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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO

DESENVOLVIMENTO DE PROCEDIMENTOS DE
CONTROLE E ACOMPANHAMENTO DE SISTEMAS
CONSTRUTIVOS EM ALVENARIA DE BLOCOS DE GESSO,
FORRO LISO EM PLACAS E REVESTIMENTO MANUAL.

JULIANA DE OLIVEIRA MELO


0112454
ENGENHARIA CIVIL

Trabalho final da disciplina de


Estágio Curricular Supervisionado orientado
pelo Prof. Carlos Welligton P. de A. Sobrinho.

Recife, março de 2005


UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO

DESENVOLVIMENTO DE PROCEDIMENTOS DE
CONTROLE E ACOMPANHAMENTO DE SISTEMAS
CONSTRUTIVOS EM ALVENARIA DE BLOCOS DE GESSO,
FORRO LISO EM PLACAS E REVESTIMENTO MANUAL.

JULIANA DE OLIVEIRA MELO


0112454
ENGENHARIA CIVIL

Trabalho final da disciplina de


Estágio Curricular Supervisionado orientado
pelo Prof. Carlos Welligton P. de A. Sobrinho.

Recife, março de 2005


Orientador
Prof. Carlos Welligton Pires De Azevedo Sobrinho
AGRADECIMENTOS

A Deus.
A minha mãe, Lúcia, por anos de esforço e dedicação para realização deste sonho.
Ao Engenheiro Paulo Barbosa pela oportunidade e por grandes e preciosas lições
profissionais e de vida, as quais levarei sempre comigo.
A meu querido mestre Rafael, pela paciência, amizade e por ter dividido comigo um
pouco de sua grande experiência.
A minha supervisora, Fernanda, que o pouco tempo de convivência direta foi
suficiente para transmitir sua honestidade e caráter, qualidades que a fazem uma
pessoa especial.
E a todos os amigos e colegas de trabalho que não estão em destaque, mas que, de
alguma maneira, colaboraram para que este relatório se concretizasse.
RESUMO

DESENVOLVIMENTO DE PROCEDIMENTOS DE CONTROLE E


ACOMPANHAMENTO DE SISTEMAS CONSTRUTIVOS EM
ALVENARIA DE BLOCOS DE GESSO, FORRO LISO EM PLACAS E
REVESTIMENTO MANUAL.

Aluna: Melo, J. O.
Orientador: Sobrinho, Carlos Welligton Pires de Azevedo
Escola Politécnica de Pernambuco – POLI/UPE

A gipsita é um mineral abundante na natureza e como tal, existem jazidas


espalhadas por muitos países do mundo. No Estado de Pernambuco é uma das
grandes riquezas minerais e está concentrada na região do sertão do Araripe, e é a
partir dela que se fabrica o gesso.
Tal material encontra a sua maior aplicação na indústria da construção civil
(revestimento de paredes, placas, blocos, painéis, etc) onde pode substituir outros
materiais como a cal, o cimento, o aço, a alvenaria e a madeira.
Os sistemas construtivos apresentados: Revestimento manual, alvenaria de blocos e
forro de gesso liso em placas estão detalhados desde o recebimento do material no
local de trabalho até sua execução propriamente dita.
São apresentados também todos os elementos necessários para execução de cada
um desses sistemas, detalhando em cada um sua aplicabilidade e características
técnicas.
Diante do exposto, é notória a grande produtividade e a praticidade dos sistemas
construtivos, aliado a isso o baixo custo que pesou na escolha dos construtores por
esta tecnologia e graças também a aceitação dos consumidores a esta “novidade”
que só tem a evoluir mais ainda.

Palavras-chaves: Gesso, sistemas construtivos, aceitação dos consumidores.


Área do conhecimento: Sistemas construtivos em gesso

Visto do orientador: __________________________


SUMÁRIO

1. Introdução 06
2. Objetivos 07
2.1 Objetivos gerais 07
2.2 Objetivos específicos 07
3. Cronograma de desenvolvimento das atividades 07
4. Revisão bibliográfica 08
5. Desenvolvimento 09
Apresentação 09
Gipsita e gesso no Brasil 09
Produção de gipsita e gesso 12
Características e propriedades do gesso 16
A produção de pré-moldados de gesso 17
Meio ambiente 18
Sistemas construtivos 20
Forro gesso liso em placas 20
Alvenaria em blocos de gesso 28
Revestimento manual de gesso 33
Recebimento e estocagem dos materiais 39
Placas de gesso 39
Gesso de fundição 39
Blocos de gesso 40
Cola de gesso 41
Gesso de revestimento 41
6. Conclusão 42
7. Recomendações 43
8. Referências bibliográficas 44
Declaração da Empresa
6

1. INTRODUÇÃO

As aplicações do gesso na construção civil vêm crescendo rapidamente nos


empreendimentos, sejam de grandes ou pequenos portes. O melhor é que o
mercado (construtores e consumidores) já aceita sem preconceitos a inserção deste
elemento nos imóveis, graças a seu preço competitivo e sua versatilidade.
Dentre as várias aplicações do gesso, neste trabalho serão abordados os sistemas
construtivos mais usuais: Revestimento manual em pasta de gesso, Forro de gesso
liso em placas e alvenaria de blocos, onde estão detalhados os procedimentos para
recebimento de material e execução dos serviços.
7

2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVOS GERAIS

Capacitar o aluno no que se refere ao recebimento do material gesso seja em forma


de revestimento, placas para forro lisas e blocos para alvenaria, assim como, no
acompanhamento da execução dos serviços.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Procedimentos para recebimento e estocagem do material na obra: fase


inicial do processo, onde o material chega na obra e deve ser recebido e
armazenado corretamente, para que suas características sejam mantidas até
o momento de sua aplicação.

• Acompanhamento dos sistemas construtivos: no que se refere à alvenaria em


blocos, forro liso em placas e revestimento manual, atentando para sua
correta execução e observação de mão de obra.

3. CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES

Mês
Atividades
01 02 03 04 05 06
Revisão Bibliográfica
Recebimento de
material na obra
Acompanhamento de
revestimento manual
Acompanhamento de
forro de gesso liso em
placas
Acompanhamento de
alvenaria em blocos
de gesso
Confecção dos
relatórios parciais e
finais
4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
8

A revisão bibliográfica foi de grande valia, até para analisar se a teoria está sendo
aplicada na prática.
Através do “Manual do aplicador de gesso”, que é um material bem prático
elaborado pelo SENAI/PE, foi possível fazer essa comparação.
Graças a esse embasamento de pesquisa pude avaliar e opinar quanto ao correto
procedimento executivo e quanto ao recebimento e estocagem do material na obra.
Os procedimentos de execução dos serviços foram revisados, se adequando claro, à
realidade da obra.
É importante salientar que toda a bibliografia consultada tem o objetivo de fazer com
que o construtor alcance em suas obras a qualidade total, característica
diferenciadora fortemente exigida pelo o mercado da construção civil.
Em vista disso, pode-se afirmar, que a consulta bibliográfica feita durante o período
de estágio, bem como durante o curso realizado na Universidade, foi fundamental
para o aprendizado e o entendimento dos diversos procedimentos utilizados nos
serviços de construção.
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5. DESENVOLVIMENTO

APRESENTAÇÃO

A gipsita é um mineral abundante na natureza e como tal, existem jazidas


espalhadas por muitos países do mundo. No Estado de Pernambuco é uma das
grandes riquezas minerais e está concentrada na região do sertão do Araripe, e é a
partir dela que se fabrica o gesso.
No seu estado natural a gipsita é utilizada pela indústria cimenteira e pela
agricultura, embora para esta última receba a denominação de "gesso agrícola".
Na fabricação de cimento portland a gipsita é adicionada ao clinquer, na proporção
de 3 a 5 % em peso, com a finalidade de retardar o tempo de pega. Na agricultura é
utilizada como corretivo de solos alcalinos e também nos deficientes em enxofre.
O gesso encontra a sua maior aplicação na indústria da construção civil
(revestimento de paredes, placas, blocos, painéis, etc) onde pode substituir outros
materiais como a cal, o cimento, o aço, a alvenaria e a madeira. É também muito
utilizado na confecção de moldes para a indústria cerâmica, metalúrgica e de
plásticos; em moldes artísticos, ortopédicos e dentários; como agente desidratante;
como aglomerante do giz e na briquetagem do carvão. Por sua resistência ao fogo é
empregado na confecção de portas corta fogo; na mineração de carvão para vedar
lâmpadas, engrenagens e áreas onde há perigo de explosão de gases. Isolantes
para cobertura de tubulações e caldeiras são confeccionados com uma mistura de
gesso e amianto, enquanto isolantes acústicos são produzidos com a adição de
material poroso ao gesso.

GIPSITA E GESSO NO BRASIL

O Rio Grande do Norte foi o Estado pioneiro no Brasil na produção de gipsita e


gesso, e durante cerca de 20 anos, a partir de 1938, ocupou a posição de maior
produtor nacional, sendo as atividades conduzidas pelo Grupo Rosado. O elevado
capeamento, da ordem de 20 m, e a pequena espessura da camada de gipsita, de
apenas 5 m, inviabilizaram a continuidade da atividade mineradora, especialmente
após a descoberta das jazidas de Pernambuco, (DNPM, 1980). Na década de 1990
o DNPM tornou sem efeito a concessão da qual era titular a empresa Gesso
10

Mossoró Ltda (Grupo Rosado), e colocou a jazida em disponibilidade para lavra,


porém a mesma não atraiu nenhum investidor.
Desde os anos da década de 1960 que Pernambuco assumiu, e vem mantendo, a
posição de maior produtor nacional de gipsita. Isto pode ser explicado pelo fato das
suas minas apresentarem melhores condições de lavra (menor razão de mineração
e maior pureza do minério); mais adequada infra-estrutura (fácil acesso, vias de
escoamento asfaltadas e disponibilidade de energia elétrica); e ainda, uma maior
proximidade do mercado consumidor do que as da maioria dos outros Estados
produtores.
A região produtora, que recebeu a denominação de Pólo Gesseiro do Araripe,
situa-se no extremo oeste do Estado, a cerca de 700 km da capital Recife, e
abrange os Municípios de Araripina, Bodocó, Exú, Ipubi, Ouricuri e Trindade, que
representam 8,69% do território do Estado e 2,98% da população.
A cadeia produtiva - composta por 28 minas de gipsita em atividade; 80
calcinadoras, cerca de 50% das quais integradas verticalmente com fábricas de
artefatos de gesso; e 30 unidades autônomas produtoras desses artefatos - gerou
um conjunto de atividades empresariais que exerce forte reflexo na economia local e
estadual, haja vista que é o maior pólo produtor desses materiais no País. As minas
e as instalações de calcinação existentes levaram Pernambuco à condição de maior
produtor nacional de gipsita e gesso, com participação no período 1987-2000,
sempre superior a 94% e 96%, respectivamente, da produção nacional, segundo
estatísticas elaboradas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, a
partir de informações fornecidas pelas empresas do setor.
As atividades seqüenciais da cadeia produtiva constituem o mais dinâmico
segmento da economia dos Municípios de Araripina, Trindade e Ipubi. Estimativas
do Sindusgesso indicam que em todo o Pólo essas atividades econômicas geram
cerca de 12.000 empregos diretos, sendo 950 na mineração, 3.900 na calcinação e
7.150 na fabricação de pré-moldados e 60.000 empregos indiretos.
A produção de gesso no Pólo Gesseiro do Araripe teve início graças ao espírito
empreendedor de alguns empresários da região que identificaram no Sudeste do
País, especialmente no Estado de São Paulo, uma demanda reprimida pelo material
e anteviram a possibilidade de calcinar a gipsita utilizando os fornos das casas de
farinha de mandioca, atividade agro-industrial de grande tradição na região.
11

Um outro fato que contribuiu muito para a consolidação do parque produtor de


gesso, ocorreu na segunda metade dos anos de 1970, quando o chamado gesso
químico ou fosfogesso, obtido como subproduto na indústria de fertilizantes, por
vantagem de preço, substituiu a gipsita no parque cimenteiro do Estado de São
Paulo, o maior do país, provocando uma grande redução na demanda.
O crescimento do número de calcinadoras foi rápido, como também em curto espaço
tempo perceberam os empresários a conveniência e as vantagens econômicas de
não se restringirem à produção e comercialização do gesso, mas de buscarem a
verticalização dos seus empreendimentos passando a produzir os pré-moldados, e
outros derivados do gesso.
Dentre estes produtos, as popularmente denominadas “placas de forro” constituem
hoje o que se pode chamar de mais democrática oportunidade de investimento da
região, haja vista a grande proliferação de unidades produtoras, face ao pequeno
volume de capital necessário para sua instalação. Estes empreendimentos, que
inicialmente se localizavam no perímetro urbano, estão agora sendo implantados,
preferencialmente, na zona rural, seja por se constituir em mais uma alternativa de
renda para os pequenos, médios e até grandes proprietários, seja em face das
restrições de ordem ambiental impostas pelas Prefeituras, seja ainda atraídos pelos
menores preços dos terrenos na zona rural.
Como matéria prima para a construção civil, o gesso ainda é pouco utilizado no
Brasil. Outros países como Estados Unidos, França e Chile, utilizam até, pelo
menos, 3,5 vezes mais. Os exemplos mostram como o uso do gesso pode ser
aumentado na construção civil no Brasil. Para isso duas condições são necessárias:

• A primeira é que ele seja produzido com qualidade. Seja como gesso de
revestimento, argamassa para gesso projetado, placas para forros, blocos
para paredes, gesso de fundição ou qualquer outra forma, as fábricas têm
obrigação de produzi-los com qualidade. Elas entenderam isso e estão cada
vez mais aderindo ao Programa Setorial da Qualidade do Programa Brasileiro
de Qualidade e Produtividade do Habitat – PBQP-H.
• A segunda condição é ele ser bem aplicado. Sem desperdícios, obedecendo
ao procedimento de execução e seguindo rigorosamente o projeto.
12

PRODUÇÃO DE GIPSITA E GESSO

O exame da série histórica 1987 - 2000 (Tabela 1) evidencia uma tendência


contínua de crescimento da produção de gipsita, muito embora apresentando a
característica peculiar de alternar períodos de expansão com outros de retração,
especialmente entre 1988 e 1994.
Neste período, a ampliação da produção/consumo de gesso possibilitou aos
mineradores superar os percalços enfrentados pela economia do País e o aumento
da utilização do fosfogesso como substituto da gipsita na indústria cimenteira,
sobretudo em São Paulo.
O período compreendido entre 1994 a 1997 apresenta um crescimento anômalo da
produção de gipsita, mesmo quando se examina uma série mais longa. A anomalia
se caracteriza, pelos níveis de crescimento alcançados, haja vista que passou de
cerca de 800.000 t em 1994, para 1.500.000 t em 1997, um aumento de 87,5%, em
apenas três anos. Este crescimento se deveu tanto à ampliação da produção de
cimento quanto à de gesso.

TABELA 1 – PRODUÇÃO BRASILEIRA DE GIPSITA POR ESTADO

Ao final de 2000 existia no País um total de 65 minas, sendo 36 ativas e 29


paralisadas, assim distribuídas: Pernambuco – 47 minas, das quais 28 ativas, Ceará
– 4 minas (2 ativas); Maranhão – 8 minas (apenas 1 ativa); Amazonas – 1 mina
(ativa); Tocantins – 1 mina (ativa); Bahia – 3 minas (ativas); Piauí – 1 mina
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(paralisada). O número relativamente elevado (45%) de minas paralisadas se deve,


sobretudo, à existência de dois grupamentos mineiros em Pernambuco que, apesar
de "agruparem" um total de 13 minas, somente duas são produtivas, e também ao
grande número de concessões paralisadas no Maranhão.
Historicamente a produção nacional de gesso ocorre em cinco Estados, sendo que
nos últimos anos esteve, praticamente, restrita a Pernambuco e Ceará. Ao longo do
período em análise, o Pólo Gesseiro do Araripe, especialmente os municípios de
Trindade, Ipubi, Araripina e Ouricuri, consolidou-se como principal produtor de
gesso do País. Levantamento realizado pelo DNPM em 2002 identificou a existência
de cerca de 80 calcinadoras, que produzem cerca de 90% da produção nacional de
gesso, complementada pelas empresas Chaves S.A. Mineração e Indústria através
de sua coligada Stargesso Ltda (Ceará), Gesso Mossoró (São Paulo), e Gessonorte
(Tocantins).

TABELA 2 – PRODUÇAO BRASILEIRA DE GESO POR ESTADO, 1987 - 2000

MINERAÇAO

Os depósitos de gipsita do Araripe são os mais importantes do país porque


apresentam uma reserva em cerca de 400 milhões de toneladas, de alta pureza e
grandes horizontes. A espessura do corpo mineral e a relação minério estéril
permitem uma extração bastante lucrativa.
14

A extração do minério na região do Araripe é realizada a céu aberto e em forma de


bancadas.
Na operação de desmonte, são normalmente utilizados marteletes para perfuração,
explosivos de média potência, bombas d’água, caminhões, pás carregadeiras, etc.
Após o desmonte da bancada, os blocos maiores são fragmentados de modo a ficar
com o peso próximo a 40 Kg.
Esses fragmentos de minério, matacões, são então transportados para o pátio de
estocagem das calcinadoras onde sofrem o beneficiamento de acordo com o
processo de produção de cada uma.

CALCINAÇÃO

O processo de calcinação da gipsita depende do tipo de forno utilizado. De uma


forma geral, os blocos de minério passam por diversas fases, a saber:

1. Britagem (britadores de mandíbula e de martelos)


2. Calcinação
3. Moagem
4. Embalagem

São basicamente quatro os tipos de fornos utilizados pelas indústrias gesseiras no


Araripe:

• Panela
• Marmita
• Rotativo tubular
• Marmitas rotativos

FORNOS TIPO PANELA

Esses fornos, em processo de extinção do Araripe, caracterizam-se pela forma de


panelões de aço, são circulares, abertos, de grande diâmetro, e de pequena altura.
Esses equipamentos normalmente estão assentados sobre uma fornalha de
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alvenaria, onde se utiliza lenha para combustão. Nos fornos panelas, as pás
agitadoras homogeneízam a calcinação e, os controles de temperatura e do tempo
de residência do material no forno são realizados empiricamente, através da
observação visual.

FORNOS TIPO MARMITA

Esses equipamentos caracterizam-se pela forma de panelões fechados (cubas),


onde o calor gerado na parte inferior é conseguido com a queima de óleo BPF ou de
lenha.
Nestes fornos a temperatura pode ser controlada através de pirômetros. Um sistema
de palhetas internas, na cuba, garante a homogeneidade do material.

FORNOS TIPO ROTATIVO

Esses fornos caracterizam-se por terem a forma de um tubo giratório, são de aço e
material refratário, de grande extensão e com uma grande extensão e pequena
inclinação.
Nestes equipamentos, o minério moído entra em contato direto com a chama que sai
de um maçarico, no lado da alimentação. O minério sendo calcinado percorre, por
gravidade, toda a extensão do forno e o tempo de residência é controlado pela
velocidade de rotação do tubo.

FORNOS TIPO MARMITA GIRATÓRIA

Têm a forma de um tubo giratório, são de aço e material refratário, com extensão
dependendo do volume de produção. Em alguns casos, tem seus controles
automatizados que seguem rigorosamente as instruções preestabelecidas através
de gerenciamento por computadores e em outros são operados empiricamente.
Nestes equipamentos, o minério moído não entra em contato direto com a chama,
em alguns casos o forno tem controle de tempo, de temperatura e de perda de
massa. Alguns destes fornos podem apresentar controle da pressão interna. O
material permanece na cuba e sua descarga é intermitente.
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Quando a calcinação é realizada à pressão atmosférica, o gesso obtido é o beta, e


quando se dá em equipamentos fechados, sob pressão maior que a atmosférica, o
gesso obtido é o alfa, que é um produto de aplicações mais nobres e que alcança
preços mais elevados. No primeiro caso, o processo é realizado nos diferentes tipos
de forno acima mencionados e, no segundo, a calcinação se dá num autoclave, com
injeção de vapor, ou por desidratação da gipsita em meio aquoso. Nesse último
processo, a tecnologia empregada é mais sofisticada e o controle de qualidade,
tanto a matéria-prima quanto do produto final, é bem mais rígido.
A variação da temperatura de calcinação permite que se obtenha gesso beta com
diferentes características diretamente relacionadas à sua utilização: o gesso rápido
ou de fundição e o gesso lento ou de revestimento. Este, quando destinado à
aplicação manual não recebe nenhum aditivo, porém para ser aplicado por
máquinas de projetar é preparada uma argamassa à base de gesso, com calcário e
cal. Existem ainda os gessos cerâmicos, que é uma variedade mais nobre do de
fundição, e o gesso filler, que corresponde à fração de finos que se recupera dos
vapores que são lançados na atmosfera, durante a etapa de calcinação.

CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES DO GESSO

Algumas propriedades específicas do gesso garantem um excelente desempenho


quando este material é utilizado como aglomerante:

• Elevada plasticidade da pasta


• Pega e endurecimento rápido
• Finura equivalente ao cimento
• Pequeno poder de retração
• Estabilidade volumétrica

A propriedade de absorver e liberar umidade confere aos revestimentos e paredes


em gesso de uma elevada capacidade de promover, no ambiente, um adequado
equilíbrio higroscópico, além de funcionar como inibidor de propagação de chamas,
liberando moléculas d’água quando em contato com o fogo.
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Por outro lado, devido a solubilidade do gesso e seus derivados (1,80 g/L), a
utilização destes materiais ficam restritos a ambientes interiores e onde não haja
contato direto e constante com água (áreas molhadas) e desde que se considere
aspectos relevantes como:

• Alto poder oxidante do gesso quando em contato com componentes ferrosos;


• Alto poder expansivo das moléculas de etringita, formadas pela associação
do gesso com cimento em fase de hidratação;
• Diminuição da resistência, dos pré-moldados de gesso, com grau de umidade
absorvida;
• A solubilidade e lixiviação com a percolação de água constante.

A PRODUÇÃO DE PRÉ-MOLDADOS DE GESSO

Os pré-moldados de gesso como blocos, placas e painéis são produzidos a partir do


gesso fundição e água.
Os pré-moldados são produzidos pelo processo de fundição da pasta de gesso em
matizes de aço inox e liga de alumínio. A pasta é preparada a partir de mistura de
gesso com a água em misturadores eletromecânicos ou manualmente.
Após a moldagem os pré-moldados são secados naturalmente e estocados. A
garantia de qualidade dos pré-moldados de gesso é conseguida pelo controle de
qualidade do gesso, e da água utilizadas na preparação da pasta.
As operações unitárias envolvidas no processo de produção dos pré-moldados
consistem basicamente em:

• Preparação da pasta
• Fundição
• Secagem
• Seleção
• Estocagem

Os principais tipos de pré-moldados de gesso são as placas (60x60 e 65x65), nas


quais alguns fabricantes agregam características diferenciadas como hidrofugadas
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reforçadas com fibra de vidro, texturizadas e acústicas. Os blocos são elementos de


vedação vertical, empregados na construção de paredes e divisórias internas, não
portantes e utilizados em todos tipos de construção: residenciais, comerciais e
industriais.
As chapas, ou painéis, acartonados consistem, em linhas gerais, de uma lâmina de
gesso entre duas de papel cartão.
Existem as chapas standard (ST), preparadas apenas com gesso, aditivos e cartão,
as chapas resistentes à umidade (RU), que recebem um tratamento com
hidrofugantes e as chapas reforçadas (RF), nas quais o gesso recebe o reforço de
fibra de vidro. Outros produtos de gesso para construção civil são a massa corrida;
massa texturizada; a cola; e o contrapiso autonivelante.
De menor importância econômica, porém, muito fabricados no Pólo, são os
denominados bloquetes ou “tijolos” de gesso, com os quais estão sendo construídas
muitas residências e galpões industriais.

MEIO AMBIENTE

Historicamente a principal fonte de energia calorífica para os fornos de calcinação


tem sido a lenha. Com o progressivo fortalecimento dos princípios
conservacionistas, as indústrias passaram a enfrentar obstáculos cada vez mais
consistentes para continuarem a utilizar a lenha como energético. Haja vista que o
desmatamento tem provocado a diminuição gradativa da biodiversidade, com
extinção de espécies animais e vegetais; o empobrecimentio do solo; bem como
contribuído fortemente para a diminuição da sua capacidade de retenção de água, o
que leva à aceleração do processo de erosão. A exaustão da caatinga está fazendo
com que as fontes de suprimento de lenha se situem cada vez mais distantes e os
preços se tornem cada vez mais elevados.
A conscientização do empresariado, sob a influência da ação fiscalizadora
repressiva dos órgãos ambientais, ensejou que a maioria das empresas passasse a
utilizar o óleo pesado tipo BPF, ou assemelhados. Todavia, o grande aumento de
preço deste derivado do petróleo a partir de 1999 fez com que um grande número de
empresas voltasse a consumir lenha. Em 2001 tiveram início algumas experiências
de utilização do gás GLP, cujas chances de sucesso foram bastante reduzidas face
à política de preços adotada pelo Governo Federal para produto.
19

Em 2002 estão em curso experiências com outro energético - o coque de petróleo e


ocorreu uma forte retomada do consumo de lenha. A curto e médio prazo é pouco
provável que seja viabilizada a oferta de gás natural, o que exigiria a extensão de
gasodutos por cerca de 600 km.
O nível de poluição no interior das unidades fabris é bastante elevado nas empresas
menores; e bastante reduzido nas de maior porte. Vale registrar, porém, que ainda é
grande a quantidade de partículas lançadas na atmosfera com efeitos danosos ao
meio ambiente, bem como que existe pouca consciência do perigo que representam
para a saúde dos trabalhadores a poluição por essas partículas e pelos gases de
combustão.
A abertura das cavas das minas nos moldes em que é realizada atualmente, gera
um forte impacto ambiental que pode ser mitigado através da sua recomposição com
o próprio material do capeamento estéril, à semelhança do que já está sendo
realizado com sucesso na lavra de calcário para cimento existente no lado cearense
da Chapada do Araripe.
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SISTEMAS CONSTRUTIVOS

• FORRO DE GESSO EM PLACAS

É um processo destinado às vedações horizontais (rebaixamento de tetos), aplicado


internamente nas edificações residenciais, comerciais, indústrias, escolas e
hospitais. Tem como componente de gesso as placas, o gesso de fundição e a junta
de dilatação.
Trata-se de um sistema fácil e prático de montar, possibilitando desta forma uma
maior produtividade no processo de vedações horizontais com baixo custo.

COMPONENTES DO FORRO DE GESSO

Para montagem do forro com placas de gesso são necessários os seguintes


materiais e equipamentos:

• Placa de gesso para forro • Furadeira com broca para furo em


• Gesso em pó concreto;

• Água; • Rebitadeira;

• Arame galvanizado; • Rebite;

• Estopa de sisal; • Prego;

• Régua de alumínio; • Mangueira de nível;

• Desempenadeira de aço; • Linha de algodão e pó xadrez ou

• Serrote; aparelho próprio para marcação com

• Linha de náilon; linha;


• Andaimes;
• Espátula;
• Escala ou trena;
• Martelo
• Vassoura;
• Perfis ou juntas de dilatação

Placas de gesso

As placas são fabricadas por processo de moldagem, apresentando superfícies lisas


ou decoradas e encaixe tipo macho e fêmea.
21

As placas devem atender as especificações técnicas devido a NBR 12.775.

Especificações Técnicas

DETERMINAÇÕES FÍSICAS/MECÂNICAS UNIDADES EXIGÊNCIAS DE NORMA


Dimensões mm 600 ± 2,0 ; 650 ± 2,0
Largura do reforço lateral mm >25
Espessura do reforço lateral mm 3,0 ± 1,0
Espessura da região central mm 12,0 ± 2,0
Massa especifica Kg/m³ >950
Resistência à flexão Mpa >3,0
Resistência do elemento de fixação N >260
Deflexão diagonal mm <1,0
Folga nos encaixes mm <0,5
Peso Kg 6,0 ± 0,5 ; 6,5 ± 0,5

Gesso de fundição

Gesso de pega rápida utilizado para o chumbamento entre as placas e o


acabamento das juntas de encontro.
O gesso para construção civil de fundição atende às características e desempenho
especificados pela NBR 13.207.

Classificação Início da pega Fim da pega Módulo de finura


Gesso fino para fundição 4 – 10 min 20 – 45 min <1,10

Utilizar recipiente limpo para mistura da pasta de gesso e lavar logo após o uso.
Nunca preparar uma nova mistura em recipiente com resíduos da mistura anterior.

Bucha de sisal / estopa

Fibra utilizada na junção das placas (chumbamento)

Tirantes
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Os tirantes devem ser metálicos que não sofram corrosão, podendo ser de arame de
aço ou alumínio, fios de cobre revestidos, entre outros, colocados de tal forma que
permitam regulagem para nivelamento.
Os tirantes de aço devem apresentar diâmetro mínimo de 1,25mm (nº 18), nos
demais materiais, deve-se determinar o diâmetro equivalente de modo a garantir a
mesma resistência a tração especificada para o aço.

Rebites

Os rebites são fixados na laje de concreto armado e servem de suporte para o


tirante, garantindo a sustentação do forro.

Perfis ou juntas de dilatação

Componente pré-moldado de gesso ou perfil de alumínio utilizado entre a parede e o


forro que atuam como junta de dilatação para evitar o aparecimento de trincas no
forro quando houver acomodação da estrutura de sustentação ou da estrutura como
um todo.
A junta de dilatação deve permitir que o forro fique solto da parede e pode ser
fabricado de acordo com o projeto arquitetônico.

CONDIÇÕES PARA INÍCIO DA MONTAGEM

• Verificar a estrutura de sustentação de modo a preservar a paginação


prevista em projeto e o tipo de fixação de tal forma a garantir o desempenho
adequado do sistema.

• As paredes devem estar revestidas (emboço, reboco, gesso, cerâmica, etc) e


no prumo, caso não, providenciar as devidas correções. No caso de forro
bisotados (frisados) conferir o esquadro.

• As instalações hidráulicas e os sistemas de impermeabilização do andar


superior devem estar concluídos e testados.
23

• As instalações elétricas devem estar fixadas e os serviços de ar condicionado


concluídos.

• Proteger o piso do ambiente com lona plástica.

• Preparar os andaimes (cavaletes).

• Verificar as dimensões da área a ser forrada.

• Definir a altura do forro conforme projeto, utilizando trena e o nível de


mangueira.

ETAPAS DA EXECUÇAO DO FORRO DE GESSO

• Análise do projeto arquitetônico e de instalações;

• Modulação do forro de modo a utilizar o maior número de placas inteiras.

• Lançar os pontos de nível de acordo com altura definida em projeto.

Utilizar a linha de bater:

- Esticar a linha (uma pessoa em cada ponta da linha), colocando na


altura definida;
- Segurar no meio da linha esticada, puxar e soltar a linha para que a
marca fique na parede, definindo a altura do forro.

• O ponto de nível deve ser transferido para outros pontos do ambiente por
meio de mangueira de nível, traçando-se uma linha de nível no perímetro do
ambiente com alinha de bater.

• Definir e marcar os pontos de fixação no teto e/ou estrutura auxiliar.


24

- Os pontos de colocação dos rebites devem ser marcados em função


da quantidade de placas a serem colocadas.

- Executar os furos na laje com furadeira e rebitar em seguida, sendo um


rebite para cada placa inteira que compõe a vedação.

- Amarrar os tirantes (arame de suporte) enlaçados em duas voltas para


tornar possível a regulagem da altura da placa.

- Observar a distância entre os rebites.

Nas estruturas auxiliares, de madeira ou metálicas, utilizam-se os arames


amarrados nos caibros ou perfis.
Na estrutura de madeira, as peças devem ficar distanciadas de acordo
com a dimensão das placas que serão utilizadas.

OBS: os tirantes para permitirem uma perfeita amarração devem ter um


comprimento de 20cm superior a distância entre a laje/estrutura auxiliar e
o nível superior do forro.

• Colocar as juntas de dilatação (quando aplicáveis) segundo o tipo e o sistema


de fixação adotado:

- Colocar pregos ou pinos nas paredes obedecendo a altura do forro,


para apoiar as juntas.

- Colocar as juntas apoiadas nos pregos/pinos.

- Conferir o alinhamento e nivelamento.

- Chumbar a junta de dilatação na placa, utilizando o gesso de fundição


e bucha ou sisal.
25

OBS: Utilizar apenas sisal lavado para evitar o aparecimento de manchas no


forro.

• Esticar um alinha de nylon para alinhamento da primeira fileira de placas,


amarrando-a nos pinos da parede.

• Cortar a placa de forma a deixar o elemento de fixação aparente, quando


necessário. O corte deve ser feito no sentido transversal apenas descobrindo
a parte mais alta do elemento de fixação.

• Montar as placas começando pelos cantos, apoiando-as nos pregos/pinos


previamente fixados ou chumbado na junta de dilatação (perfil L de gesso) e
amarrando-as nos tirantes.

• Cortar o encaixe macho do lado que encontrar com a junta de dilatação.

• Passar o tirante por dentro do elemento de fixação da placa, fazer um


transpasse (média 10cm) garantindo a amarração.

• Placas montadas junto à parede: a primeira placa é montada com 4 tirantes,


as demais placas são montadas com dois tirantes.

• Conferir a altura e o nivelamento do forro.

• Caso necessário, ajustar a altura do forro com auxílio de um dispositivo


adequado colocado entre as duas voltas do tirante girando até atingir a altura
desejada.

• Fazer o chumbamento aplicando a pasta de gesso com sisal/bucha na parte


superior da placa unindo a placa à junta de dilatação ou no encontro entre
placas.
26

• No caso de forro liso, todas as juntas inferiores das placas de gesso devem
ser rejuntadas com pasta de gesso e alisadas através de raspagem com a
desempenadeira de aço e espátula.

• Retirar os pregos/pinos que foram colocados para sustentação da dilatação


após secagem.

• Execução da última peça do forro (fechamento):

- Faz-se o corte na peça em formato de triângulo e retira-se o pedaço.

- Fixa-se a peça através da abertura que ficou.

- Fecha-se a placa com o pedaço retirado usando o gesso de fundição.

• ALVENARIA EM BLOCOS DE GESSO

O sistema construtivo – Paredes divisórias em blocos de gesso atende as


necessidades da moderna construção civil, na busca de qualidade, produtividade e
competitividade dos processos construtivos.
Este processo, destinado à vedação interna de edificações residenciais, comerciais,
industriais, escolas e hospitais tem como componentes de gesso os blocos pré-
moldados e a cola de gesso.
São utilizadas como divisórias internas sem função estrutural.
Trata-se de um sistema fácil e prático de montar, possibilitando desta forma uma
maior produtividade no processo de divisórias internas.
Os blocos apresentam precisão milimétrica nas suas dimensões, acabamento
perfeito nas suas superfícies e resistência mecânica garantindo desta forma
qualidade, baixo índice de desperdício e conforto ambiental.
COMPONENTES DO SISTEMA CONSTRUTIVO

Para montagem das divisórias de blocos são necessários os seguintes materiais e


equipamentos:
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• Blocos de gesso • Martelo de borracha


• Cola de gesso • Bacia
• Balde de borracha • Esquadro
• Trena metálica • Desempeno de aço
• Serrote • Espátula
• Régua de alumínio • Lápis de carpinteiro
• Linha de Nylon • Escantilhão
• Escova para limpeza

Blocos de gesso

Os blocos são fabricados por processos de moldagem, apresentando precisão


milimétrica nas suas dimensões a acabamento perfeito nas suas superfícies.
Os blocos de vedação apresentam as duas faces planas e lisas, encaixe tipo macho
e fêmea, vazados com dutos internos cilíndricos (horizontal/ vertical), com diâmetro
de 50mm ou compactos.

Tipos de blocos

TIPO APLICAÇÃO ESPECÍFICA


Simples Em quartos, salas, escritórios e espaços
(gesso + água) semelhantes.
Em áreas molhadas como cozinha, área de
Hidro serviço, banheiro ou na primeira fiada de
(Gessos especiais + água + aditivos) parede construída em área seca, mas
sujeita à lavagem periódica.
GRG – Glass Reinforced Gypsum Em ambientes destinados a grande
(Gessos especiais, aditivos e fibras de aglomeração de pessoas como: cinemas,
vidro) hospitais, lojas.
Paredes que necessitam de um
GRGH – Glass Reinforced Gypsum
desempenho especial somando as
Hidro
características do bloco GRG e bloco
(gessos especiais, aditivos
Hidro. (banheiro de cinema, shopping,
hidrofugantes e fibras de vidro)
hospital, etc)

VANTAGENS DO SISTEMA CONSTRUTIVO

• Aumento da produtividade
• Limpeza no local de trabalho
• Menor transporte de materiais
28

• Elimina desperdícios
• Permite a colocação do piso antes da montagem
• Facilidade de montagem
• Ganho de área útil (espessura final da parede 7,0 a 10,0 cm)

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS BLOCOS DE VEDAÇÃO

DADOS UNIDADE VALOR


Comprimento mm 666
Altura mm 500
Espessura mm 70 / 76 / 80 / 100
Peso médio Kg 18 / 18 / 19 / 34
Dureza shore 55
Densidade Kg/m² 950 – 1100
Bloco Ud/m² 03

Cola de gesso para assentamento de blocos

A cola de gesso é um produto em pó específico para ser utilizado na colagem de


pré-moldados de gesso e fixação de elementos decorativos de gesso, garantindo
uma aderência perfeita entre as superfícies.
A cola de gesso é fabricada a partir do gesso especial e aditivo e quando trabalhada
com uma mistura adequada, água/gesso apresenta uma consistência pastosa que
permite a sua aplicação com bisnagas, espátulas ou ferramentas similares.

Dados técnicos da cola de gesso

VARIÁVEIS UNIDADES VALORES


Relação água/gesso 63 a 67
Tempo para início da aplicação min 03
Tempo para fim aplicação min 60
29

CARACTERÍSTICAS DOS BLOCOS DE GESSO

• Isolante acústico: Reduz a transferência do barulho de um ambiente para o


outro.

• Corta fogo: Diminui a possibilidade de propagação de incêndio.

• Isolante térmico: Mantém com facilidade a temperatura do ambiente.

• Resistente: Capaz de suportar cargas suspensas como pia e lavatório.

• Delgado: Aumenta a área útil dos ambientes.

• Versátil: Fácil de cortar, montar, recompor.

• Superfície lisa: Pronta para receber acabamentos diversos.

• Higro-ativo: Regula a umidade do ar, mantendo o ambiente confortável.

• Precisão: Dimensões estáveis e padronizadas.

CONDIÇÕES PARA INÍCIO DA MONTAGEM

• Piso assentado, contrapiso acabado ou laje perfeitamente acabada.

• Paredes externas revestidas com argamassa em ambas as faces.

• Colunas e vigas internas revestidas com argamassa na espessura final das


paredes.

• Vãos de escada protegidas contra alagamentos internos.


30

• Conferir e redefinir as cotas antes de iniciar a montagem das paredes de


gesso.

• Caso haja alguma irregularidade nas paredes que ficarão em contato com a
parede de gesso, deve-se corrigir com argamassa de cimento, devendo-se
esperar o período de cura para iniciar a montagem dos blocos de gesso.

ETAPAS DA MONTAGEM

• Fazer toda a locação das paredes divisórias conforme projeto

• Deixar os vãos de portas, janelas e vãos livres indicados em projeto.

• Quando disponível, utilizar escantilhões para facilitar a montagem das


paredes.

• Para montagem de paredes sobre contrapiso ou em condição que exige o


nivelamento do piso.

• Quando estão previstas deformações na estrutura (vigas, lajes, etc),


recomenda-se a colocação de juntas elásticas na base da parede para
absorção desses movimentos sem a transferência da carga para a parede de
gesso. Essas juntas podem ser de cortiça, feltro, borracha expandida ou
outros materiais próprios para este fim e quando apropriado podem ser
coladas com a cola de gesso.

• Nos locais de pisos laváveis, a junta deve ser feita sobre uma base de
concreto com no mínimo 5,0 cm de altura acima do nível pronto.

• Montar a primeira fiada de blocos com o encaixe macho para baixo, cortando
os encaixes com o serrote ou com espátula de aço.

• Aplicar a cola de gesso no piso ou sobre a junta elástica.


31

• Colocar os blocos sobre a cola, observando o alinhamento e o prumo.

• Conferir o alinhamento dos blocos com régua de alumínio fazendo o ajuste


com martelo de borracha.

• Não utilizar gesso de fundição na colagem dos blocos.

• Iniciar a montagem da segunda fiada com um bloco partido ao meio e do


mesmo lado que foi começada a primeira fiada, de forma a se conseguir o
desencontro das áreas de colagem (juntas).

• A cola de gesso, colocadas entre os blocos, deve fluir pelas fendas quando os
blocos forem sendo assentados e batidos com um martelo de borracha.

• Para garantir o adequado desempenho das paredes prontas, as fendas


devem ter uma espessura de no máximo, 2mm.

Montagem dos encontros das paredes

Quando paredes de gesso se encontram, duas situações são observadas: as


paredes cruzadas e as paredes perpendiculares. Em ambos os casos, o
assentamento dos blocos deve ser realizado de forma a se obter o engastamento
perfeito das paredes que se cruzam e das que formam cantos.
No encontro das paredes com blocos de gesso com alvenaria convencional,
estruturas de concreto armado (pilares), recomenda-se a utilização de tela de
poliéster fixada com a cola de gesso.

Assentamento das grades de porta

As grades de porta podem ser fixadas com parafusos, chumbadores específicos ou


espuma de poliuretano expandido. Sempre que possível as grades de porta devem
ser colocadas ao mesmo tempo em que as paredes são levantadas.
32

Fechamento da parede

No assentamento da última fiada de blocos, deve-se deixar uma folga de 1,5 a


2,0cm em média entre o topo do bloco e a laje ou viga do encontro. Esta folga
deverá ser preenchida com gesso cola, 24 horas após o assentamento da última
fiada de blocos.
Quando estão previstas deformações na estrutura (vigas, lajes, etc) recomenda-se a
colocação de juntas elásticas, no fechamento da parede (poliuretano expandido ou
material similar, após sobrecarregar a laje).

Execução das instalações prediais

Os dutos elétricos podem ser colocados no interior dos alvéolos (blocos vazados) ou
nos rasgos realizados com uma máquina específica para este trabalho.
Os fechamentos dos rasgos resultantes dos cortes devem ser preenchidos e
acabados com gesso de fundição.
A fixação das caixas (plásticas) de luz deve ser feita com cola de gesso.
O corte não deve coincidir com a região de rejunte entre os blocos.

Acabamento final

Após a montagem da parede e completa secagem, pode-se aplicar diversos tipos de


acabamento como:

• Cerâmica (utilizando-se cola de gesso para o assentamento)


• Papel de parede (utiliza-se cola específica para papel de parede)
• Fórmica / laminados (utiliza-se cola Fórmica)
• Sistema de pintura (selador, massa corrida, Tinta PVA, acrílica, etc)

Considerações finais

Não utilizar materiais oxidáveis em contato direto com o gesso.


33

Nas arestas vivas recomenda-se a colocação de cantoneiras de alumínio ou PVC.


Em vãos maiores que 5,0m é necessário a colocação de um perfil de alumínio em
forma de I entre os blocos como um dispositivo estruturador, garantindo a
estabilidade da parede, ou outro dispositivo estruturado.
Para fixar a grade de porta com espuma de poliuretano expandido, a folga entre a
grade e a parede com blocos de gesso deve ser no máximo de 25mm e o
poliuretano deve ser colocado em pelo menos seis pontos.

• REVESTIMENTO MANUAL DE GESSO

O sistema construtivo – Revestimento manual de gesso é um processo destinado à


aplicação de revestimento interno de superfícies construídas com concreto, blocos
cerâmicos, blocos de cimento e pré-moldados de gesso das edificações residenciais,
comerciais, industriais, escolas e hospitais, utilizando-se a pasta de gesso aplicada
manualmente.
Trata-se de um sistema fácil e prático de aplicar, possibilitando desta forma uma
maior produtividade no processo de revestimento interno, eliminando etapas do
revestimento convencional.

COMPONENTES DO SISTEMA CONSTRUTIVO

Para execução do revestimento manual de gesso são necessários os seguintes


materiais e equipamentos:

• Gesso lento em pó; • Régua e cantoneira de alumínio;


• Tambor com água; • Desempenadeira de PVC;
• Caixote com suporte; • Desempenadeira de aço;
• Balde; • Pá e espátula;
• Mestras; • Machadinha;
• Linha de náilon; • Lona plástica;
• Escala ou trena; • Vassoura;

Gesso lento
34

O gesso para revestimento pode ser aplicado em superfícies de concreto. Bloco


cerâmico, bloco de cimento, pré-moldados de gesso ou sobre massa única. O gesso
para construção civil atende às características e desempenho especificados pela
NBR 13.207.

CLASSIFICAÇÃO INÍCIO DA PEGA FIM DE PEGA MÓDULO DE FINURA


Revestimento fino > 10min > 45 min <1,10

Características técnicas

• Densidade do pó: 950 a 1000 Kg/cm²


• Trabalhabilidade: 25 a 35 minutos
• Consumo por m²: 1,0 Kg/mm/m²

VANTAGENS DO SISTEMA

• Fácil e rápido de aplicar

• Excelente trabalhabilidade

• Elimina desperdícios

• Garante um perfeito acabamento

• Ideal para todos os tipos de acabamentos finos, para trabalhos de reparos e


modelagem, podendo receber todos os tipos de tintas, revestimentos de
cerâmica, papel de parede, etc.

• Pode ser aplicado em pequenas espessuras:


- 3 a 5mm – sobre blocos de concreto e massa única
- 5 a 10mm – sobre alvenaria convencional

• Elimina o chapisco, a massa única e reduz o consumo de massa corrida –


economia de tempo e dinheiro.
35

• Fácil de ser perfurado.

• Fácil de ser restaurado em caso de quebra ou perfuração - basta aplicar a


pasta de gesso na área danificada

CONDIÇÕES PARA INÍCIO DOS SERVIÇOS

• Preparo da superfície

A superfície a ser revestida deve estar limpa, livre de pó, graxas ou outros
materiais que diminuam a aderência. As eflorescências devem ser eliminadas
ou neutralizadas.

A pasta de gesso apresenta características de boa aderência às superfícies


ásperas e absorventes, no entanto quando a superfície a revestir for pouco
absorvente ou lisa, deve-se fazer a aplicação de argamassa de chapisco ou
emulsões adesivas.

Em superfícies caiadas ou pintadas, recomenda-se um tratamento adequado,


de forma a garantir uma boa aderência ao revestimento em gesso.

• Remova com auxílio da colher de pedreiro ou espátula de aço, as


irregularidades e os excessos de argamassa de rejunte dos blocos.

• Verifique o esquadro entre as paredes com o uso de esquadro e réguas de


alumínio tolerando as variações de até 2mm para uma extensão de 2,40m.

• Verifique o alinhamento de todas as paredes com régua de alumínio de 2,0m


com tolerância de até 2mm.

• Verifique o prumo de todas as paredes admitindo desvios máximos de 2mm.


36

• Remova o pó da superfície da parede.

• Limpe o ambiente que vai ser revestido, inclusive o piso.

• As instalações elétricas devem estar concluídas.

• Proteger as caixas destinadas a tomadas, interruptores e pontos de luz com


papel do próprio saco de gesso.

ETAPAS DE EXECUÇÃO

Revestimento de paredes
• Antes de aplicar o revestimento deve-se executar as mestras para garantir a
espessura e o nivelamento das paredes e de preferência fazer os capiaços
das portas, janelas, vigas, etc.

• É necessário a colocação dos pontos de mestra, definindo a espessura do


revestimento em conformidade com o prumo e esquadro da parede, que
geralmente são definidos pelo Engenheiro ou mestre da obra e colocados
pelo próprio pessoal da obra. A distância entre os pontos é me média de
1,60m. o primeiro ponto é colocado a 0,30m do piso e o segundo ponto a 1,80
ou 2,00m do piso.

• Prepara-se somente a quantidade de pasta de gesso que será utilizada nos


próximos 15 minutos (tempo final de pega do gesso).
Coloca-se a pasta de gesso em um dos lados da régua (lado mais estreito)
Coloca-se o lado da régua com a pasta de gesso contra os pontos de mestra
que estão colocados na parede definindo a espessura do revestimento.
Retira-se a régua, após endurecimento da pasta.

Execução do capiaço

• Prepare a pasta de gesso (Gesso de fundição)


37

• Coloque a pasta de gesso em uma das faces mais largas da régua.

• Coloque a régua sobre as quinas da parede, janela, viga, etc. e prenda a


régua com grampos (sargentos), obedecendo a espessura definida para o
revestimento. Quando o gesso endurecer retire a régua.

Aplicação do revestimento

• Iniciar a aplicação do revestimento, após a conclusão das mestras, capiaços


e proteção das caixas de passagem.

• Preparar a pasta de gesso (gesso para revestimento)

• Deve-se colocar o gesso sobre toda a água e aguardar a completa absorção


para formação da pasta, sem que haja qualquer interferência manual ou
mecânica.

• Preparar somente a quantidade de pasta de gesso suficiente para ser


aplicada antes do final da pega (trabalhabilidade média do gesso de
revestimento 30 minutos)

• A pasta que se encontrar no estado de endurecimento não se tornará


novamente trabalhável com a ação da água.

• Colocar a pasta de gesso no desempeno de PVC.

• Conferir a espessura do revestimento com régua de alumínio tomando-se


como referência às mestras.

• Aplicar a pasta de gesso com o desempeno em várias camadas de forma a


garantir a aderência da pasta na superfície, até obter a espessura definida
para o revestimento.
38

• Fazer as correções necessárias, aplicando pasta de gesso, retirando o


excesso de pasta fazendo cortes com a régua de alumínio no sentido
longitudinal e transversal, até obter a espessura definida.

• Fazer o acabamento final deixando a parede plana e lisa. Para aplicação de


cerâmica sobre o revestimento de gesso recomenda-se não fazer
acabamento liso.

Revestimentos em tetos

• Caso exista na laje algum material que oxide na presença de sulfato de


cálcio, como ferro deve-se remover e em seguida passar zarcão ou fazer
aplicação de argamassa de chapisco para encobrir totalmente o material.

• Aplicar Bianco na laje com auxílio de rolo.

• Colocar a pasta de gesso na desempenadeira de PVC.

• Aplicar a pasta de gesso com o desempeno em várias camadas de forma a


garantir a aderência da pasta na superfície, até obter a espessura definida
para o revestimento.

• Fazer o acabamento final e verificar se o teto está nivelado e com


acabamento liso.

As superfícies revestidas com gesso, após completa secagem podem receber um


acabamento final, como pintura, papéis colantes, revestimento cerâmico e outros.

RECEBIMENTO E ESTOCAGEM DOS MATERIAIS

Placas de gesso
39

Verificar os seguintes itens no recebimento das placas de gesso de acordo com o


especificado em Norma Técnica:

• A placa deve estar seca


• Elemento de fixação em alumínio
• Deflexão diagonal (empeno)
• Esquadro
• Dimensões (60x60 / 65x65)
• Folga nos encaixes macho / fêmea
• Peso
• Acabamento da face plana
• Resistência mecânica
• Contaminação com ferrugem

Gesso de fundição

No recebimento inspecionar:

• Condições da embalagem
• Se o material está petrificado
• Contaminação de ferrugem / areia
• Peso da embalagem x produto
• Tempo de pega (trabalhabilidade)
• Validade do produto

As placas de gesso e o gesso de fundição devem ser armazenados em local seco,


protegido contra intempéries na forma recomendada pelo fabricante para
preservação de sua qualidade.

O empilhamento das placas deve ser de no máximo 3 placas de altura sobre


estrados ou ripas de madeira, na posição vertical com encaixe macho para baixo.
40

O gesso de fundição deve ter empilhamento máximo de 10 sacos.

Blocos de gesso

Os blocos são regulamentados pelo Projeto de Norma 02:002-40-010 – Blocos de


gesso utilizados na vedação interna de edificações – especificações.
Quando do recebimento dos blocos deve-se verificar:

• As dimensões
• As faces se estão planas e bem acabadas
• Os encaixes macho/fêmea entre os blocos
• O empeno que não deve exceder 1%
• O esquadro
• Contaminação de ferrugem
• Peso do bloco
• A resistência mecânica

Estocar em local seco, protegido contra intempéries.


Empilhamento máximo de 3 blocos de altura, sobre estrados ou ripas de madeira, na
posição vertical com o encaixe macho para baixo.
Entre uma camada e outra colocar ripas de madeira para evitar desgaste / quebra do
encaixe macho da camada de baixo.

Cola de gesso

Quando do recebimento da cola de gesso deve-se verificar:

• As condições da embalagem
• Se o produto está petrificado
• Contaminação de ferrugem / areia
• Peso da embalagem
• Tempo de pega (trabalhabilidade)
• Validade do produto
41

Estocar em local seco, protegido contra intempéries, sobre paletes de madeira.


Empilhamento máximo 15 sacos ou conforme recomendações do fabricante.

Gesso de revestimento

• Quando receber o gesso observar:

- sinais de petrificação
- condições do saco (rasgos ou com furos)
- sinais de umidade

• Abrir o saco de gesso, por um pouco na mão e verificar se há sujeira, areias,


etc.
• Verificar se o tempo de pega é igual ao descrito na embalagem
• Após a aplicação da pasta na parede, verificar se existem pontos de ferrugem
• Após observação colocar o produto com problema à disposição do fornecedor

Os sacos de gesso devem ser estocados em local seco, em cima de estrados de


madeira em pilhas de 10 sacos e afastados da parede no mínimo 10cm.
O produto deve ser usado até no máximo 120 dias depois da data de fabricação ou
conforme orientação do fabricante.

6. CONCLUSÃO

A utilização do gesso na Indústria da Construção Civil vem crescendo rapidamente e


com grande aceitação do mercado imobiliário. Os sistemas construtivos
apresentados são os mais aplicados nas obras do Grande Recife, tem preço
atraente e grande produtividade devido à praticidade de manuseio. Sua versatilidade
permite ousar, principalmente na área de decoração, no que se refere ao Forro de
gesso, hoje em dia sendo peça praticamente obrigatória nos imóveis. Ainda há
receios quanto à utilização do gesso, principalmente alvenaria de blocos, no âmbito
de sua impermeabilização. Analisando os as duas vertentes (prós e contras), pode-
42

se chegar à conclusão que o gesso e seus sistemas merecem um voto de confiança,


baseado nas informações deste relatório, ainda que uma pequena parcela do
mercado não veja com bons olhos tal evolução na Construção Civil.

7. RECOMENDAÇÕES

A Escola deveria modificar / reciclar algumas disciplinas que não acompanham as


inovações tecnológicas existentes no mercado. Graças ao estágio, é que o aluno
pode conhecer tais tecnologias e conviver com elas, já que fazem parte da realidade
e do dia a dia do Engenheiro, seja na obra ou no escritório.
As empresas construtoras, hoje em dia, dão grande importância ao estagiário,
dando-lhe maior responsabilidade em suas tarefas e isso, às vezes requer
conhecimento que temos que buscar fora do ambiente acadêmico.
43

Assim, a faculdade deve se preocupar com revisões em seu currículo para que
possam aprimorar professores e alunos, e que formem Engenheiros que possam
sair mais valorizados perante o mercado de trabalho.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SENAI.DR.PE. Manual do aplicador de gesso, Recife, P, 2003.

Procedimento de execução dos serviços: Revestimento interno de Área Seca –


Gesso Em Pasta. Imobiliária Recife Ltda

Procedimento de execução dos serviços: Forro de gesso liso em placas.


Imobiliária Recife Ltda
44

PROSSIGA. - O mercado de gesso e gipsita no Brasil - www.prossiga.br/gesso

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