CÁLCULO DOS BARRAMENTOS 1 - Introdução As dimensões dos barramentos são determinadas levando em consideração primeiramente, as condições normais de operação

.

A tensão nominal de operação da instalação fixa a distância entre as fases e entre fases-estrutura e determina a distância e a forma dos suportes de fixação. A intensidade nominal da corrente que alimenta o barramento tem por objetivo determinar a seção e a natureza dos condutores.

Assegura-se, posteriormente que os suportes (isoladores) resistam aos efeitos mecânicos e que as barras suportem os efeito mecânicos e térmicos devidos às correntes de curto-circuito. Finalmente, deve-se verificar também que o período de vibração próprio das barras não entra em ressonância elétrica. Para calcular um barramento é preciso conhecer algumas características do sistema elétrico e algumas características físicas condições estão apresentadas nas tabelas 1 e 2. Tabela 1 -Características elétricas do barramento Parâmetro Descrição Unidade * Scc Potência de curto-circuito da rede MVA Ur Tensão nominal kV U Tensão de serviço kV Ir Corrente Nominal A * Nota: Ela é geralmente fornecida pelo cliente (ou concessionária ), ou pode ser calculada, conhecendo-se a corrente de curto-circuito ICC e a tensão de serviço
U : 3 • I CC • U

dos barramentos. Estas

( ver capítulo sobre as “correntes de curto-circuito: ).

Tabela 2 -Características físicas do barramento Parâmetro Descrição Unidade S Seção de uma barra cm2 d Distância entre fases cm l Distância entre isoladores de uma mesma fase cm θ n Temperatura ambiente (40 °C) °C Perfil Matéria-prima Disposição n° de barras por fase Barrachata cobre Deitada Alumínio De cutelo

As tabelas 3 e 4, extraídas da tabela 5 da norma CEI 60694, fornecem as temperaturas finais e as elevações de temperatura admissíveis em função do tipo de material dos barramentos. Deve-se salientar que a temperatura ambiente tomada como referência é de 40C.

Tabela 3 Limites de Aquecimento dos barramentos
Natureza do órgão, da matéria-prima e do dielétrico Temperatura (Cf: 1,2 até 3) Junta por parafusos ou dispositivos equivalentes (Cf: 7) Cobre nu, liga de cobre nu ou liga de alumínio, no: Ar SF6* Óleo Prateadas ou niqueladas, no: (°C) (θ - θ n) Com θ
n

= 40

°C 50 65 60

90 105 100

as temperaturas e aquecimentos admissíveis são aqueles do elemento para o qual a tabela V autoriza os mais elevados. Para os aparelhos com conexões no vácuo. 3. o mesmo órgão pode permanecer a várias das categorias enumeradas na tabela V. Os demais não devem ultrapassar os valores de temperatura e de aquecimento indicados na tabela V. 4.2 até 3) Contatos (Cf: 4) Cobre ou liga de cobre nu. 2. Natureza do órgão. Quando os elementos de contato estiveram protegidos de maneiras diferentes. no: Ar SF6* Óleo (°C) (θ .Ar SF6* Óleo Estanhadas. Segundo a sua função. da matéria-prima e do dielétrico Temperatura (Cf: 1. Todas as precauções necessárias devem ser tomadas para que nenhum dano seja causado aos materiais circunvizinhos. no: Ar SF5 Óleo *SF6: (hexafluoreto de enxofre) 115 115 100 105 105 100 75 75 60 65 65 60 1. os valores limites de temperatura e aquecimento não se aplicam aos órgãos que estão no vácuo. os valores admissíveis para a temperatura e o aquecimento a serem levados em consideração são os mais fracos nas categorias interessadas. Neste caso.θ n) Com θ n = 40 °C 50 65 60 90 105 100 .

Prateadas ou niqueladas (Cf: 5). Para os aparelhos com conexões no vácuo. segundo as especificações próprias a cada equipamento. Quando os elementos de contato estiveram protegidos de maneiras diferentes. Segundo a sua função. 4. os valores limites de temperatura e aquecimento não se aplicam aos órgãos que estão no vácuo. no: Ar SF5 Óleo *SF6: (hexafluoreto de enxofre) 115 115 100 105 105 100 75 75 60 65 65 60 1. as temperaturas e aquecimentos admissíveis são aqueles do elemento para o qual a tabela V autoriza os mais elevados. .após o ensaio de resistência mecânica. após o ensaio na corrente de curta duração admissível. 3. 5. 2. os contatos devem ser considerados como “nus”. A qualidade do tratamento deve ser de modo que uma camada de proteção subsista na área de contato: após o ensaio de energização e interrupção (se existir). . No caso contrário. Neste caso. Os demais não devem ultrapassar os valores de temperatura e de aquecimento indicados na tabela V. no: Ar SF6* Óleo Estanhadas (Cf: 5 até 6). Todas as precauções necessárias devem ser tomadas para que nenhum dano seja causado aos materiais circunvizinhos. os valores admissíveis para a temperatura e o aquecimento a serem levados em consideração são os mais fracos nas categorias interessadas. o mesmo órgão pode permanecer a várias das categorias enumeradas na tabela V.

004 α : coeficiente de temperatura da resistividade: .61 • S0. ρ 20 p : resistividade do condutor em 20°C cobre: alumínio: 1. a classificação em intensidade está sendo prevista: - para uma temperatura ambiente superior a 40 °C para um grau de proteção superior a IP5 temperatura ambiente (θ n θ n: ≤ 40 °C) (θ . o aquecimento deve ser conforme as publicações dizendo respeito aos fusíveis de alta tensão.6.cm 2.5 • p 0.83 µ Ω .9 (θ − θ n ) 0.90 µ Ω . COMPORTAMENTO TÉRMICO Na passagem da corrente nominal (Ir) A fórmula de MELSON & BOTH publicada na revista “copper Development Association” permite definir a intensidade admissível num condutor: 24.θ n): aquecimento admissível (°C) (ver tabela V da norma CEI 60 694) S: Seção de uma barra (cm2) p: perímetro de uma barra (cm).cm 0. Para os contatos dos fusíveis.39 ρ 20[1 + α (θ − 20)] I=k• (1) onde: I: Intensidade admissível expressa em Ampéres (A).

descritos a seguir. k3.05 0.k: coeficiente das condições. k4. abaixo: e 0.63 2.14 1.65 1. 2. 4.87 2.70 a e O coeficiente k2 é função do estado de superfície das barras: • nuas • pintadas k2 = 1 k2 = 1.69 0.12 1. 3. k5.06 0.55 k1 1.40 1.85 2. 5.95 .16 1.63 0.45 e/a* 0.91 2.76 2.60 0.50 0. Definição dos coeficientes k1.10 1.08 Quant de barras por fase 2 3 *ver desenho.89 2.73 2.15 O coeficiente k3 é função da posição das barras: • barras de cutelo • 1 barra deitada k3 = 1 k3 = 0.80 2.20 1.83 2. k6). produto de 6 coeficientes (k1. ver tabela abaixo: 0. 6: coeficiente k1 é função do número de barras chatas por fase.18 1. k2. para: • 1 barra • 2 ou 3 barras.

• várias barras deitadas k3 = 0.80 O coeficiente k5 é função da ventilação forçada: • sem ventilação forçada validado por ensaios. O valor de k6 para uma distância igual à espessura das barras: n K6 1 1 2 1 3 0. durante toda a duração (1 ou 3 segundos): • todas as calorias geradas servem para elevar a temperatura do condutor. O coeficiente k6 é função da natureza da corrente: • k5 = 5 • o caso com ventilação forçada deverá ser tratado caso a caso e.2 • barras montadas num duto não ventilado k4 = 0. • os efeitos da irradiação são desprezíveis . para uma corrente alternada de frequência ≤ 60 Hz. em seguida. k6 é função do número de barras n por fase e da distância entre si.) Assume-se que.98 NA PASSAGEM DA CORRENTE DE CURO-CIRCUITO DE CURTA DURAÇÃO (Iterm.75 O coeficiente k4 é função do local onde estão instaladas as barras: • atmosfera calma dentro do cubículo • atmosfera calma fora do cubículo k4 = 1 k4 = 0.

90 µ Ω . em segundos. densidade do metal cobre alumínio 8.091 kcal/daN°C 0.83 µ Ω .9 g/cm3 2.cm ρ 20 : resistividade do condutor em 20°C cobre: alumínio: (θ .cm 2.A fórmula a seguir pode ser utilizada para calcular o aquecimento devido ao curto-circuito: 0.24 • ρ20 • I 2 • t k th ∆θcc = (n • S) 2 • c • δ (2) Onde: θ cc : Aquecimento devido ao curto-circuito Calor específico do metal cobre alumínio 0.θ n): aquecimento admissível (°C) (ver tabela V da norma CEI 60 694) .7 g/cm3 1.23 kcal/daN°C c: S: n: Ith: tk: δ : Seção de uma barra (cm2) Número de barras por fase é a corrente de curto-circuito de cuta duração (valor eficaz da corrente de curto-circuito máxima em A) duração do curto-circuito de curta duração (1 a 3s).

16 kA eficaz. em 1s. Exemplo: Como achar o valor de Iterm. 1s que corresponde a 26. para t = 1s ? (Ith2)2 • t = constante (26.)2•t = constante ? • Se Ith2 = 26. em 2s. • à 37 kA eff. Corresponde a qual valor padronizado de Iterm. 2s. sabendo que (Iterm.6 • 109)2 • 2 = 137 • 107 (cons tan te ) (137 • 10 ) 7 = t 1 onde I th1 = Ith1 = 37 kA em 1s Em resumo: • à 26.A temperatura θ t do condutor após o curto-circuito será: θ t=θ + (θ . . 1s que corresponde a 37 kA em eff.16 kA em eff.16 kA eff.θ n) + ∆ θ n cc Verificar: θ t ≤ temperatura máxima suportável pelas peças em contato com o barramento. para uma duração diferente.

7 segundo a norma ANSI. a ser calculado com a seguinte fórmula: Idyn = k • Scc = k • Ith (4) Scc: Ith: U: l: d: potência de curto-circuito corrente de curto-circuito de curta duração tensão de serviço distância entre dois isoladores de uma mesma fase distância entre fases k:2. Idyn F1 F1 Idyn l d d .6 para 60 Hz e 2.5 para 50 Hz. 2.FIRMEZA ELETRODINÂMICA Esforços entre condutores ligados em paralelo Aqui se verifica se as barras escolhidas aguentam os esforços eletrodinâmicos. Os esforços eletrodinâmicos consecutivos a corrente de curto-circuito estão dados pela fórmula: l F1 = 2 • I 2 • 10 −8 d dyn (3) Onde: F1: Idyn: esforço expresso em N é o valor de crista da corrente de curto-circuito expresso em A.

5 3 1.14 .10 5 1. Conhecendo-se N. define-se kn com ajuda da tabela a seguir: N kn 2 0.25 4 1.Esforço no topo dos suportes ou transversais Fórmula de cálculo do esforço em um suporte H +h H F=F • 1 (5) esforço aplicado (daN) altura do isolador (cm) distância entre o topo do isolador e o centro de gravidade do barramento (cm) h = e/2 F1 F H Onde: F: H: h: suporte Cálculo de um esforço para N suportes O esforço F aplicado a cada suporte é no máximo igual ao esforço calculado F1 (ver capítulo anterior) multiplicado por um coeficiente kn o qual varia segundo o número total N de suportes equidistantes instalados.

O esforço calculado após aplicação do coeficiente k é para ser comparado à rigidez mecânica do suporte na qual aplica-se um coeficiente de segurança: Rigidez mecânica das barras Na hipótese admissível que as extremidades das barras estão encaixadas. ela deve ser inferior à tensão admissível para as barras. elas estão submetidas a um momento fletor cuja tensão resultante fica igual a: F •l v η= 1 • 12 I (6) onde: η : é a tensão resultante. dado em cm3 (escolher o valor na tabela a seguir) distância entre a fibra neutra e a fibra mais tensa (a mais afastada) • uma barra por fase: . ou seja: cobre 1/4 dureza: 1200 daN/cm2 cobre 1/2 dureza: 2300 daN/cm2 cobre 4/4 dureza: 3000 daN/cm2 alumínio estanhado: 1200 daN/cm2 F1: l: I/v: v: esforço entre condutores (daN) distância entre isoladores de uma mesma fase (cm) é o módulo de inércia de uma barra ou de um conjunto de barras.

peso por metro m.I= 3b•h 12 T = b•h • duas barras por fase I = 2 3 b • h +S • d 2       3 b • h + S • d2   T = 2   12   v = 15 • h fase 1 x b v h x’ fase 2 fase 1 v x b fase 2 h xx’: perpendicular ou plano de vibração x’ d Escolha da Seção S. módulo de inércia I/v. momento de inércia I para as barras definidas abaixo: .

5 31.018 12.66 83.8 0.66 42.12 10.5 76.5 33 250 20 8 0.33 5.83 8.34 2.6 25.6 12.25 9.4 3.09 0.53 8.33 82.5 0.33 11.33 66 26.45 166.83 10.25 12.66 14.32 6.2 80 x 5 4 0.2 2.66 21.5 50 x 5 2.78 2.8 14.043 0.044 0.8 19.4 1.75 7.8 12.94 18.007 0.47 1.8 3.16 4.16 5.144 25.33 21.66 8.74 4.011 0.25 6.5 5 8.6 6.2 0.022 0.22 20.25 16.008 0.006 0.83 1.56 25 10 50 x 6 3 0.66 6.16 2.2 5.016 0.6 64 16 80 x 3 2.66 21.6 50 x 10 5 0.83 7.213 0.66 10.416 0.33 41.25 Disposição* daN/cm A5/L *disposição: corte num plano normal em relação ao barramento (2 fases estão representadas) Frequência próprio de ressonância As frequências próprias de vibração a serem evitadas para as barras submetidas a uma corrente de 60 Hz são as frequências próximas de 60 e 120 .036 0.41 4.8 10.66 10.027 0.33 16.13 15.4 0.35 1.3 6.16 10.4 128 32 4.4 9.071 0.33 21.013 0.38 38.5 2.66 42.083 21.16 51.33 3.88 42.05 0.04 25.66 17.33 5.33 2.6 6.2 12.Dimensões das barras (mm) 100 x 10 80 x 10 80 x 6 S m I I/v I I/v I I/v I I/v I I/v I I/v cm2 Cu cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 10 0.011 0.66 33.54 4.41 4.55 85.089 0.25 2.022 0.014 0.08 1.5 50 x 8 4 0.62 16.91 5.027 0.021 0.

EXEMPLO DE CÁLCULO DE BARRAMENTOS Dados do exercício proposto Considerando-se: • um painel constituído de pelo menos 5 cubículos MT.67 • 106 daN/cm2 m: l: I: massa peso linear da barra (escolher o valor na tabela acima) distância entre 2 suportes ou bucha de separação momento de inércia da seção da barra em relação ao eixo xx’ normal em relação ao plano de vibração Verificar m atenção se esta frequência fica fora dos valores prescritos. Esta frequência própria de vibração é dada pela fórmula: E •I m • l4 f = 112 (7) onde: f: E: frequência própria em Hz módulo de elasticidade: do cobre = 1. • um barramento composto de 2 barras por fase ligada eletricamente as colunas entre si. . e 50 e 10 Hz para uma corrente de 50 Hz.Hz. Cada coluna contém 3 isoladores (1 por fase). a saber: de 52 a 70 e de 104 a 140 Hz.3 • 106 daN/cm2 do alumínio A5/L = 0.

• Frequência nominal fr = 50 Hz • Demais características as peças em contato com o barramento podem suportar uma max temperatura máxima de θ daN Vista frontal = 100 °C os suportes utilizados possuem uma resistência à flexão F’ = 1000 .200 daN/cm2 Disposição De cutelo n° de barras por 2 fase • barramento deverá poder suportar uma corrente nominal Ir = 2.500 A durante tk = 3 segundos.Características do barramento a ser verificado: Características do barramento Parâmetro Descrição Valor S Seção de uma barra 10cm2 d Distância entre fases 18 cm l Distância entre isoladores de uma mesma fase 70 cm Temperatura ambiente θ n 40 °C Aquecimento admissível (θ .θ n) 50 °C Perfil Barrachata Barras de cobre 1/4 dureza.500 Aem permanência e uma corrente de curto-circuito de curta duração Ith = 31. com tensão Matéria-prima admissível η = 1.

9 (θ − θ n ) 0.61 • S0.39 ρ 20[1 + α (θ − 20)] I=k• Parâmetro Descrição I Intensidade admissível expressa em Ampéres (A) Temperatura ambiente θ n Aquecimento admissível* (θ .θ n) S Seção de uma barra Valor  40 °C 50 °C 10 cm2 .5 • p 0. tem-se: 24.Célula 1 Célula 2 Célula 3 Célula 4 Célula 5 d d l l l l Vista lateral 1 cm 5 cm 1 cm 10 cm 12 cm d d Na passagem da corrente nominal (Ir) Da equação (1).

k5.80 coeficiente k2 Utilizou-se uma barrs de superfície nua.83 µ Ω . k4. tem-se: e/a = 0. logo k3 = 1 coeficiente k4 As barras estão instaladas em um duto onde não possui ventilação. descritos a seguir 22 cm 1. cobre Coeficiente de temperatura da resistividade Coeficiente das condições.004  *(ver tabela V da norma CEI 60 694) Definição dos coeficientes k1. k6). k5.1 Número de barras por fase = 2 Logo k1 = 1. logo k2 = 1 coeficiente k3 As barras estão posicionadas em cutelo.cm 0. k6: coeficiente k1 Das tabelas anteriores. k3. produto de 6 coeficientes (k1. logo k4 = 0. k2. k3.8 coeficiente k5 . k2.p ρ α k 20 Perímetro de uma barra Resistividade do condutor em 20°C. k4.

004 (90 − 20 )] Finalmente: A solução escolhida: • 2 barras de 10 x 1 cm por fase convém.80 • 1 • 1 • 0. pois: Ir < I ou seja: 2500 < 2689 A Na passagem da corrente de curto-circuito de curta duração (Iterm) Admite-se que. logo k5 = 1 coeficiente k6 Como o número de barras por fase é igual a 2. logo k6 = 1 Em definitivo.61 • 10 0. tem-se: k = 1.Existe uma ventilação forçada..83 [1 + 0.39 = 2689 A 1.8 • 1 • 1 = 1.5 • 22 0.44 Portanto: I = 1. 44 • 24 .9 (90 − 40 ) 0. durante toda a duração (3 segundos): • todas as calorias geradas servem para elevar a temperatura do condutor. • os efeitos da irradiação são desprezíveis Da equação (2) pode-se o aquecimento devido ao curto-circuito: .

θ n) + ∆ θ cc θ t = 40 + 50 + 4 θ t = 94 °C (para I = 2689 A) Atenção: O cálculo de θ t deve ser refinado.9 g/cm3 1.0.24 • ρ20 • I 2 • t k th ∆θcc = (n • S) 2 • c • δ (2) Parâmetro c S n Ith tk δ ρ 20 (θ . pois o barramento projetado deve suportar Ir = 2500 A no máximo e não 2689 A.cm 50 °C Aquecimento devido ao curto-circuito é igual a: 0. .24 •1.θ n) Descrição Calor específico do metal (cobre) Seção de uma barra Número de barras por fase Corrente de curto-circuito de curta duração (valor eficaz da corrente de curto-circuito máxima em A) Duração do curto-circuito de curta duração Densidade do metal (cobre) Resistividade do condutor em 20°C (cobre) Aquecimento admissível (°C) Valor 0.091 kcal/daN °C 10 cm2 2 31500 A 3s 8.10 −6 • 31500 2 • 3 = 4 °C ( 2 •10 ) 2 • 0.091 • 8.9 ∆θcc = A temperatura θ t do condutor após o curto-circuito será: θ t=θ n + (θ .83 µ Ω .83 .

para Ir = 2500 A.3 °C (para I = 2500 A) O barramento escolhido convém. para uma corrente nominal de 2500 A.61 =  2500  ∆θ  50 0. . vale: n + (θ .126 ⇒ ∆θ = 44 .θ n) + ∆ θ cc θ t = 40 + 44.θ n)0. pois: θ t = 88.3 °C é inferior à θ max = 100 °C (temperatura máxima suportável pelas peças em contato com o barramento) Verificação dos esforços eletrodinâmicos Esforços entre condutores ligados em paralelo Os esforços eletrodinâmicos em consequência da corrente de curto-circuito são dados pela equação (3).61 0.61 Logo: I  (θ − θ n )   = I r  (∆θ)    2689  50 0.61 Ir = constante • (∆ θ )0.61  2689  50 = = 1.3°C  ⇒ ∆θ ∆θ  2500  A temperatura θ θ t=θ t do condutor após o curto-circuito.Refazendo o cálculo de θ t. tem-se: Da equação (1) I = constante • (θ .3 + 4 θ t = 88.

5 • 31.500 = 78.750 70 • 78 . tem-se: H +h H F=F • 1 Parâmetro F H h Descrição Esforço expresso em daN Altura do suporte Distância entre o topo do isolador e o centro de gravidade do barramento Valor  12 cm 5 cm Cálculo de um esforço distribuído entre N suportes: .5  O valor de crista da corrente de curto-circuito é calculado com a equação (4): Idyn = k • Ith Idyn = 2.3 daN 1 18 Portanto: F =2 1 Esforço no topo dos suportes ou transversais Da equação (4).750 2 • 10 −8 ⇒ F = 482 .l F1 = 2 • I 2 • 10 −8 d dyn Parâmetro Descrição F1 Esforço entre condutores l Distância entre dois isoladores de uma mesma fase d Distância entre fases k Para 50 Hz segundo CEI Idyn Valor de crista da corrente de curto-circuito Valor  70 cm 18 cm 2.

14 = 778 daN Os suportes utilizados possuem uma resistência a flexão F’ = 1000 daN superior ao esforço calculado F = 778 daN.25 4 1. portanto. a solução é conveniente.14.10 5 1.5 3 1. kn = 1. • • número de suportes: N = 5 define-se kn com ajuda da tabela a seguir: N kn 2 0.26 daN 12 Para N = 5.14 F = 482 . logo: F = F • kn = 683.O esforço F aplicado a cada suporte é no máximo igual ao esforço calculado F1 multiplicado por um coeficiente kn o qual varia segundo o número total N de suportes equidistantes instalados.3 • 12 + 5 = 683 . elas estão submetidas a um momento fletor cuja tensão resultante pode ser calculada pela equação (6): F •l v η= 1 • 12 I Parâmetro Descrição Valor .26 • 1. Rigidez mecânica das barras Fazendo a hipótese admissível que as extremidades das barras estão encaixadas.

66 83.089 0.83 1.027 0.33 82.45 166.66 21.5 33 250 20 Disposição* Cu A5/L cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 cm4 cm3 .33 16.66 14.66 33. A solução é Dimensões das barras (mm) 100 x 10 S m daN/cm I I/v I I/v I I/v I I/v I I/v I I/v cm 2 10 0. = 195 daN/cm2) é inferior à tensão admissível pelas barras de cobre 1/4 dureza (1200 daN/cm2).45 A tensão resultante calculada (η conveniente.45 cm2 η= 482 .η l I/v Tensão resultante em daN/cm2 Distância entre isoladores de uma mesma fase Módulo de inércia de uma barra ou de um conjunto de barras  70 cm 14.3 • 70 1 • ⇒ η = 195 daN/cm 2 12 14 .

3 •10 6 • 21 .3 • 10 daN/cm2 0.66 ⇒f = 406 H z 0 . Para I = 21.Verificação da inexistência de ressonância entre as barras Frequência própria de ressonância As frequências próprias de vibração a serem evitadas para as barras submetidas a uma corrente de 60 Hz são as frequências próximas de 60 e 120 Hz. tem-se: 1.66. Portanto a solução é conveniente. Esta frequência própria de vibração é dada pela equação (7): E•I m •l4 f = 112 Parâmetro f E m I Descrição Frequência própria em Hz Módulo de elasticidade do cobre Peso linear da barra (ver tabela anterior) Momento de inércia da seção da barra em relação ao eixo xx’ normal em relação ao plano de vibração Valor  6 1.089 daN/cm  Escolhe-se I na tabela anterior. Conclusão: O barramento projetado tem 2 barras de 10 x 1 cm por fase e convém para um Ir = 2500 A e Ith = 31.089 • 70 4 f =112 A frequência (f = 406 Hz). a saber: de 52 a 70 e de 104 a 140 Hz. . fica fora dos valores prescritos.5 kA em 3 s.

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