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NOV 1986

NBR 9649

Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário
ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
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Procedimento
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Origem: NB-567/1986 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:009.27 - Comissão de Estudo de Projetos de Sistemas de Esgoto Sanitário Palavras-chave: Rede coletora. Esgoto sanitário 7 páginas

SUMÁRIO
1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Condições gerais 5 Condições específicas ANEXO - Grandezas e notações

3.1 Ligação predial Trecho do coletor predial (ver NBR 8160) compreendido entre o limite do terreno e o coletor de esgoto. 3.2 Coletor de esgoto Tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo de seu comprimento. 3.3 Coletor principal Coletor de esgoto de maior extensão dentro de uma mesma bacia. 3.4 Coletor tronco Tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de outros coletores. 3.5 Emissário Tubulação que recebe esgoto exclusivamente na extremidade de montante. 3.6 Rede coletora

1 Objetivo
Esta Norma fixa as condições exigíveis na elaboração de projeto hidráulico-sanitário de redes coletoras de esgoto sanitário, funcionando em lâmina livre, observada a regulamentação específica das entidades responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento do sistema de esgoto sanitário.

2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 8160 - Instalações prediais de esgotos sanitários - Procedimento NBR 9648 - Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário - Procedimento

Conjunto constituído por ligações prediais, coletores de esgoto, e seus órgãos acessórios. 3.7 Trecho Segmento de coletor, coletor tronco, interceptor ou emissário, compreendido entre singularidades sucessivas; en-

3 Definições
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.13.

2.9.1. e) especificações de serviços. 3. 4. 4.7 Verificação da capacidade da rede existente. 3.2. localizado na cabeceira de qualquer coletor. acessórios. desconsiderando os limites políticos administrativos.1 Requisitos 4. 4.8 Dimensionamento hidráulico da rede e seus órgãos Trecho com escoamento sob pressão.9. 3. interligações com a rede existente. 4.2.1.3 Terminal de limpeza (TL) las disposições constantes das intrusões técnicas específicas relativas à localidade ou área em estudo.1. Devem ser localizadas em planta as contribuições industriais e outras contribuições singulares.6 Passagem forçada nidas no Anexo. c) aspectos construtivos. 4.1 Relatório do estudo de concepção elaborado conforme a NBR 9648. 4 Condições gerais 4. depressões do terreno ou cursos d’água.9 Órgãos acessórios Dispositivos fixos desprovidos de equipamentos mecânicos. inclusive as zonas de expansão previstas. 4.9 Desenho da rede coletora e de seus órgãos aces- sórios.2.2. materiais e respectivas quantidades.3 Delimitação da área do projeto. 3.1. se prevista sua utilização.2.4 Levantamento de obstáculos superficiais e subterrâ- neos nos logradouros onde. 4.Cópia não autorizada 2 NBR 9649/1986 tende-se por singularidade qualquer órgão acessório.10 Relatório de apresentação do projeto contendo no mínimo: a) apreciação comparativa em relação às diretrizes da concepção básica. 3.1 Complementação das prescrições desta Norma pe- Dispositivo não visitável que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza.4 Fixação do início de operação da rede e determinação do alcance do projeto e respectivas etapas de implantação para as diversas bacias de esgotamento. com curvas de nível de metro em metro e pontos cotados onde necessários.9.2. 3. g) aspectos de operação e manutenção. onde estejam Simples número que serve para classificar em dimensão os elementos de tubulação e acessórios.1.6 Traçado da rede. destinada à execução de trabalhos de manutenção. f) orçamentos. deve ser traçada a rede coletora. 3. 4. 3. sem rebaixamento.2 Tubo de inspeção e limpeza (TIL) natureza do terreno e dos níveis do lençol freático. 3. .3 Planta em escala mínima de 1:10000. defi- Dispositivo que permite introdução de equipamentos de limpeza.5 Cálculo das taxas de contribuição inicial e final.8 Diâmetro nominal (DN) 4. 3. de declividade e de vazão quando significativa. d) definição dos tubos. 4.2. mudança de direção e variações de seção.5 Sifão invertido Trecho rebaixado com escoamento sob pressão. se prevista sua utilização. 4. h) desenhos. e posição dos outros componentes do sistema em relação à rede. 4.4 Caixa de passagem (CP) Câmara sem acesso localizada em pontos singulares por necessidade construtiva.13 Coeficiente de retorno Relação média entre os volumes de esgoto produzido e de água efetivamente consumida. 4. 3.1 Poço de visita (PV) representadas em conjunto as áreas das bacias de esgotamento de interesse para o projeto.9. cuja finalidade é transpor obstáculos.9.2 Delimitação das bacias e sub-bacias de esgotamento cujas contribuições podem influir no dimensionamento da rede. ligando um coletor afluente ao fundo do poço. provavelmente. b) cálculo hidráulico. 4.10 Profundidade Diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz inferior interna do coletor.12 Tubo de queda Dispositivo instalado no poço de visita (PV).2 Levantamento planialtimétrico da área de projeto e de suas zonas de expansão em escala mínima de 1:2000. 3. 4.2.11 Recobrimento Diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor.6 Sondagens de reconhecimento para determinação da Câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior.2 Atividades 4.1.9.5 Levantamento cadastral da rede existente.2.

Cópia não autorizada NBR 9649/1986 3 5 Condições específicas 5. ou a 0.1 Tubo de queda deve ser colocado quando o coletor valores de tensão trativa média e declividade mínima a adotar devem ser justificados.3 e 5. 5. 5.5. quando as deflexões coincidem com as dessas peças. a maior lâmina admissível deve ser 50 % do diâmetro do coletor.1.65 m para coletor assentado no passeio.50 m. Sempre que a cota do nível d’água na saída de qualquer PV ou TIL está acima de qualquer das cotas dos níveis d’água de entrada.1 Para coeficiente de Manning diferente de 0.2. 5.2 As posições das caixas de passagem (CP) e das as vazões inicial e final (Qi e Qf).1 Para todos os trechos da rede devem ser estimadas 5.1. deve ser verificada a influência do remanso no trecho de montante.2. d) nos casos previstos em 5.1 Dimensionamento hidráulico 5.50 m.4 e nem superior à máxima calculada segundo o critério de 5. sendo o seu valor máximo. material e diâmetro.1 Inexistindo dados pesquisados e comprovados. na reunião de coletores e onde há degraus.3 A declividade de cada trecho da rede coletora não em substituição a poço de visita (PV). em m/m e Qi em l /s 5. as calhas devem ter altura coincidindo com a geratriz superior do tubo de saída.2.1.1. A declividade mínima que satisfaz essa condição pode ser determinada pela expressão aproximada: Iomín.013.6 As lâminas d’água devem ser sempre calculadas ater aos seguintes limites: a) tampão .0 Pa.2 Garantidas as condições de acesso de equipamento coletor assentado no leito da via de tráfego. nos casos previstos em 5.2 As dimensões dos poços de visita (PV) devem se crítica vc. 5. nas mudanças de direção.1 Quando a velocidade final vf é superior a veloci-dade afluente apresentar degrau com altura maior ou igual a 0. para vazão final (Qf).47 sendo Iomín. = 0. para limpeza do trecho a jusante.dimensão mínima em planta de 0.9 A rede coletora não deve ser aprofundada para atendimento de economia com cota de soleira abaixo do nível da rua. 5. Nos casos de atendimento considerado necessário. de diâmetro e de material. assegurando-se a ventilação do trecho.1.2. 5. c) a jusante de ligações prediais cujas contribuições podem acarretar problema de manutenção.4 Tubo de inspeção e limpeza (TIL) pode ser usado normas e especificações brasileiras relativas aos diversos materiais.2. calcula-da para vazão inicial (Q i ).5. 5.00 m. quando possível a supressão de degrau.5 Poço de visita (PV) deve ser obrigatoriamente usado deve ser inferior à mínima admissível calculada de acordo com 5.2.2. /ANEXO .7 O fundo de PV. tais como no início de coletores. TIL ou TL consecutivos deve ser limitada pelo alcance dos equipamentos de desobs-trução.4 quando a profundidade for maior ou igual a 3. devem ser feitas análises da conveniência do aprofundamento.2. nas mudanças de direção.3 Terminal de limpeza (TL) pode ser usado em subs- validade estatística.90 m para os pontos singulares da rede coletora. 5.2. b) na reunião que exige colocação de tubo de queda.8 O recobrimento não deve ser inferior a 0.2. 5. pode ser usada caixa de passagem (CP) em substituição a poço de visita (PV).2.7 Condição de controle de remanso. TIL e CP deve ser constituído de ca- admitindo o escoamento em regime uniforme e permanente.5 1/s em qualquer trecho.1. 5. de declividade. 5.5. b) nos pontos com degrau de altura inferior a 0.013. igual ou inferior a 75 % do diâmetro do coletor.2.2. o menor não sendo inferior a DN 100.0055 Qi -0. com conexões utilizadas devem ser obrigatoriamente cadastradas. 5.1.4 Cada trecho deve ser verificado pelo critério de tensão trativa média de valor mínimo σt = 1.4. 5.1 Devem ser construídos poços de visita (PV) em todos lhas destinadas a guiar os fluxos afluentes em direção à saída.2. Lateralmente.1.2.1.2. c) nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. os nos seguintes casos: a) na reunião de mais de dois trechos ao coletor. 5. para coeficiente de Manning n = 0.1 As caixas de passagem (CP) podem ser substituídas por conexões nas mudanças de direção e declividade.diâmetro mínimo de 0.1.2.60m. 5.2.2 Disposições construtivas 5. 5.1.2. Recobrimento menor deve ser justificado. recomenda-se como o menor valor de vazão 1.2 Os diâmetros a empregar devem ser os previstos nas tituição a poço de visita (PV) no início de coletores.2. 5.2. declividade.80 m.1. b) câmara .5 A máxima declividade admissível é aquela para a qual se tenha vf = 5 m/s.2. considerados seus efeitos nos trechos subseqüentes e comparando-se com outras soluções.3 e nos seguintes casos: a) na reunião de até dois trechos ao coletor (três entradas e uma saída). 5. 5. a velocidade crítica é definida por: vc = 6 (g RH)1/2 onde g = aceleração da gravidade 5.6 A distância entre PV. 5.1. 5.5.

Cópia não autorizada 4 NBR 9649/1986 .

1 A-2.6 A-4.5 Coeficientes ligados à determinação de vazões Coeficiente de retorno Coeficiente de máxima vazão diária Coeficiente de máxima vazão horária Coeficiente de mínima vazão horária Consumo de água efetivo per capita (não inclui perdas do sistema de abastecimento) Consumo efetivo inicial Consumo efetivo final qi qf l /hab.3 A-1.2 A-4. Qi = Qimáx.3 A-4. = vazão máxima do hidrograma.5. Qi = (k2 .1 A-4.6.3 A-2.Cópia não autorizada NBR 9649/1986 5 ANEXO . Q i) + I + Σ Qci (não inclui k1) Qi l /s I l /s l /s l /s l /s l /s l /s Qi Qf Q ci Q cf Q cf A-4.1 A-2.5 Áreas e comprimentos Área esgotada inicial para um trecho da rede Área esgotada final para um trecho da rede Comprimento de ruas Área edificada inicial Área edificada final ai af L Aei Aef ha ha km m2 m2 A-4 A-4.1 Contribuições e vazões Contribuição de infiltração Contribuição média inicial de esgoto doméstico Contribuição média final de esgoto doméstico Contribuição singular inicial Contribuição singular final Vazão inicial de um trecho da rede Inexistindo medições de vazão utilizáveis no projeto.2 A-3 A-3.dia l /hab.4 A-3.dia C k1 k2 k3 - A-2.4 A-4.2 A-2.4 A-2.6.2 A-1.2 Existindo hidrogramas utilizáveis no projeto. composto com ordenadas proporcionais às do hidrograma medido Q1 l /s /continua .5.3 A-3.5 A-4.4 População e correlatos Densidade populacional inicial Densidade populacional final População inicial População final di df Pi Pf hab/ha hab/ha hab hab A-2 A-2. + ΣQci Qimáx.1 A-3.2 A-3.1 A-1.Grandezas e notações Notação Unidade A-1 A-1.

5 Taxa de contribuição de infiltração A-6 A-6. inicial Área molhada de escoamento.km l /s.4 Grandezas geométricas da seção Diâmetro Área molhada de escoamento. = vazão máxima do hidrograma.2 Taxa de contribuição final por superfície esgotada Taf = Q f .2 A-7.km Txi A-5.3 Taxa de contribuição linear inicial para uma área esgotada de ocupação homogênea Txi = Q i . + ΣQcf Qfmáx.ΣQ cf af Taf l /s.Cópia não autorizada 6 NBR 9649/1986 /continuação A-4.7 A-4.ΣQ cf L l /s. m m/m m m m/m m/m vi m/s /continua .ΣQ ci L l /s.1 Taxas de cálculo Taxa de contribuição inicial por superfície esgotada Tai = Q i . final Perímetro molhado do Ai Af p m m2 m2 m A-7 A-7.6 A-7. Iomáx.5 A-7.7 Grandezas utilizadas no dimensionamento hidráulico Raio hidráulico Declividade Altura da lâmina de água inicial Altura da lâmina de água final Declividade mínima admissível Declividade máxima admissível Velocidade inicial Vi = Qi Ai RH Io yi yf Iomín. Qf = (k1 .4 A-7. Q f) + I + ΣQcf Qf l /s A-4. Qf = Qfmáx.2 Existindo hidrogramas utilizáveis no projeto.ΣQ ci ai Tai l /s. composto com ordenadas proporcionais ao hidrograma medido Qf l /s A-5 A-5.3 A-7.4 Taxa de contribuição linear final para uma área esgotada de ocupação homogênea Txf = Q f .ha A-5.3 A-6.2 A-6.km T xf TI A-5.7.1 Notação Unidade Vazão final de um trecho da rede Inexistindo medições de vazão utilizáveis no projeto.1 A-6.7. k2 .1 A-7.ha A-5.

8 Velocidade final vf = A-7.5 0.5 C. Coeficiente de retorno k1.9 Qf Af Unidade vf m/s Tensão trativa média σt = γ RH Io sendo γ = peso específico da água = 104 N/m3 σt Pa A-8 Valores de coeficientes e grandezas Inexistindo dados locais comprovados oriundos de pesquisas.Cópia não autorizada NBR 9649/1986 7 /continuação Notação A-7. qualidade da execução da rede. podem ser adotados os seguintes: A-8. 0. Taxa de contribuição de infiltração.3 A-8.5 0. material da tubulação e tipo de junta utilizado.4 A-8.0 l /s.2 1 1. Coeficiente de máxima vazão diária k2.05 a 1.km . Coeficiente de mínima vazão horária TI. depende de condições locais tais como: NA do lençol freático. O valor adotado deve ser justificado.8 1. Coeficiente de máxima vazão horária k3.2 A-8.1 A-8. natureza do subsolo.