o que V. o qual deve estar nesta villa de Penedo para se unir com a nossa tropa miliciana. Sr. f. Representamos a V. Correo a voz popular de que toda a America portugueza se tinha dado as mãos em commum rebellião contra a sagrada pessoa do nosso augusto soberano. Antonio da Silva Lemos. José Gomes Ribeiro. Nós vamos tomar as medidas para reunir no nosso partido o resto da comarca das Alagoas e para isto é preciso que V. S.

e nem ainda mesmo aquelles que os perseguião com o titulo devassador. referente ao procedimento dos habitantes de VilaNova: ―No dia coatro dirigirão ao Excellentissimo Conde General da Bahia o officio no qual representarão as hostilidades terríveis que soffriam de Villa-Nova. por isso que elles vinhão aqui todas as vezes que querião armados.procurando a adesão das câmaras da comarca à resistência que levantaram.G.coronel. Deus Guarde a V. pregar nas esquinas della as primeiras proclamações impressas do Excellentissimo Conde General da Bahia de data de vinte e hum de Março: as quaes sendo vistas pelo povo. mandar. e bem conhecião que ella estava em paz. I. juiz ordinário. tenente-coronel. sobre os acontecimentos em Alagoas206. e de devermos fazer todos uma só e a mesma família para defender a mesma Real causa. Conde dos Arcos.C. sabendo-o o Juiz Ordinario afim de que não dessem alguma sinistra interpretação à mesma curiozidade. vierão como forão vistos de muitos desta villa. E transcrevamos aqui um trecho de um manuscrito inédito. Sant’Anna. capitão commandante. Outra prova da verdade do dito antecedente he o documento de numero vinte e coatro. Inédito de 50 folhas. no qual se lê a carta de data de oito de Abrilque dirigioo capitão de cavallaria Paga da Bahia Jozé Felis Machado ao Sargento Mór das ordenanças desta Villa Antonio da Silva Lemos para fazer regimento que V. como se vê no dito documento. elles na noite do dia sete de Aril. Exm. continuavão cada vez mais com ella digo com as referidas hostilidades.. porque sendo por elles inteirado. Era debalde que os penedenses pediam ao governador de Sergipe e ao conde dos Arcos providências contra as perseguições que sofriam de Vila-Nova e do sargento comandante do piquete de cavalaria aí destacado. como também para os officiaes milicianos que comem soldo nesta villa.S. José Leandro dos Santos. pois em vez de nos prestarem os auxílios requiridos para a salvação publica.V. J. que não obravão daquelle modo por zelo do Serviço de Sua Magestade. Francisco Manoel da Rocha. 1 de abril de 1817. e mesmo testemunhas oculares da nossa fidelidade. Ex.. Reprezentarão mais ao mesmo Excellentissimo Conde que davão a conhecer os Povos daquella Villa. F. desde quando eles já defendiam a causa do rei. logo que amanheceu o dia oito. prendendo as gentes forras e as –cativas que dizião que ião tratar. Manoel Prudente de Barros Leite. mesmo depois que Calassa Galvão e seus companheiros organizaram o partido da resistência. Realmente o partido realista organizou-se em Penedo. Vejamos como procediam os habitantes de Vila-Nova. e vindo até as margens daquem do Rio roubar. juiz ordinário. Man. não mostravam senão suas indisposições pessoais contra os penedenses.e aprezar de dia e de noite as mesmas canôas. Antonio José da Silva.G. e tirando huns por curiosidade para copiar algumas dellas. Simplicio Nery. prourador.F. convocou a camara e deo a providencia constante do documento do numero vinte e três. antes tudo soffrião por obdiencia as Leis de Sua Magestade. aos quaes do Penedo dse não fez a menor rezistencia. nas quais continuaram. e patrulhas dos mesmos corrião de noite esta Villa. fieis. vigário do Penedo. 206 Carta que escreveu o Senado da Câmara de Penedo à sua Magestade sobre o que se praticou na Revolução Pernambucana. 174 . Sr. atirando com pólvora e balla aos miseráveis que fugião a escapar-se a taes bravos ataques. até restituir-se à capitania todo o seu legitimo domínio. Essas hostilidades não tinham justificativa. vereador. huma prova de que elles não obravão por zelo do serviço Real He mostrar-se que achando-se esta Villa já escudada com as Reaes bandeiras desde trinta e hum de Março e fazendo-se-lhes o aviso disto mesmo com o próprio documento e conhecendo que os seus povos não erão capazes de oppor-se ás ordens do Governo de Sua Magestade.R. nos Passos do Conselho.. abriram-lhes hostilidades. vereador. Antonio Moreira Lemos. M. que nesse proceder. Desde que souberam da obediência que os penedenses tinham prestado à revolução. Illm.N. um córso formidável pelo Rio aprezando as sumacas desta villa vindas da Bahia saqueando e destruindo as canôas dos Povos que navegarão pello meio do Rio com negocio e mantimento. muito mais do que os próprios habitantes de Vila-Nova. que he o que nos devia somente entereçar por estarmos já no caso de olhar já para a causa do Soberano. Ex. e em menos de duas oras ellas forão repostas nas mesmas esquinas. Villa do Penedo. Antonio José da Silva Lamego. Vila-Nova não fez mais do que prestar-lhe auxílio.

revolucionários. a fim de não ser alvo do saque e da rapinagem. chegou a Vila-Nova.Nós abaixo assinados. auxiliado pelo seu ajudante Miguel dos Anjos Souto Maior e o alferes do regimento dos Henrique. e finalmente só tínhamos a noticia dada por alguns daquella villa. E tanto assim é que. capitão de ordenanças de Vila-Nova. Ainda mais: logo que contaram com o auxílio das forças de Sergipe. Calassa Galvão já promovia a reação. que por ordem do conde dos Arcos ia a Pernambuco bater os revoltosos. foram presos pela realistas de Vila-Nova e enviados para a Bahia. e que 175 . continuavão os saques e as prisões dos que tranzitavão pelo Rio. que lhes foram pedidas pelo emissário que mandaram a Vila-Nova. ao sargento-mor Miguel Veloso da Silva Nóbrega. Manoel Luiz das Chagas. Diz ainda o manuscrito: ―Mandando pois a camara a Villa-Nova entregar o referido officio de numero vinte e sete ao mencionado capitão de cavallaria Paga pelo referido Alferes Manoel José Gomes. o mais perto que pudesse ser de Pernambuco. o marechal Joaquim de Mello Leite Cogominho Lacerda. pedindo auxílios às forças de Vila-Nova. Os maiores desatinos foram cometidos e a população teve de procurar os campos. enviado para Sergipe de El-Rey. de que toda a hora vinhão saquear esta o que deu motivo a entrarem a dezertar della varias familias.pregar as proclamações que com ella enviou. foram conduzidos para VillaNova e depois para a Bahia. e o homem João Gacheiro setenta mil réis para o irem entregar por via de mar visto que de terra não eram favorecidos.do Clero e Povo pedindo um commandante de tropas à vontade do Excellentissimo Conde General da Bahia. Precedeu-a uma portaria do comandante da infantaria destacada em Villa-Nova. promovesse as perseguições contra os chefes da reação. Eles não se inspiravam na defesa da causa do rei. do terror. e mal acabavam seus membros de assinar a ata. este foi preso. prendem o ajudante do regimento dos Homens Pardos. nos dias de março. quando já tinham posto em prática todas as medidas para oporem-se à vitória da revolução. faziam com que Bento de Melo Pereira. Entretanto . Suspendem-se então as perseguições que os habitantes de Vila-Nova infligiam aos de Penedo. Dirigiu-se a diligência o capitão de ordenanças Bento de Melo Pereira. eram considerados patriotas. Esse estado de coisas continuaria. as prevenções anteriores. o padre Correa. ―Desesperada com tantas oppressões a camara se ajunta no dia treze e accordam em mandar ao Excellentissimo Conde General da Bahia em que lhe participava as tristes circunstancias em que se vião estes povos sem dar ao Ajudante de ordenanças Antonio Fernandes dos Santos. apresentaram-se as autoridades militares de Villa-Nova e deram ordem de prisão ao coronel Calassa Galvão. a fim de lançarem um protesto e tomarem medidas contra um tal estado de coisas. levando seus mais preciosos haveres.. lembrando nella que seria muito a favor desta mesma Villa hum. ao capitão-mor José Gregório da Cruz. cujos habitantes convocam a câmara. porque inconstestavelmente a adesão prestada pelos penedenses à revolução. quando o primeiro emissário do Conde dos Arcos. de Villa -Nova nada se nos respondia.. Anacleto do Rosário. que presos. As intrigas. da pressão. no dia 18 de abril. se não chega a Vila-Nova. Penedo foi declarado em sítio. que entretanto. José Félix Machado. e fazem propalar que estavam dispostos a prender e até a matar impunemente os chefes da guarnição de Penedo. foi o efeito do medo.‖ Além disto os emissários de Vila-Nova aprisionam um barco que vinha carregado de farinha de Cururipe para Penedo. isto é. o capitão de cavalaria da Legião de Honra da Bahia. o despeito. que já tinha solicitado do governador de alagoas permissão para fazê-la. Ela reúne-se no dia 16 de abril. José Félix Machado. como tudo se lê no mesmo documento‖.

Estas forças combateram no engenho Guerra contra as tropas dos patriotas pernambucanos. milícias de Sto.registraram em documento sua adesão à causa do soberano. o qual comandava as forças que vinham bater os revolucionários. Cristóvão e depois para a Bahia. para que exigissem com garantia a prisão immediata do capitão mor. Tavares. 100 homens. 59. como pedir-lhes auxílio. “Tendo os penedenses arvorado a bandeira real. o capitão de milícias Francisco de Souza Machado e o capitão de ordenanças Francisco Moreira da Silva Lemos. Os Mártires Pernambucanos. enviaram uma deputação a Bahia.208 Não nos compete acompanhar as lutas. concluir que o estímulo dos chefes legalistas de Vila-Nova não era defender simplesmente as instituições. no intuito não só de comunicar ao vice-rei a posição que já tinham assumido. Amaro. coronei e sargento-mor do Regimento dos Brancos reputados os principaes cabeças da revolta. 207 De Sergipe marcharam as seguintes forças: cavalaria miliciana de Sergipe.207 Passa-se Cogominho a Penedo. enviada para S. p. A antiga rivalidade desta villa com outra denominada villa Nova. foi a causa principal da contra revolução. em sua Hist. os habitantes de villa Nova começaram a aprehender e roubar todas as canoas da sua rival. como patriotas e revolucionários. onde organiza as forças militares. e aquella mesma Camara curvou o cóllo. Eles satisfaziam. Francisco. por intermédio da deputação. Amaro. a qual encorrentando-os os presos á Bahia. cavalaria miliciana de Sto.que sob o comando do tenente. ao passar ela em Vila-Nova. criando dois batalhões de voluntários – o dos brancos e o dos pardos.coronel José Gomes Ribeiro e o coronel Francisco Manoel Martins Ramos partem para Pernambuco. Da Revol. satisfaz a arrogante exigencia e remetteo-os presosa a sua rival. 500 homens. Informados da marcha dos soldados da Bahia. A ida da deputação antecedeu à chegada de José Félix em Vila-Nova. que jaz sobre a margem opposta do rio S. E aí fica ele descrito..182: “ A villa de Penedo foi a primeira a abaixar-se. não tardaram receber justo prêmio: a villa rival muito mais ufana enviou dous dos seus officiaes. fazendo parte das forças realistas. cujos membros eram: o missionário Francisco José Correa. foi presa. Nosso fim é mostrar o papel de Sergipe perante a revolução de 1817. onde aquella de Penedo é situada. 176 . E era isto mesmo o que eles pediam. p. pois. que diziam estar próximo a chegar . suas paixões e seus ódios. Pois bem. 208 Achamos muito judiciosas as seguintes palavras do Dr. protestando fidelidade ao monarcha. 100 homens. e ameaçando de extermínio legal com a força. Podemos. nas medidas que punham em prática.

a quem tinha jurado preito a homenagem. Amigo: “Eu El-Rei vos envio muito saudar como aquelle que amo. 177 . Adiante mostraremos ao leitor que esse fato não justifica o atentado cometido. pelos quais a Bahia levou o pânico a Sergipe. Declarando-a independente totalmente para que os Governadores della a governem na fórma praticada nas mais capitanias independentes. Rey. izenta-la absolutamente da sugeição em que até agora tem estado desse Governo. O decreto rompia de todo os laços de dependência em que Sergipe tinha vivido até então para com a Bahia. angariou a simpatia do soberano. Tomou posse em 20 de fevereiro de 1821. Muito cedo. privando-se a nova capitania da emancipação que o soberano lhe concedia. pelos serviços prestados. O procedimento que os habitantes de Sergipe e Alagoas e Rio Grande do Norte assumiram perante a revolução de 1817. O que Me pareceu participarvos para que assim o tenhais entendido. JURAMENTO DA CONSTITUIÇÃO E ACLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA. por ter também satisfeito ao outro dever de bom cidadão. completamente independente do governo da Bahia. Governador e Capitão General da Capitania da Bahia. Hei por bem por Decreto da data desta. como dantes era. procurando justificar-se esse arbítrio com o obstáculo que ofereceu então o seu governador ao juramento da constituição. nomeado por carta régia de 24 de Outubro de 1820. Realmente. que lhes quis dar uma prova de reconhecimento. As palavras de Bulamarque não podem ser acoimadas de apaixonadas. e a prosperidade a que Me proponho Eleva-lo. 209 Conde de Palma do Meu Conselho. E da Bahia partiu esse atentado contra a autonomia administrativa da nova capitania. Por elas sente-se a integridade de caráter do ilustre governador. este decreto tornou-se uma letra morta. Escrevo no Palacio do Rio d Janeiro em oito de julho de mil oitocentos e vinte. Entreguemos a Bulamarque descrever os acontecimentos que se operaram. comunicando-se directamente com a secretarias de Estado competentes e podendo conceder sesmarias na fórma das Minhas Reaes Ordens. Eis o que ele dizia: ― Por ter feito o meu dever de Vassallo fiel de sua Magestade. contra os ilustres democratas que quiseram fundar o governo republicano. que a capitania de Sergipe d’El-Rei tenha hum Governo independente do dessa Capitania. isentos da tutela em que tinham estado. elevando estas comarcas à categoria de capitanias independentes.CAPÍTULO V SERGIPE. CAPITANIA INTERVENÇÃO DA BAHIA. Convindo muito ao bom regimen deste Reino do Brazil. levando seus governadores dirigem-se diretamente às secretarias do Estado. por uma parte. e pela pressão da força. porém. reduziu seu governo à sua dependência. prestando importante contingente a vitória do partido realista. e pela outra. que na Bahia já se achava aclamada e jurada. podendo conceder sesmarias. por Decreto de 8 de julho de 1820209 foi Sergipe elevada à categoria de capitania. no inicio de sua administração. Foi despachado primeiro governador de Sergipe o Brigadeiro Carlos Marcos Bulamarque. e uma nova vida administrativa e econômica ia prender a atividade de seus filhos.

visto ter já ido por duas vias para as côrtes em Lisboa. Prelados das religiões. e legal. que a Bahia lá lhe levou. até que saiba por modo authentico. independente. e todo mais o povo que poude entrar. qual he a vontade e determinação de Sua Magestade. distante da Bahia 5 leguas. perseguido. que lhe pertence. e o Ajudante das Milicias Jose Joaquim Ferreira. As authoridades acima nomeados affianção e protestão aoiar. assentão-se conservar-se firmes na sua fidelidade indelével. no dia 11. cada hum pela parte. composta de nove membros. ―No dia 20 de madrugada. e tomando em consideração este congresso a muita fidelidade. ―Parti desta cidade a 5 de Fevereiro e a 9 do dito mez cheguei á Pitinga. outra em que ordenava o juramento geral. ― A má locação e arranjo deste relatório. e muito menos a sua letra. e irregularidade de taes participações. o Senhor Ouvidor pela Lei. ou até quando a vontade geral de seus irmãos situados no Brazil e dêem a conhecer de um modo legal. fiquei deslocado. e mais Officiaes das Ordenanças. que tem a El-Rei Nosso Sennhor. que o Governo da Bahia escravisasse. Luiz Antonio da Fonseca Machado. então Governador. única authoridade. pelo que tinha feito quando serviu ali) o qual se apresentou um a malla que se abriu. e ás cortes. e vontade geral. e obrigou-me a tomar posse. e independente. e pozesse outra vez debaixo do seu jugo aquella Capitania. e que não devia ser emendada. ( hoje membro do Governo) e lhe disia que hia dormir no Engenho Barbado e sendo a revoluçãono dia 10.não compromettendo os povos. por Decreto de 8 de Julho do anno passado. Vigario Geral. os prelados das ordens. e me obrigarão que tomasse posse e eu aceitei. o que eu não quis fazer. e na ocasião em que lavrou o termo 210 No dia vinte do corrente mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos e vinte e um: sendo presente o Senhor Governador Luiz Antonia da Fonseca Machado. servindo-se até da força. ou corrigida. não esteve por nada disto. o que conseguião. o que não se effectuou por então não convir. preso e suplantado. e assignadas por José Caetano de Paiva. com uma força armada de três Armas e hum parque d`Artilheria. e aos seus mandados. e taes procedimentos. por huma parte. e derribado do logar para onde Sua Magestade me tinha nomeado. uma tratava do sucesso do dia 10 na Bahia. ― Luiz Antonio de Fonceca Machado. e na tarde do dia 9 escrevia Francisco de Paulo d`Oliveira. ― Congregarão-se para isso em minha casa: a Camara. que naquelle dia achavan-se em Sergipe tudo o que há de bom. e outra em que me não desse posse. ― He de notar. as Authoridades Ecclesiasticas. sem consultar primeiro a opinião. e que me repellisse para fora da Capitania. e nada eu sabia do que tinha se passado. por sua Magestade El-rei D. depois da garantia pelos Chefes dos Corpos. Naquella epocha nem a Bahia nem Sergipe se oppoz. no forte do Mar da Bahia. ( trabalhei muito para que não o matassem. e afastando a guerra civil. assignadas por hum homem chamado José Caetano de Paiva. como tudo se verá pelo relatório abaixo excripto substanciado com documentos.) Fiz-lhe ler os tais papeis. e certo. que tinha servido de latrina. evitando as desordens. homem de péssima conducta e caracter. separada. os Chefes e Officiaes Superiores dos Corpos. aparecerão em minha casa. e Commandante dos Corpos foram presentes três cartas. relatei-lheo estado das cousas e repugnância. mandar-me buscar ao caminho. o Procurador. 17 leguas da Bahia. e se alguém em Sergipe o sabia não dizia. e única a quem era indisputavel este direito. ― O mesmo Senhor houve por bem nomear-me Governador da dita província em 25 do mesmo mez da independência. o Ouvidor pela lei. e pela ootra a incurialidade. o Senhor Juiz Ordinário Presidente da Camara desta Cidade. Não havia no sobredito dia 20. e recomendável na capitania. que eu tinha que tomar posse. e pela daquelles que lhes são subordinados dando-se parte immediantamente Sua Magetade de todo o acontecido para se esperar a Sua Ulterior Determinação: e para 178 . para me poupar incomodo. podia. tão desconhecidos nesta Capitania como o mesmo secretário. 210 ―Fez-se de tudo hum termo . e eu fizemos um termo declaratório e relativo as rendas. pois eu estava em Santa Anna. garantir e manter tudo quanto neste termo vai declarado. ― Cheguei a Bahia para hir ao meu destino a 3 de Janeiro de 1821 e então o Conde de Palma. e separada da Bahia. que. é dividido ao estado por atribuição que devia rasultar de estar mettido em uma masmorra. ― Tendo-se creado em 8 de Julho de 1820. vinda da Bahia. e despezas. a real Junta da Fazenda. Devendo ser mui mortificante á sua Magestade. então havia. vindos da Bahia. desde o primeiro do dito mez de Janeiro em diante. ― Todos se conspirarão contra tal repugnância. para que estas ficassem pertecendo a Sergipe. que diz ser secretario de huma junta. tendo pedido a ultima á mais de dez annos. e nella vinhão taes cartas dirigidas ao sobredito Luiz Antonio da Fonseca Machado. a província de Sergipe d`El –rei. Cheguei a Sergipe na tarde do dia 19 do mesmo mez. Capitães Móraes. ou representou contra a independencia. e manter nesta Provincia no mesmo estado em que esteve até hoje. João VI. que ninguém conhecia.

211 Povos da Estancia e Villa de Santa Luzia que tendes tido até aqui por timbre a felicidade e regularidade. para onde o remetto. Domingos Dias Coelho Mello. eu. Estância e Itaporanga. prendessem. Vós bem o sabeis vós o experimentaes. capitão Joaquim Francisco d’Albuquerque Lima Capitão. hum Escrivão. estavão ainda na Côrte. que no dia sempre memorável vinte do passado nesta cidade. tenente coronel. Post Scriptum. entreguei aos sobreditos Chefes. até a chegada da embarcação que mandei ao Rio de Janeiro. João Antonio Dine. e os que havia estavão em suas casas e pertenciam ao chefe ali presentes que me obrigarão a posse e a garantião. ― Os passaportes tanto por Mar como por terra forão sempre francos. deu motivo este sucesso ao Bando . guardião do convento do Recife. que o tenente coronel Manoel Rolemberg de Azevedo Accioli fosse encarregado especialmente a Sua Magestade El-Rei Nosso Senhor o termo acima retro. Manoel Rolemberg de Azevedo. tenente secretário. Sergipe de El-Rei e Cidade de S. quena História se tem lido: acto. das 179 . tantos officiaes. prior do Convento do Carmo. a que se opposerão 211 as ditas authoridades e não houve effeito algum. quando pelo contrário vós vedes a margem do Sul de Itapicurú. sargento mor commandante. o vereador Pedro Celestino de Souza Gama. e mandou também pôr em praça os Contratos Reaes: porem nada teve effeito porque só houve vinte e seis dias de Governo de facto. José do Carmo da Silva Ribeiro. que para o futuro fará sempre honraaos Sergipanos: o podeis ler. o vigário. ou empedissem quem viesse ou fosse para a Bahia. e obrigar ao carregador a assignar fiança ao Disimo. mandando para os portos de Cotinguiba. Angelo Antonio Mendes. Ouvidor José Ribeiro Navarro: o Juiz ordinário. e a Policia dos distritos. tenente. que proclamassem a Constituição. e receber do mesmo Senhor as suas Determinações e Ordens. sargento mor Comandante. caso na Bahia lh‘o não tirassem. Prohibi-lhes que embargassem. José Agostinho da Silva Daltro. e até officiaes da Cortê forão interceptados no correio. os portos estão abertos. Esta Repartição mandou chamar os differentes recebedores. fazer disto assento. acentão por unânime parecer este Congresso. que de graça esteja fora da sua casa empreado em serviço. He sabido de todos . que não há um só homem. presidente em capítulo. capitão. e o chefe da Legião de Milicias. brigadeiro governador. Major. Francisco Moreira de Sá Maramaqui. tenente coronel commandante. coronel José de Barros Pimentel. Era Supra. o não querer eu. o Procurador. hum Fiscal. Frei Jeronymo de São Pedro de Alcantara. Frei Luiz da Virgem Maria. e ali assumidas). com d’antes e a navegação continua. para tomar conta do que sahia. Luiz Antonio Esteves. Está conforme o Secretário do Governo José Antonio Fernandes. José Alves Quaresma. e que por aquelle estado de cousas. e pela outra. e nunca me forão restituídas. e para evitar assignaturas progressivas: o Ouvidor pel Lei. Hermenegildo José Telles. o vereador José Rodrigues Bastos. mais livre. Tendo toda a que vai o mesmo Senhor Luiz Antonio da Fonseca Machado. e um Thesoureiro . não se seguindo prejuízo na pequena demora. Simeão Telles de Menezes. que mereceis. Bento Antonio da Conceição Mattos. por uma parte. para darem as contas. que lhe marquei. Antonio Luiz. como Presidente. ( não acontecendo assim com as minhas Cartas. na Estancia convidarão a camara. e o Artista não são incommodados no seu tráfico. alastrada de desgraçados. Alexandre da Cruz Brandão. Carlos Valeriano Leitão Bandeira. alferes. e o Senhor Tenente Coronel Manoel Rolemberg de Azevedo e Accioli. o Lavrador. tenente. Fiz sahir todas as embarcações que estavão carregadas e que continuasse o Comércio como até ali. qua az as vezes de Procurador da Corôa. ter só a responsabilidade da Real Fazenda e não havendo naquella época nenhuma repartição de Fazenda. Frei Francisco de Sales e Souza. Manoel Vicente de Carvalho Aranha. coronel Guilherme José Nabuco de Araújo. O Ouvidor interino José Ribeiro Navarro. o syndico da camara e fiscal da Real Fazenda. ―Sucessivamente. ―E como os membros nomeados. as Authoridades civis. O Juiz Ordinário Bento Antonio da Conceição e Mattos. não foi preso ninguém por Opinião e quando no dia 4 de Março deste Anno. vigário geral. Esta demora não vos causa incomodo. José da Motta Nunes.um soldado armado ou na fileira. e O Presidente da Camara esta assignou. três bêbados. ou alguém empregado della. hum fiscal. comportamento e seriedade nos vossos juízos. para cada hum. e ver nelle se assignou. que pgnam pelo que não entendem? Lembrai-vos. o socego publico. o Ouvidor pela Lei. capitão da primeira companhia de linha. se fez o acto. na Camara dessa Villa. o Negociante. onde se achava junto todo. capitão da segunda companhia do corpo de linha. Francisco Manoel da Rocha. tenente. que deve haver. Cristovão – Luiz Antônio da Fonseca Machado. e expontaneo. primeiro ajudante Francisco Sales de Thomaz. e quiseram persuadilas. José Antonio Neves Horta. que querem o que não sabem. o vereador José Manoel Machado de Araujo. ― No decurso do meu Governo. que se hia criar. para a junta da Real Fazenda. Sustentai pois o que naquelle dia se fez. capitão mor. nomeei uma inteiramente composto. não verião tão cedo. quereis perder todo o conceito. como particulares: pois todas eram abertas. o que há de recomendável nesta província. por actos irregulares dictados por facciosos. o escrivão José Carlos Novaes Lins.

e em que número relativo a vós e conclui que quando si está em estado de convulção. olhai quem vos rodeia. tem as suas famílias em orfandades. tende sofrimento. e o apronptará para defesa . ó Magistrados e preveni-vos. qua a Bahia tivesse vistas hostis sobre uma Capitania. que se lhe há de pagar. dados por Deus. Todos devem vir armados e municiados. no dia 15. huma légua distante da Cidade: tendo quatro dias antes. pois a Povoação das Laranjeiras. velai. não faz dúvidas a ninguém. visto aqui não o haver de Sua Magestade. a que não tem direito algum de governo. não ignora a este tempo os sucessos da Bahia. os portos abertos e a estrada franca. e a persuadir gente da cidade. achamo-nos achamo-nos pois em uma crise. 180 . participe-me imediatamente por escripto. entre Ella. Guilherme José Nabuco de Araujo. aqui recebe-las e gasta-las. fazendo-lhe ver estas verdades.Sergipe d’El-Rei. e vossa fidelidade que prometestes aos órgãos de vossos superiores sustentar indelével até que Sua Magestade desse. vossos interesses. que o está de fcto e de direito. A vossa lavoura não tem sido interrompida. Superior independente Da qualidade Ordenanças que não tendo o que comer. e sendo a distancia. Que conseqüências tão funestas senão poderão seguir de semelhantes insediações? Accautelai-vos ó povo bom mas ignorante. ellas nos serão anunciadas em pouco tempo. vierão tão devagar e tão assustados. com tudo ameaça o vosso socego. onde estava hum Official. nem embaraçada. e que desembarcava. e data se expedirão para tos os commandantes dos Corpos da Capitania. com tudo espíritos ambiciosos. e desarmada. a falta de respeito . e da Ordem Militar. todo o Mundo se presuade estar munido de igual direito . Missões e Arraiaes: vossos avós fizeram sempre huma grande figura na História. o bom resultado. ― A força armada. atição os que ca tem por delegados. – De igual theor. que dizem esta na Estância e não lhe possível. Não vos amedronte a força. entre a barra e a Povoação. Toda a Infantaria. as reoluções de Sua Magestade não podem nas circunstancias actuaes serem morosas. Sergipe d’El-Rei. e Estancia.Carlos Cezar Burlamaqui. Esta província instalada. torno a repetir. ― No dia 17 pela tarde veiu outra vez o tal Ajudante e o Tenente do Batalhão n. mas certificados. Esperai. e a desgraçada e sempre terrível sublevação de Pernambuco fez reviver. mais foi tal o motim que promoverão na cidade. que para o futuro qui se hão de arrematar as Rendas. assim como hão de ser alimentados e se Vossa Senhoria achar embaraço. a Sergipe. e toma regularmente parte nella. Parei dahi em diante com mais medidas. 11 de março de 1821 Carlos Cezar Burlamaque . que se levantassem antes de chegar a força: o que não teve effeito porque o povo não approvou. no seis de suas famílias. que por cumprir o dever. Ilmo Sr. e depois de lhe extranhar a falta de delicadesa. que amirão. e como a despeza natural. e muitos gozos. José Vaz Lopes. mas por isto mostrão a sua imconsequência. o vosso comércio esta no pé antigo. como desembarcou 212 no dia 12 de Março. que pela relações e paretescos se há de confundir com horror e natureza. que não tradão. e fizesse saber-nos suas decisivas Ordens. conta vós é que se atirarão as setas envenenadas. e a Cavalaria nas immediaçãoe com os corpos de Infantaria. por valor e lealdade aos vossos Legitimos soberanos. que não sendo tão violenta como aquela. vossa honra. A guerra que houve a Sustentar com os Holandezes e com os Francezes nos subminstrão factos. só como differença nas posições. e separa da Bahia em 8 de Julho do anno passado por Sua Magestade. jurou a constituição. e eu vos afianço. auxiliada por quatro Companhias: duas da Cavallaria e duas da Infantaria ( todas de Milicias da Legião da Estancia) com um parque da artilharia marcharão no dia 14 sobre Sergipe. com tudo noticias certas que me tem que sendo poucas. a espalhar Proclamações. a toda sociedade e a todo mundo Vossa Senhoria convocará o corpo que está debaixo de suas ordens. que queirão atacar seus irmãos. a huma Capitania quieta. Se se tal acontece infelizes habitantes! Sergipe 6 de narço de 1821 – Carlos Cezar Burlamaque. ó proprietários. a memória grata dos feitos dos seus ascendentes.B. que só no dia 17 chegarão ao Rio Comprido.entrando em huma povoação. situados nas diferentes Villas. Deus guarde a Vossa Senhoria. 212 Jamais me persuadi. ficando a cidade entalada. porque esta Capitania já mandou recebel-las e porque aquelle Augosto Senhor. grandes povoações. Demorai-vos. emotin. nos corações de vossos filhos. Deixai a Bahia e aprendamos della o que nos convem. 12 de Portugal. e providencias.certeza que a força armada estava na Barra da Estancia. N. que lhe He sagrado não consentiu ainda entre si a opinião. esperai mais um pouco. dogo que sejamos atacados. só de dose léguas. com o que He seu. Major Comandante da Legião de Santa Luzia . 13 de março de 1821. ou dificuldade na execução desta . mandado o Commandante da dita força. e sabendo que já tinham 213 desembarcado. e sordidamente da idéia. mandei publicar o Bando . demoraivos poi. que voga na Bahia. (quando somos atacados sem ter dado motivos) inata a todoanimal. escrevi aos chefes dos Corpos circular . e fomentam insurreições. 213 Povos Sergipanos. tendo no mesmo dia feito jurar a gente da Estancia. e não sei a que. o Ajudante de Milicias Francisco Correia da Silva. que me obrigarão a manda-los chamar. e pôren-se no risco de ver verter sangue.

Ouvidor Geral interino. assignado. José Ribeiro Navarro. odiosa e terrível ao coração de S. Escrivão da Camara o subescrevi. Camara. a dita Camara tomou entrega do sobredito Governo. Na tarde pois do dito dia 17 convoquei a Camara. professo na ordem de christo estando present o corpo da camara desta cidade. – Chistovão de Abreu de Carvalho Contreiras. Juiz Ordinário mais velho desta Cidade. e Civil.O Vereador José Rodrigues Basto. José Carlos Novaes Lins. que se acha escripto no livro. que tendo em frente a força armada e evazoura da Bahia. mas todos os dias. e na mesma. por meio de uma gerra civil. e Camara nesta Cidade de São Christovão se Sergipe d’El-Rei. ―Formarão em batalha. e o mesmo aconteceu aos inferiores. com tudo. E concertado por mim Escrivão Francisco de Paula Madoreira. e Geral Forense. que eu não fosse preso por modo algum. acompanhado pelo tenente Vaz e uma escolta da Cavallaria. e o Capitão Mor. e eu fechei as minhas portas. conduziu também preso o secretário). que hei por justificado. Vigario. Escrivão da Ouvidoria Geral. – e comigo Escrivão da Correição. Tenente Comandante do Destacamento. José Carlos Novaes Lins. – Cetific. ao qual me reporto. a diser-me. Tabelião do Publico. Capitão de Ordenanças. que disião para a dita casa da Camara: ahi derão vivas: (porém elles sós) chamarão as Authoridades. – O Capitão José Ribeiro Navarro. e Correição. cederão e jurarão. que escrevi. Judicial. com as testemunhas presentes. – O Vigario Parochial. Capitão Mór das Ordenanças. ouvidor interino. & C.e nada mais se continha no dito termo de protesto. – O Vereador José Manuel Machado de Araújo. que Deus Gruade. a excepção se resistisse. ut supra retro. que se lhe faz.O Ouvidor Interino José Ribeiro Navarro – O Juiz Bento Antonio da Conceição Mattos. que as assignaturas do concerto supra são dos próprios escrivães nelle contendo. nem devendo. que revemdo o livro de Vereações. e que eu me devia recolher á Bahia.Termo de protesto. e sua Comarca. ao concerto. que lhe forão confiados. que eu precisasse. Magestade. e mandou a mesma fazer este termo. mas estes no outro dia sendo ameaçados de baixa e prenchadas por um lado. que ordens havia a meu respeito. – Luiz Antonio Esteves. 214 Francisco de Palula Madureira. . e da força armada estar a porta. com quantos meios podem haver em Dierito contra a violência. Ouvidor.. foi que o Tenente Vaz foi quem me conduziu á Bahia excoltando os Officiaes presos e o dito Ajudante de Milicias Francisco Correia da Silva. e de como assim o disse. que bigudiou a prisão. ―Mandei entregar a chave da Secretaria ao Ouvidor pela lei. – Carlos Cesar Burlamarque. eu dto. o que fizerão immediatamente e não querendo nenhum delles jurar. e Juiz de India e Mina. e o das Vacantes. entrarão pela Cidade o Coronel Bento da França Pinto e Oliveira com a força armada. assignarão. Eu Francisco de Paula Madoreira. e soltou ( o que mais graça teve. – Joaquim Inácio Ribeiro de Lima. a auxiliadora da Estancia e hum Parque de Artilheria. com tudo os mais officiaes e inferiores deverião la hir. carregado de metralha. Major. etc. Collado.de Governador: os prendi á ordem de Sua Majestade e os mandei entragar ao chefe da força armada . que conferi com outro Official abaixo. Protestando. concedeu-se-me. lhe confiou. – Antonio José Gonçalves de Figueiredo. que tendo ordem positiva para me não fallar em juramento nem a meus filhos. e o dito Coronel mandou então a minha casa. ―No dia 18 ás 7 horas da manhã. Sergipe d’ El-Rei 18 de março de 1821. e o Capitão Mor. forão todos presos. – José Vianna Glascock. pôr em contingência a segurança dos povos. Declaro que este termo foi feito nesta cidade de Sergipe d’El-Rei. vinda da Bahia. principalmente nesta cidade. em que o sobredito Governador. e Nottas. que presentemente serve nelle se acha o Termo de Protesto feito pelo Excelentíssimo Senhor Governador desta Capitania Carlos Cezar Burlamaqui em presença da Camara. em casa de Presidencia do Governador desta Provincia. Escrivão de Crime . pedi alguns dias para me apromptar. e não havendo. e Geral Seraphim Alves da Rocha. – O Vereador Pedro Celestino de Souza Gama. escrivão da Camara o escrevi. Vigario Colado e Geral Forence e o das vacantes. com força armada. Vigario Geral das Vacantes. nenhuma força. para que o dito Coronel me forneceria os meios. – Henrique Luiz de Araujo Maciel. e pelo outro da promessa de mais soldo. por Sua Magestade Fedelissima. Eu Francisco de Paula Madoreira. e os mais todos abaixo assignados: declarou o dito Governador. o Major Rucel. Faço saber. e não querendo o dito Governador. Carlos Cesar Burlamaqui. e todas as authoridades. tocando nos muros. nesta Capitania. e a auxiliar da legião de Santa Luzia da Estancia. – Silvestre Gonçalves Barroso. e a Artilheria embocada ás ruas. e que recebeu da dita Camara. ―Perguntando ao Coronel Bento da França.Aos dezoito dias do mês de março de mil oitocentos e vinte e hum annos. no dia e era. entreguei o 214 Governo interinamente no seio da Camara. escrivão o declarei. respondeu-me que se lhe tinha prohibido o falar-me em Constituição. era inquietado com a requisição de que sahisse. de fronte da casa da Camara com as baionetas. 181 . que eu escrivão fielmente fiz passar a presente certidão. o que effectuei no dia 25. e em consequencia do estado das cousas. com se vê . e as fiserão jurar. – O Procurador Francisco Moreira da Silva Marramaque. morrões acesos e a Cavallaria com as pistolas na mão. Vigario Collado da Freguesia do Socorro. do Theor seguinte.

e o Vigário de Nossa Senhora do Socorro: o primeiro porque tinha explicado o Evangelho. que sua Magestade o fez. Na data de hontem tive a honga de participar a Vossa Excellencias. o que lhe participo. toda a gente da Cidade era despedida para lhe procurarem papeis. os Oficiais. os Alferes João Maria Sampaio. Forte do Barbalho 12 de abril de 1821. dejejamos. e vendo que nenhuma resposta. 215 ― Depois de quarenta e oito horas dirigi ao Governo o que se vê . Pedro desta cidade. – Carlos Cesar Burlamarque. e que desentulhou aquella noite. quente.Forte do Barbalho 12 de abril de 1821. que se vai Organisar nas Cortes de Lisboa. todos prezos estávamos promptos. datado em 7 de Março do corrente anno. e elle por sua authoridade. – Senhor Capitão Manuel José de Castro. e queríamos jurar a Constituição da mesma maneira. para eu entrar de tal modo fedorenta. ― No caminho chegou-se a mim o Capitão de Cavallaria. ―Entramos na cidade ás 8 horas da noite. o que se vê e ao Governo 217 Provinincial escrevi o que se devisa . que estavam 215 Representa a Vossa Excellencias o abaixo assignado Governador se Sergipe d’ El-Rei. e na mesma occasião pedia a Vossas Excellencias a soltura 182 . ordenei ao Capitão Manoel José 216 de Castro. ―Entre as violências e prepotências praticadas pelo Governo da Bahia. com os despropósitos. que acha bastantemente doente pede a Vossas Excellencias llhe remova a prisão para outra parte: onde se reunão à decência. escripto aos mais Vigários. ― Atirarão comigo a huma masmorra. Officiaes e Official interior. eu e os meus ajudantes d’Ordens. e que não havendo em o dito Forte nenhuma outra posição. fez a prisão dos Vigarios. calor. com o fim de segurar a dependência e a escravidão das províncias e as suas rendas. ― Mandaram-me mudar para o Forte do Barbalho. Santa Barbara e me disse que por ordem do Governo me condusia para o Forte do mar e que os Officiaes hião para S. e pequena. Achando-se prezos no Forte de S. Nesta data. Comandante do Corpo que se havia de criar em Sergipe. ― Gastei 15 dias para chegar a Bahia e achei o lugar Congrurú ( distante da Bahia três léguas ) huma ordem para o Tenente Vaz que logo que ali chegasse se dirigisse comigo e mais Officiaes á Água de Meninos ou Quartel de Cavallaria e que ali recebia ordem. sendo mui coherente tal nomeação. o Geral da Província e Paroco da cidade. transcripta no decreto junto. mas já desde longe éramos Escoltados por Patrulhas de Cavallaria. Carlos Cesar Burlamarque. o Capitão Manoel Jose de Castro. Carlos Cezar Burlamarque. ― Imediatamente que li o decreto de sua majestade de 7 de Março. ficou em Sergipe um só . pelo tamanho. de não terme querido jurar a Constituição. os officiaes. porque até jurou a Constituição. e em reverencia ao Decreto de 7 de março deste anno. ambos estiverão no Aljube incommunicaveis. a Liberdade. a sua passagem franca para onde lhes convier. 218 Illustrissimos e excellentissimos Senhores. Deus guarde a Vossa Senhoria. e de mui bom coração a cumprir aquelle sobredito Decreto. e quando estávamos dentro do porto. que tinha serviço de latrina. os ditos presos. os meus Ajudantes d’ Ordens.― No dia 21 foi instalado no governo da Provincia. prende então os meus dous filhos. e ocasião participo ao Governo desta Província. Magestade. escrevi 218 novamente ao mesmo Governo o que se vê . o communicassem na Missa Conventual: o segundo ignora-se. que há. Vossa Senhoria. e ao depois passarãopara Santa Thereza onde o primeiro se conserva preso. que não cheira mais Despota por que foi nomeado pelo Governo liberal da Bahia cheirava eu por ter sido por El-rei! ― Nos dias em que me demorei em Sergipe ao depois de ter entrado a força armada. antes de vera força armada. e a jurarmos a Cosntituição do mesmo modo. e humidade. e porque o Governo de hum cheira a tyrannia. que tanto eu. ou casa. jurão a Constituição. o representante. e com senitnelas à vista. e hum Sargento. e os meus Ajudantes d’Ordens. pois que tendo sido derribado o conde de Palma e eu. Em conseqüência do que peço. que tendo sido lançado em uma masmorra horrível no Forte do Mar inhabitável. ( ficando sujeito ao da Bahia ) o Brigadeiro reformado Pedro Vieira. do seu interino Commando. 216 Em conseqüência das Ordens de Sua Magestade. Agora pelo decreto de S. que sua Magestade o fez. e o de muitos. que não se podia viver nella. que estava preso. e requeiro a Vossas excellencias a soltura dos fitos officiaes. por sermos sós no Governo. e os meus filhos soltos. Deus Guarde Vossas Excelências. Illustrissimos e Excellentissimos Senhores do Governo Provincial. e o segundo foi solto no dia 16 de abril. No dia 13 do corrente fui eu. e Sargentos. que já até então havia. e o mesmo eu farei. para sua Inteligência. ou solução tinha. e irão havendo. Bahia 10 de abril de 1821. humida. o Tenente José de Carmo Ribeiro. pelo único motivo. e Inferior. que não era Constitucional. Illustrissimos e Excellentissimos Senhores do Governo Provisional. 217 Ilustrissimos e Excellentissimos Senhores. e Felicio Paes. nos achamos pronptos. he que me disse. e exigo a sua soltura. Pedro. isto mesmo. que lhe é devida com o seu bem estar.

Barbalho 18 de Abril de 1821. – Seu venerador e criado. para ter a bondade de apresentar ao governo. que aproveitava aquela ocasião. por não me poderem tirar. 221 Illustrissimo Senhor Carlos Cezar Burlamarque. e definitiva sobre os objetos seguintes: 183 . e os seus oficiais para jurarem a Constituição. Peço. uma queixa contra Excelentíssimo Governo d’esta Província: queixa que não ofende. que a apoiam. 220 Senhor redator do Semanário Cívico. Pedro e o secretário do governo que estava também preso no Forte do Mar. ajam de me dar por escrito ou mandar dar titulo para minha ulterior desforra. M. Forte do Barbalho 16 de abril de 1821. e acrescentava. e salva guarda do meu dever. – Tendo-se me fechado todas as portas por onde eu fizesse sair a minha justiça a luz do dia. como preso. e mesmo aqui apoiada. M. declarando-lhe: que eu e meus filhos . que vão transcritas nas Notas (10. considerados.. que só a viam legal. não tinha tido resposta. e li. escrevi a José Caetano de Paiva Pereira. não terá duvida de transcrever na sua folha. não tendo anteriormente nenhum esclarecimento a este respeito. e oficial inferior.‖ daquelles officiaes. Mudarão. O abaixo assinado. e na mesma data. foram todos presos.Joaquim José da Silva Maia. He necessário. repeti na data de 13 igual requisição. 219 Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores do Governo Provisional. – Forte do Barbalho 13 de abril de 1821. e vendo que teimavão em não me 219 responder. ou decisão. parecer-me. Peço a V. transtornados. e desejamos jurar a Constituição. nenhuma decisão tive. e fazer-me igual mercê em me transmitir uma resposta categórica. M. o 222 que se devisa . M. pois a Vossa Excelência em Nome das Cortes Gerais da Nação. que v. pela força armada. que aviam formar o Corpo de Linha de Sergipe d’El-Rei. – Carlos César Burlamarque. 222 Ilustríssimo Senhor. – Carlos Cezar Burlamarque. e 12) e que por proteção da minha justiça. e em execução das suas ordens. e se me é possível exigi-lo. com os outros oficiais. muitos anos. – Carlos Cezar Burlamarque. pois as cousas de face. que me diz respeito resolvi-me a escrever ao Redator do semanário cívico. sobre as representações. Pedro. e inferiores. que até o dia 18 do corrente. Majestade de 7 de março. que se puzesse pronto. . Deus guarde a V. Nenhuma resposta. e sancionada pelo Governo. (Manoel de Castro. e eles como estávamos antes de tais pedidos.E. ou decisão. 12. a vista do Decreto de S. logo que eu o vi. que sua Majestade tinha jurado.Fico entregue de huma representação de Vossa Senhoria para se inserir na Folha que redijo.de V. tendo-se me constantemente protestado todos os meios de saber a única coisa. Deus guarde a Vossas Excelências. ou mentirosos.Sua casa 19 de abril de 1821. para lhe pedir a soltura dos oficiais. e franca passagem para onde lhes conviesse ir. e mais Oficiais presos tomam a confiança de lembrar a Vossas Excelências as suas petições que foram presentes a VV. por legalíssima Autoridade. que o faça a inserirei. a quem nunca se nos propôs tal juramento) e os oficiais estávamos prontos. o faço apelando para a lei. ou resolução tive. da mesma maneira.a que nada tive resposta. primeiro que a Censura estabelecida pela Excellentissima Junta do Governo desta Província a aprove.. m. Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores. e honra.no forte de S. R. naquela Cidade. e para o Congresso da Nação. com tudo como tenho visto nas atas das cortes em Lisboa a liberdade decente da Imprensa. para prestarmos o sobredito juramento. valendo-me para mais força de a pedir em nome sagrado das Cortes invocadas em Lisboa. e despotismo em tudo. e ocasião escrevi a Excelentíssima Junta Provisional. os seus Ajudantes d’Ordens. e aberta a mandei botar na caixa dos requerimentos. por não quererem então jurar a Constituição. e eu no Forte do Mar. e que me convém por satisfação pública. que só se podia ter pela corte. o 220 221 que se divisa e respondeu-me por escrito o que se vê estando eu bem certo que tal nota não se imprimia. mais tendo a Cidade por homenagem. repliquei com a representação . 11. ordenei em data de 10 do corrente ao Capitão Comandante Interino do dito Corpo. visto que naquela Província se achava independente. ― Vendo finalmente. apresento a Vossa Senhoria a nota abaixo transcrita. Fica as ordens de Vossa Senhoria quem tem a honra ser de Vossa Senhoria o mais attento venerador e Criado. que tenha a bondade transmitir ao público esta nota. e separada desta. e instei terceira vez em data de 16. logo. que me deixarão. e até hoje estou. Nas datas de 12 e 13 do corrente. prezo do Forte de S. que nomeiem pessoa idônea. – Apesar de alguma experiência ser havida pelos feitos transcritos na Gazeta desta Cidade. e no caso de negativa Vossas Excelências por sua bondade. ―Como até ao dia 24 a nada se me tinha dado decisão. Os oficiais. EEx.

renovei em 13. Por falta de maneira. aprovados em Lisboa nos §§ 4º. e expressa nos artigos quarto e quinto. e desejávamos jurar a Constituição. estima. pois nem eu. o que não teve effeito a meu respeito. pois preso. E. recebi ordem para embarcar. por falta de maneira. que a honra prescreva. fiquei do mesmo modo. para regressar para esta Corte. José Caetano de Paiva Pereira. o qual não revela um espírito atrasado. Este é o primeiro objeto. Aproveito esta ocasião de reiterar para com a Vossa Senhoria a minha alta consideração. e em 18 de Maio tive Ordem por escrito. R. – Representa a Vossas Excelências. que se acaba de jurar. 184 . como capitania independente da Bahia. 13. Seção primeira 8 de fevereiro em Cortes da cidade de Lisboa. nem fui contra a outra obrigação como português. que não era impressa. 16 e 24 do passado. não me posso. que eu meus filhos e mais officiais. Secretario de uma das Repartições do Governo Provisional da Bahia. – Carlos César Burlamarque. pois este Governo não tem nenhuma a meu respeito. e compreendendo que o juramento da constituição portuguesa que a Bahia impôs a Sergipe não era mais do que um motivo para anular sua emancipação. por falta de jurisdição. e o Governo Provisional da Bahia. Reconhecendo do soberano a incumbência de administrar Sergipe. se tal juramento se me não desse ou que supprissem pela negativa com um titulo. pois tende sido metido em uma masmorra que servia de cloaca no forte do mar. 223 Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores. de lhe ordenar. seja julgada na opinião publica. ―No dia três de Junho embarquei a bordo do Correio. do Juramento e Fidelidade a El-Rei.―No dia primeiro de Maio. nem os meus oficiais. e eu escrevi ao Excellentíssimo Governo na mesma data. nem devo considerar. para minha ulterior desforra. para o fazer ao Excelentíssimo Governo. que ponho de baixo da vista de Vossa Senhoria. Deus guarde a Vossa Senhoria muitos annos. tendo decorrido trinta dias de prisão. que se há de fazer. esperando que todo o homem. recalcitrei em 16 por meio de um requerimento aberto metido na caixa deles. 5º não se lembrando do direito. e só foram os Oficiais. com mais cinco officiaes. que reiteram a Vossas Excelências.‖ Incontestavelmente César Burlamarque cumpriu seu dever. o seu pedido feito nas datas de 12. com a condição de ser pelo tempo que me demorasse na Capitania. em 18 dirigi ao Relator do Semanário Cívico uma nota. – Bahia. infligindo de modo. e violência. tive a mesma sorte. que se está fazendo nas Cortês Congregadas em Lisboa. que a antecedente. á Constituição. e lugar para o dito juramento. á Religião. e menoscabo da lei. nem entregando o depósito que me tinha sido confiado. pois não somos seus súbditos. que iriamos. ou circunstância. pela pequenhez da Embarcação. tendo em vista os deveres. Solto também me não posso considerar. ao juramento de preito e homenagem. foi mudado para o Barbalho. César Burlamarque opôs-se a esses planos. para as cortes. pelo qual não fui perjuro á Sua Magestade. não sabendo de quem devo haver a reação prometida no artigo 6º. são: que a linha do comportamento. e insultado os artigos Constitucionais. M. Ilustríssimo Sr. Que estou na maior duvida: qual é a minha situação – relativamente minha liberdade. e só o fiz. sem que se me declarasse culpa. 24 de Abril de 1821. que tive em ocasião tão critica. appelando. de 7 de março ordenei aos meus oficiais. que se pusesse prestes a jurar a Constituição. para ir ao Governo jurar obediência á El-rei. a Constituição. e a religião pelo que pedem a Vossas Excellências que hajão por bem. que me deixão pelo artigo 6º. ―No dia 8 fui solto. ditaram-lhe um procedimento franco de oposição. o dia.M. e dos meus oficiais. e deu-se me depois a cidade por homenagem. com o transcripto dos três pedidos. Em 12 do corrente. fomos prisioneiros de guerra. conservando ainda o caráter de presos. Por falta de jurisdição. ou com sugestões. de defender a emancipação da capitania. cuja administração estava a si confiada. o que se efetuou no dia 19. 223 ―Em 10 requeri o que se devisa . a bordo do Correio. decida do meu comportamento. ―Todos os meus desejos. – Carlos César Burlamarque. repugnando eu ao ultimo artigo do juramento. A conciência clara de seu dever e a responsabilidade que pesava sobre seus ombros. me fará a mercê de me responder definitivamente. seja qual for a sua opinião. o abaixo assinado. e seus filhos. nenhuma resposta. e a vista do Decreto de S. Vossa Senhoria por sua especial bondade apresentando este negócio também ao governo. com intriga. dizendo-lhe. mais fiquei certo pela sua resposta. senão na extrema necessidade. pois não me opus com força.

desmanchar o que fez El-Rei. que a revolução de Portugal instituía no Brasil. ordenou ao capitão Manuel José de Castro que jurasse a constituição em Sergipe. que circunstancias superiores225 forçaram-nos a enviar um peque corpo226 para a capitania de Sergipe. 226 Com efeito. originados da prepotência que a Bahia acabava de praticar. porque. 225 Quais elas sejam ninguém o sabe. Exc.. cento e vinte contos de réis. Com que meio o outro partido podia reagir. E é lamentável ao caráter sergipano que o procedimento de Burlamarque. o brigadeiro Pedro Vieira. José Manuel Machado de Araújo. escrever o seguinte a Burlamarque: ―Ninguém quer a independência. o ouvidor José Ribeiro Navarro e todos os europeus que habitavam então a capitania. se em Sergipe houvesse alguém que quisesse resistir. Um defendia a anexação. publicasse o seguinte224. de fato. a única tropa que há naquella província. logo que leu o decreto de 7 de março. O outro defendia a emancipação e era o prenuncio das idéias de independência. imposta e realizada pelas tropas da Bahia?. como mais de uma vez tenho dito eram muitos. a fim de evitar a guerra civil que imprudentemente ali queria soprar o seu governador227. Ao contrario disto. O capitão-mor da Estância e câmara da Vila de 224 Publicamos nas notas que se seguem os artigos de impugnação de Burlamarque às acusações publicadas na Idade de Ouro. a mim dirigida. Dois partidos existiam então. que aquela rende. Muitos deles fizeram causa comum com a Bahia. é milícia. que era o órgão que defendia os interesses da metrópole na Bahia. Ficou vencido em suas aspirações. A este partido pertenciam em geral os capitães-mores de ordenanças e a maioria popular. que procurou seguir e por em pratica. Seus principais chefes eram os camaristas de São Cristóvão: Bento Antonio da Conceição Matos.‖Ciosos da estima de V. A falta de patriotismo dos sergipanos que pertenciam ao partido da anexação. em vista da desigualdade das forças. proclamas. mais não havendo ninguém. escravizar aquela Província. está visto. os taverneiros. senão os que estão no governo. mais os fatos o indicam e vem a ser. a submissão de Sergipe. e a ele poderemos dar o nome de partido recolonizador. como se vê na carta do Capitão mór da Estância. em cujas mãos achavam-se grande parte da riqueza. como os membros do outro partido ocupavam posição social saliente. em favor da emancipação da capitania. Seus principais chefes eram: o coronel José Guilherme Nabuco. pois que sejam quais forem as vantagens que se sigam da independência. ou nele queiram entrar. chegou a ponto do capitão-mor da Estância Guilherme Nabuco. e donos das casas das cidades. porque não só Burlamarque não quis promover a revolução civil. Pedro Cristino de Souza Gama etc. que tivessem tendência a este 185 . não encontrasse adesão dos próprios filhos de maior representação. contra a anexação de Sergipe. da qual os chefes eram do partido decidido da dependência. Este modo de pensar fazia com que a Bahia justificasse a arbitrariedade cometida. ou outro qualquer papel d’onde se colija tal vontade? Se neste negocio tivesse havido alguma boa fé deveriam ter sido impressos todos os meus papeis.. eram muito pouco. e que do qual faziam parte o corpo de milícia e toda a geração lusitana. Aparecerão por acaso ordens. dando lugar a que o jornal Idade de Ouro. Damos-lhe parte. 227 Como hade de soprar quem não tem folles. pois não havia um homem a minha disposição. contra as aspirações do partido da independência. ellas não pagam a metade das liberdades que se perdem‖. e absorver nesta capitania da Bahia. que eu não a podia promover. apelando para a opinião da aristocracia sergipana.inadaptável a um regime constitucional.

Como comarca continuariam eles. se Sergipe ficasse emancipado e independente. para promover esta guerra intestina! Soldados os não tinha: pois os de milícias na cidade. porque seu governo. melhor informado a reunisse outra vez á Bahia229 e animados de sentimentos naturais aos portuguezes. elas não pagam. que me perdiam. esquecendo-se que tinham dous meios dessentes.m. Amaro a 9 de julho. a 18 de março do mesmo ano. de toda plena authoridade para o fazer. nem a metade das liberdades. o principal chefe e promotor da anexação. eram. eram levados a isto pelos hábitos de arbitrariedade e prepotência em que viviam. lamentaram a separação como nociva aos seus verdadeiros interesses228 e rogaram-nos a união intima até S. pois que nunca tiverão nem por escripto nem palavra como. munido naquele tempo. e sem se reparar que se insultava a majestade de El-Rei. como já tenho dito. declaram-nos sua adesão ao nosso soberano respeito. e não foi pouco. sem encontrar punição nos agentes dos poderes públicos. lhes eram mister um corpo auxiliar que o salvasse dos horrores de uma guerra civil‖ 231. com acusações vagas. Cesar Burlamarque foi acremente censurado na imprensa da Bahia. e que ao depois se entregassem a Bahia. Seu principal intuito era a anexação. sem porem os povos em colisão.Santa Luzia e outras autoridades daquela província. pois realizados. e como não convinha publicá-lo para minha justificação. Cristóvão estendeu-se pelas câmaras da negocio. fama. por elles o meu comportamento em crise tão terrível. aos seus irmãos Sergipanos. quando se quer cegar ao público. e donos das casas das cidades. E tanto assim é. ninguém quer a independência. que se houvesse por escrito. o que ele bem explicou nas palavras memoráveis da dita carta. mandando-os evadir por força armada. mas isto não convinha. não derivadas. deviam fazer este pedido a El-Rei. não passam de vinte homens. mas quando se quer mal. que se perdem. não se poupando honra. e só desacreditarem-me. 229 A petição foi ouvida com prazer. 228 Lida a carta do Capitão mór. déspotas daquela província. o que elles aqui tinham feito ao Conde Palma. em Sto. precisas accusações. e convém a interesses particulares tanta coisa insana se pratica. Deixamos de transcrever os artigos que o leitor poderá ler no jornal Idade de Ouro. 186 . Respondessem que os Sergipanos me fizessem. O que he pois que me restava. senão os que estão no governo. Foi este o prêmio que recebeu pela traição aos interesses da liberdade. Guilherme Nabuco e outros que defendiam a anexação. estaria para defender os direitos do povo e punir os atentados. M. Substituiu na administração a Burlamarque o brigadeiro Pedro Vieira. que tanto se pregoe a favor da humanidade. pois que sejam quais forem as vantagens que se segam da independência. com amplos poderes de fiscalização. destruindo o que elle tinha feito. e fraternidade. que tal cegueira indicasse. logo se conhece. Não era só o juramento da Constituição portuguesa o que queria. em Vila-Nova a 26 de agosto e Sergipe passou a comarca. Os desejos da Bahia ficaram. porque na Bahia era superabundante a vontade. ou este governo por humanidade. v. cento e vinte contos de reis triennais. Lagarto a 28 de março. em presença do Coronel Bento Garcez. que para ele. ou que recorressem ao El-Rei. O procedimento da comarca de S. Senhor redator faria gemer a imprensa. 230 Tudo isto prometerão. e fazenda. não convinha a independência. com tais pessas. separada novamente desta. para que o publico decidisse. á religião e á uma liberal constituição230 e que ameaçados pela cegueira e falta de patriotismo do atual governador. mais não pecisarão tanto. ou falta de patriotismo. que foi a Constituição jurada em São Cristóvão. He desgraça. na Itabaiana a 25 de março. legais. 231 Eis aqui o que eles não disserão. Pedro Vieira. foi accrescentamento e voga. e nos quais não poderiam continuar. pois com ela vinha mais para o Erário da Bahia. para se conseguir o fim a que se propõe. dos quais os chefes eram todos do toque do capitão-mor da Estância. e para os outros machuxos. ou nele queiram entrar. e mais prometerião para conseguir aquilo a que se propunham. para conseguirem este fim. os Taverneiros. Escrevi.

conculcados pela prepotência dos lusitanos. e mais membros da câmara de V. Nomeia o bacharel Manoel Gomes Coelho ouvidor. que até meado de abril tinham jurado obediência ao governo provisional da Bahia. os membros do governo efetivo da Bahia. Pede a lista dos empregados civis. Srs. esta determinação. e que se fizesse público. Presidentes. lá ia entregar sua delegação. criminosos e contrários à ordem pública. junto a si irmãos fieis que irão suavizarlhes os trabalhos que agora passam. Os planos abortaram. Ele prestava-lhe os maiores auxílios em Sergipe. Espero por tanto que unidos esses povos considerando por divisa a honra. os portugueses não perdiam ocasião para jogar sobre os sergipanos os maiores sarcasmos. Logo que o partido recolonizador assenhoreou-se do poder. partes das suas obras. então inda que tarde se arrependerão alguns que animarão a ajudar estes perversos! Eu bem quisera poder socorrer a todos os lugares que carecem de auxilio mas não posso dividir as forças porque isto é desejo dos facciosos. Então. tentam promover a emancipação. Em abril de 1821 estava conquistada a anexação de Sergipe pela Bahia e a junta começa a expedir ordens para Sergipe. pelo decreto de 1º de outubro de 1821. em bem da nossa causa. parentes e amigos! O crime é tão atroz que só a lembrança do mesmo horroriza.SS. Nova R. de que chegam a degenerar em monstros. João VI e não chegaríamos a ver.SS.232‖ 232 Acuso a recepção do oficio de VV. dão bem a conhecer o distinto caráter de VV. assim tão bem fico certo que continuarão a tomar todas as medidas necessárias até que cheguem os socorros. em que comunica-lhe a deliberação das cortes. que o mesmo contém. que toma posse a 15 de outubro de 1821. porém. que logo lhes enviarei. em sustentar o tom de patriotas e Verdadeiros Portugueses: se todas as corporações fossem compostas de membros tão respeitáveis não veríamos infelizmente ultrajado o respeito que é devido ao Soberano Congresso da Nação.capitania. enviaram proclamações a todas as câmaras a fim de reconhecer a legalidade da junta governamental da Bahia. que portugueses esquecidos. O partido recolonizador tornou-se ainda mais poderoso. Sergipe ficou sob um regime de autoritarismo e de arbítrio. assim. pr meios ilícitos. e ao nosso amado Reio Sr. que contando dom o appoio de algumas câmaras. depois que o general Madeira tomou a direção militar do governo da Bahia. Este estado de sujeição não era bem visto pelos bons patriotas de então. 12 de dezembro de 1822. alcançarão na constância da resistência o prêmio que é dividido aos que sabem sustentar a custa de todos os sacrifícios e o respeito devido ao Governo da Nação: Assim como não posso duvidar da probidade e zelo de V. Os sergipanos não encontravam nas regalias da lei a defesa de seus direitos. pela insuficiência de força para contrapor àquelas que mantinham a sujeição. A compressão era absoluta. de 26 do mês passado. Cristóvão um oficio.SS. a expedição de Lisboa está próxima a entrar. do Rio São Francisco – Inácio Luiz Madeira de Mello – Nada mais se contém em a dita carta. Ilms. conspirando até contra seu pais. de ninguém tentar a independência da comarca. Desapareceria. de El-Rei.S. Gomes Coelho dirige à câmara de S. Em vez de eleger seu governo. Além disto. e para tornar triunfante o elemento português. auxiliados por alguns filhos da província. as expressões de fidelidade. a fim de irem eleger. mas elle breve será punido. a 1º de fevereiro de 1822. Os direitos olvidados. João Russel.S. Quartel General da Bahia. Expede ordens para que fizesse o recenseamento dos eleitores de todas as paróquias. Serve de prova a seguinte carta sua dirigida à câmara de Vila-Nova. a fiscalização era severa. porque abafava-se qualquer opinião que se levantasse em favor da emancipação. o ouvidor Navarro e o comandante das tropas baianas. D. por editais. Madeira não se cansava de animar-lhes o entusiasmo para apertarem os laços de submissão. A lei era esquecida. o poder político. Deus guarde a V. 187 . e então terão V.

reúnem força neste porto e encarregam a defesa a Bento de Melo Pereira. o ouvidor Inácio Gomes Camacho. Nomeiam cabos policiais que fiscalizam a fronteira do rio.Não obstante estes meios compressivos e terroristas. Pedro. As idéias da independência iam angariando a adesão dos brasileiros. Antes. 233 Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oito centos e vinte e dous ao primeiro dia do mez de novembro do dito anno nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa da câmara della onde estão presentes o Juiz Ordinário presidente Capitão Luiz Francisco Freire e os vereadores Alferes Alexandre da Cruz Brandão. que lhe ofereceram uma atitude hostil e ameaçadora. no dia 2 de outubro. Em favor do ideal desse partido contribuíram os acontecimentos que se iam dando no País. a câmara de São Cristóvão fazia mesma aclamação. A oposição que Madeira na Bahia oferecia à aclamação de D. os portugueses José Alves Quaresma. No dia 5 de maio reuni-se a câmara. que também foi escolhido para levá-las às mãos régias. porém que chegasse qualquer decisão. em lugar do atual Igino Martins Fortes e o terceiro Francisco Moreira da Silva Marramaque e o procurador Joaquim José Pinto para effeito de si determinar o que for a bem do Real serviço e comum dos povos o seguinte: Neste anno foram apresentados dous ofícios fechados e lacrados como o sobrescrito – Serviço Nacional e Real. e resolve dirigir uma representação a D. Estava vencida a causa de independência. como passamos a expor. em lugar do actual Alferes Domingos Rodrigues Mello. não podendo desembarcar na Bahia. José Joaquim Ricardo e José Gustavo. no dia 29 de setembro. Pedro. Se na Bahia Madeira representava a defesa dos interesses portugueses. João VI e ao congresso das cortes portuguesas. José de Barros Pimentel. a aclamação. sob a presidência do capitão Luiz Francisco Freire. com a assistência de algumas autoridades civis e militares e do povo. que nada resolve. a conferenciar com Melo Pereira. contra a independência do Brasil. – Pela administração Geral dos Correios das Cortes do Reino – a câmara desta cidade os quais mandaram que fossem abertos e o seu conteúdo era o seguinte: Doze Massos de Leis com vinte e sete folhas constantes de decretos e leis todos numerados e mandaram que ajustasse as mais que das Cortes tem vindo para serem encadernados e dar a sua devida execução. sem submeter a questão à opinião de Pedro Vieira. A notícia de sua chegada em Alagoas espalhou-se em Sergipe e fez reunir em Vila-Nova os adeptos do partido recolonizador. em agosto de 1822. em Sergipe representavam os mesmos interesses o brigadeiro Pedro Vieira. em vista dos procedimentos das cortes que queriam trazer o Brasil ao antigo estado de colônia. alcança fazê-lo em Maceió. Estavam prontos e dispostos a resistir. 188 . A proclamação da Independência veio resolver positivamente a questão da desanexação de Sergipe. Ao mesmo tempo que em Vila-Nova aclamavam regente o príncipe D. para não pisar em território Sergipano. o segundo José Rodrigues Bastos. Labatut entra então em Sergipe. Labatut envia então um emissário. como príncipe regente. os membros do partido emancipacionista não perdiam a esperança de trazer a liberdade à capitania subjugada. dirige-se para Laranjeiras e daí para São Cristóvão. A representação foi redigida pelo vigário Antonio Gonçalves de Figueiredo. fez debaixo de grande entusiasmo. o povo no edifício do conselho municipal. no dia 1º de outubro233. pedindo a emancipação e independência da capitania. deu lugar à viagem de Labatut que.

Tornou-se um apóstata do seu partido. – E logo pelo doto Brigadeiro Governador foi dito que tendo feito quando está no seu alcance para manter a boa ordem. sem sangue e sem alteração da ordem pública. – Viva a constituição. porque essa aclamação seria o primeiro passo da emancipação e independência de Sergipe. Nobreza. 189 . Nobreza. agora segundo algumas participações oficiais que proximamente recebeu passou o Governo a um Conselho Militar para que examinasse o quartel e os oficiais do Estado Maior todos unanimemente resolverão que nestas circunstancias atuais era necessária aclamação de sua Alteza Real. o sargento Mór comandante da vila de Própria Manoel Mello Resende.Viva nossa Santa Religião Católica e Apostólica Romana.Viva a Dinastia da casa da Bragança. o Príncipe regente Constitucional Protetor e Perpetuo d’este Reino do Brasil. dizendo que. . o coronel da segunda linha de Infantaria dela José Agostinho da Silva Daltro. Clero e Povo. o imediato e o mais mosso e o procurador todos acima declarados no auto de variação ahi apareceu o Ilustríssimo Brigadeiro Governador Pedro Viera de Mello com o Coronel do Regimento da segunda linha de cavalaria desta cidade Domingos Dias Coelho e Mello. e mais oficiais da câmara comandaram que no dito Brigadeiro Governador fosse o primeiro que levantasse as vozes proferisse os vivas. o que ele de pronto assim executou pela ordem seguinte: . faz com que o major Cristóvão de Abreu Carvalho replique. pede que seja instalado um governo provisório e independente. João VI e a Dinastia da casa de Bragança e que ele governador indicava que nesta conformidade esta câmara em Nome da Nobreza. agora segundo algumas participações oficiais. Escrivão da Camara e escrevi. a constituição de El-Rei o Senhor D. a fim de a província aproveitar a concessão feita pelo soberano. – Viva o Soberano Congresso Nacional da Corte de Lisboa. A indecisão do Juiz Luiz Franacico Freire. ideal que o partido que a nutria realizou. tendo em vista o na maior consideração o sagrado juramento que todos prestarão de obediência a Nossa Santa Religião Católica Apostólica Romana. de cuja graça foi ela espoliada sem legítima ordem em contrário e à força das armas da Bahia. ao Soberano Congresso Nacional da Corte de Lisboa. e ser preciso evitar interpelações das Capitanias Vizinhas já haviam justo e bem fundado tudo que ele Governador expunha a câmara para que com a Tropa. porque no ato da aclamação foram as seguintes suas palavras: ―dirigindo-se pela fidelidade devida ao juramento que prestou e pelas ordens superiores. o sargento Mór do regimento de Infantaria de Milícias Cristóvão de Abreu Carvalho Contreiras. o Reverendo Vigário Geral Luiz Antonio Esteves e mais clero. todos presentes ao quaes foi novamente aplaudida a presente aclamação com o devido enthusiasmo satisfação e geral regosijo. passou o governo a um conselho militar e que era necessário aclamar o príncipe regente‖. por Decreto de 8 de julho de 1820. Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oito centos e vinte e dous ao primeiro do mez de outubro do dito anno. o Capitão Mór da vila de S. eterna felicidade desta capitania dirigindo-se pela fidelidade devido ao juramento que prestou e pelas ordens superiores que lhe foram encarregadas. porque nesta mesma sessão o major Cristóvão de Abreu Carvalho. Era uma importante conquista do partido ds patriotas sergipanos. escrevendo-se nas altas na forma de estylo para assim constar: sendo esta representação ouvida pelo Juiz Ordinário Presidente. Amaro das Grotas José da Motta Nunes. o corpo de Nobreza e Povo. Clero e Povo desta cidade houvesse de ratificar a Aclamação que ele já com a tropa tinham feito. Clero e Povo presentes houvessem de celebrar tem necessárias e Gloriosa aclamação. – Vivas estes com que tem sido aclamado Sua Alteza Real o Principe Regente Constitucional pela Tropa. que lhe foram encarregadas. nesta cidade de S. que proximamente recebeu. seculares.. paz. visto ser estar a vontade geral dos Povos desta. ambos desta capitania.Viva Sua Alteza Real o Senhor Pedro de Alcantara Principe Regente Constitucional Protector. perante intimativa tão formal. – Viva a sereníssima Senhora Princeza Real.Viva o Reino Luzo-Brasileiro. o respectivo Capitão Mór de Ordenanças Henrique Luiz de Araújo Maciel. Cristóvão capitania de Sergipe de El-Rei e Passos do Conselho dela onde se acha o Juiz Ordinário Presidente Capitão Luiz Francisco Freire o vereador mais velho. – E para constar mandarão escrever este auto de veriação em que me assigno eu Francisco de Paula Madureira. como representante da tropa e do povo. Milícia. Perpetuo Defensor do Reino do Brasil.As convicções políticas do governador Pedro Vieira de Melo tremeram em presença de Labatut. e outros officiaes dos ditos regimentos. – Viva El-Rei constitucional o senhor Dom João Sexto.

que . O despeito de não ter sido eleito um dos seus membros. A causa da independência do Brasil. governador das armas. a fim de pôr em prática seus planos antipatrióticos. com temos dito. E para que a tudo conste e prestem o respeito divido a Dignidade o Revisto em Nome de Sua Magestade Imperial lhe mande passar este Diplona Patente por mim 190 . o capitão José Mateus da Graça Leite Sampaio. precisamos levar avante a descrição das vitórias que ia obtendo o partido emancipacionista. membros. Christóvão estavam presentes o juiz ordinário presidente capitão Luiz Francisco Freire e os veriadores Tenente Domingos Rodrigues de Melo e José Rodrigues Bastos em lugar de Igino Martins Fontes e Francisco Moreira da Silva Marramaue e o procurador Joaquim José Pinto para darem posse ao Illm. o sargento. e a que a tropo estava firme no lugar em que estava postada. Barros de Pimentel alcança angariar as simpatias de Labatut. Guilherme José Nabuco de Araújo. Governador da Capitania Tenente Coronel José Eloy Pessoa da Silva presente. tinha em Sergipe francos oposicionistas. porque com ele viria a emancipação. para estabelecer e arranjar a causa da independência do Império. e que a tropa estava com as armas carregadas e balas em cartuxames‖. aqual foi dada com as solenidades do estilo. o tenente coronel José Eloi Pessoa da Silva. General em chefe do Exercíto Passificador Nacional e Imperial desta Provincia da Bahia em nome de Sua Magestade Imperial. a 25 do mesmo mês toma posse. A marcha de sua administração ofereceram embaraços aqueles que. sendo este auto escripto pelos escrivaens da camara Francisco de Paula Madureira e assignando-o empossado com a s pessoas referidas na ordem em que estão. Pedro Labatut nomeia. representado por uma junta. que há tanto tempo qour todos é desejado. cujos membros foram eleitos pela mesma assembléia. dependências: para até estabelesser e arraigar a Santa Causa da Imdependência do Império do Bralsil sob a Protecção de Sua Magestade Imperial. o reverendo João Francisco de Meneses Sobral. Então.mor Dionísio Rodrigues Dantas. Eles eram: o coronel da legião da Vila de Sana Luzia. lugares. presidente da junta. o vigário – geral Serafim Álvares da Rocha. como Pedro Vieira de Melo e José de Barros Pimentel. do qual. 234 234 Aos 25 de novembro de 1822 nos passo do conselho de S. nem a emancipação de Sergipe. Fizeram participação disto ao príncipe regente. Foi então resolvida a instalação do governo provisório. contra o que trabalhava a Bahia. – Pedro Labatut. secretário. Exmo. Reconhecendo em José Eloy Pessoa da Silva TenenteCoronel do Regimento de Artilharia de Lisboa desta Província e Baxarel formado em Mathemática e Filosofia as qualidades e requerimentos precisos para firma o Socego da cidade de Sergipe de El-Rei e de todas as sua Villas. Já circulava em novembro a notícia da proclamação da independência e em Sergipe não se ousava aderir a esse feito . O Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil aetcetera. moradores em Sergipe. antes de descrevermos o procedimento de Barros Pimentel. Sr. não desejavam a independência do Brasil. Esta junta foi de pouca duração. protestava não mover-se em quanto o governo não fosse de prompto installado. em 14 de novembro.―á tropa e o povo não convém em demora alguma e queiram que já se instalasse o governo. Hei por bem em Nome de Sua Magestade Imperial e athé decisão do mesmo Sehor nomeal-o Governador do districto de Sergipe e suas dependências devendo regullar as Instrucçõis Gerais e existentes para este emprego modiciadas pelas particulares que as circunstancias actuais d’Esta Provincia Imperiosamente exigem ae mim. Títullo de nomeação. por meio dos seus partidários. o coronel Domingos Dias Coelho e Melo. fá-lo cultivar essas relações com cuidado.

para alcançar ordem de prisão e ser remetido para o norte. marca. o que com effeito foi obrado. em vista de um ofício de 20 de dezembro do jConselho interino da vila da Cachoeira. alcança de Labatut por meio da intriga que pèm em jogo o decreto de sua dissolução e sua nomeação de governador militar. elle dito governador publicou a ordem do dia que por sedual foi transmitida a elle dito presidente da camara que vae abaixo registrada e depois de publicados os vivas da Gloriosa acclamação de Nosso Augusto Imperador o mesmo Presidente da camara ordenou e fez effectuar a solenisação deste tão ditoso acontecimento com um Te Deum Landamus na Igreja matriz para onde todos se dirigirão a dar Graças ao Deus do exércitos. Quartel Geral no Engenho Novo aos quatorze de novembro de mim oito centos e vinte dois annos. perante grande concurso popular. Os inimigos não escolheram meios para torná-de nenhum efeito. Já prolamada no dia 1º de dezembro de 1822. apé e a Cavallo e coma Nobreza.Labatut. sem oposição franca dos recolonizadores. e toas asu autoridades civis e militares. e o melhor chefe que encontraram foi Barros Pimentel que. Cristóvão eram seus adeptos políticos. e os veriadores. E para cosntar mandarão fazes este termo em que assigno eu Francisco de Paula digo termo em que assignaram o dito presidente e mais vereadores –Francisco de Paula Madureira. Igino Martins Fortes. sobre quem recaiu a calúnia de Pimentel. General. assignado não hindo Sellado por falta de Sello. Logo depois de dissolvida a junta e preso Eloi Barros tomou a administração. Eram Luiz Francisco Freire. porque Laabatut nomeou-o em nome de Sua Magestade o Imperador Constitucional do Brasil. 235 Ao primeiro dia do mez de dezembro de mil oito centos e vinte dois annos nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa da camara della onde estão o Juiz Presidente Capitão Luiz Francisco Freire. que alcançaram posteriormente tornar sem efeito a proclamação feita por Pessoa. instituído em Sergipe o regímem Imperial e proclamada a independência do Brasil. 236 Os membros de então da câmara de S. Em fevereiro foi então nomeado. discutindo o expresso do ofício da vila de Cachoeira recebe dele ordem intimativa para não aclamar a independência. Governador desta Comara o Tenente –Coronel José Eloy Pessoa da Silva por participação deste afim de ahi se publicarem os vivas alegres pella acclamação do Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Protector e Defensor Perpétuo deste Imperio do Brazil depois de assim estar a dita corporação unida com o dito Governador com toda a tropa. Cristóvão ecoou nas outra câmaras que aderiram à independência. Antônio Rodrigues Fraga. com esta nomeação. entretanto. em substituição de Elói Pessoa. Clero e Povo ahi com vehementes vozes júbilo.236 Barros Pimentel toma posse do governo a 12 de fevereiro de 1824.Tendo Pesoa a da Silva tomado posse. Simião da Mota Rabelo e o procuradodr Antônio José Pinto. Francisco Moreira da Silva Marramaque e o Procurador Joaquim José Pinto. um novo dia para efetuá-la com mais legalidade e aprarato. juntos para effeiro de seguirem ao lado da praça onde se vão encoroporar com a Ilm. que determina anteceee ao ato da aclamação um edital. Em sessão de 30 de dezembro. resolveram pedir a Labatut a permanência de Barros Pimemtel no governo. a requerimento de alguns habitantes. Aproveitou-se do cargo para serm perpetradas as maiores vinganças entre alguns membros do partido oposto. 191 .235 O procedimento da câmara de S. e José Rodrigues Bastos. excitado pelo despeito de não ter sido eleito presidente da junta. Escrivão o escrevi. no dia 1º de dezembro. estava. Este estado de coisas não podia satisfazer os intereses dos inimigos da independência. e para contrariar o feito da emancipação de Sergipe e proclamação da independência. convocando o povo. Em sessão de 20 de janeiro de 1823 a câmara.

sendo que elle não quer mais senão a paz e a tranquillidade: Pello que nos requeria instantemente que de bom grado fisessemos reiterar aquella anterior posse dada aos ditos Membros. M. o Impererador do Brasil requerendo a Ella que depois de lhe constou pelo oddicio de vinte e quatro de janeiro do mez passado do Conselho Interino da Bahia que affirma haver S. a toque de caixa tornou o mesmo Povo a aparecer nella trazendo com sigo os ditos membros da referida Junta o Capitão-Mór José Matheus da Graça Leite Sampaio Presidente. quando esta comarca continuava nos seus trabalhos. Então o povo. com igual despeito de todo o Povo: A fim de evitar tão retrógada marcha do actual Governo e do serviço do bem público desta Provincia. pela instruções que deviam chegar da corte.237 237 Anno do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte e três nos dês dias do mez de Fevereiro do dito anno nesta Cidade de Sergipe d’El-Rei e casa da camara della onde estão presentes o Juiz presidente José Rodrigues Bastos e os veriadores actuaes capitão João Simões dos Reis. conforme Decreto de 8 de julho de 1280 e que se elegesse um conselho de cinco membros. afim de assumirem a direção dos negócios públicos de Sergipe. que fora instalada a 1º de outubro de 1822 e que lhes dê posse. Serafim Alves da Roxa. e exige que chame à adminstração os membros da junta. até que se procedesse à eleição de seus membros. o Imperador tiha elevado Sergipe de Comarca a província de segunda ordem. expondo por isso mesmo este Povo a uma Anarquia e guerra civil. independentemente do governo da Bahia. de Sua Magestade Imperial e dos Povos: Nesse auto desta camara dispondo de arrecadar de Direitos a bem della. obstando a emancipação que há dois anos. M. devia ser uma realidade. reverbera o procedimento antipatriótico do governador e ouvidor. as quaes ainda não consta haver aqui.Ainda mais: em sessão de 6 de fevereiro recebe um ofício do conselho interino da Bahia de 24 de janeiro em que comunica-lhe que. reuni-se dirige-se à câmara. José Francisco de Menezes Sobral: e apresentando-se todos cheios de gosto e tranqüilidade replicou com eloqüência e toda energia a esta camara que já não podião mais conter com seus corações o ardente desejo que sentião para o cumprimento da Graça consedida. e são eles empossados debaixo de indescritível entusiasmo. apontadas no mesmo officio. I. e por não constar ter-se verificado esta mercê pela objeções do Governador Millitar acutal José de Barros Pimentel e Ouvidor Interino Ignacio Gomes Camacho: que elle povo quixa que se verificasse a Junta do Governo Provisório que em primeiro de Outubro de mil oitocentos e vinte dous havia sido isntalada legitima e legalmente para que os governasse Interinamente em quanto se não procede a eleição de nova junta pela instrucções de desenove de junho de memo anno assina. e syndico da mesma comarca do Ver. a manter com o auxilio dos traidores sergipanos. ahi compareceu o Povo desta cidade de todas as corporações sem armas e em nome de S. Padre Luiz Corrêa Caldas de Lima para o que foi a bem do serviço de Deos. levado pelo patriotismo e indignado pela prepotência da Bahia. eo Rev. para desde já entrarem no execício dos seus officios interinamente. e a poucos momentos. e a falta que tinhão do Governo para providenciar seus negócios os quais não podião mais ser dissolvidos ou providos pelo dito Conselho Interino da Bahia em rasão desta Independência e separação: e que reiterada a posse da Junta entrasse leogo no seu exercício que a elle povo convinha e aprovava todos SOS seus feitos e protestavão ter cautella até que se possa obete as dividas instruções e a proceder a nova eleição. juntamente com o ouvidor Inácio Gomes Camacho. visto que se axão nesta cidade quatro delles e que fosse xamado o quinto: e tudo isto ouvido por esta camara unanimimente respondeo. S. elevado à cathegoria de Província de 2ª ordem independente nella pelo seu saudável e Imperial decreto de oito de julho do anno passado. Barros Pimentel opõe-se à realização desta ordem inperial. o capitão José Antonio Pinto e o Produrador Vicente José Mascarenhas. Ignacio Antonio Dormundo Roxa. o Ver. A vista do que todo o Povo sahio. M. Civil e Eclesiastica fez 192 . em 27 de fevereiro. por carta imperial de 5 de dezembro. um jugo ilegal. que apesar do conhecimento da dita graça concedida no citado Decreto pelas objeções dos ditos Governador e Ouvidor estão dispostos a procederm na forma das ditas instruções quando as ouvesse e que de outra maneira não pretendirão mover cousa alguma. A Câmara acede à reclamação popular. completamente independente da Bahia. visto que reconheciam todos os Membros della com interia probidade e que foi arbitrariamente suspensa sem ser ouvida nem convencida. secretário o coronel Domingos Dias Coelho e Mello. A vista destes motivos a cama fez congregar digo motivos e por logo comparecem todas as corporações Militar.

que compareceu em conseqüência do antecedente edital para a Aclamação popular e Legiítima de S. a Tropa desta Guarnição. Junta Interina desta Provincia.enhão e reconheção ao Mesmo Augusto Senhor por tal. para que assim conste em tod tempo e em toda parte que convier. e outra vez tornou o mesmo povo que tos o seu excesso se prendia em bem da causa publica do Brazil e da appelação que esta cidade deve ter aos mais lugares de toda a Provincia aonde queserem que residão as Authoridades Governativas.viavas estes que forão reprod 193 . e logo pel mesmo Povo e tropa forão dados com Altiçonantes bravos repetidos vivas: . comtudo sabendo-se a maneira popular e legítima com que há sido aclamado em as Provincias so Sul pressedendo em cada uma camara a expressa declaração das vontades dos cidadãos do seu respectivo Termo cuja solenidade não consta das Leis desta camara: della querendo seguir aquella mesma marcha donde resulta Glória e honra a este povo. a excepção do quinto Membro da dita Junta o Sanrgento – mor Dionizio Dantas que não compareceo por estar fora desta cidade. logo seguio com elles esa camara e então congregados todos foi pela mesma camara mandado ao procurador della que alçasse a voz com orgão do Povo e desse a conhecer a toda assembléia o motivo porque selbrão novamente a Aclamação do mesmo Augusto Imperador Senhor Dom Pedro Primeiro e logo o mesmo Procurador com satisfação rompeu com altisonantes vozes pela maneira seguinte. M. Secretário da Exma. o clero e autoridades238.Viva o nosso amabilíssimo e Augustissimo Imperador o Senhor Dom Pedro Primeiro. prem agora que já somos Provincianos Imdependentes esta camara vos chama para que juntos reiteremos de bom grado a dita Aclamação com juramento de obediência e fidelidade a Augusta Pessôa do Mesmo Senhor Imperador e Sua Dinastia . protestando a face da divindade que nos ouve e do mundo inteiro defendermos a ellese todos os direitos deste Império sempre athe a morte. vos participo que posta que já nessa cidade se ouvesse alanado no dia 1º de Dezembro do anno passado de mil oitocentos e vinte dous ao Augusto Senhor Dompedro Primeiro Imperador do Brazil somente pelo Patriotismo de ex-Governador José Eloy Pessôa. Clero. congregar mais as Religiões desta cidade e vendo que também pugnavão pelo mesmo comprimento em Nome do mesmo Augustissimo Senhor Imperador respondeo publica e intelligivelmente que estava pompta em tal caso a ouvir como aos seus votos.Viva a Exma. perant grande reunião popular. o Imperador e ao tempo em que para ali se sencaminhava o Presidente.viva a Junta Interina do Governo desta Provincia – vivão o Provincianos de Sergipe. 238 Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte trez aos trez dias do mez de Marçao do dito anno nesta cidade de Sergipe de El-rei e casa da camra della onde estão presentes o Juiz Ordinario Presidente José Rodrigues Bastos eo os veriadores actuaes Capitão João Simões dos Reis. e para que cosnte esta voluntária deliberação todos a uma vez requererão a esta camara se fizese acta que querião assignar e que esta mesma por cópia authentica se remetesse a S. Segue-me cento e quarenta e nove assignaturas. vendo-se agora desarmada. Ignacio António Dourmundo Roxa. . E sendo por elle recebido o dito emcargo tudo prometerão obrar como lhes é incumbido. a tropa. defendendo e parocinando tudo quanto for a bem do Nacional e Imperial Serviço e da sagrada causa do Brasil e desta Província. requereo o mesmo povo que fosse immediatamente xamada Eu Francisco de Paula Madureira que escrevi com Escrivão da Camara.vivao as soberanas cortes costituintes e legislativas da corte do Rio de Janeirovia o Augusto Imperador constitucional do Brasil o Senhor Dom Pedro Primeiro. Secretario e todas as mais pessoas acima nomeadoas. procurando.viva a Augusta imperatriz e toda a Dinastia reinante deste Império. Magestade Imperial na forma seguinte – E depois de estar assim reunida a camara e na praça della principal da cidade. convocando o povo para alamação da independência. Capitão José Antonio pInto e o Procurador Vicente Mascarenha para effeito de se dar cumprimento a aclamação de S. o Imperador e para de tudo constar fiz este acto e a acta em que assignão o dito Presidente da Camara. pelo que logo cada um dos referidos membros de perci encarregou que verdadeira debaixo do juramento que havia prestado em o primeiro de Outubro de 1822 entrassem no exercício e funções dos seus officios. M. Procurador da Junta. esta camara e vós hajão.Viva a Assembleia Cosntitucional e Legislativa da Corte e da cidade do Rio de Janeiro. esta camra por serto de vossa adhesão e firme reconhecimento diz com vosco-viva a religião catholica Apostolica Romana. quor unanimidades senso e consenso de todos nós o que não foi possível pela fortes objeções do Governador Militar José de Barros Pimenel com foi bem publico pela prelação este inculcava ter sobre todas as Authoridades desta Provincia.Iluste e comspicua Assembleia de cidadãos Sergipanos constitucionaes de todas as classes em nome desta camara órgão vosso. quis outrora selebrar este tão desejado e aplausível acto.Publicam então editais. que tem lugar no conselho municipal a 3 de março. Veriadores. Nobreza e todo o mais Povo. Junta interina do Governo desta Provincia – Vozes estas que responderão a dita suplica.Viva a Augustissima família Imperante do Brazil. e quando condizirão aos ditos Membros a esta comarca que igualmente os deus das janellas desta salla.

os Exms Srs. Vejamos a direção que ela deu aos negócios públicos. o Clero. Provincial Carmelita Frei Jose do Sacramento co sermão pelo padre Manuel Antonio Dormundo e Te-Deum com a Música. com o Senhor Exposto para se dar Graças a Deus dos Exercítos e em louvor ao nosso Augusto Imperador o Senhor D. Nobreza. uzidos e repetidos com o maior enthusiasmo e ardente gosto da mesma Tropa. M. fazendo-se ouvir o grande orador Manoel Antônio Dormundo. Clero. Uma nova vida administrativa e política ia abrir-se sob a direção da junta provisória. O acontecimento de 3 de março tornou uma realidade a emancipação de Sergipe e foi a expressãoda adesão de seus filhos ao regímem imperial. reconhecere manter a S. Pedro Primeiro. Camara da cidade da corte do Rio de Janeiro-e para constrar mandarão fazer este auto em que assignão as pessoas presentes Clero. composta de filho da província. No mesmo dia mez e anno acima declarado depois de findo o acto da aclamação logo da Praça se encaminharão esta camara com o seu sendico Padre Luiz Corrêa Caldas de Lima. Tropa e Povo e eu Francisco de Paula Madureira escrivão da camara o escrevi. Nobreze e o povo com toda a tropa para a Igreja Matriz a festiva Missa cantada e selebrada pelo Revdm. Nobreza e Povo que logo ahi pediram instantemente a esta camara que querião se fizesse uma acta na forma indicada para assignarem e debaixo de juramento protestarão ter. Imperial o Senhor Dom Pedro Primeiro por Imperador do Brasil com obediência e fidelidade a sua Augusta pessoa e a Dinastia Reinante do Brasil e dest modo lhes foi recebido seu juramento. Da Junta desta Provincia. Pela camara foi determinado que sendo extraída a aacta deste acontecimento fosse remetida aIlma. 194 .Há festas religiosas. e para de tudo constar mandarão fazer esta acta em que assino eu Francisco de Paula Madureira Escrivão da camra.

a junta comunica sua posse a José de Barros que. período que fára parte de um outro volume. 240 Acordaram que por haver nesta cidade uma queixa insanável entre os povos della por constar que Eusebio Vanerio secretário do Governador Militar José de Barros Pimentel e Manoel Vicente de Carvalho Aranha. desapareciam em 1823. Tendo ele se formado em 1820. 195 .. qua há anos. que este senado instalou aos ditos governador e ouvidor pelas rogativas do povo o que déo causa a elle e governador proceder um conselho militar sem audiência deste senado. defendendo mais os intereses da metrópole e da Bahia. viva sob a ação de divergências que obstavam a marcha regular dos negócios públicos. com o projecto deste senado para o abstar. Com a aclamação da independência e a declaração da emancipação de Sergipe. Dos dois partidos existentes e que giravam em redor das idéias de liberdade do país e da província. Para isso procura o apoio dos oficiais superiores dos corpos de segunda 239 O leitor não estranhará que no período que denominamos de Política Imperial. não reconhece a legalidade e não lehe quer prstar obediência. precisamos descrever os acontecimentos que se dram. SERGIPE. em que procuraremos estudar o movimento republicano em Sergipe e principalmente. conseqüência da independência dela.. sempre dominado pelo despeito. 17 de fevereiro de 1823. (1822-1855) não trouxéssemos nosso estudo até 1889. ao qual não só tratou não só de esperar-se pelas instruções da dita carta imperial. praticando o dito accessor de mais o excesso de na povoação de Larangeiras andar com antecedência pelas casas dos militares influindu-os para que annuissem com a verdade daquelle governador naquelle conselho que pretendiam por ser de certo. paz e tranqüilidade social principalmente entre as autoridades constituídas. mas também de se mandar attacar este senado com força armada e a mesma junta. assim como o ouvidor interino Ignacio Gomes Camacho foram os que influenciaram aos ditos Governador e ouvidor para se não instalar junta provisória interina para governança desta província. Giada pela prudência e no intuito de estabelecer a paz e a hamenia na província. Tinham de nascer agora novos partidos dentro da forma monárquica. em vista da ilegalidade que cometeu a Bahia de submeter à sua jurisdição. como os mesmos militares tém bradado geralmente contra o dito accessor é como o dito Governador e ouvidor estão de mãos dadas para seu projecto abstemos contra a segurança desta cidade e primeira como há supposição por indícios que elles continuam nelles por verem prestados seus projectos e as circusntancias actuaes das cousas exigem sem modificação.LIVRO III POLÍTICA IMPERIAL 1823-1855239 CAPÍTULO I GOVERNO DA JUNTA PROVISÓRIA PRIMEIRO PRESIDENTE. com a transformação política e administrativa operada. promove aí todos os meios para dsolvê-la de depô-la240. do que os do país e de Sergipe. as causas da revolução de 15 de novembro. PROVÍNCIA. Participam a junta que tome providencia. Tendo feito de Laranjeiras sua capital militar. desapareceu aquele que queria a permanência do regimen colonial. depois que a junta novamente assumiu a administração. Antes de estudá-los. a chamada culpa de entrar a junta em seu exercício. pela carta Inperial de 25 de dezembro do mesmo anno passado. como de facto influliu nelle que viesse força armada contra esta ciade ainda antes de . as relações políticas mudaram completamente.

as quaes subirão a uns poucos de mil cruzados e trocando-as em prata a preço de seis mil e quatro centos. fizeram-no absorver as atribuições dos membros da junta.linha e ordenanças que. que consideram inimigos da causa do Brasil e pedem que sejam presos. a fim de abandonar o plano de deposição. nesta cidade de Sergipe de El-Rei e casa de camra dela onde estão postados promiscuamente o povo e Tropa Della e de unânime acordo e commum vontade do mesmo Povo e Tropa foram publicados com a maior elegância.4º Porque recebendo elle da Exma. que pesta juramento 15 de maio de 1823. tão inconveniente à prosperidade do bem geral. e a junta do governo desta província e depois de congregada esta câmara no Passo do conselho. Junta do Governo da Bahia em Caxoeiras um officio em que participava ter Sua Magestade Imperial elevado esta Província a cathegoria de 2º ordem.5º porque. – 3º por que estabelecendo-se uma caixa Militar para as despezas das fortes ações externas e internas desta Província entrando muitos Europeos com dinheiro para ella. Cristóvão. quis obstar com força armadaa a que se não instalasse Junta do Governo. Junta 196 .Que esta câmara de posse de commandante das armas desta província a um official mais antigo athe que sua Magestade Imperial mande outro commandante das armas. quando por ordem deste governo em virtude de um decreto correo e se estão trocando nesta Província a sete mil e quinhentos réis. a fim de assumir a direção do governo militar. porem trocou todas as peças recolhidas a dita caixa por differentes peças. pelo qual o chamava a bem do serviço Nacional Imperial e apezar do dito General recomendar-lhe que impetrasse vênia da Exma. os malvados Europeos José Álvares Quaresma. á Sua Majestade o Senhor D. que nela devia encontrar sompre o ponto do apoio mais sólido. e apezar do povo e a câmara o fazer commandante das armas por instancias do Exm. . pelas estreitas reações que ligam à queles inimigos. e outros sítios. só porque se finava o seu despótico. pelo toque da sineta. Abre luta e o resultado foi a fuga de Barros Pimentel para a Bahia. arbitario e insufrivel governo. como pelo precedente que ficava plantado de sublevações da força pública contra o prestígio e autoridade do governo civil. -Vivas a Santa Religião Catholica. reúnem-se e apelam para seu patriotismo. Independentes daquella por carta Imperial de cinco de dezembro do anno passado. a ella se dirigirão a mesma Tropa. . Pedro 1º Imperador constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil. e os mais Brazileiros que os patrocinão. e Povo e em altas e inteligíveis vozes declararão o seguinte – Que querião que esta câmara da capital como representante delles Representassem ao governo para mandar prender os inimigos declarados da causa do Brazil o Brigadeiro Pedro Vieira. para garantia de sua autoridade. Contra ele depõe nos termos em que o leitor verá no documento transcrito.241 241 Anno do nascimento do nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte trez aos quinze dias do mês de maio do dito anno. e que sejão remetidos ao Rio de Janeiro para darem conta da sua péssima conduta ao nosso Augusto Imperador . exigem a concocação da Câmara. os portugueses José Alves Quaresma. não limitando-se às suas funções de governador militar. á sua Augustissima família. não só não tem o dito Brigadeiro apresentado sua conta de receita e despeza. visto que não querem ao Brigadeiro José de Barros Pimentel por fortíssimas rasões todas estranhas de um bom Brazileiro – 1º porque o dito Brigadeiro Barros no tempo do seu dispotico governo sabia muito bem onde estavão ocultos os Europeos inimigos da causa do Brazil e desta Província e que os não prendia por estarem em casa dos seus parentes ou parentes de sua família. Barros Pimentel aquiesce com o apelo patriótico de seus camaradas e dirigese para S. Foi de pouca duração essa harmonia. General Labatú. cuja somma monta a uns poucos de contos de réis. Neta mesma sessão pedema deposição de Barros Pimentel. sendo chamado então o Brigadeiro Guilherme José Nabuco de Araújo. José Joaquim Ricardo e João Gustavo. compreendendo os perigos e males de uma gerra civil. ás cortes constituintes e Legislativas desde Império na corte do Rio de Janeiro. -2º porque o dito Brigadeiro Barros no tempo do seu dispotico governo consentia que José da Annunciação Borges. Neste mesmo dia o povo e a tropa reunidos. capitão Miliciano e outros que estavão de ordem delle. As idéias de domímio exclusivo que tanto influíam em seu espírito. obdecendo a um officio do General Labatú. José Joaquim Ricardo. a titulo de serviço da causa militar. roubassem aos europeos pacíficos residentes nas Laranjeiras. perante a qual fazem um libelo acusatório contra o brigadeiro Pedro Vieira de Melo. que não pode inspirar-lhes mais confiança. assumindo interinamente o comando das armas.

Junta do Governo desta província para que sem demora haja de dar uma prompta providência sobre o objecto tendente ao commandante das armas e a captura dos inimigos da nossa canta causa. que se devia proceder. pois é constante que a nação tem percebido grande prejuízo na conta da receita e despeza que elle Brigadeiro Barros a seu molde já apresentou. para. 197 . a prova do despotismo. porque suas do Governo desta província. Este fato profundamente impressionou o espírito público que se viu sem garantias e sem governo. em sua origem.Por esse tempo chegaram do Rio as instruções para o pleito eleitoral. José Antonio Pinto e Francisco Moreira da Silva Marramaque. teve de fazer nomeações e promoções na guarnição. Havia certeza de que o eleito seria o abastado proprietário o major João Fernandes Chaves. O regimen representativo em Sergipe impurificava-se desde logo. que devem ser levadas em conta. Eu Francisco de Paula Madureira. Povo e Tropa fazer este auto que todos assignão. as vinganças do poder recaíram sobre João Fernandes e os outros membros eleitores eleitos. de participar aos Governos das províncias mais antigas a esta na forma indicada. em começo. nos últimos momentos de sua administração. Escrivão da câmara o rscrevi. com esta mesma acta de todo o expendido.I. Em consideração aos serviços prestados por alguns habitantes da província. Correu a eleição. a junta provisória primeiro absta a apuração das ultimas atas enviadas pelos colégios. e fugitivo e criminoso apenas deixou um officio a Exma. Cristóvão esta no trabalho de apuração. ela passou por serias dificuldades. – E para constar mandarão o dito Juiz Ordinário Ignácio Antonio Dormundo Roxa. debaixo da oposição dos portugueses. prestou o grande serviço de manter a emancipação de Sergipe a favor da qual trabalhou. Na descrição deste fato esta. – Querendo finalmente esta câmara requisitasse a Exma. a escolha dos membros da junta efetiva. Não havia a garantia da lei. sem ser preciso comentários. e muito principalmente dos acima declarados. contra o abuso do poder. comtudo desamparou a Graça. contra a ambição dos portugueses. General Labatú. na passagem do exército de Labatut.I. quando é cercada pela força armada. Como primeiro governo de um regimen que se iniciava. esqueceu os deveres de um governo honesto e moralizado. Ela reúne-se de novo para apurar os votos.M. A junta provisória que tinha. Na resolução firme de não dar posse à junta efetiva. Junta remettendo o do Exm. por esta ser combinada com o calculo que se tiver feito ou houver de fazer. sendo seus membros presos. A propriedade daquele foi saqueada por uma força de linha. Exorbitou pela contigência das circunstâncias do momento. pelas ambições dos homens e os excessos dos partidos. –O que sendo ouvido pela câmara mandou que já officiasse a Exma. as atas e os livros roubados e entregues aos membros da junta. Uma representação assinada por dez aleitores e trinta cidadãos é dirigida à câmara. dando-se outro sim parte a S. Incandesceram-se então os ânimos e os partidos. que foram processados. colocado o bem público acima dos interesses dos partidos. com o que toda Tropa e poso assás se satisfarão. Em todo o caso. Realmente. que não escolhiam meios para oferecer dificuldades à marcha da administração. estas mesma cousas. A câmara de S. Junta do governo para com a maior brevidade chamar o dito Brigadeiro Barros e o há de compelir com a presente conta legal e authentica da receita e despeza que teve em quanto poz dispoz da dita caixa. que era o primeiro a alterar a ordem e a levar o pânico às classes sociais. tendo assim de fazer as intrigas costumadas.M. fingir um despeito. cuja conta não é verddeira segundo a fama publica aque a mesma câmara faça ver às providencias mais certas e os defeitos deste officil e sua conduta civil e Militar e representar a S. Sindico.

porém. senão o próprio brigadeiro Silveira. Em 1823. que mais não se incandesceu por chegar na província. dos retardatários. Além disto. o primeiro presidente nomeado o brigadeiro Manoel Fernandes da Silveira. É um verdadeiro dislate. ―Recebi a carta de V. Aumentou o numero de cadeiras de primeiras letras e latim. O povo tinha uma ação de presença. Eram destituídos de programas. José Matheus. porque seria difícil ou impossível aclamar o príncipe regente e a independência.. Todas as aclamações. tanto mais presada por me deixar de acordo contra as sugestoens inimigas do systema adoptado. Os seus órgãos na imprensa nunca defenderam princípios e sim defeitos pessoais dos adversários. Senhor. como o eram os portugueses. A ambição pelo poder que se apossou dos seus membros. composto de ricos e proprietários. O liberal. pela abundância da população mestiça. juramentos de constituição foram por ela promovidos. que a emancipação de Sergipe. Ex. no seguinte oficio: ―Illm. contra a oposição de um partido alias forte. que não tinha acesso aos outros corpos militares. Os corpos abundavam em oficiais e diminuiam em soldados. Se naquele tempo havia um principio formador dos partidos. se fosse somente o elemento popular quem a promovesse. como a obstal-a por medidas terminantes. Barros Pimentel. chefe também do partido liberal. não só ao conhecimento da realidade da emissão. cujo chefe era o capitão-mor José Matheus. criou um armazém bélico. um batalhão de caçadores em Itabaiana. cujo chefe era José de Barros Pimentel e o corcunda. chefe da recolonização de Sergipe. Eis o trabalho administrativo da junta. depois de 1823 os partidos perderam grandes princípios e idéias que os nutrissem. ―Imediatamente passei a dar providencias que V. contra tentativas de sublevações. Deixava-se dominar pelo abuso do poder de qualquer fração. E ninguém pinta melhor o estado de coisas existentes . novos partidos constituíram-se. não 198 . O estado social de Sergipe não era favorável a uma calma e pacifica administração. não só pelo apoio que a guarnição prestou-lhe. Queriam ambos uma só coisa: a posse do poder. As condições políticas existentes então eram muito diversas daquelas que existiam antes de 1822. Cristóvão tendeu a interferir nos negócios públicos. De 1822 em diante a guarnição de S. criou a repartição da secretaria do governo e a repartição da fazenda. e me pareceram comcentaneas. em janeiro de 1824. ainda que a administração não estivesse nas mãos de nenhum militar. chefe dos corcundas. Deixava-se dominar por um infrene militarismo. o propugnador da emancipação de sua província. desaparcendo o partido do elemento europeu poderoso na província. indicou. e Exm. Daí nasceu para a guarnição a consciência do seu valor e da sua força. fez-lhe cometer o grande crime de sufocar a liberdade do voto criando para eles uma impopularidade e grande alteração da ordem publica.atribuições não chegaram até aí. presidente da junta. Cristóvão e Sto. filho da província e que no mesmo mês assumia a administração.Ex. Amaro. o governo da junta provisória incrementou ainda mais o valor militar. nem armamento. como pelas inúmera promoções e nomeações por ela feita. Não havia disciplina. um corpo de batalhão dos pardos em S.

.. Cidadãos de toda consideração foram espancados em publico por assassinos fardados...recommendado a V. terá de tomar exatas contas a Euzébio Vabeiro.. e como resolver sua Magestade o Imperador.. de tal forma azesou aos mesmo officiaes.... As ordens que se expedem ou são mal executadas....... Eis os inimigos árduos ao Governo actual.. e. Ex. como de facto posso a depracar a V.... Minha vontade existe inferior ás circunstancias do governo. e ao Illmº e Exmº sr. mas com a excepção..... do em que estava. as portarias.. Euzébio Vanerio.. que devera garantir assim mesmo a de que justamente se arrecea... por evitar algumas supreza.. demais a mais.. bem que não sejão expedidas de galope para não incendial-os. ― Segunda – Dois officiaes de fazenda: hum que possa servir para Escrivão da Junta. porque. e medidas decisivas.... a Quem de tudo darei conta... sendo sua missão sustentar e restituir a ordem.. como ao Exmº Governador das Armas a escolhas dos officiaes. desde muito havia huma parte primaria em similhantes desacordos e malfeitorias... Portanto: como sou obrigado a manter e sustentar a Autoridade e Confiança quem em mimha se depositada e com as forças da Província.. ou quando. A Tropa de primeira linha ou para melhor dizer.. Ex....... o não possa fazer sem choque risco de conflagração.. ―Recommendo muito e muito a V....ou illudidas... por Patentes não confirmadas e illegitimamente concedidas. Ex. e.. Por todos os commandantes dos corpos de segunda Linha. por isso que.. Fui aconselhado pela lei. que para desafrontar os officiaes... o não há sido somente pelo do Batalhão de primeira Linha. que sigo e agradeço.. Governador das Armas... enfim... miseravelmente alguns destes achão-se premiados como duplicado accesso.. e outro secundário. ou não cunpridas.. a proporção que concilião o amor e a opinião geral... expedito...Governador das armas dessa Província.. encabeçada pelo commandante Antonio Joaquim da Silva Freitas. ―O mesmo. Este Destacamento regressara. ―Depois que escrevi a V... Ex. por copia. Ex.. 199 . ultimamente se resolveu. que depois de qualificadas repulsas ao recebimento do soldo.. Ex... ou mais que um fiel mandatário.. como já prticipei a V.. e á vista das criticas circumstancias em que achei a Província a reduzir a hum termo médio o arrimo dos soldos que se pagavão. Já se diz que o Prezidente e Secretario serão despostos. e assim mesmo. exacerbão o ódio e dasefeição dos sabidos inimigos da Pátria... dando-lhe uma idéia concisa do estado em que achei esta província. logo.. Não era cousa extraordinária subir um destes desalmados a Palácio. tendo sentido peiorar de forma digna de sizuda rezolução... exebida no officio.. a officialidade do batalhão de primeira Linha. muito fora do agrado deste Governo.. faça expedir quanto antese impreterivelmente para esta província em direcção ao Porto da Estância um destacamento de cento e cincoenta Caçoderes com os competentes officiaes. O primeiro official deve de ser muito intruido em Finanças. he sem duvida o Batalhão inimigo. afim de colligir dos termos em que está concebido o estado de indisciplina. e a despeito de ser essa medida menos austera e vigorosa a face dos imperiaes Decretos e de motivos mui poderosos para se suppor que umtal Batalhão não seja confirmada.. duzentas e cincoentas armas.. arrogado Membro. que já o tem indicado.. em nome de sua Magestade o Imperadr Constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil. que tranmitto a V. Ex.. e incorruptível.... se dignasse de escolher a Fillipe Manoel de Castro.. dictadas pelas Leis. Ex.. de conformidade com o Illmº e Exmº Sr.. as funcções da administração presente. a que se devera reunir. Importa muito ocorrer a medidas correspondentes.. revela que depreque. me continue a communicar quanto similhantemente aconteça para não me mostrar huma vez desconhecido aquilo mesmo. O governo que me precedeu ou era um mero simulacro. ―Os despachos. Alguns paizanos se nutrirão em tão minguadas circunstancias... e Euzébio Vanerio estavão de posse desta província. Todos os termos de complecencia me tem sido baldado para alhanar amigos desafeitos a inconciliveis á ordem. Amigos e conhecidos delles.... e se V... Parentes... Os soldados pagos com o mair gravame das rendas publicas.. não succeda de alguma forma o contrario do que tão justamente se deseja. acquiesce porque a força. e fazer que os membros do Governo houvessem de cassar huma ordem. servirão menos para guarnecer a cidade..... o seguinte: ―Primeiro – que V. rescindir hum despacho e substituir com que o Agressor arrogantemente quizesse.... se covier.. em que se achão semelhantes Defensores do Imperador e da pátria... e munições milicianas. A única força que nos circumda e existe armada nesta cidade.

adverso ao que apoiava a administração. se não fora Rebouças. Exc. Governador das Armas para não hesitar que satisfação com urgência ao deprecado. ― Quando concluo o presente officio tenho em consideração a Portaria de vinte e hum de Fevereiro pela qual a Sua Magestade o Imperador pela Secretaria d‘Estado dos Negócios da guerra. Entre eles figuras a seguinte proclamação espalhadas pelas ruas de S. O plano chega ao conhecimento do presidente. Ex. como desejava porque estava coacto. a fim de fazer maioria no conselho. pela rapinagem que fazem os soldados indisciplinados. como secretario. como o que se ia proceder dos membros do conselho provincial. porque nele vê a alma da administração e a energia decidido e franco. por isso. dignar-se-há a abonar por ellas as despezas do transporte. Ex. terceiro da Independência do Império. Assumindo o brigadeiro Silveira a administração no dia 7 de março contra ele revoltou-se a guarnição no dia 21 de abril. e no Illmº e Exmº Sr. Cumpre. Admiramos o estilo eloqüente e a energia da frase como que eram redigidos os papeis oficiais desta administração. haja de immediatamente. em vésperas de um importante pleito eleitoral. septuagenário. no dia 28 de abril.―Na Povoação das Laranjeiras continuar-se-há nas funcções administrativas te que possamos regressar em circunstancias de refazerem respeitar as Authoridades. e responsabilidades. não pudia cuidar do vosso bem ser. V. – Manoel Fernandes da Silveira‖ Descrevamos os acontecimentos. a que o Governo se veja forçado a proceder por imperiosas circumstancias de segurança publica. e o mais preciso: emfim obrará a este respeito em forma que a salvação desta Província não perigue. para angariar para si as simpatias da guarnição. e igualmente depreco a V. Presidente da província da Bahia. foge para a Estância: ―Habitantes da província de Sergipe! Brazileiros! O presidente. e imperiaes ordens sem perigo de revolta. que não permitao esperar pela Imperial Resolução. em 1 de abril. um homem de um talento superior e de um espírito liberal. sobre quem caem principalmente os ódios do partido adverso. Os interesses políticos inspiraram na força publica o plano de uma deposição do presidente. Realmente. O que sem duvida. de uma sociedade cheia de ambiciosos. que tinha junto a si. e por em pratica as Leis. ―Palácio do Governo de Sergipe na cidade de S. vinte e hum de abril de mil oitocentos e vinte quatro. ― Como não se duvide que nossa Província existão dinheiro de rendimentos desta por ahi arrecadados. E á frente dela colocar-se-iam o comandante do batalhão. que expedir hum correio por terra a avisar-nos. hum mez de soldo ao mesmo destacamento. sem força para resistir. Em vista disto a administração compreendeu que não podia apelar para o apoio da força publica. A tropa amotina-se no quartel e lança o pânico aos habitantes da cidade. Cristóvão. não poderia arcar vantajosamente com as dificuldades que vinham de um estado social tumultuoso. ―Deus guarde a V. o brigadeiro Silveira. Cristóvão. Antônio Pereira Rebouças. à falta de dinheiro nos cofres. se interponho todos os Protestos. legitimo administrador da província. não há senão porque as preponderadas circumstancias m‘o instão. ultimamente recomenda a maior circumspecção. em caso de qualquer atentado. tenente-coronel Antônio Joaquim de Silva Freitas e o oficial Euzébio Valério. As ordens não eram cumpridas. dificuldades que eram promovidas por cidadãos de alta representação. como os corcundas de então. Eu confio muito em V. ou antes do embarque do Destacamento. 200 . e prudência em qualquer alteração ou innovação. aproveita a oportunidade de divergência. corre a authorisar o presente precatório. por não ter recebido seus prets. Francisco Vicente Vianna. e Illmº e Exmº Sr. O partido corcunda. quando o presidente. Ex.

porque com maior gosto e officio se empregassem nas funcçoes de seu edificante ministério! Brazileiros! ―São estes dous os seductores dos nossos concidadãos! Soldados! São elles que com a mira de obrigarem a initerrupta cadeia dos desvarios em que se nutriam. cuja convocação determinei em virtude da lei. justificará vossa conduta. Habitantes da cidade de S. vos certificareis. O dinheiro que deveria pagar tantas pensões e outros tantos parochos. não pudia amalgamar-se com a administração de um presidente. O dinheiro que devia pagar o soldo a tantas ajudantes e sargentos mores para pela penúria. Um delles ainda tem o seu commando e obediência as armas. ―A salvação publica! A nossa salvação imperiosa m‘o instão! ―Dous portuguezes. os cuidam de arruinar de todo. se abandonasse a descripçao! Seria digno de vós. Baldei medidas conciliatórias. ―Enfim Sergipense (Deus nos ajuda!) uma completa administração. Contra elles alto declama! Eu não posso serrar-lhes os ouvidos. O outro julga a seu dispoor o dinheiro publico. legitimamente nomeados! Que! E de braços crusados me conservaria quedo. sem receio de vos serem agravados. Somente o látego da severa justiça os tornara em si. ambiciosamente frenticos e que se dizem brazileiros por adopçao. sempre vol-as attenderei justiçosamente. mas em contradição ao que indigitavam os zangões e parasitas. Chritovão! Approxima-se o dia em que terão fim os espetáculos que vos atemorizavam e flagelavam! ―De então por diante não vereis espancarem-se pelas ruas cidadões conspícuos. decide-os igualmente de obstar com armas a posse de Conselheiros. a autoridade eminente que em mim delegou sua Majestade imperial. chamasse á ordem os indóceis e insuburdinados: chamei-os. ―Soldados voluntários! Políticos Agrícolas! Vossas baixas servos-hão conferidas. Brazileiros militares o só facto de abandonarem os malvados. nem devo difirir ou desprezar. enfim um governo sem coacçao.―A força militar. que também estima e me estima?. em distracção do útil serviço. declama a opinião publica e sisudamente os accusa por motores de taes extraordinariedades. mas de 2° linha. para garantir-nos. Não accederam. e contemplados de amigos desarmados Acaso o presidente da província merecia louvor. caracterisando-vos de inocentes ante mim. á agrado de seus mandões. O gênio do mal suggere-lhes a revolta. Na povoação da Estância para onde retiro-me e onde pensarei somente que possa trazer paz. delegada pelo supremo Imperante. ―Não Sergipenses! Casos extraordinários urgem medidas extraordinárias. Eu as não posso. que um oficial militar. Ires trabalhar como dantes por vosso offícios. fosse espaldado no asylo da amenidade publica.a tranqüilidade. guiada pela lei. podereis livremente procurar-me. As armas sim manejadas por pulsos brazileiros.. menos suspeita-la. exarcebaram. desenganando-os de acharem arrimo no Conselho. ou assipoados a arbitrio de um insolente commandante. Tendo novo acalmar-lhes a injusta cólera. não serem constrangidos a ignotos procedimentos.. pois que se eu não vol-as providenciar logo. Em vez de alhanarem. por diurnos e nocturnos assassinos. me instavam. dirigirme e expor=me vossas queixas. ―A maioria dos votos vendidos aos beneméritos da pátria. apenas serviram para tornalos mais altivos e resolutos: Espera-se pela eleição do conselho. Habituada a obedecer e desobedecer. tendo pervertido os nossos soldados. não achareis na degradação o premio da industria agrícola a manufatura. como se nos ameaça pelos próprios assasinos. de adestrar bellicamente os nossos concidadãos. A opinião publica as aponta por taes. para empregarem tudo aos auspícios de nossa indulgência. e vossos concidadãos. quando cercado de inimigos armados. que não conseguiam superar. e já não tarda de vulgarisar-se que o presidente e o secretario serão depostos pelo batalhão de primeira linha. e ingenuidade. fosse atrozmente anniquilada com a ruína de um povo. nem com assombro. como dever sagrado. o commandante militar e por meios brandos. sereis lançados no antro do calabouço. Tratar úteis serviços de agricultura. Gênios exaltados e inexperientes. homens affeitos ao vicio se não podiam amoldar ao aceno. em tolher-lhe a sensibilidade. paga a nossa custa. para vossa felicidade! Viva a Santa Religião! Viva o Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brazil! Viva a Independência e Systema Constitucional! Vivam os Brazileiros! Palácio do Governo de Sergipe 28 de abril de 1824 201 . tem sido a primeira encabeçada de violar nosso direito. nem a voz da razão. nem pelas requererdas. a segurança. Providencias que penhorariam a gratidão de pessoas insensíveis. si se deixasse em inação athé o momento terrível da conflagração dos horrores que ateasse o archote da insubordinação e da perfídia? Deixaria que a authoridade. e quando vós outros vierdes trazer ao útil mercado o fructo do vossos trabalhos. ‖Minha dignidade.

O comando militar é então entregue ao coronel Manuel da Silva Daltro. Não era tal. Filisberto de tal. perante o Imperador. recebendo-as de todos os pontos da província. e seu pai Bento Gaspar. e dos representantes da administração. 243 Por diversas vezes Daltro envia representações contra ele ao Imperador. apontando-o como um revolucionário. alferes José de Meio Travassos e seus filhos. um promotor de alterações da ordem pública 243. à extinção de tudo quanto é do reino. feriu de perto o espírito aristocrático da província. sendo recebido com festas populares. no dia 25 de julho. A paixão e o ódio apoderaram-se de seus membros. Agora que idéias mais livre eram incutidas na opinião pelo secretário Rebouças. o sapateiro Miguel Gomes e seus filhos. da Silveira‖. levantou três brindes. Luiz Francisco das chagas. Os portugueses foram maltratados. Em um festim em Laranjeiras. De entre os apologistas de Rebouças que formavam seu partido. Os soldados abandonam os oficiais e vão buscar o presidente Fugitivo. que volta a S. principalmente a população mestiça. 242 Este fato é levado ao conhecimento do comandante das armas em uma em uma carta anônimas assinada por Philioordino. Severino Crioulo. ouvindo de Rebouças as teorias de igualdade. Seu domínio tornou-se violável. e por isso mesmo deixou-se por ela embriagar e excedeu-se. à extinção de tudo quanto é branco. alma rebelde. As representações sucedem-se contra ele. Rebouças. que veio da Bahia. O efeito produzido na opinião pública foi favorável à administração. tomando posse a 5 de junho.Manuel F. onde as questões de nobreza de família são tradicionais e aventadas por qualquer motivo. partido na opinião deles verdadeiramente revolucionários os princípios membros moravam em Laranjeiras e eram. O capitão-mor Silvestre Gonçalves Barroso Boticudo. Os oficiais são presos e enviados para a Bahia. os excessos da aristocracia. Manoel José Bernardinho. submetidos a conselho de guerra. José Alparcas. Todos lembravam-se dos fatos de 1820 e 22. o soldado Domingos. espírito livre. O povo. A posição oficial de Rebouças mais animava os excessos. Ainda estavam bem vivas na memória de todas as violências praticadas sobre o povo. Fidelis José Sapucaia. apelidado pelos aristocratas partido de mata caiado os quais por sua vez chamavamnos caiporas. Em todas vimos como libelo de acusação. que tratava de fazer propaganda contra o privilégio de raças. por intermédio do comando das armas que as sanciona e fundamenta. exaltou-se contra a nobreza dos corcundas. Cristovão a 8 de maio. capitão Borges Pau da Moda. a que chamava maroto. agora. que ele pregava que o mulato fosse igual ao branco.. revoltou-se por ver o autoritarismo e a prepotência que a aristocracia de Sergipe exercia sobre o povo. a quem chamavam caiporas. e a igualdade de sangue e de direitos242. Foi grande a vitória do partido do governo. e seus filhos.ofereceu-se oportunidade para as vinganças. dizíamos. e que um pardo podia ser até general. que revelaram a prepotência lusitana e a existência de uma camarilha que depôs Burlamarque e anulou a emancipação de Sergipe. pelo partido que apelava para as tradições de nobreza. 202 . Domingos José Jaquitibá. Antonio José dos Santos. e seus bens sem garantias de lei. Bernardinho José Pau Brasil. Compreende-se que a propagação destas idéias pela eloqüente demagogia de Rebouças. espírito revolto. a prepotência que queria manter o partido corcunda. Dionízio Jacaré.

Como prova damos a passeata em Laranjeiras. nem sempre podia domar o seu entusiasmo. as representações. projeta depor o governo civil no dia 8. desarmonia que veio ainda mais agravar as condições de paz e ordem em que vivia a sociedade de então. de onde chegavam queixas. Do partido oposicionista faziam parte o coronel Daltro. Opôs-se às pretensões que queria o partido corcunda exercer. agora estava absolvido. Deus Guarde a Vossa 203 . em períodos anteriores. e da Nação determino a Vossa Senhoria escravos. que na força pública sempre viu um poderoso auxiliar. Daltro. E nisto cumpria o dever. Não podemos contestar que algumas vezes se deixou exceder. contra o prestígio do governador civil. como português que era. A conseqüência foi uma completa desarmonia entre o elemento militar e o civil.Lutou contra tais hábitos e pregou a igualdade perante a lei. o coronel José Rodrigues Dantas e Meio e Major Manoel de Deus Machado. que fugitivo por algum tempo. Subleva-se a tropa na noite de 1° de novembro. deixando no meio daquela sociedade o gérmen da liberdade. Henrique de Araújo Maciel244. sempre abafada. Suas determinações não o levaram até aí somente. que se espalhavam em Alagoas e Sergipe. sobre os oficiais culpados na deposição de 28 de abril. pela franca intervenção de Daltro no resultado da sentença sobre os culpados. Já vimos. pelo que não exercia suas funções de membro do conselho para que foi eleito. para poder-mos defender o Trono do nosso Augusto Imperador faça já marchar para esta cidade essa companhia de Itaporanga. e todos os seus morador . e o coronel José Mateus Leite Sampaio e outros. Quis defender os direitos de seus concidadãos. e as nossas vidas que estão em perigo. 245 Em nome do Nosso Augusto Imperador. membros do conselho. e poucos soldados temos para essa defesa. O coronel Daltro envolveu-se na agitação dominante. sendo substituído por um irmão do presidente . Espírito incandescente e que levava às ultimas conseqüências práticas os seus princípios. Do partido do governo: Rebouças. pois hoje mesmo há declaração de Republica. Daltro esquecia o posto que ocupava. para ingerir-se nas lutas partidárias. com o concurso de Henrique Maciel. algumas de verdadeiros saques aos portugueses. O levantamento do povo se fez sentir com excesso em todos os pontos da província. estava entregue á justiça pública. pedindo a deportação dos portugueses. as 244 Como co-réu da deposição que quis a guarnição fazer em 29 de abril. o padre Francisco Félix Barreto de Menezes. Espalha-se a noticia de que projeta-se uma representação ao governo. Eles entraram no exercício de seus postos. que por mais de uma vez os partidos apelavam para o apoio da guarnição. Daltro chegava excursão feita á fronteira de São Francisco. e para isso convoca as forças de Itaporanga245. e projeta depô-lo. O descontentamento plantou-se na guarnição. Daí o ódio. depois do festim aludido. Ele foge para o Rio comprido. e agregados. José Fernandes Chaves. Aliou-se ao partido oposicionista à administração. a guarda do brigadeiro Domingos Dias Coelho e Melo. José de Barros Pimentel. onde fora pesquisar os revolucionários de Pernambuco. O partido de Daltro acaba de obter uma vitória no julgamento da relação da Bahia. em que foram levantados morras aos marotos.

a propósito de um movimento revolucionário republicano. Presidente o notável procedimento. Conselheiros Manuel de Deus Machado. tendo sido dado o Governo para seu Regimento a Lei de vinte de outubro. e Comandante interino. que. Christovão. e cidadãos pacíficos dando mais evidente idéia do estado de consternação. que o Exm. e já. em que estava a cidade.de laranjeiras246. e firma supra ser do próprio conteúdo. e às determinações de S. Em testemunho de verdade estava o signal publico Joaquim Antonio Peixoto. Senhoria muitos anos. Comandante das Armas Manuel da Silva Daltro desde a sua chegada a esta Província sempre caminhou fora da linha de seus deveres. e já com todo Destacamento para esta cidade. Terceiro da Independência. que tem empregado o mesmo comandante das Armas contra a existência do Governo. Conselho com a relação dos fatos. por ordem do Excelentíssimo Senhor Comandante das armas. olhando para ela. Conselho sobre o estado alarmozo. tendo-se o mesmo Comandante das Armas comprometido perante este mesmo governo em conselho. 204 . Quartel General de Sergipe seis de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. medidas hostis. na salla das Sessões. talvez porque quase todos os militares o desobedecerão. Em testemunho de verdade estava o signal publico Joaquim Antonio Peixoto. Comandante das armas. Cristovão de d El rei onze de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. que mataria preciosas vidas. M. para restabelecer a ordem. por não comparecer os actuaes. não melhorou contudo de conduta: Expoz o mesmo Exmo. que cuidaria. Senhor cadete Comandante do Destacamento das Laranjeiras.” Reconheço a letra e firma retro ser do próprio contheúdo. em oposição à boa ordem. declaradamente. Manuel da Silva Daltro Comandante das armas. Reconheço a letra e firma retro ser do próprio por comparação. e cidadãos comprometido perante este mesmo governo em conselho. Ilustríssimo Senhor Brigadeiro Domingos Dias Coelho e Mello. resolvesse com o acerto conveniente. nesta cidade de S. e os Srs. Ilustríssimo Senhor Alferes Manuel Ignácio Soares. Em testemunho de verdade estava o signal publico. e enfim reclamou o testemunho do mesmo Exmo. Presidente Manuel Fernandes da Silveira. Foi pelo Exmo. pólvora.” 247 Queira se achar amanhã três do corrente pelas dez horas da manhã. os Srs. a vista do estado em que se acha a causa publica. como os Índios das Aldeãs de Pacatuba. Quartel General de Sergipe seis de mil oitocentos e vinte quatro. trazendo todo armamento. capital da Província de Sergipe. e cidadãos conspícuos. quanto estivesse de sua parte. pois assim lhe determino em Nome do Imperador. Presidente ponderado ao Exm. Tornava-se impossível continuarem na administração civil e militar Silveira e Daltro. Joaquim Antonio Peixoto. não o efetuando. José de Barros Pimentel. Convinha salvar a sociedade de uma sublevação. convocando o dia três para quatro de Outubro. não só Corpos de Segunda Linha. cumpria que o Exmo. e balia. e Francisco Felix Barreto. 246 Marche já. Reconheço a letra. Manuel da Silva Daltro. arrancando o momento. O perigo público era iminente. na Parada do Rosário pronto para marchar para Sergipe. e do Imperio. S. que foram convocados para tractar do restabelecimento da causa publica em perigo. Em nome da salvação publica. São Cristovão de Sergipe d El-rei onze de Novembro de mil oito centos e vinte quatro. e Gonçalves Valença. em que se viam as Famílias. e venha consigo isso já. e Palácio do Governo. em que a Guerra civil alteasse. onde se reunio Exm. O plano de deposição transpira e chega ao conhecimento oficial. e da Nação. depois da conferencia de 9 de agosto. José Rodrigues Dantas e Mello. o presidente convoca o conselho que resolve o seguinte: ―Aos oito dias do mês de novembro de mil oitocentos e vinte quatro anos. que era preciso sufocar. Quartel do Maruim dois de Outubro de mil oito centos e vinte e quatro. Sebastião Gaspar de Almeida Boto. São Cristovão de Sergipe d´El-rei onze de Novembro de mil oitocentos e vinte quatro . praticado pelo commandante das Armas. e se quiser defender o Trono Augusto da Sua Majestade Imperial convoque. do Rosário247. João Fernandes Chaves e Manuel Vicente Carvalho e Aranha. e Japaratuba para atacar a cidade de São Cristovão sob o pretexto os mais absurdos. Imperial: ―Ponderou mais que. Conselho. E concluiu.

‖ 205 . que foi chamado. Presidente feita relação abreviada dos fatos pelo mesmo Comandante das Armas. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. secretario o escrevi . ―Eu Antonio Pereira Rebouças. se propunha participar ao Exmo. Francisco Gonçalves Valença. mez e anno. que pelo motivo de moléstia. que entretanto se reunira: comparecêo o Exmo. E sendo pelo Exmo. que assim praticara para destruir uma facção que lhe era denunciada. junctamente com o Ilmo. João Fernandes Chaves. presidente. Manoel de Deos Machado. resolvendo o Governo sobre quem deve recahir o comando interino das Armas no seu impedimento. Conselheiro José de Barros Pimentel. que achava em circunstâncias tão extraordinárias. prometendo. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. mês e ano. Francisco Gonçalves Valença. tendo de recahir o Comando interino em alguns Officiais Militares. Manoel Ignacio da Silveira. e confiança publica. secretario o escrevi. Commandante das Armas Manoel da Silva Daltro. Manoel Ignácio da Silveira. Commandante das Armas Manoel da Silva Dantro. Sr. que se ia retirar para fora da Província. foi apresentado ao Governo uma Partecipação do Exm. dizendo que não era occulto ao Governo as moléstias que soffreu de estupor na marcha. Presidente e Conselheiro acima declarados. Francisco Gonçalves Valença. que se oficiasse ao Exmo. juntamente com Ilustríssimo Sr. entretanto o mesmo Governo em Sessão permanente. que. em virtude da Resolução antecedente. Manoel de Deus Machado. foi respondido pelo mesmo Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro.‖ ―No mesmo dia. por ser athé medida tão conveniente. José de Barros Pimentel. ―No mesmo dia. que se ia retirar para fora da Província. era participar ao Governo. responder sobre o ponderado. De que para constar se fez a presente acta: Eu Antonio Pereira Rebouças o escrevi: Manoel Fernandes da Silveira presidente. porque era susceptível pertencer a um dos Partidos. e demais estar ameaçado duma hidropisia pela falta de respiração.‖ ―No mesmo dia. continuando a Sessão. Conselho. De que para contar se fez a presente acta. que assim praticara para destruir uma facção que lhe era denunciado. José de Barros Pimentel. fomentados pelo sobredito Comandante das Armas. Manoel Vicente de Carvalho e Aranha. e Professores. E sendo pelo Exmo. Do que para constar se fez a presente acta. José de Barros Pimentel. foi respondido pelo mesmo Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro. ―Eu Antonio Pereira Rebouças o escrevi. Francisco. Manoel Fernandes da SilveiraPresidente. estando em Sessão permanente o Governo da Província composto do Exmos. Conselheiro José de Barros Pimentel. De que para constar se fez a prezente acta. eram assim o de ficar reunido ao Governo da Província o Comando das Armas. e que porque o Governo sabia que aqui não podia restabelecer por falta de remédios. estando em Sessão permanente o Governo da Provincia composto dos Exmos. e mais. Manoel Ignácio da Silveira. que sofria. portanto. nem por isso se acabariam as dissensões.Manoel Fernandes da Silveira. Presidente feita a relação abrevidada dos factos pelo mesmo Commandante das Armas. o meio idôneo. Manoel Vicente de Carvalo e Aranha. João Fernandes Chaves. João Fernandes Chaves. Comandante das Armas para vir perante o Governo quanto antes. ―Eu Antonio Pereira Rebouças. que pelo motivo de moléstia que padecia. que. que por esse impedimento se retirava a sua casa. que fez para a beira do Rio S.―Resolveu o Exmo. mez e anno. perpetrados conta a boa ordem e segurança pública. Comandante das Armas Manoel da Silva Daltro. e salutar. que entretanto se reunira: compareceu o Exmo. Manoel Fernandes da SilveiraPresidente. inxações em todo corpo. Manoel Ignácio da Silveira. e que logo que estivesse restabelecido se apresentaria. ficando. Presidente e Conselheiros a cima declarados. capaz de destruir esses taes Partidos restabelecendo a harmonia. que foi chamado. perpetrados contra a boa ordem e segurança publica. promettendo. Manoel de Deos Machado. ―Resolveu o Conselho estar pela Participação do Comando das Armas. em virtude da Resolução antecedente. Francisco Gonçalves Valença. Governo. existentes. vindo assim a não ser útil ao Imperador e á Nação.

para a fatura administração. Em vista das medidas enérgicas postas em prática. que foi dirigida por Manoel Clemente Cavalcanti de Albuquerque. 206 . contudo prestou o inolvidável serviço de restringir as ousadias do militarismo e da aristocracia levantando uma opinião pública e defendendo os direitos do povo. tomando posse a 15 de fevereiro de 1825.Se a administração de Silveira não promoveu realização de melhoramentos que se tornava inadiáveis. preparou um bom terreno. conculcados pelos prepotentes da época.

tomou posse de seu cargo. para protestar contra fraude eleitoral. que não levou a cabo. passaram a ser exercidas por novos funcionários. Mudado todo o pessoal dos negócios públicos. tomando posse do seu cargo. Sua administração não seguiu os ditames da justiça e da imparcialidade. Por te falecido em dezembro de 1826. o batalhão 26° de Infantaria. Cristovão. tomaram a direção dos negócios públicos. O poder municipal não encontrou apoio na administração. promovido pelo tenente-coronel Manoel Rodrigues Montes. para manter sua autoridade. A administração da justiça foi entregue também ao Dr. a província voltou à paz e à ordem. O comando militar. durante os quais a câmera esteve de sessão permanente. Em sua administração recebe a comunicação do governo imperial de ter declarado guerra às repúblicas do Rio da Prata. nos pleitos que então feriram-se para deputados á assembléia legislativa e membros da câmera da cidade de S. Cristovão. ainda hoje existente. que formava então uma só comarca. que à força queria tomar posse do lugar de seu presidente. Daí os acontecimentos dos dias de janeiro de 1828. que nesta data. em começo de 1827. como a administração militar.CAPITULO II SUCESSORES DE MANOEL FERNADES DA SILVEIRA ATÉ 1831. Joaquim Marcelino de Brito. Edificou o palácio de S. Cristovão e promoveu os meios da edificação de um quartel. Manteve a maior harmonia com o comandante das armas. Cavalcanti de Albuquerque teve de dirigir sua atenção para melhoramentos que se tornavam inadiáveis. autorizou o calçamento de Laranjeiras e S. desde 2 a 10. passava em 24 de outubro de outubo de 1825 à direção do brigadeiro Inácio José Vicente da Fonseca. de Montes. a casa do trem militar. que tinha provisoriamente sido anexado à presidência da província. em 9 de março de 1825. Membro de um partido. despachado ouvidor de Sergipe. nos espaços do conselho. abusando do poder. Tornou-se um administrador partidário. Não só administração civil. IDÉIAS REPUBLICANAS NA ESTÂNCIA E BREJO GRANDE. Alistaram-se voluntariamente alguns cidadãos a marchar para a guerra. tinha de prestar seu contingente na defesa nacional. MOVIMENTOS DE ABRIL DE 1831 Elementos inteiramente estranhos às paixões que se agitavam por esses tempos. como membro do conselho mais votado. como as ofensas que este dirigiu aos membros do senado. embarcando-se em Aracaju. contra não só os desatinos. Já estava então na administração interina Manoel de Deus Machado. não poupou esforços para sua vitória na eleição. como as outras províncias. Tendo estado 207 . filho da província e imbuído das paixões que se agitavam entre os membros dos dois partidos. Sergipe.

em sessão permanente seus membros a reclamarem providência, tiveram de ceder ao peso dos desvarios do poder. Propagavam pela província idéias republicanas emissárias dos revolucionários de 1824 de Pernambuco. Do norte ao sul eles percorreram-na, incitando o povo a instituir um novo regime de governos. Em Brejo Grande, Antônio José de Albuquerque Cavalcante e José de Albuquerque Cavalcanti propagam as novas idéias. São perseguidos por Bento de Melo Pereira, que desde que rebentou a revolução em Pernambuco, defendia a fronteira do rio S. Francisco. A mesma propaganda faz o padre Francisco, em Japaratuba. Os propangadistas fazem do engenho do sargento-mor Francisco Rolemberg seu ponto de reunião. O movimento no sul foi mais ativo. No seguinte ofício do comandante das armas Inácio José Vicente ao conde de Lages, o leitor verá a comunicação que fez ele da propaganda republicana pelo padre Manoel Moreira:
―Pelos meus officios anteriores tenho participado á V. Exa. as noticias que me tem sido comunicado pelo Comandante das Armas da Província das Alagoas, assim como a suspeita de haverem nesta Província Emissários destinados a seduzir os povos para fins sinistros; e tendo empregado toda a diligencia da minha parte, pude descobrir o que consta do depoimento, que por 248 cópia levo á Prezença de V.Exa. , e que igualmente passei ás mãos do Vice presidente , por ser a quem compete mandar fazer os necessários procedimentos : hum dos principais agentes mencionados no depoimento he o Padre Manoel Moreira , o qual tendo já sido prezo na ultima revolução de Pernambuco em uma Embarcação que foi aprezada, conduzindo armamento dali, para a Povoação da Estância , depois que foi solto nessa Corte, não tem parado , fazendo continuas viagens para o sertão de Pernambuco , Alagoas e pelas Villas e lugares desta Província ; já se acham presos alguns dos apontados no depoimento , incluso o Padre Moreira , e continuo na diligencia dos mais . ―Logo que pude certificar –me da existência deste criminoso ajuntamento , procurei informar-me de algumas circumstancias, como V.Exa. verá da Carta incluza de Manoel José Ribeiro
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Termo de Averiguação feito ao Ajudante de 2˚Linha da Povoação da Estância, Antonio Ignácio de Brito. Aos vinte três dias do mez de dezembro do anno de mil oitocentos e vinte seis, no Quartel do Commantante do batalhão n.26 o Tenente Coronel Antonio Joaquim da Silva Freitas, onde comparecéo acompanhado de um officio datado do mesmo dia, dirigido pelo Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Brigadeiro Governador das armas, para ser indagado dos acontecimentos que tiverão lugar na Povoação da Esteancia, em huma das noites do mez de Outubro próximo passado, em huma céa com assuada por hum ajuntamento de pessoas que a ella concorerrão: respondeu, que a céa foi dada pelo padre Moreira, Franklin, na casa deste da outra parte do Rio Piapitinga; e que sabe que assistirão a céa o Alferes Maximo das Ordenanças, o Alferes Victorino de Melicias, o Tenente João Alves, o estudante Lima, Antonio Agustinho paysano, e outras muitas pessoas que se não lembra dos nomes, e que sabe, posto que não assistice, que a saúdes da meza erão feitas á liberdade, e que ouviram gritos fora o imperador e que nessa occasião passando hum homem do campo foi surprehendido por elles, e por pancadas obrigado a dar os mesmos gritos; e que sabe igualmente que a casa do dito Franklin são freqüentes as seçõens sobre estes obijectos, e que tão bem sabe que das Províncias do Norte veio á mesma Povoação Martinho de tal ao mesmo fim. e que depois de dias se retirou. Sabe por ser publico na Estância que o Alferes Joaquim José da Rocha se propunha a saquear alguns negociantes, e que ouvio dizer que o quis pôr em pratica com o Major Potella, o que deu lugar a elle fugir para a Província da Bahia, e que outros se tem mudado da Povoação, hum e outros embarcados, e que para esse fim tem a Populaça a quem elle enthusiasma, e que sendo o interrogado commandante das rondas algumas partes deu ao seu Commandante o Coronel Manuel Ignácio, mas que esse não lhe dando ordem para prender o não executor. E nada mas disse, eu Manoel José deMagalhães Leal, Capitão que escrevi.-Antoni Ignácio de Brito, Ajudante. -Manuel José de Magalhães Leal, Capitão. _Antonio Joaquim da silva Freitas, Tenente Coronel Commandante.

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d‘Oliveira ; este homen foi proposto para Tenente-Coronel Refomado do Regimento de Cavalaria novamente organisado na Estância ; he homem de bem, rico, e estabelecido na Estância, mas como

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Illm.e Exm. Sr. -A vista do officio e V.Ex.que neste momento me foi entrege vou satisfazer do melhor modo possível, ao que V.Ex. me ordena, e serto na segurança, que V. Ex. me comunica hirei continuando quando occorrerem novos motivos: a 10 mezes pouco mais ou menos appareceu aqui hum Franquelin vinda da parte do Carires aonde consta foi envouvido nas desordens, que la ouverão ao norte daquelles; não legalisando a sua vinda por passaporte, também o não fez do estado de Casado: apoiado por alguns parentes achou muitas amizades de alguns mansebos, e mesmo de pessoas da primeira ordem que em sua casa se ajuntam para jogar, e tão bem fala: repetiam-se para fora algumas cousas, que se falavam menos decentes, mas como tudo se encobria com a capa do ódio dos Européos , e estes vivem abatidos apenas se contentavam de estranhar, estas e outras taes em políticas, mudando, passado algum tempo, a sua residência para além da ponte do Rio Piauytinga lá continuou a freqüência com mais calor : chegado aqui obra de 6 mezes o Padre Manoel Moreira obteve logo distinto lugar nesta sociedade : hum tal edjunto lá e ouzava as vezes suas desconfiança, mas desvancia-se esta com a lembrança, de que lá se achava tão bem algumas vezes o Coronel Manoel Ignácio, Capitão –mór Joaquim Fontes para jogarem, e outras mais pessoas desta natureza, as quaes não logram a melhor opnião pública: na noute de 22, ou 23 de Setembro passou a cousa maior excesso que ajuntando maior número de pessoas houve comezana, e bebida ém abundancia passou-se de caza a rua, a depois ao Rio, e em qualquer destas partes hé assás público se falar francamente em liberdade, igualdade se tratava o nosso Imperador com os Epithetos, que a modestia ma não permita pronunciar: as autoridades elevando de algum modo dar satisfação ficaram endolentes, tratando a cousa de liberdade, e bebedeira foi, mas eu sempre ouvi dizer, que a bebedeira serve para lançar do peito aquillo que nelle está occulto: as pessoas, que se acham nesta acção se póde V. Ex.informar com mais legalidade de José Alves Vicente, lemos mandando hir a prezença de V.Ex., e dirá tambem o mais que a este respeito souber, por que me dizem o obrigaram a acompanhar o ranxo : o Padre Manoel Pereira que foi um dos da sucia seguiu 2 dias depois para Masseyó, e regressou no fim de 2 mezes, este padre filho de paes honrados, e bons cathólicos , affeissuou-se ao sistema republicano, e foi hum teimoso emissário, e apaixonado de Manoel de Carvalho de Pernambuco, e recolhido a fortaleza de S. João de Masseyó, passou da li ao Rio de Janeiro, donde não ser por que fatalidade escapou ao castigo a que tinha justiça: voltando o que continuou na sua doutrina divergente da boa ordem, e de mais apostolo do atheismo, que vergonha! Estas, e outras pessoas, que por pecados a que se contam hoje da primeira representação, formaram o círculo das associações da Estância, aonde sem duvida se tratando do sistema republicano, e anequilamento do Governo Imperial, desfigurando-se a idéa constitucional como não existente: ou estas, e outras patranhas enganam o povo principal mesmo a mocidade anuncia-lhe assim como fiseram os Francezes a liberdade e igualdade, a bens communs para todos. Deferentes partes eu tive avisos de pessoa mals afeissoados, de que se falava em saqua na mesma casa, e mais alguma: nem me atirei em taes avisos, nem os desprezei para tomar algumas cautellas . Sendo chamado pelo Coronel Manoel Ignácio para conferenciarmos sobre isso que se fallava, lhe indiquei algumas providencias, que julgava precizas, mas tal vez lhe não agradarão, porque se não seguirão: queria eu, que se fizesse ver a V.Ex., e ao Governo de Sergipe o estado em que se achava essa povoação; que se prendesse Joaquim da Rocha Sá que tendo agregados a si muitos homens, e todos maus, era sempre procurado para qualquer insulto, e mesmo para que estes homens vivam só de fazer mal, e comer o gado alheio: ora nesta parte algumas providências tem dado o Capitão- mór David de Oliveira Lima que tem feito prender alguns do tais e com isto se tem afugentado outras. Este Joaquim da Rocha indo ao chamado de V.Exa. voltou da capital dizendo por ser do que avisado que não chegasse a Sergipe por que era lá preso talvez não fizesse conta a esse, que fez tal avizo , que elle lá chegasse para não descobrir o inredo. A chegada da tropa poz alguns temerato, e outros em fuga, ora se a sua consciência esta socegada de que se espantam: o certo he que aqui há solapa, e mui contatos serão os que não estão iscados : lembra-me a propósito, o que disse o Impperador na Bahia no Congresso de Vienna da Austalia, quando da Ilha de Elba entrou na França Napoleão; quando a causa não se via nada se de principio se tatasse como grande; mas que poderia ser grande , se de princípio se tratasse com nada, applico esta pratica para o caso prezente. O Capitãomór Jose de Mattos, Major José Correia ,juiz ordinário José Tavares Ferreira, e o mesmo Capitão –mór David, são homens probos, e podem dar a V.Exa. huma informação mas circonstamciada , mandando -os V.Ex. chamar a cada hum por sua vez e delles será enteirado athé do nome dos anarquistas. Deus Guarde a V.Ex.muitos annos .Estancia 25 de dezembro de 1816. De V.Ex. Súbdito muito attento Venerador e Obrigado – Manuel José Oliveira .

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he Europeo, e ainda nesta Província desgraçadamente são odiados pelos perturbadores da boa ordem, elle recêa que aparêça o seu nome, por ficar exposto á algum insulto, e até mesmo com perigo da sua vida, razão porque certifiquei-lhe que as suas communicações serião de confidencia e unicamente para esclarecerem-me as idéas precisas para o andamento do negocio, circumstancia que julgo necessária, visto que, tendo-se praticado tão criminozos attentados, estava eu ignorante de tudo, e até mesmo enganado por alguns officiaes de quem confiava. ―Este acontecimento merece muita attenção nestas Províncias do Norte, aonde há grande abundancia de escravos, que são nossos verdadeiros inimigos, e hum dos recursos com que contam os anarchistas, accrescendo além disto nesta Província há grande quantidade de vadios, facinorozos, sobre os quaes continuo a empregar todo cuidado a vigilância , pois são os perversos que tem espalhado temores e desconfianças sobre os povos; elles não tem recursos e apoio para a sua premeditada insurreição, porem tem toda a disposição para por meio da anarchia perpetrarem roubos e toda sorte de crimes; he quanto tenho a honra de participar a V.Exa.afin de que se digne igualmente levar ao Soberano Conhecimento de Sua Magestade o Imperador.- Deus Guarde a V.Exa. Quartel do Comando das Armas da Província de Sergipe,29 de Dezembro de 1826. ―Illmº e Exmº Sr. Conde de Lages. ―P. S. – Tão bem já fica preso o Alferes Joaquim da Rocha Silva. – Ignácio José Vicente da Fonseca, Commandante das Armas.‖

Sergipe não era um terreno preparado para frutificação dessas idéias. Se o autor dessas linhas, em 1887, quando organizou o partido republicano em Laranjeiras, com o concurso de bons amigos, a maior oposição que encontrou foi a indiferença, pela falta de cultura popular e de uma consciência clara dos deveres cívicos, que poderiam fazer o padre Moreira na Estância, e os Albuquerques em Brejo Grande?! A idéia não tomou corpo. E ainda que, pelos documentos do tempo, vejamos que em redor dela iam se agrupando as adesões, sedo os membros do governo mataram-na, infligindo as penas da lei áqueles que tomaram parte nas reuniões do padre Moreira. A administração de Inácio José Vicente, como a de seu antecessor, nada consignou de útil à província. Durante ela procederam-se às eleições para deputados à assembléia geral e membros do conselho. A administração acaricia a candidatura do vigário Antônio José Gonçalves de Figueiredo, português e um dos mais ardentes oposicionistas da independência do Brasil. Estavam bem vivas na memória de todos as perseguições que infligiu ele aos sergipanos e o grande serviço que prestou em Sergipe à política de Madeira. Esta candidatura determina a oposição dos liberais à administração ´que buscou apoio no partido corcunda . O próprio presidente era o outro candidato. Foi derrotado no pleito. Isto determinou a prática dos maiores excessos contra os liberais, que tiveram de retirar-se da província,à qual voltaram, depois da morte de Fonseca , a 11 de agosto de 1830 .

P.S. esqueceu-me dizer que Franquelin tendo se retirado com sua família para o Recôncavo da Bahia apereceu aqui repentinamente escoteiro na noite do dia 5 deste mez e sendo avizado voltou pello mesmo caminho nesta mesma noite, tendo primeiro brotado mesmo que com gente da Caxoeira voltaria para matar marotos e Brasileiros :corre agora nota não sei se certa, ol falsa, que José Dantas lhe declarasse no caminho, e não o podendo apanhar-lhe pegara um cavallo . Ausentou-se em avizo o Sr. José Alves do Valle , e Antonio Agostinho da Rocha, e alguns mais que se occultavam não apparecendo também dizem-se ausentara o heroe Joaquim da Rocha Silva. V.Ex. não se enfastia em escrita que hé feita sem ordem para que as causas também se contam diversamente, e não hé meu intento desacreditar ninguen sem causa.-Manuel José de Oliveira.

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Achava-se no comando interino das Armas Bento de Melo Pereira. Como membro do conselho voltou novamente à administração Manoel de Deus Machado, até maio de 1831. A situação era do partido corcunda. Este partido, que na vida imperial de Sergipe foi o prolongamento do partido colonizador, nas lutas pela independência e pela emancipação; que opôs-se a essa conquista liberal, sempre aliado ao elemento português; que vendeu S. Cristóvão aos poderes da Bahia ;que traiu Burlamarque ; que promoveu a deposição de Silveira ; que sentiu-se irritado contra a propaganda de Rebouças, sobre a igualdade dos cidadãos perante a lei, agora, em 1831, retardava, sem ter coragem de uma oposição franca , a aclamação de Pedro II . Chegaram em fim de abril, as notícias dos acontecimentos do Rio de Janeiro de 13 e 14 de março. O vice –presidente Machado e o comandante das armas Melo Pereira eram suspeitos ao povo, pelas tradições do partido a que pertenceu. No mesmo dia da chegada do correio amiúdam-se as conferências em palácio, nas quais tomam parte os portugueses, que dominavam a atual situação . O povo convence-se de que o partido do governo retardaria a aclamação do novo rei. Reúne-se na praça pública com a tropa, pede a convocação do conselho e intima- lhe não só a deposição do vice – presidente o comandante das armas, como de todos os empregados filho de Portugal, que exercessem cargos públicos na província. O povo considerava-os traidores, estendendo sua suspeita ao próprio administrador civil e militar. Pede também a retirada do destacamento de 1ª linha de Alagoas, que então achava-se em Sergipe, igualmente suspeito à opinião. Eis os documentos oficiais:
“Sessão extraordinária do dia vinte e nove de Abril de mil oitocentos e trinta e hum-Aos vinte e nove dias do mez de Abril de 1831, nesta cidade de S.Cristóvão capital da Província de Sergipe, no Palácio do Governo, e Salla das Sessões do Conselho do mesmo, compareceram o Exm. Sr.Vice-Presidente, e Conselheiros Luís Antonio Esteves, Ignácio Dias de Oliveira, Alexandre da Cruz Brandão, Serafim Alves da Rocha, e Antonio de Araujo Peixoto Bessa; e aberta a sessão, presente a Câmara Municipal desta cidade, foram lidas duas Representações, que hontem fizeram o Povo e Tropa reunidos, que moveram esta reunião extraordinária, as quaes são estas. -Primeira: Illm. e Exm. Sr.- o povo reunido e os abaixo assignados representam a V.Ex. o seguinte: Que quanto antes reuna o Conselho deste Governo para deliberar e dar providencias a certos Artigos, que tem de offerecer, afim de que em nome de S.M. o Imperador Constitucional o Sr. D.PedroII e a Regencia Brasileira, se satifaça a vontade do mesmo Povo e Tropa desta Província. Deus Guarde a V.Ex. Quartel em reunião do Povo e Topa desarmada em Sergipe 28 d’ Abril de 1831 .Illm. e Exm. Sr. Capitão mor Manuel de Deus Machado Vice – Presidente desta Província, Antonio José da Cruz e Menezes, Coronel Graduado e Comandante do Batalhão n.127 de 2ª linha, José Domingues de Souza Brandão, José Joaquim de Sant’Anna, Capitão Ignácio Marques de Vasconcellos, Alexandre da Cruz Brandão, Joaquim Moreira de Vasconcellos, Alferes José de Torres Jordão,Alferes da 1ª Compª, Florencio d’ Araujo Góes Tenente, Francisco Borges da Cruz Capitão, Marcellino Pereira de Vasconcellos, Antonio Manuel de Faro Leitão, Luis Antonio da Silva, Josá Malaquias Dormundo Rocha, Manuel Felipe Vanique, Silvério José Gomes, Francisco José Gomes, João José Gomes de Souza Prelelué, Tenente, José doValle da Penha Padilha Alferes, Manuel Francisco de Araújo Brazileiro, Manuel Benjamin da Rocha, Luiz Pereira Leitão, Vicente Ferreira de S. Paulo, José Joaquim Moreira, Antonio Soares d’ Andrade, Manuel do Amparo, Pedro de Ratos da Cruz Cabrinha, Rodolfo Caetano da Fonseca, João Chrisostomo, Manuel Ciriaco do Valle Neuma, Luis Moreira Jordão, José Manuel Pereira, Joaquim Ribeiro da Cunha , José Joaquim de Jesus, Pornício Ferreira, José dos Santos, José Nunes de Jesus Antonio da Cruz, Manuel Bonifácio: - Segunda: Illm. Exm. Sr. Vice –Presidente, - O Povo e Tropa reunido nesta Capital respeitosamente acaba de receber o officio de V.Ex. datado de hoje 28 do corrente pelas onze horas de noute;todavia não satisfeito com a demora da reunião do Conselho protesta a V. Ex. em Nome de S.M. o Imperador o Sr.D.Pedro2ª por toda e qualquer demora que passe de momentânea, significando á V.Ex. que casos taes exigem a maior brevidade. Designe-se pois V.Ex. a mandar logo e logo reunir o Conselho do Governo, que em

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tal caso podem servir os Supplentes até de hum voto , afim de que, ouçam a vontade do Povo e deliberem com justiça, na fórma da Constituição e da Lei, sem o que se não dissolverá o Povo e a Tropa reunida, affiançando porém a V.Ex. que se observará a maior tranqüilidade e público socego da parte do Povo e da Tropa reunida nessa Capital, assim como protesto em nome de S.M. o Imperador da Nação Brazileira por qualquer insulto ou perseguição que o pacífico Povo e Tropa possa receber de qualquer outra Tropa, que aqui não se acha reunida. Deus Guarde a V. Ex. Reunião do Povo e tropa na rua do Varadouro nesta Capital aos 28 de Abril de 1831 pelas onze horas da noute .Antonio José de Cruz e Menezes Coronel Commandante, José Joaquim de Sant’Anna Capitão, Ignácio Marques de Vasconcellos, Tenente, José de Torres Jordão Alferes da 1ª Compª, Joaquim Moreira de Vasconcellos Alferes, Luis Pereira Leite Particular Porta Bandeira, Manuel Joaquim de Araújo Brasileiro. “E offerecendo o Exm. Sr. Vice –Presidente todo o referido nas ditas duas Representações á Deliberação do Conselho, leu-se huma outra Representação que o povo e Tropa os dirigiram ao Exm. VicePresidente e Conselho, a qual hé a seguinte: - Terceira; Illm. e Exm. Sr.Vice-Presidente e Conselheiros do Governo – O Coronel Commandante do Batalhão de Caçadores n.127de 2ª 1ª do Exército Tropa e Povo a que reunidos, vendo que violentas infracções de Constituição se tem commettido nesta Província e dezejando a segurança da Tranqüilidade Pública, garantida pela mesma Constituição tem deliberado levar ao conhecimento de VV.EE. os seguintes quesitos, afim de serem justamente providenciado como urge o bem da Pátria. Primeiro: que seja demittido do Comando interino das Armas na fórma da Lei de 20 de Outubro de1823, o Coronel Bento de Mello Pereira, para responder as infracções que tem commetido, sendo para o mesmo nomeado o official de Patente superior mais antigo- Segundo: que sejam laçados fóra dos Empregos todos os indivíduos nascidos na Europa Portugueza por serem reconhecidamente inimigos da Constituição e do Thesouro Imperial bem como aquelles Brasileiros infames, traidores à sua Pátria: substituindo os ditos Empregos os Brazileiros da confiança Publica.Terceiro: que na reunião do Exm. Conselho sejam excluídos dous Membros delles o Portuguêz Vigário Geral Luiz Antonio Esteves, e o referido Coronel Bento de Mello Pereira, por serem assaz suspeitos. Quarto :que qualquer força contra a Tropa e Povo aqui reunidos será considerada como aggreção hostil, e em taes circumstancias o mesmo Povo e Tropa não hesitarão em vingar com todo o furor das Armas tamanha offença. Quinto:que o referido Coronel Commandantes do Batalhão n.127 a quinze meses preso por prepotente intriga do interino Commandante das Armas, fique em plena liberdade, gosando dos seus direitos, que lhe outorga a Lei, e que seja conservado no Comando do referido Batalhão, que por Concessão Imperial lhe foi conferido, visto que por sua probidade, intelligencia, patriotismo e bons serviços, se faz digno da opinião Publica, e de ser reconhecido por official Benemérito. Sergipe em reunião de Tropa e Povo vinte e nove de Abril de mil oito cento trinta e hum, décimo da independencia do Império. “Immediatamente em virtude do Art.º 3 da dita Representação se retirou o Conselheiro Luiz Antonio Esteves, e voluntariamente o Conselheiro supplente Antonio d’Araujo Peixoto Bessa. “Pondo-se em discurção o Primeiro artigo da citada Representação resouveo o Conselho depois de ouvida a Câmara Municipal, que fosse demittido do Comando interinodas Armas desta Provinsia o Coronel Bento de Mello Pereira, por assim instar a Cauza Publica, na forma do Artigo 24 § 14 da Lei de 20 de Outubro de 1823, e mais que o substituísse o Coronel José Antonio Neves Horta, por ser o official de Patente mais antigo, e que se officiasse ao mesmo para sua intelligencia, e devida execução. “Quanto ao segundo Artigo da terceira Representação do Povo e Tropa reunidos, deliberou o Conselho, que ficasse addiado para a próxima Sessão ordinária na parte relativa aos Empregados Portuguezes Civis e Eclesiásticos, que emquanto aos Militares se officiasse ao Commandante das Armas, para dar as providencias que forem análogas às circunstancias. “Resolveu o Conselho quanto ao Quinto e ultimo Artigo daquella Representação, que se officiasse ao Exm. Commandante das Armas, afim de, logo que tomar posse, fazer cumprir o mencionado Artigo Quinto e ultimo, como nelle se requisita. “E de tudo para contar se lavrou esta Acta, na qual assignarão o Exm. Vice-presidente, Conselho, e Câmara Municipal, que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha de Vasconsellos official Confirmado da Secretaria do Governo, do impedimento do secretario, escrevi.-Manuel de Deus Machado, Serafim Alvares da Rocha Rocha, Ignácio da Silva de Oliveira, Alexandre da Cruz Brandão, Antonio José Barbosa Leal, Innocencio da Costa Pinto, Francisco Gonsalves da Cunha, José Marques de Oliveira, José Domingues de Souza Brandão, Luiz Coréia de Caldas e Lima, Florêncio de Abreu Góes, Marcellino Pereira de Vasconcellos, Antonio Joaquim da Fonseca Neves. “Sessão extraordinária de trinta de Abril de 1831. “Aos trinta dias do mez de Abril de 1831, nesta cidade de S. Cristóvão, Capital da Província de Sergipe, em o Palácio do Governo e Salla das Sessões do Conselho, lida, approvada, e assignada a Acta antecedente presente

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o Exmº Sr. Vice Presidente, e Conselheiros e o Coronel José Antonio Neves Horta, Capm. Ignácio dias de Oliveira, o rev. Serafim Álvares da Rocha, o Capm. Alexandre da Cruz Brandão foi entregue huma nova Representação do Povo e Tropas reunidas, que hé a seguinte: - Quarta –Illmº e Exmº Conselho, a Tropa e Povo reunidos tem de mais á por na presença deste Exmº Conselho os dous quesitos seguintes, que, respeitosamente pedem o seu immediato cumprimento. Primeiroque o mesmo Exmº Conselho de quanto antes as providencias apontadas no Artigo da Representação de homem que condescentemente ficou adiado em que se pedio fossem demittidos dos Empregos Públicos todos os Potuguezes, ou Brazileiros nascidos em Portugal que se tem tornado suspeitos e de ma fé ao Systema que felismente nos rege, bem como todos aquelles que supposto tem o seu natalício no Brazil, na mesma forma tem incorrido no mesmo crime: por exemplo da Secretaria desta Presidência o Secretario della José Pedro de Faria, entrando no exercício deste Emprego hum Brazileiro de confiança Publica: da Administração do correio o Administrador della Manoel dos Santos Silva; da Administração da Fzenda Publica o Thesoureiro da mesma Francisco Soeres Vieira de Melo, o qual inda hontem no Acto desse Exmº Conselho deo, ou por melhor dizer confiremou a sua má fé para com o predicto Systema; da Barra do Cotiguiba o Patrão Mor della Ignácio José de Freitas, e o Fiscal da mesma João Coelho São Paio, da Cadeira de primeiras Letras desta Capital Antonio Jose Peixoto Valladares ; Finalmente todos os mais nas m esmas circunstancias, os quaes confiamos e entrgamos ao arbítrio do mesmo Exmº Conselho para o respeito delles executar na forma daquella requisição, bem como José Manoel Maxado e Joaquim Antonio Peixoto et cetera. Segundo, que de dous dias peremptórios seja retirado o destacamento das Alagoas, que guarnece esta Província para assim se evitar conflictos de jurisdicção entre o mesmo Destacamento, e a Tropa de Segunda Linha desta capital, visto que já tenha aparecido defeiçoens entre huns e outros soldados, e mesmo porque na faustíssima noute de 28 do corrente quando, divulgada a feliz notícia da Exaltação ao Throno Brazileiro do Muito Alto e Augusto Príncipe o Sr. D. Pedro 2º, congregados todos os Brazileiros Militares e Civis , só do predicto. Destacamento não se reunio hum só Soldado, antes correrão asseleradamente (suppõe-se que por ordem do seu chefe ) ao Quartel respectivo onde junctos esperavam, talvez o mais leve asseno das Authoridades para accometterem hostilmente a Brasileiros desarmados, que soltavam Vivas ao Nosso Monarcha Brazileiro, á Pátria, á Constituição e á Liberdade. Reunião da Tropa e Povo em Sergipe 30 de Abril de 1831. “E logo pondo o Exm. Vice-Presidente à discussão o primeiro Artigo daquella Representação, foi unanimmente resolvido, que fossem desde já demittidos provisoriamente todos os Empregados Civis e Eclesiasticos, nascidos em Portugal, até ulterior deteminação de S. M. o Imperador Constitucional o Sr. D. Pedro 2º a quemo Governo devia participar esta resolução que lhe extenciva aos Brasileiros apontados na citada Representação o Povo e Tropa reunidos. Pondo-se igualmente em execução a segunda parte da Representação foi resolvido que fosse mandado retirar para a sua província o destacamento de primeira linha aqui estacionado, substituindo-o as Milicias até Imperial determinação, effectuandosse a retirada no prazo de dous dias improrogaveis. “De tudo para constar se lavrou a prezente Acta na qual assignarão o Exmº vice-Presidente, Conselho e Camara Municipal, que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha Vasconcelos, official confirmado da Secretaria do Governo, no impedimento do Secretario o escrevi.- Manoel de Deus Machado. – Ignacio Dias de Oliveira.- José Antonio Neves Horta. – Serafim Alvares da Rocha. Alexandre da Cruz Brandão. – Antonio José Barbosa Leal. – Francisco Gonçalves da Cunha.- José Dominges de Souza Brandão. – Inocencio José da Costa Pinto. – Antonio Joaquim da Fonseca Neves. – Marcelino Pereira de Vasconcelos. – José Marques de Oliveira. – Luiz Correia Caldas. – Lima Florencio de Araujo Goés. (Sessão ordinária de 2 de maio de 1831). “Aos duos dias do mez de Maio do anno de mil oitocenteos e trinta e hum nesta cidade de S. Christóvão, Capital da Provincia de Sertipe no Conselho do Governo comparecerão o Exmº Vice – Presidente da Provincia, Capitão Mór Manoel de Deus Machado, o Coronel Bento de Mello Pereira, Capitão Joaquim Martins Fontes, e os Conselheiros supplentes o Capitão Mor Ignacio Dias de Oliveira, Tenente Coronel Manoel da Cunha Mesquita, e Tenente Coronel Antonio Rodrigues Montese o Rev. Vigario Geral das Cacantes Serafim Alvares da Rocha Rocha, por terem dado parte de doentes os actuaes o Ver. José Francisco de Menezes Sobral, Vigario Gonçallo Pereira Coelho e o Conselheiro José Pinto de Carvalho, que sendo chamado não compareceo. “Derão principio aos trabalhos da Sessão Ordinaia, mandando-se fazer a leitura da Lei de 20 de Outrubro de 1823, finda a qual exigio o Exmº Sr. Vice Presidente, que os Menbros do Exmº Conselho propuzessem e lembrassem o que melhor julgarem convir ao bem estar da Provincia. “Logo indicou o Exmº Conselheiro Rocha Rocha que a Camara Municipal desta cidade reuniada e mais cidadãos, que prezentes se achavão, receiozos coma noticia de que na Sessão de hoje se pretendia anular em todo ou em parte o que se havia deliberado e resolvido pelo Exm. º conselho nas duas ultimas Sessões extraordinárias de vinte e nove e trinta do mez passado pela menor falta e cumprimento dellas protestavão na prezença desta Excellentissimo Conselho levar o seu protesto de queixa à Regencia de S. M. o Imperador o Sr.

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comandante das armas. – Manoel da Cunha Mesquita. Joaquim Marcelino Brito. que o Exm. escrevi. Sr.. depois de Manoel de Deus Machado. Então. – Natonio Rodrigues Montes. que tomavam a feição de revolta. 214 .. e ao tenente-coronel de estado maior. de acordo com o comandante interino. – Ignacio Dias de Oliveira. Vice Presidente de acordo com o Conselho marcou os dias sabbados. que eu Francisco Benicio de Carvalho Aranha e Vansconcelos. no impedimento do Secretario. por ser José Pinto português. Sr. que assumisse a administração o padre José Francisco de Menezes Sobral.Manoel de Deus Machado. e segundas para os trabalhos do mesmo conselho. – Bento de Mello Pereira. Vice Presidente da Província sem a menor perda de tempo fizesse cumprir tudo quanto se havia resolvido nas ditas Sessões extraordinárias para o bem estar e segurança da província: ao que todo o Conselho reunido asseverou ser vaga a notícia que moveo ao dito Corpo Municipal e Cidadãos a comparecer nas salas das Sessões. pelas urgentes providências tomadas pelo Padre. presidente da província. a fim de reivindicar os direitos de seu cunhado José Pinto.Serafim Alves da Rocha Rocha. – Joaquim Martins Fontes. Sebastião Gaspar de Almeida Boto convoca reuniões em Maroim e no Rosário.Pedro 2º e que de mais requerirão. o brigadeiro José Antonio Neves Horta. por ser o membro mais votado do conselho. offial confirmado da Secretaria do Governo. Ele resolve porém.” A José Pinto cabia o direito de assumir a administração. o qual tomou posse a 23 de julho. O governo imperial aprovou o procedimento do Conselho e nomeou o Dr. Do que para constar se lavrou a presente acta em que assignão o Exmº Vice Presidente e Conselho. Membro do conselho. José Joaquim Machado de Oliveira. Foram improfícuos os protestos de Boto. “O Exmº.

e pelo lado administrativo caracterizou-se pela defesa da prosperidade pública. no desempenho do cargo de ouvidor que exerceu em 1825. e. Pelo lado político caracterizou-se pelo congraçamento dos partidos. elevando a justiça acima de todos os interesses e paixões pessoais. saturado das paixões políticas. No período que se segue aos movimentos de abril de 31. tão convulcionada pelos acontecimentos passados. com as feridas ainda sangrentas que lhe fizeram os promotores de sua deposição em 29 de abril.é um período de agitação de paixões políticas. tão alterada nos dias de abril. Todos viram na pessoa do novo presidente a garantia de seus direitos e da ordem pública. aos interesses de uma política local. Apresentou medidas para melhoramento das barras e das estradas. ignorante. por conseguinte não se acharem ligados aos interesses de família. Manoel Joaquim Fernandes de Barros (1836). José Joaquim Geminiano de Moraes Navarro (1834). O período de 1831. No período anterior pensava-semais nos interesse partidários do que no bem geral. Marcelino de Brito. Contribuíram para isto não só a maior disseminação da instrução como os primeiros administradores não serem filhos da província. mantendo a ordem e desenvolvendo o progresso. estimulando a prosperidade geral. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa (1835). por Decreto de 9 de agosto de 1832 e preocupava-se com a canalização dos rios Japaratuba e Pomonga. Principiaram a convencer-se de que o papel do administrador não é zelar os interesses políticos do partido a que pertence e sim o bem público. pelas provas de uma inteireza de caráter. Dr. que se caracteriza pela iniciativa do governo em promover o melhoramento da província. de desprezo da lei. REVOLUÇÃO EM SANTO AMARO EM 1836 Os primeiro dias do governo dos delegados da regência foram dias calmos e pacíficos. obstruiu as vias de prosperidade. pelo talento e pela ilustração. a fim de facilitar as vias de comunicação: lembrou a transferência da sede de vila de Santa Luzia para a Estância. abafou as paixões e fez uma administração que correu pacificamente. Joaquim Marcelino de Brito. fez com que sua nomeação fosse bem vista e geralmente bem aceita. abetas por seus antecessores. em manter a ordem e a paz no seio da população. que se estende de 1836 a 1842.CAPÍTULO III GOVERNO DA REGENCIA. Além disto eram homens de reconhecida competência pelo caráter.1836 forma o primeiro período da regência. Ele começa na adminstração de Bento de Melo Pereira. O renome que já tinha na província do Dr. de assassinatos. Dr. de prepotência dos mandões. O segundo período. Eles são: Dr. de critério e de ilustração. de rapinagem. por iniciativa de Antônio José da 215 . em ampliar a instrução pública. em defender os direitos do povo. Dr. que por ser natural da província. pensando mais na prosperidade pública. as administrações colocaram em plano inferior esses interesses. que foi autorizada pelo Decreto de 25 de outubro de 1831: erigiu a vila de Laranjeiras. Acabou as dissenções.

o outro entre este rio e o Pomonga. A idéia da canalização dos rios Japaratuba e Pomonga quis pôr em prática. 252 Foram eleitos Antônio Fernandes da Silveira e Joaquim Martins fontes. lembrado a realização desse projeto. abre uma subscrição para encetar as obras. 253 A. p 44 216 .Silva Travassos. 42. Travassos . Francisco com Japaratuba. ampliando o plano. e levantar a carta histográfica. José Joaquim Geminiano de Moraes Navarro. Hist. Na administração de Brito feriu-se o pleito para deputado à assembléia legislativa252 e membros do conselho.253 O estado financeiro da província não permitiu a realização deste gigantesco projeto. sendo concluído na administração do Dr. estabelecendo assim uma navegação fluvial. Além das 250 251 Antonio José da SilvaTravassos . Refutação ao memorial do comendador Antônio José da Silva Travassos. O governo Imperial atende à reclamação de seu delegado e manda o tenente coronel de engenheiros Euzébio Gomes Barreiros. para comunicar o rio S. Não realizou sua aspiração. Os caprichos da política e os isteresses dos trapicheiros de Maroim. Para isso teve de pedir ao governo geral um engenheiro para dirigir os trabalhos. porque ali eram depositados os gêneros exportados de Japaratuba. desde o S. estabelecendo uma navegação interna. Navarro seguiu a mesma linha do seu antecessor. Ele representa a manifestação do espírito de revolta contra a política autoritária dos mandões de então. que tomou posse em 29 de Outubro de 1833250. levando a navegação até o rio Vaza-Barris. p. quando foi demitido. passando a administração ao Dr. com a abertura do canal entre Japaratuba e Pomonga. e enquanto pede auxílio aos cofres gerais. que juntamente com Travassos exploram a província e. Francisco até o rio Real. apresentam seu relatório do seguinte plano de canalização: um canal entre o porto da Goiaba e Riachuelo Timbó. Dele falaremos adiante. Travassos figura na política de Sergipe no tempo da regência e no segundo reinado. José Antônio de Oliveira e Silva (1852). sobrea navegação dos rios Pomonga e Japaratuba por um Japaratubeiro. para facilitar a exportação dos produtos da bacia de Japaratuba. no começo do ano de 1835. Não se pode contestar a Silva Travassos a iniciativa deste importante melhoramento e de outras medidas. convoca os lavradores de Sergipe na vila do Rosário. em 2 de outubro de 1828. porque passou a administração. Inácio Joaquim Barbosa (1854). e não houve a menor alteração. Os pleitos eleitorais eram causas ocasionais de alteração da ordem. para realizar melhoramento de tão grande monta. depois de três meses de trabalho. que não acariciou candidaturas mantendo-se completamente estranho à luta dos partidos. levando-a até o rio Real. para chegar a navegação até o rio poxim e o de Sta Maria. em março de 1833. que se julgaram prejudicados coma abertura do canal de Japaratuba. qua facilitasse as vias de comunicação tão atrasadas. tal o restígio da autoridade do presidente.251 O simples fato de ter Travassos. Cit. Plano gignatesco este de ligar os rios da província. porque ele queria comunicar os rios da província.J. E topogr. que só veio ter começo de execução na administração do Dr. não obstante a contestação de alguns seus comtemporâneos. Apont. op. Da Provincia de Sergipe. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa. outro entre o rio Paraí e riacho Farinha. demonstra a parcialidade da contestação. adiaram a realização desse melhoramento. em uma petição dirigida à câmara de Santo Amaro. da S. ao Dr..

como não serem prontamente e em pequeno período de tempo corrigidos por algum administrador que tivesse a consciência clara de seus deveres. Estabeleceu o regímen da publicidade dos atos oficiais. com uma inevitável conseqüência. A justiça. Além de disseminar a instrução. que até então não eram publicados. Era o descuido da legislação colonial relativamente a instrução e sua distribuição pelas camadas sociais. O pouco tempo que duraram estas adminstrações foi insuficiente para acabar os abusos que se ptaticavam na província. não há a compreensão nítida dos deveres sociais. contra aqueles que não estavam nas graças do poder. Santo Amaro de Maroím e Vila Nova254. que dela se ocupavam com detrimento do bem geral. de acordo com as tendências centralizadoras do regímem monárquico. Os antecedentes vinham de longo e extenso passado. e nesse ano imprime-se o primeiro jornal. prestava-se à satisfação de paixões pessoais. ficando seus promotores sem punição. como pela força do elemento de família. Havia já em Sto Amaro o enisno do latim e ele transfere a cadeira para o Rosário. elevnado-as a quatro: S. às vezes. Os dinheiros do erário público não eram fiscalizados. nem impressos. e os agentes da arrecadação nem sempre prestavam suas contas. que chegava a vencer a ação da lei. Estabeleceu na Estância o ension da filosofia e da língua francesa. Havia uma causa muito poderosa para não só terem-se eles implantado. corpo que já existia. Aumentou o número das comarcas da província. Por maiores que fossem os esforços destes adminstradores.vantagens reais de unir as zonas produtoras. da Capela de Maroím. depois da proclamação da Repúblia. Sergipe já tinha certa emancipação política e administrativa. Estabeleceu o provimento por meio de concurso. De 6 de março de 1835 217 . Elevou a vila a povoação de campos de Itabaianinha. dando uma nova divisão aos municípios e termos. Se a política não preponderasse tanto no espírito dos homens da quele tempo. hábitos inveterados na sociedade de Sergipe. cujos benefícios se poderia aquilatar pela emancipação do comércio. que foi por ele aberta. Porto da Folha. e com o fim de garantir a autonomia do Estado. como governador de Sergipe. ampliou os reucursos da justiça. determinaria o povoamento rápido. não poderiam vencer os hábitos de arbítrio das autoridades e da pouca observância dos preceitos legais. Cristóvão. 254 Decret. e nãotinha um órgão de publicidade. extinguido a Thomar do Geru. E esse descuido era quase que absoluto. Estância. com onome de Noticiador Sergipense. não só pelas ligações políticas que os protegiam. E convicto disto foi que o autor destas linhas. tratou de pôr em vias de realização este melhoramento. Aumentou o número da força dos Permanentes. Vimos que o primeiro jornal foi criado em 1835. entregue a mãos vingativas. Compreende-se perfeitamente que sem cultura popular. Na administração de Navarro teve lugar a primeira sessão da Assembleia Legislativa. Nem sempre a lei era a garantia dos direitos do cidadão. como importante fator da civilização. elevando-o a duzentas praças. ter-se-ia antecipado a realização desse melhoramento. Criou 7 cadeiras de primeiras letras do sexo masculino e outras tantas do sexo feminino. e de alguns do primeiro reinado.

e sem lagrima. hábitos que caracterizavam aquela sociedade completamente imersa na ignorância. O excesso da medida desaparece perante a nobreza da causa. E o fez pela Lei de 19 de agosto de 1835. esse miserável libello e lho prstava todo o apoio ministerial. principal sede do comércio negreiro. e com huma conspiração urdida na capital. Punindo e proibindo o tráfico. compreende-se que sua adminstração havia de descontentar os interessados. com a provocação de dous fortes poderosos partidos que tentavam reciprocamente hostilisarem. cortados todas as avenidas da guerra civil. Os representantes de Sergipe na Assembléia Geral. vejamos a adminstração do Dr. cujo desenvolvimento já reclamava esse acesso. Silva Lisboa compreendeu que a melhor soluçãoera comvocar a Assembléia. terminava eu o mais importante serviço para aquella província. essas faltas. ele em Sergipre. e da sua pacificação. era diminutissimo. enquanto os deputados entregavam-se à calúnia. em que lia V. principiam a acusar o presidente. ele prestava estes grandes serviços. Ela era uma subcorte. E o fizeram e o alcançaram. Enquanto no Rio. a política da camarilha dos dois deputados incrementava as maiores calúnias contra o administrador. chamando às contas as autoridades imbecis e fraudulentas. pelo dois deputados . não obstante a promulgação da lei que aboliu o tráfico. Realmente a lei provincial de 17 de Janeiro de 1835 tinha transferido a sede da vila de Santo Amaro para Maroim. quase sem meios. que compreende o ano de 1835. que se continuou a fazer em larga escala na província. prestava o grande serviço de plantar hábitos de legalidade. relativamente ao número de habitantes. Ele ainda fazia-se por mar. era o do triumpho da Lei. ou por terra. cujo poder municipal tinha tanto contribuído para o desenvolvimento da civilização da província. ―Nesse mesmo dia. Afagavam as tradições desta vila. Isto descontentou profundamente seus habitantes. para depor a Assembléa Provincial. punindo os contrabandistas com severas penas. Silva Lisboa proibi-o completamente. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa.O número de escolas como veremos no seguinte capítulo. Por ela passavam os habitantes do norte que visitavam a capital. Resolveram com as armas. a fim de ver se existia algum africano recentemente chegado. chamando ao cumprimento do dever as autoridades. Pois bem. 218 . ―nesse mesmo dia recebia eu as congratulações da Assembleia Provincial e os agradecimentos do povo por haver. dezia ele na resposta que deu à carta escrita ao ministro do império de então. padre Manoel Silveira e Joaquim Fontes. Ele se caracteriza principalmente pelo programa de corrigir esses hábitos . Determinada a causa mais geral desse hábitos. Ex. obrigando à prestação de contas os agentes fiscais e proibindo completamente a imortação dos africanos. sendo depositados os infelizes na Estância. em lucta durante vinte e dous dias com a sedição de Santo Amaro. consolidado a paz‖. e sem sangue. desse desrespeito à lei e do abuso do poder. manter a sede da vila em Santo Amaro e criar a vila de Maroim. e aí escovavam sua casaca. opor-se à execução da lei. que se ia incendiando em Santo Amaro. Aurorizou até a busca nos engenhos. sustentado a lei. de educação cívica e abafava um movimentro revolucionário.

junto a Laranjeiras. filho do Coronel Pimentel. onde casou-se e morou no engenho Jesus Maria José. ―Da mesma serte havia heu iniciado o exame e fiscalização da Santa Casa de Misericórdia. E aí estão suas obras sobre química e mineralogia. corrigido inveterados abusos feitos à Ella e à moral e responsabilisado os empregados públicos malévolos. exame que jamais se havia incetados por contemplações para com os seus devedores. comprado o terreno para cãs de correção ejá principiado: aberto novas ruas. ―Quem nos tirocínios de sua administraçã. Os meus esforços o conseguiram e nessa ocasião em que os seus deputados deprimiam o meu crédito. Fernandes de Barros não era um produta do meio social de Sergipe. até que chegasse da Bahia o Dr. pelas suas qualidades. ―Repartido havia também a minha intenção com as obras publicas. promovido a iluminação da cidade. havia repartido por todas as comarcas para as policiar. obtem os resultados dos melhoramentos que projecta. tinha a educação européia. em 1836. finalmente havia protegido com efficacia a Religião do Estado. no que me fi mister empregar para a conseguir inifinito trabalho. era um químico consumado. juntamente com o Dr. Essa inimizade pessoal originou-se de pleitos judiciários. Lá firmou a competência de um brasileiro de talento. Além de um médico ilustrado. de certo que bastantes provas dá da sua incapacidade mora. impugnando à Assembleia Provincial a reducção do Corpo de Polícia e regularisando-o. como para dar impulso ao seu comércio progressivamente decadente. não só para abastecê-la dos gêneros de primeira necessidade de que careciam . Veio da Europa para Sergipe. 255 Silva Lisboa ocia à câmara em data de 9 de outubro passado a administração ao vice-presidente. estendião-se a todos os Municípios. como cessar innumeros assassinatos. com que consequi fazer não só cumprir as Leis. que nella antes desta providencia se commetião impunemente. Em 19 de Outubro Dias de Oliveira passa a adminstração ao tenente-coronel Sebastião de Almeida Boto. a propósito do inventário do Coronel José de Barros Pimentel. ―Os deveres do meu cargo não se circumscrevião somente nos objectos da Capital. ―Igualmente tinha ordenado o arrolamento e estatística da Província. Realmente. em total abandono. Manoel Joaquim Fernandes de Barros255. passando a administração ao ilustrado Dr. melhorado o cáes. Envolveu-se na política. no qual figurou Almeida Boto como tutor testaentário do menor Gaspar. Na França desempenhou comissões de valor cintífico. Marcelino de Brito. que ficou na presidência. Envolveu-se no pleito para Deputado à Assembleia Geral. que atestam o seu saber. ela era um homem de espírito não vulgar. dando aso executores forçaa para se fazer obedecer. e Sebastião Gaspar de Almeida Boto. Formou-se em medicina em París. 219 . desfrutava a capiraç a abundância e o comércio que se tinha estabelecido ente ela e as vilas circunvizinhas. antes de estudarmos a sua adminstração. onde foi um distinto discípulo de Gay Lussac. e em todos era incansável em dispertar a inércia das camaras e chama-las às suas obrigações. conquistando muita simpatia da opinião. achava-se concluído o quartel militar. seu inimigo político pessoal. aplainado e mandado calçar outras. Estudemos o homem. e de não saber governar nem a sua própria casa!‖ Solicitpou sua demissão.E é ele memso quem define sua adminstração nas seguintes palavras: ―Deploravam os da capital uma Feira. Manoel Joaquim Fernandes de Barros que tomou posse a 6 de dezembro do mesmo ano. com o mesmo zelo tinha organizado as guardas N. o capitãomor Inácio Dias de Oliveira que tomou posse no dia 10. contratado a abertura do canal Japaratuba. de entre os quaes se contavão as mais ricas e poderosas famílias da terra. e taes vantagens Lea a effeiro. seu correligionário.

Não podiam apelar para o prestígio do talento e a nobreza do saber. a fim de tratar de sua saúde. perdeu um poderoso fator de sua prosperidade. assegurem a tranqüilidade pública. diretamente com outras nações. A conseqüência da cosnciência dessa desigualdade. Tanto mais julgava sua vida pouco segura. quando abriu. fomentem o comércio interno. que prosperem 220 . Foi esplêndido o programa de adminstração que ele enunciou aos deputados. pela competência. com a morte dele. na capital da província. por certo. Este fato impressionou profundamente a opinião pública da Bahia. em que se achavam os diretores da política. Para ele a opinião popular olhava como um homem necessário. deixou-se vencer pela sugestão de interesses. Não só na vida interna da província. em 1839. a quem competia esse dever. porque ele plantaria uma nova orientação na política e elevaria. Em 1840 teve necessidades de ir à Bahia. Sergipe. Daí os acontecimentos de 1836 em Sto Amaro. conservem intacta apropriedade e a vida dos comprovincianos. na altura de Inhambupe. Ele havia de impor-se à aceitação da opinião e conquistar a suprema direção dos partidos. ficando. Pede aos representantes leis que previnam os crimes. em 11 de janeiro de 1836. era a inveja. e estudar suas conseqüências no meio social em que ele operou-se. foi de reais desvantagens. O que pertence-nos é indagar as causas desse fato. desde quando vencê-lo era impossível. entretanto. Não nos compete o odioso papel de inquerir qual seu autor e aponta-lo à opinião. e de quem a província tinha muito e muito a esperar. o nome sergipano á altura que os seus sucessores nunca alcançaram. e criem o esterno. fora. a morte de Fernandes de Barros. Instaurou-se processo crime. davam-lhe o privilégio de dominar os destinos da província. a Assembleia Provincial. como na inferferência com que ela havia de obrar nos negócios do país. não nos pertence. reprimam os vagabundos. Se a justiça pública. Foi ele vitorioso naquele pleiro eleitoral. É fácil prever-se as conseqüências.Contribuiu ainda mais o roubo de uma avultada quantia feito quando a viúva do Coronel Pimentel vinha da Bahia para Sergipe. que descrevemos. pormeio de uma medida radical. No dia 2 de outubro do mesmo ano foi assassinado. para deixar impune o assassinato de um cidadão de representação histórica. não querendo apontar à execração pública o seu autor. Era impossível vencê-lo na política. o odioso papel de entrarmos nessa inquirição. abandonando suas propriedades em Sergipe. o poder de sua mentalidade e a riqueza científica de seu espírito. impune o assassino. Tornava-sepreciso elimaná-lo do campo político. Quanto mais conquistava prestígio e influência na política. No campo político ninguém podia competir com o ilustrado médico. Sergipe. Alagoas e aé da capital do Império. Compreende-se perfeitamente que os chefes políticos de então. Eis as causas do assassinato de Fernandes de Barros. em favor da prosperidade da província. Desconfiou que desejavam assassina-lo pelo que mudou-se para Maceió. As qualidades de que era dotado. em terreno nenhum podiam com ele competir. A fala que então pronunciou. empreguem os viciosos. corrijam os delitos. revela um espírito eminentemente rico de excelentes projetos e a devotação.

pelos arbítrios do poder. de um lado pesados impostos. sobre a justiça de çaz. preparar seus frutos. em vista das boas condições de grandes zonas para estas lavouras. como veremos adiante. engomar. Lembra medidas de valor para que a Assembléia ofereça-as ao poder competente. que tanto prejudicam a lavoura de cana. em obediência a um princípio de higiêni pública. excitem o gosta das artes. e que agravaram-se durante o segundo reinado. A par disto parece que o caráter das gerações degenerou. Pede a criação de um estabelecimento idêntico para as mulheres. para não terem necessidade dessa devastação de florestas tão úteis. senão a criação da nova alfândega. Melo Pereira foi o primeiro da série dos presidentes que formam o segundo período da regência. a palavra colonização para os brasileiros deve ser sinônimo de prosperidade e segurança. Descreve os males que cercam a lavoura da cana. a fim de que se estabeleça uma corrente imigratória para Sergipe de estrangeiros. cuidar de hortas. que eram os chefes dos partidos. para que as fontes de receita pública tornem-se mais segura e o desnvolviemento civilizador mais rápido. lavar. Pede que a assembléia legisle sobre colonização. no mesmo ano de 1836. dispô-la para produzir as diversas colheitas. que as adminstrações não souberam ou não quiseram superar. Há visível e palpável desfalecimento do civismo e obnublação do patriotismo. Pede um novo plano de ensino. e cujas administrações caracterizam-se pela falta de segurança pública e individual. espalhem as luzes. Pede a cração de escolas em todas as villas e povoados. cujas funções sejam examiná-las. Pede providencias que proíbam a derrubada das matas. que renasceu as velhas paixões. Pede a centralização secundária em um liceu que se deve abrir na capital. toão ignorante e inconsciente. a fim de privar a escandalosa agiotagem do dinheiro a 2. porque diz ele. 4% de uma caixa econômica para plantar no espírito público a economia. de outro a falta de braços educados e cultura do manufaturador. inconscientess e ignorantes. Pede leis que melhorem esse estado de coisas. a organização de um banco que facilite a circulação de capitais. um estabelecimento onde se ensinem os princípios práticos de lavrar a terra. Convida para iniciar-se a plantação do café. de plantá-la. feita pelos plantadoes de algodão. que o governo premie a quem cruzar e melhorar as raças. pelo esquecimento absoluto da lei. melhorando as condições das barras. sobre a justiça territorial civil. 221 . A política tornou-se o assunto que preocupou adminstrações e administradores. por meio de uma escola normal. Até então estavam a cargo das câmaras. onde se diplomem os professores. porque tede de passar a presidência a Bento de Melo Pereira. Anima o povo a dedicar-se à indústria. fiar. tão prejudicial à prosperidade da província. cuidar do gado e animais domésticos. cacau. Deste período datam os males da província. pela preponderância dos régulos. onde aprendam a coser.a agricultura. pelos excessos do partidarismo. por meio de Bóias e praticagem. Fernandes de Barros. que fiquem sob a fiscalização de um ispetor. fazer flores. Pede leis proibitivas de enterramento dos mortos nas igrejas.3. Eis as idéias dominantes da administração do Dr. Infelizmente nad disto pôde realizar. da educação de animais domésticos. e a quem descobrir um destruidor dos insetos. da construção rural. obrigando-os a adubar seus terrenos. Pede a criação do comércio direto. Lembra a criação de um Horto Agrícola.

para dar vitória às candidaturas que patrocinavam. composta de paizanos e alguns escravos. e que pelo numro de eleitores. requisitando força ao Juiz de Paz do districto vizinho. por occasião do apuro geral. o qual apoderando-se da Villa. escrita pelo comendador Antônio José da Silva Travassos: ―Assim deu-se a separação e seguio-se a campanha eleitoral. ―O Juiz de Paz. Aprecianremos as conseqüências destes dois fatos. ―Foi forçoso retirarem-se. e Dr. Foi um verdadeiro tumulto. e não trepidavam na prática de meios. e por intermedio do Juiz de Paz respectivo. ―Quando na Villa e Freguesia do Rosario. Todos os meios foram inprofícuos para uma vitória honesta do partido do governo. ―Então já a necessidade aconselhava uma medida que hoje dispõe a Lei elitoral. Manoel Joaquim Fernandes de Barros. Transcrevemos aqui o seguinte trecho de uma mem´pria inédita. a pretexto de não lhe ter sido enviada a acta do collegio do Lagarto. ―Quando esses eleitores se aproximavão do Palacio. os Eleitores estavão com o Juiz de Paz tratando de igual representação. contra os excessos do governo. classificando de ajuntamento illicito aquella evasão. e manifestada na camara da capital. de onde fugiram os habitantes para salvarem suas vidas. sobre-estou a camara a apuração. e seguindo a seus districtos.Desapareceu aquele sentimento da massa popular. para diplomar aqueles. passou a proclamar de ajuntamente ilícito. capitão de 2ª linha. e em numero de 200 mais ou meos. Dois partidos prepararam-se para as lutas. seno pelo commandante Manoel José Ribeiro. que ao contrario faria fogo contra elles. No ano de 1836 ia ter lugar um pleito eleitoral. com as formalidaddes determinadas no código do Processo Criminal. que era o capitão Manoel Pereira Coelho. ―Finda a eleição. Os administradores defendiam os interesses dos partidos a que pertenciam. que era o Tenente Coronel Antonio Luiz de Araujo Maciel e Eleitores. reunirão-se os eleitores do partido liberal. rasgava-as e mandava prender aos portadores. intimada ordem de retirarem-se. fez retirarem-se della o Juiz de Paz.627 eleitores. apresentando o partido legal para candidatos ao monsenhor Silveira e a Sebastião Gaspar de Almeida Boto e o liberal ao Dr. ―Seguirão algumas representações nesse sentido. tendo por ponto de horigem a vila de Santo Amaro. que era cunhado do Presidente. Manoel Joaquim de Souza Brio. O escândalo a que quis o adminstrador chegar. contra a liberdade do voto. As épocas eleitorais ofereciam oportunidade à prática dos maiores desatinos. para lançar o protesto e realizar u movimento de revolta. A pressão era enorme sobre o sufrágio popular. Ela se espalha pela província. cuja dandidatura patrocinava. pedindo ao Presidente da Provincia ordenar à camara da capital para tomar em separado a votação daquelle collegio. uma grande maioria contra os candidatos do partido legal. figurando ter sido elle composto composte de 3. e como 222 . O de Santo Amaro. para deputados à Assembleia Geral. ―Á vista deste extraordinário escandalo. deu lugar a uma grande revolta dos membros do partido adverso. ―depois apresenou-se a acta daquelle collegio. ouve um acordo de enviarem de cada Freguesia. forão atacados por uma força armada. cuja liberdade na escolah dos candidatos desaparecia pela falta de honestidade. representações assignadas pel corpo elitoral. que era de cincoenta. já estava a guarda delle reforçada e posta em linha de atiradores. que ali se achavão. capitaneada por aquelle candidato Boto. conhecia-se não alterar o vencido. mas o Presidente a proporção que as hia recendo. tanto os da capital como os de outros lugares. por occasião da apuração geral. dirigirão-se à palácio para representar ao Presidente verbalmente contra aquelle facto.

se poz em fuga. ―Então estes muniram-se de gente e das armas para defenderem-se da aggressão. de seguir desermados à capital. foi o Engenho Santa‘ Anna. ―Esta representação narrava os acontecimentos. contra o qual deram descarga. morrendo estantaneamente. ―Dado este acontecimento. que procuravão suas casa pela notica da retirada do destacamento. ―Correndo Boto e os demais que elle capitaneava. levando-se toalhas. nem mesmo roupas.não fosse obedecido. seguio com uma força de Permanentes. que era elle Presidente o primeiro a reconhecer a nullidade do collegio do Lagarto. e dispondo-se a vingar a afronta feita à Santo Amaro. refugiando-se para as praias. contra o qual ia represenar para a Côrte. ―Chegando disso aviso aos habitantes da Villa de Santo Amaro. confiando. não poderam retirar-se. ―Sabendo Boto daquella reunião. empregou a força e fez a dispersão. que a applaudiram e dispersaram-se. ―Dado isto persuadio-se o Presidente que aquella Villa se achava ocupada por grande força. os quaes foram conduzidos em braços. que dormiam descançados no promettimento pela proclamação do Presidente. queixando-se das artitrariedades praticadas pelo Presidente. onde logo encontraram a sós João Bolacha. ―Passados oito dias. para Larangeiras. dominaram-se de fanatismo alguns dos rapazes santamaristas. e depois de proferir blasfemias contra a Imagem de Santo Amaro que está collocada no Frontispício da dia Igreja. e concluía pedindo a apuração em separado da acta do collegio eleitoral do Lagarto. que se achava inerme. prata. ameaçando tomar vingança. estando embriagado. dizendo-se ir elle atacar aos reunidos no Engenho Sant‘Anna. mandou ali o vigário de Laranjeiras. que deixaram feixadas. onde foram espingardeados. ―Acceita a proclamação. entregando-as ao dito vigário. dando vivas ao Presidente da Provincia. tomaram armas. consertaram os liberaes. e levaram as Âmbulas. ―Mesmo as igrejas não foram isentas do saque. de novo representar verbalmente ao Presidente contra seu procedimento. ―Seguio-se o saque em todas as casas. entrou Boto com aquella força em Santo Amaro. pessoas mais gradas e de differentes districtos. que promettia deitar um véo sobre o passado. ―Persuadido assim o Presidente. levando-se em carros o precioso dellas. ―Não tendo este com quem brigar. Por este facto. enviaram estes uma representação ao Presidente. e a cujos habitantes não podia elle perdoar o auxilio prestado ao Juiz de Paz do Rosário. deixando alli um destacamento de quarenta capangas sob o comando do facínora João Soares da Soledade. Antonio José Gonçalves de Figueiredo (aquelle candidato à deputação Geral. Logo que o destacamento soube do que havia acontecido ao seu commandante. que por doentes. e do partido deste. lançou mão de uma reúna. eo que não fez conta conduzer-se. 223 . João Severo. da qual foi o portador o coronel Francisco da Graça Leite Sampaio. e alli existe ainda essa memória. sendo aquelles que vierão assassinar João Bolacha. dirigio-se a Igreja Matriz. ―O ponto concetado para essa reunião. voltando tramquillos às suas casas. no fim de seis dias. ―Voltou o coronel Graça com uma proclamação do Presidente. e outro do ornato dos santos. Retirou-se Boto de Santo Amaro. que como ral não se tem mandado concertar. seuguiu Boto com uma força de 600 praças. com a sua força lega. ―No dia seguinte. no município de Larangeiras. às oito horas da manhã. como era seu costume. embora morressem. e seus agentes. e paisanos. e foi cercar a Villa de Santo Amaro. e contra aquillo que acabava de praticar seu cunhado. ―apenas haviam ficado na Villa Manoel Alves Pereira. que se achavam refugiados fora da Villa. não foi por isso preso. quebando a mão direita do Santo. toamram e expediente de embarcarem-se em canoas. e achando todas as portas feixadas. quando apenas achavão-se vinte rapazes. lhe disparou um tiro co a dita reúna. achando-se também algumas famílias pobres. sob seu commando em chefe. conhecido por João Bolacha. pessoa de confiança do Presidente. Abriram o sacrário. mandou-as abrir sem precedência de formalidade legaes. ―Ficando estacionados Boto em Larangeiras. companheiro do Presdidente Ignacio José Vicente) admoestar aos santamaristas para depor as armas. postos no meio da praça. e seguiram para a dita Villa. despejaram as sagradas Formas. aconselhando aos reunidos de deporem as armas. e foi esto na noite do dia 15 de Novembro de 1836. indo em seguida para a capital. sob a palavra do governo. seguindo todas as famílias com o trajo que tinham. acando assim a existência. sendo arrombadas a machado. e os reundos em Sant‘Anna. Daniel Canavieira. foi quebrado. sem tempo de conduzirem nada das suas casas. foi lida em altas vozes em frente dos reunidos.

que ficou outra vez deserta. e de um soldado da força do governo. que se fez chefe absoluto do dito partido dominante e de tudo dispunha á vontade. ―Foi substituído por Jose Marino Cavalcanti de Albuquerque. foi removido pelo presidente para comarca de Estância. não representava o Presidente outra causa mais do que authomato . que era .sendo um destes o Dr.Estes tão bem instaurarão processos contra os rapinas. pelo facto de não ter cumprido o que prometteo na proclamação que foi lida em Sant‘Anna. Escrivão do Juiz de Paz de Santo Amaro. foi demitido por acto do mesmo Presidente. em vista do extraordinário numero de Eleitores fictícios. Joaquim José Pacheco (1839). ao mesmo tempo que estes tão bem pronuciados pelos crimes de roubos e assassinatos. ―Ocupando o rapina todas as posições oficiais na província. Indiferentes de todos ao bem publico. ―chegando disso noticias na Villa. ―Tão bem a força do governo não se demorou na vila. pelos roubos e assassinatos que praticarão. que para ali fugiu. 256 257 Tomou posse a 31 de maio de 1837 Tomou posse a 28 de agosto de 1839 224 .que tomou posse no de 1837‖.o partido dos corcundas dominou durante elas.arrastado por seu cunhado Boto.de onde era natural. disposerão-se os ditos rapazes. e que as armas conservavão para defenderem-se dos assassinos. comosta de cerca de quatrocentas praças. Seus habitantes sentiram-se irritado por um ato de tão inqualificável arbítrio. e os legais foram apelidados de rapinas. Uma idéia liberal foi. acontecendo que alguns dos comondongos reunidos. As pessoa256 seguiram-se: o Dr. sítios e mais lugares dos municípios sendo permittido o assassinato e o roubo. por alusão aos roubos praticados em Santo Amaro.Manuel Joaquim de Souza Brito. resultando a morte de um delles Amphrisio de Campos. Voltando o vigário Figueiredo. e logo retirou-se para a Bahia. que foi o ultimo delegado do governo e da regência. ― D‘hai em diante chrismaram-se os partidos. que mais tarde o postou sem vida em uma das ruas da Bahia. As administrações que se seguiram à Bento Pereira guiaram-se pela orientação por si traçada. pelo crime de revolta.Manoel Joaquim Fernandes de Barros. e emboscarão a tropa na entrada da dita Villa. Vimos nas paginas anteriores que o abuso cometido pela Bahia em 1820. que ficarão sendo conhecidos uns de camundongos e outros de rapina. ―Então os do partido legal denominaram aos liberais de camundongos. que era juiz de Direito da comarca da capital. e dando esta resposta ao Presidente. natural daquela província. reduzindo a letra morta o decreto que elevava Sergipe a capitania. continuavam a exercer empregos públicos. uma nova força se dirigiu a Santo Amaro. ou reuniões dos ditos camundongos.―Foi-lhe respondido que o Presidente não merecia confiança. e ferimentos de alguns outros de partr a parte. ―No entretanto foi nulificada aquela desastrada eleição geral. Por isso mesmo que os sergipanos o puderam obstar. ―O Dr. onde rompeo fogo. e então buscou perseguir com assaltos nos diferentes Engenhos.que emigravam uns para Bahia e a maior parte para a província das Alagoas. pois. cujo programa era emancipação. Demitido o Presidente. classificação que deu aquellas representações populares. escapando ao punhal assassino. por alusão ao apelido que tinha aquele seu candidato Souza Brito.a quem foi estranhado seu procedimento e notado inepto. foi o fato que determino a criação dos partidos. ―Com aquelles procesos deo-se a preseguição da maior parte dos comondongos que não quizerão alistar-se na bandeira rapina. que não encontro no centro do governo restrição ou punição. e o coronel Wenceslau de Oliveira Belo257. tratavam exclusivamente da política. mandando-os depois assassiar e roubar. E também eram procurados em outros municípios pessoas influentes do partido liberal. e como aceitasse a ilegal remoção. por Decreto do Governo Imperial. retirando-se os rapazes em vista da desigualdade da sua força. a que nutriu a primeira organização partidária. agremiou-se em um partido.

que intimidada os homens a protestarem contra as tiranias. Daqui em diante o historiador nota. Pretendo essa aspiração emancipacionista. E ai esta o apóio que ele presta à administração do brigadeiro Silveira. pratica alguma coisa que desperta a desconfiança publica. no período da regência. Desaparece da opinião a consciência da liberdade. por causa da defesa ilimitada que seu secretario presta ao povo. e que foram o segundo reinado da monarquia. protestando conta uma fraude eleitoral. De 1840 em diante. na sociedade daqueles tempos. A revolução de Santo Amaro é o ultimo sintoma que o historiador apanha desse espírito rebelde. cego pela paixão política. juntamente com a tropa. Eis a evolução dos partidos na província. em cujo estudo vamos entrar. dessas explosões de patriotismo. de 1820 a 1831. o desfalecimento do patriotismo. em defesa da causa publica. em Santo Amaro. sempre em perigo iminente.O partido antagonista deste era o dos portugueses. e oferecendo até o sangue dos seus membros. desse temperamento. pela prepotência dos poderosos e dos ricos. De 1824 para cá. os privilégios de raça. com o fato da independência do país. Dr. ainda lhe fica uma aspiração liberal. São estas as duas organizações partidárias de Sergipe. ainda que poucos. o poder da família. Há um sintoma dominante de uma degeneração de caráter. a perda do civismo. o outro conversou o mesmo nome. não se podia nele manter. em vista da oposição da opinião.Fernandes de Barros. Ele representava o elemento aristocrata da província.Marcelino de Brito do liberal. Os acontecimentos de Santo Amaro determinam uma nova denominação nos partidos. Os chefes principais. e defender as garantias das classes populares. o povo torna-se morno e parece que degenerado. a largos traços. Em vista da rapinagem que foi praticada pela troca na busca que deram nas casas dos habitantes daquela vila. Dr. durante o primeiro reinado. em 1831 uma capitulação a Bento Pereira. o partido corcunda passou a denominar-se rapina. o partido liberal esteve na posse do poder. que os levava a sufocarem suas convicções . ao o qual aliaram-se alguns sergipanos. Nesta seção de tempo. e um obstáculo contra os atentados do poder. Ai está ele na revolução de 1836. que o inteligente Rebouças tratava de espalhar. e a ele demos o nome de partido recolonizador. É esta a característica dos tempos. eram Sebastião de Almeida Boto e Joaquim Martins Fontes. da propaganda liberais. Ai está ele impondo. a cuja prosperidade nada de útil prestou. na esperança das graças do poder. quando o partido adverso. porem. 225 . que com os seus. Notifica sua saída da administração. e de Sergipe constituir-se em Província. por isto que seu ideal emancipacionista tornou-se uma realidade com a independência. quis depô-lo. do corcunda. O outro partido alcançou algumas vezes o poder. contra os preconceitos de nobreza. a idéia dominante do partido desaparece. por que seu programa é então fiscalizar essa emancipação.

226 . o do juiz de paz da Capela. contra os abusos que se cometiam. o espírito público da província foi tornando-se indiferente as usurpações que o arbítrio tendia a conquista contra suas liberdades. e sem as regalias os cidadãos do partido que não era o da situação. em1841. Os crimes amiudavam-se. nota uma profunda diferença.Anselmo Francisco Pereti (1842-43). Indiferentes à segurança pública. sobre todas as manifestações da saciedade. na administração de Zacarias de Góes e Vasconcelos (1848-49). empregavam a força armada contra liberdade do voto nos pleitos eleitorais. ficando em punição dos crimes que se perpetravam .O povo foi massacrado pela tropa. Houve feridos e mortos. que a datar do segundo período da regência. MUDANÇA DA CAPITAL. FINANÇAS. Em uma síntese podemos traçar a macha que seguiram. OS PARTIDOS. da forma de governo.em 1845 que há pouco tinha deixado a chefia de política.viviam a zombar da justiça. Nenhuma manifestação de civismo encontra o historiador.Seria fastidioso a que descrevemos cada uma das administrações. E é incontestável que essa degenerarão partida da instituição. Entre aqueles apresenta-se o Dr. sendo sua mulher raptada e à força. Quem comparar os fatos anteriores e posteriores a 1840. A fim de se esquivarem às perseguições que se punham em pratica. todas as mais se caracterizaram pela indiferença à prosperidade geral. e a degeneração liga-se ao predomínio da política.Fernandes de Barros. Eram chamados os chefes de política. INSTRUÇÃO PÚBLICA. Os criminosos. desempregados por indevidos que se entregavam à vontade dos dominantes. foi o coronel João Pedro da silva Ferreira .O caráter tendia a degenera-se. Dissemos no ultimo capitulo. como o mais seguro recurso de defesa. Com exceção da administração do Dr. depois da maioridade de Pedro II. Alem do assassinato do Dr. emigravam para as duas províncias vizinhas.José Cupertino de Oliveira Sampaio. José Alves Pereira. registra-se. Entregues a paixão. protegido pelos homens da situação.que foi planejado em Sergipe.como se deu em laranjeiras e Itabaiana. para a fusão dos cargos públicos. em 1840.e de José Ladislau e Silva.desde quando elas obedeciam aos mesmos princípios. percorrendo aramados os povoados e as vilas. O primeiro presidente despachado para Sergipe. sendo a sociedade testemunha das cenas de sangue. Isto acentua-se tanto mais. quanto passam-se os dias do segundo reinado. às necessidade das classes produtoras.CAPITULO IV DELEGADOS DO SEGUNDO REINALDO ATÉ 1855. casada com seu raptor.de Antônio Joaquim Álvares do Amaral (1845). não inquiriam da idoneidade do cidadão.

e o trabalho de rebocarem nas barras. nos quinze primeiros anos do segundo reinado. Marunba na Capela.|A política dominava com a corrupção. degenerava-se a sociedade. um sintoma eloqüente de uma profunda degeneração. Vicente Cardoso em Santo Amaro. a falta mesmo de estrada entre os centros de população. citamos Inocêncio em Laranjeiras. E esse estado decadência da sociedade. basta dizermos que de melhoramentos materiais só foram feitos a abertura do canal que ume o rio Japaratuba ao rio Pomonga. havia um criminoso que se tinha celebrizado. Aquele mesmo partido que sempre timbrou em defender o bem público. por que não o puniam. em 1842. na impunidade dos seus crimes. suspenderam-se os pagamentos aos empregados públicos. ao qual o governo entregava vales.o estado do comercio. Xicão em Itabaiana. Como o leitor vê. na adimistração de Sebastião Gaspar de Almeida Boto. Nas baixas regiões desaparecia o civismo e não se ouvia uma voz de protesto contra um tal estado de coisas. fazendo com que o prêço de gênero de consumo fossem muito diverso em lugares próximos. altamente atentatório à riqueza particular dos habitantes de 227 . revele-se claramente no fato de 1855. Eis o estado a que chegou a sociedade de Sergipe. diminuíram assim o numero de naufrágios dos navios que demandavam Sergipe. E ambos estes melhoramentos pertencem à iniciativa do comendador Travassos. porque viviam sobe a proteção dos poderosos. Instrumento cegos das paixões do chefes. Matias em Maruim Moura no Rosário. Na consciência das administrações não fazia a menos mossa a necessidade que tinha a província de melhoramentos.o estado do comercio que podia comunicar-se com outras praças. essa falta de patriotismo e de civismo que se ressentia a população de Sergipe então. não só pelo numero de vitimas. como pelo escândalo que ostentava. As suas vias de comunicação muito difíceis. Durante meses. chegamos a um lamentável estado de selvageria pelo lado financeiro chegamos à bancarrota. Grandes diferenças nota o leitor entre esta sociedade e a das gerações passadas. Se pelo lado de segurança publica. senão a Bahia. pelo estado das barras que não se despertavam nas administrações de 1840 até 1855. para serem rebatidos no comercio com grandes especulações dos negociantes em lucros exagerados. A falta de fiscalização do dinheiros públicos chegou a ponto de não haver numerário para pagar-se o funcionalismo. durante o segundo reinado. elas o acoroçoavam. contra a prepotência dos que queriam dominar. As autoridades animavam-no. sem poder a justiça publica entrega-los à severidade dos castigos penais. perdeu suas tradições e seus programas. Quincas em Própria. Se havia um outro patriota que sentia no fundo d‘alma a decência dessa sociedade que se corrompia. não chega ao ouvido do historiador o grito do seu protesto.Em quase todas as povoações. O silencio popular parece que era uma prova de aquiescência de tantos desmandos. Nas regiões do poder o crime não desapertava a punição. Assim. Eram estes os homens que levavam o luto e a orfandade às famílias.

de saborosas frutas.Cristóvão e seu município. As tradições do tempo trazem-nos inúmeras perda de pais de família. porem. pequena. rodeada de 200 sítios de pequena lavoura. Entretanto vós todos concordareis que. lançando pragas ao administrador. E daqui que a colonização melhorasse tais condições anti-higiênicas e que permanecia de um centro populoso espantasse os miasmas.S. de excelentes águas. unida e armada. Admira-se realmente a coragem do Dr. Idealizou o plano e realizo-o. E foi o que se deu. ficou indiferente ao atentado. o leitor viu quando o poder legislativo mudou a sede da vila para Maruim. seriam inúmeras as vitimas desse meio tão pernicioso e epidêmico. sem tradições e sem edifícios. Enquanto a população de Santo Amaro. vitimadas pela febre paludosa. cujo os interesses não se podem comparar. de ricos e belos edifícios. em 1º de março de 1855. morrendo de febre palustre. Os cofres depositados em albergues. buscar seus cartórios.Inácio Joaquim Barbosa. 12 fazendas de criação de gado. de uma noite para o dia. pouco depois da mudança da capital. de abundancia de alimento. que as mãos sacrílegas de um administrado viesse atirar na pobreza um sem-numero de famílias. longe de ser elle um grande Povoado. de clima ameno. Obrigados a irem habitar em um meio paludoso. e a assembléia de reunirce de baixo de um pé de cajueiro.que em recentes períodos geológicos serviu de leito do Cotinguiba. ficando na orfandade e sem arrimo do esposo os infelizes filhos e esposas. aos representantes da província. sem a menor garantia e segurança. e que já havia mais de trinta que nele se acha a sede da Capital da Província. A falta de habitações era absoluta. anulando os inauditos esforços das gerações passadas. a população de S. com um município de 43 engenhos. vila pobre. que foram os primeiros a reclamar pela mudança da capital. O próprio presidente foi vitima de sua ousadia. é uma 228 . cujas tradições deviam estimula o patriotismo de seus habitantes. indo compacta. As causas justificadas do ato vêm na fala que Inácio Barbosa dirigiu. situada excelente local. que veio consignado para realizar esse atentado. como é o corpo cuja cabeça ele representava. e consentiu facilmente na realização dos planos oficiais. Os infelizes empregados públicos para garantirem o pão cotidiano. Se admiramos sua coragem. Isto é bem característico da degeneração do caráter e do civismos daquela sociedade. E é para admirar-se que a deliberação da administração não recuasse perante a grande soma de interesses particulares que o ato da mudança ia prejudicar. onde intenta edificar. o poder da sugestão a que seu espírito. Estudemos.Manuel Inácio da Silva Lisboa (1835). ou por outra. Somente as velhas espreitavam das rotulas os carros que conduziam o cofre e os arquivos. . Foi o protesto. 11 alambiques. feitos à presa. Seu espírito não se deixou influenciar por nenhuma dessas inconveniências que seu ato acarretou. O próprio presidente teve de habitar em uma casa de palha. as suas causas e suas conseqüências. nova cidade. As repartições publicas funcionando em casebres.Cristóvão. como o atestam alguns dos seus velho monumentos. Vejamo-las: ―Ninguém ignora o Povoado da Cidade de Sam Christóvão contra cerca de duzentos e cinqüenta annos de existência. o fato. e que por isto não pode oferecer base suficiente para grandes e largas edificações. pela grande quantidade de pântanos existente.a mudança da capital para o Aracaju que era uma praia inóspita e inabitada. incisivamente epidêmico. para ir atira-la às praias do Aracaju. retirando a vida oficial de uma cidade secular. para satisfazer assim interesses políticos e individuais. e o reclamava desde a administração do Dr. ―Era sem duvida tempo suficiente para ostentar-se rico e populoso. sobre um solo arenosa.

... dificultando esta que podia ser remediada com a viação férrea............. os cofres públicos despenderiam muito menos do que despenderam para edificar uma cidade em tão pouco tempo.....................789 Itabaiana .........231 Santa Luzia...030 Rosário..........Cristóvão........... A outra causa alegada pelo presidente foi a superioridade topográfica do Aracaju... não podendo ser indeferente aos justos clamores do povo............. Cristovão...... que fica na margem do mesmo rio Vaza-barris?‖ Eram inexatas as alegações do presidente sobre a decadência de S......... se............ alem de ficar no fundo do rio Piramopana com dependência de marés....773 Divina Pastora..............2......... Nenhuma localidade igualava-lhe em população........718 Maruim.............. ..................643 Campos ............ pois que é pequeno recôncavo da ribeira do Vaza-barris............ quando depois de ter dito que S............ com na formação geológica..............1..............................3.........958 Lagarto .Cristóvão.............1.................... nem seu município...............das mais pequenas Cidades da Província.... Capital da província de Sergipe.. acrescentando que diferente dos demais centro de população da mesma província.. que no auge de desespero e exige a observância da lei fundamental do Estado.. não só em volume d‘água................. 258 Illm...............807 Capela.......................................1........ condições estas que tornariam para o futuro a nova capital uma excelente praça comercial.....................170 Não era também a cidade menos populosa de então............... comunicase diretamente com o Povoado de Itaporanga......... que lhe fica próximo......... E Exm...624 Socorro....... e dificuldades de toda sorte para navegação....... como as barras de ambos os rios são iguais...309 Propriá... Em 1850 o numero de habitantes de cidade de S...1..................Cristóvão.......1.......... Não só o porto do Cotinguiba não é superior ao do Vaza-Barris........... Sr... a quem foi presente a representação verbal dos habitantes d’ella......... não dispõe esse povoado de recursos próprios...................... A única circunstancia de valor real contra a permanência da capital em S... o seu aspecto só revela decadência e miséria...544............................Cristóvão era a menor cidade da província....30...... ..... junto a um excelente porto e de uma barra superior á do Vaza-Barris............................976 Estância...........475 Vila-Nova... ... que os ligasse e com que por certo................... transformando uma praia insalubre e deserta em um centro populoso. 2....................3.......664 Santo Amaro .. Cristóvão era sua distancia para o porto........ .............570 Laranjeiras . foi lançado pela câmara da capital nos ofícios e representações que o leitor pode ler na nota abaixo258...965 Porto da Folha. a cuja 229 ....... .......................................... – A câmara Municipal d’esta Cidade de S.2................ diz pouco adiante: todos os demais povoados estão mais ou menos no caso da cidade de S.........3....... O único protesto que encontramos em nossas busca contra o ato do presidente....... vê-se a inexatidão da legação: S... como sendo a menor e mesmo populosa cidade da província...... Cristovão era 1......693 Total.. Pelo seguinte quadro do numero de fogos das povoações de Sergipe em 1852.... E como não seria assim.......................................... Inexatidão revela-se na própria incoerência de suas palavras.................... e poderia enterter-lhe a vida.....

senhores. e o mundo inteiro. e nem a assembléia se poderá justificar de huma infracção de lei fundamental do estado. por si e em nome de seus concidadãos. não deve consentir como primeira authoridade da província. e mudar e sede do governo com a maior precipitação para huma praia deserta. Ex. protesta de haver hum dia os habitantes desta capital seus prejuízos. e parente o mundo inteiro. para que todos conheção da forma porque é transgredida a Lei: o que mais importa. que a 14 annos prosperava consideravelmente. Ex. perca a natural resão. E com effeito.sombra repousavão intertes por se julgarem garantia. Permitta V. Sr. ou antes o cumprimento do artigo quinto do acto addicional: certo de quem se V. Anna. Ex. comessava sua existência civil e política. a fraqueza que hé própria a esta camara. capital da província de Sergipe. e leal. Esta camara. só e unicamente convocação da assembléia provincial nesta capital. hum commercio florescente. protesta ainda e o que mais importa por serdes os responsáveis perante Deos. a falta de economia política. é claro evidente ser a reunião da assembléia nas praias desertas do Aracaju huma medida que revolta os ânimos mais pacíficos dos cidadãos. e os edifícios do estado que não menos importão da duzentos contos de reis. para que faça reunir a assembléia nesta Capital. sabe que da boa administração da justiça depende a felicidade dos povos. quando o povo considerando o completo extermínio de sua capital. uma necessidade em mudar a sede do governo. por não poder Ella reunir-se em outro algum ponto. Senhores. Ex. apoio que a lei longe de o dar reprova. não vos deram poderes para tanto. e leal povo desta capital perante a Provincia perante o Brasil e o mundo inteiro. que representa . – P. Ex. vem apresentar a V. os reditos das estações publicas. Ex. os Sergipanos quando vos elegeram deputados. – Ignacio de Paula Madureira. para ser objetivo de desprezo. ou seja ella ordinária. – Joaquim José Pereira. Esta Camara confia que V. vem representar a esta Ilustre Assembleia. não jpodendo ser indiferente ao clamor publico e a dissolação que observa a mesma Capital. Não afiança esta camara a V. único ponto de suas reuniões. perante o Thorono. o único responsável por huma só gota de sangue Sergipano. e por isso desde já protesta Deos. em Sessão extraordinária de 28 de fevereiro de 1855. por ser hum acto nullo. ou não e prottesta por isso por serem nullos e írritos quaesquer trabalho vossos que não forem de accordo com a lei fundamental do estado: promette mesmo levar seu protesto aos pés do thorono augusto de sua magestade imperial. – Francisco José dos Santos Pinho. Ignacio Joaquim Barbosa. Sr. por isso que no artigo quinto do mesmo está determinado que a reunião da Assembléia será em lugar por actos legislativos Provinciaes. e o Brazil inteiro de ser V. emfim huma antiga capitania do reino de Portugal. nem pode afiançar a que ponto chegar o desespero dos pacíficos habitante desta capital. e inhabitavel por suas continuas epedemias. e por isso esta camara nada despresará para defender o pacífico. que se derramar possa. Não vê esta Camara. Ex. vos representa que toda e qualquer reunião. esquecendo-se todas as considerações. Exm. e animador. esta Camara em nome do povo. por huma só gota de sangue sergipano que derramar-se possa quando o desrespeito exarcerbe os ânimos motivando esse desespero a aggressão. E não o tendo feito Emx. por isso que desde sua instalação até hoje ainda não decretou para fora desta mesma Capital essa reunião. parente o Brazil. Ex. pedindo a restricta observância do artigo 5° do acto addicional: representa a V. permitida nossa linguagem verdadeira. e elevação de província do Brazil. – Marcos José Martins. e docilidade de que he dotado. em que V. compartilahdo do dissabores de seus concidadãos. e extorção de direitos que este povo julgava garantidos. presidente desta província. perante o Brazil inteiro. respeitava nosso direito de petição. Dr. Esses casos até hoje se deram. e que edificava. Parece que há quem pasando a razão deixe de conhecer a nenhuma utilidade publica. se compenetrar da razão. e menos lhe presta apoio. e do direito que esta câmara em nome do povo reclama se tornará credor das nossas afeições: ao contrário. Senhores da assembléia Província. terá de levar sua voz ante o thorono Augusto de sua magestade Imperial e constitucional. perdas. e por qualquer repulsa a elle feito. – José da Rocha Bastos. que tendo sido esquecida com sua recente emancipação. e offerece hum futuro. Illm. Exm. E Exm. o propósito firme que há de reduzir-se a miséria cinco mil habitantes da capital com ocupações honestas. e que a transgressão das leis e muitos tem abismado: e por isso esta câmara solicita de V. Deus Guarde a paço da camara municipal da cidade de são Cristovão. V. – A camara Municipal desta capital da Província de Sergipe d’ElRei reunida em Sessão extraordinária. Ex. Ex. e damnos de vez por vossos bens. mas que lhe foram postergados. – João Simões da Silva Samango – Joaquim Felippe de S. que tenhaes de fazer para legislardes devera ser nesta capital da províncias. Sr. parente a Lei. Sr. a sombra da qual todo o cidadão deve repousar tranqüilo. e irrito. 230 . usa reunia em outro qualquer ponto da Provincia He uma ferida gravemente feita ao Acto Adicional.

como deve constar de uma lei inconstitucionalmente feita e promulgada nas referidas praias do Aracaju!!! Sim. insalubre e arenoso Aracajú. he baziada na razão de ter sido elle praticado contra a Letra da Lei. Thezouraria Provincial e pessoal respectivo. quando presidente desta Província oppoz-se a que fosse para alli transferida a Alfandega!! Hé desta forma Imperial Senhor. e somente é essa verdade desfigurada pelo actual presidente da província. dispresando assim hum palacio dos melhores do Imperio onde esse Archivo estava. cuja maioria foi composta de Supplentes. – Marcos José Martins. faltaria a um dos seus mais sagrados deveres se deixasse de levar este pensamento ao Soberano Conhecimento de Vosa Magestade Imperial. depois de sua posse até hoje. 5° e 10 do acto addicional. Tendo o Bacharel Ignacio Joaquim Barbosa. – a camara Municipal da cidade de S. e tanto assim hé que o bem intencionado Commendador Antonio Joaquim Alves do Amaral. e amantes das Instituições do seu Paiz se escuzaram de fazer parte do illegal e absurdo Congresso. – Francisco José dos Santos Pinho. para não fatigar a paciência de Vossa Magestade Imperial. incrlvel tanto desacato á Lei. basta sómente attender-se ás enormes despesas. Reunidos os deputados. – Joaquim José Pereira. logo para alli transportou-se o Presidente. Senhor. que se encare os interesse della. e o da mesma Província a que pertence. se não importa de tanto de frente ferir. Outro tanto pretende fazer com os coffres da Thezouraria Geral e Correio. abusando do poder. para cuja infracção coadjuvaram esses deputados. e ás conviniencias Publicas! Mas ahi estão os pactos. construídos nesta Cidade e que esta Camara deixa de enumerar. n'essa praia está o Pessoal das Repartições soffrendo 231 . contra a disposição dos arts. mas sim uma incurialidade. deve esperar. Imperial Senhor. que inteiramente estanhou aos interesses della. Cristovão dotada dos Comodos necessários para a existência de um Povo. vem com o maior respeito a acatamento ante a Augusta Pessoas de Vossa Magestadade Imperial e Constitucional representar e Suplicar o bem. Fundamental do Estado. depois disso de tantos Edifícios Públicos com os quaes a Nação gastou milhões. do Termo desta Cidade. que praticou. – Ignacio de Paula Madureira P. e o que he a bella Cidade de S. e sempre foi isso reconhecido por qualquer lado. por que alguns de numero. e o desprezo. actual Presidente desta Província. e ali fizessem sua sessão ordinária. e quando na boa fé almeja a Capital o seu regresso. lhe fica distante 3 legoas pouco mais ou menos. sempre aollicita em promover o bem público do seu Município. por ter terras perdidas no Aracajú quer approveital-as!!! Lá. reunir os deputados Provinciaes e deliberou que estes se passassem às ditas praias. Paço da camara municipal de S. mudado desta_ cidade para as praias do Aracaju a Capital da mesma Província. que elles diriam a Vossa Magestade Imperial o que he a praia do Aracajú. decretou ele a precipitada e nulla mudança. de quem o Povo oprimido desta Cidade e Província espera saudáveis providencias que o ponham a salvo dos incalculáveis males que podem provir dessa illegal. que de vossa Magestade Imperial. Manuel Vieira tosta Dezembargador Joaquim Marcellino de Brito. que. que em linha recta. logo mandou o Presidente conduzir para aquelle terreno diserto os Archivos da Secretaria Presidencial. Imperial. Christovão. precipitada e absurda mudança! O presidente de que se tracta. que tem elle feito. que se abusa das boas intenções que a nosso respeito nutre Vossa Magestade Imperial. como pai commum dos Brazileiros. para sepulta!-o em uma cazinhola sem segurança. honestos. fazer violência ao acto legislativo da província pela inconstitucionalidade da vosa reunião.-capital da província de Sergipe. e outras. que a lei lhe confere. quando esta Camara declara nullo e insubsistente semilhante acto. – João Simões da Silva Samango. – José da Rocha Bastos. e a pretesto de passar o carnaval no engenho – brejo – apresentou-se no da Unha do gatto propriedade do barão de Maroim. que por fortuna ainda permanecem em um optimo edifício de grossas paredes de pedra e cal livres do menor risco. das puras intenções da vossa M. tendo igual destino os coffres provinciaes que alli estão sem a menor garantia. capital da província de Sergipe em sessão extraordinária aos 28 de fevereiro de 1855 . o que não se dá no esteril. Parece. para proval-a servia bastante que Vossa Magestade Imperial ouvisse aos conspícuos Conselheiros Zacharias Goez e Vascosellos. que são convergidas á prol do bem estar de seus súbditos abandonou esta cidade. e se promove o engrandecimento do Paiz só por diferenças a alguem. esta Camara testimunhando tantoa absurdos e injustiças. – Joaquim Felippe de Santa Anna. imperial senhor.alias este ponto para isso o primeiro da província. Em conseqüência do que. e ahi no dia 17 de fevereiro fez por carta officiaes assignadas por ambos. Christovão ex. Não querendo esta Camara attribuir ao Presidente actual huma desonestidade pelo acto. Imperial Senhor. que mostram com evidencia os nossos soffrimentos! E para comprehender-se a caprichosa tenacidade do actual Presidente. pelos coffres da Província.

.......105:100$000 1838...........21:741$000 1850 – 51............ – Ignácio de Paula Madureira.... Realmente....... P.. e para isso conseguir despresa a Constituição do Império.. Imperial pisa com alarde a um povo manso e pacifico. onde já se acham as Provinciaes... Imperial e Constitucional façam-os cessar d’uma vez............. só por que assim o quer e o manda hum Presidente...... anterior e posterior ao ato da mudança....... poderosa e Sagrada Pessoa de Vossa M.........317:270$000 A marcha do saldo foi a seguinte: 1847 – 48..... Imperial Guarde Deus como havemos mister faço da Câmara Municipal da Cidade de S......... DESPESA 122:530$500 141:713$206 172:142$000 202:065$000 232:925$000 232 ............ em razão de dez e um quinto... É por tanto que.......... Joaquim José Pereira......... 764$000 1852 – 53... Com o aumento da receita... Luiz Antonio de Leiros.... pode-se demonstrar suas desvantagens..43:806$000 1852 – 53..25:375$000 1836.... Até 1855 verifica-se sempre o aumento da receita. Miguel Correia Nunes.......................... Cristóvão de Sergipe de El-Rei....... imperial senhor................. e da missão que lhe confiou VossaM............. Manoel Joaquim de Guia............. verifica-se a existência de saldos na província.. encontramos a primeira lei orçamentária. a receita foi orçada em 25:375$000 e neste em 317:270$000... para o Aracaju............. À muita alta.......75:824$000 A despesa mais ou menos a mesma 1839.154:142$000 1851 – 52....... deplora a consternação dessas famílias desterradas em uma praia inhospita sem abrigo....... que o prezidente de relativamente a retirada dos coffres da Fazenda Nacional...............151:896$000 1848 – 49... João Duarte Portugal... Em 1835..... em Sessão Ordinária de 30 de Abril de 1855........................................ José Geilherme Machado de Araujo.46:484$000 1855 – 56. de que elle dispõem como senhor absoluto........ pelo aumento da prdução....101:406$000 1844.. esta Camara com a maior submissão requer a Vossa M......................... Anna........E no estudo comparativo do estado financeiro da província.....56:571$000 1856 – 57..... Joaquim filippe de S. Imperialrial e constituicional a suspensão de qualquer ordem..............279:410$164 1855 – 56.... por que assim salvara Vossa M....................64:434$000 horriveis privações para não ser-Ihes tirado o pão. naquele ano....... que abusando da bondade ....... chegando ele em 1857 a 138:257$000 Eis o quadro da receita e despesa RECEITA 1835.91:500$000 1837..... e perseguido.. como já a alguns se tem feito!!! Estas camara.... Marcos José Martins................

tirou-lhe grande parte do seu valor comercial. Daí em diante os déficits tenderam a aumentar e tornaram-se permanentes na história financeira da Província. latim. francês. era dez vezes menor. Eis. sendo abundante as receitas de 1857-58 e de 1858-59. Sendo a população. Por Lei de 31 de julho de 1847 centralizou-se a instrução secundária. a nosso ver.85 alunos 1849---------54 alunos 1850 --------113 aluns 1851 ---------88 alunos 1852 --------158 alunos 1853 -------119 alunos Em 1852 a província contava 39 escolas primárias do sexo masculino. filosofia. inglês. A freqüência em 1851 foi de 2647 alunos. retórica. nesse tempo.Em abril de 1857 o saldo tinha subido a 168:766$000. de 163.426 233 . Laranjeiras que era o melhor centro comercial. Não obstante o aumento da produção. sob o ponto de vista da cultura popular. Sendo reconhecido que a população das escolas deve estar na razão de um quinto para a população livre. quando se fizeram as obras do Aracaju. Bastam estas cifras para demosntrar o atraso em que vivia a província.729 alunos para 327 escolas. geografia e comércio. decaiu. aquela subindo a 460:177$000 e esta a 404:641$000. criada por lei de 16 de junho de 1851 e que em 1853 tinha 1043 volumes. contava 63 escolas com a freqüência de 3165 alunos. e quando passou a administração ao Dr. seus efeitos foram de grande inconveniência nos centros populosos que já existiam nas circunvizinhanças do Aracaju. Além dessa decadência para a qual tão poderosamente contribuiu a mudança da capital. Por mais de uma vez temos lastimado a incúria e indiferença dos governos para com a instrução pública. como podemos ver pelo seguinte mapa: 1848-------. sua proporção na província. em 1851de 3147 e em 1852 de 3165. na administração do Dr. Havia uma biblioteca pública. este saldo desapareceu. por esse tempo. Nele ensinava-se geometria. que além disto. isto é um aluno sobre 517 habitantes livres. era preciso uma freqüência de 32. além das que existiam no Liceu. o desequilíbrio entre a receita e despesa tornou-se cada vez maior. Vimos já o seu estado no primeiro reinado e no período da regência. Não podia competir com a vida oficial do Aracaju.990 habitantes: sendo 166. em 1850. cuja aula foi supressa em abril de 1852. Tomaz Alves Júnior (1860).000 habitantes. as conseqüências da mudança da capital. foi com o déficit de 82:020$000. A população da província em 1852 era de 222. Sua freqüência er pequeníssima. Entretanto a província. cirandose o Liceu de Sergipe. Manoel da Cunha Galvão (1858). e 15 do feminino: 9 aulas de latim. Pois bem.

O partido rapina dominou a província até 1852 quando assumiu a administração o Dr.habitantes livres e 56564 escravos. a ponto de podermos julga-lo como o administrador de Sergipe. de 1836 a 1852. durante o primeiro reinado. o partido lusitano desapareceu. De 1852 em diante seu partido deixou de ser o partido dominante e o seu chefe foi pouco a pouco perdendo o prestígio de que gosava. Fernandes de Barros. pelo ilimitado prestígio de que gozava. Seu principal chefe era então Almeida Boto. Depois da independência. que intitulou-se o partido legal naquele movimento revolucionário. até os últimos momentos da monarquia. Em vista dos acontecimentos de 1836. Isto produziu impressão na opinião do centro. todas as resoluções. durante àquele período. sem programas nem idéias caminharam os partidos. eles tomaram novas denominações. Por conseguinte. por alguns anos. Ambos perderam seus programas e isto já foi por nós dito. Vejamos agora a marcha e orientação que eles levaram no segundo período da regência e no segundo reinado. para aliar-se ao outro partido. tornando-se alvo das desconfianças da justiça pública. O historiador não descobre mais um princípio. ou injustamente. Temos. que foi o mais visível sintoma das práticas políticas do segundo reinado. Este partido que ocupou as posições oficiais. atacou até a organização partidária de Sergipe. que lhe ofereceu resistência. com Pereti. que perdeu aqueles patrióticos princípios do primeiro reinado e do primeiro período da regência e assim. candidato no pleito de 1836. uma idéia que os vivifique. estudado a marcha que levaram os partdos. se opusesse ao ato administrativo. e foi substituído pelo partido do corcunda. nos capítulos anteriores. Durante este longo período Almeida Boto alcançou em Sergipe um domínio absoluto. desde 1820. passou a denominarse rapina. Almeida Boto é um dos mais responsáveis pelo atraso em que permaneceu a província. Souza Brito. em alusão aos roubos praticados naquela vila. cujos habitantes esperavam que Boto. O liberal passou a ser chamado camundongo. eles tiveram programas: tornaram efetiva a emancipação da província e defenderam-na. em alusão a um de seus chefes. Eis a nosso ver as causas da 234 . não sabemos se justa. Vimos mais que. Dominava não só a administração da província. tendo por armas a corrupção e o egoísmo. como as administrações locais. O corcunda. José Antonio de Oliveira e Silva. Menos um ou outro presidente. o Dr. Contribuíram para isto os seguintes fatos: As dificuldades em que se colocou Almeida Boto no assassinato do Dr. em todas aso outra a administrações interferiu. de onde vieram ordens reservadas ao presidente José Antônio de Oliveira e Silva. De sua vontade dependiam todas as deliberações. contra aliberdade política e administrativa de Sergipe. Estudamos estas lutas nos últimos tempos do primeiro reinado e durante o primeiro período da regência. Além deste fato contribuiu ainda a mudança da capital. A opinião pública pensou e pensou muito bem que a oposição de Boto importaria a nulidade e revogação do ato. em Santo Amaro. A degeneração do caráter naciona. em 1836 era o partido da situação. Vimos que eles originaram-se do atentado praticado pela Bahia.

Promovidos por novas agremiações políticas. nem tradições históricas. pelo governo Imperial. Aqueles que como o Barão de Maroim. contra o qual promoveu opposição na Assembleia provincial. A esse partido. Boto e outros membros de sua família. contra os interesses da nação e a favor dos interesses dos seus chefes e dos seus adeptos. e o presidente convidou-me a propalar as idéias que eu já adoptava. dessa conciliação. organizando o partido saquarema. 235 . Então o Barão de Maroim organisou um partido seu que denominou. que mais tarde passou a denominar-se conservador. devendo substitui-los uma política larga. pretensão esta contestada por outras influências do dito partido. E são estas as suas palavras: Nesse ano appareceu o programa político de conciliação. e teve de chocar-se com o Presidente.saguarema.O programa do Conciliador não alcançou implantar-se no pinião. e então passei a publicar na Villa de S. apresentado. ligaram-se tão bem alguns membros do partido que tou a denominação do – Liberalnomo primitivo do partido comondongo.que mais tarde tomou a denominação de conservador. sendo o dito Presidente defendido. como no país.concorreu parte do comondongo. o que se compôs de frações do comundongo e do rapina. em um jornal que principiou a editar em Sto. afim de cuidar-se dos melhoramentos mateiaes de que tanto precisava a Provincia. conservaram-se no seu retiro. que tanto a delaceravam. demonstra que suas origens não representam pricípios políticos. o jornal – Conciliador-. chamado o Conciliador.saguarema. mostrando-se a necessidade de acabar com os partidos e infuências nocivas delles . generosa. cujo prospecto foi aquelle programma de conciliação. As descrições que fizemos de seus antecedentes.decadência política de Boto e do seu partido. Com isto muito se encommodou o Barão de Maroim. Este fato produziu uma dissolução completa nos partidos. que a esse tempo se insinuava para chefe do partido comondongo. Em 1856 ecoou na província a liga dos partidos operada na corte do império. Não passam de dois bandos. por outras influências do mesmo partido. que acariciou a idéia da conciliação política e da liga. que representava as tradições liberais de 1820. sem a coesão de uma idíea. e tornou-se Antônio da Silva Travassos o propagandista dessa liga. representam as duas agremiações partidárias. e tolerante. Amaro. que não podia prosperar por causa desses partidos de índole de família. so segundo reinado. Amaro. e. porqu continuaram os excessos partidários. As outras frações constituíram o partido liberal que. em Sergipe. abriram oposição ao presidente Salvador Correia de Sá e Benevides. em luta contínua. preparavam-se para a chefia suprema do partido comundongo.

o mesmo não tem sucedido a Sergipe. pela distância em que se acha do centro do governo. ao sul pelo rio Real. não só pela grande extensão que lhe é tributária. Não só a fronteira setentrional tem sido contestada pela província de Alagoas. tenente-coronel Francisco José Cardoso Júnior. é de estranhar que questões de limites tenham sido levantadas pelas duas províncias limítrofes. Considero como medida urgentíssima a descriminação dos pontos onde ele confina com as outras. os limites desta província. na sua fronteira ocidental. Elucidemos estas questões. em 1871. pela verdade do passado histórico. o território de Sergipe é limitado ao norte pelo rio São Francisco. que separa esta província de Alagoas. tem partindo das duas províncias para fundamentarem o direito territorial. baseada em documentos. determine-se uma linha divisória. seu direito político a Bahia.Na 29ª sessão da 30ª legislatura da assembléia provincial de Sergipe. pela Bahia e ao norte pelas Alagoas. como a fronteira meridional e ocidental o tem sido pela Bahia. QUESTÕES COM ALAGOAS E BAHIA Segundo a opinião de todos os cronistas. ou Brejo Grande. Se nenhuma contestação histórica. dizia: ‖Ainda são contestados ao sul. vão levar seus auxílios. E por mais de uma vez a justiça de Sergipe tem sido suspensa em sua ação. quando a favor de Sergipe não falasse bem alto o testemunho do passado. tornam-se morosas contra os interesses da justiça. de acordo com os interesses da justiça. afim de que a 236 . Pelo menos esta razão devia inspirar a cessão. entre Sergipe e Alagoas e Bahia. E quando não existisse esse direito. relativamente aos seus limites. não sabendo as autoridades até onde chegam os limites da sua competência. afluente do S. a Bahia devia fazer cessão da zona que tão ilegalmente acha-se apensa á sua jurisdição. sem que se achem a verdade e o direito do lado das alegações. para quem os documentos são inúmeros e comprobatórios dos limites que acabamos de traçar. povoações situadas nessa zona. como sobre ela a sua ação legal. pois. Desmenbrando. sobre a qual compete exclusivamente sua jurisdição.se de seu território uma grande zona de terreno ubérrimo. vai às nascenças do rio Real e o separa também da Bahia. Francisco. A incerteza em que vivemos é sempre má. desde quando o poder legislativo tem querido resolver a questão. afim de que a administração conheça qual a orbita em que deve girar. pela alegação de sua incompetência. por iniciativa dos interesses da política baiana. que partindo do riacho Ningó. Seja por onde for. geógrafos e historiadores do Brasil. Se há essa unanimidade e acordo nas opiniões. Limite setentrional.CAPÍTULO V LIMITES. o presidente da província. a leste pelo oceano Atlântico e a oeste por uma linha imaginária. afim de cessarem as reclamações de todos os dias . que reclamou como pertencendo ao seu território à ilha Paraúna. sua vigilância. de quem deviam achar-se desligadas. e de acordo com os interesses da fazenda pública. que o separa da Bahia. que legalize sua jurisdição. Sergipe tem sofrido uma lesão enorme em sua economia.

porém os fatos. que queria ser tributária de Vila-Nova. que mandei erigir e em que se acha gravado a de Penedo também mandei se conservem na jurisdição desta às ilhas que até agora lhe estavam sujeitas. pelo lado civil. Francisco. pois. cujos autores dizem-se domiciliários ali. Essa deliberação ia contra os desejos da população. fronteira ao penedo. não raras vezes. sobre a posse ilegítima que Sergipe queria reivindicar para si. não só em sesmarias algumas ilhas do rio S. E por uma reclamação feita pela câmara desta vila ao poder competente. pela qual sua jurisdição estendia-se a todo o rio S. pelos limites traçados na escritura o capitão Domingos Casado a Manuel Dias de Oliveira a ilha dos Bois. por decreto de 9 de junho de 1812. quis desmembrar de Alagoas para Sergipe as ilhas circunvizinhas do rio. Francisco. pela imposição da administração de Sergipe à lavoura das paragens em litígio.ação da justiça não continue a ser iludida. contra o que protestou a câmara de Penedo. Historiemos. em menoscabo da lei. por uma queixa dirigida ao vice Rei. Cipriano José da Rocha. e assim ficam impunes. da ilha Paraúna.Nova os dízimos. após a perpetração de um crime aqui. desmembra ele. por se haver excedido a minha ordem‖. reclamava-lhe ordens para que as autoridades de Sergipe não exercessem sua jurisdição sobre a ilha do Brejo Grande. O contra-senso e anomalia dessa pequena circunscrição pertencer ás duas províncias. eram os fundamentos em que se procurava basear a posse de Alagoas sobre Brejo Grande. Realmente. que tendo sido ilha. pois. 237 . Quando em 1732 erigiu-se a Vila Nova de S. no século XVII como as escrituras de vendas eram sancionadas pelos magistrados de Sergipe. É o ouvidor de Sergipe não abusava da lei e nem queria usurpar território estranho à sua jurisdição.a ilha de Paraúna da jurisdição de Penedo e a incorpora a Vila-Nova. no ano anterior. a doação feita em Évora a Duarte Coelho Pereira. esquecendo não só o decreto de9 de junho de 1812. para pagarem em Vila . Tendo em 1755 se levantando de novo a questão de limites. em 23 de abril de 1655 Cosme Rodrigues Delgado e sua mulher venderam a Brás Vieira uma ilha em S. Muitos outros fatos poderiam citar. donatário de Pernambuco. que resolveu da seguinte maneira: ―No que respeita ao terreno destinado para a Villa Nova. da justiça e da moral‖. pelo lado eclesiástico a Alagoas e pelo lado civil a Sergipe. a câmara de Penedo recorre e ao seu favor foi passado a provisão de 9 de fevereiro de 1758.Francisco foram doadas pelos capitães – mor de Sergipe. o presidente de Alagoas. O presidente de Sergipe incluía este trecho em sua fala. da qual ficava mais vizinha. tornou-se terra firme. como o aviso de 30 de abril de 1832. em tempos passados. que considerava pertencer a Alagoas. o ouvidor de então da comarca de Sergipe. Essa reclamação não era mais do que repetição de muitas outras. Francisco. junto a Piassabussu e que.

em 1590.Nova o terreno em litígio. em fevereiro do mesmo ano. só em 1873.Cristovão.Francisco. pelo sul. dada pelo capitão-mor de Sergipe. em 1832.quando conquistou Sergipe. duas léguas de terra ao norte da barra do Itapicuru. resolução que foi aprovada pelo Governo Geral. resolveu conservar anexada a Vila.Supomos que a demarcação deve ser da margem do S. Essas reclamações eram inoportunas. Tomé da Rocha. cidade de S. que tanto prejudicaram as duas províncias. o juiz ordinário de Vila-Nova. 238 . pela lei n. a Câmara de Penedo reclamava. mas nenhuma reclamação.vemos as seguintes palavras em seu regimento: ―As terras e águas e ribeiras que estiverem dentro do território e limite desta capitania de Sergipe. _ Hoje estes limites acham-se sancionados pela unanimidade de opiniões dos historiadores e geógrafos: o talvegue do rio Real.desde o começo do século XVII.que deveriam ser contadas da margem meridional do rio São Francisco até o rio Real. Nada se tinha mais a reclamar. o conselheiro Joaquim Marcelino de Brito. essas questões de limites. desde remotas épocas? Ainda que não tenhamos podido obter o regimento dado a Cristovão de Barros. E em 1870 o presidente de Alagoas pedia ao de Sergipe providências para que as autoridades desta última província não exercessem sua jurisdição em Brejo Grande. pedia informações à Câmara de Vila-Nova. Em 1851 a Assembléia Legislativa de Alagoas requeria à Câmara dos Deputados o mesmo que. etc. Entretanto. pois na carta de sesmaria de Luiz Alves. O presidente participa então à câmara a resolução do Governo. desde quando a posse de Sergipe sobre Paraúna estava legalizada pela legislação. Parecia agora que os fatos legalizavam e que não seriam permitidos.entre os quais existe mais ou menos esta distância.era de vinte e cinco léguas. que lhe responde em data de 26 de março de1870. o desejo da câmara de Penedo. contra o que houve formal recusa dos seus habitantes. contudo.A lei do soberano não foi suficiente para domar a ambição do poder municipal de Penedo que. que em sessão de 20 de março de 1832. Se este fato é real. leva ao conhecimento do presidente da província de então. Limites meridionais. ficaram resolvidas. Assim não sucedeu. Logo. o qual submeteu a questão ao extinto Conselho do Governo. em aviso de 30 de abril de 1832. a extensão de Sergipe. Sempre foi este o limite entre Sergipe e Bahia. a Baltasar Luiz. Em vista.quis novamente incorporar ao território de Alagoas a pequena ilha. vemos. depois de um acordo entre a deputação de Sergipe e a de Alagoas. E muitas outras sesmarias foram concedidas na zona compreendida entre sete e o rio Real.concede de sesmaria. Domingos Fernandes e Cristovão Leal. por oficio de junho de 1832. para responder. que o capitão-mor Cosme Barbosa. João Pereira de Oliveira.em maio de 1603. o qual. de há muito. 2099 de 1º de fevereiro de 1873.‖.em maio de 1604. que deveria estabelecer a extensão de seu governo na nova capitania. por si só não prova que a jurisdição do governo de Sergipe se estendesse além do rio Real.de sul a norte. que são vinte e cinco léguas.

nesse tempo doações foram feitas pelas autoridades de Sergipe na Tabanga. em vista de uma carta do conde Castel Melhor aos oficiais da câmara.foi formalmente erecta em freguesia a povoação do Espírito Santo. concedo a essa câmara (Sergipe).que terríveis ameaças lhes foram dirigidas. Eis qual foi o procedimento da Bahia! 239 . de 5 Santo. E o presidente de então. aquém dos limites da província. os mesmos que tinha como capitania. Até 1651 o governo não estendeu sua jurisdição além do rio. mas não quanto ao seu provimento. que a concessão feita por isso que a zona não pertencia ao seu governo.dividindo-se ao sul pelo rio Real com a Abadia. pois. para escapar a algum desagrado. que ouvindo ao governador do arcebispado. cujo insucesso o Brasil teve como uma das mais importantes causas o esquecimento que voltaram à colonização de Sergipe. A assembléia provincial de Sergipe.onde a defensiva fortificou-se. por não caber á assembléia provincial legislar sobre o assunto que expressamente pertence á assembléia geral‖. margem esquerda do rio Real. pondo-se em luta aberta com as autoridades da vila Constitucional da Estância. declarou não reconhecer a divisão pela parte civil. Em conseqüência do que legislastes. a 11 de janeiro de 1842. Sergipe reduzida aos seus antigos limites. que contra toda expectativa. por lei n. entendeu-se de novo com o presidente da Bahia. entre as autoridades da vila da Abadia e as da comarca da Estância. Passando a comarca. porque este toca a este governo‖. Propriá e na foz do grande rio. pois. desde a invasão de Sigisteiras. Não obstante. á 6 de março do ano passado.pois. Depois da explosão dos holandeses de Sergipe (1645) os limites se conservaram no rio Real.65. a requerimento dos povos de Inhambuque . Ficava. continuaria o da Abadia a exercer as funções eclesiásticas. de junho de 1651: ―A passagem do rio Real. Sebastião Gaspar de Almeida Boto. que até o Espírito Santo. ordenou ao juiz de direito da Estância que os juízes de paz de Santa Luzia estendessem sua jurisdição até á raia natural e política da província nomeando eles os respectivos inspetores de quarteirão. e os próprios holandeses. do período de 1658 a 1696. as autoridades desta vila quiseram penetrar no território sergipano. que pertencia à mesma freguesia. ―Avista desta resposta. estende suas jurisdições.e apenas foram criadas as respectivas autoridades. na fala com que abriu a 1º sessão da 5º legislatura. Entretanto. com cuja existência apareceram os insultos e ameaças. no entanto dirigiu-se o meu antecessor ao presidente da Bahia. respondeu que enquanto não houvesse parocho na nova freguesia. inferido meu antecessor que duvida só havia do espiritual.estas vilas foram de novo incorporadas à Bahia. Quer nos parecer. quanto ao uso e logro de sua renda. ―Até o próprio professor de primeiras letras viu-se obrigado a retirar-se. tudo isto é muito hipotético.Itapicuru e Abadia. ―Procurando meu antecessor evitar cenas pouco animadoras que naturalmente resultariam da presença de forças militar. dizia: ―Permanece o desgosto conflito surgido na extremidade sul da província. Em todo caso. seu território ampliou-se pela carta régia de 5 de junho de 1725.

desde quando essa falta de precisão dos limites nota-se em todas as capitanias e doações dos tempos coloniais. traçados por esta linha imaginaria que parte das cabeceiras do rio Real ao riacho Xingo. 240 . assim como a todas as capitanias. É este um fato de capital importância e que não deve ser esquecido nas questões de limites. em relação aos contribuintes que diziam já ter pagado ali os impostos a que estavam sujeitos. presidente da Bahia. os quais suplicavam a s. em solução ao que ele me dirigiu em janeiro acima referido.quando elas foram feitas. Foi o que sucedeu a Sergipe. ___ desde longa data sérios conflitos se têm suscitado entre as autoridades de Sergipe e as da Bahia. que pedia esclarecimentos acerca de uma representação que a assembléia legislativa encaminhou á câmara dos deputados. até onde ela chegasse. em observância do aviso de 5 de Agosto do ano p.m. contra o procedimento do coletor da vila de Simão Dias.128 de 23 de setembro de 1843. foi também dirigida ao governo imperial por diversos habitantes da vila de Simão Dias. No século XVI.nos séculos passados. Limites ocidentais. pelo lado ocidental.Francisco __as duvidas levantaram-se por parte de Alagoas e Bahia. Pelo ocidente eles nunca foram determinados. onde os limites são traçados com muita clareza. Eles iriam até onde lhes permitissem as forças da colonização. em que duvida nenhuma devia existir.p. Pretendemos provar o seguinte: a)Os limites que hoje marca-se a Sergipe pelo ocidente. cujo presidente. Importantíssimo foi o trabalho que ele apresentou. em data de 21 de janeiro de 1863. pelo Decr. o imperador providencias em ordem a fazer cessar os conflitos que com tanta freqüência se reproduziam entre as autoridades da Bahia e de Sergipe‖. cujos limites não são traçados com esse caráter de clareza. Se pelos lados setentrionais e meridionais. Isto não pode. idênticas lutas se levantassem. se por estes lados. em favor da usurpação que tem feito em território sergipano. os limites foram somente precisados no lado oriental. O ex-presidente Joaquim Jacinto de Mendonça. dirigiu-se ao então inspetor da tesouraria provincial.35 de 27 de maio de 1864. pelos leitos de dois caudalosos rios __Real e S. trazendo ao seu conhecimento diferentes queixas dos agentes fiscais da vila do Geremoabo e distrito Coité.. nem também ser apresentado como um argumento. enviado igualmente em ofício sob nº47. Tais eram as palavras que pronunciava o presidente de Sergipe em 1865. ―Em ofício de 19 de Julho de 1864 remeti cópia do indicado ao Exm. oficiou ao desta província.que o acompanharam á secretaria do Estado dos negócios só império. o ilustrado Dr. De 3 de setembro do pretérito. desejando entrar no perfeito conhecimento do fundamento das referidas queixas.Joaquim José de Oliveira.Tanto as reclamações se repetiram que a questão ficou resolvida a favor de Sergipe. em seu relatório. Tivemos o prazer de lê-lo. as questões de limite duraram talvez um século. porém ser alegado pela Bahia. por isso mesmo que a geografia da colônia era completamente desconhecida pela metrópole. ―Outra representação que acompanhou o ofício n.o próprio original e documento. não é para estranhar-se que. prestou as informações que lhe foram exigidas. não são os mesmos que separavam Sergipe da Bahia .

como fator que havia de inspirar no espírito da judicatura. E não obstante não termos encontrado seu regimento e dos seus sucessores. como governadores ou capitães. Por isso mesmo que nenhum conhecimento tinha o soberano de Portugal da geografia da colônia.a arrancá-las dos naturais. as bases de uma vida administrativa. relativamente à distribuição da justiça. nenhum limite poderia marcar a Sergipe. e Sergipe foi então conquistado e na nova capitania encetado o trabalho colonizador (1590). sobre crimes praticados. Alem de outros defeitos. não só individuais.b) Não obstante isto. cujo resultado foi a criação de uma abundante advocacia. quando em 1590 foi conquistada e se constituiu uma capitania. relativamente à distribuição da judicatura brasileira. No fim do século XVI ela tomou a direção do norte. dando lugar ás lutas de jurisdição. não só entre os donatários do primeiro processo de colonização. ao padrão da Bahia. a força da posição social do cliente. E não obstante ser ele de alguma força para legalizar a posse. em geral do século XVI e XVII. Dependendo dele fatos de tão vitais interesses. E para essas divergências apelavam os criminosos. que fugiam espavoridos para esse lado e para o norte. pelos protestos que levantavam. nem mesmo o corpo geográfico da metrópole.quando se institui a centralização administrativa. como entre as capitanias.Manoel fez a Francisco Pereira Coutinho. Sendo Cristóvão de Barros quem efetuou a conquista. essa falta de clareza dos limites dificultava as autoridades no cumprimento de seus deveres. quando iniciou-se a colonização no Brasil. o patrono. porque não existiam em virtude do caráter indeciso e abstrato dos limites procurava-se a sugestão. a ele foram dadas. a decisão. ficando assim imunes a ação da lei. Eis um fato que é preciso não esquecer sobre as lutas intestinas que se levantavam. o espírito do foro. Ao mesmo tempo em que se torna preciso a punição severa. era uma parte integrante da Bahia. Com o progresso da colonização dilatava-se a posse territorial. por parte das autoridades que mutuamente protestavam contra a extensão de suas jurisdição. pelo desregramento de uma sociedade contaminada. e na impossibilidade de julgar e decidir as questões por meios de elementos verdadeiros e positivos. Sergipe. a falta de clareza dos limites entre as possessões. de 50 léguas de terra da barra de São Francisco. todavia esta lacuna é suprida pelo testemunho do cronista holandês. eles acham-se recuados para o oriente. e a circunstâncias que havia de legalizar a posse a marcar a jurisdição. do processo colonizador instituído por Portugal no Brasil aponta-se o caráter arbitrário da divisão territorial. como era a do Brasil. porque dele dependia o futuro da riqueza publica e particular. Eis aí um lado importante do caráter da judicatura brasileira. provocou pleitos judiciários que dificultaram o processo da riqueza e a ação da justiça. que não lhe eram fornecidos.o que deve ser levado em conta nas questões de limites . Por esse lado eles se alargariam um tanto mais. com a perda territorial para Sergipe de muitos quilômetros. que diz que o rei das Espanhas deu 241 . aos pleitos judiciários sobre posses de terras. pelo poder competente. quando a força da colonização penetrasse nas florestas do ocidente.mores da nova capitania. Tornava-se ela a causa que havia de ditar os limites. pois indica o direito do primeiro o uti possidetis. a supremacia do juiz. como entre os governadores das capitanias do segundo processo. pelo ocidente. o espírito de chicana. Tendo feito parte da doação que D.

E pela sesmaria do desembargador Cristóvão de Burgos. de 1637 a 1645. que se estendia mais deuas léguas para o ocidente e. as terras nas demarcações na Serra Negra até encontrar com a sesmaria de Pedro Gomes. por onde a Bahia quer que passe a linha divisória. até o rio de São Frnacisco. afluente do Vaza-Barris. onde está edificada hoje a vila do coité ou Malhada Vermelha. até onde a Bahia hoje estende sua jurisdição. nas ubérrimas terras que hoje se chamam Matas de Itabaiana e Matas de Simão Dias. Depois do período holandês. junto ao litoral doado. Por estas doações vê-se que a colonização de Sergipe chegou até a as imediações de Geremoabo. mais de três léguas para o ocidente foram doadas também. pois era impossível fazê-lo. Pedro Garcia Pimentel. em 1762 – Capitão Antônio José da Cunha e o Capitão Manoel Dias Coelho – ao ouvidor de Sergipe Dr. E todo território que se estendia da barra do rio Lomba para o ocidente. como pelo regimento dado a Tomé da Rocha. A colonização então dirigiu-se para o ocidente. que era em Porto da Folha. porém a colonização neste período de tempo. e Antônio Rodrigues. Logo. junto às nascentes do rio Vaza-barris. Hieronimo da Costa Taborda.Barris. ente os rios Vaza-Barris. os terrenos onde está edificada hoje a vila de Simão Dias. em direção ao sertão. Sergipe e S. a colonização mais se alargou para aqueles lados. que era assim chaamado todo território ao ocidente da serra do mesmo nome. foram-lhes doadas 30 leguas de terra. que no século XVII. E tanto a colonização chegou lá. Não é só isto. Não será uma precipitação concluir-se que de 1590 a 1637 os limites de Sergipe não foram determinados. e nele iniciado o trabalho agrícola. Francisco e ao sul pelo rio Real. Francisco. Jacobina e Itabaiana. sobre a impugnação dos habitantes do sertão de Vaza-Barris. concedida em novembro de 1669. por conseguinte. na extensão de 32 milhas no litoral. em uma distância de mais de três léguas para o ocidente foi dado de sesmaria a divesos colonos. o que vimos por umas alegações dos dizimeiros desta última vila. deve pertencer a Sergipe. Não há. Assim. Miguel Aires Lobo de Carvalho e ao Governador da Bahia. Até onde chegou. foram doados a Simão Dias Fontes. antes do período holandês a colonização já se tinha internado em grande extensão pelo sertão. que em 1603 adminstrou Sergipe. 242 . Piauí. quer pelo norte quer pelo sul. pertencia à doação de Simão Dias Fontes. para o ocidente? No começo do século XVI achava-se quase todo o território das bacias dos rios Real. A partir do rio Jococa. eram pelo rio Vaza-Barris. o capitão Manuel do Couto Dessa. a doação foi em fevereiro de 1607 e compreendia as terras de Itabaianassu. pois necessidade de acrescentar provas como Sergipe limitava-se ao norte pelo S. a pagarem-lhes os dízimos. onde completam-se as trinta léguas. Cristóvão Dias e Agostinho da Costa. sem ter a seu favor o direito de posse. Pela sua sesmaria. os limites traçados entre as vilas de Itapicuru. até as nascentes dos rios Sergipe em Serra Negra. Vaza-Barris e Cotinguiba. acompanhando o leito do Vaza. em uma extensão de 3 leguas da cidade de Itabaiana para o ocidente.a Cristóvão de Barros as terras de Sergipe. Além disto.

contando-se da divisão que faz com que a dita comarca da Bahia. hoje comarca. Francisco. com a sanção do governo da metrópole no Brasil. chamada de Paulo Affonso. comprehendendo no seu districto. tinha chegado até Geremoabo. que passamos a descrever. até a do norte da barra do rio Real. ―Sua costa é banhada pelo mar Atlantico. Diz o mesm autor: A freguesia de N.corrupto vocábulo Serygpe – no Brasil occupa grande parte das terras que estão ao norte da Bahia de Todos os Santos. como o Pombal ou Tucano. Santa Luzia e a de Thomar dos Indios. pelo sudoeste até o sul com o rio Real da comarca da Bahia. cuja foz está na latitude sul de 10° e 58‘. a quem o capitão-mor de Sergipe fez doação de 4 léguas na zona onde está edificada a vila de Campos. e que no século XVII a jurisdição do seu governo estendia-se a essas paragens. Se pela fronteira setentrional do Vaza-Barris a colonização caminhou até esses limites ocidentais. e foi levantada Villa em 1698. Francisco da comarca de Jacobina.‖ Diz Marcos Antonio de Souza: ― A capitania de Sergipe d‘El-Rey. da Piedade do Lagarto. foi erecta pelos governadores do Arcebispado. dista 12 leguas da Villa de Santa Luzia. e com a das Alagôas. perto da cachoeira de Paulo Affonso. Gaspar Barata de Mendonça. beira rio de S.Analisando-se devidamente este documento. com o Julgado de Pombal. Francisco. matas de Simão Dias e riacho do Xingó. pela sesmaria de Simão Dias Fontes. de cujo autor não sabemos o nome: Divide-se esta capitania com a comarca da Bahia pelo rio Saguim e o termo do Julgado do Geremoabo. 58‘ de latitude e 347° e 18' de longitude e por este lado vae terminar com a comarca de Alagôas pertencente ao governo de Pernambuco. Dilata-se desde as costas do mar até Massacará. e daí para o norte e o ocidente. Lagarto. porque nele lemos: o Vaza-Barris faz demarcação para a parte do nascente até o rio do Peixe e por elle acima até o fim. onde finda 55 leguas e da Extrema de Jacobina 50 leguas pouco mais ou menos até a pancada do mar. ainda que não chegasse a um ponto correspondente. ficando como de cabos a dentro desde a ponta do sul da barra do rio de S. por todo o seu norte pela margem austral do grande rio de S. Eis o que vemos em uma desta memórias. E esta nossa opinião é confirmada pela dos antigos cronistas. chamada antigamente Gerú e igualmente a Villa Nova Real de El-Rey ao norte de toda a comarca com a extensção de quase cem léguas. Francisco. da capitania de Pernambuco. servindo de divisão entre a Comarca de Jacobina e a das Alagôas o sobredito rio de S. simplesmente aproveitamos os trechos referentes às questões de limites. que se pudesse unir por uma paralela a Geremoabo. Francisco. todavia ela muito estendeu-se até além das matas de Simão Dias. Não sendo oportuno aqui transcrever integralmente essas memórias. pertencente ao districto da Villa de Itabaiana. vemos que o limite entre os termos de Itabaiana. pela fronteira meridional do mesmo rio. Assim fica provado que a colonização de Sergipe. no séculu XVII. que desemboca no oceano na latitude de 11° e longitude de 360° ee 38‘ até o rio de S. Francisco. desde Ella até o rio do sul nas vizinhanças da cachoeira grande. buscando a parte central da 243 . em 11 de Dezembro de 1679. as ausência do primeiro arcebispo D. nas imediações da nascença do Vaza-Barris. além da cidade do mesmo nome cabeça da comarca as Villa de Santo Amaro das Brotas. lemos o seguinte: Limita-se esta capitania (Sergipe). pelo mesmo rio de S. Em outra memória cujo autor igualmente desconhecemos. Francisco. e talvez além das cabeceiras do Rio –Real pela sesmaria de Belchior Dias Caramuru. que deságua no sobredito rio de S. Jacobina e Itapicuru era o rio Vaza – Barris. Francisco. até a Vila Nora Real d‘ El-Rey do referido rio de S. S. esta estende-se desde o rio Real. 58 leguas acima de sua foz. e pela parte de leste é cercada do oceano que faz a enseada de Vasa Barris. Itabaiana. pelo poente pela comarca de Jacobina e seu Julgado de Cabrobó. cuja embocadura fica em 10°.

assegurados pelo direito da colonização. passa entre Simão Dias e Coité. que o espírito público delegou-lhe. E isto tudo a Bahia fez sem a sanção da lei. garrantido pela colonização. terminasse nas nascenças do rio Real. contornando Pombal e tucano. a serra do Capitão. Por que deslocaram-se os limites? Porque feriu-se o direito de psse seclar. em vista dos prejuízos. por sua colonização. Não preciso gastar tempo para mostrar ao leitor a falta de verdade destes novos limites. e sem achar auxílio na verdade histórica. que são as conseqüências de tantas ilegalidades. não são veredictos. para tirar-se de sua jurisdição uma zona territorial tão grande. desfalcando-se assim do território sergipano uma extensão de muitos quilômetros. 244 . o Dr.até o rio vasa Barris. desde o século XVII. pugnou por esta questão.até a mata de Simão Dias. cumprindo assim um importante dever da representação. O seu trabalho recente-se da grande falta. sem o menor protesto. viesse a massacará. denominada –Mococa. Sergipe perde uma extensão territorial de muitos quilômetros.Moendas. José Luiz Coelho e Campos.comarca. Podemos pois traçar os limites de Sergipe: por uma linha que partindo da cahoeira de Paulo Afonso. nem da representação. menos verdadeiros serão estes que a Bahia quer impor. se diz que eles são traçados por uma linha que partindo do Xingó e passando por sobre a serra Negra. Entretanto. quando Sergipe. que marcava o limite da sesmaria de 30 léguas do desembargador Burgos. este pedaço é mais de 12 léguas. e vão contra o direito de posse adquirido por Sergipe. Lagoa Seca e Gravatá. de não ter sido órgão no parlamento de todo o passado histórico do direito de posse de Sergipe sobre seu território. usurpando de Sergipe gande parte de seu território. colonizada à custa de seus recursos? Não osbstante os limites que estão geralmente reconhecidoos por uma linha do Xingó ao rio Real. Eles não foram derrocados. Espírito Santo. nem dos presidentes de Sergipe. Sendo uma questão de interesse palpitante. Somente em sessão de 14 de agosto de 1822. um dos deputados de Sergipe. pelas alegações dos dizimeiros em 1722. de tanto absurdo. e que são confirmados pelo testemunho histórico. a fim de que seja garantida e respeitadada a nossa integridade territorial. termina na nascença do rio Real. estende-se 11 leguas desde a matta da serra pedregosa. passou de capitania a comarca. Com esta nova usurpação da Bahia. pelo uti possidetis. das lesões econômicas do corpo eleitoral e do poder político. deveria merecer mais atenção da representação da província. Só temos a lastimar que a deputação de Sergipe não tenha feito desta questão uma causa determinativa de reais e patrióticos esforços. por uma linha que parte das cabeceiras do rio Real. hoje. Mulungu. acham-se hoje transferidos para o oriente. Francisco. Se já demostramos que os que são traçados pela linha imaginária do Xingó ao Rio Real. como toda a população de uma zona de terreno de talvez 30 quilômetros. que fica ao norte. junto às cabeceiras do rio Vaza-Barris e daí partindo. em 1696. Eis aí os limites de Sergipe. que lhe fica a oeste. em vista da uberdade do terreno e pela enorme criação de gado nas fazendas de S. de onde o erário público tira grandes proveitos. Dilata-se desde o engenho. a levar a convicção ao espírito do governo. a serra do João Grande. ainda que nem de longe duvidamos das boas intenções do seu autor.

Por ele vê-se que seu autor já propagava as idéias republicanas. ou pelo Itapicuru. pela eliminação da monarquia. Itapicuru-mirim e Calitre. Jacurici e Pontal. pela vitória da república. conta o odioso privilégio que se encarna em uma dinastia. ainda que incompletas. Os que apresentamos. em suma mudar-se a forma do governo que tem gerido os negócios públicos. for uma realidade. são traçados pelos leitos dos rios – Itapicuru. quando este país for dirigido por um governo patriota e livre. menos sujeitos a litígios.no qual já fazia a propaganda republicana. que foi um incidente na história brasileira. pelas duas cordilheiras. permanentes. Eles não são marcados com um caráter tão abstrato. Estamos certos de que.Apelamos para opatriotismo da representação de Sergipe. como pela linha do Xingó ao rio Real. 259 Este capítulo foi escrito em 1884. essencialmente democrata e oposta aos hábitos aristocráticos. exprimem também uma divisão bastante acentuada. têm o defeito de não representar o direito de posse adquirido. são a expressão da verdade. Redigia então um jornal – o Horizonte. São eles os verdadeiros limites ocidentais de Sergipe. quando a regeneração do caráter brasileiro efetuar-se pelas forças nacionais.259 E se as informações. porque até aestas paragens não chegou a colonização de Sergipe. E além da verdade histórica que representam. pois. quando. contra a vontade popular. contribuírem para a vitória da verdade. em tempos coloniais. será para o autor destas linhas um justo motivo de um nobre orgulo. 245 . que não são inerentes ao elemento étnico do Brasil. quando a rebelião que parte agora do espírito popular. teremos então uma época da justiça e do direito. que presto neste estudo. Se os limites traçados pelo ilustre geógrafo Cândido Mendes de Almeida são mais naturais. a fim de que uma questão de interesse tão útil seja resolvida. para conquista do direito de posse que Sergipe alcançou sobre esse território.

o qual dahy a um anno tendo noticias vinham moradores apouvar não quis ser dos derradeiros. e por o dito Thomé Fernandes foi aseita a dita terra com todos condiçoens e obregasois nesta carta contendas e da ordenasan e fores desta capitania e se hobrigara a todo comprir pelo que lhe foi pasada a presente para sua guoarda da coal eu escrivão fomei e escrevi neste meu livros das dadas em nome do dito Thomé Fernandes e dos mais a que tocar esta auzentes e eu Manoel André. Capitão e Governador da coal petisão e despacho o treslado.APÊNDICE SESMARIAS DE SERGIPE CARTA DE THOMÉ FERNANDES 23 de julho de 1594 – Rio cotinguiba. Faz-me e deu em nome de sua magestade a dita terra do dito Thomé Fernandes obrigado a fazer benfeitorias na dita terra no tempo que a ordenançan lhe limita porque com as ditas condições e obrigações o dito Sr. e mandou pasar carta do dito Thomé Fernandes deste dia para todo sempre e mandou as justiças e oficiaes dela den e fasan dar a pose da dita terra ao dito Thomé Fernandes pelas confrontasois e demarcasois nesta carta conteúdas e nele e dela poderá fazer como cousa sua que já é conforme a ho dito despacho e ordenasão que em todo comprace a qual terá-lhe asin dou livre e isenta de todo foro tributo se mande que pagace o dizimo a Deus que se deve a ordem de nosso Sr. C. Thomé da Rocha governador geral de todo este estado do Brasil nas pousadas de mim escrivão ao diante nomeado por despacho ao pé dela do dito Sr. Capitão e Governador por bem do regimento que para isso tendo dito Sr. J. de verbo ad verbo é o seguinte: diz Thomé Fernandes que ele veyo ajudar a dar guerra em Sergipe d‘el Rey em companhia de Cristovão de Barros Capitão geral das entradas com suas armas e escravos a sua custa sem premio nenhum nem cousa algua Del Rei e despois da terra já ganhada se for assim que neste serviço de sua Magestade gastou oito mezes. Ihus xpo de 1594 aos 23 de julho da diata era nesta cidade de S. madrias e pastos e receberá mercê. com todas as madeiras e rios que dentro d‘ella houverem: Sergipe em 23 de julho de 1594 annos: Thomé Fernandes o que tudo isto era contendo no dito despacho e ho qual era assinado pelo dito Sr. Chistovão capitania de Sergipe de que é capitão e governador o Snr. lhe fez m. e havendo respeyto a ser já morador. três mil brassas de terra pelo rio asima e pêra o sul coatro mil brassas a qual terra se medirão d‘onde se acabam os ditos mangues que declara e pêra este assim e da maneira que corre odito Rio. Saibam quantos esta carta de semaria deste dia para sempre virem que no anno do nascimento de nosso snor. 246 . e o que importa ao bem da terra e serviço de Sua Magestade lhe dou em seu nome de sesmaria na parte do dito Rio ouver que não entrarão na medição e serão também suas e disso lhe passem sua carta porque lha dou. nesta Capitania. e não atendendo ao muito trabalho que passão nas terras novas se veyo sua casa movida trazendo consigo hua filha casada onde já nesta capitania a três annos mora ajudando a pouvar assim na pás como Guerra: Peda a vossa mercê havendo respeito a ser dos premeiros e por seu officio permanecer a terra com embarcacoens lhe dê de sesmaria em cotemguiba pêra onde se acabam o Mangues Verdadeiros que chamão corropoiba. Despacho. resalvando pontas em seadas com suas águas. Visto esta petição do suplicante.

Capitão e Governador a fiz em que o dito senhor asinou. respeitando os mesmos serviços que tem feito a sua magestade com que tem gastado de sua fazenda lhe dê de sesmaria em nome de sua magestade uma légua de terra na cabeceira de Jorge Pereira no rio real pello rio de goarujahi260 e do largo em qoadro e outra em légua rumo direito e receberam despacho. m. M. Lhe fasa mercê de uma légua de terra pelo rio piauhy asima donde ora tem Tome Fernandes mimoso sua terra donde elle acabar pelo rio asima aonde se chama o porto das pedras e sendo dado que corra por diante a coal terra esta da banda do este com todas as agoas e madeiras que dentro em si tiver E. Dou aos sopricante que pede as tresentas brasas de terra de largo e oitosentas de conprido não sendo dade e sendo queira rumo direto até onde lhe cuber em Sergipe a seis de abril de noventa e sein anos. afuente do rio Real. – Thomé da Rocha. – Diogo Quadros 260 Goacujahy ou goarujaby é o nome indígena do rio hoje chamado Burarema. CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 6 de Abril de 1596. despacho.escrivão dos dados nesta capitania por o Sr. Diz Francisco Rodrigues morador nesta cidade de serigipe que ele He casado e tem mulher se filhos e não tem terras onde posa fazer sua abitação e suas pose e criasois. hora no Rio Real estan terras devolutas as mais san de matos maninhos e estan por dar pede a Vm. – Rio Real. ec. R. Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade se for dada correra adiante nea legoa de terá em coadro com todas as agoas e matos que nela ouver em seregipe guynze abril de noventa e seis . – Diogo de Qoadros. Saiban. 247 . CARTA DE DOMINGOS D‘AMORIM SOARES 15 de Abril de 1596. Diz Domingos de Amorin Soares que elle quer ajudar a povoar a capitania de Serigipe e tem muitos servisos feitos a sua magestade asin nesta costa com em outros portos indo muitas veses a guerras assaltos de muito serviço de déos e bem das povoações de toda esta costa do Brasil em iesto gastando sempre de sua fazenda e de sua custa e tem muitos filhos e não tem terras aonde os agasalhar pello que pede a V. – Rio Real.

-Diogo Qoadros CARTA DE GASPAR GOMES 3 de Dezembro de 1595 – Rio Piauhy Saibam . despacho dou ao sopricante que pede não sendo dada duas mil brasa de terra de largos e mil e quinhentos de conprido e sendo dada correra adiante em serygipe vinte de abril de noventa e seis anos .etc.diz Gaspar Gomes morador nesta capitania sidade de san Christovan que ele vejo em ajuda de dar guerra com Christovan de barros houtro sin veio com tome da rocha e ora assiste na capitania por morador ora é necessário terras para seus mantimentos e ora digo caros e porque ora no rio pe piauhy estão terras devolutas de terras em coadro no dito piauhy na testada de gaspar de oliveira da banda do norte ao longo do rio com todas as águas lenhas madeiras que na dita terra ouver e sendo dada cerrera adiante..Diogo de Qoadros.despacho dou no sopricante em nome de sua magestade na parte que pede na testada de gaspar de oliveira oitosentas brasas de terra em coadro com todas agoas e matos que nas ditas oitosentas brasas ouver e sendo dado corra rumo direito em serygipe três de dezembro de noventa e cinco annos.diz Gaspar D‘Almeida provedor da fazenda de sua magestade desta sidade de san christovan e morador de cinquo annos a esta parte e não tem terras em que posa fazer seus mantimentos e criasões pede a vossa magestade lhe mercê de hua legoa de terra no rio piauhy a qual legoa de terra comesara a medisan de la adonde vossa m. CARTA DE MANUEL DE BARROS 20 de abril de 1596 – Rio Piauhy Saiban.CARTA DE GASPAR D‘ALMEIDA 20 de abril de 1596 – Rio Piauhy Saibam. etc diz Manuel de Barros escrivão de Fabrico judisial morador nesta sidade que vai em dois anos que reside nela e nã ten terras em que posa fazer seus mantimentos pede a vossa merse lhe faça mercê de lhe dar no piauhy rio real meã legoa de terra a quoal pede no porto das pedras comesando aonde acabar tome fernades mymoso para ariba asin e da que corre o dito rio piauhy a quoal meã legoa seja em coadro a saber norte e sul leste ao este com todas as agoas lenhas matos lagoas que na dita dita meã legoa ouver –despacho dou ao sepricante coadro sentas 248 . etc .acabar da banda do sul do dito rio piauhy a quoal legoa de terra correra para aldeã de san tome norte e sul e leste ao este em coadro com todoas as agoas ilhas matos e lagoas que dentro ouver.

m..m.Rio Piauhy Diz Sebastião de Brito e Francisco de barros moradores na sidade de salvador que eles san homes de muitas pose e queren pouvoar e aver a terra suas criasois de gado vaqun e das mais criasois e ora no rio real digo do piauhy hum dos brasos do rios real estan terrras devolutas por dar e por ora seren o mesmo de muita pose que a podem povoar pedem a vossa merse lhes fasa mercê lhe dar de semariano dito Rio Piauy três léguas de terra em coadro as cuasis terras partirao com a dada de jeronymo da costa que esta fronteiro do bogio261 da banda do sul fasendo rumo direito ate dar no rio inajaroba262 e na sendo três léguas da dita terra donde acabar o dito Jeronymo da Costa se encabece pelo dito rio inajaroba assima de maneira que fiquem sendo as três legoas em coadro a saber norte e sul leste e oeste com todas as agoas lenhas madeiras e os ribeiros lagoas que nas ditas três legoas ouver no que R.brasas de terra de largo rumo direito do rio e oitosentas brasas de conprido com todas as agoas e matos que nela houver em serygipe a vinte de abril de noventa e seis . de lhe dar as sobejas das terras de Manoel André de sesmaria na serraria do piauhy da banda de leste com todas as agoas e lagoas e ilhas matos que dentro na terra ouver R.-despacho – dou aos sopricantes em nome de sua magestade na parte que pedem duas legoas de terra em coadro huma a cada hum deles não sendo dado visto muita pose que tem e ser servisso de sua magestade 261 262 Nome de uma serra . Inajaroba é o nome primitivo do rio piauí.Diogo de Qoados CARTA DE SALVADOR FERNANDES 26 de abril de 1596 – Rio Piauhy Diz salvador Fernandes morador nesta cidade de san Christovan e capitania de serygipe que vae em dois anos que esta nesta capitanya com sua mulher e filhos e suas criações que a um ano pretende caso não tem na capitania terra em que posa lavrar não puder trazer as dittas criaçõis e visto estar aposentado em terras alheias e daqui amanha o mudaram levantar e não ter antan adonde se posa acomodar com sua mulher e filhos e família pelo que pede a v.-Diogo de Qoadros CARTA DE SEBASTIÃO DE BRITO E FRANCISCO DE BARROS 5 de amio de 1596. A qual pode ser porque mais ou menos da serraria para leste mil e quinhentas brasas . 249 .dou ao supricante que pede quatro centas brasas de tera de largo e oito sentas de conprido para o sertan tomado o rumo do rio como correr não sendo dado e sendo careça ate onde lhe couber em serygipe a vinte seis de abril de noventa e seis . Hoje conserva o memo nome. avendo respeito a sua necessidade lhe fasa m.m.

dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade não sendo dado comece por diente rumo direito aonde lhe couber m a legoa de terra em coadro com todas as agoas lenhas matos que nela ouver em serigipe a dês de mayo de noventa e seis – Diogo de Qodros CARTA DE JORGE COELHO 13 de maio de 1596.M.Rio Real Saibam etc.en nome de sua magestade havendo respeito ao asima dito de lhe dar de sesmaria para ele e seus filhos e desendentes duas legoas de terras em coadro na testada de J M0 Ribeiro da banda do sul com todas as agoas e madeiras que na dita terra se achar pelo dito rio de inajoroba asima asin e da mana que o dito rio correr regolando as pontas que o rio fiser os quoais também pede e sendo dado cora pordiente a dita dádiva q‘ora pede E.-Diogo de Qoadros CARTA DE NUNO DE AMARAL 8 de maio de 1596. – despacho -Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede e sendo dada cueira por diante eu serigipe a oito de maio de noventa e seis anos – Diogo de Qoadroz.diz Jorge Coelho mor.en tatuapara que eleveio aconpanhando Christovão de barros quando veio a dar a guerra a este a sua custa.despacho. e ora quer ajudar a pouvar esta capitanya de serigipe e para isso lhe he nesesario terras para matimentos e pastos para gado lhe fasa m. Diz Nuno de Amaral morado na baia do salvado que ora serve de escrivão da fasenda de sua magestade que ele quer ajudar a pouvoar esta capitania de seripe com suas criasões de gado e gente a para isso lhe he nesesario terra para suas criasois e antimentos pede a vossa Mag. CARTA DE CALISTRO DA COSTA 10 de maio de 1596 – Rio Real Dis Calistro da costa mor na sidade do salvador q‘ele acopanhou Cristóvão de barros coando vejo dar a gerra a este sergipe por general com suas armas e cavalo a sua custa e por quanto ele ora quer ajudar a povoar esta capitanya de serigipe e para isso lhe ´e necessário terras para matimentos e criasois e por coanto ora no rio real há terras devolutas por dar pede a v.m.pouvoar-se e sendo dado careça para diante em sergipe a sinquo de majo de noventa e seis .R. lhe fasa mercê de lhe dar nas cabeseiras de Domingos de Amorim suares no rio guacujahi 4 duas legoas de terra em coadro ao longo do rio di uma banda e da outra que fique o rio por padran com todos matos lagoas e lenhas que nela ouver Rm.en nome de sua magestade de lhe dar e 250 .

etc .com todas as agoas e madeiras riais e ribeiras que na dita terra ouver e ilhas de matos que nelas se achar a quoal terra pede em coadro resalvando as pontas inseadas que o dito rio for fasendo as quoaes também pede e R.R. na testada de Manoel de barros de duas legoas de terras em coadros para o sertan a quoal terra se comesara a medir onde acabar o dito Manoel de barros contado o que na dita tiver e agoas e madeiras para ele e sua molher e filhos e desendente de 251 . despacho. lhe fasa m. CARTA DE ESTEVÃO GOMES D‘AGUIAR 13 de maio de 1596 – rio real Saibian. de lhe dar duas legoas de terras encoadro a coal terra se comesara a medisan dela onde acaba calistro da costa e jorge coelhos com a medisan pelo dito esteiro e lhe de a dita terra de sesmaria como pede pelo inajaroba asima da banda do sul e da mesma maneira que corre o dito rio resalvando as pontas que o rio fiser as coais pede diante E.morador na sidade do salvador que ora veio em companhia do general cristovan de barros a guerra de seregipe com uas armas e cavalos e escravos tudo a sua custa onde na dita batalha lhe matarão o seu cavalo e coatro escravos seus e ele dito damião da motta com duas frechadas e assim mais o dito senhor o trazer por lingoa-mor e capitao de tresento índios forros das aldeias dos padres com os coaes vinha fasendo caminhos e estradas pontes por ribeiros e entulhando brejos e lagos por onde passou a artilheiria e munisões que gerra era nesesario e pasa sen caros e cavalos que para dita gerra erao nesesario e avendo V. CARTA DE DAMIÃO DA MOTA 13 maio de 1596 Saiban .dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade mil brasas de terra en coadro não sendo dada a outrene se for dada quera por diente co a condisan que dentro nu ano a va pouvar e não a pouvando a tornanarão a dar por devolluta em serigipe trese de mayo de noventa e seis anos – Diogo Quoadros.m .m.m.sesmaria duas léguas de terra na testada de Calistro no rio que chama Inajaroba pelo dito rio asima assim e da maneira que corre o dito rio. diz Damião da Motta .respeito ao assim dito e ser dito serviso foi feito lhe fasa m. etc.despacho –dou ao sopicante na parte que pede en nome de sua magestade oitosentas brasas de terra em coadro e sendo dada a outren corra por diante en serigipe trese de maio de noventa e seis anos –Diogo de Quoadros. diz Estevão Gomes mor .na sidade do salvador que ele tem molher e filhos e ele aconpanhou Cristóvão de barros com seus escravos e armas e canoha (?)a sua custa e que ele ora quer vir ajudar a povoar esta capitanya de serigipe e que para isso lhe he nesesario para suas criasõis e matimentos terras e ora no rio real num esteiro que chamão Inajaroba estão terras devolutas por dar pede a Vm.

despacho: dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade a ilha que diz não sendo mayor do que sua petisan decrara em seregipe a quinze de maio de noventa e seis anos –Diogo de Cuadros.M. 252 .Diogo. diz o dito Silveira do Rego que ele quer ajudar a povoar a sidade de San Cristovan da capitanya de serigipe para o efeito do quoal lhe é necessário mandar la sertos vacas e gado e outras criasois que nã pode fazer sem alguã terra de sesmaria nos limites da dita capitanyapelo que pede vm lhe fasa m.lhe fasa m.-Diogo Qoadros. dar de sesmaria com seus portos e matos no que E. Despacho: dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meia legoa de terra em coadro não sendo dado a outren e sendo dada coera por dianate condisan q‘dentro num ano a vira povoar e não a povoando no dito tempo se dara outren por devoluta en seregipe a trese de maio de noventa e seis anos .etc . R. Despacho –dou ao sopricante em nome de sua magestade duas mil brasas de terras em coadro a qual terra começara a medir donde acabar o mestre de capela da sidade da baia correndo para o norte com suas agoass e lenhas na sendo dada a outren e sendo dada correra por diente com codizan que dentro de seis mezes a venha povoar em seregipe a trese de maio de noventa e seis anos .. de duas legoas de terras para pastos dos ditos gados e criasois e seja a ho longo da que parte com a do mestre da capella e sendo dado corera adiante com as agoas lenhas e madeira que nela ouver e Rm.diz tome Fernandes morador nesta caitanya que tem necessidade de huã ilha que esta defronte de huã dada do sr . Chistovão.de Qoadros CARTA DE DIOGO SILVEIRA DR REGO 13 de maio de 1596 Saiban .bispo em tinharé a cual ilha chama patatiba263e terá de comprido seis sentas brasa e de largo sem brasa e em parte menos a quoal pede a vm. CARTA DE THOME FERNADES 15 de maio de 1596 – Ru Vasa Barris Sabian. junto a S.diz Mygel soares de souza que ele esta demorado digo demovido com molher e filhos para esta capitany e por falta de enbarcasan não trouxe sua molher consigo e porque ora esta aqui e quer fazer suas rosas e casas p‘ ir buscar 263 Nome de uma ilha que fica defronte de Thinharé. Saiban etc.etc.. CARTA DE MIGUEL SOARES DE SOUZA 16 de maio de 1596.sesmaria hoje para todo sempre Reslbará m.

.. Diogo de Quoadros............ m... Despacho – dou ao sopricante em none da sua magestade o q pede não sendo dada mil brasas de terras em coadro com todas as agoas lenhas matos que nela ouver e sendo dada correra por diente Rumo direito onde couber em sergipe a dezesseis de majo de noventa e seis annos .............. Saiban etc........ –Rio Piahuy..... em nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra q....Quoadro CARTAS DE GASPAR D` AMORIM 16 de Maio de 1596......................... diz Pedro Alves Aranha morador na sidade de salvador q ela ele quer ajudar a pouvoar esta capitanya he omen de pose asin de gente como de criasois q há hu morador san pertensentes e para isso lhe é nesesario terras p a mantimentos e criasois e ora no rio piauhy estão terras devolutas por dar pede a Vm lhe caça m.......de hua legoa de terra em coadro ............... junto ao rio Poxim... visto passarde tenpo em q pudera fazer benfeitorias e por o pregan que o snr‖grd.. desta capitanya de um ano e meo ........ e....16 de Maio de 1596.a todos no rio Piauhy da banda de banda de leste com todas as agoas riberiros lagoas lenhas q...... – Rio Piahuy Saiban etc....... é meã légua a qual meã legoa a hu frº vas coelho morador ora no espírito santo a quoal terra na tapera da tajoaba264 pelo ribeiro de hipoxy265 abaixo da banda do sul aonde começa domyngos frz nobre de camynho q ele tem por marquo pelos rumos que mylhor lhe pertence a coal terra pede a vmce por divoluto conforme aos pregois que vmfez deitar na sidade da baia e R........m..... CARTA DE PEDRO ALVES ARANHA ..... nos ditos sobejos ouver os quoais poderan 264 265 Nome primitivo de uma aldeia..geral madou dar na baia e se casar em san visente e estar fora de vir povoar-dou ao sopricante em nome de sua mgde a dita terra por devoluta asin e da maneira que fro vs a tinha em sergipe em dezesseis de majo de noventa e seis anas D..........diz gaspar d´amorim morador nesta capitanya de serigipe ..rio de piahuy a quoal começara e correra para a banda do norte em quadro de norte a sul e de leste a oeste com todas as rebeiras matas agoas que na dita terra se achar com todas as voltas q o dito rio vae fazendo no q.................... lhe fasa m. Nome indígena do rio chamado hoje poxim. de lhe dar de sesmaria hos sobejos das terras donde acaba a dad de martin de..sua família e por não aver terras por dar ao redor desta sidade por serem todas dadas pede a vm............... 253 .pelo q.............. R. a esta parte serve a sua majestade como foi no .............. pede a vm avendo respeito ............e porque ele sopricante não tem terras ...

D.diz Domingos d Andrade morador na baja do salvador qe Ele ser morador na capitanya de serigipe e não tem terras aonde morar e viver he informado que no rio real .dou ao sopricante em nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra em coadre correndo pelo rio asima a onde acabar a dade de Cristovam Rabello e sendo dada Correa adiante onde não foi dada com todas as agoas q nela ouver digo com todas as agoas e matos q nela ouver e sendo dada correra por diante em sergipe e vinte e três dias de maio de noventa e seis anos . 254 .Diogo de Quoados.m despacho . em nome de sua magestade de lhe dar pelo dito rio asima abacho longo dele uma legoa de conprido e duas para o sertan correndo rumo direito contodas as agoas os pastos serventias q.chamado pela hitanhi a terras por dar devolutas pede a vm lhe faça m.ele quer morar e viver no rio real e traser suas poses pêra o quoal não tem terras onde se aposentar e hinformado que no dito rio real onde acaba a dada dos padres da conpanhia de Jesus estão terras devolutas por dar a pesoa algua pede a v. CARTA DE DOMINGOS DE ANDRADE 23 de maio de 1596 – Rio Real Saiban etc . da dita legoa em quadro nas cabeceiras dada de frº de barros e sebastian de brito erm despacho – dou ao sopricante em nome de sus magestade nas terras cabesseiras de Francisco de barros e Sebastiam de brito meã legoa de terra em coadro não sendo dada corera por diente aonde rumo direito onde couber em sergipe a dezesseis de majo de noventa e seis annos .en nome de sua magestade de lhe dar hua legoa de terra em coadro correndo pelo dito rio asima aonde acabar a dada de cristovan rabello e sendo dada correra adiante onde não foi dada com todas as agoas e matos e mais serventias as quoais pede e r.m lhe fasa m.diz Cristovan de Rebello dasevedo morador na baia de salvador q‘. dentro na dita terra entrar e isto pede a vm por serem muitos campos e terras nan serven senão para pastos e sendo cousa que a dita terra q‘ pede seja dada a outren posa corer adiante honde não foi dada e isto pede por elle sopricante ter catorze poses e criasois para trazer erm despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meã legoa de terra em coadro com todas as agoas lenhas matas q‘ nelas ouver vindo as pouvoar no termo da ordenasan e não vindo se daram por devolutas para quen quiser pouvar em sergipe a desesis de maio de noventa e seis annos D.ser hua legoa pouquo mais ou menos e sendo cousa q seja dada lhe fasa m.Rio Real Saiban etc.de Quoadros.de Quoadro. CARTA DE CHRISTOVAM REBELLO 16 de maio de 1596.

CARTA DE CHRISTOVÃO DIAS 24 de maio de 1996.visto o serviso lhe fasa m. Dandrade há terras por dar a pessoas alguma pede a com todas as lenhas matos servente que na dita legoa houver e seando caso que seja dada a pesoa outra corera a diente onde não for dada isto pede a vm.diz Baltazar Ferreira que ele quer ser mor.dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade quinhetas brasas de terras em coadro com todas as agoas lenhas matas que nelas ouver pouvando a dentro do termo da ordenasan em Serigipe a vinte coatro de maio de noventa e seis Diogo de Qoadros.rio real Sabian etc.-Rio Real Saiban etc.despacho – dou 255 .. por ter muitos filhos familya erm. de lhe dar de sesmaria em nome de sua magestade duas mil brasas de terra em coadro na testada de gaspar damorim da banda de noroeste corendo para o rio piauhy con todas as madeiras e agoas que na dita terra se achar no que e.de lhe dar huma legoa de terra ao longo do dito rio contra para o certan a quoal terra comesara onde acabar a dada que vm.rio real . nesta capitanya com sua molher e filhos e não tem terras onde posa viver he ele enformado que no rio real chamado dos índios hitanhi onde acaba a dada de dos.r. Saiban etc..CARTA DE BALTHASAR FERREIRA 24 de maio de 1596.diz Francisco Álvares morador na haia que ele quer nesta capitanja ser morador com sua mulher e filhos e família e não tem terras onde viver e he informado que no rio real chamado hitanhi pelos índios ai terras por dar vaguas e devolutas pede a vm.Diogo de Qoadros CARTA DE FRANCISCO ALVARES 24 maio de 1596 .dar a seu genro Baltasar Ferreira com todas as agoas matos que na dita terra ouver digo entrar e sendo dada corera adiente onde não for dada Rm despacho .diz Cristovan dias almocharife de sua magestade que por tenpo de coatro anos que esta em serviso do dito senhor nesta capitanja de Serigipe ajudando a pouoar com sua fasenda e pesoa achando-se em todos dos assaltos e rebates que os contrários dela fizeram e ora quer ajuda a pouoar ho rio real com gado criasois e não tem terras em abatansa pede a Vm.m.fez m.lhe fasam.. Despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que mea legoa de terra em coadro com todas as agoas e matos pue nela ouver e pouvoando–a dentro do tempo da ordenasan em serigipe vinte e coatro de mayo de noventa e seis annos.

Diogo de Quadros. nome indígena do rio chamado hoje jacaré.ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede não sendo dada mil brasas de terra em coadro com todas as agoas lenhas matos que nelas ouver e sendo dada correra por diante em serigipe a vinte coatro de maio de noventa e seis . afluente do Piauí.rio Jacaré . CARTA DE ANTONIO GONÇALVES DE SANT‘ANNA 26 de maio de 1596 – rio Piauhy Sabian etc..Rio sergipe.diz Antonio Gonçalves se Santana morador nos limites de habia que ele vejo a este Serigipe ajudar a coquistar esta terra em compranhia do governador Cristovan de barros e assim mais a rebate nenhum em que se ele não ache com sua pessoa e escravos como é notorio e ora não tem terras em que possa lavrar pelo que ele se quer vir morar a esta capitania com sua casa e obrigações de filhos e filhas e irmãos pelo que pede a VM.diz Domingos Fernandes nobre morador nesta capitanja que ele não tem terras neste lymite donde mora e ora quer pouvoar na banda do rio reale pelo que pede a vosamerce que em nome de sua magestade lhe de no rio de tãomytiaiaia266 braso do rio piauhy que core para a baoda do norte pera ele e sua filha joana nobre huma legoa de terá há quoall dada se comesara na boca do dito rio taomytiaiaia cuãoodo se aparta do rio piaguohy ao longo do rio da bãoda do poente a quoal terá seia em coadras com todas as agoas que na dita dada ouver no que recebra mercê . 266 taymitiaia.dou ao sopricante na parte que pede duas mil brasas de terás em nomes de sua magestades em coadro com todas as agoas matos que nelas ouver e dada corera por diante ate onde lhe couber em serigipe a vnte e cinquo de majo de noventa e seis anos – Diogo de Qoadros. 256 . Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede não sendo dada e sendo dada corera por diante quinhentas barasas de terras em coadro com todas as agoas e matos que nela ouver com condisan que dentro de quatro meses as venha poupar e não vindo serão dadas por devoluto em serigipe a vinte e seis de majo de noventa e seis anos .Diogo de Qoadros. CARTA DE DOMINGOS FERNANDES NOBRE 25 de maio de 1596 ..Respeitando que assima diz lhe de em nome de sua magestade pelo rio saibetiaia (14) acima do braso rio plauhy que corre para a banda do norte no fim da dada de gaspar demeneis huma legoa e meia de terra em coadro por coanto tem as sobre ditas obrigaçoes para nela agazalhar.. CARTA DE MIGUEL SOARES DE SOUSA 26 de maio de 1596.ermdespacho.despacho.

diz gaspar de meneses mº nos lemytes da baia que ele veio a serigipe ajudar a conquistar em companhia de Cristovan de barros e assim não hai rebate nenhum em que ele se não ache com sua pessoa e escravos como he notorio e ora não tem terras em que possa lavrar e pela coal resan ele quer vir morar a esta capitania com sua mulher e filhos pelo que pede a VM respeitando ao q acima diz em nome de sua magestade digo-lhe de pelo rio piauhy que corre para a banda do norte no fim dada de Diogo Fernandes nobre hua legoa a mea de terra em coadro por canto tem muitas obrigasois para nela agasalhare rm.Rio Real. 257 .-Diogo de Qoadros.despacho.Saiban etc. diz pero domingues morador na baia que ele quer vyr ajudar a pouvar esta capitania e não tem terras em que lavrar e fazer suas roças e trazer criasois que tem para isso pede a vossa mercêem nome de sua m.-Diogo de quoadros.diz miguel soares de souza estante ora nesa capitania serigipe ora quer mandar vir sua familia para ser melhor e por ora não tem terras para pouvar e trazer suas criasois e ser hu ome de calidade pede a vm avendo respeito e ao proveito del rei e prol da capitania lhe fasa mercê de lhe dar sesmaria todos os sobejos que ouver de bento de barbuda (?) ate dar no rio de serigipe correndo pelo norte os quoais sobejos sera hua legoa de terra pouco mais ou menos com todas as agoas e lenhas e madeiras ribeiras que na dita terra ouver e por este até entestar com as terras dos padres de jesus-despacho-dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e quinhentas brasas de terras ouver e sendo dada correra por diante em serigipe vinte e seis de março de noventa e seis anos. CARTA DE GASPAR DE MENESES 27 de maio de 1596. CARTA DE JOÃO GARCIA 10 de junho de 1596. lhe de no rio real nas cabeceiras de pero de paiva hua legoa de terra em quoadro de hoitocentas brasas por todas as bandascontanto que fique na legoa he sendo caso que seja dado nas testadas que não tem dadas e saltos e legoas que na dita dada ouver no que recebera m. Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede hoitocentas brasas de terra em coadro com todas as agoas matas que nelas ouver e sendo dada correra por diante em serigipe aos trinta e hu de maio de noventa e seis.despacho-dou ao sopricante em nome de sua magestade parte que pede mil brasas de terra em coadro com todas agoas e lenhas que nelas ouver em serigipe a vinte sete de março de noventa e seis anos. CARTA DE PERO DOMINGUES 31 de maio de 1596.-Rio de piauhy Saiban etc.-Diogo de Quoadros..

diz joão garcia morador nesta capitania que a quatro anos reside nela com sua caza e fazenda sem terras hem que possa viver elavrar e ora no rio real ahi muitas terras por dar pelo que pede a vossa merce lhe de desmaria pelo rio acima de berriga onde acaba a testada de Francisco daraujo toda a terra que ouver dela ateo rio de taipitaia267 aonde domingos tem a sua dadiva na quoal terra que pede avera duas mil e quinhentas ate treis mil brasas se menos não forem ao quoal tera corra pelo rio acima da baoda do norte salvaodo as pontas que o rio fizer tãobem pede correndo a dita sesmaria pelo rio acima rumo direito pelo este com matos que se nela achare quoal sesmaria pede em nome de sua magestade no que recebera merce pendinho tao bem a vossa merce mande por seu despacho que qual quer hoficiall de justiça o meta de pose dela visto vosa mercê estar andante por estes dias.-Diogo de Quoadros. Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e dosentas brasas de terra na testada de francisco daraujo correndo para o rio tao mitaia com todas as agoas matos que nela ouver he estas mil e dosentas brasas serão em quoadro em serigipe a dez de junho de noventa e seis anos D. .despacho. 258 .de Quoadros.de Quoadros..Diz domingos lourenso ora estante nesta cidade de san cristouvan que ele vai em tres anos que veio a esta capitania e nela ajudou a dar soldados ao capitao tome da rocha e agora hoferecendo este encontro dos franceses neste rio real acompanhou a um com suas armas e escravos donde o fez como valeroso soldado e ora quer ser maior nesta cidade e nao tem terras no que possa fazer mãotimentos e no rio do Piauhy estão terras devolutas por dar pelo que pede a vm. De mea légua de terra no dito rio piauhy a qual tera pode adonde acabar a dada a francisco de Luis da banda de cima corendo ho rumo assim e da maneira que corre o rio em coadro com todas as aguas e madeiras que dentro houver. 267 Nas cartas de sesmarias lemos taiymytiaia e taipitiaia.diz manoel tome morador nesta capitania que vos merce lhe fez merce de hum pedaso de terra cãotidade de meja legoa a quoal parte com os padres de san bento e vaj correndo pello rio do porto de sãota cateryna hasima e porque amtre hos herdeiros de pedro alvares ha sobejos de caopinas que poden ser dosenstas brasas pouco mais ou menos pede a vosa merce avendo respeito a ter muitas criasois heser Õme que agasalha muitas ao longo dahy he por senao meter outra pessoa antre elle que lhe he rojm vesinhoça lhe fasa merce dar hosditos sobejos em nome de sua magestade no que recebera merce.Despacho Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua magestade seiscentas brasas de terra em coadro com todas as agoas lenhas que dentro houver em serigipe a trez de desembro de 1595 anos. CARTA DE MANOEL THOME 10 de Outubro de 1596 Saiban etc . CARTA DE DOMINGOS DE LOURENÇO 3 de dezembro de 1595.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede as dozentas brasas que diz ter sobejos em serigipe a dez de outubro de noventa e seis anos.despacho.Saiban etc.D.Rio piauhy.

Diz Salvador Fernandes.etc Diz Francisco Fernandes de Almeida e Antonio de Meira que eles se vira per moradores pera esta cidade de serigipe e oje de manha querem ir buscar suas molheres e suas criasoise por ora não terem terra onde aposentar asua casa e cural pedem a vosa merce lhe de de sesmaria treis sobejos que estão indo pelo caminho que vay desta cidade pera a aldea entre joao da costa e manuel cardoso e manuel tavares e banda de poente com a antonio saraiba e da do nortepartira com a pitangua e para a baoda do sul meua legua que isso podera ser comprimento antre os ereos acima nomeados as quoais teras não pedem e vyrã lloguo com suas mulher e filhos he receberao merce despacho .Rio Real Saiban. .etc.....-Diogo de Quoadros.CARTA DE FRANCISO FERNANDES DE ALMEIDA E ANTONIO DE MEIRA 15 de março de 1597... CARTA DE SALVADOR FERNANDES 21 de março de 1597. Saiban.dou aos sopricantes na parte que pedem em nome de sua magestade a maia legua que pedem não sendo dada a outrem e sendo dada correrao por diante em serigipe ha quinze de março de mil e quinhentos e noventa e seis anos. que he entre vasa barys e caipe que são seis centas brasas em quadro pede a vosa merce lhe de a dita dada de terra por devoluta em nome de sua magestade por quanto manuel de baros..Diz Simao de andrade.. e receberam m. despacho:Dou ao sopricante em nome de 259 ..morador nesta capitania de seregipe que ele a dous anos e meio que esta na dita capitania enteras alheias com criasois e guado e gente e ora vosamerce lhe fez merce de lhe dar hoitocentas brasas de terra en coprido e coatro centas de larguo em o rio real ao piaoy da baoda de leste e ficarao setencentas brasas por dar pede a vosa merce avendo respeito a ele ter criasois e familia e ora a querer ir poupar lhe mande dar outras ditas setentas brasas pelos rumos acima ditos que sao os sobejos de Manuel André de bãoda de lleste com hás agoas e madeyras que nelas ouver he recebera m.dou ao sopricante na parte que pede en nome de sua magestade a tera de que acima faz a mensao nao sendo dada cora por diente em seregipe a vinte he hum de março de noventa e sete anos...morador nesta capitania que esta nela casado vai em dois anos e não lhe derão terras onde posa lavrar e fazer bem feitorias e ora no rio.estão huns sobejos de terra que lorão dados a manoel de baros nas cabeceiras de joão da costa antre antonio barreiros e balthasar.-Diogo de Quoadros...etc. CARTA DE SIMAO DE ANDRADE 20 de janeiro de 1599 Saiban..

268 Água petiba.lhe fasa em nome de sua magestade de mea legoa de terra nas cabeceiras manoelamoré e gaspar de souza coredo rumo direito conforme a demarcaçao lenhas que nas ditas tera ouver. CARTA DE GASPAR DE SOUZA 7 de agosto de 1599 Saiban . ..-Diogo de Quadros.Diogo de Qoadros.Diogo de Quoadros CARTA DE SIMÃO DIAS 16 de agosto de 1599 Saiban.m. etc. 260 . que em nome de S. lhe de a dita terra que faz mensão por devoluta de sesmaria a qual pede co todos os matos lenhas e madeiras que na dita tera ouver e sendo caso que seja dada se posa encher da mesma cantidade de brasas. etc.-Diogo de Quoadros.morador em esta capitania que ha quatro anos nela mora com sua mulher e filhos e ora eu caipe esta hua dada de terra devoluta a qual se deu antigamente a hun francisco velho o qual não pouou nem cultivou tres anos conforme a ordenassem a qual parte pela banda do sul co Simao da Rocha Vilas-Boas pela a banda de leste cõ Cristovan Dias que tera huã legoa pouco mais ou menos e ora tem criasois de gado vaqun e outros miudos e não tem terras onde posa rosar nem trazer suas criasois pede a VM.ate agora lhe forao dadas e ora no esteiro de agua petiba 268 em caipe esta hua legoa de tera que foi dada a padre antonio moutinho vigario que foi en esta dita capitania a qual está devoluta por quanto o dito padre a não cultivou nem pouou hu ano pede a vm.diz Fracisco rodrigues. Diz gaspar de Souza. nome indígena do rio chamado Santa Maria. etc.Dou ao sopricante a terra que pede en nome de sua magestade por devoluta visto o que alega seregipe sete de agosto de 1599.Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pode oje desaseis de agosto de 1599. Saiban.lhe de em nome sua magestademea legoa de terra em quadro na testada de manoel andré con todas as agoas madeiras que na dita tera ouver a qual pede de sesmaria e se medira norte e sul e rumo direito resalvando as pontas enseadas que no dito rio fizer ho que tudo pede de sesmaria. CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 15 de Agosto de 1599.morador nesta capitania que ha quatro anos que pera esta capitania veo com sua pessoa escravos e criasois de gado vaqun e outras criasois miudas e ora não ten teras onde posa lavrar nem por vm.Despacho dou ao sopricante en nome de sua magestade mil e duzentas brasas de terra en quadro por devoluta hoje quinze de agosto de 1599.sua magestade a terra que pede per devoluta am seregipe a vinte de janeiro de noventa e nove anos. Diz simao dias morador nesta capitania que ele ora está casado nela e que ora nao tem terras pede a vm. ..

Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede pord devoluta seregipe a trez de janeiro de 1600.Diogo de Coadros. nesta capitania com casa de família de mais de dous a três anos se achou nas guerras que nesta dita capitania se deram do gentio e fez muito serviço ã sua majestade e oyie lhe faz proveito con suas rendas e porque não tem terás em que laurar e traga suas de muito guado que tem de toda a sorte pede a vm. CARTA DE GASPAR FONTES 1 de janeiro de 1600.que en nome de sua magestade lhe de mea legoa de tera por devoluta conforme o preguao do mesmo governador geral despacho. 261 . dis Gaspar de meirems que ele é mor. o capitão Cosme Barbosa. CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 15 de Janeiro de 1600. Saiban etc.Diz Francisco da silveira que ele se veo para esta capitanjo para nela ser morador e por ora para iso ten comparado serta copia de gado vacum pera os quoais he necessario terras pera pastos e mantimentos aos quais não tem e ten por noticia que onde se ajuntao os dous brasos do rio iapochi ao llonguo de hun deles da banda do sull entra hua ribeira d'agua que se chama mocori e por ella asima está hua legua de tera que core pela 269 Não sabemos qual o rio que os índios chamavam paritigy. Lhe fasa m. Saiban etc. em nome de sua majestade de lhe dar de sesmaria por devalluta hua dada de terra que foi dada a pero Lopes criado de Diogo de coadros que nunqua foi cultivada de gente branqua e o dito pero Lopes foi ido pêra Portugal e nunqua a pouou e a tem perdida conforme aos pregoims que sobre isto dom Francisco de Souza sendo governador mandou llaurar a quoal terá meã llegoa em quoadro mais ou menos e esta ao llonguo do rio paratigim269 que he braso do vasabaris de porto para baixo entre a dada de Manoel amdre e a de guaspar damorim a quoal pede assim a da maneyra que foi dada ao dito pero Lopes pêra lloguo fazer nela bemfectorias erm – dou ao sopricante em nome de sua majestade a terá que pede por devoluto aoim e da maneira que foi dada a pero llepes.diz gaspar fontes llemos morador nesta capitania que elle não teras na capitania para lavrar para mantimentos e para pastos de gado vaqun na testada de gaspar souza em ipochi da banda de sul estam terras devolutas pede a vm. Saiban etc. Só sabemos que era um afluente do Vasa –Barris.CARTA DE GASPAR DE MEIRENS 5 de Outubro de 1599. – Sergipe a cinquo de Outubro de 1602.

262 . governador geral erm.governador gerall serigipe vinte de janeiro de 1600..vinte de janeiro de 1600.dou ao conforme o pregão do sr. da dita llegoa de tera de sesmaria en nome de sua magestade asin e da maneira que foi pedida e dada ao dito bernaldino ribeiro com tudo que nela se achar erm.. .diz pero lopes estante nesta capitania que ele quer ajudar a povoar com sua mulher e filhos e ora não ten teras con abastansa para suas criasois e mantimentos e ora na testada de manuel andre estan teras devolutas pede a vm..m lhe de mea llegoa de tera por devoluta coforme o pregão do sr. CARTA DE PERO LOPES 20 dse janeiro de 1600. governador geral en seregipe .. Saiban etc.dou ao sopricante en nome de s.m mea legoa de tera na testada de francisco da silveira por divoluta conforme o pregão da sr.Diogo de Quoadros.. CARTA DE THOMÉ FERNANDES 17 de janeiro de 1600.Diogo de Quoadros... Saiban. Saiban.. .m huns sobejos de tera que estan entre gaspar damori e pero llopes no rio do vasa baris da banda do norte adonde. Diz tomé fernandes que elle he vindo a esta capitania con mulher e familia para pouvar a dita terra e por que ora não ten teras lavrar para seus mantimentos e criasois e ora na tera que foi dada a bernaldino ribeiro no rio de mocori e ora está devoluta pede a vm que em nome de sua magestade lhe de na testada de francisco da silveira no rio de mocory da banda do sull mea llegoa de tera en coadro com todas as aguas e madeiras e pastos que nela houver erm. .diz gaspar bareto morador nesta capitania que ha dous annos pouco mais ou menos que nela esta ajudando a pouvar e ora não ten teras para suas criasois de gado vaqun e outras miudas que para iso ten pede a vm lhe de en nome de s. governador geral com todas as aguas llenhas que nela ouver serigipe aons quinze de janeiro de 1600.etc. . que en nome de s..dou ao sopricante en nome de s.Diogo de Quoadros.governador geral don francisco de souza con todas as madeiras e aguas que nelas ouver erm.governador geral con todas as aguas llenhas e madeiras que nela ouver seregipe a desasete de janeiro de 1600..dita ribeira asima pelo rumo de norte do sul e leste e oeste a qual foi dada hun bernaldino ribeiro na qual se devoluta pede a vm lhe fasa m .m oito sentas brasas de tera en coadro por devoluta conforme o pregão do sr. CARTA DE GASPAR RIBEIRO 20 de janeiro de 1600.etc..piramopama os quaes sobejos serão oitocentas brasas pouquo mais ou menos os quoais pede en nome de sua magestade por devolutas conforme o pregão do sr.-dou ao sopricante en nome de sua magestade oitocentas brasas de tera en coadro por devolutas conforme o pregão do sr.Diogo de Qoadros.

CARTA DE DOMINGOS NARCISO 13 de janeiro de 1600 Saiban,etc.diz domingos narciso que ele está en hua tera no pochi da banda do norte en a qual ten feito sua casa e hun cural de gado e sua rosa a qual tera dizen que foi dada a manuel gomes e visto tela povado e estar nela pede a vm de por devoluta en nome de sua magestade conforme o pregao que mandou lavrar ho sr. governador geral a qual tera parte pelo caminho de gauquajú des.........desde os apequs até a barro como entra no rio seregipe suas enseadas e pontas que ha no rio erm.- dou ao sopricante en nome de sua magestade a tera que pede por devoluta hoje a trese de fevereiro de 1600.- Diogo de Qoadros.

CARTA DE MANOEL ANDRÉ 24 de janeiro de 1600. - Vasa Barris. Saiban etc. Diz manuell andre morador nesta capitania que ele vai en dous anos que esta povoando e servindo a s.m. entrando en todas as geras e assaltos que ate agora se fizeram com os gentios da terra como aos francezes que nela se tornarão acompanhado a VM e aos antepassados que nesta dita capitania servirao de capitao e hora tem mulher e filhos e não tem teras em abundansa para poder trazer suas criasois de gado vaqun e outros meudos que pra iso tem pede a vm. que en nome de s.m. lhe de de sesmaria na testada de pero lopes da banda de norte en vaza barris adonde chamão párratigi a qual dada delle dito.........como elle sopricante e co gaspar bareto a cal pede mea legoa de tera por devoluta conforme o pregan do sr.governador geral asin como corer a dita dada de pero lopes co todas as madeiras e aguas e llenhas que nelas ouver - dou ao sopricante en nome de sua magestade outro sentas brasas de tera en coadro por devoluto coforme o pregan do sr.governador geral na parte que pede a seregipe a vinte e quatro de fevereiro de 1600.-Diogo de Quoadros. CARTA DE DOMINGAS DINIZ 16 de .................. 1600. Saiban,etc. diz domingas diniz.........que ella nesta capitania co seus pai e sua mãi por morador sinquo anos e hora não ten teras para suas criasois o mantimentos e hora ao redor desta cidade está hua dada de tera devaluta pra banda de norte co manoel pires e poente con antonio seraiba e de norte sul tera llegua de largo a quoal foi dada a hu gaspar doliveira e nuqua fez benfeitorias nela como hera obrigado fazer coforme a ordenasan pede a v.m. en nome de s.m. por devoluta coforme o pregão do sr.governador geral con todas as agoas etc. erm dou a sopricante en nome de s.m. a terra que pede por devoluta en seregipe a desaseis de 1600.-Diogo de Quodros. CARTA DE SIMÃO D'ANDRADE

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4 de março de 1600. Saiban,etc.diz simão dandrade que ele a tres anos que esta pouvando esta capitania cazado co molher e filhos con gado e servindo a s.m. con tudo e que v.m. o ten encarregado do serviço do dito snr e porque agora lhe não é dado tera pera podea trazer suas criações fazer mantimentos para puder sustentar sua caza pede a vm en nome de s.m. lhe de ao llonga da ribeira de pirao mopama nas testadas de gaspar damorim hua legoa de tera fiquando a dita ribeira demtro da dita tera a call pede por devaluta coforme o pregão do snr governador geral erm - dou ao sopricante en nome de sua m. na parte que pede mil e dusentas brasas de tera de comprido e pera o sertão mil e quinhentos por devoluta con as agoas etc. seregipe a quarto de março de 1600.-Digoo de quoadros. CARTA DE MANOEL DE FONSECA 5 de Março de 1600. -Rio cajahiba Saiban etc. diz manoel da fonsequa mor.nesta capitania que ele en companhia de cristovan de barros veo ajudar a tomar esta terra e capitania pouvar a sua custa des então ate agora sempre rezidio nela con sua pesoa e familia ajudando a pouvar a todos em tradas he geras que em tempo dos outros capitais ouerão en serviso de s.m. e nã ten teras en que lavrar suas rosas he suas criasois pede en nome de s.m. hua dada de tera que foi dada ha hu simão fernandes gaguo por o capitão tome da rocha que foi desta capitania por quao a não veo pouvar dentro do tempo que lhe da o dr e ordenasan e não coprimento dos pregões que mandou deitar na prasa da cidade de saluador o snr governador geral não cumprio nem nuca tomou posse e esta por devoluta a qual tera he de mil brasas para ao llongo do rio de cajaiba e são tres mil brasas para o certão e porque ele dito ten filhos para casar pede mais outra tanta que serão duas mil brasas ao llongo do rio da cajahiba he as tres para o sertão corendo correndo as duas pelo sertão asima caminho da banda de noroeste as tres para o sertão para a banda de sudueste as qual tera esta amtre ho rio de cajahiba e potihipeba por o caminho que ia para a aldea de taperagua e pede asin como o dito tome da rocha a tinha dado a simão fernandez direitamente pelo rio asima resalvando pontas he enseadas no salgados co tanto que tudo cora avante erm - dou ao sopricante en nome de s.m. as mil brasas de tera e as tres mil para o sertão que foram dadas a sirmão firz seregipe a sinquo de março de 1600. - Diogo de Quoadros.

CARTA DE BARTHOLOMEU FERNANDES

10 de Março de 1600. Saiban etc. diz bartholomeu ferz mestre da capela da Bahia que ela éome de muita pose e quer vir ou mandar ajudar apovoar esta capitania e província o que lhe e necessário ter tera para mantimentos e criações pede a vm lhe de en nome de sua magestade hua llegoa de terra em coadro no rio reall na testada de Francisco

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daraujo e Baltasar feras e Melchior dias comesando de hu eteiro chamado ariticuiba270 per ele ariba rumo direito da banda de norte pede de ser marcar ermDou ao soplicante em nome de s. m. na parte eu pede meã legoa de terá com todas as águas etc. que nelas ouver Sergipe a dês de março de 1600.- Diogo de Qoadros. CARTA DE BENTO FERRAZ 12 de Março de 1600. Saibam etc. diz o padre bento feras vigário de Sergipe que ele esta actuamente pouvando esta terá com seus negros e gados e ciasois para o que não tem terás para mantimentos e trazer suas criaçois antes hua dada de meã legoa de terá que lhe Vossa magestade tinha dade mandou substituir com ella a quall hera em caipe, ho que ele sopricante fez e esta sem terá nenhuma pede a Vm lhe de en nome de sua magestade mea legoa de terá em coadro no rio reall mística co a de seu tio o mestre capela corendo pelos mesmos rumos e desmarcacois que a dita tera corer- Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill brasas de tera em coadro em auguas etc. seregipe doze de marso de 1600.- Diogo de Qoadros. CARTA DE PERO SANCHES 31 de Março de 1600. Saiban etc. diz pero Sanches morador nesta capitania que ele não tem terras em que laavrar He fasa suas rosas He targa suas criasois pede terá que pello rio asima de piramopana da banda de leste nos de .......... – Dou mil e quinhentas basas de tera. – Diogo de Qoadros. – ultimo de março de 1600. CARTA DE MARCOS FERNANDES. Sibam etc. diz marcos Fernandes morador na cidade de saluador que ele quer vir pouvar esta capitania com sua casa e famial e ora nela não tem terras para puder trazer seu gado e cisois e fazer suas rosarias por quanto ele he home de grade família pede a V.m. lhe de em nome de sua magestade nas cabeceiras de João da rocha visente ao llonguo do vasabaris da banda do sull hua legoa de terá llonguo do dito rio e llegoa e mea de terá dentro a quall terá pede por devlluta e se obrigara em dentro de quatro mezes – Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede a terá que diz em sua petição com águas etc. seregipe a vinte de março de 1600.- Diogo de Qoadros.

CARTA DE MELCHIOR MACIEL 5 de Abril de 1600. – Rio Guitihiba271 Saiban etc. diz mellchior masiell dandraade mor. Nesta capitania que quando a Ella chegou se apresentou ao rio reall que achou desocupado adonde ora está co
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Afluente do rio Real, junto à foz. Conserva o mesmo nome. Nome indígena de um afluente do Rio Real

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sua casa e fanilia e porq‘ nesta dita capitania tem bem servido a s. m. e ora nella he morador pede a Vm. Em nome de s. m. lhe fasa m. duas mil brasas de terá em coadro ao llongo do rio guithiba ueq he onde ele sop. Ora está pouvoando a call terra pede por devoluta conforme ao pregão do Sr. governador gerall lhe será demarcada a dita terá de huma banda e de outra do rio guitihiba ficando o rio meo da demarcasan e será imedita por rumos direitos por fora dos mangues e ilhas que ouver as quais ilhas e pontas de terá e mãgues que ficarem dentro da demarcasão entre na dada que ele sopricante pede erm. – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mil e dusentas brasas de terá por devoluta cõforme o pregão do mesmo governador gerall seregipe a simquo de abril de 1600. – Diogo de Qoadros. CARTA DE MATIN LOPES 24 d‘Abril de 1600. - Aldeia de Taperoá. Saiban etc. diz Martim Lopes mor. Na habia que elle quer mandar ajudar a povoar esta capitania de Sergipe e por quanto he home de muita pose e famila para que lhe he necessário terás para suas ciasois e mantimentos pde a Vm. em nome de sua magestade huma llegoa de terá em coadro na aldeã que chamão tepahoqua adonde em tempo de Tome da Rocha quando era capitão os contrários (?) matarão os negros que chamavão neboiba a call dada de terá corera pelo caminho que vinha de uma banda e outra levando em meo e semdo causa que se a dada pede por devoluta erm.- Dou ao sopricante em nome de s. m. na parte que pede meã legoa de terá em coadro com águas seregipe a vinte e quatro dabril de 1600. – Diogo de Qoadros.

CARTA DE MATHEUS DE FREITAS 25 de Abril de 1600. – Rio Sergipe. Saiban etc. Mateus da Freitas dasevedo allcaide mor. Da capitania de pernãbuco que ele tem muita pose e quer mandar ajudar a povoar esta capitania de seigipe e porq‘ tem muitos filhos pede a Vm. lhe de em nome de sua magestade por devoluta cõforme o pregão do Sr. governador geral duas llegoas de terá em coadro pello rio de seregipe asima nas cabeseiras das terras de pero masiell dandrade e do padre Ambrosio Joardes a saber hum legoa para sua filha Jeronima outra llegoa para Clara ...........- Dou no sopricante em nome de sua magestade na parte que pede duas legoas de terá para as ditas suas filhas cõtanto que beneficie em hum ano seregipe a vinte e sinquo de abril de 1600. – Diogo Qoadros. CARTA DE AMBROSIO GUARDEZ 26 d‘Abril de 1600. – Rio Sergipe. Saiban etc. diz ambroso coardes vigário do são pedro e ouvidor da vara da capitania de penãobuquo que ele tem muita pose e quer ajudar a povoar a nova capitania de serigipe com gente e gado e outras ciasois pede a vin. Lhe de em nome de sua magestade por divolluta cõforme o pregão do Sr. governador gerall duas Mill

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brasas de terá em coadro ao llongo do rio de seregipe da bauda do sull na testada de pero masiell pra rosaria e pastos de gado com todas as agoas etc. – Dou ao sopricante na parte que pede em nome de s. m. mil brasas de terra em llargo e Mill e quinhentas de comprido com todas as agoas etc. seregipe a vinte e seis dabril de 1600. - Diogo de Qoadros. CARTA DE GASPAR DE AMORIM 4 de Março de 1600. – Rio Vasa-Barris. Saiban etc. Diz Gaspar damorim morador nesta capitania que a elle lhe não são dadas as terras que bastam para sua pesoa e suas criações e para fazer mantimentos conform ao regimento pede a Vm lhe de hua dade de terra que esta devoluta quoall se comecara a medir na varzea de peramopana que vossa magestade lhe tem dado até a dada de Manoel Andre para sima como vai do rio vasa basabaris porquanto elle sopricante esta nella com casa ...... e a tem pouvado pede a Vm lhe de em nome sua magestade por devoluta a call terra pode ser mea llegoa em coadro pouquo mais ou menos erm. – Dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill e dusentas brasas pela sua testada de comprido e mil e quinhentas de largo para o sertão em Sergipe a quatro de marso de Mill e seis sentos anos. – Diogo Qoadros. CARTA DE GASPAR DO AMORIM 14 de Março de 1600.- Rio Vasa-Barris. Diz Gaspar damorim morador nesta capitania que elle com sua molher e criasois e escravos e ora o capitão dioguo de coadros lhe tem dado pouqua terras para suas criasois e mantimentos e porque lhe deu na varzia de piramopama hu pedaso de terá e no feito de Coll razão que ele em sua petisan pedia para a Vm que em nome de sua magestade lhe de outra vez de novo hus sobejos de terra que estão na dita varzia dos cajueiros para baixo e he hu canto entre elle sopricante e ho no rio vasa barris e o dito esteiro de de piramopama que pode ser mil brasas de terra pouque mais ou menos de conprido e de largo quinhentas brasas e por outra parte certo que he pouco mais ou menos pede a vosa mercê lha de por devolluto e inda que seja dada conforme ao pregão geral por se lhe não meter Ca ninguém na dita varzia porque lhe fasem ruim obra no que erm.- Dou ao sopricante a ponta de terá que pede em nome de sua magestade por devolluta cõforme ao pregão do governador gerall Don Francisco de Souza serigipe quatroze de março de mil e seiscentos anos o capitão Manoel Miranda Barbosa em auzencia de Diogo de Qoadros. CARTA DE GASAR D‘AMORIM 14 de Março de 1600. Saibam etc. diz Gaspar damorim nesta capitania que antre agoa petiba e o mar esta hua dade de terá que são quinhetas brasas ou seiscentas por costa e llargura ate agoa petiba e de norte parte com a terá de Baltasar de Barbosa o quoal serte de terra povoou de novo joam Garcia e nela reidio mais de quaro anos de sorte

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que ficou satisfazendo ao forali e por algus soberios que lhe cõcedram se for desta capitania e fes venda da mesma terra a elle sopricante e por quanto Joan garsia assim se foi allgus a pretendem por discre a não poder vender pois despovou pede a vossa mercê que de novo lha de de sesmaria ou por devalluto erm- Dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede de sesmaria e por devalluto visto o dito joam Garcia depovoar e vender o direito que nella tinha seregipe a quatorze de marzo de mil e seis centos anos o capitão Manoel de Miranda Barbosa em ausência de Diogo de Qoadros. CARTA DE JOÃO DIAS 16 de Abril de 1600. Saiban etc, disem João dias morador em jaquipe que ele tem nesta capitania gado e gente pra fazer rosas e cirasois e para isso não tem terás onde possa pastar suas criasois e no agaipe para a banda do sul esta huma dada de terá que foi dada ao padre geronimo de garros a coal lhe foi dada a seis ou sete anos e ate hoje a não tem povoado nem feito bemfeitorias nenhuma pello quall respeito nas pede por devoluta assim e da maneira que foram dadas ao padre e pede lhe perfasa huma legoa de terá em coadro Erm.- Despacho- dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que pede cõforme ao pregão do snr. Governador gerall por devolluta com todas as águas e llenhas que nelas em ouver em seregipe a deseis de abril de Mill seis senteos anos – Qoadros. O registro assinado por Manoel de Miranda Barbosa.

CARTA DE MELCHIOR MACIEL E PAULO 4 de julho de 1600. Saiban etc. disen Mellchior Maciel e Paulo…….. moradores na capitania que no rio reall da banda do norte junto ao cabedelo a que chamão ipelempe272 ao longo da terá esta hum pedaso de terá de pastos pêra gado e porque eles sopricantes estam pouando no dito rio reall e não tem onde posam trazer suas ciasois pedem a Vm lhe fasa mercê em nome de sua magestade duas llegoas de ttera por costa de mar e llargura que ouver da bara de hum riacho que esta na boqua do dito cabedelo..... até a costa que pode aver quinhentas brasas até seis centas pouquo mais ou menos e sendo dadas as peden por divolluta conforme os pregõis e mandados do snr. Governador gerall Erm. – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que peden duas mil brasas de terá por costa e llonguo comesando do rio que dis em seregipe a quatro de Junho de 1600.- Diogo Qoadros.

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Nome indígena do cabelo que existe ainda hoje junto à foz do rio Real.

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Governador Don Francisco de Souza e a Vm. em nome de sua majestade de hua llegoa de terá em coadro no rio mocory nas cabeseiras donde acabar Martins de Souza e pello rio asima do dito mocory e por côamto elle suplicante não sabe se o dito martins de sousa tem terá a pede a vm lhe fasa m... 269 ..evendo respeito ao que o sopricante dis nesta sua pitisan lhe confirme a dada da tera da maneira que em sua petisão faz mensão e lhe dou demais em nome de sua majestade na dita terá as pontas que pedem e de tudo se lhe pase nova carta de sesmaria Sergipe onze de Julo de 1603 o capitão Tomé da Rocha. ate agora pessoa alguma as veo povoar nem as cultivar e ora o sopricante as quer povoar conforme ao regimento de sua magestade e ao pregão do snr. Saiban etc. Diogo Qoadros.CARTA DO PADRE VIGARIO GASPAR FERNANDEZ 11 de Julho de 1600. para bem de nelas fazer seus mantimentos e meter suas criasois pede a Vm que respeitando ao que dis lhe fasa mercê em nome de sua magestade de lhe dar de sesmaria huma legoa de terra ao longo das cabeseiras que os ditos padres tem por sima da mesma llargura confrontante para o sertan corendo a dita llegoa de comprido ao llonguo do dito rio de vasabarris com todas as águas doses e sallgadas que na dita distansia se acharem com as pontas de mangues e ilhas que na dita dada caírem corendo com os mesmos rumos e confrontasois que corem a dos ditos padres e a dita demarcasan em seu comprimento chegue a sua distansia em embargo em embargos de rios e esteiros e fasendo-lhe mercê como ele sopricante o pede lhe mande pasar sua carta de sesmaria e resebera mercê... CARTA DE MATHIAS MOREIRA 19 de julho de 1600 Saiban etc. com huma petisan e despaacho do capitão e governador Diogo de qoadros etc... dis Gaspar Fernandes vigário ouvidor da vara e juiz dos seguimentos he utilizador nesta capitania de Sergipe que o capitão Cosme barbosa lhe fez m. No registro a assinatura é de Manoel de Miranda Barbosa. dar-lhe em nome de sua majestade a dita llegoa de terá e comesara a medir onde o dito Martins de Souza acabar digo pretender e assim mais lhe fasa merse darlhe a dita llegoa de terá rumo direito ao norte posto que o dito rio pellas voltas que da não tem rumo direito e yuntamente lhe fasa m.dou ao sopricante Mill brasas de terra em coadre corendo na forma em que pede em nome de sua magestade na baia dessanove de juho de Mill e seissentos anos.diz natias Moreira morador na capitania de seregipe cidade de san Cristovão que nas cabeseiras das dadas aos padres da companhia de Jesus tem em vasa barris estão terras devolutas. de todos os pontos anseadas que na dita llegoa de terá ouver e sendo caso que seja dada corera adiante pello mesmo rumo ou como milhor lhe pareser erm....

Despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade os sobeios que quer entre Antonio barreiros e pero sandres mor nesta capitania ao llonguo do vasa barris e pela terra dentro hua legoa conforme ao pregão de m. diz João dias mor. Sr. m.CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ E BARTHOLOMEU FERNANDEZ 13 de outubro de 1600. – despacho dou aos sopricantes na parte que pedem hua lleg. Manoel de Miranda Barbosa locotenente. na testada de Antonio barreiros correndo até o esteiro de piramopama hua legoa de terra em coadro ao llõguo do vasa barris houtra banda de tinhare e outra legoa para o sertão a coal pede conforme pregão do Sr. Saibam etc. De terra em coadro com as lenhas e agoas e maderias as quaes comesara a medir donde eles soprecantes acabão como pedem. Sr. governador gera erm. Seregipe treze de outubro de Mill e seis sentos anos. duas legoas de terá em coadro no rio reall em hu esteiro ou rio por nome ariticuiba onde acabão os sopricante de hua bãda que lhe deu o capitão Diogo de coadros correndo pelos mesmos rumos demarcasois confrontasões que correm as dadas dos sopricantes as quais pedem de desmaria que seiam dadas e pedem por devollutas isto com llenhas madeiras agoas e pedreiras no que resebera m. governador gerall as tem 270 . Disem Bartholomeu fernades e o padre bento Ferraz maiores nesta capitania de Sergipe que elles querem ajudar a pouvar e estão atuallmente pouvando e por não terem terás sufficientes para trazerem seus gados e criasois miúdas e fazeerem mantimentos pedem a Vm lhes de em nome de s. CARTA DE JOÃO DIAS 11 de Novembro de 1600. diz Simão d‘andrade que ele vae com quarto anos que esta ajudando a povoar esta capitania com sua molher e família e servindo sempre a sua magestade em tudo o que lhe foi encarregado e porque hora ele sopricante tem gado vacum e outras muitas criasois e não tem terras per onde pastar por ate agora não ter rendado pello que se lhe perdem as ditas criasois e desaparecem e se da muita perda e ora onde a terra do snr bispo vindo do vasabarris estão oito sentas brassas de terra que foram de hu morador da Bahia a muitos anos e nuqua até agora digo até hoje as tem vimdo pousar conforme o regimento que sua magestade manda em sua ordenasão contra o pregão do m. governador geral Sergipe onze de novembro de 1600 anos o capitão Manoel de Miranda Barbosa. m. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 12 de Novembro de 1600 Saiban etc. Na tore que elle veio a esa capitania em companhia de cristovan de barros ajudal-o ganhar honde trouxe artilharia a sua conta que ora esta neste forte e outro si tem muito gado já nesta capitania para o quall não tem pastos bastantes nem matos pêra rosar porque quer ajudala a povoar e porque nela a terás devallutas que não são cultivadas pede a Vm lhe de em nome de s.

diz pero da llomba morador da Bahia por seu procurador q ele veo ajudar a ganhar esta capitania a sinquo anos hm curall de gado para o quall não tem pastos nem lhe há dado terás nenhuas peratra ser suas criasois e hora a terras devolutas na itaporãogua273 pede a vm lhe de em nome de s. hua llegoa de terá em coadro a quall se comecara a medir na testada de Manuel tome quanto ao rio vasa baris e corera pelas cabeseiras dele e da dada de domingos saraujo pella bãoda do sull erm. governador gerall Francisco de Souza seregipe dozo de novembro de Mill e seis sentos anos. m. E porque ora não tem pastos para seus gados e 273 Vila de itaporanga 271 . Saiban etc.perdidas pede à Vm. governador gerall Don franacisco de Sousa seregipe a dose de novembro de 1600. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE E MANUEL ANDRÉ 17 de Novembro de 1600 Saiban etc disem Simão d‘andrade e manuell André q els estão pouvando co suas mulheres e filhos e servindo a sua magesade em tudo o que llhe he encarregado do serviso do dito snr. Despacho – dou aos sopricantes em nome de sua magestade os sobeios q estão entre Matias Moreira e Manuel tome AL llonguo do vas baris da ganda do sull e pela terra dentro hua llegoa por divolluta conforme o pregão do Sr. disem Simão dandrade e manjuel Andre moradores nesta capitania que eles estão pouvando nesta dita capitania e porque ora não tem terras que posão fazer seus mantimentos e traser suas criasois de gado vacum e outras meudas q pra isso tem pello q pedem a v. magestade duas mil brasas den coadro na parte q pede a saber nas cabeseiras de domingos daraujo da banda do sull serigipe onze de novembro de mil e seis entos anos. Manoel de Miranda Barbosa. CARTA DE SESMARIA DE MANUEL ANDRÉ E SIMÃO DE ANDRADE 13 de Novembro d 1600. ―Don Francisco de Sousa e recebera mercê. visto o que alega lhe de em nome de sua magestade por devollutas quatro centas brassas de terra larguo e de comprido o que ouver da praia até o rio de auguapetiba comesando de meio a donde acaba o Snr bispo e resebera m – despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade trescentas brasas de terra de larguo por costa e de comprido ao longo do mar até o rio aguapetiba como pede conforme o pregão do Sr. O capitão Manuel de Miranda Barbosa CARTA DE PEDRO DA LOMBA 11 de Novembro de 1600 Saibam etc. mersê em nome de sua magestade hus sobejos q estão entre Matias Moreira e Manuel Tomé allonguo do rio de vasabarris da banda do sul p podem ser hua légua pouque mais ou menos as quaes peden por desaletas conforme o pregão do snr.dou ao sopricante em nome de s. O capitão e loco tenente Manuel de Miranda Barboza. Despacho .

Despacho dou ao sopricante em nome de s... Saiban etc diz Simão dandrade que ele vai em quatro annos q esta ajudando a pouvar esta capitania com sua mulher e filhos e servindo sempre a s.mais criasois q para isso tem peden-lhe de em nome de sua magestade de semaria hus sobeios de terá q estão antre Antonio Gedes e o esteiro de augiapioba 274 correndo pelas cabeceiras de balltesar e Sebastião de brito e antre os frades de san bento ate poxi os quais se den por devalluto conforme o pregão do snr governador gerall Don Francisco de Souza erm.as ditas quatro sentas brasas de terras as não cultivarem nem pouarem outrosi não moram nesta capitania nem term nelas quem lhas pouvo. 274 Nome indígena de um riacho que desemboca no Poxim... diz o padre Agostinho monteiro q elle quer ser morador nesta capitania de seregipe ou mandar pouvar co rosarias e canaviais curais como he custume dos q pouvão a terá pra o q tem necessidade de terras pra ain o poder fazer pede a vm. CARTAS DE PADRE AGOSTINHO MONTEIRO 26 de dezenbro de 1600..... por q ainda em caipe perto desta sidade estão huas quatro sentas brasas de terras que forão dadas aos filhos de Pedro Alves que eles tem sendo filhos família em ao a podião posuir e por quanto ele sopricante todo este tempo q há q esta pouvando a dita terá fasindo bemfeitorias nela o u he proll da fazend de sua magestade sisto ser terá nova e mandar ele as ditas terás se dem a quem hás pouvar sem regimento se lhes tire a quem as uão pouvar pede a vm lhas de de semaria por devoluta visto as p.. O capitão o padre Bento Ferras.. 272 ... O capitão o padre Bento Ferras..... lhe de sesmaria no rio se seregipe na tstada de Simão da Rocha hua llego de terá em coadro para seus mantimentos e porquanto na dita terra na tem terás para pastos pede a vm outro assim de dar na varsea do dito rio de seregipe Mill brasas em coadro na testa do dito Simão da rocha com todas as augoas llenhas madeiras erm. m. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 18 de Dezembro de 1600.... Saibão etc. de ouvidor e outros cargos do serviso de sua magestade de q foi encarregado e por q ora ele sopricante não tem terras oude posa fazer seus mantimentos perto desta sidade onde posa acudir a obrigasão de seu ofisio poquanto o que lhe he dado esta muito llonge e não pode ainda viver... Despacho dou aos sopricantes os sobeios q pedem de semaria por devallutos em nome de s.despacho – dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra contuda em sua petisão de semaria em caso que este dade por devolluta seregipe a desoito de dezembro de sis sentos annos.... magestade na parte q pede a llegoa de terra em coadro a call lhe dou de semaria outra se mil brasas em coadra na testada de Simão da rocha para pastos a call lhe dou com todas as augoas llenhas madeiras q nas ditas terras se acharem em seregipe vinte e seis de dezembro de 1600.. magestade em seregipe a desasete de novembro de Mill e seis sentos anos Manoel de Miranda Barbosa...

Saiban etc diz domingos gonsallves morador na bahia do saluador que ele quer mandar a esta capitania ajudar a pouoar e que na dita capitania Não tem terras para mantimentos e pastos e que pello rio de serigipe asima hesta hua dada de terra na testada de outra dada que foi dada sebastião da rocha quall tera foi dada ha hu manoell daraujo e esta devoluta e de sesmaria erm ...dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede asin e de maneira que diz en sua petinsan a call lhe dou por devolluta en serigipe a vinte de janeiro de seis sentos e hu ânos o capitão o padre Bento Ferraz.. hu manoell pires ja defunto e ora o dito manoell pires nuqua fez bemfeitorias na dita terra nen della ouve pose esta a dita terra divolluta que são tresentas brasas de llarguo para a banda de ponente e mill e quinhentas de nordeste ao sudoeste pede a Vm lha de de sesmaria por respeito de se lhe não vir meter oitro nella que lhe de matarto a sua criasão respeitando ter muito a call pede por devolluta erm .. don francisco de souza seregipe des de marso de seis centos e hu ãnos. estante nesta capitania de seregipe q ele veo ajuar a gahuar esta capitania co suas armas e escravos a sua custa e ora quer vir ajudar povoar co sua mulher e filhos e escravos e sua ciasois e outra gente de sua obrigasan e porq na dita capitania lhe não são dadas terras allgumas pra nelas puder llarvar e criar suas criasois e ora estao terras devollutas aonde chega o allagado de vasa baris pede a vm lhe de de sesmaria en nome de s.. CARTA DE DOMINGOS GONSALVES 10 de Março de 1601.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devolluta cõforme o pregão do sr. CARTA DE MANOEL THOMÉ 20 de Janeiro de 1601...CATA DE JOÃO MATINS BERTANHA 26 de dezembro de 1600 Saiban etc diz Jon martis betanha morador em . Saiban ete diz manoel tome d'andrade morador nesta capitania que a ele lhe foi dado hu pedaso de tera ao llonguo desta cidade a call terra he pouqua para as criasois que ten e ao llonguo das ditas terras esta· hu pedaso de.B..dou ao sopricante en nome de sua magestatle nas partes q pede hua llegaa de terra asim e da manera q en sua petisan pede a call lhe dou de sesmaria en seregipe a desoito de janeiro de seis sentos e hum anos o capitão Bento Ferras. O capitão locotenente M..... M. tera que foi dado. CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ 273 . m... duas llegoas de teras en coadra as quaes se comesarão a medir aonde acaba leandro baltasar ferras e não corendo pelo rio dose asima-rumo direito com todos as pontas e insiadas madeiras auguas q_ nas ditas teras ouver as quais pede pra banda de nasente en caso q sejão dadas as pede por devolluto erm .

governador gerall não vindo paullo adorno a povoar a dita terra. dentro de seis meses segintes em seregipe a doze de marso de mill e seis centos e hum anos. de lhe dar de sesmaria en nome de sua magestade por devalluta cõforme o pregão do sr.11 de março de 1001 Saiban etc diz o padre bento ferras vigairio confirmado nesta vigairaria de sergipe q ele esta alltualmente pouando esta terra e capitaneando e por que não tem terras em q traga seu gado e criasois como são pastos e antre o rio vasa baris e o cãbohi esta hua pequena de terra devolluta aonde acabão os padras da conpanhia e a dada que lhe deu thomé da rocha sendo capitão que são três llegoas como elIes em sua petisão pede a vmce.dou ao sopricante en nome de sua magestade os sobeios· que se acharem da terra dada da que se achar mais das tres llegoas que lhe foram pedidas en vasabaris ate o abahi como sopricante pede en seregipe onze de marso de mil e seis sentas dous anos o capitão Manoell de Miranda Barbosa. governador geral! don francisco de sousa en seregipe a quatorse de marso de seis centos e hum o capitão Manuell de Miranda Barbosa. Manuel de Miranda Barbosa capitão e locotenente em ausensia de Diogo de Qoadros. diz gaspar de fontes lIemos mor. CARTA DE GASPAR FONTES 12 de março de 1601. dis gonsallo francisco estante ora nesta capitania que elle vem a povoar cõ vaquas e outras mais criasois que ora tem aqui nesta capitania porq' não tem teras em que se posa aposentar pede a Vm. Francisco de sousa o call pregão . e outro sim esta servindo de ouvidor cõ allçada na dita capitania e ajudando a povoar çõ molher e filhos fabriqua de que Tudo esta fasendo serviso a deus e Sua magestade e não ten teras em que llevar seus mantimentos e tarzer suas criasois e no rio do vasabaris onde se chama tinhare esta huma dada de terra devaliuta da banda do norte do dito rio que foi dada a hum paulo adorno a quall a dito paullo adorno numqua povoou nen cultivou nem fes bemfeitorias nela e esta devalluta pede a Vm. lhe de sesmaria nas cabeseiras de marcos fernandes mea llegoa de terra por devalluta no que erm . Saiban etc. nesta capitania de seregipe que esta Autoalmente servindo na dita capitania a sua magestade de provedor da fasenda do dito sr. lhe de en nome de sua magestade na parte que pede a terra que se achar donde acabarem os padres até o abahi a cuall pede com todas as lenhas matos e águas que na dita terra ouver erm .m. Saiban etc. em auzensia de Diogo de qoadros. 274 . a terra que pede por devoluta cõforme o pregão do sr.Dou ao sopricante de sesmaria en nome de S. erm .a.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devalluto cõforme o pregão do Sr. governador gerall d.. CARTA DE GONÇALO FRANCISCO 14 de Março de 1601. em a praça da bahia ellugares publicas a Call terra pede en nome de sua magestade asin e da maneira que foi dada ao dito paullo que ten mill barsas en coadro.. lhe fasa m.

desta capitania corendo pera hopiramopama que fique por marquo huma tapera que no dito caminho esta comesando de medir deIla para o sudoeste contra a clada de dito simão da rocha da outra banda para o poente que são duas mill brasas de comprido e mill de llarguo com tonas as ilhas de mato asi e da manera que foi dada ao dito Antonio pereira Erm . ' CARTA DE JOÃO FRANCISCO 15 de Março de 1601. Ihe fasa merse en nome de sua magestade darlhe de sesmaria por pevalluta asin e da maneira que foi dada ao dito manuell gomes ermo.o capitão llocotente Manoel de Miranda Barbosa.ll lhe dou asin e da manera que foi dada a manuell gomes e dela lhe pasem sua carta en seregipe quatorze de marso de seis sentos e hum anos o capitão Manuell de Miranda Barbosa em ausensia de Diogo de Qoadros. . vaqum pra ajodar a pouvar a dita capitania e por ora não tem terras donde posa asentar. a dita fabriqua acima dito e faser rosas e não ter pastos pª o dito gado e no rio do pochim da banda do norte esta mea legoa de terra que foi dada a hurn rnanuel gomes o call nunca povoou nen cultivou e esta devoluto pede a Vm. .CARTA DE FRANCISCO D'ALMEIDA 14 de março de 1601. Saiban etc diz martim de souza morador nesta capitania almocharife de sua magestade que ele a seis anos que esta nesta capitania ajudando a defender com sua pesoa e ora quer faser rosas e outras bemfeitorias e não ten teras em que as posa faser pello coall pede a Vm lhe de en nome de sua magestade huma Ilegoa de tera no rio de mocori ou mocoriria que vem entrar no rio pochim nas cabeseiras de francisco da sillva da banda do norte Erm . Saiban etc dis joão francisco morador nesta capitania que ele veo para hajudar a povoar. Saiban etc. . suas criasois e nas cabeseiras de simão da rocha en caipe corendo pera Ias cãopos de heperagua esta huma dada de terra que foi dada a hum antonio ferreira ho quoal não povoou porque elle sopricante se foi por nela onde esta já com currall de gado pede a Vm lhe de a dita terra por devoIluto conforme o pregão do snr. na bahia que elle tem mandado a esta capitania de seregipe fabriqua gente e gado.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devoluta a ca.dou ao sopricante en nome de sua magestade a terra que pede por devolluto conforme ao pregão do senhorgovernador gerall 275 . diz francisco dalmeida mor.despacho .dou ao sopricante en nome de sua magestade mea Ilegoa de tera en coadro por devolluto na parte que pede cõforme o pregão do snr. governador geraIl don francisco· de souza em seregipe a quatorze de marso de rnill e seis sentos e hum anos . CARTA DE MARTIM DE SOUZA 14 de março de 1601. governador gerall a quoaIl tera esta no caminho novo que abrirão os indios feros . .

diz Manoel Raiz mestre dasucar morador na babia de Saluador que ele quer mandar ajudar a pouar esta capitania e que nela não ten teras para mantimentos de fabriqua de sua gente nem pastos pera seu gado e que nas cabeseiras de Migell Soares na tapera de tajaoba 21 está huã llegoa de terra pello rio ipochi asima llevando O dito rio em meo e esta devolluto nem no qua foi cultivada nen povoada· pede a Vm. M. lhe de em nome de sua magestade por devalluto com todas as augoas madeiras que na dita tera ouver e a medisão para rumo direito ho dito rio em meo erm. . CARTA DE MELCHIOR MACIEL 7 de Abril de 1601. CARTA DOS PADRES DA COMPANHIA DE JESUS 10 de março de 1601 Saiban etc. lhe de en nome de sua magestade por devoluta no primeiro vale que esta antes da dita tapera pera elles tres llegoas de terra a quall terra se demarcara pero dito vaIle direito ao rio Vasabaris e pelo rio asima tornãdo pellas fraldas da ltanhana e cajaiba para oeste de maneira que fique as ditas tres Ilegoas em quadro erm. B. em ausencia de Diogo de Qoadras.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede duas llegaas de terra em quadro de sesmaria. com todas as auguas e madeira a que nella se achar em Seregipe a des de marso de seis sentos e hu o capitão M. B.seregipe aos quinze de marso de seis centos e hum anos .dou ao sopricante em nome de sua magestade duas mil brasas de terra em coadro de sesmaria na parte que pede seregipe a seis de abrill de seis centos e tres anos o capitão locotenente M.o capitão Manoel de Miranda Barbosa em ausencia de Diogo de Qoadros. CARTA DE MANOEL RODRIGUES 6 de Abril de 1601. M. 276 . diz o irmão Amaro Lopes em nome do padre reitor da companhia de Jesus que eles. Val em quatro anos pouquo mais ou menos que estão ajudando a povoar esta capitania sustentado a pasagem do Vasa Baris e vindo todos os anos a esta capitania ajudar o espritualI com muito trabalho outro si aqui he moradores pera terra no que em tudo fasem muito serviso a déus e a sua magestade porque ora eIles sopricantes tem metido muito fabriqua asin de gentes como de gado e suas criasois e a terra que lhe he dada não he capaz de sustentar a sua fabríqua o mais que querem meter por quanto não servem mais que de pastos e ora junto a serra de cayaiba que podem ser oito legoas desta povoação esta huã tapera que se chama pixapoam a qual! se se povoar se fara muito serviso a déus e a sua magestade e bem crecemta muito a esta capitania por coanto he frontera e segura esta capitania pera que se posam allargar povoando suas terras que por medo dexao algus de povoar e ora elles a querem povoar e por nela fabriqua de gente e gado e cultivala pera que tenhão mantimentos pera poderem se sustentar visto serem moradores ja pedem a Vm. Saiban etc.

...Saiban ete... em nome de sua magestade lhe de no rio de vasabaris da banda do sull na testada na dada a afomso pereira huma llegoa de terra em coadro assim e da manera que os outros rumos direitamente corerem resallvando pontas e enseadas sallguados cõtãto que tudo fique na dita dada com todos os matos e madeiras agoas que nella ouver erm – dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede meã llegoa de terá asin e da manera que pede em sua petisan por devalluto em nove de abrill de Mill e seis 277 .. a deo a gaspar fontes a quall pede com toda as auguas e madeiras que na dita terra houver erm .. .. magestade se nenhum interesse solldade nem de outra cousa alguma ma antes ajudando a sustentar e não teu teras em que llavrar e fasa suas rosas e targua suas criasois peIlo que pede a vrn. em nome de s. CARTA DE AFFONSO PEREIRA 9 de Abril de 1601. magestade mea llegoa de terra hao longo do rio vasabaris e para o sertão entra mea llegoa ou o que ouver entre a dada de antonio_ barreiros e a terra que foi dada a paullo de adorno que por nao Vir povoar vm.. B. M.. diz mellchior masiell damdrade mor. m. e que desde antão ate agora ficou por morador e povoador ajudando a defender e indo a todas as gerras e rebates que em tempo dos outros capitães se afreciam como os daguora cervindo a sua. CARTA DE FRANCISCO FERNANDES 9 de Abril de 1601. dis francisco fernandes morador nesta capitania que ele veo ajudar a ganhar esta capitania cõ sua pessoa e armas .. Saiban etc.dou ao sopricante a terra que pede asin e da manera que em sua petisão fas mensão e isto en nome de s. nesta capitania de seregipe que ele tinha huma dada de tera que lhe deo tome da rocha em tinhare ao llongo do rio vasabaris e porq' a carta e os llivros das dadas são perdidos e a dita terra esta oje por haproveitar pede a vrn.. e da maneira que pede en nome de sua magestade por devolluta seregipe a nove de abril de 1601 o capitão locotenente m... magestade de sesmaria seregipe a sete de abrill de seis sentas e hum anos o capitão locotenente M..dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de tera asim.. b. em ausencia de Diogo de Qoadros. Saiban etc dis affonso pereira que no tempo que cristovão de barros veo povoar esta capitania veo elie en sua companhia he des então agora ficou nella por morador com sua molher e familia indo em todos os rebates he geras que no dito tempo se fiserão e ofereceirão indo sempre a sua custa he por q até agora lhes não foi nunqua dadas teras nhumas he ten dellas nesesidades asin pera pastos de gados como pera mantimentos he outras causas nesesarias pello que pede a vm a vendo respeito ao sobre dito lhe fasa merse dar em nome de sua magestade en ho rio vasa baris pela testada do mesmo rio ariba mea llegoa de terra en coadro a quall se comesara a medir aclonde acabar a dada de francisco da sillveira a quall pede com todas os matos he aguas he pastos he madeiras ensiada e sallgados que nelas ouver correndo a dita demarcasan pelos rumos que corem as mais demarcasois debaixo a quall tera pede por devolluta no que erm..

M. governador don francisco de sousa a tera que pede assin e da manera que foi dada a simão da rocha villas bras seregipe a des de abrill de mil e seis sentas e hum o capitão loco tenente manuel rniranda barbosa CARTA DE ANTÔNIO LOPES 10 de Abril de 1601. Saiban etc. governador na forma que foi dada a simão da rocha erm Dou ao sopricante en nome de sua magestade por devolluto conforme o pregão do sr. dis munoell corea que ele esta alltualmente nesta capitania com molher e pessoas e criaçois povoando e não tendo terras em que llavrar e traser suas criasois e por quanto no rio de seregipe esta huma dada de terra que foi dada a simão da rocha villas-boas o quoall a tem perdida conforme o pregão do sr. de 278 . em ausensia de Diogo de Quadros CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 9 de Abril de 1601. dis antonio lopes que elle pessoalmente está nesta capitania com sua molher he familia helle sopricante esta servindo a sua magestade e ao povo trabalhando por seu ofisio de frº e que na dita capitania não tem terás para llavrar he no rio vasabaris esta meã llegoas de terra ho llonguo do dito rio da banda do sull acoall esta nas cabeseiras de affomso pereira he esta devalluta pede a vm. Saiban etc. clis francisco da silveira que ele veo de pernãobuquo ter a esta capitania para nela ser morador he core em dous anos que nela reside com sua pobresa e criasois de gado vacum para o quuall lhe he Desesario terras para pasto do dito gado como para mantimentos he outras couzas nesesarias pello que pede a Vm.centos e hum anos o capitão e o locotente M. Saiban etc. dom francisco de sousa a quall dada comesa de huma dada que tem Manoell de miranda huma llegoa ao llongo do rio e de llarguo duas mill brasas bem asin na varzea mea llegoa em coadro comesando acaba o dito manoell de Miranda e corendo pelos mesmos rumos vistos serem lhe dadas mais teras que podia posuir sendo mansebo solteiro pede a Vm. m. em nome de sua magestade a de a dita tera por divalluta cõforme o pregão do sr. avendo respeito ao sobre· dito fasa merse dar em nome de sua magestade en ho rio de vasabaris pela testada do mesmo rio por elle ariba huma llegoa de terra em coadro a quoall se comesara a medir adonde acabar a dada de manuell da fomsequa ha quall pede com todos os matos he auguas he pastos he enseadas pontos sálgados que nela ouver corendo a dita demarcasan pelos rumos que corerem as mais demarcasois debaixo a quall tera pede por devolluta no que erm. Dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de tera por devolluta em nome de sua magestade a quall tera en coadro com todas as auguas e madeiras e esteiras como pede seregipe a nove de abrill de seis sentas e hum anos o capitão locotenente m. CARTA DE MANOEL CORREIA 9 de Abril de 1601. B. b.

.. Saiban ete.. – dou ao sopricante a meã llegoa de terá asin e da maneira que pede em nome de sua magestade por devalluta seregipe a dês de abrill de 1601 o capitão locotenente m.. b.. b... Saiban etc.. do dito rio de seregipe para ao rio ipochi pede a vossa merse lhe de os ditos sobeios de tera erm . m. Nesta capitania sidade ele quer faser fasenda e crear gado vacum e outras criasoes na capitania de san cristovao de seregipe e povoar a dita capitania e porque não tem terras para o pader fazer e na testada de marcos fez defronte de taperogoi275 da banda do sull corendo pelo rio ariba esta terra por dar He povoar pello que pede a vossa mese lhe fasa dar de 275 Acredito ser o nome de Taberauá. dis gaspar de menes morador nesta capitania que eIle esta povoando cõ sua molher e familia e lhe não são dados terras onde targua suas criasois e ora junto ao rio de seregipe estão huns sobeios de terra que podem ser mea llegoa de terra em coadro pouquo mais ou menos os quoais sobeios estão emtre a dada de antonio vas de jabotão e a dada de tome da rocha e gaspar de figeredo...... 279 .. m..... ten có o dito braso de mar agoa petiba tambem os pede con todas as madeiras agoas pretensois que ouver erm dou ao sopricante em nome de sua magestade os sobeiros de terra que pede não prejudicando o direito do que ouver seregipe a simquo do junho de 1601 o capitão locotenente m....sesmaria em nome de sua magestade com suas aguas madeira e que na dita tera houver a coall pede em coadro erm.. Saiban etc. dis antonio guedes mar.b. CARTA DE GASPAR DE MENEZES 7 de Maio de 1601.. dis joam garces mor.dou ao sopricante em nome de sua magestade de sesmaria os sabeios que pede não estando dados seregipe sete de maio de 1601 o capitão locotenente rn. CARTA DE JOÃO GARCEZ 2 de Julho 1601.. na sidade de salvador que elle possue hua sorte de terra nos llimites desta sidade de são cristovao que foi dada a gaspar tourinho que nella não povoar pedem a elle sopricante e he mea llegoa em coadro partindo da banda do sull có a terra que foi dada a joam garcia habem da dita mea llegoa fequar algus sobeios de terra que vão jutespor cõ hú braso de mar de vasabaris por nome agoa petiba os cais sobeios ora fique ao llongo da costa barba como do dito rio agoa petiba elle sopricante os tem possuido e possue e não tem dos ditos sobeios mais que a pose pede a vm lhes de de sesmariae sorte que lhe fique sendo dada a terra que houver da costa barba ate intestar com o dito barzo do mar agoa petiba na llargura da dita mea llegoa que já lhe he dado e avendo alguas pontas que. CARTA DE ANTONIO GUEDES 5 de Junho de 1601.m.

Saiban etc. governador gerall con todas as auguas madeiras e todos os pretenses que na terra ouver erm . Rio caiaiba. m. Saiban etc... Saibam etc. rn. dis Nuno damaral que ele quer ajudar a povoar a capitania de seregipe e porque ten necesidade pera hos feitos ..que se reunen e vão desembocar no rio das pedras. CARTA DE FRANCISCO JORGE 16 de Outubro de 1601. locotenente.. b. don Francisco de sousa governador deste estado bahia a quinze de julho de mill leis sentos e tres anos.. m. dis joão guergo que ele veo a esta capitania com sua molher e famillia para ser nela morador e hora não tem terras devollutas da banda do sulI nas cabeseiras das dadas de francisco da sillveira a qual tem junto hua de manoell da fonsequa que ora tem no barso do dito por nome caiaiba 277 pede a vosa merse lhe de en nome de sua magestade hua llegoa de terra en coadro a coall pede por devoluta conforme o pregão do senhor governador ermo .dou ao sopricante em nome de sua magestade hua llegoa _de terra asim e da manera que pede por deva11uto conforme ao pregao do sr. CARTA DE JOÃO GUERGO 16 de Outubro de 1601.sesmaria duas lleguas e meã de terra elo dito rio de potegipe 276 hariba por ho rumo que direito corer e para ho sertão outras duas lleguas meã de modo que fique em coadro e todas as pontas e auguas e ilhas que na dita terra houver e madeiras havendo respeito a ser sopricante home que tem pocibilidade pêra poder povoar e aproveitar e sendo caso que sei a dada posa corer por deante e disto lhe ande pasar sua carta de sesmaria em forma – dôu ao ao sopricante hua llegua de terra em coadro de sesmaria em nome de sua magestade não sendo dado de maneira que a pede e sendo dada cora avante cõ tanto que a pouve dentro de seis meses baia a dos de julho de seis centos e tres anos o capitão e llocotenente m. CARTA DE NUNO DE AMARAL 15 de julho de 1601.. governador don francisco de sousa com todas as agoas llenhas seregipe a deseseis de outubro de 1601 o capitão locotenente m.. 280 . diz francisco Jorge que elie veo a esta capitania com sua famillia pêra ser nela noradora he hora não tem terras devollutas pera seus mantimentos e 276 277 Potegipe ou Cotegipe.dou ao sopricante na parte que pede mea llegoa de terra eu nome de sua magestade conforme o pregão do . de terras pede a v m lhe fasa merse de duas lleguoas de terra em vasabaris nas cabesceiras de dominguos d‘araujo onde chamão taporanga corendo pelo dito rio de vasabaris acima por devalluto conforme ao pregão do snr... b. m. Não sabemos bem qual o rio que os índios chamavam caiaiaba. Acredito ser o nome primitivo de cotinguiba. b... Junto à serra deste nome correm dois riachos – Conde e Trahiras.sr.

.criasois e nas cabeseiras da dada de terra que tem francisco fernandes em vasabaris da bando do sul estão terras devolutas pede a vosa merse lhe de de sesmaria mea liegoa de tera na dita testada ou cabeiseiras de francisco fernandes por divoiluto conforme o pregão do sr. Saiban etc. impedimento allgu pede a vossa merse lhes de de sesmaria por devoliutas as ditas quatro sentas brasas de terra asin da manera que forão dadas aos ditos filhos de pedro alves o que pede cõforme ao regimento delrei de providor-mór e pregão do mesmo governador geral erm — dou ao sopricante de sésmaria em nome de sua magestade as quatro sentas brasas de tera que pede asin e da maneira que forão dadas aos filhos de pedro allves seregipe a vinte de outubro de mil e seis sentos e hu anos o capitão locotenente m.elle vai pera .. b. dis sebastião francisco vieira que elle veo de morada com molher e famillia para esta capitania por quanto sua magestade manda que a todo o homorado que for povoar terras novas os senhorios he -capitais delas favorece são aos outros moradores asin de terra como de mais em que purerem outro assim manda que havendo e sendo algumas terras de sesmaria que seus donos as não povoasem as taes terras se darão as pessoas que as povoarem de novo e porque a joão martms de merelie foi dada huma dada de terra em vasabarris a não vem povoer e foi dada pelo padre bento de ferras sendo capitao em auzensia de vosa 281 .. b.. CARTA DE SIMÃO DE ANDRADE 20de Outubro de 1601. dis simão dandrade que ... a.. governador geral don francisco de sousa co todos as auguas e matos que nela ouver erm — dou ao sopricante mea llegoa de terra na parte que pede de sesmaria em nome de sua magestade cõ todas as auguas pastos lienhas que nelas ouver seregipe a desaseis de outubro 1601 o capitão locotenente tente m. CARTA DE SEBASTIAO FRANCISCO VIEIRA 20 de Outubro de 16001 Saiban etc.. m.quato anos que ajuda a povoar esta capitania con molher e filhos servimdo sempre a deos e sua magestade de ouvidor e provedor de fasenda e capitão de solldados deste presidio em hua ausensia de capitão diogo de coadros e outros cargos do serviço de sua magestade e porque ora findo este praso que dito esteve porvoando quarto centas barsas de terra as coais foram dadas aos filhos de pedro alives sendo filhos familias sendo de meuoridades que era contra direito que elles não podiam povar. elle se sopricante todo este tempo que ho dito has tem cultivado as ditas quatro sentas brasas de terra com mantimentos e casas e mais criasoio como he prubiquo e notório..

CARTA DE JOÃO PHILIPE 23 de Outubro de 1601. Saiban etc. m. — dou ao sopricante na parte que pede de sesmaria em nome de a. com casa e famihia E. mag..esta huma hlegoa que fecha maitacanema corendo peilo mesmo caminho que antiguamente ha pera o dito taperagua pasando o ipochimerim pede a vosa merse lhe dê en nome de sua mag. nas partes que pede duas llegoas de terra em coadro comesando se a medir do proprio caminho chegando a llagoa corendo pello caminho de taperagua ficando d‘uma parte e doutra huma hlegoa para cada parte a coal pede com todas as auguas lienhas que nelas ditas terras ouver as pede de sesmaria em caso que estando dadas lhas dê por divoliuta E r. lhe dê de sesmaria huma llegoa de terra em coadro no rio mocuri e sendo dada lha dê por devohhuto conforme o pregão do Snr... m. m.. governador don francisco de souza com todas as aguas lienhas e pastos E r m — dou ao sopricante na parte que pede de 282 . a dita dada de joão martins visto elie esta. b.. dis o padre bento ferras que ehie esta autoallmente pouoando esta terra com suas. Saiban etc dis joam Felipe morador na habia que ele ajudou a vir a ganhar esta terra em companhia do governador cristovão de barros e que dita jornada fez muitos servisos a sua mag.. — O cpitão llocotenente m.merse e não lha podia dar pede a vosa merse avendo respeito asima dito lhe dê de sesmaria en nome de s. — dou ao sopricante em nome de s. b. mea hlegoa de terra asin e da manera que foi dada a joam martins com todas as auguas lienhas pactos seregipa-a vinte de outubro de 1601. r. m. de sesmaria não sendo dada e estando dadas por divolluta moa legoa de terra em qoadro asin e da manera que pede seregipe a vinte de outubro de mill seis sentos e hum o capitão llocotenente... CARTA DO PADRE BENTO FERRAZ 20 de Outubro de 1601. m.. mag. mag. em outras muito o servido de quinze annos e esta parte achando-se pesoalmente em muitas batalhas he geras que derão neste estado e que ora quer hajudar a povoar esta capitania de seregipe e porque tem muita fabrica e não tem teras donde ilavrar pede a vosa merse que em nome de sua mag.. criasõis de vaquas égoas porcos cabras e outras muitas que tera para tarzer e porque elie sopricante não ten terras onde as posa tarzer e pastorar seu gado e nesta capitania estão muitas terras que foram dadas a omes que as não vieram povoar e estão devaliutas como são indo pello caminho de taperagua que vai ao areaiu por onde antiguamente se servião para taperagua a subridonde .

dou ao soprecarite em nome de Sua Magestade por devoluta a terra que pede não estando dada conforme ao pregão que ho Snr. b. m. 283 . M. aflluente do rio real. CARTA DE FRANCISCO RODRIGUES 30 de Dezembro de 1601 Saibam etc. Seregipe a vinte e tres de outubro de 1601 — o capitão llocotenente M. governador don Francisco de Sousa com todas aguas llenha e pastos E. e porque ele sopricante tem muita pose e quer mandar escarvos e gado a povoar e culltivar terras na dita capitania pede a vosa merse lhe fasa merse de lhe dar de sesmaria eu nome de sua mag... he 278 Ibirarema é o rio hoje chamado Guararema. Saibam etc.. dis melchior dias caramurú morador na Bahia que Ella andou nas gerras que se fizeram ao gentio e franseses nesta capitania muito tempo com suas armas e cavallo e escarvos até realmente ser lansados fora e desbaratados o inimigo sempre a sua custa no que fez muita despesa de sua fasenda por servir a sua mag.em nome de sua mag. Governador geral Don Francisco de Souza com todas as alguas lenhas e pastos. B. até outro mar que avera de rio a rio sallgado mea llegoa para o sertão tres llegoas pelio ibirarema278 o rumo direito e d‘ahi para o sull para faser as ditas tres llegoas donde sacabar a medisão a coal terra elle sopricante tem povoado com rosas e gente criasois he otras sustentados a dons anos he fronteira que sustenta deinimigos he negros de gene levantados no que fas sreviso a sua mag... e madeiras que na dita terra ouver . E sendo dada lha dou por divolluto conforme ao pregão do Snr. governador geral don francisco de souza que mandou Ilansar sergipe a trinta de dezembro de 1601 o capitão llocotenente manuell m. dis francisco rodrigues morador nesta capitania que a sete anos que anda a povoar esta capitania com molher e filhos e não tem terras onde traga suas ciasois e ora no rio iopochi da banda norte esta hu pedaso de terra devoiluta pede a vosa merse que em nome de sua magestade lhe de huma llegoa de terra de comprido pnllo rio asima e mea Ilegoa de llarguo que começando a medir da ponte para sima o recebera merse resalivando pontas enseadas . a terra que esta nos llemites do rio reall a saber da barra. r.com tõdas as augoas. – dou ao sopricante na parte que pede de semaria meã llegoa de terra em coadro em nome de sua magestade.sesmaria mea llegoa de terra em coadro . e sendo dada lha dou por divohiuto conforme ao pregão do Snr. CARTA DE MELCHIOR DIAS CARAMURÚ 4 de Dezembro de 1601.

. na parte que pede de sesmaria a terra que esta de pixaxiapa até ibirarema e pelo ibjiarema asima tres Ilegoas que serão medidas pellos rumos que en sua petisão diz conforme ao pregão do snr. dis não dias morador nesta capitania que elle haverá dous anos que he morador nesta capitania e querendo fazer rosas para seus mantimentos não ten teras para as fazer povoar por lhe não serem dadas conforme o. Magestade mea llegoa por divolluto não sendo dada seregipe a dous de Janeiro de 1602 o capitão manoel m... mandou en seu regimento se desse a todos os moradores e povoadores della visto sér casado na ta capitania e nella não tem teras e na pitanga termo desta sidade estão teras devoliuto as quais foram dadas a manoel de miranda morador na bahia termo de piraja avera como oito anos ou no tempo que por verdade se achar lhe foi dada hua.dou ao sopricante em nome de sua mag. lhe fazer ver se antes deser porvido pello snr.. — dou ao sopricante na parte que pede en nome de s. Legoa por devoluta não sendo dade se de terra a quall o capitão diogo de coadros• deu-a para masiel mea llegoa e outra mea llegoa esta devolluta pede a vosa merse lhe de a dita mea llegoa como en sua pitisão pede a quall pede por divolluta com todas as auguas matos pastos que na dita tera ouver erm. lhe tem feito merse en nome de sua magestade erm. dis francisco da Silveira morador nesta capitania que vosa merse lhe fes merce en nome de S. 284 . Magestade dar em o rio de vasa barris hua dada de terra a quall lhe foi pasada carta e lhe e dado pose em taperagua tem muito gado vacull para passar para as ditas terras e porque ora teme que em algum tempo tenha de se mandar sobre a dita terra por respeito de vm.dou ao sopricante em nome de sua magestade a terra que lhe tenho dado e agora lha tornoa confirmar e por me parecer serviso de sua magestade..proveto de suas rendas a soall terra pede por não dada de devolluta visto não serem povoadas de brancos e o snr..... governador gerall mandar llansar pregão que povoasem as terras dentro em seis meses sobe pena de se dar por devoiluta como a elle sopricante. ... esta povoando e proveitando como . governador geral elle sopricante esta povoando por seu feitor e escravos visto o serviso que faz a des e a sua mag.. b.. CARTA DE SIMÃO DIAS 2 de Janeiro de 1602. Saiban etc. Saiban etc. CARTA DE FRANCISCO DA SILVEIRA 18 de Janeiro de 1602.. b.. seregipe adesouto de janeiro de 1602 o capitão manoel rn.. v. governador por tanto pede a vosa merse lhe fasa merse novamente confirmar a dita terra asin e da maneira que vm.... em são cristovão a quatro de dezembro de 1601 anos o capitão mellchior masiel en ausensia de manuel m..

primeiros e asin mais esta povoando pessoalmente com molher e familia e lauvrado em terra alheia e ate oje não lhe he dado terra nenhuma pera lavrar e trazer suas criasois de gado vacum e outras pelo que pede a vosa merse avendo respeito o asima dito lhe de de sesmaria em nome de sua mag....lhe mande pasar sua carta da dita terra em nome de sua magestade aquall se comesara de hun outeiro alto que esta junto donde bastião dias teve hua casa ate chegar a dada a manuel gomes da banda doiopochi que vem do rumo direito ate a dada de domingos fez. CARTA DEGASPAR DE MENESES 16 de Junho de 1602. — dou ao sopricante na parte que pede duas mill brasas ele terra em nome de sua magestade asim e da maneiraque as pede visto estar de pose deila e ser dos primeiro povoadores e no tem terras em que llavrar con tanto que pase avante das rosas do capitão diogo de coadros seregipe a desouto de janeiro de 1602 anos capitão mãnoel m.. governador gerall don francisco de sousa e porque ele sopricante não pedio carta ate agora por estar de pose por tempo de seis anos pede a vm..... Duas mill brasas de terra em coadro pera a parte do rio reall e sendo dada cora por diante onde couber a quall lhe dou em nome do dito snr. dis gaspar de menese quelle veo em companhia de cristovão de barros ajudar a conquistar esta terra com seus escarvos a sua custa asistio a todos os rebates... Saiban etc.. — dou ao sopricante na parte que pede eu nome de sua mag. Saiban etc.. nobre e daoutra banda ate chegar aocaminho que vai para a que há serão duas mill brasas em quadra ou que se achar a qual pede com todos os pontos enseadas que tiver erm. CARTA DE MANOEL CASTANHO DE SOUZA 1º de Julho de 1602..CARTA DE CHRISTO VÃO DIAS 18 de Janeiro de 1602... duas legoas de terra na testada de uma dada de terra e que oje tem matias moreira hum curali de gado a qual dada esta no rio vasabaris e sendo dada cora adiante aquali terra pede por divoliuto no que pede E r.. por devolluto com todas as augoas pastos que na dita terra ouver Seregipe a desaseis de junho de 1602 — o capitão cosme barbosa. 285 .. da ditaterra por ho dito capitão dizer que a terra que estiverem povoando serão suas poses que seião de dois conforme ao pregão do snr. b. m. dis christovão dias que por tempo de des anos que nesta capitania esta morador e povoador e hora vai em seis anos que pormandado de capitão Diogo de quadro esta de pose de hum pedaso de terra jumta a hua dada de manoel gomes que esta junto ao rio iopochi da banda do suIl e por ele sopricante não pedio carta.

dia antonio vas de guotegi termo da baia de salvador cue alIe tara arrendados os dismos desta capitania e quer ora meter nela muita fabriqua de genho criasoims de que resultara muito acresentamento a fazenda de sua mag. lhe Lasa merse de huma llegoa de tara em coadro ao llongo do rio cotimgiba da banda do sull cormesando a medir rumo da banda de cornendaroba pello dito rio asima a coall tera pede por divlluta por coanto não foi nunca aproveitada e pouoada de gente branca E r m — dou ao sopricante na 286 . dis manoel castanho de sousa que ele quer vir morar e ajudar a povoar esta capitania e hora nela não tem terras pêra lavrar e trazer suas criasois de gado vacum e de outras sortes e asin mais tem servido a sua mag. CARTA DE MANOEL RODRIGUES 2 de agosto de 1602 Saiban etc. quatro mill e quinhentas brasas de terra em coadro nas cabeseiras ou testada de manoei da fonsequa na dada que tem em vasabarris da banda do sul comesando a medir dada de gaspar de merses correndo pelo dito potigimirim a quall terra pede por divoliuto com todas auguas pastos llenhas madeiras que na dita terra ouver erm. por coamto he borne de muita pose e porcoamto elle sopricante não tem teras nesta capitania que posa apresentar sua fasenda e trazer suas criasoins e bemfeitorias pede a vosa merse em nome de sua mag. na dita parte sendo testadas e cabeseiras de cuja for a terra adonde o sopricante pede divolluto não sendo dada corera por diante com condisão que dentro em um ano venha pouoar e não ha pouoando sera dada por divoiluta a quem a pouoar en primeiro de julho de 1602 —o capitão cosmo barbosa. em muitas geras em esta costa do brasill com sua pesoa escarvos e tudo a sua custa pello que avendo respeito ao que asima dis pede a vosa merse lhe dé em nome de sua mag. na pate que pede tres mill brasas de tera de comprido pera o sertão de llarguo duas mili brasas as quoais lhe dou em nome de sua mag. por divolluto serèjipe a vinte seis de julho de 1602 — o capitão cosme barbosa. dis manoel rodrigues que ele quer ser morador nesta capitania e ajudar a pouoar porque he borne casado e ten filhos e criasois de toda a sorte e não tem teras aonde ilaurar pede a Vm. CARTA DE ANTONIO VAZ 5 do Julho de 1502. — dou ao supricante em nome de sua mag.Saiban etc. duas llegoas de terra de sesmaria ao lomguo do vasabarris da banda do sull onde acabar joão guarces da banda doeste e outras duas llegoas pera o sertão a quall tera pede por divoiluta E r m — dou ao sopricante em nome de Sua magestaade na parte que pede huma llegoa de terra em coadro e lha dou em nome do dito snr. Saiban etc.

CARTA DO PÀDRE GASPAR. CARTA DE MANUEL RODRIGUES E SIMÃO LOPES 3 de Agosto de 1602. dis gonsalo alvares morador em seregipe de conde que elle quer ajudar a esta capitania povoar e faser hum engenho por ter pose e tãbem nesta capitania gente e criasois e para fazer o dito engenho não tem terras pede a vmce. Conserva o mesmo nome. — dou ao sopricante na parte que pede em nome dê sua magestade huma llegoa de terra em coadro com condisão de fazer o que acima dis dentro em seis meses a cuall lhe dou por devolluta seregipe a dous de agosto de 1602 o capitão cosme barbosa. disem manuel rodrigues e simão llopes mestre de asuquar quelles querem ainda a pouvar esta capitania e ora não tem terras em que posão llavrar esta capitania e ora não tem terras em que posão liavrar e que pello rio de cotingiba asim a da banda do sull onde chamão chamão ibura (?) que e hum rio asima estao terras devolutas e por cultivar pedem a vincé en nome de sua mag.PERNANDES 2 de Agosto de 1602. mill brasas de tera em coadro de modo que fes mansão seregipe a dous de agosto de 1602 — o capitão cosme barbosa. . m. Saibam etc. duas mill braças de tera em coadro na parte que pedem com condisan que dentro em hu ano venha morar a capitania seregipe a tres dias do mas de auguosto de 1802 o capitão cosme barbosa. em nome de sua mag. 279 Nome de um córrego do cotinguiba. duas llegoas de terra que se comesara de mydir da barra da ibura279 corendo onde e mesara mellhior masiell a sua dada e dahi para baixo pelo rio de cotindiba da banda do sull a coall terra pede em coadro rumo direito pello rio asima salvando as pontas ensiadas e com todos os matos e pastos augoas que na dita terra ouver a cuall terra pede por devolluto e nao se aproveitada e pouada de gente branca pede e. lhe de de sesmaria em a parte que pedem huma llegoa de terra pello dito rio acima resallvando pontas ensiadas e a medisan se comesara a fazer nas cabeseras de guonsalves soares pêlo rio asima em modo que fique em coadro e. CARTA DE GONSALO ALVARES 2 de Agosto de 1602.r.m.dou aos sopricants em nome de sua mag.parte que pede em nome de sua mag. r. Saibam etc. 287 .

Saibam etc.... por devolluto a coall terra em coadro lha dou com todas as augoas madeiras e pastos que a dita terra ouver seregipe a dous dias de auguosto de 1602 o capitão cosme barbosa. na parte que pede hua llegoa de tera a coall lhe dou em nome de sua mag... Saiban etc... de lhe dar hua llegoa de tera em coadro no ryo nocury que entra no rio ipochim da banda do norte e se comesara a mydir donde acaba martins de souza com todos os pastos madeiras ensiadas e augoas que na dita tera ouver por devolutas e. em nome de sua mag.. CARTA DE MANUEL ‗THOME D‘ANDRADE E FRANCISCO BORGES E GONÇALO FRANCISCO 21 de Janeiro de 1602.. dis Manuel tome dandrade morador nesta capitania e seu gemro francisco horges e gonsallo Francisco que eles tem muitas criasomes de gado nesta capitania de que si sustenta este prezidio o mais do tempo e nella não lhe foi dadas terras de sesmaria ao dito francisco borges nem a gonsailo francisco tão somentes a elle dito manuell tome que lhe foi dada ao llonguo desta sidade mea llegoa de terra na qoall não e bastante para puder sustentar as ditas criasomis asin lhe pede a mingoa de pastos as ditas criassomis diguo posto que detraz da Itabaiana para a banda de ponente des ou doze llegoas desta sidade estão teras pello sertão devollutas e por ser fora de mao e perigosa de gemtes e llugar onde hum ome so 288 . e fazer senão elle sopricante e ora não tem terras para faser suas rosas e tarzer suas criasois e no rio vasabaris junto a tinhare esta huma dada de terra que foi dada a antonio bareiros para faser hum engenho a coall terra não he para iso nem o mandou fazer o dito antonio bareiros e parte allua ribeira a que chamão una (?) que esta por demarcasan mea Ilegoa para huna banda e mea para outra ao Ilonguo do dito rio vasabarís que he huma legoa em coadro pede por devolIuto asin e da maneira que foi dada ao dito antonio bareiros pelas ditas confrontasois erm. dis gaspar fernandes vigario desta capitania de seregipe que elle esta povando com a sua pesoa.. — dou ao sopricante a terra que pede por divaliuto em nome de sua magestade asin e da manera que pede seregipe a 21 de janeiro de 1602 o capitão cosme barbosa. Saiba etc.m.r.. — dou ao sopricante em nome de sua mag.. com seu Offisio a todos dizendo missa e administrando os mais sacramentos e ora não tem teras pella usar e trazer suas criasonis e ora as ha muitos pede a vm.. dis gaspar fernandes vigairo em esta capitania que ele esta pouvando e tem muita famulia outro sim não ha nesta capitania outro padre senão alie sopricante para encomendar a deos os moradores desta capitania e faser ofisios divinos. CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 21 de Janeiro de 1602.

CARTA DE JORGE BARRETO 19 de Abril de 1602. — dou aos sopricantes na parte que pedem em nome de sua magestade llegoa e mea de terra mea o .m.b. CARTA DE DUARTE MUNIZBARRETO 19 de Abril de 1602. Saiban etc.não pode ir para sua fasenda pedem elles sopricantes a vosa merse lhe fasa merse em nome de sua magestade lhes de de sesmaria Seis Ilegoas de terra para todos tres amtre si repartirem irmãmente de tras da itabaiana pellã maneira que pedem fiquando uma ribeira que na dita parte esta em meio da dita data fazendo a dita medisão em quadro e como milhor lhes vier para pastos das ditas criasomis a quall terra pede por divaliuta e por ser para ben e ao regimento da dita capitania erm. Dou ao sopricante em nome de s m. m. dis duarte munis bareto allcaide morador na sidade da haia por seu procurador que elie mandou e veo ajudar a tomar esta terra ao jentio em Companhia de Cristovão de barros adomde gastou muitas de suas fazendas e hora manda hum curall de vaquas e gente he na dita capitania lhe não são dadas terras acahumas e hora na tabaiana nas cabeseiras de huma dada que foi dada a manuell tome dandrade e a gonsalo francisco e a francisco borges para a banda doeste e para o sertão estão terras divalutas pede a vm. — dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede mea llegoa de terra em coadro por divaliuto com todas as agoas madeiras asin e da manera que pede em sua petisão fas mensão pellos rumos e confrontasois deilas seregipe a desanove de abril de 1602 o capitão m. lhe fasa merce em nome de sua magestade duas llegoas de teras con todas as augoars madeiras matos que na dita terra ouver erm. — O coitão m. m. diz jorge bareto morador na bahia que elle quer mandar ajudar e povoar esta capitania e que nella não tem terras para mandar fazer mantimentos e trazer gado vaqum e na tabaiana na testada de duarte munis bareto e sãpalo da banda do sull estão terras divolutas pede a v. b. CARTA DE PERO DE NOVAES SAMPAIO 289 . Saiban etc. um a quail lhes dou de sesmaria asin e da maneira que pedem seregipe a vinte e hum de janeiro de 1602 o capitão cosme barbosa. lhe fasa merse dar-lhe na parte que diz huã llegoa de terra por divolluta com todas as auguas madeiras que na dita terra ouver erm. na parte que pede mea llegoa de terra pelas confrontasois pede que em sua pitisão diz asi e da manera que pede seregipe a dezanove dabril de 1602.

O capitão Manoel M. mgde. diz pero de Novais sãpaio morador nesta capitania que ele esta ajudando a povoar esta capitania e que nele não tem terras para mantimento nem para pastos de gado vacum e outros criações que ou menos para isso tem e que na tabaiana seis llegoas desta sidade pouquo mais ou menos na testada de huã dada de terra que foi dada a Manoel tome a Francisco Borges e a Gonçalo Francisco estão terras devolutas que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe fasa mercê em nome de s. Saiban etc. Nas testadas dos sobreditos dar-lhe duas llegoas de terra em coadro por devolutas a qual pede com todos as merse em nome de s. mgde. dizem Sebastião da sillva morador na baia e Francisco Rodrigues e guaspar fontes ambos moradores nesta capitania que eles estam povoando nesta capitania com molher e filhos e fabriqua e tem feito muitos servisos a sua majestade e que na dita capitania lhe san necesarios terras para mantimentos 290 . . B. Saiban etc.Dou ao suplicante em nome de s. diz pero goumçalves morador nesta capitania que de esta na dita capitania inda não povoou com mulheres e fabruqua e que na dita capitania não tem terras nenhumas para fazer seus mantimentos e pastos de guado e no cabo do rio Aracajú esta huma ponta de terra que me mete amtre dous apecus que puderam ser setecentas braças de llarguo pouquo mais ou menos e de comprimento para a banda de sueste seram como mill brasas e pede a Vm. em nome de sua mgde lhe de a dita ponta de terra de sesmaria por devoluta com as confrontações acima nomeadas e com águas madeiras que na dita terra ouver e receberá merse. nas testadas dos sobreditos dar-lhe dus augoas madeiras que na dita terra houver e a midisão se fara rumu direito resallvando pontas enseadas de manera que fique em coadro a quall terra pede para a banda doeste erm.O quapitam Cosme Barbosa. mgde. CARTA DE PERO GONÇALVES 7 DE Agosto de 1602.Despacho: dou ao suplicante em nome de s. Saiban etc. CARTA DE SEBASTIÃO DA SILVA FRANCISCO RODRIGUES E GASPAR FONTES 7 de Agosto de 1602. na parte que pede mea llegoa de terra em coadro com as confrontasois que pede Sergipe a dezenove dabril de 1612 anos.. mgde. com todas a madeiras e aguoas e pastos que nela ouver e declarasan de fazer bemfeitorias e fazer pouvala dentro em seis mezes e não o fazendo perdera a sete daguosta de seis centos e dous annos.19 de abril de 1602. na parte que pede mill brasas de comprido e de llarguo setesentas a qual lhe dou em nome do dito sr. .

le fasa m. . CARTA DE JOÃO DIAS Saiban etc.dou ao sopricante em nome de sua magestade na parte que pede Mill e duzentas brasas de tera em coadro não sendo dada a maior cora avante lha dou em nome do dito sr. mgde. lhe fasa merse em nome de s. havendo 280 Jaraputanema. por divalluto Sergipe a dezenove daguosto de 1602 o capitão Cosme Barbosa. dis João Dias morador em tatuapara termo da baia que ele veio ajudar a dar a guera que se deu ao gentis desta capitania no que fez muito serviço a sua majestade e despesa delle sopricante e a tres anos que tem homes branquos creados seos e muitos guado e mais cryasois e escravos e porque as teras que tem na dita capitania são muito pouquas e llonge desta capital pede a vm.. erm. 291 . Saiban etc. nome de uma lagoa. mgde. que fica na estrada de Itaabaiana para Itaporanga.Dou ao sopricante na parte que pedem huma llegoa de terra a qual lhe dou em nome do dito em coadro com declarasan de a povoarem e a cultivarem em hum ano e lha dou com todas os Mattos e pastos e madeiras que nela houver . em nome de sua magestade de duas llegoas de tera em coadro nas cabeseiras de Antonio vas jabaatam de jaraputanema280 para o norte e sendo dada o morador cora pello mesmo rumo avante e perto que seja dada a pesoa moradora lhe seja dada a elle sopricante por devalluta erm.O capitão Cosme Barbosa. dis Baltasar delleam morador nesta capitania que elle veio em companhia de Cristóvão de barros ajudar a guera ao gentio com suar armas e escravos e des antam casuou aqui ajudando a pouvar e a sostentar a tera com sua pesoa e molher e filhos e família indo en todas as guerras e saidas que se na dita capitania fiseram e ofereseram indo sempre a sua conta e porque aguora lhe não são dadas teras nenhuas e tem muito nesesidade assim pera pastos de guado como pera mantimentos e outros cousas nesesarias pello que pede a vm. Seregipe a sete daguosto de 1602. na parte que acima dizem dar-lhes quatro llegoas de terra por devolluto e a midisan se fara em coadro pello dito rio asima correndo a tapera de serobim e da dita tapera em direitura ao poente e nos mais rumos de maneira que fiquem a midisan em coadro a quall pedem com todas as llenhas agoas e madeiras que na dita terra ouver resallvando pontas enseadas que ho mesmo pedem em nome de s.e pastos de guado vacum e assim o dito Sebastião da sillva não ter muita fabriqua nesta capitania e que no rio de vasabaris da banda do sull onde se chama itaporangua estão terras devolutas que nunca foram povoadas nom cultivadas de branquo pedem a Vmce. Não sabemos bem localizá-la entretanto acreditamos que seja o nome primitivo da Lagoa Seca. CARTA DE BALTASAR DE LEÃO 15 de Setembro de 1602.

O capitão Cosme Barbosa. Saiban etc dis Rodrigo da rocha Peixoto que elle serve a sua magestade nesta capitania dailferes e provedor de sua fazenda a hum ano não tem terras onde fasa rosaryas e traga seu gado vacun e cavallar e mais criasois e ora no rio de cotindiba esta huma dada de terá de meã llegoa em coadro que foy dada a Gonçalo 292 . disen o ldo. . dar em nome de sua mrgestade em o rio vasa baris na testada de antonio llopes hua llegoa de tera em coadro a quoal se comesava a midir aonde aquabar a dada do dito antonio llopes a quoal pede com todos os matos e pastos e agoas e madeyras emsiadas e salguadas em nella ouver corendo a dita demarquasan pelles rumos que corem as mais demarcasoims – dou em nome de sua magestade ao sopricante na parte que pede meia llegoa de tera em coadro não sendo dada e sendo dada corera por deante pelas confrontasoims da sua petisan he lha dou por devallutas seregipe quinze de setembro de 1602. CARTA DE RODRIGO DA ROCHA 18 de Agosto de 1603. Saiban etc. fellipe da costa e melchior Velho Moradores na baia que elles tem bem servido a sua majestade assim na gera que se deu ao gentio nesta capitania como depois que astio elle sopricante melchior velho na companhia de vm. e nome de sua magestade em quadro de coatro llegoas de terá que comesando a medir-se onde acabar os padres da companhia de Jesus e mellchior masiell com as suas dadas pala ribeira em meo da dita medisão e daly rumo direito por ella acima de maneira que fyquem as ditas quadro llegoas em coadro a qual pedem por divolluto e de sesmaria erm vindo os sopricantes em cada hu eeles pouvar esta capitania da maneira que dizem em sua pitisan que será neste ano em que estamos lhe dou de sesmaria em nome de sua magestade na parte que pedem por divalluto hua llegoa de terá em coadro que comesara de qualquer parte do pé de outeiro da tabanhana do que fazen mensão e acabarão donde chegar a demarquasan della seregipe a simquo de julho de 1603 o capitão Tomé da Rocha. CARTA DE FHILIPPE DA COSTA E MELCHIOR VELHO 5 de Outubro de 1603. na dita capitania no que fes muita despesa de sua fazenda e porque ora querem vir e mandar pouar esta capitania e são pesoas de muita pose e tem muito gado de toda a sorte e escravos no que fazem muito serviso a deus e sua majestade e acresentamento de suas rendas e não ten terás onde rosar e elaurar e traser suas criasoes e ao pe de tabanhama estão terás devallutas que numqua forão pouvadas ne sultivadas de bamquos pedem a vm. Padre. lhe fasa m.respeito ao sobredito lhe fasa m.

Nesta capitania lhe dou em nome de sua mag.. CARTA DE BARTHOLOMEU DIAS 20 de Janeiro de 1602...avendo respeito ho que o sopricante dis e ter servido a sua mag. BENTO 5 de Agosto de 1603. Da dita dada de terá de sesmarya e della lhe mande pasar sua carta Erm . na testada que pedem pello rio de cotimdiba huma llegoa de tera em coadro com as llenhas e matos e ribeiros que dentro della ouver não sendo dada e sendo ira tomando pello dito rio asima donde não for dado a quall dada lhes dou com condisão que dentro em hum ano venhão cultivar e fazer na sidade o seu mosteiro que será no asento que para isso se ordenar e disto lhe dar sua carta Sergipe a vinte e sinquo dagosto de 1603 – o capitão tomé da rocha. CARTA DOS PADRES DE S. que em nome de sua mag. lhas de pera o dito convento três llegoas de terá em coadra no rio de cotendiba da banda do noroeste a quall se comesara na testada de uma dada de terá que foi dada a Antonio Fernandes de Sergipe do comde corendo ao noroeste a quall terá pedem por devolluta com todas as auguas matos pastos madeiras e o que mais nella ouver e sendo dada corera para a banda do norte pêra o rio de Sergipe ao llonguo de..Dou aos sopricantes em nome de sua mag.allures corendo a coadro rumo direito Erm.Alves morador na baia com comdisão que não a vindo pouar dentro de seis meses de daria a quem a pouoasse e por coamto o dito Gonçalo Alves morador na baia com condisão que não a vindo pouar dentre de seis meses se Darya a quem a pouoasse e por coamto o dito Gonçalo Alves ate agora não veo nem mandou pouar pede a Vm lhe fasa merse em nome de sua mag.. Saiban etc Dis Bartolomeu dias morador em tatuapara que ele quer vir para esta capitanja ajudar a pouoar e que na dita capitanja não tem terás para tarzer suas criasois e fazer seus mantimentos e que no rio moquori que vem entrar no rio chamado pochi estão terás devollutas que nuqua forão pouoadas nem cultivadas pede a vossa merse lhe de em nome de sua magestade por devolluto huma llegoa 293 . Saiban etc dizem os padres de são bento convento da baia que eles querem novamente nesta sidade hordenar huma casa de sua ordem e para beneficio do sustamento della e dos religiosos que nesta cidade e mosteiro asistirem tem nesesidade de terás em que posam llaurar mantimentos canas e o mais que lhes for nesesario e nesta capitania há muitas terás que estão divollutas e por colltinuar pede a Vm. de sesmaria a terá que pede e della se pasem carta Sergipe a desoito dagosto de 1603 – o capitão tomé da rocha.

Saibão etc. Diz Diogo Lopes velho morador na cidade da Bahia que ele a muitos anos que reside na dita bahia e que tem feito muitos servisos a sua majestade com sua pesoa e fazenda assim em geras como na pás acodindo com seus escravos e muitos homens brancos a sua custa a todos os rebates que se darão a vinte anos a esta parte em que fez sempre gastos e na tomada desta capitania de Sergipe mandou sua gente e omes brancos e cavalo a sua custa em ajuda do governador Cristóvão de baros que ora esta fronteiro aos aimorés e por quanto quer ajudar a povoar esta capitania de Sergipe e quer elle ter nella fabriqua por quanto he ome de pose e não tem terás onde tarzer e targa suas criasois pede a vosa merse lhe de de sesmaria três llegoas de tera em coadro no rio quotidiba as quais se medirão meã llegoa abaixo donde chega a maré e fiqua o rio em meo com todas as auguas madeiras e pastos Erm – Dou ao sopricante em nome de sua majestade de sésmaria duas llegoas de terá asin e damaneira que pede em qoadro e se começarão a medir mea llegoa pelo dito rio de quotidiba abaixo donde chega a maré com todas as auguas e llenhas matos pastos pelo averá por serviso de sua majestade . Saiban etc. –Dou ao suplicante na parte que pede meã llegoa de terra por devalluto em nome de sua magestade da maneira que pede Sergipe a vinte e hum dias do mês de janeiro de 1602. Sergipe a vinte de janeiro de 1602 – o capitão Manoel Miranda Barbosa. CARTA DE DIOGO LOPES VELHO 20 de Janeiro de 1602. 294 . CARTA DE NICOLLAU DE LUCAS 21 de Janeiro de 1602. o capitão Manoel Miranda Barbosa.na parte que pede a quall se comesara há medir nas cabeiseiras da testada de hua dada que foi dada a martin de souza allmocharife desta capitanja a quall terá pede com todas augoas madeiras que na dita terá ouver comdisão da dita terá seia em roda que fique em coadro corendo rumo direito resallvando pontas e enseadas Erm – Dou ao sopricante meã llegoa de terá na parte que pede por devalluto em nome de sua majestade asin e da manera que pede Sergipe vinte de ianeira de 1602 – o capitão Manoel Miranda Barbosa. Dis Nicolau de lluquas sargento deste prezido que a três anos que serve a sua magestade nesta capitania de sargento porque quer ser morador e não tem terras onde llavar nen onde posa tarzer suas criasois de gado vaqum e outras que para isso tem pede a vosa merse avendo respeito ao que lhe dis lhe de em nome de sua magestade huma llegoa de terá nas cabeiseiras de padre bento feras que ora tem sobre a llagoa de jaraquatenema com todas as agoas pastos llenhas erm.

Saiban etc.CARTA DE BALTHASAR DE SOUZA 21 de Janeiro de 1602. CARTA DE JOAN FEREIRA E FRÃCISCO DALMEIDA 21 de Janeiro de 1602. Sergipe a vinte hum de janeiro de 1602 o capitão Manoel Miranda Barbosa. – Dou ao sopricante e com termo as terras que lhe tenho dado em nome de sua magestade antes que tivesse pervisão do snr don Francisco de Souza. Dizem Joan fereira morador em esta capitania de Sergipe e Francisco dallmeida que vossa merse lhe deu huma sorte de terá de dada de sesmaria que vem acabar nas cabeiseiras de simão de rocha villas boas a elle dito joan fereira e outro sin a Francisco dallmeida no rio ipochi da banda do norte lhe deu meã llegoa de terra a quall foi dada a manoell gomes as quais dadas lhe forão dadas antes da partisão do snr. diz Sebastião Vasquez morador na bahia de todos os Santos que elle quer vir ajudar a povoar esta capitania que sua fabriqua e que na dita capitania não tem terras para trazer suas cresois de gado e fazer suas rosarias e no rio ipochi da banda do sul na testada e cabeseiras de huma dada de terra que foi 295 .vão co sua pesoa e fabriqua e que ora não tem terás em que posa llarvar e tarzer suas criasois e que no rio por nome mocori que vem entrar em o rio ipochi em as cabeceiras de bretollomeu dias estão terás devallutas que nunqua forão povoadas nen cultivadas pede a vosa merse lhe de em nome de sua magestade huma llegoa de terá de conprido e outra de llarguo de maneira que fique huma llegoa em coadro com todas as augoas e matos madeiras e pastos que na dita medisão coubre erm. Saibão etc. o capitão Manuel Miranda Barbosa. Saiban etc. CARTA DE SEBASTIÃO VASQUES 21 e Janeiro de 1602. Governador Don Francisco de Souza Sergipe a vinte e hum de janeiro de 1602. Dis balltesar de souza morador no porto callvo que elle quer vir ajudar e povoar esta capitania de seregipe sidade de são cristo. Don frãcisco de souza e das quais terras lhe são pasadas suas contas e pose e povoadas pello que pede a vosa merse lhas aia cõfirmados lhe mande pasar sua carta de confirmasão erm. – Dou ao suplicante em nome de sua majestade mea llegoa de terá e na forma que pede por devalluta conforme ao preguão do snr.

... – O capitão Manoel Miranda Barbosa..e tem pouquos matos para suas rosas .. A qual terra pede com todas as augoas e madeiras que na dita terra ouver e a medisão da dita terra que assim pede se fasa tomando direito resallvando todas as pontas enseadas de maneira que fique em coadro erm. diz dominguos fernandes morador em tatuapára termo da Bahia que elle quer morar nesta capitania e povoar e que nella não tem terras para mantimentos e criasois de gado e nas cabeceiras de huma dada de terra que foi dada a hum Manoel Rodrigo que esta da banda do rio ipochi junto a tapera de taiaoba281 estão terras devolutas que nunqua forão povoadas e cultivadas pede a vosa merse lhe fasa merse em nome de sua majestade de huma llegoa de terra na parte que pede de sesmaria a quall terra pede com todas as agoas e madeiras que na dita terra houver e a medisão dela seria feita de maneira que fique em coadro llevando o dito rio ipochi em meo erm...dada a gaspar de fontes lhe estão terras devolutas que nunqua forão povoadas nem cultivadas pede a vosa merse em nome de sua magestade lhe fasa merse nas ditas testadas e cabeiseiras do dito gaspar de fontes dar-lhe huma llegoa de terra em coadro por dovolluto conforme ao regimento de ell rei nosso sr.. 296 . Saiban etc. Saiban etc.. – Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede por devolluto meã llegoa de terra em coadro assim e da maneira que pede Sergipe a vinte e hum de ianeiro de 1602. diz pero chaves morador nesta capitania que lhe foi dada huma dada de terra nas cabeiseiras de antobio barreiros ao llonguo da ribeira piranapama da banda de lleste porquanto a dita data... no local em que está edificado o engenho poxim...a dada de antonio barreiros erdada delle pero chaves e a de simão dandrade estão huns sobeios que poderão ser pouquo mais ou menos quinhentas brasas ou o que se achar pello que pede a vosa merse avendo respeito a elle ser morador nesta capitania com sua molher e filhos lhe fasa merse em nome de sua majestade dar a dita terra co todos os matos e pastos e auguoas que nella ouver e 281 Tayaoba – habitação indígena junto ao rio poxim. CARTA DE PERO CHAVES 21 de Janeiro de 1602..O capitão Manoel Miranda Barbosa..... – Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede por devoluto meã llegoa de terra em coadro asin e da maneira que pede Sergipe vinte e hum de janeiro de 1602.. CARTA DE DOMINGOS FERNANDES 21 de Janeiro de 1602.

Governador pede a vosa merse avendo respeito a elle ser morador e estar na terra com sua molher e filhos e filhas lhe fasa merse em nome se sua majestade confirmar a dita terra esim e da maneira que lhe esta dada no que erm. Saiban etc. – Dou ao sopricante na parte que pede em nome de sua majestade mill brasas de terra de sesmaria da maneira que pede e que me fará a medir para o sertão donde acabarem as seissentas brasas que tem dadas pello capitão tome da rocha e fiquãdo o rio em meo Seregipe vinte e hum dias de janeiro de 1602. CARTA DE SEBASTIÃO DIAS 21 de Janeiro de 1602. Saiban etc. CARTA DE ANTONIO PEREIRA 21 de Janeiro de 1602. – Dou ao sopricante na parte que pede quinhentas brasas de terra de sesmaria em nome de sua majestade asin e da maneira que a pede Sergipe vinte e hum de ianeiro de 1602. – o capitão Manoel Miranda Barbosa. –O capitão Manoel Miranda Barbosa. Diz Sebastião dias morador nesta capitania que a tempo de onze anos é povoador e ajudando de defender com suas armas escravos aonde tem muitos serviços feitos a sua majestade não tem terras aonde llavrar e ora na Ipitanga282 tem seiscentas brasas de terra as quais não são bastantes para se poder agasalhar com sua família pelo que pede a vossa merse lhe de sesmaria em nome de sua majestade mill e quinhentas brasas de terra a quall se começara a medir donde elle sopricante acaba a dita sua dada pondo-se na banda do rio da banda do norte correndo pello rio acima conforme o rumo que o rio llevar medindo direito sem vollta allguma que o rio fasa de modo que fique a dita dada em coadro fiquando o rio de premeo tanto da banda do norte como do sul erm. – O capitão Manoel Miranda Barbosa. Diz antonio pereira morador nesta capitania que elle lhe foi dado huma dada de terra por vosa merse no rio de vasa barris da quall lhe foi pasado carta de dada e dado por se porque teme que tenha alguma demanda sobre as ditas terras por respeito de vosa merse antes que vosa merse for servido pello sr. 282 Ipitanga – rio pitanga 297 . – Dou e confirmo em nome de sua majestade a terra que tinha dado ao sopricante em seregipe a vinte e hum dias de janeiro de 1602.quall pede de sesmaria por estar devoluto a quall terra esta na ribeira de piranapama da banda do morro erm.

. Gaspar Fernandes Vigário nesta capitania de Sergipe que ele esta atualmente povoando esta capitania com sua família criadores de gado vacum e outras meu das e não tem terras em abondansa para seus mantimentos e para as ditas criações e ora no rio de vazas barris da banda do norte estão terras devolutas como lhe uma dada que foi dada hum Joam Martins Bretanha morador em mame a qual foi dada pelo padre Bento Ferraz não podendo dar pede a vossa mercê lhe faça mercê de dar a dita dada em nome de sua majestade de sesmaria que em uma légua em quadro tirando da dita meia légua que foi dada um Sebastião Francisco Vieira a qual terra pede o devoluto conforme ao pregão do Sr. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que pede com todas as águas lenhas madeiras pastos que tiver lha dou por devoluto conforme ao pregão do Sr. Saibam etc. Saiban etc.. — Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que pede assim e da maneira que diz em sua petição a qual terra lhe dou de Sesmaria e por devoluto conforme ao pregão Sr.CARTA DE ANTONIO DO AMARAL 22 de Janeiro de 1602... Diz Antonio damaral. 298 . CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 1º de Fevereiro de 1602. Don Francisco de Souza governador geral de todo este estado do Brazil Sergipe a vinte e dois de janeiro de 1602. — O capitão e loquotenente Gaspar Barreto. em ausência de Manoel Miranda Barbosa.. O capitão Manoel Miranda Barbosa. Don Francisco de Souza governador geral erm.. Governador geral Sergipe 1º de Fevereiro de 1602. da câmara de sua majestade morador nesta capitania de seregipe que elle não tem terras para fazer seus mantimentos e pastos de seus gados que a dita terra quer trazer pede a vossa mercê havendo respeito ao que alegue lhe de uma légua de terra em nome de sua majestade que esta no rio de Sergipe nas cabeceiras de Sebastião de brito a qual terra pede por devoluto em nome de sua majestade conforme ao regimento de sua majestade erm.... ————— CARTA DE SESMARIA DE LUIZ ALVES 4 de Fevereiro de 1602.

CARTA DE SESMARIA DE LUIS ALVARES 9 DE Fevereiro de 1602. em ausência de Manoel Miranda Barbosa. Governador geral Don Francisco de Souza Sergipe a nove de fevereiro de mil seiscentos e dois anos Gaspar Barreto capitão e loguotenente em ausência do Sr. uma légua e meia em quadro no rio de guruahy283 começando do salgado por ele acima da banda do sul o qual pede por devoluta com todas as águas madeiras enseadas que na terra houver a qual medição se medira em quadro rumo direito no que erm. Governador gera Don Francisco de Souza a qual terra pede lhe faça mercê em nome do dito Sr. diz Luiz Alves morador em Tatuapara que ele quer vir ainda a esta capitania e a ele trazer sua mulher e filhos e criações de gado vacum e outras muitas criações que pêra isso tem escravos que pêra he que não tem terras em que pasente e targua as ditas criações pede a vossa mercê de sesmaria em nome de sua majestade uma dada a terra que esta por da e sendo dada a pede a vossa mercê por devoluto conforme ao pregão do Sr. Diz Luis Álvares morador em Tatuapara que ele tem mulher e filhos e que hora quer vir povoar as terras de Sergipe e trazer para elas gado vacum e outras muitas criações e seus escravos e que para o tal efeito não tem terras e que hora ao longo do rio vaza barris da banda do Sul por um braço do dito rio chamado itaquandiba e as quais terras estam devolutas as quais não foram ainda cultivadas nem povoadas de brancos pede a vossa mercê que havendo respeito ao acima dito lhe dê de sesmarias em nome de sua majestade na testada de Luiz Francisco Pires três mil brasas pelo rio acima com todas as pontas enseadas e para o sertão légua meia com todas as águas e Ribeiras matos madeiras e pastos que na dita terá ouvirem a qual terá se começara a medir da dita testada ao longo do Rio Rumo direito e recebera mercê. — O capitão e loquotenente Gaspar Barreto.Dou suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mil brasas pelo rio acima e uma légua para o sertão com todas as águas madeiras e pastos que tiver a qual se começava a medir da dita testada ao longo do rio a qual terá dou de sesmaria por devoluta conforme ao pregão do Sr. Manuel de Miranda Barbosa capitão da capitania de Sergipe. Saibam etc. 299 . — Dou ao suplicante em nome de sua majestade uma légua em quadro de terra por devoluto e sendo dada a dou por devoluta de sesmaria conforme ao pregão do Sr.Saibam etc. — O dito rio da banda do sul Sergipe a quarto de fevereiro de 1602. Governador geral Don Francisco de Souza se começara a medir no salgado do dito rio da banda do sul Sergipe a quarto de fevereiro de 1602. 283 Guruahy afluente do rio Real..

Saibam etc. Diz Antonio Duarte morador na Bahia de todos os santos que ele quer mandar ainda a povoar esta capitania e que na dita capitania não tem terras 300 . Saibam etc. Saibam etc. Dou ao suplicante na parte que pede em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro por devoluta com todas as águas pastos e madeiras que na dita terra houver Sergipe a dezenove de abril de 1602 Manoel de Miranda Barbosa. ————— CARTA DE ANTONIO LUIS VIEIRA CAMELLO 19 de Abril de 1602.CARTA DE ANTONIO LUIS 15 DE Abril de 1602. Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede de sesmaria com todas as águas lenha pastos que nela houve meia légua de terra pelas confrontações que pede e dou lha em quadro Sergipe a quinze de abril de 1602 o capitão Manoel Miranda Barbosa. Don Francisco de Souza mandou lançar na praça da Bahia a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita terra houver e a medição se fará rumo direito ressalvando esteiras portas enseadas erm. Diz Antonio Vieira Camelo morador na Bahia que ele quer mandar ainda a povoar esta capitania he nela não tem terras para mandar fazer mantimentos nem para trazer suas criações de gado vacum e as mais e que em rio de Sergipe pela banda do sul nas cabeceiras de sua dada de terra e foi dada ao Sebastião da Rocha estão terras devolutas ao longo dito rio que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade dar-lhe na parte que acima diz duas léguas de terra por devolutas conforme ao regimento de sua majestade e pregão que o Sr. Diz Antonio Luiz morador na Bahia que ele mandou a esta capitania muita copia de gado quer mandar escravos para ainda a povoar esta capitania no que se resultaria em crescimento os dízimos de sua majestade e não tem terras em que posa pastorar o dito gado e hora na testada de Dominguos de Araujo e Salvador Fernandes na itaporanga estão terras devolutas da banda do sertão pede a vossa mercê lhe de em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro pelas confrontações que pede da banda do poente a qual pede com os portos águas Mattos que nela houve erm. CARTA DE ANTONIO DUARTE 19 de Abril de 1602.

CARTA DO PADRE GASPAR FERNANDES 301 . e pregão que o Sr. Governador gerall mandou llansar na praça da Bahia a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita terra houver erm. Saibam etc.Dou ao suplicante na parte que pode em nome de sua majestade de sesmaria uma légua de terra em quadro assim e de maneira que pede e ajuntamento dou por confirmado em nome de sua majestade a terra que diz Sergipe e vinte e cinco de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa. . CARTA DE GASPAR DEMORIM E FRANCISCO BORGES 25 DE Abril de 1602.para mantimentos nem para pastos de gado vacum que tem na dita capitania e que no rio ipochi da banda do sul nas cabeceiras de uma dada de terra que foi dada a Migel Soares estão terras devolutas que nunca foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade de uma légua de terra na parte que acima diz a medição se fará levando o dito rio em meio de uma banda e outra ressalvando pontas enseadas de maneira que fique a dita légua de terra em quadro a qual pede por devoluta conforme o regimento de El rei nosso Snr. Diz Francisco da Costa que ele quer ainda povoar esta capitania e que nela não tem terras para fazer seus mantimentos e pastos e gado vacum e mais criações e que no rio ipochi da banda do sul na testada de uma dada que foi dada a hu Mel Rõis estão terras devolutas que não foram povoadas nem cultivadas pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade na parte que acima diz dando duas léguas de terra em quadro e a medição separa rumo direito ressalvando pontas e enseadas de maneira que fique em quadro a qual terra pede com todas as águas madeiras que na dita parte houver e sendo caso que seja dada Carrera com a medição por diante erm. Diz Gaspar Demorim morador nesta capitania e Francisco Borges que els ajudarão a povoar esta capitania com muitas criações de gado escravos e suas pessoas e nela reside com suas pessoas mulheres e família e não lhes dado terras em abastança e ora a muitas terras devolutas na dita capitania pede a vossa mercê lhes de em nome em nome de sua majestade duas léguas de terra na testada de Salvador Fernandes na taporãgua ao longo do rio de vasas barris erm. Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede de sesmaria meia légua de terra em quadro Sergipe a vinte e dois de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa. Dou ao supricante em nome de sua majestade na parte que pede meia légua de terra de sesmaria assim e da maneira que pede Sergipe a dezenove de abril de 1602 o capitão Manoel de Miranda Barbosa CARTA DE FARNCISCO DA COSTA 22 de Abril de 1602. Saibam etc.

.20 de Maio de 1602. Dou ao suplicante em nome de sua majestade a terra que Gaspar Barreto lhe tinha dado assim e da maneira que lhe tinha dado em Sergipe a vinte de maio de 1602 o capitão Cosme Barbosa..Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mil brasas de terra em quadro não sendo dada e sendo dada Carrera por diante a qual lhe dou em nome de dito Sr......... Diz o desembargador Baltazar morador na Bahia que ele tem nesta capitania de Sergipe fazenda de criações de gado vacum e cavalar e outras criações de muita importância e por servir a El rei nosso Sr.... Diz Joan Garcez morador na Bahia por seu procurador que ele suplicante lhe foi dado nesta capitania uma légua de terra ao longo de vasa barris da banda do sul defronte de taperagua a velha a tapera que tem a arvore redonda pêra La pelo sertão onde ninguém tem povoado e ora ele suplicante tem já nesta capitania sua fazendo assim de gado vacum como cavalar e outras e outras criações de que resulta grande acrescentamento a fazendo de sua majestade e outro sim tem seus escravos e quer meter mais fabrica e por que ele suplicante acha ser a dita dada de terra de Joan da Rocha visente pelo qual respeito se lhe perde sua fazenda por não ter por onde apresentar pede a vossa mercê pede de sesmaria outra légua de terra ao longo da dita dada que se diz de Joan da Rocha visente da banda deste assim e da maneira que a outra lhe foi dada porquanto ele suplicante desiste da primeira a qual se medira ao longo dito rio da banda do sul quando para oeste ficando a do dito Joan da Rocha da banda do leste. Saibam etc..... Diz Gaspar Fernandes Vigário confirmado nesta cidade de São Cristovão capitania de Sergipe que a ele lhe e necessário terra para lavrar e trazer suas criações e por quanto ao longo do rio vasa barris da banda do norte esta uma légua do quadro de terra a qual foi dada pelo padre Bento Ferras ao Joan Martins da qual légua de terra e dada meia ao Sebastião Francisco escrivão de .. Por não usar da légua de terra de Joan da Rocha Vicente da qual não usara de hoje por diante e lhe dou as ditas duas mil brasas por devoluta com todas as águas pastos madeiras que nelas houver com condição que dentro do tempo digo em um ano povoe a dita terra e não a povoando será por devoluta a quem a quiser povoar em Sergipe a quartoze de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa... pelo que pede a vossa mercê lhe faça mercê em nome de sua majestade dar outra meia légua e mais sobejos assim da maneira que Gaspar Barreto servindo de capitão loquotenente de Manoel de Miranda Barbosa lhe tinha dado erm. e acrescenta nas rendas e para seu proveito e dos moradores da dita capitania quer nela fazer 302 ..... Saibam etc... CARTA DE BALTAZAR FERRAZ 15 de Junho de 1602 Saibam etc.. CARTA DE JOAN GARCEZ 14 de Junho d 1602...

.............. que em quadro pelas. ...engenho ou engenhos de açúcar que nela não há e nas terras que tem não há água com que o possa fazer e que tem por informação que no rio de Sergipe esta numa ribeira que se chama tapecahy que não foi dada até agora e se o foi esta por aproveitar e devoluta pede a vossa mercê que havendo respeito ao que diz e a muito proveito que resultara nesta povoação com o dito engenho lhe faça mercê de dar de sesmaria água da dita ribeira de tapecahy com duas léguas de terra medidas pelo dito rio de Sergipe uma légua de uma banda da dita ribeira e outra légua da outra banda ficando em meio a dita ribeira... Diz Joan Ferreira morador nesta capitania de Sergipe que ele esta pessoalmente ajudando a povoar a dita capitania com negros e fábrica e que na dita capitania não tem terras em que trazer suas criações assim de gado vacum como cavalar e mais criações e fazer seus mantimentos e no ipochim da banda do norte em testada de Francisco de Almeida e terras de Melchior Masiel pelo dito rio do ipochim acima estão os sobejos de terra entre as duas sortes que acima nomeia 303 .... devoluta visto estarem por aproveitar com a dita ribeira de algumas e mais algumas lenhas pastos matos e madeiras que na dada de terra houver e lha dou por assim ser em serviço de sua majestade e bem de se aproveitar esta capitania e haver engenho nela e lha dou em condição que dentro de um ano comece a fazer o dito engenho Sergipe a quinze de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa.. meia légua de terra em quadro com todas as augoas e pastos madeiras que na dita terra houver e lha dou por devoluta visto povoar como diz Sergipe dezesseis de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa......... e atualmente esta morador nela e ora não tem terá em que lavrar e targua suas criações de gado e mais criações e ora no rio de vasas barris a muitas terras devallutas pelo que pede a vossa mercê se lhe faça mercê pelo que acima diz de lhe dar em nome de sua majestade uma légua de terra em quadro nas cabeceiras..... Diz Antonio da Costa sargento de presídio de sua majestade que a seis anos que reside nesta capitania de Sergipe servindo ao dito Sr........Dou ao supricante em nome de sua majestade na parte que pede em nome do dito Sr.................. com as águas e madeiras que nelas houver porquanto..... CARTA DE ANTONIO DA COSTA 16 de Junho de 1602 Saibam etc. CARTA DE JOAN FERREIRA 7 de Junho de 1602 Saibam etc......... .......... necessário pêra plantar canas fazer rosas e currais e outras criações assim para o engenho como para os moradores d‘ele que o suplicante há de levar da capitania da Bahia a que toda pede por devoluta e desaproveitada erm.........Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas léguas de terra a saber légua e meia da dita ribeira para acima e meia para baixo que fiquem sendo duas légua em quadro a qual lhe dou em nome do dito Sr.... mereis coa todas as pontas augoas lenhas e madeiras a pede por devolluta erm... terra para o sertão de mau.

... Diz Domingos de Vilacham morador na Bahia que ele quer vir ajudar esta capitania com fábrica de gado e escravos e com família que tem para o que lhe são necessários terras e ora manda seu filho a pedi-las... que erm.. nome de uma lagoa .... Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede meia légua de terra medida como em sua petiscam diz e o que houver de um rio a outro Sergipe a 20 de julho de 1602 o capitão Cosme Barbosa........ e a medição della se fará rumo direito ressallvando pontas e enseadas as quais sortes de terra pede por devolluto com todas as augoas madeiras que na dita terra houver conforme o regimento El rei nosso Sr......Dou ao sopricante em nome de sua majestade na parte que pede os sobejos que aponta em sua petição não sendo dadas a outra primeiro e assim mais lhe dou em nome do dito Sr. Dou ao suplicante em nome de sua majestade por devoluto na parte que pede meia légua de terras em quadro a qual lhe dou de sesmaria vindo povoar no tempo da ordenação Sergipe a 29 de julho de 1602 o capitão Cosme Barbosa...... Diz Melchior Masiel de Andrade morador nesta capitania que ele a mais de dez anos que serve a sua majestade nas guerras e povoações desta capitania e nela o morador como esta e família e porque tem muita fábrica e poucas terras e quer llauvrar pede a bem lhe faça mercê em nome de sua majestade de um pedaço de terra que esta ante os rios de Comendaroba e Ibura que serão mil brasas de um rio ao outro porque mais ou menos e pelos ditos rios acima hua llégua medida por rumo direito com o que houver de hu rio a outro das barras que se metem em quantigeriba285 acima erm........... na Jabetinhaia setecentas brasas de terra em quadro na maneira que pede não sendo dada Sergipe a 7 de junho de 1602 o capitão Cosme Barbosa..... entre Aracaju e S......... para com efeito vir de morada...... Jabotiana... aqui tem necedade digno....... o mesmo pede.. que fica no rio poxim.... CARTA DE DOMINGOS DE VILACHAM 29 de Julho de 1602 Saibam etc. Acreditamos que se refira ao rio cotinguiba 304 ...erm.... por nome Jabetinhaia284.... Cristóvão............... brasas em quadro pero longo do dito.. CARTA DE MELCHIOR MASIEL DE ANDRADE 20de Julho de 1602 Saibam etc....pede a vossa mercê em nome de sua majestade lhe faça mercê dos ditos sobeios de sesmaria....... CARTA DE MARTINS DE SOUSA 29 de Julho de 1602 284 285 Jabeetinhaia......................

. lhe faça mercê em nome de sua majestade na parte que pede de lhe dar duas lléguas de terra por devolluto de sesmaria por ser ome de muita pose e a medição separadas ditas duas lléguas em quando rumo direito resallvando outeiros e pontas e enseadas a qual tera pede com todas as augoas e madeiras que na dita tera houver erm — Dou ao suplicante em nome de sua majestade na parte que pede duas mill brasas de tera não sendo dada as quais duas mill brasas será em coadro e lha dou em nome do dito Sr..... Diz Martin de Sousa feitor e almoxarife de sua majestade nesta capitania que elle a seis anos que esta nesta capitania ajudando a defendella com sua pessoa e ora quer fazer rosas e outras bem feitorias e quer por curral de gado e não tem terras em que possa fazer as ditas bem feitorias pede a bem lhe de em nome de sua majestade uma légua de terra no rio mocory rio que vem entrar no rio ipochi nas cabeceiras de Francisco de Silveira da banda do norte com todos os portos e algumas e matos e lenhas e sendo dada lhe de por devoluto conforme um pregão que mãodou lansar o Sr.Dou em nome de sua majestade ao supricaute na parte que pede meia lléguoa de terra que lhe tinha dado Manoel Miranda de Barbosa em tempo que serviu de capitão nesta capitania a qual lhe dou por devoluto.... de dez anos a esta parte mora. governador Don Francisco de Souza e por quanto lhe foi dada a dita terra pelo capitão Manoell de Miranda Barbosa capitão lloquotenente em ausência de Diogo de Quadros capitão e governador nesta dita capitania pede a Vm.. e na dita capitania serviu a sua majestade na. Diz eithor Gonçalves Velho morador na Baja que elle quer mãndar ajudar a povoar esta capitania donde nela não tem terras para fazer seus mantimentos e para pastos de gado vacum e que no rio ipochim da banda do norte estão terras devolluto por llongo do dito rio acima nas testadas de huã dada de terra que foi dada a Francisco de Barbuda escrivão dos feitos dellrei pede a Vm....... .... CARTA DE HEITOR GONÇALVES VELHO 2 de Agosto de 1602 Saibam etc....... lhe mande confirmar erm......Saibam etc...... com todas as augoas pastos madeiras que na dita terra houver com declaração de dentro em seis meses a vir povoar e não fazendo assim se Dara a quem a povoar Sergipe a 2 de agosto de 1602 — o capitão Cosme Barbosa... Diz Melchior Masiel de Andrade de que ele esta morador nesta capitania com casa família ajudando a povoar com escravo... de sua fazenda he capitão Tomé da Rocha lhe deu terras a ele suplicante não tem titulo por se lhe perder os livros das dadas de sesmaria daquele tempo pede a Vm.......... CARTA DE MELCHIOR MASIEL DE ANDRADE 2 de Agosto de 1602 Saibam etc.............. lhe faça mercê duas léguas de terra que de novo pede ao longo do rio Quotinguyba serão medidas em quando por ruma direito ressalvando as volt