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METABOLISMO

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05/16/2011

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METABOLISMO O metabolismo é a manutenção de atividades vitais das uma célula (1) Síntese de compostos orgânicos: componentes estruturais e funcionais.

(2) Degradação de compostos orgânicos para a síntese de ATP. O termo metabolismo refere-se ao conjunto de todas as reações bioquímicas que ocorrem em uma célula ou organismo. O metabolismo é catalisado por sistemas integrados de enzimas que mediam reações que requerem energia e é constituído do anabolismo e do catabolismo. O anabolismo é o conjunto de todas as reações de síntese de compostos orgânicos estruturais (proteínas da membrana plasmática, glicoproteínas) e funcionais (enzimas, hormônios) de uma célula, ou seja, a síntese de moléculas complexas a partir de moléculas simples. As reações anabólicas são importantes para o crescimento, construção e reparo de estruturas celulares. O catabolismo é o conjunto de todas as reações de degradação de compostos orgânicos destinados à obtenção de energia. As reações catabólicas liberam energia pela quebra de moléculas complexas em moléculas mais simples que podem ser reutilizadas como blocos básicos de construção. O catabolismo fornece energia requerida para os processos vitais, incluindo movimento, transporte e síntese de moléculas complexas. O metabolismo é um fenômeno vinculado à aquisição e uso eficiente de energia. O uso eficiente de energia é de grande importância do ponto de vista evolutivo. Organismos que usam energia com maior eficiência têm maiores chances de sobreviver e reproduzir seus genes passando à sua descendência qualquer característica vantajosa que possuam. O metabolismo é um conjunto de eventos altamente regulado. A vida só é possível se há um alto nível de regulação controlando cada evento celular. Tal nível de regulação é possível pela propriedade das enzimas reconhecerem seus substratos de forma específica. Com base nesta propriedade, as enzimas obedecem a rotas pré-programadas: as vias biossintéticas (anabolismo) e as vias catabólicas (catabolismo). A absorção e utilização de compostos orgânicos ou inorgânicos requeridos para o crescimento e manutenção das funções celulares, a capacidade de sobrevivência, funcionamento, replicação de células bacterianas e os processos químicos envolvidos nesses eventos constituem o metabolismo bacteriano.

Em muitos desses processos. butanol. Muitos processos fermentativos conduzidos por bactérias são de importância econômica como a produção de iogurtes (Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus). A fermentação pode envolver qualquer molécula que possa ser oxidada. não tem extraído todo o seu potencial energético. transformando-os em moléculas mais simples e utilizadas como fonte de carbono. Fermentação A fermentação é o processo de obtenção de energia pelo qual a molécula orgânica que está sendo metabolizada não é completamente oxidada. Glicólise Denomina-se glicólise o processo anaeróbico da oxidação da glicose (C6H12O6) até ácido pirúvico (C3H4O3). metanol e butanol. O modo pelo qual as bactéria fazem esta transformação de energia define seu processo metabólico. cetonas como a acetona e gases como dióxido de carbono e hidrogênio molecular (H2).Formas de Obtenção de Energia a) Metabolismo Hetreotrófico . Bactérias que fazem fermentação do ácido pirúvico formado na glicólise: Streptococcus – ácido lático Escherichia – ácido fórmico. b) Metabolismo Autotrófico – são capazes de utilizar CO2 como principal fonte de carbono. queijos (bactérias láticas em geral) e vinagre (Acetobacter). obter energia pela síntese de ATP pela oxidação de compostos inorgânicos ou captação de energia luminosa.ácido propiônico e CO2 Clostridium butyricum – ácido butírico Clostridium acetobutyricum – acetona. Os substratos mais comuns são açúcares e aminoácidos.2-3 butanodiol e CO2 Propionibacterium . enquanto as que utilizam luz como fonte de energia fazem fotossíntese. álcoois. Em ambientes anaeróbicos esses processos envolvem fermentação. A maioria dos compostos naturais e mesmo muitos compostos sintéticos são degradados por algum tipo de bactéria. como os ácidos acético e lático. Os produtos dos processos fermentativos dependem do substrato inicial e incluem ácidos orgânicos. álcool iso propiônico e CO2 . ou seja. anaeróbica ou fermentação. o piruvato é o intermediário comum. Cada molécula de glicose oxidada até ácido pirúvico resulta num ganho energético de 2 ATP. como etanol. CO2 e H2 Saccaharomyces – álcool etílico e CO2 Enterobacter .síntese de ATP a partir da energia liberada pela oxidação de compostos orgânicos. As bactérias que oxidam compostos químicos empregam os processos de respiração aeróbica.

a dióxido de carbono e água. Os organismos capazes de realizar a respiração aeróbica dominaram todo o planeta apresentando ampla diversidade enquanto que os organismos fermentadores encontram-se restritos a nichos anaeróbicos onde existam fontes de carbono aproveitáveis.⇒ 2 C2H3O2. como o sulfato em bactérias do gênero Desulfovibrio. Respiração anaeróbica realizada em Desulfovibrio desulfuricans 2 C3H5O3. As vias metabólicas captam energia de um substrato de uma forma que as células possam utilizar. Respiração anaeróbica Os microrganismos são capazes de utilizar muitos outros aceptores finais de elétrons além do oxigênio.+ 2 ATP . pois resultam na síntese de pequena quantidade de ATP. É um processo que requer O2 como aceptor final de elétrons e é muito mais eficiente na obtenção de energia do que a glicólise ou a fermentação.+ SO42.resultante da glicólise . fermentação. Respiração aeróbica A respiração aeróbica é o processo de oxidação do piruvato . As bactérias têm que absorver grandes quantidades de substrato para obterem energia suficiente para os processos celulares. Tanto a glicólise quanto a fermentação são processos de baixo rendimento energético.+ 2 CO2 + HS. Cada reação de uma via metabólica é controlada por uma enzima específica. através de uma série de reações denominadas em conjunto CICLO DE KREBS. glicólise. Equação geral da Respiração Aeróbica C6H12O6 + 6 O2  6 O2 + 6 H2O + 36 ATP Fotossíntese.De modo geral cada molécula de glicose oxidada pela fermentação libera energia suficiente para a síntese de 2 a 3 ATP. respiração aeróbica são uma cadeia de reações bioquímicas (via metabólica) nas quais o produto de uma reação serve de substrato (material para reação) para a próxima.

As bactérias Escherichia coli e espécies de Staphylococcus são encontradas no trato intestinal e urinário onde há pouca disponibilidade de oxigênio. sem utilizá-lo em seu metabolismo. Anaeróbicas estritas Bactérias anaeróbicas estritas não crescem na presença de oxigênio que lhes é tóxico. altas concentrações de oxigênio lhes são tóxicas.lact ato + sulf ato ⇒ acet ato Aerobiose e anaerobiose A capacidade de crescer na presença ou na ausência de oxigênio divide as bactérias em cinco grupos: Aeróbicas estritas Bactérias aeróbicas estritas crescem apenas onde há disponibilidade de oxigênio. A maioria das espécies anaeróbicas estritas é encontrada no solo ou em micro-ambientes em organismos animais que tenham se tornado anaeróbicos. As bactérias microaerófilas sobrevivem em ambientes com alta concentração de dióxido de carbono e baixas concentrações de oxigênio. mas também podem crescer na ausência de oxigênio. Microaerófilas Bactérias microaerófilas requerem uma quantidade reduzida de oxigênio. Anaeróbicas aerotolerantes Bactérias anaeróbicas aerotolerantes suportam a presença de oxigênio. como ferimentos profundos ou a . as bactérias do gênero Campylobacter. as bactérias do gênero Pseudomonas. como por exemplo. Todas as bactérias pertencentes à família Enterobacteriaceae são anaeróbicas facultativas. a bactéria Lactobacillus acidophillus. como por exemplo. Por exemplo. Anaeróbicas facultativas Bactérias anaeróbicas facultativas utilizam oxigênio em seu metabolismo energético.

Clostridium botulinum (causadora do botulismo) e as bactérias associadas com doenças periodontais. São exemplos de organismos anaeróbicos estritos as bactérias do solo Clostridium tetani (causadora do tétano). Para o crescimento de bactérias anaeróbicas estritas em laboratório são requeridos procedimentos especiais de cultivo. O peróxido de hidrogênio é convertido em oxigênio molecular e água pela enzima catalase (algumas espécies de bactérias anaeróbias facultativas e de aerotolerantes não possuem a catalase). o radical superóxido (O2-) e peróxido de hidrogênio (H2O2) são formados como subprodutos das atividades das enzimas oxidativas que participam da síntese de ATP.junção das gengivas com os dentes. o radical superóxido é convertido em oxigênio molecular (O2) e em peróxido de hidrogênio (H2O2) pela enzima superóxido dismutase. Na presença de oxigênio. como Porphiromonas gengivallis e Prevotella intermedia. Nas bactérias aeróbicas estritas e na maioria das anaeróbicas facultativas. tais como a exclusão total do oxigênio do meio e do ambiente de crescimento através do uso de agentes redutores que reajam com o oxigênio gasoso. . A grande maioria das bactérias associadas aos intestinos de animais são anaeróbicas estritas. As bactérias anaeróbicas estritas não sintetizam nem a catalase nem a superóxido dismutase e são mortas pelos efeitos tóxicos do superóxido e do peróxido de hidrogênio.

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