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Português - Pré-Vestibular Impacto - Estrutura do Período Composto - Subordinação III

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CONTEÚDO

PROFº: JOANA

08
A Certeza de Vencer

Estrutura do Período Composto: Subordinação
KL 220408

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PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO Existe um tipo de relação entre as orações de um mesmo período que é chamada de relação de subordinação (ou hipotaxe). A relação de subordinação pressupõe o encaixamento de orações dentro de orações, formando sintagmas maiores. Hipotaxe: relação sintática em que existe dependência ou subordinação de uma palavra ou de uma oração a outra palavra da frase ou a outra oração do período. Podemos representar o encaixamento de um constituinte dentro de outro, usando parênteses. O constituinte encaixado será, no exemplo a seguir, o adjunto adnominal “de matemática”, que modifica o substantivo “livros”: [livros (de matemática)] O adjunto adnominal encaixado do sintagma “livros de matemática” é agora o determinante do substantivo “livros”, pois atribui-lhe uma especificação. Nesse sentido, “livros” é o constituinte determinado. Sempre que se tem uma relação de determinação entre constituintes tem-se um sintagma no qual há uma relação de subordinação, em que os elementos determinantes são subordinados com relação aos constituintes que determinam. Portanto, voltando ao exemplo, o constituinte “de matemática” é determinante do substantivo “livros” e a ele se subordina. É, pois, o elemento determinante e subordinado. “Livros” é o elemento determinado e subordinante. As mesmas relações de determinação e subordinação podem ser observadas quando os constituintes em questão são orações, uma das quais está encaixada naquela que será a principal do período. Quando esse tipo de relação se estabelece entre as orações de um mesmo período, tem-se o chamado período composto por subordinação. Para se classificar um período composto, é necessário que ele tenha pelo menos duas orações, ou seja, que apresente dois predicados. Observe, inicialmente, os próximos exemplos:

No primeiro caso temos apenas uma oração; no segundo, duas. Estamos, portanto, diante de um período composto. Resta-nos determinar o tipo de relação que se estabelece entre as duas orações, “Lembra” e “que sempre quis uma casa no vale”. Se analisarmos sintaticamente o primeiro exemplo, veremos que “a casa da mãe” é um termo integrante da oração, pois atua como objeto direto do verbo transitivo direto “lembrar” (quem lembra, lembra alguma coisa). Nesse sentido, “a casa da mãe” é um complemento encaixado no predicado verbal, o que se pode representar pelo recurso dos parênteses, como: [Saudosamente, Eduardo (lembra (a casa da mãe))]. No segundo exemplo, o verbo da primeira oração também é “lembra?’ e, como transitivo direto, requer um complemento. Esse complemento, o objeto direto do verbo, é, no caso, uma outra oração, “que sempre quis uma casa no vale”. A oração “que sempre quis uma casa no vale” está encaixada na primeira, funcionando como complemento do verbo “lembrar”. Não há aqui, portanto, autonomia sintática das orações em questão, como ocorre na relação de coordenação, já estudada. Observa-se, pelo contrário, que se estabelece entre as duas orações uma relação de subordinação, em que a segunda, funcionando como objeto direto oracional do verbo “lembrar”, está encaixada na primeira, como se vê a seguir (mantêm-se, aqui, apenas os parênteses mais relevantes para a discussão) Lembra (que sempre quis uma casa no vale)]. Temos, pois, um período composto por subordinação, em que “lembra” é a oração principal e “que sempre quis urna casa no vale” é a oração a ela subordinada, que atua no período como um termo determinante da oração principal PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO É muito freqüente encontrarmos, nos textos, períodos compostos por coordenação e subordinação, pois o modo de articulação das orações no discurso é determinado por exigências de ordem semântica. Não dá no mesmo dizer, por exemplo, “Paulo estuda e trabalha”, coordenando as duas orações, e “Paulo estuda quando trabalha”, subordinando a segunda à primeira. No primeiro caso as ações são realizadas independentemente uma da outra; no segundo caso a ação de estudar realiza-se enquanto ocorre a ação de estudar. É evidente que os dois enunciados representam opções de organização sintática e lexical perfeitamente possíveis na língua, mas o seu sentido é bastante diferente.
VESTIBULAR – 2009

→ Saudosamente, Eduardo lembra a casa da mãe. → Lembra que sempre quis uma casa no vale?

AS DIFERENTES RELAÇÕES DE SUBORDINAÇÃO ENTRE ORAÇÕES As orações subordinadas, como vimos, são orações determinantes de orações principais, às quais se subordinam e nas quais estão sintaticamente encaixadas. São classificadas em três tipos, de acordo com as funções que exercem em relação às principais: subordinadas substantivas, subordinadas adjetivas e subordinadas adverbiais.

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AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ARTICULAM-SE À PRINCIPAL: 1) por meio dos chamados conectivos sintáticos, que são as conjunções subordinativas e os pronomes relativos; 2) por justaposição, sem o uso de conectivos. Não sei se ele cumprirá a promessa. (O se, conjunção integrante, funciona como conectivo sintático.) Ex: Eduardo não sabe quem trouxe este milho especial de pipocas. (A segunda oração, “quem trouxe este milho especial de pipocas, está encaixada na principal, Eduardo não sabe”, sem o auxílio de um conectivo sintático. Observe que o quem, pronome interrogativo, não é um conectivo e desempenha a função sintática de sujeito do verbo da subordinada, “trazer’.) Um outro critério importante para a classificação das orações subordinadas é a forma em que se apresenta o verbo. Assim, se o verbo da subordinada estiver no indicativo, no subjuntivo ou no imperativo, a oração será denominada desenvolvida. Se o verbo da subordinada estiver em uma das suas chamadas formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio), a oração será denominada reduzida. Minha esperança é Eduardo enjoar de pipocas. Minha esperança é que Eduardo enjoe de pipocas. Observe que o sentido desses períodos — ambos compostos por subordinação — é o mesmo. A diferença está em que no primeiro exemplo usou-se uma forma nominal (o infinitivo) do verbo “enjoar”, e a oração “Eduardo enjoar de pipocas” é uma subordinada reduzida de infinitivo (introduzida sem conectivo). Já no segundo exemplo, usouse o verbo na forma do presente do subjuntivo. Tem-se, portanto, uma oração subordinada desenvolvida (no caso, uma subordinada substantiva na função sintática de predicativo do sujeito da oração principal). EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES: 01. (Fatec-SP) No trecho “Num dia de chuva, ofereci carona. Ela recusou. Um amigo viria buscá-la”. a oração destacada revela idéia de: a) concessão e é exemplo de oração coordenada sindética. b) justaposição e é exemplo de discurso direto. c) contraste e é exemplo de oração subordinada. d) explicação e é exemplo de oração absoluta. e) conseqüência e é exemplo de oração independente. 02. Qual foi o raciocínio feito para responder à questão anterior?

03. No primeiro quadrinho da tirinha a seguir há duas orações coordenadas sindéticas. Observe:

a) Quais são os conectivos que introduzem essas duas orações? Que sentido cada um deles exprime?

b) Tomando por base sua resposta à questão anterior, classifique as duas orações coordenadas sindéticas que aparecem no primeiro quadrínho.

04. Observe os dois períodos: Ele é muito inteligente, mas arrogante. Embora arrogante, ele é muito inteligente. O primeiro período é composto por coordenação e o segundo, por subordinação. A diferença entre as construções sintáticas determina, também, sentidos diferentes para o que está enunciado sobre o sujeito em cada um dos períodos. Em que consiste essa diferença?

05. Você aprendeu que oração coordenada desprovida de conectivo é denominada assindética e que aquela introduzida por conectivo é sindética. Observe os períodos a seguir: neles, há orações coordenadas sindéticas e assindéticas. 1. Não movia um músculo, não emitia um único som. II. O irmão chegou, o marido saiu, mas a mulher nem notou. III. O policial entregou a multa, o motorista a recebeu. Não havia o que discutir. a) Nesses períodos, quais orações são coordenadas assindéticas?

b) Quais são classificando-as.

sindéticas?

Justifique

sua

resposta,

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VESTIBULAR – 2009

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