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19473312-BioQuimica-Pratica-2009

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08/20/2013

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Introdução:

Os carboidratos redutores possuem grupos aldeídos ou cetonas livres ou potencialmente livres, sofrendo
oxidação em solução alcalina de íons metálicos como o cobre. Os íons cúpricos (Cu++) são reduzidos pela
carbonila dos carboidratos a íons cuprosos(Cu+) formando o óxido cuproso, que tem cor vermelho tijolo.
A glicose é oxidada a ácido glicurônico, reduzindo íons cúpricos a íons cuprosos. A sacarose não sofre oxi-
dação porque possui dois carbonos anoméricos envolvidos na ligação glicosídica.

Objetivo:

Caracterizar a presença de carboidratos em material biológico.

Materiais:

Solução de glicose a 1 % ; solução de sacarose a 1 %; reativo de Benedict.

Metodologia:

Pipetar para dois tubos de ensaio 3 mL do reativo de Benedict. Acrescentar ao primeiro tubo 1 mL de gli-
cose e ao segundo 1 mL de sacarose. Agitar e deixar em banho-maria fervente por 3 minutos.

Descarte de Resíduos

A solução de sacarose basta diluir (50% quando acima de 0,1M) e descartar.

O cobre deverá ser reduzido adicionado um pedaço de ferro limpo até o desaparecimento completo da cor
azul, em seguida filtrar, deixar secar (nesta etapa se quiser acelerar o processo adicione etanol ou propano-
na), em seguida guardar o precipitado devidamente etiquetado e identificado (cobre metálico).

Soluções concentradas diluir até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8.

As soluções ácidas ou básicas diluir até obtenção de solução com 50% de H2O e ajustar o pH entre 6 e 8,
em seguida descartar na pia. Lembre-se que não deverão deixar soluções muito tempo estocada e não usar
vidrarias para este fim e sim frascos específicos e identificados conforme MATOZO, 2009 (Guia de
Identificação NFPA, www.matozohc.hpg.ig.com.br).

21 MATOZO, H.C.

Isômeros Ópticos

Introdução:

Certas substâncias químicas podem desviar o plano de vibração da luz polarizada; a luz polarizada vibra
em apenas um plano, ao contrário da luz natural, que é constituída em todas as direções.

Dizemos que as substâncias que desviam o plano da luz polarizada têm atividade óptica ou que elas são
oticamente ativas.

Caso o desvio ocorra para a direita, dizemos que são dextrógiras; ocorrendo o inverso, dizemos que se
trata de substâncias levógiras.

Desvio para direita → dextrógira (d)

Desvio para esquerda → levógira (l)

A atividade óptica de uma substância decorre de sua assimetria molecular.

Assimetria molecular → Atividade Óptica

A causa mais comum de assimetria molecular é a presença de pelo menos um carbono assimétrico.
Chamamos de carbono assimétrico (assinalado C*) o átomo de carbono ligado a quatro grupos diferentes.

Onde : R1 ≠ R2 ≠ R3 ≠ R4

R1

C* R2

R4

R3

22 MATOZO, H.C.

Objetivo:

Determinar a atividade óptica de alguns compostos.

Materiais:

Proveta; béquer; pipeta; água; glicose; ...

Metodologia:

Preparar 500mg/mL de glicose em um volume final de 10 mL.

Preparar 30% de glicerol em um volume final de 10 mL.

Preparar...

Utilizando o polarímetro zerar com água, em seguida colocar a solução de glicose no tubo (tubo de
análise).

Anotar os ângulos observados para cada solução.

Descarte de Resíduos

Diluir as soluções de glicose e descartar na pia se não tiver como reutilizá-la no laboratório.

BioQuímica Computacional

23 MATOZO, H.C.

Análise computacional de alguns compostos importantes na bioquímica

Introdução:

Do início até meados do século passado os geneticistas e químicos se questionaram sobre a natureza
química do material genético. Das pesquisas desenvolvidas, surgiu a conclusão de que o DNA era a
molécula que armazenava a informação genética e, em 1953, sua estrutura química foi desvendada no
clássico trabalho de Watson e Crick. Com a posterior descoberta do código genético e do fluxo da
informação biológica, dos ácidos nucléicos para as proteínas, tais polímeros passaram a constituir os
principais objetos de estudo de uma nova ciência, a Biologia Molecular. Logo surgiram métodos de
sequenciamento desses polímeros, principalmente do DNA, que permitiam a investigação de suas
sequências monoméricas constituintes. Desde então, mais de 18 bilhões dessas sequências já foram
produzidas e estão disponíveis nos bancos de dados públicos.

Na segunda metade da década de 90, com o surgimento dos sequênciadores automáticos de DNA, houve
uma explosão na quantidade de sequências a serem armazenadas, exigindo recursos computacionais cada
vez mais eficientes. Além do armazenamento ocorria, paralelamente, a necessidade de análise desses
dados, o que tornava indispensável a utilização de plataformas computacionais eficientes para a
interpretação dos resultados obtidos.

Assim nascia a bioinformática. Essa nova ciência envolveria a união de diversas linhas de conhecimento -
a engenharia de softwares, a matemática, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular. Os
primeiros projetos na área eram compostos por profissionais de diferentes áreas da biologia e informática e
percebia-se uma certa dificuldade de comunicação: enquanto o biólogo procurava uma solução que levasse
em consideração as incertezas e erros que ocorrem na prática, o cientista da computação procurava uma
solução eficiente para um problema bem definido. Assim, surgiu a necessidade de um novo profissional,
que entendesse bem ambas as áreas e fizesse a ponte entre elas: o Bioinformata. Esse profissional deveria
ter o conhecimento suficiente para saber quais eram os problemas biológicos reais e quais seriam as
opções viáveis de desenvolvimento e abordagem computacional dos problemas em questão.

O papel da máquina é facilitar a organização e a manipulação das informações e, não o de fazer o trabalho
pelo usuário.

Objetivo:

Analisar, verificar algumas moléculas em 3D da bioquímica.

24 MATOZO, H.C.

Materiais:

Computador (Internet); disquete (ou CD); folha sem pauta.

Metodologia:

Acessar o site http://www6.ufrgs.br/bioquimica/ e clicar em galeria de moléculas, onde encontrarão
moléculas em 3D. Salvar as moléculas em disquete ou cd. Desenhar as moléculas em forma de linhas.

Não esquecer que outras pessoas poderão ter dificuldades e o site é interessante, por isso deverá ser feito o
que o professor pedir para que outros não fiquem defasados, ou seja, se domina os programas deixe que
outros possam também aprender.

Questões:

1.

O que é visualização em 3D?

2.

Qual a importância das ferramentas utilizadas neste experimento?

3.

Qual a importância da internet no seu cotidiano?

Descarte de Resíduos

Descartar no frasco adequado e identificado com o nome da equipe, por exemplo, papéis gerados neste
experimento. Observação: Disquete e CD danificados deverão ser guardados para a destinação
adequada dos mesmos.

25 MATOZO, H.C.

Análise de urina

Introdução:

As substâncias eliminadas pela urina servem comumente como dados para o diagnóstico médico. De fato,
uma parte da análise clínica ordinária é a análise da urina, já que certas propriedades desta e a presença de
quantidades anormais de determinadas substâncias indicam a existências de certas doenças (diabete...).

A urina é artificial (a que iremos analisar) ou seja foi produzida no laboratório adicionando os componen-
tes para serem analisados. Os cuidados deverão ser os mesmos para o procedimento de análise em labora-
tórios clinico. Foram produzidas quatro tipos de urina onde a concentração dos componentes foram muda-
das simulando algum problema que o paciente porventura poderia ter.

Objetivo:

Analisar qualitativamente de urina (urina produzida no laboratório adicionando os principais constituintes
da mesma em água)

Materiais:

Tubo de ensaio; luvas.

Metodologia:

1- Cor: observe a cor de uma amostra representativa de 24 horas ou compare-a com a escala cromática de
Vogel. “ cor muito clara ou muito escura é sinal de alguma doença”.

26 MATOZO, H.C.
2- pH: Teste e anote o pH de uma amostra recente. “pH ácido (normal) e pH alcalino (anormal, sintoma
da doença de Bright e de muita albumina)”.

3- Peso específico (densidade) “1,005-1,030 (normal) e 1,002-1,060 (anormal). Maior que 1,028 exige tes-
te de glicose”.

4- Albumina (método de Heller): consiste na coagulação da albumina com HNO3. Coloque em um tubo de
ensaio 2 mL de HNO3c. Incline o tubo e deixe deslizar pela parede interna, “sem misturar-se”, 2 mL de
amostra “filtrada”. Observe se há formação de uma camada branca de contato de ambos os líquidos. “Uma
espessura perceptível da camada indica anormalidade (doença de Bright)”. Se não se forma um precipita-
do imediato, deixe repousar por algumas horas antes de tirar sua conclusão.

5- Cloretos: Elimine a albumina filtrando a solução conforme o método de Heller. Acrescente 3 gotas de
AgNO3. “Ausência de precipitado branco indica anormalidade”.

Questões:

1- O que é urina? Qual a importância de sua análise? Por que usar amostra de 24 horas?

2- Qual os produtos formados ao adicionar o AgNO3?

3- Qual o método poderíamos usar para analisar se há ou não a presença de glicose?

Descarte de Resíduos

Em caso de material usado com urina deverão ser autoclavados (caso não tenha o autoclave poderá usar
água quente em ebulição e deixar por 15 minutos em aquecimento ou tomando os devidos cuidados poderá
usar uma panela de pressão para este fim, mas observando que somente poderá usar esta panela caso não
ocorra a oxidação da mesma ao adicionar o material para ser descartado) ou usar solução de hipoclorito de
sódio (água sanitária) 0,2% e deixar por 15minutos e descartar o produto a água sanitária deverá ser
diluída 100% e somente depois poderá descartar ou ainda usar uma solução de peróxido de hidrogênio 0,3
volume e deixar em repouso o material por 15minutos e somente descartar a solução após a decomposição
do peróxido de hidrogênio (isto poderá ser feito aquecendo).

27 MATOZO, H.C.

DNA

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