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Figuras de pensamento:

As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado


das palavras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de pensamento:

Antítese
Consiste na oposição entre duas palavras ou idéias, geralmente na mesma frase.

Exemplos:
- Nunca dois iguais foram tão diferentes.
- A casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era sua escravidão
(Vinícius de Morais)

-"Nasce o sol e não dura mais que um dia.


Depois da luz, se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas, a alegria..."

Paradoxo
É o encontro de idéias com sentidos opostos. São pensamentos que se contradizem formando um só
núcleo de expressão, diferenciando-se desta forma da antítese.

Exemplo:
"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer..."
(Camões)

Ironia
Consiste em sugerir, pela entonação, o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir.

Exemplos:
- Como ele está apaixonado!!

- O ministro foi sutil como uma jamanta e fino como um hipopótamo...


Perífrase
É a figura que consiste em exprimir por várias palavras aquilo que se diria em poucas ou em uma palavra.
Torna-se, portanto, uma referência indireta.

Exemplos:
- A pátria de Voltaire está em guerra. (A França está em guerra.)

- O oxigênio do globo terrestre está terminando.

Outros Exemplos
A cidade da luz = Paris

O país do sol nascente = Japão

A eterna cidade = Roma

A cidade maravilhosa = Rio de Janeiro

Eufemismo
É a atenuação ou suavização de idéias consideradas desagradáveis, cruéis, imorais, obscenas ou
ofensivas.

Exemplos:
- Ele entregou a alma a Deus. (Em lugar de: Ele morreu)
-Nos fizeram varrer calçadas, limpar o que faz todo o cão... (Em lugar de fezes)

- Ela é minha ajudante (Em lugar de empregada doméstica)

- "...Trata-se de um usurpador do bem alheio..." (Em lugar de ladrão)

Disfemismo
É o contrário do eufemismo. O disfemismo é utilizado para dar um impacto violento, desagradável,
obsceno e ofensivo.

Exemplos:
- Ele bateu as botas! (Em lugar de morreu.)

- Esse lixeiro é muito ruim. (Em lugar de: Esse gari não trabalha muito bem.)

- A televisão me deixou burro, muito burro demais... (Titãs)

Hipérbole
Consiste no exagero de uma idéia.

Exemplos:
- Eu já lhe disse um bilhão de vezes para não exagerar quando falar!

- Este anel deve ter custado os olhos da cara.

- Quase morri de estudar!

Gradação
Consiste numa sequência de palavras, sinônimas ou não, que intensificam uma mesma idéia. Pode ser
da menos intensa para a mais intensa e vice-versa.

Exemplos:
- O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se. (Padre Vieira)

- Ele chorou, berrou, esperneou.

Prosopopéia
Consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações de seres humanos a seres inanimados ou
irracionais.

Exemplos:
- O galo cantou às quatro da manhã... (Cantar é humano)

- O Morro dos Ventos Uivantes... (Os ventos não uivam)


A estrela d ‘alva
no céu desponta
E a lua anda tonta
com tamanho esplendor...

- Em um belo céu de anil,


os urubus, fazendo ronda,
discutem, em mesa redonda,
os destinos do Brasil.

- O longo braço do Sol impele os ventos.

Apóstrofe
Consiste no chamamento ou interpelação a uma pessoa ou coisa que pode ser real ou imaginária, pode
estar presente ou ausente; usada para dar ênfase.

Exemplos:
Ó mar salgado,
quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal!

Senhor Deus dos desgraçados!


Dizei-me vós, Senhor Deus!

Deus! Deus! Onde estás que não respondes?

Fonte: geocities.yahoo.com.br

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