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Conhecimentos Bancários - 253pg

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DECRETO-LEI Nº 73, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1966.
Dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, regula as operações de seguros e
resseguros e dá outras providências.

CAPÍTULO XI
Disposições Gerais e Transitórias

SEÇÃO I
Do Seguro-Saúde

Art. 129. Fica instituído o Seguro-Saúde para dar cobertura aos riscos de assistência
médica e hospitalar.

Art. 130. A garantia do Seguro-Saúde consistirá no pagamento em dinheiro, efetuado pela
Sociedade Seguradora, à pessoa física ou jurídica prestante da assistência médico-
hospitalar ao segurado.
§ 1º A cobertura do Seguro-Saúde ficará sujeita ao regime de franquia, de acôrdo com os
critérios fixados pelo CNSP.
§ 2º A livre escolha do médico e do hospital é condição obrigatória nos contratos
referidos no artigo anterior.

Art. 131. Para os efeitos do artigo 130 deste Decreto-lei, o CNSP estabelecerá tabelas de
honorários médico-hospitalares e fixará percentuais de participação obrigatória dos
segurados nos sinistros.
§ 1º Na elaboração das tabelas, o CNSP observará a média regional dos honorários e a
renda média dos pacientes, incluindo a possibilidade da ampliação voluntária da
cobertura pelo acréscimo do prêmio.
§ 2º Na fixação das percentagens de participação, o CNSP levará em conta os índices
salariais dos segurados e seus encargos familiares.

Art. 132. O pagamento das despesas cobertas pelo Seguro-Saúde dependerá de
apresentação da documentação médico é hospitalar que possibilite a identificação do
sinistro.

Art. 133. É vedado às Sociedades Seguradoras acumular assistência financeira com
assistência médico-hospitalar.

Art. 134. As sociedades civis ou comerciais que, na data deste Decreto-lei, tenham
vendido títulos, contratos, garantias de saúde, segurança de saúde, benefícios de saúde,
títulos de saúde ou seguros sob qualquer outra denominação, para atendimento médico,
farmacêutico e hospitalar, integral ou parcial, ficam proibidas de efetuar novas transações
do mesmo gênero, ressalvado o disposto no art. 144, parágrafo 1º.

§ 1º As Sociedades civis e comerciais que se enquadrem no disposto neste artigo
poderão continuar prestando os serviços nele referidos exclusivamente às pessoas
físicas ou jurídicas com as quais os tenham ajustado ante da promulgação deste Decreto-
lei, facultada opção bilateral pelo regime do Seguro-Saúde.
§ 2º No caso da opção prevista no parágrafo anterior, as pessoas jurídicas prestantes da
assistência médica, farmacêutica e hospitalar, ora regulada, ficarão responsáveis pela
contribuição do Seguro-Saúde devida pelas pessoas físicas optantes.
§ 3º Ficam excluídas das obrigações previstas neste artigo as Sociedades Beneficentes
que estiverem em funcionamento na data da promulgação desse Decreto-lei, as quais
poderão preferir o regime do Seguro-Saúde a qualquer tempo.

Art. 135. As entidades organizadas sem objetivo de lucro, por profissionais médicos e
paramédicos ou por estabelecimentos hospitalares, visando a institucionalizar suas
atividades para a prática da medicina social e para a melhoria das condições técnicas e
econômicas dos serviços assistenciais, isoladamente ou em regime de associação,
poderão operar sistemas próprios de pré-pagamento de serviços médicos e/ou
hospitalares, sujeitas ao que dispuser a Regulamentação desta Lei, às resoluções do
CNSP e à fiscalização dos órgãos competentes.

SEÇÃO II

Art. 136. Fica extinto o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização
(DNSPC), do Ministério da Indústria e do Comércio, cujo acervo e documentação passarão
para a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

§ 1º Até que entre em funcionamento a SUSEP, as atribuições a ela conferidas pelo
presente Decreto-lei continuarão a ser desempenhadas pelo DNSPC.
§ 2º Ficam extintos, no Quadro de Pessoal do Ministério da Indústria e do Comércio, o
cargo em comissão de Diretor-Geral do Departamento Nacional de Seguros Privados e
Capitalização, símbolo 2-C, e oito (8) cargos, em comissão, de Delegado Regional de
Seguros, símbolo 5-C.
§ 3º Enquanto não for aprovado o Quadro de Pessoal da SUSEP, os ocupantes dos cargos
referidos no parágrafo anterior continuarão no exercício de suas funções, sem prejuízo de
seus vencimentos e vantagens.

Art. 137. Os funcionários atualmente em exercício no DNSPC continuarão a integrar o
Quadro de Pessoal do Ministério da Indústria e do Comércio, observadas, para efeito de
lotação, as necessidades de serviço, e ressalvado o direito de opção dos Inspetores de
Seguros de acordo com o parágrafo único do artigo 140.

Art. 138. Poderá a SUSEP requisitar servidores da administração centralizada ou
descentralizada sem prejuízo de vencimentos, direitos, gratificações e vantagens.

Art. 139. Após a aprovação do quadro de pessoal da SUSEP será assegurado aos
servidores requisitados o direito de opção no prazo de 90 dias, pelo regime de pessoal da
autarquia ou retorno ao órgão de origem.

Parágrafo único. As disposições do presente artigo são aplicáveis aos atuais ocupantes
dos cargos de inspetor de seguros.

Art. 140. As dotações consignadas no Orçamento da União, para o exercício de 1967, à
conta do DNSPC, serão transferidas para a SUSEP excluídas as relativas às despesas
decorrentes de vencimentos e vantagens de Pessoal Permanente.

Art. 141. Fica dissolvida a Companhia Nacional de Seguro Agrícola, competindo ao
Ministério da Agricultura promover sua liquidação e aproveitamento de seu pessoal.

Art. 142. Ficam incorporadas ao Fundo de Estabilidade do Seguro Rural:
a) Fundo de Estabilidade do seguro Agrário, a que se refere o artigo 8º da Lei 2.168, de 11
de janeiro de 1964;
b) O Fundo de Estabilização previsto no artigo 3º da Lei nº 4.430, de 20 de outubro de
1964.

Art. 143. Os órgãos do Poder Público que operam em seguros privados enquadrarão suas
atividades ao regime deste Decreto-Lei no prazo de cento e oitenta dias, ficando
autorizados a constituir a necessária Sociedade Anônima ou Cooperativa.

§ 1º As Associações de Classe, de Beneficência e de Socorros mútuos e os Montepios
que instituem pensões ou pecúlios, atualmente em funcionamento, ficam excluídos do
regime estabelecido neste Decreto-Lei, facultado ao CNSP mandar fiscalizá-los se e
quando julgar conveniente.
§ 2º As Sociedades Seguradoras estrangeiras que operam no País, adaptarão suas
organizações às novas exigências legais, no prazo deste artigo e nas condições
determinadas pelo CNSP.

Art. 144. O CNSP proporá ao Poder Executivo no prazo de cento e oitenta dias, as normas
de regulamentação dos seguros obrigatórios previstos no artigo 20 deste Decreto-Lei.

Art. 145. Até a instalação do CNSP e da SUSEP, será mantida a jurisdição e a competência
do DNSPC, conservadas em vigor as disposições legais e regulamentares, inclusive as
baixadas pelo IRB, no que forem cabíveis.

Art. 146. O Poder Executivo fica autorizado a abrir o crédito especial de Cr$500.000.000
(quinhentos milhões de cruzeiros), no exercício de 1967, destinado à instalação do CNSP
e da SUSEP.

Art. 147. A fiscalização da gestão financeira e administrativa das Sociedades que operam
em capitalização passa à jurisdição do Banco Central da República do Brasil.

Art. 148. As resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados vigorarão
imediatamente e serão publicadas no Diário Oficial da União.

Art. 149. O Poder Executivo regulamentará este Decreto-Lei no prazo de 120 dias (cento e
vinte dias), vigendo idêntico prazo para a aprovação do Regulamento da SUSEP e dos
Estatutos do IRB.

Art. 150. A liquidação compulsória das Sociedades de Capitalização prevista nos artigos
24 e seguintes do Decreto nº 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, será promovida por um
liquidante investido de todos os poderes contidos no artigo 32 do mencionado Decreto e
de livre nomeação e demissão do Ministro da Fazenda.

Art. 151. Para eleito do artigo precedente ficam suprimidos os cargos e funções de
Delegado do Governo Federal e de liquidante designado pela sociedade, a que se referem
os artigos 24 e 25 do Decreto nº 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, ressalvadas as
liquidações decretadas até dezembro de 1965.

Art. 152. O risco de acidente de trabalho continua a ser regido pela legislação específica,
devendo ser objeto de nova legislação dentro de 90 dias.

Art. 153. Este Decreto-Lei entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas
expressamente todas as disposições de leis, decretos e regulamentos que dispuserem em
sentido contrário.

DEFINIÇÕES BÁSICAS - GLOSSÁRIO

Acidente Pessoal: o evento, com data caracterizada e perfeitamente conhecida, externo,
súbito, involuntário e violento, causador de lesão física, que, por si só, independente de
toda e qualquer outra causa, tenha como conseqüência direta a morte ou a invalidez total
e permanente do participante.

Assistido: pessoa física em gozo do benefício sob a forma de renda;

Averbadora: pessoa jurídica que propõe a contratação de plano coletivo, ficando investida
de poderes de representação, exclusivamente para contratá-lo com a EAPC, sem
participar do custeio;

Base de cálculo da performance financeira: a diferença, ao final do último dia útil do mês,
entre a parcela do patrimônio líquido do FIE correspondente à Provisão Matemática de
Benefícios a Conceder (no período de diferimento) ou Benefícios Concedidos (no período
de pagamento de benefício), conforme o caso, e o valor da remuneração pela gestão
financeira acumulado do mês;

Beneficiários: as pessoas indicadas na proposta de inscrição ou em documento
específico, para receber o pagamento relativo ao benefício contratado, no caso dos
planos cujo evento gerador do benefício seja a morte do participante, ou o próprio
participante no caso dos planos cujo evento gerador seja a sobrevivência ou a invalidez.
Caso esteja previsto em Regulamento e, a estrutura técnica do plano o permita, a Provisão
Matemática de Benefícios a Conceder será disponibilizada aos beneficiários em caso de
óbito do participante durante o período de diferimento.

Benefício: o pagamento que os beneficiários recebem em função da ocorrência do evento
gerador durante o período de cobertura.

Benefício Definido: a modalidade de plano segundo a qual o valor do benefício contratado
é previamente estabelecido na proposta de inscrição.

Carregamento: o percentual incidente sobre as contribuições pagas pelo participante,
para fazer face às despesas administrativas, de corretagem e colocação do Plano.

O percentual máximo de carregamento permitido pela legislação vigente é de 10% para os
planos estruturados na modalidade de contribuição variável e de 30% para aqueles na
modalidade de benefício definido.

Certificado de Participante: o documento emitido pela EAPC que caracteriza a aceitação
do interessado no Plano subscrito.

Cobertura de Risco: a que garante o pagamento de benefício aos beneficiários indicados
pela morte ou invalidez do participante.

Cobertura por Sobrevivência: a que garante o pagamento de benefício pela sobrevivência
do participante ao período de diferimento contratado.

Comunicabilidade: instituto que, na forma regulamentada, permite a utilização de recursos
da Provisão Matemática de Benefícios a Conceder, referente à cobertura por
sobrevivência, para o custeio de cobertura (ou coberturas) de risco, inclusive valor de
impostos e do carregamento, quando for o caso;

Consignante: pessoa jurídica responsável, exclusivamente, pela efetivação de descontos
em folha de pagamento, em favor da EAPC, correspondentes às contribuições dos
participantes;

Contrato: instrumento jurídico que tem por objetivo estabelecer as condições particulares
da contratação do plano coletivo e fixar os direitos e obrigações entre
averbadora/instituidora, EAPC e participantes;

Contribuição: o valor pago à EAPC para o custeio do Plano contratado.

Critério de Atualização: Os contratos firmados a partir de 01/01/1997 terão os valores de
benefício e contribuição atualizados anualmente de acordo com um dos índices de preços
previstos na Circular SUSEP nº 11/96 - IGP-M/FGV; IGP-DI/FGV; INPC/IBGE; IPCA/IBGE;
IPC/FGV e IPC/FIPE, previamente pactuados na contratação do plano.

Para os contratos firmados antes desta data o índice utilizado era a TR (taxa referencial
aplicada às cadernetas de poupança), sendo sua periodicidade prevista em contrato.

Data de Registro: a data de recebimento, pela EAPC, da proposta de inscrição do
interessado em participar do Plano.

Doenças, Lesões e Seqüelas Preexistentes: são aquelas que o participante ou seu
responsável saiba ser portador ou sofredor na data da assinatura da proposta de
inscrição.

EAPC: É a Entidade Aberta de Previdência Complementar ou Sociedade Seguradora
autorizada a instituir planos de Previdência Aberta Complementar.

Evento Gerador: a morte, invalidez ou sobrevivência do participante ocorrida durante o
período de cobertura do Plano.

Excedente Financeiro: o valor positivo correspondente, ao final do último dia útil do mês,
à diferença entre o valor da base de cálculo da performance financeira e o saldo da
Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (no período de diferimento) ou Benefícios
Concedidos (no período de pagamento de benefício), conforme o caso.

Extratos para fins de Repactuação: Tratando-se de benefício por sobrevivência
(aposentadoria) estruturados na modalidade de benefício definido, contratado após
01/01/1997, a Entidade enviará anualmente ao participante extrato para fins de
repactuação das contribuições, no prazo máximo de 60 dias, a contar da data de
aniversário do plano.

Entende-se, neste caso, por repactuação o reajuste na contribuição necessário à
recomposição do benefício inicialmente contratado.

Extratos Previdenciários: o participante receberá, no máximo, anualmente extrato do
plano previdenciário, contendo, no mínimo, o valor dos benefícios contratados e/ou o
saldo atualizado de sua provisão matemática de benefícios a conceder, se for o caso.

Independente da emissão do extrato, a Entidade deverá prestar informações sempre que
solicitadas pelo participante e/ou beneficiários.

FAQE: fundo de aplicação em quotas de fundos de investimento, especialmente
constituído, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional na
regulamentação que disciplina a aplicação dos recursos das reservas, das provisões e
dos fundos das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das entidades
abertas de previdência complementar, bem como a aceitação dos ativos correspondentes
como garantidores dos respectivos recursos;

FIE: o fundo de investimento especialmente constituído, cuja carteira seja composta em
conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional na
regulamentação que disciplina a aplicação dos recursos das reservas, das provisões e
dos fundos das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das entidades
abertas de previdência complementar, bem como a aceitação dos ativos correspondentes
como garantidores dos respectivos recursos;

Indexador: o índice contratado para atualização monetária dos valores relativos ao Plano,
na forma estabelecida por este Regulamento.

Início de Vigência do Plano: a data de aceitação da proposta de inscrição pela EAPC.

Instituidora: pessoa jurídica que propõe a contratação de plano coletivo, ficando investida
de poderes de representação, exclusivamente para contratá-lo com a EAPC, e que
participa, total ou parcialmente, do custeio.

Invalidez Total e Permanente: aquela para a qual não se pode esperar recuperação ou
reabilitação com os recursos terapêuticos disponíveis no momento de sua constatação.

Limite de Comercialização: Valor máximo estabelecido pela EAPC, inferior ao seu Limite
Técnico.

Nota Técnica Atuarial: o documento que contém a descrição e o equacionamento técnico
do Plano a que se refere o respectivo Regulamento.

Participante: a pessoa física que contrata o Plano.

Período de Carência: o lapso de tempo, contado a partir do início de vigência do plano,
durante o qual, na ocorrência do evento gerador, os beneficiários não terão direito ao
recebimento do benefício.

O período de carência para os Benefícios de Risco (Pecúlio, Pensão e Invalidez), desde
que previsto em Regulamento, deverá ser de no máximo 24 meses, a contar da data de
início de vigência do plano, durante o qual não é devido o pagamento do benefício.

EM CASO DE MORTE OU INVALIDEZ ACIDENTAL NÃO HÁ CARÊNCIA PARA
PAGAMENTO DO BENEFÍCIO.

Período de Cobertura: o prazo durante o qual na ocorrência do evento gerador os
beneficiários farão jus ao benefício contratado.

Plano: o conjunto de direitos e obrigações, conforme descrito no Regulamento e na
respectiva Nota Técnica Atuarial.

Plano Conjugado: aquele que, no momento da contratação, e na forma da regulamentação
específica e demais normas complementares a serem editadas pela SUSEP, preveja
cobertura por sobrevivência e cobertura (ou coberturas) de risco, com o instituto da
comunicabilidade.

Sociedades de Fomento Mercantil (Factoring)

Conceito

Factoring é uma atividade comercial, mista e atípica, que soma prestação de serviços à compra de
ativos financeiros.

A operação de Factoring é um mecanismo de fomento mercantil que possibilita à empresa fomentada
vender seus créditos, gerados por suas vendas à prazo, a uma empresa de Factoring. O resultado
disso é o recebimento imediato desses créditos futuros, o que aumenta seu poder de negociação, por
exemplo, nas compras à vista de matéria-prima, pois a empresa não se descapitaliza.

A Factoring também presta serviços à empresa - cliente, em outras áreas administrativas, deixando o
empresário com mais tempo e recursos para produzir e vender.

Banco é Banco. Factoring é Factoring

Por definição e filosofia, o Factoring não é uma atividade financeira. A empresa de Factoring não
pode fazer captação de recursos de terceiros, nem intermediar para emprestar estes recursos, como
os bancos.
O Factoring não desconta títulos e não faz financiamentos.

Na verdade, o Factoring é uma atividade comercial pois conjuga a compra de direitos de créditos
com a prestação de serviços. Para isso depende exclusivamente de recursos próprios.

Finalidades

A finalidade principal da empresa de Factoring é o fomento mercantil. Fomentar, assessorar, ajudar
o pequeno e médio empresário a solucionar seus problemas do dia a dia, são as finalidades básicas de
uma Factoring.

VANTAGENS DA PARCERIA COM UMA FACTORING
A empresa recebe à vista suas vendas feitas à prazo, melhorando o fluxo de caixa para
movimentar os negócios;
Assessoria administrativa;
Cobrança de títulos ou direitos de créditos;
Agilidade e rapidez nas decisões;
Intermediação entre a empresa e seu fornecedor. O Factoring possibilita a compra de matéria-
prima à vista, gerando vantagens e competitividade;
Análise de risco e assessoria na concessão de créditos a clientes.

Como Funciona

O processo de Factoring inicia-se com a assinatura de um Contrato de Fomento Mercantil (contrato -
mãe) entre a empresa e a Factoring onde são estabelecidos os critérios da negociação e o fator de
compra.

São 4 as etapas básicas do processo:
A empresa vende seu bem, crédito ou serviço à prazo, gerando um crédito (exemplo: Duplicata
Mercantil), no valor correspondente;
A empresa negocia este crédito com a Factoring;
De posse desse crédito, a Factoring informa o sacado sobre o fato e a forma de cobrança (carteira
ou banco);

Findo o prazo negociado inicialmente, a empresa sacada pagará o valor deste crédito à
Factoring, encerrando a operação.

Modalidades

No mercado brasileiro o Factoring é mais atuante na modalidade convencional. Segue abaixo um
pequeno resumo das principais modalidades:

Convencional - É a compra dos direitos de créditos das empresas fomentadas, através de um contrato
de fomento mercantil;

Maturity - A Factoring passa a administrar as contas a receber da empresa fomentada, eliminando
as preocupações com cobrança;

Trustee - Além da cobrança e da compra de títulos, a Factoring presta assessoria administrativa e
financeira às empresas fomentadas;

Exportação - Nessa modalidade, a exportação é intermediada por duas empresas de Factoring (uma
de cada país envolvido), que garantem a operacionalidade e liquidação do negócio;

Factoring Matéria-Prima - A Factoring nesse caso transforma-se em intermediário entre a empresa
fomentada e seu fornecedor de matéria-prima. A Factoring compra à vista o direito futuro deste
fornecedor e a empresa paga à Factoring com o faturamento gerado pela transformação desta
matéria-prima.

Público - Alvo

O Factoring é destinado exclusivamente às Pessoas Jurídicas, principalmente as pequenas e médias
empresas.

FACTORING FORA DO BRASIL

As operações de Factoring têm sua origem nos séculos XIV e XV, na Europa. O factor era um agente
mercantil, que vendia mercadorias a terceiros contra o pagamento de uma comissão. Eram
representantes de exportadores que conheciam muito bem as novas colônias, custodiando as
mercadorias e prestando contas aos seus proprietários. Com o tempo, esses representantes passaram
a antecipar o pagamento das mercadorias aos seus fornecedores, cobrando posteriormente dos
compradores.
Hoje, além dos Estados Unidos, o Factoring é muito praticado e difundido na Inglaterra, Suécia,
Noruega, Holanda, Espanha, Itália, França e Bélgica.
Entre os países da América Latina, fora o Brasil, o Factoring encontra expressão no México,
Colômbia, Peru e Equador.

O QUE NÃO É FACTORING

Operações onde o contratante não seja Pessoa Jurídica;
Empréstimo com garantia de linha de telefone, veículos, cheques, etc;
Empréstimo via cartão de crédito;
Alienação de bens móveis e imóveis;
Financiamento ao consumo;
Operações privativas das instituições financeiras;
Ausência de contrato de fomento mercantil.

RESOLUÇÃO Nº 002, DE 13 DE ABRIL DE 1999 (*)

Dispõe sobre os procedimentos a serem observados pelas empresas de fomento comercial (factoring)

A Presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, no uso da atribuição que
lhe confere o inciso IV do art. 9º do Estatuto aprovado pelo Decreto nº 2.799, de 8 de outubro de
1998, torna público que o Plenário do Conselho, em sessão realizada em 7 de abril de 1999, com base
no § 1º do art. 14 da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, resolveu:

Seção I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º Com o objetivo de prevenir e combater os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos
e valores, conforme estabelecido na Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, regulamentada pelo Decreto
nº 2.799, de 8 de outubro de 1998, as empresas de fomento comercial (factoring) deverão observar as
disposições constantes da presente Resolução.

Parágrafo único. Enquadram-se nas disposições desta Resolução as pessoas jurídicas que exerçam a
atividade de fomento comercial (factoring) em caráter permanente ou eventual, de forma principal ou
acessória, cumulativamente ou não, nas suas várias modalidades.

Seção II
Da Identificação dos Clientes e Manutenção de Cadastros

Art. 2º As pessoas mencionadas no art. 1º deverão identificar as empresas contratantes e manter
cadastro atualizado, nos termos desta Resolução.

Art. 3º O cadastro deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
I - qualificação da empresa contratante:

a) razão social;
b) forma e data de constituição da empresa (registro na respectiva junta comercial);
c) Número de Identificação do Registro Empresarial - NIRE - e número de inscrição no Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
d) endereço completo (logradouro, complemento, bairro, cidade, unidade da federação, CEP),
telefone; e
e) atividade principal desenvolvida;

II - qualificação do(s) proprietário(s), controlador(es), representante(s), mandatário(s) e preposto(s)
da contratante:
a) nome, sexo, data de nascimento, filiação, naturalidade, nacionalidade, estado civil e nome do
cônjuge ou companheiro;
b) número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF;
c) número do documento de identificação, nome do órgão expedidor e data de expedição ou dados do
passaporte ou carteira civil, se estrangeiro;
d) endereço completo (logradouro, complemento, bairro, cidade, unidade da federação, CEP),
telefone; e
e) atividade principal desenvolvida.

Parágrafo único. O cadastro deverá conter ainda o nome do funcionário da empresa de fomento
comercial (factoring) responsável pela contratação dos serviços e pela verificação e conferência dos
documentos apresentados pela contratante.

Seção III
Dos Registros das Transações

Art. 4º As empresas de fomento comercial (factoring) deverão manter registro de toda transação que
ultrapassar valor equivalente a R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Art. 5º Do registro da transação deverão constar, no mínimo, as seguintes informações:
I - descrição da operação;
II- data de concretização da transação, valor dos títulos adquiridos, demonstrativo discriminando
fator de compra e comissão de serviços ad valorem; e
III - descrição dos serviços prestados.

§ 1º Os registros e controles internos deverão permitir verificar a compatibilidade entre a
correspondente movimentação de recursos, a atividade econômica desenvolvida pela empresa cliente
e a sua capacidade financeira, bem como as de seus sacados-devedores.
§ 2º Deverão, igualmente, ser registradas as operações que, realizadas por uma mesma empresa,
conglomerado ou grupo, em um mesmo mês calendário, superem, em seu conjunto, o limite
estabelecido no artigo anterior.

Seção IV
Das Operações Suspeitas

Art. 6º As pessoas mencionadas no art. 1º dispensarão especial atenção às operações ou propostas
que, nos termos do Anexo a esta Resolução, possam constituir-se em sérios indícios dos crimes
previstos na Lei nº 9.613, de 1998, ou com eles relacionarem-se.

Seção V
Das Comunicações ao COAF

Art. 7º As pessoas mencionadas no art. 1º deverão comunicar ao COAF, no prazo de vinte e quatro
horas, abstendo-se de dar ciência aos clientes de tal ato, a proposta ou a realização de transações
previstas no art. 6º.

Art. 8º As comunicações ao COAF feitas de boa-fé, conforme previsto no § 2º do art. 11 da Lei nº
9.613, de 1998, não acarretarão responsabilidade civil ou administrativa.

Art. 9º As informações mencionadas no art. 7º poderão ser encaminhadas por meio de processo
eletrônico.

Seção VI
Das Disposições Gerais e Finais

Art. 10. Os cadastros e registros previstos nesta Resolução deverão ser conservados pelas pessoas
mencionadas no art. 1º durante o período mínimo de cinco anos a partir da conclusão da transação.

Art. 11. As pessoas mencionadas no art. 1º deverão atender, a qualquer tempo, às requisições de
informação formuladas pelo COAF, a respeito de seus clientes, seus proprietários ou controladores,
representantes, mandatários, prepostos e operações pactuadas.

Art. 12. As pessoas mencionadas no art. 1º deverão indicar, anteriormente ao início da produção dos
efeitos desta Resolução, o nome e a qualificação do responsável pela implementação e
acompanhamento do cumprimento do aqui disposto.

Art. 13. Às pessoas jurídicas mencionadas no art. 1º, bem como aos seus administradores, que
deixarem de cumprir as obrigações desta Resolução serão aplicadas, cumulativamente ou não, pelo
COAF, as sanções previstas no art. 12 da Lei nº 9.613, de 1998, na forma do disposto no Decreto nº
2.799, de 1998, e na Portaria do Ministro de Estado da Fazenda nº 330, de 18 de dezembro de 1998.

Art. 14. O COAF disponibilizará, anteriormente ao início dos efeitos desta Resolução, endereço
eletrônico na Internet para recebimento de comunicações.

Art. 15. Fica a Presidência do Conselho autorizada a baixar as instruções complementares a esta
Resolução, em especial no que se refere às disposições constantes da Seção V - Das Comunicações ao
COAF.

Art. 16. Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação, produzindo efeitos a partir de 2 de
agosto de 1999.

Brasília, 13 de abril de 1999.
Adrienne Giannetti Nelson de Senna

Anexo

Relação de operações suspeitas
1. Aumentos substanciais no volume de ativos vendidos ou cedidos pela empresa contratante à
empresa de fomento comercial (factoring), sem causa aparente, em especial se houver instrução para
pagamentos a terceiros.

2. Volume de vendas ou cessão de ativos incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica e a
capacidade financeira presumível da sociedade contratante.

3. Atuação no sentido de induzir o funcionário da empresa de fomento comercial (factoring) a não
manter em arquivo relatórios específicos de alguma operação a ser realizada.

4. Operações que por sua freqüência, valor e forma configurem artifício para burlar os mecanismos
de identificação.

5. Outras operações que, por suas características, no que se refere a partes envolvidas, valores, forma
de realização, instrumentos utilizados ou pela falta de fundamento econômico ou legal, possam
configurar hipótese de crimes previstos na Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, ou com eles
relacionarem-se.

(*) Republicado por ter saído com incorreção no original publicado no DOU do dia 14 de abril de 1999, seção I,
página 8.

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