P. 1
Apostila-capacitores

Apostila-capacitores

|Views: 157|Likes:
Publicado pormmgnmmgn

More info:

Published by: mmgnmmgn on Sep 03, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/25/2013

pdf

text

original

O Capacitor

Componente eletrônico constituído de duas placas condutoras, separadas por um material isolante. É um componente que, embora não conduza corrente elétrica entre seus terminais, é capaz de armazenar energia elétrica, sendo esta sua principal característica. É constituído por 2 placas condutoras denominadas Armaduras, que são separadas por um material isolante chamado Dielétrico. Ligados à estas placas condutoras (as armaduras) estão os terminais para conexão do capacitor com outros componentes de um circuito elétrico.

A Capacitância (C) é a capacidade de acumulação de cargas elétricas no capacitor, quando aplicamos em seus terminais determinada tensão. Sua capacitância é determinada pelas dimensões das placas e pela distância de uma em relação à outra, ou seja, é diretamente proporcional à área das armaduras e inversamente proporcional à espessura do Dielétrico. Unidades de Medida da capacitância: Farad (F), Microfarad (µF), Nanofarad (ηF) e Picofarad (ρF). A quantidade de cargas (Q, em Coulomb) que um capacitor pode armazenar depende da tensão (V, em Volts) e de sua capacitância (C, em Farad) entre seus terminais:

Q=V.C
Quando uma Tensão Contínua é aplicada às placas do capacitor, através dele não se verifica nenhuma passagem de corrente, devido à presença do dielétrico. Por outro lado, ocorre uma acumulação de carga elétrica nas placas de tal forma que, a placa ligada ao pólo negativo do gerador acumula elétrons enquanto que a placa ligada ao pólo positivo do gerador fica com falta elétrons. Este fenômeno é chamado de Polarização do Dielétrico. Quando a tensão aplicada é interrompida, a carga acumulada mantém-se devido ao campo elétrico que se forma entre as placas. Se as placas forem curto-circuitadas, encostandose os dois terminais de ligação, uma rápida passagem de corrente é produzida e o capacitor se descarrega, retornando à condição inicial. Quando uma corrente contínua é aplicada a um capacitor, a tensão leva certo tempo para atingir o valor máximo. Portanto, no capacitor, a corrente está adiantada em relação à tensão. O tempo necessário para que o capacitor se carregue totalmente depende das resistências do circuito. Para um circuito RC em série, quanto maior o valor do resistor e do capacitor, mais tempo leva para que o capacitor carregue-se totalmente. A medida da velocidade de crescimento da tensão no capacitor é dada pela constante de tempo (τ) do circuito.

VC = Vcc . (1 – e

–t/τ

)

τ=R.C

Onde: VC – Tensão do Capacitor e – n° de Euller ou base do logaritmo neperiano (e = 2,72) t – tempo decorrido após o fechamento da chave. Gráfico Vc x t Gráfico i x t

Com um intervalo de tempo igual a R.C, o capacitor terá o valor de 63,2% da tensão da fonte. Com 3.R.C, o capacitor estará com aproximadamente 95% de carga e com 5.R.C, estará com 99,3%, quando consideramos como carga total para efeitos práticos. A tabela abaixo mostra alguns pontos notáveis na curva de carga do capacitor.
–t/τ

Constante de tempo RC 2RC 3RC 4RC 5RC

1–e

(tensão no capacitor) 63,2 % Vcc 86,5 % Vcc 95,0 % Vcc 98,2 % Vcc 99,3 % Vcc

E assim, acontece da mesma forma quando submetemos um capacitor a uma descarga através de um circuito RC, como mostra a figura abaixo:

Supondo que o capacitor esteja completamente carregado, ao fecharmos a chave S1, ele iniciará sua descarga através do resistor R, e a tensão no capacitor poderá ser calculada com a seguinte equação:

VC = Vatual. (e

–t/τ

)

Onde: V atual – tensão que está acumulada no capacitor no instante do fechamento da chave. VC – Tensão do Capacitor e – n° de Euller ou base do logaritmo neperiano (e = 2,72) t – tempo decorrido após o fechamento da chave.

Reatância Capacitiva
Quando uma Tensão Alternada é aplicada a um capacitor, seu comportamento é a conseqüência direta do que ele manifesta no caso de uma Tensão Contínua. O Dielétrico é submetido a solicitações alternadas, pois variam de sinal rapidamente e sua polarização muda com o mesmo ritmo. Se a freqüência aumenta, o Dielétrico não pode seguir as mudanças com a mesma velocidade com que ocorrem, e assim, a polarização diminui, o que acarreta uma redução da capacitância. Portanto, devido ao fato de que a capacitância tende a diminuir com o aumento da freqüência, os capacitores Styroflex e cerâmicos são os únicos que podem ser empregados em alta freqüência (Amplificadores e Osciladores). Com as Tensões Alternadas, produzindo o fenômeno de sucessivas cargas e descargas, verifica-se uma circulação de corrente, embora esta não flua diretamente pelo Dielétrico. Assim, chega-se a uma das principais aplicações dos capacitores: a de separar a Corrente Alternada da Corrente Contínua, quando estas se apresentam simultaneamente.Em geral: o capacitor comporta-se como um circuito aberto em corrente contínua e como uma resistência elétrica em corrente alternada.

A reatância capacitiva (Xc) é calculada por:

Xc =
Onde: F – Freqüência (Hz) C – Capacitância (F) Xc – Reatância Capacitiva (Ω)

1 2 . π .f .C

A Tensão e a Corrente num circuito contendo Reatância Capacitiva é determinada por:

Vc = Xc . Ic
Tipos de Capacitores
O que determina o tipo do capacitor é o seu Dielétrico. Pode ser do tipo: - Axial (1 terminal em cada extremidade). - Radial (2 terminais na mesma extremidade).
Tipo Papel Mica Styroflex Folha de Poliéster Poliéster Metalizado Policarbonato Metalizado Cerâmico Tipo I Cerâmico Tipo II Eletrolíticos de Alumínio Eletrolíticos de Tântalo Dielétrico Papel Parafinado Folhas de Mica Tiras de Poliestireno Folhas de Poliéster Folhas de Poliéster Folhas de Policarbonato Disco Cerâmico Disco de Titanato de Bário Óxido de Alumínio Óxido de Tântalo Armadura Folhas de Alumínio Folhas de Alumínio Folhas de Alumínio Folhas de Alumínio Alumínio Depositado Alumínio Depositado Prata Depositada Prata Depositada Folhas de Alumínio Tântalo Metalizado Fixa de Valor 1ηF – 10µF 1ρF – 22ηF 4.7ρF – 22ηF 1ηF – 1µF 10ηF – 2.2µF 10ηF – 2.2µF 0.5ρF – 330ρF 100ρF – 470ρF 0.47ρF – 220000µF 2.2µF – 220µF Faixa de Tensão 150 – 1000V 200 – 5000V 25 – 630V 100 – 1000V 63 – 1000V 63 – 1000V 63 – 500V 15 – 1000V 4 – 500V 3 – 100V

Disposição das placas:

Associações de Capacitores Associação em Série
A Capacitância Total diminui, pois há um aumento efetivo da distância entre as placas. Para calcular a Capacitância Total em Paralelo:

1= 1+ 1+ 1 CT C1 C2 Cn

CT = C1 . C2 C1 + C2
(para 2 capacitores)

Associação em Paralelo
A Capacitância Total aumenta, pois aumenta a área de placas que recebem cargas. Para calcular a Capacitância Total em Série:

CT = C1 + C2 + Cn
Tensão de Trabalho
Há um limite para a tensão que pode ser aplicada a um capacitor qualquer. Se for aplicada uma tensão alta, haverá uma corrente que forçará uma passagem através do Dielétrico. O capacitor entra em curto-circuito e é descarregado. A tensão máxima a ser aplicada a um capacitor é chamada de Tensão de Trabalho e não deve ser ultrapassada.

Capacitores eletrolíticos
Consiste em uma folha de alumínio como armadura positiva, onde por um processo eletrolítico, forma-se uma camada de óxido de alumínio que serve como dielétrico, e um fluído condutor, o eletrólito que impregnado em um papel poroso, é colocado em contato com uma outra folha de alumínio de maneira a formar uma armadura negativa. O conjunto é bobinado, sendo a primeira folha de alumínio ligada ao terminal positivo e a outra ligada a uma caneca tubular, encapsulado todo o conjunto, e ao terminal negativo. Os capacitores eletrolíticos, por apresentarem o dielétrico como uma fina camada de óxido de alumínio e em uma das armaduras um fluido, constituem uma série de altos valores de capacitância, mas com valores limitados de tensão de isolação e terminais polarizados.

Leitura de capacitores
Os capacitores eletrolíticos apresentam seu valor nominal e polaridade inscrita no próprio componente. Alguns outros capacitores apresentam uma codificação é um tanto estranha mesmo para os técnicos experientes, (e ainda mais difícil de compreender para o técnico novato.) Observemos o exemplo abaixo:

O valor do capacitor,"B", é de 3300 pF (picofarad = 10 F) ou 3,3 nF -9 -6 (nanofarad = 10 F) ou 0,0033 F (microfarad = 10 F). No capacitor "A", devemos acrescentar mais 4 zeros após os dois primeiros algarismos. O valor do capacitor, que se lê 104, é de 100000 pF ou 100 nF ou 0,1 F.

-12

Capacitores usando letras em seus valores

O desenho acima, mostra capacitores que tem os seus valores impressos em -9 nanofarad (nF) = 10 F. Quando aparece no capacitor uma letra "n" minúscula, como um dos tipos apresentados ao lado por exemplo: 3n3, significa que este capacitor é de 3,3nF. No exemplo, o "n" minúsculo é colocado ao meio dos números, apenas para economizar uma vírgula e evitar erro de interpretação de seu valor. Para transformar em picofarad, pegamos 0,000.000.003.3F e dividimos por 10 , resultando 3300pF. Alguns fabricantes fazem capacitores com formatos e valores impressos como os apresentados abaixo. O nosso exemplo, de 3300pF, é o primeiro da fila.
-12

Note nos capacitores seguintes, o aparecimento de uma letra maiúscula ao lado dos números. Esta letra refere-se a tolerância do capacitor, ou seja, o quanto que o capacitor pode variar de seu valor em uma temperatura padrão de 25°C. A letra "J" significa que este capacitor pode variar até ±5% de seu valor, a letra "K" = ±10% ou "M" = ±20%. Segue na tabela abaixo, os códigos de tolerâncias de capacitância.

Até 10pF ±0,1pF ±0,25pF ±0,5pF ±1,0pF B C D F G H J K M S Z P

Código

Acima de 10pF

±1% ±2% ±3% ±5% ±10% ±20% -50% -20% +80% -20% ou +100% -20% +100% -0%

Agora, um pouco sobre coeficiente de temperatura "TC", que define a variação da capacitância dentro de uma determinada faixa de temperatura. O "TC" é normalmente expresso em % ou ppm/°C ( partes por milhão / °C ). É usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes. Observe o desenho abaixo.

Os capacitores acima são de coeficiente de temperatura linear e definido, com alta estabilidade de capacitância e perdas mínimas, sendo recomendados para aplicação em circuitos ressonantes, filtros, compensação de temperatura e acoplamento e filtragem em circuitos de RF. Na tabela abaixo estão mais alguns coeficientes de temperatura e as tolerâncias que são muito utilizadas por diversos fabricantes de capacitores. Código NPO N075 N150 N220 N330 N470 N750 N1500 N2200 N3300 N4700 N5250 P100 Coeficiente de temperatura -0± 30ppm/°C -75± 30ppm/°C -150± 30ppm/°C -220± 60ppm/°C -330± 60ppm/°C -470± 60ppm/°C -750± 120ppm/°C -1500± 250ppm/°C -2200± 500ppm/°C -3300± 500ppm/°C -4700± 1000ppm/°C -5250± 1000ppm/°C +100± 30ppm/°C

Outra forma de representar coeficientes de temperatura é mostrada abaixo. É usada em capacitores que se caracterizam pela alta capacitância por unidade de volume (dimensões reduzidas) devido à alta constante dielétrica sendo recomendados para aplicação em desacoplamentos, acoplamentos e supressão de interferências em baixas tensões.

Os coeficientes são também representados exibindo seqüências de letras e números, como por exemplo: X7R, Y5F e Z5U. Para um capacitor Z5U, a faixa de operação é de +10°C que significa "Temperatura Mínima", seguido de +85°C que significa "Temperatura Máxima" e uma variação "Máxima de capacitância", dentro desses limites de temperatura, que não ultrapassa -56%, +22%. Veja as três tabelas abaixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes.

Temperatura Mínima

Temperatura Máxima

X Y Z

-55°C -30°C +10°C

2 4 5 6 7

+45°C +65°C +85°C +105°C +125°C

Variação Máxima de Capacitância A ±1.0% B ±1.5% C ±2.2% D ±3.3% E ±4.7% F ±7.5% P ±10% R ±15% S ±22% T -33%, +22% U -56%, +22% V -82%, +22%

Capacitores de Cerâmica Multicamada

Capacitores de Poliéster Metalizado usando código de cores
A tabela a seguir, mostra como interpretar o código de cores dos capacitores abaixo. No capacitor "A", as 3 primeiras cores são: laranja, laranja e laranja, correspondem a 33000, equivalendo a 33 nF. A cor branca, logo adiante, é referente a ±10% de tolerância. E o vermelho, representa a tensão nominal, que é de 250 volts.

1ª - algarismo PRETO MARROM VERMELHO LARANJA AMARELO VERDE AZUL VIOLETA CINZA BRANCO 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

2ª - algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

3ª - n° de zeros 4ª - tolerância 0 00 000 0000 00000 ± 20% ± 10%

5ª - tensão 250V 400V 630V -

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->