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Glossario Ilustrado de Morfologia

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

Glossário Ilustrado de Morfologia

Brasília – 2009

© 2009 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor. 1ª edição. Ano 2009 Tiragem: 3000 exemplares Elaboração, distribuição, informações: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Defesa Agropecuária Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo B, 4º andar, sala 430 CEP: 70043-900, Brasília - DF Tel.: (61) 3225-5098 Fax.: (61) 3218-2697 www.agricultura.gov.br e-mail: cgal@agricultura.gov.br Central de Relacionamento: 0800 704 1995 Coordenação Editorial: Assessoria de Comunicação Social Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Catalogação na Fonte Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Glossário ilustrado de morfologia / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. – Brasília : Mapa/ACS, 2009. 406 p. : il. color. ; 21 cm. ISBN 978-85-99851-74-6 1. Morfologia. 2. Taxonomia. I. Secretaria de Defesa Agropecuária. II. Título. AGRIS C30 CDU 57.018.2(038)

AGRADECIMENTOS
` A Drª Doris, professor titular da UNICAMP, pela dedicação na elaboração deste Glossário Ilustrado de Morfologia e pelas relevantes informações técnicas cedidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

APRESENTAÇÃO
A Coordenação Geral de Apoio Laboratorial – CGAL, da Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa é o órgão responsável pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e possui dentre suas atribuições estabelecer, uniformizar e oficializar métodos para a realização de análises. As presentes Regras para Análise de Sementes – RAS tem a finalidade de disponibilizar métodos para análise de sementes, sendo estes de uso obrigatório nos Laboratórios de Análise de Sementes credenciados no MAPA, objetivando o cumprimento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 6 de agosto de 2003 e Decreto n° 5.153, de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União de 26 de julho de 2004. As RAS tiveram sua 1ª edição pelo Ministério da Agricultura, em 1967 e a partir de então foram publicadas outras atualizações. A presente edição atualiza e substitui a edição de 1992 e é composta de três volumes: Regras para Análise de Sementes, Manual de Análise Sanitária de Sementes (anexo ao Capítulo 9 – Teste de Sanidade de Sementes) e o Glossário Ilustrado de Morfologia. Estas regras foram atualizadas de acordo com as regras internacionais prescritas pela International Seed Testing Association – ISTA e incorpora a experiência e os avanços nacionais em análise de sementes. A CGAL pretende atualizar estas publicações à medida que novos métodos forem validados e de acordo com a exigência do mercado nacional e internacional. . Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Secretaria de Defesa Agropecuária

......................................................................................... 9 Abreviaturas usadas nas figuras para designar as estruturas morfológicas .................................................................................................................................................................................................................................... 315 S .............. 6 Introdução ............................................................................................................................................................... 137 F ................................................................................................................................................................................................................................... 173 G ...................SUMÁRIO Apresentação .................................................................................................................................................... 75 D ..................................................................................... 271 P ....................................................................................... 49 C ........................................................................................................................................................................................................................... 333 .................................................... 11 A ........... 279 Q ............................................................................................................................................................................................................................................................................ 215 K ............................................................................................................................................................................................................................................. 193 H ................................................................................................................................................ 17 B ............................................................................................ 203 I ................................................................................................... 263 O ............................................................................................ 231 L ............................................................................................................................................................................. 125 E ................. 313 R ........................................................................................................................................................................................................................................................... 249 N .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 233 M .......

...............................401 .........................................375 V ...............................................................................................................381 X ................................................................................................................................................................................397 Bibliografia consultada .......................................................................................................................................................393 Z ...............................................................................SUMÁRIO T .....................................................365 U ...........................................................................................................................................................................................................................................................................

INTRODUÇÃO .

A posição do embrião permite o posicionamento das espécies em um grupo de famílias ou em uma determinada família botânica e até fazer a separação de algumas espécies do mesmo gênero. disponibilizar ao sistema de controle de qualidade de sementes no país. Lolium. este trabalho foi desenvolvido pela professora titular da UNICAMP. cujo material permanece sob o controle legal de propriedade da autora. Nas Figuras as estruturas morfológicas estão. fazia parte do Apêndice 3 das Regras para Análise de Sementes. Drª Doris Groth. Brachiaria. especialista na área. apontadas por abreviaturas (letras). frutos. por ordem alfabética: a abreviatura e a designação da estrutura morfológica. anteriormente. também. 10 . Sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Apoio Laboratorial (CGAL/SDA/MAPA). como por exemplo. Lolium. Bromus. Foram introduzidas descrições de frutos visando atender a descrição das espécies florestais nativas. na maioria das vezes. um dos volumes integrantes das Regras para Análise de Sementes. Muitas vezes essas abreviaturas encontram-se também no texto. o que faz com que a sua utilização para quaisquer outras finalidades. As descrições de espécies botânicas permitem o reconhecimento das estruturas morfológicas e assim facilita o enquadramento nas definições de “Semente Pura”. edição 1992 e que nesta edição foi ampliado e aprofundado tornando-se o Glossário Ilustrado de Morfologia. portanto. Foram introduzidas. Bromus. Elytrigia. as descrições dos embriões com os respectivos desenhos. de espécies de Avena.desenhos e descrições de algumas espécies invasoras e / ou quarentenárias que pertencem ao mesmo gênero de uma espécie cultivada. Festuca. sementes e plântulas). A preocupação foi. como por exemplo. um guia de consulta referencial. de espécies de Avena. por exemplo: . que se encontram em estudo pelo MAPA. Sorghum.. etc.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA O objetivo deste Glossário Ilustrado de Morfologia é suprir o analista de laboratório com informações sobre definições de termos utilizados na morfologia das espécies botânicas (plantas. Sorghum. Elytrigia. etc. Para facilitar o imediato entendimento dessas abreviaturas organizou-se. . seja permitido somente mediante autorização expressa da mesma. por ocasião das análises de rotina. Trata-se de uma publicação que. Este Glossário contempla situações importantes como.desenhos e descrições de espécies cultivadas que pertencem ao mesmo gênero. para facilitar a identificação / separação dessas espécies nos trabalhos da “Análise de Pureza”.

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS A ac – acúleo ae – antécio estéril af – antécio fértil an – antípodas ani – antécio inferior ans – antécio superir ant – antera ap – apêndice aq – aquênio ar – artículo are – aréola ari – arilo arl – arilóide as – arista asg – arista geniculada au – aurícula B b – bulbo ba – bacáceo bai – bainha br – bráctea bres – bráctea com espinhos bv – broto vegetativo C c – catáfilo ca – carpelo cal – cálice cali .escapo ege – espigueta estéril eh – estolão hipogeu eixo – eixo embrionário ou eixo principal. flor ej – ejaculador em – embrião en – endosperma end – endocarpo ent – entalhe epi – epicótilo epu – estípula es – estigma esc – escutelo esd – espádice esp – espata espi – espinhos est – estilete et – estilopódio etr – estrofíolo eun – espinhos uncinados ex – integumento externo F f – funículo fc – folha carpelar fi – filete fl – flor fli – folículo fo – folha fol – folíolo fp – folha primária fr – fruto frc – fruto composto frm – fruto múltiplo F fru – frutículos fse – falso septo fv – feixes vasculares G g – glomérulo gaf – gametófito feminino gan – ganchos ge – gema gea – gema apical gi – ginóforo gin – gineceu gl – glumas gle – gluma estéril gli – gluma inferior gls – gluma superior gp – grão de pólen gpg – grão de pólen germinado H hi – hipanto hip – hipocótilo hpo – hipógino hr – eixo hipocótilo-radícula I in – integumento interno is – istmo L la – lacínia lab – lábio lb – lobos le – lema estéril ou estaminada lf – lema fértil li – linha de deiscência lo – lóculo lod – lodícula l – limbo M m – micrópila me – mericarpo mes – mesocarpo ms – mesocótilo N n – nucela nm .nervura mediana nm – nervura mediana do carpelo no – nó np – núcleos polares nse – núcleo seminífero nu – núcula nv – nervuras anastomosadas O o – oosfera oc – ócrea op – opérculo or – orifícios ov – óvulo ova – ovário P p – poro pa – papus pal – pecíolo alado pcap – posição da cariopse pd – pedúcnculo pe – pecíolo ped – pedicelo per – perianto pes – pálea estéril pet – pétala pf – pálea fértil pin – ponto de inserção dos cotilédones pir – pirênio pis – pistilo pj – ponto de junção dos carpelos pl – plúmula ple – pleurograma por – posição da radícula pr – pericarpo prg – perigônio pri – primórdios foliares pt – pericarpo+tegumento 12 .calículo cap – cariopse car – carpídio cau – caule cd – costela dorsal ce – cerdas cf – coifa ch – chalaza ci – costela intermediária cl – costela lateral co – cotilédone(s) col – coluna seminífera cop – coleóptilo cor – coleorriza cos – costela C cp – cápsula cr – carpóforo crn – cornículo cru – carúncula D de – disco epígeno dru – drupa E e .

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS Q q – quilha R r – raiz ra – raque rad – raizes adventícia rap – raiz primária ras – raizes adventícias seminais rc – raiz contrátil rd – radícula re – receptáculo R rep – replum rf – rafe rl – raiz lateral ro – rostro rp – raiz principal rs – raiz secundária ru – ruptura S s – semente sa – saco embrionário sc – saco polínico S se – septo seg – segmento da ráquila sgm – segmento si – sinérgidas sm – sâmara sp – sépalas spe – sépalas externas spi – sépalas internas su – sutura sul – sulco da comissura T t – teca tb – tubos de óleo te – tépala teg – tegumento tp – tubo polínico tu – tubérculo V va – valva val – valécula 13 .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 14 .

A GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 15 .

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABAXIAL – se refere a superfície inferior de um órgão ou a superfície que está mais afastado do eixo sobre o qual se insere. Abcisão parcial – na base do antécio não se forma uma camada engrossada ao redor de toda a cavidade. ABCISÃO ou ABSCISÃO – um tipo de desarticulação. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias fatuóides heterozigotas. quando maduro. Ruptura – os pontos de articulação permanecem unidos ao redor de toda a cavidade basal. o antécio se separa com calo liso e bem desenvolvido. A cavidade 18 . antônimo de adaxial. O antécio pode se separar mais ou menos regularmente ao redor da linha onde a camada de abcisão normalmente deveria se desenvolver. Abcisão em Avena – segundo MUSIL (1977) pode ser (mais detalhes na descrição de Avena e de Sorghum): Abcisão completa – na base (ponto de inserção) do antécio se forma uma camada engrossada. sem o calo espessado (abcisão completa). pois uma pequena porção na frente e atrás permanecem unidos. ou o segmento da ráquila pode se romper ou lascar em algum ponto. ao redor da cavidade basal. assim o calo só se apresenta engrossado lateralmente. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias selvagens. O antécio não se separa facilmente. Ver articulada e desarticulação [Fig. como a separação dos antécios das espiguetas. é um caráter importante na distinção das espécies de Avena e de Sorghum (Poaceae =Gramineae).327].

– semente de largo-ovóide a globosa. base cuneiforme. onde as folhas (fo) se apresentam dispostas em roseta sobre a superfície do solo e no centro surge o escapo (e) que sustenta a inflorescência [Fig. Koch. como as folhas de Pinus [Fig. vermelho-escarlate e com mancha preta oblíqua no ápice. linear e rígida. sem costelas e com cerdas inseridas irregularmente sobre a superfície. Acanthospermum hispidum DC. 31. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias cultivadas Avena byzantina K. base arredondada.A basal é frequentemente muito reduzida em tamanho.206A]. Abrus precatorius L. ACICULAR – diz-se quando um órgão (folha. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas.) Kuntze – invólucro-de-brácteas elipsóidecomprimido. Ver Rhynchosia phaseoloides. 19 . [Fig. com cerdas uncinados que se inserem irregularmente sobre 8-10 costelas longitudinais. – invólucro-de-brácteas obtriangularcomprimido. ACAULE – desprovido de caule. levemente inclinado. mais grossos do que as cerdas. com dois rostros divergentes. e Avena strigosa Schreb. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. 1].30. fruto ou semente) tem contorno de agulha.103L]. ápice largo-truncado. com um reto e outro uncinado [Fig. ápice e base arredondados e com uma extremidade voltada para um lado e a outra para o outro [Fig.206B]. com ápice e FIGURA 1 – Abrus precatorius (A-B) e Rhynchosia phaseoloides (C-D): semente. FIGURA 2 – Acaule. Acanthospermum australe (Loef. Avena sativa L. em torno do hilo e que ocupa cerca de ⅓ a ¼ da superfície [Fig.2]. 32].

distinguem-se dos espinhos por não ter uma posição definida no órgão. estão fundidas. em folhas de abacaxi e de joá (Solanum aculeatissimum Jacq. [Fig.295H]. concrescente. folha.) e nos frutos (craspédios) de Mimosa pudica L. quando estruturas diferentes. afilada. ACRESCENTE – que se desenvolve ou que continua a se desenvolver após a frutificação.110G] de um órgão (caule. ACUMINADO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. irregulares. fruto ou semente) que se apresenta marcada com estrias muito finas. fruto ou semente) provida de acúleos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ACICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como pétalas + estames. ADERENTE – que adere. o mesmo que adnato. Ver cálice. por ser de fácil remoção e por não possuir elementos condutores. antônimo de abaxial. ACULEADA(O) – diz-se da superfície [Fig. como o caule das roseiras ou a margem de uma folha.107-ac]. com aspecto de espinho. o mesmo que aderente. como a do abacaxi. ADAXIAL – se refere a superfície superior de um órgão ou a superfície que está mais próxima do eixo sobre o qual se insere. ACÚLEO – formação epidérmica rígida. como se tivessem sido produzidas com a ponta de uma agulha [Fig. encontra-se em caules de roseiras. ADNATO – diz-se quando estruturas estão naturalmente concrescidas ou aderidas. fruto ou semente) se afila para um ângulo obtuso e abruptamente para um ângulo agudo (ponta dura) [Fig.203B] ou da margem [Fig. conato. 20 .16K-K’-K’’].

comprimidas lateralmente. lema fértil (lf) fina. hialina. Seguem as características diferenciais das espécies de Agrostis: Agrostis canina L. com dobras entre as nervuras escabrosas e finas na extremidade. 4]. ADVENTÍCIO – diz-se de um órgão que nasce em lugar indevido. A unidade-semente é o antécio-fértil. pode ser a partir do hipocótilo. agudas ou aristadas. como um gancho. ADUNCO – diz-se quando uma estrutura vegetal se apresenta curvada. do colo. – espiguetas pediceladas. aguda ou truncada. com arista dorsal ou ausente. Agrostis sp. segmento da ráquila (ráquis) estéril glabra. glumas (inferior e superior) lanceoladas. subiguais e mais longas do que o antécio fértil. com 3-5 nervuras. para baixo. pálea fértil ausente ou bicarenada e muito menor do que a lema [Fig.A ADPRESSO – diz-se quando uma determinada estrutura cresce em contato íntimo com outra estrutura. – antécio fértil de fusiforme a estreito-elíptico. como em plantas parasitas (Cuscuta sp. com 1-nervura. é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não da radícula ou da raiz primária.5mm de largura. com 1. glabras. finamente granular. frequentemente escabrosa na carena. lema fértil membranácea. de caules ou de ramos.5mm ou mais de comprimento por menos de 0. calo glabro ou com anel de pêlos.). curtíssima ou ausente. glabra. com arista (as) 21 . ÁFILO – diz-se quando caules ou plantas não possuem folhas de tipo algum. mas não se encontra fundida com ela. dasarticuladas acima das glumas e formadas por um antécio fértil.3.

com 2. pálea fértil (pf) aderente a cariopse.3E. arista (as). pêlos basais longos e adpressos.) – glumas de estreitooblongas a lanceoladas e a inferior escabrosa na carena. dependendo da cultivar. ou estendidos. lustroso e de coloração pálea a amarelada. D. reta. torcida. fosco ou ligeiramente lustroso. se presente. 4B]. stolonifera.) – glumas lanceoladas. pálea fértil tão reduzida que parece estar ausente. lisa. Agrostis gigantea Roth (=Agrostis alba L. palustris. curtos e grossos ou ausentes. mais ou menos longos e estendido [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA longa. pêlos basais rombudos e curtos nas extremidades do calo. gigantea. Agrostis capillaris L. agudas. 4E]. se presente. nunca torcida e geniculada.A. CA. B. em certas variedades. longa ou curta. D. capillaris. capillaris. CA. se presentes. 22 . canina. 4A]. dura.5mm de largura e ápice geralmente com 3-nervuras.A. comprimento da lema fértil e ápice truncado ou com largo entalhe raso e encoberto pelos bordos da lema. EA.3B.A. afilando-se uniformemente da base para um estreito entalhe apical em forma de ‘V’. B.0mm de comprimento por 0. calo arredondado e espessado verticalmente [Fig. gigantea. arista (as). inserida entre próximo à base e a porção mediana da lema. stolonifera. às vezes ausentes [Fig.5mm de largura. às vezes. (=Agrostis tenuis Sibth.A. torcida. pêlos basais em geral ausentes. escabrosas na carena e de resto lisas.A. inserida acima da porção mediana da lema. curta FIGURA 3 – Agrostis (antécio fértil lado dorsal): A. geniculada e inserida na porção mediana ou pouco abaixo. canina. acinzentado. palustris.8-2. com ⅔-¾ do comprimento das glumas ou com 1. pálea fértil (pf) cerca da ½ do FIGURA 4 – Agrostis (antécio fértil lado ventral): A.0mm ou mais de comprimento por 0.A. EA. curta. antécio fértil oblongo ou estreito-elíptico. lustrosa. antécio fértil (lf) fusiforme. lema fértil de fusiforme a estreito-elíptica. e reta. ou com nervuras e sem arista. liso. geniculda ou. lema fértil (lf) com dorso arredondado ou levemente achatado e não carenado.3A.

4C]. curta. 4D]. de amarelo-pálea lustroso a cinza-prateado e levemente lustroso. pêlos basais em geral ausentes. – antécio fértil geralmente curto. de coloração palha e com ápice truncado.8-2. curta e reta. liso. AGUDO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. pálea fértil (pf) abruptamente mais estreita em direção ao ápice. lema fértil (lf) à vezes fosca. se presente. ALA – qualquer expansão em forma de asa (laminar. lustrosa. algumas vezes maiores e esparsos ou ausentes [Fig. dorso carenado acima da base e com conspícua constrição acima do espesso calo obtusamente anguloso. se presente. no fruto 23 . reta e inserida entre a porção mediana e próximo ao ápice da lema. arista (as). inserida acima da porção mediana da lema. com 1.5mm de largura.0mm de comprimento por 0. calo cônico e protuberante [Fig. que é muito variável. lema fértil (lf) lisa. (incluída em Agrostis stolonifera L. foliácea ou membranácea) e que se prolonga da superfície de diversos órgãos.A Agrostis palustris Huds. como o ápice da folha lanceolada [Fig. Agrostis stolonifera L. roliço e liso.3C.3D.) – antécio fértil ovado-lanceolado ou elíptico. fruto ou semente) termina gradativamente em um ângulo menor do que 90°. pálea fértil (pf) larga na porção mediana e afilando-se abruptamente para um ápice diminutamente arredondado ou formando uma “espécie de ombro” e variavelmente entalhado.16J-J’]. mas não apresenta entalhe em forma de ‘V’ e com cerca de ⅔ do comprimento da lema. pêlos basais em geral curtos e grossos. arista (as). geralmente com 5-nervuras no ápice (raramente 3-nervuras). mas se presentes curtos e grossos.

5A (Apocynaceae)..) Standl. Como fruto alado cita-se a sâmara (ver descrição) que ocorre em: Pterogyne nitens Tul. . avelanedae. nos gêneros Jacaranda (Bignoniaceae).313E-E’). e Swietenia macrophylla King (Meliaceae). Ala circular – em Allamanda sp. ex DC.5]. ex Griseb. avelanedae Lor. impetiginosa (Mart. (Fabaceae-Caesalpinoideae). [Fig. Arg. C. . T. Luehea (Tiliaceae) e Qualea (Vochysiaceae). Em sementes pode-se encontrar: FIGURA 5 – Alas de Aspidosperma ramiflorum (A) e Tabebuia: B.) Kuntze (Fabaceae-Papilionoideae).) Standl. (Apocynaceae Fig.313D] e Aspidosperma macrocarpon Mart.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA é formada exclusivamente pelo pericarpo e na semente é formada apenas pelo tegumento. Ala bilateral – gênero Tabebuia (T. chrysotricha (Mart.Bignoniaceae . Ala apical – Aspidosperma polyneuron Müll..T. chrysotricha.. e Aspidosperma ramiflorum Müll. T. Arg. Carda- 24 . roseo-alba. D. T.T. roseo-alba (Rindl. Cedrela fissilis Vell.) Standl.Fig. impetiginosa. Tipuana tipu (Benth. E.Fig.T.T.

o mesmo que endosperma (termo preferido). pálea fértil ausente. arista (as) geniculada. cevada.8-2. fortemente comprimida. Alopecurus pratensis L. se desarticula abaixo das glumas. fruto ou semente alada. inserida próximo à base da lema e 5-7mm mais longa do que as glumas. ALEURONA – camada vital mais externa do endosperma de certas cariopses. ALBUMINOSA – diz-se da semente que contém albúmen no tecido de reserva. 25 . trigo. arredondadas ou achatadas no dorso. centeio (Poaceae =Gramineae) e mamona (Euphorbiaceae). de 5-6mm de comprimento por 1. – espigueta uniflora (antécio fértil). iguais ou subiguais entre sí.0mm de comprimento. ALBUME ou ALBÚMEN – tecido nutritivo da semente. que FIGURA 6 – Alopecurus pratensis: A. 6].Fig. torcida.0mm de largura.5-3.305G-H). ALADO(A) – provido de alas. amarelo-dourada ou castanho-clara. pecíolos alados.A mine (Brassicaceae =Cruciferae).espigueta. superando e ocultando o antécio. nas sementes beneficiadas é encontrada sem as glumas (apenas a lema fértil com a cariopse). glabra. translúcidas. envolvem a cariopse e com as margens unidas na metade inferior. finas. diminutamente enrugada ou microscopicamente estriada e hilo basal punctiforme [Fig. com longos cílios na carena e nas nervuras laterais. A unidade-semente é a espigueta. cariopse comprimida. lemas férteis (lf) lisas.313C) e Roupala (Proteaceae). calo pequeno e imperceptível. com 1. “sementes” que contém reservas de proteína são milho.lema fértil. sulcada. Spergula e Spergularia (Caryophylla-ceae . Dimorphoteca (Asteraceae =Compositae) e Grevillea [Fig. glumas (gl) agudas. com 3-5 nervuras. B. presas na base. mas às vezes.

FIGURA 7 – Alterna. ápice com rostro grosso e circundado por uma coroa de 5-8 projeções delgadas e que formam costelas longitudinais em direção a base. (=Ambrosia elatior L. Ambrosia artemisiifolia L. ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é utilizada durante 16 horas no período noturno e a temperatura mais alta por oito horas no período diurno.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ALTERNA(O) – diz-se quando as folhas (fo) estão inseridas no epicótilo ou no caule (cau) isoladamente e não em posição oposta [Fig. o mesmo que faveolada e faviforme. levemente mais escuras entre as costelas.7]. Utilizado também quando os verticílios florais se organizam em duas séries. onde a ½ de uma sépala externa se sobrepõem ao bordo de duas sépalas internas [Fig. mais densos perto do ápice [Fig. ápice rostrado e não circundado por uma coroa de projeções. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.) – invólucro-gamófilo mais largo entre a porção mediana e o ápice. como a inserção das folhas do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-siensis L. afilando gradativamente para a base.208A].240A]. ou quando sementes se inserem alternadamente no fruto.208B]. superfície glabra e entre as costelas fortemente transverso-rugosa [Fig. e com longos pêlos alvo-hialinos. com grande reticulado de veias. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.Fig 295C. – invólucro-gamófilo mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana.). ALVEOLADA(O) – diz-se da superfície que apresenta alvéolos (cavidades rasas e ± hexagonais . às vezes.). superfície fracamente transverso-rugosa. Ambrosia polystachya DC. 26 . Ver Rumex acetosela L. faces com costelas longitudinais lisas.

carpídio de estreitoovalado a elíptico e ápice agudo. carpídio ovado-oblongo e ápice obtuso. AMÊNDOA – termo utilizado por alguns autores para indicar a parte que contém o embrião. com 2.5mm de comprimento por 0. – cremocarpo ovóide e comprimido lateralmente. ápice com rostro grosso. Seguem as características diferenciais das espécies de Ammi: Ammi majus L. lado ventral (da comissura) em geral plano.8 mm de espessura. – cremocarpo largo-elíptico.8-1.) Lam. com 1.109A-B-C].5mm de comprimento). mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana (5.8mm de espessura. – cremocarpo formado por dois carpídios monospérmicos.8-2. circundado por uma coroa de cinco projeções e que formam costelas longitudinais em direção a base. Ammi visnaga (L. A unidade-semente é o cremocarpo e o carpídio. com base arredondada e ápice com estilopódio. dividindo 27 . afila gradativamente para a base.0mm de largura e 0. carpídio com lado dorsal convexo com cinco nítidas costelas longitudinais.0mm de largura e 0.6-6.5mm de comprimento por 0. Ammi sp. lado dorsal com fina listra. limitado por duas estrias longitudinais muito próximas [Fig. pouco mais escura.02. lisas e amareloclaras. – invólucro-gamófilo de aredondado a 5-angular.109A-B-C-D-E]. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. lado ventral com profundo sulco. às vezes com 1-3 projeções menores podem ocorrer entre a coroa externa e o rostro central.A Ambrosia trifida L.8-1. com sulco mediano e que envolve o carpóforo [Fig.

a espécie produz uma porção variável de espiguetas pediceladas férteis. lado ventral com dois sulcos longitudinais em ambos os lados da linha mediana. vasos. com arista FIGURA 8 – Amplexicaule. onde as 10-11 nervuras na gluma inferior (ou primeira gluma) se apresentam nitidamente anastomosadas no ápice [Fig. como em Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. unido de tal maneira que forma uma rede de malhas. etc. lema fértil com largo sulco longitudinal no dorso. ANÁTROPO – ver óvulo anátropo [Fig. AMPLEXICAULE – diz-se quando a base de uma folha (fo) séssil abraça (envolve) parcial ou totalmente o caule (cau) [Fig.246]. ANDROCEU – conjunto dos órgãos masculinos da flor.13A. lema e pálea fértil hialinas e pouco menores do que as glumas. isto é.8].5mm de largura. [Fig. dos estames. Andropogon gerardii Vitman – espiguetas aos pares. ambas estão unidas pelo segmento da ráquila (ráquis).109D-E].47A]. gluma superior lanceolada e unicarecada. a outra é pedicelada e pode ser estéril ou estaminada. canais. glumas da espigueta fértil coriáceas. nervuras. uma espigueta do par é séssil e fértil. 171]. 28 . que se formam no mesmo nó. sem arista.. com (5-)7-9mm de comprimento por 1. opacas e acastanhadas. ANASTOMOSADO – confluência ou ramificação de duas células. mas nunca um sulco como em Ammi majus L. gluma inferior 2-carenada e com largo sulco no dorso. constitui o terceiro verticilio floral numa flor hermafrodita das Dicotiledôneas [Fig. 12.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA as costelas. que diferem das espiguetas sésseis.

envoltas por polpa (endocarpo) carnosa (suculenta). A unidade-semente é a espigueta séssil e fértil.247].Couroupita guianensis. ANFISSARCÍDIO – fruto de origem placentar.100L] ou quando um órgão apresenta ângulos salientes na FIGURA 10 – Anfissarcídios: A-B.-Hil. (Lecythidaceae . como nas sementes aladas. se encontra ainda. ANEMOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento. achatados na base e ápice expandido. sâmaras.9D).Fig. – Asclepiadaceae). (Sterculiaceae) [Fig. ornitocoria e zoocoria. paineira (Chorisia speciosa A. na FIGURA 9 – Anfissarcídios: A. pericarpo carnoso. samarídio.Fig. Couroupita guianensis Aubl.Fig. em oficial-de-sala (Asclepias curassavica L. ANGIOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende uma planta ou um grupo de plantas. com segmento da ráquila e pedicelo de uma segunda espigueta. a espigueta estéril ou estaminada. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais.9A-B). B. como as de Eucalyptus. St. às vezes. como em Kigelia e Crescentia (Bignoniaceae .. autocoria. ANFÍTROPO – ver óvulo anfítropo.A torcida. etc.10A-B]. geniculada e que emerge do ápice.Crescentia sp. preso no pedicelo. A. Crataeva (Capparaceae . em forma de taça [Fig.9C e Genipa (Rubiaceae) e Theobroma cacao L. com uma cavidade central. Ver antropocoria. aquênios com papus.155]. ANGULAR – que forma ângulos. – Malvaceae). semelhante a anátropo [Fig.10C-D). sem lóculos individualizados e cheia de sementes (s).Amaioua sp.. Como grupo opõe-se ao das Gimnospermas.Theobroma cacao. hidrocoria.. D.Crataeva sp. Amaioua . 29 . C.Kigelia sp.Fig. cujas sementes ficam encerradas no interior de um ovário transformado em fruto. C-D.seção transversal.seção longitudinal e B. segmento da ráquila e pedicelo denso-vilosos. com pronunciados ângulos longitudinais [Fig.

155]. Angular-angular – quando os ângulos são pronunciados. ANTERA – parte mais intumescida do estame. FIGURA 13 – Antera e ovário (seção transversal): A.pf) envolve a cariopse pelo lado ventral [Fig. na base de cada flor. e o caule de Salvia pratensis L. Compõe-se de duas bractéolas (glumelas) secas.lf e pálea . localizada na extremidade apical do filamento (filete . como a folha de Datura stramonium L.lado dorsal com embrião.fi).pis e estame) ou da cariopse madura. Nas tecas encontram-se os FIGURA 12 – Antera. com ou sem lemas estéreis adicionais [Fig. D. ANORMALIDADE APARENTE – anormalidade de plântulas devido a condições inadequadas para o teste de germinação em laboratório. cariopse: C.lado ventral. ANOMOCARPO – o mesmo que heterocarpo. ANTÉCIO – cada urna das flores que compõem a espigueta das Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae). 30 . Obtuso-angular – quando os ângulos são arredondados.110E].12]. Antécio fértil – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se das glumelas (lema .ovário tricarpelar e trilocular. B.lf) envolve a cariopse pelo lado dorsal e a superior ou interna (pálea .antera. Antécio estéril – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se exclusivamente das glumelas e é incapaz de produzir sementes [Fig. divide-se em tecas (t) que estão unidas pelo conectivo [Fig. a inferior ou externa (lema .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA margem [Fig. FIGURA 11 – Antécio fértil: A-B.156-ae].pf) e dos dois órgãos floríferos reprodutivos (pistilo .11].11.lado ventral com hilo.

FIGURA 14 – Anthoxanthum odoratum: Aespigueta. participa na formação da parede do fruto. devido ao beneficiamento. aguda. a inflexão da arista geniculada (asg) geralmente ocorre na altura do ápice da lema ou pouco acima. ANTOCARPO – formado pelo gineceu inteiro ou por parte dele (hipanto). escabrosas. castanho-avermelhadas e amareladas no ápice. um único antécio fértil terminal e duas lemas estéreis aristadas por baixo.A microsporângios ou sacos polínicos (sc). comprimida lateralmente. desiguais. lemas estéreis (le) bilobadas.13A]. geniculada e que se insere no dorso perto da base. portanto em posição oposta à oosfera (o) [Fig. 297]. lema fértil (lf) largo-ovada. que são em número de quatro. FIGURA 15 – Antocarpo de Boerhavia difusa (A-B-C) e Mirabilis jalapa (D-E). com cerca de 2mm de comprimento. com dorso laxo-piloso. apenas o antécio fértil. ANTÍPODA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das três células (an) que se encontram na base do saco embrionário (sa). cerca de 3mm de comprimento. na extremidade da chalaza (ch). como na parede da núcula de Guapira (Nyctaginaceae). com duas glumas. lustrosa. pubescentes. não aristada.antécio fértil. glabra e envolve a cariopse e a pálea fértil (pf) [Fig. B-C. sendo duas para cada teca e que contêm os grãos de pólen (gp) ou micrósporos [Fig. apiculadas. lema estéril (superior) com arista dura. às vezes. catanho-avermelhada-escura.171A. com longos pêlos fulvos e margens denso-ciliadas. ou é formado pela porção inferior persistente do 31 . o segmento da ráquila se desarticula acima das glumas naviculares. Nas sementes comerciais pode(m) faltar a(s) lema(s) estéril(eis). – espigueta curto-pedicelada. A unidade-semente é a espigueta + as lemas estéreis ou. Anthoxanthum odoratum L. torcida. lema estéril (inferior) com curta arista que se insere perto da região mediana. subiguais.14].

103E]. quase sempre curta. fruto ou semente) tem contorno de ovo.15A-B-C] e Mirabilis jalapa L. APÊNDICE – designação de qualquer parte saliente.cirroso. (Nyctaginaceae) [Fig. AOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. T. estreita e muitas vezes de importância secundária. G. ANTROPOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelo homem.apiculado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA perigônio.capitado. ANTRORSO – dirigido para frente. de um órgão vegetal. E. autocoria. hidrocoria. para o ápice. N.agudo. Oemarginado.rostrado. com a parte mais larga na base [Fig.obcordado. azul ou violácea a várias partes da planta. R-R’. S.uncinado. ornitocoria e zoocoria. Q. K-K’K’’. O mesmo que Espermáfitas e é sinônimo de Fanerógamas e que se opõem as Criptógamas. J-J’.truncado.15D-E]. como em Boerhavia difusa L.exisa. C. circunda e protege o fruto (núcula). [Fig.retuso. ANTOCIANINA – pigmento que dá a coloração vermelha.) Vill. L. como no samarídio de Banisteriopsis lucida (Malpighiaceae) [Fig.pungente. FIGURA 16 – Ápice (quanto a ponta): A. Mobtuso com acúmen.acuminado. ANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo e reprodutivo em alguns meses. APIACEAE – nome válido da família Umbelliferae. torna-se mais firme. I. D. O mesmo que ovado e ovóide. como a folha de Stellaria media (L.obtuso. P. 32 . que aumenta de tamanho durante o desenvolvimento do fruto.cuspidado. H. acidental ou espontaneamente. F. Oposto de retrorso.roído. Bmucronado.300K].setoso.aristado. ANTÓFITOS – plantas que produzem flores. Ver anemocoria.

APOMIXIA – quando a reprodução ocorre sem fecundação. que pode ter diversas formas [Fig.seção transversal. pericarpo não soldado ao tegumento. indeiscente.17]. APOCÁRPICO – diz-se do gineceu e depois do fruto onde os carpelos não se fundiram [Fig. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. BSoliva pterosperma. FIGURA 17 – Apocárpico. APICULADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. provido de apículo.A APICAL ou TERMINAL – relativo ao ápice. mas pouco consistente.16G].Synedrella nodiflora (raio do capítulo). seco. Estas folhas envolvem e protegem o ponto de crescimento. ÁPICE – extremo ou ponto terminal de qualquer órgão. FIGURA 18 – Aquênios alados: A. na base. Ápice da parte aérea ou Sistema apical – porção terminal da parte superior da plântula. unilocular. pode apresentar estruturas 33 . como o fruto de Cordia superba Cham. unisseminado. formando assim a gema apical. AQUÊNIO – fruto nucóide simples.16]. liso ou com excrescências.Synedrellopsis grisebachii (com dois tipos do centro do capítulo) e C’-D’. originado de um ovário bicarpelar e ínfero. geralmente associada à presença de microorganismos patogênicos. (Boraginaceae). APODRECIMENTO – destruição da semente ou das estruturas da plântula. que contém o ponto principal de crescimento (meristema ou gema apical) e as folhas iniciais. Em órgãos foliáceos é frequentemente usado como sinônimo de múcron. APÍCULO – pequena ponta aguda e curta. fruto ou semente) termina abruptamente em curta projeção (ponta) dura e aguda no centro [Fig. C-D.

não alados e os da periferia alados. Em FIGURA 19 – Aquênio com papus bisseriado: Vernonia scorpioides. H. em Asteraceae (=Compositae) os frutos originados na periferia (raio) do capítulo podem apresentar características morfológicas diferentes daqueles que se formam no centro do capítulo.18C-C’-D).) Gaertn. não alados e os do centro com dois tipos. – aquênios do centro. como em Hypochaeris brasiliensis Griseb.) Less. do capítulo. onde no ápice se insere o papus. – aquênios da periferia.23A-A’]. do capítulo. 18A). Cyperaceae. rostrados e os da periferia não rostrados [Fig.23A].Fig.. do capítulo. Aquênio heterocarpo – com dois ou mais tipos de aquênios na mesma inflorescência. em Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – aquênios da periferia. – aquênios pilosos na periferia e os do centro glabros – Fig. Dipsacaceae e Valerianaceae. – ala bilobada e recortada. e H. 34 . [Fig. radicata L. Aquênio rostrado – prolongamento apical do aquênio. Aquênio alado – em Soliva pterosperma (Juss.) Gaertn. grisebachii Cabr.18]. Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – dois tipos de aquênios no centro do capítulo. com cerdas ascendentes de diferentes tamanhos e com diminutos e esparsos cílios branco-amarelados na margem – Fig. em Picris echioides L.23B-B’). um com estreita-ala virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens – Fig. do capítulo. 18-19-20-21-22-23-24-25). glabra L. em Synedrella nodiflora (L..GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA acessórias (invólucro) na base ou apresentar o cálice modificado em papus. H. de diferentes tamanhos e com diminutos cílios esparsos branco-amarelados na margem. alados e com cerdas ascendentes. – aquênios do centro. Hypochaeris radicata L. Synedrella nodiflora (L. fruto das Asteraceae (=Compositae . um com ala estreita virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens [Fig.

D. B.Centaurea melitensis.Elephantopus mollis.Elvira biflora.Bidens subalternans. A-B. A’. F. 35 . FIGURA 22 – Aquênios com papus multisseriado: A.Blainvillea biaristata.Jaegeria hirta. B-B’. B.Bidens pilosa. FIGURA 21 – Aquênio com papus ausente: A.Picris echioides.Siegesbeckia orientalis. E. B. FIGURA 23 – Aquênios heterocarpos: A-A’-Hypochaeris radicata.aquênios que se inserem na periferia do capítulo.aquênios que se inserem no centro do capítulo. CPicris hieracioides.Eclipta alba.B’.A FIGURA 20 – Aquênio com papus aristado ou cerdoso: A-A’.Centaurea solstitialis. C.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 25 – Aquênio com papus paleáceo: A.Sonchus asper. FIGURA 24 – Aquênios com papus piloso unisseriado: AConyza bonariensis. G.Sonchus oleraceus. F. C. B. 36 .Eupatorium squalidum.Parthenium hysterophorus. D. B.Emilia sonchifolia. E.Galinsoga parviflora.Ageratum conyzoides.Gochnatia velutina. C.Erechtites hieracifolia. D.Tagetes minuta.

Connarus sp. a altura da planta não a define como arbusto ou árvore.Glinus sp. em torno do ponto de inserção de alguns samarídios de Malpighiaceae (como Banisteriopsis basifixa e Banisteriopsis megaphylla) e dos espinhos em certas plantas espinhosas [Fig. FIGURA 26 – Arilo da semente de Connarus sp. B.204A].Turnera ulmifolia.. ARILO – excrescência carnosa da semente. do tamanho que alcançam. G. linha pontilhada. pequeno círculo deprimido.Polygala sp. H-H’.A ARACNÓIDE – diz-se da superfície de um órgão (folha. que pode ser de dois tipos: estrofíolo (etr .Eriosema sp. C. em forma de semicírculo. ARECACEAE – nome válido para a família Palmae. brancos e emaranhados [Fig. ARGÊNTEO – de coloração prateada..Acacia molissima.Acacia longifolia. portanto não forma um tronco (fuste) definido.formado pelo funículo . I. ARILADO(A) – que possui arilo.Cleome sp. D...46]. soltos.. mas alguns autores consideram quando a altura não é superior a 4m.f) e carúncula (cru . E. os dois tipos somente se diferenciam em função do lugar onde iniciam seu desenvolvimento.300D-J-M]. tegumento e próximo da micrópila). ARBÓREA – quando a planta se aproxima do tamanho de uma árvore. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos finos. pela morfologia e pela coloração. F. ARÉOLA – pequena área.Chelidonium majus. O arilo (ari) às vezes cobre todo o tegumento da semente (sarcotesta) ou forma apenas um apên- 37 .formada pelo FIGURA 27 – Arilos: A. na base da lema fértil das espécies de Brachiaria [Fig. ARBUSTO – planta com caule lenhoso que se ramifica desde a base.

) Sweet.).Fig. como em Momordica. ou pode ser um envoltório membranoso-hialino e ligado à extremidade hilar.27A). Em Cucurbitaceae o arilóide pode ser fibroso ou piloso e mais abundante próximo à região dos bordos.-Hil. teixo (Taxus baccata L. curvo ou geniculado. Turnera ulmifolia L (Turneraceae) – arilo funicular (f). Swartzia e Copaifera (Fabaceae−Papilionoideae). ou como uma faixa ao lado do hilo. branco. carúncula. (Connaraceae – Fig. ocorre em Xylopia (Annonaceae). ou pode ser carnoso-mucilaginoso. ARILÓIDE – termo usado para designar as estruturas carnosas formadas em torno do exostoma da micrópila.26. ou pode ser como uma cobertura de pêlos. St.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dice de tamanho variável. – Celastraceae). Acacia molissima (Andrews) Willd. 27F). Nas Fabaceae–Papilionoideae apresenta-se como um anel ou um arco carnoso. recobrindo toda a superfície.27H-H’ e Ulex (Fabaceae–Papilionoideae). reto. Ver arilóide. estrofíolo. Mucuna.27E). Eriosema – arilo membranáceo Fig. mais ou menos rígido.). como em Cucurbita e Lagenaria.27D. delgado. Maytenus e Celastrus (Celastraceae). Polygala (Polygalaceae . Ex: Connarus sp. Cleome sp. unilateral. noz-moscada (Myristiaca fragans Houtt. como em Cucumis. funículo. ao redor do ápice do funículo. como em labe-labe (Lablab purpureus (L. evônimo-da-Europa (Euonymus europaeus L. das espiguetas ou dos antécios estéreis 38 . ARISTA – prolongamento ou apêndice. micrópila e sarcotesta. exceto do lado da micrópila – Fig.). maracujá (Passiflora sp. membranáceo. encontrado freqüentemente no ápice ou no dorso das glumas ou glumelas. (Magnoliaceae). como em Cucumis e Melothria. inteiro ou lacerado. Dodonaea e Paullinia (Sapindaceae). (Capparaceae) – sem ou com arilo vesiculoso – Fig. (Fabaceae–Mimosoideae – Fig.27C.). recobrindo toda a semente e formando um falso arilo vermelho. Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). Talauma ovata A. falso arilo.

como nos aquênios de algumas espécies de Asteraceae (=Compositae – ex: Bidens pilosa L. fruto ou semente) termina abruptamente em ponta longa. Presl – espiguetas comprimidas lateralmente. reta e subulada [Fig. geniculada. – Fig. estendidos e de coloração 39 .continuação da arista.16A]. antécio superior (fértil) com curta arista reta e subapical. dura. lemas com 5-7 nervuras. como nos gêneros Arrhenatherum e Avena [Fig. fruto ou semente) apresentam-se quase como um círculo. D. de coloração palha-clara. glumas finamente escabrosas. com o inferior estaminado (ani) e o superior fértil (ans). (lf) e com antécio inferior aderido.A das Poaceae (=Gramineae) ou de frutos de outras famílias botânicas. antécio inferior (ani) com longa arista (asg) torcida. B. calo com abundantes pêlos longos. ex J. inserida no dorso da lema fértil FIGURA 28 – Arrhenatherum elatius: A. páleas (pf) hialinas. segmento da ráquila se prolongada acima do antécio superior. com (8. estreitas.27-30-31].0mm de comprimento. ARREDONDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. Beauv. Presl & C.antécio superior. diminutamente escabrosas na metade superior e frequentemente com esparsos e longos pêlos esbranquiçados na metade inferior. ARISTADO(A) – provido de arista. delgada. mais curta do que os antécios e gluma superior (gls) com 3-nervuras e subigualando-se aos antécios. a inferior (gli) com 1-nervura. Em Poaceae (=Gramineae) a arista geralmente é a continuação da nervura mediana de glumas ou lemas. que se insere no dorso da lema (le) perto da base e listrada de castanho e amerelo-bronzeado.0-)9. C. que se desarticulam acima das glumas. que tendem a ser mais longas do que as lemas e nervuras da carena bem juntas. pediceladas.) P. C’.0-10.antécio inferior. com dois antécios. Arrhenatherum elatius (L.cariopse.19A-A’).espigueta. quando o ápice de um órgão (folha.

321A-A’-A’’]. com cerca de 4-5mm de comprimento.327]. . formando com o eixo um ângulo menor do que 90°. espinhos dirigidos para o ápice. 40 .28]. como Raphanus raphanistrum [Fig. amarelada ou castanho-clara. ou de um lomento. típico de Fabaceae−Caesalpinioideae. A unidade-semente é formada pela espigueta inteira (antécio fértil + antécio estaminado) e sem as glumas. Ver abcisão e desarticulação. típico de Fabaceae (=Leguminosae)−Mimosoideae como do gênero Mimosa e de algumas espécies de Desmodium e Stylosanthes. ou pela cariopse. como em Aeschynomene e Ornithopus sativus Brot.segmentos) destacáveis ou das fragmentações transversais. ARTICULADO(A) – que se articula.Fig. ÁRVORE – planta lenhosa com crescimento monopodial. em vista latersal o lado dorsal é quase reto e o ventral convexo [Fig. de um craspédio. deiscentes ou indeiscentes. provido de regiões predeterminadas onde podem ocorrer fragmentações. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. ARTÍCULO – cada um uma das porções (ar . ARVORETA – planta lenhosa com tronco principal definido e com uma copa ramificada. ou pelo antécio fértil. como em Sorghum (Poaceae =Gramineae) [Fig. ASCENDENTE – que cresce obliquamente para cima. ou de Fabaceae−Papilionoideae. unisseminados.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA clara. como pêlos. cariopse subcilíndica. devido ao beneficiamento. só se ramifica depois de 2m de altura.29) ou síliqua lomentácea que ocorre em Brassicaceae =Cruciferae. alguns autores consideram que a altura varia entre 3-4m. com fuste principal definido e na parte superior uma copa ramificada.

AUTOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela própria planta. ATENUADO(A) – diz-se quando o ápice ou a base de um órgão (folha. antropocoria.au) na base de uma folha [Fig. ASSIMÉTRICO – sem simetria. ÁTROPO – ver óvulo ortótropo. Acystacia.102 E]. os frutos se abrem por pressão e lançam as sementes a distância. 41 . Folha com ápice atenuado – Eucaliptus saligna Sm. como no beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. ornitocoria e zoocoria. Coloração das sementes de Amaranthus e Chenopodium. fruto ou semente) se afila lentamente para um ângulo agudo [Fig. AURICULADO(A) – que tem aurícula. Justicia e Ruellia (Acanthaceae). ATROPURPÚREO(A) – coloração que varia de púrpura ao negro. Ver auriculado. ASTERACEAE – nome válido para a família Compositae. hidrocoria.A ÁSPERA – diz-se da superfície de um órgão revestida com curtas pontas duras e irregulares. lobo ou prolongamento em forma de orelha na base [Fig. isto é. ATROAVERMELHADO(A) – coloração que varia do vermelho-preto ao preto. FIGURA 29 – Artículo de Ornithopus sativus.102P]. Ver anemocoria. – Balsaminaceae). AURÍCULA – pequena projeção (lobo .102E].

dificilmente é a cariopse nua. lema (lf) com duas aristas apicais. 32]. de comprimento igual ou pouco menor do que a lema. Ver abcisão em Avena. dos antécios e entre os antécios). geralmente com um antécio rudimentar adicional. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. segmento da ráquila (seg . duas glumas iguais ou su- biguais. de coloração parda (quando maduras). A unidadesemente é o antécio-fértil. geralmente 7-nervadas.30. Algumas características importantes podem estar presentes no antécio basal e ausentes nos antécios superiores. que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. cariopse delgada ou ligeiramente engrossada.ráquis) pilosa. arista geniculada (asg). Seguem as características diferenciais das espécies de Avena: • Todos os antécios se desarticulam por abcisão completa: – Lema (lf) com dois diminutos dentes ou duas aristas terminais. mais curtas do que as glumas. alongadas. em vista lateral não evidentemente mais largo na porção mediana (na base da arista). 31. lemas endurecidas quando maduras. Avena barbata Pott. na extremidade alongada da ráquila. antécios aristados. com dorso arredondado. 42 . com longos e abundantes pêlos amarelados no lado dorsal. agudas. o tipo da abcisão é um caráter importante na distinção das espécies de aveia (abcisão da espigueta do seu pedicelo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Avena sp. membranáceas e persistentes na inflorescência (panícula). antécio fértil estreitoelíptico. pálea com duas carenas ciliadas. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. – espigueta com 1-6 antécios. ex Link – espigueta com 2-3 antécios. cariopse firmemente envolta pela lema e pálea endurescida [Fig.

com arista torcida. 43 . geralmente com um antécio rudimentar adicional aristado e com segmento da ráquila piloso e alongado. G. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. geniculada (asg). geniculada (asg). 32C]. calo estreito-elíptico e circundado por um anel incompleto de pêlos. denso ciliada nas carenas. geralmente 7-nervadas. pálea (pf) bicarenada. pálea (pf) bicarenadas. e longos pêlos duros e castanhos na face dorsal (abaixo da inserção da arista) ou glabra. circundado por um anel de pêlos castanhos. barbata. segmento da ráquila (seg) se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos castanhos na parte externa. inserida ao redor da porção mediana. calo arredondado ou oval. Avena fatua L. 32E ]. F. ápice bidenticulado (que corresponde às terminações das nervuras das carenas).30G.A. strigosa. B-C-D. cariopse com escutelo conspícuo [Fig. cariopse oblonga. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras.A. com escutelo ausente ou reduzido à fraca linha branca [Fig. sativa. denso-ciliada nas carenas.A. byzantina. E. ápice 2-denticulada (que correspondem as terminações das nervuras das carenas). lema (lf) com dois curtos dentes no ápice hialino. 31G. se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos estendidos. em vista lateral somente mais largo na porção mediana (na base da arista). 31E. segmento da ráquila (seg) avermelhada.30E. levemente mais larga na porção mediana. de coloração mais clara e inserida pouco abaixo da porção mediana da lema. com esparsos FIGURA 30 – Avena (antécio fértil lado ventral): AA.A na porção superior e sobre as duas aristas apicais. – espigueta com 2-3 antécios. arista torcida.A. longos e estendidos ou curtos e compactos (densos). castanho-escura (quando madura). fatua. antécio fértil estreito-elíptico.

fatua. 32B].A. Koch (incluída em Avena sativa L. glumas quase iguais no tamanho. barbata. B-C-D. aristada ou não (o que pode ocorrer na mesma inflorescência)..A. Segundo DILLENBERG (1984) o material que deu origem à primeira descrição (o holotipo). que se encontra no Herbário de Beºrlim. torcida na parte inferior e em geral com inflexão abaixo do ápice da lema. de lisa a finamente granulosa. arista reta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • Todos os antécios se desarticulam por fratura: – Lema (lf) aguda e com dois diminutos dentes terminais.A. Avena byzantina K.) – com características morfológicas iguais as de Avena sativa L. arista quando presente reta ou geniculada. – espigueta com 1-3 antécios e com um antécio rudimentar adicional. sativa. pode-se afirmar que.. na porção apical da lema. FIGURA 31 – Avena (antécio fértil lado dorsal): A. strigosa. Avena sativa L. E.30BC-D. na realidade corresponde a Avena sativa L. lema (lf) com ápice inteiro ou bidentado.A. sativa. abaixo da inserção da arista. byzantina. o segmento da ráquila é partido na base do antécio basal ou próximo dela [Fig. cariopse não conspicuamente espessado na metade inferior e escutelo largo e evidente. G. portanto esta espécie deve ser considerada como sinônimo de A. 31B-C-D. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. o que comunga também com a opinião de outros autores. amarelada. às vezes. às vezes semi-geniculada e semi-torcida. geralmente 9-nervadas. inserida na porção mediana ou pouco acima. na extremidade alongada do segmento da ráquila. em geral 7-nervadas. F. 44 . segmento da ráquila (seg) glabro. glabra ou com tufo de pêlos (lateralmente sobre o calo). mais raro alguns pêlos longos no lado dorsal.A.

31F. C.A. ciliada na porção terminal das carenas e nos dentículos apicais. barbata. E. escutelo largo e evidente. 31A. glabra ou com tufo de longos pêlos restritos aos bordos da porção superior. byzantina. com arista geniculada e com inflexão abaixo do ápice da lema. D. segmento da ráquila (seg) glabro ou às vezes com alguns pêlos e sem desarticulação (os antécios não se separam. fatua. – Lema linear. glumas quase iguais tamanho e geralmente 9-nervadas. segmento da ráquila piloso.A pálea (pf) bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas) e com densos cílios sobre as carenas. segmento da ráquila (seg) sem desarticulação (antécios não se desprendem quando maduros).33]. B. sativa. com escutelo largo e evidente [Fig. bicarenada. quando maduros) [Fig.30A. este frequentemente aristado e com arístulas. com duas longas aristas duras. geralmente 7-nervadas. inserida pouco acima da porção mediana da lema. 32D]. 32A]. de coloração escura (quando maduras) e nervuras mais claras. pálea (pf) com ápice bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas).A. com escabrosidade antrorsa sobre a porção terminal da lema e as aristas apicais.A. – espiguetas com 1-2 antécios. ou do fruto (cápsula septífraga) 45 . diz-se do embrião quando ele se encontra no centro (no eixo) da semente [Fig. com duas longas aristas. arista torcida. cariopse estreito-oblonga. geralmente com um antécio rudimentar adicional. strigosa.A. lema (lf) acuminada. Avena strigosa Schreb. 30F. geniculada (asg). cariopse levemente mais larga na porção mediana. AXIAL – relativo ao eixo. de coloração mais clara e FIGURA 32 – Avena (antécio fértil vista lateral): A.A.

plano-convexas e acuminadas. AXILA – ângulo formado entre a inserção de um órgão com o eixo no qual está inserido.0-3. – espiguetas de ovaladolanceoladas a elíptico-lanceoladas. liso e glabro.) P. os óvulos se inserem nos bordos de cada carpelo. Axilar (B). como nas Convolvulaceae. C. Beauv. Ipomoea e Merremia. Raramente se encontra o antécio fértil. partes da planta (axila da folha – ângulo formado pelo pecíolo no ponto onde ele se prende ao caule). lema fértil (lf) de glabra a alguns pêlos no ápice e com as margens recurvadas sobre a pálea (pf). ângulo formado pelo encontro de dois órgãos ou FIGURA 33 – Axial (A). plurilocular. AXILAR – que fica na axila.espigueta. com agluma superior e lema estéril.cariopse. ou no caso da placentação quando. iguais no comprimento e localizadas por cima da lema fértil. 33]. D. gluma superior (gls) e lema estéril de agudas a sub-agudas. sem gluma superior e sem lema estéril. nos gêneros Convolvulus. Seguem as características diferenciais das espécies de Axonopus: Axonopus compressus (Sw. antécio fértil (lema e pálea) papiráceo. antécio inferior reduzido apenas a lema estéril (pálea estéril ausente). gluma superior (gls) e lema estéril membranáceas. de 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA quando as sementes estão presas no eixo central (columela). Axonopus sp. – espiguetas com dois antécios.0mm de comprimento e com esparsos pêlos longos nas margens. ao 46 . geralmente se refere a folha e ao caule ou a folha e o épicótilo. fissifolius (B): A-B. na porção central. A unidadesemente é o antécio fértil. misturada as sementes beneficiadas. onde ocorre a fusão dos carpelos [Fig. FIGURA 34 – Axonopus compressus (A-C-D) e A. que se desarticulam abaixo da gluma superior. num gineceu sincárpico. gluma inferior ausente.antécio fértil. Ver placentação axial.

gluma superior (gls) e lema estéril linear-elípticas. com 2-4 nervuras. Axonopus fissifolius (Raddi) Kuhlm. se 5-nervada com a mediana às vezes apagada (vestigial). com a central apagada. com 4-5-nervuras. sub-obtusas ou agudas. antécio fértil de coloração palha.34B]. glabra ou com pubescência adpressa ao longo das nervuras. 47 . de esverdeadas a violáceas. lema fértil (lf) de obtusa a subaguda e menor do que a gluma superior e a lema estéril [Fig. 34A-C-D].A longo das nervuras externas esparso-pubescentes ou glabras. lema fértil (lf) do mesmo tamanho da gluma superior ou um pouco menor [Fig. antécio fértil branco-amarelado. obtusas ou subagudas. (=Axonopus affinis Chase) – espiguetas de oblongas a ovaladas.

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BACÓIDE – incluem os frutos indeiscentes. C. B.Fig.36B).Fig.Fig. Ver a descrição de cada um deles. Myrciaria (Myrtaceae).38A) e Schlegelia (Bignoniaceae Fig. Gomidesia e Myrcia (Myrtaceae).seção transversal. mas não lenhosa. com epicarpo geralmente fino e mesocarpo carnoso ou sucoso. Coccocypselum (Rubiaceae . mas não são raros os oligospemos e até mesmo os unisseminados. 36D).. não diferenciada. Eugenia.: C. Brunfelsia e Cestrum (Solanaceae). campomanesoídeo. Ocorre em Potalia sp. O fruto bacóide se classifica em: anfissarcídio. não há nítida distinção entre os lóculos (lo). balaústio.Fevillea sp. bacídio. Fonte B-C-D: Barroso et al. uni. indeiscente.Fig. 38B-C]... ou com poucas sementes. originado de um ovário ínfero ou semi-ínfero.35).Fig. (1999). 50 .37A-B-C-D]. Sementes (s) envoltas por polpa sulcosa. nos gêneros Cinnamodendron (Canella-ceae . esclereificada ou coriácea. (Loganiaceae . D. com espaço central dividido ou não por septos. 36E).Cinnamodendron sp. FIGURA 36 – Bacáceos: A. Fig. Vitis e Cissus (Vitaceae) e Phytolacca (Phytolaccaceae) [Fig. com uma semente como no fruto do abacate (Persea americana Mill. Mouriri e Platycentrum (Melastomataceae). (1999). BMezilaurus sp. carnosos. com pericarpo de pouco a muito espessado e endocarpo constituído apenas pela epiderme interna. Mezilaurus (Lauraceae . origindo de um ovário ínfero ou semi-ínfero.36C).Phytolacca sp. . Cayaponia e Fevillea (Cucurbitaceae FIGURA 35 – Bacáceo (seção longitudinal) do abacate. (Tiliaceae) e nos gêneros Miconia. Bacáceo (ba) ocorre em Melastomataceae. E.. mostrando a invaginação da placenta no lóculo.Platycentrum sp. bacáceo. indeiscente.fruto inteiro e D. hesperídio. FIGURA 37 – Bacídios: A. como em Mutingia calabura L. Fonte: A-C-D-E: Barroso et al.ou multisseminado. BACÍDIO – fruto bacóide.. solanídio e teofrastídio. Mouriri sp. geralmente com um grande número de sementes. melanídio.36A).Coccocypselum sp..Adenaria sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BACÁCEO – fruto bacóide. com mesocarpo carnoso e endocarpo membranáceo. que não se encontram envoltas por polpa. Adenaria (Lythraceae Fig.

muito usado como sinônimo de solanídio. como uma pequena protuberância. como o fruto da romã (Punica granatum L. BAINHA COTILEDONAR – porção basal do tecido cotiledonar que aparece nas plântulas de Monocotiledôneas.. indeiscente.: B.40]. − Punicaceae) [Fig. com endocarpo fino. 172D-bai].Potalia sp. com carpelos dispostos em dois estratos. sem núcleo diferenciado e sem clorofila. Schlegelia sp. em geral membranácea. amarelo- FIGURA 39 – Bainha avermelhado. (1999). mais freqüentes no ápice [Fig. originado de um ovário ínfero. BAINHA – parte basal ou achatada da folha. bai. que crescem em tufos e em diferentes partes da superfície. internamente dividido em cavidades. com sarcotesta translúcida. que a prende ao caule [Fig. C. o mesmo que coleóptilo (cop) [Fig.204B]. Fonte: Barroso et al. com funículo (f) longo e endosperma ausente.corte longitudinal mostrando as sementes.B BACTÉRIA – vegetal unicelular.78 B. BARBADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. FIGURA 40 – Balausta de romã.39FIGURA 38 – Bacóides: A. multisseminado. raramente celulósica e em geral com menos de dois micras.fruto inteiro. que se rompe no ápice e libera a primeira folha (eófilo) ou a plúmula (pl). 187]. com membrana pectínica. BAGA – termo genérico. com pericarpo carnoso-coriáceo. 51 . onde se alojam as numerosas sementes. BALAUSTA ou BALAÚSTIO – fruto bacóide carnoso. mesotesta esclerótica e tegumento formado por células polposas. Difere da IíguIa por não ter vasos condutores. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos macios.

BERTOLONÍDIO – fruto capsulídio e que ocorre no gênero Bertolonia (Melastomataceae).41A-B-C]. BIANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo em dois anos. 52 . como no abacate e manga. que segundo BARROSO et al. (1999). de onde tem um aspecto radial. B-C. como nos gêneros Combretum. autocoria. BASINÔMIO – em taxonomia: é o primeiro nome dado (reconhecidamente conferido) a um táxon. floresce e frutifica. BETULÍDIO – designação dada aos frutos nucóides. BASE – parte de um órgão que está mais próximo ao ponto de inserção. com duas ou mais alas. BASAL – relativo à base. Terminalia e Thiloa (Combretaceae) e Pteropegon (Cucurbitaceae) [Fig. antropocoria. ovário ínfero e provido de alas derivadas de expansões do hipanto.Thiloa sp. podem ocorrer exceções. O pericarpo pode ser lenhoso ou coriáceo. parte de uma estrutura perto do ponto de união ou de origem. refere-se também à extremidade da radícula da semente. (1999) apresenta três deiscências loculicidas somente na porção superior.. Ver anemocoria. BICARENADO – estrutura com duas quilhas (carenas). ornitocoria e zoocoria. originados de um FIGURA 41 – Betulídios: A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BAROCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela ação da gravidade. hidrocoria. o mesmo que bienal. no primeiro ano desenvolve a parte vegetativa e no segundo.Pteropegon sp. (em inglês: basionym). Fonte B-C-: Barroso et al. o que só pode ser visto de cima.

BICRENADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados que por sua vez também estão crenados [Fig. e Ipomoea invisa (Vell. BILOCULAR – diz-se do ovário ou do fruto com dois lóculos. Ranunculus (Ranunculaceae).) Hallier (Convolvulaceae). como as folhas de Bauhinia forficata Link e folhas cotiledonares de Ipomoea carnea Jacq. BINÔMIO – em taxonomia: nome científico dado a uma espécie botânica. indeiscente. Erodium e Geranium (Geraniaceae) e Geum (Rosaceae). BÍFIDO(A) – órgão fendido em duas partes.42). BILOMENTO – síliqua lomentácea.322]. Encontra-se nos frutos dos gêneros Adonis. o superior globoso e fértil.110A’]. onde as pétalas se distribuem nitidamente em dois lábios superpostos. diz-se da corola gamopétala e zigomorpha. (Solanaceae).B BICO – prolongamento longo e pontudo de um órgão (fruto ou semente). Ipomoea hederacea (L. 53 . BIENAL – o mesmo que bianual. Scrophulariaceae . Anemone. que se divide transversalmente em dois artículos superpostos. como a corola da boca-de-leão (Antirrhinum majus L.) Jacq. como nos frutos do gênero Rapistrum (Brassicaceae) [Fig. – FIGURA 42 – Bilabiado: lb.Fig. BILABIADO(A) – que tem dois lábios (lb). em geral na porção superior e que não ultrapassa a metade do comprimento do referido órgão. Fruto (solanídio) de Capsicum chinense L. formado por dois vocábulos latinos (gênero e espécie)..lábio.

como as das plantas do mangue. Boerhavia diffusa L. [Fig.) Raf. BISSEXUAL – diz-se da flor que tem órgãos masculinos (estames) e femininos (pistio).7-4. mas que permanece unido pela base como as folhas cotiledonares de Ipomoea asarifolia (Desr. diffusa) ou FIGURA 43 – Bipinada: fol..1mm de comprimento (var.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BIPARTIDO(A) – qualquer órgão com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento. Folha de Delonix regia (Bojer ex Hook. Ipomoea cairica (L.) Roth. & Schult. com (2. Ipomoea nil (L. Ipomoea ramosissima (Poir..folíolo.) Sweet.110B’]. BIPINADA – quando a folha composta está duplamente pinada ou dividida. 54 . BLASTOCÁRPICO – diz-se da semente que germina no interior do fruto. (Fabaceae-Caesalpinioideae). reto ou longitudinalmente curvado.5-)3. dividindo-o em duas partes.) Roem. BLASTOCARPO – diz-se do fruto cuja semente germina antes de sair do pericarpo. BIPINATÍFIDA – que tem folha composta bipinada. – antocarpo obcônico.43]. BISPÉRMICO – diz-se do fruto que contém duas sementes.) Choisy e Ipomoea triloba L.raque. BISERREADA(O) ou DUPLOSERREADA(O) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. ra.176]. que ao cair já trazem o embrião em desenvolvimento. ou as divisões primárias também estão divididas [Fig.

fruto do carvalho (Quercus robur L. BORDO – o mesmo que margem.1mm de largura. com 1.B cerca de 2. na var.44).1mm de comprimento (var. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso antocarpo [Fig. BOLOTA – tipo de núcula envolta na base pela cúpula. A unidadesemente é o antocarpo. de contorno ovalado e em seção transversal estreitoelíptico. BOLBILHO – o mesmo que bulbilho. porque o lado ventral é fortemente convexo. – Fagaceae – Fig. lado ventral (da comissura) côncavo e muito estreito.109F-G-H]. superfície castanho-amarelada ou acinzentada. 55 . Bowlesia incana Ruiz & Pav. fosco e com esparsos pêlos estelados [Fig.6-2. com cinco costelas longitudinais inconspícuas e com as laterais viradas para o lado ventral. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. na var. tuberculada e com cinco sulcos longitudinais. de coloração castanho-amarelado-clara. leiocarpa: glabra.15A-B-C]. mais claras e espessas. com ápice arredondado e atenuando-se para uma base estreita. FIGURA 44 – Bolota.0mm de comprimento. fosca. diffusa: com pêlos glandulosos e brancos entre as cinco nervuras longitudinais conspícuas.0-1. formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente. com base arredondada e atenuando gradativamente para um ápice agudo-obtuso. leiocarpa) por 1. – cremocarpo formado por dois carpídios piriformes.

C-D-E-F-G-H.B. antécio superior (apical) fértil ou bisexual crustáceo. raramente. antécio basal estéril ou estaminado (masculino) membranáceo. tão longa quanto a lema estéril. decumbens. I-J-K. E-H. brizantha. O-P. – espigueta com dois antécios. com 5-7(-9) nervuras relativamente próximas. ápice incospicuamente apiculada ou mucronado (ponta aguda e curta). geralmente papilosa-rugosa ou estriada. B-D-G-J-M-P. tão longa quanto a espigueta.lema estéril ou estaminada. Brachiaria sp. plano-convexo. com linha de ruptura conspícua e aréola (are) deprimida.B. reduzida ou rudimentar. 2-glumas de textura papirácea e desiguais na forma e no tamanho. de ovada a oblonga. K-N. formado pela lema fértil (lf) com 5-nervuras inconspícuas.B.gluma inferior. ou às vezes. primeira gluma ou gluma inferior (gli) voltada para o ráquis e geralmente menor ou.B. L-M-N. formado pela lema estéril (le) com 5-9(-11) nevuras e as laterais um pouco mais afastadas da nervura mediana e pela pálea estéril hialina.lado ventral.lado dorsal.B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 45 – Brachiaria (espiqueta): A-B. humidicola. mais ou menos plano-convexa ou biconvexa. segunda gluma ou gluma superior (gls) mais ou menos do mesmo comprimento da lema estéril. ruziziensis: A-C-F-I-L-O. dictyoneura. mais ou 56 . segmento da ráquila entre a gluma inferior e a superior. binervada.

de coloração palha e frequentemente com pigmentações púrpuras ou tingida de 57 .B menos lustrosa. ruziziensis. Rich.0-2. C-D-E-F. A unidade-semente é a espigueta. humidicola. G-H. Seguem as características diferenciais das espécies de Brachiaria: FIGURA 46 – Brachiaria (antécio fértil): A-B. margens lisas.5mm de largura.B.B. de textura mais fina e conspicuamente convexo-encurvados sobre a cariopse. com hilo sub-basal-ventral e punctiforme.) Stapf – espigueta oblonga ou elíptico-oblonga. brizantha. ex A. ápice levemente obtuso ou subagudo. esta achatada. 46]. como um desenho ± conspicuamente estriado.B.B. I-J. hipocrepiforme-arredondada perto da base.B. B-D-F-H-J-L. decumbens.0mm de comprimento por 2. com duas conspícuas carenas espessadas.lado dorsal. K-L. raras vezes o antécio fértil. Brachiaria brizantha (Hochst. superfície glabra ou esparso-pilosa no ápice. pálea fértil (pf) tão longa quanto a lema fértil.lado ventral. dictyoneura. A-C-E-IK. de contorno ovalado ou arredondado. área do embrião dorsal e cerca da ½ a ¾ comprimento da cariopse [Fig. lustrosas. com cerca de 6.45.

pálea estéril tão longa quanto a lema. com cerca de 4mm de comprimento por 2mm de largura e de coloração 58 . com 7-11 nervuras. gluma inferior (gli) largo-ovada. acuminada. antécio fértil ovado. ápice agudo. pálea fértil (pf) menos convexa no dorso. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais anastomosadas (unidas). ápice esparso-piloso ou glabro. com ápice curto-encurvado. ligeiramente menor do que a lema [Fig. às vezes. gluma superior (gls) ovada. antécio fértil oblongo ou elíptico-oblongo e de coloração palha. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. Brachiaria decumbens Stapf – espigueta obovada-elíptica. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. tão longa quanto a espigueta. glabrescente ou esparso-hirsuta no ápice. esparsopilosa no ápice. achatada no dorso. glabras. com 9-11 nervuras. abraça a base da espigueta. abraça a base da espigueta. gluma superior (gls) ovada. glabra.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA púrpura. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. às vezes. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas) e algumas nervuras transversais na porção superior.45A-B. glabrescente ou pilosa. finamente estriada e com curto ápice obtuso e encurvado. gluma inferior (gli) largo-ovada. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. lema fértil (lf) elípticoovada. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. base atenuada e com conspícuo e grosso pedúnculo. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. poucos pêlos ou glabrescente. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas). 46A-B]. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. com 4-5mm de comprimento por cerca de 2mm de largura.

& De Not. lema fértil (lf) ovada. pálea estéril largo-elíptica. membranácea. de coloração verde-clara. com as margens se encontrando na base da espigueta. muito menos longa do que as glumas e a lema estéril.) Stapf – espigueta obovada ou largo-oblonga. 46I-J]. com longos pêlos brancos. plicada e nervuras finamente reticuladas no ápice. gluma superior (gls) oblonga. Brachiaria dictyoneura (Fig. com 9-11 nervuras. adpressos e mais longos na porção superior. pálea fértil (pf) plana.B amarelo-clara.5mm de largura. quase glabra no centro. com densas nervuras transversais anastomosadas (unidas). 7-9 nervuras. lema estéril (le) largo-ovada. margens terminam em fina membrana. glabra. antécio fértil de coloração palha ou amerelo-escura. cariopse ovada ou obovada. ápice obtuso. pilosa. com cerca de 3. menos larga do que a gluma inferior.0mm de comprimento por 1. – espigueta ovadoelíptica. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de 59 . com 4-5mm de comprimento. Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick. coloração e pilosidade. lema fértil (lf) obovada.45L-M-N.45C-D-E-F-G-H. cariopse ovada e de coloração palha [Fig. com 5-nervuras e com densas e longas nervuras transversais anastomosadas (unidas). ligeiramente mais curta. semelhante a gluma superior em textura. opaca. membranácea.7mm de largura e de coloração palha [Fig. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. finamente transversorugosa. com 6-7mm de comprimento por cerca de 2. tão longa quanto a espigueta. acuminada e finamente estriada longitudinalmente. geralmente de coloração púrpura-escura ou verde. 46C-D-E-F]. mucronada. gluma inferior (gli) largo-oblonga. tão longa quanto a lema estéril.

E.0(-1. 10-11-ner- 60 .1)mm de espessura. menos larga do que a gluma inferior. cariopse obovada e de coloração palha [Fig. semelhante a gluma superior em textura e coloração. gluma inferior (gli) largo-ovada. com aparência arredondada e mais aberta. margens terminam em fina.0-2. lema fértil (lf) obovada. gluma superior (gls) ovóide.5mm de largura e 0. com 1-2 nervuras transversais no ápice.5mm de comprimento por 2. fino-membranácea. – espigueta ovada-elíptica ou ovalada. abraça a base da espigueta.lado dorsal. devido ao tamanho da gluma inferior e da lema fértil.espigueta: A.lado ventral. com longas nervuras transversais anastomosadas (unidas) e quase glabra no centro. 9-11 nervuras. ligeiramente mais curta. tão longa quanto a espigueta. de coloração verde-clara. 45I-J-K. cerca de ⅓ do comprimento da espigueta.lado ventral. finamente transverso-rugosa e com 5-nervuras conspícuas. do que as outras espécies do gênero. membranácea. 46G-H]. de coloração amarelada ou púrpura-escura ou com aparência púrpura. pálea estéril largo-ovada. levemente plicada. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. glabra.0mm de largura. FIGURA 47 – Brachiaria plantaginea . amarelada-clara. biseriada e inseridas alternadamente num ráquis ligeiramente alado. com 4-5mm de compri-mento por 2. apiculada. guma inferior (gli) largo-ovalada. B. com esparsos pêlos longos. com 5-nervuras. margens se encontram na base da espigueta. glabra.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura.9-1. antécio fértil de coloração palha ou branca (na maturação) com cerca de 3. Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. antécio fértil: D. estramínea. ápice subagudo. lema estéril (le) ovóide. duros e grossos. 7-9 nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas).lado dorsal. tão longa quanto a lema estéril e com carenas endurescidas. glabra. quase branca ou parcialmente púrpura. de plano-convexa a achatada. Cpálea estéril.

tamanho e textura. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. antécio fértil ovalado.0)mm de comprimento por 2. ápice apiculado.0-)3. com fina rugosidade transversal (45X) e nervuras fracamente visíveis. ligeiramente menor do que a lema fértil. Evrard – espigueta ovada. & C. acuminada. lema fértil (lf) obovada ou elíptica. ápice subagudo.B vada. com extremidades das nervuras e algumas nervuras transversais anastomosadas (unidas) perto do ápice. com 9-nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas) ausentes ou inconspícuas perto do ápice. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. gluma superior (gls) de ovalada a ovalada-elíptica. cerca da ½ do comprimento da espigueta. antécio fértil ovado-elíptica.7-0.M. com (3. 11-nervuras. gluma inferior (gli) largo-ovada. abraça a base da espigueta. mancha hilar punctiforme e sub-basal [Fig. com longos pêlos brancos no ápice e nas margens. achatada e amarelada.6(-4. crustácea.2-3. com 7-nervuras. pálea fértil (pf) com dorso convexo. do mesmo comprimento do antécio fértil. com dorso plano. Germ. glabra. cariopse ovalada-arredondada. lema fértil 61 . 5-nervada. plana ou levemente deprimida no dorso.2mm de largura e 0. amarelado. com conspícuas nervuras anastomosadas (unidas) no ápice. Brachiaria ruziziensis R. tamanho e textura.47]. gluma superior (gls) ovada. lema estéril (le) semelhante a gluma superior em forma. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de largura. antécio estéril com lema estéril (le) 5-nervada e muito semelhante a gluma superior em forma. apiculada.8mm de espessura. embrião cerca da ½ do comprimento da cariopse. glabro. glabra.0-2. com pêlos longos e brancos na porção superior e nas margens.

um ano após a floração.269]. BRADIACARPO – que frutifica depois do inverno. Brácteas involucrais ou Invólucro-de-brácteas – cada uma das brácteas internas da flor feminina.vista lateral da lema.B. coloração. finamente estriada. pálea fértil (pf) 62 . subaristata.B. sem carena e com ala lateral ou lema lanceolada. tamanho.157] e Phalaris [Fig. quase lisa e com 5-nervuras conspícuas. C-E. Briza sp. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. que no eixo das Poaceae (=Gramineae) se estende por baixo de uma flor ou de uma espigueta. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior . etc.vista ventral. glabra ou pilosa. G.206].gls) herbáceas. textura. Aespigueta. BRACTÉOLA – bráctea de segunda ordem (secundária) ou glumela. minor. BRASSICACEAE – nome válido para a família Cruciferae.45O-P.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (lf) obovada.pálea fértil.B. geralmente modificada ou semelhante a escama. que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. ligeiramente mais curta [Fig. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. antécio fértil com lema (lf) largo-cordiforme.46K-L]. poaeompha. ápice com curto mucro. mucronada ou aristada. É diferente das folhas normais pela forma. plurinervada. G. geralmente bem menor do que a bráctea. BRÁCTEA – folha reduzida. FIGURA 48 – Briza: A-B. C-D-E-F. antécio fértil: B-D. F. Fig.gli e superior . com dorso giboso (núcleo seminífero em forma de carúncula).vista dorsal da lema. Bractéola fértil ou lema fértil ou pálea fértil. como em Acanthospermum (Asteraceae =Compositae) [Fig.

5-2.B bicarenada.8(-1. esparso-pilosa no dorso.3-0. levemente encurvada e de 0. com 1. margem alada. com ala membranácea e ápice bífido antécio fértil transverso-ovalado-escavado. membranácea.5mm de espessura. adpressa a lema fértil e cerca da ½ do seu comprimento. membranácea e de coloração palha. Briza minor L.0mm de comprimento por 1.2-1. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. pálea fértil (pf) de elíptica a suborbicular.48]. inteiro ou algo recortado. adpressa a lema fértil. suborbicular. muito menor do que a lema. ápice subagudo.52.5mm de comprimento.6-0. hialina. de coloração amarelada. com carenas glabras e com pêlos retrossos entre elas. ápice obtuso e mútico. de coloração palha e com 7-nervuras castanhoavermelhadas. base cordiforme. de orbicular ou elíptica a lanceolada. glabra ou pilosa. cariopse com hilo punctiforme. cariopse com 0.2mm de espessura. ápice hialino.3mm de espessura.5mm de largura e 0. divergente -encurvada. cariopse com 1. lisa ou com papilas entre as carenas. – antécio fértil escavado-ovalado. lema fértil (lf) gibosa. sem giba. pálea fértil (pf) plana.7-1. segmento da ráquila pequena. margem alada.6mm de largura e 0. elíptico ou linear [Fig.3-0. base cordiforme. Seguem as características diferenciais das espécies de Briza: Briza maxima L. atinge até a ½ do comprimento ou pouco mais. 63 . giba com grossos pêlos hialinos. com cerca de 2mm de diâmetro.7)mm de comprimento por 0. ápice obtuso. de 8-10mm de comprimento por 5mm de largura e 0.48A-B].6mm de largura [Fig. hilo linear. segmento da ráquila divergente. truncado. – gluma inferior (gli) cordiforme.8mm de comprimento por 0. lema fértil (lf) côncava. de coloração amarelo-avermelhada.

largo-elípticas e escabrosas na carena. margem não alada.48G]. subagudas.6mm de largura. de 1. Bromus sp. giba glabra ou com pêlos. ápice de subagudo a agudo.5(-7. comprimida lateralmente. antécio fértil com lema (lf) largo-elíptica. Briza subaristata Lam.0)mm de largura. cariopse com 0. com 1.0-1. – espigueta suborbicular.0(-4. às vezes. papilosa-escabrosa no ⅔ superiores.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Briza poaemorpha (Presl) Henr.3-0. – espigueta comprimidas dorsiventralmente.5)mm de comprimento por 0. pálea fértil (pf) de elíptico-orbicular a orbicular. membranácea e de coloração palha. de 1.8mm de comprimento por (0.9-5. gluma inferior em geral menor 64 . com conspícuo apêndice apical. com glumas (gli – gls) persistentes.5mm de comprimento por 0. pálea fértil (pf) de elíptica a elíptico-lanceolada. base cordiforme.5mm de largura. margem alada. glumas (inferior – gli e superior – gls) largo-elípticas.4-0.9-2.0mm de largura.0-2. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior e superior) e entre as lemas.9-1. menores do que os antécios. cariopse com 0. segmento da ráquila diminuto.2-1.8-4. com carenas lisas ou com cílios muito curtos e com aspereza tuberculada entre elas. glabras ou pilosas. obtusa.5-0. com 2. de coloração amarelada. curto-ciliada sobre a porção superior das carenas. glumas agudas. hilo elíptico [Fig.5mm de comprimento por 1. com nervura central conspícua.7-1. mútico ou com curto múcron.9mm de largura.2mm de comprimento por 0. segmento da ráquila divergente e curta.3mm de comprimento por 0.6-1. antécio fértil com lema (lf) gibosa.4-7.48C-D-E-F].7mm de largura. hilo elíptico [Fig.

com 7-11 nervuras. entre os quais a arista (as) terminal ou subapical. carenas com curtos cílios [Fig. em geral aderida à pálea. lisa ou com aspereza antrorsa. bicarenada e carenas com asperezas antrorsas e dorso glabro. glabra ou pilosa. segmento da ráquila (seg) com lado dorsal achatado e ventral (externo) arredondado e abaulado na porção superior. com ápice agudo ou bidentado. com (18-)26 (-37) mm de comprimento por (3-)7mm de largura.B do que a superior. de modo que aparenta estar paralelo ao eixo do antécio. cariopse com ápice piloso. A unidade-semente é o antécio fértil. calo plano e inclinado para o lado ventral do antécio. glumas lanceoladas. de subglabras a pubescentes. com 8-13(-15)mm de comprimento por 2. lisa ou com aspereza antrorsa sobre o dorso. reta. pálea fértil (pf) lanceolada. ápice com 2-dentes obtusos.49]. de dorso aplanado ou arredondado.82. hilo linear [Fig. 65 . antécio fértil com lema (lf) lanceolada. lisa ou dorso papiloso. 1-5-nervuras. ex Nees – espiguetas elípticas. a inferior com (1-)3-5-nervuras. antécio fértil com lema (lf) convexa ou carenada.49A-B]. com 5-10(-13)mm de comprimento por 0. mútica. pálea fértil (pf) subigualando-se a lema. ápice bidentado. com 8-12mm de comprimento por 2-3mm de largura. Bromus catharticus Vahl (= B. o tamanho do antécio varia de acordo com sua posição na ráquila e as medidas não incluem a da arista. unioloides Kunth) – espiguetas ovadolanceoladas. de (1-)3-6mm de comprimento. agudas. glabra. mucronada ou aristada.5mm de largura. ápice agudo e fortemente comprimidas lateralmente. Seguem as características diferenciais das espécies de Bromus: Bromus auleticus Trin. gluma superior 3-9-nervuras.5mm de largura e a superior com 3-5-nervuras.0-3. menor do que a lema.

antécio fértil com (10-)1517(-20)mm de comprimento por (2. rigidus.B.B. multinervadas e com magens hialino-membranáceas. K’-prolon-gamento da arista (as) de K. vista lateral: D-F-L-P-R.B. secalinus. Q-R. J-K. frequentemente esverdeada (imatura). 66 .5-)3. L-M. lado dorsal: A-G-J-M-N. de coloração palha ou castanho-amarelada e algumas vezes púrpura. tectorum.B. F.B. lado ventral: B-C-H-K-O-Q. papiráceas.B. sterilis.B. FIGURA 49 – Bromus (antécios férteis): A-B. C-D-E.B. G-H-I.0-5. com lema (lf) lanceolada. auleticus. hordaceus.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA glumas lancelolado-agudas. carenadas. cariopse: E-I.0mm de largura. catharticus. N-O-P. inermis.

cariopse aderida à pálea. encobre quase totalmente a pálea e a cariopse. mais larga abaixo da porção mediana.7-1. antécio fértil obovado-oblongo. geralmente com rugas transversais entre as 7-nervuras. 3-5 nervuras e a mediana carenada.3mm de largura.B muito comprimida lateralmente.0mm de largura e 1. calo punctiforme e 67 . diminutamente curto-pubescente.0-3. de coloração cinza-amarelada ou verde-amarelada. de (6-)7-9(-11)mm de comprimento (exceto arista) por 2. com a inferior menor do que a superior. Bromus hordaceus L. com 3-9mm de comprimento por 0. de 10-24mm de comprimento por 2. dorso glabro e carenas esparso-pilosas. estas mais conspícuas perto da base e a mediana estendendo-se em arista (as) subapical. papirácea. lado dorsal plano. glumas ovalado-lanceoladas. glabro ou curto-pubecente. comprimida lateralmente. pálea fértil (pf) estreito-lanceolada.2-1. lema fértil (lf) de elíptica a estreito-obovada.49C-D-E].8mm de espessura. segmento da ráquila (seg) com 2-4mm de comprimento. calo glabrescente ou finamente piloso. segmento da ráquila (seg) com cerca de 1mm de comprimento. levemente encurvada longitudinalmente.) – espiguetas denso-pilosas. nervuras e às vezes os interespaços finamente hispídulos. pálea fértil (pf) largo-acanalada. de 6-8(-10)mm de comprimento. pilosas. mais curta e mais estreita do que a lema. com ápice truncado. alarga-se ligeiramente em direção ao disco apical reto. (=Bromus mollis L.6mm de largura. reto ou um pouco abaulado longitudinalmente. base atenuada. lado ventral com sulco profundo (cerca de ⅓) e muito estreito [Fig. com 6-8mm de comprimento. ápice bidentado. ápice agudo ou com múcro de até 3(-5)mm de comprimento. com carenas ciliadas na porção superior e dorso liso.

lado dorsal glabrescente ou esparso-puberulenta perto da base. arista (as) com 1-2(-3)mm de comprimento ou ausente. com 6mm de comprimento por 2mm de largura e 1mm de espessura. com 7-8mm de comprimento por 1. conspicuamente mais larga do que a cariopse.5-3. Bromus inermis Leyss.5-3. pálea fértil (pf) plana. – antécio fértil elíptico.8mm de largura e 0. carenas com densos e curtos pêlos finos.0mm de espessura. cariopse aderida à pálea e visível externamente através dela.5mm de espessura. Bromus squarrosus L..49G-H-I]. ápice arredondado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA circundado por estreita calosidade. 3-5-nervuras e com a mediana mais conspícua. segmento da ráquila (seg) subcilíndrico.0mm de largura e 1. de 1220mm de comprimento (exceto a arista) por 1. lateralmente pouco comprimido. alongado-ovalada. com lado dorso plano-convexa e ventral com sulco raso [Fig. igualando-se ou levemente maior do que a cariopse e a pálea. achatada.3-0.49F]. reto. base arredondada.0mm de comprimento. var. afilando para o ápice. lado ventral com estreita costela longitudinal [Fig.5-1. de (9-)10-12mm de comprimento por 1. lema fértil (lf) de plana a levemente convexa (com margens levemente viradas). Bromus rigidus Roth (= Bromus villosus Gmel. cariopse aderida à pálea.2mm de largura 68 . de coloração castanha. afilando para uma base pontuda. de 2.) Koch) – antécio fértil alongado-ovalado. afilando para as duas extremidades. de coloração amarelo-clara ou de castanho-acinzantada a castanho-escura. fino. alargando um pouco para o ápice. villosus (Gmel. com pubescência espranquiçada.8-2. mais estreita do que a cariopse. de coloração castanha.

6-2. lema fértil (lf) de coloração castanhoamarelada a castanho-púrpura. punctiforme e com curta-pubescência esbranquiçada e ascendente. rugosa-escabrosa e com 35(-50)mm de comprimento. margens retas ou encurvadas sobre a pálea. lado dorsal reto. de coloração amarelo-acinzentada a castanho-acinzentada.5-2. margem encurvada para o lado ventral. alargando um pouco para o ápice e curtopubescente. – antécio fértil de oblongo a estreito-elíptico em contorno e hipocrepiforme em seção transversal. lema e pálea fértil + cariopse ± iguais no comprimento. a 4-6mm abaixo do ápice.8mm de espessura.0mm de largura e espessura. nervuras laterais 69 . com curta pilosidade esbranquiçada mais densa na base. com lado dorsal reto e ventral levemente convexo e com estreito sulco longitudinal profundo [Fig.0mm de largura e espessura. cariopse aderida ao antécio. com 7-9mm de comprimento (exceto a arista) por 1. Bromus secalinus L. da ½ inferior até ¾ do antécio. com nervura mediana conspícua e que se estende. estreitooblonga. mais largo acima da porção mediana e afilando gradualmente para uma base arredondada e abruptamente para um ápice obtuso.5-1. reto ou levemente encurvada longitudinalmente. em uma arista (as) muito dura. com 10-12mm de comprimento (muito mais curta do que a lema e não alcançando as cerdas apicais) por 1. afilando para as duas extremidades pontudas. pálea fértil (pf) com carenas muito próximas e com esparsa e curta pilosidade.B e 1. de coloração castanho-escura. segmento da ráquila (seg) de 3-4mm de comprimento. principalmente. aproximadamente da mesma largura da cariopse. lema fértil (lf) não comprimida lateralmente.49J-K]. ápice com duas finas cerdas membranáceas de 4-5mm de comprimento. hialinas da porção mediana ao ápice. ápice obtuso. calo fosco.

de coloração amarelada a cinza.3-)1.0)mm de largura e 1.8(-2. que geralmente se estende para uma arista (as) subapical de 3. margens conspicuamente voltadas para o lado ventral e que se afilam gradativamente do ápice arredondado para a base aguda. cariopse aderida ao antécio. – antécio fértil estreito-oblongo. aproximando-se uma da outra e extendendo-se para dois dentes apicais de 2-3mm de comprimento. com (5. com curta-pubescência inconspícua. em uma arista (as) escabrosa com 15-25mm de comprimento. lado dorsal convexo e ventral com sulco longitudinal em forma de ‘V’ [Fig. oblongo-ovalada. de coloração cinza-amarelada e lema frequentemente tingida de castanho-escura a vermelho-púrpura ou púrpura-escuro (antécio maduro).0mm abaixo do ápice. nervuras muito conspícuas e com a mediana se estendendo. arista reta ou com abrupta torção ou curvada na ½ ou acima.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA inconspícuas e mediana conspícua. viradas para o lado ventral. margens estreitohialinas. pálea fértil (pf) côncava (com sulco ± profundo). a 1. com 10-15(-18) mm de comprimento (exceto a arista) por 1.0mm de espessura. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. Bromus sterilis L. ápice arredondado e carenas hispídulo- ciliadas. glabro ou lateralmente curtopiloso. pouco mais estreito perto do ápice. conspicuamente rugosa-escabrosa. comprimida lateralmente.51.49L-M].5mm de comprimento. longitudinalmente encurvado (no antécio maduro). mas que algumas vezes pode estar ausente. lado dorsal convexo.5-2. calo com calosidade aneliforme.5-1. pálea fértil (pf) com 70 .0-6.5-8. segmento da ráquila (seg) de 1-2mm de comprimento.0mm de comprimento por (1. lema fértil (lf) comprimida lateralmente.5-)6.8mm de diâmetro.

0-1.21. afilando para as extremidades e mais largo na porção mediana. de 2.2mm de espessura.5-3. pálea fértil (pf) pouco mais curta do que a lema. superfície finamente pilosa e margens com pêlos cerdosos de tamanho variado. viloso. pouco mais larga do que a cariopse. se alarga ligeiramente para o ápice.2mm de diâmetro. reta ou curvada para o dorso e de até 12(-15)mm de comprimento. com estreita concavidade rasa.0mm de comprimento. nervura laterais fracas e mediana muito conspícua e que se estende. ápice obtuso e diminutamente entalhado. – antécio fértil de estreito-elíptico a estreito-lanceolado. estreito-oblonga. em geral obscurescida pelas margens encurvadas da lema. de coloração cinza-amarelada e lema freqüentemente tingida de púrpura ou de castanho-escura. lustroso. com 8-10(12)mm de comprimento (exceto a arista) por (0. segmento da ráquila (seg) com cerca de 3mm de comprimento. com um 71 .5mm de largura por 1. de 2-3mm de comprimento. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. segmento da ráquila (seg) reto. com 8-12mm de comprimento por 1. glabro ou com tufo de curtos pêlos em cada extremidade. com curta-pilosida fina.49N-O-P]. calo conspícuo. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. calo amarelado.B concavidade profunda (em forma de ‘V’). com densa-pubescência de pêlos macios e que se tornam mais longos perto do ápice. Bromus tectorum L. alargando-se ligeiramente para o ápice. cariopse aderida à pálea.9-)1. margem e ápice hialinos. de coloração castanha e com estreito sulco profundo [Fig. a 2-3mm abaixo do ápice. margens levemente encurvadas e que se extendem para dois dentes apicais. com longos e esparsos pêlos finos nas carenas. um pouco encurvada longitudinalmente. em uma arista (as) dura.

Fig. Broto axilar – gema que se desenvolve na axila de uma folha. B.Fig. oblonga. alho . suas gemas. surgem também na axila de folhas normais. ou composto (trevo.Fig. FIGURA 50 – Bulbo cheio de açafrão. BULBILHO – gema aérea transformada em órgão de multiplicação vegetativa.tunicado de cebola.49Q-R]. considera-se o bulbo como um caule modificado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA tufo de pêlos em cada lado.50) que se caracterizam por apresentar o eixo FIGURA 51 – Bulbos : A.51B) que apresenta grande número de pequenos bulbos. de coloração castanha. Hippeastrum reticulatum Herb. 72 . como nas espécies de Allium sativum L. com lado dorsal convexo e ventral com profundo sulco [Fig. como em inflorescências. do qual resulta um vegetal que pode crescer e formar uma nova planta adulta. BULBO – diz-se de sistemas caulinares subterrâneos como gemas protegidas por catáfilos ou bases foliares que armazenam reservas. os primórdios foliares e as folhas modificadas. (Alliaceae). caulinar extremamente reduzido e todas as reservas encontramse nos catáfilos.51A) ou tunicados (cebola . BROTO – gema que brota nos vegetais e é capaz de se desenvolver em ramificações folhosas e/ou floríferas. mas na realidade se trata de um sistema caulinar com seu eixo. C. Bulbos podem ser escamosos (lírio .composto de alho.51C) ou cheios (alçafrão . cariopse aderida ao antécio. com cerca de 8mm de comprimento por 1mm de diâmetro.Fig. de resto glabro.escamoso do lírio. O mesmo que bolbinho. Broto terminal – gema que se desenvolve no ápice da parte aérea. (Amaryllidaceae) e no gênero Agave (Agavaceae).

A unidade-semente é a núcula. inserção basal triangular. 73 . transversalmente ondulado-rugasa. trigona. Clarke (= Scirpus callaris L.B.239A-A’].B Bulbostylis capillaris (L.) C. levemente lustrosa. afilando abruptamente para o ápice obtuso e gradativamente para uma base estipitada.8mm de comprimento (exceto o rostro) por 0.) – núcula obovada.7-0.estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente).6-07mm de largura. pericarpo coriáceo. com 0. ápice com rostro (ro . de coloração parda. semente preenche todo o interior da núcula [Fig.

74 .

.

Cálice acrescente – que continua a se desenvolver (em vez de cair) após a fecundação. FIGURA 52 – Cacho. o mesmo que racemo [Fig. FIGURA 53 – Cálice acrescente: A. ou sob a forma de uma faixa que pode circundar parcial ou totalmente a semente. (Asteraceae =Compositae – Fig. como em Cirsium arvense (L. CÁLICE – verticílo floral mais externo do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas. a certa distância umas das outras.Triplaris surinamenseis. na tribo Vicieae. CALAZA ou CHALAZA – nos óvulos das Angispermas é a parte onde passam os vasos que conduzem a seiva do funículo à nucela [Fig.52].Marsypianthes. neste caso.171]. CAESALPINIOIDEAE – subfamília da Fabaceae. o mesmo que caduca ou decídua e oposto a perenifólia.. com um nome especial para cada um. O cálice pode ser usado como uma caracteristica 76 . D. C.Hyoscyamnus sp. Ver Fabaceae.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CACHO – tipo de inflorescência onde as flores providas de pedicelo (pedúnculo – pd). na superfície do tegumento é visível sob a forma de mancha mais escura ou mais clara (como no gênero Bixa – Bixaceae). formado pelas sépalas (sp) [Fig. multiforme. B. 1999). CADUCO(A) – quando uma planta perde as folhas durante a estação mais desfavorável. pode ser simples ou compostro e. (Fonte: Barroso et al. se inserem num eixo comum. E. ou como uma elevação distinta (saliência em Faboideae. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae).) Scop.Hyptis sp.297-ch]. ou quando um aquênio perde o pappus. o mesmo que decíduo.90).. nas sementes é sempre oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones. CADUCIFÓLIA – árvore que perde as folhas no período de repouso vegetativo (inverno frio ou seco)..Leonotis sp.

53A). como em Triplaris surinamensis Cham. dispostas em dois ciclos de três lóbulos ou segmentos e com as externas menores. Ver cálice hexâmero e cálice pentâmero.240I-J] e Rumex pulcher L. [Fig. O perigônio persiste sobre o fruto e geralmente toma parte na sua dispersão.53B) e Triplaris surinamenseis Cham. para separar espécies dentro do mesmo gênero. adicional.C morfológica. Cálice gamossépalo – segmentos unidos numa peça única.240M-N]. (Polygonaceae .53A] e Ruprechtia. Cálice aderente – cálice de flor infero-ovariada. [Fig. [Fig.240D-E]. (Solanaceae . e Marsypianthes (Lamiaceae =Labiatae Fig. Cálice livre – cálice de flor súpero-ovariada. como em Rumex crispus L. Hyoscyamnus sp. Cálice dialisépalo – segmentos podem ser separados. que serve de flutuador. com ou sem ala. reflexas na frutificação e localizadas sobre os ângulos das núculas. 77 . Nas sépalas internas os lóbulos são acrescentes. é formado por seis segmentos (sp). Cálice hexâmero – sépalas acrescentes. como em espécies de Polygonaceae ou é um cálice gamossépalo como em Hyptis sp. Leonotis sp.Fig. [Fig.53C-D-E)..240] ou os lóbulos externos são maiores do que os três internos. como em Rumex sp.Fig. Rumex obtusifolius L. com bordos inteiros ou com pequenos dentes ou com lacínias e no dorso de cada lóbulo pode-se encontrar na base um tubérculo esponjoso (espessamento da nervura mediana). [Fig.

CALO – área protuberante e endurecida (calosa). [Fig..GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cálice pentâmero – sépalas acrescentes. 167. 116. CALÍCULO – pequeno cálice. 95-cf]. 241P]. o mesmo que coifa.241D). CAMPILÓTROPO – ver óvulo campilótropo [Fig.Fig. cálice ou outro órgão em forma de sino. formado por brácteas externas a este.20A-A’-B]. Löve (=Polygonum convolvulus L.241GL-M] e Polygonum sp. freqüentemente com pêlos [Fig. [Fig. Coccoloba sp. como em Antigonon sp. estrutura semelhante a um cálice. . como as flores de Tabebuia e Tecoma [Fig. Persicaria sp. Fallopia convolvulus (L. ou corola soldada em peça única em forma de capuz. 224]. CALICIFORME – semelhante ao cálice: bráctea ou glândula caliciforme. dispostas em um único ciclo. com tubo inflado e que vai se alargando gradativamente para o limbo.101D]. 155. CALICINA(O) – relativo ao cálice. CALIPTRA – “capuz” que recobre aponta da radícula [Fig. Ver corola gamopétala. com lóbulos ± do mesmo tamanho. como ocorre em Eucaliptus. CAMPANULADO(A) – diz-se da corola gamopétala. 78 . geralmente diferenciada pelo aspecto córneo e que rodeia a área de inserção no receptáculo [Fig.248]. Fagopyrum esculentum Moench [Fig. em Asteraceae (=Compositae) é a parte basal do aquênio. em Poaceae (=Gramineae) é a área intumescida e dura na base ou no ponto de inserção do antécio ou da espigueta no ráquis ou na ráquila.) A..241A].49.

16R-R’].100P]. Pecíolo canaliculado de Tradescantia virginiana L. em forma de cabeça [Fig.lóbulos do cálice. CANALICULADO(A) – diz-se quando um órgão se parece com um pequeno FIGURA 54 – Campomanesoídios (fruto inteiro e corte transversal): A-B. formado por um receptáculo (re). onde se localizam radialmente na porção central. canal (largo e côncavo) [Fig. 54C-D). C-D.Fig. estreitos lóculos (lo) que encerram poucas sementes.C CAMPOMANESOÍDIO – fruto bacóide.Fig. ovóide. CAPITADO – diz-se do ápice de um órgão (folha.Averhoa sp.. fruto ou semente) que FIGURA 55 – Capítulo. CAPACIDADE DE CAMPO – quantidade (volume) de água que um solo é capaz de reter para atingir a saturação. se apresenta mais largo. como nos frutos de Achras (Sapotaceae). Averrhoa (Oxalidaceae .Campomanesia sp. Campomanesia (Myrtaceae . CANALÍCULO – que tem pequeno canal. indeiscente. CAPPARACEAE – grafia correta da família Capparidaceae. Diospyros (Ebenaceae) e Vismia (Hypericaceae =Guttiferae). multisseminado. lb. CAPÍTULO – tipo de inflorescência das Asteraceae (=Compositae). CAPPARIDACEAE – grafia correta da família Capparaceae (mais usada). com pericarpo carnoso e cavidade central cheia de tecido polposo uniforme.. como os pêlos glandulares.54A-B). CANALIFORME – que tem forma de canal. 79 . freqüentemente alargado (discóide.

Portulaca (Portulacaceae) e em Anagallis arvensis L. de (0. uma inferior (urna) e outra superior (opérculo . 57A-B-C]. Eschweilera ovata 80 . ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva (va). na parte inferior encontram-se brácteas. (Primulaceae) . Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (Lecythidaceae) – fruto lenhoso [Fig. Couratari asterotricha Prance.2mm de largura. levemente comprimida lateralmente. semente (s) cilíndrica ou elipsóide. de 2. seco.55]. Bertholletia excelsa Bonpl. de opaca a levemente lustrosa. Capsella bursa-pastoris (L. FIGURA 57 – Cápsula circuncisa (pixídio) de: A-BCariniana estrellensis e C. geralmente sésseis (sem pedúnculo) e muito próximas uma das outras [Fig.5(-0.3-)0.op).6)mm de largura e cerca de FIGURA 56 – Cápsula circuncisa (pixídio) de Anagallis arvensis.2) mm de comprimento por (0.0(-1. Amaranthus e Celosia (Amaranthaceae). deiscente e geralmente multisseminado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA etc.3mm de espessura. interespaços rasos e alongados longitudinalmente [Fig. uma valva ou a semente livre.fruto.4-0. Existem diversos tipos de cápsulas dependendo da forma como se abrem na maturidade: Cápsula circuncisa ou opercular ou pixídio – com deiscência transversal que divide o fruto em duas porções distintas.Lecythidaceae: A-C.) Medik. B. finamente alveolada (40X). CÁPSULA – fruto simples. como nos gêneros Sesuvium (Aizoaceae).columela seminífera. superfície de castanho-claro a castanho-avermelhado (quando madura).8mm de comprimento por 1. Eschweilera nana (O.317]. A unidade-semente pode ser a silícola. faces levemente convexas e com dois sulcos longitudinais.9-1. 0.8-)0. mais ou menos plano ou convexo e onde se inserem na parte superior as flores. Berg) Miers. – com silícola oblongo-cordadatriangular ou em forma de bolsa de pastor antiga.).9-2.fruto membranáceo [Fig. com uma rede de malhas finas.6-2.. formado por dois ou mais carpelos.56].

Cerastium sp.fechada e B-aberta. ou com deiscência num dos lóculos. com dois ou mais carpelos. BSilene sp. Tiliaceae (Luehea .cápsulas uniloculares.. expondo o largo eixo seminífero originado da placentação axial. Cápsula folicular – com deiscência numa das suturas do fruto toruloso bicarpelar (ca). como em Capparis flexuosa (L. Fruto membranáceo.Fig. pode-se encontrar em Campanulaceae. Cápsula denteada – com deiscência por dentes apicais. com placentação axial ou parietal. Cápsula lobada – com deiscência loculicida que só ocorre na porção apical do fruto. muitas vezes hialino. 81 . com eixo central placentífero e cálice (cal) tubuloso persistente.58).cápsulas biloculares.59).61) e Theaceae. (Lecythidaceae) . como no gênero Spathodea (Bignoniaceae . Menodora (Oleaceae). Henriquezia e Molopan-thera (Rubiaceae . do pericarpo e as sementes (s) pêndulas com sarcotesta carnosa. bilocular e com sementes (s) aladas.Fig.Fig.) Miers e Lecythis lanceolata Poir.C (Camb. expondo a superfície interna vermelha. que envolve o fruto até o ápice ou apenas a metade inferior.60). Gleasonia. Mitracarpus (Rubiaceae) e Plantago (Plantaginaceae) . (Capparaceae). FIGURA 58 – Cápsula circundante de Malopanthera sp. como nos gêneros Dianthus e Gypsophila (Caryophyllaceae). bicarpelar. fruto globoso ou comprimido. Cucurbita- FIGURA 60 – Cápsula folicular de Spathodea campanulata: A.) L. Em Luehea somente após a queda das sementes é que os lobos se aprofundam e o fruto forma valvas. Cápsula circundante – com deiscência loculicida que ocorre no contorno dos carpelos (ca). FIGURA 59 – Cápsulas denteadas: A. ceae. como nos gêneros Cerastium e Silene (Caryophyllaceae . formando-se curtos lobos (lb). sobre a placenta parietal-marginal.Fig.

(Papaveraceae – FIGURA 62 – Cápsula loculicida. disco estigmático (es) plano a levemente convexo.63) em Acystasia e Justicia (Acanthaceae) existe internamente. Petunia (Solanaceae). Mollugo (Molluginaceae). a forma da cápsula e o número de poros depende da variedade. mas os carpelos permanecem presos ao eixo central do fruto.com deiscência por poros (p). FIGURA 63 – Cápsula loculicida de Argemone mexicana. Bredemeyera e Polygala (Polygalaceae) e Vochysia (Vochysiaceae) [Fig.64A-B]. uma estrutura encurvada em forma de gancho. (Papaveraceae . Papaver rhoeas L.65C-D-E). Spergula. e Stellaria (Caryophyllaceae). como em algodão (Gossypium .Malvaceae) e nos gêneros Juncus (Juncaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula loculicida – com deiscência ao longo da nervura mediana (nm). o ejaculador (ej) ou retináculo.65A-B) e nos gêneros Apeiba (Tiliaceae). sobre a qual estão assentadas as sementes (s) e que são expulsas (liberadas) em duas direções opostas [Fig. sem formar valvas independentes. Argemone mexicana L. cápsula (cp) com 8-18 poros e igual número de estrias. Spergularia FIGURA 61 – Cápsula lobada de Luehea sp. no dorso de cada carpelo (ca). Em Papaver rhoeas L.62].Fig. Linaria e Antirrhinum (Scrophulariaceae – Fig. como nos gêneros Oxalis (Oxalidaceae). Cápsula rimosa – com deiscência loculicida que ocorre numa das suturas do fruto bicarpelar. Fig. – Lecythidaceae).66]. 82 . como na castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa Bonpl. formando-se tantas valvas (va) quantas forem os carpelos que compõem o fruto e na base permanece o cálice (cal). portanto cada valva (va) é formada por duas metades de dois carpelos adjacentes [Fig. Cápsula poricida – formado por dois ou mais carpelos.

68A-B-C-D).67].Papaver rhoeas.. E.Acystasia sp.... 83 .Bredemeyera sp. na junção dos dois carpelos.68E-F-G-H) ocorre primeiro o rombimento do hipanto. D. (1999). segundo BARROSO et al. Cápsula rompente – quando o ápice do fruto fica obstruído e a deiscência ocorre através do rompimento (ru) irregular do pericarpo. liberando as sementes. e T. Tibouchina (Melastomataceae) e em Talinum repens (Portulacaceae – Fig.68I)..C FIGURA 64 – Cápsula loculicida com ejaculador: A. F-Vochysia sp.Mollia sp. depois a deiscência loculicida e. o hipanto começa a se decompor nas regiões dos rompimentos (BARROSO et al. B. ficando a cápsula semi-aberta.Justicia sp. (1999). FIGURA 65 – Cápsulas poricidas: A-B. Em Lavoisiera e Opisthocentra clidemioides (Melastomataceae . C.) Wurdack o tubo do hipanto se rompe irregularmente no sentido longitudinal e. Cápsula ringente – com deiscência que ocorre apenas na porção apical.Mitreola sp. Fonte A-F: Barroso et al. em Tibouchina grandiflora Cogn. Fonte A-B-C: Barroso et al. como nos gêneros Mollia (Tiliaceae).. Mostue e Mitreola (Loganiaceae) e Veronica (Scrophulariaceae) [Fig. numa curta distância. B-C-D.Oxalis sp. na região mediana de cada valva.corte transversal do fruto. fruto ± orbicular. D.. multiflora (Melastomataceae) ocorre primeiro o rompimento (ru) transversal. Fig.Antirrhinum sp.Mostue sp..Fig. como nos gêneros Begonia (Begoniaceae). na mesma região da deiscência do ovário maduro.. FIGURA 67 – Cápsula ringente: A.Polygala sp. C-D. Em Tibouchina clavata (Pers. em geral..Veronica sp.Linaria sp. E.. B. simultaneamente. 1999). Ludwigia (Onagraceae – FIGURA 66 – Cápsulas rimosas: A. bicarpelar. (1999).

70. Alseis e Spermacoce (Rubiaceae). et al.cp. Datura. O pericarpo é membranáceo e hialino. F.semente parcialmente envolta pelo endocarpo. B.endocarpo. B. C. ao longo do dobramento dos carpelos. ocorrendo a seguir a abertrura de cada um deles na linha FIGURA 68 – Cápsulas rompentes (cp) de Ludwigia sp. ventral de sutura e o eixo seminífero permanece como coluna. como nos gêneros Cuspidaria e Macfadyena (Bignoniaceae). FIGURA 69 – Cápsula rúptil: Cuphea sp. 73]. mostrando o fruto deiscente (se fende na base). mostrando a ruptura. Convolvulus. a coluna seminífera (col) pode sofrer um rompimento na porção basal e assim se desprende junto com as valvas (va). H. e o eixo seminífero (col) com as sementes (s) é projetado através desta abertura.rompimento longitudinal da parede do fruto e do cálice.cp íntegra.vista interna do fruto. St.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula rúptil – com deiscência por rompimento unilateral da parede do fruto e do hipanto. Talinum repens: I. Cardiospermum e Dodonaea (Sapindaceae).: A. Browalia. Ipomoea e Merremia (Convolvulaceae). Cápsula septicida – com deiscência nos pontos de junção (união) dos carpelos. caliciforme (cal).cálice acrescente inteiro. como no gênero Ammannia e Cuphea (Lythraceae – Fig. expulsando a coluna seminífera com as sementes. D.: E. Rhododendron (Ericaceae). longituninalmente estriado e geralmente colorido. o hipanto é membranáceo. como nos gêneros Aristolochia (Aristolochiaceae) e Escallonia (Saxifragaceae) [Fig.72. 84 . no centro da cápsula Clusia (Clusiaceae =Guttiferae).cp íntegra. (Sterculiaceae). ficando intacta a coluna seminífera (col). (1999).tubo do hipanto rompido. Lavoisiera sp.cp com ruptura.69) e em algumas espécies de Aristolochia (Aristolochiaceae). Em alguns casos.porção apical do hipanto. Helicteres sacarrolha A. Opisthocentra clidemioides: G. 71]. Cápsula septífraga – com deiscência por septos (se). Fonte: Barroso et al. C. Penstemon (Scrophulariaceae). Simira (Rubiaceae). Petunia e Sessea (Solanaceae) [Fig.: A. Hypericum (Hypericaceae =Guttiferae). Sapium (Euphorbiaceae).-Hil. Bonyunia (Loganiaceae). Hibiscus (Malvaceae). a separação pode ocorrer da base do fruto para o ápice.semente.

FIGURA 71 – Cápsulas septicidas: A.Helicteris sacarrolha.Simira sp.. B.Bonyunia sp. formado por dois ou mais carpelos concrescidos em tubo até quase o ápice.. Blumenbachia..cápsula sem uma valva e coluna seminífera sustentando a semente. D.. E..Hypericum sp. na região apical.cápsula trivalvar.Clusia sp. também podem ocorrer rompimentos 85 .74). formando-se curtos lobos (lb) ou dentes. e Menzelia (Losaceae) e Laplaceae (Theaceae – Fig. como em Lobelia (Campanulaceae).Alseis sp. Caiophora FIGURA 72 – Cápsula septífraga (aberta e no centro a columela). Siolmatra (Capparaceae). C.: D.Ipomoea sp. FIGURA 73 – Cápsulas septífragas: A.Cuspidaria sp. E.. B. C. (Fonte: Barroso et al. F.. 1999). Nesse tipo de fruto.. 1999).Sessea sp.C FIGURA 70 – Cápsula septicida. G. (Fonte: Barroso et al. Cápsula tubulosa – com deiscência loculicida que ocorre na porção médio-superior do fruto ou. mais freqüentemente. Sapium sp.Macfadyena sp.

F-GLobelia sp. E.Verbena bonariensis.) Poit. originado de um ovário súpero e bicarpelar.76). Fonte (exceto F): Barroso et al.77). indeiscente. Leonurus sibiricus L..) Poit. CARCERULÍDIO – fruto artrocarpáceo. Aiton.Br. rompente e velatídio. ou deste e do hipanto que o envolve. FIGURA 74 – Cápsulas tubulosas lobadas: A.. Leonotis nepetaefolia (L.Blumenbachia sp... Myosotis arvensis (L. FIGURA 75 – Carcerulídios (ventral e dorsal) : A-A’. B.. Hyptis suaveolens (L. São subtipos desse tipo de fruto as cápsulas: denteada.. (Boraginaceae . ficando intactas apenas as nervuras ou as costelas longitudinais. Leucas martinicensis R.Laplaceae sp. Hyptis pectinata (L. seco.) Hill e Prunella vulgaris L. CAPSULÍFORME – em forma de cápsula.. (Lamiaceae =Labiatae . Hyptis lophanta Mart.Me nzelia sp.Fig. lobada.T. segundo BARROSO et al. ou as 86 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA irregulares do pericarpo. como em Echium plantagineum L.. (1999). B-B’Stachytarpheta cayennensis. D.. C.Siolmatra sp.. que se separa na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar.Caiophora sp.) W.Fig.. Marsypianthes chamaedrus (Vahl) Kuntze. CAPSULÍDIO – quando envolve mais de um tipo de cápsula. (1999). Hyptis brevipes Poit.

Rich. com um lado muito pronunciado ou com uma costela plana ou côncava.0-2.Hyptis lophanta.Hyptis suaveolens. C.Hyptis pectinata. 87 .ventral. como as glumas das Poaceae (=Gramineae . estipiforme e inserção elíptica. FIGURA 77 – Carcerulídio de Echium plantagineum: A. 104A-C-D] (Convolvulus . J.210).Hyptis brevipes. castanho-clara (imatura) e de castanho-escura a ferrugínea (madura). G. base estipiforme.Fig. e Stachytarpheta cayennensis (L. bordos carenados. BROUWER & STÄHLIN (1955) designam esse fruto de “Klause”.338) ovóide-comprimida. CARENADA(O) – que tem carena [Fig. de 2. CARENA – crista em forma de quilha (q) de barco. como em Verbenaceae (no gênero Glandularia e em Verbena bonariensis L. FIGURA 76 – Carcerulídios de Lamiaceae: A. Dichondra .Prunella vulgaris.C.113A-B. ELeonotis nepetaefolia. B.105.113C-D e Ipomoea .2-1. Cuscuta . HMarsypianthes chamaedrus.5mm de largura.Fig. com base obtusa.100-O].239B-C-C’]. F. com rostro apical bifendido. finamente reticulada.Fig. Carex sororia Kunth – núcula de largo-ovalada a largo-elíptica.dorsal.) Vahl . escariosos e com pequenos dentículos antrorsos [Fig. D.Leucas martinicensis. castanha.como a pálea fértil do antécio que é bicarenada) ou o lado ventral das sementes de Convolvulaceae [Fig.Fig.11 . núcula geralmente envolta pelo utrículo (bráctea em forma de saco . com estilete filiforme persistente.Myosotis arvensis.Fig. opaca ou levemente lustrosa. planoconvexa.Fig. geralmente. A unidade-semente é a núcula ou o utrículo. I. ápice mucronado ou.C folhas bicarpelares por constricções mais ou menos transversais se dividem em quatro carpídios ou mericarpos unisseminados. CARENIFORME – em forma de quilha.75). o mesmo que quilha.Fig.2mm de comprimento (exceto estilete) por 1. B.Leonurus sibiricus.

pedúnculos.vista interna. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. O lado dorsal da cariopse. primórdios foliares (pri). Diz-se da folha que se modifica para constituir o pistilo e que corresponde ao megasporófilo. seco.79. envolto pelo endosperma (en) abundante. raiz adventícia seminal (ras). quando completo é constituído pelo ovário (ova – onde estão os megasporângios – o ). apresenta na base do lado ventral uma cicatriz. fica voltado para a pálea fértil (pf) do antécio.81] e é genericamente denominado de grão. onde se encontra o embrião. que pode ser visualizado [Fig. CARNOSA(O) – com textura de carne ou algo suculenta.11] e o lado ventral. onde se encontra a mancha hilar.328]. etc. sudanense (Piper) Stapf [Fig.78B): coleóptilo (cop). CAROÇO – termo genérico para designar a parte central das drupas. que em algumas espécies é punctiforme e na base do lado dorsal o embrião (em). FIGURA 78 – Cariopse de milho: A. almum Parodi e de S. como folhas. CARPELO – folha modificada (folha carpelar) que. indeiscente. frutos. unisseminado.80. como Sorghum halepense (L. B. de S. estilete (est) e estigma (es) [Fig.vista externa. Ver também putâmen. da cariopse permitem separar espécies do mesmo gênero. CARPELAR – relativo ao carpelo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARIOPSE – fruto simples. em número de uma ou mais. 88 .171]. a mancha hilar (não é o hilo verdadeiro).. radícula (rd) e a coleorriza (cor). plúmula (pl). O embrião (em) é formado pelo escutelo (esc) e pelo eixo embrionário. 78. fica voltado para a lema fértil (lf) [Fig. Cariopse é o fruto típico das Poaceae (=Gramineae) [Fig. forma o pistilo (parte do gineceu). com pericarpo concrescido com o tegumento (pt) em toda a sua extensão. como tamanho e forma. As características morfológicas.) Pers.

A. I. fatua. I. byzantina.A.Secale cereale. E.Secale cereale. byzantina.A.A.A. FIGURA 80 – Cariopse vista lateral (difernças entre espécies): B. C-D. C-D.Triticum aestivum. G.A. F. H. fatua. strigosa e antécio fértil dorsal: A.Triticum aestivum. F.A.A.Triticum aestivum. strigosa e antécio fértil ventral: A. sativa. G. C-D. F. E. 89 . I.A. byzantina.A.Hordeum vulgare. strigosa e antécio fértil vista lateral: A. FIGURA 81 – Cariopse ventral (difernças entre espécies): B.Avena barbata.Avena barbata. fatua.Hordeum vulgare. G.C FIGURA 79 – Cariopse dorsal (difernças entre espécies): B.A. H.A. sativa. sativa.Secale cereale.Hordeum vulgare. EAvena barbata. H.

83-car] é pêndulo.Fig. as valéculas (val) e duas na face da comissura. 109].f.. com face ventral plana (face da comissura que envolve o carpóforo (cr) antes da maturação) e dorsal convexa. Sida carpinifolia L. Nas espécies da família Apiaceae (=Umbelliferae) o carpídio [Fig. sendo duas costelas laterais (cl . mas outras disposições podem ocorrer. spinosa. santaremnensis. 109) e na maioria das Verbenaceae. F. visíveis como quatro linhas escuras.) Cav. ou seja. bífido ou bipartido. E. Monteiro e Sida spinosa L.S.83-cr]. como em Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.83. B. excrescência carnosa sobre o tegumento das sementes e que se forma próximo da micrópila.S. em dois nas Apiaceae (=Umbelliferae Fig. Sida rhombifolia L. duas costelas intermediárias (ci) entre as costelas laterais e a costela dorsal (cd). carpinifolia. entre as costelas encontram-se tubos oleíferos longitudinais. Sida santaremnensis H.. CARÚNCULA – tipo de arilo. Sida linifolia Cav. que na maturação se decompõem em cinco ou mais carpídios como nas Malvaceae ( Alcea rosea L. haste bifurcada de alguns frutos e que sustenta um carpídio ou mericarpo. CARPÓFORO – prolongamento do eixo floral que eleva o fruto acima do nível de inserção dos elementos do perianto.S. Sida cordifolia L. D. C..83. cordifolia.. .uma em cada lado e que delimita a margem da comissura).S. No ápice dos carpídios encontram-se os esiletes (est) e que na base apresentam uma formação cônica ou cilíndrica. sendo uma em cada lado do sulco [Fig. também denominado 90 .S. 109]. = Althaea rosea (L.S.83. linifolia. denominada de estilopódio (et) [Fig. rhombifolia.. que na maturação fica preso apenas no ápice pelo carpóforo inteiro.82). ou raramente quatro. cada carpídio (car) apresenta no lado dorsal cinco costelas ou nervuras longitudinais. frequentemente FIGURA 82 – Carpídios de Sida: A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARPÍDIO ou MERICARPO – cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente.

173.85.102H]. em geral escamiformes. ou podem ser encontradas em gemas.26E).Fig. rizomas e bulbos.280C]. CAUDADO(A) – diz-se do ápice excessivamente acuminado ou da base FIGURA 84 – Carúncula e rafe em Euphorbia comosa e Ricinus communis.Fig. entre os cotilédones e os eófilos. CATÁFILO – diz-se das folhas modificadas. 86. excrescência típica dos gêneros Euphorbia e Ricinus (Euphorbiaceae . CASTANHA – semente do cajueiro [Fig. freqüentemente sem clorofila (folhas não fotossintéticas) e tem a função de proteção. 87. de textura variável (membranáceas ou coriáceas). (Juncaceae). 91 .) Willd. como em Polygala (Polygalaceae . 88. 174. parte que liga as raízes as folhas [Fig. CAULE – haste das plantas.164-c. CARTILAGINOSO – com textura de cartilagem. 185D-c.C de arilo micropilar.84). CASCA – porção mais externa do tronco e ramos de uma árvore. 172C. 175B]. ou são pequenas estruturas foliares (folhas escamiformes rudimentares) que são produzidas pela plântula e aparecem no epicótilo. como a cauda de um animal [Fig. com apêndice longo. Luzula pilosa (L. carúncula de origem micropilar (arilóide – arl). 189A-B] . geralmente de textura corticosa. CARTÁCEO(A) – com textura de uma folha de papel ou de pergaminho. FIGURA 83 – Cremocarpo de Apiaceae. geralmente em espécies criptocotiledonares [Fig.

esses tubérculos são na realidade ramos laterais do caule e são dotados de reservas nutritivas (amido. o inferior masculino ou estéril e o superior fértil. FIGURA 86 – Caule prostrado de papo-de-perú. como na batata-inglesa (Solanum tuberosum L. Esta espécie não apresenta folhas e assim o caule se modificou em expansões aladas. CAULÍCULO – porção caulinar do embrião das sementes. com 2-antécios. Cenchrus sp.88A] e o segundo em campânula (Pharbitis . sem um órgão de fixação. que pode ser para a direita (caule dextrorso) ou para a esquerda (caule sinistrorso).Fig.86). Caule tuberoso – muitas vezes o caule se desenvolve subterraneamente e se torna mais ou menos espessado (tuberoso). o talo do mesmo. inulina.). invólucro de espinhos ou de cerdas.87). ou seja. CAULINAR – se refere as folhas que se localizam no caule. FIGURA 85 – Caule alado de carqueja.85]. o primeiro ocorre em madressilva [Fig. etc. com a inferior curta e a 92 . glumas papiráceas. Caule bujudo ou barrigudo – como o baobá. Caule volúvel ou trepador – quando se enrola num suporte com um movimento em espiral.88B). em oposição as folhas basais ou em roseta. – Solanaceae – Fig. – espiguetas isoladas ou pouco densas e inclusas num FIGURA 87 – Caule tuberoso de batatinha.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caule alado – ocorre em carqueja [Fig. Caule prostrado – quando a planta não encontra um suporte e os caules se prostam como no xuxú e no papo-de-perú (Aristolochia .Fig.

C superior lanceolada. Curtis (=Cenchrus pauciflorus Benth. e vilosos mais densos na porção mediana do que no ápice e na base. formado por dois carpídios plano-convexos. lema estéril semelhante a gluma superior. de 2. com 93 . gluma inferior (primeira) 1-nervura.6mm de largura.5-)5.0mm de comprimento por 2. comprimido lateralmente. 209A-B]. cariopse largo-ovada. B. liso e na base a escura mancha hilar punctiforme [Fig.) – invólucro-de-cerdas-espinhosas.207. margens frequentemente ligeiramente elevadas.5mm de comprimento por 3. papiráceas. Cenchrus incertus M. – cremocarpo orbicular. plano-convexa. A unidade-semente é geralmente a espigueta ou a cariopse.sinistrorso de campânula. de coloração pardo-amarelada. séssil. O invólucro-de-cerdas espinhosas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. de coloração palha. lado ventral convexo. gluma superior (segunda) 5-7 nervuras e lema estéril quase do mesmo tamanho. brácteas com espinhos agudos. retos FIGURA 88 – Caule volúvel: A. A unidade-semente é o invólucrode-espinhos ou de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril) ou a espigueta ou a cariopse. espigueta ovalada.6-3.dextrorso de madressilva. muito reduzida ou ausente. com ápice longo-acuminado.209A]. nervadas. de coloração castanho–clara ou bronzeada.0-2. (=Cenchrus setiger Vahl) ver Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff Centella sp. com (3. ligeiramente mais curtas do que a lema fértil. lado dorsal reto. em geral soltas e de fácil remoção no manuseio. ápice geralmente com curto apêndice acicular.0-6. antécio fértil lanceolado [Fig. levemente enrugado e área do embrião ocupando a maior parte. O invólucro-de-cerdas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. calo oval.A. glabra.0mm de largura.

no dorso e nas margens. pouco menor do que a lema fértil. quando a cerda é curva. como nos gêneros Cenchrus e Pennisetum (Poaceae – Fig.297-ch]. CERDA – pêlo rijo mais ou menos longo. – espiguetas sésseis ou pediceladas. glumas (inferior –gli e superior –gls) persistentes.109 I-J].2mm de espessura. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. como a maioria das Gramíneas. o mesmo que calaza [Fig. & Schult. lado dorsal fortemente convexo com costelas longitudinais lisas. lema fértil (lf) carenada. desiguais entre si e menores do que o antécio fértil. crymbosa (L. que se desarticulam acima das glumas na maturação. 94 . e Rhynchospora aurea Vahl (=R. glabra ou ciliada. CENTRAL – o mesmo que axial. membranáceas. presente algumas vezes na parte superior da arista.) Roem. que envolve o carpóforo. CESPITOSA – que cresce em touceiras. de fusiforme a ovóide e de coloração castanha. mútica ou aristada. lemas estéreis aristadas ou múticas. Chloris sp. apenas antécio basal fértil (af) e 1-2 antécios superiores menores e estéreis (ae). ou na núcula de Eleocharis geniculata (L.209).239F-I).5mm de largura e de 1. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. pálea fértil (pf) bicarenada. CHALAZA – região do óvulo através do qual ele se prende ao funículo (f). cariopse livre.) Britton – Cyperaceae – Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA cerca de 4. em geral denso-imbricadas. conspícuas e anastomosadas na base [Fig.0mm de comprimento por 4.

6-1. ou semente sem endosperma e sem embrião. CIATIFORME – em forma de taça [Fig.2-3. A unidade-semente é o antécio fértil + antécio esteril ou antécio fértil e às vezes a semente nua.7mm de largura e os demais múticos.5mm de comprimento por 0. CILIADA – diz da margem de um órgão que apresenta pêlos finos e que se assemelham a cílios [Fig. lema fértil (lf) largolanceolada.6mm de comprimento por 0. glabro.5-4. pubescente e margens ciliadas. gluma inferior de 1.0mm de comprimento por 0. glabros e gradativamente menores. FIGURA 89 – Chloris gayana: A. gluma superior de 2. glumas (inferior –gli e superior –gls) lanceoladas.101F]. Polygonaceae e Apiaceae (=Umbelliferae). calo ciliado.203K]. Espigueta ou antécio vazio.30.6mm de largura. com pêlos brancos e com um tufo de cílios maiores próximo ao ápice. agudas ou mucronadas.0mm de comprimento e inserida no ápice bidentado. ou unidade de dispersão (aquênio. 95 . escabrosas. portanto sem a cariopse no seu interior. como nas Cucurbitaceae e Solanaceae. anécio inferior estéril (ae) mútico ou aristado. cariopse elipsóide e de coloração catanha [Fig. de 2.8mm de largura.espigueta. C. pálea fértil (pf) mútica.cariopse.C Chloris gayana Kunth – espiguetas denso-imbricadas. principalmente na nervura mediana. com 2-3 antécios estéreis.5-0.2mm de comprimento por 0. núcula ou cremocarpo) sem semente no seu interior como nas Asteraceae (=Compositae). com 2. CHOCHA – “semente cocha”. antécio fértil (af) em vista lateral com lado dorsal em geral reto e ventral arqueado.2-3.89].40. dorso glabro e com arista de 1. Bantécio fértil.3-2.0mm de largura.5-3.

e S.. com um reto e outro convexo. como os folíolos de Cycas. comprimido. S.279B] ou um embrião axial curvado se apresentam enrolados em espiral. CINÉRIO – de coloração cinzenta. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. bordos arredondados. côncavo e estreitando-se em direção as extremidades e externamente com quilha (q – carena) [Fig. como em Cuscuta spp. em geral um pouco anguloso. a folha está enrolada do ápice à base. é sempre terminal e acaba em uma flor. com estreito colar que contorna o disco epígeno (de) ovalado e 96 .101M]. lycocarpum L. CIMEIRA – tipo de inflorescência na qual a ramificação. – aquênio elíptico-oblongo. como em certas sementes e nas glumas de Phalaris canariensis L. o mesmo que inflorescência cimosa. ápice truncado e reto ou oblíquo. (Solanaceae). Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. CIMBIFORME ou NAVICULAR – em forma de pequeno barco. reto ou levemente longo-curvado. CIRCINADO – diz-se quando uma folha [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CILÍNDRICO – em forma de cilíndro. faces biconvexas. (Rubiaceae) [Fig. (Cuscutaceae) e Solanum aculeatissimum Jacq. o mesmo que teretiforme [Fig. em corte transversal da semente é visto quatro vezes. CIMOSA – o mesmo que cimeira.314]. com um número definido de ramos. Cirsium sp. o embrião circinado. S. [Fig. sisymbriifolium Lam. paniculatum L.140E].101R].

0(-4. com numerosos pêlos plumosos. liso.16D]. com base estreita. – aquênio elíptico-oblongo. em geral um pouco anguloso. As características diferenciais são citadas em cada espécie. castanho-amarelado e finamente riscado de preto ou de púrpura. inserção basal. comprimido.0(-1. arredondada ou oblíqua.2)mm de largura.7mm de largura. esbranquiçados. largos. A unidade-semente é o aquênio. com colar apical amarelo-intenso e miudamente dentado ou inteiro.) Scop. lustrosos.0mm de comprimento por 1.C deprimido em torno do escuro estilete (est). de 3. 97 . fosco. FIGURA 90 – Cirsium arvense. estilete (est) obtuso ou frequentemente inconspícuo. papus piloso. CIRROSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. Cirsium arvense (L. o apêndice é um prolongamento da costela [Fig. unisseriado. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base e um ápice truncados. caduco no aquênio maduro e com 20-28mm de comprimento. castanho-claro.5-3. Cirsium vulgare (Savi) Tem. unisseriado. de 2. aplanados.0)mm de comprimento por 0. papus piloso. fruto ou semente) termina em espiral (flexível e filiforme). delicados. miudamente dentado e abaixo uma faixa constrita. cerca de 2. – aquênio elíptico-oblongo. concrescidos na base em um anel e desta forma caidiço. ápice truncado com colar castanho-claro ou amarelado. unisseriado. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base oblíqua. estilete (est) de cuneiforme a obtuso.89]. em geral um pouco anguloso.2-1.8mm de comprimento e caduco (no aquênio maduro) [Fig. comprimido. papus piloso. liso. fosco. caduco (no aquênio maduro).5-4.8-1.

coca dorsal.H. ocimifolia: C.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CLADÓDIO – órgão de natureza caulinar e com aparência e função de folha (comprimido e laminar). COCCÍNEA – de coloração escarlate. D. Outros autores consideram que os dois termos são sinônimos. 98 . Bailey . CLOROFILA – pigmento responsável pela coloração verde do reino vegetal e de importância fundamental para a fotossíntese na presença da luz solar.) e em Rubiaceae (Richardia brasiliensis Gómez) [Fig. D. alata: A.) Millsp.Opuntia sp.Fig.Homalocladium platycladium. liberando oxigênio no ar e deste retirando o gás carbônico. COCA – cada uma das 2-3 partes de um fruto esquizocarpáceo globoso.Polygonaceae . elipsóde ou ovóide. muitas vezes com nítidos nós e entrenós. Tricoca – ocorre em Euphorbiaceae (Chamaesyce hirta (L. Dicoca – ocorre em Rubiaceae [Fig.91A). B-início da deiscência.fruto fechado. deiscentes ou indeiscentes. O cactos (Opuntia sp) apresenta cladódios articulados [Fig.coca ventral. quando um órgão se engrossa gradativamente de uma base delgada para o ápice [Fig. CLUSIACEAE – nome válido da família Guttiferae.100B].91B].93]. distingue-se do folicládio porque tem crescimento indeterminado. como em fita-de-moça (Homalocladium platycladium (F. FIGURA 91 – Cladódio: A. CLAVADO – em forma de clave. que apresentam folhas rudimentares verdes ou pequenas flores. E. Muell) L. teres: D.92] (nos gêneros Diodia e Galium) e Trapaeolaceae (Trapaeolum). o fruto pode ser uma: FIGURA 92 – Esquizocarpo cocóide (dicoca) de Diodia: D. enquanto que aquele é de crescimento limitado.fruto fechado. B.

raramente dicoca) e a dicoca nos gêneros Diodia e Gallium e tricoca em Richardia brasiliensis Gómez (Rubiaceae . como o coco-da-Bahia (Cocos nucifera L. na realidade esse fruto é uma drupa.217A] e as sementes de Melastomataceae (nos gêneros Aciotis. ocimifolia (Willd. e D. Comolia.94). cariopse semiglobosa. 99 . Nepsera. COCÓIDE – fruto esquizocarpáceo globoso.5mm de espessura. COCO – fruto formado pelo epicarpo duro. de coloração castanho-avermelhada. Chamaesyce hirta (L. em forma de caracol [Fig.95-cf]. mesocarpo.305N]. . FIGURA 95 – Extremidade da raiz mostrando a coifa..101L]. D. Ricinus communis L.0-3. com 4-5mm de comprimento e largura por 3. Ver coca. encontradas na maioria das Euphorbiaceae (tricoca em Euphorbia sp.. o mesmo que caliptra [Fig.Fig. Pterogastra e Tibouchina) [Fig. de coloração esbranquiçada a cinza-escura. elipsóde ou ovóide.) Brem.BChamaesyce hirta. 93A). FIGURA 94 – Coco-da-Bahia (seção longitudinal). FIGURA 93 – Esquizocarpo cocóide (tricoca): A. . ápice com um poro por onde sai a antera (an). lustroso. [Fig. como o fruto de Medicago [Fig.93B.92].Richardia brasiliensis. com 1015mm de comprimento por 7-8mm de diâmetro. fruto de diversas palmeiras. Acisanthera. – invólucro de ovóide a globoso. endocarpo e a semente formada pelo endosperma (líquido e que se bebe ou é a parte comestível) e embrião a parte basal do endosperma. formada por uma ou várias camadas de células epidérmicas. teres Walt. coriáceo. Dicoca em Diodia alata Nees & Mart.Fig.. deiscentes ou indeiscentes.Fig.C COCLEAR – torcido em forma de espiral curta. Coix lacrima-jobi L. COCLEARIFORME – em forma de caracol. COIFA – porção protetora da ponta da raiz.) Millsp.

Secale e Triticum (Poaceae . 100 .98]. Envolve e protege o ápice do eixo embrionário e a plúmula.5mm de largura. COLEÓPTILO ou BAINHA COTILEDONAR – primeira folha em forma de bainha fechada e ereta. altamente especializada. Hordeum. Na germinação a plúmula verde emerge através do coleóptilo [Fig. hilo orbicular. que se distingue por um entumescimento. Pode também circundar o meristema das raízes seminais. os nós.0mm de diâmetro [Fig. todo o comprimento. COLAR – parte superior ou basal de um aquênio de algumas Asteraceae (=Compositae). No FIGURA 97 – Colmo de cana-de-açucar. escutelo com cerca de 1. colmo cheio [Fig. O colmo típico é o caule da cana-de-açucar [Fig.96]. membranácea.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com larga depressão onde se localiza o embrião de até 2. que são separados uns dos outros por discos transversais.78B-cop]. presente nos embriões das Poaceae (=Gramineae) e que envolve a base da radícula. COLEORRIZA – bainha membranácea fechada.0mm de largura. COLMO – caule especializado das Poaceae (=Gramineae) e Cyperaceae. esbranquiçado e cerca de 3. COLETO – ponto de junção do caule com a raiz. os entrenós. como no gênero Avena.78B-cor).90]. às vezes de coloração diferente.) Scop. fosco.97] e seus gomos estão cheios de bambú de um tecido (medula) rico de líquido açurado. como em Cirsium arvense (L. o colmo não se ramifica e distingue-se do estipe por apresentar. [Fig. que surge na germinação de certas sementes de Mocotiledôneas. sem vaso condutor e de aparência FIGURA 96 – Coix lacrima-jobi. como nas Poaceae (=Gramineae). nitidamente dividido em gomos.

oposto de roliço. COLUNA SEMINÍFERA – eixo central dos frutos onde se prendem as sementes [Fig.). ou de coloração um pouco diferenciada e abaixo da qual formam-se o pêlos radicais. Nas Euphorbiaceae a tricoca se rompe na maturação. FIGURA 99 – Colmo oco ou fistuloso. a queda dos mericarpos.72]. COLO – região de transição entre o caule e a raiz. achatado. as cocas se desprendem e a columela permanece presa no ápice do pedúnculo [Fig.C bambú a medula se separa durante o desenvolvimento do colmo. 109G-N’-S-Z’). ou sob a forma de anel. é o eixo que persiste após FIGURA 98 – Colmo cheio-de cana-de-çucar. etc. ou é uma demarcação externa. 101 . COMPOSITAE – sinônimo de Asteraceae. de modo que ele se torna oco. adnato. o mesmo que aderente. ou apresenta-se intumescida.99]. formando o colmo fistuloso [Fig. estames. escavado. quase imperceptível entre o hipocótilo e a radícula nas plântulas em início de germinação. CONATO – diz-se quando estruturas estão unidas ou soldadas uma a outra (pétalas. cavado. CÔNCAVO – menos elevado no meio do que nas bordas. concrescente. às vezes. COMPRIMIDO – lateralmente aplanado. COMISSURA – face ventral do carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae Fig. COLUMELA – em frutos esquizocarpáceos.72].

escuteliforme.nabiforme.urceolado.cupuliforme. C. H.espiralado.moniliforme. E.cimbiforme ou navicular.infundibuliforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 100 – Forma (terminologia usada): A. C.canaliculado. F. Ocarenado: q-quilha. B. K. G. F.coclear. E. M.turbinado. FIGURA 101 – Forma (terminologia usada): A.trígono. L.angular. G. L. J. Q. P. 102 .ciatiforme. H. D. I. B. Q.campanulado.tubuliforme.umbonado.falcado.cônico.lenticular. N.fusiforme. D.fungiforme.ringente. I. O.sabreforme.lacrimiforme.toruloso.semiteretiforme.labiado.globoso. N-N’.piriforme.meloniforme.teretiforme. P.tiangular. K.clavado. R. J. M.

lanceolado. O.caudado.subulado. B. como os espinhos de algumas rosas. Lruncinado.sagitado.cordado. K.reniforme. E. FIGURA 103 – Contorno (terminologia usada): A. E-E’auriculado: F. I-J. o mesmo que coniforme [Fig. F. L.oblongo. 103 . N.ondulado.rômbico.ensiforme.aovado.cuneiforme ou cuneado. P.espatulado. C.elíptico-lanceolado.oblanceolado. M.C CONECTIVO – tecido que une as tecas (t) de uma antera (an) [Fig. G. J.parabólico. K. H.229-a].acicular.lunado.lirado.oval. CONES – inflorescência feminina ou inflorescência das Gimnospermas (Coníferas) [Fig. FIGURA 102 – Contorno (terminologia usada): A.atenuado.12].hastado.panduriforme. H. I-I’.orbicular. G. CONÍDIO – esporo de origem assexuada. C.100]. D. CÔNICO ou CONIFORME – em forma de cone.linear. B. D.

como na folha da bananeira. transverso-elíptica e base não emarginada. área hilar basal-ventral. A-B. lado dorsal convexo. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). E-F. do 104 . variando de globosa a obovóide-cuneiforme. 100]. Pinaceae.seção transversal da semente mostrando o contorno da semente. CONTORNO – linha que fecha ou limita externamente um corpo. evidente e nítido. CONVEXO – mais elevado no meio do que nas bordas. ou é a figura representada pela margem [Fig. um dentro do outro [Fig.semente ventral.. C-D-detalhe da área hilar. proeminente. CONVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados longitudinalmente. Ver Convolvulus e Ipomoea. Cupressaceae. Podocarpaceae e Taxodiaceae). em seção transversal achatado-ovalada ou subcuneiforme. CONIDIÓFORO – que porta (sustenta) conídios. CONSTRICTO – o mesmo que estrangulado. FIGURA 104 – CONVOLVULACEAE (terminologia usada na descrição das sementes): AC-E.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CONÍFERA – classe de plantas das Gimnospermas (famílias Araucariaceae. com ou sem sulco mediano e lado ventral com carena obtuso-arredondada. produzem sementes não formados em frutos e sim reunidos em estróbilos coniformes. hilo transverso-elíptico.. Convolvulus sp.Convolvulus sp.104].99. B-D-F.279A]. CONVOLVULACEAE – terminologia usada na descrição das sementes de Ipomoea e Convolvulus [Fig. CONSPÍCUO – usado quando a estrutura de um órgão vegetal normal é muito visível.Ipomoea sp.

5mm de comprimento por 2-3mm de largura e 2. ambos de coloração esbranquiçada ou castanho-clara).8(-4.0-3. de 3.6-) 3. B-D. superfície fosca. hilo com 0. mais largo do que longo. ápice arredondado e afilando-se abruptamente para a área hilar.101].8mm de espessura. castanho-claros a esbranquiçados [Fig.0)mm de comprimento por 2.02.5mm de espessura. faces ventrais planas ou levemente convexas.3mm de comprimento por 0. com cotilédones de largo-obovados a obovados e com reentrância inferior a ¼ do comprimento do limbo (parecendo emarginado) [Fig. de (2. glabra.105A-B].210].0-4. margem arredondada.5-3. lado dorsal fortemente convexo e ventral com duas faces planas ou convexas.2mm de largura e 2. de coloração preta (madura) e castanho-acinzentada a FIGURA 105 – Convolvulus arvensis (A-B) e C. mostrando a área hilar. avermelhado ou da mesma coloração do tegumento e denso-piloso.lado ventral. superfície fosca. carena obtuso-arredondada. crenatifolius (C-D): semente: AC. pequeno e não circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. plicado. de coloração castanho-acinzentada-clara a castanhoescura ou quase preta. Ver Ipomoea [Fig.0-2. com diminutos pêlos simples. margem ± conspicuamente delimitada. contínuo. lado dorsal fortemente convexo e com um sulco longitudinal ± conspícuo no centro.C tipo convolvulus. embrião axial. levemente afundado.5mm de largura. rugosa (por numerosas verrugas obtusas ou por linhas onduladas. Seguem as características diferenciais de duas espécies de Convolvulus: Convolvulus arvensis L. mais larga na porção mediana. – semente de subglobosa a obovóidecuneiforme e achatado-ovalada em seção transversal. área hilar e hilo transverso-elíptico. – semente largo-elipsóide a obovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno.vista lateral. Convolvulus crenatifolius Ruiz et Pav. carena obtusa. 105 . glabra.

109K-L].6-1. CÓRNEO – diz-se da superfície que se apresenta dura como corno (chifre). ± conspicuamente delimitada. onde as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo. com lóbulos arredondados na base da folha. fruto ou semente) tem contorno de coração. lado dorsal com costelas longitudinais. hilo transvesoelíptico. de 3.102D]. primárias e secundárias pouco salientes e onduladas. fruto. de laranja a avermelhado ou da mesma coloração do tegumento [Fig. cerca de 1. área hilar suborbicular. 106 . porque os pedúnculos são de diferentes tamanhos [Fig.5mm de diâmetro. rugoso.106].3mm de largura. com nervura mediana longitudinal. Coriandrum sativum L.5mm de comprimento por 0. lado ventral (da comissura) plano. CORDADO(A) ou CORDIFORME – diz-se quando um órgão (folha. semente ou embrião [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-escura (imatura).105C-D]. superfície áspera e rugosa [Fig.0mm de largura. ápice com estilopódio (estilete remanescente) cônico. rugosa (por numerosas tubérculos rombudos ou por curtas linhas onduladas. ambos da mesma coloração do tegumento (madura) ou mais claras quando imatura) ee miudamente alveolada (40X). CORIÁCEA(O) – diz-se quando a folha.5mm de comprimento por 1.2-1. glabro. – cremocarpo globoso ou ovóide. mas terminam na mesma altura. CORIMBO – tipo de inflorescência indeterminada.0-3. de coloração cinza FIGURA 106 – Corimbo. com 0. que se prende ao carpóforo e com fina nervura na margem. a castanho-cinza. levemente afundado.3-0. fruto ou semente tem textura de couro. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. formado por dois carpídios semicirculares.

Corola dialipétala – segmentos (pétalas) separados. Apium. com ou sem sulcos intercalados. Corola gamopétala – segmentos (pétalas) unidos numa peça única. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham espontaneamente pela maior parte do globo. formado por uma ou mais pétalas (pt). COROLA – verticílo floral interno do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas [Fig. carpídio corniculado de Sida linifolia Cav. sépala corniculada ou androceu de Asclepiadaceae. [Fig. COSTADO(A) – diz-se da superfície provida com costelas (costas) longitudinais e/ou transversais.82-crn]. que se extendem da base ao ápice de alguns 107 . Cyclospermum. fruto ou semente) ou parte vegetal delgada e cujo aspecto lembra um chifre diminuto. como nos gêneros Ammi.171]. 83.C CORNICULADO – que possui cornículo. 109]. livres ou concrescidas e de textura mais fina do que as sépalas. Daucus. mericarpos) de certas Apiaceae (=Umbelliferae). COSTA – diz-se da superfície com proeminências longitudinais como nos frutos (carpídios. Petroselinum [Fig. o mesmo que costela. geralmente finas. CORNÍCULO – diz-se de um órgão (folha. geralmente é a parte mais vistosa da flor e de cores variadas. COSTELAS – diz-se da superfície com proeminências longitudinais.

como nas criptocotiledonares. COTILÉDONE – é a primeira folha ou o primeiro par de folhas embrionárias das Angiospermas e Gimnospermas. pode(m) ou não conter reservas.20A-B]. pode ser verde e em forma de folha (como no gênero Allium – Alliaceae) ou pode ser modificado e permanecer total ou parcialmente dentro da semente (como no gênero Asparagus (Asparagaceae) e em Poaceae =Gramineae). pela maior parte do globo. [Fig. realizando o transporte de reservas alimentícias da semente para a plântula em desenvolvimento. o mesmo que costa.78B]. podem tornar-se os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula. que se manifesta durante o processo germinativo. podem também exercer a função haustorial. na cariopse de Poaceae é uma estrutura em forma de escudo e que é o único cotilédone em forma de escudo. como nas fanerocotiledonares e são então denominadas de paracotilédones. como no fruto de Trapa bicornis Osbeck (Lythraceae). ou de algumas sementes. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham. CORTICOSO – diz-se de um órgão vegetal com textura de cortiça (muito grosso).. espontaneamente. 108 . é um protófilo e não uma folha verdadeira. B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA aquênios Bidens pilosa L. subalternans DC. pode ser em número de: um cotilédone – folha rudimentar das Monocotiledôneas. o escutelo (esc) [Fig. CORNUDO – que termina em um prolongamento parecido a um corno.

muitos cotilédones – nas Gimnospermas os cotilédones podem ser de 2 a 15. ocorre em Fabaceae− Mimosoideae como Mimosa caesalpiniaefolia Benth. M. dependendo das espécies variam em forma e tamanho. Wright (= M. 109 . indeiscente. diplotricha C. pudica L. nas plântulas com germinação epígea são verdes e semelhantes a folhas expandidas. nas Monocotiledôneas. pigra L. 310B. ex Colla). M. M. 306C. e S.5]. non Mart. após a queda. COTILÉDONE HAUSTORIAL – porção haustorial do cotilédone (escutelo). M. que se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos – ar) unisseminados e que. formado pela sutura e pela nervura do único carpelo. É a porção que permanece no interior do tegumento durante a germinação da semente. portoricensis Urb. 307C. [Fig. uma armação (replum – rep). enquanto nas plântulas com germinação hipógea são hemisféricas..C dois cotilédones – nas Dicotiledôneas. fica preso ao pedúnculo. carnosas e permanecem no interior da semente e no solo [Fig.108]. CRASPÉDIO – fruto seco. conforme a espécie e em Pinus variam de 4 a 15.. três cotilédones – podem ocorrer ocasionalmente em alguns gêneros como em Dianthus (Caryophyllaceae) e algumas espécies de Coníferas [Fig. invisa Mart. pachycarpa. Schrankia leptocarpa C.107]. 308D. DC. 311B].186. para a plântula. [Fig. como um órgão que absorve os nutrientes armazenados no tecido de reserva e os leva FIGURA 107 – Craspédio de Mimosa pudica.).

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Craspédio articulado – quando o fruto se fragmenta transversalmente em segmentos (ar . CRASSO – diz-se quando a folha. 110 . fruto ou semente tem textura espessa.Centella sp.lado dorsal. X.lado da comissura. I-J. W-X. P-Q.Foeniculum vulgare. U-V.artículos).seção transversal. K-L.Coriandrum sativum. F-G-H.109) e Malvaceae [Fig.Hydrocotyle umbellata. G-N’-S-Z’.Ammi visnaga. D-E.Daucus pusillus. Craspédio não articulado – quando as valvas permanecem aderidas ao artículo.cremocarpídio. como os cotilédones de feijão e soja. Ver carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae – Fig.. carpídio: B-D-F-N-P-R-Z. Na maturidade se separa em dois carpídios unisseminados e que se mantém unidos pelo carpóforo. densa e grossa. caesalpiniaefolia Benth. como em M.Bowlesia incana.82].seção transversal do cremocarpo.vista lateral e H-JL-O-Q-T-V-Y.Cyclospermum leptophyllum. FIGURA 109 – Cremocarpos de APIACEAE: A-B-C. . como em Mimosa clausenii Benth. originado de um ovário ínfero e bilocular. (Fabaceae−Mimosoideae).Ammi majus. M-N-N’-N’’-O. Z-Z’-Z’’-Y.Eryngium luzulifolium. A-I-K-M-U-W. CREMOCARPO ou CREMOCARPÍDIO – fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. R-S-T. (Fabaceae−Mimosoideae) [Fig. C-E-N’’-Z’’.108].ToriTorilis nodosa. FIGURA 108 – Craspédio articulado de Mimosa caesalpiniaefolia.

C CRENADO(A) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados [Fig.serrulada.aculeada.bicrenada.biserreada.duplodenteada.crenada. CRIPTOCOTILEDONAR – ver germinação criptocotiledonar [Fig. dividido transversalmente em artículos indeiscentes. sementes subquadrangulares. unisseminados e marcados internamente por falsos septos (fse) transversais. bivalvar.189]. Crenado-aguda – diz-se quando os dentes apresentam uma pontinha espinhosa. CRIPTOLOMENTO – fruto oblongo. FIGURA 110 – Margem (terminologia usada) – A. E.angular. como a folha-da-fortuna (Kalanchoe pinnata Pers. B’.110A’]. embrião com plúmula desenvolvida e diferenciada em pinas. B.110A]. com pleurograma mediano.denteada. Crenado-obtusa – diz-se quando os dentes apresentam pontas arredondadas sucessivas.serreada.sinuada. F. H. Em Melanoxylon braunia Schott (Fabaceae- 111 . com epicarpo lenhoso e margens levemente sinuosas.).ondulada. C. Bicrenado(a) ou Duplocrenado(a) – diz-se quando os dentes por sua vez também estão crenados [Fig. G. I. D. A’. endosperma reduzido.

B. a externa que se separa em duas valvas bem distintas ou se rompe irregularmente e a interna indeiscente. Pterodon.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caesalpinioideae – Fig. e Tachigalia sp. CULTIVAR – relacionada a uma ou várias espécies naturais.Sclerolobium sp. obtidas através da seleção (trabalho de polinização) não natural (melhoramento genético). CRUCIFERAE – sinônimo de Brassicaceae. com epicarpo lenhoso e bivalvar. FIGURA 112 – Criptosâmara: A. podendo ser fértil ou não.111A) o fruto é oblongo-falciforme.Schizolobium parahyba.111B) e Plathymenia reticulata Benth. (Fabaceae =Leguminosae) [Fig.FabaceaeMimosoideae). (1999). com este.Fig. Schizolobium parahyba (Vell. fruto ou semente apresenta textura fina e quebradiça. . cujo ápice ou os lados estão curvados para dentro.Tachigalia sp.112]. é um elemento que constitui a corola. que se caracteriza por apresentar duas porções bem distintas do pericarpo. em forma de capacete (capuz). Fonte B-C-: Barroso et al. Ocorre também em Albizia polycephala (Benth. C. CRUSTÁCEO(A) – diz-se quando uma folha. CUCULADO – diz-se de um órgão vegetal plano. – abreviatura de cultivar. mais expandido do que o cornículo e que.F. CRIPTOSÂMARA – fruto unisseminado. cv.) Killip ex Record (=Pithecellobium polycephalum Benth. B.Albizia polycephala. (1999). CÚCULO – apêndice do androceu de Asclepiadaceae. como a gluma superior da espigueta de Panicum miliaceum L. Sclerolobium sp. Blake. membranácea ou coriácea. 112 . com características específicas.) S. [Fig. comprimido. (= P.Melanoxylum braunia. foliolosa Benth. . segundo BARROSO et al.256A]. como em Amburana.. FIGURA 111 – Criptolomento: A.

8-1. com 1.C CUNEADO(A) ou CUNEIFORME – diz-se quando um órgão (folha. Ver embrião curvado. CURVO – curvo. margem frequentemente marcada por fina listra longitudinal. sobressaindo a parte basal em forma de cúpula. diz-se do fruto cuja base é revestida pelo cálice persistente da flor. lado dorsal convexo e ventral com duas faces planas ou ligeiramente convexas. mostrando a área hilar ) : Cuscuta indecora (A-B) e Dichondra repens (C-D).103I-J]. superfície fosca. CÚPULA – brácteas involucrais soldadas que se subestendem a flor e depois na base de certos frutos. inversamente triangular e com ângulos arredondados [Fig. CUPULIFORME – em forma de cúpula ou taça. como na bolota do carvalho (Quercus sp. glabra. carena geralmente incosnspícua. Cuscuta indecora Choisy – semente de largo-ovóide a globosa e cuneiforme em seção transversal.2-1. CURVADO – que se curvou. FIGURA 113 – Semente (lado ventral. ligeiramente côncavo e com bordo quase inteiro [Fig. finamente 113 . . fruto ou semente) tem contorno de cunha.180I).4-1. como em Mollinedia sp.2mm de espessura. (Monimiaceae . mas de maneira que representa o arco de um círculo.44).101G].Fig. de coloração amarelada a castanho-amarelada ou castanho-acinzentada-clara.5mm de largura e 0.7mm de comprimento por 1. isto é. Receptáculo cupuliforme – quando os frutículos se encontram sobre um receptáculo em forma de taça.Fig.

109M-N-N’-N’’-O].0mm de 114 . comprimido lateralmente. com (0. de filiformes a salientes agudas ou obtusas (depende da variedade) e seis tubos oleíferos grandes e mais escuros do que as costelas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA áspero-granulosa e microscópicamente alveolada (30X). formado por dois carpídios plano-convexos. que envolve o carpóforo.5-2. hilo em forma de fenda linear esbranquiçada. desiguais no comprimento.vista lateral. superfície FIGURA 114 – Cynodon dactylon (espigueta): A.2-2. geralmente ausentes quando misturadas as sementes comerciais. fruto ou semente) é mais ou menos alongado e termina gradualmente em ponta fina [Fig. de coloração ligeiramente mais escura do que o tegumento.0mm de largura e com carpóforo bífido.5-)0. subgloboso ou ovalado (depende da variedade). castanho-clara e opaca [Fig.) – cremocarpo globoso. antécio fértil de elíptico a ovalado. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. D. mútico. glabras.cariopse.7-1.0-)1. com um antécio. lado dorsal fortemente convexo com cinco costelas longitudinais lisas.0-)1. que se desarticula acima das glumas múticas. em seção transversal truncado-estrelados. com 2.) Pers. embrião axial.lado dorsal. contínuo. com a inferior até a ½ e a superior até ⅔ do comprimento do antécio fértil. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. ápice subagudo com estilopódio (estilete remanescente) deprimido-cônico.0)mm de comprimento por (1. glabras.7-1.5(-3.) Muell. C. (= Apium leptophyllum (Pers.113A-B].) F.16C]. – espiguetas elípticas. Cyclospermum leptophyllum (Pers. orbicular (nem sempre muito nítida). Muell ex Benth.lado vental. Cynodon dactylon (L. linear e espiralado [Fig. área hilar basal-ventral.0mm de largura. B.0(-2. CUSPIDADO – diz-se quando o ápice de um de um órgão (folha.5)mm de comprimento por 0. com (1.

estéreis.4mm de espessura. lustrosa. Cyperus flavus (Vahl) Nees.5mm de comprimento por 0. glumas férteis elípticas. levemente lustrosa e de coloração castanha [Fig. lisa. ápice obtuso. pericarpo crustáceo.3mm de comprimento.) Britton. obovóide. estreita. em cada lado com coloração pardo-amarelada e 3-4-nervuras. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.0-3.) – glumas inferiores 2. 115 . lustroso. com lado dorsal nitidamente arqueado e ventral reto. apiculada. 114].0)mm de largura por 0. A unidade-semente é a espigueta sem as glumas ou a cariopse nua.C largura.) Hassk. do mesmo tamanho da espigueta.) Endl. com diminuta ala pubescente e dorso próximo a carena com esparsos pêlos translúcidos.6(-1.5-0. Kyllinga cayennensis Lam. núcula trígona. com 1. Mariscus flavus Vahl. lema fértil (lf) aguda.115A-A'-B-B'-B''-B''']. glabra e microscopicamente estriada [Fig. pálea fértril (pf) plana. com 3. com 1.) – ver Kyllinga brevifolia Rottb. de castanhoclara a castanho-avermelhada. com superfície glabra.3-0.8mm de largura. segmento da ráquila (seg) fina.9mm de comprimento por 0. obtusas. (= Cyperus brevifolius (Rottb. (= Cyperus cayennensis (Lam. adpressa a pálea e cerca da ½ do comprimento da pálea fértil. (= Cyperus cayennensis (Lam.. ovalado-lanceolada.) Endl.0-1.5-1.) Britton) – ver Cyperus aggregatus (Willd. carena aguda.. curto-mucronadas. comprimida. com a inferior prolongada em apêndice setiforme-escabroso. branco-amarelado. glabara e bordos escariosos.7-0. liso. lisa e finamente reticulada (10X). carena verde e 3-nervada. ápice acuminado ou agudo. Mariscus cayennensis Urb. Cyperus aggregatus (Willd. cariopse ovóide-elipsóide.

Cyperus virens (W-X-X’-X’’). Cyperus distans (E-F-F’-F’’). gluma fértil: vista dorsal (C-E-I-N-P-W). Cyperus sesquiflorus (R-R’-S-S’-S’’). núcula (B-B’-D-D’-F-F’-HH’-J-J’-L-L’-O-Q-Q’-S-S’-T-T’-V-V’-Y-Y’-X-X’). com glumas férteis (R’-Z-Z’). Cyperus surinamen. corte transversal da núcula (B’’-D’’-F’’-H’’-J’’-L’’-O’-Q’’-S’’-T’’-V’’-X’’-Y’’). Kyllinga brevifolia (Z-Z’-Y-Y’-Y’’-Y’’’): espigueta (A-A’): ápice (M). vista lateral-ventral (C’’) e lateral-dorsal (U).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 115 – Cyperus aggregatus (A-A’-B-B’-B’’-B’’’). ápice da espigueta com gluma estéril e glumas férteis (R). Cyperus sphacelatus (T-T’-T’’). Cyperus gigan-teus (G-H-H’-H’’). base da espigueta com gluma inferior estéril (K). base (M’). vista lateral (C’-G-P’). pedaço da ráquila com gluma fértil + núcula (N’). reticulado (B’’’-L’’’-Y’’’). Cyperus meyenianus (K-K’-L-L’-L’’-L’’’).sis (U-V-V’-V’’). Cyperus luzulae (I-J-J’-J’’). Cyperus reflexus (P-P’-Q-Q’-Q’’). Cyperus odoratus (M-M’-N-N’O-O’). com gluma superior estéril (K’). 116 . Cyperus diffusus (C-C’-C’’-D-D’-D’’).

– núcula obovóide-trígona ou.115E-F-F’-F’’].2-1. Cyperus esculentus L. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. base levemente atenuada.40. – glumas férteis elípticas. apiculada. se afila abruptamente para uma base atenuada-estipiforme.1-)1. de elíptica a oblonga em contorno.2-2. 3-5-nervadas. pericarpo crustáceo.6)mm de comprimento por (0. faces côncavas e atenuada na base. núcula trígona. com três faces planas. pericarpo crustáceo.6mm de comprimento.5(-1. lustrosa.6-0. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. ápice arredondadoobtusas.7(-0. pericarpo crustáceo. com superfície glabra.0mm de comprimento.5-)0.9(-1. elipsóidetrígona. de (1.6mm de comprimento por 0. de coloração castanho-escura [Fig. com superfície glabra.5mm de comprimento por 0. raramente. com 9-11 nervuras proeminentes. com cerca de 1.5-1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado. Cyperus distans L.C Cyperus diffusus Vahl – glumas férteis largo-ovaladasa. mais larga perto do ápice obtuso-arredondado e com curto apículo.5mm de largura ou cerca da 1/3 do comprimento.115C-C'-C''-D-D'-D'']. curto-apiculada. geralmente iguais na largura. lisa (10X) e transverso-rugosa (30X). de coloração verde no dorso.f. de textura papirácea. largo-obovóide. com 2. pardacentas nos lados e margens largo-hialinas. com superfície glabra. lisa. casta- 117 . com cerca de 2. com conspícuo múcro.3-)1. ângulos obtuso-arredondados e inserção basal arredondada e inconspícua.0)mm de largura. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-amarelada a castanho-acinzentada (madura). com paredes dos retículos prateadas [Fig. levemente lustrosa. lados castanhoavermelhados e margens hialinas.9) mm de largura. núcula trígona. com (1. dorso com listra esverdeada.

A unidadesemente é a núcula. Papuus comosus Willd. Cyperus luzulae (L.1-1. (= Cyperus ferax Rich.3mm de comprimento por 0.) Retz. mucronuladas.115G-HH’-H’’] .5(-2. com superfície glabra. de oblongo a lanceolada em contorno. 5-7-nervadas. com cerca de 1. com 118 . finamente reticuladas. escario-sas.) Endl. imbricadas. (= Cyperus flavus (Vahl) Nees) – ver Cyperus aggregatus (Willd.0-2. (= Scirpus luzulae L..0-)1.6)mm de largura ou cerca da ½ do comprimento. ovóide.) – glumas férteis carenado-naviculares.8)mm de comprimento. com (1. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-avermelhada-escura a acinzentada (madura) [Fig. núcula trígona.) – ver Cyperus odoratus L. ápice obtusoarredondado e curto-apiculado. devido a fina camada ceróide que a reveste e que dá o aspecto reticulado. em geral um pouco arqueada. agudas.239D-D’]. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. com estrias vermelho-sanguíneas (durante o desenvolvimento) e castanhoamarelada (maturação) e margens escariosas.5mm de comprimento. lustrosa. com 2. lisa (10X) e fino alveolada (25X). carenas esverdeadas na maturação e lados de esbranquiçados a pardos. núcula trígona. com uma rede de malhas grossas e que formam interespaços profundos (30X).5(-0. às vezes. adpressas. Cyperus giganteus Vahl (= Cyperus comosus Poir. de coloração amarelada. com linha dorsal esverdeada. pericarpo crustáceo. carenadas. de obovada a elíptica em contorno. com aumento menor a superfície parece grosseiramente tuberculada [Fig.) – glumas férteis ovalado-oblongas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nho-esbranquiçada. se atenua ligeiramente para uma base obtuso-estipitada.

base levemente atenuada e estipitada.5mm de comprimento.2-)1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.115I-J-J’-J’’].3-1.3(-0.1mm de comprimento por 0. pericarpo crustáceo. de 119 . pontilhada e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado-prateado entre os pontos (25X) [Fig. base não atenuada e estipitada. A unidade -semente é a núcula com ou sem as glumas. Cyperus odoratus L. com carena verde.4)mm de largura (varia com a variedade).) – espigueta linear com ráquila articulada na inserção de cada gluma.0mm de comprimento por 0. atenua gradativamente para um ápice apiculado. de coloração castanho-amarelada (imatura) a castanho-escura (madura). com 2. com (1. margens escariosas e de esbranquiçadas a amareladas. com 3-nervuras no dorso e quatro em cada lado. glumas férteis carenado-naviculares. mucronuladas.0-2. agudas. se atenua para um ápice obtuso e curto-apiculado (resto do pistilo). muito longo nas espiguetas inferiores e encurtando-se gradativamente em direção às superiores. nervuras laterais pardo-avermelhadas e com pontos e linhas vermelhas entre elas.6mm de largura. pericarpo crustáceo.5-0. com cerca de 3. plurinervadas.9-1. liso. Cyperus meyenianus Kunth (= Mariscus meyenianus Nees) – glumas estéreis 2.2-0. com superfície glabra. núcula trígona. de coloração castanho-avermelhada-escura. espesso-corticiforme no dorso (madura).8-)0. onde se fragmenta na maturação. (= Cyperus ferax Rich.115K-K'-LL'-L''-L'''].C (0. com superfície glabra. geralmente com parte do pistilo persistente (característica da espécie). a inferior prolongada em apêndice setiforme.5mm de largura. levemente lustrosa.5mm de comprimento por 0. oblonga em contorno. entrenó da ráquila ovóide. levemente lustrosa. fino-pontuada (10X) e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto alveolado (25X) [Fig.

A unidade-semente é a núcula ou a núcula + o entrenó da ráquila + gluma fértil.1 mm de comprimento por 0.8-2. verdes na carena. com 1.4-)0.5mm de comprimento. pericarpo crustáceo.0mm de comprimento por (0. com (1. base atenuada.1mm de comprimento.4mm ou (0. porção apical do entrenó da ráquila em semi-círculo (meia-lua). pericarpo crustáceo.3-0. nitidamente carenado.115M-M’-N-N’-O-O’].7mm ou (0. com duas faces ventrais quase iguais na largura e uma dorsal mais larga e arqueada longitudinalmente. revestida por fina camada ceróide.6-0. com ponta e nervuras amarelo-esverdeadas e margens hialinas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA coloração castanho-avermelhada.4-0. inclinada (correspondendo a articulação com o entrenó superior) e envolta parcialmente pela gluma fértil ovado-elíptica. elíptica em contorno. com superfície glabra. com uma rede de malhas finas de coloração cinza-prateada (20X) [Fig. 7-9-nervada. glabra. de coloração de castanho-amarelada a castanho-avermelhada. com superfície lisa. 3-nervadas. com dorso arredondado. ápice obtuso. lustrosa. apiculado e às vezes com estilete trífido persistente. de coloração castanha ou acinzentada (10X).6-)1. devido aos interespaços prateados (25X) 120 . núcula trígona. com 0. com inserção basal triangular e inconspícua. de coloração castanho-avermelhada a castanho-escura. fosca ou levemente lustrosa.7-) 0.5-0.5mm de largura. – glumas férteis carenadas agudas. branca. alongada. mucronuladas. ápice atenuado e com múcron mais escuro. com carena verde e margens castanho-avermelhadas e com estrias vermelhas. estipiforme. com 2.8-1. Cyperus reflexus Vah. lustrosa. com fino reticulado longitudinal.8-2. que dá o aspecto reticulado. ângulos arredondados. núcula elipsóide-trígona.3-)0. com curto mucron subapical. se afila lateralmente em alas que envolvem a núcula. de coloração vermelho-sanguíneas nos lados.6mm na maior largura (depende da variedade). base atenuada e esti- pitada.

3mm de espessura. de coloração castanho-escura a preta.0-3. ápice arredondado e com curto apículo.8-1.0)mm de comprimento por (0. nervuras conspícuas. Cyperus rotundus L.1-1. glabra.3(-1. de (1. ângulos arredondados. (= Kyllinga odorata Vahl) – duas glumas férteis ovadas. de coloração palha-translúcida. com duas geralmente iguais e planas ou levemente convexas e a terceira mais larga e plana. agudas ou curto-mucronadas. & Kük. – núcula de elipsóide-trígona a oblongo-trígona.5(2. Cyperus sesquiflorus (Torr. com três faces. raramente obovóide-trígona.5-1.5)mm de comprimento por (1.2-1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. de castanho-esverdeada ou castanho-prateada. levemente lustrosa. com esparsos pontos avermelhados. comprimida. translúcidas. ápice arredondado e curto-apiculado.6-0.3-)1. com (2. gluma inferior 5-nervada e cerca da ½ do comprimento das glumas férteis. carena dorsal alada e esverdeada.) Mattf. pericarpo crustáceo. com superfície lisa. com uma rede de malhas finíssimas. margem arredondada. revestida por fina camada ceróide. núcula obovadaelíptica. com inserção basal elíptica e inconspícua. levemente lustrosa. esbranquiçada e espessa.8(-2.3 (3.0)mm de comprimento por (0. à superfície. o aspecto de diminutas pontuações (30X) ou de 121 .7-)0. lados levemente convexos.115PP’-Q-Q’-Q’’]. pericarpo crustáceo.239E-E’]. base atenuada e estipiforme. que na porção mediana da núcula formam interespaços maiores e que dão.C do retículo.5-) 0. se afila gradualmente para uma base estipiforme. com superfície glabra.7(-0. com (1.2-0. com aumento menor a superfície parece pontilhada [Fig.9-)3.1mm de largura e 0. A unidade-semente é a núcula.2-)1.8)mm de largura. formado pela fina camada ceróide do revestimento [Fig. com uma rede de malhas finíssimas e que formam interespaços rasos (30X).5)mm de largura. devido a fina camada ceróide que a reveste e que lhe dá o aspecto reticulado.

agudas. lisa.115U-V-V’-V’’]. fosca.115R-R’-S-S’-S’’]. ápice obtuso e apiculado (resto do pistilo).1mm de comprimento. de coloração castanho-claro (imatura) a castanho-avermelhado (madura). 3-nervadas com uma nervura na carena e uma a cada lado. com fino reticulado longitudinal. de coloração verde-clara a amarelada (imatura) e palha ou pardacenta (madura). geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. com 0. de coloração castanha e fino-pontuada [Fig. pericarpo crustáceo. lustrosa. reticuladas. mucronuladas. com superfície glabra.5mm de comprimento. núcula trígona. de 1.5mm de comprimento por 0.3-0.2mm na maior largura. de coloração palha nos lados e esverdeada na carena. – glumas férteis sub-coriáceas.3)mm na maior largura. 7-9-nervadas.2-)0. com 0.115TT’-T’]. 122 . A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. escariosas.8-2. com interespaços pratedos [Fig. agudas. com 1. ápice e base obtusas.8) mm de comprimento por (0. Cyperus sphacelatus Rottb. escariosas. 3-nervadas e com as laterais proeminentes. – glumas férteis carenado-naviculares. carenado-naviculares. de coloração parda e com margens hialinas. base obtusa e curto-estipitada. núcula trígona. Cyperus surinamensis Rottb.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA rugosidades (20X). Cyperus virens Michx. elíptica em contorno.25(-0. de oblonga a ovalada ou elíptica em contorno. transverso-rugosa (16X). – glumas férteis com 2-3mm de comprimento. ligeiramente imbricadas na parte superios da espigueta. com superfície glabra. pericarpo custáceo. A unidade-semente é a núcula. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto prateado entre as rugosidades [Fig.7(-0.6-0. A unidadesemente é a núcula com ou sem as glumas. com ou sem as glumas.

apiculado e às vezes com resto do pistilo. 123 . de coloração castanha a castanho-acinzentada. Espécie com grande variabilidade [Fig. devido as paredes prateadas do retículo.C núcula trígona. lustrosa. ápice atenuado. granulosa-reticulada. base atenuada e sub-estipitada. com 1.5-0. formado pela fina camada ceróide do revestimento. pericarpo crustáceo. com superfície glabra.6mm na maior largura.4-)0.115W-X-X’-X’’]. com interespaços hexagonais (25X).01.3mm de comprimento por (0. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. elíptica ou às vezes obovada em contorno.

124 .

.

com margens pouco encurvadas sobre a pálea. glumas (inferior e superior) desiguais. comprimidas. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. de coloração amarelada e ápice um pouco mais escuro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Dactylis glomerata L.estilete remanescente) de 0. DANO MECÂNICO – manifesta-se como um tecido rachado ou danificado. às vezes. com 3-5 nervuras.lado dorsal. agudas e carenadas.8mm de espessura. de 2-3mm de comprimento por 0. lado ventral plano com estreito sulco mediano e duas costelas longitudinais 126 . ápice expandido em disco. a desarticulação ocorre acima das glumas e entre os antécios. elípticas.2-0.0mm de largura e 0. como conseqüência direta dos impactos recebidos ou pela compressão sofrida pela semente durante a colheita e o processamento. de 2. antécio fértil estreito-ovalado.5-2. ápice com estilopódio (et .116].5(-4. C-D-lado ventral.0-)1. muito parecido com Daucus pusillus Michx. de coloração amarelada. cariopse (cap) de trígona a quilhada.0-3. de (4-)5-7mm de comprimento (sem ariata) por 1. carena (nervura mediana) conspícua e ciliada. persistem os antécios terminais estéreis. facilmente separável do antécio. pálea fértil (pf) largo-sulcada e ápice bidentado. arista cerca de 2mm de comprimento ou ausente.8-1. mais densa no ápice.vista lateral. por (1.. de coloração amarelo-acinzentada a amarelada.0)mm de comprimento.4-0. A unidade-semente é o antécio fértil. segmento da ráquila (seg) com 1mm de comprimento. Nas sementes comerciais. – espiguetas subsésseis. multifloras (unidade-semente múltipla). ápice longoacuminado e encurvado excentricamente (geralmente deitada de lado). com FIGURA 116 – Dactylis glomerata (antécio fértil): A-B. frequentemente com fina pubescência esbranquiçada em toda a superfície.0mm de espessura. Daucus carota L – cremocarpo formado por dois carpídios ovalados.8mm de largura e espessura. E. planoconvexo.2(1-1. hilo punctiforme [Fig. nitidamente mais curta do que a pálea.6mm de comprimento.0-1.5)mm de largura e 0.

equinadas.2-1. 127 . que envolve o carpóforo filiforme.5-30(-3. com quatro conspícuas costelas longitudinais.4mm de espessura. de base arredondada. que cai facilmente FIGURA 117 – Decorrente. lado ventral (da comissura) de plano a levemente concavo e com sulco mediano longitudinal. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). – cremocarpo largo-ovóide. secundária.0mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. de 1. o mesmo que caduco e caducifólia. costelas laterais aliformes e com cinco tubos oleíferos [Fig. depois que cumpriu sua função ou em um inverno frio e seco.109P-Q]. com cinco tubos oleíferos e costelas laterais conspicuamente aliformes. com cerca de 10-15 acúleos esbranquiçado-amarelados por costela. com acúleos esbranquiçado-amarelados. ápice agudo e com pequeno estilopódio (et -estilete remanescente). DECÍDUO(A) – que cai facilmente. entre cada costela primária se encontra uma costela secundária filiforme e com espinhos menores. castanho-amareladas a amarelo-acinzentadas. equinadas.8mm de largura e 0. lado dorsal levemente convexo. lado dorsal convexo com quatro conspícuas costelas longitudinais primárias. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. se contrapõe a persistente. formado por dois carpídios ovalado-comprimidos. filiforme e com curtos pêlos adpressos. Daucus pusillus Michx.D laterais sem espinhos. como folha decídua. primárias. com 2.5)mm de comprimento (sem acúleos) por 1. entre cada uma das quatro costelas encontra-se uma outra costela longitudinal.. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. muito parecidos com Daucus carota L. cerca de 1mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais.

septifraga.118B e FIGURA 118 – Deiscência por: A. Duplodenteada(o) – diz-se quando esses dentes por sua vez também possuem dentes [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DECORRENTE – diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. DENTEADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes dirigidos perpendicularmente [Fig. septos (se) quebram no meio [Fig.59]. liberando os grãos de pólen ou as sementes que se encontram no seu interior. isto é. Fig. suturas. nervura mediana [Fig.119A-nm]. FIGURA 119 – Deiscência de cápsulas: A. B. poros [Fig. DEISCENTE – que sofre deiscência. fruto) apresenta pequenos dentes pequenos.110I].119C]. como o delta maiúsculo do alfabeto grego. lóculos [Fig. tornando-o alado [Fig.117].110C]. lobos apicais.120]. abertura espontânea de anteras ou frutos em determinados pontos ou numa direção definida.seção transversal.) B.loculicida. 128 . DEISCÊNCIA – abertura de qualquer órgão vegetal por um mecanismo natural (dentes apicais [Fig. etc. DELTÓIDE ou DELTIFORME – diz-se quando uma folha é triangular em seção transversal.119A]. Ver cápsulas. septos [Fig.poros (cápsula poricida de papoula). DECUMBENTE – diz-se de colmos ou caules com base prostrada e extremidade ascendente ou ereta.lóculos (cápsula loculicida) . DENTICULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. C.septicida. 119B].). como a folha do brinco-deprincesa (Hibiscus rosa-sinenesis L. com base muito ampla [Fig.118A-po].

225) ou ainda no ápice do pedicelo (como nos gêneros Andropogon e Sorghum .166. FIGURA 120– Deltóide. se por abscisão ou por ruptura.155. Sorghum sudanense – todas as partes se desarticulam por ruptura [Fig. 327A. como a raiz do nabo. Dependendo do modo de desarticulação.327B. DEPRIMIDO – que apresenta depressão.D DEPRESSO – diz-se quando um órgão (fruto ou semente) apresenta uma depressão. achatado verticalmente.Fig. na base do antécio (calo) e no ápice do segmento da ráquila (seg . DESINFECÇÃO – ato ou efeito de desinfeccionar(-se). fruto deprimido. como a separação dos antécios das espiguetas em muitas Poaceae (=Gramineae). 329A]. DESNATURADA – diz-se da substância cuja natureza foi alterada pela adição de outras substâncias. 329B].como nos gêneros Lolium e Festuca . DESCOLORAÇÃO – alteração ou perda da coloração. 129 . 167. 327). DESARTICULAÇÃO – separação na maturação. 327C]. 224.Fig. se pode separar as espécies de Sorghum: Sorghum halepense – todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão [Fig. Ver abcisão e articulada. Sorghum almum – alguns antécios se desarticulam por abcisão e outros por ruptura [Fig.

4)mm de largura e mais escuro do que o tegumento. 130 . ou é um fenômeno progressivo que se inicia. que sofreu deterioração. somente retardado. carena inconspícua ou levemente conspícua na ½ inferior. embrião axial.f. margens não delimitadas.1mm de comprimento por 0. DIÁSPORO – o mesmo que unidade de dispersão.5-2.8mm de diâmetro ou de espessura. glabro. cerca de 0.113C-D]. não afundado.3(-0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DETERIORADO – o mesmo que apodrecido. quando a semente atinge a maturidade fisiológica e continua em velocidade variável até a morte da semente. geralmente associado com a presença de um microorganismo. ou é um processo progressivo e irreversível que não pode ser evitado.0(-2. DICOCA – fruto esquizocarpáceo formado por duas cocas.7mm e glabra. cerca de 0.5-1. glabra.2)mm de comprimento por 1. lisa de coloração castanhoavermelhada. área hilar basal-ventral. com cotilédones foliáceos oblongo-lineares e plicados [Fig. DETERIORAÇÃO – ato ou efeito de deteriorar(-se). f. com hilo transversoelíptico. liso.) – semente de subglobosa a obovóide-cuneiforme. Dichondra microcalyx (Hall. do tipo convolvulus. microcalyx Hall. Ver coca. contínuo. nos gêneros Diodia e Gallium (Rubiaceae) [Fig. superfície fosca.92]. lado dorsal e ventral convexos. de 1. quando ocorre não há apenas a perda do poder germinativo e sim também do vigor da semente. triangular. apodrecimento de um tecido orgânico. que teve perda de qualidade.) Fabris (= Dichondra repens Forst & Forst var. miudamente alveolada (40X).

DIGITALIFORME – quando a corola gamopétala e zigomorpha é parecida com um dedo de luva [Fig. lustroso. glumas membranáceas.3-0.5)mm de comprimento. que ultrapassam o ápice. pálea estéril ausente. 131 . antécio fértil lanceolado.2-) 2. lema fértil (lf) acuminada.4)mm de comprimento. com densos pêlos.1)mm de largura.3-0.1mm de comprimento ou até ½ a ¾ do comprimento da espigueta por 0. de coloração castanho-clara.8(-1. 7-nervuras. 3-nervuras. Ver Monocotiledôneas.D DICOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas pertencentes as Angiospermas e cujas sementes possuem embrião geralmente com dois cotilédones. lanceoladas.4-3.6-2.3)mm de comprimento. com (2. pilosa.121]. ou com as laterais escabrosas no ápice.5-0. adscendens (Kunth) Henrard) – espiguetas aos pares. lema estéril (inferior – le) lanceolada.4-0. liso. plano-convexo. entre as nervuras e nas margens. com 1. com a mediana e as laterais lisas. gluma superior (gls) lanceolada. ápice agudo.2(-3.5-3. como a corola de Digitalis. ápice agudo. com 0.1-)2. com pilosidade esbranquiçada que não ultrapassa o ápice nas margens e entre as nervuras laterais. ápice agudo. enérvea e glabra. DICOTOMIA – subdivisão dois a dois.9(-1. por 0. DIGITADA(O) – com lóbulos semelhantes a dedos da palma da mão.4(-0. papirácea.5mm de espessura. diz-se das folhas cujas lâminas são divididas em lóbulos profundos e divergentes [Fig. com a inferior (gli) FIGURA 121 – Digitaliforme.2)mm de largura e 0.2(-3.7-0. por 0. com (2.5mm de largura. Digitaria ciliaris (Retz. diz-se também das folhas palmaticompostas.) Koeler (= D.251]. cartáceo. uma pedicelada e outra subséssil. triangular. igual ou mais longo do que o antécio fértil.

com a inferior (gli) subtriangular. com (3. com 0. plano-convexo. com os pêlos ultrapassando em até 3mm o ápice. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA finamente pontilhada longitudinalmente.1mm de largura (exceto os pêlos) e 0. com (1.5mm de comprimento por (0. longo-pilosa e glabra. ápice obtuso.) Griseb. lema fértil (lf) acuminada.60. com (3.5-2.35mm de espessura. de coloração castanho-avermelhada (imatura) a castanho-escura (madura).7-0. cariopse de lanceolada a estreitoovalada.1mm de comprimento por 0.0mm de largura.20-0. margens hialinas e longo-pilosas.4mm de comprimento (exceto os pêlos) por (0.25mm de espessura. plano-convexa. papirácea. lustroso. glabra. de lanceolada a estreito-ovalada.0-1. de coloração esbranquiçado-hialina a amarelado-fosca. Digitaria insularis (L. por 0.3-)1.7-)1.30-0.9mm de largura e 0.8mm de largura e 0. finamente pontilhada longitudinalmente. gluma superior (gls) triangularlanceolada.5-5.1mm de comprimento por 0. cariopse de elíptica a oblonga.7-)4. raro o antécio fértil. pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. de ápice acuminado a caudado.6-1. glabra.) – espiguetas aos pares. 7-nervada. 3-5 nervuras e com longos pêlos entre as nervuras. com lado ventral plano 132 . liso.) Fedde (= Tricholaena insularis (L.0mm de largura e 0.5mm de espessura.9mm de comprimento. glumas membranáceas.8-2. pouco mais longa ou tão longa quanto o antécio fértil. cartáceo. com 1.4-0.2-)4. A unidade-semente é a espigueta.6-)0.0-4.5mm de espessura. de ápice acuminado a caudado.81. respectivamente. área do embrião menor do que a ½ do comprimento da cariopse. de ápice acuminado a caudado. lema estéril (inferior – le) estreito-ovalada.6-0. antécio fértil lanceolado. glabra em ambos os lados da nervura mediana e entre as demais nervuras. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). mácula hilar oblonga e mais escura do que o pericarpo.

mais longa do que o antécio fértil. com 5-7-nervuras.5-3. plano-convexo.7-2.8(-0. de esbranquiçada-hialina a amarelada. 3-nervuras conspícuas. a mediana lisa e as laterais escobrosas em toda a extensão (às vezes.5mm de comprimento por (0. com (2. lema fértil (lf) acuminada. pálea estéril ausente. com fina pubescência esbranquiçada entre as nervuras laterais e glabra nos outros espaços.0mm de largura. Digitaria sanguinalis (L. D.4mm de comprimento. ápice agudo. de lanceoladas a estreito-elípticas.D e dorsal levemente convexo. cartáceo. ápice agudo. cariopse de oblonga a estreito-ovalada.3-0.1mm de comprimento por (0.8-1. de coloração cinza-esverdeada-clara a verde-oliva-clara (imatura) e castanho-acinzentada-clara (madura). com 1. com 0.6-0. área do embrião de ⅓ a menos da ½ do comprimento da cariopse.9)mm de largura. ápice agudo. glabra e enérvea.lado ventral.8-1.3-1.5mm de comprimento por (0.4mm de espessura.lado ventral.30.6(-0.1-)2. B. glabra. papirácea.1mm de comprimento por 0. fosca. com (2. ápice agudo. antécio fértil: C. glabro.) Scop. gluma superior (gls) estreito-triangular-lanceolada.3-0. ápice agudo. de coloração esbranquiçadahialina a amarelado-fosca.lado dorsal. liso. finamente pontilhada longitudinalmente.lado ventral. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). de coloração castanho-clara. 133 . lema estéril (inferior FIGURA 122 – Digitaria sanguinalis (espigueta): A.1-)2. finamente pontilhada longitudinalmente. gluma inferior (gli) triangular.9mm de largura e 0. mais visível no ⅓ superior). de coloração cinza-olivácea.43. mácula hilar obovada e mais escura do que o pericarpo.6mm até ½ do comprimento da espigueta por 0. com 1. pubescente e denso-ciliada nas margens (pêlos ascendentes). A unidade-semente é a espigueta.4mm de largura.0mm de largura e 0. lustroso.7-)0.7)- 0.8-0. com 2.5-0. raro o antécio fértil. – le) ovalada.7)mm de espessura. antécio fértil lanceolado. – espiguetas aos pares.5-3.6)0. glumas e lema estéril membranáceas e de coloração palha.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA área do embrião ovalada. mais ou menos achatada e cilíndrica. o mesmo que seminação e dispersão. com estilete central remanescente (mais ou menos visível) e onde se insere o papus. o mesmo que lenticular. A unidade-semente é a espigueta. termo usado em oposição às flores que se inserem no raio (na periferia) e que geralmente são liguladas. hidrocoria.122]. DISCO EPÍGENO – porção apical. DISCÓIDE – orbicular. mácula hilar sub-basal. raro o antécio fértil. ornitocoria e zoocoria. com pouca espessura. onde as flores femininas e masculinas se encontram em plantas separadas. de coloração amarelo-esbranquiçada e não hialino. DISCO – porção central do capítulo de Asteraceae (=Compositae) e onde se inserem as flores (posteriormente os aquênios). DISPERSÃO – o mesmo que disseminação.21B-de. DIÓICA – planta com flores unissexuadas. os tipos de dispersão são: anemocoria. orbicular-afundada e de coloração catanha [Fig.100I]. como nos aquênios das Asteraceae [Fig. DISSEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. com lados paralelos e margem arredondada [Fig. DISSEMÍNULO – o mesmo que propágulo. As flores do disco podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do raio e então ocorrem aquênios heterocarpos [Fig.23]. 90B-de]. 134 . cerca da ½ do comprimento da cariopse.

principalmente quando associados. o que mais influencia a dormência induzida seriam altas FIGURA 123 – Drupa (seção longitudinal) de pêssego. umidade e luz foram satisfeitas. ou o lado voltado para a parte externa do fruto.206B]. é controlada por fatôres endógens (CARVALHO & NAKAGAWA. Dormência induzida ou secundária – ocorre por indução de uma condição ambiental especial. podem ocorrer exceções. [Fig. DOENTE – plântula mostrando o efeito da presença e da atividade de microorganismos patogênicos. um fenônemo geneticamente programado para surgir e se desenvolver juntamente com a semente (CARVALHO & NAKAGAWA. DORSAL ou ADAXIAL – lado de cima da superfície de uma folha. mesmo quando viável e quando aparentemente as exigências de temperatura. ou do excesso ou da deficiência química. 1979). Ver quiescência. como os rostros apicais das brácteas involucrais de Acanthospermum hispidum DC. de local para local e se instala na fase da maturação da semente. como altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. em outras palavras. que ocorre com intensidade variável de ano para ano.D DISTAL – parte da estrutura mais distante do seu ponto de união ou de origem. a costa da semente. 1979). Segundo VEGIS (1963) citado por CARVALHO & NAKAGAWA (1979). DIVARICADO – largamente divergente. DORMÊNCIA – condição da própria semente que a impede de germinar. temperaturas e deficiência de oxigênio. 135 . é. Dormência natural ou primária – condição intrínseca da própria semente.

é denominado de nuculânio [Fig. putâmen ou caroço) coriáceo ou lenhoso. esclerosado (azeitona) ou pergaminhoso (maçã. mesocarpo (carnoso) e endocarpo (pirênio. Ver pirênio. Epi. DRUPÁCEO – semelhante a drupa.Trema micrantha. DRUPÉOLA – termo utilizado para designar uma drupa muito pequena.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DRUPA – fruto drupóide..278).Chrysobalanus sp.Fig. mesocarpo e endocarpo. raramente unicarpelar. indeiscente.242. Hirtella e Chrysobalanus (Chrysobalanaceae . D-D’. como cada um dos frutículos da framboesa (Rubus sp). formado por dois ou mais carpelos.pirênio. 123). B. pêra . pêssego . ocorre também em Licania.. cereja. simples. C. com pericarpo nitidamente diferenciado em epicarpo. DRUPÓIDE – fruto de originado de um ovário súpero. se o pirênio é loculado ou se tem dois ou mais pirênios livres. 333].Licania sp.Fig. FIGURA 124– Drupas (inteiras e seção transversal): A. 136 ..Hirtella sp.Fig. com espaço central grande ou dividido em lóculos.124B-C-D-D') e Trema micrantha (L. nitidamente diferenciado em exocarpo (fino). fruto drupáceo. Quando o fruto drupóide tem apenas um pirênio. D’.e mesocarpo geralmente carnosos em maior ou menor grau. 243. lenhoso (ameixa.) Blume (Ulmaceae . 124A]. com um único pirênio central grande. é denominado de drupa. putâmen ou caroço) duro e concrescido com o tegumento membranáceo.Fig. endocarpo (pirênio. provido de drupas.

.

125A].0-1.espigueta lado ventral. mútica.espigueta lado dorsal. mácula hilar punctiforme [Fig. plano-convexa.0-)2. A unidade-semente é a espigueta. de coloração estramínea.lado 2. membranácea e tão longa quanto o antécio fértil (superior) plano-convexo. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas. antécio fértil: D.lado dorsal. antécio estéril (basal) com lema apiculada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa colona (L.lado ventral. zelayensis: I. E.0-2. de coloração amarelada a esbranquiçado-subhialina e ápice levemente mucronado. crusapiculada. crusgalli var. dorsal. crusgalli var. ovalada.4-3. oryzicola – espigueta: G. colona: A.1mm de espessura.5mm de comprimento (exceto a arista) por 1.5-0. lema fértil (lf) fracamente 3-nervada e ápice levemente escabroso.) P. E. FIGURA 125 – Echinochloa – E. crusgalli var. cerca de duas vezes tão longa quanto larga ou com (2. – espigueta obovada. pouco maior do que o antécio fértil.lado ventral e C.espigueta lado dorsal.4mm de largura e 0.5mm de largura e 0. principalmente.4-4. cruspavonis: F. convexa. caudada ou E. hialina. coriáceo.3mm de largura dorsal e H. Beauv. com 2. por 1.9mm de compri-mento por 1.0-1.lado Echinochloa crusgalli (L.3mm de espessura. com a inferior (gli) acuminada.) Link – espigueta de obovada a elíptico-lanceolada. 3-nervada e escabrosa entre as nervuras. abraça completamente a espigueta. com 1.0mm de comprimento por 1. com a inferior (gli) acuminada. com 5-7(-9) nervuras híspidas e denso-escabrosas entre elas. E. plana ou sulcada longitudinalmente.0mm de espessura.5mm de largura e (0. de coloração estramínea.9-1.lado ventral e elíptico-lanceolada ou lanceolada. de coloração estramínea e glabro. gluma superior (gls) apiculada. mútica.0-2. escabrosa ou híspido-escabrosa. ou às vezes com pigmentação avermelhada (+ na porção superior). E.0-1.6mm de espessura.9-) 1. menos da ½ do comprimento da espigueta. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalado-orbicular. glumas papiráceas.6mm de comprimento por 1. crusgalli – espigueta: B. área do embrião inconspicuamente delimitada e com até ⅔ do comprimento da cariopse. com cerca de 2-2½ vezes tão longa quanto larga ou com galli var. glumas papiráceas. às vezes o antécio fértil.1-1. pálea estéril bicarenada. plano-convexa. 138 . híspidoescabrosa.0-1. na ½ superior.0-1.

gluma superior (gls) apiculada ou caudada. lema fértil (lf) fracamente 3-5 nervada e ápice escabroso e com ou sem anel escabroso entre o prolongamento apical membranáceo e a porção coriácea da lema.125B-C-D-E].6-0. coriáceo.0mm de comprimento por 1. cariopse com 2. A unidadesemente é a espigueta. Beauv.2mm de largura e (0. 3-5 nervada. Beauv. hialina.0-3.E menos da ½ do comprimento da espigueta. antécio fértil com 3.63. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.2mm de espessura. gluma superior (gls) com nervuras híspidas ou papilosohíspidas e pouco maior do que o antécio fértil.) P. antécio estéril (basal) com lema aristada (as). plana ou sulcada longitudinalmente. com 2. lema estéril papirácea. área do embrião conspicuamente delimitada e com cerca de ⅔ do comprimento da cariopse.7mm de espessura. abraça completamente a espigueta. mácula hilar punctiforme. caudada ou apiculada. var. na ½ superior. com 5-7 nervuras principais e mais duas ou quatro nervuras menores.8mm de comprimento por 1. – espigueta elíptico-lanceolada. às vezes o antécio fértil.8-2.2-1. ou convexa. crusgalli (L. às vezes. híspidas ou papiloso-híspidas e escabrosas ou.0mm de comprimento por 0.9mm de largura e ápice da lema (lf) com ou sem anel escabroso. 139 . pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalada. com ápice de mútico a aristado (ocorre numa mesma inflorescência).0mm de comprimento por 1.) P. nervuras escabrosas.2-1. localizadas em ambos os lados da nervura mediana. pálea estéril bicarenada. de coloração pardacenta e ápice mucronado. membranácea e pouco menos longa ou tão longa quanto a antécio fértil (superior) planoconvexo.2-4. arista (as) pode ultrapassar os 3cm de comprimento. principalmente. A seguir seguem as características diferenciais das variedades: Echinochloa crusgalli (L.3-1.6-3. com 2.0-1.9-)1. glabra entre elas.7mm de largura [Fig.7mm de largura e 0.

Beauv. Echinochloa crusgalli (L.2mm de comprimento por 1. escabroso-híspida e ápice aristado ou caudado (ocorre numa mesma inflorescência). Echinochloa crusgalli (L.) P. hipocótilo e raiz primária e nas Monocotiledôneas: gema. geralmente. var. zelayensis (Kunth) Hitchc. gluma superior (gls) com nervuras escabrosas e glabra entre elas ou esparso-escabrosa no ápice e pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. no dorso com uma região espessada [Fig.) P.) Ohwi – espigueta com 3. reduzida ou ausente. var. com 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa crusgalli (L.2(-3.5-3.2mm de comprimento por 1.5-5.3)mm de comprimento por 1.125F]. pálea estéril tão longa quanto o antécio fertil. 140 .5-1. – espigueta obovada e mútica. pálea estéril tão longa quanto a pálea fértil. Beauv.5mm de largura [Fig. lisa e brilhante (que pode estar restrito a região mediana ou em todo extensão). antécio fértil com 2. – espigueta lanceolada. lema estéril coriácea.7mm de largura e ápice esparso-escabroso e geralmente caudado. lema estéril papirácea. cruspavonis (Kunth) Hitchc. antécio fértil com 2.0-2. arista quando presente com 1-9mm de comprimento.3mm de largura [Fig.3-1. mesocótilo e raiz primária. gluma superior (gls) geralmente caudada e nervuras híspidas.5-4. escabrosa ou híspido-escabrosa e sulcada longitudinalmente.125I].125G-H].5mm de comprimento por 2.0-1. epicótilo.4mm de largura. lema estéril aristada ou caudada. oryzicola (Vasing. nas Dicotiledôneas normalmente inclui: gema.83. EIXO – estrutura central de um embrião ou de uma planta.0mm de comprimento e mútica. Beauv.) P. cariopse com 2.02. var.

1-0. para o lado da micrópila nas sementes. são expulsas (liberadas) em duas direções opostas.239F-F’] A unidade-semente é a núcula (com rostro apical e com as cerdas). ELÍPTICO(A) – diz-se quando um órgão (folha. ferrugíneas e ligeiramente maiores do que a núcula + o rostro [Fig. EIXO HIPOCÓTILO-RADÍCULA – é o eixo do embrião (Fig.8mm de largura. Justicia e Ruellia (Acanthaceae – Fig.103D. & Schult.7-0. As sementes assentadas sobre o ejaculador.2mm de altura. 188. – núcula lenticular-obovóide. lustrosa. citado por BARROSO et al. como uma área ovalada evidente e ± elevada. preta.6-) 0. FIGURA 126 – Ejaculador de Chameranthemum sp. 141 . segundo SELL (1969). na base com uma coroa de 7 cerdas retrorso-denticuladas. quando o fruto (cápsula) na maturação se abre. esbranquiçado.hip.hip]. como em Chameranthemum [Fig. no fruto.186) ou da plântula situada entre o ponto de inserção dos cotilédones e aquele em que tem início a radícula [Fig.186.0mm de comprimento (exceto o rostro) por (0. 334D]. EJACULADOR ou RETINÁCULO – um crescimento encurvado (em forma de gancho – ej) que parte do ponto de inserção do funículo. Eleocharis geniculata (L. o mesmo que oval [Fig. com 0. fruto ou semente) tem contorno de elipse. deprimido. com 0. ápice obtuso com rostro (estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). apresenta no ápice o coleóptilo envolvendo a plúmula e na base a coleorriza envolvendo a radícula [Fig. 126].8-1. largo na porção mediana e com as extremidades mais esteitas. biconvexa. no lado dorsal.) Roem. lisa.64A-B-ej).E Eixo embrionário – estrutura central de um embrião.78]. nas cariopses de Poaceae (=Gramineae) é visível. (1999). Acystacia.

a nervura mediana conspícua na metade superior e terminando em curta arista dura. Elytrigia elongata (Host) Nevski (=Agropyron elongatum (Host. às vezes. com 10-12mm de comprimento por 2.E. com duas glumas (inferior e superior) iguais. ápice truncado ou miudamente lobado.103G]. nervuras laterais inconspícuas. antécio fértil com lema semelhante as glumas e subigualando-se a pálea fértil. fruto ou semente) tem contorno de elipse e terminando na base e no ápice em forma de lança [Fig. A unidade-semente é o antécio fértil.5mm de largura.0-2.) – antécio fértil estreito-oblongo. geralmente achatada em direção ao ápice. dura.E. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. tuda superfície 142 . lema fértil (lf) oblonga.) P. lustrosa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Elíptico-lanceolado – diz-se quando um órgão (folha. Beauv. ELIPSÓIDE – um corpo sólido com contorno elíptico. elongata e C-E-DF. arredondada no dorso ou. Largo-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. com 3-nervuras na porção apical. Elymus e Agropyron (tem características morfológicas gerais semelhantes e serão tratadas em conjunto) – espiguetas sésseis. pálea fértil (pf) largamente côncava. intermedia. levemente carenada. constricta acima do calo. Estreito-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. Elytrigia. geralmente multinervadas e agudas ou aristadas. fruto ou semente) é somente levemente mais longo do que largo. fruto ou semente) é cerca de duas vezes mais longo do que largo. Seguem as características diferenciais de espécies de Elytrigia: FIGURA 127 – Elytrigia (antécio fértil lados ventral e dorsal): A-B. glabra.

) – antécio fértil FIGURA 128 – Elytrigia (antécio fértil vista lateral): A. densos e finos pêlos longos na carena (da base ao centro). pálea fértil (pf) levemente côncava. curta e grossa. segmento da ráquila (seg) diminuto-pubescente. com pêlos geralmente na metade superior da carena. truncado ou miudamente lobado. com alguns pêlos basais curtos e grossos.lado ventral.128B-C]. seno geralmente em forma de ‘U’. arredondado ou com entalhe raso. carenada na metade superior ou dorso arredondado em antécios imaturos. constricta acima do calo. ápice arredondado. intermedia. seno em forma de ‘V’ ou ‘U’ estreito [Fig. deitada contra as carenas da pálea ou entre elas. Bvista lateral. Elytrigia intermedia (Host) Nevski (=Agropyron intermedium (Host. A unidade-semente é o antécio fértil. ápice com 3-nervuras ou inconspicamente 5-nervuras. confinados a extremidade ou ausentes [Fig.E. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas.127A-B e Fig. com bordos FIGURA 129 – Elytrigia repens (antécio fértil): A. Elymus repens (L.) P. A unidade-semente é o antécio fértil. ex Nevski (=Agropyron repens (L. Beauv. C.E conspicuamente pubescente. lema fértil (lf) elíptica. com ápice truncado. Richt. Agropyron trichophorum (Link) K.128A]. elíptico ou lanceolado.127CD-E-F e Fig.) P.. com 8-10mm de comprimento por 2mm de largura. divergentes ou quase paralelos.) Gould) – antécio fértil lanceolado ou estreito- 143 . Elytrigia repens (L. alargando-se para o ápice. a nervura mediana se prolongando em curta arista dura ou ápice longo-agudo ou mucronado ou diminutamente lobada. glabrescente ou nitidamente esparsopubescente no ápice. deitada contra as carenas da pálea.lado dorsal. elongata e B-C.E..) Desv. segmento da ráquila (seg) diminutopubescente. calo com curtos pêlos adpressos. Beauv. glabrescente ou esparso-escabrosa nas nervuras em direção ao ápice ou pubescentes.

8mm de largura. seno em forma de ‘U’. deitada contra a pálea e entre as carenas. A unidade-semente é o antécio fértil. não encoberta pelas margens a lema e cicatriz apical largo-triangular e glabra. segmento da ráquila (seg) de 1/6-¼ do comprimento do antécio. com tonalidade esverdeada. com nítida saliência (inchaço) acima do calo. pálea fértil (pf) levemente côcava em todo o comprimento ou com dobra longitudinal na metade inferior. dorso convexo. em antécios bem desenvolvidos. levemente estreitada na base.16-O]. achatado dorso-ventralmente. com alguns curtos pêlos adpressos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA elíptico. lema fértil (lf) lanceolada ou oblonga. arredondado ou com entalhe largo e raso. de coloração palha-clara ou. 144 . às vezes. como se tivessem tirado um pedaço [Fig. glabrescente ou miudamente pubescente. de 8-9(-10)mm de comprimento por 1. lustrosa. mais freqüentes na metade superior. margens hialinas na metade superior e na metade inferior. restritos a extremidade externa do calo [Fig. geralmente não se estendem até as carenas da pálea. EMARGINADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.129A-B-C]. ápice truncado. ápice com 3-nervuras ou inconspicuamente 5-nervuras. com arista muito variável no comprimento (1-10mm) ou mais raro longo-agudo e sem arista. às vezes. glabra ou nervuras esparsoescabrosa no ápice. glabra ou finamente pubescente no ápice e com longos pêlos rombudos na carena. com os lados paralelos ou somente levemente divergente em antécios basais. fruto ou semente) apresenta uma reentrância (incurvação). EMBEBIÇÃO – ato ou efeito de embeber(-se).3-1. calo glabro ou.

E EMBRIÃO – planta rudimentar existente no interior da semente e que dará origem à futura plântula. C. metade. A forma. da fusão dos núcleos dos gametas feminino e masculino da planta. dominante e total. com sucesso. B.metade. planta-mãe. Geralmente formado por um eixo mais ou menos diferenciado (eixo hipocótilo-radícula) e pela inserção dos cotilédones. são tão distintos nos diferentes grupos de plantas que podem ser utilizados.quarto. segundo MARTIN (1946). ginkgo. é formado a partir da fecundação da oosfera. segundo MARTIN (1946) [Fig. curvados e plicados. para a identificação das sementes em famílias. como ocorre em orquídeas. tamanho e posição do embrião maduro nas sementes em relação ao tecido de reserva (endosperma ou perisperma). como nos embriões axiais lineares. D. mas ainda não se encontra em condições de germinar em função de características fisiológicas.dominante.130]. Quanto a forma o embrião pode ser: Embrião contínuo – embrião reto e onde não existe uma delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula. gêneros ou espécies.peqeno. Embrião dormente – é aquele que se encontra bem formado. isto é. espatulados. Quanto ao tamanho o embrião pode ser: pequeno. etc. médio ou grande. Etotal. Quanto a maturação o embrião pode ser: Embrião imaturo – é aquele que ainda não se encontra anatomicamente formado na maturação da semente e no seu desprendimento da FIGURA 130 – Embrião quanto ao tamanho: A. que podem ser de tamanho pequeno. 145 . quarto.

Aquifoliaceae (Ilex verticillata - Fig. ocupa de ⅓ a ½ da porção inferior da semente [Fig. (=Hydrocotylle bonariensis Lam. sementes de tamanho médio ou maiores.Fig.Ranunculus californicus.. como em Hydrocotyle umbellata L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Embrião invaginado – embrião reto.Ilex verticillata. E.Hydrocotyle umbellata. como em Juncus bufonius L. se encontra deitado sobre o tecido de reserva (endosperma) FIGURA 132 – Embrião basal: A.e Dicotiledôneas. como na núcula do trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench . Embrião ruminado – quando ocorrem invaginações do endosperma para dentro do embrião. Papaveraceae (Papaver FIGURA 133 – Embriões basais rudimentares (em seção transversal e longitudinal): A. Juncus 146 . em relação ao tamanho da semente. abundante e se divide em: Rudimentar – embrião pequeno. exceto em alguns embriões do tipo lateral. D.Fig.133D).132B]. Magnoliaceae.capitado. Largo – embrião periférico ou quase assim e tão ou mais largo do que comprido [Fig.Anemone caroliniana. C.131). com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiolo-radícula. Araliaceae. ocorre em Mono. como o embrião axial invaginado.Fig. .Papaver dubium.Apiaceae =Umbellife. D.133B).132A].rae . B.Fig. B. com cotilédones rudimentares e não diferenciados. dubium L. Quanto a posição que ocupa na semente o embrião pode ser: Embrião basal – embrião relativamente pequeno. de globoso a ovalado-oblongo. . mas algumas vezes evidentes e parecendo minuaturas do tipo linear ou do espatulado [Fig. C.largo.132].lateral.Polygonaceae . FIGURA 131 – Embrião ruminado de Fagopyrum esculentum.133E) e Ranunculaceae (Anemone caroliniana e Ranunculus californicus .rudimentar. segundo MARTIN (1946).133A).

E

capillaceus Lam. e Luzula sp. (Juncaceae), Syngonanthes sp. (Ericaulaceae) e em Nymphaeaceae [Fig.134]. Capitado – embrião alargado na porção superior, em forma de cogumelo [Fig.132C]; ocorre apenas em Monocotiledôneas, como em Cyperaceae (Carex sororia Kunth; Cyperus brevifolius (Rottb.) Hassk.; C. ferax L.C. Rich.; Eleocharis geniculata (L.) Roem. &
FIGURA 134 – Embriões basais largos: A- Juncus bufonius; B- Juncus capillaceus;CLuzula sp.; D- Syngonanthes sp.

Schult.; Fimbristylis autumnalis (L.) Roem. & Schult.; F. dichotoma (L.) Vahl; Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) Fig.135), Commelinaceae e Musaceae.

FIGURA 135 – Embriões basais capitados (em seção transversal e longitudinal): A- Carex sororia; B- Cyperus brevifolius; C- C. ferax; D- Rhynchospora nervosa; E- Eleocharis geniculata; F- Fimbristylis autum nalis; G- F. dichotoma; H- Rhynchospora aurea. FIGURA 136 – Embriões basais laterais (em seção transversal e longitudinal): A-Avena sativa; B- Brachiaria plantaginea; C- Cynodon dactylon; D- Digitaria san- Lateral – embrião basal–lateral ou lateral, de inclinado a expandido guinalis; E- Echinochloa sp.; F- Panicum sp.; Gno plano periférico, de pequeno a ½ da semente ou raramente Paspalum sp.; H- Setaria sp.; I- Sorghum halemaior [Fig.132D]; ocorre somente nas Poaceae (=Gramineae) como pense. em Avena sativa L.; Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.; Cynodon

dactylon (L.) Pers.; Digitaria sanguinalis (L.) Scop.; Echinochloa sp.; Panicum sp.; Paspalum sp.; Setaria sp.; Sorghum halepense (L.) Pers. [Fig.136].

147

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Embrião periférico – embrião cilíndrico, contínuo, alongado, de ¼ a dominante, contíguo ao tegumento e em alguns casos deitado lateralmente contra o tecido de reserva (perisperma) central, conspícuo e amiláceo, ou curvado em torno de todo o perisperma [Fig.137]; cotilédones estreitos ou expandidos; mas em alguns casos um dos cotilédones é abortivo. Ocorre em Dicotiledôneas, como em Aizoaceae, Amaranthaceae (Amaranthus retroflexus L. - Fig. 138A), Cactaceae, Caryophyllaceae (Spergularia arvensis L. - Fig. 138G), Chenopodiaceae (Chenopodium album L. e Chenopodium ambrosioides L. - Fig.138B), Nyctaginaceae, Phytolaccaceae,
FIGURA 137 – Embrião periférico,
segundo MARTIN (1946).

Polygonaceae (Persicaria maculosa Gray; Persicaria punctata (Elliot) Small e Rumex crispus L. - Fig.138D-E-F) e Portulacaceae.

FIGURA 138 – Embriões periféricos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Amaranthus retroflexus; B- Chenopodium album; C- Chenopodium ambrosioides; D- Persicaria maculosa; E- Persicaria punctata; FRumex crispus; G- Spergularia arvensis.

Embrião axial – embrião de pequeno a total; se encontra no eixo
FIGURA 139 – Embrião axial: A- linear; B-B’diminuto; C-C’- micro; D- espatulado; E- curvado; F- plicado; G- invaginado, segundo MARTIN (1946).

centro da semente e está envolto pelo endosperma não amiláceo [Fig.139], exceto em cinco famílias de Monocotiledôneas. A divisão inclui o linear, a miniatura e o foliolado:

148

E

Linear – embrião cilíndrico, contínuo, geralmente mais longo do que largo [Fig.139A] e reto em Anethum graveolens L., Apium graveolens L., Daucus carota L. (Apiaceae =Umbelliferae - Fig. 140G-H-I) e Anagallis arvensis L. (Primulaceae - Fig.140A); ou anelar em Datura stramonium L. (Solanaceae - Fig.140C); ou curvo em Atropa belladona L. (Solanaceae - Fig.140B); ou espiralado em Cuscuta sp. (Cuscutaceae - Fig.148F), Byrsonima (Malpighiaceae), Dodonea e Koelreuteria (Sapindaceae); ou circinado em Solanum aculeatissimum Jacq., S. lycocarpum L., S. paniculatum L. e S. sisymbriifolium Lam. (Solanaceae - Fig. 140E); ou imbricado em Solanum americanum Mill. e Solanum capsicoides All. - Fig.140D-F); com cotilédones não expandidos e sementes geralmente não diminutas. O embrião linear ocorre em Amaryllidaceae, Apiaceae, Cuscutaceae, Malpighiaceae, Liliaceae, Primulaceae, Sapindaceae e Solanaceae.

FIGURA 140 – Embriões axiais lineares, contínuos e retos (em seção transversal e longitudinal): A- Anagallis arvensis; G-Anethum graveolens; H- Apium graveolens; I- Daucus carota; curvo: B- Atropa belladona.anelar: CDatura stramonium; circinado; E- Solanum aculeatissimum; imbricado: D- Solanum americanum; F- Solanum capsicoides.

Subdivisão miniatura – sementes de pequenas a diminutas, com embriões que são gandes ou diminutas, envoltório das sementes freqüentemente celular-reticulado; endosperma não amiláceo:

149

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Diminuto – embrião variável quanto ao seu tamanho relativo, de pequeno a total, geralmente de ovalado a elíptico ou oblongo; cotilédones de inclinados a pouco desenvolvidos; sementes geralmente de 0,3-2,0mm de comprimento, freqüentemente quase tão longas quanto largas [Fig.139B-B’]; como em Campanulaceae, Droseraceae (Drosera intermedia Hayne - Fig.141D), Ericaceae, Gentianaceae, Loganiaceae, Orobanchaceae, Saxifragaceae, ScrophulariaFIGURA 141 – Embriões axiais diminutos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Petunia axilaris; B- Scoparia dulcis; C- Chaenorhinum calycinum; D- Drosera intermedia.

ceae (Chaenorhinum calycinum (Banks & Sol.) P.H. Davis = Antirrhinum calycinum Banks & Sol. e Scoparia dulcis L. - Fig.141C-B) e Petunia axillaris (Lam.) Britton et al. (Solanaceae - Fig.141A). Micro – embrião de diminuto a total; sementes geralmente globosas, diminutas, em geral menores do que 0,2mm de comprimento e formadas por poucas células (50 a 150) no interior do tegumento [Fig.139C-C’]; como em Orchidiaceae. Subdivisão foliolada – embrião central, largo, de ¼ a total; cotilédones expandidos; sementes de grandes a médias; endosperma não amiláceo. A subdivisão foliolada apresenta as seguintes subdivisões:

FIGURA 142 – Embriões axiais espatulados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A-A’Spermacoce latifolia; B-B’- Plantago lanceolata; C-C’- Sesamum indicum; D-D’Euphorbia heterophylla; E-E’- Foeniculum vulgare.

Espatulado – embrião reto e contínuo; cotilédones de finos a espessos e de levemente expandidos a largos [Fig.139B]; como em Apiaceae (Foeniculum vulgare Mill. - Fig.142E-E'), Apocynaceae, Asclepiadaceae, Asteraceae (=Compositae), Bixaceae, Boraginaceae, Cistaceae, Cornaceae, Dipsacaceae, Ebenaceae, Euphorbiaceae (Euphorbia heterophylla L. - Fig.

150

E

142D-D’), Labiatae, Linaceae, Loasaceae, Meliaceae, Oleaceae, Oxalidaceae, Passifloraceae, Pedaliaceae (Sesamum indicum L. - Fig.142C-C’), Plantaginaceae (Plantago lanceolata L. - Fig.142B-B), Plumbaginaceae, Polemoniaceae, Rosaceae, Rubiaceae (Spermacoce latifolia Aubl. - Fig.142AA’), Rutaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Theaceae, Urticaceae e Vitaceae. Curvado – embrião espatulado, contínuo, mas curvado em forma de canivete; cotilédones em geral espessos, iguais entre si, mas
FIGURA 143 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizos (em seção transversal e longitudinal): A- Indigofera sp.; B-Ulex europaeus; C-Lespedeza sp.; D-Sesbania sp.

apresentam os bordos dobrados, ou um é maior do que o outro e se encontram dobrados ao meio [Fig. 139C]; como em Anacardiaceae, Bombacaceae, Brassicaceae (=Cruciferae), Cannabinaceae, Fabaceae–Papilionoideae e Moraceae; ou com eixo hipocótilo-radícula infletido (encurvado basal-lateralmente), em maior ou menor grau, como em Zornia sp. [Fig.143A] e Aeschynomene rudis [Fig.144] (Faba-ceae-Papilionoideae); ou com cotilédones dobrados, como em Serjania sp. (Sapindaceae – Fig.148D). O embrião curvado apresenta as seguintes subdivisões: Notorrizo ou Incumbente – quando no embrião curvado o eixo hipocótilo-radícula se dobra e se encontra deitado dorsalmente contra a nervura mediana de um dos cotilédones (um interno

FIGURA 144 – Embrião axial curvado, contínuo e raradícula infletida (em seção transversal e longitudinal): A- Aeschynomene rudis e B- Zornia sp.

e outro externo) incumbentes [Fig. 148G]; como em Capsella

bursa-pastoris (L.) Medik. [Fig. 145G] e Coronopis sp. (Brassicaceae =Cruciferae) e em espécies de Resedaceae. Ortoplóico ou Conduplicado – quando no embrião curvado os cotilédones conduplicados e justapostos se encontram

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

dobrados longitudinalmente e envolvem o eixo hipocótiloradícula [Fig.148H]; como nos gêneros Brassica (Brassica kaber (DC.) L.C. Wheeler - Fig.145I), Eruca, Raphanus, Rapistrum e Sinapis (Brassicaceae =Cruciferae).

FIGURA 145 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizo (em seção transversal e longitudinal): A- Trifolium repens; B- Medicago lupulina; C- Melilotus indica; D- Lotus corniculatus; E- Crotalaria spectabilis; F- Desmodium tortuosum; H- Lepidium virginicum; notorrizo: G- Capsella bursa-pastoris e conduplicado: I- Brassica kaber.

Pleurorrizo ou Acumbente – quando no embrião curvado os cotilédones, se situam verticalmente na semente, e o eixo hipocótilo-radícula se dobra de maneira a se localizar lateralmente ao longo de um dos bordos justapostos dos cotilédones acumbentes; como em Barbarea, Cardamine, Lepidium virginicum L. [Fig.145H] e Nasturtium (Brassicaceae =Cruciferae), Crotalaria spectabilis Roth, Desmodium tortuosum (Sw.) DC., Indigofera sp., Lespedeza sp., Lotus corniculatus L., Medicago lupulina L., Melilotus indica (L.) All., Sesbania sp., Trifolium repens L. e Ulex europaeus (Fabaceae–Papilionoideae - Fig.143B-C-D-E e Fig.145AB-C-D-E-F).

152

E

Oblícuamente-Incumbente – é um estágio intermediário entre o embrião acumbente e o incumbente, mas está mais próximo ao incumbente; como em Sisymbrium officinale (L.) Scop. (Brassicaceae =Cruciferae). Plicado – embrião contínuo com cotilédones foliáceos, muito expandidos e variavelmente dobrados longitudinalmente e transversalmente, como se estivessem amassados e deitados
FIGURA 146 – Embriões axiais plicados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Malva parviflora; BSida carpinifolia; C- Sida linifolia; D- Sida spinosa; E- Ipomoea sp.

contra o eixo hipocótilo-radícula, ou envolvendo, às vezes, uma boa porção, dependendo do estádio de desnvolvimento do embrião; como em Burseraceae, Convolvulaceae (Ipomoea – Fig.146E e FIG.148R), Geraniaceae, Malvaceae (Malva parviflora L. - Fig.146A, Malvastrum americanum (L.) Torr. Fig.148P], Sida carpinifolia L. - Fig.146B e Fig.148Q, Sida linifolia Cav. e Sida spinosa L. – Fig.146C-D), Theobroma cacao L. (Sterculiaceae – Fig.148S), Tiliaceae e Ulmaceae. Invaginado – embrião com nítida delimitação entre o eixo hipocótiolo-radícula e os cotilédones, que se manifesta pela base emarginada, cordada, sagitada ou auriculada dos cotilédones ou pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones; a plúmula pode ou não estar presente; como em Betulaceae, Bignoniaceae, Fabaceae–Caesalpinioideae

FIGURA 147 – Embriões axiais invaginados (em seção transversal e longitudinal): AA’- Senna occidentalis; B-B’-Senna obtusifolia; C-C’- Senna alata.

(Senna occidentalis (L.) Link. – Fig.147A-A’; Senna obtusifolia (L.) H. S. Irwin & Barneby – Fig.147B-B’, Senna alata (L.) Roxb.; ou apresenta cotilédones em sigmóide – Fig.147C-C’), Fabaceae –Mimosoideae, Fagaceae, Lamiaceae, Lauraceae, Lythraceae e Rhamnaceae.

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Podem ocorrer ainda outros formas de embrião: Transverso-oblongo – embrião axial, com eixo hipocótilo-radícula curto, cilíndrico ou obcônico e cotilédones finos, membranáceos e mais largos do que longos; como em sementes dos gêneros Kielmeyera (Clusiaceae =Guttiferae - Fig.145N), Magonia (Sapindaceae - Fig.148M) e nas Bignoniaceae onde as sementes aladas, sem endosperma, possuem cotilédones profundamente bilodados no ápice [Fig.148O-O'-O'']. Conferruminado – embrião ovóide, elipsóide, globoso, obovóide ou claviforme, sem distinção de cotilédones nem do eixo hipocótilo-radícula, segundo BARROSO et al. (1999). Ocorre em Eugenia (Myrtaceae), Bertholletia e Lecythis (Lecythidaceae). Criptorradicular – embrião com cotilédones de oblongos a elípticos, plano-convexos, crassos, dispostos paralelamente ao curto eixo hipocótilo-radícula oculto entre os cotilédones, como em Erisma (Vochysiaceae), Anadenanthera pavonina L. e Pithecelobium (Fabaceae–Mimosoideae Fig.148J-J’-J’’). Hipocotilar – embrião com eixo hipocótilo-radícula grande e transformado em órgão armazenador de reservas, cotilédones de vestigiais a rudimentares, como duas alas membranáceas ou estão completamente ausentes. Ocorre em Bonnetia sp. (embrião cilíndrico e sem vestígios de cotilédones - Theaceae - Fig. 148Y), Caryocar (Cariocaraceae - Fig. 148U), Clusia (Clusiaceae
=Guttiferae - Fig.148T), Campo-manesia (com eixo curvo em forma de ‘C’ e cotilédones vestigiais - Myrtaceae - Fig. 148X) e Chomelia

sp. (Rubiaceae - Fig. 148V).

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B.Pisum sp.curvados.Ipomoea sp.Caryocar sp.. transverso-oblongo: M.espatulados..espiralado (Cuscuta sp. plicados: P. D.Bonnetia sp. L. V.Campomanesia sp.curvado com cotilédones dobrados (Serjania sp.ortoplóico.E FIGURA 148 – Embriões: A. com cotilédones acumbentes e eixo encurvado e deitado entre os bordos justapostos dos cotilédones. com cotilédones conduplicados (dobrados longitudinalmente) e eixo deitado entre os bordos.Clusia grandiflora. 155 .com eixo rudimentar (Calophyllum.. e J’.pleurorrizo.eixo em vista interna. S. hipocotilar: T.ponta da radícula visível externamente. com cotilédones incumbentes e eixo deitado sobre o dorso dos cotilédones (um externo e outro interno). 1999).. I’.lineares. R. K’. X.). (Fonte T-V-Y-X: Barroso et al. invaginado: I.circinado. invaginado criptoradicular: eixo não visto externamente: J. G-G’. (ponta da radícula visível externamente). H.Sida carpinifolia.Pithecelobium sp.Theobroma cacao.Chomelia sp.Bignoniaceae. G. invaginado globoso: K. E.). F. N.invaginado papilionáceo (eixo infletido em maior ou menor grau). Q.Adenanthera pavonina e J’’. em um dos lados.Kielmeyera. O-O’-O’’.Magonia pubescens.eixo em vista interna.. U. C.notorrizo. Y.Malvastrum americanum.

pode permanecer líquido como em Cocos nucifera L. Poaceae (=Gramineae). EMERGENTE – que emerge. em pau-ferro – Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. etc. ENDOCARPO – camada interna dos frutos (do pericarpo).) Allemão ex Benth. em cássia – Cassia fistula L. lipídios e outras substâncias. parte da planta aérea e parte submersa. gelatinoso. 123. O amido pode conter como material de reserva os lipídios. lenhosa ou óssea [Fig. [Fig. 309]. elevando-se acima da superfície da água ou do solo. em pau-Brasil – Caesalpinia echinata Lam. EMERSO – que se eleva acima da superfície da água. e em louro – Cordia trichotoma (Vell. ex Steud. pode ser parcial ou completa-mente absorvido pelo embrião em desenvolvimento ou pode permanecer até que a semente germine. St. em leucena – Leucaena leucocephala (Lam. Juncaceae.) De Wit. Eucalyptus.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EMERGÊNCIA – ação de emergir.35. proteínas. pode rodear parcial ou totalmente o embrião (como em erva-mate – Ilex paraguaiensis A. córneo ou crasso. É o tecido de reserva utilizado pelo embrião durante o processo de germinação [Fig.) Arrab. As principais substâncias de reserva são: carbohidratos.-Hil. carnoso.).. que são os óleos e gorduras. em jacarandá – Dalbergia nigra (Vell. como nas Brassicaceae (=Cruciferae)..78B.) ou estar reduzido a uma fina película. corresponde a epiderme interna ou superior da folha carpelar. pode não estar presente na semente madura (como em espécies de orquídeas. 94. ENDOSPERMA – tecido nutritivo (triplóide) resultante da dupla fecundação que ocorre nas Angiospermas. 325]. Quanto a textura o endosperma pode ser farinhoso. O amido é o material de reserva mais comum nas sementese e é encontrado nas famílias Cyperaceae.. a textura pode ser dura.94]. 156 .

como nas Fabaceae (=Leguminosae). bem delimitado e é todo consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula. de Diospyros FIGURA 149 – Endosperma ruminado e invaginações do tégmen de Triplaris surinamensis.146) e Cissus (Vitaceae). ENSIFORME – diz-se quando um órgão (folha. como a folha de Iris ou da espada-de-São-Jorge [Fig. como em sementes de Annonaceae. (Polygonaceae . Virola (Myristicaceae).. Endosperma exalbuminoso – quando a semente não apresenta tecido de reserva e o alimento consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula se encontra armazenado nos cotilédones. fruto ou semente) tem contorno de bainha de espada. ENTRENÓ – a parte de um colmo ou ramo localizado entre dois nós consecutivos [Fig. entre as ruminações do tegumento (BARROSO et al. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. ENZIMA – proteína com propriedades catalíticas específicas.Fig.E Endosperma albuminoso – quando a semente apresenta uma tecido de reserva bem definido. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações (ruminações) transversais do tegumento para o interior (centro) do tecido nutritivo. completamente reta com ponta aguda. (Ebenaceae). e se expande no tecido nucelar.284].102A]. nas núculas de Antigonon. 157 . como nas Poaceae (=Gramineae). 1999). da micrópila para a chalaza. ou quando o endosperma se desenvolve no centro da semente.

189C]. com lâmina verde. EPICÓTILO – é o eixo (epi) do embrião acima do nó cotiledonar e abaixo da plúmula [Fig. enquanto nas espécies de germinação hipógea e criptocotiledonar. ou a porção do eixo da plântula. desenvolvida a partir da gema apical e se localiza logo acima dos cotilédones [Fig. ou o primeiro internó da plântula. encontrado em algumas espécies.35. 158 . 307B-C-308C]. Nas espécies de germinação epígea e fanerocotiledonar o crescimento do epicótilo é muito pequeno durante a germinação. 189]. 94. mas não a parasita. os cotilédones e o hipocótilo com o sistema radicular (situado abaixo). portanto não retira dela alimento.306B-C.186-epi. EPIBLASTO – uma pequena excrescência do lado oposto do escutelo e é considerado como um remanescente do segundo cotilédone. O mesmo que exocarpo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EÓFILO ou FOLHA PRIMÁRIA (PRIMORDIAL) – é a primeira folha expandida ou o primeiro par de folhas. ou as primeiras folhas (os eófilos). 123. o epicótilo se alonga e eleva para a luz (acima do solo) a gema apical e a plúmula. EPÍFITA – diz-se da planta que vive sobre a outra. tipo de folha de transição desenvolvida antes da formação das folhas adultas. 186-fp. EPICARPO – camada externa dos frutos (do pericarpo). acima do ponto de inserção dos cotilédones e abaixo da inserção da folha primária ou do primeiro par de folhas primárias ou dos eófilos [Fig. Os tecidos condutores do epicótilo unem a parte aérea (situada acima). como no trigo. corresponde a epiderme externa ou inferior da folha carpelar [Fig. 325]. 188-fp. 188-epi.

Eragrostis curvula – lemas e páleas membranáceas e muito caediças no beneficiamento. quando as partes se inserem acima dele [Fig. de coloração amarelo-castanhoclara.186].7-2. fruto ou semente) provida de pêlos duros.203C]. FIGURA 151 – Cálice equinado envolvendo o fruto múltiplo de Acaena sp. cálice. de 0. relativo a epígina. EQUINADA – diz-se da superfície de um órgão vegetal (caule. lemas 3-nervadas.150]. escura e nitidamente delimitada. 243]. Cálice equinado – ocorre no cálice que envolve o fruto mútiplo de Acaena (Rosaceae – Fig151]. EPIGÍNICO – que se insere acima do ovário. lisa ou levemente estriada longitudinalmente. cariopse oval. aguçados e retos [Fig. inconspícuas. 159 . termo usado quando o ovário das flores é ínfero. ERGOT – substância produzida por fungos e que toma o lugar da cariopse. raras vezes com esturas acessórias. como no: Fruto (nuculânio) equinado – globoso em Triumfetta (Tiliaceae – Fig.E EPÍGEA – ver germinação epígea [Fig. A unidade-semente é a semente nua. folha. fruto FIGURA 150 – Epígina. como nos gêneros Lolium e Festuca e outras Poaceae (=Gramineae).0mm de comprimento por cerca de 1. com nervuras laterais. ERIÇADA – diz-se da superfície de um órgão (caule. às vezes. área do embrião oblonga.0mm ou menos de largura. EPÍGINA – diz-se da flor de ovário ínfero. ou semente) que se apresenta revestida de espinhos ou acúleos. folha.

de coloração castanho-alaranjada a castanho-avermelhada e superfície com pêlos ascendentes esbranquiçados. em curto bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais) reto ou levemente encurvado e coberto por um tufo de pêlos. A unidade-semente é o carpídio. Eryngium luzulifolium Cham. [Fig. raro o cremocarpo. castanho-avermelhada [Fig.193) e de serralha (Sonchus oleraceus L. mericarpo se afila gradativamente para a base. – regmídio formado.109R-S-T].0mm de comprimento por 0.) L’Her. ± torcido (quanto + seca + espiralada. em virtude da pequena ou de nenhuma lenhificação.0-4. 160 . & Schlecht. ala formada por escamas laterais lanceolada e acuminadas.). de pequena consistência. geralmente. semente oblonga. raro a semente. como o botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. ERVA – pouco desenvolvida.2 (-5.0mm de diâmetro. de 3.5-3. calícinas pouco memores ou iguais. escamas dorsais inconspícuas e vesiculosas. ápice com cavidade oblíqua-ovalada. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.9mm de diâmetro. lisa. ESCABRO – áspero como uma lixa. A unidadesemente é o mericarpo.7-1. de 2-3mm de comprimento. com 2. EROSO – diz-se da folha que apresenta margem irregularmente dentada.290C]. como se tivesse sido roída por um animal.Fig.0)mm de comprimento por 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Erodium cicutarium (L. – Asteraceae =Compositae . por cinco mericarpos claviformes e em seção transversal orbiculares. circundada por um anel e do qual sai o longo estilete (rostro – ro) de 2-3cm de comprimento. – cremocarpo com carpóforo nulo e formado por dois carpídios comprimidos.

204C]. fruto ou semente) que se apresenta áspera. glumelas) é membranoso.203-O]. Produz diretamente os esporóforos. constituído por numerosas hifas entrelaçadas e revestidas por um invólucro protetor (camada cortical).2-e. mais ou menos seco. 175A]. freqüentemente translúcido e não verde. pode ser química ou mecânica. ESCARIFICAÇÃO – ato de expor a parte interna da semente para facilitar a germinação. no ápice. e produz. ESCAPO – pedúnculo geralmente sem folha (áfilo). que pode ser provido de escamas ou brácteas. formado pelo micélio de certos fungos que atacam principalmente as Poaceae (=Gramineae) e em outras como Fabaceae e Brassicaceae. muitas vezes são escamiformes. ESCAMA – diz-se quando órgãos foliáceos.E ESCABROSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. 161 . de forma irregular. etc. ou escamas ou cerdas rígidas [Fig. pálea. origina-se de um bulbo. ligeiramente coberta com curtas pontas um pouco duras. uma flor ou uma inflorescência [Fig. ESCAMIFORME – em forma de escamas. ESCARIOSO – diz-se quando o órgão de natureza foliar (lema.51A-C]. ESCLERÓCIO – corpo duro. como certos catáfilos de bulbos e gemas lembram escamas de peixe [Fig. rizoma. ESCAMOSA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta com escamas fixadas em uma ponta [Fig.

1945). ESPÁDICE – tipo de inflorescência em espiga.101H]. 1988). como no copo-de-leite. ou lenhosa. como nas palmeiras [Fig. 153]. através do qual os nutrientes são transferidos do endosperma para o embrião. ESPATULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno de espátula.78-esc). é o conjunto de indivíduos originados de pais comuns. a espata. No lado dorsal da cariopse é visível como uma área ovalada evidente. geralmente é membranácea. geralmente díclinas e pouco vistosas [Fig.103H]. a espádice. consistentemente e persistentemente distintos e distinguíveis por meios usuais (CRONQUIST. 162 . possuindo caracteres comuns fixos no transcorrer de sua pogênese (VASCONCELOS SOBRINHO.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ESCUTIFORME – em forma ou com aparência de escudo [Fig. ESCUTELO – estrutura em forma de escudo e que constitui o único cotilédone (modificado) das cariopses de Poaceae (=Gramineae). com eixo mais ou menos carnoso e que tem na base uma bráctea. ESPATA – bráctea que ocorre na base de uma inflorescência. Espécie exótica – que não tem habitat original no Brasil. mais ou menos elevada e que no centro apresenta o eixo embrionário (a radícula e a plúmula da planta embrionária – Fig. com flores FIGURA 152 – Espádice. que pode envolvêla em maior ou menor extensão.152]. largo e arredondado no ápice e afilando em direção a base [Fig. como no antúrio. Espécie nativa – que tem habitat original no Brasil. ESPÉCIE – em taxonomia: é o taxon básico. são os menores grupos FIGURA 153 – Espata.

opostas e estéreis.158] e Phalaris [Fig. também secas e opostas. geralmente.154]. com flores sésseis (sem pedicelo) inseridas ao longo do eixo (raque . 163 . ESPICIFORME – semelhante a uma espiga. Podem aparecer ainda duas escamas (lodículas – lod) em ambos os lados do plano médio da lema. ESPICULADA – diz-se da superfície de um órgão revestida com pontas finas e carnosas.157. a inferior ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea). em Poaceae.157). Na definição de semente pura das Poaceae.E ESPERMÁFITAS – divide-se em Angiospermas e Gimnospermas.Fig. ou glumas.3. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig.268. pequena pequena espiga formada por um eixo ou segmento da ráquila ou ráquila curta. sobre a qual se inserem as flores (uma a várias) e que apresentam na base da inflorecencia duas brácteas (glumas ) secas. 269]. o termo espigueta pode incluir mais de uma flor (antécio) fértil. simples. como nos gêneros Oryza [Fig.ra). As espiguetas se agrupam de diversas maneiras para formar espigas. rácemos e panículas compostas. uma inferior ou externa (gli) e outra superior ou interna (gls).4]. pouco perceptíveis. como nos gêneros Agrostis [Fig. Andropogon gerardii Vitmann [Fig. ESPIGA – inflorescência racemosa. muito próximas uma das outras.155] Avena barbata FIGURA 154 – Espiga. Na base de cada flor encontram-se duas bractéolas (glumelas). A flor propriamente dita se compõem de três estames e do gineceu protegido pelas glumelas. uma ou mais flores (antécios) férteis ou estéreis. ESPIGUETA ou ESPIGUILHA – inflorescência típica de Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae .

Panicum e Sorghum. A espigueta pode ser uma unidade-semente múltipla ou simples.158]. Axonopus [Fig. [Fig.34] Holcus sp.158] e Sorghum sp.156]. dependendo das estruturas que estão presentes e da espécie. FIGURA 158 – Espigueta de Oryza. 158]. 164 . Panicum sp. [Fig. FIGURA 157 – Espigueta de Oryza sativa. Oryza sativa L. [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pott ex Link [Fig. [Fig.199].157. gerardii. FIGURA 155– Espigueta de Andropogon FIGURA 156 – Espigueta de Avena barbata.

ESPINHOSA – diz-se da superfície de um órgão (caule. reproduzindo. com placentação. vegetativa ou assexuadamente. como o embrião de Cuscuta sp. capaz de germinar em determinadas condições. geralmente. ESPIRALADO – curvado em forma de espiral mais ou menos estreita [Fig.203A]. como nas samambaias. o indivíduo que o formou. que se decompõem longitudinalmente. [Fig. tantas quantas são os carpelos componentes. originados de um ovário súpero ou ínfero. fruto ou FIGURA 159 – Espinhos uncinados semente) provida de espinhos [Fig. uma porção apical ou basal 165 . folha. porque nestas.160]. ESPINHO – formação epidérmica pontiaguda. ESPORÓFORO – órgão que suporta (contém) os esporos. ESPORO – formação geralmente unicelular e uninuclear. 100F. Espinhos uncinados – no invólucro gamófilo de Xanthium strumarium L. Distinguem-se das cápsulas septicidas. encontra-se geralmente no caule. e rostro.148]. ESQUIZOCARPÁCEO – fruto formado por dois ou mais carpelos. [Fig. em unidades de dispersão.E ESPINHENTA – provido de espinhos. difere do acúleo por ser de difícil remoção e por possuir elementos condutores. ESPORÂNGIO – órgão que forma (e que contém durante certo tempo) esporos. na maturação.159]. FIGURA 160 – Espiralado.

ESTAME – órgão masculino da flor. 171].13A. A antera (estrutura alargada) é formada pelas duas tecas (t). Ver a descrição de cada um. cremocarpídio. com a formação de valvas. unidas pelo conectivo e nelas estão os microsporângios ou sacos polínicos (sc) que contêm os grãos de pólen (gp) [Fig.12. enquanto na maioria dos esquizocarpos deiscentes a abertura é apenas apical. Cada carpelo.93] e mais de cinco unidades em Malvaceae.. ESQUIZOCARPO – fruto simples. em tantas unidades-sementes quantas são os carpelos componentes. Os esquizocarpos dividemse em quatro subtipos (BARROSO et al.a pluricarpelar. estéril e não tem a função original de produzir pólen. 166 . como em Poaceae (=Gramineae) no gênero Arrhenatherum. composto pela antera (ant) e pelo filamento (ou filete –fi). indeiscente e de bi. ESTAMINADA – flor masculina. que só tem estames e é incapaz de produzir sementes. ESTAMINÓDIO – estame modificado.92]. 1999): coca ou mericarpo. ESTÉRIL – incapaz de produzir sementes.83. na maturação. separa-se em duas unidades em Apiaceae (=Umbelliferae . regmídio e samarídio. seco. três em Euphorbiaceae [Fig. duas em Rubiaceae [Fig. 109). se separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dos carpelos fica sempre unida ao receptáculo. Quando este falta diz-se que a antera é séssil.Fig. Nestas cápsulas a abertura dos carpelos é sempre vental. em Poaceae (=Gramineae) é incapaz de produzir cariopses.

que se enfraqueceu pelo estiolamento. persistente. ESTIOLAÇÃO – ato ou efeito de alteração das plantas que vegetam em lugar escuro ou são privadas da luz e que se caracteriza pelo descoloramento e amolecimento dos tecidos que atingem um certo grau de crescimento. Pimpinella anisum L.Fig.. ESTILETE ou ESTILO – parte do pistilo que fica entre o estigma e o ovário [Fig. cônica FIGURA 161 – Estilopódio. caso típico das palmeiras.) Nyman ex A. Daucus carota L.. . FIGURA 162 – Estipe de carnaúba. como por exemplo o caule do mamoeiro ou a base de um fruto. de forma variada. ESTIGMA – parte apical do pistilo. quase cilíndrico.E ESTERILIZAÇÃO – que foi submetido a esterilização. como a carnaúba [Fig. que se prendem diretamente ao caule. ESTIPIFORME – que parece uma estipe.W. ESTIOLADO – que sofreu estiolamento. Angelica archangelica L.161-et]. geralmente sem ramificações. apenas no ápice apresenta um tufo de folhas. Hill. que recebe os grãos de pólen e onde iniciam a germinação [Fig. ± engrossada.car) de Apiaceae (Ammi majus L. às vezes dilatada e glandulosa. ou cilíndrica. Petroselinum crispum (Mill.. Ver tronco e colmo. que ocorre em certos frutos (cremocarpo / carpídio .162]. ESTIPE – é um caule comprido. como as núculas de Carex sororia Kunth.171-est]. 167 . ESTILOPÓDIO – base do estilete (et).171-es].

Cyperus rotundus L. ESTRIA – proeminência. e Fimbristylis dichotoma (L.) C.. mas produz na extremidade tubérculos (batatinhas).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cyperus esculentus L. ao crescer. mais raro. etc.172A-epu. é denominado de estolão epigeu. ESTIPITADO – como a base da núcula de Bulbostylis capillaris (L. bulbos (trevo). não origina ramos nas raízes.184]. mas elas podem concrescer formando uma peça única. pode também ocorrer o concrescimento de estípulas de folhas vizinhas. Estolão hipogeu – é subterrâneo.239C-D-E-G]. ESTOLÃO ou ESTOLHO – a planta. FIGURA 164 – Estolão hipogeu. – Malvaceae). desenvolve eixos caulinares que rastejam sobre o solo e que. geralmente longitudinal.164-eh]. com raízes e folhas em roseta. geralmente há duas em cada folha. Clarke [Fig.163]. ESTIPULADA – provido de estípulas.) Vahl. a qual por sua vez pode desenvolver um novo estolho. FIGURA 163 – Estolão epigeu do morangueiro. como no morangueiro [Fig. ESTOLONÍFERO – que tem estolão. respectivamente [Fig. de espaço em espaço. formam gemas e nesse ponto pode haver a formação de uma nova planta. [Fig. 168 . como linhas finas (menores do que costelas).B. ocorre no pecíolo do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-sinensis L.239A]. ESTÍPULA – formação laminar (epu) existente na base dos pecíolos de algumas plantas [Fig.

forma uma laçada. fruto ou semente) que está marcado com finas linhas longitudinais [Fig.-Hil. como o hipocótilo. como no gêneros Chelidonium majus L. Aguns autores usam esse termo como sinônimo de híspido. coleóptilo. 204D].E ESTRIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.295F]. excrescência carnosa (etr) da semente. St. como o hipocótilo. ESTRIGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. que se forma a partir do funículo e visível como pequeno intumescimento sobre a rafe. que em vez de ser reta na sua porção terminal. ESTROFÍOLO – tipo de arilo. rígidos e adpressos [Fig. 309]. ESTRUTURA TORCIDA – estrutura da plântula. (Papaveraceae – Fig. epicótilo ou mesocótilo. ESTROBOLIFORME – em forma de cone ou de estróbilo (estrutura florífera e depois frutífera das Coníferas). Viola odorata L. ESTRUTURA COM LAÇADA – estrutura da plântula. Receptáculo estrobiliforme – quando os frutículos se encontram dispostos sobre um receptáculo cônico.308-etr. (Violaceae) e em Fabaceae [Fig. que se torce ao redor do próprio 169 . como em Talauma ovata A. epicótilo ou mesocótilo. coleóptilo. ESTRUTURAS ESSENCIAIS – estruturas do embrião indispensáveis para a produção de uma plântula normal. fruto ou semente) que se apresenta revestida por agudos pêlos.27I-etr).

313H].313D).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA eixo de alongamento.16T]. formando um laço ou um círculo ao invés de ser mais ou menos reto. Ver tuberculada. et al. EXCRESCÊNCIA – diz-se quando a superfície de um órgão (folha. (Magnoliaceae . Clethra sp. (Solanaceae .Fig.313B).313F). (Proteaceae .-Hil. Sessea sp. – abreviatura do latim et alii (e outros). EXÊNTRICO(A) – fora do centro.Fig.Fig. semente ou embrião) apresenta uma incisão curta [Fig. fruto ou semente) apresenta elevações. como a ala circundante das sementes de espécies de Bignoniaceae [Fig. como tubérculos ou verrugas. 170 . EXCISA(O) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.313A). (Fabaceae-Papilionoideae . Fracamente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um longo trecho da estrutura.Fig.Fig. EXERTA – que se expõe para fora de um órgão. como as valvas dos frutos de Eucalyptus. Violaceae [Fig. (Rubiaceae Fig.313J). Greville sp. Coutarea sp.St. fruto.313C). (Clethraceae . Allamanda (Apocynaceae .313G) e Campsiandra sp.313I] Magonia pubescens A.Fig. Fortemente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um pequeno trecho da estrutura.

de pequenas proporções.E EXÍGUO – pequeno e estreito. em direção oposta ao eixo. o mesmo que retrorso. 325]. 171 . EXSUDAÇÃO – fenômeno que libera substâncias líquidas por qualquer órgão da planta. termo mais usado. o mesmo que escasso. 94. EXÓGENO – que é produzido ou desenvolvido na periferia de outro órgão. EXTRORSO – voltado para fora. EXOCARPO – o mesmo que epicarpo [Fig.35. como espóros exógenos. EXÓTICA – planta estranha a região (não nativa). 123.

172 .

.

com 5-6mm de comprimento por (2. A unidade-semente é a núcula. afila gradativamente para um ápice agudo e abuptamente para uma base obtuso-pedicelada. geralmente variegado ou mosqueado de castanho ou cinzaprateado. – em taxonomia: abreviatuara de forma. embrião (em) periférico. ângulos ± agudos e. 308. cálice pentâmero (prg) glabro.100K]. apresenta as subfamílias: Caesalpinioideae. trígona e achatado-triangular em seção transversal. FABACEAE – nome válido para a família Leguminosae. com três faces levemente convexas e iguais na largura. Ver semente [Fig. branco ou rosado e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. curvo. linear e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula em um sulco do endosperma (en) farináceo e duro. sem ou com cálice pentâmero ou parte dele aderida a base.306. FIGURA 165 – Face (lado) dorsal e ventral.0-4. legume falciforme. 309]. 307. pericarpo crustáceo. Fagopyrum esculentum Moench – núcula largo-ovalada em contorno. de coloração castanho-amarelada-clara a preta.165]. fruto ou semente). FACE – lado superior (ventral ou adaxial) ou inferior (dorsal ou abaxial) de um órgão (folha. glabro. em relação ao eixo onde se prende [Fig.6-)3.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA f. 241A-B-C]. plano e recurvado do meio para o ápice [Fig. 174 . conspicuamente alados. FALCADO ou FALCIFORME – em forma de foice. liso e de brilhante (quando nova) a fosco (quando velha).0mm de largura e espessura. às vezes. As sementes dessas subfamílias também diferem. Mimosoideae e Papilionoideae.

F Fallopia convolvulus (L. com 3-4mm de comprimento por (2. ângulos arredondados. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. preta e escabrosa. lisos. Löve (=Polygonum convolvulus L.5(-3. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula. séssil. lustrosos e pretos. Aster é o gênero típico da família Asteraceae. estramíneo. FARINHOSO – com textura semelhante a farinha. superfície das faces opaca. Por exmplo: Faba é o gênero típico da família Fabaceae. embrião (em) periférico.241D-E-F].) – núcula trígona.) A. FAMÍLIA – em taxonomia: compreende um grupo de gêneros semelhantes entre si (affins) quanto ao aspecto geral e caracteres morfológicos. base arredondada.188]. FANERÓGAMA – designa qualquer planta que tem órgãos sexuais aparentes. FARINOSA ou FARINÁCEA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta coberta com substância branca.0)-2.0)mm de largura. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. curvo. grande grupo do reino vegetal que inclui todas as plantas que produzem flores. denso-piloso e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig. com ápice pontiagudo. 175 . Poa é o gênero típico da família Poaceae. A unidade-semente é a núcula. levemente côncavas (núcula imatura) e plana (núcula madura). Para os vegetais acrescenta-se ao radical do gênero típico a terminação aceae (em português áceas). por diminutas asperezas alongadas. com três faces iguais na largura. FANEROCOTILEDONAR – ver germinação fanerocotiledonar [Fig.

fruto ou semente) que apresenta favos (conjunto de alvéolos . FAVA – termo muitas vezes usado incorretamente como sinônimo de legume ou vagem em Fabaceae. raízes.297-fv]. FASCÍCULO – refere-se a pequenos grupos de folhas. FENDIDO – quando as margens de uma folha são profundamente sulcadas. flores e estames. lima e limão.252A]. como nos frutos da laranja. no caso de raizes referese a raizes adventícias. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. 176 . [Fig. FAVÉOLA – pequena depressão (alvéolo).Fig 295C. do gênero Citrus (Rutaceae .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FASCICULADO(A) – diz-se de certas folhas e inflorescências que se encontram agrupadas em pequenos feixes.Fig. dividido em gomos e revestido de pêlos sucosos (favos) na porção interna. até cerca da ½ da lâmina [Fig. FEIXE – diz-se do cojunto de elementos do tecido vascular ou de fibras.194). têrmo usado erroneamente como sinônimo de invólucrode-brácteas. – Convolvulaceae). FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.). FENDA – termo usado como sinônimo de sulco. o mesmo que faviforme e alveolada FAVOS – no hesperídio (fruto bacóide) o endocarpo é membranáceo.

0-1. sem carena e atenuada numa arista ou às vezes miudamente bífida ou as vezes sem arista [Fig. quando se fala em antécio de Poaceae (=Gramineae) significa que encerra uma cariopse. Seguem as características diferenciais das espécies de Festuca: Festuca arundinacea Schreb. em geral mais escura do que Festuca pratensis. com glumas (inferior e superior) basais persistentes. (=Festuca elatior L. Festuca – espiguetas comprimidas. de coloração cinzaamarelada a palha-amarelado.) – espiguetas lanceoladas. ápice em geral mais escuro (amarromzado). a inferior 1-nervada e a superior 3-nervada.8mm na maior largura (abaixo da porção mediana) e 1. multifloras (unidade-semente múltipla). 5-nervadas. lema fértil (lf) convexa. oposto de estéril. especialmente em direção ao ápice e esparsa entre as nervuras. subagudas. com 5-nervuras. longo-agudas.F FENÓTIPO – organismo de um ser vivo considerado em relação aos caracteres apreciáveis com o uso dos sentidos.4-1. comprimento por 1. com nervura mediana inconspícua e as outras conspícuas.166 a 169]. lema fértil (lf) lanceolada ou elíptica. A unidade-semente é o antécio fértil. antécios (lemas e páleas) com 1-2mm de comprimento e que se desarticulam quando maduros. afila-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo.5 mm de espessura. glumas lanceoladas. pálea 177 . antécio fértil de 6-9mm de FIGURA 166 – Festuca arundinacea (A) e Lolium multiflorum (B): antécio fértil lado ventral. FÉRTIL – capaz de produzir sementes. com arista ausente. grosseiramente granulosa-escabrosa ao longo das margens (fortemente encurvadas) e nas nervuras. Na definição de semente pura.

segmento da ráquila ( seg ) cilíndrico. ovina. de 0.166A.0mm de comprimento.5mm de largura e 1mm de espessura. 168D-D’. com ápice coprimido. cariopse (cap) obovada. pratensis. de 2. pratensis. arista ( as ) com cerca de 1/ 5 do comprimento da lema ou às vezes ½ ou mais.5-6. esparsopubescente.8)mm de espessura) .5mm de largura e espessura [Fig. C.F.F. s. concrescida com a pálea fértil. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea. rubra.Vulpia myurus.5-2. frequentemente com reentrância na margem superior. lema e pálea do mesmo comprimento (que depende variedade. E. por 1.F. levemente lustrosas e com profundo sulco em forma de ‘V’. com ápice horizontal e expandido em disco.4-)0. de coloração castanho-amarelada a castanho-acinzentada. 169 D-D’].7(-0.F.l. rubra. não adpresso a pálea.0mm por 0. concrescida com o antécio (difícil de ser separada) . esparso-pubescentes FIGURA 167 – Festuca e Vulpia (antécio fértil ventral): A.6-1. ápice arredondado e base obtusa.F. granulosa e fosca.0mm de comprimento. muito FIGURA 168 – Festuca e Vulpia (antécio fértil dorsal): A. com 3-4mm de comprimento. cariopse (cap) de coloração castanho-preta. B. de coloração castanha.167D-D’.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA fértil (pf) com largo sulco raso na base.5-0. ovina. de 2. arundinacea.. levemente encurvado e não adpresso a pálea ou apenas ligeiramente.8-1. Festuca ovina L.0-1. D-D’. com 1. calo largotransversal. 168A. B. 167A. carenas da pálea convergem abruptamente. segmento da ráquila (seg) cilíndrico e ápice expandido em disco. 169A].F.F. lema fértil ( lf ) sem nervuras e margem encurvada sobre a pálea. arundinacea. – antécio fértil lanceolada ou estreito-elíptica. no ápice e glabras na base.Vulpia myurus.0mm de comprimento por 0. lado dorso convexo e ventral com largo sulco profundo [Fig. acima do término da cariopse e no ⅓ superior com curtos dentículos. C.0mm de largura e (0.F. D-D’. E. 178 .

. s.8mm de espessura. calo frequentemente com reentrância na margem superior. non L.F. Festuca rubra L. com ápice arredondado e base pontuda. lema fértil (lf) convexa e um pouco quilhada. ovina. de 3. segmento da ráquila (seg) de cilíndrico a levemente quadrangular. 168B. lado dorsal convexo e ventral largosulcado [Fig. um pouco encurvado. amarelopalha com manchas avermalhadas.F. afastado da pálea e ápice expandido em disco. B. FIGURA 169 – Festuca e Vulpia (antécio fértil vista lateral): A. nervura mediana conspícua. 169C]. – antécio fértil de estreito-lanceolado a elíptica. margens encurvadas e esparso-escabroso no ápice. arundinacea.0mm de espessura.6mm de largura e 0.Vulpia myurus.8-1. com profundo sulco em forma de ‘V’.5-0.F Festuca pratensis Huds. D-D’. carenas da pálea fértil (pf) 179 . ápice longo acuminado. cerca de 2mm de comprimento. com largo e raso sulco basalventral. E.. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea.l. afilando-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo.5 mm de largura e 0.8mm de espessura. com nervuras laterais inconspícuas e próximas ao ápice conspícuas. rubra.8mm de comprimento (pelo menos 2mm mais curta do que o antécio) por 1. (=Festuca elatior auct. nervuras laterais sempre incosnpícuas. com curta e esparsa pubescência no ápice e nas margens.F.2mm de largura e 0. pratensis. de coloração cinza-amarelada a castanho-amarelada.F. arista (as) até 2mm de comprimento ou ausente. com 4-6mm de comprimento por 0. de coloração esbranquiçada a cinza-amarelada. glabra e lisa.6-0. muito concrescida com a pálea (difícil de ser separada). pálea fértil (pf) largo sulcada e lustrosa.) – antécio fértil de estreito-elíptica a estreito-lanceolada.53.8-1. de 5-7mm de comprimento por 1.2-1. lema fértil (lf) convexa. arista ausente. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta.167B. mais largo na região mediana. C.2-1. Amer. lisa.

como os estiletes de muitas espécies. cujo exocarpo coriáceo. com ápice horizontal e expandido em disco. Bursera [Fig. 169C]. de 4mm de comprimento por 1mm de largura e 0. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. FILOGENÉTICO – relativo a filogenia. concrescida com o antécio. conforme o número de carpelos que participaram na formação do filotrimídio. FILOTRIMÍDIO – fruto drupóide. 168C. lado dorsal convexo e ventral sulcado [Fig.12. envoltas parcial ou inteiramente por um mesocarpo (me) ± carnoso ou lenhoso. 180 . se separa na maturação em 1-3 valvas (va). FILOGENIA – relação entre organismos com base na sua história evolutiva. Protium [Fig. de 1-2mm de comprimento.) e em 4-valvas (Tetragastris sp. reto e afastado da pálea.170A-B-C-D] e Tetragastris (Burseraceae) e Joannesia (Euphorbiaceae).Fig.170E). Os pirênios podem se apresentar divididos em lóculos (lo).170F-G]. 13A].167C. o endocarpo (pirênio – pir).). com ápice arredondado e base pontuda.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA convergem gradativamente em direção ao ápice onde apresenta curtos dentículos. O fruto se separa em 3-valvas (Protium sp. segmento da ráquila (seg) cilíndrico. ou frequentemente quebradiço ou crasso.5mm de espessura. liso. como nos gêneros Aguiaria (Bombacaceae . FILETE ou FILAMENTO – haste que sustenta a antera [Fig. FILIFORME – diz-se de um órgão vegetal que é longo e fino como um fio. mas as sementes permanecem encerradas em estruturas indeiscentes. ou separados em dois ou mais.

F

FIGURA 170 – Filotrimídios: Protium sp.: A- fruto, B- fruto no início da separação das valvas, C- pirênio separando-se da valva; D- pirênio ovóide; E- Aguiaria sp. (Fonte: Barroso et al., 1999); Bursera sp: F- fruto íntegro, G- pirênio com mesocarpo carnoso.

FIMBRIADO(A) – diz-se da superfície, de órgãos laminares, que apresenta a margem finamente recortado; o mesmo que franjada. Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl – núcula ovalada, biconvexa, com 1,01,2mm de comprimento por (0,8)0,9-1,0mm de largura ou 1,0mm de diâmetro, de coloração ebúrnea ou castanho-clara, lustrosa, com ápice arredondado-truncado, muitas vezes com estilete bífido, fimbriadociliado [Fig.239H] e de base buldosa (persistente); base da núcula atenuada, estipiforme, geralmente com engrossamento mais escuro e inserção arredondada; superfície com 7-8 costelas conspícuas nas

181

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

faces e uma no bordo, transversalmente estriada e que dão a núcula o aspecto de costada-reticulada, com interespaços grandes e profundos [Fig.239G-G’]. A unidade-semente é a núcula (com ou sem o estilete). FISTULOSO – provido de cavidade central alongada, oco e cilíndrico; caule fistuloso. FITOTÓXICO – nocivo à planta ou à plântula. FLOCOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta revestida por densos pêlos adpressos, em manchas ou em tufos [Fig.204E].
FIGURA 171 – Flor (diagrama completo): A- detalhe do saco embrionário.

FLOR – elemento reprodutivo dos vegetais superiores (Fanerógamas), formado pelos verticílios protetores (cálice e corola), mais ou menos vistoso e dos verticílios reprodutores (androceu e gineceu); a forma, a organização e a coloração são extremamente variáveis [Fig.171]. FLÓSCULO – pequena flor; cada uma das flores do capítulo de uma Asteraceae (=Compositae). Flósculo-múltiplo – flósculos ligados a um mesmo pedúnculo e que em conjunto constituem uma flor composta. FLUTUANTE – que fica sobre a superfície da água. Foeniculum vulgare Mill. – cremocarpo formado por dois carpídios oblongoelípticos, glabros, de 3,5-10,0mm de comprimento por (1,5-) 2,0-3,0mm de largura e 1,0-2,0mm de espessura, lado dorsal com cinco conspícuas

182

F

costelas longitudinais amaledo-esverdeadas a cinza-esverdeadas e entre elas os tubos oleíferos escuros; lado ventral (da comissura) plano e na margem amarelo-clara a esverdeada; frequentemente os dois carpídios permanecem aderidos mesmo depois do beneficiamento [109Fig.U-V]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. FOLHA – órgão lateral que nasce sobre o eixo principal (caule – cau) ou
FIGURA 172 – Folhas: A- limbo com estípula e pecíolo; B- limbo com pecíolo alado; C- limbo com pecíolo, ócrea, caule e nó; Dlimbo com pecíolo e bainha.

sobre seus ramos e tem crecimento limitado; é em geral laminar, verde e tem como principal função a fotossíntese; é formado pelo limbo
(lâmina – l), pecíolo (pe), bainha (bai) e estípulas (epu) [Fig.172];

qualquer dessas partes pode faltar, menos freqüente é a ausência do limbo; as folhas variam muito quanto ao aspecto (contorno – Fig.102, 103] de suas partes, bem como quanto as margens [Fig.110], ao indumento da superfície [Fig.203, 204], nervação, etc.; em alguns casos a folha tem crescimento indeterminado. Folha simples – quando o limbo não se apresenta dividido em folíolos;

FIGURA 173 – Folha adunada de barbasco.

como a folha do café e batata-doce. Follha composta – quando o limbo se apresenta dividida em folíolos; como a folha do feijão e da paineira. Folha adunada – são folhas opostas, sésseis, soldadas pelas bases, aparentando ser perfurada pelo caule [Fig.173]; como as de
barbasco (Buddleia brasiliensis Jacq. ex Spreng. – Loganiaceae).

Folha perfoliada – quando as duas metades da base do limbo se
FIGURA 174 – Folha perfoliada de Specularia sp.

desenvolvem circundando o caule, de modo queesse parece estar atravessando o limbo [Fig.174]; como a folha de Specularia sp.

183

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Folhas rosuladas – ver rosulada [Fig.175A]. Folhas verticiladas – ver vertcilada [Fig.175B]. FOLHAS COTILEDONARES – são os cotilédones que no fim da germinação fanerocotiledonar saem do tegumento da semente, liberam a lâmina foliar e são os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula e
FIGURA 175 – Folhas: A- rosuladas da falsa-tiririca; B- verticiladas da espirradeira.

recebem a denominação de paracotilédones [Fig.188]. Elas podem ser inteiras ou lobadas (ápice com recorte não muito profundo), ou bipartiadas (com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento, dividindo-o em duas partes, mas que permanecem unidas pela base, como as folhas cotiledonares de Ipomoea ramosissima (Poir.) Choisy e Ipomoea triloba L. - Fig.176). FOLHA PRIMÁRIA ou FOLHA PRIMORDIAL – são diferentes das folhas definitivas; na germinação de sementes é a primeira folha ou o primeiro par de folhas (eófilos) que se desenvolvem logo após os cotilédones.

FIGURA 176 – Folhas cotiledonares de Ipomoea: A-B- I. triloba, C- I. ramosissima.

Uma folha primária ocorre em plântulas com folhas alternas, como no gênero Pisum (Fabaceae-Papilionoideae); o primeiro par de folhas primárias ocorre nas plântulas com folhas opostas, como no gênero Phaseolus (Fabaceae-Papilionoideae - Fig.186). FOLIÁCEO – que tem textura e forma de folha. FOLÍCULO – fruto oblongo, simples, seco, deiscente, de cartáceo a coriáceo, com margens espessadas ou não, uni- ou multisseminado, que se abre pela sutura (fenda) longitudinal (bordo ventral ou bordo dorsal) do único carpelo de que é formado e com sementes aladas ou

FIGURA 177 – Folículo.

não [Fig.177]. As sementes se encontram inseridas no mesmo bordo

184

F

da deiscência. Folículo unisseminado em Macadamia (Proteaceae) e com mais de uma semente em Delphinium (Ranunculaceae), Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae), Grevillea (Proteaceae - Fig.178A-A'-B); Senna alata (L.) Roxb., Dioclea, Indigofera, Mucuna, Pseudopiptadenia [Fig.170E] e Sesbania (Fabaceae =Leguminosae -Papilionoideae), Brachychiton e Pterygota (Sterculiaceae - Fig.178CD). Ver cápsula folicular. Folículo moniliforme – em Anadenanthera (Fabaceae-Mimosoideae). FOLIOLADO(A) – que tem folíolos. FOLÍOLO – a menor divisão de uma folha composta [Fig.257]; o mesmo que pina. FRANJADO – o mesmo que fimbriado.
FIGURA 178 – Folículos: Grevillea banksii – A- fruto fechado; A’- continuação do estilete de A; B- deiscência do fruto e sementes aladas no interior; deiscência dos frutos e no interior as sementes: C- Brachychiton sp.; D- Pterygota sp.; E- Pseudopiptadenia sp. Fonte C-D: Barroso et al. (1999).

FRUTA – qualquer fruto comestível. FRUTÍFERO – que produz frutos. FRUTIFICAÇÃO – ato de produzir frutos. FRUTO – ovário fecundado e desenvolvido, com ou sem semente. Podese definir também o fruto como um órgão formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar, intimamente, outras estruturas acessórias. Quanto a origem o fruto pode ser simples, composto ou múltiplo; quanto ao pericarpo pode ser seco ou carnoso e quanto a abertura deiscente ou indeiscente:

185

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos simples – originados de um só ovário, de uma flor, e são formados por um ou mais carpelos, são deiscentes ou indeiscentes. Frutos secos – aqueles que na maturação tem pericarpo seco, não carnoso. Frutos secos deiscentes – que se abrem na maturação: cápsula
(formada por dois ou + carpelos e com diferentes tipos de deiscência),

folículo (formado por um carpelo e se abre pela sutura do único
carpelo de que é formado), legume (formado por um carpelo e se abre longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) do único carpelo de que é formado), lomento (com constrições entre as sementes, se fragmenta transversalmente, na maturação, em segmentos (artículos) unissemi-nados, deiscentes ou indeiscentes), silícola e

síliqua (formadas por dois carpelos e ao se abrir, a partir da base,
deixa persistente um septo mediano (replum), onde se inserem as sementes). Ver a descrição de cada um.

Frutos secos indeiscentes – aquênio (com uma semente ligada
a parede do fruto (pericarpo) em um único ponto), bolota (tipo

de núcula envolvida na base por uma cúpula, formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente), carcerulídio (formado
por dois carpelos, que se separam na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar), cariopse (ligada a parede do fruto em toda a extensão),

craspédio (se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos)
unisseminados e que, após a queda, fica preso ao pedúnculo, uma armação (replum), formado pela sutura e pela nervura do único carpelo),

186

F

esquizocarpo (bi- ou pluricarpelar, cada carpelo, na maturação, se
separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado), núcula (formado por 1-2-carpelos, com uma semente presa na base da parede do fruto e pericarpo não soldado ao tegumento; alguns autores usam o termo noz), sâmara (em geral uma semente, com núcleo seminífero aliforme) e utrículo (resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea) e forma uma estrutura fechada, saciforme, ovóide-comprimida, com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea, coriácea). Ver a descrição de cada um.

Fruto carnoso – com pericarpo de tecido suculento (aquoso e
parenquimatoso); como o anfissarcídio (com pericarpo carnoso, uma cavidade central, sem lóculos individualizados e cheia de sementes, envoltas por uma polpa (endocarpo) carnosa), balausta (com carpelos dispostos em dois estratos, pericarpo carnoso-coriáceo e amarelo-avermelhado, internamente dividido em cavidades, endocarpo fino, onde se alojam as numerosas sementes, sarcotesta translúcida, mesotesta esclerótica), drupa (nitidamente diferenciado em exocarpo fino, mesocarpo carnoso e endocarpo (pirênio) duro e concrescido com o tegumento membranáceo; com um único pirênio central grande, lenhoso, esclerosado ou pergaminhoso), hesperídio (formado por vários carpelos, nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas; exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas, mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo, dividido em gomos, revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna) e

solanídio (formado de um ovário simples ou composto, com pericarpo
carnoso, com dois ou mais lóculos e cavidade central cheia de polpa carnosa). Ver a descrição de cada um.

187

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos compostos – formados por um ou mais ovários fecundados e desenvolvidos, aos quais se podem associar intimamente outras estruturas acessórias; são frequentemente também designados por alguns autores como falsos-frutos; ocorre em Coussapoa sp. e Brosimum sp. (Moraceae) [Fig.179]. No abacaxi (Ananas – Bromeliaceae – Fig.280A) a infrutescência rodeia um eixo que se torna carnoso e carrega numerosas flores que depois se transformam em frutos, que são os “olhos do abacaxi” e acima da infrutescência o eixo continua seu desenvolvimento vegetativo. Frutos múltiplos – originado de vários ovários, de flores distintas e que se agrupam em uma infrutescência. Cada ovário dá origem a um aquênio, núcula, drupa ou folículo. Os frutícolos se encontram assentados sobre um receptáculo comum, plano em Annonaceae nos gêneros Bacageopsis (1-6-frutícolos globosos,
FIGURA 179 – Frutos compostos (frc): Coussapoa sp.: A- frc, B- frutículo isolado; Brosimum sp.: C- frc, D- porção rompida do receptáculo mostrando a posição da núcula. Fonte: Barroso et al. (1999).

subsésseis e indeiscentes) e Pseudoxandra (6-10-frutícolos globosos e curto-estipitados) – Fig.180A-B; ou globoso em Rolliniopsis (frutícolos indeiscentes) – Fig.180C; ou cupuliforme em Mollinedia (Monimiaceae – Fig.180I) ou alongado e cilíndrico em Magonia champaca (L.) Baill. ex Pierre (= Michelia champaca L. - frutícolos deiscentes e mujltisseminados – Magnoliaceae – Fig.180H-H’), ou ovóide em Talauma ovata A. St.-Hil. (frutículos deiscentes – Magnoliaceae) ou receptáculo urceolado (Rosa). Em Xylopia frutículos oblongos, deiscentes e semente com arilóide e em Unonopsis os frutícolos indeiscentes estão dispostos em cachos axilares (Annonaceae – Fig.180E-D-D’); em Doliocarpus grandiflorus Eichler - fruto globoso, apiculado, denso-piloso, deiscente e que na maturação se divide em duas partes, unidas na base, em cada uma delas se prende apicalmente uma semente

188

Pseudoxandra sp. Unonopsis sp. Tetracera sp. C. FIGURA 180 – Frutos múltiplos (frm): A. como em Clematis dioica L. (1999).Doliocarpus grandiflorus.F com arilo branco e em Tetracera com 4-frutícolos unisseminados (Dilleniaceae – Fig. G’. Magnolia champaca: H.Bacageopsis matogrossensis. I.frutícolo (fru) isolado com parede rompida.Rolliniopsis sp. mostrando a posição das das sementes.180F-G-G’) Outro fruto múltiplo é o sicônio como em Ficus (Moraceae – Fig.181]. ou núculas com espinhos (espi).: D.316).: G. – fru dispostos no receptáculo cupuliforme..frm. enquanto os frutos (núculas) muito pequenos se inserem na superfície do receptáculo [Fig. Fonte (exceto H-H’): Barroso et al. Em Ranunculaceae o fruto múltiplo é formado por diversas núculas (nu) com estilete (rostro – ro) plumoso no ápice.semente com arilo laciniado ou franjado.fru deiscente com numerosas sementes sésseis. se desenvolve e forma a parte carnosa e comestível.frm formado por folículos. depois de fecundada. F.fru fechados dispostos no receptáculo estrobiliforme alongado. alguns levemente uncinados. como em Ranunculus sp. E.Xylopia sp. B. Em morango (Fragaria) e amora o receptáculo da flor. 189 .180B]. com cinco fru fechados. D’. [Fig.Mollinedia sp. H’.

núcula com estilete (ro). Fruto trispérmico – com três sementes. FULVO – de coloração amarelo-tostada ou pardo-avermelhada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Fruto monospérmico – com uma só semente. Fruto apocárpico – formado de um gineceu dialicarpelar. Fruto-semente – ovário fecundado.101I]. pedaços unisseminados de frutos multisseminados (lomento). desenvolvido e abriga uma única semente. sem tecido de sustentação ou condutor diferenciado. Ocorre em Aeschynomene. saprófito ou parasita. FUNGO – organismo vegetal heterotrófico. D. (Brassicaceae =Cruciferae). – C. FIGURA 181 – Frutos múltiplos (frm): Clematis dioica – A. Fruto monocárpico – formado de um gineceu unicarpelar. Desmodium e Ornithopus (Fabaceae−Papilionoideae). B.frm. Fruto dispérmico – com duas sementes. Fruto sincárpico – formado de um gineceu gamocarpelar.núcula com espinhos. Ranunculus sp. 190 . pedaços da síliquas articuladas. bolota que ocorre em Juniperus (Cupressaceae) e Taxus (Taxaceae). Raphanus raphanistrum L. FUNGIFORME – com forma de fungo. cilíndrico e uma extremidade arredondada. Fruto polispérmico – com várias sementes.frm. sem raízes e cujas células (hifas) são desprovidas de cloroplastos e de paredes não celulósicas. convexa e alargada [Fig.

182).171. alvo-amarelada. (Malvaceae .27B – Fabaceae−Mimosoideae). 191 . 246 a 250. na semente pode ser seco.F FUNÍCULO – filamento (f) pelo qual o óvulo (ov) [Fig. 297] e depois a semente se ligam à placenta ou à parede do ovário (ova) e mais tarde ao fruto. (Andrews) Willd – Fig. como em Carica papaya L. é o mesmo que tronco.101I]. FUSIFORME – em forma mais ou menos cilíndrica na porção central e que se afila para as extremidades.27G) e em muitas espécies do gênero Acacia (Acacia longifolia FIGURA 182 – Funículo de Urena lobata. (Lecythidaceae). FUSTE – quando a planta apresenta caule lenhoso e não se ramifica na base. como em Glinus sp. Urena lobata L. (Mulluginaceae – Fig. Gustavia angusta L. ou carnoso e colorido. (Caricaceae).Fig. como nas sementes de Malvaceae. ou funículo longo-filiforme com formação arilóide carnosa. como as raizes do rábano [Fig.

192 .

.

GANCHUDO − com a extremidade de um órgão mais ou menos recurvada. Ver invólucro-gamófilo e invólucro-de-cerdas. a fase que alterna com o gametófito é o esporófito (que produz esporos) . GAMOPÉTALA – ver corola gamopétala. produzida pelo ataque de insetos. FIGURA 183 – Gavinha da videira. de uma folha. nematóides. sépalas. GAMÓFILO – termo usado para qualquer estrutura de natureza foliar.184]. que termina produzindo gametas (células sexuais) em Coníferae (Gimnospermas). com que as trepadeiras se fixam aos ramos de outras plantas ou a suportes cilíndricos. que resulta da modificação de um caule. GAMETÓFITO – fase sexuada na geração.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GALHA – intumescência de qualquer parte de um vegetal. concrescidas. fungos e/ou bactérias. ± filamentoso. das plantas. pétalas.183] e do maracujazeiro [Fig. em forma de gancho (uncinado).) se apresentam soldadas. como as gavinhas da videira [Fig. GAMOSÉPALA – ver cálice gamosépalo. mais raramente de uma raiz. Gametófito feminino – forma-se antes da fertilização e seu núcleo é haplóide (possui n cromossomas) e produz arquegônios. espiralado. GAVINHA – órgão de fixação de certas plantas trepadeiras. FIGURA 184 – Gavinha do maracujazeiro. etc. quando as peças que a compõem (brácteas. coesas. 194 .

isto é. Gema axilar ou lateral – geralmente formada na axila de uma folha e muitas vezes está protegida pelos catáfilos e também permanece dormente.G GEMA – rudimento de uma nova estrutura. localizada entre os cotilédones ou entre seus pecíolos e muitas vezes está protegida por várias folhas. com forma de joelho. Ver anemocoria. 188bv] responsável pelo desenvolvimento da parte aérea. ± diferenciadas.31. tecido de crescimento (meristema). não se desenvolve [Fig. habitualmente formada na axila de uma folha e pode dar origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) ou flores (gemas florais). autocoria.183]. hidrocoria. 30.88A186-gea.32] e Arrhenatherum [Fig.28]. 195 . GEOTROPISMO – tipo de curvatura de órgãos da planta em resposta à ação da gravidade. como nas aristas dos gêneros Avena [Fig. GENICULADO(A) – dobrado ou curvado abruptamente em ângulo (reto ou quase). onde amadurecem. GEOCARPIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelos pedúnculos. os catáfilos. em Hyparrhenia rufa [Fig. GÊNERO – unidade taxonômica usada no sistema de classificação botânica e é formada por uma ou mais espécies com características semelhantes (afins). Gema apical ou terminal – é o ponto vegetativo [Fig. após a fecundação os pedúnculos enterram no solo seus frutos. antropocoria. Os gêneros congregam-se em famílias. ornitocoria e zoocoria. como no amendoim. isto é.200] e em outras espécies de Poaceae (=Gramineae).

reto ou levemente encurvado. Geranium sp.) Batsch 196 . Helianthus (Asteraceae =Compositae). A unidade-semente é a semente. como as raízes. superfície (dependendo da espécie) varia do castanho-amarelado ou avermelhado ao castanho-escuro. lisa e fosca ou lustrosa e finamente faveolada.seção longitudinal da semente. como nos gêneros Allium (Alliaceae). B.186). mamona (Euphorbiaceae). ± torcido (quanto + seca + espiralada. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae . de 1. ou finamente reticulada. Geotropismo positivo – crescimento para baixo.01. glabro ou com pêlos.2-2. Germinação epígea – é a germinação na qual os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita. pode ser glabra. Cinício da germinação. dando origem a uma plântula (conceito tecnológico) e que em condições favoráveis de campo originam uma planta normal. de elíptica a largo-ovalada. base com ou sem um bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais). D. mostrando os cotilédones.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Geotropismo negativo – crescimento para cima.Fig.5(-3.plântula com cotilédones + catáfilos. ápice com longo rostro (ro . ou finamente rugosa [Fig. raro o mericarpo.290A-B]. que culminam com a emissão da radícula (conceito fisiológico) ou das estruturas essenciais do embrião. semente FIGURA 185 – Germinação de Coniferae: A.8)mm de largura e espessura. FIGURA 186 – Germinação epígea de feijão. como a parte aérea normal.estilete) glabro ou com pêlos. GERMINAÇÃO – é o ato de germinar e consiste de uma série de processos de desenvolvimento do embrião.semente. – regmídio formado por cinco mericarpos oblanceolados.5(-1.5)mm de comprimento por 1. trigo-sarraceno (Fagopyron esculentum Moench – Polygonaceae) e pêssego (Prunus persica (L.

189B) e Araucaria angustifolia (Bert. Ocorre no gênero Pisum (Fabaceae =Leguminosae). as espécies com esse tipo de germinação são também hipógeas. Ex: Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Triticum e Zea [Fig. 187] e em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Pisum. Germinação fanerocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones emergem do tegumento da semente. FIGURA 188 – Germinação epígea-fanerocotiledonar de Prunus persica. em Campsiandra laurifolia Benth. como o escutelo.Fig. Berg) Kiaersk.) Kuntze (Araucariaceae . FIGURA 187 – Germinação hipógea de milho. (Myrtaceae . as espécies com esse tipo de germinação são também epígeas. Germinação hipógea – é a germinação na qual os cotilédones ou uma estrutura semelhante. A maioria das espécies de germinação hipógea são também criptocotiledonares. 197 . como nas Dicotiledôneas ou pelo alongamento do mesocótilo em algumas Monocotiledôneas.) Batsch – Rosaceae) mostrando o início da germinação até a formaçào da plântula [Fig. escapam da testa e se expandem. (Fabaceae-Caesalpinioideae . Eugenia edulis (O. Germinação criptocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones não emergem do tegumento da semente e permanecem no interior do mesmo até o final do processo. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae) e pêssego (Prunus persica (L. A maioria das espécies de germinação epígea são também fanerocotiledonares. O eixo é elevado acima do nível do solo pelo o epicótilo. permanecem no solo ou na superfície do mesmo e dentro da semente.189C). em Coníferae: com o início da germinação os 5-cotilédones escapam da testa [Fig.189A).185].188].G – Rosaceae).Fig.Fig. Ex: gêneros Helianthus (Asteraceae =Compositae).

mas essa é a que melhor caracteriza as situações. FIGURA 190 – Giba na flor de boca-de-leão. 198 .190].Campsiandra laurifolia. GIBOSO – provido de giba. – Scrophulariaceae). C. por exemplo em germinação e alongamento de células. perto da base [Fig.Araucaria angustifolia. GIBA – pequena saliência em forma de carúncula. como na flor de boca-de-leão (Antirrhinum majus L. GIBERELINA – classe de hormônios de plantas envolvidos em numerosas atividades. Existem tipos intermediários ou transitórios de germinação e são propostas outras classificações.Eugenia edulis. inchado em um lado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 189 – Germinação hipógea-criptocotiledonar: A. B.

que secreta alguma substância. elliottii Engelm. que pode ser formado por um ou mais pistilos.191]. é o prolongamento do eixo floral que eleva o gineceu acima do ponto de inserção dos demais elementos que formam uma flor. GLANDULAR – se referem aos pêlos que possuem na sua extremidade pequenas bolinhas. completamente FIGURA 191 – Ginóforo. (Pinaceae). GINECEU – órgão feminino da flor.171]. ocorre em Capparaceae [Fig. estilete (est – estilo) e estigma (es) [Fig. 199 . árvore-de-natal (Araucaria heterophylla (Salisb. protuberante. patula Schiede ex Schltdl. e P. GLÂNDULA – pequena célula epidérmica. GLABRA(O) – diz-se da superfície que não tem pêlos. GLABRESCENTE – diz-se da superfície que é quase sem pêlos.) Kuntze). não protegidos por um ovário fechado e que formam sementes nuas. & Cham. Br. Pinus caribaea Morelet. pinheiro-bravo (Podocarpus lambertti Klotzsch). GLABÉRRIMO – diz-se da superfície que é completamente destituído de pêlos. sem a proteção de um verdadeiro pericarpo ou fruto. semelhantes a uma pequena gota. GINÓFORO – pedúnculo do ovário. cada um constituído pelo ovário (ova). desprovida de indumento. como as espécies de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia (Bertol.) Franco =Araucaria excelsa R.G GIMNOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende espécies com antófitos de rudimentos seminais. P.).

globosa e com pequenas flores mais condensadas FIGURA 192 – Glomérulo (g) do que no fascículo.100H]. provido de glândulas. 200 .45]. em Poaceae (=Gramineae) como nos gêneros Alopecurus [Fig.11A] de Poaceae (=Gramineae). GLOQUIDIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos estrelados. GLUMELA – cada uma das duas peças (lema e pálea) escamiformes. Brachiaria [Fig. Gluma inferior ou primeira no lado dorsal ou adaxial e gluma superior ou segunda no lado ventral ou abaxial. muito contraída. GLOBOSO – em forma de esfera ou de globo [Fig.156].158B].192-g). fruto da acelga e beterraba (Beta – Chenopodiaceae . Avena [Fig.Fig.6A]. GLUMA – cada uma das brácteas estéreis (inferior e superior). que se encontram na base de cada flor (antécio) ou de uma espigueta.125B-C] e Panicum [Fig. GLANDULOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) provido com pêlos que produzem pequenas glândulas na ponta. escariosas ou paleáceas que se encontarm na base de cada flor ou do antéco fértil (lema fértil e pálea fértil) [Fig. em tufos [Fig. GLAUCO(A) – diz-se da superfície revestida com cerosidade verde e tonalidade ligeiramente azulada. GLOMÉRULO – inflorescência do tipo cimosa multípara (pleiocásio). Echinochloa [Fig. 204F].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GLANDULÍFERO – provido de glândulas.

GRANULADA ou GRANULAR – diz-se da superfície rugosa. GRÃO DE PÓLEN – cada um dos microsporos produzidos pelas anteras. Festuca e Vulpia [Fig. 201 .171]. GUTTIFERAE – sinônimo de Clusiaceae.G como em Brachiaria [Fig.157]. GLUTINOSO – superfície pegajosa.116]. Dactylis [Fig. viscosa. o mesmo que pólen.46]. ou dos microsporos germinados das Fanerógamas [Fig. dando a aparência de diminutos grânulos (grãos de areia) e que podem estar agrupados ou esparsos.224. com pequenas elevações arredondadas. 225]. na espigueta de Oryza [Fig. GRAMINEAE – sinônimo de Poaceae. 167] e Lolium [Fig. GRÃO – termo genérico para designar a cariopse dos cereais e mais genericamente das Gramíneas. GLUMÉLULA – o mesmo que lodícula.

202 .

.

).Fig. FIGURA 193 – Haste de Galinsoga parviflora.193). lembra o ferro de alabarda sem farpa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HABITAT – local onde cresce uma planta. como na serralha (Sonchus oleraceus L. HALÓFITA – planta daptada a viver em ambiente com alto teor salino.Fig. HASTE – termo geral usado para designar um caule. 204 .193) e da serralha (Sonchus oleraceus L. que penetram no interior dos tecidos da planta hospedeira para absorver o água e alimento. como a planta do botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. HERBÁCEA(O) – planta desprovida de caule lenhoso e persistente.) e botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. herbáceo ou fracamente lenhificado. que tem porte e textura de erva. . com lobos basais pontiagudos e divergentes [Fig. . HEMÍTROPO – ver óvulo hemítropo [Fig. pouco resistente. HÁBITO – aparência geral da planta. planta de sol. como a folha de Rumex pulcher L.Asteraceae . HAUSTÓRIO – órgão sugador das plantas parasitas.249]. HELIÓFITA – planta que só pode crescer e se reproduzir sob insolação completa.102J]. termo usado para designar as raizes modificadas das parasitas. HASTADO(A) – diz-se de um órgão foliáceo que tem contorno de lança. ocorre em ervas e arbustos. região onde uma planta cresce em forma nativa.

). Calendula arvensis L. lima e limão.) Cass. contendo uma qunantidade variável de ácidos orgânicos.. o mesmo que anomocarpo. radicata L. HIALlNO – que tem aparência fina. polimorfo. Ver disco. dividido em gomos. do gênero Citrus (Rutaceae). Glebionis segetum (L.Fig. nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas.. como nos frutos da laranja (Citrus aurantiifolia (Christm. Hypochaeris glabra L.) Fourr.194). revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna e ricos em uma solução açucarada. [Fig. HESPERÍDIO – fruto bacóide. e Picris echioides L. carnoso. formado por vários carpelos.. freqüentemente multisseminado. mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo. H. como pode ocorrer em espécies de Rumex. officinalis L. HETEROCARPIA – com dois tipos de frutos na mesma planta. o mesmo que flor bissexual.). indeiscente. (=C. originado de um ovário súpero. segetum L. HETEROMORFO – multiforme. Swingle . C. ocorre em certas espécies de Asteraceae (=Compositae) como Anthemis arvensis L. transparente e sem coloração. HIDROCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pela água.23]. com exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas. ex Spach (=Chrysanthemum coronarium L.) FIGURA 194 – Hesperídio (seção transversal) de laranja. que possuem tubérculos 205 . HETEROCARPO – frutos da mesma espécie com características morfológicas externas diferentes. Glebionis coronaria (L.H HERMAFRODITA – flor que contém os órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo). raio e aquênios heterocarpos. seca..

HILO – cicatriz. entre outros. feijão-miúdo (Vigna unguiculata (L.) Walp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nas sépalas. 206 . que cresce em ambiente aquático ou brejoso. não saliente.) e soja (Glycine max (L. FIGURA 195 – Hilo linear circundante de Dioclea macrocarpa: A-B-C. com exceção de Lupinus e Eriosema. hidrocoria. Nas Poaceae (=Gramineae) o hilo é visível. entre a semente e o fruto. HIFA – cada um dos elementos filamentosos que reunidos compõem o micélio de um fungo. deixada no tegumento da semente e resultante da inserção e separação do funículo. O hilo é um detalhe importante na identificação das sementes.) Merr. como uma mancha escura.) [Fig.311]. denominada de hilo.195) ou apenas uma parte da semente (hilo linear semicircundante – Fig. tamanho e coloração diversa. como uma linha mediana que é tão longa que circunda as sementes (hilo linear circundante – Fig. Nas Fabaceae (Mimosoide e Caesalpinioideae) o hilo é apical e pouco conspícuo [Fig.) [Fig. mancha hilar ou mancha hilaris [Fig. onde o hilo também é apical.). em forma linear.11D]. Ver anemocoria.semente. como em Vigna unguiculata (L. na base da face ventral. autocoria. nas Fabaceae–Papilionoideae é quase sempre lateral [Fig. ornitocoria e zoocoria. O hilo pode ou não ser contornado por uma excrescência arilar. Em certas Papilionoideae. o hilo se prolonga para além da inserção do funículo. Ex: sementes de ervilha (Pisum sativum L. ou pode ser obscurecido por um tecido corticiforme ebranquiçado. HIGRÓFITA – planta hidrófila.) Walp.306.310]. 307]. [Fig. antropocoria.312].196).308]. feijão (Phaseolus vulgaris L. de forma.

185B. e Vicia nigricans (Fabaceae-Papilionoideae). 207 .) Baill. quanto à origem. 186. HIPANTO – tálamo ou receptáculo em forma de taça (ou urna) que FIGURA 196 – Hilo linear semicircundante de Ormosia continhoi: AB. corola e androceu.197].semente. 188. 189C]. Pode ser curto ou nulo nas plântulas com germinação hipógea e longo nas de germinação epígea. pela base [Fig.101S]. circunda as flores com ovário ínfero. Os tecidos condutores do hipocótilo transferem água e sais minerais em sentido ascendente e material de reserva em sentido inverso (descendente) FIGURA 197 – Hipanto. [Fig.195]. Mucuna urens (L. como nos gêneros Agrimonia e Sanguisorba (Rosaceae).) Medik. termina por um limbo que se expande abruptamente e que pode ser íntegro ou lobado [Fig. no ápice.196). HIPOCÓTILO – é o eixo embrionário da plântula e que se localiza imediatamente acima da radícula ou da raiz primária e abaixo da inserção dos cotilédones. O hipanto. HIPOCRATERIFORME ou HIPOCRATERIMORFO – diz-se da cálice ou da corola gamopétala ou de outro órgão com longo tubo estreito e que. Hilo linear semicircundante – contorna cerca de ½ da circunferência da semente. como em Ormosia continhoi (Meissn. HIPOCREPIFORME – em forma de ferradura. pétalas e estames. concresce com ele e no qual se inserem as sépalas. pode ainda resultar da fusão parcial do cálice. (Fabaceae-Papilionoideae .Fig.H Hilo linear circundante – contorna cerca de ¾ da circunferência da semente. como em Dioclea microcarpa Huber [Fig.

às vezes. comprimidas lateralmente. HÍSPIDA – diz-se da superfície de um órgão (folha. HISPÍDULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. com lado ventral reto e dorsal fortemente arqueada abaixo da porção mediana e afilando-se para um FIGURA 198 – Hipógina.5mm de coprimento por 0. em vista lateral. lemas esbranquiçadas. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos espessos e um pouco duros [Fig. Holcus sp. lema do antécio superior dorsalmente curtoaristada. HIRSUTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. embora.164]. tenha se originado na parte aérea da planta. antécio basal fértil e superior masculina (estaminada).75mm de largura. antécios com cerca de 2. desarticuladas abaixo das glumas (gl) subiguais. 204G]. pelo crescimento do pedúnculo [Fig. HIPOGEU – órgão subterrâneo. lisas e lustrosas.50. que se encontra sob a superfície do solo.198]. os frutos após a fecundação são enterrados. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito duros e curtos. – espiguetas pediceladas. 208 . HIPÓGINA(O) ou HIPOGÍNICA – diz-se quando todas as estruturas que compoem a flor se encontram inseridas no tálamo mas em nível inferior ao do ovário [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HIPÓGEA – ver germinação hipógea. muito comprimidas lateralmente. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos rígidos e duros (espinhos) [Fig. no caso do amendoim. 204H].

B-D-F]. afilando para as extremidades. séssil. D. lema do antécio superior com arista em forma de gancho.129A-C-F]. – espiguetas com glumas (gl) granulosas. – espiguetas com glumas (gl) quase glabras e ciliadas nas nervuras da carena.H ápice agudo [Fig. antécio fértil: C. Seguem as características de duas espécies de Holcus: Holcus lanatus L. segmento da ráquila do antécio superior ausente.espigueta. afilando para as extremidades e segmento da ráquila (seg) filiforme. ligeiramente curto-pubescentes e ciliadas nas nervuras da carena. lisa ou com dobras transversais. mollis (BD-F): A-B. geralmente com três espiguetas presas no mesmo segmento da ráquila. A unidade-semente é o antécio fértil.ventral. uniflora.199]. Hordeum vulgare L. calo praticamente glabro [Fig. FIGURA 199 – Holcus lanatus (A-C-F) e H. lema do antécio basal sem arista. glabro e justaposto à pálea fértil (pf). gluma inferior 2-nervada e superior 3-nervada. calo praticamente glabro [Fig.5mm de comprimento. lema fértil lanceolada. com lado ventral convexo e dorsal quase reto. a central com antécio fértil largo-elíptico. lema fértil (lf) lisa. antécio fértil lanceolado-ovalado.cariopse. lema fértil superior (lf) com arista em forma de gancho. espesso. E-F. – espigueta séssil. pálea fértil com 10-12mm de comprimento por 4mm de largura. segmento da ráquila do antécio superior ausente. antécio fértil lanceoladoovalado.lateral. Holcus mollis L. cerca de 0. lustrosa e sem arista. 209 . as duas laterais da tríade estéreis e pediceladas. 5-9-nervadas e arista com 15mm de comprimento (geralmente quebrada nas sementesa comerciais). segmento da ráquila (seg) achatado e com esparsa e longa pubescência. duro e em vista lateral. ápice obtuso ou com três pontas curtas.

estéril ( ae) ou estaminada e outra séssil. ± cartáceas. mais claras. fértil (af) e aristada (as). ou apenas o antécio fértil. cariopse oblonga. lisas. os pares superiores uma pedicelada. incluso no antécio ou solta [Fig. Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf – espécie muito polimorfa. com 1. sobre o reduzido estilopódio. onde se localiza a área do 210 .0mm de comprimento por 2. carpídio com estiletes geralmente persistentes. sem nenhuma estrutura acessória. C. ápice emarginado ou levemente truncado.5-2. com cerca de ¾ do comprimento da pálea. no ápice. com 3-5mm de comprimento. de coloração levemente mais escura [Fig. FIGURA 200 – Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf (espigueta) : A.109W-X]. com base aguda. espiguetas elípticas. espiguetas em pares. com uma costela lateral mais proeminentes (margem aguda) e as outras duas uma em cada lado. torcida. fortemente comprimido lateralmente. 81]. com cinco costelas longitudinais. que geralmente se mantém unidos mesmo após a maturação. B. a inferior bidentada. A unidade-semente pode ser a tríade de espiguetas com segmento da ráquila aderido. estéreis e múticos. com superfície fosca.lado dorsal. de castanhoamarelada a castanho-avermelhada.antécio fértil (inferior e séssil) + antécio estéril (superior e pedicelado) . cariopse com 7-11mm de comprimento. (=Hydrocotyle bonariensis Lam. lema fértil (lf) com arista (as) filiforme. entre as costelas os tubos oleíferos. base cordada e com 2 carpídios monospérmicos. Hydrocotyle umbellata L. com os pares inferiores semelhantes. glumas iguais.79. geniculada e de 20-25(-30)mm de comprimento. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.0-2.5mm de largura.lado ventral. 80.) – cremocarpo cordiforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA segmento da ráquila filiforme. pálea fértil em geral ausente. com 3-4mm de comprimento. lado dorsal rufo-pubescentes (pêlos castanho-avermelhados) e bordos ciliados. verdes e com manchas ruivas. D-cariopse com embrião (em). levemente rugosa.

embrião axial.2)mm de comprimento e 0. H.0-6. Seguem as características diferenciais de espécies de Hyptis: Hyptis brevipes Poit. brevipes var.03. às vezes com cálice acrescente presente.0-3.53]. pericarpo cartáceo. carena ventral inconspícua. invaginado e reto. acuta Benth. com lado dorsal ± convexa e ventral carenada. 211 . pectinata.5)mm de largura por (0. fosco ou brilhante em H. carcerulídio elíptico ou estreito-obovóide. envolto pelo cálice acrescente [Fig.5mm e as 5 projeções filiformes com 2.3mm de espessura. liso e microscopicamente reticulado ou alveolado (32X). brevipes var. vulgaris Briq.0mm de comprimento. cicatriz de inserção esbranquiçada. carcerulídio de elíptico a estreito-obovóide ou oblongo-elíptico ou quadrangular-comprimido.H embrião com cerca da ½ do comprimento da cariopse [Fig. finos e curtos pêlos simples e alvo translúcidos. A unidade-semente é a espigueta ou antécio fértil. pectinata.5mm de comprimento. que a divide em duas faces. melanosticta Griseb. semente inclusa no carcerulídio.) – cálice infundibuliforme com 5. pericarpo castanho-amareladaclaro a escuro (imatura) ou preto (maduro) e microscopicamente reticulada [Fig. H. + densos no ápice. glabro.. H. externamente com esparsos.76A].8-)0. em forma de ‘V’ na base do lado ventral e suborbicular no dorsal. (=H.9-1. ápice com 5 projeções filiformes ou 5 dentes. mutabilis e H.4(-0.. A unidadesemente é o carcerulídio.0(-1. com tegumento membranáceo.. com (0.2-)0. serrata Briq.200]. às vezes inconspícua em H. endosperma carnoso. tubo com 3. – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. Hyptis sp.

pericarpo castanho-amarelado-claro a escuro ou preto. com 0. externamente curto piloso.2mm de comprimento.4mm de comprimento e 1.6-07mm de espessura.8mm de largura por 0.1mm de largura por 0. H.0-1.3mm de comprimento e 0. mais densa na porção apical. carcerulídio elíptico. longiflora Benth. polystachya Kunth.) Briq. 212 . castanho-clara a escura ou preta. largamente reticulado (por nervuras longitutinais proeminentes e transversais menos pronunciadas).0-1.) Poit.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Hyptis lophanta Mart. ápice ± truncado.. carena ventral inconspícua. pericarpo de coloração palha. carena ventral arredondada. externamente com esparsos pêlos alvo-translúcidos. Hyptis mutabilis (A.Rich. pericarpo castanho-claro (imatura) e preto (maduro) e microscopicamente reticulado [Fig. simples e com glândulas no ápice.Rich.C. inconspicuamente transverso-rugoso e microscopicamente alveolado.5-6.. – cálice tubuloso com 2-4mm de comprimento. (=Nepeta mutabilis L.4-0. – cálice tubuloso levemente curvado. polystachya var. com 5 dentes apicais de 0. H.1mm de comprimento por 0. levemente curvo. com pêlos patentes curvados e com esparsas glândulas curto-pedunculadas. com 1.9-1. Hyptis pectinata (L. H. semi-reto e com 5 dentes setiformes e pilosos. com 5-7mm de comprimento. spicata Poit. com 1. carena ventral arredondada. tubo com base dilatada.5mm de largura.6-0.76B]. canescens Kunth.5mm de espessura. carcerulídio oblongo-elíptico. lado dorsal curvada longitudinalmente.) – cálice campanulado com 4. nervuras longitudinais e transversais proeminentes formando um reticulum com interespaços alongados.5-1.76C].0mm de comprimento. com 5 projeções filiformes. microscopicamente alveolado e malhas do alvéolo mais escuras nos carcerulídios claros [Fig. carcerulídio elíptico. H.

nervuras longitudinais proeminentes.2 mm de largura.8-3. bordos mais retos. grosseiro e levemente rugoso (rugosidade ligeiramente mais escura nos carcerulídios claros) e microscopicamente reticulado.) Poit. 213 . carcerulídio quadrangular-comprimido. carcerulídio muito semelhante ao de H. A rugosidade do pericarpo é a única diferença entre esta espécie e H. – cálice em forma de taça. salzmanii [Fig. suaveolens. externamente piloso e internamente glabro. com 5 dentes de dois tamanhos. pericarpo castanho-amarelado a castanho-avermelhado-claro (imatura) e castanho-escuro ou quase preto (madura). – cálice tubuloso com 8-13 mm de comprimento. com 5 dentes cuneados e agudos. lado ventral e dorsal com carena ± conspícua. reto.76D]. ápice levemente emarginado e base abrupto-atenuada.5mm de comprimento por 1.9-2. cicatriz de inserção pouco menor e pericarpo microscopicamente reticulado.H Hyptis salzmanii Benth. com 2. Hyptis suaveolens (L. ligeiramente menos largo.

214 .

.

Ver imbricado. Mas também é utilizado para o embrião axial curvado onde a base do eixo hipocótilo-radícula recobre o ápice dos cotilédones e num corte transversal da semente o embrião é visto três vezes. FIGURA 201 – Imbricado. e S. S. S.. INCANO – diz-se da superfície de um órgão revestida por pêlos muito curtos. ou que está inserido em. Ver também circinado. asperolanatum Ruiz et Pav. de Pureza.140D]. 201]. ou dentro de alguma coisa. [Fig. o conjunto tem um número ímpar de folíolos. capsicoides All. outra totalmente interna e nas demais um bordo recobre o outro [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA IMBRICAÇÃO – modo de apresentação do botão floral. sendo um em posição terminal [Fig. IMBRICADO – tipo de prefloração onde há uma pétala totalmente externa. IMPUREZA – termo mais genérico para definir material inerte na Análise FIGURA 202 – Imparipinada. S. S. atropurpureum Schrank. 216 .201]. [Fig. como em Solanum americanum Mill. IMPERMEÁVEL – condição dos tegumentos da semente ou das membranas protoplasmáticas que impedem a passagem da água. INCLUSO – que está incluído em. outros líquidos e/ou gases. grandiflorum Ruiz & Pav. densos e dispostos tão próximos que dão a impressão da superfície ser de coloroção branca. IMPARIPINADA – diz-se da folha pinada cujo eixo (ráquis) termina por um folíolo (pina).. pseudocapsicum L.140F].

escabrosa.espinhosa. H.hirsuta. I. H. K. M. B.serícia.velutino.vilosa. FIGURA 204– Superfície (quanto ao indumento): A. F. M.urticante.lepidota.I INCONSPÍCUO – diz-se de um órgão vegetal normal.estrigosa. L. D.aculeada. 217 .ramentácea. que não liberam o pólen ou as sementes.setosa.pilosa. C. K.híspida.ciliada. I. G.aracnóide.tomentosa. J. B. N. FIGURA 203 – Superfície (quanto ao indumento): A.glandulosa. F. E. C. D. sendo quase imperceptível. G. O.puberulenta.escamosa. J.flocosa. contidas no seu interior.barbada.papilosa. N.muricada.fimbriada.tuberculada.gloquidiada.eriçada (equinada). INDEISCENTE – que não se abre na maturidade. L.pubescente. E. porém com dimensões muito reduzidas. aplica-se geralmente as anteras e aos frutos.

FIGURA 205 – Ínfero. como nos gêneros Coffea (Rubiaceae) e Psidium (Myrtaceae). ÍNFERO – diz-se do ovário que fica abaixo do ponto de inserção dos outros verticílios florais e que está soldado ao hipanto (hi) [Fig. Infecção secundária – presença de organismos patogênicos disseminados por outras sementes ou plântuIas. 204]. etc. escamas. mas não necessariamente mostrando sintomas de doença. Ver súpero.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INDUMENTO – qualquer estrutura (cera.203. pêlos ou tricomas. INFECCIONADA – mostrando o efeito da presença do organismo patogênico ou atividade fisiológica anormal. como nas estruturas da plântula. frutos e sementes) que está desprovida de acúleos e espinhos. 218 . INFESTAÇÃO – ato ou efeito de infestar(-se). INFECÇÃO – é entrada e a disseminação de organismos patogênicos no material vivo. INFECTADO – portador do organismo patogênico. não necessariamente mas frequentemente causa sintomas de doença e deterioração.205]. Infecção primária – presença de organismos patogênicos ativos na própria semente. INERME – diz-se da superfície de um órgão (folhas. frutos e sementes) [Fig. espinhos.) que cobre a superfície de um órgão (folhas. desprovido de qualquer tipo de indumento.

delgado. Também denominado de infrutescência-semente ou frutosemente. com tubo obcônico e que se alarga gradualmente em direção ao limbo [Fig. como em Eichohrnia (Pontederiaceae) e no legume inflado de Bocoa mollis [Fig. outro ex: espinafre-da-Nova-Zelândia (Tetragonia tetragonioides (Pall. como se estivesse cheio de ar. membranoso. INFLADO – semelhante a uma bexiga. ou substância química que impede ou retarda a germinação.101C]. provenientes de flores distintas. mas não apresenta sintomas da doença. qualquer sistema de ramificação que termina em flores.) Kuntze – Aizoaceae . INIBIDORES – substância que inibe o crescimento. INFUNDIBULIFORME – diz-se da corola gamopétala em forma de funil.Fig. encontram-se envolvidas pelo receptáculo comum do conjunto floral. uniformemente inchado. INÓCULO – qualquer estrutura do patógeno capaz de iniciar ou causar doença. ligeiramente transparente. INFLORESCÊNCIA – conjunto de flores. formando uma infrutescência. INFRUTESCÊNCIA – quando dois ou mais frutos (unidade-semente múltipla). – Chenopodiaceae) com flores múltiplas (glomérulo) forma uma infrutescência-semente. 333). Ex: beterraba (Beta vulgaris L. como a corola de Nicotiana (Solanaceae).I INFESTADA – quando a semente transporta um agente patogênico. enquanto a acelga é formado por uma flor solitária. 219 . o mesmo que inchado e intumescido. 218].

de uma umbela composta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INSERÇÃO – local onde um órgão se prende a outro. não tem recortes. INVAGINADO – termo usado para designar um tipo de embrião axial reto. e Scabiosa columbaria L. Ver embrião invaginado.301). persistente no ápice do aquênio). INTERNÓ – parte do embrião ou do eixo da plântula entre dois nós consecutivos. freqüentemente circundando um glomérulo de flores. 220 .171. sagitada ou auriculada dos cotilédones e pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones.Fig.in) [Fig. que darão origem a testa e ao tégmen. cordada. como em Scabiosa sp. aplica-se também ao espaço entre dois artículos de um fruto (lomento ou craspédio). o externo (primina . com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiloradícula. ou invólucro floral (involucelo). INTRORSO – dirigido para dentro. INTEIRO – quando a margem de um órgão é lisa. que se manifesta pela base emarginada. INVOLUCELO – um invólucro secundário. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (formado por cinco sépalas estreitas e agudas. 297]. formado por um conjunto de pequenas brácteas na base das umbelas secundárias.ex) e o interno (secundina . (Dipsacaceae . pode(m) ocorrer um ou dois integumentos. INTEGUMENTO – estrutura que envolve e protege o óvulo.

208C-D]. concrescidas entre si e que na maturação se tornam rijas e encerram um aquênio. B.invólucro-de-cerdas. Invólucro-de-brácteas ou brácteas-involucrais – conjunto formado pelas brácteas involucrais internas da flor feminina que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. australe.A. Invólucro-de-cerdas – em Poaceae (=Gramineae) se refere ao conjunto formado por uma série de brácteas das flores femininas que concrescem na parte inferior e na maturação se tornam mais ou menos rijas e espinhosas (invólucro-de-cerdas-espinhosas). (Sw. Ver descrição das espécies. 221 .I INVÓLUCRO – um conjunto (anel) de pequenas folhas (brácteas) ou cerdas que circundam ou envolvem a base de uma flor ou de uma inflorescência. polystachion (L. como o capítulo das Asteraceae (=Compositae) ou a umbela das Apiaceae (=Umbelliferae).A. B.207) e C. ou são mais delgadas (invólucro- de-cerdas) e às vezes plumosas.Fig.A. Ver a descrição das espécies.) Rich.Fig. como no gênero Cenchrus.Fig. como no gênero Acanthospermum (Asteraceae =Compositae FIGURA 206 – Invóluco-de-brácteas de Acanthospermum: A. subsp.209A). Invólucro-gamófilo – em Asteraceae (=Compositae) se refere ao conjunto formado pelas brácteas foliáceas da flor feminina. como no gênero Ambrosia [Fig. C-antécio fértil. pauciflorus Benth. incertus M.) Brunken – Fig.208A-B] e dois no gênero Xanthium [Fig. como no gênero Pennisetum setosum (Sw. hispidum. . Ver a descrição das espécies. Curtis (= C. (= P.) Schult. em Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl . .espigueta.209B) .206). setosum FIGURA 207 – Pennisetum setigerum: A. O invólucro-de-cerdas encerra de 1-5 espiguetas.

Ver Convolvulus [Fig. geralmente emarginado na base e circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. embrião axial. com base emarginada e circundado por um sulco de coloração ligeiramente mais clara.Xanthium spinosum. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga).5mm de diâmetro. na base do hilo com duas pequenas projeções inconspícuas. (= Convolvulus cairicus L. de plano a levemente afundado.Ambrosia polystachya.) Sweet. ferrugíneo e com pêlos simples. superfície áspera. oblíqua e no lado ventral abaixo da carena.0(-6.Ambrosia artemisiifolia. fosco.4-5. ligeiramente maiores e esbranquiçados.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INVOLUTA – diz-se da folha com os bordos voltados para a face inferior [Fig. contínuo. com as extremidades elevadas e abertura voltada para a base. com hilo orbicular. com 4. variando de globosa. B. em seção transversal cuneiforme ou circular.0)mm de comprimento por 4. com curto eixo hipocótilo-radícula reto e com cotilédones foliáceos. áspero.0)mm de largura e 4-5mm de espessura. C.Xanthium strumarium. carena arredondada inconspícua. dando à semente 222 . lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano. Seguem as características diferenciais das sementes de espécies de Ipomoea: Ipomoea cairica (L. do tipo ipomoea. com tomento castanhoavermelhado-claro. hilo suborbicular.3-1.279C]. obovóide-cuneiforme ou ovóide-cuneiforme a oblongaovóide. Ipomoea sp. bilobados e plicados [Fig. fosca. faces ventrais fortemente convexas.105].0(-6. Oposto a revoluta. a ovóide ou suborbicular em contorno. lado dorsal com ou sem sulco mediano.) – semente geralmente globosa-cuneiforme e de irregularmente orbicular FIGURA 208 – Invólucro-gamófilo: A. área hilar ovalada ou de obovada a orbicular. D.8-5.210]. com 1. revestida por curto tomento uniforme.

quando o tomento está parcialmente removido e os pêlos cairam [Fig.0-2. às vezes.5mm de espessura.0)mm de comprimento por (2. parecendo miudamente pontilhada (20X).0mm de largura e 3.210D]. com (4. superfície áspera. lado dorsal fortemente convexo.5-)3. coloração que varia do preto-acinzentado ao preto ou castanhoescura. com densos e grossos pêlos muito curtos e cinza-avermelhados.6mm de diâmetro.0-)3.) Jacq.5(-2. esbranquiçados e de 5mm ou mais de comprimento [Fig.8) mm de espessura. (= Convolvulus hederaceus L.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a elíptica em contorno.0-) 4.7-5. fosco.5-0.5mm de largura e 2.0-3. faces ventrais geralmente irregularmente deprimidas mais perto da margem.5(-6. com estreito sulco raso em cada lado do 223 . lado dorsal irregularmente convexo. com 0. com diminutos e esparsos pêlos simples e translúcidos (10X ou mais). afundado.0-4. fosca. com largo sulco raso. áspero.5-)3. dando à semente uma FIGURA 209 – Cenchrus incertus (A) e Pennisetum setosum (B): invólucro-de-cerdas. fino e preto. Ipomoea hederifolia L. carena obtuso-arredondada. (= Quamoclit hederifolia (L.8(-4.5-3.0-3. base inconspicuamente emarginada e com duas pequenas projeções estreito ovaladas e revestidas por tomento. Ipomoea hederacea (L. com (3.0) mm de comprimento por (2.) Choisy) – semente geralmente de subglobosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme e de suborbicular a largo-elíptica em contorno.I uma coloração de castanho-amarelada a acastanho-avermelhadaclara e na margem com macios pêlos lanosos. margem com conspícua listra estreita e que separa os dois lados. devido ao curto revestimento tomentoso uniforme. com ou sem sulco mediano largo e raso.210F]. hilo orbicular.

com longapilosidade (que pode estar removidada quando misturada as sementes comerciais).7mm de comprimento por 0. afundado. Quamoclit indivisa (Vell. às vezes. com duas pequenas projeções na base do hilo.5(-3. revestida por tomento preto e por densos pêlos simples.0-2. carena obtusa e.) Hall. área hilar com cerca de 0.e ruivo-translúcidos. às vezes afundada. com 0.6-0. superfície fosca. 224 . longos. ligeiramente encoberto pelos pêlos da carena.. áspera. revestida por curto tomento ± uniforme e castanho-escuro ou preto.9-1. Ipomoea indivisa (Vell.210B-G]. áspero e fosco.4mm de diâmetro. carena aguda. áspero. hilo orbicular. ± inconspícuas por estarem encobertas por pêlos iguais aos do hilo. áspera. levemente afundado. alvo.0) mm de espessura.) – semente geralmente de subglobosa a obovóide- cuneiforme. hilo de largo-elíptico a obovado.0mm de largura. às vezes. com densos pêlos simples. grossos. (= Convolvulus indivisus Vell. formando manchas irregularmente argênteas [Fig.8mm de diâmetro. superfície fosca. faces e carena com pêlos irregulares de coloração cúprea ou amarelada-translúcida. com 3-4mm de comprimento e largura por 2. faces ventrais geralmente planas ou levemente arqueadas. margem e áreas longitudinais do lado dorsal com longos e densos pêlos de coloração cúpreo-translúcida.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA sulco mediano. castanho-avermelhado. faces ventrais levemente côncavas perto do ápice. com 0. com diminutos e esparsos pêlos translúcidos e. lado dorsal fortemente convexo e com duas áreas longitudinais denso-pubescentes. hilo circundado por estreito sulco glabro e pela costela hipocrepiforme. ruivo-translúcidos e adpressos do bordo para a base da semente. aguda ou inconspícua perto do ápice. mais curtos do que os pêlos da margem e do lado dorsal.) Hall.

) R. hilo oblongo. afundado e avermelhado.0-3.) Roth (= Ipomoea longicuspis Meissn.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. lado dorsal fortemente convexo e com largo e profundo sulco mediano.0-)4. ± adpressos e dirigidos para o centro. áspera.0mm de espessura.0)mm de largura e (3. com 6. amarelado. margem com conspícua delimitação entre os dois lados.0mm de diâmetro.210A]. superfície do tegumento fosca. com 2.I Ipomoea nil (L. revestida por curto tomento preto. lado dorsal fortemente convexo.5-6.0(-7. faces ventrais de planas a levemente côncavas.5-4. fosca. revestida por tomento aveludado castanho-médio e por densa pilosidade de curtos pêlos pálidos.) – semente geralmente estreito-obovóide-cuneiforme. hilo circundado por denso anel de pêlos fulvos a prateados. Br. 225 . área hilar revestida com densos pêlos simples.5-7. ± deitados nas faces (da margem à carena) e eretos no lado dorsal.0(-1.0mm de largura e 4-5mm de espessura. com 1. pubescente e com conspícuo e profundo emarginado na base. carena obtusa.0-)3. faces ventrais ligeiramente côncavas. superfície áspera. Ipomoea pes-caprae (L.7mm de largura. hilo orbicular.5-3.0mm de comprimento por 3. pêlos facilmente removíveis com o manuseio [Fig. uniforme e com diminutos pêlos fulvo-translúcidos. fulvo-translúcidos.7)mm de comprimento por 6. com (4.5-7. na base do hilo com duas pequenas projeções lineares.1)mm de comprimento por 0. (= Convolvulus pes-caprae L. não afundado. carena conspícua. essa disposição dos pêlos na superfície dá a delimitação da margem.5(-4.6-0.

5-)0. revestida por curto tomento preto ou castanho-escuro (30X). translúcidos e que dão à semente a coloração negro acinzentada [Fig.0-4. faces ventrais geralmente com uma ou duas dobras transversais. faces ventrais de planas a arqueadas. com 0. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.1mm de espessura. parecendo miudamente pontilhada (10X). de 226 . fosca. superfície ápera. carena arredondada inconspícua.9-2. (= Quamoclit pinnata Bojer) – semente geralmente alongado-ovóide e de ovalado em contorno. hilo orbicular. áspero.4(-4.0-3. não afundado. uniforme e por diminutos e esparsos pêlos simples. principalmente perto da base. com duas pequenas projeções estreito-ovaladas na base do hilo.) Roth – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de estreito-obovada a estreito-elíptica em contorno. margem com fina costela que separa os dois lados. glabro. lado dorsal fortemente convexo e com largo sulco mediano ± raso. sem sulco mediano. superfície áspera. circundado por saliência hipocrepiforme com densos pêlos simples e pretos.7mm de diâmetro. com tomento preto mais longo do que o do tegumento. hilo orbicular.5)mm de largura e (2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ipomoea purpurea (L.6-0. revestida por curto tomento preto. afundado.3(-2. fosca. inconspicuamente emarginado na base. localizados sobre a saliência hipocrepiforme e que encobrem ± o sulco que circunda o hilo. com duas projeções estreito-ovaladas na base do hilo.0(-3. com (0. inconspicuamente emarginado na base.5mm de comprimento por 2.5mm de espessura. com (4.0-5.4-)5. geralmente circundado por um anel de diminutos pêlos de alvo-translúcidos a argênteos. caidiços. com (3.210H].5-3. Ipomoea quamoclit L.9mm de diâmetro.5)mm de largura e 1.1-2. parecendo miudamente pontilhada (10X).5-) 4.0-)3.5)mm de comprimento por 2.

Ipomoea ramosissima (Poir. fosco. carena obtusa. mais escuro do que o tegumento. com 0. área hilar às vezes encoberta por pêlos da carena.8-2. hilo orbicular.7-0. afundado. levemente afundado. faces ventrais côncavas ou levemente convexas. com base emarginada e circundado por um sulco mais claro do que a testa.7-4.0)mm de largura e 1.0mm de largura e 2. às vezes.3-)3.1mm de espessura.210C]. com 0. geralmente mais escuro do que o resto do tegumento.I diferentes comprimentos e com diminutos pêlos alvo-translúcidos em tufos.) Choisy (= Ipomoea cynanchifolia Meissn.7(-3. às vezes. castanho-avermelhado-claro e revestido 227 . Ipomoea rubiflora O’Donell – semente geralmente ovóidecuneiforme e largo-ovalada em contorno.5)mm de comprimento por 2. com 3.210I]. lado dorsal convexo. com largo e profundo sulco mediano. faces ventrais planas ou deprimidas no centro. lado dorsal convexo. áspero. margem geralmente com conspícua listra estreita que separa os dois lados. se reduz a uma listra longitudinal.2-2. superfície lisa. área hilar orbicular e com 1.5-4. de coloração castanho-escura. com estreito sulco mediano raso.8mm de diâmetro.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a largoelíptica em contorno. levemente lustrosa.4mm de diâmetro. subaguda ou inconspícua.5mm de espessura. ápice agudo e com (3. hilo orbicular.0-2. que dão à semente o aspecto rugoso e irregularmente manchado de cinza [Fig.0mm de diâmetro. mais claro do que o resto do tegumento e que.3(-4. carena obtusa. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig.0mm de comprimento por 3. amarelo-alaranjado ou castanho-avermelhado.

I. 228 . carena aguda.) Roth. revestida por curto tomento castanhoacinzentado-claro e castanho-avermelhado.I. que dão à superfície a aparência manchada. ramosissima. se reduz a uma listra. F.7(-4.I. na base do hilo com duas inconspícuas projeções largo-ovaladas. nil (L. IRREGULAR – usado quando a simetria das partes é distribuída por desigual.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA por longos pêlos amarelado-translúcidos. às vezes. encobertas por pêlos da margem. com base emarginada. circundado por um sulco levemente mais claro do que o tegumento ou de coloração amarelo-alaranjada e por uma saliência hipocrepiforme e com extremidades elevadas. quamoclit. às vezes.4mm de diâmetro.I. com 0. E-J. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig.I. superfície lisa. B-G. Ipomoea triloba L.7(-3. de coloração castanha ou quase preta. levemente lustrosa. fosca. glabro. desiguais.I. C.0-3. nas faces com curtos pêlos irregularmente distribuídos e com longos pêlos na margem e em ambos os lados do sulco dorsal. como a corola labiada e a violeta são irregulares. levemente afundado. superfície áspera. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano.I.210E-J]. castanhoclaro ou mais escuro do que o tegumento.5-2. H. I. faces ventrais planas e às vezes FIGURA 210 – Semente de Ipomoea (lado ventral): A. D.2)mm de largura e cerca de 2. hederacea. hederifolia. mais claro do que o resto do tegumento e que. (= Ipomoea grandifolia (Dammer) O’Don. ápice obtuso e com 3. triloba.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de largo-ovalada a largoelíptica em contorno.I. muito próximas uma da outra e. cairica. purpurea.0mm de espessura.1)mm de comprimento por 2. hilo orbicular.

229 .227C).I ISTMO – estreito ponto de união entre dois artículos (ar) de um lomento. ou entre dois artículos (segmentos – segm) de uma síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum L.) DC. mas sem septos transversais. ISTMOCÁRPO – legume ou lomento com os artículos separados por costrições. (Fabaceae =Leguminosae– Papilionoideae – Fig. (Brassicaceae =Cruciferae – Fig. como em Desmodium tortuosum (Sw.321A-A’-A’’).

230 .

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A unidade-semente é o legume ou a semente. Kummerowia striata (Thunb.) Schindl. com uma rede de malhas finíssimas [Fig. glabra. unisseminado. Kyllinga brevifolia Rottb. (=Lespedeza striata (Thunb.215B-C-G]. A unidade-semente é o legume ou a semente. 232 .115Y’]. de coloração amaraleda a castanho-escura. com 1. levemente lustrosa. unisseminado. menores do que a ½ do comprimento do cálice e com nervuras conspícuas [Fig. afila gradativamente para uma base larga. 3-brácteas basais com mais da ½ do comprimento do cálice [Fig. obtusos e glabros.) (= Kyllinga cayennensis Lam.) – legume largo-elíptico. ligeiramente pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. ápice de arredondado a truncado e apiculado.5mm de largura. núcula obovado-elíptica. pericarpo crustáceo. com ¾ do comprimento do fruto. com retículo tênue.) Hassk.115Z-Z’-YY’’-Y’’’]. com rostro uncinado ou inconspícuo.0-1.) Endl.8mm de largura. cerca da ½ do comprimento do fruto.) – legume oval-arredondado.5mm de comprimento por 2. & Arn. translúcidas e que lhe dá o aspecto reticulado (30X) [Fig. obtusos e denso-pubescente ao longo das margens dos lóbulos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Kummerowia stipulacea (Maxim. ligeiramente curto-pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas.2mm de comprimento por 0. com ou sem as glumas. cálice 5-lobulado. revestida por fina camada ceróide. A unidade-semente é a núcula. com 3.) Hook. (= Cyperus brevifolius (Rottb. 3-brácteas basais estreitas. com retículo conspícua. lóbulos largos. com curto rostro apical.215A-F]. biconvexa. lóbulos largos. com superfície lisa. cálice 5-lobulado.) Makino (=Lespedeza stipulacea Maxim.0-3.) – glumas férteis lanceoladas e carena espinulosa.) – ver Cyperus aggregatus (Willd.

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LACUNOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. podem ocorrer plantas com corola ou cálice labiado. que tem látex. LACTESCENTE – leitoso. como a semente da maçã. LACÍNIA – diz-se quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas. LACUNAR – lacunoso. também usado para o cálice que apresenta dois lábios.211] LACRIMIFORME – em forma de lágrima. Termo frequentemente usado em vez de ringente. etc.) estão recortados em profundos e estreitos segmentos pontiagudos [Fig. LADO – ver face.100E]. por isso o termo mais usado é o bilabiado. pétalas. das quais duas superiores são soldadas e formam uma porção. FIGURA 211 – Laciniado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LABIADO(A) – diz-se da corola simpétala (gamopétala e zigomorpha) de cinco pétalas. o mesmo que piriforme. constituída por três pétalas soldadas. que se opõe à inferior.295E]. só que os lados do cone invertido não são contraídos [Fig.101B]. que tem lacunas. LAMIACEAE – nome válido para a família Labiateae. 234 . com aspecto de lábio [Fig. fruto ou semente) que tem numerosas escavações grandes e profundas [Fig. LACINIADO – que tem lacínias (la) [Fig. LACTÍFERO – que produz látex.211].

fruto ou semente) tem contorno de lança. fosca.0-4. LANCEOLADO(A) – quando um órgão (folha.0(-6.1-4.103B]. no ápice do lado ventral e entre os lóculos do pirênio. afilando gradativamente para uma base obtusa com abertura em forma de ‘V’ (visto pelo lado ventral). muito mais longo do que largo. essse com estreito sulco escuro e que percorre parte do lado. com 3.L LÂMINA – porção expandida (l) da folha.2-5.1(5.5)3. – nuculânio globoso-cuneiforme. inserção basal mais clara do que o exocarpo. inserção basal orbicular. com 3. – nuculânio com mesocarpo carnoso-sucoso na maturação e fibroso após desidratado.0)mm de largura e espessura. A unidade-semente é o nuculânio. com porção basal lisa e da porção mediana ao ápice com espessamento irregular e com retículo de 235 . lado dorsal mais convexo do que o ventral. LANOSA – diz-se da superfície de um órgão revestida por curtos pêlos densos. Lantana sp.172-l]. superfície lustrosa e lisa na maturação e enrugado-escavada após desidratado. endocarpo de textura óssea (aparência de caroço) e geralmente com restos do mesocarpo aderido. finos. de roxo-escuro a preto. pirênio com dois lóculos [Fig. se afila para as extremidades.0)mm de comprimento por (2.5(-5.8(-5.5)mm de largura e espessura.0-4. Seguem as características diferenciais das espécies de Lantana: Lantana camara L.5) mm de comprimento por 2.242]. superfície do endocarpo de amarelada a castanho-amarelada ou castanho-avermelhada. sedosos e semelhantes a lã. nuculânio obovóide com mesocarpo removido e orbicular em seção transversal. de três a quatro vezes a largura [Fig. o mesmo que limbo [Fig. cavidade de tamanho e forma irregular. lados fortemente convexos.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA malhas escuras. Euphorbia). mesmo sob condições favoráveis de temperatura.4-3.1-)2. castanho.5(-4. nuculânio oblongo-globoso com mesocarpo removido e transverso elíptico em seção transversal. cavidade interna reduzida a estreita fenda entre os lóculos do pirênio.4(-3.5-3. com interespaços irregulares e ± profundos [Fig. – nuculânio oblongo-globoso.1-2.8-3. ápice apiculado e base sem fenda. LÁTEX – suco leitoso.0-)2.2-2. com 2. como o de algumas espécies de Euphorbiaceae (Hevea. lado levemente convexos e com um sulco largo e ligeiramente mais escuro no centro do lado ventral. luz e umidade. depois da eclosão dos ovos.9)mm de comprimento por (2. irregulares. que dão o aspecto ápero-rugoso à superfície [Fig. inserção basal da mesma coloração do exocarpo.242B-B’-B’’-C-D].2-)2. condição que impede a germinação de sementes viáveis. Lantana lilacina Desf.2mm de largura e (2. 236 . com 2. superfície do endocarpo de castanho-clara a castanha.7-3. LARVA – o primeiro estádio dos insetos.242A-A’].0mm de comprimento por (2. levemente brilhante. LANUGINOSO – diz-se da superfície revestida com numerosos pêlos finos semelhantes a lã. LATÊNCIA – é o estado de repouso fisiológico onde a semente pode se encontrar quiescente ou dormente.9-)2.5mm de espessura.1mm de largura e (1.4mm de espessura.

Fruto comum das Fabaceae (=Leguminosae). A deiscência pode ser elástica explosiva.Fig. como em Anadenanthera pavonina L. [Fig. CC’. dos quais existem diversos tipos: Legume bacóide – fruto indeiscente com mesocarpo polposo.. unicarpelar. [Fig. abre-se longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) da folha carpelar.valvas torcidas. semente com pleurograma apical-basal. como de ervilha [Fig.216A). deixando apenas as porções fibrosas dos bordos. feijão [Fig. quando seco. [Fig. LEGUME – fruto simples. A morfologia desse tipo de fruto evidencia uma adaptação do pericarpo à dispersão zoocórica.Fig. Ocorre em Tamarindus indica L. embrião com plúmula diferenciada em pinas.217]. como em Calliandra spp.216B-C) o fruto é oblongo-cilíndrico.L LAXO – frouxo.com deiscência elástica explosiva e valvas retrorsas. e Onobrychis sp. de tamanho e formas variadas.214]. e Caesalpinia peltophoroide Benth. [Fig. oblongocilíndrico. (FabaceaeCaesalpinioideae). sementes com pleurograma . soja.212C-C’]. (fruto com mesocarpo polposo-gelatinoso e epicarpo que se desprende totalmente. lenhoso ou coriáceo e mesocarpo. como em Bauhinia sp. Após a deiscência as valvas podem permanecer retas ou se torcer.valvas espiraladas. ex Tul.Bauhinia sp. com epicarpo mais ou menos carnoso e mesocarpo de consistência carnosa ou gelatinosa.212A] ou ficar espiraladas. em Caesalpinia ferrea Mart. 237 .212B]. C-C’Calliandra spp.: A. BAnadenanthera pavonina. B. fibroso. toruloso ou levemente comprimido. deiscente. FIGURA 213 – Legume de ervilha. seco. multisseminado. pode ser cilíndrico. Legume indeiscente – Medicago sp. em Pithecellobium inopinatum (FabaceaeMimosoideae .213]. FIGURA 212 – Legume de: A.

) Morong. Parkia multijuga Benth. Legume samaróide – fruto seco indeiscente. Dioclea macrocarpa Huber. ocorre em Cedrelinga catenaeformis (Ducke) Ducke [Fig. Derris [Fig.) Benth. no gênero Erisma (Vochysiaceae). Legume nucóide com aspecto moniliforme – ocorre em Sophora tomentosa L. (Fabaceae–Mimosoideae . com adaptação à dispersão anemocórica e com uma a poucas sementes. D-E. nos gêneros Apuleia (legume samaróide não apresenta núcleo seminífero distinto da ala . quando visível.Fig. mas sim de outras partes florais. B.K. Lonchocarpus [Fig. mas nunca se diferencia em polpa típica.legume com cálice + brácteas. Pithecellobium dulce (Roxb. (Fabaceae–Caesalpinioideae . F-G. como se estivesse cheio de ar. FIGURA 215 – Legume de Lespedeza e Kummerowia: A-F. como do cálice acrescente no ápice.Fig.219C-D). lenhoso-fibroso ou fibroso-esponjoso.legume D.218). (Fabaceae–Papilionoideae . O legume nucóide distingue-se da núcula por ser um fruto sempre oligospermo ou polispermo. Dalbergia.220B) e Parkinsonia sp.219A-B). FIGURA 214 – Legume de Phaseols vulgaris: A. com pericarpo seco e mesocarpo. Bowdichia. C-E. (Fabaceae–Mimosoideae . Dinizia excelsa Ducke (com frutos plano-convexos e cartáceos).Fig.Lespedeza cuneata.Fig. Legume nucóide – fruto indeiscente ou tardiamente deiscente. (Fabaceae–Papilionoideae ..seção longitudinal mostrando as sementes presas na margem do carpelo.Kummerowia striata.221A]. como em Bocoa mollis (Benth.Fig.legume com cálice.221C].Fig. Cowan (Fabaceae– Papilionoideae . A-B. 238 . B-C-G.) R.semente. stipulacea.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Legume inflado – uniformemente inchado. Enterolobium contortisiliquum (Vell.seção transversal. Distingue-se da sâmara porque a ala e o núcleo seminífero não são bem delimitados e as alas não são originadas dos carpelos. plano e comprimido.220A).S.221B] e Sweetia (Fabaceae =Leguminosae).221D). Encontrado em Arachis hypogaea L.Fig.220C).

C.Caesalpinia peltophoroides. ferrea. B. FIGURA 218 – Legume inflado de Bocoa mollis: A .Parkinsonia sp. FIGURA 217 – Legume indeiscente: A. B. B.Parkia multijuga.. BOnobrychis sp. Bfruto em início de deiscência. 239 . C.L FIGURA 216 – Legume bacóide: A-Tamarindus indica. FIGURA 220 – Legumes nucóides com aspecto moniliforme: A.fruto fechado.Dioclea macrocarpa. FIGURA 219 – Legume nucóide: A.Arachis hypogaea. DEnterolobium contortisiliquum. C.Sophora tomentosa.Pithecellobium dulce.Medicago sp.C.

com duas valavas. Lema estéril – é a glumela inferior (le) de um antécio estaminado.Derris guianensis. ápice arredondado.319]. – com silícola ovada-elíptica a quase orbicular. cada uma unisseminada e geralmente com estilete apical remanescente no ápice [Fig.318.lf) da espigueta das Poaceae (=Gramineae). – com silícola de ovada a orbicular. C.Cedrelinga catanaeformis. base geralmente atenuada e com hilo. No eixo da ráquis situa-se mais abaixo e envolve a base da pálea. Fonte C-D: Barroso et al.319A]. levemente reticulada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LEGUMINOSAE – sinônimo de Fabaceae. reto ou ligeiramente encurvado.. Lepidium sp. 158A-le]. sulco longitudinal ± conspícuo. ambos do mesmo comprimento).Apuleia sp. fosca. além das laterais não muito visíveis. ápice com estilete (est) ausente ou inconspícuo [Fig.Lonchocarpus sp. (1999). antécio estaminado pode estar reduzido apenas a glumela inferior [Fig.157. Seguem as características diferenciais das silícolas e das sementes de espécies de Lepidium: Lepidium bonariense L. LENHOSO – diz-se de um órgão vegetal que apresenta natureza. Possui a nervura mediana mais ou menos perceptível. D. aspecto e consistência do lenho ou da madeira. B. LENTICULAR – em forma de lente duplamente convexa ou de lentilha [Fig. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones. localizada na base de cada flor (antécio) e que envolve a cariopse pelo lado dorsal (externo) [Fig. 240 . o FIGURA 221 – Legumes samaróides: A. LEMA – glumela inferior ou externa (bractéola fértil . alada ou não.11A-lf]. como as sementes de Amaranthus e Chenopodium.100I]. semente de ovada a obovada.

– com silícola orbicular-ovada. base com duas pontas quase inconspícuas e hilo branco. Lepidium draba L.8mm de largura e 0.3-3.5)mm de comprimento por 1.2-1. semente ovalada. com 1. granular.5(-2. base estreita.2-1.319E]. ala marginal. 241 .5) mm de comprimento por 1. com 1.1-1. de castanho-escura a castanho-avermelhada. margem cotiledonar reta e margem do eixo hipocótilo-radícula curvada.4mm de espessura. se afila convexamente do ápice para a uma base aguda com hilo claro.2(-2. com ápice largoalado e emarginado [Fig. com ápice emarginado. semente ovalada.0-2. sulco ± conspícuo.) Desv. de castanho-escura a castanho-preta. (=Cardaria draba (L.0mm de comprimento por 1. Lepidium ruderale L. base com hilo esbranquiçado e levemente protuberante.2(-2. com conspícuo sulco curvo. com 2.8-1. estreito-alada e geralmente com estilete (est) persistente [Fig.0mm de espessura. frequentemente [Fig.4mm de comprimento por 0. com 2.) – com silícola de ovada a elíptica.L Lepidium campestre (L. com conspícuo sulco quase reto.8mm de espessura. ápice emarginado e com estilete (est) geralmente persistente [Fig.318A-B. – com silícola largo-ovada. comprimida na porção superior. lisa.5mm de largura e 0. Br.0-1. base com duas pontas e hilo esbranquiçado.2-0.0)mm de largura e 0.5mm de largura. com conspícuo sulco ligeiramente encurvado. Lepidium sativum L.8-2.6-1.6-0. de castanhoavermelhada-clara a escura. muito comprimida. semente de largo-ovalada a largo-obovada. 319D]. semente obovada.) R. – com silícola ovada. finamente granulosa-reticulada.319B]. lisa.319C]. de amareloescura a amarelo-acinzentada.

fendido até quase a base e com lóbulos estreitos.7-2.0)mm de comprimento por 0.8-1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lepidium virginicum L. com 3-5mm de comprimento por 1. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas escamas peltadas. LÍGULA – apêndice membranáceo. miudamente tuberculada.222]. com sulco mais acentuado na porção mediana. LEPIDOTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. – legume unisseminado. ala geralmente translúcida. com retículo tênue. LIGNIFICADO – diz-se de qualquer parte da planta que se encontra impregnada de lignina.3(-0. miudamente tuberculada (que acompanha o contorno da semente). brácteas ausentes [Fig. muitas vezes com margem cotiledonar reta e a do eixo hipocótilo-radicula convexa. Lespedeza cuneata (Dumont) G. – com silícola orbicular (globosa).2(-1.1-)1.0mm de largura. castanhoavermelhado-escuro. acuminados e pubescentes. isto é.4) mm de espessura. cálice basal com mais da ½ até ¾ do comprimento do fruto. com ápice estreito-alada e largo-emarginada [Fig.3)mm de largura e 0.2-0. pubescente no ápice e ao longo dos lados.1mm de largura e que só não circunda o bordo cotiledonar.) Gaertn. que ocorre na junção do pecíolo das FIGURA 222 – Lígula. Don.203M]. a escama é arredondada e se fixa no centro [Fig. nas flores das 242 . semente de ovalada a obovada. hilo basal esbranquiçado. comprimida. com (1. de 0.). portanto adquire textura de madeira.215D-E]. alaranjada ou de castaho-alaranjada a castanho-avermelhado-clara.31F]. nas Poaceae (=Gramineae) como no capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. folhas com a bainha [Fig.5-2.

243 .102 K]. LINTER – penugem que permanece nas sementes de algodão após o beneficiamento. fruto. LIRADO(A) – o mesmo que panduriforme. LIGULADO(A) – provido de lígula.ou pentadentada. LISA(O) – diz-se da superfície plana. (Brassicaceae =Cruciferae). geralmente lustrosa. reto. Coleostephus. como as folhas das gramíneas [Fig. LOBADO(A) – diz-se de um órgão provido de lobos. de recortes pouco profundos e arredondados. Leucanthemum e Tanacetum. LIGULIFORME – em forma de lígula. com bordos paralelos e geralmente mais longo do que largo.172-l]. LINEAR – diz-se quando um órgão (folha.103A]. Glebionis. LIMBO – parte expandida (l) de uma folha (lâmina) [Fig. quando as pétals unidas formam uma única lígula. como as folhas de Raphanus rhaphanistrum L. embrião axial [Fig. isto é. das flores da periferia ou de todas as flores do capítulo. mas com várias sinuosidades em cada lado e que diminuem da porção mediana para a base [Fig. sem nenhuma elevação ou aspereza aparente.L espécies da família Asteraceae (=Compositae) denomina-se de lígula à corola gamopétala e zigomorpha. ocorre nos gêneros Chrysanthemum. 139 a 147]. tri. semente ou embrião) é estreito.

LOCULICIDA – diz-se do fruto (cápsula) que apresenta deiscência ao longo FIGURA 223 – Lodícula: an. 223-lod] e da espigueta. da nervura mediana. rudimentos ancestrais do perianto. grãos de pólen. largo e ápice não expandido. esparsopubescente ou glabra.54B-C-lo]. Ver cápsula loculicida [Fig. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla). FIGURA 224 – Lolium (antécio fértil lados ventral e dorsal): A. lod.L. comprimidas.62. 225] A unidade-semente é o antécio fértil. multiflorum. granulosa.L. alternas sobre o eixo central. 64]. 224.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LOBO – diz-se do órgão com recorte(s) pouco profundo(s) e arredondado(s).269-lod]. LÓCULO – cavidade (lo) de um órgão. em geral de um esporângio. calo estreito transverso-elíptico e com bordo fino [Fig. C. 63.antera. perenne.L. exceto na espigueta terminal. com duas glumas (inferior e superior). convexa.166. adpressas à base do ovário [Fig. LODÍCULA – o mesmo que glumélula. LOBULADO – diz-se do órgão provido de (ou dividido em) lóbulos. gluma inferior geralmente ausente. LÓBULO – diz-se do órgão com pequeno lobo (lb) [Fig. membranácea no ápice e subigualando-se a pálea fértil (pf) lisa e lustrosa em direção ao ápice. antécio fértil oblongo. se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. arista (as) geralmente quebrada no beneficiamento. antera. B. esestigma. contendo respectivamente os esporos. ovário ou fruto. duas ou três escamas hialinas. Seguem as características diferenciais de espécies de Lolium: 244 . como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig.lodícula. Lolium sp. com lema (lf) 5-7-nervada. temulentum.157] e Phalaris [Fig. óvulos ou sementes [Fig.54A-lb]. segmento da ráquila (seg) achatado. sésseis.

4mm de largura e 0.7mm de espessura. de coloração castanho-amarelada a acinzentada e fosco. alarga-se ou não para o ápice (depende da variedade) e pouco mais estreita do que em Lolium perenne. segmento da ráquila (seg) cilíndrica ou ± quadrangular (depende da variedade). nervuras frequentemente inconspícuas. este oblongo ou lanceolado.L. – espiguetas com glumas mais curtas do que o antécio fértil.L.2-1. mais ou menos convexa (depende da variedade). sem dobras transversais. castanho-escura [Fig. de coloração amarelo-acinzentada a cinza-amarromzada e fosco. com 5-7mm de comprimento (exceto a arista) por 1. achatado dorso-ventralmente e quase com a mesma largura em toda extensão. com curtos dentículos nas carenas e frequentemente intercalados com espaços sem dentes.5mm de comprimento por (1.5mm de largura e 0.224A. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita.L. lema fértil (lf) oblongo-lanceolada. arista (as) tão longa quanto a lema fértil.8(-0. fraco-convexa. temulentum. achatado dorso-ventralmente e aproximadamente com a mesma largura em toda extensão. lema fértil (lf) oblongo. aristada.multiflorum. curta. afila-se para um ápice agudo. 225A].lanceolada. C. ápice obtuso ou curtopontudo. quase da mesma espessura em toda extensão. B.0mm de comprimento por cerca de 1. este oblongo ou lanceolado. com 3. cariopse lanceolada ou oblonga.0mm de 245 .7-4.0-7. tão longa quanto a lema. Lolium perenne L. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. pálea fértil (pf) acanalada. ápice curto.9)mm de espessura. – espiguetas com glumas pouco mais curtas do que o antécio fértil.L Lolium multiflorum L. afilandose levemente para a base. perenne. achatada dorso-ventralmente e de coloração castanho-amarelada a FIGURA 225 – Lolium (antécio fértil vista lateral): A. com 5.5-)2.7-0.

com curtos dentículos nas carenas. porção mediana das nervuras laterais sem dentículos.5-4. de 6-7mm de comprimento (exceto a arista) por 2. segmento 246 . semarista ou quando presente.7-0. Lolium temulentum L. curta e frágil.8mm de espessura. afila-se para o ápice. antécio fértil de ovalado a largo-elíptico. mais largo na porção mediana. translúcido. tão longa quanto a lema. visível através do antécio fértil e intimamente aderida a ele.8-2. lema fértil (lf) fortemente convexa. lema e pálea nitidamente 5-nervadas e de cinzaamareladas a castanho-claras. segmento da ráquila (seg) de 0.3-1.4mm de largura e 0. escabrosa e em geral quebrada quando misturada as sementes comerciais. com 3. carenas com curtos e densos dentículos uniformemente inclinados e no ápice múticos. não achatado dorso-ventralFIGURA 226 – Lomentos: A. ápice frágil. cariopse oblonga-lanceolada. larga. com dobra transversal na porção mediana ou pouco acima.Stylosanthes humilis. C. aristado.1. em vista lateral com lado ventral fortemente arqueado e dorsal reto.0mm de espessura.2mm de espessura. com estreito sulco mediano arredondado. sem dobras transversais.5-3. estreitando-se para um ápice obtuso.0(-3. arredondada no ápice e largo acanalada no lado ventral e de coloração castanho-amarelada [Fig. com dorso achatado.7. 225B].Aeschynomene denticulata.Zornia diphylla.0-2. pálea fértil (pf) acanalada. BStylosanthes guianensis.5)mm de largura e 2. com cerca de 12(-15)mm de comprimento. mente. pálea fértil (pf) bicarenada. ápice obtuso e bordos não encobrindo as carenas da pálea fértil.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura e 0.0mm de comprimento por 1. muito adpressa a pálea e se alarga uniformemente para o ápice.224B. – espiguetas com glumas (inferior e superior) 7-nervadas e subigualando-se ao resto da espigueta. D-D’. fracamente 5-nervada. arista (as) com inserção subapical na lema. fortemente acanalada.5mm de comprimento.

com 3. Desmodium.228C).L da ráquila (seg) achatado-cilíndrica.) Schrad.5mm de largura e 0. que se separa em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. cariopse oblonga-cimbiforme. calo estreito transverso-elíptico.224C. e em Prosopis hassleri Harms (Fabaceae–Mimosoideae . (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. comprimido.0mm de comprimento por 1. fragmenta-se transversalmente. D. adpressa a pálea. com epicarpo e mesocarpo contínuos.4-1. indeiscentes e de consistência óssea ou coriácea. ocorre em Fabaceae– Caesalpinioideae como no gênero Cassia subgênero Fistula: Cassia ferruginea (Schrad. Cassia fistula L. lado dorsal plano e ventral largo-acanalado. pouco profundo e com sulco mediano [Fig. sub-cilíndrico. C.228A-B) onde o fruto é linear-oblongo.226. endocarpo articulado. drupáceo – fruto indeiscente. Coronilla.8mm de largura.Desmodium incanum.Fig. ex DC. 247 . 227). com segmentos. Este fruto ocorre também em Gleditsia sp.7-0. 228B].Fig. alongado. Crotalaria.Desmodium tortuosum. LOMENTO – fruto artrocarpáceo seco.Desmodium adscendens. em geral. Lomento FIGURA 227 – Lomentos: A. subretangulares e sementes com pleurograma (ple) [Fig.Fabaceae.. deiscentes ou indeiscentes. com ápice plano-ovalado e de até 3mm de comprimento. na maturação. com constrições entre as sementes. mesocarpo granuloso-polposo e endocarpo coriáceo. Stylosanthes e Zornia (Fabaceae =Leguminosae . mais larga do ápice a porção mediana e afilando-se para a base.7-4. 225C]. B. Hedysarum. com epicarpo cartáceo. como nos gêneros Aeschynomene. de falcado a subfalcado. Existem formas botânicas com ou sem aristas. em segmentos (artículos – ar) unisseminados.

[Fig. indeiscentes. de consistência co- riácea ou óssea e apresentam istmo (is) central entre os artículos. FIGURA 228 – Lomento drupáceo de Prosopis hassleri: A. e endocarpo articulado. como em Desmodium tortuosum (Sw. reluzente. fruto ou semente) tem contorno semelhante a lua crescente [Fig. LUSTROSO – o mesmo que brilhante. LUNIFORME – que tem forma de meia-lua. o mesmo que lunado. LUNADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.227C]. B. que se separam em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. LÚTEO – de coloração amarelo-vivo tirante a vermelho. LUTESCENTE – de coloração que se aproxima do amarelo-pálido. LONGITUDINAL – que está na direção do eixo principal (sentido do comprimento) do órgão vegetal. CGleditsia sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lomento toruloso – fruto indeiscente. com epicarpo e mesocarpo contínuos.102F].) DC. 248 .fruto. LUTÉOLO – de coloração levemente amarelada.inserção da semente nos artículos.

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b. Em Juniperus permanece fechado.flor feminina com escamas de Cupressus goveniana. por fendas entre as margens das escamas. MANCHA HILAR ou MANCHA HILARIS – ver hilo [Fig. nos cones femininos FIGURA 229 – Macrosporófilo (a. MACERAR – amolecer um órgão (semente) em um líquido. que são medicinais. são células especializadas na nucela e que dão origem aos óvulos (macrosporos). MACROSPORÂNGIO ou MEGASPORÂNGIO – nas Angiospermas é denominado de nucelo. nas Cupressaceae. MACROSPORÓFILO – encontra-se. ou para o ovário com óvulos aptos a serem fecundados.11D]. 250 . usadas no preparo de bebida alcoólica (genebra) e no preparo do chucrut. O cone seminífero maduro varia de coriáceo a lenhoso. em posição oposta ou verticilada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MACERAÇÃO – ato ou efeito de macerar. como em Cupressus goveniana Gordon [Fig. MADURO – usado para frutos que tem sementes aptos a germinar. que são compostos de poucas escamas férteis ou estéreis. MACROGAMETÓFITO – célula modificada e que formará o megagameta. imersão em um líquido. As sementes podem ter ou não estreita ala.229]. formando uma espécie de baga (fructus juniperi). o memo que megagametófito. submetio a maceração. MACERADO – que sofreu maceração. se abre no amadurecimento das sementes. MANCHADO – que tem macula de diferentes colorações e/ou tonalidades.cone maduro).

denteada. originado de um ovário ínfero ou súpero. que pode ser inteira ou apresentar diversas divisões. – núcula (nu) unisseminada. Medicago tuberculata Willd. não FIGURA 231 – Melonídios (seção transversal): A.. serreada. aculeada e serrulada [Fig.231A). pericarpo com pouca ou muita espessura (carnoso).núcula com cálice basal acrescente. MELONÍDIO – fruto bacóide. que envolvem numerosas sementes ariladas ou com funículo espessado. B. sinuada.217A]. com configurações conspícuas no dorso [Fig. preto. Ver placentação marginal [Fig. Melilotus sp. Seguem as características diferenciais das espécies de Melilotus: FIGURA 232 – Melilotus indicus: A. lóbulo radicular mais estreito do que o lóbulo cotiledonar e separado por um conspícuo sulco raso. indeiscente.Fig. dividida em lóculos e forrada por placentas carnosas. MELÍFERA – plantas cujas flores atraem abelhas. fruto ou semente). 251 . cálice (cal) acrescente com cinco lóbulos.semente. ondulada. angular. B. MEGAGAMETÓFITO – o mesmo que macrogametófito.230A]. multisseminado.231B] e Jacarantia (Caricaceae). Parietal(B).Passiflora sp. MEGAGAMETA – célula aredondada que se forma de um megagametófito. – legume indeisecente coclear. como os frutos dos gêneros Carica [Fig. A unidade-semente é a semente.Carica sp. carnoso.M MARGEM ou BORDO – a parte mais externa de um órgão (folha.110]. que corre do hilo para o centro da semente. Citrullus (Cucurbitaceae) e Passiflora (Passifloraceae . como crenada. MARGINAL – que se refere a margem. semente com hilo localizado num entalhe basal excêntrico raso. com placentação parietal. com cavidade central ampla. que produz mel. FIGURA 230 – Marginal (A).

0-2.0mm espessura. FIGURA 233 – Melilotus officinalis: A. com conspícuo sulco raso. cálice (cal) de até ¾ do comprimento da núcula e lóbulos longo-acuminados.) All. (= Melilotus alba Medik.8-2. de amarelo-esverdeada a castanho-pálido. de castanho-cinza a catanhoesverdeada.8mm de comprimento por 1.5mm de largura e 1.0-2. com 1. 252 . hilo orbicular circundado por um halo branco. rugosa (finos tubérculos).) – núcula (nu) ovóide. com largo sulco conspícuo e raso. cálice (cal) menos da ½ do comprimento da núcula e lóbulos cuto-agudos. com curto estilete remanescente no ápice. superfície preta e grosseiramente reticulada.2-1. de 2. com curto estilete remanescente no ápice.3mm de espessura.0mm de espessura. superfície de castanha a preta e transversalmente rugosa. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do comprimento dos cotilédones [Fig.0mm de largura e 1.4-1. de 3-4mm de comprimento por 2. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ¾ do coprimento dos cotilédones.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Melilotus albus Medik. hilo pequeno e conspícuo. de 1. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do coprimento dos cotilédones [Fig. hilo pequeno e inconspícuo.0-1. B.6mm de largura e 1.5mm de comprimento por 2. fosca. Melilotus indicus (L.5mm de largura e 1. com curto estilete remanescente no ápice. superfíce de amarela a amareloavermelhada.3mm de largura e 0. semente ovóide ou cordiforme. cálice (cal) cerca de 1/3 do comprimento da núcula e lóbulos curto-agudos. de 3-4mm de comprimento por 2.8 mm de comprimento por 1.0mm de espessura. de 1. com conspícuo sulco raso. lisa.233].5mm de espessura. lisa.semente. fosca. semente de ovóide a cordiforme.5mm de comprimento por 1.6-1. semente ovóide.2-1.) Lam. rugosa-escavada e com algumas nervuras transversais onduladas.232].núcula com cálice basal acrescente. fosca.5mm de largura e 1. – núcula (nu) subglobosa.5-2. Melilotus officinalis (L.0mm de espessura. – núcula (nu) ovóide. de amarela a castanho-amarelada.

5mm de largura. sulcada.dorsal.2mm de comprimento por 0. lema estéril com arista reta inserida entre os 2-dentes apicais. glabras. com dois antécios. fortemente nervada. cariopse: D.2mm de comprimento por 0.8-2. irregularmante esférico com costelas salientes [Fig. circundado por um sulco e pela saliência hipocrepiforme ± conspícua ou apunas visível na base.235]. ± afundado. gluma inferior reduzida a pequena escama de 0. ápice e base a agudos. pediceladas. pálea fértil subhialina no ápice. com ou sem arista (as) terminal. A unidade-semente é a semente.lateral.8mm de comprimento.3mm de comprimento.ventral.) Urb. F. MEMBRANÁCEA(O) – com textura de membrana.101J]. margem bem delimitada (Merremia aegyptia (L.4mm de largura e pericarpo castanho-esverdeado. gluma superior bilobada.234] MELONIFORME – com forma que se assemelha a do melão. do comprimento da espigueta. como duas projeções [Fig. solitárias.espigueta. semelhante a lema estéril e maior do que a lema fértil. Merremia sp.) ou inconspícua (nas demais espécies).4-0. roxo-avermelhadas. levemente lustroso e liso [Fig.5-1. levemente afundadas ou convexas. ao pericarpo dos frutos e ao tegumento das sementes. com cerca de 1. lema fértil (lf) com 0. com base emarginada ± conspícua. o inferior reduzido a lema estéril. do tipo ipomoea. com 1. hilo de transverso-ovalado a transverso-elíptico. Seguem as características diferenciais de espécies de Merremia: 253 . Beauv. E. pode ser aplicado às folhas. – semente de globosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme. cariopse elipsóide. membranácea. – espiguetas estreito-oblongas. lado dorsal convexo e ventral carenado e com duas faces de planas a FIGURA 234 – Melinis minutiflora: A-B-C.M Melinis minutiflora P.

com (3.0)mm de espessura.) Urb. superfície do tegumento de fosca a levemente brilhante. G-H.7mm de comprimento por 1.5-4. – semente de subglobosa a ovóide-cuneiforme. branco e circundado por um sulco esbranquiçado. saliência hipocrepiforme mais conspícua na metade inferior e na base com duas projeções largoovaladas.lado ventral.0)mm de comprimento por (4. lado dorsal com base emarginada e ventral com carena de obtuso-arredondada a inconspícua.34.) Hall.f.0-)4. muito próximas uma da outra e em geral mais claras do que o tegumento. FIGURA 235 – Merremia (semente): A-B.8(-4. aegyptia.5-3. não afundado.8-)4.7mm de comprimento por 3. glabro. dissecta. – semente globosa-cuneiforme. cissoides.7(-5. Merremia cissoides (Lam. margem com nítida listra. macrocalyx: A-C-C’-E-G.0(-4. de coloração alaranjada (imatura) e castanho-amarelada-escura (madura) [Fig. finamente pontilhada (10X).M.M. E-F.M.235A-B]. com (4.0-4.2(-4.5mm de espessura. C-C’-D. B-D-F-H.2-) 4.5)mm de largura e 3.0mm de largura.M.lado dorsal. hilo transverso-ovalado. lado ventral 254 .5-3.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia aegyptia (L.5)mm de largura e 2. mais largo na parte superior e inferior. com 0.

5-)5.8- 0. às vezes. lado ventral com carena obtuso-arredondada (às vezes inconspícua). miudamente alveolada (20X).0-7. de castanho-avermelhado a castanho-escuro e circundado na parte superior por um semi-halo preto.5mm de diâmetro. superfície do tegumento fosca. com 1. – semente de ovóide-cuneiforme a subglobosa. de coloração alaranjada (imatura) a castanho-escura (madura). de coloração cinzaescura a preta. glabra.f. mais visível nas sementes de coloração cinza-escura. hilo transverso-elíptico.9mm de comprimento por 2. fasciculados e alvo-translúcidos.0mm de largura e preto. geralmente mais densos e menos caidiços no sulco e diminuindo em quantidade do hilo para a saliência hipocrepiforme. na base com duas projeções suborbiculares. fasciculados. hilo transverso-obovado. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.2-1. revestida por fina camada ceróide castanho-clara [Fig.235E-F]. com 7. revestida por pêlos simples. lanceoladas ou suborbiculares. com 0. Merremia dissecta (Jacq. com 0. área hilar largo-obovada.0-9. não afundado. levemente afundado.) Hall. muito caidiços.8mm de comprimento por 1. miudamente alveolada (10X). na base com duas projeções estreitoovaladas.0mm de largura. muito próximas uma da outra e ± inconspícuas. com numerosos pêlos simples. alvo-translúcidos.235C-C’-D]. superfície do tegumento fosca.0mm de comprimento por 6.5mm de espessura. 255 . dando à semente o aspecto de pequenas manchas claras de coloração castanho-acinzentada [Fig. não emarginado na base.2mm de largura e (4. carena e margem inconspícuas com faces fortemente convexas (quando no fruto se formaram apenas três sementes).M com carena obtuso-arredondada.0-5.

com 0. com pilosidade igual à do tegumento e circundado na parte superior por um semi-halo escuro e piloso.8-0. 325]. não diferenciado. superfície do tegumento fosca. na base com duas projeções estreito-lanceoladas. revestida por fina camada ceróide mais clara e com numerosos e diminutos pêlos simples e alvo-translúcidos [Fig. que na maturação se decompõe em dois mericarpos. não afundado.2mm de comprimento por 3. cuja função é produzir novos tecidos por divisão de suas células. à parte mais desenvolvida do fruto [Fig.) O’Don.8-4. em geral. ou seja. MERICARPO – o mesmo que carpídio.7-3. 94. Cada mericarpo corresponde a metade de uma folha carpelar. castanho-negro. com 3. como nas Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.235G-H].265.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia macrocalyx (Ruiz & Pav. embrionário. Meristema apical – tecido vivo. hilo transversoelíptico. ainda não diferenciado e que se localiza no ápice da plântula ou da planta. – semente globosacuneiforme. pode ser fibroso.41. carnoso e comestível ou não. corresponde ao mesófilo carpelar e é. áspera.35. lado ventral com carena arredondada. 256 . MESOCARPO – camada mediana dos frutos (do pericarpo).83-car] e em mais de dois mericarpos. de coloração castanhoescura (imatura) e negra (madura). como nas Malvaceae [Fig. Cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. MERISTEMA – um tecido vivo.82]. também denominado de gema apical. farináceo.9mm de comprimento por 1.e o endocarpo. é a parte que fica entre o epi.5mm de largura.9mm de diâmetro.

257 . a posição da radícula do embrião.308. MICROORGANISMO – é um micróbio. MICRÓPILA – pequena abertura ( m) existente no integumento de um óvulo [Fig. nas Angiospermas são as células especializadas da antera e que produzem os grãos de pólen ( gp . 309]. é a parte que fica abaixo das raízes adventícias do primeiro nó até o início da radícula.310].microsporos) [Fig. folhas adultas. ou um pequeno orifício punctiforme (poro). METÁFILOS – são as folhas que se formam após o(s) eófilo(s). um ser microscópico. e nas Fabaceae (=Leguminosae) onde se inserem os cotilédones. abaixo. MICROSPORÂNGIO ou SACO POLÍNICO – oposto a macro-(ou mega-) sporângio. como em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Phaseolus [Fig. Nem sempre é claramente visível.M MESOCÓTILO – nas Poaceae (=Gramineae) é a parte do eixo embrionário entre o ponto de inserção do escutelo e o coleóptilo [Fig.78B-cop]. Na plântula. Vicia. Indica sempre. MICÉLIO – conjunto das hifas de um fungo.311]. causador de fermentações e doenças.297] ou no tegumento da maioria das sementes maduras [Fig.13A]. freqüentemente fechada formando uma cicatriz superficial. Pisum [Fig. que em muitas sementes se evidencia como uma saliência no tegumento ou por dois feixes mais claros.

portadoras de 2-3-6 sacos polínicos livres. nas Cupressaceae. geralmente com esparsoas e pequenas manchas lineares amareladas. com ápice obtuso-arredon- dado e base truncado-aneliforme. – antocarpo de globoso a largo-ovóide (parece uma granda) e orbicular em contorno.321A-A'-A'') ou que não se separam (Raphanus sativus L. córneo. (Poaceae =Gramineae .5-5. . MICROSPOROS ou GRÃOS DE PÓLEN (gp) [Fig. de coloração castanho-escura a preta. 258 . superfície com cinco estrias longitudinais. Mirabilis jalapa L.Fig.Fig. glabro. ± alongado. com (6. Ver macrosporófilo.0-)7. que constam de pecíolos curtos com escamas terminais alagados.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MICROSPORÓFILO – encontra-se. com constrições entre eles e que podem se separar (Raphanus raphanistrum L.0)mm de diâmetro.15D-E]. como em Coix lacrima-jobi L.101-O].Fig.5-8. espécies da família Brassicaceae (=Cruciferae). somente nos cones masculinos. MONILIFORME – em forma de rosário de contas [Fig. com uma série de invólucros córneos superpostos. MIMOSOIDEAE – subfamília da Fabaceae.2-)4. fosco. . núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso externamente ao espesso antocarpo [Fig. A unidade-semente é o antocarpo. Ver Fabaceae.321B) na maturidade.5mm de comprimento por (4. ou são segmentos arredondados superpostos.5(-6.171]. de irregularmente transverso-rugosa a tuberculada.96).

quando o ápice de um órgão (folha. MUCILAGINOSO – que tem textura de mucilagem (goma). MUCRO ou MÚCRON – ver apículo. MUCILAGEM – diz-se da superfície que apresenta substância parecida com goma. MUCRONADO(A) – provido de múcron. MONÓICA – planta com flores masculinas e femininas separadas. que produzem flores e cujas sementes (cariopse) possuem um embrião com um único cotilédone. líquido de textura viscosa. Angiospermas.M MONOCOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas. mas no mesmo indivíduo.16B]. MUCRONULADO – provido de múcron (apículo) muito reduzido. MULTILOBADO – que tem muitos lóbulos. MULTIFLORA – que tem muitas flores. MONOGÉRMICO ou MONOSPÉRMICO ou MONOSPERMO – o mesmo que unisseminado. fruto ou semente) termina abruptamente em pequena (curta) projeção (ponta) aguda e dura no centro [Fig. MULTICARPELAR – diz-se do gineceu que tem vários carpelos. plulobulado 259 .

Myosotis arvensis (L. esse caso a última pode ser designada de mútica. como sinônimo de multisseminado. o mesmo que oligospérmico. MURICADA – diz-se da superfície de certos frutos com numerosas excrescências (protuberâncias) curtas. polispérmico ou polispermo. MÚLTIPLO – diz-se quando um fruto deriva de várias flores da mesma inflorescência. assim. ou qualquer outro similar. contrasta-se duas coisas. 260 . oligospermo. MÚTICO – o termo somente é empregado em oposição a outro que indica: com ponta. o mesmo termo pode ser usado em contraste com cuspidado ou aristado. e a outra não. MULTILOCULAR – quem tem muitos lóculos. envolto pelo cálice acrescente.) Hill.203D.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MULTIGÉRMICA – alguns autores utilizam esse termo. tubérculos pontudos ou curtos acúleos cônicos) [Fig. uma delas é mucronada FIGURA 236– Muricado. poligérmico. MULTISSEMINADO – com muitas sementes. 236]. ou provida de saliências (espinhos. MURIFORME – diz-se da superfície que apresenta divisões transversais e longitudinais. irregulares e duras. MULTIOVULADO – diz-se do ovário que tem vários lóculos. (=Myosotis intermedia Link) – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. incorretamente.

com tegumento membranáceo. cicatriz de inserção basal-ventral. comprimido.2-1. com 1. que o divide em duas faces quase planas. invaginado e reto.8mm de largura e 0. frequentemente formado por duas pequenas verrugas esbranquiçadas.M carcerulídio ovalado. embrião axial.76I].4-0.5mm de espessura. semente inclusa no carcerulídio. endosperma carnoso [Fig. lado dorsal levemente convexo e ventral levemente carenado. A unidade-semente é o carcerulídio. com superfície lisa. glabra. muito lustrosa e de coloração preta. pericarpo crustáceo. com ápice obtuso e base arredondada. margem circundante aguda. 261 . achatada.5mm de comprimento por 0.

262 .

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1)mm de largura. NAVICULAR – o mesmo que cimbiforme [Fig.6-2.0(-1. fosca. – com silícola de ovóide-globosa a subglobosa. circundada por estreita margem.5-2. A unidade-semente é a silícola. superfície grosseiramente reticulada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NABIFORME – que tem a forma de nabo (esfera achatada).101R].6mm de largura e 1.100G]. de 1. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones) [Fig.172C. Necróse superficial – localiza-se superficialmente nos tecidos. ou parte espessada sólida do colomo onde nascem raízes. 264 .) Desv. semente ovóide. de coloração cinza-esverdeada a castanho-acinzentada ou castanho-escura. interespaços afundados.2mm de comprimento por 2. Necróse profunda – localiza-se profundamente dentro do tecido. a partir do qual se origina uma folha ou uma folha modificada (coleóptilo. como a raiz do rabanete [Fig. cotilédones ou escutelo). com 1. base (área hilar) pontuda (posição da ponta da radícula) e com sulco longitudinal conspícuo. como um fio de linha. com grande nitidez nas folhas.9)mm de comprimento por 1. amarelada ou alaranjada. NECROSE – área de um tecido morto.0mm de espessura. NÓ – parte de um eixo embrionário ou de uma plântula. em especial na face abaxial. 318C]. 244]. Neslia paniculata (L.5(-1. com rostro (ro) apical.0-2. um pouco comprimida. que se distinguem. NEMATÓIDE – organismo fino e alongado. folhas e ramos [Fig. NERVURA – conjunto de elementos condutores.

N NOZ – denominação genérica para aquênio ou núcula. Ver endosperma ruminado e perisperma. Algumas vezes a nucela (n) se desenvolve muito depois da fecundação do óvulo (ov) e a chalaza (ch) preenche os espaços laterais da semente.297]. como em Balfourodendron (Rutaceae). corresponde ao megasporângio. com dois ou mais carpelos. Nucáceo bilocular – com dois lóculos. em outras espécies. NUCELA – tecido nutritivo do saco embrionário (as). a nucela (n) é praticamente toda consumida durante a formação do saco embrionário e do endosperma (en) [Fig.) [Fig. desenvolvendo-se no centro da semente um endosperma ruminado. 265 .171A. Na maioria das espécies vegetais.171A. fruto do carvalho (Quercus rubor L. NÚCLEO POLAR – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (np) que se encontram na porção central do saco embrionário (sa) [Fig. pode apresentar apêndices sob a forma de alas. não deve ser utilizado na descrição morfológica. 297]. (Dilleniaceae) e Heliocarpus (Tiliaceae). 243).44]. ela é usada apenas parcialmente. Nucáceo multilocular – com 4-5 lóculos Balfourodendron (Rutaceae) e com 2-5 lóculos Triumfetta (Tiliaceae – Fig. Curatella americana L. e a parte remanescente vai funcionar como um tecido de reserva na semente madura. que se torna ruminado pelas invaginações transversais do tegumento. com dois ou mais lóculos. NUCÁCEO – fruto originado de um ovário súpero. denominada de perisperma.

Grevillea (Proteaceae . ex Benth (Fabaceae–Papilionoideae . ex Benth. A. bulbosus.Fig. polyneuron Müll. parviflorus. Pterogyne sp. B-B’. Clethra sp. (Rubiaceae .312C) e Tabebuia (Bignoniaceae). (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. (A-B-C). nos gêneros Dimorphoteca (AsteraFIGURA 237 – Núcula com ganchos em Petiveria sp. (Fabaceae-Papilionoideae . lenhosa ou membranácea).R. (Apocynaceae).-Hil. Ver a descrição de cada um deles. 299D). Coutarea sp. pilosa. e Spergularia grandis (Pers. Arg. Jacaranda (Bignoniaceae).Fig. (Meliaceae).299A) e não equinado em Tipuana (Fabaceae–Papilionoideae .312D].312E-E’] e A. apresenta um grande número de acessórios. a dois núcleos espermáticos. Cedrela fissilis Vell. (Magnoliaceae) . formado por 1-2 carpelos. ceae).R.Fig. ocorre a penetração do tubo polínico no óvulo e o desaparecimento do núcleo vegetativo. Arg.299F): ou é a parte que contém o embrião em um fruto. acris. Magonia pubescens A.Fig.305G-H). não diferenciado nas três camadas típicas (coriácea. cerdosa ou equinada e se divide em sâmara. aquênio.312B).Fig. ramiflorum Müll. (Clethraceae . ou como no samarídio de Serjania cuspidata.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NÚCLEO GERMINATIVO – do grão de pólen dá origem.Fig.Fig. por divisão. como em Allamanda [Fig. NUCÓIDE – fruto indeiscente.312F). O núcleo seminífero pode ser equinado como em Centrolobium tomentosum Guill. Banisteriopsis muricata e Banisteriopsis andersonii (Malpighia-ceae . como na sâmara de Centrolobium tomentosum Guill.300A-B-G-I).R. [Fig. Serjania glabrata Kunth. 266 .Fig. a superfície do pericarpo pode ser lisa. Spergula arvensis L.. núcula e nucáceo. tem formas variadas. betulídio.St.Fig.299A-E). Aspidosperma macrocarpon Mart.) Cambess (Caryophyllaceae . C. FIGURA 238 – Núculas de Ranunculus: A. com pericarpo seco. e Riedeliella sp. 312A. NÚCLEO SEMINÍFERO – parte (nse) que contém o embrião numa semente alada.

seco. Fallopia.utrículo (perigônio).seção transversal da núcula. D-D’. Núculas de Polygonaceae – em geral ficam inclusas no perigônio (prg) persistente. na base. Petiveria (Phytolaccaceae) e Ranunculus (Ranunculaceae) [Fig. água ou pelos animais.239A-A’I-I’-J-J’). simples.Scleria uleana. L-L’.240. pode apresentar adaptações para dispersão pelo vento.237]. B-C-C’. originado de um ovário súpero.). Coccoloba.239F-F’-I-I’-J-J’) e estrutura cupuliforme paleácea e ciliada (Cephalocarpus) ou a núcula pode FIGURA 239 – Núculas de CYPERACEAE (inteira e seção transversal): A-A’. 239. Polygonum e de Persicaria – com embrião sempre deitado paralelamente a um dos ângulos da núcula [Fig. Fagopyron. H. B. água ou animais. Rhynchospora – Fig.237. Polygonum e Rumex [Fig.Rhynchospora aurea. (Phytolaccaceae – Fig. 241].239B-C-C’. Núculas de Bistorta. com um ou dois carpelos. F-F’. pequeno. indeiscente e unisseminado.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. Boehmeria (Urticaceae). rostro (ro) ou caliptra (Bulbostylis. Núculas com ganchos – Petiveria sp.Eleocharis geniculata. & Schult. estar totalmente incluso no utrículo (Carex – Fig. mais ou menos acrescente e pode ou não apresentar adaptações para a dispersão pelo vento.núcula.Cyperus esculentus.N NÚCULA – fruto nucóide. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. A núcula ocorre em espécies de Cyperaceae e Polygonaceae e em Basella (Baselaceae). Persicaria.Cyperus rotundus. 240.Scleria balansae. I-I’. A’-C’-D’-E’-F’-G’-I’-J’-K’. Rhynchospora aurea Vahl (=R.) Roem.Rhynchospora nervosa. no ápice um rostro ou tubérculo e na base cerdas (ce) (Eleocharis geniculata (L. A-C-D-E-FG-I-J-K. 338). 267 . como nos gêneros de Antigonon. 238. Núculas de Cyperaceae – pode apresentar: no ápice um tubérculo.estilete bífido. E-E’. pericarpo não soldado ao tegumento. corymbosa (L.Bulbostylis capillaris. essas adaptações podem ser o cálice (como em Rumex sp. J-J’. K-K’.Fimbristylis dichotoma..241F-I-K-O-R]. Bistorta. etc.G-G’H. Fallopia.Carex sororia. 241]. (=Dichromena ciliata Vahl) – Fig.

obtusifolius. pulcher. [Fig. I-J-K-L. indeiscente.333) nuculânio com quatro pirênios lenhosos. como em Lantana FIGURA 240 – Núculas de Rumex: A-B-C. livres entre si. reto ou curvado. crispus.seção trans. acris L. Em Tetragonia (Aizoaceae – Fig.R. mostrando a seção do embrião nocentro de uma das faces.R. D-E-F-Go nuculânio se origina de um ovário ínfero e trilocular. M-N-O-P. Em Verbenaceae pirênios com dorso não convexo e sementes sem ranhuras na face ventral.núcula. NUCULÂNIO – fruto drupóide policárpico. E-J-N. bulbosus L.240C-H-L-P].243].ou multisseminados.238]. C-H-L-P. e T.R. Em Valerianella (Valerianaceae) NUDICAULE – haste sem folhas.R. mostrando o tubérculo corticoso. como em Triumfetta bartramia L. A-D-I-M. e L. com estilete (ro . [Fig. R. 268 . parviflorus L. em ± tamanho. acetosella.. como em R.242]. camara L. com pirênios loculados ou pirênios livres.lóculos estéreis. Núculas de Ranunculus – são os frutícolos de um fruto múltiplo. [Fig. R. B-F-G-K-O. que estão assentadas sobre um receptáculo estrobiliforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Núculas de Rumex – com embrião sempre deitado paralelamente a uma das faces da núcula [Fig. maiores ou menores do que o lóculo fértil e no ápice se seção transversal do cálice.rostro) apical persistente. seco. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. que podem ser uni. apresenta dois H.encontra o cálice mais ou menos acrescente e plumoso. semitriloba Jacq.. núcula comprimida. Em Tiliaceae pirênio lenhoso e com três lóculos. com quatro sépalas providas de cornículos apicais. lilacina Desf.núcula envolta pelo cálice. versal da núcula. Em Rubiaceae com dois pirênios dorsalmente convexos e sulcados longitudinalmente. semente com ranhura profunda na face ventral (Coffea e Ixora) e pouco profunda em Palicourea.

269 .N FIGURA 241 – Núculas de POLYGONACEAE: A-D-C. C-F-I.núcula.K-O-R.Fallopia convolvulus . B-B’-B’’-C-D. pirênio: A’-B’-B’’. FIGURA 243 – Nuculânio de Triumfetta: A. bartramia.Persicaria punctata.L. P-Q-R. A-D-G-L-M-P-S-Tnúcula envolta pelo perigônio inteiro ou parte na base.seção longitudinal.L.T. G-H-I-J-K. B.vista externa. D. L-M-N-O. C.Fagopyrum esculentum. B-E-H-J-N-Q-U. lilacina. semitriloba. S-T-U. camara. FIGURA 242 – Nuculânio (A-B) de Lantana: A-A’.Rheum rhaponticum.seção seção transversal. D-E-F.Polygonum aviculare.T.seção transversal da núcula.Persicaria maculosa.

270 .

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com a parte mais larga voltada para o ápice e com o ponto de inserção na extremidade estreita [Fig. OBPIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno inversamente cordada. OBLANCEOLADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBLÍCUO – inclinado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OBCÔNICO(A) – em forma de cone invertido. o mesmo que obovóide. OBLONGO(A) – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno de ovo invertido (inversamente ovada). mas com as extremidades agudas.16Q]. fruto ou semente) tem contorno de lança invertida.103F]. com a parte mais larga no ápice. OBLONGO-AGUDO(A) – igual ao anterior. OBCORDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBCORDIFORME – o mesmo que obcordado.334C]. com bordos paralelos e é obtuso no ápice e na base. fruto ou semente) tem contorno de pirâmide invertida e a inserção ocorre na base (no vértice). 272 . OBOVÓIDE – o mesmo que obovado. o mesmo que obcordiforme [Fig. quando o grau de desigualdade nos dois lados é leve. com a parte mais larga no ápice e a inserção basal na parte aguda [Fig. OBOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. com ponto de inserção na extremidade pontiaguda. fruto ou semente) é duas a quatro vezes mais longo do que largo.

ex Pierre). Ex: cápsula oligosperma. OPERCULAR – relativo ao opérculo. ÓCREA – estrutura vegetal com aspecto de bainha que envolve o caule.297). em número menor do que o FIGURA 244 – Ócrea.102M. 110D]. nos dois bordos [Fig. Ex: flor oligostêmone.) Baill.16M].172C-oc. portanto em posição oposta as antípodas (an . fruto ou semente) termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) [Fig. OLIGOSTÊMONE – que tem poucos estames. polispérmico ou polispérmo. 244]. OLlGOSPÉRMICO ou OLIGOSPERMO – que tem poucas sementes.16L].O OBTUSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. é o resultado do concrescimento de estípulas axilares. de pétalas. 273 . ONDULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. OOSFERA – célula sexual feminina (o). como a folha da magnólia (Magnolia champaca (L. em certas plantas. Obtusa com acúmen – quando o ápice termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) e no centro apresenta abruptamente uma ponta dura [Fig. fruto ou semente) apresenta concavidades e convexidades alternadas e sucessi- vas [Fig.Fig. o mesmo que multisseminado. no óvulo (ov) das Angiospermas é a célula que se encontra acompanhada pelas sinérgidas (si) na porção apical do saco embrionário (sa). poligérmico.

Semente orbicular – Amaranthus graecizans L. fruto e semente) que tem a finalidade de manter a planta viva.diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos pássaros. garantindo a sobrevivência da espécie. 274 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OPÉRCULO – parte superior (op) de um fruto (cápsula) que se destaca na deiscência transversal [Fig. retrroflexus L. e A. fruto ou semente) é perfeitamente circular [Fig. folha. barocoria. Órgãos acessórios – termo utilizado por algus autores para designar o cálice e/ou a corola quando acompanham o fruto ou a semente na dispersão. hidrocoria e zoocoria. antropocoria. Ver cápsula circuncisa.102-O]. (Amaranthaceae). ORBICULAR – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. no mesmo nível e em sentido contrário.57A-C]. Wendl. flor. ÓRGÃO – parte de um organismo vegetal (raiz.319F). OPOSTO(A) – quando a inserção ocorre aos pares. ORNITOCORIA . Folha orbicular – Maranta orbiculata (Marantaceae). caule. Fruto orbicular – silícola de Lepidium virginicum L. Ver anemocoria. autocoria. Saintpaulia ionantha H. (Brassicaceae – Fig. (Gesneriaceae).

o comprimento no máximo duas vezes a largura [Fig.250].3mm de espessura. com a parte mais larga na base. de (2. geralmente mais longo do que o artículo [Fig. ORTÓTROPO – ver óvulo ortótropo [Fig. fruto ou semente) tem contorno de elipse e com as duas extremidades arredondadas [Fig.29].cariopse. A unidade-semente é o artículo unisseminado do lomento. 245]. o mesmo que aovado e ovalado.103E. com um único antécio fértil.0-2.0)mm de largura e 1. de castanho-claros a escuros.334B]. muito reduzidas (escamiformes). Oryza sp.0-1.0-3. FIGURA 245 – Oryza sp.8mm de comprimento por 2.: A. OVADO(A) ou OVÓIDE – que tem contorno de ovo. fruto ou semente) tem contorno de ovo.espigueta. lema fértil às vezes aristada [Fig. – espiguetas pediceladas. ovóide e aovado [Fig. indeiscentes.5-)3. desarticulado acima das pequenas glumas paleáceas e glabras.103D].O Ornithopus sativus Brot. artículo superior com rostro unciforme. com a parte mais larga na base. Bantécio fértil.4(-3. 334B]. com 2-lemas inferiores (le) estéreis. quadrangulares. OVALADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. antécio fértil com lema ( lf) e pálea (pf) naviculares (carenadas) e subiguais. A unidade-semente é a espigueta ou a cariopse. – legume formado por vários artículos achatados. OVAL – diz-se quando um órgão (folha. 275 . mais ou menos comprimido lateralmente. com linhas anastomosadas nas faces. o mesmo que ovado. C.

ocorre em Alismaceae. formado por um ou dois integumentos (in – ex) que envolvem a nucela (n) e o saco embrionário (sa). tri.. as Angiospermas. o ovário pode ser uni-. formando a rafe (rf) [Fig. ÓVULO – é o megasporângio dos vegetais superiores. a curvatura afeta a nucela (n) e o saco embrionário.e. o funículo (f) e a micrópila (m) estão na mesma linha e esta está próxima do hilo.inteiro. mas o encurvamento não afetou a forma do saco embrionário (sa). semente ovóide.171-ova]. bi-. OVULADO – provido de óvulos.. 297]. O óvulo fecundado e maduro transforma-se na semente. em relação a sua base. Existem cinco tipos de óvulos maduros: Óvulo anátropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 180°. formado por um ou mais carpelos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OVÁRIO – região inferior dilatada do pistilo e que contém um ou mais óvulos (ov). Oposto ao óvulo ortótropo. OVÓIDE – em forma de ovo. a chalaza (ch) está oposta a micrópila e esta está dirigida para a placenta e o funículo se encontra fundido ao integumento (in – ex). 276 . este óvulo é muito semelhante ao anátropo [Fig.seção longitudinal.246 a 2450. que toma a forma de ferradura. transforma-se em fruto e os óvulos em sementes [Fig. em relação a sua base.. a FIGURA 247 – Óvulo anfítropo. é o óvulo mais comum em Angiospermas.246]. chalaza (ch) não está oposta à micrópila (m). Óvulo anfítropo – diz-se do óvulo e do saco embrionário (sa) que sofrem uma curvatura. FIGURA 246 – Óvulo anátropo: A.247]. onde se localiza a oosfera (o) [Fig. B.pluricarpelar.

249].inteiro.inteiro. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). B.seção longitudinal.248].250]. em relação a sua base. a chalaza (ch) não está oposta a micrópila (m) [Fig. Óvulo ortótropo ou átropo – diz-se do óvulo reto que não tem curvatura. B. ocorre em Resedaceae e Fabaceae. a micrópila (m) e a chalaza (ch) estão na mesma linha axial e a micrópila é oposta ao funículo (f) [Fig. Oposto ao óvulo anátropo. FIGURA 250 – Óvulo ortótropo: A. FIGURA 249 – Óvulo hemianátropo ou hemítropo. curvatura.O Óvulo átropo ou ortótropo Óvulo campilótropo – diz-se do óvulo que sofreu uma curvatura. ocorre em Ranunculus. Óvulo hemianátropo ou hemítropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 90°. na curvatura se forma um ângulo reto FIGURA 248 – Óvulo campilótropo: A. em relação a sua base.seção longitudinal. 277 . a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). com a nucela (n) e os integumentos (in – ex) [Fig.

278 .

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G. PALMAE – sinônimo de Arecaceae.252D]. B. como a folha do mamão (Cariaca papaya L.palmatífida. como a folha da corriola (Ipomoea cairica (L. também conhecida como bractéola fértil e que envolve a cariopse pelo lado ventral.palmatipartida. F. – Convolvulaceae).pinatilobada. se aplica às folhas. FIGURA 252 – Folhas (quanto a forma): A.251]. pode estar ausente.252C]. PALMATÍFIDA – diz-se da folha palmada. E. PALEÁCEO(A) – com textura e coloração de palha.11A].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PÁLEA – glumela seca.252A]. com lobos ± arredondados [Fig. D.palmatissecta. com entalhes que alcançam até a ½ do limbo [Fig. como a folha da guanxima (Urena lobata L. Possui nervuras laterais conspícuas [Fig. diz-se da folha que se divide em segmentos lembrando a palma da mão [Fig. – Convolvulaceae). C. PALMATISSECTA – diz-se da folha palmada.palmatilobada.) Sweet. PALMATILOBADA – folha palmada. superior ou interna da espigueta das Poaceae (=Gramineae). com entalhes que ultrapassam ½ do limbo [Fig. PALMADO – em forma de palma de mão. – Caricaceae). FIGURA 251 – Palmado. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam.252B]. Pálea estéril – é a glumela superior de um antécio estaminado. com entalhes que alcançam quase até a base [Fig. – Malvaceae).pinatífida. PALMATIPARTIDA – diz-se da folha palmada. FIGURA 253 – Panícula.pinatissesta. 280 .

Panicum maximum Jacq. com a inferior geralmente muito menor. do mesmo comprimento. glumas (inferior – gli e superior – gls) nervadas. fruto ou semente) tem contorno de violino.255].lado dorsal.253]. A unidadesemente é a espigueta ou o antécio fértil.lado dorsal. PANICULADO(A) – disposto em panícula. a inferior (gli) ovalada.0-3. lustroso. Panicum sp.254]. aguda. 3-nervada e cerca de ⅓ da espigueta.p PANDURIFORME – diz-se quando um órgão (folha. lema estéril (le) e gluma superior do mesmo comprimento. 281 .lado ventral. com lema (lf) ovalada e com diminutos tubérculos que formam estrias transversais (rugosidade) [Fig. glumas glabras. lado ventral. cariopse:F.: espigueta: A. estéril (le) 5-nervadas e agudas. obtusa. com 3.G. largosubuladas. Clado ventral. com 2-3-antécios. lema fértil (lf) cartilaginosa. [Fig.102N]. PANÍCULA – tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. viola ou pandora (instrumento da família do alaúde). esverdeadas ou violáceas. o mesmo que lirado [Fig. – espiguetas estreito-elipsóides. em geral lisa. o inferior reduzido a lema estéril semelhante às glumas e com lema fértil próxima a ráquis.3mm de comprimento. – espiguetas de lanceoladas a subglobosas ou obovóides.espigueta: Alado ventral. com ápice para cima FIGURA 254– Panicum sp. hebáceas. B. antécio fértil: B. glabras. gluma superior (gls) e lema FIGURA 255 – Panicum maximum .lado dorsal. glabro. antécio fértil: C-lado dorsal e D. lustrosa. com margens encurvadas e envolvendo a pálea fértil (pf) plana [Fig. antécio fértil rijo. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. os ramos crescem da base para o ápice e o conjunto assume forma cônica ou piramidal.lado dorsal.lado ventral.

. varia do palha. lema fértil (lf) encobrindo a margem da pálea fértil (pf). PAPILHO ou PAPUS – cálice modificado e persistente no ápice dos frutos (aquênios) de Asteraceae (=Compositae) e que auxilia na disperção do fruto.21]. Bidens subalternans DC. escamosos ou cerdosos: Papus ausente – Elvira biflora (L. [Fig. PAPILAS – com projeções semelhantes a mamilos. atenuada e mais da ½ do comprimento da espigueta. plumosos. amarelado. lema estéril (le) semelhante a gluma superior.) DC. – espiguetas ovóides.lado ventral. Picris hieracioides L..256]. Siegesbeckia orientalis L.lado dorsal e E. Jaegeria hirta (Lag. muito lustroso. gluma superior (gls) ovada. com a central escabrosa.8-5. antécio fértil ovalado. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse nua. gluma inferior (gli) ovada. obtuso.) Less. calo estreito (vertical) e cicatriz proeminente. Eclipta alba (L. 11-13-nervada. semiabertas e glabras. Papus aristado – Bidens pilosa L. FIGURA 256 – Panicum miliaceum: A. [Fig. a coloração depende da variedade. cariopse: D...lado dorsal e Clado ventral.5mm de largura.espigueta. raramente a espigueta. 282 . Blainvillea biaristata DC. antécio fértil: B. Pode estar ausente ou se apresentar como um anel de pêlos finos.0-2. área do embrião (em) cerca da ½ do comprimento da cariopse e mancha hilar (hilo) punctiforme [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Panicum miliaceum L. cariopse largo-elipsóide.) Hassk. avermelhado ao quase preta.3mm de comprimento.. com 3-3.. cuculado-obtusa. cinza-claro.20A-A-B-C-D-F]. com 4.3(-4)mm de comprimento por 2.

Papus paleáceo – Ageratum conyzoides L.. Galinsoga parviflora Cav.. como na germinação fanerocotiledonar.25]. com ápice arredondado. [Fig.19].) Cabr. Papus bisseriado – Vernonia scorpioides (Lam. Tagetes minuta L. Essa(s) folha(s) 283 .203E]. Sonchus asper (L. Centaurea solstitialis L.20E]..) Cronq.p Papus cerdoso – Elephantopus mollis Kunth [Fig. Papus multisseriado – Centaurea melitensis L.. fruto ou semente) provida com pequenas e curtas papilas (tubérculos ou excrescências) cupuliformes ou em forma de tubo. de tamanho desigual e bem delicadas [Fig.) Hill. Papus piloso e unisseriado – Conyza bonariensis (L. [Fig.) DC. Ver Fabaceae.22]. Eupatorium squalidum DC. PARACOTILÉDONES – designação dada a primeira folha ou ao primeiro par de folhas encontradas nas sementes das Angiospermas e Gimnospermas. Erechtites hieracifolia (L. PAPIRÁCEO(A) – com textura de papel. [Fig.. [Fig. Parthenium hysterophorus L. Sonchus oleraceus L. que podem vir a ser os primeiros órgãos fitossintetizantes da plântula. Emilia sonchifolia (L. PAPILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. PAPILIONOIDEAE – subfamília da Fabaceae.) Rafin.24]...) Pers. Gochnatia velutina (Bong...

simetricamente dispostas dos dois lados do raque (ra) [Fig. 284 .258].102B]. pode(m) ainda exercer a função haustorial. PARASITA – planta que cresce as custas de outra. geralmente desprovida de clorofila.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA pode(m) ter a função de reserva no embrião e assim permanecer durante a germinação.230B]. FIGURA 258 – Partido. o desenvolvimento de um indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. sem fecundação. PARIPINADA – diz-se da folha pinada que termina em dois folíolos (fol) opostos e que tem um número par de folíolos. PARTENOCARPIA – desenvolvimento de uma infrutescência mesmo sem haver a polinização das flores. PARTIDO – diz-se da folha profundamente fendida. entre a margem e a nervura principal (mediana) [Fig. com incisões até quase a metade do limbo. ocorre em banana.257]. PARTENOGÊNESE – é o desenvolvimento do óvulo. com ápice obtuso [Fig. os frutos resultantes são estéreis. realizando o transporte das reservas da semente para a plântula em formação. FIGURA 257 – Paripinada. isto é. fruto ou semente) tem contorno entre aovado e elíptico. PARIETAL – ver placentação parietal [Fig. PARABÓLICO – diz-se quando um órgão (folha.

gluma inferior ausente.0(-2.dorsal. lustrosas e paleáceas.2(-3. glabras.1mm de comprimento por 285 . amarelada ou esverdeada.8)mm de comprimento por 1.0(-3. com 2.8-2. curto-pediceladas. glumas e lema estéril (le) acastanhadas e lanuginosas ao longo das margens. com mancha hilar punctiforme e embrião castanho-claro [Fig. com 2. antécio fértil (lema – lf e pálea – pf) duro. ovadas. cariopse ovóide-elíptica ou ovóide-aredondada. plano-convexa.8)mm de comprimento por 1. glabras. lema fértil (lf) elíptica. com longos pêlos translúcidos.0-3. 260].0mm de largura.7mm de largura. C. liso e levemente lustroso. mais ou menos achatadas.ventral. obtusas. gluma inferior muito reduzida ou ausente na maioria das espécies do gênero.0mm de comprimento.82. Paspalum notatum Flüggé – espiguetas bisseriadas. com 3.5-1. FIGURA 259 – Paspalum dilatatum: A. gluma superior (gls) e lema estéril (le) ovaladas. ou às vezes um pouco côncavoconvexas ou desigualmente biconvexas. – espiguetas unifloras. antécio fértil: B.espigueta ventral. pericarpo cinza-esbranquiçada. glabra e com 2.5mm de comprimento.259. cariopse orbicular. mancha hilar punctiforme no lado ventral e em geral mais escuro [Fig. solitárias ou em pares. com 1. gluma superior e lema fértil (lf) muito semelhantes e margens da lema enroladas e abraçando a pálea fértil (pf). Paspalum dilatatum Poir. plano-convexa.4) mm de largura. cariopse com embrião basal no lado dorsal. obtusa. pelo lado ventral (plano). A unidadesemente é o antécio fértil ou raro a cariopse nua. lisas ou ligeiramente ásperas. com 2. ovaladas. – espiguetas plano-convexas.0-2.5-3.p Paspalum sp. lustrosas.8-3.0-2. lemas e páleas férteis duras. verdes.5-2.0mm de comprimento por 1. lisas. amarelado e lustroso.259].

5mm de largura. antécio fértil castanho escuro. com 2. com lema (lf) ovalada. gluma inferior ausente. com 3. lisa e glabra. J-K-L. B-E-K. – espiguetas aos pares. de coloração palha a esverdeadas. membranáceas. bisseriadas.6mm de largura. H. saurae. notatum var. notatum. plano-convexas.260G-H-I].5-1. ovadas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 1. espigueta: A-D-G-J.5mm de comprimento por 2.0-2. com a primeira convexa e a segunda plana.0mm de comprimento.0-3.260A-B-C-D-E-F]. Paspalum guenoarum Arech.P. glabras.P. plano-convexa [Fig. FIGURA 260 – Paspalum: A-B-C-D-E-F.lado ventral. mancha hilar oblonga basal-ventral e de 0.5mm de comprimento. guenoarum. obtusas. lustroso. com 3. Paspalum saurae (Parodi) Parodi – para alguns autores é uma espécie independente e para outros como GRIN (acessado em 286 . antécio fértil: C-F-I-Llado ventral. cariopse ovada. com cerca da ½ do comprimento. gluma superior (gls) e lema estéril (le) obovadas.lado ventral. glabras. escutelo basal-dorsal. glabro. G-H-IP. convexa e longitudinalmente estriada. obtusa.5mm de comprimento [Fig.lado dorasal.

261]. PEDICELADO(A) – provido de pedicelo.Fig.lâmina) ao caule(cau) [Fig. PECÍOLO – parte (pe) da folha que prende o limbo (l . Pecíolo alado – ocorre em laranja (Citrus aurantium L.2mm de comprimento por 1. como nas folhas de Abies FIGURA 261 – Pectinado. pectinata (Pinaceae) [Fig. Alguns autores preferem usar o termo pedúnculo para a haste que sustenta um fruto. PATOGÊNICO – capaz de produzir doença.8-3. PECIOLADA – que tem pecíolo.172B].0mm de largura) as demais características são muinto semelhantes [Fig.260J-K-L]. 287 . PEDICELO ou PEDÚNCULO – pequena haste (pd) que sustenta cada uma das flores (e mais tarde um fruto) de uma inflorescência. PECTINADO – em forma de pente.) [Fig.p 10/07/2009) é uma variedade de Paspalum notatum Flüggé var.172].56 a 74). ou sustenta a espigueta nas Poaceae (=Gramineae . como nas Asteraceae (=Compositae). saurae Parodi – a espigueta é um pouco menor (2. com lacínias (la) que se dispõem de modo a lembrar os dentes de um pente. PEDÚNCULO-FLORAL – ver pseudo-fruto.8-2.

de uma folha ou de uma semente [Fig. Pêlos absorventes ou Pêlos radiculares – extensões finas. PENINERVADA – o mesmo que peninérvea. lisa ou estriada. dispostas como as barbas de uma pena [Fig. como o FIGURA 263 – Peninérvea.262]. simples ou ramificada. como em Gossypium (Malvaceae) e Anemone (Ranunculaceae). PELTINÉRVEAS – quando as nervuras de uma folha peltada se irradiam do pecíolo para a margem [Fig. flexível ou rígida. como a folha do mamoeiro e de cinco-chagas (Tropaeolum majus L. 288 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PELÍCULA – membrana. cilíndricas e capilares da epiderme das raízes. que ocorrem na sua base ou na extremidade (zona pilífera). PELTADA – em forma de escudo. tornandose flácidos e desprendem-se da raiz.263]. – Tropaeolaceae). PÊLO ou TRICOMA – formação epidérmica. uni ou multicelular. quando o ponto de inserção do pecíolo ou do funículo se dá no centro da circunferência. água e sais minerais do solo. As paredes finas absorvem FIGURA 262 – Peltada. PÊNDULA – diz-se do órgão que se apresenta dependurado. São pêlos de vida curta que perdem a turgescência em poucos dias após sua formação. embrião de Apiaceae (=Umbelliferae). PENINÉRVEA ou PENINERVADA – diz-se da folha cuja nervura principal se ramifica em nervuras secundárias. pontiaguda ou capitada.262].

antécio fértil (lema e pálea) duro e com margens pubescentes. áspero e cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. Pennisetum glaucum (L. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua.) – espiguetas obova- das e subestendidas pelas cerdas do invólucro. com 2 antécios lisos e lustrosos. 5-7-nervada. cariopse elíptica. gluma inferior pelo menos ½ do comprimento da espigueta.) R. B. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. gluma superior mais curta do que a lema estéril. o inferior masculino (estaminado) e o superir hermafrodito. 264]. com base FIGURA 264 – Pennisetum glaucum: Aantécio fértil.) Leeke. E. com eixo hipocótilo-radícula conspícuo [Fig. – espiguetas isoladas ou com 2-3 dentro do invólucro com numeroras cerdas escabrosas ou plumosas e caindo com ele. frequentemente 3-lobadas. com cerca de 2mm de comprimento. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). mais longa do que a lema e a pálea na maturação. Br. – espiguetas lanceoladas. uninervada ou sem nervuras. Pennisetum typhoides (Burm.cariopse. a inferior curta. lema fértil subigualando-se a lema estéril e as margens envolvem a pálea fértil [Fig. f. com duas glumas herbáceas. amarelo.0mm de comprimento. lema estéril comprida. Hubb. (=Pennisetum americanum (L. 289 .264]. fosco.) Stapf & C. com 2. lemas heteromorfas. sub-obtusa. embrião (em) elíptico. com 4-6mm de comprimento. glumas herbáceas com a inferior curta ou ausente. 5-nervadas. A unidade-semente é o invólucro de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril).5-3.p Pennisetum sp. cariopse (cap) obovóide. gluma superior se iguala a espigueta. lema fértil (lf) quase igual a lema estéril e com as margens envolvendo a pálea fértil (pf).209B. Pennisetum pedicellatum Trin.

gluma superior mucronada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pennisetum setosum (Sw. tão longa quanto a espigueta. com placentação parietal.207]. porção apical escabrosa. subiguais no tamanho. convexas e presas sobre a cariopse [Fig. de amarelada a castanho-avermelhada ou púrpura. glabro. a maioria com até 9mm. com gluma superior + antécio fértil + lema estéril [Fig. com margens escariosas e hialinas. carnoso. 5-nervadas. em geral quatro vezes mais longa do que larga. multisseminado. planoconvexo. lema estéril com três dentes apicais ciliados. gluma inferior geralmente ausente.209B].) Schult. de ápice reto e ciliado com margens escariosas. uma mais longa. coriáceo. hialina e de ápice arredondado e ciliado. membranácea.Fig. PEPONÍDIO – fruto bacóide. lema FIGURA 265 – Peponídio de pepino. pericarpo carnoso e sementes embebidas em polpa sucosa. fértil convexa. como os frutos dos gêneros Cayaponia. setosum (Sw. Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl) – invólucro-de-cerdas com 1-4 espiguetas. pálea fértil plana. branco-amarelado. lustroso. fracamente 3-nervada.) Rich. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). com pêlos que se entrelaçam. de ápice reto e ciliado.265). carnoso. Cucumis e Cucurbita (Cucurbitaceae . gluma superior e lema estéril convexas. 290 . Pennisetum polystachion (L. originado de um ovário ínfero. liso. rodeada por até 30 cerdas (ce) de comprimento variado. indeiscente. (=Cenchrus setosus Sw. com cerca de 15mm e intenso-pilosas na poção inferior. membranáceas. pálea estéril plana. antécio fértil apical.) Brunken) – espigueta obovada. subsp.. indeiscente.

em forma de taça. termo usado para uma flor com ovário súpero e provida de hipanto [Fig.197. Ver cálice acrescente. a não ser pela sua posição relativa. em nível mais alto do que o ovário (ova). oposto de caducifólia. PERICARPO – parede do fruto que o envolve. PERIGÍNIO – bráctea em forma de saco (utrículo) que se estende por baixo da flor pistilada e mais tarde envolve a unidade de dispersão. Em Carex sp. mesocarpo e endocarpo. provém da parede do ovário maFIGURA 266 – Perígino. cálice e coroIa. (Cyperaceae) envolve a núcula [Fig. estão dispostos em torno do gineceu. PERENIFÓLIA – árvore que tem. o mesmo que perigônio. duro e é formado por três cama das: epicarpo.p PERENE – planta que vive três ou mais anos. (1999) utilizam o têrmo “perigônio” para designar o cálice acrescente (hexâmero e pentâmero) das espécies de Polygonaceae. BARROSO et al.239B. 266]. ou qualquer um deles sozinho. onde não se destingue o cálice da corola. PERIGÔNIO – o mesmo que perianto (per). florescendo ou não todos os anos. PERIANTO – os dois invólucros florais. 291 . 338]. como em espécies de Amaranthaceae. folhas perenemente. envoltório externo da flor. PERÍGINO – diz-se quando os três verticílios externos independentes. PERIFÉRICO – que se encontra na periferia (parte externa) de um órgão.

Quanto a textura o perisperma pode ser carnoso ou gelatinoso.) Gray (= Polygonum lapathifolium L. Polygonaceae e Portulacaceae (onde apresenta reserva de amido). pedicelada.3-)0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PERISPERMA – tecido de reserva de origem nucelar. Phytolacaceae. com (1. lustrosa. ou aparece acompanhado pelo endosperma mais ou menos copioso.) – núcula lenticular (nunca triangular) e em contorno de orbicular a largo-ovalada. superfície atro-avermelhada (em maior ou menor grau). presente em algumas sementes e pode ocorrer como tecido nutritivo único.5-)2.0-2. Perisperma integumentar – é mais comum do que o perisperma nucelar.4-0. pois a medida que o embrião se desenvolve. como nas Musaceae. Caryophyllaceae. apiculada. é encontrado em Piperaceae.0)mm de largura e (0. têm a mesma função de armazenar reservas. como nas Amaranthaceae. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hi- pocótilo-radícula transverso-elíptico em seção transversal. a nucela se degenera e é absorvida totalmente. com duas faces convexas.5mm de comprimento por 1. Perisperma nucelar – não é muito comum.8(-2. com concavidade central e uma delas na porção mediana um pouco elevada (levemente carenada). linear. mas de nenhuma forma ho mólogos. Piperaceae e Nymphaeaceae.31. Perisperma e endosperma são análogos. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). pois tem origem diversa. cálice 292 . e microscopicamente rugosa (45X). embrião (em) periférico. Persicaria lapathifolia (L. Chenopodiaceae.5(-1.0)mm de espessura. ângulos arredondados.

8-2. Persicaria maculosa Gray (=Polygonum persicaria L. com duas faces convexas e uma delas com uma concavidade central ou.6-0. às vezes. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hipocótilo-radícula circular em seção transversal. muito lustrosa. ângulos arredondados.0-2. A unidadesemente é a núcula. superfície castanho-clara (núcula imatura) ou atro-avermelhada (núcula madura). superfície castanho-avermelhada (núcula imatura) a atro-avermelhada (núcula madura).) – núcula lenticular ou. embrião 293 .5mm de comprimento por 1. lisa e finamente alveolada (45X). rosado. com ângulos arredondados e três faces desiguais na largura.7(-0. lisa. embrião (em) periférico.8)mm de espessura.7-2.0mm de largura. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula).p pentâmero (prg) geralmente persistente apenas somente na base da núcula. apiculada. às vezes triangular e em contorno de orbicular a largo-ovalada. glabro.0mm de comprimento por 1. muito lustrosa e finamente alveolada. planas ou ligeiramente côncavas. com 2. de estramíneo a rosado.0mm de largura e 0. com cerca de 1. com três faces. pedicelada. sendo duas iguais na largura e a terceira mais larga. Persicaria punctata (Elliot) Small (=Polygonum punctatum Elliot) – núcula triangular. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. com nervuras salientes e recurvados no ápice.241G-H-I-J-K]. glabro e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig. afilando abruptamente para um ápice agudo.5-2.5-3.8mm de comprimento. com 2. A unidade-semente é a núcula. linear. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base.

Persicaria. A unidade-semente é a núcula. com pêlos retrorsos na porção apical-lateral. cotilédones foliáceos e um deles dobrado transversalmente ao meio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (em) periférico. 241). embrião axial reto. bilobado. Polygonum.171]. cada lobo com três aristas (gan) pontiagudas e retrorsas. como as brácteas de muitas espécies. glabro. 294 . como o cálice que envolve as núculas dos gêneros Fallopia. Petiveria tetrandra Gomez – núcula linear-cuneada. Gamopétala – corola com as pétalas total ou parcilamente unidas.240. núcula envolta até pouco mais da ½ do comprimento pelo cálice tubuloso. esparso-pilosa. estramíneo. semente oblonga e mais ou menos cilíndrica. Rumex. longitudinalmente estriada. ápice emarginado. Ver corola. Rheum e Triplaris (Polygonaceae .237]. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula. PÉTALA – cada um dos segmentos (pt) da corola de uma flor [Fig. com pontos glandulares castanho-avermelhados e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig.241L-M-N-O]. perisperma escasso [Fig.Fig. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. PETALÓIDE – que tem coloração e textura de uma pétala. PERSISTENTE – diz-se quando um órgão vegetal permanece afixado após o término da sua função e não cai. curvo. A unidade-semente é a núcula. dorsiventralmente comprimida. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. castanho-acinzentada ou esverdeada.

arundinacea.5-2. 269D]. glabras. com um antécio fértil terminal e dois estéreis ou estaminados por baixo e adpressas a lema fértil. aquatica. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil com lemas estéreis presas na base. se afila gradativamente da região próxima à base para um ápice longo-agudo.53.P. às vezes glabra. como duas diminutas escamas. antécio fértil com lema (lf) coriácea.0(-4. Phalaris angusta Nees ex Trin. e envolvem completamente a pálea [Fig. angusta. subiguais. canariensis.P. adpressas ao antécio fértil. 268.P. CP.P. angusta. com lemas estéris): A.0mm de comprimento.0mm de comprimento e com esparsa pubescência longa. 269]. minor. antécio fértil ovado-lanceolado ou ovado.6mm de comprimento e de coloração castanhoclara [Fig.0mm de largura. D. C.0)mm de comprimento por 1. as espiguetas se desarticulam acima das glumas (gl) e as duas lemas estéreis (le) permanecem ± adppressas na base do antécio fértil. – espigueta subelíptica. 3-nervadas.267. comprimidas lateralmente.4-1. cariopse com 1. menos da ½ do tamanho do antécio fértil ou com (0. com carenas aladas e que se alargam para cima. glumas (gl) naviculares.2-)2. B. FIGURA 268 – Phalaris (antécio fértil ventral.P. com (2. aquatica. de 3. lema fértil (lf) de castanho-acinzentado-claro a escuro.P. iguais e mais ou menos aladas. minor. com estreitas glumas (gl) agudas.5-4. mais curta FIGURA 267 – Phalaris (espigueta com as glumas): A. 268a.7-)1.p PÉTREO – com textura de pedra. as intermediárias ligeiramente pubescentes na extremidade.P. lustrosa. – espiguetas curto-pediceladas. 2-lemas estéreis (le) subuladas. estreitas. Phalaris sp.267A. esparso-pubescente em direção ao ápice e com nervuras ± inconspícuas.5-2. B. com pálea estéril ou estaminada ausente. glumas com nervuras diminuto-escabrosas. D. 295 . lateralmente comprimida. ± pubescente. do que as glumas.

aquatica. 269C]. com 1.5mm de comprimento. lema estéril (le) uma única.5(-4. 269A]. nervura da carena escabrosa.) – espigueta com glumas (gl) de 5-6mm de comprimento.4-1. lustroso. angusta.267 B. que se afilam uniformemente para um ápice pontudo. lema fértil (lf) de coloração palha-clara a castanho-acinzentada.5-4. C.5mm de comprimento e de coloração castanho-clara [Fig.0-1.6) mm de comprimento por 1. 268B. pubescente na ½ superior e com conspícuas nervuras esbranquiçadas.8mm de espessura. (=P. lema fértil (lf) de cinza-amarelada a cinza-prateadaescura ou esbranquiçada. cariopse com 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Phalaris aquatica L. com 1. com lemas estéreis): A. arundinacea.2-2. 3-nervadas. estreita. adpressas ao antécio fértil.5(-1. – espigueta com carenas (q) aladas nas glumas (gl) que se afilam abruptamente para uma curta ponta e de 296 . 2-lemas estéreis (le) subiguais. Phalaris arundinacea L. com 3. tuberosa L. – espigueta com glumas (gl) estreito-agudas. antécio fértil estreito-lanceolado.268C. pilosa. na base e no ápice).3mm de largura e 0.0)mm de comprimento por 1. coriáceo e muito lustroso. com 3.7mm de espessura castanho-escura e fosca [Fig. com até 1mm de comprimento e com longos cilíos brancos. Phalaris canariensis L. estreitas. com carena largo-alada nos ⅔ superiores. com nervura da carena escabrosa.P. com esparsa pubescência esbranquiçada (pouco mais intensa na margem. nervuras laterais glabras FIGURA 269 – Phalaris (antécio fértil lateral.5mm de comprimento por 1mm de largura e 0. e as intermediárias microscopicamente pubescentes. BP.0-1.P.0(-4.0-3. DP. cariopse largo-ovada. adpressa ao antécio fértil. antécio fértil de lanceolado a ovado-lanceolado.8) mm de largura. nervuras laterais e intermediárias lisas e glabras. nervuras conspícuas e amaralo-claras.5-0. minor.

com nervuras da carena bem próximas. lema fértil (lf) de coloração palha-clara.0-6. agudo. esparso curtopubescente. pálea fértil (pf) abaulada. de comprimento. lema fértil (lf) de amareloacinzentada a castanho-acinzentada e amarelo-clara (imaturo). B-C-cariopse. com três nervuras longitudinais em cada lado. que se desarticulam acima das glumas carenadas. – espiguetas com um antécio.3(-2. – espigueta com carenas aladas nas glumas que se afilam uniformemente para um ápice agudo.5)mm de comprimento por 1mm de largura e 0.0-3. lema estéril (le) uma única. exceto na margem que é ciliada em direção ao ápice. antécio fértil de ovado-lanceolada a lanceolada.9(-4. estreita.267D. Phalaris minor Retz.5mm de largura e 1mm de espessura.8-)5.0(-6. coriáceo e lustroso. na base do antécio fértil e mais da ½ do tamanho da lema fértil ou com (2.5)mm de largura e 1. cariopse com (3. com 7-nervuras.8-)2. com 1. com (4.5mm de espessura e de coloração castanho-clara [Fig.2(2.8)mm de largura e 0.0-4. lema fértil (lf) papirácea.5-) 3.5(-4. antécio fértil lanceolado. muitas vezes irregularmente dentadas. cariopse (cap) subglobosa.0(-1. subiguais.5mm de espessura.5(-1.0-1.0mm de comprimento. glabra e de até 1. largas.0-)2. 268D. com (2. cariopse com (2. glabra.7-)3. 2-lemas estéreis (le) glabras.p 7-8mm de comprimento. de coloração castanha a quase preto [Fig. Phleum pratense L.0-2.2-1. 269B].5-)3.8mm de espessura.2)mm de comprimento por 1.267C]. com conspícuas nervuras esbranquiçadas e com sedosa pubescência branca nos ⅔ a ½ superior e de resto glabra.0)mm de comprimento por 1.8)mm de comprimento por (1.5)mm FIGURA 270 – Phleum pratense: A-antécio fértil. glumas (gl) de 4-6mm de comprimento.5-0.5mm de 297 .

PINATILOBADA – diz-se da folha de nervação pinada. embrião (em) na base obtusa da cariopse [Fig.252F]. como a folha do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd. como o folíolo de cinamomo (Melia azedarach L. PINADA – quando a folha composta está subdividida em folíolos ou pinas. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse. 298 . PINULADO – provido de pínulas. PINATICORTADA(O) ou PINATÍFIDA(O) ou PINATIPARTIDA(O) – diz-se FIGURA 271 – Pinatífido.252G. com limbo tão profundamente dividido que os lobos quase alcançam a nervura mediana [Fig. PILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. no máximo. 272]. PINA – cada uma das divisões ou dos folíolos (fol) de uma folha composta (pinada) [Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos curtos. 271]. com lobos arredondados [Fig. com recortes que chegam.ou tri-pinatissecta. PÍNULA – últimos folíolos de uma folha bi. até a metade do limbo [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA comprimento. da folha de nervação pinada. – Asteraceae). como a folha do picão (Bidens pilosa L. FIGURA 272 – Pinatissecta. PINATISSECTA(O) – diz-se da folha de nervação pinada.252E.257].203G-J]. macios e delgados [Fig. – Euphorbiaceae).270]. – Meliaceae).

242]. PIRÊNIO – em morfologia indica o endocarpo (parte central) de um fruto drupóide. Aguiaria (Bombacaceae .p PIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. parte feminina da flor é formada de ovário (ova). PLACENTA – tecido do ovário sobre o qual ocorre o desenvolvimento de um ou mais óvulos.Fig. como a copa de algumas árvores. fruto ou semente) tem a forma de pêra [Fig. estilete (est) e estigma (es) [Fig. também conhecido como putâmen ou caroço.170E). como em feijão e ervilha. pode conter uma ou mais sementes. a flor pode ser formada por um ou mais pistilos.100D]. O pistilo simples é formado por um carpelo. às vezes o estilete pode faltar e o estigma fica diretamente sobre o ovário [Fig.57]. Ver cápsula circuncisa.265]. onde os óvulos em fileira se inserem na margem do carpelo. PIXÍDIO – fruto seco (cápsula) de deiscência transversal [Fig. 170F-G e Protium . O pistilo (pis) pode ser simples ou composto. 299 .170A-B-C-D (Burseraceae). indeiscente e carnoso. fruto ou semente) tem forma cônica.171]. Duranta e Lantana (Verbenaceae) [Fig. PIRIFORME – diz-se quando um órgão (folha.13B]. PISTILO – unidade do gineceu. como nos gêneros Ilex (Aquifoliaceae).Fig. enquanto o composto é formado por dois ou mais carpelos. como no peponídio [Fig. Bursera Fig.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

PLACENTAÇÃO – modo como se dispõe a placenta e conseqüentemente os óvulos (mais tarde as sementes) no ovário (mais tarde no fruto). Placentação axial ou central – quando em um ovário sincárpico e unilocular os óvulos se inserem sobre o eixo central [Fig.33A]; como na cravina. Placentação axialar – diz-se quando num gineceu sincárpico e pluricarpelar, os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem nos bordos de cada carpelo, na porção central do eixo do ovário
(e depois no fruto), resultante do fechamento e fusão lateral dos

carpelos; neste caso o número de lóculos corresponde ao número de carpelos [Fig.33B]. Placentação marginal – quando os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem isoladamente ou em fileira na margem do(s)

carpelo(s) (mais tarde no fruto), na face adaxial dos carpelos. Em ervilha e feijão os óvulos se inserem em fileira na margem do(s) carpelo(s) [Fig. 230A]. Placentação parietal – quando os óvulos (mais tarde as sementes ) se inserem na parede interna do ovário (mais tarde no fruto) na superfície denominada placenta; neste caso os carpelos são abertos ou parcialmente abertos e circundam uma cavidade (lóculo) [Fig. 230B]. PLANO – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta plana, lisa e sem desigualdades.

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Plantago lanceolata L. – pixídio de oblongo a ovóide, com placenta axial, bilocular, com 3-4mm de comprimento, com deiscência transversal no ⅓ inferior, unisseminado por lóculo, lustroso, glabro, liso e castanho-claro ou castanho-amarelado, urna membranácea e opérculo obtuso, geralmente mais consistente e mais longo do que o comprimento da urna; pixídio envolto pelo cálice, com 4 sépalas de ápice acuminado; semente oblonga, cimbiforme [Fig.314A-B], elíptica ou estreito-ovalada em contorno, com 2,5-3,0(-3,2)mm de comprimento e 1,0-1,3(-1,5)mm de largura por 0,6-0,8 mm de espessura, lado dorsal convexo e ventral em forma de canoa (profundo e estreito sulco longitudinal de 0,1-0,7mm de largura, que corre da extremidade fechada para a aberta), lado dorsal virado para o lado ventral exceto na extremida-

de aberta; hilo oblongo-ovalado, ventral, mediano, escuro e rodeado por uma porção esbranquiçada; tegumento crustáceo quando seco e mucilaginoso quando hidratado, com superfície lisa, glabra, muito brilhante exceto o sulco ventral que é fosco, de coloração castanhoclara a escura, lado dorsal mais escuro do que o vental (sementes
pretas sem nenhuma porção castanha, são consideradas mortas), com lar-

ga listra longitudinal mais clara (que mostra a posição do embrião), lado dorsal finamente alveolado (45X) e ventral com fino reticulado longitudinal (30X); embrião axial, espatulado, esbranquiçado-amarelado e cotilédones paralelos aos bordos da semente; endosperma carnoso, amarelado-translúcido, o que permite ver o embrião através do tegumento [Fig.142B-B’]. PLÂNTULA – pequena planta resultante do desenvolvimento inicial do embrião de uma semente [Fig.185 a 189].

301

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Plântula anormal – é aquela que não apresenta potencial para continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, mesmo quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de umidade, temperatura e luz. Plântula normal – é aquela que apresenta capacidade de continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de
FIGURA 273 – Pleurogramas lineares: A- Anadenanthera colubrina; B- Mimosa sp.; C- Cassia sp.; D- Albizia lebeck.

umidade, temperatura e luz. PLEUROGRAMA – marca (ple) sobre a face das sementes, visível na superfície da maioria das sementes de Fabaceae−Mimosoideae (Prosopis hassleri Hams), como uma linha ou ranhura ± conspícua, hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido, com abertura para a extremidade do hilo [Fig.273A-B-D], ou como uma estrutura fechada, de coloração diferente da do tegumento, como em certas espécies do gênero Cassia [Fig.273C] e em Senna alata (L.) Roxb., Senna hirsuta (L.) H.S. Irwin & Barneby, Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby,

FIGURA 274 – Pleurograma: A- Senna obtusifolia; B- Senna hirsuta.

Senna occidentalis (L.) Link e Senna tora (L.) Roxb. [Fig.274] (Fabaceae−Caesalpinioideae), Acacia molissima (Andrews) Willd. e Acacia molissima Willd. – Fig.27A); Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan, Albizia lebeck (L.) Benth. e Mimosa sp. (Fabaceae−Mimosoideae – Fig. 273A-D-B); ou como uma linha que circunda o bordo da semente, como em Cucurbitaceae. PLICADO – provido de dobras (pregas); plissado. Ver embrião plicado [Fig.139F, 146]

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p

PLUMOSO – diz-se da superfície de um órgão com aspecto de pluma; ou com pêlos secundários ao longo do eixo principal, como uma pena; ou como o paus de Leotondon e Taraxacum. PLÚMULA – folha (pl) simples ou composta, verde, pouco perceptível ou diferenciada, que se encontra entre os cotilédones de alguns embriões e que dará origem a parte aérea da planta [Fig.78B, 275, 307B, 308C, 309, 311B].
FIGURA 275 – Plúmulas de espécies de Fabaceae.

PLURISSEMINADO – com muitas sementes. Poa annua L. – espiguetas ovadas, agudas, comprimidas lateralmente, multifloras (unidade-semente múltipla), com 3,0-5,5(-7,0)mm de comprimento por 1,8-2,5mm de largura, de coloração palha, que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios; glumas ovadas, a agudas, herbáceas, glabras, com a inferior (gli) 3-nervada e menor do que a gluma superior (gls); antécio fértil (af) com lema (lf) largo-ovada, aguda, mútica de 2,5-3,0(-3,7)mm de comprimento por (0,7-)1,0-1,3mm de largura, 5-nervuras conspícuas, com densa pubescência longa nas nervuras laterais e no dorso, pouco maior do que a pálea fértil; esta com densos pêlos longos na carena e que não vão até o ápice; segmento da ráquila (seg) adpresso à pálea fétil, cilíndrico e cerca de 1/5 do comprimento do antécio; cariopse com (1,0-)1,21,5mm de comprimento, com fino retículo, livre ou aderido ao antécio, hilo elíptico [Fig.276]. A unidade-semente é o antécio fértil. Poa pratensis L. – antécio fértil de 2,5-3,0(-3,8)mm de comprimento por 0,7-1,0mm de largura; lema fértil lanceolada, de coloração palha-cla-

FIGURA 276 – Poa annua: A- espigueta; B- antécio fértil; C- cariopse ventral.

303

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ra a escura, com mancha marrom mais escura na base, 5-nervuras, granulosa, levemente arqueada no dorso, ápice obtuso-dilatado, com curta pubescência esparsa na porção inferior das nervuras; pálea fértil com esparsos pêlos ásperos e que não vão até o ápice; cariopse com 1,5-1,7(-2,0)mm de comprimento, tendendo a ser uniformemente espessa, lisa, de coloração castanho-amarelada, área do embrião larga, hilo ovalado-arredondado. A unidade-semente é o antécio fértil. POACEAE – nome válido da família Gramineae. PÓLEM ou PÓLEN – cada um (ou o conjunto) dos microspóros (gp) germinados das Fanerógamas [Fig.13A, 171]. POLIEMBRIONIA – quando ocorrem dois ou mais embriões na mesma semente. Esses embriões podem ser de origem sexuada ou apomítica. A poliembrionia ocorre em manga, Citrus, orquídeas e tem grande interesse e importância para o melhoramento de plantas e para
FIGURA 277 – Poliembrionia em Aspidosperma polyneuron: A- semente; B-C-DE-F- poliembrionia.

a horticultura. Também ocorre em algumas espécies florestais como Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae - Fig.277). POLIGÉRMICO ou POLISPÉRMICO ou POLISPÉRMO – com muitas sementes; o mesmo que multisseminado, oligospérmico ou oligospermo. Ex: cápsula polispérmica. POLIMORFISMO – ocorrência de várias formas de indivíduos na mesma espécie, isto é com existência de órgãos ou plantas com diversas formas.

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p

POLISTÊMONE – que tem estames em número superior ao dobro de pétalas. Ex: flor polistêmone. POLISSÂMARA – fruto formado por várias sâmaras. Polygonum aviculare L. – núcula triangular, apiculada, pedicelada, afilando gradativamente para um ápice agudo-acuminado, com 2,5-3,5 mm de comprimento por 1,5-2,0mm de largura, ângulos arredondados, lisos, lustrosos e castanho-avermelhados; com três faces geralmente desiguais na largura, levemente côncavas, foscas, escabrosas por diminutas asperezas alongadas (30X), castanho-escuras (núcula madura) ou castanho-avermelhadas (núcula imatura), mas sempre ligeiramente mais escuras do que os ângulos; embrião (em) periférico, curvo, linear e deitado paralelamente em um dos ângulos da núcula; cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si, estramíneo, glabro e menos longo do que o comprimento da núcula [Fig.241P-Q-R]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com cálice pentâmero inFIGURA 278 – Pomídio de maçã.

teiro ou parte dele aderida a base. POMÍDIO – fruto bacóide, carnoso, indeiscente, unisseminado, originado de um ovário ínfero, com endocarpo coriáceo que forma pequenas câmaras ou “antros”, que encerram as sementes; como nos gêneros Malus e Pyrus (Rosaceae) [Fig.278]. PORICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através de poros (p). Ver cápsula poricida [Fig.65]. PORO – qualquer pequena abertura na parede de um órgão (esporos, anteras, frutos, estômatos).

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Portulaca oleracea L. – pixídio de globoso a obovado, com 4-8mm de diâmetro, unilocular, multisseminado, com deiscência transversal na porção mediana, pericarpo de esverdeado ou amarelo-esverdeado a pardo e envolto pelo cálice, tão longo quanto o comprimento do fruto; semente de lenticular a reniforme, de suborbicular ou orbicular a largo-obovado em contorno; com 0,5-0,8mm de diâmetro ou 0,50,8(-0,9)mm de comprimento por 0,4-0,6mm de largura e 0,3-0,5mm de espessura, lados convexos, com sulco que corre do hilo ao centro da semente, bordo arredondado e interrompido na porção lateralbasal por pequeno entalhe amarelado e ovalado, o hilo; tegumento crustáceo, com superfície levemente lustrosa, glabra, de coloração castanho-avermelhado-escura a preta, ornamentada com curtos tubérculos arredondados e dispostos ± simetricamente em linhas concêntricas, a partir do hilo (20X); embrião periférico, curvo e aneliforme, com curvatura de + de 360º, eixo hipocótilo-radícula pouco + da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso-arredondado; endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central, farináceo, duro e ebranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.305L]. PRAGA – qualquer espécie, raça ou biótipo vegetal ou animal ou agente patogênico nocivo para os vegetais ou produtos vegetais. Nestas regras a praga refere-se especificamente às espécies de sementes determinadas e definidas pela legislação como: Praga não quarentenária regulamentada – é aquela cuja presença nas plantas, ou partes destas, para plantio, influi no uso proposto

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para essas plantas com impactos economicamente inaceitáveis e que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante importadora. Praga quarentenária – praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo quando a praga ainda não está presente, ou se está, não se encontra amplamente distribuída e é oficialmente controlada. Praga quarentenária A1 – praga não presente no País, porém com características de ser potencial causadora de importantes danos
FIGURA 279 – Préfloração: A- convoluta; B- circinado; C- involuta; D- revoluta.

econômicos, se introduzida. Praga Quarentenária A2 – praga de importância econômica potencial, já presente no País, porém não se encontra amplamente distribuída e possui programa oficial de controle. PRÉFLORAÇÃO – modo pelo qual se prendem, no botão floral, os elementos do perianto [Fig.279]. Ver circinada, convoluta, involuta e revoluta. PRIMINA – integumento externo (ex) do óvulo [Fig.171, 297]. PRIMÓRDIO – estádio rudimentar de um órgão que começa a se formar. PROCUMBENTE – diz-se de caules que não se mantém eretos, mas rastejam sobre o solo e não se enraizam; o mesmo que prostrado.

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Qualquer estrutura que serve para propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta. cicatriz de inserção basal-ventral. ato de se propagar. que apresenta pó ceroso. carceru lídio alongadoobovóide-cuneiforme. com listra mais clara no 308 . diásporo e unidade de dispersão. ápice arredon dado. – fruto artrocarpáceo bicarpelar. PROTÓFILO – folha embrionária. PROPÁGULO – o mesmo que dissemínulo. de um órgão (folha. de coloração castanho-amare lado-clara ou escura. lustrosa. PROTUBERÂNCIA – saliência (proeminência) em geral de forma arredondada. lado dorsal levemente convexo e ventral arredondado-carenado. fruto ou semente) que apresenta secreção pulverulenta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PROPAGAÇÃO – o memo que multiplicação. aguda. geralmente com quatro carceru lídios. ornamentada por carnosidade branca.7-0.8(-2. PRUINOSO – coberto com pruina (partículas ou pequenos pontos esbranquiçadas). glabra. base aguda. Prunella vulgaris L. com superfície lisa. PROSTRADO – deitado sobre o solo. envolto pelo cálice.5-1. que o divide em duas faces quase planas. com 1. por exemplo cotilédones. o mesmo que procumbente.5)mm de compri mento por 0.2mm de largura e 0. com carena obtuso-arredondada. obovada em contorno e cuneiforme em seção transversal. pericarpo crustáceo.9mm de espes sura. em forma de V.91. PRUÍNA – diz-se da superfície.

. . A unidade-semente é o carcerulídio. e listra escura que desce ao lado da carena e pelos bordos do lado ventral. no marmelo (Cydonia oblonga Mill.marmelo. a parte comestível no fruto do cajú (Anacardium occidentale L. com embrião na parte basal (próximo do ponto de inserção com o pedúnculo-floral). . PSEUDO-FRUTO – resultante do crescimento de partes acessórias da flor.[Fig.amora.Fig.Fig. 309 . D.Fig.) Merr.) tem-se um pseudo-fruto composto. no morango (Fragaria sp.280D) a parte comestível é o receptáculo-floral e internamente se encontra o fruto com as sementes. seção longitudinal: C.) a parte comestível é o pedúnculo (pd) .280B) o pseudo-fruto múltiplo é formado pela inflorescência feminina de diversas flores.p centro do lado dorsal e sobre a carena. . 280C) é o pedúnculo-floral e a semente é a castanha. diversos ovários provenientes de uma única flor e distribuídos em uma polpa suculenta. B. FIGURA 280 – Pseudo-frutos: A.280 A) o pseudo-fruto múltiplo resulta de numerosas flores femininas inseridas sobre um eixo comum.abacaxi. endosperma carnoso [Fig.76J]. embrião axial. na uva-do-japão (Hovenia dulcis Thunb.281]. na amora (Rubus sp. invagi nado e reto. no abacaxi (Ananas comosus (L.cajú. formado por FIGURA 281 – Pseudo-fruto de Hovenia dulcis.Fig.

PULVÍNULO – pequena intumescência situada na base do pecíolo de muitas plantas. próximo ao ponto de inserção no caule. PULVINO – o mesmo que pulvínulo. Ver pubescente. PUBESCENTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. pode provocar movimentos nas folhas. o mesmo que pulvino.203J]. PUNCTIFORME – em forma ou com aparência de ponto. composta de parênquima e que pela variação da turgescência. PUBESCÊNCIA – indumento da superfície de um órgão. fruto ou semente) que se apresenta miudamente pubescente [Fig. como a semente de Anagallis arvensis L.295I]. ocorre principalmente nas Fabaceae (=Leguminosae). PUBÉRULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta revestida com densos e curtos pêlos finos [Fig. fruto ou semente) que se apresenta ligeiramente pubescente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PUBERULENTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. PUNCTEADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como se tivessem sido feitas pela ponta de um alfinete [Fig. com densos e curtos pêlos finos. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas impressões. 310 .204I].

PUREZA FÍSICA – é a característica que reflete a composição física ou mecânica de um lote de sementes. PÚRPURA – de coloração vermelha-escura tirante ao violeta.Fig.11D). fruto ou semente) termina gradativamente em ponta dura e aguda [Fig. PUNGENTE – diz-se quando o ápice de órgão (folha. PUSILO – muito pequeno. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. PUPA – estádio intermediário entre a larva e o inseto adulto. nas folhas ou na testa das sementes.p Hilo punctiforme como em muitas Poaceae (=Gramineae .16E]. PUTÂMEN – parte central (caroço) das drupas. PURPÚREO – que tem coloração púrpura. fraco e delgado. PÚSTULA – pequena proeminência vesicular na haste. PUREZA VARIETAL – quando as sementes geneticamente puras produzem no campo plantas adultas que reproduzem fielmente as características da variedade selecionada pelo melhorista. 311 .

312 .

Q .

Ver quiescência.100-O.: uma semente de milho pode estar em estado quiescente. 101R]. semelhante a quilha de um barco. Por ex. 1979).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA QUIESCÊNCIA – é um estado de repouso. em que a semente está viável mas não germina. ficando por um período como que dormente. QUIESCENTE – aplica-se a fase ou estado de repouso de um vegetal ou de uma semente. Ver cimbiforme e navicular. temperatura e oxigênio. Ver dormência.11A] ou ao longo da nervura mediana da lema. 314 . QUILHA – saliência longitudinal. mas passará imediatamente a germinar quando forem fornecidas as condições adequadas de umidade. este estado é facilmente superado com o fornecimento das condições ambientais adequadas para a espécie. o mesmo que carena. é controlada por fatores exógenos (CARVALHO & NAKAGAWA. como [Fig. nas Poaceae (=Gramineae) é uma dobra aguda ou o ângulo ao longo das duas nervuras da pálea [Fig.

.

306B. entre e dentro da família. 311B] ou abaixo do escutelo [Fig. dispostos em forma de roda. como em Trifolium repens L. se inserem num eixo comum. 316 . RADIAL – se refere à periferia (ao raio). RACEMOSO – que tem cachos ou com aparência de cacho.11] ou pode-se dizer que é a estrutura distal do eixo embrionário ou eixo hipocótiloradícula que se encontra abaixo dos cotilédones [Fig. de apenas um meristema apical coberto pela coifa [Fig... dará origem à raiz primária. FIGURA 282 – Sistema radicular ramificado de Dicotiledônea. RADÍCULA – é a raiz rudimentar do embrião e que consiste.). 304B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA RACEMO – inflorescência indefinida na qual as flores são pediceladas.302B.. A posição da radícula em relação aos cotilédones.. 309. Medicago lupulina L.52]. inflorescência em cacho. RADIADA – arranjada ou que se insere em um ponto comum. 303B. onde as flores são pedunculadas e não se inserem no mesmo ponto. o mesmo que cacho [Fig. 307B. Lotus corniculatus L.78A] e que após emergir do tegumento da semente. Contorno da radícula – é visível nas sementes na extremidade FIGURA 283 – Sistema radicular fasciculado de Monocotiledônea. próximo da micrópila.) All. durante o processo de germinação. a certa distância uma das outras.) DC. dentro da semente. 310B. é um elemento de grande valor na identificação de certas espécies. geralmente. Crotalaria spectabilis Roth e Desmodium tortuosum (Sw. em muitas espécies de Fabaceae– Papilionoideae. 308C. Melilotus indica (L. RADICELA – o mesmo que radícula.

ocorre nas Euphorbiaceae. as flores mais externas (posteriormente os aquênios) que geralmente são flores liguladas. de caules. de onde retira água e nutrientes minerais. Ebenaceae e Lauraceae e em certos gêneros de Anacardiaceae.246] ou campilótropo [Fig. que são centrais. 317 . FIGURA 284 – Parte inferior de uma planta de milho. Raiz adventícia – é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não a radícula. este conjunto forma o sistema radicular ramificado de Dicotiledôneas [Fig. principal. do colmo. Celastraceae e Proteaceae. Rafe ventral – tipo mais comum. 284].248] com o integumento. RAIO – região onde se inserem. como em Euphorbia comosa Vell. num capítulo de Asteraceae (=Compositae). [Fig. de ramos ou de bulbos [Fig. ocorre em Buxaceae. e que provém da soldadura de uma porção do funículo de um óvulo anátropo [Fig. do hilo à chalaza. apresenta geotropismo positivo e raizes secundárias pouco desenvolvidas e oblíquas em relação a FIGURA 285 – Raiz aérea de Philodendron. e Ricinus communis L. Termo usado em oposição às flores do disco. pode ser a partir do hipocótilo. do colo.282]. isto é. RAIZ – é o órgão de fixação do vegetal ao solo. Raiz axial ou pivotante – é a raiz principal que penetra verticalmente no solo.51.R RAFE – linha elevada ou sulco que percorre o tegumento da semente.84]. As flores do raio podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do disco e quando isso ocorre temos aquênios heterocarpos. Rafe dorsal – resulta da curvatura do funículo sobre a micrópila adaxial.

que serve para flutuação e para a respiração da planta [Fig. podem atingir a alguns metros.286]. sem parasitá-las. a não ser que a ponta tenha sido quebrada. Raiz aérea – é a raiz de uma planta epífita. são muito resistentes e freqüentemente usadas como cipós. Raiz enfezada – é uma raiz raquítica e atrofiada. penetram nele e se ramificam. que estão enfraquecidas. Raiz curta e grossa – é a raiz que caracteriza as plântulas com sintomas fitotóxicos. mas muito curta e fraca para estar em equilíbrio com as outras estruturas da plântula.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raizes adventícias seminais – no embrião das Poaceae (=Gramineae) desenvolve-se acima do ponto de inserção do escutelo [Fig. Raiz aquática – é a raiz que se forma abaixo da lâmina d’água. As raizes partem do caule e se dirigem verticalmente para o solo. 318 . Raiz com desenvolvimento atrasado – uma raiz geralmente com ponta intacta. como a raiz do imbé (Philodendron Fig. Raiz atrofiada – é a raiz ou as raízes que apresentam atrofia.78Aras] e após a germinação. atingem o solo. com ponta intacta. que degeneraram. Raiz geralmente claviforme.285). FIGURA 287 – Raiz pivotante de nabo. Quando as raizes FIGURA 286 – Raiz aquática de Jussiaea. que vive sobre outras plantas. que não se desenvolveram. antes disso a ramificação dificilmente acontece. outras raízes adventícias se desenvolvem dos nós do colmo principal e dos colmos laterais.

como nos gêneros Zea (Poaceae =Gramineae) e Cucurbita (Cucurbitaceae). Nos testes de germinação usa-se essa designação para outras raízes que não a raiz primária. pois armazena reservas alimentícias.283]. este conjunto forma o sistema radicular fasciculado de Monocotiledôneas [Fig. Raiz primária – é a raiz principal. portanto também é uma raiz tuberosa. numerosos pêlos absorventes e terminando em ponta fina. Raiz lateral – é qualquer raiz que se origina lateralmente a raiz principal. Raizes seminais – designação dada à raiz primária e um certo número de raízes secundárias. que se originam no eixo embrionário e formam o sistema radicular de uma plântula de cereais (como em Triticum – Poaceae) e de Cyclamen (Primulaceae). Raiz pivotante – quando a raiz principal é muito desenvolvida e suas ramificações tem desenvolvimento quase desprezível. resultante do desenvolvimento da radícula do embrião. geralmente com FIGURA 288 – Raiz tuberosa de batata-doce. 319 . longa e delgada.287]. como em cenoura e nabo [Fig. 284]. ocorre em Poaceae (=Gramineae) e devido ao formato são denominadas de raízes adventícias [Fig. Raiz secundária – é a raiz que emerge da raiz primária.R Raiz fascículada ou Raiz em cabeleira – é aquela onde não se distingue nem pela posição e nem pelo desenvolvimento uma raiz principal.

como na beterraba [Fig. reto ou curvado.3mm de comprimento.2-3. marrons e escamiformes [Fig.5-)2. largo-obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal. a núcula.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raiz tuberosa – é a raiz principal. com curto rostro apical ligeiramente curvado ou reto.238].203N]. fosca. cerca de 2. Ranunculus sp.6mm de largura e 0. formando um tubérculo.0-2. base frequentemente levemente extendida. – fruto múltiplo formado por diversos frutícolos (núculas). frutos ou sementes) que se apresenta coberta com macías e flexíveis excrescências rugosas. de coloração castanho-clara a escura e margem ligeiramente mais clara em sementes mais escuras [Fig. ou espinhoso [Fig. que se afila para o ápice e a base (ponto de inserção). Seguem características diferencias de algumas espécies de Ranunculus: Ranunculus acris L.288] e nas raizes de dália. que penetra verticalmente no solo onde se ramifica e na porção próxima a superfície é muito desenvolvida. em maior ou menor tamanho. RAMENTÁCEA – diz-se da superfície de um órgão (folhas. A unidade-semente é FIGURA 289 – Raiz tuberosa de beterraba. que se assentam sobre um receptáculo estrobiliforme. margens levemente aladas.5-0.238A]. – núcula discóide. 289].7mm de espessura. originado da margem. núcula comprimida. 320 . por (1. superfície finamente pontilhada. Algumas vezes não é a raiz principal que é tuberosa e sim as algumas raizes laterais. com uma muito mais alada e curvada do que a outra. com estilete (rostro) apical persistente. como em batata-doce [Fig.

R

Ranunculus bulbosus L. – núcula discóide, de suborbicular a largoobovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal, com (2,8-)3,0-3,5mm de comprimento, por (1,8-)2,3-2,8mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com curto rostro apical uncinado, originado da margem; margens levemente aladas, com uma muito mais alada e curvada do que a outra; superfície finamente granular, fosca, de coloração castanho-escura a castanho-avermelhada e margem amarelada [Fig.238B]. Ranunculus parviflorus L. – núcula de largo-ovalada a suborbicular em contorno, cerca de 2,0-2,8mm de comprimento, por 1,8-2,5mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com longo rostro apical reto, margens inconspícuamente aladas e pouco mais claras, superfície castanha, granulosa e fosca [Fig.238C]. RANHURA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) com pequeno sulco, ou escavação. Raphanus raphanistrum L. – síliqua lomentácea cilíndrico-alongada, não alada, moniliforme em maior ou menor intensidade, com 25-80mm de comprimento por 2,0-3,5(-4,0)mm de largura, com 5-7 costelas conspícuas ou inconspícuas e com rostro longo-acuminado (muitas vezes
quebrada quando misturada às sementes comerciais); porção valvar delgada,

estipiforme e com 2,0mm de comprimento; porção estilar com (2-)48(-10) sementes, com costrições transversais (mais [Fig.321A’-A’’] ou
menos [Fig.320A] acentuadas, dependendo da variedade), que podem

se separar em segmentos (sgm - na maturação) com 1-2 artículos unisseminados, globosos e com 1,6-2,0mm de diâmetro, ou subcilíndricos e com 3-4mm de comprimento [Fig.321A-A’-A’’]; semente

321

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ovóide, castanho-avermelhada, 4-6mm de comprimento por 2mm de largura. A unidade-semente são os segmentos e mais raramente a semente livre. Raphanus sativus L. – síliqua lomentácea cilíndrico-cônica, inflado, não moniliforme, com 30-50(-80)mm de comprimento por 5-9(-10)mm de largura, com nervuras longitudinais e rostro largo-cônico (muitas vezes
quebrado quando misturado às sementes comerciais); porção valvar muito curta, parecendo um pedúnculo; porção estilar com 2-3(-4) sementes, sem constrições transversais, ou às vezes contrídas entre as sementes, mas não se separa em segmentos na maturação, no entanto pode se abrir mecanicamente no beneficiamento [Fig.321B]. A unidade-semente é a semente e mais

raramente o fruto quebrado. Rapistrum rugosum (L.) All. – síliqua lomentácea formada por dois ou mais artículos superpostos, uniseminados ou bisseminados, um rostro (ro) e um pedúnculo (pd); artículos córneos, de amarelado a amarelo-palha ou acinzentado, bordos sinuados, se desarticulam entre eles e entre o pedúnculo; artículo superior indeiscente, de globoso a largo-ovóide, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0(-3,5)mm de diâmetro, unisseminado ou bisseminado,

com largas costelas longitudinais, muito ou pouco rugosas; artículo superior atenuado para um rostro apical estéril, com 1,0-1,5(-2,0) mm de comprimento, muitas vezes ausente; artículo inferior deiscente ou não, subcilíndrico ou ovóide, liso ou levemente rugoso ou estriado, com 1,0-1,5(-2,0)mm de comprimento por 1,0-1,2mm de largura, unisseminado, estéril ou raro bisseminado; pedúnculo liso, curto ou até três vezes o comprimento do artículo inferir [Fig.322]. A unidade-semente são os artículos, muito raro a semente livre.

322

R

RAQUE – é o eixo principal (ra) de uma inflorescência [Fig.43, 257]. RÁQUILA ou RÁQUIS – pequeno eixo ou eixo secundário do ráquila; nas Poaceae (=Gramineae) e nas Cyperaceae é o eixo onde se originam as pequenas flores ou os antécios. Ver segmento da ráquila. RASTEIRO – que se arrasta; o mesmo que rastejante. RASTEJANTE – diz-se do caule que se desenvolve apoiado sobre o solo, com ou sem raízes, de trechos em trechos, como na abóbora; o mesmo que rasteiro. REANÁLISE – quando a repetição do teste for com sementes do mesmo lote, mas de amostras médias diferentes. Ver reteste. RECEPTÁCULO – porção axial da flor que serve de assento aos diversos verticilos florais [Fig.171-re], assim como a extremidade ± dilatada do pedicelo, que constitui o suporte das diversas flores de um capítulo ou de outra inflorescência; o mesmo que tálamo.
FIGURA 290 – Regmídio (A-C) e mericarpo (B)de Geranium sp. (A-B) e Erodium sp. (C).

RECEPTÁCULO-FLORAL – ver receptáculo. RECURVO – curvo com a cavidade voltada para trás. REFLEXO – diz-se do órgão que que se apresenta voltado para base do local onde se insere. REGMÍDIO – fruto esquizocarpáceo, formado por cinco carpelos, cujos estiletes estão concrescidos em uma coluna (eixo) central ou carpóforo

323

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

mais ou menos longo. Na maturação os carpelos (agora carpídios ou mericarpos) se separam da coluna, mas ficam presos a ela, por algum tempo, pela base e pelo ápice (os estiletes). Cada carpídio longopontudo na base, se abre (deiscente) longitudinalmente por uma fenda, mas a semente fica impedida de sair pela projeção basal da coluna central. Enquanto os estiletes (rostro – ro) se torcem helicoidalmente
(da esquerda para a direita), a semente se move e é levada para a parte

superior do carpídio ou mericarpo e depois é liberada. Fruto típico das Geraniaceae, como nos gêneros Erodium (mericarpos com um tufo de pêlos na base - Fig. 290C), Geranium [Fig.290A-B] e Pelargonium (mericarpos com pêlos na base). Na natureza os estiletes absorvem ou perdem água, em velocidades diferentes, de maneira que eles executam movimentos em espiral, ora num sentido ora no outro, e assim o mericarpo se move sobre a superfície do solo e penetra nele. REGULAR – usado para dizer que todas as partes são simétricas; como uma corola rotada. REMANESCENTE – a estrutura que permaneceu aderida. RENIFORME – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de rim e com ponto de inserção no centro do lado encurvado [Fig.102G]. REPLO ou REPLUM – falso septo (rep), de textura membranácea, formado pela união dos bordos carpelares no fruto (síliqua ou silícula) de Brassicaceae (=Cruciferae) e que contém as placentas e posteriormente as sementes [Fig.317B, 319C-D]. Este conjunto permanece ligado ao pedúnculo, após a deiscência e a queda das valvas. Também encontrado nos craspédios das Fabaceae [Fig.107-rep].

324

R

RETANGULAR – que tem forma de retângulo. RETESTE – quando a repetição do teste for com sementes da mesma amostra média. Ver reanálise. RETICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta recoberto por linhas que se anastomosam formando uma rede de pequenas malhas, geralmente com aparência geométrica [Fig.295B]. RETICULADO–FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que varia entre reticulada e faveolada; quando a profundidade e a distância entre cada retículo são mais pronunciadas do que a de uma simples superfície reticulada [Fig.295D]. RETICULAR – com aspecto de retículo. RETÍCULO – diz-se da superfície com pequena rede de malhas. RETINÁCULO – o mesmo que ejaculador [Fig.64, 126]. RETRORSO – voltado ou dirigido para trás (base), geralmente pêlos ou espinhos [Fig.237]; oposto de antrorso. RETUSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) é arredendo e no centro apresenta pequena reentrância [Fig.16N]. REVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados ou voltados para trás ou para baixo [Fig.279D]; como os bordos de uma folha ex: Senna. Oposto a involuta.

325

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Rheum rhaponticum L. – núcula envolta pelo perigônio (prg), formado por 3-sépalas (sp) aladas, planas, amarelo-castanho-avermelhada, com bordos paralelos e de 7-9mm de comprimento, largura e espessura; núcula de trígona a quadrangular, com 7-8mm de comprimento por 3,5-4,0mm de largura e espessura, castanho-escura, com faces convexas, com três ângulos agudos e afilando para o ápice e a base [Fig.241S-T-U]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com o cálice pentâmero inteiro ou parte aderida a base. Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC. – semente de largo-ovóide a globosa, com ápice e base arredondada, vermelho-escarlate e com mancha preta obliqua (abaixo da área hilar e na margem dorsal) que ocupa cerca da ½ da superfície; hilo localizado na porção vermelho-escarlate [Fig.1C-D]. Ver Abrus precatorius. A unidade-semente é a semente. Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) – núcula obovada, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0mm de largura (próximo ao ápice), castanha, com leve escabrosidada, se afila gradativamente para uma base pontuda, deprimida nas faces, ápice com longo rostro (ro - estilete remanescente) igual ou maior do que a núcula, na base com 6-7 cerdas (ce) escabrosas de 4-5(-5,5)mm de comprimento [Fig.239I-I’]. A unidade-semente é a núcula (com rostro
apical e com ou sem as cerdas basais).

Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) – núcula de suborbicular a largo-elíptica, biconvexa, com 10-2mm de comprimento
(exceto o rostro), de amarelo-palha a castanho-escura, transversalmente

rugosa, ápice com rostro (ro - estilete remanescente) de até ½ do comprimento da núcula [Fig.239J-J’]. A unidade-semente é a núcula (com
rostro apical).

326

R

RINGENTE – termo usado para uma corola monopétala, cujo limbo está desigualmente dividido e com os lábios bem afastados; com a divisão superior do lábio encurvada (em forma de arco) e a inferior proeminente e adpressa contra a anterior, de modo que o conjunto se parece com a boca de um animal [Fig.101A]. Ver cápsula ringente. Corola ringente – como a de Antirrhinum. RIZOMA – caule freqüentemente parcial ou totalmente subterrâneo, horizontal, mais ou menos espesso, rico em reservas e com capacidade de produzir raizes e caules em cada nó; se destingue das raizes pela presença de nós, gemas e escamas; como o rizoma de Iris [Fig.291] e da espada-de-São-Jorge. RIZOMATOSO – que tem rizomas. ROÍDO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) se apresenta truncado, exceto que não termina reto e sim parece estar
FIGURA 291 – Rizoma de Iris.

irregular (roído) [Fig.16S]. ROLIÇO – quando um órgão, em seção transversal, é quase circular; o mesmo que cilíndrico e teretiforme [Fig.101M]. RÔMBICO – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de losango ou oval e um pouco angular na porção mediana [Fig.102C]. ROMBIFORME – que tem forma de romboedro. ROMBOIDAL – que tem forma de rombóide; o mesmo que rombóide.

327

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ROMBÓIDE – quadrilátero de ângulos não retos, com lados opostos iguais e paralelos e lados contíguos diferentes; o mesmo que paralelograma. ROSETA – quando as folhas estão arranjadas ao redor da base, em círculo condensado, de um caule central [Fig.2]. ROSTRADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) termina gradualmente em ponta dura, larga, reta ou curvada [Fig.16I]; como a bainha do rábano; ou que possui rostro (ro). Aquênio rostrado – quando o corpo do aquênio apresenta um
FIGURA 292 – Rostro.

prolongamento, como em Hypochaeris brasiliensis Griseb., H. grisebachii Cabr., H. glabra L., H. radicata L. e Soliva pterosperma (Juss.) Less. (Asteraceae =Compositae – Fig.23A, 18B) e de Scabiosa atropurpurea L. (Dipsacaceae – Fig.301B-C). Invólucro-gamófilo rostrado – como em Xanthium strumarium [Fig. 208C-ro]. Núcula rostrada – que possui estilete apical persistente, como nos gêneros Ranunculus [Fig.238] e Anemone (Ranunculaceae ). ROSTRO – prolongamento apical de um órgão (fruto ou semente)

FIGURA 293 – Rosulado.

que termina em ponta dura, longa e reta, formado pelos estiletes concrescidos e persistentes [Fig.16I,18B, 23A, 238, 292]. Ver rostrado. Rostro divergente – em Acanthospermum hispidum [Fig.206B]. ROSULADO – quando as folhas (fo) encontram-se dispostas na base ou no ápice do caule (cau), estão muito próximas por ocorrer em entrenós

328

. ruínas. RUDERAL – diz-se da espécie. papiráceo e formado por dois ciclos de três sépalas. F. de tubo muito curto e estreito que lembra o eixo de uma roda.lacunosa. como ruas. dando a impressão de que todas estão no mesmo nó [Fig. curvo. H.293]. – Hypoxidaceae – Fig. como nos frutos ou sementes no início do seu desenvolvimento.estriada.faveolada. as externas 329 . lugares abandonados.puncteada. D. fruto ou semente) que tem rugas (que não é lisa) [Fig. fica reduzido.294]. portanto a existência da planta depende da habitação humana vizinha. primórdio.295A]. como as folhas da falsa-tiririca (Hypoxis decumbens L. embrião periférico.175A). ou estado atrofiado de um órgão e que FIGURA 295 – Superfície (quanto ao desenho): A. RUGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. ou de um grupo de plantas. o estado rudimentar pode ser transitório.R muito curtos. um órgão imperfeitamente desenvolvido e não funcional. cálice hexâmero. Rumex sp.rugosa. ou ser definitivo como o estaminódio de certas flores. I. RUDIMENTAR – estado de desenvolvimenbto imperfeito. C.aciculada.reticulado -faveolada. expandido e perpendicular ao tubo [Fig. – núcula trígona.reticulada. rotáceo mais usado do que rotada. etc. terrenos baldios. B. RUDIMENTO – estrutura inicial. como a corola de Veronica e Galium. ROTÁCEO ou ROTADA – diz-se da corola gamopétala. que habitam as cercanias das construções humanas. linear e deitado paralelamente a uma das faces da núcula. glabro. E. próprio do rudimento ou relativo a ele. FIGURA 294 – Rotada. em forma de roseta. Gsulcada. com limbo circular.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (spe) reflexas na frutificação e muito menores do que as internas (spi).1 mm de largura. com 4-5(6-)mm de comprimento por 3-4mm de largura. Seguem as características diferenciais das espécies de Rumex: Rumex acetosella L.7)mm de largura.240A-B-C]. cerca de 1mm de diâmetro ou 1. ovado-triangulares. ovadas ou cordiformes. superfície castanho-avermelhadaescura. de ápice acuminado.240].4-)1. sépalas internas (spi) aderentes. – núcula trígona. ângulos obtusos e ligeiramente alados. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. com retículo de malhas 330 . ligeiramente pedicelada. séssil. embrião (em) estreito-transversoelíptico em seção transversal. com três faces planas iguais na largura. com 2. com retículo de malhas bem visíveis.0-1. sépalas internas (spi) não aderentes.3mm de comprimento por 0. com três faces planas iguais na largura. Rumex crispus L. – núcula trígona.0-1. com bordos inteiros e não alados. com ápice e base obtusos. cálice com sépalas externas (spe) ovado-oblongas.0-2. lisa e muito lustrosa. nervura mediana saliente e sem tubérculo [Fig. lóbulos áspero-granulosas. de ápice arrebondado ou obtuso. A unidade-semente é a núcula. se afila abruptamente para um ápice acuminado. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base.5mm de comprimento por (1. ângulos obtusos e não alados. cálice castanho-avermelhado-claro.2mm de comprimento.8-1. castanho-escuras.5(-1. tão longas quanto a núcula. castanho-claras e cerca da ½ do comprimento total da núcula. superfície castanho-avermelhada nas faces e ângulos castanho mais escuros. acrescentes e aderentes ou não à núcula [Fig.

8mm de largura. basal.0(-6.5-2.5-5. inconspicuamente pedicelada. ângulos obtusos e não distintamente alados. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. Rumex pulcher L.5mm de comprimento pr 1.2mm de comprimento. superfície atro-avermelhada (núcula madura) e mais clara (núcula imatura) e com ângulos mais escuros. ovado-triangulares.0mm de largura.4mm de largura. bordos alados. apenas a nervura mediana de uma das sépalas forma um tubérculo (tu) subgloboso ou oblongo-ovalado.0-)4. com 1. sépalas internas (spi) não aderentes. a nervura mediana de cada sépala forma um tubérculo (tu) oblongo. – núcula trígona. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal.0)mm de comprimento por 2.3 mm de comprimento por 1.R ligeiramente mais escuras.0 mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. superfície castanho-avermelhada ou castanho-acinzentada e ângulos da mesma coloração. basal. ápice agudo.5-3. cálice castanhoavermelhado.240I-J-K-L]. embrião (em) com cotilédones transverso-elíptico em seção transversal. com (4.2-1. A unidade-semente é a núcula. Rumex obtusifolius L. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. cálice 331 . ângulos obtusos e não alados.02. – núcula trígona. com 2mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. com 2. A unidade-semente é a núcula.0-1.240D-E-F-G-H]. inteiros ou com pequenos dentes na porção basal. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e ligeiramente mais escuras. séssil. com 2.0-2. com dentes ou lacínias entre a base e a porção mediana. de ápice agudo. afila gradativamente para um ápice acuminado. bordos alados.5-1.

RUMINADO – provido de múltiplas fissuras. com 2mm de comprimento e alveolado [Fig. RÚPTIL – que se rompe irregularmente. de Diospyros FIGURA 296 – Runcinado. setiformes ou subespinhosas. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e da mesma coloração. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações transversais do tegumento (tegmen) para o interior do tecido nutritivo (para o centro da semente).Fig. de ovadas a ovado-oblongas. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. ou de aspecto irregular. RUPESTRE ou RUPÍCOLA– vegetal que cresce sobre rochas. 332 . a nervura mediana de cada sépala ou apenas uma delas. RUNCINADO(A) – diz-se das folhas com profundos recortes voltados para a base [Fig. A unidade-semente é a núcula. de ápice agudo. bordos alados. (Polygonaceae . forma um tubérculo (tu) de semigloboso a oblongo. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base.102L. com sépalas externas (spe) oblongas e com 1mm de comprimento. basal.5-4.5mm de largura. com 5-10 dentes ou lacínias retas. Virola (Myristicaceae).69]. ver Cápsula rúptil [Fig. como a noz-moscada. Antigonon. como em sementes de Annonaceae. 296]. sépalas internas (spi) não aderentes. (Ebenaceae). RUPTURA – ver abcisão.240M-N-O-P].149) e Cissus (Vitaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-avermelhado. como as folhas de Taraxacum. com 4-5(-6)mm de comprimento por 2.

.

sendo uma a oosfera (o) e duas sinérgidas (si). que são a célula mãe do endosperma [Fig. glandular. FIGURA 297 – Saco embrionário em desenvolvimento. 297].298) e M. pubérulo. SAGITADO(A) – diz-se de um órgão vegetal foliáceo que tem ápice agudo e base com lobos (apêndices) basais retos. como as folhas de Rumex acetosella L. meticulosa.gp]. em oito. 334 . SACELO – segundo BARROSO et al. três ficam na parte oposta.Fig. SAGITIFORME – o mesmo que sagitado.171A. setoso. margem grosso-côncava e outra delgado-convexa [Fig. subsp. agudos. curvado. O sacelo se encontra reunido em glomérulos e tem a superfície externa recoberta com uma grande variedade de indumentos (hirsuto. ocorre em Mimosa doleus Vell.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SABREFORME – em forma de sabre.oposto de macro. SACO POLÍNICO ou MICROSPORÂNGIO . . que produzem os grãos de pólen (gp) [Fig. hispídulo. SACO EMBRIONÁRIO ou MACROSPORÂNGIO – nas Angiospermas é a célula que o formou e que divide seu núcleo.102I-I’]. carnoso. FIGURA 298 – Sacelo de Mimosa doleus. (1999) o fruto é um tipo derivado do craspédio. as antípodas (an) e duas na porção central.) Barneby (= M. os núcleos polares (np). com abertura transverso-apical da borda do carpelo e que ao se abrir forma um replum curto e caduco.171 ant . pela redução a um único artículo oval. (1999). acerba Benth. estrigoso e estrelado). plano nos dois lados. em geral.(ou mega-) sporângio. Fonte: Barroso et al.100J]. acerba (Benth. que nas Angiospermas são as células especializadas da antera (ant). dirigidos para trás e em forma de seta ou bilabiados [Fig. onde três núcleos ficam próximos da micrópila.

ISecuridaca sp.Centrolobium tomentosum. com núcleo seminífero reticulado-faveolado ou cristado. Tipuana e Vatairea (Fabaceae–Papilionoideae – Fig. Gallesia (Phytolaccaceae – Fig. com núcleo seminífero (nse) unisseminado e com projeções membranáceas do pericarpo em forma de ala. seco.. em Vatairea com ala transversovenosa.. Quanto a posição da ala pode ser: FIGURA 299 – Sâmara: A. G.299H). F. monocarpelar ou pseudomonocarpelar. persistente e com lacínias eretas. Fonte B-C-E.Machaerium pedicellatum. 335 . Securidaca (Polygalaceae – Fig. ocorre em Fabaceae (=Leguminosae) como em Pelthophorum (Caesalpinioideae). desenvolvidas da parede ovariana (ovário súpero) e pode ser um caráter de diferenciação entre táxons. simples.299D). em Securidaca L.Tipuana tipi. H. (1999). C. B. A sâmara em Gallesia com cálice tubuloso (cal).Gallesia sp. se localizar apenas nas extremidades dele ou apenas numa de suas extremidades. basal ou unilateral) do núcleo seminífero: Ala apical – com núcleo seminífero basal.S SÂMARA – fruto nucóide. Sâmara paranuclear – com ala somente em um lado (apical. ERiedeliella sp. Riedeliella (Papilionoideae – Fig. nos gêneros: Pterogyne (Fabaceae–Caesalpinoideae – Fig. por atrofia de um carpelo [Fig.Platypodium elegans.. as sâmaras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos de duas (bi.Pterogyne sp. D. indeiscente. As alas podem contornar o núcleo seminífero.Vatairea heteroptera. Sâmara anfinuclear – com ala circular (circunda o núcleo seminífero). Centrolobium.299A-B-F-G).G-I: Barroso et al. em Centrolobium com núcleo semínífero equinado.ou dissâmaras) ou de três (trissâmaras). Machaerium.299I) e Phyllostylon (Ulmaceae). cada uma formando um mericarpo.299].299E) e em Monina (Polygalaceae).

ocorre nos gêneros Myroxylon e Platypodium – Fig.299C (Fabaceae–Papilionoideae).300A). Gates – Fig. ou alongada (Banisteriopsis basifixa – Fig. SAMARÍDIO – fruto esquizocarpáceo tricarpelar (originado de um ovário súpero ou ínfero).300C).300I).300D e Heteropterys verrucoides – Fig. O ponto de inserção do samarídio no receptáculo é a aréola (are). ou providos de alélulas laterais ou paralelas (Banisteriopsis ferruginea) ou com apêndices na base da ala dorsal (Banisteriopsis lucida – Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ala basal – com núcleo seminífero apical. O núcleo seminífero (nse) em Malpighiaceae pode ser: liso em Mascagnia (Malpighiaceae). que pode ser longa e afundada (Banisteriopsis megaphylla – Fig.) B.300M). ou pequena e circular (Banisteriopsis ferruginea). – Fig. Ala unilateral – com núcleo seminífero em uma das extremidades gênero Paramachaerium (Fabaceae–Papilionoideae). O esquizocarpo pode ser formado por 1 samarídio (por aborto dos demais) e com ala dorsal (Banisteriopsis stellaris (Griseb. ocorre em Malpighiaceae (com núcleo seminífero basal) e Sapindaceae (com núcleo seminífero apical). ou comprimido e se distinguem pouco das alas (Serjania cuspidata – Fig. ou globoso e saliente e bem distinto da ala (Serjania glabrata Kunth – Fig.300K). por aborto do terceiro (Banisteriopsis andersonii – Fig. ou cristado e mais ou menos distinto da ala (Serjania platycarpa – Fig. raramente bicarpelar por aborto.) Cuatrec.300H). O samarídio pode ser mais ou menos giboso com espessamento no bordo superior (Banisteriopsis muricata (Cav.300G). As alas dos samarídios podem ser: 336 . lóculos unisseminados e com ala dorsal ou lateral em cada um dos carpelos.300B). ou com ala dorsal e espessamento no bordo inferior (Heteropterys macrophylla – Fig. ou por 2 samarídios.300J).300L).

B.Serjania platycarpa e de Malpighiaceae: D. Em Sapindaceae com dois samarídios divergentes.300K. J.Banisteriopsis muricata. Em Rutaceae com três samarídios. como no gênero Diatenopteryx que tem ala dorsal.Mascagnia sp. C. (1999). como em Barnebya dispar. como no gênero Helietta.Mascagnia pubiflora. E.Banisteriopsis andersonii.Heteropterys verrucoides. 337 .Serjania cuspidata.S FIGURA 300 – Samarídios de Sapindaceae: A..Banisteriopsis stellaris. Fonte (exceto F): Barroso et al.Serjania glabrata. Ala cristiforme – dorsal vertical sobre o núcleo seminífero – em Diplopterys (Malpighiaceae) ou dorsal disposta em uma extremidade do núcleo seminífero.Heteropterys macrophylla.Banisteriopsis lucida. Banisteriopsis lucida .Banisteriopsis megaphylla. I. M. B. L.Fig.H.Banisteriopsis basifixa. cuneiforme ou cristiforme. schizopetala. G. K. Ala dorsal – oblonga. com reforço no bordo superior ou excepcionalmente no bordo inferior. F.

persistente no ápice do aquênio). a corola tubulosa e o calículo (cali) modificado em papus (pa . H. (B-C): A-B. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). como em Magnolia champaca (L.) Griseb.) Griseb.300I. ou quatro segmentos em Tetrapteryx. três segmentos laterais em Hiptage. banksiaefolia e H. 338 . Heteropterys chrysophyllum. A unidade-semente é o aquênio com ou sem o calículo persistente.300D. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (pa – formado por cinco sépalas estreitas e agudas.) Baill. calículo (cali) com pêlos nas nervuras longitudinais [Fig.) Cuatrec . como nos gêneros Mezia e Mascagnia – com ala lateral inteira. ala confluente em vista ventral. (= Hiraea pubiflora A. Juss. laevifolia. H.aquênio envolto pelo involucelo. (= Hiraea rigida A.300L (Malpighiaceae).Fig.301B-C]. Scabiosa sp. Ala lateral-inteira – contornando o núcleo seminífero. que contorna o núcleo seminífero. C. Juss. Scabiosa columbaria L. ou aquênio (aq) coroado pelo papus [Fig.formado por cinco sépalas estreitas e agudas. (Capparaceae) é branco. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo).Fig. onde se localiza a aréola central (Mascagnia – Fig. ex Pierre e no gênero Michelia (Magnoliaceae).) L. FIGURA 301 – Scabiosa columbaria (A) e Scabiosa sp. verrucoides . SARCOTESTA – um tipo de arilóide carnoso que recobre o tegumento da semente. .300F) e Mascagnia rigida (A.).Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA B. Juss. Juss.Fig. muricata (Cav.330E). é vermelho-alaranjado e em Capparis flexuosa (L.301A]. macrophylla . persistente no ápice do aquênio).aquênio com papus. ou ala dividida profundamente em dois segmentos Mascagnia pubiflora (A. B.

297]. com curtos pêlos. com área hilar longo e estreita [Fig. muricado-tuberculado e com 2.171.167. – cariopse com (4. SEDOSO ou SERÍCIO – que tem pêlos com textura de seda. 328].5mm de comprimento.239K-K’]. 80CD.5(10. Lolium [Fig. fosca.0)5.5-3.49]. SECUNDINA – integumento interno (in) do óvulo [Fig. lado ventral com prufundo sulco longitudinal. de amarelada a castanho-amarelada. Scleria uleana Boeck. A unidade-semente é a cariopse nua. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Bromus [Fig. hipogínio ausente [Fig. diz-se da superfície de um órgão revestida por numerosos pêlos muito finos.0-3. com brilho de seda e sedosos ao tato. 168]. geralmente curtos. A unidade-semente é a núcula (com hipogíno). branco. A unidade-semente é a núcula.79C-D. se afila para uma base aguda.155] e Sorghum [Fig. de resto glabra. 326. branca. hipogíno cupuliforme basal bem desenvolvido e com seis tubérculos brancos.S Scleria balansae Maury – núcula ovóide. 339 .0)mm de comprimento por 1. Andropogon [Fig.5mm de largura e 1. Secale cereale L.224. semilunares e com pontos lustrosos [Fig. mucronada.5-3. Festuca [Fig. apiculado. – núcula depresso-globosa. rugosa.0-8.0mm de espessura. 225].239L-L’]. SEGMENTO DA RÁQUILA ou SEGMENTO DO RÁQUIS ou RÁQUIS – uma parte da ráquila (seg) articulada que na maturação permanece presa ao antécio. 81C-D].158C.0mm de comprimento. ápice truncado. liso e com 2.

Sementes com diferentes ornamentações na superfície: • CARYOPHYLLACEAE: (Agrostemma githago L.311]. FIGURA 304 – Sementes de couve. 308. B. Compreende em geral três partes: tegumento(s).306]. Silene noctiflora L. dispostas em placas arredondadas formamdo um padrão definido nas faces.305E]. B. – superfície com tubérculos espinhosos. com curtos e finos tubérculos rombudos inconspícuos na porção periférica convexa da face e no bordo da semente e com placas alongadas ao redor do entalhe do hilo ausentes [Fig. nas faces as placas com os FIGURA 303 – Semente de cebola: A. – superfície com tubérculos pontudos ou.vista interna. rabanete e repolho: A. de Papilionoideae [Fig. Silene gallica L. de CaesalFIGURA 302 – Sementes de abóbora. – superfície com curtos tubérculos rombudos.302].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMENTE – parte reprodutora dos vegetais superiores que produzem flores e resulta da fecundação. 340 . tecido(s) nutritivo(s) e embrião. B.334]. às vezes. Estruturas da semente de abóbora. 309] e de Trifolium [Fig. rabanete e repolho [Fig. pepino.vista externa. arredondados.304]. grandes em relação ao tamanho da semente.vista externa.305A]. melão e pepino [Fig. mas no dorso e no bordo estão organizados em cinco linhas concêntricas. Silene antirrhina L. Cerastium glomeratum Thuill.310]. couve. de Mimosoideae [Fig. onde as verrugas são achatadas [Fig.vista interna.vista interna.vista exerna.305B]. de feijão [Fig.303]. – superfície com pequenas verrugas rombudas mais escuras. de ervilha [Fig. – superfície com estreitas placas alongadas na porção escavada da face.305D].307]. Em sentido amplo. distribuídos sobre placas cinza-arredondadas e que se tornam oblongas perto na área hilar. melancia e melão: A. semente é toda estrutura que serve para reproduzir um vegetal. do desenvolvimento e do amadurecimento do óvulo. pinioideae [Fig. melancia. a partir do hilo [Fig. cebola [Fig. arranjados em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem [Fig. arranjadas em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem.

– superfície diminutamente tuberculada [Fig.305K]. – superfície com finas verrugas e com pequenas papilas distribuídas irregularmente. Talinum triangulare (Jacq.) Willd. 341 . esta com nítido sulco entre a radícula e os cotilédones e que termina no centro em uma cavidade mais ou menos profunda [Fig.305M].305C]. Vaccaria hispanica (Mill.S tubérculos estão arranjados em um padrão de linhas concêntricas a partir do hilo e nos bordos sobre 6-8 linhas [Fig. Spergularia grandis (Pers.305G]. bordo acuminado e com estreita ala circular esbranquiçada [Fig.) Cambess – superfície com pequenas papilas distribuídas irregularmente [Fig. • PORTULACACEAE: Portulaca oleracea L.305F]. – superfície com curtos tubérculos rombudos. Stellaria graminea L. Stellaria media (L.) Rauschert – superfície com curtos tubérculos ovais em forma de bolhas arranjados em fileiras ou em um padrão específico [Fig. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo.27G]. grandes em relação ao tamanho da semente e dispostos em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. • CAPPARACEAE: Cleome hassleriana Chodat – superfície com pequenos e irregulares tubérculos coniformes no dorso e nas faces. – superfície com finos tubérculos alongados e achatados. – superfície finamente rugosa [Fig. Spergula arvensis L.305H].305I]. • MULLUGINACEAE: Glinus sp. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig.305J].) Vill. – superfície com curtos tubérculos rombudos.

F. J.Agrostemma githago.Silene antirrhina.Portulaca oleracea.Cleome hassleriana. H.Spergula arvensis.27C].Cerastium glomeratum.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • MALPIGHIACEAE: Tibouchina sp. N.Stellaria graminea.Tibouchina sp.Vaccaria hispanica. • TURNERACEAE: Turnera ulmifolia L. K. E. C.Spergularia grandis. FIGURA 305 – Sementes com diferentes ornamentações na superfície: A. – superfície granulosa. 342 .Silene noctiflora. L. B. parecendo diminutos grãos de areia e que podem estar adensados ou espaçados [Fig.Talinum triangulare. M.305N].Silene gallica. D. – superfície reticulada. I. com pequenas elevações arredondadas. com malhas do retículo salientes [Fig.Stellaria media. G.

quando evidente nas duas subfamílias. elípticos ou oblongos e articulados na porção centralbasal. imediatamente contígua à ponta da radícula.seção transversal. e Senna obtusifolius (L. sem características específicas e que se localiza na margem em FIGURA 306 – Sementes de CAESALPINIOIDEAE: A. Dseção transversal. B. inconspícuo. é duro e vítreo.306C. em seção transversal a semente apresenta cotilédones finos e endosperma ± abundante [Fig. que se encontra ± invaginada entre os cotilédones crassos. com eixo hipocótila-radícula curta. 307]. oblonga ou orbicular). a chalaza se encontra na extremidade oposta. muitas vezes.seção longitudinal. sendo mais abundante sobre as faces externas dos cotilédones. espécies de Bauhinia existe leve assimetria da base dos cotilédones e do eixo hipocótilo-radícula que fica ligeiramente curvo. hilo pequeno. de suborbicular a elíptico.seção longitudinal.seção longitudinal.S Diferença entre sementes de CAESALPINIOIDEAE e MIMOSOIDEAE: Sementes geralmente oriundas de óvulos anátropos. Adenanthera. simétricas e razoavelmente consistentes na forma (elíptica. torcido em espiral. Albizia e Calliandra.seção transversal. arredondados. uma das extremidades da semente. Nesta subfamília as espécies de Ceratonina siliqua L. cônica e reta. com espessura variável. faces planas (achatadas) ou levemente convexas [Fig. Em algumas FIGURA 307 – Sementes de MIMOSOIDEAE: Avista externa. Cercis canadensis L. Plúmula bem desenvolvida e diferenciada em pinas. B.. C. no lado interno e está totalmente oculto. em Acacia. Em Caesalpinioideae existe também uma parede de parênquima. O endosperma. C. axial e invaginado (quando há delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula). C. embrião reto. 307C]. funículo curto ou longo e.) Irwin & Barneby possuem embrião axial FIGURA 308 – Sementes de PAPILIONOIDEAE: A-Bvista externa. nas espécies de Inga e Pithecellobium os cotilédones possuem base cordada (profunda incisão) e o eixo hipocótilo-radícula se localiza acima dessa incisão. 306.vista externa. geralmente representada por uma camada castanho-escura. 343 .

oposta FIGURA 310 – Semente de ervilha: A.vista externa. FIGURA 309 – Terminologia usada na descrição das sementes de PAPILIONOIDEAE e alguns embriões. (=Vigna sinnensis (L.312) e Phaseolus. que as vezes pode estar obscurescida por uma camada corticenta esbranquiçada.vista interna.308. . o pleurograma. quanto ao tamanho.310A. Características morfológicas das sementes de Papilionoideae: Sementes oriundas de óvulos campilótropos. B. Sementes assimétricas em um único plano e diferem acentuadamente entre os diferentes gêneros. é um caráter importante para separar algumas espécies. No subgênero Lasioohegma de Cassia (Chamaecrista) não ocorre o pleurograma. Na maioria das Mimosoideae encontra-se sobre a testa (nas faces) uma fina linha hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido. abaixo.Fig. que segue ± o contorno da semente e pode ser pequeno. o pleurograma. mas a testa tem superfície faveolada. com os alvéolos dispostos em linhas. contígua à ponta da radícula. forma (sendo a reniforme a mais comum).307A]. No gênero Senna aparece nas duas faces uma área mais clara. mas variavelmente posicionada em relação à chalaza. hilo (h) orbicular.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA reto e espatulado. como em Vigna unguiculata (L. contornado ou não pelo arilo (ari) e com conspícua e fina fenda longitudinal ou ranhura mediana. variável no tamanho e na nitidez. Micrópila (m) um minúsculo poro (orifício) perto de uma das extremidades do hilo.) Walp. 344 . como em Vicia. se localiza na porção mediana. a natureza e o grau desta curvatura é variado. 309]. Chalaza uma pequena área (mancha) evidente. a micrópila e ao ápice dos cotilédones. grande ou médio. linear ou oblongo. da posição da radícula [Fig.) Savi ex Hassk. se localiza sempre. de forma e localização variáveis. escura (em algumas espécies). com abertura dos braços para a extremidade hilar [Fig. coloração e localização do hilo e da chalaza [Fig.

Campsiandra sp. 345 . Em Vicieae e nas Phaseoleae o endosperma é ausente.. B.Lagerstroemia speciosa. Existem muitas exceções. A inserção do funículo pode ser apical ou central. I. Rafe (rf) conspícua.Cariniana sp. E-E’. como em Andira. pelo ângulo que a radícula forma com os cotilédones e pela distância entre a extremidade da radícula e a dos cotilédones. F. localizado lateralmente aos cotilédones.S 311A] e acima da cicatriz hilar. L. em certas espécies. entre o hilo e a chalaza. A forma da FIGURA 312 – Semente de Vigna unguiculata: área hilar semente é determinada. resultante do espessamento do funículo. Embrião axial.. em geral. Hymenelobium. J. Pterodon.vista externa. G.Greville sp.Magonia pubescens. geralmente espesso. K.Aspidosperma polyneuron.vista interna. Vatairea e outros gêneros.. D. sob a forma de uma estria em relevo. B. contínuo. formam-se duas pequenas saliências (excrescência carnosas) sobre a rafe.Allamanda sp.. como na maioria das espécies desta subfamília. o estrofíolo (etr).Clethra sp. é parco ou reduzido. H.Coutarea sp. ela não tem valor morfológico significativo.Bignoniaceae. ocupa quase toda a cavidade da semente.Violaceae. em algumas espécies. Endosperma córneo e translúcido quando seco e gelatinoso quando hidratado. C. Dipteryx. com eixo hipocótilo-radícula infletido (em maior ou menor grau). Tegumento FIGURA 311 – Semente de feijão: A.. a fina camada quase imperceptível sobre as faces dos cotilédones. curvado.Sessea sp. FIGURA 313 – Sementes aladas: A. duro e freqüentemente impermeável à água..

(Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem.Fig.Diodia ocimifolia.Fig. .Fig.313B). conforme normas e padrões estabelecidos.-Hil. Spergula arvensis L.313G) e Tabebuia (Bignoniaceae . [Fig. Sementes aladas – com ala bilateral e núcleo seminífero (nse) entre as alas – em Sessea (Solanaceae . nos gêneros de Allamanda .313C) e em Magonia pubescens A St.313E-E').313 H].305H] (Caryophyllaceae). Sementes aladas – com ala apical e núcleo seminífero basal (nse) – no gênero Cariniana sp.313F). Coutarea (Rubiaceae .313J).Fig. conforme normas e padrões estabelecidos. Campsiandra (Fabaceae-Papilionoideae . (Magnoliaceae .Fig. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L.313K) e em Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae . (Lecythidaceae . 346 .313A).Fig.Fig. Lagerstroemia speciosa (Lythraceae . Violaceae [Fig. (Rubiaceae) [Fig. Greville (Proteaceae .314]. FIGURA 314 – Sementes cimbiformes (lado ventral e seção transversal): A-B. C-D. Arg.Fig. Semente silvestre – é aquela reconhecida como invasora e cuja presença junto às sementes comerciais é globalmente limitada.5A (Apocynaceae).313I]. Semente cultivada – é aquela reconhecida como de interesse agrícola e cuja presença junto às sementes comerciais é individual ou globalmente limitada.313L).Fig.313D e Aspidosperma ramiflorum Müll.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sementes aladas – com ala circundante e núcleo seminífero (nse) central – são encontradas em espécies de Bignoniaceae [Fig.Plantago lanceolata.5).Fig. Clethra (Clethraceae .305G] e Spergularia grandis (Pers.) Cambess [Fig.Fig.

específicos e globais. Semente nociva tolerada – semente de espécie cuja presença junto às sementes da amostra é permitida dentro de limites máximos. Como palhentas citam-se as Poaceae (a não ser que suas estruturas palhentas tenham sido previamente removidas). Semente nociva proibida – semente de espécie cuja presença não é permitida junto às sementes do lote. porém nunca fica totalmente desfolhada.S Semente nociva – semente de espécie que. fixados em normas e padrões estabelecidos. ou não são amostradas facilmente e podem fazer com que outras sementes fiquem presas ou aderidas às sementes cultivadas. espinhos. alas. sendo as espécies relacionadas e cuja presença junto às sementes comerciais é limitada. por ser de difícil erradicação no campo ou de remoção no beneficiamento. conforme normas e padrões estabelecidos. é prejudicial à cultura ou a seu produto. não podem ser limpas. SEMIDECÍDUA – planta que perde parcial ou quase totalmente as folhas durante um período do ano (inverno). etc) ou que apresentam superfície rugosa. 347 . 2009) são as unidades de dispersão que não deslizam facilmente e são propensas a aderirem umas às outras ou a outros objetos. ou indicam-se outros gêneros que apresentam unidades de dispersão com apêndices (ganchos. SEMENTE PALHENTA – segundo as Regras para Análise de Sementes (BRASIL. conforme normas e padrões estabelecidos.

Lolium [Fig. Ver cálice. usa-se rudimento seminal como sinônimo de óvulo. SÉPALA – cada um dos segmentos (sp) do cálice das flores [Fig. SEMÍNULA – pequena semente. 348 . nos gêneros Agropyron. o mesmo que envelhecimento. Elytrigia [Fig. Elymus.166B.127A-C-E. SEMITERETIFORME – o mesmo que semicilíndrico e semiroliço [Fig.167E]. SENO – espaço angular na face ventral. 129A]. 101N]. SENESCENTE – que envelhece.11B]. 167A-B-C-D-D’].166A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMI-ÍNFERO – diz-se do ovário que se encontra parcialmente soldado ao hipanto. entre as margens da lema e na base de um antécio fértil.101N]. SEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. Festuca [Fig. SENESCÊNCIA – ação e efeito de envelhecer.171-sp]. SEMINAL – relativo à semente. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. SEMINÍFERO – que produz sementes. SEMITERETIFORME – com forma de semicilindro. com um lado plano e outro cilíndrico [Fig. O mesmo que dispersão e disseminação. 224] e Vulpia [Fig.

geralmente curtos. 349 . 71]. SERREADA(O) – diz-se da margem de uma folha que apresenta aguçados dentes dirigidos para cima [Fig.110B]. Ver cápsula septífraga [Fig. SERRULADA(O) – diz-se quando a margem de um órgão (folha) apresenta diminutos dentes dirigidos para o ápice [Fig.) Gaertn. como a folha do capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. Ver cápsula septicida [Fig.72. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito finos. aglomerados muito próximos e geralmente adpressos [Fig. tabiques. Biserreada(o) ou duploserreada(o) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. SEPTÍFRAGA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através da ruptura dos septos.). SERRILHADO – ver serrulada. com brilho de seda.70. SERÍCEA ou SEDOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. macios ao tato.110B’].). Nos frutos os septos são formados por carpelos. Alguns autores preferem usar serrilhado.S SEPTADO – provido de septos. SEPTICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre ao longo do septo. como a folha do beijo-de-frade (Impatiens balsamina L.73]. SEPTO – membrana ou tabique que separa duas cavidades.110H].204K].

espigueta: A. SETOSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. mácula hilar punctiforme [Fig. com aréola hipocrepiforme perto da base da lema. 350 . algumas vezes apiculada. tão longa quanto o antécio fértil coriáceo. ou a cariopse nua.ventral. que caem com a espigueta. subestendidas por uma ou mais cerdas (antrorsas ou retrorso-escabrosas) e que formam um invólucro. ovaladas ou lanceoladas. FIGURA 315 – Setaria sp. fruto ou semente) termina gradualmente em uma ponta muito fina e aguda [Fig.16F]. – Ruscaceae) que se enraiza. a inferior muito mais curta do que o antécio fértil (cerca de ⅓) e a superior (gls) de um pouco mais curta até quase do mesmo tamanho do antécio fértil. mas geralmente é o antécio fértil sem as glumas e a lema estéril. antécio fértil: B. com bordos que podem ou não chegar até a carena da pálea fértil (pf) e encobrir ou não a margem escariosa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SÉSSIL – diz-se das espiquetas. múticas. deprimida e mais clara. – espiguetas bifloras. lema estéril glumiforme. com área do embrião ocupando cerca de ¾ do comprimento da cariopse. com rugosidade transversal mais ou menos conspícua. glumas membranáceas. as espiguetas se desarticulam abaixo das glumas e as cerdas ficam presas no ráquis. ou de um outro órgão vegetal quando está desprovido de haste. A unidade-semente pode ser uma espigueta inteira. lisa e lustrosa da pálea.dorsal. .ventral. agudas ou afilando para um apículo endurecido. Setaria sp. elípticas. raramente lisa. pedicelo. cariopse plano-convexa. espigueta inferior estéril ou masculina (estaminada) e a superior hermafrodita. eixo hipocótilo-radícula elevado e radícula geralmente se prolongando para além da base da cariopse. como a folha da espada-de-São-Jorge (Sansevieria thyrsiflora Thunb.315]. C. pedúnculo ou filete. lema fértil (lf) mais ou menos convexa. envolvendo a pálea estéril bicarenada e hialina.

aristas com (1. que pode estar revestida por numerosos pêlos. fruto típico das figueiras (Ficus).3-0. Sida sp. .5mm).82].0mm de comprimento.) Barneby (= M. Sida carpinifolia L. cálice persistente.0mm) com pêlos antrorsos ou retrorsos. carpídio trígono ou trígono-globoso e lateralmente comprimido.8-2.5-)2. ou em forma de taça. ou aristas apicais ou subapicais (1.51. de deiscência parcial.vista externa.204J].Fig. A unidade-semente é o carpídio. – carpídio trígono.4mm de comprimento por 2.298).8mm no dorso.27. preso no lóbulo radicular.0mm nas faces e 1. como no sacelo de Mimosa doleus Vell. subsp.vista interna.f. com 2.316].5-)3.0mm de comprimento (exceto aristas) por 1. lado dorso convexo e ventral carenado. mais ou menos reduzida e que permite a expulsão da semente. que o divide em duas faces. com columela cilíndrica. com (2. acerba (Benth. acerba Benth. em que há um receptáculo suculento em forma de urna com poro apical. SICÔNIO – fruto múltiplo proveniente de uma inflorescência. trígona-globosa ou trígona-cordiforme. com funículo liguliforme preto. fruto ou semente) se apresenta revestida por cerdas ou setas [Fig.0mm de diâmetro. com 5-12 carpídios (depende da espécie) unisseminados. com lado dorso convexo e ventral carenado. ápice com dois apêndices reduzidos a cornículos (0. – esquizocarpo globoso.5-5. sempre com flores diclinas no interior [Fig. ou rostros (0. bordos angulosos ou arredondados. semente apicalmente pêndula.3-0. por fenda apical. hilo apical côncavo ou às vezes levemente convexo. e com fenda hilar estreita e transversal [Fig.8mm) FIGURA 316 – Sicônio de figo: A.S Têrmo também usado quando a supérficie de um órgão (folha. trígona. subgloboso ou obovóide. ápice raramente mútico. com 351 . B.5-4.

0mm nas faceas e no dorso.0(-2.5mm de comprimento (exceto aristas) por 2. com densos pêlos simples.82C].7-1. com diminutos pêlos alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. Sida linifolia Cav. alvo-translúcidos.2mm no dorso. com 3.8mm de comprimento (exceto aristas) por 2. com pêlos estrelados.5mm de comprimento.0)1. aristas divaricadas com (1. 352 . alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. alvo-translúcido e muito caducos com o manuseio [Fig.2)mm nas faceas e 1.3-)0.2-2. com longos pêlos simples.6)mm no dorso.5-2. Monteiro – carpídio trígono.7-1. cornículos obtusos com (0.5mm no dorso. FIGURA 317 – Silícola de Capsella bursa pastoris.3mm nas faceas e 1.5mm de comprimento (exceto cornículos) por 1.82B].5-2.82A].0-3.2-1.5mm de comprimento. com 2. com 2.82F].7mm de comprimento. Sida cordifolia L.8-2. cornículos com 0.0mm de comprimento (exceto cornículos) por 2. – carpídio obovóide.2-)1. com sulco oblíquo [Fig.D]. Sida santaremnensis H. Sida rhombifolia L.8-3. com 2.2-1.4mm nas faceas e (1.0-1. Sida spinosa L.3-2.0mm nas faceas e 1. – carpídio trígono.8mm no dorso.8mm de comprimento.0-)1.8-3.5(-1.0mm de comprimento.3-1. – carpídio trígono.82E].3-0. aristas divergente com 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA diminutos pêlos estrelados. ascendentes e caducos com o manuseio [Fig.3-1. aristas com 0.0mm de comprimento (exceto aristas) por (1. alvo-translúcidos e retorsos [Fig.4-0. – carpídio trígono. com 2.

5-0. Sillene gallica L.5(4. largo-ovalada em seção longitudinal e transverso-oblonga em seção transversal. com superfície de coloração castanho-avermelhada-escura ou de cinzaescura a preta.L.317. – cápsula denteada cônica [Fig. E.Fig. o hilo. virginicum.L. larga do que longa.Lepidium ruderale.L. sativum. C. ao longo do replum (rep). 318. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. o qual permanece ligado ao pedúnculo (pd) após a deiscência. como em (Brassicaceae =Cruciferae .Neslia paniculata.305E]. tegumento crustáceo. com deiscência na sutura mediana.Fig. farináceo. 319). ruderale.0-3. comprimida.0)mm de largura. 0. B. de baixo para cima.59B]. com eixo hipocótilo-radícula pouco menos da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos.fechado e B. na porção periférica convexa na face e no bordo da semente. quase do mesmo comprimento da cápsula. com 1. D.274A). com placas alongadas e estreitas na porção rebaixada da face e com tubérculos curto-rombudos. placas alongadas ao redor do entalhe hilar ausentes. C.8-1. campestre. 353 . semente reniforme.S SIGMÓIDE – tem a forma da letra grega sigma (σ). duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. draba. G. com 6-9(-12)mm de comprimento por 3.L.2)mm de comprimento por FIGURA 318 – Silícolas: A-B. bordo arredondado e interrompido por pequeno entalhe.deiscente. faces levemente convexas. não dispostos em padrões definidos. fruto: A.Lepidium bonariense. como o pleurograma de Senna obtusifolia (Fabaceae-Caesalpinoideae .0mm de diâmetro ou com 0. F. envolta pelo cálice curtopiloso.L.0(-1.8mm de largura. geralmente com estilete (est) apical (± longo). inconspícuos e compactos. SILÍCOLA ou SILÍCULA – síliqua muito curta e duas a quatro vezes mais FIGURA 319 – Silícolas: A. finos. com nervuras salientes parecendo costelas. As características morfológicas das silícolas são uteis na separação de espécies.Thlaspi arvense. embrião com curvatura de quase 360º.

Cleome (Capparaceae =Capparidaceae). ocorre em Barbarea. ou largo-cordada e um pouco alada somente na parte superior em Thlaspi perfoliatum L. bicarpelar. com uma semente em cada valva (va). Hirschfeldia. Sinapis e Sisymbrium (Brassicaceae =Cruciferae Fig. [Fig. [Fig.deiscente.) DC. [Fig. Eruca e Sinapis. na maturação se separa por deiscência septífraga em duas valvas (va). ou globosa e apiculada em Neslia paniculata (L. Descurainia. ou piriformeinflada e com mais de uma semente por valva em Camelina.início da deisceência. mais longo do que largo e geralmente com estilete (rostro .) L. Hesperis. SÍLIQUA – fruto simples. em Lepidium virginicum L. FIGURA 321– Síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum (A-A’-A’’) e R.320).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA como: silícola globosa. as placentas marginais são espessadas e os bordos dos carpelos constituem o replo (rep . muito comprimida.fechada. sativus (B). Síliqua deiscente e rostrada – ocorre em Brassica. deiscente. Síliqua indeiscente e rostrada – ocorre em Rapistrum. com ápice estreito-alado..ro) apical persistente.317]. Diplotaxis muralis (L. [Fig. bilocular. [Fig. ou orbicularachatada e largo-alada em toda margem.) Desv.19A]. 319G].319D]. Rorippa. disposto alternadamente na planta.. 354 . FIGURA 320 – Síliqua de BRASSICACEAE: A. Raphanus. Cardamine. Malcomia. truncada ou emarginada no ápice e com quatro sementes em Alyssum alyssoides (L. seco. ou orbicular. Erysimum.319F] e ápice não alado em Lepidium bonariense L. Brassica. ápice estreito-alado e largo-emarginada. ou oblongo-cordada-triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga. com ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva em Capsella bursa-pastoris (L. emarginado e geralmente com estilete persistente em Lepidium ruderale L. Eruca.318C]. onde se inserem as sementes (s).) Medik. C-D.. [Fig. B. ou ovada. da base ao ápice.replum). em Thlaspi arvense L.

Em certos gêneros. constricções ± acentuadas. 323]. dependendo da variedade. SISTEMÁTICA – o mesmo que taxonomia. como as folhas do carvalho (Quercus robur L.S Síliqua não rostrada – ocorre em Cardamine. Ver axial. como em Rapistrum rugosum (L. com bordos sinuados.) All.171A. com dois FIGURA 324 – Sinuado..diz-se da folha que apresenta margens desiguais. raphanistrum a síliqua lomentácea pode apresentar formas diferentes e FIGURA 322 – Síliqua lomentácea (A-B inteira. 322].321B]. SINÉRGIDA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (si) que acompanham a oosfera (o) e se encontram na porção apical do saco embrionário (sa). a porção apical é estéril.seção transversal) de Rapistrum rugosum. Síliqua lomentácea – fruto indeiscente. uni. SINUADA(O) . ocorre em Coronopus.).) All. do gineceu. [Fig. C.ou bisseminados. Rapahanus raphanistrum L. portanto em posição oposta as antípodas (an) [Fig. alternando profundas concavidades com convexidades [Fig. Em R. indeiscente. arredondados. etc. com pericarpo carnoso. carnoso.321 A-A’-A’’] e R. [Fig. que apresenta concrescimento dos carpelos [Fig. originado de um ovário simples ou composto. SINCÁRPICO – diz-se da flor. ou mais lóculos (lo) e cavidade central cheia de polpa carnosa (de 355 . multisseminado. Rapistrum rugosum (L.323]. sativus L.322]. FIGURA 323 – Sincárpico. SOLANÍDIO – fruto bacóide. axilar e parietal. [Fig.110F. 297]. formada por dois ou mais artículos (segm – segmentos) superpostos. Rorippa e Sisymbium. [Fig.

superfície lisa. a outra séssil e perfeita (hermafrodita). espigueta com duas glumas coriáceas ou crustáceas. antécio fértil com lema hialina. A unidade-semente é a espigueta séssil (2 glumas + lema e pálea) + segemento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. cariopse obovóide.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA origem placentar). com lobos apicais maiores e com a margem superior terminando em ponta aguda. é um caráter fundamental para separar espécies. 329]. Cfruto de Physalis sp. no ápice e na base do espinho [Fig. espigueta séssil terminal com 2 espiguetas pediceladas. FIGURA 325 – Solanídio de tomate (seção transversal). – aquênio muito comprimido. a desarticulação das espiguetas. ciliada. Psidium (Myrtaceae). inclusa. com núcleo seminífero obovado ou elíptico-obovado e circundado pela ala bilobada. – espiguetas aos pares.fruto. mente com arista geniculada. B. a coloração das glumas e a presença ou ausência de pubescência varia com a espécie e a variedade. lanceoladas ou elípticas. pode ser por abcisão ou por ruptura.corte transversal. A unidade-semente é o aquênio alado. Usado incorretamente como sinônimo o termo genérico ‘baga’. mais lustrosa no lado ventral. Soliva pterosperma (Juss. Physallis.326]). 325]. dorsiventralmente comprimida. Sorghum sp. 2-dentada. ou em várias formas cultivadas ultrapassando as glumas [Fig. geral- FIGURA 326 – Solanídio: Solanum americanum: A.) Less. na extremidade do segmento da ráquila e no pedicelo da espigueta estéril. com curtos pêlos no lado dorsal.18B]. 356 . Solanum (Solanaceae [Fig. como nos gêneros Capsicum. Lycopersicon [Fig. 328. ápice com agudo espinho (rostro – ro) alongado (estilete persistente) e no centro o núcleo seminífero (nse). lobos basais retrorso-divergentes. com uma pedicelada e estéril ou estaminado. ocorre em três pontos: na base da espigueta séssil fértil.327.

presente acima da extremidade da plúmula [Fig. halepense. 329A]. às vezes com fina alça. Cariopse apenas ligeiramente mais curta do que as glumas. FIGURA 328– Sorghum (cariopse lado ventral): A. com área escutelar oval-arredondada que se afila em direção a uma base pontuda. assim a espigueta apresenta ponta curta e mais larga em direção ao ápice do que a de S. halepense. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. 329A]. 357 .S. margem bem delimitada e geralmente castanho-amarelada.327B. eixo hipocótilo-radícula com friso espesso ao longo de todo seu comprimento.327B]. B.S. halepense pelo tamanho. no segundo (por ruptura) o calo é inconspícuo e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig.327B. FIGURA 327 – Sorghum (antécio fértil lado ventral): A.S. em vista lateral a espessura é bem uniforme. com ápice e base obtusos. No primeiro (por abcisão) base da espigueta com calo conspícuo e ápice do pedicelo expandido em forma de disco.S. Cariopse obovada. Xalmum e C. sudanense. Espigueta com alguns antécios se desarticulando por abcisão e outros por ruptura [Fig. castanho-avermelhada-clara.S. sudanense. halepense. B. Xalmum. embrião semelhante ao de S.S Sorghum Xalmum Parodi – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da espigueta de S. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua.S. Xalmum e C. 328B.

Xalmum pelo tamanho. Na espigueta todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão e. castanho-avermelhada-escura e área escutelar castanho mais clara. que se afila em direção a uma base pontuda e com margem bem delimitada. – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da de S. 329B]. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. 329B]. Cariopse obovada.327B-C]. embrião.327C]. calo inconspícuo na base e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. Glumas com 4.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sorghum halepense (L. Cariopse geralmente. eixo hipocótilo-radícula com um friso espesso ao longo de todo seu comprimento. nitidamente mais curta do que as glumas e espigueta com ponta longa. espiguetas pediceladas geralmente persistentes.) Pers. 328A. Cariopse elíptico-arredondada. assim. com ápice e base obtusos. assim. mais largas próximas a região mediana e se afilam gradativamente em direção ao ápice e à base. Sorghum sudanense (Piper) Stapf – espiguetas sésseis de elípticolanceoladas a lanceoladas. halepense [Fig.327A. às vezes com fina alça. todas as partes se desarticulam por ruptura e.327A. subagudas. em vista lateral com espessura uniforme. em vista lateral mais larga na região mediana e com os lados ventral e dorsal curvadas e extremidades achatadas dorsi- 358 .5mm de comprimento por 1. semelhante ao de Sorghum Xalmum. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada.5-2. calo conspícuo na base e ápice do pedicelo expandido em forma de disco [Fig. Xalmum e S. com 6mm de comprimenFIGURA 329 – Sorghum Xalmum (A) e Sorghum halepense (B): antécio fértil lado ventral. A forma característica e o tamanho grande das espiguetas distinguem essa espécie de S. com área escutelar oval-arredondada.0mm de largura. to. se afila gradativamente para o ápice e a base arredondados.

o hilo. de coloração amarelada a catanho-clara e interrompida na porção basal por pequeno entalhe. 359 . pericarpo glabro. lados fortemente convexos.0)mm de comprimento (ou diâmetro) por 2. com estreita ala circular.0-1. embrião. circinado [Fig. com (2. multisseminada (5-25). glabras ou esparso-piloso externamente.3(-1. halepense [Fig. farináceo. duro e esbranquiçado quando seco ou translúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. com pequenas verrugas e finas papilas.0-1. + longo ou tão longo quanto o comprimento do fruto. de amarelado a pardo-lustroso.327C. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. superfície não estriada e coloração igual a de S. com 1.1mm de espessura.6-) 3. Spergula arvensis L. caducas pelo manuseio.S ventralmente. bordo acuminado. com eixo hipocótilo-radícula menos da ½ do comprimento total do embrião. com fina linha saliente em forma de alça geralmente presente acima da extremidade da plúmula. tegumento crustáceo.2-4. sudanense pode ser facilmente diferênciada de S. frequentemente.138G]. opostas as sépalas. almum. de coloração esbranquiçada a castanho-amarelada e.305G]. semente lenticularglobosa. A cariopse de S.5-3. eixo hipocótilo-radícula achatado no ápice e na base termina com duas estrias em relevo.0(-5.0mm de largura.5)mm de diâmetro por (0. irregularmente distribuídas. – cápsula loculicida de globosa a ovóide. com superfície opaca.8-)1. Xalmum e S. sp. – abreviatura do latim species (espécie). embrião periférico. com cotilédones estreito-elípticos. com deiscência por cinco valvas. 328C]. envolta pelo cálice (cinco sépalas). com área escutelar inconspicuamente delimitada. orbicular em seção longitudinal e oblata em seção transversal. de coloração preta a preto-acinzentada.

7-0. com (5.) – carcerulídio oblongo. pericarpo glabro. unisseminado. formando retículos irregulares. – perigônio formado pelo invólucro-de-brácteas endurescidas e concrescidas até o ápice e que envolvem a núcula ápice com dois espinhos (ssp. Stellaria media (L. de esverdeado a amarelado-lustroso.6-1.4mm de largura e 0. de suborbicular a largo-ovalada em seção longitudinal.9-)1. plano- convexo.1(-4.75B-B’]. retículos miudamente reticulados (30X). Spinacia oleracea L. com depressão reniforme e transverso-elíptica em seção transversal. multisseminada (4-6 sementes deitadas horizontalmente).ssp. pode aparecer unido a outra metade e envoltos pelo cálice. com 3. B. Rich. inermis) [Fig. lado ventral plano e totalmente revestido por minúsculas papilas achatadas e esbranquiçadas.5-7.0mm de largura com deiscência por seis valvas.8mm de espessura. lado dorsal convexo.3mm de comprimento por 360 .7-1.0-4.ssp. preto (maduro) ou avermelhado (imaturo). com 0. – cápsula loculicida ovalada. spinosa.C. Stachytarpheta cayennensis (L.) Vahl (=Stachytarpheta polyura (Schauer) DC.2-1.0-)6. de fosco a levemente lustroso.330]. com ápice mucronado e base reta. – abreviatura do latim species+p (espécies) adicional indicando plural. inermis. às vezes.0-5. conspícuos e FIGURA 330 – Spinacia oleracea (perigônio): A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA spp. envolta pelo cálice (cinco sépalas) curto-piloso externamente. com cinco costelas longitudinais anastomosadas no ápice.3)mm de comprimento por (0.6-4. interespaços mais profundos na metade superior e retículos incospícuos na porção basal.4mm de diâmetro ou com 0. A unidade -semente é o carcerulídio. A unidade-semente é o invólucro de brácteas + núcula.) Vill. tão longo ou menos longo do que o comprimento do fruto. linha longitudinal de sutura entre os dois carcerulídios castanho-avermelhada ou castanho-amarelada [Fig. menores. semente irregularmente lenticular. unilocular. spinosa) e sem espinhos (ssp.0mm de comprimento por (3.

endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. com 1-2 sulcos pouco conspícuo que correm do hilo para o centro da semente.6mm de espessura.4-0. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. quase inconspícuo. característica da vegetação campestre e anualmente submetida a uma estação seca. de coloração preta ou preto-acinzentada. Planta baixa. é anual e se refaz na época favorável ao crescimento. tegumento crustáceo. SUBAPICAL – quase no ápice. SUB-BASILAR – quase na base. bordo arredondado e interrompido lateramente por pequeno entalhe do hilo. parte subterrânea perene e geralmente mais vigorosa. SUBCARTILAGINOSO – quando a textura é quase cartilaginosa. hipocrepeiforme ou com uma curvatura de + de 360º (quando o ápice dos cotilédones se sobrepõem ligeiramente a ponta da radícula).305J]. SUBCAMPANULADO – de forma imperfeitamente campanulada. SUBARBUSTIVO – semelhante a um arbusto. 361 .4mm de largura e 0.7-1. cotilédones elípticos com ápice arredondado ou obtuso. SUBCAUDADO – quando o ápice e a base são quase caudados. farináceo. SUBARBUSTO – diz-se do vegetal que está entre erva e arbusto. lustrosa. SUBCARENADO – com ângulo quase em forma de carena. com lados convexos. com superfície glabra. embora lignificada.S 0. embrião periférico. A parte aérea. curvado.

SUBLENHOSO – diz-se quando um caule é lenhoso na base e tenro (não lenhificado) no ápice. elíptico ou ovóide com leve depressão lateral. Ex: Caesalpinia é o gênero tipo da subfamília Caesalpinoideae. SUBRENIFORME – quase reniforme. SUBTERRÂNEO – que fica abaixo da superfície do solo. que compreende um grupo de gêneros afins. como na crista-de-galo (Amaranthus tricolor L. designada pelo acréscimo da terminação oideae ao radical do gênero considerado seu tipo. SUBCORDIFORME – quase cordiforme. 362 . SUBTERETE – quase cilíndrico. SUBTRUNCADO – terminando quase abruptamente. SUBCORIÁCEO – com textura entre o membranáceo e o coriáceo. SUBTERMINAL – muito próximo da extremidade. SUBESPÉCIE – em taxonomia: táxon de nível hierárquico inferior à espécie.). Mimosa é o gênero tipo da subfamília Mimosoideae. Agrostis é o gênero tipo da subfamília Agrostoideae. SUBGLABRO – diz-se da superfície que é quase glabra. quase terminal. SUBCORDADO – com tendência ao contorno de coração. SUBFAMÍLIA – divisão da família.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SUBCLAVADO – quando a forma é quase em clave.

como nos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae). Ver cápsula loculicida [Fig. como a haste de Conium sp. – abreviatura do latim subspecies. fruto ou semente) tem contorno de sovela (agulha de sapateiro). SULCADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.177].64]. com estreitamento em direção ao ápice. SUTURA – linha.103K]. subsp. os outros verticílos florais estão inseridos abaixo do ovário.63. os óvulos e as sementes se inserem na sutura [Fig. No caso de radícula (súpera). num legume corresponde a linha pela qual o fruto se abre na FIGURA 331 – Sutural: semente. mais ou menos conspícua. isto é. que resulta da fusão de partes contíguas. aplica-se àquela cuja extremidade está dirigida para o ápice do fruto.62. maturação [Fig. fruto ou semente) que se apresenta marcada por canais longitudinais [Fig. unido ao receptáculo apenas pela base.295G]. como os bordos concrescentes de um ou mais carpelos. Ver ínfero.S SUBULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.330]. como a folha de Ulex europaeus L. SUCULENTO(A) – carnosa e cheia de suco. 363 . SUPERFICIAL – sobre ou que cresce sobre a superfície do solo SÚPERO – diz-se do ovário livre. SUTURAL – diz-se do ovário ou fruto quando a deiscência ocorre ao longo da sutura. até terminar em ponta fina [Fig.

364 .

.

eixo hipocótilo-radícula cerca da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso. às vezes lisa.0mm de comprimento por 2.. o mesmo que receptáculo. bordo arredondado e interrompido na porção lateral-basal por pequeno entalhe ovalado.8-1.) – cápsula septifraga de globosa a ovóide.0(-4. curvo e aneliforme. ornamentada com finos tubérculos alongados. de coloração castanho-avermelhada (imatura) e preta (madura). (=T. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. T.5-5. achatados e dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo (30X).0-)3. com (0. pericarpo crustáceo.0mm de largura. multisseminada (20). patens L. encoberto pelo funículo brancohialino. com curvatura de + de 360º. tegumento crustáceo. com desiscência por três valvas membranáceas. lados convexos. deve-se dizer falsos septos ou tabiques. de suborbicular ou orbicular a largo-obovada em contorno.0) mm de diâmetro ou 4. 366 .1mm de comprimento por 0. os verdadeiros tabiques ou septos são de natureza carpelar e quando não o são. semente de lenticular a reniforme.9-)1. com sulco mais ou menos inconspícuo que corre do hilo ao centro da semente. com superfície lustrosa. embrião periférico. unilocular.305M]. Talinum paniculatum (Jacq. farináceo.0mm de largura e 0. patens (L. com (2. TÁLAMO – porção axial. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. o hilo. glabra.) Willd. onde se inseserem os diversos verticílios de uma flor. em geral alargada.0-1. de coloração amarelo-esverdeada ou de amarelada a vermelho-alaranjada ou parda e envolta pelo cálice.) Gaertn.5mm de espessura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TABIQUE – num fruto.5-3.3-0.

pode ser gênero. 367 . cada uma geralmente formada por duas cavidades as lojas ou sacos polínicos [Fig. TECIDO GAMETOFÍTICO ou GAMETÓFITO – tecido nutritivo que ocorre no interior das sementes de Coníferas (GIMNOSPERMAS) e tem função semelhante a do endosperma nas Angiospermas. que acumulam reservas. TECIDO ESSENCIAL – são os meristemas e todos as estruturas conhecidas como necessárias ao desenvolvimento normal da plântula. como o endosperma. TECIDO CONDUTOR – conjunto de células de origem comum. TAXONÔMICO – em taxonomia: palavra que designa um táxon.T TAXA – é o plural de táxon.12]. TÁXON – qualquer unidade taxonômica. etc.13A-sc]. que serve para transportar água e sais minerais através do corpo da plântula e/ ou planta. TECA – parte da antera [Fig. o termo é utilizado para indicar qualquer tecido de reserva de alimentos do embrião. geralmente em número de duas. perisperma e tecidos gametófitos. sem especificação da categoria (do nível hierárquico). espécie. TAXONOMIA – ciência que se ocupa da classificação dos seres vivos. TECIDO NUTRITIVO ou TECIDO DE RESERVA – independentemente de sua origem. que são os microsporângios. o mesmo que sistemática.

368 . carnoso. TEMPERATURA CONSTANTE – quando no teste de germinação uma determinada temperatura é a mesma durante todo o período. (1999). não variando mais do que 1%. do perianto onde não se destingue o cálice da corola. indeiscente.Clavija sp. Fonte: Barroso et al.332]. TEMPERATURA ALTERNADA – quando no teste de germinação a FIGURA 332 – Teofrastídio: A. isto é.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TÉGME ou TÉGMEN – tegumento interno da semente. no período diurno. temperatura mais baixa é mantida durante 16 horas. cerca 5-10 sementes. Chenopodiaceae e Fabaceae (=Leguminosae). Brassicaceae (=Cruciferae). no período noturno.in e secundina ou exina . B. Ex: sementes de Amaranthaceae.Fig. com placentação central livre. TÉPALA – cada um dos segmentos do perigônio (prg). (1999) propõem para designar o fruto globoso. como em Annonaceae e em Triplaris surinamensis Cham. é constituído por camadas celulares originárias dos integumentos do óvulo. TEOFRASTÍDIO – nome que BARROSO et al. pouco espessado.. originado de um ovário súpero. TEGUMENTO – é a estrutura externa que envolve a semente e protege o embrião e o endosperma.149] (Polygonaceae). quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina ou intina . [Fig.ex). a não ser pela sua posição relativa. e a mais alta por oito horas. O tegumento pode apresentar invaginações trans- versais internas (ver endosperma ruminado e nucela). como nos gêneros Clavija e Jacquinia (Theophrastaceae .Jacquinia sp. envoltas por tecido vermelho ou alaranjado.

7-2. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina e secundina). castanho-violeta.101M]. livres entre si.333].T TESTA – é o tegumento externo da semente. A unidade-semente é a silícola e a semente. TOMENTOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. TOMENTO – diz-se da superfície de um órgão com pubescência densa e lanosa (camada de pêlos semelhantes a lã). – com silícola de sub-orbicular a orbicular-achatada. TIPO – amostra herborizada de uma planta que caracteriza o táxon. com 4-5 sépalas providas de cornículos apicais. FIGURA 333 – Tetragonia tetragonoides . fruto ou semente) que se apresenta revestida por tomento. Tetragonia tetragonoides (Pall. curtos pêlos densos.nuculânio. 369 . O têrmo só pode ser usado como sinônimo de tegumento quando a semente apresenta uma única camada (tégmen ausente) e portanto se originou da primina do óvulo. TERETIFORME ou CILÍNDRICO – que tem forma de cilíndrico [Fig.) Kuntze – nuculânio com quatro pirênios lenhosos. de maneira que são sensivelmente perceptíveis ao tato [Fig. ápice largo-emarginado e estilete persistente. muito rígidos e entrelaçados. com 1. cada face com 6-costelas concêntricas que acompanham o contorno da semente [Fig.204L]. largo-alada em toda margem. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. semente ovada.7mm de largura.0mm de comprimento por menos de 0.319G]. sementes piriformes e pêndulas. A unidade-semente é o nuculânio. Thlaspi arvense L. com testa lustrosa e estriada longitudinalmente [Fig.

TORULOSO – diz-se do fruto alongado. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. desigual na superfície [Fig. TRANSVERSAL – que atravessa perpendicularmente a superfície de um órgão vegetal. no cremocarpo da perifería da umbela . eixo transversal. TRANSVERSO – colocado ou dirigido de maneira transversal.0mm (sem espinhos) ou 2. com 5 finas costelas longitudinais e interespaços com longos e densos espinhos retos ou com curtos e rugosos tubérculos cilíndricos.) DC.5mm de largura (com espinhos) e cerca de 1.carpídio externo com espinhos retos e carpídio interno com tubérculos rugosos. no cremocarpo do centro da umbela . lado dorsal fortemente virado para o lado ventral e assim essse lado sempre com tubérculos rugosos. cilíndrico.) Gaertn. Fruto toruloso – como os lomentos de Desmodium tortuosum (Sw.0mm de espessura.101P] e muito semelhante ao moniliforme. lado dorsal convexo.334E].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Torilis nodosa (L.227C]. [Fig.os dois carpídios com tubérculosrugosos [Fig.109Z-Z’-Z’’-Y]. – carpídios heterocarpos ovados. TRANSLÚCIDO – que transmite a luz. lado da comissura (ou ventral) com profundo sulco longitudinal. 370 . Transverso-elíptico – [Fig. assimétricos. mas não é completamente transparente. com 2-4mm de comprimento por cerca de 1.0-2.

obovado. FIGURA 334 – Terminologia usada na descrição das sementes de Trifolium e contornos: A. TRICOCA(O) – fruto esquizocarpáceo formado por três cocas. com 3-4mm de diâmetro (exceto as cerdas).diagrama. lado ventral com sulco longitudinal de raso a profundo. TRIANGULAR – que tem forma ou contorno de triângulo.100L].334F]. TRAPEZOIDAL – o mesmo trapezóide. B. Triticum aestivum (L.transverso-oblongo.100M-N]. F. lado dorsal.100L]. com três ângulos agudos e com faces côncavas [Fig.) Fiori et Paoletti – cariopse longo elíptico-obovado.ovalado. E. tamanho varia com as cultivares. TRICOMA – o mesmo que pêlo. 3-locular e com uma sementes por lóculo. 371 . – nuculânio globoso.93].transverso-eliptico. C.elíptico. os dois lados mais ou menos convexos. pericarpo castanho-claro. TRAPEZÓIDE – que tem forma de trapézio. geralmente usado como sinônimo de trígono [Fig. de amarelada a castanho-amarelado. D. 81B]. como nas Ephorbiaceae [Fig. equinado. A unidade-semente é a cariopse. indeiscente ou tardiamente deiscente. com área do embrião obovada [Fig.334]. ápice com tufo de pêlos. TRÍGONO – que tem três ângulos longitudinais e três lados planos [Fig. Ver coca. 80B. Trifolium – terminologia usada na descrição do gênero [Fig.79B. Triumfetta bartramia L. na extremidade mais estreita.T Transverso-oblongo – [Fig.

5-2. de 1.243A].5(-2.16P]. A unidade-semente é o nuculânio. A unidade-semente é o nuculânio. fruto ou semente) termina como se tivesse sido cortado no plano horizontal [Fig. cotiledones plicados e endosperma oleaginoso [Fig. com 50-75 espinhos. base afilada e ápice com um sulco funicular mais ou menos nítido. com desenvolvimento maior na base e no ápice apresenta ramificações. com 75-100 espinhos uncinados.0-1. Ver estipe e colmo. FIGURA 335 – Tronco do cacaueiro. – nuculânio orbicular. pericarpo castanho-escura. indeiscente ou tardiamente deiscente. O tronco na maioria das árvores e arbustos das Dicotiledôneas se apresenta robusto.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com densa pilosidade esbranquiçada.335]. de 2-3mm de comprimento e com pêlos retorsos da base até cerca da ½ a ¼ do comprimento. cerca de 2mm de comprimento e com nítido sulco funicular no ápice [Fig.5mm de comprimento. de glabros a quase. como o caule do cacaueiro [Fig. 3-locular e com 2 sementes por lóculo. semente piriforme ou ovóide-comprimida. de 1.243B]. com 3-5mm de diâmetro (exceto as cerdas) e 5-7mm de diâmetro com os espinhos.0(-2. fruto ou semente) com elevações em forma de pequenas excrescências ou verrugas. equinado. Triumfetta semitriloba Jacq.5) mm de comprimento por 1.203F]. 372 . TRONCO – caule lenhoso e maciço das árvores.0-1. TUBERCULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. castanho-escura. mais ou menos densas e globosas. com densa pubescência estrelada ou glabrescente.0)mm de largura. lenhoso. semente piriforme. TRUNCADO – diz-se quando o ápice ou base de um órgão (folha. provido de tubérculos [Fig.

com uma contração até a ponta. como uma tuba (trombeta) romana [Fig. TÚRGIDO – ligeiramente inchado (dilatado e endurecido). TUBERCULOSO – que tem pequenos tubérculos.101Q]. TUBO POLÍNICO – protalo masculino (tp) das Espermatófitas. Corola tubulada TUBULOSO – em forma de tubo. TUNICADO – coberto por multiplas camadas superpostas. como na beterraba [Fig. 289]. como o fruto de algumas rosas [Fig.em forma de cone invertido (pião). o mesmo que tubular. arredondado ou engrossado e que possui na superfície pequenos brotos ou olhos (como na batatainglesa [Fig. raiz tuberosa.171-tp]. oco e cilíndrico. Cálice tubuloso – como o cálice de Silene. 373 .) ou raiz (mandioca). especialmente das Angiospermas.100C]. batatinha e em Cyperus rotundus L. que germina no estigma.T TUBÉRCULO – caule subterrâneo.) ou caule aéreo (cará – Dioscorea bulbifera L. em vez de um só. com aspecto de tubo ou fita.87]. TUBULIFORME ou TUBULOSO ou TUBULAR – que tem forma de pequeno tubo oco e dilado na extremidade. TURBINADO . penetra pelo estilete em direção ao ovário até alcançar o saco embrionário (sa) [Fig.

374 .

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como os espinhos uncinados de certos frutos: invólucro-gamófilo de Xanthium strumarium L. mais ou menos desenvolvida e que ocorre no centro do ápice de certos frutos. proveniente do ovário. espigueta. drupa. 376 . UMBONADO – que tem no centro uma proeminência mamiliforme. tais como a semente botânica (semente verdadeira). UNIDADE DE DISPERSÃO – são estruturas que tem a finalidade de disseminar e dispersar as espécies. FIGURA 336 – Umbela. fruto ou semente) se apresenta repentinamente curvado para trás [Fig.16H]. tal como o chapéu de alguns fungos [Fig. antécio fértil ligado a um antécio estéril. [Fig. erva-doce e salsa [Fig. como a laranja-baía. carpídio. antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. UMBELLIFERAE – sinônimo de Apiaceae.336]. UNCINADO – que tem ganchos (curvado para trás).101K]. cariopse. UMBELÍFERO – provido de umbelas. As unidades de dispersão podem vir acompanhadas de estruturas acessórias. nuculânio. O mesmo que diásporo. mericarpo. cremocarpo.208C]. UNCIFORME – em forma de gancho. núcula. glomérulo. aquênio. UMBIGO – formação anômala. inflorescência típica das Apiaceae (=Umbelliferae) como na cenoura. sâmara e samarídio. esquizocarpo. ou diz-se quando o ápice de um órgão (folha. lema e pálea).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA UMBELA – tipo de inflorescência onde numerosas flores pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal e os pedúnculos tem um comprimento tal que elevam as flores na mesma altura da flor terminal do eixo principal.

337].U UNIDADE-SEMENTE – em Poaceae (=Gramineae) pode ser a cariopse nua. 377 . festuca). Bromus. capim-de-Rhodes. c) outro antécio estéril aderido à base mais de um antécio fértil (aveia-perene. FIGURA 337 – Unidade-semente simples e Unidade-semente múltipla. Holcus. Unidade-semente múltipla – unidade-semente que contém mais de uma estrutura: Em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil com: a) mais de um antécio fértil e/ou antécio estéril aderidos. Unidade-semente simples – em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil ligado a outro antécio fértil e/ou estéril. Lolium. Festuca. Dactylis. XFestulolium. Poa. Avena. dátilo. lema e pálea). Chloris. Koeleria. b) outro antécio fértil ou antécio estéril aderido. um antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. O antécio fértil envolvendo a cariopse pode ou não apresentar o segmento da ráquila [Fig. Sorghum e Triticum spelta. como nos gêneros Arrhenatherum.

monospérmico. UNITEGUMINADO – com um só integumento ovular (do óvulo). UNINÉRVEO – o mesmo que uninervado. UNISSERRULADO – com uma fila de pequenos dentes. UNISSEMENTADO ou UNISSEMINADO – que possui uma única semente. 378 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Em outras famílias botânicas: a) cremocarpos unidos não separados em espécies de Apiaceae (=Umbelliferae). oligospérmico ou oligospermo. UNISSEPTADO – que só tem um septo. o mesmo que uninérveo. UNILOCULAR – que só tem um lóculo ou cavidade. UNINERVADO – que só tem uma nervura. O mesmo que monogérmico. c) drupa que possue mais de uma semente (espinafre-da-NovaZelândia – Aizoaceae) d) frutos de Tectona grandis (Verbenaceae). monospermo. UNISSERIADO – disposto em uma fila. UNILATERAL – disposto em um só lado. unissementado não é muito usado. b) glomérulo que possue mais de uma semente (acelga e beterraba – Chenopodiaceae).

com características de prófilo (OLIVEIRA. oco e chanfrado. as glumas formam uma estrutura fechada. em forma de urna.U URCEOLADO(A) – diz-se principalmente do cálice gamossépalo ou da corola gamopétala. na deiscência transversal de um fruto [Fig.204M]. mais raramente membranácea ou suberosa. UTRÍCULO – resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária FIGURA 338 – Utrículo de Carex sororia. ápice com rostro de comprimento variável. URNA – parte inferior de um fruto (cápsula). base arredondada ou estipiforme.101E) e limbo pouco desenvolvido e ereto. como a corola de mirtilo (Vaccinium myrtillus L. 1979. como as folhas de Urtica urens L.Fig. dando passagem aos estigmas. 1984). 57]. (bráctea).). ovóide-comprimida. fruto ou semente) que se apresenta revestida por duros pêlos de ponta aguda e que produzem irritação como queimaduras. Ver cápsula circuncisa. URTICANTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. coriácea. quando em contato com a pele (quando tocados) [Fig. com longo tubo bojudo (maior diâmetro na região mediana do que nas extremidades . saciforme.56. que permanece presa no pedúnculo. ocorre em Carex (Cyperaceae) [Fig. citado por GROTH. com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea. 379 . Ver Carex sororia Kunth e perigínio.338].

380 .

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VALVA – cada uma das porções (va) de certos frutos (cápsulas e síliqua) em que se separam na maturação [Fig. VARIEDADE – táxon de nível hierárquico inferior à espécie e subespécie. VARIEGADO – que apresenta variegação. Acisanthera alsinaefolia (DC. comum nas Fabaceae (=Leguminosae). fruto seco. com várias sementes. 63.83val.339]. que ocorre em algumas espécies de Melastomataceae. que fica entre as costelas (linhas em relevo) dos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. irregularmente manchado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA VAGEM – denominação genérica para legume. pela queda das lacínias do calíce. 71. nas quais a deiscência é loculicida e pode ou não ser acompanhada de deiscência septífraga. VARIEGAÇÃO – diz-se da superfície que apresenta manchas de colorações diferentes. e Tibouchina fothergilla [Fig. var. Pterogastra divaricata. em geral deiscente. alongado.62.. VALÉCULA – sulco (val) mais ou menos profundo. O fruto pode estar totalmente incluso ou com região apical exposta. como de Acanthella conferta. 73]. atinge apenas a parede do pericarpo (parede ovariana) e deixa o hipanto inteiro. 109-M-N-val]. Aciotis sp. VELATÍDIO – fruto capsulídio. Behuria parvifolia.67. Salpinga secunda. 382 . Tibouchina sp. 72. Comolia sertularia.) Triana. – abreviatura do latim varietas (variedade).

7mm de largura e (0. eretos e macios. densos. F. B.Tibouchina sp.9(-2. (1999).204N].Aciotis sp.6-1. E..Acanthella conferta.velatídio com tubo do hipanto parcialmente removido. C. que dão ao tato a sensação proporcionada pelo veludo [Fig.5-0. B-C-E-D-H-I-K. VELUTINO – diz-se da superfície de um órgão (folha. Fonte: Barroso et al. com (1. mostrando o fruto deiscente. G-HSalpinga secunda. VENTRAL – é a frente da semente.4-)(0. lado voltado para a parte interna do fruto. Verbena bonariensis L.Comolia sertularia. D.5-)1.velatídio íntegro. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos muito finos. curtos. I. – carcerulídio em forma de bastonete-alongado.Acisanthera alsinaefolia.Pterogastra divaricata. J-K..Tibouchina fothergilla.Behuria parvifolia. ápice e base arredondados.6)mm de espessura. A-F-G-J.V FIGURA 339 – Velatídios de MELASTOMATACEAE: A. com textura de veludo. reto ou levemente curvado longitudinalmente. ápice do lado dorsal mais ou me- 383 .0)mm de comprimento por (0.5-)0.6-0.

± globosa e dura. VERRUGA – pequena elevação superficial. A unidade-semente é o carcerulidio. provido de verrugas. VERTICILADA(O) – com três ou mais folhas. inclusive na carena [Fig. com lado dorsal castanho-avermelhado. miudamente reticulado (30X . lado dorsal convexo e ventral com carena obtusa. 384 . VERRUCIFORME – em forma de verruga. área hilar basal-ventral. bordos agudos. formando retículos irregulares no terço apical e interespaços alongados no restante. com quatro costelas longitudinais. ou outras estruturas que se inserem em círculo (no mesmo nó) ao redor de um eixo. mais ou menos pronunciada (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). pequena protuberância rugosa.175B]. como na espirradeira (Nerium oleander L. de fosco a levemente lustroso. lado ventral totalmente revestido por minúsculas papilas esbranquiçadas. VENTROLATERAL – que vai dos lados à face ventral. formando um verticílio foliar [Fig. que a divide em duas faces planas ou uma plana e outra convexa (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). VENTRODORSAL – que vai da face dorsal à ventral. pericarpo glabro. oblíqua e com inserção branca. mais ou menos anastomosadas no ápice. – Apocynaceae).75A-A’]. arredondada e dura. VENTRICOSO – dilatado ou entumescido em sua porção mediana.com malhas do retículo mais claras).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nos encurvado para o lado ventral. fruto ou semente) que apresenta saliências em forma de verrugas. VERRUCOSO(A) – diz-se da superfície de um órgão (folha.

rugosa ou verrucosa. de coloração mais escura do que o tegumento. às vezes. Seguem as características diferenciasis de espécies de Vicia: 385 . no mesmo nó ou no mesmo nível. linear. geralmente. corola. remanescente. bem desenvolvida. hilo pequeno ou grande. levemente comprimida. de coloração muito variável (cinza-esverdeada. fenda hilar visível e branca. geralmente. endosperma muito reduzido a ausente. acinzentada. vermelho-escura ou castanho. capazes de germinar e se desenvolver. fosca ou brilhante. tegumento com superfície lisa. localizada no bordo dorsal ou próximo a uma das extremidades do hilo. vermelha ou preta. com funículo persistente (V. paralelo ao comprimento da semente (exceto em Vicia faba). oblongo ou ovalado. às vezes. ocupando de ½ a ⅔ do contorno da semente. cotilédones crassos e plúmula. – semente de globosa. chalaza brilhante. sobre o qual se inserem. Vicia sp. num teste de tetrazólio. 2-3X mais longo do que largo. olivácea.V VERTICÍLIO – conjunto de peças florais (cálice. embrião axial curvado. hirsuta). estames e pistilo) dispostas em torno de um eixo. lanceolado. monocolor. com radícula curta. globosa-achatada e globosa-quadrangular a ovóide ou lenticular. VESTIGIAL – que remanesce muito diminuto. marmoreada). VIÁVEL – quando as células de um embrião estão vivas e tem a capacidade de produzir uma plântula normal. VIABILIDADE – índice de sementes vivas. castanha em diversas tonalidades. ao mesmo nível da superfície e variavelmente ornamentado. áspera. glabra.

rafe conspícua. com 5-6mm de comprimento por 1. de terete a levemente comprimido (arredondado sobre as sementes).0mm abaixo do hilo.6(-4.7-3. hilo de estreito-cuneiforme a linear-ovalado. ápice e base obliquamente acuminados.75mm na porção + larga. reticulada e ± rugosa. com extremidade hilar muitas vezes mais espessa do que a extremidade oposta. finamente granular. o que depende da variedade. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com cerca de 2mm de comprimento por 0. comprimida lateralmente (com faces sub-planas). de oblonga a oval-arredondada ou arredondada-quadrangular. – legume oblongo. 3-4X mais longo do que largo. semente muito variável em forma e tamanho. castanha e a cerca de 1. de 3-20cm de comprimento por 10-30mm de largura.3-)2. levemente deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana. – semente globosa. tegumento com superfície geralmente fosca.0) mm de diâmetro. 2-3X mais longo do que largo. glabro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Vicia angustifolia L. de coloração castanha a preta. pericarpo de castanho a preto. Vicia faba L. com (2.5mm de largura. hilo elíptico em sementes menores e oblongo em sementes maiores. tegumento com superfície lisa. preto-acastanhada e lustrosa ou de esverdeada (verde-oliva) a castanha e esparso ou denso-marmoreada de preto (20X).3-2. de reto a levemente curvado. afila-se para uma das extremidades em um ponto arredondado. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente e completamente ou parcialmente encobertro pelo funículo. chalaza um escuro ponto proeminente. de fosca a 386 . com (7-)13-14(-30) mm de comprimento por (6-)8-9(-17)mm de largura.

curto-pubescente e obscuramente reticulado. com (1-)2(-3) sementes.5-)3. lustrosa.0mm de espessura. pericarpo de castanho a preto.) Gray – legume oglongo-ovalado. comprimido ou quase teretiforme. tegumento com superefície lisa. acastanhada. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromática.6-1. ocupa de ⅓ a ½ do diâmetro da semente ou com 2. comprimido. cinza-esverdeada a palha-avermelhada e de leve a denso-marmoreada de castanho-escura a preta (20X).0(-9.5-)3. com (2. avermelhada. às vezes somente preso em uma das extremida- des. com (6-)9-11mm de comprimento por (2. hilo de linear a subcuneiforme. Vicia sativa L.0-2. verde-amarelado-clara.0mm de largura e 3.0-2. castanho-esverdeada-clara a escura ou de púrpura-clara a escura ou preta e insconspicuamente marmoreada e pontilhada com coloração similar a da coloração base (20X). com (1. de coloração palha-esverdeada. Vicia hirsuta (L.5-6. de 6-9X mais longo do que largo.8mm de diâmetro por 1. de coloração amarelo-clara. ápice e base oblicuamente curtoacuminados a quase arredondados. semente de subglobosa-comprimida a espesso-lenticular. rafe + escura do que o tegumento e a cerca de 0.V lustrosa.5mm de comprimento por menos de 0.5mm e parcialmente obscurescido pelo funículo castanho de 2mm de comprimento (característico da espécie).5-8.5-)2.82. 387 . + escuro do que o tegumento. – legume de oblongo a linear.0mm (dependendo do cultivar).0mm abaixo do hilo.0mm de espessura.0)cm de comprimento por 6-12mm de largura ou 4.5-4.

fortemente reticulado.0)mm de diâmetro por 3. achatado. semente de subglobosa a globosa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ápice e base oblícuas e agudos. multisseminado.7mm). algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromático (castanho-escura ou preta). de coloração variável. pericarpo de palha-claro a escuro.0-2. ápice e base oblicuamente curto-acuminados. 388 . branco. pericarpo de amarelado a castanhoamarelado (madura).3mm de espessura. geralmente da mesma coloração do tegumento. glabro.3-4. de glabro a piloso ou seríceo-piloso (dependendo do cultivar). semente globosa e ligeiramente achatada. com 6-8 sementes. raramente preto. hilo oblongo. de ± comprimida a ovóide ou sublenticular. geralmente castanho-avermelhada. Vicia villosa Roth – legume oblongo.5-0. tegumento com superfície lisa.3mm de espessura. amarelo-esbranquiçada e não obscurescida. com 10-12 sementes unisseriadas. com 3. com 3. finamente reticulado e puncteado.0(-5.5 (-6.4-4. de palha-clara a ocre-esverdeada-escura ou verde.75mm de largura. com 20-40mm de comprimento por 5-10mm de largura. hilo de oblongo a estreito-ovalado ou estreitocuneiforme. rafe geralmente preta ou de castanha a palha-clara em sementes de coloração mais clara e a cerca de 1. orbicular em contorno e largo-elíptica em seção transversal. de leve a intensomarmoreada e pontilhada de castanho-clara a escura (20X).0mm abaixo do hilo (às vezes a cerca de 0.5mm de comprimento por 0. deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana.0) mm de diâmetro por 3. 3-4X mais longo do que largo. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com 2. de fosca a semilustrosa.5-4.

ocupa de 1/7 ou pouco menos do diâmetro da semente ou com 2.0)mm de largura e (2. ao mesmo nível da superfície da semente.2-2. tegumento com superfície lisa. deprimido e obscurecido por tecido corticiforme [Fig.0mm de espessura.312] esbranquiçado (caráter diagnóstico importante da espécie) persistente. com (6-)8-9(-12)mm de comprimento por (3. com (2. Vigna unguiculata (L. micrópila um poro na extremida- de inferior do hilo. exceto por um pequeno sulco em uma das extremidades. fosca.0)mm de comprimento por 1.7(-1.5-0.0-6.V liso. 3X mais longo de que largo.5mm de comprimento por 0.0-6. denso-marmoreada e pontilhada de catanho-preto (20X). hilo circundado por tecido marginal escuro (geralmente esverdeado) e pelo arilo escuro (de castanho a preto).) Savi ex Hassk. + escura do que o tegumento e a cerca de 1.7mm de largura (a forma e a largura variam muito com a variedade). da mesma coloração do tegumento ou + escuro (preto ou avermelhado).3-1.5(-8. de alongada-reniforme a ovóide ou globosa-angular.5-)5.3mm abaixo do hilo.0-2. com coloração que varia do 389 . rafe bilobada e escura.) Walp. Sementes Vicia villosa são muito parecidas com as de Vicia dasycarpa Ten.) – semente muito variável na forma. algumas vezes tão denso-marmoreada que parece monocromática (preto).0-1. tamanho e coloração. ± afundada (característico da espécie). tegumento coriáceo. hilo de ovalado-oblongo. lisa ou transversalmente rugosa. grosso.0) mm de largura e com estreita fenda hilar mediana. que se eleva acima da superfície da semente e encobre também a fenda hilar mediana. ± comprimida. com superfície lustrosa.0-)2. (=Vigna sinensis (L. de coloração castanho-avermelhado-escura a castanho-esverdeada.5-)4.7(-3. rafe oval.

translúcido. embrião axial curvado. monocolor ou bicolor e variavelmente marmoreada. A unidade-semente é a semente. Vigor genético – é aquele observado na heterose ou nas diferenças de vigor entre duas linhagens. Vigor fisiológico – é aquele observado entre lotes de uma mesma linhagem genética. endosperma não evidente. 390 . VIGOR DE SEMENTES – compreende um conjunto de características que determinam o potencial para a emergência e o rápido desenvolvimento de plântulas normais. castanho-avermelhada ou preta. sob ampla diversidade de condições ambientais (MARCOS-FILHO (1999). com nervura central e quatro pares de secundárias conspícuas. castanho-amarelado-clara a vermelho-escura. cultivar ou espécie. com curta radí-cula infletida e menos da ½ do comprimento dos cotilédones de reniformes a oblongos. VISCOSO – que é pegajoso (grudento). com área preta ou púrpurea ao redor do hilo. com base nas definições da ISTA e AOSA). com duas plúmulas bem desenvolvidas. VILOSA(O) – diz-se da superfície de um órgão (folha. o mesmo que pubescente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA branco-creme.203H]. ovadas com ápice obtuso. VÍTREO – o mesmo que transparente. fruto ou semente) que se apresenta revestida com pêlos macios e delicados [Fig.

168E.C. deixando somente uma faixa estreita da pálea fértil (pf) visível e com curta pubescência no ápice e ao longo dos lados. 169E]. quando se enrola para a esquerda (sinistro). antécio fértil com comprimento cerca de 9-10 vezes a largura. sublaxas. segmento da ráquila (seg) filiforme. – espiguetas obovadas. inermes.88B) e se para a direita (dextrorso).) C. achatada contra a pálea e ápice muito pouco expandido [Fig. 391 . comprimidas.V VOLÚVEL – diz-se da planta trepadeira que sobe enrolando-se em torno de um suporte.Fig. glabra. Vulpia myurus (L. pálea fértil (pf) membranácea e dobrada no ápice. como a madressilva [Fig. (=Festuca myurus L. Gmel. A unidade-semente é o antécio fértil. muito desiguais. lema longo-aristada. lema fértil (lf) estreito-lanceolada. multifloras (unidade-semente múltipla).88A]. de dorso convexo. 5-nervada. com duas glumas estreito-lanceoladas.167E. margens enroladas para dentro. como na campânula (Pharbitis . com a inferior cerca de ⅓−¼ do tamanho da gluma superior. escabrosa. arista (as) com o dobro do comprimento da lema (±5mm) ou mais longa por ½mm de largura.).

392 .

.

onde se inserem irregularmente as numerosas cerdas de 2. com 11-12 (-13)mm de comprimento por 3. 394 .5)mm de largura e 2. superfície de cinza-amarelada a castanha em diversas tonalidades. às vezes.0(-4. A unidade-semente é o invólucro gamófilo. com curtos pêlos lanuginosos brancos (invólucro maduro) e de amarelados a alaranjados (invólucro imaturo). – invólucro gamófilo ovóide ou elipsóide. mais grossos e de 1½ a duas ve- zes mais longos do que as cerdas. A unidadesemente é o invólucro gamófilo. também usado para designar a estrutura das folhas de plantas xerófitas. ápice sem rostro e. em solos com pouca umidade disponível. como a caatinga e os desertos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Xanthium spinosum L. ápice com dois rostros. base engrossada e de 2-3(-4)mm de comprimento.0) mm de espessura (todas as medidas sem as cerdas).208C].5-3.208D]. sobre as costelas e no invólucro imaturo. com 15-20mm de comprimento (exceto os rostros) e 6-8(-13)mm de largura e espessura (exceto os rostros). – invólucro gamófilo elipsóide. com curtos pêlos rígidos e numerosas cerdas duras de ápice uncinado. com duas cerdas iguais as outras.que vive em lugares secos. mas geralmente um pouco menores. Xanthium strumarium L. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.5-4.0-2. de ápice fortemente uncinado (característico da espécie) e base engrossada. superfície de castanho-amarelada a castanho-escura. XERÓFITA – diz-se da planta que é capaz de crescer em lugares áridos. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.0) mm de comprimento.0(4. com costelas longitudinais incompletas e pouco nítidas.5(-3. mais numerosos na base das cerdas. XERÓFILO .

Fig. rico em substâncias de reserva e inclusive de água. 395 . XEROPLÁSTICO – diz-se do vegetal característrico de lugares secos. como é o caso da vegetação do cerrado.340) e da caatinga (maniçoba . radicular ou mista). Estas plantas tem a capacidade de preservar a vida contra a seca na caatinga e contra a queimada que assola os campos. o mesmo que xeromorfo. protegido contra a seca excessiva (não sofre deficiência hídrica).341). XILOPÓDIO – órgão subterrâneo. provocados pela seca. de natureza incerta (caulinar.X XEROMÓRFICO – diz-se do órgão vegetal. encontrado com muita freqüência em plantas do cerrado (como o caiapá . lignificado. independentemente do seu modo de adaptação. FIGURA 340 – Xilopódio de caiapá.Fig. FIGURA 341– Xilopódio de maniçoba. XEROMORFO – o mesmo que xeromórfico. XEROMORFOSE – modificação de forma dos órgãos vegetais.

396 .

.

que envolve completamente o antécio fértil (lema (lf) e pálea) membranáceo. se desarticulam por baixo das glumas. B. tipo de simetria bilateral de uma flor.lomento. lateralmente comprimidas.5mm de comprimento (excluíndo a arista) por 1. ZOOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos animais. FIGURA 342 – Zigomorfa. A unidade-semente é a cariopse envolta pela gluma superior.343]. lustrosa. relativo ao zigoto. às vezes.0mm de largura. Ver anemocoria. com arista curta ou vestigial.) Merr.342]. autocoria. de coloração palha-amarelada [Fig.semente. com 3. 398 . – lomento 2-5-articulado. pálea fértil (pf) reduzida ou ausente.9-3. envolto por brácteas persistentes e arranjado em estruturas alongadas e racemosas Fig. cariopse (cap) estreito-elíptico-lanceolada. portanto o órgão floral possui um plano de simetria [Fig. corola zigomorfa. ZIGOTO –célula resultante da fusão dos gametas. Zornia diphylla Pers. lustrosa. ZIGÓTICO – que ocorre logo após a fecundação. barocoria. com superfície híspida. FIGURA 343 – Zornia diphylla: A. antropocoria. gluma inferior ausente e superior (gls) coriácea. portanto o ógão floral possui um plano de simetria [Fig. A unidade-semente é o artículo do lomento. Zoysia matrella (L. ZIGOMORFIA – tipo de simetria bilateral de uma flor.342]. hidrocoria e ornitocoria.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ZIGOMORFA(O) – que apresenta zigomorfia.344]. – espiguetas unifloras (1 antécio). o mesmo que célula ovo.

FIGURA 344 – Zoysia matrella: A.Z ZOÓCORO – diz-se dos esporos ou das unidades de dispersão que são disseminados pelos animais (aderindo aos pêlos dos animais ou ingeridos e assim são transportados). 399 .antécio fértil com pálea fértil ausente. B.espigueta com gluma superior superior.

400 .

BIBLIOGRAFIA .

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