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06 07 10 a Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

06 07 10 a Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

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Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir

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A parentela corporal e a parentela spiritual 1 Tema: A parentela corporal e a parentela espiritual Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, XIV: item

, 8.

A PARENTELA CORPORAL E A PARENTELA ESPIRITUAL
8. Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.) Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe. A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

PONDERAÇÕES:
Este estudo de famílias no Espiritismo é explicável, e Allan Kardec fez um discernimento explicativo de uma forma bem compreensível, acessível, transparente e livre para todos nós . Eis alguns pontos principais: 1° - O Espírito já existia antes da formação do corpo. 2° - Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho. 3° - Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. 4° - Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. 5° - Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se. 6° - Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos.

Estudo feito por A.. M. Fernandes no Centro Espírita Joana d’Arc, São João de Meriti, RJ. a 06/ 07/ 2010.
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7° - Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe. *** Bem, tirando da Doutrina Espírita, que acredita na reencarnação e a comprova, 2 são poucas as Doutrinas que possam explicar esta passagem difícil de se entender no Evangelho. Das Doutrinas adentro do Cristianismo sabemos que há os dogmas, segundo eu as entendo que quando se morre, ou seja, se desencarna nosso espírito ou alma, conforme é aceita por todos os aderentes desse dogma, essa alma vai para Deus, porém fica à espera como que a dormir, sim, à espera da ressurreição para um julgamento final, em que será decidida sua situação espiritual. Daí, sem movimento de ação positiva ou negativa, todas essas almas ficam numa condição de inércia, sem poder influenciar nem ser influenciada, daí trazendo a conseqüência de serem desfeitas nos laços corporais consangüíneos as únicas famílias a que teriam tido ou possam ter., pois ao falecer se rompe os laços para sempre. Há, porém nessas Doutrinas quem acredite que se possam influenciar essas almas, pela prece e orações a seu favor, mas poucos acreditam que essas almas possam nos dar qualquer retorno, nem que nos ame muito, pois estão segundo certas Doutrinas, num estado de sem permissão de se comunicar perpetuamente, vamos dizer assim, essas convicções têem raízes profundas e tradicionais. A Igreja Católica aceita que os Santos podem nos ajudar, daí, muitos testemunhos de pessoas que pediram ajuda a ‘Santos’ e foram atendidas, daí, há exceção segundo essa interpretação, mas se Santos nos podem ajudar também devemos supor que os familiares que nos amam também possam, isto é se tiverem condição, pois muitos só podem nos atrapalhar, nesse caso, que nos deixem virar sozinhos, por bem, não é assim? É por que cada um responde por si e o caminho de tarefa de um, outro não deve por bem, atrapalhar. Então temos testemunho que o além pode nos influenciar, 3 seja pelos testemunhos da Igreja ou do Espiritismo, daí sabermos que não é conforme o dogma da paralisação no além à espera do julgamento final. Os julgamentos constantes e finais precisam ser interpretados à luz da razão sem fanatismos, pois a lógica nos diz que constantemente estamos a ser julgado pelas leis de ‘Causa e Efeito’, 4 que nos ajustam constantemente à atualização da vida e nos dirige à conscientização do certo e do errado e daí as Leis fazer-nos acertar conscienciosamente no bem e no amor, pois, quando não vai pelo amor, vai pela dor. Como exemplo, sabemos que o homem está causando à Terra através de desajustes e poluição etc, muito mal à Terra a qual responde com efeitos negativos como se sentisse magoada, daí um julgamento que fez o homem se arrepender, e agora está procurando reparar esse mal, que ele fez, ao refletir por quê a Terra reagiu de imediato e de certo modo inesperado. É neste aprendizado generalizado que o homem avança se desenvolve, evolui e tem progresso, isto desde o princípio dos tempos, pois ele foi criado por Deus ‘Simples e ignorante’,5 porém seu Espírito eterno que lhe foi doado por Deus acumula incessantemente seus ensinos, e avança nos desígnios de Deus sempre para um futuro melhor, errando, se arrependendo e se reajustando, em seqüência ao arrependimento que lhe pede e exige de modo obvio o ajustamento urgente, perante as Leis Naturais, que o governa, lidera e provoca os ensinamentos necessários ao seu desenvolvimento moral e intelectual relativamente.. A vida continua, mais viva do que podemos imaginar, pois ‘há mais coisas entre o Céu e a Terra do que podemos sonhar’, 6 É obvio que a vida continua, pois o Espírito é eterno, não por que se fez eterno ele próprio, 7 mas porque foi assim da Vontade de Deus que o criou. Sim, o Espírito já é eterno, portanto não será pelo esforço que faça para ganhar essa graça de eternidade. Seu esforço 8 lhe é pedido para que seja feliz e cresça progressivamente na sua evolução, a graus cada vez mais puros no caminho da perfeição, ascendendo para Deus seu Criador, que o acompanha atravez dos milênios que sejam precisos ou das encarnações ‘Quantas forem necessárias’ 9 ao seu desenvolvimento e pureza. O Livro dos Espíritos, Q. 166-188. O Livro dos Espíritos, Q. 459, 495 4 Evangelho Segundo o Espiritismo, 5: 4-10 5 O Livro dos Espíritos, Q. 115-121. 6 Shakespeare “There is more between Heaven and Earth than thou canst dream of”. 7 Mateus, 6: 27. - Nem em nossa estatura temos poder, muito menos sobre a eternidade. 8 Evangelho Segundo o Espiritismo, 7: 4. 9 O Livro dos Espíritos, Q. 169.
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Por mais longo o percurso que seja, até chegar a ser Espírito Puro 10 em que terá comunhões especiais com Deus, conhecendo Seus pensamentos e desígnios, atuando e administrando tarefas espontaneamente na Vontade de Deus, com jubilo e satisfação gozando as bênçãos dos Céus a ele merecidas. Ora, a vida continua, e se o Espírito ainda se encontra muito aquém de ser perfeito, é lógico que no além na vida espiritual, sua evolução se perpetua em complemento à vida corporal, que lhe é imposta pelas Leis de reencarnação enquanto precisar de corpo físico, assim como os encaminhamentos e os estudos que o Mundo físico comporta, como ferramenta provendiciada por Deus para ser usada pelo Espírito que tenha necessidade, e haja compreensão de que uma só encarnação, não é suficiente 11 para um Espírito absorver o conteúdo geral que a Terra contenha e lhe oferece, embora seja ela de ‘Provas e Expiações’, 12 contém em si múltipla graduação. Até, por que, aqui pode dar seqüência aos seus adiantamentos, numa continuação ou novo capítulo à sua prévia missão, assim como continuar com seus amigos, suas afinidades, suas famílias, suas simpatias, seus ideais etc, cujos se lhes fosse tiradas, em virtude de que tivesse que ir para outro Mundo, por razão desconhecida, 13 onde teria que recomeçar tudo de novo sem ter apoio de nada e desconhecer esse Mundo por completo,.a só consigo mesmo sem apoio absolutamente nenhum, enceto claro indubitavelmente de Deus onipresente. Isso, ao Espírito é indesejável, improvável e sabemos que Deus é de Harmonia, Suas Leis são conscienciosamente de Amor cumprindo Sua Vontade, redigidas pelo Seu Pensamento e mantidas sem serem derrogadas nem revogadas, por que sendo Deus perfeito em todos Seus atributos, Suas Leis são criadas obviamente com pensamento harmonioso e decretado, deduz-se que assim seja, pelo entendimento que temos de Seus atributos, 14 ao nível da nossa presente compreensão. Sim, quando o Espírito, completa a moral e a intelectualidade que o Mundo lhe oferece, claro que tem de ascender em seqüência para Mundos superiores, mas terá sempre contacto com suas famílias deixadas em retrocesso se é que não o possam acompanhar, pois as afinidades e o amor universal atravessa o Universo Cósmico instantaneamente pelo pensamento do Espírito que o emite e o amor é de durabilidade infinita.

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Bem, vejamos o item 28 do capitulo XI do livro de Allan Kardec ‘A Gênese’:
28. - “Quando, em um mundo, os Espíritos hão realizado a soma de progresso que o estado desse mundo comporta, deixam-no para encarnar em outro mais adiantado, onde adquiram novos conhecimentos e assim por diante, até que, não lhes sendo mais de proveito algum a encarnação cm corpos materiais, passam a viver exclusivamente da vida espiritual, em a qual continuam a progredir, mas noutro sentido e por outros meios. Chegados ao ponto culminante do progresso, gozam da suprema felicidade. Admitidos nos conselhos do Onipotente, conhecem-lhe o pensamento e se tornam seus mensageiros, seus ministros diretos no governo dos mundos, tendo sob suas ordens os Espíritos de todos os graus de adiantamento. Assim, qualquer que seja o grau em que se achem na hierarquia espiritual, do mais ínfimo ao mais elevado, têm eles suas atribuições no grande mecanismo do Universo; todos são úteis ao conjunto, ao mesmo tempo que a si próprios. Aos menos adiantados, como a simples serviçais, incumbe o desempenho, a princípio inconsciente, depois, cada vez mais inteligente, de tarefas materiais. Por toda parte, no mundo espiritual, atividade, em nenhum ponto a ociosidade inútil. A coletividade dos Espíritos constitui, de certo modo, a alma do Universo. Por toda parte, o elemento espiritual é que atua em tudo, sob o influxo do pensamento divino. Sem esse elemento, só há matéria inerte, carente de finalidade, de inteligência, tendo por único motor as forças materiais, cuja exclusividade deixa insolúveis uma imensidade de problemas. Com a ação do elemento espiritual individualizado, tudo tem uma finalidade, uma razão de ser, tudo se explica. Prescindindo da espiritualidade, o homem esbarra em dificuldades insuperáveis.” ***

De apoio ao estudo vejamos ‘A Gênese’, XVII: 65 e 66:
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O Livro dos Espíritos, Q. 112- 113 - 625. O Livro dos Espíritos, Q. 169 e 196. Evangelho segundo o Espiritismo, 3: 13-15. Allan Kardec, ‘A Gênese, 11: 34. O Livro dos Espíritos, Q. I: 1-13. - A Gênese, 2: 8-19.

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65. - “Materialmente, a idéia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a Humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o Universo contém. É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as Humanidades pela eternidade em fora e entre os quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível. Vê-se, só por este fato, que Jesus tinha razão de declarar a seus discípulos: «Há muitas coisas que não vos posso dizer, porque não as compreenderíeis», dado que o progresso das ciências era indispensável para uma interpretação legítima de algumas de suas palavras. Certamente, os apóstolos, S. Paulo e os primeiros discípulos teriam estabelecido de modo muito diverso alguns dogmas se tivessem os conhecimentos astronômicos, geológicos, físicos, químicos, fisiológicos e psicológicos que hoje possuímos. Daí vem o ter Jesus adiado a completação de seus ensinos e anunciado que todas as coisas haviam de ser restabelecidas.”“. *** 66. - “Moralmente, um juízo definitivo e sem apelação não se concilia com a bondade infinita do Criador, que Jesus nos apresenta de contínuo como um bom Pai, que deixa sempre aberta uma senda para o arrependimento e que está pronto sempre a estender os braços ao filho pródigo. Se Jesus entendesse o juízo naquele sentido, desmentiria suas próprias palavras. Ao demais, se o juízo final houvesse de apanhar de improviso os homens, em meio de seus trabalhos ordinários, e grávidas as mulheres, caberia perguntar-se com que fim Deus, que não faz coisa alguma inútil ou injusta, faria nascessem crianças e criaria almas novas naquele momento supremo, no termo fatal da Humanidade. Seria para submetê-las a julgamento logo ao saírem do ventre materno, antes de terem consciência de si mesmas, quando, a outros, milhares de anos foram concedidos para se inteirarem do que respeita à própria individualidade? Para que lado, direito ou esquerdo, iriam essas almas, que ainda não são nem boas nem más e para as quais, no entanto, todos os caminhos de ulterior progresso se encontrariam desde então fechados, visto que a Humanidade não mais existiria? (Cap. II, nº 19.) Conservem-nas os que se contentam com semelhantes crenças; estão no seu direito e ninguém nada tem que dizer a isso; mas, não achem mau que nem toda gente partilhe delas.”“. ***
Gente! Alegremo-nos por sermos Espíritos eternos, com a atribuição de termos em instinto 15 e intuição as leis de evolução e progresso, e semeado no nosso mais intimo a semente do amor, ao que conseqüentemente nos impulsionam a improvisar, a procurar melhorar, a pesquisar para descobrir melhor condição, a procurar nos realizarmos oferecendo nossos esforços a favor do próximo, assim como o próximo a se esforçar para em contrapartida nos ajudar e mutuamente progredimos, nos amamos, e nos influenciamos e desse modo angariamos nesses elos amizades, afinidades, famílias afins, simpatizantes uns com os outros e se amando, daí as comunidades, as Nações e as influencias de Nação a Nação, de Mundos a Mundos, 16 nos gostos nas cópias de o que há de melhor, enfim o progresso a evolução a favor de todos, conscientes ou não de que somos uma família espiritual. Nestas leis estão muitos dos desígnios de Deus que se rejubila em ver-nos encarnados e desencarnados em desenvolvimento progressivo seja na moral ou na intelectualidade, diremos então, que assim seja, Amem!

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Uma palavra ou duas das conclusões de “O Livro dos Espíritos’, conclusões, IV”:
IV ““ O progresso da Humanidade tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, de amor e de caridade, lei que se funda na certeza do futuro. Tirai-lhe essa certeza e lhe tirareis a pedra fundamental. Dessa lei derivam todas as outras, porque ela encerra todas as condições da felicidade do homem. Só ela pode curar as chagas da sociedade. Comparando as idades e os povos, pode ele avaliar quanto a sua condição melhora, à medida que essa lei vai sendo mais bem compreendida e praticada. Ora, se, aplicando-a parcial e incompletamente, aufere o homem tanto bem, que não conseguirá quando fizer dela a base de todas as suas instituições sociais! Será isso possível? Certo, porquanto, desde que ele já deu dez passos, possível lhe é dar vinte e assim por diante.
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O Livro dos Espíritos, Q. 702, 703. Evangelho segundo o Espiritismo, 3: 1-19.

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Do futuro se pode, pois, julgar pelo passado. Já vemos que pouco a pouco se extinguem as antipatias de povo para povo. Diante da civilização, diminuem as barreiras que os separavam. De um extremo a outro do mundo, eles se estendem as mãos. Maior justiça preside à elaboração das leis internacionais. As guerras se tornam cada vez mais raras e não excluem os sentimentos de humanidade. Nas relações, a uniformidade se vai estabelecendo. Apagam-se as distinções de raças e de castas e os que professam crenças diversas impõem silêncio aos prejuízos de seita, para se confundirem na adoração de um único Deus. Falamos dos povos que marcham à testa da civilização. (789-793) A todos estes respeitos, no entanto, longe ainda estamos da perfeição e muitas ruínas antigas, ainda se têm que abater, até que não restem mais vestígios da barbaria. Poderão acaso essas ruínas sustentar-se contra a força irresistível do progresso, contra essa força viva que é, em si mesma, uma lei da Natureza? Sendo a geração atual mais adiantada do que a anterior, por que não o será mais do que a presente a que lhe há de suceder? Sê-loá, pela força das coisas. Primeiro, porque, com as gerações, todos os dias se extinguem alguns campeões dos velhos abusos, o que permite à sociedade formar-se de elementos novos, livres dos velhos preconceitos. Em segundo lugar, porque, desejando o progresso, o homem estuda os obstáculos e se aplica a removê-los. Desde que é incontestável o movimento progressivo, não há que duvidar do progresso vindouro. O homem quer ser feliz e é natural esse desejo. Ora, buscando progredir, o que ele procura é aumentar a soma da sua felicidade, sem o que o progresso careceria de objeto. Em que consistiria para ele o progresso, se lhe não devesse melhorar a posição? Quando, porém, conseguir a soma de gozos que o progresso intelectual lhe pode proporcionar, verificará que não está completa a sua felicidade. Reconhecerá ser esta impossível, sem a segurança nas relações sociais, segurança que somente no progresso moral lhe será dado achar. Logo, pela força mesma das coisas, ele próprio dirigirá o progresso para essa senda e o Espiritismo lhe oferecerá a mais poderosa alavanca para alcançar tal objetivo.””

***

Pois é, no meio do turbilhão deste Mundo não é fácil estudarmos no Espiritismo quem somos, por que estamos aqui, qual é o futuro que Deus nos reserva, mas como complicamos as coisas, parece ilusão as realidades da vida corporal ou espiritual, por ser o Espiritismo tão simples e ainda assim complexo e abrangente. Simples, por que sua “Moral” é a de Jesus e sua base principal é a “Reencarnação”, e ”Progresso Moral e Intelectual”. Complexa, por que trata do estudo da alma a qual traz conseqüências religiosas filosóficas e cientificas, por a alma ser vivente contendo em si o potencial da eternidade.. Abrangente, por que abrange e envolve o Mundo Espiritual e o Mundo material e destes os Mundos do Universo, a graduação dos Mundos, as condições de seus habitantes os graus espirituais de seus habitantes, quais os merecimentos dos Espíritos para uns estar em Mundos Superiores enquanto outros vivem em Mundos Inferiores, como progredir e evoluir para chegar a Mundos mais felizes, eis a complexidade do Espiritismo, sério, real e digno de ser estudado. Todas as religiões têm a preocupação da vida eterna, umas mais sérias que outras, daí por que não analisemos o que a Doutrina Espírita nos tem a ensinar, pois ao sabermos que este Mundo material nos envolve por tão pouco tempo, por que não procurar saber mais sobre a vida eterna do Espírito, seja em Igrejas ou Centros Espíritas sérios, que tenham estudos freqüentes. Lembremo-nos positivamente de que: “Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade”. 17

***

Em relação à vida eterna estudemos a questão de ‘O Livro dos Espíritos, 153:
153. Em que sentido se deve entender a vida eterna?
“A vida do Espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retoma a vida eterna.” a) Não seria mais exato chamar vida eterna à dos Espíritos puros, dos que, tendo atingido a perfeição, não estão sujeitos a sofrer mais prova alguma? “Essa é antes a felicidade eterna. Mas isto constitui uma questão de palavras. Chamai as coisas como quiserdes, contanto que vos entendais.”“.
17

Evangelho segundo o Espiritismo, 19: 7.

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Em relação ao progresso dos Espíritos estudemos no livro de Allan Kardec, ‘O Céu e o Inferno’, cap. III, item, 7.
7. - ““ O progresso nos Espíritos é o fruto do próprio trabalho; mas, como são livres, trabalham no seu adiantamento com maior ou menor atividade, com mais ou menos negligência, segundo sua vontade, acelerando ou retardando o progresso e, por conseguinte, a própria felicidade. Enquanto uns avançam rapidamente, entorpecem-se outros, quais poltrões, nas fileiras inferiores. São eles, pois, os próprios autores da sua situação, feliz ou desgraçada, conforme esta frase do Cristo: - A cada um segundo as suas obras. Todo Espírito que se atrasa não pode queixar-se senão de si mesmo, assim como o que se adianta tem o mérito exclusivo do seu esforço, dando por isso maior apreço à felicidade conquistada. A suprema felicidade só é compartilhada pelos Espíritos perfeitos, ou, por outra, pelos puros Espíritos, que não a conseguem senão depois de haverem progredido em inteligência e moralidade. O progresso intelectual e o progresso moral raramente marcham juntos, mas o que o Espírito não consegue em dado tempo, alcança em outro, de modo que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. Eis por que se vêem muitas vezes homens inteligentes e instruídos pouco adiantados moralmente, e vice-versa.”” ***
Bem, concluímos então, que há as famílias corporais e há as famílias espirituais, mas que com o Espiritismo, damos um passo em adiantamento de conhecimento, sabendo que por afinidades e simpatias há união entre os encarnados e desencarnados, ou seja, entre os Mundos Espirituais e Mundos materiais e que portanto como Espíritos somos todos irmãos filhos de o mesmo Pai 18 que é como todos sabem Deus. Bem, que Deus seja conosco, assim como outrora, hoje e sempre.

Gente! Alegremo-nos por sermos Espíritos eternos,19 Com a atribuição de termos em instinto 20 e intuição as leis de evolução e progresso, E semeado em nosso mais intimo a semente do amor Ao que conseqüentemente nos impulsionam a improvisar, a procurar melhorar, A pesquisar para descobrir melhor condição, A procurar nos realizarmos oferecendo nossos esforços a favor do próximo, Assim como o próximo a se esforçar para em contrapartida nos ajudar e mutuamente progredimos, Nos amamos, e nos influenciamos e desse modo angariamos nesses elos amizades,
João, 16: 28 - 20: 17; Extrato do estudo ‘A parentela espiritual...’, dado no Centro Espírita Joana d’Arc, São João de Meriti, RJ. a 06/ 07/ 2010. 20 O Livro dos Espíritos, Q. 702 e 703.
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Afinidades, famílias afins, simpatizantes uns com os outros e se amando, Daí as comunidades, as Nações e as influencias de Nação a Nação. De Mundos a Mundos.21 Nos gostos nas cópias de o que há de melhor, enfim o progresso a evolução a favor de todos. Conscientes ou não de que somos uma família espiritual. Nestas leis estão muitos dos desígnios de Deus que se rejubila Em ver-nos encarnados e desencarnados Em desenvolvimento progressivo seja na moral ou na intelectualidade, Diremos então, que assim seja, Amem!

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Evangelho segundo o Espiritismo, 3: 1-19.

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