NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. O emitente da NP é o devedor principal.

Para executar uma NP não precisa protestar, porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado, facultativo. E o beneficiário é o credor. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes, os avalistas, o que já tratamos. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. Um termo de assunção de dívida, contrato, declaração, assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais, anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais, é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. Quando ele assinou a NP, aquele termo que diz qual foi à causa da dívida, porque que ele é meu devedor. Ocorreu a novação ou não? Não, porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato, não causa novação. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele, ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais, e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim, pós-datado.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos, ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. Se tivesse causado novação, ou seja, sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. Vinculou um título a um contrato, exemplo prático: sou uma construtora, tenho um terreno, aí vou construir um prédio, pessoas já compraram na planta, tecem um contrato, e assinam também uma nota promissória para prestações. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP, porque já tinha o contrato, por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo, só que ao invés de construir o prédio, desaparece com o dinheiro, as pessoas que compraram ficam sem o apartamento, só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. Quando o banco estiver executando, as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito, não poderão alegar isso.

mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. portanto. que uma vez constatado o ilícito na relação causal.A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. que o emitente da 188 . diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. isso contamina os títulos. que eles perdem a sua forma executiva.

se o título não pode ser endossado. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. Então o valor de juros. serve como referência. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. então pegava o contrato de conta corrente. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. pela regra do direito cambial. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. Já caiu em prova a questão acima. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. documento tal. Aí a jurisprudência disse: essa NP está . o título continua vinculado a sua causa. Na prova. você coloca a cláusula não a ordem. O endosso tem o efeito purificador. placa tal. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. é só este que purifica o título. etc. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. se esse título for endossado. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. A jurisprudência naquelas causas de massa. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. (refere-se a compra do automóvel tal. de mora. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. você vinculou o título. a referência do negócio. Porque aqui sim. Daí o banco esperto.nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. se não tiver o endosso. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. para se vincular um título a um contrato em definitivo. ele jamais vai se desvincular da causa. e o cara não lhe entregar o carro. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. basta olhar a cláusula não a ordem. porque aí você evita o endosso. quando tiver nominal a fulano. Essa decisão é exceção a regra. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ.

ele está dando ao credor o direito de preencher. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. também se aplica às notas promissórias. porque a lei não diz isso. porque esta não é passível de aceite. já é criada 189 . essa vinculação. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. protesto. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. endosso. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum.vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. aval. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas.

Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura.já com assinatura do devedor principal. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. só a duplicata. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. segundo o artigo 2º da LUG. Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. pode pagar com cheque. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. Dificilmente caíra em prova NP. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. pode pagar de qualquer forma. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. Se não existisse a duplicata. 3º da LUG. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). com cheque. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. É o que a lei está dizendo. O inverso é possível. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). só a vinculada a contrato. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. posso emitir 5 duplicatas. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. ou a prestação de serviço? É a duplicata. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. a resposta é a duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. . tem a fatura.

190 . mas quando criaram a duplicata. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite.Antes de existir a duplicata no Brasil. embora não diga expressamente.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. Esse artigo tem por objetivo claro. Criada a duplicata. ou sem o aceite de forma justificada. Artigo 3º . a letra de cambio caiu em desuso.Falam da apresentação da duplicata. eles utilizavam a LC. foi objeto de prova específica do MP. proibir a emissão de LC. ela é apresentada ao sacado. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC.

Com a cobrança do ICMS. Coelho. toda compra e venda tinha que ter duplicata. tributário. Fran Martins. da época que a duplicata era de saque obrigatório. O saque da duplicata é facultativo. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. Waldir Bugareli. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. hoje a duplicata é de saque facultativo. Luiz Emídio e jurisprudência. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. o rol é taxativo. o saque da triplicata é facultativo. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. porque não tinha ICMS. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. era um documento fiscal. ele não vai querer assinar de novo. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. Em caso de perda ou extravio da duplicata. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. O artigo 9º . no valor de 100 mil reais. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. seu saque era obrigatório.O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. estou trazendo uma triplicata para você. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. pois era obrigatório o saque. parágrafo 4º. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. Não existe mais o selo.Fala do pagamento. Quem aplicar o artigo 23 erra. o valor do selo dependia do valor da duplicata. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. com muito mais razão é de saque facultativo. ele fez o aceite. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. você aceitou. a triplicata que é segunda via da duplicata. Importante: Saquei uma duplicata contra A. Para Fabio U. da venda. apresentei ele aceitou. segundo o artigo l3. e aí . Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. cobrava como imposto.

Cuidado: Cuidado com o artigo 23. tem que promover a ação judicial. não aplica o artigo 23.está o maior erro do artigo 23. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. que também tem no CPC. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. 191 . A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois.

segundo a jurisprudência. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. a falta de devolução. . o artigo 23 tem rol exemplificativo.Em caso de perda ou extravio. ou seja.

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