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Sumário

Princípios Constitucionais da Administração Pública....................................................................... 03

LEGISLAÇÃO.................................................................................................................................. 11

LEI Nº 7.998, DE 11 DE JANEIRO DE 1990.................................................................................... 11

LEI COMPLEMENTAR Nº 7, DE 7 DE SETEMBRO DE 1970......................................................... 18

PIS - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL............................................................................... 20

FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO – FGTS........................................................ 22

LEI 8.036/90.................................................................................................................................... 24

LEI 9.012/95.................................................................................................................................... 24

EXERCÍCIOS.................................................................................................................................. 28

Técnico Bancário 1
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1. Princípios Constitucionais da Administração Pública

Os princípios fundamentais orientadores de toda a atividade da Administração Pública encontram-se,


explicita ou implicitamente, no texto da Constituição de 1988.
Dentre os princípios norteadores da atividade administrativa, avultam em importância aqueles
expressos no caput do art. 37 da Constituição. Após a promulgação da emenda Constitucional n° 19/1998,
cinco passaram a ser esses princípios explícitos, a saber: legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência (LIMPE).
Os princípios são as idéias centrais de um sistema, estabelecendo suas diretrizes e conferindo a ele
um sentido lógico, harmonioso e racional, o que possibilita uma adequada compreensão de sua estrutura.
Os princípios determinam o alcance e o sentido das regras de um subsistema do ordenamento jurídico,
balizando a interpretação e a própria produção normativa.

DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Pela expressa dicção do dispositivo, constante da Constituição de 1988, torna claro que os princípios
ali enumerados são de observância obrigatória para todos os Poderes, quando estiverem no exercício de
funções administrativas, e para todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e municípios),
alcançando a administração direta e indireta.
?Administração Direta==> é o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado
(União, Estados, Distrito Federal e municípios), aos quais foi atribuída a competência para o exercício, de
forma, centralizada, de atividades administrativas.
?Administração Indireta==> é o conjunto de pessoas jurídicas (desprovidas de autonomia política)
que, vinculadas á Administração Direta, têm a competência para o exercício, de forma descentralizada, de
atividades administrativas.

No Brasil o Decreto 200/1967, em seu art. 4°, esta belece a organização da administração pública
federal, conforme abaixo transcrito:
Art. 4° A Administração Federal compreende:
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da
Presidência da República e dos Ministérios.
II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de
personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas.

1.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

O princípio da legalidade é o postulado basilar de todos os Estados de Direito, consistindo, a rigor, no


cerne da própria qualificação destes (o Estado é dito “de direito” porque sua atuação está integralmente
sujeita ao ordenamento jurídico, vigora o “império da lei”).

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A formulação mais genérica deste princípio encontra-se no inciso II do art 5º da Constituição, artigo
no qual se inserem alguns dos mais importantes direitos e garantias fundamentais de nosso ordenamento.
Lemos no citado dispositivo, que, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei”, Como o art. 5º trata de direitos individuais, sobretudo os inicialmente delineados pelo
Liberalismo do século XVII, voltados essencialmente, portanto, à proteção dos particulares contra o Estado,
temos como corolário do inciso II do art. 5º que os particulares é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba.
Podemos de pronto perceber que a última asserção é inaplicável à atividade administrativa. Deveras,
para os particulares a regra é a autonomia da vontade, ao passo que a Administração Pública não tem
vontade autônoma, estando adstrita à lei, a qual expressa a “vontade geral”, manifestada pelos
representantes do povo, único titular originário da “coisa pública”. Tendo em conta o fato de que a
Administração Pública está sujeita, sempre, ao princípio da indisponibilidade do interesse público – e não é
ela quem determina o que é de interesse público, mas somente a lei (e a própria Constituição), expressão
legítima da “vontade geral” -, não é suficiente a ausência de proibição em lei para que a Administração
Pública possa agir; é necessária a existência de uma lei que imponha ou autorize determinada atuação
administrativa. A carta de 1988 não estabeleceu um enunciado específico para o princípio da legalidade
administrativa. Conforme exposto, entretanto, pode-se afirmar que, no âmbito de direito administrativo, como
decorrência do regime de direito público, a legalidade traduz a idéia de que a Administração Pública
somente tem a possibilidade de atuar quando exista lei que o determine (atuação vinculada) ou autorize
(atuação discricionária), devendo obedecer estritamente ao estipulado na lei, ou sendo, discricionária a
atuação, observar os termos condições e limites autorizados na lei.
Essa é a principal diferença do princípio da legalidade para os particulares e para a Administração.
Aqueles podem fazer tudo o que a lei não proíba; esta só pode fazer o que a lei determine ou autorize.
Inexistindo previsão legal, não há possibilidade de atuação administrativa.
O princípio da legalidade administrativa tem, portanto, para a Administração Pública, um conteúdo
muito mais restrito do que a legalidade geral aplicável à conduta dos particulares (CF, art. 5º, II). Por outro
lado, para o administrado, o princípio da legalidade administrativa representa uma garantia constitucional,
exatamente porque lhe assegura que a atuação da Administração estará limitada ao que dispuser a lei.
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio da legalidade representa a consagração da
idéia de que a Administração Pública só pode ser exercida conforme a lei, sendo a atividade administrativa,
por conseguinte, sublegal ou infralegal, devendo restringir-se à expedição de comandos que assegurem a
execução da lei. Como a lei consubstancia, por meio de comandos gerais e abstratos, a vontade geral,
manifestada pelo Poder que possui representatividade para tanto – o Legislativo -, o princípio da legalidade
possui o escopo de garantir que a atuação do Poder Executivo nada mais seja senão a concretização dessa
vontade geral.
Em suma, a Administração, além de não poder atuar contra a lei ou além da lei, somente pode agir
segundo a lei (a atividade administrativa não pode ser contra legem nem praeter legem, mas apenas
secudum legem). Os atos eventualmente praticados em desobediência a tais parâmetros são atos inválidos e
podem ter sua invalidade decretada pela própria Administração que os haja editado (autotutela
administrativa) ou pelo Poder Judiciário.
Observe-se, ainda, que, em sua atuação, a Administração está obrigada à observância não apenas
do dispositivo nas leis, mas também dos princípios jurídicos (“atuação conforme a lei e o Direito”, na redação
do inicio I do parágrafo único do art. 2º da Lei nº 9.784/1999). Ademais, a Administração está sujeita a seus
próprios atos normativos, expedidos para assegurar o fiel cumprimento das leis, nos termos do art.84, inciso
IV, da Constituição. Assim, na prática de um ato individual, o agente público está obrigado a observar não só
a lei e os princípios jurídicos, mas também os decretos, as portarias, as instituições normativas, os
pareceres normativos, em suma, os atos administrativos gerais que sejam pertinentes àqueles situação
concreta com que ele se depara.
É importante enfatizar que a edição de atos normativos pela Administração Pública só é legítima
quando exercida nos estritos limites da lei, para o fim de dar fiel execução a esta. A atividade normativa
administrativa típica não pode inovar o orçamento jurídico, não pode criar direitos ou obrigações novos, que
não estejam, previamente, estabelecidos em lei, ou dela decorram.
Devemos observar que a possibilidade de o Poder Executivo expedir atos que inaugurem o direito
positivo somente existe nas situações expressamente previstas no próprio texto constitucional. Tais
hipóteses possuem caráter excepcional, sendo as principais a edição de medidas provisórias “com força de
lei” (CF, art.62) e de leis delegadas cuja edição deve ser autorizadas por resolução do Congresso Nacional
(CF, art. 68).

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Merece menção, ainda, a atribuição, bastante restrita, acrescentada pela EC nº32/2001, de edição de
decretos autônomos pelo Poder Executivo, ou seja, decretos que retiram seu fundamento de validade
diretamente do texto constitucional, atos primários, isto é, que não são editados em função de qualquer lei,
não regulamentam lei alguma.
As matérias a serem disciplinadas por meio de decreto autônomo (matérias submetidas “ reserva de
Administração”) estão descritas no art. 84, inciso VI da Constituição. São, exclusivamente, as seguintes: (a)
organização e funcionamento da Administração federal, desde que não impliquem aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos; e (b) extinção de cargos ou funções públicas, quando vagos. O art.
84 da Constituição aplica-se ao Presidente da República (à esfera federal, portanto). Entendemos que, por
simetria, tais atribuições podem ser exercidas pelos Governadores e Prefeitos, desde que lhes dê
competência a respectiva Constituição ou Lei Orgânica municipal

1.2. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE

Os autores tratam do princípio administrativo da impessoalidade sob dois prismas, a saber:

a) como determinante da finalidade de toda a atuação administrativa (também chamado princípio da


finalidade, considerado um princípio constitucional implícito, inserido no princípio expresso da
impessoalidade);

Essa primeira é a acepção mais tradicional do princípio da impessoalidade, e traduz a idéia de que
toda atuação da Administração deve visar ao interesse público, deve ter como finalidade a satisfação do
interesse público.
A impessoalidade da atuação administrativa impede, portanto, que o ato administrativo seja praticado
visando a interesses do agente ou de terceiros devendo ater-se à vontade da lei, comando geral e abstrato
em essência. Dessa forma, ele impede perseguições ou favorecimentos, discriminações benéficas ou
prejudiciais aos administrativos. Qualquer ato praticado com objetivo diverso da satisfação do interesse
público será nulo por desvio de finalidade. Exemplo marcante de ofensa ao princípio da impessoalidade (e
também ao da moralidade, entre outros) é a prática do nepotismo – nomeação de parentes para cargos cujo
provimento não exija concurso público -, infelizmente ainda corriqueira em nossos meios políticos.
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, a impessoalidade, especialmente na acepção ora em
foco, é decorrência da isonomia (ou igualdade) e tem desdobramentos explícitos em dispositivos
constitucionais como o art.37, inciso II, que impõe o concurso público como condição para ingresso em cargo
efetivo ou emprego público (oportunidades iguais para todos), e o art. 37, inciso XXI, que exige que as
licitações públicas assegurem igualdade de condições a todos os concorrentes.
A finalidade da atuação da Administração pode estar expressa ou implícita na lei. Há sempre uma
finalidade, que é o fim direto ou imediato que a lei pretende atingir.
Por exemplo, o ato de remoção tem a finalidade específica de adequar o número de servidores
lotados nas diversas unidades administrativas de um órgão ou entidade às necessidades de Mao-de-obra de
cada unidade, conforme a disponibilidade total de servidores no órgão ou entidade. Se um ato de remoção é
praticado com a finalidade de punir um servidor, que tenha cometido uma irregularidade, ou que trabalhe de
forma insatisfatória, o ato será nulo, por desvio de finalidade, mesmo que existisse efetiva necessidade de
pessoal no local para onde o servidor foi removido.
Observe-se que, no exemplo, a remoção não seria frontalmente contrária ao interesse público, não
desatenderia abertamente a finalidade geral, porque realmente havia necessidade de pessoal na unidade
para a qual o servidor foi deslocado, mas basta o desvio da finalidade específica para tornar o ato nulo.
Outro exemplo. Imagina-se que um servidor, um Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, peça
licença para capacitação, prevista no art. 87 da Lei nº 8.112/1990, a fim de participar de um curso de pintura
em porcelana. São os seguintes os termos do citado dispositivo legal: “Após cada quinqüenio de efetivo
exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a
respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional.”
Suponhamos que a licença seja concedida.

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Neste caso, temos desvio da finalidade geral e da finalidade específica, pois o ato é contrário ao
interesse público (o servidor ficará remuneradamente sem trabalhar para fazer um curso que não interessa a
suas atribuições) e é contrário à finalidade específica da lei (pintura em porcelana não é, para esse servidor,
“capacitação profissional”).

b) como vedação a que o agente valha-se das atividades desenvolvidas pela Administração para
obter promoção pessoal.

A segunda acepção do princípio da impessoalidade está ligada à idéia de vedação à pessoalização


das realizações da Administração Pública, á promoção pessoal do agente pública.
Está consagrada no § 1º do art. 37 da Constituição, nestes termos:
“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”
Observa-se que esse segundo desdobramento do princípio da impessoalidade tem por escopo proibir
a vinculação de atividades da Administração à pessoa dos administradores, evitando que estes utilizem a
propaganda oficial para sua promoção pessoal.
Assim, uma obra pública realizada, por exemplo, pelo Estado do Rio de Janeiro, numa poderá ser
anunciada como realização de José da Silva, Governador, ou de Maria das Graças, Secretária Estadual de
Obras, pela propaganda oficial. Será sempre o “Governo do Estado do Rio de Janeiro” o realizador da obra,
vedada a alusão a qualquer característica do governante, inclusive a símbolos relacionados a seu nome.
Cabe anotar, por fim, que a Lei nº 9.784/1999 refere-se a ambas as acepções do princípio da
impessoalidade, no seu art. 2º, parágrafo único, incisivos III e XIII, abaixo transcritos:
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade,
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica,
interesse público e eficiência.
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada promoção pessoal de agentes ou
autoridades;
XIII – interpretação a norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público
a que se dirige, vedada a aplicação retroativa de nova interpretação.”

1.3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE

O princípio da moralidade torna jurídica a exigência de atuação ética dos agentes da Administração
Pública. A denominação moral administrativa difere da moral comum, justamente por ser jurídica e pela
possibilidade de invalidação dos atos administrativos que sejam praticados com inobservância desde
princípio.
É importante compreender que o fato de a Constituição haver erigido a moral administrativa em
princípio jurídico expresso permite afirmar que ela é um requisito de validade do ato administrativo, e não de
aspecto atinente ao mérito. Vale dizer, um ato contrário à moral administrativa não está sujeito a uma
análise de oportunidade e conveniência, mas a uma análise de legitimidade, isto é, um ato contrário à moral
administrativa é nulo, e não meramente inoportuno ou inconveniente.
Em conseqüência, o ato contrário à moral administrativa não deve ser revogado, e sim declarado
nulo. Mais importante, como se trata de controle de legalidade ou legitimidade, este pode ser efetuado pela
Administração e, também, pelo Poder Judiciário (desde que provocado).
A moral administrativa liga-se á idéia de probidade e boa-fé. A lei nº 9.784/1999, no seu Art. 2º,
parágrafo único, refere-se a tais conceitos nestes termos: “nos processos administrativos serão observados,
entre outros, os critérios de atuação segundo padrões de probidade, decoro e boa-fé”.
Consoante formulado no “Código de Ética profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal” (decreto nº 1.171/1994), “o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua
conduta. Assim. Não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto”.

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Para atuar observando a moral administrativa não basta ao agente cumprir formalmente a lei na
frieza de sua letra. É necessário que se atenda à letra e ao espírito da lei, que ao legal junte-se o ético. Por
essa razão, muito freqüentemente os autores afirmam que o princípio da moralidade complementa, ou torna
mais efetivo, materialmente, o princípio da legalidade.
A doutrina enfatiza que a moralidade administrativa independe da concepção subjetiva (pessoal) de
conduta moral, ética, que o agente público tenha; importa, sim, a noção objetiva, embora indeterminada,
passível de ser extraída do conjunto de normas concernentes à conduta de agentes públicos, existentes no
ordenamento jurídico. O vocábulo “objetivo”, aqui, significa que não se toma como referência um conceito
pessoal, subjetivo -referente ao sujeito- de moral, mas um conceito impessoal, geral, anônimo de moral, que
pode ser obtido a partir da análise das normas de conduta das agentes públicos presentes no ordenamento
jurídico. É evidente que “moral administrativa” consiste em um “conceito jurídico indeterminado”, mas, repita-
se conquanto indeterminado, trata-se de conceito jurídico, portanto, objetivo – e não pessoa, subjetivo.
Frise-se este ponto: afirmam os administrativistas que esse conceito objetivo de moral administrativa
pode ser extraído do ordenamento jurídico, a partir do conjunto de normas, de todos os níveis, que versam
sobre conduta dos agentes públicos em geral. Assim, embora sem dúvida se trate de um conceito
indeterminado, com uma zona de incerteza na qual as condutas poderão, ou não, ser enquadradas como
contrárias à moral administrativa, o certo é que nenhuma relevância tem a opinião de agente que praticou o
ato cujo moralidade esteja sendo avaliada. Importa unicamente o que se extrai do ordenamento jurídico
acerca da conduta compatível com a moralidade administrativa.
Foi grande a preocupação da Constituição de 1988, com a moralidade administrativa, e o princípio se
encontra resguardando em diversos dispositivos. Cada vez mais o Poder Judiciário tem conferido efetividade
ao postulado e, hoje, não é raro deparamo-nos com sentenças e acórdãos invalidando atos ou
procedimentos por ferirem a moralidade administrativa.
É ilustrativa dessa noção esta ementa, do Tribunal de Justiça de São Paulo: “o controle jurisdicional
se restringe ao exame da legalidade do ato administrativo; mas por legalidade ou legitimidade se entende
não só a conformação do ato com a lei, como também com a moral administrativa e com interesse coletivo.”
O § 4º do art. 37 do Texto Magno cuida da lesão à moralidade, referindo-se à improbidade administrativa,
nos seguintes termos:

“Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em
lei, sem prejuízo da ação penal cabível.”

Com ênfase ainda maior, o art. 85, inciso V,da Carta da República tipifica como crime de
responsabilidade administrativa.
Ao lado desses dispositivos, a Constituição confere aos particulares o poder de controlar o respeito
ao princípio da moralidade administrativa, seja mediante provocação à própria Administração Pública, por
exemplo, exercendo o direito de petição, seja por meio de ações judiciais diversas. Um importante meio de
controle judicial da moralidade administrativa é a ação popular, remédio constitucional no inciso LXXIII do art.
5º da Constituição nestes termos (grifamos):
“qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus
da sucumbência.”

1.4. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE

O princípio da publicidade também apresenta uma dupla acepção em face do sistema decorrente da
Constituição de 1988, a saber:

a) exigência de publicação em órgão oficial como requisito de eficácia dos atos administrativos gerais
que devam produzir efeitos externos ou onerem o patrimônio público;
Essa acepção, a publicidade não está ligada à validade do ato, mas à sua eficácia, isto é, enquanto
não publicado, o ato não está apto a produzir efeitos. Evidentemente, em um Estado de Direito, é
inconcebível a existência de atos sigilosos ou confidenciais que pretendam incidir sobre a esfera jurídica dos
administrados, criando restringindo ou extinguindo direitos, ou que onerem o patrimônio público.

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Cabe observar que o parágrafo único do art. 61 da Lei n° 8.666/1993 estabelece como requisito
indispensável de eficácia dos contratos administrativos a publicação resumida do seu instrumento na
imprensa oficial.
b) exigência de transparência na atuação administrativa.
Essa acepção, derivada do princípio da indisponibilidade do interesse público, diz respeito à
exigência de que seja possibilitado, da forma mais ampla possível, o controle da Administração Pública pelos
administrados.
Um dispositivo que deixa bem clara essa exigência de atuação transparente é o inciso XXXIII do art.
5º da Constituição, reproduzido abaixo (deve-se observar que não se trata de um direito absoluto):
“XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.”
Importante garantia individual apta a assegurar a exigência de transparência da Administração
Pública é o direito de petição aos poderes Públicos; o mesmo se pode dizer do direito à obtenção de
certidões em repartições públicas (CF, art. 5º, XXXIV, “a” e “b”, respectivamente).
Decorrência lógica do princípio da transparência é a regra geral segundo a qual os atos
administrativos devem ser motivados. Com efeito, a motivação (exposição, por escrito, dos motivos que
levaram à prática do ato) possibilita o efeito controle da legitimidade do ato administrativo pelos órgãos de
controle e pelo povo em geral. De forma mais ampla, a cidadania fundamenta a exigência de motivação, uma
vez que esta é essencial para assegurar o efeito controle da Administração, inclusive o controle popular, uma
das mais evidentes manifestações do exercício da cidadania.
O princípio da motivação dos atos administrativos não é um princípio que esteja expresso na
Constituição para toda a Administração Pública. Entretanto, especificamente para a atuação administrativa
dos tribunais do Poder Judiciário a motivação está expressamente exigida no texto constitucional, no art. 93,
inciso X, transcrito abaixo (grifou-se):
“Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Magistratura, observados os seguintes princípios:
X – as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as
disciplinares tomadas pelo voto da maioria de seus membros.”

1.5. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA

A EC nº 19/1998 inclui e eficiência como princípio expresso, no caput do art.37 da Constituição.


A introdução da eficiência, como princípio explícito, no caput do art. 37 da Carta da República,
aplicável a toda atividade administrativa de todos os poderes de todas as esferas da Federação, demonstra
bem a concepção de Administração Pública propugna pelos arautos da corrente política e econômica
comumente denominada – em que pesem as críticas a esta expressão – neoliberalismo.
Conquanto perfilhem a assim chamada “doutrina do Estado mínimo”, esses teóricos reconhecem que
a existência de uma Administração Pública é inevitável nas sociedades contemporâneas. Entendem,
entretanto, que os controles a que está sujeita a Administração Pública, e os métodos de gestão que utiliza,
acarretam morosidade, desperdícios, baixa produtividade, enfim grande ineficiência, em comparação com a
administração de empreendimentos privados. Propõem, dessa forma, que a Administração Pública aproxime-
se o mais possível da administração das empresas do setor privado. Esse modelo de Administração Pública,
em que se privilegia a aferição de resultados, com ampliação de autonomia dos entes administrativos e
redução dos controles de atividades-meio, identifica-se com a noção de administração gerencial, e tem como
postulado central exatamente o princípio da eficiência.
Exemplo típico de instrumento com essas finalidade – privilegiar a aferição do atingimento de
resultados, com ampliação da autonomia administrativa de entidade e órgãos públicos, traduzida na redução
dos controles das atividades-meio – são os contratos de gestão previstos no § 8º do art. 37 da Carta Política,
dispositivo também incluído pela EC nº 19/1998.
Para a Professora Maria Sylvia Di Pietro o princípio em foco apresenta dois aspectos:
a) relativamente a forma de atuação de agente público, espera-se o melhor desempenho possível de
suas atribuições, a fim de obter os melhores resultados;

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b) quanto ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a administração pública, exige-se que este
seja o mais racional possível, no intuito de alcançar melhores resultados na prestação dos serviços públicos.
Exemplo de desdobramentos do princípio da eficiência, quanto ao primeiro aspecto, todos
introduzidos pela EC nº 19/1998, são a exigência de avaliação especial de desempenho para a aquisição da
estabilidade pelo servidor público e a perda do cargo do servidor estável “mediante procedimento de
avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa” (CF, art.41).

Outro exemplo, também quanto ao primeiro aspecto, temos no art. 39, § 2º, da Constituição
“§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o
aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos”.

1.6. PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

O princípio em estudo encontra amparo no art. 37, § 6.º, da Constituição Federal, cuja compostura
verifica-se que:

"As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadores de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa".

Assim, de imediata leitura desse texto resulta claro que todo agente público que vier a causar um
dano a alguém trará para o Estado o dever jurídico de ressarcir esse dano. Não importará se tenha agido
com culpa ou dolo. O dever de indenizar se configurará pela mera demonstração do nexo causal existente
entre o fato ocorrido e o dano verificado.
Temos, pois, que em nosso Direito a responsabilidade civil do Estado é objetiva, ou seja, independe
da conduta dolosa, negligente, imperita ou imprudente daquele que causa o dano. Qualificar-se-á sempre
que o agente estiver, nos termos do precitado dispositivo constitucional, no exercício da função pública, não
importando se age em nome de uma pessoa de direito público ou de direito privado prestadora de serviços
públicos.
Destare, a obrigação de indenizar é a da pessoa jurídica a que pertence o agente. O prejudicado terá
que mover a ação de indenização contra a Fazenda Pública respectiva ou contra a pessoa jurídica privada
prestadora de serviço público, não contra o agente causador do dano. O princípio da impessoalidade vale
aqui também.
Impede ressalvar, todavia, que nem sempre as pessoas que integram a Administração Pública
encontram-se a exercer propriamente função pública. Por vezes, no âmbito do que admite nossa
Constituição, será possível encontrarmos pessoas da Administração Indireta que não estejam exercendo tais
tipos de atividades, como é o caso, por exemplo, das empresas públicas e das sociedades de economia
mista para o exercício de atividade econômica (art. 173, da CF). Nesses casos, naturalmente, eventuais
danos por essas empresas causados a terceiros haverão de ser regrados pela responsabilidade subjetiva,
nos termos estabelecidos pela legislação civil. Exigirão, em princípio, a configuração da ação dolosa ou
culposa (negligente, imprudente ou imperita), para que tenha nascimento o dever de indenizar.
O mesmo se poderá dizer, ainda, do agente que vier a causar dano a alguém fora do exercício da
função pública. Nesse caso, por óbvio, não haverá de ser configurada a responsabilidade objetiva
predefinida no art. 37, § 6.º, de nossa Lei Maior.
Entretanto, como pontifica MELLO, a responsabilidade objetiva "só está consagrada
constitucionalmente para atos comissivos do Estado, ou seja, para comportamentos positivos dele. Isto
porque o texto menciona “danos que seus agentes causarem"; Assim sendo, condutas omissivas só podem
gerar responsabilidade ao Poder Público quando demonstrada a culpa do serviço.
No mais, é importante ressalvar que, embora a responsabilidade civil do Estado para com os
administradores seja objetiva, a responsabilidade dos agentes públicos perante a Administração Pública é
induvidosamente subjetiva. Como observa-se pelos próprios termos do citado art. 37, § 6.º, o direito de
regresso que pode ser exercido contra aquele que causou o dano apenas se configurará "nos casos de dolo
ou culpa".
No dispositivo constitucional estão compreendidas duas regras: a da responsabilidade objetiva do
Estado e a da responsabilidade subjetiva do funcionário.
A regra da responsabilidade objetiva exige, segundo artigo 37, § 6º, da Constituição:
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1. que se trate de pessoa jurídica de direito público ou de direito privado prestadora de serviços
públicos; a norma constitucional veio pôr fim às divergências doutrinárias quanto à incidência de
responsabilidade objetiva quanto se tratasse de entidades de direito privado prestadoras de serviços públicos
(fundações governamentais de direito privado, empresas públicas, sociedades de economia mista, empresas
permissionárias e concessionárias de serviços públicos), já que mencionadas, no artigo 107 da Constituição
de 1967, apenas as pessoas jurídicas de direito público (União, Estados, Municípios, Distrito Federal,
Territórios e autarquias);
2. que essas entidades prestem serviços públicos, o que exclui as entidades da administração
indireta que executem atividade econômica de natureza privada; assim é que, em relação às sociedades de
economia mista e empresas públicas, não se aplicará a regra constitucional, mas a responsabilidade
disciplinada pelo direito privado, quando não desempenharem serviço público;
3. que haja um dano causado a terceiros em decorrência da prestação de serviço público; aqui está o
nexo de causa e efeito;
4. que o dano seja causado por agente das aludidas pessoas jurídicas, o que abrange todas as
categorias, de agentes políticos, administrativos ou particulares em colaboração com a Administração, sem
interessar o título sob o qual prestam o serviço;
5. que o agente, ao causar o dano, aja nessa qualidade; não basta ter a qualidade de agente público,
pois, ainda que o seja, não acarretará a responsabilidade estatal se, ao causar o dano, não estiver agindo no
exercício de suas funções.
Anotações:

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emprego a serem executadas nas localidades de
LEGISLAÇÃO domicílio do beneficiado.

§ 3o Caberá ao Conselho Deliberativo do Fundo de


Amparo ao Trabalhador - CODEFAT o
LEI Nº 7.998, DE 11 DE JANEIRO DE 1990 estabelecimento, mediante resolução, das demais
condições indispensáveis ao recebimento do
benefício de que trata este artigo, inclusive quanto
Art. 1º Esta Lei regula o Programa do Seguro- à idade e domicílio do empregador ao qual o
Desemprego e o abono de que tratam o inciso II do trabalhador estava vinculado, bem como os
art. 7º, o inciso IV do art. 201 e o art. 239, da respectivos limites de comprometimento dos
Constituição Federal, bem como institui o Fundo de recursos do FAT.
Amparo ao Trabalhador (FAT)
Art. 2o-C O trabalhador que vier a ser identificado
como submetido a regime de trabalho forçado ou
DO PROGRAMA DE SEGURO-DESEMPREGO reduzido a condição análoga à de escravo, em
decorrência de ação de fiscalização do Ministério
do Trabalho e Emprego, será dessa situação
Art. 2º O Programa de Seguro-Desemprego tem resgatado e terá direito à percepção de três
por finalidade: parcelas de seguro-desemprego no valor de um
salário mínimo cada, conforme o disposto no § 2o
I - prover assistência financeira temporária ao deste artigo.
trabalhador desempregado em virtude de dispensa
sem justa causa, inclusive a indireta, e ao § 1o O trabalhador resgatado nos termos do
trabalhador comprovadamente resgatado de caput deste artigo será encaminhado, pelo
regime de trabalho forçado ou da condição análoga Ministério do Trabalho e Emprego, para
à de escravo; qualificação profissional e recolocação no mercado
de trabalho, por meio do Sistema Nacional de
II - auxiliar os trabalhadores na busca ou Emprego - SINE, na forma estabelecida pelo
preservação do emprego, promovendo, para tanto, Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
ações integradas de orientação, recolocação e Trabalhador - CODEFAT.
qualificação profissional.
§ 2o Caberá ao CODEFAT, por proposta do
o
Art. 2 -A. Para efeito do disposto no inciso II do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego,
art. 2o, fica instituída a bolsa de qualificação estabelecer os procedimentos necessários ao
profissional, a ser custeada pelo Fundo de Amparo recebimento do benefício previsto no caput deste
ao Trabalhador - FAT, à qual fará jus o trabalhador artigo, observados os respectivos limites de
que estiver com o contrato de trabalho suspenso comprometimento dos recursos do FAT, ficando
em virtude de participação em curso ou programa vedado ao mesmo trabalhador o recebimento do
de qualificação profissional oferecido pelo benefício, em circunstâncias similares, nos doze
empregador, em conformidade com o disposto em meses seguintes à percepção da última parcela.
convenção ou acordo coletivo celebrado para este
fim. Art. 3º Terá direito à percepção do seguro-
desemprego o trabalhador dispensado sem justa
Art. 2o-B. Em caráter excepcional e pelo prazo de causa que comprove:
seis meses, os trabalhadores que estejam em
situação de desemprego involuntário pelo período I - ter recebido salários de pessoa jurídica ou
compreendido entre doze e dezoito meses, pessoa física a ela equiparada, relativos a cada um
ininterruptos, e que já tenham sido beneficiados dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores à
com o recebimento do Seguro-Desemprego, farão data da dispensa;
jus a três parcelas do benefício, correspondente
cada uma a R$ 100,00 (cem reais). II - ter sido empregado de pessoa jurídica ou
pessoa física a ela equiparada ou ter exercido
§ 1o O período de doze a dezoito meses de que atividade legalmente reconhecida como autônoma,
trata o caput será contado a partir do recebimento durante pelo menos 15 (quinze) meses nos últimos
da primeira parcela do Seguro-Desemprego. 24 (vinte e quatro) meses;

§ 2o O benefício poderá estar integrado a ações de


qualificação profissional e articulado com ações de
Técnico Bancário 11
III - não estar em gozo de qualquer benefício § 2º O valor do benefício não poderá ser inferior ao
previdenciário de prestação continuada, previsto no valor do salário mínimo.
Regulamento dos Benefícios da Previdência
Social, excetuado o auxílio-acidente e o auxílio § 3º No pagamento dos benefícios, considerar-se-
suplementar previstos na Lei nº 6.367, de 19 de á:
outubro de 1976, bem como o abono de
permanência em serviço previsto na Lei nº 5.890, I - o valor do BTN ou do salário mínimo do mês
de 8 de junho de 1973; imediatamente anterior, para benefícios colocados
à disposição do beneficiário até o dia 10 (dez) do
IV - não estar em gozo do auxílio-desemprego; e mês;

V - não possuir renda própria de qualquer natureza II - o valor do BTN ou do salário mínimo do próprio
suficiente à sua manutenção e de sua família. mês, para benefícios colocados à disposição do
beneficiário após o dia 10 (dez) do mês.
Art. 3o-A. A periodicidade, os valores, o cálculo do
número de parcelas e os demais procedimentos Art. 6º O seguro-desemprego é direito pessoal e
operacionais de pagamento da bolsa de intransferível do trabalhador, podendo ser
qualificação profissional, nos termos do art. 2o-A requerido a partir do sétimo dia subseqüente à
desta Lei, bem como os pré-requisitos para rescisão do contrato de trabalho.
habilitação serão os mesmos adotados em relação
ao benefício do Seguro-Desemprego, exceto Art. 7º O pagamento do benefício do seguro-
quanto à dispensa sem justa causa. desemprego será suspenso nas seguintes
situações:
Art. 4º O benefício do seguro-desemprego será
concedido ao trabalhador desempregado, por um I - admissão do trabalhador em novo emprego;
período máximo de 4 (quatro) meses, de forma
contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de II - início de percepção de benefício de prestação
16 (dezesseis) meses, contados da data de continuada da Previdência Social, exceto o auxílio-
dispensa que deu origem à primeira habilitação. acidente, o auxílio suplementar e o abono de
Parágrafo único. O benefício do seguro- permanência em serviço;
desemprego poderá ser retomado a cada novo
período aquisitivo, satisfeitas as condições III - início de percepção de auxílio-desemprego.
arroladas no art. 3º desta Lei, à exceção do seu
inciso II. Art. 7o-A. O pagamento da bolsa de qualificação
profissional será suspenso se ocorrer a rescisão do
Art. 5º O valor do benefício será fixado em Bônus contrato de trabalho.
do Tesouro Nacional (BTN), devendo ser calculado
segundo 3 (três) faixas salariais, observados os Art. 8º O benefício do seguro-desemprego será
seguintes critérios: cancelado:

I - até 300 (trezentos) BTN, multiplicar-se-á o I -pela recusa, por parte do trabalhador
salário médio dos últimos 3 (três) meses pelo fator desempregado, de outro emprego condizente com
0,8 (oito décimos); sua qualificação e remuneração anterior;

II - de 300 (trezentos) a 500 (quinhentos) BTN II - por comprovação de falsidade na prestação das
aplicar-se-á, até o limite do inciso anterior, a regra informações necessárias à habilitação;
nele contida e, no que exceder, o fator 0,5 (cinco
décimos); III -por comprovação de fraude visando à
percepção indevida do benefício do seguro-
III - acima de 500 (quinhentos) BTN, o valor do desemprego;
benefício será igual a 340 (trezentos e quarenta)
BTN. IV -por morte do segurado.

§ 1º Para fins de apuração do benefício, será


considerada a média dos salários dos últimos 3
(três) meses anteriores à dispensa, devidamente
convertidos em BTN pelo valor vigente nos
respectivos meses trabalhados.

12 Técnico Bancário
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I serão computados no valor do abono salarial os
a III deste artigo, será suspenso por um período de rendimentos proporcionados pelas respectivas
2 (dois) anos, ressalvado o prazo de carência, o contas individuais.
direito do trabalhador à percepção do seguro-
desemprego, dobrando-se este período em caso
de reincidência. DO FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR

Art. 8o-A. O benefício da bolsa de qualificação


profissional será cancelado nas seguintes Art. 10. É instituído o Fundo de Amparo ao
situações: Trabalhador (FAT), vinculado ao Ministério do
I - fim da suspensão contratual e retorno ao Trabalho, destinado ao custeio do Programa de
trabalho; Seguro-Desemprego, ao pagamento do abono
II - por comprovação de falsidade na prestação das salarial e ao financiamento de programas de
informações necessárias à habilitação; desenvolvimento econômico.

III - por comprovação de fraude visando à Parágrafo único. O FAT é um fundo contábil, de
percepção indevida da bolsa de qualificação natureza financeira, subordinando-se, no que
profissional; couber, à legislação vigente.

IV - por morte do beneficiário. Art. 11. Constituem recursos do FAT:

Art. 8o-B. Na hipótese prevista no § 5o do art. 476- I -o produto da arrecadação das contribuições
A da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, as devidas ao PIS e ao Pasep;
parcelas da bolsa de qualificação profissional que o
empregado tiver recebido serão descontadas das II -o produto dos encargos devidos pelos
parcelas do benefício do Seguro-Desemprego a contribuintes, em decorrência da inobservância de
que fizer jus, sendo-lhe garantido, no mínimo, o suas obrigações;
recebimento de uma parcela do Seguro-
Desemprego. III -a correção monetária e os juros devidos pelo
agente aplicador dos recursos do fundo, bem como
Art. 8o-C. Para efeito de habilitação ao Seguro- pelos agentes pagadores, incidentes sobre o saldo
Desemprego, desconsiderar-se-á o período de dos repasses recebidos;
suspensão contratual de que trata o art. 476-A da
CLT, para o cálculo dos períodos de que tratam os IV -o produto da arrecadação da contribuição
incisos I e II do art. 3o desta Lei. adicional pelo índice de rotatividade, de que trata o
§ 4º do art. 239 da Constituição Federal.

DO ABONO SALARIAL V- outros recursos que lhe sejam destinados.

Art. 12. (Vetado).


Art. 9º É assegurado o recebimento de abono
salarial no valor de um salário mínimo vigente na Art. 13. (Vetado).
data do respectivo pagamento, aos empregados
que: Art. 14. (Vetado).
I- tenham percebido, de empregadores que
contribuem para o Programa de Integração Social Art. 15. Compete aos Bancos Oficiais Federais o
(PIS) ou para o Programa de Formação do pagamento das despesas relativas ao Programa do
Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até 2 Seguro-Desemprego e ao abono salarial conforme
(dois) salários mínimos médios de remuneração normas a serem definidas pelos gestores do FAT.
mensal no período trabalhado e que tenham (Vide lei nº 8.019, de 12.5.1990)
exercido atividade remunerada pelo menos durante
30 (trinta) dias no ano-base; Parágrafo único. Sobre o saldo de recursos não
desembolsados, os agentes pagadores
II - estejam cadastrados há pelo menos 5 remunerarão o FAT, no mínimo com correção
(cinco) anos no Fundo de Participação PIS-Pasep monetária.
ou no Cadastro Nacional do Trabalhador.
Art. 16. (Revogado pela Lei nº 8.019, de 11/04/90)
Parágrafo único. No caso de beneficiários
integrantes do Fundo de Participação PIS-Pasep, Art. 17. (Revogado pela Lei nº 8.019, de 11/04/90)
Técnico Bancário 13
VI - decidir sobre sua própria organização,
GESTÃO elaborando seu regimento interno;

VII - analisar relatórios do agente aplicador quanto


Art. 18. É instituído o Conselho Deliberativo do à forma, prazo e natureza dos investimentos
Fundo de Amparo ao Trabalhador - CODEFAT, realizados;
composto por representação de trabalhadores,
empregadores e órgãos e entidades VIII - fiscalizar a administração do fundo, podendo
governamentais, na forma estabelecida pelo Poder solicitar informações sobre contratos celebrados ou
Executivo. em vias de celebração e quaisquer outros atos;

§1º - Revogado pela Medida Provisória nº 2.216- IX - definir indexadores sucedâneos no caso de
37, de 2001 extinção ou alteração daqueles referidos nesta Lei;

§ 2º - Revogado pela Medida Provisória nº 2.216- X - baixar instruções necessárias à devolução de


37, de 2001 parcelas do benefício do seguro-desemprego,
indevidamente recebidas;
I - Revogado pela Medida Provisória nº 2.216-37,
de 2001 XI - propor alteração das alíquotas referentes às
contribuições a que alude o art. 239 da
II - Revogado pela Medida Provisória nº 2.216-37, Constituição Federal, com vistas a assegurar a
de 2001 viabilidade econômico-financeira do FAT;

§ 3º Os representantes dos trabalhadores serão XII - (Vetado);


indicados pelas centrais sindicais e confederações
de trabalhadores; e os representantes dos XIII - (Vetado);
empregadores, pelas respectivas confederações.
XIV - fixar prazos para processamento e envio ao
§ 4º Compete ao Ministro do Trabalho a nomeação trabalhador da requisição do benefício do seguro-
dos membros do Codefat. desemprego, em função das possibilidades
técnicas existentes, estabelecendo-se como
§ 5º - Revogado pela Medida Provisória nº 2.216- objetivo o prazo de 30 (trinta) dias;
37, de 2001
XV - (Vetado);
§ 6º Pela atividade exercida no Codefat seus
membros não serão remunerados. XIV - (Vetado);

Art. 19. Compete ao Codefat gerir o FAT e XVII - deliberar sobre outros assuntos de
deliberar sobre as seguintes matérias: interesses do FAT.

I - (Vetado). Art. 20. A Secretaria-Executiva do Conselho


Deliberativo será exercida pelo Ministério do
II - aprovar e acompanhar a execução do Plano de Trabalho, e a ela caberão as tarefas técnico-
Trabalho Anual do Programa do Seguro- administrativas relativas ao seguro-desemprego e
Desemprego e do abono salarial e os respectivos abono salarial.
orçamentos;
Art. 21. As despesas com a implantação,
III - deliberar sobre a prestação de conta e os administração e operação do Programa do Seguro-
relatórios de execução orçamentária e financeira Desemprego e do abono salarial, exceto as de
do FAT; pessoal, correrão por conta do FAT.

IV - elaborar a proposta orçamentária do FAT, bem Art. 22. Os recursos do FAT integrarão o
como suas alterações; orçamento da seguridade social na forma da
V - propor o aperfeiçoamento da legislação relativa legislação pertinente.
ao seguro-desemprego e ao abono salarial e
regulamentar os dispositivos desta Lei no âmbito
de sua competência;

14 Técnico Bancário
art. 239 da Constituição Federal, no prazo de 180
DA FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES (cento e oitenta) dias.

Art. 31. Esta Lei entra em vigor na data de sua


Art. 23. Compete ao Ministério do Trabalho publicação.
a fiscalização do cumprimento do Programa de
Seguro-Desemprego e do abono salarial. Art. 32. Revogam-se as disposições em contrário.

Art. 24. Os trabalhadores e empregadores Anotações:


prestarão as informações necessárias, bem como
atenderão às exigências para a concessão do
seguro-desemprego e o pagamento do abono
salarial, nos termos e prazos fixados pelo
Ministério do Trabalho.

Art. 25. O empregador que infringir os dispositivos


desta Lei estará sujeito a multas de 400
(quatrocentos) a 40.000 (quarenta mil) BTN,
segundo a natureza da infração, sua extensão e
intenção do infrator, a serem aplicadas em dobro,
no caso de reincidência, oposição à fiscalização ou
desacato à autoridade.

§ 1º Serão competentes para impor as penalidades


as Delegacias Regionais do Trabalho, nos termos
do Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT).

§ 2º Além das penalidades administrativas já


referidas, os responsáveis por meios fraudulentos
na habilitação ou na percepção do seguro-
desemprego serão punidos civil e criminalmente,
nos termos desta Lei.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 26. (Vetado).

Art. 27. A primeira investidura do Codefat dar-se-á


no prazo de 30 (trinta) dias da publicação desta
Lei.

Art. 28. No prazo de trinta dias as contribuições ao


PIS e ao Pasep, arrecadadas a partir de 5 de
outubro de 1988 e não utilizadas nas finalidades
previstas no art. 239 da Constituição Federal,
serão recolhidas como receita do FAT.

Parágrafo único. (Vetado).


Art. 29. Revogado pela Lei nº 8.019, de 11/04/90

Art. 30. O Poder Executivo regulamentará esta Lei


no prazo de 90 (noventa) dias e apresentará
projeto lei regulamentando a contribuição adicional
pelo índice de rotatividade, de que trata o § 4º do

Técnico Bancário 15
O Seguro-Desemprego é um benefício integrante da seguridade social, garantido pelo art.7º dos
Direitos Sociais da Constituição Federal e tem por finalidade prover assistência financeira temporária ao
trabalhador dispensado involuntariamente.
Embora previsto na Constituição de 1946, foi introduzido no Brasil no ano de 1986, por intermédio do
Decreto-Lei n.º 2.284, de 10 de março de 1986 e regulamentado pelo Decreto n.º 92.608, de 30 abril de
1986.
Após a Constituição de 1988, o benefício do Seguro-Desemprego passou a integrar o Programa do
Seguro-Desemprego que tem por objetivo, além de prover assistência financeira temporária ao trabalhador
desempregado em virtude de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta, auxiliá-lo na manutenção e
busca de emprego, promovendo para tanto, ações integradas de orientação, recolocação e qualificação
profissional.
O Programa foi criado por intermédio da Lei n.º 7.998, de 11 janeiro de 1990, que também deliberou
sobre a fonte de custeio, com a instituição do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, o que permitiu a
definição de critérios de concessão do benefício mais acessíveis e mudanças substanciais nas normas para
o cálculo dos valores do Seguro-Desemprego.
Essa legislação, também, instituiu o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador -
CODEFAT, constituído por representantes dos empregadores, dos trabalhadores e do governo, responsáveis
pela gestão do FAT.
A partir de 20 de dezembro de 1991, por intermédio da Lei nº 8.287, foi criado o Programa Seguro-
Desemprego Pescador Artesanal, que se destina ao pagamento do benefício ao Pescador Profissional desde
que este, artesanalmente exerça suas atividades de forma individual ou em regime de economia familiar.
Ainda em dezembro/91, o Governo Federal, através da Lei n.º 8.352, de 28 de dezembro de 1991,
alterou temporariamente o Programa do Seguro-Desemprego, promovendo a abertura de determinados
critérios, visando uma maior abrangência do benefício. É importante frisar que esta abertura, prorrogada
através das Leis n.º 8.438 de 30.6.92, n.º 8.561, de 29.12.92, n.º 8.699, de 27.8.93 e n.º 8.845, de 20.1.94,
expirou-se em junho/1994.
A partir de 1º de julho de 1994, entrou em vigor a Lei n.º 8.900, de 30 de junho de 1994, que
estabeleceu novos critérios diferenciados para a concessão de parcelas do benefício, quais sejam:
I - três parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela
equiparada, de no mínimo seis meses e no máximo onze meses, nos 36 (trinta e seis) meses que
antecederam à data de dispensa que deu origem ao requerimento do Seguro-Desemprego;
II - quatro parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a
ela equiparada, de no mínimo doze meses e no máximo vinte e três meses, nos 36 (trinta e seis) meses que
antecederam à data de dispensa que deu origem ao requerimento do Seguro-Desemprego;
III - cinco parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a
ela equiparada, de no mínimo vinte e quatro meses, nos 36 (trinta e seis) meses que antecederam à data de
dispensa que deu origem ao requerimento do Seguro-Desemprego.
Em caráter excepcional, o CODEFAT poderá deliberar pelo prolongamento do período máximo de
concessão, em até dois meses, para grupos específicos de segurados.
Em novembro de 1998, foi instituído pela Medida Provisória n.º 1.726, de 3.11.98 e alterado pelas
Medidas Provisórias n.ºs 1.779-6, de 13.1.99, 1.779-7, de 11.2.99 e 1.779-11, de 2.6.99, o pagamento de até
3 parcelas do benefício do Seguro-Desemprego para os trabalhadores em desemprego de longa duração.
Esse benefício vigorou de janeiro até junho de 1999, sendo o valor de cada parcela de R$ 100,00
(cem reais).
Essa mesma medida provisória nº. 1.726 de novembro de 1998, prevê a Bolsa Qualificação, ao trabalhador
suspenso, em conformidade com o disposto em convenção ou acordo coletivo, devidamente matriculado em
cursos ou programas de qualificação profissional oferecidos pelo empregador.
Em Fevereiro de 2000 o Seguro-desemprego do empregado doméstico foi instituído por intermédio
de Medida Provisória nº. 1.986-2, e visa fornecer a assistência temporária ao empregado domestico
desempregado, inscrito no Fundo de Garantia de Tempo de Serviço - FGTS, que tenha sido dispensado sem
justa causa.

Anotações:

16 Técnico Bancário
FONTE DE CUSTEIO

A partir da sua criação, pelo Decreto-Lei n.º 2.284, de 10 de março de 1986, as despesas do Seguro-
Desemprego correram por conta do Fundo de Assistência ao Desempregado (Lei n.º 6.181, de 11 de
dezembro de 1974).
Durante o exercício de 1986, o benefício foi custeado pelos recursos provenientes de créditos
suplementares, quais sejam: a) o excesso de arrecadação; b) a anulação parcial ou total de dotações
orçamentárias ou de créditos adicionais autorizados em lei.
Com a promulgação da Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988, a fonte de recursos
necessários ao pagamento do benefício foi assegurada por meio do redirecionamento das receitas
provenientes das contribuições para o Programa de Integração Social - PIS e para o Programa de Formação
do Patrimônio do Servidor Público - PASEP.
Dos recursos que constituem a receita do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, 40% são
repassados ao BNDES para aplicação no financiamento em programas de desenvolvimento econômico.
O restante dos recursos são destinados ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego, que
compreende: o pagamento do benefício do Seguro-Desemprego, inclusive o benefício do Pescador
Artesanal, a orientação, a intermediação de mão-de-obra e a qualificação profissional executadas pelos
Estados e DF mediante convênios; do Programa de Geração de Emprego e Renda - PROGER; do Programa
de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF; do Programa de Expansão do Emprego e Melhoria da
Qualidade de Vida do Trabalhador - PROEMPREGO e ao pagamento do Abono Salarial do PIS-PASEP.

Para fins do Programa Seguro-Desemprego

- dispensa sem justa causa é a que ocorre contra a vontade do trabalhador;


- dispensa indireta é a que ocorre quando o empregado solicita judicialmente a dispensa do trabalho,
alegando que o empregador não está cumprindo as disposições do contrato;
- salário é a contraprestação paga diretamente pelo empregador ao trabalhador;
- considera-se salário qualquer fração superior ou igual à remuneração de um dia de trabalho no mês;
- remuneração é o salário-base acrescidas das vantagens pessoais;
- a remuneração (Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, art. 457) compreende:
• salário-base;
• adicional de insalubridade;
• adicional de periculosidade;
• adicional noturno;
• adicional de transferência, nunca inferior a 25% do salário que o empregado percebia naquela localidade,
enquanto durar essa situação;
• anuênios, biênios, triênios, qüinqüênios e decênios;
• comissões e gratificações;
• descanso semanal remunerado;
• diárias para viagens em valor superior a cinqüenta por cento do salário;
• horas extras, segundo sua habitualidade;
• prêmios, pagos em caráter de habitualidade;
• prestação in natura.

Anotações:

Técnico Bancário 17
LEI COMPLEMENTAR Nº 7, DE 7 DE c) no exercício de 1973 e subseqüentes - 5%.
SETEMBRO DE 1970
§ 2.º - As instituições financeiras, sociedades
Art. 1.º - É instituído, na forma prevista nesta Lei, o seguradoras e outras empresas que não realizam
Programa de Integração Social, destinado a operações de vendas de mercadorias participarão
promover a integração do empregado na vida e no do Programa de Integração Social com uma
desenvolvimento das empresas. contribuição ao Fundo de Participação de, recursos
próprios de valor idêntico do que for apurado na
§ 1º - Para os fins desta Lei, entende-se por forma do parágrafo anterior.
empresa a pessoa jurídica, nos termos da
legislação do Imposto de Renda, e por empregado § 3º- As empresas a título de incentivos fiscais
todo aquele assim definido pela Legislação estejam isentas, ou venham a ser isentadas, do
Trabalhista. pagamento do Imposto de Renda, contribuirão para
o Fundo de Participação, na base de cálculo como
§ 2º - A participação dos trabalhadores avulsos, se aquele tributo fosse devido, obedecidas as
assim definidos os que prestam serviços a diversas percentagens previstas neste artigo.
empresas, sem relação empregatícia, no Programa
de Integração Social, far-se-á nos termos do § 4º - As entidades de fins não lucrativos, que
Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. tenham empregados assim definidos pela
11 desta Lei. legislação trabalhista, contribuirão para o Fundo na
forma da lei.
Art. 2º - O Programa de que trata o artigo anterior
será executado mediante Fundo de Participação, § 5º - A Caixa Econômica Federal resolverá os
constituído por depósitos efetuados pelas casos omissos, de acordo com os critérios fixados
empresas na Caixa Econômica Federal. pelo Conselho Monetário Nacional.

Parágrafo único - A Caixa Econômica Federal Art. 4.º - O Conselho Nacional poderá alterar, até
poderá celebrar convênios com estabelecimentos 50% (cinqüenta por cento), para mais ou para
da rede bancária nacional, para o fim de receber os menos, os percentuais de contribuição de que trata
depósitos a que se refere este artigo. o § 2º do art. 3º, tendo em vista a
proporcionalidade das contribuições.
Art. 3º - O Fundo de Participação será constituído
por duas parcelas: Art. 5º - A Caixa Econômica Federal emitirá, em
nome de cada empregado, uma Caderneta de
a) a primeira, mediante dedução do Imposto de Participação - Programa de Integração Social -
Renda devido, na forma estabelecida no § 1º deste movimentável na forma dos arts. 8º e 9º desta Lei.
artigo, processando-se o seu recolhimento ao
Fundo juntamente com o pagamento do Imposto de Art. 6.º - A efetivação dos depósitos no Fundo
Renda; correspondente à contribuição referida na alínea b
do art. 3º será processada mensalmente a partir de
b) a segunda, com recursos próprios da empresa, 1º de julho de 1971.
calculados com base no faturamento, como segue:
(Vide Lei Complementar nº 17, de 1973) Parágrafo único - A contribuição de julho será
1) no exercício de 1971, 0,15%; calculada com base no faturamento de janeiro; a
2) no exercício de 1972, 0,25%; de agosto, com base no faturamento de fevereiro;
3) no exercício de 1973, 0,40%; e assim sucessivamente.
4) no exercício de 1974 e subseqüentes, Art. 7º - A participação do empregado no Fundo
0,50%. far-se-á mediante depósitos efetuados em contas
individuais abertas em nome de cada empregado,
§ 1º - A dedução a que se refere a alínea a deste obedecidos os seguintes critérios:
artigo será feita sem prejuízo do direito de
utilização dos incentivos fiscais previstos na a) 50% (cinqüenta por cento) do valor destinado ao
legislação em vigor e calculada com base no valor Fundo será dividido em partes proporcionais ao
do Imposto de Renda devido, nas seguintes montante de salários recebidos no período);
proporções: b) os 50% (cinqüenta por cento) restantes serão
a) no exercício de 1971 -> 2%; divididos em partes proporcionais aos qüinqüênios
de serviços prestados pelo empregado.
b) no exercício de 1972 - 3%;
18 Técnico Bancário
§ 1º - Para os fins deste artigo, a Caixa Econômica do pagamento destinado à aquisição da casa
Federal, com base nas Informações fornecidas própria, obedecidas as disposições regulamentares
pelas empresas, no prazo de 180 (cento e oitenta) previstas no art. 11.
dias, contados da publicação desta Lei, organizará
um Cadastro - Geral dos participantes do Fundo, Art. 10 - As obrigações das empresas, decorrentes
na forma que for estabelecida em regulamento. desta Lei, são de caráter exclusivamente fiscal,
não gerando direitos de natureza trabalhista nem
§ 2º - A omissão dolosa de nome de empregado incidência de qualquer contribuição previdencíária
entre os participantes do Fundo sujeitará a em relação a quaisquer prestações devidas, por lei
empresa a multa, em benefício do Fundo, no valor ou por sentença judicial, ao empregado.
de 10 (dez) meses de salários, devidos ao
empregado cujo nome houver sido omitido. Parágrafo único - As importâncias incorporadas ao
Fundo não se classificam como rendimento do
§ 3º - Igual penalidade será aplicada em caso de trabalho, para qualquer efeito da legislação
declaração falsa sobre o valor do salário e do trabalhista, de Previdência Social ou Fiscal e não
tempo de serviço do empregado na empresa. se incorporam aos salários ou gratificações, nem
estão sujeitas ao imposto sobre a renda e
Art. 8º - As contas de que trata o artigo anterior proventos de qualquer natureza.
serão também creditadas:
Art. 11 - Dentro de 120 (cento e vinte) dias, a
a) pela correção monetária anual do saldo credor, contar da vigência desta Lei, a Caixa Econômica
na mesma proporção da variação fixada para as Federal submeterá à aprovação do Conselho
Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional; Monetário Nacional o regulamento do Fundo,
fixando as normas para o recolhimento e a
b) pelos juros de 3% (três por cento) ao ano, distribuição dos recursos, assim como as diretrizes
calculados, anualmente, sobre o saldo corrigido e os critérios para a sua aplicação.
dos depósitos;
Parágrafo único - O Conselho Monetário Nacional
c) pelo resultado líquido das operações realizadas pronunciar-se-á, no prazo de 60 (sessenta) dias, a
com recursos do Fundo, deduzidas as despesas contar do seu recebimento, sobre o projeto de
administrativas e as provisões e reservas cuja regulamento do Fundo.
constituição seja indispensável, quando o
rendimento for superior à soma dos itens "a" e "b". Art. 12 - As disposições desta Lei não se aplicam a
quaisquer entidades integrantes da Administração
Parágrafo único - A cada período de um ano, Pública federal, estadual ou municipal, dos
contado da data de abertura da conta, será Territórios e do Distrito Federal, Direta ou Indireta
facultado ao empregado o levantamento do valor adotando-se, em todos os níveis, para efeito de
dos juros, da correção monetária contabilizada no conceituação, como entidades da Administração
período e da quota - parte produzida, pelo item c Indireta, os critérios constantes dos Decretos - Leis
anterior, se existir. nºs 200, de 25 de fevereiro de 1967, e 900, de 29
de setembro de 1969.
Art. 9º - As importâncias creditadas aos
empregados nas cadernetas de participação são Art. 13 - Esta Lei Complementar entrará em vigor
inalienáveis e impenhoráveís, destinando-se, na data de sua publicação.
primordialmente, à formação de patrimônio do
trabalhador. Art. 14 - Revogam-se as disposições em contrário.

§ 1º - Por ocasião de casamento, aposentadoria ou


invalidez do empregado titular da conta poderá o Anotações:
mesmo receber os valores depositados, mediante
comprovação da ocorrência, nos termos do
regulamento; ocorrendo a morte, os valores do
depósito serão atribuídos aos dependentes e, em
sua falta, aos sucessores, na forma da lei.

§ 2º - A pedido do interessado, o saldo dos


depósitos poderá ser também utilizado como parte

Técnico Bancário 19
PIS - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL

O PIS foi criado pela Lei Complementar 07/1970.

PIS – CONTRIBUINTES
São contribuintes do PIS as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação
do Imposto de Renda, inclusive empresas prestadoras de serviços, empresas públicas e sociedades de
economia mista e suas subsidiárias, excluídas as microempresas e as empresas de pequeno porte
submetidas ao regime do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir de 01.07.2007, do Simples Nacional (LC
123/2007).

BASE DE CÁLCULO
A partir de 01.02.1999, com a edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo da contribuição é a totalidade das
receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a
classificação contábil adotada para as receitas.

ALÍQUOTAS
A alíquota do PIS é de 0,65% ou 1,65% (a partir de 01.12.2002 - na modalidade não cumulativa - Lei
10.637/2002) sobre a receita bruta ou 1% sobre a folha de salários, nos casos de entidades sem fins
lucrativos.

Abono Salarial PIS/PASEP


É o pagamento anual de um salário mínimo ao trabalhador de empresas, entidades privadas e órgãos
públicos contribuintes do Programa de Integração Social - PIS ou Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público - PASEP. Todo estabelecimento que possuir Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ
é contribuinte do PIS-PASEP.

DIREITO AO ABONO OU AOS RENDIMENTOS DO PIS - Quem tem direito?


O trabalhador ou o servidor público que, no ano anterior ao início do calendário de pagamento:
Esteja cadastrado há pelo menos cinco anos no PIS-PASEP;
Tenha recebido, em média, até dois salários mínimos mensais. (considerar apenas os meses trabalhados)
Tenha trabalhado, no mínimo, 30 dias para empregadores contribuintes do PIS-PASEP com carteira
assinada ou nomeado efetivamente em cargo público.
Tenha sido informado corretamente na RAIS - Relação Anual de Informações Sociais.
Tem direito aos rendimentos do PIS os trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS)
ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) até 4/10/1988 e que possuem
saldo de quotas.

Como o Trabalhador/Servidor pode participar?


O empregador (empresa, entidade privada ou órgão público) deve informar ao Ministério do Trabalho e
Emprego, na data determinada (janeiro e fevereiro), os dados da Relação Anual de Informações Sociais
RAIS. Após o processamento das informações da RAIS e conforme calendário de pagamento do Abono
Salarial, os agentes pagadores, CAIXA (PIS) e Banco do Brasil (PASEP), estarão autorizados a efetuar o
pagamento ao trabalhador, mediante apresentação da Carteira de Trabalho, Carteira de Identidade e
Comprovante de Inscrição no PIS-PASEP.

Qual o período de pagamento?


O pagamento do Abono Salarial tem início no 2º semestre de cada ano e vai até junho do ano seguinte,
conforme calendário divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego/CODEFAT aos agentes pagadores
(CAIXA e Banco do Brasil).

Como receber?
Folha de Salários/Proventos - Será feita mediante convênio celebrado entre o empregador e o agente
financeiro(Banco do Brasil para os identificados no PASEP e CAIXA para os identificados no PIS).
Crédito em Conta Corrente - Os trabalhadores que tiverem direito ao Abono Salarial e tiverem conta corrente
no Banco do Brasil ou na CAIXA podem receber o seu benefício através de crédito em conta.

20 Técnico Bancário
Saque on-line - Os trabalhadores com direito ao Abono Salarial que não forem atendidos pelos sistemas de
pagamento em folha de salários ou crédito em conta, receberão o benefício de acordo com o calendário de
pagamento, diretamente nos caixas do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
Documentos necessários para realizar o saque:
Carteira de Identidade.
Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS (somente os inscritos no PIS).
Cartão ou comprovante de inscrição no PIS-PASEP.

PIS-EMPRESA - PAGAMENTO PELO EMPREGADOR - VANTAGENS


O Programa de Integração Social - PIS foi instituído com a finalidade de possibilitar a participação dos
trabalhadores no desenvolvimento das empresas, promovendo a distribuição dos benefícios entre os seus
empregados.
Por meio do cadastramento no Programa, o trabalhador recebe o número de inscrição no PIS, que
possibilitará a consulta e saques aos benefícios sociais administrados pela CAIXA.
A CAIXA, como administradora do PIS, efetua o cadastramento dos trabalhadores vinculados a
empregadores do setor privado, e pagamento de Quotas de participação, Rendimentos e Abono Salarial.

PIS- EMPRESA - PAGAMENTO PELO EMPREGADOR


O CAIXA PIS-Empresa é um canal exclusivo para pagamento dos benefícios do PIS (Abono e/ou
Rendimentos) aos empregados das empresas conveniadas, diretamente no contracheque, com recursos
repassados pela CAIXA.
Ele é totalmente gratuito e gera comodidade aos empregados e facilidade à empresa. Para usufruir desta
facilidade, a empresa poderá fazer o cadastro no CAIXA PIS-Empresa de duas maneiras:
Por meio do Conectividade Social ou;
Em uma das agências da CAIXA de sua preferência.
Para efetivar o convênio CAIXA PIS-Empresa pelo Conectividade Social, sua empresa deve estar certificada
no Conectividade Social e ter instalado o aplicativo SXPIS.
O prazo de validade do convênio é indeterminado. A empresa conveniada é notificada a cada ano para
ratificar sua participação e verificar a necessidade de realizar manutenção no convênio.
O pagamento por meio do convênio é efetuado independentemente do escalonamento do calendário de
pagamentos.
O empregador que contar 1 (um) empregado ou mais com direito ao benefício, poderá firmar o convênio por
meio do Conectividade Social ou em qualquer agência da CEF.
Após a realização do convênio (o qual deve ser formalizado) e feito a carga do arquivo contendo o nome dos
empregados e os respectivos valores a receber, o empregador deverá fazer a manutenção necessária,
incluindo empregados ativos que não constem no arquivo ou excluindo empregados que constem no arquivo
mas que já foram demitidos da empresa.
Após a manutenção, a empresa devolverá o arquivo acordando um prazo para que a CEF credite o valor
necessário na conta do empregador, o qual será repassado aos respectivos empregados diretamente na
folha de pagamento.

Vantagens para empresa


Permite que os empregados recebam os benefícios sem se ausentarem do local de trabalho;
Reforço positivo na imagem da empresa junto aos seus empregados, uma vez que proporciona comodidade
e antecipação no recebimento dos benefícios;
Facilidade no acesso e simplicidade na utilização do serviço;
Inexistência de custos adicionais.

Vantagens para o empregado


Recebimento antecipado dos benefícios do PIS, independente do escalonamento do Calendário de
Pagamentos.
Comodidade e facilidade no recebimento dos benefícios na folha de pagamento.

PIS SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO


O PIS sobre a folha de pagamento é uma obrigação tributária principal devida por todas as entidades sem
fins lucrativos, classificadas como Isentas, Imunes ou Dispensadas, e calculado sobre a folha de pagamento
de salários, à alíquota de 1%.

Técnico Bancário 21
A contribuição para o PIS das será determinada na base de 1% sobre a folha de salários do mês, pelas
seguintes entidades:
1. Templos de qualquer culto
2. Partidos políticos
3. Instituições de educação e assistência social imunes ao Imposto de Renda
4. Instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e associações isentas do Imposto de
Renda
5. Sindicatos, federações e confederações
6. Serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei
7. Conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas – do tipo CRC, CREA, etc.
8. Fundações de direito privado e fundações públicas instituídas ou mantidas pelo poder público
9. Condomínios de proprietários de imóveis residenciais ou comerciais
10. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Organizações Estaduais de Cooperativas –
previstas na Lei 5764/1971

3. FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO – FGTS

O FGTS foi instituído pela Lei nº 5.107, de 13/09/66. Esta lei foi regulamentada pelo Decreto nº 59.820, de
20/12/66. Formado por depósitos mensais, efetuados pelas empresas em nome de seus empregados, no
valor equivalente ao percentual de 8% das remunerações que lhes são pagas ou devidas; em se tratando de
contrato temporário de trabalho com prazo determinado, o percentual é de 2%, conforme dispõe o inciso II do
art. 2º da Lei nº 9.601, de 21/01/98.
Atualmente, a Lei que dispõe sobre o FGTS é a de nº 8.036, de 11/05/90, republicada em 14/05/90, já tendo
sofrido várias alterações.
O Fundo constitui-se em um pecúlio disponibilizado quando da aposentadoria ou morte do trabalhador, e
representa uma garantia para a indenização do tempo de serviço, nos casos de demissão imotivada.
A diferença básica em relação ao modelo anterior é que esses depósitos integram um Fundo unificado de
reservas, com contas individualizadas em nome dos trabalhadores.
Além de ampliar o direito indenizatório do trabalhador, que pode, ao final do tempo útil de atividade, contar
com o valor acumulado dos depósitos feitos em seu nome, o sistema também o favorece de forma indireta,
ao proporcionar as condições necessárias à formação de um Fundo de aplicações, voltado para o
financiamento de habitações, assim como para investimentos em saneamento básico e infra-estrutura
urbana.
Como conseqüência, este mecanismo também proporciona a geração de empregos na construção civil, bem
como possibilita aos trabalhadores ganhos indiretos decorrentes da ampliação da oferta de moradias.
Com o novo sistema, o encargo adicional gerado para as empresas, por ocasião da implantação do sistema,
foi de apenas 2,8%, já que a contribuição de 8% para o FGTS foi compensada com a extinção de outras
contribuições até então existentes. Deve-se ressaltar, ainda, o fato de que a contribuição para o FGTS
guarda proporcionalidade com a indenização prevista na CLT, permitindo, assim, que a empresa efetive a
cobertura parcelada da indenização a que teria direito o trabalhador, quando de seu desligamento. Esse
aspecto pode ser considerado, também, como um benefício para o empregador

Objetivos do FGTS
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O Governo Federal criou o FGTS, com o objetivo de proteger o trabalhador regido pela Consolidação das
Leis do Trabalho - CLT, contra despedidas sem justa causa, mediante a formação de um pecúlio a ser
recebido quando da demissão. O Fundo possibilita, ainda, a arrecadação de recursos para aplicação em
programas sociais, tais como: habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana (ex. construção
de casas populares, calçamento de ruas, rede de esgotos sanitários etc).
Os objetivos pretendidos com a instituição do FGTS podem ser assim resumidos:
Formar um Fundo de Indenizações Trabalhistas;
Oferecer ao trabalhador, em troca da estabilidade no emprego, a possibilidade de formar um patrimônio;
Proporcionar ao trabalhador aumento de sua renda real, pela possibilidade de acesso à casa própria;
Formar Fundo de Recursos para o financiamento de programas de habitação popular, saneamento básico e
infra-estrutura urbana.

22 Técnico Bancário
3.1. POSSIBILIDADE E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO/SAQUE

a) quando o trabalhador foi demitido sem justa causa;


b) quando ocorrer a rescisão do contrato de trabalho por culpa recíproca ou força maior, após decisão da
Justiça do Trabalho;
c) quando ocorrer a rescisão antecipada do contrato de trabalho por tempo determinado, ocasionada pelo
empregador;
d) na extinção da empresa, encerramento de suas atividades ou falecimento do empregador individual;
e) no término do contrato de trabalho por prazo determinado;
f) ocorrendo a aposentadoria, inclusive nos casos de trabalhadores avulsos;
g) quando o trabalhador avulso cancelar seu registro junto ao órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO;
h) quando a conta vinculada permanecer três anos ininterruptos sem receber depósitos, em conseqüência de
rescisão de contrato de trabalho ocorrida até 13/07/90;
i) por falecimento do trabalhador. Nesse caso, na falta de dependentes inscritos no Órgão da Previdência
Social (INSS) ou órgão equivalente, o pagamento será feito através de alvará judicial;
j) por motivo de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA/AIDS);
l) por motivo de neoplasia maligna;
m) na suspensão do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 dias;
n) quando o trabalhador permanecer, a partir de 14/07/90, mais de três anos seguidos, afastado do regime
do FGTS;
o) para moradia própria, comprada através do Sistema Financeiro de Habitação - SFH ou, mesmo fora desse
Sistema, desde que o imóvel preencha os requisitos para ser por ele financiado. Neste caso, o saldo da
conta vinculada poderá ser usado para:
compra à vista (total ou parcial) ou a prazo, desde que o imóvel se enquadre nas condições do Sistema
Financeiro de Habitação - SFH;
quitação ou redução do saldo devedor de financiamento do SFH;
pagamento de parte das prestações de financiamento do SFH.
p) para aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, originadas pela privatização de empresas
incluídas no Programa Nacional de Desestatização (Lei nº 9.491 de 09/09/97, regulamentada pelo Decreto nº
2.594, de 15/05/98), ou em programas estaduais de privatização.
ATENÇÃO: Em se tratando de trabalhador menor de 18 anos de idade, este deverá estar acompanhado do
seu representante legal para viabilizar o saque do FGTS.

Utilização do FGTS para compra de moradia própria


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Os Requisitos do Proponente, Provável Prominente Comprador, são:
a) ter 3 anos na condição de optante pelo regime do FGTS;
b) não ser proprietário de imóvel residencial no município onde pretende efetuar a compra ou onde reside
e/ou tem seu domicílio;
c) não ter financiamento habitacional em qualquer localidade do território nacional.
O FGTS poderá ser utilizado para pagamento da poupança ou para reduzir o financiamento para compra de
imóvel no Sistema Financeiro da Habitação - SFH, ou para pagamento do preço total, sem financiamento,
complementado ou não com recursos próprios, desde que o imóvel se enquadre nas condições do SFH.
A CEF fornecerá, aos interessados, a relação dos documentos a serem apresentados pelo comprador e pelo
vendedor, bem como os relativos ao imóvel objeto do financiamento com recursos do FGTS.
É muito importante que o trabalhador conserve sua CTPS e o número do PIS/PASEP, pois são estes
documentos que permitem identificar e localizar sua conta vinculada.

Pagamento de Poupança para aquisição de moradia


O trabalhador pode comprar um imóvel com financiamento e utilizar o FGTS para pagamento da parte não
financiada ou poupança. Caso seu FGTS não seja suficiente para pagamento integral, poderá ser
complementado com recursos próprios.

Redução do Financiamento
Ocorre quando a pessoa vai assumir um financiamento no SFH e pretende utilizar o FGTS para reduzir o
valor financiado, como forma de diminuir sua dívida e o valor da prestação mensal.

Técnico Bancário 23
3.2. CERTIFICADO DE REGULARIDADE

? O QUE É REGULARIDADE DO FGTS==> Situação própria do empregador que está regular com suas
obrigações para com o FGTS, caracterizada pelo cumprimento de suas obrigações legais junto ao FGTS,
tanto no que se refere às contribuições devidas, incluídas aquelas instituídas pela Lei Complementar nº. 110,
de 29/06/2001, quanto a empréstimos lastreados com recursos originários desse Fundo.

? O QUE É O CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS==> O CRF é o único documento que


comprova a regularidade do empregador perante o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS,
sendo emitido exclusivamente pela CAIXA.

? QUEM PODE OBTER O CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS==> Os empregadores


cadastrados no sistema do FGTS, identificados a partir de inscrição efetuada no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas - CNPJ ou no Cadastro Específico do INSS - CEI, desde que estejam regulares perante o
Fundo de Garantia.

? CONDIÇÕES BÁSICAS PARA SE OBTER O CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS==>


Estar em situação de regularidade para com o FGTS, ou seja, estar em dia com as obrigações para
com esse Fundo, inclusive com os pagamentos das contribuições sociais instituídas pela Lei
Complementar nº. 110, de 29/06/2001, considerando os aspectos financeiro (pagamento das
contribuições devidas), cadastral (consistência das informações do empregador e de seus empregados)
e operacional (procedimentos no pagamento de contribuições em conformidade com as regras vigentes
para o recolhimento), bem como estar em dia com o pagamento de empréstimos lastreados com
recursos do FGTS, se for o caso.

? SITUAÇÕES EM É OBRIGATÓRIA A APRESENTAÇÃO DO CERTIFICADO DE REGULARIDADE


DO FGTS==> Nas situações previstas no artigo 27 da Lei nº. 8.036, de 11 de maio de 1990 e na Lei nº.
9.012, de 30 de março 1995, conforme a seguir:

Lei nº. 8.036/90


Art. 27 A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido pela Caixa Econômica Federal, é
obrigatória nas seguintes situações: a) habilitação e licitação promovida por órgão da administração federal,
estadual e municipal, direta, indireta ou fundacional ou por entidade controlada direta ou indiretamente pela
União, estado e município; b) obtenção, por parte da União, estados e municípios, ou por órgãos da
administração federal, estadual e municipal, direta, indireta ou fundacional, ou indiretamente pela União,
estados ou municípios, de empréstimos ou financiamentos junto a quaisquer entidades financeiras oficiais; c)
obtenção de favores creditícios, isenções, subsídios, auxílios, outorga ou concessão de serviços ou
quaisquer outros benefícios concedidos por órgão da administração federal, estadual e municipal, salvo
quando destinados a saldar débitos para com o FGTS; d) transferência de domicílio para o exterior; e)
registro ou arquivamento, nos órgãos competentes, de alteração ou distrato de contrato social, de estatuto,
ou de qualquer documento que implique modificação na estrutura jurídica do empregador ou na sua extinção.

Lei nº. 9.012/95


Art. 1. é vedado às instituições oficiais de crédito conceder empréstimos, financiamentos, dispensa de juros,
multa e correção monetária ou qualquer outro benefício a pessoas jurídicas em débito com as contribuições
para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.
$ 1. A comprovação da quitação com o FGTS dar-se-á mediante apresentação de certidão negativa de
débito expedida pela Caixa Econômica Federal.
$ 2. Os parcelamentos de débitos para com as instituições oficiais de crédito somente serão concedidos
mediante a comprovação a que se refere o parágrafo anterior.
Art. 2. As pessoas jurídicas em débito com o FGTS não poderão celebrar contratos de prestação de serviços
ou realizar transação comercial de compra e venda com qualquer órgão da administração direta, indireta,
autárquica e fundacional, bem como participar de concorrência pública.

24 Técnico Bancário
? OS ÓRGÃOS PÚBLICOS SÃO OBRIGADOS A APRESENTAREM O CERTIFICADO DE
REGULARIDADE DO FGTS==> Sim. Necessitam de CRF para obtenção de empréstimos ou
financiamentos junto a quaisquer instituições financeiras públicas, por parte de órgãos e entidades da
Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional, bem assim empresas controladas direta ou
indiretamente pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.

? PRAZO DE VALIDADE DO CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS==> O CRF terá validade


de 30 dias contados da data de sua emissão.

? QUAIS OS PRINCIPAIS IMPEDIMENTOS À CERTIFICAÇÃO DE REGULARIDADE DO FGTS:


DébitosAdministrativoInscritoAjuizado ConfessadoDiferenças no RecolhimentoParcelamentos
Formalizado sem o pagamento da 1ª parcelaEm Atraso Rescindido Inadimplência FomentoContrato em
atraso ou rescindido

Indícios de IrregularidadesRecolhimento ParcialAusência de RecolhimentoRecolhimento após


Encerramento de AtividadesDivergência de Enquadramento de Contribuição Social Ausência de Parâmetros
de Contribuição Social Existência de Notificação não Cadastrada Inconsistências CadastraisNos dados do
Empregador

3.3. Guia de Recolhimento - GFIP


O QUE É A GFIP==> GFIP é a Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social,
oferecendo informações para montar um cadastro eficiente de vínculos e remunerações dos segurados da
Previdência Social.
A GFIP substituiu a Guia de Recolhimento do FGTS - GRE, trazendo novas informações de interesse da
Previdência Social.
As informações deverão ser apresentadas por meio magnético, gerado pelo programa SEFIP
A lei nº 9.528/97 introduziu a obrigatoriedade de apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP.
Desde a competência janeiro de 1999, todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do
FGTS, conforme estabelece a lei nº 8.036/90 e legislação posterior, bem como às contribuições e/ou
informações à Previdência Social, conforme disposto nas leis nº 8.212/91 e 8.213/91 e legislação posterior,
estão obrigadas ao cumprimento desta obrigação.
Deverão ser informados os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições
previdenciárias e valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores e valor a ser
recolhido ao FGTS.
A empresa está obrigada à entrega da GFIP ainda que não haja recolhimento para o FGTS, caso em que
esta GFIP será declaratória, contendo todas as informações cadastrais e financeiras de interesse da
Previdência Social.

OBJETIVOS==> Viabilizar o recolhimento/individualização de valores do FGTS e permitir à Previdência


Social:
• tornar mais ágil o acesso e aumentar a confiabilidade das informações referentes à vida laboral do
segurado possibilitando melhor atendimento nos postos do INSS;
• desobrigar o segurado, gradativamente, do ônus de comprovar o tempo de contribuição, a
remuneração e a exposição a agentes nocivos, no momento em que requerer seus benefícios;
• melhorar o controle da arrecadação das contribuições previdenciárias;
• distinguir o sonegador do inadimplente e tratá-los de forma diferenciada.

PERIODICIDADE==> A GFIP deverá ser entregue mensalmente, a partir de 01 de fevereiro de 1999,


quando houver:
• recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social;
• apenas recolhimento ao FGTS;
• apenas informações à Previdência Social.

PRAZO DE ENTREGA==> A GFIP deverá ser entregue até o dia 7 do mês seguinte ao da competência.
Caso não haja expediente bancário no dia 7, a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente
bancário imediatamente anterior.
Técnico Bancário 25
CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES==> As empresas deverão informar os vínculos, remunerações e
movimentações de seus trabalhadores. Deverão informar também, quando for o caso, além de outras
informações específicas:

• valor da comercialização da produção rural;


• a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos;
• a despesa com patrocínios a clubes de futebol profissional;
• os trabalhadores expostos a agentes nocivos.

O CONCEITO DE GFIP PARA O FGTS E PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL==> Para o FGTS, a GFIP é
o conjunto de informações composto pela Guia de Recolhimento do FGTS - GRF e pelo arquivo SEFIP. A
GRF é gerada e impressa pelo SEFIP após a transmissão do arquivo NRA.SFP (onde o NRA é o número do
respectivo arquivo), pelo Conectividade Social. GFIP também é o formulário papel utilizado para
recolhimento do FGTS em caso de depósito recursal e empregador doméstico.
Para o FGTS, são documentos que compõem a GFIP/SEFIP:
Protocolo de Envio de Arquivos, emitido pelo Conectividade Social;
Guia de Recolhimento do FGTS - GRF, gerada e impressa pelo SEFIP após a transmissão do arquivo
SEFIP;
Relação dos Trabalhadores Constantes do Arquivo SEFIP – RE;
Relação de Estabelecimentos Centralizados – REC;
Relação de Tomadores/Obras – RET;
Confissão de não recolhimento de valores de FGTS e de Contribuição Social;
Declaração de ausência de fato gerador para recolhimento FGTS.
Para a Previdência Social, a GFIP é o conjunto de informações cadastrais, de fatos geradores e outros
dados de interesse da Previdência e do INSS, que constam do arquivo NRA.SFP e de outros documentos
que devem ser impressos pela empresa após o fechamento do movimento no SEFIP.
Para a Previdência, são documentos que compõem a GFIP/SEFIP:
Protocolo de Envio de Arquivos, emitido pelo Conectividade Social;
Comprovante de Declaração à Previdência;
Relação dos Trabalhadores Constantes do Arquivo SEFIP – RE;
Relação de Estabelecimentos Centralizados – REC;
Relação de Tomadores/Obras – RET;
Comprovante/Protocolo de Solicitação de Exclusão.

RECOLHIMENTO PARA O FGTS==> Os recolhimentos mensais para o FGTS, em valor correspondente a


8% (oito por cento) ou 2% (dois por cento), conforme o caso, da remuneração paga, devida ou creditada a
cada trabalhador no mês constituem responsabilidade do empregador e devem ser efetuados
obrigatoriamente em conta vinculada.
A alíquota de 2% refere-se ao recolhimento para o menor aprendiz (categoria 07) e do trabalhador
contratado por prazo determinado, nos termos da Lei n° 9.601/98 (categoria 04), sendo aplicável, em re lação
à categoria 04, para as competências 01/1998 a 01/2003.
Da competência janeiro de 2002 até a competência dezembro de 2006, os recolhimentos mensais ao FGTS
devem ser acrescidos da Contribuição Social, nos termos da Lei Complementar nº 110/2001. O art. 2º da
referida Lei Complementar instituiu a Contribuição Social devida pelos empregadores, à alíquota de 0,5%
(cinco décimos por cento) sobre a remuneração devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas as
parcelas de que trata o art. 15 da Lei nº 8.036/90.
Ficam isentas dessa contribuição social de 0,5%:
as empresas optantes pelo SIMPLES Federal, desde que o faturamento anual não ultrapasse o limite de R$
1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais);
as pessoas físicas, em relação à remuneração de empregados domésticos;
as pessoas físicas, em relação à remuneração de empregados rurais, desde que a receita bruta anual não
ultrapasse o limite de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).
Assim, entre as competências 01/2002 e 12/2006, os recolhimentos mensais ao FGTS das empresas não
isentas correspondem à alíquota de 8,5% (oito e meio por cento) ou 2,5% (dois e meio por cento), conforme
o caso, sobre o valor da remuneração mensal a que se referir o recolhimento.

26 Técnico Bancário
3.4. CARTÃO DO CIDADÃO

? O QUE É O CARTÃO CIDADÃO==> O Cartão Cidadão é um cartão magnético, emitido pela CAIXA, que
lhe permite consultar informações e efetuar saques dos benefícios sociais e trabalhistas a que você tem
direito.

?A QUEM SE DESTINA O CARTÃO CIDADÃO==> A todos os trabalhadores brasileiros. O cartão oferece


segurança, pelo uso de senha pessoal para identificação, e a conveniência de ser utilizado em todas as
agências da CAIXA, terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui.

?PRÉ-REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DO CARTÃO DO CIDADÃO=> Para ter acesso ao Cartão


Cidadão, é necessário estar cadastrado no PIS/PASEP, no Número de Inscrição Social (NIS) ou no Número
de Inscrição do Trabalhador (NIT). Os dados cadastrais e o endereço devem estar atualizados e válidos
perante a CAIXA Caso já possua outro cartão referente aos programas de transferência de renda, como o do
Bolsa Família, por exemplo, o cartão não será emitido. Todos esses cartões possuem a mesma função -
consulta e recebimento dos benefícios sociais.

?DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA SOLICITAÇÃO DO CARTÃO DO CIDADÃO=> Para


solicitação do Cartão Cidadão, você deve ser identificado por um dos seguintes documentos:
- Carteira de Identidade;
- Carteira de Habilitação;
- CTPS.
Se o documento apresentado não for considerado suficiente para a identificação do cliente, outros podem ser
solicitados. Para a comprovação de endereço, pode ser pedido, ainda, documento que contenha,
principalmente, o CEP da sua residência.

?QUAIS OPERAÇÕES PODEM SER EFETUADAS COM O CARTÃO CIDADÃO:


- Consultar saldo e extrato do FGTS, bem como saldo de quotas do PIS;
- Efetuar saque da conta vinculada ao FGTS;
- Receber, se tiver direito, benefícios referentes aos programas de transferência de renda (Bolsa Família,
Bolsa Escola, por exemplo), abono salarial, rendimentos do PIS e seguro-desemprego;
- Consultar saldo e extrato dos recursos do FGTS.

Anotações:

Técnico Bancário 27
EXERCÍCIOS 5. (AFC/2002) – A legalidade, como elemento
sempre essencial dos atos administrativos em
1. (Auditor de Tributos Municipais – Fortaleza / geral, consiste em que o seu objeto
2003) - O princípio constitucional da legalidade a) não seja vedado em lei.
significa: b) não viole expressa disposição de lei.
a) que tudo que não estiver proibido por lei é lícito c) seja expressamente previsto em lei
ao administrador público fazer. d) seja expressamente autorizado em lei.
b) que os atos praticados pelos servidores públicos e) seja autorizado ou permitido em lei.
devem estar de acordo com o que estabelece a lei.
c) que, se determinada tarefa operacional não 6. (Inspetor de Controle Externo – TCE/RN - 2000)
estiver especificamente descrita em lei, o servidor - O ato de remoção de servidor público, de ofício,
não deve fazê-la, ainda que se inclua no rol geral como forma de punição do mesmo, confronta o
de suas atribuições. seguinte princípio da Administração Pública:
d) que todos os atos dos servidores públicos a) Legalidade
devem ser públicos. b) Finalidade
e) que o servidor público não deve agir de modo c) Publicidade
impessoal. d) Razoabilidade
e) Ampla defesa
2. (Procurador de Fortaleza/2002) – O princípio
constitucional da eficiência vincula-se à noção da 7. (TRF/2002) – A finalidade. Como elemento
administração: essencial à validade dos atos administrativos, é
a) patrimonialista aquele reconhecido como o mais condizente com a
b) descentralizada observância pela Administração do princípio
c) gerencial fundamental da
d) burocrática a) legalidade
e) informatizada b) impessoalidade
c) moralidade
3. (Agente Tributário Estadual - ATE – MS/2001) - d) eficiência
A vedação à utilização de imagens e símbolos que e) economicidade
possam significar promoção pessoal de
autoridades e servidores públicos justifica-se, 8. (TRE_MT/Agente_Adm/CESPE/2010) Assinale a
basicamente, pelo princípio da opção correta relativamente à responsabilidade
a) legalidade civil do Estado.
b) publicidade a) Os agentes que, por ação ou omissão, podem
c) eficiência gerar a responsabilidade civil do Estado são os
d) moralidade servidores estatutários, uma vez que apenas eles
e) razoabilidade têm relação de trabalho que os vincula diretamente
à administração.
4. (Analista de Finanças e Controle – Controladoria b) Se a pessoa que sofrer dano contribuir, de
Geral da União - 2003/2004) – Entre os princípios alguma forma, para o resultado danoso, a
básicos da Administração Pública, conquanto todos responsabilidade do Estado estará, então,
devam ser observados em conjunto, o que se afastada, pois este só responde pelos danos cuja
aplica, particular e apropriadamente, à exigência de responsabilidade lhe seja integralmente atribuída.
o administrador, ao realizar uma obra pública, c) A reparação de danos causados a terceiros
autorizada por lei, mediante procedimento somente pode ser feita no âmbito judicial, pois a
licitatório, na modalidade de menor preço global, no administração não está legitimada a, por si só,
exercício do seu poder discricionário, ao escolher reconhecer a sua responsabilidade e definir o valor
determinados fatores, dever orientar-se para o de de uma possível indenização.
melhor atendimento do interesse público, seria o d) A força maior, como acontecimento imprevisível
da e inevitável, estranho à vontade das partes, não
a) eficiência gera a responsabilidade civil do Estado.
b) impessoalidade e) O Estado pode exercer o direito de regresso
c) legalidade contra o agente responsável pelo dano praticado,
d) moralidade independentemente de este ter agido com culpa ou
e) publicidade dolo.

28 Técnico Bancário
9. (TRE_GO/Técnico_Administrativo/CESPE/2009 13. (TRF_2/Técnico Administrativo/FCC/2007) Em
Assinale a opção correspondente a princípio razão do princípio da legalidade, é correto afirmar
constitucional aplicável à administração pública, que a
porém não previsto expressamente na CF, Capítulo a) atividade administrativa deve ser exercida com
VII, Seção I, art. 37, que trata das disposições presteza, qualidade e produtividade funcional.
gerais aplicáveis à administração pública. b) Administração Pública tem certa liberdade de
a) princípio da eficiência atuação, pois pode exercer qualquer atividade,
b) princípio da impessoalidade desde que a lei não proíba.
c) princípio da moralidade c) Administração Pública só pode fazer o que a lei
d) princípio da proporcionalidade determina ou autoriza.
d) Administração Pública fica obrigada a manter
10. (MDA/Administrador/CESPE/2009) Se, nos uma posição imparcial em relação aos
atos que pratica, o administrador público busca administrados.
notoriedade para si próprio, divulgando como suas e) atividade administrativa somente poderá ser
realizações da Administração Pública, resulta válida, se exercida no limite e intensidade
ferido, sobretudo, o princípio da: necessária ao fim proposto.
a) legalidade;
b) impessoalidade; Gabarito:
c) moralidade; 1- B; 2 – C; 3 – B; 4 – B; 5 – E;
d) publicidade; 6 –B; 7 – B; 8 – D; 9 – D; 10 – B;
e) eficiência. 11 –E; 12 –A; 13 -C

11. (TJ_RS/JUÍZ_SUBSTITUTO/2009) São princí-


pios que regem a Administração Pública, previstos
expressamente na Constituição Federal em vigor,
a)impessoalidade, moralidade, publicidade,
probidade e eficiência.
b)legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e
especialidade.
c)legalidade, impessoalidade, probidade,
motivação e continuidade.
d)legalidade, impessoalidade, moralidade,
motivação e publicidade.
e)legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência.

12. (TCE_MT/PROCURADOR/2008) O princípio da


publicidade e eficiência são de obediência
obrigatória
a) tanto da Administração Pública direta e indireta,
quanto da União, dos Estados do Distrito Federal
ou dos Municípios.
b) apenas dos entes da Administração Pública
indireta.
c) apenas dos entes da Administração Pública
direta.
d) apenas aos órgãos públicos federais.
e) apenas para os entes públicos que possuam
personalidade jurídica de direito privado.

Técnico Bancário 29
Bibliografia:
Direito Administrativo Descomplicado - Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo - 16ª edição
WWW.jus.uol.com.br - Nívea Carolina de Holanda Seresuela

Direito Administrativo – Di Pietro, Maria Silvia - 12ª edição


WWW.caixa.gov.br

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