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O Ócio como espelho de

Sentimentos

Reflexões de José Silva

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A flor parece ter o seu “projecto” e
ninguém a impedirá de o atingir. Mas…
e se esta flor fosse de plástico?
Estaríamos, nesse caso, perante um
estranho equívoco…
Gomes, Álvaro (2003).

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Tal como a flor,

temos sede nos nossos


desejos e motivações.

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Em muitos momentos das nossas vidas
alimentamos
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sonhos>>e construímos
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projectos
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Se a flor fosse de plástico...

Seríamos sempre iguais,


ou seja,
um papel com destino já traçado.

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Ócio ou ociosidade

O ser humano não vive apenas do trabalho, a verdade é


que precisamos do mesmo para termos horas de lazer,
em que nas quais saímos totalmente da agitação de
uma organização.

No entanto, é o lugar onde passamos a maior parte do


tempo, em média 8 horas por dia e quando chegamos a
casa, já não há tempo para pensar, criar ou resolver
soluções.

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Viver pressupõem: sonhar, planear, sentir, recordar…

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Será que o tempo que
passamos sem fazer nada,

é perda de tempo

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Segundo Domenico de Masi:

“É necessário aprender que o trabalho não é tudo na


vida e que existem outros grandes valores: o estudo
para produzir saber; a diversão para produzir alegria;
o sexo para produzir prazer; a família para produzir
solidariedade, etc.”

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O ócio não significa preguiça, sedentarismo

Desenvolver o ócio criativo significa, um exercício


de união entre actividade, lazer e estudo, sugerindo
ao ser humano um desenvolvimento holístico sobre
a vida.

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O princípio geral do holismo pode ser resumido por
Aristóteles na sua Metafísica:

"O inteiro é mais do que a


simples soma de suas partes."

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Nós só iremos atingir um nível melhor de bem estar e felicidade,
quando entendermos que o maior luxo que já alguma vez
podermos ter, é o aproveitamento das actividades criativas do
nosso tempo gasto, em que nas quais, o trabalho formal e o
tempo livre convivam harmoniosamente bem.

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Para atingir esse grau, devemos passar por um
processo de mudanças comportamentais, culturais e
políticas. Para se estar mais preparado para estas
novas realidades, temos de possuir algumas das
maiores qualidades para a mudança: sensualidade,
espontaneidade, alegria e hospitalidade.

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Laz
er
“O conjunto de ocupações às quais os indivíduos podem
entregar-se de livre vontade, seja para repousar, divertir-se,
recrear-se e entreter-se e/ou para desenvolver sua
formação e informação desinteressada, sua livre
capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se
das obrigações profissionais, familiares e sociais”.

Joffre Dumazedier (1994, p. 34),

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Turismo social

Conduzir e praticar a actividade turística promovendo


a igualdade de oportunidade, a equidade, a
solidariedade e o exercício da cidadania numa
perspectiva de inclusão.

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Se já começou a sentir uma ansiedade miudinha com
a perspectiva de amanhã voltar ao trabalho, sinais de
irritação e cansaço,

é provável que esteja a vivenciar a


síndrome pós-férias.

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A ressaca pós-férias existe

Os sinais de depressão nos primeiros dias de


trabalho são habituais.

O descanso já não está na moda:


• procura-se a emoção da aventura, para ter o
que contar aos amigos no regresso

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O que se verifica é a existência de uma reacção
adaptativa - por vezes difícil - ao trabalho, marcado
por um registo de dever, depois de um período de
lazer e sem obrigações.

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As férias mais do que uma pausa, são vivenciadas
como uma fuga a um estado depressivo e o retorno de
funções significa neste caso, um enorme um sacrifício.
Quando muito, são um balão de oxigénio de curta
duração, já que os benefícios da pausa do trabalho
tendem a esvanecer-se rapidamente.

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Quem vai de férias procura
novas sensações e a descoberta
de outro tipo de emoções
e de experiências.

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O que se pretende já não é tanto descansar, mas
antes, a excitação de descobrir e experimentar algo
que é valorizado pelo próprio e pelos outros.

As férias passivas já não estão na moda. Mesmo


nas Termas e SPAS, o tempo já não é usado
exclusivamente para descansar.

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A ge
st i l o New
E

As férias exóticas, de performance, os desportos


radicais e também os retiros, são o tipo de férias
que mais está a crescer, porque apelam à parte do
interior do ser humano e que não é explorada no
quotidiano.
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A partilha das aventuras com os amigos é um "ritual
de transição" que ajuda a atenuar a síndrome pós-
férias.

Quando se regressa, não se aterra imediatamente


na realidade. Há umas semanas em que as
experiências de férias continuam a render no
quotidiano.

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Se amanhã de manhã, tiver dificuldade em dizer adeus
aos chinelos de praia e à t-shirt colorida, seguido por um
mau humor súbito…

Não fique preocupado

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É apenas o síndrome pós-férias.

O truque segundo dizem os especialistas, é não ter


pressas. Começar por tentar regularizar os horários
das refeições, do sono e não exigir de si demasiado.

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Segundo Shultz, citado por Ross (2002)

Pressupõe-se que existe um certo grau de estabilidade


e previsibilidade na personalidade do individuo.

Visto isto, a personalidade não é algo imutável.

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Shultz também acredita que a personalidade é
única e não se repete.

Embora possamos ter personalidades parecidas com


outras pessoas, há sempre algo que difere uma da
outra.

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Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...

Fernando Pessoa
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Obrigado,

José Silva
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