DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA, CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN

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DOENÇAS INTESTINAIS
DIARRÉIA, CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN
Clínica Médica Enfermagem 2010

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
Constipação é o termo empregado para descrever uma irregularidade da defecação como o endurecimento anormal das fezes que dificulta sua eliminação (que é dolorosa), uma diminuição no volume das fezes ou retenção durante um período prolongado.

CAUSAS
A constipação pode ser causada por determinados medicamentos; distúrbios retais ou anais; obstrução; condições neuromusculares, neurológicas e metabólicas; distúrbios endócrinos; intoxicação por chumbo e distúrbio do tecido conjuntivo. As doenças do colón comumente associadas à constipação são a síndrome do intestino irritável (IBS) e a doença diverticular. A constipação também pode ocorrer com um processo patológico agudo do abdome como por exemplo a apendicite. Outras causas incluem fraqueza, imobilidade, debilidade, fadiga, incapacidade de aumentar a pressão intra-abdominal para facilitar a passagem das fezes . Há pessoas que ignoram a vontade de defecar e desenvolve a doença. Hábitos nutricionais; falta de exercícios regulares; vida estressante e uso crônico de laxantes também causam constipação.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Incluem a distensão abdominal, presença de borborigmo, dor e pressão, apetite diminuído, cefaléia, fadiga, indigestão, uma sensação de esvaziamento incompleto, esforço para defecar e eliminação de fezes ressecadas, endurecidas e em pequeno volume. As complicações da constipação incluem hipertensão, impactação fecal, hemorróidas e fissuras, e megacólon.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de constipação baseia-se nos resultados da história do paciente, exame físico, possivelmente um enema baritado ou sigmoidoscopia, e exame de fezes par a o sangue oculto. Estes testes são realizados para determinar se esse sintoma resulta do espasmo ou estreitamento do intestino. A manometria anorretal pode ser realizada para determinar a função deficiente do músculo e esfíncter. A defecografia e os estudos do transito intestinal também podem auxiliar no diagnóstico.

TRATAMENTO
O tratamento direciona-se em tratar as causa da constipação que já está instalada e inclui a educação, treinamento do hábito intestinal, ingestão aumentada de fibras e líquidos, e uso criterioso de laxativos. O tratamento também pode incluir a interrupção do abuso de laxativos. Encoraja-se o exercício rotineiro para fortalecer os músculos abdominais. Quando o uso de laxativos se faz necessário, pode ser prescritos agentes formadores de massa, agentes salinos e osmóticos, lubrificantes, estimulantes ou emolientes fecais. Os enemas e supositórios retais não são geralmente recomendados para a constipação e devem ser reservados para o tratamento de impactação ou para preparar o intestino para cirurgia ou procedimento diagnóstico.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
A educação do paciente e a promoção de saúde são funções importantes da enfermeira para ajudar a evitar a constipação:   Descrever a fisiologia da defecação. Enfatizar a importância de atender à vontade de defecar.

ENFERMAGEM

CLÍNICA MÉDICA

UNIFRAN

CAUSAS Pode ser causada por determinados medicamentos. as fezes amolecidas e semi-sólidas estão associadas a distúrbio do colón. farelo diariamente e aumentar a ingestão de líquidos. DIAGNÓSTICO Quando a causa da diarréia não fica evidente. a diarréia crônica persiste por um período prolongado e pode se tornar esporadicamente. prevenção das complicações e eliminação ou tratamento da doença subjacente. Perfil Bioquímico. como por exemplo a reposição de hormônios tireoidianos. anorexia e sede. processos infecciosos virais ou bacterianos também podem causar diarréia. ruflar intestinal (borborigmo). Fornecer informações da dieta. adicionar.DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA. Pode ser aguda ou crônica. outros processos patológicos são distúrbios nutricionais e de má absorção. distensão. ílio-paralitico. uso de emolientes fecais e laxativos. antibióticos. cólicas abdominais. Alívio da ansiedade relacionada com os padrões de eliminação intestinal e prevenção das complicações. gorduras e eletrólitos podem ser utilizados. sangue. sugerir ingerir alimentos ricos em resíduos e fibras. aguda esta associada à infecção em geral. Relatos de exposição recente a outra área geográfica. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL. Ensinar como estabelecer uma rotina intestinal e explicar que tem um horário regular para a defecação pode ajudar no início do reflexo. Urinalise. defeito do esfíncter anal. e presença de muco e pus sugerem interite ou colite infamatória. gradualmente. Gotículas de óleo na água do vazo sanitário são diagnostico de insuficiência pancreática. Alguns medicamentos como antibióticos. toxinas bacterianas. Distúrbios metabólicos e endócrinos. quimioterapias. TRATAMENTO O tratamento principal direciona-se para o controle dos sintomas. cirúrgica e nutricional. contrações espasmódicas dolorosas do ânus e esforço infrutífero (tenesmo) pode ocorrer com defecação. ENFERMAGEM CLÍNICA MÉDICA UNIFRAN . síndrome Zollinger-Ellison. Exame de Fezes rotineiro e exames de fezes para organismos infecciosos ou parasitários. Fezes aquosas são características da doença do intestino delgado. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Na diarréia a postura a ser tomada na assistência de enfermagem implica em:   A enfermeira deve avaliar e monitorar a característica e padrão da diarréia. obstrução intestinal e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS/ SIDA). MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O paciente apresenta frequência e conteúdo aumentado das fezes. DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN 2      Discutir a s variações normais nos padrões de defecção. outros sintomas estão relacionados com a desidratação e com desiquilibrio hidroeletrolitico . deambulação aumentada e tônus muscular abdominal aumentarão a força muscular e ajudarão a impulsionar o conteúdo colônico. os seguintes exames como Hemograma completo. Explicar como um regime de exercícios. A diarréia noturna pode se uma manifestação de neuropatia diabética. antiácidos e fórmulas de alimentos por sondas. incontinência ou combinação destes fatores. é autolimitada. as historias clinica. fezes volumosas e oleosas sugerem má absorção intestinal. DIARRÉIA É a frequencia aumentada de eliminações (fecais) intestinais (mais de três vezes por dia) ou (mais de 200gramas por dia) e consistência alterada (amolecimento) associada a urgência desconforto perianal. Secreções intestinais aumentadas. Endoscopia ou o enema com bário pode ajudar na identificação da etiologia. Colher a História de saúde do paciente abordando a terapia medicamentosa. agentes antiinflamatórios podem reduzir a gravidade da diarréia e tratar a doença subjacente. absorção diminuída pela mucosa ou motilidade alterada pode produzir diarréia.

e alimentos quentes e muito frios porque eles estimulam a motilidade intestinal. DIAGNÓSTICO Ao exame físico. pode não estar indicada a imediata realização de enema opaco ou colonoscopia. acredita-se que dois fatores estejam associados ao surgimento dos divertículos: o aumento da pressão no interior do intestino e um enfraquecimento de pontos da parede intestinal. quantidade e extensão da doença. mucosa e pele são importantes para determinar o estado de hidratação. principalmente.DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA. A queixa mais comum é de desconforto doloroso na região inferior esquerda do abdome com variável tempo de duração e que alivia com a eliminação de gases ou fezes. passando a apresentar a “doença diverticular”. o paciente com diverticulose tem uma sensibilidade aumentada ou dor à palpação na parte inferior esquerda do abdome. diminuir complicações como a diverticulite. e é importante monitorar os níveis hidroeletrolíticos séricos reporta imediatamente a evidência de disritmias ou alteração do nível de consciência. Estima-se que aos 50 anos de idade metade da população. Uma pequena parcela destes apresenta algum sintoma.). homens e mulheres. tenha divertículos assim como praticamente todos aos 80 anos. Representa na verdade uma herniação da camada mais interna de revestimento do intestino através de um ponto de fraqueza na parede do cólon. Um divertículo é uma pequena saculação. DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN 3     A avaliação inclui a palpação e ausculta abdominal quanto a hipersensibilidade. principalmente dor abdominal e mudança no hábito intestinal. inflamação da mucosa. porque os baixos níveis de potássio intensificam a ação do digitálico. A inspeção do abdome. pólipos. recomendar dietas branda se toleradas. além do exame direto do paciente pelo médico mostrar alterações evidentes. podem aliviar sintomas. O Enema Opaco (Raio X do intestino grosso com colocação de contraste por via retal) é o exame que mais informações fornece quanto à localização. Pode ser necessária a terapia com líquidos intravenosos para a reidratação rápida. Podem variar em número e localização e podem acometer todo o cólon (doença diverticular universal). CONSTIPAÇÃO INTESTINAL. etc. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Apenas uma minoria dos indivíduos tem queixas relacionadas à diverticulose. Diarréia ou constipação (intestino trancado/prisão de ventre) também podem ocorrer. Acometem mais frequentemente o cólon sigmóide (85% dos casos no mundo ocidental) e é nesse local também onde ocorre mais frequentemente a diverticulite. coletar amostras fecais para testagem. diminuindo o esforço para evacuar. A enfermeira administra os medicamentos antidiarréicos conforme a prescrição. Os pacientes portadores de diverticulose normalmente são assintomáticos. frutas frescas. podem ser ENFERMAGEM CLÍNICA MÉDICA UNIFRAN . evitar a cafeína e bebidas carbonatadas. o que leva à intoxicação digitálica. Se o paciente for idoso e fizer uso de digitálico deve estar ciente de como a desidratação e a hipocalemia podem acontecer com rapidez com a diarréia. restringir os derivados de leite. A retossigmoidoscopia ou colonoscopia (visualização direta do interior do intestino através de endoscópios introduzidos através do ânus) identificam os óstios (bocas) dos divertículos e servem também para diferenciar a diverticulose de outras doenças do intestino que possam causar sangramento. Durante o episódio de diarréia encorajar o repouso no leito e ingestão de líquidos e alimentos pobres em resíduos. bolsa circular que se desenvolve na parede do cólon e tem comunicação direta com o interior do intestino. Dietas ricas em fibras e/ ou remédios que umedecem e aumentam o volume das fezes. os exames de sangue podem ter sinais de infecção. prevenir novos divertículos e. Remédios anti-espasmódicos que diminuem as contrações excessivas do intestino. Quando há diverticulite. DIVERTICULOSE Diverticulose é a presença de pequenas bolsas que se projetam para fora da parede intestinal chamados de divertículos. Nessa circunstância. CAUSAS Apesar de não ser totalmente conhecida a origem. gorduras produtos integrais. TRATAMENTO A maioria dos casos de diverticulose tem suas queixas melhoradas com tratamento clínico. dor ou obstrução (câncer. vegetais durante vários dias.

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL. mas pode ser grave dependendo do volume de sangue perdido. Em consequência disso. Cirurgias podem ser indicadas em jovens com a doença ( já que seu risco de um novo episódio ao longo da vida é grande). Quanto maior o tempo de evolução e quanto mais extensa a área com divertículos. A cirurgia de urgência pode ser necessária quando há piora do estado geral. entre outros) que necessitam de tratamento cirúrgico eletivo (programado). obstrução intestinal. A cirurgia consiste basicamente na retirada da parte do intestino onde se encontram os divertículos. na presença de fístulas ou se há suspeita de outra doença associada (câncer. O fator mais importante na correção dos hábitos alimentares é o aumento da ingestão de fibras (legumes. Podem estar associados também náusea. Alguns evoluem com novas crises. empregam-se mais frequentemente o exame de ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada associados a avaliação laboratorial (exames de sangue) para confirmar a hipótese diagnóstica de diverticulite.DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA. COMPLICAÇÕES DOENÇA DIVERTICULAR Os pacientes com sintomas devem ser investigados para confirmação do diagnóstico e identificação das complicações. o pus pode se espalhar ou não no abdome levando. frutas e grãos) na dieta. perfurar. Nesses casos os pacientes apresentam saída de grande volume de sangue vivo pelo ânus. que é menos frequente. perfuração da parede do intestino e infecção generalizada. O estresse emocional também tem sido relacionado com aumento dos espasmos do intestino e. exames radiológicos (clister opaco e tomografia computadorizada) e o exame endoscópico (colonoscopia). em geral. Com a perfuração. pus ou sangue. porém algumas vezes o tratamento endoscópico através da colonoscopia pode ser utilizado com sucesso. intestino delgado. respectivamente. por exemplo). assim. internação hospitalar com reposição de líquidos pela veia e cirurgia. fezes e urina). Algumas vezes não é possível realizar a junção das partes que restaram do intestino. acompanhada de febre e. por consequência. à peritonite (inflamação de todo o abdome) ou ao abscesso localizado. DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN 4 usados. hipotensão (queda da pressão arterial). dieta sem resíduos e analgésicos. O tratamento cirúrgico é necessário apenas quando o sangramento persiste apesar do tratamento clínico e endoscópico. muitas vezes acompanhado de taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos). com aumento do risco de divertículos e suas complicações. sendo empregados exames laboratoriais (sangue. vômito e diarréia com muco. Durante uma crise de diverticulite aguda. a realização de exames como enema opaco exames está contra-indiciada devido à possibilidade de piorar a contaminação resultante da perfuração do divertículo. O sangramento é mais comum em divertículos do lado direito do intestino grosso e ocorre também sem diverticulite. constipação. variando desde repouso. vagina. Os divertículos inflamados podem formar pus. útero. ENFERMAGEM CLÍNICA MÉDICA UNIFRAN . sudorese (suor frio) e desmaio e devem receber atendimento médico imediato. geralmente. podendo apresentar estenose (estreitamento do intestino) ou fístula (comunicação interna do intestino grosso com os órgãos vizinhos como bexiga. O tratamento da diverticulite depende da gravidade do caso. Na maioria dos casos o sangramento para espontaneamente. A diverticulite manifesta-se por dor forte na parte inferior esquerda do abdome. A grande maioria dos pacientes com doença diverticular necessita de tratamento clínico baseado principalmente na correção dos hábitos alimentares e eventualmente no uso de analgésicos. COMPLICAÇÕES MENOS FREQUENTES Além da diverticulite alguns pacientes podem apresentar hemorragia. criando um abscesso em seu interior e. maior é o risco dessa complicação. naqueles com sangramento importante ou repetido. DIVERTICULITE A diverticulite ou inflamação dos divertículos é a complicação mais comum dos indivíduos com diverticulose. A maioria dos pacientes melhora com o tratamento clínico e evolui satisfatoriamente sem outras crises. em pacientes com crises frequentes de diverticulite. inicialmente em companhia de fezes e depois isoladamente e caracteristicamente na forma de coágulos. até uso de antibióticos por via oral ou por via venosa. pele. geralmente todo o cólon sigmóide. temporária. sendo necessária uma colostomia com uma bolsa externa para coletar as fezes. verduras.

As fístulas decorrem da drenagem espontânea de um abscesso. Recomendar ao paciente a estabelecer horário para refeições. No exame físico fazer palpações para a dor. ENFERMAGEM CLÍNICA MÉDICA UNIFRAN . Aliviar a dor do paciente administrando analgésicos e antiespasmódicos prescritos Registrar a intensidade da dor duração e localização para determinar quando o processo inflamatório aumenta ou diminui. dor no abdômen. não há uma explicação definitiva para a causa da doença. definir horário para defecação e identificar os hábitos que suprimem a vontade de defecar. Encorajar exercícios pois aumenta o tônus muscular abdominal. ausculta dos sons intestinais. Instruir a família dos cuidados domiciliares como ingestão de líquidos e de alimentos ricos em fibras. muco ou sangue. mas sua incidência tem crescido entre outros grupos étnicos. fatores ambientais (estilo de vida. seus hábitos alimentares além de perguntas sobre o esforço na defecação. É doença crônica e não há cura descrita. hipersensibilidade ou massa firme no quadrante inferior esquerdo. podem representar algum nível de importância em sua apresentação. em 80% dos casos) e do intestino grosso (colite) provoca diarréia com ou sem muco e/ou sangue nas fezes. temperatura. A inflamação do intestino delgado (principalmente do íleo terminal. batimentos cardíacos(taquicardia) e pressão arterial (hipotensão). não havendo predominância de sexo.  DOENÇA DE CROHN A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória que pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo (desde a cavidade oral até a região anal) sendo mais comum na final do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólons). CAUSAS Sua causa ainda não está esclarecida. Outros fatores. Avaliar os sinais de perfuração. Em apenas um terço dos casos apresenta doença restrita ao íleo terminal. assim como períodos longos de acalmia e ausência dos sintomas. tabagismo. historia de constipação e períodos de diarréia. e a obstrução intestinal. chamado remissão. É uma doença muito comum entre os Judeus. Obstrução do intestino grosso geralmente deve-se a sucessivas inflamações e cicatrizações de diverticulites. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Estomatites (inflamações na boca). ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM No colhimento do histórico do paciente deve-se perguntar o início e duração da dor. Pode se manifestar ao longo da vida com crises agudas recorrentes. permitindo longos períodos sem sintomas. resultando em fibrose (cicatrização deficiente) e fixação do intestino. O tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico pode influenciar positivamente no controle da doença. Portanto. perda de peso e febre são características mais comuns.Também inspecionar as fezes quanto a presença de pus. o que pode ocorrer para a bexiga ou vagina. Instruir o paciente a ingerir alimentos macios ricos em fibras para aumentar a massa de fezes e facilitar a peristalse. por exemplo. alivio da dor e ausência de complicações para isso o enfermeiro deve:          Instruir o paciente a ingerir 2 litros de líquido por dia salvo os limites dos cardíacos e renais crônicos. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL. Monitorar a dor abdominal aumentada e sensibilidade acompanhada por rigidez abdominal. os padrões de eliminações pregresso e atual. tais como o contato com antígenos (vírus e bactérias). Educar quanto ao uso de laxativos emolientes se prescritos. hábitos alimentares) e emocionais. além da importância de práticas de saúde.DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA. diarréia. tenesmo e distensão abdominal. DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN 5 Outras complicações a formação de fístulas (comunicação anormal de um órgão com outro ou com o exterior. Não é uma doença contagiosa e pode afetar tanto adultos como crianças. porém a diarréia é a que mais se destaca. A assistência de enfermagem na diverticulite visa a obtenção e manutenção dos padrões normais de eliminação. caracterizando esta doença como multifatorial. Uma maior incidência dentro de núcleos familiares indica importância dos fatores genéticos. contagem de leucócitos. especialmente nos grandes centros urbanos.

O exame histopatológico do material colhido na biópsia pode confirmar a suspeita. em especial no intestino delgado. a fistulectomia é indicada. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL. com necessidade de internações com hidratação venosa. É comum apresentar distensões do abdome. redução do estresse. Um terço dos doentes com Crohn tem manifestações no ânus e região perianal. EVOLUÇÃO. fígado e vasos. com dificuldade para a eliminação de gases intestinais. Encorajar o repouso no leito para diminuir a peristalse. Outros problemas podem surgir fora do tubo digestivo afetando a pele. Os pacientes que evoluem com doença por mais de 10 anos precisam ser controlados através de colonoscopia periódica. Iniciar medidas para diminuição da diarréia ( quando o paciente apresentar) com restrições na dieta. oligúria. Encorajar a ingestão oral de líquidos e monitora a velocidade do fluxo intravenoso. turgor cutâneo diminuído. tratamento e acompanhamento desses enfermos envolvem quase sempre um médico clínico (gastroenterologista) e um cirurgião (coloproctologista ou do aparelho digestivo). exame contrastado do intestino delgado podem ajudar. prejudicando significativamente a qualidade de vida do enfermo. A indicação mais comum de cirurgia é o tratamento das estenoses (estreitamento) intestinais. medicamentos antidiarréicos prescritos. na maior parte das vezes. Registrar frequencia e consistência das fezes. olhos. de acordo com a forma de apresentação. para ajudar na recuperação. Estimular medidas de enfrentamento dando-lhe apoio emocional. DIAGNÓSTICO A colonoscopia com biópsia e avaliação do íleo terminal é o melhor recurso para o diagnóstico da doença. Os exames laboratoriais também são importantes no diagnóstico e controle da enfermidade. conhecidos por manifestações extraintestinais. TRATAMENTO E CONTROLE O curso da doença pode variar de acordo com as manifestações intestinais e/ou extraintestinais. uso de antibióticos venosos e de corticosteróides. DIVERTICULOSE E DOENÇA DE CROHN 6 Pode ocorrer estreitamento (estenose). além de restrição temporária à ingestão de alimentos. é iniciado quase sempre com medicamentos. O corticosteróide é a medicação mais usada. Monitorar pesos diários para ganho ou perdas de líquidos e avalia o paciente quando a déficit de volume hídrico (pele e mucosa secas. localização e extensão da doença. A tomografia computadorizada do abdome pode ser útil na identificação de fístulas entre alças intestinais e outras alterações. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A assistência de enfermagem na doença de Crohn consistem em:        A enfermeira administrar os medicamentos anticolinérgicos e analgésicos conforme prescritos para aliviar a dor. Várias outras medicações podem ser associadas com o objetivo de fazer regredir a inflamação dos tecidos como os aminosalicilatos e imunossupressores. É comum a desnutrição em adultos e crianças. A investigação. ELABORADO POR: ANA MARIA DE OLIVEIRA DÉBORA FERREIRA ROSSETI FABIANA TEIXEIRA JUSTINIANO MARCELA ANDRESSA CODOGNO SILVA LAGO ROSANA PEDROGÃO CAMILO TALITA ANGÉLICA DE LIMA RACHID 3° ANO ENFERMAGEM ENFERMAGEM CLÍNICA MÉDICA UNIFRAN . exaustão). Alguns casos necessitam de intervenção cirúrgica para tratamento de complicações. O tratamento depende da forma de apresentação da doença e do grau de gravidade. dor do tipo cólica. articulações. Outros exames como radiografias do abdome. pela reação inflamatória própria da doença de Crohn e pela infecção secundária que ocorre na área afetada. É possível também a ocorrência de fístulas.DOENÇAS INTESTINAIS: DIARRÉIA. podendo provocar atraso no crescimento quando a doença surge na infância. reduzindo sua ansiedade. Esses trajetos fistulosos podem ser múltiplos e com grande destruição tecidual extensa. No caso de aparecimento de fistulas. porque possuem um maior risco de apresentar displasia e neoplasia intestinal. É frequente ocorrer uma obstrução parcial ao esvaziamento do conteúdo intestinal.

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