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ASSUNTO DE MATEMATICA

ASSUNTO DE MATEMATICA

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ASSUNTO DE MATEMATICA=CONJUNTOS REAIS E ETC.

2 - Conjunto: conceito primitivo; não necessita, portanto, de definição.

Exemplo: conjunto dos números pares positivos: P = {2,4,6,8,10,12, ... }.

Esta forma de representar um conjunto, pela enumeração dos seus elementos,
chama-se forma de listagem. O mesmo conjunto também poderia ser
representado por uma propriedade dos seus elementos ou seja, sendo x um
elemento qualquer do conjunto P acima, poderíamos escrever:
P = { x | x é par e positivo } = { 2,4,6, .. . }.
2.1 - Relação de pertinência:

Sendo x um elemento do conjunto A , escrevemos x A,
onde o símbolo significa "pertence a".
Sendo y um elemento que não pertence ao conjunto A , indicamos esse fato
com a notação
y Z A.

O conjunto que não possui elementos , é denominado conjunto vazio e
representado por o .
Com o mesmo raciocínio, e opostamente ao conjunto vazio, define -se o
conjunto ao qual pertencem todos os elementos, denominado conjunto
universo, representado pelo símbolo U.
Assim é que, pode-se escrever como exemplos:
© = { x; x = x} e U = {x; x = x}.
2.2 - Subconjunto

Se todo elemento de um conjunto A também pertence a um conjunto B, então
dizemos que
A é subconjunto de B e indicamos isto por A · B.

Notas:
a) todo conjunto é subconjunto de si próprio. ( A · A )
b) o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto. ( © · A)
c) se um conjunto A possui m elementos então ele possui 2
m
subconjuntos.
d) o conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjunto A é
denominado
conjunto das partes de A e é indicado por P(A).
Assim, se A = {c, d} , o conjunto das partes de A é dado por P(A) = {o , {c}, {d},
{c,d}}
e) um subconjunto de A é também denominado parte de A.
3 - Conjuntos numéricos fundamentais
Entendemos por conjunto numérico, qualquer conjunto cujos elementos são
números. Existem infinitos conjuntos numéricos, entre os quais, os chamados
conjuntos numéricos fundamentais, a saber:
3.1 - Conjunto dos números naturais

N = {0,1,2,3,4,5,6,... }
3.2 - Conjunto dos números inteiros

Z = {..., -4,-3,-2,-1,0,1,2,3,... }
Nota: é evidente que N · Z.
3.3 - Conjunto dos números racionais

Q = {x | x = p/q com p Z , q Z e q = 0 }. (o símbolo | lê-se como "tal que").
Temos então que número racional é aquele que pode ser escrito na forma de
uma fração p/q onde p e q são números inteiros, com o denominador diferente
de zero.
Lembre-se que não existe divisão por zero!.
São exemplos de números racionais: 2/3, -3/7, 0,001=1/1000, 0,75=3/4,
0,333... = 1/3,
7 = 7/1, etc.

Notas:
a) é evidente que N · Z · Q.
b) toda dízima periódica é um número racional, pois é sempre possível
escrever uma dízima periódica na forma de uma fração.
Exemplo: 0,4444... = 4/9
3.4 - Conjunto dos números irracionais

Q' = {x | x é uma dízima não periódica}. (o símbolo | lê-se como "tal que").
Exemplos de números irracionais:
T = 3,1415926... (número pi = razão entre o comprimento de qualquer
circunferência e o seu diâmetro)
2,01001000100001... (dízima não periódica)
˜ 3 = 1,732050807... (raiz não exata).

3.5 - Conjunto dos números reais

R = { x | x é racional ou x é irracional }.

Notas:
a) é óbvio que N · Z · Q · R
b) Q' · R
c) um número real é racional ou irracional; não existe outra hipótese!

4 - Intervalos numéri cos

Dados dois números reais p e q, chama-se intervalo a todo conjunto de todos
números reais compreendidos entre p e q , podendo inclusive incluir p e q. Os
números p e q são os limites do
intervalo, sendo a diferença p - q , chamada amplitude do intervalo.
Se o intervalo incluir p e q , o intervalo é fechado e caso contrário, o intervalo é
dito aberto.
A tabela abaixo, define os diversos tipos de intervalos.
TIPOS REPRESENTAÇÃO OBSERVAÇÃO
INTERVALO
FECHADO
[p;q] = {x R; p · x
· q}
inclui os limites p e q
INTERVALO
ABERTO
(p;q) = { x R; p ·
x · q}
exclui os limites p e q
INTERVALO
FECHADO A
ESQUERDA
[p;q) = { x R; p ·
x · q}
inclui p e exclui q
INTERVALO
FECHADO À
DIREITA
(p;q] = {x R; p · x
· q}
exclui p e inclui q
INTERVALO SEMI-
FECHADO
[p;· ) = {x R; x >
p}
valores maiores ou iguais a
p.
INTERVALO SEMI-
FECHADO
(- · ; q] = { x R; x
· q}
valores menores ou iguais
a q.
INTERVALO SEMI-
ABERTO
(-· ; q) = { x R; x
· q}
valores menores do que q.
INTERVALO SEMI-
ABERTO
(p; · ) = { x > p } valores maiores do que p.
Nota: é fácil observar que o conjunto dos números reais, (o conjunto R) pode
ser representado na forma de intervalo como R = ( -· ; + · ).
5 - Operações com conjuntos
5.1 - União ( )
Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto união A B = { x; x A ou x
B}.
Exemplo: {0,1,3} { 3,4,5 } = { 0,1,3,4,5}. Percebe-se facilmente que o conjunto
união contempla todos os elementos do conjunto A ou do conjunto B.
Propriedades imediatas:
a) A A = A
b) A o = A
c) A B = B A (a união de conjuntos é uma operação comutativa)
d) A U = U , onde U é o conjunto universo.
5.2 - Interseção ( · )
Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto interseção A · B = {x; x A e
x B}.
Exemplo: {0,2,4,5} · { 4,6,7} = {4}. Percebe-se facilmente que o conjunto
interseção contempla os elementos que são comuns aos conjuntos A e B.
Propriedades imediatas:
a) A · A = A
b) A · © = ©
c) A · B = B · A ( a interseção é uma operação comutativa)
d) A · U = A onde U é o conjunto universo.
São importantes também as seguintes propriedades :
P1. A · ( B C ) = (A · B) ( A · C) (propriedade distributiva)
P2. A ( B · C ) = (A B ) · ( A C) (propriedade distributiva)
P3. A · (A B) = A (lei da absorção)
P4. A (A · B) = A (lei da absorção)
Observação: Se A · B = o , então dizemos que os conjuntos A e B são
Disjuntos.
5.3 - Diferença: A - B = {x ; x A e x Z B}.
Observe que os elementos da diferença são aqueles que pertencem ao
primeiro conjunto, mas não pertencem ao segundo.
Exemplos:
{ 0,5,7} - {0,7,3} = {5}.
{1,2,3,4,5} - {1,2,3} = {4,5}.
Propriedades imediatas:
a) A - o = A
b) o - A = o
c) A - A = ©
d) A - B = B - A ( a diferença de conjuntos não é uma operação comutativa).
5.3.1 - Complementar de um conjunto
Trata-se de um caso particular da diferença entre dois conjuntos. Assim é , que
dados dois conjuntos A e B, com a condição de que B · A , a diferença A - B
chama-se, neste caso, complementar de B em relação a A .
Simbologia: C
A
B = A - B.
Caso particular: O complementar de B em relação ao conjunto universo U, ou
seja , U - B ,é indicado pelo símbolo B' .Observe que o conjunto B' é formado
por todos os elementos que não pertencem ao conjunto B, ou seja:
B' = {x; x Z B}. É óbvio, então, que:
a) B · B' = o
b) B B' = U
c) o' = U
d) U' = o
6 - Partição de um conjunto
Seja A um conjunto não vazio. Define-se como partição de A, e representa-se
por part(A), qualquer subconjunto do conjunto das partes de A (representado
simbolicamente por P(A)), que satisfaz simultaneamente, às seguintes
condições:
1 - nenhuma dos elementos de part(A) é o conjunto vazio.
2 - a interseção de quaisquer dois elementos de part(A) é o conjunto vazio.
3 - a união de todos os elementos de part(A) é igual ao conjunto A.

Sejam A e B dois conjuntos, tais que o número de elementos de A seja n(A) e
o número de elementos de B seja n(B).
Nota: o número de elementos de um conjunto, é também conhecido com
cardinal do conjunto.

Representando o número de elementos da inters eção A · B por n(A · B) e o
número de elementos da união A B por n(A B) , podemos escrever a
seguinte fórmula:
n(A B) = n(A) + n(B) - n(A · B)

a) todo conjunto é subconjunto de si próprio.3.1.3. 3 . ( A Ž A ) b) o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.-1.... } Nota: é evidente que N Ž Z. -3/7. com o denominador diferente de zero. {c}. a saber: 3. 3. 0. 3.5.3 .-3.75=3/4.2. Assim.d}} e) um subconjunto de A é também denominado parte de A. } P(A) = {J . 0. o conjunto das partes de A é dado por {c.. Existem infinitos conjuntos numéricos.6.Conjunto dos números racionais Q = {x | x = p/q com p  Z .-2. São exemplos de números racionais: 2/3. -4. Lembre-se que não existe divisão por zero! . os chamados conjuntos numéricos fundamentais.1. 0. 7 = 7/1. se A = {c.1 .2.Conjunto dos números inteiros Z = {.. {d}. d) o conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjunto A é denominado conjunto das partes de A e é indicado por P(A). d} . (o símbolo | lê-se como "tal que "). ( ˆ Ž A) c) se um conjunto A possui m elementos então ele possui 2 m subconjuntos.2 ...001=1/1000.. Notas: . Temos então que número racional é aquele que pode ser escrito na forma de uma fração p/q onde p e q são números inteiros..0.4. qualquer conjunto cujos elementos são números..333. entre os quais. = 1/3.Conjunto dos números naturais N = {0. q  Z e q { 0 }.. etc.Conjuntos numéricos fundamentais Entendemos por conjunto numérico.

(o símbolo | lê-se como "tal que ").4 . A tabela abaixo.5 .q . p e x e q} OBSERVAÇÃO inclui os limites p e q . pois é sempre possível escrever uma dízima periódica na forma de uma fração. define os diversos tipos de intervalos..1415926. Exemplo: 0. (dízima não periódica) ˜ 3 = 1.Intervalos numéri cos Dados dois números reais p e q.01001000100001. (número pi = razão entre o comprimento de qualquer circunferência e o seu diâmetro) 2.Conjunto dos números reais R = { x | x é racional ou x é irracional }. Os números p e q são os limites do intervalo. sendo a diferença p . chamada amplitude do intervalo. Exemplos de números irracionais: T = 3. = 4/9 3. o intervalo é fechado e caso contrário... não existe outra hipótese! 4 .4444.732050807. b) toda dízima periódica é um número racional.... (raiz não exata).a) é evidente que N Ž Z Ž Q. podendo inclusive incluir p e q. 3. Notas: a) é óbvio que N Ž Z Ž Q Ž R b) Q' Ž R c) um número real é racional ou irracional. chama-se intervalo a todo conjunto de todos números reais compreendidos entre p e q .q] = {x  R. Se o intervalo incluir p e q .. o intervalo é dito aberto.Conjunto dos números irracionais Q' = {x | x é uma dízima não periódica}. TIPOS INTERVALO FECHADO REPRESENTAÇÃO [p..

q) = { x  R.5 } = { 0. Nota: é fácil observar que o conjunto dos números reais.q) = { x  R. q) = { x  R. x e q} (-g .Operações com conjuntos 5.g . Exemplo: {0. 5. onde U é o conjunto universo. x u p} (. g ) = { x " p } valores maiores ou iguais a p. define-se o conjunto união A Š B = { x.5}. valores menores do que q. x  A ou x  B}. p e q} x exclui os limites p e q inclui p e exclui q exclui p e inclui q [p. x q} (p.4.Interseção ( ‰ ) .União ( Š ) Dados os conjuntos A e B . valores maiores do que p. 5 . Propriedades imediatas: a) A Š A = A b) A Š J = A c) A Š B = B Š A (a união de conjuntos é uma operação comutativa) d) A Š U = U . q] = { x  R. Percebe -se facilmente que o conjunto união contempla todos os elementos do conjunto A ou do conjunto B.q] = {x  R.3.3} Š { 3.g ) = {x  R.2 . p e x q} (p. valores menores ou iguais a q.1 .INTERVALO ABERTO INTERVALO FECHADO A ESQUERDA INTERVALO FECHADO À DIREITA INTERVALO SEMIFECHADO INTERVALO SEMIFECHADO INTERVALO SEMIABERTO INTERVALO SEMIABERTO (p.1. + g ). p x q} [p. (o conjunto R) pode ser representado na forma de intervalo como R = ( -g .1.4.

5. Propriedades imediatas: a) A .7} = {4}. a diferença A .7.Complementar de um conjunto Trata-se de um caso particular da diferença entre dois conjuntos. Propriedades imediatas: a) A ‰ A = A b) A ‰ ˆ = ˆ c) A ‰ B = B ‰ A ( a interseção é uma operação comutativa) d) A ‰ U = A onde U é o conjunto universo. São importantes também as seguintes propriedades : P1. x  A e x  B}.1 .3. Exemplo: {0.{1.7} . Percebe-se facilmente que o conjunto interseção contempla os elementos que são comuns aos conjuntos A e B.5} ‰ { 4. define -se o conjunto interseção A ‰ B = {x. Assim é . complementar de B em relação a A .5. 5.A = ˆ d) A .3} = {4.3} = {5}.Diferença: A .J = A b) J .2.A = J c) A .Dados os conjuntos A e B . A Š (A ‰ B) = A (lei da absorção) Observação: Se A ‰ B = J . que dados dois conjuntos A e B.5} .6.2. x  A e x ‘ B}.4. A ‰ (A Š B) = A (lei da absorção) P4.B { B . Exemplos: { 0.A ( a diferença de conjuntos não é uma operação comutativa). Observe que os elementos da diferença são aqueles que pertencem ao primeiro conjunto.B chama-se. com a condição de que B Ž A . mas não pertencem ao segundo.2.3 . {1. neste caso. A Š ( B ‰ C ) = (A Š B ) ‰ ( A Š C) (propriedade distributiva) P3. então dizemos que os conjuntos A e B são Disjuntos.B = {x . .4.5}. A ‰ ( B Š C ) = (A ‰ B) Š ( A ‰ C) (propriedade distributiva) P2.3.{0.

às seguintes condições: 1 . Define -se como partição de A. É óbvio. tais que o número de elementos de A seja n(A) e o número de elementos de B seja n(B). e representa-se por part(A). qualquer subconjunto do conjunto das partes de A (representado simbolicamente por P(A)). 3 . podemos escrever a seguinte fórmula: n(A Š B) = n(A) + n(B) . é também conhecido com cardinal do conjunto. então. U .a união de todos os elementos de part(A) é igual ao conjunto A. 2 .é indicado pelo símbolo B' . Representando o número de elementos da inters eção A ‰ B por n(A ‰ B) e o número de elementos da união A Š B por n(A Š B) .Simbologia: CAB = A . ou seja . x ‘ B}.B.Partição de um conjunto Seja A um conjunto não vazio. ou seja:  B' = {x. Nota: o número de elementos de um conjunto .B . que satisfaz simultaneamente. Caso particular: O complementar de B em relação ao conjunto universo U. que: a) B ‰ B' = J b) B Š B' = U c) J'! U d) U' = J 6 .Observe que o conjunto B' é formado por todos os elementos que não pertencem ao conjunto B.nenhuma dos elementos de part(A) é o conjunto vazio.n(A ‰ B) . Sejam A e B dois conjuntos.a interseção de quaisquer dois elementos de part(A) é o conjunto vazio.

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