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Resumo sobre Kant (aula)

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KANT: (Resumo Elaborado Por Yasmin Haddad

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• Abandono da idéia de “ser em si”. Mostra que aquilo que conhecemos não é um ser como um ser “em si”, mas sim, um ser para ser conhecido, algo posto logicamente pelo sujeito conhecedor. • Para Kant, a filosofia é vista como uma teoria do conhecimento. No entanto, Kant fala de uma ciência físico-matemática pré-estabelecida, e ao falar de conhecimento Kant se refere ao conhecimento matemático-científico da Natureza. • A teoria do conhecimento significa para Kant a teoria da física matemática de Newton, assim chamada pelo filósofo de “fato” da razão pura. Tal fato é a ciência físicomatemática da Natureza. JUÍZOS ANALÍTICOS E JUÍZOS SINTÉTICOS: • A ciência físico-matemática da natureza é composta de juízos. Ou seja, teses, afirmações, proposições das quais se diz algo. Estes juízos são o ponto de partida do pensamento de Kant. Os juízos não são vivências psicológicas, não são fatos da consciência subjetiva. Os juízos são enunciações objetivas acerca de algo; teses de caráter lógico que são verdade ou erro. • Todo juízo consiste em um sujeito lógico, do qual se diz algo, e de um predicado, aquilo que se diz de um sujeito. • Os juízos podem ser divididos em dois grupos: juízos sintéticos e juízos analíticos.

Juízos Analíticos São aqueles onde o predicado do juízo está contido no conceito do sujeito. Ao analisar o conceito de sujeito e dividindo-o em seus elementos conceptuais, encontramos o predicado como um destes elementos. → Exemplo: “o triângulo tem três ângulos” – ao verificar mentalmente o conceito de triângulo e analisá-lo logicamente verifica-se que dentro do sujeito (triângulo) está o ter de três ângulos. O fundamento da legitimidade dos juízos analíticos está no princípio de identidade. Como o sujeito contém o predicado, este é um juízo de identidade, repetindo no predicado aquilo que já existe no sujeito.

Juízos Sintéticos São aqueles nos quais o conceito do predicado não está contido no conceito de sujeito. O juízo consiste em unir sinteticamente elementos no sujeito e no predicado. → Exemplo: “o calor dilata os corpos” – ao analisar o conceito de calor, não encontramos nele, incluído nele, o conceito de dilatação dos corpos.

O fundamento dos juízos sintéticos está na experiência, na percepção sensível. No exemplo do calor e da dilatação dos corpos, o juízo é feito em relação ao calor, e a dilatação dos corpos ocorre em relação ao calor, mas não está contida neste, e não se pode fazer tal afirmativa sem base na experiência, porque o próprio sujeito tem a percepção sensível de que quando um corpo é esquentado, este se torna mais volumoso. • São verdadeiros, pois dizem mais que o • São verdadeiros enquanto a experiência predicado daquilo que já há no sujeito. (neste caso, a percepção sensível) os analisa. • São universais, válidos em todo lugar e • A validez destes juízos é limitada à em todo tempo, pois explicitam no experiência sensível. predicado aquilo que há no sujeito, e esta explicitação independe de tempo e lugar. • São juízos que são apenas verdadeiros “aqui” e “agora”. • Por serem verdadeiros, necessários e universais, os juízos analíticos não tem • Particulares e contingentes; sua origem na experiência, mas na análise mental do conceito de sujeito. • A PRIORI: não têm origem na • A POSTERIORI: têm origem na experiência. experiência.

QUAL DAS DUAS CLASSES DE JUÍZOS CONSTITUI O CONHECIMENTO CIENTÍFICO? • O conhecimento científico não pode ser constituído por juízos analíticos pois estes não acrescentam nada ao nosso saber. Ao explicitar no predicado o que está contido no sujeito não há descoberta. • A ciência tampouco pode ser constituída por juízos sintéticos, pois a ciência afirma acerca de objetos juízos verdadeiros, universais e necessários, e não juízos particulares e contingentes. • Deve haver na ciência juízos que tenham a virtude de ser a priori (= universais, necessários, independentes da experiência). No entanto, os juízos da ciência não devem ser analíticos, pois nesse caso não aumentaria em nada nosso conhecimento. Devem então ser sintéticos, ou seja, objetivos, aumentando nosso conhecimento sobre as coisas. Os juízos científicos devem ser então juízos sintéticos a priori.

Referências bibliográficas: GEORGES, P. O pensamento de Kant. Petrópolis: Vozes, 1985. MORENTE, M. G. Fundamentos de filosofia: lições preliminares. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1930.

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