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LEI DE HESS

PROFº: JAIRO CUNHA Frente: 03 Aula: 22 GE270807


(SF-M e N/ CN(N)

E
m Várias transformações químicas, pode-se determinar de forma experimental os valores de ∆ H
por meio do uso de calorímetros. No entanto, há muitos processos nos quais tal verificação ou é
imprecisa ou é impossível. Nesses casos, os valores de ∆ H podem ser previstos por meio da Lei
de Hess, nome dado em homenagem ao químico suíço Germain Henri Hess (1802-1850), considerado o
fundador da Termoquímica.
A Lei de Hess pode ser enunciada da seguinte maneira:
Se um processo puder ser realizado por vários caminhos, constituídos por diferentes números de
etapas, endotérmicas ou exotérmicas, o valor do ∆ H global do processo:

• não depende do número de etapas.


• não depende do tipo de cada etapa.
• só depende dos estados inicial e final.
• será dado pela soma algébrica dos valores dos ∆ H de cada etapa: ∆ Htotal= ∆ H1 + ∆ H2 + ... + ∆ Hn.

Qualquer que seja o caminho, o valor do ∆ Htotal depende apenas dos valores de ∆ Hinicial e ∆ Hfinal.

Observe, por exemplo, a combustão da amônia – uma das etapas da produção industrial de ácido nítrico -, dada
pela seguinte equação:

4 NH3 + 7 O2 ⎯⎯→ 4 NO2 + 6 H2O

Para determinar o valor de ∆ H desse processo, parte-se das seguintes reações, representadas pelas seguintes
equações;

Equação 1: N2 + 3 H2 ⎯⎯→ 2 NH3 ∆ H = - 92 kj


Equação 2: N2 + 2O2 ⎯⎯→ 2 NO2 ∆ H = + 68 kj
Equação 3: H2 + ½ O2 ⎯⎯→ H2O ∆ H = - 286 kj

É possível valer-se de algumas estratégias para o cálculo do valor de ∆ H como: alterar as equações das
etapas, de modo que a soma algébrica delas origine a equação termoquímica com o valor de ∆ H a ser previsto;
multiplicar ou dividir as equações por números diferentes de zero e inverter as equações.
Pela observação da equação com valor de ∆ H desconhecido, aplicam-se, então, as estratégias;

• Equação 1: será invertida e multiplicada por 2. O valor do ∆ H correspondente terá sinal trocado e será multiplicado
por 2:

• Equação 2: será multiplicada por 2.

• Equação 3: será multiplicada por 6.

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A partir dessas três equações transformadas, efetua-se a soma algébrica. O resultado será a equação com o
valor de ∆ H a ser calculado:

Por fim, aplica-se a Lei de Hess:

Substituem-se os valores numéricos e efetuam-se os cálculos:

Em resumo, é possível lidar com as equações termoquímicas como se elas fossem equações algébricas, ou
seja, é possível multiplicá-las, dividi-las, somá-las e subtraí-las. Tudo o que for feito com uma equação, também
deverá ser feito para determinar o valor de seu ∆ H, como se observou no exemplo.

EXERCÍCIOS
01. (UF-PE) B5H9 é extremamente inflamável, produzindo uma centelha verde quando exposto ao ar. A combustão
desse composto de acordo com a reação 2 B5H9(g) + 12 O2(g) ⇔ 5 B2O3(s) + 9 H2O(l) libera 2 155 kcal.

A combustão do diborano, de acordo com a reação 5 B2H6(g) + 15 O2(g) ⇔ 5 B2O3(s) + 15 H2O(l) libera 2 575 kcal.

Sabendo que o B5H9 pode ser produzido a partir do diborano, B2H6, pela reação 5 B2H6(g) + 3 O2(g) ⇔ 2 B5H9(g) + 6
H2O(g). Responda: Qual o calor liberado nessa reação, em kcal/mol de B2H6(g)?

02. (Unicamp-SP) As variações de entalpia ( ∆ H) do oxigênio, do estanho e dos seus


óxidos, a 298 K e 1 bar, estão representadas no diagrama ao lado.

Assim, a formação do SnO(s), a partir dos elementos, corresponde a uma variação de


entalpia de -286 kJ/mol.

a) Calcule a variação de entalpia ( ∆ H1) correspondente à decomposição do SnO2(s) nos


respectivos elementos, a 298 K e 1 bar.
b) Escreva a equação química e calcule a respectiva variação de entalpia ( ∆ H2) da reação
entre o óxido de estanho (II) e o oxigênio, produzindo o óxido de estanho (IV), a 29è K e 1
bar.

03. (Vunesp-SP) Dadas as equações termoquímicas:

I – Pb(s) + Cl2(g) Æ PbCl2(s) ∆ H f0= -359,4 kj


II – Pb(s) + 2 Cl2(g) Æ PbCl4(l) H f0= -329,3 kj

Para a reação PbCl2(s) + Cl2(g) Æ PbCl4(l), variação de entalpia (AHº) é:

a) +30,1 kJ
b) -30,1 kJ
c) +688,7 kJ
d) -688,7 kJ
e) -60,2 kJ

04. Os propelentes de aerossol são normalmente clorofiuorcarbonos (CFCs), como freon11 (CFCIa) e freon-12 (CF2Cl2).
Tem sido sugerido que o uso continuado destes pode reduzir a blindagem de ozônio na estratosfera, com resultados
catastróficos, para os habitantes de nosso planeta.

Na estratosfera, os CFCs e o O2 absorvem radiação de alta energia e produzem, respectivamente, átomos Cl (que têm
efeito catalítico para remover ozônio) e átomos O. Dadas as equações termoquímicas:

O2 + Cl Æ CIO +O ∆ H = +64 kcal


O3 + Cl Æ CIO + O2 ∆ H = -30 kcal

Calcule o valor de ∆ H, em módulo e em quilocalorias, para a reação da remoção de ozônio, representada pela equação
O3+ O Æ 2O2.
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