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Geografia - Pré-Vestibular Impacto - Espaço Geográfico

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05/09/2014

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JACKY31/01/08

Frente: 01

Aula: 02

PROFº: FRANCO
A Certeza de Vencer

A RELAÇÃO SOCIEDADE * NATUREZA: DO MEIO NATURAL AO MEIO TÉCNICO – CIENTÍFICO INFORMACIONAL.

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1- INTRODUÇÃO: A partir do momento em que o homem começou a modificar a natureza, plantando e colhendo, criando animais, erguendo construções, o planeta deixou de ser apenas um Espaço Natural para se transformar em um Espaço Geográfico, ou seja, um espaço humanizado, construído através da elaboração de idéias, construção e aprimoramento de técnicas, para a realização de trabalho. À medida que mudam os instrumentos de trabalho, a sociedade também vai se modificando: surgem assim, novas formas de pensar, de morar, de se relacionar e conceber a natureza. Desenham-se espaços geográficos típicos de cada sociedade e de cada época. Por isso, ao olhar uma paisagem não podemos deixar de refletir sobre o modo como vive, e talvez, como viveu a sociedade que a construiu, e assim, discutir as novas formas de organização social que surgem com o avanço tecnológico. 2- A PAISAGEM GEOGRÁFICA: Quando observamos uma paisagem, seja ela de um local cujas condições naturais estão preservadas, ou do centro de uma grande cidade, podemos assumir uma postura meramente contemplativa, considerá-la feia ou bonita, tranqüila ou agitada. A forma como as paisagens se apresentam aos nossos olhos nos permite interpretar heranças do passado, tentar entender o presente e propor ações com vistas a melhorar o futuro.
UMA NECESSIDADE EPISTEMOTÓGICA: A DISTINÇÃO ENTRE PAISAGEM E ESPAÇO ( Milton Santos )

“Paisagens e espaço não são sinônimos. A paisagem é o conjunto das formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. Os espaços são essas formas mais a vida que as anima. Durante a Guerra Fria, os laboratórios do Pentágono chegaram a cogitar da produção de um engenho, a bomba de nêutrons, capaz de aniquilar a vida humana em uma dada área, mais preservando todas as construções. O presidente Kennedy afinal renunciou a levar a cabo esse projeto. Senão, o que na véspera seria ainda o espaço, após a temida explosão seria apenas paisagem. Não temos melhor imagem para mostrar a diferença entre esses dois conceitos”.

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Ao compararmos paisagens de lugares diferentes rios e praias limpas ou poluídas, matas preservadas e áreas desmatadas, impactos ambientais provocados por diferentes tipos de indústrias e práticas agrícolas, etc., podemos avaliar e criticar o resultado da ação humana sobre o espaço, pois ela está impressa na paisagem. Leia no quadro a baixo, um trecho da obra do geógrafo Milton Santos, sobre a distinção entre paisagem e espaço.

3- COMO O HOMEM VIA E VÊ A NATUREZA O homem, assim como os outros animais, age sobre a natureza no intuito de obter dela, alimento, proteção e moradia para si e para seu grupo, ou melhor, para satisfazer suas necessidades. Com isso, cria conhecimentos e desenvolve cultura, pois ele é o único que pode pensar e refletir sobre seus resultados. No início de nossa existência, o homem pouco modificava a natureza. Esse homem, vivia da caça, pesca e coleta. Era muito subordinado às condições naturais, a tal ponto que era nômade, andava de um lugar para outro em busca de meios para sobreviver. A relação do homem com a natureza era tão forte que ele não se sentia separado dela. Nessas condições o trabalho era concebido com total naturalidade: nada exaustivo e em certos casos até mesmo prazeroso. A idéia de que a única relação homem-natureza é aquela intermediada pela realização do trabalho, e que este representa transformações na natureza, tem origens históricas. Isso se deve pela universalização de valores ocidentais, impostos à vários séculos. Entretanto, não devemos desconsiderar as culturas que apresentam uma concepção de natureza diferente da nossa. Para determinadas sociedades antigas, ou mesmo para algumas contemporâneas, a natureza é fonte de vida, mas não somente no sentido de fornecer recursos direitamente para a subsistência humana. Para elas, a natureza apresenta-se sacralizada, ou seja, elas fundamentam suas religiões em elementos da natureza. A natureza é um bem comum a toda humanidade, pois é fonte de vida para todos. Mas, dependendo da sociedade, a natureza e o próprio trabalho, podem ser encarados de maneiras diversas. Ao observarmos por exemplo, uma tribo indígena, cujos membros trabalhavam seis horas por dia para obter o necessário para sua sobrevivência, com a utilização do machado, passaram a trabalhar apenas três, as demais horas eram ou são gastas na realização de jogos, religião e de outras atividades de recreação. Isso acontece porque os índios concebem o trabalho apenas como um meio de satisfazer apenas suas necessidades básicas. Além disso, suas atividades, na maioria das vezes, são realizadas de maneira lúdica, não como uma imposição ou obrigação da vida em sociedade. Em nossa sociedade, o uso de novo instrumento garantiria a subsistência com três horas de trabalho, as outras três seriam utilizadas para aumentar a produção, com o objetivo de obter um excedente para a venda. Afinal, a concepção de trabalho que está por trás da busca pelo excedente é justamente aquela do trabalho produtivo.

Percebemos assim uma grande diferença entre as sociedades referidas: enquanto os índios pouco modificam a natureza, nossa sociedade a transforma cada vez mais, chegando ao ponto de destruí-la em alguns aspectos. A construção de uma hidrelétrica, implica na inundação de grandes áreas, que na maioria dos casos, ficarão submersas para sempre. Entretanto, é bom lembrar que, as atividades dos grupos humanos, por mais transformadoras que sejam, não chega a eliminar a ação das forças da natureza. Em várias aspectos, a natureza se apresenta como um fator limitante às atividades humanas. Por exemplo, ao prever um maremoto, a atuação devastadora de um furacão ou terremoto, pode-se tomar diversas medidas para tentar neutralizar ou reduzir seus resultados; porém, o homem não pode impedir que o fenômeno deixe de acontecer. As estações do ano ainda são importantes para o ciclo das lavouras. A construção de pontes e túneis, nada mais são do que adequação ás condições naturais do terreno. Nesse sentido, o estudo da natureza permite desvendar muitos aspectos da realidade social. 4- AS TRANSFORMAÇÕES QUE OCORRERAM NA TÉCNICA E NA CIÊNCIA: As Intervenções na natureza, e as conseqüentes modificações nela introduzidas, dependem diretamente das técnicas empregadas pelo homem. Por sua vez, a técnica, isto é, o modo de fazer algo, envolve instrumentos de trabalho a serem utilizadas no processo. Instrumentos simples, como o machado e o arado, provocam alterações modestas na natureza. Instrumentos mais sofisticados como a moto-serra e o trator causam alterações mais expressivas no ambiente natural. Na economia capitalista, no intuito de aumentar seu rendimento, o homem usa sua capacidade de raciocínio para conceber novas técnicas e construir novos instrumentos. Geralmente, as inovações técnicas trazem novos problemas ao homem, representando novos desafios e a necessidade de resolvêlos. Daí a evolução da técnica, ou seja, descobrem-se novas formas do fazer humano. A invenção do automóvel, por exemplo, em 1887, trouxe a necessidade de um rodo compatível ao novo meio de transporte: o pneu foi inventado no ano seguinte. Portanto, as inovações técnicas e o consequente aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho imprimem progressos aos mecanismos de apropriação à natureza o que significa maiores modificações e domínio mais intensos ao meio natural. Assim ocorreu com a invenção da máquina a vapor, em 1803; do motor a combustão, em 1880; e, sobretudo do computador em 1946. A concepção de domínio do homem sobre a natureza, bem como a aceleração e difusão das inovações técnicas, teve como marco fundamental o surgimento do capitalismo, nos séculos XV e XVI. Antes do capitalismo, a economia era basicamente de subsistência. As atividades de compra e venda eram pouco desenvolvidas. Os produtos, artesanalmente fabricados, destinavam-se ao uso direto do homem. Na maioria dos casos não possuíam valor de troca, mas sim valor de uso. Ao desenvolver-se, o capitalismo foi aos poucos se incorporando as atividades até então de subsistência. Sua primeira grande inovação foi promover a divisão do trabalho, a fim de melhorar a produtividade e aumentar a produção de bens, só que agora entendidas como mercadorias, uma vez que se destinavam ao mercado. Ao contrário do que ocorria no artesanato, quando o homem realizava todas as atividades e conhecia todo o processo produtivo, na divisão do trabalho há uma decomposição do processo de produção, de modo que cada trabalhador seja preparado para realizar uma ou no máximo duas tarefas do processo produtivo. Ao ser introduzida, a divisão do trabalho provocou um aumento na produtividade devido: - Pouco tempo desperdiçado pelo trabalhado ao passar de uma atividade paras outra;

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- Possibilitou a especialização do trabalhador, agora dedicado a uma só tarefa; - E, finalmente, estimulou a inovação de ferramentas especialmente adaptadas a cada tipo de trabalho: 5- O MEIO TÉCNICO CIENTÍFICO INFORMACIONAL: A economia capitalista mundial conheceu um período de intensa vitalidade após a Segunda Guerra Mundial. Esse ciclo de prosperidade, que correspondeu à segunda onda de inovação tecnológica, entrou em declínio na década de 1970. Os primeiros sinais do seu esgotamento revelaram se em 1973, quando o padrão monetário baseado na equivalência entre o dólar e o ouro foi abandonado pêlos Estados Unidos e a flutuação cambial tomou o lugar do sistema estável criado em Bretton Woods. Naquele momento, a "economia do dólar", baseada na hegemonia norte- americana, esmaecia-se diante da emergência da Europa Ocidental e do Japão, que completavam a sua reconstrução. O fim do ciclo foi caracterizado pela redução das taxas de crescimento das economias nacionais e pelo ressurgimento do fantasma do desemprego na Europa e na América do Norte. Em 1973 e 1979, a Organiza cão dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou brutalmente os preços do barril, atingindo de frente as economias desenvolvidas. Os dois "choques do" petróleo" contribuíram para detonar a longa estabilidade de preços vigente no pós-guerra, provocando surtos inflacionários nos países ricos. Ao mesmo tempo a concorrência das transnacionais japonesas assustou as corporações norteamericana e inúmeros observadores profetizaram o fim da liderança econômica dos Estados Unidos. Quando se esgotava o padrão tecnológico do pós-guerra, uma nova onda de inovações estava a caminho. Os seus fundamentos repousam sobre a emergência das tecnologias da microeletrônica e da transmissão de informações, de um lado, e sobre a automatização e a robotização dos processos produtivos, de outro. Essa onda de inovações, que continua a se desenvolver, ficou conhecida como revolução tecnocientífica. A revolução tecnocientífica tem seu núcleo no entrelaçamento da indústria de computadores e softwares com a das telecomunicações. Os extraordinários avanços nas técnicas de armazenamento e processamento de informações foram potencializados pelas redes digitais, cabos de fibras ópticas e satélites de comunicações. As mercadorias derivadas dessas técnicas colonizaram as indústrias tradicionais, que reinventaram seus produtos e processos de produção. A informática invadiu o setor financeiro, os sistemas de administração pública e privada, os serviços de transportes, saúde e educação. Os novos bens de consumo - computadores pessoais, telefones celulares, produtos de multimídia reorganizaram mercados e geraram uma imensa demanda. A onda de inovações envolveu outros campos, assentada sobre a aplicação da ciência às tecnologias de produção. A química fina abriu caminho para a criação de uma série de novos remédios. A biotecnologia encontrou aplicações na medicina e na agricultura. A robótica intensificou a automação industrial. Mas as grandes empresas que nasceram com a revolução tecnocientífica são, principalmente, aquelas ligadas à informática e às telecomunicações. A revolução tecnocientífica confirmou a liderança econômica dos Estados Unidos. As empresas-símbolo da nova era são, em geral, norte-americana. A mais conhecida - a Microsoft - definiu os padrões de software utilizados pêlos computadores pessoais e por boa parte das redes de computadores empresariais. Inúmeras outras - como a Intel, a Çompaq, a Cisco, a Hewlett-Packard, a IBM, a Sun Microsystems – adquiriram a hegemonia em diferentes áreas da informática. Além delas, as empresas de tecnologia telefônica assumiram lugares de ponta no campo da transmissão de informações. Fora dos Estados Unidos,, a onda de inovações desenvolveu-se, em ritmo menos acelerado, a partir de algumas grandes empresas japonesas e européias.

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