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Infecção Trato Urinário

Infecção Trato Urinário

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A infecção do trato urinário (ITU) é uma infecção bacteriana que afeta qualquer parte do trato urinário.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma infecção bacteriana que afeta qualquer parte do trato urinário.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

‡Infecção do Trato Urinário
‡Antonio Fernandes Neto

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
DEFINIÇÕES 

CISTITE: limitado ao TU inferior + sintomas (disúria, freqüência, urgência e desconforto supra púbico. SÍNDROME URETRAL AGUDA: os pacientes com queixa de disúria, frequência e urgência miccional, porém, sem bacteriúria significativa em uma espécime de urina emitida (UROCULTURA NEGATIVA) 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
DEFINIÇÕES   

PIELONEFRITE AGUDA: utilizado unicamente para as infecções bacterianas agudas do rim e da pelve, ou seja, do trato urinário superior, acompanhadas de sintomas locais e sistêmicos de infecção. PIELONEFRITE CRÔNICA: Conceitualmente, refereCRÔNICA: referese a um aspecto anátomo-patológico específico dos anátomorins (Fibrose, retração e cicatriz renais). PIÚRIA: presença de > 10 piócitos/ml ( resposta inflamatória).

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

DEFINIÇÕES 

REINFECÇÃO: é a recorrência quando as bactérias foram erradicadas, não há foco seqüestrado, e novos microorganismos, de reservatório fecal, foram introduzidos. RECIDIVA: RECIDIVA: recorrência de bacteriúria devido ao mesmo organismo anteriormente isolado e debelado do trato urinário em até 1 a 2 semanas, significando que a bactéria não foi totalmente erradicada. 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

DEFINIÇÕES 

INFECÇÃO RECORRENTE: infecção urinária repetida pelo mesmo agente (persistente). Associadas a alterações anatômicas (refluxovesico-ureteral e hiperplasia prostática benigna por ex.) e/ou funcionais (bexiga neurogênica poe ex.) ou presença de corpos estranhos (cálculo,cateter).

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

DEFINIÇÕES 

BACTERIÚRIA SIGNIFICATIVA: Quando em cultura de urina crescem 100.000 colônias/mL ou mais BACTERIÚRIA NÃO SIGNIFICATIVA: significa a existência de número inferior de bactérias. BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA: presença de pelo menos duas culturas de urina com crescimento de 100.000 colônias/mL, ou mais, da mesma bactéria, sem sintomas  

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

DEFINIÇÕES 

BACTERIÚRIA DE BAIXA CONTAGEM: pode CONTAGEM: refletir: fase precoce de ITU em andamento; diluição urinária devido a maior ingestão de líquidos; crescimento lento de certos uropatógenos; ou síndrome uretral. PERSISTÊNCIA: PERSISTÊNCIA: consiste naquela situação em que a bacteriúria persiste durante e após o tratamento ITU. 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

DEFINIÇÕES 
 



ITU não complicadas; são as que ocorrem em aparelho urinário sem alterações. ITU complicadas: em aparelho urinário com alterações estruturais/funcionais de natureza obstrutiva. ITU agudas ou crônicas ITU Comunitária
- Etiologia habitual da comunidade - Menor resistência bacteriana 

ITU Hospitalar
- Adquirida no hospital - Etiologia relacionada ao paciente/hospital - Maior resistência bacteriana

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 

1. 2. 3.

VIAS DE ACESSO AO TRATO URINÁRIO:
Difusão linfática; Hematogênica; Ascendente responsável por 95% das ITU.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 
 



A maioria dos germes causadores de ITU originamoriginam-se na flora fecal e perineal As ITU estão associadas com mais freqüência aos procedimentos invasivos, porem são de mais fácil prevenção. A E. coli é o principal agente isolado nas bacteriúrias hospitalares. ITU ocorre em 0,5 a 1% dos RNT e 3% dos RNPT, dessas, 26% em crianças com anomalias anatômicas do sexo masculino.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

As ITU ocorrem devido alteração no epitélio, causadas por desequilíbrio entre os fatores de defesa e os fatores agressores.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
ALGUNS MECANISMOS DE DEFESA DO ORGANISMO SÃO: 
 

   

Fluxo urinário (elimina até 99,9% das bactérias invasoras); Proteínas Tamm-Horsfall e oligossacarídeos Tamm(uromucóide bloqueia a aderência bacteriana ao epitélio); ); Filme urinário (recobre a mucosa vesical inibindo a aderência microbiana); Células epiteliais possuem ação bactericida (mecanismo pouco conhecido); Esfoliação de células mucosas elimina os microorganismos aderidos PH ácido (varia entre 4,6 a 7,25); Sistema imunológico.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 

Prevalência
Uma das infecções mais comuns na infância  

Sexo feminino - Prevalência de 3 a 5% Sexo masculino - Prevalência de1%

Mais comum em crianças não circuncidadas (10-20 :1) 

Razão de aparecimento : 1ª ano: 2,8 5,4 ( ) : 1 ( ) Depois do 1ª ano : 1 ( ) : 10 ( )

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
EPIDEMIOLOGIA 
 



Grande incidência nas mulheres com vida sexual ativa. Até aos 10 anos de idade 3% de raparigas e 1,1% de rapazes tiveram I.U. metade das quais cistites. 5-8 casos/10.000 homens (16-55 anos). (16Aumento da incidência nos homens >55 anos, por prostatismo e nas mulheres pós menopáusicas por incontinência ou vulvo vaginites senis.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
EPIDEMIOLOGIA 
Mais

comum no sexo feminino

Maior proximidade da uretra com o ânus Menor comprimento da uretra Uso de roupas apertadas Ato de limpar-se de trás para a frente Maior chances de traumatismos e maior susceptibilidade de contato com novos microrganismos durante intercurso sexual (?).

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MICROBIOLOGIA
80 a 85 % - Escherichia Coli 

15% - Klebsiella, Proteus mirabilis, Enterococci, Staphylococcus saprophyticus, Pseudomonas e Síndrome uretral agudo por Clamydia trachomatis 

MICROBIOLOGIA 


INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Geralmente causadas por Bactérias colônicas Sexo feminino
E. coli (80 a 90%) Klebsiella (importantes em neonatos) S. saprophyticus (principalmente em adolescentes) S.epidermidis (pós-cateterização) Virais (adenovírus) Fungos (em imunodeprimidos, por C. albicans) Proteus, S. aureus, Enterococos 

No sexo masculino:

Os mesmos agentes E. coli e Proteus são os mais comuns OBS: Infecções virais, particularmente adenovírus, também podem ocorrer, causando cistite.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
ETIOPATOGENIA 
 

As infecções acontecem por via ascendente As bactérias de origem colônica, da flora fecal, colonizam o períneo, invadem a uretra, ascendem pelas vias urinárias e acabam por produzir inflamação nos locais onde se implantam. No sexo masculino, as bactérias ascendem da flora sob o prepúcio

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
ETIOPATOGENIA   

As fímbrias (pili), presentes na superfície das bactérias, se encarregam de fixá-las às células-alvo das vias urinárias. As bactérias podem alcançar os rins e causar pielonefrite. A infecção renal também pode acontecer por disseminação hematogênica (menos comum).

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (I) 

Os fatos mais comuns
As bactérias da flora intestinal colonizam no vestíbulo vaginal A sua migração para a uretra e bexiga é facilitada pelo traumatismo sexual Os espermicidas facilitam a colonização Algumas mulheres terão defesas locais diminuídas (ex. interleucina-8) interleucina-

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (II) 

A < incidência I.U. no homem deve-se deveUretra mais longa Substâncias anti microbianas no fluxo prostático Rara colonização peri-uretral peri-

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (III)
Fatores de risco nas I.U.  Sexo feminino: proximidade da uretra com anus  Idosos e crianças  Diabetes mellitus  Obstrução urinária  Cateterismo ou manobras urológicas  Anomalias anatómicas do AP. U  Higiene íntima precária  Tempo de hospitalização

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (III)
Fatores de risco nas I.U. 
      

Doença imunossupressora Cálculos ou tumores Refluxo ureteral Compressão vesical (gravidez tumores) Alterações neurológicas que interfiram no esvaziamento vesical Cateterismo vesical Sistema de drenagem aberto Uso abusivo e inadequado de antibióticos

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PATOGÉNESE (IV)

No homem (foco prostático) e na criança (malformação congénita) impõe-se um estudo urológico mais completo.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (V)   

Ap. Urinário - local mais comum das Infecções Hospitalares (IH) - 40% das IH. Cateterismo (instrum. uretral) ± factor predisponente mais comum (de todos os doentes internados, 10 a 15% estão algaliados) A incidência destas ITU nos doentes algaliados está diretamente relacionada com a duração do cateterismo.

Nota: A algaliação urinária consiste na introdução de um cateter no interior da bexiga através da uretra.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
PATOGÉNESE (VI) 
Atinge

diversas faixas etárias:

Recém nascidos até dois anos igual em ambos os sexos Adolescência com predominância na mulher. Idade adulta (dos 18 aos 45a) com predominância na mulher Idade avançada igual em ambos os sexos

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Classificação 
 

ITU Baixa (vias urinárias baixas)
Cistite, uretrite, prostatite, epididimite

ITU Alta (renal)
Pielonefrite

Bacteriúria assintomática (?)
Urocultura +, assintomática Mais comum em mulheres Sintomas não valorizados?

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Bacteriúria
BACTERIÚRIA - é a presença de bactérias na urina, excluindo a contaminação. A possibilidade de contaminação depende da técnica de colheita (ausente ou menor na punção suprapúbica, maior por cateterismo vesical).
- Significativa = > 105 - Não Significativa < 105

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Bacteriúria Assintomática 

Situação benigna que não necessita de tratamento ou monitorização nos indivíduos saudáveis
Freqüência Grupos de Risco
3 a 6% (Mulheres Jovens Sexualmente Ativas) 18% (M. diabéticas) 23% (M. cistocele) 11% e 3% (Idosos, Mulheres e Homens) 7% de grávidas multíparas 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Bacteriúria Assintomática 

Outros Grupos de Risco  Cateterizados  Transplantados  Crianças com refluxo vesicouretérico  Algumas situações de litíase renal

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Bacteriúria Assintomática
Bacteriúria Assintomática

Idade

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Bacteriúria Assintomática 

Quando tratar bacteriúria assintomática - Gestantes - Procedimentos urológicos - Persistência de bacteriúria 48h após remoção da sonda Não tratar bacteriúria assintomática em: - DM, idosos, lesão medular, SVD Não realizar screening e tto de bacteriúria assintomática: - Em mulheres não grávidas e na pré menopausa  

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
CAUSAS FAVORECEDORAS DA BACTERIURIA NA MULHER

A - Uretra curta B - Contaminação do 1/3 externo da uretra C - Esvaziamento incompleto da bexiga D - Coito

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CAUSAS DE LEUCOCITÚRIA ESTÉRIL 

    

Febre Diarréia Desidratação Queimaduras Colagenoses Calculose 

   

Infecções em outros sítios Nefrites túbulo- intersticiais túbuloGlomerulonefrites proliferativas Tuberculose do trato urinário Doenças Inflamatórias paraparavesicais

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Infecções urinárias altas e infecções urinárias baixas

Com excepção do 1/3 distal da uretra, o aparelho urinário normal é estéril e por isso a presença de germes na urina seja qual for a zona infectada põe em perigo de colonização todo o tracto urinário.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Diagnóstico 
 

Anamnese Exame físico Exames complementares
Hemograma EAS Urocultura Cateterismo vesical Punção supra-púbica Exames de imagem

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Diagnóstico 

Hemograma
Leucocitose Neutrofilia VHS e proteína C-reativa aumentados Achados de infecção bacteriana Inespecífico

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Diagnóstico 

Exame de rotina da urina (EAS ou Urina I)
Piúria ( > 10 piócitos por campo)
A presença ou ausência de piúria não confirma e nem afasta infecção.

Bacteriúria Hematúria Nitrito + Cilindros leucocitários (raros, sugerem acometimento renal) Não é exame diagnóstico, apenas sugere infecção.

Diagnóstico 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Cultura da Urina

A amostra de urina a ser cultivada deve ser colhida do meio do jato de micção (jato médio), após limpeza da genitália externa com água ou solução fisiológica, em tubo esteril e cultivada prontamente, no máximo em 2 horas após a colheita.

Diagnóstico 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Cultura da Urina

Cateterismo vesical
Quando há dificuldade na coleta (jato médio) 

Punção suprapúbica
Dúvida diagnóstica Qualquer número de colônias/ml = Infecção

Diagnóstico

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Cultura da Urina

Cultura Quantitativa Segundo o Método de Kass Segundo 

Urina coletada por punção Supra-Púbica: Supra1 colônia/ml = bacteriúria significativa 

Urina Coletada por via baixa:
< 10.000 colônias/ml = contaminação 10.000 100.000 colônias/ml = suspeito (repetir) > 100.000 colônias/ml = bacteriúria significativa (infecção)

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Diagnóstico
Obtenção da amostra de urina para urocultura em crianças

Recomendações da Academia Americana de Pediatria. 

Pacientes do sexo feminino e sexo masculino não circuncidadas, febris e com idade de dois meses a dois anos de idade Punção supra-púbica supraCateterização uretral  

A coleta por saco coletor apresenta alto grau de contaminação.
Após a aquisição do controle esfincteriano, a coleta por jato médio torna-se possível e apresenta resultados confiáveis. torna-

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Diagnóstico
Obtenção da amostra de urina para urocultura em crianças 

Dentre os métodos de coleta de urina, a punção suprapúbica apresenta a melhor sensibilidade, sendo a cateterização uretral o segundo melhor método. A cultura de urina obtida por saco coletor, de grande valor quando negativa por afastar o diagnóstico de ITU, apresenta alta freqüência de resultados falsofalsopositivos e, portanto, deve ser evitada em situação que exija início imediato de antibioticoterapia. 

Diagnóstico
Imagem 
1. 2.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

3.

Os objetivos do estudo de Imagem em um paciente com (ITU) são três: Descobrir a presença de qualquer anormalidade Urológica; Identificar pacientes nos quais a lesão renal crônica e a cicatriz resultaram de uma ITU prévia não diagnosticada ou/e não tratada adequadamente; Auxiliar no Diagnóstico de Pielonefrite Aguda.

Diagnóstico

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Imagem  Antigamente, em todas as crianças com ITU comprovada. Muitos recomendam fazer nos menores de 5 anos.  Atualmente, recomenda-se realizá-los em recomenda- realizátodas as crianças entre 2 meses e 2 anos(?)  Têm como objetivo o diagnóstico das anormalidades do trato urinário/função miccional anormal que predisponham a infecção.  Não tem demonstrado melhora no curso clínico das ITUs não-complicadas não-

Diagnóstico
Imagens 
    

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

RX simples de abdômen UltraUltra-sonografia Uretrocistografia Miccional Cintilografia com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) Urografia Exretora* Tomografia computadorizada

Diagnóstico
Imagem 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Ultrassonografia
Descarta hidronefrose e abscessoa renais Pode evidenciar pielonefrite eguda Detecta 30% das cicatrizes renais (diferença dos rins > 1 cm) q Detecta apenas 40% dos casos de refluxo vesicoureteral.

Diagnóstico
Imagem 

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Uretrocistografia Miccional (UCGM)
Crianças < 5 anos com ITU Qualquer ITU febril Meninas escolares com + de 2 ITUs Qualquer menino com ITU Maior sensibilidade em diagnosticar refluxo vesicoureteral.

Diagnóstico

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Avalia estrutura e função das vias urinárias superiores Feito quando diagnosticadas anormalidades nos outros exames Quando o diagnóstico de pielonefrite é incerto Não diferencia pielonefrite aguda x crônica Se houver refluxo vesico-ureteral, fazer para avaliar cicatrizes renais Mais sensível e precisa para detectar cicatrizes.

Imagem  Urografia excretora 

Cintilografia Renal com DMSA

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
CISTITE PIELONEFRITE AGUDA PIONEFROSE ABSCESSO PERI-RENAL PERIINFECÇÃO URINÁRIA NA MULHER INFECÇÃO URINÁRIA NA CRIANÇA 

    

CISTITE
É uma infecção da bexiga provocada por bactérias.
As mulheres têm 30 vezes mais cistite que os homens, principalmente por terem a uretra mais curta (8 cm) comparada com a uretra masculina (22 cm).

CISTITE 

CONCEITO
Infecção bacteriana aguda da bexiga  Flora semelhante de outras ITU enterobactérias 

Escherichia coli Proteus sp Enterobacter Klebsiella pneumoniae Pseudomonas aeruginosa Staphylococcus saprophyticus

CISTITE 

Fatores predisponentes
Obstipação crônica  Baixa ingesta hídrica  Vida sexual ativa  Hipoestrogenismo  Retardar demasiadamente a micção  Distopias genitais (cistocele, enterocele...)  Bexiga neurogênica  Litíase  Novo parceiro sexual 

CISTITE
QUANDO A CISTITE É MAIS FREQÜENTE 
    

Na infância Na época das primeiras relações sexuais (cistite da lua-de-mel) lua-deNo período em que estão sexualmente ativa Na gravidez No período da menopausa Após os 70 anos

Epidemiologia 
    

CISTITE

11% das mulheres/ano 50% de todas as mulheres Cerca de 4 em cada 5 mulheres que têm ITU, desenvolverão outro episódio infeccioso em 18 meses. Cistite corresponde a 80% de todos os tipos de infecção urinária, principalmente na mulher adulta. 90% dos germes que infectam a bexiga saem da flora intestinal. 1% das mulheres sexualmente ativas tem sintomas de cistite ou uretrite (infecção na uretra).

Pelo menos 15% das mulheres grávidas apresentam alguma infecção urinária.

CISTITE
Causa mais comum de ITU na Unidade de Emergência  Sintomas muito intensos  Rápida evolução 

CISTITE
CLASSIFICAÇÃO 

Episódica quando ocorre até três vezes em um ano Recorrente quando ocorre mais de três vezes em um ano 

CISTITE
COMO ACONTECE 

Na maioria das vezes ocorre devido à ação da bactéria Escherichia coli. coli.

‡O ato sexual favorece o aparecimento da infecção ‡De 4% a 6% das mulheres sexualmente ativas têm infecção de bexiga, mas não apresentam os sintomas

CISTITE
A BACTÉRIA
A Escheria coli é a causadora de 80% das infecções de rins e de 60% das cistites.

As principais bactérias causadoras da cistite são a Escherichia coli e o Staphylococcus saprophyticus

CISTITE 
 

DIAGNÓSTICO História Clínica Sumário de Urina (Urina I) Urocultura antibiograma
Piúria; leucocitúria (> 10 leuc./mm) leuc./mm) Não executar nas cistites agudas não complicadas Executar
Nas cistites complicadas Se os sintomas não são característicos Nas cistites recorrentes 



USG em episódios de repetição Cistoscopia (diagnóstico diferencial)
após a fase aguda, quando necessário.

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica  

 

Fatores predisponentes Alterações da imunidade geral e local da região Peri uretral e da bexiga. Diabetes. Banhos de imersão. Certos antibióticos que destroem temporariamente a flora bacteriana

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica   

Fatores predisponentes Alergia a componentes usados em produtos de higiene íntima Anormalidades obstrutivas ou estruturais do trato urinário como fístulas, cistocele, divertículo da uretra, tumores, estreitamentos, cálculos etc. Gravidez

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica
Fatores predisponentes 
 

Menopausa. Uso de sonda uretral ou instrumentação das vias urinárias. Atividade sexual freqüente aumenta o risco de cistite.

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica
Fatores predisponentes 

Idade escolar
anormalidades congênita início da ativ sexual. 

Idade avançada:
hipoestrogênismo atrofia urogenital micção deficiente cuidados de higiene

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica
Fatores predisponentes 

Pré-menopausa
História de ITU Atividade sexual Uso de diafragma Espermicida Paridade elevada DM Obesidade Anormalidades congênitas Calculose do trato urinário SVD e/ou cateterismo intermitente

CISTITE
DIAGNÓSTICO

História Clínica
Fatores predisponentes 

Pós-menopausa
Atrofia urogenital Esvaziamento vesical incompleto Higiene precária Prolapso genital Passado de ITU Diabetes

PRINCIPAIS SINTOMAS 

CISTITE

QUADRO CLÍNICO
Disúria / polaciúria / nictúria Sensação de esvaziamento incompleto Hematúria Urgência miccional Desconforto supra-púbico supraDor pélvica

AVALIAÇÃO 
   

CISTITE 

História miccional História sexual Métodos contraceptivos Exame físico-uretra (trofismo), divertículos físicoPresença de resíduo pós micional significativos Avaliação urológica adicional é desnecessária na maioria da mulheres

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Cistite esinofílica,  Cistite intersticial  Cistite actínica  Tuberculose vesical  Bezoares (bolas fúngicas),  Cistite actínica  Ca in situ  Tumores de bexiga  Invasão vesical por tumores 

CISTITE

CISTITE 

TRATAMENTO
Antibioticoterapia (dose única, 3 Antiespasmódicos / Analgésicos 7 dias)

CISTITE
TERAPÊUTICA   

A resistência bacteriana da E. Coli ao Trim.Trim.-Sulf. e Amoxicilina são cada vez mais frequentes O S. Saprophiticus raramente é resistente à Nitrof., Ciprof., e Fosfom Portugal e Espanha são os países da Europa com maior taxa de resistência a antibióticos de 3ª geração

CISTITE
TRATAMENTO 
  

Sulfametoxazol + Trimetropin (400+80 mg, 7dias; 800+160 mg, 3 dias) Norfloxacina 400 mg 12/12 h, 3 dias Ciprofloxacina 250 mg 12/12h, 3 dias Levofloxacina 250 mg 1x/dia, por 3 dias Gatifloxacina 400 mg, dose única Amoxacilina + Ac. Clavulanico 500+125 mg, 8/8h, 3 dias Nitrofurantoína 100 mg 6/6h, 7 dias Ampicilina 500 mg 6/6h, 7 dias Fosfomicina trimetamina 3g, dose única. 

   

CISTITE
TRATAMENTO 
    

Ingestão de líquidos (2 a 4 litros/dia) Evitar ingestão de bebidas irritantes Abstinência sexual (fase aguda) Higiene genital e perineal meticulosas Micções corretas com esvaziamento completo da bexiga Manutenção de hábito intestinal normal

CISTITE
TRATAMENTO  

Visitar o ginecologista para tratar possíveis corrimentos ou inflamações vaginais concomitantes. O emprego de antiespasmódicos, analgésicos e/ou antiinflamatórios ajuda a aliviar os sintomas incômodos. incômodos.

CISTITE
TRATAMENTO
Quando o ato sexual for identificado como fator importante Tratamento preventivo  Esvaziamento completo da bexiga após o coito  Ingestão de pequenas doses de antibióticos específicos, logo após o ato sexual.

Cistite recorrente 

CISTITE

Após tratamento do quadro agudo fazer Urocultura o que diferencia falha de tratamento (recidiva) de reinfecção (nova infecção). Recorrência 1º ano 25-50% pacientes 3-5% pacientes  

Recorrências freqüentes

INFECÇÃO U. RECORRENTE Na MULHER

RECIDIVA

REINFECÇÃO

Estudo Urológico

Nalguns casos Estudo Urológico

ANORMAL Correcção urológica

NORMAL Antib. 2-6 sem.

< 3 I.U. /ano Tratar só as I.U. 

3 I.U. /ano Profilaxia diária por 6 a 12 meses ou pós coito

CISTITE
Profilaxia Antibacteriana nas I.U. Recorrentes

ITU RECORRENTE: 

Recorrências > 3x/ano: ATB profilático por 6 a 12 meses Nitrofurantoína 100 mg/dia TMPTMP-SMX 40-200 mg/dia 40Ciprofloxacina 500 mg/dia Norfloxacina 400 mg/dia Cefalexiana 500 mg/dia

CISTITE
Profilaxia Antibacteriana nas I.U. Recorrentes

ITU RECORRENTE: 

Relacionadas à ativ sexual: ATB dose única pós-coito
Qualquer dos anteriores 

Iniciar auto tratamento quando iniciar sintomas
Qualquer dos anteriores

CISTITE
ITU Recorrente Prevenção de cistite recorrente 
  



Uso de ATB profilático Hidratação oral abundante- poucas evidência de melhora Suco de Cranberry: diminui incidência de ITU sintomática quando comparado ao placebo (18 a 20% x 32%) Estrogênio tópico ou local: controverso. Hábitos de higiene: micção pós coito, higiene pós icção evacuação com ducha, não utilizar papel higiênico após evacuação, diafragma ou espermicidas

CISTITE
ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR A CISTITE

Beber muito líquido, desde que não alcoólico. Isso faz com que a urina seja eliminada com mais rapidez, eliminando-se as eliminandobactérias antes que elas se multipliquem (1,5 a 2 litros de água/dia).

CISTITE
ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR A CISTITE

Nas mulheres, após a evacuação a higiene deve ser feita com ducha ou chuveiro. Não usar papel higiênico Tratar a prisão de ventre, se houver

CISTITE
ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR A CISTITE

DeveDeve-se evitar roupas apertadas e roupas íntimas de tecido sintético Procurar o ginecologista aos primeiros sinais de corrimento ou inflamação vaginal

CISTITE
ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR A CISTITE Urinar logo após a relação sexual. Antes de urinar fazer higiene. Evitar prender, segurar ou adiar a micção. Higiene perineal e genital antes e após o ato sexual. Evitar o uso de preservativos nãonãolubrificados. Não utilizar espermicidas.

CISTITE
ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR A CISTITE Boa dieta alimentar para assim evitar distúrbios intestinais. As diarréias e prisões de ventre alteram o equilíbrio das bactérias intestinais e podem provocar uma infecção urinária. Dê preferência a alimentos integrais,verduras, frutas e sempre muita água

CISTITE
COMPLICAÇÕES Pielonefrites Abscesso perinefético Hidronefrose infectada Pielonefrite enfisematosa Abscesso renal

PIELONEFRITE AGUDA 
  

200.000 hospitalizações/ano nos EUA Mortalidade de 10 a 20%/internados Incidência 5 Mulheres:1 Homem 1 a 2% das gestantes
Foxman B, Klemstine KL, Brown PD. Acute pyelonephritis in US hospitals in 1997: hospitalization and in-hospital mortality. Ann Epidemiol. 2003;13:144- 50 Ramakrishnan K, et al. Diagnosis and Management of Acute Pyelonephritis in Adults Am Fam Physician 2005;71:933-42.

PIELONEFRITE AGUDA 

CONCEITO
Invasão microbiana do parênquima e pelve renal levando a sintomatologia característica

PIELONEFRITE AGUDA 

DIAGNOSTICO
História Clínica Exame Físico Leucograma / Urina I / Urocultura RX simples de Abdomen USG (afastar uropatia obstrutiva) TC (abcesso perinefrético, pielonefrite focal, litíase)

PIELONEFRITE AGUDA 

QUADRO CLINICO
Dor Lombar (ângulo costovertebral) Febre e calafrios Polaciúria / disúria Náusea e vômitos Giordano + = dor à percussão do ângulo
costocosto-vertebral

PIELONEFRITE AGUDA
Paciente com pielonefrite pode apresentar 

Bacteriúria com dor lombar, arrepios e febre sintomas sugestivos de infecção no tracto urinário 

Bacteriúria, com ou sem sintomas do ap. Urinário inferior
- mas com arrepios, febre e dor e tensão no flanco.

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia 

Enterobactérias
E. coli 15 % :

principais agentes etiológicos

GERMES INFECTANTES 85 % :

Klebsiella sp Enterobacter sp P. mirabilis Pseudomonas Enterococcus faecalis Staphylococcus aureus

(vírus / fungo / protozoário / bactérias anaeróbicas)

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia 

Via de contaminação principal é retrograda ou ascendente

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia

Em 15% da mulheres sadias ocorre colonização da mucosa da vagina e uretra.  É necessário que exista a aderência bacteriana.  A bactéria deve atingir a bexiga  Via retrógrada atinge o rim 

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia 

Via hematogênica é causada pp/ por

- S. aureus e fungos. - Pode levar a abscesso renal e perirenal - Associada a doenças sistêmicas infecciosas, diminuição da resistência e obstrução renal 

Via linfática

-Associada à Obstrução intestinal e abscesso cavitários

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia 

Fator bacteriano Depende do poder de aderência das bactérias às células epiteliais.

E. Coli é rica em fimbrias o que facilita a ascensão ao trrato urinário superior

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia
Alem do fator bacteriano devemos lembrar das defesas do hospedeiro e das condições locais: temperatura, PH, características da urina que facilitam o crescimento de bactérias. 

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia 

Defesas do hospedeiro

- Estrógenos: aumenta a síntese d glicogênio e a produção de lactobacilos o que diminui o PH e protege contra infecção - Glicosúria: favorece o crescimento bacteriano - Esvaziamento inadequado favorece o crescimento bacteriano

PIELONEFRITE AGUDA Fisiopatologia

PIELONEFRITE AGUDA Classificação das ITU
Não complicadas 
  

Trato urinário normal Hospedeiro sadio Associadas: E.coli, K. pneumoniae, S. saprophyticus e outros gran negativos Status clínico determina o tratamento: internado/domiciliar

PIELONEFRITE AGUDA Classificação das ITU
Complicada 
  

Alteração estrutural ou funcional Hospedeiro comprometido Associasdas: E.coli, K. pneumoniae, Proteus, Psudomonas, Enterococus cloacae e Enterococus. faeclis Tratamento internado: medicação parenteral

PIELONEFRITE AGUDA

PIELONEFRITE AGUDA Complicada
Estenose da JUP

A tomografia computadorizada com contraste é o exame que apresenta maior sensibilidade e especificidade. Apesar disso, considerandose as limitações do acesso a esse exame em nosso meio, a avaliação inicial através de ultra-sonografia se justifica, quando algum estudo de imagem for indicado.

PIELONEFRITE AGUDA Complicada
Refluxo vésicoureteral

Caso tenha sido empregado algum exame de imagem, a indicação de sua repetição bem como seu momento ideal dependerão da análise do médico assistente.

PIELONEFRITE AGUDA Complicada
Válvula de uretra posterior

PIELONEFRITE AGUDA Complicada
Pionefrose

PIELONEFRITE AGUDA
INDICAÇÕES PARA INTERNAMENTO
ABSOLUTAS 
Sepse  Vômitos persistentes  Obstrução do trato urinário  Diagnóstico incerto  Progressão de ITU não complicada

RELATIVAS 
Idade > 60 anos  Imunodeprimidos  Anormalidade do trato urinário  Condições sociais e econômicas  Leucograma

PIELONEFRITE AGUDA
EXAMES AUXILIARES DE DIAGNÓSTICO

Leucocitose VS PCR Leucocitúria Hematúria Uroculturas hemoculturas

Nas pielonefrites agudas a urocultura de controle deve ser realizada rotineiramente, dez dias após o final do tratamento.

PIELONEFRITE AGUDA 


TRATAMENTO AMBULATORIAL Analgésicos Antibióticos (7 a 14 dias) 
   

Quinolonas (p.ex. Ciprofloxacina 500 mg 12/12h) SMZ+TMP Cefalosporinas 1a. e 2a. Geração AmpicilinaAmpicilina-Sulbactan Amoxacilina+Clavulanato] 

Repetir cultura 5 a 7 dias após inicio do tratamento e 6 semanas após o término do tratamento

PIELONEFRITE AGUDA 

TRATAMENTO HOSPITALAR Antibióticos por 21 dias Quinolonas Aminoglicosídeos Cefalosporinas de 2a. Ou 3a. Geração Repetir cultura 5 a 7 dias após inicio do tratamento e 6 semanas após o término do tratamento  

CRITÉRIOS PARA ALTA: 

Afebril > 48 h + Leuco normal

PIELONEFRITE AGUDA Evolução   

Pacientes com sintomas persistentes após três dias do início da antibioticoterapia devem ser reavaliados com base no antibiograma, devendose realizar exames de imagem para pesquisa de fatores de complicação. Recorrência precoce do processo infeccioso pode ocorrer em até um terço dos pacientes, após um ciclo de tratamento de duas semanas. Nessa situação, um novo ciclo com duração de seis semanas deve ser considerado.

PIELONEFRITE CRÔNICA
Pielonefrite Crónica ± doença renal que se acredita ser causada por uma infecção bacteriana no rim, no passado ou actualmente. Nefrite crónica intersticial ou Nefropatia tubulointersticial: alterações inflamatórias envolvendo tubos e interstício, geralmente poupando os glomérulos. Tem várias causas, mas quando a causa é infecçiosa será uma pielonefrite.

PIELONEFRITE CRÔNICA 
Alternância de períodos de exacerbação dos sintomas com períodos assintomáticos  Dor lombar / flanco : contínua, uni ou bilateral  Febrícula / febre + calafrios  Debilidade / anemia Piúria

Pielonefrite Xantogranulomatosa 

A pielonefrite xantogranulomatosa é uma forma anatomopatológica da pielonefrite crônica, caracterizada pela presença de macrófagos, contendo gordura em seu interior (xantomas). Etiologia desconhecida Se apresenta freqüentemente associada a litíase renal ou processos obstrutivos.  

Pielonefrite Xantogranulomatosa   

A doença pode envolver todo o rim e comprometer o espaço perirrenal ou pode ser segmentar. O diagnóstico clínico da doença é difícil por se assemelhar ao tumor renal. Anorexia, perda de peso, massa abdominal palpável e dor lombar são observados também em tumores renais.

Pielonefrite Xantogranulomatosa 

Febre, leucocitose, leucocitúria, cultura de urina positiva e antecedentes de ITU sugerem a possibilidade de pielonefrite Exames de imagem como ultra-som, a tomografia e a ressonância oferecem dados que sugerem o diagnóstico, porém não são específicos. 

Pielonefrite Xantogranulomatosa 

O tratamento da pielonefrite xantogranulomatosa é cirúrgico. Nefrectomia total quando a doença compromete todo o rim Nefrectomia parcial na doença segmentar.  

ABCESSO RENAL
Coleção purulenta no parênquima renal 

Na era pré-antibióticos a causa mais comum de abscessos renais era infecção causada por Staphylococco sp, decorrente de bacteremias Enquanto atualmente a maioria dos abscessos está relacionada a patologias obstrutivas, cálculos renais ou diabetes mellitus, e é causada predominantemente por bacilos gramnegativos. 

ABCESSO RENAL 
Apresentação clínica semelhante a Pielonefrite

aguda  A falta de resposta inicial à terapia antibiótica para uma pielonefrite é um sinal de alerta para seu diagnóstico. A  Mais insidioso  TC ± exame de eleição  Terapêutica:  Médica  Cirúgica (drenagem percutânea)

ABCESSO RENAL Diagnóstico 

O exame de urina encontra-se alterado em 70% dos pacientes, podendo ser normal em abscessos corticais. A confirmação diagnóstica requer métodos de imagem sendo a tomografia o exame de eleição 

ABCESSO RENAL Tratamento  



Os agentes antimicrobianos com boa atuação contra bacilos gram negativos são boa opção inicial. O tratamento é prolongado, com duração em torno de quatro semanas. O tratamento clínico, sem drenagem, pode ser utilizado em abscesso pequeno com menos de 4 cm.

ABCESSO RENAL Tratamento 

Os abscessos renais com mais de 4 cm de diâmetro devem ser tratados através de drenagem percutânea, dirigida por ultrasonografia ou tomografia. A cirurgia é indicada quando a drenagem percutânea tem contra-indicação ou não atingiu seus objetivos ou em abscessos multicavitários 

ABCESSO RENAL
Maior que 4 cm deve ser feito tratamento cirúrgico

ABCESSO RENAL Tratamento cirúrgico

Abscesso renal a direita visibilizado na tomografia computadorizada. Observe captação heterogênea do contraste e áreas hipodensas, resultantes da necrose tecidual.

ABCESSO RENAL Tratamento cirúrgico

Abscesso perirrenal com envolvimento extenso da gordura perirrenal e da musculatura paravertebral, extendendo-se até o tecido subcutâneo da região lombar esquerda.

ABCESSO PERI-RENAL
Colecção purulenta no espaço peri-renal 
Apresentação clínica clássica ² febre e dor lombar

2 semanas após ITU ou infecção cutânea 
TC ² exame de eleição  Terapêutica: 
 

Drenagem percutânea Drenagem cirúrgica Nefrectomia

ABSCESSO PERI-RENAL PERI Rotura de abcesso intrarenal Bactgérias: E. Coli, Proteus, Klebsiella Estafilococcus aureus (bacteriuria, abcesso renal)  Sepsis ou febre baixa, dor costovertebral, tensão e espasmo do psoas  Leucocitose, piuria, bacteriuria e proteinuria. Hematuria micro ou macroscópica. Urinocultura (> 100.000 col/ml).

ABSCESSO PERI-RENAL PERI   

Antibiótico parenteral Drenagem percutânea/aberta Observação com antibioticoterapia por 24/48 horas Corrigir anormalidade/nefrectomia

PIONEFROSE
Hidronefrose infectada associada a destruição supurativa do parênquima renal com perda total ou quase total da função Infecção grave ² alta probabilidade de quadro séptico Ecografia ² exame de eleição em 1ª abordagem Tomografia para esclarecer a causa

PIONEFROSE 

Aspecto tomográfico de uma piuonefrose associada a obstrução da pelve renal por calculo hiperdenso impactado na junção pieloureteral (seta).

PIONEFROSE 
  

Antibiótico parenteral Drenagem percutânea/aberta Observação com antibioticoterapia por 24/48 horas Nefrectomia

PIELONEFRITE ENFISEMATOSA 


Infecção aguda necrotizante por uropatogenos produtores de gás Associação com: Diabetes Mellitus Obstrução/cálculos Necrose papilar Significativo dano renal Mortalidade de 43% 

Admite-se que o paciente apresenta algum grau de deficiência imunológica local ou sistêmica.

PIELONEFRITE ENFISEMATOSA
O quadro clínico se superpõe ao da pielonefrite aguda grave. A tomografia computadorizada é o exame diagnóstico mais sensível. Uropatia Ubstrutiva é demonstrada em 25% dos casos. A pielonefrite enfisematosa constitui condição de internação obrigatória.    

PIELONEFRITE ENFISEMATOSA
Se o rim for funcionante, a terapia clínica pode ser considerada inicialmente, dependendo das condições do paciente. A nefrectomia deve ser indicada caso o quadro clínico seja ruim, pois a mortalidade potencial dessa condição é de até 75%.  

PIELONEFRITE ENFISEMATOSA
Diagnóstico radiológico presença de gás

Tratamento Nefrectomia
Antibioterapia + desobstrução

ITU NA GESTAÇÃO

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO IMPORTÂNCIA CLÍNICA 
ITU

Aumenta os riscos 

Feto Gestante Gestação

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO

EVOLUÇÃO 
  

Prematuridade Baixo peso Crescimento retardado da placenta Óbito fetal

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO
TRATAMENTO 
   



Não tratar com dose única Não aguardar cultura p/ iniciar atb Iniciar tratamento empírico com derivados de penicilina Se não houver resposta em 2-3 dias, trocar 2antibiótico INTERNAR OS CASOS DE PIELONEFRITE SEMPRE fazer cultura de controle

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO
TRATAMENTO DROGAS SEGURAS  

PENICILINAS  Ampicilina  Amoxacilina  Penicilina V CEFALOSPORINAS  Cefalexina  Cefalotina e cefazolina  Cefuroxima  Ceftriaxona
Adaptado de Anthony J Schaeffer Campbell s Urology, 2002

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO Antibioticoterapia
Antibióticos que devem serem evitados No terceiro trimestre de gestação. 


Sulfametoxazol+trimetoprim. As sulfas competem com a bilirrubina fetal
podendo fazer kernicterus. deficiência de G-6-PD; G-

Nitrofurantoína pode causar anemia hemolítica em recém-nascidos com recém-

Durante toda a gestação. 
 

Quinolonas produzem artropatia devidos a danos na cartilagem em animais de Tretraciclinas produzem mancha nos dentes. Aminioglicosideos produzem surdes no feto.
experimentação. Há relatos no ser humano.

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO - É suspeitado - Pela piuria (> 15 piócitos/campo). - Bacteriuria no exame de urina parcial. 

Confirmado - Pela cultura que revela > 100.000 colônias/ml. - 80% dos casos o organismo responsável é a E.coli. E.coli.

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO
-

A incidência de bacteriúria assintomática em grávidas varia de 1,5% a 15%. Se não forem tratadas, 20% a 40% desenvolverão pielonefrite.

-

- O tratamento baixa a incidência de pielonefrite para aproximadamente 3%.

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO

Evolução se não tratada 


Prematuridade. Mortalidade fetal. Baixo peso. Crescimento retardado da placenta. Óbito materno.
Millar LK, Cox SM. Infect Dis Clin North Am 1997; 11:13-26. 11:13Schieve LA et al. Urinary tract infection during pregnancy: its association with maternal morbidity and perinatal outcome. Am J Public Am Health 1994; 84:405-10. 84:405Duarte G, Cunha SP, Mauad Filho F, Berezowski AT, Baruffi I. Feto morto. I. Aspectos conceituais e etiopatogênicos. Rev Bras Bras Ginecol Obstet 1985; 7:115-8. 7:115- 

2,4

X

(McGrady et al, Am J Epidemiol 1985) 

 

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO Tratamento geral - Nitrofurantoína ± 100mg ao deitar por 10 dias.
Solicitar cultura 10 dias após o término do tratamento.

- Tratamento na recorrência - Taxa de recorrência: 30% - Nitrofurantoína 100mg 4x/dia por 21 dias. - Persistindo a infecção ± cultura positiva. - Manter durante toda a gestação 100mg de nitrofurantoina ao deitar. - No ultimo trimestre substituir a nitrofurantoina por cefalexina 250 mg ao deitar.

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO Esquemas de tratamento mais utilizados Nitrofurantoína 50 a 100 mg VO 6/6 horas por dez dias. Ampicilina 500 mg VO 6/6 horas, por sete a dez dias. Cefalexina 500 mg VO 6/6 horas por dez dias.

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA NA GESTAÇÃO
Drogas de eleição para o tratamento da bacteriúria assintomática pelo consenso2005:
· Embora 1 dia e até dose única, bem como tratamentos mais prolongados tenham sido descritos, o mais eficaz, com menos efeitos colaterais e com melhor custo-benefício parece ser 3 dias. custo32ª semanas) 1ª opção pelo consenso 2005

Sulfametoxazol + Trimetoprin - 800mg/160mg VO 12/12h por 3 dias; (usar entre 14ª e Nitrofuratoína - 100mg VO 6/6h por 3 dias usar; até a 36ª semana de gestação; (Não usar em
Proteus spp pelo alto índice de resistência) 2ª opção pelo consenso 2005

Axetil - Cefuroxima - 250mg VO 12/12h por 3 dias - pode ser usado durante toda a gestação;
(Usar se for Proteus spp); 3ª opção pelo consenso 2005

Ampicilina - 500mg VO 6/6h 3 dias, Usar se for Enterococco ou; se Estreptococo ß hemolítico do
grupo B, (Agalactiae) tratar por 10 dias

Cefalexina - 500 mg VO 6/6 h 3 dias (usar somente nos casos em que o antibiograma for
sensível à cefalotina - pode ser usado em toda a gestação) Não age sobre o enterococo

Amoxacicina/Clavulanato- 875/125 VO 12/12h por 3 dias; espectro de ação: E. Coli;

klebsiella e Estreptococos incluindo ao Enterococos; se o agente infeccioso for o Estreptococo ß hemolítico do grupo B, o tratamento deve ser feito por 10 dias

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO Cistite - Tratamento

- Cefalexina, 250mg, 4/dia - Nitrofurantoína, 50-100mg; 4/dia

Drogas de eleição para o tratamento da cistite pelo consenso2005:

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO Cistite - Tratamento

Axetil -Cefuroxima - 250mg VO 12/12h por 7 dias ( pode ser usado
durante toda a gestação (usar em Proteus spp);1ª opção pelo consenso 2005.

Nitrofuratoína - 100mg VO 6/6h por 7 dias usar até a 36ª semana de gestação; (Não
usar emProteus pelo alto índice de resistência).

Sulfametoxazol + Trimetoprin - 800mg/160mg VO 12/12h de 7 a 10 dias (
usar entre 14ª e 32ª semana) Não age sobre enterococos, pseudomonas nem anaeróbios.

Ampicilina - 500mg VO 6/6h 7-10 dias, (Usar por 10 dias se for Enterococco ou
Streptococcus do grupo B - agalactiae).

Amoxacicina/Clavulanato - 875/125 VO 12/12h por 7 a 10 dias; espectro de
ação: E. Coli; klebsiella e Estreptococos incluindo ao Enterococos; se o agente infeccioso for o Estreptococo ß hemolítico do grupo B, o tratamento deve ser feito por 10 dias.

Cefalexina - 500 mg VO 6/6 h 7 a 10 dias , usar somente nos casos de antibiograma
sensível à cefalotina, pode ser usado em toda a gestação. Não age sobre o enterococo.

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO Pielonefrite - Tratamento
Ampicilina 1g EV 6/6h, até o antibiograma, ou; Cefalotina 1 g EV de 6/6 horas até antibiograma ou Cefazolina 1 a 2g EV 8/8h até antibiograma, ou; Cefotaxima 1g EV 8/8 até antibiograma, ou; Ceftriaxone 2g IV 24/24h até melhora clínica, ou; Cefuroxima 750mg 8/8h até melhora clínica. 

    

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO Pielonefrite - Tratamento 

Avaliar a necessidade de associação com aminoglicosídeos.
Gentamicina 1 mg/kg 8/8 horas IM ou EV. Amicacina 1,5 mg/kg/dia, IM ou EV. 

Quando:
a- Paciente grave; b- Urocultura com resistência a cefalosporinas; c- Infecção recorrente; d- Febril após 72 horas do início do tratamento.

ITU casos especiais - Tratamento 

INFECÇÃO URINÁRIA NA GESTAÇÃO

Recorrência de infecção pode ser usado o Kefex 250 mg 1x por dia para fazer a supressão até o fim da gravidez. Resistência ao tratamento pesquisar hidronefrose, litíase, malformação das vias urinárias, abscesso renal, diabetes e infecção por HPV. 

INFECÇÃO URINÁRIA NA TERCEIRA IDADE Alterações que contribuem para ITU 
    

Prolapsos genitais. Diminuição dos estrogênios circulantes. Instabilidade vesical pós AVC, Acamadas ou com uso de cateter vesical. Doença de Alzheimer. Diabétes.

INFECÇÃO URINÁRIA NA TERCEIRA IDADE 

E. coli ocorre em menos da metade dos casos. Entre os germes Gram + predominam os Staphylococcus aureus e Enterococos. O Staphylococcus saprophyticus, comum nas pacientes jovens, raramente infecta mulheres idosas.  

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA   

A ITU em crianças pode estar relacionada a mámá-formações da via urinária. Durante o primeiro ano de vida é devido principalmente a malformações congênitas, especialmente válvula de uretra posterior. A partir deste período, durante toda a infância e principalmente na fase prépréescolar, as meninas são acometidas por ITU 10 a 20 vezes mais do que os meninos.
Uretra mais curta e a maior proximidade do ânus com o vestíbulo vaginal e uretra.

Quadro Clínico 

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA

Em recém-nascidos recémPresença de icterícia fisiológica prolongada associada ou não à perda de peso (30% dos casos); Hipertermia; Anorexia; Perda de peso; Distensão abdominal Presença de complicações neurológicas (30%); Diarréia; Vômitos;

Associa-se freqüentemente a sepse neonatal Associa-

Quadro Clínico 

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA Lactentes
Sinais clínicos costumam ser de ordem bem geral: déficit de ganho de peso, vômitos, diarréia, febre Febre sem outros sintomas
Déficit pôndero-estatural; pônderoDiarréia ou constipação; Vômitos; Anorexia; Febre de etiologia obscura

Quadro Clínico 

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Pré escolares / escolares / adolescentes Sintomas urinários (disúria, polaciúria, urgência miccional), dor supra púbica, desconforto abdominal, dor lombar, enurese e prostação, além dos sintomas descritos para os lactentes

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Métodos de Investigação em lactentes Imagem

Nessas crianças torna-se importante excluir: obstruções, refluxo vésico ureteral. E confirmar se os rins são normais. Ultra-sonografia do trato urinário Uretrocistografia Miccional RX simples abdominal Cintilografia com DMSA (ácido dimercaptossucinico)

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Métodos de Investigação em crianças entre 1 a 5 anos Imagem Ultrassonografia do trato Urinário Uretrocistografia Miccional Métodos de Investigação > 5 anos Imagem Crianças nessa faixa etária terão menores chances de após uma infecção urinária de desenvolverem Comprometimento do Tecido Renal, portanto, necessitarão unicamente de uma Ultrassonografia do Trato Urinário na avaliação inicial.

Tratamento Específico sempre que possível Via oral por 7 dias 

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA 

Ác. Nalidíxico 30-50mg/kg/dia em 4 doses não 30deve ser usado em lactentes jovens-risco de jovenshipertensão intracraniana. Nitrofurantoína 5-7 mg/kg/dia em 4 doses 5Maior eficácia Menor taxa de recorrência  



Sulfametoxazol 40mg/kg/dia + Trimetoprim 6mg/kg/dia Ceflacor: 20 a 40mg/Kg/dia VO, 3x Cefalexina 50 a 100mg/Kg/dia, VO, 4x

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Tratamento Específico internado com antibioticoterapia via parenteral 

 

Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg/dia (1 vez) Cefotaxima: 150 mg/kg/dia (3 vezes) Gentamicina 7,5 mg/kg/dia em 3 doses

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA

Tratamento Específico 

O uso de drogas parenterais estará restrito aqueles casos:
Não resposta ou Evolução desfavorável com a terapêutica oral, Pielonefrite Aguda ITU presente em Recém-Nascidos, Lactentes menores de 3 Recémmeses. Presença de urosepse e aqueles pacientes com anomalias do trato urinário severas.

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA 

Tendências Atuais
Antibióticos orais mostraram-se melhores que parenterais Os antibióticos de dose única têm uso cada vez mais restrito Tratamento com tempo curto mostrou resultado muito parecido com tratamento longo Melhor opção: duração de 5 a 7 dias

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA Quimioprofilaxia 

Indicações atuais para a quimioprofilaxia:
1 2 3 4 Durante investigação de mal formação do trato urinário; Pacientes com refluxo vésico ureteral primário, menores de 5 anos de Idade; Presença de refluxo vésico ureteral primários em crianças maiores de 5 anos, com episódios recorrentes de ITU sintomáticas; Em todas as crianças menores de 5 anos com urocultura positiva. Deve ser realizada até que se diagnostique ou descarte condições associadas à ITU

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA Quimioprofilaxia
Indicações atuais para a quimioprofilaxia:
5 6 7 Nos períodos pré e pós-operatórios de correção de póspatologia urinária, obstrutiva; Em pacientes com distúrbios do padrão miccional, até que se assegure a correção destas anormalidades funcionais. Crianças com trato urinário normal, mas com episódios recorrentes de ITU sintomática; 

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA Quimioprofilaxia Diminui risco de recorrencia, inclusive nos pacientes com refluxo vesicoureteral. Diminui a incidência de pielonefrite aguda Diminui seqüelas ou cicatrizes renais (?)  



INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA Quimioprofilaxia Nitrofurantoína:1a 2 mg/kg/dia 1x ao deitar SMZ + TMP:10 + 2 mg/kg/dia 1x ao deitar Cefadroxil:6 a 12 mg/kg/dia 1x ao deitar   

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Quimioprofilaxia em refluxo vesico ureteral

INFECÇÃO URINÁRIA EM CRIANÇA
Quimioprofilaxia em refluxo vesico ureteral   

As infecções recorrentes e aquelas acompanhadas de refluxo vésico-ureteral devem receber vésicoprofilaticamente trimetoprim-sulfametoxazol, 2 a trimetoprim10mg/kg/dia por muitos meses. Havendo refluxo vésico-ureteral o tratamento vésicoclínico parece ser superior ao cirúrgico, preservando mais a função renal. O tratamento cirúrgico deve ser reservado para as crianças de 2 a 4 anos que aparentemente não estão respondendo ao tratamento clínico.

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