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Consumo de frutas e vegetais e níveis de antioxidantes em mulheres com cancer de mama

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O câncer caracteriza-se pelo aumento progressivo do número de células anormais,

provenientes de um determinado tecido normal. Estas células anormais podem chegar a

corrente sangüínea, invadir outros tecidos e disseminar-se em outros órgãos, causando a

metástase. Esta malignidade celular altera o ácido desoxirribonucléico (DNA) e geralmente

é causada pela ação de agentes físicos e biológicos considerados cancerígenos. O câncer é

uma massa anormal de células ou tecidos com crescimento exagerado iniciado por um

estímulo e continua crescendo mesmo depois que cessa o estimulo (CLEMENTES 1991).

O processo de conversão de uma célula normal a um estado maligno chama-se

carcinogenesis e o agente que promove e induz esse processo denomina-se carcinogênico.

Os fatores que predispõe a malignidade podem ser características genéticas ou fatores

ambientais. Algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais que outras. O

desenvolvimento do câncer humano prolonga-se durante muitos anos. O tecido do tumor e

as características celulares têm um longo e progressivo período de latência. Após uma

população de células novas surgirem ela passa por estágios até evoluir de uma célula

normal para uma célula pré-neoplásica, pré maligna para maligna. Estudos envolvendo

pacientes com doenças malignas ou doenças associadas com aumento de risco de câncer,

mostram sinais de aumento das modificações oxidativas do DNA ou alguma deficiência no

seu reparo. Os experimentos suportam que os danos oxidativos do DNA são importantes

fatores mutagênicos e aparentemente carcinogênicos (LOFT, POULSEN, 1996).

O processo de carcinogênese é lento, podendo levar vários anos para que uma célula

cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários

estágios: 1- Estágio de Iniciação: as células sofrem transformações pela interação de DNA

com agentes cancerígenos. Embora a reação seja rápida, a célula atingida permanece num

período variável de latência até que um agente promotor acabe ativando-a; 2. Estágio de

Promoção: a célula é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que

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ocorra essa transformação, é necessário um longo e contínuo contato com o agente

cancerígeno promotor; 3. Estágio de progressão: ocorre à multiplicação descontrolada e

reversível das células alteradas. Desenvolvimento de uma lesão pré-maligna para uma lesão

maligna, mediada pelos fatores hereditários e/ou ambientais. Nesse estágio o câncer já está

instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas (CLEMENTES

1991).

No caso de câncer de mama as mutações genéticas ocorrem nos genes BRCA1 e

BRCA2 e consiste em um crescimento anormal e desordenado das células deste tecido. A

mama é formada por glândulas mamárias, que produzem leite após o parto e que são

denominados lóbulos. Os lóbulos encontram-se conectados entre si por tubos e ductos

mamários que conduzem o leite para alimentar o bebê. As glândulas (lóbulos) e ductos

estão imersos em tecidos adiposo e conjuntivo, que junto com o tecido linfático formam o

seio. O músculo peitoral que se encontra entre as costelas e a mama atua como sustentação

e finalmente a pele recobre a estrutura mamaria O sistema linfático é constituído de vasos

que conduzem a linfa, que é um liquido incolor contendo glóbulos brancos, e em sua

maioria formado por linfócitos. Estas células reconhecem qualquer substância estranha no

organismo e liberam substancias que destroem o agente agressor (CÂNCER DE MAMA,

2003).

O câncer de mama pode originar-se nos ductos de tamanho intermediário ou nos

ductos terminais e nos lóbulos. O câncer pode ser invasivo (carcinoma ductal infiltrante,

carcinoma lobular infiltrante) ou in situ (Carcinoma ductal in situ ou carcinoma lobular in

situ) (GIULIANO, 1998).

O tumor de mama pode ser induzido pelo hormônio estrogênio. Esse hormônio liga-se

a um receptor que é uma estrutura protéica do citoplasma da célula dos órgãos alvo

(cérebro, ossos, coração, útero, mama), sensível ao estrogênio e que permite ao hormônio

penetrar na célula. Quando o hormônio estrogênio chega aos receptores da mama, o

potencial para o crescimento de células cancerosas aumenta, sendo que o estrogênio afeta

as células epiteliais que formam os sacos alveolares e os ductos lactíferos da mama

(BERNSTEIN, 2000).

Após o diagnóstico citológico ou histológico do câncer de mama, deve ser determinado

o estágio clínico da doença, também denominado estadiamento. O Estadiamento do câncer

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de mama recomendado pela União Internacional Contra o Câncer (IUCC) e o Comitê da

Junta Americana sobre o Câncer é o sistema tumor-nodos-metástases (TNM). Onde (T)

significa dimensão do tumor, (N) extensão de linfonodos e (M) significa a presença ou não

de metástase. Este sistema é baseado no fato que os tumores seguem um curso biológico

comum, permite o estadiamento clínico pré-operatório e o estadiamento patológico pós-

operatório (GIULIANO, 1998). O Quadro I demonstra os tipos de estadiamento do

carcinoma de mama.

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