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MATOZO, H.C.

Práticas de Bio...Química

Nome do Aluno: Professor: Huita do Couto Matozo Disciplina: BioQuímica Prática III
Foi usado o programa acdlabs.com

2009

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MATOZO, H.C.

Matozo; Huita do Couto Práticas de Bio...Química Huita do Couto Matozo - João Monlevade MG - 2009 BioQuímica Prática, João Monlevade 2009- Páginas: 40 Escola Municipal Governador Israel Pinheiro Curso Profissionalizante Modalidade Química 1. Tampão 2. Células 3. Lipídeos 4. Carboidratos 5. DNA I. Título

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MATOZO, H.C.

Sumário
Páginas BioQUÍMICA --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 04 Prática laboratorial -------------------------------------------------------------------------------------------------- 04 Noções de segurança ------------------------------------------------------------------------ 04 Princípios gerais da técnica ---------------------------------------------------------------- 04 1- Microscopia: Célula Animal e Vegetal ------------------------------------------------------------------------ 06 2- Propriedades da água -------------------------------------------------------------------------------------------- 08 3- Solução Tampão --------------------------------------------------------------------------------------------------- 10 4- Lipídeos (lipídios) ------------------------------------------------------------------------------------------------- 12 5- Colesterol ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 14 6- Caracterização de carboidratos -------------------------------------------------------------------------------- 17 Teste de Molish- Reação geral para carboidratos ------------------------------------------ 18 Reação de Seliwanoff- Reação para distinção entre aldoses e cetoses ------------------ 19 Reação de Benedict- Reação para identificar carboidratos redutores ------------------ 20 7- Isômeros Ópticos -------------------------------------------------------------------------------------------------- 21 8- BioQuímica Computacional ------------------------------------------------------------------------------------ 22 9- Análise de urina (artificial) ------------------------------------------------------------------------------------- 25 10- Extração de DNA de células de banana --------------------------------------------------------------------- 27 9- Prática Extra ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 29 Esterificação de Fisher e Speier (Etanoato de etila) ----------------------------------- 29 Referências Bibliográficas ------------------------------------------------------------------------------------------ 31 Anexos ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 32 pH e pOH ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 32 Estudo e determinação do "pH" ------------------------------------------------------------------------- 34 Elementos de interferências em medidas de pH ------------------------------------------------------- 35 Indicadores --------------------------------------------------------------------------------------------------- 37 Indicador Universal: Segundo Bogen ---------------------------------------------------- 37 Indicador Universal: Segundo Shinobu Yama ------------------------------------------ 37 Indicadores ácidos e básicos --------------------------------------------------------------- 38 Anotações -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 40

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MATOZO, H.C.

Resumo Este trabalho foi desenvolvido visando o aprimoramento da química biologica através de informações sobre temas bioquímicos para aguçar a curiosidade e leitores através de prática de fácil execução. O professor responsável pela disciplina é Huita do Couto matozo que leciona na Escola Municipal Governador Israel Pinheiro de João Monlevade MG. BioQUÍMICA

É a Química dos seres vivos. Os constituintes essenciais da dieta dos seres humanos são: gorduras, carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais. Com exceção dos sais minerais, são todos compostos orgânicos.

Prática laboratorial Noções de segurança Laboratório é um lugar para trabalhos sérios e não para experiências ao acaso. Estude e analise as práticas com antecedência para obter melhor aproveitamento das aulas. Utilize a proteção necessária, tipo avental, jaleco, luvas, pêra de borracha, etc., ao realizar as atividades laboratoriais. No final da atividade prática, lavar todo material utilizado, e deixar toda bancada organizada. Em qualquer trabalho prático, siga rigorosamente as indicações do protocolo. Princípios gerais da técnica Antes de retirar de um frasco uma solução qualquer, agite-o para homogeneizar o conteúdo. Não troque as tampas dos reagentes.

5 MATOZO, H.C. Use sempre uma pipeta para cada reagente a fim de evitar contaminação. Para aquecer um tubo de ensaio em chama direta, observe se o tubo está seco externamente. Caso contrário, seque-o antes de efetuar a operação. Para que o tubo seja uniformemente aquecido, utilize garra de madeira e mantenha o tubo inclinado e sob agitação constante. Nunca dirija o tubo para si mesmo ou para um colega, pois pode ocorrer projeção do líquido. Colocar uma quantidade de líquido inferior à metade da capacidade do aparelho, quando for submetido a aquecimento ou ebulição. Leia atentamente os rótulos dos frascos de reativos, antes de utilizá-los. Atenção ao descartar resíduos (soluções), caso haja dúvidas perguntar ao professor. Observação: Os experimentos a seguir estão sujeitos a mudança, por falta de reagentes ou outros problemas que porventura inabilitarão a segurança ou o procedimento.

6 MATOZO, H.C. Microscopia

Célula Animal e Vegetal

Introdução: Não se sabe exatamente quem foi o inventor do microscópio. Muitos atribuem sua invenção a Zacharias e a Hans Janssen, porém foi Leeuwenhoek quem realmente aperfeiçoou o instrumento e o utilizou na observação de seres vivos. Polêmicas à parte, é certo que, graças aos microscópios, foi possível uma análise mais apurada das células animais e vegetais e consequentemente dos processos que ocorrem no interior das mesmas. A célula pode ser vista como uma unidade produtiva, minúscula e complexa, a menor unidade viva. Nela

7 MATOZO, H.C. há estruturas e processos responsáveis pela nutrição, circulação de materiais, construção de substâncias e estruturas, excreção de resíduos, respiração (obtenção de energia para seus processos), reprodução e pelo controle destas atividades. Objetivos: Manusear o microscópio. Conhecer células animais e vegetais. Materiais: Microscópio; gilete; papel absorvente; lâmina; lamínula; conta-gotas; palitos (tipo sorvete); água; cebola; pano. Metodologia: Para que todos os grupos possam utilizar os microscópios, por favor, ao terminar deixe o microscópio livre e limpo para o próximo. Observação de células de Cebola Retirar a "pelinha" da cebola (camada de células) com a lâmina de aço (gilete) e colocar na placa de Petri contendo água; com o auxilio de um pincel, transferir a película da cebola para a lâmina; cobrir com uma lamínula e levar ao microscópio para observação; desenhar o observado. Observação de células da mucosa bucal humana Raspar a bochecha com o palito e retirar algumas células da mucosa bucal; transferir o material para a lâmina; cobrir com uma lamínula; levar ao microscópio e observar; desenhar o observado. Descarte de Resíduos Os resíduos descartar no lixo comum, observando o seu estado físico.

8 MATOZO, H.C. Propriedades da água

Introdução: É a substância mais abundante da célula (nos seres vivos), e sua porcentagem varia conforme o grau de atividade e a idade do tecido analisado. Em sementes, por exemplo, encontra-se 12% de água. Se forem umedecidas começarão a ocorrer reações químicas em seu interior e elas germinarão. Isso ilustra a principal função da água para a vida: as reações químicas celulares em meio aquoso. A água corresponde, em média, a 70% da massa celular. Como a água é um poderoso solvente, funciona também como meio de transporte de substâncias tanto no interior da célula e no exterior. Nela se dissolvem nutrientes, gases e excretas. A molécula de água, H2O, apresenta um ângulo de 104,5 graus entre as duas ligações O-H, dando-lhe um caráter altamente polar. Além disso, o átomo de O possui dois pares de elétrons livres, permitindo a formação de ligações de hidrogênio entre moléculas vizinhas. Esta estrutura dá à água propriedades físicas e químicas de enorme importância biológica. A água se ioniza através de uma reação ácido-base: H2O + H2O Função Biológica da água A água possui muitas propriedades incomuns que são críticas para a vida: é um bom solvente e possui alta tensão superficial (0,07198 N m−1 a 25 °C). A água pura tem sua maior densidade a 3,984 °C: 999,972kg/m³ e tem valores de densidade menor ao arrefecer que ao aquecer. Por ser uma substância estável na atmosfera, desempenha um papel importante como absorvente da radiação infravermelha, crucial no efeito estufa da atmosfera. A água também possui um calor específico peculiarmente alto (75,327 J mol−1 K−1 a 25 °C), que desempenha um grande papel na regulação do clima global. → H3O+ + OH-

9 MATOZO, H.C. A água dissolve vários tipos de substâncias polares e iônicas, como vários sais e açúcares, facilitando na interação química entre as diferentes substâncias fora e dentro dos organismos vivos (metabolismos complexos). Apesar disso, algumas substâncias não se misturam bem com a água, incluindo óleos e outras, podendo ser classificadas como insolúveis e, em alguns casos, hidrofóbicas. As membranas celulares, compostas por lipídios e proteínas, levam vantagem das propriedades hidrofóbicas para controlar as interações entre os seus conteúdos e o meio externo. Objetivos: Aprender usar densímetro e termômetro. Medir densidade da água em diferentes temperaturas (extremo). Materiais: Densímetro, termômetro, béquer, água, garrafa PET. Metodologia: (No mínimo 24horas) Colocar na geladeira 2L de água. Colocar no congelador água para produzir gelo. Aquecer 1L de água até a temperatura de 40°C, em seguida medir a densidade. Aquecer 1L de água até a temperatura de 60°C, em seguida medir a densidade. (ATENÇÃO) Aquecer 1L de água até a temperatura de 80°C, em seguida medir a densidade. (ATENÇÃO) Adicionar a um béquer a 1L de água gelada e a temperatura de 4°C (caso precise adicione gelo ou mais água). Anotar as observações. Adicionar a um béquer 1L de água da torneira e medir a temperatura em seguida colocar o dedo (as mãos previamente limpas) neste béquer, anotar as observações. O béquer com água gelada (4°C) colocar o dedo (as mãos previamente limpas) em seguida introduzi-lo no béquer contendo água da torneira. Anotar as

10 observações. Descarte de Resíduos

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Deixar a água alcançar a temperatura ambiente e descartar na pia. Solução Tampão

Introdução: Tampões Uma solução tampão (mistura tampão ou sistema tampão) é aquela que resiste a uma variação de pH quando se adiciona ácido ou álcali (base). Geralmente uma solução tampão consiste de uma mistura de ácido fraco de Brönsted e sua base conjugada. Por exemplo, misturas de ácido etanóico e etanoato de sódio ou hidróxido de amônio e cloreto de amônio. Equação de Henderson-Hasselbach A equação de Henderson-Hasselbach é uma fórmula matemática para calcular o pH de soluções de misturas de ácidos e suas bases conjugadas. pH= pKa + log [base]/[ácido]

11 Objetivos: Usar micropipetas, pHmetro Conceituar solução tampão.

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Verificar os fatores que determinam a eficiência ou capacidade de uma solução tamponada. Preparar soluções para aparelho de medir pH (pH 4, 7 e 9). Materiais necessários: Etanoato de sódio, ácido etanóico, pHmetro, micropipeta (1000µL, 200µL e 100µL). Metodologia: Preparar a 10mL solução de 1M de ácido etanóico (solução mãe SM-1). Preparar a 10mL solução de 1M de etanoato de sódio (solução mãe SM-2). Usando 1mL da SM-1 e 1mL da SM-2 e completar para 100mL. Homogeneizar, em seguida medir o pH. Usando 1mL da SM-2 e 1mL da SM-1 e completar para 100mL. Homogeneizar, em seguida medir o pH. Através da equação de Henderson-Hasselbach, fazer o cálculo de pH teórico e comparar com prático. Qual é a relação entre prático e teórico (Descrever)? Preparar solução tampão para o uso em pHmetros Medir 1,012g de bifitalato de potássio e completar para 100mL de solução. Medir o pH. Medir 0,3387g de diidrogênio fosfato de potássio e 0,3533g de hidrogênio fosfato dissódico e completar para 100mL de solução. Medir o pH. Medir 0,380g de borato de sódio decahidratado e completar para 100mL de solução. Medir o pH. Como identificar as soluções (dois métodos)?

12 Descarte de Resíduos

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As soluções tampão deverão ser identificadas e armazenadas adequadamente. Soluções concentradas diluir até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8. A solução de acetato e ácido etanóico deverão ser diluídas até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8, em seguida descartar na pia, mas o melhor é armazenar e guardá-las para outras práticas ou neutralizações de outras soluções. Lembre-se que não deve deixar soluções muito tempo estocada e não usar vidrarias para este fim e sim frascos específicos e identificados conforme MATOZO, 2009 (Guia de Identificação NFPA, www.matozohc.hpg.ig.com.br).

Lipídeos

Introdução: Lipídeos são ésteres elaborados pelos organismos vivos, que por hidrólise fornecem ácidos graxos ao lado de outros compostos. Os lipídeos são insolúveis em água; flutua na água, por ter menor densidade. Objetivos: Compreender as propriedades dos triacilgliceróis e como elas influenciam sua solubilização Analisar a composição desses lipídios através de reações de saponificação e precipitação

13 Materiais:

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Ovo (1 p/ cada grupo); Filtro de papel; 1 Placa de Petri; 1 funil; 1 Bastão de vidro; Banho-maria; Ác. Etanóico concentrado 5 mol/L ; 1 Tubo de ensaio com 12 mL de propanona; 1 Tubo de ensaio com 3mL de Hidróxido de potássio alcoólico – Tubo B; 1 Tubo de ensaio vazio Metodologia: Extração de lipídios: Abrir o ovo separando o seu conteúdo em dois béqueres (clara em um, gema em outro) sem romper a membrana que envolve a gema; Retirar 10mL da gema do ovo colocando-a em outro béquer (3); (no caso da gema, evitar usar pipeta) A este recipiente adicionar 8mL de propanona; Com o bastão de vidro homogenizar a solução até a aglutinação do material; Lavar o béquer 2 (que continha a gema) Acomodar o filtro de papel no béquer 2 de modo a permitir a filtragem do material do béquer 3; Passar mais 4mL de propanona pelo filtro; Transferir todo o material filtrado para a placa de Petri; Colocar a placa, já com o material no banho-maria até a evaporação da propanona; Registrar o ocorrido ao material em cada uma das etapas do processo. Descarte de Resíduos A casca do ovo deixar em vasilhas adequadas e deixar secar (poderá usar estufa “60°C” ou deixar secar a temperatura ambiente. Após seca poderá usar para correções em solo, outras práticas. O restante adicionar detergente e proceder normalmente a lavagem, ou ainda liofilizar a gema e a clara deixando em geladeira a temperatura abaixo de 10°C por 7 dias ou até secar. Armazenar em frasco devida-

14 MATOZO, H.C. mente identificado para futuras práticas. Caso não tenha local para este processo lavar com detergente e água e descartar normalmente. Colesterol

As duas principais gorduras presentes no sangue são o colesterol e os triglicerídeos. As gorduras ligam-se a determinadas proteínas para deslocarem-se no sangue. As gorduras e as proteínas combinadas são denominadas de lipoproteínas. As principais lipoproteínas são os quilomícrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa ( very low density lipoprotein ou VLDL-colesterol ), as lipoproteínas de baixa densidade ( low density lipoprotein ou LDL-colesterol , também chamado de "colesterol ruim") e as lipoproteínas de alta densidade ( high density lipoprotein ou HDL-colesterol , também chamado de "colesterol bom" ). As principais lipoproteínas são os quilomícrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa ( very low density lipoprotein ou VLDL-colesterol ), as lipoproteínas de baixa densidade ( low density lipoprotein ou LDL-colesterol , também chamado de "colesterol ruim") e as lipoproteínas de alta densidade ( high density lipoprotein ou HDL-colesterol , também chamado de "colesterol bom" ). Método de Huang e Cols modificado O anidrido etanóico precipita as proteínas retirando a água de solvatação das mesmas e, ao mesmo tempo, contribui para a formação de um complexo; o ácido sulfúrico dissolve o preciptado, pois baixa o pH além do pI das proteínas. Pela desidratação o corre no nível insaturado do núcleo do colesterol (posição 5 e 6), forma-se um derivado sulfônico de coloração verde cuja a intensidade é diretamente proporcional à concentração de colesterol existente na amostra.

15 Reativos

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1- Reativo cromogênico: Em um frasco de 250mL de capacidade, colocado em banho de gelo, transferir 60mL de anidrido etanóico gelado e acrescentar vagarosamente e com agitação constante, 30mL de ácido etanóico glacial, em seguida, adicionar vagarosamente e com agitação constante 11mL de ácido sulfúrico concentrado gelado. Deixar a mistura em repouso em banho de gelo por 30minutos. Após o repouso, transferir a solução para um frasco âmbar(tampa plástica). Adicionar 5g de sulfato de sódio anidro e homogeneizar. Observação: Armazenado em geladeira é válido por 1ano, desde que haja contaminação. 2- Padrão de colesterol (200mg%) para um balão volumétrico de 100mL, contendo 80mL de ácido etanóico glacial, transferir exatamente 200,00mg de colesterol p.a. Agitar e colocar o balão em banho de água a 37°C, mantendo-o nesta temperatura por 12h. Esfriar até que adquira a temperatura ambiente, completar o volume a 100mL com o solvente e homogeneizar. Observação: Armazenar em frasco âmbar e hermeticamente fechado, este padrão é estável a temperatura ambiente. Procedimento Em 2 tubos de ensaio marcados A(amostra) e P(padrão), adicionar respectivamente 0,1mL de soro e 0,1mL de padrão de colesterol. Adicionar a cada um dos tubos, de uma só vez e agitando, 5mL do reativo cromogênico. Colocar os tubos em banho de água a 37°C, mantendo-se nesta temperatura e ao abrigo da luz, durante 15min. Esfriar. Efetuar as leituras espectrofotométricas em 625nm, ajustando o zero do aparelho com o reativo cromogênico. Cálculos: C . A / P = mg de colesterol total por 100mL de soro Valores normais: Os valores normais para o colesterol total sérico podem variar de acordo com o estado de

16 nutrição, com a idade e com o sexo. Método de Leffler-McDougald

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O isopropanol é utilizado para precipitar as proteínas e, ao mesmo tempo, extrair o colesterol. Sobre uma alíquota do extrato, adiciona-se o reativo férrico-etanóico que, em meio sulfúrico, forma um composto colorido que é determinado espectrofotometricamente. Reativos 1-Propan-2-ol p.a.; 2-ácido sulfúrico concentrado; 3-Reativo cromogênico: Cloreto férrico hexahidratado 50mg, ácido etanóico glacial q.s.p (quantidade suficiente para) 100mL. Armazenar em frasco âmbar. 4-Padrão de colesterol (200mg%): Colesterol p.a. 200mg, isopropanol q.s.p. 100mL. Armazenar em frasco âmbar com validade indefinida. Procedimento Em 2 tubos de ensaio marcados A(amostra) e P(padrão), adicionar respectivamente 0,2mL de soro e 0,2mL de padrão de colesterol. Adicionar a cada um dos tubos, de uma só vez e agitando, 4,8mL propan-2-ol p.a., agitar fortemente durante 15s e deixar em repouso por 5minutos, em seguida, centrifugar a 3000rpm durante 5min. Em 3 tubos munidos de tampa e marcadas com A,P e B, transferir respectivamente 1mL de sobrenadante A, 1mL da mistura P e 1mL de propan-2-ol. (ATENÇÃO REAÇÃO EXOTÉRMICA) A cada um dos tubos adicionar 2mL do reativo cromogênico, agitar e acrescentar cuidadosamente e pelas paredes, 2mL de ácido sulfúrico concentrado. Imediatamente tampar e agitar por inversão 6vezes. Deixar em repouso até atingir a temperatura ambiente. Efetuar as leituras espectrofotométricas em 540nm, ajustando o zero do aparelho com o reativo cromogênico.

17 Cálculos:

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C . A / P = mg de colesterol total por 100mL de soro Descarte de Resíduos Nos dois métodos (Leffler-McDougald e Huang e Cols) os materiais obtidos deverão ser identificados corretamente e guardados. Carboidratos

Teste de Molish- Reação geral para carboidratos Reação de Seliwanoff- Reação para distinção entre aldoses e cetoses Reação de Benedict- Reação para identificar carboidratos redutores

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Teste de Molish- Reação geral para carboidratos Introdução: Os ácidos concentrados causam a desidratação de monossacarídeos. As pentoses dão como produto final o furfural, e as hexoses o hidroximetilfurfural. Estes derivados se condensam com o alfa-naftol, originando produtos coloridos. Se um oligossacarídeo ou polissacarídeo estiver presente, ele é primeiro hidrolisado em seus monossacarídeos constituintes, que são então desidratados. Essa reação é considerada geral para os carboidratos, e não é específica, pois se processa com outras substâncias. A reação negativa indica a ausência de carboidratos. Objetivo: Caracterizar a presença de carboidratos em material biológico. Materiais: Solução de glicose a 1 % ; ácido sulfúrico concentrado; solução alcoólica de alfa-naftol a 5 %. Metodologia: Pipetar para um tubo de ensaio 2 mL de solução de glicose. Acrescentar 5 gotas da solução de alfa-naftol. Pipetar cuidadosamente 2 mL de ácido sulfúrico concentrado com o tubo inclinado, deixando o ácido escorrer pelas paredes do tubo sem agitar.

19 Resíduos:

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Descartar no frasco adequado e identificado com o nome da equipe.

Reação de Seliwanoff- Reação para distinção entre aldoses e cetoses Introdução: Este teste permite diferenciar aldoses de cetoses, que sob ação desidratante de ácidos concentrados são transformados em derivados do furfural, que por sua vez se condensam com o resorcinol formando um composto vermelho de composição incerta. A reação com cetoses é mais rápida do que com as aldoses permitindo diferenciá-los. Este teste é específico para a frutose. Observe na figura acima e à esquerda a diferença entre uma cetose e uma aldose e à direita o exemplo de uma cetose, no caso, a frutose. Objetivo: Caracterizar a presença de carboidratos em material biológico. Materiais: solução de glicose a 1 %; solução de frutose a 1 % ; reativo de Seliwanoff . Metodologia: Pipetar para um tubo de ensaio 1 mL de glicose e para outro 1 mL de frutose. Acrescentar em cada tubo 3 mL do reativo de Seliwanoff. Deixar em banho-maria fervente por 5 minutos. Resíduos: Descartar no frasco adequado e identificado com o nome da equipe.

20 MATOZO, H.C. Reação de Benedict- Reação para identificar carboidratos redutores Introdução: Os carboidratos redutores possuem grupos aldeídos ou cetonas livres ou potencialmente livres, sofrendo oxidação em solução alcalina de íons metálicos como o cobre. Os íons cúpricos (Cu++) são reduzidos pela carbonila dos carboidratos a íons cuprosos(Cu+) formando o óxido cuproso, que tem cor vermelho tijolo. A glicose é oxidada a ácido glicurônico, reduzindo íons cúpricos a íons cuprosos. A sacarose não sofre oxidação porque possui dois carbonos anoméricos envolvidos na ligação glicosídica. Objetivo: Caracterizar a presença de carboidratos em material biológico. Materiais: Solução de glicose a 1 % ; solução de sacarose a 1 %; reativo de Benedict. Metodologia: Pipetar para dois tubos de ensaio 3 mL do reativo de Benedict. Acrescentar ao primeiro tubo 1 mL de glicose e ao segundo 1 mL de sacarose. Agitar e deixar em banho-maria fervente por 3 minutos. Descarte de Resíduos A solução de sacarose basta diluir (50% quando acima de 0,1M) e descartar. O cobre deverá ser reduzido adicionado um pedaço de ferro limpo até o desaparecimento completo da cor azul, em seguida filtrar, deixar secar (nesta etapa se quiser acelerar o processo adicione etanol ou propanona), em seguida guardar o precipitado devidamente etiquetado e identificado (cobre metálico). Soluções concentradas diluir até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8. As soluções ácidas ou básicas diluir até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8, em seguida descartar na pia. Lembre-se que não deverão deixar soluções muito tempo estocada e não usar vidrarias para este fim e sim frascos específicos e identificados conforme MATOZO, 2009 (Guia de Identificação NFPA, www.matozohc.hpg.ig.com.br).

21 MATOZO, H.C. Isômeros Ópticos

Introdução: Certas substâncias químicas podem desviar o plano de vibração da luz polarizada; a luz polarizada vibra em apenas um plano, ao contrário da luz natural, que é constituída em todas as direções. Dizemos que as substâncias que desviam o plano da luz polarizada têm atividade óptica ou que elas são oticamente ativas. Caso o desvio ocorra para a direita, dizemos que são dextrógiras; ocorrendo o inverso, dizemos que se trata de substâncias levógiras. Desvio para direita → dextrógira (d) Desvio para esquerda → levógira (l) A atividade óptica de uma substância decorre de sua assimetria molecular. Assimetria molecular → Atividade Óptica A causa mais comum de assimetria molecular é a presença de pelo menos um carbono assimétrico. Chamamos de carbono assimétrico (assinalado C*) o átomo de carbono ligado a quatro grupos diferentes.

R1 R4
Onde : R1 ≠ R2 ≠ R3 ≠ R4

C* R3

R2

22 Objetivo:

MATOZO, H.C.

Determinar a atividade óptica de alguns compostos. Materiais: Proveta; béquer; pipeta; água; glicose; ... Metodologia: Preparar 500mg/mL de glicose em um volume final de 10 mL. Preparar 30% de glicerol em um volume final de 10 mL. Preparar... Utilizando o polarímetro zerar com água, em seguida colocar a solução de glicose no tubo (tubo de análise). Anotar os ângulos observados para cada solução. Descarte de Resíduos Diluir as soluções de glicose e descartar na pia se não tiver como reutilizá-la no laboratório.

BioQuímica Computacional

23 MATOZO, H.C. Análise computacional de alguns compostos importantes na bioquímica Introdução: Do início até meados do século passado os geneticistas e químicos se questionaram sobre a natureza química do material genético. Das pesquisas desenvolvidas, surgiu a conclusão de que o DNA era a molécula que armazenava a informação genética e, em 1953, sua estrutura química foi desvendada no clássico trabalho de Watson e Crick. Com a posterior descoberta do código genético e do fluxo da informação biológica, dos ácidos nucléicos para as proteínas, tais polímeros passaram a constituir os principais objetos de estudo de uma nova ciência, a Biologia Molecular. Logo surgiram métodos de sequenciamento desses polímeros, principalmente do DNA, que permitiam a investigação de suas sequências monoméricas constituintes. Desde então, mais de 18 bilhões dessas sequências já foram produzidas e estão disponíveis nos bancos de dados públicos. Na segunda metade da década de 90, com o surgimento dos sequênciadores automáticos de DNA, houve uma explosão na quantidade de sequências a serem armazenadas, exigindo recursos computacionais cada vez mais eficientes. Além do armazenamento ocorria, paralelamente, a necessidade de análise desses dados, o que tornava indispensável a utilização de plataformas computacionais eficientes para a interpretação dos resultados obtidos. Assim nascia a bioinformática. Essa nova ciência envolveria a união de diversas linhas de conhecimento a engenharia de softwares, a matemática, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular. Os primeiros projetos na área eram compostos por profissionais de diferentes áreas da biologia e informática e percebia-se uma certa dificuldade de comunicação: enquanto o biólogo procurava uma solução que levasse em consideração as incertezas e erros que ocorrem na prática, o cientista da computação procurava uma solução eficiente para um problema bem definido. Assim, surgiu a necessidade de um novo profissional, que entendesse bem ambas as áreas e fizesse a ponte entre elas: o Bioinformata. Esse profissional deveria ter o conhecimento suficiente para saber quais eram os problemas biológicos reais e quais seriam as opções viáveis de desenvolvimento e abordagem computacional dos problemas em questão. O papel da máquina é facilitar a organização e a manipulação das informações e, não o de fazer o trabalho pelo usuário. Objetivo: Analisar, verificar algumas moléculas em 3D da bioquímica.

24 Materiais:

MATOZO, H.C.

Computador (Internet); disquete (ou CD); folha sem pauta. Metodologia: Acessar o site http://www6.ufrgs.br/bioquimica/ e clicar em galeria de moléculas, onde encontrarão moléculas em 3D. Salvar as moléculas em disquete ou cd. Desenhar as moléculas em forma de linhas. Não esquecer que outras pessoas poderão ter dificuldades e o site é interessante, por isso deverá ser feito o que o professor pedir para que outros não fiquem defasados, ou seja, se domina os programas deixe que outros possam também aprender. Questões: 1. 2. 3. O que é visualização em 3D? Qual a importância das ferramentas utilizadas neste experimento? Qual a importância da internet no seu cotidiano?

Descarte de Resíduos Descartar no frasco adequado e identificado com o nome da equipe, por exemplo, papéis gerados neste experimento. Observação: Disquete e CD danificados deverão ser guardados para a destinação adequada dos mesmos.

25 MATOZO, H.C. Análise de urina

Introdução: As substâncias eliminadas pela urina servem comumente como dados para o diagnóstico médico. De fato, uma parte da análise clínica ordinária é a análise da urina, já que certas propriedades desta e a presença de quantidades anormais de determinadas substâncias indicam a existências de certas doenças (diabete...). A urina é artificial (a que iremos analisar) ou seja foi produzida no laboratório adicionando os componentes para serem analisados. Os cuidados deverão ser os mesmos para o procedimento de análise em laboratórios clinico. Foram produzidas quatro tipos de urina onde a concentração dos componentes foram mudadas simulando algum problema que o paciente porventura poderia ter. Objetivo: Analisar qualitativamente de urina (urina produzida no laboratório adicionando os principais constituintes da mesma em água) Materiais: Tubo de ensaio; luvas. Metodologia: 1- Cor: observe a cor de uma amostra representativa de 24 horas ou compare-a com a escala cromática de Vogel. “ cor muito clara ou muito escura é sinal de alguma doença”.

26 MATOZO, H.C. 2- pH: Teste e anote o pH de uma amostra recente. “pH ácido (normal) e pH alcalino (anormal, sintoma da doença de Bright e de muita albumina)”. 3- Peso específico (densidade) “1,005-1,030 (normal) e 1,002-1,060 (anormal). Maior que 1,028 exige teste de glicose”. 4- Albumina (método de Heller): consiste na coagulação da albumina com HNO3. Coloque em um tubo de ensaio 2 mL de HNO3c. Incline o tubo e deixe deslizar pela parede interna, “sem misturar-se”, 2 mL de amostra “filtrada”. Observe se há formação de uma camada branca de contato de ambos os líquidos. “Uma espessura perceptível da camada indica anormalidade (doença de Bright)”. Se não se forma um precipitado imediato, deixe repousar por algumas horas antes de tirar sua conclusão. 5- Cloretos: Elimine a albumina filtrando a solução conforme o método de Heller. Acrescente 3 gotas de AgNO3. “Ausência de precipitado branco indica anormalidade”. Questões: 1- O que é urina? Qual a importância de sua análise? Por que usar amostra de 24 horas? 2- Qual os produtos formados ao adicionar o AgNO3? 3- Qual o método poderíamos usar para analisar se há ou não a presença de glicose? Descarte de Resíduos Em caso de material usado com urina deverão ser autoclavados (caso não tenha o autoclave poderá usar água quente em ebulição e deixar por 15 minutos em aquecimento ou tomando os devidos cuidados poderá usar uma panela de pressão para este fim, mas observando que somente poderá usar esta panela caso não ocorra a oxidação da mesma ao adicionar o material para ser descartado) ou usar solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) 0,2% e deixar por 15minutos e descartar o produto a água sanitária deverá ser diluída 100% e somente depois poderá descartar ou ainda usar uma solução de peróxido de hidrogênio 0,3 volume e deixar em repouso o material por 15minutos e somente descartar a solução após a decomposição do peróxido de hidrogênio (isto poderá ser feito aquecendo).

27

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DNA

Extração de DNA de células de banana Introdução: A cromatina é formada por moléculas de DNA (polímeros de desoxi-ribonucleotídeos fosfatados) associadas à proteínas, localizada no núcleo das células. Para a extração de DNA, é necessária que ocorra a lise das membranas plasmáticas e nucleares, remoção das proteínas e isolamento do DNA purificado. Em geral, as proteínas transmembrana só podem ser solubilizadas por agentes que rompam associações hidrofóbicas e destruam a bicamada lipídica. Entre esses, os mais úteis para o bioquímico que estuda membranas são os detergentes, os quais são moléculas anfipáticas que tendem a formar micelas em água. Quando misturados com membranas, as extremidades hidrofóbicas dos detergentes ligam-se às regiões hidrofóbicas das proteínas das membranas, deslocando as moléculas lipídicas. Como a outra extremidade da molécula de detergente é polar essa ligação tende a solubilizar as proteínas da membrana como complexos de detergente-proteína. Com detergentes iônicos fortes, mesmo as proteínas de membrana mais hidrofóbicas podem ser solubilizadas. A molécula de DNA não é solúvel em álcool e, desta maneira, tende a formar um aglomerado de moléculas quando em meio alcoólico. Objetivo: Extrair DNA de fruta.

28 Materiais:

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1 banana, estilete, NaCl (sal de cozinha), detergente, álcool 95% gelado, pipeta Pasteur, tubo de ensaio, banho-maria a 60oC, proveta de 100 mL, erlenmeyer de 100 mL, placa de Petri pequena. Metodologia: 1. Picar em pedaços bem pequenos ou triturar, cerca de ¼ de uma banana em uma placa de Petri utilizando o bisturi. 2. Preparar a solução de extração: em um erlenmeyer, misturar 5 mL de detergente, 1 g de sal e completar até 50 mL de água destilada. 3. Adicionar a banana triturada, misturar e colocar 7 mL de solução em um tubo de ensaio. Colocar o tubo em banho-maria a 60oC por 30 minutos. 4. Resfriar rapidamente a solução, colocando-a num recipiente com gelo, mexendo cuidadosamente. 5. Coar a mistura em filtro de papel, transferindo 7 mL da solução para um tubo de ensaio limpo. 6. Adicionar à solução, 7 mL de etanol 95%, vagarosamente. 7. Inverter o tubo com cuidado até o surgimento do DNA precipitado. 8. Com o auxílio do palito, faça movimentos giratórios e observar-se-á a adesão dos filamentos (moléculas de DNA) no palito. Questões: 1) O que é o DNA? 2) Por que surgiu material viscoso? 3) Descreva os motivos da utilização dos materiais? 4) Como se sabe que os filamentos são moléculas de DNA?

29 Descarte de Resíduos

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Descartar os resíduos sólidos no lixo, caso não tenham um sistema de compostagem. O liquido adicionar algumas gotas de detergentes até a homogeneização, diluir (1:1, v/v) e descartar. Prática Extra Esterificação de Fisher e Speier (Etanoato de etila) Introdução Em 1895, Fisher e Speier constataram que a obtenção de ésteres era possível através do aquecimento de ácido carboxílico e álcool na presença de um catalisador. Essa reação ficou conhecida como esterificação de Fisher, sendo este um dos principais métodos utilizados na produção de ésteres. Ésteres são compostos amplamente distribuídos na natureza. Os ésteres simples tendem a ter um odor agradável, estando geralmente associados com as propriedades organolépticas (aroma e sabor) de frutos e flores. Em muitos casos, os aromas e fragrâncias de flores e frutos devem-se a uma mistura complexa de substâncias, onde há a predominância de um único éster. Muitos ésteres voláteis possuem odores fortes e agradáveis. Alguns destes são mostrados na tabela abaixo: Etanoato de etila propila isopentila benzila isobutila Odor característico maçã pêra banana pêssego rum

Químicos combinam compostos naturais e sintéticos para preparar aromatizantes. Estes reproduzem aromas naturais de frutas, flores e temperos. Geralmente estes flavorizantes contém ésteres na sua

30 MATOZO, H.C. composição, que contribuem para seus aromas característicos. Aromatizantes superiores reproduzem perfeitamente os aromas naturais. Em geral, estes aromatizantes são formados de óleos naturais ou extratos de plantas, que são intensificados com alguns ingredientes para aumentar a sua eficiência. Um fixador de alto ponto de ebulição, tal como glicerina, é geralmente adicionado para retardar a vaporização dos componentes voláteis. A combinação dos compostos individuais é feita por diluição em um solvente chamado de "veículo". O veículo mais frequentemente usado é o álcool etílico. Objetivo: Obter éster usando o método da reação de Fisher Materiais: Rolha com tubo em L; béquer; tela metálica; bico de Bunsen(ou lamparina ou vela); tubo de ensaio; perolas de ebulição; ácido sulfúrico concentrado; etanol; ácido etanóico. Atenção: Os ácidos podem causar queimaduras em contato com a pele. Metodologia: Colocar 10 gotas de etanol, 15 gotas de ácido etanóico glacial e 2 pérolas de ebulição em um tubo de ensaio. Cuidadosamente adicione 2 gotas de ácido sulfúrico. Agite e tampe-o com a rolha contendo o tubo de vidro em L. Coloque o tubo de ensaio em banho quente, em um béquer com água. Aqueça o sistema durante 10 minutos. Deixe esfriar e sinta o odor do composto formado. Questões: 1) Dê a formula molecular e estrutural dos compostos (éster) da tabela. 2) Monte a reação de formação do éster? 3) Qual o motivo de usar as pérolas de ebulição?

31 Descarte de Resíduos

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O produto deverá ser condicionado a um frasco devidamente identificado e armazenado em local adequado. Se tiver alguma solução que tenha ácido diluir 50% e elevar o pH a 7 e descartar, ou acondicionar em local adequado para ser usado em outras práticas (consultar o professor).

Referências Bibliográficas AVERSI-FERREIRA; T.A. Biologia: Celular e Molecular. Editora Átomo, Campinas, SP, 2008 BRANCALHÃO; R.M.C. SOARES; M.A.M. Microtécnicas em biologia celular. EDUNIOESTE. Cascável, 2004 CISTERNAS, J. R. Fundamentos de Bioquímica Experimental, 2a Edição. Editora Atheneu, São Paulo, 2005 FERNANDES, J. Química Analítica Qualitativa: Cursos Técnicos e Profissionalizante do 2o Grau, Curso de Química Industrial e Curso Superior de Química. Hemus Editora Ltda, São Paulo, 1982 FERNANDES, J. Química Analítica Quantitativa: Cursos Técnicos e Profissionalizante do 2o Grau, Curso de Química Industrial e Curso Superior de Química. Hemus Editora Ltda, São Paulo, 1982 GIBAS, C. JAMBECK, P. Desenvolvendo Bioinformática. Editora Campus Ltda, Rio de Janeiro, 2001 http://www.biotecnologia.com.br. Acessado em 10/08/2009 http://www.dbio.uevora.pt/LBM/Foco/Extraccao/Extraccao_DNA.htmL. Acessado em 08/07/2007 http://www.deboni.he.com.br/tq/index.html. Acessado em 10/08/2009 http://www.dnagoestoschool.org/. Acessado em 10/08/2009 http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/. Acessado em 10/08/2009 KOLTZ, J.C.TREICHEL, P. JR. Química e reações química. Tradutor Horácio Macedo 3a edição. LTCLivros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro,1998 LEHNINGER, A. NELSON. D.L. COX, M.M. The Foundations of Biochemistry. 4a Ed. USA. 2004 MANO, E.B. SEABRA, A.P. Prática de Química Orgânica. 3a edição , Editora Edgard Blucher Ltda, São Paulo, 1987 MASTERTON; L. W. SLOWINSKI; E. J. STANITSKI; C. L. Tradução Jossyl de Souza Peixoto. Princípios de Química. Sexta Edição. Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1990 MATOZO, H.C. Apostila de BioQuímica Teórica. João Monlevade-MG. 2007 MATOZO, H.C. Apostila de BioQuímica Teórica. João Monlevade-MG. 2009

32 MATOZO, H.C. MATOZO, H.C. Apostila de Química Orgânica Teórica. João Monlevade-MG, 2007 MATOZO, H.C. Apostila de Química Orgânica Teórica. João Monlevade-MG, 2009 MATOZO, H.C. NASCIMENTO, A.S. SANTOS, M.A.M. IULIANO, R. FUSCO, A. POLYKARPOV, I. Cristallization and preliminary X-ray diffraction analysis of rat protein tyrosine phosphatase eta. Acta crystallographica Section F, ISSN 1744-3091 p. 923-925, 2006 MOISÉS, H. N. SANTOS, T.H.F. Novo Manual Nova Cultura Biologia. Gráfica Circulo. Barueri-SP, 1998 SOLOMONS, T. W. G. Química Orgânica I. 8ª edição. Editora LTC-Livros Técnicos e Científicos S. A. Rio de Janeiro, 2005

Anexos Observação: Este anexo é apenas uma breve descrição de alguns conceitos, caso precise de mais detalhes pesquise as referências bibliográficas ou outras. pH e pOH Como [H3O+][OH-] é uma constante, podemos dizer que estas duas concentrações são "balanceadas" uma em relação à outra, isto é, quando uma aumenta a outra diminui e vice-versa. Isso nos permite calcular a concentração de uma a partir da outra, já que sabemos o valor do produto: 1,0 x 10-14 mol/L. Por exemplo, numa solução 0,02 M de HCl, quais seriam as concentrações dos dois íons? Veja: O HCl é um ácido forte e por isso está totalmente dissociado. Como a estequiometria da reação de ionização do ácido (HCl H+ + Cl-) é 1:1:1, se a concentração de HCl é 0,02 M, a concentração de H+ na solução é também 0,02 M. Agora, de posse do valor de [H +], encontramos facilmente a concentração de OH-: [H+][OH-] = 1,0 x 10-14 [0,02][OH-] = 1,0 x 10-14 [OH-] = (1,0 x 10-14)/ (2,0 x 10-2) [OH-] = 5,0 x 10-13 mol/L A concentração hidrogeniônica [H+] em uma solução pode variar de mais de 10 mol/L a menos de 1 x 10-15 mol/L. Porém, não faz muito sentido considerar medidas concentrações altíssimas ou baixíssimas de íons H3O+. Assim, foi convencionada uma faixa de concentrações [H+], de acordo com o produto iônico da água, entre 1,0 mol/L e 1,0 x 10-14 mol/L. Soluções com [H+] acima de 1 mol/L já são ácidas demais para terem sua força ácida medida, isto é, a quantidade de espécies H+ em solução é mais do que suficiente para que a solução seja considerada fortemente ácida. Por outro lado, concentrações de H + abaixo de 1,0 x 10-14 mol/L são pequenas demais para serem consideradas, ou seja, são desprezíveis.

33 MATOZO, H.C. Usualmente, para se medir a força ácido-básica de uma solução, utiliza-se uma escala de pH, que varia de 0 a 14. O pH é definido como o logaritmo negativo da concentração hidrogeniônica [H+]. Assim, os valores 0 e 14 significam, respectivamente, concentrações 1,0 mol/L e 1,0 x 10-14 mol/L, já que -log (1,0) = 0 e -log (1,0 x 10-14) = 14. Com o conceito de pH podemos introduzir outro: o pOH que, por analogia, é definido como o logaritmo negativo da concentração hidroxiliônica [OH-]. A soma de pH + pOH sempre resultará 14. Por isso, se o pH de uma solução é 3,2 seu pOH é 10,8 e vice-versa. Podemos então classificar as soluções em três tipos, em relação à sua força ácido-básica:

Soluções ácidas - A concentração de íons H3O+ é superior a de íons OH- (pH < 7) Soluções básicas - A concentração de íons H3O+ é inferior a de íons OH- (pH = 7) Soluções neutras - A concentração de íons H3O+ é igual a de íons OH- (pH > 7)

Nos cálculos de problemas envolvendo pH, geralmente usa-se a seguinte seqüência: É fornecida a concentração hidrogeniônica da solução, como, por exemplo, 3,2 x 10-4 mol/L. Pela propriedade dos logaritmos tem-se que: -log (3,2 x 10-4) = - (log 3,2 + log 10-4). Lembre-se que logbbc = c; assim: log 10-x = -x. Pode-se ainda fornecer a concentração hidroxiliônica da solução para, a partir dela, calcular-se o pH. Veja alguns exemplos de problemas envolvendo pH e pOH (use, se for preciso, uma calculadora científica para os cálculos de logaritmos): 1) Calcule o pH de uma solução cuja concentração hidrogeniônica é 1,0 x 10-3 mol/L. pH = -log (1,0 x 10-3) = - (log 1 + log 10-3) = - (0 - 3,0) = 3,0 2) Calcule o pH de uma solução de HCl cuja concentração hidrogeniônica é 4,6 x 10-3 mol/L. pH = -log (4,6 x 10-3) = - (log 4,6 + log 10-3) = - (0,66 - 3,0)= 2,34 3) Calcule o pH de uma solução de NaOH de concentração 2,0 x 10-2 mol/L. A concentração que foi dada é de espécies NaOH e não de íons H3O+. Sabemos que o NaOH é uma base forte e, por isso, encontra-se completamente ionizada em solução. A equação que descreve esse processo é NaOH Na+ + OH-. Assim, pela proporção 1:1:1, a concentração de íons OH-será igual à concentração de espécies NaOH dada no problema. Logo, temos que [OH -] = 2,0 x 10-2 mol/L. Agora, fazemos a seguinte

34 operação:

MATOZO, H.C.

[H+][OH-] = 1,0 x 10-14 [H+][2,0 x 10-2] = 1,0 x 10-14 [H+] = (1,0 x 10-14) / (2,0 x 10-2) [H+] = 5,0 x 10-13 mol/L Com o valor de [H+] calculamos o pH da solução: pH = -log (5,0 x 10-13) = - (log 5 + log 10-13) = - (0,7 - 13,0) = 12,3 4) Calcule o pH de uma solução de H2SO4 de concentração 2,5 x 10-3 mol/L. A concentração que foi dada é de espécies H2SO4 e não de íons H3O+. Sabemos que o H2SO4 é um ácido forte e, por isso, encontra-se completamente ionizada em solução. A equação que descreve esse processo é H2SO4 2 H+ + SO42-. Assim, pela proporção 1:2:1, a concentração de íons H+ será duas vezes a concentração de espécies H2SO4 dada no problema. Logo, temos que [H+] = 5,0 x 10-3 mol/L. Com o valor de [H+] calculamos o pH da solução: pH = -log (5,0 x 10-3) = - (log 5 + log 10-3) = - (0,7 - 3,0) = 2,3 5) Qual a concentração hidrogeniônica de uma solução cujo pH é 11,68? Desta vez temos que fazer a operação inversa: [H+] = antilog (-pH) = 10-pH antilog (-11,68) = 10-11,68 = 2,1 x 10-12 mol/L A definição de pH como sendo -log [H+] foi estendida para outros casos. Desse modo, podemos falar em pKa, pKb etc. É muito comum encontrarmos valores de pKa para ácidos e pKb para bases. O pKa de um ácido HA é -log Ka, ou seja, -log ([A-][H+] / [HA]). Para uma base MOH, o pKb é -log Kb, ou seja, -log ([M+][OH-] / [MOH]). Estudo e determinação do "pH" "pH" é um termo que expressa a intensidade da condição ácida ou básica de um determinado meio. É definido como o cologarítmo decimal da concentração efetiva ou atividade dos íons hidrogênio. pH = - log aH+

35 MATOZO, H.C. Somente em meios muito diluídos como, por exemplo, soluções com força iônica menor que 0,1 pode ser presumida a equivalência entre concentração efetiva e a concentração molar. A determinação do pH é uma das mais comuns e importantes no contexto da química da água. No campo do abastecimento de água o pH intervém na coagulação química, controle da corrosão, abrandamento e desinfecção. O padrão de protabilidade em vigor no Brasil preconiza uma faixa de pH entre 6,5 e 8,5. No âmbito do tratamento de água residuárias por processos químicos ou biológicos o pH deve ser mantido em faixas adequadas ao desenvolvimento das reações químicas ou bioquímicas do processo. No tratamento de lodos de estações de tratamento de esgotos, especificamente através da digestão anaeróbia, o pH se constitui num dos principais fatores de controle do processo. Em lagoas e reservatórios de estabilização de esgotos o aumento do pH, como conseqüência da fotossíntese de algas, desempenha importante papel na eliminação de organismos patogênicos. Do ponto de vista analítico o pH é um dos parâmetros mais importantes na determinação da maioria das espécies químicas de interesse tanto da análise de águas potáveis como na análise de águas residuárias. Apresenta relações fundamentais com acidez e alcalinidade de modo que é praticamente impossível falar destas sem ter aquele em mente.

Medida de pH A determinação do pH é feita eletrometricamente com a utilização de um potenciômetro e eletrodos. O princípio da medição eletrométrica do pH é a determinação da atividade iônica do hidrogênio utilizando o eletrodo padrão de hidrogênio, que consiste de uma haste de platina sobre a qual o gás hidrogênio flui a uma pressão de 101 kPa. O eletrodo de hidrogênio, no entanto, não é bem adaptado para uso universal especialmente em trabalho de campo ou em soluções contendo espécies químicas contaminantes do eletrodo.

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Figura: Aparelho para medir pH

Assim, um outro eletrodo, o de vidro, é comumente utilizado. Elementos de interferências em medidas de pH (a) A temperatura afeta as medidas de pH de duas maneiras - efeitos mecânicos causados por mudanças nas propriedades dos eletrodos. O aumento da temperatura causa um aumento da inclinação da curva potencial do eletrodo versus pH, sendo que a 0°C a inclinação é de 54mV/unidade de pH e aumenta cerca de 5mV/unidade de pH a cada 25°C; - efeitos químicos causados por mudanças no equilíbrio químico que agem, por exemplo, sobre tampões de pH padrões. (b) Em pH maior que 10 ocorre a interferência da atividade do sódio (causando resultados mais baixos) a qual pode ser contornada com o uso de um eletrodo de vidro projetado para minimizar esse erro. Também em meios com pH menor que 1 o eletrodo de vidro padrão produz resultados maiores que os reais havendo necessidade de especificação de um eletrodo próprio. O efeito da temperatura sobre o valor do pH nominal de algumas soluções de própolis tem sido avaliado. A correlação entre o pH e o inverso da temperatura é descrita por uma reta, dada pela equação:

R= constante dos gases

37 T= temperatura em K

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G= energia de Gibs [ ]= concentração Indicadores Indicadores Universal: Segundo Bogen

Fenolftaleína: 20mg Vermelho de metila: 40mg Dimetilaminoazobenzeno: 60mg Azul de bromotimol: 80mg Azul de timol: 100mg Água destilada: 100mL Dissolver e juntar solução de NaOH 1M até o desaparecimento da cor vermelha e substituição desta pela cor amarela.

Indicadores Universal: Segundo Shinobu Yama

Fenolftaleína: 200mg Vermelho de metila: 25mg Dimetilaminoazobenzeno: 60mg Azul de bromotimol: 100mg Azul de timol: 18mg

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Água destilada: 400mL Álcool a 95%: 200mL NaOH 10%: 10mL

Vermelho = pH 4,0 Verde = pH 7,0 Roxo = pH 10

Intermediários do amarelo ao roxo

Indicadores Ácidos: possuem hidrogênio (s) ionizável (eis) na estrutura, quando o meio está ácido (pH<7), a molécula de indicador é "forçada" a manter seus hidrogênios devido ao efeito do íon comum, nesta situação a molécula está neutra. Quando o meio está básico (pH>7), os hidrogênios do indicador são fortemente atraídos pelos grupos OH-(hidroxila) para formarem água, e neste processo são liberados os ânions do indicador (que possuem coloração diferente da coloração da molécula).

Indicadores Básicos: possuem o grupo ionizável OH-(hidroxila), portanto, em meio alcalino (pH>7) as moléculas do indicador "são mantidas" não-ionizadas, e em meio ácido (pH<7) os grupos hidroxila são retirados das moléculas do indicador para a formação de água, neste processo são liberados os cátions (de coloração diferente da coloração da molécula).

39 MATOZO, H.C. Tabela: Indicadores e suas transições a 18 C e 100oC
o

Indicador azul de timol tropeolina amarelo de metila alaranjado de metila azul de bromofenol verde de bromocresol vermelho de metila p-nitrofenol púrpura de bromocresol azul de bromotimol vermelho de fenol vermelho de cresol azul de timol fenolftaleína timolftaleína nitramina

Zona de transição a 18oC 1,2 - 2,8 1,3 - 3,2 2,9 - 4,0 3,1 - 4,4 3,0 - 4,6 4,0 - 5,6 4,4 - 6,2 5,0 - 7,0 5,2 - 6,8 6,0 - 7,6 6,4 - 8,0 7,2 - 8,8 8,0 - 9,6 8,0 - 10,0 9,4 - 10,6 11,0 - 13,0

Zona de transição a 100oC 1,2 - 2,6 0,8 - 2,2 2,3 - 3,5 2,5 - 3,7 3,0 - 4,5 4,0 - 5,6 4,0 - 6,0 5,0 - 6,0 5,4 - 6,8 6,2 - 7,8 6,6 - 8,2 7,6 - 8,8 8,2 - 9,4 8,0 - 9,2 8,6 - 9,6 9,0 - 10,5

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Anotações

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