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UNIDADE INTEGRADA SESI/SENAI DE NIQUELÂNDIA

EDSLEI PAES LANDIN


MAYKON BRAGA DE OLIVEIRA
NATALIA DE SOUZA ALMEIDA
WEDER RIBEIRO DA SILVA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO


SUBMETIDO AO CORPO DOCENTE DO CURSO
DE TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA DA UNIDADE
INTEGRADA SESI/SENAI DE NIQUELÂNDIA COMO
PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA
A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE
TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA

NIQUELÂNDIA-GO
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AGOSTO DE 2010

BANCA EXAMINADORA

APROVADO EM ____/____/____

Professor:
(orientador)

Professor:
(membro)

Professor:
3

(membro)

EDSLEI PAES LANDIN


MAYKON BRAGA DE OLIVEIRA
NATALIA DE SOUZA ALMEIDA
WEDER RIBEIRO DA SILVA

Energia solar fotovoltaica, Niquelândia 2010.

(SENAI, técnico, Eletrotécnica, 2010).

Trabalho de conclusão de curso –


Unidade Integrada SESI SENAI Niquelândia
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AGRADECIMENTOS

Ao Orientador, professor Glauber Alves dos Santos, pela atenção e dedicação


prestada nas diversas fases do trabalho.

Aos professores do curso de Técnico em Eletrotécnica que transmitiram seus


conhecimentos valiosos.

Aos nossos amigos, pelos ótimos momentos vividos durante o curso.

A todos que diretamente ou indiretamente ajudaram na realização e conclusão


deste estudo.
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RESUMO

Resumo do trabalho de conclusão de Curso apresentado à Unidade Integrada


SESI/SENAI de Niquelândia como parte dos requisitos necessários para a
obtenção do titulo de técnico em Eletrotécnica.

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA


Edslei Paes Landin
Maykon Braga de Oliveira
Natalia de Souza Almeida
Weder Ribeiro da Silva

Agosto de 2010

Orientador: Glauber Alves

Curso: Técnico em Eletrotécnica.


O trabalho a ser apresentado relata a conversão de a luz solar em
energia elétrica, a descrição e funcionamento de todos os equipamentos
envolvidos nesse sistema.
A energia solar também chamada de energia fotovoltaica é pouco
aproveita no Brasil (possuindo características favoráveis a esse sistema), e
muito utilizada em países Europeus que não é tão propício a radiação solar
desenvolvem essa tecnologia cada vez mais.
É um sistema simples, uma vez que sua montagem consiste em: painel
solar, coletor da energia; um controlador de carga possuindo a finalidade de
proteger e não deixar faltar ou exceder alimentação no sistema; uma bateria
para armazenamento dessa energia. A bateria é essencial para que o sistema
funcione também durante a noite e em dias nublados.
Como todos os sistemas de energia, o solar não possui apenas pontos
positivos também há os negativos, mas irrelevantes se comparados ao bem
que esse trás ao planeta.
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ABSTRACT

Summary conclusion work submitted to the Course Unit Integrated SESI /


SENAI Niquelândia as part of the requirements for obtaining the title of
technician in Electrical Engineering.

PHOTOVOLTAIC SOLAR ENERGY

Almeida, Natalia de Souza


Landin, Edslei Paes
Oliveira, Maykon Braga de
Silva, Weder Ribeiro da

Agost 2010

Advisor: Santos, Glauber Alves

Course: Technician in Electrotechnics.

The work to be presented report the conversion of sunlight into


electrical energy, the description and operation of all equipment involved in this
system.
Solar energy also called photovoltaics is little advantage in Brazil
(having characteristics suitable to this system), and widely used in European
countries is not as conducive to solar radiation develop this technology more
and more.
It is a simple, once its assembly consists of: solar panel, energy
collector, a charge controller having the purpose of protecting and not let
missing or exceed the power system, a battery to store that energy. The battery
is essential to make the system work well at night and on cloudy days.
Like all power systems, solar does not just have good points there are
also negative, but irrelevant when compared to well that behind the planet.
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OBJETIVO

O trabalho a ser apresentado tem como objetivo o incentivo a


implantação do sitema de energia eletrica fotovoltaica, seja ele ligado á rede,
autonomo ou hibrido; a divulgação de seus benéficios; melhorar as informações
e compreenção desse sistema de geração de energia.
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ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1- Princípio de funcionamento de uma célula fotovoltaica (efeito fotovoltaico) 19
Figura 2- Inclinação dos painéis ..................................................................................... 25
Figura 3-Associação de células em série ........................................................................ 28
Figura 4- Associação de células em paralelo.................................................................. 28
Figura 5- Princípio de funcionamento da bateria ........................................................... 37
Figura 6-Mapa de índice de insolação no Brasil ............................................................ 41

ÍNDICE DE FIGURAS

Tabela 1- Espessura de fio para sistema solar a 12 Vdc................................................. 27


Tabela 2- Aplicações do inversor considerando a potencia ........................................... 33
Tabela 3- Relação de consumo e Wats ........................................................................... 40
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LISTAGEM DE SIGLAS

Material Tipo P= Positivo


Material Tipo N= Negativo
HF=high frequency (Alta freqüência)
BF = Baixa freqüência
Wp = Watt de pico
Wh = Watt hora
Ap = Ampère de pico
Ah = Ampère hora
V = Volt
A = Ampère
W = Watt
FP = Fator de Potencia
Vcc = Tensão Corrente continua
Vdc = Tensão Corrente continua
Vca = Tensão Corrente alternada
CIGS = Cobre-Índio-Gálio-Selênio
LDRs = Resistores dependentes de luz
c-Si = Silício Cristalino
m-Si = Silício Monocristalino
p-Si = Silício Policristalino
a-Si = Silício Amorfo
GaAs = Arsenieto de Gálio
CdTe = Telureto de Cádmio
ABNT = Associação Brasileira de Normas e Técnicas
MPP = Ponto de Potencia Máxima
SO4H2 = Ácido sulfúrico
H2O = Água
PbO2 = peróxido de chumbo
Pb = chumbo metálico
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ÍNDICE

1.0- INTRODUÇÃO..................................................................................... 12
2.0- CONCEITO DE ENERGIA SOLAR...................................................... 12
3.0- CARACTERISTICAS DA LUZ SOLAR ................................................ 13
3.1- Vantagens da Energia Solar...................................................... 13
3.2- Desvantagens da energia Solar ................................................ 14
4.0- MODULOS SOLARES......................................................................... 15
4.1- Teoria e construção ................................................................... 15
4.2- Células Fotoelétricas ................................................................. 16
4.2.1- Efeito Fotovoltaico ........................................................................... 18
4.3- Principais tipos de células fotoelétricas ..................................... 20
4.4- Aplicações dos Paineis Solares ................................................ 22
4.4.1- Aplicações de Baixa Potência ......................................................... 22
4.4.2- Painéis solares no espaço ............................................................... 23
4.5- Características técnicas dos módulos ....................................... 23
4.6- Instalação .................................................................................. 24
4.6.1- Associação de células ............................................................... 27
4.6.1.1- Associação série ...................................................................... 28
4.6.1.2- Associação paralela ................................................................. 28
4.7- Manutenção dos Painéis ........................................................... 28
5.0- INVERSORES ..................................................................................... 29
5.1- Forma de onda dos Inversores .................................................. 29
5.1.1- Tecnologia clássica, onda quadrada ................................................... 29
5.1.2- Tecnologia HF, onda semi-senóidal ............................................. 30
5.1.3- Tecnologia mista, onda semi-senóidal.......................................... 31
5.2- Como escolher o seu inversor ................................................... 32
6.0- CONTROLADORES DE CARGA ........................................................ 33
6.1- Instalação .................................................................................. 34
7.0- BATERIAS ESTACIONÁRIAS ............................................................. 34
7.1- Princípio de funcionamento das Baterias .................................. 37
8.0- DIMENCIONAMENTO DE SISTEMAS BÁSICOS ............................... 39
8.1- Dimensionamento do Painel Solar ............................................ 41
11

8.2- Dimensionamento do Controlador de Carga ............................. 43


8.3- Dimensionamento de baterias ................................................... 44
8.4- Dimensionamento dos inversores ............................................. 44
CONCLUSÃO................................................................................................... 46
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................ 47
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1.0- INTRODUÇÃO

A crise energética e a busca por energias renováveis têm reacendido


o debate sobre fontes alternativas de energia. Nesses debates a energia
solar vem ganhando cada vez mais espaço, uma vez que é de facil
implantação, possui custo de manutenção baixo, é uma fonte renovavel e
ideal para locais onde as radiações solares são abundantes.Mas no Brasil,
país que pela área, geografia e localização, entre outros fatores, é
potencialmente favorável para o desenvolvimento de sistemas fotovoltaicos,
existe um atraso nesta área em relação a outros países.

O avanço da tecnologia vem trazendo inovações na fabricação de


produtos para sistemas de energia solar contribuindo para que o preço desses
produtos diminua e a energia solar se torne mais acessível.

A radiação solar, juntamente com outros recursos secundários de


alimentação, são responsáveis por grande parte da energia renovável
disponível na terra. Apenas uma minúscula fração da energia solar
disponível é utilizada.

A energia captada do Sol e devidamente acondicionada para sua


utilização é uma das tecnologias mais importantes para o desenvolvimento
sustentável. Sua utilização é de altíssimo interesse para aqueles que visam
um mundo equilibrado, ecologicamente correto, sem agressão à natureza.

2.0- CONCEITO DE ENERGIA SOLAR

Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de


energia luminosa (e, em certo sentido, da energia térmica) proveniente do sol,
e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável
pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como
energia elétrica ou mecânica.

No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410


W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o
Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é
13

refletido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da


energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta.

3.0- CARACTERISTICAS DA LUZ SOLAR

A geração de energia elétrica através da luz se dá através do uso de


células fotossensíveis ou comumente chamadas de células solares, que
agrupadas em módulos ou painéis compõem os painéis solares fotovoltaicos.
Um sistema composto pelo painel, controlador de carga, acumulador e
acessórios, é denominado como Gerador Fotovoltaico.
Os geradores fotovoltaicos são muito seguros e simples, não
necessitam do controle humano funcionam automaticamente e uma vez
adequadamente instalados, não causam acidentes que possam trazer danos.
Geram energia na presença da luz; Necessariamente não precisam da
incidência direta da luz solar, mas é recomendável para se obter o melhor
rendimento do painel. Isto significa que há geração elétrica mesmo em dias
nublados;
O rendimento se altera, conforme há maior ou menor intensidade da luz.
A geração só se interrompe na redução quase total de luz. (ex.: à noite).
A corrente gerada é de forma contínua e pode ser guardada em
acumuladores elétricos (baterias), para uso quando necessário.
O sistema é modular, ou seja, vários módulos podem ser conectados
entre si, fornecendo a quantidade de energia necessária para o uso, podendo
ser expandida, reduzida ou transferida de local conforme uma nova
necessidade. Não há limite da capacidade de geração.

3.1- Vantagens da Energia Solar

• A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da


fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis
solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes
atualmente.
• As centrais necessitam de manutenção mínima.
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• Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que
seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução
economicamente viável.
• A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois
sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em
linhas de transmissão.
• Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável
em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção
energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e
consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

3.2- Desvantagens da energia Solar

• Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser


fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do
que a energia gerada por ele.
• Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
• Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação
atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção
alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia
produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados
à rede de transmissão de energia.
• Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova
Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção
durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia
solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a
ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
• As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes
quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo
e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço
da laranja).
15

À semelhança de outros países do mundo, em Portugal desde Abril de


2008 um particular pode produzir e vender energia elétrica à rede elétrica
nacional, desde que produzida a partir de fontes renováveis. Um sistema de
microprodução ocupa cerca de 30 metros quadrados e permite ao particular
receber perto de 4 mil euros ano.

4.0- MODULOS SOLARES

Painéis ou módulos solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para


converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares
fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que
captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior
propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença
de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou não). As células solares
contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a
corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.

4.1- Teoria e construção

O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais


frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de
arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas
os cristais de silício tornam-se uma opção mais economica, até porque são
também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrônica.
O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas
comporta custos reduzidos.

O cristal depois de crescido e dopado com boro, é cortado em


pequenos discos, polidos para regularizar a superfície, a superfície frontal é
dopada com fósforo, e condutores metálicos são depositados em cada
superfície: um contacto em forma de pente na superfície virada para o Sol e
um contacto extenso no outro lado. Os painéis solares são construídos
16

dessas células cortadas em formas apropriadas, protegidas da radiação e


danos ao manusear pela aplicação de uma capa de resina ou vidro de alta
transparência com resistência a intempéries: tempestade, neve, granizo,
salinidade, umidade e poeira, e cimentada num substrato (seja um painel
rígido ou um flexível).Costumeiramente são fornecidos emoldurados em
perfil de alumínio e contém terminais de conexão. As conexões elétricas
são feitas em série e em paralelo, conforme se queiram obter maior tensão
ou intensidade. A capa que protege deve ser um condutor térmico, pois a
célula aquece ao absorver a energia infravermelha do Sol, que não é
convertida em energia elétrica. Como o aquecimento da célula reduz a
eficiência de operação é desejável reduzir este calor. O resultante desta
construção é chamado painel solar.

A energia proveniente do painel é em corrente contínua (CC) e pode


alimentar diretamente equipamentos que utilizam desta propriedade,
carregando baterias simultaneamente.

4.2- Células Fotoelétricas

Células fotoelétricas ou fotovoltaicas são dispositivos capazes de


transformar a energia luminosa, proveniente do Sol ou de outra fonte de luz,
em energia elétrica. Uma célula fotoelétrica pode funcionar como geradora de
energia elétrica a partir da luz, ou como um sensor capaz de medir a
intensidade luminosa.

Células geradoras de energia são chamadas também de "células


solares", por se aproveitarem principalmente da luz solar para gerar energia
elétrica. Atualmente, as células solares comerciais ainda apresentam uma
baixa eficiência de conversão, da ordem de 16%. Existem células fotovoltaicas
com eficiências de até 28%, fabricadas de arsenieto de gálio, mas o seu alto
custo limita a produção dessas células solares para o uso da indústria espacial.
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Por não gerar nenhum tipo de resíduo, a célula solar é considerada uma
forma de produção de energia limpa, sendo alvo de estudos em diversos
institutos de pesquisa ao redor do mundo. A luz solar produz até 1.000 Watts
de energia por metro quadrado, o que representa um enorme potencial
energético.

A primeira geração fotovoltaica consiste numa camada única e de


grande superfície p-n díodo de junção, capaz de gerar energia eléctrica
utilizável a partir de fontes de luz com os comprimentos de onda da luz solar.
Estas células são normalmente feitas utilizando placas de silício. A primeira
geração de células constituem a tecnologia dominante na sua produção
comercial, representando mais de 86% do mercado.

A segunda geração de materiais fotovoltaicos está baseada no uso de


filmes finos de semi-condutores. A vantagem de utilizar estes filmes é a de
reduzir a quantidade de materiais necessárias para as produzir, bem como de
custos. Atualmente (2006), existem diferentes tecnologias e materiais
semicondutores em investigação ou em produção de massa, como o silício
amorfo, silício poli-cristalino ou micro-cristalino, telureto de cádmio e Cobre-
Índio-Gálio-Selênio ("CIGS"). Tipicamente, as eficiências das células solares de
filme fino são baixas quando comparadas com as células tradicionais de silício
cristalino, mas os custos de manufactura são também mais baixos, pelo que se
pode atingir um preço de instalação mais reduzido por watt. Outra vantagem da
reduzida massa é o menor suporte necessário quando se colocam os painéis
nos telhados e permite arrumá-los e dispô-los em materiais flexíveis, como os
texteis, plásticos ou integração direta nos edifícios.

A terceira geração fotovoltáica é muito diferente das duas anteriores,


definida por utilizar semicondutores quer dependam da junção p-n para separar
partículas carregadas por fotogestão. Estes novos dispositivos incluem células
fotoelectroquímicas e células de nanocristais.

Ao conjunto de células fotoeléctricas chama-se Placa Fotovoltaica cujo


uso hoje é bastante comum em lugares afastados da rede elétrica
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convencional. Existem placas de várias potências e tensões diferentes para os


mais diversos usos. Em residências rurais algumas empresas concessionárias
de distribuição usam placas de 75 W de pico e 12 V para guardar energia em
baterias de 100 Ah. Este sistema fotovoltaico gera energia suficiente para
iluminar uma residência com 3 lâmpadas de 9W e uma tomada para rádio ou
TV de 6".

O termo "célula fotoelétrica" também é usado para componentes


eletrônicos capazes de medir a intensidade luminosa, traduzindo-a em uma
corrente elétrica proporcional. Incluem-se nesta categoria os fotodiodos,
fototransistores, LDRs (resistores dependentes de luz, à base de sulfeto de
cádmio), fotocélulas de selênio e outros. Uma aplicação típica destes sensores
de luz é em fotômetros, usados para medir a iluminação de uma cena a ser
fotografada.

4.2.1- Efeito Fotovoltaico

O efeito fotovoltaico foi descoberto pela primeira vez em 1839 por


Edmond Becquerel. Entretanto, só após 1883 que as primeiras células
fotoelétricas foram construídas, por Charles Fritts, que cobriu o selênio
semicondutor com uma camada extremamente fina de ouro de modo a formar
junções.

Os módulos são compostos de células solares fabricadas com material


semicondutores de eletricidade, na maioria das vezes utilizam o silício, que
possui características intermédias entre um condutor e um isolante.

O silício apresenta-se normalmente como areia. Através de métodos


adequados obtém-se o silício em forma pura. O cristal de silício puro não
possui eletrons livres e portanto é um mau condutor elétrico. Para alterar isto
acrescentam-se porcentagens de outros elementos. Este processo denomina-
se dopagem. Mediante a dopagem do silício com o fósforo obtém-se um
material com eletrons livres ou material com portadores de carga negativa
19

(silício tipo N). Realizando o mesmo processo, mas acrescentando Boro ao


invés de fósforo, obtêm-se um material com características inversas, ou seja,
défice de electrões ou material com cargas positivas livres (silício tipo P).

Cada célula solar compõe-se de uma camada fina de material tipo N e


outra com maior espessura de material tipo P (ver Figura 1).

Separadamente, ambas as capas são eletricamente neutras. Mas ao


serem unidas, exatamente na união P-N, gera-se um campo elétrico devido aos
electrões do silício tipo N que ocupam os vazios da estrutura do silício tipo P.

Figura 1- Princípio de funcionamento de uma célula fotovoltaica (efeito fotovoltaico)

Ao incidir a luz sobre a célula fotovoltaica, os fotons que a integram


chocam-se com os elétrons da estrutura do silício dando-lhes energia e
transformando-os em condutores. Devido ao campo elétrico gerado na união P-
N, os elétrons são orientados e fluem da camada "P" para a camada "N".

Por meio de um condutor externo, liga-se a camada negativa à positiva.


Gera-se assim um fluxo de elétrons (corrente eléctrica) na conexão. Enquanto
a luz continua a incidir na célula, o fluxo de elétrons manter-se-á. A intensidade
da corrente gerada variará proporcionalmente conforme a intensidade da luz
incidente.
20

Cada módulo fotovoltaico é formado por uma determinada quantidade de


células conectadas em série. Como se viu anteriormente, ao unir-se a camada
negativa de uma célula com a positiva da seguinte, os elétrons fluem através
dos condutores de uma célula para a outra. Este fluxo repete-se até chegar à
última célula do módulo, da qual fluem para o acumulador ou a bateria. Cada
elétron que abandona o módulo é substituído por outro que regressa do
acumulador ou da bateria. O cabo da interconexão entre módulo e bateria
contem o fluxo, de modo que quando um elétron abandona a última célula do
módulo e encaminha-se para a bateria outro elétron entra na primeira célula a
partir da bateria. É por isso que se considera inesgotável um dispositivo
fotovoltaico. Produz energia eléctrica em resposta à energia luminosa que entra
no mesmo.

Deve-se esclarecer que uma célula fotovoltaica não pode armazenar


energia eléctrica.

4.3- Principais tipos de células fotoelétricas

As principais tecnologias de fabricação de células fotoelétricas utilizadas


atualmente.

• Silício Cristalino (c-Si)

É a tecnologia mais empregada no mercado atualmente, com uma


participação de 95% do mercado de células fotoelétricas. Atualmente apresenta
um rendimento de 15 a 21% em suas células; painéis solares feitos de células
de silício cristalino tem rendimento de 13 a 17%.

• Silício Monocristalino (m-Si)

O silício monocristalino é o material mais usado na composição das


células fotovoltaicas, atingindo cerca de 60% do mercado. A uniformidade da
estrutura molecular resultante da utilização de um cristal único é ideal para
21

potenciar o efeito fotovoltaico. As células monocristalinas foram as primeiras a


serem elaboradas a partir de um bloco de silício cristalizado num único cristal.
Apresentam-se sob a forma de placas redondas, quadradas ou pseudo
quadradas Contudo, apresentam dois inconvenientes:
· Preço elevado;
· Elevado período de retorno do investimento.

• Silício Policristalino (p-Si)

O silício policristalino, constituído por um número muito elevado de


pequenos cristais da espessura de um cabelo humano, dispõe de uma quota
de mercado de cerca de 30%. As descontinuidades da estrutura molecular
dificultam o movimento de elétrons e encorajam a recombinação com as
lacunas, o que reduz a potência de saída. O processo de fabricação é mais
barato do que o do silício cristalino.

• Silício Amorfo (a-Si)

As células amorfas são compostas por um suporte de vidro ou de outra


matéria sintética, na qual é deposta uma camada fina de silício (a organização
dos átomos já não é regular como num cristal). O rendimento deste tipo de
células é mais baixo do que nas células cristalinas mas, mesmo assim, a
corrente produzida é razoável.
A sua gama de aplicações são os pequenos produtos de consumo como
relógios, calculadoras, mas podem também ser utilizadas em instalações
solares. Apresentam como vantagem o fato de reagirem melhor à luz difusa e à
luz fluorescente e, portanto, apresentarem melhores desempenhos a
temperaturas elevadas.
Participação de cerca de 3,7% do mercado de células fotoelétricas, tem
rendimento de cerca de 7%.
22

• CIGS

Nome comercial para células de filme fino fabricadas com Cu(In,Ga)Se2.


Participação de 0,2% do mercado de células fotoelétricas e rendimento de
13%. Atualmente sofre problemas com o abastecimento de índio para sua
produção, visto que 75% de todo o consumo do material no mundo se dá na
fabricação de monitores de tela plana, como LCDs e monitores de plasma.

• Arsenieto de Gálio (GaAs)

Atualmente é a tecnologia mais eficinte empregada em células solares,


com rendimento de 28%. Porém, seu custo de fabricação é extremamente alto,
tornando-se proibitivo para produção comercial, sendo usado apenas em
painéis solares de satélites artificiais.

• Telureto de Cádmio (CdTe)

Participação de 1,1% do mercado de células fotoelétricas, é uma


tecnologia que emprega filmes finos de telureto de cádmio. Apresenta pouco
apelo comercial devida à alta toxicidade do cádmio.

4.4- Aplicações dos Paineis Solares

4.4.1- Aplicações de Baixa Potência

Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção


mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez
vezes maior que o dos combustíveis fósseis. Tornaram-se rotina em algumas
aplicações, tais como as baterias de suporte, alimentação de boias, antenas,
dispositivos em estradas ou desertos, crescentemente em parquímetros e
semáforos, e de forma experimental são usados para alimentar automóveis em
corridas como a World Solar Challenge através da Austrália. Programas em
larga escala, oferecendo redução de impostos e incentivos, têm rapidamente
23

surgido em vários países, entre eles a Alemanha, Japão, Estados Unidos e


Portugal.

4.4.2- Painéis solares no espaço

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em


veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte,
e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar.
Atualmente, a energia solar, além de usada para propulsão, tem sido
utilizada em satélites artificiais que orbitam outros planeta s. Como exemplo,
as sondas Magellan em órbita de Vénus, e a Mars Global Surveyor, de Marte
fazem uso da energia solar, da mesma forma que muitos artefatos que orbitam
a Terra, como o Telescópio Espacial Hubble. Para missões futuras, é
desejável reduzir a massa dos painéis solares e aumentar a potência gerada
por unidade de área. Isto reduzirá a massa total da nave, e possibilitará
operações a distâncias maiores do Sol. A sonda espacial Rosetta, lançada em
2 de março de 2004, usará painéis solares nas proximidades de Júpiter (5,25
UA); anteriormente, o uso mais distante de painéis solares foi com a
espaçonave Stardust, à distância de 2 UA.

4.5- Características técnicas dos módulos

A norma européia Standard EN 50380 especifica quais as características


técnicas que os fabricantes devem apresentar nas folhas descritivas das
características dos módulos fotovoltaico. Nem todos os fabricantes respeitam
esta norma, não fornecendo todas as características técnicas que a norma
impõe, que são:
· Potência nominal de pico;
· Tensão no ponto de potência máxima;
· Corrente no ponto de potência máxima;
· Tensão em circuito aberto;
· Corrente em curto-circuito;
24

· Coeficiente de variação da tensão em função da temperatura;


· Coeficiente de variação da corrente em função da temperatura.

Estes valores são vitais para se poderem realizar estimativas da


quantidade de energia gerada, bem como verificar a compatibilidade de ligação
com outros componentes do sistema fotovoltaico. Todos estes valores são
obtidos em condições de teste.
O coeficiente de temperatura é muito importante porque em dias em que o
valor de radiação é elevado, a temperatura nas células aumenta, podendo
chegar aos 70ºC, causando uma redução do rendimento. Por outro lado a
baixas temperaturas, o valor de tensão em circuito aberto aumenta, colocando
em risco o estado da célula fotovoltaica.
As características construtivas dos módulos também devem ser
evidenciadas, nomeadamente:
· Dimensões (Comprimento e largura);
· Espessura;
· Peso.
As características construtivas mencionadas anteriormente são de
crucial importância para a realização do projeto, porque estes dados permitem-
nos escolher as estruturas de suporte e o espaço que os módulos vão ocupar.

4.6- Instalação

a) Os painéis devem ser fixados em locais que tenham total exposição à luz
solar durante todo o período diurno.

b) A fixação deve ser feita em suportes ou perfis preferencialmente metálicos e


fortemente fixados para receber ventos e tempestades. Recomenda-se o
aterramento do suporte.
c) A face de exposição do painel deve estar voltada para o Norte geográfico (no
hemisfério sul) e sua inclinação entre 25º a 30º.
25

Figura 2- Inclinação dos painéis

d) Não é recomendável inclinações abaixo de 15º para não permitir o acúmulo


de sujeira.

e) O cálculo de inclinação é: Inclinação = Latitude + (Latitude/3) A precisão não


é rigorosa, portanto pode ser ajustado por aproximação.

f) Os painéis são fornecidos com a furação adequada para sua fixação. Não
faça novos furos para não enfraquecer a estrutura ou permitir a oxidação. A
garantia também não cobre painéis adulterados.

g) É recomendado deixar um espaço entre a superfície de fixação e o painel


para prover de circulação ar. A ventilação é importante para manter
temperaturas mais baixas e evitar a condensação de umidade na parte traseira
do mesmo.

h) Painéis podem ser interligados em série ou paralelo, obedecendo à Lei de


Ohm, ou seja, quando interligados dois ou mais unidades em paralelo (pólo
positivo com pólo positivo e negativo com negativo) a tensão não se altera,
mas a corrente é somada.
Quando interligados em série (une-se o pólo positivo de um painel ao
pólo negativo do outro e toma-se o pólo negativo de um e o pólo positivo do
outro para a saída) a tensão se multiplica e a corrente permanece inalterada.

i) Quando ligados em série, todos os painéis devem ter a mesma característica


e tipo. Quando ligados em paralelo, esta regra não é rigorosa, porém é
recomendável a instalação de diodos para proteção e equalização das cargas.
26

Fiação:
a) A fiação deve obedecer às Normas Técnicas da ABNT para instalações
elétricas. Utilize sempre seções de fios com diâmetros iguais ou superiores ao
recomendado, evitando perdas ou aquecimento que podem provocar curtos e
incêndios.

b) Para conexão com bateria é sempre recomendável o uso de controladores


de carga e descarga.

c) Utilize terminais adequados para as conexões. Evite emendas de fios.

d) Em corrente contínua um dos fios sempre será positivo e o outro negativo,


chamado de polaridade. A inversão destes fios (exceto em ligações em série)
sempre gerará problemas ou danos aos equipamentos. Utilize cores diferentes
para cada pólo e preste sempre atenção à conexão “+” ou “-“ e à cor dos fios.

e) Os painéis acima de 10W são fornecidos com caixa de conexão, utilizadas


para a conexão dos fios e de outros painéis. O acesso à parte interno da caixa
é feito removendo se os dois parafusos da tampa.Internamente os painéis
acima de
46W já possuem diodo de bypass e estão configurados para a tensão de 12
Volts. Não há necessidade de alterar a pré-configuração exceto em aplicações
especiais. Os terminais para a conexão dos fios estão polarizados com os
sinais “+” e “-“.Há quatro tipos de caixas de conexão para modelos de painéis
diferentes.

f) Para conectar painéis isolados ao controlador, a uma distância não superior a


10 metros, recomenda-se fiação conforme abaixo:
27

Tabela 1- Espessura de fio para sistema solar a 12 Vdc


TABELA DE ESPESSURA DE FIO PARA SISTEMA SOLAR A 12 Vdc
Bitola
1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95
mm2
Corrente
(A) Distância em metros

1 32 51 81 130 205 325 517 652 822 1308 1650

2 16 26 40 64 102 163 259 326 411 654 825

4 8 13 20 33 51 81 129 163 205 327 412


6 5 8 14 22 34 54 86 109 137 218 275
8 4 6 10 16 26 41 65 82 103 164 206
10 3 5 8 13 20 33 52 65 82 131 165
15 2 3 5 8 14 22 34 43 55 87 110
20 - 2 4 6 10 16 26 33 41 65 83
25 - - 3 5 8 13 21 26 33 52 66
30 - - 2 4 7 11 17 22 27 44 55
35 - - - 3 6 9 15 19 23 37 47
40 - - - - 5 8 13 16 20 33 41
45 - - - - 4 7 11 14 18 29 37
50 - - - - 3 6 10 13 17 26 33

4.6.1- Associação de células

Nas condições normalizadas STC (1000W/m² ; 25°C ; A M1.5), a


potência máxima para uma célula de silício de 10 cm², é de cerca de 1,25 W
que é uma potência demasiado baixa para a maior parte das utilizações
domésticas ou industriais. Desta forma, os geradores fotovoltaicos industriais
são realizados através de associações série e/ou paralelo de um grande
número de células elementares. Estes agrupamentos são apelidados de
módulos e, posteriormente, de painéis.

A associação de células deverá ser realizada respeitando critérios


precisos de forma a que não existam desequilíbrios durante o funcionamento
das fotopulhas. Apesar de serem escolhidas células que, teoricamente, são
idênticas, as numerosas células que constituem um painel apresentam,
forçosamente, pequenas diferenças inevitáveis aos processo de construção e
ficarão sujeitas a condições de luminosidade e temperatura não uniformes no
seio de um painel.
28

A associação em série de várias células aumenta a tensão aos seus


terminais, mantendo a corrente, enquanto que a associação em paralelo
aumenta a corrente aos terminais da associação, mantendo a tensão.

4.6.1.1- Associação série

Num agrupamento ligado em série, as células são atravessadas pela


mesma corrente e a característica resultante deste agrupamento é obtida pela
adição das tensões aos terminais das células, para um mesmo valor de
corrente.

Figura 3-Associação de células em série

4.6.1.2- Associação paralela

Num agrupamento ligado em paralelo, as células estão submetidas à


mesma tensão e as intensidades de corrente adicionam-se: a característica
resultante obtém-se por adição de correntes, para um mesmo valor de tensão.
A maior parte dos módulos comercializados para aplicações a 12 V, são
compostos por 36 células de silício cristalino ligadas em série.

Figura 4- Associação de células em paralelo

A maior parte dos módulos comercializados para aplicações a 12 V,


são compostos por 36 células de silício cristalino ligadas em série.

4.7- Manutenção dos Painéis

Os painéis solares requerem manutenção mínima. Para remover a


poeira ou depósito de sólidos acumulado limpe-os somente com água e uma
esponja não abrasiva ou pano. Detergente ou sabão neutros podem ser usados
29

para remover substâncias mais contaminastes. É recomendável uma inspeção


a cada seis meses ou anual para averiguar terminais e apertos.

5.0- INVERSORES

Muitos equipamentos elétricos, principalmente eletrodomésticos, estão


disponíveis apenas em corrente alternada, usualmente na faixa de 127 V e 220
V – 60 Hz. O mercado ainda não disponibiliza em corrente contínua toda a
gama de equipamentos que podem ser usados em sistemas fotovoltaicos, tais
como televisores, DVD, etc. A função do inversor é transformar a energia
elétrica contínua das baterias em energia elétrica alternada adequada para
estes equipamentos. Usualmente trabalham com tensões de entrada de 12 ou
24 ou 48 Vcc e convertem para 120 ou 240 Vca na freqüência de 60 Hz. Outra
vantagem de se trabalhar com inversores é que se eleva o nível de tensão de
trabalho reduzindo-se o diâmetro dos cabos elétricos e as perdas ôhmicas já
que se trabalha com correntes menores.

5.1- Forma de onda dos Inversores

Existem inversores que apresentam na saída uma forma de onda semi-


senoidal, outros trabalham com uma forma de onda senoidal modificada ou
mesmo com onda quadrada. Quanto mais senoidal é a forma da onda maior é
a qualidade do inversor, menor o nível de distorção e maior o custo.
Permite usar eletrodomésticos e equipamentos industriais a partir de
baterias. Pode ser de tecnologia clássica, de tecnologia HF ou mista; pode
gerar onda quadrada, semi-senóidal ou senóidal.

5.1.1- Tecnologia clássica, onda quadrada

A onda quadrada é a forma mais simples de corrente alternada. Era a


única economicamente acessível antes da chegada do transistor e da
tecnologia HF. Para inversores 115VCA-60Hz, a corrente passa sem transição
de -115V a +115V e vice-versa 60 vezes por segundo (ver gráfico em baixo). É
óbvio que o valor máximo da corrente (valor de pico) fica limitado a 115V.
30

Inconvenientes :
1. Peso. Inversores dessa tecnologia usam um
transformador BF (baixa freqüência) muito pesado.
2. Não pode alimentar motores. O torque de partida de
um motor monofásico depende do valor do pico da
onda (162V na onda senóidal de 115VCA). O valor de
pico da onda quadrada, limitado a 115V, não permite
dar partida a motores.
3. Distorção harmônica (mede,em %, a diferença entre a
forma de uma onda e a da senóide pura de mesmo
valor). No caso da onda quadrada, a distorção
harmônica é máxima. Isso é incompatível com
inúmeras aplicações; gera ruídos, aquecimentos e
funcionamentos defeituosos.
4. O rendimento é baixo : da ordem de 50%.

Com o desenvolvimento da tecnologia HF, na última década, os inversores


"quadrados" estão desaparecendo do mercado.

5.1.2- Tecnologia HF, onda semi-senóidal

A onda semi-senóidal (também chamada senóide modificada ou quase


senóide) tem uma forma intermediária entre a onda quadrada e a onda
senóidal pura (ver gráfico em baixo). Todas as vantagens da tecnologia HF
vêm da permanência do sinal no valor zero cada vez que o sinal muda de
sentido. Isso permite reduzir drasticamente a distorção harmônica, aumentar o
valor de pico até o da senóide pura, e aumentar consideravelmente o
rendimento. Dessa forma, quase todos os inconvenientes da onda quadrada
desaparecem.

Os inversores de tecnologia HF (de high frequency = alta freqüência) e de


onda semi-senóidal são atualmente os mais populares por ser baratos, leves,
31

de fácil manuseio, e atender a maioria das necessidades domésticas e


profissionais de pequeno porte.

5.1.3- Tecnologia mista, onda semi-senóidal

A tecnologia mista consista em utilizar a tecnologia BF (com transformador


pesado) na entrada do inversor e a tecnologia HF na saída para obter uma
onda semi-senóidal. Isso permite mais flexibilidade, mais facilidade técnica e
custos menores na hora de fabricar inversores-carregadores.

5.1.1- Tecnologia HF, onda senoidal

Senóide pura se diz de uma onda contínua de uma freqüência só, seja : de
distorção harmônica nula (gráfico em baixo). É a forma da corrente distribuída
pelas redes públicas. Todos os equipamentos elétricos previstos para ser
alimentados por essas redes foram projetados de acordo com essa forma de
onda. É com inversores de onda senóidal que aparelhos eletro-eletrônicos têm
o seu desempenho máximo.

Inversores de onda senóidal são altamente sofisticados e, como


conseqüência, são mais caros que os de onda semi-senóidal. São destinados
mais especificamente à alimentação de aparelhos sensíveis que não
funcionam, ou não funcionam corretamente, com onda semi-senóidal, tais
como aparelhos de regulação de laboratório, equipamentos aeronáuticos,
aparelhos de teste, certos aparelhos de som ou vídeo, entre outros.

Inversores de onda senóidal não geram ruídos ou distorções em aparelhos


de som, vídeo, DVD e estéreo. É a solução ideal para os mais exigentes. Além
disso, proporcionam partidas suaves a motores e evitam aquecimentos
indesejáveis ou zumbidos desagradáveis. Também, não geram parasitas
eletromagnéticos que poderiam interferir com outros equipamentos, em
aeronaves, por exemplo.
32

5.2- Como escolher o seu inversor

Sendo definido o tipo de inversor que convém a seu uso, é necessário


saber a potência requerida pelos aparelhos que você quer alimentar através do
inversor. Os eletrodomésticos geralmente comportam uma etiqueta onde está
escrita a potência (em Watt) ou a corrente (em Ampère) que consumem (nesse
último caso, basta multiplicar os Ampères pela tensão, 115 ou 230VCA, para
saber a potência do aparelho). Também é preciso considerar a potência de
entrada do aparelho e não a sua potência de saída, da mesma forma, para
alimentar motores monofásicos de indução.

Potência (Watt) Aplicações específicas Aplicações gerais

TV 14", notebook, celular,


Eletrodomésticos leves
lâmpadas PL ou
: liquidificador,
incandescentes, games,
batedeira, ventilador, lâmpadas
150 / 175 instrumentos de música,
PL e incandescentes,
equipamentos de satélite,
barbeador, ferro de frisar
barbeador, ventiladores
cabelo,
pequenos
TV 29", 2 vídeos,
Eletrodomésticos médios
computador de
: secador de cabelo,
mesa+impressora,
máquina de café, torradeira,
pequenos ele_
250 / 400 _trodomésticos, furadeira,
aspirador de pó,
ferro de soldar, máquina de
Eletrodomésticos pesados
costura, frigobar (somente o
: forno de micro-
PW 250),
ondas, refrigerador e freezer
eletrodomésticos leves,
grandes, lavadora e secadora
ferra_ mentas elétricas de
de roupas, lavadora de louças,
600/700 mão, aparelhos eletrônicos,
forno elétrico, motores até
refrigerador até 1/8HP, até 3
1/2HP, ar condicionado até
vídeos,
13500 BTU.
Eletrodomésticos
leves/médios, ferramentas Ferramentas elétricas de mão
elétricas de mão, aparelhos
: serra circular e tico-tico,
800 / 1200 eletrônicos, pequeno forno
furadeira, lixadeira,
de micro-ondas, refrigerador
esmerilhadeira, politriz,
e freezer até 1/6HP, linha de
pequeno compressor de ar,
até 8 computadores
33

Eletrodomésticos médios, cortadeira de grama,


ferra_ mentas elétricas de
mão, aparelhos eletrônicos, Aparelhos eletrônicos:
1500 / 1750 forno de micro-ondas TV, vídeo, som,
comum, refrigerador e games, instrumentos musicais,
freezer até 1/3HP, ar equipamento de satélite,
condicionado até 7500 BTU computador, impressora,
Eletrodomésticos pesados, máquina de fax, máquina de
ferra_ mentas elétricas de escrever,
3000 bancada, aparelhos
eletrônicos
Tabela 2- Aplicações do inversor considerando a potencia

Através de um inversor, é necessário escolher a potência do mesmo de


acordo com a potência de pico do motor e não pela potência contínua (motores
de indução, os mais comuns, precisam de uma corrente muito alta na partida,
durante uma fração de segundo. Se o inversor não conseguir "passar" esse
pico, o motor não funciona mesmo se a sua potência nominal contínua - a
única revelada pelo fabricante - é bem inferior à potência do inversor).

6.0- CONTROLADORES DE CARGA

Quando um equipamento é ligado à bateria, a quantidade de energia


elétrica armazenada nela vai diminuindo à medida que o tempo vai se
passando. Para evitar que a bateria se descarregue por completo nos períodos
longos sem insolação e de grande consumo, ou seja, tenha uma descarga
profunda, é conveniente instalar um controlador de carga. Este acessório
monitora a carga da bateria e impede que a mesma se descarregue
completamente, aumentando a sua vida útil.

Já em períodos de grande insolação e pequeno consumo de energia, a


bateria tende a se carregar em excesso, aumentando a sua tensão e reduzindo
a sua vida útil. O controlador de carga evita este excesso desconectando o
módulo.

A proteção do painel solar e os equipamentos conectados ao sistema


contra curto circuito, inversão de polaridade e falhas que possam ocorrer, onde
porventura, pode comprometer o funcionamento de todo o sistema.
34

O controlador de carga mede a tensão da bateria e protege-a contra a


possibilidade de sobrecargas. Isto pode ser conseguido através de:

1. Desligar o gerador fotovoltaico quando é ultrapassada a tensão


máxima de carga, conforme acontece nos controladores série, ou

2. Estabelecimento de um curto-circuito no gerador fotovoltaico através


de um controlador "Shunt"

Ou

3. Ajuste da tensão através de um controlador de carga MPP.

6.1- Instalação

Recomenda-se a instalação dos controladores o mais próximo possível


das baterias, para não provocar perda na fiação e em local à sombra e
ventilado. Os controladores fazem a compensação de carga conforme a
temperatura do ambiente e se colocados ao sol podem provocar leituras irreais
do sistema. Cuidado deve ser tomado com a ligação dos pólos negativo e
positivo, para não queimar o fusível de proteção. Os painéis e controladores
possuem diodos e componentes de proteção ao circuito, todavia os outros
equipamentos conectados podem não ter e estarão sujeitos a danos.

7.0- BATERIAS ESTACIONÁRIAS

A tecnologia dos módulos solares pode ser programada para fazer a


transformação da energia solar em energia elétrica até mesmo em dias
chuvosos ou nublados com o uso de baterias para energia solar. Em dias mais
claros de sol intenso, a energia captada será máxima, já em dias nublados,
com pouca luminosidade, a captação de energia solar será bem menor, mas
em ambos os casos, há produção de energia.
35

As baterias solares armazenam a energia solar para usos posteriores.


Somente com o uso das placas solares, a energia solar captada só poderá ser
convertida e utilizada no momento em está sendo feita a conversão da energia
solar em elétrica. Daí a importância das baterias. Além disso elas mantém o
equilíbrio dessa energia, impedindo que fatores climáticos interfiram no uso
dessa energia. Por exemplo, impede que variações de energia aconteçam em
caso de chuva ou de nuvens passageiras, por exemplo, que sem o uso das
baterias provocariam baixas na energia e até o impedimento do uso de
aparelhos.

Sistemas solares podem utilizar baterias convencionais, todavia, é


recomendável o uso de baterias desenvolvidas especificamente para este uso.
As vantagens das baterias de descarga profunda são grandes sobre as
convencionais:
· Regulagem por válvulas
· Vida útil maior do que as convencionais, quando aplicadas em sistemas
solares.
· Alta confiabilidade
· Alta densidade de energia
· Livres de manutenção
· Baixa resistência na recarga
· Permitem até 90% de descarga
Temperatura de trabalho de - 15º a + 45º C.

NÃO É RECOMENDÁVEL:

• Instalar sistema solar com baterias automotivas, por estas não


serem projetadas para uma descarga contínua e constante. Em geral as
baterias automotivas proporcionam alta corrente no inicio e reduzem a
potencia rapidamente se a descarga for contínua. A resistência na recarga
também é mais alta e a vida útil fica comprometida em caso de descargas
profundas.
36

• Que baterias trabalhem com menos de 50% de sua carga


(exceto as de tecnologia spirall-cell) e quando há este risco, o numero de
baterias deve ser aumentado.
• NUNCA INSTALE BATERIA em painel solar SEM O
CONTROLADOR DE CARGA, sob o risco de perda da bateria e perigo de
explosão e/ou incêndio.

É RECOMENDÁVEL:

• Na instalação é recomendável o uso de fusíveis, disjuntores


ou diodos para proteção.
• Trabalhe com baterias de descarga de ciclo profundo, com
sistema de vasos selados onde o vapor é recuperado e recirculado no
acumulador.
• Combinar baterias da mesma marca e capacidade.

• Sistemas solares podem utilizar baterias convencionais, todavia, é


altamente recomendável o uso de baterias desenvolvidas especificamente para
este uso. As vantagens das baterias de descarga profunda são grandes sobre
as convencionais:

 Regulagem por válvulas


 Vida útil maior do que as convencionais, quando
aplicadas em sistemas solares.
 Alta confiabilidade
 Alta densidade de energia
 Livres de manutenção
 Baixa resistência na recarga
 Permitem até 90% de descarga
 Temperatura de trabalho de - 15º a + 45º C.
37

7.1- Princípio de funcionamento das Baterias

O elemento básico de uma bateria é um conjunto de duas placas, de


composições diferentes, mergulhadas num líquido apropriado ( o eletrólito ) e
mantidas afastadas uma da outra por um separador de material isolante porém
poroso de modo que deixasse passar os íons SO4 e H2 e conseqüentemente a
corrente elétrica.
O material ativo da placa positiva é o peróxido de chumbo PbO2. O
material ativo da placa negativa é o chumbo metálico Pb sob forma esponjosa.
O eletrólito é uma solução de ácido sulfúrico SO4H2 e água H2O.
A dissimetria química entre as duas placas de materiais diferentes gera
uma tensão( voltagem ) de aproximadamente 2 Volts.

Figura 5- Princípio de funcionamento da bateria

A. Grelha
A grelha é uma alma metálica retangular, usada para suportar os
materiais ativos da bateria e a conexão que permite a passagem da corrente
para o circuito externo ( o chumbo esponjoso e o peróxido de chumbo não têm
resistência mecânica ).
Existem duas famílias de grelhas, dependendo do material usado para
sua fabricação :
38

- grelha chumbo/antimônio : usada nas baterias automotivas, provoca


um consumo de água significativo,
- grelha chumbo/cálcio : mais moderna.
A grande vantagem da grelha chumbo/cálcio é a redução drástica do
consumo de água, permitindo assim a construção de baterias seladas ( que
não requerem água ).
B. Placas
Uma grelha empastada com o material ativo torna-se uma “placa”. A
ligação íntima da grelha e do material ativo é uma operação bastante difícil mas
extremamente importante, já que a vida da bateria depende muito da sua
qualidade.
As placas positivas são “carregadas” com peróxido de chumbo, uma
pasta de cor marrom. As placas negativas são carregadas com chumbo
esponjoso, de cor cinza.
C. Elementos
O elemento é a unidade de base da bateria. Vários elementos, sempre
em número par, constituem uma bateria. Uma bateria 12V é composta por 6
elementos ligados em série, uma bateria 24V de 12 elementos ligados em
série.
Um elemento é constituído pelo mesmo número de placas negativas e
positivas alternadas. Para evitar que as placas de polaridade diferente
entrassem em curto, cada placa é separada das demais por um separador de
material isolante, porém poroso para permitir a circulação do eletrólito e dos
íons.
Todas as placas da mesma polaridade são ligadas entre se por um
conector que, ligado ao conector da polaridade oposta do elemento vizinho,
constituirá afinal um pólo da bateria (ligação em série).
Sendo as placas ligadas em paralelo, a tensão de um elemento é 2
Volts. O que varia em relação ao sistema inicial de duas placas é a capacidade
em Ampères, que depende do número de placas dentro do elemento.
Uma bateria automotiva, cuja função principal é gerar uma corrente de
alta intensidade ( amperagem, até 500A ) para dar partida ao motor,
39

necessitará muito mais placas por elemento que uma bateria de serviço
destinada a gerar algumas dezenas de Ampères. Daí os dois tipos de bateria
mais comuns : a bateria automotiva e a bateria de reserva de energia.

D. Caixa
A caixa da bateria, geralmente de polietileno, está dividida em células
independentes, cada uma para um elemento de 2V. A tampa evidencia os dois
pólos ( POS + e NEG - ) e os orifícios para completar o nível do eletrólito em
cada célula. As baterias seladas não têm esses orifícios mas sim uma válvula
para a saída ocasional de hidrogênio e vapor de água.
E. Eletrólito
A composição do eletrólito ( bateria carregada) é a seguinte :
– ácido sulfúrico SO4H2 : 36% em peso
– água H2O : 64% em peso
sendo a densidade 1,27.

8.0- DIMENCIONAMENTO DE SISTEMAS BÁSICOS

O dimensionamento do sistema solar é simples quando se aplica uma


voltagem e alguns pontos de consumo. O conhecimento básico de alguns
valores e grandezas são necessários para tal:
• Volt (V) é usado para medir Tensões.
• Ampère (A) é usado para medir Corrente.
• Watt (W) é utilizado para medir a potência e é o resultado
da multiplicação de tensão pela corrente:
W=VxA
Desta forma, tendo dois valores de grandeza, poderemos calcular o
terceiro.
Outras medidas encontradas em sistemas solares são:
• Wp = Watt de pico: é a máxima potência obtida em
condições ideais.
40

• Wh = Watt hora: a potencia gerada ou consumida por hora.


É normal em geração de energia se determinar o total gerado em um
período de tempo.
• Ap = Ampère de pico: é a corrente máxima obtida em uma
condição ideal.
• Ah = Ampère hora: a corrente máxima obtida ou consumida
em uma hora.
Faça a relação de todos os equipamentos, luzes, etc..., que pretende
ligar ao sistema, verifique o consumo em Watts e a quantidade de horas que
cada um ficará ligado por dia.
Multiplique os valores totais de consumo pelas horas de uso. Some
os resultados e obtenha a demanda diária de energia, ou seja, o valor em
Watt x dia.

Exemplo1:

Relação de consumo em Watts


Consumo W
Qt Equipamento horas de uso/dia Consumo W por dia
unitário total
10 Lâmpadas dicróicas 1 10 10 100
20 Lâmpadas externas 8 160 12 1920
1 Televisor 120 120 6 720
1 Geladeira 220 220 8 1760
Total do consumo W/dia 4500

Tabela 3- Relação de consumo e Wats

Conclui-se que o sistema deverá gerar um mínimo de 4.500 Watts


por dia para a aplicação.
Quando o consumo não for regular, tais como residências de final
de semana, é preferível trabalhar com o valor de demanda mensal e depois
dividir por 30.
41

8.1- Dimensionamento do Painel Solar

A escolha do painel solar é feita através de sua capacidade de geração


em Ah.
Com o valor da potencia exigida em Watts por dia, divida o valor pela
tensão do sistema (ex.:12 ou 24 V) e obterá a corrente/dia necessária:
A = W / 12 ou 24
O resultado deve ser novamente dividido pelo tempo médio de
insolação. (Ex.: 6 horas é a média para a posição geográfica do Brasil).

Figura 6-Mapa de índice de insolação no Brasil

Com o valor em Ah encontrado, escolha o painel que se iguala ou


supera este valor na tabela de painéis.
Para se obter uma quantidade alta de energia, utiliza-se da
associação de vários painéis que, uma vez interligados, fornecem a
potencia necessária de geração elétrica.
A escolha do painel solar deve ser feita escolhendo-se um ou mais
painéis semelhantes que, sozinho ou reunido darão a potencia maior e
mais próxima do valor Watt / dia encontrado.
42

A associação de painéis é recomendada somente para painéis com


potencia e características elétricas semelhantes.
Como respondem à Lei de Ohm, com a associação obtemos:

• A cada painel adicionado, a soma das correntes [I], se


conectarmos um painel a outro em PARALELO (positivo com positivo e
negativo com negativo).
• A soma das tensões [V] em cada painel adicionado, quando
conectamos um painel a outro em SÉRIE (positivo com negativo).

Consequentemente podemos associar e ter um sistema em múltiplos


de tensões (12V / 24V / 48V ... 96V, 108V, etc.); E com múltiplos de
corrente.

Quanto a instalação é recomendável que o local não tenha


sombreamento durante todo o dia e esteja o mais próximos do local de
consumo. Os painéis podem ser fixados em telhados, lajes, postes, etc. e
preferencialmente utilizando suportes específicos para isso.

Sua direção deve sempre estar voltado para o Norte geográfico.

Não utilize uma inclinação inferior a 10º para não acumular sujeira no
painel.

Os painéis solares geram eletricidade em corrente contínua (igual ao


que é gerado em automóveis) e fornecem a energia polarizada, ou seja, um
pólo é POSITIVO (+) e o outro pólo é NEGATIVO (-}. Em sua grande
maioria, são fabricados para atender a uma tensão de 12 ou 24 Volts
nominal.

Exemplo: Estando na média de 6h de insolação:

4500 Watts / 6 = 750Wh


43

Será necessário gerar 750 Watts por hora para suprir o consumo de
um dia. Seu sistema deverá ter no mínimo tal capacidade.

8.2- Dimensionamento do Controlador de Carga

O controlador de carga é definido pela tensão de trabalho dos


módulos e pela corrente a ser exigida no sistema. A capacidade do
controlador deve superar a corrente dos painéis ou do consumo, naquele
que for maior:
Verifique a tabela do painel solar e sua corrente. Obtenha o total,
levando em consideração a associação dos painéis, uma vez conectados.

Verifique a corrente máxima exigida pelos equipamentos que serão


ligados ao sistema solar. Defina o controlador pelo maior valor encontrado
(painel ou consumo).
Caso a corrente total supere a capacidade do controlador,
considere a possibilidade de dividir a sua instalação em duas ou mais
linhas de fornecimento de energia, executando o mesmo principio de
balanceamento de carga de uma instalação elétrica convencional.

Exemplo: Supondo que o consumo diário representasse 750W


hora/pico, divide-se este valor pela tensão do sistema (Ex.: 12 ou 24 Volts)
e obtém-se a corrente pico necessário para escolher o controlador:

750 W / 12 = 62,5A
750W / 24 = 31,25 A

Como se vê, em uma instalação de 12V será necessário a divisão


da carga em três controladores de 30A + 20A +20A = 70A;
Ou em 24 Volts, uma possível composição seria controlador de 20A
e outro de 30A = 50A.
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Não é recomendável instalar sistemas que trabalhem em alta corrente,


exceto em aplicações específicas; Tais sistemas são exponencialmente mais
caros e requer muito mais cuidado com equipamentos, segurança e são
potencialmente perigosos. Utilize o balanceamento de carga, dividindo a
potencia total em barramentos, no padrão semelhante ao utilizado em
edificações.

8.3- Dimensionamento de baterias

Some a corrente (Ampère) produzida pelo(s) painel(is), respeitando


a regra da associação (Lei de Ohm). Multiplique pelas horas diária de
insolação e utilize um fator de segurança de 50% a mais. Deste valor
encontrado, escolha a bateria ou o arranjo de baterias que acumulem essa
energia. Quanto maior a quantidade de baterias, maior será a autonomia
de seu sistema.

É conveniente ter a energia excedente acumulada para dias


chuvosos ou nublados.
Exemplo: no caso de 12Volts, temos :

4500W/dia / 12V = 375A


375 + 50% = 562,5 A
Se escolhermos baterias de 115Ah:
562 / 115 = 4,8 ou seja 5 baterias.

Multiplique o valor de consumo diário de corrente por 3 (três).

8.4- Dimensionamento dos inversores


Inversores são utilizados para energizar equipamentos em corrente
alternada. Procure saber qual a condição de onda os equipamentos podem ser
ligados.
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Estes equipamentos possuem um fator de eficiência ou potência (FP)


que é dado em proporção à perda do próprio circuito. Calcule o consumo em
Wh e compare com a capacidade REAL do inversor (Capacidade em W x FP).
O inversor deve ter capacidade superior ao consumo.
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CONCLUSÃO

O consumo de energia é cada vez maior e sua produção


crescentemente diversificada assim concluiu que a energia elétrica é uma
dessas diversidades que atenda a requisitos ecológicos.
O geradores solares geralmente não produzem altos níveis de tensão ou
corrente, cujo valor depende da quantidade de módulos expostos, da forma
que são expostos e do tipo de material que compõem as células dos
painéis.Dessa forma pode se concluir que o sistema de energia solar autônomo
não trás vantagens a sistemas com grande demanda tais como: industrias
,hospitais e demais sistemas.O sistema ligado a rede é uma forma de
economizar energia de concessionárias e em caso de racionamento pode
amenizar os efeitos, e a energia excedente das cargas muitas vezes são
introduzidas a concessionárias aumentando o fluxo energético.No sistema
híbrido a energia solar atuando em conjunto com outras fontes energéticas
aumenta também o fluxo energético dos sistemas no qual estão implantados.
Por fim conclui-se que o sistema de energia solar é um investimento com
retorno em longo prazo, uma alternativa vantajosa para locais isolados, onde
não chega a rede de transmissão das hidroelétricas, mas o mais importante é a
contribuição para o desenvolvimento sustentável.
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BIBLIOGRAFIA

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http://www.sunlab.com.br/manuais/Manual%20de%20Instalacao%20para%20P
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