Desde 1800, a história da economia Brasileira, tem como um setor que gera riqueza para o país: os Portos que

estão distribuídos pelas cidades litorâneas onde existem terminais Portuários. Logo após o descobrimento da costa Brasileira, foram implantadas instalações rudimentares para diversos fins hidroviários. Com a abertura dos Portos às nações amigas, em 1808 (D. João VI) e com a concessão para exploração dos “portos organizados” e das ferrovias que os acessam, no final do século XIX, a história portuária brasileira vem se desenrolando ao longo dos tempos. Durante os governos da Ditadura que implantaram terminais compatíveis com a industrialização Pós-Guerra, os portos sempre fizeram parte dos PND’S Planos Nacionais de Desenvolvimento, como prioridade Exportadora. Podemos destacar a atuação da Portobrás neste período. A nova ordem econômica política internacional colaborou para que fossem feitas profundas reformas nos portos de praticamente todos os países na década de 90. O Brasil por sua vez também se adaptou a este novo mercado. Nesta mesma década fora extinta a Portobrás, a qual não teve substituta. Com a “Lei de Modernização dos Portos” os portos Brasileiros aderiram novas reformas que colaboraram muito para a história portuária Brasileira. Hoje os portos são analisados em três dimensões: Elo de Cadeia Logística, que tem como foco de análise a carga; Agente Econômico, onde a mercadoria é o foco de análise; Ente Físico, onde as instalações e os usuários é que são o foco.

BREVE HISTÓRICO DOS PORTOS BRASILEIROS Em 28 de janeiro de 1808, fora decretada a abertura dos portos às nações amigas, por D. João VI, assim o Brasil se inseriu como exportador, no sistema de comércio de madeira, ouro e outras riquezas, e como importador facilitou para o trafego de escravos. Em 1846 o Visconde de Mauá – Patrono da Marinha Mercante Brasileira, organizou a Companhia de Estabelecimento da Ponta da Areia no porto de Niterói, destinada a cabotagem na costa Brasileira, como também como o trafego para o Atlântico Sul, América do Norte e Europa. A primeira lei de concessão à exploração de portos pela iniciativa privada, fora elaborada em 1869. Com a Proclamação da República, as administrações dos portos foram privatizadas, sendo a primeira a do porto de Santos que concedera a concessão da exploração por 39 anos, prazo este que foi depois prorrogado para 90 anos a fim de garantir o retorno do investimento que naquela época, se processava lentamente. Os portos tornam-se importantes instrumentos da economia Brasileira, todavia necessitava-se de uma política de investimento, dos recursos gerados pelos portos, na sociedade. Até então o lucro obtido pelos portos concentrou-se na mão dos seus administradores (iniciativa privada). Com o Estado Novo, e com o programa estatizante (1934) o Porto passa a ser tratado como um fator de desenvolvimento econômico do Estado. No período de 1964, no regime da ditadura militar, o enfoque para com os portos era na área de segurança, e não com o objetivo de aumentar a movimentação de mercadorias, e nem com o avanço tecnológico das operações portuárias. O Estado tornava-

por nove companhias Docas (oito públicas e uma privada). Assim fora consolidado o modelo monopolista estatal para o Sistema Portuário Nacional. agregando esta as outras medidas. de 25 de fevereiro de 1993. que causou o aumento demasiado da burocracia nos portos. congestionamentos de trens e caminhões etc. criou-se um desastroso vazio institucional. conhecida como Lei de “Modernização dos Portos”. e por quatro concessões estaduais. uma vez que as relações entre os trabalhadores e empresários estavam sob total controle do aparelho do Estado. que acarretou na aprovação da lei nº 8. Um dos grandes problemas existentes nas cidades portuárias é a falta de entrosamento entre as Prefeituras Municipais e as administrações portuárias. como a falta de dragagem. conseguiu-se. principalmente avulsa. Com a dissolução da Portobrás em 1993. A relação dos trabalhadores se tornou obsoleta por falta da existência de uma legislação justa.se cada vez mais presente na economia. Com a mudança para o uso da mãe de obra. não fora permitido. problemas de vias de acesso. utilizando então o avanço tecnológico e inovações para adequarmos os portos a uma nova realidade. Para a solução destes conflitos faz-se necessário estudos de cunho cientifico que caracterizem os problemas e necessidades locais. e abrindo lugar para a concorrência entre os portos na disputa de cargas. constituindo um desafio para a sociedade e administradores nos distintos níveis do poder.630. houve uma grande ineficiência. assim as regiões portuárias apresentam cenários de conflito entre os aspectos ambientais. Um grupo interministerial da Casa Civil da Presidência da República (Agenda de Portos) aplicou o investimento de 270 milhões para corrigir os principais problemas detectados nos portos. nesse período foram criados a Delegacia do Trabalho e os Conselhos Regionais do Trabalho Marítimo. mudar completamente as estruturas portuária Brasileira. A partir daí o Brasil colocou a reforma portuária Brasileira como requisito básico para a retomada do crescimento econômico. sociais e econômicos. Nesse momento da história portuária. em 1975 foi criada a Empresa de Portos do Brasil S/A – PORTOBRAS. O SISTEMA PORTUÁRIO BRASILEIRO O sistema portuário Brasileiro é composto hoje. uma “holding” que representava o interesse do governo em centralizar atividades portuárias. a necessidade de mais e melhores equipamentos e instalações. . por conta da exploração e controle da Portobrás. existindo ainda mais quatro portos privados distribuído ao longo da costa Brasileira. O processo de modernização das atividades portuárias como maior eficiência. e as prioridades principais eram. e conta com total apoio e investimento do governo.

Com a incorporação de tecnologia que visa uma maior automação dos processos de carregamento de cargas e o uso de telemática. visava a modernização dos portos brasileiros. (lei n° 8. enquanto a academia produz ciência e forma pessoal capacitado. que constitui-se num instrumento indutor da modernização dos equipamentos. Recentemente a Resolução Conama 322 de 2004 traça as diretrizes gerais e procedimentos mínimos para a avaliação do material a ser dragado em águas portuárias brasileiras. visando que os custos operacionais ainda são superiores aos praticados no exterior. fornecendo meios para a o gerenciamento rápido das informações. atualmente pouco se usa a força humana e em muitos casos ela é ate mesmo perigosa para a movimentação de grandes volumes. métodos e processos de movimentação de cargas. Uma expectativa de melhoria na produtividade é através de investimentos na modernização auxiliados também por uma redução nos valores de maquinas e equipamentos. Os portos estão sujeitos ao licenciamento ambiental estabelecidos pela Resolução do Conama 001 e 237. Essa lei também exigiu a criação do Conselho de Autoridade Portuária – CAP quem tem o objetivo de estabelecer normas de regulamentação e de procedimentos para a operação de portos e o Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO que passou a administrar a mão de obra avulsa. que produzem mais com mais facilidades no transporte de cargas. Hoje em dia a produtividade da operação é condição fundamental para o atual sucesso da atividade portuária. para incidentes de poluição por óleos originados de portos organizados e o Conama 306 estabelece critérios para a auditorias ambientais em portos. através dessa lei praticamente todos os serviços e estrutura foram privatizados através de contratos ou arrendamentos. Com todas essas legislações o governo federal estabeleceu em 1998 um protocolo de intenções na chamada Agenda Ambiental Portuária que visa a adequação dos portos a legislação ambiental.CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS PORTOS A Lei de modernização dos portos. passou a ser elemento critico para dar velocidade ao embarque e desembarque das cargas. os portos brasileiros encontram-se em fase regularização junto aos órgãos ambientais elaborando Estudos de Impacto Ambiental. tornando os mais ágeis e competitivos frente ao mercado internacional. Outro fator da evolução dos portos é a aquisição de novos equipamentos e novas embarcações. causados por planos de redução do regime tributário. O ASPECTO SOCIAL . ecológica e social. ou a consolidação das cargas soltas. Planos de Controle Ambiental e Termos de Ajuste de Conduta entre outros. os navios cresceram de tamanho e a unitizaçao. Outro aspecto importante é a implantação progressiva das normas e procedimentos referentes a segurança e saúde no trabalho portuário. O próximo passo é uma aproximação das relações portos e universidades visando benefícios mútuos. acarretando na racionalização da composição das equipes de trabalho e reduzindo os custos. Já a Conama 293 estabelece o conteúdo mínimo para a elaboração de Planos de Emergência Individual – PEI.630/1993). Relatório de Impacto Ambiental. ficando a cargo do governo apenas a administração em si e o papel de Autoridade Portuária. os portos podem receber os benefícios de gerenciar suas operações com eficiência.

Salientando também que as atividades portuárias alem de cruciais para o equilíbrio da balança comercial brasileira é o principal incentivador do desenvolvimento dos municípios portuários. Esta estratégia de reaproximação cidade e porto foram inspirados em casos como o de Barcelona e Buenos Aires. gerando emprego e renda e que poderá também desenvolver a pesca e o ecoturismo. causado no passado pelo fato dos portos serem atribuição do governo federal e eram tidos como se estivessem em áreas federais. composição de equipes e outros aspectos secundários da relação porto-estivador. gerando planos integrados de melhorias urbanas e dinamizando a economia. com a geração de oportunidades de trabalho e negócios. . onde o usuária foi finalmente promovido a cliente do porto com todas as vantagens e direitos. doenças sexuais e o narcotráfico. líquidos e possíveis derrames de produtos perigos e o risco de invasão de espécies exóticas. salários. incluindo norma disciplinar. prostituição. RECURSOS HUMANOS E TRABALHADORES Antes da lei de privatizações o controle estatal dentro do porto era total. Visando reparar isso a Associação Brasileira dos Municípios Portuários – ABMO tem a função de incentivar a convivência entre o porto e a cidade. Atualmente existe um distanciamento entre a cidades e os portos. A lei 8. acabando também com a CLT na atividade portuária e principalmente no trabalho avulso. A lei cria o Contrato Coletivo de Trabalho e a arbitragem para a solução de conflitos. onde antigas áreas de armazéns desativados deram lugar a projetos de lazer e turismo.Próximo as instalações portuárias aparecem casos de miséria. desde o normalização das atividades ate a organização da mão de obra era controladas pelo Conselho Superior do Trabalho Marítimo – CSTM e pela Superintendência da Marinha Mercante – SUNAMAM. sem contar os impactos ambientais com a emissão de resíduos sólidos. desenvolvendo políticas de convivência e participação com o envolvimento do município na administração portuária. em geral a população não valoriza devida aos portos. Com a privatização dos portos houve uma mudança do enfoque na relação do usuária com o porto.630 criou também o Órgão Gestor de Mão de Obra – ao qual foi remetido toda a organização do trabalho. e isso passou a requerer esforços conjuntos visando melhor atender aos requisitos de logística de exportação.

Instituto João Neórico Faculdade de Ciências Humanas. novo desafio para a sociedade.: Gilson Morais Porto Velho – RO .” Franscisco Ciarini Giordani Braga Salamon Prof. Exatas e Letras de Rondônia CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL Disciplina: PORTOS RESUMO “Portos Brasileiros.

Abril de 2010 .

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