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O BOM POLÍTICO

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Published by: Antonio Paiva Rodrigues on Aug 31, 2010
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O BOM POLÍTICO Resumo O autor identifica o lugar que o político ocupa frente aos cidadãos e ao Estado.

Para isto, utiliza a coisa pública como referência simbólica que não cessa de produzir diferenças. Há o bom e o mau político. Este discernimento vai depender da relação que cada um estabelece com a coisa pública. Descrita como o sagrado de uma nação, a coisa pública não é propriedade de ninguém, pois ela serve a todos e todos servem a ela. Palavras-chave: bom e mau político, a coisa pública, corrupção. O que nos leva a sempre criticar os políticos? Temos para com eles uma gritante relação de insatisfação que faz brotar, em nosso espírito, um sentimento que chega às raias do escárnio, do desprezo. Os políticos, então, são para nós seres desprezíveis, que despertam sentimentos regidos pelo ódio e pela desconfiança, quase sempre arrolados na esteira de um estigma como seres corruptos. Para nós, o lugar que o político ocupa é aquele de um quadro já pintado, já configurado em seus matizes, por vezes demoníacos, concluído numa definição que é salpicada de significações que se estruturam como verdadeiras injúrias. Ou seja, do ponto de vista do cidadão comum, o político é isto, é aquilo. Portanto, o político já está de antemão sentenciado, condenado perpetuamente pelo imaginário social, como algo que deve ser mantido à margem. Mas, qual a razão desta interpretação tão negativa? Eles são mesmo dignos de tamanha maledicência? Podemos inferir que a imagem distorcida que temos do gestor político não se deve, em hipótese alguma, à presença deste ou daquele fator ligado à corrupção. A ideia de uma possível corrupção se alimenta naquilo que já está ali, que vige por baixo, nos bastidores da relação de desprezo que o cidadão comum mantém com seu governante. O político como alguém sinônimo de corrupção é então consequência e não causa desta mácula exuberante. A corrupção é um desvio que existe e passa a consistir, cada vez mais, em função do intenso distanciamento que o sentimento de desprezo faz brotar nesta relação. Em todo caso, a questão reside em outra parte, e tem a ver propriamente com o lugar que uma autoridade política ocupa na vida psíquica de cada um de nós. Daí eles se tornam os responsáveis por nossos sofrimentos, decepções, infortúnios e contrariedades que assolam e esmaecem os rumos de nossa vida cotidiana. Imputamos a eles as razões de nossas impotências e fracassos, além de esperarmos que realizem tarefas impossíveis. O homem que exerce o lugar de autoridade política realmente nunca é bem visto. Isto não é recente, não é de agora. Trata-se de algo que remonta a séculos e não se dirige necessariamente à pessoa que dará corpo à função. As razões destes sentimentos exacerbados devem-se, em grande parte, ao fato de que vivemos para com ele uma magistral suposição, uma idealização que se dirige fundamentalmente ao lugar que ele ocupa na sustentação de uma organização social. Acreditamos que o gestor político pode responder aos nossos anseios, nossas faltas. Ele ocupa, assim, para cada um de nós e para os grupos sociais, o lugar daquele que sabe e que deve, portanto, nos orientar sobre o que fazer para que as coisas caminhem melhor. Por isso mesmo, o lugar que o homem político ocupa faz nascer uma função que se demarca como verdadeira suposição de saber. É aquele que tem as respostas, que sabe a direção a se tomar. Mas não queremos saber de nada disso! A saída imediata será aquela de uma assombrosa desconfiança que irá nutrir-se de uma paixão hedionda que mescla amor e ódio, a partir de uma visada persecutória e emotiva: isto dificulta qualquer entendimento sobre o de que se trata nesta relação, sobre o que está na base do laço social, o governar e ser governado, sua razão lógica e sua necessidade estrutural. De fato, há um sentimento de insatisfação que rege toda expectativa em relação ao homem que exerce o poder político

tudo aquilo que serve para aplacar os desígnios cruéis que a realidade da vida nos impõe. não permitindo que algo de mal nos aconteça. fruto de nosso desamparo radical que nos leva a demandar. queremos que resolvam aquilo que não anda bem. responsabilidades e afazeres capazes de locupletar a falta que marca a fragilidade do ser humano. em benefício de uma vida inserida numa civilização. sem que seja necessário que nos responsabilizemos por nada. Qual o lugar que o político ocupa em nossas vidas? O que ele representa na polis. Exigimos. De toda maneira. Quando alguém diz sim. o futuro que nos aguarda. que não leva em conta os sacrifícios inerentes à construção de laços sociais.É realmente isto! Depositamos nos políticos uma contundente esperança. sem pagamento algum. É certo e seguro: desejamos viver uma vida de paz e harmonia. abro mão de uma possível liberdade que se exerce na vida individual. de nossos votos. Quando dou meu voto a alguém. cada um não cessará de abrir mão de sua individualidade. você tem o meu voto. Não desejamos ocupar este lugar. outorgamos a eles uma responsabilidade desmedida de resolução de nossos problemas. as razões de nossos fracassos e inseguranças. sem nos perturbarmos com isso ou aquilo. iluminando mais e mais nossos caminhos. Desta forma cidadão irá agir dentro dos parâmetros de leis e normas que são reconhecidas como legais no grupo social. quando alguém diz sim. para se fazer inserir numa ordem social. eu o nomeio representante de meus direitos de cidadão. Ou seja. Há uma margem . legiferados na constituição de uma determinada sociedade. Com esse gesto. Aquele que ocupa tal função está sujeito a muitos erros e tropeços uma vez que sua posição é uma posição de risco. os políticos serão os responsáveis pelo nosso bemestar. regulado e administrado com dignidade. daqueles que nos representam.e ao que ele poderia fazer por nós. trata-se de uma expectativa impensada. Assim. queremos outras coisas deles. e nos acomodamos numa alienação. procuramos esquecer que outorgamos a um político o voto para nos fazer representar frente às importantes decisões que sustentam uma governabilidade e os lugares de direção das instituições. O que equivale a dizer. cuidando cada vez melhor de nossas vidas. uma lei que delimita e circunscreve uma convivência com a diferença. Por isso é a ele que imputamos a resolução de nossos momentos de impotência. nas relações dos cidadãos entre si e com a autoridade em exercício? Ele ocupa um lugar de autoridade que guarda alguma semelhança àquela do pai. Nesse sentido.Os políticos são eleitos como governantes a partir de nossas escolhas. como uma das maneiras de nos eximirmos de nossa responsabilidade frente ao insuportável que habita o processo civilizatório. está ao mesmo tempo barrando uma lei de si mesmo para aceder a uma lei outra. uma cota de gozo. O político está ali colocado para nos dar respostas pontuais na medida em que depositamos em suas mãos o nosso destino. insustentável e perigosa demais. pois depositamos neles esperanças exageradas. Uma espécie de terceirização daquilo que podemos e devemos realizar como cidadãos na construção de um futuro menos doloroso. mas queremos todas as possíveis benesses que circulam em torno dele. de perder alguma coisa de si mesmo. Muitas vezes. Portanto. é isto!O lugar exercido pela autoridade política é tinto de atributos que se inscreveriam como desejáveis? Ele está inscrito na ordem social como algo invejável? Não! Não é um lugar fácil de ser ocupado. você tem o meu voto para me fazer representar. do outro. está abrindo mão de um estar sozinho para fazer parte de uma comunidade. assentindo às normas e às leis que necessariamente regem a estrutura social. Infelizmente. por isso mesmo não parece ser tão invejado assim! Não há interesse algum em se exercer esta função que é desgastante demais. aquele ao qual nos referenciamos no que diz respeito ao futuro de nossos desejos. que se traduz em algo que vem recobrir a fragilidade e a penúria que habita nossos ideais. de uma subjetividade vivida como todo-prazer. no qual nos apoiamos e a quem delegamos as responsabilidades de nossos fracassos e sucessos.

Este discurso é o filho legítimo do discurso do senhor. vicia. ele pode ser utilizado de uma maneira desviante. do cidadão comum. O que é o bom político? É aquele que não cessa de aprender com a coisa pública. proprietário da mesma.de insegurança e de desequilíbrio que se torna constante em seu posicionamento. no exercício de ordens distintas. Um gesto que restará como memorável e que provoca um não esquecimento. Entre o homem que exerce autoridade política e os cidadãos há este lugar terceiro que dá as coordenadas . Dois lugares distintos pedindo por uma disciplina. Caso contrário. ele pode se embaralhar a esta função e passar a se acreditar. uma medida comum capaz de esclarecer o possível andamento das coisas a serem administradas politicamente. Eis aí um grande problema. O poder é algo fascinante. erroneamente. O poder. faz falta. pois sou de todos! Trata-se. O assentimento à coisa pública desperta esta lembrança: eu não sou sua nem de ninguém. estrutural. não é qualquer coisa! Exige do homem político uma verdadeira arte. por excelência! Isto porque o privado não cessa de se deixar assanhar pela sedução da tessitura pública. que não é nem moral nem ética. o bom e o mau político. Um perigo!O privado e o público de um bom político correm sob o fio da navalha que a coisa pública lhe impõe. Por alguma razão. tão necessário ao bom exercício da gestão política. sim. mas. O político pode se deixar. particulares. faz brotar uma profunda margem de vulnerabilidade. A convivência exemplar destes dois lugares. pois que existe o não cessar de um chamado para fazer suplência aos clamores do outro o que. É necessário que alguém o ocupe. que deve estar aberto. Há o homem. senão o entrave maior. O poder transforma o sujeito num objeto destituído. do delineamento de um sentido de lei que se inscreverá como o coeficiente de uma constante construção daquilo que poderíamos nomear de persistência simbólica. há as mulheres que desejam ocupar este lugar. Inevitavelmente. Ele pode ofuscar a consciência política que tem por função demarcar o lugar ao qual o poder se submete. digna deste nome. Este fato não é raro de acontecer. em todo caso. sempre inerente à historicidade da vida particular de tal autoridade. na medida em que o exercício da função política promove um gesto de corte que mantém viva uma diferença sustentável entre os sujeitos no grupo social. É de um discernimento que se trata. pois pode se tornar um vício autorizado pela ordem institucional. sem conseguir manter nenhum distanciamento simbólico. O discurso político realmente quer isto: que a coisa funcione e que ande. toma conta do sujeito que a ele se identifica. O que é do privado e o que é do público. sim. aí. seduzir pelas benesses e pelas ilusões que brotam deste lugar. de todo modo. algo a ser feito a serviço da coisa pública. uma mestria. e que não é outro senão aquele que permite o remanejamento disciplinar que deve existir entre o que é da ordem do privado e da ordem do público. eis o grande desafio. ele vai se confundir com o lugar que lhe será dado a ocupar. com humildade. do privado e do público. nada mais que isto. Como articular estes dois lugares num agir positivo? É o saudável. Por quê? O político é um ser humano como outro qualquer. implícito ao exercício da autoridade política. degradado. Há. Não deve identificar-se com o poder que o lugar lhe outorga. Isto irá permitir ao homem político lidar com a coisa pública a partir de um distanciamento necessário para que a coisa funcione. O exercício de uma função política. Não existe um delineamento que possa ser dado antecipadamente. a serviço da vida privada de seu gestor. torna-se algo muito perigoso. exige o constante balizamento do privado e do público. ele irá embaçar a razão de discernimento da autoridade política que é investida do poder. para se deixar ensinar com e a partir dela. do mestre. É a pior de todas as drogas. É um agir pautado no movimento disciplinar da prática do discernimento justo e pontual no tocante à sua tarefa política. A coisa pública está ali para que ele se submeta à sua lei: o bom político é um eterno funcionário do povo. Não existe uma ordem paradigmática. quando não é bem administrado.

vigiando seus bens. que foge ao controle. colocando em funcionamento os procedimentos modernos de uma regulação socioeconômica a partir de estruturas institucionais pautadas pelo Estado. O gesto que emana de seu discurso abre. Há algo nas estruturas sociais que é indisciplinável e incurável. inevitavelmente. uma verdadeira decepção. Por certo ele irá abolir o respeito que deve estar presente na relação com os sujeitos que o elegeram. ao mesmo tempo. pequenas. Por isso mesmo é necessário caminhar na direção de uma vida que não seja de todo ruim e que requer uma convocatória dos cidadãos no sentido de um trabalho conjunto de insistência. Ele insiste no processo de conscientização com o objetivo de passar ao público a necessidade de dividir responsabilidades mantendo. distúrbios. Quando promete o que sabe que não irá . O máximo que se consegue são respostas amenas. de buscar saber. que se traduz numa insatisfação fundamental consigo mesmo e com seus semelhantes. Vivemos. em sua estrutura de sujeito falante. uma vez que depende de um contraponto com a vontade e diversidade dos cidadãos. um movimento de seres que querem. uma legitimidade do poder a ser administrado. Mas ela é essencial à instituição das sociedades. que vão à luta. portanto. e de mais ninguém! Trata-se de uma verdadeira paixão que vem em suplência à miséria que habita o ser humano. Muito cedo o ser humano se divorciou radicalmente do princípio judaico-cristão que preconiza que cada um deve amar o próximo como a si mesmo. O meu bem é só meu. pelas leis em questão. algum pedaço fundamental da sua individualidade. ele deve transcender ao gestor político. provocando nos eleitores.simbólicas que conduzem a ação política a seu bom termo. porque esta pressupõe que cada um perca algo de si. O político será este agente que estimula os desejos mediante uma educação política. no social. Não há nada pior que um político que quer ser amado. A política. uma pequena dose de esperança. Mesmo que queiramos disciplinar ao máximo as instituições. na sociedade à qual ele dispõe sua autoridade. que sofre de uma discórdia estrutural. pois dá suporte ao incurável do ser humano. Mas com isto ele deve. O homem tem uma relação por demais narcisista consigo mesmo e com a propriedade de seus bens. Ela não pode faltar. o jogo de uma ilusão-desilusão frente às promessas e esperanças que estão dentro de cada um de nós e que serão verbalizadas pela boca do homem político. Em todo caso. aí. ou seja. Ou seja. num estado de constante alerta para que ninguém se apodere do que é seu. caindo numa posição de se fazer amado. há sempre um ponto intersticial que escapa. Não cessem de desejar. por exemplo. A política não está na origem da natureza humana. na política. A política virá como uma suplência no sentido de administrar essa discordância originária. parciais. Sua presença impede que a vida seja um verdadeiro caos e que cada um se isole no seu canto. encurralado. fundar lugares de desejos. nada mais que isto! O bom político tem por objetivo criar condições de convivência em sociedade. O bom político deve insistir para que os sujeitos desejem. Os sujeitos devem insistir no desejo. é avesso ao laço social que fundamenta uma sociedade política. Ela é uma eterna tentativa de dar esperanças ao homem frente sua própria podridão humana. um poder que não sufoque e macule o lugar de autoridade. Esta relação deve ser bem pensada o suficiente. O homem. Sempre teremos crises. em sua razão de desejo. Uma cidadania se alicerça no conceito pleno de liberdade como uma disposição a participar da sociedade política no sentido amplo. porque é ela que fundamenta o exercício de uma função que torna possível fazer brotar o imperativo de legitimidade do poder. o bom político é aquele que sabe das limitações estruturais no ato de governar. é necessária. O político erra quando se identifica com aquilo que lhe pedem. Ele tem a aptidão de fundar. não existe possibilidade lógica de qualquer grupo ou país viver em harmonia social. O governo somos todos nós. É o que permite a Freud afirmar que governar é impossível. porque ele toma sobre si todas as responsabilidades.

muito além do que pode cumprir. Há aí uma justa medida. fusionando. O caráter privado da vida sintomática . mais do que nunca. Como encontrar seu bom termo? A coisa pública é. Pelo menos é o que se espera de seu encaminhamento.cumprir. É como se eu dissesse: estou lhe dando isto porque você é fraco. o exercício pleno do discurso político numa tentativa de preservar os laços sociais que demarcam as diferenças no singular: a lei é sua verdadeira guardiã. com a política. o bom político governa sem alimentar muitas esperanças.Os políticos e todos aqueles que ocupam lugar de autoridade pública estão. o privado com o público. a arte de suportar a convivência a partir desta ou daquela diferença. Ou seja. um grau suportável que deve ser da ordem da justeza. Ele não pode. O gesto político de governar faz valer uma diferença no social. as condições simbólicas necessárias ao acolhimento de novos sujeitos no campo do desejo. o que sustenta a autoridade do político. temos um encurtamento da distância entre o privado e o público. Ele cria as condições a partir das quais cada um poderá fundar um novo caminho. ocupa um lugar sempre outro. mortificantes. que faz proliferar uma lei desviante. não pertence a você. Estou lhe dando o que você jamais irá conquistar por si mesmo. é burro. ao que é comum ao homem e às mulheres. ele não se confunde com o poder que lhe é conferido pelo voto. independentemente do sexo. terceiro. no social. pode produzir efeitos catastróficos no marco simbólico que dignifica sua posição de vida pública. que lesam os laços sociais que demarcam a incidência do discurso político. o sagrado de uma nação. Todos somos seres desejantes. isso que nos corrói e nos impulsiona no sentido de ir à luta pelas conquistas que são possíveis de se alcançar. Isso engendra uma dívida que leva o político a prometer além. É necessário que haja um distanciamento do privado e do público. Ao contrário. O bom exercício da lei pode bem dizer o caráter simbólico da coisa pública. alçando seu próprio vôo. Entretanto. deste modo. tamponar as iniciativas que estão dentro de cada um de nós.a história de uma vida desencontrada de um gestor político -. são elementos predatórios. em um tempo e num determinado lugar. Ela é pública. tão presente em alguns governos. Pública que dizer: de todos e de nenhum. que fortalecem o lugar da injúria numa sociedade. da cor e das diferenças ideológicas. o essencial no âmbito de uma tessitura pública rumo à cidadania. Ele cria. sujeitos a uma identificação com os seus cargos de poder. Ele exerce a difícil e sacrificial tarefa de fazer valer o consenso como o que autoriza a regulação social. em ato. E embora o discurso político não faça ato. Trata-se de uma degradação dos verdadeiros valores que sustentam a dignidade da gestão pública. e não deve. está a serviço da legitimidade de uma cidadania. é impotente. Hoje. com o advento das invasões bárbaras da tecnologia agressiva e magistral. na medida em que exerce o bom senso de não desrespeitar a essência mesma do ser que habita o sujeito do desejo. Ela é uma coisa que está entre: entre o cidadão e a nação à qual ele pertence. Aqui reside uma verdadeira arte da política que faz de alguém um bom político. ele insiste na preservação sistemática do lugar de autoridade que ocupa junto da sociedade. Por isso mesmo podemos afirmar que a coisa pública não pertence a mim. potencializados ou não. que não cessará de parir as mazelas da corrupção. a partir das oportunidades que estão aí. Uma não deve se deixar tomar pela outra. Ela serve e é servida. porque representa. por assim dizer. entre você e eu! A coisa pública não poderá ser reduzida ou transformada em algo . faz a coisa andar com passos direcionados rumo à cidadania. uma autoridade política deve oferecer somente o necessário. muito menos a ele. O veio paternalista. ele se situa numa posição perversa. O que deseja o discurso político? O discurso político faz a coisa caminhar. pois. pois são coisas distintas que devem ser bem dosadas. sua ação subliminar está na capacidade de criar e sustentar.

O ser humano é. Ou não: ele pode ser alguém maleável. caucionada pelas vicissitudes de uma cultura. Podemos afirmar que a coisa pública é causa política em si mesma. ele jamais será um invasor. Ele pode. O verbo corromper significa tornar pútrido. de se fazer submeter. Em alguns casos. ele também porta as mesmas qualidades e os mesmos defeitos do homem comum. Há um pudor em relação a este tema. uma vez que não existe uma separação dicotômica. na medida em que há. destoante do bem comum. uma disposição à corrupção. ela mesma se nutre e se investe de uma virulência capaz de reger eticamente o estatuto dessas autoridades simbólicas que fundam uma sociedade. ser firme. Este fato é observável. por sua própria natureza. que se atualiza nas relações que se estabelecem no social de um com o outro. que se distancia em muito daquilo que estaria inscrito numa gestão social. o lugar de uma pontuação eletiva em relação aos distúrbios que se interpõem na boa arte de governar. A palavra corrupção deriva do latim “corruptus que. pois não é uma função tão simples. frágil. a uma invasão de domicilio. e. torna-se necessário um constante debate sobre este tema. e pode ficar cego e escorregar no brilho do poder. e acaba por se fazer assediar. seres humanos. nos mais bem intencionados redutos de nossa alma. o judiciário e o executivo como uma estrutura articulada a partir de propriedades singulares. uma névoa de corrupção que habita no seu entorno. Nesse sentido. apodrecido. estar intimamente atrelado a uma ultrapassagem dos limites. É alguma coisa estrutural no humano. Eis aí um fato que por si só faz valer o empuxo ao voto. sim. corruptível. ele está sujeito a cometer erros. Eis aí o sentido maior do borbulhar de uma artéria hedionda que culmina no desvio daquilo poderia operar com dignidade o que é da . hoje. que retifica o discurso político em sua ação. faz brotar uma voz que clama pela cidadania. pútrido. Mas o gestor político é humano.privado sem passar pela autoria de uma nova lei. ocupa lugar de lei. uma autoridade política pode apresentar uma forte tentação no sentido do exercício de uma prática que venha tornar-se corrosiva e desviante em seus objetivos originários. Mesmo o bom político sofre com estas questões. significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção. A coisa pública é a verdadeira escola do exercício político dotado de uma soberania exemplar. Corromper e ser corrompido! Este fato encontra suas razões nos sentimentos mais rudimentares do sujeito. também. Corromper não quer dizer somente obter benefícios de ordem material. Ela baliza o encaminhamento do gesto político em sua efetiva virilidade de fazer surgir o limiar de uma cidadania. Ao ocupar o lugar de autoridade na tomada de decisões. mal intencionado. De todo modo. é algo que se impõe. ou seja. ele não cessa de ser assediado por este ou aquele agente – seja indivíduo ou grupo econômico -. Pode. Quando a lei é respeitada e exercida com retidão. que se sustenta numa necessidade do se fazer amar. estabelecidos como legais numa sociedade. Isto deve ser bem analisado. excludente: corrupto e não corrupto. A imprensa. o político pode se deixar seduzir pelo brilho que permeia as benesses que o poder lhe outorga. Todos nós. Mas ele sabe de seus limites. uma demarcação clara e nítida. e está na ordem do dia. podre” os acordos regidos pela lei. no desejo de submissão. A presença da corrupção na vida pública é algo inevitável. carregamos no mais íntimo de nosso ser. seja lá o que for. numa primeira acepção. de crivo. portanto. contudo. corrupto. Tudo se articula e gira em torno dela. irredutível às tentações. Por isso mesmo. no sentido de não se respeitar uma delimitação dos poderes que regem uma nação: o legislativo. avalizados por um desamparo radical. pois que sustenta um agir segundo certos limites. é detectável.

se efetivar. A escrita do discurso político se esclarece no discurso da dominância. aparentemente obsceno. Eles impedem que a coisa funcione. que faz com que as coisas caminhem melhor. Uma ilusão? Mas há um limite da corrupção que se avizinha e que persiste silenciosamente nos escombros da vida pública. As ações de um político que cai na esteira narcísica da corrupção estariam balizadas sempre pelos interesses escusos e abusivos. profissionais e amorosas. O poder. caminha por perto. virgem de um ideário das praticas de corrupção? Logicamente. Ela é intrínseca a toda razão que estrutura uma vertente política. próxima. nesse sentido. mas. sim. abjeto. Um câncer cuja metástase não tem mais cura: nenhuma radioterapia. os laços simbólicos que escreveriam os sujeitos como sujeitos particulares. Realidade que se impõe e exige que se abra mão de qualquer julgamento moral para que daí se possa tirar consequências. Como lidar com esta realidade? Não raro. este limiar que é aceitável tem uma relação com o movimento próprio ao discurso político em sua necessidade de revitalização? Como legiferar este limite e não permitir que ele mesmo possa avalizar práticas de crimes de corrupções políticas?É seguro que há uma injunção à corrupção que emana do necessário mesmo do discurso político. Não há. Existe. o político já não será honesto ou desonesto. um saber que promove uma tessitura estabelecendo o verdadeiro sentido do funcionamento do discurso político. portanto. Para existir e. Sempre existirá. Mas ela está presente em todas as áreas.ordem da coisa pública. É o que tende sempre a corromper e a se fazer corromper. Sabemos. nada mais que isto. por onde circula a moeda tecida numa trama da corrupção. que a política não tem recursos próprios. dos incentivos às campanhas eleitorais. nada poderá amenizar sua onda de voracidade. podemos dizer que há. o discurso do senhor. o corrupto . Esse limiar é impossível de ser eliminado. ele corrompe. Os cidadãos comuns sabem dos perigos da sua existência. pois é por onde ela encontra uma luz mais favorável para o seu encaminhamento. pois. Esta é sua perspectiva de funcionamento: a de uma graciosa perversão que coloca a coisa num funcionamento preciso. será tão-somente um político. sim. Entretanto. é aquele que consegue simbolizar e manejar este saber podendo. A corrupção sempre existiu. Político sério. até mesmo. tem se desvelado como nunca na atualidade neoliberal do mundo capitalista. em todas as relações humanas. optamos pelo desvio do olhar. discurso político puro. Na lógica ultraliberal. quando cala a voz do lugar da legitimidade de uma autoridade. Não existem dois lados vividos separadamente: o certo e o errado. na medida em que subverte a relação de cada sujeito com a dívida simbólica. Em todo caso. são perigosos. Mas qual é o limite? É aí justamente por onde a onça bebe sua água. Dizem os deuses que o problema maior não são tanto os corruptos. sim ou não. não devemos deixar de abordar a corrupção nos laços que regem o social. política sem os desígnios da corrupção. funciona como uma prática abortiva da cidadania. o bom e o mau. Sob o véu dos subsídios de campanha tudo pode acontecer! A corrupção poderia ser configurada como um verdadeiro câncer. portanto. Ela insiste. Mas tudo irá depender realmente da interpretação que se possa dar ao fato dentro de uma perspectiva que possa se fazer relativizar. se desviar deste limiar de corrupção. Estes. um uso ilegal do poder político e financeiro. Essa lógica é que dará lugar ao pouco de corrupção que é indissociável da prática política da vida cotidiana. por exemplo. justamente os incorruptíveis. E sendo assim. sim! O bom político é aquele que apresenta um grau maior de resistência ao assédio que aninha as relações de autoridades. perverte os laços sociais. nenhuma quimioterapia. e acaba por encontrar o seu modo de circulação no discurso inerente ao exercício da gestão política. Este fato. Este discurso acredita que é possível governar. que ela depende. negando ou querendo passar a idéia de uma não aceitação.

do sujeito que não sofreu em si mesmo os efeitos da lei. É justo aquele que se acredita como senhor de todas as coisas. Muitos sujeitos. Pois. então. É o bobo por excelência. Ele atualiza. ele se faz alienar em sua vida pessoal. Trata-se. tomado conta da vida pessoal do mau político. é isto: o mau político é alguém frágil. e atualiza sua sintomática – da sua vida privada. não passou por uma devida castração em sua vida pessoal. e que se torna exageradamente onipotente em suas ideações. O valor está fora. É aquele que se confunde com o poder alienando-se ao fascínio das supostas benesses da . pois ele próprio se faz passar por uma mãe perversa. como uma suplência à sua impotência fálica. Trata-se de um ser fragilizado demais em sua constituição. O abuso de poder tem a ver com os abusos que uma criança sofreu de seu Outro primordial. uma amputação da lei que estabelece o limite vigente entre o privado e o público. funcionando como uma verdadeira muleta. verdadeiros reacionários de direita! É isto! Mas existe. O mau político é um ser confuso por excelência. Sua preocupação maior não é outra senão alimentar suas bases eleitorais. vivida. marcas progressivas. a gozar transgressivamente tudo aquilo que emana da coisa pública. Não traz em sua vida as marcas necessárias à prática de discernimento do privado e do público. tornaram-se avessos aos efeitos de lei. Não há uma separação clara e nítida sustentada pelo juízo de atribuição. ele navega nas ilusórias insígnias que o poder supostamente pode lhe proporcionar. revelaram-se. o que o torna obcecado pelas insígnias do poder. Ele não discerne bem as coisas. O mau político se sustenta na promessa. confunde sua vida íntima. De saída. em sua razão inconsciente. sim. testemunhada. com a vida pública. Há. para alguns políticos. que carrega dentro de si. São sujeitos incapazes de fazer história. uma questão sintomática. O seu caminhar sustenta-se à custa de muletas. São sujeitos que não sofreram os efeitos decisivos da lei do pai. com o cargo que ocupa. que participaram de movimentos sociais de esquerda. Uma vida sem limites. um lado veicula o outro: o bom carrega consigo uma maldade que lhe é intrínseca e necessária. que projetam uma prática efetiva de um discernimento. visto que seu olhar está voltado tãosomente para próximos mandatos. a mãe. O poder funciona. Vive refém de seus cúmplices. ao se analisarem. em que um lado é veiculado pelo outro. ele a toma para si. na escolaridade da vida. Ele passa a fazer um uso inadequado daquilo que não lhe pertence. na relação com seus pais. que sobrevive no regime de uma dependência. com a coisa materna. a partir de uma torção sensacional. que irá usar o poder político em benefício próprio. o mau político.e o não corrupto. daqueles que habitam o seu entorno político. É como se ele reproduzisse a cena de um gozo incestuoso com a mãe: desde sempre permaneceu refém desse gozo mortífero na posição de objeto. portanto. ou seja. certamente. se fazendo invadir pelos benefícios que se sustentam numa facilidade maior na vida pública. desde sempre. incluso. O mau político perverte o sentido simbólico da lei que sustenta a dignidade de uma função política e passa. refutam a todo custo o dito milenar que afirma que uma andorinha só não faz verão. ele promete o impossível! É aquele que mantém uma relação perversa com a coisa pública. Ele se confunde com a autoridade que lhe é outorgada pelo voto ou por uma nomeação. pois ele não sabe andar com as próprias pernas. que necessita do poder outorgado pelo cargo em si mesmo. Trata-se de uma inversão. pelo território propriamente público. aí. portanto. O mau político é justamente aquele que pessoaliza por demais a função de autoridade que lhe foi outorgada pelo voto. A vida humana é exercida. fazendo-se invadir pelo espaço público a partir de suas incoerências privadas. pessoal. o mau político é justamente aquele que vive embriagado pelo outro. O pobre coitado mantém uma relação incestuosa com a coisa pública. confunde-a transgressivamente com seu corpo fazendo dela uma extensão de si mesmo. da sua subjetividade doente – na vida pública. pequeno. Em todo caso. esquecendo-se do dia a dia de seu mandato atual. a saber.

Política Denomina-se política a ciência de bem governar um povo. estes conceitos perdem sua historicidade e. quanto seja o desejo de conduzir o Estado ao cumprimento de suas precípuas finalidades. essa governabilidade é exercida pelo poder público. José Nazar. Quando o Estado busca. de harmonia ou. Palavras chaves: política. A política mostra o corpo de doutrinas.coisa pública. Entretanto. Ele renega a impossibilidade que estrutura as relações humanas. educação. fundamentalmente. promovendo a ilusão de uma felicidade plena. O mau político não acredita na máxima freudiana que afirma que governar é impossível. saúde. que tem no discurso político sua potencialidade maior. às últimas consequências. seu conteúdo de classe social. analisados desta forma. livre para agir em benefício próprio. aos interesses das classes políticas e econômicas dominantes. seja através de garantias e ações concernentes à assistência social. isto é. direta ou indiretamente. para malversar sobre a essência mesma da coisa pública. uma política que responde. aquilo que o propulsiona frente a este impossível de governar. o discurso do senhor. principalmente. acredita que tudo deve se submeter à lei. . o desacordo com a verdade: verdadeiro uso e abuso do poder. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória. Editor Chefe da Companhia de Freud Editora. É o que lhe dá vida. política social. dentro das quais devem ser estabelecidas as normas jurídicas necessárias ao bom funcionamento das instituições administrativas do Estado. fazendo viger. além de se constituir em objeto de reivindicação dos mais diferentes movimentos sociais e sindicais.com – tel: 21. Debater a política social como política no âmbito da sociedade capitalista é buscar resgatar seu caráter de classe social – ou seja. se quisermos. Estado. tanto mais perfeito. ao bom governo de um povo. Em um Estado democrático. a perversão estrutural que está na base do discurso do mestre. de que há uma complementaridade entre os sexos. Muitas vezes nem é no sentido de “meter a mão”. a política tem como objetivo estabelecer os princípios que se mostrem indispensáveis à realização de um governo. em suas realizações. É o que se observa. é o que se vê. Ele eleva. via representantes conduzidos ao poder. política e política social representam atuações do poder político visando o bem-estar da população. Neste raciocínio. Com isso. Assim. em melhor proveito dos governados. E-mail: doutorjosenazar@gmail. de que realmente existe relação sexual. O mau político trilha uma suposta governabilidade que é extensiva de sua vontade patogênica.. Ele age como se fosse o proprietário soberano. psiquiatra e psicanalista. indispensáveis. assim. de sua vida psíquica desde sempre doentia demais. mas de se atrapalhar e de se ver sendo visto enaltecido no exercício do poder. Há uma idéia de que o saber possa se articular como universal. Este discurso. o atendimento a necessidades sociais básicas da população. verifica-se a implementação e efetivação da política social por parte daquele. como totalidade. pelo povo. Brasília e Rio de Janeiro.96110365 RESUMO A política social tem se apresentado como uma política fundamental para o “bem estar dos cidadãos”. ele caminha contra a voz da cidadania. constituído em Estado. segurança etc. que existe um mundo que se constitui como totalidade e que deve se submeter à lei enquanto tal. classe social.

que não corresponde a uma ordem natural de produção da vida social – já tivemos a forma escravista. os beneficiários diretos da política social. quando o poder público mantém uma política social como a que se encontra vigente. determinando. o Estado. seja efetuada uma contraprestação por parte dos trabalhadores. há uma problematicidade na política social. contrariamente ao que aparenta. No modo capitalista de produção da vida social. fundamentalmente aquelas decisões que não impliquem em mudanças substanciais no modo de produção. e outras. assim. dado que ela se insere no âmbito da tentativa de buscar um certo grau de compatibilidade entre o capital e o trabalho. mas. as normas jurídicas. não em espécie. É uma política de mediação entre as necessidades de valorização e acumulação do capital e as necessidades de manutenção da força de trabalho disponível para o mesmo. a forma socialista. de qualquer forma que seja manifestada. Um modo de produção que se funda na desigualdade e na exploração da força de trabalho. Como o capital e o trabalho se constituem nas duas categorias fundamentais do modo capitalista de produção. em prática no Brasil. onde a existência das diferenças e das desigualdades sociais apresentam-se como fenômenos inerentes à natureza humana. de ação e controle sobre as necessidades sociais básicas das pessoas não satisfeitas pelo modo capitalista de produção.O que determina as doutrinas. Inicialmente. No entanto. que por suas incapacidades naturais. a política social é uma gestão estatal da força de trabalho e do preço da força de trabalho. própria das formações econômico-sociais capitalistas contemporâneas. de uma ordem natural. na realidade. emana de uma concepção da relação indivíduo-sociedade fundamentada numa perspectiva positivista. sua intenção não é a de propiciar uma vida digna à força de trabalho. Daí que teríamos pessoas mais capazes de definir o “bem comum”. e o funcionamento das instituições administrativas do Estado. Esclarecendo: a política social. Há que se considerar que numa sociedade capitalista democrática. Porém. A política social não foge a esta regra. ou seja. por força de trabalho todos os indivíduos que só têm a sua força de trabalho para vender e garantir sua subsistência. porém. Portanto. respondendo às necessidades do capital. e o direito a um serviço de saúde mais eficiente (cobrança da CPMF sobre a movimentação bancária). Tal custeio é imposto ao trabalhador ante a justificativa de ser ele o mantenedor de todo um conjunto de “benefícios concedidos” pelo Estado em prol da classe trabalhadora. ainda que causa de profundos debates acadêmicos e políticos. está o Estado incluindo um plus na remuneração do empregado. como temos. toda a vida social. Entretanto. Ou seja. ao garantir à camada necessitada alguns direitos sociais que ele mesmo impôs (através das normas jurídicas). Política Social A política social é uma política. ou a forma feudal. exige que. . alguns aspectos da vida social são decididos coletivamente. ainda que. é garantida e efetivada apenas com o custeio dos próprios beneficiários. para tanto. a política social transita entre ambos. dos trabalhadores assalariados. independente de estarem inseridos no mercado formal de trabalho. devem se submeter ao saber dominante. Ressaltamos que entendemos. Um modo de produção onde a política é a política definida pelas classes dominantes e que responde aos interesses desta. Vislumbramos alguns exemplos: ao garantir a previdência (desconto do INSS sobre os vencimentos). seriam os trabalhadores assalariados. esta resposta deve produzir algum grau de satisfação às necessidades do trabalho. prioritariamente. a classe capitalista detém os poderes político e econômico. o que temos é uma sociedade capitalista. Nesta perspectiva.

perpetuando-se. tendo como beneficiário prioritário a iniciativa privada. Outrossim. obedecendo. quase que imperceptível aos menos instruídos. satisfatório. mas sim uma reciprocidade por parte do Estado via serviços e garantias (não necessariamente exemplares). o investimento no capital privado lucrativo. objetiva-se um serviço. quando este visa garantir o bom funcionamento da política social. sendo tal injusta situação quase que imperceptível por grande parte da população. para isso. o que. torna-se possível a perpetuação deste último. utilizada pelo Estado. reflete no preço da força de trabalho que a ele é pago pelo empregador. já que. sob o aspecto econômico. a fim de que esteja garantida. ao menos. a mantença da força física do trabalhador. digase de passagem. Objetiva a política social posta (iniciada na ditadura militar de 1964) transferir parte do preço da força de trabalho que é devido ao empregado para outros fins. O raciocínio aqui exposto é facilmente comprovado tomando como exemplos outros casos de malversação dos recursos públicos visando interesses do capital privado (vide o PROER e os investimentos a grandes grupos estrangeiros efetuados pelo BNDES). ora auxiliados pelo Governo) é assegurar a perpetuação da força física trabalhadora e. de que o controle legal do preço da força de trabalho. Vide exemplos como o rombo de mais de R$ 40 bilhões na previdência social. possibilitando-se. os interesses estatais (que não inclui. observa-se ações governamentais que garantem um mínimo de subsistência ao empregado. que até o presente não despertaram e visualizaram objeto do estudo aqui apresentado. claro. Não menos vislumbrante é o vergonhoso fato. conseqüentemente. . onde o Estado (em especial os governos militares). essa apropriação pecuniária. denota-se uma verdadeira contradição entre os relevantes fins objetivados pela real política social. visando. de efeito. e a priori. Com tal política (latu sensu) adotada. também. e maquiada sob o rótulo de “social”. os interesses sociais dos trabalhadores). Não se exige um gerenciamento eficaz dos recursos arrecadados perante a classe de empregados. por toda a sociedade. torna-se por ideal o investimento do capital recolhido em benefício da classe empregadora. utilizou-se dos recursos disponíveis desvairadamente. portanto. de cunho social. Todo o recurso que é apropriado pelo Estado. desnecessário priorizar a destinação dos recursos financeiros arrecadados em benefício dos empregados. e eficazmente. os ditos críticos e formadores de opinião. por prazo de tempo razoável. em oposição àqueles alcançados pela vigente política maniqueísta implementada. onde figura como parte prejudicada a grande massa de trabalhadores. em um Estado que satisfaça as exigências de um regime de produção capitalista. com a política social implantada pelo Estado e garantida ao trabalhador. ora em uma economia neoliberal. despendendo-se um mínimo em dinheiro pela classe empregadora. ao seu bel prazer. como foi dito anteriormente. visto a notável evidência política manipuladora. incluindo-se aí não somente os leigos por má formação nos bancos escolares. imposta por este Estado. necessariamente. principalmente. carregado de obviedade (considerando-se as explanações acima). para dar ensejo às garantias asseguradas ao trabalhador assalariado. e a perpetuação da subordinação do trabalhador (ambos os casos mantidos pela política social atual) são custeados. Ocorre que a preocupação primordial do Estado (leia-se: os detentores e gerenciadores do capital.Com isso. não se torna necessária e obrigatória a utilização do montante arrecadado em sua totalidade. mas. dantes privilegiados pelo grau de instrução de que são detentores. Isto posto. institucional e legalmente. por ser gerenciado pelo próprio poder público. um aumento em sua margem de lucro.

Octávio. social policy. 1986. State. Olympio. Manuscritos econômicos e filosóficos e outros textos escolhidos. apresentam claro e inequívoco conteúdo de classe social. Rio de Janeiro: J. DE MAIS. BIBLIOGRAFIA BRASIL. Domenico. O direito à preguiça. no âmbito político. conselhos – e a busca incessante de criação de novos espaços de participação. IANNI. . associações. MANDEL. Bader (Org. mudanças estas que venham a favorecer a maioria da população. Karl. da Unb. O que é fundamental é o fortalecimento daqueles que se encontram fora dos processos decisórios que se dão. São Paulo: Hucitec/Unesp. aos interesses das classes dominantes. Isto não significa que se deve. São Paulo: Cortez. Os espaços políticos já existentes – sindicatos. Marx. São Paulo: Abril Cultural. Constituição (1988). podem se constituir em um caminho possível de fortalecimento dos indivíduos para que reconheçam sujeito coletivo e imponham mudanças importantes em ambas as políticas. A política social do Estado capitalista: as funções da previdência e da assistência sociais. Paul. Brasília. Keywords: policy. 1999. Ernst. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós industrial. 1988. 1978. e respondem. is to try to rescue its social class character – that is. negar uma ou outra – ou ambas. 1981. Debating the social policy as policy in the capitalist society environment. Vicente de Paula. la crise actualle et l’avenir du travail humain. ABSTRACT The social politics has been presenting if as a fundamental politics for the “wellbeing of the citizens”. 1999. As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. em última instância. DF: Ed. Brasília. Constituição da República Federativa do Brasil. em última instância. neste momento histórico. Quatrieme Internationale. A ditadura do grande capital. a enciclopédia livre. pesquisa Nota: Se procura pela especificação do Unix. SAWAIA. LAFARGUE. 1980. MARX. Petrópolis: Vozes. DF: Senado. Ir para: navegação. portanto. besides constituting on a demand object of different social and union movements. veja Single UNIX Specification. FALEIROS.). 1999. social class. Sistema Único de Saúde Origem: Wikipédia. a policy that responds mainly to the interests of dominant political and economical classes.A política e a política social.

hemocentros (bancos de sangue).Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. hospitais . Anteriormente.incluindo os universitários. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. Vigilância Ambiental. além de fundações e institutos de pesquisa. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). como a FIOCRUZ . Vigilância Epidemiológica. os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos.Símbolo oficial do SUS .1 Portarias do Ministério da Saúde . laboratórios. A Wikipédia possui o portal: Portal de Medicina {{{Portal2}}} {{{Portal3}}} {{{Portal4}}} {{{Portal5}}} Índice [esconder] • • • • • • 1 História 2 Princípios do SUS 3 Áreas de atuação 4 Financiamento 5 Referências 6 Legislação o 6. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. os serviços de Vigilância Sanitária.

O INAMPS foi criado pelo regime militar em 1974 pelo desmembramento do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). os convênios estabeleciam a remuneração por procedimento. e tinha a finalidade de prestar atendimento médico aos que contribuíam com a previdência social. a quem não tinha acesso ao atendimento pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. de 7 de março de 1990). A Constituição de 1988 foi um marco na história da saúde pública brasileira. A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS). aos empregados de carteira assinada. a incorporação do INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99. um convênio entre o INAMPS e os governos estaduais. Em meados da década de 70 ocorreu uma crise do financiamento da previdência social. ou seja. com repercussões no INAMPS. que hoje é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). e à assistência médico-hospitalar para poucas doenças.142. mas a maior parte do atendimento era realizado pela iniciativa privada. ou seja.080. A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro veio o SUDS. além disso. A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS por vários motivos. sendo abraçado por outros setores da sociedade e pelo partido de oposição da época — o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS. ou seja.689. já numa transição com o SUS. O movimento da Reforma Sanitária nasceu no meio acadêmico no início da década de 70 como forma de oposição técnica e política ao regime militar. e de fato a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoveu. mas o mais importante foi ter formado as bases para a seção "Da Saúde" da Constituição brasileira de 5 de outubro de 1988.060. ]] . que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social. servia aos indigentes. Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8. O INAMPS só foi extinto em 27 de julho de 1993 pela Lei nº 8. era uma autarquia filiada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje Ministério da Previdência Social). realizadas em caráter universal. que contou com participação de muitos dos integrantes do movimento e chegou a conclusões altamente favoráveis ao mesmo. de 28 de dezembro de 1990.• • • 7 Ver também 8 Ligações externas 9 Outros recursos [editar] História Antes do advento do Sistema Único de Saúde (SUS). O INAMPS dispunha de estabelecimentos próprios. vacinação). Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney. o I Simpósio sobre Política Nacional de Saúde. e foi a primeira CNS a ser aberta à sociedade. depois. no período de 9 a 11 de outubro de 1979. ao longo da década de 80 o INAMPS passaria por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento. a participação dos usuários (população) na gestão do serviço. ao definir a saúde como "direito de todos e dever do Estado". Em 1979 o general João Baptista Figueiredo assumiu a presidência com a promessa de abertura política. o primeiro presidente civil após a ditadura. e por fim a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8. a atuação do Ministério da Saúde se resumia às atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças (por exemplo. foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária.

com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988. Os princípios da universalidade. como. enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade. as necessidades de saúde das pessoas (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maioria. tanto o meio acadêmico quanto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS. as necessidades de saúde variam. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou doutrinários. tanto os individuais quanto os coletivos. ou seja. mas não está claro qual seria a classificação do princípio da participação popular. e através dos Conselhos de Saúde. da regionalização e da hierarquização de princípios organizacionais. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. Eqüidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis.142. Universalidade "A saúde é um direito de todos". cada uma com comando único e atribuições próprias. entende-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde. O Sistema Único de Saúde teve seus princípios estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde. Naturalmente. Por isso. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. Em outras palavras. como também é chamado esse princípio. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. é impossível tornar todos sadios por força de lei. Participação da comunidade O controle social.[editar] Princípios do SUS Cartão do SUS em São Paulo. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. também chamados de esferas: nacional. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. . como afirma a Constituição Federal. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências de Saúde. estadual e municipal. ou seja. e os princípios da descentralização. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". em 1990. no entanto. foi melhor regulado pela Lei nº 8.

Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. tóxicos e radioativos. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. bem como as de saúde do trabalhador. Fiscalizar e inspecionar alimentos. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. ou seja. transporte. [editar] Áreas de atuação Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. produzindo resultados com qualidades. tecnológicos. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. materiais e humanos da União. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade. a alocação de recursos e a orientação programática. bem como bebidas e águas para consumo humano. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. . e Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. enquanto os outros devem ser utilizados apenas quando necessário. meio-ambiente e saneamento básico. compete ao SUS: • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico.baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. Direito à informação. em nível executivo. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência. o nível primário deve ser oferecido diretamente à população. hemoderivados e outros insumos. compreendido o controle de seu teor nutricional. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. às pessoas assistidas. dos Estados. Participar do controle e fiscalização da produção. Integração. sobre sua saúde. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. das ações de saúde. equipamentos. é responsável pela saúde de uma parte da população. do Distrito Federal e dos Municípios. e não no número de atendimentos. melhor a sua eficiência e eficácia. imunobiológicos. Ser eficiente e eficaz. Conjugação dos recursos financeiros.

desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde. semelhante foi ao que a educação já tem há alguns anos.pdf Sanitarista — Oitava Conferência Nacional de Saúde — uma das páginas da Biblioteca Sérgio Arouca sobre o personagem homônimo da Reforma Sanitária. Outro problema é a heterogeneidade de gastos.br/bvs/publicacoes/monografia_construindo_sus. il.br/servico/arquivos/Destaque828. Ministério da Saúde. ISBN 85-334-0325-9. SOUZA. em 1993 foi apresentado uma Emenda Constitucional visando garantir financiamento maior e mais estável para o SUS. 2002.fiocruz.gov. os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. 2003. ISBN 85-334-055-8.gov.br/incentivo/manual/legislacao_sus. 2ª reimpr. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Renilson Rehem de. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE. 2002. Ministério da Saúde. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios.gov. As idéias e as práticas: a construção do SUS. Brasília: CONASS. aos mais pobres recantos das periferias urbanas. 44p. Disponível em http://bvsms. Disponível em PDF e online. Construindo o SUS: a lógica do financiamento e o processo de divisão de responsabilidades entre as esferas de governo.opas. SOUZA. MINISTÉRIO DA SAÚDE. para levar assistencia à saúde aos mais distantes sertões. principalmente pelas prefeituras. ISBN 85-334-0871-4. Disponível em http://www. . Proposta semelhante foi apresentada no legislativo de São Paulo (Pec 13/96). Legislação do SUS..org. que têm orçamentos mais generosos. nele compreendido o do trabalho.pdf. Sistema Único de Saúde (SUS): princípios e conquistas.pdf.ensp. Brasília: Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. 1. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. 2002. Por outro lado. Assim. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. Renilson Rehem de. ed. Brasília: Ministério da Saúde. [editar] Referências • • • • • • • • • BERTONE.saude.pdf (Acessível também a partir do DATASUS). ABC do SUS: Comunicação visual/Instruções Básicas. prejudicando os Estados e os municípios.aids. O Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde: avanços. ISBN 85-89545-01-6.saude. 2003. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. Acessado em 5 de junho de 2006 em http://www. 1991. Brasília: Ministério da Saúde.br/bvs/publicacoes/monografia_revisada_Arnaldo. Disponível em http://bvsms. 2005. O sistema público de saúde brasileiro. Acessado em 3 de junho de 2006 em http://www. [editar] Financiamento Um bom trabalho está sendo feito.br/radis/web/ABCdoSUS. Arnaldo Agenor. 2000.pdf.• Colaborar na proteção do meio ambiente. Brasília: Ministério da Saúde.

º 17. Seção II ("Da Saúde"). 1.782.• • THURLER.925. de 10 de fevereiro de 1999 — Medicamento genérico. Lei nº 8. SUS . Portaria GM/MS n. [editar] Legislação Legislação fundamental • Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988 — Título VIII ("Da Ordem Social"). Legislação básica • • • • Lei nº 8.080. Portaria GM/MS nº 1. de 26 de Janeiro de 1999 — Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Capítulo II ("Da Seguridade Social").886. Lei nº 8.br SUS. [editar] Ver também . Portaria GM/MS nº 3. de 26 de janeiro de 2001 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2001. de 5 de novembro de 1996 — Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde (NOB. [editar] Portarias do Ministério da Saúde • • • • • • • • • • Portaria GM/MS nº 2. º 95.142. Associação paulista de medicina.232. de 30 de outubro de 1998 — Política Nacional de Medicamentos. Lei nº 9. Lei nº 9. Portaria GM/MS nº 3.689. Lei nº 9. de 30 de agosto de 1994 — Regulamenta o repasse fundo a fundo. de 13 de novembro de 1998 — Manual para a Organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde.com. Lenildo. de 26 de fevereiro de 2002 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2002. Portaria GM/MS n. Portaria GM/MS nº 373. Rio de Janeiro.961. Editora Campus. de 27 de julho de 1993 — Extingue o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social).livrodosus.ª edição. disponível em PDF). de 19 de setembro de 1990 — Lei Orgânica da Saúde. ISBN 9788535223804 http://www. O que você precisa saber sobre o sistema único de saúde. disponível em PDF). de 28 de dezembro de 1990 — Dispõe sobre a participação da comunidade e transferências intergovernamentais. 2007.203 .LEGISLACAO E QUESTOES COMENTADAS.787.916. disponível em PDF). Decreto nº 1. de 5 de janeiro de 2001 (republicada em 16 de fevereiro) — Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (em PDF. de 18 de dezembro de 1997 — Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programa de Saúde da Família (PSF). de 28 de Janeiro de 2000 — Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

[editar] Outros recursos • • • • • • Brasil SUSO Maior Portal de Normas do Sistema Único de Saúde Publicações Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) Ministério da Saúde. UK National Health Service (em port) SiCKO Filme de Michael Moore comparando o Sistema de Saúde Americano com o canadense. Sérgio Arouca — figura notória da Reforma Sanitária. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ouvidoria Geral do SUS. Cartão do SUS. Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). idem. Fundo Nacional de Saúde. Instituto de Direito Sanitário Aplicado.Saude Legis Evolução da Estrutura do Sistema de Saúde. na íntegra Atos normativos da Esfera Federal do SUS . na época presidente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). inglês e cubano [editar] Ligações externas • • • • • • • • • • • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).• • • • • • • Conselho Nacional de Saúde Estrutura da União (o nível federal do governo brasileiro). Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS). . Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo. Conselho Nacional de Saúde (CNS). Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). um artigo. Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo. LegiSUS. assessoria jurídica em saúde legislação (parte do conteúdo requer registro).

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